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Numero do processo: 13808.000109/2002-73
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 31/07/2000 a 31/05/2001
LANÇAMENTO REGULAR PARA PREVENIR A DECADÊNCIA.
Deve-se manter o débito lançado regularmente para prevenir a decadência.
Numero da decisão: 3401-001.823
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª câmara / 1ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
JÚLIO CESAR ALVES RAMOS
Presidente
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA
Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Fernando Marques Cleto Duarte, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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Devese manter o débito lançado regularmente para prevenir a decadência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 1ª turma ordinária da terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Fernando Marques Cleto Duarte, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 8. 00 01 09 /2 00 2- 73 Fl. 234DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15 /10/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Trata o presente processo de auto de infração lançando diferença de valores declarados e valores pagos do PIS dos fatos geradores ocorridos entre julho de 2000 e maio de 2001 (fls.55/58). A ciência foi dada em 22/01/2002. Conforme informação constante no Termo de Verificação Fiscal (fl.51), a Autuada tinha decisão judicial, em antecipação tutela, que autorizava a compensação de créditos relativos a recolhimentos indevidos, com débitos futuros. No entanto, a partir de 1997, os débitos cuja exigibilidade estava suspensa – como é o presente caso – passaram a ser declarados em DCTF na situação de crédito vinculado, de modo que esses valores não constituem confissão de dívida, o que levou à necessidade de lançamento de ofício. A Recorrente impugnou o auto de infração (fls.60/80), mas a DRJ em Campinas/SP manteve o auto de infração, cancelamento somente a multa de ofício, em razão da suspensão do crédito tributário (fls.110/117). A Contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 01/03/2011 (fl.191) e interpôs Recurso Voluntário em 31/03/2011 (fls.205/207), apenas alegando que o processo judicial transitou em julgado com decisão favorável a ela, reconhecendo o direito à compensação, inclusive antes do trânsito da decisão judicial. Ao fim, a Recorrente pediu o arquivamento dos autos e extinção do debito, por perda de objeto. É o Relatório. Voto Conselheiro JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA, Relator O Recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Recorrente realizou compensações de débitos do PIS, autorizadas em decisão liminar em ação judicial, com crédito oriundo de pagamento indevido da mesma contribuição. Segundo a autoridade fiscal, após 1997 os créditos declarados em DCTF, cuja exigibilidade estava suspensa, deixaram de receber o tratamento de confissão de débito, o que tornou necessário o lançamento realizado de ofício e objeto deste processo. Compulsando os autos, verificase a existência da sentença às fl. 40/49, confirmando a decisão liminar, no sentido, de autorizar a compensação do valo recolhido a maior com débito vincendo. Nas fls. 128/136 há o acórdão integral do TRF da 3a Região, reformando parte a decisão de primeiro grau, declarando a prescrição quinquenal para a compensação. Essa decisão foi reformada pelo STJ, o qual reconheceu que o prazo prescricional é de dez anos e devolveu os autos para que o TRF analisasse as demais matérias (fls.139/142). Nas fls. 147/157 contém o acórdão integral do TRF 3a Região, no novo julgamento, pelo qual reconhece o direito creditório corrigido pela Selic e o direito à compensação somente com débito do PIS. Por fim, nas fls. 209 a 222 está presente a íntegra do acórdão do STJ confirmando o direito à compensação. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15 /10/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 13808.000109/200273 Acórdão n.º 3401001.823 S3C4T1 Fl. 235 3 Portanto, como se verifica, o direito à compensação foi reconhecido pelo Poder Judiciário. O processo de judicial transitou em julgado em 10/10/2008, conforme informação constante na fl. 223. Apesar disso, o auto de infração não tem qualquer irregularidade, pois foi lançado para prevenir decadência. Caso o lançamento fosse declarado irregular, estarseía declarando que a Recorrente não tem débito, o que não é verdade. Por essa razão, devese manter o direito à compensação, reconhecido judicial, mas sem cancelar o valor lançado, que é devido. Ex positis, nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. Sala das Sessões, em 26 de junho de 2012 JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Fl. 236DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 15 /10/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10183.005046/96-20
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 06 00:00:00 UTC 1999
Numero da decisão: 202-02027
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EXPORTADORA E IMPORTADORA Recorrido BANCO CENTRAL DO BRASIL IOF - Recolhimento com atraso e sem os acréscimos le gois. Exigência de correção monetária e juros. I is n pugnação e recurso voluntário discutindo a inconsti tucional idade da exigencia, ao fundamento de que tri - bato não se cria nem se aumenta com base em decret o lei. Matéria estranha à competência do 2? Conselho de Contribuintes. Recolhimento atrasado e no negado pela Recorrente. AcrCi scimos exigidos na conFormidade da legislaç3o específica. Nega-se provimento ao re Curso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto por CASA GONDAR S.A. EXPORTADORA E IMPORTADORA. ACORDAM os Membros da Segunda C5mara do Segundo Canse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, 12 de outubro de 1988 cfc JOS ALVES A FONSEyt - PRESIDENTE EBAST Bo-GES TA,UAR4 - RELATOR OL GM10 S ,NIJOS - PROCURADOR-REPRESENTANTE DA FAZENDA NACIONAL VISTA EM SESSÃO DE 05 JAN 1989 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: OSVAL DO TANCREDO DE OLIVEIRA, MARIA HELENA JAIME, ELIO ROTEIE, ALDE DA CO TA SANTOS JUNIOR, OSCAR LUIS DE MORAIS e JOSE LOPES FERNANDES. — W /2& ÂítÁsYlr. riCe MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.. 10.168-012.195/87-51 Recurso n.°: 79.351 202-02.027 Acordõe Recorrente: CASA GONDAR S.A. EXPORTADORA E IMPORTADORA RELATOR IO A ora Recorrente celebrou o contrato de cámbio referido no demonstrativo de\fls., no dia 29.10.81, com o Banco Sul Brasi leiro S/A, atual Banco Meridional do Brasil S/A, contrato esse quidado no dia 04.11.81 , tendo sido feito o depósito judicial do /OF no dia 27.03.84. - Em razao dessa atraso no recolhimento do 10F, foi empe — 7 dida a notificação de lançamento de fls. 01, exigindo-se do Recor rente a correção monetária e os juros moratOrios, no importe de Cz$ 10.483,68 e Cz$ 46,26 , respectivamente, considerando-a infrato ra do Decreto-lei n? 1.844, de 30.12.80, e das Resoluçóes BACEN nSs 619, de 29.05.80 e 683, de 05.03.81. Defendendo-se, a Notificada apresentou a impugnação de fls. 03/05, sustentando a improcedência da exigóncia aos argumentos de que nEo se pode criar ou majorar tributo com base em decreto-lei C n50 se podo exigir tributo no mesmo exercício em que ele for inc tituído, bem como não há norma legal exiuindo os acrJscimos conclan tes da notificação de lançamento. segue - )31 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Prdcesso n? 10.168-012.195/87-51 02- . Acórdão n? 202-02.027 A autoridade julgadora em la. instãncia, acolhendo o parecer de fls. 42/49 julgou procedente a ação fiscal e manteve exigência, em seu todo, aos fundamentos de que tendo sido improvi da a apelação da Recorrente, pelo egregio Tribunal federal de Re clersos, quando se denegou a segurança e cassou a liminar concedida para o fim de permitir o recolhimento do 10F sem os acrescimos le gois, passaram estes a ser exigíveis, e, tendo sido recolhidos com atraso, como o foram, legitima é a cobrança dos juros e da cor reção monetária. Com guarda do prazo legal, veio o recurso voluntãrio\> de fls. 53/57, renovando os argumentos expendidos na impugnação e acrescentando, em síntese, que, em tendo a Recorrente importado mercadorias viu-se obrigada a liquidar o contrato de cãmbio para a respectivo pagamento, que, não obstante vencida a recorrente no seu mandado de segurança, continua entendendo não ser exigível o 10f sobre as operações de cãmblo que fizera, invocando como amparo dessa sua tese a regra do artigo 153,55 2? e 9?, da Constituição Federal, ou seja: tal exigência fere o principio da reserva legal. E o relatório. VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SEBASTIÃO BORGES TAQUARY Preliminarmente, voto no sentido de não conhecer do presente recurso, por errônea identificação do sujeito passivo. que, no caso, ocorre a figura da substituição tributaria, por força segue - 4/(((7 nu:c° PUBLICO FEDERAL Processou? 10.168-012.195/87-51 03- . AcOrdZo n2 202-02.027 da regra inserta no MNI 4.4.3.3.b, da Resoluço n? 816183, do Ban co Central do Brasil, a qual impae como responsável pela cobrança e pelo recolhimento, ao Banco recorrido, do IOF decorrente de ope raçOes de cámbio. Mas, vencido que fui nessa preliminar, mercê da nova composição desta 2a. Câmara, devo enfrentar o mérito da presente controvérsia fiscal. O recurso voluntario, ora em julgamento, versa sobre matéria estranha aquela constante da notificação de lançamento (fls. 01). Não se pode, aqui, discutir a instituição de tributo ou a majoraçao de alíquota através de decreto-lei; também, não se exi giu da Recorrente tributo instituído no mesmo exercício. Essa ma teria ficou definitivamente julgada pelo egrégio Tribunal Federal de Recursos, conforme se pode inferir dos autos e do relatório que se acabou de ler. Da exigência, pois, consta apenas as cominaç -óes le gais de juros e. correção monetária, que se não inclurram no depOsi to judiciai. E, no caso, essa exigência não resultou combatida. Con sidero, por isso e por tudo mais que dos autos consta, que a deci são singular merece ser confirmada, por seus jurídicos fundamentos. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessaes, em 12 de outubro de 1988 SEBASTIA0 ‘OgES TA .l1Afj.4
score : 1.0
Numero do processo: 13839.003675/2007-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 10/10/2002 a 31/12/2003, 01/01/2004 a 30/09/2004, 01/10/2004 a 31/12/2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. EMBARGOS. Verificada a contradição apontada, devem os embargos serem acolhidos para saná-la.
