Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,712)
- Primeira Turma Ordinária (16,211)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,078)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,784)
- Segunda Turma Ordinária d (14,416)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,379)
- Segunda Turma Ordinária d (12,361)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,416)
- Quarta Câmara (84,742)
- Terceira Câmara (67,310)
- Segunda Câmara (55,745)
- Primeira Câmara (20,136)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,275)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,843)
- Segunda Seção de Julgamen (114,408)
- Primeira Seção de Julgame (76,513)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,882)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,918)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,503)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,419)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10783.005540/98-88
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 102-02.326
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Naury Fragoso Tanaka
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200701
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10783.005540/98-88
anomes_publicacao_s : 200701
conteudo_id_s : 5299052
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 102-02.326
nome_arquivo_s : 10202326_143971_107830055409888_014.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Naury Fragoso Tanaka
nome_arquivo_pdf_s : 107830055409888_5299052.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
id : 4624810
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:05:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041755527446528
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-10T19:05:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-10T19:05:39Z; Last-Modified: 2009-09-10T19:05:39Z; dcterms:modified: 2009-09-10T19:05:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-10T19:05:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-10T19:05:39Z; meta:save-date: 2009-09-10T19:05:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-10T19:05:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-10T19:05:39Z; created: 2009-09-10T19:05:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2009-09-10T19:05:39Z; pdf:charsPerPage: 955; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-10T19:05:39Z | Conteúdo => " 3fir k 44. MINISTÉRIO DA FAZENDA w4,./..;rt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • SEGUNDA CÂMARA, Processo n.° : 10783.005540/98-88 Recurso n.° : 143.971 Matéria : IRPF — 1995, 1996 e 1997 Recorrente : RODRIGO SARLO ANTÔNIO Recorrida : 3•2 TURMA/DRJ-SALVADOR/BA Sessão de : 24 de janeiro de 2007 RESOLUÇÃO N° 102-02.326 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RODRIGO SARLO ANTÔNIO. RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. LEILA RIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE NAURY FRAGOSO TANA • RELATOR FORMALIZADO EM: 1) ABR 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, SILVANA MANCINI KARAM, ANTÔNIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA, MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. Ausente, justificadamente, o Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS. Processo n.° : 10783.005540198-88 Resolução n° : 102-02.326 Recurso n° : 143.971 Recorrente : RODRIGO SARLO ANTÔNIO RELATÓRIO O processo tem por objeto a exigência de oficio de crédito tributário em montante de R$ 439.490,31, resultante do tributo incidente sobre a renda considerada omitida em todos os meses dos anos-calendário de 1994, 1995 e 1996, identificada por meio de aplicação dos preços da tabela de custas aos serviços prestados indicados nos livros de registros do cartório em confronto com a renda tributável declarada; e da glosa de valores escriturados nos livros Caixa a titulo de despesas para a prática dos serviços prestados, nos mesmos períodos das omissões de rendimentos, conforme detalhamento contido no campo 'Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal" do Auto de Infração, fls. 1.789 a 1.791, v-VII. Referido crédito foi formalizado pelo Auto de Infração, de 10 de setembro de 1998, com ciência na mesma data, fl. 1.788, v-VII, composto pelo tributo, a multa de oficio prevista nos artigos 4°, I, da Lei n° 8.218, de 1991, e 44, I, da lei n° 9.430, de 1996, e os juros de mora. Compõe o ato administrativo o Termo de Constatação e Verificação Fiscal, fls. 1.784 a 1.787, v-VII, no qual explicitados os motivos que conduziram o posicionamento das autoridades fiscais quanto aos fatos que integraram a exigência. Verifica-se que as autoridades fiscais elaboraram um demonstrativo analítico das receitas omitidas, separando-as por ano-calendário de apuração, por meses e por espécies de serviços que as produziram: "Procurações", "Casamentos", "Nascimentos e Óbitos" e "Escrituras", fls. 1.775 a 1.780, v-VII. Da mesma forma, construídos "Demonstrativos de Glosas das Despesas Escrituradas em Livro-Caixa", fls. 1.644 a 1.662, v-VII, nos quais separação por ano-calendário de verificação, mês de 2 Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 referência e tipos de operações, valores e localização dos documentos. Dessa forma, facilitado o acesso aos dados para fins de identificação de receita ou de custos. Integram o processo cópias dos livros Caixa utilizados para registro das receitas e despesas com o exercício da profissão, fls. 3 a 21, v-I, AC-1994, 194 a 226, v-I, AC-1995, e 655 a 706, v-II, AC-1996, e nelas é possível constatar que as receitas mensais foram registradas por agrupamento mensal. Para identificar os efetivos valores cobrados a autoridade fiscal intimou a pessoa fiscalizada para informar de maneira analítica a receita auferida, fls. 1.663 e 1.668, v-VII, na qual esclarecido que a falta de atendimento implicaria em lançamento de ofício com os dados de que dispusesse a Administração Tributária, na forma dos artigos 889, II e III e 895, §§ 1° a 6°, todos do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 1994 — RIR194. O contribuinte informou que os preços máxmos praticados eram aqueles autorizados pela Lei n° 4.847, de 1.993, fl. 1.678, v-VII, e como reiterada a solicitação pela autoridade fiscal, informou sobre a impossibilidade de fornecimento da composição analítica das receitas mensais, fl. 1.683, v-VII. Impugnado o lançamento e instaurado o litígio, este foi julgado em primeira instância pelo respeitável colegiado da 3 a Turma da DRJ/Salvador, conforme Acórdão DRJ/SDR n° 5.461, de 15 de julho de 2004, fl. 1.839, v-VII, oportunidade em que decidido, por unanimidade de votos, pela procedência do feito. Inconformado com essa decisão, o sujeito passivo, por meio de seu representante legal, interpôs recurso voluntário, tempestivo, uma vez que a ciência da decisão de primeira instância ocorreu em 13 de agosto de 2004, conforme AR, fl. 1.849, v-VII, enquanto a recepção desse documento, em 13 de setembro desse ano, fl. 1.859, v-VIII. O recurso conteve uma alegação em preliminar, e outras tantas dirigidas ao mérito, a seguir identificadas, em síntese. 3 Processo n.° : 10783.005540198-88 Resolução n° : 102-02.326 1. Pedido pela ineficácia do lançamento pela ocorrência de prescrição intereorrente que estaria caracterizada pelo transcorrer do prazo de 5 (cinco) anos entre a interposição de Impugnação em 13 de julho de 1998 e a análise da lide em 15 de julho de 2004. Doutrina de Humberto Theodoro Júnior (não referenciada) na qual há menção ao referido prazo e ao julgado no RE 99.867-5-SP. Jurisprudência do Poder Judiciário. 2. Quanto à forma utilizada pelas autoridades fiscais para identificação das receitas auferidas protesta o recorrente pela presença de falha caracterizada pela incorporação dos serviços gratuitos no conjunto tributável. Esse beneficio estaria fundamentado na LC n° 6.015, de 1973, artigo 30, mantida pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988- CF/88, e pelas Leis n° 8.935, de 1994, 9.265, de 1996 e 9.534, de 1997, esta última denominada Lei de Gratuidade dos Atos do Registro Civil. O recorrente protesta pela manutenção dos valores escriturados em livro Caixa em detrimento daqueles arbitrados pelo fisco porque não afetados pelos serviços gratuitos. 3. A fixação dos emolumentos relativos aos atos praticados pelo contribuinte. Informado sobre a conformação dos preços de serviços pela Lei n° 3.625, de 1983, que continha valores máximos para fins de cobrança; esta fora revogada pela Lei n° 4.847, de 1993, que teria mantido o referido teto, mas deixado de prever a vedação à concessão de descontos contida na lei anterior. Como o quantitativo de receitas decorreu do cálculo pelo total do serviço produzido, teria ocorrido equivoco caracterizado pela falta de consideração dos recebimentos em importância inferior ao máximo contido na dita tabela. 4.Através da Lei n° 5.011, de 1995, teria sido instituído o regimento de custas, no qual, por força do artigo 49, o valor apropriável aos serventuários seria apenas de 90% do preço tarifado. Essa determinação permitiria reduzir, no mesmo percentual, a receita auferida calculada pelas autoridades fiscais. Como o levantamento que serviu de base para o cálculo da renda percebida nos anos- calendário não conteve desconto desse percentual, o montante tributável estaria 4?) Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 acrescido indevidamente do correspondente valor. A defesa não indicou, nem comprovou quais seriam os serviços recebidos com descontos. 5. Afirma o recorrente que foram glosadas "despesas de custeio pagas" comprovadas e necessárias à percepção da receita e manutenção da fonte produtora, devidamente escrituradas em livro Caixa. A documentação constante dos Anexos I a XXXII contém documentos que evidenciariam pagamentos subsumidos ao conceito de despesas dedutiveis. A Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo havia autorizado o lançamento de despesas relacionadas com a unidade de serviço notarial e de registro, sem restrições, ordem que, apesar de não aplicável à situação, revelaria o espírito das normas que norteiam as atividades de notas e serviços no tocante à dedutibilidade das despesas. Com fundamento nos artigos 81 e 82 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 1994 — RIR/94, entende o recorrente que três requisitos devem ser preenchidos para que o gasto seja considerado dedutível: (a) Quanto à sua natureza, que ele seja considerado necessário à percepção da receita ou manutenção da fonte produtora. (b)Quanto à sua situação, que ele esteja efetivamente pago. (c) Quanto à sua existência, que ele esteja comprovado mediante documentação idónea. 6. Despesas com leasing ou arrendamento mercantil deveriam constituir dedução porque referentes à locação de copiadoras, com opção de compra ao final do contrato. Nesta situação, os bens de referência teriam sido devolvidos ao cedente. Os objetos locados seriam utilizados para a prática de serviços cartorários. A venda de tais equipamentos não geraria lucros, mas prejuízos porque de preços irrisórios. Em razão do curto tempo de vida útil desses equipamentos, fundamentado o pedido, também, no artigo 244 do RIR194 — em que previsto considerar-se o bem como despesa operacional quando de valor inferior a 294,13 UFIR, ou quando tenha prazo de vida útil inferior a 1 (um) ano. 5,1 Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 A respeito dos pagamentos por força de contratos com a Xerox do Brasil Ltda, conveniente trazer os esclarecimentos prestados pelas autoras do feito no Termo de Constatação e Verificação Fiscal, fls. 1.786, v-VII: "As despesas pagas à Xerox do Brasil Ltda, relativas às máquinas copiadoras séries 71v-210111, 71v-203044, OUU-003512, OUU-003476, OUU-003487, OWY-115908, 99P-264550 e 8CP-100762 são decorrentes de aluguel de equipamento com opção de compra — "leasing", conforme se depreende da leitura da cláusula 6a prevista nos contratos anexos às fls. 82187, 1221127; 487/491 e 568/573. Sobre a abrangência do prazo contratual, esclareceu o contribuinte no documento anexo às fls. 1653 que, por uma falha de controle, os contratos firmados com a Xerox do Brasil Ltda, relativos à locação dos equipamentos acima discriminados, se prorrogaram por todo o ano de 1996, e isto pode ser observado na cláusula 5a dos referidos contratos. Do valor total de CR$ 2.815.104,18 escriturados no Livro-Caixa em 30/06/94 como pagos à Xerox do Brasil Ltda (fls. 09), apenas CR$ 1.402.426,26 referem- se a aluguel de equipamento (fls. 52/53) e, portanto, foram somados ao restante das despesas escrituradas como "leasing" e pagas à Xerox, naquele mês de junho/94, no valor de CR$ 972.758,76, totalizando o valor de CR$ 2.375.185,02 para efeito de glosa." 7. Despesas com recolhimentos de PIS. Como as contribuições decorreram de obrigação legal prevista nos DL n° 2.445 e 2.449, ambos de 1988, esses valores devem constituir custos do exercício da atividade. 8. Despesas com vale-transporte. Como esses encargos constituem obrigação com o empregado por força dos artigos 1° e 40 da Lei n° 7.418, de 1985, os correspondentes valores deveriam compor os custos do exercício da atividade. Fundamento no artigo 81, do RIR/94 9. Os recolhimentos de contribuições ao Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado do Espírito Santo — IPAJM deveriam, na forma do artigo 80, do RIR/94 (por equiparação às contribuições à previdência dos Estados), . constituir custos porque o referido instituto é gestor único do sistema de previdência do estado, por determinação da LC n° 282, de 2004. 6 Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 10.As despesas com o aluguel de garagem deveriam ser acolhidas como custos porque referido local presta-se para abrigar os veículos dos usuários dos serviços do cartório. Fundamento na norma do artigo 4°, da Lei n° 8.935, de 1994, no sentido de que os serviços notariais devem ser prestados de modo eficiente e adequado e serem instalados em locais de fácil acesso ao público. 11.Os materiais de escritório ou de expediente seriam necessários ao desenvolvimento da atividade. Com fundamento na isonomia, pedido pela extensão dos delimitadores contidos na norma do artigo 244, do RIR194, à situação em tela. Em complemento, a interpretação da Administração Tributária posta na pergunta n° 388, do Perguntas e Respostas — Receita Federal (não identificado para qual ano-calendário dirigida a obra); nesta a aplicação de capital excepciona os bens de vida útil inferior a um ano. 12. Despesas com refeições dos funcionários, uma vez que passou a constituir direito trabalhista dos empregados, pela habitualidade, na forma do artigo 458, da Consolidação das Leis do Trabalho — CLT. No mesmo sentido, a Súmula 241 do TST. Sob outra perspectiva, em termos de Imposto de Renda, o pagamento da alimentação incorpora a renda não tributável do empregado e constitui despesa dedutível de quem o paga na forma do artigo 40, do RIR194. Adita a defesa que na forma do artigo 81, I, do RIR/94, possível a dedução da remuneração paga a terceiros e os encargos trabalhistas. 13. As despesas com livros e papelaria seriam dedutiveis porque necessárias ao bom desempenho da profissão. A reforçar o entendimento, a resposta à pergunta n° 392, do Perguntas e Respostas (não identificada a referência). 14. As despesas com hotéis não constituiriam pagamentos de hospedagens, mas de custos com alimentação de funcionários em restaurantes de hotéis localizados próximos à Serventia. A mesma argumentação dirigida à alimentação é colocada quanto à esses valores. 7 ii Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 15. As despesas com publicidade glosadas tiveram por objeto a identificação do local onde prestados os serviços e por esse motivo os gastos guardaram nexo com o exercício da atividade. 16. Doações. Com fundamento na norma do artigo 87, do RIR194, entendimento no sentido de que as doações são permitidas para fins de dedução na Declaração de ajuste anual, situação que anularia a impossibilidade quanto à dedução a título de custos pelo exercício da atividade. 17.Despesas com filtro de água. Equipamento seria necessário para disponibilizar água pura aos funcionários. 18.Despesas com cestas básicas oferecidas aos empregados poderiam ser dedutíveis porque cumprimento de norma trabalhista contida no artigo 458, da CLT e com fundamento no artigo 81, do RIR194 e na orientação contida para a pergunta n° 388, do Perguntas e Respostas da Receita Federal (de referência não explícita). "Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por fórça do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Redação dada pelo Decreto-lei n° 229, de 28.2.1967) § 1° Os valóres atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário- mínimo (ara. 81 e 82). (Parágrafo incluído pelo Decreto-lei n°229, de 28.2.1967) § 2° Não serão considerados como salário, para os efeitos previstos neste artigo, os vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local de trabalho, para a prestação dos respectivos serviços. (Parágrafo único renumerado pelo Decreto-lei n°229, de 28.2.1967) § 30 - A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual. (Parágrafo incluído pela Lei n° 8.860, de 24.3.1994) § 4° - Tratando-se de habitação coletiva, o valor do salário-utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de co-habitantes, vedada, em qualquer hipótese, a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. (Parágrafo incluído pela Lei n°8.860, de 24.3.1994) 8/1 Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 19.As despesas com exames médicos seriam decorrentes da obrigação contida no artigo 168, III, da CLT. "Art. 168 - Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições estabelecidas neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho: (Redação dada pela Lei n°7.855, de 24.10.1989) 1 - a admissão; (Redação dada pela Lei n°7.855, de 24.10.1989) II - na demissão; (Redação dada pela Lei n°7.855, de 24.10.1989) III- periodicamente.(Redação dada pela Lei n° 7.855, de 24.10.1989) § 1° - O Ministério do Trabalho baixará instruções relativas aos casos em que serão exigíveis exames: (Redação dada pela Lei n°7.855. de 24.10.1989) a)por ocasião da demissão; (Redação dada pela Lei n° 7.855, de 24.10.1989) b) complementares.(Redação dada pela Lei n°7.855, de 24.10.1989) § 2° - Outros exames complementares poderão ser exigidos, a critério médico, para apuração da capacidade ou aptidão física e mental do empregado para a função que deva exercer. (Redação dada pela Lei n°7.855, de 24.10.1989) § 3° - O Ministério do Trabalho estabelecerá, de acordo com o risco da atividade e o tempo de exposição, a periodicidade dos exames médicos. (Redação dada pela Lei n° 7.855, de 24.10.1989) § 4° - O empregador manterá, no estabelecimento, o material necessário à prestação de primeiros socorros médicos, de acordo com o risco da atividade. (Redação dada pela Lei n°7.855, de 24.10.1989) § 5° - O resultado dos exames médicos, inclusive o exame complementar, será comunicado ao trabalhador, observados os preceitos da ética médica. (Redação dada pela Lei n°7.855, de 24.10.1989)" 20. As despesas com combustíveis decorreriam de visitas (sic) aos clientes assíduos tomadores dos serviços do Tabelionato através do qual realiza atividades de escrituras e procurações, por mais das vezes em demandas elevadas. Fundamenta a dedutibilidade dessas despesas no artigo 81, do RIR/94. 21. As despesas com material de construção destinaram-se à manutenção das instalações no local do cartório. Também estas encontrar-se-iam no âmbito da diretriz do bom atendimento e eficiência dos serviços. 22. Os pagamentos de pedágio decorreriam de deslocamentos para atendimento a clientes de difícil acesso à Serventia. Fundamento no artigo 81, do RIR/94. 9/1 Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 23. As despesas com imposto de renda na fonte sobre o trabalho assalariado também constituiriam custos dedutiveis, porque obrigação decorrente da lei. Fundamento no artigo 115, § 1°, do RIR/94. 24. As despesas com alarmes também constituiriam custos indispensáveis ao exercício da atividade. 25.As despesas com táxi decorreram de deslocamentos de funcionários para execução de serviços da Serventia e por esse motivo, indispensáveis ao exercício da atividade. 26. As despesas com pagamento de planos de saúde para os funcionários constituiriam ônus do empregador e beneficio aos funcionários. Fundamento no artigo 40, XXXVIII do RIR/94. 27.Despesas com medicamentos. Tais custos decorreriam de norma contida na Lei n° 6.514, de 1977, que conteve determinação no item 7.5.1 da norma regulamentadora: "Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação de primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida; manter esse material guardado em local adequado, e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.' 28.Despesas com aparelhos médico hospitalar — caprome. Esse custo decorre da aquisição de um kit de primeiros socorros, necessário para atender a determinação contida no artigo 168, § 40 da CLT. Aplicam-se também as justificativas da questão anterior. 29. Despesas com projetos de interiores. Aplicam-se as mesmas justificativas colocadas na questão relativa aos gastos com Materiais de Construção. 10/1 Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 30.Despesas com ventiladores. Aplicam-se as mesmas justificativas com fundo no bom atendimentos aos clientes e na curta vida útil do bem, já postas nas questões anteriores 31.Despesa com quadros. Justificativa com fundo no bom atendimento aos clientes. 32.Despesas com peças. As peças foram utilizadas para manutenção da estrutura da Serventia, restauração do ambiente de trabalho dos funcionários, com objetivo no melhor atendimento. Não especificadas no recurso o conceito das ditas "peças". 33.Despesas com reformas de cadeiras. Justificativa com fundo no bom atendimento. 34. Despesas com tapetes. Mesma justificativa fundada no bom atendimento. 35. Despesas com aluguel de equipamentos. Argumentos em linha de raciocínio idêntica àquela posta no item 6. 36. Despesas com "Salada Verte" — Argumentos na mesma linha daqueles relativos ao item 12. 37. Alguns valores teriam sido indevidamente classificados como despesas não especificas pela autoridade fiscal; no entanto, constituiriam pagamentos de custos à: 37.1. Xerox do Brasil Ltda, por leasing de máquina copiadora; 37.2. Urhnjak e Souza Ltda, despesa obrigatória por força do artigo 458, da CLT; 37.3. SISCART Com. Serv. Inf. R2V2 Informática Ltda e Cosmo Center Esc Proces. De Dados, despesas justificadas no Anexo VII, com materiais permanentes, classificáveis na norma do artigo 244, do RIR/94. 11M Processo n.° : 10783.005540198-88 Resolução n° : 102-02.326 37.4. Multimaq Máquinas e Eq. Para Escritório, Eletrotintas Comercial Ltda e Telecor Representações Ltda — idem ao anterior. 37.5. Gigasystem Cons. E P. Ltda — idem ao anterior (alarmes). 38, Inconstitucionalidade dos juros de mora com suporte na taxa SELIC — Como correção monetária, por ofensa ao artigo 192, § 3°, da CF188, por ofensa aos princípios da legalidade, anterioridade e capacidade contributiva. É o Relatório. 124/1 Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° :102-02.326 VOTO Conselheiro NAURY FRAGOSO TANAI<A, Relator Verifica-se que o processo requer documentos complementares a serem obtidos em diligência a ser realizada por funcionário da unidade de origem. Algumas das despesas glosadas pelas autoridades fiscais podem ter características que as incluam no conjunto daquelas que são consideradas para fins tributários, em termos da legislação do Imposto sobre a Renda. Nessa linha de raciocínio, necessário verificar se as aquisições de vale- transporte constituíram efetivamente ônus do empregador, nos termos da legislação de regência, Lei n° 7.418, de 1985. Para esse fim, a verificação a) por amostragem, se os recibos utilizados pelo fiscalizado foram emitidos pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Espírito Santo, b) se houve desconto desses valores dos salários dos funcionários a esse título e, c) se houve cumprimento correto da lei quanto à concessão desse benefício e quais valores constituíram ônus do fiscalizado e poderiam ter sido apropriados a título de dedução em cada mês. Quanto às despesas com alimentação, necessário que se verifique junto aos contratos de trabalho dos funcionários atuantes durante os períodos fiscalizados se havia previsão de pagamento adicional a título de alimentação, e, caso positivo, se houve observação das normas previstas na CLT a respeito do assunto, ou em norma resultante de convenção coletiva de trabalho. Juntar cópia do contrato relativo ao plano de saúde junto à Unimed, ao qual corresponde o recibo à fl. 3.422, v-15; e, ainda, verificar, por amostragem significativa, se houve desconto na folha de pagamento dos funcionários a esse título. 13 Processo n.° : 10783.005540/98-88 Resolução n° : 102-02.326 Verificar junto à Prevent Clinica de Medicina Preventiva Ltda o detalhamento técnico dos serviços de medicina ocupacional constante dos documentos de fls. 3.262 a 3.275, v-15, e se estes encontravam-se abrangidos pelas normas da CLT, artigo 168, III. Elaborar parecer conclusivo ou informação fiscal sobre as verificações complementares efetivadas, com objeto no confronto entre os documentos obtidos e a possibilidade de subsunção do correspondente gasto em termos de dedução relativa ao exercício da profissão, dar ciência ao sujeito passivo desses dados, conceder-lhe prazo para manifestação e, após a extinção deste, encaminhar o processo a esta E. Câmara para julgamento da lide. Sala das Sess" s, em 24 de janeiro de 2007. NAURY FRAGOSO ANAKA 14 Page 1 _0006700.PDF Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1 _0007000.PDF Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007200.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1 _0007400.PDF Page 1 _0007500.PDF Page 1 _0007600.PDF Page 1 _0007700.PDF Page 1 _0007800.PDF Page 1 _0007900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10855.002156/2003-89
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 106-01.329
Decisão: RESOLVEM os membros da sexta câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: Wilfrido Augusto Marques
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200512
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10855.002156/2003-89
anomes_publicacao_s : 200512
conteudo_id_s : 5661008
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 106-01.329
nome_arquivo_s : 10601329_10855002156200389_200512.pdf
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : Wilfrido Augusto Marques
nome_arquivo_pdf_s : 10855002156200389_5661008.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros da sexta câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
id : 4625382
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:05:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-03-14T17:22:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-03-14T17:22:32Z; created: 2013-03-14T17:22:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2013-03-14T17:22:32Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-03-14T17:22:32Z | Conteúdo =>
_version_ : 1713041755531640832
score : 1.0
Numero do processo: 10840.001066/2001-78
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
Ementa: POSTERGAÇÃO - COMPENSAÇÃO BASE DE CÁLCULO NEGATIVA - LIMITE DE 30% - A glosa de compensação de bases negativas superiores ao limite de 30% na apuração da CSLL não se configura hipótese de postergação de tributo.
JUROS DE MORA – A cobrança de juros de mora tem previsão legal e independe de a matéria estar sendo discutida judicialmente.
Negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 103-22.377
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL- glosa compens. bases negativas de períodos anteriores
Nome do relator: Cândido Rodrigues Neuber
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CSL- glosa compens. bases negativas de períodos anteriores
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200603
ementa_s : POSTERGAÇÃO - COMPENSAÇÃO BASE DE CÁLCULO NEGATIVA - LIMITE DE 30% - A glosa de compensação de bases negativas superiores ao limite de 30% na apuração da CSLL não se configura hipótese de postergação de tributo. JUROS DE MORA – A cobrança de juros de mora tem previsão legal e independe de a matéria estar sendo discutida judicialmente. Negado provimento ao recurso.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10840.001066/2001-78
anomes_publicacao_s : 200603
conteudo_id_s : 5602264
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 24 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 103-22.377
nome_arquivo_s : 10322377_10840001066200178_200603.pdf
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Cândido Rodrigues Neuber
nome_arquivo_pdf_s : 10840001066200178_5602264.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 23 00:00:00 UTC 2006
id : 4617961
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:03:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041755548418048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 10322377_10840001066200178_200603; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-04-29T16:53:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 10322377_10840001066200178_200603; xmpMM:DocumentID: uuid:eb52476e-de2e-4c7c-9cda-7e586b4f4074; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 10322377_10840001066200178_200603; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; ModDate--Text: ; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-04-29T16:53:03Z; created: 2016-04-29T16:53:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2016-04-29T16:53:03Z; pdf:charsPerPage: 1106; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:custom:ModDate--Text: ; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-04-29T16:53:03Z | Conteúdo => i • ~-'l Processo nO Recurso nO Matéria Recorrente Recorrida Sessão de Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES o TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 143.807 : CSLL - Ex.: 1997 : USINA AÇUCAREIRA DE JABOTICABAL S/A. : 3" TURMAlDRJ-RIBEIRÂO PRETO/SP : 23 de março de 2006 : 103-22.377 POSTERGAÇÂO - COMPENSAÇÂO BASE DE CÁLCULO NEGATIVA - LIMITE DE 30% - A glosa de compensação de bases negativas superiores ao limite de 30% na apuração da CSLL não se configura hipótese de postergação de tributo. JUROS DE MORA - A cobrança de juros de mora tem previsão legal e independe de a matéria estar sendo discutida judicialmente. Negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por USINA AÇUCAREIRA DE JABOTICABAL S/A. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. l', C FORMALIZADO EM: 2 Y H r.1 i (!lOS ~------ -.. -- ----Participaram--ainda-, do presente-julgamento, os Conselheiros:_ALOYSJ.o_JD.SÉ . .. • _ _CIO ~'It!AGI:lADO CALUE _ _,_o. o ALMEIDA, ALEXANDRE BARBOSA JAGUARIBE, PAULO JACINTO DO NASCIMENTO, FLÁVIO FRANCO CORRÊA e VICTOR Luis DE SALLES FREIRE. Processo nO Acórdão nO Recurso nO Recorrente MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 103-22.377 : 143.807 : USINA AÇUCAREIRA JABOTICABAL S/A. RELATÓRIO CRN - R143.B07 - Usina Açucareira Jaboticabal S/A. , I I J USINA AÇUCAREIRA JABOTICABAL S/A., foi autuada para exigência de crédito tributário de CSLL, no montante de R$ 213.673,05, inclusive os consectários legais, sob a acusação fiscal de compensação indevida de bases de cálculo negativas de períodos-base anteriores na apuração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, superior ao limite de 30% do lucro liquido ajustado, antes das compensações, referente ao fato gerador do ano-calendário de 1996, com enquadramento legal nos art. 58, da Lei nO8.981/95 e art. 16, da Lei nO9.065/95, segundo descrito no auto de infração e seus demonstrativos de f1s01 e 06. Cientificada da autuação, via postal, em 15/05/2001, conforme "A. R." afixado às fls. 171, a contribuinte apresentou impugnação em 18/06/2001, fls. 173 a 189, onde alegou, em síntese, que: _ Há evidente equívoco na formulação da exigência consubstanciada. A matéria não comporta ser examinada em períodos estanques, e sim considerando períodos posteriores, pois a contribuinte, por já ter exaurido o prejuízo dentro da sua sistemática de compensação, veio recolher tributo que, se houvera limitado a compensação como quer o fisco, não seria devido. Sob esta ótica a inobservância do limite de compensação gera a postergação do tributo, e não a falta dele, o que não justifica a exigência tal como formulada; _ O Decreto-lei nO1598, de 1977, em seu artigo 6°, ~~ 4° a 7°, somente permite o lançamento fundado em erro quanto ao período incompetente e do que se . - o la ser promovI a; _ Embora o Parecer Normativo - PN nO26 de 1982, levante a questão no sentido de que as disposições em foco só teriam aplicação em face da inobservância do regime de competência contábil, o certo é que a lei não traz este requisito como pressu posto~~ ªpljc~ção do. regime.compensatório.nela-previsto-:--A -tei'vai-aléTI1";"'fefere-se tambémao reconhecimento de lucro, sem distinguir entre o contábil e ofiscal;-donde- aplicável a ambos, inserindo-se neste ponto a com ensa ão de u:ej.uizos, dado.,goo,-,~d",e.••I••ª-- . . ene.malor ou menor reconhecimento de lucro~para fins detributação; _ Como bem observado no PN nO 57, de 1979, a norma é dirigida precipuamente à autoridade fiscal, que tem o dever de ofício da sua aplicação, sob pena de excesso de exação. Daí a improbidade do exame da matéria por períodos estanques, na medida em que a lei impõe um regime compensatório a ser satisfeito em face de exame integrado dos diversos períodos abrangidos pelo procedimento. Note-se que, a teor da lei, o agente fiscal deveria ter estendido as verificaç- s até o presente exercício, 2 \ Processo nO Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 103-22.377 para descontar do montante a ser exigido o que foi pago além do devido, em função da não utilização dos saldos de prejuizos, que a considerar a glosa da compensação promovida em 1996, passaria a existir. Certo, pois, que a inobservância do regime compensatório detalhado no PN nO 2, de 1996, quando aplicável, torna o presente lançamento insubsistente, por vício insanável; - Padece de amparo a imposição de acréscimos ao lançamento destinado à simples prevenção da decadência versando matéria sub judice. Isso porque não se pode pretender penalizar quem está amparado por decisão judicial, eis que inexistiu falta justificadora da pena em circunstâncias tais. No caso caberia o "lançamento puro e simples" sem pretensões punitivas, objetivando precipuamente resguardar o fisco dos efeitos perversos da decadência. Incabivel, assim, o cõmputo de juros moratórios, visto que incogitável a mora em período no qual a matéria está sendo discutida e com liminar amparando o procedimento adotado pelo contribuinte, pois a suspensão da exigibilidade • faz operar como que uma dilatação no prazo de vencimento da obrigação tributária, que fica diferido para um momento posterior, quando da cessação do estado suspensivo. Citou doutrina e alguns julgados; A decisão de primeira instância, fls. 196 a 206, julgou procedente o lançamento, decidindo com base nos fundamentos, em resumo, de que a contribuinte, na sua impugnação, questionou a postergação do pagamento do imposto (PN-CST nO26/82) e a exigência de juros de mora em lançamento para prevenir a decadência em questão sub judice; tendo sido mantida a exigência sob o fundamento de a glosa de compensação de bases negativas superior ao limite de 30% (trinta por cento), na apuração da CSLL, não se configurar hipótese de postergação de tributos, bem como, a cobrança de juros de mora tem previsão legal e independe de a matéria estar sendo discutida judicialmente. Ciência da decisão de primeira instância em 20/09/2004, segundo "A. R." afixado às fls. 217. • Inconformada, a empresa, em 20/ , s. , ocumentos de fls. 250 a 253, tendo alegado, em síntese, que enfatizou as razões de defesa consignada na impugnação. Sustenta nulidade da lavratura do auto de infração, alegando inexistência de crédito tributário com exigibilidade suspensa; reitera os argumentos sobre a necessidade de considerar os efeitos da postergação no pagamento do tributo devido, em virtude _de_ter-eompensado- integralrnenteos prejuízosfiscais'acumuladõs até 31112/1994, ao passo queauferiu .lucro- tributário até 1997; citou jurisprudência administrativa; - 3 ._--- CRN. R143.807 - Usina Açucareira Jaboticabal S/A. --Alfim; a contribuinte pede a reforma da decisão a quo por haver lançado crédito relativo aos juros e não ter-observado o procedimento relativo à postergação, ou seja, reformulada a autuação, limitando-se ao lançalJlento a eventuais diferenças de tributos pelo período da postergação; -- --- - - _.- , ) Processo nO Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 103-22.377 Às fls. 256, despacho da repartição de origem atesta que houve arrolamento de bens, para seguimento do recurso voluntário, controlado no processo nO 13856.000281/2004-13. , E O ""tório } I' ----- --- .~._------- --- - - --~--- -- -,--- ""-, . --------------------------_._----- ---------- ---- -~ - CRN - R143.807 - Usina Açucareira Jaboticabal S/A. 4 Processo nO Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 103-22.377 VOTO Conselheiro CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, Relator O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. A contribuinte suscitou preliminar de nulidade do auto de infração, alegando inexistência de crédito tributário. A razão não lhe assiste. O crédito tributário existe, tanto que foi formalizado em auto de infração e a contribuinte, na presente lide, está a discutir não a ~ sua validade, mas pleiteando o tratamento de postergação do pagamento do imposto. O que ocorre, mais precisamente, é que a exigibilidade do presente crédito tributário encontra-se suspensa até ulterior decisão final da perlenga judicial, tendo sido constituído o crédito tributário para prevenir os efeítos da decadência do direito de constituir o crédito tributário em face do inexorável e ininterrupto transcurso do lustro decadencial oponivel à Fazenda Pública Federal. Por estas razões, rejeito a preliminar de nulidade do auto de infração. Enfrento o méríto. t. Em primeiro lugar, anoto que, a presente lide se resume aos questionamentos relativos à postergação do pagamento do imposto e exigência de juros de mora, matérias essas não objeto das discussões judiciais encetadas pela contribuinte no que pertine à limitação em 30% à compensação das bases de cálculos negativas da CSLL. A contribuinte pugna tratamento de postergação de pagamento do imposto. Sob esse aspecto a decisão a quo dirimiu o litígio adequadamente. Trata-se de argumentação que busca evidenciar o fenômeno da posterga_ção--!.1º-Jlagamento_.de.imposto-em-relação-à-qual-llão~existeó ice a que seja apreCiadapor este colegiado, pois não estátl:lteladapeloPoder Judiciário. - -- -- - ~-- -- - - ____ - . ~ - -- ~ o re-es e -aspecto. deve-:se esdarecerque- a infração apontada pela fiscalização - compensação de prejuízos fiscais acumulados em montante superior a 30% do lucro líquido ajustado - não guarda relação com inexatidão quanto ao período-base de escrituração de receita, rendimento, custo, dedução, ou reconhecimento de iul:.(O., _.. _._ situações quepotencialmente-implicam-que-o--Fisco considere a postergação do pagamento de imposto. Não se trata aqui, portanto, de inobservância do regime de competência como disposto no art. 219, SS 1° e 2° do Regulamento do Imposto de Renda, de 1994, cujo respectivo lançamento é feito pela diferen w ,~do imposto devido. CRN - R143.807 - Usina Açucareiro Jaboticaba/ S/A 5 \ Processo nO Acórdão nO ' .•.~. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 103-22.377 Ademais, a compensação de prejulzos fiscais é faculdade inerente à legislação fiscal, sendo sua efetiva utilização de livre conveniência do sujeito passivo. Dai ser impróprio vincular a compensação de prejuízos ao regime de competência, princípio essencialmente relacionado com a escrituração da contabilidade comercial. Assim, não se aplicando o fenômeno da postergação de pagamento de imposto às irregularidades relacionadas à compensação indevida de prejuizos fiscais, justifica-se o lançamento pela totalidade do valor indevidamente subtraído no período de apuração fiscalizado. Este posicionamento foi adotado pela Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes em acórdão que foi assim ementado: "IRPJ _ LIMITAÇÃO DA COMPENSAÇÃO DE PREjuízos FISCAIS - POSTERGAÇÃO DO IMPOSTO - Não se tratando de inexatidão contábil, por inobservância do regime de competência no registro de mutações patrimoniais, nos termos do artigo 177, da Lei nO 6.404/1976, a compensação indevida de prejuizos fiscais não configura hipótese de postergação do tributo, regulada pelo artigo 6°, e parágrafos, do Decreto- lei nO 1.598/1977. (Ac. ACÓRDÃO 105-13626 DATA DA SESSÃO: 16/10/2001)". Com efeito, o tratamento de postergação no pagamento do imposto vincula-se, de certa forma, ao resultado da demanda judicial. Se o resultado for favorável à contribuinte, a exigência fiscal tornar-se-á improcedente; caso contrário, sendo-lhe desfavorável o resultado da demanda judicial, a exigência fiscal é procedente e devida no exercício financeiro em que autuada. Ademais, o alegado tratamento de postergação no pagamento do imposto não pode ser condicional e nern encerrar em si uma contradição, ou seja, pressupõe o acatamento, por parte da contribuinte, das disposições legais que ela mesma ataca junto ao Poder Judiciário. Quanto a esse tema, em outros julgados dos quais participei, além de idêntica fundamentação adotada no julgamento de primeira instância quanto às características contábeis da postergação, tal como disciplinada na legislação tributária, tive a oportunidade de expor outros aspectos atinentes à impropriedade de simplesmente se alegar postergação do pagamento do tributo para exercício seguinte ao em que devido, cujas razões, peço vénia-aos ilustres pares;-Para incorporar tamtiém a este voto, a saber:----- ._- -.;' ribttirtte.e .'ElCcn:t=instittJto da pt7Ster~ pagamento da CSLL para o exercícío seguinte, alegando que a compensação íntegral do lucro do ano-calendárío de 1995, com os prejuízos acumulados, implícaría no pagamento de contribuíção social a maior nos exercJcios subseqüentes. Discordo dessa tese de defesa.,. 6 CRN - R143.807 - Usina Açucareira Jaboticabal S/A. /., Processo nO Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 103-22.377 Primeiro porque entendo que o instituto da postergação, adotado na legislação do imposto de renda das pessoas juridicas, consubstanciado no artigo 273 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nO 3.000, de 26/03/1999, RIRl99, que tem por matriz legal o artigo 6°, S 5°, do Decreto-lei nO 1.598, de 1977, é de trato contábil, referindo-se à postergação do pagamento imposto em razão da inobservância do regime de competência contábil, devido à inexatidão quanto ao periodo de apuração de escrituração de receitas, rendimentos, custo ou dedução, ou do reconhecimento de lucro, ou seja, opera-se antes da apuração do resultado do exercicio, cujo lucro liquido será o ponto de partida para quantificação do lucro real, base de cálculo do IRPJ. Já a demonstração do lucro real, obtido a partir do lucro liquido do exercicio, ajustado pelas adições e exclusões autorizadas pela legislação tributária, é de trato extra contábil, no Livro de Apuração do Lucro Real - LA LUR, quando então se compensa eventuais prejuizos fiscais acumulados, inexistindo previsão legal para o tratamento de postergação do pagamento do imposto em virtude de irregularidades cometidas na demonstração do lucro real, ao contrário do que ocorre com eventual inobservância do regime de competência contábil, devido à inexatidão quanto ao periodo de apuração de escrituração de receitas, custos e despesas, entendimento este que se aplica também à alegada postergação da CSLL. Em segundo lugar, a fiscalização circunscreveu-se ao ano-calendário de 1995, não estando o fisco obrigado a ampliá-Ia para exercicios futuros com vistas a identificar eventual postergação no pagamento do imposto. , em determinado exerclclo financeiro, identificar e verificar eventuais repercussões da autuação fiscal em relação aos exercicios seguintes, não abrangidos pela fiscalização, e promover os ajustes contábeis e fiscais, extracontábeis, especificamente no LALUR, refazendo as demonstrações do lucro real cios exercIcio.s--.:>eguintes-B,_sendo_o_caso,-promover: _____ r.etificiIção ,das .cgrresp.ondentes_declarações de_rendimentos perante a-- Secretaria da Receita Federal, o que pressupõe o acatamento e ----. ',' () - - e- a--con ri um e-,- a-egls ação-r~uladõ7aãi"- compensação dos prejuizos fiscais, inclusive quanto ao limite de 30%. A postergação, no caso presente, não é algo que se alega ,genericamente que ocorreu, mesmo que se demonstre que houve pagamento de CSLL no exercício seguinte. É indispensável que seja comprovada e seja providenciada a recomposição da base cálculo da CSLL dos exercicios SegUin~eS,conSideraI!, ~" base de cálculo de cada CRN - R143. 807 - Usina Açucareira Jabolicabal S/A. l: ~,I Processo nO Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 103-22.377 periodo mensal ou anual e o montante da base negatíva compensável, dentro do límite de 30%, o que demanda também a retíficação das respectivas declarações de rendimentos em troca das já apresentadas pela contribuinte, ocasião em que a contribuinte poderá compensar eventuais parcelas de CSLL que tenha pago a maior no respectívo periodo, em função de não ter compensado o montante da base negativa possivel nesse periodo, providências necessárias para controle, dos estoques das bases de cálculo negatívas da CSLL compensáveis, pela própria contribuinte bem como pela Administração Tributária, mas são providências que competem à contribuinte, não ao fisco. Esse argumento de defesa, a par de representar uma confirmação da irregularidade autuada, traz em seu bojo o vicio de tornar letra morta a legislação fiscal disciplínadora do límite para a compensação de prejuizos fiscais, na medida em que, para elídir a exigência fiscal, bastaria a contribuinte alegar, genericamente, que houve mera postergação do pagamento do imposto, sem efetuar as demonstrações, comprovações e controles típicos das declarações de rendimentos retificadoras. ' No caso dos presentes autos inexistem provas de pagamento de imposto a maior nos exercícios financeiros subseqüentes. Em suma, ao evocar a aplicação ao caso presente das normas de postergação do pagamento do tributo a contribuinte o fez apenas em tese. Mesmo que tivesse juntado uma pletora de cópias de declaração de rendimentos, fosse possível o atendimento ao seu pleito, seria necessário por parte da contribuinte, primeiro, aceitar as normas legais disciplinadoras do limite de 30% à compensação de prejuízos fiscais; depois, em segundo lugar, não simplesmente alegar que pagou tributo a maior nos exercícios seguintes, mas comprovar que os pagou e.em que montante; comprovar se os vai gUIn es sao suficientes para quitar o tributo do exercício financeiro anterior autuado e em que devido, bem como o devido no próprio exercício financeiro da postergação; efetuar novos cálculos e demonstrativos dos tributos devidos nos exercícios seguintes inclusive com a alocação dos novos limites de 30% à compensação a ser efetuada nos respectivos exercícios; promover as necessárias .retificações ,das .declarações'de'rendimentos 'já "apresentaaas, providências -essas aqui declinadas a título exemplificativo, tendo em vista -outras- providências de interesse e de responsabilidade ontr.ib.uin ',~- 'a egaçoes' arepercussãõ aa postergação pãra exercicios futuros não abrangidos pelo guante fiscal. Nessas situações, não estamos, propriamente, diante de aplicação do instituto da postergação do pagamento de imposto, tal como esculpido nas legislação tributária, mas sim, frente a procedimentos tendentes à compensação de tributos eventualmente pagos a maior em determinado exercício co as parcelas de tributos CRN - R143.807 - Usina Açucareira Jaboficabal S/A. 8 Processo na Acórdão na MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10840.001066/2001-78 : 103-22.377 !' J correspondente a exercícios em que devidos, porém não pagos, em virtude da inobservância do limite de 30%. É de se ressaltar que a contribuinte não perde o direito de efetuar as compensações de saldo de bases negativas acumuladas, podendo fazê-lo com o lucro de qualquer período, a qualquer época, apenas observando a limitação de 30%, o que exige a recomposição do montante das bases de cálculo negativas compensáveis, desde o ano- calendário autuado, em função do resultado do presente litígio administrativo-fiscal. O inconformismo da recorrente em virtude da consignação de juros de mora no auto de infração é improcedente e a autoridade julgadora em primeira instância dírimiu essa questão escorreitamente. No presente caso a exigência de juros de mora também está atrelada ao desfecho da perlenga judicial: se decisão judicial lhe for favorável nada haverá a ser exigido de crédito tributário, caso contrário, sendo-lhe desfavorável a decisão judicial final, os juros de mora são devidos desde o vencimento da obrigação tributária, sem nenhuma interrupção temporal em razão da suspensão da exigibilidade do crédito em virtude do prazo de discussão judicial. Inexiste qualquer disposição legal que ampare a pretensão da contribuinte neste sentido. Assim, está correto o procedimento da autoridade fiscal lançadora em anotar no auto de infração a exigência de juros de mora. Aliás, a exigência de juros de mora é de natureza legal, tratando-se de matéria de execução, sendo computados no documento de recolhimento do crédito tributário que vier a subsistir, em consonância com a legislação disciplinadora vigente. Trata-se de uma exigência legal em pleno vigor. O art. 161 do Código Tributário Nacional prevê a possibilidade de os 'uros ° r cen o. o o pálio desse dispositivo as Leis nas. 8.981/95, 9.065/95 e 9.430/96 fixaram juros moratórios em percentuais superiores a 1% (um por cento). A cobrança dos juros de mora com base na taxa SELlC foi introduzida - pelo art. 26, da Medida_Pm.vjsórja n~.542/96.--eneontfando-em-p1emrconsonancla com-----as disposições_do ar!. 1.6j do_C"INe.tambémé.àe-observância obrigatória'porparteaas _. -- -- autoridades-fiscais lançadoras, bem como elos 'ul adore.s.Jll.CdlImniIDOlliislltarautu.iv!OOLSS_-==-=======------------------------------ Na esteira destas considerações, oriento o meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Brasília - DF, em 23de março de 2006 ,'" -~. . ;/. ---v-"/ -<fo,?-' ,. ,,?,t:?-z,'.---- RO~-T'JEUBER CRN- R143,807~ucareira JaboticabalS/A. 9 I. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009
score : 1.0
Numero do processo: 10680.720499/2005-30
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 102-02.314
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos e Antônio José Praga
de Souza (Relator) que não conhecem do recurso, frente à opção pela via judicial. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva.
Matéria: IRF- ação fiscal- ñ retenção/recolhim. (rend.trib.exclusiva)
Nome do relator: Antônio José Praga de Souza
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRF- ação fiscal- ñ retenção/recolhim. (rend.trib.exclusiva)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200610
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10680.720499/2005-30
anomes_publicacao_s : 200610
conteudo_id_s : 5691304
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 09 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 102-02.314
nome_arquivo_s : 10202314_151490_10680720499200530_027.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Antônio José Praga de Souza
nome_arquivo_pdf_s : 10680720499200530_5691304.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos e Antônio José Praga de Souza (Relator) que não conhecem do recurso, frente à opção pela via judicial. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva.
