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Numero do processo: 10882.902827/2008-91
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2000
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA.
A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.211
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2000 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
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ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 28 27 /2 00 8- 91 Fl. 77DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10882.902827/200891 Acórdão n.º 3801002.211 S3TE01 Fl. 78 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: Tratase de Despacho Decisório que não homologou Declaração de Compensação eletrônica. Na fundamentação do ato, consta: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, não foi confirmada a existência do crédito informado, pois o DARF (...) discriminado no PER/DCOMP, não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade alegando, em síntese, que houve equívoco no preenchimento do campo relativo ao documento de arrecadação na declaração de compensação. Segundo a interessada, ao invés de informar o valor do DARF, teria informado o valor do crédito que possuiria. Após, relata os valores que teriam sido apurados como tributo devido, pago e o saldo que pretende ter reconhecido como indébito. Ao fim, requer a homologação da compensação por força da existência do crédito reivindicado. Posteriormente, a interessada trouxe aos autos DCTF retificadora da apuração e na qual estaria evidenciado o crédito requerido. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas (SP), às fls. 32/36, julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2004 DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por insuficiência de direito creditório, tendo em vista a não localização do recolhimento alegado como origem do crédito. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Ausentes as provas ou faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de Fl. 78DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10882.902827/200891 Acórdão n.º 3801002.211 S3TE01 Fl. 79 3 pagamento indevido ou a maior, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 38 a 45, no qual, reproduz, na essência, as razões apresentadas por ocasião da manifestação de inconformidade, tecendo ainda considerações sobre o princípio da verdade material e colacionando precedentes. É o Relatório. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10882.902827/200891 Acórdão n.º 3801002.211 S3TE01 Fl. 80 4 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente alega que ao preencher o PERDCOMP cometeu erros no preenchimento do campo relativo aos DARF's que dão origem ao crédito tributário, pois informou como origem de crédito valores que não retratam a realidade, mais precisamente informou como origem de crédito o valor a ser compensado e não o que efetivamente recolheu a maior. Compulsando os autos, verificamos que a recorrente anexou cópia do comprovante de arrecadação que teria embasado o crédito pleiteado referente ao recolhimento de PIS, código de receita 8109 período de apuração janeiro/2000, recolhido em 15/02/2000, no montante de R$ 7.552,34, conforme comprovante à fl. 08. Todavia, nas PER/DCOMPs que teriam utilizado este crédito consta como valor do DARF o montante de R$ 4.269,21. Diante disso, o pagamento não foi localizado, sendo exarado o Despacho Decisório de fls. 03, com ciência em 22/08/2008, não homologando a compensação pleiteada. Posteriormente, em 25/02/2009, apresentou DCTF retificadora na qual estaria o valor apurado da contribuição e que embasaria o seu crédito. Por certo, na sistemática da análise dos PERDCOMPs de pagamento indevido ou a maior, na qual é feito um batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não, caso o contribuinte não informe corretamente os dados do pagamento ele efetivamente não será localizado, o que de fato ocorreu conforme consta no Despacho Decisório. Nesse procedimento não se está adentrando efetivamente no mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal No entanto, o Recorrente não trouxe aos autos elementos suficientes para comprovar a origem do seu crédito. Não apresentou nenhuma prova do seu direito creditório. Se limitou, tãosomente, a argumentar que houve um erro de fato no preenchimento do PERDCOMP e que, por isso, faz jus ao reconhecimento do crédito. Para que se possa superar a questão de eventual erro de fato e analisar efetivamente o mérito da questão, deveriam estar presentes nos autos os elementos comprobatórios que pudéssemos considerar no mínimo como indícios de prova dos créditos alegados, o que não se verifica no caso em tela. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10882.902827/200891 Acórdão n.º 3801002.211 S3TE01 Fl. 81 5 No mais, considerandose que as informações prestadas no PERDCOMP situamse na esfera de responsabilidade do próprio contribuinte, cabe a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I. Esclarece ainda a autoridade julgadora de 1ª Instância que a recorrente foi intimada, ainda antes da emissão do despacho decisório, a retificar as informações sobre o documento de arrecadação, conforme documentação anexada aos autos, mas não tomou providências nesse sentido. Assim, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, falta ao crédito indicado pelo contribuinte certeza e liquidez, que são indispensáveis para a compensação pleiteada. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, para NÃO HOMOLOGAR as compensações. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 81DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
score : 1.0
Numero do processo: 11065.723615/2012-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2009 a 31/08/2009
RECURSO INTEMPESTIVO
Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2302-002.791
Decisão: Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, pela intempestividade, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luís Mársico Lombardi , Leonardo Henrique Pires Lopes, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro.
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2009 a 31/08/2009 RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2009 a 31/08/2009 RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n°8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, pela intempestividade, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luís Mársico Lombardi , Leonardo Henrique Pires Lopes, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 72 36 15 /2 01 2- 11 Fl. 1189DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório O presente Processo Administrativo Fiscal – PAF referese aos Autos de Infração de Obrigação Principal DEBCAD 51.017.2997, relativo às contribuições patronais e para o SAT/RAT incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais; DEBCAD 51.017.3004, relativo às contribuições arrecadadas para as terceiras entidades e DEBCAD 51.017.3012, relativo às contribuições descontadas dos segurados empregados e contribuintes individuais. Serviram de base para o levantamento os valores constantes das folhas de pagamento e registros contábeis da autuada. Também compõem o PAF os demais DEBCAD’s: 51.017.3020, relativo às contribuições patronais e para o SAT/RAT incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, frente à desconsideração da prestação de serviço pela interposta pessoa jurídica, no período 01/2010 a 12/2011; 51.017.3039, relativo às contribuições arrecadadas para as terceiras entidades, sobre a mesma base acima referida; 51.017.3047, relativo à glosa de compensação indevida informada em GFIP, mas não comprovada a origem dos créditos utilizados para a compensação, no período de 09/2009 a 07/2011; 51.017.3055, relativo à multa isolada de 150%, incidente sobre os créditos indevidamente compensados, nas competências de 04/2011 a 10/2011; e 51.017.3063, relativo ao Auto de Infração de Obrigação Acessória, Código de Fundamento Legal 78, lavrado em virtude do descumprimento do artigo 32, inciso IV, §5º, da Lei n.º 8.212/91 e artigo 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, com multa punitiva aplicada conforme dispõe o artigo 32 A, caput, inciso I, §§2º e 3º, da Lei n.º 8.212/91, por não ter o contribuinte informado nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP’s, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, na competência de 11/2008. Os Autos de Infração foram lavrados e cientificados ao sujeito passivo em 30/08/2012. Após a impugnação, Acórdão de fls. 1052/1074, pugnou pela procedência parcial do lançamento, para excluir o valor de R$ 13.955,66, do lançamento consubstanciado no AIOP DEBCAD 51.017.3012. A ciência do Acórdão se deu através de email endereçado ao contribuinte que optou pelo Domicílio Tributário Eletrônico (DTE). A adesão ao DTE permite que sua Caixa Postal no eCAC também seja considerada seu Domicílio Tributário perante a Administração Tributária Federal. É considerado domicilio tributário do sujeito passivo o endereço postal do seu cadastro junto à administração tributária ou o endereço eletrônico a ele atribuído pela Fl. 1190DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 11065.723615/201211 Acórdão n.º 2302002.791 S2C3T2 Fl. 1.190 3 administração tributária, autorizado pelo sujeito passivo, na forma do artigo 23, §4º, do Decreto 70.235/72: § 4o Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) II o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) Assim, conforme consta dos autos, fls. 1076, o Acórdão foi disponibilizado na Caixa Postal em 14/01/2013. Como o contribuinte não procedeu a abertura dos documentos, conforme as regras estabelecidas quando da opção pelo DTE, temse que a ciência lhe foi dada por decurso de prazo de 15 dias a contar da disponibilização, ou seja, em 29/01/2013. Inconformado com a decisão exarada, foi interposto recurso voluntário, nos seguintes termos: a) não estão presentes os requisitos necessários para a aplicação da aferição indireta, no que diz respeito a desconsideração da terceirização; a) que houve a indevida inclusão de parcelas indenizatória na base de cálculo das contribuições previdenciárias; b) que as verbas a título de aviso prévio indenizado e o correspondente 13º salário, não integram o salário de contribuição, assim como o auxílio doença e acidentário pelo afastamento do empregado nos primeiros quinze dias; c) que a natureza jurídica das verbas pagas a título de 1/3 constitucional de férias, também não integra o salário de contribuição, assim como da saláriomaternidade; d) que a contribuição do SAT não poderia ter sido fixada em 2%; que foi violado o princípio da legalidade na fixação das alíquotas do SAT/RAT e) argúi ofensa aos princípios do Contraditório e Ampla Defesa, da Publicidade do Ato Administrativo, da Segurança Jurídica, da Pessoalidade, da Razoabilidade; f) que é indevida a cobrança para o INCRA; g) que não foram considerados valores confessados em GFIP, nas competências 01, 07 e 08/2009 ; Fl. 1191DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 h) que não foram excluídos os valores recolhidos pela empresa Calçados Glauben Ltda. optante do SIMPLES NACIONAL, caracterizando bis in idem; i) que é inaplicável a multa de 150%, como lançada. j) que a multa deve ser reduzida. Requer a insubsistência dos Autos de Infração e a insubsistência dos débitos confessados em GFIP, alternativamente que seja reconhecida a insubsistência e improcedência das multas de 75% e 150%. É o relatório. Fl. 1192DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 11065.723615/201211 Acórdão n.º 2302002.791 S2C3T2 Fl. 1.191 5 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora O recurso é INTEMPESTIVO, razão pela qual dele não se deve tomar conhecimento. Cientificado o sujeito passivo do Acórdão de fls. 1052/1074, em 29/01/2013, fls.1076, o prazo para interposição de recurso, que é de 30 (trinta) dias, conforme o art. 126, caput, da Lei n.º 8.213/91, combinado com o art. 305, § 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, iniciou em 30/01/2013, fruindo até 28/02/2013. Entretanto, o recurso foi interposto apenas em 25/04/2013, conforme protocolo de fls.1097, configurandose, portanto, sua intempestividade. Lei n° 8213/91 Art. 126. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da Seguridade Social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme dispuser o Regulamento. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) Regulamento da Previdência Social/ Decreto n° 3.048/99 Art.305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social e da Secretaria da Receita Previdenciária nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social, respectivamente, caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento do CRPS. (Alterado pelo Decreto nº 6.032 de 1º/2/2007 DOU DE 2/2/2007) § 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) Pelo exposto, considerando que a recorrente não argúi a tempestividade, na peça recursal e considerando o artigo 35, do Decreto n°70.235/72, que dispõe: “Art. 35. O recurso , mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção.” Voto por não conhecer o recurso, por falta de requisito para sua admissibilidade, mantendo a decisão de primeira instância proferida. Fl. 1193DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 1194DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 10882.902856/2008-52
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2004
COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE PROVA.
É ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado.
