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Numero do processo: 10935.002793/96-66
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 1999
Numero da decisão: 108-00.120
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do Voto da Relatora.
Nome do relator: Tânia Koetz Moreira
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Processo n.° Recurso n.o Matéria Recorrente Recorrida Sessão de MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA cÂMARA 10935.002793/96-66 117.182 IRPJ e OUTROS -Ano 1994 FERRAGEM SUL AMÉRICA LTOA. ORJ em FOZ DO IGUAÇU/PR 26 de janeiro de 1999 R E S O L U ç Ã O N.O 108 -00.120 • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FERRAGEM SUL AMÉRICA LTOA, RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do Voto da Relatora. Manoel Antônio Gadelha Dias Presidente /~\, •..•_~ c J. ~\L .. Ç) L~ánia Koetz ~ Relatora FORMALIZADO EM: 2 5 FE V 1999 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ ANTONIO MINATEL, NELSON LÓSSO FILHO, JOSÉ HENRIQUE LONGO e MARCIA MARIA LORIA MEIRA. Ausentes justificadamente os Conselheiros MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o 10935.002793/96.66 Resolução n.o : 108-00.120 RELATÓRIO Inconformada com a decisão prolatada pela DRJ/Foz do Iguaçu às fls.191/204, FERRAGEM SUL AMÉRICA LTDA, já qualificada nos autos, interpõe Recurso Voluntário a este Conselho de Contribuintes. Trata-se de autos de infração relativos ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (fls. 111/113), à contribuição para o PIS (fls. 117/119), à COFINS (fls. 123/125), ao Imposto de Renda na Fonte (fls. 130/132) e à Contribuição Social sobre o Lucro (fls. 137/139), lavrados em virtude de omissão de receita configurada na apuração de saldo credor de caixa. Conforme descrito na peça fiscal, foi examinado o livro Caixa mantido pela empresa, optante pelo lucro presumido, e identificados pagamentos efetuados por cheques sem a correspondente despesa em igual valor. Após relacionarem tais cheques e intimarem a empresa a comprovar os pagamentos efetuados pelos mesmos, os autuantes reconstituíram a conta Caixa com a exclusão dos valores não justificados, apurando então saldo credor nos meses de janeiro a abril e junho a dezembro de 1994. Ainda conforme relatado, os cheques considerados não justificados o foram pelas seguintes razões: 2 a) as despesas pagas não estavam escrituradas no livro Caixa; I,. Processo n.o Resolução n.o MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES : 10935.002793/96-66 : 108-00.120 • • b) as datas dos documentos (cheques e comprovantes) não coincidem; c) os cheques emitidos aparecem como "compensados" nos extratos bancários; d) pagamento de diferentes fornecedores com o mesmo cheque; e) cheques emitidos para suprimento de caixa sacados em dia diverso (posterior) ao da emissão (escrituração do livro Caixa). Enquadrou-se o feito nos artigos 524, S 3°, 739 e 892, do RIR/80. Impugnação às fls. 141/153, dizendo inicialmente que o artigo 43 da Lei n.o 8.541/92, matriz legal do artigo 523, par. 3°, do RIR/80, não se aplica no ano de 1994 às empresas optantes pelo lucro presumido, pois só pela Lei n.o 9.064/95 foi sua redação alterada para incluir tal modalidade. Quanto ao exame dos cheques, analisa cada uma das razões elencadas pelos autuantes para não aceitar as justificativas apresentadas, concluindo que não são motivos suficientes para a constituição do crédito tributário. Junta os documentos de fls. 155/178 para amparar suas alegações, acrescentando que outros podem ser apresentados, porém, por economia, aguarda o pronunciamento da autoridade julgadora sobre a necessidade de anexá-los . Segue a decisão singular, mantendo o lançamento principal e os decorrentes, por entender que as provas reunidas no processo são suficientes para concluir que houve, de fato, omissão de receita. Reduzido o percentual da multa de ofício para 75%. Ciência da decisão em 18.05.98 e interposição de Recurso Voluntário em 17.0S.98L1( ~ ... _ . 3 '. • • • MINISTÉRlO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o : 10935.002793/96.66 Resolução n.o : 108.00.120 Na peça recursal, pleiteia a reforma da decisão singular porque não fundamentada devidamente, tanto quanto aos fatos como à base legal. Quanto à base legal, reitera o argumento de que o artigo 43 da Lei n.o 8.541/92 não se aplicava, no ano de 1994, às empresas optantes pelo lucro presumido, pois sua alteração se deu apenas com a edição da Lei nO9.064, de 20.06.95. Quanto aos fatos, diz que os documentos apresentados com a impugnação tiveram por objetivo demonstrar, a título exemplificativo, inexistirem os alegados motivos para a autuação, ficando clara a disposição de apresentar todas as comprovações, caso as entendesse necessárias o julgador singular. Este, no entanto, não se pronunciou a respeito, decidindo pela improcedência da impugnação. Para não ser mais uma vez surpreendida por julgamento contrário, relaciona os cheques em questão, indicando as folhas do livro Caixa onde estão escriturados os correspondentes pagamentos, e junta os documentos originais comprobatórios desses lançamentos. Tal relação está às fls. 218/224 dos autos. Invoca tratamento igual aos autos decorrentes, reiterando, quanto à Contribuição Social sobre o Lucro, a improcedência da aplicação dos artigos 38, 39 e 43 da Lei n.O8.541/92, dada sua condiçãO de optante pelo lucro presumido. Às fls. 227 até 684, junta o livro Caixa do 'ano de 1994. Às fls. 688 até 1231 (volume 11), junta a documentação referida no Recurso. Este o Relatóri~ rJ----------- 4 '. Processo n.o Resolução n.o MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 10935.002793/96-66 108-00.120 VOTO Conselheira: TANIA KOETZ MOREIRA, Relatora • O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais. Dele tomo conhecimento. Conforme relatado, trata-se de omissão de receita detectada pela apuração de saldo credor da conta Caixa, por terem sido considerados não comprovados lançamentos a débito referentes a cheques emitidos pela própria empresa. Já na impugnação, a interessada anexa alguns documentos, que no entanto não foram aceitos pela autoridade singular. No Recurso, elabora relação detalhada dos cheques contestados, relacionando-os com as respectivas folhas do livro Caixa e historiando seu destino. Apresenta também um volume apreciável de documentos, que constituem o volume 11do processo, pretendendo com isso suprir a comprovação antes julgada deficiente. Pelo exposto, Voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a autoridade fiscal autuante, ou a que vier a ser designada, pronuncie-sesobre as justificativas e os documentosapresen~ elab~do 5 • .' • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.a 10935.002793/96-66 Resolução n.a : 108-00.120 relatório circunstanciado, com parecer conclusivo, acerca da sua repercussão sobre a matéria tributada, cientificando o sujeito passivo para que, querendo, manifeste-se nos autos. Sala de Sessões, em 26 de janeiro de 1999 !':L.~,c J.. ~(\.:.f\ ~Koetz~ra Relatora 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 13808.001028/99-70
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IRPJ – DESPESAS COM ALUGUÉIS – DEDUTIBILIDADE – A ausência de registro no cartório de registro de imóveis, por si só, em princípio, não justifica a glosa de despesas de aluguéis pagos ao novo proprietário, provada documentalmente a efetividade da negociação de transferência da propriedade, sujeitando-se as despesas à análise fiscal da efetividade, necessidade, usualidade e normalidade dos dispêndios ao desenvolvimento das atividades da contribuinte.
CSLL e IRF – EXIGÊNCIAS DECORRENTES – conformam-se ao decidido em relação ao IRPJ em face do suporte fático comum que as instruem.
JUROS DE MORA – TAXA SELIC – MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO – Consectários legais previstos em legislação vigente e de aplicação obrigatória e indeclinável pela autoridade fiscal lançadora.
IRPJ - DESPESAS OPERACIONAIS – DESPESAS COM DIREITOS AUTORAIS – DEDUTIBILIDADE - Somente estão sujeitos à limitação estabelecida pelo art. 294 do RIR/1994, os pagamentos que se refiram à transferência de tecnologia (assistência técnica, científica, administrativa ou semelhantes). As quantias pagas a título de direito autoral não estão sujeitas ao limite imposto no referido dispositivo regulamentar, obedecendo portanto as regras gerais para dedução de despesas ou custos, pelos critérios de normalidade, necessidade e usualidade, respeitado o regime competência.
Recurso de ofício negado.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 108-09.469
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de oficio, e, quanto ao recurso voluntário, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Cândido Rodrigues Neuber
1.0 = *:*
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materia_s : IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
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ementa_s : IRPJ – DESPESAS COM ALUGUÉIS – DEDUTIBILIDADE – A ausência de registro no cartório de registro de imóveis, por si só, em princípio, não justifica a glosa de despesas de aluguéis pagos ao novo proprietário, provada documentalmente a efetividade da negociação de transferência da propriedade, sujeitando-se as despesas à análise fiscal da efetividade, necessidade, usualidade e normalidade dos dispêndios ao desenvolvimento das atividades da contribuinte. CSLL e IRF – EXIGÊNCIAS DECORRENTES – conformam-se ao decidido em relação ao IRPJ em face do suporte fático comum que as instruem. JUROS DE MORA – TAXA SELIC – MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO – Consectários legais previstos em legislação vigente e de aplicação obrigatória e indeclinável pela autoridade fiscal lançadora. IRPJ - DESPESAS OPERACIONAIS – DESPESAS COM DIREITOS AUTORAIS – DEDUTIBILIDADE - Somente estão sujeitos à limitação estabelecida pelo art. 294 do RIR/1994, os pagamentos que se refiram à transferência de tecnologia (assistência técnica, científica, administrativa ou semelhantes). As quantias pagas a título de direito autoral não estão sujeitas ao limite imposto no referido dispositivo regulamentar, obedecendo portanto as regras gerais para dedução de despesas ou custos, pelos critérios de normalidade, necessidade e usualidade, respeitado o regime competência. Recurso de ofício negado. Recurso voluntário provido.
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Numero do processo: 10909.002212/2003-11
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2005
Ementa: DCTF. LEGALIDADE. É cabível a aplicação da multa pelo atraso na entrega da DCTF à vista no disposto na legislação de regência. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A entidade “denúncia espontânea” não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais. Precedentes do STJ.
Numero da decisão: 303-32.504
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Marciel Eder Costa e Nilton Luiz Bartoli. Designada para redigir o voto a Conselheira Anelise Daudt Prieto.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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Numero do processo: 13891.000268/98-00
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2007
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992
COMPENSAÇÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. EFEITOS DE AÇÃO JUDICIAL.
Os créditos reconhecidos na esfera judicial devem ser efetuados em conformidade com a decisão judicial.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 302-39.175
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARMANDO
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 COMPENSAÇÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. EFEITOS DE AÇÃO JUDICIAL. Os créditos reconhecidos na esfera judicial devem ser efetuados em conformidade com a decisão judicial. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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Numero do processo: 10070.000190/93-12
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 18 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu May 18 00:00:00 UTC 1995
Numero da decisão: 106-00.799
Decisão: RESOLVEM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Fernando Correa de Guamá
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Numero do processo: 16327.002357/2003-31
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Ano-calendário: 2002
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - RETROATIVIDADE BENIGNA DA LEI - EXTINÇÃO DE PENALIDADE - MULTA DE OFÍCIO ISOLADA LANÇADA EM DECORRÊNCIA DE PAGAMENTO A DESTEMPO, SEM MULTA DE MORA -
A partir da Lei n° 11.488, de 2007, cujo artigo 14 deu nova redação ao artigo 44 da Lei nº 9.430, de 1996, revogou-se a multa de ofício isolada que era exigível na hipótese de recolhimento de tributos em atraso sem o acréscimo da multa de mora. Portanto, as multas aplicadas com base nas regras anteriores devem ser adaptadas às novas determinações, conforme preceitua o art. 106, II, “a”, do Código Tributário Nacional.
Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 106-17.099
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: Giovanni Christian Nunes Campos
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materia_s : IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
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ementa_s : Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Ano-calendário: 2002 Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - RETROATIVIDADE BENIGNA DA LEI - EXTINÇÃO DE PENALIDADE - MULTA DE OFÍCIO ISOLADA LANÇADA EM DECORRÊNCIA DE PAGAMENTO A DESTEMPO, SEM MULTA DE MORA - A partir da Lei n° 11.488, de 2007, cujo artigo 14 deu nova redação ao artigo 44 da Lei nº 9.430, de 1996, revogou-se a multa de ofício isolada que era exigível na hipótese de recolhimento de tributos em atraso sem o acréscimo da multa de mora. Portanto, as multas aplicadas com base nas regras anteriores devem ser adaptadas às novas determinações, conforme preceitua o art. 106, II, “a”, do Código Tributário Nacional. Recurso de ofício negado.
turma_s : Sexta Câmara
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secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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Numero do processo: 11065.101664/2007-31
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP.
Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007
NÃO-CUMULATIVIDADE. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR, ALTERAÇÃO NA PARCELA DO DÉBITO, CESSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS.
A cessão de ICMS gerado de operações de exportação anteriormente registrado como encargo tributário não materializa ingresso de elemento novo. O aumento do resultado do exercício da pessoa jurídica no momento da recuperação do custo tributário provê o retorno à situação patrimonial anterior, não reunindo condições de qualificá-la no conceito de receita.
Numero da decisão: 3803-000.781
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso Vencido o Conselheiro Alexandre Kern (relator). Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007 NÃO-CUMULATIVIDADE. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR, ALTERAÇÃO NA PARCELA DO DÉBITO, CESSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de ICMS gerado de operações de exportação anteriormente registrado como encargo tributário não materializa ingresso de elemento novo. O aumento do resultado do exercício da pessoa jurídica no momento da recuperação do custo tributário provê o retorno à situação patrimonial anterior, não reunindo condições de qualificá-la no conceito de receita.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
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decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso Vencido o Conselheiro Alexandre Kern (relator). Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor.
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RESSARCIMENTO - PIS/PASEP NÃO-CUMULATIVA Recorrente PACIFIC SHOES INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL AssuNTo: CON riziBuiçÃo PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007 NÃO-CUM ULATIVIDADE. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR, ALTERAÇÃO NA PARCELA DO DÉBITO, CESSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de ICMS gerado de operações de exportação anteriormente registrado como encargo tributário não materializa ingresso de elemento novo. O aumento do resultado do exercício da pessoa jurídica no momento da recuperação do custo tributário provê o retorno à situação patrimonial anterior, não reunindo condições de qualificá-la no conceito de receita.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso Vencido o Conselheiro Alexandre Kern (relator). Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente e Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa — Redator designado Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Permeei Fiorin. Relatório Pacific Shoes Indústria e Comércio de Calçados Ltda. transmitiu, em 17/10/2007, o(s) PER/Dcomp de fls. 1 a 5 para requerer o ressarcimento do saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep não-cumulativa, relativamente ao 3 trimestre de 2007, no valor de R$ 46.664,59, e declarar a compensação do direito creditório com débitos próprios, A DRF cru Novo Hamburgo, entretanto, ao analisar o pleito, entendeu que as parcelas relativas aos débitos da Cotins informadas pelo requerente estavam a menor, pelo fato de não terem sido incluídas na formação da sua base de cálculo receitas decorrentes da cessão de créditos de ICMS a terceiros. Já, em relação à parcela dos créditos, não encontrou qualquer irregularidade. Desse ajuste escriturai procedido pela Fiscalização, resultou redução no montante do saldo credor ao final reconhecido pelo fisco, que foi da ordem de R$ 42.698,98., a ser aproveitado nas compensações, Sobreveio reclamação, por meio do qual o requerente se insurgiu contra esse ajuste, alegando, fundamentalmente, que houve erro de interpretação da legislação ao deixar de se considerar como válida a não inclusão na base de cálculo da contribuição dos valores relativos à cessão de créditos do ICMS, visto que tal operação não representa o ingresso de riqueza nova, ou seja, que não há receita alguma. Argumenta que a transferência não representa receita ou faturamento, mas somente uma füngibilidade da moeda nacional, representada pelo crédito fiscal de ICMS, cambiável de forma eletrônica para a forma escriturai Aduz que o conceito de faturamento contido no art. 3 0, §1°, da Lei 9.718, de 27 de novembro de 1998, posteriormente renovado com o art. I° da Lei n2 10,637, de 30 de dezembro de 2002, e com o art..1 0 da Lei 10.833, de 29 de dezembro de 2003, não seria aplicável, haja vista que ampliou a definição deste, que veio a ser a totalidade das receitas e não somente o valor das vendas e serviços prestados, contrariando o art. 110 da Lei n 2 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional - crN, bem como disposições constitucionais, conforme doutrina e jurisprudência que cita e transcreve, Segundo seu entendimento, também não se poderiam classificar os valores de 1CMS transferidos a terceiros como receitas, mas sim como recuperação de custo que foram pagos no momento da aquisição do bem, Finalmente, argumenta que a tributação dos valores de 1CMS transferidos a terceiros diminui o valor a ser restituído de créditos de COHNS ou PIS/PASEP não-cumulativo, configurando confisco, bem como prejudica o contribuinte em relação a outras empresas que não fazem esta transferência de ICMS, afrontando a isonomia de tratamento entre os contribuintes. A DR.I em Porto Alegre/RS referendou o procedimento do fisco, indeferindo a solicitação contida na Manifestação de Inconformidade O Acórdão DR.I/P0A-2° Turma n2 10-21.897, de 5 de novembro de 2009, teve ementa exalada nos seguintes termos: ASSUNTO CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Per iodo de apuração 01/07/2007 a 30/09/2007 Ementa CESSÃO DE ICMS - INCIDÊNCIA DE P1S/PASEP E corhys A cessão de direitos de ICIVIS compãe a receita do contribuinte, sendo base de cálculo para o P1S/PASEP e a COHNS até a vigência dos mis 7". 8"e 9 0 da Medida Provisória 451. de 15 de dezembro de 2008 A1anikstação de InconfOrmidade hnprocedente Direito Creditór io Não Reconhecido 2 Processo n" 11065 10166412007-31 S3-11-1E03 Acórdão n " 3803-00.781 Fl 116 Cuida-se agora de Recurso Voluntário, fls. 92 a 113, contra a decisão da DR.1/P0A-2" Turma. O recorrente combate a tributação pela contribuição dos valores advindos da cessão de créditos de 1CMS com os argumentos .já expedidos na Manifestação de Inconformidade. É o Relatório.. Voto Vencido Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 92 a 113 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-POA-2" Turma n g. 10-21,897, de 5 de novembro de 2009. Circunscreva-se o litígio à discussão a respeito da natureza de receita do resultado económico das transferências onerosas de créditos de ICMS. A cessão de créditos de ICMS contabilizados no ativo realizável a curto prazo implica a realização do respectivo ativo e, conseqüentemente, altera o resultado econômico da pessoa jurídica. Se cedido, mediante remuneração em dinheiro, gera receita não- operacional; se, mediante o recebimento de mercadorias, reduz o respectivo ativo e, conseqüentemente, o custo de mercadorias produzidas. A MP n° 66, de 22 de agosto de 2002, convertida na Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, que instituiu a cobrança não-cumulativa do PIS, assim dispõe quanto a sua incidência (negritos na transcrição): Ari I' A contribuição para o P1S/Pasep tem como lato gerador o fantramento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica. independernemerue de sua denominação ou c las.sOcação contábil I' Para efeito cio disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e -serviços nas operaçãe-s em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. .5ç 2 0 A base de cálculo da contribuição par a o PIS/Pasep é o valor cio Muramento, conforme definido no capa! 3' Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo. as receitas 1 - decorrentes de _saídos isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota :et o, 11— (VETADO) III - auferidas pela pessoa jurídica revendedor a, na revenda de mercadorias em t dação às quais a contribuição seja exigida cio empresa vencle.dora, na condição de substituta tributária,. 3 11- r - de venda dos produtos de que tratam as Leis a" 9 990 . de 21 de julho de 2000, ir" 10 147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquet outras submetidas à incidência monofásica da conn ibuição. - de venda de álcool para Jim carburantes, (Redação dada pela Lei n" 10 86.5, de 2004)(Vide Medida Provisória n° -113, de 3 de Janeiro de 2008)(Vide aí 42 da Lei n" 11 727. de 23 de junho de 200,9) (Revogado pela Lei n° 11,727, de 23 de junho de 2008) - referentes a a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos.. b) reversões de pi ()sisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio liquido e os lucros e dividendos der irados de investimentos avaliados pelo custo de aqui.sição, que tenham sido computados como receita 1"1--não operacionais, decorrentes da venda de ativo imobilizado (Incluído pela Lei n° 10,684, de 30.5.2003) Vii - (Vide Art. 8' e Art, 22 da Medida Provisória n" 451, de 15/12/2008) - decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestaãud e Intermunicipal e de Comunicação - 1CMS de créditos de 1CMS originados de operações de exportação, conforme O disposto no inciso II do § 12 do art. 25 da Lei Complementar n2 87, de 13 de setembro de 1996, (Redação dada pela Lei a' 11,945, de 4 de junho de 2009) Art. 2" Para dete, minaçâo do valo, da contribuição para o P1S/Pasep aplicar-se-á, sobre a base de cálculo apurada coo/b, inc o disposto no art 1" a &ignota de 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) 1" Excetua-se do disposto no eaput a receita In lua turfe, ida pelos produtores ou impor (adores, que devem aplicar as aliquotas previstas (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) - nos inelSOS I a 111 do art 4" da Lei tr" 9 718. de 27 de novembro de 1998 . e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) derivado de petróleo e gás natural, (Incluído pela Lei ir 10.865, de 2004) 1 - nos incisos I a III do art 4" da Lei n" 9 718 . de 27 de novembro de 1998, e alterações postei lares, ao caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo - GLP derivado de petróleo e de gás natural . (Redação dada pela Lei n" 10.925, de 2004) 4 Processo o" 1065101664/2007-31 S3-1 E03 Aeórdào 3803-00..78I Fl 117 II - no inciso I do aut 1" da Lei n° 10 147, de 21 de dezembro de 2000. e alterações postei .. iOrCS, no caso de venda de podidos far maceuticos. de perfumaria. de toucador ou de higiene pessoal nele relacionados. (Incluído pela Lei 0 0 10.865, de 2004) III - no ar! I" da Lei n° 10 48.5, de 3 de julho de .2002. e alterações po.steriares, no caso de venda de máquinas e veículos classificados nos códigos 84 29, 8432 40 00, 943? 80 00, 8433 20, 8433 30 00, 8433 40 00, 8433 5. 87 01. 87 02, 87 03, 870-1. $705 e 8706. da TIPI; (Incluído pela Lei 00 10.865, de 2004) IV - no inciso 11 do art 3" da Lei n" 10.48.5, de 3 de julho de 2002. no caso de vendas para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores, de autopeças relacionadas nas Anexos 1 e II da mesma Lei; (Incluído pela Lei tf 10,865, de 2004) V - no caput do art .5" da Lei n° 10 485, de 3 de julho de 2002, e alterações pos(eriores, no caso de venda dos produto.