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Numero do processo: 10830.002533/2005-20
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO - CONTAGEM DO
PRAZO DE DECADÊNCIA - INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN
prazo para Pleitear a restituição ou cOmpensação de tributos pagos indevidamente - é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o inicio de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática nab litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio
a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter inicio com a decisão definitiva da controvérsia.
Numero da decisão: 1103-000.346
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento, para devolver os autos h. unidade de origem (DRF) para exame do mérito, nos termos do relatório e voto que integram o ente julgado.
Nome do relator: Eric Castro e Silva
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ementa_s : RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO - CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA - INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN prazo para Pleitear a restituição ou cOmpensação de tributos pagos indevidamente - é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o inicio de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática nab litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter inicio com a decisão definitiva da controvérsia.
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Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática nab litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter inicio com a decisão definitiva da controvérsia. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento, para devolver os autos h. unidade de origem (DRF) para exame do mérito, nos termos do relatório e voto que ir) egram-o ente julgado. I / / 4: ALOYSIRJO OPE C DA SILVA - Presidente ERI ASTRO E SILVA - Relator 9n 11 EDITADO EM: 0 _I Ault Lu Participaram, da Sessão de julgamento os Conselheiros: Aloysio José Percinio da Silva (Presidente), Mário Sergio Fernandes Barroso, Gervasio Nicolau Recketenvald, Marcos Shigueo Takata, Eric Moraes de Castro e Silva, Hugo Correia Sotero (Vice Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o acórdão que indeferiu Pedido de Restituição protocolado em 31/05/2005, no valor de R$ 87.294,25, oriundo de recolhimentos feitos a titulo de SIMPLES, referente ao período de apuração de 31/01/2000. A decisão recorrida entendeu ter havido a decadência ao direito de restituição, vez que transcorrido mais de 5 anos da data do pagamento indevido, conforme se observa trecho do acórdão vergastado abaixo transcrito: RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. - EXTINÇÃO DO DIREITO. 0 direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data do pagamento 68). Inconformado, vem o contribuinte no seu Recurso Voluntário de fls. 73/78 alegar que o termo inicial para a contagem da decadência do pedido de restituição não foi a data do pagamento do tributo que se pretende restituir, nos termos dos arts. 165, I e 168, I do Código Tributário Nacional, mas sim em 05/01/2005, data em que foi proferida a decisão definitiva no processo administrativo n° 10830.006891/2001-88, no qual a contribuinte restou excluída do SIMPLES. Nesse sentido, aduz a Recorrente: "A empresa Automax somente veio a possuir a disponibilidade jurídica do crédito no momento em que teve seu pedido de inclusão no SIMPLES indeferido pelo Fisco, o que ocorreu em 05 de janeiro de 2005. Assim, na data do efetivo pagamento do tributo, em quem 10/03/2000, até 05 de janeiro de 2005, a empresa não tinha fundamento para pedir restituição pois não havia nenhum pagamento indevido, vez que pensava e tentava se manter optante do SIMPLES. Somente com o indeferimento do pedido é que a empresa observou que o pagamento feito em 10/03/2000, foi feito a maior do que o devido, originando-se assim, crédito seu favor" «is. 76). Junta jurisprudência do então Conselho de Contribuinte e ao final pede o provimento do Recurso Voluntário para reconhecer o direito ao crédito e a consequente homologação das compensações. o relatório. 2 Processo n 0 10830.002533/2005-20 SI-CIT3 Acórdão n.° 1103-00.346 Fl , 2 Voto Conselheiro ERIC CASTRO E SILVA, 0 recurso satisfaz os seus requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. A questão em litígio cinge-se em definir o termo inicial para o prazo decadencial de 5 anos para propor a restituição do indébito. A decisão recorrida entende que o termo "a quo" teria sido a data do pagamento indevido, já o contribuinte defende que o termo Iinicial ocorreu na data da decisão administrativa definitiva que lhe excluiu do SIMPLES e, consequentemente, tornou indevidos os pagamentos realizados naquela sistemática de tributação. Para definir o termo inicial para a restituição do indébito tributário, importa distinguir se o valor que se pretende restituir é oriundo de situação litigiosa ou não. Se não litigiosa, de fato o prazo para pleitear sua restituição se inicia da data do pagamento indevido, nos termos do art. 165, I e art. 168, I. Contudo, se o indébito que se pretende restituir é oriundo de conflito administrativo ou judicial, o prazo de 5 anos se inicia da data da decisão definitiva que pôs termo ao litígio, nos termos do art. 168, III e art. 165, III abaixo transcritos: Art. 165. 0 sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, a restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no 5s* 4" do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no calculo do montante do débito ou na elaboração ou conferencia de qualquer documento relativo ao pagamento; Ill - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenató ria. Art. 168. 0 direito de pleitear a. restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 - (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 1. 65, da data da extinção do crédito tributário; - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão eondenatória. No caso dos autos, o valor que se pretende restituir é oriundo de recolhimento feito a titulo de SIMPLES no ano de 2000. Posteriormente, a contribuinte foi excluída da sistemática simplificada medi ante o processo administrativo n° 10830.006891/2001-88, que se encerrou em 05/01/2005. Assim, só com o fim do litígio ocorrido em 05/01/2005, que terminou por excluir a Recorrente do SIMPLES, é que o pagamento realizado em 2000 restou por ser tornar "indevido". Consequentemente, só partir de 05/01/2005 surgiu a pretensão da contribuinte em reaver aqueles valores. Em outras palavras, o fim do litígio administrativo ocorrido em 05/01/2005 é o termo inicial para a repetição do indébito objeto do pedido de restituição originário, não havendo, pois, que se falar em decadência do direito da Recorrente A. restituição. Nesse sentido e a jurisprudência deste CARF, conforme aresto abaixo colacionado: RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO - CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA - INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN - prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o inicio de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter inicio com a decisão definitiva da controvérsia, como acontece nas soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, pela edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributciria anteriormente exigida. (ACÓRDÃO 103-23.503órgão 1° Conselho de Contribuintes - 3a. Câmara Decisão 1° Conselho de Contribuintes / 3a. Câmara / ACÓRDÃO 103- 23.503 em 26.06.2008. Publicado no DOU em: 03.09.2008. Relator: Alexandre Barbosa Jaguaribe) Por todo o exposto, voto pelo provimento do Recurso para afastar a ocorrência da decadência para se pleitear a restituição, devendo os autos retornarem à Delegacia da Receita Federal de origem para que se proceda a análise do credito objeto do pedido de restituição e a sua conseqüente utilização nas compensações originariamente requeridas. como voto. ERIC CASTRO E SILVA 4
score : 1.0
Numero do processo: 13827.000239/2010-98
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/10/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETOS. INEXISTÊNCIA DE RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
Somente há que se falar em renúncia à esfera administrativa quando no processo administrativo se discutir o mesmo objeto da ação judicial. Se isso não ocorrer, então não há concomitância e a autoridade administrativa julgadora deve conhecer o mérito do litígio.
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 1301-003.638
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 13827.000234/2010-65, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Ângelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Giovana Pereira de Paiva Leite, substituída pelo Conselheiro Ângelo Abrantes Nunes.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/10/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETOS. INEXISTÊNCIA DE RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. Somente há que se falar em renúncia à esfera administrativa quando no processo administrativo se discutir o mesmo objeto da ação judicial. Se isso não ocorrer, então não há concomitância e a autoridade administrativa julgadora deve conhecer o mérito do litígio. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 13827.000234/2010-65, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Ângelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Giovana Pereira de Paiva Leite, substituída pelo Conselheiro Ângelo Abrantes Nunes.
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CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE OBJETOS. INEXISTÊNCIA DE RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. Somente há que se falar em renúncia à esfera administrativa quando no processo administrativo se discutir o mesmo objeto da ação judicial. Se isso não ocorrer, então não há concomitância e a autoridade administrativa julgadora deve conhecer o mérito do litígio. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 13827.000234/201065, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Ângelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 7. 00 02 39 /2 01 0- 98 Fl. 333DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 3 2 e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Giovana Pereira de Paiva Leite, substituída pelo Conselheiro Ângelo Abrantes Nunes. Relatório COSAN S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO recorre a este Conselho em face do acórdão proferido pela 5ª Turma da DRJ em Porto Alegre que julgou improcedente a impugnação apresentada, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF) e nos §§ 9º e 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Trata o presente processo de Pedido de Restituição de crédito referente a pagamento efetuado indevidamente ou ao maior a título de Parcelamento da Lei nº 10.684/2003, Código Receita 7122, apresentado em formulário impresso. No formulário, o interessado alegou que o pedido teria por objeto “a restituição da parcela do PAES Parcelamento Especial de que trata a Lei 10.648/2003 10.684/2003, não utilizadas pela RFB na amortização da dívida consolidada no âmbito do PAES, por terem sido recolhidas após a data dos efeitos da exclusão do referido programa, conforme dispõe o § 1º do art. 12 da Portaria Conjunta PGFN/SRF n° 3/2004”. O despacho decisório proferido pela Auditora Fiscal da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Bauru/SP não reconheceu o direito creditório, pois verificou que o referido pagamento teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte inscrito em dívida ativa. No despacho, a autoridade ponderou que a exclusão do PAES teria ocorrido com efeitos a partir de 12/03/2005, mas a Fazenda Nacional teria ajuizado processo de execução fiscal nº 2005.61.09.0031397, no qual teria sido determinado que fossem feitos Redarfs dos recolhimentos referentes ao PAES para que fossem aproveitados na quitação de débitos inscritos em Dívida da União. Assim, em cumprimento à decisão judicial, foram emitidos os Redarfs, alterandose o Código Receita dos pagamentos para 4493 – Dívida Ativa Cofins. Como o pedido de restituição tratava de tributos e contribuições administrados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, os autos foram encaminhados a ela, para que se manifestasse sobre a procedência do pedido do contribuinte. Em resposta, a PFN se manifestou pelo não reconhecimento do direito creditório, já que o pagamento teria sido imputado ao débito inscrito na CDA nº 80.6.05.04289850. Cientificado do despacho, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade de alegando que teria sido excluída do PAES indevidamente, pois teria compensado algumas parcelas com crédito prêmio do IPI, mas que teria autorização judicial para tal procedimento e que também teria ação judicial para ser reincluído no parcelamento (processo nº 2008.61.00.0218613). Fl. 334DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 4 3 Defendeu que antes mesmo de ser proferida decisão definitiva judicial, teriam entrado em vigor as Medidas Provisórias nº 449/2008 e 470/2009, as quais teriam permitido o parcelamento de débitos compensados com créditoprêmio de IPI. O interessado afirmou que teria optado por reparcelar os débitos, através da MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, mas que teria sido obrigado a desistir e renunciar às ações judiciais para ser incluído em tal parcelamento. Alegou que o montante pago durante sua adesão ao Paes e os débitos consolidados deveriam ter sido aproveitados no novo parcelamento, conforme inc. II, art. 3º da Lei nº 11.941/2009, mas que isso não teria ocorrido. O contribuinte discordou do procedimento da Procuradoria da Fazenda Nacional, por ter imputado os pagamentos sem antes consultálo, alegando ofensa ao contraditório, por não ter sido aberto prazo para impugnação. Atribuiu que teria ocorrido compensação de ofício, conforme o § 2º do art. 49 da IN RFB nº 900/2008, nas imputações de pagamentos levadas a efeito pela Procuradoria da Fazenda Nacional, mas que não teria sido concedido o prazo de quinze (15) dias para o contribuinte se manifestar. Afirmou que teria impetrado mandado de segurança, processo nº 0004232 59.2011.4.03.6108, para pleitear a nulidade da imputação dos pagamentos ocorridas nas execuções fiscais processo nº 2005.61.09.0031397, 2007.61.09.0060357, 2007.61.09.002017 7 e 2005.61.09.0039128. Alegou que os débitos executados estariam sendo discutidos judicialmente, garantidos por penhora e que não se poderia compensar de ofício débitos do sujeito passivo com a exigibilidade suspensa. Citou o art. 369 do Código Civil, dizendo ser indispensável para a compensação de ofício que o crédito estivesse vencido e fosse exigível. Defendeu que a imputação de débitos não seria permitida nos casos em que houvesse penhora e discussão em embargos à execução, pois haveria o risco da União receber o crédito duas vezes, pela via administrativa (compensação de ofício) e pela via judicial (execução fiscal). Por outro lado, afirmou que na manifestação de inconformidade visava o reconhecimento do crédito, que não deveria ser analisado pela óptica da execução fiscal, mas como crédito originário das parcelas do Paes. O interessado aduziu que o inc. II, do art. 3º, da Lei nº 11.941/2009, deveria prevalecer sobre a IN RFB nº 900/2008, pelo princípio da hierarquia das leis, de modo que o reparcelamento do débito pela Lei nº 11.941/2009 faria com que o as parcelas pagas durante sua opção pelo Paes fossem computadas para amortizar os débitos do novo parcelamento. Concluiu, para requerer a reforma da decisão e o reconhecimento integral do direito creditório. Fl. 335DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 5 4 Analisando a manifestação de inconformidade apresentada, a turma julgadora de primeira instância consideroua improcedente. Entendeu o colegiado a quo que o contribuinte teria submetido ao Poder Judiciário a questão da utilização do pagamento a maior, ora requerido, de ofício por parte da PGFN para quitar outros débitos objeto de execução fiscal. E não havendo mais recolhimento disponível, entenderam os julgadores que não haveria liquidez e certeza necessárias ao reconhecimento do indébito. O contribuinte foi cientificado da decisão e apresentou tempestivamente recurso voluntário. Em síntese, além de reafirmar os argumentos de sua impugnação, questiona a conclusão da decisão de primeira instância de que haveria concomitância da matéria tratada nos presentes autos com o Mandado de Segurança n° 000423259.2011.4.03.6108, tratandose, de questão prejudicial ao deslinde da presente contenda. Requer o sobrestamento do presente julgamento até que seja proferida decisão definitiva no Mandado de Segurança por ela impetrado, e, ao final, seja provido seu recurso, reconhecendose o direito creditório pleiteado. É o relatório. Fl. 336DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1301003.634, de 12/12/2018, proferido no julgamento do Processo nº 13827.000234/2010 65, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1301003.634): "1 ADMISSIBILIDADE O recurso é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade do recurso, dele, portanto, tomo conhecimento. 