Numero da decisão: 3802-001.779
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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DCTF RETIFICADORA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE PROVA. É ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 28 56 /2 00 8- 52 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 22/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório A contribuinte SPS SUPRIMENTOS PARA INDUSTRIA LTDA. se insurge no presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 0532.845, proferido em primeira instância pela 3ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM CAMPINAS – DRJ/CPS, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, negando o direito creditório pleiteado e indeferindo a compensação efetuada, conforme consignado na ementa abaixo: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Anocalendário 2004 DIREITO CREDITÓRIO. PROVAS. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por insuficiência de direito creditório, tendo em vista a não localização do recolhimento alegado como origem do credito. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Ausentes as provas ou faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Por bem explicitar os atos e fases processuais ultrapassados até o momento da análise da Manifestação de Inconformidade pela 3ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM CAMPINAS – DRJ/CPS, toma se de empréstimo o relatório proferido pela D. Autoridade julgadora de primeira instância: “Tratase de Despacho Decisório que não homologou Declaração de Compensação eletrônica. Na fundamentação do ato, consta: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, não foi confirmada a existência do credito informado, pois o DARF (...) discriminado no PER/DCOMP , não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. (...) Diante da existência do credito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada.” Cientificada, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando, em síntese, que houve equivoco no preenchimento do campo relativo ao documento Fl. 69DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 22/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10882.902856/200852 Acórdão n.º 3802001.779 S3TE02 Fl. 112 3 de arrecadação na declaração de compensação. Segundo a interessada, ao invés de informar o valor do DARF, teria informado o valor do credito que possuiria. Após, relata os valores que teriam sido apurados como tributo devido, pago e o saldo que pretende ter reconhecido como indébito. Ao fim requer a homologação da compensação por força da existência do credito reivindicado. Posteriormente, a interessada trouxe aos autos DCTF retificadora da apuração e na qual estaria evidenciado o credito requerido.” Cientificada da decisão de primeira instância, o sujeito passivo interpôs o Recurso Voluntário alegando como razões para homologação do pedido de compensação objeto do presente processo o cumprimento de todas as obrigações, quais sejam, a principal de pagar o tributo e a acessória de informar, e a comprovação cabal de ter recolhido a maior o valor do tributo compensado. É o relatório. Voto Tempestivamente interposto e atendidos os requisitos de admissibilidade do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. Compulsando os autos, constatase que a Recorrente busca reformar a decisão de 1ª instância com base em precária e insubsistente argumentação, bem como através da juntada intempestiva de pretensos documentos comprobatórios, motivos pelos quais, como se demonstrará, não merece provimento o presente Recurso Voluntário. Consoante defendido pela interessada, a transmissão de DCTF retificadora para correção do montante devido a título de COFINS em função da equivocada inclusão na apuração do tributo de peças tributadas pela contribuição à alíquota zero, seria conduta suficiente para demonstrar a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Ocorre que, como já assentado pela autoridade julgadora a quo, a simples transmissão de declaração retificadora com redução do valor do débito anteriormente confessado, não é documentação hábil para legitimar a compensação efetuada, sendo necessária a juntada de prova inquestionável de que houve erro no preenchimento da DCTF e de que o valor de COFINS efetivamente devido é aquele consignado na retificadora. De acordo com o sujeito passivo, o montante realmente devido a título de Cofins foi consignado na DCTF retificadora. De fato, detectado qualquer erro no preenchimento da referida declaração, o sujeito passivo tem a possibilidade de retificar sua DCTF antes que seja iniciado qualquer procedimento de fiscalização ou que decorra o prazo para a homologação do “lançamento” por ela praticado. Sendo a correção destinada a reduzir ou excluir tributo, a retificação somente será admitida se houver comprovação do erro e realizada antes da notificação do lançamento, conforme preceituado no art. 147, §1º, do Código Tributário Nacional – CTN: Fl. 70DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 22/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 Art. 147 O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. §1º A retificação da declaração por iniciativa da própria declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Em que pese a referência do dispositivo legal citado à declaração de prestação de informações indispensáveis ao lançamento, admitese, por analogia, sua aplicação quanto à retificação de débitos apurados pelo sujeito passivo e confessados em DCTF, como assevera LEANDRO PAULSEN, que assim leciona: “Aplicação por analogia aos tributos sujeitos a lançamento por homologação. Tendose em conta que a quase totalidade dos tributos, atualmente, sujeitamse a lançamento por homologação vinculados a obrigações acessórias de prestar declarações ao Fisco e que não há dispositivo no CTN cuidando especificamente da retificação de tais declarações, o §1º do art. 147, tem sido bastante invocado e aplicado para definir o marco até quando pode o contribuinte retificar suas declarações livremente, com eficácia imediata e. a contratrio sensu, a partir de quando o contribuinte não pode exigir do Fisco que, independentemente de apreciação dos erros e equívocos da declaração originariamente prestada, considere as retificações” (...) (PAULSEN, Leandro, Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência, 12ª edição, Livraria do Advogado, ESMARFE, Porto Alegre, 2010, p. 1026) Resta claro, portanto, que acarretando a redução de tributo, a admissão da retificação é condicionada à comprovação do erro cometido, cujo ônus incumbe ao interessado na aludida redução (o contribuinte que promove a retificação), sendo, no entanto, excepcionalmente admitida sua retificação após o início do procedimento revisional em privilégio ao princípio da verdade material, conforme decidido já iteradamente por esta Eg. Turma Especial, em consonância com todo o CARF. Nesse sentido, imprescindível analisar se o contribuinte recompôs nos autos o crédito alegado, a fim de se confirmar a materialidade do crédito que ele alega ser habilitado para compensação. Todavia, ao apreciar o material probante juntado pelo sujeito passivo, notase que o Recorrente juntou aos autos apenas, à época de sua manifestação de inconformidade, a DCTF retificadora e o DARF quitando o valor originalmente indicado na DCTF retificada. No entanto, carece de demonstração efetiva da materialidade do crédito. Insta salientar que a simples transmissão de declaração retificadora com redução do valor do débito anteriormente confessado, não é documentação hábil a legitimar a compensação efetuada, sendo necessária a juntada de prova inquestionável de que houve erro no preenchimento da DCTF e de que o valor da Cofins era efetivamente devido. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 22/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10882.902856/200852 Acórdão n.º 3802001.779 S3TE02 Fl. 113 5 Tal se dá pelo simples fato de que o processo administrativo de revisão da compensação não faz – como não o poderia – as vezes de mero retificador de DCTF após o prazo ordinário. A retificação da DCTF pode até ser acatada pelo revisor; todavia, para que tal aconteça, é cabal que o contribuinte demonstre que faz jus a essa excepcionalidade. Vale frisar, sem embargo, que no que tange ao instituto da compensação é ônus do sujeito passivo demonstrar, mediante a apresentação de provas hábeis e idôneas, a composição e a existência do crédito pleiteado junto à Fazenda Nacional, para que sejam aferidas sua liquidez e certeza, na forma do art. 170 do CTN. Neste espeque, repisese que a Recorrente não acostou aos autos documentação suficiente para comprovação de que houve erro na composição da base de cálculo da Cofins declarada na DCTF originária. Por consequência, tampouco restou comprovado o direito creditório pleiteado, posto que supostamente decorrente do engano cometido na apuração do tributo, que reduziu sua base de cálculo, nos termos da DCTF retificadora. Assim sendo, não há fundamentos para que se aceite agora a retificação extemporânea da DCTF e a homologação da compensação promovida pela Recorrente. Logo, tendo disposto de todas as oportunidades para comprovar seu direito creditório, e não o fazendo no momento devido, limitandose a Recorrente em trazer arguições perfunctórias e destituídas de validade jurídica para fins de apuração da liquidez e certeza do direito creditório pleiteado, e, por conseguinte, da compensação declarada, deve ser negado provimento ao Recurso Voluntário ora analisado. Conclusão Pelo exposto, conheço do Recurso Voluntário para NEGARLHE provimento. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 72DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 22/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
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Numero do processo: 10283.720768/2010-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2006
INTIMAÇÃO POR EDITAL. MARCO INICIAL DA CONTAGEM DO PRAZO RECURSAL. RECURSO INTEMPESTIVO. O edital de intimação considera-se publicado na data de sua afixação, com lapso temporal de quinze dias para inicio da contagem do prazo recursal. Assim, o prazo recursal tem como marco inicial o décimo sexto dia após a afixação do edital. Não encontra amparo legal a tese que sustenta que o inicio do prazo recursal se dá no quadragésimo quinto dia após a publicação do edital ou em data diferente daquela prevista no artigo 23, § 2º, V, do Decreto nº 70.235, de 1972,
No caso dos autos, o edital foi afixado em 30/8/2011 e a parte interessada protocolizou o recurso em 4/11/2011, quando já decorridos mais de 45 dias da afixação do edital.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 1402-001.426
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por intempestivo.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(assinado digitalmente)
Moisés Giacomelli Nunes da Silva - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Carlos Pelá, Carlos Mozart Barreto Vianna, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2006 INTIMAÇÃO POR EDITAL. MARCO INICIAL DA CONTAGEM DO PRAZO RECURSAL. RECURSO INTEMPESTIVO. O edital de intimação considera-se publicado na data de sua afixação, com lapso temporal de quinze dias para inicio da contagem do prazo recursal. Assim, o prazo recursal tem como marco inicial o décimo sexto dia após a afixação do edital. Não encontra amparo legal a tese que sustenta que o inicio do prazo recursal se dá no quadragésimo quinto dia após a publicação do edital ou em data diferente daquela prevista no artigo 23, § 2º, V, do Decreto nº 70.235, de 1972, No caso dos autos, o edital foi afixado em 30/8/2011 e a parte interessada protocolizou o recurso em 4/11/2011, quando já decorridos mais de 45 dias da afixação do edital. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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MARCO INICIAL DA CONTAGEM DO PRAZO RECURSAL. RECURSO INTEMPESTIVO. O edital de intimação considerase publicado na data de sua afixação, com lapso temporal de quinze dias para inicio da contagem do prazo recursal. Assim, o prazo recursal tem como marco inicial o décimo sexto dia após a afixação do edital. Não encontra amparo legal a tese que sustenta que o inicio do prazo recursal se dá no quadragésimo quinto dia após a publicação do edital ou em data diferente daquela prevista no artigo 23, § 2º, V, do Decreto nº 70.235, de 1972, No caso dos autos, o edital foi afixado em 30/8/2011 e a parte interessada protocolizou o recurso em 4/11/2011, quando já decorridos mais de 45 dias da afixação do edital. Recurso Voluntário Não Conhecido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por intempestivo. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Carlos Pelá, Carlos Mozart Barreto Vianna, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 72 07 68 /2 01 0- 16 Fl. 198DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10283.720768/201016 Acórdão n.º 1402001.426 S1‐C4T2 Fl. 3 2 Relatório Adoto o relatório do acórdão recorrido. Trata o processo de lançamentos (fls. 32/111), ciência em 29/10/2010 (fl. 98), decorrentes do SIMPLES (AC 2006) de Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ, PIS, CSLL, Cofins e Contribuição para a Seguridade Social, no montante de R$ 528.329,57, já acrescidos de multa de ofício e juros de mora calculados até 30/09/2009. 