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Numero do processo: 10120.007008/2002-64
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 31/01/1989 a 30/09/1995
REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADES DO RECURSO ESPECIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO CARACTERIZADA. IMPOSSIBILIDADE.
A admissibilidade do recurso especial de divergência está condicionada à demonstração de que outro Colegiado do CARF ou dos extintos Conselhos de Contribuintes, julgando matéria similar, tenha interpretado a mesma legislação de maneira diversa da assentada no acórdão recorrido.
Consequentemente, não há que se falar divergência jurisprudencial quando estão em confronto situações diversas, ou, quando semelhantes, paradigma e recorrido tenham sido no mesmo sentido.
Numero da decisão: 9303-007.748
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Vanessa Marini Cecconello - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: VANESSA MARINI CECCONELLO
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 31/01/1989 a 30/09/1995 REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADES DO RECURSO ESPECIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO CARACTERIZADA. IMPOSSIBILIDADE. A admissibilidade do recurso especial de divergência está condicionada à demonstração de que outro Colegiado do CARF ou dos extintos Conselhos de Contribuintes, julgando matéria similar, tenha interpretado a mesma legislação de maneira diversa da assentada no acórdão recorrido. Consequentemente, não há que se falar divergência jurisprudencial quando estão em confronto situações diversas, ou, quando semelhantes, paradigma e recorrido tenham sido no mesmo sentido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 70 08 /2 00 2- 64 Fl. 1611DF CARF MF Processo nº 10120.007008/200264 Acórdão n.º 9303007.748 CSRFT3 Fl. 1.608 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Tratase de recurso especial de divergência interposto pela Contribuinte AGROCRIA COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA. (efls. 1.549 a 1.582) com fulcro nos artigos 67 e seguintes do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/09, buscando a reforma do Acórdão nº 330200.532 (efls. 1.455 a 1.461) proferido pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, em 23 de agosto de 2010, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário, com ementa nos seguintes termos: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 31/01/1989 a 30/09/1995 Restituição/Compensação de Tributos. Correto o despacho decisório que indeferiu pedido de restituição, ante a inexistência de crédito a ser restituído. Compensação Não há que se falar em compensação de débitos da Contribuição para o PIS, quando não restar comprovada nos autos a existência de pagamento indevido ou maior que o devido da aludida contribuição. Restituição Atualização pela Selic A restituição de crédito relativo a pagamento indevido ou a maior do que o devido deve se atualização pela taxa Selic, conforme a legislação tributária de regência. Em face da referida decisão, a Contribuinte opôs embargos de declaração (e fls. 1.483 a 1.491), alegando existir os vícios de contradição e obscuridade no acórdão recorrido: (a) aduz haver contradição entre os fundamentos do voto condutor do acórdão, ao tratar da semestralidade da base de cálculo para admitila, e a parte dispositiva que nega provimento integral ao recurso; e (b) a obscuridade dáse quanto à incidência de juros de mora de 1% a partir do trânsito em julgado da ação judicial, consoante decisão proferida naqueles autos, que o relator reconhece a observância, mas ratifica o procedimento da Receita Federal por entender que houve benefício ao embargante. O Sujeito Passivo busca, além dos juros de mora pela Selic, também a incidência de juros de mora de 1% a partir do trânsito em julgado. Fl. 1612DF CARF MF Processo nº 10120.007008/200264 Acórdão n.º 9303007.748 CSRFT3 Fl. 1.609 3 Os embargos de declaração tiveram seguimento parcial, nos termos do despacho n.º 3302139, de 09 de novembro de 2013 (efls. 1.499 a 1.501), que assim contextualizou a matéria, in verbis: [...] Com relação à obscuridade alegada, a decisão embargada é clara ao concluir que não incide os juros de mora de 1% (após o trânsito em julgado), previstos na decisão judicial, cumulativamente com os juros de mora calculados pela Selic. Como não existe correção monetária a partir da 01/01/1996, somente juros de mora calculados pela Selic (que não é correção monetária e sim juros remuneratórios pela mora no pagamento ou na restituição de tributos federais). Não há obscuridade neste ponto. Há divergência de entendimento (a embargante entende que houve descumprimento de decisão judicial) e, como tal, deve ser combatido com o Recurso Especial, havendo paradigma. Com relação à divergência, não há nenhuma dúvida sobre a sua existência. De fato, os fundamentos do voto condutor do acórdão se opõe à sua parte dispositiva e, conseqüentemente, ao resultado de julgamento, conforme apontou a embargante. Os fundamentos do voto condutor acompanham as alegações (pelo menos em parte) do recurso voluntário quanto à semestralidade da base de cálculo do PIS e, na parte dispositiva, nega provimento integral ao recurso do contribuinte. Ao examinar os embargos de declaração da interessada, constatei erros de fato na ementa do acórdão quando afirma que o despacho decisório da DRF indeferiu o pedido de restituição e não homologou as compensações declaradas. Na verdade, o crédito pleiteado foi reconhecido parcialmente, conforme consta no relatório do acórdão embargado, e foram homologadas as compensações declaradas até o limite do crédito reconhecido. Deve, portanto, ser retificado esse erro material contido na ementa do acórdão embargado. Isto posto, vejo que ocorreu contradição entre os fundamentos do voto condutor da decisão embargada e o decidido pela Turma de Julgamento e, portanto, com base nos §§ 1º e 3º do art. 65 do Regimento Interno do CARF (Anexo II à Portaria MF no 256/2009, com a redação da Portaria MF no 586/2010) entendo procedentes as alegações da embargante quando à esta matéria e, consequentemente, dou seguimento ao presente embargos declaratórios nesta parte e nego seguimento quanto à outra matéria objeto dos embargos. [...] Sobreveio, então, o Acórdão n.º 3302002.552 (efls. 1.502 a 1.506), de 27 de março de 2014, que acolheu os embargos de declaração para reconhecer a semestralidade da Fl. 1613DF CARF MF Processo nº 10120.007008/200264 Acórdão n.º 9303007.748 CSRFT3 Fl. 1.610 4 base de cálculo do PIS e estabelecer a obscuridade existente no acórdão embargado, tendo recebido a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 31/01/1989 a 30/09/1995 Ementa: EMBARGOS ACOLHIDOS. CONTRADIÇÃO SEMESTRALIDADE. A apuração dos créditos de PIS decorrentes dos Decretoslei no. 2.445 e 2.449 de 1989 devem observar o critério da EMBARGOS ACOLHIDOS. OBSCURIDADE Os créditos tributários apurados devem ser corrigidos pela Taxa Selic, não lhes acumulando os juros de 1% pleiteados, por não terem sido autorizados pela sentença judicial. Na sequência, a Contribuinte interpôs recurso especial suscitando divergência jurisprudencial quanto à aplicabilidade de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, a partir do trânsito em julgado do provimento judicial, cumulado com a taxa Selic, conforme determinado em sentença. Com o intuito de comprovar o dissenso interpretativo, colacionou como paradigmas os acórdãos n.ºs 201.76.950 e 204.03.138. Nas suas razões recursais, sustenta a Recorrente, em síntese, que devem ser aplicados juros de mora de 1% ao mês, a partir do trânsito em julgado, sob pena de descumprimento de decisão judicial. Foi admitido o recurso especial do Sujeito Passivo por meio do despacho S/Nº, de 16 de julho de 2015 (efls. 1.589 a 1.591), proferido pelo ilustre Presidente da 1ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento em exercício à época, por entender comprovada a divergência jurisprudencial. A Fazenda Nacional foi devidamente cientificada do recurso especial da Contribuinte (efls. 1.593), não tendo havido a apresentação de contrarrazões. O presente processo foi distribuído a essa Relatora, estando apto a ser relatado e submetido à análise desta Colenda 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais 3ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o Relatório. Fl. 1614DF CARF MF Processo nº 10120.007008/200264 Acórdão n.º 9303007.748 CSRFT3 Fl. 1.611 5 Voto Conselheira Vanessa Marini Cecconello, Relatora Admissibilidade O recurso especial de divergência interposto pela Contribuinte é tempestivo, restando analisarse o atendimento aos demais pressupostos de admissibilidade constantes no art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015 (anterior Portaria MF n.º 256/09). Nos termos do dispositivo regimental citado, para ser admitido o recurso especial deve restar demonstrado que outro Colegiado do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais ou dos antigos Conselhos de Contribuintes, ao apreciarem a mesma matéria jurídica e que guardem similitude fática, tenham interpretado a mesma legislação de forma diversa e, por isso, atribuído aos respectivos processos desfechos distintos. Por meio do presente recurso especial, insurgese a Contribuinte contra o Acórdão n.º 330200.532, rerratificado pelo julgamento dos embargos de declaração interpostos por ela, cujos termos foram consubstanciados no Acórdão n.º 3302002.552, para: (a) reconhecer que a apuração dos créditos de PIS decorrentes dos Decretoslei no. 2.445 e 2.449 de 1989 devem observar o critério da semestralidade; e (b) determinar que os créditos tributários apurados devem ser corrigidos pela Taxa Selic, não lhes acumulando os juros de 1% pleiteados, por não terem sido autorizados pela sentença judicial. De um lado, o Sujeito Passivo entende ter sido autorizada, por meio de decisão judicial definitiva, a compensação dos valores pagos a maior de PIS, com aplicação de atualização monetária pela taxa Selic, com a incidência cumulada de juros de mora de 1% ao mês, a partir do trânsito em julgado. Por outro, ficou assentado nos acórdãos prolatados no presente processo administrativo, e que são objeto da insurgência analisada, o entendimento da Turma a quo pela atualização dos créditos pela taxa Selic, sem cumulação com os juros de 1% pleiteados, pois não autorizados pela sentença judicial. Resta claro não se estar diante da negativa de aplicação de decisão judicial com trânsito em julgado, mas sim de diferentes interpretações pretendidas para o dispositivo da sentença quanto à forma de correção monetária do crédito tributário a restituir. O paradigma apresentado pela empresa, por sua vez, trata de situação fática semelhante a dos presentes autos necessidade de cumprimento estrito de decisão judicial e lhe atribui solução jurídica em igual sentido àquela empreendida no acórdão ora recorrido: a necessidade de cumprimento, em seus exatos termos, da decisão judicial. Assim foi redigida a ementa do julgado n.º 201.76.950, in verbis: Fl. 1615DF CARF MF Processo nº 10120.007008/200264 Acórdão n.º 9303007.748 CSRFT3 Fl. 1.612 6 PIS PASEP COMPENSAÇÃO. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. A compensação de créditos reconhecidos por decisão judicial transitada em julgado com débitos do sujeito passivo relativos aos tributos e contribuições administrados pela SRF darseá na forma disposta na Instrução Normativa nº 210, de 30/09/2002, caso a decisão judicial não disponha sobre a compensação dos créditos do sujeito passivo. Dispondo a decisão judicial sobre a compensação, deverá a mesma ser cumprida nos seus exatos termos em respeito ao princípio constitucional da coisa julgada e da preponderância da decisão judicial sobre qualquer outra. O julgado recorrido, em sede de embargos de declaração, ao sanar o vício da obscuridade, esclarece que não houve determinação da decisão judicial para aplicação cumulada da taxa Selic com os juros de 1% ao mês, razão pela qual não foram aplicados. Portanto, houve observância aos termos do provimento judicial, assim como ocorreu no julgado do acórdão paradigma. Verificase, assim, não ter restado comprovada a necessária divergência jurisprudencial, mas sim existir uma convergência de entendimentos entre as decisões confrontadas, restando desatendido requisito essencial ao prosseguimento do recurso especial. Diante do exposto, não se conhece do recurso especial da Contribuinte. É o voto. (assinado digitalmente) Vanessa Marini Cecconello Fl. 1616DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.000290/2003-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3401-001.587
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB adote as seguintes providências: (i) apresente, e quantifique, detalhadamente, de forma objetiva, a totalidade dos créditos apurados nos estabelecimentos referentes à filial de Cerqueirense (CNPJ n° 47.235.122/0001-20) e à filial de Jundiaí (CNPJ: 33.033.028/0023- 90); (ii) confeccione "Relatório Conclusivo" da diligência, esclarecendo o impacto da resposta ao item anterior sobre o crédito em debate no presente processo e os impactos sobre a escrita fiscal da contribuinte, com os esclarecimentos que se fizerem necessários; e (iii) intime a contribuinte para que se manifeste sobre o Relatório Conclusivo e demais documentos produzidos em diligência, querendo, em prazo não inferior a 30 (trinta) dias, trintídio após o qual, com ou sem manifestação, sejam os autos remetidos a este Conselho para reinclusão em pauta, para prosseguimento do julgamento.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Leonardo Ogassawara de Araújo Branco - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros Lázaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (Vice-Presidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente o conselheiro Tiago Guerra Machado, substituído pelo conselheiro Müller Nonato Cavalcante (suplente convocado) e ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes, substituída pelo conselheiro Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado).
Nome do relator: LEONARDO OGASSAWARA DE ARAUJO BRANCO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB adote as seguintes providências: (i) apresente, e quantifique, detalhadamente, de forma objetiva, a totalidade dos créditos apurados nos estabelecimentos referentes à filial de Cerqueirense (CNPJ n° 47.235.122/0001-20) e à filial de Jundiaí (CNPJ: 33.033.028/0023- 90); (ii) confeccione "Relatório Conclusivo" da diligência, esclarecendo o impacto da resposta ao item anterior sobre o crédito em debate no presente processo e os impactos sobre a escrita fiscal da contribuinte, com os esclarecimentos que se fizerem necessários; e (iii) intime a contribuinte para que se manifeste sobre o Relatório Conclusivo e demais documentos produzidos em diligência, querendo, em prazo não inferior a 30 (trinta) dias, trintídio após o qual, com ou sem manifestação, sejam os autos remetidos a este Conselho para reinclusão em pauta, para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Lázaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (Vice-Presidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente o conselheiro Tiago Guerra Machado, substituído pelo conselheiro Müller Nonato Cavalcante (suplente convocado) e ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes, substituída pelo conselheiro Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado).
