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Numero do processo: 11330.001217/2007-04
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 20 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jan 20 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 2803-000.260
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator, para que todos os documentos do presente processo sejam juntados nos presentes autos digitais e elimine dos autos digitais os arquivos de conteúdo idêntico. Realizada a diligência, retornem os autos para julgamento.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos
PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator ad hoc na data da formalização.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO (Relator), EDUARDO DE OLIVEIRA.
Conselheiro Marcelo Oliveira - Relator designado ad hoc na data da formalização
Para registro e esclarecimento, pelo fato do conselheiro responsável pelo relatório ter deixado o colegiado antes de sua formalização, fui designado AD HOC para fazê-lo.
Esclareço que aqui reproduzo o relato deixado pelo conselheiro nos sistemas internos do CARF, com as quais não necessariamente concordo.
Feito o registro.
Os autos digitais vieram ao presente relator para julgamento, contudo os mesmos vieram apenas com duas (idênticas) versões do volume II (fls. 293 e seguintes dos autos físicos), estando ausentes os demais autos antecedentes do processo (volume I).
É o relatório.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator, para que todos os documentos do presente processo sejam juntados nos presentes autos digitais e elimine dos autos digitais os arquivos de conteúdo idêntico. Realizada a diligência, retornem os autos para julgamento. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator ad hoc na data da formalização. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO (Relator), EDUARDO DE OLIVEIRA. Conselheiro Marcelo Oliveira - Relator designado ad hoc na data da formalização Para registro e esclarecimento, pelo fato do conselheiro responsável pelo relatório ter deixado o colegiado antes de sua formalização, fui designado AD HOC para fazê-lo. Esclareço que aqui reproduzo o relato deixado pelo conselheiro nos sistemas internos do CARF, com as quais não necessariamente concordo. Feito o registro. Os autos digitais vieram ao presente relator para julgamento, contudo os mesmos vieram apenas com duas (idênticas) versões do volume II (fls. 293 e seguintes dos autos físicos), estando ausentes os demais autos antecedentes do processo (volume I). É o relatório.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator, para que todos os documentos do presente processo sejam juntados nos presentes autos digitais e elimine dos autos digitais os arquivos de conteúdo idêntico. Realizada a diligência, retornem os autos para julgamento. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator ad hoc na data da formalização. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO (Relator), EDUARDO DE OLIVEIRA. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 13 30 .0 01 21 7/ 20 07 -0 4 Fl. 380DF CARF MF Impresso em 20/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2016 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11330.001217/200704 Resolução nº 2803000.260 S2TE03 Fl. 3 2 Conselheiro Marcelo Oliveira Relator designado ad hoc na data da formalização Para registro e esclarecimento, pelo fato do conselheiro responsável pelo relatório ter deixado o colegiado antes de sua formalização, fui designado AD HOC para fazê lo. Esclareço que aqui reproduzo o relato deixado pelo conselheiro nos sistemas internos do CARF, com as quais não necessariamente concordo. Feito o registro. Os autos digitais vieram ao presente relator para julgamento, contudo os mesmos vieram apenas com duas (idênticas) versões do volume II (fls. 293 e seguintes dos autos físicos), estando ausentes os demais autos antecedentes do processo (volume I). É o relatório. Fl. 381DF CARF MF Impresso em 20/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2016 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11330.001217/200704 Resolução nº 2803000.260 S2TE03 Fl. 4 3 Conselheiro Marcelo Oliveira Relator designado ad hoc na data da formalização. Para registro e esclarecimento, pelo fato do conselheiro responsável pela resolução ter deixado o CARF antes de sua formalização, fui designado AD HOC para fazêlo. Esclareço que aqui reproduzo integralmente as razões de decidir do então conselheiro, constantes dos arquivos do CARF, com as quais não necessariamente concordo. Feito o registro. Em razão da ausência de documentação e duplicação indevida de cópias nos autos digitais, deve os autos retornarem a autoridade preparadora para fins de juntada dos documentos do referido processo faltantes descritos no relatório (volume I dos autos físicos). Isso posto, voto para converter o presente processo em diligência para que todos os documentos do presente processo sejam juntados nos presentes autos digitais e elimine dos autos digitais os arquivos de conteúdo idêntico. Realizada a diligência, retornem os autos para julgamento. É como voto. Foi assim que o conselheiro posicionouse na sessão de julgamento, conforme registro. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator ad hoc na data da formalização Fl. 382DF CARF MF Impresso em 20/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2016 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13656.000525/2003-33
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Sep 21 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 07/09/1995 a 19/01/1999
RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO.
Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo.
RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE PROVIDO
Numero da decisão: 9303-003.097
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à unidade preparadora para análise do mérito.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente).
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 07/09/1995 a 19/01/1999 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE PROVIDO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à unidade preparadora para análise do mérito. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente).
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 07/09/1995 a 19/01/1999 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à unidade preparadora para análise do mérito. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 65 6. 00 05 25 /2 00 3- 33 Fl. 726DF CARF MF Impresso em 21/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 10/09/2 015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARR ETO 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Relatório Tratase de recurso especial, interposto pela Fazenda Nacional, contra acórdão proferido pela 1ª Turma da 3ª Câmara da 3ª Sejul, sob a seguinte ementa: Relator: Maurício Taveira e Silva Acórdão: 330100.511 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 04/01/1995 a 19/01/1999 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO O direito de pedir restituição/compensação de contribuição para o PIS/Pasep e Cofins extinguese em cinco anos, contados do pagamento. A edição da Lei Complementar n° 118/2005 esclareceu a controvérsia de interpretação quanto ao direito de pleitear a restituição do indébito, sendo de cinco anos contados da extinção do crédito que, no lançamento por homologação, ocorre no momento do pagamento antecipado previsto no § 1° do art.150 do CTN. A PGFN apresentou recurso especial onde alega que a decisão prolatada pelo pleno do STF, no RE nº 566.621, em 04/08/2011, em julgamento de mérito de tema com repercussão geral, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, relativamente a pagamentos e pedidos de restituição efetuados anteriormente à vigência da LC nº 118/05 (09/06/2005), somente se aplica a processos judiciais e não administrativos. O contribuinte apresentou contrarrazões. Essas são as questões jurídicas necessárias ao deslinde da questão. É o relatório. Voto O recurso interposto pela contribuinte atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. Não pode prosperar o argumento levantado pela PGFN que a decisão prolatada pelo pleno do STF, no RE nº 566.621, em 04/08/2011, em julgamento de mérito de tema com repercussão geral, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, relativamente a Fl. 727DF CARF MF Impresso em 21/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 10/09/2 015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARR ETO Processo nº 13656.000525/200333 Acórdão n.º 9303003.097 CSRFT3 Fl. 191 3 pagamentos e pedidos de restituição efetuados anteriormente à vigência da LC nº 118/05 (09/06/2005), somente se aplica a processos judiciais e não administrativos. Dessa forma, assiste razão à contribuinte, pois, com a edição da Lei Complementar 118/2005, o seu artigo 3º foi debatido no âmbito do STJ no Resp 327043/DF, que entendeu tratarse de usurpação de competência a edição desta norma interpretativa, cujo real objetivo era desfazer entendimento consolidado. Entendendo configurar legislação nova e não interpretativa, os Ministros do STJ decidiram que as ações propostas até a data de 09/06/2005, não se submeteriam ao consignado na nova lei. Na mesma toada, de acordo com a decisão prolatada pelo pleno do STF, no RE nº 566.621, em 04/08/2011, em julgamento de mérito de tema com repercussão geral, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, relativamente a pagamentos e pedidos de restituição efetuados anteriormente à vigência da LC nº 118/05 (09/06/2005), é de cinco anos para a homologação do pagamento antecipado, acrescido de mais cinco para pleitear o indébito, em conformidade com a cognominada tese dos cinco mais cinco, sendo, portanto, de dez anos o prazo para pleitear a restituição do pagamento indevido. Assim, visto que a interessada protocolizou seu pedido de restituição em 05/09/2003, os pagamentos referentes aos fatos geradores anteriores a 10 anos dessa data estariam com o eventual direito de restituição extinto, tendo em vista terem sido alcançados pela prescrição, o que não ocorreu in casu, pois o período de apuração foi de 07/09/1995 a 19/01/1999. Portanto, em que pese a minha total discordância com tal entendimento, com fulcro no art. 62A do Anexo II à Portaria MF nº 256/09 (RICARF), deve ser reconhecida a aplicabilidade da tese dos cinco mais cinco. No presente caso, não existe nenhum período cujo direito a se pleitear a repetição esteja prescrito. Ante o exposto voto por dar provimento ao recurso especial do contribuinte, com retorno dos autos à unidade preparadora para a análise do mérito do pedido de restituição. Rodrigo da Costa Possas Relator Fl. 728DF CARF MF Impresso em 21/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 10/09/2 015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARR ETO
score : 1.0
Numero do processo: 13784.000116/2011-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2008
DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.
Somente o valor fixado em cumprimento de decisão judicial, acordo homologado em juízo ou escritura pública, efetivamente comprovado, pode ser deduzido da base de cálculo do imposto de renda, a título de pensão alimentícia judicial.
DESPESAS MÉDICAS. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO.
Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades
Numero da decisão: 2202-003.196
Decisão: Recurso Voluntário Provido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para afastar as seguintes glosas:. O Conselheiro MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA votou pelas conclusões
(Assinado digitalmente)
MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA.";
Nome do relator: JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2008 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. Somente o valor fixado em cumprimento de decisão judicial, acordo homologado em juízo ou escritura pública, efetivamente comprovado, pode ser deduzido da base de cálculo do imposto de renda, a título de pensão alimentícia judicial. DESPESAS MÉDICAS. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades
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decisao_txt : Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para afastar as seguintes glosas:. O Conselheiro MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA votou pelas conclusões (Assinado digitalmente) MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Presidente. (Assinado digitalmente) JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA.";
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Recorrente JOSÉ CARLOS FIGUEREDO POLESHUCK Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2008 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. Somente o valor fixado em cumprimento de decisão judicial, acordo homologado em juízo ou escritura pública, efetivamente comprovado, pode ser deduzido da base de cálculo do imposto de renda, a título de pensão alimentícia judicial. DESPESAS MÉDICAS. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, podese presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para afastar as seguintes glosas:. O Conselheiro MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA votou pelas conclusões (Assinado digitalmente) MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Presidente. (Assinado digitalmente) JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 78 4. 00 01 16 /2 01 1- 81 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 1/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA."; Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento (fls. 05/11), onde foi exigido imposto suplementar de R$ 20.595,50 e acréscimos legais correspondentes, relativo ao anocalendário 2008, em decorrência de dedução indevida de despesas médicas e de pensão alimentícia Judicial e/ou por Escritura Pública. O contribuinte impugna parcialmente o lançamento (fls.02), concordando com a glosa da despesa com drenagem linfática. Apresenta os documentos de fls. 13/35 para comprovar as demais deduções. De acordo com a Notificação de Lançamento o contribuinte deduziu o montante de R$ 49.080,26 a título de pensão alimentícia. Sendo R$ 39.560,00 pago a Rafael Teixeira Figueiredo Poleshuck (filho do Recorrente) e R$ 9.250,26 pago a Leny Bittencourt (ex esposa) . O acordo homologado judicialmente (fls.15 e 17/20) estabeleceu o pagamento de 8 salários mínimos mensais para Rafael Teixeira Figueiredo Poleshuck a ser depositado em conta corrente de sua genitora. Já com relação aos valores deduzidos relativos à pensão alimentícia paga a Leny Bittencourt, a pelitção de fls. 21/22 estabeleceu o pagamento de 30% dos rendimentos recebidos pelo contribuinte do Ministério da Saúde, os quais deveriam ser depositados na conta corrente da beneficiária. Às fls. 23 consta a homologação do "acordo de fls 83/84, ratificado às fls. 93" relativo ao processo nº 50817. Em relação a dedução das despesas médicas, foi glosado um montante total de R$ 25.812,46 relativo as deduções abaixo especificadas: “Glosa no valor de RS 5.000,00, referente profissional Maite Granado. Glosa no valor de RS 5.900.00, referente profissional Daniele Rodrigues. Glosa dos recibos para os quais não houve identificação do paciente/responsável pelo pagamento. Glosa no valor de RS 11.280,00 referente profissional Thiago de Oliveira Correa. Referese a serviços de drenagem linfática, para o qual não há previsão legal para sua dedução. Glosa no valor de R$ 3.632,46 referente Grupo Hospitalar do Rio de Janeiro, por se tratar de despesas em nome de Maria Emylia Polesnuck C. Branco c/.beneficiários não dependentes do contribuinte (Maria Fl. 80DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 1/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13784.000116/201181 Acórdão n.º 2202003.196 S2C2T2 Fl. 80 3 Emylia Polesnuck C. Branco, Maria Eduarda Poleshuck C. Branco e Maria Ellisa Polesnuck C. Branco).” A Delegacia Regional de Julgamento julgou parcialmente procedente a Impugnação, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2008 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. Somente o valor fixado em cumprimento de decisão judicial, acordo homologado em juízo ou escritura pública, efetivamente comprovado, pode ser deduzido da base de cálculo do imposto de renda, a título de pensão alimentícia judicial. DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. São dedutíveis os pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais,serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias e os pagamentos feitos a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura destas despesas, quando relativas ao próprio tratamento do contribuinte e ao de seus dependentes e devidamente comprovadas com documentação hábil e idônea. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Em relação a dedução de despesas com pensão alimentícia, a DRJ reconheceu a possibilidade de dedução do montante de R$ 39.280,00 (8 salários mínimos) relativos ao anocalendário de 2008, por considerar que a declaração de fls. 13, juntamente com a DIRPF/2009 entregue por Rafael Teixeira Figueiredo, comprovam o respectivo pagamento da pensão alimentícia, devendo ser restabelecida a dedução de R$ 39.280,00, que foi o valor acordado judicialmente. Manteve, todavia, a glosa do montante de R$ 9.250,26 pago a ex esposa, Leny Bittencourt por entender que a simples declaração de fls. 14 seria insuficiente para comprovar o pagamento, uma vez que a Sra. Leny Bittencourt não declarou esses recebimentos em sua DIRPF/2009. Em relação às despesas médicas, o contribuinte concordou com a glosa do valor de R$ 11.280,00 relativo a drenagem linfática e não impugnou a glosa de R$ 3.632,43 referente ao grupo hospitalar do Rio de Janeiro. A DRJ, por sua vez, admitiu a dedução de R$ 5.900,00 em razão dos recibos de fls. 29/30 acompanhados da declaração da cirurgiã dentista Danielle Rodrigues (fls. 31), mas manteve a glosa de R$ 5.000,00 referente a profissional Maite Granado, por entender que os recibos de fls. 3335 não identificam o paciente dos serviços prestados. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 1/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA 4 Cientificado, o contribuinte apresentou o Recurso Voluntário, no qual se insurge contra a parte da decisão da DRJ que manteve a glosa dos valores pagos à sua ex esposa por considerar que a simples declaração por ela prestada não seria prova da comprovação do pagamento. Alega o Recorrente que não poderia ser prejudicado por uma infração que deveria ser imputada a sua exesposa e que, de acordo com o artigo 320 do Código Civil, a quitação das obrigações sempre poderá ser dada por instrumento particular. Em relação a glosa das despesas médicas, o contribuinte alega que que todos os recibos juntados aos autos demonstram o pagamento de dívidas relativas aos tratamentos médicos realizados e identificam de maneira suficiente os profissionais, bem como os valores pagos É o relatório Voto Conselheira Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Relatora O recurso está dotado dos pressupostos legais de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. De acordo com o artigo 78 do Regulamento do Imposto de Renda, cuja matriz legal é o artigo 4º, inciso II, da Lei nº 9.250/94, a dedução das despesas relativas a pensão alimentícia estão sujeitas aos seguintes requisitos: Pensão Alimentícia Art. 78. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II). § 1º A partir do mês em que se iniciar esse pagamento é vedada a dedução, relativa ao mesmo beneficiário, do valor correspondente a dependente. § 2º O valor da pensão alimentícia não utilizado, como dedução, no próprio mês de seu pagamento, poderá ser deduzido nos meses subseqüentes. § 3º Caberá ao prestador da pensão fornecer o comprovante do pagamento à fonte pagadora, quando esta não for responsável pelo respectivo desconto. 4º Não são dedutíveis da base de cálculo mensal as importâncias pagas a título de despesas médicas e de educação dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 3º). § 5º As despesas referidas no parágrafo anterior poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do imposto de renda na declaração anual, a título de despesa médica (art. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 1/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13784.000116/201181 Acórdão n.º 2202003.196 S2C2T2 Fl. 81 5 80) ou despesa com educação (art. 81) (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 3º). (grifamos) De acordo com o dispositivo legal acima transcrito, constatase que o requisito fundamental para dedução das despesas com pensão alimentícia é que ela conste de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. Conforme se verifica, foi juntado, às fls. 15, a homologação do acordo datado de 09 de janeiro de 1997, relativo ao processo nº 1.061/96 . Logo em seguida, às fls. 16, foi juntada carta de sentença endereçada ao registro civil em 06 de fevereiro de 1997. Nas fls. 21 a 22, foi juntada outra petição da ação de separação consensual firmada pelo contribuinte e Leny Bittencourt. Na referida petição, o Recorrente e sua ex esposa requerem que os montantes de 70% pago a título de pensão (30% ´para ex esposa e 40% para o filho) passe a incidir tão somente sobre os ganhos auferidos na matrícula 0639322, do Ministério da Saúde pelo prazo de 5 anos (fls. 22). Findo esse prazo, estaria mantido, unicamente, o percentual de 30% (trinta por cento) para ex esposa.Às fls. 23 foi juntada a homologação do acordo de relativo ao Processo nº 50817. Essa decisão foi publicada em 14/06/1995 (fls. 24). Embora tenham sido trazida aos autos as decisões judiciais e as respectivas homologações a DRJ indeferiu a dedução das despesas pagos à Leny Bittencourt por entender que "a simples declaração de fls. 14 é insuficiente para comprovar esse pagamento, uma vez que a Sra Leny Bittencourt não declarou esses recebimentos em sua DIRPF/2009. Necessário que o contribuinte apresentasse os comprovantes de depósito ou transferência bancária para comprovar esses pagamentos". Os requisitos impostos pela legisglação para dedução de despesas com pensão alimentícia terem sido realizados em cumprimento de ação judicial ou acordo homologado judicialmente. Não há portanto, na legislação, a exigência de que para sua dedutibilidade, tais valores constem da declaração de ajuste da benefíciária. Ademais, não foi apontado qualquer falha ou indício que pudesse macular o recibo constante de fls. 14, motivo pelo qual, entendo que deve ser aceita a dedução das mencionadas despesas. Em relação a dedução das despesas médicas, entendo que assiste razão ao Recorrente. Isso porque, conforme disposto na Solução de Consulta Interna nº 23 da Coordenação Geral de Tributação COSIT, de 30/08/2013, na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem especificação do benefíciário do serviço, podese presumir que esse foi o próprio contribuinte. Confirase: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF DESPESAS MÉDICAS. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO. São dedutíveis, da base de cálculo do IRPF, as despesas médicas realizadas pelo contribuinte, referentes ao próprio tratamento e de seus Fl. 83DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 1/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA 6 dependentes,desde que especificadas e comprovadas mediante documentação hábil e idônea. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, podese presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades. No caso de o serviço médico ter sido prestado a dependente do contribuinte, sem a especificação do beneficiário do serviço no comprovante, essa informação poderá ser prestada por outros meios de prova, inclusive por declaração do profissional ou da empresa emissora do referido documento comprobatório. Dispositivos Legais: Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil (CPC), art. 332; Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, art. 8º, inciso II, alínea “a” e § 2º, e Decreto nº 3.000, de 26 de dezembro de 1999 (RIR/1999), art. 80, § 1º, incisos II e III. Em face do exposto, dou provimento ao Recurso Voluntário. É meu voto (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio Fl. 84DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 1/03/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 11516.000835/2004-16
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Fri Dec 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/1999 a 31/12/2003
Recurso Especial de Divergência. Admissibilidade
Proposições constantes do voto-condutor ou até mesmo da ementa, que não tiverem sido acolhidas pelo colegiado, não se incorporam ao acórdão paradigma nem, consequentemente, respaldam o recurso especial de divergência.
Recurso Especial do Contribuinte Não Conhecido
Numero da decisão: 9303-003.360
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por ausência de comprovação de divergência jurisprudencial.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/1999 a 31/12/2003 Recurso Especial de Divergência. Admissibilidade Proposições constantes do voto-condutor ou até mesmo da ementa, que não tiverem sido acolhidas pelo colegiado, não se incorporam ao acórdão paradigma nem, consequentemente, respaldam o recurso especial de divergência. Recurso Especial do Contribuinte Não Conhecido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por ausência de comprovação de divergência jurisprudencial. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/1999 a 31/12/2003 RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. ADMISSIBILIDADE Proposições constantes do votocondutor ou até mesmo da ementa, que não tiverem sido acolhidas pelo colegiado, não se incorporam ao acórdão paradigma nem, consequentemente, respaldam o recurso especial de divergência. Recurso Especial do Contribuinte Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por ausência de comprovação de divergência jurisprudencial. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 08 35 /2 00 4- 16 Fl. 907DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 11516.000835/200416 Acórdão n.º 9303003.360 CSRFT3 Fl. 902 2 Relatório Tratase de recurso especial de divergência, tempestivamente interposto pela contribuinte em desfavor do Acórdão nº 3102001.796, de 19/03/2013, cuja ementa se transcreve parcialmente a seguir, na fração que interessa ao presente julgamento: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. AUTORIZAÇÃO PARA DETERMINADO TRIBUTO OU PERÍODO. AUSÊNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O Mandado de Procedimento Fiscal é instrumento administrativo de planejamento e controle das atividades de fiscalização. Sua ausência ou a falta de autorização para fiscalização de determinado tributo, contribuição ou período não acarreta nulidade do auto de infração lavrado por autoridade que, nos termos da Lei, possui competência para tanto. Aduz a recorrente que o acórdão destoara da jurisprudência dos Colegiados do CARF, com relação aos efeitos do descumprimento da legislação que disciplinaria o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF), especificamente com relação a dois aspectos: a) inobservância dos limites procedimentais inerentes às denominadas "verificações obrigatórias", posto que o MPF que determinou a realização da ação fiscal em análise limitarseia à verificação da regularidade do recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, relativo ao exercício 2000; b) ausência de MPF relativo aos tributos vencidos no curso da ação fiscal. No intuito de demonstrar a necessária divergência, foi colacionado aos autos o Acórdão 240101.309, de 07/07/20101, cuja ementa transcrevese a seguir, na fração que interessa à solução do presente litígio: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/1999 PROCEDIMENTO FISCAL .LAVRATURA DA NOTIFICAÇÃO FISCAL FORA DO PRAZO DE VALIDADE DO MPF. NULIDADE O lançamento de débito deve ser precedido da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal, nos termos do disposto pelo Decreto n.. 3.969/2001. É nulo o procedimento ocorrido após o prazo de validade do MPF. Importante destacar, ainda, a decisão do Colegiado (original não destacado): 1 Embora o contribuinte, em um trecho do recurso, faça referencia ao Acórdão nº 220200517, colaciona aos autos o de nº 240101.309, mesmo indicado na tabela em que se pretende demonstrar analiticamente a divergência. Fl. 908DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 11516.000835/200416 Acórdão n.º 9303003.360 CSRFT3 Fl. 903 3 ACORDAM os membros da 4ª Câmara/1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular a Decisão de Primeira Instância. O recurso teve seguimento por meio do despacho às fls 887 a 8902. Instada a se manifestar, a Procuradoria da Fazenda Nacional ofereceu contrarrazões, defendendo que o MPF possuiria caráter exclusivamente gerencial e a consequente legalidade do procedimento fiscal. Conforme se verifica no extrato da movimentação processual impresso a partir do sítio do CARF, colacionado pela Recorrente à fl. 876, o acórdão paradigma foi alvo de embargos de declaração, solucionados por meio do Acórdão 2401003.751, de 05/11/2004, assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração:01/01/1999 a 30/11/1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ERRO MATERIAL. RETIFICAÇÃO. Tendo em vista que o acórdão recorrido não enfrentou a decadência do crédito tributário e, ainda, anulou a decisão de primeira instância, deve ser corrigido o erro material apontado na ementa, que equivocadamente fez referência à decadência parcial do crédito tributário. Embargos Acolhidos em Parte. Como é possível perceber, o colegiado ratificou a decisão de anular o processo a partir do acórdão de 1ª instância. É o Relatório. 2 Toda referência às folhas do processo, salvo ressalva, levará em consideração a numeração digital. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator Antes de enfrentar as matérias recursais, julgo relevante revisitar o exame de admissibilidade, pois, após uma nova análise, passei a considerar que o recurso não deve ter seguimento, máxime após a manifestação do Colegiado responsável pela prolação do acórdão paradigma, em sede de embargos de declaração. Como visto, a ementa do acórdão colacionado como paradigma trata da decretação da nulidade da ação fiscal em razão de vencimento do MPF (que equiparou à ausência do instrumento), circunstância que não é sequer alegada no presente processo. Fl. 909DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 11516.000835/200416 Acórdão n.º 9303003.360 CSRFT3 Fl. 904 4 O acórdão recorrido, noutro giro, está escorado em duas premissas: a) inconsistências ou até mesmo a ausência de MPF não dão azo à nulidade da ação fiscal; e b) as verificações obrigatórias realizadas pela Fiscalização não estariam em desacordo com a legislação que disciplina o MPF. Assim, ainda que se considere que o acórdão paradigma afastaria a primeira premissa, a admissibilidade, quanto a esse ponto, só alcançaria os períodos vencidos no curso da ação fiscal. A alegação de nulidade, com relação a tais períodos, de fato, foi afastada com base na primeira premissa. Confirase excerto do votocondutor. No mesmo compasso, também não merece acolhimento a sugestão de que os Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil não pudessem incluir no Auto de Infração os tributos correspondentes a períodos vencidos durante o curso da fiscalização. Independentemente do texto normativo encontrado em cada uma das Portarias que regulam a emissão do MPF, por todas razões até aqui expostas, pareceme claro que a competência e o dever no qual está investido a Autoridade Fiscal decorrem de disposições legais de hierarquia superior. Ressaltese, não foi trazido qualquer paradigma que respaldasse a alegação de nulidade em razão da suposta extrapolação dos limites em razão da prática dos atos nos moldes verificados no presente processo. Com efeito, a única decisão citada no recurso que suportaria a interpretação da recorrente foi prolatada pela DRJ Florianópolis e, como tal, nos termos do art. 67 do Regimento Interno do CARF vigente à época da interposição do recurso, ineficaz para demonstrar. Ocorre que, mesmo se superada essa dificuldade e se pudesse dar seguimento parcial ao recurso, após uma melhor análise do acórdão apontado como paradigma, chegase à conclusão de que o aresto não se presta a esse desiderato. De fato, se houvesse dúvida de que o Colegiado não acolheu o argumento do relator no sentido de que se deveria anular o processo desde o início, tanto que só anulou a decisão de primeira instância, após a manifestação em sede de embargos, não resta qualquer dúvida. Peço licença para transcrever os esclarecimentos da Relatora acerca das razões que conduziram à conclusão de que os embargos deveriam ser acolhidos parcialmente (destaques editados): Os embargos foram admitidos apenas quanto à omissão apontada. No que diz respeito à obscuridade, observase que o voto do Relator se posicionou, de forma sucessiva, sobre duas nulidades diferentes, mas os membros da Turma, por unanimidade de votos, acordaram em acolher a segunda, anulando a decisão de Primeira Instância. Não foram, portanto, admitidos os embargos, no tocante à alegada obscuridade. Se o acórdão paradigma não decidiu pela nulidade do procedimento em razão das alegadas irregularidades do MPF, evidentemente não se presta a demonstrar o dissídio jurisprudencial alegado. Fl. 910DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 11516.000835/200416 Acórdão n.º 9303003.360 CSRFT3 Fl. 905 5 Com essas considerações, voto no sentido de não tomar conhecimento do recurso especial. Henrique Pinheiro Torres Fl. 911DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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Numero do processo: 19679.013059/2004-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003
AQUISIÇÃO DE INSUMOS RELATIVOS A PRODUTOS ELENCADOS NA LEI 10.485/2002. NÃO HÁ DIREITO AO CREDITAMENTO NO PERÍODO.
