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Numero do processo: 10640.001056/98-22
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 1999
Ementa: IRPJ - LUCRO ARBITRADO - É devido o arbitramento do lucro daquele contribuinte habilitado à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido quando este não escriturar livro caixa que identifique a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária.
Numero da decisão: 107-05825
Decisão: Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Francisco de Assis Vaz Guimarães
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MINISTÉRIO DA FAZENDA. r:e n, • IP PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA Lam-4 Processo n° : 10640.001056/98-22 Recurso n° : 120.647 Matéria : IRPJ e OUTROS — Exs.: 1995 e 1996 Recorrente : DEPÓSITO BEIRA ALTA LTDA Recorrida : DRJ em JUIZ DE FORA-MG Sessão de : 08 de dezembro de 1999 Acórdão n° : 107-05.825 IRPJ — LUCRO ARBITRADO — É devido o arbitramento do lucro daquele contribuinte habilitado à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido quando este não escriturar livro caixa que identifique a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DEPÓSITO BEIRA ALTA LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , ok FRANCIS* u DE LES • I :EIRO DE QUEIROZ 12 ' ESIDE TE FRA CISCO DE AS. IS V GU MA -ES RELATOR FORMALIZADO EM: 02 FEV 000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ, NATANAEL MARTINS, PAULO ROBERTO CORTEZ, EDWAL GONÇALVES DOS SANTOS, MARIA DO CARMO SOARES RODRIGUES DE CARVALHO e CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. i • t, Proqesso n° : 10640.001056/98-22 Acórdão n° : 107-05.825 Recurso n° : 120.647 Recorrente : DEPÓSITO BEIRA ALTA LTDA RELATÓRIO 1 Trata o presente de recurso voluntário da pessoa jurídica nomeada à epígrafe que se insurge contra o decidido pelo Sr. Delegado da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora. A peça recursal, constante de fls. 91 a 98 diz, resumidamente o seguinte: A medida in extremis de desclassificação de escrituração do Livro Caixa funda-se no art. 47 da Lei n.° 8.981/95 e 541 do RIR/94. Discorre sobre o art. 541 e 539 do RIR/94 e transcreve o inciso III deste último. Igualmente discorre sobre o art. 47 da Lei n.° 8.981/95 para afirmar que o mesmo não se aplica a pessoa jurídica optante pelo lucro presumido. Após transcrever o Parecer Normativo CST n.° 97/78 alega que se o cálculo do imposto de renda é feito com base na receita bruta e se esta ela corretamente escriturada no Livro Caixa, não há motivo ou justificação para que o lucro seja arbitrado. Diz, também, que os pequenos vícios contidos na escrituração e relatados no termo de ocorrência, não justificam a medida extrema do arbitramento, pois, o fato de estarem escrituradas no Livro Caixa o pagamento de contas particulares dos sócios não 4. invalida ou desmerece a escrituração. (.\ IU1 \ 2 Procpsso n° : 10640.001056/98-22 Acórdão n° : 107-05.825 Com relação a exigência fiscal referente ao Imposto de Renda na Fonte diz que as normas da Seção V que trata do regime de Tributação do Lucro arbitrado é veiculada as pessoas jurídicas que pagam o IRPJ com base no lucro real e às sociedades civis. Cita o artigo 46 da Lei n.° 8.981/95 que diz que estão isentos do imposto de renda os lucros e dividendos efetivamente pagos a sócios e conclui requerendo o cancelamento das exigências fiscais. É o Relatório. 3 , .J . Procpsso n° : 10640.001056/98-22 Acórdão n° : 107-05.825 VOTO Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES - Relator. Após o exame de todas as peças que integram o presente processo, chega-se a conclusão que o decidido pela autoridade julgadora de primeiro grau de competência administrativa não merece reproche. Com efeito, como bem disse a autoridade julgadora recorrida o art. 45 da Lei 8.981/95 diz que a pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter escrituração contábil nos termos da legislação comercial ou então o Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a movimentação financeira, inclusive bancária. Ora, as provas constantes dos autos comprovam, à saciedade que a movimentação bancária da Recorrente não está escriturada no Livro Caixa e, mais ainda, não foram apresentados os comprovantes de rendimentos de suas aplicações financeiras. Mas também não é só isso, pois, o primoroso Relatório Fiscal, constante de fls. 29 a 32, aponta uma série de irregularidades, entre as quais o pagamento de contas dos sócios, de títulos de capitalização, de tarifas sem registro de cobrança, etc. Insta esclarecer que tais irregularidades são reconhecidas pela própria ‘Recorrente em sua peça recursal. t , 4 • * Processo n° : 10640.001056/98-22 - Acórdão n° : 107-05.825 Desta forma, agiu com acerto o fiscal autuante ao se valer do inciso II do art. 47 da Lei n.° 8.981/95 para arbitrar o lucro e, igualmente, agiu com acerto a autoridade recorrida em manter a exigência fiscal. Com relação ao Imposto de Renda na Fonte, dúvida não há que os lucros e dividendos pagos a sócios, acionistas ou titular de empresa individual são isentos do imposto de renda por força do imposto no art. 46 da Lei n.° 8.981/95, como disse a Recorrente. Acontece que, no presente caso o lançamento teve como base legal o art. 54 §§ 1° e 2° da Lei n.° 8.981/95 e foi efetuado em decorrência de infrações ao Imposto de Renda. Assim sendo, o IR-Fonte decorrente do IRPJ deve seguir o mesmo caminho deste face a íntima relação de causa e efeito entre ambos. Por todo exposto, tomo conhecimento do recurso por força da determinação judicial constante de fls. 100 a 101 ao mesmo tempo que lhe nego provimento. É como voto. • ala das Sessões, 08 de dezembro de 1999. 01V F — NCI D — SIS G MA ES Page 1 _0016600.PDF Page 1 _0016700.PDF Page 1 _0016800.PDF Page 1 _0016900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10640.002377/93-67
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 14 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Nov 14 00:00:00 UTC 1997
Ementa: PIS/RECEITA OPERACIONAL - RESOLUÇÃO Nº 49/95 DO SENADO FEDERAL - IMPOSSIBILIDADE DE SUA COBRANÇA - Com a declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-leis 2445 e 2449/88, cuja eficácia foi suspensa pela Resolução nº 49/95 do Senado Federal, é incabível a exigência do PIS calculado com base em suas regras.
Lançamento insubsistente.
Numero da decisão: 107-04587
Decisão: POR UNANIMIDADE DE VOTOS, DECLARAR INSUBISTENTE O LANÇAMENTO.
Nome do relator: Natanael Martins
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MINISTÉRIO DA FAZENDA• 'Ft ef. s_j,- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Ït Z SÉTIMA CÂMARA Lam-3 Processo n° : 10640.002377/93-67 Recurso n° : 12.481 Matéria : PIS/FATURAMENTO - Exs.: 1989 e 1990 Recorrente : LACREME INDÚSTRIA, COMÉRCIO DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS LTDA Recorrida : DRJ em JUIZ DE FORA-MG Sessão de : 14 de novembro de 1997 Acórdão n° : 107-04587 PIS/RECEITA OPERACIONAL - RESOLUÇÃO N° 49/95 DO SENADO FEDERAL - IMPOSSIBILIDADE DE SUA COBRANÇA - Com a declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-leis 2445 e 2449/88, cuja eficácia foi suspensa pela Resolução n° 49/95 do Senado Federal, é incabível a exigência do PIS calculado com base em suas regras. Lançamento insubsistente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LACREME INDÚSTRIA, COMÉRCIO DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DECLARAR insubsistente o lançamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. c--A\%0°-0>Nto- GÃ:c, \teso, Záttcb MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ PRESIDENTE /1/1111121atil Sh NATANAEL MARTINS RELATOR FORMALIZADO EM: 23 JAN 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros PAULO ROBERTO CORTEZ, ANTENOR DE BARROS LEITE, MAURILIO LEOPOLDO SCHMITT, FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES, MARIA DO CARMO SOARES RODRIGUES DE CARVALHO e CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. — Processo n° : 10640.002377/93-67 Acórdão n° : 107-04.587 Recurso n° : 12.481 Recorrente : LACREME INDÚSTRIA, COMÉRCIO DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS LTDA RELATÓRIO Trata-se de lançamento decorrente de fiscalização de imposto de renda pessoa-jurídica, na qual foi apurada redução indevida da base de cálculo daquele tributo, gerando insuficiência da base de cálculo da contribuição para o PIS, calculado com base na receita operacional, conforme estabelecido, respectivamente, na Lei Complementar 7/70 e nos Decretos leis 2445 e 2449/88. Na impugnação, tempestivamente apresentada, a contribuinte requereu que se estendesse a este processo as razões de defesa apresentadas no processo principal. A decisão singular, acompanhando o que fora decidido naquele processo, julgou procedente a ação fiscal. Cientificada desta decisão, manifestou a contribuinte seu inconformismo através de recurso, invocando o principio da decorrência, em face do recurso apresentado no processo principal. O processo principal, objeto de recurso para este Conselho, onde recebeu o n° 114.765, julgado nesta mesma Câmara, na sessão de 11.11.97, Acórdão n° 107-04.531, logrou provimento parcial. É o Relatório. 2 Processo n° : 10640.002377/93-67 Acórdão n° : 107-04.587 VOTO Conselheiro NATANAEL MARTINS, Relator O recurso foi interposto dentro do prazo e, preenchendo os demais requisitos legais, deve ser conhecido. Como visto no relatório, o presente procedimento fiscal decorre do que foi instaurado contra o recorrente, para cobrança de imposto de renda pessoa-jurídica, também objeto de recurso que, julgado, logrou provimento parcial. Todavia, irrelevante a sorte que teve o processo matriz, em face da Resolução 49/95 do Senado Federal, este feito não pode prosperar, visto que os Decretos-leis que o fundamentaram tiveram sua eficácia suspensa. Voto, pois, no sentido de dar provimento ao recurso, para declarar a insubsistência do lançamento. Sala das Sessões - DF, em 14 de novembro de 1997. 1TA 41/W1 ,fiftek7 NAEL MARTINS 3 Processo n° : 10640.002377/93-67 Acórdão n° : 107-04.587 INTIMAÇÃO Fica o Senhor Procurador da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho de Contribuintes, intimado da decisão consubstanciada no Acórdão supra, nos termos do parágrafo 2°, do artigo 40, do Regimento Interno, com a redação dada pelo artigo 3° da Portaria Ministerial n°. 260, de 24/10/95 (D.O.U. de 30/10195). Brasília-DF, em 23 JAN 1998 devito..\\ta, 2£3 %DcauPS aça5 MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ PRESIDENTE Ciente em 28 JAN 1998 .4 PROCURAD F ‘11‘ D e á L 1 4 Page 1 _0049600.PDF Page 1 _0049700.PDF Page 1 _0049800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10675.000039/00-11
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2003
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RENÚNCIA AO RECURSO. PARCELAMENTO DE DÉBITO.
Sendo a renúncia um ato voluntário e unilateral pelo qual alguém abdica de um direito, o processo deve ser extinto com julgamento de mérito (Art. 269, inciso V, do CPC).
RENÚNCIA HOMOLOGADA POR UNANIMIDADE.
Numero da decisão: 302-35805
Decisão: Por unanimidade de votos, homologou-se a desistência do recurso pela interessada, nos termos do voto do Conselheiro relator.
Nome do relator: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR
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DE TELECOMUNICAÇÕES DO BRASIL CENTRAL — CTBC TELECOM RECORRIDA : DRJ/BELO HORIZONTE/MG PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RENÚNCIA AO RECURSO. PARCELAMENTO DE DÉBITO. Sendo a renúncia um ato voluntário e unilateral pelo qual alguém abdica de um direito, o processo deve ser extinto com julgamento de mérito (Art. 269, inciso V, do CPC). RENÚNCIA HOMOLOGADA POR UNANIMIDADE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, homologar a desistência do recurso pelo interessado, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 16 de outubro de 2003 erciewearCrar."--sitarr 1111 P AULO RO:' • 2 UCO ANTUNES Presidente e • Exe • icio PAULO AFFONSECA DE B FARIA JÚNIOR 07 NOV 2003 Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO, LUIS ANTONIO FLORA, MARIA HELENA COTTA CARDOZO, WALBER JOSÉ DA SILVA, SIMONE CRISTINA BISSOTO e LUIZ MAIDANA RICARDI (Suplente). Ausente o Conselheiro HENRIQUE PRADO MEGDA. trac MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 128.125 ACÓRDÃO N° : 302-35.805 RECORRENTE : CIA. DE TELECOMUNICAÇÕES DO BRASIL CENTRAL — CTBC TELECOM RECORRIDA : DRJ/BELO HORIZONTE/MG RELATOR(A) : PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR RELATÓRIO Pela Resolução 202-0.475, de 29/01/2003, prolatada pela C. Segunda Câmara do E. Segundo Conselho de Contribuintes, foi declinada a competência para julgamento deste feito a esta C. Segunda Câmara do E. Terceiro • Conselho de Contribuintes. Nela, às fls. 89/90, é transcrito o Relatório da decisão de Primeira Instância, que leio em Sessão, na íntegra, e que aqui cito um resumo dele. O Contribuinte requereu à DRF/UBERLÂNDIA/MG a restituição dos valores recolhidos a titulo de multa de mora por causa do pagamento, após o vencimento, dos créditos tributários, denunciados espontaneamente, referentes à Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, o que foi indeferido. Apresentou, então, impugnação dizendo, entre outras razões, que, quando é apresentada denúncia espontânea de tributo não pago no vencimento, na forma do que reza o Art. 138 do CTN, é obrigatório somente o recolhimento do tributo devido acompanhado dos juros de mora, afastando-se, portanto, a imposição de penalidade pecuniária, desde que observados os requisitos legais. • A DRJ/BHE, pela decisão 0.859, de 12/05/2000, indeferiu a solicitação, dizendo em sua Ementa que "a espontaneidade não obsta a incidência da multa de mora decorrente do cumprimento extemporâneo da obrigação tributária" e que "a restituição é regular somente no caso de pagamento indevido ou a maior que o devido, em face da legislação vigente". Tempestivamente, é apresentado Recurso de fls. 41/54, que leio em Sessão, em que são reeditados os argumentos da impugnação. Por unanimidade, a Câmara declinou da competência em favor deste E. Terceiro Conselho, tendo o I. Relator adotado o voto do I. Conselheiro Antonio Carlos Bueno Ribeiro, que leio em Sessão, e do qual transcrevo suas considerações finais. "Na hipótese em causa, o deslinde do pleito não se refere à legislação especifica de nrrh um dos tributos/contribuições 24 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 128.125 ACÓRDÃO N° : 302-35.805 administrados pela SRF, mas sim a normas gerais de direito tributário, o que poderia, à primeira vista, levar à conclusão de que o assunto seria da competência de todos os Conselhos, já que todos operam com essas normas e, em última análise, a parcela de multa de mora tida como indevida acompanhou, mesmo que não questionado, o recolhimento de um determinado tributo. Entrementes, tenho que o entendimento desse jaez contraria o princípio de repartição de competência por especialização de cada Conselho, aumentando a possibilidade de disceptação a respeito dessa matéria, razão pela qual sou pelo seu adequado enquadramento na competência residual prevista no Inciso XVII do Art. 90 do RICC, verbis: Compete ao Terceiro Conselho de Contribuintes julgar os Recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação referente a: (...) XVII — tributos e empréstimos compulsórios e matéria correlata não incluídos na competência julgadora dos demais Conselhos. (Inciso incluído pelo art. 5° da Portaria MF n° 103, de 23/04/2002)" Após a juntada do recurso voluntário, a recorrente protocolizou pedido de desistência legal do seu d 'bito, nos termos da Lei 10.684, de 30/05/2003. É o relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 128.125 ACÓRDÃO N° : 302-35.805 VOTO Ressalto que, em função da edição do Decreto 4.395, de 27/09/2002, a Portaria MF 1.132, de 30/09/2002 introduziu alterações nos RICC, ficando muito claro, em meu modesto entender, como, aliás também entendia antes da existência dessa Portaria, a multa de mora, mesmo sendo objeto de ação especifica, ou seja, argüida isoladamente do tributo a que se refere, será objeto de deliberação pelo Conselho de Contribuintes que detenha a competência para apreciar tal tributo ou contribuição. No presente caso, em se tratando de multa relativa a recolhimento a • destempo do PIS, a competência de julgamento é do E. Segundo Conselho e não deste Conselho. Não se pode, com o devido respeito pela posição adotada pela citada Resolução emanada do Segundo Conselho, entender a multa de mora, como agora é redigido o RICC em seu Art. 90, Inciso, não o XVII, mas o XIX, já vigente à época dessa Resolução, como matéria correlata, pois diz esse Inciso: "tributos e empréstimos compulsórios e matéria correlata não incluídos na competência julgadora dos demais Conselhos ". Todavia, em havendo pedido de desistência do Recurso, por economia processual entendo descaber, agora, discussão a respeito de que Conselho é a competência para apreciar a matéria. Como visto no relatório, após a interposição do recurso voluntário a recorrente aderiu ao novo programa de parcelamento legal (Lei 10.684 de 30/05/2003), desistindo do apelo e renunciando a quaisquer alegações de direito sobre o crédito tributário objeto do presente processo. A manifestação da recorrente traz dois institutos processuais distintos, ou seja, a desistência da ação administrativa (quanto à impugnação e ao recurso) e a renúncia ao direito sobre que se funda a ação, como bem diz o douto Conselheiro Luis Antonio Flora. Dessa maneira há que ser aplicada a norma do art. 269, inciso V, do Código de Processo Civil, ou seja, o processo deve ser extinto com o julgamento de mérito quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação. Tanto isso é verdade, que os valores até então discutidos já integram outro processo administrativo específico, o de parcelamento, nos termos da lei que o autorizou. 4 „. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 128.125 ACÓRDÃO N° : 302-35.805 Portanto, sendo a renúncia um ato voluntário e unilateral pelo qual alguém abdica de um direito, coloco o processo em pauta para julgamento para HOMOLOGAR a renúncia, dando por extinta a pendenga. Sala das Sessões, em 16 de outubro de 2003 PAULO AFFONSECA D4 OS FARIA JÚNIOR - Relator • • 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Recurso n.° : 128.125 Processo n°: 10675.000039/00-11 TERMO DE INTIMAÇÃO • Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à 2 Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n.°302-35.805. Brasília- DF, — LIF -3 . Itnr—dictimfrIbulee,‘ Praaniante di .` Camaea • Ciente em: 2„31-.3? end f pe Nue ?fietkii Page 1 _0019900.PDF Page 1 _0020000.PDF Page 1 _0020100.PDF Page 1 _0020200.PDF Page 1 _0020300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10650.001447/99-08
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 04 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Nov 04 00:00:00 UTC 2003
Ementa: DECADÊNCIA. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. TERMO INICIAL - O termo inicial para contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição ou compensação de tributo pago indevidamente, inicia-se da data de publicação de ato administrativo que reconhece o caráter indevido de exação tributária.
ILL. SOCIEDADE POR COTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA - Comprovado que o contrato social, na data do encerramento do período base de apuração, não previa a disponibilidade, econômica ou jurídica, imediata ao sócio cotista, do lucro líquido apurado, a contribuinte adquire o direito de restituição ou compensação do imposto sobre lucro líquido indevidamente recolhido.