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB adote as seguintes providências: (i) apresente, e quantifique, detalhadamente, de forma objetiva, a totalidade dos créditos apurados nos estabelecimentos referentes à filial de Cerqueirense (CNPJ n° 47.235.122/000120) e à filial de Jundiaí (CNPJ: 33.033.028/0023 90); (ii) confeccione "Relatório Conclusivo" da diligência, esclarecendo o impacto da resposta ao item anterior sobre o crédito em debate no presente processo e os impactos sobre a escrita fiscal da contribuinte, com os esclarecimentos que se fizerem necessários; e (iii) intime a contribuinte para que se manifeste sobre o “Relatório Conclusivo” e demais documentos produzidos em diligência, querendo, em prazo não inferior a 30 (trinta) dias, trintídio após o qual, com ou sem manifestação, sejam os autos remetidos a este Conselho para reinclusão em pauta, para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Lázaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (VicePresidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente o conselheiro Tiago Guerra Machado, substituído pelo conselheiro Müller Nonato RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .0 00 29 0/ 20 03 -1 8 Fl. 770DF CARF MF Processo nº 10980.000290/200318 Resolução nº 3401001.587 S3C4T1 Fl. 771 2 Cavalcante (suplente convocado) e ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes, substituída pelo conselheiro Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado). Relatório Tratase de Declarações de Compensação (DCOMP), apresentadas em 14/01/2003, situada à fl. 01, 14/02/2003, 14/03/2003 e 15/04/2003, situadas às fls. 61 a 63, com débitos da Cofins e créditos decorrentes do Ação Judicial n° 97.01017978, que discute o direito a créditos do IPI incidente sobre insumos empregados em produtos finais imunes, isentos ou com alíquota zero. De acordo com o formulário CRÉDITOS DECORRENTES DE DECISÃO JUDICIAL entregue pela contribuinte, o total dos créditos totaliza o valor histórico de R$ 39.400.000,00, em conformidade com o documento situado à fl. 2. Em 25/07/2003 as DCOMP foram retificadas, em conformidade com os documentos situados às fls. 64 a 72. A DRF em Curitiba/PR não homologou as compensações, em conformidade com o documento situado às fls. 84 a 86, e determinou, às fls. 90 a 91, o lançamento das multas de oficio isoladas no valor total de R$ 13.549.471,73 (objeto do Processo n ° 10980.007122/200426 apensado ao presente). Baseou sua decisão no fato de que a decisão judicial favorável à interessada transitou em julgado somente em 24/04/2003, em conformidade com o documento situado à fl. 82, ao passo que as compensações foram efetuadas em data anterior. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, , em situada às fls. 102 a 116, na qual argumentou, em síntese, que: (i) o despacho decisório aplicou sem razão o art. 170A do CTN, que vedou a compensação, mediante o aproveitamento de tributo objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do transito em julgado da respectiva decisão judicial; as compensações requeridas foram expressamente autorizadas, tanto pelo juizo monocrático como pelo TRF da 2' Região, sendo a decisão do Tribunal se deu em 11/06/2001, quando se achava em pleno vigor o art. 170A do CTN, razão pela qual não tinha o Fisco o direito de negar a homologação requerida, pois as compensações encontravamse protegidas por decisão judicial; antes mesmo da restrição imposta pelo art. 170A do CTN, a decisão monocrática de abril de 2000 já lhe havia assegurado, mediante antecipação da tutela , o direito aos créditos do IPI, autorizando expressamente, a manutenção e eventual compensação desses créditos; o TRF da 2 região confirmou o direito aos créditos, mantendo inalterada a sentença de primeiro grau na parte relativa a compensação, conforme copia do processo judicial de fls. 26 a 45; (ii) o art. 170A do CTN não se aplicava ao presente caso, haja vista que o citado artigo somente vedou "a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial ...", diferentemente do que foi reconhecido judicialmente, ao decidir sobre um direito de crédito e não a "tributos contestados", como mencionado no dispositivo legal; e as compensações efetuadas, amparadas em medida judicial, não provocaram nenhum prejuízo ao Fisco, razão pela qual deviam ser integralmente acatadas. Registrese que, às fls. 64 a 80 do Processo Administrativo n° 10980.007122/200426, apenso, a interessada impugnou o lançamento das multas isoladas e arguiu em síntese que: (i) o Auto de Infração era insubsistente porque a autuada além de ter se Fl. 771DF CARF MF Processo nº 10980.000290/200318 Resolução nº 3401001.587 S3C4T1 Fl. 772 3 utilizado de créditos gerados anteriormente a publicação do citado art. 170A do CTN, para fins de compensação, esta também foi feita ao amparo e nos estritos termos da decisão judicial; compensou exclusivamente os valores até agora reconhecidos na Ação Ordinária n° 97.0101797, cuja tutela foi antecipada, autorizando o refazimento da escrita fiscal com o fim de registrar os créditos correspondentes, bem como a eventual compensação desses créditos; foram interpostas as apelações de ambas as partes e o TRF 2a Região rejeitou o apelo da União, reconhecendo integralmente o direito a compensação dos créditos em questão com tributos e contribuições de qualquer natureza (doc. fls. 14/32, do Processo n ° 10980.007122/200426, apenso); e (ii) a multa aplicada, no percentual de 100% (sic) tinha caráter confiscatório, que era expressamente vedado pelo art. 150, IV, da Constituição Federal. A autoridade julgadora de primeira instancia julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade de fls. 102/116 e manteve na integralmente o lançamento das multas isoladas de fls. 57/59 do Processo n° 10980.007122/200426, apenso, em decisão assim ementada (doc. Ils. 178/186): Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 15/01/2003 a 15/04/2003 Ementa: COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. CRÉDITO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO. É ilegítima a compensação baseada em créditos do IPI, garantido em decisão judicial, antes do devido trânsito em julgado e não revestidos de certeza e liquidez. PROCESSO APENSADO. MULTA ISOLADA. A utilização de crédito, não passível de compensação por expressa disposição legal, justifica a exigência da multa isolada de 75%. Solicitação Indeferida A contribuinte interpôs recurso voluntário, situado às fls. 193 a 214, no qual reiterou as razões de sua manifestação de inconformidade. Em 08/11/2005 a extinta 3ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, levando em conta que as autoridades administrativas limitaramse a apreciar a existência do direito à compensação em face do disposto no art. 170A do CTN, sem examinar a existência e a conferência dos créditos autorizados pela sentença do referido processo, converteu o julgamento em diligência para que o órgão local (fl. 238) : "Anexe ao processo cópia do inteiro teor da decisão judicial transitada em julgado que concedeu os créditos, nos termos do art, 37, da IN SRF no 210, de 2002, cuja data foi apenas informada, na fl. 2,como sendo 07/02/2002; Verifique o valor total dos créditos da recorrente, que devem ser calculados na forma determinada na Sentença do Processo Judicial n° 97.01017978 da 16" Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro RJ; Informe se esses valores são suficientes para a compensação e extinção dos débitos tributários declarados pela recorrente nas DCOMP que trata o presente processo. A informação fiscal situada à fl. 391 aduz que a contribuinte apresentou, além das DCOMP em formulário, uma série de DCOMP eletrônicas (relação destas consta à fl. 277). No curso da diligência foi apurado, na filial localizada em Piracicaba, um crédito que totaliza R$ 21.469.160,09 (valor com aplicação dos índices de correção da sentença, iguais aos do Fl. 772DF CARF MF Processo nº 10980.000290/200318 Resolução nº 3401001.587 S3C4T1 Fl. 773 4 Fisco, e atualização ate março de 2004, conforme a fl. 436). A unidade local da DRF em Curitiba, finalizando a diligência, concluiu: "a DRJ em Jundiai não apurou créditos na filial 33.033.028/0023990, vez que o estabelecimento industrial se encontrava com as atividades encerradas; após glosas relativas à Nota Fiscal n° 2341, da empresa LIBRA, não contabilizada no Livro de Registro de Entradas, e As Notas Fiscais do 1° decêndio de janeiro de 1996 ao 1° decêndio de janeiro de 1997, cujos Livros de Registro de Entrada da filial Jundiai não foram apresentados, "Os créditos apurados são INSUFICIENTES para a compensação e extinção dos débitos deste processo"; antes de efetuar qualquer compensação com os débitos controlados neste processo, os créditos da contribuinte foram utilizados nas compensações de débitos das várias "Ordem e data de compensação e valoração das DCOMP" e as DCOMP as fls. 458/491); como as DCOMP eletrônicas foram apresentadas após o trânsito em julgado, suas compensações devem preceder as demais, sendo que procedimento diverso implicaria em enriquecimento sem causa da contribuinte, vez que à época das Declarações de Compensação em papel, relativas não só a este processo, mas também ao de n° 10980.000292/200307 (com débito do PIS), o crédito ainda não existia, no estrito termo do art. 170A do CTN; os créditos apurados são insuficientes até para as compensações das DCOMP eletrônicas, como mostrado As fls. 456/457. Os autos foram encaminhados ao Conselho na mesma data do relatório da diligência (18/01/2011, fl. 494), sem informação de que a Recorrente tivesse sido cientificado ou não do seu resultado. Em 08/12/2011 protocolou petição com manifestação sobre o feito, alegando: (i) ter localizado recentemente os Livros Registros de Entrada n°s 50 a 59, o que torna mais uma vez possível a verificação do montante total dos créditos do IPI relativos aos períodos de jan/1996 a jan/1997, pelo que requer nova diligência a complementar a realizada; (ii) em razão do volume e da quantidade dos documentos, superando 1000 páginas, tais livros encontramse à disposição das autoridades fiscais no estabelecimento matriz da Recorrente em Curitiba; (iii) o AuditorFiscal que realizou a diligência extrapolou seus limites, ao considerar que os créditos apurados devem ser inicialmente utilizados nas várias DCOMP eletrônicas apresentadas após o trânsito em julgado da ação judicial, e somente na extinção dos débitos controlados neste processo administrativo; (iv) a questão da legalidade das compensações antes do trânsito em julgado e da aplicação do art. 170A do CTN constituiu justamente objeto do Recurso Voluntário, não podendo o AuditorFiscal alterar a determinação da Resolução n° 20300.656 nem o próprio lançamento tributário, violando o art. 142 do CTN e, em face da decadência neste momento, o art. 150, § 4°, do Código, tampouco eleger arbitrariamente quais débitos seriam compensáveis, contrariando a decisão judicial no processo n°97.01017978; (v) parte de seus créditos para compensar os débitos de Cofins em dezembro de /2002 e janeiro a março de 2003, cabendo, caso não fosse assim, aplicar o art. 112 do CTN. Informa, ainda, que, no Processo Administrativo n° 10980.013136/200217 se discutem as compensações dos mesmos créditos deste com débitos do PIS, tendo sido objeto de diligencia, que concluiu que os "créditos apurados são INSUFICIENTES para a compensação e extinção dos débitos objeto deste processo"., e insuficientes até mesmo para as compensações Fl. 773DF CARF MF Processo nº 10980.000290/200318 Resolução nº 3401001.587 S3C4T1 Fl. 774 5 declaradas por meio das DCOMP eletrônicas como demonstrado através da Listagem de Créditos/Saldos Remanescentes (fls. 506 a 511) e da Listagem de Débitos/Saldos Remanescentes (fls.512/513)”, o que mereceu manifestação da contribuinte nos seguintes termos: “Todavia, deveria o Sr. Auditor Fiscal terse limitado a averiguar a regularidade dos Livros Registros de Entrada de la's 50 a 59 da filial de Jundiaí e considerálos nos cálculos do crédito em questão, e não ter emitido qualquer juízo de valor sobre a suficiência ou não dos créditos de IPI, por não ser este o objeto da diligência, nem ser de sua competência tal análise. Assim, para que o escopo da diligência determinada pelo CARF seja efetivamente cumprido, averiguandose a totalidade do crédito de IPI reconhecido na Ação Judicial n. 97.01017978, a Recorrente requer, desde já, sua complementação, informando que se encontram A disposição da fiscalização os livros fiscais e demais documentos contábeis e fiscais necessários.” Em 25/02/2015, foi proferida a Resolução CARF nº 3401000.893, de relatoria da Conselheira Ângela Sartori, convertendo o julgamento uma vez mais em diligência, nos seguintes termos: O Recurso segue os requisitos de admissibilidade por isto dele tomo conhecimento. A vista do pronunciamento da Recorrente descrito acima, o processo ainda não está em condições de ser julgado e carece seja realizada nova diligência, para averiguar a regularidade dos Livros Registros de Entrada e, consideráos nos cálculos do crédito em questão, que estão amparados no Processo Judicial n°97.01017978, além de complementação da diligência, para que sejam apurados os créditos de IPI gerados pelas filiais indicadas na planilha anexada pela Recorrente. Conforme acima narrado, afirma o recorrente que o crédito total de R$ 39.400.000,00, cuja existência foi reconhecida na Ação Judicial 97.01017978, que tramitou na 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro não adveio apenas do crédito das filiais de Jundiaí de Piracicaba, mas também dos outros estabelecimentos que não foram objeto das diligências efetuadas, mas também dos seguintes estabelecimentos, fl. 849: ARACATI, ARAGUARI, CERQUEIRA CESAR, CERQUEIRA, CESAR ESCADA, ITAPERUNA, ITAPETINGA, JARAGUÁ DO SUL, PEDREIRA, PETRÓPOLIS, RECIFE, CEQUEIRENSE (Incorporada) Destaquese que as únicas empresas que foram objeto de diligência foram as de Jundiaí e Piracicaba. Diante desse cenário, entendo que este processo deva ser convertido em diligência nos mesmos termos da resolução n. 20300.656, no entanto, para abarcar também, as empresas filiais relacionadas na fl. 849 dos autos, para apuração do crédito reconhecido na ação judicial. Fl. 774DF CARF MF Processo nº 10980.000290/200318 Resolução nº 3401001.587 S3C4T1 Fl. 775 6 Diante do exposto, reitero a necessidade de complementação da diligência, para que sejam apurados o montante total dos créditos de IPI gerados pelas filiais indicadas na planilha anexada pelo contribuinte. Em diligência, foi apurada a existência de créditos de IPI no valor de R$ 16.714.791,60 referente às filiais situadas em Araguari, Cerqueira César, Escada, Itaperuna, Itapetininga, Jaraguá do Sul, Pedreira, Petrópolis e Recife. Contudo, a contribuinte, em manifestação, informa que a unidade deixou de verificar o montante dos créditos referentes à filial situada em Cerqueirense (CNPJ n° 47.235.122/000120) sob o fundamento de que a incorporação da filial indicada, teria ocorrido somente após o ajuizamento da Ação Ordinária. Apresentou, assim, a petição situada à fl. 740, requerendo: (i) a apuração dos créditos referentes à filial de Cerqueirense, tendo em vista que o instituto da incorporação, pressupõe a transferência de direitos e obrigações, ativos e passivos; (ii) como, mesmo após diversas baixas em diligência dos autos para apuração do valor do crédito advindo da ação judicial em questão, não restou claro qual o montante total de créditos de IPI decorrentes da ação judicial, relativos ao estabelecimento de Jundiaí/SP, requer a realização de nova diligência para que a unidade apresente de forma objetiva a totalidade dos créditos apurados referente ao estabelecimento de Jundiaí/SP. É o Relatório. Voto Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. A contenda em apreço teve como origem a glosa de compensações declaradas pela contribuinte, de débitos de COFINS (Dezembro/2002 a Março/2003), no valor de R$ 18.065.962,30 com créditos de IPI provenientes da Ação Ordinária n° 97.01017978, que tramitou na 16ª Vara Federal da Subseção Judiciária do Rio de Janeiro, em razão de terem sido declaradas antes do trânsito em julgado da decisão judicial e, portanto, em desrespeito ao art. 170A do CTN, decisão esta mantida pelo julgador de primeiro piso. Em suas razões recursais, a contribuinte buscou demonstrar a inaplicabilidade do disposto no art. 170A do CTN ao presente caso, na medida em que a ação judicial objetivando o reconhecimento do direito à compensação dos créditos de IPI foi ajuizada em 24/10/1997, ou seja, antes da entrada em vigor do referido dispositivo legal (10/01/2001), fato este não controvertido. Observase que tal afirmação se encontra em harmonia com o posicionamento externado pelo Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de Recurso Especial nº 1.164.452/MG, julgado sob a sistemática dos recursos repetitivos prevista no artigo 543C do Código de Processo Civil, já vigente, digase, à época do julgamento, e, portanto, de aplicação obrigatória nos termos do §1º do art. 62 do RICARF, tendo o aresto entendido pela inaplicabilidade do preceptivo normativo em referência às ações ajuizadas em momento anterior ao início da sua vigência. Fl. 775DF CARF MF Processo nº 10980.000290/200318 Resolução nº 3401001.587 S3C4T1 Fl. 776 7 Em diferentes oportunidades, a segunda instância administrativa, antes mesmo da análise de mérito, determinou à unidade a verificação da suficiência e liquidez dos créditos apurados pela contribuinte e apontados na declaração de compensação. Desde então, como aponta a contribuinte em petição, o presente processo foi baixado em diligência por 3 vezes para que o valor dos créditos decorrentes da ação judicial seja apurado de forma correta. A primeira diligência constatou: (i) a existência de crédito de IPI no montante de R$ 21.469.160,09, atualizado até 05/2004, com relação à filial de Piracicaba/SP (CNPJ: 33.033.028/008169); e (ii) que, com relação à filial de Jundiaí (CNPJ: 33.033.028/0023 90), a os créditos apurados seriam insuficientes para a compensação dos débitos objeto do presente processo, tendo em vista que antes de efetuar qualquer compensação dos créditos atestados com os débitos declarados das declarações objeto do presente processo, a unidade utilizou, de maneira oficiosa, os créditos para efetuar as compensações declaradas eletronicamente, após o trânsito em julgado da ação, as quais não são objeto do presente processo. Na oportunidade da segunda diligência: (i) foi atestado o cômputo das Notas Fiscais apresentadas pela contribuinte não consideradas anteriormente e, compensados primeiramente os débitos transmitidos por meio das DCOMP eletrônicas após o trânsito em julgado da ação, concluiu que os créditos apurados seriam insuficientes para a compensação e extinção dos débitos objeto discutidos no presente processo. Na ocasião da terceira diligência: (i) foi apurada a existência de créditos de IPI no valor de R$ 16.714.791,60 referente às filiais situadas em Araguari, Cerqueira César, Escada, Itaperuna, Itapetininga, Jaraguá do Sul, Pedreira, Petrópolis e Recife. De fato, como aponta a ora recorrente, denotase que a diligência deixou de verificar o montante dos créditos referentes a filial situada em Cerqueirense (CNPJ n° 47.235.122/000120) sob o fundamento de que a incorporação da filial indicada teria ocorrido somente após o ajuizamento da Ação Ordinária. Considerando que o instituto da incorporação pressupõe a transferência de direitos e obrigações, ativos e passivos, os direitos da empresa incorporada, uma vez transferidos para a incorporadora, salvo disposição legal em contrário, devem ser considerados para fins das compensações pretendidas, o que culmina com a conclusão pela necessidade da baixa dos presentes autos em diligência para apreciação dos créditos relativos à filial em referência. Informa a contribuinte não ter restado claro qual o montante total de créditos de IPI decorrentes da ação judicial relativos especificamente ao estabelecimento de Jundiaí/SP, uma vez que o resultado da diligência se limitou a informar que os créditos não seriam suficientes para a homologação das compensações declaradas, tendo em vista que os valores foram compensados com os débitos declarados em DCOMP’s eletrônicas apresentadas após o trânsito em julgado, dúvida que deve ser, por questão de economia processual, enfrentada e dirimida na mesma ocasião. Assim, entendo que o processo não se encontra em condições de julgamento, razão pela qual voto por converter o presente feito em diligência, para que a unidade local adote as seguintes providências: (i) apresente e quantifique detalhadamente, de forma objetiva, a totalidade dos créditos apurados nos estabelecimentos referentes à filial de Cerqueirense (CNPJ n° 47.235.122/000120) e à filial de Jundiaí (CNPJ: 33.033.028/0023 90); Fl. 776DF CARF MF Processo nº 10980.000290/200318 Resolução nº 3401001.587 S3C4T1 Fl. 777 8 (ii) Confeccionar “Relatório Conclusivo” da diligência, esclarecendo o impacto da resposta aos itens anteriores sobre o crédito em debate no presente processo e os impactos sobre a escrita fiscal da contribuinte, com os esclarecimentos que se fizerem necessários; (iii) Intimar a contribuinte para que se manifeste sobre o “Relatório Conclusivo” e demais documentos produzidos em diligência, querendo, em prazo não inferior a 30 (trinta) dias, trintídio após o qual, com ou sem manifestação, sejam os autos remetidos a este Conselho para reinclusão em pauta para prosseguimento do julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco Relator Fl. 777DF CARF MF
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Numero do processo: 10865.720903/2015-89
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Feb 01 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/2013 a 30/11/2013, 01/01/2014 a 31/01/2014
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. PARCELAS INTEGRANTES. HORAS EXTRAS. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS.
As parcelas não integrantes do salário-de-contribuição estão disciplinadas em rol taxativo no § 9°, do art. 214, do Regulamento da Previdência Social. Entende-se por salário de contribuição, para o empregado, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive aqueles recebidos a título de horas extras e 1/3 de férias. Consequentemente, eventuais valores, recolhidos pela recorrente, não podem ser considerados pagamentos indevidos.
RECURSOS REPETITIVOS. SISTEMÁTICA DO ART. 543 DO CPC ANTIGO OU DOS ARTS. 1.036 A 1.041 DO NOVO CPC. VINCULAÇÃO. ART. 62 DO RICARF. DECISÕES NÃO TRANSITADAS EM JULGADO.
O STJ, no REsp 1.230.957, julgado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil (recurso repetitivo), estabeleceu a não incidência de contribuição previdenciária sobre a remuneração do terço constitucional de férias indenizadas ou gozadas. Todavia, a vinculação de conselheiro ao quanto decidido na sistemática dos recursos repetitivos somente ocorre quanto às decisões definitivas de mérito (art. 62 do RICARF), o que somente ocorre com o trânsito em julgado das decisões, o que não ocorreu até a presente data. Em sentido semelhante, o disposto na Nota/PGFN/CRJ/N° 640, de 2014.
ALÍQUOTA SAT. DIFERENÇA
A contribuição do órgão público para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT), possui alíquota variável (1%, 2% ou 3%), aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau e risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro, conforme classificação na tabela Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, vigente à época dos fatos geradores.
COMPENSAÇÃO INDEVIDA. MULTA ISOLADA DE 150%. FALSIDADE NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO. CABIMENTO.
É cabível a aplicação de multa isolada de 150%, quando os recolhimentos tidos pelo Contribuinte como indevidos e passíveis de compensação não são comprovados.
