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4620396 #
Numero do processo: 13839.003092/2003-20
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA -IRPJ ANO-CALENDARIO: 1998 IRPJ - LUCRO INFLACIONÁRIO ACUMULADO -REALIZAÇÃO - SALDO CREDOR DA DIFERENÇA IPC/BTNF O revigoramento da Lei n° 8.200/91, pela Lei n° 8.682/93, restabeleceu a tributação da diferença de correção IPC/BTNF, diferida no tempo, inclusive com as regras contidas no Decreto n° 332/91. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ANO-CALENDÁRIO: 1998 DECADÊNCIA - FATOS COM REFLEXOS TRIBUTÁRIOS FUTUROS Não havendo qualquer modificação na apuração do lucro inflacionário de períodos anteriores, a contagem da decadência deve ter como referência inicial o período em que se está analisando a realização do lucro inflacionário, e não o período em que esse lucro inflacionário foi gerado. LUCRO INFLACIONÁRIO - DIFERIMENTO EM PARCELAS O lucro inflacionário apurado pelo próprio contribuinte tem sua tributação diferida no tempo, em parcelas, e é, por isso, levado à frente, devidamente atualizado, repercutindo no saldo acumulado de períodos posteriores, independentemente de novos registros contábeis. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 198-00.053
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA

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4619740 #
Numero do processo: 13603.001910/2003-13
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO -CSLL EXERCÍCIO: 1998 NULIDADE Estando presentes todos os elementos necessários à formalização do auto de infração (art. 10 do Decreto 70.235/1972), e não havendo qualquer prejuízo ao pleno exercício do direito de defesa por parte da recorrente, merece ser rejeitada a preliminar de nulidade. DECADÊNCIA A partir da Súmula 8 do STF, a contagem do prazo decadencial para o lançamento da CSLL deve orientar-se pelos dispositivos do CTN, e não mais pelo art. 45 da Lei 8.212/1991. A extinção definitiva do crédito tributário pelo § 4º do art. 150 do CTN, e a conseqüente decadência a ela atrelada, só ocorre se, antes disso, a situação sob exame configurar, a partir de um juízo de tipicidade, a hipótese prevista no caput deste mesmo artigo. Não havendo antecipação de pagamento, a contagem do prazo decadencial é feita pelo art. 173 do CTN, e não pelo art. 150. COMPENSAÇÃO DA CSLL COM CRÉDITOS DE PIS O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, pode utilizá-lo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos ou contribuições administrados por aquele órgão, mas para isso deve observar as normas vigentes. A compensação entre tributos de espécies distintas exigia, à época dos fatos, um requerimento - pedido de compensação, pelo qual a Receita Federal tomava conhecimento do procedimento e examinava o direito de crédito contra a fazenda, o resultado do pretendido encontro de contas, etc. A suposta compensação, realizada sem observância da forma e do rito próprios, amparada apenas em uma DCTF que, inclusive, indicava vinculações somente a título de pagamento via DARF, não pode caracterizar-se como tal. PAGAMENTO Não comprovado o pagamento da CSLL vinculado na DCTF, é de se manter a exigência cobrada no auto de infração. TRIBUTOS DECLARADOS EM DCTF - MULTA DE OFÍCIO A multa de 20% acompanha débitos confessados, constantes de instrumentos hábeis à execução fiscal. Não tendo o contribuinte fornecido um documento hábil para a inscrição em dívida ativa, e muito menos confessado o débito em questão, a multa cabível é a de 75%, que sempre acompanha os débitos exigidos por meio de auto de infração. MULTA DE OFÍCIO DE 75% E TAXA DE JUROS SELIC - ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O controle de constitucionalidade dos atos legais é matéria afeta ao Poder Judiciário. Descabe às autoridades administrativas de qualquer instância examinar a constitucionalidade das normas inseridas no ordenamento jurídico nacional. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 198-00.066
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, REJEITAR a preliminar de decadência, vencido o Conselheiro João Francisco Bianco e, no mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA

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Numero do processo: 13888.002805/2003-52
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO - CSLL Exercício: 1999 CSLL - BASE NEGATIVA - TRAVA DE 30%. A partir de 01.01.95, para efeito de determinar a base de cálculo da CSLL, o resultado ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação, poderá ser reduzido em no máximo 30%. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 198-00.108
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL- glosa compens. bases negativas de períodos anteriores
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR

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Recorrida 33 TURMA/DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP Assuno: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO - CSLL Exercício: 1999 CSLL - BASE NEGATIVA - TRAVA DE 30%. A partir de 01.01.95, para efeito de determinar a base de cálculo da CSLL, o resultado ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação, poderá ser reduzido em no máximo 30%. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MALUF CHAIN ASSESSORIA E CONSTRUÇÕES LTDA. ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MÁRIO ERGIO F • ANDES BARROSO Presidente Processo n° 13888.002805/2003-52 CC01/298 Acórdão n! 198-00.108 Fls. 2 EDWAL CASONI DE a ANDES JÚNIOR Relator FORMALIZADO EM: 23 MAR 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: JOSÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA e JOÃO FRANCISCO BIANCO. 2 Processo o° 13888.002805/2003-52 CCOliT98 Acórdão o? 198-00.108 Fls. 3 Relatório A empresa acima qualificada, teve contra si lavrado auto de infração para exigência de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) pertinente ao ano-calendário de 1998, isso porque, conforme constatou o Fisco em verificação do cumprimento das obrigações tributárias da recorrente, houve excesso de dedução da base de cálculo negativa de períodos anteriores da CSLL, em razão do que, constituiu-se o crédito tributário. O auto de infração está acostado às folhas 4 e 5, com fundamentação legal do artigo 2°, e seus parágrafos, da Lei n°7.689/88, artigo 58 da Lei n°9.981/95, artigo 16 da Lei n° 9.065/95 e artigo 19 da Lei no. 9.249/95. Ação Fiscal encerrada à folha 6, recorrente regularmente intimada do lançamento (fls. 17— 19), inconformou-se apresentando Impugnação Administrativa (fls. 21 - 25) subscrita por patrono constituído (fl. 20), alegando em síntese que a Medida Provisória n°. 812, de 1994, que estatuiu a limitação da compensação de bases de cálculo negativas apuradas em períodos anteriores, por ter sido publicada em 31 de dezembro de 1994, comprometeu a aplicabilidade do princípio da anterioridade tributária, insculpido no artigo 150, III, b, da Constituição Federal, vez que, sua circulação no Diário Oficial da União deu-se tão somente em 02 de janeiro de 1995. Sustentou ainda, que a sobredita limitação (30 %) não poderia ser disciplinada em sede de Medida Provisória, pois inexistiam relevância e urgência na matéria. Seguindo seu arrazoado sustentou que a limitação de trinta por cento para compensação de bases negativas configura verdadeira incidência da contribuição exigida sobre o capital ou patrimônio das empresas. No mais acrescentou que a Lei 8.981/95, instituiu empréstimo compulsório e confisco, sem, contudo, atender ao rigor constitucional, sustentou que se mantida a limitação incidiria tributo onde não há renda ou lucro, ferindo os princípios constitucionais da capacidade contributiva, da igualdade, da vedação do confisco, entre tantos outros elencados na peça impugnatória. Insurgiu-se, também, contra a multa de oficio, levada a efeito no patamar de 75 % (setenta e cinco por cento), bem como contra os juros de mora exigidos com base na taxa Selic, alegando, para tanto, que os juros de mora devem ser calculados de forma simples, sendo vedada sua capitalização, sendo que a dita taxa foge ao padrão constitucional máximo de 12 % (doze por cento) ao ano. Com tais assertivas, requereu a improcedência do auto de infração, ou, alternativamente a redução do patamar da multa de oficio e a aplicação de juros de mora de 1% (um por cento ) ao mês. Com os requisitos de admissibilidade satisfeitos, da impugnação conheceu a 38 Turma da DRJ de Ribeirão Preto/SP, para nos termos do acórdão e voto de folhas 42 — 46, julgar-se o lançamento procedente, com sustentáculo nas razões sucintamente relatadas abaixo. agy Processo e 13888.002805/2003-52 CCOI/T98 • Acórdão n.° 198-00.108 Fls. 4 De início, ponderou o eminente relator que descabe à instância administrativa manifestar-se quanto à constitucionalidade das leis vigentes, sendo que estas, se oriundas da autoridade competente gozam de presunção de atendimento ao rigor constitucional, em razão do que, a atividade administrativa dá-se na esfera infralegal, sendo, o lançamento atividade vinculada, sob pena de responsabilização funcional. Diante disso, e por não verificar no caso concreto qualquer provimento emanado do Poder Judiciário, que possibilitasse à recorrente compensar bases negativas da CSLL, apuradas em períodos anteriores em montante superior ao estabelecido nas leis que embasam o lançamento, fica este como sendo inafastável. Manifestou-se ainda, aquela órgão, quanto a aventada ofensa ao principio da anterioridade tributária, quando da edição da MP 812/94, tendo tal pleito por improcedente, haja visto, que a referida MP fora publicada em 31/12/1994, sendo posteriormente convertida na Lei n°. 8.981/95, e o presente processo respeita ao ano-calendário de 1998. Sustentou no mais, que a vedação ao confisco, de que trata a Carta Constitucional dirige-se ao legislador, portanto, em momento anterior à aplicação das leis, qual seja, sua feitura, sendo imperioso, no entender daquele órgão, presumir-se que a lei aprovada estabelece multas e penalidades em consonância com princípios norteadores. Em sendo assim, verificou que a Lei 9.430/96 em seu artigo 44, I, estabelece a multa em caso de lançamento de oficio, no patamar tal qual o foi exigido da recorrente, não havendo falar em redução. Igualmente entendeu a douta Turma, no que concerne à exigência dos juros de mora com base na Taxa Selic, vez que esta foi instituída pelas Leis its 9.065/95 e 9.430/96. Forte nessas fundamentações julgou-se procedente o lançamento. Recorrente devidamente notificada em 01 de agosto 2006 (fl. 52), discordou do entendimento esposado pela DRJ, apresentando em razão disso, o presente Recurso Voluntário (fls. 53 — 71), do qual, as razoes abaixo sintetizo. Sustentou a perfeita possibilidade de se perquirir quanto à constitucionalidade das leis na esfera administrativa, pois apenas desse modo se assegurará efetivo direito à ampla defesa, tecendo primoroso arrazoado a fim de corroborar sua tese, trazendo posicionamento de festejados doutrinadores. No mérito não inovou, insistindo nos argumentos empreendidos na impugnação, já relatados acima, requerendo ao fim, o provimento do Recurso Voluntário, para se declarar insubsistente o auto de infração, cancelando-o, ou, alternativamente a redução do patamar da multa de oficio e a aplicação de juros de mora de 12% (doze por cento ) ao ano. É o relatório. *ve Processo n° 13888.002805/2003-52 CCO 1/T98 Acórdão n.° 198-00.108 Fls. 5 Voto Conselheiro EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Relator O recurso foi tempestivo e preenche as condições de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. A matéria, ora em apreço, relaciona-se à compensação de prejuízos fiscais em percentual superior àquele permitido pela Lei no. 8.981/95 artigos 42 e 58 e Lei n". 9.065/95, artigo 12, bem como, artigo 16 da Lei n°. 9.065. Ou seja, a recorrente compensou prejuízos fiscais de períodos anteriores e da base negativa da CSLL com o resultado do ano-calendário de 1998 além do limite de 30% previsto nas leis anteriormente citadas. Em razão do que, a autuação teve como fundamento a insuficiência de recolhimento da Contribuição Social sobre o Lucro, a propósito disso, de bom alvitre observar o que dispõe o artigo 16 da Lei n°9.065/95, assim redigido: "Artigo 16. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, amando negativa apurada a partir do encerramento do ano- calendário de 1995, poderá ser compensada cumulativamente com a base de cálculo negativa apurada até 31 de dezembro de 1994, com o resultado do período de apuração ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação da referida contribuição social determinado em anos-calendário subseqüentes observado o limite máximo de redução de trinta por cento previsto no art. 58 da Lei n° 8.981, de 1995". Parágrafo único. (omissis) (Gnfos meus) De se anotar, por oportuno, que a recorrente nem em sede de impugnação, tão pouco agora no Recurso Voluntário, refiitou a constatação do Fisco de que esta de fato compensou bases negativas da CSLL em montante superior ao permitido pelas leis já declinadas, tampouco, acostou aos autos qualquer provimento jurisdicional que lhe autorizasse fazê-lo, desta forma, apoiou-se tão somente nas alegações de inconstitucionalidade dos dispositivos legais limitadores da dita compensação. Ocorre, que as alegações de inconstitucionalidade apresentadas pela recorrente a respeito da limitação da compensação de base de cálculo negativa, por ferir, supostamente, normas e princípios constitucionais, não podem aqui ser analisadas, pois não cabe a este Conselho discutir validade de lei. A matéria de que aqui cuidamos, a propósito, é sumulada nesse egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes, em quase todas suas acepções, vejamos de início, o que estabelece a Súmula n° 2, in berbis: j\Í • Processo n° 13888.002805/2003-52 CC01/798 Acórdão n.• 198-00.108 Fls. 6 "Súmula PCC n e 2: O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária". De mais a mais, é remansoso em nosso ordenamento jurídico que tais perquirições são impertinentes na esfera administrativa, falecendo-lhe competência, para em caráter original, declarar inconstitucional lei que passou por todo trâmite legislativo, emanada de órgão competente. Ressabido, que em nosso Direito que tal atribuição é de competência exclusiva do Poder Judiciário, com grau de definitividade do Supremo Tribunal Federal, conforme estabelecem os artigos 97 e 102 III, da Constituição Federal, verbis: "Artigo 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Artigo 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: (.) 111 —julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição; b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; c)julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição". (anjos meus) Outro não é posicionamento da mais seleta doutrina pátria, no mister de apenas exemplificar, valho-me do magistério do eminente Hugo de Brito Machado, in "MANDADO DE SEGURANÇA EM MATERIA TRIBUTÁRIA", Editora Revista dos Tribunais, páginas. 302/303, com efeito, leciona o mestre corroborando a impossibilidade da pretendida declaração de inconstitucionalidade pelo julgador administrativo, litteris: "... A conclusão mais consentânea com o sistema jurídico brasileiro vigente, portanto, há de ser no sentido de que a autoridade administrativa não pode deixar de aplicar uma lei por considerá-la inconstitucional, ou mais exatamente, a de que a autoridade administrativa não tem competência para decidir se uma lei é, ou não é inconstitucional..." (Grifei) Destarte, é de rigor concluir pela impossibilidade desse colegiado em apreciar tais alegações. Como já declinei linhas acima, a matéria de que aqui cuidamos é pacifica nesse Conselho, e no mérito da questão, portanto, valho-me da Súmula n° 3, que assim dispõe, in verbis: 6 Processo n" 13888.002805/2003-52 CCOI/T98 Acórdão n.• 198-00.108 Fls. 7 "Súmula itt n• 3: Para a determinação da base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e da Contribuição Social sobre o Lucro, a partir do ano-calendário de 1995, o lucro liquido ajustado poderá ser reduzido em, no máximo, trinta por cento, tanto em razão da compensação de prejuízo, como em razão da compensação da base de cálculo negativa". Ora, verificada a validade das leis que estabelecem a limitação de trinta por cento da base negativa da contribuição em apreço, ao menos até que sobrevenha mudança no quadro normativo, e o entendimento sumulado desse Conselho de Contribuintes, bem como, constatado que a recorrente de fato desatendeu a limitação, o lançamento acrescido da multa de oficio e juros de mora é o que se impõe, mormente, porque, como dito a recorrente nada trouxe que a eximisse da limitação. Assim sendo, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões - DF, em 30 de janeiro de 2009. EDWAL CASONI IIEj I . RNANDES JUNIOR —.0111 7