Preliminar rejeitada.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 106-13619
Decisão: Por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de decadência e, no mérito DAR provimento PARCIAL ao recurso para que a restituição seja feita quanto ao período encerrado em 31.12.92. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Romeu Bueno de Camargo, Orlando José Gonçalves Bueno e Edison Carlos Fernandes.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: Sueli Efigênia Mendes de Britto
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Recorrida : V TURMA/DRJ em JUIZ DE FORA - MG Sessão de : 04 DE NOVEMBRO DE 2003 Acórdão n°. : 106-13.619 DECADÊNCIA. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. TERMO INICIAL - O termo inicial para contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição ou compensação de tributo pago indevidamente, inicia-se da data de publicação de ato administrativo que reconhece o caráter indevido de exação tributária. ILL. SOCIEDADE POR COTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA - Comprovado que o contrato social, na data do encerramento do período base de apuração, não previa a disponibilidade, econômica ou jurídica, imediata ao sócio cotista, do lucro líquido apurado, a contribuinte adquire o direito de restituição ou compensação do imposto sobre lucro líquido indevidamente recolhido. Preliminar rejeitada. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CASAS DO BABÁ MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de decadência e, no mérito, DAR provimento PARCIAL ao recurso para que a restituição seja feita quanto ao período encerrado em 31.12.92, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. JOSÉ RIBAMA t;A HuS PENHA PRESIDENTE 1,--1 / \ ) jipb. - SU ' G'11 FJmÉSD BRITTO R A TQRÁ • . . . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 FORMALIZADO EM: 1 O DEZ 2003 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros THAISA JANSEN PEREIRA, LUIZ ANTONIO DE PAULA e WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros ROMEU BUENO DE CAMARGO, ORLANDO JOSÉ i GONÇALVES BUENO e EDISON CARLOS FERNANDES. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 Recurso n° : 135.554 Recorrente : CASAS DO BABÁ MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO LTDA. RELATÓRIO Tratam os autos de pedido de restituição de valores que teriam sido recolhidos indevidamente a título de Imposto de Renda na Fonte sobre Lucro Líquido (ILL), correspondentes aos anos-calendário 1991 e 1992, cumulado com pedido de compensação do crédito com débitos vincendos (fls. 02 e 82/83). Instruindo o pedido foram juntadas as planilhas de fl. 4 e os documentos de fls. 5/41. Os pedidos da contribuinte foram, preliminarmente, apreciados e indeferidos pelo chefe da Seção de Orientação e Análise Tributária da Delegacia da Receita Federal em Uberaba (fls. 84186) sob os fundamentos a seguir sintetizados: - No caso das sociedades por quotas de responsabilidade limitada, não houve suspensão pela resolução n° 82/96 da aplicação do artigo 35, da Lei n° 7.713/88 parcialmente declarado inconstitucional pelo STF, de modo a que tivesse sido autorizada a restituição de quantias pagas a título de ILL. - As alterações contratuais (fls. 25, 28 e 32) evidenciam que o lucro líquido apurado em balanço encontrava-se disponível para os sócios no encerramento do respectivo período base. - A IN/SRF n° 63/97 não autorizou restituição ora pleiteada, atendo-se a dispensar a constituição de créditos tributários relativos ao ILL. - Os efeitos da declaração de inconstitucionalidade não foram estendidos pelo Senado Federal àquelas sociedades. Cientificado dessa decisão, o procurador da contribuinte (doc. de f1.93) apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 88/92, instruída pelos 3 yi5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 documentos anexados às fls.94/168. Após transcrever ementa do voto proferido no Recurso Extraordinário n° 172.058-1/SC, alega, em resumo: • Decretada a inconstitucionalidade de dispositivo legal, seus efeitos determinam a inexistência da exigência nele contida. • O contrato social não autoriza a distribuição imediata do lucro apurado, nem o toma disponível par a fins de tributação. Pelo contrário, os resultados ficam sob algumas alternativas que claramente não autorizam que se interprete como disponível. • Os balanços anexos comprovam a inexistência de lucros distribuídos desde o ano-base 1991 a 2001. Os membros da 18 Turma de Julgamento da DRJ em Juiz de Fora — MG, decidiram, por unanimidade de votos, indeferir os pedidos de restituição/compensação, sob os fundamentos transcritos a seguir: • Cumpre lembrar que o Ato Declaratório SRF n° 96/99, emanado com fulcro na parecer PGFN/CAT n° 1538, de 18 de outubro de 1999, revogou tacitamente o entendimento sobre o termo inicial para a contagem de decadência contido no Parecer Cosit n° 58/98 ao estabelecer em seu item I que "o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declarató ria ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário — arts. 165, I, e 168, I, da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1996 (Código Tributário Nacional). • Saliente-se então que o CTN define expressamente que o pagamento antecipado extingue o crédito tributário, conforme o art. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 150, § 1°, "o pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutdria da ulterior homologação do lançamento') e art. 156, VII ("extinguem o crédito tributário: o pagamento antecipado e a homologação do lançamento, nos termos do disposto no art. 150 e seus parágrafos 1° e 4° ". Tal entendimento encontra-se também consubstanciado nos Pareceres PGFN/CAT n° 550 — itens 16 e 17, de 12 de maio de 1999, n° 678 — item 5.3, de 7 de junho de 1999, e n° 1538 (utilizado como base do AD SRF n° 96199)— item 7, de 18 de outubro de 1999. • Nesse sentido, vale transcrever o item 17 supra citado do Parecer PGFN/CAT n° 550/99, abordando a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, objeto da Resolução do Senado Federal: • "17. (...) embora seja inquestionável, como afirmado acima, o efeito ex tunc a eficácia erga omnes da decisão declaratória, esta não tem o condão de suspender os prazos prescricionais e decadenciais previstos na legislação. Assim, ainda que pareça injusto aos menos atentos às singularidades do direito, os atos praticados sob a égide da lei inconstitucional, contra os quais não compete revisão administrativa ou judicial, seja por inviabilidade material, seja pelo vencimento de prazos legais, são considerados válidos para todos os efeitos." (grifou- se). • Nesse contexto, vale transcrever texto da lavra de Aliomar Baleeiro em Direito Tributário Brasileiro, editora Forense, 10 a edição, pág. 521: "Pelo art. 150, o pagamento é aceito antecipadamente, fazendo-se o lançamento a posteriori a autoridade homologa-o, se exato, ou faz o lançamento suplementar, para haver diferença acaso verificada a favor do Erário. É o que se torna mais nítido no § 1° desse dispositivo, que imprime ao pagamento antecipado o efeito de extinção do crédito, sob condição resolutória de ulterior homologação. Negada essa homologação, anula-se a extinção e abre-se oportunidade a lançamento de oficio." (grifo não original). • Ademais, note-se que apesar de o pagamento antecipado de tributo extinguir o crédito, sob condição resolutória de ulterior homologação do lançamento, o contribuinte pode pleitear a restituição/compensação de MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 tributo pago indevidamente ou a mais antes que ocorra a homologação. Assim, não faz sentido o entendimento de que antes da homologação expressa ou tácita não corre o prazo decadencial de cinco anos para pleitear a restituição na forma do art. 168 do CTN. • Observe-se ainda que, em que pese a manifestação do Poder Judiciário transcrita pela interessada, consonante o art. 1° do Decreto n° 73.529/74 "é vedada a extensão administrativa dos efeitos judiciais contrária à orientação estabelecida para a administração direta e autárquica em atos de caráter normativo ou ordinário". • Destarte, uma vez que os pedidos de restituição/compensação foram protocolados em 28/06/99 (fl. 01 — v), os pagamentos efetuados antes de 28/06/94, portanto os realizados em 30/05/94 (DARF fl. 34) e 07/06/94 (DARF fl. 41) a que se referem as planilhas de fl. 04, encontram-se abrangidos pelo instituto da decadência. • Em face do acima decidido quanto à decadência, restaram para análise de mérito os demais pagamentos a que se refere as planilhas de fl. 04 (DARF e "comprovante de pagamento de prestações" entremeados às fls. 34/41), também objeto de indeferimento na decisão recorrida. • Para a solução da lide é mister considerar que o art. 35 da Lei n° 7.713/88 já foi objeto de várias decisões do STF, tendo aquela Corte vinculado a constitucionalidade do art. 35 da Lei n° 7.713/88, para o caso de sociedade por quotas de responsabilidade limitada, à existência no contrato social de disposição que destine aos sócios os lucros apurados quando do encerramento do exercício. A fim de ficar claro o entendimento do Pretório Excelso, transcreve-se a seguir ementas de acórdãos sobre a matéria: "IMPOSTO DE RENDA — RETENÇÃO NA FONTE — Sócio QUOTISTA. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n° 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição Federal quando o contrato social prevê 6 (t) MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro liquido apurado, na data do encerramento do período base. Nesse caso, o citado artigo exsurge como explicitação do fato gerador estabelecido no art. 43 do CTN, não cabendo dizer da disciplina, de tal elemento do tributo, via legislação ordinária. Interpretação da norma conforme o Texto Maior." (RE — 204205/MG, DJ de 24/04/98). "IMPOSTO DE RENDA. RETENÇÃO NA FONTE. Sócio QUOTISTA. plenário desta Corte, ao julgar o RE 172.058, decidiu que o art. 35 da Lei n° 7.713/88 é constitucional, no que diz respeito ao sócio quotista, se o contrato social encerrar, por si só, a disponibilidade imediata, quer econômica, quer jurídica, do liquido apurado, cabendo fazer-se essa verificação caso a caso. Recurso extraordinário conhecido em parte, e nela provido." (RE — 201932/GO, DJ de 06-06-97). • A tese esposada pelo STF vem sendo acolhida também pelo Conselho de Contribuintes, Segunda instância de julgamento administrativo. No Acórdão de n° 104-17.322/99, sobre a restituição do imposto em foco, o conselheiro relator em seu voto se manifestou no sentido de que "o entendimento do mais alto órgão do Poder Judiciário estabelecendo a inconstitucionalidade do dispositivo em questão importa em reconhecer que o imposto sobreo lucro líquido nunca existiu para estas empresas, e nunca poderiam ser exigidos, já que o valor jurídico de um ato inconstitucional é desprovido de qualquer eficácia no pleno de direito, não produzindo qualquer efeito desde sua origem, conforme pacífico entendimento do STF (ADIN n° 1.434/SP — DJU em 22/11/96 e ADIQO n° 652/MA — DJU em 02/04/93)". • No âmbito da administração pública, o Secretário da Receita Federal tendo em vista a Resolução do Senado Federal n° 82/96 suspendendo a execução do art. 35 da Lei n° 7.713/88, no que diz respeito a expressão "acionista", e no uso da autorização contida no Decreto n° 2.194/97 editou a IN SRF n°63/97, que assim dispôs: "Art. 1° - Fica vedada a constituição de créditos da Fazenda Nacional, relativamente ao imposto de renda na fonte sobre o lucro líquido, de que se trata o art. 35 da Lei n° 7.713/88, em relação as sociedades por ações. 7 cfr MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 Parágrafo único. O disposto neste artigo se aplica às demais sociedades nos casos em que o contrato social, na data do encerramento do período base de apuração, não previa a disponibilidade econômica ou jurídica, imediata ao sócio cotista do lucro líquido apurado. Art. 2° - (...) Art. 3° - caso os créditos de natureza tributária, oriundos de lançamentos efetuados em desacordo com o disposto no art. 1°, estejam pendentes de julgamento, os Delegados de Julgamento da Receita Federal subtrairão a aplicação da lei declarada inconstitucional." • Diante do exposto, depreende-se que o reconhecimento do direito creditório das sociedades por quotas de responsabilidade limitada ficou adstrito a análise, em cada caso, de seus contratos e alterações sociais e aos prazos estabelecidos para o pleito de restituição. • A propósito, as 24 a e 26a alterações contratuais afetas aos períodos base 1991 e 1992, assim dispõem quanto à cláusula 10 (Do exercício social e do balanço): • "(...) O LUCRO LÍQUIDO PODERÁ SER MANTIDO EM CONTA DE LUCROS SUSPENSOS, PARA FUTURA DESTINAÇÃO, TRANSFERINDO PARA CONTA DE RESERVAS, INCLUSIVE PARA O FUTURO AUMENTO DO CAPITAL SOCIAL, OU AINDA, SER CREDITADO A CADA SÓCIO, NA PROPORÇÃO DE SUAS QUOTAS." • À vista do ali disposto, verifica-se que os sócios não pactuaram qualquer disposição expressa para a distribuição imediata do lucro. Tal situação, por si só, implicaria a princípio no recolhimento do direito creditório da requerente nos termos das disposições IN SRF n°21/97 e alterações posteriores. • No entanto, do mesmo modo que em relação aos valores recolhidos e, 30/05/94 e 07/06/94, abrangidos pela decadência, não há também direito creditório referente ao ILL recolhido para todo o período base 1991 a que se refere a primeira planilha de fl. 04. Isso porque a 8 41a crA, - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 contribuinte efetivamente distribuiu lucros/dividendos no período, como dá conta a linha 13 (dividendos ou lucros distribuídos pagos ou creditados) do quadro 05 (Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados) Anexo A de sua DIRPJ/92 (fl. 09 — verso). • Ou seja, ante duas hipóteses de liberalidade previstas na 24' alteração contratual, optou a contribuinte pela segunda delas, o fato gerador do imposto de renda na fonte nos termos do art. 35, da Lei n° 7.713/88. Dessa decisão a contribuinte tomou ciência e, na guarda do prazo legal, seu procurador protocolou o recurso de fls. 191/196, argumentando, em síntese: • No caso em tela, ainda segundo a decisão recorrida, os pagamentos de imposto que pretende compensar foram efetuados antes de 28/06/94, abrangidos estariam pela decadência, pois, requerida a compensação em 28 de junho de 1999, visto que os pagamentos foram realizados em 30/05/94 e 07106194. • Recurso Extraordinário do Supremo Tribunal Federal de n° 172058-1, de Santa Catarina, teve seu julgamento em 30/06/95. • Logo a decisão da inconstitucionalidade do ato atacado, tem sua contagem de prazo a partir deste julgado para fins de ser reparado o dano produzido por ato legal considerado inconstitucional. • Assim não fosse, o próprio julgado excluiria de seus efeitos todos os pagamentos efetuados antes do decidido, por prescrição. • Anulado o ato (art. 35 da Lei n° 7.713/88) por inconstitucional, irrecusável que ao prejudicado caberá restituição do indébito, sem que tenha que acionar o judiciário para novo pleito de matéria já decidida pela Suprema Corte do País. • O ato que definiu a inconstitucionalidade do supracitado artigo data de 30/06/1995. O pedido foi apresentado em 28/06/1999, logo, dentro do 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 prazo qüinqüenal em que se tomou definido o entendimento da Suprema Corte. • Quanto à alagada menção contratual de que os resultados estariam à disposição dos sócios ao se findar o ano civil, também não procede. • Esta deverá estar expressa nos atos constitutivos e não meramente deduzidos pela autoridade julgadora. • A aquisição da disponibilidade jurídica ou econômica da renda (tributável), segundo o art. 43 do CTN não transparece da peça contratual. • Ao tratar da tributação sobre lucros distribuídos aos sócios de sociedade por quotas, assim se manifesta o lúcido Ministro Relator MARCO AURÉLIO: IMPOSTO DE RENDA — RETENÇÃO NA FONTE — SOCIO QUOTISTA. A norma esculpida no art. 35 da Lei n° 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade económica ou jurídica, imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do encerramento do período-base. Nesse caso, o citado artigo exsurge como explicitação do fato gerador estabelecido no artigo 43 do código tributário nacional, não cabendo dizer da disciplina, de tal elemento do tributo, via legislação ordinária. Interpretação da norma conforme o Texto Maior. • A clareza dessa disponibilidade econômica ou jurídica da renda sujeita ao tributo se fará, segundo as disposições contratuais de duas formas: uma se delas constar que os lucros apurados serão considerados automaticamente distribuídos aos sócios. Outra quando a distribuição for feita através de pagamento por caixa, disponibilidade económica, ou por crédito em conta corrente do sócio beneficiado, disponibilidade jurídica. • Na hipótese citada na própria decisão recorrida, não há pactuação de que os lucros apurados deveriam ser distribuídos automaticamente, como é do teor das fls. 32 e 28 e também às 97 e 103 /eft; to • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 • Os balanços da recorrente, às fls. 104/159 (período de 12/91 a 12/2001) comprovam que eventuais lucros não foram distribuídos. • Se não há a necessária disposição expressa, quanto ao lucro distribuído, não se poderá, por isso, invocar a dúvida manifestada pelo julgados, para entendê-la como expressa a cláusula determinativa dessa distribuição, por inexistente. • De se lembrar que mais judiciosa foi a decisão proferida no processo n° 10675.001484/99-75 , sob n° UBER-SASIT n° 10675.407/2000, DRF Uberlândia, que decidiu a favor do contribuinte, [caro Materiais para Construção Ltda. pertencente ao mesmo grupo da recorrida. (fls. 163/168) É o Relatório. çlP 11 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 VOTO Conselheira SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, Relatora O recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele tomo conhecimento. O Imposto de Renda na Fonte Sobre o Lucro Liquido, criado pelo art. 35 da Lei n° 7.713/88 incidiu sobre os lucros apurados em períodos base encerrado entre 1° de janeiro de 1989 e 31 de dezembro de 1992. O Diário Oficial da União de 19/11/96 publicou a resolução n° 82 do - Senado Federal dispondo em seu artigo 1° que é suspensa a eXecução do artigo 35 da Lei n° 7.713/88, no que diz respeito a expressão o acionista nele contida. Em 24/07/97, foi editada a Instrução Normativa n° 63, DOU de 25 de julho de 1997, que no seu artigo 1° assim preceitua: Art. 1° Fica vedada a constituição de créditos da Fazenda Nacional, relativamente ao imposto de renda na fonte sobre o lucro líquido, de que trata o art. 35 da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, em relação às sociedades por ações. Parágrafo único: O disposto neste artigo se aplica as demais sociedades nos casos que o contrato social, na data do encerramento do período base de apuração, não previa a disponibilidade, económica ou jurídica, imediata ao sócio cotista, do lucro líquido apurado. (grifei) lã' l- u MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 No caso em pauta, a recorrente solicita o reconhecimento do direito creditório, pertinente ao ILL apurados nos períodos encerrados em 31/12191 e 31/12/92. I. Preliminar de decadência do direito de pedir restituição ou compensação dos valores recolhidos como ILL. A Câmara Superior de Recursos Fiscais, que é a responsável pela uniformização da jurisprudência administrativa a nivel federal, apreciou a matéria na sessão de 19/3/2001, Acórdão CSRF/01-03.239, resumindo seu entendimento na seguinte ementa: DECADÊNCIA — PEDIDO DE RESTITUIÇÃO — TERMO INICIAL — Em caso de conflito quanto à inconstitucionalidade da exação tributária, o termo inicial para contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente inicia-se: - da publicação do acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal em ADIN; - da Resolução do Senado que confere efeito erga omnes à decisão proferida inter partes em processo que reconhece inscontitucionalidade de tributo; - da publicação de ato administrativo que reconhece caráter indevido de exação tributária.(grifei) Dessa forma e considerando que o pedido de fl. 1 foi protocolado em 28/6/99, quase dois anos depois do indicado ato normativo, afasta-se os efeitos da decadência ou prescrição do direito de pedir restituição ou compensação. II. Mérito. As 24' e 26° alterações contratuais relativas aos períodos base de 1991 e 1992 (fls. 28 e 32), assim dispõem quanto à cláusula 10 (do exercício social e do balanço): "(...) o lucro líquido poderá ser mantido em conta de lucros suspensos, para futura destinação, transferindo para conta de reservas, inclusive para o futuro 13 ,1 . -.. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10650.001447/99-08 Acórdão n° : 106-13.619 aumento do capital social, ou ainda, ser creditado a cada sócio, na proporção de suas quotas." Verifica-se assim, que os sócios não pactuaram qualquer disposição expressa para a distribuição imediata do lucro, porém, para o período -base de 1991 a recorrente informou a distribuição de lucros no valor Cr$ 8.346.252,00 (linha 13, quadro 5 do "Anexo A" da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica 1992, fl. 9, verso). As informações prestadas pela contribuinte, até prova em contrário, são tidas como verdadeiras (art. 845, § 1*, do RIR, aprovado pelo Decreto n° 3.000/99). Dessa maneira o ILL pertinente ao indicado período — base é considerado devido. Com relação ao período — base de 1992, a falta de provas nos autos de que a contribuinte fez distribuição de lucros, somada com a ausência de valor na linha 13, quadro 5 do "Anexo A" da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica 1993 (fl. 13, verso), autoriza a conclusão de que o ILL incidente em 31/12/92 não foi distribuído e por isso pode ser devolvido. Dessa forma, e seguindo a orientação da Instrução Normativa n°63/97, a recorrente tem o direito à restituição dos valores pleiteados e, por conseqüência, o direito a compensação com os débitos indicados as fls. 2, 82 e 83. Isso posto, VOTO por afastar os efeitos de decadência do direito de pedir a restituição, e no mérito dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a restituição/ compensação do ILL relativo ao período de 31/12/92. Sala das Sessões - DF, em 04 de novembro de 2003. S (ItéFI I .. l;.'Silç:IE BRITTO*(cd 14 Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002400.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1 _0002600.PDF Page 1 _0002700.PDF Page 1 _0002800.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1 _0003000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.000908/98-51
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 1999
Ementa: IRPF - RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS - Confirmada a legitimidade do procedimento fiscal, ratifica-se o lançamento.
Recurso negado.
Numero da decisão: 102-43837
Decisão: POR UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.
Nome do relator: Maria Goretti Azevedo Alves dos Santos
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Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NAGIBIABRAHÃO PAES LEME DE CASTRO. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANTONIO DE' FREITAS DUTRA PRESIDENTE MARIA GORETT1 À EDO ALVES DOS SANTOS RELATORA FORMALIZADO EM: 28 JA N 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros URSULA HANSEN, VALM1R SANDR1, JOSÉ CLÓVIS ALVES, MÁRIO RODRIGUES MORENO e FRANCISCO DE PAULA CORRÊA CARNEIRO GIFFONI. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA ;fr Processo n°. : 10680.000908/98-51 Acórdão n°. :102-43.837 Recurso n°. : 118.704 Recorrente : NAGIBI ABRAHÃO PAES LEME DE CASTRO RELATÓRIO NAGIBI ABRAHÃO PAES LEME DE CASTRO, inscrito no C.P.F-MF sob o n° 187.053.086-15, com endereço a Rua Humberto Rosa Teixeira, n° 110 — Santa Amélia — Minas Gerais — MG, jurisdicionado à Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte/MG, recorre a este Colegiado de decisão que manteve parcialmente o lançamento de Imposto de Renda conforme Notificação n° 614/6.000.065, acostada aos autos às fls. 3 e anexos, em montante equivalente a R$ 1.157,97, acrescido dos correspondentes gravames legais. A exigência decorreu de alterações dos valores das seguintes linhas da declaração: rendimentos recebidos de pessoas jurídicas para R$ 40.692,82 e foi apurado imposto a restituir no valor de R$ 88,81, no cálculo de sua declaração e já foi restituído o valor total de R$ 412,81, e tendo como enquadramento legal o RIR/94 aprovado pelo Decreto 1.041 de 11.01.94, artigos 838, 883 a 887, 923; Lei 8.981 de 20.01.95, artigo 88; Lei 9.250, de 26/12/95; arts. 2, 7 a 9, 11 a 14 e 16; Lei 9.430, de 27/12/96, arts. 61, 62, 73 e 74; Decreto 2.138, de 29/01/97. Os termos da impugnação, de fl. 1 e anexos, o impugnante resume sua peça em síntese nos seguintes termos: - que, não concorda com a alteração efetuada no item "Rendimentos recebidos de Pessoas Jurídicas"; e que - está anexando o comprovante de rendimentos fornecido pela fonte pagadora, na qual se baseou para efetuar sua declaração de 1997. 2 ,- MINISTÉRIO DA FAZENDA • • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ‘z- SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10680.000908/98-51 Acórdão n°. :102-43.837 Após examinar os autos a autoridade julgadora singular, em sua bem fundamentada decisão de fls. 21/22, julgou o lançamento procedente, em decisão assim ementada: "IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS — PESSOA FÍSICA RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS Confirmada a legitimidade do procedimento fiscal, ratifica-se o lançamento. LANÇAMENTO PROCEDENTE" Intimação n° 1420/98, acostada aos autos às fls. 23, onde o contribuinte deverá quitar débitos com a Fazenda Nacional. Irresignado, em suas Razões de Recurso, acostadas aos autos às fls. 26 e anexos, o Contribuinte traz em suma as mesmas razões da Impugnação. A Procuradoria da Fazenda Nacional não apresentou contra-razões. É o Relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES *•a i.- SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10680.000908198-51 Acórdão n°. : 102-43.837 VOTO Conselheiro MARIA GORETTI AZEVEDO ALVES DOS SANTOS, Relatora O recurso é tempestivo, dele tomo conhecimento. O contribuinte alega desconhecer a declaração de ajuste elaborada e entregue a receita federal, por seu contador. Não lhe assiste razão, pois tal argumento é totalmente absurdo, sendo a mesma sócia da empresa. Desta forma, entendo estar a decisão monocrática perfeitamente correta. Adoto-a integralmente. Isto posto, voto no sentido de Negar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 18 de agosto de 1999. MARIA GORETTI AZ. • O ALVES DOS SANTOS 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10675.000301/2002-24
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 11 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Tue May 11 00:00:00 UTC 2004
Ementa: PIS. DIREITO À REPETIÇAO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA. Nos pleitos de compensação/restituição formulados em face da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88, o prazo de decadência do direito creditório é de 5 (cinco) anos, contado da data da publicação da Resolução nº 49 do Senado Federal, de 10 de outubro de 1995. COMPENSAÇÃO. É possível a compensação por conta própria do contribuinte, independentemente de pedido formal junto à SRF, desde que efetivada à vista de documentação que confira legitimidade a tais créditos e que lhes assegure certeza e liquidez. DECRETOS-LEIS NºS 2.445 E 2.449/88. BASE DE CÁLCULO. Após a declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88, voltou-se a adotar a sistemática inserta na LC nº 7/70 na cobrança da contribuição ao PIS, ou seja, à alíquota de 0,75% sobre o faturamento verificado no sexto mês anterior ao da incidência, a qual permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP nº 1.212/95, quando, a partir de então, "o faturamento do mês anterior" passou a ser considerado para sua apuração. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 201-77614
Decisão: Por maioria de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos Atulim e José Antonio Francisco, que votavam pelo prazo de decadência (prescrição) de cinco anos da data do pagamento.