dt_sessao_tdt : Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
id : 4624456
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:05:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041755936391168
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-10T20:29:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-10T20:29:04Z; Last-Modified: 2009-09-10T20:29:05Z; dcterms:modified: 2009-09-10T20:29:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-10T20:29:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-10T20:29:05Z; meta:save-date: 2009-09-10T20:29:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-10T20:29:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-10T20:29:04Z; created: 2009-09-10T20:29:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 27; Creation-Date: 2009-09-10T20:29:04Z; pdf:charsPerPage: 1199; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-10T20:29:04Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA 4". e t; "--fg , 15^ PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10680.720499/2005-30 Recurso n° 151.490 - Voluntário Matéria IRF - Anos: 2000 a 2004 Resolução e 102-02.314 Sessão de 20 de outubro de 2006 Recorrente PREVIMINAS - FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL MINAS GERAIS Recorrida V TURMA/DRJ-BELO HORIZONTE/MG RESOLUÇÃO N° 102-02.314 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PREVIMINAS — FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL MINAS GERAIS. • RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos e Antônio José Praga de Souza (Relator) que não conhecem do recurso, frente à opção pela via judicial. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva. LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO Presidente MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA Redator designado FORMALIZADO EM: 17 okiT 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NAURY FRAGOSO TANAKA, LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, SILVANA MANCINI ICARAM e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. n Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Previminas - Fundação de Seguridade Social Minas Gerais contra decisão proferida pela 3 3. Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) em Belo Horizonte - MG, que julgou procedente o auto de infração do Imposto de Renda Retido na Fonte, relativo a períodos de apuração de junho/2000 a dezembro/2004, lavrado e cientificado em 29/06/2005 (fl. 6). Transcrevo, a seguir, o relatório da decisão recorrida que ora adoto (verbis): "O auto de infração a folhas 6 a 87 exige do sujeito passivo crédito tributário de RS 138.972.157,68, assim discriminado: Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) R$ 65.215.998,91 Juros de Mora (calculados até 31/05/2005) R$ 24.844.160,76 Multa proporcional R$ 48.911.988,01 - DESCRIÇÃO DAS INFRAÇÕES IMPUTADAS Fazendo referência ao termo de verificação fiscal a folhas 88 a 100, a autuante atribui à autuada as infrações adiante enumeradas e resumidamente descritas, conforme dados e informações extraídas da motivação dada ao lançamento. Situam-se entre junho de 2000 e dezembro de 2004 as datas dos fatos geradores abrangidos pelo lançamento. 1. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRRF SOBRE GANHOS MENSAIS EM OPERAÇÕES NO MERCADO DE RENDA VARIÁVEL (AÇÕES). A autuada, entidade fechada de previdência privada (EFPP), auferiu ganhos mensais em operações de venda de ações no mercado de renda variável, mas não recolheu o IRRF correspondente, nos valores indicados no demonstrativo a folhas 101 a 111. Enquadramento legal: artigos 72, 73, 83 inciso I 'a', da Lei n" 8.981, de 1995; artigo 6°Ç único da Lei n°9.959, de 2000; artigos 758, 760, 761, 762, 770 § 2" inciso II, 852 e 859, do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n" 3.000, de 1999 (RIR 1999); artigos 23, 24, 25, 30, 33 inciso II, da Instrução Normativa SRF n° 25, de 2001. 2. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRRF SOBRE RENDIMENTOS OBTIDOS NO RESGATE DE TÍTULOS DE RENDA FIXA. Embora a autuada tenha obtido rendimentos com a venda de títulos de renda fixa (CDB, RDB e debêntures), alegando- se imunidade tributária, não foi retido pela fonte pagadora nem recolhido pela beneficiária o IRRF correspondente, conforme apurado no demonstrativo a folhas 112. Enquadramento legal: artigo 65 da Lei n° 8.981, de 1995; artigo 35 da Lei n°9.532, de 1997 • artigos 727, 729, 731, 732, 770 § 2° inciso II, 865 inciso II, do RIR 1999; artigo 17 da Instrução Normativa SRF n° 25, de 2001. 3. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRRF INCIDENTE SOBRE RECEBIMENTO DE JUROS PERIÓDICOS (DEBÊNTURES) — Exige-se o IRRF incidente sobre o recebimento de juros periódicos produzidos por debêntures, não retido pela fonte pagadora e não recolhido pela autuada, conforme apurado no demonstrativo a folhas 112. Enquadramento legal: artigo 51 da Lei n° 7.450, de 1985; artigo 655 3° da Lei n° 8.981, de 1995; artigo 35 da Lei n°9.532. de 1997; artigos 727, 729, 731, 732, 770 § 2° inciso II, 865 inciso II, do RIR 1999; artigo 175 4° da Instrução Normativa SRF n" 25, de 2001. 2 Processo n° : 10680.72049912005-30 Resolução n° : 102-02.314 4. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRRF SOBRE RENDIMENTOS OBTIDOS COM APLICAÇÃO EM CADERNETA DE POUPANÇA. Embora a autuada tenha auferido rendimentos mensais de suas aplicações em caderneta de poupança, não foi retido pela fonte pagadora nem recolhido pela beneficiária o IRRF correspondente, conforme apurado no demonstrativo afolhas 263 a 273. Enquadramento legal: artigos 65 e 69 § único, da Lei n' 8.981, de 1995; artigos 28, 32 e 35 da Lei n° 9.532, de 1997; artigos 727, 729, 731, 732 inciso II, 773 inciso II, 865 inciso II, do RIR 1999; artigos 17, 20 § 2° da Instrução Normativa SRF n°25, de 2001. 5. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRRF SOBRE RENDIMENTOS OBTIDOS DE APLICAÇÕES EM FUNDO DE RENDA FIXA. Embora a autuada tenha auferido rendimentos de aplicações em fundos de renda fixa, apropriados mensalmente em sua contabilidade, não foi retido pela fonte pagadora nem recolhido pela beneficiária o IRRF correspondente, conforme apurado no demonstrativo a folhas 113 a 239. Enquadramento legal: artigo 76 da Lei n°8.981, de 1995, com a redação dada pela Lei n° 9.065, de 1995; artigos 28 inciso I, e 35 da Lei n°9.532, de 1997; artigo 6° inciso III e §§ I° e 2° da Medida Provisória n` 1.753, de 14.12.1998, e reedições; artigo inciso III e §§ 1° e 2° da Medida Provisória n' 2.132, de 26.01.2001, e reedições; artigos 735, 739 inciso III e §§ 1° e 2°, 740, 770 § 2" inciso II, 865 inciso II, do RIR 1999; artigo 1°, inciso III, § 1°, da Instrução Normativa SRF n°25, de 2001. 6. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRRF DEVIDO NO RESGATE DE COTAS DE FUNDOS DE RENDA FIXA - Exige-se o IR1?F incidente sobre os rendimentos auferidos no resgate de cotas de fundo de investimento em títulos de renda fixa, produzidos entre a data da última apropriação e a data do resgate, conforme apurado no demonstrativo a folhas 240 a 262. Enquadramento legal: artigo 76 da Lei n°8.981. de 1995, com a redação dada pela Lei n° 9.065, de 1995; artigos 28 inciso I, e 35 da Lei n°9.532, de 1997; artigo 6' inciso III e §§ 1° e 2° da Medida Provisória n` 1.753, de 14.12.1998, e reedições; artigo 6° inciso III e §§ 1° e 2° da Medida Provisória ta' 2.132, de 26.01.2001, e reedições; artigos 735, 739 inciso III e §§ I° e 2°, 740, 7705 2° inciso II, 865 inciso II, do RIR 1999; artigo 1°, inciso III, § I° IH, da Instrução Normativa SRF n° 25, de 2001. 7. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRRF DEVIDO NO RESGATE DE COTAS DE FUNDOS DE RENDA FIXA - Exige-se o IRRF incidente sobre os rendimentos auferidos no resgate de cotas de fundo de investimento em títulos de renda fixa, produzidos entre a data da última apropriação e a data do resgate, conforme apurado no demonstrativo a folhas 240 a 262. Enquadramento legal: artigo 76 da Lei n° 8.981, de 1995, com a redação dada pela Lei n°9.065, de 1995; artigos 28, 19, 30, 32 e 35, da Lei n°9.532, de 1997, com a redação dada pela Medida Provisória n' 1.636, de 1997, e suas reedições; artigos 735, 739 inciso III e §§ 1° e 2°, 740, 770 § 2' inciso II, 865 inciso II, do RIR 1999; artigo 1°, inciso III, § 1° Hl, da Instrução Normativa SRF n°25, de 2001. B - IMPUGNAÇÃO DO LANÇAMENTO Tendo sido notificada do lançamento em 29 de junho de 2005, em 29 de julho de 2005 a autuada apresentou a impugnação juntada a folhas 385 a 422. Os enunciados seguintes resumem o seu conteúdo. Sendo apresentada dentro de 30 dias do recebimento do auto de infração, esta impugnação é tempestiva. Discute-se a hipótese de incidência do imposto de renda, para, argumentando-se com base no artigo 43 do Código Tributário Nacional (CTN) e em citações de passagens atribuídas a Rubens Gomes de Souza, Amílcar Falcão, Gilberto de Ulhõa Canto e Hugo de Brito Machado, concluir que a ocorrência do fato gerador do imposto de3,4/ Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 renda requer sempre a aquisição da disponibilidade jurídica ou econômica de renda, e que esta renda ocorre por meio do efetivo acréscimo patrimonial do contribuinte. O acréscimo patrimonial das pessoas jurídicas verifica-se por meio do lucro. Invocando-se passagem atribuída ao Manual de Contabilidade FIPECAFI e o artigo 187 da Lei das Sociedades Anônimas, conclui-se que o patrimônio da pessoa jurídica, desde que contabilmente comprovado, sofre alterações de acordo com o lucro ou com o prejuízo percebido; o primeiro incrementa o patrimônio, o segundo minora-o. A Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, dispõe que o imposto de renda das pessoas jurídicas é determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado. Ilustra-se o argumento com passagem atribuída a Misabel Derzi. Assim, é inexorável a conclusão de que a sujeição das pessoas jurídicas ao IR exige sempre a percepção pelo contribuinte de lucro no exercício de suas atividades. O sistema de incidência do IRRF não lhe confere fato gerador diverso do imposto de renda normaL Em qualquer caso, o legislador visa a tributar o acréscimo patrimonial. Em verdade, trata-se de tributos idênticos, o que muda é somente a técnica de arrecadação. Conseguintemente, qualquer que seja o método de arrecadação, somente se pode tributar pelo imposto de renda (IR) o lucro, o acréscimo patrimonial. Ainda que o tributo seja retido na fonte, a ele se sujeitam somente as pessoas jurídicas que aufiram lucro no exercício financeiro, de acordo com a apuração complexa e independentemente da renda considerada em separado. Este entendimento ficou demonstrado em decisão proferida pela Justiça FederaL Em conseqüência, as pessoas jurídicas que não sofrem acréscimo patrimonial mediante a percepção de lucro não se encontram sujeitas à incidência do IR, seja qual for sua modalidade de arrecadação. Até a edição da Lei Complementar n° 109, de 29 de maio de 2001, o regime jurídico das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) era estabelecido pela Lei n° 6.435, de 15.07.1977, regulamentada pelo Decreto n° 81.240, de 1978. De acordo com o artigo 34 da Lei n° 6.435, de 1977, elas autuariam supletivamente ao sistema oficiaL Tais instituições possuem também outros papéis importantes na economia nacional e distingiiem-se por submeterem-se à fiscalização e à regulamentação pelo Ministério da Previdência SociaL Ademais, sito financiadas por contribuições das empresas patrocinadoras e de seus empregados. O capital assim acumulado permite que no _Miura sejam pagas as aposentadorias ou pensões devidas aos beneficiários. Essas entidades, portanto, operam sem ânimo de lucro, como administradoras de recursos que a elas não pertencem e, por isso, não devem sofrer a incidência do IR, especialmente quando ocorre de forma exclusiva e definitiva na fonte. Só se configuraria o fato gerador do IR caso a instituição atue como entidade aberta, despida de suas características peculiares, o que não é o caso. A autuada destina as contribuições arrecadadas diretamente a três programas, a saber: investimento, administrativo e previdenciário. O resultado financeiro desses programas é destinado obrigatoriamente ao pagamento de beneficias, aposentadorias, pecúlios e resgates dos associados. Os resultados garantem a constituição de provisões ou reservas técnicas, além do gerenciamento da entidade, dentro dos moldes e limites determinados pela Secretaria de Previdência Complementar. Uma vez que a totalidade das contribuições é revertida em beneficio dos associados, a autuada não aufere lucro. Ao contrário das entidades abertas, que podem estabelecer-se sob a forma de sociedade anônima e gerar lucro, as entidades fechadas, de acordo com o artigo 41 da Lei n° 6.435, de 1977, não podem nem sequer ter fins lucrativos e devem constituir-se sob a forma de sociedade civil ou fundação. A Lei Complementar n° 109, de 2001, contém regra idêntica. 44 / Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 Até as sobras do montante destinado ao custeio administrativo é encaminhado a um fundo que também se destina a honrar o compromisso de conceder benefícios previdenciários. Pela demonstração contábil comprova-se que todas as contribuições e a receita derivada das aplicações são direcionadas a apenas três objetivos: a) pagamento de beneficias no presente; b) constituição de provisões e reservas para garantia de pagamento dos benefícios no futuro; c) aplicações financeiras também destinadas ao pagamento de benefícios. Ilustra o argumento citação de passagem atribuída a Sérgio Luiz Machado. É impossível afirmar que a autuada aufira lucro, pois a totalidade das receitas é sempre destinada ao futuro acréscimo do patrimônio de outrem, ou seja, de seus participantes. O superávit que se apura quando as receitas superam as despesas não pode ser equiparado a lucro, para o fim de fazer nascer a obrigação tributária. É que, embora consista num resultado positivo, ele não caracteriza acréscimo patrimonial para a entidade fechada. Primeiramente, porque esta nem possui patrimônio, já que é sem fins lucrativos. Em segundo lugar, porque o superávit é revertido em beneficio dos associados, os quais são os seus efetivos proprietários. Se superávit e lucro fossem iguais, não faria sentido a Lei Complementar n° 109, de 2001, proibir a persecução do primeiro mas permitir a busca do segundo. O superávit não representa aquisição de disponibilidade, em face de sua expressa afetação legal, nos termos do artigo 20 da Lei Complementar n° 109, de 2001. A aquisição de disponibilidade requer a efetiva possibilidade de dispor livremente da renda. Em favor do argumento, cita-se Hugo de Brito Machado. Nos termos do Ato Declaratório CST n° 17, de 30 de novembro de 1990, a própria Receita Federal reconhece a impossibilidade de tributar o lucro para entidades que não possuem fins lucrativos, simplesmente por estas não realizarem o fato imponivel da norma tributária. Admitindo-se, contudo, a incidência do IRRF, o recolhimento na forma prescrita na atual legislação não subsiste. De acordo com o artigo 6°, sç 1°, do Decreto-lei n°2.065, de 26.10.1983, as EFPC estão isentas do IR, mas estão sujeitas ao 1RRF incidente definitiva e exclusivamente na fonte sobre os rendimentos ou ganhos de capital de aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável Entre 01.01.1998 e a edição da Lei n° 11.033, de 2004, era de 20% a alíquota do IRRF para os rendimentos procedentes de aplicações de renda fixa; já para as aplicações de renda variável, a alíquota ficava entre 10% e 20%, dependendo do tipo de aplicação. O artigo 175 do RIR 1999 reproduz essa regra. Porém, ao invés de isenção, essa norma acarreta o pagamento de tributo (IRRF) que não existiria a não ser por essa forma de exoneração. Se as EFPC devem recolher o IR, cujo fato gerador é lucro, conclui-se que o fisco entende que essas pessoas jurídicas auferem alguma forma de lucro. Tanto é assim que o fisco busca exigir delas também a CSLL. Na falta duma base de cálculo, pois as EFPC a rigor não geram lucros, deve ser considerada como tal a indicada na Solução de Consulta COSIT ti° 7, de 26.12.2001. Uma tabela constante da impugnação demonstra o lucro' da autuada de acordo com a solução de consulta. Fazem-se alguns comentários explicativos e esclarecimentos a respeito dessa tabela, particularmente sobre a formação das reservas de contingências. 5 Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 Em abono da argumentação, invoca-se acórdão atribuído ao Conselho de Contribuintes cuja relatora teria sido a Conselheira Sandra Maria Faront Diferentemente das sociedades mercantis, a base de cálculo sugerida para as EFPC torna inócuo o efeito de qualquer exclusão ou adição. Não existe na demonstração do resultado do exercício uma provisão denominada formação de reservas de contingências. Esse item, que representa uma exclusão da base, é o próprio resultado, ou seja, a formação da reserva de contingência é a própria destinação do resultado. No caso das EFPC, se uma provisão é desconsiderada e é adicionada, assume-se que o resultado líquido é maior, e este resultado líquido é totalmente dedutivel Daí o efeito inócuo. Portanto, e já que não houve apuração de lucro, de conformidade estritamente com a Solução de Consulta COSIT n° 7, de 26 de dezembro de 2001, não existe base tributável pelo IR. Isso, além de confirmar que a autuada não aufere lucro, demonstra que a isenção em causa acaba majorando-lhe a carga tributária, e não reduzindo-a. Desconsiderando a isenção do artigo 175 e parágrafos do RIR 1999, a autuada faria jus à restituição de toda a antecipação do IRRF. Esse efeito transverso da isenção desvirtua-lhe o espírito, impossibilitando sua aplicação. Qualquer que seja a classcação da isenção dada pelos diversos autores, ela pertence ao Capítulo V do Titulo III do Segundo Livro do CIN e tem o objetivo de desonerar o contribuinte, ainda que parcialmente. Pela interpretação sistemática do CTN, com a isenção deve haver exclusão do crédito tributário. Assim, caso ultrapassadas as argumentações atinentes à falta de fato gerador do IR, a tributação deve-se fazer apurando-se o lucro real. Nessa hipótese, o auto de infração esvazia-se completamente e deve ser imediatamente cancelado, haja vista que não há base de cálculo. Caso não seja atendido o pedido anterior, deve-se dar à autuada o mesmo tratamento tributário dado às entidades abertas até 2002. É o que determina o princípio da igualdade previsto na Constituição Federal de 1988. E a partir daquele período deve- se-lhe permitir o recolhimento de acordo com o regime especial de tributação (RET) instituído pela Medida Provisória n°2.222, de 2001. Nos termos da Lei n° 9.430, de 1996, até 31.12.2001 as entidades abertas de previdência complementar apuravam o IRPJ pelo regime do lucro real, de forma que podiam deduzir na declaração o IRRF. Somente com a edição da Medida Provisória n° 2.222, de 2001, a partir de 01.01.2002 os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações das provisões, reservas técnicas e fundos passaram a ser tributados de maneira definitiva na fonte, igualando-se as entidades abertas às fechadas. A diferença de tratamento entre as duas espécies de entidade, viola de maneira evidente a regra da igualdade. Discorre-se sobre o princípio da igualdade, enaltecido como um dos essenciais e como um dos que constituem o esteio do estado democrático de direito, para concluir que ele está intimamente ligado ao princípio da capacidade contributiva. A tributação das EFPC nos termos do lançamento quebra o princípio fundamental da igualdade não só pela não desobediência do postulado da igualdade tributária, como também pela violação da regra da igualdade. A tributação exclusiva e definitiva na fonte dos rendimentos auferidos em aplicações financeiras, impedida a apuração de seu lucro real e conseqüente dedução de despesas, representaria incidência do IR sobre o património, e não sobre o acréscimo patrimonial, como também ensejaria a tributação havendo prejuízo ou decréscimo patrimonial 6(4/' Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 Enquanto as EFPC não têm fim lucrativo, as entidades abertas exploram o setor previdenciário com intuito eminentemente comercial, voltadas ao enriquecimento próprio. Admitindo-se que possuem objetivos diferentes, a regra da igualdade só será respeitada se o tratamento tributário observar essas desigualdades. O tratamento desigual deve apresentar correlação lógica entre o fator difirenciador e a norma tributária aplicável É de esperar que as EFPC recebam tratamento mais benéfico que as entidades abertas. Mas ocorre o oposto disso. Não há uma justificativa racional para o tratamento mais benéfico conferido às entidades abertas. A situação demonstra não só favoritismo irrazoável do legislador tributário em prol das entidades abertas como também indica agravo injustificado às EFPC. Conclui-se que a norma que determina a tributação exclusiva e definitiva na fonte dos rendimentos de aplicação financeira das EFPC classifica-se como arbitrária e contrária ao princípio da igualdade. Para sanar a ofensa, deve-se permitir que a autuada siga o mesmo regime das entidades abertas. O princípio da igualdade determina também que, quanto aos anos de 2002 a 2004, seja facultado à autuada recolher o IR de acordo com o RET instituído pela Medida Provisória n` 2.222, de 2001. Se a todas entidades de previdência complementar fora deferido o direito de realizar os recolhimentos de forma mais benéfica, à autuada deve também ser dispensada essa oportunidade. A boa-fé com que a autuada se conduziu durante todo o tempo no qual entendia estar acobertada pela coisa julgada que lhe garantia a imunidade constitucional é o que corrobora o seu direito. A autuada possui decisão transitada em julgado que a equipara às entidades assistenciais e, por isso, confere-lhe a imunidade constitucional outorgada a tal tipo de entidade. A autuada não realizava o recolhimento de impostos devidos não porque fugisse de suas responsabilidades, mas sim por que entendia que a coisa julgada material produzia efeitos até hoje. Comprova sua boa-fé a entrega de todas as DIPJ como pessoa jurídica imune. Considere-se ainda que o entendimento acerca da imunidade não foi tirado do nada pela autuada. Ainda hoje ela possui uma decisão judicial transitada em julgado que assim a classifica. O alcance dessa decisão é objeto de nova discussão judicial, ainda sem definição. De qualquer forma, havia fortíssimas razões, e ainda as há, para a autuada julgar-se imune a tributos. Integram a impugnação planilhas em que se demonstra, ano a ano, de 2001 a 2004, o IR calculado de acordo com o RET. Todos os rendimentos e ganhos líquidos foram computados; sobre o montante obtido aplicou-se a alíquota de 20%; o resultado daí extraído foi submetido ao limitador de 12% sobre as contribuições da patrocinadora. Apurou-se IR devido no montante de R$ 5.923.404,68. PEDIDO Pede-se que seja julgada procedente a impugnação e improcedente o lançamento. Sucessivamente pede-se que seja retificado o lançamento, para que o imposto incida sobre o lucro da autuada, apurado conforme determina a Receita Federal Por fim, se vencido o segundo pedido, pede-se que a tributação se faça de modo idêntico ao tratamento dado às entidades abertas de previdência, ou seja, apurando lucro real até janeiro de 2002, e desde então adoção do RET. 7 4/1- Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 A seguir, os autos foram encaminhados à DRJ que em 14/12/2005 proferiu o Acórdão de fls. 454-467, assim ementado: "ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR — RENDIMENTOS DERIVADOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS DE RENDA FIXA E DE RENDA VARIÁVEL — Até 31.12.2004, embora as entidades fechadas de previdência fechada estivessem isentas do IRPJ, sofriam a incidência do IRRF os rendimentos por elas auferidos com aplicações financeiras de renda fixa e de renda variáveL A base de cálculo dessa incidência é afixada na própria legislação do IRRF. O regime especial de tributação instituído pela Medida Provisória n°2.222, de 2001, em vigor para os anos de 2002, 2003 e 2004, somente se aplica às entidades que por ele formalizaram opção tempestiva." Cientificada em 06/02/2006, fls. 505, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 060/03/2006, fls. 506-528, representada por advogado (procuração à fl. 423), alegando que (verbis): "(..) IV.1 - DA NÃO INCIDÊNCL4 DO IMPOSTO SOBRE A RENDA NAS ATIVIDADES DA RECORRENTE 'Ab initio', é de se registrar que ao contrário do alegado pela Recorrida, a Recorrente não só contestou todos os fatos narrados pela autuação como demonstrou que a tributação levada a efeito no auto de infração afronta o Código Tributário Nacional, os Princípios Constitucionais que regem o exercício de tributar, bem como a própria Constituição Federal de 1988. Afirma a decisão recorrida que o imposto sobre a renda pode incidir sobre rendimentos isoladamente percebidos, a despeito da existência de lucro ou acréscimo patrimoniaL Desta forma, a decisão diz ser correta a cobrança definitiva e exclusiva na fonte do IR sobre os rendimentos auferidos pela Recorrente, malgrado a mesma não perceba lucro ou acréscimo patrimoniaL E aqui, é bom reiterar que a decisão ora recorrida em momento algum discorda do fato de que a Recorrente não aufere lucro ou acréscimo patrimoniaL Apenas diz que tributação pelo IR independe destes (lucro, acréscimo patrimonial), porquanto pode tributar isoladamente os rendimentos auferidos em aplicações financeiras. Adiante, porém, restará amplamente demonstrado o crasso erro desta afirmação. Apesar das várias formas de se tributar pessoas jurídicas pelo Imposto de Renda, o tributo incide, invariavelmente, sobre a aquisição de renda tributável, fato distinto da mera percepcão de rendimentos isolados, tal como o rendimento em operação financeira. (.) Outrossim, é também público e notório que nas pessoas jurídicas o acréscimo patrimonial ora referido verifica-se através do lucro tributável ou lucro real. Em um dado momento, o contribuinte (pessoa jurídica) possui um determinado patrimônio X Durante o período de apuração, este apura um lucro tributável de Y, e passa a contar com um patrimônio, para efeitos fiscais, de Z que é o somatório de X+ Y. O imposto de renda irá incidir justamente sobre esta diferença Y (Z-A) que é o lucro tributável, ou seja, o quanto de "riqueza nova" que foi somado ao patrimônio do contribuinte durante o período de apuração. 