2 MÉRITO Conforme relatado, a Recorrente pleiteia reconhecimento de direito creditório (restituição) de pagamento indevido a título do parcelamento a que se refere a Lei nº 10.684/2003 (PAES código de receita 7122). Contudo, no bojo da Execução Fiscal n° 2005.61.09.0031397, que tramitou perante a 2ª Vara Federal de Piracicaba, deferiuse o pedido formulado pela Fazenda Nacional determinandose que os valores recolhidos indevidamente a título de PAES fossem alocados aos débitos objeto de execução fiscal (por meio do denominado “REDARF”). Após a adoção, por parte da Receita Federal, do procedimento determinado pelo Poder Judiciário, a Fazenda Nacional requereu a extinção da execução, levando o E. Juiz Federal a prolatar sentença de mérito julgando extinta a execução com fundamento no art. 794, inciso I do Código de Processo Civil e a consequente extinção dos embargos à execução fiscal opostos pelo contribuinte (sem resolução de mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil). Tais decisões transitaram em julgado. Posteriormente, a Recorrente impetrou o Mandado de Segurança n° 000423259.2011.4.03.6108 insurgindose contra o procedimento autorizado adotado na execução fiscal em questão, postulando a anulação das imputações realizadas mediante utilização do pagamento a maior realizado no âmbito do PAES. Fl. 337DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 7 6 Foi prolatada sentença denegando a segurança, conforme informado pela própria Recorrente. Interposto recurso de apelação, em consulta ao sítio do TRF da 3ª Região, constatei que em 07 de junho de 2017 a 3ª Turma daquele Tribunal, por unanimidade de votos, negoulhe provimento1. Opostos embargos de declaração, os mesmos foram 1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO RETIDO NÃO REITERADO. MANDADO DE SEGURANÇA. SENTENÇA DE INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. MÉRITO PREJUDICADO. NULIDADE INEXISTENTE. IMPUGNAÇÃO À IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO FEITA PELO FISCO APÓS AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DADA NO EXECUTIVO FISCAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE E DE ILEGALIDADE. VIA IMPRÓPRIA. DISCUSSÃO CABÍVEL EM CADA FEITO EXECUTIVO CONFORME EFEITOS DA DECISÃO E ESTADO DO PROCESSO. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. 1. Não reiterado, em razões ou contrarrazões, não se conhece do agravo retido. 2. Rejeitada a preliminar de nulidade da sentença, pois assentada a inadequação da via eleita para a discussão proposta, o respectivo mérito resta prejudicado, não se cogitando de falta de motivação da sentença quanto a este pedido. 3. No mérito, as alocações de pagamento contra as quais se insurge a impetrante foram expressamente autorizadas, em 07/02/2007, pelo Juízo da execução fiscal 000313968.2005.4.03.6109, como se constata da cópia da decisão que, naqueles autos, rejeitou a exceção de préexecutividade oposta pelo contribuinte. Nesta medida, tratase de procedimento que, muito embora cabível e realizado, via de regra, na seara administrativa, incidiu, no caso, de maneira superveniente a executivos fiscais já em curso. É dizer, tratase de ato judicializado desde a sua origem, de modo que seus efeitos propriamente originamse nas execuções fiscais em relação às quais procedeu o órgão fazendário ao encontro de contas. 4. Concluise, daí, que correta a sentença, no que entendeu que as imputações de pagamento realizadas de ofício pelo Fisco deveriam ser discutidas nos autos em que foram observados seus efeitos, e não em ação mandamental de liame probatório alheio a tais feitos. 5. A discussão sobre o eventual excesso, por produção de efeitos em outra causa, além daquela em que restou deferida a medida, deve ser deduzida, precisamente, nos autos respectivos, a partir de fatos concretos, e não em sede de mandado de segurança para produzir efeitos genéricos em prejuízo de eventuais atos e decisões judiciais proferidas. 6. A inadequação da via eleita pelo contribuinte para discussão do ato impugnado resta patente da mera análise perfunctória de alguns dos executivos fiscais pertinentes às CDAs afetadas pelo procedimento. É de se observar, por exemplo, que a execução fiscal 000313968.2005.4.03.6109, referida pela sentença, foi extinta, por sentença datada de 07/02/2011 meses antes do ajuizamento do presente mandamus , sem notícia de interposição de recurso, a despeito da apelante reiteradamente referirse ao executivo como "em trâmite". Pretendese, portanto, provimento de viés rescisório, a desconstituir a coisa julgada, formada, aliás, muito depois da própria decisão que determinou as imputações ora contestadas. A hipótese é vedada expressamente pelo artigo 5º, III, da Lei 12.016/2009 e amplamente rejeitada pela jurisprudência. 7. De outra parte, como se constata da consulta ao sistema informatizado da Terceira Região, em decisão datada de 22/06/2015, a execução fiscal 000603516.2007.4.03.6109 foi suspensa, por adesão a parcelamento. Dado que as cópias mais recentes daqueles autos constantes da mídia acostada neste feito datam de 23/05/2011, não há informação disponível sequer para tomar conhecimento da totalidade dos eventos que seriam afetados pela hipotética procedência do pedido deduzido neste apelo, a evidenciar que o presente mandamus é meio impróprio para a análise que se requer. 8. Em ainda um terceiro exemplo, nos autos 000668563.2007.4.03.6109 (embargos à execução fiscal 0003912 16.2005.4.03.6109) os efeitos das alocações de pagamento aqui discutidas foram afastados em sede de apelação, para se reconhecer a existência de causa extintiva anterior do débito (a saber, compensação), rejeitandose, ali, a tese fazendária. 9. É inviável que se analise o ato tido como coator em abstrato e de maneira absolutamente desvinculada de sua própria eficácia, que se propaga diversamente em diferentes execuções fiscais. Portanto, não merece reforma a sentença. 10. Mesmo que assim não fosse, é de se observar que, deferidas judicialmente as imputações, o seu cabimento, se insatisfeito o contribuinte, deveria ter sido objeto de irresignação recursal, a tempo e modo, pela via própria para a articulação da questão. Dado que o agravo de instrumento interposto à decisão em foco (0025162 31.2007.4.03.0000) não veiculou nada a este respeito, é forçosa a conclusão de que o presente mandamus revestir seia de substitutivo recursal (caso o mérito não se encontrasse precluso), caso em que também não é admitido, conforme já decidiu o Superior Tribunal de Justiça em caso análogo. Fl. 338DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 8 7 rejeitados. Houve interposição de recursos especial e extraordinário pelo contribuinte, e, até esta data, não consta no sítio do Tribunal o resultado de suas admissibilidades. No que diz respeito à possível concomitância entre o presente processo administrativo e o Mandado de Segurança impetrado pela Recorrente, entendo assistir razão ao contribuinte, uma vez que inexiste identidade de objetos entre as demandas administrativa e judicial: enquanto no presente processo se requer o reconhecimento do pagamento indevido no âmbito do PAES, e a consequente restituição dos valores em questão, a discussão no âmbito do processo judicial diz respeito à possibilidade de utilização desse indébito, a pedido da PGFN, para quitação de débitos do contribuinte cobrados em sede de execução fiscal, pedido esse deferido pelo Poder Judiciário em decisão transitada em julgada e que o contribuinte procurou desconstituir por meio da impetração de Mandado de Segurança, sem sucesso até o momento em julgamentos já realizados em primeira e segunda instância. Conforme se observa, não há identidade de objetos entre a demanda, uma vez que não há, cumulativamente, identidade entre o pedido e a causa de pedir dos processos administrativo e judicial, elementos essenciais para caracterização da concomitância. Corroborando tal entendimento, há também inúmeros precedentes do CARF: 11. É certo que, do acervo probatório, o Fisco pautouse, quanto às alocações de pagamento, pela autorização ampla dada pelo Juízo da execução fiscal nº 000313968.2005.4.03.6109, de modo que, nada obstante o ofício 84/2007EFADI tenha se restringido às CDAs 80.2.05.03099919, 80.4.05.00019188, 80.6.05.04289770, 80.6.05.04289850 e 80.7.05.01330458, o procedimento foi adotado também para as dívidas em cobro em outros executivos fiscais. Desta constatação, contudo, não decorre a viabilidade da presente ação mandamental, mas a necessidade de se suscitar este mérito em cada uma das execuções fiscais afetadas, caso entendida como abusiva a conduta do Fisco, pelas razões já expostas. 12. Neste tocante, devese distinguir o mérito das alocações de pagamento efetuadas da legalidade do procedimento adotado. Assim, de dizerse que a decisão que autorizou a realização do procedimento, em determinado âmbito, restou inatacada, não resulta, necessariamente, que tenha havido coisa julgada material quanto à regularidade das alocações de pagamento realizadas, como constou do parecer acadêmico entregue pela apelante à Turma. A matéria poderia ser veiculada, nos autos próprios, inclusive a título de defesa contra ato superveniente praticado pelo Fisco, se existente via processual para tanto, a partir de impugnação a cargo da parte interessada. Não seria possível, porém, usar de mandado de segurança como extensão impugnativa em relação às vias próprias e específicas, como pretendido. 13. Pelo contrário, o alicerce do raciocínio aqui desenvolvido, como se percebe, é justamente o de que a legalidade do procedimento adotado pelo Fisco, se posta em dúvida, deve ser discutida nos autos em que manifestados seus efeitos. É pressuposto lógico do raciocínio, pois, que não está a se considerar, em abstrato e como premissa inarredável, a existência de coisa julgada material a tornar as alocações de pagamento inatacáveis, independentemente da situação processual ocorrida em cada um dos executivos fiscais. 14. Apelação a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por unanimidade, negar provimento ao apelo, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. São Paulo, 07 de junho de 2017. CARLOS MUTA Desembargador Federal Fl. 339DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 9 8 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA Nº 1 do Carf. A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. A concomitância caracterizase pela irrefutável identidade entre o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Recurso Especial do Contribuinte Negado. (Acórdão n° 9303003.348 – 3ª Turma da Câmara Superior, sessão de 10/12/2015, Relator Conselheiro Rodrigo da Costa Possas) PAF CONCOMITÂNCIA – INOCORRÊNCIA. Não há concomitância, quando não coincidentes os objetos dos processo judicial e administrativa. Precedente do STJ e da CSRF. (Acórdão n° 3402 002.084 – 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, Relator Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça) PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. Caracteriza se a concomitância guando o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais guardam irrefutável identidade. [...](Acórdão n° 3402 002.204 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, Relator Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho) No mesmo sentido, assim decidiu o E. STJ: “TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MANDADO DE SEGURANÇA. AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA DE RECORRER NA ESFERA ADMINISTRATIVA. IDENTIDADE DO OBJETO. ART. 38, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI Nº 6.830/80. 1. Incide o parágrafo único do art. 38, da Lei nº 6.830/80, quando a demanda administrativa versar sobre objeto menor ou idêntico ao da ação judicial. 2. A exegese dada ao dispositivo revela que: "O parágrafo em questão tem como pressuposto o princípio da jurisdição una, ou seja, que o ato administrativo pode ser controlado pelo judiciário e que apenas a decisão deste é que se torna definitiva, Fl. 340DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 10 9 com o trânsito em julgado, prevalecendo sobre eventual decisão administrativa que tenha sido tomada ou pudesse vir a ser tomada. (...) Entretanto, tal pressupõe a identidade de objeto nas discussões administrativa e judicial". (Leandro Paulsen e René Bergmann Ávila. Direito Processual Tributário. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003, p. 349). 3. In casu, os mandados de segurança preventivos, impetrados com a finalidade de recolher o imposto a menor, e evitar que o fisco efetue o lançamento a maior, comporta o objeto da ação anulatória do lançamento na via administrativa, guardando relação de excludência. 4. Destarte, há nítido reflexo entre o objeto do mandamus – tutelar o direito da contribuinte de recolher o tributo a menor (pedido imediato) e evitar que o fisco efetue o lançamento sem o devido desconto (pedido mediato) ¬ com aquele apresentado na esfera administrativa, qual seja, anular o lançamento efetuado a maior (pedido imediato) e reconhecer o direito da contribuinte em recolher o tributo a menor (pedido mediato). 5. Originárias de uma mesma relação jurídica de direito material, despicienda a defesa na via administrativa quando seu objeto subjugase ao versado na via judicial, face a preponderância do mérito pronunciado na instância jurisdicional. 6. Mutatis mutandis, mencionada exclusão não pode ser tomada com foros absolutos, porquanto, a contrario sensu, tornase possível demandas paralelas quando o objeto da instância administrativa for mais amplo que a judicial. 7. Outrossim, nada impede o reingresso da contribuinte na via administrativa, caso a demanda judicial seja extinto sem julgamento de mérito (CPC, art. 267), pelo que não estará solucionado a relação do direito material. 8. Recurso Especial provido, divergindo do ministro relator. (cf. Ac. da 1ª Turma do STJ no REsp nº 840.556¬AM; Reg. nº 2006/0085196 9, em sessão de 26/09/06, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, Rel p/Ac Min. LUIZ FUX, publ. in DJU de 20/11/06 p. 286) Tal entendimento é corroborado, inclusive, pela própria RFB, conforme Parecer Normativo Cosit nº 7 de 22 de agosto de 2014: Conclusão 21. Por todo o exposto, concluise que: Fl. 341DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 11 10 a) a propositura pelo contribuinte de ação judicial de qualquer espécie contra a Fazenda Pública, em qualquer momento, com o mesmo objeto (mesma causa de pedir e mesmo pedido) ou objeto maior, implica renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso de qualquer espécie interposto, exceto quando a adoção da via judicial tenha por escopo a correção de procedimentos adjetivos ou processuais da Administração Tributária, tais como questões sobre rito, prazo e competência; b) por conseguinte, quando diferentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que concerne à matéria distinta;[grifos nossos] [...] Superada a questão da inexistência de renúncia à esfera administrativa, no mérito, entendo não assistir razão à Recorrente. No que diz respeito ao sobrestamento do feito até o trânsito em julgado no bojo do Mandado de Segurança n° 000423259.2011.4.03.6108, não havendo qualquer decisão que suspenda os efeitos da sentença na Execução Fiscal n° 2005.61.09.00313972 (com decisão transitada em julgado), na qual já se utilizou o crédito ora pleiteado pela Recorrente, há de se prosseguir o presente julgamento administrativo levandose em consideração que o crédito ora requerido não só já foi reconhecido pela própria PGFN ao requerer seu aproveitamento para quitação de débito do contribuinte objeto de execução fiscal, como também exaurido quando de seu aproveitamento integral no bojo daquela contenda executiva. Vejase que o imbróglio não se originou com o pedido da PGFN – em 2007 em aproveitar tais recolhidos, mas sim da tentativa do contribuinte, no ano de 2010, de requerer restituição de valores já utilizados no ano de 2007, ainda que a pedido da PGFN, para o adimplemento de débitos do contribuinte, sendo que tal encontro de contas se deu mediante sentença transitada em julgado e não contestada pela Recorrente. A mera tentativa do contribuinte de anular tal decisão não pode ter o condão de manter sobrestado o julgamento de um pedido de restituição natimorto, pois, no momento do pedido de restituição, os valores pagos a maior já haviam sido utilizados para quitação de outros débitos, e sequer o contribuinte havia impetrado o Mandado de Segurança (proposto somente em 23/05/2011) com objetivo de anular a decisão judicial, digase de passagem, transitada em julgado, que acolheu o pedido da PGFN para utilização dos valores ora requeridos para quitação de débitos do contribuinte. 2 Muito antes pelo contrário, pois, conforme já esclarecido, em 07/06/2017 a 3ª Turma do TRF da 3ª Região confirmou a sentença que denegou a segurança pleiteada. Fl. 342DF CARF MF Processo nº 13827.000239/201098 Acórdão n.º 1301003.638 S1C3T1 Fl. 12 11 No que diz respeito ao mérito do procedimento adotado pela PGFN e da decisão judicial transitada em julgado, por óbvio, este Tribunal Administrativo não possui competência para tal revisão. Como consequência, no mérito, não há mais qualquer indébito a se reconhecer nos presentes autos, sob pena de duplicidade de utilização por parte da Recorrente. 3 CONCLUSÃO Isso posto, voto por rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto por rejeitar o pedido de sobrestamento do julgamento e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Fl. 343DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11060.000195/2005-12
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI ACUMULADO NO TRIMESTRE. PROCEDÊNCIA.