Matéria: DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
Nome do relator: Antônio Mário de Abreu Pinto
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Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG PIS. DIREITO À REPETIÇAO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA. Nos pleitos de compensação/restituição formulados em face da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n2s 2.445/88 e 2.449/88, o prazo de decadência do direito creditório é de 5 (cinco) anos, contado da data da publicação da Resolução n2 49 do Senado Federal, de 10 de outubro de 1995. COMPENSAÇÃO. É possível a compensação por conta própria do contribuinte, independentemente de pedido formal junto à SRF, desde que efetivada à vista de documentação que confira legitimidade a tais créditos e que lhes assegure certeza e liquidez. DECRETOS-LEIS N 2S 2.445 E 2.449/88. BASE DE CÁLCULO. Após a declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n 2s 2.445/88 e 2.449/88, voltou-se a adotar a sistemática inserta na LC n 2 7/70 na cobrança da contribuição ao PIS, ou seja, à alíquota de 0,75% sobre o faturamento verificado no sexto mês anterior ao da incidência, a qual permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP n2 1.212/95, quando, a partir de então, "o faturamento do mês anterior" passou a ser considerado para sua apuração Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CHOCOLATES IMPERIAL LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos Atulim e José Antonio Francisco, que votavam pelo prazo de decadência (prescrição) de cinco anos da data do pagamento. Sala das Sessões, 11 de maio de 2004. Me • • • lii.M9fir" Jibsefa Maria Coe o ques Presidente Pg MIN z 2." .CC Antonio M eu Pintoç : r nA; o ;R.A! Relator ' 675 O 3 .1 P_Y. ViSTO Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Adriana Gomes Rêgo Gaivão, Rodrigo Bemardes Raimundo de Carvalho (Suplente), Gustavo Vieira de Melo Monteiro e Rogério Gustavo Dreyer. 1 4nral.". Ministério da Fazenda i Mtr , A t !,' t., - r. r C 2° CC-MF Fl.1'11; .; Segundo Conselho de Contribuintes .n> f , i "' Z.-. -• ',. * , eiej 00 4. _ lati . Processo ng : 10675.000301/2002-24 Ét, I i Recurso n' : 125.605 i Acórdão e : 201-77.614 t VISTO Recorrente : CHOCOLATES IMPERIAL LTDA. RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão n 2 3.860, de 27 de junho de 2003 (fls. 45/52), de lavra da DRJ em Juiz de Fora - MG, que julgou procedente o auto de infração eletrônico decorrente da constatação de irregularidades em créditos informados em DCTFs, atinentes ao PIS, no período de apuração compreendido entre 01/01/1997 e 03/03/1997. A contribuinte, inconformada, apresentou Impugnação, às fls. 01/18, alegando, em suma, que compensou tais débitos com créditos decorrentes do pagamento a maior a título de PIS, efetuado com base nos Decretos-Leis n2s 2.445/88 e 2.449/88. Invocando o art. 66 da Lei n2 8.383/91 e INs da SRF de n2s 67/92 e 21/97, bem como o princípio da legalidade, defendeu que o direito ao ressarcimento do indébito tributário pode ser efetivado através de compensação e que esta, para ser efetivada, independeria de autorização prévia da SRF. Exarou, ainda, que a base de cálculo do PIS utilizada para apuração dos créditos aos quais detinha, ante a declaração de inconstitucionalidade dos referidos DLs, é o faturamento de seis meses atrás, consoante pacífica jurisprudência dos Tribunais Superiores pátrios, pelo que asseverou restar correta a compensação por si realizada e declarada em DCTF. Ademais, afirmou ser inconstitucional a cobrança da multa de oficio e dos demais acréscimos legais, uma vez que, no seu entender, não houve descumprimento do dever de pagamento do tributo e sequer mora em sua realização. Por fim, suscitou ofensa aos princípios da segurança jurídica e o da propriedade, assim como desrespeito ao critério da proporcionalidade e razoabilidade, quando da aplicação de uma multa no percentual de 100%, como pretende a Administração Fazendária. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora - MG, às fls. 45/52, consoante já apontado, julgou procedente o lançamento, fundamentando, em síntese, que a contribuinte não teria crédito de PIS por não haver ingressado com pedido de reconhecimento do direito creditório, na forma das INs SRF n 2s 21 e 73/97, tampouco retificado suas declarações de IRPJ e DCTF dos anos anteriores, para reduzir o valor do débito, pelo que não teria sido aceita a compensação espontânea. Outrossim, com supedâneo nos arts. 156, 165 e 168 do CTN, argüiu que o direito creditório da recorrente teria decaído, tendo em vista que os supostos créditos decorrentes do pagamento a maior do PIS recolhidos até dezembro de 1991 só foram objeto de compensação em 1997, ou seja, após o transcurso de mais de cinco anos da extinção daqueles. Ressaltou, ainda, que a recorrente não juntou aos autos os comprovantes dos recolhimentos que diz ter realizado e, equivocadamente, fez incidir, na sua planilha de cálculo, correções monetárias e juros em índices superiores aos previstos na legislação vigente. A d. DRJ, afora isso, defendeu que o parágrafo único do art. 6 2 da LC n2 7/70 refere-se ao prazo de pagamento da contribuição ao PIS e não à sua base de cálculo. Quanto à multa de oficio e aos demais consectários legais aplicados pelo Auditor Fiscal, afirmou estarem em consonância com o que prescreve a legislação de regência. 4©11-- 2 , - -n,,:tvorg Ministério da Fazenda CC-MF I4ai • .:"Z zl5 Segundo Conselho de Contribuintes L nn, o ).• 011 Fl. t- tri Processo n' : 10675.000301/2002-24 Recurso n2 : 125.605 Acórdão nQ : 201-77.614 Irresignada, a contribuinte interpôs, tempestivamente, o presente Recurso Voluntário, às fls. 55/68, reiterando os argumentos suscitados na sua manifestação de inconformidade e a eles acrescendo que o prazo decadencial dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, como o caso do PIS e da Cofins, só tem inicio cinco anos após a homologação tácita ou expressa por parte do Fisco, ou seja, dez anos contados da ocorrência do fato gerador da nação, conforme o § 4-2 do art. 150, c/c o art. 156, VII, do CIN. Ressalta, ainda, que, se tal entendimento não fosse acolhido, outro mereceria guarida dos insignes julgadores, o de que, na declaração de inconstitucionalidade de lei, a decadência ocorre depois de cinco anos da data do trânsito em julgado da decisão do STF proferida em ação direta ou da publicação da Resolução do Senado que a suspendeu, logo, como esta, in casu, deu-se em 10/95, somente poder-se-ia falar em decadência do direito de pleitear a restituição após 10 de outubro de 2000. É o rela 'o. 109L- • 3 • • --22 CC-MF `•"2-s-W99. Ministério da Fazenda - • Fl. ter“ Segundo Conselho de Contribuintes , 0)- 04 Processo ni2 : 10675.000301/2002-24 Recurso n2 125.605 VEL-TO — Acórdão : 201-77.614 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO MARIO DE ABREU PINTO O Recurso preenche todos os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. A questão posta a julgamento versa sobre insuficiência no recolhimento da contribuição para o PIS, decorrente da constatação de irregularidades em créditos informados pela Recorrente em DCTFs, apurada por meio de verificação eletrônica, no período de 01.01.1997 a 01.03.1997. Quanto à controvérsia preliminarmente travada nos autos, relativa à decadência do direito de pleitear a compensação de valores recolhidos a maior sob a sistemática dos Decretos- Leis n2s 2.445/88 e 2.449/88, assiste razão à recorrente em sustentar que o respectivo prazo é de cinco anos, contado da data da publicação da Resolução n 2 49 do Senado Federal, de 10/10/95, que confirmou erga omnes a declaração de inconstitucionalidade dos referidos diplomas por parte do Supremo Tribunal Federal, conforme reiterada e predominante jurisprudência dos Tribunais Superiores pátrios e deste Egrégio Conselho. Desta feita, tendo a recorrente procedido à compensação em 1997, conforme consignado pela autoridade autuante à fl. 47, in fine, e demonstrativo correlato às fls. 39/41, resta descabida a alegação de decadência do direito creditorio, aventada pelo D. Julgador a quo, vez que esta somente se daria em outubro de 2000. No que toca ao mérito, a recorrente afirma que os valores exigidos no período compreendido no Auto de Infração foram compensados com aqueles indevidamente recolhidos a titulo de PIS com base nos malsinados decretos-leis. Acrescenta, ainda, que os créditos foram apurados com base na aplicação da LC n2 7/70, ou seja, à alíquota de 0,75% sobre o faturamento de seis meses atrás. A decisão recorrida, por sua vez, entende que a pretensão de efetivar a compensação não atendeu aos pressupostos normativos e ritos administrativos que a homologariam, tendo em vista que a recorrente não apresentou à administração seu formal pedido de reconhecimento de direito creditório na forma das Instruções Normativas SRF 21 e 73 de 1997, em razão do que manteve na íntegra o lançamento efetuado. Não obstante, entendo ser possível a compensação guerreada, independentemente de pedido formal, desde que efetivada à vista de documentação que confira legitimidade a tais créditos e que lhes assegure certeza e liquidez. Perscrutando os autos, verifico, às fls. 39/43, que a recorrente apresentou a documentação exigida pela Secretaria da Receita Federal para verificação da compensação declarada em DCTF. No entanto, posteriormente, no julgamento de sua defesa, a DRJ considerou-os insuficientes para fazer prova do alegado. Nesse diapasão, afigura-se-me necessária, em respeito ao princípio da verdade material, uma efetiva averiguação por parte do Fisco, junto à recorrente, para constatação se os valores que detém de créditos contra o Fisco são (i 4 suficientes parar saldar os débitos ora exigidos.k, 4 ..f.bedn MIN ri: - ' 7 ;: t4 c:A - 2." CC 1 22 CC-MF Ministério da Fazenda CO:.. I:: -- .. -' i t: t-t:-:!•-.31-4A! Fl. Segundo Conselho de Contribuintes e 2. 044 F.....-Processo o' : 10675.000301/2002-24 Recurso o VISTO ' : 125.605 I Acórdão o' : 201-77.614 Diante do exposto, dou parcial provimento ao recurso voluntário para que seja de fato averiguada pelo Fisco a compensação efetuada pela recorrente, com fins de constatar se os créditos decorrentes do recolhimento do PIS sob a égide dos Decretos-Leis nt's 2.445/88 e 2.449/88 — apurados que devem ser com base no critério da sernestralidade — são suficientes para extinguir o débito objeto do lançamento em testilha. Caso remanesça algum crédito em favor do p‘Fisco, que este seja exigido da rewrr, - juntamente com os seus consectãrios legais. Sala das Sessões, em - maio de 2004. tilk lit ANTONIO • Ib ' irl. .REU PINTO. bk-, ix 5
score : 1.0
Numero do processo: 10640.001295/93-69
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 14 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Nov 14 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IMPOSTO DE RENDA NA FONTE - DECORRÊNCIA - A tributação prevista no artigo 8º do Decreto-lei nº 2.065/83 vigorou até o período-base encerrado em 31/12/88 quando foi derrogada pelo artigo 35 da Lei nº 7.713/88 que disciplinou as novas regras de tributação dos lucros das pessoas jurídicas.
Recurso provido..(Publicado no D.O.U, de 10/03/98)
Numero da decisão: 103-19062
Decisão: POR UNANIMIDADE DE VOTOS, DAR PROVIMENTO AO RECURSO.
Nome do relator: Sandra Maria Dias Nunes
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Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por GONAIR TÁXI AÉREO LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. o RODR EUBER PRESIDENTE 6.17,21,4241S SANDRA MARIA DIAS NUNES RELATORA FORMALIZADO EM: 04 FFV 'Km Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: VILSON BIADOLA, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, EDSON VIANNA DE BRITO, NEICYR DE ALMEIDA e VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE. Ausente a Conselheira RAQUEL ELITA ALVES - PRETO VILLA REAL. 2 k n H:e- MINISTÉRIO DA FAZENDA ,sr-,..ek PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° :10640.001295/93-69 Acórdão n° : 103-19.062 Recurso n° : 04.678 Recorrente :GONAIR TÁXI AÉREO LTDA RELATÓRIO E VOTO Conselheira SANDRA MARIA DIAS NUNES, Relatora Trata-se de recurso voluntário interposto, tempestivamente, por GONAIR TÁXI AÉREO LTDA, pessoa jurídica inscrita no CGC sob o n° 23.348.915/0001-98, com domicílio tributário na Rua Henrique Diniz, 282, Bairro Sanatório, Barbacena/MG., em 02/12/94, com o fito de obter a reforma da decisão proferida em primeira instância, da qual foi cientificada em 08/11/94. A exigência fiscal contestada teve origem no Auto de Infração de fls. 02, mediante o qual foi constituído, de ofício, o crédito tributário no valor de 443.872,56 UFIR, em 04/07/93, correspondente ao imposto de renda retido na fonte de que trata o art. 8° do Decreto-lei n° 2.065/83, devidos nos anos de 1989 a 1991, nele computados os juros de mora e multa de 50% e 100%.. O lançamento em apreço é mera decorrência da ação fiscal realizada na empresa, relativa ao imposto de renda - pessoa jurídica, que culminou com a lavratura do auto de infração de que trata o processo n° 10640.001294/93-04. Os membros desta Câmara, em sessão realizada em 12/06/96, ao apreciarem o processo matriz, decidiram, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa por atraso na entrega da declaração bem como excluir a incidência da Taxa Referencial Diária no período de fevereiro a julho de 1991, nos termos do Acórdão n° 103-17.487. Em conseqüência, igual sorte colhe o recurso apresentado neste feito decorrente, na medida em que não há fatos ou argumentos a ensejar, na espécie, conclusões diversas. Contudo, a matéria sob exame deve ser analisada isoladamente do 0\. 3 =;.'• . MINISTÉRIO DA FAZENDA - . 1( PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° :10640001295/93-69 Acórdão n° : 103-19.062 processo principal tendo em vista a edição da Lei n° 7.713/88 que alterou substan- cialmente a tributação dos lucros aos sócios. Senão vejamos. A exigência está fundamentada nas disposições do art. 8° do Decreto-lei n° 2.065/83, segundo o qual a receita omitida ou a diferença verificada na determina- ção dos resultados das pessoas jurídicas por qualquer procedimento que implique redu- ção indevida do lucro líquido será considerada automaticamente recebida pelos sócios, acionistas ou titular da empresa individual e, sem prejuízo da incidência do imposto de renda da pessoa jurídica, será tributada exclusivamente na fonte à alíquota de 25%. Até o ano de 1988 vigorou o comando retromencionado, quando foi publi- cada a Lei n° 7.713/88 cujo art. 35 disciplinou toda a tributação dos lucros aos sócios. Assim é que, no ano de 1989, o lucro apurado pelas pessoas jurídicas no encerramento do período-base, independentemente de distribuição aos sócios, sujeitava-se à tributação na fonte à aliquota de 8%. Por esta razão, dou provimento ao recurso para declarar a insubsistência do lançamento porque fundamentado nas disposições do Decreto-lei n° 2.065/83, derrogado pelo art. 35 da Lei n° 7.713/88. Sala das Sessões (DF), em 14 de novembro de 1997. ar.,,d1,4,121~ SANDRA & RIA DIAS NUNES Page 1 _0008500.PDF Page 1 _0008700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10640.001765/98-35
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2001
Ementa: FINSOCIAL - REPETIÇÃO DE INDÉBITO - O Parecer COSIT nº 58, de 27/10/98, em relação ao FINSOCIAL, vazou entendimento de que o termo a quo para o pedido de restituição do valor pago com alíquota excedente a 0,5%, começa a contar da data da edição da MP nº 1.110/95, ou seja, em 31/05/95. Desta forma, considerando que até 30/11/99 esse era o entendimento da SRF, todos os pedidos protocolados até tal data, estão, no mínimo, albergados por ele. Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 201-74462
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: Jorge Freire
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MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES s. • Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 Sessão 18 de abril de 2001 Recurso : 113.521 Recorrente: GRAMADO CHURRASCARIA LTDA. Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG F1NSOCIAL — REPETIÇÃO DE INDÉBITO — O Parecer COSIT n2 58, de 27/10/1998, em relação ao FINSOCIAL, vazou entendimento de que o termo a quo para o pedido de restituição do valor pago com aliquota excedente a 0,5% começa a contar da data da edição da MP n2 1.110/95, ou seja, em 31/05/95. Desta forma, considerando que, até 30/11/99, esse era o entendimento da SRF, todos os pedidos protocolizados até tal data estão, no mínimo, albergados por ele. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos do recurso interposto por: GRAMADO CHURRASCARIA LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 18 de abril de 2001 Jorge reit; Presidente e relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Luiza Helena Galante de Moraes, Rogério Gustavo Dreyer, Serafim Fernandes Correa, Gilberto Cassuli, José Roberto Vieira, Antonio Mário de Abreu Filho e Sérgio Gomes Velloso. Eaal/ovrs e 4.T- w"--- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 Recurso : 113.521 Recorrente: GRAMADO CHURRASCARIA LTDA. RELATÓRIO Versa o presente processo sobre pedido de compensação (fls.01) de crédito do FINSOCIAL que a interessada alega ter recolhido indevidamente no período de novembro/89 a abril/92. O Delegado da Receita Federal em Juiz de Fora - MG, através da Decisão às fls. 41/42, indeferiu o referido pleito por não existir Resolução do Senado Federal adotando as decisões definitivas do Supremo Tribunal Federal (STF) que declararam a inconstitucionalidade das leis que majoraram a alíquota do FINSOCIAL. Tempestivamente, a empresa apresentou sua manifestação de inconformidade contra a referida Decisão às fls. 45/60, alegando, em síntese, que o Decreto n' 2.346/97 é cristalino ao afirmar que havendo decisão do STF que declare a inconstitucionalidade de ato ou lei, a Administração Pública Federal deverá observar sua aplicação. Afirma que o art. 66 da Lei n' 8.383/91 cuidou da compensação diferente daquela a que se refere o art. 170 do CTN. Tal fato impede a utilização do texto do referido artigo do CTN para tentar impedir a utilização do direito de que trata a Lei n' 8.383/91. Aduz, ainda, que a decisão recorrida indica a determinação em subverter a lei em prejuízo ao contribuinte, caracterizando excesso de exação. A autoridade julgadora de primeira instância administrativa, através da Decisão de fls. 63/69 julgou improcedente a solicitação para que seja reconhecido o direito de compensação, resumindo seu entendimento nos termos da Ementa de fls. 63, que se transcreve: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/1989 a 31/03/1992 Ementa: CONSTITUCIONALIDADE. A decisão plenária do Supremo Tribunal Federal, julgando a inconstitucionalidade na via de exceção, faz coisa julgada no caso e entre as partes. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário 2 •W=; MINISTÉRIO DA FAZENDA • 4SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ".,>•Y • • Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 Período de apuração: 01/10/1989 a 31/03/1992 Ementa: COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. O direito de pleitear a compensação extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário, assim entendido como o pagamento antecipado, nos casos de lançamento por homologação. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA." Cientificada em 24.12.99, a recorrente apresentou em 19.01.00 (fls. 72/92), recurso voluntário a este Conselho de Contribuintes, reiterando os pontos expendidos na peça impugnatória e solicitando que se reconheça o direito aos créditos decorrentes do recolhimento excessivo a título de FINSOCIAL, determinando a correta aplicação da decisão plenária do STF e do que determina o Decreto n' 2.346/97. Finaliza, requerendo que se declare ilegal a decisão recorrida por descumprimento aos princípios da legalidade, moralidade e por desrespeito às Leis e 8.383/91 e 9.430/96. É o relatório. 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA .".. 1ê SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JORGE FREIRE A matéria quanto ao termo inicial para contagem do prazo para o pedido de restituição do FINSOCIAL pago a maior em relação ao aumento de alíquotas veiculados pela Lei n9- 7.689/88, declarada inconstitucional pelo STF (Acórdão Re n° 150.764-1/PE, DJU de 02/04/93), tem merecido, pelo menos, quatro entendimentos. O primeiro, de que o prazo conta-se da publicação da primeira decisão do Plenário do STF, que considerou os aumentos inconstitucionais, vez que, na espécie, não houve a edição da Resolução do Senado, nos moldes do que determina a norma constitucional inserta no artigo 52, X. Nesse sentido era meu posicionamento inicial, conforme averbei no Acórdão 201-73.669, de 15/03/2000. O segundo, consubstanciado no Parecer COSIT n' 58, de 27 de outubro de 1998, que entende que o prazo do item anterior aplica-se aos contribuintes que foram parte na ação que declarou a inconstitucionalidade. No entanto, em relação aos demais, o termo inicial é o da data do ato que conceda ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição. No caso, a data da publicação da Medida Provisória n' 1.110/95, ou seja, 31.08.95. O terceiro é o entendimento do Ato Declaratório n 2 96/99, o qual baseou-se no Parecer PGFN n2 1.538/99, qual seja, o de que o prazo conta-se da data da extinção do crédito tributário, assim entendida a data do pagamento. O quarto entendimento é o de que o termo inicial conta-se da data da extinção e que a mesma ocorre cinco anos após o pagamento sem manifestação do Fisco. A partir desta decisão, passo, exclusivamente quanto ao FINSOCIAL, pelas circunstâncias casuisticas que cercam a matéria, a filiar-me à segunda corrente. E isto por três fundamentos: primeiramente porque na hipótese de declaração de inconstitucionalidade do artigo 9' da Lei n-é' 7.689/88 (e, em conseqüência, a dos artigos 7 2 da Lei n9 7.787/89 e 12 da Lei n' 8.147/90), não houve declaração do Senado Federal, quando então teríamos, a partir daí, os efeitos erga oinnes da declaração de inconstitucionalidade daquela lei que veiculou os aumentos de alíquota do FINSOCIAL. Segundo, porque o próprio Poder Executivo, ao qual subordina-se a Administração Tributária, editou medida provisória, que tem força de lei, determinando que ficava dispensada a constituição de créditos da Fazenda Nacional, a inscrição em dívida ativa da União, o ajuizamento da respectiva execução fiscal, bem assim como estariam cancelados os lançamentos e 4 - MIINISTÉRIO DA FAZENDA - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 a inscrição do FINSOCIAL exigidos das empresas comerciais e mistas, com fulcro no art. 92 da Lei d- 7.689/88, na aliquota superior a 0,5%, conforme Leis n 7.787/89, 7.894/89 e 8.147/90. E, finalmente, porque houve manifestação normativa exarada pela Receita Federal esposando, no Parecer Normativo COSIT n' 58/98, entendimento a ser aplicado no caso específico dos pedidos de restituição de FINSOCIAL pagos a maior, em face da mencionada declaração de inconstitucionalidade. Analisando o Parecer COSIT rf- 58, de 26.11.98, fica claro que tal ato abordou o assunto de forma a não deixar dúvida e faço das suas razões as minhas para optar pelo seu entendimento. Por oportuno, transcrevo o seu inteiro teor, a seguir: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário. Ementa: RESOLUÇÃO DO SENADO. EFEITOS. A Resolução do Senado que suspende a eficácia de lei declarada inconstitucional pelo STF tem efeitos ex tunc. TRIBUTO PAGO COM BASE EM LEI DECLARADA INCONSTITUCIONAL RESTITUIÇÃO. HIPÓTESES. Os delegados e inspetores da Receita Federal estão autorizados a restituir tributo que foi pago com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, em ações incidentais, para terceiros não-participantes da ação — como regra geral — apenas após a publicação da Resolução do Senado que suspenda a execução da lei. Excepcionalmente, a autorização pode ocorrer em momento anterior, desde que seja editada lei ou ato especifico do Secretário da Receita Federal que estenda os efeitos da declaração de inconstitucionalidade a todos. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Somente são passíveis de restituição os valores recolhidos indevidamente que não tiverem sido alcançados pelo prazo decadencial de 5 (cinco anos), contado a partir da data do ato que conceda ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição. ‘)/ 5 : MIINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 Dispositivos Legais: Decreto n2 2.346/1997, art. 12; Medida Provisória n2 1.699-40/1998, art. 18, §* 2 2; Lei n2 5.172/1966 (Código Tributário Nacional), art. 168. RELATÓRIO As projeções do Sistema de Tributação formulam consulta sobre restituição/compensação de tributo pago em virtude de lei declarada inconstitucional, com os seguintes questionamentos: a) Com a edição do Decreto n' 2.346/1997, a Secretaria da Receita Federal e a Procuradoria da Fazenda Nacional passam a admitir eficácia ex tunc às decisões do Supremo Tribunal Federal que declaram a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, seja na via direta, seja na via de exceção? b) Nesta hipótese, estariam os delegados e inspetores da Receita Federal autorizados a restituir tributo cobrado com base em lei declarada inconstitucional pelo STF? c) Se possível restituir as importâncias pagas, qual o termo inicial para a contagem do prazo de decadência a que se refere o art. 168 do CTN : a data do pagamento efetuado ou a data da interpretação judicial? d) Os valores pagos à título de Finsocial, pelas empresas vendedoras de mercadorias e mistas no que excederam à 0,5% (meio por cento), com fundamento na Lei flQ 7.689/1988, art 92, e conforme Leis n° 7.787/1989 e 8.147/1990, acrescidos do adicional de 0,!