A Lei 10.637/2002 determina categoricamente a sujeição das receitas de venda dos produtos relacionados na Lei 10.485/2002 às normas da incidência cumulativa. Portanto, não há direito creditório dos insumos correspondentes a esses produtos.
ENERGIA ELÉTRICA. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS.
Em principio, o crédito relativo a dispêndios com a energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica, que não for aproveitado em determinado mês, poderá sê-lo nos meses subsequentes, sem atualização monetária nem incidência de juros sobre os respectivos valores.
DESPESAS FINANCEIRAS. DIREITO DE CRÉDITO
Somente geram crédito, para efeito do regime não-cumulativo do PIS, os gastos relativos a despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica. As demais despesas financeiras não podem ser computadas, por ausência de previsão legal.
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 3402-002.807
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Carlos Augusto Daniel Neto, que deu provimento parcial para reconhecer o direito de o contribuinte tomar o crédito sobre as despesas de variação cambial.
Antônio Carlos Atulim - Presidente.
Jorge Olmiro Lock Freire - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 AQUISIÇÃO DE INSUMOS RELATIVOS A PRODUTOS ELENCADOS NA LEI 10.485/2002. NÃO HÁ DIREITO AO CREDITAMENTO NO PERÍODO. A Lei 10.637/2002 determina categoricamente a sujeição das receitas de venda dos produtos relacionados na Lei 10.485/2002 às normas da incidência cumulativa. Portanto, não há direito creditório dos insumos correspondentes a esses produtos. ENERGIA ELÉTRICA. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. Em principio, o crédito relativo a dispêndios com a energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica, que não for aproveitado em determinado mês, poderá sêlo nos meses subsequentes, sem atualização monetária nem incidência de juros sobre os respectivos valores. DESPESAS FINANCEIRAS. DIREITO DE CRÉDITO Somente geram crédito, para efeito do regime nãocumulativo do PIS, os gastos relativos a despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica. As demais despesas financeiras não podem ser computadas, por ausência de previsão legal. Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Carlos Augusto Daniel Neto, que deu provimento parcial para reconhecer o direito de o contribuinte tomar o crédito sobre as despesas de variação cambial. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 67 9. 01 30 59 /2 00 4- 55 Fl. 593DF CARF MF Impresso em 22/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE, Assinado digitalmente em 15/12/ 2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE Processo nº 19679.013059/200455 Acórdão n.º 3402002.807 S3C4T2 Fl. 594 2 Antônio Carlos Atulim Presidente. Jorge Olmiro Lock Freire Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto. Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação em papel protocolizada em 30/09/2004 (fl. 02), na qual o epigrafado compensou débito de IRPJ (código de receita 2362) com crédito de PIS não cumulativo referente ao mês de outubro de 2003 (fl. 04). No entanto, encontramse apensados a estes autos 5 outros processos (19679.0165542/200491, 19679.0165540/200401 e 19679.016545/200425, protocolados em 01/12/2004, 19679.0046646/200534, protocolado em 13/05/2005 e 19679.006217/200500, protocolado em 17/062005), que igualmente referemse à Declarações de Compensação em papel, com lastro em créditos de PIS não cumulativo, referente aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2003 (4º trimestre de 2003). O quadro abaixo resume os créditos e débitos compensados, por processo. Desta forma, sob análise neste julgado todos esses processos de compensação conjuntamente, uma vez arrimados em crédito do mesmo período de apuração. O despacho da DRF/Marília (fls. 67/70), de 18/08/2008, consigna que na DACON referente ao 4º trimestre/2003 (fls. 62/66) informou a empresa ter auferido receitas de exportação e receitas de vendas no mercado interno de produtos de fabricação própria. Informa Fl. 594DF CARF MF Impresso em 22/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE, Assinado digitalmente em 15/12/ 2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE Processo nº 19679.013059/200455 Acórdão n.º 3402002.807 S3C4T2 Fl. 595 3 ainda, ter a empresa utilizado o método de rateio proporcional, com base na razão entre a receita de exportação e a receita bruta auferida, para separar créditos referentes à exportação dos créditos referentes ao mercado interno. Assim, utilizou os créditos vinculados à receita de vendas no mercado interno como dedução das contribuições mensais do PIS, e o créditos relativos à exportação, conforme quadro acima, em tese estariam disponíveis para compensação com outros débitos administrados pela RFB. Esse mesmo despacho dá conta que, conforme DACON, os créditos vinculados à receita de exportação foram calculados em relação à bens utilizados como insumos, despesas de energia elétrica, despesas financeiras de empréstimos e financiamentos obtidos junto a pessoas jurídicas, alem de crédito presumido relativo a estoque de abertura. Feitas tais observações, entendeu a DRF Marília encaminhar o processo à DEFISSP para que esta, em diligência junto à empresa, verificasse se de fato as aquisições informadas se enquadrariam no conceito de insumos, nos termos das IN SRF 247/2002 e 358/2003, a origem dos bens e serviços, uma vez que à época somente bens e serviços de PJ domiciliada no país gerava direito ao crédito, dentre outras questões (energia elétrica, despesas financeiras, etc.) elencadas no item "2 Verificação da consistência dos valores informados no DACON" (FL. 69) do despacho em referência. Em 27/09/2009, o processo foi encaminhado à Equipe Especial de Ressarcimento da DEFIS/SP (fl. 72). Em 01/03/2010, a empresa tomou ciência do início da diligência fiscal (fls. 74/77). De fls. 338/359, despacho da Equipe Especial de Auditora da DEFIS/SP, que levou a cabo a diligência solicitada pela DRF Marília. Em suma, o quadro abaixo reproduz o que consta no despacho do Delegado da DERAT (fl. 359), de 07/05/2010, que homologou parcialmente as compensações no limite do crédito reconhecido para compensação no próprio mês. Pontua o relatório fiscal, item 16, que as vendas da empresa para o mercado interno, quais sejam, os produtos de autopeças listados na Lei nº 10.485/2002, até a edição da Lei nº 10.865/2004, que deu nova redação à Lei 10.637, sujeitavamse no período em análise ao regime cumulativo monofásico (Lei 10.637, art. 1º, §3º, IV), o que, em consequência, impedia qualquer desconto. Pelo mesmo motivo, as receitas de vendas no mercado externo dos produtos dos anexos I e II da Lei 10.485/2002, também não davam direito a creditamento, embora fizessem jus ao crédito presumido do IPI da Lei 9.363/96. Neste ponto, em reforço ao seu entendimento, referese às Soluções de Consulta da 6ª e 8ª RF, que transcreve, acerca da incidência monofásica do PIS em relação ao regime automotivo até 01/08/2004, ou 01/05/2004, para as PJ que optassem pela antecipação. Fl. 595DF CARF MF Impresso em 22/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE, Assinado digitalmente em 15/12/ 2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE Processo nº 19679.013059/200455 Acórdão n.º 3402002.807 S3C4T2 Fl. 596 4 Como a empresa a interessada é fabricante de autopeças, e parte de seus produtos de fabricação própria constam dos anexos I e II da Lei 10.485/2002 (regime monofásico) e parte não, a fiscalização segregou as receitas sujeitas ao regime monofásico cumulativo daquelas sujeitas ao regime plurifásico não cumulativo. Às fls. 343/344, consta o demonstrativo da receita de venda para o mercado interno por regime de apuração. Do mesmo modo, à fl. 345 consta a segregação das receitas de vendas para o mercado externo, restando consignado no relatório fiscal, que até 31/07/2004 foram excluídas do total das vendas para o mercado externo os valores referentes às vendas dos produtos constantes nos Anexos I e II da Lei 10.485/2002. Ou seja, tais vendas foram desconsideradas na base de cálculo da receita de exportação não cumulativa para cálculo do rateio da proporcionalidade para apuração do crédito de mercado externo "por tratarse de receita cumulativa de alíquota diferenciada", nos termos do demonstrativo que consta à fl. 345. Conforme DACON entregue pelo contribuinte, este adota o método do rateio proporcional para determinar o crédito de PIS. Com base no raciocínio desenvolvido pela fiscalização, acima descrito, foi refeito o rateio da receita não cumulativa, conforme quadro abaixo: Apurada a receita não cumulativa, foi calculado o percentual de rateio entre a receita não cumulativa do mercado externo e receita não cumulativa do mercado interno, segundo demonstrativo abaixo. Da base de cálculo do PIS foram glosados os valores referentes aos serviços prestados por pessoas físicas referente aos CFOP 1352 e 2352 (serviços de transporte por estabelecimento industrial). Em relação aos créditos, foi aceito o valor informado na DACON referente a "Crédito Presumido Relativo a Estoque de Abertura" e glosadas os seguintes itens: 1) Energia Elétrica Entendeu a fiscalização que a despesa com energia elétrica está sujeita ao princípio da competência, pelo que foram glosados esses valores e as despesas de outros meses por trataremse de despesas de períodos outros, assim como os Fl. 596DF CARF MF Impresso em 22/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE, Assinado digitalmente em 15/12/ 2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE Processo nº 19679.013059/200455 Acórdão n.º 3402002.807 S3C4T2 Fl. 597 5 valores referente a juros e a atualização monetária do parcelamento de valores em aberto (feito junto à empresa fornecedora de energia elétrica), por entender não estar autorizado pelo art. 3º da Lei 10.637/2002. 2) Despesas financeiras Para o Fisco a despesa financeira a que alude o art. 3º, V, da Lei 10.637/2002 é aquela decorrente de empréstimos e financiamento de pessoa jurídica, por isso a glosa dos valores constantes do quadro demonstrativo abaixo. A motivação, em síntese, foi a seguinte: juros de mora são penalidades contratuais decorrentes de atraso de pagamento, não sendo estes, em caso, vinculados a contrato de empréstimo ou financiamento; despesas de cobrança, variação cambial resultante de atualização de direito de crédito e variação monetária na aquisição de controladas não são despesas financeiras e nem estão vinculadas a empréstimos ou financiamentos; e, por fim, variação cambial sobre provisão de rejeição de clientes, igualmente, não estando vinculada a empréstimo, não dá direito "ao desconto". Manifestando a empresa sua inconformidade (fls. 365/380) com o despacho decisório local, a 6ª Turma da DRJ/SP1, em 24/05/2011 (fls. 471/482) não reconheceu o direito creditório pleiteado, mas declarou homologadas, por decurso de prazo (Lei 9.430/96, art. 74, § 5º, com redação da Lei 10.833/2002), a DCOMP constante deste processo, alem daquelas insertas nos seguintes processos apensados: 19679.016540/200401, 19679.016545/200425 e 19679.016542/200491. Em consequência, não foram homologadas as compensações declaradas nos processos 19679.006217/200500 e 19679.004646/200534, por insuficiência de crédito. Ainda não resignada com a r. decisão, a empresa recorreu a este Colegiado, onde, em suma, alega que os créditos postulados são legítimos e que a decisão recorrida partiu de premissa fática equivocada quanto ao aproveitamento do crédito de energia elétrica, "contrariando a própria análise fiscal autuante (sic), inovando no julgamento em prejuízo ao contribuinte". Entende a recorrente que mesmo em relação às suas vendas das mercadorias listadas nos anexos da Lei 10.485/2002, fazem parte de seu processo produtivo, pelo que seus insumos, de acordo com o art. 3º da Lei 10.637/2002, permite a dedução a título de PIS não cumulativo. No que tange às despesas com energia elétrica, alega que "seria necessário que o acórdão recorrido trouxesse aos autos prova de sua afirmação no sentido de demonstrar que os créditos legitimamente gerados pela recorrente seriam anteriores aos cinco anos anteriores à entrega das compensações, o que, de fato, não aconteceu". Ademais, alega que os valores Fl. 597DF CARF MF Impresso em 22/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE, Assinado digitalmente em 15/12/ 2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE Processo nº 19679.013059/200455 Acórdão n.