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Numero do processo: 15940.720159/2013-24
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3202-000.320
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela recorrente, o advogado Eduardo de Carvalho Borges, OAB/SP nº. 153.881.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda.
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela recorrente, o advogado Eduardo de Carvalho Borges, OAB/SP nº. 153.881. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela recorrente, o advogado Eduardo de Carvalho Borges, OAB/SP nº. 153.881. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda. Relatório Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do acórdão da DRJ de São Paulo, verbis: Tratase de autos de infração lavrados referentes a glosas de crédito na apuração da contribuição para o PIS/Pasep (fls. 488/490) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins (fls. 491/493) no regime não cumulativo, relativas aos períodos de apuração de janeiro/2010 a dezembro/2010. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 59 40 .7 20 15 9/ 20 13 -2 4 Fl. 690DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15940.720159/201324 Resolução nº 3202000.320 S3C2T2 Fl. 691 2 No Termo de Verificação Fiscal e de Encerramento da Ação Fiscal (fls. 476/485), o autuante assim justificou a lavratura dos autos de infração: • o crédito calculado sobre insumo deve se referir a bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Ou seja, é fundamental que o insumo seja utilizado na etapa laboral cujo resultado seja um produto objeto de comercialização pela empresa. No caso específico da autuada, créditos calculados sobre sua produção agrícola devem ser desconsiderados, uma vez que seu objeto comercial são os derivados industriais da canade açúcar, especialmente o açúcar e o etanol. A exigência legal de que o insumo seja utilizado no processo de fabricação desses produtos afasta a possibilidade de crédito sobre elementos que não sejam utilizados diretamente no processo fabril, como dispõe a Instrução Normativa SRF nº 247, de 21 de novembro de 2002, em seu art. 66, § 5º; • as glosas acerca de créditos calculados sobre insumos foram efetuadas a partir dos custos, classes e subclasses que são claramente apontados como direcionados à produção agrícola ou à manutenção de veículos em geral, portanto, divorciados do processo produtivo da contribuinte; • o mesmo raciocínio norteou as glosas incidentes sobre créditos calculados sobre o maquinário utilizado pela empresa, seja ele integrante de seu ativo imobilizado, objeto de aluguel ou de arrendamento mercantil, pois esta fiscalização entende que, muito embora a restrição “para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços” surja literalmente apenas no inciso VI do artigo 3º das Lei 10.637/2002 e 10.833/2003, o intuito do legislador foi, claramente, restringir o aproveitamento de créditos apenas ao maquinário utilizado na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços, independentemente da roupagem econômica através da qual o contribuinte incorpore tais bens ao seu processo produtivo. O entendimento contrário levaria à inadequada situação em que bastaria ao contribuinte evitar a ativação de suas máquinas, optando pelo arrendamento mercantil ou pelo simples aluguel, para ampliar sobremaneira suas possibilidades de creditamento; • foi realizada a glosa integral de créditos calculados sobre dispêndios com edificações, em razão da inobservância do disposto no art. 6º, caput e §§ 5º e 6º, da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, ou seja, a contribuinte realizou o aproveitamento dos créditos no mês de aquisição dos bens ou da contratação dos serviços relativos à construção civil, quando a legislação literalmente determina que esse aproveitamento apenas é possível após a conclusão da obra. Cientificada dos autos de infração em 13/11/2013 (fl. 499), a contribuinte apresentou impugnação em 13/12/2013 (fls. 504/510), na qual, após dizer da tempestividade de sua defesa, alega que: • é pessoa jurídica que tem por atividade principal a fabricação de etanol baseada na produção própria e de terceiros de canadeaçúcar, uma verdadeira agroindústria, que, inclusive, apura suas contribuições previdenciárias com base na receita proveniente da comercialização da produção, conforme o art. 22A, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; • para a consecução de sua atividade, é imprescindível que abasteça e realize a manutenção dos seus tratores, colheitadeiras, transbordos e demais equipamentos agrícolas necessários para a colheita da canadeaçúcar, pois Fl. 691DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15940.720159/201324 Resolução nº 3202000.320 S3C2T2 Fl. 692 3 sem esse insumo não seria possível a consecução de sua atividade fim, isto é, a comercialização de etanol e açúcar. Assim, a manutenção de equipamentos agrícolas é essencial ao desenvolvimento do processo produtivo. Citase acórdão do Carf com mesmo entendimento; • a sua atividade possui duas etapas de produção: a agrícola e a industrial. Tal separação não desnatura, nem descaracteriza os dispêndios realizados na primeira fase (agrícola) como uma etapa da produção passível de creditamento para fins do PIS/Pasep e da Cofins, nos termos preconizados pelo art. 3º da Lei nº 10.833 de 2003; • por vezes, aufere receitas provenientes da comercialização do produto rural cultivado (canadeaçúcar), condição que, mais uma vez, corrobora o fundamento de que o processo agrícola é, inegavelmente, parte do seu processo produtivo; • o crédito glosado relativo aos dispêndios com edificações, que foram aproveitados no prazo de vinte e quatro meses, com base no custo de aquisição ou de construção, constam nas fichas 14 e 24 do Dacon de dezembro de 2010. Dessa forma, uma vez que o saldo registrado a ser aproveitado é superior ao montante glosado, resta corroborado que a impugnante somente gozou dos créditos após a conclusão da obra; • a fiscalização foi assertiva tãosomente ao julgar devida a glosa dos créditos relacionados à atividade administrativa, pois, esses sim, por decisões já pacificadas, são considerados créditos desatrelados do processo produtivo e, por essa razão, não deveriam ter sido apropriados. Diante disso, em anexo segue a lista dos créditos que foram aproveitados de maneira equivocada, para que sejam segregados do total da glosa levantada pela fiscalização e, aí sim, “cobrados” pela Secretaria da Receita Federal do Brasil; • outros créditos glosados sem cobertura legal dizem respeito ao aluguel e arrendamento mercantil de máquinas industriais. Ao contrário do que foi considerado pela fiscalização, os créditos cujo centro de custo e finalidade são de arrendamento de máquinas industriais são passíveis de creditamento, pois não estão inseridos nas exceções legais, quais sejam, a contratação do arrendamento de pessoa jurídica optante pelo Simples e o creditamento dos valores de bens que já tenham integrado o patrimônio da pessoa jurídica. Além disso, não restou claro o motivo da glosa levada a cabo pelo Fisco. Logo, diante da possibilidade legal prevista nos arts. 3º, IV e V, das Leis nº 10.833, de 2003, e nº 10.637, de 2002, a contribuinte agiu corretamente ao aproveitar os créditos do aluguel e do arrendamento de máquinas e equipamentos ligados intimamente ao seu processo industrial. Ao final, a autuada protesta pela posterior juntada de documentos que, por razões alheias à sua vontade, deixaram de ser apresentados com a impugnação. A autoridade julgadora de primeira instância julgou procedente o lançamento conforme ementa abaixo transcrita: Fl. 692DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15940.720159/201324 Resolução nº 3202000.320 S3C2T2 Fl. 693 4 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 INSUMO. CONCEITO. Insumo é a matériaprima, produto intermediário, material de embalagem equalquer outro bem adquirido de terceiros, não contabilizado no ativo imobilizado, que sofra alteração em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou então seja aplicado ou consumido na prestação de serviços. Consideramse insumo também os serviços prestados por terceiros aplicados na produção do produto ou prestação de serviço. CRÉDITO. FABRICAÇÃO DE ÁLCOOL E AÇÚCAR. CULTIVO DE CANADEAÇÚCAR. As despesas com bens e serviços, assim como aquelas decorrentes da utilização de máquinas e equipamentos empregados no cultivo de canadeaçúcar não geram direito a créditos na apuração da Cofins não cumulativa devida pela pessoa jurídica que tem como atividade fabricação e comercialização de açúcar e álcool. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 INSUMO. CONCEITO. Insumo é a matériaprima, produto intermediário, material de embalagem e qualquer outro bem adquirido de terceiros, não contabilizado no ativo imobilizado, que sofra alteração em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou então seja aplicado ou consumido na prestação de serviços. Consideramse insumo também os serviços prestados por terceiros aplicados na produção do produto ou prestação de serviço. CRÉDITO. FABRICAÇÃO DE ÁLCOOL E AÇÚCAR. CULTIVO DE CANADEAÇÚCAR. As despesas com bens e serviços, assim como aquelas decorrentes da utilização de máquinas e equipamentos empregados no cultivo de canade açúcar não geram direito a créditos na apuração do PIS/Pasep não cumulativo devido pela pessoa jurídica que tem como atividade fabricação e comercialização de açúcar e álcool. Impugnação Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Inconformada, a Recorrente interpôs recurso voluntário onde reitera argumentos já expendidos em impugnação. É o Relatório. Voto Fl. 693DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15940.720159/201324 Resolução nº 3202000.320 S3C2T2 Fl. 694 5 Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator Para o deslinde da questão entendo necessária a diligência para se determinar se os insumos objeto de glosa pela fiscalização relacionamse ou não ao processo produtivo da Recorrente Diante disso, converto o julgamento em diligência para que unidade preparadora jurisdicionante do domicílio fiscal da Recorrente providencie o que segue: 1) Intime a Recorrente a apresentar laudo de renomada instituição que descreva detalhadamente o seu processo produtivo, apontando a utilização dos insumos ora glosados na produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços; e 2) Após a juntada do laudo, promova diligência fiscal in loco, para verificar as conclusões do laudo pericial, elaborando Relatório conclusivo e sucinto acerca da utilização ou não dos insumos ora glosados no processo produtivo da Recorrente. Após a realização da diligência, é mister que seja dado o prazo de trinta dias para que a Recorrente e a fiscalização se manifestem acerca do tema. É como voto. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 694DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 15586.000888/2008-80
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/06/2003 a 31/05/2007
AÇÃO JUDICIAL IMPEDITIVA DO LANÇAMENTO. INEXISTÊNCIA.
Inexiste na espécie ação judicial com o condão de impedir o lançamento fiscal.
PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA PROCEDENTE. MANUTENÇÃO DA MULTA PELA FALTA DE DECLARAÇÃO DOS MESMOS FATOS GERADORES.
Sendo declarada a procedência do crédito relativo à exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP.
CONFISSÃO DE DÍVIDA. INEXISTÊNCIA.
Não tendo o sujeito passivo comprovado que as contribuições lançadas foram objeto de confissão de dívida, descabem os seus argumentos relativos a pedido judicial de revisão dos valores confessados e da impossibilidade de aplicação de multa.