% (zero virgula um por cento) sobre os fatos geradores relativos ao exercício de 1988, nos termos do Decreto-lei 2.397/1987, art. 22, podem ser restituídos a pedido dos interessados, de acordo com o disposto na Medida Provisória n' 1.621-36/1998, art. 18, 22? Em caso afirmativo, qual o prazo decadencial para o pedido de restituição? e) Na ação judicial o contribuinte não cumula pedido de restituição, sendo a mesma restrita ao pedido de declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-leis e 2.445/19808 e 2.449/1988 e do direito ao pagamento do PIS pela Lei Complementar d 7/1970. Para que seja afastada a decadência, deve o autor cumular com a ação o pedido de restituição do indébito? 6 MIINISTÉRIO DA FAZENDA • - '1.'s SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES.:; .< = - Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 f) Considerando a IN SRF n' 21/1997, art. 17, § 1 2, com as alterações da IN SRF n' 73/1997, que admite a desistência da execução de título judicial, perante o Poder Judiciário, para pleitear a restituição/compensação na esfera administrativa, qual deve ser o prazo decadencial (cinco ou dez anos) e o termo inicial para a contagem desse prazo (o ajuizamento da ação ou da data do pedido na via administrativa)? Há que se falar em prazo prescricional ("prazo para pedir")? O ato de desistência, por parte do contribuinte, não implicaria, expressamente, renúncia de direito já conquistado pelo autor, vez que o CIN não prevê a data do ajuizamento da ação para contagem do prazo decadencial, o que justificaria o autor a prosseguir na execução, por ser mais vantajoso? FUNDAMENTOS LEGAIS 2. A Constituição de 1988 firmou no Brasil o sistema jurisdicional de constitucionalidade pelos métodos do controle concentrado e do controle difuso. 3. O controle concentrado, que ocorre quando um único órgão judicial, no caso o SIE é competente para decidir sobre a inconstitucionalidade, é exercitado pela ação direta de inconstitucionalidade - ADIn e pela ação declaratória de constitucionalidade, onde o autor propõe demanda judicial tendo como núcleo a própria inconstitucionalidade ou constitucionalidade da lei, e não um caso concreto. 4. O controle difuso - também conhecido por via de exceção, controle indireto, controle em concreto ou controle incidental (incidenter tantum) - ocorre quando vários ou todos os órgãos judiciais são competentes para declarar a inconstitucionalidade de lei ou norma. 4.1 Esse controle se exerce por via de exceção, quando o autor ou réu em uma ação provoca incide ntalmente, ou seja, paralelamente à discussão principal, o debate sobre a inconstitucionalidade da norma, querendo, com isso, fazer prevalecer a sua tese. 5. Com relação aos efeitos das declarações de inconstitucionalidade ou de constitucionalidade, no caso de controle concentrado, segundo a doutrina e a jurisprudência do STF, no plano pessoal, gera efeitos contra todos (erga omnes); no plano temporal, efeitos ex tunc (efeitos retroativos, ou seja, 7 NAIINISTERIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES AK; • Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 desde a entrada em vigor da norma); e, administrativamente, têm efeito vinculante. 5.1 Os efeitos da ADIn se estendem além das partes em litígio, pois o que se está analisando é a lei em si mesma, desvinculada de um caso concreto. Tal declaração atinge, portanto, a todos os que estejam implicados na sua objetividade. 5.2 Nesse sentido, quando o STF conhecer da Ação de Inconstitucionalidade pela via da ação direta, prescinde-se da comunicação ao Senado Federal para que este suspenda a execução da lei ou do ato normativo inquinado de inconstitucionalidade (Regimento Interno do STF, arts. 169 a 178). 6.Passando a analisar os efeitos da declaração de inconstitucionalidade no controle difuso, devem ser consideradas duas possibilidades, posto que, no tocante ao caso concreto, à lide em si, os efeitos da declaração estendem-se, no plano pessoal, apenas aos interessados no processo, vale dizer, têm efeitos interpartes; em sua dimensão temporal, para essas mesmas partes, teria efeito ex tunc. 6.1 No que diz respeito a terceiros não-participantes da lide, tais efeitos somente seriam os mesmo depois da intervenção do Senado Federal, porquanto a lei ou o ato continuariam a viger, ainda que já pronunciada a sentença de inconformidade com a Constituição. É o que se depreende do art. 52 da Carta Magna, verbis: "Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;" 7. Vale dizer, os efeitos da declaração de inconstitucionalidade obtida pelo controle difuso somente alcançam terceiros, não-participantes da lide, se for suspensa a execução da lei por Resolução baixada pelo Senado Federal. 7.1 Nesse sentido, manifesta-se o eminente constitucionalista José Afonso da Silva: "... A declaração de inconstitucionalidade, na via indireta, não anula a lei nem a revoga: teoricamente, a lei continua em vigor, eficaz e 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 aplicável, até que o Senado Federal suspenda sua executoriedade nos termos do artigo 52, X; ..." 8. Quanto aos efeitos, no plano temporal, ainda com relação ao controle difuso, a doutrina não é pacífica, entendendo alguns que seriam ex turzc (como Celso Bastos, Gilmar Ferreira Mendes) enquanto outros (como José Afonso da Silva) defendem a teoria de que os efeitos seriam ex nurzc (impediriam a continuidade dos atos para o futuro, mas não desconstituiria, por si só, os atos jurídicos perfeitos e acabados e as situações definitivamente constituídas). 9. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, apoiada na mais autorizada doutrina, conforme o Parecer PGFN n2 1.185/1995, tinha, na hipótese de controle difuso, posição definida no sentido de que a Resolução do Senado Federal que declarasse a inconstitucionalidade de lei seria dotada de efeitas ex nunc. 9.1 Contudo, por força do Decreto n 2.346/1997, aquele órgão passou a adotar entendimento diverso, manifestado no Parecer PGFN/CAT/z-0 437/1998. 10.Dispõe o art. 19 do Decreto n9 2.346/1997: "Art. l' As decisões do Supremo Tribunal Federal que fixem, de forma inequívoca e definitiva interpretação do texto constitucional deverão ser uniformemente observadas pela Administração Pública Federal direta ou indireta, obedecidos aos procedimentos estabelecidos neste Decreto. § 1' Transitada em julgado decisão do Supremo Tribunal Federal que declare a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, em ação direta, a decisão dotada de eficácia "ex tunc", produzirá efeitos desde a entrada em vigor da norma declarada inconstitucional, salvo se o ato praticado com base na lei ou ato normativo inconstitucional não mais for suscetível de revisão administrativa ou judicial. § 2 O dispositivo no parágrafo anterior aplica-se, igualmente, à lei os, ato normativo que tenha sua inconstitucionalidade proferida, incidentalmente, pelo Supremo Tribunal Federal, após a suspensão cie sua execução pelo Senado Federal." 9 ã • MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4' • • -,,PW • -• Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 11 _ O citado Parecer PGFN/CAT/n2 437/1998 tornou sem efeito o Parecer PGFN ti2 1.185/1995, concluído que "o Decreto n2 2.346/1997 impôs, com força vinculante para a Administração Pública Federal, o efeito ex tunc ao ato do Senado Federal que suspenda a execução de lei ou ato normativo declarado inconstitucional pelo STF". 11.1 Em outras palavras, no controle de constitucionalidade difuso, com a publicação do Decreto n' 2.346/1997, os efeitos da Resolução do Senado foram equiparados aos da ADIn. 12. Conseqüentemente, a resposta à primeira questão é afirmativa: os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, seja por via de controle concentrado, seja por via de controle difuso, são retroativos, ressaltando-se que, pelo controle difuso, somente produzirá esses efeitos, em relação a terceiros, após a suspensão pelo Senado da lei ou do ato normativo declarado inconstitucional. 12.1 Excepcionalmente, o Decreto prevê, em seu art. 4 2, que o Secretário da Receita Federal e o Procurador-Geral da Fazenda Nacional possam adotar, no âmbito de suas competências, decisões definitivas do STF que declarem a inconstitucionalidade de lei, tratado ou ato normativo que teriam, assim, os mesmos efeitos da Resolução do Senado. 13. Com relação à segunda questão, a resposta é que nem sempre os de legados/inspetores da Receita Federal podem autorizar a restituição de tributo cobrado com base em lei declarada inconstitucional pelo STF. Isto porque, no caso de contribuintes que não foram partes nos processos que ensejaram a declaração de inconstitucionalidade — no caso de controle difuso, evidentemente —para se configurar o indébito, é mister que o tributo ou contribuição tenha sido pago com base em lei ou ato normativo declarado inconstitucional com efeitos erga omnes, o que, já demonstrado, só ocorre após a publicação da Resolução do Senado ou na hipótese prevista no art. 42 do Decreto n' 2.346/1997. 14. Esta é a regra geral a ser observada, havendo, contudo, uma exceção à ela, determinada pela Medida Provisória n2 1.699-40/1998, art. 18 § 22, que dispõe: "Art. 18 - Ficam dispensados a constituição de créditos da Fazenda Nacional, a inscrição como Dívida Ativa da União, o ajuizamento da •., MIINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 respectiva execução fiscal, bem assim cancelados o lançamento e a inscrição, relativamente: 22 O disposto neste artigo não implicará restituição "ex officio" de quantias pagas." 15. O citado artigo consta da MP que dispõe sobre o CADIN desde a sua primeira edição, em 30/08/95 (MP n 1.110/1995, art. 17), tendo havido, desde então, três alterações em sua redação. 15.1 Duas das alterações incluíram os incisos VIII (M13 n". 1.244, de 14/12/95) e IX (MP n9 1.490-15, de 31/10/96) entre as hipóteses de que trata o caput. 16. A terceira alteração, ocorrida em 10/06/1998 (MP r11 1.621-36), acrescentou ao § 2 a expressão "ex officio". Essa mudança, numa primeira leitura, poderia levar ao entendimento de que, só a partir de então, poderia ser procedida a restituição, quando requerida pelo contribuinte; antes disso, o interessado que se sentisse prejudicado teria que ingressar com uma ação de repetição de indébito junto ao Poder Judiciário. 16.1 Salienta-se que, nos termos da Lei n 9 4.657/1942 (Lei de Introdução ao Código Civil), art. 12, sç 42, as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. 17. Entretanto, conforme consta da Exposição de Motivos que acompanhou a proposta de alteração, o disposto no § 2' "consiste em norma a ser observada pela Administração Tributaria, pois esta não pode proceder ex officio, até por impossibilidade material e insuficiência de informações, eventual restituição devida". O acréscimo da expressão ex officio visou, portanto, tão-somente, dar mais clareza e precisão à norma, pois os contribuintes já faziam jus à restituição antes disso; não criou fato novo, situação nova, razão pela qual não há que se falar em lei nova. 18. Logo, os delegados/inspetores da Receita Federal também estão autorizados a proceder á restituição/compensação nos casos expressamente previstos na MP n2 1.699/1998. art. 18, antes mesmo que fosse incluída a expressão "ex officio" ao § 11 ;51 m IINISTÉR 10 DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 19. Com relação ao questionamento da compensação/restituição do Finsocial recolhido com alíquotas majoradas acima de 0,5% (meio por cento) - e que foram declaradas inconstitucionais pelo STF em diversos recursos - como as decisões do STF são decorrentes de incidentes de inconstitucionalidade via recurso ordinário, cujos dispositivos, por não terem a sua aplicação suspensa pelo Senado Federal, produzem efeitos apenas entre as partes envolvidas no processo (a União e o contribuinte que ajuizou a ação), não haveria, a principio, que se cogitar de indébito tributário neste caso. 19.1 Contudo, conforme já esposado, esta é uma das hipóteses em que a MP ri' 1.699-40/1998 permite, expressamente, a restituição (art. 18, inciso III), razão pela qual os delegados/inspetores estão autorizados a procede-la. 19.2 O mesmo raciocínio vale para a compensação com outros tributos ou contribuições administrados pela SRF, devendo ser salientado que o interessado deve, necessariamente, pleiteá-la administrativamente, mediante requerimento (IN SRF n2 21/1997, art. 12), inclusive quando se tratar de compensação Finsocial x Cofins (o ADN COSIT n2 15/1994 definiu que essas contribuições não são da mesma espécie). 20. Ainda com relação à compensação Finsocial x Cofins, o Secretário da Receita Federal, com a edição da IN SRF n2 32/1997, art. 22, havia decidido, verbis: "Art. 22 - Convalidar a compensação efetiva pelo contribuinte, com a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, devida e não recolhida, dos valores da contribuição ao Fundo de Investimento Social - FINSOCL4L, recolhidos pelas empresas exclusivamente vendedoras de mercadorias e mistas, com fundamento no art. SP da Lei n' 7.689, de 15 de dezembro de 1988, na alíquota superior a 0,5% (meio por cento), conforme as Leis n 7.787, de 30 de junho de 1989, 7.894, de 24 de novembro de 1989, e 8.147, de 28 de dezembro de 1990, acrescida do adicional de 0,1% (um décimo por cento) sobre os fatos geradores relativos ao exercício de 1988, nos termos do art. 22 do Decreto-lei n' 2.397, de 21 de dezembro de 1987". 20.1 O disposto acima encontra amparo legal na Lei n2 9.430/1996, art. 77, e no Decreto tr2 2. 194/1997, § J2 (o Decreto n2 2.346/1997, que revogou o 12 7,5 MINISTÉRIO DA FAZENDA, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 Decreto n' 2.194/1997, manteve, em seu art. 4', a competência do Secretário da Receita Federal para autorizar a citada compensação). 21. Ocorre que a IN SRF n2 32/1997 convalidou as compensações efetivas pelo contribuinte do Finsocial com a Cofins, que tivessem sido realizadas até aquela data. Tratou-se de ato isolado, com fim especifico. Assim, a partir da edição da IN, como já dito, a compensação só pode ser procedida a requerimento do interessado, com base na MP n' 1.699-40/1998. 22. Passa-se a analisar a terceira questão proposta. O art. 168 do C1N estabelece prazo de 5 (cinco) anos para o contribuinte pleitear a restituição de pagamento indevido ou maior que o devido, contados da data da extinção do crédito tributário. 23. Como bem coloca Paulo de Barros Carvalho, "a decadência ou caducidade é tida como o fato jurídico que faz perecer um direito pelo seu não exercício durante certo lapso de tempo" (Curso de Direito Tributário, 7' eci, 1995, p.311). 24. Há de se concordar, portanto, com o mestre Aliomar Baleeiro (Direito Tributário Brasileiro, 10 ed., Forense, Rio, p. 570), que entende que o prazo de que trata o art. 168 do C1N é de decadência. 25. Para que se possa cogitar de decadência, é mister que o direito seja exercitável; que, no caso, o crédito (restituição) seja exigível. Assim, antes de a lei ser declarada inconstitucional não há que se falar em pagamento indevido, pois, até então, por presunção, era a lei constitucional e os pagamentos efetuados efetivamente devidos. 26. Logo, para o contribuinte que foi parte na relação processual que resultou na declaração incidental de inconstitucionalidade, o início da decadência é contado a partir do trânsito em julgado da decisão judicial. Quanto aos demais, só se pode falar em prazo decadencial quando os efeitos da decisão forem válidos erga omnes, que, conforme já dito no item 12, ocorre apenas após a publicação da Resolução do Senado ou após a edição de ato especifico da Secretária da Receita Federal (hipótese do Decreto n' 2.346/1997, art. 42). 13 ""- MIINISTERIO DA FAZENDA ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 26.1 Quanto à declaração de inconstitucionalidade da lei por meio de ADIn, o termo inicial para a contagem do prazo de decadência é a data do trânsito em julgado da decisão do STF. 27. Com relação às hipóteses previstas na MP n2 1.699-40/1998, art. 18, o prazo para que o contribuinte não- participante da ação possa pleitear a restituição/compensação se iniciou com a data da publicação: a) da Resolução do Senado n 2 11/1995, para o caso do inciso I; b) da MP n2 1.110/1995, para os casos dos incisos lia VII; c) da Resolução do Senado rk' 49/1995, para o caso do inciso VIII; d) da MP n 1.490-15/1996, para o caso do inciso IX 28. Tal conclusão leva, de imediato, à resposta à quinta pergunta. Havendo pedido administrativo de restituição do PIS, fundamentando em decisão judicial específica, que reconhece a inconstitucionalidade dos Decretos-leis e 2.445/1988 e 2.44/1988 e declara o direito do contribuinte de recolher esse contribuição com base na Lei Complementar n' 7/1970, o pedido deve ser deferido, pois desde a publicação da Resolução do Senado ti2 49/1995 o contribuinte - mesmo aquele que não tenha cumulado à ação o respectivo pedido de restituição - tem esse direito garantido. 29. Com relação ao prazo para solicitar a restituição do Finsocial, o Decreto ti2 92.698/1986, art. 122, estabeleceu o prazo de 10 (dez) anos, conforme se verificar em seu texto: "Art. 122. O direito de pleitear a restituição da contribuição extingue-se com o decurso do prazo de dez anos, contados (Decreto-lei n' 2.049/83. art 9). 1- da data do pagamento ou recolhimento indevido; II - da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que haja reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória." jsr 14 c0— MINISTÉRIO DA FAZENDA , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . • - " Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 30. Inobstante o fato de os decretos terem força vinculante para a administração, conforme assinalado no propalado Parecer PGEN/CAT/d 437/1998, o dispositivo acima não foi recepcionado pelo novo ordenamento constitucional, razão pela qual o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de valores recolhidos indevidamente a título de contribuição ao Finsocial é o mesmo que vale para os demais tributos e contribuições administrados pelo SRF, ou seja, 5 (cinco) anos (CIN, art. 168), contado da forma antes determinada. 30.1 Em adiantamento, salientou-se que, no caso da Cofins, o prazo de cinco anos consta expressamente do Decreto n2 2.173/1997, art.78 (este Decreto revogou o Decreto d" 612/1992, que, entretanto, estabelecia idêntico prazo). 31. Finalmente a questão acerca da IN SRF n' 21/1997, art. 17, com as alterações da IN SRF n9 73/ 1997. Neste caso, não há que se falar em decadência ou prescrição, tendo em vista que a desistência do interessado só ocorreria na fase de execução do título judicial. O direito à restituição já teria sido reconhecido (decisão transitada em julgado), não cabendo à administração a análise do pleito de restituição, mas, tão-somente, efetuar o pagamento. 31.1 Com relação ao fato da não-desistência da execução do título judicial ser mais ou menos vantajosa para o autor, trata-se de juízo a ser firmado por ele, tendo em vista que a desistência é de caráter facultativo. Afinal, o pedido na esfera administrativa pode ser medida interessante para alguns, no sentido de que pode acelerar o recebimento de valores que, de outra sorte, necessitariam seguir trâmite, em geral, mais demorado (emissão de precatório). CONCLUSÃO 32.Em face do exposto, conclui-se, em resumo que: a) As decisões do STF que declaram a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, seja na via direta, seja na via de exceção, têm eficácia ex tunc; 15 i5 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 b) os delegados e inspetores da Receita Federal podem autorizar o restituição de tributo cobrado com base em lei declarada inconstitucioncrl pelo STF, desde que a declaração de inconstitucionalidade tenha sido proferida na via direta; ou, se na via indireta: 1. quando ocorrer a suspensão da execução da lei ou do ato normativo pelo Senado; ou 2. quando o Secretário da Receita Federal editar ato especifico, no uso dct autorização prevista no Decreto n2 2.346/1997, art.42; ou ainda, 3. nas hipóteses elencadas na MP n9 1.699-40/1998, art. 18; c) quando da análise dos pedidos de restituição/compensação de tributos cobrados com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, deve ser observado o prazo decadencial de 5 (cinco) anos previsto no art. 168 do CTN, seja no caso de controle concentrado (o termo inicial é a data do trânsito em julgado da decisão do STF), seja no do controle difuso (o termo inicial para o contribuinte que foi parte na relação processual é ez data do trânsito em julgado da decisão judicial e, para terceiros não— participantes da lide, é a data da publicação da Resolução do Senado ou c: data da publicação do ato do Secretário da Receita Federal, a que se refere o Decreto n' 2.346/1997, art. 42), bem assim nos casos permitidos pela MF n9 1.699-40/1998, onde o termo inicial é a data da publicação: 1. da Resolução do Senado n9 11/1995, para o caso do inciso I; 2. da MP n2 1.110/1995, para os casos dos incisos lia VII; 3. da Resolução do Senado ri' 49/1995, para o caso do inciso VIII, 4. da MP n' 1.490-15/1996, para o caso do inciso (0 os valores pagos indevidamente a título de Finsocial pelas empresas vendedoras de mercadorias e mistas - MP it2 1.699-40/1998, art. 18, inciso III - podem ser objeto de pedido de restituição/compensação desde a edição da MP n2 1.110/1995, devendo ser observado o prazo decadencial de 5 (cinco anos); -)1( 16 MIINISTÉRIO DA FAZENDA Skz( SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,. - Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 e) os pedidos de restituição/compensação do PIS recolhido a maior com base nos Decretos-leis e 2.445/1988 e 2.449/1988, fundamentados em decisão judicial especifica, devem ser feitos dentro do prazo de 5 (cinco) anos, contando da data de publicação da Resolução do Senado n 2 49/1995; f) na hipótese da IN SRF if 21/1997, art. 17, § 1 2, com as alterações da IN SRF n2 73/1997, não há que se falar em prazo decadencial ou prescricional, tendo em vista tratar-se de decisão já transitada em julgado, constituindo, apenas, uma prerrogativa do contribuinte, com vistas ao recebimento, em prazo mais ágil, de valor a que já tem direito (a desistência se dá na fase de execução do título judicial)." Assim, o entendimento da administração tributária vazado no transcrito Parecer vigeu até a edição do Ato Declaratório SRF n' 096, de 26 de novembro de 1999, publicado em 30/11/1999, quando este mudou o entendimento acerca da matéria, desta feita arrimado no Parecer PGFN n' 1.538/99. O referido Ato Declaratório dispôs que: "I — o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário — arts. 165, I, e 168, I, da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional). II- Sem embargo, o entendimento da administração tributária era o do Parecer COSIT n' 5 8/98, o qual só foi modificado em 30/11/99 com a publicação do AD n' 96/99. Se debates podem ocorrer em relação à matéria quanto aos pedidos formulados a partir 30/11/99, parece-me indubitável que os pleitos formalizados até essa data deverão ser solucionados de acordo com o entendimento do citado Parecer, pois, quando do pedido de restituição, este era o entendimento da administração. Até porque os processos protocolizados antes de 30/11/99 e julgados seguiram a orientação do Parecer. Os que embora protocolizados mas que não foram julgados haverão de seguir o mesmo entendimento, sob pena de se estabelecer tratamento desigual entre contribuintes em situação absolutamente igual. Face a tal, resta evidente que houve mudança no critério jurídico adotado pela administração tributária em relação ao pedido de restituição, no caso específico do FINSOCIAL. 17 -)5/ 1.4 MIINISTÉRIO DA FAZENDA ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo : 10640.001765/98-35 Acórdão : 201-74.462 Em tais condições, nos termos do que dispõe o artigo 146 do CTN, a mudança só poderia ser considerada como ponto a ser articulado neste julgado somente em relação aos contribuintes que protocolizaram seu pedido de restituição de FINSOCIAL, repito, especificamente, a partir de 30/11/99, data em que a SRF mudou seu anterior entendimento. No presente caso, a aplicação do entendimento do Parecer, a meu juizo, é inquestionável. Isto porque a data do protocolo do pedido é 26/10/98. Isto posto, voto no sentido de aplicar ao presente caso o entendimento do Parecer COSIT rf 58/98, vigendo a época do pedido, razão pela qual, DOU PROVIMENTO AO RECURSO. É assim que voto. Sala das Sessões, em 18 de abril de 2001 JORGE FREIRE 18
score : 1.0
Numero do processo: 10680.000536/2004-17
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – NULIDADE DO LANÇAMENTO - Rejeita-se preliminar de nulidade do lançamento quando não configurado vício ou omissão de que possa ter decorrido o cerceamento do direito de defesa.