8 /////// Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 Importante ressaltar, que para as pessoas jurídicas, independentemente da forma ou prazo estipulado para o período de apuração, o fato gerador do Imposto de Renda e Proventos de Qualquer Natureza é complexivo, porquanto leva em consideração os eventos ocorridos em um lapso temporal pré-determinado (que pode ser de um mês, um ano, um milhão de anos, repita-se) dentro do qual será possível avaliar que houve, ou não, a percepção de rendas tributáveis; se houve, 'mutuas mutandi's, acréscimo patrimonial. Ou -seja, o "acréscimo patrimonial instantâneo" isoladamente considerado (percepção de rendimentos, meramente), não significa aumento patrimonial, já que este decorre de uma verificação complexiva, necessariamente informada por mais de um evento dentro de um lapso temporal previamente fixado. OUTROSSIM. AFIRMA A DECISÃO RECORRIDA OUE OS RENDIMENTOS ISOLADOS PODEM SER TRIBUTADOS INDEPENDENTEMENTE DA VERIFICA CÃO DE LUCRO. DE ACRÉSCIMO PATRIMONIAL DIZ ESTA, QUE UM RENDIMENTO TRIBUTÁVEL NEM SEMPRE TRADUZ-SE EM UM ACRÉSCIMO PATRIMONIAL JÁ QUE, POR EXEMPLO, UMA PESSOA JURÍDICA QUE TENHA UM RENDIMENTO "X" NUM DADO PERÍODO DE APURAÇÃO E QUE TENHA GASTO TODO ESTE RENDIMENTO EM DOAÇÕES NÃO DEDUTIVEIS, TERÁ PERCEBIDO RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS SEM QUE OCORRA, EFETIVAMENTE UM AUMENTO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA EMPRESA, JÁ QUE TODO O "GANHO" FOI DOADO. POIS BEM. CONFORME LARGAMENTE SABIDO, A APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA É DETERMINADO PELA LEGISLAÇÃO FISCAL AO PASSO QUE OS PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS POSSUEM REGULAMENTAÇÃO PRÓPRIA, NÃO COINCIDENTE COM AQUELAS NORMAS (FISCAIS). ESTA DISPARIDADE ACARRETA A EXISTÊNCIA, DENTRO DA PESSOA JURÍDICA, DE DUAS FIGURAS DISTINTAS: • O LUCRO CONTÁBIL OU LUCRO LIQUIDO DO EXERCÍCIO (NA DRE DENOMINADO RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CSLL); • E O LUCRO TRIBUTÁVEL OU LUCRO REAL (OU AINDA "LUCRO FISCAL"). NA APURA CÃO DO LUCRO CONTÁBIL. DIVERSOS VALORES PODEM VIR A SER INCLUÍDOS COMO LUCRO, OU DELE EXCLUÍDOS. SEM QUE EXISTA, NA LEGISLA CÃO FISCAL, PREVISÃO LEGAL PARA ESTA OPERAÇÃO. OUTROSSIM. PARA O PAGAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA. O CONTRIBUINTE. A PARTIR DO LUCRO CONTÁBIL. APURA SEU LUCRO REAL. REALIZANDO NAOUELE OS DENOMINADOS AJUSTES. ADICIONANDO AQUILO QUE DEVE COMPOR A BASE DO IR E EXCLUINDO AQUILO OUTRO QUE DELA PODE SER RETIRADO. NOS TERMOS DO RIR/99: 9 4/1/ Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 "Art. 247. Lucro real é o lucro líquido do exercício do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas por este Decreto (Decreto-Lei n° 1.598/77)" ESSA É. INCLUSIVE, A RAZÃO DE EXISTÊNCIA DO LALUR - LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL, QUAL SEJA, CALCULAR, A PARTIR DO LUCRO CONTÁBIL, O LUCRO REAL, SOBRE O QUAL INCIDE O IMPOSTO DE RENDA. ASSIM, PARÁ A APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA, TODOS OS VALORES QUE FORAM EXCLUÍDOS DO LUCRO CONTÁBIL E QUE SÃO DESPESAS INDEDUTIVEIS DA BASE DO IMPOSTO, TAL COMO A DOAÇÃO, SEGUNDO O EXEMPLO DA DECISÃO RECORRIDA, SÃO ADICIONADOS PARA A FORMAÇÃO DO LUCRO REAL. OUTROS VALORES, PORÉM, QUE NÃO PODEM SER EXCLUÍDOS DO LUCRO CONTÁBIL, MAS DO LUCRO REAL, SÃO RETIRADOS QUANDO DE SEU CÁLCULO. VOLTANDO AO EXEMPLO DA DECISÃO RECORRIDA, TODA A DOAÇÃO FEITA PELO CONTRIBUINTE DURANTE O ANO CALENDÁRIO, PORQUANTO DESPESA NÃO DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA, É RENDIMENTO TRIBUTÁVEL SOBRE O QUAL INCIDE O IMPOSTO DE RENDA. OUTROSSIM, ESTES VALORES, SEGUNDO A ACEPÇÃO FISCAL, CONSTITUEM UM ACRÉSCIMO PATRIMONIAL PARA O CONTRIBUINTE. RESTA ESCLARECIDO, POIS, A IMPROPRIEDADE DO RACIOCÍNIO EXPENDIDO NA DECISÃO ORA RECORRIDA. HOUVE UMA VERDADEIRA MISTURA DO LUCRO CONTÁBIL, DO RESULTADO CONTÁBIL, COM O LUCRO REAL, O RESULTADO PARA EFEITOS FISCAIS. O LUCRO REAL REPRESENTA, PARA FINS FISCAIS. UM ACRÉSCIMO PATRIMONIAL QUE DEVE SER TRIBUTADO PELO IMPOSTO DE RENDA. Portanto e em conclusão, resta inegável que o fato gerador do Imposto de Renda e Proventos de qualquer Natureza é a percepção de lucros. Visto isto, verifica-se que sendo a Recorrente entidade fechada de previdência complementar, não poderia ser enquadrada como contribuinte do imposto em tela, haja vista, exatamente, a especificidade de seu fato gerador. Até o advento da Lei Complementar n°109, de 29 de maio de 2001, o regime jurídico das entidades fechadas de previdência complementar encontrava-se disposto na Lei n° 6.435, de 15 de julho de 1977, regulamentado pelo Decreto n° 81.240/78. As entidades fechadas de previdência complementar são financiadas por contribuições das empresas patrocinadoras e de seus empregados, as quais são colocadas em poupança durante a vida de trabalho do participante, para que o capital se acumule. Este capital, adequadamente aplicado, permitirá que, no futuro, sejam pagas as aposentadorias ou pensões devidas aos beneficiários ou seus dependentes. Operam, portanto, sem ânimo de lucro, como administradoras de recursos que a elas não pertencem, mas sim a seus particiPantes, com o intuito de proporcionar-lhes (ou a seus dependentes) o recebimento de aposentadoria ou pensão digna, quando estes não mais puderem trabalhar para manter o padrão de vida adquirido ao longo dos anos. 10 • Processo n° : 10680.72049912005-30 Resolução n° : 102-02.314 E é exatamente por não perseguirem nem auferirem lucro, que as entidades fechadas de previdência complementar não devem sofrer a incidência do imposto sobre a renda, especialmente quando sua tributação ocorre de forma exclusiva definitiva na fonte. Não há a conformação do fato gerador da imposição tributária em comento. Existiria apenas se estas entidades obtivessem resultados positivos• quando atuassem como entidades abertas, despidas de suas características peculiares, o que não é o caso. 1E2 - DA AUSÊNCIA DE LUCRO NA RECORRENTE. DA IMPOSSIBILIDADE DE SE EQUIPARAR O SUPERÁVIT AO LUCRO. IV.2.1 - Da ausência de lucro face à destinação integral das receitas à concessão de benefícios previdenciários a seus participantes. Inicialmente, importante descrever como se dá o ingresso das contribuições dos associados e patrocinadores. A entidade aloca o montante das contribuições arrecadado diretamente em seus Programas de Investimento, Administrativo e Previdenciário, cujos resultados financeiros são destinados obrigatoriamente ao pagamento de benefícios, aposentadorias, pensões, pecúlios e resgates a seus associados. Estes resultados é que garantem a constituição de provisões ou reservas técnicas e o gerenciamento da entidade, dentro dos moldes e limites determinados pela Secretaria de Previdência Complementar, órgão vinculado ao Ministério da Previdência e Assistência SociaL (.) Impossível dizer, portanto, que a Recorrente aufira lucro, pois que a totalidade de suas receitas é sempre destinada ao futuro acréscimo do patrimônio de outrem, ou seja, de seus participantes. 1V.2.2 - Da impossibilidade de se equiparar o superávit ao lucro. Outrossim, conforme reza o regime contábil próprio das EFPC's, quando há um maior número de receitas que despesas na entidade, apura-se um superávit. Noutro passo, a maior despesa em face das receitas auferidas, leva ao déficit técnico. Este superávit, porém, em momento algum pode ser equiparado ao lucro, mormente para fazer nascer obrigação tributária. Conforme visto na precedência, o fato imponível do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza reclama um acréscimo no patrimônio líquido, através da efetiva verificação de lucro pela pessoa jurídica. De bate pronto, verifica-se ausência de identidade entre os termos, bem como, sua diferenciação conceituaL O primeiro representa o acréscimo patrimonial experimentado por uma empresa mercantil, que trabalha com resultado positivo na equação composta por elementos tais como: receita operacional, receita líquida operacional, lucro bruto operacional, despesas operacionais, resultado do exercício, no qual incidente o imposto de renda. 11 Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 O superávit técnico, não obstante tratar-se também de um resultado positivo, não caracteriza qualquer acréscimo patrimonial para uma entidade fechada de previdência complementar. Isso porque, a um, a entidade fechada de previdência complementar sequer possui patrimônio, porquanto entidade sem fins lucrativos e, como • tal, deve sempre objetivar o equilíbrio de suas receitas e despesas, sendo este elemento contábil (patrimônio líquido) inclusive estranho ao seu particular plano contábil; e, a dois, o superávit apurado retorna em beneficio dos próprios participantes da entidade (efetivos proprietários deste excedente) através da constituição de reservas que, em última instância, culminarão na revisão dos beneficias concedidos, das contribuições dos participantes ou das patrocinadoras. Demais disso, cai por terra fulminantemente qualquer tentativa de se igualar o superávit técnico ao lucro das pessoas jurídicas em geral, ao se analisar o próprio texto da Lei Complementar n° 109/01. Ora, se fossem efetivamente iguais os conceitos de lucro e superávit técnico, não faria o menor sentido a lei proibir a persecução do primeiro, para permitir a busca pelo segundo. É de claridade solar que se o superávit é fenômeno de ocorrência permitida às entidades fechadas de previdência complementar, difere-se efetivamente do lucro, cuja persecução lhe é expressamente vedada. Noutro giro, há que ser verificado que o superávit não representa aquisição de disponibilidade (mesmo que de uma "não renda"), haja vista sua expressa afetação legal. Como dito, todo o superávit deve ser destinado para a formação de reservas. É o que determina o artigo 20 da Lei Complementar n°109 de 29 de maio de 2001, in verbis: (.) Ora, foi visto anteriormente que a aquisição de disponibilidade da renda (não que aqui se esteja admitindo que o superávit configure renda tributável) reclama efetiva possibilidade de dela livremente dispor. (.) Desta forma, não há como assemelhar superávit a lucro. Ante todo o exposto, e considerando: i)- que o imposto de renda e proventos de qualquer natureza, inclusive quando incidente na fonte, possui como fato gerador o lucro da pessoa jurídica apurado ao longo do exercício financeiro; ii) que a Recorrente não apura lucro, pois que a totalidade das receitas que aufere destinam-se ao futuro acréscimo patrimonial de seus participantes (os efetivos proprietários dos recursos); que o superávit apurado pela Recorrente não pode ser, em momento algum, equiparado com o lucro; resta inevitável a conclusão no sentido de que a Recorrente não se encontra sujeita ao recolhimento desta exação, seja qual for sua forma de incidência. Por conseguinte, imperioso a reforma da decisão ora recorrida com o conseqüente cancelamento do Auto de Infração em análise. 12 /4"" Processo no : 10680.720499/2005-30 Resolução no : 102-02.314 IV.3 -DA EQUIPARAÇÃO COM AS ENTIDADES ABERTAS. Quanto à equiparação das entidades fechadas às entidades abertas de previdência privada para fins de apuração do imposto de renda sobre o lucro real, aduz a Recorrida ser impossível este tipo de concessão, uma vez que a legislação não prevê esse procedimento. Ocorre, porém, que o pleito realizado pela ora Recorrente tem como fundamento de validade Princípios constitucionais que retratam os valores axiológicos da Constituição Federal de 1988, especialmente no que concerne ao tratamento igualitário das entidades de previdência complementar, seja aberta ou fechada. O raciocínio é simples: urna vez sujeita ao pagamento do Imposto de Renda e Proventos de Qualquer Natureza, cujo fato gerador, como visto, é o aumento patrimonial (lucro), está-se afirmando categoricamente que a Recorrente possui finalidades lucrativas, ardere lucro, exatamente como as entidades abertas de previdência complementar. Dada esta equiparação, como admitir-se que as entidades abertas tenham tributação privilegiada em relação às fechadas? Além disso, a uma regra isencional não pode acarretar maior tributação para o contribuinte, sob pena de ver desvirtuado seu objetivo, sua razão de existência, efetivamente. IV. 3.1 - Do Regime Geral De Tributação de Entidades Abertas de Previdência Complementar. Da isenção mais onerosa para o contribuinte. Até 31 de dezembro de 2001, as entidades abertas de previdência complementar estavam sujeitas ao imposto de renda pelo lucro real, podendo determinar o lucro com base em balanço anual no dia 31 de dezembro ou mediante levantamento de balanceies trimestrais, na forma da Lei n°9.430, de 1996. Vale salientar que estas entidades, com nítido escopo lucrativo, podiam deduzir, na declaração, o imposto de renda retido na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras. Nota-se, nesse ponto, a primeira diferenciacão feita pelo legislador tributário, porquanto não aplicável às entidades abertas de previdência complementar a tributação exclusiva e definitiva na fonte. Apenas com o advento da Medida Provisória n° 2.222, de 2001, ficou estipulado que a partir de 1° de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, ficaram sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas fisicas e às pessoas jurídicas não-financeiras, de maneira definitiva na fonte. Passaram, portanto, a partir de 2002, a ser tributadas na fase de acumulação, "igualando" às entidades fechadns. Antes, porém, repita-se, eram tributadas pelo lucro real e as antecipações tributárias oriundas do IR Fonte podiam ser levadas para ajuste, no final do exercício financeiro. (.) 13 Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 Outrossim, uma vez descritas as normas de tributação aplicáveis às entidades fechadas de previdência complementar e aquelas atinentes às entidades abertas de previdência complementar, salta aos olhos a violação à regra da igualdade. Registre-se totalmente inverídica a afirmação contida na decisão recorrida, no sentido de que a tributação das entidades fechadas seria mais benéfica que aquela aplicada ás abertas. Era mesmo de se esperar, considerando as diferenças essenciais existentes entre as entidades fechadas e as entidades abertas de previdência complementar, que as primeiras mereçam um tratamento mais benéfico da norma tributária, quando comparadas com o tratamento conferido pela norma tributária às entidades abertas. Não é o que ocorre. Aliás, ocorre o oposto. Justamente às entidades fechadas de previdência, que não fulcram lucro, pelo contrário, atuam em verdadeira parceria com o Estado, suprindo a milhares de pessoas os beneficios da previdência social, é imposta tributação mais gravou:. Observe-se, inicialmente, o regime geral de tributação imposto à entidade fechada e aquele aplicável à entidade aberta: de acordo com a legislação então vigente, são as entidades fechadas de previdência complementar isentas do imposto de renda, não se empregando, esta isenção, -ao imposto incidente definitiva e exclusivamente na fonte sobre os rendimentos ou ganhos de capital sobre aplicações financeiras de renda fixa ou renda variáveL (.) Conclui-se, pois, que a disposição legal que determina a tributação exclusiva e definitiva na fonte dos rendimentos de aplicação financeira das entidades fechadas de previdência complementar deve ser classificada como arbitrária e, por conseguinte, contrária ao Princípio da Igualdade, porquanto tributa de maneiras diferentes contribuintes iguais sob o aspecto fiscal. Outrossim, para sanar esta flagrante e pungente ofensa, outra saída não há senão permitir que a Recorrente faça seus recolhimentos de IR, até janeiro de 2002 da mesma forma que as entidades abertas de previdência complementar, ou seja, através da apuração do lucro reaL Corrobora a afirmação acima, o fato de que uma isenção não pode significar aumento de carga tributária, sob pena de prejudicar complemente sua aplicação. A isenção, beneficio fiscal que também possui assento na Constituição Federal de 1988, deve sempre trazer um beneficio para o contribuinte. Significa a dispensa do pagamento de determinado tributo, para que a carga tributária por ele suportada seja suavizada. Por outro lado, se a isenção, como no caso presente, representa uma tributação mais alta, encontra-se desvirtuada, divorciada de seu próprio objetivo, devendo ser imediatamente afastada do ordenamento jurídico pátrio. Neste sentido, como visto, deve ser permitido à Recorrente que faça o recolhimento de todo o IR (relativo a todo o período de apuração) com base no seu lucro, quando então as antecipações do imposto poderão ser levadas a ajuste, no final do exercício financeiro. 14 Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 DO RET - REGIME ESPECIAL DE TRIBUTAÇÃO. DA BOA FÉ DA RECORRENTE. DO VICIO DE CONSENTIMENTO. Neste mesmo sentido, alega ainda que o prazo para a ora Recorrente aderir ao Regime Especial de Tributação - REI', nos termos da MP 2.222/01, expirou e, portanto, não pode mais calcular o crédito tributário relativo ao período compreendido entre 2002 a 2004 de acordo com aquele regime especial. A Recorrente, julgando-se encampada pela decisão judicial que repercutia sua imunidade, optou por não aderir ao RET. Manifestou sua vontade, na qual radica o ato jurídico de optar por uma forma de tributação, diferente daquela esculpida no regime especiaL Conforme determina a legislação aplicável, a validade dos atos jurídicos, tal qual o agora analisado, resta prejudicada quando nele verificado um vício. Ato jurídico é todo ato lícito, que tenha por ,fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar ou extinguir direitos (Código Civil). A característica primordial do ato jurídico é ser um ato de vontade, a segunda característica do referido ato é ser lícito, fundado no direito. A vontade é base e fundamento do ato, sua razão de ser, a alma do negócio jurídico. Ademais, é necessário que esse elemento, além de ter existido, haja funcionado normalmente. Só então o ato produz efeitos jurídicos objetivados pelas partes. Porém, pode acontecer que a vontade não tenha existido, isto é, o interessado realmente quis praticar o ato questionado, mas sua vontade estava contaminada por algum dos vícios do consentimento: erro ou ignorância, dolo e coação ou violência. Erro é uma noção inexata, não verdadeira, sobre alguma coisa, objeto ou pessoa, que influencia a formação da vontade. E a manifestação de vontade que se forma sob pressupostos falsos. Segundo Riccardo Fubini (Humanism & Secularization-CL) o "erro é o estado da mente que, por defeito do conhecimento do verdadeiro estado das coisas, impede uma real manifestação da vontade". No caso vertente, a Recorrente fundou-se em erro de fato para tomar a decisão de não aderir ao RET, porquanto possuía, é época, uma decisão judicial transitada em julgado que lhe distinguia tal característica. Segundo Washington de Barros, "Erro de fato é aquele que recai sobre a circunstância de fato, por exemplo, sobre as qualidades da pessoa, ou da coisa. Erro de direito é aquele que diz respeito à existência de norma jurídica, supondo-se, por exemplo, que está em vigor quando, em verdade, foi revogaria". (MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. Voll . 34a ed. São Paulo: Saraiva, 1996.) Por outro lado, Para viciar o ato e torná-lo nulo, o erro de ser, ainda, escusável e real. Deve ser escusável, no sentido de ter um razão plausível, ou ser de tal monta que qualquer pessoa inteligente e de atenção ordinária seja capaz de cometê-lo. E real, na medida que lhe acarreta prejuízos de toda ordem. No caso vertente, sobejam razões que demonstram a razoabilidade, a plausibilidade do erro de fato cometido pela Recorrente, conquanto julgava-se encampada por decisão judicial que, equiparando-a às entidades assistenciais, garantia-lhe a imunidade constitucional. 15 Processo n° 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 É certo que a validade jurídica desta decisão encerra demasiados entraves jurídicos. E é mais certo ainda, que a Secretaria da Receita Federal a desconsidera, haja vista a própria existência do lançamento ora combatido. Não é menos verdade, porém, que o entendimento da Recorrente não deriva de devaneio ou absurdo - repita-se, esta possui uma decisão judicial proferida por juiz competente, conquanto investido de jurisdição, transitada em julgado (coisa julgada) que lhe garante a imunidade constitucional! Ou seja, este entendimento acerca da imunidade não fora "tirado da cartola" pela Recorrente. Por outro lado, os prejuízos causados pelo ato jurídico ora impugnado, segundo o qual a Recorrente resguardou seu direito de não aderir ao RET dispensa maiores comentários, ex vi o próprio valor do lançamento ora combatido. Portanto e em conclusão, o ato jurídico praticado pela Recorrente, através do qual resguardou seu direito de não aderir ao RET é nulo de pleno direito, porquanto fatalmente viciado por ter se fundado em inegável erro de fato. Outrossim, o princípio da igualdade analisado anteriormente determina também que seja oferecido à Recorrente a oportunidade de realizar os recolhimentos de seu imposto de renda dentro do Regime Especial de Tributação. Com efeito, se a todas as entidades de previdência complementar fora deferido o direito de realizar os recolhimentos de uma forma mais benéfica, à Recorrente deve também sem dispensada esta oportunidade. Corrobora este fato, a boa-fé com que a Recorrente pautou sua conduta durante todo o tempo no qual entendia estar acobertada pela coisa julgada que lhe garantia a imunidade constitucional. Reitere-se que a Recorrente não deixava de recolher o tributo com o intuito de fugir flagrantemente de sua responsabilidade enquanto contribuinte. Mas sim, porque entendia (e ainda entende, a despeito de não estar sendo discutida a imunidade neste recurso) que era imune ao imposto de renda, como, de resto, aos demais impostos previstos na Constituição Federal. Comprova irrefutavelmente sua boa-fé, o fato de que todas as DIPJ's entregues pela Recorrente vinham preenchidas por "pessoa jurídica imune". Assim sendo, considerando que o princípio da igualdade determina, no âmbito do direito tributário, a observância à capacidade contributiva, à justiça social e, especialmente, à justiça tributária, considerando também, que às entidades abertas e fechadas de previdência complementar fora permitido à tributação por uma forma mais benéfica, ou seja, através do RET e considerando, por fim, a boa-fé da Recorrente, requer seja-lhe também concedida a oportunidade de realizar os recolhimentos de PIS, a partir de janeiro de 2002, de acordo com o Regime Especial de Tributação. Portanto e em conclusão, caso não seja permitido à Recorrente realizar os recolhimentos de seu imposto de renda através da apuração do lucro real para todo o período fiscalizado, requer possa fazê-lo do mesmo modo que as entidades abertas de previdência complementar, ou seja, apurando o lucro real até janeiro de 2002 e, a partir de então, através do RET - Regime Especial de Tributação. IV.3.2 - DO IMPOSTO DE RENDA DE ACORDO COMO RET. - 16 Processo n° : 10680.72049912005-30 Resolução n° : 102-02.314 Seguem abaixo as planilhas que demonstram o valor do IR calculado de acordo com o RET - Regime Especial de Tributação. Todos os rendimentos e ganhos líquidos foram inseridos nesta plani 1 ha de cálculo. Foi então aplicado sobre o montante a alíquota do imposto de renda (RET) de 20% e cujo resultado foi submetido ao limitador de 12% sobre as contribuições da Patrocinadora. Como resultado IR devido de R$ 5.923.404,68. Os valores devidos, ano a ano, encontram-se nas tabelas a seguir. (-) V- PEDID O Ante o exposto, confia a Recorrente que V. Sas. conhecerão e darão provimento ao presente recurso, para o fim de, reformando a decisão alvejada, julgar totalmente improcedente o lançamento em tela. (..)"(Grifos e caixa alta são do original). Os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento em 04/05/2006 (fl. 567), haja vista que a recorrente efetuou o arrolamento de bens, na forma da Instrução Normativa SRF 264 de 2002 (fl. 529-541), corroborado pela documentação de fls. 568-571. É o Relatório. • 17 Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 VOTO VENCIDO Conselheiro ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser admitido por esta Câmara. Trata-se de exigência do IR-Fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras da recorrente, acrescido de multa de oficio de 75% e juros de mora à taxa SELIC, na forma da legislação em vigor. Passo a discorrer sobre as questões que importam ao julgamento deste litígio: 1) DA APURAÇÃO, CONSTITUIÇÃO E FORMALIZACÃO DA EXIGÊNCIA CONSUBSTANCIADA NO PRESENTE PROCESSO. DO PEDIDO DE ADESÃO RETROATIVA AO RET. Na peça recursal não foram suscitadas preliminares; de igual forma, compulsando os autos, este Relator não se deparou com falhas ou vícios processuais. Tal qual registrado na decisão recorrida, em seu recurso, a contribuinte "não contesta os fatos narrados pela autuante. Ao contrário, chega até admitir que a autuada não efetuou o recolhimento do IRRF lançado, embora alegue que não o fez de boa-fé, porque se julgava não sujeita a sua incidência. Tampouco argúi erro nos cálculos dos montantes lançados. (.) Suas objeções resumem-se aos aspectos jurídicos do lançamento, (..) Com efeito, a impugnante não nega que a legislação em vigor na época dos fatos determinava a incidência do IRRF sobre os rendimentos auferidos por entidades isentas por meio de aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável. (.) Em verdade, sua a argumentação constrói-se atacando a própria legislação tributária, particularmente o disposto na Lei n` 8.981, de 1995, com a redação dada pela Lei n°9.065, de 1995, nestes termos: 'Art. 76. O imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável, ou pago sobre os ganhos líquidos mensais, será: 1 - deduzido do apurado no encerramento do período ou na data da extinção, no caso de pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro real; II - definitivo, no caso de pessoa jurídica não submetida ao rezime de tributacii o com base no lucro real, inclusive isenta, e de pessoa fisica. — (grifei) Ao apreciar o pedido de adesão retroativa ao RET, o ilustre julgador Paulo Roberto de Sousa, relator do acórdão recorrido, asseverou (verbis): em que pese novamente à invocação do principio da igualdade feita pela impugnante, cumpre indeferir o pedido de que se permita à autuada calcular o crédito tributário relativo aos anos-calendário de 2002 a 2004 nos termos do regime especial instituído pela Medida Provisória n° 2.222 de 2001. A Lei n° 11.053, de 29 de dezembro de 2004 (que está produzindo efeitos desde 1° de janeiro de 2005), viria a 18 at/' , , Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 revogar a Medida Provisória n° 2.122, de 2001, mas enquanto esta esteve em vigor, adotar ou não o regime por ela instituído constituía opção de cada EFPC. Contudo, para se considerar válida, a opção devia ser manifestada dentro do prazo fixado pela própria Medida Provisória n°2.222. de 2001, nestes termos, textualmente: 'Art. 3°A opção pelo regime referido no art. 2° deverá ser efetivada até o último dia útil do mês de novembro de cada ano, produzindo efeitos para todo o ano- calendário subseqüente. § 1° A entidade fechada de previdência complementar e o &IP! poderão optar pelo regime referido no art. 2° até o último dia útil do mês de dezembro de 2001, produzindo efeitos para o período de 1° de setembro a 31 de dezembro de 2001. § 2° Na hipótese do § I, o período de apuração do imposto referido no art. 2° será o quadrimestre. § 3° A opção de que trata este artigo será formalizada segundo as normas estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda.' Disciplinando o disposto no artigo transcrito acima, a Instrução Normativa SRF n`126, de 25.01.2002, estabelece que: 'Art. 4° A opção pelo regime referido no art. 2° deverá ser efetivada até o último dia útil do mês de novembro de cada ano, produzindo efeitos para todo o ano- calendário subseqüente. § I° A opção por entidade aberta ou fechada de previdência complementar, sociedade seguradora ou administrador do Fapi, instituídos a partir de 1 o de janeiro de 2002, quando efetivada no próprio ano-calendário de sua instituição, produzirá efeitos a partir do trimestre-calendário da opção até 31 de dezembro do referido ano-calendário. § 2° O disposto no parágrafo anterior aplica-se, inclusive, às hipóteses de instituições resultantes de cisão, total ou parcial, incorporação e fusão. § 3° A opção de que trata este artigo será formalizada perante a Secretaria da Receita Federal (SRF), por meio de Termo de Opção, conforme modelo constante do Anexo I desta Instrução Normativa. § 4° O Termo de que trata o parágrafo anterior será elaborado em duas vias, ficando a segunda via como recibo do interessado, e entregue à: • 1- Delegacia Especial de Instituições Financeiras, no caso de entidade sediada nos estados de São de Paulo, do Rio de Janeiro ou do Espírito Santo; II - Delegacia da Receita Federal que jurisdiciona o estabelecimento sede da entidade, nos demais casos. § 5° Os prazos de opção a que se referem o caput e o § 10 do art. 3o da Medida Provisória no 2.222, de 2001, ficam prorrogados, relativamente ao último quadrimestre de 2001 e ao ano-calendário de 2002, para o último dia útil do mês de janeiro de 2002, produzindo efeitos, na hipótese do: 1— caput, para todo o ano calendário de 2002; II- § lo, para o período de 1 o de setembro de 2001 a 31 de dezembro de 2002, observado o disposto no § 2o daquele artigo. 19 • Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 § 6° O Termo de Opção protocolizado no mês de janeiro de 2002 e antes da prorrogação do prazo previsto no artigo anterior será válido para o ano-calendário de 2003.' De acordo com a legislação supra, a opção pelo regime especial devia ser formalizada até o último dia de novembro de cada ano, para produzir efeitos para todo o ano subseqüente. Quanto ao ano-calendário de 2002, excepcionalmente o prazo foi prorrogado para até o último dia útil de janeiro de 2002. Em resposta a intimação da fiscalização, datada de 10 de março de 2005 e juntada a folhas 278 a 280, a autuada informa que não fez nenhuma opção. Também evidencia que a opção não foi exercida a própria a postulação da impugnante para que lhe seja agora aplicado o regime especiaL Todavia, uma vez que os prazos eram definitivos e não foram prorrogados posteriormente, a intenção tardiamente manifestada na impugnação é ineficaz. E nenhum efeito lhe pode ser reconhecido por esta instância administrativa. Não é capaz de mudar a apreciação do pedido da impugnante a alegação de que a autuada, apesar de não ter realizado a opção tempestiva pelo regime especial e de não ter efetuado os recolhimentos tributários correspondentes, procedeu de boa-fé, por que entendia estar amparada por decisão judicial transitada em julgado que lhe conferia imunidade. (..)" Quanto ao mérito, especificamente, assim como fizeram na impugnação, os doutos representantes da Previminas desenvolvem na peça recursal uma série de argumentos na defesa da incompatibilidade desse dispositivo (Art. 76 da Lei 9.065/1995) com o CTN e Constituição Federal. Ocorre que as normas legais que embasam o lançamento, e também a decisão recorrida, no que tange ao indeferimento de adesão ao RET, estavam à época dos fatos geradores, ou estão, em pleno vigor no ordenamento jurídico Brasileiro. Portanto, não cabe a este Colegiado apreciar alegações quanto a legalidade ou constitucionalidade das mesmas, nos termos da Súmula n°2 do Primeiro Conselho de Contribuintes, que dispõe: "O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária." Em face da correção e legalidade dos demonstrativos, apurações, termos e atos dos presentes atos, concluo, que sobre esses aspectos, o lançamento de oficio é irretocável. Também não merecem reparos os fundamentos da decisão recorrida quanto a impossibilidade de autorizar a adesão retroativa da recorrente ao RET, acima transcritos, os quais peço vênia para adotar neste voto como razões de decidir. 2) DAS AÇÕES JUDICIAIS CONCOMITANTES COM O MESMO OBJETO Consoante asseverado no Termo de Verificação Fiscal, fls. 88-100, a Previminas é parte em ações judiciais que visam desobrigar as entidades de fechadas de previdência privada do IR-Fonte (verbis): "(.) 4B) Mandado de Segurança Coletivo, processo n° 1998.34.00.002542-4, impetrado pela ABRAPP - Associação Brasileira das Entidades de Previdência Privada, tendo objetivo de exonerar as suas associadas (entidades fechadas de previdência privada) da exigência do imposto de renda na fonte sobre os resultados de 20 . . Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 aplicações financeiras por elas realizadas e a realizar, prevista na Lei n° 9.532/97 e na Instrução Normativa SRE n° 96/97. A Previminas atendendo o solicitado no Termo de Intimação n° 03 (..), apresentou à fiscalização as peças processuais que compõem o mencionado Mandado de Segurança Coletivo, anexas às fls. 123 às 386 do Anexo I. Da forma alto resumida, tais documentos e os extratos obtidos em consulta processual no site do Tribunal Regional Federal 1 a Região, mostram que o processo teve sentença desfavorável ao pleito da impetrante. A ABRAPP, em 13/11/1998 ingressou com apelação, processo de Apelação em Mandado de Segurança n° 1999.01.00.019346-6. Ainda não houve decisão por acórdão para este AMS que continua tramitando no TRF e encontrando-se concluso ao relator. aguardando julgamento. (.) - Após a decisão no processo de Mandado de Segurança Coletivo, a ABRAPP interpôs o AG- Agravo de Instrumento, processo n° 1998.01.00.090224-2 . Conforme extrato defls. 70 às 72 do Aenxo I, este processo teve em: (..) No Superior Tribunal de Justiça o Recurso Especial da Fazenda Nacional obteve o n° RESP 332654-DF. O Recurso foi julgado em 21/09/2004 resultando no Acórdão: "A TURMA POR UNANIMIDADE, CONHECEU DO RECURSO E LHE DEU PROVIMENTO NOS TERMOS DO VOTO DO SR MINISTRO-RELATOR" Nos dizeres do voto do Exmo. Sr. Ministro Relator, são rememorados os principais acontecimentos processuais que culminaram na interposição do recurso especial em epígrafe: 1°) A ABRAPP , ora recorrida, impetrou mandado de segurança coletivo, visando o reconhecimento de imunidade tributária de suas associadas, em face do disposto no art. 150, inciso VI, letra "c", da Carta Magna. 2°) Não obstante tenha sido a liminar concedida, o pedido foi julgado improcedente pelo MM Juiz de primeiro grau em sentença denegatória de segurança. 3°) A entidade impetrante interpôs apelação, sendo recebida pelo egrégio Tribunal de origem em duplo efeito, devolutivo e suspensivo, que deu provimento ao recurso. 4°) Alega a recorrente (Fazenda Nacional) no recurso especial, que restou violado o artigo 12 da Lei n. 1.533/51, uma vez que, ao contrário do decidido pelo Tribunal de origem, o recurso de apelação, em mandado de segurança, tem sempre efeito devolutivo. Ele conclui, que filiando-se à jurisprudência majoritária da Corte Superior de Justiça, vota dando provimento ao recurso especial (.) Estão anexas às fls. 73 às 90 do Anexo I, cópias das peças do Recurso • Especial n° 332654 / DF, tratado acima, e o extrato de sua movimentação, todos obtidos, via internei, no site do STF. Os documentos de fls. 199 às 207 do Anexo I, contêm cópia dos Embargos de Declaração com efeitos modificativos, opostos ao acórdão acima descrito, pela ABRAPP. CONSIDERAÇÕES FEITAS POR ESTA FISCALIZAÇÃO: A ação judicial de mandado de segurança coletivo, processo de origem, n° 1998.34.00.002542-4, teve sentença julgando improcedente o pleito da impetrante. O 21 (à" Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 Agravo de Instrumento interposto por ela requerendo o efeito suspensivo da sentença com o Jim de obter o restabelecimento da liminar que lhe era favorável, resultou ineficaz em razão do acórdão proferido para o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Nesta fase processual não há previsão de interposição de outros recursos que prolonguem o andamento da discussão judiciaL No Código e Processo Civil, Lei n° 5.869 de 11/01/1973, não há dispositivo que confira caráter suspensivo aos Embargos de Declaração. Conclui-se assim que, não obstante a ABRAPP ter ingressado com Embargos de Declaração no processo de Recurso Especial n° 332654 / DF, com o acórdão proferido, acima mencionado, a posição atual do presente questionamento judicial, quanto a seus efeitos, é a sentença denegatória da segurança proferida no processo MS Coletivo n° 1998.34.00.002542-4, também porque, não há que se falar em efeito suspensivo para a apelação em mandado de segurança, cuja sentença é denegatória da segurança. Observa-se também entre os documentos referentes a esta ação judicial, que muitas das entidades fechadas de previdência privada, entraram com pedido para serem dela excluídas. Na prática, significa que tais entidades, fizeram opção pelo RET e pagaram o imposto de renda na fonte sobre rendimentos de aplicação financeira ao qual estavam sujeitos, em período anterior à vigência da Medida Provisória n° 2.222/2001. 4C) Mandado de Segurança Coletivo, processo n° 2001.38.00.042867-7, impetrado pela ABRAPP - Associação Brasileira das Entidades de Previdência Privada, tendo como pleito, que a autoridade coatora se abstenha de exigir o 1RRF e a CSLL de suas filiadas e que fosse autorizado as mesmas a aderirem à anistia introduzida pelo art. 5° da Medida Provisória n° 2.222/2001, sem desistência das ações sobre que versam os tributos. Em 14/01/2001, a liminar foi parcialmente deferida no sentido de determinar ao Delegado da Receita Federal em Belo Horizonte que se abstenha de exigir das filiadas da ABRAPP, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), relativamente a fatos geradores anteriores a 1° de janeiro de 2002. Para os demais pedidos, concluiu o julgador que falta razão à impetrante quando requer que não seja retido na fonte o imposto de renda sobre aplicações financeiras, porque a retenção do imposto de renda na fonte pode constituir ofensa ao conceito constitucional de lucro, mas não afeta o da renda, e, por fim, que as condições da anistia não podem ser alteradas pelo Poder Judiciário, sob pena de indevida intromissão em matéria que não lhe é pertinente e que caberia a impetrante optar pela manutenção das ações judiciais em curso ou aderir à anistia introduzida pela Medida Provisória n° 2.222/2001, sendo impossível a convivência simbiótica entre a anistia e ações em curso, diante das condições impostas por aquela Cópia da decisão anexa às fls. 91 às 97 do Anexo I. (.) 5- Além das ações judiciais informadas pela empresa, ela ainda foi autora das ações que versam sobre o Imposto de Renda na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras: 5A) Mandado de Segurança, processo n°96.0000737-3 impetrado pela Previcatra, contra as exigências da Instrução Normativa SRF n° 43/95 , de retenção na fonte do imposto de renda sobre os rendimentos e ganhos líquidos por ela percebidos em operações de renda fixa e variável, alegando ser beneficiária da imunidade tributária esculpida no art. 150, rq. "c" da Constituição Federal de 1988. Foi concedida a segurança em 28/05/96. 22 . . Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 Na apelação da Fazenda Nacional, AMS, processo n° 96.01.40192-6/DF, conforme documentos anexos às fls. 98 às 107 do Anexo I, foi dado, por unanimidade, provimento à apelação e à remessa, para indeferir a segurança, com a ementa: (.) O Acórdão acima transcrito, transitou em julgado, conforme extrato obtido na consulta processual anexa àsfls. 110 às 112 do Anexo!. 5B) Mandado de Segurança, processo n° 2003.38.00.057499-7 impetrado pela Previminas, requerendo que lhe reconheça o direito de gozar da imunidade prevista no art 150, 11, "c" da Constituição Federal de 1988, já determinada por decisão judicial transitada em julgado, amparada Constituição Federal anterior, e que não lhe seja exigido o Imposto de Renda na Fonte sobre os rendimentos financeiros, nos termos da Medida Provisória n° 2.222/2001. Motivado pelo entendimento predominante no Supremo Tribunal Federal no sentido da prevalência da norma constitucional superveniente em face do direito adquirido, foi indeferido o pedido de liminar, em 28/10/2003 (doc. fls. 113 às 116 do Anexo 1) e, em 04/03/1004, no mérito, o pedido foi julgado improcedente e denegada a segurança. A Apelação em Mandado de Segurança que continua com o mesmo número do processo original, encontra-se atualmente conclusa ao relator, aguardando julgamento, no Tribunal Regional Federal la Região, conforme extratos de consulta processual anexos às fls. 117 às 120 do Anexo 1" (GRIFEI). A Súmula n° 1 do Primeiro Conselho de Contribuintes estabelece que: "Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial." Peço vênia, também, para transcrever e adotar dos fundamentos da decisão recorrida nessa parte, (verbis): "(.) convém ressalvar que o Ato Declaratório COSIT n° 3, de 14 de fevereiro de 1996, dispõe textualmente que: 'a) a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial - por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente á autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto; b) conseqüentemente, quando diferentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que se relaciona à matéria diferenciada (p.a, aspectos formais do lançamento, base de cálculo etc.); c) no caso da letra "a', a autoridade dirigente do órgão onde se encontra o processo não conhecerá de eventual petição do contribuinte, proferindo decisão formal, declaratória da definitividade da exigência discutida ou da decisão recorrida, se for o caso, encaminhando o processo para a cobrança do débito, ressalvada a eventual aplicação do disposto no art. 149. do CTN; d) na hipótese da alínea anterior, não se verificando a ressalva ali contida, proceder-se-á a inscrição em dívida ativa, deixando-se de fazê-lo, para aguardar o pronunciamento judicial, somente quando demonstrada a ocorrência do disposto nos incisos II (depósito do montante integral do débito) ou IV (concessão de medida liminar em mandado de segurança), do art. 151., do CNT; 23 • , Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 e) é irrelevante, na espécie, que o processo tenha sido extinto, no Judiciário, sem julgamento do mérito (art.267 do CPC). ' Tendo em vista o disposto no ato normativo supra, a esta instância de julgamento não compete conhecer das questões suscitadas em impugnação que já tiverem sido ou estejam submetidas a apreciação judicial, não importa se antes ou depois da lavratura do auto de infração; em vez disso, cumpre-lhe declarar definitiva na esfera administrativa a parte do lançamento correspondente a essas matérias. É também oportuno deixar registrado que, embora venha de longa data a controvérsia acerca da tributação das EFPC, já não subsistem dúvidas significativas sobre a matéria desde 28 de novembro de 2001, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu uma decisão que se tornou paradigmática. O entendimento expresso nessa decisão viria a ser consolidado na Súmula n` 730, aprovada pelo STF em 26.11.2003 e cujo texto é o seguinte: 'A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA CONFERIDA A INSTITUIÇÕES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS PELO ART. 150, VI, "C', DA CONSTITUIÇÃO, SOMENTE ALCANÇA AS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL PRIVADA SE NÃO HOUVER CONTRIBUIÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS.' Ou seja, de acordo com a jurisprudência fixada pelo STF, instituições como a autuada, que recebem contribuições não só das empresas patrocinadoras mas também dos beneficiários de seus serviços, não são consideradas assistenciais e, por isso, não fazem jus à imunidade prevista no artigo 150, VI, da Constituição FederaL Acrescente- se que o artigo 202, § 3", da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional ri' 20, de 1998, exige que o beneficiário concorra paritariamente com o seu empregador, quando este for entidade estatal, na constituição dos fundos que lhe venham a custear a sua aposentadoria complementar. É o caso da autuada, cujas patrocinadoras são diversas entidades integrantes da administração direta ou indireta do Estado de Minas Gerais. Conseguintemente, embora a autuada pudesse ter procedido de boa-fé, era público e notório, antes mesmo de se ter iniciado a ação fiscal, que já não se sustentava a tese da imunidade das EFPC na hipótese em que sua patrocinadora fosse entidade estatal. Em suma, não podem ser aceitas nenhuma das postulações da impugnante para que se altere a forma de cálculo do crédito tributário lançado. Ante o exposto, voto porjulgar PROCEDENTE o lançamento para: I — MANTER INTEGRALMENTE o IRRF exigido, bem como a multa e os juros de mora correspondentes; fi - DECLARAR DEFINITIVAMENTE CONSTITUÍDO o crédito tributário quanto às questões suscitadas pela impugnante que estejam ou já foram submetidas à apreciação judicial nas ações em que a autuada figura como parte ou litisconsorte." A recorrente ingressou com Mandado de Segurança Individual, processo n° 2003.38.00.057499-7 (doc. fls. 113 às 116 do Anexo I), para que seja reconhecido o direito de gozar da imunidade prevista no art. 150. VI. "c" da Constituição Federal de 1988, e não lhe seja exigido o IRRF nos termos da MP n° 2.222/2001. Por seu turno, a ABRAPP - Associação Brasileira das Entidades de Previdência Privada, entidade da qual a recorrente é filiada, ingressou com o Mandado de Segurança Coletivo, processo n° 2001.38.00.042867-7, no qual requer a não exigência do IRRF e a 24 • . • Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 CSLL de suas filiadas e que fosse autorizado a adesão das mesmas à anistia introduzida pelo art. 5° da MP n° 2.22212001, sem desistência das ações sobre que versam os tributos. Patente está que tais ações judiciais possuem o mesmo objeto do lançamento guerreado, qual seja: a exigência do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os rendimentos da Previminas. Aliás, em seu MS individual, a recorrente pleiteia inclusive a não exigência do IR-Fonte na forma do RET. Portanto, encontram-se sob a tutela judicial as duas matérias objeto do presente litígio. Logo, uma decisão judicial definitiva, favorável à recorrente, implica no cancelamento do auto de infração, por outro lado, se a decisão for contrária, o lançamento deverá prevalecer. Diante do exposto, voto no sentido de indeferir o pleito da recorrente quanto ao pedido de adesão retroativa ao RET; e, no mérito não conhecer do recurso em face da interposição de ações judiciais com o mesmo objeto. Sala das Sessões— DF, em 18 de outubro de 2006. ANTONIO JOSE P GA DE SOUZA 25 • • • • Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 VOTO VENCEDOR Conselheiro MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Redator designado O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto n. 70.235 de 06 de março de 1972, tendo sido interposto por parte legítima e está devidamente ftindamentado. Assim, merece seguimento a inconformidade da contribuinte. Inicialmente, registro que consta fixada na capa do primeiro volume a observação de que "faltam 02 anexos (não vieram para o Conselho," mas tal circunstância, por si só, não impede a análise da matéria. Pelo que se depreende do item 4A, do termo de fiscalização (fl. 89), em 13 de dezembro de 1988, a contribuinte, em litisconsórcio ativo com outras autoras, ajuizou a ação de repetição de indébito e de inexistência de relação jurídico-tributária de n° 00.0005556-5, cuja decisão, com trânsito em julgado em 30/09/93, reconheceu que a recorrente gozava da imunidade tributária de que cogitava o artigo 19, III, c, da Constituição de 1967, preenchendo as exigências do artigo 14 do CTN. Em face da decisão acima referida ter como fundamento norma constitucional anterior, entendeu a fiscalização que a coisa julgada em favor da contribuinte não tem o condão de alcançar as relações jurídicas continuativas, após o advento da nova Constituição Federal de 1988 (fl. 90). Assim, a exigência do IRRF sobre rendimentos de aplicações financeiras, tendo fundamento em nova legislação, diversa daquela que foi base do questionamento judicial, não está alcançada pela coisa julgada material. Em 2003, isto é, antes do auto de infração de fls. 06 e seguintes, datado de 29/06/2005, a recorrente, segundo o termo de fiscalização (fl. 93), ingressou com o mandado de segurança de n° 2003.38.00.057499-7, requerendo que lhe reconheça o direito de gozar da imunidade prevista no art. 150, VI, "c", da Constituição Federal de 1988, já determinada por decisão judicial transitada em julgado, amparada na Constituição anterior. Em juízo de primeiro grau foi denegada a segurança, sendo que a apelação encontra-se conclusa ao relator, aguardando julgamento no Tribunal Regional Federal da l a. Região. É entendimento unânime junto a esta Egrégia Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes de que a opção judicial importa em renúncia às instâncias administrativas. Todavia, para que se aplique tal entendimento, é preciso que se tenha presente de que a matéria ou o direito objeto da ação judicial seja a mesma que está se discutindo na instância administrativa, o que não se verifica no caso dos autos, pois na impugnação de fls. 385 a 422 a recorrente não invoca a tese da imunidade. Em sendo a sentença do mandado de segurança recebida somente no efeito devolutivo, não havia óbice para que o lançamento fosse feito. Todavia, dadas as peculiaridades do caso concreto em que a parte pleiteia em juízo o reconhecimento de que a sentença proferida sob a égide da Constituição anterior, por tratar da mesma matéria de direito, continua produzindo efeitos para contemplar as relações jurídico-tributárias de natureza continuativa, consubstanciadas sob a nova Carta Constitucional, entendo que é o caso de converter o julgamento em diligência para aguardar o julgamento do mérito da ação de n° 26 • Processo n° : 10680.720499/2005-30 Resolução n° : 102-02.314 2003.38.00.057499-7, devendo a fiscalização realizar o efetivo acompanhamento e, quando da devolução dos autos a este Conselho, remeter os anexos que estão faltando. ISSO POSTO, voto no sentido de CONVERTER o julgamento em diligência, com retorno dos autos à 3 a• Turma da DRJ de Belo Horizonte/MG para que acompanhe o julgamento do mérito da ação de n° 2003.38.00.057499-7, devendo, quando da devolução dos autos a este Conselho, remeter os anexos que estão faltando. Sala das Sessões-DF, em 20 de outubro de 2006. MOISÉS GIACO ES DA SILVA 27 Page 1 _0054000.PDF Page 1 _0054100.PDF Page 1 _0054200.PDF Page 1 _0054300.PDF Page 1 _0054400.PDF Page 1 _0054500.PDF Page 1 _0054600.PDF Page 1 _0054700.PDF Page 1 _0054800.PDF Page 1 _0054900.PDF Page 1 _0055000.PDF Page 1 _0055100.PDF Page 1 _0055200.PDF Page 1 _0055300.PDF Page 1 _0055400.PDF Page 1 _0055500.PDF Page 1 _0055600.PDF Page 1 _0055700.PDF Page 1 _0055800.PDF Page 1 _0055900.PDF Page 1 _0056000.PDF Page 1 _0056100.PDF Page 1 _0056200.PDF Page 1 _0056300.PDF Page 1 _0056400.PDF Page 1 _0056500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13433.000374/2002-57
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002
AUTO DE INFRAÇÃO PRELIMINAR DE NULIDADE DESCABIMENTO
Só se pode cogitar de declaração de nulidade de auto de infração quando for, esse auto, lavrado por pessoa incompetente.
IMPUGNAÇÃO, PEDIDO DE DILIGÊNCIA OU PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE INDEFERIMENTO.Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia requerido.
ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula n° 2).
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Exercício: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002
TAXA DE JUROS SELIC.A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF n° 4).
Numero da decisão: 1803-000.522
Decisão: Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Sérgio Rodrigues Mendes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 AUTO DE INFRAÇÃO PRELIMINAR DE NULIDADE DESCABIMENTO Só se pode cogitar de declaração de nulidade de auto de infração quando for, esse auto, lavrado por pessoa incompetente. IMPUGNAÇÃO, PEDIDO DE DILIGÊNCIA OU PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE INDEFERIMENTO.Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia requerido. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula n° 2). ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 TAXA DE JUROS SELIC.A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF n° 4).
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 13433.000374/2002-57
anomes_publicacao_s : 201008
conteudo_id_s : 5275005
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 17 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1803-000.522
nome_arquivo_s : 180300522_172019_13433000374200257_0012.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : Sérgio Rodrigues Mendes
nome_arquivo_pdf_s : 13433000374200257_5275005.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
id : 4621473
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:04:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041755953168384
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T18:42:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T18:42:12Z; Last-Modified: 2010-11-18T18:42:12Z; dcterms:modified: 2010-11-18T18:42:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:ffae038f-22db-46b0-9806-30615aefbac0; Last-Save-Date: 2010-11-18T18:42:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T18:42:12Z; meta:save-date: 2010-11-18T18:42:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T18:42:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T18:42:12Z; created: 2010-11-18T18:42:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2010-11-18T18:42:12Z; pdf:charsPerPage: 1859; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T18:42:12Z | Conteúdo => 1)1 (.. , 1R1- MI FI :320 S1-TEG3 F1.316 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 1.3433,000374/2002-57 Recurso n" 172.019 Voluntário Acórdão n" 1803-00.522 — 3 n Turma Especial Sessão de 4 de agosto de 2010 Matéria CSLL - AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente INSTITUTO DE OFTAMOLOGIA MOSSORÓ LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 AUTO DE INFRAÇÃO PRELIMINAR DE NULIDADE DESCABIMENTO Só se pode cogitar de declaração de nulidade de auto de infração quando for, esse auto, lavrado por pessoa incompetente. IMPUGNAÇÃO, PEDIDO DE DILIGÊNCIA OU PERÍCIA. PRESONDIBIL1DADE. INDEFERIMENTO, Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia requerido. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula ri° 2). ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 TAXA DE JUROS SELIC. A partir de I" de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF n° 4). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos Tre integam o presente julgado. (11.A-w,;[;t:,er1 25/01'20101 .,(74 SET;e10 RODRIGUES MENDES O3.(1:.P2(110 por ,JELENE M AukiCt ()EU\ cligil.uhorole 26,1)W2C)10 por SERGIO 0ODRIG1JES MENDES [Emitido • i n '2.),,09/2e 10 pelo Ministérin 0a Fazenda 1)1' N11 11.1 321 Selene Ferreira de Moraes - Presidente Sérgio Rodrigues Mendes - Relator 3 U SEi Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Benedicto Celso Benício Júnior, Walter . Adolfo Maresch, Marcelo Fonseca Vicentini, Sérgio .Rodrigues Mendes e Luciano Inocêncio dos Santos. Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 259 a 264): Contra a interessada supra-identificada, Ibi lavrado o Auto de Infiação que se encontra nas fls. 04 a 11, para fbrinalizar exigência de Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, referente aos anos-calendário de 1997, 1998, 1999, 2000 e 2001, e dos acréscimos legais sobre ela incidentes, perfazendo um crédito tributário no total de R$ 19.8.57,72, assim discriminado (valores em RS).. [ Consta na fl. .5, que a autuação fái motivada pelos fatos assim descritos: 001 — DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO E PAGO — CSLL RECEITAS NÃO DECLARADAS (VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS): • valores apurados conforme demonstrativo e relatório de lis, 188 a 199; • os valores tributáveis arrolados foram atribuídos a fatos geradores ocorridos nos anos-calendário de 1997, 1998, 1999, 2000 e 2001; • como enquadramento legal, citam-se: art 77, inciso LEI, do Decreto-lei n.° 5,844, de 23 de setembro de 1943; art. 149 do Lei II° 5172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional — GIN); art. 2' da Lei n.° 7.689, de 15 de dezembro de 1988; art. 19 e 20 da Lei w° 9.249, [de] 26 de dezembro de 1995; art. 6' da Medida Provisória n.° 1.807, de 1999; art. 60 da Medida Provisória n.° 1858, de 1999 No "Relatório da Auditoria", fl 197 a 199, constam os esclarecimentos a seguir resumidos.. • o período fiscalizado vai do segundo trimestre de 1997 ao 2'..qP:gU040:11 .951: 1:qjÉig---?:QQ -41i:31JES (") poi SELERE FERREM» , DE [..1 DRALS Auk:: I SFER(;:i10 RO!)#),¡(;» ulE, EA' pol E MI SíIO 2 Fl. 322 SI-TE03 Fl. 317 1./i C A LF \,11 Processo IV 13433 000374/2002-57 Acórdão n " 1803-00,522 • a contribuinte apresentou o livro de Registro de Apuração de ISS, contendo a relação das notas fiscais emitidas no período fiscalizado; • para os anos de 1997 a 1999, foi apresentado o livro Razão; • para o ano de 2000, o contribuinte informou não possuir o livro Caixa (fl. 117), apresentando demonstrativo com as receitas auferidas; • para o período de janeiro de 2001 a fevereiro de 2002, foi apresentado livro Caixa, bem como a receita auferida por serviços prestados ao DETRAN, e os respectivos extratos bancários com os depósitos efetuados; • foram apresentados 5 talonários de notas fiscais, observando-se que: o não havia nenhuma via de 37 das notas fiscais; o 44 notas estavam canceladas; o 12 não foram preenchidas; o 157 foram emitidas, constando a 41 via, pouco legível; o a relação das notas está no demonstrativo de W 187; • o contribuinte não emite nota fiscal para todo serviço realizado: o a maior parte das receitas vem de convênios na área de saúde; o não são emitidas notas fiscais para os serviços realizados para o SUS e para a Sul América; o esse fato não permitiu que fosse utilizado o livro Registro de Apuração do ISS para a correta determinação da base de cálculo, que foi utilizado apenas de maneira auxiliar; • para o período de 05/1997 a 12/1999, as receitas foram apuradas da seguinte forma: o inicialmente, utilizou-se o livro Razão, separando-se as receitas em dois grupos, conforme fl, 188 e 189; o o primeiro grupo diz respeito aos serviços prestados ao SUS, por constituir a maior parte das receitas; o em relação a esse grupo, foram identificadas as retenções na fonte a título de COFINS, PIS, 1RPI e CSLI; o o segundo grupo é constituído das demais receitas escrituradas, nelas incluídas as recebidas por serviços prestados à Sul América, HAPVIDA, etc ; o em relação ao segundo grupo, foram identificadas as retenções na fonte do ERPI; p.P1 2C.HIL'3 , 20 I rI p p r 3FIRCII.11 Ii'+I-',i1j9j20-11) por SELEI .,:E FERREIRA DE rvl OFIAES Autc,:idicado i. 1 10 por F.`,Er. 0 Rr)DRIGUFS' {E i rdt¡do .N1) 2!...)rEj..)12r:1 () mio 1i trda Fozr,..11,in ,t1, vi iii:l Erniti.10 ;?!:) eJ SE.?:',G10 FT)[)E.";',1(31...iF::;SE?';GIC) FT)[)E.";',1(31...iF:=.; illtr.YEEjr-:/:,, DE 4 (ARE N . 11 El 323 o foram levantados, ainda, os valores existentes no livro Registro de Prestação de Serviços (coluna "LIVRO ISS"); o compararam-se, mês a mês, os valores extraídos dos dois livros, verificando-se, para cada nota fiscal escriturada no livro de apuração do ISS, se foi devidamente contabilizada no Razão (coluna EXCL IS S); • o as receitas das notas não contabilizadas no Razão, listadas na coluna "RESUL ISS", foram adicionadas às receitas nele escrituradas, chegando-se à receita de serviços utilizada mensalmente (coluna RECEITA UTILIZADA); o para o ano de 1999, foram informadas receitas financeiras no livro Razão; o as cópias do livro Razão e das notas fiscais não contabilizadas mensalmente estão nas fls. 15 a 75; o várias notas escrituradas no livro de apuração do ISS não constam nos talonários existentes; o por exemplo, não foi apresentada nenhuma nota fiscal do ano de 1997; o as cópias do livro de apuração do 1SS constam nas folhas 76 a 116; • para o periodo de 01/2000 a 12/2000, as receitas foram apuradas da seguinte forma: o foram utilizadas, como receitas conhecidas, as informadas pelo contribuinte na planilha de fis 118 e 119, conforme demonstrativo de fis 190, tendo em vista que o contribuinte informou não possuir o livro Caixa; • para o período de 01/2001 a 02/2002, as receitas foram apuradas da seguinte forma: o foram utilizadas as receitas registradas no livro Caixa (fls. 120 a 143), conforme demonstrativo de fls. 191; o foram destacadas as receitas provenientes do contrato de prestação de serviços com o DETRAN ((ls. 144 a 150), conforme demonstrativos e extratos bancários ((Is 151 a 186); • pata a apuração da CSLL exigida, foram realizados os seguintes procedimentos de verificações obrigatórias, segundo demonstrativo de (is. 192 a 196: o somaram-se as receitas trimestralmente, aplicando-se o percentual de 12 % para apuração da base de cálculo; o calculou-se a CSLL, aplicando-se a aliquota de 8 % para o 2° trimestre de 1997 ao 1° trimestre de 1999; o para o r trimestre de 1999, foram aplicadas as aliquotas de 8%, 12% e 12%, sobre as receitas dos meses de abril, maio e .junho de 1999, respectivamente; DF CAIU MF 1 324 Processo n" 13433 000374/2002-57 S1-1103 Acórdão n." 1803-00,522 El 318 o para o 3 0 e o 4' trimestre de 1999, foi aplicada a aliquota de 12%; o para o I° trimestre de 2000, foram aplicadas as aliquotas de 12%, 9% e 9%, sobre as receitas dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2000, respectivamente; o para o 20 trimestre de 2000 ao 4' trimestre de 2001, aplicou-se a ali quota de 9%; o somaram-se os valores de CSLL retidos na fonte, de compensação de 1/3 da COFINS efetivamente paga e os recolhidos a titulo de CSLL (coluna "TOTAL"); • o foram considerados, na apuração do valor exigido, os débitos declarados na DIRPJ 1998, DIPJ 1999 e DCTF do primeiro trimestre de 1999 em diante; o da contribuição apurada, subtraiu-se o valor da coluna "TOTAL." ou o da coluna "DÉBITO DECLARADO", dos dois o maior.. ciência pessoal do lançamento se deu em 28/05/2002 (f, 1. 04). Em 27/06/2002, fbi apresentada a impugnação de/is 202 a 216. Nela são apresentados os argumentos a seguir resumidos.