Numero da decisão: 2201-004.833
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em dar provimento ao recurso de ofício, vencidos os Conselheiros Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama e Marcelo Milton da Silva Risso, que lhe negaram provimento. Em relação ao recurso voluntário, por unanimidade de votos, acordam em negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Débora Fófano - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: DEBORA FOFANO
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PARCELAS INTEGRANTES. HORAS EXTRAS. TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. As parcelas não integrantes do saláriodecontribuição estão disciplinadas em rol taxativo no § 9°, do art. 214, do Regulamento da Previdência Social. Entendese por salário de contribuição, para o empregado, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive aqueles recebidos a título de horas extras e 1/3 de férias. Consequentemente, eventuais valores, recolhidos pela recorrente, não podem ser considerados pagamentos indevidos. RECURSOS REPETITIVOS. SISTEMÁTICA DO ART. 543 DO CPC ANTIGO OU DOS ARTS. 1.036 A 1.041 DO NOVO CPC. VINCULAÇÃO. ART. 62 DO RICARF. DECISÕES NÃO TRANSITADAS EM JULGADO. O STJ, no REsp 1.230.957, julgado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil (recurso repetitivo), estabeleceu a não incidência de contribuição previdenciária sobre a remuneração do terço constitucional de férias indenizadas ou gozadas. Todavia, a vinculação de conselheiro ao quanto decidido na sistemática dos recursos repetitivos somente ocorre quanto às decisões definitivas de mérito (art. 62 do RICARF), o que somente ocorre com o trânsito em julgado das decisões, o que não ocorreu até a AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 72 09 03 /2 01 5- 89 Fl. 351DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 352 2 presente data. Em sentido semelhante, o disposto na Nota/PGFN/CRJ/N° 640, de 2014. ALÍQUOTA SAT. DIFERENÇA A contribuição do órgão público para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT), possui alíquota variável (1%, 2% ou 3%), aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau e risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro, conforme classificação na tabela Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNAE, vigente à época dos fatos geradores. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. MULTA ISOLADA DE 150%. FALSIDADE NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO. CABIMENTO. É cabível a aplicação de multa isolada de 150%, quando os recolhimentos tidos pelo Contribuinte como indevidos e passíveis de compensação não são comprovados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em dar provimento ao recurso de ofício, vencidos os Conselheiros Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama e Marcelo Milton da Silva Risso, que lhe negaram provimento. Em relação ao recurso voluntário, por unanimidade de votos, acordam em negar lhe provimento. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente. (assinado digitalmente) Débora Fófano Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório Cuidase de Recurso de Ofício (fl. 293) e Voluntário (fls. 241/277) interposto contra decisão da DRJ no Rio de Janeiro/RJ (fls. 292/302), a qual julgou parcialmente procedente o lançamento do crédito tributário consolidado no presente processo administrativo, compreendendo os seguintes autos de infração: Fl. 352DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 353 3 a) DEBCAD nº 51.045.0091, correspondente às glosas de compensações previdenciárias efetuadas indevidamente no período de 04/2013 a 11/2013 e 13/2013, no valor original de R$ 7.809.538,44, acrescido de juros e multa de mora, a serem calculados na data do pagamento (fls. 06/10), que foi mantido integralmente. b) DEBCAD nº 51.045.0075, referente à multa isolada no valor original de R$ 11.714.307,65, consolidado em 16/04/2015 (fls. 02/05), que foi integralmente exonerado. Cientificado da lavratura dos autos de infração em 22/04/2015 (fls. 25/26), a Recorrente apresentou sua Impugnação em 22/05/2015 (fls. 142/159). Quando da apreciação do caso, a DRJ no Rio de Janeiro/RJ julgou parcialmente procedente o lançamento, conforme ementa abaixo (fls. 222/232): "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2013 a 30/11/2013, 01/01/2014 a 31/01/2014 COMPENSAÇÃO INDEVIDA. GLOSA. Compensação é procedimento facultativo através do qual o sujeito passivo se ressarce de valores pagos indevidamente, deduzindoos das contribuições devidas à Previdência Social. Não atendidas as condições estabelecidas na legislação previdenciária e no Código Tributário Nacional CTN, deverá a fiscalização efetuar a glosa dos valores indevidamente compensados, com o consequente lançamento de ofício das importâncias que deixaram de ser recolhidas. ALÍQUOTA SAT. DIFERENÇA. A contribuição do órgão público para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT), possui alíquota variável (1%, 2% ou 3%), aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau e risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro, conforme classificação na tabela Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNAE, vigente à época dos fatos geradores. SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO. PARCELAS NÃO INTEGRANTES. As parcelas não integrantes do saláriodecontribuição estão disciplinadas em rol taxativo no §9°, do art. 214, do Regulamento da Previdência Social. JURISPRUDÊNCIA. EFEITOS. A vinculação da RFB aos entendimentos do Poder Judiciário com efeito "erga omnes", desfavoráveis à Fazenda Pública, somente ocorre a partir da manifestação da PGFN por meio de Nota Explicativa, nos moldes previstos no art. 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002. MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. FALSIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. Fl. 353DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 354 4 Ainda que haja compensação indevida, é improcedente a aplicação de multa isolada, sem que a autoridade lançadora comprove, com provas robustas, a falsidade da declaração e o dolo específico. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte" Preliminarmente, a DRJ destacou que: "(...) a Impugnante não contesta os valores da base de cálculo para efeito de glosa utilizados pelo AuditorFiscal autuante, fincando sua defesa nas alegações de: natureza indenizatória das rubricas "Adicional de 1/3 de férias"; "Adicional de 1/3 de férias Média" e "Acréscimos de Horas Extras", e correção da alíquota SAT de 1% aplicada, em face da preponderância da atividade educacional exercida pelos colaboradores da Impugnante". No mérito, decidiu pela improcedência do auto de infração Debcad nº 51.045.0075, no valor original de R$ 11.714.307,65, que trata de Multa Isolada, especificamente em relação à falsidade da declaração, tendo em conta que o Contribuinte interpretou de forma equivocada a legislação tributária, ainda que entendendo estar respaldado por decisões dos tribunais superiores, considerando que tal conduta não é suficiente para caracterização da falsidade, como exigido pelo § 10, do artigo 89, da Lei nº 8.212, de 1991. Quanto ao crédito tributário exigido no Debcad nº 51.045.0091, no valor original de R$ 7.809.538,44, acrescido de juros e multa de mora a serem calculados na data do pagamento, entendeu a DRJ pela improcedência dos argumentos aduzidos pelo contribuinte em sua impugnação, rebatendoos individualizadamente. Das Petições O contribuinte, antes do julgamento dos recursos de ofício e voluntário, apresentou petição em 31/07/2017 (fls. 311/312) solicitando o parcelamento de débitos remanescentes eventualmente apurados nos autos do processo em referencia, nos moldes do disposto na MP nº 778, de 16/05/2017, após o trânsito em julgado da decisão administrativa que estabeleça o fim do processo. Tal pedido foi considerado como solicitação de desistência total ou parcial de recurso interposto e em despacho do presidente do CARF os autos retornaram à unidade da administração tributária da origem (fl. 314). Cientificado da decisão (fls. 316, 317 e 320) o contribuinte apresentou esclarecimentos por meio do ofício nº 527/2018 de 27/03/2018, protocolado em 28/03/2018 (fls. 328/329) mediante o qual reafirma que o ofício nº 1268/2017 não se tratou de solicitação de desistência, mas unicamente de uma providência futura com o intuito de valerse dos benefícios do parcelamento especial, a depender do resultado da impugnação na via administrativa em decisão final. A petição foi analisada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais que em despacho s/nº Pleno de 09/04/2018 (fls. 335/336) declarou nulo o despacho Carf de efl. 134, indeferiu o pedido de postergação de parcelamento por falta de previsão legal na MP 778/2017, convertida na Lei nº 13.485/2017 e encaminhou o processo à DRF em Limeira/SP para adoção de providências (cancelamento do parcelamento e restabelecimento do controle de todos os Fl. 354DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 355 5 débitos no presente processo) com posterior retorno do PAF ao CARF para julgamento da lide, após ciência do contribuinte. A ciência ocorreu em 11/04/2018 (fl. 338). Do Recurso Voluntário A Recorrente, devidamente intimada da decisão da DRJ em 02/06/2016, conforme AR de fl. 238, apresentou o recurso voluntário de fls. 241/277 em 01/07/2016, estruturado nos seguintes tópicos: 1. Preliminares: a) Seja o presente recurso recebido e conhecido conquanto aos requisitos de tempestividade e modo; b) Seja suspensa a exigibilidade do crédito tributário nos termos do art. 151, inciso III, do CTN; c) Não seja negada a certidão positiva de débito com efeito negativo CPDEN, em nome do Manifestante com base nas compensações protestadas até o desfecho da lide; 2. No mérito: d) Seja reconhecida a legalidade das compensações cujo crédito foi constituído com verbas indenizatórias, quais sejam, Horas Extras e 1/3 de Férias, visto se tratarem de compensações executadas sobre o respaldo do entendimento jurisprudencial dominante da mais Alta Corte; e) Sejam homologadas as compensações realizadas em relação aos valores utilizados com base no RAT/SAT, consubstanciado nas teses acima versadas; f) Seja cientificada a Recorrente da decisão administrativa adotada para o presente Recurso no prazo legal. É o relatório. Voto Conselheira Débora Fófano – Relatora Do Recurso de Ofício Em virtude da exoneração total do crédito tributário constante da Debcad nº 51.045.0075, referente à multa isolada, foi interposto recurso de ofício. Preliminarmente, o recurso de ofício preenche condições de admissibilidade, posto que, atinge o valor de alçada, hoje fixado em R$ 2.500.000,00 pela Portaria MF nº 63, de 09 de fevereiro de 2017. Desta forma, analisarseá o fundamento do acórdão que culminou em exoneração do crédito, qual seja, a improcedência da aplicação de multa isolada, sem a comprovação pela autoridade lançadora, com provas robustas, da falsidade da declaração e o dolo específico. A autoridade fiscal entendeu que a entrega de GFIP com informações falsas, no caso, com inserção de crédito inexistente (compensações), resultou em supressão/redução de contribuições previdenciárias devidas, ensejando dessa forma a aplicação de Multa Isolada, prevista no § 10, art. 89, da Lei nº 8.212, de 1991, incluído pela Lei nº 11.941, de 2009. Fl. 355DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 356 6 Notese que a aplicação da multa isolada foi fundamentada na compensação de valores realizada sem a comprovação do efetivo recolhimento indevido; ausência de ação judicial que garanta ao sujeito passivo as compensações efetuadas e indefinição das ações judiciais que pudessem beneficiar o sujeito passivo. A DRJ/Rio de Janeiro/RJ ao analisar a impugnação exonerou integralmente o crédito tributário exigido referente à multa isolada sob o argumento de que as compensações do contribuinte foram indevidas e não eivadas de falsidade da declaração, tendose que, efetivamente, o Contribuinte interpretou de forma equivocada a legislação tributária, ainda que entendendo estar respaldado por decisões dos tribunais superiores; contudo, entendendo que tal conduta não ser suficiente para caracterização de falsidade. Na dicção do § 10 do artigo 89 da Lei nº 8.212, de 1991, na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, ele estará sujeito à multa de 150% (vide abaixo). Art. 89. As contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, as contribuições instituídas a título de substituição e as contribuições devidas a terceiros somente poderão ser restituídas ou compensadas nas hipóteses de pagamento ou recolhimento indevido ou maior que o devido, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) § 10. Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada aplicada no percentual previsto no inciso I do caput do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, aplicado em dobro, e terá como base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). O legislador determina a aplicação de multa de 150% quando se trata de falsidade de declaração, sem mencionar a necessidade de imputação de dolo, fraude ou mesmo simulação na conduta do contribuinte. No caso concreto a conduta do contribuinte em relação às compensações efetuadas estava pautada na sua interpretação a respeito da matéria, procurando extinguir indevidamente parte dos débitos apurados e confessados mediante o aproveitamento de créditos que não logrou comprovar, trazendo o resultado esperado e pretendido, qual seja, deixar de pagar tributo. Se não há nenhuma dúvida de que as GFIP’s entregues pelo Município veicularam informações sabidamente falsas, não há que se falar em redução da penalidade ou até mesmo de extinção da penalidade. São inúmeros os Acórdãos do Conselho Superior de Recursos Fiscais (CSRF) que se posicionam pela manutenção da aplicação da multa isolada diante da comprovação de falsidade da declaração, dentre os quais, a título ilustrativo, selecionamos as seguintes ementas: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2009 a 30/09/2010 Fl. 356DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 357 7 COMPENSAÇÃO INDEVIDA. MULTA ISOLADA DE 150%. FALSIDADE NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO. CABIMENTO. É cabível a aplicação de multa isolada de 150%, quando os recolhimentos tidos pelo Contribuinte como indevidos e passíveis de compensação não são comprovados. Recurso Especial do Procurador provido. (Acórdão nº 9202003.777 – 2ª Turma CSRF Sessão de 16 de fevereiro de 2016)" "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2010 a 31/12/2013 MULTA ISOLADA APLICADA SOBRE A COMPENSAÇÃO INDEVIDA. COMPROVAÇÃO DA FALSIDADE DA DECLARAÇÃO. Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à aplicação de multa isolada nos termos do art. 89, §10, da Lei nº 8.212/1991. (Acórdão nº 9202006.885 2ª Turma CSRF Sessão de 23 de maio de 2018)" À vista de todo exposto, votase no sentido de dar provimento ao Recurso de Ofício. Do Recurso Voluntário O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais, razões pela qual deve ser conhecido. Conforme relatado anteriormente, nas preliminares o contribuinte solicita: (i) o recebimento e conhecimento do Recurso; (ii) a suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos termos do art. 151, inciso III, do CTN e (iii) não seja negada a certidão positiva de débito com efeito negativo CPDEN, em nome do Manifestante com base nas compensações protestadas até o desfecho da lide. Nos termos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional (CTN), as reclamações e os recursos administrativos suspendem a exigibilidade do crédito tributário até o julgamento definitivo pelo órgão competente. Quanto ao pedido de emissão de certidões em nome do manifestante, a matéria é regulada pela Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 1.751, de 02 de outubro de 2014, com alterações posteriores, que dispõe sobre a prova de regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional. Sobre a matéria, constam as seguintes orientações no site do Ministério da Fazenda1: "(...) 2) A Certidão Negativa de Débitos somente é emitida quando verificadas, simultaneamente: 1 Disponível em: http://www.fazenda.gov.br/cartadeservicos/listadeservicos/procuradoriageraldafazenda nacionalpgfn/certidaoderegularidadefiscal Fl. 357DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 358 8 2.1) a regularidade fiscal do contribuinte em relação aos débitos administrados pela PGFN e inscritos em Dívida Ativa da União (DAU); 2.2) a regularidade fiscal do contribuinte em relação aos débitos administrados pela RFB; e 2.3) a inexistência de outras pendências perante a RFB. 3) A Certidão Positiva é emitida quando constarem débitos junto à Fazenda Nacional (PGFN e RFB), sem registro de garantia ou de causa suspensiva ou, ainda, de pendências junto à RFB. Essa certidão é emitida, exclusivamente, pela unidade de atendimento integrado. 4) A Certidão Positiva com Efeitos de Negativa tem os mesmos efeitos da Certidão Negativa e é emitida quando todas as inscrições em DAU tiverem averbada causa suspensiva de sua exigibilidade ou garantia (penhora, caução, segurogarantia, depósito e carta de fiança). (...)" No mérito pugna pelos seguintes pontos: (i) reconhecimento da legalidade das compensações cujo crédito foi constituído com verbas indenizatórias, quais sejam, Horas Extras e 1/3 de Férias, visto se tratarem de compensações executadas sobre o respaldo do entendimento jurisprudencial dominante da mais Alta Corte; (ii) sejam homologadas as compensações realizadas em relação aos valores utilizados com base no RAT/SAT, consubstanciado nas teses acima versadas e (iii) seja cientificada a Recorrente da decisão administrativa adotada para o presente Recurso no prazo legal. Desta forma, analisarseá os argumentos do contribuinte em cada um dos fundamentos acima aduzidos. (i) Do reconhecimento da legalidade das compensações cujo crédito foi constituído com verbas indenizatórias, quais sejam, Horas Extras e 1/3 de Férias Em linhas gerais, a Recorrente argumenta que deve ser afastada a incidência da contribuição previdenciária sobre: a) as horas extras recebidas por deterem caráter indenizatório segundo entendimento externado pelo STF e b) o terço constitucional de férias gozadas ou não com fulcro no artigo 28, § 9º, alínea "d", da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e, ainda, com base no entendimento majoritário adotado pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, trazendo diversas ementas. A Recorrente alega que as horas extras detém caráter indenizatório, não devendo incidir a exação previdenciária. Não resta dúvida, de que tais verbas se amoldam ao conceito de saláriode contribuição previsto no artigo 28, inciso I da Lei n.° 8.212, de 1991: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo Fl. 358DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 359 9 tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) Sobre a matéria pertinente a transcrição do voto do conselheiro Jamed Abdul Nasser Feitoza no Acórdão nº 2402006.660 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária: "(...) 4.3. HORAS EXTRAS. Neste ponto a Recorrente alega que as demais rubricas indicadas como base para o lançamento representam horas extras e que por sua natureza intrínseca tem caráter indenizatório eis que, em sua visão, objetivam compensar danos físicos e psicológica. Mais uma vez, nos termos do artigo 62, §1º, inciso II, “b” da Portaria MF nº 343/06/2015 (RICARF), o colegiado deve observar a jurisprudência vinculativa ainda vigente, eis que o STJ, sob o rito do art. 543C do CPC (recurso repetitivo) quando do REsp 1.358.281, j. 23/4/2014, decidiu em sentido oposto ao pretendido pela Recorrente, ao firmar entendimento no sentido da tributabilidade das Horas Extras, eis que subsumemse ao conceito de saláriodecontribuição. TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C DO CPC E RESOLUÇÃO STJ 8/2008. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA A CARGO DA EMPRESA. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. BASE DE CÁLCULO. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE E HORAS EXTRAS. NATUREZA REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ. SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA 1. Cuidase de Recurso Especial submetido ao regime do art. 543C do CPC para definição do seguinte tema: "Incidência de contribuição previdenciária sobre as seguintes verbas trabalhistas: a)horas extras; b) adicional noturno; c) adicional de periculosidade". CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA A CARGO DA EMPRESA E BASE DE CÁLCULO: NATUREZA REMUNERATÓRIA 2. Com base no quadro normativo que rege o tributo em questão, o STJ consolidou firme jurisprudência no sentido de que não devem sofrer a incidência de contribuição previdenciária "as importâncias pagas a título de indenização, que não correspondam a serviços prestados nem a tempo à disposição do empregador" (REsp 1.230.957/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe 18/3/2014,submetido ao art. 543C do CPC). 3. Por outro lado, se a verba possuir natureza remuneratória, destinandose a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, ela deve integrar a base de cálculo da contribuição. ADICIONAIS NOTURNO, DE PERICULOSIDADE, HORAS EXTRAS: INCIDÊNCIA 4. Os adicionais noturno e de periculosidade, as horas extras e seu respectivo adicional constituem verbas de natureza remuneratória, razão pela qual se sujeitam à incidência de Fl. 359DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 360 10 contribuição previdenciária (AgRg no REsp 1.222.246/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 17/12/2012; AgRg no AREsp 69.958/DF, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 20/6/2012; REsp 1.149.071/SC, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 22/9/2010; Rel. Ministro Ari Pargendler, Primeira Turma, DJe 9/4/2013; REsp 1.098.102/SC, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 17/6/2009; AgRg no Ag 1.330.045/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25/11/2010; AgRg no REsp 1.290.401/RS; REsp 486.697/PR, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, DJ 17/12/2004, p. 420; AgRg nos EDcl no REsp 1.098.218/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 9/11/2009). [...] CONCLUSÃO 9. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 8/2008. (STJ REsp: 1358281 SP 2012/02615969, Relator: Ministro HERMAN BENJAMIN, Data de Julgamento: 23/04/2014, S1 PRIMEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 05/12/2014) (...)" Ao contrário do alegado pela Recorrente, horas extraordinárias têm natureza remuneratória eis que devidas em contraprestação diretamente relacionada ao trabalho prestado pelo segurado em beneficio do empregador, o pagamento em valores superiores ao ordinário não é elemento suficiente para considerar tais pagamentos como indenizatórios. Os órgãos de julgamento administrativos devem aplicar os precedentes do STF e STJ quando esses foram proferidos em sede de recursos repetitivos ou com repercussão geral reconhecida a teor do disposto no art. 62 do RICARF. Ainda assim, importante ressaltar que não há qualquer tese definitiva (transitada em julgado) firmada pelo STJ ou STF em sede de recursos repetitivos ou repercussão geral, respectivamente, sobre as matérias objeto do presente caso. O tema envolvendo a não incidência das contribuições previdenciárias sobre o terço constitucional de férias (Tema Repetitivo STJ 479) foi, de fato, decidido pelo STJ através do REsp 1230957/RS. Contudo, tal decisão encontrase suspensa por decisão da Vice Presidência do STJ em razão do Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida (RE 593068 / Tema 163). Neste sentido, orientação consubstanciada na Nota PGFN/CRJ nº 640/2014, a seguir transcrita: "(...) 5. No presente caso, conforme se verá mais adiante, não obstante o RESP nº 1.230.957/RS ter sido parcialmente desfavorável à Fazenda Nacional, não é possível a inclusão dos temas na lista a que se refere o inciso V do art. 1º da Portaria nº 294/2010, em razão de se vislumbrar a possibilidade de reversão do entendimento no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). Desse modo, a presente Nota Explicativa, além de delimitar o que ficou decidido no RESP nº 1.230.957/RS, tem apenas como intuito cumprir o disposto no art. 3º da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 01/2014, informando à RFB a nãoinclusão de temas em lista de dispensa de contestar e recorrer. Fl. 360DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 361 11 6. Os recursos especiais existentes nos autos do RESP 1.230.957, submetidos ao rito do art. 543C do CPC, tratavam, em essência, da incidência de contribuição previdenciária, a cargo da empresa, no contexto do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), sobre as seguintes verbas: a) terço constitucional de férias; b) saláriomaternidade; c) saláriopaternidade; d) aviso prévio indenizado; e) importância paga nos quinze dias que antecedem o auxíliodoença. 