MULTA ISOLADA - CSL - DECADÊNCIA – CONSTATAÇÃO DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO - A Contribuição Social sobre o Lucro, tributo cuja legislação prevê a antecipação de pagamento sem prévio exame pelo Fisco, está adstrita à sistemática de lançamento dita por homologação, na qual a contagem da decadência do prazo para sua exigência tem como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador (art. 150 parágrafo 4º do CTN). No caso de dolo, fraude ou simulação, desloca-se esta regência para o art. 173, I, do CTN, que prevê como início de tal prazo o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Ocorrendo a ciência do auto de infração pela contribuinte no ano de 2003, é incabível a preliminar de decadência suscitada para a multa isolada por falta de recolhimento de estimativa lançada no ano-calendário de 1998.
CSL – OMISSÃO DE RECEITAS – Caracteriza a ocorrência de omissão de receitas a diferença apurada pela fiscalização no confronto entre as receitas escrituradas/declaradas com aquelas constantes dos boletins de Caixa da loja, principalmente quando a empresa não contesta a infração detectada e efetua parcelamento desses débitos fiscais no PAES.
CSL - APLICAÇÃO DA MULTA AGRAVADA – A conduta da contribuinte de não informar a totalidade de suas receitas nas declarações de rendimentos entregues ao Fisco, nem escriturá-las nos livros próprios, durante períodos consecutivos, procedimento adotado sistematicamente em todo o grupo de empresas capitaneado pela autuada, por meio de limitadores eletrônicos de emissão de notas fiscais ou cupom, além da manutenção de controles paralelos de receitas, denota o elemento subjetivo da prática dolosa e enseja a aplicação de multa agravada pela ocorrência de fraude prevista no art. 72 da Lei nº 4.502/1964.
MULTA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA - A falta de recolhimento da Contribuição Social sobre o Lucro, calculada por estimativa com base na receita bruta, sujeita a contribuinte à imposição da multa prevista no art. 44 § 1º inciso IV da Lei nº 9.430/96.
MULTA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA – CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFÍCIO ACOMPANHANDO EXIGÊNCIA DE TRIBUTO – COMPATIBILIDADE – A falta de recolhimento da CSL sobre a base de cálculo estimada por empresa que optou pela tributação com base no lucro real anual, enseja a aplicação da multa de ofício isolada, de que trata o inciso IV do § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430/96. O lançamento é compatível com a exigência da contribuição apurada em procedimento fiscal, acompanhada da correspondente multa de ofício.
INCONSTITUCIONALIDADE - Não cabe a este Conselho negar vigência a lei ingressada regularmente no mundo jurídico, atribuição reservada exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, em pronunciamento final e definitivo.
MULTA DE OFÍCIO – CARACTERIZAÇÃO DE CONFISCO – A multa de ofício constitui penalidade aplicada como sanção de ato ilícito, não se revestindo das características de tributo, sendo inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso V do artigo 150 da Constituição Federal.
MULTA DE OFÍCIO - RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA POR SUCESSÃO - A incorporadora somente responde pelos os tributos devidos pelo sucedido. O que alcança a todos os fatos jurídicos tributários (fato gerador) verificados até a data da sucessão, ainda que a existência do débito tributário venha a ser apurada após aquela data. Art. 132 CTN.
Preliminares rejeitadas.
Recurso provido.
Numero da decisão: 108-08.568
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas pelo recorrente e, no mérito, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros lvete Malaquias Pessoa Monteiro (Relatora), Nelson Lósso Filho e José Carlos Teixeira da Fonseca. Designado o Conselheiro Margil Mourão Gil Nunes para redigir o voto vencedor.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
1.0 = *:*
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – NULIDADE DO LANÇAMENTO - Rejeita-se preliminar de nulidade do lançamento quando não configurado vício ou omissão de que possa ter decorrido o cerceamento do direito de defesa. MULTA ISOLADA - CSL - DECADÊNCIA – CONSTATAÇÃO DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO - A Contribuição Social sobre o Lucro, tributo cuja legislação prevê a antecipação de pagamento sem prévio exame pelo Fisco, está adstrita à sistemática de lançamento dita por homologação, na qual a contagem da decadência do prazo para sua exigência tem como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador (art. 150 parágrafo 4º do CTN). No caso de dolo, fraude ou simulação, desloca-se esta regência para o art. 173, I, do CTN, que prevê como início de tal prazo o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Ocorrendo a ciência do auto de infração pela contribuinte no ano de 2003, é incabível a preliminar de decadência suscitada para a multa isolada por falta de recolhimento de estimativa lançada no ano-calendário de 1998. CSL – OMISSÃO DE RECEITAS – Caracteriza a ocorrência de omissão de receitas a diferença apurada pela fiscalização no confronto entre as receitas escrituradas/declaradas com aquelas constantes dos boletins de Caixa da loja, principalmente quando a empresa não contesta a infração detectada e efetua parcelamento desses débitos fiscais no PAES. CSL - APLICAÇÃO DA MULTA AGRAVADA – A conduta da contribuinte de não informar a totalidade de suas receitas nas declarações de rendimentos entregues ao Fisco, nem escriturá-las nos livros próprios, durante períodos consecutivos, procedimento adotado sistematicamente em todo o grupo de empresas capitaneado pela autuada, por meio de limitadores eletrônicos de emissão de notas fiscais ou cupom, além da manutenção de controles paralelos de receitas, denota o elemento subjetivo da prática dolosa e enseja a aplicação de multa agravada pela ocorrência de fraude prevista no art. 72 da Lei nº 4.502/1964. MULTA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA - A falta de recolhimento da Contribuição Social sobre o Lucro, calculada por estimativa com base na receita bruta, sujeita a contribuinte à imposição da multa prevista no art. 44 § 1º inciso IV da Lei nº 9.430/96. MULTA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA – CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFÍCIO ACOMPANHANDO EXIGÊNCIA DE TRIBUTO – COMPATIBILIDADE – A falta de recolhimento da CSL sobre a base de cálculo estimada por empresa que optou pela tributação com base no lucro real anual, enseja a aplicação da multa de ofício isolada, de que trata o inciso IV do § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430/96. O lançamento é compatível com a exigência da contribuição apurada em procedimento fiscal, acompanhada da correspondente multa de ofício. INCONSTITUCIONALIDADE - Não cabe a este Conselho negar vigência a lei ingressada regularmente no mundo jurídico, atribuição reservada exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, em pronunciamento final e definitivo. MULTA DE OFÍCIO – CARACTERIZAÇÃO DE CONFISCO – A multa de ofício constitui penalidade aplicada como sanção de ato ilícito, não se revestindo das características de tributo, sendo inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso V do artigo 150 da Constituição Federal. MULTA DE OFÍCIO - RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA POR SUCESSÃO - A incorporadora somente responde pelos os tributos devidos pelo sucedido. O que alcança a todos os fatos jurídicos tributários (fato gerador) verificados até a data da sucessão, ainda que a existência do débito tributário venha a ser apurada após aquela data. Art. 132 CTN. Preliminares rejeitadas. Recurso provido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-01T17:55:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-01T17:55:47Z; Last-Modified: 2009-09-01T17:55:47Z; dcterms:modified: 2009-09-01T17:55:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-01T17:55:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-01T17:55:47Z; meta:save-date: 2009-09-01T17:55:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-01T17:55:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-01T17:55:47Z; created: 2009-09-01T17:55:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; Creation-Date: 2009-09-01T17:55:47Z; pdf:charsPerPage: 2556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-01T17:55:47Z | Conteúdo => •• MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -c"'iíe1S-> OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Recurso n°. : 141.395 Matéria : CSL — EX.: 1999 Recorrente : MG MASTER LTDA. (SUCESSORA DA BEEVER SPORTS LTDA.) Recorrida : 2a TURMA/DRJ-BELO HORIZONTE/MG Sessão de : 10 DE NOVEMBRO DE 2005 Acórdão n°. :108-08.568 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — NULIDADE DO LANÇAMENTO Rejeita-se preliminar de nulidade do lançamento quando não configurado vicio ou omissão de que possa ter decorrido o cerceamento do direito de defesa. MULTA ISOLADA - CSL - DECADÊNCIA — CONSTATAÇÃO DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO - A Contribuição Social sobre o Lucro, tributo cuja legislação prevê a antecipação de pagamento sem prévio exame pelo Fisco, está adstrita à sistemática de lançamento dita por homologação, na qual a contagem da decadência do prazo para sua exigência tem como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador (art. 150 parágrafo 4° do CTN). No caso de dolo, fraude ou simulação, desloca-se esta regência para o art. 173, I, do CTN, que prevê como inicio de tal prazo o primeiro dia do exercido seguinte7àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Ocorrendo a ciência do auto de infração pela contribuinte no ano de 2003, é incabível a preliminar de decadência suscitada para a multa isolada por falta de recolhimento de estimativa lançada no ano-calendário de 1998. CSL — OMISSÃO DE RECEITAS 1— Caracteriza a ocorrência de omissão de receitas a diferença apurada pela fiscalização no confronto entre as receitas escrituradas/declaradas com aquelas constantes dos boletins de Caixa da loja, principalmente quando a empresa não contesta a infração detectada e efetua parcelamento desses débitos fiscais no PAES. CSL - APLICAÇÃO PA MULTA AGRAVADA — A conduta da contribuinte de não informar a totalidade de suas receitas nas declarações de rendimentos entregues ao Fisco, nem escriturá-las nos livros próprios, durante períodos consecutivos, procedimento adotado sistematicamente em todo o grupo de empresas capitaneado pela autuada, por meio de limitadores eletrônicos de emissão de notas fiscais ou cupom, além da manutenção de controles paralelos de receitas, denota o elemento subjetivo da prática dolosa e enseja a aplicação de multa agravada pela ocorrência de fraude prevista no art. 72 da Lei n° 4.502/1964. MULTA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA - A falta de recolhimento da Contribuição Social sobre o Lucro, calculada por estimativa com base na receita hnita, sujeita a contribuinte à imposirAr) da multa prevista no art. 44 § 1° inciso IV da Lei n° 9.430/96. , • ; MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •i.C'éli›:4 OITAVA CÂMARA • Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 Recurso n°. : 141.395 Recorrente : MG MASTER LTDA. (SUCESSORA DA BEEVER SPORTS LTDA.) MULTA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA — CONCOMITÂNCIA COM MULTA DE OFÍCIO ACOMPANHANDO EXIGÊNCIA DE TRIBUTO — COMPATIBILIDADE — A falta de recolhimento da CSL sobre a base de cálculo estimada por empresa que optou pela tributação com base no lucro real anual, enseja a aplicação da multa de ofício isolada, de que trata o inciso IV do § 1° do art. 44 da Lei n° 9.430/96. O lançamento é compatível com a exigência da contribuição apurada em procedimento fiscal, acompanhada da correspondente multa de ofício. INCONSTITUCIONALIDADE - Não cabe a este Conselho negar vigência a lei ingressada regularmente no mundo jurídico, atribuição reservada exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, em pronunciamento final e definitivo. MULTA DE OFÍCIO — CARACTERIZAÇÃO DE CONFISCO — A multa de ofício constitui penalidade aplicada como sanção de ato ilícito, não se revestindo das características de tributo, sendo inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso V do artigo 150 da Constituição Federal. MULTA DE OFÍCIO - RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA POR SUCESSÃO A incorporadora somente responde pelos os tributos devidos pelo sucedido. O que alcança a todos os fatos jurídicos tributários (fato gerador) verificados até a data da sucessão, ainda que a existência do débito tributário venha a ser apurada após aquela data. Art. 132 CTN. Preliminares rejeitadas. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MG MASTER LTDA. (SUCESSORA DA BEEVER SPORTS LTDA). ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas pelo recorrente e, no mérito, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros lvete Malaquias Pessoa Monteiro (Relatora), Nelson Loss° Filho e José Carlos Teixeira da Fonseca. Designado o Conselheiro Margil Mourão Gil Nunes para redigir o voto vencedor. 2 " fl MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4fl.;-1-7> OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 Recurso n°. : 141.395 Recorrente : MG MASTER LTDA. (SUCESSORA DA BEEVER SPORTS LTDA.) ttiaj° DORIV L FADO AN PRES‘ ENTE /oc4_491; • ARGIL • GIL NUNES RELATOR DESIGNADO •• - - - - FORMALIZADO EM: ?dri JUN 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, KAREM JUREIDINI DIAS DE MELLO PEIXOTO e JOSÉ HENRIQUE LONGO. 3 •• MINISTÉRIO DA FAZENDA I. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -.1-'ztb:EM>• OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 Recurso n°. : 141.395 Recorrente : MG MASTER LTDA. (SUCESSORA DA BEEVER SPORTS LTDA.) RELATÓRIO Trata-se de reCurso interposto por MG MASTER LTDA. (SUC. DA BEEVER SPORTS), contra lançamento de fls. 05/08 por falta de pagamento da contribuição social sobre o lucro, com total de crédito tributário constituído de R$46.519,76, (multa isolada) qualificada, período de apuração de janeiro a outubro de 1998. Enquadramento legal nos respectivos termos. Em anexo Representação Fiscal Para Fins Penais, PAT ri c. 10680.000783/2004-13. Impugnação apresentada em 21/01/2004 fls. 138/153. E em breve síntese, informou que o valor objeto do lançamento estaria contido no PAES, instituído pela Lei n° 10.684, de 2003, estando dessa forma com a exigibilidade suspensa a teor do art. 151, inciso VI, do Código Tributário Nacional (Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966), podendo a exigência caracterizar até mesmo excesso de exação a teor do art. 316, §1 0 do Código Penal. Decisão de fls.172/193, negou provimento à impugnação e esteve assim ementada: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1998 Ementa: Decadência. Lançamento p/ Homologação. Norma GeraL Não estando satisfeitas as condições para o lançamento por homologação, para fins de contagem do prazo decadencial, aplica-se a regra geral, segundo a qual o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Decadência CSLL 4 / '• MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 O prazo decadencial, no que se refere a CSLL, é de 10 anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Responsabilidade Tributária por Sucessão. A empresa sucessora (incorporadora) responde por todos os tributos e demais penalidades devidos pela sucedida alcançando todos os fatos jurídicos tributários (fato gerador) verificados até a data da sucessão, ainda que a existência do débito tributário venha a ser apurada após aquela data. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1998 Ementa: Multa Isolada. No caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do IRPJ, determinado sobre a base de cálculo estimada, que deixar de fazê-lo, ainda que tenha apurado, no ano-calendário correspondente, base de cálculo negativa, será aplicada a multa isolada de acordo com determinações legais. Multa Qualificada. Declarando a menor seus rendimentos, o contribuinte tentou impedir ou retardar, ainda que parcialmente, o conhecimento por parteda autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal. Esta prática sistemática, adotada durante anos consecutivos, caracteriza a conduta dolosa. Tal situação fática se subsume perfeitamente aos tipos previstos nos arts. 71, inciso I, e 72 da Lei n.° 4.502, de 1964." Ciência em 13 de maio de 2004, recurso interposto em 09 de junho seguinte, às fls.197/216 onde repetiu os argumentos constantes da peça vestibular, dizendo, quanto ao mérito, que a multa isolada não prosperaria sob pena de restar configurada uma dupla penalidade para uma mesma infração tributária, pois os fatos deste processo e do outro (PAT 10680.000617/2004-17, recurso 141295) seriam os mesmos. Concluiu seu pedido propugnando pela reforma da decisão recorrida. 5 dr:N LikçN er, MINISTÉRIO DA FAZENDA n-• "rgt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Jikt.:4Z:::fr OITAVA CÂMARA Processo n°. :10680.000536/2004-17 Acórdão n°. :108-08.568 Despacho de fls. 255 dá seguimento ao processo. Razões complementares foram apresentadas no PAT 10.680.000531/2004-86, invocando a não incidência de multa nas sucessoras, matéria que foi conhecida e acolhida, por maioria, na sessão de julgamento ( 20/10/2005, recurso 141552, Ac. 108-08.507). É o Relatório. 6 1.1H,1 ." • 4.!4..; MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 VOTO VENCIDO Conselheira IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Relatora O Recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Trata-se de lançamento para exigência das estimativas da contribuição social sobre o lucro das pessoas jurídicas, devidas no período de janeiro a outubro de 1998, valor da multa isolada aplicada (que foi também qualificada). Segundo a recorrente permanecer o lançamento equivaleria a aplicação de dupla penalidade para uma mesma infração tributária, pois os fatos deste processo e do outro seriam idênticos. Mas não é desta forma que o regramento jurídico da matéria entende. Houve a opção pela apuração do lucro real anual, com recolhimentos de estimativas baseadas na receita bruta. Contudo as estimativas cobradas se referem às parcelas subtraídas da tributação. A Lei 9430/1996 flexibilizou a apuração e recolhimento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro, a partir de 1° de Janeiro de 1997, onde o imposto seria determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por períodos de apuração trimestral, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de Dezembro de cada ano calendário, segundo a lei vigente em cada período e as alterações ali insculpidas. O artigo 28 desta Lei estendeu o comando das regras pertencentes ao imposto de renda pessoa jurídica, para a contribuição social sobre o lucro: 7 V‘, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -.C8.12;(5 OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 "Artigo 28 — aplicam-se à apuração da base de cálculo e ao pagamento da contribuição social sobre o lucro líquido as normas da legislação vigente e as correspondentes aos artigos 1° a 3° ,5° a 14, 17 a 24, 26,55e 71 desta Lei." A IN SRF 93/1997 detalhou a forma de apuração do lucro e ,a partir desta, esclareceu os procedimentos que seriam pertinentes a cada modalidade escolhida: a) real mensal (consolidado trimestralmente) com resultados mensais a partir de balanços/balancetes definitivos; b) real, anual: . 1) com antecipações através de estimativas mensais, e consolidação ao final do período; 2) com suspensão do pagamento através de balanço/balancete de suspensão que comprovasse o recolhimento suficiente do imposto devido até aquele momento. A obrigação principal é o pagamento ou a comprovação de sua satisfação, em prazo hábil e na forma correta. Descumprimento de qualquer desses pressupostos implica em sanção. A Lei 9430/1996 ao trazer a apuração dos resultados para o encerramento do trimestre, simplificou os controles na apuração dos resultados. Contudo, determinou penalidades específicas para o descumprimento de quaisquer das condições ali exaradas, quando assim determinou: 'Art. 43— Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Par. Único — Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora calculados à taxa que se refere o parágrafo 3° do artigo 5° a 8 p MINISTÉRIO DA FAZENDA 1,1 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARAAzfOrit:- Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 partir do 1° dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao pagamento e de 1% no mês do pagamento. Art. 44 — Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença do tributo ou contribuição: I — de 75% nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II— 150% (cento e cinqüenta por cento nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71,72,73, da Lei 4502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Par 1°- As multas de que tratam este artigo serão exigidas: (.) • IV — Isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeitas ao pagamento do imposto de renda e da contribuição soçial sobre o lucro líquido, na forma do artigo 2°, que deixar de fazê-lo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou de base de cálculo negativa. no ano calendário correspondente; A IN SRF 93/1997 normatizou o procedimento a ser observado: "Art. 16 — Verificada a falta de pagamento do imposto por estimativa, após o término do ano calendário, o lançamento de ofício abrangerá: I — multa de oficio sobre os valores devidos por estimativa e não recolhidos; Padece de fundamento legal o acolhimento das razões recursais no sentido de que a penalidade referente a este processo seria excessiva por já se conter naquele anteriormente citado. Mas a permissão da Lei para suspensão das estimativas veio especificada na IN 93/97, que determinou: "Artigo 12 - Para os efeitos do disposto no artigo 10 (que trata da permissão para suspensão ou redução do pagamento mensal) lifn9 S tÏt MINISTÉRIO DA FAZENDA Vit PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. :108-08.568 (...) Parágrafo ' 5° - O balanço ou balancete , para efeito de determinação do resultado do período em curso, será: a) levantado com observância das disposições contidas nas leis comerciais e fiscais; b) transcrito no Livro Diário até a data fixada para pagamento do imposto do respectivo mês." (Destaquei). O que se cobra neste procedimento é a multa isolada prevista para o caso. Conforme determina o Código Tributário Nacional (descumprimento de obrigação acessória que se transforma em principal): "Art. 113 (...) Parágrafo 20 - A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Parágrafo 3° - A obrigação acessória pelo simples fato de sua inobsenrância, converte-se em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária". Celso Ribeiro Bastos, em seu Curso de Direito Financeiro e Tributário, às fls. 191, assim comenta: "Como ocorre no direito das obrigações em geral, a obrigação tributária consiste em um vínculo, que prende o direito de crédito do sujeito ativo ao dever do sujeito passivo. Há, pois em toda obrigação um direito de crédito que pode referir-se a uma ação ou omissão a que está submisso o sujeito passivo. Pode- .- — se dizer que o objeto da obrigação é o comportamento de fazer alguma coisa. Mais comumente, entende-se por objeto da obrigação aquilo que o devedor deve entregar ao credor ou também é óbvio, o que deve fazer ou deixar de fazer". A interpretação isolada do artigo 113 do Código Tributário Nacional conforme pretendido nas razões de apelo não encontra amparo na legislação brasileira. Volto ao Prof. Celso Ribeiro Bastos: lo " MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 • • "a ordem jurídica é um sistema composto de normas e princípios. A significação destes não é obtenível pela pretensão isolada de cada um. É necessário também levar-se em conta em que medida se interpretam. É dizer , até que ponto um preceito extravasa o seu campo próprio para imiscuir-se com o preceituado em outra norma. Disso resulta uma interferência recíproca entre normas e princípios , que faz com que a vontade normativa só seja extraível, a partir de uma interpretação sistemática , o que por si só , já excluí qualquer possibilidade de que a mera leitura de um artigo isolado esteja em condições de propiciar o desejado desvendar daquela vontade". Isto posto há que ser observado o comando do artigo 147 do Código Tributário Nacional: "Artigo 147 - O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta a autoridade administrativa informação sobre matéria de fato, indispensável a sua efetivação. Como ensina o Mestre Aliomar Baleeiro, In Direito Tributário Brasileiro- pg. 799: "No Direito Tributário onde se fortalece ao extremo a segurança jurídica, os princípios da legalidade e da especificidade legal são de sabida relevância. O agente da administração Fazendária que fiscaliza e apura créditos tributários, está sujeito ao princípio da indisponibilidade dos bens públicos e deverá atuar aplicando a lei que - que disciplina o tributo - ao caso concreto, sem margem de discricionariedade. A renúncia total ou parcial e a redução de suas garantias pelo funcionário, fora das hipóteses estabelecidas na Lei 5172/66, acarretará a sua responsabilidade funcional". Quanto à matéria de mérito, propriamente dita, estendo a este processo as razões aduzidas no matriz, PAT 10680.000617/2004-17, recurso 141295, ac. 08-108.8.567. 11 01:5 ...;35›._ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .`-'4<e•P'$5. OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 São esses os motivos que me convenceram a votar no sentido de negar provimento ao recurso. Sala d. Sessões - DF, em 10 de novembro de 2005. I V' E MA .C.1 . IAS PESSOA MONTEIRO 4 12 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4M,11.~ OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 VOTO VENCEDOR Conselheiro MARGIL MOURA° GIL NUNES, Relator Designado Inicialmente gostaria de enaltecer a clareza do relatório, e profundidade do voto proferido do ilustre Relatora, Dra. lvete Malaquias Pessoa Monteiro. Peço vênia para dela discordar somente quanto a aplicação da multa isolada nos casos de incorporação. Vejamos agora a problemática da sucessão e da responsabilidade tributária quanto à multa de ofício aplicada pelo fisco, e contestada pela recorrente. A matéria em análise encontram-se estabelecidas os artigos 132 e 133 do CTN, no Título II, Obrigação Tributária, Capítulo III, Sujeito Ativo, Seção II, Responsabilidade dos Sucessores, já transcrita pelo relator do voto vencido. Pelo artigo 134 do CTN, citado i. relator na conclusão de seu voto, poder-se-ia responsabilizar as pessoas físicas relacionadas no artigo 134, como os sócios, diretores, gerentes, mandatários, pais e outros representantes das pessoas jurídicas, mas jamais outras pessoas jurídicas como pessoalmente responsáveis pelos tributos devidos. E assim mesmo quanto constatado atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Repetindo, o Código Tributário Nacional aponta para a responsabilidade pessoal de diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contratos ou estatutos. 13 „ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •::4:4':5 OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10680.000536/2004-17 Acórdão n°. :108-08.568 Desta forma, a responsabilidade tributária implica em substituição de responsabilidade, colocando a pessoa física do administrador no lugar do contribuinte, e não outro contribuinte pessoa jurídica como responsável. Assim, o crédito tributário imposto pelo auditor fiscal pelo lançamento da multa isolada, foi à revelia do que estabelece o Código Tributário Nacional, quando atribui responsabilidade à incorporadora apenas pelo tributo devido, e não a todo o crédito tributário. Existe uma clara diferenciação entre tributo e crédito tributário, não podendo estes substantivos serem usados indistintamente. Mesmo considerando as alegações dos agentes autuantes, de existirem nas diversas incorporações ocorridas, a figura do sócio administrador uma constante, não se pode abster da aplicação da norma legal, porque nela não há tal exceção. O que desejou o fisco, mesmo sem explicitar ou capitulado nos autos, foi a aplicação pura e simples da norma contida no parágrafo único do Artigo 116 do CTN, incluído pela Lei Complementar 104/2001, "in verbis”: "Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária." Na contra mão da intenção do fisco está a inaplicabilidade da LC 104/2001, que não emergiu ao mundo jurídico por falta de regulamentação por Lei ordinária, não podendo ter uma execução administrativa sem quaisquer normas que possam regular os atos do agente fiscal. Seria imprópria a desconsideração dos atos comerciais e jurídicos ocorridos, com o fim especifico de tornar a incorporadora como responsável pelo crédito tributário, neste caso a multa de isolada na incorporadora. LO" 14 ;.• MINISTÉRIO DA FAZENDA tit.',;;J:: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .M*4- OITAVA CÂMARA Processo n°. :10680.000536/2004-17 Acórdão n°. : 108-08.568 Pelo exposto, voto por rejeitar as preliminares argüidas, e no mérito dou provimento ao recurso. • Sala das Sessões - DF, em 10 de novembro de 2005. t ~21 MARGIL OU - GIL NUNES c/ • 15
score : 1.0
Numero do processo: 10630.001498/2003-16
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2006
Ementa: NULIDADE DE LANÇAMENTO. Não provada a violação das disposições contidas no art. 142 do CTN e artigos 10 e 59 do Decreto nº 70.235/72. Não há que se falar em nulidade do lançamento.