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Numero do processo: 16327.002642/2003-51
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/11/1998 a 30/11/1998 As estimativas mensais não configuram fato gerador autônomo. Nos termos da lei n° 8.981/1995, que as instituiu, elas representam antecipações do tributo devido no final do ano, conforme art. 27 c/c artigos 35, § 2°, e 37 da referida lei. Verificada a falta de seu recolhimento, caberia à fiscalização lançar isoladamente a multa prevista no art. 44, § 1°, IV, da Lei n° 9.430/1996, em sua redação original, e não a CSLL mensal estimada, acrescida da multa de oficio padrão e dos juros de mora. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 198-00.100
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA

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I MINISTÉRIO DA FAZENDA Ntr; :ZN" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4,7!are. OITAVA TURMA ESPECIAL Processo n* 16327.002642/2003-51 Recurso n° 157.726 Voluntário Matéria CSLL - Ex(s): 1999. Acórdão n• 198-00.100 Sessão de 30 de janeiro de 2009 Recorrente ITAÚ PREVIDÊNCIA E SEGUROS S.A.( ATUAL DENOMINAÇÃO DE: ITAL) VIDA E PREVIDÊNCIA S.A.) Recorrida 8* TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP I ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/11/1998 a 30/11/1998 As estimativas mensais não configuram fato gerador autônomo. Nos termos da lei n° 8.981/1995, que as instituiu, elas representam antecipações do tributo devido no final do ano, conforme art. 27 c/c artigos 35, § 2°, e 37 da referida lei. Verificada a falta de seu recolhimento, caberia à fiscalização lançar isoladamente a multa prevista no art. 44, § 1°, IV, da Lei n° 9.430/1996, em sua redação original, e não a CSLL mensal estimada, acrescida da multa de oficio padrão e dos juros de mora. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ITAU PREVIDÊNCIA E SEGUROS S.A.( ATUAL DENOMINAÇÃO DE: ITA1) VIDA E PREVIDÊNCIA S.A.). ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. g2,2 Processo n° 16327.002642/2003-51 CCOI/T98 Acórdão n.°198-00.100 Fls. 2 MÁRIO SÉRGIO FER ANDES BARROSO Presidente SÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Relator • FORMALIZANDO EM: 23 MAR 2009 Participaram, ainda, do pré-sente julgamento, os Conselheiros JOÃO FRANCISCO BIANCO E EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JÚNIOR. e7•77fr 2 Processo n° 16327.002642/2003-51 CCOUT98 Acórdão n.° 198-00.100 ns. 3 Relatório Trata-se de auto de infração relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL do mês de novembro de 1998, lavrado em decorrência de representação fiscal constante do processo n° 16327.000837/98-93. De acordo com a Descrição dos Fatos (fl. 03), o contribuinte deixou de recolher a CSLL de novembro de 1998, pois pretendia compensar esse débito com créditos de terceiros. No entanto, a autoridade administrativa indeferiu o pedido de compensação, conforme despacho constante dos processos 16327.000850/98-14 e 16327.000584/98-30. Mesmo cientificado desta decisão, o contribuinte não recolheu o tributo que pretendia extinguir por compensação. Por esse motivo, e com base nas disposições contidas no artigo 90 da MP 2.158-35, foi realizado o lançamento da CSLL, no valor de R$ 25.583,31, que foi acrescida da multa de oficio no percentual de 75% e dos juros de mora correspondentes. Instaurado o contencioso, a contribuinte apresentou em sua impugnação de fls. 25 a 36, protocolizada em 25/09/2003, os seguintes argumentos: - os valores autuados já foram objeto do auto de infração n° 3321, impugnado em 22/08/2003 (cópia às fls. 59/72), originando o processo administrativo n° 16327.002770/2003-03. Logo, resta claro que a exigibilidade dos créditos lançados já estava suspensa por essa impugnação anterior; - além disso, a sociedade detentora do crédito apresentou Manifestação de Inconformidade contra a decisão que não lhe reconheceu a existência dos créditos (fls. 73 a 78), encontrando-se suspensa a exigibilidade até o trânsito em julgado do processo de restituição; - não é cabível a exigência da multa de oficio, por falta de elemento essencial a essa exigência, pois a interessada estaria abarcada por impugnação e manifestação de inconformidade que suspendem a exigibilidade do crédito; - também não cabe a incidência de juros moratórios no período em que o suposto devedor está amparado por uma das causas suspensivas da exigibilidade do crédito tributário, conforme artigo 151 do CTN, posto que não houve o retardamento culposo; - está sendo desrespeitado o princípio constitucional da isonomia quando é dispensado o mesmo tratamento tanto ao contribuinte que procura o Poder Judiciário para solucionar questões controvertidas, quanto ao incauto que simplesmente não cumpre a legislação; - no processo de consulta ao órgão administrativo não há incidência dos juros de mora, desde que esta tenha sido formulada dentro do prazo legal para pagamento do tributo. Na esfera judicial com muito mais propriedade, para melhor aplicar a legislação tributária, a analogia deve ser aplicada (CTN, art. 108, I). 3 Processo n°16327.002642/2003-SI CCO I /T98 Acórdão n.° 198-00.100 F.4 A DRJ São Paulo/SP I, em 17/11/2006, por meio do acórdão 16-11.640 (fls. 83 a 90), considerou procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: "Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Data do fato gerador: 30/11/1998 CSLL. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. LANÇAMENTO. Impõe-se o lançamento de oficio quando não homologada a pretendida compensação de débito tributário com crédito não reconhecido. MULTA DE OFÍCIO. CAUSA SUSPENSIVA DA EXIGIBILIDADE SUSPENSA. AUSÊNCIA. Perante a ausência de causa suspensiva de exigibilidade do crédito tributário, não há base para se afastar a multa de oficio lançada nos termos da legislação em vigor. JUROS DE MORA. APLICAÇÃO O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas em lei tributária. Efetuada a cobrança de juros de mora em perfeita consonância com a legislação vigente, não há base para retificar ou elidir os acréscimos legais lançados. Lançamento Procedente" Quanto à alegação de duplicidade de lançamento, o órgão julgador de primeira instância destacou que a interessada apenas fez referência ao auto de infração DCTF n° 3321 e ao processo n° 16327.002770/2003-03, trazendo tão-somente cópia da impugnação apresentada nesse outro processo (fls. 59 a 72), sem contudo apresentar qualquer documento que efetivamente comprovasse a alegada duplicidade. Em relação aos comentários no sentido de que a impugnante teria buscado "tutela jurisdicional", a DRJ assinalou também que não foi acostada aos autos qualquer peça ou informação pertinente a ação judicial. Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 03/01/2007, a contribuinte apresentou em 01/02/2007 o recurso voluntário de fls. 95 a 104, onde reitera suas razões com os seguintes argumentos: - o pedido de restituição foi deferido parcialmente, sendo considerado como crédito passível de restituição o valor de R$ 21.622.961,80, do total de R$ 22.044.880,71 pleiteado inicialmente; - assim, não há que se falar na inexistência do crédito de terceiro, utilizado na compensação efetuada pela Recorrente; 1(i 4 Processo n° 16327.002642/2003-51 CCO I/T98 Acórdão n.