2. Segundo Descrição dos Fatos (fls. 52/53) a imputação fundamentouse em: a) RECEITAS NÃO ESCRITURADAS E NÃO OFERECIDAS À TRIBUTAÇÃO. “1 Em cumprimento ao Mandado de Procedimento Fiscal MPF n° 0220100.2010.001368, de 16/03/2010, com prorrogação prevista para 11/11/2010, que determina o cruzamento de informações com outros fiscos e órgãos congêneres, a fim de se verificar se houve omissão de receitas, foi emitido no dia 03/05/2010 o TERMO DE INÍCIO DE PROCEDIMENTO FISCALTIPF. 1.1 Não tendo sido possível intimar, pessoalmente, o contribuinte, foram ele, via postal, mediante aviso de recebimento, por duas vezes consecutivas, os TERMO DE INÍCIO DE PROCEDIMENTO FISCALTIPF, os quais foram devolvidos pelas Agências dos Correios com a indicação de "MUDOUSE". 1.2 Desse modo, por não ter sido localizado este contribuinte no endereço cadastrado CNPJ, no dia 10/06/2010 foi solicitado ao Delegado da Receita Federal do Brasil, nos termos do art. 39, II, combinado com art. 41, I, da IN RFB n° 1005, de 08 de fevereiro de 2010, a representação fiscal para fins de inaptidão da inscrição da pessoa jurídica no CNPJ. Esta foi declarada inapta no dia 30/06/2010, conforme Ato Declaratório n° 105,publicado na Seção I do Diário Oficial da União n.° 128, de 07/07/2010. 1.3 No dia 09/06/2010 o contribuinte foi intimado pelo EDITAL SEFIS/DRF/MNS N° 062/2010, cuja publicação ficou afixada nos murais da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por 15 (quinze) dias, entretanto a este não se manifestou dentro do prazo estabelecido. 1.4 No dia 14/07/2010, compareceu a repartição da Secretaria da Receita Federal do Brasil o Sr. SÉLIO JOSÉ MIGLIORANZA, sócio administrador, representante da pessoa jurídica, onde foi intimado a apresentar, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, os documentos solicitados no TERMO DE INÍCIO DE PROCEDIMENTO FISCALTIPF. Houve apresentação apenas da cópia do contrato social. II ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES OBTIDAS 1 Assim, o resultado desta ação fiscal restringiuse às informações disponíveis nos arquivos da Secretaria da Receita Federal do Brasil, onde consta que o Fl. 199DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10283.720768/201016 Acórdão n.º 1402001.426 S1‐C4T2 Fl. 4 3 contribuinte era optante do SIMPLES FEDERAL, bem como à sua DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA DA PESSOA JURÍDICA SIMPLES ano calendário 2006; aos arquivos da Secretaria da Fazenda do Estado do Amazonas SEFAZ obtidas no SINTEGRA por meio do Convênio n° 22/2004, celebrado entre a União, representada pela SRF e o Estado do Amazonas, representado pela SEFAZ/AM. 1.1 Cotejando essas informações, constatouse que a receita declarada à Secretaria da Fazenda Estado do Amazonas SEFAZ, é superior àquela informada à Secretaria da Receita Federal do Brasil. 1.2 No dia 02/09/2010, o contribuinte foi intimado a prestar esclarecimentos a dessas divergências. Não houve atendimento a essa intimação. 1.3 Posteriormente, as informações da Secretaria da Fazenda do Estado do Amazonas SEFAZ, obtidas no SINTEGRA, foram confirmadas por meio do Ofício n° 127/2010/GSER/SEAZ, de 13/09/2010, enviado a esta repartição, em atendimento ao Ofício 490/2010SEFIS/ DRF/MNS, de 09/08/2010. III DOS DOCUMENTOS UTILIZADOS PARA APURAÇÃO DESTE CRÉDITO 1 Os documentos que serviram de base para apuração deste crédito fiscal foram os seguintes: resumos das D.A..M, mês a mês, referente ao ano calendário 2006, enviadas a esta Repartição mediante Ofício n° 127/2010/GSER/SEFAZ, de 13 de setembro de 2010, onde consta valor total das saídas e as informações prestadas na DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA DA PESSOA JURÍDICA SIMPLES, ano base 2006, que constam do cadastro da Receita Federal do Brasil. IV DA INFRAÇÃO APURADA 1 As divergências apuradas demonstradas na planilha, anexa (Demonstrativo das Receitas Apuradas), além de não terem sido oferecidas à tributação, tratamse de receitas não escrituradas nos livros fiscais, tendo em vista que os referidos livros não foram apresentados à fiscalização. 1.1 Por conseguinte, com base nessas divergências, cujos valores estão demonstrados citada planilha, constituíse o presente crédito tributário. A multa foi agravada em 50%, de acordo com o art. 44, § 2°, inciso I da Lei 9.430/96 c/c art. 19 da Lei 9.317/96, pelo não atendimento à intimação acima citada. (...) b) Insuficiência de Recolhimentos. 3. A interessada apresentou impugnação (fls. 116/129), de 29/11/2010, em que alega, em resumo: a) Ao ser intimado a prestar a declaração, pode o contribuinte, manifestando sua vontade de optar, oferecer à tributação o lucro real ou presumido..."; b) A escrituração fiscal estadual não constitui elemento suficiente para arrimar o arbitramento do lucro. Este fato, por si só, invalida o arbitramento Fl. 200DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10283.720768/201016 Acórdão n.º 1402001.426 S1‐C4T2 Fl. 5 4 do lucro, que constitui medida extrema, necessitando de aprofundamento da ação fiscal; c) A empresa impugnante é optante do regime Simples, contudo o Fiscal Autuante solicitou a apresentação dos seguintes documentos: "Livro de Registro de Inventário autenticado; 2. Livro Diário autenticado, com lançamentos individualizados, em ordem cronológica, contendo inclusive a movimentação bancária; 3. Livro Razão; 4. Livro de Apuração do Lucro Real LALUR" ; d) In casu, o Contribuinte, leigo na especialidade Direito Tributário, cipoal de filigranas jurídicas no âmbito do ordenamento pátrio, desconhecendo poder optar por tributação mais benigna lucro presumido, foi induzido à responder, literalmente àquela intimação. Quanto se lembrou de apresentar o livro Caixa, não solicitado na intimação, não teve recepção por parte da fiscalização, eis que o arbítrio do arbitramento já estava em andamento.; e) Em assim sendo, a fiscalização da Receita Federal não poderia proceder lançamento fiscal por controle remoto, ignorando os atos e termos processuais previstos na legislação processual que rege a espécie, e à qual está plenamente vinculada artigo 142, § único do CTN.; f) Nesse diapasão, se é exato que somente uma situação que reflita alguma capacidade contributiva pode ser objeto de tributação, não é menos correto que a pessoa que nela se encontre não pode, em razão disto, ser tributada num tal nível que a impeça de continuar a exercer atividade licita, ou que lhe retire o indispensável ou que reduza o padrão de contribuinte capacidade contributiva como limite de tributação.; g) A Taxa SELIC é calculada diariamente pelo Banco Central BACEN, a partir das negociações dos títulos públicos e das variações de seus valores de mercado, se revestindo da característica de juro remuneratório e não moratório, e, como tal, sua aplicação como encargo tributário da União, malfere o disposto no parágrafo 12, do artigo 161, do Código Tributário Nacional e o § 3 9 , do artigo 192, da Constituição da República A DRJ, por meio do acórdão de fls. 159/165, julgou improcedente, sendo que desta decisão o sujeito passivo foi intimado por edital fixado em 30/8/2011 e desafixado em 7/11/2011 (fl. 171) e em 4/11/2011 ingressou com o recurso de fls. 172 e seguintes, em que, além da tempestividade, repisa os argumentos articulados quando da impugnação. É o relatório. Fl. 201DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10283.720768/201016 Acórdão n.º 1402001.426 S1‐C4T2 Fl. 6 5 Voto Conselheiro MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA O recurso foi interposto por parte legítima que pretende ver a decisão modificada e está devidamente fundamentado. Desta forma, analiso a questão relacionada à tempestividade. Sustenta a recorrente que "o prazo determinado pelo edital é de 30 dias, a partir do 16º dia da afixação. Portanto, o prazo de 45 dias contados de 30/8/2011 (14/10/2011) que seria o marco inicial do prazo recursal caiu numa sextafeira, assim referido prazo teve início em 17/10/2011 e findou em 17/11/2011, sendo portanto tempestivo o recurso protocolizado em 4/11/2011." O edital foi fixado em 30/8/2013, para que o recorrente apresentasse recurso no prazo de 30 (trinta dias), contados do 16º (décimo sexto) dia da afixação do edital. Assim, fixado o edital em 30/8/2011 (terçafeira), abrese o lapso temporal de 16 dias para início do prazo, data esta que se efetivou em 15/9/2011 (quintafeira). A partir desta data o contribuinte tem prazo de 30 (trinta dias) para protocolizar o recurso. Em assim sendo, está equivocada a tese do recorrente de que o marco inicial do prazo recursal se dá a partir do quadragésimo quinto dia após a publicação do edital. A propósito, o artigo 23, III, do Decreto nº 70.235, de 1972, citado no edital, que dispõe sobre o prazo recursal possui a seguinte redação: Art. 23. Farseá a intimação: ..... § 1º Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (NR) (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 27.05.2009, DOU 28.05.2009, conversão da Medida Provisória nº 449, de 03.12.2008, DOU 04.12.2008) I no endereço da administração tributária na internet; II em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou III uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. (Redação dada ao parágrafo pela Lei nº 11.196, de 21.11.2005, DOU 22.11.2005). § 2º. Considerase feita a intimação: .... IV 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. (Inciso acrescentado pela Lei nº 11.196, de 21.11.2005, DOU 22.11.2005). Fl. 202DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10283.720768/201016 Acórdão n.º 1402001.426 S1‐C4T2 Fl. 7 6 O edital de intimação considerase publicado na data de sua afixação, com lapso temporal de quinze dias para inicio da contagem do prazo recursal. Assim, o prazo recursal tem como marco inicial o décimo sexto dia após a afixação do edital. Não encontra amparo legal a tese que sustenta que o inicio do prazo recursal se dá no quadragésimo quinto dia após a publicação do edital ou em data diferente daquela prevista no artigo 23, § 2º, V, do Decreto nº 70.235, de 1972, No caso dos autos, o edital foi afixado em 30/8/2011 e a parte interessada protocolizou o recurso em 4/11/2011, quando já decorridos mais de 45 dias da afixação do edital. ISSO POSTO, não conheço do recurso por intempestivo. assinado digitalmente MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA Fl. 203DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 05/09/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 13851.001075/2005-51
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003
NULIDADES.
É nulo o acórdão proferido pelo CARF após o comunicado de desistência do recurso voluntário por parte do contribuinte.
Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 3403-002.565
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para anular o Acórdão 3403-002.055 por vício de ilegalidade.
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 10380.722649/2009-58
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2005
Nulidade. Lançamento Tributário.
Não é passível de nulidade o lançamento tributário realizado em conformidade com as exigências legais impostas pelo art. 10 do Decreto nº 70.235/72 (PAF), quanto ao aspecto formal, e em observância aos ditames do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), quanto ao aspecto material.
Decadência. Termo de Início.´Termo Final.
O direito da Administração Tributária em constituir o crédito tributário, nos casos de tributos da modalidade de lançamento por homologação, rege-se pelo artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/66), e tem seu termo inicial na data da ocorrência do fato gerador e termo final na data de ciência do lançamento tributário.
Inconstitucionalidade De Normas. Multa De Ofício. Natureza Confiscatória.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.(Súmula nº 2/Carf:)
Juros. Taxa Selic.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Súmula nº 4/Carf)
Tributação Reflexa.
O decidido em relação à tributação do IRPJ deve acompanhar as autuações reflexas de PIS, COFINS e CSLL.
Numero da decisão: 1801-001.737
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2005 Nulidade. Lançamento Tributário. Não é passível de nulidade o lançamento tributário realizado em conformidade com as exigências legais impostas pelo art. 10 do Decreto nº 70.235/72 (PAF), quanto ao aspecto formal, e em observância aos ditames do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), quanto ao aspecto material. Decadência. Termo de Início.´Termo Final. O direito da Administração Tributária em constituir o crédito tributário, nos casos de tributos da modalidade de lançamento por homologação, rege-se pelo artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/66), e tem seu termo inicial na data da ocorrência do fato gerador e termo final na data de ciência do lançamento tributário. Inconstitucionalidade De Normas. Multa De Ofício. Natureza Confiscatória. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.(Súmula nº 2/Carf:) Juros. Taxa Selic. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Súmula nº 4/Carf) Tributação Reflexa. O decidido em relação à tributação do IRPJ deve acompanhar as autuações reflexas de PIS, COFINS e CSLL.