JUROS SELIC. INCIDÊNCIA SOBRE OS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS ADMINISTRADOS PELA RFB.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-003.768
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ewan Teles Aguiar e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/06/2003 a 31/05/2007 AÇÃO JUDICIAL IMPEDITIVA DO LANÇAMENTO. INEXISTÊNCIA. Inexiste na espécie ação judicial com o condão de impedir o lançamento fiscal. PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA PROCEDENTE. MANUTENÇÃO DA MULTA PELA FALTA DE DECLARAÇÃO DOS MESMOS FATOS GERADORES. Sendo declarada a procedência do crédito relativo à exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. INEXISTÊNCIA. Não tendo o sujeito passivo comprovado que as contribuições lançadas foram objeto de confissão de dívida, descabem os seus argumentos relativos a pedido judicial de revisão dos valores confessados e da impossibilidade de aplicação de multa. JUROS SELIC. INCIDÊNCIA SOBRE OS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS ADMINISTRADOS PELA RFB. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire - Presidente Kleber Ferreira de Araújo - Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ewan Teles Aguiar e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2139; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 220 1 219 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15586.000888/200880 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2401003.768 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 2 de dezembro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente TCG TERMINAL DE CARGAS GERAIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/06/2003 a 31/05/2007 AÇÃO JUDICIAL IMPEDITIVA DO LANÇAMENTO. INEXISTÊNCIA. Inexiste na espécie ação judicial com o condão de impedir o lançamento fiscal. PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA PROCEDENTE. MANUTENÇÃO DA MULTA PELA FALTA DE DECLARAÇÃO DOS MESMOS FATOS GERADORES. Sendo declarada a procedência do crédito relativo à exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. INEXISTÊNCIA. Não tendo o sujeito passivo comprovado que as contribuições lançadas foram objeto de confissão de dívida, descabem os seus argumentos relativos a pedido judicial de revisão dos valores confessados e da impossibilidade de aplicação de multa. JUROS SELIC. INCIDÊNCIA SOBRE OS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS ADMINISTRADOS PELA RFB. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 08 88 /2 00 8- 80 Fl. 220DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ewan Teles Aguiar e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15586.000888/200880 Acórdão n.º 2401003.768 S2C4T1 Fl. 221 3 Relatório Tratase de recurso interposto pelo sujeito passivo contra o Acórdão n.º 12 23.989 de lavra da 13.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ no Rio de Janeiro I (RJ), que julgou procedente em parte a impugnação apresentada para desconstituir o Auto de Infração AI n.º 37.166.3687. A lavratura referese a exigência de multa em razão da empresa haver deixado de declarar na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP todas as contribuições previdenciárias. De acordo com o Relatório Fiscal da Infração, fl. 06, a empresa preencheu incorretamente a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP, no período de 06/2003 a 05/2007, consignando alíquota errada no campo "Riscos Ambientais do Trabalho — RAT", o que refletiu em declaração a menor de contribuição devida. No Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, de fls. 07, e tabelas às fls. 08/09, a autoridade lançadora apresenta o valor que deixou de ser declarado, por competência, bem como detalha o cálculo da multa. Apresentada a defesa, a DRJ deulhe provimento parcial, determinando o recálculo da multa nos termos da legislação atual, qual seja o inciso I do art. 32A da Lei n.º 8.212/1991, considerando o valor mínimo previsto no inciso II do § 3.º do mesmo artigo (ver fls. 73/84. Inconformada, a empresa interpôs recurso voluntário de fls. 88/107, no qual, em apertada síntese, alegou que: a) a recorrente é detentora de decisão judicial no bojo do Mandado de Segurança MS n.º 2002.50.01.0095772, autuado em 11/12/2002, segundo a qual o INSS não poderia exigir do sujeito passivo a alíquota RAT superior a 2%, determinando ainda a compensação das quantias indevidamente recolhidas; b) ao INSS foi dada ciência desta decisão, todavia, aquela Autarquia jamais adotou providências para cumprir o que restou decidido pelo Judiciário; c) o sujeito passivo não pode ser coagido por conduta respaldada em decisão judicial; d) a jurisprudência pátria rechaça as medidas do fisco contra contribuintes que estão sob amparo de decisão judicial relativa ao tributo que se quer exigir; e) cita textos doutrinários e jurisprudenciais para defender que, havendo equívoco em confissão de dívida tributária, o contribuinte pode questionar judicialmente os valores objetos da confissão; Fl. 222DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 f) o STJ pacificou o entendimento de que havendo parcelamento da dívida antes de qualquer procedimento do fisco, devese aplicar o instituto da denúncia espontânea, sendo descabida a aplicação de multa moratória ou punitiva; g) é inconstitucional a aplicação da taxa SELIC para fins tributários. Ao final, pediu: a) o cancelamento do AI; b) que o seu nome não seja incluído em cadastro de devedores até a decisão final sobre o feito; c) que a exigência da dívida seja suspensa e depois cancelada; d) que o lançamento não seja impeditivo para obtenção de Certidão Negativa de Débitos CND; e e) que não sofra qualquer tipo de restrição em razão da dívida representada pelo AI. É o relatório. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15586.000888/200880 Acórdão n.º 2401003.768 S2C4T1 Fl. 222 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Inexistência de ação judicial impeditiva do lançamento Para a apreciação desta questão é essencial que nos centremos no trâmite do MS n.º 2002.50.01.0095772. É certo que a empresa obteve provimento em primeira instância para recolher a alíquota da contribuição para o RAT no percentual máximo de 2%, todavia, em decisão datada de 18/11/2004, o TRF 2.ª Região, acolheu a apelação do INSS e reformou a sentença, fixando o entendimento de que a definição do grau de risco por decreto não viola qualquer princípio legal ou constitucional. Caiu assim a limitação para cobrança da contribuição ao SAT/RAT, bem como a possibilidade de compensação de valores supostamente recolhidos a maior. Essa decisão pode ser visualizada nos autos, às fls. 196/210. Percebese, portanto, que na data do lançamento, 01/07/2008, inexistia qualquer sentença impeditiva da constituição do crédito tributário. É que a decisão do TRF não foi objeto de recurso, tendo transitado em julgado, conforme mencionouse na decisão recorrida, sem que houvesse qualquer comentário sobre esse fato no recurso do sujeito passivo. Assim, carece de razão a recorrente quando afirma que o lançamento representaria afronta ao que ficou decidido pelo Judiciário no bojo do citado MS. Também não merece acolhida a tese da ocorrência de coação ilegal, até porque o processo administrativo fiscal ainda está em curso, não tendo havido até esse momento qualquer medida constritiva do patrimônio do sujeito passivo ou restritiva de seus direitos. Nesse sentido, por estar com exigibilidade suspensa, nos termos do inciso III do art. 151 do CTN, este lançamento não representa impeditivo para obtenção de CND ou motivo para inclusão da recorrente em cadastro de inadimplentes. Somente após o trânsito em julgado do processo administrativo fiscal é que a empresa estará sujeita a esses efeitos. Conexão com o processo de exigência da obrigação principal O entendimento unânime dessa Turma de Julgamento é que o julgamento dos AI decorrentes de aplicação de multa por omissão de fatos geradores na GFIP deve levar em consideração o que ficou decidido nos AI para exigência da obrigação principal. Assim, os resultados dos julgamentos das lavraturas para cobrança das contribuições tem sido aplicados automaticamente nas demandas em que é discutida a exigência de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP. Vejam esse julgado da Câmara Superior de Recursos Fiscais do CARF: Fl. 224DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROCESSOS CONEXOS. O presente auto de infração diz respeito à infringência ao art. 32, inciso IV, § 5° da Lei n° 8.212/91, por ter o contribuinte apresentado Guia de Recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e informações à Previdência Social em GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Provido o recurso especial da Fazenda Nacional, no sentido de se afastar a nulidade por vício formal apontada no processo nº 35554.005633/200626. Em virtude da existência de conexão entre os processos, igual sorte merece o presente auto de infração. Foi declarado nulo em virtude da declaração da nulidade, por vício formal, da NFLD (processo nº 35554.005633/200626) que continha os lançamentos referentes aos fatos geradores tidos como não declarados, em decorrência da conexão existente entre o presente auto de infração e a referida NFLD. Provido o recurso especial da Fazenda Nacional, no sentido de se afastar a nulidade por vício formal apontada no processo nº 35554.005633/200626. Em virtude da existência de conexão entre os processos, igual sorte merece o presente auto de infração. Nos termos em que disciplina o art. 49, § 7º do anexo II da Portaria MF nº 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do CARF, os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio. (Acórdão 9202001.244, Rel Conselheiro Elias Sampaio Freire, 08/02/2011) Todas as alegações apresentadas contra a cobrança da diferença de contribuição decorrente do incorreto enquadramento da empresa foram apreciadas quando do julgamento do Processo n.º 15586.000884/200800 (AI n.º 37.155.0530) por essa Turma momentos atrás, que, por unanimidade, no mérito, negou provimento ao recurso do sujeito passivo. Assim, o mesmo entendimento deve ser aplicado ao AI sob cuidado, concluindose que as diferenças de contribuição omitidas eram de declaração obrigatória na GFIP, sendo procedente a autuação. Da inclusão de débito em confissão de dívida Embora traga alegações que dão entender que os valores lançados foram incluídos em confissão de dívida, o sujeito passivo não trouxe qualquer elemento de prova neste sentido. Ressaltese que sequer houve a inclusão das contribuições exigidas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, tampouco há documento hábil a comprovar a inclusão das contribuições em parcelamento. Descabem, portanto, os argumentos de que o contribuinte teria direito de questionar na justiça os valores indevidamente confessados e de que deveria ser excluída a multa em razão de ter havido confissão de dívida antes da fiscalização. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15586.000888/200880 Acórdão n.º 2401003.768 S2C4T1 Fl. 223 7 Juros SELIC Quanto à inaplicabilidade da taxa de juros SELIC para fins tributários, é matéria que já se encontra sumulada nesse Tribunal Administrativo, nos termos da Súmula CARF n. 04: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Nesse sentido, sendo a Súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos temos do “caput” do art. 72 do Regimento Interno do CARF1., não pode esse colegiado afastar a utilização da taxa de juros aplicada às contribuições lançadas no presente lançamento. Por outro lado, o Superior Tribunal de Justiça – STJ, decidiu com base na sistemática dos recursos repetitivos (art. 543C do CPC) que é legítima a aplicação da taxa SELIC aos débitos tributários, o que faz com que essa discussão tornese, até certo ponto, desnecessária. Eis a ementa do julgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃOOCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. 1 Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. (...) Fl. 226DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1111175 / SP, Relatora Ministra Denise Arruda, DJe. 01/07/2009) Conclusão Voto por negar provimento ao recurso. Kleber Ferreira de Araújo. Fl. 227DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10580.722236/2011-31
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2010
AÇÃO JUDICIAL TRABALHISTA. ACIDENTE DO TRABALHO. INDENIZAÇÃO.
São isentas de imposto de renda as indenizações recebidas em decorrência de acidente do trabalho, assim como os juros moratórios respectivos.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2801-003.856
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a infração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista, nos termos voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Flavio Araujo Rodrigues Torres, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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ACIDENTE DO TRABALHO. INDENIZAÇÃO. São isentas de imposto de renda as indenizações recebidas em decorrência de acidente do trabalho, assim como os juros moratórios respectivos. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a infração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista, nos termos voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Flavio Araujo Rodrigues Torres, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 22 36 /2 01 1- 31 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10580.722236/201131 Acórdão n.º 2801003.856 S2TE01 Fl. 117 2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 98/99 deste processo digital), reproduzido a seguir: Tratase de notificação de lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física IRPF correspondente ao ano calendário de 2009, na qual o saldo de imposto a restituir foi reduzido de R$ 195.317,25 para o valor de R$ 37.839,16, acrescido de juros de mora. Conforme descrição dos fatos e enquadramento legal constantes na notificação de lançamento, foi apurada omissão de rendimentos tributáveis decorrentes de ação judicial trabalhista, no valor de R$ 572.647,62. O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal e apresentou impugnação, às fls. 02/08, na qual alegou, em síntese, que os rendimentos apontados como omitidos foram recebidos no curso Reclamação Trabalhista nº 00889.2006.037.05.00.8 movida pelo contribuinte em desfavor da Caixa Econômica Federal, tendo esta sido condenada ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes de acidente de trabalho (LER/DORT). Verbas desta natureza são isentas, conforme previsto no art. 6º, inciso IV, da Lei nº 7.713, de 1988, art. 39, incisos XVI e XVII, do RIR/1999, e jurisprudência pátria. Portanto, improcedente o lançamento fiscal. A impugnação apresentada pelo contribuinte foi julgada improcedente por intermédio do acórdão de fls. 98/100, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2009 LUCROS CESSANTES. TRIBUTAÇÃO. São tributáveis os valores recebidos a título de lucros cessantes decorrentes de acidente do trabalho. Cientificado da decisão de primeira instância em 06/02/2012 (fl. 102), o Interessado interpôs, em 02/03/2012, o recurso de fls. 104/107. Na peça recursal aduz, em síntese, que: A teor do que dispõe o art. 6º, inciso IV, da Lei nº 7.713/1988 e o art. 39, inciso XVII, do Decreto nº 3.000/1999, a indenização por acidente de trabalho é isenta do imposto de renda, atingindo os danos materiais (danos emergentes e lucros cessantes) e os danos morais decorrentes do infortúnio. Se a isenção é expressa, não fazendo qualquer distinção entre o dano a ser indenizado, não cabe ao intérprete fazêlo, consoante pretensão da turma julgadora prolatora do acórdão recorrido. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10580.722236/201131 Acórdão n.º 2801003.856 S2TE01 Fl. 118 3 O art. 111 do Código Tributário Nacional é bastante claro ao estabelecer que a legislação que outorga isenção deve ser interpretada literalmente, não se admitindo interpretação extensiva, ampliativa ou analógica. Ao final, requer seja acolhido o presente recurso para reformar a decisão de 1ª instância, para que sejam restituídos, de forma integral, os valores retidos do ora Recorrente a título de imposto de renda, recebidos em virtude de indenização por acidente de trabalho. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. Observo, por primeiro, que embora a omissão de rendimentos apurada pela Autoridade lançadora tenha origem em ação trabalhista, as verbas pagas ao Recorrente revestem a natureza jurídica de indenização por danos morais e materiais (danos emergentes e lucros cessantes) decorrentes de acidente do trabalho. Registro, também, que a controvérsia não engloba a totalidade de rendimentos recebidos pelo Interessado, senão apenas os valores pagos a título de indenização por danos materiais na modalidade de lucros cessantes, bem como acréscimos legais respectivos (juros de mora), pagos de uma única vez. Anoto, por oportuno, que não é possível subsistir o entendimento de que a verificação da incidência do imposto de renda deve ter por base unicamente o caráter remuneratório ou indenizatório da parcela que se quer tributar, já que não são apenas as verbas remuneratórias que podem representar aumento de patrimônio daquele que as recebe. De fato, as indenizações, em regra, são valores destinados à recomposição do patrimônio (material ou imaterial) daquele que foi lesado em seu direito. Contudo, uma análise mais detida do conceito de indenização denota que, a par de sua função de reposição patrimonial (reparação de danos emergentes), o pagamento de indenização pode, por vezes, representar aumento do patrimônio de quem a recebe, na medida em que visem à reparação de ganhos que deixou de obter, ou seja, lucros cessantes. Existem hipóteses em que a indenização não acarretará ganho patrimonial, como ocorre no caso de reparação de dano emergente efetivamente suportado. Entretanto, se a indenização tem função compensatória, ou seja, se destina a reparar aquilo que o lesado em seu direito deixou de ganhar (lucro cessante), o seu recebimento acarretará aumento patrimonial. Nessa linha de raciocínio, se o recebimento da indenização importa acréscimo patrimonial, certo é que, em regra, estará sujeito à incidência do IR, só havendo dispensa de seu pagamento se houver previsão legal expressa (isenção). No caso concreto o Recorrente alega que a indenização por acidente de trabalho é isenta do imposto de renda por força do disposto no art. 6º, inciso IV, da Lei nº 7.713/1988 e no art. 39, inciso XVII, do Decreto nº 3.000/1999, e que tais dispositivos não fazem distinção entre o dano a ser indenizado. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10580.722236/201131 Acórdão n.º 2801003.856 S2TE01 Fl. 119 4 Assiste razão ao Interessado. Os dispositivos citados estão assim descritos: Lei nº 7.713/1988 Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) IV as indenizações por acidentes de trabalho; Decreto nº 3.000/1999 Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XVII a indenização por acidente de trabalho (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso IV); Como se vê, o legislador não distinguiu, para efeitos da isenção do imposto de renda no caso de indenização por acidente de trabalho, qual espécie de indenização estaria beneficiada pela dispensa legal do pagamento do tributo, de modo que não cabe ao intérprete fazer a distinção entre os diversos tipos de indenização. A literalidade da norma leva à interpretação de que a isenção abrange qualquer espécie de indenização paga ao beneficiário, desde que decorrente de acidente do trabalho, não importando tratarse de indenização por dano moral, material na modalidade de danos emergentes ou material na modalidade de lucros cessantes. Na espécie, o Termo de Audiência de fls. 16/29 e o Acórdão de fls. 30/37 não deixam nenhuma dúvida de que as indenizações por dano moral, por dano material na modalidade de dano emergente e por dano material na modalidade de lucros cessantes decorreram de acidente de trabalho reconhecido pelo INSS e admitido pela empresa Ré. Assim, todas elas estão isentas de imposto de renda, inclusive a indenização na modalidade de lucros cessantes, objeto do presente litígio. Quanto aos juros de mora incidente sobre os lucros cessantes, entendo que se aplica a tese da “isenção reflexa ou indireta”. Essa modalidade de isenção nada mais é do que o reconhecimento de isenção também para os juros incidentes sobre uma rubrica de ganhos que a lei considera isenta ou fora do campo de incidência do imposto de renda. Tal isenção decorre do caráter acessório dos juros de mora que carregariam para si características próprias da verba principal (“accesorium sequitur suum principale”). Ou seja, se a verba principal é isenta ou fora do campo de incidência, os juros moratórios são isentos ou estão fora do campo de incidência. Se a verba principal sofre a tributação, os juros de mora correspondentes também. Os precedentes dessa tese no STJ são muitos e não podem ser ignorados: REsp 675.639, REsp 615.625, AgRg no REsp 1.037.731, REsp 1.024.188, AgRg no REsp 1.058.437, REsp 964.122, REsp 1.072.609, AgRg no REsp 1.063.429, REsp 1.044.019, REsp 1.037.277, REsp 1.037.967, dentre outros. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10580.722236/201131 Acórdão n.º 2801003.856 S2TE01 Fl. 120 5 Nesse contexto, voto por dar provimento ao recurso para cancelar a infração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 120DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN
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Numero do processo: 19515.722489/2012-44
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1401-000.250
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVERAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar a AVOCAÇÃO do processo nº. 16561.000125/2007-07 para serem julgados juntos em função da conexão existente entre eles.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira., Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva..