Numero da decisão: 3402-001.882
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos declaratórios apresentados pela Engepack Embalagens São Paulo-SP nestes autos, com efeitos infringentes, nos termos do voto da Relatora. Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto. Sílvia de Brito Oliveira- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Mário César Fracalossi Bais (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior, Francisco Maurício e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto)
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 10/10/2002 a 31/12/2003, 01/01/2004 a 30/09/2004, 01/10/2004 a 31/12/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. EMBARGOS. Verificada a contradição apontada, devem os embargos serem acolhidos para saná-la.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos declaratórios apresentados pela Engepack Embalagens São Paulo-SP nestes autos, com efeitos infringentes, nos termos do voto da Relatora. Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto. Sílvia de Brito Oliveira- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Mário César Fracalossi Bais (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior, Francisco Maurício e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto)
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Embargante ENGEPACK EMBALAGENS SÃO PAULOSP Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 10/10/2002 a 31/12/2003, 01/01/2004 a 30/09/2004, 01/10/2004 a 31/12/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. EMBARGOS. Verificada a contradição apontada, devem os embargos serem acolhidos para sanála. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos declaratórios apresentados pela Engepack Embalagens São PauloSP nestes autos, com efeitos infringentes, nos termos do voto da Relatora. Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto. Sílvia de Brito Oliveira Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Mário César Fracalossi Bais (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior, Francisco Maurício e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto) Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 36 75 /2 00 7- 84 Fl. 1146DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/08/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/09/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 2 Tratase de embargos de declaração ao Acórdão n° 220200.142, de 03 de junho de 2009, apresentados pela pessoa jurídica qualificada nestes autos para apontar a ocorrência de contradição entre a decisão e seus fundamentos. Aduziu a embargante que, conquanto, no voto condutor do Acórdão embargado, tenhase reconhecido que a decisão definitiva sobre o direito ao creditamento do IPI na aquisição de insumos isentos fora proferida pela Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) em 23 de janeiro de 2006, o provimento parcial para cancelar a multa somente alcançou os fatos geradores ocorridos a partir de fevereiro de 2006, embora a decisão irrecorrível seja anterior ao encerramento do período de apuração de janeiro de 2006. Ao final, a embargante solicitou que sejam acolhidos seus declaratórios para que cancelada a multa de ofício incidente sobre o IPI apurado a partir de janeiro de 2006, inclusive. É o relatório. Voto Conselheira Sílvia de Brito Oliveira Os embargos de declaração são tempestivos e, considerando que foram propostos por parte legítima, nos termos das disposições regimentais do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), deles conheço. Compulsando os autos, constatase que, com efeito, há contradição no Acórdão embargado, pois, está posto nos autos, inclusive com lavratura de um auto de infração específico de acordo com o período de apuração do tributo, que, a partir de outubro de 2004, o período de apuração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) passou a ser mensal, no voto condutor do Acórdão ora embargado, registrase a existência de decisão irrecorrível no âmbito do proccesso administrativo fiscal anterior ao encerramento do período de janeiro de 2006, entretanto, cancelase a multa para os fatos geradores ocorridos a partir de fevereiro de 2006. Destarte, sendo patente a contradição entre o voto e seus fundamentos, impõese que se acolham os embargos declaratórios, com efeitos infringentes, para, com fundamento no art. 486, inc. II, “a”, do Decreto n° 4.544, de 2002, se cancelar a multa de ofício incidente sobre o tributo lançado a partir dos fatos geradores ocorridos em janeiro de 2006, inclusive. Concluindo, voto por acolher os embargos declaratórios apresentados, com efeitos infringentes, para substituir a parte final do último parágrafo do voto condutor do Acórdão n° 220200.142, de 03 de junho de 2009, por: (...) cancelar a multa de ofício aplicada em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de janeiro de 2006, inclusive., e, dessa forma, sanar a contradição verificada. É como voto. Fl. 1147DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/08/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/09/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO Processo nº 13839.003675/200784 Acórdão n.º 3402001.882 S3C4T2 Fl. 1.147 3 Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 1148DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/08/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/09/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO
score : 1.0
Numero do processo: 13603.901952/2008-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Sep 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Oct 26 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3202-000.072
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Participou do julgamento o Conselheiro Leonardo Mussi da Silva. Fez sustentação oral, pela contribuinte, o advogado Tiago Conde, OAB/DF nº 24.259..
Irene Souza da Trindade Torres - Presidente
Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Participou do julgamento o Conselheiro Leonardo Mussi da Silva. Fez sustentação oral, pela contribuinte, o advogado Tiago Conde, OAB/DF nº 24.259.. Irene Souza da Trindade Torres - Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Participou do julgamento o Conselheiro Leonardo Mussi da Silva. Fez sustentação oral, pela contribuinte, o advogado Tiago Conde, OAB/DF nº 24.259.. Irene Souza da Trindade Torres Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (DRJ/BHE) que julgou improcedente a manifestação de inconformidade (fls. 12 a 19) apresentada por BELGO BEKAERT ARAMES LTDA, ora Recorrente. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do acórdão citado, verbis: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 03 .9 01 95 2/ 20 08 -6 1 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.901952/200861 Resolução nº 3202000.072 S3C2T2 Fl. 121 2 “DO DESPACHO DECISÓRIO O presente processo trata da Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório nº rastreamento 775492183 emitido eletronicamente em 18/07/08 (fls. 02), referente ao PER/DCOMP nº 36265.91073.121104.1.3.04 8396 (fls. 07/11). A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório, correspondente a CIDE – Pagamento Indevido ou a Maior, recolhido em 15/05/02 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada Não Foi Homologada. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional – CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório em 30/07/08, conforme documento de fl. 03, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 12/14, em 20/08/08, alegando que em Abril de 2002, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (“CIDE”) devida pela Requerente, referente ao pagamento de royalties (código de receita “8741”), atingiu o montante de R$ 36.685,58, mas que por um equivoco, a Requerente recolheu e declarou na respectiva DCTF que devia, a titulo de CIDE, a quantia de R$ 573.304,08 e recolheu o referido valor. Acrescenta que ao constatar o pagamento indevido utilizouo para compensar a CIDE devida em Outubro de 2004, mas que cometeu o deslize de não retificar sua DCTF do 2º trimestre de 2002, no sentido de demonstrar o pagamento indevido que deu ensejo ao crédito compensado, o que levou a não homologação da compensação através do citado despacho decisório. Contudo, considerando que o referido crédito, de fato, existe, a Requerente procedeu a retificação da DCTF do 2º trimestre de 2002 e desta forma requer seja reconsiderado o despacho decisório e homologada a declaração de compensação. Processo julgado pela 2ª Turma com base na Portaria nº 48, de 01 de novembro de 2011, do Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte, D.O.U. de 03 de novembro de 2011. É o relatório.” Fl. 121DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.901952/200861 Resolução nº 3202000.072 S3C2T2 Fl. 122 3 Em sua decisão, a DRJ/BHE houve por bem cancelar o lançamento através do acórdão n° 0234.906, de 08 de novembro de 2011, cuja ementa foi assim formulada: “ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 30/04/2002 RETIFICAÇÃO DE DCTF. POSSIBILIDADE. PRAZO. Só é possível a retificação da DCTF enquanto ainda não homologados os lançamentos originais, ou seja, dentro do prazo de 05 anos contados da ocorrência do fato gerador. DCTF. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. DÉBITO DECLARADO. Não se admite a existência de indébito tributário quando o valor recolhido encontrarse totalmente utilizado para pagamento de tributo informado em declaração que constitui confissão de dívida e não houver provas quanto a eventual erro material contido na declaração. COMPENSAÇÃO. PRESSUPOSTOS DE VALIDADE. A compensação pressupõe a existência de crédito liquido e certo, sem o quê não poderá ser admitida. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Inconformada com tal decisão, a Recorrente apresentou tempestivamente recurso voluntário, alegando, em breve síntese, o quanto segue: a) o erro de preenchimento da DCTF não é capaz de desnaturar o direito creditório da Recorrente; b) o despacho eletrônico sequer analisa as declarações em sua integralidade, e tampouco o conjunto probatório atinente à matéria, limitandose a fundamentar sua conclusão em campos específicos de cada declaração; c) há evidências robustas de que ocorreu o pagamento da CIDE maior que a devida, assim, a retificação de DCTF para ajustála à realidade do fato gerador do tributo deve ser aceita, por força do Princípio da Verdade Material; Adicionalmente, em petição de 08 de março de 2012, a Recorrente junta as soluções de consulta nºs 306, de 10 de setembro de 2004 e 57, de 07 de março de 2005, nas quais demonstra que o crédito ora pleiteado tem origem no pagamento a maior de CIDE sobre royalties de naturezas diversas, pagos antes da vigência do artigo 4º da Medida Provisória nº 2.06263, de 26 de janeiro de 2001 (fls.124/146). É o relatório. Voto Fl. 122DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.901952/200861 Resolução nº 3202000.072 S3C2T2 Fl. 123 4 Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade e tendo sido apresentado tempestivamente o recurso voluntário, dele tomo conhecimento. A Recorrente objetiva a reforma da decisão do órgão julgador de primeira instância que denegou o pedido de homologação, por entender, resumidamente, que: (i) havia escoado o prazo para a retificação da DCTF (CIDE recolhida em 15 de maio de 2002 e DCTF retificadora entregue em 18 de agosto de 2008); e (ii) uma vez iniciado o procedimento fiscal, a Recorrida perderia o direito de retificar as informações já entregues à RFB relativas a tributos. Pondera ainda a decisão a quo que não houve o necessário esforço probatório da Recorrente para demonstrar a veracidade do quanto informado na declaração retificadora, sendo certo que a mera retificação de DCTF desprovida de outras comprovações não se presta a conferir liquidez e certeza ao direito creditório perseguido pela Recorrente. Em breves linhas, essas são as razões que levaram a instância de piso a julgar improcedente a manifestação de inconformidade. Para melhor compreensão dos fatos, a seguir passase a brevemente descrevêlos na ordem em que ocorreram. Em 12 de novembro de 2004 a Recorrente transmitiu o PER/DCOMP nº 36265.91073.121104.1.3.048496 pleiteando a compensação de R$ 423.304,51 de CIDE paga a maior em 15 de maio de 2002 com a CIDE devida em 12 de novembro de 2004 (fls.0611). Em 30 de agosto de 2006, a DCTF referente ao 2º Trimestre de 2002 foi retificada, todavia, sem alteração do valor de CIDE a pagar ou a restituir (fls.91/92). Em 18 de agosto de 2008 a Recorrente retificou a DCTF referente ao 2º Trimestre de 2002 alterando seu débito para a importância de R$36.658,58, vinculando ao referido débito a um crédito na importância total de R$573.304,10 (fls.16). Finalmente, em 29 de julho de 2008, a Recorrente foi notificada do despacho decisório que indeferiu o direito creditório por ela pleiteado à vista da inexistência de crédito. Em hipóteses como a que se apresenta, o indeferimento do direito creditório se deu pela insuficiência de crédito, pois ao tempo em que apresentado o PER/DCOMP (novembro de 2004), a DCTF referente ao 2º Trimestre de 2002, retificada somente em agosto de 2008, indicava que todo o débito de CIDE tinha crédito dessa mesma contribuição a ele contraposto, portanto, o documento não indicava a suficiência de saldo credor como postulado pela Recorrente no PER/DCOMP. Verificase, portanto, que além de não proceder à retificação da DCTF antes da transmissão do PER/DCOMP, a Recorrente deixou de vincular na DCTF o saldo credor que diz fazer jus. Como narrado no preâmbulo, notase ainda que a decisão a quo foi no sentido de julgar improcedente a manifestação de inconformidade por entender que não havia elementos suficientes nos autos para demonstrar a procedência do valor informado na DCTF retificada. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.901952/200861 Resolução nº 3202000.072 S3C2T2 Fl. 124 5 Diante disso, à luz da DCTF retificadora apresentada pela Recorrente, converto o julgamento em diligência para que a unidade da RFB competente confirme a existência ou não dos créditos apontados pela Recorrente. Após a referida diligência, é mister que seja dado o prazo de trinta dias para que a Recorrente e a fiscalização se manifestem acerca do tema. É como voto. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 124DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 35377.000644/2007-99
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.313
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, que votou em analisar e decidir o recurso. Sustentação oral: Marcos César Najjarian Batista. OAB: 127.352/SP.