7. Decidiuse pela incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas atinentes ao saláriomaternidade e ao salário paternidade. Quanto à incidência da contribuição sobre as demais verbas, prevaleceu entendimento desfavorável à Fazenda Nacional. Em face de tal posicionamento desfavorável, importa fazer algumas considerações para cada uma das exações, tendo em vista que se entende pela continuidade de impugnação das decisões que apliquem o entendimento do STJ firmado em desfavor à Fazenda Nacional. (...) IV Terço constitucional de férias 15. Ainda no RESP nº 1.230.957/RS, o STJ decidiu pela não incidência de contribuição previdenciária quanto ao adicional de um terço referido às férias indenizadas, bem como no caso das férias gozadas. Em relação às férias indenizadas, não há a exação, com base no art. 28, §9º, “d”, da Lei nº 8.212/91; já quanto às férias gozadas, o STJ, partindo da premissa de que o STF teria firmado a orientação de que o terço constitucional de férias possuiria natureza compensatória/indenizatória, a partir de precedentes do STF que se referiam a servidores sujeitos ao Regime Próprio dos Servidores Públicos (RPPS), não haveria ganho habitual a ensejar a tributação. 16. A Corte Superior considerou, assim, que a importância paga a título de terço constitucional de férias gozadas não se destina a retribuir serviços prestados, tampouco configura tempo à disposição do empregador, de modo que não se enquadraria no disposto no art. 22, I, “d” da Lei nº 8.212/1991, nem se amoldaria no conceito de saláriodecontribuição do empregado previsto no art. 28, I, da Lei nº 8212/1991. 17. Todavia, como o entendimento do STJ, em relação à contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias dos empregados, derivaria de orientação do STF relativamente à exação sobre o terço constitucional de férias dos servidores públicos e, tendo em vista que o RE nº 593.068 teve sua repercussão geral reconhecida, justamente para tratar dessa questão, verificase que a matéria ainda não está pacificada, de maneira que também não é possível a inclusão do tema na lista prevista no inciso V do art. 1º da Portaria PGFN nº 294/2010. (...)" Em virtude do exposto, por tais decisões não possuírem definitividade, tendo em vista que ainda não se operou o trânsito em julgado, os eventuais recolhimentos de Fl. 361DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 362 12 contribuições incidentes sobre o terço constitucional de férias não podem ser considerados indevidos, pois não estão revestidos de liquidez e certeza. Sobre a matéria, pertinente a transcrição dos seguintes julgados: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2009 a 31/12/2009 (...) ADICIONAL DE FÉRIAS O adicional de 1/3 de férias possui natureza remuneratória, não havendo que se cogitar de sua exclusão da base de cálculo das contribuições previdenciárias, exceto na hipótese de férias não gozadas, objeto de indenização. PRIMEIROS 15 DIAS DE AUXÍLIODOENÇA Os valores decorrentes da obrigação legal de pagar o salário devido ao empregado nos primeiros 15 dias de afastamento por doença (também denominado de salárioenfermidade), caracteriza interrupção do contrato de trabalho, mantida sua característica de verba salarial, assim passível de sofrer a incidência das contribuições previdenciárias, patronal e a cargo do empregado. (Acórdão nº 9202003.773 – 2ª Turma)" "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2015 a 31/03/2015 (...). TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. QUINZE PRIMEIROS DIAS DO AFASTAMENTO POR AUXÍLIO DOENÇA OU AUXÍLIOACIDENTE. Diante da moldura constitucional e em razão da amplitude conceitual e legislativa dos conceitos de remuneração e salário decontribuição,no caso do adicional constitucional de férias, bem como nos quinze primeiros dias de afastamento do empregado por auxíliodoença ou auxílioacidente, temos típicas hipóteses de interrupção do contrato de trabalho, razão pela qual, a despeito de inexistir prestação de serviço, há remuneração e, havendo remuneração paga, devida ou creditada, há incidência de contribuições previdenciárias. Conseqüentemente, tais valores, recolhidos pela recorrente, não podem ser considerados pagamentos indevidos. RECURSOS REPETITIVOS. SISTEMÁTICA DO ART. 543 DO CPC ANTIGO OU DOS ARTS. 1.036 A 1.041 DO NOVO CPC. VINCULAÇÃO. ART. 62A DO RICARF. DECISÕES NÃO TRANSITADAS EM JULGADO. O STJ, no REsp 1.230.957, julgado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil (recurso repetitivo), estabeleceu a não incidência de contribuição previdenciária sobre a remuneração (i) nos 15 dias anteriores à concessão de Fl. 362DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 363 13 auxíliodoença, (ii) do terço constitucional de férias indenizadas ou gozadas. Todavia, a vinculação de conselheiro ao quanto decidido na sistemática dos recursos repetitivos somente ocorre que somente ocorre com o trânsito em julgado das decisões, o que não ocorreu até a presente data. Em sentido semelhante, o disposto na Nota/PGFN/CRJ/N° 640, de 2014. (Acórdão nº 2301005.596 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária)" Ante o exposto, votase por negar provimento ao recurso neste ponto. (ii) Homologação das compensações realizadas em relação aos valores utilizados com base no RAT/SAT A Recorrente alega serem legitimas as compensações que abarcaram os créditos consubstanciados com RAT/SAT por ser preponderante a atividade da Educação, a alíquota acertada para a atividade era de 1% (um por cento) e o recolhimento foi efetuado erroneamente sob a alíquota de 2% (dois por cento). Inicialmente merece deixar registrado que são os seguintes os dispositivos legais e normativos que regem a matéria: art. 22, inciso II, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; art. 202 do Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999 RPS; art. 72 da IN RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009, com alterações promovidas pela Instrução Normativa RFB nº 1.071, de 15 de setembro de 2010; Ato Declaratório PGFN nº 11, de 2011; Solução de Consulta Interna Cosit nº 1, de 2014 e Solução de Consulta nº 49 Cosit de 19 de fevereiro de 2014. Destaquese que na Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco (Conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas), do Anexo V do Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 19992, com redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009, consta a alíquota de 2% para a Administração pública em geral, CNAE 84116/00. Em que pese as alegações e apesar de ser ônus do contribuinte nos termos do art. 373 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil)3, com a impugnação a Recorrente apresentou apenas relações, provavelmente referentes ao período de 12/2014, com indicação de matrículas, nomes, data de admissão e função de servidores alocados nas diversas secretarias do município (fls. 161/205). Todavia não foram apresentados os demonstrativos mensais das competências 04/2013 a 11/2013 e 13/2013 a que se referem as compensações, nos termos do disposto no art. 72, II, § 1º da Instrução Normativa RFB nº 971, de 2009, com alterações promovidas pela Instrução Normativa RFB nº 1.071, de 15 de setembro de 2010. Também por possuir apenas um CNPJ e mais de uma atividade econômica, deve prevalecer, como preponderante, aquela que tem o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos, não devendo ser considerados os segurados empregados que prestam serviços em atividadesmeio, para a apuração do grau de risco, assim entendidas aquelas que auxiliam ou complementam indistintamente as diversas atividades econômicas da empresa, tais como serviços de administração geral, recepção, faturamento, cobrança, contabilidade, vigilância, dentre outros, conforme disposto no art. 72, II, § 1º, "b" da referida Instrução Normativa. 2 Aprova o regulamento da Previdência Social, e dá outras providências. 3 Art. 373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. (...) Fl. 363DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 364 14 Vale ressaltar que nas relações apresentadas referentes ao mês de 12/2014, a quantidade de servidores alocados na Secretaria de Educação totaliza 966 funcionários, incluindo aí segurados que prestam serviços auxiliares (p. ex. serventes, jardineiros, motoristas) e nas demais 16 secretarias o montante de 996, ou seja, até mesmo neste mês a atividade preponderante não é a da Educação como alegado pela Recorrente. À vista do exposto, também neste ponto, votase por negar provimento ao recurso. (iii) Ciência da Recorrente da decisão administrativa adotada para o presente Recurso no prazo legal Quanto ao pedido de ser cientificado da decisão, a Lei nº 9.784, 29 de janeiro de 1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, e portanto de observância obrigatória, assim determina em seus arts. 26 e 28: Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. § 1o A intimação deverá conter: I identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa; II finalidade da intimação; III data, hora e local em que deve comparecer; IV se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazerse representar; V informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento; VI indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes. § 2o A intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento. § 3o A intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. § 4o No caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial. § 5o As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais, mas o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade. (...) Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu interesse. CONCLUSÃO Fl. 364DF CARF MF Processo nº 10865.720903/201589 Acórdão n.º 2201004.833 S2C2T1 Fl. 365 15 Em razão do exposto, votase por DAR PROVIMENTO ao Recurso de Ofício e NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, nos termos do voto em epígrafe. (assinado digitalmente) Débora Fófano – Relatora Fl. 365DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10935.903916/2013-59
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Feb 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2012
RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA.
É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
Numero da decisão: 3402-005.663
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
Nome do relator: Relator Diego Diniz Ribeiro
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2012 RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
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INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decretolei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Relatório Trata o presente processo de recurso voluntário contra o indeferimento de manifestação de inconformidade postulada ante o não reconhecimento de pedido de restituição de PIS formulado pela recorrente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 39 16 /2 01 3- 59 Fl. 153DF CARF MF 2 Aludida restituição restou indeferida pela DRF de origem, posto que: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição” Regularmente cientificada, apresentou, a interessada, manifestação de inconformidade, julgada improcedente pela DRJ, nos termos do acórdão nº01033.593.: Cientificado desta decisão apresentou o recurso voluntário ora em apreço. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402005.626, de 27 de setembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10935.903869/201343, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402005.626): "I. Da intempestividade do recurso voluntário interposto 5. Como é sabido, o prazo para interposição de Recurso Voluntário no âmbito do processo administrativo federal é de 30 (trinta) dias, conforme prevê o art. 33, caput do Decretolei n. 70.235/72. 6. Não obstante, segundo o disposto no art. 5o. do sobredito Decretolei, os prazos no processo administrativo federal são contínuos e deverão ser contados excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Este também é o teor do art. 66 da lei n. 9.784/991. 7. Pois bem. No presente caso o fecorrente foi cientificado via eletrônica da decisão guerreada, sendo a correspondente mensagem aberta em 24 (vinte e quatro) de fevereiro de 2017 (sextafeira) (fl. 142). Logo, levando em consideração as disposições legais acima mencionadas, o termo inicial para a contagem do prazo recursal teve início em 27 (vinte e sete) de fevereiro de 2017 (segundafeira), vencendo, por sua vez, no dia 28 (vinte e oito) de março de 2017 (terçafeira). Acontece que o recurso em apreço só foi interposto em 30 (trinta) de março de 2017 (fl. 145), ou seja, quando já transcorrido o prazo legal. 8. Patente está, portanto, a intempestividade do recurso voluntário interposto, motivo pelo qual não o conheço. Dispositivo 1 "Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindose da contagem o dia do começo e incluindose o do vencimento." Fl. 154DF CARF MF Processo nº 10935.903916/201359 Acórdão n.º 3402005.663 S3C4T2 Fl. 3 3 9. Diante do exposto, em razão da intempestividade do recurso voluntário interposto, deixo de conhecêlo. 10. É como voto." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por não conhecer do recurso voluntário por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 155DF CARF MF
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Numero do processo: 11128.724482/2016-42
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2013
DECISÃO JUDICIAL AJUIZADA PELA ACTC. EFEITOS.
A existência de decisão judicial suspendendo a exigibilidade de crédito tributário não impede que seja constituído o crédito tributário por meio da lavratura de auto de infração, no intuito de se evitar a decadência.
Para fins de suspensão do crédito tributário em razão de decisão judicial proferida nos autos de ação judicial ajuizada Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Carga Aérea, Comissária de despachos e Operadores Intermodais, imprescindível que a Recorrente comprove estar sujeita ao manto da referida decisão.
NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INEXISTÊNCIA.
Uma vez constatada a inexistência de vício no auto de infração combatido, bem como confirmada a ocorrência do fato gerador ali descrito, este há de ser mantido, por seus próprios fundamentos.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO.
A súmula CARF nº 126, de observância obrigatória por parte deste Colegiado, sedimentou que a denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela SRF para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37/1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350/2010.
MULTA ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO DO FATO À NORMA.
As multas dispostas no art. 107 do Decreto-lei nº 37/1966 deverão ser aplicadas sempre que houver subsunção do fato à norma.
Numero da decisão: 3002-000.463
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Larissa Nunes Girard - Presidente
(assinado digitalmente)
Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem.
Nome do relator: MARIA EDUARDA ALENCAR CAMARA SIMOES
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Recorrente YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2013 DECISÃO JUDICIAL AJUIZADA PELA ACTC. EFEITOS. A existência de decisão judicial suspendendo a exigibilidade de crédito tributário não impede que seja constituído o crédito tributário por meio da lavratura de auto de infração, no intuito de se evitar a decadência. Para fins de suspensão do crédito tributário em razão de decisão judicial proferida nos autos de ação judicial ajuizada Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Carga Aérea, Comissária de despachos e Operadores Intermodais, imprescindível que a Recorrente comprove estar sujeita ao manto da referida decisão. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INEXISTÊNCIA. Uma vez constatada a inexistência de vício no auto de infração combatido, bem como confirmada a ocorrência do fato gerador ali descrito, este há de ser mantido, por seus próprios fundamentos. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO. A súmula CARF nº 126, de observância obrigatória por parte deste Colegiado, sedimentou que a denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela SRF para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350/2010. MULTA ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO DO FATO À NORMA. As multas dispostas no art. 107 do Decretolei nº 37/1966 deverão ser aplicadas sempre que houver subsunção do fato à norma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 72 44 82 /2 01 6- 42 Fl. 257DF CARF MF 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard Presidente (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem. Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da decisão da DRJ, à fls. 151/154 dos autos: Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em 05/01/2017, em face do contribuinte em epígrafe, formalizando a exigência de multa regulamentar, no valor de R$ 20.000,00, em virtude dos fatos a seguir escritos. OCORRÊNCIA N° 1. DATA DE REFERÊNCIA 17/07/2013 O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ N°06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305135480062 a destempo em/a partir de 17/07/2013 22:16, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305143568364. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) container(es) HJCU2285564, pelo Navio M/V CAP SAN NICOLAS, em sua viagem 324W, com atracação registrada em 19/07/2013 03:07. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são: Escala 13000231098, Manifesto Eletrônico 1513501575366, Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305135480062 e Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305143568364. Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. Destaquese ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305135480062 foi incluído em 08/07/2013 11:47, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. OCORRÊNCIA N° 2. DATA DE REFERÊNCIA 24/07/2013 Fl. 258DF CARF MF Processo nº 11128.724482/201642 Acórdão n.º 3002000.463 S3C0T2 Fl. 258 3 O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ N°06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305144503878 a destempo em/a partir de 24/07/2013 20:44, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149271320. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) container(es) TCLU1203079, pelo Navio M/V MOL GRANDEUR, em sua viagem 1409A, com atracação registrada em 26/07/2013 17:33. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são: Escala 13000220606, Manifesto Eletrônico 1513501671306, Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305144340200, Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) MHBL 151305144503878 e Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149271320. Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. Destaquese ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305144503878 foi incluído em 18/07/2013 17:54, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. OCORRÊNCIA N° 3. DATA DE REFERÊNCIA 24/07/2013 O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ N°06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305144503797 a destempo em/a partir de 24/07/2013 20:56, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278171. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) container(es) TCLU1203079, pelo Navio M/V MOL GRANDEUR, em sua viagem 1409A, com atracação registrada em 26/07/2013 17:33. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são: Escala 13000220606, Manifesto Eletrônico 1513501671306, Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305144340200, Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) MHBL 151305144503797 e Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278171. Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. Destaquese ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305144503797 foi incluído em 18/07/2013 17:54, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. Fl. 259DF CARF MF 4 OCORRÊNCIA N° 4. DATA DE REFERÊNCIA 24/07/2013 O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ N°06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305145707817 a destempo em/a partir de 24/07/2013 21:06, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278503. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) container(es) HLXU8706799, pelo Navio M/V MOL GRANDEUR, em sua viagem 1409A, com atracação registrada em 26/07/2013 17:33. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são: Escala 13000220606, Manifesto Eletrônico 1513501678319, Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305145074865, Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) MHBL 151305145707817 e Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278503. Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. Destaquese ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305145707817 foi incluído em 19/07/2013 17:19, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. Cientificado do auto de infração, por via eletrônica, em 04/04/2017 (fls. 74), o contribuinte, protocolizou impugnação, tempestivamente em 30/04/2017, na forma do artigo 56 do Decreto nº 7.574/2011, de fls. 77 à 99, instaurando assim a fase litigiosa do procedimento. O impugnante em sua defesa alegou os seguintes pontos: A arguição de insubsistência do auto por decisão judicial; A arguição de individualização da conduta e da COSIT n° 8/08; A arguição de que as informações foram efetivamente prestadas; A arguição de ferimento ao princípio da proporcionalidade e da isonomia; A arguição de não tipificação da penalidade; A arguição de ofensa ao princípio da motivação; A arguição de princípio da razoabilidade; A arguição de denúncia espontânea. DO PEDIDO Diante do exposto, a Impugnante está convicta que será julgada insubsistente a autuação em tela, bem como determinado, consequentemente, o cancelamento da multa oriunda do PAF 11128724.482/201642 e definitivo arquivamento, medida que se requer. Fl. 260DF CARF MF Processo nº 11128.724482/201642 Acórdão n.º 3002000.463 S3C0T2 Fl. 259 5 Repisese que o Poder Público tem sua atuação adstrita aos limites da Lei, devendo cumprir rigorosamente o que é previsto nas normas específicas, de forma que a insubsistência do referido auto é medida de rigor a ser aplicada. A contribuinte juntou, com sua impugnação, os documentos de fls. 100/141. Ao analisar o caso, a DRJ entendeu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a impugnação, conforme decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: A empresa de transporte internacional deixou de prestar informação sobre carga transportada. O autuado foi impelido a agir em virtude de um ato da fiscalização: o bloqueio do sistema. A lei designou como responsável solidário o representante no País do transportador estrangeiro. Denominar de “retificação” a prestação de informação extraetemporânea é desconsiderar o propósito do controle aduaneiro (gerenciamento de risco) implementado pela fiscalização e premiar aquele que não atentou para a obrigação imposta a todo operador do comércio exterior. O exame da proporcionalidade entre o fato infracional e o valor da multa não é passível de exame neste foro, porquanto a autoridade administrativa não pode usurpar a competência do legislador para alterar o valor da multa definido na lei. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Além dos fundamentos expostos na ementa acima colacionada, o acórdão (fls. 150/183) afastou a alegação de insubsistência do auto de infração afirmando que a empresa não comprovou sua condição de filiada à Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Carga Aérea, Comissária de Despachos e Operadores Intermodais (ACTC), pois seria essa condição que estaria contemplada na decisão judicial e que afastaria sua penalização. Afirmou ter a consulta interna Cosit SCI nº 8/2008 sido superada pela consulta interna Cosit SCI nº 2/2016. Afastou a alegação de denúncia espontânea por considerar que a autuada foi impelida a agir em virtude do bloqueio do sistema, sendo tal bloqueio considerado como um ato da fiscalização. Afirmou, por fim, ser objetiva a responsabilidade por infrações aduaneiras, não sendo relevante a existência de culpa, boafé ou dano ao erário. A empresa foi intimada acerca desta decisão em 24/01/2018 (vide Termo de ciência por abertura de mensagem à fl. 189 dos autos) e, insatisfeita com o seu teor, interpôs, tempestivamente (conforme Termo de análise de Solicitação de Juntada à fl. 192, datado de 21/02/2018), Recurso Voluntário (fls. 193/214). Em seu recurso, a contribuinte, repisando alguns dos argumentos da sua impugnação, argumentou, em síntese: i) insubsistência do auto de infração por decisão judicial; ii) a conduta tipificada foi a não prestação de informações, o que não ocorreu no caso, em que Fl. 261DF CARF MF 6 teria havido a efetiva prestação das informações, razão pela qual o auto de infração estaria desprovido de motivação/fundamentação legal; iii) ausência de tipificação da penalidade; iv) haveria contradição do acórdão com o auto de infração, pois aquele reconhece terem sido prestadas as informações, e este se fundamenta na não prestação de informações; v) ocorrência da denúncia espontânea; vi) nulidade do auto de infração por ausência de individualização das condutas, pois deveria ter sido lavrado um auto para cada evento. Por fim, pediu a suspensão do crédito tributário até o julgamento final do recurso, e a anulação, cancelamento e arquivamento da autuação. Juntou os documentos de fls. 215/246. A contribuinte apresentou petição às fls. 250/251, informando ter sofrido dificuldades em razão de constar no seu relatório de situação fiscal o status de devedora, relacionado ao presente processo. Argumentou ter interposto tempestivamente seu recurso ao CARF, e requereu a imediata suspensão da exigibilidade do crédito tributário em comento. Juntou os documentos de fls. 252/255. Os autos, então, vieramme conclusos para fins de análise do Recurso Voluntário interposto pela contribuinte. É o relatório. Voto Conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora: O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Consoante acima narrado, a contribuinte, em seu recurso, trouxe os seguintes fundamentos de defesa: i) insubsistência do auto de infração por decisão judicial; ii) a conduta tipificada foi a não prestação de informações, o que não ocorreu no caso, em que teria havido a efetiva prestação das informações, razão pela qual o auto de infração estaria desprovido de motivação/fundamentação legal; iii) contradição do acórdão com o auto de infração, pois aquele reconhece terem sido prestadas as informações, e este se fundamenta na não prestação de informações; iv) ocorrência da denúncia espontânea; iv) nulidade do auto de infração por ausência de individualização das condutas, pois deveria ter sido lavrado um auto para cada evento. Tais argumentos serão devidamente analisados em sucessivo. 