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Numero do processo: 10480.900894/2008-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/05/1999 a 31/05/1999
COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO POR DECISÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. EXIGÊNCIA.
Consoante disposição do art. 170-A do Código Tributário Nacional, a compensação de créditos oriundos de ação judicial somente é admitida após o trânsito em julgado do respectivo título judicial.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3401-002.311
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso com base nos termos do voto do relator.
Júlio César Alves Ramos Presidente
Robson José Bayerl Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/1999 a 31/05/1999 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO POR DECISÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. EXIGÊNCIA. Consoante disposição do art. 170-A do Código Tributário Nacional, a compensação de créditos oriundos de ação judicial somente é admitida após o trânsito em julgado do respectivo título judicial. Recurso voluntário negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1927; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 10 1 9 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.900894/200801 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401002.311 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de julho de 2013 Matéria Declaração de Compensação Recorrente FILIPE CARLOS ALBUQUERQUE ADVOGADOS E CONSULTORES ASSOCIADOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/1999 a 31/05/1999 DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INOVAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Não configura inovação de motivação do despacho decisório a fundamentação da decisão que, acolhendo ou rechaçando a pretensão deduzida em manifestação de inconformidade, examina elementos novos introduzidos na lide administrativa pelo próprio recorrente e que, até então, eram desconhecidos da Administração Tributária. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/1999 a 31/05/1999 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO POR DECISÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. EXIGÊNCIA. Consoante disposição do art. 170A do Código Tributário Nacional, a compensação de créditos oriundos de ação judicial somente é admitida após o trânsito em julgado do respectivo título judicial. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso com base nos termos do voto do relator. Júlio César Alves Ramos – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 08 94 /2 00 8- 01Fl. 192DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Robson José Bayerl – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. Relatório Albergam estes autos despacho decisório eletrônico de não homologação de compensação, relativo ao PER/DCOMP 04505.32796.300404.1.3.040029, em virtude do direito de crédito encontrarse integralmente alocado a outro débito. Em manifestação de inconformidade o contribuinte sustenta que a não homologação da compensação se deveu a equívoco nas informações prestadas em DCTF e que não foram devidamente retificadas para adequar o valor devido/direito creditório; e, que o seu crédito tem origem em decisão judicial que garantiu isenção de Cofins a empresas exclusivamente prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentadas. Com a peça recursal vieram cópias do DARF, DCOMP e decisões judiciais proferidas no Mandado de Segurança Coletivo nº 2001.83.00.014525 (TRF 5ª Região). A DRJ Recife/PE, após exame da ação judicial em referência e seus desdobramentos, concluiu pela inexigibilidade do título judicial aliado ao fato que a compensação fora realizada (30/04/2004) antes do seu trânsito em julgado (09/09/2004), em afronta ao art. 170A do CTN, o que motivou o não acolhimento da manifestação de inconformidade. Em recurso voluntário o contribuinte assevera que a decisão de primeiro grau inovou o feito e não apenas procedeu à revisão do despacho decisório, como era de se esperar, passando a fundamentar a não homologação da compensação pela sua realização antes do trânsito em julgado da decisão judicial que a amparou, em claro cerceamento do direito de defesa, porquanto não lhe foi franqueado o contraditório. Aduz, ainda, que há erronia na conclusão da decisão sob vergasta quando examina os efeitos de decisão liminar proferida em ação rescisória, ao passo que a decisão rescindenda estaria com seus efeitos apenas suspensos e não cassados, o que lhe franquearia o direito vindicado. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator Fl. 193DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10480.900894/200801 Acórdão n.º 3401002.311 S3C4T1 Fl. 11 3 O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade. Respeitante à alegação de inovação da fundamentação inicial do despacho decisório pela decisão atacada, entendo que não assiste razão ao recorrente. Destarte, como já destacado pela DRJ, o contribuinte, ora recorrente, ao encaminhar a PERDCOMP afirmou peremptoriamente que o crédito tinha origem em pagamento indevido de Cofins e NÃO decorria de ação judicial. Pois bem, após a prolação do despacho eletrônico o contribuinte então inaugura o contencioso administrativo afirmando que, diferentemente do que indicara em seu PERDCOMP, o seu direito creditório estava sim alicerçado em decisão judicial que lhe garantia a pretendida repetição do indébito. Portanto, quem inseriu elemento novo na lide não foi a DRJ, mas o próprio recorrente ao desdizer os dados antes prestados à RFB. Diante deste panorama cumpria ao órgão julgador de piso examinar e julgar os argumentos deduzidos pelo recorrente à luz destes novos fatos, o que efetivamente ocorreu. Caso assim não agisse, incorreria em flagrante e indevida omissão no julgamento. Não vislumbro na decisão proferida uma revisão disfarçada do despacho decisório para acréscimo de razões para sua manutenção, como faz crer o recorrente, pelo contrário, enxergoa como manifestação sóbria das colocações apresentadas na peça recursal vestibular, mesmo porque estes fatos, até então, eram desconhecidos do Fisco. Por este motivo – ausência de inovação do feito – é que entendo não haver qualquer cerceamento de defesa ou inobservância ao contraditório, haja vista que foi oportunizada ao contribuinte a interposição do recurso voluntário. Demais disso, a decisão recorrida não enveredou em debates jurídicos de alta indagação, limitandose a dissecar o teor da decisão judicial e seus desdobramentos a fim de dar exato cumprimento às suas determinações. Neste diapasão, tenho que o conteúdo, o alcance e os efeitos da decisão judicial transitada judicial e da respectiva ação rescisória (200605.006.0442426 – TRF 5ª Região) somente tem influência no deslinde desta demanda se, anteriormente, for respondido afirmativamente o seguinte ponto: à luz da legislação vigente, havia permissão legal ou mesmo judicial que sufragasse a compensação perpetrada? Perscrutando a legislação em vigor por ocasião da transmissão do PERDCOMP eletrônico, constatase que havia vedação expressa para tal pretensão no art. 170 A do Código Tributário Nacional, verbis: “é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial”. Da mesma forma, atenta ao dispositivo adrede reproduzido, a decisão judicial consubstanciada no acórdão proferido pela TRF 5ª Região (AMS nº 80.558/PE) foi categórica em atrelar sua produção de efeitos ao trânsito em julgado, como se destaca do seguinte excerto: Fl. 194DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 “(...) 3. É cabível a compensação do que foi pago indevidamente a titulo de COFINS com outros tributos da mesma natureza, administrados e/ou arrecadados pela Secretaria da Fazenda Nacional (sic), após o trânsito em julgado desta Decisão (art. 170A, CTN, nos termos da LC n° 104/2001), tudo devidamente corrigido monetária e integralmente desde o pagamento indevido, de acordo com os mesmos indexadores aplicados aos créditos do Fisco em idêntico período, havendo a incidência sobre tal montante dos juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, contados do trânsito em julgado desta decisão (CTN, arts. 161, § 1º c/c 167, P. Ún.). (...)” (grifado) Diante destas constatações, considerando que a certidão de fl. 82, apensada pelo próprio contribuinte, noticia que o trânsito em julgado ocorreu somente no dia 09/09/2004, enquanto a PERDCOMP foi transmitida em 30/04/2004, forçoso concluir que a compensação, ao tempo de sua realização, não possuía qualquer suporte legal ou jurídico para sua efetivação, levada a efeito por conta e risco do interessado, que assumiu todos os ônus e riscos decorrentes desta conduta. De outra banda, acentuo que não é possível, hodiernamente, retroagir a data do trânsito em julgado à realização do procedimento de modo a convalidar sua adoção, por falta de previsão legal, uma vez que, em matéria tributária, salvo exceções, os fatos devem ser confrontados com a legislação e a situação jurídica em vigor por ocasião de sua ocorrência e como tal devem ser regidos. Assim, dessumese que inexistindo possibilidade para acolher a compensação aviada, despiciente discutir os efeitos das medidas judiciais, mormente a ação rescisória, vinculadas à ação judicial, que, em tese, respaldariam o direito creditório. Com estas considerações, entendo que a decisão recorrida deve ser integralmente mantida pelos seus próprios fundamentos, razão pela qual voto por negar provimento ao recurso voluntário. Robson José Bayerl Fl. 195DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 11080.723298/2010-83
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007
CONTRIBUIÇÃO PARA TERCEIROS. ARRECADAÇÃO.
A arrecadação das contribuições para outras Entidades e Fundos Paraestatais deve seguir os mesmos critérios estabelecidos para as contribuições Previdenciárias (art. 3°, § 3° da Lei 11.457/2007).
EXCLUSÃO DO SIMPLES. COMPETÊNCIA. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO.
O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLES-Federal/SIMPLES-Nacional) é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados empregados.
JUROS(TAXA SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE.
O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos.
Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal.
CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. INOCORRÊNCIA.
A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a penalidade de multa nos moldes da legislação em vigor.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.749
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso para, na parte conhecida, negar provimento.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Ronaldo de Lima Macedo - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 CONTRIBUIÇÃO PARA TERCEIROS. ARRECADAÇÃO. A arrecadação das contribuições para outras Entidades e Fundos Paraestatais deve seguir os mesmos critérios estabelecidos para as contribuições Previdenciárias (art. 3°, § 3° da Lei 11.457/2007). EXCLUSÃO DO SIMPLES. COMPETÊNCIA. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO. O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLES-Federal/SIMPLES-Nacional) é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados empregados. JUROS(TAXA SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. INOCORRÊNCIA. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a penalidade de multa nos moldes da legislação em vigor. Recurso Voluntário Negado.
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CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS A TERCEIROS Recorrente EC SERVIÇOS DE MIDIA EXTERNA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 CONTRIBUIÇÃO PARA TERCEIROS. ARRECADAÇÃO. A arrecadação das contribuições para outras Entidades e Fundos Paraestatais deve seguir os mesmos critérios estabelecidos para as contribuições Previdenciárias (art. 3°, § 3° da Lei 11.457/2007). EXCLUSÃO DO SIMPLES. COMPETÊNCIA. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO. O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLESFederal/SIMPLESNacional) é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados empregados. JUROS/TAXA SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 32 98 /2 01 0- 83 Fl. 350DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. INOCORRÊNCIA. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a penalidade de multa nos moldes da legislação em vigor. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso para, na parte conhecida, negar provimento. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Ronaldo de Lima Macedo Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 351DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições sociais, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, destinadas a outras Entidades/Terceiros (SalárioEducação/FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE), para as competências 01/2005 a 12/2007. O Relatório Fiscal informa que os valores lançados foram apuradas com base em folhas de pagamento e lançamentos contábeis, contendo os seguintes fatos geradores: 1. a remuneração dos segurados empregados informadas na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), na condição de optante pelo Simples e Simples Nacional, em decorrência dos Atos Declaratórios de Exclusão; 2. as remunerações pagas aos segurados empregados, incluídas em folha de pagamento e não informadas nas GFIP’s; 3. os valores pagos indiretamente aos segurados empregados, por meio de Cartão Super Bônus, Cartão Convênio ou Cartão Super Premiação, intermediados através da empresa SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A – WMS SUPERMERCADOS DO BRASIL S/A – CNPJ 93.209.765/000117. Consta no relatório que a empresa tem como atividade econômica “prestação de serviços veículos de comunicação e mídia externa, e está enquadrada no código 74993 de Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE e no código 8299799 CNAE Fiscal e no código 566 do FPAS – Fundo de Previdência e Assistência Social. O Relatório Fiscal informa ainda que a empresa foi excluída do SIMPLES – Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, a partir da competência janeiro/2005, através do Ato Declaratório Executivo DRF/POA nº 157, de 02/08/2010, e do SIMPLES NACIONAL a partir de 01/07/2007 através do Ato Declaratório Executivo DRF/POA nº 158, de 02/08/2010. A exclusão da empresa do Simples foi em decorrência da prática reiterada de infração à legislação tributária, conforme disposto no artigo 14, inciso V, da Lei 9.317/1996, de acordo com o ADE DRF/POA nº 157, de 02/08/2010. A exclusão do Simples Nacional teve como base os incisos V, VIII e XII do artigo 29 da Lei Complementar nº 123/2006, de acordo com o ADE DRF/POA nº 158, de 02/08/2010. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 27/08/2010 (fl. 01). A Notificada apresentou impugnação tempestiva (fls. 236/243) – acompanhada de anexos –, alegando, em síntese, que: Fl. 352DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 1. a empresa atua na prestação de serviços, veículos de comunicação e mídia externa, tendo sido constituída em 24 de fevereiro de 2003 e sempre esteve enquadrada no SIMPLES, e, sucessivamente no SIMPLES NACIONAL A pretensão fiscal é equivocada e o desenquadramento da empresa do Simples é ilegal e arbitrário, pois o faturamento da empresa é inexpressivo, não havendo nenhuma irregularidade nos recolhimentos efetuados. Alega, ainda, que apresentou os documentos solicitados na ação fiscal pelo serviço de fiscalização, não concordando com os motivos que embasaram sua exclusão do SIMPLES; 2. possui alta rotatividade de funcionários, e muitas vezes contrata prestadores de serviços por curto período (semanas e/ou dias), sendo os pagamentos realizados diretamente aos mesmos, fato comprovado pelas Notas Fiscais apresentadas e que não foram consideradas quando do procedimento fiscalizatório; 3. é possível averiguar pela contabilidade que foi correta a escrituração do livro caixa e a movimentação financeira da empresa e que todos os pagamentos foram realizados de acordo com a legislação vigente. Os fiscais não verificaram os documentos da empresa, bem como ignoraram a contabilidade da mesma, sendo que a análise dos documentos poderia comprovar a idoneidade dos atos praticados pela empresa; 4. o lançamento não foi praticado segundo as formas prescritas em lei, tendo em vista que não há a assinatura do chefe do órgão expedidor e tampouco foi comprovado que o auditorfiscal, Sr. Cláudio Geraldo Tedesco, tenha poderes para assinar o auto de infração, não sendo respeitado o inciso IV, do artigo 11 do Decreto 70.235/72. Transcreve os artigos 10 e 11 do Decreto 70.235/72. É nulo o Mandado de Procedimento Fiscal nº 010100200900270, pois a numeração do MPF não é composta de dezessete dígitos, conforme determina o artigo 7º, inciso I, da portaria da RFB nº 3.007/01. Assim como, a natureza do procedimento fiscal não foi corretamente esclarecida, não tendo sido expostos os motivos que ensejaram o MPF. Além disso, não foi fornecido à empresa o código de acesso à internet para consulta às informações, o que caracteriza cerceamento de defesa; 5. o cálculo apresentado é obscuro, na medida que apenas expõe a consolidação do débito. Que não foram apresentados os critérios utilizados para calcular o montante do tributo devido, bem como não há informação do período que está sendo cobrado. Que não há indicação da taxa de juros utilizada e nem do período de apuração. Que é indevida a multa de mora e de ofício pelo mesmo motivo. Conclui dizendo que se considera vício formal toda inobservância aos requisitos e formas prescritas em lei para a elaboração do ato administrativo do lançamento, sendo aplicável ao caso o artigo 59 do Decreto 70.235/72; 6. efetuou pagamentos de tributos na forma estabelecida pelo sistema Simples e Simples Nacional, pois está enquadrada como microempresa, não sendo obrigada ao recolhimento da contribuição Fl. 353DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 4 5 prevista no artigo 22 da Lei 8.212/91. Portanto indevida sua exclusão do Sistema Simples e Simples Nacional, não sendo devidas as contribuições lançadas nos autos de infração; 7. quanto à contribuição para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, caso fosse devida, diz que deveria ser considerada ilegal, uma vez que as atividades desenvolvidas pela empresa não são consideradas de risco, conforme previsão legal. Acrescenta que o anexo V do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, na redação dada pelo Decreto 6.957, de 9 de setembro de 2009 – DOU de 10/9/2009, não contém na Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco o CNAE 74.993, no qual a empresa se enquadra, não sendo devida portanto esta contribuição; 8. requer sejam afastadas as multas aplicadas de 24% e de 75%, eis que confiscatórias, o que é vedado pela Constituição Federal. Requer sua exclusão ou diminuição. Requer, ainda, que as intimações e notificações sejam enviadas em nome dos procuradores da impugnante, no endereço referido na procuração. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Porto Alegre/RS – por meio do Acórdão 1038.214 da 6a Turma da DRJ/POA (fls. 271/280) – considerou o lançamento fiscal procedente em parte, eis que, em decorrência da exclusão do Simples Federal somente ocorreu a partir da competência 02/2005, os valores apurados na competência 01/2005 foram excluídos, e manteve integralmente o crédito tributário remanescente (competências 02/2005 a 12/2007). A Notificada apresentou recurso, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados no auto de infração e no mais efetua repetição das alegações de impugnação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre/RS informa que o recurso interposto é tempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento. É o relatório. Fl. 354DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. No presente lançamento fiscal ora analisado, constam as contribuições sociais, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, destinadas a outras Entidades/Terceiros (SalárioEducação/FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE), para as competências 02/2005 a 12/2007. Esclarecemos que a empresa foi excluída do sistema de tratamento tributário diferenciado “SIMPLES”, por meio de processo próprio (12269.001346/201043 e 12269.001647/201077), no qual foram expedidos os Atos Declaratórios Executivo (ADE) DRF/POA nº 157, de 02/08/2010, com efeitos a partir de 01/01/2005, e DRF/POA nº 158, de 02/08/2010, a partir de 01/07/2007, ambos proferidos pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre/RS. Como os motivos fáticos e jurídicos da exclusão da empresa do “SIMPLES” estão devidamente registrados nos processos nos 12269.001346/201043 e 12269.001647/2010 77, consubstanciados pelos Atos Declaratórios Executivo (ADE) n° 157/2010 a 158/2010 DRF/POA, iremos afastar e não conhecer todos os motivos que fundamentam o pleito de declaração de ilegalidade ou nulidade dos aludidos ADE, que não estão em julgamentos nesta oportunidade, pois este não é o momento ou o local oportuno para analisar essas matérias. O foro adequado para a discussão dessas matérias são os respectivos processos instaurados para esse fim (processos nos 12269.001346/201043 e 12269.001647/201077) e não o presente processo de lançamento fiscal de crédito previdenciário oriundo de uma obrigação tributária principal. Com isso, a decisão desta Turma da Corte Administrativa (CARF) vai restringirse exclusivamente às demais questões que não dizem respeito ao âmbito da matéria da sua exclusão do sistema de tratamento tributário diferenciado “SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL”. Esse entendimento está consubstanciado nos artigos 2o e 3o do Regimento Interno do CARF – Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009 –, que estabelecem as atribuições (competências) específicas de cada órgão dessa Corte Administrativa. Regimento Interno do CARF Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009: Art. 2°. À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: (...) V exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Fl. 355DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 5 7 (SIMPLES) e ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLESNacional); ................................................................................................ Art. 3°. À Segunda Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: (...) IV Contribuições Previdenciárias, inclusive as instituídas a título de substituição e as devidas a terceiros, definidas no art. 3° da Lei n° 11.457, de 16 de março de 2007; Dessas regras do Regimento Interno do CARF, retromencionadas, percebe se, então, que os processos de exclusão do SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL e os processos de lançamentos de contribuições previdenciárias são apreciados por órgãos julgadores distintos, em atendimento ao princípio da especialidade. De fato, constatase que há correlação e dependência entre a controvérsia que se discute especificamente no lançamento da contribuição social previdenciária (relação obrigacional principal) e a matéria referente ao enquadramento no SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL (processos nos 12269.001346/201043 e 12269.001647/201077), uma vez que essa última matéria, sendo favorável à Recorrente, arrastará para a mesma conclusão todos os processos de constituição de créditos tributários (lançamento da obrigação principal). Por outro lado, ainda que se tenha notícia de que a Recorrente encontrase questionando a sua exclusão do SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL – conforme relato na peça recursal –, o que se deve preponderar, para fins de análise do lançamento fiscal da obrigação tributárioprevidenciária principal, é a informação de que a Recorrente permanece excluída desse sistema de recolhimento dos tributos (SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL). Portanto, com relação ao enquadramento no SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL, não farei apreciação nem exame dessa matéria, pois não se trata de matéria pertinente à análise dessa Turma julgadora do CARF (2a Turma Ordinária da 4a Câmara da 2a Seção). No entanto, sinalizo no sentido que fique sobrestada esta decisão até a decisão definitiva sobre o enquadramento da empresa no SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL, o qual deverá ser analisado pela Primeira Seção do CARF. Como a empresa foi excluída do sistema “SIMPLES”, os tributos que antes vinham sendo recolhidos na sistemática do programa devem ser recolhidos pela sistemática aplicável às demais empresas não incluídas no sistema. Isso permitiu o lançamento das contribuições sociais devidas pela empresa em função de sua exclusão do Simples, conforme o art. 16 da Lei 9.317/1996, in verbis: Fl. 356DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Art. 16. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. (g.n.) O mesmo entendimento está consubstanciado na regra estampada no art. 32 da Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006. Art. 32. As microempresas ou as empresas de pequeno porte excluídas do Simples Nacional sujeitarseão, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. (g.n.) Diante desse quadro, faremos análise apenas das matérias que não dizem respeito da sua exclusão do sistema “SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL”. DA PRELIMINAR: A Recorrente alega que não consta no lançamento fiscal a necessária e adequada descrição dos fatos e motivação da autuação, existindo dúvidas quanto ao lançamento, o qual, diante de tais irregularidades, deve ser declarado nulo. Tal alegação não será acatada, pois os elementos probatórios que compõem os autos são suficientes para a perfeita compreensão do fato gerador das contribuições sociais destinadas a outras Entidades/Terceiros. Os valores das contribuições sociais decorrem das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, declaradas em folhas de pagamento e documentos contábeis. Verificase ainda que o lançamento fiscal ora analisado atende aos pressupostos essenciais para sua lavratura, contendo de forma clara os elementos necessários para a sua configuração e caracterização. Com isso, não há que se falar em vícios no lançamento fiscal, eis que estão estabelecidos de forma transparente nos autos todos os seus requisitos legais, conforme preconizam o art. 142 do CTN e o art. 10 do Decreto 70.235/1972, tais como: local e data da lavratura; caracterização da ocorrência da situação fática da obrigação tributária (fato gerador); determinação da matéria tributável; montante da contribuição previdenciária devida; identificação do sujeito passivo; determinação da exigência tributária e intimação para cumprila ou impugnála no prazo de 30 dias; disposição legal infringida e aplicação das penalidades cabíveis; dentre outros. Lei 5.172/1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Nesse mesmo sentido dispõe o art. 10 do Decreto 70.235/1972: Fl. 357DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 6 9 Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. O Relatório Fiscal e seus anexos, complementados pelos documentos acostados pela Recorrente, são suficientemente claros e relacionam os dispositivos legais aplicados ao lançamento fiscal ora analisado, bem como descriminam o fato gerador da contribuição devida. A fundamentação legal aplicada encontrase no Relatório de Fundamentos Legais do Débito FLD, que contém todos os dispositivos legais por assunto e competência. Há o Discriminativo Débito (DD), que contém todas as contribuições sociais devidas, de forma clara e precisa. Ademais, constam outros relatórios que complementam essas informações, tais como: Discriminativo Sintético do Débito (DSD); Relatório de Lançamentos (RL); Relatório de Documentos Apresentados (RDA) e Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados (RADA); base de cálculo declarada nas folhas de pagamento e nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP); dentre outros. Esses documentos, somados entre si, permitem a completa verificação dos valores e cálculos utilizados na constituição do crédito tributário. Além disso – no Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD) e no Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal (TEPF), todos assinados por representantes da empresa, constam a documentação utilizada para caracterizar e concretizar a hipótese fática do fato gerador das contribuições lançadas e a informação de que o sujeito passivo recebeu toda a documentação utilizada para caracterizar os valores lançados no presente lançamento fiscal. Posteriormente, isso foi confirmado pelo Relatório Fiscal. Com isso, ao contrário do que afirma a Recorrente, o lançamento fiscal foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente fiscal demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador das contribuições previdenciárias dos segurados empregados e contribuintes individuais, fazendo constar nos relatórios que o compõem os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. Logo, essas alegações da Recorrente de nulidade do lançamento fiscal são genéricas, ineficientes e inócuas, não se permitindo configurar qualquer nulidade e não serão acatadas. DO MÉRITO: Fl. 358DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 No que tange à arguição de inconstitucionalidade, ou ilegalidade, de legislação previdenciária que dispõe sobre a utilização taxa de juros (taxa SELIC), frise se que incabível seria sua análise na esfera administrativa. Não pode a autoridade administrativa recusarse a cumprir norma cuja constitucionalidade vem sendo questionada, razão pela qual são aplicáveis as normas reguladas na Lei 8.212/1991. Isso está em consonância com o Enunciado nº 2 de Súmula do CARF: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Esclarecemos que foi correta a aplicação do índice pelo Fisco, pois o art. 144 do CTN dispõe que o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e regese pela lei então vigente, ainda que modificada ou revogada, e a cobrança de juros (taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC) estava prevista em lei específica da previdência social, art. 34 da Lei 8.212/1991, transcrito abaixo: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de CustódiaSELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Nesse sentido já se posicionou o STJ no Recurso Especial n° 475904, publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CDA. VALIDADE. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 07/STJ. COBRANÇA DE JUROS. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. A averiguação do cumprimento dos requisitos essenciais de validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória, situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 07/STJ. No caso de execução de dívida fiscal, os juros possuem a função de compensar o Estado pelo tributo não recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não há confronto com o art. 161, § 1º, do CTN. A aplicação de tal Taxa já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da sua instituição, isto é, 1º/01/1996 (REsp 439256/MG). Recurso especial parcialmente conhecido, e na parte conhecida, desprovido. A propósito, convém mencionar que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a matéria por meio do enunciado da Súmula nº 4 (Portaria MF no 383, publicada no DOU de 14/07/2010), nos seguintes termos: Súmula CARF nº 4: A partir de 1o de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de Fl. 359DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 7 11 inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia Selic para títulos federais. Não tendo o contribuinte recolhido à contribuição previdenciária em época própria, tem por obrigação arcar com o ônus de seu inadimplemento. Caso não se fizesse tal exigência, poderseia questionar a violação ao principio da isonomia, por haver tratamento similar entre o contribuinte que cumprira em dia com suas obrigações fiscais, com aqueles que não recolheram no prazo fixado pela legislação. Dessa forma, não há que se falar em ilegalidade de cobrança de juros, estando os valores descritos no lançamento fiscal, em consonância com o prescrito pela legislação previdenciária, eis que o art. 34 da Lei 8.212/1991 dispunha que as contribuições sociais não recolhidas à época própria ficavam sujeitas aos juros SELIC e multa de mora, todos de caráter irrelevável. Isso está em consonância com o próprio art. 161, § 1°, do CTN, pois havendo legislação especifica dispondo de modo diverso, abrese a possibilidade de que seja aplicada outra taxa e, no caso das contribuições previdenciárias pagas com atraso, a taxa utilizada é a SELIC. Lei 5.172/1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º. Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. (g.n.) O disposto no art. 161 do CTN não estabelece norma geral em matéria de legislação tributária. Portanto, sendo materialmente lei ordinária pode ser alterado por outra lei de igual status, não havendo necessidade de lei complementar. Ainda, conforme estabelecia os arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991, sem as alterações da Lei 11.941/2009, a multa de mora é bem aplicável pelo não recolhimento em época própria das contribuições previdenciárias. Além disso, o art. 136 do CTN descreve que a responsabilidade pela infração independe da intenção do agente ou do responsável, e da natureza e extensão dos efeitos do ato. O art. 35 da Lei 8.212/1991 dispõe, nestas palavras: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99) (...) II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). Fl. 360DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). (...) § 4o Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Dessa forma, não há que se falar em ilegalidade de cobrança da multa, estando os valores descritos no lançamento fiscal, bem como os seus fundamentos legais, em consonância com o prescrito pela legislação previdenciária. Quanto ao argumento de que a multa aplicada tem caráter confiscatório, o que é vedado pela Constituição Federal, já que ela seria abusiva e desproporcional, e deveria ser relevada, razão não confiro ao Recorrente, já que a multa foi aplicada em conformidade à legislação previdenciária descrita no Relatório de Fundamentos Legais do Débito (FLD). Ademais, conforme registramos anteriormente, a verificação de inconstitucionalidade de ato normativo é inerente ao Poder Judiciário, não podendo ser apreciada pelo órgão do Poder Executivo. Logo, essa verificação de que a multa aplicada vai de encontro ao princípio constitucional da isonomia e teria caráter confiscatório, ora pretendida pela Recorrente, exacerba a competência originária dessa Corte administrativa, que é a de órgão revisor dos atos praticados pela Administração, bem como invade competência atribuída especificamente ao Judiciário pela Constituição Federal. Registramos que a vedação constitucional quanto ao caráter confiscatório se dá em relação ao tributo e não à multa pecuniária ora discutida pela recorrente, sendo esta última a apreciada no caso concreto. Nesse sentido preceitua o art. 150, IV, da Constituição Federal de 1988: Art. 150 Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) IV utilizar tributo com efeito de confisco; Portanto, não possui natureza de confisco a exigência da multa moratória, conforme prevê o art. 35 da Lei 8.212/1991, já que se trata de uma multa pecuniária. Não recolhendo na época própria o sujeito passivo tem que arcar com o ônus de seu inadimplemento. Fl. 361DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 8 13 Por fim, pela apreciação do processo e das alegações da Recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade nem a modificação do lançamento ou da decisão de primeira instância, eis que o lançamento fiscal e a decisão encontramse revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com o arcabouço jurídicotributário vigente à época da sua lavratura. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER, em parte, do recurso e, na parte conhecida, NEGARLHE PROVIMENTO, nos termos do voto. Caso o Fisco ainda não tenha proferida a decisão definitiva das questões concernentes à exclusão do regime diferenciado de tributação SIMPLES FEDERAL/NACIONAL (processos 12269.001346/201043 e 12269.001647/201077), deverá haver a suspensão dos efeitos deste Acórdão, eis que a cobrança do crédito objeto do presente auto de infração somente poderá ser levado a efeito quando transitado em julgado o processo de exclusão desse regime diferenciado. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 362DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 11516.007025/2008-14