Marcelo Oliveira - Presidente
Adriano Gonzales Silvério - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, que votou em analisar e decidir o recurso. Sustentação oral: Marcos César Najjarian Batista. OAB: 127.352/SP. Marcelo Oliveira - Presidente Adriano Gonzales Silvério - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1712; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35377.000644/200799 Recurso nº 999.999Voluntário Resolução nº 2301000.313 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 18 de outubro de 2012 Assunto Conexão Recorrente INDUSTRIA E COMÉRCIO DE CARNES MINERVA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, que votou em analisar e decidir o recurso. Sustentação oral: Marcos César Najjarian Batista. OAB: 127.352/SP. Marcelo Oliveira Presidente Adriano Gonzales Silvério Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Tratase de Auto de Infração nº 37.084.5706, o qual exige multa do sujeito passivo por ter sido constatada a entrega da GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, infringindo, dessa forma, a regra contida no artigo 32, inciso IV, 5º§, da Lei nº 8.212/1991. RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 3 53 77 .0 00 64 4/ 20 07 -9 9 Fl. 527DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/200799 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.313 S2C3T1 Fl. 3 2 Segundo o relatório fiscal, a multa aplicada se justifica em razão do sujeito passivo ter deixado de declarar em GFIP a totalidade dos valores relativos à comercialização da produção, tendo em vista a sua atividade ser enquadrada como sendo de agroindústria. Devidamente intimada a Recorrente apresentou tempestivamente impugnação, a qual, em apertada síntese, sustentou que no período de 02/03 a 10/03 não se configurava como agroindústria e, poratanto verteu contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamentos. Ademais, não deveria incidir contribuição sobre a compra e venda de carne, comercialização de produto rural importado, além das exportações via trading estarem acobertadas pela imunidade do artigo 149, § 2º da CF/88. A DRJ de origem determinou a conversão do julgamento em diligência, a qual resultou na Informação Fiscal a qual esclareceu que no presente levantamento foi considerada a receita obtida com a comercialização da produção rural própria e adquirida de terceiros, industrializada ou não. Não foram computados no lançamento valores relativos a exportação, assim como valores das devoluções de venda. O sujeito passivo fora devidamente intimado para se manifestar sobre a citada Informação Fiscal, porém quedouse inerte. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, proferiu decisão julgando improcedente a impugnação. Inconformada com a r. decisão acima transcrita, a Recorrente interpôs, dentro do prazo legal, Recurso Voluntário perante este E. Conselho, requerendo, preliminarmente, o julgamento conjunto com a NFLD nº 37.084.5684, bem como reiterando os argumentos articulados na impugnação. É o Relatório. VOTO Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator Percebese que a lavratura do Auto de Infração em exame se deve em decorrência da apuração fiscal que averiguou a ausência da declaração em GFIP da totalidade dos valores relativos à comercialização da produção, tendo em vista a sua atividade ser enquadrada como sendo de agroindústria. Diante dessa atuação, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário requerendo, em sede de preliminar, o reconhecimento da conexão deste processo com a NFLD 37.084.5684, no qual foi apurada a obrigação principal, isto é, a incidência das contribuições previdenciárias sobre a agorindústria. Do Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF verificase que a fiscalização foi “restrita para fato gerador na comercialização de produtos rurais” e que foram lavradas, além da NFLD acima citada no recurso voluntário, a NFLD 37.084.5692. Assim, tendo presente que, tanto o processo em apreciação quanto o que está em trâmite (NFLD nº 37.084.5684) detêm a toda evidência a mesma causa de pedir, pois os fundamentos de fato e direito dos pedidos de um e de outro processo são praticamente Fl. 528DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/200799 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.313 S2C3T1 Fl. 4 3 idênticos e sucessórios, demonstra que o resultado de julgamento de um influenciará diretamente no desfecho do outro. Nesse caso, resta inexoravelmente configurada a conexão entre os dois processos, e, para evitar que se tenha decisões contraditórias, devese reunir os processos em uma mesma câmara para que se aplique a ambos a mesma decisão. Sobre tal aspecto, recorrese às lições do jurista e Ministro LUIZ FUX para melhor retratar a presente situação: “A conseqüência jurídicoprocessual mais expressiva da conexão, malgrado não lhe seja a única, é a imposição de julgamento simultâneo das causas conexas no mesmo processo (simultaneus processu). A razão desta regra deriva do fato de que o julgamento em separado das causas conexas gera o risco de decisões contraditórias, que acarretam grave desprestígio para o Poder Judiciário. Assim, v.g., seria incoerente, sob o prisma lógico, que um juiz acolhesse a infração contratual para efeito de impor perdas e danos e não a colhesse para o fim de rescindir o contrato, ou ainda, que anulasse a assembléia na ação movida pelo acionista X e não fizesse o mesmo quanto ao acionista Y, sendo idêntico a causa de pedir.” (Luiz Fux; Cursos de Direito Processual Civil; Editora Forense; Edição 2001) Já a jurisprudência deste próprio E. Conselho de Contribuinte é pacífica no sentido de admitir a possibilidade da aplicação da conexão em matéria de processo administrativo fiscal, conforme se denota das ementas abaixo colacionadas, Vejase: “NORMAS PROCESSUAIS. CONEXÃO. Dáse a conexão quando os fundamentos de fato e direito dos pedidos de um e de outro processo são idênticos. Neste caso, devese reunir os processos em uma mesma câmara para que se aplique a ambos a mesma decisão. Recurso não conhecido.” (Acórdão nº 20400694 do Processo Administrativo nº 10980013136200217; Órgão julgador: Segundo Conselho de Contribuintes. 4ª Câmara. Turma Ordinária; Data de Julgamento 08/11/2005) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 Ementa: CONEXÃO DE MATÉRIAS ANÁLISE CONJUNTA NECESSIDADE Identificadaconexão entre as matérias contidas em processos administrativos distintos, os autos devem ser reunidos para que as decisões prolatadas sejam fundadas na totalidade dos elementos trazidos à consideração da autoridade julgadora. (Acórdão nº 10517246 do Processo 19740000426200389; Órgão Julgador: Primeiro Conselho de Contribuintes. 5ª Câmara. Turma Ordinária; Data de Julgamento 15/10/2008) Por toda essa razão, entendo que a decisão a ser tomada naqueles autos, pode, sobremaneira, surtir efeitos na decisão aqui a ser proferida por essa Egrégia 1º Turma, motivo pelo qual é prudente emprestar do Código de Processo Civil o instituto jurídico processual da conexão previsto no artigo 103 do CPC, e aplicálo no caso dos presentes autos, analogicamente. Isso se faz necessário porque se for decidido nos autos da NFLD nº 37.084.568 4 que é indevida a incidência da contribuição previdenciária no caso concreto, não haverá que se falar na multa ora aplicada. Fl. 529DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 35377.000644/200799 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.313 S2C3T1 Fl. 5 4 Daí porque, é necessário determinar, com fim específico de afastar a ventilada hipótese de decisões contraditórias, a reunião dos referidos processos administrativos fiscais, nos termos do artigo 6º do Regimento Interno do CARF, que assim dispõe: “Art. 6º Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro processo.” Logo, verificada a conexão entre os citados processos, devem, assim, ser apensados e reunidos para que sejam julgados pela C. Câmara para a qual foi distribuído o primeiro processo. Portanto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que os autos do presente processo administrativo sejam apensados à NFLD nº 37.084.5684, a fim de que seja julgado pela Câmara para a qual foi distribuído o primeiro processo. Adriano Gonzales Silvério Conselheiro Fl. 530DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
score : 1.0
Numero do processo: 11610.002340/2002-83
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 29 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997
AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO - NULIDADE
O Auto de Infração lavrado eletronicamente em virtude da não localização, pelo sistema da Secretaria da Receita Federal, dos processos judiciais que deram ensejo ao não recolhimento do tributo ou mesmo da guia DARF de pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas premissas. Caso a fiscalização, após constatada a efetiva existência do processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve iniciar mandado de procedimento fiscal e elaborar novo auto de infração, com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizá-lo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 3302-001.733
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora.