% classificados nas posições 40 11 (pneus novos de borracha) e 40 13 (cãmaras-de-ar dc borracha), da TIPI. (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) VI - no art 2" da Lei n" 10.560, de 13 de novemln o de .2002, e alterações posteriores, no caso de venda de querosene de aviação, (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) 1q/ - no art Si da Lei n° 10833, de .29 de dezembro de .2003, e alterações posteriores, no caso de venda das embalagens nele previstas. destinadas ao enva.samento de água. refrigerante e cerveja classificados nos códigos .22 01, .22 02 e 22 03, lodos da TIPI, e (Incluído pela Lei if 10,865, de 2004) Vill - no ali -19 da Lei n° 10 833, de 29 dc dezembro de 2003. e aliei ações. posteriores, no caso de venda de r4; iget ante. erre ja e preparações compostas classificados nos códigos .2202, 2203 e 2106 90 10 Ex 02, todos da TIPI. (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) VIII - no ar! 49 da Lei n° 10 833, de 29 de dezembro de 2003, e aherações postei lares, na caso de venda de água, refrigerante, cerveja e preparações compostas classificados nos códigos 22.01, 22 02, 22 03 e 2106 90 10 1.,:x 02, iodos da TIPI, (Redação dada pela Lei n° 10.925, de 2004) VIII - no art 58-1 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003, no caso de venda das bebidas mencionadas no art .58-A da mesma Lei; (Redação dada pela Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) - no art .52 da Lei n° 10833, de 29 de dezembro de .2003, e alterações pastel lares, no caso de venda de água, tefligerante. cerveja e preparações compostas classificados nos códigos 22 01, 22 02. 2.2 03 e 210690 10 Ex 0.2, todos da (Incluído pela Lei 00 10.925, de 2004) 5 - no inciso 11 do ai t 58-M da Lei n" 10 833 de 29 de dezembro de 2003 . no caso de venda das bebidos mencionadas no alt .58-1 da mesma Lei . quando efrtuada por pessoa ,juridica optante pelo regime especial instituído pelo ait 58-1 cia mencionada Lei, (Redação dada pela Lei n° 11 727, de 23 de .junho de 2008) X - no cal 23 da Lei rt" 10 86.5. de 30 de abiil de 2004, no caso de venda de gasolinas e suas CO! rentes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas em rentes, querosene de aviação, gás liqtajCito de petróleo - GLP derivado de pen óleo e de gás natural (Incluído pela Lei n° 10,925, de 2004) X/ - (Vide Medida Provisória N°413, de .3 de janeiro de 2008) X I 1 - (Vide Medida Provisória N°413, de .3 de janeiro de 2008) 1"-A Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita 10 teta auferida pelos pi adutores, importado, es ou distiibuidores com a venda de álcool. inclusive para fins cai burantes . à qual se aplicam as aliciamos previstas no caput e no sç -1" cio art 5" da Lei ir" 9 718, de 27 de novembro de 1998 (Incluído pela Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) 2" Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita bi uía decorrente cia venda de papel imune a impostos de que trata o cii t 150, inciso VI, alínea d, da Constituição Federal, quando destinado à impressão de periódicos, que fica sujeita à aliquota de 0,8% (oito décimos pra cento), (Incluido pela Lei n° 10 865, de 2004) 3" Fica o Poder Executivo autorizado a rethirit a O (zero) e a restabelecer a aliquota incidente sobre receita In ata decorrente da venda de produtos químicos e farmacêuticos, clos.sificados nos Capítulos 29 e 30 . sobre produtos destinadas ao uso em laboicaM ia de anatomia patológica, chológica ou de análises clinicas, classificados nas posições 30 02, 30 06, 39 26 . 40 15 e 90 18, e sobre semens e embriões da posição 05 I I, todos da TIPI (Incluído pela Lei n° 10 865, de 2004) sç• 3" Fica o Poder Executivo auto, izado a reduzi? a 0 (ui o) e a 'estabelecer a aliquota incidente sobre receita tu ufa decorrente cia venda de podidos químicos e farmacêuticos, classificados nos Capitulas 29 e 30 dallP1 sobre produtos destinados cio uso em hospitais, clinicas e consuhritios médicas e odontológicos, campanhas de saúde realizadas pelo poder público, laboratório de anatomia patológica, chológica ou de análises clinicas, classificados nas posições 30 02, 30 06, 39 26 . 40 15 e 90 18, e sobre semens e embi iões da posição 05.11. todos da 111'1 (Redação dada pela Lei no 11.488, de 15 de junho de 2007) 4" Excetua-se do disposto no capta deste ai ligo a receita bruta altlin ida por pessoa jurídica indusnial estabelecida na Zona Flama de Manaus, decorrente da venda de produção própria, consoante projeto aprovado pelo Conselho de Administração da Soei intendência da Zona Franca cie Manaus SUE1?.-1A-14, que fica sujeita, ressalvado o disposto nos §sç 1"a 3" deste ai figo, às alíquotas de (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) 6 ;PI 7 Processo n" 11065 101664/2007-31 Acórdão n " 3803-00.781 S3-1E03 [1 118 I - 045% (sessenta e cinco centésimos pot cento), no caso de venda efetuada a pessoa jurídica estabelecido (Incluído peia Lei n° 10.996, de 2004) a) na Zona Flanco de Manaus, e (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) b) fora da Zona Franca de Manaus, que apta e a Contribuição para o PIS/PASEP no regime de não-cumulatividade: (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) Ii - L3% (um inteh o e três décimos por cento), no caso de venda efetuada a (Incluído pela Lei n° 10,996, de 2004) a) pessoa jurídica estabelecida fora da Zona Franca de Manaus, que apure o imposto de renda com base no lucro presumido, (Incluído pela Lei n° 10,996, de 2004) b.) pessoa jurídica estabelecida fora da Zona Franca de Manaus, que apure o imposto de renda com base tto lucro real e que tenha sua leceita. total ou parcialmente, excluída do tegime de incidência não-cumulativa da Contribuição para o P1S/P1ISEP; (Incluído pela Lei n° 10-996, de 2004) c) pessoa jui Mica estabelecida fora da Zona Fi anca de Manaus e que seja optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Comi ibuições — SIMPLES, e (Incluído pela Lei n° 10..996, de 2004) d) órgãos da administração . federal, estadual, distrital e municipal (incluído pela Lei n° 10996, de 2004) §.5"(Vide Art 8° da Medida Provisória n°451, de 15/12/2008) 5' O disposto no § 4' também se aplica à receita bruta auferida por pessoa jurídica industrial ou comercial estabelecida nas .Áteas de livt e Comét cio de que tratam as Leis ir 7 96.5. de 22 de dezendu o de 1989, 8 210, de 19 de julho de 1991, e 8 256, de 25 de florem!), o de 1991, o art 11 da Lei tf 8387, de 30 de dezembro de 1991, e a Lei 8 857, de 8 de março de 1994 (Redação dada pela Lei n° 11,945, de 4 de junho de 2009) § 6"A exigência prevista no § 4' deste artigo relativa ao projeto aprovado não se aplica às pessoas jurídicas comer ciais tele, idas no § 5" deste artigo (Incluída pela Lei n° 11.945, de 4 de junho de 2009) A seu turno a Medida Provisória n2 1.35, de 30 de outubro de 2003, convertida na Lei n 2 10.833, de 29 de dezembro de 2003, que instituiu a cobrança não- cumulativa da Cofins, assim dispõe quanto a sua incidência (negritos na transcrição): Art. I" Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, com a incidência não-cumulativa, tem como fato gerado] o lantramento mensal, assim entendido o total das receitas aufer idas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil § 1" Pala efeito do disposto neste artigo, o total das receiteis compreende a receita bula da venda de bens e sei viços nas operações em conta pi opi ia ou alheia e iodas as demais receitas aufet idas pela pessoa ju, /dica § 2"1 base de cálculo da tont, ibuição é o valo: do 'aturamento, coOn Inc definido no capta. § 3" Não integram a base de cálculo a que se *te este artigo 1IN receitas 1 - isentas ou não alcançadas pela incidência da comi ibuição ou sujeitas à alie-junta 0 (zero); 11 - não-operacionais, decorrentes da venda de ativo permanente, 111 - auferidas pela pessoa jutidica revendedota, na ievenda de mercado, ias em relação às quais a contribuição seja exigida da emptesci vendedora . na condição de substituta ti ibutátia, Ir - de venda dos produtos de que /taram as Leis n"' 9 990, de 21 de julho de 2000, 10 147. de 21 de derembro de 2000. /048.5, de 3 de julho de 2002. e 10 560, de 13 de novemln o de 2002 . ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da connibuição. - de venda de álcool para . fins cai hiantes, (Redação dada pela Lei n° 10 863, de 2004)(Vide Medida Provisória n° 413, de 3 de janeiro de 2008)(Vide art. 42 da Lei n° 11 727, de 23 de junho de 2008) (Revogado pela Lei n° 11,727, de 23 de junho de 2008) - der entes a a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos, b) reversões de prOViSÕeS e recuperações de créditos baixados como perda que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valot do pail inzônio liquido e os lucros e dividendos detivados investimentos avaliados pelo custo de aquisição que tenham sido computados como trceita V/ - (Vide Art. 90 e Art. 22 da Medida Provisória n° 451, de 15/1212008) VI - decorrentes de transferência oneras:: a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relatims à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - !CAIS de créditos de ICMS originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1" do art. 25 da Lei Complementar n° 87, de 13 de setembro de 1996, (Redação dada pela Lei n° 11 945, de 4 de junho de 2009) Ari, 2" Para determinação do valor da COTINS aplicar-se-á, sobre a base de cálculo apurada conf .°, me o disposto no eu t a a//quota de 7.6% (sete inteiros e seis décimos por cento) a Processo if 11065101664/2001-31 S3-1. F1)3 Acórdão n " 3803-00.781 H 119 1' Excetua-se do dispo.sto no capta deste artigo a teceita bruta arriei ida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as aliquotas previstas: (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) 1 - nos incisos 1 a III do ar! 4' da Lei n" 9 718, de 27 de novembi o de 1998. e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) derivado de petróleo e gás natural, (Incluído pela Lei n" 10.865, de 2004) 1 - 110S incisos I a III do ar! 4° da Lei n" 9 718, de 27 ele novembro de 1998, e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de petróleo - derivado de petróleo e de gás natural; (Redação dada pela Lei n° 10.925, de 2004) 11 - no inciso I do art /"da Lei n° 10147, de 21 de dezembro de 2000, e alie; ações posteriores, no caso de venda de produtos farmacémico,s, de perlionaria, de toucador ou de higiene pessoal. nele telacionadas; (Incluído pela Lei n" 10.865, de 2004) - no art I" da Lei 17" 10 48.5, de 3 de julho de 2002, e alterações postetiotes, no caso de venda ele máquinas e veículos classificados nos códigos 84.29, 8432 40.00, 84 32 80 00, 8433 20, 8433 30 00, 8433 40 00, 8433 5, 87 01, 87 02, 87 03, 8704, 8705 e 87 06, da TIPI; (incluído pela Lei if 10.865, de 2004) IV - no inciso 11 do art. 3° da Lei 17" 1 0 48.5, de 3 de julho de .2002, no caso de vendas, para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores, das autopeça.s te/acionadas no,s Anexas 1 e 11 da mesma Lei, (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) - no cama do eu! 5" ela Lei n° 10 485, de 3 de julho de .200.2, e alterações posteriores, no caso de venda das produtos classificadas nas posições 40 11 (pneus novos de borracha) e 40 13 (câmaras-de-ar de borracha), da TIPI; (Incluído pela Lei n°10.865, de 2004) VI - no ar! 2" da Lei n" 10.560, de 13 de novembro de 2002, e alto ações posteriores, no caso de venda de querosene de aviação, (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) VII- no ali 51 desta Lei, e alterações pastetiore.s, no caso de venda das embalagens nele previstas, destinadas ao envasamento de água, refrigerante e cerveja, classificadas nos códigos 22 01. 22 02 e 22 03, todos da MI; e (incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) — no ati 49 desta Lei, e alterações postei lotes, no caso de venda de água, refrigerante, cerveja e prepwações compartas classificados nos códigos 22 01, 22 02, 22 03 e 2/0690 10 Ex 71' 9 02, todos da MN (Incluido pela Lei n" 10865, de 2004) (Vide art. 36 e art 4 I da Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) - no ar! .52 desta Lei, e alterações postei iore.s, no caso de venda de água . reli igerante, cerveja e prepca ações compostas classificados nos códigos 22 01 . 22 02. 22 03 e 2 106 90 10 Em 02 . iodos da IPI, (Incluído pela Lei n° 10.925, de 2004) - no inciso 11 do ai! 58-11I desta Lei, no caso de renda das bebidas mencionadas no ali 58-A desta Lei, quando efetuada por pessoa fui 'dica optante pelo regime especial instituído pelo art 58,1 desta Lei, (Redação dada pela Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) X - no art 23 da Lei o' 10 865, de 30 de abril de 2004, no caso de venda de gasolinas e suas cot rentes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas correntes, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo GLP de, irado de pettóleo e de gás natural (Incluído pela Lei n0 10..925, de 2004) X/ - (Vide Medida Provisória n°413, de 3 de janeiro de 2008) XII - (Vide Medida Provisória n°413, de 3 de janeiro de 2008) § 1"-A Excetua-se do disposto no capta deste cango a receita bruta aufel ida pelos produtores, importadores ou disnibuidwes com O venda de álcool, inclusive para fins embuti:ides. à qual se aplicam as a//quotas previstas no capta e no 4" do art 5" da Lei no 9 718. de 27 de novembro de 1998 (Incluido pela Lei n° 11 727, de 23 de junho de 2008) 2" Excetua-se do disposto no capta deste cango a receita bruta decommte da venda de papel imune a impostos de que trata o cai 150, inciso 11, alínea d. da Constituição Federal, quando destinado à impressão de periódicos, que fica sujeita à aliquota de 3,2% (três inteiros e dois décimas pai cento) (Incluído pela Lei rf 10.865, de 2004) § 3" Fica o Pode, Executiva autorizado a reduzir a O (zero) e a restabelece, a dignai(' incidente sobre receita bula decorrente da venda de III °Mos quimicos e farmacêuticas, clas,sificados nos Capitulas 29 e 30, sobre produtos destinados ao uso em laboratório de anatomia patológica, eitológica ou de análises clinicas, classificados nas posições 30 02 . 