° 198-00.100 As. 5 - não bastasse a inobservância da parcela do crédito deferida pela DRJ, a autuante equivocou-se novamente ao exigir o valor de R$ 25.583,31, pois esse valor é também objeto de questionamento nos autos do processo administrativo n° 16327.002770/03-03, originado do auto de infração n° 3321. Ou seja, houve duplicidade de lançamento, conforme doc. 04 que acompanha o recurso; - no presente caso, a compensação se deu com créditos de terceiro, nos termos do artigo 15 da IN SRF n°21/97; - conforme § 20 do art. 74 da Lei 9.430/96, a compensação extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Assim, a compensação somente perderá seus efeitos se a Fazenda posteriormente considerá-la indevida ante a ausência de crédito. Como a existência ou não do crédito ainda está em discussão nos autos do pedido de restituição, o lançamento foi indevidamente formalizado; - ainda que se admita a possibilidade de constituição do crédito tributário, este deveria ter sido lançado com a exigibilidade suspensa e sem a incidência de juros e multa; - a compensação efetuada pela recorrente somente poderia ser considerada indevida após ser proferida decisão definitiva indeferindo o mencionado pedido de restituição; - com a apresentação de manifestação de inconformidade no processo relativo ao pedido de restituição, nos termos do artigo 14 do Decreto n° 70.235/72, combinado com o ADN n° 17/99, a autoridade administrativa não poderia exigir o crédito tributário compensado pela recorrente, enquanto perdurasse a discussão administrativa; - a suspensão do crédito tributário é reforçada pelas disposições contidas na IN n° 16/2000; - resta portanto prejudicado o entendimento da autoridade julgadora de primeira instância, no sentido de que a suspensão da exigibilidade prevista no § 11 do artigo 74 da Lei n° 9.430/96, com a redação dada pelo artigo 49 da MP 66/02, apenas se aplicaria aos pedidos de compensação de créditos e débitos próprios do contribuinte; - o pedido de compensação efetuado pela recorrente nos autos do processo n° 16327.001728/99-74, em razão de não ter sido apreciado até a entrada em vigor da Lei 10.637/2002, foi convertido em Declaração de Compensação para todos os efeitos do referido artigo 74, inclusive no que se refere à atribuição de efeito suspensivo à manifestação de inconforrnidade; - com a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, é incabível a incidência dos juros de mora e da multa de oficio. Ao final do recurso, a contribuinte solicita seja cancelado o lançamento, ou então seja considerada suspensa a exigibilidade do crédito tributário, de modo que reste afastada a aplicação dos juros de mora e da multa de oficio. Este é o Relatório. 1(), s Processo n° 16327.002642/2003-51 CCOI/T98 Acórdão n.° 198-00.100 Fls. 6 Voto Conselheiro JOSÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA, Relator O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. As principais questões suscitadas dizem respeito à ocorrência de duplicidade no lançamento e aos efeitos decorrentes da compensação promovida pela contribuinte, no que toca à suspensão da exigibilidade do crédito tributário objeto da compensação, à possibilidade ou não da realização de lançamento deste crédito, e à possibilidade ou não da incidência de juros e multa enquanto a compensação estiver pendente de decisão definitiva. Quanto ao problema da duplicidade, é importante registrar que a contribuinte apresentou juntamente com o recurso voluntário uma cópia do Auto de Infração n° 0003321 (fls. 147 a 159), que, segundo ela, abarcaria também o crédito tributário a ser aqui examinado. Percebe-se que esse outro auto de infração decorreu de auditoria interna de DCTF, onde se constatou irregularidades na vinculaç'áo de créditos. De acordo com a Descrição dos Fatos (fl. 148), com os Demonstrativos dos Créditos Vinculados não Confirmados (fls. 149 a 153) e com o Relatório de Auditoria Interna de Pagamentos Informados na DCTF (fl. 154), que são peças desta outra autuação, o fisco apurou a falta de recolhimento de tributo que havia sido declarado em DCTF como compensado ou pago. Assim, em razão dos problemas na vinculação de créditos, teria sido realizado o lançamento da CSLL de vários meses de 1998, acrescida da multa de oficio no percentual de 75% e dos juros de mora correspondentes, inclusive da CSLL relativa ao mês de novembro, no valor de R$ 25.583,31 (fl. 155), que é exatamente o valor do principal a ser analisado no presente processo. A par disso, observo que não consta dos presentes autos qualquer informação acerca do destino do processo n° 16327.002770/2003-03, e nem dos créditos tributários a ele vinculados, situação essa que precisaria ser melhor examinada. Quanto à questão dos efeitos da compensação ainda pendente de julgamento, é importante registrar que sua análise deve se dar à luz das disposições do art. 90 da MP 2.158- 35, quando seu texto vigia plenamente, sem as restrições trazidas pela Lei 10.833/2003. Isto porque no período de vigência plena do mencionado art. 90, que abrange a data do presente auto de infração (27/08/2003), as diferenças apuradas em decorrência das vinculações realizadas pelos contribuintes em suas DCTF tinham que ser lançadas de oficio, por meio de auto de infração, com a multa de oficio e os juros correspondentes. 6 Processo n°16327.002642/2003-5I CCO I /T98 Acórdão ri.• 198-00.100 Fls. 7 Com efeito, naquela época a União não dispunha de qualquer outro instrumento para a cobrança do crédito tributário, e por esse motivo precisava de constitui-lo via auto de infração. Portanto, a análise do alcance das disposições da Lei 10.637/2002 e, especialmente, da Lei 10.833/2003, que consolidou a Declaração de Compensação como instrumento de confissão de divida, hábil à execução fiscal, trazendo como decorrência desta sistemática a hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário objeto da compensação, deve levar em conta esses aspectos, especialmente quando se trata de lançamento praticado antes da vigência da Lei 10.833/2003. Contudo, antes do aprofundamento destas questões relativas à duplicidade de lançamento e aos efeitos da compensação ainda pendente de julgamento, há um ponto que precisa ser tratado. Pelo conteúdo dos autos (fls. 04, 63, 129/130, e 155), está claro que o presente lançamento abrange débito referente à estimativa de CSLL no mês de novembro de 1998. A própria indicação do código 2469 já evidenciava este fato desde o inicio do procedimento, ou seja, desde a fase de auditoria interna, pois sua descrição, conforme sitio da Receita Federal na internet, é a seguinte: "2469 -CSLL - ElVTIDADES FINANCEIRAS - ESTIMATIVA MENSAL" (gr(os acrescidos) Nesse contexto, cabe registrar que as estimativas mensais não configuram fato gerador autônomo. Nos termos da lei n° 8.981/1995, que as instituiu, elas representam meras antecipações do tributo devido no final do ano, conforme art. 27 e/e artigos 35, § 2°, e 37 da referida lei. Não há, portanto, no regime de "apuração anual", CSLL de janeiro, de fevereiro, de março, etc., mas apenas a CSLL apurada em 31 de dezembro. Assim, se for para constituir tributo, o lançamento deve levar em conta o fato gerador ocorrido em 31 de dezembro. Tanto o é, que a própria lei n° 9.430/96, desde seu texto original, prevê o lançamento de "multa isolada" para os casos de falta de recolhimento de estimativas, conforme o disposto em seu art. 44: "Art.44.Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: 1-de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II-cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito defraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 9, 7 • • Processo re 16327.002642/2003-51 CCOI /T98 Acórdão n.• 198-00.100 Fls. 8 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. §10443 multas de que trata este artigo serão exigidas: I II III IV - isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do art. 2°, que deixar de fazê-lo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente;" (grifos 1 acrescidos) Atualmente, em função das alterações introduzidas pela Lei n° 11.488/2007, essa mesma regra se encontra disposta no art. 44, II, "h" da Lei 9.430/96, com mudança no percentual da multa. Multa exigida isoladamente quer dizer multa exigida sem tributo. Mas a fiscalização considerou que a estimativa da CSLL para o mês de novembro de 1998 representava verdadeiro fato gerador de tributo, e lançou o principal (por falta de recolhimento), acrescido da multa de oficio padrão e dos juros de mora. Pelas considerações acima, entendo que este procedimento não está em consonância com as normas legais pertinentes ao caso. Entendo também que não se trata aqui de mero erro de capitulação legal, mas sim de um fundamento jurídico inapropriado para a autuação. Com efeito, a multa isolada por falta de recolhimento de estimativas mensais não se confunde com o tributo devido, que deve ser apurado somente no final do período anual, pelo regime do lucro liquido ajustado. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões - DF, em 30 de janeiro de 2009. e/,-- "4 ,---f s É DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA 8

score : 1.0
4620911 #
Numero do processo: 16641.000049/2007-31
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Oct 20 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA -IRPJ Exercício: 2003 OMISSÃO DE RECEITA - FALTA DE REGISTRO DE NOTA FISCAL - Configura omissão de receitas a existência de notas fiscais emitidas e não registradas, assim como o registro de vendas por valor inferior ao efetivamente praticado. A utilização de nota fiscal de talonário paralelo configura fraude, passível de imposição de penalidade agravada. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 198-00.052
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR

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4616725 #
Numero do processo: 10384.002557/2007-56
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Oct 20 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA -IRPJ ANO-CALENDARIO: 2002 OMISSÃO DE RECEITA - PAGAMENTO NÃO CONTABILIZADO Caracteriza omissão de receitas a falta de escrituração de pagamento realizado pela contribuinte, ressalvado o direito à prova da improcedência da presunção. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF ANO-CALENDARIO: 2002 PAGAMENTO SEM CAUSA Feita a prova de que as receitas consideradas omitidas decorreram de pagamentos não contabilizados, feitos a exportador identificado e a título de importação de mercadorias do exterior, impossível exigir-se concomitantemente o imposto de renda na fonte de que trata o artigo 61 da Lei n. 8981, de 1965. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ANO-CALENDÁRIO: 2002 MULTA QUALIFICADA DE 150% E cabível a qualificação da multa se restar comprovada ação ou omissão dolosa para impedir que a autoridade fazendária tome conhecimento da ocorrência do fato gerador, mesmo nos casos de presunção legal, quando ao fato indiciário juntam-se outros elementos agravantes. Recurso provido.
Numero da decisão: 198-00.037
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, pelo voto de qualidade, NEGAR provimento ao recurso quanto à omissão de receita, e quanto à multa qualificada. Por maioria de votos, DAR provimento ao recurso quanto ao Imposto de Renda Retido na Fonte, vencido o Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa (Relator), nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado o Conselheiro João Francisco Bianco para redigir o voto vencedor quanto à parte do Imposto de Renda retido na fonte.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA

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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA -IRPJ ANO-CALENDARIO: 2002 OMISSÃO DE RECEITA - PAGAMENTO NÃO CONTABILIZADO Caracteriza omissão de receitas a falta de escrituração de pagamento realizado pela contribuinte, ressalvado o direito à prova da improcedência da presunção. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF ANO-CALENDARIO: 2002 PAGAMENTO SEM CAUSA Feita a prova de que as receitas consideradas omitidas decorreram de pagamentos não contabilizados, feitos a exportador identificado e a título de importação de mercadorias do exterior, impossível exigir-se concomitantemente o imposto de renda na fonte de que trata o artigo 61 da Lei n. 8981, de 1965. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ANO-CALENDÁRIO: 2002 MULTA QUALIFICADA DE 150% E cabível a qualificação da multa se restar comprovada ação ou omissão dolosa para impedir que a autoridade fazendária tome conhecimento da ocorrência do fato gerador, mesmo nos casos de presunção legal, quando ao fato indiciário juntam-se outros elementos agravantes. Recurso provido.

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4620275 #
Numero do processo: 13821.000105/2003-06
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Oct 20 00:00:00 UTC 2008
Ementa: : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO -CSLL Exercício: 1998 RETROATIVEDADE BENIGNA. MULTA ISOLADA POR FALTA DE PAGAMENTO DE MULTA DE MORA Aplica-se a lei a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando esta lhe comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso, houve a supressão do dispositivo legal que previa a aplicação da multa. DECADÊNCIA O perecimento do direito fiscal para a constituição do crédito tributário relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido -CSLL, e multas correspondentes, rege-se pelas disposições contidas no Código Tributário Nacional, e não mais pelo art. 45 da Lei n°. 8.212/1991, que foi declarado inconstitucional pelo STF, nos termos da Súmula Vinculante 8, de 12/06/2008. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 198-00.038
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: DCTF_CSL - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (CSL)
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA

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materia_s : DCTF_CSL - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (CSL)

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ementa_s : : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO -CSLL Exercício: 1998 RETROATIVEDADE BENIGNA. MULTA ISOLADA POR FALTA DE PAGAMENTO DE MULTA DE MORA Aplica-se a lei a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando esta lhe comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso, houve a supressão do dispositivo legal que previa a aplicação da multa. DECADÊNCIA O perecimento do direito fiscal para a constituição do crédito tributário relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido -CSLL, e multas correspondentes, rege-se pelas disposições contidas no Código Tributário Nacional, e não mais pelo art. 45 da Lei n°. 8.212/1991, que foi declarado inconstitucional pelo STF, nos termos da Súmula Vinculante 8, de 12/06/2008. Recurso Voluntário Provido.

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Numero do processo: 10920.003036/2002-97
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Sep 15 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Sep 15 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL - Exercício: 2003 - PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. CESSÃO DE CRÉDITOS DE TERCEIROS - É vedada a compensação de tributos e contribuições federais com créditos adquiridos de terceiros, descabendo a homologação das compensações efetuadas sob essa égide (art. 74 da Lei no 9.430/96 e IN SRF no 41/2000). Deferida a substituição de parte, motivada na cessão de crédito de terceiros, no pólo ativo de ação ordinária já transitada em julgado, de forma a que nele venha a constar a recorrente, e não tendo sido estabelecida nem referida no despacho judicial a permissão para compensação de tributos, há que se entender o direito como hábil para qualquer outra modalidade de aproveitamento, exceto aquela decorrente do instituto de compensação previsto no art. 170 do CTN. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 198-00.014
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior

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materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)

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ementa_s : Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL - Exercício: 2003 - PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. CESSÃO DE CRÉDITOS DE TERCEIROS - É vedada a compensação de tributos e contribuições federais com créditos adquiridos de terceiros, descabendo a homologação das compensações efetuadas sob essa égide (art. 74 da Lei no 9.430/96 e IN SRF no 41/2000). Deferida a substituição de parte, motivada na cessão de crédito de terceiros, no pólo ativo de ação ordinária já transitada em julgado, de forma a que nele venha a constar a recorrente, e não tendo sido estabelecida nem referida no despacho judicial a permissão para compensação de tributos, há que se entender o direito como hábil para qualquer outra modalidade de aproveitamento, exceto aquela decorrente do instituto de compensação previsto no art. 170 do CTN. Recurso Voluntário Negado.