EDITADO EM: 29/08/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Amauri Amora Câmara Júnior, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO - NULIDADE O Auto de Infração lavrado eletronicamente em virtude da não localização, pelo sistema da Secretaria da Receita Federal, dos processos judiciais que deram ensejo ao não recolhimento do tributo ou mesmo da guia DARF de pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas premissas. Caso a fiscalização, após constatada a efetiva existência do processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve iniciar mandado de procedimento fiscal e elaborar novo auto de infração, com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizá-lo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora. Recurso voluntário provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora. EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Amauri Amora Câmara Júnior, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
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INDÚSTRIA TÊXTIL Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/04/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO NULIDADE O Auto de Infração lavrado eletronicamente em virtude da não localização, pelo sistema da Secretaria da Receita Federal, dos processos judiciais que deram ensejo ao não recolhimento do tributo ou mesmo da guia DARF de pagamento, deve ser cancelado se o contribuinte comprovar a falsidade destas premissas. Caso a fiscalização, após constatada a efetiva existência do processo, ainda pretenda constituir os créditos, agora por razão diversa: falta de autorização judicial, para fim de evitar a decadência de valores, etc; deve iniciar mandado de procedimento fiscal e elaborar novo auto de infração, com outro fundamento. Inclusive, se for apenas para evitar a decadência, não haverá a incidência de multa. Não compete ao julgador alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizálo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 0. 00 23 40 /2 00 2- 83 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 2 (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora. EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Amauri Amora Câmara Júnior, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de auto de infração eletrônico nº 9803 (fls. 34/38), lavrado em 23/02/02, para o fim de constituir débito de Cofins período relativo a 01/1997 a 04/1997 – em virtude da não comprovação de processo judicial (“proc jud não comprova”). Registrase que às fls. 38/39 consta planilha demonstrativa dos débitos, bem como a indicação do número do processo mencionado pelo contribuinte, qual seja: 92.111220. Às fls. 40 consta a DCTF entregue, indicando a compensação com base no mencionado processo judicial. Por retratar a realidade dos fatos, adoto o relatório da primeira instância administrativa, a saber: “Inconformada com a autuação, da qual foi devidamente cientificada, a contribuinte protocolizou, em 08/01/2002 a impugnação de fls. 01 a 27, acompanhada dos documentos de fls. 2873, na qual alega: I I N O MÉRITO. II. 1 DOS DÉBITOS. 2.1. A autuação se fundamenta, basicamente, nos valores dos débitos n° 496220, 496221, 496222 e 551144, os quais foram declarados nas DCTFs do 1ºo e 2 o trimestres de 1997 (docs. 5 e 6) vinculados a créditos reconhecidos judicialmente nos autos n° 92.11122 0, que tramitavam na 16ªa Vara Federal. 11.2 DO CRÉDITO QUE A AUTUADA DISPÕE QUE RESPALDA A COMPENSAÇÃO DOS VALORES QUESTIONADOS PELA AUTORIDADE FISCAL. 2.1.1. Os débitos fiscais reclamados pela Fazenda Nacional são insubsistentes, uma vez que o contribuinte procedeu a auto compensação destes valores, respaldado por decisão judicial que reconheceu crédito líquido e certo da autuada. 2.1.2. A Autuada propôs Ação Declaratória cumulada com repetição de indébito, autos n° 92.111220, com o fito de ver afastada a majoração sucessiva de alíquota do FINSOCIAL trazidas pelas Leis n° 7.689/88, 7.787/89, 7.894/89 e 8.147/90. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/200283 Acórdão n.º 3302001.733 S3C3T2 Fl. 11 3 2.1.3. Os atos normativos acima mencionados alteraram o Decreto 1.940/82, o qual instituiu o tributo in casu, sendo que as majorações de alíquota procedidas foram julgadas inconstitucionais pelo Plenário do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e pelo Plenário do STF. 2.1.4. Neste quadro, a autuada obteve êxito na ação proposta, a qual foi confirmada pelo Egrégio TRF, nos autos da Apelação Cível n° 94.030973641, sendo que o valor do crédito que o contribuinte dispõe em face da Fazenda Nacional é de R$ 744.230.51, conforme planilha demonstrativa do crédito da autuada (doc.7). 2.1.5. Para comprovar o reconhecimento judicial do crédito aqui mencionado, juntase cópia das decisões prolatadas nos autos em questão (docs. 8 e 9). II. 2.1. DA POSSIBILIDADE DE EFETUAR A COMPENSAÇÃO DOS VALORES QUESTIONADOS SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO DE VALORES COMPENSAÇÃO. 2.2. Em caso como o presente, é desnecessário a instauração de processo administrativo de compensação, posto que o crédito obtido judicialmente é relativo a tributo de mesma espécie e destinação constitucional que o tributo compensado, ou seja,estáse compensando o antigo FINSOCIAL pela COFINS, exação que o substituiu em face da superveniência da Carta Maior de 1988. 2.2.1. A previsão abstrata do direito à compensação, nos moldes cm que foi operada pela autuada, encontra supedâneo jurídico no artigo 66 da Lei 8.383/91, conforme reproduzido. 2.2.2. A permissão de auto compensação para créditos e débitos de tributos da mesma espécie e destinação constitucional, para efeitos da Lei 8.383/91, é disposta no artigo 14 da IN 21 de 1997 da SRF, conforme reproduzido. 2.2.3. Portanto, a compensação efetuada pela autuada, independentemente de requerimento, encontrase respaldada pela própria RF, conforme entendimento exarado na IN SRF 21/97. 11.2.2. DA INSUBSISTÊNCIA DA COBRANÇA DOS DÉBITOS. 2.3. Os débitos foram satisfeitos parte com pagamento com DARF e parte compensados sem DARF. II.2 DA IMPOSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE JUROS SELIC E MULTA DE OFÍCIO CONSTANTES DO ANEXO III DO AUTO DE INFRAÇÃO. 2.4. Como todos os débitos fiscais reclamados pela autoridade fiscal foram regularmente pagos, conforme os documentos ora Fl. 142DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 4 juntados, não se pode imputar à autuada a incidência de quaisquer juros moratórios ou multa de ofício. II.2.1 DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA QUE ALBERGA O PRESENTE CASO. 2.5. No caso em questão, repitase, não houve nenhuma ocorrência de infração, mas, ainda que se considerar o acontecimento de alguma infração, devese mencionar que houve denúncia espontânea do debito fiscal reclamado pela autoridade fiscal, ima vez que o tributo foi pago antes de qualquer procedimento administrativo pela Fazenda Nacional. 2.5.1. Destarte, urge afastar a imposição de multas, sejam elas moratórias ou de oficio, face ao preceito do artigo 138 do CTN, reproduzido. II.2.2 DA ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE DA MULTA DE OFÍCIO DO ARTIGO 44 DA LEI 9.430/96 AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO NÃO CONFISCO E CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. 2.6. A imposição de multa no percentual de setenta e cinco por cento assume, nitidamente, caráter confiscatório, o que é vedado pela Carta Maior, artigo 150, inciso IV, conforme reproduzido. 2.7. Por fim, requer: que seja o auto de infração declarado improcedente: produção de todos os meios de prova em direito admitidos, mormente a apresentação de novos documentos, realização de diligências e as demais que se dizerem necessárias. que as intimações sejam realizadas à autuada no endereço citado na presente defesa.” Após analisar as razões apresentadas pela Recorrente, a 9ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em São Paulo, proferiu o acórdão nº 16 31.254, em 04/05/2011, por meio do qual manteve parcialmente o auto de infração, a saber: “PRODUÇÃO DE PROVAS. As provas devem ser apresentadas no prazo de impugnação, não se admitindo a produção posterior de provas nos casos em que não fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, não se referir a fato ou direito superveniente ou não se destinar a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. DILIGÊNCIA CONTÁBIL. A diligência contábil objetiva subsidiar a convicção do julgador e não inverter o ônus da prova já definido na legislação. A perícia se reserva à elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde do litígio, não se justificando quando o fato puder ser demonstrado pela juntada de documentos. E prescindível a perícia quando presentes nos autos os elementos necessários e suficientes à formação da convicção do julgador para a decisão do processo. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/200283 Acórdão n.º 3302001.733 S3C3T2 Fl. 12 5 REPETIÇÃO DE INDÉBITO RECONHECIDA JUDICIALMENTE EXECUÇÃO JUDICIAL IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA. Uma vez iniciada a execução do Acórdão que transitou em julgado 27/09/1995, onde foi reconhecido o direito à repetição de indébito do FINSOCIAL, não cabe pleitear a sua compensação com a COFINS via administrativa caracterizando duplicidade de aproveitamento do credito de Finsocial . MULTA DE OFÍCIO RETRO ATIVIDADE BENIGNA DO ART. 18 DA LEI N° 10.833/2003. Com a edição da MP n° 135/2003, convertida na Lei n° 10.833/2003, não cabe mais imposição de multa excetuandose os casos mencionados cm seu art. 18. Sendo tal norma aplicável aos lançamentos ocorridos anteriormente à edição da MP n° 135/2003 em face da retroatividade benigna (art. 106, II, "c" do CTN), impõese o cancelamento da multa de ofício lançada. JUROS DE MORA. Os juros de mora independem de formalização através de lançamento e serão devidos mesmo durante o período em que permanecer suspensa a exigibilidade do crédito tributário. JUROS DE MORA TAXA SELIC. Procede a cobrança de encargos de juros com base na taxa SELIC, porque encontrase amparada por lei, cuja legitimidade não pode ser aferida na esfera administrativa. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte.” Em resumo, as autoridades administrativa de primeira instância, entenderam por bem deferir parcialmente o recurso apresentado para o fim de cancelar a multa, aplicando para tanto a retroatividade benigna posto que nos termos da MP 135/2003 (convertida na Lei nº 10.833/03), a imposição de multa apenas é possível em caso de fraude, dolo ou simulação. Irresignada, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário (Fls. 112/136), por meio do qual reiterou as razões trazidas em sua impugnação, reiterando seu pedido de diligência para que possa ser comprovada a inexistência de execução da sentença judicial proferida. É o relatório. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 6 Voto Conselheira Relatora FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme relatado, tratase de auto de infração eletrônico lavrado para fim de constituir débitos compensados com créditos decorrentes de processo judicial. Fato é que o processo judicial, em que se discutia a constitucionalidade da majoração do FINSOCIAL transitou em julgado em 22/09/1995 e, nos autos da ação judicial, a autora levantou os depósitos judiciais referentes a 75% do valor depositado, tendo 25% sido convertido em renda da União Federal (certidão de objeto e pé expedida em 29/06/2001 – fls. 137). No âmbito administrativo, a Recorrente compensou os créditos relativos a este processo judicial com débitos do ano de 1997. Registrase que não houve apuração de saldo credor, ou constatação de execução, na ação judicial, de qualquer diferença supostamente devida à Recorrente. Nenhuma destas informações, a meu ver, é relevante para o deslinde da questão. Isto porque, assim como esclarecido, o auto de infração foi lavrado em função do entendimento de que a Recorrente estava inadimplente sem o supedâneo de qualquer procedimento judicial que validasse o não recolhimento (resultante da compensação realizada). Neste sentido, com a comprovação da existência de processo judicial, a razão do auto de infração, a meu ver, deixa de existir. Após o cruzamento eletrônico das informações prestadas pela Recorrente, o sistema de controle da Secretaria da Receita Federal apontou a ausência de recolhimento dos valores de COFINS referentes ao ano de 1997. Esta indicação – falta de pagamento – teve como fundamento a não comprovação, pelo Recorrente, à Receita Federal (e ao sistema de controle), da existência do processo judicial indicado como justificava do não pagamento do tributo. Todavia, o pressuposto adotado pela fiscalização estava errado. O processo judicial existia. Este simples fato, comprovado pela Recorrente nos autos, no entender desta julgadora, é suficiente para constatar a nulidade do auto de infração, uma vez que este foi lavrado com base em suposição falsa. Caso a fiscalização pretendesse constituir os débitos em razão da duplicidade de aproveitamento do crédito tributário – fundamento utilizado pelo acórdão recorrido – deveria ter promovido a fiscalização neste sentido e elaborado novo auto de infração, com fundamento diverso. Inclusive, neste caso, poderseia aplicar multa por má fé (majoração para 150%). Entretanto, não foi o ocorrido. Imperioso lembrar que não compete ao julgador administrativo alterar o fundamento do auto de infração para fim de regularizálo e manter a exigência, tal competência é privativa da autoridade administrativa fiscalizadora. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11610.002340/200283 Acórdão n.º 3302001.733 S3C3T2 Fl. 13 7 Ante o exposto, conheço do presente recurso para o fim de DARLHE PROVIMENTO, cancelando a exigência em comento. É como voto. (assinado digitalmente) Relatora FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Fl. 146DF CARF MF Impresso em 29/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 9/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/09/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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Numero do processo: 10675.907119/2009-72
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO.
O Despacho Decisório que vem acompanhado de planilhas demonstrativas de resultado não está eivado de vício de nulidade por cerceamento de defesa.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, CONFISSÃO DE DÍVIDA. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO SEM LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
Desde o advento da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a declaração de compensação passou a constituir confissão de dívida, sendo dispensável a lavratura de auto de infração para constituição do crédito nela declarado e não homologado.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. SÚMULA Nº 04 DO CARF.
