Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,235)
- Segunda Câmara (27,802)
- Primeira Câmara (25,085)
- Segunda Turma Ordinária d (17,417)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,076)
- Primeira Turma Ordinária (15,870)
- Primeira Turma Ordinária (15,862)
- Primeira Turma Ordinária (15,851)
- Segunda Turma Ordinária d (15,719)
- Segunda Turma Ordinária d (14,277)
- Primeira Turma Ordinária (12,970)
- Primeira Turma Ordinária (12,280)
- Segunda Turma Ordinária d (12,256)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (84,103)
- Terceira Câmara (66,411)
- Segunda Câmara (54,642)
- Primeira Câmara (19,299)
- 3ª SEÇÃO (16,076)
- 2ª SEÇÃO (11,243)
- 1ª SEÇÃO (6,794)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,446)
- Segunda Seção de Julgamen (113,241)
- Primeira Seção de Julgame (75,650)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,918)
- Câmara Superior de Recurs (37,709)
- Terceiro Conselho de Cont (25,973)
- IPI- processos NT - ressa (5,010)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,864)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,245)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,627)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,201)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,645)
- HELCIO LAFETA REIS (3,513)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,614)
- WILDERSON BOTTO (2,602)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,084)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,045)
- 2024 (25,915)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,467)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,246)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,078)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,840)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 11080.935287/2009-19
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/08/2005 a 31/08/2005
CONTRATOS. PREÇO PREDETERMINADO. DESCARACTERIZAÇÃO. ÍNDICE DE REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE.
O preço predeterminado em contrato não perde sua natureza simplesmente pela previsão de reajuste decorrente da correção monetária. Se a pretensão do legislador, a partir da Lei nº 10.833/03, fosse não abarcar os contratos com cláusula de reajuste, o termo apropriado seria preço fixo, que não se confunde com o preço predeterminado. Precedentes judiciais e administrativos.
Numero da decisão: 3803-005.981
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer que os reajustes de preços do fornecimento de bens e serviços, pelo IGPM, de contratos firmados antes de 31 de outubro de 2003, com prazo superior a 1 (um) ano, não perdem o seu caráter de preço predeterminado. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado, que convertia o julgamento em diligência.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/08/2005 a 31/08/2005 CONTRATOS. PREÇO PREDETERMINADO. DESCARACTERIZAÇÃO. ÍNDICE DE REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE. O preço predeterminado em contrato não perde sua natureza simplesmente pela previsão de reajuste decorrente da correção monetária. Se a pretensão do legislador, a partir da Lei nº 10.833/03, fosse não abarcar os contratos com cláusula de reajuste, o termo apropriado seria preço fixo, que não se confunde com o preço predeterminado. Precedentes judiciais e administrativos.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11080.935287/2009-19
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5350309
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-005.981
nome_arquivo_s : Decisao_11080935287200919.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 11080935287200919_5350309.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer que os reajustes de preços do fornecimento de bens e serviços, pelo IGPM, de contratos firmados antes de 31 de outubro de 2003, com prazo superior a 1 (um) ano, não perdem o seu caráter de preço predeterminado. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado, que convertia o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 26 00:00:00 UTC 2014
id : 5465414
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:22:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591351291904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1967; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 481 1 480 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.935287/200919 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803005.981 – 3ª Turma Especial Sessão de 26 de março de 2014 Matéria COFINS COMPENSAÇÃO Recorrente COMPANHIA ESTADUAL DE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/2005 a 31/08/2005 CONTRATOS. PREÇO PREDETERMINADO. DESCARACTERIZAÇÃO. ÍNDICE DE REAJUSTE. IMPOSSIBILIDADE. O preço predeterminado em contrato não perde sua natureza simplesmente pela previsão de reajuste decorrente da correção monetária. Se a pretensão do legislador, a partir da Lei nº 10.833/03, fosse não abarcar os contratos com cláusula de reajuste, o termo apropriado seria preço fixo, que não se confunde com o preço predeterminado. Precedentes judiciais e administrativos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer que os reajustes de preços do fornecimento de bens e serviços, pelo IGPM, de contratos firmados antes de 31 de outubro de 2003, com prazo superior a 1 (um) ano, não perdem o seu caráter de preço predeterminado. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado, que convertia o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 93 52 87 /2 00 9- 19 Fl. 481DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Esta Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação utilizando como crédito pagamento a maior da contribuição para o PIS nos períodos de apuração julho a dezembro de 2004, maio de 2005 e julho a dezembro de 2005. Tais indébitos fundamse na apuração da contribuição pela sistemática da cumulatividade, sobre as receitas de contratos de fornecimento de bens e serviços a preço predeterminado, auferidas sob contratos com prazo superior a um ano, firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, conforme previsão contida no inciso XI, b, do artigo 10 e inciso V do artigo 15 da Lei nº 10.833/2003, e de acordo com orientações emanadas da Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL. Despacho Decisório proferido pela DRF/Porto Alegre reconheceu parte do direito creditório, porém, não pelas razões que estão na base do direito invocado pela declarante das compensações, mas por identificação de pagamentos a maior justificados por seus próprios critérios de apuração. Os fundamentos da declarante foram rejeitados pela DRF/Porto Alegre, sob o argumento de que os contratos dos segmentos de Geração e de Transmissão, nos períodos fiscalizados, não preenchem o conceito de preço predeterminado. No seu entender, a correção do preço pelo IGPM não se amoldaria à disciplina do art. 109 da Lei nº 11.196/2005[1]. Irresignada, a Interessada apresentou manifestação de inconformidade contra o indeferimento do seu pleito, sustentando que: a) existem exceções à regra da não cumulatividade, especialmente a prevista no inciso XI, b, do art. 10 da Lei nº 10.833/2003[2]; b) o IGPM enquadrase no conceito apresentado pelo art. 27 da Lei nº 9.069/95[3], consubstanciado no IPCr, uma vez que o substituiu; transcreve doutrina e jurisprudência que corroboram o entendimento de que a correção monetária do valor das tarifas não descaracteriza a condição de preço predeterminado; c) suas receitas foram tributadas pelo regime cumulativo até a primeira alteração de preço efetuada em suas tarifas, e, após este fato, pela não cumulatividade; 1 Art. 109. Para fins do disposto nas alíneas b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase desde 1º de novembro de 2003. 2 Art. 10. [...] XI as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: [...]l; b) com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços; 3 Art. 27. A correção, em virtude de disposição legal ou estipulação de negócio jurídico, da expressão monetária de obrigação pecuniária contraída a partir de 1º de julho de 1994, inclusive, somente poderá darse pela variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor, Série r IPCr. Fl. 482DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11080.935287/200919 Acórdão n.º 3803005.981 S3TE03 Fl. 482 3 d) a ANEEL, autarquia federal que regula o setor elétrico, firmou entendimento, por meio da Nota Técnica nº 224SFF, de 19/06/2006, de que os reajustes efetuados preenchiam os requisitos legais disciplinados pelo art. 10, XI, b da Lei nº 10.833/2003; e) em nenhum momento foram aferidos os custos de produção do contribuinte no período fiscalizado. Nesse caso, mesmo considerando que o IGPM desfigura o conceito normativo de preço predeterminado, não poderia ter sido ignorada outra prerrogativa legal, a qual estabelece um percentual não superior ao acréscimo do custo de produção; f) existem nulidades, como a ausência dos valores cobrados das contribuições, não expressos no despacho decisório de forma específica, e do montante do débito não homologado. Em julgamento da lide, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela Manifestante, com base nos fundamentos resumidos na ementa seguinte: ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/08/2005 a 31/08/2005 PRELIMINAR DE NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Demonstrado que o Despacho Decisório foi formalizado de acordo com os requisitos de validade previstos em lei e que não ocorreu violação ao disposto no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, não deve ser acatado o pedido de nulidade formulado. PREÇO PREDETERMINADO. IGPM. ÍNDICE GERAL. Nos termos do disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei no 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. O IGPM não é índice que obedeça ao disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, por ser índice geral de reajuste de preços. Cientificada da decisão em 10 de outubro de 2012, irresignada, apresentou recurso voluntário em 8 de novembro de 2012, em que maneja os mesmos argumentos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa Relator Fl. 483DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. A controvérsia gira em torno da aplicação do disposto no art. 10, XI, “b” da Lei nº 10.833/2003, que mantém no regime cumulativo de apuração do PIS e da Cofins as receitas decorrentes de: (i) contratos para fornecimento de bens ou serviços; (ii) firmados antes de 31 de outubro de 2003; (iii) com prazo superior a 1 (um) ano;e (iv) a preço predeterminado. Reza o dispositivo: Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º: (...) XI as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: (...) b) empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços; c) de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços contratados com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, bem como os contratos posteriormente firmados decorrentes de propostas apresentadas, em processo licitatório, até aquela data; Vêse que os três primeiros requisitos legais são objetivos, ao passo que a disputa se dá sobre o quarto item, que envolve um aberto e impreciso conceito: o de preço predeterminado. A Recorrente é Sociedade de Economia Mista; com participação mínima de 51% do capital social do Estado do Rio Grande do Sul, prevista no Estatuto Social, tem seus contratos regidos pela Lei nº 10.192/2001[4], que dispõe sobre medidas complementares ao Plano Real e dá outras providências, e regula a forma como os contratos administrativos são reajustados, verbis: Art. 2º. É admitida estipulação de correção monetária ou de reajuste por índices de preços gerais, setoriais ou que reflitam a variação dos custos de produção ou dos insumos utilizados nos contratos de prazo de duração igual ou superior a um ano.[grifei] Art. 3o. Os contratos em que seja parte órgão ou entidade da Administração Pública direta ou indireta da União, dos Estados, 4 E subsidiariamente pela Lei nº 8.666/93. Fl. 484DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11080.935287/200919 Acórdão n.º 3803005.981 S3TE03 Fl. 483 5 do Distrito Federal e dos Municípios, serão reajustados ou corrigidos monetariamente de acordo com as disposições desta Lei, e, no que com ela não conflitarem, da Lei nº 8.666/93.[grifei] A proficiente e rígida regulação macroeconômica do Plano Real, que pôs sob controle a histórica inflação brasileira, permitiu – nos termos do art. 27, I, da Lei nº 9.069, de 1995 , a correção da expressão monetária de obrigação pecuniária contraída a partir de 1º de julho de 1994 em virtude de disposição legal ou estipulação de negócio jurídico , desde que se desse pela aplicação do Índice de Preços ao Consumidor, Série r/IPCr. Alternativamente, poderia haver reajuste em função do custo de produção ou variação de índice que refletisse a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, verbis: Art. 27. A correção, em virtude de disposição legal ou estipulação de negócio jurídico, da expressão monetária de obrigação pecuniária contraída a partir de 1º de julho de 1994, inclusive, somente poderá darse pela variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor, Série r IPCr. § 1º O disposto neste artigo não se aplica: I. omissis II. aos contratos pelos quais a empresa se obrigue a vender bens para entrega futura, prestar ou fornecer serviços a serem produzidos, cujo preço poderá ser reajustado em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados; A citada lei, em seu art. 8º e § 1º, extinguiu o IPCr e permitiu a sua substituição por índice de preços gerais, setoriais ou que reflitam a variação dos custos de produção ou dos insumos utilizados nos contratos de prazo de duração igual ou superior a um ano: Art. 8º A partir de 1º de julho de 1995, a Fundação Instituto Brasileiro de Geografía e Estatística IBGE deixará de calcular e divulgar o IPCr. § 1º Nas obrigações e contratos em que haja estipulação de reajuste pelo IPCr, este será substituído, a partir de 1º de julho de 1995, pelo índice previsto contratualmente para este fim. A Nota Técnica SFF nº 224, de 19/06/96, da ANEEL[5], destaca que o índice utilizado nos Contratos de Suprimento de Energia Elétrica, bem como nos Contratos de Concessão do Serviço Público de Transmissão é o IGPM (índice Geral de Preços do Mercado), calculado pela Fundação Getúlio Vargas FGV. No entanto, a Instrução Normativa SRF nº 468/04, em regulamentação do inciso XI do art. 10 da Lei no 10.833/03, viabilizou uma definição de preço predeterminado, dispondo: 5 35. Neste ponto, cabe observar que o índice utilizado nos Contratos de Suprimento de Energia Elétrica (sejam eles Contratos Iniciais ou Contratos Bilaterais), bem nos Contratos de Concessão do Serviço Público de Transmissão é o IGPM (índice Geral de Preços do Mercado), apurado pela Fundação Getúlio Vargas FGV. O IGPM é índice que se enquadra no conceito apresentado pelo art. 27 da Lei n° 9.069/95. Fl. 485DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 IN SRF 468/04: Art. 2º Para efeito desta Instrução Normativa, preço predeterminado é aquele fixado em moeda nacional como remuneração da totalidade do objeto do contrato. § 1º. Considerase também preço predeterminado aquele fixado em moeda nacional por unidade de produto ou por período de execução. § 2º. Se estipulada no contrato cláusula de aplicação de reajuste, periódico ou não, o caráter predeterminado do preço subsiste somente até a implementação da primeira alteração de preços verificada após a data mencionada no art 1º. § 3º. Se o contrato estiver sujeito a regra de ajuste para manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro, nos termos dos arts. 57, 58 e 65 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, o caráter predeterminado do preço subsiste até a eventual implementação da primeira alteração nela fundada após a data mencionada no art 1º. Por essa disciplina, os atos de restaurar o equilíbrio econômicofinanceiro do contrato ou de aplicar sobre o preço da geração e transmissão de energia elétrica índice visando à recomposição do poder de compra, corroído pelo efeito da inflação, resultariam na submissão das receitas ao regime não cumulativo das contribuições PIS/Pasep e Cofins, por se descaracterizar o preço predeterminado. Em suma, o regulamento define preço predeterminado como preço fixo, uma condição que estabelece para que as receitas fossem mantidas no regime cumulativo de apuração. Entendo que a IN SRF nº 468/04 inovou a ordem jurídica, por extrapolar o seu poder regulamentar ao disciplinar a norma de preço predeterminado na Lei nº 10.833/03, Visando a estancar a disputa suscitada pelo limitado e controverso conceito de preço predeterminado por ela trazido foi introduzido entre as inúmeras disposições tributárias, na Lei nº 11.196/05, o art. 109, que dispôs, pontualmente, sobre o reajuste de preço na circunstância que indica. Da norma deflui que o ato do reajuste, por si, não descaracteriza o preço predeterminado. Aditese que esta norma do art. 109 não traz conceito novo de preço predeterminado, como aludido na decisão administrativa, uma vez que o seu efeito retroage para a data de início de vigência do regime da não cumulatividade da Cofins. Não há direito novo com efeito retroativo fora das hipóteses do art. 106 do Código Tributário Nacional. Veja se o seu teor: Art. 109. Para fins do disposto nas alíneas b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado.[grifei] Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase desde 1º de novembro de 2003. Fl. 486DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11080.935287/200919 Acórdão n.º 3803005.981 S3TE03 Fl. 484 7 Todos estes elementos acima instanos a enfrentar o nó de aferir em que medida foi acertada a decisão recorrida ao considerar improcedente a manifestação de inconformidade contra o despacho decisório da DRF/Porto Alegre, que descaracterizou como preço determinado as receitas dos contratos da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica, pela utilização do índice de reajuste IGPM, sob o argumento de ferir a disposição do art. 27, § 1º, II, da Lei nº 9.069/95, referido pelo art. 109 da Lei nº 11.196/2005, na linha da antecedente decisão da Autoridade administrativa, verbis: Nesse passo, importa identificar três formas de fixação de preços nos contratos em andamento: a repactuação ou revisão, a recomposição e o reajuste. A autorizada doutrina de Marçal Justen Filho define o que vem a ser recomposição e reajuste. “A recomposição é o procedimento destinado a avaliar a ocorrência de evento que afeta a equação econômicofinanceira do contrato e promove adequação das cláusulas contratuais aos parâmetros necessários para recompor o equilíbrio original. Já o reajuste é procedimento automático, em que a recomposição se produz sempre que ocorra a variação de certos índices, independentemente de averiguação efetiva do desequilíbrio” [6] A recomposição, também chamada de revisão, decorre de fatos imprevisíveis: caso de força maior, caso fortuito, fato do príncipe ou álea econômica extraordinária. O reajuste objetiva reconstituir os preços praticados no contrato em razão de fatos previsíveis, é dizer, álea econômica ordinária, no momento da contratação, ante a realidade existente, como a variação inflacionária. Por decorrência, o reajuste deve retratar a alteração dos custos de produção a fim de manter as condições efetivas da proposta contratual, embora muitas vezes não alcance este desiderato relativamente a certo segmento ou agente econômico. A repactuação visa à adequação dos preços contratuais aos novos preços de mercado e, no âmbito da Administração Pública Federal, encontrase regulamentada no art. 5º do Decreto nº 2.271, de 7 de julho de 1997[7]. A possibilidade de repactuação prevista neste decreto não se faz acompanhar de disciplina acerca dos seus efeitos tributários, valendo a citação apenas para destacar a definição do signo repactuação. Em reforço à definição do termo reajuste, quanto ao seu propósito de manter o equilíbrio financeiro do contrato, vejase o que está assentado pelo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO – CONTRATO ADMINISTRATIVO REAJUSTE DE PREÇOS AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO CONTRATUAL DESCABIMENTO. 6 Filho, Marçal Justen. Comentários à lei de licitações e contratos administrativos. São Paulo: Dialética, 10. ed., 2004, p. 389. 7 Art. 5º Os contratos de que trata este Decreto, que tenham por objeto a prestação de serviços executados de forma contínua poderão, desde que previsto no edital, admitir repactuação visando à adequação aos novos preços de mercado, observados o interregno mínimo de um ano e a demonstração analítica da variação dos componentes dos custos do contrato, devidamente justificada. Fl. 487DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 1. O reajuste do contrato administrativo é conduta autorizada por lei e convencionada entre as partes contratantes que tem por escopo manter o equilíbrio financeiro do contrato. 