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Numero do processo: 13657.000439/2002-30
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Jan 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 1996 COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO - DECADÊNCIA DO DIREITO A COMPENSAR O prazo para o recorrente entregar a declaração referente ao ano-calendário de 1996, era 30 de abril de 1997, logo, o termo inicial para contagem do interstício decadencial para fins de pedido de restituição ou compensação é 01 de maio de 1997, pedido apresentado em 11 de abril de 2002, por todo tempestivo. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 198-00.115
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR

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Recorrida 2. TURMA/DRJ-JUIZ DE FORA/MG ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 1996 COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO - DECADÊNCIA DO DIREITO A COMPENSAR O prazo para o recorrente entregar a declaração referente ao ano- calendário de 1996, era 30 de abril de 1997, logo, o termo inicial para contagem do interstício decadencial para fins de pedido de restituição ou compensação é 01 de maio de 1997, pedido apresentado em 11 de abril de 2002, por todo tempestivo. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SUPER FRIOS PAHELLI LTDA. ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. - MÁRIO RGIO FERNANDES BARROSO Presidente Processo e 13657.000439/2002-30 CCOUT98 Acórdão n.°198-00.115 Fls. 2 • EDWAL CASON'osga FERNANDES JUNIOR Relator FORMALIZADO EM: 23 MAR 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOÃO FRANCISCO BIANCO e JOSÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA. 2 Processo e 13657.00043912002-30 CC01/198 Acórdão n.' 198-00.I 15 Fls. 3 Relatório A Recorrente, acima qualificada hostiliza decisão proferida pela r Turma da DRJ/Juiz de Fora - MG, Acórdão n° 4.822, de 02 de outubro de 2003, para tanto, recorre a este Conselho de Contribuintes pretendendo reforma da sobredita decisão. Tem-se que a Recorrente protocolizou pedido de compensação (fl. 01), juntando os documentos de folhas 02-33, requerendo compensação e restituição do saldo negativo do IPRJ, apurado na Declaração de Rendimentos Pessoa Jurídica, referente ao ano-calendário de 1996, no valor total de R$ 1.170,53 (mil cento e setenta reais e cinqüenta e três centavos) com valores devidos pelo SIMPLES dos períodos de apuração 01/97 a 04/97 e 01/99. Despacho Decisório (fls. 52-54) indeferiu-se o pedido com base no decurso do prazo decadencial previsto no artigo 168, inciso I, do CTN e no Ato Declaratório SRF n°. 96/1999. A Intimação da decisão à fls. 55. Sobreveio Manifestação de Inconformidade (fls. 57-59), refutando o entendimento do Despacho Decisório no tocante à decadência, pois, no ano-calendário de 1996, teria optado pelo regime de apuração do IR pelo Lucro Real, com recolhimentos mensais mediante estimativa, o que terminou por gerar um saldo negativo de IRPJ no valor original de R$ 1.170,53, o que se verificaria da DIRPJ do exercício de 1997, apresentada em 30 de abril de 1997. Ademais, alega que no ano-calendário de 1997, optou pelo SIMPLES, assim, entende que o prazo decadencial para o seu pleito, conta-se a partir da apuração do saldo negativo do IRPJ/CSLL, na data tempestiva para a entrega da DIRPJ (fl. 03), ou seja, em 30 de abril de 1997, com maior razão, teria protocolado o Pedido de Compensação em 11 de abril de 2002, dentro do prazo decadencial, portanto. Transcreve decisão com fito de reforçar o alegado, e pleiteia impugnação do Despacho Decisório, confirmando-se o pedido de compensação. Solicitação indeferida pela 2' Turma da DRJ/Juiz de Fora — MG (fls. 65-68), o Relator José Carlos de Assis proferiu o Voto Vencido, entendendo que o Ato Declaratório SRF n°. 96/99 não se aplicaria ao caso por não tratar-se de pagamento a maior ou indevido, por fim, acordaram nos termos do voto vencedor, que entendeu que os valores pagos por estimativa são apenas uma antecipação do IRPJ devido no encerramento do período, e assim sendo, em 31 de dezembro de 1996, comprovou-se o pagamento maior do que o devido no importe já transcrito, o que traria total incidência do referido Ato Declaratório. Assim, entendeu a DRJ no voto vencedor que mediante tal norma, o prazo para pleitear a restituição ou compensação do indébito é de cinco anos a contar da extinção do crédito tributário, o que no caso dos autos teria ocorrido em 31 de dezembro de 1996, tendo por termo final o dia 31 de dezembro de 2001, e por tais assertivas se indeferiu o pedido de reconhecimento formulado, mantendo-se o Despacho Decisório. Processo n" 13657.000439/2002-30 CO911198 Acórdão n.• 198-001 IS As 4 Deu-se ciência à Recorrente (fls. 69-72), em 20 de fevereiro de 2004 juntou-se o AR., sobrevindo novo inconformismo a Recorrente formulou o presente Recurso Voluntário (fls. 75 — 77), reiterando os fatos e argumentos da manifestação de inconformidade, argumenta pela não ocorrência da decadência, por fim requerer o provimento do recurso para o reconhecimento do Pedido de Compensação. Recurso Voluntário originariamente encaminhado ao Terceiro Conselho de Contribuintes (fl. 91), que nos termos do artigo 70 do Regimento Interno, por tratar-se de IRP-1, declinou da competência. É o relatório. • Processo na 13657.000439/2002-30 CCO 1/T98 Acórdão n.° 198-00.115 Fls. 5 Voto Conselheiro EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Relator O recurso foi tempestivo e preenche as condições de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. Anoto, por oportuno, ser pertinente atentar à digressão do voto vencido, com propriedade assentou que o caso do recorrente não é de pagamento a maior ou indevido de contribuição ou tributo, na realidade, o contribuinte, recolheu a estimativa referente ao IRPJ, consoante determinava a lei, tendo em vista, que à época era optante pela forma de tributação baseada no lucro real. Comungo do posicionamento contido no voto vencido, assim, para o deslinde do caso em voga, cumpre-nos tecer análise quanto à extinção do crédito tributário quando do pagamento das parcelas com bases estimadas, de se levar em conta, que são meras antecipações do tributo, devido tão somente no encerramento do período, que da-se em 31 de dezembro, desse entendimento o próprio voto vencedor desfruta, contudo, estabelece, e com a devida vênia, aí reside o desacerto, que sobrevindo a confrontação das contas em 31 dezembro e configurado o pagamento a maior, nasce a pretensão por restituição ou compensação juntamente com a extinção do crédito tributário, via de regra perfeito está o raciocínio, afinal • não se desconhece a capitulação do artigo 168, I, do Código Tributário Nacional, que estabelece a extinção do direito de pleitear restituição quando decorridos cinco anos, a contar no caso dos incisos I e II do artigo 165 do CTN, da extinção do crédito tributário. Porém, a sistemática do tributo em apreço, por força de dispositivo do sistema jurídico impõe entendimento diverso, atentemos ao artigo 39, § 5°, b, da Lei n°. 8.383/91, já colacionado, mas em razão da pertinência a seguir reprisado, litteris: Artigo 39 - As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão optar pelo pagamento, até o último dia útil do mês subseqüente, do imposto devido mensalmente, calculado por estimativa, observado o seguinte: (-) 50 A diferença entre o imposto devido, apurado na declaração de ajuste anual (art. 93), e a importância paga nos termos deste artigo será: (-) b) compensada, corrigida monetariamente com o imposto mensal a ser pago nos meses subseqüentes ao fixado para a entrega da declaracão de ajuste anual, se negativa, assegurada a alternativa de requerer a restituição do montante pago indevidamente. Exsurge cristalino no texto legal, que aquele sujeitado à tributação com base no lucro real, como o era o recorrente, quando verificada diferença resultante do ajuste anual, • Processo n" 13657.000439/2002-30 CC01/198 Acórdão o.° 198-00.115 F. 6 • consoante determina o artigo 43 da mesma lei, poderá pleitear compensação ou restituição nos meses posteriores ao ajuste anual, que no caso do ano-calendário de 1996, a luz da Instrução Normativa SRF no. 25, de 18/03/97, transcrita, deu-se em 30 de abril de 1997. Artigo 3° - A declaração das pessoas jurídicas deverá ser apresentada: 1 - até 30 de abril do ano subseqüente ao de ocorrência dos fatos geradores, pelas tributadas com base no lucro real; No caso concreto, o recorrente, por haver optado pelo "SIMPLES" a partir do ano calendário de 1997, lhe restou pleitear a restituição de um saldo negativo de IRPJ apurado em 31 de dezembro de 1996. Observo (fls. 62), que a declaração de ajuste anual foi tempestivamente entregue em 29 de abril de 1997, sendo, que o pedido de restituição foi apresentado em 11 de abril de 2002 (fl. 01), imperioso considerá-lo anterior ao decurso do lapso decadencial estabelecido por tal norma de exceção e portanto computado a partir de 1° de maio de 1997. A fortiori, no artigo 60, II, da Lei n°. 9.430/96, encontramos disposição que afasta qualquer possibilidade de entendimento contrário, observe-se, in verbis: Artigo 6° - O imposto devido, apurado na forma do art. 2°, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir. 4' I° O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: (.) II- compensado com o imposto a ser imo° a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declara cão de rendimentos, a restituicão do montante pago a maior. (Grifei) Como vimos, o prazo para o recorrente entregar a declaração referente ao ano- calendário de 1996, era 30 de abril de 1997, logo, o termo inicial para contagem do interstício decadencial para fins de pedido de restituição ou compensação é 01 de maio de 1997, pedido apresentado em 11 de abril de 2002, por todo tempestivo. Em razão do exposto, conheço do recurso e dou provimento para afastar a incidência da decadência, reconhecendo o direito da recorrente à restituição. Sala das Sessões - DF, • 30 de janeiro de 2009. EDWAL CASO ' • • ' ANDES JUNIOR 6