- • a multa é conliscatória o a multa contraria o inciso 117 do art. 150 da CF; o o STF, nos julgados invocados, afasta a multa confisca/ária, • o a multa não pode ser usada com o fim de arrecadação, como tributo disfarçado; o o atraso no pagamento de tributo não legitima a multa exacerbada de 7.5 % ou 150 %, quando a inflação gira em tomo de 12 %; o a sonegação, mesmo sendo um crime, não justifica expropriação de parcela do patrimônio, desproporcional à infração cometida, o a multa não pode ser maior do que o imposto ou a contribuição, pois não é o principal que acompanha o acessório, mas o contrário; • a SELIC é ilegal: o a SELIC tem caráter remuneratório, e não moratória, razão pela qual sua aplicação, como encargo da União, fere o § 1' do art. 161 do CTN e o § 3" do art. 192 da CF; o o impugnante não sabe se a SELIC foi usada como correção monetária, como juros de mora ou como juros renumeratórios, por SEI.Ei' . .1E DE rrigt:ririç;r1tr ... () por EíriiMer r.:r» 29j()9/2 1U 1,..firàst,:lir.) f,nzeivil Dl CARI' ME H 325 o a SEL1C não serve como atualização monetária, porque vem sendo superior ao INPC, à LIFIR, ao 1GPM e demais indexadores; o o Pretória Excelso, quando do exame cia constitucionalidacle da Lei n ° 8 177, de 1991, já havia consagrado o entendimento de que a 'TR não constitui índice que reflita a variação do poder aquisitivo da moeda, e o Mes111(1 raciocinio deve ser aplicado para a SELIC; o a SEL1C não pode ser usada como juros remuneratórios, como se o contribuinte tivesse tomado emprestado uma importância de uma instituição financeiro, o o §- 3" do art. 192 da CF, que tem eficácia plena e não precisa de regulamentação, limita os juros a 12 • na apuração do lucro presumido, a contribuinte tem o direito de usar o percentual de 8 %, e não de 32 %, porque ela presta serviço hospitalar, o no cartão do CNPJ, a atividade da impugnante é "atendimento hospitalar", o a cláusula 4" do Aditivo n° 02 do contrato social é assim redigida. A sociedade tem por objeto social a prestação de serviços relacionados com o atendimento médico hospitalar com internação. o o Alvará para Instalação e Funcionwnento, expedido pela Prefeitura Municipal de Mossoró, Diretoria de Vigilância à Saúde, indica, no item atividade comercial "Hospital de Oftalmologia",. o o fiscal verificou, ia loco, que há três leitos para internação o o hospital está em fase de ampliação, tendo, em seu pavimento superior, 11131 projeto para mais de 15 leitos; o houve diversas cirurgias no período fiscalizado, conforme cópias de documentos anexos, por amostragem, que indicam internação, pois não há, em lugar nenhum do mundo, cirurgia ambulatoriaL o depreende-se da doutrina mencionada pelo autuante - "Doutrina e Prática do Imposto sobre Serviços" - que a prestação de serviço hospitalar não implica, necessariamente, as fases diagnóstico, assistência e tratamento, bastando, para o uso da aliquota de 8 %, que haja internação; o com ou sem internação, enquadrando-se a entidade como empresa hospitalar, as etapas do atendimento (diagnóstico, assistência, tratamento e internação de pessoas), isolada ou conjuntamente, dão direito ao usufruto da aliquota reduzida de 8 o o entendimento defendido também é respaldado pela Portaria 11 0 30 BSB, do Ministério da Saúde de 11 de fevereiro de 1997, ror SEr.:GrO MENEVÉ.5 ::1r.);?j20 ii poSr.:IENE FERRE! ONAL.S Aute,nhecd ,, 10 por SEF:..tGiO Ernitido 2t,).'i.'f),20 1 L./ (P5 6 H. 32(5 S1-TE03 Fl. 319 DF CARI- N11 Processo o" 13433 000374/2002-57 Acórdão o " 1893-00.522 pelo Manual Brasileiro de Acredita ção Hospitalar, 2" Edição, 1999, citados pelo Fiscal em seu relatório; o o Parecer Normativo cST n° 36, de 1997, da Coordenação- Geral do Sistema de Tributação da Receita Federal também dá respaldo legal à linha de raciocínio defendida, pois a condição para dedução é que a despesa conste da conta hospitalar, mesmo que o tratamento seja an7bulatorial; • a falta de emissão de nota fiscal não invalida os controles probatórios, pois a fiscalização aceitou as receitas escrituradas e comprovadas pelos documentos de que se vale a empresa; • o arbitramento do lucro do ano-calendário de 2000 fbi motivado pela falta de apresentação do livro Caixa, e não pela falta de comprovação da origem da receita auferida; o o livro caixa não fbi apresentado porque, na época, não fbi encontrado; não foi encontrado, porque o contador era outro,- o como prova da existência do referido livro caixa, a impugnante iufbrnza, nesta oportunidade, que ele se encontra à disposição da fiscalização, na sede da empresa; • o motivo do arbitramento não fbi a falta de escrituração, mas, unicamente, de apresentação cio livro Caixa; o nos autos de infração de CSLL e COFINS, consta que foi tributada A DIFERENÇA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO CSLL COFINS, o que demonstra ter o agente do fisco entrado em contradição; o não é cabível o arbitramento, tendo em vista entendimento esposado em acórdãos do Conselho e do STF, transcritos; • não está explicado porque as bases de cálculo do PIS e COFINS estão diferentes; o se o cerne da tributação é a diferenças entre alíquotas de 8 % para 32 %, não se pode falar em tributações reflexas de CSLL, PIS e COFINS, pois os percentuais de bases de cálculo afetam tão somente o IRP,I; • foi ferido o princípio do devido processo legal, porque a autoridade administrativa não considerou o dever de trilhar-- a legalidade, observando as normas jurídico-processuais, que impedem a autuação arrimada em ilícito sem materialidade; Tendo em vistas as razões expostas, o impugnante requer.. • que o auto de infração seja declarado nulo; • que seja realizada diligência fiscal, com fidcro no inciso IV do art. 16 da Lei n° 8.718, de 1993, para que seja provado o alegado, documental e tecnicamente: ',E1IC...) RoDR[(UES IviE1)ES i:lM)9i2()1() fF SELEJ,JE FERRE fT:.:.";; DE kfl Cm,-.1AIES e.11.1 ;.",;.::IT (:)C1R.:Gt.IES j.,.iENOES 1 c) (j'à DU CARI: :1-11-- • $27 o a prova documental se relaciona com livro que deixou de ser verificado; o a diligência técnica se destina a constatar a estrutura tecnológica de que se caracteriza a entidade hospitalar da impugnante A decisão da instância a (firo foi assim ementada (fls. 258): Assunto. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO - CSLL Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 LUCRO PRESUMIDO. COEFICIENTE DE DETERMINAÇÃO DA BASE DE CALCULO DA CSLL. Nos anos-calendário da lide, para as pessoas jurídicas tributadas tanto pelo lucro presumido como pelo lucro arbitrado, a base de cálculo da CSLL era calculada da mesma forma, aplicando-se o percentual de 12 % sobre a receita bruta, independentemente da atividade MULTA DE OFICIO Nos casos de lançamento de oficio, havendo .falta de pagamento ou recolhimento, não caracterizado o evidente intuito de fraude, aplica-se a multa de 7,5 % sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição. JUROS DE MORA - SELIC Sobre os débitos de tributos com fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1997, incidem juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC Lançamento Procedente Cientificada da referida decisão em 29/05/2008 (AR. de fls.. 280), a tempo, em 30/06/2008 (segunda-feira), apresenta a interessada recurso de fls. 281 a 301, instruido com os documentos de fls. 302 a 313, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos e acrescentando mais os seguintes: a) que o indeferimento da juntada do livro Caixa referente ao ano-calendário de 2000 representa malferição do principio constitucional da ampla defesa; b) que há a necessidade de realização de perícia contábil; c) que o livro Caixa existe e quer a Recorrente apresentá-lo para fins de utilização no cálculo final do tributo devido, caso haja; d) que o arbitramento é medida extrema, só podendo ser aplicado quando não houver condição de, por qualquer meio, ser apurado o resultado da empresa; e eír) RODRIGUES ELENE FERE URA DE ORAES ern 2i:14,1:;PIO pur F:a2clikja 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria da Receita Federal DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO Contribuição Social Lucro Presumido Folivo± D1 C\] . 1 vIl7 1-1 3 Processo n" 13433 000374/2002-57 SI-TE03 Acórdão n " 1803-00,522 Fl 320 e) que é necessário que seja feito levantamento contábil dos valores referentes ao ativo e ao passivo da empresa, para fins de confrontamento com os valores alcançados pelo Fisco Federal Em mesa para .julgamento, Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. Preliminar de nulidade do auto de infração Argui a Recorrente, preliminarmente, a nulidade do auto de infração ao argumento de que teria sido ferido o princípio do devido processo legal, porque a autoridade administrativa não considerou o dever de trilhar a legalidade, observando as normas jurídico- processuais, que impedem a autuação arrimada em ilícito sem materialidade. Quanto à arguição de nulidade, cabe aduzir que a única hipótese prevista de nulidade dos atos processuais, entre os quais se incluem os autos de infração, está perfeitamente definida no inciso I do art. 59 do Decreto n a 70235, de 6 de março de 197.2 — Processo Administrativo Fiscal (PAF), e refere-se ao caso em que a lavratura tenha sido feita por pessoa incompetente, o que não veio a ocorrer na situação presente. Se, como sustenta a Recorrente a autuação está "arrimada em ilícito sem materialidade", deve, essa autuação, ser declarada improcedente, e não nula.. Rejeito a preliminar arguida de nulidade do auto de infração. Arbitramento do lucro Relativamente à CSLL, para o ano-calendário de 2000, procedeu-se à tributação pelo resultado presumido, e não pelo arbitrado (fls., 9): Conninuffire ...... OWJ 01.012.2 01/0001-11 RatÃo:knial flSTITUTO DE W-1' AIS 1.0 GI.A DE MOS 'SORO E / C Lr DA Ficam, pois, prejudicadas as alegações relativas a um suposto arbitramento do lucro para esse ano-calendário n 3d o i.Ji ..int.dft:1 ,2n1sr EIdO ROORCGUES M121Lsn; 2L.:::' ,39;2(13 por SELENE FERREIRA DE Kl RAES 2WOHI•20 ::.W7SRC11.() P,01...)R[GLIFS: Emitido f::rn 29., OW2U 10 ala Mirii;1•rio da F;)::.:,:md;:l 9 1)1 ( A P.1 NI1 1-1 32) Serviços hospitalares Quanto a essa parte do Recurso, transcrevem-se os seguintes excertos do acórdão recorrido (fls. 265 e 266), os quais se adotam como razões de decidir: [ inútil, para a determinação da CSLL, é a discussão sobre a desqualificação da atividade da contribuinte como prestadora de serviços hospitalares Isso porque o percentual de apuração da base de cálculo era, no período em questão, um só, para todas as atividades Somente com a nova redação do ar! 20 da Lei n.° 9 249, dada pela Lei 12' 10 684, de 2003, é que se fixou percentual distinto Confira-se; E O autuante apurou a base de cálculo da CSLL exigida, utilizando-se do percentual de 12 % para todos os penados, agindo de acordo com a legislação i-eferida Como visto, o cerne da tributação da CSLL, ao contrário do alegado na impugnação, não é a diferença entre as aliquotas- de 8 % para 32 %. Assim sendo, ficam prejudicadas as razões de impugnação concernentes à conceituação de serviços hospitalares, [ ] Pedido de diligência e perícia Requer a Recorrente que seja realizada diligência fiscal, com fulcro no inciso IV do art, 16 da Lei IV 8,748, de 1993, para que seja provado o alegado, documental e tecnicamente, sendo a prova documental o livro que deixou de ser verificado, e a técnica, a estrutura tecnológica de que se caracteriza a entidade hospitalar da impugnante Requer, ainda, a Recorrente que seja realizada perícia contábil, para o fim de ser feito levantamento contábil dos valores referentes ao ativo e ao passivo da empresa, para confluntamento com os valores alcançados pelo Fisco Federal. A diligência documental e a perícia contábil requeridas pela Recorrente encontram-se prejudicadas, em face de não ter havido arbitramento, no tocante à CSLL (Resultado presumido). .lá a diligência técnica pleiteada, revela-se desnecessária, por isso que, como já dito anteriormente, é irrelevante, no que concerne à CSLL no período autuado, a prestação ou não, por parte da Recorrente, de "serviços hospitalares". Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefiro, por prescindível, o pedido da interessada, nos termos do art, 18 do Decreto n2 70.235, de 6 de março de 1972 — Processo Administrativo Fiscal (PAF), com a redação dada pelo art. 1 2 da Lei n2 8.748, de 9 de dezembro de 1993. Alegações de inconstítucionalidade da multa de ofício aplicada No que se refere à alegada inconstitucionalidade da multa de ofício aplicada (supostamente confiscatória), incide na espécie a Súmula Carf o" 2, de seguinte teor: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Taxa de juros Selic iiIfli ftt tt L20 iO SERGIO RODECIGUES tv11:11{JE: 05 1 09 , 2010 SELENr.: HrITp EJrA r:tr.:: Atát.tratc,-titt.to it••••••••••••••rtiftt ittm 2i.itet -920 • 10 sERGio Roo p.i g NAFHD•S 10 Emiti1c} MN:,i'in (ia Fa".".xindr:. 10 CARI MI Processo n" 13433 000374/2002-57 Acórdão n " 180340,522 H. 330 S1-TE03 El 321 Com relação à suposta ilegalidade e inconstitucionalidade da adoção da taxa de juros Selic, defendida pela Recorrente, incidem na espécie as Súmulas CARI? n"s 2 e 4, de seguinte teor: Súmula CARF n" 2.. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária SÚltrlda CARF n" 4 A partir de I" de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa refèrencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para titulos.federais. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de REJEITAR a preliminar arguida de nulidade do auto de infração, INDEFERIR os pedidos de diligência documental e técnica e de perícia contábil, por prescindíveis ao deslinde do presente litígio, e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É Como voto. Sérgio Rodrigues Mendes :20Li1)01' SERGIC) F:C I DRIGUES ME.HDEG OWC I I:-:-.20'1 O por SELENEI FERREIRA DE OP. AES C:FV! 2 1.510 1 G pur srvpoç RODUI(TWE ErrInjdo Ii MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO QUARTA CÂMARA Processo n° : 13433000.374200257 Interessado : INSTITUTO DE OFTALMOLOGIA MOSSORO LTDA. TERMO DE JUNTADA 1; Seção/4" Câmara Declaro que juntei aos autos o Acórdão/Resolução rf 1803-00522, assinado digitalmente, às fls. ), por mim numeradas e rubricadas, e certifico que a cópia arquivada neste Conselho confere com o mesmo. Encaminhem-se os presentes autos à Delegacia da Receita Federal em para cientificar o interessado e demais providências cabíveis. Brasília, P/ Chefe da Secretaria
score : 1.0
Numero do processo: 10835.001588/2005-72
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2002
Ementa: Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Legalidade da exigência da multa por atraso na entrega.
Instituição da obrigação acessória com fundamento de validade no Decreto-lei 2.124, de 13 de junho de 1984, e no Decreto-lei 200, de 25 de fevereiro de 1967. Fatos não alcançados pelo artigo 25 do ADCT de 1988 porque consumados na ordem constitucional anterior. Penalidade instituída pelo próprio Decreto-lei 2.124, de 13 de junho de 1984.
Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Entrega espontânea e a destempo.
O instituto denúncia espontânea (CTN, art. 138) não alberga a prática de ato puramente formal do cumprimento extemporâneo de obrigação tributária acessória. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 303-35.019
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, afastar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Tarásio Campelo Borges
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200712
ementa_s : Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2002 Ementa: Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Legalidade da exigência da multa por atraso na entrega. Instituição da obrigação acessória com fundamento de validade no Decreto-lei 2.124, de 13 de junho de 1984, e no Decreto-lei 200, de 25 de fevereiro de 1967. Fatos não alcançados pelo artigo 25 do ADCT de 1988 porque consumados na ordem constitucional anterior. Penalidade instituída pelo próprio Decreto-lei 2.124, de 13 de junho de 1984. Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Entrega espontânea e a destempo. O instituto denúncia espontânea (CTN, art. 138) não alberga a prática de ato puramente formal do cumprimento extemporâneo de obrigação tributária acessória. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10835.001588/2005-72
anomes_publicacao_s : 200712
conteudo_id_s : 5520112
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 14 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 303-35.019
nome_arquivo_s : 30335019_10835001588200572_200712.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Tarásio Campelo Borges
nome_arquivo_pdf_s : 10835001588200572_5520112.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, afastar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
id : 4617936
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:03:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041756007694336
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-10T16:26:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-10T16:26:23Z; Last-Modified: 2013-10-10T16:26:23Z; dcterms:modified: 2013-10-10T16:26:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:4bdb8516-45ab-4efe-ada8-12b51ca3d3f8; Last-Save-Date: 2013-10-10T16:26:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-10T16:26:23Z; meta:save-date: 2013-10-10T16:26:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-10T16:26:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-10T16:26:23Z; created: 2013-10-10T16:26:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2013-10-10T16:26:23Z; pdf:charsPerPage: 1190; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-10T16:26:23Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA CC03/CO3 Fls. 72 Processo n° Recurso n° Matéria Acórdão n° Sessão de Recorrente Recorrida 10835.001588/2005-72 136.511 Voluntário DCTF 303-35.019 6 de dezembro de 2007 RICARE ADM. DE NEGÓCIOS SC LTDA DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2002 Ementa: Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Legalidade da exigência da multa por atraso na entrega. Instituição da obrigação acessória com fundamento de validade no Decreto-lei 2.124, de 13 de junho de 1984, e no Decreto-lei 200, de 25 de fevereiro de 1967. Fatos não alcançados pelo artigo 25 do ADCT de 1988 porque consumados na ordem constitucional anterior. Penalidade instituida pelo próprio Decreto-lei 2.124, de 13 de junho de 1984. Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Entrega espontânea e a destempo. O instituto denimcia espontânea (CTN, art. 138) não alberga a prática de ato puramente formal do cumprimento extemporâneo de obrigação tributária acessória. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n.° 10835.001588/2005-72 Acórdão n.° 303-35.019 CC03/CO3 Fls. 73 ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, afastar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. ANEUSE DAUDT PRIETO Presidente JRA T 166Çr' SIO C PELO BORGES Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Luis Marcelo Guerra de Castro, Nilton Luiz Bartoli e Zenaldo Loibman. S Processo n.° 10835.001588/2005-72 Acórdão n.° 303-35.019 CC03/CO3 Fls. 74 Relatório Cuida-se de recurso voluntário contra acórdão unânime da Terceira Turma da DRJ Ribeirão Preto (SP) que julgou procedente a exigência das multas infligidas no auto de infração de folha 22, motivadas por entrega de DCTF espontaneamente e a destempo, no valor mínimo de R$ 200,00 por infração. Segundo a denúncia fiscal, somente no dia 11 de fevereiro de 2004 foram entregues as declarações relativas aos três primeiros trimestres de 2002. Regularmente intimada do lançamento, a interessada instaurou o contraditório com as razões de folhas 1 a 20, assim sintetizadas no relatório do acórdão recorrido: • Deve ser declarada a insubsistência do lançamento, tendo em vista manifesta falta de liquidez e de embasamento legal. • Cerceamento do direito de defesa e ausência dos pressupostos de validade do ato administrativo. Em nenhum momento o Fisco possibilitou ao contribuinte a demonstração ulterior de eventuais provas. • Não houve o embasamento adequado das infrações e sua correlação com a penalidade aplicada, o que impede o exercício do direito constitucional da ampla defesa. • Inconstitucionalidade e ilegalidade da multa aplicada. • A aplicação da multa, no caso, constitui ofensa ao art. 138 do CT1V, pois segundo esse dispositivo, a denúncia espontânea exclui a responsabilidade. • Tendo apresentado a DCTF sem que houvesse qualquer manifestação ou notificação da autoridade administrativa com relação à infração apontada no auto, não cabe a exigência da multa. • 0 valor da multa imposta revela-se sobremaneira confiscatória e necessita estar rigorosamente prevista em lei, para atender ao principio constitucional da legalidade. • Requer deferimento de produção de prova pericial. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados na ementa que transcrevo: Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2002 Ementa:DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTA RIOS FEDERAIS. APRESENTAÇÃO EXTEMPORÂNEA. Processo n.° 10835.001588/2005-72 Acórdão n.° 303-35.019 CC03/CO3 Fls. 75 0 cumprimento intempestivo da obrigação de apresentar DCTF sujeita a contribuinte ao pagamento de multa prevista na legislação tributciria. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2002 Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A apresentação da DCTF após decorrido o prazo para cumprimento dessa obrigação acessória não configura denúncia espontânea, ainda que a entrega da declaração se efetue antes do inicio de ação fiscal. INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA CONFISCA TÓRIA. A autoridade administrativa não possui competência para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis, atribuição reservada constitucionalmente ao Poder Judiciário. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2002 Ementa: NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. Somente são considerados nulos os atos e termos lavrados por pessoa incompetente, bem como os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Lançamento Procedente. Ciente do inteiro teor do acórdão originário da DRJ Ribeirao Preto (SP), recurso voluntário foi interposto as folhas 49 a 68. Nessa petição, as razões iniciais são reiteradas, noutras palavras, no que respeita: (1) à alegada ausência de tipificação legal no auto de infração; (2) à inconstitucionalidade e à ilegalidade da multa exigida; e (3) à denúncia espontânea da infração. A autoridade competente deu por encerrado o preparo do processo e encaminhou para a segunda instância administrativa os autos posteriormente distribuídos a este conselheiro e submetidos a julgamento em único volume, ora processado com 71 folhas. Na última delas consta o registro da distribuição mediante sorteio. o Relatório. I Despacho acostado A folha 70 determina o encaminhamento dos autos para o Primeiro Conselho de Contribuintes que promoveu o encaminhamento para este Terceiro Conselho de Contribuintes. Processo n.° 10835.001588/2005-72 AcOrdão n.° 303-35.019 CC03/CO3 Fls. 76 Voto Conselheiro TARÁSIO CAMPELO BORGES, Relator Conheço o recurso voluntário interposto às folhas 49 a 68, porque tempestivo e atendidos os demais pressupostos processuais. Preliminannente, a recorrente alega ausência de tipificação legal no auto de infração, mas fundamenta seu arrazoado em falso pressuposto: pretensão punitiva da autoridade fiscal amparada no artigo 88 da Lei 8.981, de 1995. Rejeito, por conseguinte, a preliminar de nulidade do ato administrativo do lançamento, porquanto a Lei 8.981, de 1995, é estranha ao rol de normas jurídicas indicadas na fundamentação da exação (quadro 5 da folha 22). No mérito, versa a lide, conforme relatado, acerca da exigência da multa por entrega de DCTF espontaneamente e a destempo, no valor mínimo de R$ 200,00 por infração. Relativamente à legalidade da exigência, entendo que o artigo 5 0, caput e § 3 0, do Decreto-lei 2.124, de 13 de junho de 1984, outorgava ao Ministro da Fazenda a competência para "instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federar 2 e impunha aos inadimplentes a "multa de que tratam os parágrafos 2°, 3° e 4°, [sic] do art. 11, [sic] do Decreto-Lei n° 1.968, de 23 de novembro de 1982, com a redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n° 2.065, de 26 de outubro de 1983". A penalidade, portanto, foi instituída por norma com força de lei: o próprio Decreto-lei 2.124, de 1984. Também nenhuma anomalia vislumbro no fundamento de validade da Portaria MF 118, de 28 de junho de 1984, porque desnecessária a expressa outorga de competência para a delegação. 0 fundamento de validade da portaria ministerial é o Decreto-lei 200, de 25 de fevereiro de 1967, que elege a delegação de competência como um dos princípios fundamentais e instrumento de descentralização das atividades da administração pública federa1 3 . A delegação de competência é regra, vedada apenas quando assim expressamente a norma determinar. Finalmente, entendo não alcançada pelo artigo 25 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias de 1988 a delegação outorgada pelo artigo 5° do Decreto-lei 2.124, de 1984, visto que exercida na ordem constitucional anterior. Quanto à exclusão da responsabilidade com fundamento no artigo 138 do CTN, a despeito da espontaneidade, entendo-a incabível no caso ora examinado, porquanto a responsabilidade tributária ali albergada não alcança as obrigações acessórias autônomas. 2 Competência delegada ao Secretário da Receita Federal por intermédio da Portaria MF 118, de 28 de junho de 1984. 3 Decreto-lei 200, de 25 de fevereiro de 1967, artigos 6° e 11. • Processo n.° 10835.001588/2005-72 Acórdão n.° 303 -35.019 CC03/CO3 Fls. 77 Neste particular, há, inclusive, jurisprudência mansa e pacifica das Primeira e Segunda Turmas do Superior Tribunal de Justiça, conforme nos dá conta a ementa do acórdão referente ao Recurso Especial 208.097 — PR, a saber: TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA PELO ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. RECURSO DA FAZENDA. PROVIMENTO. O voto condutor do acórdão acima referido, da lavra do Ministro Hélio Mosimann, cita precedente da Primeira Turma daquele Tribunal (REsp. 190.388 — GO, acórdão da lavra do Ministro José Delgado, DJ de 22 de março de 1999), cuja ementa tem o seguinte teor: TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ENTREGA COM ATRASO DE DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. I. A entidade denuncia espontcinea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração do Imposto de Renda. 2. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vinculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138, do CTN. 3. Há de se acolher a incidência do art. 88, da Lei te 8.981/95, por não entrar em conflito com o art. 138, do CTN. Os referidos dispositivos tratam de entidades jurídicas diferentes. 4. Recurso provido. Deixo aqui consignado que já adotei, quando membro do Segundo Conselho de Contribuintes, em situações semelhantes, a exclusão da responsabilidade com base no artigo 138 do CTN, seguindo antiga jurisprudência daquele colegiado. Contudo, ainda naquela casa, modifiquei meu entendimento após a manifestação do Superior Tribunal de Justiça sobre a matéria. Por outro lado, nada obstante os julgados paradigmáticos do Superior Tribunal de Justiça tratem de Declaração do Imposto de Renda, os fundamentos de tais decisões têm perfeita aplicação, também, para o caso de Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF), uma vez que esta é uma obrigação tributaria de igual natureza daquela. Outrossim, o estudo da incidência ou não da penalidade moratória nos adimplementos espontâneos e a destempo das obrigações tributárias acessórias poderia até revelar uma antinomia aparente entre a inteligência do § 3° do artigo 113 e a dicção do artigo 138, ambos do Código Tributário Nacional, verbis: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 3" A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária. Processo n.° 10835.001588/2005-72 Acórd5o n.° 303-35.019 CC03/CO3 Fls. 78 Art. 138. A responsabilidade e excluída pela denúncia espontânea da itlfração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Ambos pertencem ao Livro Segundo do CTN, que traça normas gerais de direito tributário, e ao Titulo II, que cuida das obrigações tributárias. Dito isso, recorro ao critério da especialização para solucionar antinomias aparentes no ordenamento jurídico: a norma especifica prevalece sobre a norma geral. In casu, entendo preponderante a inteligência do § 3 0 do artigo 113, que prevê a penalidade pecuniária pelo simples fato da inobservância da obrigação tributária acessória, quando confrontada com a dicção do artigo 138, vinculado à responsabilidade tributária por infrações. Consoante essa exegese, os dispositivos tratam de assuntos distintos: este exclui a multa de natureza penal (multa de oficio) na denúncia espontânea da infração; aquele prevê a penalidade de caráter moratório (multa de mora) pelo inadimplemento de obrigação acessória, independentemente da atuação da Fazenda Nacional. Com essas considerações, rejeito a preliminar de nulidade do auto de infração e, no mérito, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 6 de dezembro de 2007 TARASIO CAMPELO BORGES - Relator •
score : 1.0
Numero do processo: 10875.002140/2002-57
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1998
MPF - FALTA DE CIÊNCIA DE PRORROGAÇÕES DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - INOCORRÊNCIA DE NULIDADE - Aceitar que a ausência de uma prorrogação de MPF pudesse anular o lançamento, seria fazer tabula rasa do art. 142 do Código Tributário Nacional, associado a toda a legislação ordinária federal que outorga competência ao Auditor-Fiscal da Receita Federal para constituir, mediante o lançamento, o crédito tributário, em prol de uma vulneração procedimental de menor importância, mormente porque os mandados foram validamente prorrogados pela autoridade competente, e a contribuinte poderia verificar no sítio da SRF da internet a validação dos Mandados.