Nome do relator: Não se aplica
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RESOLVERAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar a AVOCAÇÃO do processo nº. 16561.000125/200707 para serem julgados juntos em função da conexão existente entre eles. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira., Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva.. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .7 22 48 9/ 20 12 -4 4 Fl. 2356DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.357 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário e de ofício em face do Acórdão da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal em São Paulo ISP que manteve o lançamento. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Relatório Em ação fiscal empreendida junto ao contribuinte acima identificado, originada pelo MPF n° 08.1.90.002012038481, verificouse que a contribuinte efetuou compensação da base apurada do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica no ano calendário de 2009 com saldo insuficiente de prejuízos fiscais acumulados em períodos anteriores, o que resultou na lavratura de Auto de Infração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (fls. 1577/1579), relativo ao anocalendário de 2009. Os fatos que ensejaram a autuação e os respectivos enquadramentos legais encontramse descritos a fl. 1579: "001 GLOSA DE PREJUÍZOS COMPENSADOS INDEVIDAMENTE. SALDOS DE PREJUÍZOS INSUFICIENTES Compensação indevida de prejuízo. De acordo com o "Sistema de Acompanhamento de Prejuízos Fiscais" (Sapli" da Receita Federal do Brasil, que é alimentado historicamente com os dados da DIPJ entregues pela empresa e alterações decorrentes de lançamentos de ofício, os saldos de prejuízos fiscais de exercícios anteriores de atividades gerais, compensáveis no anocalendário de 2009, são iguais a R$ 8.003.454,66. O contribuinte procedeu a compensação no montante de R$ 51.348.687, 71, resultando numa compensação a maior de R$ 43.345.233,05. Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto Multa(%) 31/12/2009 R$ 43.345.233,05 75,00 Enquadramento legal: Art. 247, 250, inciso III, 251, parágrafo único, 509 e 510 do RIR/99." O Crédito Tributário constituído totalizou o montante devido de R$ 21.869.837,30 (vinte e um milhões, oitocentos e sessenta e nove mil e oitocentos e trinta e sete reais e trinta centavos), a título de tributo, juros de mora e multa proporcional, calculados até 31/10/2012. Conforme Termo de Verificação Fiscal de fls. 1573/1577: Na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) referente ao exercício financeiro 2010, anocalendário 2009, foi efetuada a compensação de prejuízos conforme demonstrado abaixo: Ficha/It em DIPJ Anocalendário de 2009 R$ 09A/74 Lucro Real após compensação de Prej. Próprio Per. de Apuração 171.162.292,36 09A/75 Compensação de Prejuízos Fiscais de exercícios anteriores At. geral 51.348.687,71 09A/79 Lucro Real 119.813.604,65 Fl. 2357DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.358 3 De acordo com o " Sistema de Acompanhamento de Prejuízos Fiscais" (Sapli) da Receita Federal do Brasil , que é alimentado historicamente com os dados das DIPJ entregues pela empresa e alterações decorrentes de lançamentos de ofício, os saldos de prejuízos fiscais d e exercícios anteriores de atividades gerais, compensáveis no ano calendário de 2009, são iguais a R$ 8.003.454,66, resultando numa compensação a maior de R$43.345.233,05. A autoridade fiscal elaborou o quadro abaixo com base nas copias do Lalur apresentados pela empresa, relativamente aos anoscalendário de 1999 a 2008, em confronto com o SAPLI da Receita Federal: QUADRO DE CONCILIAÇÃO LALUR X SAPLI ANOS VALOR DESCRIÇÃO 1999 10.664.076,98 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.001392/200494 2000 (1.531.893,25) COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO GLOSADA DE OFÍCIO PROCESSO 19515.001392/200494 2001 2.241.829,35 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2002 36.159.944,61 PREJ FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PELA DRJ PROCESSO 16561.000125/200707 2003 3.124.217,51 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2004 755.511,89 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2004 17.616.992,47 ADIÇÃO DE PREJ FISCAL NO LALUR UNILATERAL. CONSTA NOTA QUE SERIA RECOMPOSIÇÃO PREJ FISCAL 2005 (10.620.987,92) COMPENSAÇÃO A MAIOR DE PREJÍZO FISCAL NO LALUR EM RELAÇÃO À DIPJ E SAPLI TOTAL 58.409.691,64 DIFERENÇA ACUMULADA Foram, ainda, acrescentadas ao quadro acima reproduzido as seguintes notas: a) O Processo n° 19515.001392/200494, encontrase arquivado. Foi objeto de Decisão no Acórdão DRJ n° 0315392/2005. Onde foram mantidas as matérias que motivaram a alteração do prejuízo fiscal em 1999 e glosa de compensação de prejuízos em 2000. b) Processo n° 19515.003041/200507, encontrase arquivado. Foi objeto de Decisão no Acórdão DRJ n° 1613133/2007, onde foram mantidas as matérias que motivaram a alteração do prejuízo fiscal em 2001, 2003 e 2004. c) Processo n° 16561.000125/200707, foi objeto de decisão desfavorável ao contribuinte em primeira instância, conforme Acórdão DRJ n°1631298/2011, sendo a exigência mantida. O processo encontrase em andamento em fase de recurso junto ao CARF em Brasília na data de 24/10/2012. Considerando que não há efeito suspensivo no cumprimento das obrigações acessórias, nos termos do parágrafo único do artigo 151, III do CTN, consignou a fiscalização que o contribuinte deveria, à época dos lançamentos de ofício e da decisão no contencioso administrativo, ter procedido aos ajustes do LALUR, contemplando as alterações efetuadas pela fiscalização e autoridade julgadora. Irresignada com a autuação, da qual tomou ciência em 08/11/2012 (fl. 1578), a interessada apresentou, em 10/12/2012, a impugnação de fls. 1654/1684, acompanhada dos documentos de fls. 1685/2142, na qual sustenta as alegações abaixo sintetizadas: • Tempestividade da impugnação; • Falta de sustentação jurídica ou motivação para inadmitir os valores contabilizados pela empresa no LALUR; Fl. 2358DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.359 4 • Necessidade de julgamento em conjunto do presente processo com o Auto de Infração que se refere à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, processo administrativo n° 19515.722490/201279; • decadência do direito de questionar ajustes de prejuízo fiscal que, se devidos, somente poderiam ter sido questionados em até cinco anos da data da constituição definitiva de ofício do crédito tributário, acompanhada de seu pagamento, que ocorreu em 30.11.2005, relativamente aos ajustes efetuados com fundamento no Processo Administrativo n° 19515.003041/200507; • nulidade do lançamento por ausência de motivação e conseqüente cerceamento do direito de defesa da Impugnante, quanto a valores glosados em relação ao ano de 2002, para os quais o agente fiscal não apresenta qualquer fundamento, mormente em relação à diferença entre o ajuste apontado no Processo Administrativo n° 16561.000125/200707 e em seu quadro de conciliação (LALUR x SAPLI). Há uma divergência de valor entre o prejuízo fiscal que foi objeto de glosa na decisão proferida pela DRJ no processo administrativo n° 16561.000125/200707, de R$ 31.660.515,43, e o valor da glosa nesses autos, que é de R$ 36.159.944,61; • Em relação ao anocalendário 2004, também deve ser reconhecida a nulidade do lançamento por conta de falta ou superficialidade da motivação dada pelo Fisco para rejeitar a recomposição da base de cálculo efetuada unilateralmente pela impugnante no valor de R$ 17.616992,47, implicando cerceamento da defesa da impugnante; • a fiscalização faz um questionamento genérico, sem indicar porque tal recomposição não poderia ter sido feita; • Por absoluta diligência da impugnante, após exaustivo trabalho para conseguir encontrar a razão do ajuste de ofício efetuado no anocalendário de 2004, percebeu que tal valor poderia se reportar a uma adição de prejuízo fiscal efetuada no anocalendário de 2003 que, nesse caso, é plenamente justificável; • A impugnante ajuizou medida judicial em 1995 visando garantir o direito ao aproveitamento integral dos prejuízos fiscais acumulados até o ano de 1994, sem as restrições impostas pela Lei n° 8.981/95 (Ação Declaratória n° 95.00480859). Referida norma estabeleceu, dentre outras disposições, que a partir de 01.01.1995, na apuração do Lucro Real o prejuízo acumulado só poderia reduzir a base de cálculo do IRPJ em até 30% de seu valor. Em relação ao prejuízo fiscal acumulado nos anos anteriores (até 1994), o saldo poderia ser aproveitado pelo contribuinte nos anos subseqüentes, desde que respeitada a mesma regra/limite de 30%; • No curso da medida judicial a Impugnante continuou aproveitando o prejuízo fiscal até então acumulado sem o limite dos 30%, contra o qual se insurgiu; • Entretanto, em 2004, a Impugnante optou pela desistência da medida judicial e adesão ao PAES Parcelamento Especial estabelecidos pela Lei n° 10.684/03 (Does. 21 e 22), visando a inclusão no PAES de, dentre outros, débitos que haviam sido quitados/parcialmente quitados com a parcela de prejuízos fiscais acumulados que a Impugnante não poderia ter aproveitado conforme as disposições da Lei n° 8.981/95 qual seja, os 70% que não poderia aproveitar, diante da limitação de 30% imposta pela referida norma; • Ora, se a Impugnante aderiu ao PAES justamente para quitar, via pagamento, o IRPJ cujo valor devido havia sido reduzido por meio de aproveitamento de prejuízo fiscal acumulado, o aproveitamento indevido representado pelo percentual de 70% do prejuízo fiscal foi justamente o débito tributário confessado e incluído no PAES. Uma Fl. 2359DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.360 5 vez que o débito tributário é confessado e incluído no PAES, tal prejuízo fiscal, obviamente, porquanto cancelada sua utilização com efeitos ex nunc retorna à Impugnante • Desse modo, inadmitir a recomposiçãoo desse prejuízo implicaria tributar em duplicidade a impugnante, via (i) redução do saldo de prejuízo que foi utilizado no passado para redução da base de cálculo do imposto; e (ii) via constituição do débito do IRPJ (correspondente à redução de base anterior), para pagamento no âmbito do PAES; • flagrante erro de motivação relativamente aos anos de 1999 e 2000, na medida em que o processo administrativo n° 19515.001392/200494, que discutia os valores de prejuízos fiscais gerados naqueles anos, teve decisão final favorável à Impugnante, e não desfavorável, como alegou o agente fiscal, como fundamento do ajuste efetuado para os respectivos anos, que impactou no prejuízo fiscal acumulado e no respectivo lançamento, ora impugnado; • suspensão de exigibilidade do crédito tributário, relativo ao ano de 2002, no que tange ao Processo Administrativo n° 16561.000125/200707, lembrandose que ajustes no prejuízo fiscal configuramse como obrigação principal, porquanto se trata de composição de base de cálculo, e jamais obrigação acessória. Qualquer alteração de oficio, mormente com imputação de penalidade, desrespeita a natureza reflexa do lançamento que está suspenso em controle de legalidade administrativo e acarreta ônus indevido e irreversível para a Impugnante; • Especificamente quanto ao lançamento decorrente do ajuste de prejuízo fiscal efetuado de ofício no processo administrativo n° 16561.000125/200707, impossível a manutenção da penalidade por força do disposto no art 63 da Lei 9430/96; • Inaplicabilidade da taxa SELIC para cálculo de juros moratórios, por ser manifestamente ilegal e inconstitucional; • Protesto pela produção de todas as provas em direito admitidas, especialmente a posterior juntada de documentos, caso seja necessário; • Por fim, o cancelamento do lançamento combatido, e o afastamento definitivo do crédito tributário constituído e das penalidades nele cominadas. É o relatório. A seguir, o voto. A DRJ CANCELOU EM PARTE o lançamento e RECORREU DE OFÍCIO da parte cancela, nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 31/12/2009 AUTO DE INFRAÇÃO. GLOSA DE PREJUÍZOS COMPENSADOS. SALDO INSUFICIENTE. DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO. O prazo decadencial que o fisco tem para verificar e glosar um determinado procedimento de compensação de prejuízos iniciase com a efetiva compensação. AUTO DE INFRAÇÃO EM PERÍODO ANTERIOR. DEFINITIVIDADE DO SEU CANCELAMENTO. Fl. 2360DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.361 6 Constatado que o lançamento efetuado em período anterior, o qual responde por parte do crédito tributário constituído, foi julgado improcedente em caráter definitivo e imutável, devem ser afastados os seus efeitos sobre o lançamento impugnado. AUTO DE INFRAÇÃO EM PERÍODO ANTERIOR. PENDÊNCIA DE JULGAMENTO. Constatado que o lançamento efetuado em período anterior, o qual responde por parte do crédito tributário constituído, encontrase pendente de julgamento pela última instância administrativa, a autoridade fiscal tem o dever de efetuar o lançamento e a contribuinte, o ônus de recorrer. RECOMPOSIÇÃO DE PREJUÍZOS. Não se reconhece a adição aos prejuízos acumulados efetuada na escrituração da impugnante a título de recomposição de prejuízos, uma vez verificado que as alegações de fato e de direito apresentadas não lhe conferem respaldo. NULIDADE POR FALTA DE MOTIVAÇÃO. |Não configura nulidade o não reconhecimento de lançamento contábil que respalda o não oferecimento de bases tributáveis, recaindo sobre a contribuinte o ônus de demonstrar a origem dos valores mantidos em sua escrituração. SELIC. ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. O cálculo dos juros de mora com base na taxa SELIC tem previsão legal, não competindo à esfera administrativa a análise da legalidade ou inconstitucionalidade de normas jurídicas. MULTA DE OFÍCIO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. A exclusão da multa de ofício é devida somente nos casos previstos no art. 63 da Lei n° 9.430/96, nos quais não se enquadra o crédito tributário constituído por conta de alteração de ofício efetuada em períodos anteriores. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este CARF contra a parte mantida, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação. É o Relatório Fl. 2361DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.362 7 VOTO Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator Os requisitos de admissibilidade foram atendidos. Foi imputado à Recorrente:a infração relacionada à glosa de prejuízos fiscais compensados indevidamente em função dos saldos de prejuízos no anocalendário de 2009 declarado pela Recorrente excederem em R$43.345.233,05. Na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) referente ao exercício financeiro 2010, anocalendário 2009, foi efetuada a compensação de prejuízos conforme demonstrado abaixo: De acordo com o " Sistema de Acompanhamento de Prejuízos Fiscais" (Sapli) da Receita Federal do Brasil , que é alimentado historicamente com os dados das DIPJ entregues pela empresa e alterações decorrentes de lançamentos de ofício, os saldos de prejuízos fiscais d e exercícios anteriores de atividades gerais, compensáveis no ano calendário de 2009, são iguais a R$ 8.003.454,66, resultando numa compensação a maior de R$43.345.233,05. A autoridade fiscal elaborou o quadro abaixo com base nas copias do Lalur apresentados pela empresa, relativamente aos anoscalendário de 1999 a 2008, em confronto com o SAPLI da Receita Federal: QUADRO DE CONCILIAÇÃO LALUR X SAPLI ANOS VALOR DESCRIÇÃO 1999 10.664.076,98 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.001392/200494 2000 (1.531.893,25) COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO GLOSADA DE OFÍCIO PROCESSO 19515.001392/200494 2001 2.241.829,35 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2002 36.159.944,61 PREJ FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PELA DRJ PROCESSO 16561.000125/200707 2003 3.124.217,51 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2004 755.511,89 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2004 17.616.992,47 ADIÇÃO DE PREJ FISCAL NO LALUR UNILATERAL. CONSTA NOTA QUE SERIA RECOMPOSIÇÃO PREJ FISCAL 2005 (10.620.987,92) COMPENSAÇÃO A MAIOR DE PREJÍZO FISCAL NO LALUR EM RELAÇÃO À DIPJ E SAPLI TOTAL 58.409.691,64 DIFERENÇA ACUMULADA Foram, ainda, acrescentadas ao quadro acima reproduzido as seguintes notas: a) O Processo n° 19515.001392/200494, encontrase arquivado. Foi objeto de Decisão no Acórdão DRJ n° 0315392/2005. Onde foram mantidas as matérias que motivaram a alteração do prejuízo fiscal em 1999 e glosa de compensação de prejuízos em 2000. b) Processo n° 19515.003041/200507, encontrase arquivado. Foi objeto de Decisão no Acórdão DRJ n° 1613133/2007, onde foram mantidas as matérias que motivaram a alteração do prejuízo fiscal em 2001, 2003 e 2004. c) Processo n° 16561.000125/200707, foi objeto de decisão desfavorável ao contribuinte em primeira instância, conforme Acórdão DRJ n°16 31298/2011, sendo a exigência mantida. O processo encontrase em andamento em fase de recurso junto ao CARF em Brasília na data de 24/10/2012. Ficha/It em DIPJ Anocalendário de 2009 R$ 09A/74 Lucro Real após compensação de Prej. Próprio Per. de Apuração 171.162.292,36 09A/75 Compensação de Prejuízos Fiscais de exercícios anteriores At. geral 51.348.687,71 09A/79 Lucro Real 119.813.604,65 Fl. 2362DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.363 8 É possível se verificar que a matéria tributável objeto dos presentes autos deriva integralmente de compensação indevida de prejuízos fiscais que se referem a saldos de períodos anteriores e que foram alterados em virtude de outros lançamentos fiscais constante dos três processos acima referidos, onde um deles, o processo nº 16561.000125/200707, ainda não julgado no CARF e, portanto, não transitado de forma definitiva na esfera administrativa. Ou seja, a comprovação da existência de saldos passíveis de compensação no presente processo deve levar em conta necessariamente o que ficar decidido no processo n16561.000125/200707. Há uma clara conexão entre os mesmos. Portanto, observase que a apreciação do presente RECURSO VOLUNTÁRIO, dependerá da confirmação dos saldos de períodos anteriores de prejuízos fiscais, que, por sua vez, depende do julgamento acerca da procedência dos lançamentos tributários objeto do processo administrativo n° 16561.000125/200707; De acordo com o sítio do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na INTERNET, o processo administrativo n° 16561.000125/200707 encontrase, atualmente, na Primeira Seção de Julgamento para distribuição: Processo Principal : 16561.000125/200707 Data Entrada : 07/11/2007 Contribuinte Principal : EDITORA ABRIL S.A. Tributo : Não informado Recursos Data de Entrada Tipo do Recurso RECURSO VOLUNTARIO Andamentos do Processo Data Ocorrência Anexos 05/11/2012 DISTRIBUIR/SORTEARUnidade: Primeira Seção de Julgamento 05/11/2012 EM TRAMITAÇÃOUnidade: CARFÓrgão Julgador: GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF 28/09/2012 RECEBER PROCESSO TRIAGEM E COMPLEMENTAÇÃO CADASTRAL Unidade: CARFÓrgão Julgador: GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF Diante dos fatos esposados, conduzo meu voto no sentido de AVOCAR processo n. 16561.000125/200707 para serem julgados juntos em função da conexão existente entre eles. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 2363DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
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Numero do processo: 10580.911864/2009-75
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do Fato Gerador: 28/02/2003
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 3802-003.738
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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PROMAT Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do Fato Gerador: 28/02/2003 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 18 64 /2 00 9- 75 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 8° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (São Paulo I)/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 28/02/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. A DRJ manteve a não homologação, porque, apesar da retificação da Dctf após o despacho decisório, não houve comprovação, por meio de documentação hábil, idônea e suficiente, do erro no preenchimento da declaração. O Recorrente, nas razões de fls. 61 e ss., alega que a existência de decisão judicial seria suficiente para comprovar do crédito objeto da compensação. Após reproduzir parte da decisão liminar, confirmada em sentença, sustenta que esta teria reconhecido o direito dos substituídos processuais dentre os quais o Recorrente de compensar todos os valores indevidamente recolhidos à título de PIS/Pasep e de Cofins sobre a receita de medicamentos, nos termos da Lei nº 10.147/2000. Pleiteia, assim, o recebimento do recurso voluntário e o seu integral provimento. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 13/02/2014 (fls. 67), interpondo recurso tempestivo em 14/02/2014 (fls. 69). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. A compensação, consoante destacado, não foi homologada porque o Recorrente transmitiu o PER/Dcomp sem a retificação da Dctf. Em circunstâncias dessa natureza, ao contrário do que entendeu a decisão recorrida, a Turma tem interpretado que o Fl. 80DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911864/200975 Acórdão n.º 3802003.738 S3TE02 Fl. 80 3 contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados da Turma: PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos Fl. 81DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS Fl. 82DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911864/200975 Acórdão n.º 3802003.738 S3TE02 Fl. 81 5 CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso, o Recorrente limitouse a retificar a Dctf, sem apresentar qualquer prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples afirmação de que existiria decisão judicial reconhecendo suposto direito de crédito – formulada apenas por ocasião da interposição do recurso voluntário e omitida no campo dos “dados inicias” do PER/Dcomp– é insuficiente para a reforma da decisão recorrida, quando não demonstrada documentalmente a efetiva liquidez e certeza do direito creditório. Na data da transmissão dos PER/Dcomps, vigorava a Instrução Normativa RFB nº 600/2005, que, como se sabe, exige a prévia habilitação do crédito como requisito indispensável para a transmissão válida de pedido de compensação lastreado em decisão judicial: Art. 51. Na hipótese de crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, a Declaração de Compensação, o Pedido Eletrônico de Restituição e o Pedido Eletrônico de Ressarcimento, gerados a partir do Programa PER/DCOMP, somente serão recepcionados pela SRF após prévia habilitação do crédito pela Delegacia da Receita Federal (DRF), Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) ou Delegacia Especial de Instituições Financeiras (Deinf) com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. § 1º A habilitação de que trata o caput será obtida mediante pedido do sujeito passivo, formalizado em processo administrativo instruído com: I – o formulário Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, constante do Anexo V desta Instrução Normativa, devidamente preenchido; II – a certidão de inteiro teor do processo expedida pela Justiça Federal; Fl. 83DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 III – a cópia do contrato social ou do estatuto da pessoa jurídica acompanhada, conforme o caso, da última alteração contratual em que houve mudança da administração ou da ata da assembléia que elegeu a diretoria; IV – cópia dos atos correspondentes aos eventos de cisão, incorporação ou fusão, se for o caso; V – a cópia do documento comprobatório da representação legal e do documento de identidade do representante, na hipótese de pedido de habilitação do crédito formulado por representante legal do sujeito passivo; e VI – a procuração conferida por instrumento público ou particular e cópia do documento de identidade do outorgado, na hipótese de pedido de habilitação formulado por mandatário do sujeito passivo. O Recorrente, além de omitir a suposta existência de decisão judicial na manifestação de inconformidade, sequer fez indicação deste fato nos “dados iniciais” do PER/Dcomp, preenchendo negativamente o campo “crédito oriundo de ação judicial”. Tal fato além de induzir em erro a autoridade julgadora a quo inviabiliza o reconhecimento da homologação, uma vez que o PER/Dcomp, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, pressupõe a correta identificação do crédito, inclusive e principalmente no tocante ao fato de ser decorrente de suposta decisão judicial. Com efeito, devese ter presente que a Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, promoveu a unificação do regime de compensação, extinguindo as compensações realizadas na Dctf, na escrituração contábil e a condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Tais modalidades foram substituídas pela autocompensação, que – ao lado da compensação deofício e ressaltadas as contribuições para a seguridade social compensadas na Gfip (Guia de Recolhimento do Fgts e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Receita Federal. No regime da autocompensação, a extinção do crédito tributário ocorre por iniciativa do sujeito passivo, mediante entrega de declaração contendo informações relativas aos créditos e aos débitos compensados, que, por sua vez, fica sujeita à posterior homologação pela autoridade competente no prazo de até cinco anos: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002). § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) Fl. 84DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911864/200975 Acórdão n.º 3802003.738 S3TE02 Fl. 82 7 A declaração do sujeito passivo denominada PER/Dcomp revestese de especial importância no mundo jurídico, porquanto representa a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Tratase, consoante destaca Paulo de Barros Carvalho, do veículo introdutor da norma individual e concreta que positiva o fato jurídico extintivo: O fato extintivo da compensação será positivado por norma individual e concreta que promova o encontro das relações, extinguindoas no quantum em que se equivalerem. Os sujeitos habilitados a expedir a norma individual e concreta da compensação, formalizando o mencionado ‘encontro de contas’, são a autoridade administrativa e a autoridade judiciária. Há hipóteses em que a lei autoriza ao próprio particular a efetivação da compensação tributária. Esta, todavia, somente é utilizada quando o ato do particular for homologado pela Administração, de maneira tácita ou expressa. Dito de outro modo, o aplicarse da norma de compensação gera a extinção do crédito tributário e do débito do Fisco. Mas, para que esta se concretize, necessário o relato em linguagem competente não apenas das relações que se pretende compensar, mas também do fato da compensação. Apenas se descrito no antecedente de norma individual e concreta irradiará os efeitos previstos no consequente normativo, operandose extinção dos vínculos obrigacionais. (CARVALHO, Paulo de Barros. Direito tributário, linguagem e método. 2. ed. São Paulo: Noeses, 2008, p. 480481). Em razão disso, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, a PER/Dcomp pressupõe a correta identificação do crédito e dos respectivos débitos compensados. Do contrário, não há como se aperfeiçoar juridicamente o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais. Portanto, nada justifica a reforma da decisão recorrida, porque não foi identificada corretamente a origem do crédito nem demonstrada a sua liquidez e certeza. Votase pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 85DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 8 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Numero do processo: 11543.003659/2001-96
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000
Ementa
COFINS — BASE DE CÁLCULO — VARIAÇÕES MONETÁRIAS DOS DIREITOS DE CRÉDITO E DAS OBRIGAÇÕES EM FUNÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO - Após o afastamento do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 por meio de julgamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) em 09/11/2005, definiu-se que a base de cálculo da COFINS é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO
Numero da decisão: 1301-002.368
Decisão: Acordam os membros do colegiado, deram provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Fábia Regina Freitas
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RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, deram provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Fábia Regina Freitas Relator. EDITADO EM: 14/11/2014 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 36 59 /2 00 1- 96 Fl. 865DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Costa Pôssas, Antônio Mario de Abreu Pinto, José Adão Vitorino de Morais, Andrada Marcio Canuto Natal, Maria Tereza Martinez e Fábia Regina Freitas. Relatório Tratase, na origem, de Auto de Infração lavrado em face do contribuinte para exigência da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, relacionado ao período de apuração de 02/99 a 12/2000 (fls. 87/90), no valor de R$ 120.598,55 (cento e vinte mil, quinhentos e noventa e oito reais e cinquenta e cinco centavos) mais consectários legais (fls. 91/94). Segundo relatado pela D. Autoridade Fiscal, ficou constatado que a contribuinte não observava a disposição inserta no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98. Segundo o apurado, nada obstante o contribuinte apurar e recolher corretamente a Contribuição para o PIS/PASEP ate janeiro/1999, a partir do período subsequente, não observou as alterações introduzidas pelo dispositivo legal em comento, porquanto deixou de acrescentar as demais receitas auferidas quando da apuração da aludida exação, oferecendo à tributação tão somente os valores concernentes às receitas de vendas (fl. 92). A contribuinte interpôs Impugnação de fls. 96/114, mediante a qual apontava: (i) Nulidade do Auto de Infração impugnado ao fundamento de que o fiscal extrapolou os limites impostos pelo Mandado de Procedimento Fiscal que lhe deu fundamento; (ii) inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da COFINS, donde mereceria ser cancelado o auto de infração; (iii) Superada a inconstitucionalidade do alargamento, temse que a variação cambial não seria receita passível de tributação pela COFINS; e (iii) ilegalidade dos juros SELIC na correção de débitos. A DRJ, às fls. 800/817, prolatou acórdão, desprovendo a impugnação apresentada em aresto cuja ementa a seguir se transcreve: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE/ILEGALIDADE — Não compete à autoridade administrativa apreciar argüições de inconstitucionalidade ou ilegalidade de norma legitimamente inserida no ordenamento jurídico, cabendo tal controle ao Poder Judiciário. MPF — NULIDADE DO LANÇAMENTO — Não há que se falar em nulidade do lançamento em decorrência de alegada inobservância dos termos do MPF, visto tratarse este de mero instrumento de controle da administração tributária, sendo suficiente, para sua validade, que o ato tenha sido praticado por servidor competente. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Fl. 866DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.003659/200196 Acórdão n.º 1301002.368 S1C3T1 Fl. 3 3 Ementa: ACRÉSCIMOS LEGAIS — JUROS DE MORA — TAXA SELIC — A partir de 01/04/95 os juros de mora serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC, nos termos dos os artigos 13 da Lei n° 9.065/95 e 61, § 3°, da Lei n° 9.430/96. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Ementa: COF1NS — BASE DE CÁLCULO — VARIAÇÕES MONETÁRIAS DOS DIREITOS DE CRÉDITO E DAS OBRIGAÇÕES EM FUNÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO A partir de 01/01/00, nos termos da MP n° 1.85810/99 e reedições, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações em função da taxa de câmbio são consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo da COFINS e do PIS, segundo o regime de caixa ou, A opção do contribuinte, segundo o regime de competência. No ano de 1999, somente era aplicável o regime de competência, nos termos da Lei n° 9.718/98. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Ementa: PIS — BASE DE CALCULO — VARIAÇÕES MONETÁRIAS DOS DIREITOS DE CRÉDITO E DAS OBRIGAÇÕES EM FUNÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO A partir de 01/01/00, nos termos da MP n° 1.858 10/99 e reedições, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações em função da taxa de câmbio são consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo da COF1NS e do PIS, segundo o regime de caixa ou opção do contribuinte, segundo o regime de competência. No ano de 1999, somente era aplicável o regime de competência, nos termos da Lei n° 9.718/98. Lançamento Procedente Em face da mencionada decisão, interpôs a contribuinte o competente Recurso Voluntário às fls. 824/833, mediante o qual requer o cancelamento do auto porquanto a base de cálculo mensurada pela D. Autoridade Fiscal está eivada de inconstitucionalidade. Nessa parte, requer seja reconhecido e aplicado entendimento do Plenário do Colendo Supremo Tribunal Federal no sentido de afastar do mundo jurídico o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, eis que alargou indevidamente a base de cálculo da COFINS. Aponta, ainda, que a despeito do inconstitucional alargamento da base, fato é que a variação cambial ativa não se confunde com receita para fins de tributação pela COFINS. Por fim, em breves linhas, pede o afastamento da SELIC, caso mantida a autuação em exame. Voto Conselheira FÁBIA REGINA FREITAS Fl. 867DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n. 70.235, de 06 de março de 1972, assim dele tomo conhecimento. A questão objeto dos presentes autos é simples e já conhecida por esse Colegiado e resumese em saber se, sob a égide da Lei n. 9.718/98, seria legal a inserção de receitas financeiras na base de cálculo da COFINS, dentre as quais se enquadra a variação cambial ativa. A esse respeito, a Eg. 3ª. Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF – já se pronunciou por meio de acórdão prolatado por ocasião do julgamento do Recurso Especial interposto no PA 10980.008454/200266, de Relatoria da Conselheira Maria Tereza Martínez López, cujas razões transcrevo a seguir e as adoto como razão de decidir: A matéria submetida a apreciação deste Eg. Conselho cingese à inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período submetido à Lei nº 9.718/98. Penso assistir razão à recorrente. De fato. Tal entendimento encontrase referenciado no encerramento do julgamento (RE 390840/MG) proferido pelo Supremo Tribunal Federal – STF, relativo ao artigo 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98, que transitou em julgado em 29/09/2006. E nem se diga que deveria ter sido aguardado a edição de Resolução do Senado para que se possa estender na via administrativa os efeitos da declaração de inconstitucionalidade proferida em controle difuso. O Supremo Tribunal Federal em razão da legislação, inclusive de natureza constitucional (Constituição Federal, art. 103A), reconhece que os julgamentos definitivos de declaração de inconstitucionalidade, proferidos em sede de controle incidental, também irradiam eficácia vinculante, a qual opera independentemente da intervenção do Senado. As decisões plenárias do STF, mesmo que em sede de controle difuso, são passíveis de serem aplicadas nesta instância administrativa, nos termos do atual Regimento Interno do CARF. Isto porque, visando prestigiar os princípios da celeridade processual e o da segurança jurídica, além de buscar diminuir a litigiosidade das pretensões envolvendo a Fazenda Nacional, o já Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, através da Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, introduziu a possibilidade do Tribunal Administrativo aplicar às lides que lhe são submetidas as decisões do Supremo Tribunal proferida em sede de controle difuso de constitucionalidade, desde que seja oriunda do Pleno da Suprema Corte. A inovação veio prescrita no art. 49, parágrafo único, inc. I daquele Regimento, verbis: "Art. 49. No julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; (...)".(original sem destaque) Ressaltese que o dispositivo acima não está deferindo ao órgão administrativo a competência de afastar a aplicação de norma cogente sob o pejo de inconstitucionalidade, o que não seria possível por força a separação Fl. 868DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.003659/200196 Acórdão n.º 1301002.368 S1C3T1 Fl. 4 5 dos Poderes Constituídos, nos termos, inclusive, da jurisprudência sumulada do órgão administrativo. Na hipótese, o afastamento da norma tida como inconstitucional foi realizada por quem tem competência institucional para tanto, no caso o Supremo Tribunal Federal. O Regimento apenas autoriza a aplicação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade havida pelo Pleno do STF aos casos submetidos ao Conselho de Contribuintes. E que não se alegue que a decisão plenária do Supremo Tribunal mencionada no art. 49, p. único, I do Regimento se refere apenas a decisão oriunda do controle concentrado de constitucionalidade, cujos efeitos são notoriamente erga omnes e vinculantes. Não é mais a decisão do Senado que confere eficácia geral ao julgamento do Supremo. A própria decisão da Suprema Corte contém essa força normativa. Ressaltese, ainda, o fato de a adoção da sistemática da súmula vinculante pela Emenda Constitucional nº 45/2004 reforça a noção de superação da exclusividade do ritual enunciado no referido art. 52X, da Constituição Federal, para conferir efeito vinculante erga omnes às decisões plenárias e definitivas do Egrégio Supremo Tribunal Federal declaratórias de inconstitucionalidade. A institucionalização desse novo instituto constitucional inequivocamente atribui ao próprio Supremo Tribunal Federal tal faculdade, sem qualquer interferência do Senado Federal e irrelevante a natureza do processo em que se perfizer, de conhecimento direto ou incidente. Portanto, o art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98, ao prever a tributação de receitas que não se enquadram no conceito de faturamento pelo PIS e pela COFINS, contrariou o art. 195, I, da CF/88, que somente autorizava a tributação de receitas que se enquadrassem no conceito de faturamento, isto é, somente aquelas decorrentes da venda de mercadorias, prestação de serviços ou venda de mercadorias e prestação de serviços. E mais. Em 28.05.2009 foi publicada a Lei nº 11.941/09, a qual, em seu artigo 79, inciso XII, revogou o inciso I do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que determinava a incidência do PIS e da COFINS sobre a totalidade das receitas auferidas pelas empresas, e não apenas sobre os valores relativos ao seu faturamento, decorrente da venda de bens e serviços. Diante do exposto entendo que a autuação em testilha deve ser integralmente cancelada, na medida em que fundamentada em dispositivo legal afastado do regramento jurídico por inconstitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal. Entendo, ainda, nessa linha, que a análise das demais matérias veiculadas no recurso voluntário fica prejudicada. CONCLUSÃO: Diante de todo o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário do contribuinte. FABIA REGINA FREITAS Relator Fl. 869DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 Fl. 870DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001655/2002-22
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jan 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997
EMBARGOS DECLARATÓRIOS.
Constatado omissão, assim como erro material, impõe em acolher e sanar o julgado sem efeitos infringentes. No caso concreto acolheu o declaratório para esclarecer que a exoneração da Multa de Ofício decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e não de decisão judicial, e, que penalidade caiu em relação à totalidade do crédito tributário.
Embargos Acolhido.
Numero da decisão: 3403-003.266
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, os embargos de declaração da Procuradoria da Fazenda Nacional foram acolhidos sem efeito modificativo, para sanar as obscuridades apontadas na decisão embargada. Esteve presente ao julgamento a Dra. Marise Ferreira de Oliveira, OAB/SP nº 225.008.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes, Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Constatado omissão, assim como erro material, impõe em acolher e sanar o julgado sem efeitos infringentes. No caso concreto acolheu o declaratório para esclarecer que a exoneração da Multa de Ofício decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e não de decisão judicial, e, que penalidade caiu em relação à totalidade do crédito tributário. Embargos Acolhido.
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Constatado omissão, assim como erro material, impõe em acolher e sanar o julgado sem efeitos infringentes. No caso concreto acolheu o declaratório para esclarecer que a exoneração da Multa de Ofício decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e não de decisão judicial, e, que penalidade caiu em relação à totalidade do crédito tributário. Embargos Acolhido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, os embargos de declaração da Procuradoria da Fazenda Nacional foram acolhidos sem efeito modificativo, para sanar as obscuridades apontadas na decisão embargada. Esteve presente ao julgamento a Dra. Marise Ferreira de Oliveira, OAB/SP nº 225.008. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes, Luiz Rogério Sawaya Batista. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 16 55 /2 00 2- 22 Fl. 277DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Relatório A Fazenda Nacional embarga o Acórdão nº 3403.002418 de 21 de agosto de 2013 sustentando a existência vícios, afirmando que o acórdão embargado foi omissão sobre questão essencial ao deslinde. Discorre sobre o fato de que o Recurso de Ofício foi interposto em razão de que a primeira instância ao julgar a impugnação ofertada procedente em parte, e, não há interposição de Voluntário. O vício apontado segundo a Fazenda Nacional decorre do cotejamento da decisão de piso com o acórdão embargado. O vício apontado no presente recurso se refere ao fato de que a decisão da DRJ não abordou em momento algum que a exoneração da Multa de Ofício teria sido em razão de medida judicial que suspendeu a exigibilidade do crédito tributário. Assevera inexistência de análise desse assunto e se isso realmente ocorreu, mesmo assim, ainda que tenha ocorrido, atingiria todo o crédito tributário ou apenas parte dele. Assegura não constar em nenhuma passagem do acórdão de primeira instancia tal afirmação de que o lançamento tenha sido com suspensão de exigibilidade do crédito tributário em virtude de medida judicial favorável ao contribuinte. Assevera os Embargos Declaratórios que a decisão embargada ao manifestar, o fez nos termos transcritos, diferentemente das razões da decisão recorrida de ofício: “O afastamento da multa de ofício pela DRJ/SPI decorreu da aplicação do benefício da retroatividade benigna. O crédito foi mantido ao fundamento de que fazia necessário o lançamento de ofício para prevenir a decadência em decorrência da falta de pagamento e de que a existência provimento judicial apenas suspende a exigibilidade do crédito tributário nos termos do artigo 151 do CTN e o lançamento por se tratar atividade plenamente vinculada, art. 142 do CTN foi mantido na parte do recolhido.” “Há o reconhecimento de que ação judicial foram proposta e a existência de liminar. A motivação do lançamento contida no auto de infração é em razão da não localização do processo no CNPJ informado. Além disso, os valores foram extraídos da DCTF apresentadas relativas aos trimestres de 1997. Não houve manifestação de irresignação por parte do Interessado”. “Assim, constituído o crédito tributário com o objetivo de afastar a perda do direito da Fazenda Nacional é medida correta uma vez que o provimento judicial apenas suspende a exigibilidade, comprovado nos autos, agiu corretamente, impõe desse modo em manter a decisão recorrida nos termos decidido. Com essas considerações voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício.” Fl. 278DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.001655/200222 Acórdão n.º 3403003.266 S3C4T3 Fl. 5 3 Assim, entende a Fazenda Nacional a ocorrência de omissão do julgado em não ter sido analisado o termo do Recurso de Ofício, mas sim outros argumentos não ventilados pela DRJ, motivo que pretende ver sanado a omissão. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. Cuida de recurso tempestivo e atende os pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual tomo conhecimento. A matéria versada no Recurso de Ofício se referia exclusivamente a exoneração relativa à Multa de Ofício, isso é verdade, é o fundamento da decisão de primeira Instancia que aplicou ao caso o princípio da retroatividade benigna. Como é de conhecimento comum os “Embargos Declaratórios não consubstanciam critica ao ofício judicante, mas servemlhe ao aprimoramento. Em sendo assim, ao apreciálo, o Órgão deve fazêlo com espírito de compreensão, atentando para o fato de consubstanciarem verdadeira contribuição da parte em prol do devido processo legal” (STF – 2ª T. AI 163.047 AgRgEdcl. Min. Marco Aurélio, j. 18.12.95, DJU 8.3.96). Acolho os embargos da Fazenda Nacional para sanar omissão e afirmar que a exoneração da Multa de Ofício pela DRJ decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003. Acertada a decisão e não merece qualquer reparo. A penalidade caiu em relação ao total do crédito tributário constituído conforme planilha trazida à fl. 82. Quanto ao crédito tributário principal não cabe manifestar nessa seara, pois não foi matéria devolvida ao exame desse Colegiado. Assim acolho o declaratório para assegurar que a decisão não se manifestou quanto à exigibilidade do crédito em decorrência de ação judicial. Diante do exposto, cabe acolher o declaratório para esclarecer que a exoneração da Multa de Ofício decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e não de decisão judicial, e, que penalidade caiu em relação à totalidade do crédito tributário. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 279DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO 4 Fl. 280DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10480.914165/2009-13
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Dec 19 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000
NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. MOTIVAÇÃO DA DECISÃO DA DRJ.
Não existe cerceamento do direito de defesa quando o órgão julgador aprecia de forma fundamentada as razões da manifestação de inconformidade.
PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
A propositura de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal implica na renúncia à instância administrativa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-004.679
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado:
I - Por unanimidade votos, negar provimento ao recurso voluntário em relação aos questionamentos sobre a decisão de primeira instância;
II - Pelo voto de qualidade, não conhecer da matéria submetida ao Poder Judiciário. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo que não reconheciam a concomitância e negavam provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
FLÁVIO DE CASTRO PONTES Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000 NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. MOTIVAÇÃO DA DECISÃO DA DRJ. Não existe cerceamento do direito de defesa quando o órgão julgador aprecia de forma fundamentada as razões da manifestação de inconformidade. PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A propositura de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal implica na renúncia à instância administrativa. Recurso Voluntário Negado.
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CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. MOTIVAÇÃO DA DECISÃO DA DRJ. Não existe cerceamento do direito de defesa quando o órgão julgador aprecia de forma fundamentada as razões da manifestação de inconformidade. PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A propositura de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal implica na renúncia à instância administrativa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: I Por unanimidade votos, negar provimento ao recurso voluntário em relação aos questionamentos sobre a decisão de primeira instância; II Pelo voto de qualidade, não conhecer da matéria submetida ao Poder Judiciário. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo que não reconheciam a concomitância e negavam provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) FLÁVIO DE CASTRO PONTES – Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 91 41 65 /2 00 9- 13 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Por meio de PER/Dcomp (Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação) a requerente postula a compensação de débitos de diversos tributos com crédito referente a valor que teria sido recolhido indevidamente a título da contribuição Cofins (cód. 2172). A Delegacia da Receita Federal do Brasil no Recife (PE), conforme Despacho Decisório Eletrônico, não reconheceu o direto creditório e não homologou as compensações efetuadas. Após ter sido cientificado dessa decisão, a interessada apresentou manifestação de inconformidade. Aduziu, em resumo, que ocorreu apenas uma falha de procedimento da empresa em não retificar as DCTFs onde constavam as informações dos débitos cuja compensação era solicitada. Tal erro de procedimento não anula a existência dos créditos, vez que estes decorrem da existência de decisão judicial favorável à OABPE, da qual a empresa é sindicalizada, garantindo a isenção de Cofins para as empresas exclusivamente prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentadas. A fim de comprovar a veracidade das suas alegações, anexou cópia da ação judicial impetrada pela OABPE que garantiu o direito de isenção de Cofins da empresa, assim como a certidão de trânsito em julgado relativa a mesma ação. A DRJ no Recife (PE) não conheceu da manifestação de inconformidade, nos termos da ementa transcrita abaixo: MATÉRIA SUBMETIDA À APRECIAÇÃO JUDICIAL. DESCABIMENTO DE ANÁLISE PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA DE JULGAMENTO. Tendo em vista o princípio de unicidade de jurisdição judicial, é descabida a análise, pela autoridade administrativa de julgamento, de matéria submetida à apreciação na esfera judicial. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com diversos documentos, cujo teor é sintetizado a seguir. Após comentar a decisão da DRJ, sustenta a incoerência entre a decisão da DRF/Recife e a DRJ/Recife. Argumenta que referidas decisões são totalmente diferentes. A decisão da DRF/Recife que considerou não homologadas as compensações baseouse no fato de que os DARFS aos quais estavam vinculados os créditos estarem totalmente utilizados, razão pela qual, em nosso argumento de defesa, apresentamos as informações obtidas no CAC/Recife de que houve apenas um problema de não retificação das respectivas DCTFS da empresa. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 5 4 Pontua que a decisão da DRJ/Recife procedeu em uma inovação completa do conteúdo do indeferimento inicial das compensações. Insiste que toda a decisão proferida pela DRJ/Recife prendese à análise da ação judicial, quando a decisão primeira, proferida pela DRF/Recife, ocorreu apenas em razão da falha procedimental da empresa. Concluiu este tópico afirmando que por estes fatos merece reparo a decisão proferida pela Turma da DRJ/Recife, por ter cerceado o direito de defesa da empresa, ao inovar juridicamente os argumentos sem prévia comunicação de prazo para alegações da empresa sobre os novos fatos e informações apresentadas ao processo e que seriam objeto de análise, ofendendo frontalmente o art. 5º, Constituição Federal de 1988, quanto ao direito de defesa da empresa. Quanto ao direito creditório, discorda do entendimento da decisão da DRJ/Recife de que não seria possível à empresa a utilização dos créditos para compensação em razão de existir liminar em sede de Reclamação suspendendo os efeitos da decisão que garantia aos filiados à OAB/PE o direito de isenção de Cofins. Argumenta que a decisão judicial em Mandado de Segurança que concedeu o benefício da isenção da empresa da Cofins já havia sido encerrada e reconhecido o direito. Apenas em sede de ação rescisória foi reanalisada a questão, na qual o TRF da 5a. Região decidiu por conceder parcial provimento à rescisória a fim de conceder efeitos exnunc à decisão, ou seja, a rescisão da decisão que concedia o benefício da isenção da Cofins somente surtiria efeitos para frente, não abrangendo os fatos pretéritos. Esclarece que apenas contra esta decisão do TRF foi que concedeuse a liminar do Ministro Joaquim Barbosa do STF, suspendendo a modulação dos efeitos da decisão da rescisória. Aduz que liminar, como o próprio nome diz, é decisão precária e não anulou, como quer fazer crer a decisão da DRJ/Recife, os efeitos do decidido na ação rescisória. Seus efeitos estão apenas suspensos, aguardando um pronunciamento do órgão colegiado do STF quanto à manutenção ou não da liminar. Por fim requer que seja processado regularmente o presente Recurso Voluntário, e, ao final, julgado integralmente procedente para, reformando as decisões proferidas pela DRF/Recife e DRJ/Recife reconhecer o direito de crédito da empresa relativo aos pagamentos indevidos, realizados a título da Cofins e, conseqüentemente, homologar a compensação realizada na PERDCOMP relacionada a este processo que utilizaram tais créditos. É o relatório. Fl. 161DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento.. De início, examinase a tese de irregularidade na decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Recife. A interessada sustenta cerceamento no direito de defesa em relação à decisão da DRJ/Recife, uma vez que esta inovou no conteúdo do indeferimento inicial das compensações, pois a decisão proferida pela DRJ/Recife prendese à análise da ação judicial, quando a decisão primeira, proferida pela DRF/Recife, ocorreu apenas em razão da falha procedimental da empresa. Não merece prosperar essa tese. Ao contrário do alegado, o colegiado de primeira instância discutiu todas as teses necessárias e suficientes para a solução da lide administrativa. Exemplificando, o julgado “a quo” motivou a decisão em relação a argumentação da recorrente em relação ao fato de que seu direito creditório era decorrente da ação judicial impetrada pela OABPE. Ora, foi a recorrente que trouxe ao litígio essa tese, de sorte que a decisão de primeira intância não inovou juridicamente no julgamento. Destarte, o órgão julgador administrativo estava obrigado a apreciar essa tese da interessada de maneira motivada e fundamentada. Assim, não há reparos a serem feitos na decisão a quo. Não se pode perder de vista que a decisão recorrida apreciou todas as questões relevantes necessárias a solução do litígio, em especial a eficácia das decisões judiciais apresentadas pela própria interessada. Assim, o julgador apresentou razões coerentes e suficientes para embasar a decisão. Além disso, no âmbito do processo administrativo fiscal as hipóteses de nulidade são tratadas de forma específica no art. 59 do Decreto nº 70.235/72: "Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa." No caso vertente, nenhum dos pressupostos acima encontrase presente, uma vez que não ficou evidenciada a preterição do direito de defesa, tendo em vista que a decisão recorrida motivadamente demonstrou de forma clara e concreta as razões da não homologação das compensações, de sorte que não ficou caracterizado qualquer prejuízo à recorrente. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 7 6 Por tais razões não há que se falar em qualquer irregularidade da decisão guerreada por cerceamento de direito de defesa. O litígio tem como principal controvérsia eventual direito creditório em razão de ação judicial. Transcrevo de uma decisão da DRJ o histórico das ações judiciais em debate: 10.1. A OABPE impetrou ação de mandado de segurança coletivo em nome dos seus Escritórios de Advocacia associados, autuada em 31/05/2001, sob o nº 2001.83.00.0145250, objetivando, principalmente, em síntese, a isenção do recolhimento da Cofins prevista no inciso II do art. 6º da Lei Complementar (LC) nº 70, de 30 de dezembro de 1991, e a compensação dos valores pagos indevidamente. A segurança foi denegada pelo juízo de primeiro grau, com fundamento em que não havia obstáculo para a revogação da isenção concedida pela LC nº 70, de 1991, pela Lei (Ordinária) nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, tendo em vista que a isenção não é matéria reservada à lei complementar. O magistrado considerou, então, prejudicada a análise do pleito de compensação. 10.2. À apelação da OABPE junto ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5ª Região) – que obteve o nº AMS 80.558PE – foi pela Quarta Turma concedido provimento, por unanimidade, nos termos do voto do relator, que esposou entendimento diametralmente oposto ao do juiz singular, dando pela impossibilidade da revogação da referida isenção com fundamento no princípio da hierarquia das leis. 10.3. De tal decisão, foi interposto pela Fazenda Nacional Recurso Especial (REsp), que foi inadmitido. Irresignada, a Fazenda Nacional manejou agravo de instrumento, ao qual foi negado provimento. Assim, a decisão transitou em julgado em 09/09/2004, restando reconhecido o direito à isenção postulada. 10.4. Posteriormente, a OABPE atravessou petição alegando que a edição da Lei nº 10.833, de 30 de dezembro de 2003, em seu art. 30, poderia obstruir o cumprimento da decisão judicial que reconheceu a isenção da Cofins para as sociedades civis dedicadas ao exercício da advocacia, mediante a retenção na fonte da referida contribuição. Requereu, na ocasião, fosse oficiada a Receita Federal para que se abstivesse de exigir o pagamento da Cofins sobre as receitas auferidas pela prestação de serviços de advocacia, bem como de exigir a retenção na fonte de tal contribuição pelas pessoas jurídicas tomadoras dos referidos serviços. O pleito foi deferido monocraticamente e, ao depois, atacado por agravo regimental aviado pela Fazenda Nacional, o qual foi provido com base nos fatos de não ter sido debatida, nos autos, a Lei nº 10.833, de 2003, e de que não seria admissível, naquele momento processual, inovar a actio, transmudandoa. 10.5. Contra essa decisão, recorreu a OABPE, mediante o REsp nº 739.784 (nº 2005/00540062), cujo provimento foi negado por Fl. 163DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 8 7 unanimidade pela Segunda Turma do STJ em sessão de 19/11/2009, tendose, em resumo, concluído que a superveniência da Lei nº 10.833, de 2003, não pode ser alcançada pelos efeitos da coisa julgada que concedera a segurança pleiteada, de modo a ampliar o objeto da lide. Registrese que, no decorrer do voto, o ministro relator, Mauro Campbell Marques, após afirmar, a título ilustrativo, que a tese adotada pela instância de origem para reconhecer a isenção postulada pela recorrente não mais subsistia em razão de o STF, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 377.457 3/PR, relator o Ministro Gilmar Mendes, ter proclamado que a revogação da isenção da Cofins concedida pela LC nº 70, de 1991, pelo art. 56 da lei nº 9.430, de 1996, foi plenamente válida e eficaz, porquanto o referido diploma, não obstante formalmente complementar, ostenta, materialmente, caráter de lei ordinária , esclareceu que Primeira Seção do STJ, ao julgar a Ação Rescisória (AR) nº 3.761/PR, na sessão de 12/11/2008, deliberara pelo cancelamento da Súmula nº 276, que enunciava a isenção da Cofins perante as ditas sociedades, independentemente do regime tributário adotado. 10.6. Da decisão do STJ referida no subitem 10.3, a ProcuradoriaRegional da Fazenda Nacional na 5ª Região propôs Ação Rescisória (AR) nº 5.471PE (processo nº 2006.05.00.0442426/03) junto ao TRF5ª Região, que foi parcialmente procedente, por lhe terem sido dados efeitos ex nunc. No acórdão exarado, aquele tribunal regional afirmou que o acórdão rescindendo fora proferido antes da manifestação do STF sobre ser a matéria constitucional ou não. 10.7. Contra os efeitos exnunc da decisão do TRF5ª Região – que, em tese, daria aos escritórios de advocacia filiados à OAB PE o direito de não pagarem a Cofins no período abrangido pela ação coletiva até a publicação da decisão na ação rescisória –, a Fazenda Nacional protocolou Reclamação (Rcl) nº 6.917 junto ao STF, tendo o Ministro Joaquim Barbosa deferido, em 10/12/2008, liminar para suspender o acórdão da ação rescisória na parte em que conferiu efeitos meramente prospectivos ao acórdão que julgou procedente a ação rescisória. Encontrase o processo aguardando apreciação desse Colegiado. 10.8. Embargos de declaração opostos pelas partes – OABPE e Fazenda Nacional – contra a decisão proferida pelo TRF5ª Região no bojo da Ação Rescisória nº 5471/PE (processo nº 2006.05.00.0442426/03) foram julgados, não tendo, no entanto, ocorrido nenhuma alteração no resultado do julgamento originário por essa corte. Do exame das ações judiciais, constatase que a matéria está sub judice, uma vez que este processo administrativo tem o mesmo objeto da ação judicial em referência, homologação de compensação em face de pedido de restituição decorrente da legalidade da revogação da isenção do pagamento da Cofins, por parte das sociedades civis de profissão legalmente regulamentada, pela Lei nº 9.430, de 27/12/1996, que, em seu art. 56, revogou a veiculada pelo art. 6º, inciso II, da Lei Complementar nº 70, de 30/12/1991. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 9 8 Como se nota, o direito creditório está dependendo do desfecho da Reclamação no Supremo Tribunal Federal. Destarte, incide no caso vertente o parágrafo único do art. 38, da Lei nº. 6.830/80, que dispõe: Art. 38 A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é admissível em execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de repetição do indébito ou ação anulatória do ato declarativo da dívida, esta precedida do depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos. Parágrafo Único A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto.(grifouse) O excelso Supremo Tribunal Federal já manifestou acerca da constitucionalidade desse dispositivo, conforme decidido no recurso extraordinário nº 233.582: EMENTA: CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL TRIBUTÁRIO. RECURSO ADMINISTRATIVO DESTINADO À DISCUSSÃO DA VALIDADE DE DÍVIDA ATIVA DA FAZENDA PÚBLICA. PREJUDICIALIDADE EM RAZÃO DO AJUIZAMENTO DE AÇÃO QUE TAMBÉM TENHA POR OBJETIVO DISCUTIR A VALIDADE DO MESMO CRÉDITO. ART. 38, PAR. ÚN., DA LEI 6.830/1980.