É passível de ressarcimento o saldo credor de IPI apurado no trimestre com base em notas fiscais devidamente registradas, decorrente de aquisição de produtos empregados no processo produtivo. Créditos fora desse contesto são passíveis de glosa.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO.
0 regime alternativo de apuração do crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 10.276, de 2001, admite, na sua base de cálculo, os valores consumidos a titulo de energia elétrica, como efetivamente considerada pela fiscalização.
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
Considera-se definitiva a glosa, na esfera administrativa, da matéria não expressamente impugnada.
Numero da decisão: 3401-005.685
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Cássio Schappo - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: CASSIO SCHAPPO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI ACUMULADO NO TRIMESTRE. PROCEDÊNCIA. É passível de ressarcimento o saldo credor de IPI apurado no trimestre com base em notas fiscais devidamente registradas, decorrente de aquisição de produtos empregados no processo produtivo. Créditos fora desse contesto são passíveis de glosa. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO. 0 regime alternativo de apuração do crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 10.276, de 2001, admite, na sua base de cálculo, os valores consumidos a titulo de energia elétrica, como efetivamente considerada pela fiscalização. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considera-se definitiva a glosa, na esfera administrativa, da matéria não expressamente impugnada.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Cássio Schappo - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI ACUMULADO NO TRIMESTRE. PROCEDÊNCIA. É passível de ressarcimento o saldo credor de IPI apurado no trimestre com base em notas fiscais devidamente registradas, decorrente de aquisição de produtos empregados no processo produtivo. Créditos fora desse contesto são passíveis de glosa. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO. 0 regime alternativo de apuração do crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 10.276, de 2001, admite, na sua base de cálculo, os valores consumidos a titulo de energia elétrica, como efetivamente considerada pela fiscalização. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva a glosa, na esfera administrativa, da matéria não expressamente impugnada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente. (assinado digitalmente) Cássio Schappo Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 0. 00 01 95 /2 00 5- 12 Fl. 1154DF CARF MF Processo nº 11060.000195/200512 Acórdão n.º 3401005.685 S3C4T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes. Relatório Tratam os autos de Pedido de Ressarcimento de IPI referente a saldo credor acumulado no 1º Trimestre de 2003, no valor de R$ 9.037,50 através do PER/DCOMP 16241.73861300604.1.1.013687 e de crédito presumido de IPI do 1º Trimestre de 2003, no valor de R$ 11.189,67 através do PER/DCOMP 37079.99860.110803.1.1.013411. A DRF de Santa Maria, em cumprimento ao MPF nº 10.1.03.00200500038 7, realizou procedimento de verificação da legitimidade dos créditos de IPI pleiteados, emitiu Relatório de Verificação Fiscal (efls.533 a 559), concluindo pelo reconhecimento de Crédito Básico no valor de R$ 8.901,95 (Glosa de R$ 135,55) e de Crédito Presumido no valor de R$ 9.173,32 (Glosa de R$ 2.016,35). Encerrado o procedimento de verificação fiscal foi expedido Despacho Decisório (fls.561) pelo deferimento parcial do pedido, nos termos propostos pela fiscalização. Discordando do Despacho emitido pela unidade de origem a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, aduzindo em seu arrazoado o direito ao crédito presumido de IPI e estendeu comentários sobre gastos com energia elétrica, alegando que esses valores não foram comtemplados pelo levantamento fiscal, tendo sido desrespeitado o texto da lei. Requer a recomposição da base de cálculo do IPI com a inclusão dos gastos com energia elétrica e complementado o ressarcimento de que tem direito. A 3ª Turma da DRJ/POA julgou improcedente a manifestação de inconformidade e manteve o Despacho Decisório que indeferiu parcialmente os valores dos créditos pleiteados, com fundamentos sintetizados na ementa assim elaborada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. 0 regime alternativo de apuração do crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 10.276, de 2001, admite, na sua base de cálculo, os valores consumidos a titulo de energia elétrica, como efetivamente considerada pela fiscalização. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva a glosa, na esfera administrativa, da matéria não expressamente impugnada. Solicitação Indeferida Do Recurso Voluntário Fl. 1155DF CARF MF Processo nº 11060.000195/200512 Acórdão n.º 3401005.685 S3C4T1 Fl. 4 3 O sujeito passivo ingressou tempestivamente com recurso voluntário contra a decisão de primeiro grau (efls.1105), limitandose a reeditar sua Manifestação de Inconformidade. Dandose prosseguimento ao feito o presente processo foi objeto de sorteio e distribuição à minha relatoria. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Cássio Schappo O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado a Contribuinte pleiteou o ressarcimento de créditos de IPI via PER/DCOMP, referente ao 1º Trimestre de 2003. Do crédito acumulado no período o fisco glosou o valor de R$ 135,55 relativo a duas Notas Fiscais: a de n° 721075, emitida por Ferramentas Gerais, com IPI destacado de R$ 119,67, referente aquisição de Empilhadeira Hidráulica (janeiro/03); e a de n° 22237, emitida por Werk Schott Automatização, com IPI destacado de R$ 15,88 (março/03), que não se enquadram no conceito de insumos, “conforme disposto no artigo 11, da lei n° 9.779, de 1999 e artigo 4° da IN/SRF n° 33, de 1999, além do Parecer Normativo CST n° 65/79 (matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagens)”. Quanto ao crédito presumido de IPI, o fisco procedeu a reconstituição do DCP – Demonstrativo de Apuração do Crédito Presumido e apurou uma diferença de R$ 2.016,35 passando o crédito presumido de R$ 11.189,67 para R$ 9.173,32. Foi efetuada análise da legitimidade dos créditos escriturados a título de “Crédito Presumido de IPI”, atentandose para o fato do contribuinte ter optado pelo regime alternativo de que trata a Lei nº 10.276/2001 a partir do ano calendário 2003. De acordo com esse diploma legal, compõe o cálculo as aquisições de insumos já previstas na Lei 9.363/1996, as aquisições de energia elétrica e combustível, utilizada no processo industrial e o valor correspondente à prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, quando o encomendante for o contribuinte do IPI. O regime alternativo de que se valeu o contribuinte, introduziu alterações na fórmula utilizada para se determinar o valor do Crédito Presumido de IPI, o que foi detalhado pelo fisco às efls.544. Nas folhas seguintes foram comentados os itens que integraram a nova formula e conferidos os seus registros, procedendose os ajustes de acordo com a legislação pertinente. Em nenhum momento a Recorrente se opôs aos cálculos e valores apresentados pelo fisco no Relatório de Verificações Fiscais, como também, não contestou as glosas realizadas tanto do crédito acumulado de IPI do 1º Trimestre de 2003 como do crédito presumido de IPI do período. Fl. 1156DF CARF MF Processo nº 11060.000195/200512 Acórdão n.º 3401005.685 S3C4T1 Fl. 5 4 Os argumentos de defesa trazidos pela Recorrente abordam os seguintes fatos: (i) que o beneficiário do crédito presumido de IPI é a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais, tendo como finalidade compensar a incidência de PIS e COFINS sobre as aquisições de insumos aplicados na produção; (ii) nessa condição de empresa produtora e exportadora de produtos nacionais, faz jus ao crédito presumido de IPI pleiteado no valor de R$ 11.189,67; (iii) que tem direito à inclusão da energia elétrica na base de cálculo do crédito presumido de IPI, calculado nos termos fixados pela Lei 10.276/2001; Como se vê, a peça recursal é uma reedição da manifestação de inconformidade, deixando evidente que a Recorrente não deu a devida atenção para o Relatório de Verificações Fiscais que embasou o Despacho Decisório, além de não aterse aos fundamentos da decisão recorrida. Em nenhum momento o fisco deixou de reconhecer o direito do contribuinte ao crédito presumido de IPI e mais especificamente, quanto ao consumo de energia elétrica, nos termos fixados pela Lei nº 10.276/2001. As glosas realizadas tratam de ajustes feitos na determinação da base de cálculo para apuração do crédito presumido de IPI, que se quer foi objeto de contestação, permanecendo a recorrente em pleno silêncio. Repetese aqui o que já foi citado pelo Auditor Fiscal autor do voto do acórdão recorrido, art. 17 do Decreto nº 70.235/1972, com a redação dada pelo art. 67 da Lei nº 9.532/1997: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Quanto ao consumo de energia elétrica, também ficou assentado no voto da decisão recorrida: “7.1. É certo que os valores de energia elétrica passaram a ser admitidos na base de cá1culo do beneficio, a partir da publicação da Lei nº 10.276, de 2001, que introduziu o regime alternativo de apuração do crédito presumido IPI, estando expressamente admitida a inclusão desses valores, no art. 1º do referido diploma legal”; e assim foi reconhecido pelo fisco com inclusão desse item na composição da base de cálculo para apuração do crédito presumido de IPI. Por tudo que foi discutido nos presentes autos, chegase a conclusão que a peça recursal serviu apenas para protelar o reconhecimento aos fatos que levaram o fisco a glosar parte do crédito de IPI pleiteado. Não assiste razão à Recorrente, devendo ser mantida a decisão recorrida por seus próprios fundamentos. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Cássio Schappo Fl. 1157DF CARF MF Processo nº 11060.000195/200512 Acórdão n.º 3401005.685 S3C4T1 Fl. 6 5 Fl. 1158DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 18470.723637/2017-53
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2013
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE - CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIA - SÚMULA CARF Nº 1
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício.
Numero da decisão: 2002-000.540
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de diligência suscitada pela conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez e em não conhecer do recurso. Vencida a conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, que vencida na proposta de diligência, votou por conhecer do recurso.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(assinado digitalmente)
Thiago Duca Amoni - Relator.
Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
Nome do relator: THIAGO DUCA AMONI
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2013 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE - CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIA - SÚMULA CARF Nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIA SÚMULA CARF Nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de diligência suscitada pela conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez e em não conhecer do recurso. Vencida a conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, que vencida na proposta de diligência, votou por conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Relator. Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 0. 72 36 37 /2 01 7- 53 Fl. 55DF CARF MF 2 Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (efls. 04 a 08), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu autuação pela omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício. Tal omissão gerou lançamento de imposto de renda pessoa física suplementar de R$ 4.576,41, acrescido de multa de ofício no importe de 75%, bem como juros de mora. Impugnação A notificação de lançamento foi objeto de impugnação, às efls. 02 a 14 dos autos, que conforme decisão da DRJ: 1. O demonstrativo de apuração do imposto devido incluiu, além do valor omitido (linha 2), o valor dos proventos de aposentadoria (linha 1), elevando o valor a ser recolhido; 2. O recolhimento de valores sobre a aposentadoria é que faz com que o impugnante solicite o recálculo do imposto devido; 3. O contribuinte ajuizou ação contra a União Federal, alegando a isenção do imposto de renda por ser portador de moléstia grave, tendo sido dado provimento ao autor, em 11/05/17, pela Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro; 4. Assim, pede o cancelamento parcial do débito fiscal reclamado A impugnação foi apreciada na 18ª Turma da DRJ/RJO que, por maioria, em 16/10/2017, no acórdão 1292.326, às efls. 26 a 29, julgou pelo não conhecimento da impugnação. Recurso voluntário Ainda inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, às efls. 36 a 43 no qual alega, em síntese, que foi beneficiado pela isenção de IRPF por ser portador de moléstia grave, conforme sentença proferida pela 2º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro. É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Duca Amoni Relator Pelo que consta no processo, o recurso é tempestivo, já que o contribuinte foi intimado do teor do acórdão da DRJ em 12/12/2017, efls. 32, e interpôs o presente Recurso Fl. 56DF CARF MF Processo nº 18470.723637/201753 Acórdão n.º 2002000.540 S2C0T2 Fl. 54 3 Voluntário em 05/01/2018, efls. 36, posto que atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Conforme os autos, o lançamento tributário foi baseado na omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício O contribuinte, em sua defesa, alega que seus rendimentos são isentos por ser portador de moléstia grave, confirmada pelo JuIZado Especial do Rio de Janeiro, nos autos do processo nº 000016454.2011.4.02.5151/02. A DRJ assim se posicionou: A conclusão que se impõe é que, com a propositura de ação judicial, o contribuinte manifestou recusa à instância administrativa de julgamento, já que a matéria discutida nesta jurisdição é objeto também de discussão junto ao Poder Judiciário, ou seja, a isenção por moléstia grave sobre os rendimentos de aposentadoria e pensão declarados pelo sujeito passivo e também relacionados na linha 01 do Demonstrativo de Cálculo da Notificação de Lançamento. Assim, este Órgão Julgador Administrativo está impedido de apreciar se os rendimentos declarados pelo interessado estão ou não abarcados pela isenção do imposto de renda. Com efeito, no tocante a esse aspecto, não há que se falar em julgamento administrativo neste sentido, posto que a solução do litígio está a cargo da Justiça. Da exegese do artigo 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88, do artigo 39, XXXI, do Regulamento de Imposto de Renda (RIR Decreto 3.000/99) e do artigo 30 da Lei nº 9.250/95 para o gozo da regra isentiva devem ser comprovados, cumulativamente (i) que os rendimentos sejam oriundos de aposentadoria, pensão ou reforma, (ii) que o contribuinte seja portador de moléstia grave prevista em lei e (iii) que a moléstia grave esteja comprovada por laudo médico oficial. Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina Fl. 57DF CARF MF 4 especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (...) Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensã(...) XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (...) A jurisprudência deste CARF segue a mesma linha: REQUISITO PARA A ISENÇÃO RENDIMENTOS DE APOSENTADORIA OU PENSÃO E RECONHECIMENTO DA MOLÉSTIA GRAVE POR LAUDO MÉDICO OFICIAL LAUDO MÉDICO PARTICULAR CONTEMPORÂNEO A PARTE DO PERÍODO DA AUTUAÇÃO LAUDO MÉDICO OFICIAL QUE RECONHECE A MOLÉSTIA GRAVE PARA PERÍODOS POSTERIORES AOS DA AUTUAÇÃO IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ISENÇÃO O contribuinte aposentado e portador de moléstia grave reconhecida em laudo médico pericial de Fl. 58DF CARF MF Processo nº 18470.723637/201753 Acórdão n.º 2002000.540 S2C0T2 Fl. 55 5 órgão oficial terá o benefício da isenção do imposto de renda sobre seus proventos de aposentadoria. Na forma do art. 30 da Lei nº 9.250/95, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. O laudo pericial oficial emitido em período posterior aos anoscalendário em debate, sem reconhecimento pretérito da doença grave, não cumpre as exigências da Lei. De outro banda, o laudo médico particular, mesmo que contemporâneo ao período da autuação, também não atende os requisitos legais. Acórdão nº 10616928 29/05/2008) A matéria é sumulada pelo CARF: Súmula CARF nº 63: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Declarante Contudo, como bem apontou a DRJ, o contribuinte se antecipou a fiscalização e provocou o Poder Judiciário, motivo pelo qual abdicou da instância administrativa para a discussão da matéria. Logo, face a concomitância de instâncias, aplico a súmula 1 do CARF, cuja redação é: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial Diante do exposto, não conheço do presente Recurso por haver concomitância de processo judicial e administrativo, declarando a definitividade da exigência fiscal na instância administrativa. (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Fl. 59DF CARF MF 6 Fl. 60DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10830.007159/2002-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO.
Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre imposto sobre lucro líquido - ILL.
DECLINADA A COMPETÊNCIA.
Numero da decisão: 3101-001.282
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário e declinar da competência para a apreciação da matéria em favor da Primeira Seção de Julgamento.
(assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Relator.
EDITADO EM: 25/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Leonardo Mussi da Silva, Valdete Aparecida Marinheiro e Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: Corintho Oliveira Machado
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre imposto sobre lucro líquido - ILL. DECLINADA A COMPETÊNCIA.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário e declinar da competência para a apreciação da matéria em favor da Primeira Seção de Julgamento. (assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres - Presidente. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Relator. EDITADO EM: 25/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Leonardo Mussi da Silva, Valdete Aparecida Marinheiro e Corintho Oliveira Machado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre imposto sobre lucro líquido ILL. DECLINADA A COMPETÊNCIA. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário e declinar da competência para a apreciação da matéria em favor da Primeira Seção de Julgamento. (assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Relator. EDITADO EM: 25/11/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 71 59 /2 00 2- 14 Fl. 158DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Leonardo Mussi da Silva, Valdete Aparecida Marinheiro e Corintho Oliveira Machado. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase: Tratase de pedido protocolizado em 24/07/2002 (fl. 01) solicitando a restituição do valor de R$109.154,28, que corresponde ao montante atualizado dos recolhimentos efetuados no período entre 18/05/1990 e 30/09/1992, demonstrativo à fl. 70 e DARF às fls. 66/69, juntando às fls. 02/10 o ANEXO com a motivação do pedido, adiante sintetizada: Valores referentes ao ILL indevidamente pagos no período compreendido entre 1989 e 1992 por força do disposto no art. 35 da Lei nº 7.713, de 1988 (...) Diante do reconhecimento expresso da inconstitucionalidade da exigência ( ... ), formalizado pelo Secretário da Receita Federal através da Instrução Normativa SRF nº 63/97, publicada no DOU de 25/07/1997. O Serviço de Orientação e Análise Tributária SEORT da DRF Campinas/SP em 09/02/2007 propôs o INDEFERIMENTO do pedido de restituição, por meio do Despacho Decisório de fls. 79/81 assim ementado: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. CRÉDITO ORIUNDO DE PAGAMENTOS EFETUADOS A TÍTULO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (ILL). Não opera efeitos a suspensão da execução do art. 35 da Lei nº 7.713/88 quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do encerramento do períodobase. DECADÊNCIA DO DIREITO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário. PEDIDO INDEFERIDO. O chefe do SEORT, por concordar com o inteiro teor do citado Despacho do SEORT, por delegação de competência da Delegada da Receita Federal em Campinas/SP Portaria nº 142, de 28/11/2002, em 12/02/2007 INDEFERIU o pedido de restituição, sendo expedido o COMUNICADO SEORT/DRF/CPS Nº 259/2007, fl. 83, dando conhecimento da decisão proferida. Com a ciência em 16/02/2007 (Aviso de Recebimento AR à fl. 97), em 20/03/2007 a peticionária interpôs a manifestação de inconformidade de fls. 84/95, por meio de seus advogados e Fl. 159DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 3101001.282 S3C1T1 Fl. 142 3 bastantes procuradores (procuração à fl. 12 e substabelecimento à fl. 96), aduzindo o que a seguir se sintetiza. Destaca a manifestante que a aplicação do art. 35 da Lei nº 7.713/88 foi suspensa por meio da Resolução do Senado Federal nº 82/96, o que inspirou a edição pela Receita Federal da Instrução Normativa nº 63, de 24/07/1997, na qual ficou expressamente consignada a proibição da constituição de créditos da Fazenda Nacional no que se refere ao Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido nas sociedades por cotas de responsabilidade limitada, em que o contrato social não preveja, na data do períodobase, disponibilidade imediata e automática dos lucros aos sóciosquotistas. A manifestante contesta o entendimento da autoridade administrativa no que concerne ao prazo de decadência/prescrição, afirmando inexistir respaldo na jurisprudência pátria, na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional. Assevera a manifestante que segundo jurisprudência do Conselho de Contribuintes a contagem do prazo decadencial, nas hipóteses em comento, tem início na data em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida. Transcreve jurisprudência administrativa. Assim consigna: Por fim, cumpre salientar que em momento algum o contrato social da ora manifestante determina a distribuição IMEDIATA e AUTOMÁTICA do lucro líquido apurado ao final de cada períodobase. O que se infere da leitura infere da leitura da cláusula 8ª do referido contrato é que, uma vez apurados lucros ou prejuízos, eles serão suportados ou distribuídos igualmente entre os sócios, embora estes tenham contribuindo desigualmente para a formação do capital social (cláusula quarta). Pelo contrário, o contrato social da Demandante não possui cláusula que obrigue a sociedade distribuir os lucros ou prejuízos, quanto mais determine o momento desta distribuição, sequer informando qual a percentagem de lucros ou prejuízos a ser distribuída aos sócios e qual parcela a ser reinvestida ou suportada pela sociedade, o que, data vênia o entendimento do I. julgador administrativo, torna impossível sua distribuição IMEDIATA e AUTOMÁTICA. Ao final, requer a reforma integral do despacho recorrido para afastar a decadência alegada e deferir a restituição integral dos valores referentes ao ILL no período destacado nos autos, atualizados monetariamente e acrescidos de juros equivalentes à SELIC. Fl. 160DF CARF MF 4 A DRJ em CAMPINAS/SP indeferiu a solicitação. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 116 e seguintes, onde requer a reforma do decisum. Ato seguido, a Repartição de origem encaminhou os presentes autos para apreciação do órgão julgador de segundo grau. Relatados, passo a votar. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. A matéria, hodiernamente, é de competência da Primeira Seção deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por força do disposto no inciso VII do artigo 2º do Anexo II do Regimento Interno do Conselho, instituído pela Portaria MF nº 256/2009 (competência residual). Dessarte, em virtude de o presente recurso tratar de matéria alheia às competências desta Seção, suscito a preliminar de inexistência de competência desta Seção para julgar a matéria e, por via de conseqüência, devese declinar da competência para a Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. No vinco do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso, e endereçálo à competente Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para julgamento. Sala das Sessões, em 25 de outubro de 2012. (assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Fl. 161DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 3101001.282 S3C1T1 Fl. 143 5 Fl. 162DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12448.728958/2017-45
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2015
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. NÚMERO DE MESES.
Para comprovar o número de meses associados aos rendimentos recebidos acumuladamente, faz-se necessária a apresentação de documentos atinentes à ação judicial correspondente.
Numero da decisão: 2002-000.673
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente e Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
Nome do relator: CLAUDIA CRISTINA NOIRA PASSOS DA COSTA DEVELLY MONTEZ
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2015 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. NÚMERO DE MESES. Para comprovar o número de meses associados aos rendimentos recebidos acumuladamente, faz-se necessária a apresentação de documentos atinentes à ação judicial correspondente.
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RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. Recorrente HUGO BLASQUEZ OLMEDO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2015 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. NÚMERO DE MESES. Para comprovar o número de meses associados aos rendimentos recebidos acumuladamente, fazse necessária a apresentação de documentos atinentes à ação judicial correspondente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 89 58 /2 01 7- 45 Fl. 80DF CARF MF Processo nº 12448.728958/201745 Acórdão n.º 2002000.673 S2C0T2 Fl. 81 2 Relatório Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (fls. 7/18), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu a alterações na declaração de ajuste anual do contribuinte acima identificado, relativa ao exercício de 2016. A autuação implicou na alteração do resultado apurado de saldo de imposto a pagar declarado de R$9.048,98 para saldo de imposto a pagar de R$44.768,35. A notificação noticia omissão de rendimentos recebidos a título de benefícios ou resgates de planos de seguro de vida e compensação indevida de IRRF sobre rendimentos recebidos acumuladamente. O lançamento também alterou o número de meses associado aos rendimentos recebidos acumuladamente, de 16 meses para um. Na complementação da descrição dos fatos (fl.11), consta que, intimado, o sujeito passivo não apresentou documentos hábeis para comprovar o IRRF e o número de meses, associados aos rendimentos recebidos acumuladamente. Impugnação Cientificada ao contribuinte em 9/10/2017, a NL foi objeto de impugnação, em 6/11/2017, às fls. 2/22 dos autos, na qual o contribuinte contestou as infrações associadas aos rendimentos recebidos acumuladamente. Manifestou concordância com a omissão de rendimentos de resgate de VGBL. A impugnação foi apreciada na 1ª Turma da DRJ/CGE que, por unanimidade, julgoua procedente em parte (fls. 52/55). O colegiado de primeira instância restabeleceu o IRRF declarado, no valor de R$22.663,15. Recurso voluntário Ciente do acórdão de impugnação em 5/6/2018 (fl. 59), o contribuinte, em 26/6/2018 (fl. 64), apresentou recurso voluntário, às fls. 64/73, no qual alega, em apertado resumo, que: demonstrativo extraído do processo judicial juntado apontaria o montante tributável recebido, bem como o número de 16 parcelas para todos os substituídos do reclamante. recibo emitido pelo sindicato de sua categoria, reclamante no processo judicial em questão, também consignaria a informação relativa às 16 parcelas. o valor correto do IRRF seria de R$22.663,15 e não de R$25.343,66. Fl. 81DF CARF MF Processo nº 12448.728958/201745 Acórdão n.º 2002000.673 S2C0T2 Fl. 82 3 Voto Conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Relatora Admissibilidade O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, assim, dele tomo conhecimento. Mérito O litígio recai sobre o número de meses associados aos rendimentos recebidos acumuladamente pelo recorrente. A autuação alterou dos 16 meses declarados para um, consignando que os documentos apresentados não comprovariam o montante declarado (fl.11). Na apreciação da impugnação, a decisão recorrida consigna: O impugnante alega que se tratam de rendimentos relativos a anos anteriores, correspondentes a dezesseis meses, sujeitos à tributação exclusiva, nos termos do art. 12A da Lei 7.713/88, e alterações posteriores. Entretanto, não constam, dos autos, a petição inicial e a sentença judicial ou o acórdão do Tribunal, documentos necessários para se conhecer a natureza dos rendimentos, nem a tabela de cálculo discriminando os meses aos quais se referem as verbas reconhecidas no provimento judicial, e posteriormente pagas ao impugnante. A planilha de cálculo de fls. 37 não discrimina os meses considerados no cálculo. Não há elementos nos autos demonstrando que o número de parcelas ali consignado, igual a dezesseis, corresponda ao período do direito reconhecido na sentença ou acórdão judicial. (destaques acrescidos) Em seu recurso, o recorrente apresenta documentos já anexados aos autos (fls.65/69). Diante desses elementos, não há reparos a se fazer à decisão de piso, uma vez que os documentos de fato não são hábeis a fazer a prova do número de meses declarado. Fl. 82DF CARF MF Processo nº 12448.728958/201745 Acórdão n.º 2002000.673 S2C0T2 Fl. 83 4 Nesse sentido, como apontado na decisão recorrida, o recorrente deveria juntar a petição inicial da ação ajuizada e a sentença judicial prolatada, de forma a demonstrar o período reclamado na ação judicial proposta e aquele acolhido na sentença proferida. Sendo parte interessada na ação judicial, tais provas estavam ao alcance do recorrente. Poderia ter juntado ainda comprovante de rendimentos emitido pela fonte pagadora dos rendimentos, no caso, a reclamada na ação judicial, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ. Conclusão Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Fl. 83DF CARF MF
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Numero do processo: 16327.907572/2012-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.362