º 3402002.807 S3C4T2 Fl. 598 6 dos juros de mora e correção monetária aplicados no parcelamento de sua dívida de energia elétrica não podem ser dissociadas do montante da despesa incorrida com aquele insumo. Em sequência, no que pertine às glosas de despesas financeiras, alega que "as despesas glosadas pela unidade administrativa por terem sido enxergadas como despesas financeiras cujo desconto não é autorizado, quando, na verdade, tais despesas não têm natureza financeira". Em síntese, nesse tópico, argui que juros de mora pagos a fornecedores são despesas acessórias e por essa razão indissociáveis à despesa principal, consistente no custo dos bens e serviços adquiridos dos fornecedores. Quanto às despesas de cobrança com variação cambial resultante de atualização de direitos e créditos, despesas com variação monetária na aquisição de controladas e despesas com variação cambial sobre provisão de rejeição de clientes, pugna que são elas "despesas indispensáveis para a formação da recorrente, que serve de base de cálculo para a incidência do PIS não cumulativo", pelo que, assevera, "são despesas tipicamente operacionais, que se encaixam perfeitamente no espírito da sistemática da Lei 10.637/2002". Nestes termos, pede o reconhecimento da integralidade do direito creditório. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire, relator. Sem reparos à decisão recorrida. Os produtos que a empresa vendeu, arrolados nos anexos da Lei 10.485/2002, no período em análise, não se sujeitavam ao regime não cumulativo da Lei 10.637/2002. Desse modo, correta a proficiente diligência fiscal (fls. 343/344) que apartou tais vendas. Assim, não há que se falar, em relação ao insumos utilizados na vendas das autopeças, em creditamento, pois tratavase de regime monofásico, à época em análise, o que afastava a incidência da Lei 10.637/2002. Esta Lei era expressa (art. 8º) no sentido de que as receitas das vendas dos produtos relacionados na Lei 10.485/2002 não estavam abarcadas pelo regime não cumulativo quanto ao PIS. Quanto às glosas referente à energia elétrica, igualmente corretas. Como bem dito na r. decisão as despesas estão sujeitas ao regime de competência. Ademais, a Lei 10.684/2003, ao dar nova redação ao art. 3º da Lei 10.637, admitiu o desconto da "energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica". A recorrente faz uma leitura extensiva da legislação, o que vai de encontro ao meu entendimento, pois a interpretação, tratandose de desconto sobre a base imponível de tributo, deve ser estrita. Dessarte, não deve ser descontado da base de cálculo da indigitada contribuição o pagamento de juros e correção monetária sobre o parcelamento de energia elétrica, pois não há autorização legal nesse sentido. De igual sorte, as despesas financeiras em análise também não dão margem a abatimento da base de cálculo do PIS. A legislação da época dispunha que poderia ser descontado crédito calculado em relação a "despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, exceto...." (art. 3º, V, da Lei 10.637/2002). Ora, mais uma vez o contribuinte faz uma leitura abrangente como se tudo que estivesse vinculado à despesa Fl. 598DF CARF MF Impresso em 22/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE, Assinado digitalmente em 15/12/ 2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE Processo nº 19679.013059/200455 Acórdão n.º 3402002.807 S3C4T2 Fl. 599 7 financeira ou de financiamento pudesse ser objeto de desconto. Mas não foi isso que normatizou o legislador. As despesas financeiras acessórias não estão abarcadas pelo desconto legal, pelo que juros de mora pagos a fornecedores decorrente de mora em pagamento não dá direito a creditamento, bem como despesas de cobrança, que sequer, in casu, vinculamse a empréstimos ou financiamentos. Com arrimo no mesmo raciocínio, não há como se admitir que variação cambial resultante de atualização direitos de créditos (exportação de peças especiais), variação cambial sobre provisão de rejeição de clientes e variação monetária na aquisição de controladas possam ser admitidas como "despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamento de pessoa jurídica". Forte no exposto, nego provimento ao recurso voluntário. assinado digitalmente Jorge Lock Freire Relator. Fl. 599DF CARF MF Impresso em 22/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE, Assinado digitalmente em 15/12/ 2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 15/12/2015 por JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
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Numero do processo: 10480.900019/2013-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Ano-calendário: 2009
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DIREITO DE CRÉDITO RECONHECIDO POR MEIO DE SENTENÇA JUDICIAL. HABILITAÇÃO. NECESSIDADE.
Na hipótese de o direito de crédito ter sido reconhecido por sentença judicial é imprescindível sua habilitação prévia à transmissão dos Perdecomps.
HABILITAÇÃO DO CRÉDITO. ILEGALIDADE.
A prévia exigência habilitação do crédito para a transmissão de Perdecomp não é ilegal, pois esse procedimento não suprime e nem limita o exercício do direito de compensação estabelecido pela lei.
Numero da decisão: 3402-002.812
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Thais De Laurentiis Galkowicz, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto. Ausente a Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro. Sustentou pela recorrente o Dr. Ivo Oliveira Lima, OAB/PE 25.263.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Jorge Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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DIREITO DE CRÉDITO RECONHECIDO POR MEIO DE SENTENÇA JUDICIAL. HABILITAÇÃO. NECESSIDADE. Na hipótese de o direito de crédito ter sido reconhecido por sentença judicial é imprescindível sua habilitação prévia à transmissão dos Perdecomps. HABILITAÇÃO DO CRÉDITO. ILEGALIDADE. A prévia exigência habilitação do crédito para a transmissão de Perdecomp não é ilegal, pois esse procedimento não suprime e nem limita o exercício do direito de compensação estabelecido pela lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Thais De Laurentiis Galkowicz, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto. Ausente a Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro. Sustentou pela recorrente o Dr. Ivo Oliveira Lima, OAB/PE 25.263. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Jorge Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 00 19 /2 01 3- 89 Fl. 827DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2016 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 6 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Relatório Tratase de pedido de ressarcimento do saldo credor de escrita do IPI relativo ao 3º Trimestre de 2009, cumulado com declarações de compensação, transmitido em 26/11/2009. Por meio de informação fiscal e despacho decisório notificado ao contribuinte em 09/05/2014 o pedido de ressarcimento foi indeferido e as compensações declaradas não foram homologadas. Segundo a autoridade administrativa, a maior parte do saldo credor da escrita fiscal é formada por créditos decorrentes de aquisições de insumos isentos, provenientes da Zona Franca de Manaus. Esses créditos foram escriturados com base em decisão judicial transitada em julgado, mas o contribuinte não cumpriu as exigências contidas nas IN SRF nº 517/2005; 600/2005; 900/2008 e 1300/2012, uma vez que deixou de solicitar a habilitação prévia do crédito e deixou de informar nos Perdecomp que o crédito tinha origem em decisão judicial transitada em julgado. Inconformado com o indeferimento do seu pleito, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, o seguinte: 1) a decisão judicial obtida em mandado de segurança não se enquadra nas hipóteses de habilitação de crédito, pois não houve condenação da União a restituir nenhum valor, apenas houve a emissão de ordem judicial no sentido de que a Administração Tributária não efetuasse o estorno dos créditos decorrentes de aquisições isentas da ZFM; 2) houve mudança de critério jurídico por parte do fisco, pois outros pedidos formalizados anteriormente na mesma condição foram processados sem que houvesse exigência de prévia habilitação; 3) as instruções normativas que exigem a prévia habilitação do crédito são ilegais, por afrontarem o art. 74 da Lei nº 9.430/96; 4) afastar o direito de crédito com base no descumprimento de questões procedimentais configura afronta aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, previstos no art. 2º da Lei nº 9.784/99. Por meio do Acórdão nº 47.721, de 17/09/2014 a DRJRecife julgou improcedente a manifestação de inconformidade. O julgado recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/07/2009 a 30/09/2009 CRÉDITO DECORRENTE DE AÇÃO JUDICIAL. PEDIDO DE HABILITAÇÃO. NECESSIDADE. Quando o crédito do contribuinte é reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, é necessário que haja um procedimento prévio de habilitação deste crédito na esfera administrativa. O pedido de ressarcimento e as declarações de compensação somente podem ser processados após esta habilitação. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2009 a 30/09/2009 ARGUIÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. Fl. 828DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2016 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 6 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10480.900019/201389 Acórdão n.º 3402002.812 S3C4T2 Fl. 6 3 As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade de atos insertos no ordenamento jurídico. Regularmente notificado da decisão de primeira instância em 28/10/2014 (fls. 738/739), o contribuinte apresentou recurso voluntário no qual reprisou as alegações oferecidas na impugnação, acrescentando a alegação de nulidade do despacho decisório. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator. O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. É ponto incontroverso nos autos que o contribuinte está amparado por decisão judicial transitada em julgado em 15/10/1998, que lhe garantiu o direito de escriturar créditos de IPI sobre a aquisição de concentrados para a produção de refrigerantes, isentos por força do art. 45, XXI do Regulamento do IPI, em virtude de serem produzidos na Zona Franca de Manaus (fls. 48/126). O art. 74 da Lei nº 9.430/96, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 10.637/2002, garante aos contribuintes o direito de compensação, inclusive de créditos que sejam decorrentes de decisões judiciais transitadas em julgado. O § 14 do referido artigo autorizou a Receita Federal a disciplinar o procedimento da compensação. Com base nessa autorização legal, foram baixadas as Instruções Normativas que exigiram a prévia habilitação do crédito reconhecido em processos judiciais para que o contribuinte pudesse utilizálo em Perdecomps. A defesa alegou, basicamente, que o provimento judicial que obteve não se enquadra na exigência das Instruções Normativas e que essa exigência de habilitação prévia é ilegal. Não existe ilegalidade alguma na exigência da habilitação prévia, pois nenhuma das instruções normativas emitidas pela Administração Tributária ao longo do tempo suprimiu ou limitou direitos do contribuinte que estejam previstos na lei. O que essas instruções normativas fizeram foi disciplinar o exercício do direito de compensação, pois é necessário que a Receita Federal tenha controle sobre os créditos utilizados pelos contribuintes. Existem contribuintes que nem possuem crédito e mesmo assim transmitem declarações de compensação. Existem outros casos em que os contribuintes alegaram que Fl. 829DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2016 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 6 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 desconheciam a existência de compensações declaradas em seus nomes porque terceiros teriam transmitido as decomp com o fim de prejudicálos. Certamente, a recorrente não se enquadra em nenhum desses casos, pois agiu como devem agir os bons contribuintes: ao sentir que a Administração estava ferindo seu direito, ajuizou o mandado de segurança e logrou êxito na sua pretensão. Mas embora tenha garantido seu direito de escriturar os créditos pelas aquisições dos concentrados isentos da ZFM, deixou de solicitar a habilitação do crédito, conforme exigia o art. 71 da IN SRF nº 900/2008, vigente ao tempo de transmissão do pedido de ressarcimento. Ao contrário do alegado, para os fins da habilitação do crédito, não existe distinção entre provimentos judiciais de cunho condenatório e provimentos judiciais de cunho mandamental. O fato de o mandado de segurança ter concedido ordem no sentido de que a Administração Tributária não estornasse os créditos sobre os concentrados isentos, não significa que não havia crédito a ser habilitado. Isso porque a palavra "crédito" utilizada na legislação possui sentido equívoco, pois ora é utilizada com o sentido de "valor do crédito" e ora com o sentido de "direito de crédito". No caso concreto a decisão no mandado de segurança não assegurou o valor do crédito, mas sim o direito de crédito. E é justamente esse direito de crédito é que é regulado no processo de habilitação do crédito. Observem senhores conselheiros, que o art. 71, § 4º da IN SRF nº 900/2008, estabelece que: § 4º O pedido de habilitação do crédito será deferido pelo titular da DRF, Derat ou Deinf, mediante a confirmação de que: I o sujeito passivo figura no pólo ativo da ação; II a ação tem por objeto o reconhecimento de crédito relativo a tributo administrado pela RFB; III houve reconhecimento do crédito por decisão judicial transitada em julgado; IV o pedido foi formalizado no prazo de 5 (cinco) anos da data do trânsito em julgado da decisão ou da homologação da desistência da execução do título judicial; e V na hipótese de ação de repetição de indébito, bem como nas demais hipóteses de crédito amparado em título judicial passível de execução, houve a homologação pelo Poder Judiciário da desistência da execução do título judicial ou a comprovação da renúncia à sua execução, e a assunção de todas as custas e dos honorários advocatícios referentes ao processo de execução. Ora, as verificações que a Administração executa nesse procedimento, são sumárias, nem de longe se cogita de investigar ou de se conferir o "valor do crédito". Apenas é investigado se existe o "direito ao crédito". Observem, ainda, que os incisos IV e V do referido parágrafo ressalvam a hipótese em que a decisão judicial tem cunho condenatório, o que Fl. 830DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2016 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 6 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10480.900019/201389 Acórdão n.