30 06 39 26, 40 15 e 90 18, e sobre semens e emb, iões da posição 05 1 I . todos da 'TIPI (Incluído pela Lei na 10.865, de 2004) 3" Fica o Poder Executivo auto/ irado a rechtzh a 0 (zero) e a restabelecer a ai/quota incidente sobre /evenci inata deccurente da venda de produtos químicos e Ta' macêuticas, classificados nos Capitulas 29 e 30, sobre piar/Mos destinadas ao uso em hospitais, clinicas e consultórios médicos e odontalágicas, campanhas de saúde realizadas pelo Poder Pública labaratót io de anatomia patológica, enológica ou de análises clinicas, classificados nas posições 30 02. 30 06, 39 26, 40 1.5 e 90 18, e sobt .e sêmen% e embriões da posição 05 11 todos da Tipi (Redação dada pela Lei na 11..196, de 21/11/2005) 10 Processo n" 11065 101664/2007-31 Acórdão n" 3803-00,781 S3- 1E03 Fl 120 § -1° Fica reduzida a O (zero) a alíquota da COFIAIS incidente sobre a receita de venda de livros técnicos e cientificas. na fatura estabelecida em ato conjunto do Ministério da Educação e cia Secretaria da Receita Federal (Incluído pela Lei ri° 10,925, de 2004) § .5" Excetua-se do disposto no capto deste artigo a receita bruta auferida por pessoa jurídica industrial estabelecida na Zona Franca de Manaus, decorrente da venda de produção própria, consoante projeto aprovado pelo Conselho de ,1áninistração da Superintendência da Zona Franca de Manaus — RIF RAMA. que fica sujeita, ressalvado o disposto nos §§ 1"a 4" deste artigo. às aliquwas de (Incluído pela Lei n° 10 996, de 2004) 1 - 3% (trés por cento), 110 caso de venda efetuada a pessoa jurídica estabelecida (incluído pela Lei n° 10,996, de 2004) a) na Zona Franca de Manaus; e (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) b) fora da Zona Franca de Manaus, que apure a COFINS no regime de não-cumulatividade, (Incluído pela Lei if 10.996, de 2004) 11 - 6% (seis por cento), no caso de venda efetuada a: (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) a) pessoa jur idica estabelecida fora da Zona Franca de Manaus, que apure o imposto de renda com base no lucro presumido, (Incluído pela Lei if 10,996, de 2004) b) pessodjuridica estabelecida fora da Zona Franca de Manaus, que apure o imposto de renda com base no lucro real e que tenha sua receita, total ou parcialmente, excluída do regime de incidência não-cumulativa da COFIAIS,. (Incluido pela Lei n° 10,996, de 2004) c) pessoa jurídica estabelecida fora da Zona Franca de Manaus e que .seja optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de hnpo,stos e Contribuições - SIMPLES, e (Incitado pela Lei n° 10.996, de 2004) cl) órgãos da administração federal, estadual, distrital e municipal (Ineluido pela Lei ri° 10.996, de 2004) § 6" (Vide Art 9° e Art. 22 da Medida Provisória n° 451, de 15/12/2008) ,sÇ 6" O disposto no § .5o também se aplica à receita bruta auferida por pessoa jurídica industrial ou comercial estabelecido' nas Áreas de Livre Comércio de que tratam as Leis 11'S 7 965, de 22 de dezembro de 1989, 8 210, de 19 de julho de 1991, e 8 256, de 25 de novembro de 1991. o ar,' 11 da Lei n" 8 387. de 30 de dezembro de 1991, e a Lei n" 8 857, de 8 de março de 199-1 (Redaçâo dada pela Lei rf 11.945, de 4 de junho de 2009) 11 sç 7" 4 exigência prevista no .5" deste ar ligo relativa ao pajeio aprovado mio se aplica às pessoas jurídicas comerciais referidas no § 6" deste artigo (Ineluido pela Lei n° 11 945, de 4 de junho de 2009) Do exame desses dispositivos, conclui-se que a opção do legislador foi a da generalização do alcance da incidência das contribuições não-cumulativas, excluindo de sua incidência apenas as receitas e ingressos expressamente elencados. A receita e/ou ingresso decor rente da cessão de créditos de ICMS a terceiros, mediante dinheiro e/ou pagamento na aquisição de matérias-primas e insumos empregados no processo produtivo de mercadorias, não foram contemplados. O fato de a operação, por opção da requerente, não ter transitado por nenhuma conta de resultado não significa nem prova que não houve ingressos no patrimônio da pessoa .juridica. Independentemente da forma de escrituração, sempre haverá ingresso em dinheiro, titulo de e/ou mercadorias. Na aquisição de mercadorias, matérias-primas, insumos etc., tributados com o ICMS, na realidade ocorrem duas operações: a compra de mercadorias, matérias-primas e insumos propriamente dita; e a compra do crédito do ICMS embutido naqueles produtos. Assim, ao realizar a venda dos produtos, vende-se também o crédito referente àquele imposto neles embutidos. Isto ocorre sem que, necessariamente, se escriturem contas de resultados, Cabe, ainda, ressaltar que, na modalidade não-cumulativa de incidência das contribuições sociais, como no presente caso, o contribuinte ao adquirir mercadorias para revenda e/ou matérias-primas e outros produtos empregados no processo de industrialização de seus produtos, credita-se do valor do ICMS neles embutidos, inclusive sobre a parcela correspondente a esse imposto. Dessa forma, se o montante aufer ido na alienação dos produtos, inclusive do crédito do ICMS apurado e cedido e/ou alienado a terceiros, não sofresse tributação estar-se-ia proporcionando ao contribuinte beneficio sem amparo legal. -Todo esse psitacismo no entanto é despiciendo. Remeto o recorrente à redação do inciso VII do § 3° do art, I° da Lei n2 10..637, de 2002, e do inciso VI do § 3° do art. 1' da Lei n° 10.833, de 2003: é a lei quem dá ao resultado econômico da transferência onerosa de créditos de ICMS a natureza de receita. Não há argumentos que se sobreponham à definição legal. Ademais, corolário lógico, se, a teor- do art. 33 da Lei n° 11,945, de 2009, a partir de 01/01/2010, as receitas decorrentes de transferência onerosa de créditos de ICMS devem ser excluída da base de cálculo das contribuições, é porque, antes dessa data, tais receitas compunham as suas bases de cálculo. Assim, não se conformando à norma de exclusão, seja na sua redação original, dada pela Medida Provisória n2 451, de 16 de dezembro de 2008, que só passou a produzir efeitos a partir de I° de janeiro de 2009, seja na nova redação dada pela Lei n° 11,945, de 4 de junho de 2009, a receita advinda da cessão onerosa de créditos de ICMS deve ser adicionada à base de cálculo da contribuição não-cumulativa, para fim de apuração do saldo credor passível de ressarcimento. Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso, Sala das Sessões, em 30 de setembro de 2010 Alexandre Kern Voto Vencedor 12 Processo n" 11065 10166,1/2007-31 Acórdão o" 380-00..781 F1 121 Conselheiro Belchior Melo de Sousa — Redator designado Para fundamento do presente voto cabe essencialmente afirmar que o desate da questão não passa pela consideração da possibilidade ou não de integração dos valores correspondentes à transferência onerosa a terceiros de créditos de /CMS originados de operações de exportação à base de cálculo da Cofins, à luz das disposições do art. I' da Lei n° 10.833/2003. Não passa porque antes há que se considerar que o citado artigo, capta, estabelecendo os contornos do fato gerador da contribuição, definiu o seu alcance sobre o que vier a se constituir em receita auferida, ainda que venha a ser adotada denominação ou classificação contábil que vise a desnaturá-la.. Há um pressuposto no enunciado legal, o de se ter como "receita" aquilo que será a materialidade da tributação. A partir dessa premissa é que a lei faz concessões a espécies do que realmente é receita para que não integre a base de cálculo da contribuição. Em vista disso, ante a hipótese dos autos não se deve chegar ao questionamento de que a lei não previu sua exclusão, pois de receita auferida não se trata, mas de um ingresso que configura a recomposição do patrimônio, até então decomposto pelo custo arcado com o pagamento do tributo embutido no preço do insumo adquirido. Na seara do Direito Financeiro, ALIOMAR BALEEIRO' ocupou-se da definição de receita: "Receita pública é a entrada que, integrando-se no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, MI, acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo A mesma linha é seguida por AIRES BARRET0 2 , para quem "receita é [.....} a entrada que, sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, se integra ao patrimônio da empresa. acrescendo-o, incrementando-o„", Neste campo, compõe a boa doutrina o escólio de MINATEL 3 , ao assentar que: [ A recuperação de um valor anteriormente registrado como encargo tributário não tem o condão de transformá-lo automaticamente de despesa em receita, ainda que a forma adotada para sua escrituração em conta credora possa corar ibuir para a configuração de aumento do resultado do exercício da pessoa jurídica no momento da i ecuperação, efeito que, de concreto, tradu:, o retorno ao sumis quo ante, não reunindo condições de materializar ingresso de elemento novo que se qualifique no conceito de receita [ ]" BALEEIRO, Aliomar Uma introdução é Ciência das Finanças, 13 ed atualizado poi Flávio 13auer Novelli Rio de Janeiro: Forense, p I 16 2 BARRETO, Aires F A nova Coibis: primeiros apontamentos Revista Dialética de Direito Tributado. n" 103 São Paulo, 2004, pp. 11-12 3 M1NATEL, José Antônio Contendo do Conceito de Receita e Regime Jurídico para sua Tributação MI', 2005, p. 9 22. , • • • , • • • , • • . . Jr.; 1.. ' • '• • • 13 Abraço, ainda, as razões de decidir do eminente Desembargador- Federal Dirceu de Almeida Soares nos autos do Processo n° 20050401006404-5 (13.11I 04/05/2005), que, reconhecendo ordinariamente, a incidência da Cofins e da contribuição para o PIS, com grande lampejo, repudia a incidência sobre créditos de ICMS originados de exportações transferidos a terceiros, posto não ser valor representativo de receita, mas é tributo, e sua exigência configura bitributação. Isto porque estas contribuições já incidiram na aquisição dos insumos. Veja-se o teor mais amplo de seu entendimento: certo que, em regra, s011ieltie há possibilidade de exclusão cio ICMS cia base de cálculo do PIS e da COFINS na hipótese em que cobrado pelo vendedor de bens ou prestador de _serviços na condição de substituto ti ibutário De ordinário, a parcela do !CAIS, destacada nas notas fiscais. sempre integrou, por disposição da lei, o preço de venda do mochao. configurando por conseguinte, parcela de receita ou &momento_ não sendo passível de exchesão da base de cálculo das i der idas conn ibuições No caso dos autos. todavia, esse fenômeno tributár io já oco, reit, ou seja . o ICMS de que trata a Fazenda já sei vil( de base de cálculo para apuração do PIS e COFIN,S a serem recolhidos pelo Mi necedm de inS1117JOS O adquirente, por sua vez, está imune ao ICALS, ao PLS e à COFIAIS por expressa disposição constitucional, por se tratar de empresa exportadora O crédito decorrente do ICEIS sub examen não configura receita mas tributo, embutidos nos inSUMOS pagos. mos recuperáveis sob .forma de compensação ou restituição Isto é, o beneficio fiscal da imunidade é ofinecido por meio de créditos perante a Fazenda por questões de operacionalidade, já que sua devolução em pecúnia seria dificultosa, senão inviável Logo, pretendei-se computar novamente a parcela de iCAIS na base de cálculo da empresa exportadora . é medida repudiada pelo direito ti ibutário em razão cla ocorrência da biti ibutação pois, como afirmado a incidência do ICMS . que vinha oco, rendo nas sucessivas etapas do processo de inclusti ialização findou-se na etapa imediatamente antei ior Adenraá, não se pode olvidar que o posicionamento adotado pelo Fisco ofende a regra constitucional de imunidade adrede mencionada, uma vez que o próprio beneficio fiscal estaria compondo a base ck cálculo das contribuições sob enfOque, o que retirar ia da imunidade seu pleno alcance Fm uma palavra. estar-se-ia dando com uma mão e retirando com a outra Nourto aspecto, é justificável o receio da impetrante de que tenha glosada pai te significativa de seus pedidos de ressarcimento de PIS/COFINS, ante o já manifestado posicionamento da Fazenda Pública de considerar os valores decorrentes de crédito de ICMS. na composição da base de cálculo daquelas contribuições" Leandro Paulsen, rejeitando de igual modo a incidência a tributação do crédito de ICMS enfatiza que "Nem tudo o que contabilmente é considerado receita pode sê-lo para fins de tributação. Isso porque a receita, na norma concessiva de competência tributária, 14 1 Processo o" 1 065 01664/2007-31 S3- [ E03 Acórdão n " 3803-00.781 ll 122 denota urna revelação de riqueza. É preciso considerar a receita sob a perspectiva do princípio da capacidade contributiva." Noutro óbice que este Magistrado e Jurista coloca, afirma que a exigência "afeta a eficácia das imunidades e incentivos concedidos e fazendo com que, à impossibilidade de tributação ou renúncia tributária dos Estados corresponda tributação pela União, em transferência de recursos absolutamente desarrazoada e violadora da forma federativa de estado, bem corno contrária à finalidade das normas de imunidade ou de incentivos„" Este argumento é sólido, pois interpreta a norma de incidência à luz da Constituição Federal de 1988, cuja irradiação sobre ela impede que o seu enunciado definindo o contorno da base de cálculo abarque o fato jurídico sob foco, Justifica o