1. Da insubsistência do auto de infração por decisão judicial De início, argumenta a contribuinte que a lavratura do auto de infração seria indevida, pois iria de encontro à decisão judicial proferida no processo nº 0005238 86.2015.4.03.6100, que tramita na 14ª Vara Cível Federal da Seção Judiciária de São Paulo, na qual a União teria sido impedida de exigir as penalidades que constam nos autos da Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Carga Aérea, Comissária de despachos e Operadores Intermodais (ACTC). Sobre este ponto, o acórdão (fls. 150/183) afastou a alegação de insubsistência do auto de infração afirmando que a empresa não comprovou sua condição de filiada à Fl. 262DF CARF MF Processo nº 11128.724482/201642 Acórdão n.º 3002000.463 S3C0T2 Fl. 260 7 Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Carga Aérea, Comissária de Despachos e Operadores Intermodais (ACTC), condição essa essencial à aplicação da referida decisão judicial. Acontece que a Recorrente, em seu Recurso Voluntário, limitase a reproduzir os termos da sua impugnação apresentada, sem que tivesse trazido aos autos qualquer documento tendente a comprovar a condição de filiada destacada no acórdão da DRJ. Não o tendo feito, apresentase descabido o argumento apresentado pela recorrente neste particular. A decisão judicial em questão apenas tornaria insubsistente o auto de infração lavrado em face dos filiados da referida associação, cuja comprovação, inexistente no presente caso, seria imprescindível à sua aplicação. Destaquese, inclusive, que em consulta realizada no sítio eletrônico do TRF 3ª Região, foi possível constatar que fora proferida decisão recente naqueles autos (publicada em 01/10/2018), por meio da qual foi determinado que a Autora da ação judicial apresente, no prazo de 15 dias, a lista nominal dos associados à época do ajuizamento da ação, pois somente esses poderiam se beneficiar de eventuais decisões favoráveis proferidas naqueles autos. É o que se extrai do conteúdo da referida decisão, a seguir transcrita: Tratase de ação ajuizada por Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Carga Aérea, Comissárias de Despachos e Operadores Intermodais (ACTC) em face da União Federal, objetivando seja reconhecida a impossibilidade de aplicação de penalidades (multa, advertência, suspensão e cancelamento de habilitação para operar no comércio exterior) aos agentes de carga associados da parteautora pelo descumprimento de obrigações acessórias, em razão da ilegalidade das sanções previstas nos artigos 18 e 22 da IN 800/2007 e Ato Declaratório Executivo COREP nº 3 de 2008, bem como da possibilidade de reconhecimento de denúncia espontânea, nos termos do ou ainda em do artigo 102, 2º, do Decretolei 37/1966. Citada, a União Federal apresentou contestação, arguindo preliminar e combatendo o mérito (fls. 195/215).Foi proferida decisão afastando o pedido da parte ré para que a Autora seja intimada ao cumprimento do disposto no parágrafo único, do artigo 2ºA da Lei 9.494/1997, bem como deferindo parcialmente a antecipação da tutela para determinar que a Ré se abstenha de exigir das associadas da Autora as penalidades em discussão nestes autos, independentemente do depósito judicial, sempre que as empresas tenham prestado ou retificado as informações no exercício de seu legítimo direito de denúncia espontânea, nos termos do artigo 102 do Decretolei 37/66 (fls. 278/279).A parte autora alegou, em diversas oportunidades, o descumprimento da decisão que deferiu parcialmente a tutela antecipada (fls. 288/289, fls. 340/342, fls. 443/445, fls. 474/481). A Ré, por sua vez, alega que não houve o descumprimento da decisão, por entender que a Autora não teria legitimidade de representação de agentes de carga marítima, bem como que a Autora não teria sequer comprovado que as citadas empresas seriam suas associadas antes do ajuizamento da ação (fls. 365/385, 409/410, fls. 482/489. Em 27/09/2016, foi realizada audiência, na qual foi decidido que os novos associados da parte autora poderiam se beneficiar da tutela provisória concedida nos autos, bem como foi determinado que a Autora se manifestasse sobre sua legitimidade para representar os agentes de carga marítima (fls. 515/516). A Autora apresentou manifestação às fls. 522/525 e a União às fls. 633/638.Nova manifestação da Autora às fls. 664/668 e da União às fls. 671/672, e ainda pela Autora às fls. 686/692 e pela União às fls. 698/699.É o breve relatório. Passo a decidir.É o relatório. Decido. Inicialmente, revejo os entendimentos anteriores contrários entender aplicável ao presente caso o entendimento adotado no julgamento do RE 612.043/PR, de 10/05/2017, quando foi fixada a seguinte tese: "A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na Fl. 263DF CARF MF 8 defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o sejam em momento anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes de relação juntada à inicial do processo de conhecimento". Assim, verificase que a Suprema Corte assentou a posição de que a atuação judicial das associações de classe na defesa dos direitos e dos interesses de seus associados consubstancia hipótese de representação processual. Desta forma, por entender que a associação atua na condição de representante processual de seus filiados, o STF definiu dois critérios cumulativos para a identificação dos beneficiários das ações coletivas propostas sob o rito ordinário por essas entidades, quais sejam: (i) a filiação do indivíduo à associação até a data do ajuizamento da demanda (critério temporal) e (ii) a necessidade de fixação de residência do associado no âmbito da jurisdição do órgão julgador (critério territorial). Desta sorte, eventual resultado judicial favorável obtido nos presentes autos atingirá somente as representadas à época da propositura da ação, com residência fixa no âmbito da jurisdição da Subseção Judiciária de São Paulo. Assim, de rigor que a Autora apresente, no prazo de 15 dias, a lista nominal dos associados à época do ajuizamento da ação, sob pena de indeferimento da petição inicial. Por fim, afasto a alegação da União de ilegitimidade da Autora para defesa dos interesses de seus associados que atuem como agentes de carga marítima, tendo em vista que entendo que tais empresas estão englobadas pela expressão "agentes transitários". Intimemse. Logo, entendo que não assiste razão ao contribuinte em seu pleito, visto que sequer comprovou nos autos as condições necessárias e essenciais ao usufruto da decisão judicial mencionada. Como se não bastasse, ainda que estivesse o contribuinte acobertado pela decisão proferida na referida ação judicial, o que não se comprovou nestes autos, tal fato não possui o condão de tornar o lançamento realizado indevido. Isso porque, o ato de lançar é um ato administrativo vinculado, estando a autoridade fiscal obrigada a realizálo sempre que verificada a existência da fato gerador, inclusive para fins de evitar a decadência. Nesse contexto, a existência de eventual decisão judicial em favor da recorrente tornaria o débito inexigível, em razão da suspensão da sua exigibilidade, porém, não impediria a sua constituição por meio da lavratura de auto de infração. Em tais, caberia a este Colegiado, de toda forma, manifestarse sobre a procedência ou não do lançamento realizado, independentemente de eventual registro da suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos sistemas da RFB. Com fulcro nas razões supra expendidas, afasto este argumento preliminar suscitado. 2. Da efetiva prestação das informações – suposta nulidade do auto de infração, ausência de tipificação da penalidade e contradição entre o seu conteúdo e o conteúdo da decisão recorrida Segue a contribuinte argumentando que ii) a conduta tipificada foi a não prestação de informações, o que não teria ocorrido no presente caso, em que teria havido a efetiva prestação das informações, razão pela qual o auto de infração estaria desprovido de motivação/fundamentação legal; iii) ausência de tipificação da penalidade; iv) haveria contradição do acórdão com o auto de infração, pois aquele reconhece terem sido prestadas as informações, e este se fundamenta na não prestação de informações. Em seu recurso, dispõe que a autuação teve por fundamento a suposta “não prestação de informações” e que esta alegação não se sustenta. Defende que, caso a informação não tivesse sido prestada, teria sido impossível realizar a carga e descarga da mercadoria, nos Fl. 264DF CARF MF Processo nº 11128.724482/201642 Acórdão n.º 3002000.463 S3C0T2 Fl. 261 9 moldes do que dispõe o art. 37, § 2º, do DecretoLei 37/66, com a redação dada pela Lei nº 10.633, de 29.12.2003. Sendo assim, na medida em que efetivamente ocorreu a descarga das mercadorias em questão, não haveria que se falar em “não prestação de informações”. Entendo que tampouco assiste razão à contribuinte em seus fundamentos. Em que pese o auto de infração ter descrito que o núcleo infracional corresponde à “001 NÃO PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE VEÍCULO OU CARGA TRANSPORTADA, OU SOBRE OPERAÇÕES QUE EXECUTAR”, na descrição dos fatos, a autoridade autuante deixa claro que o fundamento da autuação é a prestação de informações a destempo (sem respeitar o prazo mínimo de 48 horas antes da atracação da embarcação) e não a ausência de prestação de informações. É o que se infere das passagens a seguir colacionadas, extraídas do auto de infração: O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305135480062 a destempo em/a partir de 17/07/2013 22:16, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305143568364. (...) Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. (...). Ou seja, tratase de uma declaração exigida pelo Poder Público para o contribuinte, quanto a informações controladas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com norma de regência própria previamente estabelecida e determinação de FORMA e PRAZO, a exemplo da Declaração de Imposto de Renda, Declaração de Importação e outras. PRAZO PARA PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO No que tange ao prazo para prestação de informação, dispõe a norma de regência do Sistema Carga, a IN RFB nº 800, de 2007, em seu artigo 22: Art. 22. São os seguintes os prazos mínimos para a prestação das informações à RFB: (...) II as correspondentes ao manifesto e seus CE, bem como para toda associação de CE a manifesto e de manifesto a escala: (...) d) quarenta e oito horas antes da chegada da embarcação, para os manifestos de cargas estrangeiras com descarregamento em porto nacional, ou que permaneçam Fl. 265DF CARF MF 10 a bordo; e (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.473, de 2 de junho de 2014) III as relativas à conclusão da desconsolidação, quarenta e oito horas antes da chegada da embarcação no porto de destino do conhecimento genérico. Nesse contexto, não há contradição entre o conteúdo do auto de infração e do acórdão recorrido. Ambos reconhecem a prestação das informações, porém, a destempo, sem que o prazo de 48 horas antes da chegada da embarcação tivesse sido respeitado. Por outro lado, consoante transcrição acima, não resta dúvidas que a não observância do referido prazo sujeita a infratora ao pagamento da multa disposta no art. 107, IV, e, do Decretolei 37/66, in verbis: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (Omissis) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Omissis) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; Isso porque, o referido disposto tipifica a não prestação de informações na forma e no prazo estabelecidos pela SRF. Logo, a prestação de informações fora do prazo encontra expressa previsão legal, ao contrário do que defende a Recorrente. E, para tanto, não é preciso que se verifique a existência de dolo específico para esta conduta. Como é cediço, a responsabilidade pela prática da infração aqui analisada é objetiva, não sendo necessário atender ao preceito da culpabilidade, relacionado ao Direito Penal, ou mesmo se averiguar se houve eventual prejuízo ao erário. Nenhum desses elementos, ainda que restassem confirmados, possuiria o condão de afastar a incidência do dispositivo legal em tela, aplicável a todos os casos em que a prática infracional tenha ocorrido, independentemente das condições específicas do caso concreto. Nesse sentido, assim dispõe o Código Tributário Nacional: Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Esse mesmo entendimento encontra previsão no Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 6.759/2009), conforme transcrição a seguir: Art. 673. Constitui infração toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que importe inobservância, por parte de pessoa física ou jurídica, de norma estabelecida ou disciplinada neste Decreto ou em ato administrativo de caráter normativo destinado a completálo (DecretoLei nº 37, de 1966, art. 94, caput). Parágrafo único. Salvo disposição expressa em contrário, a responsabilidade por infração independe da intenção do agente Fl. 266DF CARF MF Processo nº 11128.724482/201642 Acórdão n.º 3002000.463 S3C0T2 Fl. 262 11 ou do responsável e da efetividade, da natureza e da extensão dos efeitos do ato (DecretoLei nº 37, de 1966, art. 94, § 2º). Logo, uma vez constatado que o contribuinte deixou de cumprir o prazo disposto na legislação de regência, a aplicação da penalidade disposta na alínea “e” do inciso IV do artigo 107 do DecretoLei nº 37, de 1966 apresentase imperativa para a autoridade fiscal. Até porque, sabese que, por força do disposto no parágrafo único do art. 142 do CTN, a atividade da autoridade autuante é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Logo, a legislação pertinente deverá ser aplicada sempre que se verificar a sua hipótese de incidência, tal qual na hipótese dos presentes autos. Como se não bastasse, mencionese, ainda, que o argumento do contribuinte no sentido de que não teria embaraçado a fiscalização, trazendo à baila o teor do art. 107, IV, c, é irrelevante à solução da presente contenda, visto que o auto de infração não se embasou na referida alínea, mas sim na alínea e acima transcrita. Sendo assim, não merece acolhida a fundamentação da contribuinte quanto aos pontos acima analisados. O auto de infração encontrase adequadamente e suficientemente fundamentado, não merecendo reforma. 3. Da denúncia espontânea Em seu recurso, a contribuinte sustenta também a ocorrência da denúncia espontânea. Acontece que, em razão do disposto na súmula 126 do CARF, abaixo transcrita, cuja aplicação é vinculante a este Colegiado, não há como se aplicar a denúncia espontânea ao caso vertente: Súmula CARF nº 126 A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37, de 1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010. Como se vê, a referida súmula afasta a possibilidade de reconhecimento da denúncia espontânea no caso concreto aqui analisado. Rejeitase, pois, este argumento. 4. Da nulidade do auto de infração por ausência de individualização das condutas Alega a Recorrente, ainda, que o auto de infração em referência seria nulo por ausência de individualização das condutas, pois deveria ter sido lavrado um auto para cada evento. Entendo, contudo, que não há razão de ser para o pleito apresentado pelo contribuinte. Isso porque, quanto ao caso concreto aqui analisado, não há qualquer Fl. 267DF CARF MF 12 impedimento de que um mesmo auto de infração ataque mais de uma conduta, desde que estas se apresentem individualizadas no caso concreto. E, da leitura da passagem do auto de infração abaixo transcrita, verificase que cada uma das condutas praticadas foram devidamente individualizadas: OCORRÊNCIA Nº 1. DATA DE REFERÊNCIA 17/07/2013 O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305135480062 a destempo em/a partir de 17/07/2013 22:16, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305143568364. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) container(es) HJCU2285564, pelo Navio M/V CAP SAN NICOLAS, em sua viagem 324W, com atracação registrada em 19/07/2013 03:07. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são: Escala 13000231098, Manifesto Eletrônico 1513501575366, Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305135480062 e Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305143568364. conhecimento eletrônico agregado. RESPONSÁVEL PELA INFRAÇÃO NO CASO Examinada a documentação juntada aos autos, especialmente os extratos com o registro da conclusão da desconsolidação, verificase que figura como agente de carga transportador/representante do NVOCC embarcador, para o(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305143568364, a empresa YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº 06106950000181. Nos termos das normas de procedimentos em vigor, a empresa supra é considerada responsável para efeitos legais e fiscais pela apresentação dos dados e informações eletrônicas na forma e no prazo estabelecidos pela Receita Federal do Brasil RFB. OCORRÊNCIA Nº 2. DATA DE REFERÊNCIA 24/07/2013 O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305144503878 a destempo em/a partir de 24/07/2013 20:44, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149271320. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) container(es) TCLU1203079, pelo Navio M/V MOL GRANDEUR, em sua viagem 1409A, com atracação registrada em 26/07/2013 17:33. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são: Escala 13000220606, Manifesto Eletrônico 1513501671306, Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305144340200, Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) MHBL 151305144503878 e Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149271320. Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito Fl. 268DF CARF MF Processo nº 11128.724482/201642 Acórdão n.º 3002000.463 S3C0T2 Fl. 263 13 horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. Destaquese ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305144503878 foi incluído em 18/07/2013 17:54, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. RESPONSÁVEL PELA INFRAÇÃO NO CASO Examinada a documentação juntada aos autos, especialmente os extratos com o registro da conclusão da desconsolidação, verificase que figura como agente de carga transportador/representante do NVOCC embarcador, para o(s) Conhecimento(s)Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149271320, a empresa YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº 06106950000181. Nos termos das normas de procedimentos em vigor, a empresa supra é considerada responsável para efeitos legais e fiscais pela apresentação dos dados e informações eletrônicas na forma e no prazo estabelecidos pela Receita Federal do Brasil RFB. OCORRÊNCIA Nº 3. DATA DE REFERÊNCIA 24/07/2013 O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305144503797 a destempo em/a partir de 24/07/2013 20:56, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278171. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) container(es) TCLU1203079, pelo Navio M/V MOL GRANDEUR, em sua viagem 1409A, com atracação registrada em 26/07/2013 17:33. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são: Escala 13000220606, Manifesto Eletrônico 1513501671306, Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305144340200, Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) MHBL 151305144503797 e Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278171. Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. Destaquese ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305144503797 foi incluído em 18/07/2013 17:54, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. RESPONSÁVEL PELA INFRAÇÃO NO CASO Examinada a documentação juntada aos autos, especialmente os extratos com o registro da conclusão da desconsolidação, verificase que figura como agente de carga transportador/representante do NVOCC embarcador, para o(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278171, a empresa YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº 06106950000181. Fl. 269DF CARF MF 14 Nos termos das normas de procedimentos em vigor, a empresa supra é considerada responsável para efeitos legais e fiscais pela apresentação dos dados e informações eletrônicas na forma e no prazo estabelecidos pela Receita Federal do Brasil RFB. OCORRÊNCIA Nº 4. DATA DE REFERÊNCIA 24/07/2013 O Agente de Carga YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº06106950000181, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305145707817 a destempo em/a partir de 24/07/2013 21:06, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278503. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) container(es) HLXU8706799, pelo Navio M/V MOL GRANDEUR, em sua viagem 1409A, com atracação registrada em 26/07/2013 17:33. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são: Escala 13000220606, Manifesto Eletrônico 1513501678319, Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151305145074865, Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) MHBL 151305145707817 e Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278503. Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. Destaquese ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151305145707817 foi incluído em 19/07/2013 17:19, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. RESPONSÁVEL PELA INFRAÇÃO NO CASO Examinada a documentação juntada aos autos, especialmente os extratos com o registro da conclusão da desconsolidação, verificase que figura como agente de carga transportador/representante do NVOCC embarcador, para o(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151305149278503, a empresa YUSEN LOGISTICS DO BRASIL LTDA., CNPJ Nº 06106950000181. Nos termos das normas de procedimentos em vigor, a empresa supra é considerada responsável para efeitos legais e fiscais pela apresentação dos dados e informações eletrônicas na forma e no prazo estabelecidos pela Receita Federal do Brasil RFB. Para o caso concreto em análise, a perda de prazo se deu pela inclusão do conhecimento eletrônico house em referência em tempo inferior a quarenta e oito horas anteriores ao registro da atracação no porto de destino do conhecimento genérico. Nesse contexto, não restam dúvidas que o contribuinte teve acesso às informações necessárias ao exercício do seu pleno direito à ampla defesa e ao contraditório, tendo sido oportunizado à mesma a apresentação de defesa quanto a cada uma das condutas ali indicadas, de forma individualizada. Por fim, não é demais registrar que, no que tange ao mérito em si da presente contenda, não houve insurgência por parte do contribuinte, reconhecendo, ainda que Fl. 270DF CARF MF Processo nº 11128.724482/201642 Acórdão n.º 3002000.463 S3C0T2 Fl. 264 15 implicitamente, que o prazo de 48 horas acima assinalado não fora respeitado. E, não tendo sido respeitado, há de se reconhecer que houve subsunção do fato à norma, impondose, por consequência, a exigência da multa prevista no art. 107 do Decretolei nº 37/1966. Ou seja, diante da inexistência de argumento meritório válido, tenta a contribuinte valerse de argumentos subsidiários e tangenciais, os quais, contudo, não acobertam a sua pretensão. 5. Da conclusão Voto, portanto, no sentido de rejeitar as preliminares apresentadas e negar provimento ao Recurso Voluntário interposto. É como voto. (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora Fl. 271DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13736.000464/99-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Exercício: 1999
RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. DELIMITAÇÃO DO LITÍGIO.
