Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,712)
- Primeira Turma Ordinária (16,211)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,078)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,784)
- Segunda Turma Ordinária d (14,416)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,379)
- Segunda Turma Ordinária d (12,361)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,416)
- Quarta Câmara (84,742)
- Terceira Câmara (67,310)
- Segunda Câmara (55,745)
- Primeira Câmara (20,136)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,275)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,843)
- Segunda Seção de Julgamen (114,408)
- Primeira Seção de Julgame (76,513)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,882)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,918)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,503)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,419)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10380.720167/2007-00
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO. TAXA SELIC. OPOSIÇÃO ILEGÍTIMA DO FISCO. TERMO INICIAL. 360 DIAS.
Não existe previsão legal para a incidência da Taxa SELIC nos pedidos de ressarcimento de IPI. O reconhecimento da atualização monetária só é possível em face de decisões do STJ na sistemática dos Recursos Repetitivos, quando existentes atos administrativos que indeferiram parcial ou totalmente os pedidos, e o entendimento neles consubstanciados foi revertido nas instâncias administrativas de julgamento, sendo assim considerados oposição ilegítima ao seu aproveitamento.
Numero da decisão: 3302-006.027
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, em conhecer, parcialmente, do recurso voluntário e, na parte conhecida, em negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente.
(assinado digitalmente)
Walker Araujo - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior.
Nome do relator: WALKER ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201809
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO. TAXA SELIC. OPOSIÇÃO ILEGÍTIMA DO FISCO. TERMO INICIAL. 360 DIAS. Não existe previsão legal para a incidência da Taxa SELIC nos pedidos de ressarcimento de IPI. O reconhecimento da atualização monetária só é possível em face de decisões do STJ na sistemática dos Recursos Repetitivos, quando existentes atos administrativos que indeferiram parcial ou totalmente os pedidos, e o entendimento neles consubstanciados foi revertido nas instâncias administrativas de julgamento, sendo assim considerados oposição ilegítima ao seu aproveitamento.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10380.720167/2007-00
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5921344
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 31 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3302-006.027
nome_arquivo_s : Decisao_10380720167200700.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : WALKER ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 10380720167200700_5921344.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, em conhecer, parcialmente, do recurso voluntário e, na parte conhecida, em negar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente. (assinado digitalmente) Walker Araujo - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2018
id : 7483644
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:30:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870192537600
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1747; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 513 1 512 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.720167/200700 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302006.027 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 27 de setembro de 2018 Matéria RESSARCIMENTO IPI Recorrente CASCAVEL COUROS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO. TAXA SELIC. OPOSIÇÃO ILEGÍTIMA DO FISCO. TERMO INICIAL. 360 DIAS. Não existe previsão legal para a incidência da Taxa SELIC nos pedidos de ressarcimento de IPI. O reconhecimento da atualização monetária só é possível em face de decisões do STJ na sistemática dos Recursos Repetitivos, quando existentes atos administrativos que indeferiram parcial ou totalmente os pedidos, e o entendimento neles consubstanciados foi revertido nas instâncias administrativas de julgamento, sendo assim considerados oposição ilegítima ao seu aproveitamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, em conhecer, parcialmente, do recurso voluntário e, na parte conhecida, em negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente. (assinado digitalmente) Walker Araujo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 01 67 /2 00 7- 00 Fl. 513DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 514 2 Relatório Por bem descrever e retratar os fatos, adoto e transcrevo o relatório da Resolução nº 330200.245 de fls. 469473: No dia 12/05/2004 a empresa Recorrente, já qualificada nos autos, transmitiu PERDCOMP declarando compensações e pleiteando o ressarcimento de crédito presumido de IPI (Leis nº 9.363/96 e 10.276/01), relativo ao 3º trimestre de 2003. Após a realização das verificações fiscais no estabelecimento da recorrente, a DRF em Fortaleza CE reconheceu parcialmente o direito creditório pleiteado, nos termos do Despacho Decisório de fls. 376/377. A autoridade competente efetuou as seguintes glosas, nas suas palavras: A análise do pedido foi feita por amostragem nas notas fiscais de aquisição de insumo, utilizados na industrialização dos produtos mencionados no parágrafo terceiro desta informação, e as notas fiscais examinadas não apresentaram infrações aos dispositivos legais objeto deste processo. Entretanto, os valores glosados são decorrentes da inclusão na base de cálculo do crédito presumido de insumos adquiridos no mercado externo e das transferências recebidas das filiais de Maracanaú e Sobral, tendo em vista que tais procedimentos contrariam dispositivo legais, ou seja, o artigo 1° da Lei 9.363, transcrito anteriormente e o artigo 9° da IN SRF 315, de 3 de abril de 2003 que determina que o pedido de ressarcimento seja centralizado na matriz. Não se conformando com a decisão acima, a empresa interessada ingressou com manifestação de inconformidade pleiteando: (i) o ressarcimento dos valores com o acréscimo da Taxa SELIC, contada a partir da data de geração do direito ao crédito presumido, ou, ao menos, sucessivamente, contada a partir da data do protocolo do Pedido de Ressarcimento; (ii) a manutenção da apuração do crédito presumido do IPI a ser ressarcido sem a exclusão dos valores relativos às compras de insumos de não contribuintes da COFINS e da Contribuição para o PIS, especialmente aquelas realizadas de pessoas físicas e cooperativas; (iii) a manutenção da apuração do crédito presumido do IPI a ser ressarcido sem a exclusão dos valores relativos as compras de matériaprima importada, não adquirida no mercado interno, de energia elétrica, sistema de comunicação e óleo combustível; (iv) a manutenção da apuração do crédito presumido do IPI a ser ressarcido considerando as notas fiscais de transferências de matériaprima, produtos químicos e material de embalagem para as filiais de Maracanaú e Sobral, bem como as que acobertaram devoluções de compras. A 3a Turma de Julgamento da DRJ em Belém PA indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 0112.535, de 18/11/2011, cuja ementa abaixo transcrevo: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 Fl. 514DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 515 3 DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos Conselhos de Contribuintes não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, sendo àquela objeto da decisão, na forma do artigo 100 do CTN. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE NÃOCONTRIBUINTES. Incabível o ressarcimento do PIS/Pasep e da Cofins em relação a insumos adquiridos de pessoas físicas, cooperativas e importadores, que não suportaram o pagamento dessas contribuições. Ao determinar a forma de apuração do incentivo, a lei excluiu da base de cálculo do beneficio fiscal as aquisições que não sofreram incidência das contribuições ao PIS e à Cofins. IPI. DIREITO AO CRÉDITO. AÇÃO DIRETAMENTE EXERCIDA SOBRE 0 PRODUTO. Geram o direito ao crédito, além dos que se integram ao produto final (matériasprimas e produtos intermediários, "strict° senso", e material de embalagem), quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação ou, viceversa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam ser incluídos no ativo permanente. JUROS COMPENSATÓRIOS. RESSARCIMENTO Não incidirão juros compensatórios no ressarcimento de créditos do IPI, da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, bem como na compensação de referidos créditos. Desta decisão a empresa interessada tomou ciência no dia 31/12/2008, conforme AR de fl. 426, e, no dia 03/02/2009, ingressou com o recurso voluntário de fls. 427/443, no qual está pleiteando: (i) o ressarcimento dos valores com o acréscimo da Taxa SELIC, contada a partir da data de geração do direito ao crédito presumido, ou, ao menos, sucessivamente, contada a partir da data do protocolo do Pedido de Ressarcimento; (ii) a manutenção da apuração do crédito presumido do IPI a ser ressarcido sem a exclusão dos valores relativos às compras de insumos de não contribuintes da COFINS e da Contribuição para o PIS, especialmente aquelas realizadas de pessoas físicas e cooperativas; Na forma regimental, o processo foi a mim distribuído. É o relatório do essencial. Referida resolução foi motivada da seguinte forma: Como relatado, trata o presente processo de declaração de compensação vinculada a pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI do 3º trimestre de 2003, deferido parcialmente em face da glosa de créditos relativos a insumos importados e transferência de insumos recebidos de filiais da Recorrente. Na manifestação de inconformidade apresentada junto à DRJ a empresa Recorrente protesta: (i) pelo reconhecimento da incidência da taxa Selic no ressarcimento pleiteado; (ii) pela manutenção do crédito nas aquisições de insumos Fl. 515DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 516 4 junto a pessoas físicas e cooperativas, nas aquisições de insumos no mercado externo e nas transferências de insumos recebidos de filiais suas. A decisão recorrida indeferiu o pleito da empresa Recorrente que veio a este Colegiado pleiteando somente o reconhecimento da incidência da taxa Selic no ressarcimento pleiteado e a manutenção do crédito nas aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas. Conforme consta no Termo de Verificação Fiscal, transcrito no Relatório acima, foram efetuadas duas glosas: insumos recebidos por transferência de filiais e insumos adquiridos no mercado externo. Nenhuma dessas matérias foi objeto de contestação no Recurso Voluntário do contribuinte. No entretanto, a matéria “aquisição de insumos junto a pessoas físicas e cooperativa”, constante da manifestação de inconformidade, foi exaustivamente analisada pela decisão recorrida, embora não tenha sido expressamente citada no Termo de Verificação Fiscal de fls. 367/373. Isto posto, e: Considerando que mesmo não tendo sido citada no referido Termo de Verificação Fiscal, pode ter havido glosa de crédito relativo a insumos adquiridos de pessoas físicas e cooperativas; Considerando que a empresa Recorrente não indicou quais insumos, e respectivos valores, foram adquiridos de pessoas físicas; Considerando que na Relação de Notas Fiscais de fls. 306/312 não consta aquisições de pessoas físicas. Considero imprescindível para o deslinde da questão que a empresa Recorrente identifique as aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas que não foram consideradas pela Fiscalização no cálculo do crédito presumido pleiteado. VOTO no sentido de converter o julgamento em diligência à DRF em Fortaleza para as seguintes providências: 1) intimar a Recorrente a demonstrar as aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas no período objeto do pedido, informando os mesmos dados constantes da Relação de Notas Fiscais de fls. 306/312, substituindo o CNPJ pelo CPF. 2)atendido a intimação acima e existindo aquisições de pessoas físicas ou de cooperativas, informar se as aquisições são de matériasprimas, produtos intermediários ou material de embalagem empregados pela Recorrente na sua produção e se as notas fiscais foram regularmente escrituras; 3)atendido a intimação acima, refazer o cálculo do crédito presumido considerando o valor das aquisições acima referidas; 4) dar ciência à recorrente desta Resolução e do resultado da diligência, abrindolhe o prazo previsto no Parágrafo Único do art. 35 do Decreto nº 7.574/11. 5) conclusos, retornem os autos do processo a este CARF para prosseguir no julgamento do recurso voluntário. Fl. 516DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 517 5 A Recorrente, após sua intimação, forneceu os documentos e prestou esclarecimentos propostas na resolução, conforme se verifica na petição e documentos de fls. 493498. Por sua vez, a fiscalização apresentou Relatório de Diligência Fiscal (fls.499502), com as seguintes informações: (...) 2. A diligência fiscal teve por objetivo recalcular o crédito presumido a que o interessado faz jus, relativamente ao 3º trimestre de 2003, sem excluir da base de cálculo do crédito as aquisições de insumos, utilizados no processo produtivo de bens exportados, sem incidência de PIS/PASEP e COFINS, conforme determinação da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em sua Resolução nº 3302 000.245 — 3a Câmara/2a Turma Ordinária (fls. 469/473). 3. Inicialmente, intimamos o interessado, através do Termo de Início de Diligência Fiscal de fls. 490/492, de 18/07/2014, a apresentar informações e documentos diversos necessários ao desenvolvimento do trabalho. 4. A documentação apresentada em resposta ao Termo de Início de Diligência Fiscal comprova (verificação por amostragem) as aquisições de insumos sem incidência de PIS/PASEP e COFINS nos montantes de R$ 874.467,09, R$ 929.203,40 e R$ 1.603.953,30, relativamente aos meses de julho, agosto e setembro de 2003, respectivamente. 5. Registrese, por oportuno, que os valores citados no item 4 retro não foram objeto de glosa pela fiscalização, conforme se infere da leitura do Termo de Verificação Fiscal de fls. 368/373. Na verdade, o contribuinte deixou de incluir tais valores na apuração do crédito presumido do 3° trimestre de 2003 por motivação própria, tendo informado ao fisco que "A origem de todos os créditos pleiteados, foram originários de aquisições de Pessoa Jurídica" (sic), como atesta o documento de fl. 262. 6. Apesar disso, cumprindo determinação da Resolução nº 3302000.245 — 3ª Câmara/2a Turma Ordinária, refizemos os QUADROS 2 e 5 de fls. 365 e 366, respectivamente. Para tanto, na coluna "CUSTO ACUMULADO" do QUADRO 2, adicionamos as importâncias acumuladas de R$ 874.467,09, R$ 1.803.670,49 (874.467,09 + 929.203,40) e R$ 3.407.623,79 (874.467,09 + 929.203,40 + 1.603.953,30), nos meses de julho, agosto e setembro, respectivamente. O CUSTO ACUMULADO em setembro (base de cálculo), no valor de R$ 194.652.191,23, foi então lançado no QUADRO 5, onde restou apurado um crédito presumido de R$ 8.590.506,98 relativo ao 3° trimestre de 2003. Os quadros refeitos foram acostados ao presente Relatório. 7. Comparando os quadros de fls. 365/366 com os anexos a este Relatório, observase que o crédito presumido do contribuinte, referente ao 3º trimestre de 2003, passa de R$ 8.115.179,59 para R$ 8.590.506,98, por força da já citada Resolução nQ. 3302000.245 — 3a Câmara/2a Turma Ordinária. Ou seja, uma diferença em favor do interessado de R$ 475.327,39 (8.590.506,98— 8.115.179,59). Intimada do citado relatório fiscal (fls.509), a Recorrente permaneceu silente, retornando, assim, os autos à este Conselho para julgamento. É o relatório. Fl. 517DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 518 6 Voto Conselheiro Walker Araujo Relator I Admissibilidade Recursal O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. II. Do Recurso Voluntário Conforme exposto anteriormente, a Recorrente trouxe em suas razões recursais dois pleitos, um em relação ao direito de incidir taxa Selic no ressarcimento formulado e outro quanto a manutenção do crédito nas aquisições de insumos junto à pessoas físicas e cooperativas. No que diz respeito a questão envolvendo a manutenção do crédito nas aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas, entendo que referida matéria é estranha aos autos, considerando que os valores glosados são decorrentes da inclusão na base de cálculo do crédito presumido de insumos adquiridos no mercado externo e das transferências recebidas das filiais de Maracanaú e Sobral. É o que se extrai do TVF (fls. 368 372) e do despacho decisório de fls.376377: A análise do pedido foi feita por amostragem nas notas fiscais de aquisição de insumo, utilizados na industrialização dos produtos mencionados no parágrafo terceiro desta informação, e as notas fiscais examinadas não apresentaram infrações aos dispositivos legais objeto deste processo. Entretanto, os valores glosados são decorrentes da inclusão na base de cálculo do crédito presumido de insumos adquiridos no mercado externo e das transferências recebidas das filiais de Maracanaú e Sobral, tendo em vista que tais procedimentos contrariam dispositivo legais, ou seja, o artigo 1° da Lei 9.363, transcrito anteriormente e o artigo 9° da IN SRF 315, de 3 de abril de 2003 que determina que o pedido de ressarcimento seja centralizado na matriz. O Relatório de Diligência também ressaltou inexistir nos autos discussão sobre glosa de crédito relacionado as aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas. No presente caso, ao vez de analisar a matéria concernente ao crédito nas aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas, entendo que DRJ deveria ter não conhecido da referida matéria. Contudo, tal fato não gera nulidade da decisão recorrida, considerando que houve análise da glosa motivada no despacho decisório, questão esta, que não foi trazida no recurso voluntário. Neste cenário, entendo que o não conhecimento da matéria sobre a glosa de crédito relacionado as aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas é medida que se impõe. Fl. 518DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 519 7 Em relação a incidência da Taxa Selix, empresto o voto vencedor do Ilustre Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal, no Acórdão nº 9303005.425, da 3ª Turma da CSRF para solução do litígio, a saber: A questão da atualização monetária, pela Taxa Selic, nos pedidos de ressarcimento de IPI, tem rendido inúmeras discussões, tanto na esfera administrativa como judicial. A verdade é que não há previsão legal para o seu reconhecimento na análise dos pedidos administrativos. Vêse que no âmbito das turmas de julgamento do CARF, tem se reconhecido sua incidência em decorrência da aplicação do que foi decidido pelo STJ, na sistemática dos recursos repetitivos, no âmbito dos REsp n° 1.035.847 e no REsp n° 993.164. Ambos julgados estabeleceram que é devida a incidência da correção monetária, pela aplicação da Taxa Selic, aos pedidos de ressarcimento de IPI cujo deferimento foi postergado em face de oposição ilegítima por parte do Fisco. Portanto, sem dúvida, o reconhecimento da incidência da aplicação da Taxa Selic nos processos de ressarcimento decorrem de uma construção jurisprudencial e não por disposição expressa da Lei. Vêse que o STJ nos dois julgados acima citados reconhecem expressamente a falta de previsão legal a autorizar tal incidência. Vejamos o que dispôs referidos julgados: REsp 1.035.847/RS: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o consequente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Precedentes da Primeira Seção: EREsp 490.547/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.09.2005, DJ 10.10.2005; EREsp 613.977/RS, Rel. Ministro José Delgado, julgado em 09.11.2005, DJ 05.12.2005; EREsp 495.953/PR, Rel. Ministra Denise Arruda, julgado em 27.09.2006, DJ 23.10.2006; EREsp 522.796/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 08.11.2006, DJ 24.09.2007; EREsp 430.498/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, julgado em 26.03.2008, DJe 07.04.2008; e EREsp 605.921/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 12.11.2008, DJe 24.11.2008). Fl. 519DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 520 8 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C,do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. REsp n° 993.164: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADORIAS NACIONAIS. LEI 9.363/96. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 23/97. CONDICIONAMENTO DO INCENTIVO FISCAL AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE FORNECEDORES SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO PELO PIS E PELA COFINS. EXORBITÂNCIA DOS LIMITES IMPOSTOS PELA LEI ORDINÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10/STF. OBSERVÂNCIA. INSTRUÇÃO NORMATIVA (ATO NORMATIVO SECUNDÁRIO). CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 535, DO CPC. INOCORRÊNCIA. 1. O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. (...) 12. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da nãocumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). 13. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) autoriza a aplicação da Taxa SELIC (a partir de janeiro de 1996) na correção monetária dos créditos extemporaneamente aproveitados por óbice do Fisco (REsp 1150188/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 20.04.2010, DJe 03.05.2010). (...) 15. Recurso especial da empresa provido para reconhecer a incidência de correção monetária e a aplicação da Taxa Selic. 16. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. 17. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Concluise que a oposição ilegítima por parte do Fisco, ao aproveitamento de referidos créditos, permite que seja reconhecida a incidência da correção monetária pela aplicação da Taxa Selic. Porém da leitura que se faz, para a incidência da correção que se pretende, há que existir necessariamente o ato de oposição estatal que foi reconhecido como ilegítimo. Fl. 520DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 521 9 No âmbito do processo administrativo de pedidos de ressarcimento tem se que estes atos administrativos só se tornam ilegítimos caso seu entendimento seja revertido pelas instâncias administrativas de julgamento. Portanto somente sobre a parcela do pedido de ressarcimento que foi inicialmente indeferida e depois revertida é que é possível o reconhecimento da incidência da Taxa Selic. Tudo isso por força do efeito vinculante das decisões do STJ acima citadas e transcritas. Porém resta uma discussão quanto ao prazo inicial da incidência da Taxa Selic. No CARF a grande maioria das decisões dividemse em duas vertentes. A primeira que a aplicação da correção dariase somente a partir da edição do Despacho Decisório, pela autoridade administrativa da DRF de origem, que teria denegado parte ou integralmente o pedido. A justificativa desta primeira tese seria no sentido de que só a partir daí é que teria nascido o ato ilegítimo a permitir a aplicação dos repetitivos do STJ. A segunda vertente é reconhecer a aplicação da correção monetária desde a data do protocolo do pedido, hipótese que até então estava sendo adotada por este relator e pela própria CSRF. Entretanto, refletindo melhor sobre a matéria, penso que não existe base legal e nem comando vinculante de nossos tribunais a autorizar nenhuma dessas duas hipóteses, sobretudo a segunda, referente à incidência da correção monetária desde a data do protocolo do pedido. Essa hipótese permite uma correção monetária integral que nunca foi permitida do ponto de vista legal e, smj, nem pela interpretação dos referidos julgados. Entendo que a melhor interpretação está vinculada ao que dispôs o próprio STJ, também em sede de recurso repetitivo, no REsp n° 1.138.206, abaixo transcrito com destaques: TRIBUTÁRIO. CONSTITUCIONAL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL FEDERAL. PEDIDO ADMINISTRATIVO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO PARA DECISÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. APLICAÇÃO DA LEI 9.784/99. IMPOSSIBILIDADE. NORMA GERAL. LEI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECRETO 70.235/72. ART. 24 DA LEI 11.457/07. NORMA DE NATUREZA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. 1. A duração razoável dos processos foi erigida como cláusula pétrea e direito fundamental pela Emenda Constitucional 45, de 2004, que acresceu ao art. 5°, o inciso LXXVIII, in verbis: "a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação." 2. A conclusão de processo administrativo em prazo razoável é corolário dos princípios da eficiência, da moralidade e da razoabilidade. (Precedentes: MS 13.584/DF, Rel. Ministro JORGE MUSSI, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 13/05/2009, Dje 26/06/2009; Resp 1091042/SC, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 06/08/2009, Dje 21/08/2009; MS 13.545/DF, Rel. MinistraMARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 29/10/2008, Dje 07/11/2008; Resp 690.819/RS, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 22/02/2005, DJ 19/12/2005) 3. O processo administrativo tributário encontrase regulado pelo Decreto 70.235/72 Lei do Processo Administrativo Fiscal, o que afasta a aplicação da Lei 9.784/99, ainda que ausente, na lei específica, mandamento legal relativo à fixação Fl. 521DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 522 10 de prazo razoável para a análise e decisão das petições, defesas e recursos administrativos do contribuinte. 4. Ad argumentandum tantum, dadas as peculiaridades da seara fiscal, quiçá fosse possível a aplicação analógica em matéria tributária, caberia incidir à espécie o próprio Decreto 70.235/72, cujo art. 7°, § 2°, mais se aproxima do thema judicandum, in verbis: "Art. 7° O procedimento fiscal tem início com: I o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto; II a apreensão de mercadorias, documentos ou livros; III o começo de despacho aduaneiro de mercadoria importada. § 1º O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. § 2º Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos incisos I e II valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos." 5. A Lei n.° 11.457/07, com o escopo de suprir a lacuna legislativa existente, em seu art. 24, preceituou a obrigatoriedade de ser proferida decisão administrativa no prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias a contar do protocolo dos pedidos, litteris: "Art. 24. É obrigatório que seja proferida decisão administrativa no prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias a contar do protocolo de petições, defesas ou recursos administrativos do contribuinte." 6. Deveras, ostentando o referido dispositivo legal natureza processual fiscal, há de ser aplicado imediatamente aos pedidos, defesas ou recursos administrativos pendentes. 7. Destarte, tanto para os requerimentos efetuados anteriormente à vigência da Lei 11.457/07, quanto aos pedidos protocolados após o advento do referido diploma legislativo, o prazo aplicável é de 360 dias a partir do protocolo dos pedidos (art. 24 da Lei 11.457/07). 8. O art. 535 do CPC resta incólume se o Tribunal de origem, embora sucintamente, pronunciase de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Ademais, o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 9. Recurso especial parcialmente provido, para determinar a obediência ao prazo de 360 dias para conclusão do procedimento sub judice. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. Concluise da leitura acima, que o STJ determinou a aplicação do art. 24 da Lei n° 11.457/2007 aos processos administrativos fiscais, inclusive aos requerimentos efetuados antes de sua vigência. Assim, manifestouse de forma Fl. 522DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 523 11 vinculante que o prazo razoável para duração do processo administrativo, ou seja, para que a autoridade administrativa de origem desse uma solução aos pedidos de restituição, ressarcimento e afins seria de 360 dias. Ora, se a administração tem o prazo de 360 dias para solucionar os processos administrativos de ressarcimento, e não há previsão legal para incidência da correção monetária sobre referidos pedidos, a conclusão inequívoca transmitida por esses julgados é que não há possibilidade de incidência da correção monetária neste interregno, uma vez que este seria o prazo razoável determinado na lei. Importante ressaltar que referido julgado não dispõe absolutamente nada sobre incidência de correção monetária ou aplicação da taxa Selic nos processos de ressarcimento. Portanto, como não há previsão legal para incidência da taxa Selic nos processos de ressarcimento, o seu reconhecimento em sede dos julgados administrativos deve ser erigido a partir da interpretação do que se construiu nos julgados do STJ com efeitos vinculantes. Portanto, para reconhecimento da incidência da taxa Selic nos processos de ressarcimento de IPI, devemos partir de duas premissas: 1) existe ato administrativo que indeferiu de forma ilegítima parcial ou integralmente o pedido? e 2) o trânsito em julgado da decisão administrativa ultrapassou os 360 dias? A resposta positiva para as duas premissas importa em reconhecer a incidência da taxa Selic somente para os créditos indeferidos de forma ilegítima, cujo termo inicial da incidência da correção somente poderá ser contado a partir dos 360 dias do protocolo do pedido. Esta conclusão coadunase com a aplicação do princípio da igualdade. Veja que se o processo for deferido em 359 dias, o contribuinte não receberá qualquer ajuste monetário e caso seja deferido em 361 dias haveria incidência integral desta correção. Pareceme um casuísmo não pretendido, a justificar a interpretação de que esta correção monetária só seria aplicada a partir de 360 dias do protocolo do pedido e, desde que exista um ato administrativo que teria sido considerado ilegítimo, assim considerado aquele cujo entendimento foi revertido pelas instâncias administrativas de julgamento. Assim, no presente processo, tendo entendido a turma de julgamento, a despeito de voto contrário deste julgador, que é possível o aproveitamento de crédito presumido de IPI sobre os serviços de industrialização por encomenda, sobre esta parcela permitese a incidência da taxa Selic a ser aplicada a partir de 360 dias contados do protocolo do pedido de ressarcimento até a sua efetiva utilização. Somente a título de esclarecimento, contestase especificamente o argumento da ilustre relatora, em seu voto, de que seria aplicável à espécie o art. 39 da Lei nº 9.250/95, o qual, segundo o entendimento dela, deveria ser utilizado também para o fim de ressarcimento de tributos. O § 4º do art. 39 da Lei nº 9.250/95 é aplicável à restituição do indébito (pagamento indevido ou a maior) e não ao ressarcimento, que é do que trata a Lei nº 9.363/96. Ao contrário do que muitos defendem, o ressarcimento não é "espécie do gênero restituição". São dois institutos completamente distintos (pois senão não Fl. 523DF CARF MF Processo nº 10380.720167/200700 Acórdão n.º 3302006.027 S3C3T2 Fl. 524 12 faria qualquer sentido a discussão em tela sobre a atualização monetária, pois expressamente prevista em lei para a repetição do indébito). O direito à restituição é decorrência "automática" do pagamento indevido ou maior que o devido, conforme art. 165, I, do CTN. O ressarcimento tem que estar previsto em lei. Neste sentido, voto por dar parcial provimento ao recurso especial do contribuinte para estabelecer a incidência da Taxa Selic somente a partir do prazo de 360 (trezentos e sessenta dias) da data da protocolização do pedido de ressarcimento, a incidir somente sobre o crédito cujas glosas foram revertidas nas instâncias de julgamento. Considerando o entendimento esposado anteriormente, incumbe saber se houve oposição ilegítima estatal. No presente caso, o crédito glosado parcialmente pela unidade de origem não foi reconhecido/revertido pelas instâncias de julgamentos, inexistindo, assim, razão para aplicar a atualização monetária sobre essa parcela. No que diz respeito à parcela que foi eventualmente reconhecida logo de início (vide despacho decisório), sobre ela não cabe atualização monetária, por ausência de previsão legal e por total ausência de oposição estatal. III Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer parcialmente do recurso voluntário e, na parte conhecida, negarlhe provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Walker Araujo Fl. 524DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15983.000934/2008-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 31/12/2002 a 31/12/2004
SIMPLES. ANULAÇÃO DO ATO DE EXCLUSÃO. EFEITOS.
Deve ser cancelada a exigência fiscal, quando motivada por exclusão do Simples Federal que deixou de produzir efeitos em virtude da decisão de cancelamento do Ato Declaratório de Exclusão.
Numero da decisão: 2201-004.683
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dione Jesabel Wasilewski - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: os conselheiros Dione Jesabel Wasilewski, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Daniel Melo Mendes Bezerra, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: DIONE JESABEL WASILEWSKI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201809
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 31/12/2002 a 31/12/2004 SIMPLES. ANULAÇÃO DO ATO DE EXCLUSÃO. EFEITOS. Deve ser cancelada a exigência fiscal, quando motivada por exclusão do Simples Federal que deixou de produzir efeitos em virtude da decisão de cancelamento do Ato Declaratório de Exclusão.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 15983.000934/2008-68
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5911757
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2201-004.683
nome_arquivo_s : Decisao_15983000934200868.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : DIONE JESABEL WASILEWSKI
nome_arquivo_pdf_s : 15983000934200868_5911757.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente. (assinado digitalmente) Dione Jesabel Wasilewski - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: os conselheiros Dione Jesabel Wasilewski, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Daniel Melo Mendes Bezerra, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2018
id : 7438996
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:27:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870208266240
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1366; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 276 1 275 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15983.000934/200868 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201004.683 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 11 de setembro de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente MONAVI SERVICOS ADMINISTRATIVOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 31/12/2002 a 31/12/2004 SIMPLES. ANULAÇÃO DO ATO DE EXCLUSÃO. EFEITOS. Deve ser cancelada a exigência fiscal, quando motivada por exclusão do Simples Federal que deixou de produzir efeitos em virtude da decisão de cancelamento do Ato Declaratório de Exclusão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente. (assinado digitalmente) Dione Jesabel Wasilewski Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: os conselheiros Dione Jesabel Wasilewski, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Daniel Melo Mendes Bezerra, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 09 34 /2 00 8- 68 Fl. 276DF CARF MF 2 Tratase de recurso voluntário (fls.215/239) apresentado em face do Acórdão nº 1729.965, da 10º Turma da DRJ/SPOII (fls. 181/207), que negou provimento à impugnação do sujeito passivo ao auto de infração pelo qual se exige crédito tributário relativo à contribuição previdenciária patronal e à contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho Gilrat, em função da exclusão da empresa do Simples Federal. Em suas razões recursais, a empresa alega a necessidade de se aguardar a decisão definitiva em relação ao Ato Declaratório que a excluiu da sistemática favorecida de tributação, a impossibilidade de que essa exclusão opere efeitos retroativos e a prescrição de parte do crédito exigido. Neste CARF, a 3ª Turma Especial desta 2ª Seção de Julgamento decidiu por converter o julgamento em diligência (Resolução nº 2803000.171, de 20 de junho de 2013 fls. 243/248) para que fossem adotadas providências no sentido de esclarecer se houve trânsito em julgado da decisão que excluiu a empresa do Simples (Processo nº 15.983.000573/200850) e, caso não tivesse ocorrido o trânsito, que o processo aguardasse esse evento. Na unidade de origem, a autoridade limitouse a juntar ao processo os documentos de fls. 251/259, com o que entendeu atendida a Resolução deste CARF (fl. 260). Retornando a este colegiado, em função da extinção do mandato da Relatora original, o processo compôs lote sorteado em sessão pública a esta Conselheira. Em uma primeira assentada, esta 1ª Turma Ordinária converteu novamente o julgamento em diligência para que a unidade de origem esclarecesse se houve trânsito em julgado do processo 15983.000573/200850, bem como se foi ou não mantida a exclusão do Simples Federal determinada pelo Ato Declaratório Executivo DRF/STS nº 38, de 02 de julho de 2008 (fls 262/263). Em resposta, foi prestado o seguinte esclarecimento pela unidade preparadora (fl. 273): O processo 15983.00573/200850 que se encontrava arquivado, e ainda era em meio papel, foi desarquivado, convertido em digital e apensado a este. Às fls. 86 a 90, a 1ª Turma da DRJ/CPS reconhece a Procedência da Manifestação de Inconformidade do contribuinte, determinando o cancelamento do ADE em questão. O interessado tomou conhecimento do acórdão em 05/04/2011, sendo posteriormente o processo arquivado. É o que havia para ser relatado. Voto Conselheira Dione Jesabel Wasilewski Relatora Fl. 277DF CARF MF Processo nº 15983.000934/200868 Acórdão n.º 2201004.683 S2C2T1 Fl. 277 3 O recurso voluntário apresentado preenche os requisitos de admissibilidade e dele conheço. O processo em análise compreende a exigência de contribuições previdenciárias decorrentes da exclusão do sujeito passivo do Simples Federal, pelo Ato Declaratório Executivo DRF/STS nº 38, de 03 de julho de 2008. Ocorre porém que, conforme atesta a autoridade preparadora, o Ato Declaratório de Exclusão foi cancelado pelo Acórdão nº 0532.996, da 1ª Turma da DRJ/CPS, decisão esta proferida no âmbito do processo 15983.000573/200850. Pelas razões expostas, impõese seja dado provimento ao recurso voluntário apresentado e cancelada a exigência consubstanciada neste processo. Conclusão Com base no exposto, voto por conhecer o recurso voluntário apresentado e lhe dar provimento. Dione Jesabel Wasilewski Fl. 278DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13205.720088/2016-09
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2015
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. DEDUTIBILIDADE PARCIAL.
São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei. Inteligência do art. 80 do Decreto 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda - RIR). A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual do contribuinte está condicionada à comprovação hábil e idônea no mesmo ano-calendário da obrigação tributária.
Numero da decisão: 2001-000.647
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para acatar as despesas médicas declaradas pela contribuinte em comento relativas ao ano calendário de 2014, no valor total de R$52.500,00.
(assinado digitalmente)
Jorge Henrique Backes - Presidente
(assinado digitalmente)
Fernanda Melo Leal - Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes, Jose Alfredo Duarte Filho e Jose Ricardo Moreira.