nobre relator que se, a teor do art. 33 da Lei n° 11.945, de 2009, a partir de 01/01/2010, as receitas decorrentes de transferência onerosa de créditos de 1CMS devem ser excluídas da base de cálculo das contribuições, é porque, antes dessa data, tais receitas compunham as suas bases de cálculo. É respeitável a lógica, a considerar que esta é uma norma material, cujo efeito do seu comando é prospectivo Contudo, tendo a norma esse caráter, é somente ali, a partir da sua vigência que há urna definição legal do referido ingresso como "receita", de pronto pela mesma norma considerada intributável.. Se é suscitado o argumento de que - por ser para frente o efeito da norma inserta na Lei n° 11,945, de 2009 - somente após sua vigência é que os valores transferidos a título de cessão de créditos de 1CMS gerados de exportação poderão não integrar a base de cálculo das contribuições, vejo subsistir, na direção oposta, o argumento de que antes não havia expressão legal a enquadrar o ingresso como receita. Logo, a classificação legal não repercute — para trás - no arcabouço técnico que afasta o ingresso do conceito de receita alcançável pela tributação. Noutra palavra, se é receita, o é a partir da referida lei, por definição legal, não por critério técnico-jurídico e contábil, Por todo o exposto, voto por dar provimento ao recurso Sala das sessões, 30 de setembro de 2010 Belchior Melo de Sousa 15 CAR.F-MF Fl 123 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Câmara Processo n2 : 11065,101664/2007-31 Interessada : PACIFIC SHOES INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA., TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4" do art, 63 e no § 3 2 do art, 81 do Anexo 11, c/c inciso VII do art, 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n 2 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n9 3803-00781, Ils, 115/122.. Brasília - DF, em 9 de novembro de 2010, AreovalVIo Mariano Tavares Chefe da Secretaria da Terceira Seção Terceira Câmara Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em / /
score : 1.0
Numero do processo: 10166.004078/2005-87
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 104-02.049
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto da Conselheira Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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RESOLVEM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto da Conselheira Relatora. 1.4ktk 41112114?-1ELENA COTTA Ctia)12-289-- PRESIDENTE E RELATORA A - FORMALIZADO EM: 12 ou T 1007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, HELOISA GUARITA SOUZA, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, GUSTAVO LIAN HADDAD, ANTONIO LOPO MARTINEZ e REMIS ALMEIDA ESTOL. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 Recurso n°. : 153.360 Recorrente : AGOSTINHO MANOEL BAIÃO RELATÓRIO DA AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado, em 28/01/2005, pela Delegacia da Receita Federal em Brasília/DF, o Auto de Infração de fls. 10 a 17, no valor de R$ 7.043,97, tendo em vista a reclassificação, no ano-calendário de 2001, de rendimentos de aposentadoria declarados, de isentos para tributáveis, uma vez que a doença de que fora acometido não se encontrava elencada no dispositivo legal de regência. DA IMPUGNAÇÃO Cientificado da autuação em 18/03/2005 (fls. 20), o contribuinte apresentou, em 19/04/2005, tempestivamente, a impugnação de fls. 01 a 04, acompanhada dos documentos de fls. 05 a 17, contendo as seguintes alegações, conforme o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 52): "a) o laudo da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, fls. 06/07, datado de 16/05/2003, atesta que desde 19/08/1998 passou a apresentar progressivamente perda de força nos quatro segmentos acompanhada de atrofia muscular e está acamado com tetraplegia e fraqueza muscular; b) o documento do INSS, fls. 08/09, datado de 12/04/2005, utilizou o código G-82 para a moléstia paraplegia e tetraplegia enquanto a Fundação Hospitalar do Distrito Federal adotou o código G-12.2 - esclerose lateral amiotrófica -, mas as duas patologias significam paraplegia e tetraplegia; 7.k 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 c) o Regulamento do Imposto de Renda - RIR/99 abrange a moléstia destacada nos dois laudos, ao incluir em sua redação paralisia irreversível e incapacitante como situação de isenção; d) o Conselho de Contribuintes reforça seus argumentos com ementas esclarecedoras e pertinentes sobre a matéria - cita quatro acórdãos. Por fim, requer a improcedência do lançamento." DO ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Em 30/03/2006, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília/DF exarou o Acórdão DRJ/BSA n°. 16.884 (fls. 51 a 54), assim ementado: "RENDIMENTOS ISENTOS DE APOSENTADORIA. MOLÉSTIA GRAVE. Para configurar isenção do imposto de renda, aos portadores de moléstia grave, a patologia deve estar incluída na relação das doenças prevista em lei, além da exigência de sua comprovação através de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Lançamento Procedente." DO RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificado do acórdão de primeira (fls. 58), o contribuinte apresentou, em 13/07/2006, o recurso de fls. 60 a 65, acompanhado dos documentos de fls. 66 a 117, em que reprisa as razões contidas na impugnação e adiciona o seguinte, em síntese: - preliminarmente, houve cerceamento do direito de defesa, uma vez que não foi designado julgador ad hoc na ausência de componente da Turma Julgadora de Primeira Instância, além do que negou-se o pedido de diligência formulado por uma das Julgadoras; - a decisão de primeira instância desconsiderou o laudo da FHDF; 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.00407812005-87 Resolução n°. : 104-02.049 - a dúvida poderia ter sido suprida com diligências; - está sendo juntado material colhido da Internet. Às fls. 121 a Autoridade Preparadora atesta as datas de intimação e de apresentação do recurso. Ademais, informa que o contribuinte teria recolhido o depósito recursal com o código de imposto suplementar. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 121 (última), que também trata do envio dos autos a este Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. yik- 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 VOTO Conselheira MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Relatora Trata o presente processo, de exigência decorrente de reclassificação de rendimentos de aposentadoria declarados, de isentos para tributáveis, uma vez que a doença de que teria sido acometido o contribuinte não se encontrava elencada no dispositivo legal de regência. Preliminarmente, cabe a aferição acerca da tempestividade do recurso. O Decreto n°. 70.235, de 1972, com a redação dada pela Lei n°. 9.532, de 1997, assim estabelece, verbis: "Art. 5° Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Far-se-á a intimação: I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; 1 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 § 2° Considera-se feita a intimação: I - na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II - no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão." (grifei) No caso em apreço, a intimação da decisão de primeira instância foi feita com base no art. 23, inciso II, acima transcrito, sem que conste do AR - Aviso de Recebimento de fls. 58 a data do respectivo recebimento. Como se pode constatar, o AR exibe apenas o carimbo datador dos Correios, mas não a data aposta pelo recebedor da correspondência. Assim, considerando-se feita a intimação quinze dias após a expedição (postagem) da correspondência, que ocorreu em 07/06/2006 (verso do AR), o contribuinte deve ser considerado intimado em 22/06/2006. Como o recurso foi protocolado em 13/07/2006, ele deve ser considerado tempestivo, portanto merece ser conhecido. Preliminarmente, o contribuinte alega cerceamento do direito de defesa, uma vez que não foi designado julgador ad hoc na ausência de componente da Turma Julgadora de Primeira Instância, além do que negou-se o pedido de diligência formulado por uma das Julgadoras. Quanto à primeira alegação, convém esclarecer que os Colegiados de Primeira Instância são formados por cinco julgadores, e o quorum necessário ao julgamento é de três Julgadores. Assim, estando presentes quatro dos Julgadores - Nilma Barros e Silva, Paulo Bento de Mendonça Filho, Esther Cristina Ramos Soares e Marcela Brasil de 7*. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 Araújo Nogueira (fls. 51) - evidentemente havia o quorum regimental, portanto não era imprescindível a designação de Julgador ad hoc. Ademais, ainda que este houvesse sido designado, e restasse vencido, o resultado desfavorável ao contribuinte não seria alterado, portanto não se vislumbra a utilidade de tal alegação. No que tange ao segundo argumento, no sentido de que não fora atendido o pedido de diligência formulado pela Julgadora Marcela Brasil de Araújo Nogueira, importa salientar que se trata de julgamento pela sistemática de colegiado. Nesse passo, verifica-se que a proposta de diligência restou vencida, o que significa dizer que os outros três Julgadores, que constituem a maioria da Turma, foram contrários a ela, portanto não há que se falar em cerceamento de direito de defesa. No mérito, relembre-se que se trata de exigência relativa ao exercício de 2002, ano-calendário de 2001, decorrente de reclassificação de rendimentos de aposentadoria declarados, de isentos para tributáveis, considerando-se que a doença de que teria sido acometido o contribuinte não se encontrava elencada no artigo 60, inciso XIV, da Lei n°. 7.713, de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei n°. 8.541/92. Dito dispositivo legal assim estabelece: "Art. 6° Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (-..) XIV - os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço, e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose-múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma:" 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 A Lei n°. 9.250, de 1995, por sua vez, assim estabeleceu, relativamente à prova: "Art. 30° A partir de 1° de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 60 da Lei n°. 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei n°. 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios." No presente caso, embora o contribuinte tenha se aposentado em 03/12/1998, por tempo de serviço, conforme documento do INSS às fls. 38, ele alega ser portador de moléstia grave, que acarretaria não só a aposentadoria por invalidez, mas também a isenção do Imposto de Renda, desde 19/08/1998. Com efeito, tratar-se-ia de benefício ao qual o contribuinte faria jus desde a aposentadoria, mas que não teria sido usufruído, sendo que as razões para tal procedimento são desconhecidas, já que não foi fornecida qualquer explicação acerca desta questão. Quanto às situações em que a doença fosse superveniente à aposentadoria, a Secretaria da Receita Federal, em um primeiro momento, assim disciplinou, por meio da Instrução Normativa SRF n°. 25, de 1996: "Art. 5° Estão isentos ou não se sujeitam ao imposto de renda os seguintes rendimentos: (...) XII - os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os recebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e fibrose cística (mucoviscidose); mt 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 (...) § 2° A isenção a que se refere o inciso XII se aplica aos rendimentos recebidos a partir: (.-.) b) do mês da emissão do laudo pericial, emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria ou reforma." Posteriormente, a própria Secretaria da Receita Federal, referindo-se ao dispositivo acima, conferiu-lhe a seguinte interpretação, por meio do Ato Declaratório Normativo COSIT n°. 10, de 1996: "I - a isenção a que se referem os incisos XII e XXXV do art. 5° da IN SRF n°. 025/96 se aplica aos rendimentos recebidos a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial:" Assim, em face de toda a legislação que rege a matéria, conclui-se que, tratando-se de doença que, embora pré-existente à aposentadoria, por razões desconhecidas não foi a causa da aposentadoria (que, repita-se, foi por tempo de serviço), o contribuinte teria de comprovar, por meio de laudo emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, a data do início da doença. E a moléstia obviamente tem de corresponder a uma daquelas especificadas na legislação que rege a isenção. Quanto à prova, a despeito do farto material colacionado pelo contribuinte, os únicos documentos que, a princípio, satisfariam às exigências da legislação transcrita, seriam os laudos de fls. 06 e 08. No laudo de fls. 06, emitido pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal e datado de 16/05/2003, consta que, conforme histórico colhido de prontuário, em 19/08/1998 o contribuinte passou a apresentar progressivamente perda de força nos quatro segmentos, 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 acompanhada de atrofia muscular. Ademais, informa que o contribuinte tem diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica, patologia crônica e degenerativa. Como se pode verificar, em nenhum momento o laudo deixa claro que, em 2001, o contribuinte era portador de "paralisia irreversível e incapacitante", exatamente como consta do dispositivo isencional. Relativamente ao documento do INSS, às fls. 08, este efetivamente menciona isenção do Imposto de Renda, porém trata-se de cópia de formulário, datado de 12/04/2005, sem reconhecimento de firma, cuja data de inicio da doença foi completada a mão. A legislação, ao estabelecer a necessidade de apresentação de laudo, reconheceu que somente a autoridade médica pode especificar se a doença que acometeu o contribuinte é uma daquelas elencadas na lei. Ademais, conforme o art. 111, inciso II, do CTN, a lei que outorga isenção deve ser interpretada literalmente, vedada analogia ou interpretação extensiva. Diante do exposto, tendo em vista os princípios do contraditório, da ampla defesa e da verdade material, voto pela conversão do julgamento em diligência à Repartição de Origem, para que esta verifique, mediante diligência junto ao INSS: - a autenticidade do documento de fls. 08; - se dito documento significa que o contribuinte é portador de uma das doenças previstas em lei, que enseja a isenção do Imposto de Renda (art. 6°, inciso XIV, da Lei n°. 7.713, de 1988); - desde quando pode o contribuinte ser considerado portador da doença, para fins da isenção. 10 . . - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10166.004078/2005-87 Resolução n°. : 104-02.049 Após, abrir prazo para que o contribuinte, querendo, se manifeste sobre o resultado da diligência. Sala das Sessões - DF, em 18 de outubro de 2007 . ykALW-laNtrest&OTTA Cted2r) 11 Page 1 _0011700.PDF Page 1 _0011800.PDF Page 1 _0011900.PDF Page 1 _0012000.PDF Page 1 _0012100.PDF Page 1 _0012200.PDF Page 1 _0012300.PDF Page 1 _0012400.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1