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Numero do processo: 10930.004791/2003-51
Turma: Oitava Turma Especial
Câmara: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1999 IRPJ - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL - TRAVA DE 30%. A partir de 01.01.95, para efeito de determinar o lucro real, o lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do imposto de renda, poderá ser reduzido em no máximo 30% do lucro ajustado. CSLL - BASE NEGATIVA - TRAVA DE 30%. A partir de 01.01.95, para efeito de determinar a base de cálculo da CSLL, o resultado ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação, poderá ser reduzido em no máximo 30%. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 198-00.096
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL- glosa compens. bases negativas de períodos anteriores
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR

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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1999 IRPJ - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL - TRAVA DE 30%. A partir de 01.01.95, para efeito de determinar o lucro real, o lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do imposto de renda, poderá ser reduzido em no máximo 30% do lucro ajustado. CSLL - BASE NEGATIVA - TRAVA DE 30%. A partir de 01.01.95, para efeito de determinar a base de cálculo da CSLL, o resultado ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação, poderá ser reduzido em no máximo 30%. Recurso Voluntário Negado.

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A partir de 01.01.95, para efeito de determinar o lucro real, o lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do imposto de renda, poderá ser reduzido em no máximo 30% do lucro ajustado. CSLL - BASE NEGATIVA - TRAVA DE 30%. A partir de 01.01.95, para efeito de determinar a base de cálculo da CSLL, o resultado ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação, poderá ser reduzido em no máximo 30%. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMPANHIA DE AUTOMÓVEIS MAYRINK GOES. ACORDAM os Membros da OITAVA TURMA ESPECIAL do PRIMEIRO CONSELHO de CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MÁRIO SÉRGIO FERNANDES BARROSO Presidente Processo ra• 10930.004791/200341 CCOVI98 Acórdão ti.• 198-00.096 Fls. 2 1 maEDWAL CASONI D: ' • - k ERNANDES JÚNIOR Relator -ala FORMALIZADO EM: 23 MAR 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: JOSÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA e JOÃO FRANCISCO BIANCO. fill7 2 P• eSW n0 10930.004791/2003-51 CCO1 /T98 Acórdão n.° 198-00.096 Fls. 3 Relatório Cuida-se de Recurso Voluntário, interposto contra decisão da 1' Turma da DRJ de Curitiba — PR, que julgou o lançamento procedente, a autuação foi resultado de auditoria interna, revisando a declaração de ajuste anual de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, do exercício de 1999, ano-calendário de 1998. Com a sobredita revisão da DIPJ, a fiscalização verificou suposta irregularidade, razão pela qual, intimou-se a recorrente (fl. 01) para que esclarecesse e justificasse a não limitação da compensação de prejuízos a 30% (trinta por cento) do lucro real, no ano calendário de 1998, atendendo ao disposto no artigo 15 da Lei n°. 9.065/95. Que justificasse ainda, a não limitação da base de cálculo negativa da CSLL a 30% (trinta por cento) do lucro líquido ajustado, no ano-calendário de 1998, conforme determina o artigo 16 da mesma lei, apresentando o LALUR, com controle dos prejuízos fiscais. Atendendo a intimação, a recorrente apresentou suas considerações (fls. 04 — 11), e do relatório da ação fiscal (fls. 13 — 15) extraímos que em data oportuna compareceu àquela Delegacia, o contador da recorrente, apresentando o LALUR de n°. 02 e 03, bem como, as DIPJs dos anos-calendário de 1993, 1994 e 1998. Do mesmo relatório, temos ainda, que analisando os livros e justificativas apresentadas, conjuntamente com os relatórios do sistema SAPLI, momento em que se constatou que a recorrente procedeu compensação da base de cálculo negativa da CSLL de períodos anteriores, acima do limite legal de 30% (trinta por cento), verificando-se clara infração ao artigo 58 da Lei n°. 8.981/95 e artigo 16 da Lei n°. 9.065/96, bem como, artigo 19 da Lei n°. 9.249/95. Constatando isso, à auditoria restou lançar de oficio os valores apurados, que foram objetos de compensação irregular de prejuízos, o que se aperfeiçoou com a lavratura do auto de infração de folhas 18 — 20. Recorrente devidamente notificada (fl. 21), irresignou-se apresentando Impugnação de folhas 22 — 41, alegando de início que a Receita Federal expediu o Parecer Normativo n°. 41/78, no qual se firmou o entendimento, que os prejuízos compensáveis são os apurados segundo a legislação vigente à época de sua ocorrência, trazendo posicionamento do egrégio 1° Conselho de Contribuintes tendente à sua tese. Em razão disso, ponderou que a compensação dos prejuízos fiscais deve ser feita de acordo com a legislação da época em que foram efetivamente apurados e não de acordo com a legislação vigente à época da compensação. Alegou no mais, que à compensação de prejuízos fiscais apurados, bem como à base negativa da CSLL, não se aplicam a vedação dos 30% (trinta por cento), se apurados até 31 de dezembro de 1994, sob pena de espancamento do direito adquirido e ato jurídico perfeito, ocorrendo, no seu entender afronta constitucional. Processo n°10930.004791/2003-51 CCOI/T98• Acórdão n.° 198-00.096 Fls. 4 Logo, amparada no artigo 12 da Lei no. 8.541/92, lhe era permitida a compensação nos moldes realizados, fazendo extensa ponderação, juntando julgados tendentes e posicionamentos doutrinários. Fustigou por fim a incidência da multa e juros de mora, alegando para tanto, que decorre da conclusão atingida no tópico anterior, a inocorrência de falta de pagamento, logo não há falar em multa ou juros de mora, pois, não houve atraso no pagamento, visto não haver tributo devido. Anexou cópias da declaração de rendimentos, respeitantes aos exercícios de 1998 e 1999 (fls. 52 — 88), cópia do LALUR às folhas 89 — 96, para ao fim requerer a improcedência do auto de infração. Impugnação conhecida e lançamento julgado procedente nos termos do voto e acórdão de folhas 99 — 105, entendeu a eminente relatora, que a compensação, em 1997, de bases negativas acumulada, mesmo aquelas apuradas até 31 de dezembro de 1994, restam limitadas ao valor correspondente a 30% (trinta por cento), do lucro líquido ajustado. Frisou, o órgão julgador, que a mudança legislativa ocorrida não alterou a apuração das bases negativas anteriores, que continuaram integralmente compensáveis nos períodos seguintes, sem qualquer restrição temporal, o que houve, foi imposição do limite à redução do lucro líquido ajustado do período de apuração, arrazoou, a julgadora, que não foi a base negativa acumulada que deixou de ser integralmente compensável, mas sim o lucro líquido ajustado do período de apuração que não pode ser reduzido, em razão de bases negativas, além da limitação (trinta por cento), logo, entendeu, não haver afronta ao direito adquirido. Quanto às alegações de ocorrência de inconstitucionalidade, aventadas pela recorrente, aquele órgão se disse incompetente para tal verificação, cabendo ao Poder