A Súmula nº 04 do CARF dispõe o seguinte:
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 3401-001.965
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. O Despacho Decisório que vem acompanhado de planilhas demonstrativas de resultado não está eivado de vício de nulidade por cerceamento de defesa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, CONFISSÃO DE DÍVIDA. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO SEM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Desde o advento da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a declaração de compensação passou a constituir confissão de dívida, sendo dispensável a lavratura de auto de infração para constituição do crédito nela declarado e não homologado. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. SÚMULA Nº 04 DO CARF. A Súmula nº 04 do CARF dispõe o seguinte: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 90 71 19 /2 00 9- 72 Fl. 177DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 2 JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça e Ângela Sartori. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10675.907119/200972 Acórdão n.º 3401001.965 S3C4T1 Fl. 178 3 Relatório Trata o presente processo de pedido de ressarcimento do IPI do 1o trimestre de 2005, no valor de R$ 43.039,88, transmitido por PER/DCOMP em 30/12/2005(fls.02/04). Em Despacho Decisório Eletrônico (fl.41), a Delegacia da Receita Federal em Santa Maria/RS reconheceu parcialmente o direito creditório no montante de R$ 19.409,11, sob justificativa de que constatou “que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado”. A Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade , mas a DRJ em Porto Alegre/RS manteve o indeferimento parcial, ao prolatar acórdão com a seguinte ementa (fls.97//101): “ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE MULTA E JUROS. A autoridade administrativa não é competente para examinar alegações de inconstitucionalidade da multa e dos juros sobre os débitos objeto de cobrança. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. É descabida a alegação de nulidade de despacho decisório eletrônico, por suposta preterição do direito de defesa, no caso em que o despacho em causa explicita a fundamentação, a decisão e o correspondente enquadramento legal, consignando ainda que, no endereço eletrônico www.receita.fazenda.gov.br, na opção ‘Serviços’, ou através de certificação digital, na opção ‘eCAC’, assunto ‘PER/DCOMP Despacho Decisório’, podem ser obtidas as informações complementares da análise do crédito, identificação dos PER/DCOMPs objeto da análise, detalhamento da compensação efetuada, verificação de valores devedores e emissão de Documento de Arrecadação de Receitas Federais, bem assim podem ser obtidas orientações para apresentação de manifestação de inconformidade. PER/DCOMP. VERIFICAÇÃO ELETRÔNICA. RESSARCIMENTO DO IPI. IMPOSSIBILIDADE. A constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado impede o reconhecimento integral do alegado direito creditório. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido”. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 4 A Contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 27/03/2012 (fls. 109/110) e interpôs Recurso Voluntário em 27/04/2012, com as alegações resumidas abaixo: 1 Nulidade da decisão que indeferiu parte dos créditos em razão de cerceamento de defesa, por não ter demonstrado o motivo que levou à glosa de parte do crédito pleiteado; 2 A cobrança representada pelo DARF que acompanhou a intimação da decisão cujo crédito indeferiu parcialmente é indevida, pois a simples declaração de compensação não constitui o crédito. Para haver a cobrança fazse necessário o lançamento efetuado por autoridade fiscal; 3 A decisão que glosou parte do crédito está deficientemente instruída, pois não apresentou os documentos comprobatórios justificadores das glosas, o que leva à nulidade da decisão; 4 Caso mantida a cobrança, deve ser afastada a aplicação da Taxa SELIC, por contrariar a Constituição e o Código Tributário Nacional. Ao fim, a Recorrente pediu a declaração de nulidade do valor cobrado e, alternativamente, o reconhecimento integral do crédito pleiteado com a conseqüente declaração de inexistência do valor cobrado e, caso mantida a cobrança, que seja afastada a aplicação da Taxa SELIC. É o Relatório. Voto Conselheiro JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA O Recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Recorrente insurgese principalmente quanto à falta de informações e provas do fato que levou à redução do seu crédito, assim, o cerceamento ao direito de defesa é a matéria principal a ser apreciada, a qual também é acompanhada da aplicação da Taxa SELIC aos créditos tributários. 1. Do Cerceamento de Defesa Parte do crédito pleiteado pela Recorrente foi glosada por Despacho Decisório eletrônico (fl.40). A decisão constante no citado despacho está transcrita abaixo: Fl. 180DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10675.907119/200972 Acórdão n.º 3401001.965 S3C4T1 Fl. 179 5 “Analisadas as informações prestadas no PER/DCOMP e período de apuração acima identificados, constatouse o seguinte: Valor do crédito solicitado/utilizado: R$ 43.039,88 Valor do crédito reconhecido: R$ 19.409,11 O valor do crédito reconhecido foi inferior ao solicitado/utilizado em razão do(s) seguinte(s) motivo(s): Constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado. O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo, razão pela qual: HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP 08907.75880.080607.1.3.016868 Não há valor a ser restituído/ressarcido para o(s) pedido(s) de restituição/ressarcimento apresentado(s) no(s) PER/DCOMP: 26020.62191.060607.1.1.018183 24585.35428.301205.1.1.01 3768 (...) Para informações sobre a análise de crédito, detalhamento da compensação efetuada e identificação dos PER/DCOMP objeto da análise, verificação de valores devedores e emissão de DARF, consultar o endereço www.receita.fazenda.gov.br, menu "Onde Encontro", opção "PERDCOMP", item "PER/DCOMP Despacho Decisório". Enquadramento Legal: Art. 11 da Lei nº 9.779/99; art. 164, inciso I, do Decreto nº 4.544/2002 (RIPI). Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Art. 36 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008”. Analisando a transcrição acima e compulsando o restante dos autos, notase que a autoridade fiscal demonstrou o motivo da divergência dos cálculos dos créditos, inclusive elaborou planilhas contendo todas as informações sobre os valores, de modo que não existe motivo para declarar o despacho decisório nulo. 2. Da Cobrança de Débito, Multa e Juros Desde o advento da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, a declaração de compensação passou a constituir confissão de dívida. Desse modo, como o pedido de Fl. 181DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 6 compensação foi transmitido em dezembro de 2005, é legal a cobrança dos débitos não homologados, acrescidos da exigência de multa e juros. 3. Da Taxa Selic Referente ao pleito do afastamento da aplicação da Taxa Selic não deve prosperar em razão da Súmula do Carf, in verbis: “Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Ex positis, nego provimento ao Recurso Voluntário interposto, para manter na integra o acórdão da DRJ. É como voto. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator Fl. 182DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 18 /12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA
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Numero do processo: 10510.002305/2006-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Verificada a existência de contradição no julgado é de se acolher os Embargos de Declaração apresentados pela FAZENDA NACIONAL.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais.
Embargos acolhidos.
Acórdão retificado.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-002.064
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, retificando o Acórdão n.º 2202-00.427, de 04/02/2010, sanando o erro manifesto apontado, atribuir efeitos infringentes para negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann Presidente
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez Relator
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente justificadamente o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Verificada a existência de contradição no julgado é de se acolher os Embargos de Declaração apresentados pela FAZENDA NACIONAL. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais. Embargos acolhidos. Acórdão retificado. Recurso negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, retificando o Acórdão n.º 2202-00.427, de 04/02/2010, sanando o erro manifesto apontado, atribuir efeitos infringentes para negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente justificadamente o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais. Embargos acolhidos. Acórdão retificado. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, retificando o Acórdão n.º 220200.427, de 04/02/2010, sanando o erro manifesto apontado, atribuir efeitos infringentes para negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 23 05 /2 00 6- 53 Fl. 214DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente justificadamente o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10510.002305/200653 Acórdão n.º 2202002.064 S2C2T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos pela Fazenda, sob alegação de existência de um erro material no acórdão. Aduz a embargante, que o acórdão incorreu num erro material, uma vez que partiu de premissa incorreta. Segundo o acórdão embargado o lançamento baseado em depósitos bancários basearase somente no valores dos saldos mensais em conta corrente bancária no início e final de cada período, para efeito de determinar a variação patrimonial. Entretanto da análise dos autos constatase que tais saldos presentes no Anexo IV levam em conta apenas os depósitos bancários de origem não comprovada. Para ilustrar a situação o embargante apresenta didaticamente exemplos que visam comprovar sua argumentação. Registrese que o voto do acórdão embargado foi no sentido de dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência o item 002 do Auto de Infração (Omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários não justificados) O relator ao apreciar o embargo, propôs o acolhimento do embargo pelo fato da omissão ser evidente. A presidência da Câmara, as fls. 201, solicitou que o processo fosse encaminhado ao Conselheiro para inclusão em pauta. É o relatório. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator Os presentes Embargos foram opostos objetivando a manifestação desta C. Câmara quanto ao erro material existente no acórdão embargado. Assiste razão à Fazenda Nacional. De fato, no acórdão embargado, encontra se uma evidente contradição, este entendeu que o lançamento teria sido apurado com base na variação dos saldos iniciais e finais, como se depreende do anexo IV, mas a argumentação e ilustrações da embargante, comprovam que o fundamento da decisão nesse item estavam equivocados. A partir da revisão dos documentos, observase que quando as fls. 125, indicavase saldo inicial, na maioria das vezes referiase ao valor de depósitos acumulados desde o período anterior, uma vez que nenhum depósito foi comprovado, a diferença entre o saldo final e inicial efetivamente representa os depósitos bancários do período, diante do exposto, está correto o lançamento. Urge registrar, que a presunção legal de omissão de rendimentos com base nos depósitos bancários está condicionada apenas à falta de comprovação da origem dos recursos que transitaram, em nome do sujeito passivo, em instituições financeiras, ou seja, pelo artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, temse a autorização para considerar ocorrido o “fato gerador” quando o contribuinte não logra comprovar a origem dos créditos efetuados em sua conta bancária, não havendo a necessidade do fisco juntar qualquer outra prova. Via de regra, para alegar a ocorrência de “fato gerador”, a autoridade deve estar munida de provas. Mas, nas situações em que a lei presume a ocorrência do “fato gerador” (as chamadas presunções legais), a produção de tais provas é dispensada. Neste caso, ao Fisco cabe provar tãosomente o fato indiciário (depósitos bancários) e não o fato jurídico tributário (obtenção de rendimentos). No texto abaixo reproduzido, extraído de “Imposto sobre a Renda Pessoas Jurídicas” (JustecRJ; 1979:806), José Luiz Bulhões Pedreira sintetiza com muita clareza essa questão: O efeito prático da presunção legal é inverter o ônus da prova: invocandoa, a autoridade lançadora fica dispensada de provar, no caso concreto, que ao negócio jurídico com as características descritas na lei corresponde, efetivamente, o fato econômico que a lei presume cabendo ao contribuinte, para afastar a presunção (se é relativa) provar que o fato presumido não existe no caso. Assim, o comando estabelecido pelo art. 42 da Lei nº 9430/1996 cuida de presunção relativa (juris tantum) que admite a prova em contrário, cabendo, pois, ao sujeito passivo a sua produção. Nesse passo, como a natureza nãotributável dos depósitos não foi comprovada pelo contribuinte, estes foram presumidos como rendimentos. Assim, deve ser mantido o lançamento. Antes de tudo cumpre salientar que a presunção não foi estabelecida pelo Fisco e sim pelo art. 42 da Lei n° 9.430/1996. Tal dispositivo outorgou ao Fisco o seguinte poder: se provar o fato indiciário (depósitos bancários não comprovados), restará demonstrado o fato jurídico tributário do imposto de renda (obtenção de rendimentos). Fl. 217DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10510.002305/200653 Acórdão n.