2. ... STJ – Resp. 730568 SP 2005/00363158. Aqui se está a tratar de reajuste, não de recomposição nem de repactuação. Ora, sob a égide da execução do Plano Real os contratos podiam ser reajustados sem ferir os cânones da estabilização econômica, desde que, obrigatoriamente, por meio do índice legalmente fixado, o IPCr, segundo o art. 27, caput, da Lei nº 9.069/95. Se, acaso, a empresa se obrigasse a vender bens para entrega futura, prestar ou fornecer serviços a serem produzidos, a obrigatoriedade do caput seria desconsiderada se o reajuste fosse efetuado em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, conforme o § 1º, inciso II, deste mesmo artigo. Esta última alternativa de reajuste, art. 27, § 1º, inciso II, da Lei nº 9.069/95, claramente flexibiliza a regra do caput para permitir que o ajuste se dê a maior ou a menor que o índice oficial preconizado, podendo ser favorável a uma ou à outra parte contratantes. Este entendimento imanta a interpretação que a norma do art. 109 da Lei nº 11.196/2005 veio trazer[8][9]: impedir que se interprete a simples aplicação de reajuste como critério para descaracterizar o contrato a preço predeterminado. Assim, o reajuste de preço é possível, e na circunstância indicada é ato que não descaracteriza o preço predeterminado. A Instrução Normativa nº 658/06, ao disciplinar o dispositivo legal acima, segregou o parâmetro tomado como referência reajuste de preços em função do acréscimo dos custos de produção ou à variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos – de meros reajustes contratuais e ajustes contratuais para manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro. No entanto, o teor de sua disciplina modifica os signos da regra legal, de “reajuste de preços em função” para “reajuste de preços em percentual não superior”. Ao fazêlo de modo aparentemente imperceptível dá ensejo a nova significação, vale dizer, para que o reajuste não perca o caráter de preço predeterminado tem que haver a demonstração pelo interessado de que o percentual não se deu em número superior aos custos de produção ou à variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos. E isso não é o que está legalmente estabelecido: IN/SRF nº 658, de 4 de julho de 2006, assim dispôs: Art. 3º Para efeito desta Instrução Normativa, preço predeterminado é aquele fixado em moeda nacional como remuneração da totalidade do objeto do contrato. § 1º Considerase também preço predeterminado aquele fixado em moeda nacional por unidade de produto ou por período de execução. § 2º Ressalvado o disposto no § 3º, o caráter predeterminado do preço subsiste somente até a implementação, após a data mencionada no art. 2º, da primeira alteração de preços decorrente da aplicação: I de cláusula contratual de reajuste, periódico ou não; ou 8 Por isso o seu efeito retroativo a novembro de 2003, 9 Combinando a norma das alíneas b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei nº 10.833 com a do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995. Fl. 488DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11080.935287/200919 Acórdão n.º 3803005.981 S3TE03 Fl. 485 9 II de regra de ajuste para manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro do contrato, nos termos dos arts. 57, 58 e 65 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. § 3º O reajuste de preços, efetivado após 31 de outubro de 2003, em percentual não superior àquele correspondente ao acréscimo dos custos de produção ou à variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não descaracteriza o preço predeterminado. Dito isso, temse que índices de preços são números que agregam e representam os preços de determinada cesta de produtos. Sua variação mede, portanto, a variação média dos preços dos produtos dessa cesta. Podem se referir, por exemplo, a preços ao consumidor, preços ao produtor, custos de produção ou preços de exportação e importação10. O IGPM[11], segundo informa a Fundação Getúlio Vargas, registra a inflação de preços de matériasprimas agrícolas e industriais, e bens e serviços finais. Não obstante seja um índice geral está abarcado pela previsão da Lei nº 10.192/2001 para os contratos da espécie, como retrocitado. Entre os índices de preços este é o que é concebido com a maior carga de ponderação, eis que é composto com pesos diferenciados do Índice de Preços no AtacadoIPA (60%), Índice de Preços ao ConsumidorIPC (30%) e Índice Nacional de Custo da Construção CivilINCC (10%). Os índices que o integram, IPA e o INCC, por sua vez, são compostos por subíndices e grupos, respectivamente. Pelos fundamentos acima, convençome de que o reajuste dos contratos efetuados pelo IGPM cumpre o ditame do art. 109, não desnaturando o caráter de preço 10 Fonte: Banco Cenral do Brasil. http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus /FAQ%202 %20%C3%8Dndices%20de%20Pre%C3%A7os%20no%20Brasil.pdf.<acesso em 30.10.2013.> 11 O IGPM é uma média ponderada de outros índices: o IPA, com peso de 60%, o IPC, com peso de 30%, e o INCC, com peso de 10%. A definição dos pesos, estabelecida quando da implantação do cálculo do índice, foi justificada com base no objetivo de reproduzir aproximadamente o valor adicionado de cada setor (atacado, varejo e construção civil) no PIB. O IPA é um índice de preços no atacado de abrangência nacional. Além do índice geral, o IPA desdobrase em outros subíndices, divididos em dois conjuntos: ∙ segundo a origem de produção: agropecuários, com peso de 24,2%, e industrial, com peso de 75,8%; ∙ segundo estágios de processamento: bens finais (36,0%), bens intermediários (39,9%), e matériasprimas brutas (24,2%); Sua pesquisa de preços desenvolvese diariamente, cobrindo sete das principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. O índice geral é composto por sete grupos: alimentação; habitação; vestuário; saúde e cuidados pessoais; educação; leitura e recreação; transportes e despesas diversas. A cesta de consumo, a partir da qual se definiram os bens incluídos no índice e sua respectiva ponderação, foi selecionada da Pesquisa de Orçamentos Familiares POF, elaborada pelo IBRE no biênio 2002/2003 O INCC mede a evolução mensal de custos de construções habitacionais, a partir da média dos índices de sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília). A lista de itens componentes do INCC e respectivos pesos atualizados é feita com base em orçamentos de edificações previstas pela ABNT (materiais e equipamentos, serviços e mãodeobra). Além do índice geral, o INCC desdobrase em dois grupos: mãodeobra (16 itens) e de materiais, equipamentos e serviços (51 itens). Fl. 489DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 10 predeterminado e alinhome às decisões judiciais na matéria[12] e as no âmbito desta Corte, conquanto suas conclusões tenham se ancorado em outros fundamentos e premissas. Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso, para reconhecer que os preços do fornecimento de bens e serviços, pelo IGPM, de contratos firmados antes de 31 de outubro de 2003, com prazo superior a 1 (um) ano, reajustados pelo IGPM, não perdem o seu caráter de preço predeterminado. Sala das sessões, 26 de março 2014 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa 12 TRF 3ª Região. AMS 200561000030246. DJ 06/12/2007, TRF 4ª Região. AMS 200572000072027. DJ 15/05/2007, TRF 3ª Região. AG 234522.DJU 21/03/2007, TRF 1ª Região. REOMS 200536000125322. DJ 9/3/2007. Fl. 490DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11080.935287/200919 Acórdão n.º 3803005.981 S3TE03 Fl. 486 11 Fl. 491DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/04/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 13896.907951/2008-81
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA O PEDIDO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. As diligências não se prestam à produção de prova que toca à parte produzir.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3403-002.878
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de diligência formulada pelo relator, vencidos os Conselheiros Domingos de Sá Filho (Relator) e Ivan Allegretti. Designado o Conselheiro Alexandre Kern. No mérito, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Domingos de Sá Filho Relator
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern Redator desigando
Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA O PEDIDO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. As diligências não se prestam à produção de prova que toca à parte produzir. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13896.907951/2008-81
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5347072
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3403-002.878
nome_arquivo_s : Decisao_13896907951200881.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : DOMINGOS DE SA FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 13896907951200881_5347072.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de diligência formulada pelo relator, vencidos os Conselheiros Domingos de Sá Filho (Relator) e Ivan Allegretti. Designado o Conselheiro Alexandre Kern. No mérito, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Domingos de Sá Filho Relator (assinado digitalmente) Alexandre Kern Redator desigando Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5448975
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591355486208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1968; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 111 1 110 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.907951/200881 Recurso nº 13.896.907951200881 Voluntário Acórdão nº 3403002.878 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 27 de março de 2014 Matéria COFINS PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente DU PONT DO BRASIL SA Recorrida FAZANDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA O PEDIDO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. As diligências não se prestam à produção de prova que toca à parte produzir. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de diligência formulada pelo relator, vencidos os Conselheiros Domingos de Sá Filho (Relator) e Ivan Allegretti. Designado o Conselheiro Alexandre Kern. No mérito, por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Domingos de Sá Filho – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 79 51 /2 00 8- 81 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digital mente em 15/04/2014 por ALEXANDRE KERN 2 (assinado digitalmente) Alexandre Kern – Redator desigando Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Tratase de indeferimento de pedido de compensação – PER/COMP transmitida em 15/06/2004 que visava utilizar crédito decorrente de pagamento a maior de COFINS período de apuração 01.10.2003 a 31.10.2003 com débito de COFINS. No entanto, por meio do despacho de fl.7 o pleito foi negado ao argumento de que o DARF indicado no PER/COMP teria sido localizado no sistema da Receita Federal. A recorrente alegou equivoco no preenchimento do PER/DCOMP nº 14344.71722.150604.1.3.04.6107. Diz que o débito total devido no período de apuração 01.10.2003 a 31.10.2003 é da ordem de R$ 5.717.824,90 (cinco milhões, setecentos e dezessete mil, oitocentos e vinte e quatro reais e noventa centavos), conforme consignado na DIPJ cópia anexada a Manifestação de Inconformidade, no entanto, ao preencher o PER/DCOMP informou que o pagamento havia sido realizado com um DARF no valor de R$ 6.476.996,20 (seis milhões, quatrocentos e setenta e seis mil, novecentos e noventa e seeis reais e vinte centavos). Sustenta que a forma de pagamento do débito de R$ 5.717.824,90 (cinco milhões, setecentos e dezessete mil, oitocentos e vinte e quatro reais e noventa centavos), aconteceu por meio dos DARF’s, um de R$ 5.689.843,13 (cinco milhões, seiscentos e oitenta e nove mil, oitocentos e quarenta e trêsreais e treze centavos) e outro no valor de R$ 787.153,07 (setecentos e oitenta e sete mil, cento e cinqüenta e três reais e sete centavos). Ao resistir à decisão negatória, fez juntar cópia da DIPJ onde comprovava informava como valor devido de COFINS o montante de R$ 5.717.824,90 (cinco milhões, setecentos e dezessete mil, oitocentos e vinte e quatro reais e noventa centavos). Tomando conhecimento do Despacho Decisório, não retificou o PER/DCOMP uma vez que a Receita Federal não permite retificação desse documento. Mas afirma que restou comprovado que o valor do crédito pretendido é de R$ 787.153,07 (setecentos e oitenta e sete mil, cento e cinqüenta e três reais e sete centavos). Sustenta também que não foi dada oportunidade para a Recorrente corrigir o equívoco no preenchimento da DCTF antes da decisão negatória do pleito. A decisão de piso rejeitou os argumentos ao fundamento de que a Manifestação de Inconformidade não se presta a retificar ou substituir a compensação formalizada na DCOMP. Na fase recursal mantevese o argumento tecido em Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Vencido Fl. 112DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digital mente em 15/04/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13896.907951/200881 Acórdão n.º 3403002.878 S3C4T3 Fl. 112 3 Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. Sustenta a recorrente que o débito total devido no período de apuração 01.10.2003 a 31.10.2003 é de R$ 5.717.824,90 (cinco milhões, setecentos e dezessete mil, oitocentos e vinte e quatro reais e noventa centavos), e, teria pago indevidamente o montante de R$ 6.476.996,20 (seis milhões, quatrocentos e setenta e seis mil, novecentos e noventa e seis reais e vinte centavos), em sendo teria pago a maior à importância de R$ 787.153,07 (setecentos e oitenta e sete mil, cento e cinqüenta e três reais e sete centavos). Afirma que o pagamento busca restituição e compensação com débitos declarados decorreu do pagamento efetivado por meio de dois DARF’s, um de R$ 5.689.843,13 (cinco milhões, seiscentos e oitenta e nove mil, oitocentos e quarenta e três reais e treze centavos) e outro no valor de R$ 787.153,07 (setecentos e oitenta e sete mil, cento e cinqüenta e três reais e sete centavos). Por tratase de pagamento a maior cuja alegação vem comprovada por meio das cópias dos DARF’s, e, diante do sustentado pela Interessada fazse necessário no sentido de apurar a verdade material confrontar os pagamentos com os valores devidos confessados em DCTF e DACON, vez que, o valor consignado em DIPJ é meramente informativo. Assim, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a Fiscalização mediante verificação dos valores consignados na DCTF e a demonstração da base de cálculo descritas no DACON apresentados certifique de que DARF’s indicados como pagamento foram realmente superior ao valor devido confessado. Juntar cópia da DCTF e DACON, dar ciência a Recorrente, caso queira no prazo de 30 (trinta) dias se manifeste sobre o resultado da diligência, após retorne os autos ao CARF para conclusão do julgamento. É como voto. Domingos de Sá Filho Voto Vencedor Conselheiro Alexandre Kern . Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 52 a 59 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJCPS3ª Turma nº 0533.923, de 13 de junho de 2011. Conversão do julgamento em diligência O ínclito Conselheiro Domingos de Sá Filho (relator) é sabedor, a jurisprudência desta 3ª TO não admite que se converta julgamento em diligência com o propósito de habilitar a produção de provas que caberia a parte produzir até o momento processual adequado. Confirase: “DILIGÊNCIAS. PERÍCIAS. DEFICIÊNCIA PROBATÓRIA.As diligências e perícias não se prestam a suprir deficiência probatória, seja em favor do fisco ou da recorrente.” (Acórdãos Fl. 113DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digital mente em 15/04/2014 por ALEXANDRE KERN 4 n. 3403002.469 a 477, Rel. Cons. Rosaldo Trevisan, unânimes em relação à matéria, sessão de 24.set.2013) “ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. DILAÇÃO PROBATÓRIA. DILIGÊNCIAS. A realização de diligências destinase a resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica. (Acórdãos n. 3403002.106 a 111, Rel. Cons. Alexandre Kern, unânime, sessão de 23.abr.2013) O interessado foi intimado, em 04/04/2008 (informação de postagem, fl. 8), a tomar as providências cabíveis em face da não localização do DARF indicado no PER/DComp como origem do crédito (Intimção nº 754664828, fl. 7) e, nada obstante, deixou passar in albis o prazo que lhe foi facultado para o saneamento das irregularidades detectadas. Mesmo na Manifestação de Inconformidade, momento processual derradeiro para a apresentação das provas do direito creditório invocado, a teor do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, aplicado analogicamente aos processos da espécie por autorização do § 4° do art. 66 da Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, vigente à época da apresentação da MI, o interessado não se desincumbiu satisfatoriamente desse ônus. Não se pode admitir que, em sede de recurso voluntário, se reinicie o processo, convertendoo em diligência, como propôs o relator. Por considerações tais, o restante do Colegiado, por mioria, rejeitou a providência e enfrentou o mérito. Mérito No mérito nada há a reparar no Despacho Decisório Eletrônico nº 791201043 (fl. 9) e na decisão recorrida que o ratificou. Não se pode deferir restituição de pagamento inexistente. Tampouco se pode homologar compensação que opôs débitos a crédito desvestido dos atributos de liquidez e certeza. Com essas considerações e com os próprios fundamentos da decisão recorrida que, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, adoto como razão de decidir e passam a fazer parte integrante desse voto, nego provimento ao recurso. Sala de sessões, em 27 de março de 2014 Alexandre Kern Redator designado. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digital mente em 15/04/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13896.907951/200881 Acórdão n.º 3403002.878 S3C4T3 Fl. 113 5 Fl. 115DF CARF MF Impresso em 15/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digital mente em 15/04/2014 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 11020.901546/2012-18
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: null
null
Numero da decisão: 3802-002.791
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn ,Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
ementa_s : null null
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 21 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11020.901546/2012-18
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5348600
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 21 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-002.791
nome_arquivo_s : Decisao_11020901546201218.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
nome_arquivo_pdf_s : 11020901546201218_5348600.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn ,Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 26 00:00:00 UTC 2014
id : 5459488
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591356534784