Nome do relator: FERNANDA MELO LEAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2015 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. DEDUTIBILIDADE PARCIAL. São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei. Inteligência do art. 80 do Decreto 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda - RIR). A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual do contribuinte está condicionada à comprovação hábil e idônea no mesmo ano-calendário da obrigação tributária.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13205.720088/2016-09
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5912306
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2001-000.647
nome_arquivo_s : Decisao_13205720088201609.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : FERNANDA MELO LEAL
nome_arquivo_pdf_s : 13205720088201609_5912306.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para acatar as despesas médicas declaradas pela contribuinte em comento relativas ao ano calendário de 2014, no valor total de R$52.500,00. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes - Presidente (assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal - Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes, Jose Alfredo Duarte Filho e Jose Ricardo Moreira.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2018
id : 7441370
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:28:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870225043456
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1611; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T1 Fl. 2 1 1 S2C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13205.720088/201609 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2001000.647 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 29 de agosto de 2018 Matéria IRPF: DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS Recorrente TIMOTEU LOPES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2015 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. DEDUTIBILIDADE PARCIAL. São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de despesas com médicos e planos de saúde, os pagamentos comprovados mediante documentos hábeis e idôneos, dentro dos limites previstos na lei. Inteligência do art. 80 do Decreto 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR). A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual do contribuinte está condicionada à comprovação hábil e idônea no mesmo anocalendário da obrigação tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para acatar as despesas médicas declaradas pela contribuinte em comento relativas ao ano calendário de 2014, no valor total de R$52.500,00. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes Presidente (assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes, Jose Alfredo Duarte Filho e Jose Ricardo Moreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 20 5. 72 00 88 /2 01 6- 09 Fl. 88DF CARF MF 2 Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi emitida Notificação de Lançamento de fls. 11 e ss, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício de 2015, anocalendário de 2014, por meio do qual foram glosadas despesas médicas no valor total de R$ 60.000,00, por falta de comprovação de pagamento. O interessado foi cientificado da notificação e apresentou impugnação de fls 2 e ss, juntando documentos. Alega, em síntese, que as despesas médicas referemse a sua companheira e dependente Bendita de Lourdes Lopes, a qual necessitou de UTI Aéreo para transporte de urgência, tendo em vista a precariedade comprovada do local que estavam e do quadro gravoso de sua companheira. A DRJ Fortaleza, na análise da peça impugnatória, manifestou seu entendimento no sentido de que os comprovantes fornecidos e juntados ao processo pelo Contribuinte não seriam suficientes para comprovar as despesas, devendo, por essa razão, ser mantida a glosa das despesas médicas. Melhor dizendo, em verdade sustenta a DRJ que não se encontram nos autos documentos que comprovem que o contribuinte NÃO foi reembolsado pelo plano de saúde. Em sede de Recurso Voluntário, alega a contribuinte que não é possível manterse a glosa de despesa eis que foi reconhecido na decisão que tais despesas médicas foram devidamente comprovadas pelo contribuinte. Apenas o pagamento de uma parcela de R$7.500,00 não deveria ser aceita, de fato, nesta declaração, haja vista que foi paga em janeiro de 2015. Ou seja, as despesas médicas de R$52.500,00 estariam comprovadas para o ano calendário de 2014 e seria um absurdo negar provimento utilizando o argumento de que o contribuinte NÃO comprovou que NÃO foi reembolsado. É o relatório. Voto Conselheira Fernanda Melo Leal Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade. Portanto, merece ser conhecido. Mérito Glosa de despesas médicas Nos termos do artigo 8°, inciso II, alínea "a", da Lei 9.250/1995, com a redação vigente ao tempo dos fatos ora analisados, são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda pessoa física as despesas a título de despesas médicas, psicológicas e dentárias, quando os pagamentos são especificados e comprovados. Lei 9.250/1995: Art. 8°. A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: Fl. 89DF CARF MF Processo nº 13205.720088/201609 Acórdão n.º 2001000.647 S2C0T1 Fl. 3 3 I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias. (...) § 2º O disposto na alínea ‘a’ do inciso II: (...) II restringese aos pagamentos feitos pelo contribuinte, relativos ao seu próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro de Pessoas Jurídicas de quem recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento.” O Recorrente apresentou os extratos e relatórios emitidos pelo plano, comprovação da utilização da UTI aérea, tudo devidamente assinado e detalhado. Salientese que demonstrou atitude colaborativa com as demandas das autoridades fiscais desde sempre. A decisão de primeira instancia sustentou que o Recorrente não comprovou as despesas médicas, nos seguintes termos: “[...] Aos autos, o contribuinte anexou documentos que comprovam que sua esposa e dependente Benedita de Lourdes Lopes, estava enferma precisando de atendimento médico, em hospital com suporte de UTI, não existente onde a mesma residia. O contribuinte contratou serviços médicos e de UTI para transporte aeromédico para o transporte da paciente Benedita de Lourdes Lopes da cidade de Altamira/PA para a cidade de São José do Rio Preto/SP, em 08/11/2014, fls. 23 e 27. Anexou, Registros Médicos a Bordo e Registros de Enfermagem a Bordo, fls 24/26, onde consta a transferência via aérea, em 08/11/2014, da cidade de Altamira/PA –para São José do Rio Preto/SP, com os dados da paciente. Assim, o contribuinte comprovou que o avião alugado estava equipado com uma equipe de UTI, o aluguel do táxi aéreo poderia ser considerado como despesas médicas. Fl. 90DF CARF MF 4 Contudo, além disso foi solicitado o efetivo pagamento, e aos autos, o contribuinte anexou extratos de sua conta bancária, onde consta transferência bancária e compensação de cheques no valor de R$ 45.000,00, conforme informado pelo contribuinte, contudo, para este valor, não resta comprovado que a transferência e os cheques foram para o pagamento dos serviços prestados pela empresa Brasil Vida Táxi Aéreo. Para os R$ 15.000,00, restantes, pago através de cartão de crédito, resta comprovado o valor de R$ 7.500,00 para o mês de dezembro de 2014. O valor restante de R$ 7.500,00, efetivamente foi pago em janeiro de 2015, ano diferente da lide. Por fim, observase que não se encontram nos autos documentos que comprovem que o contribuinte não foi reembolsado pelo seu plano de saúde, do valor total pago, para o transporte de sua esposa, não suprindo dessa forma, a falha apontada na Notificação de Lançamento. Logo, não merece reparo o feito fiscal. [...]” No caso concreto, demonstrase, ao longo do processo, que a autoridade fiscal entende que os documentos apresentados não foram suficientes para comprovar que o contribuinte não teve o reembolso do plano de saúde. Neste diapasão, merece trazer à baila o princípio pela busca da verdade material. Sabemos que o processo administrativo sempre busca a descoberta da verdade material relativa aos fatos tributários. Tal princípio decorre do princípio da legalidade e, também, do princípio da igualdade. Busca, incessantemente, o convencimento da verdade que, hipoteticamente, esteja mais aproxima da realidade dos fatos. De acordo com o princípio são considerados todos os fatos e provas novos e lícitos, ainda que não tragam benefícios à Fazenda Pública ou que não tenham sido declarados. Essa verdade é apurada no julgamento dos processos, de acordo com a análise de documentos, oitiva das testemunhas, análise de perícias técnicas e, ainda, na investigação dos fatos. Através das provas, buscase a realidade dos fatos, desprezandose as presunções tributárias ou outros procedimentos que atentem apenas à verdade formal dos fatos. Neste sentido, deve a administração promover de oficio as investigações necessárias à elucidação da verdade material para que a partir dela, seja possível prolatar uma sentença justa. A verdade material é fundamentada no interesse público, logo, precisa respeitar a harmonia dos demais princípios do direito positivo. É possível, também, a busca e análise da verdade material, para melhorar a decisão sancionatória em fase revisional, mesmo porque no Direito Administrativo não podemos falar em coisa julgada material administrativa. A apresentação de provas e uma análise nos ditames do princípio da verdade material estão intrinsecamente relacionadas no processo administrativo, pois a verdade material apresentará a versão legítima dos fatos, independente da impressão que as partes tenham daquela. A prova há de ser considerada em toda a sua extensão, assegurando todas as garantias e prerrogativas constitucionais possíveis do contribuinte no Brasil, sempre observando os termos especificados pela lei tributária. Fl. 91DF CARF MF Processo nº 13205.720088/201609 Acórdão n.º 2001000.647 S2C0T1 Fl. 4 5 A jurisdição administrativa tem uma dinâmica processual muito diferente do Poder Judiciário, portanto, quando nos depararmos com um Processo Administrativo Tributário, não se deve deixar de analisálo sob a égide do princípio da verdade material e da informalidade. No que se refere às provas, é necessário que sejam perquiridas à luz da verdade material, independente da intenção das partes, pois somente desta forma será possível garantir o um julgamento justo, desprovido de parcialidades. Somase ao mencionado princípio também o festejado princípio constitucional da celeridade processual, positivado no ordenamento jurídico no artigo 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal, o qual determina que os processos devem desenvolverse em tempo razoável, de modo a garantir a utilidade do resultado alcançado ao final da demanda. Ratifico, ademais, a necessidade de fundamento pela autoridade fiscal, dos fatos e do direito que consubstancia o lançamento. Tal obrigação, a motivação na edição dos atos administrativos, encontrase tanto em dispositivos de lei, como na Lei nº 9.784, de 1999, como talvez de maneira mais importante em disposições gerais em respeito ao Estado Democrático de Direito e aos princípios da moralidade, transparência, contraditório e controle jurisdicional. Merece ser esclarecido que entendo ser absolutamente desarrazoado o argumento utilizado pela DRJ para manter a glosa da despesa médica em questão: "Por fim, observase que não se encontram nos autos documentos que comprovem que o contribuinte não foi reembolsado pelo seu plano de saúde, do valor total pago, para o transporte de sua esposa, não suprindo dessa forma, a falha apontada na Notificação de Lançamento". Assim sendo, com fulcro nos festejados princípios supracitados, e baseando se na comprovação documental e fática trazida pelo contribuinte para evidenciar a existência das despesas declaradas, entendo que deve ser dado provimento PARCIAL ao pedido do Contribuinte para reformar a decisão a quo e portanto exonerado PARCIALMENTE o crédito fiscal lançado, mantendo a glosa apenas da parcela de R$7.500,00, a qual não se refere ai ano calendário em apreço (esta parcela foi paga apenas em janeiro do ano calendário de 2015). CONCLUSÃO: Diante tudo o quanto exposto, voto no sentido de, CONHECER e DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para acatar as despesas médicas declaradas pela contribuinte em comento relativas ao ano calendário de 2014, no valor total de R$52.500,00. (assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal. Fl. 92DF CARF MF 6 Fl. 93DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13888.001822/2009-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
CÁLCULO. PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO. REPETITIVO STJ TEMA
217.
De acordo com o decidido em sede de Recurso Repetitivo, a tese firmada no Tema 217 do STJ, "A expressão serviços hospitalares, constante do artigo 15, § 1º, inciso III, da Lei 9.249/95, deve ser interpretada de forma objetiva (ou seja, sob a perspectiva da atividade realizada pelo contribuinte), devendo ser considerados serviços hospitalares 'aqueles que se vinculam às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde', de sorte que, 'em regra, mas não necessariamente, são prestados no interior do estabelecimento hospitalar, excluindo-se as simples consultas médicas, atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos consultórios médicos'."
SERVIÇOS DE IMAGEM, DIAGNÓSTICOS. SERVIÇOS HOSPITALARES.
Enquadram-se como serviços hospitalares, os serviços de imagem e diagnósticos, que se sejam diretamente ligados à promoção da saúde, nos termos do Tema 217, do STJ - Recursos Repetitivos.
Numero da decisão: 1301-003.267
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para superar os óbices em que se basearam o despacho decisório e a decisão de primeira instância, determinando o retorno dos autos à unidade de origem para que analise o mérito do direito creditório pleiteado, retomando-se, a partir daí, o rito processual habitual, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Fernando Brasil de Oliveira Pinto. Ausente justificadamente a Conselheira Bianca Felícia Rothschild.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 CÁLCULO. PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO. REPETITIVO STJ TEMA 217. De acordo com o decidido em sede de Recurso Repetitivo, a tese firmada no Tema 217 do STJ, "A expressão serviços hospitalares, constante do artigo 15, § 1º, inciso III, da Lei 9.249/95, deve ser interpretada de forma objetiva (ou seja, sob a perspectiva da atividade realizada pelo contribuinte), devendo ser considerados serviços hospitalares 'aqueles que se vinculam às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde', de sorte que, 'em regra, mas não necessariamente, são prestados no interior do estabelecimento hospitalar, excluindo-se as simples consultas médicas, atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos consultórios médicos'." SERVIÇOS DE IMAGEM, DIAGNÓSTICOS. SERVIÇOS HOSPITALARES. Enquadram-se como serviços hospitalares, os serviços de imagem e diagnósticos, que se sejam diretamente ligados à promoção da saúde, nos termos do Tema 217, do STJ - Recursos Repetitivos.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13888.001822/2009-68
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5905214
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1301-003.267
nome_arquivo_s : Decisao_13888001822200968.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 13888001822200968_5905214.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para superar os óbices em que se basearam o despacho decisório e a decisão de primeira instância, determinando o retorno dos autos à unidade de origem para que analise o mérito do direito creditório pleiteado, retomando-se, a partir daí, o rito processual habitual, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Fernando Brasil de Oliveira Pinto. Ausente justificadamente a Conselheira Bianca Felícia Rothschild.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
id : 7433510
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:27:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870231334912
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2004; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 2 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.001822/200968 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 1301003.267 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de julho de 2018 Matéria IRPJ PERDCOMP Recorrente RADIOLOGIA SIDNEY DE SOUZA ALMEIDA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 CÁLCULO. PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO. REPETITIVO STJ TEMA 217. De acordo com o decidido em sede de Recurso Repetitivo, a tese firmada no Tema 217 do STJ, "A expressão serviços hospitalares, constante do artigo 15, § 1º, inciso III, da Lei 9.249/95, deve ser interpretada de forma objetiva (ou seja, sob a perspectiva da atividade realizada pelo contribuinte), devendo ser considerados serviços hospitalares 'aqueles que se vinculam às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde', de sorte que, 'em regra, mas não necessariamente, são prestados no interior do estabelecimento hospitalar, excluindose as simples consultas médicas, atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos consultórios médicos'." SERVIÇOS DE IMAGEM, DIAGNÓSTICOS. SERVIÇOS HOSPITALARES. Enquadramse como serviços hospitalares, os serviços de imagem e diagnósticos, que se sejam diretamente ligados à promoção da saúde, nos termos do Tema 217, do STJ Recursos Repetitivos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para superar os óbices em que se basearam o despacho decisório e a decisão de primeira instância, determinando o retorno dos autos à unidade de origem para que analise o mérito do direito creditório pleiteado, retomandose, a partir daí, o rito processual habitual, nos termos do voto do relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 18 22 /2 00 9- 68 Fl. 217DF CARF MF Processo nº 13888.001822/200968 Acórdão n.º 1301003.267 S1C3T1 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Fernando Brasil de Oliveira Pinto. Ausente justificadamente a Conselheira Bianca Felícia Rothschild. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de Acórdão que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade da contribuinte, para manter na íntegra o Despacho Decisório que não homologou as compensações pleiteadas, em razão da insuficiência de crédito para quitação dos débitos informados no PER/DCOMP. O presente processo decorre de pedido de compensação, cujo crédito tem origem em pagamento a maior de IRPJ, com base no lucro presumido calculados inicialmente a 32%, sendo alterada, posteriormente, para 8%, nos termos do arts. 15, III, e 20, da Lei 9.249/95. O Despacho Decisório proferido pela da unidade de origem não reconheceu o valor do crédito pretendido e não homologou as compensações declaradas. Em sua Manifestação de Inconformidade a contribuinte afirmou que suas atividades são desenvolvidas em unidade própria e são voltadas para a realização de exames radiográficos, ultrassonográficos, mamográficos, biópsias, punções e densiometria óssea para apoio a diagnósticos médicos. E que tais atividades fazem jus ao tratamento tributário diferenciado, na apuração do IRPJ e da CSLL, na modalidade de lucro presumido, mediante a aplicação do percentual de 8%, na forma da lei acima citada. O Acórdão recorrido afastou preliminar de nulidade da decisão proferida, e no mérito, afastou precedentes jurisprudenciais, e entendeu que a interessada, sendo sociedade civil de prestação de serviços de diagnóstico por imagem, não configura o conceito de "serviços hospitalares" para fazer jus ao benefício concedido pela norma. Baseou seu entendimento na Solução de Consulta 319/2011 SRF/8ª Região Fiscal e outras normas internas. Acrescenta, ainda, que somente a partir da vigência da Lei 11.727/2008 é que ela poderia ter direito à redução, mas não a fatos anteriores. Além disso, argumentou que para o ano calendário em questão, a interessada não apresentou nenhum elemento capaz de comprovar que prestava serviços hospitalares e que suas atividades se inseriam no conceito de atividade hospitalar definida nos normativos legais. No Recurso Voluntário apresentado a recorrente defende que não foi realizada pela autoridade fiscal nenhuma diligência para aferir se cumpria requisitos do Ministério da Saúde; bem como traz à tona que a matéria já se encontra pacificada nos tribunais superiores, nos termos do Resp 1.116.399/BA, que já dispensou a necessidade de Fl. 218DF CARF MF Processo nº 13888.001822/200968 Acórdão n.º 1301003.267 S1C3T1 Fl. 4 3 verificação de existência de estrutura organizada para atendimento. Que a recorrente possui atividades voltadas para a prestação de serviços de diagnósticos por imagens, obtidas das mais diversas formas de energia, como Raio X, Ultrassom, Tomografia e outros, sendo atividade ligada diretamente à promoção da saúde, que demanda maquinário específico e ambiente hospitalar ou assemelhado. Desnecessária também, qualquer comprovação de estrutura nos termos da Lei 11.727/08, requerendo a homologação das compensações realizadas. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1301003.264, de 26/07/2018, proferido no julgamento do Processo nº 13888.001817/2009 55, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1301003.264): "O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. A recorrente apresentou PerdComps, onde se utilizou de créditos decorrentes de IRPJ pagos a maior, em razão da alteração do percentual de 32% para 8% sobre a receita bruta, em razão da sua atividade. Alega a recorrente que presta serviços de diagnósticos por imagens, como Raio X, ultrassom, tomografia e outros, atividades essas ligadas diretamente à promoção da saúde, que demandam maquinário específico e ambiente hospitalar ou assemelhado. E que sobre a matéria não pende mais discussão diante do Resp 1.116.399/BA, que foi decidido sob o rito dos recursos repetitivos. Tanto o despacho decisório quanto o acórdão recorrido entenderam que a atividade prestada pela recorrente não era de serviço hospitalar, já que não prestada num ambiente hospitalar e diante disso, não faria jus à redução do percentual. A lei 9.249/95, em seu artigo 15, III trata da questão: Lei 9.249, de 26/12/1995, artigo (art.) 15, § 1º, inciso III, alínea “a”: “Art. 15. A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observado o disposto nos arts. 30 a 35 da Lei n.º 8.981, de Fl. 219DF CARF MF Processo nº 13888.001822/200968 Acórdão n.º 1301003.267 S1C3T1 Fl. 5 4 20 de janeiro de 1995. § 1.º Nas seguintes atividades, o percentual de que trata este artigo será de: (...) III – trinta e dois por cento, para as atividades de: a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares;” Lei 11.727, de 23/06/2008, arts. 29 e 41, VI: Segue abaixo a Ementa do citado julgado do STJ: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 535 e 468 DO CPC. VÍCIOS NÃO CONFIGURADOS. LEI 9.249/95. IRPJ E CSLL COM BASE DE CÁLCULO REDUZIDA. DEFINIÇÃO DA EXPRESSÃO "SERVIÇOS HOSPITALARES". INTERPRETAÇÃO OBJETIVA. DESNECESSIDADE DE ESTRUTURA DISPONIBILIZADA PARA INTERNAÇÃO. ENTENDIMENTO RECENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO. RECURSO SUBMETIDO AO REGIME PREVISTO NO ARTIGO 543C DO CPC. 1. Controvérsia envolvendo a forma de interpretação da expressão "serviços hospitalares" prevista na Lei 9.429/95, para fins de obtenção da redução de alíquota do IRPJ e da CSLL. Discutese a possibilidade de, a despeito da generalidade da expressão contida na lei, poderse restringir o benefício fiscal, incluindo no conceito de "serviços hospitalares" apenas aqueles estabelecimentos destinados ao atendimento global ao paciente, mediante internação e assistência médica integral. 2. Por ocasião do julgamento do RESP 951.251PR, da relatoria do eminente Ministro Castro Meira, a 1ª Seção, modificando a orientação anterior, decidiu que, para fins do pagamento dos tributos com as alíquotas reduzidas, a expressão "serviços hospitalares", constante do artigo 15, § 1º, inciso III, da Lei 9.249/95, deve ser interpretada de forma objetiva (ou seja, sob a perspectiva da atividade realizada pelo contribuinte), porquanto a lei, ao conceder o benefício fiscal, não considerou a característica ou a estrutura do contribuinte em si (critério subjetivo), mas a natureza do próprio serviço prestado (assistência à saúde). Na mesma oportunidade, ficou consignado que os regulamentos emanados da Receita Federal referentes aos dispositivos legais acima mencionados não poderiam exigir que os contribuintes cumprissem requisitos não previstos em lei (a exemplo da necessidade de manter estrutura que permita a internação de pacientes) para a obtenção do benefício. Daí a conclusão de que "a dispensa da capacidade de internação hospitalar tem supedâneo diretamente na Lei 9.249/95, pelo que se Fl. 220DF CARF MF Processo nº 13888.001822/200968 Acórdão n.º 1301003.267 S1C3T1 Fl. 6 5 mostra irrelevante para tal intento as disposições constantes em atos regulamentares". 3. Assim, devem ser considerados serviços hospitalares "aqueles que se vinculam às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde", de sorte que, "em regra, mas não necessariamente, são prestados no interior do estabelecimento hospitalar, excluindose as simples consultas médicas, atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos consultórios médicos". 4. Ressalva de que as modificações introduzidas pela Lei 11.727/08 não se aplicam às demandas decididas anteriormente à sua vigência, bem como de que a redução de alíquota prevista na Lei 9.249/95 não se refere a toda a receita bruta da empresa contribuinte genericamente considerada, mas sim àquela parcela da receita proveniente unicamente da atividade específica sujeita ao benefício fiscal, desenvolvida pelo contribuinte, nos exatos termos do § 2º do artigo 15 da Lei 9.249/95. 5. Hipótese em que o Tribunal de origem consignou que a empresa recorrida presta serviços médicos laboratoriais (fl.. 389), atividade diretamente ligada à promoção da saúde, que demanda maquinário específico, podendo ser realizada em ambientes hospitalares ou similares, não se assemelhando a simples consultas médicas, motivo pelo qual, segundo o novel entendimento desta Corte, faz jus ao benefício em discussão (incidência dos percentuais de 8% (oito por cento), no caso do IRPJ, e de 12% (doze por cento), no caso de CSLL, sobre a receita bruta auferida pela atividade específica de prestação de serviços médicos laboratoriais). 6. Recurso afetado à Seção, por ser representativo de controvérsia, submetido ao regime do artigo 543C do CPC e da Resolução 8/STJ. 7. Recurso especial não provido. Matéria, conforme acima, acerca do se trata como serviços hospitalares: são enquadrados como serviços hospitalares os serviços de atendimento à saúde, independentemente do local de prestação, excluindose, apenas, os serviços de simples consulta. A natureza do prestador (sociedade empresária) só passou a ser limitador com a alteração introduzida pela Lei 11.727/2008 no artº 15, III, da Lei 9.249/1995, em vigor a partir de 1ºde janeiro de 2009, segundo a qual o percentual reduzido será aplicável apenas quando a prestadora de serviços for organizada sob a forma de sociedade empresária e atenda às normas da Anvisa. E como verificamos, por se tratar de fatos relativos a período anterior, inaplicável aqui. Fl. 221DF CARF MF Processo nº 13888.001822/200968 Acórdão n.º 1301003.267 S1C3T1 Fl. 7 6 Desta feita, considerando que em momento algum o recorrente foi intimado para comprovar o efetivo crédito, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário, determinando o retorno dos autos à unidade de origem para que analise efetivamente a existência do crédito pleiteado, oportunizando ao recorrente a possibilidade de apresentação de documentos, superandose a discussão acerca da possibilidade de redução do percentual, já que decidido sob a sistemática de Recursos Repetitivos do STJ, e ao qual o CARF se submete, de acordo com o art. 62, § 2º, do Anexo II, do RICARF Portaria MF 343/2015." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para superar os óbices em que se basearam o despacho decisório e a decisão de primeira instância, determinando o retorno dos autos à unidade de origem para que analise o mérito do direito creditório pleiteado, retomandose, a partir daí, o rito processual habitual, nos termos do voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Fl. 222DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16327.720667/2012-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1401-000.589
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência nos termos do voto da Relatora (art. 24 da LINDB).