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA PROLATADA POR TURMA DE JULGAMENTO COMPOSTA POR AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - AUSÊNCIA DE NULIDADE - Apenas no regime anterior à Medida Provisória nº 2.158-34, as decisões de primeira instância do contencioso fiscal administrativo federal eram prolatadas pelo Delegado da Receita Federal de Julgamento. A partir dessa novel disciplina legal, as decisões de primeira instância passaram para a competência de órgãos colegiados, compostos por Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil.
INCONSTITUCIONALIDADE DA INSTITUIÇÃO E PRORROGAÇÃO DA CPMF - MATÉRIA ESTRANHA À LIDE INSTAURADA - A CPMF é matéria estranha à lide em discussão, exceto pelo fato de a fiscalização ter se assenhoreado dos dados da movimentação financeira do recorrente, os quais tiveram origem na CPMF paga. Porém, a recorrente vergasta a própria CPMF, talvez com a intenção reflexa de fulminar a própria movimentação financeira que deu causa à instauração do procedimento fiscal aqui em debate. Ocorre que não cabe ao julgador ficar discutindo controvérsias reflexas trazidas pela contribuinte. Em linha com o art. 17 do Decreto nº 70.235/72, considera-se não contestada a matéria que não tenha sido expressamente debatida pela contribuinte. Assim, a insurgência da recorrente deve ser direta.
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI Nº 10.174/2001 - LEGISLAÇÃO QUE AUMENTA OS PODERES DE INVESTIGAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA FISCAL - PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA VERSUS PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO -- PREVALÊNCIA DO PRINCÍPIO QUE AMPLIA O PODER PERSECUTÓRIO DO ESTADO - Hígida a ação fiscal que tomou como elemento indiciário de infração tributária a informação da CPMF, mesmo para período anterior a 2001, já que à luz do art. 144, § 1º, do CTN, pode-se utilizar a legislação superveniente à ocorrência do fato gerador, quando essa amplia os poderes de investigação da autoridade administrativa fiscal. Não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como um meio para se proteger da descoberta do cometimento de infrações tributárias.
GARANTIA CONSTITUCIONAL AO SIGILO BANCÁRIO - INEXISTÊNCIA - PROTEÇÃO A COMUNICAÇÃO DE DADOS E NÃO AOS DADOS EM SI - PRECEDENTES DO PRETÓRIO EXCELSO FAVORÁVEL A TRANSFERÊNCIA DO SIGILO BANCÁRIO PARA O FISCO - IMPOSSIBILIDADE DO JULGAMENTO DA CONSTITUCIONALIDADE DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 NA VIA ADMINISTRATIVA - Os precedentes do Supremo Tribunal Federal são favoráveis à constitucionalidade da transferência do sigilo bancário dos contribuintes para o fisco, pois o art. 5º, XII, da Constituição Federal protege a comunicação de dados e não os dados em si mesmo. Há, inclusive, precedente da Corte Constitucional que indica que o sigilo bancário sequer se amolda ao inciso constitucional antes citado. Ademais, no âmbito do processo administrativo, encontra-se a autoridade julgadora impedida de apreciar o vetor constitucional de tratado, acordo internacional, lei ou decreto, nos estritos limites do art. 49 do Regimento interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25 junho de 2007, aliado à Súmula 1ºCC nº 2: “O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”.
IMPOSTO DE RENDA - TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVAMENTE COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS - POSSIBILIDADE - A partir da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/96, o fisco não mais ficou obrigado a comprovar o consumo da renda representado pelos depósitos bancários de origem não comprovada, a transparecer sinais exteriores de riqueza (acréscimo patrimonial ou dispêndio), incompatíveis com os rendimentos declarados, como ocorria sob égide do revogado parágrafo 5º do art. 6º da Lei nº 8.021/90. Agora, o contribuinte tem que comprovar a origem dos depósitos bancários, sob pena de se presumir que estes são rendimentos omitidos, sujeitos à aplicação da tabela progressiva.
MULTA DE OFÍCIO - PRINCÍPIO DO NÃO-CONFISCO - APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO A TRIBUTO - O princípio do não-confisco é aplicado a tributo. Os conceitos de multa e tributo se extremam, conforme reza o art. 3º do Código Tributário Nacional.
JUROS DE MORA - TAXA SELIC - CABIMENTO - Na espécie, aplica-se a Súmula 1º CC nº 4: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais”.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - PRESUNÇÃO LEGAL CONSTRUÍDA PELO ART. 42 DA LEI Nº 9.430/96 - IMPOSSIBILIDADE DA DESCONSTRUÇÃO DA PRESUNÇÃO A PARTIR DA VARIAÇÃO DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS - AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CO-TITULARIDADE NO ANO AUTUADO - NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DE CADA DEPÓSITO, INDIVIDUALIZADAMENTE - Não se deve confundir a tributação prevista no art. 42 da Lei nº 9.430/96 com a referente ao acréscimo patrimonial a descoberto, na forma do art. 3º, § 1º (parte final), da Lei nº 7.713/88. Nesta, utilizam-se os saldos das contas correntes e de aplicações financeiras, como origem e aplicação de recursos, apontando-se, se for o caso, o acréscimo patrimonial a descoberto. No tocante à presunção do art. 42 da Lei nº 9.430/96, deve-se comprovar a origem dos depósitos bancários individualizadamente, não sendo possível efetuar a comprovação a partir da variação dos saldos de aplicações financeiras. Sendo comprovada a origem do depósito, este deve ser excluído da base de cálculo da omissão dos rendimentos. Ausente a comprovação de co-titularidade na conta de depósito, afasta-se as conseqüências dessa realidade.
Recurso voluntário provido parcialmente.
Numero da decisão: 106-17.092
Decisão: ACORDAM os membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes pelo voto de qualidade, REJEITAR a preliminar de nulidade do lançamento em decorrência da irretroatividade da Lei nº 10.174, de 2001, vencidos os Conselheiros Roberta de Azevedo Ferreira Pagetti, Janaína Mesquita Lourenço de Souza, Ana Paula Locoselli Erichsen e Gonçalo Bonet Allage e, por unanimidade de votos, REJEITAR as demais preliminares argüidas pelo recorrente. No mérito, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo o valor de R$ 141.215,90, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage que deu provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Giovanni Christian Nunes Campos
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200810
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10875.002140/2002-57
anomes_publicacao_s : 200810
conteudo_id_s : 5409428
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 106-17.092
nome_arquivo_s : 10617092_155470_10875002140200257_022.pdf
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Giovanni Christian Nunes Campos
nome_arquivo_pdf_s : 10875002140200257_5409428.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes pelo voto de qualidade, REJEITAR a preliminar de nulidade do lançamento em decorrência da irretroatividade da Lei nº 10.174, de 2001, vencidos os Conselheiros Roberta de Azevedo Ferreira Pagetti, Janaína Mesquita Lourenço de Souza, Ana Paula Locoselli Erichsen e Gonçalo Bonet Allage e, por unanimidade de votos, REJEITAR as demais preliminares argüidas pelo recorrente. No mérito, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo o valor de R$ 141.215,90, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage que deu provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008
id : 4618194
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:03:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-12-20T17:07:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-12-20T17:07:25Z; created: 2012-12-20T17:07:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 22; Creation-Date: 2012-12-20T17:07:25Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2012-12-20T17:07:25Z | Conteúdo =>
_version_ : 1713041756012937216
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1998 MPF - FALTA DE CIÊNCIA DE PRORROGAÇÕES DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - INOCORRÊNCIA DE NULIDADE - Aceitar que a ausência de uma prorrogação de MPF pudesse anular o lançamento, seria fazer tabula rasa do art. 142 do Código Tributário Nacional, associado a toda a legislação ordinária federal que outorga competência ao Auditor-Fiscal da Receita Federal para constituir, mediante o lançamento, o crédito tributário, em prol de uma vulneração procedimental de menor importância, mormente porque os mandados foram validamente prorrogados pela autoridade competente, e a contribuinte poderia verificar no sítio da SRF da internet a validação dos Mandados. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA PROLATADA POR TURMA DE JULGAMENTO COMPOSTA POR AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - AUSÊNCIA DE NULIDADE - Apenas no regime anterior à Medida Provisória nº 2.158-34, as decisões de primeira instância do contencioso fiscal administrativo federal eram prolatadas pelo Delegado da Receita Federal de Julgamento. A partir dessa novel disciplina legal, as decisões de primeira instância passaram para a competência de órgãos colegiados, compostos por Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil. INCONSTITUCIONALIDADE DA INSTITUIÇÃO E PRORROGAÇÃO DA CPMF - MATÉRIA ESTRANHA À LIDE INSTAURADA - A CPMF é matéria estranha à lide em discussão, exceto pelo fato de a fiscalização ter se assenhoreado dos dados da movimentação financeira do recorrente, os quais tiveram origem na CPMF paga. Porém, a recorrente vergasta a própria CPMF, talvez com a intenção reflexa de fulminar a própria movimentação financeira que deu causa à instauração do procedimento fiscal aqui em debate. Ocorre que não cabe ao julgador ficar discutindo controvérsias reflexas trazidas pela contribuinte. Em linha com o art. 17 do Decreto nº 70.235/72, considera-se não contestada a matéria que não tenha sido expressamente debatida pela contribuinte. Assim, a insurgência da recorrente deve ser direta. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI Nº 10.174/2001 - LEGISLAÇÃO QUE AUMENTA OS PODERES DE INVESTIGAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA FISCAL - PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA VERSUS PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO -- PREVALÊNCIA DO PRINCÍPIO QUE AMPLIA O PODER PERSECUTÓRIO DO ESTADO - Hígida a ação fiscal que tomou como elemento indiciário de infração tributária a informação da CPMF, mesmo para período anterior a 2001, já que à luz do art. 144, § 1º, do CTN, pode-se utilizar a legislação superveniente à ocorrência do fato gerador, quando essa amplia os poderes de investigação da autoridade administrativa fiscal. Não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como um meio para se proteger da descoberta do cometimento de infrações tributárias. GARANTIA CONSTITUCIONAL AO SIGILO BANCÁRIO - INEXISTÊNCIA - PROTEÇÃO A COMUNICAÇÃO DE DADOS E NÃO AOS DADOS EM SI - PRECEDENTES DO PRETÓRIO EXCELSO FAVORÁVEL A TRANSFERÊNCIA DO SIGILO BANCÁRIO PARA O FISCO - IMPOSSIBILIDADE DO JULGAMENTO DA CONSTITUCIONALIDADE DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 NA VIA ADMINISTRATIVA - Os precedentes do Supremo Tribunal Federal são favoráveis à constitucionalidade da transferência do sigilo bancário dos contribuintes para o fisco, pois o art. 5º, XII, da Constituição Federal protege a comunicação de dados e não os dados em si mesmo. Há, inclusive, precedente da Corte Constitucional que indica que o sigilo bancário sequer se amolda ao inciso constitucional antes citado. Ademais, no âmbito do processo administrativo, encontra-se a autoridade julgadora impedida de apreciar o vetor constitucional de tratado, acordo internacional, lei ou decreto, nos estritos limites do art. 49 do Regimento interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25 junho de 2007, aliado à Súmula 1ºCC nº 2: “O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. IMPOSTO DE RENDA - TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVAMENTE COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS - POSSIBILIDADE - A partir da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/96, o fisco não mais ficou obrigado a comprovar o consumo da renda representado pelos depósitos bancários de origem não comprovada, a transparecer sinais exteriores de riqueza (acréscimo patrimonial ou dispêndio), incompatíveis com os rendimentos declarados, como ocorria sob égide do revogado parágrafo 5º do art. 6º da Lei nº 8.021/90. Agora, o contribuinte tem que comprovar a origem dos depósitos bancários, sob pena de se presumir que estes são rendimentos omitidos, sujeitos à aplicação da tabela progressiva. MULTA DE OFÍCIO - PRINCÍPIO DO NÃO-CONFISCO - APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO A TRIBUTO - O princípio do não-confisco é aplicado a tributo. Os conceitos de multa e tributo se extremam, conforme reza o art. 3º do Código Tributário Nacional. JUROS DE MORA - TAXA SELIC - CABIMENTO - Na espécie, aplica-se a Súmula 1º CC nº 4: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais”. OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - PRESUNÇÃO LEGAL CONSTRUÍDA PELO ART. 42 DA LEI Nº 9.430/96 - IMPOSSIBILIDADE DA DESCONSTRUÇÃO DA PRESUNÇÃO A PARTIR DA VARIAÇÃO DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS - AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CO-TITULARIDADE NO ANO AUTUADO - NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DE CADA DEPÓSITO, INDIVIDUALIZADAMENTE - Não se deve confundir a tributação prevista no art. 42 da Lei nº 9.430/96 com a referente ao acréscimo patrimonial a descoberto, na forma do art. 3º, § 1º (parte final), da Lei nº 7.713/88. Nesta, utilizam-se os saldos das contas correntes e de aplicações financeiras, como origem e aplicação de recursos, apontando-se, se for o caso, o acréscimo patrimonial a descoberto. No tocante à presunção do art. 42 da Lei nº 9.430/96, deve-se comprovar a origem dos depósitos bancários individualizadamente, não sendo possível efetuar a comprovação a partir da variação dos saldos de aplicações financeiras. Sendo comprovada a origem do depósito, este deve ser excluído da base de cálculo da omissão dos rendimentos. Ausente a comprovação de co-titularidade na conta de depósito, afasta-se as conseqüências dessa realidade. Recurso voluntário provido parcialmente.
score : 1.0
Numero do processo: 13629.001919/2007-60
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Exercício: 2005
SIMPLES EXCLUSÃO INCOMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES JULGADORAS
Impor à autoridade fiscal, antes de realizar lançamentos de omissões de receita, o dever de aferir se o optante realmente tinha o direito de escolher a tributação mais favorecida, é determinar que a fiscalização transmute-se de um expediente de auditoria, desenvolvido às minúcias pela Ciência Contábil,
para uma atividade desconhecida dos meios técnicos específicos, e, em verdade, de realização praticamente impossível, pois imporia ao agente fiscal para promover o lançamento de uma simples omissão de receita, o dever de aferir de forma exauriente toda a escrituração da empresa. Uma vez que o contribuinte optou, o sistema jurídico reconhece que ele deve ser submetido a
todas as regras do regime favorecido até que a autoridade competente prescreva a sua exclusão. Sem o exercício da competência exclusiva da autoridade competente para a exclusão do regime favorecido, para o direito e, portanto, para todas as implicações jurídicas, o contribuinte deve ser submetido ao regime favorecido. Como o regime jurídico favorável foi
prescrito pelo agente competente (o próprio contribuinte) e não foi revertido pelo outro agente competente (a autoridade lançadora), as regras para a realização do lançamento devem ser aquelas atinentes a este regime, como empreendido pela autoridade fiscal. O lançamento não pode ser afastado sob o fundamento de que o contribuinte não fazia jus ao regime favorecido, pois a
exclusão não é da competência das autoridades julgadoras.
Numero da decisão: 1201-000.432
Decisão: Acordam os membros do colegiado em, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso de ofício para devolver os autos à autoridade julgadora de primeira instância para exame das demais razões da defesa, nos termos do relatório e voto do relator.
Nome do relator: GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS MENDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2005 SIMPLES EXCLUSÃO INCOMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES JULGADORAS Impor à autoridade fiscal, antes de realizar lançamentos de omissões de receita, o dever de aferir se o optante realmente tinha o direito de escolher a tributação mais favorecida, é determinar que a fiscalização transmute-se de um expediente de auditoria, desenvolvido às minúcias pela Ciência Contábil, para uma atividade desconhecida dos meios técnicos específicos, e, em verdade, de realização praticamente impossível, pois imporia ao agente fiscal para promover o lançamento de uma simples omissão de receita, o dever de aferir de forma exauriente toda a escrituração da empresa. Uma vez que o contribuinte optou, o sistema jurídico reconhece que ele deve ser submetido a todas as regras do regime favorecido até que a autoridade competente prescreva a sua exclusão. Sem o exercício da competência exclusiva da autoridade competente para a exclusão do regime favorecido, para o direito e, portanto, para todas as implicações jurídicas, o contribuinte deve ser submetido ao regime favorecido. Como o regime jurídico favorável foi prescrito pelo agente competente (o próprio contribuinte) e não foi revertido pelo outro agente competente (a autoridade lançadora), as regras para a realização do lançamento devem ser aquelas atinentes a este regime, como empreendido pela autoridade fiscal. O lançamento não pode ser afastado sob o fundamento de que o contribuinte não fazia jus ao regime favorecido, pois a exclusão não é da competência das autoridades julgadoras.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13629.001919/2007-60
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 5273741
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-000.432
nome_arquivo_s : 1201000432_13629001919200760_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS MENDES
nome_arquivo_pdf_s : 13629001919200760_5273741.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado em, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso de ofício para devolver os autos à autoridade julgadora de primeira instância para exame das demais razões da defesa, nos termos do relatório e voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
id : 4622064
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:04:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041756032860160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2357; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 490 1 489 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13629.001919/200760 Recurso nº 168.057 De Ofício Acórdão nº 120100.432 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2011 Matéria Simples Federal Recorrente Fazenda Nacional Interessado Grupons Comercial Ltda ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2005 SIMPLES EXCLUSÃO INCOMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES JULGADORAS Impor à autoridade fiscal, antes de realizar lançamentos de omissões de receita, o dever de aferir se o optante realmente tinha o direito de escolher a tributação mais favorecida, é determinar que a fiscalização transmutese de um expediente de auditoria, desenvolvido às minúcias pela Ciência Contábil, para uma atividade desconhecida dos meios técnicos específicos, e, em verdade, de realização praticamente impossível, pois imporia ao agente fiscal para promover o lançamento de uma simples omissão de receita, o dever de aferir de forma exauriente toda a escrituração da empresa. Uma vez que o contribuinte optou, o sistema jurídico reconhece que ele deve ser submetido a todas as regras do regime favorecido até que a autoridade competente prescreva a sua exclusão. Sem o exercício da competência exclusiva da autoridade competente para a exclusão do regime favorecido, para o direito e, portanto, para todas as implicações jurídicas, o contribuinte deve ser submetido ao regime favorecido. Como o regime jurídico favorável foi prescrito pelo agente competente (o próprio contribuinte) e não foi revertido pelo outro agente competente (a autoridade lançadora), as regras para a realização do lançamento devem ser aquelas atinentes a este regime, como empreendido pela autoridade fiscal. O lançamento não pode ser afastado sob o fundamento de que o contribuinte não fazia jus ao regime favorecido, pois a exclusão não é da competência das autoridades julgadoras. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 590DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 491 2 Acordam os membros do colegiado em, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso de ofício para devolver os autos à autoridade julgadora de primeira instância para exame das demais razões da defesa, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Claudemir Rodrigues Malaquias Presidente. (assinado digitalmente) Guilherme Adolfo dos Santos Mendes Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), Antonio Carlos Guidoni Filho, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Marcelo Cuba Netto, Natanael Vieira dos Santos, Rafael Correia Fuso. Relatório DA AUTUAÇÃO E DA IMPUGNAÇÃO Abaixo tomo de empréstimo o relatório elaborado pela autoridade julgadora de primeiro grau acerca das referidas peças de acusação e defesa inaugural: Tratase de impugnação ao lançamento dos tributos e contribuições integrantes do SIMPLES, e ao lançamento da multa regulamentar de que trata o art. 202 do RIR/99. No termo de verificação fiscal de fls. 65/66 a autoridade tributária relata, em síntese, o seguinte: a) a fiscalizada, optante pelo SIMPLES, apresentou declaração simplificada (DSPJ) relativa ao anocalendário de 2004, na qual informou receitas mensais em valores inferiores aos escriturados no Livro Caixa, no Livro Registro de Saídas e no Livro de Apuração do ICMS; b) intimada a justificar as diferenças apontadas, a fiscalizada alegou haver cometido erro no preenchimento da referida .DSPJ, motivo pelo qual pediu que fossem desconsideradas as informações ali prestadas, e tidos como corretos os valores dás receitas constantes dos livros contábeis e fiscais; c) isso posto, foram lavrados os autos de infração de fls. 4/61, exigindose de ofício, na sistemática do SIMPLES, os tributos e contribuições nela compreendidos. Sobre os valores dos tributos Fl. 591DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 492 3 e contribuições devidos foi imposta multa qualificada (150%), pois a prática reiterada da infração em comento caracteriza conduta dolosa; d) foi também lavrado o auto de infração de fls. 62/64, para exigência da multa de 10% prevista no art. 202 do RIR/99, uma vez que a fiscalizada, apesar de haver ultrapassado o limite máximo de receita bruta no ano de 2004, não informou ao Fisco sua exclusão obrigatória do SIMPLES para o ano de 2005. Cientificada da autuação, a interessada impugnou a exigência (fls. 332/383) pedindo ao final seja julgado improcedente o lançamento, alegando, entre outras coisas, que desde 2002, ano de início de suas atividades, já não poderia estar usufruindo os benefícios do SIMPLES, por haver ultrapassado o limite legal anual de receita bruta. Atendendo a proposta deste Relator, o Presidente desta 2a Turma de Julgamento encaminhou os autos ao órgão de origem a fim de que fosse verificado se a receita bruta total do ano calendário de 2003, registrada nos livros e documentos da escrituração da empresa, é ou não superior ao limite previsto no art. 9 0, I e II, da Lei n° 9.317/96 (fls. 399/400). Realizada a diligência (fls. 483/484), os autos retornaram a esta DRJ para julgamento. Em complemento ao relatório acima reproduzido, que só explicitou uma das razões da defesa, cumpre discriminar as demais. Aduz que não omitiu receita na declaração apresentada ao Fisco e que não há nos autos provas dessa omissão. Afirma ainda que os índices aplicados sobre a suposta diferença de receita estão errados, o que elevou indevidamente a tributação. Contesta a multa qualificada sob o fundamento de que não teria se caracterizado fraude por várias razões: (i) o lançamento foi efetuado com base nas próprias informações colhidas na sua escrituração, (ii) sem qualquer transtorno à autoridade, e que (iii) já teriam sido declarados na sua DIPJ. Desse modo, não houve a introdução de qualquer elemento inexato nos seus documentos. O cálculo da multa também estaria incorreto, uma vez que se assentou no valor total do tributo do período, inclusive sobre o valor já efetivamente pago e não sobre a diferença apurada. Ademais, contesta o patamar da multa (150%), sob o fundamento de ser confiscatório. Por fim, pede perícia “objetivando comprovar que não aconteceu o fato imputado pelo TVF, elemento base, bem como de que a acusação fiscal é inconsistente”. Fl. 592DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 493 4 DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU E DA REMESSA OFICIAL A decisão recorrida (fls. 485 a 487) deu provimento integral à impugnação, conforme ementa abaixo transcrita: Cabe à autoridade lançadora averiguar se no anocalendário objeto da auditoria fiscal a contribuinte, optante pelo SIMPLES, atendia os requisitos legais para enquadrarse nesta sistemática de recolhimento de tributos e contribuições. Assim, se no ano calendário imediatamente anterior ao examinado a empresa auferiu receita em montante superior ao limite legalmente estabelecido, sua exclusão do sistema simplificado para o ano subseqüente é obrigatória, devendo portanto o lançamento ser realizado segundo à sistemática comum de tributação das pessoas jurídicas. Como o valor exonerado supera o limite de alçada (R$ 1.000.000,00), foi promovida a remessa oficial. É o relatório. Voto Conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes A exclusão do simples A Delegacia de Julgamento afastou a autuação sob o fundamento de que teria sido empreendida à luz de regime tributário diverso do que estaria submetido o contribuinte no anocalendário de 2004. No entender da autoridade julgadora de primeiro grau, apesar de a autoridade lançadora ter respeitado o regime adotado pelo contribuinte – o simples federal –, este não poderia a ele se submeter por vedação prevista na legislação de regência; no caso, teria superado o patamar de receita no ano anterior (2003), que impediria a opção pelo regime simplificado. O “interessante”, nesse caso, é que o próprio infrator alega ter cometido mais uma infração e, como resultado, dele nada é exigido. O contribuinte opta indevidamente por um regime mais favorecido; comete uma nova infração, no caso, a omissão de receita no anocalendário seguinte; a autoridade identifica esta última infração, mas promove o lançamento sob o regime mais favorecido ao revés de realizar o lançamento pelo regime geral de tributação que seria mais oneroso para o particular, uma vez que foi levada ao erro justamente por causa da ilegalidade anteriormente Fl. 593DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 494 5 cometida pelo contribuinte; o duplamente infrator alega o erro da agente fiscal, o qual – reitere se – decorreu da própria ilegalidade anterior de o contribuinte ter optado indevidamente; e, finalmente, apesar de o lançamento ter sido realizado sob um regime diferenciado e favorecido que foi opção do próprio contribuinte, este, como prêmio pela sua “sinceridade”, recebe a total desoneração, um resultado ainda melhor do que aquele que teria conseguindo caso não tivesse praticado nenhuma das duas infrações. É o famoso “beneficiarse da própria torpeza”, que fere violentamente o nosso senso de justiça e, indiscutivelmente, é repudiado com vigor pelo direito, ao menos, pelos ramos do direito privado. Contudo, há aqueles que entendem que tal repulsa não se aplicaria ao direito público, especialmente, ao direito tributário. Este se submeteria a um regime jurídico erigido para proteger os cidadãos e, em razão disso, seria de tal forma rígido, que considerações de boafé por parte dos contribuintes seriam estranhas à análise da incidência tributária. A positivação da norma individual e concreta, ou seja, a elaboração do auto de infração, no que toca à exigência do tributo, se pautaria exclusivamente em critérios objetivos – se ocorreu o fato jurídico tributário, devese impor a exigência; do contrário, não – sem qualquer consideração acerca da circunstância de que o fato é sempre erigido por meio de provas e estas podem ser manipuladas por uma das partes, especialmente por aquela que detém por razões pragmáticas posição de supremacia – isto é, o contribuinte –, pois é quem vive o diaadia de sua própria atividade e, portanto, está no pleno domínio do fato e da produção probatória. Posicionamonos em sentido diametralmente oposto a essa forma “objetiva” de interpretar os fatos e os diplomas normativos, pois entendemos que não responde aos anseios de Justiça e nem sequer às considerações atinentes à Segurança Jurídica, princípio este que amiúde é reclamado para justificar a aplicação lógicoautomática das regras de imposição tributária. Para explicitar e justificar nossa posição, vamos antes navegar no rumo inicialmente traçado pela autoridade de primeiro grau – o de que o agente fiscal teria o dever de, antes de promover o lançamento de uma omissão de receita, verificar se o contribuinte, com efeito, faria jus a esse regime – para então verificar se nossa nau hermenêutica chega a porto seguro ou sucumbe às tormentas das soluções simplificadas e soçobra no leito das prescrições inaplicáveis. Foi a Lei nº 9.317/96 que criou, nos termos do art. 179 da Constituição Federal, o regime diferenciado, simplificado e favorecido de tributos federais – o chamado “Simples Federal”. Esse diploma normativo, além de fixar as balizas da simplificação e do favorecimento, estabeleceu os critérios para enquadramento das sociedades em microempresas e empresas de pequeno porte, que constituem as duas categorias de empresas, às quais a Constituição Federal determina o favorecimento tributário. Em síntese, a Lei estabeleceu o regime favorecido e definiu as pessoas que dele poderiam usufruir. No exercício ainda desta segunda função, o diploma legal fixou, no seu artigo 9º, condições para o ingresso no sistema; em outras palavras, trouxe enunciados de demarcação negativa daqueles que poderiam gozar do Simples Federal. Fl. 594DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 495 6 Abaixo, transcrevo o referido dispositivo: Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: I na condição de microempresa que tenha auferido, no ano calendário imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais); (Vide Medida Provisória nº 275, de 2005) (Redação dada pela Lei nº 11.307, de 2006) II na condição de empresa de pequeno porte que tenha auferido, no anocalendário imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais); (Vide Medida Provisória nº 275, de 2005) (Redação dada pela Lei nº 11.307, de 2006) III constituída sob a forma de sociedade por ações; IV cuja atividade seja banco comercial, banco de investimentos, banco de desenvolvimento, caixa econômica, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade de crédito imobiliário, sociedade corretora de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidora de títulos e valores mobiliários, empresa de arrendamento mercantil, cooperativa de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidade de previdência privada aberta; V que se dedique à compra e à venda, ao loteamento, à incorporação ou à construção de imóveis; VI que tenha sócio estrangeiro, residente no exterior; VII constituída sob qualquer forma, de cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal; VIII que seja filial, sucursal, agência ou representação, no país, de pessoa jurídica com sede no exterior; IX cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do art. 2°; X de cujo capital participe, como sócio, outra pessoa jurídica; XI cuja receita decorrente da venda de bens importados seja superior a 50% (cinqüenta por cento) de sua receita bruta total; .