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1579; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 92 1 91 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.901546/201218 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802002.791 – 2ª Turma Especial Sessão de 26 de março de 2014 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente MÓVEIS WELFARE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI FATO GERADOR: 14/10/2005 COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência.Recurso Voluntário o qual se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn ,Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 90 15 46 /2 01 2- 18 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 0/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela primeira instância. Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório emitido eletronicamente pela DRF de origem em exame de Declaração de Compensação enviada pela empresa, nos quais não foi homologado seu pedido por ausência/insuficiência de créditos oponíveis contra o Fisco. A empresa contesta a decisão administrativa alegando, preliminarmente, a nulidade do Despacho Decisório por ausência de fundamentação, por desvio de finalidade e por prejuízo ao contraditório, ampla defesa e devido processo legal. No mérito, afirma que foi desrespeitado o princípio da verdade material, bem como alega o caráter confiscatório da multa de ofício aplicada, bem como a inaplicabilidade da taxa Selic como juros de mora. O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, ou seja, o julgamento foi pela improcedência da manifestação de inconformidade, no sentido de manter a não homologação da compensação, por falta de direito creditório. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, no qual, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Ressalta que não concorda pela não homologação por falta de direito creditório, bem como insiste que o despacho decisório deve ser anulado por estar sem motivação. E, pela não aplicação da multa, em face do princípio constitucional do não confisco, da razoabilidade e da proporcionalidade. Assim como, a imputação dos juros moratórios seriam ilegais e inconstitucionais. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira. É o Relatório. Voto Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente da não conformidade pela não homologação da compensação do débito declarado, por falta de direito creditório contra a Fazenda Nacional, em razão de constar nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, que o alegado recolhimento indevido já tinha sido utilizado integralmente para quitação de outros débitos do contribuinte. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 0/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 11020.901546/201218 Acórdão n.º 3802002.791 S3TE02 Fl. 93 3 Antes de adentrar no mérito, inicialmente, em sede de preliminar, não assiste razão a recorrente em alegar que o Despacho Decisório deve ser anulado, já que o mesmo preenche todos os requisitos formais e materiais para a sua validade. O despacho decisório possui todos os elementos necessários para que a empresa possa se defender, não obstante, de forma sintética. Consta a base legal, a declaração de compensação enviada pela empresa, a data do envio, o crédito oposto pela empresa, oriundo de determinado pagamento apontado pela empresa na Dcomp, bem como o período de apuração a que se refere, assinado pela autoridade competente. No tocante à motivação/fundamentação pela não homologação da compensação há a indicação que os pagamentos tidos como indevidos foram localizados, mas já se encontram “integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/Dcomp”. Enfim, o alegado pagamento indevido não fora compensado/restituído, pois já tinha sido usado para quitar outros débitos. Quanto aos argumentos relacionados à legalidade ou constitucionalidade a qualquer ato legal, o CARF, assim se posicionou através do enunciado nº 2 de sua Súmula consolidada, publicada no DOU de nº 244, de 22.12.2009: SÚMULA CARF Nº 2 O Carf não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Portanto, no que diz respeito ao caráter confiscatório da multa de ofício, como alega a empresa; cabe observar que não foi aplicada a multa de ofício, e sim a multa de mora de 20% sobre os valores indevidamente compensados. Assim sendo, a multa de mora aplicada está correta sua exigência. Quanto à exigência de juros de mora, também está sendo efetuada na forma da lei, ao contrário do entendimento da empresa, pois o artigo 161 do Código Tributário Nacional determina: “ Artigo 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia prevista nesta Lei ou em lei tributária. § 1º. Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% ( um por cento ) ao mês.” Foi editada a lei específica, a de Lei nº 9.065/95, que em seu artigo 13 previu que os débitos tributários junto à Fazenda Nacional, originados a partir 1° de abril de 1995, teriam seus juros de mora e correção segundo a taxa Selic: Art. 13. A partir de julho de abril de 1995, os juros de mora de que tratam a alínea “c” do parágrafo único do art. 14 da Lei 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com redação dada pelo art. 6° da Lei 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei 8.981/1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único, alínea a.2, da Lei 8.981/1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 0/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Aplicado o disposto no artigo 61 da Lei 9.430/96, que trata da exigência de juros de mora à taxa Selic, ou seja, a exigência está prevista em normas legais em pleno vigor, não competindo a este julgador apreciar sua constitucionalidade, função reservada ao poder judiciário, como já comentado. Por fim, no que se refere à alegação de que seria ilegal a aplicação da SELIC como fator de correção do débito da empresa, incide na hipótese a Súmula CARF n° 4, in verbis: Súmula CARF nº 4 – A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Passando ao mérito, o cerne da questão é a comprovação ou não do direito creditório para fins da compensação/restituição. Para a verificação do direito creditório afirmado, a recorrente não traz ao processo nenhuma comprovação da efetividade do recolhimento e das bases de cálculo sobre as quais teriam sido realizados. Inclusive, apenas indica julgados e doutrinas sobre nulidades. Ocorre que nos sistemas da Receita Federal constam que os valores recolhidos já foram utilizados para quitar outros débitos e nada a recorrente contrapõe sobre isso, dessa forma, não há o que reconsiderar ou anular. Não procede a argumentação da recorrente no sentido de que haveria a obrigação do Fisco em comprovar a inexistência de indébito, socorrendolhe o Princípio da Verdade Material, pois não se está diante de lançamento de ofício. No caso da compensação, o marco inicial do contencioso é declaração produzida pelo próprio contribuinte, que constitui a relação de indébito do Fisco (pagamento indevido) e promove atos para a extinção da obrigação tributária, nos termos do art. 156, II do CTN, que fica sujeita a posterior homologação, i.e., submetese ao poderdever da Administração de verificação de sua regularidade. Assim sendo, é ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência, e, por conseguinte, o erro em que se fundou a não – homologação dos créditos. Em face do exposto, observase que a inércia da recorrente, que detém o ônus da prova para comprovar a liquidez e certeza do direito creditório é determinante pelo não reconhecimento do direito creditório reivindicado. Em razão dos motivos acima expostos, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 95DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 0/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 11020.901546/201218 Acórdão n.º 3802002.791 S3TE02 Fl. 94 5 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 0/05/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10325.000441/2009-49
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ARTIGO 42 DA LEI Nº 9.430/1996. Por disposição legal, caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta bancária mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos relativos a essas operações, de forma individualizada. Precedentes.
RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO
Numero da decisão: 2202-002.597
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da omissão apurada o valor de R$ 0,95.
(Assinado digitalmente)
ANTONIO LOPO MARTINEZ - Presidente.
(Assinado digitalmente)
FABIO BRUN GOLDSCHMIDT - Relator.
EDITADO EM: 21/05/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Marcio de Lacerda Martins, Fabio Brun Goldschmidt, Marcela Brasil de Araújo Nogueira.
Nome do relator: FABIO BRUN GOLDSCHMIDT
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ARTIGO 42 DA LEI Nº 9.430/1996. Por disposição legal, caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta bancária mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos relativos a essas operações, de forma individualizada. Precedentes. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10325.000441/2009-49
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5350294
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2202-002.597
nome_arquivo_s : Decisao_10325000441200949.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FABIO BRUN GOLDSCHMIDT
nome_arquivo_pdf_s : 10325000441200949_5350294.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da omissão apurada o valor de R$ 0,95. (Assinado digitalmente) ANTONIO LOPO MARTINEZ - Presidente. (Assinado digitalmente) FABIO BRUN GOLDSCHMIDT - Relator. EDITADO EM: 21/05/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Marcio de Lacerda Martins, Fabio Brun Goldschmidt, Marcela Brasil de Araújo Nogueira.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 19 00:00:00 UTC 2014
id : 5465382
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:22:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591371214848
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1855; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 7 1 6 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10325.000441/200949 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202002.597 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de março de 2014 Matéria IRPF Recorrente MARCELO LIRA CHAVES DOS SANTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ARTIGO 42 DA LEI Nº 9.430/1996. Por disposição legal, caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta bancária mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos relativos a essas operações, de forma individualizada. Precedentes. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da omissão apurada o valor de R$ 0,95. (Assinado digitalmente) ANTONIO LOPO MARTINEZ Presidente. (Assinado digitalmente) FABIO BRUN GOLDSCHMIDT Relator. EDITADO EM: 21/05/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Marcio de Lacerda Martins, Fabio Brun Goldschmidt, Marcela Brasil de Araújo Nogueira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 5. 00 04 41 /2 00 9- 49 Fl. 586DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2014 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 22/05/20 14 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10325.000441/200949 Acórdão n.º 2202002.597 S2C2T2 Fl. 8 2 Tratase de auto de infração (fls. 414432) constituído em razão da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, relativamente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF correspondente ao exercício de 2006, exigindo o crédito tributário na monta de R$ 1.516.760,99, já acrescido de multa de ofício (75%) e juros de mora. Procedimento de Fiscalização Em 03/03/2008 (fls. 0405), foi intimado o contribuinte, por meio de “Termo de Início de Procedimento de Fiscalização” (fl. 03), para prestar esclarecimentos referente ao exercício de 2005. Naquela oportunidade, foram requeridos os extratos bancários de conta corrente e de aplicações financeiras, cadernetas de poupança de todas as contas mantidas pelo declarante, cônjuge e seus dependentes junto à instituições financeiras no Brasil e no exterior. Haja vista a dificuldade em atender à solicitação da fiscalização, em10/04/2008 o contribuinte manifestouse solicitando a dilação do prazo (fl.07), que foi concedida conforme despacho no próprio requerimento. Em 19/05/2008, o fiscalizado apresentou parte dos extratos solicitados pela RFB (fls. 13 a 94). Analisando a documentação entregue pelo contribuinte, em 26/06/2008 a fiscalização lavrou “Termo de Intimação Fiscal” (fl. 95), cuja ciência se deu em 27/06/2008 (9798), solicitando os originais das cópias dos extratos bancários apresentados em 19/05/2008. Paralelamente, foi emitida pela fiscalização a “Solicitação de Emissão de Requisição Financeira” às fls. 100 – 102. Após foram expedidas as RMF para as instituições financeiras, Banco do Brasil S/A (103 104), Banco Bradesco S/A (155 – 156) e Banco do Nordeste do Brasil do S/A (180 – 181). Em atendimento à solicitação da SRF, as instituições financeiras apresentaram suas respostas (Banco do Brasil S/A (fl. 106 a 154); Bradesco (fls. 157 a 179); Banco Nordeste do Brasil (fls.180 a 218)). Em 11/06/2008, foi lavrado o “Termo de Constatação Fiscal” (fl. 219) no qual foi certificada a apresentação pelo contribuinte dos extratos bancários requeridos pela fiscalização (fls. 225 a 336). Na posse de toda a documentação entregue pelo sujeito passivo, a fiscalização emitiu “Termo de Intimação Fiscal” (fl. 340), cuja ciência se operou em 27/09/2007 (fl. 351), solicitando a comprovação das origens dos depósitos descritos nas tabelas de fls. 341 a 347. Em vista da dificuldade em apresentar toda a documentação pertinente à comprovação dos depósitos bancários em suas contas correntes, o fiscalizado solicitou, em 14/10/2008, dilação de prazo (fl. 351), que foi acatada conforme despacho no próprio requerimento. Fl. 587DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2014 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 22/05/20 14 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10325.000441/200949 Acórdão n.º 2202002.597 S2C2T2 Fl. 9 3 Em 03/11/2008, o contribuinte, a fim de demonstrar a origem das entradas em suas contas bancárias, apresentou “levantamento parcial dos créditos ocorridos em 2005” (fls. 356 367). Posteriormente, em 03/12/2008, com a mesma finalidade, exibiu relatório de recebimento de comissões e relatório das operações de descontos de cheques no Banco Nordeste do Brasil S/A (fls. 386389). Ainda, juntou “relatório” informando as comissões recebidas como representante comercial (fls. 374385). Da análise das informações trazidas, foi feito o levantamento dos depósitos cuja origem foi tida como comprovada (referente, por exemplo, a financiamentos, transferências (TEDs DOCs), ‘operação de descontos de cheques’), lavrando Auto de Infração em relação aos demais depósitos entendidos como não justificados. Impugnação Em 27/04/2009 (fl. 432), o contribuinte foi cientificado do lançamento do crédito tributário, apresentando tempestivamente a impugnação de fls. 434 a 473, juntando documentos (tabelas consolidadas dos valores creditados nas suas contas correntes e relação de venda de bovinos em 2005) às fls. 474 a 488. Aduziu em síntese: a) impossibilidade do uso da presunção legal prevista no art. 42, da Lei 9.430/96, pois não foram respeitados os princípios constitucionais da legalidade, segurança jurídica e razoabilidade; b) comentários a respeito da quebra de sigilo bancário; sobre os aspectos constitucionais a serem observados para aplicação do art. 42, da Lei 9.430/96, concluindo pela sua inconstitucionalidade; c) justificativas, por meio de tabelas, das origens dos créditos de suas contas correntes. Acórdão da DRJ A 1ª Turma de Julgamento da DRJ/FOR, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, conforme ementa do acórdão (fls. 490 a 526) que segue: “OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. O PRESUNÇÃO JURIS TANTUM. INVERSÃO DO ONUS DA PROVA. FATO INDICIARIO. FATO JURÍDICO TRIBUTÁRIO. A presunção legal juris tantum inverte o ônus da prova. Neste caso, a autoridade lançadora fica dispensada de provar que o depósito bancário não comprovado (fato indiciário) corresponde, efetivamente, ao auferimento de rendimentos (fato jurídico tributário), nos termos do art. 334, IV, do Código de Processo Civil. Fl. 588DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2014 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 22/05/20 14 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10325.000441/200949 Acórdão n.º 2202002.597 S2C2T2 Fl. 10 4 Cabe ao contribuinte provar que o fato presumido não existiu na situação concreta. MISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. VALORES DECLARADOS PELO CONTRIBUINTE. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE VÍNCULO COM OS DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Para que os valores declarados como atividade rural pelo contribuinte sejam considerados como origem dos recursos correspondentes aos depósitos bancários, é necessário que haja efetiva comprovação da correlação entre os depósitos e os valores declarados. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA INOCORRÊNCIA DE QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO. É licito ao fisco, mormente após a edição da Lei Complementar n° 105/2001, examinar informações relativas ao contribuinte, constantes de documentos, livros e registros de instituições financeiras e de entidades a elas equiparadas, inclusive os referentes a contas de depósitos e de aplicações financeiras, quando houver procedimento de fiscalização em curso e tais exames forem considerados indispensáveis, independentemente de autorização judicial. A obtenção de informações junto As instituições financeiras, por parte da administração Tributária, a par de amparada legalmente, não implica quebra de sigilo bancário, mas simples transferência deste, porquanto em contrapartida está o sigilo fiscal a que se obrigam os agentes fiscais por dever de oficio. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Uma vez que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72, não há que se cogitar nulidade processual, nem nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas e as judiciais não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência sendo àquela objeto da decisão, à exceção das decisões do STF sobre inconstitucionalidade da legislação.” Recurso Voluntário Intimado em 22/01/2012 (fl. 531), irresignado com a decisão proferida pela DRJ, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário às fls. 533 a 572. Em síntese foram repisados os argumentos trazidos em impugnação. Em especial, alegou a necessidade de suspensão do processo, em vista da Repercussão Geral reconhecida no tema que trata do sigilo bancário. Voto Conselheiro Fabio Brun Goldschmidt Fl. 589DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2014 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 22/05/20 14 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10325.000441/200949 Acórdão n.º 2202002.597 S2C2T2 Fl. 11 5 O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto 70.235/72, motivo pelo qual merece ser conhecido. A controvérsia cingese quanto à omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Antes mesmo de analisar o “mérito” recursal, verificase que durante o procedimento fiscal foram expedidas RMF às instituições financeiras para obtenção de informações bancárias do contribuinte. Em que pese tenha havido a solicitação de documentação diretamente aos Bancos do Brasil S/A, Bradesco S/A e Nordeste do Brasil S/A, notese que o contribuinte trouxe a conhecimento da fiscalização, ainda durante a fase preparatória, a integralidade dos extratos de suas contas correntes, conforme consignado pela fiscalização no termo de constatação fiscal (fl. 219): “em 10 de julho de 2008 foi apresentado em material encadernado extratos bancários requeridos através do Termo de Intimação Fiscal de 26 de junho de 2008.”. Portanto, entendo que, devido a este fato, mesmo sem decisão judicial autorizadora de expedição de RMF, não há que se falar em quebra de sigilo bancário, já que o próprio contribuinte apresentou os extratos bancários de suas contas correntes durante a fase fiscalizatória, que ensejaria, de qualquer forma, o lançamento do crédito tributário nos mesmos termos. Sobrestamento do Processo O recorrente faz alusão à necessidade de sobrestamento do processo administrativo, haja vista a Repercussão Geral reconhecida no RE 6013141. Ocorre que, como já dito, tendo o próprio contribuinte apresentado a integralidade dos extratos bancários de suas contas correntes ainda em fase de fiscalização, a discussão acerca da legitimidade ou não das autuações fiscais baseadas em RMF em nada interfere no caso destes autos. Ainda que assim não fosse, o Ministério da Fazenda por meio da Portaria nº 5452 alterou o regimento interno do CARF, suprimindo os parágrafos §1º e 2º que permitiam o sobrestamento dos processos nessas situações. Como as regras de direito processual são de aplicação imediata, passam a incidir sobre as relações processuais existentes. Diante desta situação, ainda que o presente caso versasse sobre a questão objeto do RE 601314 (o que não é o caso), não há como acolher o pedido de sobrestamento, tendo em vista a revogação dos parágrafos do art. 62A do RI CARF. 1 Tema 225 do STF (Repercussão Geral) – a) Fornecimento de informações sobre movimentações financeiras ao Fisco sem autorização judicial, nos termos do art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001; b) Aplicação retroativa da Lei nº 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. 2 O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e o art. 4º do Decreto nº 4.395, de 27 de setembro de 2002, resolve: Art. 1º Revogar os parágrafos primeiro e segundo do art. 62A do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, publicada no DOU de 23 de junho de 2009, página 34, Seção 1, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Fl. 590DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2014 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 22/05/20 14 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10325.000441/200949 Acórdão n.º 2202002.597 S2C2T2 Fl. 12 6 Portanto, não acolho a preliminar recursal. Omissão de Rendimento Decorrente de Depósitos Bancários com Origem Não Comprovada No que toca à alegação de omissão de rendimentos em face de depósitos bancários em contas do contribuinte com origem não comprovada, verificase que a autuação está respaldada no art. 42, caput e §§ 1º e 2º, da Lei nº 9.430/96, que dispõe: “caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações”. Como se verificou no caso em questão, diante dos extratos bancários fornecidos pelo contribuinte (fls. 225 – 335), foram identificados diversos depósitos em montantes consideráveis (conforme totais mensais detalhados às fls. 341 – 347), os quais não tiveram sua origem minimamente comprovada. Em sua defesa o recorrente limitase a sustentar que os valores depositados em suas contas correntes são provenientes de empréstimos concedidos por instituições financeiras (fl. 554); compra e venda de gado referente à atividade rural por ele desenvolvida; e transferências de sua própria titularidade. Além disso, relativamente aos valores creditados no Banco Nordeste, o contribuinte afirma que, ao tempo dos fatos, realizava “(...) este realiza a entrega dos cheques a instituição bancária in casu, o Banco do Nordeste sob a forma de CUSTODIA DOS CHEQUES. No entanto, a instituição bancária ao invés de fazer os descontos dos cheques em operação privada, ou seja, em sua própria contabilidade, esta realiza a operação de desconto na conta do CORRENTISTA, ocorrendo assim a liquidação antecipada dos mesmos para a posteriori serem creditados e debitados dos títulos que hão de vencer no curso do mês. Assim, demonstrase que o estorno realizado do crédito (dos cheques anteriormente descontados) com o débito revela o valor em duplicidade do tributo de CPMF. E, que o Banco do Nordeste não querendo arcar com a CPMF, apenas estorna o valor do credito indevidamente lançado, fazendo crer que o Impugnante teve dois lançamentos referentes a um valor, mesmo que depois o valor (e não a CPMF) seja estornado como débito”.