Judiciário. Concluiu, portanto, ser inegável que a recorrente ao compensar integralmente seu lucro líquido ajustado com bases negativas acumuladas sem respeitar a limitação dos 30% (trinta por cento), deixou de efetuar o pagamento da contribuição devida, motivo que redunda na manutenção do lançamento de oficio, e faz prosperar a multa e os juros de mora. Intimada em 30 de dezembro de 2006, a recorrente apresentou seu Recurso Voluntário em 31 de janeiro de 2007 (fls. 109— 130). Das suas razões depreendemos, que prioritariamente sustenta haver cerceamento de defesa, pois, o acórdão recorrido supostamente, deixou de cuidar de pontos relevantes, havendo quebra do contraditório ferindo o artigo 5 0, inciso LV, da Constituição Federal. Seguindo em suas argumentações, temos, que reiterou afronta ao direito adquirido, pois ao tempo da apuração das bases negativas lhe era facultado proceder da forma como fizera, reprisando o entendimento doutrinário trazido na impugnação, bem como, os precedentes jurisprudenciais que entende pertinentes. Hostiliza novamente, pelos mesmos argumentos já relatados, a incidência da multa e juros de mora, requerendo seja o presente recurso conhecido e provido, para fins de anular a decisão recorrida, cancelando-se o lançamento e as penalidades dele decorrentes. É o relatório • Processo n°10930.004791/2003-51 CCOITI98 Acórdão n.° 198-00.096 ns. 5 Voto Conselheiro EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Relator O recurso foi tempestivo e preenche as condições de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. A matéria, ora em apreço, relaciona-se à compensação de prejuízos fiscais em percentual superior àquele permitido pela Lei n°. 8.981/95 artigos 42 e 58 e Lei no. 9.065/95, artigo 12, bem como, artigo 16 da Lei n°. 9.065. Ou seja, a recorrente compensou prejuízos fiscais de períodos anteriores e da base negativa da CSLL com o resultado do ano-calendário de 1998 além do limite de 30% previsto nas leis anteriormente citadas. Conforme relatado acima, a requerente aduz que os prejuízos fiscais foram apurados anteriormente à vigência da limitação de 30% (trinta por cento), razão pela qual, poderiam ser integralmente compensados nos moldes do artigo 12 da Lei n". 8.541/92, sob pena de infringir-se os princípios constitucionais do ato jurídico perfeito e do direito adquirido. Ocorre, que a Lei n". 8.981/95, ao inovar a apuração do lucro real em seu artigo 42, e ao cuidar especificamente da Contribuição Social sobre o Lucro no artigo 58, não incorreu em inconstitucionalidade, a propósito disso, o Egrégio Tribunal Superior de Justiça que já se manifestou, por meio de suas duas Turmas no sentido da constitucionalidade da mencionada lei e que esta não teria ferido os ditos princípios, pelo que, toma-se correta e imperiosa a aplicação dos artigos 42 e 58 da referida lei. Vale atentarmos ao que dispõem os comandos legais dos artigos em comento, antes, porém, como aqui cuidamos de exigência de tributo afeto à CSLL é bom consignar que a esta aplica-se as mesmas normas do imposto de renda das pessoas jurídicas, por força do artigo 57 da Lei 8.981/95, com efeito, entabulam os artigos, in verbis: "Artigo 42. A partir de 1° de janeiro de 1995, para efeito de determinar o lucro real, o lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do imposto de renda, poderá ser reduzido em, no máximo, trinta por cento. Parágrafo único. A parcela dos prejuízos fiscais apurados até 31 de dezembro de 1994. não compensada em razão do disposto no caput deste artigo poderá ser utilizada nos anos-calendário subseqüentes. Artigo 58. Para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, o lucro líquido ajustado poderá ser reduzido por compensação da base de cálculo negativa, apurada em períodos-base anteriores em, no máximo, trinta por cento". (Meus os grifos) • Processo n° 10930.004791/2003-51 CCOliT98 Acórdão o.° 198-00.096 Fls. 6 Seguindo a inteligência dos textos legais acima citados, temos claramente que o lucro liqüido ajustado poderá ser reduzido por compensação do prejuízo apurado em períodos bases anteriores em, no máximo, trinta por cento, sendo que, a compensação da parcela dos prejuízos fiscais apurados até 31 de dezembro de 1994, excedente a 30% poderá ser efetuada, nos anos-calendário subseqüentes. Não se discute que os referidos dispositivos legais limitaram a redução, mas a parcela dos prejuízos fiscais apurados até 31 de dezembro de 1994, não compensados, poderá ser utilizada nos anos subseqüentes. Com isso, a compensação é igualmente integral. Inobstante, a instância administrativa seja distinta do Poder Judiciário, de bom tom, relembrar o posicionamento do Supremo Tribunal Federal acerca do tema, tomemos, por exemplo, o entendimento esposado no R. Ex. n.° 103.553-PR, relatado pelo Min. Octávio Gallotti, lá, com a propriedade que lhe é peculiar, assentou que a legislação aplicável é a vigente na data de encerramento do exercício social da pessoa jurídica. Não fosse o bastante, a Súmula n°. 584 do STF, assim estabelece, litteris: "Ao Imposto de Renda calculado sobre os rendimentos do ano-base, aplica-se a lei vigente no exercício financeiro em que deve ser apresentada a declaração Convém relembrar, que a bem da verdade, a alteração trazida e a conseqüente limitação a 30 04 apenas substituiu o limite temporal da lei anterior que era de quatro anos, a saber, assim dispunha o artigo 12 Lei n". 8.541/92, in verbis: Artigo 12. Os prejuízos fiscais apurados a partir de P de janeiro de 1993 poderão ser compensados, corrigidos monetariamente, com o lucro real apurado em até quatro anos-calendário subseqüentes ao ano da apuração". (Meus os grifos) Ora, como vimos, havia um limite temporal, que foi substituído por um percentual, ficando expressamente consignado no artigo 42, parágrafo único, da Lei n°. 8.981/95 que a parcela de prejuízos fiscais, apurados até o termo do ano de 1994, e que ainda não tivessem sido compensados, porder-se-ia fazê-lo nos anos-calendário subseqüentes, bastava, que respeitassem a limitação da lei inovadora, podendo-se, aproveitar da totalidade do prejuízo fiscal apurado. Tanto não há afronta ao direito da recorrente em compensar os prejuízos fiscais, que o artigo 16 da Lei n°. 9.065/95, é categórico, atentem-se, in verbi: "Artigo 16. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, quando negativa, apurada a partir do encerramento do ano-calendário de 1995 poderá ser compensada, cumulativamente com a base de cálculo negativa apurada até 31 de dezembro de 1994 com o resultado do período de apuração ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação da referida contribuição social, determinado em anos-calendário subseqüentes, observado o limite máximo, de reducão de trinta por cento previsto no art. 58 da Lei n" 8.981, de 1995. . • • Processo n• 10930.004791/2003-51 CC01/798 Acórdão ri.• 198-00.096 Fls. 7 Parágrafo único. Omissis". (Meus os grifos) É correta, portanto, a aplicação dos artigos 42 e 58 da Lei 8.981/95, sendo de rigor manter-se a tributação do excesso da compensação de exercícios anteriores ao referido limite. Com essas ponderações, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões — DF, em 29 de janeiro de 2009. À EDWAL CASON ;4;1411.1"fr' ANDES JUNIOR —.ame 7

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