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .9 07 57 2/ 20 12 -1 1 Fl. 137DF CARF MF Processo nº 16327.907572/201211 Resolução nº 3201001.362 S3C2T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de indeferir o Pedido de Restituição de créditos da contribuição (Cofins/PIS), decisão essa lastreada na ausência de direito creditório disponível, uma vez que os pagamentos declarados já haviam sido integralmente utilizados na quitação de débitos do contribuinte. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte havia alegado que o crédito pleiteado decorrera do recolhimento indevido da Contribuição calculada nos termos da Lei nº 9.718/1998, dado o reconhecimento da inconstitucionalidade do parágrafo 1º do seu art. 3º, que pretendeu estender a base de cálculo da contribuição para além do faturamento, ou seja, para além do resultado da venda de mercadorias e/ou de serviços. Arguiu o então Manifestante que seu pedido não deveria ter sido indeferido de plano, sem intimação para apresentar documentos e prestar os esclarecimentos necessários, sob pena de cerceamento do direito de defesa, nos termos do artigo 59 do Decreto nº 70.235/72. Segundo ele, a controvérsia sobre a inclusão das receitas financeiras na receita bruta (conceito de faturamento) das instituições financeiras encontravase pendente de decisão do Supremo Tribunal Federal e que, independentemente disso, não podiam integrar a base de cálculo das contribuições as receitas financeiras decorrentes da aplicação de seus recursos próprios e/ou de terceiros em hipóteses que não envolvessem intermediação financeira. Alegou também que, além de auferir receitas decorrentes do exercício de suas atividades sociais típicas, ele realizava também operações no seu próprio interesse, auferindo receitas financeiras em relação à aplicação de seu próprio capital de giro e capital de terceiros, bem como em razão da remuneração dos depósitos compulsórios realizados junto ao Banco Central e aplicações próprias. A Delegacia de Julgamento (DRJ) considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade, sob o fundamento de que a declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/1998 não alcançava as receitas típicas das instituições financeiras (faturamento), dentre elas as receitas oriundas da atividade operacional (receitas financeiras), como os juros sobre capital próprio decorrentes da participação no patrimônio líquido de outras sociedades e o depósito compulsório rentável. Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte reiterou seu pedido, repisando os mesmos argumentos de defesa. É o relatório. Fl. 138DF CARF MF Processo nº 16327.907572/201211 Resolução nº 3201001.362 S3C2T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido na Resolução nº 3201001.345, de 25/07/2018, proferida no julgamento do processo nº 16327.904269/201266, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 3201001.345): Tratase de demanda que discute acerca da base de cálculo das contribuições para realizar o PER/DCOMP para instituições financeiras. Sobre o tema já se posicionou a Terceira Turma Câmara Superior no Acórdão 9303 005.051, sendo o Relator Designado o Conselheiro Charles Mayer, vejamos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2005 PROCESSUAL CIVIL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA.EFEITO SUBSTITUTIVO. Matéria que foi objeto de Recurso de 1º Grau, prevalece a decisão de segundo grau em substituição da decisão recorrida. BASE DE CÁLCULO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO §1º DO ART. 3º DA LEI Nº 9.718/98. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. RECEITAS OPERACIONAIS. As receitas operacionais decorrentes das atividades do setor financeiro (serviços bancários e intermediação financeira) estão incluídas no conceito de faturamento/receita bruta a que se refere a Lei Complementar nº 70/91, não tendo sido afetado pela alteração no conceito de faturamento promovida pela Lei nº 9.718/98. Não se incluem no conceito de receitas operacionais auferidas pelas instituições financeiras as provenientes da aplicação de recursos próprios e/ou de terceiro Em recente julgado essa Turma adotou posicionamento de converter o feito em diligência nos autos 16327.720228/201481, por entender que é necessário apresentar de modo detalhado o que são operações financeiras próprias. Em que pese, ter decisão judicial com trânsito em julgado, vejo a necessidade de adotar o mesmo posicionamento do mencionado autos 16327.720228/201481, devendo o feito ser convertido em diligência (...): (...) para que a Unidade de Origem intime a Recorrente a apresentar o detalhamento de todas as suas receitas, esclarecendo aquelas que tem origem em aplicações financeiras de recursos próprios e aquelas aplicações financeiras referentes a recursos de terceiros. A resposta da Recorrente deverá trazer descrição de cada uma dessas rubricas. A Unidade de Origem, a partir da resposta da Recorrente, poderá se manifestar, caso entenda necessário, sobre as informações apresentadas, devendo cientificar a Recorrente do relatório fiscal para manifestação no prazo de 30 (trinta) dias.(Processo 16327.720228/201481) Fl. 139DF CARF MF Processo nº 16327.907572/201211 Resolução nº 3201001.362 S3C2T1 Fl. 5 4 Diante de tal, a prorrogação pode ser prorrogada por igual prazo em favor do Contribuinte. Finalmente apresentado os documentos, dê vistas à Procuradoria da Fazenda Nacional, em igual prazo para que se manifeste acerca dos documentos juntados, após, retornem para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. Destaquese que, não obstante o processo paradigma se referir unicamente à Contribuição para o PIS, a decisão ali prolatada se aplica nos mesmos termos à Cofins. Importa registrar, ainda, que, nos presentes autos, as situações fática e jurídica encontram correspondência com as verificadas no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Portanto, aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu converter o julgamento em diligência para que a Unidade de Origem intime a Recorrente a apresentar o detalhamento de todas as suas receitas, esclarecendo aquelas que tem origem em aplicações financeiras de recursos próprios e aquelas aplicações financeiras referentes a recursos de terceiros. A resposta da Recorrente deverá trazer descrição de cada uma dessas rubricas. A Unidade de Origem, a partir da resposta da Recorrente, poderá se manifestar, caso entenda necessário, sobre as informações apresentadas, devendo cientificar a Recorrente do relatório fiscal para manifestação no prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual prazo. Finalmente apresentado os documentos, dê vistas à Procuradoria da Fazenda Nacional, em igual prazo para que se manifeste acerca dos documentos juntados, após, retornem para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 140DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13609.900875/2010-96
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 2003
COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO.
Constitui crédito passível de compensação somente o valor efetivamente comprovado do saldo negativo decorrente do ajuste anual.
Numero da decisão: 1103-000.745
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade.
Nome do relator: Mário Sérgio Fernandes Barroso
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Constitui crédito passível de compensação somente o valor efetivamente comprovado do saldo negativo decorrente do ajuste anual. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Mário Sérgio Fernandes Barroso Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Cristiane Silva Costa, Manoel Mota Fonseca e Aloysio José Percínio da Silva. Relatório Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 2 2 Tratase de recurso voluntário. Primeiramente, adoto o detalhado relatório do acórdão n.º 0232.554, da Douta 3ª Turma da DRJ de Belo Horizonte – MG. “Contra o interessado acima identificado foi emitido o despacho decisório de fl. 93, por meio do qual foi parcialmente homologada a compensação de que trata o PER/DCOMP n.º 06812.90325.280307.1.7.022701 e não homologada a efetuada no PER/DCOMP n.º 28289.93292.280906.1.7.023695. A homologação parcial e a não homologação foram motivadas pela insuficiência do crédito utilizado para compensar os débitos informados. Tal crédito decorreria da apuração de saldo negativo de IRPJ referente ao exercício de 2003, anocalendário de 2002. Conforme PER/DCOMP e DIPJ, o valor desse saldo negativo seria igual a R$ 182.032,37. As parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP são constituídas exclusivamente de pagamentos, no total de R$ 182.032,37, que foram confirmadas no despacho decisório. Considerandose que, conforme DIPJ, o IRPJ anual devido é igual R$ 24.354,69, foi reconhecido saldo negativo disponível no valor de R$ 157.677,68. Os débitos indevidamente compensados somam R$ 23.037,43 (principal). Como enquadramento legal são citados os seguintes dispositivos: § 1º do art. 6º, art. 28 e art. 74 da Lei n.º 9.430, 27 de dezembro de 1996; art. 5º da IN SRF n.º 600, de 2005. A ciência do despacho se deu em 12/08/2010 (fl. 97). Em 09/09/2010 (fl. 92), foi postada a manifestação de inconformidade de fl. 01 a 04. Nela constam os seguintes argumentos: conforme ficha 12 A da DIPJ, o saldo negativo de IRPJ é igual a R$ 182.032,37; no PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010, foram compensados débitos de IRPJ dos meses de janeiro, fevereiro e maio de 2003, nos valores de R$ 11.895,14, R$ 13.175,91 e R$ 39.394,77; o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010 foi retificado pelo de n.º 10113.30677.270906.1.7.026973 e, posteriormente, pelo de n.º 22356.82570.270906.1.7.025409; para essa operação fora gerado despacho decisório, sendo apresentada manifestação de inconformidade em 03/08/2010, estando sob apreciação da autoridade administrativa; no PER/DCOMP n.º 26514.24006.300903.1.3.023092, foram compensados débitos de IRPJ de maio e junho de 2003, nos valores de R$ 5.534,79 e R$ 40.496,70; Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 3 3 o PER/DCOMP n.º 26514.24006.300903.1.3.023092 foi retificado pelo de n.º 22356.82570.270906.1.7.025409; no PER/DCOMP n.º 40418.800080.300903.1.3.026755, foi compensado débito de IRPJ de junho de 2003, no valor de R$ 32.826,54; a Receita Federal não considerou parcela de composição do crédito no valor de R$ 12.457,64, referente a imposto de renda retido por órgão público deduzido na linha 14 da Ficha 12 A da DIPJ; referida parcela foi informada no PER/DCOMP n.º 38137.85952.280907.1.7.020379, por meio do qual se pretendeu retificar o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010; referido PER/DCOMP retificador foi preenchido com erro; o número do PER/DCOMP retificado informado no PER/DCOMP retificador está errado; foi indicado o n.º 26514.24006.300903.1.3.023092, sendo que deveria ter sido indicado o n.º 41853.10054.300903.1.3.023010; em virtude disso, a Receita Federal informou que houve inclusão de novo débito, mas o que houve foi erro na indicação do PER/DCOMP; como a DIPJ é de 2003, a empresa requerente não consegue retificar o PER/DCOMP indicando a retificadora correta; pedese que se realize a retificação para constar o número correto do PER/DCOMP retificado, que a compensação seja homologada e que o crédito tributário seja anulado.” A 3ª Turma da DRJ em belo Horizonte decidiu (Ementa): “COMPENSAÇÃO SALDO NEGATIVO. Constitui crédito passível de compensação o valor efetivamente comprovado do saldo negativo decorrente do ajuste anual.” A contribuinte recorreu (resumo): Conforme ficha 12 A da DIPJ, o saldo negativo de IRPJ é igual a R$ 182.032,37; No PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010, foram compensados débitos de IRPJ dos meses de janeiro, fevereiro e maio de 2003, nos valores de R$ 11.895,14, R$ 13.175,91 e R$ 39.394,77; Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 4 4 Ocorre que por erro de preenchimento o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010 foi retificado pelo de n.º 10113.30677.270906.1.7.026973 e, posteriormente, pelo de n.º 22356.82570.270906.1.7.025409; Para essa operação fora gerado despacho decisório, sendo apresentada manifestação de inconformidade em 03/08/2010, estando sob apreciação da autoridade administrativa; No PER/DCOMP n.º 26514.24006.300903.1.3.023092, foram compensados débitos de IRPJ de maio e junho de 2003, nos valores de R$ 5.534,79 e R$ 40.496,70; A Receita Federal não considerou parcela de composição do crédito no valor de R$12.457,64, referente a imposto de renda retido por órgão público deduzido na linha 14 da Ficha 12 A da DIPJ; A referida parcela foi informada no PER/DCOMP n.º 38137.85952.280907.1.7.020379, por meio do qual se pretendeu retificar o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010, mas por erro formal se indicou a PER/DCOMP n.º26514.24006.300903.13023092. Em virtude disso, a Receita Federal informou que houve inclusão de novo débito, mas o que houve foi erro na indicação do PER/DCOMP; Como a DIPJ é de 2003, a empresa requerente não consegue retificar o PER/DCOMP indicando a retificadora correta; Voto Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso, Relator O recurso preenche o requisito de admissibilidade, motivo pelo qual dele tomo conhecimento. No recurso ora postado nenhum novo argumento foi trazido pelo contribuinte. A tal propalada retificação não foi feita, de acordo com os autos, a recorrente não logrou êxito em provar o motivo, e a manifestação de inconformidade alegada pela contribuinte não se materializa haja vista não só a falta destes documentos nos autos como a pesquisa realizada nos sistemas da RFB conforme transcrição abaixo: “Ao se referir ao PER/DCOMP retificador não admitido de n.º 22356.82570.270906.1.7.025409, o manifestante alega que a operação gerou despacho decisório, contra o qual teria apresentado manifestação de inconformidade em 03/08/2010, em apreciação (fl. 03). A alegação não se confirma e o manifestante não prova o alegado. Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 5 5 O único despacho referente ao PER/DCOMP n.º 22356.82570.270906.1.7.025409 se encontra na fl. 109 e trata da sua não admissão. A ciência desse despacho se deu em 09/03/2007 (AR, fl. 110). A alegada data de apresentação da suposta manifestação de inconformidade, 03/08/2010, é incompatível com a ciência do único despacho correlato. Consta dos registros eletrônicos do fisco, fl. 112, que nenhum número de processo foi atribuído a esse PER/DCOMP. Finalmente, a consulta de fl. 113 prova que nenhum processo foi protocolado com o CNPJ do manifestante, no período de 01/08/2010 a 30/11/2010. Cabe registrar que, diferente do alegado (fl. 03), o PER/DCOMP n.º 22356.82570.270906.1.7.025409 não retifica o PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010, mas o PER/DCOMP n.º 26514.24006.300903.1.3.023092.” Conforme fl. 111, nenhum número de processo foi atribuído ao PER/DCOMP n.º 41853.10054.300903.1.3.023010. Finalmente, a consulta de fl. 114 prova que nenhum processo foi protocolado com o CNPJ do manifestante, no período de 10/06/2010 a 12/07/2010. Assim, da mesma forma que o voto atacado, concluo que não há esta retificação propalada. Observo, ainda, que a fl. 96 mostra a homologação das Per/Dcomp indicadas pela recorrente. De qualquer maneira, mesmo se houvesse a retificação, a parcial homologação não se deu pela falta da retificadora ou coisa parecida, a negativa foi pelo fato de não se encontrar nas DIRFs os valores indicados pela recorrente conforme a linha 14, onde a dedução de retenção por órgão público consta a informação do valor de R$ 12.457,64. Contudo, as retenções de Imposto de Renda confirmadas pelas DIRFs fls. 126 a 146, apresentadas pelas fontes pagadoras confirmam que os valores de retenção por órgãos públicos somam R$ 5.354,49. Como visto, os valores de Imposto de Renda retido por órgãos públicos somam R$5.354,49. Os valores que foram deduzidos do IRPJ mensal somam R$1.229,88. Assim sendo, o excedente não utilizado na apuração do imposto de renda mensal é igual a R$4.124,61 (5.354,49 – 1.229,88). Este é o valor dedutível na linha 14 da ficha 12 A. Considerando os dados comentados, o valor confirmado para o saldo negativo de IRPJ é igual a R$ 173.699,34, conforme abaixo demonstrado, e de acordo com o voto da DRJ: Ficha 12 A Cálculo do IRPJ sobre lucro real apuração anual Linha n.º Descrição DIPJ DRJ IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL Processo nº 13609.900875/201096 Acórdão n.º 1103000.745 S1C1T3 Fl. 6 6 1 Alíquota de 15% 25.369,47 25.369,47 2 Alíquota de 6% 3 Adicional DEDUÇÕES 5 Programa de alimentação do trab. 1.014,78 1.014,78 14 Retenção por órgão público 12.457,64 4.124,61 16 IR mensal pago por estimativa 193.929,42 193.929,42 18 Imposto de Renda a Pagar (182.032,37) (173.699,34) Este foi o valor reconhecido pelo acórdão atacado, e que não tenho como alterar. Em face do exposto voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 11 de setembro de 2012 Mário Sérgio Fernandes Barroso
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Numero do processo: 10875.721093/2009-11
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005
NÃO CONHECIMENTO. RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS. AUSENTE COMPROVAÇÃO DA DIVERGÊNCIA.