(...). É constitucional o art. 38, par. ún., da Lei 6.830/1980 (Lei da Execução Fiscal LEF), que dispõe que "a propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo [ações destinadas à discussão judicial da validade de crédito inscrito em dívida ativa] importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto". Recurso extraordinário conhecido, mas ao qual se nega provimento.(STF, RE 233582, DJe088 de 1605 2008).(grifouse) Em relação ao conteúdo desse dispositivo legal, Leandro Paulsen, René Bergmann e Ingrid Schroder explicam: O parágrafo em questão tem como pressuposto o princípio da jurisdição una, ou seja, que o ato administrativo pode ser controlado pelo Judiciário e que apenas a decisão deste é que se torna definitiva, com o trânsito em julgado, prevalecendo sobre eventual decisão administrativa que tenha sido tomada ou pudesse vir a ser tomada. Considerando que o contribuinte tem direito a se defender na esfera administrativa mas que a esfera judicial prevalece sobre a administrativa, não faz sentido a sobreposição dos processos administrativo e judicial. A opção pela discussão judicial, antes do exaurimento da esfera administrativa, demonstra que o contribuinte desta abdicou, levando o seu caso diretamente ao Poder ao qual cabe dar a última palavra quanto à interpretação e à aplicação do Direito, o Judiciário. Entretanto, tal pressupõe a identidade de objeto Fl. 165DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 10 9 nas discussões administrativa e judicial". (Leandro Paulsen, René Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka. Direito Processual Tributário: processo administrativo fiscal à luz da doutrina e da jurisprudência. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2010, p. 447 e 448). De fato, se o sujeito passivo recorre ao Poder Judiciário, por uma questão de lógica, ele está desistindo tacitamente da esfera administrativa, visto que a decisão do Poder Judiciário é soberana. Eventuais decisões antagônicas, nas esferas administrativa e judicial, teriam uma única solução, qual seja, prevaleceria a da esfera judicial, em razão do princípio constitucional da jurisdição única, art. 5º, XXXV, da Constituição Federal. Destarte, não faz sentido a continuação da discussão no âmbito administrativo, pois o mérito da questão será decidido pelo Poder Judiciário com efeito de coisa julgada. Corroborando esta teoria, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do recurso especial nº 840.556, assim se pronunciou: TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MANDADO DE SEGURANÇA.AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA DE RECORRER NA ESFERA ADMINISTRATIVA. IDENTIDADE DO OBJETO. ART. 38, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI Nº 6.830/80. 1. Incide o parágrafo único do art. 38, da Lei nº 6.830/80, quando a demanda administrativa versar sobre objeto menor ou idêntico ao da ação judicial. 2.(...) 3. In casu, os mandados de segurança preventivos, impetrados com a finalidade de recolher o imposto a menor, e evitar que o fisco efetue o lançamento a maior, comporta o objeto da ação anulatória do lançamento na via administrativa, guardando relação de excludência.4. Destarte, há nítido reflexo entre o objeto do mandamus – tutelar o direito da contribuinte de recolher o tributo a menor (pedido imediato) e evitar que o fisco efetue o lançamento sem o devido desconto (pedido mediato) com aquele apresentado na esfera administrativa, qual seja, anular o lançamento efetuado a maior(pedido imediato) e reconhecer o direito da contribuinte em recolher o tributo a menor (pedido mediato).5. Originárias de uma mesma relação jurídica de direito material, despicienda a defesa na via administrativa quando seu objeto subjugase ao versado na via judicial, face a preponderância do mérito pronunciado na instância jurisdicional. (...) (STJ, REsp 840556/AM, DJ 20/11/2006) (grifouse) Assim sendo, a existência de uma ação judicial, por parte da requerente, com o mesmo objeto desse processo administrativo fiscal importa na renúncia à esfera administrativa. Em relação a essa discussão, aplicase a Súmula nº 01 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) que uniformizou o seguinte entendimento: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois Fl. 166DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 11 10 do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.(grifouse) Além disso, os Conselheiros têm o dever de observar as súmulas, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009. Em caso análogo da mesma recorrente, esta tese também foi acolhida, em outro julgado do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: TRIBUTÁRIO. OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. RENÚNCIA AO DIREITO DE RECORRER. CONFIGURAÇÃO. DECISÃO JUDICIAL. CUMPRIMENTO. A propositura pelo contribuinte de ação judicial onde se alterca matéria veiculada em processo administrativo, antes ou após a inauguração da fase litigiosa administrativa, conforme o caso, importa em renúncia ao direito de recorrer ou desistência do recurso interposto, não competindo ao CARF se manifestar acerca do alcance, efeitos e forma de cumprimento de decisões judiciais cuja execução não lhe caiba. DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INOVAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Não configura inovação de motivação do despacho decisório a fundamentação da decisão que, acolhendo ou rechaçando a pretensão deduzida em manifestação de inconformidade, examina elementos novos introduzidos na lide administrativa pelo próprio recorrente e que, até então, eram desconhecidos da Administração Tributária (CARF. 3ª Seção, 4ª Câmara, 1ª Turma Ordinária, Acórdão 3401002.634, de 29/05/2014, rel. Robson José Bayerl, Processo nº 10480.905883/200818) Em remate, não se toma conhecimento das alegações decorrentes do direito creditório, isenção ou não da Cofins, visto que a recorrente submeteu à apreciação do Poder Judiciário esta matéria. Ante ao exposto voto no sentido de: I – negar provimento ao recurso voluntário em relação aos questionamentos sobre a decisão de primeira instância; II não conhecer da matéria submetida ao Poder Judiciário. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 167DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914165/200913 Acórdão n.º 3801004.679 S3TE01 Fl. 12 11 Fl. 168DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 19515.000873/2010-21
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/1998 a 30/09/1998
IMUNIDADE. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL.REQUISITOS. TERCEIRIZADOS. RESPONSABILIDADE.
A aplicação de imunidade / isenção não deve ser aplicada em consideração a serviços terceirizados pela entidade, ou seja, contratação de serviços de mão-de-obra fornecida por empresa de serviços temporários, situação bem diversa da regra prevista no revogado art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991. A constituição do crédito tributário se deu por aferição aplicando-se o percentual de 40% sobre o valor das notas fiscais para apuração do salário de contribuição, dada a responsabilidade solidária estatuída na Lei nº 8.212/91, art. 31, com a redação original e posteriormente com a redação dada pela Lei nº 9.528/97.
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ARTS. 62 E 62-A, DO ANEXO II, DO REGIMENTO INTERNO.
O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
Recurso Voluntário Negado - Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-003.914
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Gustavo Vettorato Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Fábio Pallaretti Calcini, Oséas Coimbra Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/1998 a 30/09/1998 IMUNIDADE. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL.REQUISITOS. TERCEIRIZADOS. RESPONSABILIDADE. A aplicação de imunidade / isenção não deve ser aplicada em consideração a serviços terceirizados pela entidade, ou seja, contratação de serviços de mão-de-obra fornecida por empresa de serviços temporários, situação bem diversa da regra prevista no revogado art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991. A constituição do crédito tributário se deu por aferição aplicando-se o percentual de 40% sobre o valor das notas fiscais para apuração do salário de contribuição, dada a responsabilidade solidária estatuída na Lei nº 8.212/91, art. 31, com a redação original e posteriormente com a redação dada pela Lei nº 9.528/97. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ARTS. 62 E 62-A, DO ANEXO II, DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Recurso Voluntário Negado - Crédito Tributário Mantido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Fábio Pallaretti Calcini, Oséas Coimbra Júnior.
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CONTRIBUIÇÃO PATRONAL.REQUISITOS. TERCEIRIZADOS. RESPONSABILIDADE. A aplicação de imunidade / isenção não deve ser aplicada em consideração a serviços terceirizados pela entidade, ou seja, contratação de serviços de mão deobra fornecida por empresa de serviços temporários, situação bem diversa da regra prevista no revogado art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991. A constituição do crédito tributário se deu por aferição aplicandose o percentual de 40% sobre o valor das notas fiscais para apuração do salário de contribuição, dada a responsabilidade solidária estatuída na Lei nº 8.212/91, art. 31, com a redação original e posteriormente com a redação dada pela Lei nº 9.528/97. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ARTS. 62 E 62A, DO ANEXO II, DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 08 73 /2 01 0- 21 Fl. 229DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.000873/201021 Acórdão n.º 2803003.914 S2TE03 Fl. 230 2 (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Fábio Pallaretti Calcini, Oséas Coimbra Júnior. Fl. 230DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.000873/201021 Acórdão n.º 2803003.914 S2TE03 Fl. 231 3 Relatório O presente Recurso Voluntário foi interposto contra decisão da DRJ, que crédito tributário do crédito tributário oriundo de contribuições (patronal) sobre valores de notas fiscais de serviço por mão de obra (KLAUS COSTA SEGURANÇA E VIGILÂNCIA DE VALORES LTDA), no período de 01/12/1998 a 31/10/1998. A ciência do crédito tributário 01.04.2010. O lançamento do crédito foi realizado substitutivamente ao anterior que fora primeiramente anulado com base na Nota Técnica CJ nº369/2002, procedeu a Reforma da referida decisão, anulando o lançamento através da DN — n. 21.003/287/2002,em 25/06/2002, contudo à indicada nota técnica teve os efeitos suspensos por decisão de antecipação de tutela nos autos da Ação Cível Pública n. 2005.34.00.0242080, da 4ª Vara Federal de Brasília, movida pelo Ministério Público Federal. Em tal decisão judicial foi declarada a suspensão do prazo decadencial para lavratura dos créditos e dos efeitos da Nota Técnica CJ n. 369/2002, bem como ordenou o prosseguimento dos procedimentos de apuração, lançamento e cobrança. Em razão da decisão judicial, a autoridade julgadora lavrou a Decisão Notificação n°21.003/0047/2006, que reformou a DN — n° 21.003/287/2002, e anulou os créditos por vício formal insanável(por conter débitos relativos a mais de um prestador de serviço), motivando o novo e atual lançamento, impugnado e julgado como procedente. Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos resumidos: em que as contribuições decadência e prescrição qüinqüenal dos créditos lançados, pois o vício apontado era de natureza material, também ser imune, inconstitucionalidade do SAT/RAT. Por fim, requereu que as intimações no presente feito, para serem válidas e vinculativas, sejam endereçadas, em nome, exclusivamente, do Dr. Márcio Pestana – OAB/SP 103.297 e da Dra. Maria Clara Villasbôas Arruda – OAB/SP 182.081A, ambos com endereço profissional na Avenida São Gabriel, nº 333 – 15º Andar, São Paulo – Capital. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.000873/201021 Acórdão n.º 2803003.914 S2TE03 Fl. 232 4 Voto Gustavo Vettorato Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Inicialmente, indefiro o pedido de intimação requerido pelo contribuinte, com fulcro no parágrafo único do art. 55 do RICARF. Tendo em vista os fundamentos contidos no acórdão recorrido no que diz respeito à data correta para contagem do prazo decadencial, entendo que a data do lançamento é o dia 01/04/2010, situação que afasta por completo a discussão sobre a matéria. 12.2.1. Fica claro a partir das transcrições acima (liminar proferida nos autos da ACP e DN nº 21.003/0047/2006), que as razões que embasaram a primeira decisão de nulidade (DN 21.003/287/2002), são totalmente diversas das que fundamentaram a segunda decisão de nulidade (DN nº 21.003/0047/2006). Salientase, também, que a nulidade proveniente da DN 21.003/287/2002 não produziu qualquer efeito, conforme acima exposto. Logo o lançamento somente pode ser considerado nulo a partir da DN nº 21.003/0047/2006. 12.2.2. Vale esclarecer que a prestadora de serviço não foi intimada da DN nº 21.003/0047/2006, pois não foi cientificada de nenhum procedimento fiscal que culminou na lavratura da NFLD/Debcad nº 35.002.3379, anulada pela referida decisão, situação já totalmente superada com a lavratura do presente auto substitutivo e ciência da referida prestadora. 12.2.3. Diante do acima exposto, o prazo estabelecido no art.173, II do CTN, deve ser contado a partir da ciência ao contribuinte da Decisão de Notificação nº 21.003/0047/2006, ocorrida em 24/04/2006, e não da ciência da Decisão de Notificação – DN nº 21.003/287/2002, cujos efeitos foram afastados em decorrência da citada decisão judicial. Assim, o presente auto de infração, que substituiu a NFLD/Debcad nº35.002.3379, foi lavrado regularmente em 29/03/2010, com ciência pessoal a Impugnante em 01/04/2010, observando, portanto, lapso temporal inferior a cinco anos, conforme dispõe o art.173, II do CTN, in verbis: (...) 13. Superada a alegação acima da Impugnante, passase a análise da alegação de decadência das competência 12/1996, com base no art.150, §4º do CTN. Fl. 232DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.000873/201021 Acórdão n.º 2803003.914 S2TE03 Fl. 233 5 Não se aplica, portanto, a decadência na forma requerida pelo contribuinte (§4º do art. 150 do CTN). O crédito está apto à cobrança, nos exatos termos expendidos pelo julgador a quo. De outra parte, o argumento de imunidade / isenção não deve ser acatado, tendo em vista que a discussão em questão diz respeito a serviços por ele terceirizados, ou seja, contratação de serviços de mãodeobra fornecida por empresa de serviços temporários, situação bem diversa da regra prevista no revogado art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991. Como bem explicitado no Relatório Fiscal, a constituição do crédito tributário se deu por aferição aplicandose o percentual de 40% sobre o valor das notas fiscais para apuração do salário de contribuição, dada a responsabilidade solidária estatuída na Lei nº 8.212/91, art. 31, com a redação original e posteriormente com a redação dada pela Lei nº 9.528/97. Fato esse bem relatado, com base nas Ordens de Serviços INSS n. 83/1993 e 176/97, na falta de outros elementos probantes dos valores referentes especificamente à mão de obra. O pleito de inconstitucionalidade em relação ao financiamento do RAT também não merece prosperar, em razão de o CARF não ter competência para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Considerando a correção do lançamento, bem como do acórdão recorrido, conheço do recurso aviado pelo contribuinte, mas negolhe provimento. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Fl. 233DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10140.000522/2003-11
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 18 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1998
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - DIVERGÊNCIA ENTRE RESULTADO DE JULGAMENTO E MOTIVAÇÃO DISPOSTA NO VOTO VENCEDOR DO ACÓRDÃO.