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
VALE TRANSPORTE PAGO EM PECÚNIA. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
Qualquer que seja o modo de pagamento ao trabalhador do vale transporte, não há alteração de sua natureza indenizatória, razão pela qual é impossibilitada a incidência de contribuições previdenciárias sobre verbas desta natureza. Entendimento pacificado dos Tribunais Superiores.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-002.084
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência até a competências 09/2003 nos termos do § 4º do art. 150, do CTN. E no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. VALE TRANSPORTE PAGO EM PECÚNIA. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Qualquer que seja o modo de pagamento ao trabalhador do vale transporte, não há alteração de sua natureza indenizatória, razão pela qual é impossibilitada a incidência de contribuições previdenciárias sobre verbas desta natureza. Entendimento pacificado dos Tribunais Superiores. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 70 25 /2 00 8- 14 Fl. 541DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência até a competências 09/2003 nos termos do § 4º do art. 150, do CTN. E no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 542DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário, fls. 511/528, interposto em face do Acórdão proferido pela DRJ de Florianópolis/SC, fls. 486/508, a qual julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada para exonerar o crédito previdenciário de R$ 86.368,17, mantendose o montante de R$ 538.703,84 (quinhentos e trinta e oito mil setecentos e três reais e oitenta e quatro centavos). A presente autuação foi consubstanciada no DECBAD nº. 37.197.4984 (Outras Entidades e Fundos), referente ao período de 01/2003 a 12/2007, no que concerne a ValeTransporte pago em pecúnia. O Relatório Fiscal, fls. 98/103, evidencia os seguintes fatos: 2.1. No desenvolvimento do procedimento fiscal, constatouse que a empresa realizou, de 01/2003 a 12/2007, pagamentos habituais a seus segurados empregados a título de transporte. (...) 2.6. Do exposto, concluise que o pagamento de transporte em pecúnia caracterizase como saláriodecontribuição. Tais verbas caracterizamse como verdadeira remuneração por serviços prestados, incorporandose ao patrimônio dos trabalhadores. 2.7. Este entendimento prospera ainda que os pagamentos sejam, eventualmente, realizados por força de acordo ou convenção coletiva, uma vez que tais instrumentos de negociação entre empregadores e trabalhadores não tem o condão de afastar a aplicabilidade das normas tributárias. (...) 3.1. Face aos fatos narrados, é realizado o presente lançamento fiscal, com o objetivo de constituir os créditos previdenciários relativos às seguintes contribuições, todas incidentes sobre a remuneração de segurados empregados: a) SalárioEducação: 2,5% b) INCRA: 0,2% c) SENAC: 1,0% d) SESC: 1,5% e) SEBRAE: 0,6% TOTAL: 5,8% 3.2. Além das contribuições devidas pela empresa, foram lançadas as contribuições devidas pelos segurados (AI nº 37.151.0007) e as contribuições devidas a Outras Entidades e Fundos (AI nº 37.197.4984). 3.3. Os valores lançados encontramse discriminados mensalmente, por estabelecimento, no Relatório de Fl. 543DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Lançamentos – RL integrante deste Auto de Infração, segundo os códigos de proventos que foram utilizados para pagamento em folha a título de transporte (os códigos e descrições mencionados foram estabelecidos pela empresa). 3.4. Para a correta apuração das bases de cálculo, foram deduzidos, dos valores dos proventos listados acima, os descontos realizados em folha de pagamento relacionados com o fornecimento de transporte em pecúnia, os quais foram identificados pela empresa em atendimento ao TIAD nº 04. (...) 4.1. No curso de procedimento de fiscalização, a empresa apresentou cópias de certidão objeto e pé, petição inicial, liminar e sentença proferida no Mandado de Segurança Coletivo n. 1999.61.00.0456685, impetrado pelo então denominado Sindicato das Empresas de Asseio de Conservação do Estado de São Paulo – SINDICON (atualmente, SEACSP). A petição inicial é datada de 10/09/1999 e a sentença, de 25/05/2001, assegurou aos associados da impetrante a suspensão da exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre valetransporte pago em pecúnia. Atualmente, apelação do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS relativa ao mesmo mandado de segurança encontrase aguardando decisão no TRF da 3ª Região. 4.2. Por meio do TIAD n. 06, intimouse a empresa a comprovar que se encontrava filiada ao citado sindicato à época da propositura da ação em questão. Em atendimento à intimação foi apresentada declaração de filiação desde 19/11/2002. 4.3. Portanto, a empresa não está amparada pela decisão judicial apresentada, não havendo base para a suspensão da exigibilidade das contribuições objeto deste lançamento fiscal. 4.4. Adicionalmente, há que se destacar que, do total das contribuições ora lançadas, no valor originário de R$ 381.694,83, apenas R$ 960,72 (ou seja, 0,25%) referemse a contribuições incidentes sobre a remuneração de trabalhadores lotados no estabelecimento 00.482.840/000561, que vem a ser a filial da empresa localizada em São Paulo, base territorial do sindicato que impetrou a ação. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento efetuado, a empresa contestou a autuação fiscal por meio do instrumento de fls. 136/168. Fl. 544DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 4 5 DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da então Impugnante, a 5ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC, DRJ/FNS, prolatou o Acórdão n° 07 29.572, fls. 486/508, julgando a impugnação parcialmente procedente para exonerar o crédito previdenciário relativo à competências que se encontravam decadentes, mantendose, contudo, os demais valores anteriormente mencionados no relatório. Segue ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 VALETRANSPORTE. A concessão de vale transporte em desacordo com a lei específica integra o salário de contribuição conforme o disposto no artigo 28, § 9º, alínea ‘f’, da Lei 8.212, de 1991. CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO. As Convenções Coletivas de Trabalho, no que tange à matéria tributária, não se sobrepõe à lei e não pode ser oposta à Fazenda Pública para o não pagamento de contribuição previdenciária. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 280/2006. VIGÊNCIA. A possibilidade legal de pagamento em pecúnia do vale transporte ocorreu apenas no período entre a publicação da MP nº 280 e a revogação do artigo 4º desta pela MP nº 283, de 23/02/2006. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. A decadência das contribuições para terceiros (outras entidades e fundos) é regida pelas disposições contidas no Código Tributário Nacional, conforme determinado pelo artigo 3º, § 3º, da Lei nº 11.457/2007, e pela Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal nº 08, publicada no DOU de 20/06/2008. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. LIMITES DE COMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O MPF é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da auditoria fiscal. Verificando Fl. 545DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 se nos autos a regular ciência e prorrogação do MPF, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal. PROVAS. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. O prazo para apresentação de provas no processo administrativo fiscal coincide com o prazo de que o contribuinte dispõe para impugnar o lançamento, sob pena de preclusão, salvo se comprovada alguma das hipóteses autorizadoras para juntada de documentos após esse prazo. PERÍCIA. Cabe ao julgador administrativo apreciar o pedido de realização de perícia, indeferindoo se a entender desnecessária, protelatória ou impraticável, ou ainda, não conhecêlo quando o requerimento não preencher os requisitos legais. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 MULTA EM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. LEI NOVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. LEI Nº 11.941, DE 2009. ART. 106, CTN. ART. 35 DA LEI Nº 8.212, DE 1991. São aplicáveis às multas nos lançamentos de ofício, quando benéficas, as disposições da novel legislação. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte DO RECURSO Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário (Fls. 511/528) alegando, em síntese, a não incidência de contribuição previdenciária sobre vale transporte pago em pecúnia, amparandose em diversos julgados dos Tribunais Superiores e do CARF e da aplicação mais benéfica da multa de mora. É o relatório. Fl. 546DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl., o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos Fl. 547DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Na esteira do entendimento esposado, verificase, então, o equívoco do acórdão da DRJ quando reconheceu a decadência apenas das competências que possuíam antecipação de pagamento tanto ao INSS quanto a Outras Entidades. Assim, diante dos dados fornecidos pela DRJ acerca da existência de antecipação de pagamento, fls. 496/497, cujas autoridades fiscais possuem fé de ofício nas informações que prestam, são suficientes para que se aplique o prazo decadencial com base no art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração compreendeu as competências 01/2003 a 12/2007, inclusive o 13º salário. A notificação ocorreu em 07/10/2007, fl. 02. Portanto, temse que a decadência fulminou os créditos previdenciários referentes aos fatos geradores ocorridos entre 01/2003 a 09/2003. MÉRITO VALE TRANSPORTE PAGO EM PECÚNIA É cediço que o saláriodecontribuição é constituído apenas por verbas remuneratórias, aquelas contraprestacionais aos serviços prestados pelos segurados, excluindo se, portanto, as de caráter ressarcitório e indenizatório. Neste sentido, Wladmir Martinez aduz: “Integramno a remuneração e os ganhos habituais. Portanto, óbice respeitável à determinação das rubricas consiste em desvendar o conceito trabalhista de remuneração e seus institutos paralelos, indenização e ressarcimento de despesas. Fundamentalmente, repetese, a remuneração, nela contidos principalmente o salário e os desembolsos decorrentes de Fl. 548DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 6 9 conquistas sociais. Restam excluídas importâncias ressarcitórias de gastos feitos pelo trabalhador em razão da prestação de serviços e as indenizatórias”. (MARTINEZ. Wladimir Novaes. Curso de Direito Previdenciário. 4ª Edição. São Paulo: LTr, 2011. p. 482) É por ser de natureza nitidamente indenizatória, o vale transporte não é incluído no conceito de salário de contribuição, nos termos do art. 2º da Lei 7.418/85, in verbis: Art. 2º O ValeTransporte, concedido nas condições e limites definidos, nesta Lei, no que se refere à contribuição do empregador: (Artigo renumerado pela Lei 7.619, de 30.9.1987) a) não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos; b) não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; c) não se configura como rendimento tributável do trabalhador. Apesar de constar a vinculação às condições legais específicas da concessão de valetransporte, é certo que não há possibilidade de sua natureza jurídica ser alterada em razão de como é feito o seu pagamento, sendo em cartão eletrônico, ticket ou pecúnia. Qualquer que seja o modo, não há como desnaturar o caráter indenizatório de um benefício que, em sua essência, nada mais é do que uma antecipação ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de deslocamento da sua residência ao trabalho e viceversa. Conquanto, independentemente da forma como esse benefício é antecipado ao empregado, não há hipótese que possa qualificálo como natureza salarial eis que é patente a sua natureza ressarcitória de despesas inerentes a execução do trabalho, e de modo algum caracterizado como prestação remuneratória. É neste sentido que, embora o Superior Tribunal de Justiça já tenha adotado posicionamento diverso, este foi alterado em razão do entendimento do Supremo Tribunal Federal, pacificando a jurisprudência da Corte Superior, em sede de Embargos de Divergência: TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. VALETRANSPORTE. PAGAMENTO EM PECÚNIA. NÃOINCIDÊNCIA. PRECEDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JURISPRUDÊNCIA DO STJ. REVISÃO. NECESSIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal, na assentada de 10.03.2003, em caso análogo (RE 478.410/SP, Rel. Min. Eros Grau), concluiu que é inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária sobre o valetransporte pago em pecúnia, já que, qualquer que seja a forma de pagamento, detém o benefício natureza indenizatória. Informativo 578 do Supremo Tribunal Federal. 2. Assim, deve ser revista a orientação desta Corte que reconhecia a incidência da contribuição previdenciária na Fl. 549DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 hipótese quando o benefício é pago em pecúnia, já que o art.5º do Decreto 95.247/87 expressamente proibira o empregador de efetuar o pagamento em dinheiro. 3. Embargos de divergência providos. (STJ. 816829 RJ 2008/02249664, Relator: Ministro CASTRO MEIRA, Data de Julgamento: 14/03/2011, S1 PRIMEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 25/03/2011) Por oportuno, colacionase o precedente jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, utilizada como parâmetro para uniformização da jurisprudência pátria: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALETRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em valetransporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do benefício. 2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revelase em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial. 