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COEFICIENTE. REVENDEDORA DE VEÍCULOS. Na revenda de veículos automotores usados, de que trata o art. 5o da Lei no 9.716, de 26 de novembro de 1998, aplicase o coeficiente de determinação do lucro presumido de 32% (trinta e dois por cento) sobre a receita bruta, correspondente à diferença entre o valor de aquisição e o de revenda desses veículos (Súmula CARF nº 85). LUCRO PRESUMIDO. RECEITA BRUTA. REVENDEDORA DE VEÍCULOS. A receita bruta consiste no valor total das receitas auferidas e as deduções permitidas são somente aquelas preceituadas na norma tributária, não sendo passível de dedução o valor do custo do veículo. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 NULIDADE. PROCESSO. CERCEAMENTO DE DEFESA. Não resta caracterizado o cerceamento de defesa, causa de nulidade processual, quando constatase que o contribuinte defendeuse amplamente dos fatos e infrações contra si impostas, não sofrendo prejuízo ou restrição ao exercício do contraditório e da ampla defesa. CIÊNCIA DO CONTRIBUINTE. FORMA PESSOAL. Considerase pessoalmente cientificado o sujeito passivo dos lançamentos tributários na data acompanhada da assinatura do seu representante legal, mandatário ou preposto, nos termos do art. 23, inciso I, § 2º, inciso I do Decreto nº 70.235/72 (PAF). SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 26 49 /2 00 9- 58 Fl. 562DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Anexo II do Ricarf). ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 NULIDADE. LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. Não é passível de nulidade o lançamento tributário realizado em conformidade com as exigências legais impostas pelo art. 10 do Decreto nº 70.235/72 (PAF), quanto ao aspecto formal, e em observância aos ditames do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), quanto ao aspecto material. DECADÊNCIA. TERMO DE INÍCIO.´TERMO FINAL. O direito da Administração Tributária em constituir o crédito tributário, nos casos de tributos da modalidade de lançamento por homologação, regese pelo artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/66), e tem seu termo inicial na data da ocorrência do fato gerador e termo final na data de ciência do lançamento tributário. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS. MULTA DE OFÍCIO. NATUREZA CONFISCATÓRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.(Súmula nº 2/Carf:) JUROS. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula nº 4/Carf) TRIBUTAÇÃO REFLEXA. O decidido em relação à tributação do IRPJ deve acompanhar as autuações reflexas de PIS, COFINS e CSLL. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Fl. 563DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10380.722649/200958 Acórdão n.º 1801001.737 S1TE01 Fl. 3 3 Relatório A empresa em epígrafe foi fiscalizada e sofreu autuação para as exigências de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, relativas ao anocalendário de 2005, no valor total de R$ 129.430,55, conforme Autos de Infração juntados às fls. 02 a 33. As infrações apuradas decorreram de : I) OMISSÃO DE RECEITAS REVENDA DE VEÍCULOS USADOS “Omissão de receita decorrente da atividade de compra e venda de veículos usados, cujos valores não foram escriturados nem declarados pela fiscalizada, conforme consta no quadro "DEMONSTRATIVO DE RECEITA NÃO ESCRITURADA DE REVENDA DE VEÍCULOS USADOS – 2005”, na coluna (lucro), entregue pelo contribuinte, anexa e integrante do presente Auto de Infração. Ressaltese que os valores de vendas contidos neste quadro acima foram comprovada por documentos apresentados pela empresa, porém não foram escriturados e nem declarados.” II) FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE IMPOSTO Valor referente ao adicional do IRPJ do 4° Trimestre/2005, apurado pela empresa na ficha 14A da DIPJ, porém não registrado na correspondente DCTF, conforme declarações anexas. III) APLICAÇÃO INDEVIDA DE COEFICIENTE DE DETERMINAÇÃO DO LUCRO “Aplicação incorreta do coeficiente de determinação do lucro presumido sobre a receita da atividade de revenda de veículos usados, conforme declarado em DIPJ pelo contribuinte, que aplicou o coeficiente de 8% sobre uma parte e 16% sobre a parte restante do total de sua receitas. Assim, considerando que a legislação determina que sobre a receita da revenda de veículos usados seja aplicado o coeficiente de 32% para a correta determinação do lucro presumido na referida atividade, justificase o presente lançamento.” Apresentada a impugnação ao feito fiscal, a Quarta Turma de Julgamento da DRJ em Fortaleza exarou o Acórdão nº 0825.469/13, efls. 512 a 527, mantendo as exigências fiscais. A empresa interpôs tempestivamente1 o Recurso de efls. 540 a 558, reiterando os termos da defesa exordial e acrescendo contestações à decisão prolatada, em síntese: a) a decisão de primeira instância “...não apresenta conteúdo compatível com a verdade estampada nos autos (nem com a verdade material), nem com o direito aplicável à espécie, merecendo assim reforma.”; b) nulidade dos lançamentos tributários – apreensão da documentação da empresa pela Polícia Federal; e, falta de vista para o advogado, do inteiro teor do processo administrativo; 1 AR – 25/06/13, efls. 538; Recurso – 25/07/13, efls. 540 Fl. 564DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 b.1) a ciência dos lançamentos tributários ocorreu em 16/10/09 de forma viciada, sem atender os requisitos da lei; a falta de vista do processo é causa de nulidade processual, nos termos dos artigos 59 e 60 do Decreto nº 70.235/72 (PAF) e não pode ser saneada após o prazo decadencial; por esta razão a autuação foi fulminada pela decadência; b.2) a apreensão de documentos pela Polícia Federal prejudicou seriamente a apresentação da defesa, pois sem parte da documentação, livros fiscais, blocos de notas fiscais etc a empresa não pode refutar as acusações tributárias; requereu em juízo a restituição de seus documentos, mas, apesar do juiz ordenar a devolução de documentos, com exceção aos computadores, a Polícia Federal não os entregou; assim, constatado o cerceamento de defesa, os Autos de Infração devem ser considerados nulos; na decisão guerreada foi enfatizado que apenas notas fiscais foram recolhidas pela Polícia Federal, mas que estes documentos não foram fundamentais para as autuações, o que não é verdade, pois através das referidas notas, a recorrente poderia se defender da autuação realizando o devido cotejamento com os depósitos bancários; c) decadência – a decadência operouse em relação a todos os fatos geradores apontados em fiscalização, em vista da nulidade da intimação dos Autos de Infração, consoante detalhado acima (item b.1); d) aplicação indevida de coeficiente de determinação do lucro – não merece prosperar a aplicação do percentual de 32% para a determinação do lucro presumido nas operações de revenda de automóveis; a empresa agiu corretamente ao aplicar o coeficiente de 8% para algumas operações e 16% para os casos de prestação de serviços, consoante artigos 518 e 519 do Regulamento do Imposto de Renda vigente (Decreto nº 3.000/99 – RIR/99); cita acórdão jurisprudencial; e) contesta as exações a título de PIS e Cofins, que foram devidamente recolhidos conforme faturamento da empresa, não podendo a base de cálculo usada para calcular o IRPJ ser utilizada duas vezes; cita acórdão jurisprudencial; da mesma forma, em relação à CSLL; f) multa de ofício e juros de mora – a aplicação destes acréscimos legais não merece prosperar por completa falta de fundamento legal; percentuais nestas proporções configuram efetivo confisco; a indexação para os créditos tributários deve ser realizada com base na variação das Ufir e não de TR, conforme declaração do Supremo Tribunal Federal, que cita. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. I) Das nulidades I.a) Nulidade do acórdão recorrido A recorrente suscita nulidade do acórdão de forma genérica. Todavia, a decisão guerreada encontrase em perfeita consonância com os fatos da questão em litígio, abordou os pontos contestados na impugnação e fundamentou as razões de decidir consoante a legislação vigente. No que respeita à sua convicção, esta é livre diante dos elementos analisados. Por esta razão, afasto a nulidade de decisão de primeiro grau. Fl. 565DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10380.722649/200958 Acórdão n.º 1801001.737 S1TE01 Fl. 4 5 I.b) Nulidade dos lançamentos tributários I.b.1) Das vistas do processo e da ciência da autuação A recorrente argumenta que, por não ter sido concedida a cópia integral do processo, a ciência dos Autos de Infração não foi realizada dentro do prazo decadencial. Preliminarmente, cumpre transcrever o artigo 23 do Decreto nº 70.235/72, que disciplina o processo administrativo fiscal (PAF), o qual regula a matéria da ciência dos contribuintes dos atos tributários: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) [...] § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; Constato dos autos que Roberto André de Albuquerque Lins, na qualidade de procurador da recorrente (e´fls. 62), assinou o recebimento dos Autos de Infração em 16/10/2009. Em aplicandose o preceito legal, considerase esta a data efetiva da ciência dada ao contribuinte das autuações sofridas. No que respeita à obtenção da cópia integral do processo verifico que não há prova de que tais cópias foram solicitadas e não foram entregues. Acrescento às razões de decidir esposadas no acórdão vergastado que a autuação foi realizada integralmente com base nos elementos entregues pela fiscalizada, no caso, planilhas preenchidas pela própria recorrente. Observo, ainda, que na data de ciência das autuações, o preposto da recorrente declarou estar recebendo as cópias dos Autos de Infração. Portanto, os documentos em que se fundamentaram as infrações tributárias, bem como os Autos de Infração, fundamentação legal, descrição dos fatos, eram todos de conhecimento e posse da recorrente, o que frustra a sua alegação de cerceamento de defesa por, supostamente, não ter recebido a cópia integral dos autos. No que concerne à alegação de que devido a documentos e computadores apreendidos pela Polícia Federal não pode se defender apropriadamente, visto que com tais elementos poderia se justificar da autuação decorrente de depósitos bancários não justificados, saliento que esta infração não consta dos presentes autos, sendo inócua a indignação da recorrente. Fl. 566DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 Apesar disto, a Turma Julgadora bem observou que, apesar da recorrente haver de fato ingressado com ação judicial para reaver o material apreendido, esta ação teve êxito e possíveis computadores não entregues pela Polícia Federal, segundo alega, a autoridade judicial consignou que inexistiam provas de propriedade dos equipamentos de informática. Cumpre esclarecer sobre o assunto ora versado que todo o procedimento fiscal está respaldado na legislação tributária. No Auto de Infração as infrações tributárias foram explicitadas, a fundamentação legal foi exposta, os valores das matérias levadas à tributação também estão expressos, os demonstrativos de cálculos, inclusive dos acréscimos moratórios, enfim, todos os elementos materiais e formais constam da autuação, consoante exige o artigo 142 do Código Tributário Nacional (CTN), quanto aos elementos materiais, e o artigo 10 do PAF, quanto aos elementos formais: Lançamento – art. 142, caput, CTN Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Decreto 70.235/72 – art. 10, PAF Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Em assim sendo, não se constata prejuízo efetivo à recorrente em se defender das autuações infringidas que possam caracterizar o alegado cerceamento de defesa e, por conseguinte, a nulidade dos lançamentos tributários. Afasto esta argumentação. II) Da decadência As ciências dos Autos de Infração ocorreram em 16 de outubro de 2009, consoante acima explicitado, sendo que os fatos geradores ocorreram em 31/03, 30/06, 30/09 e 31/12, trimestres do anocalendário de 2005. Por conseguinte, dentro do qüinqüídio legal. III) Da autuação por créditos bancários não justificados Esta matéria é estranha ao presente processo. Fl. 567DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10380.722649/200958 Acórdão n.º 1801001.737 S1TE01 Fl. 5 7 IV) Da atividade de revenda de veículos – coeficiente do Lucro Presumido A Lei nº 9.716/98, em seu art. 5º dispôs: Art. 5º As pessoas jurídicas que tenham como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra e venda de veículos automotores poderão equiparar, para efeitos tributários, como operação de consignação, as operações de venda de veículos usados, adquiridos para revenda, bem assim dos recebidos como parte do preço da venda de veículos novos ou usados. Parágrafo único. Os veículos usados, referidos neste artigo, serão objeto de Nota Fiscal de Entrada e, quando da venda, de Nota Fiscal de Saída, sujeitandose ao respectivo regime fiscal aplicável às operações de consignação. (grifos não pertencem ao original) O regime fiscal aplicável às operações de consignação, nos casos das pessoas jurídicas que optam pelo regime da presunção do lucro (Lucro Presumido), está prescrito no artigo 15, §1º, III, da Lei nº 9.249/95, por tratarse de prestação de serviços: Art. 15. A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observado o disposto nos arts. 30 a 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. § 1º Nas seguintes atividades, o percentual de que trata este artigo será de: [...] III trinta e dois por cento, para as atividades de: (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas, desde que a prestadora destes serviços seja organizada sob a forma de sociedade empresária e atenda às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa; (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) b) intermediação de negócios; [...] Como se verifica da norma legal, o contribuinte que tem como objeto social a revenda de veículos pode optar a que suas operações negociais sejam equiparadas à consignação de bens, ou seja, desde que emita as Notas de Entrada e Saída dos veículos Fl. 568DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 8 negociados, pode tributálos apenas sobre a diferença entre o custo de aquisição e o valor da alienação do bem, quando este então é repassado ao comprador do veículo. Se o contribuinte, optante pelo lucro presumido, não optar pela equiparação, nos termos da lei, deverá oferecer à tributação a receita bruta total auferida, sujeita ao coeficiente de 8% para a apuração do lucro na forma presumida. Assim dispôs o artigo 15, caput, da Lei nº 9.249/95, que retranscrevo: Art. 15. A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observado o disposto nos arts. 30 a 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. (grifos não pertencem ao original) O conceito de receita bruta está definido no art. 224 do Regulamento do Imposto de Renda vigente (Decreto nº 3.000/99 – RIR/99): Art. 224. A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia (Lei nº 8.981, de 1995, art. 31). Parágrafo único. Na receita bruta não se incluem as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante dos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços seja mero depositário (Lei nº 8.981, de 1995, art. 31, parágrafo único). Daí verifico o primeiro equívoco da recorrente. Em suas defesas, a recorrente insiste em defender que o correto, na prática do comércio, é aplicar o coeficiente de 8% sobre o resultado da operação de revenda. Todavia, este procedimento fiscal não está previsto em qualquer norma tributária e, justamente por esta razão, sofreu a autuação. A norma que dispõe sobre esta matéria, no caso dos que optam pelo regime de apuração do lucro na forma presumida, impõe duas alternativas optativas à empresa que negocia os veículos: a) ou apura o lucro presumido sobre o valor total da venda (sem deduzir o custo de aquisição) e utiliza o percentual de 8%; b) ou aplica o percentual de 32% sobre o resultado da operação (custo de aquisição menos o valor da alienação) e por isso a necessidade de emitir as Notas de Entrada e Saída. A autoridade fiscal aceitou as planilhas de cálculos intituladas “Demonstrativo de Receita não Escriturada de Revenda de Veículos Usados – 2005” fornecidas pela própria recorrente, efls. 76 a 90, para apurar os valores que consistiram na autuação. Sem qualquer dúvida, a recorrente é optante por equiparar as operações de compra e venda às operações de consignação, conforme permissivo legal. Recentemente, este Conselho editou Súmula a respeito da matéria: Fl. 569DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10380.722649/200958 Acórdão n.