(fls. 556 – 557). Entretanto, em relação a todas as afirmações trazidas, não houve comprovação/identificação de tais estornos em seus extratos. Não foi produzida uma única prova, não foi trazido um único contrato de empréstimo ou nota fiscal, ou qualquer mínimo subsídio, tanto em fase de fiscalização, quanto em impugnação ou no recurso voluntário. Apesar de elaborar tabelas que faz alusão à suposta origem dos recursos objetos da autuação, o contribuinte não traz documentos que suportem suas alegações. Portanto, no caso dos autos, a aplicação do art. 42 da Lei 9.430/92 é inquestionável, pois, como verificado pelo Auditor Fiscal e, após, confirmado pela DRJ, o contribuinte sequer justificou minimamente com documentação hábil e idônea a origem dos depósitos realizados na sua conta bancária nos anoscalendários fiscalizados, sendo correta a tributação, como, aliás, vem entendendo essa Turma: Fl. 591DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2014 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 22/05/20 14 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10325.000441/200949 Acórdão n.º 2202002.597 S2C2T2 Fl. 13 7 Processo nº 16004.000110/200918 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202002.331 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de junho de 2013 Matéria IRPF Recorrente ALFEU CROZATO MOZAQUATRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano calendário: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM ORIGEM COMPROVADA. ART. 42, LEI N. 9.430/96. LEGITIMIDADE. É legítimo o lançamento de imposto de renda com base em omissão de rendimentos baseada em depósitos bancários sem origem comprovada tendo como fundamento o art. 42 da Lei nº 9.430/96, desde que sejam seguidos todos os procedimentos nela presentes. Por fim, destacase que, conforme demonstrado pelo contribuinte, houve a inscrição equivocada do valor de R$ 4.999,05 no auto de infração (fl.418), onde deveria constar R$ 4.998,10, de acordo com o depósito do dia 28.02/05 (fl. 194), devendo ser excluído R$ 0,95 da base de cálculo do tributo lançado. Por todos estes motivos, não merece reparos a decisão da DRJ no tocante à tributação dos rendimentos omitidos, apurados a partir dos depósitos em contas bancárias sem comprovação de origem, devendo, tão somente, ser excluído da base de cálculo do tributo apurado o valor correspondente aos R$ 0,95, conforme já referido. (Assinado digitalmente) Fabio Brun Goldschmidt Relator Fl. 592DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2014 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 22/05/20 14 por FABIO BRUN GOLDSCHMIDT, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 10930.006812/2008-87
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2201-000.104
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, SOBRESTAR o recurso, conforme a Portaria CARF nº 1, de 2012.
Assinatura digital
Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator
Assinatura digital
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente
EDITADO EM: 28/09/2012
Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França.
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10930.006812/2008-87
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5350137
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2201-000.104
nome_arquivo_s : Decisao_10930006812200887.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 10930006812200887_5350137.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, SOBRESTAR o recurso, conforme a Portaria CARF nº 1, de 2012. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo Presidente EDITADO EM: 28/09/2012 Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
id : 5464737
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591383797760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1754; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10930.006812/200887 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2201000.104 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 19 de setembro de 2012 Assunto Rendimentos recebidos acumuladamente Recorrente FRANCISCO VALERO DONAIRE Recorrida DRJCURITIBA/PR Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, SOBRESTAR o recurso, conforme a Portaria CARF nº 1, de 2012. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa – Relator Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente EDITADO EM: 28/09/2012 Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França. Relatório FRANCISCO VALERO DONAIRE interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJCURITIBA/PR (fls. 38) que julgou procedente lançamento, formalizado por meio da notificação de lançamento de fls. 25/29, para exigência de Imposto sobre Renda de Pessoa Física – IRPF suplementar, referente ao exercício de 2004, no valor de R$ 554,31, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 1.232,96. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 30 .0 06 81 2/ 20 08 -8 7 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 29/ 10/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 31/10/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10930.006812/200887 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2201000.104 S2C2T1 Fl. 3 2 Segundo o relatório fiscal, tratase de rendimentos recebidos acumuladamente decorrentes de ação trabalhista. O Contribuinte impugnou o lançamento e alegou, em síntese, que a fonte pagadora é a única responsável pelo recolhimento do imposto retido; que os juros moratórios têm caráter indenizatório e não estão sujeitos á incidência do imposto; que de acordo com a Súmula 125 do STJ férias não gozadas não estão sujeitas à incidência do imposto; que os juros de mora deveriam ser calculados à alíquota de 1%; que a multa de ofício de 75% tem natureza confiscatória. A DRJCURITIBA/PR julgou procedente o lançamento, nos termos do acórdão de fls. 38/43. Cientificado da decisão de primeira instância em 10/06/2011 (fls. 46), o Contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 48/74 no qual reitera, em síntese, as alegações e argumentos da impugnação. Voto Como se colhe do relatório, versa o presente processo sobre rendimentos recebidos acumuladamente em decorrência de decisão judicial. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal STF acolheu como sendo de repercussão geral matéria que versa sobre a forma de tributação dos rendimentos recebidos acumuladamente em períodos diversos daquele de sua competência, conforme leading case RE 614.406, que tem a seguinte descrição extraída do sítio do STF: Recurso extraordinário interposto pela alínea “b” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, em que se discute a constitucionalidade, ou não, do artigo 12 da Lei n° 7.713/88, que trata da incidência do imposto de renda da pessoa física sobre rendimentos percebidos acumuladamente, tendo em conta a declaração de inconstitucionalidade desse dispositivo, por Tribunal Regional Federal, após o pronunciamento do Plenário Virtual no sentido da inexistência da repercussão geral da matéria — efetuado no RE 592211/RJ (publicado no DJe de 21.11.2008) — e a relevância jurídica correspondente à presunção de constitucionalidade das leis, à unidade do ordenamento jurídico, à uniformidade da tributação federal e à isonomia tributária (artigo 543A, § 5º, do Código de Processo Civil). []E, como se sabe, o Regimento Interno do CARF, instituído pela Portaria nº 256, de 22 junho de 2009, com alterações introduzidas pela Portaria nº 586, de 21 de dezembro de 2010, determinou o sobrestamento do julgamento dos recursos que versem sobre matérias acolhidas como de repercussão geral, até decisão final do SRF, conforme art. 62, a seguir reproduzido: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 Fl. 80DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 29/ 10/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 31/10/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10930.006812/200887 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2201000.104 S2C2T1 Fl. 4 3 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. {2} § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Ante o exposto, encaminho meu voto o sentido de que seja sobrestado o presente recurso até decisão do STF. Assinatura Digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator Fl. 81DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 29/ 10/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 31/10/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 16832.000114/2010-87
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. DISCUSSÃO JUDICIAL.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, salvo se a discussão na via extrajudicial ater-se a tão somente à matéria diferenciada.
DEPÓSITO DO MONTANTE INGRAL. JUROS. MULTA. CONVERSÃO EM RENDA.
Embora o crédito tributário tenha sido depositado em juízo, não há vedação legal à sua constituição por meio de lançamento de ofício, com o objetivo de afastar a decadência. A realização do depósito do montante integral descaracteriza a ocorrência de mora, portanto, indevida a cobrança da multa e dos acréscimos moratórios em relação aos débitos apurados em algumas competências autuadas. Havendo a conversão em renda dos valores adimplidos, há a extinção do crédito tributário, nos termos do Art. 156, VI do CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-002.495
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para excluir juros e multa e reconhecer a extinção da presente autuação ante a conversão do depósito em renda, nos termos do art. 156, VI do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marcelo Freitas de Souza que negaram provimento.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Júlio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. DISCUSSÃO JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, salvo se a discussão na via extrajudicial ater-se a tão somente à matéria diferenciada. DEPÓSITO DO MONTANTE INGRAL. JUROS. MULTA. CONVERSÃO EM RENDA. Embora o crédito tributário tenha sido depositado em juízo, não há vedação legal à sua constituição por meio de lançamento de ofício, com o objetivo de afastar a decadência. A realização do depósito do montante integral descaracteriza a ocorrência de mora, portanto, indevida a cobrança da multa e dos acréscimos moratórios em relação aos débitos apurados em algumas competências autuadas. Havendo a conversão em renda dos valores adimplidos, há a extinção do crédito tributário, nos termos do Art. 156, VI do CTN. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 16832.000114/2010-87
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5345712
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2403-002.495
nome_arquivo_s : Decisao_16832000114201087.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 16832000114201087_5345712.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para excluir juros e multa e reconhecer a extinção da presente autuação ante a conversão do depósito em renda, nos termos do art. 156, VI do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marcelo Freitas de Souza que negaram provimento. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Júlio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 18 00:00:00 UTC 2014
id : 5437121
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591392186368
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1906; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16832.000114/201087 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403002.495 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 18 de março de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente ANDROMEDA CONS TECNICA E REPRES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. DISCUSSÃO JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, salvo se a discussão na via extrajudicial aterse a tão somente à matéria diferenciada. DEPÓSITO DO MONTANTE INGRAL. JUROS. MULTA. CONVERSÃO EM RENDA. Embora o crédito tributário tenha sido depositado em juízo, não há vedação legal à sua constituição por meio de lançamento de ofício, com o objetivo de afastar a decadência. A realização do depósito do montante integral descaracteriza a ocorrência de mora, portanto, indevida a cobrança da multa e dos acréscimos moratórios em relação aos débitos apurados em algumas competências autuadas. Havendo a conversão em renda dos valores adimplidos, há a extinção do crédito tributário, nos termos do Art. 156, VI do CTN. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 83 2. 00 01 14 /2 01 0- 87 Fl. 396DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para excluir juros e multa e reconhecer a extinção da presente autuação ante a conversão do depósito em renda, nos termos do art. 156, VI do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marcelo Freitas de Souza que negaram provimento. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Júlio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 397DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16832.000114/201087 Acórdão n.º 2403002.495 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário, fls. 316/322, interposto em face do Acórdão proferido pela DRJ do Rio de Janeiro/RJ, fls. 302/308, a qual julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada para manter o crédito previdenciário referente ao valor principal, consubstanciado no DEBCAD nº. 37.215.3500, cujo montante equivale a R$ 108.395,22 (cento e oito mil, trezentos e noventa e cinco reais e vinte e dois centavos), excluindo da autuação apenas os valores lançados à título de juros e multa. O crédito em cobrança referese ao período de janeiro a dezembro de 2005, incluindose as contribuições devidas a terceiros, SEBRAE. A base de cálculo está contabilizada na conta de ativo número 417011, cujo montante integral o contribuinte depositou em juízo após ter ingressado com ação judicial de número 2004.51.10.0070477. No relatório fiscal, fls. 54/58, a autoridade lançadora informou todos os fatos e destacou que o lançamento restaria suspenso até decisão final proferida pelo judiciário. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento efetuado, a empresa contestou a autuação fiscal por meio do instrumento de fls. 135/148. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da então Impugnante, a 12ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ, DRJ/RJ1, prolatou o Acórdão n° 12 41.867, fls. 302/308, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. DECADÊNCIA. O direito de o Fisco efetuar o lançamento decai no prazo de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, quando o lançamento é por homologação e houve a antecipação do pagamento. LANÇAMENTO. DEPÓSITO JUDICIAL. MONTANTE INTEGRAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. ACRÉSCIMOS LEGAIS. INEXIGIBILIDADE. O lançamento de crédito tributário cuja exigibilidade esteja suspensa por meio de depósitos judiciais destinase a prevenir a decadência do direito de a Fazenda Pública constituílo. O depósito judicial no montante integral do crédito tributário, realizado tempestivamente, nas respectivas datas de vencimento Fl. 398DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 das obrigações, e previamente ao lançamento de ofício, afasta a exigência dos acréscimos legais (juros e multa de mora). Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte DO RECURSO Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, fls. 316/322 requerendo extinção do auto de infração uma vez que já teria ocorrido a conversão em renda do depósito realizado em favor da União. É o relatório. Fl. 399DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16832.000114/201087 Acórdão n.º 2403002.495 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 393, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO PROCESSO JUDICIAL – DO DEPÓSITO DO MONTANTE INTEGRAL Conforme consignado no Relatório Fiscal, a empresa apesar de não ter a seu favor a concessão de medida liminar para suspensão da exigibilidade do crédito, esta realizou o depósito do montante integral, o que suspende a exigibilidade do crédito tributário. Desde já, destaquese que ao ingressar com a referida medida judicial, a Recorrente abdicou do seu direito de discutir administrativamente, nos termos da Súmula n. 1 do CARF, verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (grifo nosso) Destarte, não será objeto de análise o mérito da exigibilidade ou não da contribuição sob exigência, mas apenas com relação à aplicação de multa e juros. DA APLICAÇÃO DOS JUROS DE MORA E DE MULTA É certo que, estando o crédito tributário com a sua exigibilidade suspensa por força do depósito do montante integral, art. 151, II do Código Tributário Nacional, entendese que o contribuinte não pode ser qualificado como inadimplente.. O depósito do montante integral impede a propositura de execução fiscal, a fluência dos juros e a imposição de multa. Já a conversão do depósito em renda é causa extintiva do crédito tributário, razão pela qual deve o auto de infração ser extinto. É nessa linha de entendimento, que o Superior Tribunal de Justiça, realizou o julgamento do AgRg no Ag 799.539/SP, assim ementado: Fl. 400DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. LEVANTAMENTO DO DEPÓSITO JUDICIAL. ART. 151, II, DO CTN. IMPOSSIBILIDADE. GARANTIA DO JUÍZO. FINALIDADE DÚPLICE. OPOSIÇÃO. FAZENDA NACIONAL. EXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. 1. A garantia prevista no art. 151, II, do CTN tem natureza dúplice, porquanto ao tempo em que impede a propositura da execução fiscal, a fluência dos juros e a imposição de multa, também acautela os interesses do Fisco em receber o crédito tributário com maior brevidade, porquanto a conversão em renda do depósito judicial equivale ao pagamento previsto no art. 156, do CTN encerrando modalidade de extinção do crédito tributário. 2. Permitir o levantamento do depósito judicial sem a anuência do Fisco significa esvaziar o conteúdo da garantia prestada pelo contribuinte em detrimento da Fazenda Pública. 3. Precedentes no sentido de que "sem precedência anuência da parte ré, o levantamento autorizado na Segunda Instância, na verdade, significou antecipada desconstituição da composição judicial sujeita ao reexame pedido na apelação. Ajustado, pois, que os valores depositados suspendiam a exigibilidade do crédito litigioso (art.151, II, CTN), o levantamento por provocação unilateral de uma das partes, com a modificação do statu quo, via oblíqua, equivaleu à antecipada desconstituição do título sentencial." 4. In casu, verificase a total impropriedade do pedido formulado. Isso porque, não bastasse a inadequação da via eleita (pedido formulado nos autos de agravo de instrumento), a verificação acerca ocorrência do recolhimento aos cofres públicos, dos valores depositados em juízo, ensejaria inegável exame de matéria fáticoprobatória, procedimento vedado a esta Corte, nos termos da Súmula 7/STJ. 5. Não cabe ao STJ a expedição de "Carta Precatória" com cópia integral dos autos ao juízo de 1º grau a fim de que seja analisada a possibilidade de levantamento dos depósitos. 6. Agravo regimental desprovido. (AgRg no Ag 799539/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/05/2007, DJ 31/05/2007, p. 355) O contribuinte apesar de ter ajuizado ação judicial e ter procedido com o depósito do montante integral, desistiu da ação em curso, a qual foi devidamente homologada, conforme os documentos que foram acostados no Recurso Voluntário, tendo sido determinado a conversão do depósito em renda em favor da União, fl. 390. Portanto, resta configurada a causa extintiva do crédito tributário do art. 156, VI, do Código Tributário Nacional, ensejando a consequente extinção da presente autuação. Fl. 401DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16832.000114/201087 Acórdão n.º 2403002.495 S2C4T3 Fl. 5 7 CONCLUSÃO Ante todo o exposto, conheço do recurso para, no mérito, dar provimento a fim de excluir juros e multa e reconhecer a extinção da presente autuação ante a conversão do depósito em renda, nos termos do art. 156, VI do CTN. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 402DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10680.933041/2009-72
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3402-000.637
Decisão: RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator e Presidente Substituto.