DECADÊNCIA - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Não ocorreu a decadência levando-se em conta o estabelecido no § 4º do art. 150 do CTN, que dispõe que se a lei não fixar prazo para a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Nessa situação específica, o prazo passa para a regra geral, prevista no art. 173, inciso I do CTN, pelo qual o direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado e no caso concreto está configurada a situação prevista no inciso II do art. 44 da Lei nº 9.430/96.
PEDIDO DE PERÍCIA. Indefere-se o pedido de perícia quando os elementos de prova podem ser trazidos aos autos pela contribuinte.
VENDA DE FUNDO DE COMÉRCIO – SUCESSÃO. Não está provado nos autos, que houve a venda de fundo de comércio com translação de domínio, e conseqüentemente não está provada a alegada sucessão.
UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF – APURAÇÃO DE OUTROS TRIBUTOS - RETROATIVIDADE. Com a nova redação do art. 3º do art. 11 da Lei nº 9.311/96, dada pelo art. 1º da Lei nº 10.174/2001, não existe mais a vedação de utilização de dados da CPMF para apuração de outros tributos. Com base no art. 144, § 1º do CTN, nada obsta a aplicação da legislação que tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização ou ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, para o ano-calendário de 1998, anterior à edição da Lei nº 10.174/2001, desde que obedecidos os demais preceitos legais.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITA. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/97, a Lei nº 9.430/96, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de receitas com base nos valores depositados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira para os quais o titular da conta, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
PENALIDADE - MULTA QUALIFICADA. Configurados os pressupostos legais para a aplicação do artigo 44, inciso II da Lei nº 9.430/96.
DECADÊNCIA - IRPJ – CSLL - PIS – COFINS - A confirmação da multa qualificada implica na adoção do prazo decadencial de 5 (cinco) anos de que trata o inciso I do art. 173, do Código Tributário Nacional, tendo-se por caduco o lançamento feito a partir de um lustro contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.
CSSL – PIS e COFINS - DECADÊNCIA – A Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, em conformidade com os arts. 149 e 195, § 4º, da Constituição Federal, têm natureza tributária, consoante decidido pelo Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, por unanimidade de votos, no RE Nº 146.733-9-SÃO PAULO, o que implica na observância, dentre outras, às regras do art. 146, III, da Constituição Federal de 1988, impondo-se igual tratamento em relação ao PIS e à COFINS por participarem da mesma natureza tributária.
MULTAS DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO - MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO MAJORADA - Improcede a majoração da multa prevista no § 2º do art. 44 da Lei nº 9.430/96 à espécie porque a razão do arbitramento foi justamente a falta de apresentação dos livros e documentos de escrituração, nos termos do inciso III do art. 47 da Lei nº 8.981/95.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Exclui-se a responsabilidade tributária atribuída a terceiro, quando baseada em indícios, sem o necessário aprofundamento da investigação.
JUROS DE MORA – INCIDÊNCIA. A cobrança de débitos para com a Fazenda Nacional, após o vencimento, acrescidos de juros moratórios calculados com base na Taxa SELIC, ampara-se na legislação ordinária e não contraria as normas contidas no Código Tributário Nacional.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Aplica-se às exigências reflexas, o mesmo tratamento dispensado ao lançamento da exigência principal, em razão de sua íntima relação de causa e efeito.
Numero da decisão: 107-08.446
Decisão: ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares de nulidade e, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência do IRPJ e CSLL quanto aos 1° a 3° trimestres de 1997 e da COFINS e PIS dos fatos geradores de janeiro a novembro de 1997, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos a Conselheira Albertina Silva Santos de Lima (Relatora), Luiz Martins Valero e Marcos Vinicius Neder de Lima que não acolhiam a decadência relativa à COFINS e CSLL. Por unanimidade de votos, excluir da sujeição passiva o Sr. Sebastião Lourenço Ferreira e, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para reduzir a multa de oficio de 112,5% para 75%, e de 225% para 150%, vencidos a Conselheira
Albertina Silva Santos de Lima e Marcos Vinicius Neder de Lima, designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes.
Nome do relator: Albertina Silva Santos de Lima
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MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA SitrW'r- 7^/ Mfaa-7 Processo n° : 10630.001498/2003-16 Recurso n° : 143555 Matéria : IRPJ E OUTROS — Exs.: 1998 e 1999 Recorrente : SERRA LIMA TURISMO LTDA Recorrida : i a TURMA/DRJ-JUIZ DE FORNMG Sessão de : 22 DE FEVEREIRO DE 2006 Acórdão n° : 107-08.446 NULIDADE DE LANÇAMENTO. Não provada a violação das disposições contidas no art. 142 do CTN e artigos 10 e 59 do Decreto n° 70.235/72. Não há que se falar em nulidade do lançamento. -a DECADÊNCIA - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Não ocorreu a decadência levando-se em conta o estabelecido no § 4° do art. 150 do CTN, que dispõe que se a lei não fixar prazo para a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Nessa situação específica, o prazo passa para a regra geral, prevista no art. 173, inciso I do CTN, pelo qual o direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado e no caso concreto está configurada a situação prevista no inciso II do art. 44 da Lei n°9.430/96. PEDIDO DE PERÍCIA. Indefere-se o pedido de perícia quando os elementos de prova podem ser trazidos aos autos pela contribuinte. VENDA DE FUNDO DE COMÉRCIO — SUCESSÃO. Não está provado nos autos, que houve a venda de fundo de comércio com translação de domínio, e conseqüentemente não está provada a alegada sucessão. UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF — APURAÇÃO DE OUTROS TRIBUTOS - RETROATIVIDADE. Com a nova redação do art. 3° do art. 11 da Lei n°9.311/96, dada pelo art. 1° da Lei n°10.174/2001, não existe mais a vedação de utilização de dados da CPMF para apuração de outros tributos. Com base no art. 144, § 1° do CTN, nada obsta a aplicação da legislação que tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização ou ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, para o ano-calendário de 1998, anterior à edição da Lei n° 10.174/2001, desde que obedecidos os demais preceitos legais. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - _1 A A 4 . • MINISTÉRIO DA FAZENDA ... wp„b.4, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTEStr..; '4""• it` SÉTIMA CÂMARAN4,3 kl' ''' 41510'4> Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITA. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/97, a Lei n° 9.430/96, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de receitas com base nos valores depositados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira para os quais o titular da conta, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PENALIDADE - MULTA QUALIFICADA. Configurados os pressupostos legais para a aplicação do artigo 44, inciso II da Lei n° 9.430/96. DECADÊNCIA - IRPJ — CSLL - PIS — COFINS - A confirmação da multa qualificada implica na adoção do prazo decadencial de 5 (cinco) anos de que trata o inciso I do art. 173, do Código Tributário Nacional, tendo- se por caduco o lançamento feito a partir de um lustro contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. CSSL — PIS e COFINS - DECADÊNCIA — A Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, em conformidade com os arts. 149 e 195, § 4°, da Constituição Federal, têm natureza tributária, consoante decidido pelo Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, por unanimidade de votos, no RE N° 146.733-9-SÃO PAULO, o que implica na observância, dentre outras, às regras do art. 146, III, da Constituição Federal de 1988, impondo-se igual tratamento em relação ao PIS e à COFINS por particiarem da mesma natureza tributária. a MULTAS DE LANÇAMENTO DE OFICIO - MULTA DE LANÇAMENTO ... DE OFÍCIO MAJORADA - Improcede a majoração da multa prevista no § 2° do art. 44 da Lei n° 9.430/96 à espécie porque a razão do arbitramento foi justamente a falta de apresentação dos livros e documentos de escrituração, nos termos do inciso III do art. 47 da Lei n° 8.981/95. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Exclui-se a responsabilidade tributária atribuída a terceiro, quando baseada em indícios, sem o necessário aprofundamento da investigação. JUROS DE MORA — INCIDENCIA. A cobrança de débitos para com a Fazenda Nacional, após o vencimento, acrescidos de juros moratórios calculados com base na Taxa SELIC, ampara-se na legislação ordinária e não contraria as normas contidas no Código Tributário Nacional. 2 [f). .4 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA 4.% PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA '4,4J ocesso n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Aplica-se às exigências reflexas, o mesmo tratamento dispensado ao lançamento da exigência principal, em razão de sua Intima relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por SERRA LIMA TURISMO LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares de nulidade e, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência do IRPJ e CSLL quanto aos 1° a 3° trimestres de 1997 e da COFINS e PIS dos fatos geradores de janeiro a novembro de 1997, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos a Conselheira Albertina Silva Santos de Lima (Relatora), Luiz Martins Valero e Marcos Vinicius Neder de Lima que não acolhiam a decadência relativa à COFINS e CSLL. Por unanimidade de votos, excluir da sujeição passiva o Sr. Sebastião Lourenço Ferreira e, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para reduzir a multa de oficio de 112,5% para 75%, e de 225% para 150%, vencidos a Conselheira Albertina Silva Santos de Lima e Marcos Vinicius Neder de Lima, designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes. MARCOSI V) 11 7il IUS NEDER DE LIMA PRESIDEWE CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES REDATOR-DESIGNADO FORMALIZADO EM: 02 AGO 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NATANAEL MARTINS, HUGO CORREIA SOTERO e NILTON PÉSS. 3 , ... • • ,,, • MINISTÉRIO DA FAZENDA _ f..::;,- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Itt'''»tr SÉTIMA CÂMARA vriSir :'='44be>. Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 Recurso n° :143555 Recorrente : SERRA LIMA TURISMO LTDA. RELATÓRIO I — DA AUTUAÇÃO O auto de infração resultou na exigência do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, da Contribuição para o PIS, COFINS e Contribuição Social (tributação reflexa) dos anos-calendário de 1997 e primeiro semestre de 1998. Foi aplicada multa de ofício de 225% e de 112,50%. O valor total do crédito tributário exigido, na data do lançamento é de R$ 27.703.532,96. A ciência dos autos de infração se deu em 12.12.2003. . Trata-se de arbitramento do lucro em razão da contribuinte intimada por diversas vezes, por meio dos sócios,e do Sr. Sebastião Lourenço Ferreira (tido pela fiscalização como sócio de fato), a apresentar à fiscalização os livros/documentos de sua escrituração comercial e fiscal, não os apresentou. O fundamento legal do arbitramento citado é o art. 47, inciso III, da Lei n° 8.981/95. O percentual de arbitramento aplicado é de 38,4% uma vez que toda a receita bruta declarada da empresa é de prestação de serviços (turismo e agência de viagem). Compôs a base de cálculo do arbitramento: a) Depósitos bancários não contabilizados e de origem não comprovada, que estavam em nome de José Lourenço Ferreira, Helder Max da Costa e Wanrrobert Batista dos Santos. Incidiu multa de 225%. Constou como fundamento legal o art. 27, inciso I e 42 da Lei n° 9.430/96. No ano-calendário de 1997, foi omitido o valor de R$ 35.753.024,50 e no ano de 1998, o valor de R$ 11.414.794,43. 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES wk ix.N.I. SÉTIMA CÂMARAz37:2 Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 b) Receitas de prestação de serviços: Valor declarado na DIPJ relativa ao ano-calendário de 1997, pelo Lucro Real. Incidiu multa de 112,50%. Como fundamento legal foi citado o art. 16 da Lei n° 9.249195 e o art. 27, inciso I, da Lei n° 9.430/96. Valor declarado: R$ 81.900,00. Não apresentou DIPJ em relação ao ano- calendário de 1998. Foram considerados pessoalmente responsáveis pelos créditos tributários, os sócios de direito José Lourenço Ferreira e Higino Pinto dos Santos e também a pessoa identificada como "dono de fato", o Sr. Sebastião Lourenço Ferreira, em decorrência da utilização de contas bancárias do sócio e de terceiros para movimentar recursos da empresa, desviando-se da tributação, ou seja, atos com infração à lei ou estatuto, cuja responsabilização pessoal está prevista no art. 210, inciso IV, V e VI do RIR/99 e da dissolução irregular da empresa, sem sua baixa, cuja responsabilização está prevista no art. 207, inciso V do citado Regulamento. Também foram citados como base para o arrolamento dos responsáveis os art. 121, inciso I, 124 e 135, inciso III do CTN. Para facilitar o julgamento, passo a relatar como se deu o desenvolvimento da ação fiscal, com base no Relatório de auditoria fiscal. Em razão de fiscalização em nome de Helder Max da Costa e Wanrrobert Batista dos Santos, originada por incompatibilidade entre as declarações do IRPF e movimentação financeira, foi iniciada a fiscalização da empresa Serra Lima. O Sr. Helder Max da Costa declarou que teve sua carteira assinada pela Cia. de Crédito Factoring a partir de 02.01.92, mas que de fato trabalhava na Serra Lima Turismo e que a conta bancária de n° 77.115-5 do Banco do Brasil, Ag. 0166-X, em seu nome, foi utilizada até abril de 1998, por seu antigo empregador, Sr. Sebastião Lourenço Ferreira, dono da Serra Lima, para desviar recursos dessa _ • MINISTÉRIO DA FAZENDA 40.A.,;54 _ PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES t."4":-Ár SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 empresa da tributação e que a partir de maio de 1998 foi utilizada pela House Remittcance Ltda. para o mesmo fim. Os sócios e ex-sócio da Serra Lima foram intimados a rebater a imputação de tais valores a essa empresa, mas, preferiram silenciar. Considerando-se os depósitos e créditos em 1997, acima de R$ 5.000,00, o valor movimentado foi de R$ 27,7 milhões e em 1998, acima de R$ 3.000,00, foi movimentado o valor de R$ 4,9 milhões. As informações colhidas junto ao Banco e a beneficiários de cheques confirmaram tratar-se de operações da Serra Lima. O Senhor Wanrrobert Batista dos Santos declarou que trabalhou na Serra Lima de 1989 a maio de 1998, sendo que até a data da declaração não havia a rescisão formal do contrato de trabalho, que neste período recebia ordens do Sr. Sebastião Lourenço Ferreira, sócio-proprietário da empresa, que a pedido do empregador abriu a conta corrente, n° 1739-6, na Ag. Governador Valadares do Banco do Brasil. Afirmou que os recursos dessa conta (valores acima de R$ 3.000,00, nos meses de março e abril de 1998, totalizam R$ 4,5 milhões) em seu nome, na verdade eram da empresa Serra Lima até abril de 1998 e a partir de maio pertenciam à House Remittance. Declarou que assinava os cheques em branco e os entregava ao empregador Essa ilicitude foi admitida pelos sócios da House Remittance, da época do uso da conta e dos atuais. Os sócios atuais e antigos da Serra Lima também foram intimados, mas, preferiram silenciar. A circularização de beneficiários de cheques e funcionários confirma as declarações do titular das contas e a irregularidade. Após confirmação de que a empresa usava contas bancárias em nome de terceiros foi iniciada fiscalização em nome da Serra Lima, com ciência ao Sr. José Lourenço Ferreira. A empresa não foi encontrada em seu endereço cadastral e o Sr. José Lourenço que constava como um dos sócios foi encontrado trabalhando em uma pequena loja de frangos do Mercado Municipal. Foi solicitada, a apresentação das declarações de Imposto de Renda de 1997 a 2001, livros fiscais e contábeis, documentos de despesas e receitas e informação sobre como se dera a transferência 6 . • • il • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES tv*vi. SÉTIMA CÂMARA ;6. Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 do ponto da Av. Minas Gerais, esquina com Bárbara Heliodora, para os novos donos, que adotaram o nome de fantasia MINAS TRAVEL, mas que também continuaram adotando o nome da SERRA LIMA TURISMO. Foi solicitada a apresentação de cópia de documento de transferência dos direitos relativos ao negócio. Não atendeu ao pedido da fiscalização e arrendou o ponto, onde estava, no Mercado Municipal a outra pessoa. Apresentou-se como advogado da empresa, o Sr. Nilson Dunga de Oliveira, que pediu prazo para atender à fiscalização, alegando que a empresa estava paralisada e que encontrava dificuldades para reunir a documentação. O prazo foi concedido, mas a fiscalização não foi atendida. Intimado o Sr. Nilson, foi reiterado o solicitado pelo Termo de Início de Fiscalização. O Sr. Nilson apresentou cópia de algumas alterações contratuais e um livro de Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência. Afirmou que deixou de ser contador da empresa por volta de 1995/1996 e que não possuía mais nenhum documento além dos já apresentados. Os MPF e prorrogações e intimações fiscais foram encaminhadas para os endereços dos sócios, via postal. Como o Sr. José Lourenço de Oliveira movimentava valor alto de recursos (em 1997, R$ 8 milhões e em 1998, até o mês de junho, R$ 2 milhões, de valores acima de R$ 5.000,00) em seu próprio nome apresentando incompatibilidade com suas declarações de imposto de renda, foi aberta fiscalização em seu nome, para explicar a origem de sua movimentação financeira. Pediu prorrogação de prazo, mas não atendeu ao solicitado. Com base nos extratos fornecidos pela instituição financeira, a fiscalização elaborou planilha com os créditos acima de R$ 5.000,00 e o Sr. José Lourenço foi intimado a esclarecer a origem dos depósitos bancários, mas, não atendeu. Com base nas cópias dos lançamentos de créditos ou débitos acima desse valor, fornecidos pela instituição financeira foi feita circularização a funcionários eif 7 , . • • , z . • MINISTÉRIO DA FAZENDA ti; •- '1.. -- • 4" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '4'..• 41. ••?; I SÉTIMA CÂMARA 'tifr?••n'4» Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 beneficiários dos cheques. A movimentação financeira em nome do Sr. José Lourenço enquadra-se como indício de interposta pessoa, nos termos do art. 3°, § 2°, inciso I do Decreto n° 3.724/2001. Em 1997, a renda declarada foi 2.945 vezes superior às rendas declaradas e em 1998, 1.341 vezes. Os recursos depositados na conta corrente, n° 11.244-5, mantida na Cooperativa de Crédito Vale do Rio Doce, em nome do Sr. José Lourenço Ferreira, também foram imputados à empresa porque, segundo funcionários e beneficiários de cheques, ele foi colocado como sócio pelo irmão, Sr. Sebastião Lourenço Ferreira, que usava a conta do Sr. José Lourenço, para movimentar recursos da Serra Lima, afastando-os da tributação. A circularização de beneficiários dos cheques comprova que os recursos eram da Serra Lima Turismo. Foi expedida Intimação Fiscal, que encaminhava cópia de declarações do Sr. Helder Max da Costa juntamente com a planilha com a relação de créditos acima de R$ 3.000,00, intimando o Sr. Sebastião Lourenço e o Sr. José Lourenço a esclarecer a origem dos recursos. Não atendida, foi reiterada a intimação fiscal. Os sócios da Serra Lima, também foram intimados, inclusive o Sr. Sebastião Lourenço, para que pudesse comprovar as origens dos depósitos em nome do Sr. Wanrrobert ou que rebatessem a imputação da movimentação financeira a ela, mas, não atenderam à intimação. Outro sócio da Serra Lima, Sr. Higino Pinto dos Santos, no decorrer da ação fiscal recebeu cópia do MPF emitido para a auditoria da empresa. Em 03.10.2003, nova intimação fiscal foi expedida com a lista completa dos créditos atribuídos à Serra Lima, que necessitavam de comprovação de origem (contas em nome do Sr. José Lourenço, Sr. Helder e Sr. Wanrrobert), para o endereço dos sócios Sr. José Lourenço e Sr. Higino e do Sr. Sebastião, mas não houve atendimento. s & , . • - • . MINISTÉRIO DA FAZENDA e, i:, 44 -....'-• t;_•tr PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES kt"::::::•:`1 SÉTIMA CÂMARA ,4c4i,.:, ?