º 1801001.737 S1TE01 Fl. 6 9 Súmula CARF nº 85: Na revenda de veículos automotores usados, de que trata o art. 5o da Lei no 9.716, de 26 de novembro de 1998, aplicase o coeficiente de determinação do lucro presumido de 32% (trinta e dois por cento) sobre a receita bruta, correspondente à diferença entre o valor de aquisição e o de revenda desses veículos. Por conseguinte, agiu corretamente a autoridade fiscal ao aplicar às operações de compra e venda equiparadas às operações de consignação o percentual de 32%, sobre o resultado das operações de compra/venda, para a presunção do lucro auferido. Mantémse os lançamentos tributários neste ponto. V) Dos acréscimos legais – multa de ofício (75%) e juros à taxa Selic – natureza confiscatória e inconstitucionalidade A multa de ofício aplicada está em consonância com a norma tributária vigente, descritas nos Autos de Infração em “fundamentação legal”, nos “Demonstrativos dos acréscimos”. Cumpre esclarecer à recorrente que o cálculo dos juros não é feito com base nos indexadores contestados em sua defesa, mas sim calculados à taxa Selic, respeitando de igual forma, norma tributária vigente, também esposada nos Autos de Infração. E, especificamente tratandose dos juros – Selic, o CARF editou a Súmula nº 04: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. No que respeita às argüições de inconstitucionalidade das normas tributárias em vigência, é defeso a este colegiado administrativo de julgamento se pronunciar sobre o assunto, sendo mansa e pacífica a jurisprudência firmada neste sentido, conforme se depreende da Súmula n. 02 editada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Destarte, tratandose de matérias sumuladas por este órgão, fica vedado a esta turma divergir do enunciado, nos termos do artigo 72, caput, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Ricarf (Portaria MF nº 256/09): Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Nada a reparar nos lançamentos tributários com relação aos acréscimos legais exigidos. VI) Da tributação reflexa – CSLL, PIS e Cofins As argumentações da recorrente não prosperam a respeito das contribuições nominadas. Fl. 570DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 10 Conforme fartamente explicitado no acórdão recorrido, tratase de aplicação do artigo 24, §2º, da Lei nº 9.249/95: Art. 24. Verificada a omissão de receita, a autoridade tributária determinará o valor do imposto e do adicional a serem lançados de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no períodobase a que corresponder a omissão. § 1º No caso de pessoa jurídica com atividades diversificadas tributadas com base no lucro presumido ou arbitrado, não sendo possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida, esta será adicionada àquela a que corresponder o percentual mais elevado. § 2º O valor da receita omitida será considerado na determinação da base de cálculo para o lançamento da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para a seguridade social COFINS e da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP.( Vide Art. 28 da Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008 ) Redação atual: § 2 o O valor da receita omitida será considerado na determinação da base de cálculo para o lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, da Contribuição para o PIS/Pasep e das contribuições previdenciárias incidentes sobre a receita. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 ) Da tributação reflexa – CSLL, PIS e Cofins As tributações realizadas de ofício para as exigências de CSLL, PIS e Cofins são decorrentes do lançamento tributário de IRPJ. Por conseguinte, o decidido em relação à exigência de IRPJ, deve ser estendido ao termo das autuações reflexas, dada a íntima causalidade das obrigações tributárias. CONCLUSÃO No mais, adoto as razões de decidir da turma julgadora de primeira instância por não confrontadas pontualmente pela recorrente. Por todo o exposto, voto, em preliminar, em afastar as nulidades suscitadas pela recorrente, a decadência e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 571DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10380.722649/200958 Acórdão n.º 1801001.737 S1TE01 Fl. 7 11 Fl. 572DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 15540.000817/2008-11
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2003, 2004
DECADÊNCIA. NÃO RECONHECIMENTO.
O fato gerador do imposto de renda pessoa física relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do ano-calendário. (Súmula CARF 38).
DEPÓSITOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
A titularidade dos depósitos bancários pertence às pessoas indicadas nos dados cadastrais, quando o contribuinte não comprova com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2802-002.456
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do redator designado. Vencido(s) o(s) Conselheiro(s) German Alejandro San Martín Fernández e Dayse Fernandes Leite que davam provimento ao recurso. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Jaci de Assis Junior.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Ausente, justificadamente, a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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NÃO RECONHECIMENTO. O fato gerador do imposto de renda pessoa física relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do anocalendário”. (Súmula CARF 38). DEPÓSITOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. ILEGITIMIDADE PASSIVA. A titularidade dos depósitos bancários pertence às pessoas indicadas nos dados cadastrais, quando o contribuinte não comprova com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do redator designado. Vencido(s) o(s) Conselheiro(s) German Alejandro San Martín Fernández e Dayse Fernandes Leite que davam provimento ao recurso. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Jaci de Assis Junior. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 54 0. 00 08 17 /2 00 8- 11 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/08/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ 2 (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior – Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Ausente, justificadamente, a Conselheira Julianna Bandeira Toscano. Relatório Tratase de Auto de Infração (fls. 04/10) relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, no montante de R$ 633.469,92, incluídos imposto, multa proporcional e juros de mora, calculados até novembro de 2008. Consoante o procedimento fiscal realizado após ordem judicial que afastou o sigilo bancário do Recorrente, proferida nos autos do processo 2006.51.02.0052686 (fl. 30), constatouse a omissão de rendimentos caracterizados por depósitos bancários de origem não comprovada, nos somatórios de R$ 327.361,00 e R$ 682.008,00, respectivamente relativos aos anos calendários de 2003 e 2004. Segundo a acusação, não teria o sujeito passivo, mediante documentação hábil e idônea, comprovado a procedência dos recursos utilizados nas respectivas operações, ensejando a aplicação da presunção contida no art. 42 da Lei n. 9.430, de 1996. Apreciada a Impugnação de fls. 45/48, o lançamento foi julgado procedente pela inexistência de decadência relacionada aos fatos geradores ocorridos nos meses de outubro e novembro de 2003 e por inexistência de prova idônea de que a titularidade dos depósitos feitos na conta bancária do Recorrente pertenciam ao terceiro indicado, Frankney Guedes de Carvalho (fl. 28). Nas razões recursais (fl.73/77), foram reiterados os argumentos apresentados por ocasião da Impugnação, com a apresentação de declaração de Frankney Guedes de Carvalho, admitindo a titularidade dos depósitos feitos em nome do Recorrente (fl. 78) e o termo de encerramento da conta corrente em que tais depósitos haviam sido realizados (fl.79). Era o essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Vencido Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Rejeito a alegação de decadência referente à omissão de rendimentos de depósitos bancários realizados entre os meses de outubro e novembro de 2003, com fulcro na Súmula CARF n. 38 , assim redigida: O fato gerador do Imposto de Renda Pessoa Física relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do anocalendário”. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/08/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ Processo nº 15540.000817/200811 Acórdão n.º 2802002.456 S2TE02 Fl. 84 3 Melhor sorte assiste o Recorrente quanto à alegação de que os depósitos bancários de origem não comprovada se referem a valores pertencentes a Frankney Guedes de Carvalho. Desde a Impugnação o Recorrente afirma que os valores glosados se referem a valores movimentados por terceiro. Para fazer prova do alegado, junta declaração de fl. 29, com firma reconhecida em cartório, de Frankney Guedes de Carvalho, na qual se atesta que todos os valores superiores a R$ 50.000,00 seriam de sua titularidade. Mesmo após confissão de terceiro sobre a titularidade dos depósitos bancários, que aliás, também era um dos réus a ter seu sigilo bancário quebrado por ordem judicial (fls. 30 e 31), não há nos autos nenhuma diligência da fiscalização com vistas a apurar a veracidade das declarações. Logo, não cumprido em sua integralidade o dever imposto à autoridade lançadora pelo artigo 142 do CTN, mormente o de identificar corretamente o sujeito passivo da relação jurídica tributária, é de ser anulado o lançamento. É de se aplicar, ao caso em julgamento, a parte final da redação dada à Súmula CARF n. 32: A titularidade dos depósitos bancários pertence às pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo quando comprovado com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. Posto isso, conheço e dou provimento ao Recurso. É como voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Voto Vencedor Conselheiro Jaci de Assis Junior, Redator Designado. Durante as discussões ocorridas por ocasião do julgamento do presente litígio surgiu divergência que levou a conclusão diversa daquela firmada pelo ilustre Conselheiro Relator tão somente em relação à efetiva comprovação dos depósitos bancários tributados como omissão de rendimentos. O ilustre Relator, ao conduzir seu voto, entendeu que as declarações firmadas por terceiro constitui documentação hábil e idônea para a comprovação da alegação do uso da conta corrente bancária de titularidade do recorrente por este terceiro. Os § 5º do art. 42 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com redação dada pela Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, dispõe que: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de Fl. 85DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/08/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ 4 investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (...) § 5° Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem à terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento.” Depreendese dos mencionados dispositivos legais que o legislador estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos. Não logrando o titular comprovar a origem dos créditos efetuados em sua conta bancária, temse a autorização legal para considerar ocorrido o fato gerador. Em outras palavras, temse a autorização legal para presumir que os recursos depositados traduzem rendimentos do contribuinte. Depreendese também que no caso de eventuais valores creditados na conta corrente pertencerem a terceiro, tornase exigível a respectiva comprovação documental. O recorrente pretende transferir para terceiro pessoa a responsabilidade pelos valores depositados em sua conta corrente bancária, nos anoscalendário de 2003 e 2004, baseado em declarações firmadas por essa pessoa, juntadas às fls. 28 (fls. 29 processo digital) em 08/12/2008, e às fls. 78 (esta última instruindo a peça recursal, firmada em cartório em 14/12/2009). De exame destas, constatase, de plano, tratarse de meras declarações desacompanhada de provas documentais que atestem o conteúdo nela descrito. A questão da validade da prova para fins de demonstração da transferência da responsabilidade pelos créditos depositados em conta correntes bancárias já foi objeto de manifestação por parte do Conselho de Contribuintes, por meio do Acórdão nº 10248.290, de 28 de março de 2007, cujo excerto, abaixo transcrito, também se amolda ao caso analisado nos presentes autos: “Para que a prova seja eficaz não basta indicar a ocorrência do fato, deve comprovar com a presença de documentos, prova direta, ou de forma indiciária, prova indireta, esta com um conjunto de outros documentos e dados indicadores de que algo ocorreu em determinados local e momento do passado, com as características materiais inerentes. Por isso uma declaração constitui apenas um indicativo da existência de um fato e, isoladamente considerada, não constitui prova de sua ocorrência. Nesta situação temse declarações das partes –sujeito passivo e [...] que não foram acompanhadas de qualquer documento comprobatório do objeto. A transferência de responsabilidade quanto a apresentação de documentos para o segundo titular não se presta para afastar a demanda jurídica da prova. Válido observar que sendo um dos titulares da conta bancária a pessoa tem acesso a esses dados, situação que permitiria obter cópias de cheques e de depósitos para fins de demonstrar e comprovar a efetiva titularidade. A complementar essa linha de raciocínio, não consta do processo negativa das instituições financeiras em fornecer documentos ao sujeito passivo. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/08/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ Processo nº 15540.000817/200811 Acórdão n.º 2802002.456 S2TE02 Fl. 85 5 Por esses motivos, não se justifica o pedido pela nulidade do feito por erro na identificação do sujeito passivo. Não há ofensa às normas do artigo 10, incisos I, III, IV e V do Decreto n° 70.235, de 1972, que tratam dos requisitos do auto de infração, nem tampouco, às determinações dos art. 43 e 45 e do caput do art. 142, todos do CTN.” Convém ressaltar que o Acórdão, acima transcrito, serviu de paradigma para a edição da Sumula CARF Nº 32, na qual se fundamentou o recorrente. Por constituir a declaração firmada por terceiro apenas um indicativo da existência de um fato, esta declaração, isoladamente considerada, não constitui prova cabal de sua ocorrência, a não ser que esteja devidamente lastreada com documentos comprobatórios que evidenciem que os valores dos depósitos questionados pelo recorrente efetivamente pertenciam a terceiro, o que não ocorreu nos presentes autos. Nesse sentido, não há como considerar a declaração apresentada pelo contribuinte possa isoladamente fazer prova da transferência de responsabilidade pelos depósitos efetuados na conta corrente de titularidade do contribuinte. Por via de consequência, não se aplica ao caso, ora examinado, a ressalva contida na parte final do enunciado proferido pela Sumula CARF nº 32, anteriormente transcrita, e tampouco que há que se falar em ilegitimidade passiva do autuado. essaltese que, por também não constituir em elemento probatório necessário e exigido nos termos da legislação citada anteriormente, nenhum efeito produz o termo de encerramento da conta corrente, que serviu de base para o lançamento fiscal, ora juntado pelo recorrente às fls. 79. Finalmente, convém ressaltar que não é aceitável a transferência ao Fisco da missão de trazer aos autos provas de interesse exclusivo do contribuinte e cuja guarda não é de responsabilidade da Administração Tributária. Daí a razão pela qual o procedimento de diligência mencionado pelo ilustre Conselheiro Relator não se aplicar ao caso concreto analisado dos presentes autos. Voto por NEGAR provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Fl. 87DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Ass inado digitalmente em 21/08/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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Numero do processo: 10510.000875/2010-95
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 12/03/2010
FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO - VALE ALIMENTAÇÃO - SEM ADESÃO AO PAT - NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO
O valor referente ao fornecimento de alimentação paga aos empregados através de vale alimentação, sem a adesão ao programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho - PAT, não integra o salário de contribuição por possuir natureza indenizatória, conforme ato declaratório 03/2011.