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo DEça e Winderley Morais Pereira, Raquel Motta Brandão Minatel.
RELATÓRIO
Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis:
O interessado transmitiu o Pedido Eletrônico de Restituição ou Ressarcimento e da Declaração de Compensação (Per/Dcomp) visando a compensar o(s) débito(s) nele declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de PIS, relativo ao fato gerador de 31/08/2004.
A Delegacia da Receita Federal (DRF) em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório eletrônico, fls. 05, no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foio utilizado na quitação integral de débitos da contribuinte, não restando saldo creditório disponível.
Irresignado com o indeferimento do seu pedido, o contribuinte apresentou, em 19/11/2009, manifestação de inconformidade de fls. 1 a 4, com os argumentos a seguir resumidos.
Narrando os fatos considerados na emissão do despacho decisório, alega que exerceu o seu direito conforme disposto na legislação vigente à época em que forma feitas as compensações, utilizado-se de Per/Dcomp, sendo que apenas não procedeu a retificação das DCTFs e demais obrigações acessórias. Acrescenta que a compensação realizada tem natureza declaratória, está amparada no art. 74 da Lei nº 9.430/96, não se enquadrando em nenhuma das hipóteses de vedações legais.
Por fim, relaciona os documentos anexados e requer seja acolhida a sua defesa.
A 1ª Turma da Delegacia de Julgamento de Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 02-38165, de 26 de março de 2012, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos:
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do fato gerador: 31/08/2004
DCTF RETIFICADORA. AUSÊNCIA DE PROVAS DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO.
Na ausência de provas, a DCTF retificadora não pode ser considerada instrumento hábil para conferir certeza e liquidez ao crédito indicado na declaração de compensação.
Descontente com a decisão de primeira instância, o sujeito passivo protocolou o recurso voluntário no qual argumenta, em síntese, que a decisão recorrida incorreu em patente equívoco em não reconhecer a DCTF retificadora e por consequência negar direito ao crédito pleiteado e não homologar a compensação pretendida.
Termina sua petição requerendo que seja reformada a decisão guerreada, reconhecendo o direito da recorrente à restituição pleiteada e homologada a compensação declarada.
É o Relatório.
VOTO
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10680.933041/2009-72
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5329424
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3402-000.637
nome_arquivo_s : Decisao_10680933041200972.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10680933041200972_5329424.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator e Presidente Substituto. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo DEça e Winderley Morais Pereira, Raquel Motta Brandão Minatel. RELATÓRIO Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis: O interessado transmitiu o Pedido Eletrônico de Restituição ou Ressarcimento e da Declaração de Compensação (Per/Dcomp) visando a compensar o(s) débito(s) nele declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de PIS, relativo ao fato gerador de 31/08/2004. A Delegacia da Receita Federal (DRF) em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório eletrônico, fls. 05, no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foio utilizado na quitação integral de débitos da contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Irresignado com o indeferimento do seu pedido, o contribuinte apresentou, em 19/11/2009, manifestação de inconformidade de fls. 1 a 4, com os argumentos a seguir resumidos. Narrando os fatos considerados na emissão do despacho decisório, alega que exerceu o seu direito conforme disposto na legislação vigente à época em que forma feitas as compensações, utilizado-se de Per/Dcomp, sendo que apenas não procedeu a retificação das DCTFs e demais obrigações acessórias. Acrescenta que a compensação realizada tem natureza declaratória, está amparada no art. 74 da Lei nº 9.430/96, não se enquadrando em nenhuma das hipóteses de vedações legais. Por fim, relaciona os documentos anexados e requer seja acolhida a sua defesa. A 1ª Turma da Delegacia de Julgamento de Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 02-38165, de 26 de março de 2012, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/08/2004 DCTF RETIFICADORA. AUSÊNCIA DE PROVAS DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. Na ausência de provas, a DCTF retificadora não pode ser considerada instrumento hábil para conferir certeza e liquidez ao crédito indicado na declaração de compensação. Descontente com a decisão de primeira instância, o sujeito passivo protocolou o recurso voluntário no qual argumenta, em síntese, que a decisão recorrida incorreu em patente equívoco em não reconhecer a DCTF retificadora e por consequência negar direito ao crédito pleiteado e não homologar a compensação pretendida. Termina sua petição requerendo que seja reformada a decisão guerreada, reconhecendo o direito da recorrente à restituição pleiteada e homologada a compensação declarada. É o Relatório. VOTO
dt_sessao_tdt : Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
id : 5333148
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591394283520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1219; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 100 1 99 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.933041/200972 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3402000.637 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 28 de janeiro de 2014 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente HOSPITAL MATER DEI SA Recorrida DRJ RECIFE (PE) RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça e Winderley Morais Pereira, Raquel Motta Brandão Minatel. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 33 04 1/ 20 09 -7 2 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 9/02/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10680.933041/200972 Resolução nº 3402000.637 S3C4T2 Fl. 101 2 RELATÓRIO Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis: O interessado transmitiu o Pedido Eletrônico de Restituição ou Ressarcimento e da Declaração de Compensação (Per/Dcomp) visando a compensar o(s) débito(s) nele declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de PIS, relativo ao fato gerador de 31/08/2004. A Delegacia da Receita Federal (DRF) em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório eletrônico, fls. 05, no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foio utilizado na quitação integral de débitos da contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Irresignado com o indeferimento do seu pedido, o contribuinte apresentou, em 19/11/2009, manifestação de inconformidade de fls. 1 a 4, com os argumentos a seguir resumidos. Narrando os fatos considerados na emissão do despacho decisório, alega que exerceu o seu direito conforme disposto na legislação vigente à época em que forma feitas as compensações, utilizadose de Per/Dcomp, sendo que apenas não procedeu a retificação das DCTFs e demais obrigações acessórias. Acrescenta que a compensação realizada tem natureza “declaratória”, está amparada no art. 74 da Lei nº 9.430/96, não se enquadrando em nenhuma das hipóteses de vedações legais. Por fim, relaciona os documentos anexados e requer seja acolhida a sua defesa. A 1ª Turma da Delegacia de Julgamento de Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 0238165, de 26 de março de 2012, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/08/2004 DCTF RETIFICADORA. AUSÊNCIA DE PROVAS DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. Na ausência de provas, a DCTF retificadora não pode ser considerada instrumento hábil para conferir certeza e liquidez ao crédito indicado na declaração de compensação. Descontente com a decisão de primeira instância, o sujeito passivo protocolou o recurso voluntário no qual argumenta, em síntese, que a decisão recorrida incorreu em patente equívoco em não reconhecer a DCTF retificadora e por consequência negar direito ao crédito pleiteado e não homologar a compensação pretendida. Termina sua petição requerendo que seja reformada a decisão guerreada, reconhecendo o direito da recorrente à restituição pleiteada e homologada a compensação declarada. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 9/02/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10680.933041/200972 Resolução nº 3402000.637 S3C4T2 Fl. 102 3 É o Relatório. VOTO Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator. Preliminarmente, ressalto que há uma questão prejudicial a ser solucionada imprescindível para o deslinde da causa. Consta dos autos que a recorrente efetuou a retificação da DCTF e que as autoridades preparadora e de primeiro grau entenderam que a mera apresentação da declaração retificadora, com redução do valor do débito anteriormente confessado, não basta para justificar a reforma da decisão de não homologação da compensação declarada; fazse mister a prova inequívoca de que houve erro de fato no preenchimento da DCTF, isto é, de que o valor correto do débito é aquele constante da DCTF retificadora. Concordo que a DCTF por si só não confere direito creditório ao contribuinte. O direito à restituição está ligada a existência de recolhimento indevido ou maior que o devido. Para apurar o indébito é imprescindível confrontar o valor recolhido com o valor que deveria ter sido recolhido. A comprovação do valor recolhido se faz por meio do comprovante de recolhimento – DARF. Já a apuração do valor devido está condicionada à análise da base de cálculo combinada com a alíquota a ser aplicada. Quanto à alíquota, não temos problemas, pois a lei determina e não precisa ser objeto de prova. Todavia, a base de cálculo deve ser comprovada pela escrituração nos livros fiscais. Neste sentido, determina o art. 923, do RIR/99, “a escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados com documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais”. Diante dessa premissa adotada, entendo necessária a devolução dos autos à autoridade preparadora para que seja analisada e homologada a retificadora da DCTF apresentada pelo recorrente. Não é demais ressaltar que a autoridade julgadora poderá determinar diligências para formar sua convicção, nos termos do art. 29 do Decreto nº 70.235/72. Pelo exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que o órgão de origem verifique a exatidão dos valores declarados na DCTF retificadora, fazendo o cotejo com os livros contábeis e com os respectivos documentos que os sustentam. Da conclusão da diligência deve ser dada ciência à contribuinte, abrindolhe o prazo de trinta dias para, querendo, pronunciarse sobre o feito. Após todos os procedimentos, que sejam devolvidos os autos ao CARF para prosseguimento do rito processual. É como voto. Sala das Sessões, em 28/01/2014. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Fl. 86DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 9/02/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10680.933041/200972 Resolução nº 3402000.637 S3C4T2 Fl. 103 4 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 9/02/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10380.731993/2011-52
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Mar 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2007, 2008, 2009
RECURSO. PEREMPÇÃO. NÃO-CONHECIMENTO.
Não se conhece de recurso perempto, apresentado após o trintídio legal.