º 3402002.812 S3C4T2 Fl. 7 5 significa que o processo de habilitação do crédito abrange também as decisões de cunho meramente mandamental, como a que beneficia a recorrente neste processo. A Instrução Normativa não faz a distinção alegada pela defesa, porque o que se habilita não é o "valor do crédito", mas sim o "direito de crédito". Não há violação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade em negar o pleito do contribuinte pela falta de habilitação do direito de crédito, pois no pedido de ressarcimento o contribuinte informou a existência de um saldo credor acumulado passível de ressarcimento no valor de R$ 10.047.043,37. É justo e razoável esperar que a Administração, antes de deferir um valor dessa magnitude, se certifique da presença dos requisitos estabelecidos no art. 71, § 4º da IN nº 900/2008. A defesa alegou que houve mudança de critério jurídico. Contudo, entendo que não configura a mudança de critério jurídico proibida pelo art. 146 do CTN o fato de em processos anteriores ter havido o deferimento do pedido de ressarcimento, mesmo porque a fiscalização narrou que o contribuinte vinha omitindo nos Perdecomp o fato de que o crédito tinha origem em decisão judicial transitada em julgado. A negativa do direito ao ressarcimento ora pleiteado não gera prejuízo algum ao contribuinte, pois ele poderá a qualquer tempo habilitar o direito conquistado perante o Poder Judiciário sem o óbice da prescrição, não só por se tratar de ação mandamental, mas também pelo fato de os créditos sobre o concentrado já terem sido escriturados na época própria. Não se olvide que o saldo credor escriturado no livro de IPI pode ser transferido para os períodos de apuração subsequentes de modo indefinido, sem problema algum de prescrição. Entendo também, que a ausência do pedido de habilitação e a omissão da informação no Perdecomp de que o crédito tinha origem em processo judicial, contaminaram todo o Perdecomp, mesmo porque o saldo credor acumulado e pleiteado é composto tanto dos créditos oriundos da ação judicial, quanto dos demais créditos tomados com base na legislação de regência. Sendo assim, não existe a nulidade alegada no despacho decisório. Com esses fundamentos, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Fl. 831DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2016 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 6 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 10980.006081/2009-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jan 22 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 2801-000.137
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso, nos termos do art. 62-A, §§ 1º e 2º do Regimento do CARF.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente
Assinado digitalmente
Sandro Machado dos Reis Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso, nos termos do art. 62-A, §§ 1º e 2º do Regimento do CARF. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso, nos termos do art. 62A, §§ 1º e 2º do Regimento do CARF. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Por meio da Notificação de Lançamento de fls. 05 e 06, ajustouse para R$ 5.955,97 o saldo de imposto a restituir apurado pelo contribuinte, relativo ao exercício 2007, anocalendário 2006. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .0 06 08 1/ 20 09 -6 5 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES Processo nº 10980.006081/200965 Resolução nº 2801000.137 S2TE01 Fl. 124 2 A autuação, originada da revisão da declaração de ajuste anual (fls. 11 a 13), constatou, de acordo com a documentação apresentada, omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, R$ 109.045,20, conforme segue: VALOR BRUTO DA AÇÃO, CF. GUIAS DE RETIRADA+IMPOSTO DE RENDA R$ 507.580,81. () HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS R$ 144.537,00 TRIBUTÁVEL AÇÃO R$ 363.043,81 () RENDIMENTOS DA AÇÃO DECLARADOS R$ 253.968,61 RENDIMENTOS OMITIDOS R$ 109.075,20 Cientificado do lançamento postado em 15/05/2009 (fl. 15), o contribuinte apresentou, em 18/06/2009, a impugnação de fls. 01 a 03, acatada como tempestiva pelo órgão de origem (fl. 17), alegando que persistem algumas inconsistências na Notificação de Lançamento gerada pela apreciação da Solicitação de Retificação de Lançamento (SRL). Argumenta que os valores auferidos se referem à demanda trabalhista contra o Banco Banestado (atual Banco Itaú). Esclarece que os rendimentos tributáveis, conforme informação em Dirf expedida pela fonte pagadora e comprovante anual de rendimentos (fl. 10), totalizaram R$ 373.442,89, dos quais caberia descontar os honorários advocatícios de R$ 144.537,00 (Nota Fiscal, fl. 08). Acrescenta que os documentos que instruem a petição foram apresentados para análise da SRL e ressalta, ainda, o recebimento de rendimentos isentos e não tributáveis da ordem de R$ 78.340,81, também informados nesses documentos. Entende que o valor referente à demanda trabalhista a ser tributado no ajuste anual totalizaria R$ 228.905,89, não havendo, assim, que se falar em omissão de rendimentos, uma vez que submeteu à tributação valor superior, mesmo acrescentando os rendimentos recebidos da Fundação Funbep. Apresenta o seguinte demonstrativo de apuração do imposto: Total dos rendimentos tributáveis declarados R$ 277.270,61 Total das deduções declaradas R$ 12.949,01 Base de cálculo apurada (1+23+45) R$ 264.321,60 Imposto apurado após alterações R$ 66.694,71 Total imposto pago declarado R$ 102.638,11 Imposto a restituir após alterações R$ 35.943,40 Imposto a restituir declarado/calculado R$ 35.943,40 Ao final, requer acolhimento da impugnação e revisão dos valores lançados. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES Processo nº 10980.006081/200965 Resolução nº 2801000.137 S2TE01 Fl. 125 3 Em face das alegações apresentadas, bem assim, por não constarem dos autos elementos da ação judicial que permitissem apurar o valor da omissão autuada (R$ 109.045,20), solicitouse a diligência de fl. 21, que resultou na juntada aos autos da documentação pertinente (fls. 23 a 35).” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 RESCISÓRIA TRABALHISTA. RENDIMENTOS ISENTOS. COMPROVAÇÃO PARCIAL. Excluise da base de cálculo do imposto a parcela das verbas trabalhistas isentas de tributação pela legislação pertinente, mantendo se a omissão de rendimentos autuada, relativa ao montante cuja isenção não restou comprovada nos autos. Impugnação Procedente em Parte Outros Valores Controlados” Doravante, foi apresentado recurso voluntário pelo contribuinte suscitando os mesmos argumentos da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator No presente caso, temse que o auto de infração objeto deste processo versa sobre rendimentos recebidos acumuladamente pelo contribuinte. Compulsando os autos, verificase que a Fiscalização, ao proceder ao lançamento tributário, em 2009, aplicou a Tabela Progressiva Anual sobre o total dos rendimentos recebidos acumuladamente no anocalendário 2006. Ocorre que a constitucionalidade da regra estabelecida no art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988, foi levada à apreciação, em caráter difuso, por parte do Supremo Tribunal Federal, o qual reconheceu a repercussão geral do tema e determinou o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC, em decisão assim ementada, in verbis: “TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. ART. 12 DA LEI 7.713/88. ANTERIOR NEGATIVA DE REPERCUSSÃO. MODIFICAÇÃO DA POSIÇÃO EM FACE DA SUPERVENIENTE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. 1. A questão relativa ao modo de cálculo do Fl. 127DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES Processo nº 10980.006081/200965 Resolução nº 2801000.137 S2TE01 Fl. 126 4 imposto de renda sobre pagamentos acumulados – se por regime de caixa ou de competência – vinha sendo considerada por esta Corte como matéria infraconstitucional, tendo sido negada a sua repercussão geral. 2. A interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, b, da Constituição Federal, em razão do reconhecimento da inconstitucionalidade parcial do art. 12 da Lei 7.713/88 por Tribunal Regional Federal, constitui circunstância nova suficiente para justificar, agora, seu caráter constitucional e o reconhecimento da repercussão geral da matéria. 3. Reconhecida a relevância jurídica da questão, tendo em conta os princípios constitucionais tributários da isonomia e da uniformidade geográfica. 4. Questão de ordem acolhida para: a) tornar sem efeito a decisão monocrática da relatora que negava seguimento ao recurso extraordinário com suporte no entendimento anterior desta Corte; b) reconhecer a repercussão geral da questão constitucional; e c) determinar o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC.” (STF, RE 614406 AgRQORG, Relatora: Min. Ellen Gracie, julgado em 20/10/2010, DJe043 DIVULG 03/03/2011).” Ante o reconhecimento da repercussão geral do tema, pelo Supremo Tribunal Federal, e a determinação do sobrestamento dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC, verifica se que as questões concernentes ao artigo 12 da Lei nº 7.713, de 1988, não podem ser apreciadas por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais até que ocorra o julgamento final do Recurso Extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal. É que foi alterado (Portaria MF n.º 586, de 2010) o Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), editado pela Portaria MF n.º 256, de 2009, determinando o sobrestamento ex officio dos recursos nas hipóteses em que reconhecida a repercussão geral do tema e determinado o sobrestamento dos julgamentos sobre a matéria pelo Supremo Tribunal Federal, a teor do art. 62A, §§1º e 2º, do Regimento Interno do CARF, que, a seguir transcrevese, ipsis litteris: “Artigo 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes.” Fl. 128DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES Processo nº 10980.006081/200965 Resolução nº 2801000.137 S2TE01 Fl. 127 5 Esses os motivos pelos quais entendo por bem sobrestar a apreciação do presente recurso voluntário até que ocorra decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal a ser proferida nos autos do RE nº 614.406, nos termos do disposto nos artigos 62A, §§1º e 2º, do RICARF. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 129DF CARF MF Impresso em 22/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHAES
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Numero do processo: 10950.720133/2011-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 19 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2007, 2008
EMBARGOS. OBSCURIDADE. ACOLHIMENTO.
Constatado que a decisão, nos termos em que foi prolatada, dificulta ou até mesmo impede a sua execução por parte da unidade administrativa competente, há que se acolher os embargos de declaração para, sem efeitos infringentes, remover a obscuridade apontada.
Numero da decisão: 1301-001.879
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos para sanar a obscuridade apontada.
documento assinado digitalmente
Wilson Fernandes Guimarães
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (suplente convocado), Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Gilberto Baptista (suplente convocado).