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua Fl. 550DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 7 11 totalidade normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento. (STF. RE 478410/SP, Relator: Ministro EROS GRAU, Data de Julgamento: 10/03/2010, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe 14/05/2010) (grifos acrescidos) Declarada inconstitucional pela Corte Suprema a incidência de contribuição previdenciária sobre os valores pagos em pecúnia a título de valetransporte, este Conselho reúne inúmeros julgados que seguem o mesmo raciocínio dos Tribunais Superiores, conforme a seguir são transcritos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005 (...) VERBAS PAGAS A TÍTULO DE VALE TRANSPORTE. NATUREZA INDENIZATÓRIA. JURISPRUDÊNCIA UNÍSSONA DO STF E STJ. APLICABILIDADE. ECONOMIA PROCESSUAL. De conformidade com a jurisprudência mansa e pacífica no âmbito Judicial, especialmente no Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, os valores concedidos aos segurados empregados a título de Vale Transporte, pagos ou não em pecúnia, não integram a base de cálculo das contribuições previdenciárias, em razão de sua natureza indenizatória, entendimento que deve prevalecer na via administrativa sobretudo em face da economia processual. (...) Recurso Voluntário Provido em Parte. (CARF. 2ª Seção de Julgamento. Processo nº. 15758.000509/200832. Acórdão nº. 240102.093 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Sessão de 26 de outubro de 2011) ************************************************* ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2006 (...) VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA, NÃO SE CARACTERIZA COMO SALÁRIO INDIRETO. DECRETO 95.247/87 EXTRAPOLOU O SEU CARÁTER DE REGULAMENTAR A LEI 7.418/85. Fl. 551DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 O pagamento de Vale Transporte em pecúnia, não é integrante da remuneração do segurado, pois nítido o seu caráter indenizatório, referendado esse entendimento, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal. Ademais, a vedação quanto ao pagamento do vale transporte em, pecúnia inserida em nosso Ordenamento Jurídico pelo Decreto a. 95247/87, é ilegal, pois extrapolou o seu poder de regulamentar a Lei n. 7418/85. (...) Recurso de Ofício Negado e Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado (CARF. 2ª Seção de Julgamento. Processo nº. 14041.001.393/200862. Recurso de Ofício e Voluntário nº. 561.928. Acórdão nº. 230101.591 — 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Sessão de 08 de julho de 2010) ************************************************ ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/10/2000 a 30/09/2003 DECADÊNCIA. SALÁRIO INDIRETO. VALE TRANSPORTE. VALOR PAGO EM DINHEIRO. NÃO INTEGRA SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. LEI 7.418/85. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante nº 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8,212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional. No presente caso aplicase a regra do artigo 173, inciso 1, do CTN, haja vista se tratar de auto de infração lavrado em desfavor do contribuinte por descumprimento de obrigação acessória. O valetransporte pago em espécie pela empresa não integra o salário de contribuição, ou seja, o beneficio não tem caráter salarial, porquanto está de acordo com a legislação que trata do assunto, em especial ao disposto no artigo 2º, da Lei n. 7.418/85. O beneficio, em favor do empregado, é ofertado para a execução do trabalho, logo o pagamento realizado pela empresa não constitui fato gerador de contribuição social previdenciária e, por conseguinte, não há que se falar em descumprimento de obrigação tributária acessória. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. (CARF. 2ª Seção de Julgamento. Processo nº. 35.301.000131/200761. Recurso Voluntário nº. 244.766. Acórdão nº. 230101.396 — 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Sessão de 28 de abril de 2010) Fl. 552DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 8 13 Partindo, então, das premissas presentemente discutidas, não sobejam dúvidas quanto à impossibilidade de incidência de contribuições previdenciárias sobre os valores pagos em pecúnia a título de vale transporte, razão pela qual a autuação em epígrafe deve ser anulada. CONCLUSÃO Ante todo o exposto, conheço do recurso para reconhecer a decadência até a competência de 09/2003, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN e, no mérito, dar provimento ao recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 553DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10166.015557/2008-71
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
DEDUÇÕES. CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA OFICIAL.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-003.141
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para restabelecer contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 3.005,97, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA OFICIAL. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para restabelecer contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 3.005,97, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 6ª Turma da DRJ/BSB/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 01 55 57 /2 00 8- 71 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015557/200871 Acórdão n.º 2801003.141 S2TE01 Fl. 120 2 “Tratase de Notificação de Lançamento expedida em nome do contribuinte em epígrafe, relativa ao exercício de 2005 para cobrança de crédito tributário, no valor de RS 15.222,40, já acrescido de multa de ofício, multa de mora e juros de mora, calculados de acordo com a legislação aplicável. O lançamento originouse da revisão da Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício em questão, onde foram constatadas as seguintes infrações: DEDUÇÃO INDEVIDA DE PREVIDÊNCIA SOCIAL foi deduzido o valor de RS 11.064,82, sendo R$ 10.396,02 relativo à fonte pagadora Caixa Econômica Federal e R$ 668,80 relativo à fonte pagadora Meta Fomento Mercantil Ltda. Motivo: contribuinte não atendeu à intimação; COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE foi glosado o IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte no valor de RS 5.467,69 relativo à fonte pagadora Caixa Econômica Federal. Motivo: o contribuinte não atendeu à intimação. Encontramse identificados nos demonstrativos de fls. 3/7 o enquadramento legal das infrações, as alterações na base de cálculo, bem como o valor do imposto suplementar apurado. O contribuinte teve ciência da notificação de lançamento em 12/11/2008 e, em 25/11/2008, apresentou impugnação acompanhada dos documentos de fls. 8/18 na qual alega resumidamente que recebeu em juízo rendimentos de ação trabalhista impetrada contra a Caixa Econômica Federal cujo valor de RS 45.707,30 foi desmembrado conforme Alvará de fl. 9. Afirma que os documentos de fato existem, são verídicos e que não tentou lesar o fisco. Requer o acolhimento da impugnação para o fim de cancelar o débito fiscal reclamado.” A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 69/77, para restabelecer a parcela de R$ 668,80 referente à dedução a título de contribuição à previdência oficial, bem como o valor de R$ 5.467,69 referente ao imposto de renda retido na fonte. Regularmente cientificado daquele acórdão em 22/02/2011 (fl. 85), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 87, em 21/03/2011. Em sua defesa, pretende seja considerado o valor de R$ 3.005,97 recolhido ao INSS por parte do empregado, deduzindoo do montante glosado de R$ 9.635,55, tendo em vista os documentos que ora apresenta, especificamente a conclusão dos autos do processo n° 1127/2002 do TRT 10a REGIÃO, onde encontramse devidamente discriminados todos os valores a serem recolhidos, inclusive ao INSS, tanto a parte do empregado quanto a parte do empregador. É o relatório. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015557/200871 Acórdão n.º 2801003.141 S2TE01 Fl. 121 3 Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à glosa da contribuição à previdência social referente à fonte pagadora Caixa Econômica Federal. No que diz respeito à referida questão, assim se pronunciou a decisão recorrida: “Na impugnação, o recorrente alega com relação à Previdência oficial que o valor foi desmembrado conforme determinação do Alvará n° 137/2004 de fl. 9. Na referida determinação judicial há ordem para que seja efetuada transferência de 21,0810% do saldo total da conta epigrafada para o INSS, mediante guia GPS. Pela GPS de fl. 10, verificase que houve recolhimento no valor de R$ 9.635,55 para o INSS, entretanto, nem o alvará nem a GPS discriminam que valor se refere ao empregado nem que valor se refere ao empregador. Assim, não se pode identificar o valor a ser deduzido. Conforme determina o Art. 37 da INSRF 15/2001, adiante transcrito, só são admitidas as deduções de contribuições, cujo ônus tenha sido do próprio contribuinte e desde que destinadas a seu próprio beneficio. Art. 37. São admitidas, a título de dedução, as contribuições, cujo ônus tenha sido do próprio contribuinte e desde que destinadas a seu próprio beneficio(gn) I para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II para as entidades de previdência privada domiciliadas no Brasil e as contribuições para os Fapi, cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da Previdência Social. Dessa forma, devese manter a glosa do valor de R$ 9.635,55 por não comprovar o contribuinte que sofreu o ônus da contribuição.” Em sede de recurso, o contribuinte pleiteia o restabelecimento da parcela de 3.005,97 recolhido ao INSS por parte do empregado, deduzindoo do montante glosado de R$ 9.635,55, conforme documentos carreados aos autos, às fls. 99/111. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015557/200871 Acórdão n.º 2801003.141 S2TE01 Fl. 122 4 Na cópia extraída do Processo n° 1127/2002, à fl. 99, consta: “Vistos. Homologo a presente atualização para fixar o débito da executada em R$45.933,73,valor atualizado até 29/03/2004, sem prejuízo das atualizações de direito e na forma abaixo discriminada: R$ 35.176,18 (Total bruto do exequente) R$ 221,19 (Custas processuais) R$ 175,88 (Custas art. 789Á, CLT) R$ 3.005,97 (INSS empregado) R$ 6.596,61 (INSS empregador + S A T ) R$ 757,90 (Terceiros) R$ 45.933,73 (Total do cálculo) Fixo, ainda, o IRPF em R$5.449,01, também atualizado até 29/03/2004, valor que deverá ser deduzido do principal a ser pago ao reclamante.” Portanto, resta comprovado que o valor de R$ 3.005,97 referese à contribuição do empregado. razão pela qual a correspondente dedução deve ser restabelecida. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso, para restabelecer contribuição à previdência oficial no valor de R$ 3.005,97. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 122DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000424/2007-87
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/2000 a 01/01/2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
OCORREU CONTRADIÇÃO ENTRE A FUNDAMENTAÇÃO E A DECLARAÇÃO DO RESULTADO. EMBARGOS ACOLHIDOS. CONTRADIÇÃO SANADA.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2803-002.298
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª turma especial do segunda seção de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para corrigir a aplicação da decadência para considerá-la ocorrida no período de 04/2000 a 05/2002 no acórdão embargado.
(Assinado Digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima Presidente.
(Assinado Digitalmente).
Eduardo de Oliveira Relator.
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2000 a 01/01/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. OCORREU CONTRADIÇÃO ENTRE A FUNDAMENTAÇÃO E A DECLARAÇÃO DO RESULTADO. EMBARGOS ACOLHIDOS. CONTRADIÇÃO SANADA. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª turma especial do segunda SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para corrigir a aplicação da decadência para considerála ocorrida no período de 04/2000 a 05/2002 no acórdão embargado. (Assinado Digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima – Presidente. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira – Relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 04 24 /2 00 7- 87 Fl. 890DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14041.000424/200787 Acórdão n.º 2803002.298 S2TE03 Fl. 449 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração interposto pelo próprio Conselheiro Relator do Acórdão Embargado em face do Acórdão Nº 2803002.130, exarado, em 21/02/2013, pela 3ª Turma Especial, da 2ª Seção, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda – CARF/MF, haja vista que ele contém contradição, quanto ao período de decadência reconhecido na fundamentação do Acórdão e o declarado no resultado. Aduz o embargante, em síntese. “O citado crédito foi à pauta de julgamento, em 21/02/2013, e seu Acórdão recebeu o seguinte número 2803002.130, obtendo o resultado a seguir transcrito.” ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator, para reconhecer a decadência das contribuições 04/2000 a 06/2002. “O resultado supramencionado encerra uma contradição qual seja – ele resultado está em conflito com a fundamentação do Acórdão, pois nesta o relator, assim, manifestouse:” Desta forma, devem ser excluídas desta notificação as competências 04/2000 a 05/2002, uma vez que havido pagamento aplicase a regra do artigo 150, § 4º, da Lei 5.172/66 e como o lançamento se deu, em 26/06/2007, todas as competência com ocorrência de pagamento e que se venceram até 27/06/2002 estavam decadentes na ocasião do lançamento. Fl. 891DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14041.000424/200787 Acórdão n.º 2803002.298 S2TE03 Fl. 450 3 “Evidente fica que as competências 06/2002, que venceu, em 10/07/2007, bem como as competências 07/2002 e 04/2003 que são posteriores ao fim da decadência, estão hígidas e aptas a cobrança.” Requer ao final – que a contradição seja sanada e o acórdão corrigido. É o Relatório. Fl. 892DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14041.000424/200787 Acórdão n.º 2803002.298 S2TE03 Fl. 451 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira – Relator. Tratase de Embargos de Declaração em face de acórdão, amparado na existência de contradição decisão embargada. Verificase que entre a fundamentação do acórdão e o resultado deste houve contradição na citação dos meses em que a decadência se operou. Assim, esta contradição deve ser expurgada do acórdão original. Na fundamentação consta que a decadência ocorreu até a competência 05/2002, inclusive, mas o resultado declarou de forma contraditória e equivocada que esta se deu até a competência 06/2002, inclusive. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em acolher os embargos propostos, para reconhecer a existência de contradição na declaração de decadência. Diante disto, necessário se faz corrigir a aplicação da decadência para considerála ocorrida no período de 04/2000 a 05/2002, inclusive, tendo em vista à ocorrência de pagamento nestas competências, ficando as demais sujeitas à cobrança, isto é, as competências 06/2002; 07/2002 e 04/2003, em conseqüência dou a estes Embargos de Declaração efeitos modificativos da decisão original, para corrigir a contradição entre a fundamentação e a declaração do resultado, integrado estes embargos àquela decisão original. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 893DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10825.003350/2005-09
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 10/04/2000 a 31/12/2004
Ementa:EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO.OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. SANADO PONTO OMISSO.
Existindo registro da fiscalização de que a contribuinte possuía saldo credor e vinha sistematicamente utilizando-o em extinção aos débitos apurados mensalmente. Prova cabal da existência de saldo credor é ausência de multa não lançada, indicativo de extinção em todo o período alcançado pela decadência. A utilização de saldo credor, de correntes de créditos legítimos, com fins de extinção de débito perante a legislação especifica do Imposto sobre Produtos Industrializados é considerado pagamento para todos os efeitos. Entendimento que se extraí das disposições nos Decretos nº 2.637/98, art. 111, parágrafo único, Inciso III, que deu nova redação ao Decreto nº 4.544, art. 124, parágrafo III.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 3403-001.922
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acorda o membro do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, sem efeito modificativo, para sanar a omissão apontada no Acórdão 3403-000.905, mantendo-se o resultado do julgamento. Esteve presente ao julgamento o Dr. Rubem Jorge e Costa, OAB/DF nº 10.934-E.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 10/04/2000 a 31/12/2004 Ementa:EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO.OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. SANADO PONTO OMISSO. Existindo registro da fiscalização de que a contribuinte possuía saldo credor e vinha sistematicamente utilizando-o em extinção aos débitos apurados mensalmente. Prova cabal da existência de saldo credor é ausência de multa não lançada, indicativo de extinção em todo o período alcançado pela decadência. A utilização de saldo credor, de correntes de créditos legítimos, com fins de extinção de débito perante a legislação especifica do Imposto sobre Produtos Industrializados é considerado pagamento para todos os efeitos. Entendimento que se extraí das disposições nos Decretos nº 2.637/98, art. 111, parágrafo único, Inciso III, que deu nova redação ao Decreto nº 4.544, art. 124, parágrafo III. Embargos Acolhidos.