Numero da decisão: 1803-002.021
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por perempto, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Declarou-se impedido o Conselheiro Neudson Cavalcante Albuquerque.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2007, 2008, 2009 RECURSO. PEREMPÇÃO. NÃO-CONHECIMENTO. Não se conhece de recurso perempto, apresentado após o trintídio legal.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 21 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10380.731993/2011-52
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5332283
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 21 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1803-002.021
nome_arquivo_s : Decisao_10380731993201152.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SERGIO RODRIGUES MENDES
nome_arquivo_pdf_s : 10380731993201152_5332283.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por perempto, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Declarou-se impedido o Conselheiro Neudson Cavalcante Albuquerque. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
id : 5349563
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591399526400
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1563; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 297 1 296 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.731993/201152 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803002.021 – 3ª Turma Especial Sessão de 11 de fevereiro de 2014 Matéria IRPJ E OUTROS DCTF Recorrente ELETROVALE SERVICOS DE ENGENHARIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2007, 2008, 2009 RECURSO. PEREMPÇÃO. NÃOCONHECIMENTO. Não se conhece de recurso perempto, apresentado após o trintídio legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por perempto, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Declarouse impedido o Conselheiro Neudson Cavalcante Albuquerque. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 73 19 93 /2 01 1- 52 Fl. 297DF CARF MF Impresso em 21/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10380.731993/201152 Acórdão n.º 1803002.021 S1TE03 Fl. 298 2 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 227 e 228 numeração digital ND): O Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Fortaleza (CE) produziu Representação, visando à cobrança de diversos débitos do Interessado. O citado documento atesta que o Interessado confessou vários débitos, por meio de Declaração de Créditos e Tributos Federais (DCTF), informando que os mesmos estariam com a exigibilidade suspensa, conforme decisões proferidas em processo judicial. Analisando as decisões proferidas na mencionada ação judicial, a Unidade Local concluiu que estas não respaldavam a pretendida suspensão de exigibilidade e, por conseguinte, emitiu Carta Cobrança ao sujeito passivo, exigindo os créditos tributários considerados indevidamente suspensos. Inconformado com a cobrança, o administrado apresentou petição a qual denominou de “manifestação de inconformidade”, dirigida à Delegacia de Julgamento, visando desconstituir o ato administrativo de cobrança. O pedido do Interessado traz, em síntese, as seguintes alegações: Em primeiro lugar, advoga a existência de competência da DRJ para a apreciação de seu pedido, para tanto fundamenta sua pretensão no texto do art. 212, III, do Regimento da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Aduz que seu pedido se enquadra na espécie prevista pelo art. 74, § 9º, da Lei nº 9.430, de 1996, e que sua solicitação deveria seguir o rito do Decreto nº 70.235, de 1972. Em seguida, apresenta argumentação visando combater o ato de cobrança perpetrado. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 227 ND): ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2006 a 31/03/2008 DÉBITO CONFESSADO EM DCTF. COBRANÇA. COMPETÊNCIA. Falece competência às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento para apreciarem oposições apresentadas pelo sujeito passivo à cobrança de débitos confessados em DCTF. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Fl. 298DF CARF MF Impresso em 21/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10380.731993/201152 Acórdão n.º 1803002.021 S1TE03 Fl. 299 3 3. Cientificada da referida decisão em 22/05/2013 (fls. 237 ND), em 08/07/2013, apresenta a interessada Recurso de fls. 245 a 267 (ND), instruído com os documentos de fls. 268 a 278 (ND), nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 21/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10380.731993/201152 Acórdão n.º 1803002.021 S1TE03 Fl. 300 4 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Recurso perempto 4. Conforme constou do Relatório, a Recorrente foi cientificada da decisão de primeira instância em 22/05/2013 (A.R. de fls. 237 ND), tendo apresentado a sua petição recursal em 08/07/2013 (fls. 245 ND). 5. Dispõe o art. 33 do Processo Administrativo Fiscal – PAF (Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972): Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. 6. Assim, cientificada em 22/05/2013, uma quartafeira, dispunha a Recorrente do prazo de trinta dias para apresentar a sua inconformidade contra a decisão recorrida, prazo esse que se escoou impreterivelmente no dia 21/06/2013, uma sextafeira. 7. Tendo apresentado o seu Recurso apenas em 08/07/2013, 47(quarenta e sete) dias depois da ciência da decisão recorrida, e 17 (dezessete) dias após a data final de apresentação do Recurso, está este perempto (art. 35 do PAF). Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NÃO CONHECER DO RECURSO, por perempto. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 300DF CARF MF Impresso em 21/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10880.915924/2008-63
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Apr 04 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3802-000.157
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter em diligência os autos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM-Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Sustentação oral pela recorrente, Dra Catarina da Fonte, OAB/PE 30.248.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 04 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.915924/2008-63
anomes_publicacao_s : 201404
conteudo_id_s : 5337034
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 04 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-000.157
nome_arquivo_s : Decisao_10880915924200863.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
nome_arquivo_pdf_s : 10880915924200863_5337034.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter em diligência os autos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM-Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Sustentação oral pela recorrente, Dra Catarina da Fonte, OAB/PE 30.248.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5380881
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:20:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591403720704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1848; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 122 1 121 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.915924/200863 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3802000.157 – 2ª Turma Especial Data 27 de fevereiro de 2014 Assunto DCOMPPAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente MICROLITE SOCIEDADE ANÔNIMA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter em diligência os autos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MÉRCIA HELENA TRAJANO D’AMORIMPresidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Sustentação oral pela recorrente, Dra Catarina da Fonte, OAB/PE 30.248. Relatório O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I/SP. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: Em 26/8/2008, Despacho Decisório não homologa Pedido Eletrônico de Restituição (PER)/Declaração de Compensação (DComp) de fl 1, por falta de crédito no Darf da contribuição acima citada (código de receita: 8109; fato gerador: 30/06/2002). O valor foi todo usado para quitar débitos e não RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 15 92 4/ 20 08 -6 3 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.915924/200863 Resolução nº 3802000.157 S3TE02 Fl. 123 2 restou saldo compensável. O débito confessado nesta declaração é de: Pis Não Cumulativo; código de receita: 6912; de fevereiro de 2004; no valor de R$ 4.567,98 (fl 9). A base da decisão são os artigos 165 e 170, do CTN, e o art. 74, da Lei 9.430/96. Foram emitidas mais 90 Decisões, cada qual formando um processo (de 10880.915886 até 10880.915976, conjunto ao qual estes autos pertencem). Em 24/9/2008, a empresa deduz sua inconformidade (fl 11 e seguintes) na qual: diz que as Declarações de Compensação tratam de créditos do mesmo tipo e prova, não fracionáveis; pede para apensar todos os autos em um, para análise conjunta da defesa e das provas; argui: nulidade, pela falta de intimação prévia para prestar esclarecimentos; que devem ser apreciados os documentos ora juntados, sob pena de cerceamento; que recolheu indevidamente Pis e Cofins de abril de 1999 a fevereiro de 2004 em vendas à ZFM que não geram obrigação fiscal, pois equiparadas a exportação (DL 288/67); diz juntar as notas fiscais e demonstrativos da base da compensação, planilhas das bases de cálculo e demonstrativo contábil. Ao final, requer emissão de novo Despacho em face da prova e/ou homologação das compensações deste e dos demais autos que pleiteia anexar. Junta documentos da representação processual e societários. O pleito foi julgado pela primeira instância, nos termos do acórdão de n° 16 30.835 de 13/04/2011, proferida pelos membros da 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I /SP, cuja ementa dispõe, verbis: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 30/06/2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. Se o ato administrativo obedece às suas formalidades essenciais não há nulidade. CERCEAMENTO. INOCORRÊNCIA. Não fica configurado cerceamento quando o interessado é regularmente cientificado do despacho decisório, e lhe é possível apresentar sua irresignação no prazo legal. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). IMPOSSIBILIDADE. A vinculação total de pagamento a um débito próprio expressa a inexistência de direito creditório compensável e é circunstância apta a embasar a nãohomologação de compensação. A alegação da existência de pagamento indevido ou a maior, desacompanhada de suficientes elementos comprobatórios, não é suficiente para reformar a decisão. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 30/06/2002 VENDAS À ZONA FRANCA DE MANAUS. DL 288/67. CONTRIBUIÇÃO SUPERVENIENTE. ISENÇÃO. DESCABIMENTO. O art. 4o do DecretoLei no 288/67 aplica a equiparação a tributo vigente em 28/2/67 e não projeta isenções futuras. A restrição era para os tributos existentes em vigor à época e não para contribuição social superveniente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 123DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.915924/200863 Resolução nº 3802000.157 S3TE02 Fl. 124 3 Direito Creditório Não Reconhecido O julgamento foi no sentido de não reconhecer o indébito alegado, mantendo a decisão que não homologou a Declaração de Compensação. O Contribuinte protocolizou o Recurso Voluntário, tempestivamente, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Persiste na alegação de nulidade ao Acórdão, pela falta de clareza, dificultando o exercício da ampla defesa. Insiste na isenção da contribuição nas vendas feitas para a ZFM, ou ainda, que a venda à ZFM é equiparada à exportação de dessa forma não gera obrigação de recolhimento de tributos. Houve pedido de juntada dos diversos processos a um único julgador, por serem conexos. Consta renúncia da primeira representação. Encaminhamento dos autos a DRFRecife, tendo em vista mudança de jurisdição da recorrente. Incluise petição ao julgador do CARF (como se fosse um segundo recurso voluntário do escritório de Recife) anexando documentos (notas fiscais/planilhas) e documentos de substabelecimento. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira. É o Relatório. Voto Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO D’AMORIM O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de Compensação não homologada por conta de falta de crédito do PIS no DARF da recorrente, cujo valor já fora usado em sua totalidade para quitar débitos e não restando saldo devedor, segundo fiscalização. Inicialmente, em matéria de processo administrativo fiscal, não há que se falar em nulidade caso não se encontrem presentes as circunstâncias previstas pelo art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 59. São nulos: I Os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; Fl. 124DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.915924/200863 Resolução nº 3802000.157 S3TE02 Fl. 125 4 II Os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa.” Pelo transcrito, observase que, no caso de despacho–, só há nulidade se esse for lavrado por pessoa incompetente ou preterição de direito de defesa, o que não ensejou. Por outro lado, caso houvesse irregularidades, incorreções ou omissões diferentes das previstas no art. 59, essas não importariam em nulidade e poderiam ser sanadas, se tivessem dado causa a prejuízo para o sujeito passivo, como determina o art. 60 do mesmo decreto: Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Pois bem, o Despacho Decisório foi exarado por autoridade competente e dele foi a recorrente regularmente cientificada, havendo sido oferecida a possibilidade de apresentar, no prazo regulamentar, a Manifestação de Inconformidade, bem como recurso voluntário. Da mesma forma, a falta de intimação prévia para prestar esclarecimentos acerca de alegado crédito indicado em Declaração de Compensação eletrônica (DComp) não é hipótese de nulidade. Em suma, as hipóteses previstas de nulidade dos atos processuais estão precisamente definidas no artigo 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, e nenhuma delas ocorre neste caso. Por tudo que foi exposto, sendo improcedentes os argumentos da recorrente, não se encontrando presente pressuposto algum de nulidade, não havendo, da mesma forma, irregularidade alguma a ser sanada, não deve ser acolhida a preliminar com esse fundamento. Necessidade de diligência A compensação declarada por meio de PER/DCOMP não foi homologada pela repartição de origem pelo fato de que o crédito pleiteado já se encontrava vinculado a outro débito da titularidade do contribuinte, decisão essa mantida pela DRJ São Paulo I/SP, em razão da falta de comprovação do alegado direito creditório. O objeto da lide é exatamente o questionamento da incidência do PIS e da COFINS sobre a receita de vendas realizadas para empresas situadas na Zona Franca de Manaus. Em análise, percebi que a questão já foi apreciada em diversos julgados por esta Turma, que peço vênia para reproduzir, pois é exatamente como penso. Dada a clareza da exposição sobre a matéria, transcrevo voto do Conselheiro Francisco José Barroso Rios (processo 10880.915903/200848 (acórdão de n° 3802001.991, de 24/09/2013) que também reproduz excertos do voto vencedor do Conselheiro Regis Xavier Holanda (processo de n° 10920.000462/200350/acórdão de n° 380200.312, de 08/12/2010), bem como a remissão ao voto do julgado pelo Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi nos autos do processo nº 10880.915907/200826, (acórdão nº 3802001.942): Fl. 125DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.915924/200863 Resolução nº 3802000.157 S3TE02 Fl. 126 5 [...]A Medida Provisória no 1.8586, de 29/06/1999 e posteriores reedições até a Medida Provisória no 2.03724, de 23/11/2000 trazia as seguintes disposições de interesse: (omissis) Referida Medida Provisória foi então reeditada sob o n° 2.03725, de 21/12/2000 (DOU de 22/12/2000) – atual Medida Provisória no 2.158 35, de 2001 – apresentando modificação no texto normativo consistente na supressão das receitas de vendas efetuadas a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus do rol de hipóteses de exclusão das isenções conferidas. Vejamos: (omissis) Dessa forma, tenho como claro que o legislador, ao realizar a referida supressão da referência à Zona Franca de Manaus no texto normativo, conferiu sim, às vendas efetuadas a empresas estabelecidas nesta específica região marcada por incentivos fiscais especiais, a isenção tratada no caput e §1º do citado art. 14. Adequouse, então, a presente legislação à disciplina traçada pelo art. 4º do DecretoLei nº 288/67, in verbis: Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. Ademais, é mister ainda destacar que no ínterim entre as Medidas Provisórias no 2.03724, de 23/11/2000 e n° 2.03725, de 21/12/2000 (DOU de 22/12/2000), sobreveio, em 07/12/2000, decisão liminar unânime do pleno do Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIN nº 2.3489, deferindo medida cautelar com eficácia ex nunc para suspender a eficácia da expressão “na Zona Franca de Manaus” constante do artigo 14, §2º, I da Medida Provisória nº 2.03724. Portanto, dada a cronologia em que os fatos aconteceram, pareceme também claro que o legislador teve ainda por intenção adequar o texto normativo à decisão do STF então vigente, só alterada em 10/02/2005 mediante decisão que declarou prejudicado o pedido por perda de objeto diante da ausência de aditamento à inicial por conta das sucessivas reedições da Medida Provisória atacada. Alfim, tendo em vista que a Medida Provisória nº 2.03725 suprimiu a hipótese de afastamento da isenção em relação às receitas de vendas para a ZFM, entendo que essa modificação (supressão de hipótese de afastamento da isenção) conjugada com o art. 4º do DL 288/67, implica a aplicação do art. 14, II (exportação de mercadorias para o exterior) para essas operações. Em sentido semelhante já decidiram os então Conselhos de Contribuintes: Acórdãos 20216587, de 19/10/2005; 20179407, de 29/06/2006 e 20218132, de 20/06/2007. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.915924/200863 Resolução nº 3802000.157 S3TE02 Fl. 127 6 [...]No mais, voto ainda para, a partir de 22 de dezembro de 2000 – data de publicação da MP nº 2.03725 (atual MP no 2.15835, de 2001), considerar isentas da contribuição para o PIS, as vendas efetuadas a empresa situada na Zona Franca de Manaus. De fato, a real intenção que motivou a supressão da expressão “na Zona Franca de Manaus” do inciso I, do § 2o, do artigo 14 da Medida Provisória no 2.037, foi a de, efetivamente, excluir da incidência do PIS e da COFINS as vendas realizadas para empresas sediadas na referida área de livre comércio. Aliás, considerando que o legislador não emprega expressões inúteis, o fato de a redação original da Medida Provisória no 2.037 contemplar os termos “Zona Franca de Manaus” e “área de livre comércio” revela que o poder legiferante, na ocasião, para fins de tutela pela referida legislação, entendera como distintas as regiões comerciais em tela. Assim, posteriormente, a supressão da expressão “Zona Franca de Manaus” do dispositivo que excluía referida área do âmbito de isenção do PIS e da COFINS demonstra que o legislador, com tal conduta, buscou realmente isentar das contribuições em evidência as vendas realizadas para a referida região. Portanto, deverão ser consideradas como isentas do PIS e da COFINS as vendas realizadas para a Zona Franca de Manaus a partir da publicação da Medida Provisória no 2.03725, ou seja, em 22/12/2000. Contudo, o caso em exame diz respeito a questionamento quanto à isenção da COFINS sobre as receitas de vendas realizadas para empresas situadas na Zona Franca de Manaus no mês de junho de 1999, período em que não havia amparo legal à isenção em tela. Sobre o problema, comungo com as razões de decidir do conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi nos autos do processo nº 10880.915907/200826, que representa um dos processos da recorrente que tratou da mesma questão abordada na presente lide, julgado em 20/08/2013 (acórdão nº 3802 001.942): De todo modo, há normas infraconstitucionais de observância irrefutável pelo CARF que trazem regramento jurídico distinto da imunidade. E, como se sabe, a Súmula nº 2 do CARF impede que se avalie a constitucionalidade dessas normas, que em última análise afetam a permissibilidade de exclusão, ou não, dessas receitas da base de cálculo de PIS e COFINS. Referidas normas estavam contidas, durante o período compreendido pelos casos trazidos à lume, pela Medida Provisória 2037, a qual, em sua redação original e em vinte e quatro reedições posteriores, dispôs que não estavam abarcadas por isenção as receitas oriundas de vendas para a Zona Franca de Manaus, “a partir de 1o de fevereiro de 1999” (redação do § 2o do art. 14). Essa redação somente veio a ser modificada diante de decisão do STF na ADINC 2348, cujo mérito terminou não sendo julgado por Fl. 127DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.915924/200863 Resolução nº 3802000.157 S3TE02 Fl. 128 7 perda de objeto da ação direta. A decisão, que afastava com efeitos ex nunc a aplicação da norma acima sobre as receitas decorrentes de vendas para a Zona Franca de Manaus, levou o governo federal a, na vigésima quinta reedição da MP 2037, considerar isentas também as receitas de vendas para a Zona Franca de Manaus. E a rigor, a interpretação de que a isenção estava concedida à Zona Franca de Manaus se deu por supressão da expressão “Zona Franca de Manaus” do rol de vedações à aplicação da isenção constante do art. 14 da MP 2037. Passavase, então, a reconhecer que a isenção para a ZFM estava compreendida no inciso II do art. 14, o qual dispunha sobre a exportação de mercadorias para o exterior. Esforço interpretativo conjunto com o art. 40 do ADCT, portanto (e que, frisese, remete à imunidade do art. 149 da CRFB, não a isenção). De todo modo, em termos infraconstitucionais o que se tem é: somente se isentaram as receitas de vendas para a Zona Franca de Manaus das contribuições PIS e COFINS a partir de dezembro de 2000, pois o início da vigência da MP 203725 ocorreu no dia 21 daquele mês. Importante destacar que não entendo que a isenção tenha sido concedida em caráter retroativo a 1o de fevereiro de 1999, como defendem alguns diante de uma leitura fria do caput do art. 14 da MP 203725. A rigor, a alteração legislativa que suprimiu a vedação à isenção das vendas para a Zona Franca de Manaus deve ser apreciada em conjunto com a própria decisão do STF, que suspendeu a aplicação da MP 2037, em reedição anterior, com efeitos ex nunc na ADINC 2348. A disposição do caput tratando do dia 1o de fevereiro de 1999 existe desde a edição originária da MP 2037. Assim, o fato de reedição posterior da MP permitir uma leitura apriorística de que, desde fevereiro de 1999, não havia vedação à isenção, não significa que ocorra uma exótica “isenção retroativa”. Afinal, tratase da mesma MP 2037, que, pelas regras constitucionais vigentes à época, podia ser reeditada quantas vezes fossem necessárias. De todo modo, ao menos em tese os períodos de apuração de dezembro de 2000 em diante estão beneficiados expressamente pela exoneração fiscal de PIS e COFINS às receitas decorrentes de vendas para a Zona Franca de Manaus. Assim, para todos os períodos posteriores a dezembro de 2000, inclusive, é de se reconhecer que há bom direito assistindo ao contribuinte; por outro lado, os períodos anteriores não podem receber a mesma validação. Como o processo em tela abrange período anterior, não há como se reconhecer o direito creditório, restando prejudicada a análise de todo o remanescente – inclusive a prova dos autos. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.915924/200863 Resolução nº 3802000.157 S3TE02 Fl. 129 8 Assim, as receitas decorrentes das vendas para a Zona Franca de Manaus deverão sofrer incidência do PIS e da COFINS, exclusivamente, em relação aos fatos geradores ocorridos entre 1o de fevereiro de 1999 (conforme caput do artigo 14 da MP no 1.8586, de 29/06/1999) e 21 de dezembro de 2000 (dia imediatamente anterior à publicação da reedição da referida Medida Provisória em que houve a supressão do termo “Zona Franca de Manaus” de seu artigo 14, § 2o, inciso I – MP 2.03725). Considerando que, de acordo com o art. 40 do ADCT, a Zona Franca de Manaus (ZFM) é uma área de livre comércio, temse que a previsão normativa que restou mantida após a decisão do STF permite uma interpretação no sentido de se afastar a isenção nos casos da espécie, quais sejam, de vendas a área de livre comércio, como o é a ZFM. Destarte, em termos infraconstitucionais, temse que somente se isentaram as receitas de vendas para a Zona Franca de Manaus das contribuições PIS e COFINS a partir de 22 de dezembro de 2000, tendo em vista publicação da MP 203725 no dia 22 daquele mês, quando suprimiu o termo Zona Franca de Manaus de seu artigo 14, § 2o, inciso I. Assim sendo, como o crédito referido é do mês de JUNHO de 2002, logo existe fundamentação legal que reconheça o direito creditório pelo pagamento do PIS em vista de vendas para a Zona Franca de Manaus. Foi observado nesta Turma, pelo Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi que a matéria probante foi toda acostado ao processo nº 10880.915886/200849, também distribuído para esta Turma Especial, mas nesse caso sob a responsabilidade do conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. E decidido, por unanimidade, converter o julgamento em diligência a fim de que a DRF apure a certeza e a liquidez dos créditos, bem como confirme se os valores constantes das notas fiscais presentes no processo administrativo 10880.915886/200849 foram, ou não, utilizados para outras compensações, ou mesmo foram excluídas de tributação à época da ocorrência dos fatos geradores. (vide, por exemplo, acórdão nº 3802000.128, de 20/08/2013, processo nº 10880.915912/200839). Dessa forma, acompanho o meu voto e encaminho para que o julgamento seja convertido em diligência a fim de que a DRF apure a certeza e a liquidez dos créditos, bem como confirme se os valores constantes das notas fiscais presentes no processo administrativo 10880.915886/200849 foram ou não utilizados para outras compensações, ou ainda, se foram excluídas da tributação do PIS ou da COFINS à época da ocorrência dos fatos geradores. Após a realização das análises solicitadas, profira parecer conclusivo sobre o crédito pretendido e abra vista para que a recorrente se pronuncie, se entender necessário; bem como a Procuradoria da Fazenda NacionalPGFN. Concluída a diligência solicitada, retornem os autos para seguimento no julgamento por esta turma do CARF. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 129DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.915924/200863 Resolução nº 3802000.157 S3TE02 Fl. 130 9 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 04/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 2/04/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10980.720691/2011-90
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2006, 2007
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). PRORROGAÇÃO.