Não se conhece de recurso especial quando o acórdão recorrido assenta-se em mais de um fundamento, todos autônomos e suficientes para manutenção do acórdão recorrido e a parte não traz divergência jurisprudencial com relação a todos eles.
Além disso, igualmente não se pode conhecer do recurso especial quando, com relação ao fundamento atacado, a Recorrente não traz acórdão paradigma apto a comprovar a divergência jurisprudencial em razão da ausência de similitude fática.
Numero da decisão: 9303-007.808
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Vanessa Marini Cecconello - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: VANESSA MARINI CECCONELLO
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RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS. AUSENTE COMPROVAÇÃO DA DIVERGÊNCIA. Não se conhece de recurso especial quando o acórdão recorrido assentase em mais de um fundamento, todos autônomos e suficientes para manutenção do acórdão recorrido e a parte não traz divergência jurisprudencial com relação a todos eles. Além disso, igualmente não se pode conhecer do recurso especial quando, com relação ao fundamento atacado, a Recorrente não traz acórdão paradigma apto a comprovar a divergência jurisprudencial em razão da ausência de similitude fática. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 72 10 93 /2 00 9- 11 Fl. 1431DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.432 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Tratase de recurso especial de divergência interposto pela Contribuinte VISTEON SISTEMAS AUTOMOTIVOS LTDA com fulcro nos artigos 67 e seguintes do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/09, buscando a reforma do Acórdão nº 3302002.896 proferido pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, em 08 de dezembro de 2015, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário, com ementa nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2005 a 30/04/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido A Turma a quo entendeu por negar provimento ao recurso voluntário da Contribuinte pois, em síntese, não teria ela se desincumbido do ônus de comprovar o seu direito creditório, bem como em razão da impossibilidade de apreciação dos argumentos trazidos pela Recorrente somente na via recursal e cujo litígio não foi instaurado desde a primeira instância. Além disso, no acórdão recorrido, foi consignado ter ocorrido a juntada de documentos pelo Sujeito Passivo em data posterior ao próprio julgamento do recurso voluntário, corroborando a afirmação contida no decisum de não insurgência da Contribuinte, por meio de manifestação de inconformidade, quanto ao segundo Termo de Constatação Fiscal, deixando transcorrer in albis o prazo para a sua defesa. Fl. 1432DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.433 3 Em face da referida decisão, a Contribuinte opôs embargos de declaração, os quais foram rejeitados conforme despacho s/n.º, por inexistir quaisquer vícios de omissão, obscuridade ou contradição no julgado. Não resignada, a empresa interpôs recurso especial alegando divergência jurisprudencial quanto à (a) apreciação de provas trazidas em sede recursal, nos termos do art. 16 do Decreto n.º 70.235/72; e (b) aplicação da regra da preclusão, consoante art. 17 do Decreto n.º 70.235/72, com relação à possibilidade de apreciação dos argumentos suscitados apenas em sede de recurso voluntário e cuja controvérsia não foi instaurada em primeira instância administrativa. Para comprovar o dissenso interpretativo, colacionou como paradigmas os acórdãos n.ºs 9303001.842 e 910100.514, respectivamente. Foi admitido o recurso especial do Sujeito Passivo por meio do despacho S/Nº, de 18 de janeiro de 2017, proferido pelo ilustre Presidente da 3ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por entender comprovada a divergência jurisprudencial quanto à apresentação extemporânea de documentos e à aplicação da regra da preclusão. A Fazenda Nacional apresentou contrarrazões postulando, preliminarmente, o não conhecimento do recurso especial, por ausência de cotejo analítico e de similitude fática entre os acórdãos recorrido e paradigmas, e, no mérito, a sua negativa de provimento. O presente processo foi distribuído a essa Relatora, estando apto a ser relatado e submetido à análise desta Colenda 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais 3ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o Relatório. Voto Conselheira Vanessa Marini Cecconello, Relatora Admissibilidade O recurso especial de divergência interposto pela Contribuinte é tempestivo, restando analisarse o atendimento aos demais pressupostos de admissibilidade constantes no art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015 (anterior Portaria MF n.º 256/09). Depreendese da análise do acórdão recorrido ter o mesmo fundamento em dois pontos: (a) não ter a Contribuinte se desincumbido do seu ônus probatório com relação ao crédito pleiteado, bem como (b) ausência de apresentação de defesa com relação ao segundo Termo de Constatação Fiscal no prazo legal estabelecido, o que foi corroborado pela juntada de documentos após o julgamento do recurso voluntário, impossibilitando a sua apreciação. Para elucidar a assertiva, pertinente a transcrição de trechos do acórdão recorrido, in verbis: Fl. 1433DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.434 4 [...] No presente caso, a regra acima quanto ao ônus probatório, se inverte, incumbindo ao autor a prova quanto ao fato constitutivo do seu direito. No caso em exame, a interessada declarou à Administração Tributária possuir um montante de crédito, utilizado para extinguir os débitos compensados. Nesses termos, cabe à interessada a prova da existência de seu direito, demonstrando a liquidez e certeza dos créditos alegados, utilizados para extinção do crédito tributário sob condição resolutória, através da apresentação ao fisco, quando solicitado, dos livros e documentos estabelecidos pela legislação para a comprovação da exatidão de suas informações. [...] Conforme relatado, a DCOMP apresentada foi submetida a análise pela autoridade competente para decidir acerca do direito pleiteado: ∙ Seort da DRF/Guarulhos emitiu o Despacho Decisório n° 536/2009, por meio do qual não homologou a compensação, sob o fundamento de que a documentação apresentada pela contribuinte em resposta às diversas intimações seria insuficiente para reconhecimento do crédito pleiteado, registrando ainda que o contribuinte não atendeu integralmente as intimações nos prazos fixados, deixando de apresentar elementos essenciais ao exame do pleito, Restando não homologados os créditos pleiteados, demonstrase a seguir de forma sumarizada os desdobramentos e tramitação processual respectivos. Uma vez nãohomologada a compensação declarada à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), é facultada ao sujeito passivo a apresentação de manifestação de inconformidade às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ contra a nãohomologação da compensação pela autoridade competente para decidir o pleito (no prazo de trinta dias da ciência da nãohomologação), assim como a apresentação de recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF contra o acórdão das DRJ que manteve a não homologação da compensação (no prazo de trinta dias da ciência do acórdão), conforme previsão dos §§ 7º a 10 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Usando da faculdade que lhe o confere o referenciado dispositivo legal, o contribuinte ingressou com a Manifestação de Inconformidade acompanhada dos documentos de fls. 273/554. Na sequência, a 3ª Turma da DRJ/Campinas decidiu converter o julgamento em diligência, por meio da Resolução nº 2.961, de 14/06/2010. [...] Ante o exposto constatase que foram feitas várias intimações, antes de ser exarado o Despacho Decisório não homologatório de fls. n° 536/2009 e ainda, após instaurado o litígio, a instância julgadora a quo, diante da novel documentação apresentada na Manifestação de Inconformidade converteu o julgamento em diligência, em razão de sua competência regimental, nos termos do 1art.233, inciso IV, da Portaria MF nº 203, de 2012, DOU de Fl. 1434DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.435 5 17/05/2012, que aprova o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB para julgamento de litígio instaurando em decorrência de apresentação de inconformidade contra apreciações das autoridades em processos relativos a compensação, para que a autoridade jurisdicionante, competente para decidir o pleito procedesse a análise da documentação apresentada, ensejando em decorrência os dois termos de constatação fiscal acima mencionados, sendo importante ressaltar que ao exarar o primeiro Termo de Constatação, após cientificado, o contribuinte solicitou prazo adicional para apresentação de documentos, sendo acolhido, se não expressamente, de maneira tácita, já que novos documentos foram apreciados, resultando no segundo Termo de Constatação Fiscal, fls. 713/717. Verificase assim que quanto ao aspecto material, visando conferir a liquidez e certeza do crédito alegado, foi procedida a verificação junto ao contribuinte do suporte probatório que lhe competia demonstrar, conforme dispõe a legislação de regência, quantos às operações que ensejariam referido crédito, no entanto como já sobejamente explicitado, o contribuinte ofereceu apenas parte da documentação, que se mostrou insuficiente para homologar totalmente o crédito pleiteado. Digno de nota que embora regularmente cientificado do segundo Termo de Constatação Fiscal, declinou o contribuinte de exercer o seu direito de defesa, já que não houve a contestação na Manifestação de Inconformidade quanto ao referido termo. Inferese portanto que o contribuinte não desincumbiu do ônus probatório que lhe competia para demonstrar a certeza e liquidez de seu crédito. Inexistindo contestação acerca do segundo termo de contestação a instância a quo procedeu ao julgamento com a apreciação das matérias litigadas na Manifestação de Inconformidade apresentada e o resultado da diligência solicitada, cujo conteúdo decisório se demonstra a seguir, por alguns excertos: [...] Do ponto de vista formal, com fulcro no art. 17 do Decreto nº 70.235, de 1972, com a redação da Lei nº 9.532, de 1997, [Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997), assim os argumentos de mera presunção quanto ao direito à via recursal, ainda que silente em relação à primeira instância, não podem ser acolhidos, uma vez que as matérias submetidas à primeira instância determinam os limites do litígio na via contenciosa administrativa, de modo que a matéria não contestada em primeira instância administrativa, suscitada pela recorrente somente na peça recursal, tornase preclusa, visto que não instaurado o litígio quanto à essa matéria, condição, segundo a norma que rege o processo administrativo fiscal para submeterse ao duplo grau de jurisdição. [...] Digno ainda de nota que a solicitação de juntada de documentos em 15/12/2015, conforme relatado foi efetuada após o julgamento do presente processo, corroborando a fundamentação já delineada quanto a não Fl. 1435DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.436 6 apresentação de manifestação de inconformidade relativa ao segundo Termo de Constatação no prazo legal estabelecido com os motivos de fato e de direito para fundamentar sua contestação, bem como os pontos de discordância, as razões e provas que visassem infirmar o referido termo. Assim os documentos apresentados somente em 15/12/2015 não encontram respaldo nas disposições excepcionais previstas nos §§ 4º, 5º e 6º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações respectivas: [...] Nesse mister, ante os fundamentos acima expostos deixo de conhecer a contestação somente em sede recursal quanto ao segundo Termo de Constatação Fiscal, fls. 713/717, mantendo in totum a decisão de piso, bem como os documentos cuja solicitação de juntada foi posterior ao julgamento do presente processo. [...] A Contribuinte, ao apresentar o seu recurso especial, insurgiuse tão somente quanto ao argumento da análise de provas apresentadas posteriormente à manifestação de inconformidade e à preclusão, não tendo realizado a comprovação da divergência com relação à atribuição do ônus probatório. Assentandose a decisão em mais de um fundamento, sendo eles autônomos entre si para a manutenção do julgado, é necessário que a parte se insurja quanto a todos eles para que tenha prosseguimento o recurso especial. Nesse sentido é a Súmula do STF n.º 283: " É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles". Além disso, com relação ao tema de insurgência análise de provas juntadas aos autos após a manifestação de inconformidade e preclusão não houve a devida comprovação da divergência jurisprudencial por meio dos paradigmas apresentados, conforme despacho de exame de admissibilidade exarado no processo n.º 16098.000064/200955, do mesmo Contribuinte, o qual tem idênticos acórdãos recorrido e paradigmas. Naqueles autos, a negativa de seguimento ao apelo especial deuse em razão da ausência de comprovação do dissenso interpretativo, com base nos seguintes argumentos, que passam a integrar o presente julgado: [...] 1 – COFINS – PROVA – APRECIAÇÃO DE PROVAS APRESENTADAS EXTEMPORANEAMENTE – ART. 16 DO DECRETO Nº 70.235/72 Para comprovar o dissenso foi colacionado, como paradigma, o Acórdão nº CSRF/9303001.842. Vejamos sua ementa: [...] Fl. 1436DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.437 7 Inicialmente importa ressaltar que o recurso especial é remédio para solução de divergências na interpretação da legislação tributária. Não cabe à Instância Especial a reapreciação do conjunto probatório. A recorrente parte da premissa equivocada de que o acórdão recorrido teria rechaçado a possibilidade de apreciar provas apresentadas extemporaneamente. Tal não se deu. Não há decisão, no acórdão recorrido, que negue a apreciação das provas apresentadas a destempo, em tese. A rejeição às provas juntadas extemporaneamente, no presente caso, fundamentase no fato material de terem sido apresentadas, conforme a exposição da relatora, depois da data julgamento do acórdão recorrido. Sustenta a recorrente que o acórdão recorrido teria cometido equívoco, ao considerar a data da apresentação das provas em 15/12/2015, quando, alega, foram apresentadas em 01/12/2015. Alega ainda que tal circunstância foi objeto de sustentação oral, porém não acatada pela Turma (folha 1.177 e 1.178). Tais alegações foram rebatidas, em despacho de admissibilidade de embargos, em outros processos da empresa julgados na mesma sessão pela Turma. Neste presente processo os embargos foram rejeitados porque intempestivos. De qualquer modo, o que resta é que o fundamento do acórdão recorrido, neste aspecto, é a ausência das provas quando do julgamento, portanto, decorre a incomparabilidade com o paradigma apresentado. Assim, sendo diversos os fundamentos dos arestos comparados, não há demonstração de divergência jurisprudencial quanto a esta matéria. 2 – COFINS – MATÉRIA PRECLUSA ART. 17 DO DECRETO Nº 70.235/72 Para comprovar o dissenso foi colacionado, como paradigma, o Acórdão nº CSRF/910100.514. Vejamos sua ementa, transcrita na parte de interesse ao presente exame: [...] O paradigma expressa a tese de que, no contexto da apreciação do instituto da preclusão, previsto no art. 17 do Decreto nº 70.235/72, devese diferenciar a “defesa” dos “fundamentos de defesa”. A primeira não poderia ser inovada, enquanto os segundos, sim. Em outras palavras, a preclusão incidiria sobre as infrações cometidas e não defendidas, isto é, se todas as infrações tiverem sido contestadas em recurso inicial, eventual recurso a instância superior poderia apresentar novas teses jurídicas. Porém, o acórdão recorrido considerou que o contribuinte não apresentou nenhuma defesa nem defesa, nem fundamentos de defesa perante as infrações apontadas no resultado da diligência fiscal, resultado da diligência fiscal que restou convalidado pela DRJ. Com efeito, o acórdão recorrido relata que o contribuinte foi intimado a manifestarse acerca dos resultados da diligência fiscal que calculou o crédito afinal acatado pela instância julgadora a quo e não o tendo feito, não remanesceu qualquer litígio. Confirase trecho (folha 966): [...] Fl. 1437DF CARF MF Processo nº 10875.721093/200911 Acórdão n.º 9303007.808 CSRFT3 Fl. 1.438 8 Ressalto que fato de o cálculo ter sido feito apenas em sede de diligência fiscal solicitada pela DRJ foi responsabilidade do contribuinte, posto que não apresentou, na fase anterior, os documentos solicitados. Portanto, a responsabilidade para que a oportunidade de defesa sobre as infrações apontadas tenha se dado após a manifestação de inconformidade também é do contribuinte. [...] Portanto, nenhuma das infrações e diferenças de cálculo apontadas na referida diligência fiscal final foi objeto de “defesa” ou “fundamentos de defesa” por parte do contribuinte, na primeira instância administrativa. Desse modo, a distinção vazada pelo paradigma se revela inócua no presente caso, razão pela qual concluise que não foi demonstrada a divergência quanto a esta matéria. [...] Diante do exposto, não se conhece do recurso especial da Contribuinte. É o voto. (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello Fl. 1438DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10380.017515/2008-31
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
INCIDÊNCIA DE IRPF. FÉRIAS, ABONOS E LICENÇAS PRÊMIO CONVERTIDOS EM PECUNIA DURANTE O CONTRATO. INAPLICABILIDADE DO RESP 1.112.745/SP.