º 2202002.064 S2C2T2 Fl. 4 5 Assim, não cabe ao julgador discutir se tal presunção é equivocada ou não, pois se encontra totalmente vinculado aos ditames legais (art. 116, inc. III, da Lei n.º 8.112/1990), mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário (art. 142 do Código Tributário Nacional CTN). Nesse passo, não é dado apreciar questões que importem a negação de vigência e eficácia do preceito legal que, de modo inequívoco, estabelece a presunção legal de omissão de receita ou de rendimento sobre os valores creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações (art. 42, caput, da Lei n.º 9.430/1996). No que aos depósitos que o contribuinte alega que não foram excluídos, tendo em vista os saques realizados em sua conta de poupança, cabe reiterar que o recorrente não logra demonstrar a correspondência entre os saques e os depósitos. Tendo em vista que os depósitos que deveriam ser comprovados perfazem o valor de R$ 102.228,29, e não foram identificados quaisquer depósitos com valores superiores a R$ 12.000,00, não há o que repara no lançamento., uma vez que os depósitos superam o limite de R$ 80.000,00. Em razão de todo o exposto, voto no sentido de acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, retificando o Acórdão n.º 220200.427, de 04/02/2010, sanando o erro manifesto apontado, atribuir efeitos infringentes para negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 218DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 10940.900815/2008-90
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA
Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário negado,
Numero da decisão: 3801-001.269
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flavio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
EDITADO EM: 13/09/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado,
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PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 08 15 /2 00 8- 90 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator) Fl. 46DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900815/200890 Acórdão n.º 3801001.269 S3TE01 Fl. 37 3 Relatório Trata o presente processo administrativo de pedido de compensação realizado através de PER/DCOMP, transmitida em 19/09/2006 (fls. 12/16), com base em suposto pagamento a maior a título de COFINS do período de apuração de março de 2004, por meio de guia DARF cujo recolhimento se deu em 15/04/2004, com débitos de COFINS do período de apuração de maio de 2004, tendo sido objetivada compensação no montante total de R$ 3.863,03. A DRF de origem proferiu despacho decisório (fls. 09) não homologando a compensação sob o fundamento de que o pagamento informado em PER/DCOMP, através de guia DARF, foi integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte. Inconformado, apresentou o contribuinte manifestação de inconformidade às fls. 01, sustentando, em síntese, que a origem do seu crédito decorre de pagamentos a maior, realizados em função da ausência de dedução da base de cálculo da Contribuição de valores legalmente dedutíveis, conforme supostamente lhe autorizaria a Lei nº 10.833/2003, sendo tais créditos aferíveis das respectivas DACON e DIPJ do período. A DRJ em Curitiba – PR, por sua vez, julgou improcedente a manifestação de inconformidade ofertada pelo contribuinte através do acórdão de fls. 19/20, considerando a ausência de comprovação do direito ao credito objeto da compensação materializada na PER/DCOMP, o que se confirmaria, inclusive, a partir inconsistências apuradas conta dos documentos mencionados pelo contribuinte na sua Manifestação de Inconformidade (DACON, DIPJ e DCTF) e planilha apresentada. Devidamente intimado para tanto (fls. 21), interpôs o contribuinte o presente Recurso Voluntário de fls. 22 (em 15/04/2004), através do qual sustenta, em síntese, que o argumento trazido em sua Manifestação de Inconformidade foi equivocado, e que em verdade “(...) os valores apropriados em Perd/Comp tem como sua origem o crédito de PIS nas entradas de Produtos e Serviços, como permite o contido no artigo 3º e parágrafos da MP 66/2002.” É o relatório. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl O recurso é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele se conhece. O argumento recursal fundamental é o de que a Recorrente tem direito a indébitos de PIS/COFINS por recolhimentos foram feitos a maior por conta de não aproveitamento dos créditos que teria direito em decorrência da legislação pertinente. Para tanto a Recorrente juntou as planilhas demonstrativas dos créditos não aproveitados em suas operações. A DRJ com base nas declarações da contribuinte (DACON, DIPJ e DCTF), entendeu não estarem comprovados os créditos requeridos, mantendo o mesmo suporte do despacho decisório. Despacho Decisório este, ressaltese, elaborado eletronicamente, isto é, a partir de um mero confronto de informações realizadas pelos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil (Dacon x DCTF x Darf), do qual exsurgiu a informação de que valor algum havia sido recolhido a maior, e, portanto, crédito algum haveria de ser reconhecido. No caso em concreto, o Contribuinte administrado deve apresentar as provas do seu direito creditório. Tratase de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicável ao PAF, vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados aprovarlhe as alegações. No processo administrativo fiscal, temse como regra que cabe àquele que pleiteia o direito, provar os fatos, prevalecendo o princípio de que o ônus da prova cabe a quem dela se aproveita. Portanto, no caso em apreço, compete ao sujeito passivo. À ora Recorrente, a comprovação de que preenche os requisitos para fruição do ressarcimento. Ademais, do mesmo modo que o Decreto nº 70.235/1972 estabelece, em seu artigo 9°, a obrigatoriedade da autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Em verdade, este dispositivo legal apenas transfere, para o processo administrativo fiscal, o sistema adotado pelo Código de Processo Civil, que, em seu artigo 333, ao repartir o ônus probandi, o faz inadmitindo a mera alegação e a negação geral. Assim, na hipótese de ressarcimento pleiteado, recai sobre a interessada o ônus de provar a pretensão deduzida. Logo, é imprescindível que as provas e argumentos sejam Fl. 48DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900815/200890 Acórdão n.º 3801001.269 S3TE01 Fl. 38 5 carreados aos autos, no sentido de refutar o procedimento fiscal, se revistam de toda força probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. Do exame desse litígio administrativo, verificase que a Recorrente não apresentou documentos suficientes para demonstrar o seu crédito, juntando mera planilha de valores que pretende compensar de que sorte o pedido de compensação nos moldes requeridos não deve prosperar. Consignese que o artigo 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e certo. No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não comprovou por meio de demonstrativos, da escrituração fiscal, notas fiscais que alega estarem canceladas e dos lançamentos contábeis o valor de seu crédito. Nesse sentido voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. É como voto. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 49DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 16024.000442/2007-01
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005
CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Não ocorre a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as matérias contidas na peça impugnatória, embora não tenha sido acatado o pedido para apresentação de prova ou deferimento de perícia por entender desnecessário ao deslinde da questão e considerados presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide.
LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO - DECADÊNCIA
O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. (Súmula CARF Nº 10)
LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO LINEAR.
A partir de 1º de janeiro de 1996, a pessoa jurídica deverá realizar no mínimo 10% ao ano do lucro inflacionário acumulado existente em 31 de dezembro de 1995 ou o percentual efetivo, quando maior, calculado em função da realização do ativo. A cada período de apuração deve ser reconhecida a parcela de realização do lucro inflacionário acumulado, na forma legalmente prevista.
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS - Não há falar em compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores na fase recursal quando na ação fiscal o autuante já efetivou a compensação do lucro apurado com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% do lucro real apurado.
Numero da decisão: 1802-001.386
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins De Sousa Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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NÃO CARACTERIZAÇÃO. Não ocorre a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as matérias contidas na peça impugnatória, embora não tenha sido acatado o pedido para apresentação de prova ou deferimento de “perícia” por entender desnecessário ao deslinde da questão e considerados presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide. LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO DECADÊNCIA O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. (Súmula CARF Nº 10) LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO LINEAR. A partir de 1º de janeiro de 1996, a pessoa jurídica deverá realizar no mínimo 10% ao ano do lucro inflacionário acumulado existente em 31 de dezembro de 1995 ou o percentual efetivo, quando maior, calculado em função da realização do ativo. A cada período de apuração deve ser reconhecida a parcela de realização do lucro inflacionário acumulado, na forma legalmente prevista. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS Não há falar em compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores na fase recursal quando na ação fiscal o autuante já efetivou a compensação do lucro apurado com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% do lucro real apurado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 02 4. 00 04 42 /2 00 7- 01 Fl. 457DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins De Sousa – Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Relatório Por economia processual e bem descrever os fatos adoto o relatório da decisão recorrida (fls.429/430) que a seguir transcrevo: Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pela contribuinte supracitada foi apurada, nos anos calendário de 2002, 2003, 2004 e 2005, ausência de adição ao lucro líquido do período, na determinação do lucro real, do lucro inflacionário realizado no montante de R$ 119.206,69 por ano e R$ 29.801,67 por trimestre (anocalendário de 2005), uma vez que não foi observado o percentual de realização mínima previsto na legislação de regência. Foi lavrado o auto de infração de fls.262 a 272, exigindo IRPJ no valor de R$ 37.550,08, juros de mora de R$ 15.162,07 e multa proporcional de R$ 28.162,52, com fundamento no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, (Regulamento do Imposto de Renda– RIR, de 1999), arts. 249, I, e 449; Lei nº 9.065, de 1995, art. 8º; Lei nº 9.249, de 1995, arts. 6º e 7º. Notificada da autuação a contribuinte, representada pelo procurador Paulo Birkman (fls. 419 a 424), ingressou com a impugnação de fls. 288 a 326, alegando: · Nulidade por desobediência ao disposto no art. 9º do Decreto nº 70.235, de 1972, uma vez que não foram incluídas as declarações de IRPJ dos períodos de 1995 a 2007, resultando em ofensa ao princípio da legalidade e ao direito de ampla defesa; · Decadência, nos termos do art. 173, I, do Código Tributário Nacional (CTN), pois a declaração de ajuste anual de 1995 não é passível de revisão; Fl. 458DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 3 3 · Ilegalidade da utilização da taxa Selic. A Lei nº 10.175,de 1998 é inconstitucional, visto o teor do art. 192 da Constituição Federal (CF). A taxa Selic tem natureza remuneratória e afronta os princípios constitucionais da isonomia e do não confisco; · Requer a juntada dos balanços de 2003 a 2005, demonstrando que não prosperam as imputações do auto de infração, pois houve prejuízos em todos os períodos. O lucro inflacionário foi totalmente absorvido até o ano de 2002, não existindo qualquer possibilidade de repercussão nos anos de 2003, 2004 e 2005; · Protesta por todos os demais meios de prova em direito admitidos, em especial a prova pericial e testemunhal, requerendo expressamente a intimação para sustentação oral, perante este Egrégio Colegiado. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido conforme decisão proferida no Acórdão nº 1435.976, de 29/11/2011, da 3ª Turma da DRJ/ Ribeirão/SP (fls.429/433), cuja ementa transcrevo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 LUCRO INFLACIONÁRIO ACUMULADO. Constatada a existência de saldo de lucro inflacionário, efetua se o lançamento relativamente às realizações desse lucro não adicionadas na demonstração do lucro real. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 NULIDADE. Não há que se cogitar de nulidade do lançamento quando observados os requisitos previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. PERÍCIA. REQUISITOS. O pedido de perícia deve ser denegado se tiver sido formulado em desacordo com as prescrições legais, aliado à circunstância de estarem presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTAÇÃO. A juntada posterior de documentação só é possível em casos especificados na lei. PROVA TESTEMUNHAL. Fl. 459DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Inexiste previsão legal para oitiva de testemunhas no julgamento administrativo em primeira instância. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 DECADÊNCIA. IRPJ. O direito de a Fazenda Pública rever lançamento por homologação extinguese no prazo de 5 (cinco) anos contados do fato gerador, no caso de haver pagamento antecipado do tributo, caso contrário o prazo é contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. LUCRO INFLACIONÁRIO. REALIZAÇÃO. DECADÊNCIA. O fato gerador do imposto incidente sobre o lucro inflacionário somente ocorre no momento de sua realização, que determina, assim, o termo inicial do prazo de decadência do direito do Fisco. JUROS DE MORA. SELIC. A cobrança de juros de mora com base no valor acumulado mensal da taxa referencial do Selic tem previsão legal. A empresa autuada foi cientificada da mencionada decisão em 13/12/2011 e, protocolizou o recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em 11/01/2012, no qual apresenta, em síntese, os seguintes argumentos estruturados nos seguintes tópicos: DO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA A recorrente alega que, fora indeferida pelo V. Acórdão, a prova pericial requerida, sob alegação de que não foram indicados os motivos que justificam o pedido, o que não pode aceitar, eis que fora especificado que a prova pericial seria imprescindível para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário para ser realizado nos anos calendários de 2002,2003,2004 e 2005. Afirma que não tem fundamento o indeferimento da produção de prova documental requerida, porque solicitou à Receita Federal a disponibilização das cópias das declarações de imposto de renda, anocalendário 1995 a 2000, exercício 1996 a 2001, para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário. E que, a Receita Federal negou o pedido, sob alegação de que somente poderia disponibilizar as declarações de imposto de renda do exercício, no caso, 2.006, e as 5 (cinco) anteriores, quais sejam: 2005, 2004, 2003, 2002, e 2001, no que cerceou o direito de defesa da Recorrente. Aduz que, a Recorrente não era obrigada a guardar as referidas declarações,em razão do transcurso do prazo prescricional, conforme dispõe o parágrafo único, do artigo 195, do Código Tributário Nacional. Assim, requer seja declarada a nulidade do V. Acórdão, com a consequente determinação de produção de prova pericial bem como que a Receita Federal disponibilize as declarações de imposto de renda, ano calendário 1995 a 2000, para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário. Fl. 460DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 4 5 DA PRESCRIÇÃO DO SUPOSTO CRÉDITO A recorrente discordando do entendimento proferido no V. Acórdão de que inexiste a decadência do tributo, eis que o fato gerador do lucro inflacionário ocorreria apenas na data em que a pessoa jurídica estivesse obrigado a realizálo, argúi que: o auto de infração baseiase na existência de suposto saldo de lucro inflacionário acumulado nos anos calendário 1.994 e 1995, e que, portanto, deveria ter sido utilizado nos anos seguintes, e não o foi, pelo que, foi atingido pela decadência, já que a notificação à Recorrente ocorreu, em 29.10.2007. Portanto, requer a declaração de prescrição do crédito tributário,eis que eventual saldo remanescente de lucro inflacionário deveria ter sido utilizado entre os anos calendário de 1995 a 2001, e não a partir de 2002. DA INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO A Recorrente reitera que inexiste o crédito apontado no auto de infração, pelos seguintes motivos: que eventual saldo de lucro inflacionário existente, certamente, foi absorvido entre os anos calendário de 1995 a 2001, ou seja, antes do ano calendário de 2002; que, a DIPJ do ano calendário 2002 já juntada no processo administrativo, apontou um prejuízo acumulado de R$ 1.122.128,03, pelo que, se existisse eventual saldo remanescente, seria compensado com o referido prejuízo, mesmo considerandose a limitação de 30% na compensação de prejuízos; que, não existiu saldo remanescente de lucro inflacionário que repercutisse nos anos de 2002, 2.003, 2004, e 2005, até porque nestes anos também houve prejuízo, pelo que, não há imposto de renda a pagar; que, o balanço patrimonial estampado na DIPJ Ano Calendário 2001, também já juntado ao processo administrativo, demonstra que a Recorrente tinha um ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93 e um patrimônio líquido da ordem de R$ 948.873,60, sendo que estes valores indicam que no passado a Recorrente não poderia ter tido um RESULTADO DE CORREÇÃO MONETÁRIA CREDOR, ou seja, um lucro inflacionário diferido, mas sim DEVEDOR; que, nos anoscalendário de 2002 a 2005, não foi oferecido qualquer valor a título de realização de lucro inflacionário, sendo que a DIPJ ano calendário 2.001 e 2002, já juntadas ao processo administrativo não indicam nenhum LUCRO INFLACIONÁRIO a tributar na FICHA ajuste do LUCRO LÍQUIDO, em ADIÇÕES, o que confirma que não havia lucro inflacionário a tributar, sendo que a demonstração exigida pelo V. Acórdão seria realizada pelas Declarações de Imposto de Renda, que a Recorrente solicitou e a Receita Federal não disponibilizou, bem como pela prova pericial que fora indeferida. Ao final requer seja dado provimento ao recurso voluntário, acolhendose a preliminar arguida, de cerceamento do direito de defesa, com a determinação de retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, para a produção das imprescindíveis provas pericial e documental, com a consequente prolação de novo julgamento, ou, no mérito, o reconhecimento da total improcedência e insubsistência do auto de infração, pela inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário a ser tributado nos anos de 2002, 2.003, 2004 e Fl. 461DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 2005, cancelandose o débito fiscal reclamado, com todas as consequência legais, como medida de extrema Justiça. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins De Sousa O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72 e suas alterações posteriores. Dele tomo conhecimento. O Auto de Infração em questão, fls.262 a 272, referese ao IRPJ — Imposto de Renda Pessoa Jurídica dos anos calendário de 2002, 2003, 2004 (Lucro Real Anual) e 2005 (Lucro Real Trimestral) decorrente de ação fiscal efetuada junto à contribuinte, na qual a fiscalização constatou a falta de realização mínima do Lucro Inflacionário Acumulado em 31/12/1995. Consta da descrição dos fatos, fl.260, o seguinte: Ausência de adição ao lucro liquido do período, na determinação do lucro real apurado nas Declarações de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) dos anoscalendário de 2002, 2003, 2004 e 2005, do lucro inflacionário realizado no montante de R$ 119.206,69 por ano (anoscalendário de 2002, 2003 e 2004) e R$ 29.801,67 por trimestre (anocalendário de 2005), uma vez que não foi observado o percentual de realização mínima previsto na legislação de regência (10% por ano e 2,5% por trimestre de R$ 1.192.066,91 saldo de 31/12/1995). Lucro inflacionário do anocalendário de 2002 totalmente absorvido pelo prejuízo de (R$ 172.254,43), restando nesse ano apenas a retificação do prejuízo para (R$ 53.047,74). Concedida a compensação do lucro apurado de R$ 119.206,69 (anoscalendário de 2003 e 2004) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% equivalente a R$ 35.762,00. Concedida a compensação do lucro apurado de R$ 29.801,67 (anocalendário de 2005) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% equivalente a R$ 8.940,50. Conforme relatado, a defesa da recorrente se expressa nos seguintes tópicos que passo a analisálos na mesma ordem apresentada. DO CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA A recorrente alega que, fora indeferida pelo V. Acórdão, a prova pericial requerida, sob alegação de que não foram indicados os motivos que justificam o pedido, o que não pode aceitar, eis que fora especificado que a prova pericial seria imprescindível para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário para ser realizado nos anos calendários de 2002,2003,2004 e 2005. Fl. 462DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 5 7 Sobre o assunto o artigo 16 do Decreto nº 70.235/72 que regula o processo administrativo fiscal assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: ... III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) ... § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) (...) Como se vê, é fundamental o cumprimento dos quesitos elencados no inciso IV do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, pois, de acordo com o parágrafo 1º acima descrito, na ausência deles considerase o pedido como não formulado. É o caso dos presentes autos, pois, na impugnação fl.314, a Recorrente, de forma genérica, simplesmente protesta “por todos os demais meios de prova em direito admitidas , Fl. 463DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 em especial a prova pericial e testemunhal , requerendo expressamente a INTIMAÇÃO PARA SUSTENTAÇÃO ORAL, perante este Egrégio Colegiado”. Consta da decisão de primeira instância que, o pedido de perícia deve ser denegado se tiver sido formulado em desacordo com as prescrições legais, aliado à circunstância de estarem presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide. Assim, correta a decisão recorrida que ao fim e ao cabo considerou como inexistente o pedido a teor do dispositivo legal acima referenciado. A Recorrente afirma que não tem fundamento o indeferimento da produção de prova documental requerida, porque solicitou à Receita Federal a disponibilização das cópias das declarações de imposto de renda dos anos calendário de 1995 a 2000, para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário. E que, a Receita Federal negou o pedido, sob alegação de que somente poderia disponibilizar as declarações de imposto de renda do exercício, no caso, 2006, e as 5 (cinco) anteriores, quais sejam: 2005, 2004, 2003, 2002, e 2001, no que cerceou o direito de defesa da Recorrente. Aduz que, a Recorrente não era obrigada a guardar as referidas declarações,em razão do transcurso do prazo prescricional, conforme dispõe o parágrafo único, do artigo 195, do Código Tributário Nacional. Assim, requer seja declarada a nulidade do V. Acórdão, com a consequente determinação de produção de prova pericial bem como que a Receita Federal disponibilize as declarações de imposto de renda, ano calendário 1995 a 2000, para demonstrar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário. Depreendese da observação no Sapli (fl.241) que não foi encontrada declaração para os anos calendário de 1995, 1996 e 1997 e 1998. Registrese, que poderia a autuada haver trazido aos autos o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) para comprovar a inexistência de saldo remanescente de lucro inflacionário, se fosse o caso. Quanto à documentação a ser juntada posteriormente, entendeu a DRJ que se encontram presentes nos autos elementos de convicção suficientes à adequada compreensão dos fatos para solução da lide, e assim justifica no voto condutor do acórdão recorrido. Quanto à documentação, constam no processo as DIPJ dos anoscalendário fiscalizados, bem assim os demonstrativos do lucro inflacionário apurado em cada ano calendário, desde 1994, ressaltandose que o lucro inflacionário constante no demonstrativo da RFB reflete os valores informados pela contribuinte em suas declarações, acumulados até o ano do lançamento (fls. 237 a 250). Vêse, na declaração da pessoa jurídica do anocalendário de 1994 (fls. 237/250), que foram realizados, por exemplo, os valores de CR$5.074.074,00 e CR$ 7.734.879,00 nos meses de janeiro e fevereiro daquele ano, conforme consta no Demonstrativo do Lucro Inflacionário Sapli (fls.251/252). Consta, também, que