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Numero do processo: 19647.010751/2006-61
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIOAno-calendário: 2003RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE.Somente são dedutíveis da CSLL apurada no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB nº. 900/2008.RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. ANÁLISE INTERROMPIDA.Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte.
Numero da decisão: 1801-000.521
Decisão: Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, determinando o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para se pronunciar sobre os valores dos créditos pleiteados nas Declarações de Compensação, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE. Somente são dedutíveis da CSLL apurada no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB nº. 900/2008. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. ANÁLISE INTERROMPIDA. Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringese a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, determinando o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para se pronunciar sobre os valores dos créditos pleiteados nas Declarações de Compensação, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente Fl. 137DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 2 (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmem Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, André Ricardo Lemes da Silva, e Ana de Barros Fernandes. Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação (fls. 02/06), transmitida eletronicamente em janeiro de 2004, pela qual pretende a interessada a compensação de débito de tributo de sua responsabilidade, com direito creditório oriundo de pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL apurada no mês de janeiro de 2003, no valor original de R$ 1.990,77, baixada para tratamento manual neste processo. Analisando o pleito a DRF em Recife/PE, após diligências realizadas, concluiu pela inexistência do crédito apontado, razão pela qual pelo Despacho Decisório de fl. 11 não reconheceu o direito creditório e não homologou as compensações, ao fundamento de que, de acordo com o disposto no artigo 10 da IN SRF n°. 600, de 2005, a pessoa jurídica somente poderia utilizar o valor pago indevidamente ou a maior a título de estimativa mensal, ao final do período de apuração em que houve o referido pagamento, para dedução do valor da CSLL devida ou para compor o saldo negativo porventura apurado. A empresa TIM Nordeste S/A, CNPJ n° 01.009.686/000144, sucessora da TELERN Celular S/A, apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese: a) que o art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005, não tem amparo legal, já que a Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, não prevê a restrição nele estabelecida e adotada na decisão da DRF/Recife e que quando da realização das compensações ainda não existia a regra do art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005; b) se não fosse realizada a compensação da CSLL recolhida a maior haveria saldo negativo ao final do ano. Terseia, então, no máximo um problema de inobservância de exercício, vez que o saldo negativo seria passível de compensação a partir do final do ano de 2003; c) possivelmente a decisão supôs, em virtude do lançamento que deu origem ao processo n° 19647.009690/200699, que não haveria saldo negativo ao final do ano calendário 2003. Nessa hipótese, o julgamento da manifestação de inconformidade ficaria na dependência da decisão adotada nos autos do mencionado processo; d) que o despacho decisório decorre da revisão de oficio havida nos autos do processo n° 19647.009690/200699 e que dessa revisão teria decorrido aumento do crédito Fl. 138DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 19647.010751/200661 Acórdão n.º 180100.521 S1TE01 Fl. 115 3 tributário original, em afronta aos arts. 145 a 149 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional (CTN). Apreciando o litígio a 4a. Turma da DRJ em Recife/PE, por meio do Acórdão 1126.773 (fls. 65 a 71) indeferiu a manifestação de inconformidade. Aquela autoridade observou, inicialmente, que não haveria permissivo legal para a compensação de recolhimentos mensais por estimativa efetuados a maior em um mês com débitos mensais subseqüentes no decorrer do próprio anocalendário. Salientou que a regra geral é a apuração trimestral do IRPJ e da CSLL, com opção do ajuste ao final do anocalendário com pagamentos de estimativas mensais afirmando que nas disposições dos artigos 220 a 232 do RIR/99 não se encontra qualquer permissão para compensação de estimativas pagas a maior. Assim sendo, não representariam crédito líquido e certo passível de compensação. Consignou que os autos de infração tratados no processo 19647.009690/200699 em nada influenciariam no julgamento deste litígio e afastou o pedido de sobrestamento do feito. Intimada da decisão, em 04/09/2009 (fl. 72) a interessada apresentou, em 21/09/2009, o Recurso Voluntário de fls. 75 a 92. Em suas razões de defesa informa, inicialmente, que o presente processo seria decorrente de revisão de ofício em lançamento efetuado no âmbito dos autos n° 19647.009690/200699, especificamente em itens que trataram de (i) deduções indevidas no ajuste anual de antecipações de IRPJ e de CSLL não comprovadas e (ii) imposição de multa isolada por falta de pagamento de IRPJ e de CSLL devidos por estimativa mensal, revisão essa que não teria sido devidamente fundamentada, o que impedia a adequada defesa. Assim, teria sido intimada, em março de 2007, de um Relatório de Informação Fiscal, datado de 13.12.2006, no qual os fiscais responsáveis pela revisão de ofício informaram que tomaram conhecimento de uma solução de consulta interna da Receita Federal (de n° 18/06), a qual previa metodologia de cálculo diferente da que havia sido adotada por eles quando da fiscalização, razão pela qual alguns valores teriam sido excluídos do processo n° 19647.009690/200699, e passaram a ser tratados em processos específicos, dentre os quais o presente processo de compensação. Quanto ao mérito reafirma que a previsão contida no artigo 10 da IN SRF n°. 600, de 2005, não teria amparo legal. Todas as vedações atinentes à compensação teriam sido expressamente previstas no artigo 74 da Lei n°. 9.430, de 1996, assim como as compensações consideradas não declaradas, não se encontrando, em nenhuma delas, a referência ao recolhimento indevido ou a maior a título de estimativas mensais e que o disciplinamento do instituto pela Receita Federal não poderia levar ao estabelecimento de novas vedações não previstas na Lei. Observou que os comandos normativos citados pela autoridade julgadora da DRJ que tratariam da referida vedação em verdade cuidariam da forma de pagamento do imposto calculado por estimativa e não de compensação, o que foi disciplinado unicamente pelo artigo 74 da Lei n°. 9.430, de 1996. Assim, o procedimento adotado guardaria consonância também com o quanto disciplinado pelo § 1°, II, do artigo 6° da Lei n° 9.430/96, Fl. 139DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 4 na medida em que teria havido o recolhimento a maior de CSLL em fevereiro de 2003, portanto, passível de restituição, e que foi compensado com débitos de tributos federais de períodos posteriores. Reafirmou que, ainda que se considere a sua legalidade, à época da formalização das compensações declaradas não vigoravam as disposições do artigo 10 da IN SRF n° 600, de 2005, vigendo, à época, a IN SRF n°. 210, de 2002, que não trazia tal vedação em seu bojo. A DRJ teria, assim, aplicado retroativamente dispositivo normativo a fim de restringir seu direito, violando disposições legais e constitucionais, pois tal comando não teria o escopo de dar interpretação mas unicamente de inserir novas regras restritivas ao sistema de compensação. Reproduz as alegações de que não fosse realizada a compensação haveria saldo negativo ao final do anocalendário, de vinculação destes autos ao processo de n° 19647.009690/200699 e de indevida revisão de ofício no lançamento perpetrada naqueles autos. Ao final pede pela reforma daquele decisum. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Preliminar. LIMITES DO LITÍGIO. Delimitandose o presente litígio cumpre consignar que o presente processo, que trata de Declarações de Compensação, não decorre dos autos do processo administrativo n° 19647.009690/200699. Ademais, enquanto o processo de n° 19647.009690/200699 trata de lançamento de ofício decorrente de procedimento de fiscalização direta, estes autos tratam de declarações de compensação transmitidas eletronicamente e que foram baixadas para tratamento manual neste processo e o único fundamento alegado pela DRF para indeferir o pedido de homologação foi a inexistência de crédito do contribuinte que pudesse ser utilizado para compensar com débitos próprios, pois, conforme preceitua o artigo 10 da IN SRF n° 600/05, eventual valor pago a maior a título de estimativa mensal somente poderia vir a ser utilizado ao final do período de apuração, para dedução do valor do tributo ao final devido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período. Portanto, as argüições contra a revisão de ofício praticada no âmbito do processo administrativo n° 19647.009690/200699, que trata de lançamento de ofício para exigência de crédito tributário são alheias ao presente feito e devem ser tratadas unicamente no âmbito daqueles autos, razão pela qual deixo de tomar conhecimento de tais alegações. Fl. 140DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 19647.010751/200661 Acórdão n.º 180100.521 S1TE01 Fl. 116 5 Mérito A questão que se coloca para análise nestes autos se refere à possibilidade de haver recolhimento indevido ou a maior no cálculo e pagamento de estimativas mensais no curso do anocalendário e, havendo tal possibilidade, se isto geraria um indébito a favor do contribuinte passível de restituição e compensação. Nesse sentido registro que a questão é tormentosa e não se encontra pacificada neste Órgão Colegiado. Muito longe disso, há divergências inúmeras acerca da questão. Há aqueles que comungam do entendimento esposado pelas autoridades administrativas da DRF e DRJ, consignado nas decisões proferidas nestes autos, no sentido de que para as pessoas jurídicas tributadas com base nas regras do lucro real, o crédito ou o débito decorrente do confronto do pagamento das estimativas, de que trata o artigo 2° da Lei n° 9.430, de 1996, com o valor devido a título de IRPJ e CSLL, só seria apurado em 31 de dezembro de cada anocalendário. Antes do encerramento do anocalendário não haveria, pois, que se falar em tributo a restituir, já que até o último momento poderiam ocorrer eventos que viriam a alterar o quantum devido a título de IRPJ e CSLL. Assim, partindo da premissa de que o fato gerador do imposto de renda e da contribuição social para as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real somente se concretizaria no final de cada anocalendário, seria a partir deste evento que se encontraria o saldo do imposto a pagar ou a recuperar, nos termos do artigo 6º, § 1°, I e II, da Lei nº. 9.430, de 1996: Art. 6° .... § 1º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: I pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente, se positivo, observado o disposto no § 2º; II compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior. Por conta dessa interpretação não haveria que se falar em fluência de juros a partir do recolhimento indevido da estimativa, mas, somente a partir do mês subseqüente do anocalendário seguinte, dado que a geração do indébito somente ocorreria em 31/12 de cada ano, com o surgimento do saldo negativo de IRPJ ou de CSLL. A interpretação é válida e encontra robustos fundamentos. Ao afastar entendimentos contrários no sentido de que o artigo 74 da Lei n°. 