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2007, 2008 EMBARGOS. OBSCURIDADE. ACOLHIMENTO. Constatado que a decisão, nos termos em que foi prolatada, dificulta ou até mesmo impede a sua execução por parte da unidade administrativa competente, há que se acolher os embargos de declaração para, sem efeitos infringentes, remover a obscuridade apontada.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos para sanar a obscuridade apontada. documento assinado digitalmente Wilson Fernandes Guimarães Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (suplente convocado), Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Gilberto Baptista (suplente convocado).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1640; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 3.367 1 3.366 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10950.720133/201181 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1301001.879 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de janeiro de 2016 Matéria IRPJOMISSÃO DE RECEITAS Embargante DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM MARINGÁ PR Interessado DOMIMAR INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2007, 2008 EMBARGOS. OBSCURIDADE. ACOLHIMENTO. Constatado que a decisão, nos termos em que foi prolatada, dificulta ou até mesmo impede a sua execução por parte da unidade administrativa competente, há que se acolher os embargos de declaração para, sem efeitos infringentes, remover a obscuridade apontada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos para sanar a obscuridade apontada. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (suplente convocado), Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Gilberto Baptista (suplente convocado). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 72 01 33 /2 01 1- 81 Fl. 3372DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 02/0 2/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10950.720133/201181 Acórdão n.º 1301001.879 S1C3T1 Fl. 3.368 2 Relatório Trata o presente de despacho exarado pela Delegacia da Receita Federal em Maringá, Paraná, unidade administrativa responsável pela execução do acórdão nº 1301 001.437, prolatado por esta Primeira Turma Ordinária na sessão realizada em 12 de março de 2014. Em conformidade com o referido despacho, embora as exigências digam respeito ao IRPJ e reflexos, o acórdão em questão só faz referência ao imposto, sendo omisso em relação aos reflexos. Assinala o referido despacho: Como o assunto do acórdão é Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ e durante todo o texto do acórdão há menções à tributação do IRPJ, não há dúvida de que a matéria tributável citada na decisão é concernente a este tributo. Com algum esforço interpretativo, podese presumir que a matéria tributável da decisão diz respeito, também, à CSLL, uma vez que o próprio CARF afirma, na folha 11 do acórdão, que seria um erro a consideração de matérias tributáveis distintas para o IRPJ e a CSLL. No entanto, nada se pode inferir acerca do PIS e da Cofins, os quais, no caso em tela, possuem matérias tributáveis distintas do IRPJ, tendo, inclusive, períodos de apuração mensais. Não há menção no acórdão de que as alterações promovidas pelo CARF terão ou não influência sobre os lançamentos de PIS e Cofins. Em virtude de tal fato, a referida Delegacia da Receita Federal, esclarecendo que a execução do acórdão deve respeitar estritamente os termos da decisão, encaminha o processo a este Colegiado para fins de explicitação dos efeitos da decisão em relação a cada tributo ou contribuição lançado. De fato, o acórdão questionado, do modo que foi redigido, isto é, sem a indicação precisa dos montantes excluídos de tributação, mês a mês, impossibilita a execução do que foi nele decidido, especialmente no que diz respeito ao PIS e à COFINS. A manifestação da Delegacia da Receita Federal, recepcionada como EMBARGOS DE DECLARAÇÃO em razão do disposto no inciso V do art. 65 do ANEXO II do Regimento Interno vigente à época da sua ocorrência (Portaria MF nº 256, de 2009), foi acolhida, conforme despacho de fls. 2.782/2.783. É o Relatório. Fl. 3373DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 02/0 2/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10950.720133/201181 Acórdão n.º 1301001.879 S1C3T1 Fl. 3.369 3 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães. Trata o presente de despacho emitido pela Delegacia da Receita Federal em Maringá, Paraná, acolhido como EMBARGOS DE DECLARAÇÃO por meio do despacho de fls. 2.782/2.783. Verificado que o acórdão nº 1301001.437, prolatado por esta Primeira Turma Ordinária na sessão realizada em 12 de março de 2014, não foi suficientemente claro ao discriminar a matéria tributável a ser excluída, dificultando ou até mesmo impossibilitando a execução da decisão por ele veiculada, e esclarecendo inicialmente que o acórdão em referência diz respeito a totalidade dos tributos lançados (IRPJ e seus REFLEXOS CSLL, PIS e COFINS), passo a apontar, por tributo e por período, a referida matéria remanescente. 1º TRIMESTRE DE 2006: TOTAL A SER EXCLUÍDO = R$ 114.796,85 IRPJ/CSLL: R$ 114.796,85 (EXCLUSÃO DO 1º TRIMESTRE DE 2006) PIS/COFINS: R$ 114.796,85 (EXCLUSÃO DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2006) 3º TRIMESTRE DE 2006: TOTAL A SER EXCLUÍDO = R$ 1.364.426,94 IRPJ/CSLL: R$ 1.364.426,94 (EXCLUSÃO DO 3º TRIMESTRE DE 2006) 4º TRIMESTRE DE 2006: TOTAL A SER EXCLUÍDO = R$ 56.135,00 IRPJ/CSLL: R$ 56.135,00 (EXCLUSÃO DO 4º TRIMESTRE DE 2006) PIS/COFINS: R$ 56.135,00 (EXCLUSÃO DO MÊS DE OUTUBRO DE 2006) 1º TRIMESTRE DE 2007: TOTAL A SER EXCLUÍDO = R$ 2.164.494,10 IRPJ/CSLL: R$ 2.164.494,10 (EXCLUSÃO DO 1º TRIMESTRE DE 2007) PIS/COFINS: R$ 200.000,00 (EXCLUSÃO DO MÊS DE MARÇO DE 2007) 2º TRIMESTRE DE 2007: TOTAL A SER EXCLUÍDO = R$ 3.487.004,14 IRPJ/CSLL: R$ 3.487.004,14 (EXCLUSÃO DO 2º TRIMESTRE DE 2007) PIS/COFINS: R$ 135.000,00 (EXCLUSÃO DO MÊS DE MAIO DE 2007) 3º TRIMESTRE DE 2007: TOTAL A SER EXCLUÍDO = R$ 3.077.727,31 Fl. 3374DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 02/0 2/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10950.720133/201181 Acórdão n.º 1301001.879 S1C3T1 Fl. 3.370 4 IRPJ/CSLL: R$ 3.077.727,31 (EXCLUSÃO DO 3º TRIMESTRE DE 2007) 4º TRIMESTRE DE 2007: TOTAL A SER EXCLUÍDO = R$ 3.670.338,60 IRPJ/CSLL: R$ 3.670.338,60 (EXCLUSÃO DO 4º TRIMESTRE DE 2007) Em vista do exposto, conduzo meu voto no sentido de ACOLHER os EMBARGOS para afastar a obscuridade nele apontada. "documento assinado digitalmente" Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 3375DF CARF MF Impresso em 02/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 02/0 2/2016 por WILSON FERNANDES GUIMARAES
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Numero do processo: 13888.001004/00-10
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Feb 22 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/1988 a 31/12/1996
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO.
Verificada a omissão que ensejou a interposição dos declaratórios, deve-se proceder à correção do erro, de modo a que a decisão reflita a realidade fática e jurídica dos autos.
RECURSO ESPECIAL, DELIMITAÇÃO DA LIDE.
O Recurso especial devolve ao colegiado, unicamente, a matéria nele controvertida. A parte recorrente só têm interesse recursal na matéria em que foi sucumbente. Assim, a lide trazida no recurso especial da Fazenda Nacional restringe-se ao prazo prescricional e à forma de sua contagem, relativos, apenas e tão-somente, ao primeiro pedido de restituição, que lhe foi decido desfavoravelmente.
Embargos providos, sem efeitos infringentes.
Numero da decisão: 9303-003.410
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, para suprir a omissão do acórdão embargado, e explicitar a delimitação da lide.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente.
Henrique Pinheiro Torres Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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OMISSÃO. Verificada a omissão que ensejou a interposição dos declaratórios, devese proceder à correção do erro, de modo a que a decisão reflita a realidade fática e jurídica dos autos. RECURSO ESPECIAL, DELIMITAÇÃO DA LIDE. O Recurso especial devolve ao colegiado, unicamente, a matéria nele controvertida. A parte recorrente só têm interesse recursal na matéria em que foi sucumbente. Assim, a lide trazida no recurso especial da Fazenda Nacional restringese ao prazo prescricional e à forma de sua contagem, relativos, apenas e tãosomente, ao primeiro pedido de restituição, que lhe foi decido desfavoravelmente. Embargos providos, sem efeitos infringentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, para suprir a omissão do acórdão embargado, e explicitar a delimitação da lide. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente. Henrique Pinheiro Torres – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 10 04 /0 0- 10 Fl. 683DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 06/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 2 Relatório Tratase de embargos de declaração interpostos pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, em face do acórdão nº 9303001.847 que deu provimento parcial ao recurso especial por ela interposto, conforme verificase da sua ementa: NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543B DO CPC. Consoante art. 62A do Regimento Interno do CARF, As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE). Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4°, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3° do CPC aos recursos sobrestados.Recurso especial parcialmente provido Nesses embargos, fls. 670 a 675, Fazenda Nacional acusou a decisão de reformatio in pejus, já que teria agravado a situação da recorrente, quando em julgamento apenas recurso de sua parte quanto ao termo inicial do prazo prescricional para postular administrativamente a restituição do PASEP. e de conter vício de omissão, haja vista que: (...) não delimitou de forma clara quais são os limites do julgado, tendo em vista que o acórdão n° 20179086 apenas deu provimento parcial ao recurso voluntário, deixando assentado nos termos do voto do Il. Relator daquele julgado que “entendo que a decisão recorrida e o Despacho Decisório da DRF em Piracicaba SP não apreciaram o pedido da recorrente Em assim sendo, não há lide, devendo a DRF em Piracicaba SP manifestarse sobre o pedido de restituição dos pagamentos efetuados posteriormente a 26/06/1996 e informados no demonstrativo de fls. 107/109”. Conclui, requerendo o saneamento do vício apontado e o pronunciamento expresso do Colegiado sobre os limites do julgado. O Presidente deste Colegiado conheceu dos embargos, sob o fundamento de que: ao cumprir o disposto no art. 62A do RICARF e reproduzir o decidido pelo STJ no ERESp nº 329.160/DF e no ERESp nº Fl. 684DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 06/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES Processo nº 13888.001004/0010 Acórdão n.º 9303003.410 CSRFT3 Fl. 684 3 435.835/SC, a 3ª Turma acabou por estender os períodos não prescritos aos pagamentos efetuados a partir de 29 de setembro de 1990, que a recorrida 3ª Câmara do 2° Conselho de Contribuintes já havia limitado a 26 de junho de/1996. A decisão recorrida só pôde fazêlo porque se omitiu em delimitar os contornos do lide, porquanto a questão devolvida à CSRF, só dizia respeito ao dies a quo do prazo prescricional para a repetição de indébitos, não versava sobre a extensão desse prazo. É o relatório. Voto Conselheiro HENRIQUE PINHEIRO TORRES Nos termos do art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, repetidos pelo art. 65 do novel Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 343, de 9 de junho de 2015 – RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma, e poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada, no prazo de 5 (cinco) dias contados da ciência do acórdão. Os embargos foram interpostos no prazo regimental e, a teor do relatado, o acórdão padece de vício de procedimento, passível de correção pela via dos presentes embargos. Examinando o acórdão embargado, verificase que o colegiado deu provimento parcial ao recurso especial da Fazenda Nacional para reconhecer a prescrição com respeito aos recolhimentos referentes aos períodos de apuração ocorridos até agosto de 1990, inclusive, ressaltando que o período de setembro de 1990 poderia ser repetido até 31 de setembro de 2000, não tendo sido, portanto, afetado pela prescrição. Todavia, no acórdão, não foi ressaltado que esse provimento referiase apenas ao primeiro pedido de repetição, protocolado em 29/09/2000, e que abrangia indébitos relativos a fatos geradores ocorridos entre julho de 1988 e setembro de 1995. Essa omissão na delimitação da lide, gerou dúvida, levando aqueles que fizerem uma leitura apressada do acórdão a pensar que a decisão embargada alcançava, também, esse segundo pedido de repetição. Apesar de não ter havido uma delimitação expressa da lide, ao lerse com atenção o voto condutor do acórdão, verificase que, no parágrafo, imediatamente anterior à parte dispositiva, o relator referese expressamente à petição protocolada em 29 de setembro de 2.000, e que os dez anos de prazo para repetição, teve como marco, justamente, essa data. Vejase a transcrição desse parágrafo. A aplicação ao caso concreto leva à conclusão de que estava já prescrito o direito do contribuinte à restituição de quantias atinentes aos fatos geradores ocorridos anteriormente a 29 de Fl. 685DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 06/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 4 setembro de 1990 dado que sua petição ingressou em 29 de setembro de 2.000. No parágrafo, seguinte, ele arremata, fazendo a contagem completa dos períodos prescritos, levandose em conta o pedido protocolado em 29 de setembro de 2.000. Se tivesse considerado o segundo período, a contagem teria sido diferente, já que a referência para a prescrição seria 26 de junho de 2001. Esclareçase, por oportuno, que o relator não mencionou o segundo pedido de restituição em seu voto, mas apenas no relatório, porque o especial fazendário a tal pedido não se referiu, e, de outra forma não poderia ser, haja vista que o Colegiado recorrido, ao enfrentar a prescrição dos indébitos referentes a esse segundo requerimento, decidiu de forma favorável ao Fisco, pois aplicou a regra dos 5 anos, contados do pagamento indevido. De todo o exposto, devese sanar a omissão relativa a delimitação da lide, e, com isso, explicitarse que a matéria devolvida ao colegiado recorrido restringiuse à forma de contagem do prazo de prescrição, relativo, apenas e tãosomente, ao primeiro pedido de restituição, apresentado em 29 de setembro de 2000, não alcançando o segundo pedido de repetição, pois esse, no tocante ao prazo e ao termo de início da prescrição, foi decido favoravelmente à Fazenda Nacional, e não teve recurso admitido sobre o decidido. Tornando se, com isso, nesse particular, definitiva a decisão de segunda instância. Com essas considerações, dou provimento aos embargos de declaração, sem efeitos infringentes, para suprir a omissão do acórdão embargado, delimitando a lide, trazida no recurso especial da Fazenda Nacional, ao prazo prescricional e à forma de sua contagem, relativos, apenas e tãosomente, ao primeiro pedido de restituição, apresentado em 29 de setembro de 2000, e esclarecer que a decisão embargada não tratou da prescrição referente ao indébito pertinente ao segundo pedido de restituição, prevalecendo o que foi decidido na decisão de segunda instância. Henrique Pinheiro Torres Relator Fl. 686DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 06/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES
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Numero do processo: 10840.721538/2012-65
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Nov 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
NULIDADE. HIPÓTESES DOS INCISOS I E II DO ART. 59 DO DECRETO 70.235/72. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO À DEFESA.
Lavrado o Auto de Infração por pessoa competente, e não se verificando prejuízo ao exercício do direito de defesa por parte do contribuinte, não há falar em nulidade do lançamento.
DECLARAÇÃO RETIFICADORA ENTREGUE PELO CONTRIBUINTE OU PELOS DEMAIS ENVOLVIDOS NAS INFRAÇÕES. AUSÊNCIA DE ESPONTANEIDADE APÓS O INÍCIO DO PROCEDIMENTO FISCAL.
As declarações retificadoras entregues após o início do procedimento fiscal, seja pelo contribuinte, sejam pelos demais envolvidos nas infrações, carecem de espontaneidade por força do disposto no § 1º do art. 7º do Decreto nº 70.235/72, não produzindo efeitos sobre o lançamento de ofício.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL FAZENDO PROVA CONTRA ALEGAÇÃO DO CONTRIBUINTE DE QUE OS VALORES SÃO DECORRENTES DE DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS.
A alegação de que os rendimentos, constatados como omitidos pela fiscalização, são decorrentes de lucros distribuídos por empresa da qual o recorrente é sócio não prospera quando a contabilidade da pessoa jurídica não possui registros nesse sentido, a teor dos arts. 378 do CPC e 226 do CC.
MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. DEMONSTRAÇÃO ESPECÍFICA DE FRAUDE, SONEGAÇÃO OU CONLUIO. NECESSIDADE.
Para que possa ser aplicada a multa qualificada prevista no art. 44, § 1º, da Lei n° 9.430/1996, a Autoridade lançadora deve demonstrar, de forma específica, que a conduta do sujeito passivo se enquadra nos conceitos de sonegação, fraude ou conluio, tal qual descrito nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/1964. Tais condutas não se presumem e devem ser demonstradas pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2802-003.339
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado por maioria de votos rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento por vício formal e, no mérito, por maioria, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a qualificação da multa de ofício, nos termos do relatório e votos integrantes do julgado. Quanto à preliminar de nulidade por vício formal, arguida em sessão pelo Conselheiro CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO, este Conselheiro e o Conselheiro VINÍCIUS MAGNI VERÇOZA foram vencidos, e, consequentemente, votaram o mérito. No mérito, foram vencidos os Conselheiros JACI DE ASSIS JÚNIOR e RONNIE SOARES ANDERSON (relator) que negavam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO.
Assinado digitalmente
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
Assinado digitalmente
RONNIE SOARES ANDERSON - Relator.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Redator Designado ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos André Ribas de Mello, Vinícius Magni Verçoza (Suplente convocado), Jaci de Assis Júnior, Mara Eugênia Buonanno Caramico e Ronnie Soares Anderson. Ausente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 NULIDADE. HIPÓTESES DOS INCISOS I E II DO ART. 59 DO DECRETO 70.235/72. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO À DEFESA. Lavrado o Auto de Infração por pessoa competente, e não se verificando prejuízo ao exercício do direito de defesa por parte do contribuinte, não há falar em nulidade do lançamento. DECLARAÇÃO RETIFICADORA ENTREGUE PELO CONTRIBUINTE OU PELOS DEMAIS ENVOLVIDOS NAS INFRAÇÕES. AUSÊNCIA DE ESPONTANEIDADE APÓS O INÍCIO DO PROCEDIMENTO FISCAL. As declarações retificadoras entregues após o início do procedimento fiscal, seja pelo contribuinte, sejam pelos demais envolvidos nas infrações, carecem de espontaneidade por força do disposto no § 1º do art. 7º do Decreto nº 70.235/72, não produzindo efeitos sobre o lançamento de ofício. OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL FAZENDO PROVA CONTRA ALEGAÇÃO DO CONTRIBUINTE DE QUE OS VALORES SÃO DECORRENTES DE DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. A alegação de que os rendimentos, constatados como omitidos pela fiscalização, são decorrentes de lucros distribuídos por empresa da qual o recorrente é sócio não prospera quando a contabilidade da pessoa jurídica não possui registros nesse sentido, a teor dos arts. 378 do CPC e 226 do CC. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. DEMONSTRAÇÃO ESPECÍFICA DE FRAUDE, SONEGAÇÃO OU CONLUIO. NECESSIDADE. Para que possa ser aplicada a multa qualificada prevista no art. 44, § 1º, da Lei n° 9.430/1996, a Autoridade lançadora deve demonstrar, de forma específica, que a conduta do sujeito passivo se enquadra nos conceitos de sonegação, fraude ou conluio, tal qual descrito nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/1964. Tais condutas não se presumem e devem ser demonstradas pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por maioria de votos rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento por vício formal e, no mérito, por maioria, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a qualificação da multa de ofício, nos termos do relatório e votos integrantes do julgado. Quanto à preliminar de nulidade por vício formal, arguida em sessão pelo Conselheiro CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO, este Conselheiro e o Conselheiro VINÍCIUS MAGNI VERÇOZA foram vencidos, e, consequentemente, votaram o mérito. No mérito, foram vencidos os Conselheiros JACI DE ASSIS JÚNIOR e RONNIE SOARES ANDERSON (relator) que negavam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO. Assinado digitalmente Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. Assinado digitalmente RONNIE SOARES ANDERSON - Relator. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Redator Designado ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos André Ribas de Mello, Vinícius Magni Verçoza (Suplente convocado), Jaci de Assis Júnior, Mara Eugênia Buonanno Caramico e Ronnie Soares Anderson. Ausente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
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HIPÓTESES DOS INCISOS I E II DO ART. 59 DO DECRETO 70.235/72. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO À DEFESA. Lavrado o Auto de Infração por pessoa competente, e não se verificando prejuízo ao exercício do direito de defesa por parte do contribuinte, não há falar em nulidade do lançamento. DECLARAÇÃO RETIFICADORA ENTREGUE PELO CONTRIBUINTE OU PELOS DEMAIS ENVOLVIDOS NAS INFRAÇÕES. AUSÊNCIA DE ESPONTANEIDADE APÓS O INÍCIO DO PROCEDIMENTO FISCAL. As declarações retificadoras entregues após o início do procedimento fiscal, seja pelo contribuinte, sejam pelos demais envolvidos nas infrações, carecem de espontaneidade por força do disposto no § 1º do art. 7º do Decreto nº 70.235/72, não produzindo efeitos sobre o lançamento de ofício. OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL FAZENDO PROVA CONTRA ALEGAÇÃO DO CONTRIBUINTE DE QUE OS VALORES SÃO DECORRENTES DE DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. A alegação de que os rendimentos, constatados como omitidos pela fiscalização, são decorrentes de lucros distribuídos por empresa da qual o recorrente é sócio não prospera quando a contabilidade da pessoa jurídica não possui registros nesse sentido, a teor dos arts. 378 do CPC e 226 do CC. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICAÇÃO. DEMONSTRAÇÃO ESPECÍFICA DE FRAUDE, SONEGAÇÃO OU CONLUIO. NECESSIDADE. Para que possa ser aplicada a multa qualificada prevista no art. 44, § 1º, da Lei n° 9.430/1996, a Autoridade lançadora deve demonstrar, de forma específica, que a conduta do sujeito passivo se enquadra nos conceitos de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 72 15 38 /2 01 2- 65 Fl. 296DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 297 2 sonegação, fraude ou conluio, tal qual descrito nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/1964. Tais condutas não se presumem e devem ser demonstradas pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por maioria de votos rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento por vício formal e, no mérito, por maioria, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a qualificação da multa de ofício, nos termos do relatório e votos integrantes do julgado. Quanto à preliminar de nulidade por vício formal, arguida em sessão pelo Conselheiro CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO, este Conselheiro e o Conselheiro VINÍCIUS MAGNI VERÇOZA foram vencidos, e, consequentemente, votaram o mérito. No mérito, foram vencidos os Conselheiros JACI DE ASSIS JÚNIOR e RONNIE SOARES ANDERSON (relator) que negavam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO. Assinado digitalmente Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. Assinado digitalmente RONNIE SOARES ANDERSON Relator. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Redator Designado ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos André Ribas de Mello, Vinícius Magni Verçoza (Suplente convocado), Jaci de Assis Júnior, Mara Eugênia Buonanno Caramico e Ronnie Soares Anderson. Ausente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (SP) DRJ/SP1, que julgou procedente Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) exigindo crédito tributário no valor total de R$ 366.160,46 relativo ao anocalendário 2007, com imposição de multa qualificada, e constituído face à apuração de omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica. Foi identificado nos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil (RFB) que o contribuinte efetuou, no ano de 2007, aplicações em previdência privada junto ao Banco Real no valor de R$ 450.701,61, que, após intimação do referido, constatouse serem Fl. 297DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 298 3 oriundas de retiradas da empresa Petrotec Equipamentos para Construção Civil Ltda., nos valores de R$ 500.000,00 em 11/12/2007 e de R$ 450.000,00 em 14/12/2007, dos quais 50% lhe foram repassados (fl. 26). Constando o autuado como sócio da Petrotec nos sistemas informatizados da RFB, foi intimada essa empresa a apresentar os livros Diário, Razão ou Caixa, bem como planilha demonstrativa dos lucros distribuídos aos sócios em 2007 (fls. 45/46), bem como os livros Diário e Razão dos anoscalendário 2008 a 2010 e cópias dos documentos que subsidiaram os lançamentos contábeis no valor de R$ 500.000,00 no dia 11/12/2007 e de R$ 450.000,00 em 14/12/2007 (fls. 120/121). No Termo de Constatação e Intimação Fiscal de fls. 127/133, consignou a autoridade lançadora não haver registro de distribuição de lucros no Balanço Patrimonial constante do livro Diário do anocalendário 2007, o que se confirma nos lançamentos contábeis do mesmo livro, onde consta lançado com o histórico AVISO DE DÉBITO N/DATA. Relatou ainda que os livros Diário e Razão dos anos 2008 a 2010 foram entregues à fiscalização, porém a empresa não apresentou a cópia dos documentos que serviram de base para os lançamentos acima. Salienta que causou estranheza que lançamentos contábeis de valores significativos, representando 18,2% do faturamento anual da empresa, tenham sido registrados sem o devido respaldo documental. Segundo o auditor, com base nos livros e documentos apresentados pelo contribuinte fiscalizado e pela diligenciada Petrotec, a evolução da conta "Lucros Acumulados" desde o ano de 2000 mostrou que não houve a alegada "distribuição em 2007", sendo o saldo final dessa conta em 31/12/2007 (R$ 1.277.945,66) transportado sem qualquer alteração para o saldo inicial do ano de 2008. Foi constatado também não haver no Livro Razão, bem como no balanço patrimonial do anocalendário 2007, registros em conta corrente dos sócios de valores lançados a título de antecipação de lucros ou outra nomenclatura indicativa de distribuição de lucros. Assim, a fiscalização concluiu que não houve a distribuição de lucros alegada pelo contribuinte, e sim retirada de numerário por parte do sócio, correspondente a remuneração de natureza salarial, no valor de R$ 475.000,00, que o contribuinte deveria ter oferecido à tributação como Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica na Declaração de Ajuste Anual do IR referente ao exercício de 2008, mas não o fez, sendo esse o montante da omissão de rendimentos objeto de lançamento para a apuração de crédito tributário devido. Após manifestação do contribuinte (fls. 196/197), o autuante reiterou suas conclusões, entendendo que o contribuinte transferiu a responsabilidade ao contador pela ocorrência de duas irregularidades, quais sejam, não contabilizar o valor de R$ 475.000,00 como distribuição de lucros (isento) e não declarálo como rendimentos isentos na DIRPF/2008 do contribuinte. Refutou as alegações de que a empresa Petrotec dispunha de um saldo de R$ 1.227.945,66 de lucros acumulados e que não existia a obrigatoriedade de que se fizesse a distribuição daquele lucro no anocalendário de 2007, pois o saldo de lucros acumulados poderia ter sido transferido para anoscalendário posteriores, como o foi, implicando na possibilidade de se fazer duas vezes a distribuição desse mesmo lucro caso o fato ocorrido no anocalendário 2007 não tivesse sido constatado pela fiscalização. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 299 4 Na DIRPF/2008 do contribuinte que serviu de base para a ação fiscal, não foi encontrado o referido valor de R$ 475.000,00 nem registrada a participação societária do contribuinte na empresa Petrotec Equipamentos para Construção Civil Ltda. no quadro Declaração de Bens e Direitos da declaração. Em sua manifestação, o contribuinte apresenta DIRPF/2008 retificadora entregue em 19/09/2011, ou seja, durante a ação fiscal, que teve início em 08/07/2011. Outro documento apresentado pelo contribuinte em 24/10/2012 é o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte onde consta registrado como rendimentos isentos e não tributáveis no valor de R$ 500.000,00, com data de emissão 24/10/2011, também extemporâneo aos fatos. Salienta o auditor que os supostos erros acima indicados, caso o contribuinte não tivesse sido selecionado pelo critério de irregularidades com aplicações em previdência privada sem o devido respaldo de rendimentos e disponibilidade financeira no anocalendário de 2007, teriam acobertado uma retirada de R$ 475.000,00, sem que fosse oferecida à devida tributação. O contribuinte argumentou ainda, em sua resposta de 20/4/2012, que a empresa da qual é sócio, apesar de não ter escriturado a alegada "distribuição de lucro", teria tomado o cuidado de declarar a referida distribuição em sua DIPJ 2008. A DIPJ a que o fiscalizado se refere é retificadora transmitida via internet em 19/09/2011, ou seja, dois meses após o início do procedimento de fiscalização. Concluiu o auditor que não foram considerados como fruto de mero erro os fatos acima descritos e sim uma ação planejada de forma organizada e com a participação direta da empresa Petrotec da qual o contribuinte é sócio, visando retirada de numerários da empresa no valor de R$ 475.000,00, sem o devido registro na contabilidade dessa empresa, bem como na DIRPF do contribuinte e sem a devida tributação. Os termos da impugnação foram resumidos pela decisão vergastada da seguinte maneira: O relatório do auditor fiscal está repleto de conclusões arbitrárias, dado a que as informações, documentos, livros fiscais e declarações fiscais apresentados pelo contribuinte não são suficientes para afirmar ou concluir que as retiradas que totalizam R$ 475.000,00 pelo impugnante referiramse a retirada de numerário por parte de sócio de natureza salarial. Face a essas conclusões arbitrárias, o impugnante apresentou correspondência protocolada em 20/04/2012 à fiscalização, argumentando que as constatações do auditor não procedem, conforme transcrição que faz (já efetuada neste acórdão, item 