•• Processo n0 :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 Também foi expedido ofício à JUCEMG solicitando cópia do contrato social e alterações da Serra Lima. Perante a Junta Comercial o endereço da empresa era outro, mas nesse local funcionava uma loja de frangos. A circularização de funcionários do grupo Serra Lima e de beneficiários de cheques das contas envolvidas confirmaram que os recursos movimentados nas contas bancárias eram da Serra Lima. A qualificação da multa foi justificada pela fiscalização por ter a Serra Lima, por meio de seus sócios de direito e de fato, ocultado valores que chegam a R$ 35,7 milhões em 1997 e R$ 11,4 milhões em 1998, o que caracterizam, em tese, o propósito deliberado de impedir ou retardar o conhecimento, por parte da autoridade fazendária, da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, além de procurar impedir a ocorrência ou modificar a característica essencial do fato gerador do imposto, obtendo como resultado a redução do montante do tributo/contribuição devidos ou evitando ou diferindo o seu pagamento, materializando-se assim as hipóteses dos arts. 71 a 73 da Lei n° 4.502/64. II— DA IMPUGNAÇÃO E DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Foi apresentada impugnação e depois de terem sido cientificados do teor de alguns documentos juntados aos autos após a lavratura dos autos de infração apresentou razões adicionais. O lançamento foi considerado procedente pela 1 a Turma de Julgamento da DRJ de Juiz de Fora. A contribuinte alegou que não houve ciência do auto de infração à pessoa jurídica ''Serra Lima e Turismo Ltda". A Turma Julgadora considerou que o auto 9 . • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES j:4 SÉTIMA CÂMARA -"ar Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 de infração foi lavrado em nome da empresa, atendendo ao estabelecido no inciso I do art. 10 do Decreto n° 70.235/72, e enviado aos representantes da pessoa jurídica, possibilitando o pleno exercício do direito de defesa e não tirando a validade da ciência, posto que a empresa já não existia de fato em Valadares desde junho de 1998, e também não foi encontrada no endereço citado na alteração contratual. Em relação a outros argumentos apresentados, considerou a Turma Julgadora, que não houve o emprego de expressões injuriosas, manteve a sujeição passiva, dos sócios e ex-sócio, considerou que os débitos lançados de ofício não têm relação com a inclusão de débitos no PAES por parte da House Remittance, que o arbitramento levado a efeito é correto, que não houve a decadência do direito da Fazenda Nacional efetuar o lançamento, que a tese de quebra de sigilo bancário de forma ilegal não procede, que foi verificada a omissão de receitas com base em presunção legal, que a multa e a taxa Selic aplicadas, procedem. Considerou o pedido de perícia não formulado, por falta de indicação do perito e também por ser prescindível. Considerou que a representação fiscal para fins penais não é objeto do julgamento. III — DO RECURSO VOLUNTÁRIO A contribuinte tomou ciência do acórdão em 09.09.2004 e apresentou o recurso em 11.10.2004, via postal. Foi apresentado em nome da pessoa jurídica Serra Lima Turismo Ltda, José Lourenço Ferreira, Sebastião Lourenço Ferreira e Higino Pinto dos Santos, representados por seu advogado, e conforme despachos de fls.1587 da autoridade preparadora não foram encontrados bens existentes em nome da empresa, entretanto, foram formalizados processos de arrolamento de bens existentes em nome dos responsáveis, proc. n° 10630.000402/2004-83, 10630.000403/2004-28 e 10630.000405/2004-17. Consta no despacho de fls. 1587 que os Srs. José Lourenço Ferreira, Sebastião Lourenço Ferreira e Higino Pinto dos Santos, declaração de que não dispõem de bens para serem arrolados. 17ffl o - • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA :#fr Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 A seguir se relata as alegações da recorrente: • Em relação à ciência da autuação, alega que a empresa "Serra Lima Turismo Ltda" não foi notificada do lançamento. Discorda da autoridade julgadora que considerou que a ciência se deu na pessoa dos sócios representantes da empresa e do ex-sócio, porque em nenhum momento, os mesmos, foram intimados como devedores da dívida apurada. • Requer que expressões, tais como "ocultar, resultado ilícito, dissimular, ocultamento, manipularam e escondê-los" empregadas no auto de infração sejam riscadas, em respeito à legislação que regulamenta o PAF (art. 16 do Decreto n° 70.235/72), art. 15 da Lei n° 5.869/73, art. 3°, inciso I da Lei n° 9.784/99. Discorda da Turma Julgadora, que considerou que essas expressões não têm conteúdo de ofensa, por se remeterem a constatações materiais feitas ao longo da fiscalização, sob a ótica dos autuantes. • Afirma que o arrolamento, como responsável tributário, de pessoas distintas da pessoa jurídica é abusivo e ilegal, porque a responsável tributária seria a empresa sucessora "House Remittance Ltda, CNPJ 02.639.033/0001-01, em respeito ao art. 133 do CTN e também porque segundo o art. 37 da CF, caso haja qualquer responsabilização (o que admitiu apenas em sede de mero argumento), esta deveria ser atribuída ao sócio que exerceu a administração da pessoa jurídica, no período em que foram apurados os supostos fatos geradores dos tributos exigidos. Por essa razão, o Sr. Sebastião Lourenço Ferreira não poderia sofrer qualquer vinculação à divida, porque à época dos fatos não exercia qualquer função junto à sociedade, tendo se desligado da empresa, quatro anos antes da ocorrência dos fatos geradores. Acrescenta que o exercício da administração, por si só, não constitui razão suficiente à responsabilização do administrador e que inexistem as situações de que trata o art. 135. inciso III, do CTN (atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos) no qual a fiscalização se baseou para justificar o arrolamento. e4 :4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES r-Sf: SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 • Argumenta que a sucessão se deu em razão de aquisição do fundo de comércio. A sucessora assumiu o ponto, o negócio, os funcionários e os clientes da Serra Lima Turismo Ltda. Cita vários trechos mencionados no Relatório de Auditoria Fiscal/termos e destaca que a autuação ao registrar que a House Remitance Ltda funcionava no mesmo endereço e utilizava a mesma conta supostamente movimentada pela Serra Lima Turismo Ltda, não deixa dúvida quanto à sucessão. Argüi que ao adquirir o fundo de comércio, a pessoa jurídica assumiu os direitos e obrigações da pessoa adquirida, sendo a legítima responsável pela exigência fiscal. Cita doutrina sobre o assunto. Conclui que em razão da sucessora ter aderido ao PAES, os créditos supostamente apurados devem ser integrados ao débito consolidado. • Alega que o arbitramento é ilegal porque o dispositivo legal utilizado para o arbitramento, art. 47, inciso III, da Lei n° 8.981/95 se aplica quando o contribuinte deixa de apresentar os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, há hipótese de que trata o art. 45, § único, mas que, essa não é a situação da recorrente, pois a sucessora por ter adquirido o fundo de comércio se responsabilizou pela conservação, guarda e custódia dos documentos comerciais e fiscais. Logo, as pessoas intimadas não possuíam os meios materiais, muito menos autorização capaz de atender a intimação fiscal. • Também discute a decadência do direito da Fazenda Nacional lançar o crédito tributário referente aos exercícios de 1997 e 1998, posto que o lançamento se deu em dezembro de 2003. Apóia-se em jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes. Discorda do contido no Relatório de Auditoria Fiscal quanto a afastar a incidência da regra estabelecida no art. 150 do CTN, porque os fatos devem ser demonstrados e provados, com documentos idôneos e de forma imparcial. • Argumenta que a requisição de informações às instituições financeiras e sua disponibilização à Receita Federal se deram sem qualquer autorização judicial e que em momento algum se negou a apresentar os documentos ou a prestar as informações solicitadas. E, que o lançamento por ter sido baseado nessas informações e sem autorização judicial, é nulo, porque o sigilo bancário não 12 - • • mv,,. • MINISTÉRIO DA FAZENDA - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES wler;4 SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 pode ser afastado pela autoridade administrativa. Cita jurisprudência do Poder Judiciário e faz menção às ADIN'S n os. 2386, 2390, 2406, 2389 e 2397. • Também se refere ao princípio da irretroatividade da Lei Complementar n° 105/2001 citando jurisprudência, e à impossibilidade de utilização de dados da CPMF para lançamento de outros tributos, com base na Lei n° 9.311/96, com a redação da Lei n° 10.174/2001. • Afirma que o lançamento é nulo porque a renda auferida pela pessoa jurídica sujeita à incidência do imposto de renda é aquela que constitui acréscimo patrimonial e que a fiscalização em momento algum demonstrou a ocorrência de acréscimo patrimonial, e que por essa razão, houve violação ao conceito jurídico de renda, porque a tributação está a recair não sobre a renda, mas sobre o seu patrimônio e que o fato gerador do imposto de renda não pode resultar de simples presunção. Afirma que não ocorreu disponibilidade econômica e jurídica de renda. Não existindo receita omitida, não seria procedente o lançamento do imposto e das contribuições sociais. • Alega que lançamento baseado em extratos bancários é procedimento combatido pela doutrina e jurisprudência. • Aduz que os dispositivos citados no auto de infração (entre eles o art. 229 do RIR/94, art. 42 da Lei n° 9.430/96 e art. 18 da Lei n° 9.317/96) não se aplicam à recorrente porque inexiste omissão de receita o que o auto de infração é "irrito" nos termos do art. 6° combinado com o art. 5°, II e III, da IN n° SRF 94/1997. • Argumenta que não houve recolhimento de tributos a menor e que, afastados os fatos invocados pela fiscalização como justificativa para o lançamento é ilegítima a exigência do imposto adicional. • Discorda da multa de 112,50% e de 225%, porque não teria havido falta de recolhimento, omissão de receita e porque não ocorreram as situações descritas pelos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64, porque nunca procurou ocultar movimentação financeira de qualquer de suas contas em quaisquer das instituições financeiras perante as quais possuía contrato de prestação de serviços e que o intuito de fraude deve ser provado. Alega que a Lei n° 4.502/64 citada pela fiscalização foi 13 • • I MINISTÉRIO DA FAZENDA -4•17;;;;.',D; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1:` SÉTIMA CÂMARA irs Processo n0 : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 revogada, não produzindo qualquer efeito e que a multa é confiscatória não satisfazendo os princípios da razoabilidade e do não confisco. Cita jurisprudência e doutrina. • Afirma que a taxa SELIC é inaplicável e ilegal e que inexiste vencimento, haja vista que as impugnações e recursos administrativos impedem sua ocorrência, posto que ainda não definitivamente constituído o suposto crédito tributário. • Requer autorização para realização de perícia a ser executada por profissional habilitado, por considerar de vital importância, visando demonstrar entre outras, a ilegalidade da quebra do sigilo bancário, a inexistência de omissão de receitas, a transferência de fundo de comércio e a inaplicabilidade do arbitramento do lucro. Apresenta os seguintes quesitos: Se a pessoa jurídica autuada, se encontra em atividade; se o ponto comercial, em caso de inatividade foi ou está sendo utilizado e em caso de utilização do ponto, quem o utilizou ou está a utilizá-lo; se os funcionários da autuada foram aproveitados pela nova sociedade e se os clientes continuam tomando- lhe os serviços; se a administração poderia valer-se da Lei n° 9.311/96 alterada pela Lei n°10.174/2001, para promover o lançamento fiscal. • Pede que o lançamento seja considerado nulo e que lhe seja facultado apresentar documentos necessários à sua defesa como forma de se garantir o exercício pleno do contraditório e reclama pelo direito de produzir outras provas. É o relatório. 14 • • • . • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 't SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 VOTO VENCIDO Conselheira - ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Relatora. O recurso voluntário preenche os requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Deve ser apreciado em primeiro lugar se houve a alegada decadência do direito da Fazenda Nacional constituir o crédito tributário. A contribuinte apresentou DIPJ para o ano-calendário de 1997, pelo regime de tributação do Lucro Real Anual e não a apresentou para o ano-calendário de 1998. A autuação se refere a arbitramento do lucro relativo aos anos-calendário de 1997 e 1998. A ciência do lançamento se deu em 12.12.2003. Os fatos geradores do ano-calendário de 1997, em razão do arbitramento do lucro, se deram em 31.03.97, 30.06.97, 30.09.97 e em 31.12.97. No ano-calendário de 1998, ocorreram em 31.03.98 e em 30.06.98. A legislação prevê que o arbitramento deve ser feito considerando-se o período de apuração trimestral. Nessa situação, não importa que a opção da contribuinte tenha sido a do Lucro Real Anual. No lançamento por homologação, segundo o § 4° do art. 150 do CTN, se a lei não fixar prazo para a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 192 Í)/(61 15 . • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES v:.,...4;n0 SÉTIMA CÂMARA"25- „3-- Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 Nessa situação, o prazo passa para a regra geral, prevista no art. 173, inciso I do CTN, pelo qual o direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Se não houvesse essa comprovação teria ocorrido a decadência do direito de lançar todo o crédito tributário relativo ao IRPJ. Entretanto, pela regra geral somente ocorreu a decadência do direito da Fazenda Nacional lançar o IRPJ para os fatos geradores ocorridos em 31.03.97, 30.06.97, 30.09.97, pois o lançamento foi efetuado em 12.12.2003, há mais de cinco anos do termo inicial da contagem do prazo. Para esses fatos geradores, o crédito tributário poderia ter sido lançado, em 1997, e o primeiro dia do exercício seguinte é 01.01.98. Logo, em 12.12.2003, já havia passado mais de 5 anos contados a partir de 01.01.98. Esse raciocínio também se aplica à exigência da Contribuição para o PIS, dos fatos geradores de 01/97 a 11/97. Registra-se que para o fato gerador ocorrido em 31.12.97, o IRPJ poderia ter sido constituído a partir de 01.01.98, então o primeiro dia do exercício seguinte se dá em 01.01.99, que também é o termo inicial de contagem do prazo para os fatos geradores ocorridos em 31.03.98 e 30.06.98, pela regra geral. Para o lançamento do crédito tributário desses fatos geradores, considerando a regra geral, não ocorreu a decadência do direito da Fazenda Nacional constituir o crédito tributário, pois foi efetuado antes dos cinco anos contados do termo inicial mencionado. Mesmo raciocínio se aplica ao PIS do fato gerador de 12/97, e seguintes. Esse raciocínio se aplica somente ao crédito tributário relativo ao IRPJ e PIS, pois tenho o entendimento de que o prazo para a apuração e constituição da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e da COFINS está previsto no art. 45 da Lei 16 (P _ • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '4•,•*-At.: • SÉTIMA CÂMARA: Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 n° 8.212191, que estabelece que esse prazo é de 10 anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, não tendo, por esse entendimento, ocorrido a decadência do direito da Fazenda Nacional constituir essas contribuições. Registre-se que conforme consulta ao Sistema Sinal-06, do período de 31.12.97 a 31.12.2003 (doc. de fls. 1358), não consta que a empresa tenha efetuado qualquer pagamento relativo ao IRPJ e contribuições exigidas neste processo. Também não consta na DIRPJ do ano-calendário 1997, que tenha efetuado pagamento de estimativas. Desta forma, deve ser apreciado se foi comprovada, a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, o que se dará quando da apreciação da exigência da multa qualificada, para em seguida, se retornar à apreciação da preliminar de decadência. Quanto à ciência da autuação, alega que a empresa "Serra Lima Turismo Ltda" não foi notificada do lançamento. Discorda da autoridade julgadora que considerou que a ciência se deu na pessoa dos sócios representantes da empresa e do ex-sócio, porque em nenhum momento, os mesmos, foram intimados como devedores da dívida apurada. O auto de infração foi lavrado em nome da empresa "Serra Lima Turismo Ltda". Conforme se verifica no Relatório de Auditoria Fiscal, a empresa não foi localizada no endereço fornecido à Receita Federal, tampouco no endereço fornecido à Junta Comercial. A entrega dos autos de infração aos sócios e ao ex-sócio, numa situação dessas é válida e não há que se alegar nulidade do lançamento por essa razão. Não teria sentido na situação descrita, a intimação via postal nos endereços em que já se sabia que não era o domicílio da empresa, muito menos não teria sentido a intimação via edital, uma vez que os sócios e ex-sócio haviam sido localizados e já 17 (j? • t it • MINISTÉRIO DA FAZENDA -417-Is" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES t• SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 haviam inclusive recebido várias intimações. Entendo que a contribuinte Serra Lima, foi devidamente notificada. Não provada a violação das disposições contidas no art. 142 do CTN e artigos 10 e 59 do Decreto n° 70.235/72. Não há que se falar em nulidade do lançamento. Quanto ao pedido de perícia, deve-se ter em vista que uma das razões utilizadas pela Turma Julgadora para indeferir o pedido é o fato de ter considerado ser a mesma prescindível. Concordo com a Turma Julgadora, posto que qualquer elemento de prova poderia ter sido trazido aos autos pela recorrente. O Logo, o pedido de perícia deve ser indeferido, posto que prescindível. Argumenta que a legítima responsável pela exigência fiscal é a sua sucessora "House Remitance Ltda", pois essa empresa teria adquirido o fundo de comércio. Alegou que a sucessora assumiu o ponto, o negócio, os funcionários e os clientes da Serra Lima Turismo Ltda. Destacou que a autuação ao registrar que a House Remitance Ltda funcionava no mesmo endereço e utilizava a mesma conta supostamente movimentada pela Serra Lima Turismo Ltda, não deixa dúvida quanto à sucessão. Argüi que ao adquirir o fundo de comércio, a pessoa jurídica assumiu os direitos e obrigações da pessoa adquirida, sendo a legítima responsável pela exigência fiscal. Sobre aquisição de fundo de comércio, por pessoa jurídica, transcrevo o art. 133 do CTN: Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: 18 • MINISTÉRIO DA FAZENDA .:F.- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES V, SÉTIMA CÂMARA'!fr Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. Inicialmente cabe destacar que não há nos arquivos da Receita Federal, qualquer comunicação por parte da empresa, sobre essa suposta sucessão. Observe- se que pela 8° alteração contratual, doc. de fls. 1062 a 1063, registro na JUCEMG de 10.07.98, houve comunicação de mudança de endereço (Rua Israel Pinheiro, 2229 A Centro, Governador Valadares). Consta também que a filial permaneceu no mesmo endereço e que o objeto social continuou o mesmo. Os sócios da suposta sucessora declararam (doc. de fls. 842 a 846) que a empresa se instalou em endereço, que, anteriormente era domicílio da Serra Lima Turismo, cuja relação existente com a mesma, foi apenas e somente relativa à aquisição do ponto comercial tendo ocorrido a celebração de novo contrato de locação do imóvel com a manutenção de alguns funcionários. Ressalta-se que em nenhum momento a recorrente apresentou qualquer documento que pudesse comprovar a venda do fundo de comércio e identificar o objeto da venda, seja durante a fiscalização (embora tenha sido intimada para fazer essa comprovação) seja com a impugnação ou recurso. A contribuinte não comprovou que a empresa House Ramitance assumiu o ativo e passivo da Serra Lima. Portanto, não se comprovou que houve translação de domínio, condição necessária para a aplicação do art. 133 do CTN. 19 0 (ir • ir 4. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '.4t.''ts-4 SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 A recorrente argumenta que por ter a suposta sucessora, aderido ao PAES, os créditos supostamente apurados deveriam ser integrados ao débito consolidado. Não é procedente sua alegação. Primeiro, porque o crédito tributário não foi lançado em nome da suposta sucessora; segundo, ainda na hipótese de que o lançamento tivesse sido realizado em seu nome, a inclusão do crédito tributário no PAES dependeria de manifestação de sua vontade, conforme regras estabelecidas para inclusão de débitos nesse regime especial de parcelamento. Alega que o arbitramento é ilegal porque, não deixou de apresentar os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, mas que não é essa a sua situação, pois a sucessora por ter adquirido o fundo de comércio se responsabilizou pela conservação, guarda e custódia dos documentos comerciais e fiscais e as pessoas intimadas não possuíam meios materiais e autorização capaz de atender à intimação fiscal. Sobre a venda do fundo de comércio já se tratou anteriormente. Efetivamente a recorrente não apresentou sua documentação contábil e fiscal à fiscalização, embora tenha sido intimada diversas vezes para tanto, condição suficiente para o arbitramento, nos termos do art. 47, inciso III, da Lei n°8.981/95. Alega a recorrente que a requisição de informações às instituições financeiras e sua disponibilização à Receita Federal se deram sem qualquer autorização judicial, que em momento algum se negou a apresentar os documentos ou a prestar as informações solicitadas e que por essa razão o lançamento seria nulo, porque o sigilo bancário não pode ser afastado pela autoridade administrativa. Inicialmente há de se considerar que a obtenção dos extratos bancários se deu em razão da fiscalização iniciada em nome das pessoas físicas já indicadas neste voto. Somente depois do resultado da auditoria fiscal em nome dessas pessoas, se constatou que a movimentação financeira era de fato da autuada. 20 , . • • r,.. • MINISTÉRIO DA FAZENDA 4-14 '44 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .:,'*`?;•rf SÉTIMA CÂMARA•10,4?..dr t.:34"rt'e+fr Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 Entretanto, mesmo que as contas bancárias estivessem em seu nome, também não há razão para nulidade do lançamento, pois, há previsão legal para que o fisco obtenha informações sobre movimentação bancária, conforme dispõe o art. 6° da Lei Complementar n° 105/2001 regulamentado pelo Decreto n°3.724/2001. Quanto à irretroatividade da Lei Complementar n° 105/2001, e impossibilidade de utilização de dados da CPMF para lançamento de outros tributos, com base na Lei n° 9.311/96, com a redação da Lei n° 10.174/2001, com a nova redação do art. 3° do art. 11 da Lei n° 9.311/96, dada pelo art. 1° da Lei n° 10.174/2001, não existe mais a vedação de utilização de dados da CPMF para apuração de outros tributos. Sobre a aplicabilidade da nova legislação para fatos geradores ocorridos antes da edição dessa Lei, há necessidade de se buscar no CTN, se é ou não possível retroagir a fatos pretéritos. Para tanto, reproduzo o caput do art. 144, § 1°, do CTN: Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. § 1° Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. Da leitura desse dispositivo legal, se conclui que nada obsta a aplicação da legislação que tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização ou ampliado os poderes de investigação das autoridades 21 (9' . . . . • ..,,,,,,,,,,, • MINISTÉRIO DA FAZENDA .14.;•f•tter PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Ne' t.