9.430, de 1996, que regula a compensação, ao se referir as vedações, não dispôs expressamente acerca de qualquer restrição à compensação de estimativas pagas a maior ou indevidamente, essa corrente teoriza o entendimento de que não haveria necessidade de se inserir dispositivo específico nessa sentido, pois se estaria a registrar o óbvio já previsto na própria legislação que regulamenta a apuração e o pagamento de estimativas mensais. Nesse contexto, em relação às críticas quanto às restrições contidas em atos normativos infralegais, como por exemplo, o discutido artigo 10 da IN SRF n°. 600, de 2005 (também previsto na IN SRF n° 460, de 2004), destacam que tais normas administrativas não Fl. 141DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 6 se prestariam a criar, modificar ou extinguir direitos, mas sim disciplinar ou regulamentar o exercício de prerrogativas previstas em Lei, esta em sentido formal. Seria possível, assim, fazer referência a um ato administrativo subseqüente em relação à situação pretérita, desde que a situação fosse prevista em lei. Surgem, contudo, interpretações em outros sentidos, também apoiadas em fortes e sólidos argumentos. Depois de refletir sobre o assunto e sobre os posicionamentos doutrinários estudados, passo a fazer minhas considerações. Nesse sentido peço permissão para reproduzir as palavras da Ilustre Conselheira Edeli Pereira Bessa, proferidas em recentes julgados nesta 1a. Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que há muito tempo vem estudando o tema com profundidade. Cumpre ressaltar, assim, que é certo que a legislação consolidada no Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99 (art. 895) autoriza a Receita Federal a expedir instruções necessárias à efetivação de compensação pelos contribuintes. No mesmo sentido veio também redigido o §5o incluído no art. 74 da Lei nº. 9.430/96, pela Medida Provisória nº. 66/2002, atualmente transportado para o § 14 desde a edição da Lei nº. 11.051/2004: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) [...] § 14. A Secretaria da Receita Federal SRF disciplinará o disposto neste artigo, inclusive quanto à fixação de critérios de prioridade para apreciação de processos de restituição, de ressarcimento e de compensação. (Incluído pela Lei nº. 11.051, de 2004) E este poder normativo pode se materializar tanto no âmbito da definição de procedimentos operacionais, como na fixação de restrições materiais já presentes na lei que estabelece a incidência tributária ou concede benefícios fiscais. Contudo, ao operar sob este segundo direcionamento, temse a dita eficácia retroativa da norma interpretativa, que se verifica ainda que a Administração Tributária assim não a declare expressamente. Relativamente aos indébitos de estimativas, não há como tratar a restrição inserta a partir da Instrução Normativa SRF nº. 460/2004 como procedimental. Não se vislumbra espaço para a Administração Tributária definir, para além das normas que estabelecem a incidência do IRPJ ou da CSLL, em qual momento é possível pleitear a restituição ou compensar um recolhimento indevido decorrente de erro na determinação ou recolhimento de estimativas. Poderia se cogitar de tal possibilidade em razão destes recolhimentos não se constituírem, propriamente, em pagamentos, na medida em que não extinguem uma obrigação tributária principal, aproximandose, mais, de obrigações acessórias impostas aos contribuintes que optam pela apuração anual do lucro real e da base de cálculo da CSLL, para não se sujeitar à regra geral de apuração trimestral destas bases de cálculo. Esta interpretação, porém, exigiria que a Administração Tributária se posicionasse contrariamente à formação de indébitos de estimativas a qualquer tempo, e não apenas na vigência das Instruções Normativas que veicularam a dita proibição. Fl. 142DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 19647.010751/200661 Acórdão n.º 180100.521 S1TE01 Fl. 117 7 Neste aspecto, relevante notar que durante a vigência das Instruções Normativas SRF nº. 460/2004 e 600/2005, ou seja, no período de 29/10/2004 a 30/12/2008 (até ser publicada a Instrução Normativa RFB nº. 900/2008), a Receita Federal buscou coibir a utilização imediata de indébitos provenientes de estimativas recolhidas a maior, assim dispondo: Instrução Normativa SRF nº. 460, de 18 de outubro de 2004 Art. 10. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição, bem assim a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda ou de CSLL a título de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago ou retido na dedução do IRPJ ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período. Instrução Normativa SRF nº. 600, de 28 de dezembro de 2005 Art. 10. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição, bem assim a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda ou de CSLL a título de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago ou retido na dedução do IRPJ ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período. Assim, as antecipações recolhidas deveriam ser, primeiro, confrontadas com o tributo determinado na apuração anual, e só então, se evidenciada a existência de saldo negativo, seria possível a utilização do indébito. E este crédito, na forma da interpretação veiculada no Ato Declaratório Normativo SRF nº. 03/2000, seria atualizado com juros à taxa SELIC a partir do mês subseqüente ao do encerramento do anocalendário: O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no § 4º do art. 39 da Lei Nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, nos arts. 1º e 6º da Lei Nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e no art. 73 da Lei Nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, declara que os saldos negativos do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, apurados anualmente, poderão ser restituídos ou compensados com o imposto de renda ou a contribuição social sobre o lucro líquido devidos a partir do mês de janeiro do anocalendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, acrescidos de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia Selic para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o mês anterior ao da restituição ou compensação e de um por cento relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada. EVERARDO MACIEL Fl. 143DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 8 Entretanto, a própria Receita Federal mudou seu entendimento, ao suprimir parte da redação do dispositivo, quando da edição da IN RFB nº. 900, de 2009, como se verifica a seguir: Instrução Normativa RFB nº. 900, de 30 de dezembro de 2008 Art. 11. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição somente poderá utilizar o valor retido na dedução do IRPJ ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período. Não é por demais relembrar que o artigo 74 da Lei nº. 9.430, de 1996, já previu, expressamente os casos em que é vedada a compensação: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. [...] § 3º Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1º: I o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física; II os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. III os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União; IV o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela Secretaria da Receita Federal SRF V o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; e VI o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. É verdade que, pela Medida Provisória n° 449, de 3 de dezembro de 2008, se procurou acrescentar novas restrições à compensação, por meio da inserção dos incisos VII a IX, ao § 3° do artigo 74 da Lei n° 9.430, de 1996, dentre elas a compensação de indébitos de estimativas. Seria essa a redação: Fl. 144DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 19647.010751/200661 Acórdão n.º 180100.521 S1TE01 Fl. 118 9 Art. 29. A Lei nº. 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Artigo 74. (...).....(...) (...).(...) § 3º (...)....(...)....(...) (...) VII os débitos relativos a tributos e contribuições de valores originais inferiores a R$ 500,00 (quinhentos reais); VIII os débitos relativos ao recolhimento mensal obrigatório da pessoa física apurados na forma do art. 8º da Lei nº. 7.713, de 1988; e IX os débitos relativos ao pagamento mensal por estimativa do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL apurados na forma do art. 2º. (...) § 12. (...) (...) Entretanto, na conversão da referida MP 449, de 2008, na Lei no. 11.941, de 2009, não se manteve a alteração acima: Lei n°. 11.941, de 27 de maio de 2009 (fruto da conversão da MP 449/2008): Art. 30. A Lei nº. 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Artigo 74. (...) (...) § 12. (...) (...) Portanto, não foi da vontade do legislador vedar a compensação de indébitos de estimativas de IRPJ e de CSLL. É verdade que há questões de ordem operacional que merecem a atenção da Administração Tributária, especialmente quanto a eventuais abusos na alegação de indébitos desta natureza, com vistas a antecipar a utilização de saldo negativo que somente se formaria ao final do anocalendário. Todavia, confrontando as disposições normativas e o conteúdo da Lei nº. 9.430/96, observase que a supressão da vedação veiculada com a Instrução Normativa RFB nº. 900/2008 melhor se adequou à sistemática de apuração anual do IRPJ e da CSLL. Fl. 145DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 10 De outro giro é possível interpretar, também, que a Lei nº. 9.430/96, ao autorizar a dedução das antecipações recolhidas, admite somente aquelas recolhidas em conformidade com caput de seu art. 2o: Art.2º A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº. 9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§1º e 2º do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei nº. 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei nº. 9.065, de 20 de junho de 1995. §1o O imposto a ser pago mensalmente na forma deste artigo será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo, da alíquota de quinze por cento. §2o A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente, que exceder a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)ficará sujeita à incidência de adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento. §3o A pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma deste artigo deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano, exceto nas hipóteses de que tratam os §§1º e 2º do artigo anterior. §4º Para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor: I dos incentivos fiscais de dedução do imposto, observados os limites e prazos fixados na legislação vigente, bem como o disposto no § 4º do art. 3º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995; II dos incentivos fiscais de redução e isenção do imposto, calculados com base no lucro da exploração; III do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real; IV do imposto de renda pago na forma deste artigo. (destacou se) Diante deste contexto, temse que as estimativas recolhidas a maior não poderiam ser deduzidas na apuração anual do IRPJ ou da CSLL – já que o recolhimento efetuado a maior não observou o regramento acima, posto que feito a maior que o devido e o crédito daí decorrente, poderia ser utilizado em compensação, mediante apresentação de DCOMP, evidentemente sem a dedução das parcelas excedentes. Eventualmente o contribuinte pode, por facilidade operacional, computar estimativas recolhidas indevidamente na formação do saldo negativo, mas este procedimento em nada prejudica o Fisco, na medida em que desloca para momento futuro a data de formação do indébito e assim reduz os juros de mora sobre ele aplicáveis. Fl. 146DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 19647.010751/200661 Acórdão n.