O mandado de procedimento fiscal (MPF) pode ser prorrogado pela autoridade outorgante tantas vezes quantas sejam necessárias, sem troca do auditor-fiscal responsável pelo trabalho, permanecendo no site da Receita Federal disponível para consulta mediante código de acesso fornecido ao contribuinte (ano-calendário 2010).
LIVROS. IMUNIDADE.
A imunidade a impostos de livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão (art. 150, VI, "d") é objetiva, não alcança a receita das pessoas jurídicas que os produz ou comercializa.
OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
Tributam-se como omissão de receitas os valores creditados em contas bancárias cuja origem não seja comprovada após regular intimação da autoridade fiscal.
PIS E COFINS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS GRÁFICOS.
A receita bruta decorrente da prestação de serviços gráficos não está submetida à alíquota zero de PIS e Cofins que beneficia a venda, no mercado interno, de livros (art. 28, VI, da Lei 10.865/2004).
MULTA QUALIFICADA.
A omissão de receitas identificada por depósitos bancários de origem não comprovada, com suporte em presunção legal, é insuficiente para autorizar a imposição de multa qualificada, sendo necessária a caracterização do intuito de fraude.
Numero da decisão: 1103-000.937
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento, por unanimidade, e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para (i) afastar a qualificação da multa de ofício, reduzindo-a ao seu percentual ordinário de 75% fixado no art. 44, I, da Lei 9.430/1996, por unanimidade, e (ii) reduzir a base de cálculo da multa isolada (art. 21 da Lei 9.317/1996) para R$ 32.044,00, correspondente à receita bruta declarada no mês 12/2006, por maioria, vencidos os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro e André Mendes de Moura.
Aloysio José Percínio da Silva Presidente e Relator
(assinatura digital)
Participaram do julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2006, 2007 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). PRORROGAÇÃO. O mandado de procedimento fiscal (MPF) pode ser prorrogado pela autoridade outorgante tantas vezes quantas sejam necessárias, sem troca do auditor-fiscal responsável pelo trabalho, permanecendo no site da Receita Federal disponível para consulta mediante código de acesso fornecido ao contribuinte (ano-calendário 2010). LIVROS. IMUNIDADE. A imunidade a impostos de livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão (art. 150, VI, "d") é objetiva, não alcança a receita das pessoas jurídicas que os produz ou comercializa. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Tributam-se como omissão de receitas os valores creditados em contas bancárias cuja origem não seja comprovada após regular intimação da autoridade fiscal. PIS E COFINS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS GRÁFICOS. A receita bruta decorrente da prestação de serviços gráficos não está submetida à alíquota zero de PIS e Cofins que beneficia a venda, no mercado interno, de livros (art. 28, VI, da Lei 10.865/2004). MULTA QUALIFICADA. A omissão de receitas identificada por depósitos bancários de origem não comprovada, com suporte em presunção legal, é insuficiente para autorizar a imposição de multa qualificada, sendo necessária a caracterização do intuito de fraude.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10980.720691/2011-90
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5331843
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1103-000.937
nome_arquivo_s : Decisao_10980720691201190.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10980720691201190_5331843.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento, por unanimidade, e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para (i) afastar a qualificação da multa de ofício, reduzindo-a ao seu percentual ordinário de 75% fixado no art. 44, I, da Lei 9.430/1996, por unanimidade, e (ii) reduzir a base de cálculo da multa isolada (art. 21 da Lei 9.317/1996) para R$ 32.044,00, correspondente à receita bruta declarada no mês 12/2006, por maioria, vencidos os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro e André Mendes de Moura. Aloysio José Percínio da Silva Presidente e Relator (assinatura digital) Participaram do julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
id : 5349330
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046591416303616
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2114; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 2 1 1 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.720691/201190 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1103000.937 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 8 de outubro de 2013 Matéria Simples, IRPJ e reflexos Recorrente Artes Gráficas Renascer Ltda. Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006, 2007 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). PRORROGAÇÃO. O mandado de procedimento fiscal (MPF) pode ser prorrogado pela autoridade outorgante tantas vezes quantas sejam necessárias, sem troca do auditorfiscal responsável pelo trabalho, permanecendo no site da Receita Federal disponível para consulta mediante código de acesso fornecido ao contribuinte (anocalendário 2010). LIVROS. IMUNIDADE. A imunidade a impostos de livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão (art. 150, VI, "d") é objetiva, não alcança a receita das pessoas jurídicas que os produz ou comercializa. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Tributamse como omissão de receitas os valores creditados em contas bancárias cuja origem não seja comprovada após regular intimação da autoridade fiscal. PIS E COFINS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS GRÁFICOS. A receita bruta decorrente da prestação de serviços gráficos não está submetida à alíquota zero de PIS e Cofins que beneficia a venda, no mercado interno, de livros (art. 28, VI, da Lei 10.865/2004). MULTA QUALIFICADA. A omissão de receitas identificada por depósitos bancários de origem não comprovada, com suporte em presunção legal, é insuficiente para autorizar a imposição de multa qualificada, sendo necessária a caracterização do intuito de fraude. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 06 91 /2 01 1- 90 Fl. 2316DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 3 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento, por unanimidade, e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para (i) afastar a qualificação da multa de ofício, reduzindoa ao seu percentual ordinário de 75% fixado no art. 44, I, da Lei 9.430/1996, por unanimidade, e (ii) reduzir a base de cálculo da multa isolada (art. 21 da Lei 9.317/1996) para R$ 32.044,00, correspondente à receita bruta declarada no mês 12/2006, por maioria, vencidos os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro e André Mendes de Moura. Aloysio José Percínio da Silva – Presidente e Relator (assinatura digital) Participaram do julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva. Fl. 2317DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra o Acórdão nº 1436.035/2011, da 1ª Turma da DRJ/Ribeirão Preto SP (fls. 2.010)1. Para descrição dos fatos, adoto por transcrição o relatório da decisão recorrida, tendo em vista a sua clareza e objetividade: "Contra a empresa acima identificada foram lavrados os Autos de Infração de IRPJSimples, PISSimples, CSLLSimples, CofinsSimples, e CSS/INSSSimples lavrados e cientificados em 25 de janeiro de 2011, contra a Interessada, relativos ao anocalendário de 2006, em razão de haver sido apurada as seguintes irregularidades: 1.) omissão de receitas – receitas não escrituradas 2.) omissão de receitas – depósitos bancários não escriturados. 3.) insuficiência de recolhimento 4.) falta de comunicação de exclusão do Simples(multa isolada) Os valores relativos aos fatos geradores verificados encontramse indicados nos corpos dos autos de infração, nos quais também constam os enquadramentos legais respectivos, atingindo o crédito tributário o montante de R$ 1.275.986,78 na data da lavratura, compreendendo os valores dos tributos, acrescidos da multa de ofício de 150% e dos juros de mora calculados até 30/12/2010, assim distribuídos: 1) Multa isolada R$ 6.194,43 2) Imposto de Renda Pessoa Jurídica R$ 89.465,98 3) PIS Programa de Integração Social R$ 65.552,54 4) CSLL R$ 89.465,98 5) COFINS R$ 263.432,29 6) CSS/INSS R$ 761.871,55 7) Crédito Tributário Total R$ 1.275.986,78 Em seguida, 17 de março de 2011, foram emitidos os ADE nº 39 e 40, que excluíram a empresa do Simples Federal e do Simples Nacional, com efeitos a partir de 01/01/2007 e 01/07/2007, respectivamente, cuja ciência deuse em 22/03/2011. 1 As folhas dos autos estão indicadas conforme a numeração atribuída pelo sistema "eprocesso". Fl. 2318DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 5 4 Ao mesmo tempo, foram lavrados os Autos de Infração de IRPJ, PIS, Cofins e CSLL, relativos ao anocalendário de 2007, cuja ciência deuse em 22/03/2011, em razão de haverem sido apuradas as seguintes irregularidades: 1.) Receita operacional omitida – prestação de serviços gerais 2.) Depósitos bancários de origem não comprovada. 3.) Falta e/ou insuficiência de recolhimento do Imposto de Renda. Os valores relativos aos fatos geradores verificados encontramse indicados nos corpos dos autos de infração, nos quais também constam os enquadramentos legais respectivos, atingindo o crédito tributário o montante de R$ 1.475.840,15 na data da lavratura, compreendendo os valores dos tributos, acrescidos da multa de ofício de 150% e dos juros de mora calculados até 28/02/2011, assim distribuídos: 1) IRPJ R$ 664.733,90 2) PIS R$ 73.568,28 3) CSLL R$ 397.601,74 ' 4) COFINS R$ 339.936,23 . Total do Crédito Tributário.............................. R$ 1.475.840,15 No Termo de Verificação e Encerramento Parcial da Ação Fiscal (TVEPAF), fls. 69 a 88, há a descrição do procedimento fiscal e das irregularidades, apontadas pelo autuante como infrações à legislação tributária, que motivaram a lavratura dos autos de infração referentes ao Simples Federal, relativo ao anocalendário de 2006. Consoante o TVEPAF no ano calendário de 2006 a empresa foi optante do regime do SIMPLES FEDERAL, na condição de microempresa. Por meio do Termo de Início do Procedimento Fiscal (TIPF), a empresa foi intimada a apresentar, dentre outros documentos, o Contrato Social e suas alterações, livros fiscais, extratos bancários e blocos de notas fiscais de serviços ou arquivos digitais referente a estas notas, tudo referente aos anoscalendário de 2006 e 2007. O autuante nos dá conta que os Termos de Intimação Fiscal TIF 0001 a 0009, os Termos de Constatação Fiscal TCF 0001 e 0002, o Termo de Devolução de Documentos TDD 0001 e os Termos de Ciência e de Continuação de Procedimento Fiscal n° 0001 foram cancelados devido ao erro de identificação da unidade 0919700, sendo que os demais termos estão com a unidade 0910100 correta. Pelo TIF nº 0010 a empresa foi intimada a esclarecer a divergência apurada entre a Receita Bruta informada na DIPJS do anocalendário de 2006, e a receita bruta declarada no Livro de Registro de ISS 2006 n° 8, no total de R$ 1.629.549,51, e a apresentar os livros Caixa, Diário, e Razão. Em resposta informou que: 'Os valores das diferenças nos anos de 2006 e 2007 são referentes serviços prestados com papel imune, os quais não incidem em impostos do SIMPLES NACIONAL, conforme embasamento do Decreto n° 6.842/2009', quanto aos livros solicitados declarou que eles foram extraviados. Fl. 2319DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 6 5 Em atendimento ao TIPF, foram apresentados, em meio papel, os extratos das contas correntes mantidas no Banco do Brasil S.A, agência 07560, c/c 26.6264; Caixa Econômica Federal CEF, agência 2975, c/c 00967, HSBC Bank Brasil Banco Múltiplo e Itaú Unibanco S.A, agência 0124, c/c 0737910 e Banco Itaú, agencia 0624, c/c 550844. Da análise dos extratos bancários das contas mantidas nessas instituições bancárias, apurouse, após o expurgo dos valores relativos a transferências entre contas correntes de mesma titularidade, dos estornos, dos cheques devolvidos, dos empréstimos e de outros ajustes que pudessem constituirse em duplicidade de créditos, a diferença no valor de R$ 2.103.142,07 (dois milhões, cento e três mil, cento e quarenta e dois reais e sete centavos), relativo a depósitos cuja origem não foi comprovada pela empresa por documentação hábil e idônea, apesar de intimada a fazêlo. Foi aplicada a multa qualificada no percentual de 150%, por entender a Fiscalização que houve prática dolosa da contribuinte, nos termos dos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502,de 1964. Constatouse, ainda, insuficiência de recolhimento em decorrência de a empresa ter apresentado Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica SIMPLES, ano calendário 2006, na condição de MICROEMPRESA, quando o correto teria sido declarar na condição de EMPRESA DE PEQUENO PORTE conforme alteração realizada em 01/01/2001 no cadastro CNPJ. Como foi considerada a receita tributável o valor de R$ 4.174.828,45, a empresa ultrapassou o limite valor de R$ 2.400.000,00 definido para a opção para empresa de pequeno porte (EPP), de acordo com o inciso II do art. 9º da Lei 9.317, de 1996 e inciso II do art. 20 da Instrução Normativa SRF n° 608, de 9 de janeiro de 2006. Por se tratar de exclusão obrigatória que deixou de ser comunicada pela empresa até 31/01/2007, em conformidade com o disposto no art. 13 da Lei nº 9.317, de 1996, foi exigida a multa isolada de acordo com o disposto no art. 21 da Lei nº 9.317, de 1996. No TVEPAF, anocalendário 2007 (fls. 171 a 190), há a descrição do procedimento fiscal e das irregularidades, apontadas pelo autuante como infrações à legislação tributária, que motivaram a lavratura dos autos de infração relativos ao anocalendário de 2007. Consoante o TVEPAF no ano calendário de 2006 a empresa foi optante do regime do SIMPLES FEDERAL e SIMPLES NACIONAL, na condição de microempresa. Por meio do Termo de Início do Procedimento Fiscal (TIPF), a empresa foi intimada a apresentar, dentre outros documentos, o Contrato Social e suas alterações, livros fiscais, extratos bancários e blocos de notas fiscais de serviços ou arquivos digitais referente a estas notas, tudo referente aos anoscalendário de 2006 e 2007. Pelo TIF nº 0010 a empresa foi intimada a esclarecer a divergência apurada entre a Receita Bruta informada na DIPJS do anocalendário de 2007, no valor de R$ 397.932,11 e a receita bruta declarada no Livro de Registro de ISS 2006 n° 9, no total de R$2.545.278,94, e a apresentar os livros Caixa, Diário, e Razão. Fl. 2320DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 7 6 Em resposta informou que: 'Os valores das diferenças nos anos de 2006 e 2007 são referentes serviços prestados com papel imune, os quais não incidem em impostos do SIMPLES NACIONAL, conforme embasamento do Decreto n° 6.842/2009', quanto aos livros solicitados declarou que eles foram extraviados. Solicitados os Blocos de Notas Fiscais de Serviços referentes ao ano calendário de 2007, verificouse que o contribuinte emitiu notas de Prestação de Serviços no total de R$2.562.553,91, naquele ano Em atendimento ao TIPF, foram apresentados, em meio papel, os extratos das contas correntes mantidas no Banco do Brasil S.A, agência 07560, c/c 26.6264; Caixa Econômica Federal CEF, agência 2975, c/c 00967, HSBC Bank Brasil Banco Múltiplo e Itaú Unibanco S.A, agência 0124, c/c 0737910 e Banco Itaú, agencia 0624, c/c 550844. Da análise dos extratos bancários das contas mantidas em instituições bancárias, apurouse, após o expurgo dos valores relativos a transferências entre contas correntes de mesma titularidade, dos estornos, dos cheques devolvidos, dos empréstimos e de outros ajustes que pudessem constituirse em duplicidade de créditos, a diferença no valor de R$ R$ 1.605.424,82, relativo a depósitos cuja origem não foi comprovada pela empresa por documentação hábil e idônea, apesar de intimada a fazêlo. A fim de definir a forma de tributação, a Fiscalização solicitou ao contribuinte que optasse por uma forma de tributação diferente ao do SIMPLES Federal e. Nacional, para o anocalendário de 2007, assim como, apresentar os livros contábeis/fiscais obrigatórios devidamente escriturados. Em resposta o contribuinte optou pelo Lucro Presumido, porém, como não tivesse apresentado os livros fiscais solicitados, a Fiscalização entendeu que a contabilidade era imprestável, realizando os lançamentos com base no Lucro Arbitrado. Foi aplicada a multa qualificada no percentual de 150%, por entender a Fiscalização que houve prática dolosa da contribuinte, nos termos dos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502,de 1964. Constatouse, ainda, insuficiência de recolhimento em decorrência de a empresa ter apresentado Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica SIMPLES, ano calendário 2006, na condição de MICROEMPRESA, quando o correto teria sido declarar na condição de EMPRESA DE PEQUENO PORTE conforme alteração realizada em 01/01/2001 no cadastro CNPJ. Regularmente cientificada, ingressou em 25/04/2011, com a impugnação de fls. 1.851 a 1.863, ..." Na impugnação, foi suscitada preliminar de nulidade dos autos de infração em razão de descumprimento do prazo de 60 dias para encerramento