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente
(assinado digitalmente)
Letícia Domingues Costa Braga - Relatora
Participaram da sessão de julgamentos os Conselheiros: Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Lívia De Carli Germano, Letícia Domingues Costa Braga, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Luiz Rodrigo de Oliveira Barboda, Daniel Ribeiro Silva e Cláudio de Andrade Camerano.
Nome do relator: LETICIA DOMINGUES COSTA BRAGA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 16327.720667/2012-21
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5906376
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1401-000.589
nome_arquivo_s : Decisao_16327720667201221.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LETICIA DOMINGUES COSTA BRAGA
nome_arquivo_pdf_s : 16327720667201221_5906376.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência nos termos do voto da Relatora (art. 24 da LINDB). (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente (assinado digitalmente) Letícia Domingues Costa Braga - Relatora Participaram da sessão de julgamentos os Conselheiros: Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Lívia De Carli Germano, Letícia Domingues Costa Braga, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Luiz Rodrigo de Oliveira Barboda, Daniel Ribeiro Silva e Cláudio de Andrade Camerano.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
id : 7437586
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:27:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870247063552
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1432; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 1.811 1 1.810 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.720667/201221 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1401000.589 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 14 de agosto de 2018 Assunto RESOLUÇÃO LINDB Recorrente BANCO ITAUCARD S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência nos termos do voto da Relatora (art. 24 da LINDB). (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente (assinado digitalmente) Letícia Domingues Costa Braga Relatora Participaram da sessão de julgamentos os Conselheiros: Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Lívia De Carli Germano, Letícia Domingues Costa Braga, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Luiz Rodrigo de Oliveira Barboda, Daniel Ribeiro Silva e Cláudio de Andrade Camerano. Relatório Cuidam os autos de novo julgamento de recurso voluntário anteriormente julgado pela 2ª Turma da 1ª Câmara dessa sessão (12/02/2014) em que, por maioria de votos, foi dado provimento parcial ao recurso voluntário, reduzindo a glosa de amortização de ágio e cancelando as multas isoladas por falta de recolhimento de estimativas mensais. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .7 20 66 7/ 20 12 -2 1 Fl. 1811DF CARF MF Processo nº 16327.720667/201221 Resolução nº 1401000.589 S1C4T1 Fl. 1.812 2 Trata o processo de Autos de Infração de IRPJ e de CSLL, com acréscimo de multa isolada, multa de ofício e juros. A infração principal lançada foi a de falta de adição ao lucro real, e à base de cálculo da CSLL, de despesas indedutíveis relativas à amortização de ágio, sendo que os lançamentos de janeiro a julho de 2007 se referem à empresa Banco Itaú Cartões S/A, pelos quais responde a interessada como sucessora, e os de agosto de 2007 a dezembro de 2008 se referem à própria interessada. A Fiscalização analisou os efeitos tributários relativos à reorganização societária ocorrida quando da aquisição de mais uma parte da operação de cartões de crédito da empresa Credicard pelo Grupo Itaú, que era de titularidade dos Grupos Itaú, Citibank e Unibanco. A acusação concluiu pela diferença entre um primeiro ágio, apurado em 2004 (item 3.3 do Termo de Verificação Fiscal), e um segundo, calculado em 2006 (item 3.8), apesar de serem do mesmo valor. Provas disso seriam a apuração de ganho de capital quando da capitalização da Finaustria, a impossibilidade da transferência de ágio na aquisição de investimento por realização de capital e a contratação de nova avaliação em 2006. Concluiu, também, não ser possível se admitir que o fundamento do primeiro ágio seja a rentabilidade futura, pois o laudo de avaliação que assim o classificou foi elaborado somente em 2006. Isso contrariaria “o mandamento expresso no §3° do art. 20 do DecretoLei n° 1.598/77, que determina a elaboração de uma demonstração que o contribuinte arquivará como comprovante de escrituração, o que não foi realizado, uma vez que esta demonstração do laudo só foi produzida 2 anos depois da operação societária analisada, deixando de ser análise de rentabilidade futura, para ser um atestado do que efetivamente ocorreu. Já o segundo ágio também não poderia ter sua dedutibilidade admitida, por ter se dado entre sociedades ligadas, todas sob o comando do Grupo ITAÚ, configurandose assim, um ágio interno. O relator do voto a quo entendeu, primeiramente, que poderiam ser aceitos novos documentos, ainda que apresentados somente por ocasião de sustentação oral em sessão de julgamento do Recurso Voluntário (efls. 1.339/1.394). Consignou que não haveria impedimentos legais de que o laudo fosse apresentado posteriormente, desde que houvesse demonstração da rentabilidade futura em demonstrações contemporâneas ao surgimento do primeiro ágio de 2004 e, com base nas provas carreadas aos autos, julgou comprovado que o ágio de 2004 estava fundamentado na rentabilidade futura, afastando a autuação relativamente a essa parte. Desfez, ainda, outro fundamento da autuação que alegava diferença entre os ágios de 2004 e 2006. Assinalou tratarse do mesmo valor transferido pela conferência de capital do investimento adquirido com ágio. Aceitou que o propósito dessas operações societárias foi o de manter segregada a base de cartões de crédito oriunda da Credicard por certo tempo, para maximizar a precisão da avaliação de sua performance, afastando o último fundamento da autuação, que afirmava que o ágio de 2006 tinha sido criado artificialmente entre empresas do mesmo grupo, tratando se de “ágio interno”. Contudo, ainda que admitindo a validade das operações que permitiram o aproveitamento do ágio pelo Itaú Cartões, não concordou com a dedução em sua integralidade, Fl. 1812DF CARF MF Processo nº 16327.720667/201221 Resolução nº 1401000.589 S1C4T1 Fl. 1.813 3 pois entendeu não ser possível admitir que as operações societárias na parte em que “recriaram” o ágio de 2004 em sua integralidade, nele reincluindo a parcela já amortizada contabilmente pela Itaucard, lembrando que o ágio já amortizado contabilmente teve efeitos fiscais ao compor o custo de aquisição quando a Itaucard subscreveu o capital da Finaustria com o investimento da Tulipa evitando, assim, a ocorrência de ganho de capital tributável. Concluiu pela exclusão da parcela de R$ 132.148.674,46, chegandose a um ágio passível de amortização de R$ 564.635.245,01, em 60 parcelas mensais de R$ 9.410.587,42, reduzindo a glosa de amortização mensal de R$ 11.613.065,32 para R$ 2.202.477,90 (R$ 11.613.065,32 R$ 9.410.587,42), resultando na redução das infrações de IRPJ e CSLL. Em voto vencedor, o colegiado decidiu, ainda, pela exoneração das multas isoladas, por entender ser inaplicável a exigência concomitante de multa isolada pelo não pagamento de estimativas apuradas no curso do anocalendário e da multa proporcional concernente à falta de pagamento do tributo devido apurado no balanço final do mesmo ano calendário. Em Embargos de Declaração tempestivamente apresentados, a PFN apontou omissão do Acórdão de nº 1102001.018, que teria deixado de se pronunciar sobre a supressão de instância (efls. 1.396/1.397), vez que a juntada do Projeto Triatlo, elaborado supostamente em 18/02/2004, teria contrariado o princípio do efeito devolutivo dos recursos, já que esse documento não teria sido objeto de apreciação pela autoridade de primeira instância e, assim, também não poderia ser apreciado pela autoridade de segunda instância. Em despacho fundamentado (efls. 1.424/1.425), o Presidente da Turma rejeitou os aclaratórios, por considerar que a PFN teria apenas levantado, em suas contrarrazões ao Recurso Voluntário, o argumento da preclusão, e não o da supressão de instância e, que, de forma indireta, ao fazer referência ao art. 16, §4º, do Decreto nº 70.235, de 1972, a decisão não teria incorrido em omissão. Manejado Recurso Especial pela PFN apontando divergência jurisprudencial em relação ao Acórdão nº 130100.058, que entendeu que a reorganização societária ocorrida entre as empresas do mesmo grupo econômico teve como intenção apenas forjar a existência de um ágio para reduzir o lucro tributável. Aponta outra divergência jurisprudencial, agora em relação à possibilidade de juntada posterior de documentos, pois isso implicaria na supressão de sua análise pelo órgão de julgamento inferior e, em caso de ser admitida, o processo deve ser remetido à instância inferior para apreciação, de modo que seja preservada sua atribuição e autoridade. Como último tema, aponta divergência jurisprudencial em relação à aplicação concomitante de multa isolada pela falta de recolhimento de estimativas, em concomitância com a exigência de multa de ofício, no mesmo anocalendário. E, ainda, na hipótese de não ser aceito o entendimento contido no item anterior, passa a demonstrou que o acórdão recorrido, ao cancelar a multa isolada, também divergiu da jurisprudência do Conselho, que admite a aplicação da multa isolada prevista no art. 44, II, alínea “b”, da Lei nº 9.430/96, em relação a período posterior ao advento da Medida Provisória nº 351/2007 (convertida na Lei nº 11.488/2007), que alterou a redação do art. 44 da Lei nº 9.430/96, considerando ser legítima, a partir do anocalendário 2007, a aplicação cumulativa de duas multas de ofício. Fl. 1813DF CARF MF Processo nº 16327.720667/201221 Resolução nº 1401000.589 S1C4T1 Fl. 1.814 4 Pelo despacho de admissibilidade de efls. 1.520/1.529, o Recurso Especial da PFN foi admitido pelo Presidente da Primeira Câmara da Primeira Seção do CARF, em relação a todas as matérias divergentes suscitadas, com exceção da matéria multa isolada, cuja divergência restou caracterizada, apenas, em relação à aplicação da multa a partir do ano calendário 2007. O sujeito passivo apresentou contrarrazões (efls. 1.559/1.600) A Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, ao apreciar o Recurso Especial da PFN, decidiu não conhecer do recurso no que respeita à matéria "ágio", por entender que as situações fáticas tratadas pelo acórdão do colegiado a quo e os paradigmas seriam distintas, o que impediria a caracterização da divergência jurisprudencial. Decidiu, ainda, declarar a nulidade da decisão do colegiado a quo, para que nova decisão fosse proferida, desconsiderando os documentos apresentados pelo sujeito passivo em sustentação oral. Cientificada dessa decisão e, contra ela, aviou Embargos de Declaração, imputando ao julgado o vício de omissão, pois não teria sido observado que os acórdãos, recorrido e paradigmas, tratam de situações que envolvem reorganização societária, grupo econômico, ausência de dispêndio econômico, operações realizadas sem propósito negocial. Foram rejeitados os embargos da Fazenda, retornando os autos a este colegiado para nova decisão considerando preclusa a prova apresentada por ocasião da sustentação oral. Colocado o processo em pauta nesta data, a Recorrente apresentou petição argumentando que a autuação deveria ser cancelada por força da Lei 13.655/2018, já que o procedimento por ela adotado se deu com base nas orientações da época, tendo sido pautado na jurisprudência majoritária do CARF. É o relatório do essencial. Voto Conselheira Letícia Domingues Costa Braga Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele conheço. Em virtude da recente publicação da Lei 13.655, de 25 de abril de 2018, a Recorrente apresenta a este colegiado questão inédita, a qual deve ser admitida a discussão, tendo em vista ser relativa a fato ou direito superveniente. Referida lei incluiu o artigo 24 à Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, de seguinte teor: Art. 24. A revisão, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, quanto à validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já se houver completado levará em conta as orientações gerais da época, sendo vedado que, com base em mudança posterior de orientação geral, se declarem inválidas Fl. 1814DF CARF MF Processo nº 16327.720667/201221 Resolução nº 1401000.589 S1C4T1 Fl. 1.815 5 situações plenamente constituídas. (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) Parágrafo único. Consideramse orientações gerais as interpretações e especificações contidas em atos públicos de caráter geral ou em jurisprudência judicial ou administrativa majoritária, e ainda as adotadas por prática administrativa reiterada e de amplo conhecimento público. (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) Aduz a Recorrente que a autuação decorre de análise de operação de aquisição de ativo com ágio e que, sobre a matéria, jurisprudência do CARF proferida nos anos de 2007 e 2012 era majoritariamente favorável ao contribuinte, citando ementas. Por se tratar de questão nova apresentada nesta data, entendo que é prudente baixar o processo em diligência a fim de oportunizar à Procuradoria da Fazenda Nacional a manifestação sobre a petição de fls. 1.805 a 1.810, garantindose assim a igualdade de tratamento às partes do processo. (assinado digitalmente) Letícia Domingues Costa Braga Fl. 1815DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.727954/2013-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Oct 01 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005
RECURSO DE OFÍCIO. VALOR DE ALÇADA INFERIOR AO ESTABELECIDO EM PORTARIA DO MINISTRO DA FAZENDA. NÃO CONHECIMENTO.
Não se conhece de recurso de ofício cujo crédito exonerado, incluindo-se valor principal e de multa, é inferior ao estabelecido em ato editado pelo Ministro da Fazenda.
RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. VIGÊNCIA. DATA DE APRECIAÇÃO.
Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
Numero da decisão: 2402-006.364
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício.
(assinado digitalmente)
Mário Pereira de Pinho Filho - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mario Pereira de Pinho Filho, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Denny Medeiros da Silva, Jamed Abdul Nasser Feitoza, Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Júnior.
Nome do relator: MARIO PEREIRA DE PINHO FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005 RECURSO DE OFÍCIO. VALOR DE ALÇADA INFERIOR AO ESTABELECIDO EM PORTARIA DO MINISTRO DA FAZENDA. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece de recurso de ofício cujo crédito exonerado, incluindo-se valor principal e de multa, é inferior ao estabelecido em ato editado pelo Ministro da Fazenda. RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. VIGÊNCIA. DATA DE APRECIAÇÃO. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 01 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10980.727954/2013-53
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5912165
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2402-006.364
nome_arquivo_s : Decisao_10980727954201353.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : MARIO PEREIRA DE PINHO FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10980727954201353_5912165.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mario Pereira de Pinho Filho, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Denny Medeiros da Silva, Jamed Abdul Nasser Feitoza, Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Júnior.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2018
id : 7441118
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:28:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870308929536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1533; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.727954/201353 Recurso nº 1 De Ofício Acórdão nº 2402006.364 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 03 de julho de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado OSTEN FERRAGENS LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005 RECURSO DE OFÍCIO. VALOR DE ALÇADA INFERIOR AO ESTABELECIDO EM PORTARIA DO MINISTRO DA FAZENDA. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece de recurso de ofício cujo crédito exonerado, incluindose valor principal e de multa, é inferior ao estabelecido em ato editado pelo Ministro da Fazenda. RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. VIGÊNCIA. DATA DE APRECIAÇÃO. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mario Pereira de Pinho Filho, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Denny Medeiros da Silva, Jamed Abdul Nasser Feitoza, Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Júnior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 79 54 /2 01 3- 53 Fl. 658DF CARF MF Processo nº 10980.727954/201353 Acórdão n.º 2402006.364 S2C4T2 Fl. 3 2 Relatório O presente recurso foi objeto de julgamento na sistemática prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, adoto o relatório objeto do Acórdão nº 2402006.333 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 03 de julho de 2018, proferido no âmbito do processo n° 19515.722966/201271, paradigma deste julgamento. Acórdão nº 2402006.333 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária "Tratase de Recurso de Oficio manejado, por força de reexame necessário, de acordo com o art. 34 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações introduzidas pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, tendo em vista que o crédito exonerado, principal e encargos de multa, relativos a contribuições previdenciárias de custeio, beneficio, terceiros e sanções pecuniárias, superava a época o valor de alçada estipulado no art. 1º da Portaria MF nº 03, de 03 de janeiro de 2008. O valor objeto de exoneração é inferior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais), vindo a julgamento apenas o Recurso de Oficio. É o relatório." Voto Conselheiro Mário Pereira de Pinho Filho Relator Este processo foi julgado na sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 2402006.333 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 03 de julho de 2018, proferido no âmbito do processo n° 19515.722966/201271, paradigma ao qual o presente processo encontrase vinculado. Transcrevese, a seguir, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o inteiro teor do voto condutor proferido pelo Conselheiro Jamed Abdul Nasser Feitoza, digno relator da susodita decisão paradigma, reprisese, Acórdão nº 2402006.333 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 03 de julho de 2018: Acórdão nº 2402006.333 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária “Antes de adentrar a análise do caso concreto, importa observar que o presente julgamento terá efeitos sobre lote repetitivo, eis que o caso em foco foi eleito como paradigma e terá seu resultado aplicado ao lote a que esta relacionado, nos termos do art. 47 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 – RICARF. Fl. 659DF CARF MF Processo nº 10980.727954/201353 Acórdão n.º 2402006.364 S2C4T2 Fl. 4 3 Admissibilidade. Tratase de Recurso de Oficio manejado, por força de reexame necessário, de acordo com o art. 34 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, tendo em vista que, à época em que foi proferida a decisão de primeira instância administrativa, o crédito exonerado superava o valor de alçada estipulado estabelecido em ato próprio. De acordo com o I do art. 34 do Decreto nº 70.235/1972: Art. 34. A autoridade de primeira instância recorrerá de ofício sempre que a decisão: I exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa de valor total (lançamento principal e decorrentes) a ser fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) II deixar de aplicar pena de perda de mercadorias ou outros bens cominada à infração denunciada na formalização da exigência. § 1º O recurso será interposto mediante declaração na própria decisão. § 2° Não sendo interposto o recurso, o servidor que verificar o fato representará à autoridade julgadora, por intermédio de seu chefe imediato, no sentido de que seja observada aquela formalidade. (Grifouse) O colegiado a quo proferiu decisão em que julgou parcialmente procedente a impugnação, exonerando créditos relativos ao principal e encargos de multas em valor inferior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil de reais) Cabe ao colegiado julgar a admissibilidade do Recurso de Oficio e, constatandose que o crédito exonerado é inferior àquele que levaria o caso a um reexame necessário na atualidade, não conhecer de referido recurso. O limite referido está posto na Portaria MF nº 63, de 9 de fevereiro de 2017, in verbis: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). § 1º O valor da exoneração deverá ser verificado por processo. Fl. 660DF CARF MF Processo nº 10980.727954/201353 Acórdão n.º 2402006.364 S2C4T2 Fl. 5 4 § 2º Aplicase o disposto no caput quando a decisão excluir sujeito passivo da lide, ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União. Art. 3º Fica revogada a Portaria MF nº 3, de 3 de janeiro de 2008. Ainda que à época do julgamento de primeira instância tal valor permitisse a interposição do Recurso de Oficio ora julgado, ao caso deve ser aplicado o limite de dispensa atualmente vigente, conforme entendimento consolidado neste Conselho, nos termos da Súmula CARF 103: Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Conclusão Ante ao exposto voto por não conhecer do Recurso de Oficio em razão de o crédito exonerado ser inferior ao limite estabelecido no art. 1º a Portaria MF nº 63, de 9 de fevereiro de 2017, aplicável ao caso conforme Súmula CARF 103. (assinado digitalmente) Jamed Abdul Nasser Feitoza” Conclusão Nesse contexto, pelas razões de fato e de Direito ora expendidas, voto por NÃO CONHECER do Recurso de Ofício (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho Fl. 661DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16641.000032/2010-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Oct 22 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2006
TRANSPORTE DE CARGA. SUBCONTRATAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. AUTO DE INFRAÇÃO.