º 180100.521 S1TE01 Fl. 119 11 Por outro lado, se o contribuinte erra ao calcular ou recolher a estimativa mensal, não se vislumbra, ante o contexto exposto, obstáculo legal ao pedido de restituição ou à compensação deste indébito antes de seu prévio cômputo na apuração ao final do ano calendário. Comprovado o erro e, por conseqüência, o indébito, o pedido de restituição ou a declaração de compensação já podem ser apresentados, incorrendo juros de mora contra a Fazenda a partir do mês subseqüente ao do pagamento a maior, na forma do art. 39, § 4o da Lei nº. 9.250/95 c/c art. 73 da Lei nº. 9.532/97. Em conseqüência, por ocasião do ajuste anual, o contribuinte deve confrontar, apenas, as estimativas que considerou devidas, sob pena de duplo aproveitamento do mesmo crédito. Ainda, interpretandose que somente as estimativas devidas na forma da Lei nº. 9.430/96 são passíveis de dedução na apuração anual do IRPJ ou da CSLL, concluise que, mesmo após o encerramento do anocalendário, se o contribuinte identificar um erro em sua apuração e ele repercutir não só em sua apuração final, mas também no resultado de seus balancetes de suspensão/redução, tem ele o direito de pleitear o indébito na data do recolhimento da estimativa correspondente, ao invés de apenas reconstituir a apuração anual do IRPJ ou da CSLL. Esta interpretação, frisese, tem por pressuposto a ocorrência de erro no cálculo ou no recolhimento da estimativa. Não está aqui abarcada a mudança de opção quanto à sistemática de cálculo das estimativas, formalizada definitivamente quando o contribuinte determina o valor inicialmente recolhido com base na receita bruta e acréscimos ou em balancetes de suspensão/redução. Logo, não é admissível que o contribuinte, após apurar e recolher estimativa com base em balancete de suspensão/redução, sem o prévio confronto com o valor devido com base na receita bruta e acréscimos, pretenda como indébito o excedente que se verificaria caso tivesse adotado esta segunda sistemática para cálculo da estimativa. Da mesma forma, não lhe cabe, após efetuar recolhimentos com base na receita bruta e acréscimos, apurar estimativas menores com base em balancetes de suspensão/redução, para pleitear a diferença como se indébitos fossem. A legislação tributária está erigida no sentido da definitividade daquela opção de cálculo ao exigir, por exemplo, que os balancetes de suspensão/redução estejam escriturados até a data fixada para o seu pagamento. O art. 35 da Lei nº. 8.981, de 1995, referenciado no art. 2o da Lei nº. 9.430, de 1996, assim dispõe acerca dos balanços ou balancetes de suspensão ou redução de estimativas: Art. 35. A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso. § 1º Os balanços ou balancetes de que trata este artigo: a) deverão ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário; Fl. 147DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 12 b) somente produzirão efeitos para determinação da parcela do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro devidos no decorrer do anocalendário. § 2º O Poder Executivo poderá baixar instruções para a aplicação do disposto no parágrafo anterior. E, com maior detalhamento, a Instrução Normativa SRF nº. 51, de 31 de outubro de 1995, especificou a forma a ser observada no levantamento dos referidos balanços ou balancetes de suspensão ou redução: Art. 10. A pessoa jurídica poderá: I suspender o pagamento do imposto, desde que demonstre que o valor do imposto devido, calculado com base no lucro real do período em curso (art. 12), é igual ou inferior à soma do imposto de renda pago, correspondente aos meses do mesmo ano calendário, anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado. II reduzir o valor do imposto ao montante correspondente à diferença positiva entre o imposto devido no período em curso, e a soma do imposto de renda pago, correspondente aos meses do mesmo anocalendário, anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado. § 1º A diferença verificada, correspondente ao imposto de renda pago a maior, no período abrangido pelo balanço de suspensão, não poderá ser utilizada para reduzir o montante do imposto devido em meses subseqüentes do mesmo anocalendário, calculado com base nas regras previstas nos arts. 3º a 6º. § 2º Caso a pessoa jurídica pretenda suspender ou reduzir o valor do imposto devido, em qualquer outro mês do mesmo ano calendário, deverá levantar novo balanço ou balancete. [...] Art. 12. Para os efeitos do disposto no art. 10: [...] § 1º O resultado do período em curso deverá ser ajustado por todas as adições determinadas e exclusões e compensações admitidas pela legislação do imposto de renda, observado o disposto nos arts. 25 a 27. § 2º O disposto no parágrafo anterior alcança, inclusive, o ajuste relativo ao diferimento do lucro inflacionário não realizado do período em curso, observados os critérios para sua realização. § 3º Para fins de determinação do resultado, a pessoa jurídica deverá promover, ao final de cada período de apuração, levantamento e avaliação de seus estoques, segundo a legislação específica, dispensada a escrituração do livro "Registro de Inventário". § 4º A pessoa jurídica que possuir registro permanente de estoques, integrado e coordenado com a contabilidade, somente Fl. 148DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 19647.010751/200661 Acórdão n.º 180100.521 S1TE01 Fl. 120 13 estará obrigada a ajustar os saldos contábeis, pelo confronto com a contagem física, ao final do anocalendário ou do encerramento do período de apuração, nos casos de incorporação, fusão, cisão ou encerramento de atividade. § 5º O balanço ou balancete, para efeito de determinação do resultado do período em curso, será: a) levantado com observância das disposições contidas nas leis comerciais e fiscais; b) transcrito no livro Diário até a data fixada para pagamento do imposto do respectivo mês. § 6º Os balanços ou balancetes somente produzirão efeitos para fins de determinação da parcela do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro, devidos no decorrer do ano calendário. [...] Art. 14. A demonstração do lucro real relativa ao período abrangido pelos balanços ou balancetes a que se referem os arts. 10 a 13, deverá ser transcrita no Livro de Apuração do Lucro Real LALUR, observandose o seguinte: I a cada balanço ou balancete levantado para fins de suspensão ou redução do imposto de renda, o contribuinte deverá determinar um novo lucro real para o período em curso, desconsiderando aqueles apurados em meses anteriores do mesmo anocalendário. II as adições, exclusões e compensações, computadas na apuração do lucro real correspondentes aos balanços ou balancetes, deverão constar, discriminadamente, na Parte A do LALUR, para fins de elaboração da demonstração do lucro real do período em curso, não cabendo nenhum registro na Parte B do referido Livro. Destaquese, ainda, que não há indébitos quando, após efetuar recolhimentos estimados com base na receita bruta, o contribuinte passa a suspendêlos ou reduzilos por meio dos balancetes, demonstrando que o valor do imposto/contribuição já pago, ou o somatório dele com a estimativa do mês, supera o devido com base no lucro real (balancetes suspensão/redução). As únicas alternativas no curso do ano calendário são: pagar com base na receita bruta, reduzir esse valor com base no balancete ou suspender o pagamento com base também em balancete. Ou seja, se o valor pago no decorrer do período superar o devido com base em balancete de suspensão/redução, o máximo efeito que o contribuinte pode extrair dos referidos balancetes é deixar de pagar o tributo, até que ele se torne novamente devido, seja pela mera apuração da estimativa com base na receita bruta, seja com base no lucro acumulado em balancetes de redução. Logo, o pagamento indevido de estimativas caracterizase na hipótese de erro no recolhimento. Assim, se o valor efetivamente pago foi superior ao devido, seja com Fl. 149DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 14 base na receita bruta, seja com base no balancete de suspensão/redução, essa diferença é passível de restituição ou compensação, e esse pedido ou utilização pode, inclusive, ser feito no curso do anocalendário, já que independente de evento futuro e incerto. Neste sentido, aliás, já se manifestou a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio da Divisão de Tributação da 9a Região Fiscal, ao publicar a Solução de Consulta no 285/2009, em resposta ao questionamento formulado nos autos do processo administrativo no 10909.000244/200969: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ SALDO NEGATIVO. PAGAMENTO A MAIOR. COMPENSAÇÃO. Em regra, o saldo negativo de IRPJ apurado anualmente poderá ser restituído ou compensado com o imposto de renda devido a partir do mês de janeiro do ano calendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, mediante a entrega do PER/Dcomp. A diferença a maior, decorrente de erro do contribuinte, entre o valor efetivamente recolhido e o apurado com base na receita bruta ou em balancetes de suspensão/redução, está sujeita à restituição ou compensação mediante entrega do PER/Dcomp. Dispositivos Legais: Lei nº 9.430, de 1996, arts. 2º e 6º; Lei nº 8.981, de 1995, art. 35; ADN SRF nº 3, de 2000; IN RFB nº 900, de 2008, arts. 2º a 4º e 34. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL SALDO NEGATIVO. PAGAMENTO A MAIOR. COMPENSAÇÃO. Em regra, o saldo negativo de CSLL apurado anualmente poderá ser restituído ou compensado com devido a contribuição devida a partir do mês de janeiro do ano calendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, mediante a entrega do PER/Dcomp; A diferença a maior, decorrente de erro do contribuinte, entre o valor efetivamente recolhido e o apurado com base na receita bruta ou em balancetes de suspensão/redução, está sujeita à restituição ou compensação mediante entrega do PER/Dcomp. Dispositivos Legais: Lei nº 9.430, de 1996, arts. 2º e 6º; Lei nº 8.981, de 1995, art. 35; ADN SRF nº 3, de 2000; IN RFB nº 900, de 2008, arts. 2º a 4º e 34. No presente caso, a contribuinte alega que errou ao apurar e pagar a estimativa de CSLL relativa ao mês de janeiro de 2003, em valor maior que o devido, e assim apontou o indébito para compensações com outros tributos, posteriormente, inclusive, à apuração do ajuste anual em 31/12/2003, já que a DCOMP foi formalizada em janeiro de 2004. Entretanto, há notícias nos autos que os recolhimentos a maior a título de estimativas (de IRPJ e de CSLL), cujo indébito é pleiteado nestes autos a título de direito creditório – especificamente nestes autos o indébito de estimativa de CSLL foram aproveitados como dedução e compuseram o saldo final do tributo – IRPJ ou CSLL – apurado, ao final do período de apuração, em 31/12/2003, em procedimento fiscal de revisão de ofício de lançamento. Dito de outra forma, o valor aqui pleiteado já teria sido reconhecido pela auditoria fiscal, na revisão de ofício, e aproveitado nas antecipações a título de estimativas, servindo como dedução ou compondo o tributo ao final apurado. Por relevante, transcrevo o Fl. 150DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 19647.010751/200661 Acórdão n.º 180100.521 S1TE01 Fl. 121 15 teor do item “6” do Relatório de Informação Fiscal relativo ao processo n° 19647.009690/200699, cuja cópia encontrase acostada às fls. 95 a 99: “6. Os pagamentos de est imativa mensal de IRPJ e da CSLL indevidos ou a maior foram aproveitados (nesta revisão) no ajuste anual, respectivamente, para dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido devidos no anocalendário em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo do período, conforme art. 10 da IN N."600/2005. . . .” Imperioso, portanto, para homologação da compensação, a confirmação da existência, suficiência e disponibilidade do indébito alegado. Ou seja, a homologação expressa exige que a contribuinte comprove, perante a autoridade administrativa que a jurisdiciona, o erro cometido, seja na apuração da estimativa com base em receita bruta, seja com base em balancete de suspensão/redução, a sua adequação para a formação do indébito de R$ 1.990,77 e a correspondente disponibilidade, mediante prova de que não se valeu desta antecipação para liquidação da CSLL devida no ajuste anual, ou para formação do correspondente saldo negativo. E isto porque, em verdade, o fato de o único fundamento da decisão ser a impossibilidade de aproveitamento de indébitos decorrentes de recolhimentos estimados, não permite concluir pela integridade da formação do crédito. A autoridade administrativa centrou sua decisão, exclusivamente, na possibilidade do pedido, e assim não analisou a efetiva existência do crédito. Superada esta questão, necessário se faz a apreciação do mérito pela autoridade administrativa competente, quanto aos demais requisitos para homologação da compensação. Cumpre registrar, inclusive, que, enquanto a contribuinte não for cientificada de uma nova decisão quanto ao mérito de sua compensação, os débitos compensados permanecem com a exigibilidade suspensa, por não se verificar decisão definitiva acerca de seus procedimentos. E, caso tal decisão não resulte na homologação total das compensações promovidas, develhe ser facultada nova manifestação de inconformidade, possibilitandolhe a discussão do mérito da compensação nas duas instâncias administrativas de julgamento. Por todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito pela autoridade preparadora, com o conseqüente retorno dos autos à jurisdição da contribuinte, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 151DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 16 Fl. 152DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 30/03/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 31/03/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES
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Numero do processo: 10840.001841/2003-57
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
SIMPLES. ATIVIDADE VEDADA. INEXISTÊNCIA. OPÇÃO RETROATIVA. POSSIBILIDADE.
Não praticando o contribuinte atividade vedada ao ingresso no SIMPLES, deve ser deferida sua inclusão retroativa.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 302-39.425
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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