O Recurso Voluntário intempestivo proporciona o seu não conhecimento pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, encerrando a fase litigiosa do processo administrativo fiscal, não suspendendo a exigibilidade do crédito tributário.
VALIDADE. INTIMAÇÃO VIA POSTAL NO DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO.
De acordo com a Súmula nº 29 deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, com efeito vinculante, "É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário."
Numero da decisão: 1201-002.696
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Rafael Gasparello Lima - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Eva Maria Los, Luis Henrique Marotti Toselli, Rafael Gasparello Lima, Allan Marcel Warwar Teixeira e Gisele Barra Bossa. Ausente, justificadamente, o conselheiro Jose Carlos de Assis Guimarães, por atestado médico.
Nome do relator: RAFAEL GASPARELLO LIMA
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Exercício: 1999 RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. DELIMITAÇÃO DO LITÍGIO. O Recurso Voluntário intempestivo proporciona o seu não conhecimento pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, encerrando a fase litigiosa do processo administrativo fiscal, não suspendendo a exigibilidade do crédito tributário. VALIDADE. INTIMAÇÃO VIA POSTAL NO DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. De acordo com a Súmula nº 29 deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, com efeito vinculante, "É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário."
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Rafael Gasparello Lima - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Eva Maria Los, Luis Henrique Marotti Toselli, Rafael Gasparello Lima, Allan Marcel Warwar Teixeira e Gisele Barra Bossa. Ausente, justificadamente, o conselheiro Jose Carlos de Assis Guimarães, por atestado médico.
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EVENTOS E EMPREENDIMENTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 1999 RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. DELIMITAÇÃO DO LITÍGIO. O Recurso Voluntário intempestivo proporciona o seu não conhecimento pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, encerrando a fase litigiosa do processo administrativo fiscal, não suspendendo a exigibilidade do crédito tributário. VALIDADE. INTIMAÇÃO VIA POSTAL NO DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. De acordo com a Súmula nº 29 deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, com efeito vinculante, "É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário." Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 73 6. 00 04 64 /9 9- 77 Fl. 107DF CARF MF 2 (assinado digitalmente) Rafael Gasparello Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Eva Maria Los, Luis Henrique Marotti Toselli, Rafael Gasparello Lima, Allan Marcel Warwar Teixeira e Gisele Barra Bossa. Ausente, justificadamente, o conselheiro Jose Carlos de Assis Guimarães, por atestado médico. Relatório A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro (DRJ/RJ), por unanimidade, julgou improcedente a impugnação administrativa do contribuinte, como se observa da ementa do acórdão nº 4.952: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples. Exercício: 1999 Ementa: EXCLUSÃO. PGFN. DÉBITO INSCRITO. Tendo restado provada a existência de inscrição da interessada em Dívida Ativa da União, quando do Ato Declaratório de sua exclusão do regime de tributação SIMPLES, esta deve ser mantida. Solicitação indeferida. Resumidamente, o acórdão recorrido narrou os fatos com exatidão, como reproduzo a seguir: Trata o presente processo de impugnação de fl. 01 ao indeferimento da Solicitação de Revisão de Exclusão da Opção pelo SIMPLES (SRS) de fls. 03, tendo em vista a interessada não concordar com a exclusão deste regime de tributação e ter alegado, em síntese que as pendências junto à PGFN foram resolvidas, encontrandose em situação regular. 2. Juntada por esta Relatora a Pesquisa ao SIVEX e ao Sistema da PGFN de fls. 32 a 65 O contribuinte interpôs Recurso Voluntário, argumentando sua tempestividade, vez que não recebeu a intimação do acórdão recorrido, efetivada via postal. É o relatório. Voto Conselheiro Rafael Gasparello Lima, Relator. Preliminarmente, imprescindível avaliar a tempestividade do Recurso Voluntário, considerando a intimação via postal, constante nos autos. Fl. 108DF CARF MF Processo nº 13736.000464/9977 Acórdão n.º 1201002.696 S1C2T1 Fl. 108 3 De acordo com o Recorrente, "A Empresa recorrente não tomou ciência da última decisão, com referência ao processo de exclusão do Simples, uma vez que a notificação foi assinada por pessoa estranha a mesma." Todavia, a intimação do acórdão recorrido foi encaminhada para o domicílio tributário, via postal, segundo o cadastro do Recorrente perante a Receita Federal do Brasil. O recebimento da intimação ocorreu em 11 de maio de 2004 (fls. 74). Em 24 de novembro de 2008, o contribuinte protocolou seu extemporâneo Recurso Voluntário, reafirmando seu domicílio tributário, especificado naquela intimação sobre o acórdão recorrido nº 4.952. A Agência de Receita Federal do Brasil em Cabo Frio/RJ noticiou a intempestividade do Recurso Voluntário, antes da sua remessa ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (fls. 102 a 105). O artigo 23, inciso II, § 2º, inciso I e § 4º, inciso I, do Decreto nº 70.235/1972, consubstancia o procedimento efetivado nos autos, quando da intimação via postal, "in verbis": Art. 23. Farseá a intimação: (...) Fl. 109DF CARF MF 4 II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; (...) § 4o Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (grifei) A intimação postal no domicílio tributário do contribuinte, ainda que não recebida por seu representante legal, foi ratificada pelo acórdão nº 1201002.490 desta 1ª Turma Ordinária, quando concordei com o voto, relatado pelo i. conselheiro, José Carlos de Assis Guimarães, proferido com a seguinte ementa: NULIDADE. INOBSERVÂNCIA DE FORMALIDADES LEGAIS. INOCORRÊNCIA. Afastada a preliminar de nulidade, por não ocorrida a inobservância de formalidades legais apontada pelo interessado. Em especial, no tocante à ciência por via postal, é válida a notificação realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, que não necessita ser seu representante legal. Finalmente, a Súmula nº 29 deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, com efeito vinculante, expõe que "É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário." Isto posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Rafael Gasparello Lima Relator Fl. 110DF CARF MF
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Numero do processo: 10830.007159/2002-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
IMPOSTO DE RENDA RETIDO SOBRE LUCRO LÍQUIDO - ILL. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL CONTADO DO ATO NORMATIVO QUE RECONHECE CARÁTER INDEVIDO DA EXAÇÃO. PRINCIPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA.
O marco inicial do prazo decadencial de cinco anos para os pedidos de restituição do imposto de renda retido na fonte sobre o lucro líquido, pago por sociedades por quotas de responsabilidade limitada, se dá em 25.07.1997, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 63.
ILL. SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA.
Não comprovada nos autos, nas disposições dos contratos sociais vigentes na data de ocorrência dos fatos geradores, a indisponibilidade jurídica e econômica, pelos sócios cotistas, dos lucros apurados, a incidência do ILL não se configura indevida.
Numero da decisão: 1301-003.663
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente
(assinado digitalmente)
Bianca Felícia Rothschild - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente), Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Giovana Pereira de Paiva Leite, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Bianca Felícia Rothschild.
Nome do relator: Bianca Felícia Rothschild
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO IMPOSTO DE RENDA RETIDO SOBRE LUCRO LÍQUIDO - ILL. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL CONTADO DO ATO NORMATIVO QUE RECONHECE CARÁTER INDEVIDO DA EXAÇÃO. PRINCIPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. O marco inicial do prazo decadencial de cinco anos para os pedidos de restituição do imposto de renda retido na fonte sobre o lucro líquido, pago por sociedades por quotas de responsabilidade limitada, se dá em 25.07.1997, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 63. ILL. SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. Não comprovada nos autos, nas disposições dos contratos sociais vigentes na data de ocorrência dos fatos geradores, a indisponibilidade jurídica e econômica, pelos sócios cotistas, dos lucros apurados, a incidência do ILL não se configura indevida.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente (assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente), Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Giovana Pereira de Paiva Leite, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Bianca Felícia Rothschild.
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RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL CONTADO DO ATO NORMATIVO QUE RECONHECE CARÁTER INDEVIDO DA EXAÇÃO. PRINCIPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. O marco inicial do prazo decadencial de cinco anos para os pedidos de restituição do imposto de renda retido na fonte sobre o lucro líquido, pago por sociedades por quotas de responsabilidade limitada, se dá em 25.07.1997, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 63. ILL. SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. Não comprovada nos autos, nas disposições dos contratos sociais vigentes na data de ocorrência dos fatos geradores, a indisponibilidade jurídica e econômica, pelos sócios cotistas, dos lucros apurados, a incidência do ILL não se configura indevida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 71 59 /2 00 2- 14 Fl. 222DF CARF MF 2 Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente (assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente), Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Giovana Pereira de Paiva Leite, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Bianca Felícia Rothschild. Fl. 223DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 1301003.663 S1C3T1 Fl. 208 3 Relatório Inicialmente, adotase o relatório da decisão recorrida, o qual bem retrata os fatos ocorridos e os fundamentos adotados até então: Tratase de pedido protocolizado em 24/07/2002 (fl. 01) solicitando a restituição do valor de R$109.154,28, que corresponde ao montante atualizado dos recolhimentos efetuados no período entre 18/05/1990 e 30/09/1992, demonstrativo à fl. 70 e DARF às fls. 66/69, juntando às fls. 02/10 o ANEXO com a motivação do pedido, adiante sintetizada: Valores referentes ao ILL indevidamente pagos no período compreendido entre 1989 e 1992 por força do disposto no art. 35 da Lei n° 7.713, de 1988 (...) Diante do reconhecimento expresso da inconstitucionalidade da exigência ( ... ), formalizado pelo Secretário da Receita Federal através da Instrução Normativa SRF n° 63/97, publicada no DOU de 25/07/1997. O Serviço de Orientação e Análise Tributária SEORT da DRF Campinas/SP em 09/02/2007 propôs o INDEFERIMENTO do pedido de restituição, por meio do Despacho Decisório de fls. 79/81 assim ementado: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. CRÉDITO ORIUNDO DE PAGAMENTOS EFETUADOS A TÍTULO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (ILL). Não opera efeitos a suspensão da execução do art. 35 da Lei n° 7.713/88 quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do encerramento do períodobase. DECADÊNCIA DO DIREITO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário. PEDIDO INDEFERIDO. O chefe do SEORT, por concordar com o inteiro teor do citado Despacho do SEORT, por delegação de competência da Delegada da Receita Federal em Campinas/SP Portaria n° 142, de 28/11/2002, em 12/02/2007 INDEFERIU o pedido de restituição, sendo expedido o COMUNICADO SEORT/DRF/CPS N° 259/2007, fl. 83, dando conhecimento da decisão proferida. Com a ciência em 16/02/2007 (Aviso de Recebimento AR à fl. 97), em 20/03/2007 a peticionária interpôs a manifestação de inconformidade de fls. 84/95, por meio de seus advogados e bastantes procuradores (procuração à fl. 12 e substabelecimento à fl. 96), aduzindo o que a seguir se sintetiza. Destaca a manifestante que a aplicação do art. 35 da Lei n° 7.713/88 foi suspensa por meio da Resolução do Senado Federal n° 82/96, o que inspirou a edição pela Receita Federal da Instrução Normativa n° 63, de 24/07/1997, na qual ficou expressamente consignada a proibição da constituição de créditos da Fazenda Nacional no que se refere ao Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido nas sociedades por cotas de responsabilidade limitada, em que o contrato social não Fl. 224DF CARF MF 4 preveja, na data do períodobase, disponibilidade imediata e automática dos lucros aos sóciosquotistas. A manifestante contesta o entendimento da autoridade administrativa no que concerne ao prazo de decadência/prescrição, afirmando inexistir respaldo na jurisprudência pátria, na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional. Assevera a manifestante que segundo jurisprudência do Conselho de Contribuintes a contagem do prazo decadencial, nas hipóteses em comento, tem início na data em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida. Transcreve jurisprudência administrativa. Assim consigna: Por fim, cumpre salientar que em momento algum o contrato social da ora manifestante determina a distribuição IMEDIATA e AUTOMÁTICA do lucro líquido apurado ao final de cada períodobase. O que se infere da leitura infere da leitura da cláusula 8a do referido contrato é que, uma vez apurados lucros ou prejuízos, eles serão suportados ou distribuídos igualmente entre os sócios, embora estes tenham contribuindo desigualmente para a formação do capital social (cláusula quarta). Pelo contrário, o contrato social da Demandante não possui cláusula que obrigue a sociedade distribuir os lucros ou prejuízos, quanto mais determine o momento desta distribuição, sequer informando qual a percentagem de lucros ou prejuízos a ser distribuída aos sócios e qual parcela a ser reinvestida ou suportada pela sociedade, o que, data vênia o entendimento do I. julgador administrativo, torna impossível sua distribuição IMEDIATA e AUTOMÁTICA. Ao final, requer a reforma integral do despacho recorrido para afastar a decadência alegada e deferir a restituição integral dos valores referentes ao ILL no período destacado nos autos, atualizados monetariamente e acrescidos de juros equivalentes à SELIC. A decisão da autoridade de primeira instância julgou improcedente a manifestação de inconformidade, cuja acórdão encontrase as fls. 118 e segs. e ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 18/05/1990 a 30/09/1992 RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PRAZO PARA EXERCÍCIO DO DIREITO. EXTINÇÃO. O direito de pleitear o reconhecimento do indébito tributário, para fins de fundamentação do direito restituição ou à compensação, extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do pagamento indevido. ILL. SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. Não comprovada nos autos, nas disposições dos contratos sociais vigentes na data de ocorrência dos fatos geradores, a indisponibilidade jurídica e econômica, pelos sócios cotistas, dos lucros apurados, a incidência do ILL não se configura indevida. ILL. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. ENCARGO FINANCEIRO. TRANSFERÊNCIA DO ONUS. Fl. 225DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 1301003.663 S1C3T1 Fl. 209 5 A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de têlo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebêla. No caso do ILL, a transferência do ônus se opera por força de Lei, na medida em que, os contribuintes, que devem arcar com o encargo financeiro, por ocasião da efetiva distribuição dos lucros e dividendos, são os sócios quotistas, acionistas ou titulares das empresas individuais. O tributo somente é devido pela pessoa jurídica na qualidade de responsável pela retenção. Solicitação Indeferida Cientificado da decisão de primeira instancia, o contribuinte apresentou, fl. 116 e segs, em 08/05/2008, recurso voluntário, repisando os argumentos levantados em sede de impugnação, acrescentando razões para reforma na decisão recorrida. Em sessão de julgamento de 22 de outubro de 2015, a 1a Turma Ordinária da 1a Câmara da Terceira Seção de Julgamento julgou por não conhecer do recurso voluntário e declinar da competência para a apreciação da matéria em favor da Primeira Seção de Julgamento. É o relatório. Fl. 226DF CARF MF 6 Voto Conselheira Bianca Felícia Rothschild Relatora Recurso Voluntário Admissibilidade O recurso voluntário é TEMPESTIVO e uma vez atendidos também às demais condições de admissibilidade, merece, portanto, ser CONHECIDO. Fatos Tratase de pedido de restituição de imposto de renda sobre o lucro líquido ILL, protocolizado em 24/07/2002 à fl. 03, no valor de R$109.154,28, que corresponde ao montante atualizado dos recolhimentos efetuados no período entre 18/05/1990 e 30/09/1992, demonstrativo à fl. 80 e DARF às fls. 75 a 79. O pedido se deu em 24/07/2002, com base na declaração de inconstitucionalidade do art. 35 da Lei n° 7.713/1988, na parte em que disciplinava sua exigência do sócio acionista, suspensa pela Resolução do Senado Federal n° 82, de 18/11/1996. O Serviço de Orientação e Análise Tributária SEORT da DRF Campinas/SP em 09/02/2007 propôs o indeferimento do pedido de restituição, por meio do Despacho Decisório de fls.89 e segs considerando: (i) a decadência do direito de restituição e (ii) que o contrato social previa disponibilidade econômica ou jurídica imediata pelos sócios do lucro liquido apurado na data do encerramento do períodobase. A decisão de primeira instancia confirmou o entendimento exarado no Despacho Decisório. Preliminar Decadência A questão que reclama solução reside em saber se o contribuinte decaiu ou não do direito de requerer a restituição/compensação do imposto de renda retido na fonte sobre o lucro líquido, cujos pagamentos se deram entre entre 18/05/1990 e 30/09/1992, considerando que tal pedido foi efetuado em 24 de Julho de 2002. Fl. 227DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 1301003.663 S1C3T1 Fl. 210 7 Entendo que a decadência não atingiu o direito da recorrente, merecendo ser reformado o acórdão recorrido. O imposto de renda na fonte incidente sobre o lucro liquido ILL, previsto no artigo 35 da Lei n° 7.713/88, era tributo sujeito ao regime do lançamento por homologação, pois cabia ao contribuinte verificar a ocorrência do fato gerador, determinar a matéria tributável, identificar o sujeito passivo, calcular e recolher o tributo devido, independentemente de qualquer iniciativa da autoridade administrativa, que apenas homologaria, expressa ou tacitamente, a atividade exercida pelo obrigado. A regra geral relativa ao prazo decadência para pedido de restituição de tributos sujeitos ao lançamento por homologação resulta da interpretação dos artigos 150, § 4", 165, inciso I e 168, inciso I, todos do CTN, os quais estão assim dispostos: "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) §4°. Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.'' "Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4o do art. 