Somente não incide imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de férias, abonos e licença prêmio não gozadas convertidas em pecúnia, em relação às verbas pagas por ocasião da aposentadoria ou quando da extinção do contrato de trabalho.
Numero da decisão: 9202-007.534
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento parcial, para manter a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP, vencidas as conselheiras Ana Paula Fernandes, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Patrícia da Silva.
Nos termos do Art. 58, §5º, Anexo II do RICARF, a conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa (suplente convocada) não votou nesse julgamento, por se tratar de questão já votada pela conselheira Patrícia da Silva na reunião anterior, e por estar ausente momentaneamente.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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FÉRIAS, ABONOS E LICENÇAS PRÊMIO CONVERTIDOS EM PECUNIA DURANTE O CONTRATO. INAPLICABILIDADE DO RESP 1.112.745/SP. Somente não incide imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de férias, abonos e licença prêmio não gozadas convertidas em pecúnia, em relação às verbas pagas por ocasião da aposentadoria ou quando da extinção do contrato de trabalho. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em darlhe provimento parcial, para manter a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP, vencidas as conselheiras Ana Paula Fernandes, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Patrícia da Silva. Nos termos do Art. 58, §5º, Anexo II do RICARF, a conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa (suplente convocada) não votou nesse julgamento, por se tratar de questão já votada pela conselheira Patrícia da Silva na reunião anterior, e por estar ausente momentaneamente. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em Exercício AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 01 75 15 /2 00 8- 31 Fl. 159DF CARF MF 2 (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento (fls. 51/54), relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF correspondente ao exercício 2004, anocalendário 2003, por meio do qual exigese do recorrente IRPF suplementar em virtude de omissão de rendimentos recebidos de Pessoa Jurídica ( Caixa Econômica Federal), no valor de R$ 21.212,32. Na apuração do imposto devido foi compensado Imposto de Renda Retido (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 1.415,99. O autuado apresentou impugnação, tendo Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE julgado a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário em sua integralidade. Apresentado Recurso Voluntário pelo autuado, os autos foram encaminhados ao CARF para julgamento do mesmo. Em sessão plenária de 17/07/2013, foi dado provimento ao Recurso Voluntário, prolatandose o Acórdão nº 2802002.434 (fls. ), com o seguinte resultado: " Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para que seja cancelado o lançamento, concedida a restituição apurada na Declaração de Ajuste Anual que foi a base para a notificação de lançamento, atualizada, observado o quanto já foi restituído, e que seja cancelada a compensação de ofício que objetivou extinguir o crédito tributário constituído pela notificação de lançamento ora anulada., nos termos do voto da relatora. Vencido o(s) Conselheiro(s) Jaci de Assis Júnior que negava provimento. O Conselheiro Jaci de Assis Júnior apresentou declaração de voto.” O acórdão encontrase assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE LICENÇA PRÊMIO NÃO GOZADA. APIP. A jurisprudência do CARF e do STJ é pacífica no sentido de que não incide imposto de renda sobre férias e APIP(Ausências Permitidas Para Tratar de Assuntos Particulares) não gozadas e convertidas em pecúnia. Precedentes STJ. Precedentes CARF. Fl. 160DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 3 3 Recurso Voluntário Provido. O processo foi encaminhado para ciência da Fazenda Nacional, em 26/07/2013 para cientificação em até 30 dias, nos termos da Portaria MF nº 527/2010. A Fazenda Nacional opôs em 04/09/2013, portanto, tempestivamente, Recurso Especial (fls. ). Em seu recurso visa a reapreciação da seguinte matéria: se a isenção de Imposto de Renda sobre verbas de férias e licençaprêmio é condicionada à comprovação de que não foram gozadas por necessidade de serviço. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme o Despacho s/nº da 2ª Câmara, de 27/10/2014 (fls. ), conforme acórdão paradigma nº 10611.479. Em seu recurso alega que: · Preliminarmente, devese ter em mira que, de acordo com o artigo 176 c/c o art. 111, ambos do Código Tributário Nacional, a isenção é sempre decorrente de lei e que esta deve ser interpretada literalmente, não se admitindo, portanto, interpretação extensiva com a finalidade de alcançar assuntos diferentes dos ali contidos. · Cita que o art. 3º, § 4º, da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988 preceitua que a tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. · Traz o artigo 43 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999), que assim determina: “Art. 43. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Lei nº 4.506, de 1964, art. 16, Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, Lei nº 8.383, de 1991, art. 74, e Lei nº 9.317, de 1996, art. 25, e Medida Provisória nº 1.76955, de 11 de março de 1999, arts. 1º e 2º): (...) II – férias, inclusive as pagas em dobro, transformadas em pecúnia ou indenizadas, acrescidas dos respectivos abonos; III – licença especial ou licençaprêmio, inclusive quando convertida em pecúnia;” · Diz que nesse sentido, a Coordenação Geral de Tributação – COSIT já firmou entendimento de que integram o rendimento tributável as verbas trabalhistas, tais como: salários, férias adquiridas ou Fl. 161DF CARF MF 4 proporcionais, licençaprêmio, 13º salário proporcional, quinquênio ou anuênio, aviso prévio trabalhado, abonos, folgas adquiridas, prêmio em pecúnia e qualquer outra remuneração especial, ainda que sob a denominação de indenização, conforme item nº 4 do Parecer Normativo COSIT nº 1, de 08 de agosto de 1995. · Salienta que a comprovação da necessidade de serviço como condição para a nãoincidência do tributo justificase exatamente pelo fato das indenizações não representarem um acréscimo patrimonial, por se destinarem a reparar um decréscimo no patrimônio do sujeito passivo, restabelecendo o status quo ante; ou seja, a indenização deveria reparar, no caso presente, o dano sofrido pelo empregado, em razão da impossibilidade de fruição das férias e da licençaprêmio por motivos imperiosos sustentados pelo empregador, dano esse que não se vislumbrou no caso, ao menos não nos moldes exigidos para que se pudesse entender pela nãoincidência tributária, uma vez não confirmada a impossibilidade de fruição das férias e da licença por motivos aduzidos pelo empregador. · Conclui, portanto, que o autuado não trouxe aos autos documentos que demonstrem que deixou de gozar licençaprêmio ou férias por necessidade do serviço, fazendose imperioso, nesse caso, a incidência do imposto de renda. Cientificado do Acórdão nº 2802002.434, do Recurso Especial da Fazenda Nacional e do Despacho de Admissibilidade admitindo o Resp da PGFN em 20/11/2014, o contribuinte apresentou em 01/12/2014, portanto, tempestivamente, contrarrazões (fls. 145). · Alega a obviedade de tratarse de necessidade de serviço, dado o ano em questão (2003) em que vinham de incontestável carência de pessoal nos quadros da Empresa, que passou a atuar com muito mais ênfase no crédito à pessoa física, no crédito habitacional e ainda atender os programas sociais de repasse de renda do Governo Federal; e ainda questiona: “qual o motivo de uma Empresa Pública como a CAIXA, sem estar obrigada em lei ou contrato de trabalho, indenizar pecuniariamente a licença prêmio adquirida pelo empregado e parte das férias ao invés de gozálas?” · Traz as ementas de votos de acórdãos que demonstram a jurisprudência do CARF, verbis: IRPF. NÃO INCIDÊNCIA. FÉRIAS E LICENÇAS PR~EMIO NÃO GOZADAS. PRESUNÇÃO DA NECESSIDADE DO SERVIÇO. Não incide imposto de renda sobre valores recebidos a título de férias e licenças prêmio não gozadas, devido a sua natureza indenizatória. É desnecessária a comprovação de que houve necessidade do serviço, porque o não usufruto de tal benefício estabelece uma presunção em favor do empregado. Recurso Voluntário Provido. (Acórdão nº 2102001.101) Fl. 162DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 4 5 CONVERSÃO EM PECÚNIA DE LICENÇA PRÊMIO, ISENÇÃO DE IRPF. A Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais através do Acórdão CSRF/0103.256 firmou entendimento no sentido de que “Os valores recebidos a título de licença prêmio e de férias, quando indenizadas, fato que constitui presunção o sentido de que houve necessidade de serviço, assumem natureza indenizatória e, consequentemente, não são alcançados pela incidência de imposto de renda. (Acórdão nº 2102 000.849) Traz também o entendimento do STJ sobre a questão: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS FÍSICAS. ABONO PECUNIÁRIO DE FÉRIAS E CONVERSÃO DE LICENÇASPRÊMIO EM PECÚNIA. ENTENDIEMNTO DESTE STJ PELA NÃOINCIDÊNCIA DO IMPOSTO. COMPENSAÇÃO. TAXA SELIC. TERMO INICIAL. APLICAÇÃO DO §4º DO ART. 39 DA LEI 9.250/95. RECURSO ESPECIAL Nº 661.475 – CE (2004/00680660) (...) Além disso, destacase que as decisões reiteradas deste Tribunal são no sentido de dispensar a exigência de comprovação da necessidade de serviço, constante dos enunciados sumulares retro. Nesse sentido, já se decidiu que “a incidência do Enunciado 136 da Corte não depende da comprovação da necessidade de serviço, porquanto o nãousufruto de tal benefício estabelece uma presunção em favor do empregado (...)” É o relatório. Fl. 163DF CARF MF 6 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora. Pressupostos de Admissibilidade O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, conforme despacho de Admissibilidade, fls. 145. Ressaltese que não serão conhecidas as contrarrazões apresentados uma vez que são intempestivas. Do Mérito De forma objetiva a delimitação da lide, conforme consta do despacho de admissibilidade, cingese a incidência de IRPF sobre os valores de Conversão de Licença Prêmio e Conversão de APIP e de Abono Pecuniário de Férias. Segundo o recorrente buscase afastar a natureza indenizatória da verba defendida pelo acórdão recorrido. Quanto à discussão, entendo correta a interpretação trazida pelo Conselheiro Jaci de Assis Junior, já que não existe nos autos, demonstração de que os valores foram recebidos em função de rescisão contratual, razão pela qual entendo inaplicável ao caso concreto o REsp. 1.112.745/SP: Mormente as sempre balizadas ponderações da ilustre Conselheira Relatora, permitome discordar da conclusão do voto, vez que entendo que a jurisprudência do STJ transcrita em seu voto é clara no sentido de que as verbas pleiteadas pelo Recorrente (Conversão de Licença Prêmio e Conversão de APIP e de Abono Pecuniário de Férias) somente se caracterizariam isentas quando percebidas em virtude de aposentadoria ou de rescisão de contrato de trabalho, dado o seu caráter indenizatório, senão vejamos: “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.FUNGIBILIDADE RECURSAL. ACLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. VERBA PAGA POR MERA LIBERALIDADE DO EMPREGADOR. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. FÉRIAS VENCIDAS E NÃO GOZADAS. NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. 1. (...) 2. A jurisprudência desta Corte já consolidou entendimento, inclusive em sede de recurso repetitivo, na sistemática do art. 543C, do CPC, no sentido de que "as verbas pagas por liberalidade na rescisão do contrato de trabalho são aquelas que, nos casos em que ocorre a demissão com ou sem justa causa, são pagas sem decorrerem de imposição de nenhuma fonte normativa prévia ao ato de dispensa (incluindose aí Programas de Demissão Voluntária PDV e Acordos Fl. 164DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 5 7 Coletivos),dependendo apenas da vontade do empregador e excedendo as indenizações legalmente instituídas. Sobre tais verbas a jurisprudência é pacífica no sentido da incidência do imposto de renda já que não possuem natureza indenizatória" (REsp. 1.112.745/SP). 3. A jurisprudência desta Corte também é pacífica no sentido de que não incide imposto de renda sobre verbas indenizatórias, decorrentes de rescisão do trabalho de trabalho sem justa causa, relativas ao abono pecuniário de férias, e sobre a conversão em pecúnia dos direitos não gozados, tais como licença prêmio, indenização por período de estabilidade a que faria jus o empregado, férias vencidas e proporcionais e seu Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 2802002.434 S2TE02 Fl. 108 11 respectivo adicional. (AgRg no REsp 1.116.564/SP, DJe 13.11.2009; AgRg no REsp 1.018.422/SP, DJe 13.5.2009) 4. Hipótese em que o acórdão recorrido foi reformado apenas para determinar a incidência de imposto de renda sobre verbas pagas por mera liberalidade do empregador. 5. (...) (EDcl no REsp 930.345/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/04/2010, DJe 07/05/2010) (grifos não são do original). PROCESSUAL CIVIL – MANDADO DE SEGURANÇA – SENTENÇA – INTIMAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – NECESSIDADE – QUESTÃO PACIFICADA PELA EG. PRIMEIRA SEÇÃO – IMPOSTO DE RENDA – DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA – "INDENIZAÇÃO ESPECIAL" (GRATIFICAÇÃO) – VERBAS INDENIZATÓRIAS. (...) 3. A jurisprudência desta Corte está pacificada no sentido de que os valores recebidos pelo empregado a título de ausências permitidas para tratar de assuntos particulares (APIP's), licença prêmio convertida em pecúnia, férias não gozadas, férias proporcionais e respectivos terços constitucionais, não estão sujeitos à incidência do imposto de renda quando da rescisão do contrato de trabalho por iniciativa do empregador, dado o seu caráter indenizatório. 