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 10/04/2000 a 31/12/2004 Ementa:EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO.OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. SANADO PONTO OMISSO. Existindo registro da fiscalização de que a contribuinte possuía saldo credor e vinha sistematicamente utilizandoo em extinção aos débitos apurados mensalmente. Prova cabal da existência de saldo credor é ausência de multa não lançada, indicativo de extinção em todo o período alcançado pela decadência. A utilização de saldo credor, de correntes de créditos legítimos, com fins de extinção de débito perante a legislação especifica do Imposto sobre Produtos Industrializados é considerado pagamento para todos os efeitos. Entendimento que se extraí das disposições nos Decretos nº 2.637/98, art. 111, parágrafo único, Inciso III, que deu nova redação ao Decreto nº 4.544, art. 124, parágrafo III. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acorda o membro do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, sem efeito modificativo, para sanar a omissão apontada no Acórdão 3403000.905, mantendose o resultado do julgamento. Esteve presente ao julgamento o Dr. Rubem Jorge e Costa, OAB/DF nº 10.934E. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 5. 00 33 50 /2 00 5- 09 Fl. 2424DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. Relatório Cuidase de Embargos de Declaração interposto pela Fazenda Nacional visando à correção de omissão existente no acórdão em razão ao afastamento da exigência dos créditos tributários relativos aos fatos geradores ocorridos até 30 de novembro de 2.000 com fundamento no termo inicial do prazo decadencial previsto no art. 150, § 4°, do CTN. Aduz que ao decidir dessa forma a Turma teria omitido sobre a aplicação da norma de ordem pública prevista no art. 62A do RICARF e ainda, sobre a possibilidade de se aplicar o termo inicial do prazo decadencial previsto no art. 173, I, do CTN, quando não há recolhimento parcial, que segundo a Embargante é a hipótese destes autos. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Domingos de Sá Filho. Tratase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual tomo conhecimento. Extraíse dos autos que a controvérsia paira sobre incidência ou não do IPI somente sobre receitas decorrentes dos serviços de impressão gráfica personalizada realizada sob encomenda. Restou o registro no voto de que o contribuinte teria reconhecido que parte dos serviços prestados tratavam de industrialização, reconhecido o equivoco, efetivou o pagamento do débito relativo a essa parte e continuou a discussão em relação a outras receitas provenientes de serviços gráficos por encomenda. Á fl. 98 há registro da fiscalização de que a contribuinte possuía saldo credor e vinha sistematicamente utilizandoo em extinção aos débitos apurados mensalmente. Cabe ressaltar que o demonstrativo de multa de IPI não lançados por cobertura de crédito (indicativo de existência de saldos credores em todos os períodos de apuração alcançados pela decadência) fls. 86/97. A utilização de saldo credor, de correntes de créditos legítimos, com fins de extinção de débito perante a legislação especifica do Imposto sobre Produtos Industrializados é considerado pagamento para todos os efeitos. Esse entendimento extraíse nas disposições nos Decretos nº 2.637/98, art. 111, parágrafo único, Inciso III, que deu nova redação ao Decreto nº 4.544, art. 124, parágrafo III, vejamos: Art. 111. Os atos de iniciativa do sujeito passivo, no lançamento por homologação, aperfeiçoamse com o pagamento do imposto Fl. 2425DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10825.003350/200509 Acórdão n.º 3403001.922 S3C4T3 Fl. 5 3 ou com a compensação do mesmo, nos termos dos arts. 190 e 191 e efetuados antes de qualquer procedimento de ofício da autoridade administrativa (Lei n.º 5.172, de 1966, art. 150 e § 1º, e Lei n.º 9.430, de 1996, arts. 73 e 74). Parágrafo único. Considerase pagamento: I o recolhimento do saldo devedor, após serem deduzidos os créditos admitidos dos débitos, no período de apuração do imposto; II o recolhimento do imposto não sujeito a apuração por períodos, haja ou não créditos a deduzir; III a dedução dos débitos, no período de apuração do imposto, dos créditos admitidos, sem resultar saldo a recolher. Como se sabe a compensação é uma das modalidades de extinção do crédito tributário, portanto, satisfeito à condição para aplicação da regra do parágrafo 4o. do art. 150 do CTN. Em decorrência da existência de saldo credor no período de apuração, restou observado aplicação do art. 62A do Regimento Interno do CARF conforme o RESp. SC nº 973.733. Por essa razão sou inclinado a manter intacto a decisão contida no Acórdão. Assim, cabe acolher os embargos sem efeitos modificativos para suprir a omissão apontada. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 2426DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 13984.000710/2001-44
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - OMISSÃO - OBSCURIDADE - INOCORRÊNCIA - REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA
Não constatada a ocorrência de omissão ou obscuridade na decisão embargada, não deve ser dado provimento aos embargos de declaração. Os embargos de declaração não se prestam à reexame de matéria já decidida.
Embargos Rejeitados
Numero da decisão: 3801-001.999
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Pereira Nunes, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - OMISSÃO - OBSCURIDADE - INOCORRÊNCIA - REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA Não constatada a ocorrência de omissão ou obscuridade na decisão embargada, não deve ser dado provimento aos embargos de declaração. Os embargos de declaração não se prestam à reexame de matéria já decidida. Embargos Rejeitados
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Pereira Nunes, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
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Os embargos de declaração não se prestam à reexame de matéria já decidida. Embargos Rejeitados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Pereira Nunes, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 98 4. 00 07 10 /2 00 1- 44 Fl. 222DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13984.000710/200144 Acórdão n.º 3801001.999 S3TE01 Fl. 223 2 Relatório Tratamse de embargos de declaração opostos por Procurador da Fazenda Nacional, com fundamento no artigo 65 do Regimento Interno desse Conselho Fiscal, em face de suposta omissão e obscuridade constante do acórdão proferido por esta C. 1ª Turma Especial que julgou parcialmente procedente recurso voluntário do contribuinte para excluir as demais receitas tributadas do lançamento original nos termos do voto do relator. Discutese nesses autos, em síntese, se devem ser as receitas de variação monetária ativa do contribuinte tributadas pela COFINS (períodos de apuração de 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000), em especial considerando o entendimento dado pelo Órgão Plenário do Supremo Tribunal Federal quanto a questão do alargamento da base de cálculo da referida contribuição perpetrada pelo art. 3º da Lei nº 9.718/1998. O acórdão embargado julgou procedente em parte o recurso voluntário do contribuinte para afastar a parcialmente a exação, sob o argumento de que: “Desta forma, considerando a declaração parcial de inconstitucionalidade da Lei n° 9.718/98, acima detalhada, entendo que devem ser excluídas das bases de cálculo consideradas no presente lançamento as receitas referentes às contas acima (Demais Receitas), mantendose a tributação apenas das receitas decorrentes de vendas (Receita Tributável).”. A União entende que o acórdão ao aplicar genericamente o precedente do STF é omisso e obscuro por ter sido firmado sem que fosse analisado o objeto social da embargada, mormente em relação as receitas classificadas como variação cambial ativa. É o Relatório. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13984.000710/200144 Acórdão n.º 3801001.999 S3TE01 Fl. 224 3 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges Relator Os embargos de declaração foram interpostos no prazo legal, e atendidos os demais pressupostos, razão pela qual são admitidos. Conforme assentado, a Fazenda Nacional entende omisso e obscuro o presente acórdão por não ter analisado se a receita de variação cambial seria inerente a sua atividadefim, considerandose o objeto social da contribuinte, não transbordando, assim, o conceito de faturamento. Apesar da questão do alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins pela Lei nº 9.718/1998 declarado inconstitucional pelo STF não ter sido levantada pelo contribuinte, a Turma entendeu necessário analisar as bases de cálculo consideradas no lançamento, em razão do princípio da legalidade, tratandose de matéria de ordem pública. O acórdão embargado demonstrou ter enfrentado a questão claramente em consonância com o entendimento da Turma e com a jurisprudência consolidada do Plenário do Supremo Tribunal Federal, em expressa alusão à discussão acerca da ampliação do conceito de faturamento para fins da tributação pela COFINS dada pela Lei nº 9.718/1998. Os elementos necessários para o julgamento estão nos autos. Não há a apontada aplicação genérica da jurisprudência do STF, mas sim, o entendimento da Turma. Ao asseverar que “Por todo o acima exposto, entendo não mais ser passível de tributação a receita financeira auferida pela pessoa jurídica, em razão das decisões proferidas pelo STF relativas à inconstitucionalidade do § 1° do artigo 3° da Lei n° 9.718/98, nos termos da legislação acima transcrita.” ficou evidenciado o entendimento da Turma que as receitas de variações cambiais ativas, isto é, ganhos monetários observados em contratos firmados em moeda estrangeira, e resultantes da variação do câmbio, que possuem a natureza típica de receita financeira, não se enquadram no conceito de faturamento previsto na Lei Complementar 70/91, não estando assim sujeitas à incidência da contribuição. Os embargos de declaração nesse caso não estão sendo interpostos para aclarar eventual omissão e obscuridade constante do acórdão recorrido, mas sim questionar a interpretação da Turma acerca da matéria em exame, não se tratando, portanto, da via adequada para se questionar os julgados deste Colegiado, devendo assim ser afastados. Em face do exposto, encaminho meu voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração apresentados. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 224DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13984.000710/200144 Acórdão n.º 3801001.999 S3TE01 Fl. 225 4 Fl. 225DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
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Numero do processo: 10880.962326/2008-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3201-000.428
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter os autos em diligência, nos termos do voto da relatora.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausência momentânea de Daniel Mariz Gudiño
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter os autos em diligência, nos termos do voto da relatora. JOEL MIYAZAKI - Presidente. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM- Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausência momentânea de Daniel Mariz Gudiño
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ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter os autos em diligência, nos termos do voto da relatora. JOEL MIYAZAKI Presidente. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausência momentânea de Daniel Mariz Gudiño RELATÓRIO O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 62 32 6/ 20 08 -8 3 Fl. 195DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10880.962326/200883 Resolução nº 3201000.428 S3C2T1 Fl. 196 2 A interessada acima qualificada apresentou Declaração de Compensação nº 35099.76713.151004.1.3.044413 em 15/10/04 (fls. 06/10), pleiteando a compensação de débitos de COFINS, com créditos de COFINS, decorrentes de suposto pagamento a maior ou indevido efetuado em 12/11/99. Por meio do Despacho Decisório Eletrônico de fl. 01, emitido em 11/12/08, a compensação pleiteada não foi homologada, sob o fundamento de que a partir das características do DARF por meio do qual teria ocorrido o pagamento a maior ou indevido, o pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificado da decisão em 05/01/09 (fls. 04/05), o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 11/14) alegando, em síntese, que: Como se pode observar no demonstrativo da composição das bases de cálculo, o crédito de COFINS utilizado para sua compensação referese à parcela da contribuição indevidamente paga sobre valores relativos às saídas gratuitas (“brindes”) de seus produtos. Se a base de cálculo tanto do PIS quanto da COFINS é constituída pela receita ou pelo faturamento, não há que se falar em ocorrência do fato gerador sobre o valor de notas fiscais de saída de mercadorias, sem que haja de fato ou de direito a correspondente receita ou faturamento. Ao compor a base de cálculo das contribuições, cometeu equívoco de incluir valores que não constituíam sua receita ou faturamento, e deveria ter apresentado retificações de suas declarações para excluir destas bases de cálculos do PIS e da COFINS estes valores. Em determinados casos, suas declarações não foram retificadas, e assim, cometeu erro de fato no procedimento tendente à apresentação desta PER/DCOMP. Tal equívoco não macula seu direito à obtenção dos créditos, de fácil apuração, caso a autoridade administrativa competente tivesse cumprido sua obrigação legal e diligenciado ao estabelecimento da ora requerente, como determina o artigo 24 da IN SRF nº 600/2005. Não procedendo assim, o despacho decisório representa ofensa aos princípios da moralidade administrativa, da razoabilidade, da finalidade e da oficialidade, além de ensejar o enriquecimento sem causa da União, ferindo o caput do artigo 37 da Carta Magna, e os artigos 2º, 3º, inciso I, e 50, inciso I da Lei 9.784/99. Requer a reforma do Despacho Decisório, reconhecendo seu direito creditório na sua totalidade e homologando a compensação do PER/DCOMP. É o relatório. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10880.962326/200883 Resolução nº 3201000.428 S3C2T1 Fl. 197 3 O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/SP 1 n° 1630.890, de 14/04/2011, proferida pelos membros da 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo /SP, cuja ementa dispõe, verbis: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Ano calendário: 1999 DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE DE PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da existência do crédito declarado, para possibilitar a aferição de sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. NÃO COMPROVAÇÃO. EFEITO. A falta de comprovação do crédito objeto da Declaração de Compensação apresentada impossibilita a homologação das compensações declaradas. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. O julgamento foi no sentido de indeferimento da manifestação de inconformidade para manter o Despacho Decisório. O Contribuinte protocolizou o Recurso Voluntário, tempestivamente, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Em sede de recurso voluntário, observei que a empresa argumentou, dentre outros: repisa que deve ser decretada a nulidade de Despacho Decisório (811463417) (fl. 18 do pdf); anexa documentos, já que a decisão de primeira instância reputou que o anterior apresentado carecia de elementos mínimos, tais como assinatura do contabilista responsável e registro no CRC, segundo as regras estabelecidas pelas Normas brasileiras de Contabilidade; anexa Notas Fiscais que não deveriam ser incluídas na base de cálculo da COFINS (docs. 05); anexa Livro Registro de Saídas dos respectivas Notas Fiscais (docs. 06), e enfim, que seja dado provimento ao recurso voluntário. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira para prosseguimento. É o Relatório. VOTO Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10880.962326/200883 Resolução nº 3201000.428 S3C2T1 Fl. 198 4 Trata o presente processo de solicitação de compensação através da Declaração de Compensação nº 35099.76713.151004.1.3.044413 em 15/10/04. Ou seja, compensação de débitos de COFINS, com créditos de COFINS, decorrentes de suposto pagamento a maior ou indevido efetuado em 12/11/99 (saídas gratuitasbrindes). Juntou, inicialmente, aos autos, “Demonstrativo COFINS outubro de 1999” e “balancete” da competência 10/1999. Constam documentação transmitida pela empresa, DCTF referente ao mês de 10/1999 e a DIPJ do anocalendário de 1999, no mês de outubro. Tendo em vista que a recorrente apresenta a seguinte documentação (recurso voluntário): a) docs. 03 e 04documentos anteriormente apresentados, com os elementos exigidos; b) doc 05 demonstrativo de Notas Fiscais que não deveriam ter sido incluídas na base de cálculo da Cofins/valores/CFOP; c) doc. 06cópia do Termo de abertura, do Termo de encerramento e das páginas do livro Registro de Saídas em que referidas notas fiscais foram lançadas. Assim sendo, em atendimento ao princípio da verdade material e da estrita legalidade, entendo pela conversão do feito em diligência para que a Delegacia da Receita Federal se digne: pela análise dos documentos apresentados e trazidos em sede de recurso voluntário. –documentos intitulados 03/04 , as Notas Fiscais referidas nos docs. 05, bem como Livro Registro de Saídas dos respectivas Notas Fiscais (docs. 06). Após a realização das análises solicitadas, profira parecer conclusivo sobre o crédito pretendido e abra vista para que a recorrente se pronuncie, se entender necessário; bem como a Procuradoria da Fazenda NacionalPGFN. Concluída a diligência solicitada, retornem os autos para seguimento no julgamento por esta turma do CARF. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 198DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JOEL MIYAZAKI
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Numero do processo: 19515.721569/2011-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 28 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2401-000.315
Decisão: RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ricardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ricardo Henrique Magalhães de Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .7 21 56 9/ 20 11 -0 0 Fl. 772DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 3 2 RELATÓRIO Os presentes Autos de Infração de Obrigação Principal – AI e Acessória, lavrados sob os n. 37.293.3513, 37.293.3521, 37.293.3530 e 37.293.3505 em desfavor da recorrente tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo dos segurados, da empresa e a destinada a terceiros, bem como Ai de obrigação acessória pela ausência de informações em GFIP, conforme abaixo descrito. Conforme consta no relatório fiscal, fl. 262 a 268, o presente processo administrativo é constituído por quatro Autos de Infração (AI), lavrados pela Fiscalização contra a empresa em epígrafe, relativos a contribuições sociais e aos Terceiros, nas competências 04/2006 a 12/2008 (inclusive décimo terceiro), a saber: • DEBCAD nº 37.293.3513 AIOP onde foram apurados valores referentes as contribuições devidas à Seguridade Social: parte da empresa e para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT), previstas no art. 22, incisos I e II , da Lei 8.212/91, incidentes sobre a remuneração paga a segurados empregados. O crédito corresponde ao montante, incluindo juros e multa, de R$ 26.968.958,65 (vinte e seis milhões, novecentos e sessenta e oito mil, novecentos e cinqüenta e oito reais e sessenta e cinco centavos), consolidado em 17/10/2011 • DEBCAD nº 37.293.3521 AIOP onde foram apurados valores referentes a contribuição dos segurados empregados, não descontada pela empresa, incidente sobre a remuneração paga aos empregados. O crédito corresponde ao montante, incluindo juros e multa, de R$ 1.329.130,27 (um milhão, trezentos e vinte e nove mil, cento e trinta reais e vinte e sete centavos), consolidado em 17/10/2011. • DEBCAD nº 37.293.3530 AIOP onde foram apurados valores referentes às contribuições destinadas às Outras Entidades e Fundos – Terceiros (Salário Educação, INCRA, SEST/SENAT e SEBRAE)., incidentes sobre a remuneração paga aos empregados O crédito corresponde ao montante, incluindo juros e multa, de R$ 3.923.844,97 (três milhões, novecentos e vinte e três mil, oitocentos e quarenta e quatro reais e noventa e sete centavos)consolidado em 17/10/2011 • DEBCAD nº 37.293.3505 (AIOA CFL68), por apresentação da GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Às fls.25 e 260/261 constam a descrição da infração e o discriminativo de cálculo da multa. O crédito corresponde ao montante de R$ 320.130,30 (trezentos e vinte mil, cento e trinta reais e trinta centavos). 1.1. Para os lançamentos dos créditos tributários foram utilizados os seguintes códigos de levantamento: Fl. 773DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 4 3 Levantamento FP (Folha de Pagamento): Este levantamento referese aos valores pagos a título de remuneração aos seus segurados empregados (04/ e 05/2006), conforme folha de pagamento apresentada (meio digital) que não foram declarados em GFIP em época própria; (GFIP zerada) Levantamento DF (Diferença FPxGFIP): No período de 06/2006 a 09/2006, foram encontradas divergências, no que tange à remuneração informada, entre os valores que constam em folha de pagamento e aqueles declarados em GFIP , ou seja , foram declarados valores a menor em GFIP; Levantamento GL (Glosa Compensação): No período de 10/2006 a 13/2008, a empresa informou suas GFIPs em conformidade com as folhas de pagamento apresentadas , entretanto, declarou em GFIP, a título de compensação, valores que não puderam ser validados em virtude da falta de documentação comprobatória , conforme termos de intimação e reintimaçao; (glosa de compensação). Levantamento W11 (Salário Educação): No período de 10/2006 a 10/2007, a empresa declarou em suas GFIPS código de terceiros 3138, quando o correto seria 3139. Este erro fez com que não fossem declarados os valores relativos ao salário educação; e Levantamento W21 e W3 (Terceiros não declarados): No período de 11/2007 a 13/2008 a empresa declarou código de terceiros 0000 , quando o correto seria 3139. Este erro fez com que não fossem declarados os valores relativos aos Terceiros. Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 17/10/2011, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 26/10/2011. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou defesa, fls. 276 a 322. Foi exarada a Decisão de 1 instância que confirmou a procedência do lançamento, fls. 485 a 513 . ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2006 a 31/12/2008 DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA.Com a declaração de inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n.º 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Súmula Vinculante n.º 8, publicada no Diário Oficial da União em 20/06/2008, o lapso de tempo de que dispõe a Secretaria da Receita Federal do Brasil para constituir os créditos relativos às contribuições previdenciárias, será regido pelo Código Tributário Nacional (Lei n.º 5.172/66). INCOMPETÊNCIA. INOCORRÊNCIA Os procedimentos fiscais relativos a tributos administrados pela RFB serão executados, em nome desta, pelos AuditoresFiscais da Receita Federal do Brasil (AFRFB) e instaurados mediante Mandado de Procedimento Fiscal, conforme determina o art. 2º da Portaria nº11.371/07. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Quando o auto de infração encontra se revestido das formalidades legais, e foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, com Fl. 774DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 5 4 adequada motivação jurídica e fática, bem como pressupostos de liquidez e certeza, não há que se falar em nulidade. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS A CARGO DA EMPRESA. LEGALIDADE. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. ATIVIDADE SUJEITA À RETENÇÃO. RETENÇÃO E RECOLHIMENTO POR EMPRESA TOMADORA. COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE PROVAS. A contribuição previdenciária a cargo da empresa incide sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados a seu serviço. A empresa é obrigada a recolher, nos prazos definidos em lei, as contribuições previdenciárias a seu cargo, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. O fato de a empresa prestar serviço sujeito à retenção de valores não a exime da apuração nem do recolhimento da contribuição a cargo da empresa sobre a remuneração de todos os segurados. Para que a empresa tenha direito a compensação de valores retidos, deve demonstrar que efetuou o destaque dos 11% da retenção na nota fiscal e/ ou fatura, com a devida retenção e recolhimento dos valores devidos, ou seja, deve comprovar a origem do seu crédito. MULTA. ARGÜIÇÃO DE CONFISCO. ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. A lei aplicase a fato pretérito quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. RELATÓRIO DE VÍNCULOS. A relação apresentada no anexo “Relatório de Vínculos” não tem como escopo incluir os administradores da empresa no pólo passivo da obrigação tributária, apenas lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da Administração, representantes legais ou não do sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo, sua qualificação e período de atuação. IMPUGNAÇÃO. ALEGAÇÃO DESACOMPANHADA DE PROVA. INEFICÁCIA. A impugnação deve vir acompanhada das provas. As alegações desacompanhadas de prova não produzem efeito em sede de processo administrativo fiscal, sendo insuficientes para ilidir o lançamento de ofício. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/04/2006 a 31/12/2008 CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS A TERCEIROS. Em decorrência dos artigos 2º e 3º da Lei nº 11.457/2007 são legítimas as contribuições destinadas a Terceiras Entidades incidentes sobre o salário de contribuição definido pelo art. 28 da Lei 8.212/91. Fl. 775DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 6 5 ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/04/2006 a 30/09/2006 DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INFRAÇÃO CLF 68 .Apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração à legislação previdenciária. Art. 32, IV, parágrafo 5º, da Lei 8212/91. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 560 a 566 , contendo em síntese os mesmo argumentos da impugnação, os quais podemos descrever: 1. Preliminar– Competência/ Inexistência da Materialização do Fato Jurídico Tributável . Aduz que a Defis Delegacia Especial de Fiscalização de São Paulo não tem competência para lavrar o presente lançamento, pois o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, estabelece que a competência para decidir sobre compensação é da Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária Derat e não da Defis, conforme artigo 222 do referido regimento; 2. os valores lançados no presente auto de infração estavam todos lançados em GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e informações à Previdência Social, COMO COMPENSAÇÃO. Não tendo sido homologada a compensação, o lançamento caberia à DERAT e não à DEFIS, na modalidade de COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA, que ensejaria ao contribuinte o recurso próprio de manifestação de inconformidade. Salienta, a Impugnante, que não se trata no caso presente de hipótese sujeita à auto de infração de oficio, sendo caso específico de COMPENSAÇÃO, tendo a DEFIS usurpado de competência que não lhe é própria; e 3. os fatos jurídicos que se afiguram indispensáveis ao nascimento do liame obrigacional à contribuição do art. 31 da Lei número 8.212/91 não estão presentes nesta notificação fiscal de lançamento de débito. 4. Mérito (Dos Lançamentos/Cessão de Mão de Obra e o Direito à Retenção/ Nulidade do Auto/ Processo nº 2007.61.00.0199560/ Da Retenção/ Da Responsabilidade/Da Coisa Julgada) 5. todos os preceitos legais e constitucionais foram obedecidos e toda a documentação apresentada à fiscalização. Assevera que as Folhas de Pagamento dos Salários e as Guias de Recolhimento do INSS comprovam que a notificada recolheu aos cofres do INSS todas as contribuições cabíveis, tanto dos. empregados, como da empregadora, com também recolheu a taxa de acidente de trabalho exatamente na forma prevista na Lei, e às contribuições devidas a outras entidades, ditas terceiros, utilizandose de compensação de retenção de valores nos moldes do artigo 31 da Lei 8.212/91; 6. inexistem diferenças a serem recolhidas, a não ser que se queiram exigir os pagamentos em duplicidade, o que ocorreria o "bis in idem" ou na verdade, EXCESSO DE EXAÇÃO FISCAL; 7. o Auditor Fiscal aponta no item 4 a Natureza do Débito como contribuições patronais à Seguridade Social devidas pela empresa, incidentes sobre o total das remunerações pagas. Por outro lado, o anexo da FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DO DÉBITO FLD, aponta o código 501 COMPENSAÇÃO INDEVIDA, artigo 89 da Lei 8.212/91 com redação da Lei 9.129 de 20.11.1995, além dos artigos 247 a 249, 251 e artigo 219, parágrafos 4 e 9. Assim, ocorre dubiedade no confronto entre o relatório fiscal e o Fundamento Legal do Débito, ou seja, pelo relatório fiscal ocorreu o não pagamento de contribuições devidas pela empresa, fundamento Fl. 776DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 7 6 legal previsto no artigo 22,I e II da Lei de Custeio e não o artigo 89 apontado pelo Fundamento Legal do Débito; 4.3. o lançamento com Debcad nº 51.001.1268, período 01/2009 a 05/2009, não merece prosperar, pois ao contrário do que consta no relatório fiscal, as GFIP’s no período acima foram entregues corretamente, inclusive com informação de compensação dos valores, como faz prova a documentação ora apresentada, relativo as retenções na forma do art.31 da Lei 8.212/91; 8. todas as informações já estavam declaradas, inclusive com a informação de compensação dos valores devidos, conforme crédito do contribuinte relativo a 11% do valor da fatura, débito da SÃO PAULO TRANSPORTES S.A; 9. no período de 01/2009 a 05/2009, levantamento GL2 – Glosa Compensação, não cabe lançamento de oficio. Salienta que a compensação é modo especial de extinção da obrigação tributária para débito já declarado. Assim, se o débito já estava declarado, não cabe novo lançamento; 10. com relação ao lançamento com Debcad nº 51.001.1276, alega a empresa que com a Lei 11.457/2007, a cobrança para contribuições de entidades e fundos passou a ter as mesmas condições relativas às contribuições previdenciárias, logo, poderão também ser objeto de compensação com créditos relativos a terceiros, caso não sejam estes créditos previdenciários inteiramente absorvidos pelas retenções de 11%, conforme art. 3º, §§ 1º, 2º e 3º de citada lei; 5. com relação a alegação de cessão de mão de obra e o direito a retenção, argumenta a empresa que opera junto à SÃO PAULO TRANSPORTES S/A, sendo que a Procuradoria Geral Federal entende que este serviço se enquadra no artigo 31 da Lei 8.212, redação da Lei 9711 e cabe à SÃO PAULO TRANSPORTES proceder à retenção e recolhimento do percentual de 11% incidente sobre o faturamento. Tal entendimento, segundo a empresa, encontrase comprovado pelos documentos ora juntados, existindo procedimento judicial entre SÃO PAULO TRANSPORTES S/A e UNIÃO FEDERAL para cobrança das contribuições dos prestadores de serviço do transporte público municipal diretamente contra a SÃO PAULO TRANSPORTES S.A; 6. no que toca a nulidade do auto, alega em seu favor que o Município de São Paulo transferiu para a SÃO PAULO TRANSPORTES, que é uma empresa constituída em regime de sociedade de economia mista aquela competência que lhe foi atribuída pela Constituição em relação ao serviço de transportes público, competência de tal forma ampla e irrestrita que inclui também as licitações, contratos e outorga de permissões e autorizações, 11. bem como o controle e a fiscalização dos serviços do Sistema Municipal de Transporte Coletivo de Passageiros. Tudo conforme Lei Municipal 12.328 de 24 de abril de 1997. De acordo com o Estatuto Social da SPTRANS, ela tem por objetivo social "a exploração do serviço público de transporte de passageiros". O Município, portanto, abriu mão dessa atribuição constitucional, através da outorga, tal como também lhe autoriza a própria Constituição. A partir daí, quem responde pelo serviço de transporte público na cidade de São Paulo não é mais o Município, mas a SPTRANS que, por sua vez, poderia desenvolver essa atividade diretamente, mas o faz de forma indireta, vale dizer, através de empresas de ônibus. 