ALUGUÉIS.PAGAMENTO SEM HABITUALIDADE.NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
Enquadra-se no conceito de salário de contribuição as verbas habituais pagas a título de aluguéis residenciais dos segurados consoante art. 28,I da lei 8.212/91. Imóveis alugados para a logística pontual de deslocamento, servindo a diversos empregados, configurando-se em verdadeira república, não se enquadram no conceito de salário de contribuição.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-002.569
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo os valores pagos a título de vale alimentação. Igualmente devem ser excluídas da presente autuação os valores de aluguéis pagos referentes aos imóveis com destinação "república", conforme planilha de fls 107 e ss. e, após, o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35-A da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, competências até 11/2008, e comparado aos valores que constam da presente notificação, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação dar-se-á no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. Vencidos os Conselheiros Amílcar Barca Teixeira Júnior e Gustavo Vettorato. Declaração de Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Obrigação Principal Recorrente NEDL CONSTRUÇÕES DE DUTOS DO NORDESTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 12/03/2010 FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO VALE ALIMENTAÇÃO SEM ADESÃO AO PAT NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO O valor referente ao fornecimento de alimentação paga aos empregados através de vale alimentação, sem a adesão ao programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho PAT, não integra o salário de contribuição por possuir natureza indenizatória, conforme ato declaratório 03/2011. ALUGUÉIS.PAGAMENTO SEM HABITUALIDADE.NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Enquadrase no conceito de salário de contribuição as verbas habituais pagas a título de aluguéis residenciais dos segurados consoante art. 28,I da lei 8.212/91. Imóveis alugados para a logística pontual de deslocamento, servindo a diversos empregados, configurandose em verdadeira “república”, não se enquadram no conceito de salário de contribuição. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo os valores pagos a título de vale alimentação. Igualmente devem ser excluídas da presente autuação os valores de aluguéis pagos referentes AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 08 75 /2 01 0- 95 Fl. 298DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 3 2 aos imóveis com destinação "república", conforme planilha de fls 107 e ss. e, após, o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35A da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, competências até 11/2008, e comparado aos valores que constam da presente notificação, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação dar seá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. Vencidos os Conselheiros Amílcar Barca Teixeira Júnior e Gustavo Vettorato. Declaração de Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório A empresa foi autuada por ter deixado de recolher contribuições previdenciárias em razão do pagamento de vale alimentação e aluguéis, valores estes considerados salário de contribuição – parte terceiros. O r. acórdão – fls 239 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: · Independentemente de inscrição no PAT, a alimentação fornecida não se constitui em fato gerador de contribuição previdenciária. · Desde os tempos do Manual de Fiscalização do INSS, editado através da OS/INSS/DAF/ n° 141 de 20/06/96, em seu item 2.1.0, conceitua se como utilidades salariais "as que são atribuídas pela prestação de serviços", e, por outro lado as utilidades não salariais "as que são atribuídas para a prestação de serviços".Os aluguéis e seus referidos encargos, fornecidos pela empresa aos evidenciados profissionais, e apontado como utilidade pela fiscalização previdenciária, resulta como necessária ao desenvolvimento das atividades da empresa, apenas em função do trabalho, ou seja, para o trabalho, e não como remuneração recebida pelo trabalho. · As locações envolvidas nesta autuação situamse em diversas localidades e municípios, dada a específica natureza da atividade empresarial do contribuinte. Justamente em tais locais, desenvolveu a empresa serviços atrelados à sua atividadefim. · Tais residências eram transitórias sob a ótica dos profissionais que a ocuparam. Aliás, em momento algum é verificada a menção a existirem profissionais residindo com seus familiares. · Mudarse para os locais onde se firmaram as debeladas locações, evidente que era para trabalhar em específicos serviços, e, não de maneira definitiva, mas sim transitória, o que não pode deixar de ser considerado, com vistas à se caracterizar a figura isentiva contemplada na alínea 'm', do § 09°, do art. 28, da Lei 8212/91. · A fiscalização não identificou os verdadeiros beneficiários dos valores tidos como envolvidos no conceito de um plus salarial. Os aluguéis e seus referidos encargos, fornecidos pela empresa aos evidenciados profissionais, e apontado como utilidade pela fiscalização previdenciária, resulta como necessária ao desenvolvimento das atividades da empresa, apenas em função do trabalho, ou seja, para o trabalho, e não como remuneração recebida pelo trabalho. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 5 4 · As locações evidenciadas nesta autuação se prestaram para a finalidade de acomodação de profissionais da empresa, deslocados de seus domicílios de origem, para a realização dos trabalhos e demais providências que lhes foram confiados pela empresanotificada. É de se repetir que todas as locações envolvidas nesta autuação restringem se aos locais por onde foram realizadas as obras contratadas à defendente, resultando como absolutamente lógica a conclusão de que se prestaram tais locativos para a acomodação de profissionais contratados e ou deslocados pela empresa, para lá desenvolverem seus trabalhos. E, todos estes profissionais ostentavam residências em locais então distintos. · Requer seja o recurso recebido com a suspensão da exigibilidade do pretenso crédito até o final do julgamento que, diante do que foi demonstrado, resultará no cancelamento definitivo da autuação. É o relatório. Fl. 301DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Serviram de base de cálculo do presente auto, os valores pagos a título de vale alimentação, sem a regular inscrição no PAT, e os valores pagos a título de aluguel de segurados, considerados como salário de contribuição. DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR, NÃO ADESÃO AO PAT Acerca da matéria – pagamento de alimentação in natura sem a regular adesão ao PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT, reproduzo ATO DECLARATÓRIO Nº 03 /2011, de seguimento obrigatório por parte dos membros do CARF, consoante art. 62,II, ”a” do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela portaria nº 256, de 22 de junho de 2009: A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 24.11.2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”. JURISPRUDÊNCIA: Resp nº 1.119.787SP (DJe 13/05/2010), Resp nº 922.781/RS (DJe 18/11/2008), EREsp nº 476.194/PR (DJ 01.08.2005), Resp nº 719.714/PR (DJ 24/04/2006), Resp nº 333.001/RS (DJ 17/11/2008), Resp nº 977.238/RS (DJ 29/11/2007). O relatório fiscal informa que a recorrente disponibilizava a seus empregados, vale alimentação, sem adesão ao PAT. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 7 6 O retrocitado Ato Declaratório estatui que não há incidência de contribuição previdenciária quando fornecido auxílioalimentação in natura. Resta então definir se o fornecimento de vale alimentação pode ser equiparado a alimentação in natura para a desoneração pretendida. Os referidos vales são utilizados para a compra de alimentação, aceitos exclusivamente em estabelecimentos comerciais que revendem tais produtos, como supermercados e armazéns. O fornecimento de tal instrumento facilita a logística empresarial, evitandose manuseio de cestas básicas, além de dar maior liberdade de escolha ao empregado, que pode adquirir o alimento de sua escolha e na quantidade que desejar. Sendo oferecido um ou outro – cesta básica ou cartão alimentação – o fim almejado será o mesmo, prover o empregado de víveres, não havendo que haver discriminação somente pela forma de seu fornecimento. Dessa feita, tenho que o fornecimento de vale alimentação atende ao que disposto no Ato Declaratório 03/2011. Dessarte, não se considerando o auxílio alimentação pago através de vale alimentação como salário de contribuição, tenho como improcedente as autuações lavradas, nessa parte. DOS ALUGUÉIS Sobre a falta de identificação dos beneficiários, tenho que a autoridade fiscal forneceu todos os elementos necessários ao contribuinte, ao apontar todos os documentos onde extraiu suas informações, documentos estes elaborados pela recorrente, como a planilha às fls 107 e ss, detalhando locador, endereço, data do início e término da locação, destinação do imóvel e valores pagos. Tais informações, fornecidas pela empresa, foram requisitadas pelo auditor autuante – fls 106, nestes termos. Sra. Maria Fátima Sousa de Araújo, 1. Tendo em vista as informações constantes de DIRF, bem como mediante registro contábil, referentes a valores pagos pela N E D L a título de aluguéis, solicitamos a discriminação, através de planilha, das informações abaixo elencadas, por contrato: > Locador; > Endereço do imóvel; > Início e término do contrato; > Valores pagos mês a mês, por contrato; > Destinação do imóvel:(p.ex Residencial/Canteiro de obras/Comercial/Escritório). Fl. 303DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 8 7 2. Quaisquer dúvidas a respeito desta solicitação, favor contactar o telefone 079 88024161. Daniel Correia Dantas Neto Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil Delegacia da Receita Federal do Brasil DRF ARACAJU Fica assim patente que a empresa tem o total conhecimento de todas as circunstâncias que desaguaram na presente autuação. Do relatório fiscal, temos: Vale observar que alguns imóveis alugados se destinavam ao estabelecimento de canteiros de obras, escritórios ou refeitórios, não sendo os mesmos computados neste levantamento. Foram computados exclusivamente os imóveis alugados com finalidade residencial, em sua grande maioria nas cidades de Aracaju/SE e Salvador/BA, conforme pode ser verificado em planilha anexa, fornecida pela empresa, imóveis estes que não se destinam portanto a canteiro de obras ou localidade distante, mas sim verdadeiro benefício concedido. Foram constatados registros referentes ao pagamento de aluguéis e condomínio nas seguintes fontes: > Valores informados em DIRF a título de pagamento de aluguéis; > Registros contábeis informatizados e fornecidos no formato do M A N A D pela NEDL : Contas "3130108 Condomínio" (planilha resumo em anexo) e "3130109 Locação de Imóveis" ; > Contratos de aluguel fornecidos pela empresa (anexados a título de amostragem) ; > Planilha fornecida pela NEDL, discriminando locador, endereço, data do início e término da locação, destinação do imóvel e valores pagos. Os valores constantes desta planilha, referentes a imóveis residenciais, correspondem aos valores considerados como base de cálculo do presente levantamento. No recurso apresentado naqueles autos, a recorrente afirma que os aluguéis dos imóveis configuram utilidade para o trabalho, não se enquadrando no conceito de salário de contribuição. O art. 28 da lei 8212/91 declina o conceito de salário de contribuição: Art.28. Entendese por saláriodecontribuição: para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, Fl. 304DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 9 8 durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei n°9.528, de 10/12/97). (...) m) os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; (Incluída pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) Na questão de habitação, doutrina e jurisprudência convergem para o entendimento de que existe natureza salarial quando tal disponibilização for dispensável para a realização do serviço executado e paga com habitualidade. SALÁRIO IN NATURA – HABITAÇÃO – RECONHECIMENTO – A habitação fornecida pelo empregador somente não será considerada salário in natura caso seja temporário o fornecimento (enquanto o empregado não encontra imóvel de seu interesse em locar), ou em local desprovido de imóveis residenciais (ex.: local de construção de usina hidrelétrica), quando aí sim, restará configurada a hipótese de que a habitação foi fornecida para o trabalho e não pelo trabalho. Não restando configurado as hipóteses acima, devese reconhecer a natureza salarial da parcela , integrandoa a remuneração do obreiro para todos os efeitos legais. (TRT 18ª R. – RO 2190/2000 – Rel. Juiz José Luiz Rosa – J. 19.09.2000) _____________ SALÁRIOUTILIDADE. HABITAÇÃO. A moradia fornecida pelo empregador ao empregado, em um grande centro, apesar da existência de "contrato de comodato', caracterizase como salário in natura. Embora este fornecimento não seja condição sine qua non da prestação laboral, é um plus salarial. Recurso de Embargos conhecido e desprovido.