A operação pela qual a transportadora contrata o serviço de transporte de carga com seu cliente, emite o conhecimento de transporte de carga e recebe em seu nome o valor total nele constante, caracteriza venda de serviço de transporte. A operação posterior, pela qual a transportadora repassa a terceiros valor inferior ao recebido, sem emissão de qualquer novo documento fiscal referente à exceção parcial do referido serviço, caracteriza subcontratação.
A empresa optante pelo SIMPLES, que exerce atividade de prestação de serviços de transporte, ainda que utilize subcontratados, não pode expurgar da base de cálculo dos tributos e contribuições recolhidos por essa sistemática valores pagos àqueles que subcontratou.
A receita bruta apuração dos tributos do SIMPLES é o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.
Tendo a contribuinte declarado valores de receita bruta inferiores aos constantes do livro de apuração do ICMS, procede a cobrança dos impostos e contribuições componentes do SIMPLES calculados sobre a diferença não declarada. A omissão de receitas somente pode ser elidida mediante a produção de prova em contrário.
A verificação de omissão de receitas constitui infração que autoriza a lavratura do componente auto de infração, para a constituição do crédito tributário.
LANÇAMENTOS DECORRENTES.
Dada a íntima relação de causa e efeito, aplicam-se aos lançamentos reflexos o decidido no principal.
MULTA. AUSÊNCIA DE NATUREZA CONFISCATÓRIA
As multas de ofício não possuem natureza confiscatória, constituindo-se antes em instrumento de desestímulo ao sistemático inadimplemento das obrigações tributárias, atingindo, por via de consequência, apenas os contribuintes infratores, em nada afetando o sujeito passivo cumpridor de suas obrigações fiscais. À administração tributária cabe aplicar a lei, efetuando o lançamento, de forma vinculada, com a ocorrência do fato gerador.
TAXA SELIC. APLICAÇÃO
Tratando-se de lançamentos de ofício, decorrentes de infração aos dispositivos legais efetuado pela administração em exercício de regular ação fiscalizadoras, é legítima a utilização da taxa Selic, cuja aplicação como juros de mora é decorrente de lei ordinária.
Cobra-se através de lançamento de ofício as diferenças apuradas relativas a recolhimentos ou valores declarados a menor em face de utilização de alíquota inferior.
PERÍCIA CONTÁBIL. PRESCINDIBILIDADE
Estando as infrações apuradas de acordo com a legislação e respaldadas em provas documentais e não havendo dúvidas quanto à tributação, não há que se falar em realização de perícia contábil.
Numero da decisão: 1302-002.997
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa (Relator), Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: MARCOS ANTONIO NEPOMUCENO FEITOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2006 TRANSPORTE DE CARGA. SUBCONTRATAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. AUTO DE INFRAÇÃO. A operação pela qual a transportadora contrata o serviço de transporte de carga com seu cliente, emite o conhecimento de transporte de carga e recebe em seu nome o valor total nele constante, caracteriza venda de serviço de transporte. A operação posterior, pela qual a transportadora repassa a terceiros valor inferior ao recebido, sem emissão de qualquer novo documento fiscal referente à exceção parcial do referido serviço, caracteriza subcontratação. A empresa optante pelo SIMPLES, que exerce atividade de prestação de serviços de transporte, ainda que utilize subcontratados, não pode expurgar da base de cálculo dos tributos e contribuições recolhidos por essa sistemática valores pagos àqueles que subcontratou. A receita bruta apuração dos tributos do SIMPLES é o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. Tendo a contribuinte declarado valores de receita bruta inferiores aos constantes do livro de apuração do ICMS, procede a cobrança dos impostos e contribuições componentes do SIMPLES calculados sobre a diferença não declarada. A omissão de receitas somente pode ser elidida mediante a produção de prova em contrário. A verificação de omissão de receitas constitui infração que autoriza a lavratura do componente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Dada a íntima relação de causa e efeito, aplicam-se aos lançamentos reflexos o decidido no principal. MULTA. AUSÊNCIA DE NATUREZA CONFISCATÓRIA As multas de ofício não possuem natureza confiscatória, constituindo-se antes em instrumento de desestímulo ao sistemático inadimplemento das obrigações tributárias, atingindo, por via de consequência, apenas os contribuintes infratores, em nada afetando o sujeito passivo cumpridor de suas obrigações fiscais. À administração tributária cabe aplicar a lei, efetuando o lançamento, de forma vinculada, com a ocorrência do fato gerador. TAXA SELIC. APLICAÇÃO Tratando-se de lançamentos de ofício, decorrentes de infração aos dispositivos legais efetuado pela administração em exercício de regular ação fiscalizadoras, é legítima a utilização da taxa Selic, cuja aplicação como juros de mora é decorrente de lei ordinária. Cobra-se através de lançamento de ofício as diferenças apuradas relativas a recolhimentos ou valores declarados a menor em face de utilização de alíquota inferior. PERÍCIA CONTÁBIL. PRESCINDIBILIDADE Estando as infrações apuradas de acordo com a legislação e respaldadas em provas documentais e não havendo dúvidas quanto à tributação, não há que se falar em realização de perícia contábil.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 22 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 16641.000032/2010-80
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5918620
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 22 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-002.997
nome_arquivo_s : Decisao_16641000032201080.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : MARCOS ANTONIO NEPOMUCENO FEITOSA
nome_arquivo_pdf_s : 16641000032201080_5918620.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa (Relator), Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2018
id : 7474057
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:29:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870309978112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2138; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 2.003 1 2.002 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16641.000032/201080 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302002.997 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2018 Matéria Simples Recorrente SAURLEY LIBERTO DA SILVA MACHADO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2006 TRANSPORTE DE CARGA. SUBCONTRATAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. AUTO DE INFRAÇÃO. A operação pela qual a transportadora contrata o serviço de transporte de carga com seu cliente, emite o conhecimento de transporte de carga e recebe em seu nome o valor total nele constante, caracteriza venda de serviço de transporte. A operação posterior, pela qual a transportadora repassa a terceiros valor inferior ao recebido, sem emissão de qualquer novo documento fiscal referente à exceção parcial do referido serviço, caracteriza subcontratação. A empresa optante pelo SIMPLES, que exerce atividade de prestação de serviços de transporte, ainda que utilize subcontratados, não pode expurgar da base de cálculo dos tributos e contribuições recolhidos por essa sistemática valores pagos àqueles que subcontratou. A receita bruta apuração dos tributos do SIMPLES é o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. Tendo a contribuinte declarado valores de receita bruta inferiores aos constantes do livro de apuração do ICMS, procede a cobrança dos impostos e contribuições componentes do SIMPLES calculados sobre a diferença não declarada. A omissão de receitas somente pode ser elidida mediante a produção de prova em contrário. A verificação de omissão de receitas constitui infração que autoriza a lavratura do componente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 64 1. 00 00 32 /2 01 0- 80 Fl. 2003DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.004 2 LANÇAMENTOS DECORRENTES. Dada a íntima relação de causa e efeito, aplicamse aos lançamentos reflexos o decidido no principal. MULTA. AUSÊNCIA DE NATUREZA CONFISCATÓRIA As multas de ofício não possuem natureza confiscatória, constituindose antes em instrumento de desestímulo ao sistemático inadimplemento das obrigações tributárias, atingindo, por via de consequência, apenas os contribuintes infratores, em nada afetando o sujeito passivo cumpridor de suas obrigações fiscais. À administração tributária cabe aplicar a lei, efetuando o lançamento, de forma vinculada, com a ocorrência do fato gerador. TAXA SELIC. APLICAÇÃO Tratandose de lançamentos de ofício, decorrentes de infração aos dispositivos legais efetuado pela administração em exercício de regular ação fiscalizadoras, é legítima a utilização da taxa Selic, cuja aplicação como juros de mora é decorrente de lei ordinária. Cobrase através de lançamento de ofício as diferenças apuradas relativas a recolhimentos ou valores declarados a menor em face de utilização de alíquota inferior. PERÍCIA CONTÁBIL. PRESCINDIBILIDADE Estando as infrações apuradas de acordo com a legislação e respaldadas em provas documentais e não havendo dúvidas quanto à tributação, não há que se falar em realização de perícia contábil. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa (Relator), Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Relatório Fl. 2004DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.005 3 Para a devida síntese do processo, transcrevo o relatório da DRJ/POA, complementandoo ao final: Fl. 2005DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.006 4 Fl. 2006DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.007 5 Após análise da impugnação, a Turma Julgadora da DRJ, por unanimidade, julgoua improcedente, na conformidade da ementa do Acórdão n.º 10 33.692, a seguir reproduzida: Fl. 2007DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.008 6 Inconformada com a decisão retro, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, aduzindo em síntese: (i) preliminarmente, o cerceamento do direito de defesa, ante o indeferimento do pedido de perícia; no mérito, após discorrer sobre o conceito de “receita bruta, “faturamento” e “entrada”, afirma que a autuação deve ser extinta pois (ii) inclui em sua base de cálculo valores estranhos à receita bruta da empresa; (iii) sustenta a irregularidade da autuação pela inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS; (iv) sustenta a inconstitucionalidade da majoração da base de cálculo destas contribuições; (v) defende a inconstitucionalidade da multa aplicada, com base nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa – Relator. O contribuinte teve ciência acerca da decisão de 1ª instância no dia 19/09/2011, e protocolou, tempestivamente, o Recurso Voluntário em 10/10/2011, conforme Extrato do Processo (fl. 1995). Portanto, presentes os requisitos de admissibilidade recursal, conheço do presente recurso. Não merecem provimento as razões constantes no recurso. Vejamos. Fl. 2008DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.009 7 Em sede preliminar, a recorrente pede a remessa dos autos de volta à 1ª instância para o atendimento ao pedido de perícia realizado pela Recorrente, eis que seu pedido poderia gerar a anulação de todo o processo administrativo. Na peça impugnatória, por sua vez, a perícia pleiteada perante a 1ª instância administrativa tinha como finalidade demonstrar, àquela Autoridade Julgadora, “que as bases de cálculo para apuração do débito não levaram em conta o real faturamento da empresa”. (fl. 218) Com efeito, o art. 18, do Decreto 70.235/72, prevê o seguinte: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (grifos) Detraise do dispositivo legal acima transcrito que a autoridade julgadora apenas determinará a realização de diligências quando entendêlas necessárias. Por outro lado, a Turma Julgadora a quo deixou bem claro a desnecessidade da realização da perícia requerida. O raciocínio expresso na decisão recorrida permitiu concluir que, mesmo se restasse comprovado que a base de cálculo da autuação não tivesse levado em conta o real faturamento da empresa, isto seria irrelevante para fins de tributação pelo regime do Simples, pois neste regime, a apuração do lucro é substituída pela aplicação percentual sobre a totalidade da receita bruta, sendo assim desprezadas todas as suas despesas, de acordo com o art. 5º da Lei nº 9.317/1996. (fl. 6, do Acórdão n.º 1033.692DRJ/POA) Sendo desnecessária a realização da perícia solicitada, portanto, é correta a decisão da Turma Julgadora. Na ausência de apresentação de novas razões capazes de infirmar o crédito discutido, adoto as razões de decidir da decisão a quo, conforme previsto no § 3º, do art. 57, do RICARF. As razões do Acórdão n.º 1033.692DRJ/POA passam a integrar o presente voto, e seguem reproduzidas abaixo: Fl. 2009DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.010 8 Fl. 2010DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.011 9 Fl. 2011DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.012 10 Fl. 2012DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.013 11 Fl. 2013DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.014 12 Conclusão Em face ao exposto, rejeito a preliminar aventada, para, no mérito, NEGAR provimento ao recurso voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa Fl. 2014DF CARF MF Processo nº 16641.000032/201080 Acórdão n.º 1302002.997 S1C3T2 Fl. 2.015 13 Fl. 2015DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11065.721563/2013-20
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1301-000.627
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso até que seja proferida decisão administrativa definitiva no processo nº 11065.000715/2010-12.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto- Presidente.
(assinado digitalmente)
Nelso Kichel- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, Jose Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Carlos Augusto Daniel e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Bianca Felicia Rothschild.