17 supra). Na tentativa de amparar o seu procedimento, o auditor fiscal refuta, no item 18.2 do Termo de Conclusão de Procedimento Fiscal, os argumentos do impugnante de que as retiradas de R$ 475.000,00 em 2007 somente poderiam ser de lucros acumulados em 2007, já que tinha o montante de R$ 1.227.945,66, dizendo que não havia a obrigatoriedade de que se fizesse a distribuição daquele lucro no anocalendário 2007, pois poderia ter sido para anoscalendário posteriores. De fato, não havia a Fl. 299DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 300 5 obrigatoriedade, porém, se existiu a retirada, só poderia ser de lucros. Outro argumento refutado pelo auditor fiscal encontrase no item 18.6 do Termo de Conclusão de Procedimento Fiscal, onde diz: "Em sua resposta de 20/04/2012, transcrita no item 17 supra, o fiscalizado argumenta que a empresa do qual é sócio, apesar de não ter escriturado a alegada "distribuição de lucro", teria tomado o cuidado de declarar em sua DIPJ 2008 a referida distribuição. A DIPJ a que o fiscalizado se refere é a RETIFICADORA (ND 1971681) transmitida via internet apenas em 19/09/2011, ou seja, dois meses após o início do procedimento de fiscalização, posto que a DIPJ original trazia valor ínfimos de 20 mil reais de distribuição de cada sócio." Não há óbice legal nenhum ao fato da empresa Petrotec ter retificado a DIPJ 2008, procedimento legítimo que assiste ao contribuinte com o intuito de informar corretamente as operações efetuadas, mesmo que na forma de retificação de informações anteriormente prestadas, que recebe o nome de denúncia espontânea e está previsto no artigo 138 do CTN. Naquele momento a empresa Petrotec não estava sob procedimento de fiscalização, e sim o impugnante, o que legitima tal retificação, a qual teve como objetivo demonstrar apenas os valores corretos e verdadeiros. A instância recorrida manteve a autuação, consubstanciando seu entendimento no acórdão assim ementado: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Sem a devida comprovação de que se trata de lucros distribuídos a sócio de pessoa jurídica, os rendimentos recebidos pelo contribuinte devem ser considerados tributáveis. O contribuinte interpôs recurso voluntário em 11/12/2012, alegando, em síntese: que a retificadora entregue em 19/9/2011 pela empresa Petrotec estava sob o abrigo da espontaneidade, a qual havia sido readquirida dada a ausência de ato escrito que determinasse o prosseguimento da fiscalização; serem distintos os conceitos de distribuição de lucros e de prólabore, e que se tivesse recebido os valores a título de remuneração, obviamente gasto parte com sua subsistência; que o valor de R$ 475.000,00 corresponde a lucros distribuídos, não podendo ser presumido que os valores recebidos são decorrentes de remuneração sobre o trabalho, pois recebeu mensalmente o seu prólabore; que os valores sacados foram utilizados para guardar dinheiro aplicação em previdência privada e não para utilização. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 301 6 Requer ao final a "anulação do auto de infração de imposição de multa lavrado" e, caso não seja dado provimento integral ao recurso, que seja reconhecida a espontaneidade da DIRPF/2008 por ele apresentada em 19/9/2011 e da DIPJ/2008 apresentada em 19/11/2008 pela Petrotec Equipamentos para Construção Civil Ltda. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Nulidade. Cabe, de início, afastar a nulidade suscitada no curso da sessão de julgamento, no sentido de que o lançamento padeceria de nulidade por vício formal. O ato administrativo foi formalizado por pessoa competente, AuditorFiscal no exercício de suas funções e identificado no lançamento, e a descrição dos fatos a que se refere o crédito tributário guerreado está devidamente consignada no Auto de Infração e respectivo Relatório Fiscal, permitindo ao autuado ampla e regular defesa quando da interposição da impugnação e do recurso voluntário. Afastadas, dessa forma, as hipóteses de nulidade previstas nos incisos I e II do art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e não se configurando qualquer prejuízo ao direito de defesa do contribuinte, voto no sentido de afastar a preliminar de nulidade. Das retificadoras. O art. 138 do Código Tributário Nacional assim dispõe: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Por seu turno, rezam os §§ 1º e 2º do art. 7º do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972: Art. 7º O procedimento fiscal tem início com:(Vide Decreto nº 3.724, de 2001) Fl. 301DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 302 7 I o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto; (...) § 1° O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. § 2° Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos incisos I e II valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos. Iniciado o procedimento fiscal junto ao recorrente em 8/7/2011 (fl. 37), restou a partir de então excluída a sua espontaneidade, não gerando quaisquer efeitos em relação aos períodos abrangidos pela fiscalização as declarações retificadoras por ele mencionadas, a saber, a DIRPF/2008 por ele entregue em 19/9/2011 (fl. 28), e a DIPJ/2008 transmitida em 19/11/2008 pela empresa da qual é sócio, a Petrotec Equipamentos para Construção Civil Ltda. Ademais, os sucessivos Termos de Intimação Fiscal (fls. 38/40, 45/47, 120/122), de Constatação Fiscal (fls. 127/146), e de Ciência e de Continuação de Procedimento Fiscal (fls. 198/201) recebidos são suficientes o bastante para comprovar que foi devidamente indicado ao contribuinte o prosseguimento dos trabalhos de auditoria fiscal, não prosperando a tese ventilada de que teria havido reaquisição de espontaneidade nos termos do § 2º do art. 7º do Decreto nº 70.235/72, mormente quando não especificado o momento em que tal evento teria se verificado. Da omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica. O autuado não apresenta qualquer fato, alegação ou documento novo no recurso sob apreciação. É certo que os recebimentos de prólabore não se confundem com a percepção de distribuição de lucros de pessoa jurídica. Porém o contribuinte não se desincumbiu de seu ônus de comprovar que os valores recebidos da empresa da qual é sócio o foram em razão desse gênero de distribuição, isenta por força do disposto no art. 10 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995. Ao revés, a escrituração contábil trazida pela pessoa jurídica revela que não ocorreu qualquer repartição de resultados nos períodos examinados, pois o saldo final da conta "Lucros Acumulados" em 31/12/2007 (R$ 1.277.945,66) foi transportado para o saldo inicial de 2008 sem qualquer modificação, conforme demonstra planilha elaborada pela fiscalização à fl. 134, baseadas nos registros contábeis trazidos pela própria Petrotec Equipamentos para Construção Civil Ltda. (fls. 88/105). Vejase que as retiradas da conta Caixa da empresa (fls. 137/138) via débito na conta bancária de nº 0.7061514 por ela mantida no Banco Real S/A. (fls. 136) não tiveram contrapartida, conforme respectivos apontamentos do Diário Geral de dezembro de 2007, em qualquer lançamento nas contas integrantes do patrimônio líquido. Tampouco o histórico Fl. 302DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 303 8 "AVISO DE DÉBITO N/DATA" dos lançamentos em questão traz qualquer indício que corrobore as afirmações do recorrente. Vale anotar que a "Demonstração dos lucros acumulados, distribuição de 2007 e Declaração de veracidade das Informações" juntada à fl. 68 prova alguma faz das assertivas do recorrente, tratandose na prática de mera declaração que não atesta a veracidade das informações nela consignadas, consoante regram os arts. 368 e 373 do Código de Processo Civil. Diversamente, o teor da escrituração apresentada pela pessoa jurídica faz prova tanto a favor quanto contra seu sócio, de acordo com o disposto nos arts. 378 do Código de Processo Civil e 226 do Código Civil, os quais reproduzse: CPC Art. 378. Os livros comerciais provam contra o seu autor. É lícito ao comerciante, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. CC Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios. Parágrafo único. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei exige escritura pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, e pode ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. Com efeito, as informações constantes na escrituração apresentada vão, de modo coerente e uníssono, de encontro à versão dos fatos tal como narrada nas peças recursais, não havendo sido demonstrada as razões de sua falta de correspondência. Ademais, não há falar em responsabilidade do contador, pois sócio da empresa (fls. 50/66) assinou os Termos de Abertura e de Fechamento do livro Diário, o qual foi devidamente levado a registro perante oficial competente (fls. 139 e 142). Pelo contrário, os documentos colacionados aos autos evidenciam a omissão de rendimentos perpetrada pelo contribuinte, que na DIRPF/2008 entregue em 29/4/2008 (fls. 202/206) declarou a percepção de tão somente R$ 6.000,0 a título de rendimentos tributáveis, não informando sequer ser sócio da pessoa jurídica em comento. Anotese, por fim, que a destinação dos rendimentos auferidos pertinência alguma tem para a solução da lide, a qual versa sobre a materialidade e a natureza daqueles, signo de acréscimo patrimonial tributável pelo imposto sobre a renda. Constatada, então, a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, é de rigor a manutenção da autuação, em respeito aos ditames do art. 43 do Código Tributário Nacional, do art. 3º, §§ 1º e 4º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, e do art. 74 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 304 9 Sem reformas a fazer na decisão contestada, portanto. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Ronnie Soares Anderson Voto Vencedor Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Redator Designado ad hoc O Redator Designado originário, Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, está impossibilitado de formalizar o presente voto. Tendo sido nomeado ad hoc para formalização do voto vencedor, registro que não necessariamente concordo com a conclusão ou com os fundamentos do Redator Designado originariamente. Reproduzo o conteúdo lido em sessão pelo originário Redator Designado e disponibilizado no repositório oficial do CARF. Embora tenha ficado vencido em relação à preliminar de nulidade do lançamento, por vício formal, e sem deixar de fazer referência ao brilhantismo do voto do Ilustre Relator, Conselheiro Ronnie Soares Anderson, ouso divergir, no mérito, em relação à aplicação da multa qualificada, pelas razões expostas a seguir. Inicialmente registro que a qualificação da multa foi objeto de contestação tanto na impugnação quanto no recurso, conforme se vê nos excertos abaixo transcritos: Impugnação (fls. 230/231 do processo eletrônico) 4) A conclusão, pelo nobre Auditor Fiscal, de que o contribuinte deveria ter oferecido à tributação o valor de R$ 475.000,00 não se sustenta, pois como sabemos, os rendimentos relativos a lucros distribuídos são isentos, portanto não sendo objeto de tributação. Houve sim uma omissão equivocada por parte do contador ao deixar de lançar como rendimentos isentos na declaração de ajuste anual do IR referente ao exercício de 2008, anocalendário 2007 do contribuinte, porém esta omissão sujeita, no máximo, à multa prevista no RIR/99 no caso de DIRPF emitida com incorreções ou omissões. (grifei) Recurso (fl. 289 do processo eletrônico) Dessa forma, restam devidamente evidenciados e comprovados que os fatos ora impugnados foram devidamente esclarecidos e comprovados como distribuição de lucros recebida pelo contribuinte da empresa PETROTEC EQUIPAMENTOS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL LTDA, assim, deve a decisão da DRJ/SP1 ser reformada para julgar totalmente improcedente o auto de infração e imposição de multa. (grifei) Fl. 304DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.721538/201265 Acórdão n.º 2802003.339 S2TE02 Fl. 305 10 Em meu entendimento não é possível admitir a qualificação da multa quando a fiscalização não comprove, de forma específica, a existência de sonegação, fraude ou conluio. No "Termo de Conclusão de Procedimento Fiscal" (fls. 207/217) a Autoridade lançadora, após transcrever os artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502/1964, assim se pronunciou: No caso foi aplicada a multa qualificada (150%) conforme disposto no art. 71 a 73 da Lei nº 4.502/1964, e art. 44, I, parágrafo 1º da Lei 9.430/1996, pelo fato dos envolvidos terem infringido a legislação reto transcrita. Com efeito, a fonte pagadora (Petrotec) não registrou qualquer distribuição de lucro aos sócios no anocalendário de 2007, transferindo o saldo da conta lucros acumulados para os anos subsequentes. O ora fiscalizado, por seu turno, jamais declarou o recebimento dos valores aportados pela empresa em VGBL em seu nome. Nem mesmo a condição de sócio da Petrotec era declarada pelo fiscalizado. Como visto, qualquer conduta fraudulenta do sujeito passivo, com vistas a reduzir ou suprimir tributo, estará sempre enquadrada em uma das hipóteses previstas nos artigos transcritos. Portanto, é irrelevante distinguir se a conduta se configurou em sonegação, fraude ou conluio, bastando apenas que se enquadre em qualquer um dos tipos definidos na citada lei. Como se percebe, a Autoridade fiscal sequer logrou demonstrar, para fins de qualificação da multa de ofício, especificadamente, de qual conduta prevista no § 1º do art. 44 da Lei nº 9.430/1996 (sonegação, fraude ou conluio) teria se valido o contribuinte. Para que possa ser aplicada a multa qualificada prevista no art. 44, § 1º, da Lei n° 9.430/1996 a Autoridade lançadora deve demonstrar que a conduta do sujeito passivo se enquadra em um dos conceitos de sonegação, fraude ou conluio, tal qual descrito nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/1964. Tais condutas não se presumem e devem ser demonstradas pela fiscalização, o que, de fato, não ocorreu. Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para reduzir a multa de ofício para 75% (setenta e cinco por cento). É como voto. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida, Redator Designado ad hoc Fl. 305DF CARF MF Impresso em 25/11/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/11/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 25/11/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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