(TST — Ac. 2376 ERR 16796/1990 — Ac. SDI1—Rei: Min. Armando de Brito – DJ 17.09.1993) ________________ Fl. 305DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 10 9 UTILIDADEHABITAÇÃO – SALÁRIO IN NATURA – A ajuda de custo para habitação fornecida pela empresa objetiva compensar os serviços que lhe são prestados pelo trabalhador, ou seja, representa uma das condições básicas do próprio contrato de trabalho. Assim, se "a contraprestação do empregador tem o caráter jurídico de salário", esse "plus" deve integrar o salário do empregado para todos os efeitos, conforme o estabelecido no artigo 458 da CLT, sob pena de, em face da habitualidade, incorrer a sua supressão em alteração contratual prejudicial ao obreiro. Recurso de revista provido. (...)(TST – RR 342272/1997 – 4ª T. – Rel. Min. Leonaldo Silva – DJU 10.12.1999 – p. 268) Nessa linha, súmula nº 367 TST Res. 129/2005 DJ 20, 22 e 25.04.2005 Conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 24, 131 e 246 da SDI1. Utilidades "In Natura" Habitação Energia Elétrica Veículo Cigarro Integração ao Salário I A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado, quando indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda que, no caso de veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. (exOJs nº 131 Inserida em 20.04.1998 e ratificada pelo Tribunal Pleno em 07.12.2000 e nº 246 Inserida em 20.06.2001) II O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. (exOJ nº 24 Inserida em 29.03.1996) Para a configuração de fornecimento de habitação como salário de contribuição, se faz necessária a comprovação da habitualidade, não restando configurada a hipótese de salário de contribuição quando o fornecimento de habitação se resume a mantença de unidades alugadas que são usufruídas por diversos empregados nos rápidos e pontuais deslocamentos situação comum em grandes construtoras aqui chamadas como ”República”. Situação totalmente distinta é quando a empresa efetivamente paga os aluguéis dos empregados e dirigentes que residem no novo local de forma contínua, geralmente com seus familiares, configurado salário indireto. Cabe repisar que a empresa detalhou nas planilhas fls 107 e ss a destinação dos imóveis – Residência, Canteiro de Obras e República. O relatório fiscal transcrito expressamente informa que não computou os imóveis destinados aos canteiros de obras, mas não explicita se houve ou não a contabilização dos imóveis destinados a repúblicas, que não configuram salário de contribuição e portanto devem ser excluídos do presente lançamento. DA MULTA APLICADA A multa aplicada tem seu valor determinado pela legislação em vigor. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe Fl. 306DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 11 10 vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para sua aplicação. A presente multa encontra fundamento nos dispositivos legais trazidos no relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD. No entanto, o art. 106, inciso II,”c” do CTN determina a aplicação de legislação superveniente apenas quando esta seja mais benéfica ao contribuinte. Os valores da multas referentes a descumprimento de obrigação principal foram alterados pela MP 449/08, de 03.12.2008, convertida na lei n º 11.941/09. Assim sendo, em relação aos fatos geradores até 11/2008, o valor da multa deve ser calculado segundo o art. 35A da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam da presente notificação para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para excluir da base de cálculo os valores pagos a título de vale alimentação. Igualmente devem ser excluídas da presente autuação os valores de aluguéis pagos referentes aos imóveis com destinação “república”, conforme planilha de fls 107 e ss. e, após, o valor da multa aplicada seja calculado segundo o art. 35A da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, competências até 11/2008, e comparado aos valores que constam da presente notificação, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. A comparação dar seá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º. da portaria conjunta RFB/PGFN no. 14, de 04.12.2009. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Declaração de Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. Acompanho, integralmente, o voto do I. Relator, inclusive, no que tange as verbas aluguéis, uma vez que após pedido de esclarecimento este consignou e demonstrou, Fl. 307DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA Processo nº 10510.000875/201095 Acórdão n.º 2803002.569 S2TE03 Fl. 12 11 incluindo na conclusão de seu voto que, nos termos constantes da planilha, de fls. 107 e seguintes é perfeitamente identificável e possível promover a separação das rubricas aluguéis em Residência, Canteiro de Obras e República, tendo em vista que foi a recorrente que elaborou a citada planilha, não restando dúvidas quanto a clareza e precisão do lançamento. (Assinado digitalmente) Eduardo de Oliveira. Fl. 308DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assin ado digitalmente em 19/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA
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Numero do processo: 13005.000816/2007-10
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/2005 a 31/01/2007
COMPENSAÇÃO. PIS/COFINS. LEI Nº 10.833/2003. REGIME ESPECIAL DE APURAÇÃO. OPÇÃO DO CONTRIBUINTE.
A pessoa jurídica fabricante de bebidas, tributada pelo lucro presumido, que se enquadra-se no art. 49 da Lei 10.833/03, somente tem direito de se creditar dos valores das contribuições para o PIS/PASEP e da COFINS referentes às embalagens adquiridas se fizer a opção pelo regime especial previsto no art. 52 da Lei 10.833/03.
Numero da decisão: 3801-002.030
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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PIS/COFINS. LEI Nº 10.833/2003. REGIME ESPECIAL DE APURAÇÃO. OPÇÃO DO CONTRIBUINTE. A pessoa jurídica fabricante de bebidas, tributada pelo lucro presumido, que se enquadrase no art. 49 da Lei 10.833/03, somente tem direito de se creditar dos valores das contribuições para o PIS/PASEP e da COFINS referentes às embalagens adquiridas se fizer a opção pelo regime especial previsto no art. 52 da Lei 10.833/03. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 5. 00 08 16 /2 00 7- 10 Fl. 134DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 06/09/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13005.000816/200710 Acórdão n.º 3801002.030 S3TE01 Fl. 135 2 Relatório Adoto o Relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: O presente processo foi formalizado para análise, controle e acompanhamento de PERDCOMPs (relativos a trimestres de 2005 a 2007), transmitidos entre 21/07/2006 e 14/05/2007, onde a contribuinte informou saldos credores de COFINS decorrentes da aquisição de embalagens (art. 51, § 4º, da Lei n° 10.833, de 2003), no valor de R$ 35.989,86. Houve informação de compensação com débitos da própria contribuição (fls. 01/38). O processo foi encaminhado à Seção competente para conferir a procedência do crédito pleiteado pela contribuinte e verificar as compensações pretendidas, sendo realizada a necessária fiscalização, com emissão e anexação de documentos, tendo sido produzido o Termo de Verificação Fiscal de fls. 85/87, onde, em especial, restou assentado: Conforme se verifica nas Declarações de Compensação (..) a contribuinte pleiteia direito ao crédito da Cofins de que trata o § 4° do art. 51 da Lei n° 10.833/2003 incidente sobre embalagens que adquiriu. Da leitura daquele diploma legal é possível concluir que os créditos pleiteados somente são cabíveis quando as embalagens são adquiridas por empresa comercial com fim específico de revenda. O mecanismo de creditamento, neste caso, é utilizado como forma de compensação pois quando da revenda aquelas mercadorias sofrem novamente a mesma tributação. (fl. 85) Ocorre que a declarante é empresa industrial que utiliza aqueles insumos para fabricação de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição, tal como definido no art. 49 da Lei n° 10.833, não ensejando, portanto, nenhuma hipótese de creditamento na apuração da contribuição que não aquele previsto naquele diploma legal. (fls. 85/86) A outra possibilidade de utilização daqueles créditos restringe se aos estabelecimentos industriais optantes pelo Regime Especial de Apuração e Pagamento das contribuições aos PIS/Pasep criado pelo art. 52 da mesma norma. No caso específico constatase que a declarante não efetuou a opção pelo regime especial, conforme se verifica na consulta ao sítio da RFB (fl. 86) Opinamos pela não homologação das compensações declaradas tendo em vista a inexistência dos alegados créditos. (fl. 87). Fl. 135DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 06/09/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13005.000816/200710 Acórdão n.º 3801002.030 S3TE01 Fl. 136 3 A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Santa Maria (RS), às fls. 106/111, proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/2005 a 31/01/2007 INDUSTRIALIZADORES DE BEBIDAS. REGIME DE APURAÇÃO. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. EMBALAGENS. A pessoa jurídica que opta pela apuração do imposto de renda pelo sistema do lucro presumido enquadrase obrigatoriamente no regime cumulativo, que não permite o desconto de créditos próprios da nãocumulatividade. Aplicase, obrigatoriamente, o art. 49 da Lei n° 10.833, de 2003, aos fabricantes das bebidas nele mencionadas, independentemente de estar o contribuinte sujeito à sistemática de tributação cumulativa ou nãocumulativa da contribuição. Alternativamente, é facultado a esses contribuintes optar pelo regime especial previsto no art. 52 da Lei n° 10.833, de 2003. Somente as pessoas jurídicas industrializadoras de bebidas, optantes pelo regime especial de apuração e pagamento da COFINS na forma do art. 52 da Lei n° 10.833, de 2003, ainda que sujeitas ao regime cumulativo, podem descontar créditos em relação à aquisição das embalagens descritas nos incisos I, II e III do art. 51 daquela Lei. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 124 a 130, alegando em síntese: · Que a verificação fiscal não considerou que a recorrente declarou e recolheu as contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, de forma equivocada, adotando um regime de apuração e pagamento para o qual não estava habilitada; · Tendo em vista o ramo de atividade desenvolvido pela autora, essa está incluída dentre as empresas sujeitas a tributação na forma estabelecida pelo artigo 52 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003, no tocante a contribuição para o PIS/PASEP e a COFINS, as quais são apuradas por unidade de litro do produto, ou seja, sistemática de tributação do Regime Especial; · Que a falta do Termo de Opção, foi realmente um LAPSO, porém ressalta que mesmo com este lapso cometido, a empresa cumpriu Fl. 136DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 06/09/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13005.000816/200710 Acórdão n.º 3801002.030 S3TE01 Fl. 137 4 rigorosamente o que determinam suas normas da tributação pelo REGIME ESPECIAL, e em nenhum momento lesou ao Erário Publico. · Requer que seja dado provimento ao presente recurso no sentido de ADMISSÃO DAS COMPENSAÇÕES e determinando o CANCELAMENTO de eventuais INFRAÇÕES referente a Cofins, considerando a recorrente como enquadrada e regular em relação ao disposto no artigo 49 da Lei n° 10.833/2003 e como optante equiparada ao artigo 52 da mesma lei, relação tributária especial hoje regida pela Lei n° 11.727/2008, base no fato apontado de que inexiste prejuízos ao erário público e por tratarse a opção de mera formalidade que não pode sobreporse a contabilidade real e regular constituída ab initio pela recorrente, reiterandose todos os requerimento dispostos na IMPUGNAÇÃO. É o Relatório. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 06/09/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13005.000816/200710 Acórdão n.º 3801002.030 S3TE01 Fl. 138 5 Voto Conselheiro Relator Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. O cerne do presente litígio referese ao pedido da Recorrente para compensar valores de supostos “créditos” de PIS/COFINS referentes à aquisição de embalagens. As PERDCOMPs constantes nos autos informam que tal credito estaria previsto no .