Relatório
Nome do relator: NELSO KICHEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201809
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 11065.721563/2013-20
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5919799
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1301-000.627
nome_arquivo_s : Decisao_11065721563201320.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : NELSO KICHEL
nome_arquivo_pdf_s : 11065721563201320_5919799.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso até que seja proferida decisão administrativa definitiva no processo nº 11065.000715/2010-12. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto- Presidente. (assinado digitalmente) Nelso Kichel- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, Jose Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Carlos Augusto Daniel e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Bianca Felicia Rothschild. Relatório
dt_sessao_tdt : Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2018
id : 7480999
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:29:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870315220992
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1111; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 201 1 200 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.721563/201320 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1301000.627 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 20 de setembro de 2018 Assunto SOBRESTAMENTO DE PROCESSO Recorrente CORTUME KRUMENAUER S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso até que seja proferida decisão administrativa definitiva no processo nº 11065.000715/201012. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente. (assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, Jose Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Carlos Augusto Daniel e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Bianca Felicia Rothschild. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 65 .7 21 56 3/ 20 13 -2 0 Fl. 201DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 202 2 Relatório Cuidase do Recurso Voluntário de 05/10/2015 (efls. 179/184) em face do Acórdão da 1ª Turma da DRJ/Porto Alegre de efls. 170/173 que, ao julgar manifestação de inconformidade improcedente, não reconheceu a diferença de direito creditório que, anteriormente, também não fora reconhecida pela Unidade de origem da RFB, no caso DRF/Novo Hamburgo (efls. 116/120). Quanto aos fatos, consta: que, em 26/03/2012, a contribuinte apresentou, pela internet, Pedido de Restituição de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011, no valor de R$ 477.799,86, mediante PER eletrônico, utilizando o programa gerador PER/DCOMP nº 16284.83171.260312.1.2.034830 (efls.02/06). que o PER, inicialmente eletrônico, foi baixado para tratamento manual; que, em 29/04/2013, a DRF/Novo Hamburgo reconheceu, em parte, o crédito pleiteado, ou seja, deferiu R$ 259.470,05 (valor original), conforme conclusão do Despacho Decisório que transcrevo, in verbis: (...) Conclusão 25. Dessa maneira, concluise que o interessado faz jus de forma parcial ao direito creditório pleiteado, em razão de existência de parcela litigiosa, na qual não residem os atributos de liquidez e certeza, imprescindíveis ao crédito objeto de Pedido de Restituição, decorrente de Saldo Negativo de CSLL relativo ao anocalendário de 2011. 26. Ante o exposto, com base no artigo 302 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, publicada no DOU de 17 de maio de 2012, na Competência Delegada pela Portaria DRF/NHO nº 46, de 19 de julho de 2012, publicada no DOU de 23 de julho de 2012, nos termos dos artigos 165, 168 e 170 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional – CTN), nos termos do § 14 do art. 74 da Lei nº 9.430, 27 de dezembro de 1996, nos termos dos artigos 2º, 3º, 4º da Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008, e com base na Legislação do Imposto de Renda, RECONHECESE EM PARTE O DIREITO CREDITÓRIO pleiteado a título de Saldo Negativo de CSLL, relativo ao anocalendário de 2011, por meio de PER/DCOMP nº 16284.83171.260312.1.2.034830, no valor original de R$ 259.470,05 (duzentos e cinquenta e nove mil quatrocentos e setenta reais e cinco centavos). (...) Consta da fundamentação do citado despacho decisório que a diferença de CSLL R$ 218.329,81 não foi deferida, pois os débitos de estimativas mensais da CSLL do Fl. 202DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 203 3 anocalendário 2011 (períodos de apuração março/2011 a agosto/2011) foram objeto de compensação tributária nos autos do processo nº 11065.000715/201012 e foram rejeitadas tanto pela unidade de origem, quanto pela DRJ (naquele processo); que, assim, os débitos desses PA estariam em aberto, não podendo gerar crédito na declaração de ajuste, ou seja, saldo negativo; que, ainda, referido processo subiu ao CARF em face de Recurso Voluntário. A seguir, transcrevo a fundamentação do despacho decisório deste processo (e fls. 116/120), in verbis: (...) 7. Foram realizadas consultas aos PER/DCOMP vinculados e efetivou se o seguinte levantamento da situação de cada débito compensado: 8. Com relação aos débitos relativos aos períodos de janeiro a agosto de 2011, o crédito relacionado foi objeto do Parecer Seort/DRF/NHO nº 16/2011, emitido pela Delegacia de origem, e do Acórdão nº 10 40.266/2012 proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre – DRJ/POA , o qual confirmou a decisão de nãohomologação dos débitos de março a agosto de 2011, conforme demonstrado acima (fls. 73, 74, 82, 89, 90, 93). Atualmente, o processo de crédito controlado sob nº 11065.000715/2010 12 aguarda julgamento do Recurso Voluntário interposto pelo interessado no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF (fl. 113). (...) Ciente desse despacho decisório em 06/06/2013 por via postal, Aviso de Recebimento AR (efls. 134/135), a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade ainda no mesmo dia, ou seja, em 06/06/2013 (efls. 137/141) cujas razões, em síntese, foram assim consignadas no relatório da decisão da DRJ (efls. 170/173), in verbis: Fl. 203DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 204 4 (...) A ciência da decisão administrativa ocorreu no dia 6 de junho de 2013 (fl. 135). O contribuinte, inconformado, apresentou manifestação de inconformidade no mesmo dia em que teve ciência da decisão administrativa (6 de junho de 2013 fl. 137). O interessado alegou descumprimento de ordem judicial por parte da autoridade administrativa, uma vez que o direito ao crédito presumido do IPI havia sido reconhecido pelo Poder Judiciário. Se o crédito foi reconhecido, as estimativas de CSLL foram quitadas, havendo direito à restituição integral do saldo negativo do CSLL apurado no ano calendário 2011. O recorrente alega que seus créditos fruto da quitação das estimativas de CSLL "são absolutamente "líquidos e certos", na medida em que decorrem de decisão judicial transitada em julgado" (fl. 140). Assim, se até a presente data a Receita Federal não realizou a baixa definitiva do processo administrativo n° 11065.000715/201012, isso não pode impor um prejuízo para o contribuinte. Requer, por fim, (1) o reconhecimento integral do seu crédito e (2) a baixa dos processos administrativos decorrentes da ação judicial n° 2005.71.08.0012695/RS. (...) Na sessão de 31/08/2015, a 1ª Turma da DRJ/Porto Alegre manteve a decisão da Unidade de origem da RFB; julgou a manifestação de inconformidade improcedente, não reconhecendo a diferença de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011 de R$ 218.329,81. Nesse sentido, transcrevo a ementa, dispositivo e voto da decisão recorrida (efl. 170/173), in verbis: (...) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2011 RESTITUIÇÃO DO TRIBUTO APURADO ANUALMENTE. ESTIMATIVAS OBJETO DE COMPENSAÇÃO NÃOHOMOLOGADA. Estimativas não quitadas não incrementam o saldo negativo do CSLL, não ensejando qualquer restituição. A quitação das estimativas objeto de um processo não pode ser novamente apreciada em processo subseqüente que trata da restituição do saldo negativo do CSLL, uma vez que configurada a litispendência. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido (...) Acordam os membros da 1ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, julgar improcedente a manifestação de inconformidade, não reconhecendo qualquer direito creditório em favor do contribuinte. Fl. 204DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 205 5 (...) Voto O litígio proposto pelo contribuinte gira em torno do direito ao crédito presumido do IPI, reconhecido pelo Poder Judiciário. Essa questão é objeto do processo administrativo nº 11065.000715/201012. É inviável a nova apreciação em função da litispendência, nos termos do art. 301, V, § 3º, do Código de Processo Civil (CPC), aplicável subsidiariamente ao processo administrativo fiscal. Em outras palavras, é incabível a repetição do litígio. (...) Consoante se verifica, a ação judicial teve natureza estritamente declaratória, ou seja, limitouse a declarar a existência de uma relação jurídica (art. 4º, I, do CPC). Não houve, portanto, a liquidação do direito do interessado. Em outras palavras, não houve a valoração desse direito. O interessado efetuou a compensação que entendeu cabível, sujeitandose à atuação do Fisco. Essa valoração e utilização se deu no âmbito do processo administrativo nº 11065.000715/2010 12. Assim, as estimativas não quitadas, consoante decidido no processo administrativo nº 11065.000715/201012, não podem formar saldo negativo (...) para fins de restituição. (...) Em 23/09/2015, a contribuinte tomou ciência desse decisum (efls. 176/178), e apresentou Recurso Voluntário em 05/10/2015 (efls. 179/184), pedindo a reforma da decisão a quo, cujas razões em síntese são as seguintes: que solicitou em março de 2012 a restituição do valor de R$ 477.799,86 decorrente de saldo negativo da CSLL do ano calendário de 2011; que a Delegacia da Receita Federal de origem analisou o pedido e deferiu parcialmente o crédito no valor original de R$ 259.470,05; que há uma diferença de crédito de R$ 218.329,81 (valor original) a ser reconhecida a título de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011; que, inconformada com o despacho decisório da unidade de origem, a ingressou com sua manifestação de inconformidade que, ao final, foi julgada improcedente pelos mesmos fundamentos da decisão anterior; que o acórdão recorrido, na mesma esteira do despacho decisório, entendeu que a diferença não restituída seria decorrente do fato dos débitos de estimativas da CSLL do ano de 2011 terem sido objeto de compensação com créditos não revestidos de "liquidez e certeza"; que, segundo a decisão recorrida, parte dos créditos judiciais, decorrente do trânsito em julgado do processo n° 2005.71.08.0012695 e utilizada nas compensações para quitar as estimativas, está sendo "discutida" em recurso administrativo pendente de julgamento perante o CARF, especificamente nos autos do processo administrativo 11065.000715/2010 12; Fl. 205DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 206 6 que, assim, consta da fundamentação do acórdão recorrido: (...) Consoante se verifica, a ação judicial teve natureza estritamente declaratória, ou seja, limitouse a declarar a existência de uma relação jurídica (art. 4º, I, do CPC). Não houve, portanto, a liquidação do direito do interessado. Em outras palavras, não houve a valoração desse direito. O interessado efetuou a compensação que entendeu cabível, sujeitandose à atuação do Fisco. Essa valoração e utilização se deu no âmbito do processo administrativo nº 11065.000715/2010 12. Assim, as estimativas não quitadas, consoante decidido no processo administrativo nº 11065.000715/201012, não podem formar saldo negativo (...) para fins de restituição. (...) que, entretanto, no processo administrativo nº 11065.000715/201012 utilizado pelo acórdão ora recorrido como fundamento para negar provimento à manifestação de inconformidade da ora recorrente, ainda que não esteja definitivamente encerrado, já se reconheceu (liquidou) praticamente 99,50% do crédito pleiteado pela empresa; que do total de R$ 3.584.026,97 de créditos pleiteados (valor já corrigido), apenas uma pequena parcela de R$ 17.237,49 pende de homologação e que está ainda sob análise perante o CARF nos autos do processo n° 11065.000715/201012, o que representa menos de 0,50% do total do credito habilitado; que para evitar futuro efeito "cascata" decorrente da não restituição integral do saldo negativo, pela não homologação das compensações não seria mais lógico e sensato apenas cobrar administrativamente ou judicialmente (mediante execução fiscal) apenas o valor da diferença de débito ainda não homologada de R$ 17.237,49 decorrente do crédito presumido de IPI ainda não reconhecido? que o acórdão recorrido deixa claro que somente as estimativas não quitadas não poderiam formar o saldo negativo da CSLL consoante o decidido no processo administrativo n° 11065.000715/201012; que 99,50% dos débitos de imposto (estimativas mensais) do anocalendário 2011 deveriam estar extintos pelas DCOMP, compensações, que utilizam o crédito presumido de IPI decorrente da ação judicial no processo conexo 11065.000715/201012, pois já restou reconhecido 99,50% dos créditos, ou seja, R$ 3.566.789,48 do total pleiteado (habilitado) de R$ 3.584.026,97; que a diferença de R$ 17.237,49 (débito?) poderia ser objeto de cobrança ou, simplesmente, abatida do saldo de R$ 234.004,92 ainda remanescente em prol da recorrente; que, assim, não se justifica a não homologação de DCOMP no processo conexo, quanto aos débitos do IRPJ estimativa mensal dos PA março a agosto/2011; que não é lícito ao Fisco, neste processo, glosar ou reduzir o crédito com origem em saldo negativo de IRPJ/CSLL pelo simples fato do mesmo ser originário de compensações que estão sob judice ou aguardando decisão do CARF, ainda mais quando 99,50% do crédito pleiteado já encontrase homologado ! Fl. 206DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 207 7 que o Fisco, ao assim agir, acaba por gerar um efeito "cascata" interminável e injustificável, principalmente no caso em questão onde quase 100% do crédito original já encontrase homologado; que o procedimento do Fisco, no caso presente, gerará uma cobrança de um mesmo valor em duplicidade; que, sob qualquer ótica, o débito do imposto estimativa mensal objeto de compensação homologada e/ou não homologada deverá ser sempre considerado para fins de composição do saldo negativo do IRPJ/CSLL; que se a compensação não for homologada, o Fisco tem os mecanismos para cobrança judicial dos débitos; que, por fim, pediu o deferimento da diferença de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011, ainda não reconhecido pelas decisões anteriores nestes autos. É o relatório. Fl. 207DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 208 8 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade; por isso, dele conheço. A recorrente rebelase contra a decisão recorrida que denegou a diferença do direito creditório pleiteado de R$ 218.329,81 (valor original), a título de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011, ao manter o entendimento do despacho decisório da Unidade de origem da RFB que, também, não reconhecera referida diferença de crédito. Consta dos autos que essa diferença de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011 não foi deferida pelas decisões anteriores nestes autos, pois no processo conexo nº 11065.000715/201012 os débitos de estimativa mensais da CSLL dos PA março a agosto/2011 persistem em aberto, não foram quitadas, as quais foram objeto de compensações que restaram não homologadas. Logo, estimativas mensais não pagas não podem ser abatidas da apuração da CSLL devida (ajuste anual), não podem gerar crédito, ou seja, não podem ser deduzidas ou utilizadas na formação do saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011. CONEXÃO PROCESSUAL POR PREJUDICIALIDADE Nas razões do recurso, a contribuinte pediu a reforma da decisão recorrida para que seja deferido o saldo remanescente do saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011 (ainda não reconhecido pelas decisões anteriores neste processo), porém a resolução da lide objeto deste processo depende da sorte do que restar decidido, ao final, nos autos do processo conexo nº 11065.000715/201012. Na razões do recurso nos presentes autos, a recorrente argumenta: que, em face da decisão judicial transitada em julgado contra a União (Fazenda Nacional) em 05/05/2009, processo judicial nº 200571080012695/RS, é titular de crédito presumido do IPI, no valor de R$ 3.584.026,87 (valor atualizado), período 2000 a 2005 relativo a aquisições de insumos feitas a pessoas físicas, cooperativas e outros fornecedores não contribuintes do PIS e da COFINS, cujos insumos foram incorporados aos produtos vendidos para o mercado externo (exportações); que o Pedido de Habilitação do crédito presumido do IPI, cujo direito foi reconhecido judicialmente, por decisão transitada em julgado, foi objeto do Processo nº 13055.000085/200989; que utilizou nas DCOMP processo conexo crédito presumido atinente ao IPI, no valor de R$ 3.584.026,97 e restou reconhecido o valor de R$ 3.566.789,48; que, como se infere, há apenas uma diferença de R$ 17.237,49 equivalente a 0,5% que ainda não foi deferido no processo 11065.000715/201012 (conexo), a título de crédito presumido do IPI, cuja lide está no CARF, e face de recurso voluntário apresentado (processo ainda pendente de julgamento do recurso voluntário); que juntou cópia de Planilha, transcrita a seguir, contendo relação dos PER/DCOMP transmitidos, objeto daquele processo conexo, utilizando R$ 3.584.026,87 do crédito presumido do IPI, habilitado administrativamente (efl. 191): Fl. 208DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 209 9 Fl. 209DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 210 10 que os débitos, em aberto, de estimativa mensal da CSLL dos PA março/2011 a agosto/2011, são objeto dos PER/DCOMP da Planilha acima (constantes do processo conexo), especificamente os seguintes PER/DCOMP: a) 05775.63570.290411.1.3.577879 b) 28608.81528.310511.1.3.573177 c) 12143.89285.300611.1.3.574971 d) 25880.81441.290711.1.3.576055 e) 18313.84985.310811.1.3.576504 f) 18296.58375.300911.1.3.570910 que, nos presentes autos, a decisão recorrida, simplesmente, reportase ao processo conexo, onde os débitos de estimativas da CSLL dos PA março a agosto/2011 teriam restado não quitadas, DCOMP não homologadas por insuficiência do crédito presumido do IPI de origem judicial; que, entretanto, o crédito presumido do IPI já deferido naquele processo conexo seria suficiente, em sua maior parte, para extinguir os débitos de estimativa mensal da CSLL dos referidos PA março a agosto/2011, sendo insuficiente apenas em R$ 17.237,49 (crédito ainda não reconhecido, em torno de 0,5% do crédito presumido total do IPI, ou seja, 99,50% dos créditos já foram deferidos); que, assim, não se justificaria a denegação da diferença de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011 no valor de R$ 218.329,81 (valor original), neste processo. que o processo conexo encontrase no CARF, é objeto de recurso voluntário, mas ainda não distribuído. Pois bem. Primeiro, apenas para argumentar, diversamente do alegado pela recorrente, se no processo conexo já foi deferido 99,50% do crédito presumido do IPI (em face de decisão judicial que reconhecera o direito ao crédito presumido do IPI), isto não quer dizer que, necessariamente, 99,50% do débitos confessados nas DCOMP serão extintos. Os débitos confessados, caso maiores que o crédito, não terão lastro para serem extintos por compensação (homologação), tanto é que naquele processo conexo os débitos da CSLL estimativa mensal dos PA março a agosto/2011 restaram não quitados (DCOMP não homologadas) justamente por insuficiência do crédito utilizado. Claro, o acórdão de primeira instância naquele processo foi objeto de recurso voluntário ainda não julgado, logo a lide pende de apreciação pelo CARF (processo conexo). Existe litispendência. Diversamente do alegado pela recorrente, não há como deferir, nestes autos, o crédito pleiteado (diferença de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2011), cujas Fl. 210DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 211 11 compensações de débitos de estimativas mensais do anocalendário 2011, são objeto daquele processo. Débitos de estimativa mensal da CSLL do anocalendário 2011 (março a agosto/2011), enquanto estiverem em aberto (compensações indeferidas por insuficiência de crédito), não geram crédito para dedução da CSLL devida anocalendário 2011 (ajuste anual), não podem ser utilizadas para formação de saldo negativo (não geram crédito). Como visto, há relação de conexão processual por prejudicialidade daquele processo em relação a este. Ou seja: a resolução da lide objeto do presente processo depende do que restar decidido nos autos do processo nº 11065.000715/201012. Assim, configurase a impossibilidade do presente processo ser julgado autonomamente. Além disso, como a contribuinte utilizou crédito de IPI nas compensações dos débitos de estimativa mensal da CSLL (débitos de março a agosto/2011), a competência para julgamento da referida lide, no processo conexo, é da 3ª (Terceira) Seção de Julgamento do CARF, nos termos do RICARF/2015, Portaria MF 343, de 2015, Anexo II, in verbis: (...) Art. 4º À 3ª (terceira) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância que versem sobre aplicação da legislação referente a: I (...) II (...) III Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); (...) Art. 7º Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. § 1º A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. (...) Consultando o e processo, consta despacho nos autos do Processo (conexo) 11065.000715/201012 , 3ª Seção de Julgamento do CARF, in verbis: (...) Data de Emissão: 09/09/2018 19:02:49 Distribuir / Sortear CLEUZA TAKAFUJI Fl. 211DF CARF MF Processo nº 11065.721563/201320 Resolução nº 1301000.627 S1C3T1 Fl. 212 12 2ª TO4ªCÂMARA3ªSEÇÃOCARFMFDF 4ª CÂMARA3ªSEÇÃOCARFMFDF 3ª SEÇÃOCARFMFDF DF CARF MF (...) Como visto, o processo (conexo), cuja lide tem relação de prejudicialidade do litígio objeto do presente processo, está em fase de distribuição/sorteio na 3ª Seção de Julgamento do CARF. Há necessidade de sobrestamento do julgamento do recurso deste processo. Assim, propugno pelo retorno dos autos deste processo à unidade de origem da RFB, no caso à DRF/Novo Hamburgo, para aguardar decisão definitiva, irreformável na órbita administrativa, do processo nº 11065.000715/201012 (existência de relação de prejudicialidade daquele processo em relação ao à lide do presente processo). Diante do exposto, voto para sobrestar o julgamento do recurso do presente processo até que seja proferida decisão administrativa definitiva no processo nº 11065.000715/201012. É como voto. (assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 212DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10508.720503/2015-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3302-000.823
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator, vencido o Conselheiro Jorge Lima Abud, que lhe negava provimento. O Conselheiro Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado) não participou do julgamento em razão do voto proferido definitivamente pelo Conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida na sessão de agosto de 2018.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulede - Presidente
(assinado digitalmente)
Walker Araujo - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Fenelon Moscoso de Almeida, Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior.