--;12- SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 administrativas, para fatos geradores, anteriores à edição da Lei n° 10.174/2001, desde que obedecidos os demais preceitos legais. Considero improcedente a alegação da contribuinte. Passo a apreciar seus argumentos sobre "a não omissão de receita". Pelas informações e documentos trazidos aos autos pela fiscalização não há como não reconhecer que as contas bancárias em nome de Sr. Helder, Sr. Wanrrobert e Sr. José Lourenço, foram movimentadas pela autuada. Acrescente-se que esse fato a recorrente não negou. Houve intimações diversas para que os sócios e ex-sócio esclarecessem, a origem dos depósitos atribuídos à empresa Serra Lima. Mas, não houve nenhuma manifestação. A empresa no recurso alega que nunca procurou ocultar movimentação financeira de qualquer de suas contas em quaisquer das instituições financeiras perante as quais possuía contrato de prestação de serviços. Ou seja, afirma que nas contas bancárias em seu nome nunca procurou ocultar movimentação financeira. Ocorre que as contas bancárias não estavam em seu nome, logo não poderia manter contrato de prestação de serviço, em seu nome, com as respectivas instituições financeiras, em relação a essas contas. O lançamento relativo à infração de omissão de receitas foi baseado no art. 42 da Lei n° 9.430/96. Transcrevo o caput desse artigo: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação f hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. 22 ()f • • - • MINISTÉRIO DA FAZENDA tae"...2,,,N te PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA ••st 9,:ávt";:fr Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 Trata-se de presunção legal e por essa razão, o ônus da prova é da contribuinte. Levando em conta que foi regularmente intimada e não tendo comprovado com documentação hábil e idônea a origem dos recursos, o lançamento deve ser considerado procedente. Dos Acórdãos que apresentam esse entendimento, cito os seguintes: 101-94719, 102-46498, 103-21727, 104-20239, 105-14631, 106-14279, 107-07791 e 108-07879. Deve ser observado que, em todas as Câmaras do Primeiro Conselho de Contribuintes há decisões que tratam essa matéria com esse mesmo entendimento. Logo, também seus argumentos relativos ao conceito jurídico de renda, e sobre dispositivos legais que fundamentaram o auto de infração, utilizados para justificar como improcedente o lançamento do imposto de renda, e contribuições sociais, não se sustentam. Sua alegação de que o auto de infração é "irrito" nos termos do art. 6° combinado com o art. 5°, ll e III, da IN n° SRF 94/1997 é totalmente descabida. Referida Instrução Normativa trata do lançamento suplementar resultante de verificação de malhas. O art. 6° trata das hipóteses de declaração de nulidade do lançamento, quando houver sido constituído em desacordo com o disposto no art. 5° dessa IN. O art. 5° trata dos elementos que deve conter o auto de infração. Os incisos II e III dispõem sobre a matéria tributável, assim entendida a descrição dos fatos e a base de cálculo e a sobre a normal legal infringida. Esses são elementos obrigatórios no lançamento e constam dos autos de infração contidos neste processo. Portanto, não foi ferido o art. 142 do CTN e nem as disposições contidas nos artigos 10 e 59 do Decreto n° 70.235/72. Não há que se falar em nulidade do lançamento. di ()23 • MINISTÉRIO DA FAZENDA - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 5 SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 Quanto a seu pedido de riscar expressões do auto de infração, tais como "ocultar, resultado ilícito, dissimular, ocultamento, manipularam e escondê-los" o PAF (art. 16 do Decreto n° 70.235/72), art. 15 da Lei n° 5.869/73, art. 3 0, inciso I da Lei n° 9.784/99, não há como atender ao pedido da contribuinte. Concordo com a Turma Julgadora que considerou que essas expressões não tem conteúdo de ofensa, por se remeterem a constatações materiais feitas ao longo da fiscalização, sob a ótica dos autuantes. Quanto ao argumento apresentado pela recorrente de que a taxa SELIC é inconstitucional, entendo que não compete aos órgãos julgadores da administração tributária decidir sobre argüições de inconstitucionalidade das leis, por se tratar de matéria de competência privativa do Poder Judiciário, nos termos do artigo 97 e 102 da Constituição Federal. A aplicação da lei será afastada pela autoridade julgadora somente na hipótese de sua declaração de inconstitucionalidade, por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. Dentre os acórdãos deste Conselho que confirmam este entendimento, podem ser citados os Acórdãos n°s 108-06.035, 105-14.586, 101- 94.266, 107-06.478 e 103-21.568. Registra-se também que a jurisprudência firmada pela Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais relativa à validade e aplicabilidade dos juros de mora com base na taxa referencial do SELIC está pacificada. O acórdão CSRF n° 02-01.658, da Câmara Superior de Recursos Fiscais, traz o entendimento de que a cobrança de débitos para com a Fazenda Nacional, após o vencimento, acrescidos de juros moratórios calculados, com base na taxa SELIC, se ampara em legislação ordinária e, não contraria as normas balizadoras contidas no Código Tributário Nacional. Passo a apreciar a aplicação da penalidade. Em relação aos valores declarados na DIPJ que integraram a base do arbitramento, foi aplicada a multa de 24 ()(° • MINISTÉRIO DA FAZENDA 4f. 44 :rir; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES st SÉTIMA CÂMARA 4;k1,--Le> Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 112,50% e em relação à receita omitida também base do arbitramento, foi aplicada a multa de 225%. Discorda da multa de 112,50% e de 225%, porque não teria havido falta de recolhimento, omissão de receita e porque não ocorreram as situações descritas pelos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64, porque nunca procurou ocultar movimentação financeira de qualquer de suas contas em quaisquer das instituições financeiras perante as quais possuía contrato de prestação de serviços e que o intuito de fraude deve ser provado. Alega que a Lei n° 4.502/64 citada pela fiscalização foi revogada, não produzindo qualquer efeito e que a multa é confiscatória não satisfazendo os princípios da razoabilidade e do não confisco. Cita jurisprudência e doutrina. Inicialmente apreciarei o agravamento da multa (de 75% para 112,5% e de 150% para 225%). A multa foi agravada porque a empresa Serra Lima intimada na pessoa de seus sócios, não atendeu a várias intimações. A situação fática vem a corroborar o agravamento. Não há que se alegar que estava impedida de dar qualquer pronunciamento por conta da suposta sucessão, conforme alegou, porque nem sequer justificou o não atendimento às intimações. O agravamento é devido. Quanto à multa qualificada, cabe dizer que o fato da empresa ter usado duas contas bancárias de terceiros e uma conta bancária em nome de um dos sócios e ainda por mais de um ano, é motivo suficiente para se considerar que houve dolo. Os artigos 71 a 73 da Lei n° 4.502/64 tratam respectivamente de sonegação, fraude e conluio. A conduta da contribuinte demonstra a manifesta intenção dolosa em impedir ou retardar o conhecimento por parte da autoridade fiscal dos valores não oferecidos à tributação e se valeu para seu intento, de interpostas pessoas. Essa lei, ao contrário do que diz a recorrente, não foi revogada. 2517 • n. • MINISTÉRIO DA FAZENDA tz, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '"• SÉTIMA CÂMARA 44.4e-> Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 O caput do art. 44 e seu inciso II, da Lei n° 9.430/96, dispõe que será aplicada multa de 150%, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64. Por essa razão a qualificação da multa deve ser mantida. Quanto ao questionamento sobre confisco, ressalto que não compete aos órgãos julgadores da administração tributária decidir sobre argüições de inconstitucionalidade das leis, por se tratar de matéria de competência privativa do Poder Judiciário, nos termos do artigo 97 e 102 da Constituição Federal. Acrescente-se que a vedação constitucional de que trata o inciso IV da Constituição Federal, refere-se a instituir tributo, com o efeito de confisco, enquanto que a multa é uma penalidade. Logo, estão presentes os pressupostos legais para imposição das multas de 112,5 e de 225%. Dando continuidade à apreciação da preliminar de decadência, lembrando-se que a ciência do auto de infração deu-se em 12.12.2003, não deve ser acolhida a preliminar de decadência do direito da Fazenda Nacional lançar o IRPJ relativo ao 4° trimestre do ano-calendário de 1997 e 1° e 2° trimestres do ano- calendário de 1998, posto que deve ser aplicada a regra geral do art. 173 do CTN, por evidente intuito de fraude. O mesmo raciocínio se aplica ao PIS do fato gerador a partir de 12/97. Em relação à CSLL e COFINS, entendo que o prazo decadencial é de 10 anos, nos termos do art. 45 da Lei n° 8.212/91, entretanto, mesmo para aqueles que consideram que o prazo é de 5 anos, o mesmo raciocínio acima expresso se estende a essas contribuições. Quanto à sujeição passiva, são três os pontos principais:AL 26 (if ' ' MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA 7 g, Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 O primeiro é atribuir a responsabilidade tributária à empresa dita como sucessora "House Remittance Ltda, CNPJ 02.639.033/0001-01", com base no art. 133 do CTN. O segundo é que conforme art. 37 da CF, se houver qualquer responsabilização, esta deveria ser atribuída ao sócio que exerceu a administração da pessoa jurídica, no período em que se apuraram os fatos geradores dos tributos exigidos, o que significa que ao Sr. Sebastião, ex-sócio, não poderia ser atribuída responsabilidade tributária. O terceiro é que o exercício da administração, por si só, não constitui razão suficiente para responsabilização do administrador porque inexistem as situações de que trata o art. 135, inciso III do CTN (atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos). Em relação a atribuir a responsabilidade tributária à empresa "House Remittance" conforme já tratado neste voto, em nenhum momento a fiscalizada, por meio dos sócios comprovou que efetivamente vendeu o fundo de comércio com translação de domínio, para a citada empresa, e, observe-se que foi intimado para fazer essa comprovação. Quanto ao segundo ponto, foi apresentado contrato social em que está evidenciado que o Sr. Sebastião havia saído já a alguns anos da sociedade. As declarações, tanto do Sr. Helder quanto do Sr. Wanrrobert e dos depoimentos de outros funcionários são indiciários de que o Sr. Sebastião era sócio de fato, entretanto, para atribuir responsabilidade tributária a ele, a fiscalização deveria ter se aprofundado, de forma a não restar dúvidas. Nesse sentido, entendo que a responsabilização do Sr. Sebastião deve ser retirada. Quanto ao terceiro ponto, não há dúvidas, de que houve infração de lei, por parte dos sócios, nos termos do art. 135 do CTN, posto que, foram utilizadas três contas bancárias, sendo uma em nome do sócio e outra em nome de pessoas que 27 . . • - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA slk` 4n15 --, Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 trabalhavam na Serra Lima, para acobertar recursos da empresa, à margem de sua contabilização. Do exposto, oriento meu voto para rejeitar as preliminares de nulidade, e acolher a preliminar de decadência, quanto ao IRPJ dos fatos geradores do 1° ao 3° trimestres de 1997 e da Contribuição para o PIS dos fatos geradores de 01/97 a 11/97, excluir da sujeição passiva, o Sr. Sebastião Lourenço Ferreira e no mérito negar provimento ao recurso. Sala das Sessões — DF, em 22 de fevereiro de 2006. ig t Cl- ALBERTINA SI A ANTO DE LIMA 28 MINISTÉRIO DA FAZENDA se 1-54 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES w te ri. SÉTIMA CAMARA: • 4,, : Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 VOTO VENCEDOR Conselheiro - CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Redator Designado: Acompanho o voto da ilustre relatora quanto ao conhecimento do recurso, acolhimento da preliminar de decadência do Imposto de Renda, do 1° ao 3° trimestre de 1997, e do PIS, de janeiro a novembro de 1997, e ao julgamento do mérito. Peço-lhe vênia, contudo para discordar quanto ao não acolhimento da preliminar de decadência da COFINS e da CSLL, em relação aos 1° ao 3° trimestre de 1997, porque entendo que a caducidade atingiu também essas contribuições, que têm natureza tributária, estando, portanto, sujeitas às regras de caducidade, estabelecidas no Código Tributário Nacional. E também discordo da manutenção das multas de lançamento de oficio majoradas de 75% para 112,5% e de 150% para 225%. Justifico assim as razões do meu convencimento quanto a essas matérias: O acórdão foi unânime no sentido de se acolher a decadência do IRPJ, em relação aos fatos geradores do 1° ao 3° trimestres de 1997 e da Contribuição para o PIS dos fatos geradores de 01/97 a 11/97, com a contagem do prazo de 5 (cinco) anos estabelecido pelo art. 173, I, do CTN. A divergência cinge-se à decadência da COFINS e da CSLL que a maioria do Colegiado entendeu ocorrida em relação ao período de 1° ao 3° trimestres de 1997, enquanto os vencidos entenderam que o prazo decadencial seria de 10 (dez) anos, por força do disposito no art. 45 da Lei n° 8.212/91. O arbitramento do Imposto de Renda foi feito trimestralmente, como se verifica às fls. 39/40, e do mesmo modo o da CSLL (fls. 66/67); o lançamento 29 - MINISTÉRIO DA FAZENDA. * PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA , - Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 decorrencial do PIS e da COFINS, mensalmente (fls. 54/55 e 58/59). As multas foram agravadas e majoradas. Como a Câmara acolheu a aplicação da multa exasperada, a contagem do prazo decadencial desloca-se do art. 150 § 4° do CTN para o art. 173, I, do mesmo código, isto é, da data do fato gerador da obrigação tributária para o primeiro dia do exercício seguinte, ou seja, no caso, do trimestre seguinte, com prazo útil de lançamento até 31/12/97. A intimação dos autos de infração ocorreu em 12/12/03 (fls. 111), quando já havia já havia transpirado o prazo de 5 (cinco) anos de que trata o inciso I do art. 173, do Código Tributário Nacional, posto que os lançamentos já poderiam ter sido feitos no próprio exercício de 1997. Decaiu, portanto, o direito de a Fazenda Nacional lançar tanto o imposto como as contribuições. A necessidade de lançar o crédito tributário e a conseqüência de sua inobservância foram objeto do Resp n° 332.693 (2001-0096668), relatora Ministra Eliana Calmon, da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, unânime, cuja ementa está assim redigida: "TRIBUTÁRIO — CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO — DECADÊNCIA. 1) O fato gerador faz nascer a obrigação tributária, que se aperfeiçoa com o lançamento, ato pelo qual se constitui o crédito correspondente à obrigação (arts. 113 e 142 do CTN). 2. Dispõe a FAZENDA do prazo de cinco anos para exercer o direito de lançar, ou seja, constituir o seu crédito tributário. 3. O prazo para lançar não se sujeita a suspensão ou interrupção, nem por ordem judicial nem por depósito do devido. (grifei) 4) Com depósito ou sem depósito, após cinco anos do fato gerador, sem lançamento, ocorre a decadência. 5. Recurso especial provido". Merece especial atenção os seguintes excertos do voto da ilustre relatora: (?'30 • - •..• MINISTÉRIO DA FAZENDA 14 .;4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° :107-08.446 "Quero aqui destacar que não houve pagamento antecipado ou não antecipado, como pode sugerir o disposto no art. 150 do CTN. A empresa apenas se antecipou, com a cautelar, para barrar a execução, se assim fosse procedido pelo Fisco que, antecedentemente, ainda teria de constituir o crédito tributário, o qual deixou escapar pelo decurso do tempo. Sabendo-se que é decadencial o prazo para a constituição do crédito tributário e que o prazo decadencial não sofre suspensões ou interrupções, pois, como a história, tem marcha irreversível, surge a obrigação pela ocorrência do fato gerador e, a partir daí, nada pode barrar a fluição da decadência, senão o lançamento, que é da alçada única do Fisco, que terminou por não fazê-lo, na hipótese dos autos. Dentro deste contexto, acolho a tese contida no recurso para reformar o acórdão e dar provimento ao especial, declarando a inexistência da relação jurídica, por força da decadência. " (negritei) Pretender prazo mais alongado, ou seja, superior ao estabelecido no art. 173, "data venia", como o do art. 45 da Lei n° 8.212/91, não pode prevalecer dada a primazia da lei complementar, no plano infra-constitucional. Diante de leis concorrentes, o intérprete terá de escolher uma em detrimento da outra. O legislador ordinário pode fixar outro prazo para a homologação desde que menor do que o estabelecido no retrotranscrito § 4°. É o que ensina a Doutrina, nas lições de Aliomar Baleeiro, "in" Direito Tributário Brasileiro, Forense, 9° edição, pág. 478; Fábio Fanucchi, em sua obra Curso de Direito Tributário Brasileiro, Ed. Resenha Tributária, 3° edição, Vol. I, pág. 297; Luciano Amaro, em Direito Tributário Brasileiro, Saraiva, e a edição, pág.387; Alberto Xavier, "in" Do Lançamento- Teoria Geral do Ato do Procedimento e do Processo Tributário, Forense, ed. 1997, pág. 94; Sacha Calmon Navarro Coelho, em Curso de Direito Tributário Brasileiro, Forense, 1999, pág. 672; e Leandro Paulsen, em Código Tributário Nacional, Livraria do Advogado, editora/ESMAFE-RS, Porto Alegre, 2000, pág.502, dentre outros. Não pode fixar prazo maior por uma simples razão. ()/31 • - 40,4.44 MINISTÉRIO DA FAZENDA _ PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES rit SÉTIMA CÂMARA "1/2c3„1-eire Processo n° :10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 A Lei n° 5.172, DE 25 de outubro de 1.1966 (D.O.U. de 27.10.66, ret. no DOU de 31/10/66) foi promulgada para regular, com fundamento na Emenda Constitucional n° 18, de 1° de dezembro de 1965, o sistema tributário nacional e estabelecer, com fundamento no artigo 50, inciso XV, alínea b, da Constituição Federal, as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, sem prejuízo da respectiva legislação complementar, supletiva ou regulamentar. Por disposição do artigo 7° do Ato Complementar da Presidência da República n° 36, de 13 de março de 1.967, esta Lei, incluídas as alterações posteriores, foi elevada à categoria de Lei Complementar, passando a denominar-se CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Assim, todas as alterações nela introduzidas por leis ordinárias, foram elevadas à categoria de lei complementar. A partir daí, somente lei complementar poderá dispor sobre normas gerais de direito tributário, como é o caso das normas sobre decadência. É uma garantia do contribuinte nacional e de segurança jurídica que não pode ser alongada pelo legislador ordinário. E é por isso que somente se admite o encurtamento do prazo. A decadência das contribuições lançadas seguem o mesmo tratamento. A Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, em conformidade com os arts. 149 e 195, § 4°, da Constituição Federal, têm natureza tributária, consoante decidido pelo Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, por unanimidade de 32 0()(9 MINISTÉRIO DA FAZENDA 41., .ek4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA Processo n° : 10630.001498/2003-16 Acórdão n° : 107-08.446 votos, no RE N° 146.733-9-SÃO PAULO, o que implica na observância, dentre outras, às regras do art. 146, III, da Constituição Federal de 1988. Desta forma, a contagem do prazo decadencial da CSLL se faz de acordo com o Código Tributário Nacional no que se refere à decadência, mais precisamente no art. 150, § 4°. E o mesmo tratamento se reserva à Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), e à Contribuição para a Seguridade Social (COFINS). Por outro lado, também discordo da i. relatora, a quem mais uma vez peço vênia, quanto à majoração da multa prevista no § 2° do art. 44 da Lei n° 9.430/96 à espécie, porque a razão do arbitramento foi justamente a falta de apresentação dos livros e documentos de escrituração, nos termos do inciso III do art. 47 da Lei n° 8.981/95. E é o próprio autuante quem, expressamente, o diz, na descrição dos fatos às fls. 39: "Arbitramento do lucro que se faz tendo em vista que o contribuinte notificado a apresentar os livros e documentos da sua escrituração, conforme Termo de Inicio de Fiscalização e termo(s) de intimação em anexo, deixou de apresentá-los." Nesta ordem de juizos, voto no sentido de se acolher também a decadência da CSLL, nos 1° a 3° trimestres de 1997, e da COFINS de janeiro a novembro/97 e de se reduzir a multa de 112,5 para 75%, e a de 225% para 150%. Sala das Sessões — DF, em 22 de fevereiro de 2006. CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES 33 Page 1 _0003900.PDF Page 1 _0004000.PDF Page 1 _0004100.PDF Page 1 _0004200.PDF Page 1 _0004300.PDF Page 1 _0004400.PDF Page 1 _0004500.PDF Page 1 _0004600.PDF Page 1 _0004700.PDF Page 1 _0004800.PDF Page 1 _0004900.PDF Page 1 _0005000.PDF Page 1 _0005100.PDF Page 1 _0005200.PDF Page 1 _0005300.PDF Page 1 _0005400.PDF Page 1 _0005500.PDF Page 1 _0005600.PDF Page 1 _0005700.PDF Page 1 _0005800.PDF Page 1 _0005900.PDF Page 1 _0006000.PDF Page 1 _0006100.PDF Page 1 _0006200.PDF Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1 _0006700.PDF Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1 _0007000.PDF Page 1
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