§4° do art. 51 da Lei n° 10.833/03. Tal normativa previa, in verbis: Art. 51. As receitas decorrentes da venda e da produção sob encomenda de embalagens, pelas pessoas jurídicas industriais ou comerciais e pelos importadores, destinadas ao envasamento dos produtos relacionados no art. 49 desta Lei, ficam sujeitas ao recolhimento da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS fixadas por unidade de produto, respectivamente, em: (Redação dada pela Lei nº 10.865/04) (...) § 3º A pessoa jurídica comercial que adquirir para revenda as embalagens referidas no § 2º deste artigo poderá se creditar dos valores das contribuições estabelecidas neste artigo referentes às embalagens que adquirir, no período de apuração em que registrar o respectivo documento fiscal de aquisição. § 4º Na hipótese de a pessoa jurídica comercial não conseguir utilizar o crédito referido no § 3º deste artigo até o final de cada trimestre do ano civil, poderá compensálo com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal SRF, observada a legislação específica aplicável à matéria. (Incluído pela Lei nº 11.051/04) Como se depreende dos autos, a recorrente é pessoa jurídica fabricante de bebidas, tributada pelo lucro presumido, enquadrandose no art. 49 da Lei 10.833/03. Porém, as embalagens adquiridas são utilizadas no envase dos produtos fabricados e não para o fim específico de revenda como previsto para compensação dos créditos, restando claro este ponto. A possibilidade de aproveitamento dos créditos aventada pela Recorrente e analisada pelo acórdão recorrido é em relação ao disposto no art. 52 da mesma norma, in verbis: Art. 52. A pessoa jurídica industrial dos produtos referidos no art. 49 poderá optar por regime especial de apuração e Fl. 138DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 06/09/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13005.000816/200710 Acórdão n.º 3801002.030 S3TE01 Fl. 139 6 pagamento das contribuições para o PIS/PASEP e da COFINS, no qual os valores das contribuições são fixados por unidade de litro do produto, respectivamente, em: (...) § 1º A pessoa jurídica industrial que optar pelo regime de apuração previsto neste artigo poderá creditarse dos valores das contribuições estabelecidos nos incisos I a III do art. 51, referentes às embalagens que adquirir, no período de apuração em que registrar o respectivo documento fiscal de aquisição. (Redação dada pela Lei nº 10.925/04) § 3º A opção prevista neste artigo será exercida, segundo normas e condições estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal, até o último dia útil do mês de novembro de cada ano calendário, produzindo efeitos, de forma irretratável, durante todo o anocalendário subseqüente ao da opção. § 4º Excepcionalmente para o anocalendário de 2004, a opção poderá ser exercida até o último dia útil do mês subseqüente ao da publicação desta Lei, produzindo efeitos, de forma irretratável, a partir do mês subseqüente ao da opção, até 31 de dezembro de 2004. § 5º No caso da opção efetuada nos termos dos §§ 3º e 4º, a Secretaria da Receita Federal divulgará o nome da pessoa jurídica optante e a data de início da opção. Efetivamente, caso a recorrente tivesse feito a opção pelo Regime Especial prevista em lei, à princípio, ela teria direito ao creditamento dos valores das contribuições para o PIS/PASEP e da COFINS referentes as embalagens, não obstante a informação equivocada quanto ao tipo de crédito nos PERDCOMPs. No entanto, conforme reconhece a própria Recorrente, ela não fez a opção pelo regime especial de apuração e pagamento das contribuições para o PIS/PASEP e da COFINS previsto no art. 52 da Lei 10.833/03. Esta opção, como já previa a lei, foi regulamentada pela IN SRF nº 388, de 28 de janeiro de 2004, que assim dispunha: Art. 1º A pessoa jurídica que proceda a industrialização dos produtos classificados nos códigos 2202 (exclusivamente refrigerante), 2203 (cervejas) e 2106.90.10 Ex 02 (preparações compostas não alcoólicas, para elaboração de bebidas refrigerantes), todos da Tipi, aprovada pelo Decreto nº 4.542, de 26 de dezembro de 2002, pode optar por regime especial de apuração e pagamento do PIS/PASEP e da COFINS de que trata art 52 da Lei nº 10.833, de 2003, no qual os valores das contribuições são fixados por unidade de litro do produto. § 1º A opção prevista neste artigo deve ser formalizada por meio de Termo de Opção dirigido a SRF, conforme modelo constante do Anexo I desta Instrução Normativa, até o último dia útil do mês de novembro de cada ano calendário, produzindo efeitos, de forma irretratável, durante todo o anocalendário subseqüente ao da opção. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 06/09/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13005.000816/200710 Acórdão n.º 3801002.030 S3TE01 Fl. 140 7 § 2º O Termo de Opção deve ser apresentado em duas vias à unidade da SRF com jurisdição sobre o estabelecimentomatriz da pessoa jurídica, que acolhe a primeira via e devolve a segunda com o registro do respectivo recebimento. Apesar da alegação da Recorrente de que cometeu um lapso na falta de opção ao regime especial, que atendeu aos demais requisitos para inclusão no artigo 52 da Lei n° 10.833 e não houve prejuízos ao erário público, não se trata de se discutir boa ou máfé, pois a boafé não dispensa o cumprimento de prazos, formalidades e procedimentos legais, que se fossem dispensados para uns, e exigidos de outros, evidenciaria prática em detrimento não apenas da legalidade, como da isonomia. Não cabe admitir que regras possam ser violadas ou descumpridas; e que se admita escusa genérica para justificar descumprimento ou gerar direito não exercido a tempo e modo, conforme o devido processo legal. Por conseguinte, descabe a pretensão da Recorrente de se creditar dos valores das contribuições para o PIS/PASEP e da COFINS referentes às embalagens adquiridas, vez que não exerceu no prazo legal concedido a opção pelo regime especial previsto em Lei para usufruir desse direito. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 140DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 06/09/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
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Numero do processo: 13123.000188/2009-98
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Simples Nacional
Ano-calendário: 2009
INDEFERIMENTO DE OPÇÃO. REGULARIZAÇÃO DE PENDÊNCIAS. INCLUSÃO RETROATIVA.
Regularizada a pendência impeditiva enquanto não vencido o prazo para solicitação da opção pelo Simples Nacional, deve ser promovida a inclusão do contribuinte nesse regime, com efeitos retroativos.
Numero da decisão: 1803-001.813
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Sérgio Luiz Bezerra Presta.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Presidente-substituto
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Marcos Antônio Pires.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2009 INDEFERIMENTO DE OPÇÃO. REGULARIZAÇÃO DE PENDÊNCIAS. INCLUSÃO RETROATIVA. Regularizada a pendência impeditiva enquanto não vencido o prazo para solicitação da opção pelo Simples Nacional, deve ser promovida a inclusão do contribuinte nesse regime, com efeitos retroativos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 12 3. 00 01 88 /2 00 9- 98 Fl. 40DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13123.000188/200998 Acórdão n.º 1803001.813 S1TE03 Fl. 41 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Sérgio Luiz Bezerra Presta. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidentesubstituto (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Marcos Antônio Pires. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13123.000188/200998 Acórdão n.º 1803001.813 S1TE03 Fl. 42 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 29): Trata o processo de impugnação ao Termo de Indeferimento de Opção pelo Simples Nacional, expedido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, em virtude de a empresa desenvolver ‘atividade econômica vedada’, com fundamento no art. 17, inciso XI, da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 (fls. 01/02). Intimada por meio eletrônico, com data do registro em 08/04/2009 (fl. 02), em sede de impugnação, protocolada em 08/05/2009 (fl. 01v), a contribuinte alega, em síntese, que as pendências relativas aos códigos de atividades econômicas secundárias, de “consultoria e auditoria contábil tributária”, foram excluídas de seu contrato social (fl. 01). 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 28): ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2009 SIMPLES NACIONAL TERMO DE INDEFERIMENTO 1. A declaração de suas atividades fins no contrato social deve ser tomada como caracterizadora de sua empresa Enunciado nº 54 da I Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça Federal, ao comentar o art. 966 do Código Civil. 2. As atividades de “assessoria” e “treinamentos” constitui vedação de ingresso de empresa ao Simples Nacional, com fundamento na prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, e prestação de serviços de instrutor, não excetuada pela Lei Complementar nº 123/2006, que, em seu § 1º do artigo 17, com remissão aos §§ 5ºB a 5ºE do art. 18, dispôs expressamente sobre as hipóteses de afastamento das normas de vedação. 3. A eficácia do ato de alteração contratual retroage à data de sua assinatura, desde que apresentados a arquivamento na junta, dentro de 30 (trinta) dias da referida firma; fora desse prazo, o arquivamento só terá eficácia a partir do despacho que o conceder. Impugnação Improcedente Sem Crédito em Litígio 3. Cientificada da referida decisão em 26/08/2011 (fls. 24 numeração digital ND), a tempo, em 15/09/2011, apresenta a interessada Recurso de fls. 26 a 28 ND, instruído com os documentos de fls. 29 a 37 ND, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos e aduzindo mais os seguintes: a) que os julgadores da 4ª Turma da DRJ/BSB interpretaram equivocadamente a legislação e as datas cronológicas da constituição e Fl. 42DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13123.000188/200998 Acórdão n.º 1803001.813 S1TE03 Fl. 43 4 arquivamento da documentação da empresa perante a junta comercial do Estado; b) que, portanto, a decisão que julgou a impugnação improcedente, inarredavelmente deve ser reformada; e c) que, assim, considerando que alterou o seu contrato social, excluindo a atividade que impedia da opção pelo Simples Nacional dentro do prazo legal, conforme demonstrado nos autos, não vê razão para o indeferimento do seu pedido aos benefícios do Simples Nacional. Em mesa para julgamento. Fl. 43DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13123.000188/200998 Acórdão n.º 1803001.813 S1TE03 Fl. 44 5 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 4. Toda a questão relativa ao presente processo prendese a uma análise de datas, a saber: a) a empresa foi aberta em 22/06/2009 (fls. 12); b) solicitou o seu ingresso no Simples Nacional em 26/06/2009 (fls. 16); c) referida solicitação foi processada e indeferida, por pendência cadastral, em 06/07/2009 (fls. 16 a 18); d) o correspondente Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional foi registrado em 09/07/2009 (fls. 19); e) a Recorrente procedeu à alteração contratual, modificando o seu nome empresarial e o seu objetivo social, assinada em data de 08/07/2009 (fls. 37ND); e f) referida alteração contratual foi protocolada na Junta Comercial do Estado do Tocantins em 09/07/2009, tendo sido registrada em 13/07/2009 (fls. 37ND). 5. Não obstante esses fatos, concluiu a decisão recorrida que (fls. 30 e 31): A eficácia do ato de alteração contratual retroage à data de sua assinatura, desde que apresentados a arquivamento na junta, dentro de 30 (trinta) dias da referida firma; fora desse prazo, o arquivamento só terá eficácia a partir do despacho que o conceder. A alteração contratual que, em tese, excluiu a atividade vedada operouse somente em 15/07/2009 (fls. 06/07, 15, 24/25), e somente a partir daí surtiu efeito, por força do artigo 36 da Lei nº 8.934/1994, que dispõe sobre o Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins. 6. Ora, se o despacho que concedeu o registro é de 13/07/2009 (e não 15/07/2009, como equivocadamente considerou a decisão recorrida), e, pois, menos de 30 (trinta) dias depois da data da assinatura da correspondente alteração contratual (08/07/2009), a eficácia do ato de alteração contratual retroage a essa última data, que é anterior, inclusive, à do próprio Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, registrado eletronicamente em 09/07/2009 (art. 23, § 2º, inciso III, alínea “b”, do Decreto nº 70.235, de 1972). Fl. 44DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13123.000188/200998 Acórdão n.º 1803001.813 S1TE03 Fl. 45 6 7. Esclareçase, por outro lado, que consta daquele Termo o seguinte (fls. 19): A pessoa jurídica, caso já tenha regularizado as pendências acima enumeradas, poderá solicitar nova opção pelo Simples Nacional, no prazo de trinta dias contados da data do último deferimento da inscrição municipal e, se exigível,da estadual. 8. E esse último deferimento é justamente a data de 26/06/2009, sextafeira, conforme fls. 17, sendo, portanto, admissível a regularização de pendências impeditivas até 28/07/2009. 9. De se destacar, por fim, que, em data de 05/01/2010, foi pleiteada e deferida solicitação de inclusão no Simples Nacional, para o anocalendário de 2010 e posteriores (fls. 16). Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 45DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH
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