Relatório
Nome do relator: WALKER ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201809
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10508.720503/2015-32
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5921386
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 31 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3302-000.823
nome_arquivo_s : Decisao_10508720503201532.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : WALKER ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 10508720503201532_5921386.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator, vencido o Conselheiro Jorge Lima Abud, que lhe negava provimento. O Conselheiro Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado) não participou do julgamento em razão do voto proferido definitivamente pelo Conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida na sessão de agosto de 2018. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulede - Presidente (assinado digitalmente) Walker Araujo - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Fenelon Moscoso de Almeida, Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior. Relatório
dt_sessao_tdt : Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2018
id : 7483839
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:30:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870323609600
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1643; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2.442 1 2.441 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10508.720503/201532 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3302000.823 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 24 de setembro de 2018 Assunto AUTO DE INFRAÇÃO DRAWBACK Recorrente BARRY CALLEBAUT BRASIL IND. E COM DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator, vencido o Conselheiro Jorge Lima Abud, que lhe negava provimento. O Conselheiro Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado) não participou do julgamento em razão do voto proferido definitivamente pelo Conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida na sessão de agosto de 2018. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulede Presidente (assinado digitalmente) Walker Araujo Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Fenelon Moscoso de Almeida, Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior. Relatório Tratase de Auto de Infração objetivando a cobrança de R$ 54.345.830,13, relativa a exigência de impostos e contribuições incidentes sobre a importação de insumos (II; PIS/COFINSImportação), acrescida de juros de mora e multa de ofício e, Contribuição para AFRMM Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante, pelo fato da Recorrente RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 08 .7 20 50 3/ 20 15 -3 2 Fl. 2442DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.443 2 ter descumprido o regime de Drawback modalidade suspensão para os 07 (sete) Atos Concessórios de Drawback a seguir descritos: Atos Concessórios Número Registro Validade 20080013945 16/05/2008 16/05/2010 20080013970 15/05/2008 15/05/2010 20080026850 20/03/2009 22/03/2010 20080130585 18/03/2009 18/03/2010 20090002172 10/03/2009 10/03/2011 20090022823 26/05/2009 26/05/2011 20090073312 17/12/2009 19/12/2012 Conforme se verifica na conclusão do Termo de Verificação Fiscal (fls.1.293 1.317), as irregularidades constatadas pela fiscalização foram as seguintes: "84.CONCLUSÃO: Não é possível a verificação com exatidão da vinculação física entre o cacau importado e os produtos exportados, em cumprimento ao pactuado pelo Ato COncessório de Drawback, objetos desta fiscalização. Embora se saiba que a fiscalizada realiza mistura de cacau importado com nacional (com teor médio de mistura mensal superior a 80% de cacau nacional), e destine a maior parte dessa mistura ao mercado interno. E pela faltar de apresentação dos controles necessários, principalmente o controle alternativo, com escrituração de lançamento operação por operação, ou no mínimo diários, como já mencionado, não é possível verificar com exatidão a quantidade de insumo importado que foi destinado ao mercado interno, nem a quantidade que retornou para o exterior. Portanto, a fiscalizada inadimpliu o regime Drawback Suspensão, tanto por não lograr êxito em prova a vinculação física do produto importado contido no produto exportado, quanto por dar saída do insumo importado com benefício ao mercado interno sem o pagamento dos tributos na importação, e desta maneira não preenche as condições de usufruir de tal benefício. 85. A falta de apresentação dos controle e registros exigidos pela legislação fragiliza sobre maneira o controle aduaneiro sobre as mercadorias importadas nesse Regime especial, desvirtuando tal incentivo à exportação. Ademais, esses requisitos são essenciais para aplicação do benefício, que deverão observar os Princípios Constitucionais da Isonomia (art. 150, II), da Livre Concorrência (art.170, IV), além do efetivo Controle Aduaneiro (art. 237). 86.(...) Constatado o inadimplemento do Benefício Drawback Suspensão, conforme demonstrado, a fiscalizada perde o direito a usufruir do benefício em questão, e toda importação benefíciada pelo regime será enquadrada em regime de importação comum, com incidência de todos os tributos suspensos no momento da importação, com os devidos acréscimos legais. Intimada do Auto de Infração, a Recorrente apresentou impugnação (fls.1.442 1.492), alegando, em síntese apartada: preliminarmente (i) os créditos lançados foram atingidos pela decadência; (ii) incompetência da RFB para analisar e criar requisitos de concessão do regime de Drawback: Súmula 100 do CARF; (iii) Incoerência interna do Auto de Infração pela impossibilidade de verificação dos produtos exportados versus afirmação de que não houve exportação da totalidade do produto importado; (iv) impossibilidade de lançamento com base em presunção simples; (v) a legislação possibilita que o fisco se utilize de arbitramento exatamente para evitar meras presunções; (vi) inversão do ônus da prova; meritoriamente, (vii) princípio da equivalência: possibilidade de utilização de cacau nacional Fl. 2443DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.444 3 na fabricação dos derivados destinados à exportação sob o regime de Drawback; (viii) Fungibilidade das Amêndoas de Cacau; e (ix) impossibilidade de cobrança de juros sobre a multa de ofício. Em 08 de abril de 2016, foi proferido o acórdão nº 16071.169 (fls.2.2682.305) julgando, por unanimidade de votos, improcedente a impugnação para manter o crédito tributário exigido, nos termos da ementa abaixo sintetizada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 18/03/2010 DRAWBACK. O Beneficiário desembaraçou mercadorias com suspensão de impostos. Findo o prazo estabelecido no regime, não tendo o beneficiário nenhuma das providências para adimplir o regime, resolveuse a suspensão, exigindo os tributos devidos, nas importações. A Fiscalização e controle de regimes especiais, como é o caso do “Drawback”, é de competência da Receita Federal do Brasil por envolver renúncia fiscal. O Princípio da Vinculação Física deve ser estritamente observado pelo beneficiário do Regime. O adimplemento da obrigação do Regime Aduaneiro Especial de Drawback modalidade suspensão implica em um controle a respeito dos insumos importados efetivamente utilizados nos produtos exportados, e não apenas do produto exportado. Intimada de decisão de piso em 07.03.2016 (fls. 2.308), a Recorrente interpôs recurso voluntário em 05.04.2016 (fls.2.3102.359), requerendo, inicialmente, a nulidade da decisão de primeira instância por ausência de apreciação de argumentos apresentados em sede de impugnação e, no mais, reproduz os demais argumentos já suscitados em sua defesa. Em 27 de abril de 2017, o processo foi convertido em diligência para saneamento do processo, no sentido da Recorrente regularizar sua representação processual. Em petição protocolada em 26.05.2017, a Recorrente, mesmo discordando da solicitação do Relator, regularizou sua representação processual através da procuração e atos constitutivos carreados às fls. 2.3762.401. É o relatório. Voto Conselheiro Walker Araujo Relator I Tempestividade A Recorrente foi intimada da decisão de piso em 07.03.2016 (fls. 2.308) e protocolou Recurso Voluntário em 05.04.2016 (fls.2.3102.359), dentro do prazo de 30 (trinta) dias previsto no artigo 33, do Decreto 70.235/721. Conforme exposto anteriormente, o processo envolve questões preliminares e de mérito, que serão a seguir analisadas. 1 Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Fl. 2444DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.445 4 II Preliminares Prejudicial de mérito II.1 Nulidade da decisão recorrida Ausência de apreciação de argumentos relevantes da impugnação Neste ponto, a Recorrente requer a decretação da nulidade da decisão de primeira instância, por entender que o relator "a quo" não analisou nenhuma das alegações e documentos apresentados pelo contribuinte atinente ao cumprimento do Regime de Drawback. Contudo, entendo que o fato de inexistir menção expressa aos documentos e a todos os argumentos suscitadas pela Recorrente não é causa de nulidade, considerando que o julgador fundamentou sua decisão com base nos argumentos que ele entendeu necessário da solucionar a lide. Com efeito, o lançamento fiscal foi mantido basicamente com base nos seguintes argumentos: (i) pela ausência de comprovação da vinculação física; e (ii) que o insumo objeto de análise não pode ser substituído por outro, por entender que insumo importado é infungível. Especificamente em relação a ausência de manifestação quanto ao procedimento de arbitramento, entendo que essa matéria esta intrinsecamente relacionado com a questão envolvendo a utilização de presunções simples, devidamente abortada na decisão recorrida, a saber: A empresa fiscalizada teve inúmeras intimações e reintimações, e reabertura de novos prazos para que consertasse sua escrituração e apresentasse novos comprovantes e controles, e ainda assim, não logrou êxito em comprovar a vinculação física do insumo importado, nem apresentou documentos que se permitisse apurar, com segurança, a destinação do insumo importado via Drawback Suspensão. O impugnante alega nos itens 45 à 48 da impugnação: Como visto, a D. Autoridade Fiscal acusa a Impugnante de não manter controles suficientes para que se saiba ao certo o percentual de insumos importados utilizados nas mercadorias exportadas vinculadas ao regime de drawback. Ao mesmo tempo, a D. Autoridade Fiscal afirma categoricamente que isso ocorreu (descumprimento do regime de drawback), e efetua o lançamento contra a Impugnante de todos os tributos antes suspensos. Esses entendimentos contraditórios entre si são a evidência de que as acusações não encontram respaldo em quaisquer provas efetivas, sendo fruto de meras presunções simples (omnis) adotadas pela D. Autoridade Fiscal. Pior. A D. Autoridade expressamente utiliza de suposições para concluir que a Impugnante destinou parte dos produtos industrializados com insumo importado ao mercado interno (fl. 13 do doc. 3.2), ... Não há qualquer presunção ou contradição nos elementos da ação fiscal. O Regime Aduaneiro Especial Drawbak Suspensão é pautado no Princípio da Vinculação Física, conforme demonstrado, e o inadimplemento dessa obrigação acarreta a exigência dos tributos suspensos e demais acréscimos legais. Fl. 2445DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.446 5 Ou seja, para a DRJ a fiscalização apurou a base de cálculo considerando, com base na documentação constante nos autos, que o regime fora totalmente desrespeitado pela Recorrente, inexistindo, assim, presunção simples e necessidade de arbitramento. Portanto, entendo que a ausência de menção expressa quanto os argumentos e documentos trazidos Recorrente, não é causa de nulidade da decisão recorrida. Assim, deve ser afastado o pedido de nulidade pleiteado pela Recorrente. II.2 Incompetência da RFB para analisar e criar requisitos da concessão do regime drawback Nesse ponto, defende a autuada que a Receita Federal não teria competência para fiscalizar o regime aduaneiro de Drawback, pertencendo tal atribuição exclusivamente à Secex. Tal alegação não merece prosperar. Inicialmente, relembrese que a concessão do drawback, na modalidade suspensão, nos termos do art. 314 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 1985, encontravase inserida no rol das competências da Comissão de Política Aduaneira. Posteriormente, com o advento da Lei nº 8.085, de 23 de outubro de 1990, as atribuições da extinta Comissão de Política Aduaneira foram transferidas para a Secretaria Nacional de Economia, do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, que, por meio da Portaria SNE nº. 427, de 25/08/92, disciplinou a concessão do regime, atribuindo ao antigo Departamento de Comércio Exterior Decex, competência para conceder o regime nas modalidades suspensão e isenção, bem como proceder ao acompanhamento e verificação do adimplemento do compromisso de exportar. Nesse contexto, foi editada a portaria MEFP nº 594, de 25 de agosto de 1992, que disciplina: Art. 1º A concessão e a aplicação do regime aduaneiro especial de "drawback" nas modalidades de suspensão e isenção de tributos, previstas nos incisos I e II, do art. 314, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 5 março de 1985, se regem pelo disposto nesta Portaria. Parágrafo único. O regime de "drawback" poderá ser concedido conforme previsto no art. 315, do Regulamento Aduaneiro. Art. 2º Constitui atribuição da Secretaria Nacional de Economia SNE, nos termos do art. 2º, da Lei no 8.085, de 23 de outubro de 1990, a concessão do regime, compreendidos os procedimentos que tenham por finalidade sua formalização, bem como o acompanhamento e a verificação do adimplemento do compromisso de exportar. Art. 3º Constitui atribuição do Departamento da Receita Federal DpRF a aplicação do regime e a fiscalização dos tributos, nesta compreendidos o lançamento de crédito tributário, sua exclusão em razão de reconhecimento do benefício e a verificação, a qualquer tempo, do regular cumprimento, pela importadora, dos requisitos e condições fixados pela legislação pertinente. Fl. 2446DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.447 6 Com a publicação da Lei nº 8.490, de 19 de novembro de 1992, as atribuições da Secretaria Nacional de Economia foram transferidas para a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do Departamento da Receita Federal, para a Secretaria da Receita Federal (SRF), posteriormente transformada na Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Ora, se, até o presente momento, não consta revogação do ato administrativo em questão, é evidente que a Secretaria da Receita Federal do Brasil, à época do lançamento Secretaria da Receita Federal, detinha competência para a realização das verificações realizadas. Com efeito, indiscutivelmente, não cabe à RFB invadir a competência da Secex, que se limita, nos termos do sobredito ato governamental, à formalizar a concessão do regime, acompanhálo e verificar o adimplemento do compromisso de exportar, mas isso não deixa o Fisco a reboque das conclusões daquele órgão de controle administrativo. Ou seja, como muito bem disse a Portaria suso transcrita, compete à RFB, a qualquer tempo, verificar o regular cumprimento, pela importadora, dos requisitos e condições fixados e, se for o caso, concluir que a recorrente descumpriu tais condicionantes para o reconhecimento da exclusão do crédito tributário. Tal conclusão encontrase pacificada no âmbito da Administração Tributária, como demonstra a Súmula CARF nº 100, a seguir transcrita: O AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil tem competência para fiscalizar o cumprimento dos requisitos do regime de drawback na modalidade suspensão, aí compreendidos o lançamento do crédito tributário, sua exclusão em razão do reconhecimento de beneficio, e a verificação, a qualquer tempo, da regular observação, pela importadora, das condições fixadas na legislação pertinente. Ante o exposto, afastase a preliminar suscitada. II. 3 Decadência Os tributos incidentes nas importações estão inseridos na modalidade de lançamento por homologação, nos termos do artigo 150 do CTN. De acordo com referido artigo, para que se configure o lançamento por homologação é requisito indispensável o recolhimento do tributo, caso em que o sujeito passivo antecipase à atuação da autoridade administrativa. Neste caso, aplicase o prazo decadencial previsto no § 1º do referido artigo 150. Por outro lado, não havendo pagamento, não há o que se homologar e, nesse caso, aplicase à regra prevista no artigo 173, inciso I, do mesmo diploma legal, reproduzido no artigo 138 do Decretolei nº 37, de 1966 anteriormente citado. No caso do drawback suspensão o prazo decadencial deverá ser estabelecido com base no artigo 173, I, do CTN, uma vez que, nesse caso, não ocorre o recolhimento prévio dos tributos, não havendo, pois, que se falar em homologação do lançamento prevista no § 4° do artigo 150 do CTN. A questão da decadência no regime aduaneiro especial de Drawback já foi pacificada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, que adota o prazo decadencial em Fl. 2447DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.448 7 conformidade com o artigo 173, inciso I, do CTN, conforme se verifica na ementa no acórdão 9303001.411: Ementa(s) NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 19/10/1994, 17/11/1994, 18/11/1994, 16/12/1994 DRAWBACK. DECADÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO. Para a contagem do prazo decadencial, na hipótese de descumprimento do Drawback, devese aplicar o artigo 173, inciso I, do CTN, tendo em vista que o lançamento somente pode ocorrer após o término do prazo previsto no Ato Concessório, contandose o prazo decadencial a partir do primeiro dia do exercício, independentemente de pagamento. Esse entendimento, inclusive, já foi pacificada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do Recurso Especial no 973.733/SC, realizado sob o regime do recurso repetitivo, disciplinado no art. 543C do Código de Processo Civil (CPC), conforme exposto no enunciado da ementa que segue transcrito: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). [...]7. Recurso especial desprovido. Fl. 2448DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.449 8 Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 973733/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 18/09/2009) – Grifos não originais. Desse modo, em cumprimento ao disposto no art. 62A2 do Regimento Interno deste Conselho, aplicase o entendimento explicitado no âmbito do referido julgado, no sentido de que, sem a realização do pagamento antecipado, o dies a quo do prazo quinquenal de decadência, regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, e passa a ser o primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato gerador. Vale lembrar que o entendimento explicitado por este Conselho e pelos Tribunais Superiores estão em total consonância com o disposto no art. 752 do RA/2009, a seguir transcrito: Art. 752. O direito de exigir o tributo extinguese em cinco anos, contados (DecretoLei no 37, de 1966, art. 138, caput, com a redação dada pelo DecretoLei no 2.472, de 1988, art. 4o; e Lei no 5.172, de 1966, art. 173, caput): I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido lançado; ou II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. [...]§ 3o No regime de drawback, o termo inicial para contagem a que se refere o caput é, na modalidade de: I suspensão, o primeiro dia do exercício seguinte ao dia imediatamente posterior ao trigésimo dia da data limite para exportação; e II isenção, o primeiro dia do exercício seguinte à data do registro da declaração de importação na qual se solicitou a isenção. (grifos não originais) Ressaltase, por oportuno, que o termo de início deverá ser estabelecido a partir do trigésimo dia subseqüente ao do vencimento do prazo estabelecido, no respectivo ato concessório, para o cumprimento das obrigações assumidas pelo beneficiário. Os 30 dias ulteriores ao encerramento do regime correspondem ao prazo que o beneficiário tem para, quanto ao produto importado eventualmente remanescente, reexportálo, destruílo sob controle aduaneiro, ou nacionalizálo, conforme previsto no inciso art. 390, I, do Regulamento Aduaneiro de 2009 (antiga redação do artigo 342, do Dec. 4.543/02), a seguir transcrito: Art. 390. As mercadorias admitidas no regime que, no todo ou em parte, deixarem de ser empregadas no processo produtivo de bens, conforme estabelecido no ato concessório, ou que sejam empregadas em desacordo com este, ficam sujeitas aos seguintes procedimentos: I no caso de inadimplemento do compromisso de exportar, em até trinta dias do prazo fixado para exportação: a) devolução ao exterior; (Redação dada pelo Decreto nº 8.010, de 2013) b) destruição, sob controle aduaneiro, às expensas do interessado; (Redação dada pelo Decreto nº 7.213, de 2010). 2 "Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF." Fl. 2449DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.450 9 c) destinação para consumo das mercadorias remanescentes, com o pagamento dos tributos suspensos e dos acréscimos legais devidos; ou (Redação dada pelo Decreto nº 7.213, de 2010). d) entrega à Fazenda Nacional, livres de quaisquer despesas e ônus, desde que a autoridade aduaneira concorde em recebêlas; (Incluído pelo Decreto nº 7.213, de 2010). Encerrado o regime e transcorrido o período de 30 dias para a adoção de uma das providências contidas artigo 390, I, do Regulamento Aduaneiro, poderá a Fazenda Pública, no prazo de 5 anos contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte, examinar se os requisitos inerentes ao incentivo em tela foram ou não cumpridos, e, sendo o caso, constituir os créditos tributários relativos aos tributos incidentes na importação. Com base na regra de contagem anteriormente definida, verificase que não houve consumação do instituto da decadência ao presente caso, conforme se demonstra na planilha abaixo: Atos Concessórios Número Registro Validade Marco Inicial Prazo Decadencial Início Prazo Decadencial 173, I, CTN Data da Ciência do Auto de Infração 20080013945 16/05/2008 16/05/2010 16/06/2010 01/01/2011 01/01/2016 20080013970 15/05/2008 15/05/2010 15/06/2010 01/01/2011 01/01/2016 20080026850 20/03/2009 22/03/2010 22/04/2010 01/01/2011 01/01/2016 20080130585 18/03/2009 18/03/2010 18/04/2010 01/01/2011 01/01/2016 20090002172 10/03/2009 10/03/2011 10/04/2011 01/01/2012 01/01/2017 20090022823 26/05/2009 26/05/2011 26/06/2011 01/01/2012 01/01/2017 20090073312 17/12/2009 19/12/2012 19/01/2013 01/01/2014 01/01/2019 15/12/2015 Portanto, resta afastada o pedido realizado pela Recorrente. III Mérito No mérito, a controvérsia cingese, em síntese, às seguintes questões: (i) a vinculação física como requisito do regime drawback suspensão; (ii) a fungibilidade das amêndoas de cacau utilizadas como insumos de produção dos produtos industrializados e exportados pela Recorrente; e (iii) a existência de controle de estoque específico, para atender o requisito da vinculação física. III.1 Da vinculação física como requisito do drawback suspensão. Inicialmente é imperioso destacar que o Princípio da Vinculação Física é o princípio basilar que rege o funcionamento do Regime Aduaneiro Especial de Drawback – modalidade Suspensão. O decreto nº 3.904, de 31 de agosto de 2001, ao tratar do Princípio da Vinculação Física, no art. 3º , o fez de forma direta, deixandoo explícito nos seguintes termos: “Art. 3º As mercadorias submetidas a despacho aduaneiro ao amparo do regime de drawback deverão ser integralmente utilizadas no processo produtivo ou na embalagem, acondicionamento ou apresentação das mercadorias a serem exportadas.