da fiscalização, e, no mérito, em síntese, alegouse que as receitas estariam abrangidas pela imunidade do art. 150, VI, "d", inclusive aquelas identificadas por intermédio dos depósitos bancários, sustentouse a impossibilidade de utilização das receitas sujeitas ao ISS como base para incidência de tributos federais, tendo em vista previsão legal própria para aquele imposto municipal, e refutouse a imposição das multas isolada e qualificada. Fl. 2321DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 8 7 A turma de primeira instância julgou o lançamento procedente, assim resumindo a decisão: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2006 EXCLUSÃO. LIMITE PARA ENQUADRAMENTO ULTRAPASSADO. A constatação de omissão de receitas, que somadas às receitas declaradas ultrapassam o teto para enquadramento no Simples Federal, autoriza a exclusão do sujeito passivo deste regime de tributação simplificada. EXCLUSÃO DO SIMPLES. EFEITOS NO LANÇAMENTO A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Assunto: Simples Nacional Anocalendário: 2007 EXCLUSÃO. LIMITE PARA ENQUADRAMENTO ULTRAPASSADO. A constatação de omissão de receitas, que somadas às receitas declaradas ultrapassam o teto para enquadramento no Simples Nacional, autoriza a exclusão do sujeito passivo deste regime de tributação simplificada. EXCLUSÃO DO SIMPLES. EFEITOS NO LANÇAMENTO A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2007 NULIDADE. FALTA DE ATO POR ESCRITO POR MAIS DE SESSENTA DIAS O fato de a fiscalização ter sido encerrada após decorridos 60(sessenta) dias da lavratura do Termo de Início de Fiscalização, não acarreta a nulidade do Auto de Infração, por falta de previsão legal. PROVA EMPRESTADA DECLARAÇÃO PERIÓDICA DE INFORMAÇÕES. LIVRO REGISTRO DE APURAÇÃO DO ISS. Fl. 2322DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 9 8 O art. 9º do DecretoLei 1.598/1977 autoriza a autoridade tributária determinar a base do imposto com supedâneo em informação ou esclarecimentos do contribuinte ou de terceiros, ou em qualquer outro elemento de prova. O Livro Registro de Apuração do ISS, onde consta o valor dos serviços prestados, se prestam para este fim, visto que neles a empresa registrou suas receitas de prestação de serviços. ARBITRAMENTO DO LUCRO. AUSÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO. CABIMENTO. Comprovada a ausência da escrituração regular dos livros comerciais e fiscais que amparariam a tributação com base no lucro presumido, cabível é o arbitramento do lucro. MULTA QUALIFICADA. INOCORRÊNCIA . É cabível a imposição de multa qualificada, tendo em vista a comprovação de que o contribuinte dolosamente não declarou as receitas tributáveis auferidas. MULTA ISOLADA. Mantémse a multa isolada por falta de comunicação à RFB de exclusão obrigatória do Simples Federal." A qualificação da multa de ofício foi mantida por maioria de votos, vencido o Relator. Cientificada da decisão por via postal em 10/04/2012 (fls. 2.041), a contribuinte, por intermédio da sua advogada, interpôs o recurso no dia 5 do mês seguinte (fls. 2.042), no qual suscitou preliminar de nulidade dos autos de infração por vício no Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) e, no mérito, sustentou a improcedência da exigência tendo em vista não ter omitido receitas e estar protegida por imunidade, inclusive a PIS e Cofins. Requereu perícia para comprovação da origem dos depósitos bancários sem indicar quesitos e perito. Quanto às multas, no caso de manutenção da exigência principal, requereu o afastamento da multa isolada e a redução da multa de ofício qualificada. É o relatório. Fl. 2323DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 10 9 Voto Conselheiro Aloysio José Percínio da Silva – Relator. O recurso foi tempestivamente apresentado por parte legítima e reúne os demais pressupostos de admissibilidade. Deve, portanto, ser conhecido. A recorrente suscitou preliminar de nulidade do lançamento tributário. Alegou que a lavratura dos autos de infração teria ocorrido após extinção do mandado de procedimento fiscal (MPF) por decurso de prazo, além de não ter sido designado outro auditor fiscal para dar prosseguimento à fiscalização. Na época dos fatos, a execução dos procedimentos fiscais de competência da Receita Federal do Brasil (RFB) estava submetida à disciplina fixada pela Portaria RFB 11.371/2007, que previa, no seu art. 4º, parágrafo único, a ciência do MPF pelo sujeito passivo por intermédio da Internet, no endereço eletrônico da instituição2. O art. 15, parágrafo único, do referido ato administrativo vedava a indicação do mesmo auditor fiscal quando novo MPF fosse expedido em razão de mandado extinto por decurso de prazo. Já o art. 12 previa a possibilidade de prorrogação do prazo de validade (art. 11) pela autoridade outorgante "tantas vezes quantas necessárias". Segundo o art. 18 da citada portaria, os MPF emitidos e suas alterações permanecerão disponíveis para consulta no site da Receita Federal do Brasil, mediante código de acesso (art. 4º), mesmo após a conclusão do procedimento fiscal correspondente. O código de acesso 86785237 constou do termo de início de fiscalização entregue à recorrente (fls. 226). Em consulta ao site indicado, constatase que o MPF 09.1.01.00201001270 (fls. 2.314), expedido para a fiscalização que deu origem à exigência ora discutida, contém indicação das alterações ocorridas quanto a supervisão, tributo e prazos de validade (prorrogações). Naquilo que interessa ao presente julgamento, vêse no "demonstrativo de prorrogações" o registro de quatro ocorrências, estendendo o prazo de conclusão para até 5 de junho de 2011, data posterior àquela indicada pela recorrente como de encerramento da ação fiscal, em 18/03/2011. Confirmase descabida a sua alegação. Com a regular prorrogação do MPF, excluise a possibilidade de extinção por decurso de prazo e afastase a exigência de indicação de outro auditor fiscal para prosseguimento da fiscalização. Não houve qualquer irregularidade relativa ao MPF. 2 www.receita.fazenda.gov.br opção "Cobrança e Fiscalização" Fl. 2324DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 11 10 Rejeitase a preliminar. No mérito, a recorrente alegou não ter excedido o limite legal para enquadramento no Simples, teria ocorrido "uma má interpretação de lançamentos pela Fiscalização", tendo em vista que estaria protegida por imunidade. Requereu perícia para demonstrar a inexistência da omissão de receitas e a sua imunidade. Não indicou perito e quesitos. A omissão de receitas foi apurada com base na presunção relativa do art. 42 da Lei 9.430/1996, que assim dispõe: "Art.42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou deinvestimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. §1º. O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2º. Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. §3º. Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), desde que o seu somatório, dentro do anocalendário, não ultrapasse o valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais).(Vide Lei nº 9.481, de 1997) §4º. Tratandose de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. §5º. Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) §4º. Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002)" Fl. 2325DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 12 11 A fiscalizada foi regularmente intimada a comprovar os créditos bancários mas não logrou fazêlo. Na apuração da omissão, a autoridade fiscal excluiu valores relativos a transferências entre contas correntes de mesma titularidade, estornos, cheques devolvidos, empréstimos e outros ajustes que pudessem corresponder a duplicidade de créditos. Conforme relatado, os extratos bancários foram entregues pela própria contribuinte em atendimento às intimações expedidas pela fiscalização, sem necessidade de requisição de movimentação financeira (RMF) aos bancos. A alegada imunidade de receitas e lucros seria assegurada pelo art. 150, VI, "d", da Constituição da República. O dispositivo constitucional tem a seguinte redação: "Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) VI instituir impostos sobre: (...) d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão." A imunidade a impostos aludida é objetiva, dirigida a "livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão", sem alcançar a receita ou a renda das pessoas que os produz ou comercializa. Roque Carrazza também considera objetiva esta imunidade, não alcançando a empresa jornalística ou editorial, o livreiro, etc., cujas rendas originárias do livro, do jornal e do papel destinado à sua impressão se submetem à tributação. Afirma o autor3: "O próprio princípio da igualdade com seu consectário, o da capacidade contributiva reforça esta posição, que, aliás, é pacífica em nossos Tribunais. Não teria sentido jurídico que uma empresa que edita livros deixasse de pagar imposto sobre a renda, ao passo que outra que fabrica veículos tivesse que pagálos. Ambas, por explorarem atividade econômica, devem sujeitarse a este imposto (e a outros)." 3 "Curso de Direito Constitucional Tributário", São Paulo, 13ª edição, 1999, Malheiros Editores, pág. 500. Fl. 2326DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 13 12 No RE 170717 (DJ de 08/05/1998), o STF ratificou o entendimento de imunidade objetiva, que "não protege a receita bruta da empresa". No âmbito da União, a proteção constitucional alcança o imposto sobre produtos industrializados (IPI) e os impostos sobre importação (II) e exportação (IE). Tratandose de imunidade a impostos, estão fora da sua abrangência contribuições sociais, espécie tributária diversa daqueles (impostos). Também não se confirma a alegada "imunidade" a PIS e Cofins em razão do comando do art. 28 da Lei 10.864/2004. O art. 28, VI, da Lei 10.865, de 30/04/2004, e não 10.864 como referido pela recorrente, determinou a redução para 0 (zero) das alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda, no mercado interno, de livros, conforme conceito dado pelo art. 2º da Lei 10.753/2003 (dispositivo incluído pela Lei 11.033/2004). Considerase livro, para efeitos da Lei 10.753/2003 (art. 2º), a publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer formato e acabamento. O parágrafo único equipara a livro: I fascículos, publicações de qualquer natureza que representem parte de livro; II materiais avulsos relacionados com o livro, impressos em papel ou em material similar; III roteiros de leitura para controle e estudo de literatura ou de obras didáticas; IV álbuns para colorir, pintar, recortar ou armar; V atlas geográficos, históricos, anatômicos, mapas e cartogramas; VI textos derivados de livro ou originais, produzidos por editores, mediante contrato de edição celebrado com o autor, com a utilização de qualquer suporte; VII livros em meio digital, magnético e ótico, para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual; VIII livros impressos no Sistema Braille. As notas fiscais apresentadas pela contribuinte (fls. 410/1.101) são relativas a prestação de serviços, todas elas, ratificando a atividade econômica principal de "edição integrada à impressão de cadastros, listas e de outros produtos gráficos" indicada no comprovante de inscrição e situação no CNPJ – cadastro nacional da pessoa jurídica (fls. 2.313), disponível para consulta pública no site da RFB no endereço já indicado neste voto. Como exemplo, as folhas dos autos adiante indicadas identificam notas fiscais de prestação de serviços gráficos de confecção de cartões de visita/postais (fls. 469 e 709), convites (fls. 1.073), agendas (fls. 1.080), adesivos/etiquetas (fls. 492 e 580), contratos (fls. 1.014), envelopes (fls. 1.075), notas fiscais (fls. 480), fichas de avaliação/agendamento de Fl. 2327DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 14 13 consulta/atendimento/atestado médico (fls. 504, 588, 589 e 604), blocos de recibo/atestado médico/registro de presença/pedidos (fls. 494, 567, 588 e 597), cartazes/faixas/folhetos/livretos/banners (fls. 474, 479, 486, 568, 652, 718 e 1.008), revistas/informativos (fls. 894 e 897), livros (fls. 503), etc. As operações informadas nas notas fiscais examinadas não são de venda, são de prestação de serviços. Portanto, a receita bruta delas decorrente não está abrangida pela redução para zero das alíquotas de PIS e Cofins determinada pelo art. 28, VI, da Lei 10.865/2004. O pedido de perícia deve ser rejeitado, não apenas pela inobservância do art. 16, IV, do Decreto 70.235/1972 quanto à indicação de perito e quesitos mas também pelo sua desnecessidade, tendo em vista o descabimento do argumento de imunidade apresentado pela recorrente, demonstrado neste voto. Segundo a descrição constante dos termos de verificação fiscal relativos aos anoscalendário 2006 e 2007 (fls. 69 e 171), a multa qualificada foi imposta em razão da prática de ações que visavam a ocultar receitas, assim descritas: “... foi constatada a omissão de receita não em apenas um mês isolado, mas, durante todo o ano de 2006 e 2007, cujas receitas de prestação de serviços informadas na Declaração do SIMPLES foram inferiores aos constantes das Notas Fiscais de Saída, nas origens a créditos em contascorrente em instituições financeiras, assim como, aos informados no Livro Registro de ISS nº 8 e nº 9 ...” A classificação como imune dada pela contribuinte também foi apontada pela fiscalização como motivação para a qualificação, o que evidenciaria a intenção de omitir receitas “mesmo que estivesse correto esse entendimento.”, tendo em vista a existência de diferenças de receitas de R$ 234.634,63 em 2006 e de R$ 177.643,14 em 2007. Tais fatos caracterizariam “o elemento subjetivo da prática dolosa dirigida à sonegação tributária” prevista no art. 71, I, da Lei 4.502/1964, impondose a multa de 150% prevista no art. 44, II, da Lei 9.430/1996. O Relator vencido assim expôs o seu entendimento: “Protesta a interessada contra a aplicação da multa qualificada de 150%, ao argumento de que não agiu de forma dolosa e que não houve por parte da Fiscalização nenhuma comprovação robusta neste sentido, de forma que a interpretação dada pelo Auditor Fiscal não seria suficiente para comprovar qualquer dolo por ela praticado. Entendo que cabe razão à contribuinte. No caso da omissão de receitas que não foram declaradas à RFB, encontravamse devidamente registradas no livro de Apuração de ISS, e suportadas por notas fiscais emitidas pela contribuinte, conforme constatado pela Fiscalização. Fl. 2328DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 15 14 Ocorre que, em razão de interpretação errônea da legislação a contribuinte teria entendido que tais receitas seriam imunes à tributação do IRPJ e contribuições, motivo pelo qual, em que pese tais receitas encontraremse registradas não foram oferecidas à tributação. Não vislumbro no presente caso nenhum dolo ou fraude por parte da contribuinte. Quanto aos depósitos bancários, apesar de não comprovar sua origem afirma a contribuinte que se tratam de vendas de livros, que no seu entender seriam imunes a tributação. Mais uma vez evidenciase a interpretação errônea da contribuinte. Entendo que não há que subsistir a qualificação da multa quando o contribuinte adota entendimento diverso do adotado pela Receita Federal do Brasil – devendo considerarse que se trata de uma empresa de pequeno porte, sem o apoio jurídicocontábil de uma grande empresa – pois não há caracterização de dolo nesta hipótese. Ademais disso, caberia à Fiscalização a comprovação de que teria havido dolo ou fraude da contribuinte para que a multa qualificada pudesse ser exigida. Nesse sentido, foi expedida a Súmula Vinculante do CARF, verbis: ‘Súmula CARF nº 25. A presunção legal de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária à comprovação de uma das hipóteses dos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502/64.’ Pelas razões acima, entendo que não pode subsistir a multa qualificada.” Adoto as mesmas razões expostas no voto vencido, que bem reproduz a jurisprudência deste Conselho. A recorrente se insurgiu contra imposição da multa isolada por falta de comunicação obrigatória da sua exclusão do Simples alegando concomitância com a multa do art. 44 da Lei 9.430/1996. A multa encontrase assim demonstrada na tabela 9 do termo de verificação fiscal (fls. 86): Receita bruta declarada em 12/2006 32.044,00 Diferença apurada em 12/2006 377.640,55 Total em 12/2006 409.684,55 Alíquota de 15,12% (Simples) 61.944,30 Multa de 10% (art. 21 da Lei 9.317/1996) 6.194,43 Com efeito, há a concomitância alegada, tendo em vista a inclusão na base de cálculo da receita omitida. Fl. 2329DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10980.720691/201190 Acórdão n.º 1103000.937 S1C1T3 Fl. 16 15 Dessa forma, há de se reduzir a sua base de cálculo para o valor da receita bruta declarada em dezembro de 2006, de R$ 32.044,00. Conclusão Pelo exposto, rejeito a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, dou provimento parcial ao recurso para (i) reduzir a base de cálculo da multa isolada (art. 21 da Lei 9.317/1996) para R$ 32.044,00, correspondente à receita bruta declarada no mês 12/2006, e (ii) afastar a qualificação da multa de ofício, reduzindoa ao seu percentual ordinário de 75% fixado no art. 44, I, da Lei 9.430/1996. Aloysio José Percínio da Silva (assinatura digital) Fl. 2330DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
score : 1.0