4. Recurso especial da Fazenda Nacional não provido e provido o do contribuinte. (REsp 885.722/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 10/06/2008, DJe 30/06/2008) (grifos não são do original). Fl. 165DF CARF MF 8 Também no mesmo sentido posso acrescentar a seguinte decisão proferida STJ, no Resp. nº 1.111.223/SP, Rel. Ministro Castro Meira, PRIMEIRA SEÇÃO STJ, julgado em 22/04/2009. Dje 04/05/2009: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA. VERBAS RECEBIDAS A TÍTULO DE FÉRIAS PROPORCIONAIS E RESPECTIVO TERÇO CONSTITUCIONAL. RECURSO SUBMETIDO AO PROCEDIMENTO DO ART. 543C DO CPC E DA RESOLUÇÃO STJ 08/08. 1. Os valores recebidos a título de férias proporcionais e respectivo terço constitucional são indenizações isentas do pagamento do Imposto de Renda. Precedentes: REsp 12 896.720/SP, Rel. Min. Castro Meira, DJU de 01.03.07; REsp 1.010.509/SP, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJe de 28.04.08; AgRg no REsp 1057542/PE, Rel. Min. Francisco Falcão, DJe de 01.09.08; Pet 6.243/SP, Rel. Min. Eliana Calmon, DJe de 13.10.08; AgRg nos EREsp 916.304/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, DJU de 08.10.07. 2. Recurso representativo de controvérsia, submetido ao procedimento do art.543C do CPC e da Resolução STJ 08/08.3. Recurso especial provido. (grifos não são do original). Da mesma forma, os entendimentos contidos nas decisões do STJ trazidas à colação pelo próprio recorrente também foram firmados no contexto de verbas recebidas por ocasião da aposentadoria ou rescisão contratual, senão vejamos: STJ, RESP n° 296597/SP. Segunda Turma. Rel. Min. Francisco Peçanha Matins, DJ 02.09.2003, p. 293 TRIBUTÁRIO. IRPF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. VERBAS INDENIZATÓRIAS. NÃO INCIDÊNCIA DO TRIBUTO. SÚMULAS 125 E 136 DO STJ. 1. As verbas pagas pelo empregador a título de abono antiguidade, férias e licenças prêmio, quando da aposentadoria do empregado por tempo de serviço, que não usufruiu desses benefícios, têm natureza indenizatória não incidindo sobre elas o imposto de renda. Jurisprudência consolidada da Corte. 2. Recurso especial conhecido e provido." (STJ, RESP n° 296597/SP. Segunda Turma. Rel. Min. Francisco Peçanha Matins, DJ 02.09.2003, p. 293). (grifos não são do original). STJ. AGA n° 468683/MG. Primeira Turma. rei. Min. Luiz Fux. DJ 29.09.2003. p. 152 TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. NÃOINCIDÊNCIA. VERBAS INDENIZATÓRIAS. FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO NÃO GOZADAS. DISPENSA INCENTIVADA. 1.... 2.... Fl. 166DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 6 9 3. No mesmo sentido, a incidência do Enunciado 136 da Corte não depende da comprovação da necessidade de serviço, porquanto o não usufruto de tal benefício estabelece uma presunção em favor do empregado. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (STJ. AGA n° 468683/MG. Primeira Turma. rei. Min. Luiz Fux. DJ 29.09.2003. p. 152) (grifos não são do original). STJ, RESP n° 286750/SP. Segunda Turma. rel. Min. Francisco Peçanha Martins. DJ 26.05.2003. p. 304 TRIBUTÁRIO IMPOSTO DE RENDA DEMISSÃO VOLUNTÁRIA INDENIZAÇÃO ESPECIAL LICENÇAPRÊMIO E FÉRIAS CONVERSÃO EM PECÚNIA PRESUNÇÃO DE QUE NÃO FORAM GOZADAS POR Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 2802002.434 S2TE02 Fl. 109 13 NECESSIDADE DO SERVIÇO CARÁTER INDENIZATÓRIO SÚMULAS 125, 136 E 215 STJ PRECEDENTES. A eg. 1ª Seção deste Tribunal pacificou entendimento no sentido de que a indenização recebida pela adesão a programa de incentivo à demissão voluntária, assim como a licençaprêmio e as férias não gozadas não estão sujeitas a incidência do imposto de renda, segundo orientação de não constituírem tais verbas, acréscimos patrimoniais subsumidos na hipótese do art. 43 do CTN. A aplicação do enunciado n° 136 STJ não depende da comprovação da necessidade do serviço, por isso que o não usufruto de tais benefícios estabelece uma presunção em favor do empregado. Recurso Especial conhecido e provido." (STJ, RESP n° 286750/SP. Segunda Turma. rei. Min. Francisco Peçanha Martins. DJ 26.05.2003. p. 304) (grifos não são do original). Observese, ainda, que também no Parecer PGFN/CRJ/Nº 1905/2004, citado pelo Recorrente, constatase que as decisões acerca da não incidência do imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de férias e licença prêmio não gozadas por necessidade do serviço, também foram proferidas em relação às verbas pagas por ocasião da aposentadoria ou quando da extinção do contrato de trabalho: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. PROGRAMA DE INCENTIVO À APOSENTADORIA. VERBAS INDENIZATÓRIAS (13º SALÁRIO). IMPOSTO DE RENDA. NÃOINCIDÊNCIA. SÚMULAS NºS 125 E 136/STJ. PRECEDENTES. 1. Agravo regimental contra decisão que proveu o recurso especial da parte agravada. Fl. 167DF CARF MF 10 2. O imposto sobre a renda tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica da renda (produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos) e de proventos de qualquer natureza (art. 43, do CTN). 3. As verbas rescisórias especiais recebidas pelo trabalhador quando da extinção do contrato de trabalho, em face de plano de incentivo à aposentadoria voluntária, não ensejam acréscimo patrimonial de qualquer natureza ou renda. Disso decorre a impossibilidade da incidência do imposto de renda sobre as mesmas, incluídos o 13º salário e as férias não gozadas. Incidência das Súmulas nºs 125, 136 e 215/STJ. 4. A indenização especial, o 13º salário, as férias e o abono pecuniário não gozados não configuram acréscimo patrimonial de qualquer natureza ou renda e, portanto, não são fatos imponíveis à hipótese de incidência do IR, tipificada pelo art. 43, do CTN. A referida indenização não é renda nem proventos. 5. Inteligência das Súmulas nºs 125 e 136/STJ. Vastidão de precedentes desta Corte Superior. 6. Paradigmas dissonantes citados, não obstante o respeito a eles reverenciado, que não transmitem a posição deste Relator. A convicção sobre o assunto continua a mesma e intensa. 14 7. Agravo regimental não provido.” (STJ, AGRESP Nº 611984/RS, Primeira Turma, rel. Min. José Delgado, DJ 31/05/2004, p. 233). “TRIBUTÁRIO. IRPF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. VERBAS INDENIZATÓRIAS. NÃO INCIDÊNCIA DO TRIBUTO. SÚMULAS 125 E 136 DO STJ. 1. As verbas pagas pelo empregador a título de abono antiguidade, férias e licençasrêmio, quando da aposentadoria do empregado por tempo de serviço, que não usufruiu desses benefícios, têm natureza indenizatória não incidindo sobre elas o imposto de renda. Jurisprudência consolidada da Corte. 2. Recurso especial conhecido e provido.” (STJ, RESP nº 296597/SP, Segunda Turma, rel. Min. Francisco Peçanha Matins, DJ 02/09/2003, p. 293). “TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. NÃOINCIDÊNCIA. VERBAS INDENIZATÓRIAS. FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO NÃO GOZADAS. DISPENSA INCENTIVADA. 1. As verbas rescisórias percebidas a título de férias e licençaprêmio não gozadas, bem como pela dispensa incentivada, não estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda. Aplicação das Súmulas 125, 136 e 215 do STJ. 2. O fato de as férias prêmio não terem sido usufruídas por opção do servidor, não lhes retira o caráter indenizatório, razão Fl. 168DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 7 11 pela qual não incide, sobre elas, o imposto de renda. (Precedentes) 3. No mesmo sentido, a incidência do Enunciado 136 da Corte não depende da comprovação da necessidade de serviço, porquanto o não usufruto de tal benefício estabelece uma presunção em favor do empregado. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (STJ, AGA nº 468683/MG, Primeira Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJ 29/09/2003, p. 152). “TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA – DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO –PAGAMENTO EM DECORRÊNCIA DE ADESÃO A PROGRAMA DE APOSENTADORIA INCENTIVADA. 1. O décimo terceiro salário, ao contrário das férias, abonosassiduidade e licençasprêmio quando indenizadas, tem natureza salarial e representa acréscimo patrimonial para o trabalhador, sendo, portanto, passível de incidência do Imposto de Renda. 2. Recurso especial improvido.” (STJ, RESP nº 476178/RS, Segunda Turma, rel. Min. Eliana Calmon, DJ 02/06/2003, p. 286). “TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA – DEMISSÃO VOLUNTÁRIA –INDENIZAÇÃO ESPECIAL LICENÇAPRÊMIO E FÉRIAS – CONVERSÃO EM PECÚNIA – PRESUNÇÃO DE QUE NÃO FORAM GOZADAS POR NECESSIDADE DO SERVIÇO – CARÁTER INDENIZATÓRIO – SÚMULAS 125, 136 E 215 STJ PRECEDENTES. A eg. 1ª Seção deste Tribunal pacificou entendimento no sentido de que a indenização recebida pela adesão a programa de incentivo à demissão voluntária, Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 2802002.434 S2TE02 Fl. 110 15 assim como a licençaprêmio e as férias não gozadas não estão sujeitas à incidência do imposto de renda, seguindo a orientação de não constituírem tais verbas, acréscimos patrimoniais subsumidos na hipótese do art. 43 do CTN. A aplicação do enunciado nº 136 STJ não depende da comprovação da necessidade do serviço, por isso que o não usufruto de tais benefícios estabelece uma presunção em favor do empregado. Recurso especial conhecido e provido.” (STJ, RESP nº 286750/SP, Segunda Turma, rel. Min. Francisco Peçanha Martins, DJ 26/05/2003, p. 304) Fl. 169DF CARF MF 12 No caso concreto dos presentes autos, verificase dos comprovantes de rendimentos recebidos da fonte pagadora (fls. 17, 21 e 24 e novamente às fls. 42 a 44) que as verbas “AC LICENÇAPRÊMIO– CONVERSA”, “AC APIP/IP – CONVERSÃO” e “ABONO PECUNIÁRIO” foram pagas ao contribuinte na vigência do contrato de trabalho, razão pela qual sofrem a incidência do imposto de renda, prevista no art. 3º, §§ 1º e 4º, da Lei nº. 7.713, de 1988, e no art. 43, inciso III, do Decreto nº. 3.000, de 26 de março de 1999 Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999). Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso voluntário. Tal entendimento encontrase sob o arcabouço do artigo 43 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999), que assim determina: “Art. 43. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Lei nº 4.506, de 1964, art. 16, Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, Lei nº 8.383, de 1991, art. 74, e Lei nº 9.317, de 1996, art. 25, e Medida Provisória nº 1.76955, de 11 de março de 1999, arts. 1º e 2º): (...) II – férias, inclusive as pagas em dobro, transformadas em pecúnia ou indenizadas, acrescidas dos respectivos abonos; III – licença especial ou licençaprêmio, inclusive quando convertida em pecúnia;” Ou seja, como muito bem colocado pelo citado conselheiro em sua declaração de voto, a aplicabilidade dos precendentes do STJ, inclusive quanto ao decidido na forma do art. 543C do CPC, fica adstrita aos casos de verbas recebidas em rescisões contratuais, ou que restasse evidenciada o não usufruto dada a necessidade de serviço, o que não é o caso dos autos, razão pela qual entendo incabível afastar a tributação do IRPF sobre esses valores. Contudo, embora o encaminhamento em relação ao abono tenha sido o acima descrito, analisando o simples texto da lei, importante trazer a análise deste colegiado Ato Declaratório nº 6 da PGFN que assim estabelece: Ato Declaratório PGFN nº6,de 01 de dezembro de 2008 Autoriza a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nas ações que especifica." O PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista Fl. 170DF CARF MF Processo nº 10380.017515/200831 Acórdão n.º 9202007.534 CSRFT2 Fl. 8 13 a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2603/2008, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 8/12/2008, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: "nas ações judiciais nas quais se discuta a não incidência do imposto de renda sobre o adicional de um terço previsto no art. 7º, inciso XVII, da Constituição Federal, quando agregado a pagamento de férias simples ou proporcionais vencidas e não gozadas, convertidas em pecúnia, em razão de rescisão do contrato de trabalho. " JURISPRUDÊNCIA: AgRg no Ag 1008794/SP, AgRg nos EREsp 916.304/SP, AgRg no REsp 638389/SP, REsp 993.726/SP, REsp 812377/SC, REsp 771.055/PR, REsp 927.338/SP. Brasília, 01 de dezembro de 2008. LUÍS INÁCIO LUCENA ADAMS Em mesmo sentido, tem sido os esclarecimentos prestados pela própria Receita Federal em seu livro de "perguntas de IR 2018", senão vejamos: Em decorrência do disposto no art. 19 da Lei nº10.522, de 19 de julho de 2002, com a redação dada pelo art. 21 da Lei nº11.033, de 21 de dezembro de 2004, não são tributados pelo Imposto sobre a Renda na fonte, nem na Declaração de Ajuste Anual,os pagamentos efetuados sob as rubricas de férias não gozadas integrais, proporcionais ou em dobro convertidas em pecúnia, e de adicional de um terço constitucional quando agregado a pagamento de férias, por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria, ou exoneração, observados os termos dos atos declaratórios editados pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional em relação a essas matérias, indicados abaixo. Pela mesma razão, não são tributados os pagamentos efetuados sob as rubricas de abono pecuniário relativo à conversão de 1/3 do período de férias, de que trata o art. 143 do DecretoLei nº5.452, de 1ºde maio de 1943 –Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com a redação dada pelo DecretoLei nº1.535, de 13 de abril de 1977. A pessoa física que recebeu tais rendimentos com desconto do Imposto sobre a Renda na fonte e que incluiu tais rendimentos na Declaração de Ajuste Anual como tributáveis, para pleitear a restituição da retenção indevida, deve apresentar declaração retificadora do respectivo exercício da retenção, excluindo o valor recebido a título de abono pecuniário de férias do campo "rendimentos tributáveis" e informandoo no campo "outros" da ficha "rendimentos isentos e não tributáveis", com especificação da natureza do rendimento. Fl. 171DF CARF MF 14 Isto posto, deve ser mantida a exclusão em relação ao abono pecuniário, pelos fatos narrados acima, restabelecendo o lançamento a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP. Conclusão Face o exposto, voto por CONHECER do Recurso Especial da Fazenda Nacional, para, no mérito, darlhe provimento parcial, para manter a tributação sobre as verbas relativas à conversão de licença prêmio e de APIP. É como voto. (assinado digitalmente) Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 172DF CARF MF
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