foi apurado lucro inflacionário em todos os meses desse ano (fls. 245/248). Fl. 464DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 6 9 A DIRPJ (fl.238) relativa ao ano calendário de 1994 é suficiente para demonstrar a existência de lucro inflacionário acumulado em 31/12/1994 e o diferido para o ano calendário de 1995 coerente com o demonstrativo SAPLI (fl.241). Resta demonstrado que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado (LIA) em 31/12/1995 nada mais é do que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar de R$ 1.081.593, 00 em 31/12/1994 x Fator de Correção: 1,2246 = R$ 1.324.518,78 (Lucro Inflac. Diferido de Períodos Anteriores Corrigido). Tendose o mencionado valor, e, deduzida a Baixa por decadência de R$ 132.451,87, fica o Saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar em 31/12/1995, no montante de R$ 1.192.066,91, constante do Sapli e considerado pela fiscalização. Desse modo, despiciendo se torna a apresentação de cópia das declarações dos anos calendário de 1995 a 2001 para fins de comprovação de saldo de lucro inflacionário para ser realizado nos anos calendários de 2002,2003,2004 e 2005 como será visto adiante, no tópico específico: “Da inexistência do crédito tributário” a que alude a recorrente. Como visto acima, há de se concluir, serem os elementos acostados aos autos suficientes para a análise conclusiva da lide. Ainda sobre o tema, vale esclarecer que a diligência se reserva à elucidação de pontos duvidosos para o deslinde do litígio, não se justificando a sua realização quando o fato probante puder ser demonstrado pelos documentos juntados nos autos, de sorte que a autoridade julgadora possa formar a sua livre convicção. A admissibilidade de diligência, depende do livre convencimento da autoridade julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender desnecessária ao deslinde da questão. O julgador na análise das provas produzidas nos autos, deve decidir conforme o seu convencimento em consonância com o art.29 do Decreto nº 70.235/72, assim estabelecido: “Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias”. Com efeito, não ocorre a preterição do direito de defesa, a suscitar a nulidade da decisão recorrida, quando nesta são apreciadas todas as matérias contidas na peça impugnatória, embora não tenha sido acatado o pedido para apresentação de prova ou deferimento de “perícia” por entender desnecessário ao deslinde da questão. Preliminar rejeitada. DA PRESCRIÇÃO DO SUPOSTO CRÉDITO Sob o título de prescrição mas que se entende por decadência, a recorrente discorda do entendimento proferido no V. Acórdão de que inexiste a decadência do tributo, eis que o fato gerador do lucro inflacionário ocorreria apenas na data em que a pessoa jurídica estivesse obrigado a realizálo, argúi que: o auto de infração baseiase na existência de suposto saldo de lucro inflacionário acumulado nos anos calendário 1994 e 1995, e que, portanto, deveria ter sido utilizado nos anos seguintes, e não o foi, pelo que, foi atingido pela decadência, já que a notificação à Recorrente ocorreu, em 29/10/2007. Fl. 465DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 Portanto, requer a declaração de “prescrição” do crédito tributário,eis que eventual saldo remanescente de lucro inflacionário deveria ter sido utilizado entre os anos calendário de 1995 a 2001, e não a partir de 2002. Observase no Sapli (fls.251/252) que fora baixado por decadência o lucro inflacionário a realizar nos anos calendários de 1996 a 2001, realização mínima de R$ 119.206,91 (anual). No que tange ao prazo decadencial para a constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido, a realizar nos anos calendário de 2002 a 2005, melhor sorte não tem a contribuinte. O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é matéria que já se encontra pacificada no âmbito desse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, sendo inclusive objeto da Súmula CARF nº 10, verbis: O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. Desse modo, o lucro inflacionário acumulado e diferido em 31/12/1995, relativo aos anos calendário de 2002 a 2005, somente deverá ser realizado nos respectivos fatos geradores para apuração do lucro real, ou seja: em 31/12/2002, 31/12/2003, 31/12/2004, 31/03/2005, 30/06/2005, 30/09/2005 e 31/12/2005. Considerando, o ano calendário de 2002, o mais antigo período de apuração, ainda que se tomasse 31/12/2002, data de apuração do lucro real anual, portanto, data do fato gerador do IRPJ, adotando a tese de que nos termos do § 4º do artigo 150 do CTN mais favorável ao contribuinte, a autoridade administrativa tem o prazo de cinco anos, contados da ocorrência do fato gerador para proceder ao lançamento de ofício, o Fisco teria até 31/12/2007, para proceder ao lançamento do crédito tributário ou a redução do prejuízo fiscal como se deu no presente caso. Como a ciência do lançamento deuse em 29/10/2007, não há falar em decadência tributária ou caducidade do direito da Fazenda Pública, para a administração lançar eventuais diferenças referentes ao ano calendário de 2002, mais antigo, nem tampouco em relação aos demais anos calendário de 2003, 2004 e 2005. Preliminar rejeitada. DA INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO A Recorrente reitera que inexiste o crédito apontado no auto de infração, porque eventual saldo de lucro inflacionário existente, certamente, foi absorvido entre os anos calendário de 1995 a 2001, ou seja, antes do ano calendário de 2002. Como dito acima pela DIRPJ (fl.238) relativa ao ano calendário de 1994 resta demonstrado que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado (LIA) em 31/12/1995 nada mais é do que o saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar de R$ 1.081.593, 00 em 31/12/1994 x Fator de Correção: 1,2246 = R$ 1.324.518,78 (Lucro Inflac. Diferido de Períodos Anteriores Corrigido). Fl. 466DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 7 11 Tendose o mencionado valor, e, deduzida a Baixa por decadência de R$ 132.451,87, fica o Saldo do Lucro Inflacionário Acumulado a Realizar em 31/12/1995, no montante de R$ 1.192.066,91, constante do Sapli e considerado pela fiscalização. Com relação ao valor a ser realizado, salientese que, pelo critério de tributação do lucro inflacionário, os saldos credores diferidos só são tributados na proporção da realização do ativo, ou em percentuais mínimos previstos na legislação. É necessário lembrar que, a partir do ano calendário de 1995, foi revogada a correção monetária das demonstrações financeiras consoante o disposto no art. 4º da Lei nº 9.249/95, verbis: Art. 4º Fica revogada a correção monetária das demonstrações financeiras de que tratam a Lei nº 7.799, de 10 de julho de 1989, e o art. 1º da Lei nº 8.200, de 28 de junho de 1991. Parágrafo único. Fica vedada a utilização de qualquer sistema de correção monetária de demonstrações financeiras, inclusive para fins societários. Por conseqüência direta da inexistência da correção monetária de balanço, a partir de períodos base iniciados em 1996, não mais ocorreu lucro inflacionário do período, ficando o saldo do lucro inflacionário acumulado “congelado”. Portanto, a tributação futura sempre alcançará as realizações por conta do saldo existente em 31.12.95, corrigido monetariamente até essa data. Os cálculos futuros devem ser feitos com base nos valores existentes em 31/12/95, corrigido monetariamente ate essa data. O art. 7º da Lei nº 9.249/95, retro mencionada, dispõe que “o saldo do lucro inflacionário acumulado, remanescente em 31/12/1995, corrigido monetariamente até essa data, será realizado de acordo com as regras então vigente”. A legislação vigente nessa matéria é a Lei nº 9.065 de 1995, cujos arts. 6º a 8º disciplinaram as formas de realização do lucro inflacionário, alterando as normas anteriores até então espelhadas na Lei nº 7.789 de 1989, restando claro, a partir de então, que o percentual de realização mínimo obrigatório seria de 10% (dez por cento) ao ano no caso de apuração anual ou 2,5% (dois e meio por cento) no caso de apuração trimestral, e deveria incidir sobre o valor do lucro inflacionário acumulado em 31/12/1995, corrigido monetariamente até essa data, de modo que ocorresse, de forma linear, a realização total do lucro inflacionário diferido, no prazo máximo de 10(dez) anos. A obrigatoriedade imposta pela norma legal é no sentido de se efetuar a realização do saldo do lucro inflacionário acumulado, em 31/12/95, ainda que em percentual mínimo, a cada período de apuração, de sorte a se transportar para os períodos seguintes, o saldo remanescente para fins de controle, apenas. Portanto, repitase, o percentual de realização deve incidir sobre o lucro inflacionário acumulado em 31/12/1995, corrigido monetariamente, e, não sobre o saldo do lucro inflacionário diferido transportado para os períodos seguintes. No presente caso, o relatório SAPLI (fls.241/242) demonstra que havia saldo de lucro inflacionário, em 31/12/1995, no montante de R$ 1.192.066,91, cuja tributação seria obrigatória em percentual idêntico ao de realização de ativos, ou o mínimo previsto na legislação. Fl. 467DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 12 Considerando a realização total do lucro inflacionário diferido, no prazo máximo de 10(dez) anos (10x R$ 119.206,69) e, baixado por decadência o lucro inflacionário a realizar nos períodos de 1996 a 2001 (06 anos) terseá como realizado o lucro inflacionário nos últimos 04 anos a saber: 2002 a 2005, objeto do auto de infração em comento. Assim, não há como acatar a alegação da contribuinte de que todo o lucro inflacionário foi totalmente absorvido até o ano de 2002. Ainda insistindo pela inexistência de lucro inflacionário acumulado em 31/12/1995, a recorrente alega que, o balanço patrimonial estampado na DIPJ/2002, Ano Calendário 2001, demonstra que tinha um ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93 e um patrimônio líquido da ordem de R$ 948.873,60, sendo que estes valores indicam que no passado a Recorrente não poderia ter tido um RESULTADO DE CORREÇÃO MONETÁRIA CREDOR, ou seja, um lucro inflacionário diferido, mas sim DEVEDOR. De fato na DIPJ/2003 (fl.44), ano calendário 2002, consta que a Recorrente no ano anterior, ou seja em 31/12/2001, tinha um ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93, e, patrimônio líquido negativo na ordem de (R$ 948.873,60). Sendo apenas R$ 1.000,00, o valor do capital realizado, gerador de correção monetária devedora. A argumentação da recorrente em nada lhe socorre, ao contrário demonstra que no passado a Recorrente teria RESULTADO DE CORREÇÃO MONETÁRIA CREDOR, haja vista que patrimônio líquido negativo de R$ 948.873,60, sendo prejuízo acumulado é conta retificadora do patrimônio líquido e como tal geradora de correção monetária credora. Desse modo, cai por terra a argumentação da recorrente e confirma que havia lucro inflacionário a tributar, pois, tanto o ativo permanente na ordem de R$ 524.403,93, quanto o patrimônio líquido negativo na ordem de (R$ 948.873,60) são contas geradoras de correção monetária credora. A recorrente alega que a DIPJ do ano calendário 2002 juntada no processo administrativo, apontou um prejuízo acumulado de R$ 1.122.128,03, pelo que, se existisse eventual saldo remanescente, seria compensado com o referido prejuízo, mesmo considerando se a limitação de 30% na compensação de prejuízos. E que, não existiu saldo remanescente de lucro inflacionário que repercutisse nos anos de 2002, 2.003, 2004, e 2005, até porque nestes anos também houve prejuízo, pelo que, não há imposto de renda a pagar. Conforme explicitado no início do presente voto, consta da descrição dos fatos do auto de infração, fl.260, que o Lucro Inflacionário a Realizar de R$ 119.206,69 no anocalendário de 2002, foi totalmente absorvido/compensado com o prejuízo de (R$ 172.254,43), restando nesse ano apenas a redução/retificação do prejuízo para (R$ 53.047,74). Também na ação fiscal foi efetivada a compensação do lucro apurado de R$ 119.206,69 (anos calendário de 2003 e 2004) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% equivalente a R$ 35.762,00. E, concedida a compensação do lucro apurado de R$ 29.801,67 (anocalendário de 2005) com prejuízos de períodos de apuração anteriores, observado o limite de 30% equivalente a R$ 8.940,50. Destarte, demonstrada a existência de saldo remanescente de lucro inflacionário com repercussão nos anos de 2002, 2.003, 2004, e 2005, e, efetivada a compensação com o prejuízo fiscal nos mencionados anos calendário, cabível o lançamento de ofício do IRPJ devido nos anos de 2003, 2004, e 2005, conforme demonstrado no auto de infração (fls. 263 a 268). Fl. 468DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16024.000442/200701 Acórdão n.º 1802001.386 S1TE02 Fl. 8 13 Em face do exposto, voto no sentido de afastar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Relatora Ester Marques Lins De Sousa Fl. 469DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 10/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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