12. Hipótese de terceirização, a ensejar a responsabilidade subsidiária inclusive pelas reparações devidas aos trabalhadores das empresas contratadas.; 13. anexa documentos em que a recorrente é coparticipante de um Consórcio juntamente com outras empresas de outros grupos não vinculados aos seus sócios, prestando serviços à Secretária Municipal de Transporte do Município de São Paulo, serviço este que é gerenciado pela SÃO PAULO TRANSPORTES S/A. Entretanto, o contrato de concessão ajustado apenas mascara a realidade contratual, com as empresas de transporte sendo apenas prestadoras de serviço, não têm efetivamente CONCESSÃO do serviço de transportes da Cidade de São Paulo. O contrato não atende ao disposto na Lei nº 8.666/93; Fl. 777DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 8 7 14. o artigo 71 do mesmo diploma legal, dispõe que o contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. Estabelece o § 1º, que a inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis. 15. o § 2o determina que a administração pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato, nos termos do art. 31 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991. (Redação dada pela Lei n° 9.032, de 1995). A prova de que o contrato não é de concessão e sim prestação de serviços vem da própria PROCURADORIA FEDERAL ESPECIALIZADA DO INSS, que, analisando referido contrato, entendeu que cabia ao TOMADOR DE SERVIÇOS (SÃO PAULO TRANSPORTES) proceder à retenção de 11% incidente sobre a nota fiscal de prestação de serviços, recolhendo os valores em favor das prestadoras. Não o fazendo, foi fiscalizada com lançamento dos débitos relativos aos valores não retidos, sendo que referida PROCURADORIA determinou que os valores lançados fossem creditados nas prestadoras de serviço; 16. no PROCESSO 2007.61.00.0199560. MANDADO DE SEGURANÇA, em que é Autora EXPRESSO URBANO SÃO JUDAS TADEU LTDA, e ré PROCURADOR REGIONAL FEDERAL DE SÃO PAULO DO INSS, foi juntada copias de documentos do processo administrativo anexado aos autos de execução, que estão anexados Nota Técnica 33/2003 da PROCURADORIA FEDERAL ESPECIALIZADA DO INSS, que aprova entendimento de que a RELAÇÃO NEGOCIAL DA SÃO PAULO TRANSPORTES COM AS EMPRESAS QUE EXECUTAM O TRANSPORTE PÚBLICO MUNICIPAL SUBSUMESE PERFEITAMENTE À DISCIPLINA DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA RADICADA NO ARTIGO 31 DA LEI 8.212/91, CUJO DESCUMPRIMENTO ENSEJA A RESPONSABILIDADE ÚNICA DA SUBSTITUTA, DEVENDO A PROCURADORIA 17. DILIGENCIAR NO SENTIDO DE NâO SUJEITAR AS EMPRESAS CEDENTES DE MãO DE OBRA Á CONTRIBUIÇÃO PATRONAL; 7.1. nos autos do Mandado de Segurança retro mencionado consta cópia do Memorando Circular Conjunto INSS/DIREP/CGTRIJ/CGREC/CGFISC 01/2004 de 04 de maio de 2004, noticiando que a SÃO PAULO TRANSPORTES já foi fiscalizada com lavratura de Notificações Fiscais de Lançamento de Débito relativos à retenção de onze por cento sobre o valor das notas fiscais ou faturas de prestação de serviços, não efetuada pela empresa, determinando RETIFICAÇÃO NOS LANÇAMENTOS DE DÉBITOS DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS. 18. no Sítio da Previdência Social, consta o registro das NFLD’s 35.418.5420 e 35.211.3510, justamente as mencionadas no Memorando retro mencionado, em relação à SÃO PAULO TRANSPORTES. E mais, a Procuradora da AGU Dra. Sofia Mutchnik declara em documento intitulado CONSULTA que: "A nosso ver, portanto, temse que o dever de recolher aos cofres previdenciários a retenção de 11% da Nota Fiscal relativa à cessão de mão de obra é único e exclusivo do tomador, não podendo ser cobrado tal montante do sujeito passivo direito da obrigação tributária (o detentor da filha de salários que cede a mão de obra ao tomador)". Conclui a douta procuradora com a assertiva de que há de se abater todos os débitos lançados nas prestadoras de serviço; 19. no que tange a retenção, o auditor fiscal deixou de apropriar como crédito do IMPUGNANTE no presente lançamento, valores que foram retidos pelo tomador de serviços e que não foram absorvidos no presente lançamento fiscal. Assim, é de se ressaltar que o IMPUGNANTE tem os créditos decorrentes da retenção de 11% sobre o faturamento que não foram alocados e estão demonstrados no cotejo do presente, pelos documentos apresentados. Fl. 778DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 9 8 20. Consoante dispõe a Lei 8.212/91, em seu artigo 31, redação das Leis 9711/98 e 11.941 de 27/05/2009, a empresa prestadora de serviços será obrigada a proceder ao destaque de 11% sobre a fatura de prestação de serviços, podendo utilizar a referida retenção em qualquer estabelecimento da empresa; 21. a IMPUGNANTE não utilizou referida sobra de créditos, assim, os mesmos devem ser alocados durante a ação fiscal em que se procede o lançamento de outros fatos geradores não declarados pelo IMPUGNANTE em sua GFIP. Com o advento da MP 449 convertida na Lei 11.941 de 27 de maio de 2009, as sobras de retenção deverão ser alocadas em todos os estabelecimentos, sendo que os valores não utilizados deverão ser considerados para as competência" seguintes. Este saldo em favor do IMPUGNANTE foi devidamente informado em GFIP; 22. o contrato de Concessão entre a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo e empresa líder do Consórcio já prevê, conforme a cláusula 19.1.25, fls. 29/33, o desconto da parcela da remuneração de cada Concessionária a ser destinada ao pagamento do INSS, cláusula esta suspensa pelo período de transição de 90 dias, contados de 21/07/2003, aplicandose integralmente, portanto, ao período fiscalizado e com lançamento de créditos previdenciários; 23. outro vício do presente auto, referese responsabilidade solidária pelo pagamento do crédito tributário aos sócios e procuradores da empresa, o que não se pode aceitar, conforme estabelecido na Relação de Corresponsáveis que compõe o lançamento fiscal. Jamais poderiam os diretores da ora defendente figurar como corresponsáveis pelo suposto débito. Dessa forma, somente a IMPUGNANTE estaria inicialmente obrigada ao cumprimento desta obrigação tributária, e por conseqüência somente contra ela poderia ser lavrada uma notificação ou auto de infração e também dela serem cobradas as contribuições não recolhidas; 24. as hipóteses onde os sócios e procuradores poderiam ser responsabilizados subsidiariamente pelo pagamento das contribuições em comento estão previstas nos artigos 134 e 135 do Código Tributário Nacional, o que não ocorreu; 25. a Lei nº 11.941/09 trouxe uma importante modificação no que diz respeito à responsabilidade solidária dos sócios e administradores de empresas: o seu artigo 79, revogou o artigo13 da Lei 8.620/93, este artigo foi utilizado como embasamento legal pelo INSS não só para o redirecionamento, mas também para promover a inclusão do nome dos sócios na CDA. Logo, estando expressamente revogado, temos que a referida inclusão tornouse ilegal; 26. no presente caso ocorre o "bis in idem", visto que a Receita Federal do Brasil, através da Procuradoria Geral da União já vem procedendo ao lançamento das contribuições previdenciárias em relação à empresa SÃO PAULO TRANSPORTES S/A, tomadora de serviços do prestador, ora IMPUGNANTE. O fundamento são pareceres no sentido de que a responsabilidade do recolhimento pelas prestadoras é do tomador de serviços, no caso a SÃO PAULO TRANSPORTES S/A. Referida matéria, já foi objeto de julgamento no processo cadastrado no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA TERCEIRA REGIÃO, processo 200361000035764, em que aquele Tribunal, por unanimidade reconheceu o direito da Receita Federal do Brasil em proceder ao lançamento de contribuições previdenciárias em face da SÃO PAULO TRANSPORTES LTDA, em relação aos prestadores de serviço do transporte coletivo urbano da Cidade de São Paulo, reconhecendo a ocorrência da hipótese prevista no artigo 31 da Lei 8.212/91, redação da Lei 9711/98; e 27. no processo originário da 26a Vara Cível da Capital, a SÃO PAULO TRANSPORTES S/A, obteve julgamento favorável em Ação Ordinária Declaratória no sentido de anular o lançamento relativo a contribuições previdenciárias como tomadora de serviços das empresas prestadoras de serviço de transporte urbano de São Paulo. Dados do processo no site da Justiça Federal da Terceira Região, sede em São Paulo; Fl. 779DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 10 9 28. DO PEDIDO Ante o exposto, requer o provimento da presente RECURSO, com a declaração de manifesta insubsistência da autuação, e ainda, solicita nos termos do art. 36 da Lei nº 9.789/99 a juntada a estes autos do processo integral de apuração de débitos na São Paulo Transportes, dado a repercussão do mesmo nos lançamentos das prestadoras de serviço, bem como o julgamento conjunto dos processos vinculados a ação fiscal – MPF 0819000.2010.004377, PT 19515.721.570/201126. A DRFB encaminhou o processo para julgamento no âmbito do CARF. É o relatório. Fl. 780DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 11 10 VOTO Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 207. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS PRELIMINARES DE NULIDADE Primeiro, cumprenos destacar que o AI em tela, referese a obrigação acessória e principais e possui correlação em relação a matéria constante do AI de obrigação principal, lavrado durante o mesmo procedimento, qual seja, processo n. 19515721570201126, cujo julgamento foi no sentido de converter o processo em diligência para que a fiscalização preste esclarecimentos sobre argumentos trazidos pelo recorrente, nos termos abaixo transcritos: Primeiro, basicamente, segundo o recorrente o lançamento encontrase nulo pela incompetência do agente lançador, ou mesmo improcedente uma vez que o recolhimento a menor resulta de compensações realizadas pela própria empresa em GFIP, posto a sua condição de prestadora de serviços de cessão de mão de obra, tendo créditos relativos a retenção de 11% na condição de prestadora. Contudo, antes de apreciar referidas alegações, entendo ser necessário verificar alguns questões meritórias que impedem a continuidade do julgamento. Dentre os diversos argumentos trazidos pelo prestador nos chama a atenção o fato de ter descrito a existência de lavratura de NFLD na tomadora de seus serviços, qual seja SPTRANS, indagando que no tomador foram lavrados créditos, referentes a retenção de 11% NÃO REALIZADA NA ÉPOCA OPORTUNA, tendo inclusive a recorrente sido chamada a pagar o crédito como responsável solidária, por fazer parte do consórcio incluído no polo passivo face a responsabilidade existente. Numa análise superficial, a argumentação trazida pelo recorrente nos deixa alguma indagações, cuja apreciação, com base nos documentos constantes dos autos não é possível. Porém a questão não é tão simples. Argumentou o recorrente, que o consórcio do qual faz parte, foi chamado a responder pelo crédito de forma solidária. Contudo, as indagações apresentadas pelo recorrente mostramse conflitantes, ou mesmo incompatíveis. Até onde sei, o instituto da retenção de 11% veio a substituir a responsabilidade solidária, não existindo lógica, em uma primeira análise nos argumentos trazidos pelo recorrente, de que foram lançados créditos de retenção de 11% na SPTRANS e o mesmo foi chamado como responsável por fazer parte de consórcio. Todavia, para que se afaste qualquer dúvida a respeito do tema, entendo pertinente a manifestação da autoridade fiscal, acerca dos argumentos colacionados no recurso, fls. 289, em relação a Fl. 781DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.721569/201100 Resolução nº 2401000.315 S2C4T1 Fl. 12 11 fiscalização na SPTRANS, mais especificamente sobre os fatos geradores lançados nas NFLD citadas, esclarecendo se os lançamentos correspondem a valores retidos e não recolhidos (o que implicaria a constituição de NFLD de apropriação indébita, o que possui ligação direta com o presente lançamento). Importante, seja também esclarecido, a situação em que se encontram os processos referente ao mesmo período do presente lançamento e se o serviço realizado pela empresa ora autuada encontravase no rol dos lançados. Importante também destacar em que fase encontramse os créditos apurados na SPTRANS, caso entenda a fiscalização guardarem alguma pertinência com a empresa recorrente. Sendo assim, tão logo sejam prestados os esclarecimentos, devem os autos retornarem a este colegiado, devendo apenas observar a cientificação do recorrente para em desejando, manifestarse. Considerando que a matéria objeto de um do AI aqui descritos, no caso o de obrigação acessória (DEBCAD nº 37.293.3505 AIOA CFL68) é idêntica a de outro processo lançado sobre o mesmo tema, deve ser encaminhado em diligência, juntamente com o principal, no intuito de que sejam julgados em conjunto quando do seu retorno a este colegiado. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto POR CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, tendo em vista o resultado análogo do julgamento do AI de obrigação principal n. 19515721570/201126 possuir correlação com o presente AIOA. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 782DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10882.720379/2010-23
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005
NULIDADE PROCESSO ADMINISTRATIVO
Somente são nulos os atos praticados pela administração tributária se o contribuinte não tem conhecimento dos elementos que o originou.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI - CORREÇÃO MONETÁRIA
É de ser deferida a correção monetária dos créditos do IPI desde o protocolo do pedido de ressarcimento até a sua efetiva restituição ou compensação nos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça em sede de recurso repetitivo.
Optando o contribuinte, entretanto, pela compensação no mesmo momento em que faz o pedido (Per/Dcomp) não há que se falar em correção monetária por falta de fundamento legal.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 3801-002.033
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos.
Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes, José Luiz Feistauer de Oliveira e Marcos Antônio Borges votaram pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flavio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl,- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flavio e Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 NULIDADE PROCESSO ADMINISTRATIVO Somente são nulos os atos praticados pela administração tributária se o contribuinte não tem conhecimento dos elementos que o originou. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI - CORREÇÃO MONETÁRIA É de ser deferida a correção monetária dos créditos do IPI desde o protocolo do pedido de ressarcimento até a sua efetiva restituição ou compensação nos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça em sede de recurso repetitivo. Optando o contribuinte, entretanto, pela compensação no mesmo momento em que faz o pedido (Per/Dcomp) não há que se falar em correção monetária por falta de fundamento legal. Recurso Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1894; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 123 1 122 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.720379/201023 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801002.033 – 1ª Turma Especial Sessão de 21 de agosto de 2013 Matéria IPI Recorrente PROCOLOR QUÍMICA INDUSTRIAL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 NULIDADE PROCESSO ADMINISTRATIVO Somente são nulos os atos praticados pela administração tributária se o contribuinte não tem conhecimento dos elementos que o originou. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI CORREÇÃO MONETÁRIA É de ser deferida a correção monetária dos créditos do IPI desde o protocolo do pedido de ressarcimento até a sua efetiva restituição ou compensação nos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça em sede de recurso repetitivo. Optando o contribuinte, entretanto, pela compensação no mesmo momento em que faz o pedido (Per/Dcomp) não há que se falar em correção monetária por falta de fundamento legal. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes, José Luiz Feistauer de Oliveira e Marcos Antônio Borges votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 72 03 79 /2 01 0- 23 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 124 2 (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl, Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flavio e Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator) Fl. 127DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 125 3 Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação, transmitida eletronicamente, vinculada ao Pedido de Ressarcimento eletrônico n.º 07670.86051.290108.1.1.013031, com direito creditório totalmente reconhecido. A Compensação foi não homologada porquanto a totalidade do crédito já havia sido utilizado em outra compensação. Em Manifestação de Inconformidade a Recorrente defendeu que tal direito creditório se refere à atualização monetária do crédito anteriormente concedido, direito este fundamentado na Constituição Federal, legislação julgados que cita. A DRF de Ribeirão Preto manteve a nãohomologação com base na seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/071/2005 a 30/09/2005 ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. JUROS SELIC É incabível, por falta de previsão legal, a atualização monetária dos valores objeto de pedido de ressarcimento de créditos do IPI. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A Recorrente apresenta o presente Recurso Voluntário no qual alega que (a) foi vítima de cerceamento ao seu direito de defesa porque desconhece o teor das decisões que é obrigada a rebater; (b) que considerando a não cumulatividade do IPI e o entendimento da lª Seção do Superior Tribunal de Justiça temse como pacifico o entendimento sobre a possibilidade de correção monetária de créditos escriturais de IPI referentes às operações de matériasprimas e insumos isentos ou beneficiados com alíquota zero. A questão foi julgada sob o rito da Lei dos Recursos Repetitivos (Lei 11.678/08). Que a Seção reiterou que não incide correção monetária sobre os créditos escriturais de IPI, mas ressaltou que a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o consequente ingresso no Judiciário, posterga o reconhecimento do direito pleiteado tornando legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do fisco. Requer assim a reforma da decisão e o provimento do presente recurso. É o relatório. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 126 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Não vislumbro, preliminarmente, qualquer cerceamento de defesa. Dos fatos, decisões e elementos dos autos foi a Recorrente devidamente cientificada tendo sido oportunizada à mesma todas as formas legais para se defender e fazer prova. Nos termos do artigo 59 do Decreto n.º 70.235/1972 somente são nulos os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; ou os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. No caso, certamente não há sequer indício acerca da existência de qualquer ato do qual não teve conhecimento a Recorrente e com relação ao qual não pode a mesma se pronunciar. Quanto ao pedido de compensação da correção monetária decorrente do seu pedido de ressarcimento e considerando que essa matéria já foi pacificada pelo E. Superior Tribunal de Justiça em sede de recursos repetitivos (art. 543C do Código de Processo Civil), não há muito o que se discutir. O STJ julgou no sentido de não haver correção monetária, em regra, nos créditos escriturais (caso do crédito presumido do IPI), entretanto, caracterizada a resistência do Fisco em aceitar créditos legítimos do IPI, tais créditos deixam de ser escriturais, e passam a sofrer incidência de atualização monetária. Vejamos o entendimento do Tribunal no Acórdão do REsp. 1.035.847 – RS (os negritos são nossos): PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 127 5 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o conseqüente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Precedentes da Primeira Seção: EREsp 490.547/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.09.2005, DJ 10.10.2005; EREsp 613.977/RS, Rel. Ministro José Delgado, julgado em 09.11.2005, DJ 05.12.2005; EREsp 495.953/PR, Rel. Ministra Denise Arruda, julgado em 27.09.2006, DJ 23.10.2006; EREsp 522.796/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 08.11.2006, DJ 24.09.2007; EREsp 430.498/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, julgado em 26.03.2008, DJe 07.04.2008; e EREsp 605.921/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 12.11.2008, DJe 24.11.2008). 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. É certo que carece de amparo legal a atualização monetária dos créditos do IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade. São os denominados créditos escriturais, porque lançados pelo próprio sujeito passivo da obrigação tributária em seus livros fiscais. Em termos contábeis o aproveitamento de um crédito escritural (que nada tem a ver com o crédito tributário) dáse pelo seu valor nominal em respeito ao Princípio do Registro pelo Valor Original que determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. Corresponde esse, ao valor nominal lançado na contabilidade e insusceptível de correção. Mas quando há a opção de aproveitamento desse crédito não há sentido em negar lhe a correção. O aproveitamento do crédito deixa de ser escritural quando o aproveitamento não é realizado por conta de mera operação contábil, opção do contribuinte. É importante distinguir duas situações: a) aquela em que o aproveitamento do crédito não se deu imediatamente por opção ou por impossibilidade imputável ao próprio contribuinte; e b) aquela em que o contribuinte esteve impedido de efetuar o aproveitamento por oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, considerado ilegítimo ou ainda pela demora na apreciação do seu pedido além do prazo legal. Quanto a segunda questão é preciso reconhecer o direito da contribuinte a corrigir seus créditos, e isto não apenas em homenagem ao princípio da proibição do locupletamento sem causa (ou com base em causa ilegítima), como também por ser forma de dar integral cumprimento ao princípio da nãocumulatividade, ou seja, quando feita a opção efetiva de compensar ou ressarcir o crédito pela contribuinte Fl. 130DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 128 6 A atualização monetária é devida porque não advém da permissão legal de compensação, mas do impedimento causado pelo Estado para o lançamento na época própria. Filiome ao entendimento de que demora do fisco em examinar os pedidos de ressarcimento, caracterizam a “resistência do fisco” a ensejar a correção monetária. É de notarse que o sistema de direito positivo estabelece a forma para que um crédito tributário transformese em crédito escritural – por meio do destaque do imposto na nota fiscal de saída e conseqüente ingresso no estabelecimento industrial do adquirente , aquele imposto devido pelo fornecedor passa a ser direito creditório escritural pelo adquirente contribuinte do IPI. Assim é a aquisição de um produto tributado que confere ao industrial submetido à tributação do IPI o direito ao crédito escritural. Da mesma maneira, o sistema de direito positivo estabelece a forma para que um crédito escritural transformese em “crédito tributário” (imposto devido) ou “indébito tributário” (saldo credor de IPI à ressarcir) , ou seja, direito creditório que o contribuinte tem em face do Fisco por acúmulo de saldo credor na conta gráfica: Art. 256. Os créditos do imposto escriturados pelos estabelecimentos industriais, ou equiparados a industrial, serão utilizados mediante dedução do imposto devido pelas saídas de produtos dos mesmos estabelecimentos (Constituição, art. 153, § 3º, inciso II, e Lei nº 5.172, de 1966, art. 49). § 1º Quando, do confronto dos débitos e créditos, num período de apuração do imposto, resultar saldo credor, será este transferido para o período seguinte, observado o disposto no § 2º (Lei nº 5.172, de 1996, art. 49, parágrafo único, e Lei nº 9.779, de 1999, art. 11). § 2º O saldo credor de que trata o § 1º, acumulado em cada trimestrecalendário, decorrente de aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento, tributado à alíquota zero, ou ao abrigo da imunidade em virtude de se tratar de operação de exportação, nos termos do inciso II do art. 18, que o contribuinte não puder deduzir do imposto devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 268 e 269, observadas as normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (Lei nº 9.779, de 1999, art. 11). Ora, dado o fato de o contribuinte acumular saldo credor no trimestre, deve ser o direito ao ressarcimento, instrumentalizado pelo pedido de compensação ou pelo pedido de ressarcimento/restituição. Os aspectos temporal, espacial e material da norma de incidência que confere a transformação da natureza jurídica do crédito escritural em direito creditório tributário contra o Fisco, se revelam no exato momento em que o contribuinte protocoliza seu pedido de ressarcimento/restituição/compensação. Nesse instante, aquilo que era crédito escritural passa a ser um dever que o Fisco tem de adimplir: a restituição ou compensação. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 129 7 É a partir daí que o dever de restituir impõe ao Fisco as regras gerais das relações jurídicas, inclusive o dever de atualizar e remunerar os valores que congregam suas obrigações de pagar. No âmbito das relações jurídicas, não há como conceberse que alguém que esteja sob a imposição legal do dever de pagar fique livre para exercer essa obrigação quando melhor lhe prouver. O credor de qualquer relação jurídica não pode ficar submetido à vontade do devedor para ver satisfeito seu direito. Evidentemente a opção do contribuinte em manter inalterado o crédito escritural ocorre somente até o momento em que escolhe pedir o seu ressarcimento, após esse momento o crédito passa a ser uma autêntica dívida que depende do reconhecimento pela Receita Federal para que possa ser recebido em dinheiro pelo contribuinte ou compensado — tais créditos deixam de ser escriturais, pois não estão mais acumulados na escrita fiscal para uso exclusivo no abatimento do IPI devido na saída —, a demora no reconhecimento, mesmo que pequena, corresponde a uma resistência injustificada a ensejar a correção monetária. Esse entendimento foi inclusive referendado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ no REsp. 1.122.800/RS, cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 535, DO CPC. IPI. CREDITAMENTO DECORRENTE DO ART. 11, DA LEI N. 9.779/99. PIS/COFINS NÃOCUMULATIVOS. CREDITAMENTO DECORRENTE DO ART. 3º, C/C ART. 5º, §§1º E 2º, DA LEI N. 10.637/2002 E ART. 3º, C/C ART. 6º, §§1º E 2º, DA LEI N. 10.833/2003. PEDIDO DE RESSARCIMENTO EM DINHEIRO. MORA DA FAZENDA PÚBLICA FEDERAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 411/STJ. TEMA JÁ JULGADO PELO REGIME CRIADO PELO ART. 543C, CPC, E DA RESOLUÇÃO STJ 08/2008 QUE INSTITUÍRAM OS RECURSOS REPRESENTATIVOS DA CONTROVÉRSIA. 1. Não viola o art. 535, do CPC, o acórdão que exaure o tema questionado, muito embora sem fazer uso das teses invocadas pelas partes. 2. O ressarcimento em dinheiro ou a compensação, com outros tributos, dos créditos adquiridos por força do art. 11, da Lei n. 9.779/99 e créditos relativos à nãocumulatividade das contribuições aos Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) art. 3º, c/c art. 5º, §§1º e 2º, da Lei n. 10.637/2002 e para a Seguridade Social (COFINS) art. 3º, c/c art. 6º, §§1º e 2º, da Lei n. 10.833/2003, quando efetuados com demora por parte da Fazenda Pública, ensejam a incidência de correção monetária. Precedentes também de minha relatoria: AgRg no REsp. n. 1082458/RS e AgRg no AgRg no REsp. n. 1088292/RS, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgados em 8.2.2011. 3. Incidência do enunciado n. 411, da Súmula do STJ: "É devida a correção monetária ao creditamento do IPI quando há oposição ao seu aproveitamento decorrente de resistência Fl. 132DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 130 8 ilegítima do Fisco" e mudança do ponto de vista do Relator em razão do decidido no recurso representativo da controvérsia REsp.nº 1.035.847 RS, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 24.6.2009. 4. Precedentes em sentido contrário: REsp. Nº 1.115.099 SC, Primeira Turma, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 16.3.2010; AgRg no REsp. Nº 1.085.764 SC, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 18.8.2009. 5. Recurso especial parcialmente provido. No referido acórdão o Min. Relator Mauro Campbell Marques reconheceu que o entendimento foi amparado no Recurso Especial 1.135.847 e que seu entendimento, por conta disso, foi alterado e a Turma do STJ reconheceu o direito à correção monetária dos créditos por ressarcimento desde o protocolo dos pedidos administrativos. Aponto, por pertinente o entendimento do Ministro Relator, assim expresso: “Contudo, no presente caso estamos a falar de ressarcimento de créditos, sistemática diversa onde os créditos outrora escriturais passam a ser objeto de ressarcimento em dinheiro ou compensação com outros tributos em virtude da impossibilidade de dedução com débitos de IPI decorrentes das saídas de produtos (normalmente porque isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero), ou até mesmo por opção do contribuinte, nas hipóteses permitidas por lei. Tais créditos deixam de ser escriturais, pois não estão mais acumulados na escrita fiscal para uso exclusivo no abatimento do IPI devido na saída. Nestes casos, o ressarcimento em dinheiro ou compensação com outros tributos se dá mediante requerimento feito pelo contribuinte que, muitas vezes, diante das vicissitudes burocráticas do Fisco, demora a ser atendido, gerando uma defasagem no valor do crédito que não existiria caso fosse reconhecido anteriormente (...) Sendo assim, para efeito de enquadramento do presente caso na jurisprudência do STJ foi necessário questionar se a mora da Fazenda Pública, por si só, configura a chamada "resistência ilegítima", que ensejaria o direito à correção monetária do crédito objeto de pedido de ressarcimento, na conformidade do suso citado enunciado sumular n. 411/STJ. Neste ponto, encontrei na jurisprudência da Primeira Turma, precedente contrário ao pleito dos contribuintes, na forma do seguinte julgado: (...) Há inclusive precedente contrário ao pleito dos contribuintes de minha lavra nesta Segunda Turma, assim ementado: Fl. 133DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 131 9 (...) Na ocasião, entendi que a simples demora na apreciação do requerimento administrativo de restituição ou compensação de valores não se enquadra na situação de resistência oposta por ilegítimo ato administrativo ou normativo do fisco. No entanto, a análise do julgamento proferido no REsp.nº 1.035.847 RS, submetido ao rito dos recursos representativos da controvérsia, trouxeme nova compreensão do tema, razão pela qual revejo meu posicionamento. (...) A situação fática tratada no recurso representativo da controvérsia é em tudo o que interessa semelhante à presente. Vejase a narrativa do Ministro Relator daquele caso, coletada do julgamento dos embargos de declaração lá interpostos pela Fazenda Nacional, ipsis verbis: Visando ressarcirse de seus créditos de IPI, a Autora protocolou na Secretaria da Receita Federal de Pelotas, pedido de ressarcimento, relativo ao período compreendido entre agosto de 2000 e outubro de 2001, conforme se comprova pela juntada de cópia de tais petições administrativas. (...) Em 12 de dezembro de 2004, foram formalmente reconhecidos pelo Fisco, como legítimos os créditos da autora, referentes ao Imposto sobre Produtos Industrializados, acima identificados, nos valores e respectivas competências, conforme se comprova pela juntada à presente, das cópias da decisões, proferidas nos processos administrativos que analisaram os pedidos, ... (...) Na mesma intimação de reconhecimento de créditos, a ré informou que havia detectado débitos de responsabilidade da Autora, a título de contribuições PIS e COFINS, também administrados pela SRF e, atualmente em cobrança pela Receita Federal de Pelotas,... (...) Ocorre que a Autora manifestouse no prazo legal, naqueles processos administrativos, concordou com a compensação entre créditos e débitos, porém, insurgiuse contra a posição do Fisco naquilo em que corrigiu seus débitos aplicando taxa SELIC, multa e juros e quanto aos créditos contabilizouos pelo seu valor histórico. A lógica é simples: se há pedido de ressarcimento de créditos de IPI, PIS/COFINS (em dinheiro ou via compensação com outros tributos) e esses créditos são reconhecidos pela Receita Federal com mora, essa demora no ressarcimento enseja a incidência de correção monetária, posto que caracteriza a chamada "resistência ilegítima". Fl. 134DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.720379/201023 Acórdão n.º 3801002.033 S3TE01 Fl. 132 10 Sendo assim, realinho a minha opinião no sentido de reconhecer o direito à correção monetária dos créditos por ressarcimento desde o protocolo dos pedidos administrativos, devendo ser aplicados os índices que constam do Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos da Justiça Federal, aprovado pela Resolução 561/CJF, de 02.07.2007, do Conselho da Justiça Federal, inclusive a taxa Selic. Assim, quer seja pelo sentido dado pela jurisprudência, quer em respeito ao artigo 62A do Regimento desse Conselho quando houver demora na apreciação do pedido de ressarcimento é cabível deferirse a correção dos valores pedidos pela SELIC a partir da data do protocolo do pleito ao crédito até o seu efetivo reconhecimento. Entretanto, não foi o que aqui ocorreu, conforme pode ser visto nos autos a contribuinte apresentou juntamente com o pedido de ressarcimento um pedido de compensação o que acabou por antecipar quaisquer perdas decorrentes da demora na análise do pedido de restituição porque o crédito posteriormente reconhecido já houvera sido utilizado no momento em que a contribuinte exerceu a sua opção de pedir o ressarcimento. Nesse sentido, voto por julgar improcedente o presente recurso voluntário. É como voto, (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 135DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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