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;'' "Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipóteses dos incisos I e II do art. 165, da data da extinção do crédito tributário. Da conjugação desses dispositivos legais concluise que, como regra, para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o contribuinte tem 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador, para requerer a restituição de exação indevidamente recolhida. Ocorre, que para algumas hipóteses excepcionais, a jurisprudência, inclusive advinda da Câmara Superior de Recursos Fiscais, tem admitido um novo início de prazo decadencial, que não se confunde com o fato gerador da obrigação tributária. Fl. 228DF CARF MF 8 Dentre as exceções consignadas pela jurisprudência, relevante destacar a declaração de inconstitucionalidade de norma tributária proferida pelo Supremo Tribunal Federal STF, a expedição de Resolução do Senado Federal, prevista no artigo 52, inciso X, da Carta Fundamental ou, ainda, o reconhecimento, por parte do poder tributante, de que uma exigência tributária é indevida. Pelo entendimento que sigo, a data em que ocorrer alguma dessas situações é o dies a quo do prazo para que o contribuinte peça a restituição de tributo indevidamente recolhido. A título ilustrativo, cumpre destacar o acórdão CSRF/0104.950, proferido recentemente pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, o qual está assim ementado: DECADÊNCIA PEDIDO DE RESTITUIÇÃO TERMO INICIAL Em caso de conflito quanto à legalidade da exação tributária, o termo inicial para contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente iniciase: a) da publicação do acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal em ADIN; b) da Resolução do Senado que confere efeito erga omnes à decisão proferida inter partes em processo que reconhece a inconstitucionalidade de tributo; c) da publicação de ato administrativo que reconhece caráter indevido de exação tributária. Recurso conhecido e improvido.'' (Câmara Superior de Recursos Fiscais, Primeira Turma, Acórdão CSRF/01 04.950, Relator Conselheiro Wilfrido Augusto Marques, julgado em 13/04/04) A restituição pretendida pela empresa está relacionada ao imposto de renda na fonte sobre o lucro líquido, previsto no artigo 35 da Lei n° 7.713/88, nos seguintes termos: "Art. 35. O sócioquotista, o acionista ou titular de empresa individual ficará sujeito ao imposto de renda na fonte, à alíquota de 8% (oito por cento), calculada com base no lucro líquido apurado pelas pessoas jurídicas na data do encerramento do período base.' No julgamento do Recurso Extraordinário n° 172.0581/SC, o Egrégio STF reconheceu a inconstitucionalidade do artigo 35 da Lei n° 7.713/88, especificamente no que se refere à expressão "o acionista". Para conferir efeito erga omnes à decisão do STF, suspendendo a execução artigo 35 da Lei n° 7.713/88, no que diz respeito à expressão "o acionista", o Senado Federal fez publicar a Resolução n° 82, em 19/11/1996. Assim, restou reconhecida a inconstitucionalidade da exigência do ILL para as sociedades por ações. Para as demais empresas, que não as sociedades por ações, a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa n° 63, em 24/07/1997, em cujo artigo 1 ° está expresso que: Fl. 229DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 1301003.663 S1C3T1 Fl. 211 9 "Art. 1o. Fica vedada a constituição de créditos da Fazenda Nacional, relativamente ao imposto de renda na fonte sobre o lucro líquido, de que trata o art. 35 da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, em relação às sociedades por ações. Parágrafo único: O disposto neste artigo se aplica às demais sociedades nos casos que o contrato social, na data do encerramento do período base de apuração, não previa a disponibilidade, econômica ou jurídica, imediata ao sócio cot/sta, do lucro líquido apurado.'' Portanto, a Instrução Normativa n° 63/97 reconheceu o caráter indevido da exigência do ILL para as sociedades por quotas de responsabilidade limitada, entre outras, desde que o contrato social, na data do encerramento do período base de apuração, não previsse a disponibilidade, econômica ou jurídica, imediata ao sócio cotista, do lucro líquido apurado. Perfilhando o posicionamento já defendido diversas vezes no âmbito deste Colegiado e diante do fato de que o pleito da recorrente está relacionado com recolhimentos efetuados por sociedade por cotas de responsabilidade limitada, entendo que o dia 25/07/97 data de publicação da IN SRF n° 63 marca o início do prazo decadencial para a busca da devolução dos valores recolhidos a título de imposto de renda na fonte sobre o lucro líquido pois é nesse momento que a Administração Tributária reconhece o caráter indevido do ILL para as demais empresas, que não as sociedades por ações. O professor Alberto Xavier traça preciosas lições de direito acerca da questão relativa ao termo inicial do prazo decadencial aplicável aos casos de reconhecimento de inconstitucionalidade de imposições fiscais, no seu Do Lançamento — Teoria Geral do Ato, do Procedimento e do Processo Tributário, Forense, 1998, página 97. Confirase o teor de seus ensinamentos, totalmente aplicáveis à hipótese dos autos: "Devemos, no entanto, deixar aqui consignada a nossa opinião favorável à contagem do prazo para pleitear a restituição do indébito com fundamento em declaração de inconstitucionalidade, a partir da data dessa declaração. A declaração de inconstitucionalidade 6, na verdade, um fato inovador na ordem jurídica, suprimindo desta, por in validade uma norma que até então nela vigorava com força de lei. Precisamente porque gozava de presunção de validade e tinha, portanto, força de lei, os pagamentos efetuados 5 sombra da sua vigência foram pagamentos `devidos'. O caráter 'indevido' dos pagamentos efetuados só foi revelado 'a posteriori', com efeitos retroativos, de tal modo que só a partir de então puderam os cidadãos ter reconhecimento do fato novo que revelou o seu direito restituição. A contagem do prazo a partir da data a declaração de inconstitucionalidade é não só corolário do principio da confiança na lei fiscal, fundamento do Estadode Direito, como conseqüência implícita, mas necessária, da figura da ação direta de inconstitucionalidade prevista na Constituição de 1988. Não poderia este prazo ter sido considerado à época da publicação do Código Tributário Nacional, quando tal ação, com eficácia 'erga omnes' não existia. A legitimidade do novo prazo não pode ser posta em causa, pois a sua fonte não é a interpretação extensiva ou analógica de norma infra constitucional, mas da própria Constituição, posto se tratar de Fl. 230DF CARF MF 10 conseqüência lógica da própria figura da ação direta de inconstitucionalidade." Dessa forma, tendo em conta que a inconstitucionalidade da exigência de ILL das sociedades por cotas de responsabilidade limitada somente foi expressamente reconhecida, pela União Federal (Fazenda Nacional), na data de publicação da Instrução Normativa n° 63/88, ou seja, dia 25/07/1997, dúvidas não devem restar que, naquele momento, começou a correr o prazo qüinqüenal de decadência para os contribuintes pleitearem a devolução dos valores indevidamente pagos por força do disposto no artigo 35 da Lei n° 7.713/88. Em analisa ao caso concreto, a recorrente protocolizou pedido de restituição em 24/07/2002, relativamente a recolhimentos efetuados no decorrer dos anos de 1990, 1991 e 1992, portanto não há aferição de decadência. Princípio da Segurança Jurídica Jurisprudência recente do STF Vale mencionar que recentemente, em junho de 2018, o Supremo Tribunal Federal, considerou a tesa acima em ação protocolada antes da alteração de entendimento do STJ em 2004, por força do princípio da Segurança Jurídica, em voto do Ministro Dias Toffoli no ARE 951533. Vejamos: No agravo regimental, defendese, em síntese, que: 1) “o termo inicial do prazo prescricional da ação de repetição de indébito de tributo declarado inconstitucional deve ser a data da decisão desse Eg. STF”; 2) “a modificação na jurisprudência do STJ e dos TRF´s em matéria de prescrição não pode retroagir para considerar prescrita pretensão que não o era à época do ajuizamento da demanda”; 3) “o Poder Judiciário não pode se recusar a apreciar e aplicar lei superveniente ao julgamento nas instâncias ordinárias, reconhecedora do direito do contribuinte”. (...) Com a devida vênia, entendo que a tese de número 2 acima identificada merece ser acolhida, com base diretamente no princípio da segurança jurídica. Vejamos. Conforme consta dos autos, até o julgamento do EREsp nº 435.835/SC, acórdão publicado em 4/6/07, o STJ entendia que o prazo prescricional relativo à pretensão de restituição de tributo declarado inconstitucional tinha início a partir da data da declaração de inconstitucionalidade da exação pelo Supremo Tribunal Federal ou da resolução do Senado Federal. Com o julgamento daqueles embargos de divergência, a Corte Superior mudou sua jurisprudência, passando a consignar que, independentemente de declaração de inconstitucionalidade, deveria prevalecer, para efeito de fixação do prazo prescricional, a tese conhecida como “cinco mais cinco”, isto é, no caso de tributos sujeitos a homologação, cinco anos contados a partir do fato gerador mais cinco anos contados da data da homologação tácita. Em face disso, interpôsse o recurso extraordinário sob a alegação de afronta ao princípio da segurança jurídica, uma vez que a mudança jurisprudencial não teria sido acompanhada de qualquer espécie de regra de adaptação, passando a ser aplicada, de imediato, não só às ações movidas após o referido julgamento, mas também àquelas que já haviam sido ajuizadas, respeitandose o prazo prescricional anteriormente consolidado. Desse modo, por força unicamente daquela guinada jurisprudencial, diversos contribuintes que já haviam ingressado em juízo e contavam com decisões favoráveis nas instâncias ordinárias – observandose o prazo prescricional anterior – teriam visto suas pretensões ser automaticamente fulminadas, apesar de nunca terem ficado inertes. A parte ora recorrente é um desses contribuintes. Fl. 231DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 1301003.663 S1C3T1 Fl. 212 11 Resta saber se seria possível a Corte, em sede de recurso extraordinário, conceder, com base diretamente no princípio da segurança jurídica (confiança no tráfego jurídico e acesso à Justiça), espécie de provimento que, ao cabo, resulte em modulação temporal dos efeitos da decisão proferida pelo STJ no julgamento dos embargos de divergência. É importante ter em mente que não se pleiteia, por meio da tese ora em discussão, a manutenção ad eternum do entendimento prevalecente na Corte Superior anteriormente ao julgamento daquele caso paradigmático (EREsp nº 435.835/SC). O que se requer é que, com base diretamente no princípio da segurança jurídica, a mudança brusca da jurisprudência acerca do prazo prescricional não alcance a presente ação, a qual estava em curso na data do julgamento ou da publicação do acórdão (4/6/07), questão constitucional passível de análise em sede de recurso extraordinário. (...) Merece ser destacado que, de acordo com aquela orientação anteriormente prevalecente no STJ, o prazo prescricional da ação de repetição de indébito em que se discutia inconstitucionalidade de exação se iniciava com a declaração da inconstitucionalidade do tributo pelo Tribunal Pleno desta Corte, não só em sede de controle abstrato, mas também em sede de controle difuso. (...) Como bem salientou o Ministro Relator Gilmar Mendes, os marcos jurígenos para a contagem do prazo prescricional do direito do contribuinte estão dispostos no Código Tributário Nacional. Todavia, acertadamente ou não, o Superior Tribunal de Justiça, na interpretação dessas normas, criou um marco inicial de prazo prescricional diverso, qual seja, a data da declaração de inconstitucionalidade do tributo pelo STF em controle concentrado ou difuso. Nesse cenário, a aplicação imediata da nova jurisprudência do STJ fixando novos marcos prescricionais a partir de 2004 significou aplicarse retroativamente a nova regra de contagem do prazo prescricional às pretensões já ajuizadas em curso, com ofensa, em meu entender, ao primado da segurança jurídica. Por todo o acima, entendo que não há decadência no caso concreto. O contribuinte não tem culpa na demora do julgamento. Se tivesse sido julgado até 2004 não haveria Sumula CARF 91 ou repetitivo STJ e o julgamento seguiria a jurisprudência da época. A tese a ser aplicada tem que ser a mais favorável ao contribuinte. Caso concreto decadência No entanto, a aplicação da decadência, conforme acima fundamentado, neste caso específico, encontrase prejudicada pois o mérito do processo foi julgado de forma a concluir que a Recorrente não está incluída dentre os contribuintes beneficiados pela inconstitucionalidade do art. 35 da Lei 7713 e nem pelo parágrafo único do art. 1o da IN 63/97 sociedades nos casos que o contrato social, na data do encerramento do período base de apuração, não previa a disponibilidade, econômica ou jurídica, imediata ao sócio cotista, do lucro líquido apurado. A fundamentação desta conclusão encontrase detalhada no tópico abaixo. Fl. 232DF CARF MF 12 Mérito Disponibilidade dos sócios Enfrentando o mérito do pleito em tela, devese buscar o que reza a Resolução do Senado Federal n° 82, de 18.11.1996, DOU de 22.11.1996, inspiradora da IN/SRF n° 63/97, alegada pela interessada como fundamento do presente pedido de restituição. A citada Resolução foi elaborada em virtude de julgamento do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n° 172058/SC, em que era atacado o art. 35 da Lei 7.713, de 29 de dezembro de 1988, norma criadora da exação em análise. Para maior clareza, tragamse luz o art. 35 da referida norma legal, o art. 1° da Resolução do Senado Federal n° 82 o trecho da ementa produzida pela Corte Maior no indigitado Recurso Extraordinário. Art. 35. O sócio quotista, o acionista ou titular da empresa individual ficará sujeito ao imposto de renda na fonte, A alíquota de oito por cento, calculado com base no lucro liquido apurado pelas pessoas jurídicas na data do encerramento do períodobase. Art. 1° E suspensa a execução do art. 35 da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, no que diz respeito A expressão "o acionista" nele contida. IMPOSTO DE RENDA RETENÇÃO NA FONTE SÓCIO COTISTA. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n° 7.713/88 mostrase harmônica com a Constituição Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro liquido apurado, na data do encerramento do períodobase. Nesse caso, o citado artigo exsurge como explicitação do fato gerador estabelecido no artigo 43 do Código Tributário Nacional, lido cabendo dizer da disciplina, de tal elemento do tributo, via legislação ordinária. Interpretação da norma conforme o Texto Maior. Para o STF, o termo "o acionista", previsto no art. 35 da Lei n° 7.713/88, era flagrantemente inconstitucional no que diz respeito às sociedades anônimas, porque a distribuição de lucro nessas sociedades, segundo legislação específica, depende da aprovação de assembleia geral, ou seja, sem a deliberação da assembleia não se pode cogitar a disponibilidade, seja jurídica, seja econômica, dos lucros apurados em balanço. Quanto às sociedades por quotas, a análise centrouse na previsão contida no art. 18 do Decreto n° 3.708/19, que regulava a constituição dessas sociedades, e que impõe a elas a observância, naquilo que não for regulado em seu estatuto social, às disposições contidas na lei das sociedades anônimas. Logo, como ressaltou o Ministro Marco Aurélio, Relator (página 15 do voto do RE 1720581), "cumpre sempre perquirir, à luz do contrato social, a disciplina do liquido. Prevista a imediata disponibilidade econômica ou mesmo jurídica ou, ainda, definição diversa a exigir a manifestação de vontade de todos os sócios, temse o fato gerador fixado no artigo 43 do Código Tributário Nacional. No caso, não se abre campo propício à aplicação da Lei das Sociedades Anônimas, porque sempre subsidiária, a depender do silencio do contrato social e da compatibilização ante as regras mínimas constantes do Decreto 3.708/19.". Uma vez declarada inconstitucional uma norma pelo controle difuso de constitucionalidade, incumbia ao Senado Federal, com fulcro no art. 52, X, da Constituição e em seu Regimento Interno, suspender, através de Resolução, o art. 35 da Lei n° 7.713/88 nos termos do RE n° 172.0581/SC. Assim, em 18/11/96, o Senado Federal publicou a Resolução n° 82, suspendendo a execução do art. 35 da Lei n° 7.713/88 no que diz respeito à expressão "o acionista" nele contida. Fl. 233DF CARF MF Processo nº 10830.007159/200214 Acórdão n.º 1301003.663 S1C3T1 Fl. 213 13 Já a IN SRF no 63, de 24 de julho de 1997, DOU de 25.07.1997, explicitou o entendimento da Corte Maior por parte da Receita Federal, a fim de evitar conflitos Estado contribuinte ou pôr fim a eles, nos seguintes termos: Art. 1° Fica vedada a constituição de créditos da Fazenda Nacional, relativamente ao imposto de renda na fonte sobre o lucro liquido, de que trata o art. 35 da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, em relação às sociedades por ações. Parágrafo Único. O disposto neste artigo se aplica âs demais sociedades nos casos em que o contrato social, na data do encerramento do períodobase de apuração, não previa a disponibilidade, econômica ou jurídica, imediata ao sócio cotista, do lucro liquido apurado. Como se percebe, a IN SRF n° 63/97 colmatou a omissão existente na Resolução do Senado Federal quanto às sociedades por quotas de responsabilidade limitada, regulamentando, em âmbito interno, a aplicabilidade da decisão proferida pelo STF no controle difuso de constitucionalidade. A referida regulamentação dispôs que a cobrança de Imposto sobre o Lucro Líquido (art. 35 da Lei n° 7.713/88) seria vedada quando os contratos sociais daquelas sociedades não previssem a disponibilidade imediata ao sócio cotista do lucro líquido apurado. Diante disso, concluise que para uma sociedade constituída por quotas de responsabilidade limitada fazer jus ao crédito dos valores indevidamente recolhidos a título de ILL, é preciso que não haja, para os sócios, previsão contratual determinando a disponibilidade imediata dos lucros auferidos ao final do anocalendário, seja ela econômica, seja ela jurídica. Dessa forma, é de singela conclusão que, nos casos de sociedades não constituídas por ações, como é o caso do epigrafado sujeito passivo já que este está constituído sob a forma de sociedade por quotas de responsabilidade limitada somente haveria a inconstitucionalidade da exação em pauta, caso seu contrato social, na data de encerramento do períodobase de apuração, não previsse a disponibilidade econômica ou jurídica imediata pelos seus sócios cotistas do lucro liquido apurado, pois o imposto de renda sobre o lucro liquido (ILL) não foi considerado inconstitucional de uma forma geral. Considerando o disposto no inteiro teor do Contrato Social da reclamante vigente à época (1989 até 1994 quando houve alteração contratual), observase que "os lucros ou prejuízos verificados em balanço encerrado em 31 de dezembro de cada ano, serão divididos ou suportados pelos sócios na proporção do Capital social de cada um" (efl. 38). Assim, nos termos do RE n° 172.0581/SC, uma vez constatada, à luz do contrato social, a disponibilidade imediata, quer econômica, quer jurídica, do lucro líquido apurado, em sociedades por quotas de responsabilidade limitada temse o fato gerador fixado no art. 43 do CTN e, por conta disso, não há se falar em inconstitucionalidade do art. 35 da Lei n° 7.713/88. Dessa forma, inexiste direito à restituição no caso em tela, eis que a previsão contratual impede a aplicação subsidiária da Lei n° 6.404/76, consoante art. 18 do Decreto n° 3.708/19. Ressalto que ao contrário do que afirma o recorrente, a cláusula décima terceira estabelece a disponibilidade dos lucros. Diante disso, entendo ser incabível a compensação requerida. Conclusão Fl. 234DF CARF MF 14 Diante de todo o acima exposto, voto no sentido de CONHECER o Recurso Voluntário, REJEITAR a preliminar de decadência para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild. Fl. 235DF CARF MF
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Numero do processo: 11516.000786/2009-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DOCUMENTOS. NÃO- APRESENTAÇÃO. INDEFERIMENTO.
O postulante de direito creditório deve apresentar todos os livros fiscais e contábeis, arquivos digitais e demais documentos ou esclarecimentos solicitados pelo Fisco, necessários à análise do direito creditório postulado, sob pena de indeferimento do pleito.
PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO.