(Revogado pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) XII que realize operações relativas a: a) importação de produtos estrangeiros; .(Revogado pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) b) locação ou administração de imóveis; Fl. 595DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 496 7 c) armazenamento e depósito de produtos de terceiros; d) propaganda e publicidade, excluídos os veículos de comunicação; e) factoring; f) prestação de serviço vigilância, limpeza, conservação e locação de mãodeobra; XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; XIV que participe do capital de outra pessoa jurídica, ressalvados os investimentos provenientes de incentivos fiscais efetuados antes da vigência da Lei n° 7.256, de 27 de novembro de 1984, quando se tratar de microempresa, ou antes da vigência desta Lei, quando se tratar de empresa de pequeno porte; XV que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa; XVI cujo titular, ou sócio que participe de seu capital com mais de 10% (dez por cento), esteja inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa; XVII que seja resultante de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento da pessoa jurídica, salvo em relação aos eventos ocorridos antes da vigência desta Lei; XVIII cujo titular, ou sócio com participação em seu capital superior a 10% (dez por cento), adquira bens ou realize gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados. XIX que exerça a atividade de industrialização, por conta própria ou por encomenda, dos produtos classificados nos Capítulos 22 e 24 da Tabela de Incidência do IPI TIPI, sujeitos ao regime de tributação de que trata a Lei no 7.798, de 10 de julho de 1989, mantidas, até 31 de dezembro de 2000, as opções já exercidas. Assim, mesmo uma sociedade que se enquadrasse como microempresa em função da receita auferida no exercício não poderia gozar dos benefícios do sistema favorecido, caso, por exemplo, um de seus sócios fosse outra pessoa jurídica, pois teria descumprido a condição prescrita no art. X. O mesmo ocorreria se participasse do capital de outra pessoa Fl. 596DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 497 8 (inciso XIV), se possuísse débito junto ao INSS (inciso XV), se há quatro anos atrás tivesse se originado de uma cisão (inciso XVII), e assim por diante. Ou seja, o descumprimento de qualquer das condições impediria a opção do contribuinte ao Simples Nacional. Desse modo, se adotássemos o fundamento da decisão recorrida de que a autoridade fiscal, antes de proceder ao lançamento de omissões de receita segundo o regime favorecido pelo qual o contribuinte optou, deveria também verificar se ele fazia jus a esse regime, então cada uma dessas condições deveria ser previamente analisada. Assim, além de verificar se no ano anterior teve receitas superiores ao montante de R$ 2.400.000,00 (motivo pelo qual a autuação foi afastada pela Delegacia de Julgamento), deveria também verificar: a) se a empresa não é resultante de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento societário, em cada um dos 5 (cinco) anos anteriores ao ano sob investigação; b) se não locou ou administrou imóveis; c) se não exerceu qualquer atividade de armazenamento ou depósito para terceiros; d) se o sócio S1 não é estrangeiro residente no exterior; e) se o sócio S2 não é estrangeiro residente no exterior; f) se o sócio S3 não é estrangeiro residente no exterior; g) se o sócio S4 não é estrangeiro residente no exterior; h) se o sócio S5 não é estrangeiro residente no exterior; i) se o sócio S6 não é estrangeiro residente no exterior; j) se o sócio S7 não é estrangeiro residente no exterior; k) se o sócio S8 não é estrangeiro residente no exterior; l) se o sócio S9 não é estrangeiro residente no exterior; m) se o sócio S10 não é estrangeiro residente no exterior; n) se o sócio S11 não é estrangeiro residente no exterior, e assim por diante até o enésimo sócio; o) se não fabricou bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, tais como água mineral, néctares de frutas, cervejas, vinhos, líquidos com ácido acético para fins alimentares, etc; Fl. 597DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 498 9 p) se não fabricou tabaco e seus sucedâneos, tais como charutos, cigarros e cigarrilhas (o cachimbo não se enquadra na classificação impeditiva); q) se o Sócio S1 adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; r) se o Sócio S2 adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; s) se o Sócio S3 adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; t) se o Sócio S4 adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; w) se o Sócio S5 adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; u) se o Sócio S6 adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; v) se o Sócio S7 adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; y) se o Sócio S8 adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; x) se o Sócio S9 (aqui o número de sócios a se investigar está limitado a nove, uma vez que a lei só impõe essa condição para aqueles com participação superior a 10% do capital social) adquiriu bens ou realizou gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados; z) se o sócio S19 participa com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse R$ 2.400.000,00; Poderíamos ainda incluir na lista de verificações mais algumas dezenas de itens sem ainda sim esgotála. Aliás, sintetizamos o último item “z” apenas para não ultrapassarmos as letras do alfabeto, mas na verdade esse item reúne até 9 (nove) verificações específicas. Como já havíamos dito, a premissa de que a autoridade fiscal, antes de promover o lançamento segundo o regime de opção do contribuinte, deveria verificar se realmente ele fazia jus à opção nos leva a conclusão de que todas as condições, e não só o excesso de receita no período anterior, deveriam ser analisadas. Essa posição imporia à autoridade fiscal, para realizar um mero lançamento de omissão de receita numa microempresa, um conjunto de verificações praticamente inviável de ser realizado. Mais simples que realizar um lançamento de Simples (com o perdão do trocadilho), seria fiscalizar uma grande instituição financeira, que só por essa condição, é obrigada a apurar seus resultados pelo lucro real. Fl. 598DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 499 10 Contra essa conclusão, poderia ser dito que ao sujeito passivo também é imposto verificar cada uma das condições. Todavia, não podemos perder de vista, como já alertamos anteriormente, que o contribuinte está sob o pleno domínio do fato. Sabe precisamente as suas próprias práticas empresariais, o que lhe permite cotejálas imediatamente com a disciplina legal, ao passo que a autoridade deve investigar o que já ocorreu, o que a coloca numa condição de absoluta inferioridade em termos probatórios. Em razão disso, toda a atividade de fiscalização é esteada em premissas de auditoria, dentre as quais, a análise por meio de amostragem, que permite a descoberta de fatos relevantes – e não todos os fatos – à luz das premissas daquilo que se pretende investigar; no caso, a supressão significativa de tributos à Fazenda Pública. Impor à autoridade fiscal, antes de realizar lançamentos de omissões de receita, o dever de aferir se o optante realmente tinha o direito de escolher a tributação mais favorecida, é determinar que a fiscalização transmutese de um expediente de auditoria, desenvolvido às minúcias pela Ciência Contábil, para uma atividade desconhecida dos meios técnicos específicos, e, em verdade, de realização praticamente impossível. A se consolidar posição dessa estirpe na jurisprudência, não só se desestimularia a fiscalização dessas entidades, as tornaria praticamente impossíveis. Com a segurança de que os órgãos de julgamento administrativo venham a decidir assim, os sujeitos passivos optantes pelo regime favorecido poderiam omitir intencionalmente receitas e, portanto, tributos livremente, isto é, com a garantia praticamente absoluta da impossibilidade de as autoridades fiscais promoverem lançamentos aptos a se sustentar nas instâncias de julgamento; para tal, bastariam realizar deliberadamente uma única violação de alguma das condições de opção e escamotear a documentação que a comprovaria, a qual seria reservada para apresentação às autoridades julgadoras. Claro que poderíamos limitar a jurisprudência a situações ditas de possível conhecimento pela autoridade fiscal. Assim, o auto de infração não seria afastado nos casos de ocultação da documentação probatória da violação às condições do regime; mas como determinar que algo foi ocultado? E se o sujeito passivo apresentasse um documento que revelasse ter praticado uma atividade vedada e afirmasse que sempre esteve à disposição da fiscalização? Ademais, uma única e diminuta violação passaria praticamente imperceptível, ainda que registrada e documentada, pela auditoria fiscal, exceto se tal atividade fosse exauriente, o que – repetimos – é contra todos os preceitos da Ciência Contábil, que trabalha com o conceito de relevância e materialidade. Até aqui, empreendemos considerações de âmbito pragmático e nos valemos de critérios pertencentes a disciplinas não jurídicas. Muitos poderiam dizer, então, que o direito opera segundo categorias que lhe são próprias e, desse modo, as considerações até aqui tecidas poderiam revelar apenas a tensão entre o ser e o deverser e que este deve prevalecer em todos os atos jurídicos, como nas decisões administrativas. Em primeiro lugar, tais considerações são uma simplificação equivocada entre essas duas áreas do conhecimento humano. Apesar de sabermos desde Hume que do ser não se deduz o deverser e viceversa; o deverser é erigido em razão do ser, seja para conserválo quando as relações de mera causalidade naturalística conduziriam à mudança, seja para modificálo uma vez esperado o contrário. Fl. 599DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 500 11 Em razão desse pressuposto, não faz sentido deôntico, prescrever condutas ontologicamente necessárias e impossíveis. Não é norma jurídica um enunciado que obrigue ir à Lua todos os dias (conduta impossível), nem que proíba as pessoas de respirar aos sábados (conduta necessária). A relação entre o ser e o deverser fica sobremaneira clara em tais situações, mas ainda se poderia objetar que a relação de implicação entre essas duas áreas só se daria nestas hipóteses, as quais se localizariam nas suas fronteiras comuns. As áreas internas ao direito, nas quais se localizariam todas as demais condutas humanas, não sofreriam influência do ser; ledo engano. Como o deverser tem justamente a finalidade de atuar sobre o ser, suas estruturas, apesar de permeadas por considerações que lhe são próprias, são moldadas também para garantir essa função que lhe é essencial. Um exemplo disso são as presunções legais. Na dificuldade ontológica (ser) de realização da prova direita de um fato, a lei prescreve (dever ser) a sua ocorrência em função da prova de fato que com ele guarde uma relação de cunho probabilístico (ser). Pois bem, no presente tema de discussão, as categorias do deverser estão perfeitamente ajustadas às considerações de âmbito ontológicas por nós tecidas previamente e é o que passaremos a demonstrar. A prescrição concreta de um regime jurídico para um determinado contribuinte pertence às categorias do deverser e, como tais, exigem a sua introdução no plano deôntico por uma autoridade competente, que não significa um agente do Estado, mas sim aquele previsto pela própria ordem jurídica. Pois bem, a positivação no regime simplificado, isto é, a prescrição de que um dado contribuinte deve recolher tributos segundo determinadas regras, é exercida por uma competência que é exclusiva do próprio contribuinte. A ele e a ninguém mais – nem à autoridade administrativa, nem ao Judiciário – é atribuída a competência para ingressar no regime. Por outro lado, a lei prescreve também o (no caso, os) agente competência para excluir o contribuinte do regime; ele próprio, mas em certas condições, e a autoridade administrativa lançadora. Uma vez que o contribuinte optou, o sistema jurídico reconhece que ele deve ser submetido a todas as regras do regime favorecido, até que a autoridade competente prescreva a sua exclusão. Sem o exercício da competência exclusiva da autoridade competente para a exclusão do regime favorecido, para o direito e para todas as implicações jurídicas, o contribuinte deve ser submetido ao regime favorecido. Essa distribuição de competência não deveria causar surpresa aos operadores do direito tributário. É só pensar na competência para lançar, que é exclusiva das autoridades administrativas. Ainda que um juiz, no exercício da sua competência judicante, identificasse fatos que conduzissem à conclusão de que o crédito tributário é devido, não poderá proferir sentença nesse sentido, pois esta competência não lhe foi atribuída pela ordem jurídica. Fl. 600DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS Processo nº 13629.001919/200760 Acórdão n.º 120100.432 S1C2T1 Fl. 501 12 Em termos sintéticos, para o direito, “é” o que “deveser”, mas dito – não por qualquer um, ainda que no exercício de uma atividade judicante – apenas pelo agente previsto pela ordem jurídica. Vamos a mais um exemplo. A morte é um fato do mundodoser, mas que deve ser também introduzido ao mundo do deverser e pela autoridade competente. Assim, no caso de conseqüências tributárias em razão da morte, não é a morte ontológica a que o direito faz referências, mas sim à deôntica. Desse modo, a autoridade administrativa de julgamento, mesmo diante de um sem par de elementos que lhe conduziriam a dizer que uma pessoa está morta, não pode proferir decisão que adote essa situação como fundamento na ausência de um atestado de óbito, simplesmente porque não possui competência jurídica para prescrever a morte. Desse modo, uma vez que o regime jurídico favorável foi prescrito pelo agente competente (o próprio contribuinte) e não foi revertido pelo outro agente competente (nesse caso, é apenas a autoridade lançadora e não o contribuinte), o regime jurídico para a realização do lançamento deve ser o simplificado, como empreendido pela autoridade fiscal, e não outro. CONCLUSÃO Voto, pois, por dar provimento parcial ao recurso de ofício com o fito de, uma vez superada a razão de decidir relativa à exclusão do regime favorecido, devolver o feito à autoridade julgadora para que prossiga no julgamento a fim de enfrentar as demais razões da defesa. (assinado digitalmente) Guilherme Adolfo dos Santos Mendes Relator Fl. 601DF CARF MF Emitido em 30/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME Assinado digitalmente em 04/05/2011 por GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS ME, 09/05/2011 por CLAUDEMIR ROD RIGUES MALAQUIAS
score : 1.0
Numero do processo: 10925.001557/2004-21
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 25 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu May 25 00:00:00 UTC 2006
Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. O art. 27 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes prevê a hipótese de embargos declaratórios quando existir no acórdão contradição entre a decisão e seus fundamentos.
MULTA QUALIFICADA. A aplicação da multa qualificada pressupõe a comprovação inequívoca do evidente intuito de fraude. Publicado no D.O.U. nº 128 de 06/07/06.
Numero da decisão: 103-22.458
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos de declaração interpostos pelo Conselheiro Relator para retificar a decisão do acórdão n° 103-22.297, de 20/02/2006, 'no sentido de: por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade do lançamento tributário; ACOLHER a preliminar de decadência do direito de constituir o crédito tributário do IRPJ e da CSLL referentes aos fatos geradores do 2° trimestre de 1999, e em relação às contribuições ao PIS e a COFINS, para os fatos
geradores ocorridos até o mês de julho de 1999, inclusive; e, no mérito, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para reduzir a multa de lançamento "ex officio" majorada de 150% (cento e cinquenta por cento) ao seu percentual normal de
75% (setenta e cinco por cento), nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Aloysio José Percinio da Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200605
ementa_s : EMBARGOS DECLARATÓRIOS. O art. 27 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes prevê a hipótese de embargos declaratórios quando existir no acórdão contradição entre a decisão e seus fundamentos. MULTA QUALIFICADA. A aplicação da multa qualificada pressupõe a comprovação inequívoca do evidente intuito de fraude. Publicado no D.O.U. nº 128 de 06/07/06.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu May 25 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10925.001557/2004-21
anomes_publicacao_s : 200605
conteudo_id_s : 5603050
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 27 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 103-22.458
nome_arquivo_s : 10322458_10925001557200421_200605.pdf
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Aloysio José Percinio da Silva
nome_arquivo_pdf_s : 10925001557200421_5603050.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos de declaração interpostos pelo Conselheiro Relator para retificar a decisão do acórdão n° 103-22.297, de 20/02/2006, 'no sentido de: por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade do lançamento tributário; ACOLHER a preliminar de decadência do direito de constituir o crédito tributário do IRPJ e da CSLL referentes aos fatos geradores do 2° trimestre de 1999, e em relação às contribuições ao PIS e a COFINS, para os fatos geradores ocorridos até o mês de julho de 1999, inclusive; e, no mérito, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para reduzir a multa de lançamento "ex officio" majorada de 150% (cento e cinquenta por cento) ao seu percentual normal de 75% (setenta e cinco por cento), nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu May 25 00:00:00 UTC 2006
id : 4618477
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:03:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041756038103040
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Acórdão nº 103-22.458; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-05-11T15:35:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Acórdão nº 103-22.458; xmpMM:DocumentID: uuid:9236fc2e-f1a9-4b20-b8c7-ca7c4ac02619; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Acórdão nº 103-22.458; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; ModDate--Text: ; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-05-11T15:35:44Z; created: 2016-05-11T15:35:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2016-05-11T15:35:44Z; pdf:charsPerPage: 1831; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:custom:ModDate--Text: ; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-05-11T15:35:44Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° Recurso nO Matéria Embargante Embargada Interessado(a) Sessão de Acórdão n° : 10925.001557/2004-21/ : 144.782/ : IRPJ E OUTROS. Ex(s): 2000 a 2004 : CONSELHEIRO ALOYSIO JOSÉ PERCíNIO DA SILVA : 3a CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES : TUMELlNI FOMENTO MERCANTIL LTDA. : 25 de maio de 2006 / : 103-22.458 /' - ,EMBARGOS DECLARATORIOS. O art. 27 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes prevê a hipótese de embargos declaratórios / quando existir no acórdão contradição entre a decisão e seus fundamentos. MULTA QUALIFICADA. A aplicação da multa qualificada pressupõe a - comprovação inequívoca do evidente intuito de fraude. Vistos, relatados e discutidos os presentes embargos interpostos pelo CONSELHEIRO ALOYSIO JOSÉ PERCINIO DA SILVA ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos de declaração interpostos pelo Conselheiro Relator para retificar a decisão do acórdão n° 103-22.297,/ de 20/02/2006, 'no sentido de: por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade do lançamento tributário; ACOLHER a preliminar de decadência do direito de constituir o crédito tributário do IRPJ e da CSLL referentes aos fatos geradores do 2° trimestre de 1999, e em relação às contribuições ao PIS e a COFINS, para os fatos geradores ocorridos até o mês de julho de 1999, inclusive; e, no mérito, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para reduzir a multa de lançamento "ex officio" majorada de 150% (cento e cinquenta por cento) ao seu percentual normal de 75% (setenta e cinco por cento), nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. lJ144.782*MSR*20/06/06 ~e~J.8(::fRüD~ I3-RÉSIDEN /" tJ~.ALOYSIO J PE DA SILVA RELATOR FORMALIZADO EM: 2 3 JUN 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: ALEXANDRE BARBOSA JAGUARIBE, PAULO JACINTO DO NASCIMENTO, LEONARDO DE ANDRADE COUTRO e ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO. Ausentes, ppr motivo justificado, os Conselheiros Márcio Machado Caldeira e Flávio Franco Corrêar\ f Processo nO Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10925.001557/2004-21/ : 103-22.458/ Recurso n° : 144.782/ Interessado(a) : TUMELlNI FOMENTO MERCANTIL LTOA. RELATÓRIO E VOTO Trata-se de embargos opostos com fundamento no art. 27 do RICC - Regimento Interno dos C~elhos de Contribuintes aprovado pela Portaria MF nO55/98, sob a alegação de contradição entre o acórdão e os fundamentos e conclusão do voto condutor da decisão colegiada, em relação à multa qualificada de que trata o art. 44, 11, da Lei 9.430/96. Na sessão de julgamento de 23/02/2006, esta Câmara, no exame de mérito, acompanhou o voto do relator para dar provimento parcial ao Recurso Voluntário ,/ nO144782, resultando no Acórdão nO103-22.297, ora embargado, assim ementado: "MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. O mandado de procedimento fiscal se constitui em procedimento administrativo de controle das ações fiscais - prescindível para validade do ato de lançamento tributário realizado por servidor competente nos tennos da lei. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. A Fazenda Pública dispõe de 5 (cinco) anos, contados a partir do fato gerador, para promover o lançamento de tributos e contribuições sociais enquadrados na modalidade do _ art. 150 do CTN, a do lançamento por homologação. Inexistência de pagamento, ou descumprimento do dever de apresentar declarações, não alteram o prazo decadencial nem o tenno inicial da sua contagem. LUCRO ARBITRADO. FACTORING. As empresas que tem o factoring por objeto social estão sujeitas à apuração do IRPJ pelo regime de tributação do lucro real e, conseqüentemente, obrigadas a manter escrituração com observância -- das leis comerciais e fiscais. A inexistência de escrituração nesses tennos autoriza a apuração ex officio com base nos critérios do lucro arbitrado. 2 MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA NÃO CONTABILIZADA. FACTORING. Caracterizam receitas omitidas os valores creditados em conta de depósito (ou de investimento) mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Na determinação ex officio da receita omitida por empresa de factoring, nos tennos do art. 42 da Lei 9.430/96, para que se considere, como receita bruta tributável, a diferença verificada entre o valor de aquisição e o valor de face do título ou direito creditório adquirido, cabe ao sujeito passivo provar que o,s depósitos são provenientes de recursos originados da atividade (factoring). ( '\ fi'144.782*MSR*20/06/06 Processo n° Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10925.001557/2004-21 : 103-22.458 CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. O princIpIO constitucional da capacidade contributiva é dirigido ao legislador, como fator orientador na produção das leis, / e não à autoridade lançadora, que atua apenas na condição de agente aplicador da lei, dentro dos limites e condições por ela fixados. MULTA EX OFFICIO. CONFISCO. O princípio constitucional da vedação ao , confisco é dirigido aos tributos em geral, não alcança as multas de lançamento ex officio. -MULTA QUALIFICADA. A aplicação da multa qualificada pressupõe a ~ comprovação inequívoca do evidente intuito de fraude. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. A decisão relativa ao auto de infração matriz deve ser igualmente aplicada no julgamento do auto de infração decorrente ou reflexo, uma vez que ambos os lançamentos, matriz e reflexo, estão apoiados nos mesmos elementos de convicção." Na conclusão do seu voto, assim dispôs o relator: "Pelo exposto, rejeito a preliminar de nulidade do lançamento; acolho a preliminar de decadência em relação ao fato gerador do segundo trimestre de 1999, quanto a IRPJ e CSLL, e aos fatos geradores até julho (inclusive) de 1999, quanto a PIS e Cofins; e, no mérito, dou provimento parcial ao recurso para reduzir a multa ex officio para o seu percentual ordinário de 75% previsto no art. 44, I, da Lei 9.430/96." Por sua vez, o acórdão foi lavrado com o seguinte texto: "Por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade do lançamento tributário; por unanimidade de votos, ACOLHER a preliminar de decadência do direito de constituir o crédito tributário do IRPJ e da CSLL referentes aos fatos geradores do 2° trimestre de 1999, e em relação as contribuições do PIS e COFINS para os fatos geradores ocorridos até o mês ~ de julho de 1999 (incluisive) e, no mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Ausentes por motivo justificado os Conselheiros Márcio Machado Caldeira e Flávio Franco Corrêa." Bem se vê a divergência em relação à conclusão sobre a multa ex officio. Revendo os autos, percebi que houve equívoco na lavratura do acórdão, uma vez que a questão foi enfrentada no voto do relator e julgada conforme o seu entendimento, adiante transcrito: "Os fatos descritos e os elementos trazidos aos autos representam indícios de possIveIs operações montadas para evitar, de modo contrário à lei, o pagamento de tributos. Entretanto, indício não significa prova, como deveras sabido. Como não há prova inequívoca da /' intenção de fraudar, o fato tributário se encontra no campo da dúvida. Nesses casos, cabe ao aplicador da lei interpretá-la da maneira mais favorável ao contribuinte, exatpmente como prescrito pelo artigo 112 do CTN "I ~ 144,782'MSR"20J06l06' 3 (~ \ ~ Processo nO Acórdão nO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA : 10925.001557/2004-21 : 103-22.458 A jurisprudência administrativa consolidou o entendimento de que casos como I destes autos constituem inexatidão de declaração, sem a suficiente caracterização do element( subjetivo "evidente intuito de fraude" exigido expressamente pelo art. 44, lI, da Lei 9.430/96 com< pressuposto para aplicação da multa de 150%." Pelo exposto, com base no art. 27 do R/CC, acolho os embargos paré retificar o Acórdão nO 103-22.297 no sentido de, no mérito, dar provimento parcial ac recurso para reduzir1tmulta de lanç~mento ex officio ao seu percentual ordinário de 75% previsto pelo art. 44, I, da Lei 9.430/96, e ratificá-lo quanto aos demais itens. 144.782*MSR*20/06/06 ALOYSIO F, em 25 de maio de 2006 ;, À SILVA 4 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10935.001388/2005-91
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 107-00.649
Decisão: ACORDAM os membros da Sétima Câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: Luiz Martins Valero
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200702
turma_s : Sétima Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10935.001388/2005-91
anomes_publicacao_s : 200702
conteudo_id_s : 5635584
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 107-00.649
nome_arquivo_s : 10700649_149044_10935001388200591_029.pdf
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Luiz Martins Valero
nome_arquivo_pdf_s : 10935001388200591_5635584.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Sétima Câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
id : 4625989
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:05:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-11-28T16:07:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-11-28T16:07:46Z; created: 2012-11-28T16:07:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2012-11-28T16:07:46Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2012-11-28T16:07:46Z | Conteúdo =>
_version_ : 1713041756084240384
score : 1.0