“ Fl. 2450DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.451 10 O Decreto nº 4.543 de 26 de dezembro de 2002, antigo Regulamento Aduaneiro, ao se referir ao Princípio da Vinculação Física por sua vez, manteve a mesma redação do art. 3º do decreto 3.904/01 no seu art. 341: “Art. 341 As mercadorias admitidas no regime, na modalidade de suspensão, deverão ser integralmente utilizadas no processo produtivo ou na embalagem, acondicionamento ou apresentação das mercadorias a serem exportadas.” Do Parecer Normativo/CST/nº. 12/79 podemos extrair a seguinte orientação: “...a vinculação no caso de Drawback, é sempre de natureza física ou seja, o bem importado deve ser obrigatoriamente exportado ou as matériasprimas e produtos intermediários importados devem ser totalmente utilizados na industrialização de bens a exportar...” Com base nos preceitos anteriormente citados e, por entender que a vinculação física entre produto importado/exportado é requisito indispensável para o contribuinte usufruir dos benefícios do regime Drawback Suspensão, afasto os argumentos explicitados pela Recorrente no sentido que o referido regime depende, unicamente, da exportação das mercadorias produzidas com a utilização dos insumos importados, sem a necessidade de observância do princípio da vinculação física. III.2 Da necessidade de diligência. Em que pese inexistir pedido de perícia/diligência por parte da Recorrente, este Relator entende primeiramente que, revelase de todo dispensável a realização de prova pericial, porque, sabidamente, a produção desse tipo de prova somente se revela necessária quando a especificidade ou a complexidade da matéria a ser examinada demanda a participação de pessoas especializadas no assunto. Dada essa peculiaridade, a realização desse tipo de prova somente se justifica se presente a necessidade de conhecimento técnicos ou científicos sobre o objeto a ser examinado, o que, obviamente, não se vislumbra no caso em tela, posto que se trata da análise de um mero sistema de controle de estoque, que a recorrente alegou possuir e que a autoridade fiscal confirmou a sua existência, segundo exposto nos excertos extraídos do Termo de Verificação Fiscal, que seguem transcritos: Diante dos fatos, CONSTATAMOS no curso da visita, os fatos abaixo relacionados: 1. A referida empresa mantém controles e registros em separado do estoque de amêndoas de cacau importada sob o regime aduaneiro de crawback, bem como de todas as amêndoas de cacau adquiridas no mercado interno, que ficam armazenadas por origem e por lotes, cujas amostras foram previamente analisadas e classificadas, segundo suas diferentes propriedades. 2. Quanto aos produtos acabados é possível afirmar com certeza que a empresa possui controles eficazes para identificar a alocação que foi feita, com exatidão, em cada produto produzido. 3. Todo produto produzido recebe um código de produto, e um código de lote de produção, que no depósito de produtos terminados ficam separados por códigos e lotes. Fl. 2451DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.452 11 4. Que apesar da empresa manter segregação e controle das diferentes matérias primas e de seus produtos, existe a mistura de suas matérias primas (amêndoas de cacau), mediante receita previamente estabelecida, conforme diferentes tipos de amêndoas, para a produção de seus produtos (liquor, Torta, Mateiga e Pó). 5. O momento da mistura ocorre após os Silos de amêndoas de cacau, que segue para os tanques de massa. 6. As amêndoas de cacau são compradas e armazenadas separadamente nos armazéns, depois seguem para a fábrica, que entram nas esteiras, recebem tratamentos e seguem paras os Silos. Tanto as amêndoas de cacau Bahia como as importadas, são armazenadas separadamente nos Silos. E seguida, conforme o tipo, são requisitadas para os tanques de massa, conforme receita do Blend (mistura). Nesse momento ocorre a mistura das amêndoas, que no dia da visita tinha a proporção de 70% de cacau Bahia, 10% de cacau Pará e 20% de cacau importado de Ghana. Nos tanques de massa, já misturadas, seguem para a produção do Liquor, Manteiga, Torta e Pó. Todos os produtos produzidos a partir daqui possuem a composição especifica no Blend. 7. As amêndoas de cacau apresentam diferenças de qualidade, e a empresa às classificam, separandoas em Fino, Tipo I, Tipo II, Tipo III e desclassificado (TipoIV). Cabe ainda esclarecer que as constatações resumidas nos excertos transcritos foram obtidas pela autoridade fiscal durante visita ao estabelecimento fabril da recorrente, para fim de conhecer o seu processo produtivo, conforme se denota nas informações apresentadas no TVF. A autoridade fiscal ainda relatou que, durante a referida visita, constatou que a recorrente possuía um sistema de controle rígido de separação das matériasprimas por origem e por classificação de tipos (qualidade), inclusive quanto às características orgânicas (físicas) decorrentes de origem e de qualidade, o que provava que as amêndoas de cacau de diversas origens e classificação não eram equivalentes nem fungíveis, (item 67 e ss). De outra parte, embora intimada a apresentar os Livros Registro de Controle de Produção e Estoque do período fiscalizado, a recorrente limitouse a apresentar planilhas e relatórios, que, segundo a fiscalização, não atendia ao que fora por ela solicitado, principalmente, por não conter os lançamentos operação por operação, nem as totalizações diárias, e deste modo não refletia a realidade fabril da fiscalizada, o que o tornava imprestável para averiguar o cumprimento do requisito da vinculação física entre matériaprima importada e produto exportado. De outra parte, no recurso em apreço, a Recorrente alegou, em síntese que: (i) a quantidade e valor de insumos importados pelo qual se comprometeu foram cumpridos; (ii) o prazo para importação dos insumos foi cumprido; (iii) a quantidade e valor de cada um dos produtos exportados foram cumpridos; e (iv) o prazo para realização das exportações foi cumprido; (v) todos os atos concessórios foram baixados pela SECEX após verificação de seu total cumprimento; e (vi) todos os documentos fornecidos à fiscalização confirmam o procedimento adotado pela Recorrente. Embora a legislação não tenha especificado um sistema controle específico de vinculação física, para fim de comprovação do requisito da vinculação física, certamente, a recorrente deveria dispor de um sistema de controle de estoque que possibilitasse a fiscalização confirmar o cumprimento do referido requisito. Fl. 2452DF CARF MF Processo nº 10508.720503/201532 Resolução nº 3302000.823 S3C3T2 Fl. 2.453 12 E no caso em tela, a própria fiscalização informou que a recorrente dispunha de um sistema de controle de estoque que permitia a “rastreabilidade das amêndoas de cacau por origem (nacionais ou importadas) e que, no curso do procedimento fiscal, os dados do referido sistema lhe foram fornecidos. Por todo o exposto, votase pela CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que a fiscalização da unidade da Receita Federal de origem, proceda a apuração da quantidade e do valor dos insumos importados que entraram na composição dos produtos exportados, intimando, para tanto, a Recorrente para apresentar, em meio magnético e de acordo com as especificações da fiscalização, os elementos necessários para a realização da referida apuração, que deverá ser atendido dentro do prazo estabelecido. Após, a fiscalização deverá elaborar relatório fiscal conclusivo e cientificar a recorrente de todo o trabalho realizado para, se desejar, dentro do prazo de 30 (trinta) dias), manifestarse a respeito. Enfim, com ou sem manifestação da recorrente, os autos deverão retornar a este Colegiado, para prosseguimento do julgamento. É como voto (assinado digitalmente) Walker Araujo Fl. 2453DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16682.900420/2010-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008
INÍCIO DO PRAZO DE RECURSO AO CARF - CONSULTA DO ENDEREÇO ELETRÔNICO NO MESMO DIA DA CAIXA POSTAL ELETRÔNICA. DÚVIDA FUNDADA E RAZOÁVEL
Como a Recorrente consultou o "endereço eletrônico" no mesmo dia que houve a disponibilização da decisão na caixa postal eletrônica e recebeu mensagem de que o prazo teria início em momento posterior, há dúvida fundada a razoável acerca do momento inicial da contagem do prazo recursal, o que deve ser interpretado a favor da Recorrente.
Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008
IPI. APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS DECORRENTES DO IPI PAGO POR INSUMOS UTILIZADOS NA INDUSTRIALIZAÇÃO DE MERCADORIAS.
Não se reconhece o direito ao aproveitamento de crédito tributário decorrente do IPI pago por insumos utilizados na fabricação de produtos que o Poder Judiciário, em decisão definitiva, declarou tratar-se de mercadoria NT.
Numero da decisão: 3302-005.809
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente.
(assinado digitalmente)
Raphael Madeira Abad - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Walker Araujo, Vinicius Guimarães (Suplente Convocado), Jose Renato Pereira de Deus, Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado), Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: RAPHAEL MADEIRA ABAD
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201808
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 INÍCIO DO PRAZO DE RECURSO AO CARF - CONSULTA DO ENDEREÇO ELETRÔNICO NO MESMO DIA DA CAIXA POSTAL ELETRÔNICA. DÚVIDA FUNDADA E RAZOÁVEL Como a Recorrente consultou o "endereço eletrônico" no mesmo dia que houve a disponibilização da decisão na caixa postal eletrônica e recebeu mensagem de que o prazo teria início em momento posterior, há dúvida fundada a razoável acerca do momento inicial da contagem do prazo recursal, o que deve ser interpretado a favor da Recorrente. Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 IPI. APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS DECORRENTES DO IPI PAGO POR INSUMOS UTILIZADOS NA INDUSTRIALIZAÇÃO DE MERCADORIAS. Não se reconhece o direito ao aproveitamento de crédito tributário decorrente do IPI pago por insumos utilizados na fabricação de produtos que o Poder Judiciário, em decisão definitiva, declarou tratar-se de mercadoria NT.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 16682.900420/2010-86
anomes_publicacao_s : 201810
conteudo_id_s : 5916710
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3302-005.809
nome_arquivo_s : Decisao_16682900420201086.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : RAPHAEL MADEIRA ABAD
nome_arquivo_pdf_s : 16682900420201086_5916710.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente. (assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Walker Araujo, Vinicius Guimarães (Suplente Convocado), Jose Renato Pereira de Deus, Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado), Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
id : 7467328
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:29:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050870336192512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1790; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16682.900420/201086 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302005.809 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 30 de agosto de 2018 Matéria Intempestividade Credito de IPI Recorrente VALID SOLUÇÕES E SERVIÇOS DE SEGURANÇA EM MEIOS DE PAGAMENTO E IDENTIFICAÇÃO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 INÍCIO DO PRAZO DE RECURSO AO CARF CONSULTA DO ENDEREÇO ELETRÔNICO NO MESMO DIA DA CAIXA POSTAL ELETRÔNICA. DÚVIDA FUNDADA E RAZOÁVEL Como a Recorrente consultou o "endereço eletrônico" no mesmo dia que houve a disponibilização da decisão na caixa postal eletrônica e recebeu mensagem de que o prazo teria início em momento posterior, há dúvida fundada a razoável acerca do momento inicial da contagem do prazo recursal, o que deve ser interpretado a favor da Recorrente. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 IPI. APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS DECORRENTES DO IPI PAGO POR INSUMOS UTILIZADOS NA INDUSTRIALIZAÇÃO DE MERCADORIAS. Não se reconhece o direito ao aproveitamento de crédito tributário decorrente do IPI pago por insumos utilizados na fabricação de produtos que o Poder Judiciário, em decisão definitiva, declarou tratarse de mercadoria NT. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 90 04 20 /2 01 0- 86 Fl. 647DF CARF MF Processo nº 16682.900420/201086 Acórdão n.º 3302005.809 S3C3T2 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Walker Araujo, Vinicius Guimarães (Suplente Convocado), Jose Renato Pereira de Deus, Orlando Rutigliani Berri (Suplente convocado), Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad. Relatório Em razão da precisão com que retratou os fatos relevantes ao deslinde da presente questão, transcrevo e adoto o relatório proferido pela DRJ, verbis: "Inicialmente, cabe esclarecer que, em razão deste processo administrativo ter sido digitalizado e materializado na forma eletrônica, todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo digital. Trata o presente da análise de pedido de ressarcimento de créditos básicos de IPI, materializado pela apresentação do PER nº 37935.18706.150408.1.1.017126, relativamente ao 1º trimestre de 2008, no montante de R$ 264.201,96 (duzentos e sessenta e quatro mil, duzentos e um reais, noventa e seis centavos), apurado pelo estabelecimento de CNPJ 33.113.309/001895. O crédito pleiteado foi aproveitado em compensação declarada na DCOMP nº 37387.01872.150408.1.3.019945. Contudo, o direito creditório foi reconhecido em R$ 820,10 (oitocentos e vinte reais e dez centavos) e a compensação homologada no limite deste valor. De acordo com o despacho decisório (fls. 9/10), a redução do direito pleiteado decorreu, basicamente, da glosa de créditos indevidos efetivados em procedimento fiscal. O Termo de Verificação Fiscal (fls. 115/116) esclarece que os créditos foram glosados em razão de que os correspondentes insumos foram empregados na produção de cartões magnéticos, a qual encontrase excluída do campo de incidência do IPI, nos termos em que decidiu o Poder Judiciário (fls. 23/26). A interessada foi cientificada do despacho decisório em 15/10/2010. Em 16/11/2010, apresentou manifestação de inconformidade (fls. 28/43), defendendo a nulidade do Termo de Verificação Fiscal e, no mérito, o direito ao crédito em face do princípio constitucional da nãocumulatividade do IPI. Pugna, também, pela inaplicabilidade da multa de ofício e juros de mora. Em breve síntese, aduz: 1 Nulidade do Termo de Verificação Fiscal. Segundo a manifestante, não foram observados os princípios da ampla defesa e do contraditório na elaboração do Termo de Verificação Fiscal. A Fiscalização solicitou pouquíssimos Fl. 648DF CARF MF Processo nº 16682.900420/201086 Acórdão n.º 3302005.809 S3C3T2 Fl. 4 3 documentos, incapazes de levarem a uma conclusão sólida a respeito da legalidade do creditamento. Não foi dada oportunidade à interessada de apresentar documentos referentes à operação. 2 Princípio constitucional da nãocumulatividade do IPI. A Constituição prevê, expressamente, o princípio da não cumulatividade do IPI, que consiste na autorização ao creditamento do valor pago nas operações anteriores. Diferentemente do ICMS, não há qualquer exceção para o IPI. Assim, o direito ao creditamento existe mesmo nos casos em que não há efetivo pagamento de IPI na saída posterior, como na isenção, alíquota zero e não incidência. São irrelevantes maiores discussões sobre a natureza das operações posteriores que sejam praticadas pelos contribuintes. 3 Multa e juros de mora. A multa e os juros devem ser afastados com fundamento no art. 100, inciso III e parágrafo único, do CTN. O Fisco sempre reconheceu o direito de crédito de IPI em operações idênticas à presente. Não pode, bruscamente, mudar seu entendimento sobre algum aspecto da questão, vedando a compensação sempre realizada pela interessada e aceita pelo mesmo. É o relatório do essencial." Inconformada, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário no bojo do qual suscitou os argumentos que integraram a Impugnação, que pode ser sintetizado como a possibilidade de manutenção dos créditos ante a tributação dos impressos gráficos à alíquota de 0% de IPI. É o relatório. Voto Conselheiro Raphael Madeira Abad Relator 1. Da Tempestividade. Com o advento da Lei 12.844, de 19 de julho de 2013, o prazo para interposição de Recurso Administrativo ao CARF passou a ser contado a partir da data da consulta no endereço eletrônico a ele atribuído, caso isto ocorra antes do quinquídio posterior à data registrada no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo, verbis: Art. 33. O art. 23 do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 23. ........................................................................ Fl. 649DF CARF MF Processo nº 16682.900420/201086 Acórdão n.º 3302005.809 S3C3T2 Fl. 5 4 § 2o ............................................................................... III se por meio eletrônico: a) 15 (quinze) dias contados da data registrada no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo; b) na data em que o sujeito passivo efetuar consulta no endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, se ocorrida antes do prazo previsto na alínea a; ou c) na data registrada no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo; O prazo para a interposição do Recurso Voluntário, por sua vez, é de 30 dias computados de forma contínua, excluindose o dia do início e incluindose o do vencimento, na precisa forma dos artigos 5º e 33 do Decreto 70.235/72 Decreto 70.235/72. Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. No caso concreto é de se levar em consideração os seguintes eventos e prazos aferidos pela Receita Federal do Brasil. Consulta no Endereço Eletrônico: 12.11.2014 (quartafeira). Disponibilização na Caixa Postal eletrônica: 12.11.2014. Ciência por decurso de prazo: 27.11.2014. Fim do prazo recursal (30 dias): 12.12.2014. Protocolo do Recurso 17.12.1014. Por esta razão a Receita Federal do Brasil entendeu que o término do prazo para a interposição do Recurso Voluntário se deu 30 dias após a consulta da Recorrente no endereço eletrônico, qual seja em 12.12.2014, uma sextafeira. A Receita Federal do Brasil entendeu que como a interposição do Recurso Voluntário ocorreu tão somente em 16.12.2014, seria intempestivo. No entanto, é de se notar que a Recorrente consultou o "endereço eletrônico" no mesmo dia que ocorreu a "disponibilização da decisão na caixa postal eletrônica", o que pode ter gerado uma dúvida razoável acerca do termo inicial do prazo. Ademais, é de se notar que a Recorrente, ao consultar a Caixa Postal Eletrônica não obrigatoriamente acessou o teor da decisão, deixando para fazêlo ao fim do decurso do quinquídio que compreende a "ciência por decurso de prazo". Fl. 650DF CARF MF Processo nº 16682.900420/201086 Acórdão n.º 3302005.809 S3C3T2 Fl. 6 5 Por estes motivos, existindo fundada e razoável dúvida acerca do termo inicial do prazo recursal, entendese que deve prevalecer a interpretação favorável ao contribuinte que, por sua vez, é a que em maior intensidade prestigia o contraditório e o devido processo legal. 2. Do Mérito. A questão meritória submetida à análise por meio do presente recurso cinge se à possibilidade jurídica da Recorrente aproveitarse dos créditos de IPI oriundos da aquisição de matéria prima usada na fabricação de produtos, atividade esta que o Poder Judiciário já afirmou não ser sujeita à incidência do IPI, verbis: "Considerada a circunstância de se tratar de serviço personalizado, destinados os cartões, de pronto, ao consumidor final, que neles inserirá os dados pertinentes e não raro sigilosos, CONCLUISE QUE A ATIVIDADE NÃO É FATO GERADOR DO IPI." Destaques nossos. (Recurso Especial n. 437.324RS 2002/0054820 já baixado ao tribunal de origem desde 13.11.2003, conforme o Sitio do Superior Tribunal de Justiça) A vedação para que este colegiado se manifeste acerca desta matéria advém da letra expressa da Súmula CARF n. 01, que veda a este colegiado apreciar questão já submetida ao crivo do Poder Judiciário, verbis: "Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial." Assim, a discussão é limitada à possibilidade jurídica da utilização de créditos tributários decorrentes da aquisição de matéria prima empregada em operações não sujeitas ao IPI. Diante da não incidência do IPI sobre a atividade em foco, por estar à margem do âmbito de incidência do referido tributo, é forçosa a aplicação da Instrução Normativa SRF nº 33, de 4 de março de 1999, especificamente o já citado parágrafo 3º do seu art. 2º, que determina o estorno dos créditos originários de aquisição de matéria prima, produtos intermediários e material de embalagens destinados à fabricação de produtos não tributados, inteligência ilustrada pela Súmula CARF n. 20, verbis. "Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT." 3. Conclusões Conclusivamente, por tratarem os autos de pretensão de aproveitamento de créditos decorrentes da aquisição de matériasprimas utilizadas em operação que o Poder Judiciário já reconheceu estar fora do âmbito de incidência do IPI, não tributáveis ou NT, em Fl. 651DF CARF MF Processo nº 16682.900420/201086 Acórdão n.º 3302005.809 S3C3T2 Fl. 7 6 processo ajuizado pela própria Recorrente, não é juridicamente possível o aproveitamento dos créditos por ela pretendidos. Por esta razão voto no sentido de negar provimento ao Recurso. (assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad Fl. 652DF CARF MF
score : 1.0