Em nome do princípio da verdade material, foi atendido o pleito do Recorrente, procedendo-se assim à análise dos documentos pela Delegacia de origem. Reconhecimento parcial do direito ao ressarcimento.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3302-006.301
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório estabelecido na diligência fiscal.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Paulo Guilherme Déroulède (Presidente).
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1756; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.000786/200918 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3302006.301 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria RESSARCIMENTO Recorrente COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DE JACINTO MACHADO COOPERJA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DOCUMENTOS. NÃO APRESENTAÇÃO. INDEFERIMENTO. O postulante de direito creditório deve apresentar todos os livros fiscais e contábeis, arquivos digitais e demais documentos ou esclarecimentos solicitados pelo Fisco, necessários à análise do direito creditório postulado, sob pena de indeferimento do pleito. PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. Em nome do princípio da verdade material, foi atendido o pleito do Recorrente, procedendose assim à análise dos documentos pela Delegacia de origem. Reconhecimento parcial do direito ao ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório estabelecido na diligência fiscal. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Paulo Guilherme Déroulède (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 07 86 /2 00 9- 18 Fl. 893DF CARF MF Processo nº 11516.000786/200918 Acórdão n.º 3302006.301 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de indeferimento do Pedido de Ressarcimento de parcelas da contribuição não cumulativa (PIS/Cofins). Segundo a autoridade administrativa de origem, embora reiteradamente intimado, o interessado não apresentou arquivos digitais representativos dos documentos fiscais, previstos na Instrução Normativa SRF n° 86/2001 e no Ato Declaratório Executivo Cofis ADE n° 15/2001, não permitindo, por conseguinte, a verificação dos valores informados nos Demonstrativos de Apuração de Contribuições Sociais Dacon e tornando qualquer verificação do crédito pleiteado igualmente inconsistente. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte argumentou o seguinte: a) conforme despacho decisório, somente alguns arquivos digitais foram apresentados com as supostas inconsistências; b) em atenção às diversas intimações, apresentou inúmeras vezes os arquivos digitais requisitados, elaborados de acordo com os parâmetros estipulados pelo ADE Cofins n° 15/2001 e seus anexos; c) os arquivos digitais apresentados foram devidamente validados mediante Sistema Validador e Autenticador de Arquivos Digitais SVA, bem como passados pelo SINCO, não contendo nenhuma ressalva ou problema; d) os arquivos digitais foram abertos de forma integral e sem apresentar nenhuma falha ou inconsistência nos computadores da empresa, indicando alguma incompatibilidade com os equipamentos utilizados pelo agente fiscalizador; e) apresentou todas as informações requisitadas, estando os arquivos devidamente validados, e respeitando os parâmetros do ADE n° 15/01, assim, caberia à autoridade fiscal procurar verificar se seus equipamentos se encontravam atualizados e compatíveis, ou ainda, requisitar os arquivos digitais em outros formatos, ou mesmo a apresentação dos documentos físicos para verificação do crédito; f) o ADE n° 15/01 e a Instrução Normativa n° 86/01 não informam qual a extensão do arquivo a ser apresentado ou mesmo a versão do programa; g) a falta de indicação da classificação das mercadorias em alguns arquivos digitais não poderia representar óbice ao reconhecimento dos créditos requeridos, uma vez que o direito de crédito estava constitucional e legalmente assegurado, não podendo ser negado quando configuradas as hipóteses previstas na legislação e muito menos ser preterido em função de supostas inconsistências na visualização de arquivos digitais validamente apresentados; Fl. 894DF CARF MF Processo nº 11516.000786/200918 Acórdão n.º 3302006.301 S3C3T2 Fl. 4 3 h) por força do princípio da verdade material, se os créditos existem, a autoridade fiscal não pode se furtar em reconhecêlos, uma vez que os documentos apresentados comprovam de forma cabal a existência dos créditos requeridos; i) todas as informações necessárias para a verificação da existência dos créditos requeridos pela empresa estavam à disposição do agente fiscalizador, sendo que eventuais problemas de compatibilidade entre alguns dos arquivos digitais apresentados pela empresa e os equipamentos da fiscalização não poderiam servir de óbice ao reconhecimento dos créditos requeridos, especialmente porque a cooperativa dispõe de todos os documentos físicos (livros devidamente escriturados, notas fiscais, entre outros) para a verificação dos créditos. A Delegacia de Julgamento (DRJ) julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, reafirmando a conclusão do despacho decisório e considerando a ausência de efetiva comprovação do direito creditório pleiteado, cujo ônus fora atribuído ao contribuinte pela legislação de regência. Inconformado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e requereu o reconhecimento do seu direito ou, alternativamente, a conversão do julgamento em diligência, ratificando os argumentos da Manifestação de Inconformidade e apontando contradição na decisão recorrida, dada a efetiva apresentação de inúmeros arquivos digitais em resposta às intimações da fiscalização, com observância dos requisitos exigidos pela legislação (art. 65 da IN SRF 900/08), com pequenas inconsistências em alguns dos dados fornecidos. Segundo o Recorrente, mostrouse desproporcional e desarrazoado o indeferimento da totalidade do crédito quando apenas uma pequena parte suscitara dúvidas à fiscalização, situação essa a exigir a realização de diligências para a verificação da existência dos créditos, encontrandose a sua escrita fiscal, com todas as informações necessárias à comprovação do crédito garantido pelo ordenamento jurídico, à disposição da fiscalização. Em 31 de janeiro de 2013, através da Resolução n° 3801000.416, a 1ª Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF converteu o julgamento em diligência, com as seguintes determinações à unidade de origem: a) receba os arquivos apresentados no recurso voluntário, efetue sua autenticação e validação nos sistemas da RFB; b) caso constate inconsistências nos arquivos magnéticos, intime o contribuinte para no prazo de 20 (vinte) dias a solucionálas; c) a partir dos arquivos magnéticos e com base na escrituração fiscal e contábil, não havendo inconsistências impeditivas, apure eventual valor passível de ressarcimento com base na legislação de regência; d) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo de vinte dias. É o relatório. Fl. 895DF CARF MF Processo nº 11516.000786/200918 Acórdão n.º 3302006.301 S3C3T2 Fl. 5 4 Voto Paulo Guilherme Déroulède, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3302006.300, de 28/11/2018, proferida no julgamento do processo nº 11516.000785/200973, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3302006.300): Da admissibilidade. Por conter matéria desta E. Turma da 3a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a recorrente teve ciência da decisão de primeira instância, via Aviso de Recebimento, em 17 fevereiro de 2012, às folhas 594. O recurso voluntário foi apresentado em 19 de março de 2012, sendo, portanto, tempestivo. Da controvérsia. Foram apresentados os seguintes pontos no Recurso Voluntário: O Pedido de Ressarcimento de créditos da COFINS de incidência nãocumulativa apurados no 4° trimestre do ano calendário de 2005; O fato de tanto o despacho decisório quanto a decisão recorrida ignorar a vasta documentação apresentada e a existência do crédito, e simplesmente negálo por completo, em virtude de algumas inconsistências nos arquivos magnéticos apresentados. Passase à análise. Como relatado, em 31 de janeiro de 2013, através da Resolução n° 3801000.415, a 1a Turma Especial da 3a Seção de Julgamento do CARF baixou os autos em diligência para a Delegacia de origem. A resposta à Resolução foi apresentada às folhas 1.181 e 1.182, que reproduzimos: Verificação reiniciada em cumprimento da Sentença do Mandado de Segurança n° 500916742.2017.4.04.7200/SC, que concedeu a segurança para determinar ao impetrado Delegado da Receita Federal do Brasil em Florianópolis, o cumprimento do disposto nas Resoluções da 1a Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. Fl. 896DF CARF MF Processo nº 11516.000786/200918 Acórdão n.º 3302006.301 S3C3T2 Fl. 6 5 Os pedidos de ressarcimento de crédito de PIS/PASEP e COFINS relacionados na inicial do impetrante Cooperativa Agroindustrial Cooperja, foram inicialmente indeferidos, entretanto, o julgamento foi convertido em diligência para permitir a realização de novas verificações com base nos arquivos apresentados no recurso voluntário. No exercício das funções de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil e atendendo a solicitação de redistribuição dos processos, conforme demonstrado na Informação Fiscal de fls. 1156 a 1179, foi apreciado o Pedido Eletrônico de Ressarcimento PER de créditos da COFINS de incidência nãocumulativa apurados no 2° trimestre de 2005. Na tabela abaixo são demonstrados o PER, o valor de crédito solicitado, a data de transmissão, o respectivo processo administrativo, o tipo de crédito e o período de apuração. Da Requerente O contribuinte, com sede no município de Jacinto Machado SC, apresenta como atividade preponderante o beneficiamento de arroz. Do amparo legal do ressarcimento de créditos do PIS/PASEP. A nãocumulatividade na cobrança da contribuição para os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) é regulamentada pela Lei n° 10.637 de 30 de dezembro de 2002. O Pedido de Ressarcimento e a Declaração de Compensação eram regulamentados pela Instrução Normativa SRF n° 460, de 17 de outubro de 2004. A Secretaria da Receita Federal editou as Instruções Normativas SRF n° 247, de 21 de novembro de 2002 e n° 404, de 12 de março de 2004, que descrevem quais os créditos que a pessoa jurídica pode descontar na apuração das referidas contribuições e estabelecem, ainda para aplicação das normas em apreço, o conceito de insumo. A Lei n°10.925/2004, e redações posteriores, reduz a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS e da COFINS incidentes sobre venda no mercado interno de diversos produtos, entre eles os classificados nos códigos 1006.20 e 1006.30 . Já a manutenção do crédito da Contribuição para o PIS e da COFINS nas vendas efetuadas com alíquota zero está prevista no artigo 17 da Lei n°11.033, de 21 de dezembro de 2004. Do Direito Creditório Tendo em vista a quantidade de demandas judicias recebidas e o cumprimento do prazo exíguo assinalado pela Justiça Federal, realizamos verificação fiscal por amostragem, onde foram confrontados os valores constantes nos PER com as informações contidas nos Demonstrativos de Apuração das Contribuições Sociais Dacon, nos arquivos entregues pelo contribuinte e nos demais dados disponíveis nos sistemas internos da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Fl. 897DF CARF MF Processo nº 11516.000786/200918 Acórdão n.º 3302006.301 S3C3T2 Fl. 7 6 Dos gastos apresentados, constam embalagens, energia elétrica, bens para revenda, combustíveis, fretes, máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado e demais insumos aplicados na produção. As verificações da documentação apresentada corroboram a procedência do pleito do contribuinte. Conclusão O Pedido de Ressarcimento é tempestivo (art. 1° do Decreto n.° 20.910, de 6 de janeiro de 1932) e está formalizado de conformidade com a Instrução Normativa SRF n° 460, de 17 de outubro de 2004. Os créditos da contribuição foram apurados na forma do art. 3° da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002. Ante todo o exposto, concluímos pelo reconhecimento do direito ao ressarcimento no valor pedido de R$33.861,69. Desse modo, atendendo o pleito do Recorrente, procedeuse a análise dos documentos pela Delegacia de origem. Com estas considerações, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, reconhecendo o direito ao ressarcimento nos termos da diligência fiscal. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu dar provimento parcial ao recurso voluntário, reconhecendo o direito ao ressarcimento nos termos da diligência fiscal. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 898DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10166.728404/2017-89
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2012
IRPF - ISENÇÃO PARA DECLARANTES COM 65 ANOS OU MAIS
São isentas parcelas referentes proventos de aposentadoria, reserva, reforma e pensão (65 anos ou mais), nos limites legais.
Numero da decisão: 2002-000.619
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o conselheiro Virgílio Cansino Gil que lhe deu provimento.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(assinado digitalmente)
Thiago Duca Amoni - Relator.
Participaram das sessões virtuais, não presenciais, os conselheiros Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
Nome do relator: THIAGO DUCA AMONI
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o conselheiro Virgílio Cansino Gil que lhe deu provimento. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni - Relator. Participaram das sessões virtuais, não presenciais, os conselheiros Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1330; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T2 Fl. 49 1 48 S2C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.728404/201789 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2002000.619 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 12 de dezembro de 2018 Matéria IRPF Recorrente MARIALVA SILVA LUCATELLI ARAUJO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2012 IRPF ISENÇÃO PARA DECLARANTES COM 65 ANOS OU MAIS São isentas parcelas referentes proventos de aposentadoria, reserva, reforma e pensão (65 anos ou mais), nos limites legais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o conselheiro Virgílio Cansino Gil que lhe deu provimento. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Relator. Participaram das sessões virtuais, não presenciais, os conselheiros Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 84 04 /2 01 7- 89 Fl. 50DF CARF MF 2 Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (efls. 16 a 20), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu autuação pela omissão de rendimentos excedentes ao limite de isenção para declarantes com 65 anos ou mais. Tal omissão gerou lançamento de imposto de renda pessoa física suplementar de R$ 5.852,67, acrescido de multa de ofício no importe de 75%, bem como juros de mora. Impugnação A notificação de lançamento foi objeto de impugnação, às efls. 02 e 07 dos autos, que conforme decisão da DRJ: Em sua Impugnação (fl. 03), acompanhada de documentos (fls. 04/06), a contribuinte solicita prioridade na análise de sua defesa (com base no art. 69A, inc. I, da Lei nº 9.784, de 29/01/1999) e contesta integralmente o lançamento. A impugnação foi apreciada na 20ª Turma da DRJ/RJO que, por unanimidade, em 13/12/2017, no acórdão 1294.522, às efls. 28 a 30, julgou a impugnação parcialmente procedente. Recurso voluntário Ainda inconformada, a contribuinte apresentou recurso voluntário, em 02/01/2018 às efls. 38 a 40 no qual alega que declarou seus rendimentos conforme comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte fornecido pelo empregador. É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Duca Amoni Relator Pelo que consta no processo, o recurso é tempestivo, já que o contribuinte foi intimado do teor do acórdão da DRJ em 29/12/2017, efls. 35, e interpôs o presente Recurso Voluntário em 02/01/2018, efls. 38, posto que atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. O presente processo tem por fundamento a autuação do contribuinte pela omissão de rendimentos excedentes ao limite de isenção para declarantes com 65 anos ou mais. A DRJ julgou a impugnação apresentada pela contribuinte improcedente, pelos seguintes fundamentos: No caso ora examinado, a contribuinte apresenta em sua defesa os Comprovantes de Rendimentos de fls. 04/05, sendo possível Fl. 51DF CARF MF Processo nº 10166.728404/201789 Acórdão n.º 2002000.619 S2C0T2 Fl. 50 3 observar que ambos indicam, no item 02 do quadro 5, a título de Parcela Isenta dos Proventos de Aposentadoria, Reserva, Reforma e Pensão (65 Anos), o valor de R$ 21.282,43, correspondente a 13 vezes a quantia de R$ 1.637,11, considerandose os doze meses do ano mais o décimo terceiro. A despeito de a isenção em questão estar limitada no ano calendário de 2012 ao valor de R$ 21.282,43, a contribuinte deixou de oferecer à tributação duas vezes esse valor, ao indicar como rendimento tributável no Quadro de Rendimentos Tributáveis da Declaração de Ajuste (fl. 09) apenas o montante de R$ 119.692,95 (97.602,48 + 22.090,47), em vez de R$ 140.975,38 (97.602,48 + 22.090,47 + 21.282,43). Em que pese a regra geral do imposto de renda seja a gravação de todas as rendas, a lei pode especificar rendimentos que serão isentos face a importância social das rubricas, como por exemplo a regra isentiva dos proventos e pensões dos maiores de 65 anos, como prevê Regulamento de Imposto de Renda RIR (Decreto nº 3.000/99), nos artigos 39, 79 e 645 Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) Proventos e Pensões de Maiores de 65 Anos XXXIV os rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de previdência privada, até o valor de novecentos reais por mês, a partir do mês em que o contribuinte completar sessenta e cinco anos de idade, sem prejuízo da parcela isenta prevista na tabela de incidência mensal do imposto (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XV, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 28); Proventos e Pensões de Maiores de 65 Anos Art. 79. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto poderá ser deduzida a quantia de novecentos reais, correspondente à parcela isenta dos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de previdência privada, a partir do mês em que o contribuinte completar sessenta e cinco anos de idade (art. 39, XXXIV) (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso VI). Fl. 52DF CARF MF 4 Art. 645. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a quantia de novecentos reais, correspondente à parcela isenta (art. 39, XXXIV) dos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de previdência privada, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 anos de idade (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso VI). Tal limite, para o ano calendário de 2012, conforme Lei nº 7.713/88 foi majorado para R$ 1.637,11, como se vê: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XV os rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, de transferência para a reserva remunerada ou de reforma pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno ou por entidade de previdência privada, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade, sem prejuízo da parcela isenta prevista na tabela de incidência mensal do imposto, até o valor de: (Redação dada pela Lei nº 11.482, de 2007) (...) f) R$ 1.637,11 (mil, seiscentos e trinta e sete reais e onze centavos), por mês, para o anocalendário de 2012; Em que pese as alegações da contribuinte, em sede recursal, apresentou o mesmo documento juntado na impugnação e que não tem o condão de afastar a autuação. Pelo exposto, conheço do presente Recurso Voluntário para, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Fl. 53DF CARF MF Processo nº 10166.728404/201789 Acórdão n.º 2002000.619 S2C0T2 Fl. 51 5 Fl. 54DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10935.903913/2013-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Feb 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2012
RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA.
É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
Numero da decisão: 3402-005.660
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
Nome do relator: Relator Diego Diniz Ribeiro
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2012 RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
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INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decretolei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Relatório Trata o presente processo de recurso voluntário contra o indeferimento de manifestação de inconformidade postulada ante o não reconhecimento de pedido de restituição de PIS formulado pela recorrente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 39 13 /2 01 3- 15 Fl. 153DF CARF MF 2 Aludida restituição restou indeferida pela DRF de origem, posto que: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição” Regularmente cientificada, apresentou, a interessada, manifestação de inconformidade, julgada improcedente pela DRJ, nos termos do acórdão nº01033.590.: Cientificado desta decisão apresentou o recurso voluntário ora em apreço. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402005.626, de 27 de setembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10935.903869/201343, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402005.626): "I. Da intempestividade do recurso voluntário interposto 5. Como é sabido, o prazo para interposição de Recurso Voluntário no âmbito do processo administrativo federal é de 30 (trinta) dias, conforme prevê o art. 33, caput do Decretolei n. 70.235/72. 6. Não obstante, segundo o disposto no art. 5o. do sobredito Decretolei, os prazos no processo administrativo federal são contínuos e deverão ser contados excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Este também é o teor do art. 66 da lei n. 9.784/991. 7. Pois bem. No presente caso o fecorrente foi cientificado via eletrônica da decisão guerreada, sendo a correspondente mensagem aberta em 24 (vinte e quatro) de fevereiro de 2017 (sextafeira) (fl. 142). Logo, levando em consideração as disposições legais acima mencionadas, o termo inicial para a contagem do prazo recursal teve início em 27 (vinte e sete) de fevereiro de 2017 (segundafeira), vencendo, por sua vez, no dia 28 (vinte e oito) de março de 2017 (terçafeira). Acontece que o recurso em apreço só foi interposto em 30 (trinta) de março de 2017 (fl. 145), ou seja, quando já transcorrido o prazo legal. 8. Patente está, portanto, a intempestividade do recurso voluntário interposto, motivo pelo qual não o conheço. Dispositivo 1 "Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindose da contagem o dia do começo e incluindose o do vencimento." Fl. 154DF CARF MF Processo nº 10935.903913/201315 Acórdão n.º 3402005.660 S3C4T2 Fl. 3 3 9. Diante do exposto, em razão da intempestividade do recurso voluntário interposto, deixo de conhecêlo. 10. É como voto." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por não conhecer do recurso voluntário por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 155DF CARF MF
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