Embargos acolhidos para adequar o resultado do julgamento com a motivação do voto vencedor do acórdão. Prevalência do entendimento do voto vencedor do acórdão embargado.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO. MULTA DE OFÍCIO.
O afastamento da punibilidade não se dá apenas com a realização da denúncia espontânea; esta deverá ser acompanhada do pagamento do tributo com os seus acréscimos moratórios. A multa de ofício somente é excluída pela denúncia espontânea da infração quando a denúncia estiver acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, não sendo pagamento a entrega da Declaração de Informações Econômicos-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ).
Numero da decisão: 9101-002.074
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER e PROVER os embargos de declaração, para rerratificar a parte dispositiva do acórdão, mantida a decisão prolatada.
(documento assinado digitalmente)
CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
RAFAEL VIDAL DE ARAUJO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: OTACÍLIO DANTAS CARTAXO (Presidente à época do julgamento), MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO, VALMIR SANDRI, VALMAR FONSECA DE MENEZES, ANTÔNIO CARLOS GUIDONI FILHO (Suplente Convocado), JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, ANTONIO LISBOA CARDOSO (Suplente Convocado), RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, LEONARDO MENDONÇA MARQUES (Suplente Convocado), PAULO ROBERTO CORTEZ (Suplente Convocado).
Nome do relator: RAFAEL VIDAL DE ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - DIVERGÊNCIA ENTRE RESULTADO DE JULGAMENTO E MOTIVAÇÃO DISPOSTA NO VOTO VENCEDOR DO ACÓRDÃO. Embargos acolhidos para adequar o resultado do julgamento com a motivação do voto vencedor do acórdão. Prevalência do entendimento do voto vencedor do acórdão embargado. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO. MULTA DE OFÍCIO. O afastamento da punibilidade não se dá apenas com a realização da denúncia espontânea; esta deverá ser acompanhada do pagamento do tributo com os seus acréscimos moratórios. A multa de ofício somente é excluída pela denúncia espontânea da infração quando a denúncia estiver acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, não sendo pagamento a entrega da Declaração de Informações Econômicos-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER e PROVER os embargos de declaração, para rerratificar a parte dispositiva do acórdão, mantida a decisão prolatada. (documento assinado digitalmente) CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO - Presidente. (documento assinado digitalmente) RAFAEL VIDAL DE ARAUJO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: OTACÍLIO DANTAS CARTAXO (Presidente à época do julgamento), MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO, VALMIR SANDRI, VALMAR FONSECA DE MENEZES, ANTÔNIO CARLOS GUIDONI FILHO (Suplente Convocado), JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, ANTONIO LISBOA CARDOSO (Suplente Convocado), RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, LEONARDO MENDONÇA MARQUES (Suplente Convocado), PAULO ROBERTO CORTEZ (Suplente Convocado).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2054; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 2.846 1 2.845 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10140.000522/200311 Recurso nº Embargos Acórdão nº 9101002.074 – 1ª Turma Sessão de 13 de novembro de 2014 Matéria Denúncia Espontânea sem pagamento. Multa de Ofício. Embargante DELEGADO DA RFB EM CAMPO GRANDE Interessado AGRO LESTE COMÉRCIO REPRESENTAÇÃO E TRANSPORTE LTDA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DIVERGÊNCIA ENTRE RESULTADO DE JULGAMENTO E MOTIVAÇÃO DISPOSTA NO VOTO VENCEDOR DO ACÓRDÃO. Embargos acolhidos para adequar o resultado do julgamento com a motivação do voto vencedor do acórdão. Prevalência do entendimento do voto vencedor do acórdão embargado. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO. MULTA DE OFÍCIO. O afastamento da punibilidade não se dá apenas com a realização da denúncia espontânea; esta deverá ser acompanhada do pagamento do tributo com os seus acréscimos moratórios. A multa de ofício somente é excluída pela denúncia espontânea da infração quando a denúncia estiver acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, não sendo pagamento a entrega da Declaração de Informações Econômicosfiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER e PROVER os embargos de declaração, para rerratificar a parte dispositiva do acórdão, mantida a decisão prolatada. (documento assinado digitalmente) CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Presidente. (documento assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 0. 00 05 22 /2 00 3- 11 Fl. 2846DF CARF MF Impresso em 18/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 11/02/20 15 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O 2 RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: OTACÍLIO DANTAS CARTAXO (Presidente à época do julgamento), MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO, VALMIR SANDRI, VALMAR FONSECA DE MENEZES, ANTÔNIO CARLOS GUIDONI FILHO (Suplente Convocado), JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, ANTONIO LISBOA CARDOSO (Suplente Convocado), RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, LEONARDO MENDONÇA MARQUES (Suplente Convocado), PAULO ROBERTO CORTEZ (Suplente Convocado). Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fl.2742) opostos pelo Delegado da Receita Federal do Brasil (RFB) em Campo Grande/MS, em face do Acórdão CSRF/0105.624, proferido pela 1a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em sessão de 26/03/2007, da relatoria do então Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes, e tendo como redator designado o Conselheiro Marcos Vinícius Neder de Lima. 2. Em sessão de 08/07/2004, mediante o Acórdão nº 10514.564, os membros da Quinta Câmara do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes (1ºCC) acordaram, "por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso apresentado por AGROLESTE COMÉRCIO, REPRESENTAÇÃO E TRANSPORTE LTDA. por perempto. Por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de não integração da relação tributária e manter a decisão que considerou o Sr. José Carlos Casarotto como responsável tributário, NÃO CONHECER da matéria relativa a retroatividade da quebra do sigilo bancário por preclusão e, no mais, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado", em decisão assim ementada: IRPJ PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVIDADE NULIDADE DO PROCEDIMENTO DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CARACTERIZAÇÃO E EFEITOS SUJEIÇÃO PASSIVA RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS ARBITRAMENTO DOS LUCROS. HIPÓTESES MATÉRIA NÃO PREQUESTIONADA Não se conhece de recurso voluntário interposto após o prazo legal de 30 (trinta) dias contados da ciência da decisão de primeira instância, previsto no artigo 33, do Decreto n° 70.235, de 1972. A responsabilidade pelos créditos tributários correspondentes a obrigações resultantes de atos praticados com infração da lei, é pessoal do mandatário que atuou em nome da pessoa jurídica com plenos poderes, no período da ocorrência dos respectivos fatos geradores. Demonstrado que o procedimento fiscal não incorreu nos vícios alegados pela defesa, improcede a arguição de sua nulidade. A mera apresentação da declaração de rendimentos no período em que a pessoa jurídica readquiriu a espontaneidade, que se achava excluída pelo início do procedimento fiscal, não configura a denúncia espontânea prevista no artigo 138, do CTN, se desacompanhada do pagamento dos respectivos tributos e acréscimos legais. A falta de apresentação da escrituração contábil e fiscal, ainda que simplificada, constitui hipótese de arbitramento de lucros, o qual tomará por base a receita bruta conhecida. Não se conhece de recurso voluntário, na parte que versa sobre matéria não prequestionada no curso do litígio, em homenagem aos princípios do duplo grau de jurisdição e da preclusão, que norteiam o processo administrativo fiscal. DECORRÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS, COFINS E CSLL Tratandose de lançamentos reflexos, a decisão prolatada no lançamento matriz, é aplicável, no que couber, aos decorrentes, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. (Grifei) 3. O contribuinte acima identificado, inconformado com a decisão consubstanciada no Acórdão n° 10514.564 (Sessão de 08/07/2004 fls.2643/2670), ingressou às fls.2683/2687 Fl. 2847DF CARF MF Impresso em 18/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 11/02/20 15 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O Processo nº 10140.000522/200311 Acórdão n.º 9101002.074 CSRFT1 Fl. 2.847 3 com RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA (RD), com fulcro no art. 32, II e § 1º e, 33 § 2º ambos do Regimento Interno do Primeiro Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF nº 55, de 16/03/98. 4. A recorrente do RD afirmou que o acórdão divergiu da jurisprudência administrativa e trouxe como primeiro paradigma o Acórdão nº 10194.503, de 18/02/2004, oriundo da Primeira Câmara do 1ºCC, que tem a seguinte ementa: INÉRCIA DA FISCALIZAÇÃO DURANTE 60 DIAS NULIDADE DO LANÇAMENTO INOCORRÊNCIA Não é nulo o auto de Infração lavrado durante o período de espontaneidade readquirida pelo contribuinte após o lapso de 60 dias em que a fiscalização deixou de encaminhar ato por escrito que indicasse o prosseguimento dos trabalhos. DÉBITO DECLARADO DESNECESSIDADE DO LANÇAMENTO DE OFÍCIO O débito relativo a Imposto de Renda Pessoa Jurídica declarado em DIRPJ, DIPJ ou DCTF espontaneamente entregue pode ser cobrado em conformidade com o disposto nos parágrafos 1º e 2º do art. 5º do Decretolei nº 2.124/84. Declarase nulo, por desnecessário, o lançamento de ofício. 5. Outro acórdão paradigma indicado no RD foi o Acórdão nº 10193.666, de 19/10/2001, oriundo também da Primeira Câmara do 1º CC, que apresenta a seguinte ementa: Espontaneidade O ato de retificação de declaração só tem validade para inibir um lançamento após o início de fiscalização, se ultrapassado o prazo de 60 (sessenta) dias sem qualquer novo ato daquela. 6. O Presidente deu seguimento ao RD, conforme o Despacho Pres 105014/2005 (fls.2713/2715), por entender atendidos os pressupostos legais de admissibilidade do recurso especial, na seguinte ordem de juízo: No acórdão combatido a Câmara recorrida entendeu que mesmo tendo o contribuinte entregado a declaração retificadora no período em que readquirira a espontaneidade, se essa não fosse acompanhada do pagamento dos tributos, não impediria a autuação. Já o acórdão paradigma a primeira Câmara entendeu que a entrega da DIPJ no período em que a empresa readquirira a espontaneidade impede o lançamento de ofício que tem como base a declaração original. (Grifei) 7. Esta Turma proferiu o Acórdão CSRF/0105.624, de 26/03/2007, cuja parte dispositiva restou assim redigida: Recurso especial parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AGRO LESTE COMÉRCIO REPRESENTAÇÃO E TRANSPORTE LTDA ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso especial, para afastar a multa de ofício. Vencidos os Conselheiros Carlos Alberto Gonçalves Nunes (Relator), Dorival Padovan e José Henrique Longo que deram provimento integral ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcos Vinícius Neder de Lima. 8. A decisão embargada possui a seguinte ementa: Fl. 2848DF CARF MF Impresso em 18/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 11/02/20 15 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O 4 CONFISSÃO DE DÍVIDAS DIPJ E DCTF Nos termos da IN SRF 127/98, a Declaração Integrada de Informações da Pessoa Jurídica DIPJ no anocalendário de 1998 não configura confissão de dívida em relação ao Imposto e às contribuições. Nesse ano, é a DCTF que representa o instrumento hábil à constituição do crédito tributário conforme dispõe o art. 5º, § 1º, do Decretolei 2.124/84. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO Legítimo o lançamento de ofício para constituição dos créditos tributários não recolhidos no prazo legal e apenas informados na DIPJ do anocalendário de 1998, exercício de 1999. 9. Extraise do voto vencedor do Acórdão embargado: Como a contribuinte não entregou as DCTFs relativa aos débitos de imposto e contribuições do período de 1988, correta a realização do lançamento de ofício pelo agente fiscal para constituir a obrigação tributária nascida com a ocorrência dos fatos narrados neste processo. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso especial. 10. A Embargante assim se pronunciou nos Embargos de Declaração: Por ocasião do retorno dos autos e no intuito de cumprir a decisão, nos deparamos com uma situação que enseja esclarecimento de contradição, conforme dispõe o Regimento Interno do CARF, art. 65... ... No Acórdão 0105.624, fl. 2.719, foi decidido "por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso especial, para afastar a multa de ofício". Já na redação do voto vencedor verificase que foi totalmente negado provimento ao recurso especial, fl. 2.735. Desta forma, apresentamos estes Embargos de Declaração para análise e manifestação desse Conselho acerca das contradições/ponderações apontadas. 11. Nesse passo, em razão da contrariedade, apontada pelo Delegado da RFB em Campo Grande/MS, entre o voto vencedor e o resultado do julgamento, o Presidente da CSRF, por meio de Despacho próprio às fls. 2836/2837, acolheu os embargos de declaração. 12. É o relatório. Voto Conselheiro Rafael Vidal de Araujo, Relator. 2. Os embargos são tempestivos. 3. Conforme relatado, aduz a embargante a ocorrência de contradição no Acórdão da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais no que tange ao conteúdo do voto vencedor e ao resultado do julgamento. 4. De fato, tal contrariedade se faz presente, visto que o Conselheiro designado para redigir o voto vencedor, ao final de seu voto conclui: “Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso especial”. Entretanto, no resultado de julgamento, constou “ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso especial, para afastar a multa de ofício. ...”. Fl. 2849DF CARF MF Impresso em 18/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 11/02/20 15 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O Processo nº 10140.000522/200311 Acórdão n.º 9101002.074 CSRFT1 Fl. 2.848 5 5. Como o acórdão embargado, de fato, negou provimento ao Recurso Especial do Contribuinte e, a despeito de não ser o relator à ocasião, parece ter de fato assim intentado, em face dos motivos que sucederam a conclusão, entendo que o resultado de julgamento deve ser alterado para que nele se faça constar o que de fato foi decidido. 6. Inicialmente esclareço que não se discute se o contribuinte havia ou não readquirido a espontaneidade, isso está patente do voto vencedor do acórdão embargado: A contribuinte entregou a DIPJ do ano de 1998 depois de intimada no termo de início de fiscalização para apresentarem livros comerciais e fiscais, documentos e informações. A entrega da declaração foi realizada, em 25/02/2003, quando readquirida a espontaneidade pela contribuinte pelo transcurso do prazo de 60 dias do último ato praticado pela fiscalização, datado de 05/11/2002. (Grifei) 7. Para o deslinde da questão, fazse necessário conhecer do conteúdo do art. 138 do CTN: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. 7.1. Como bem ensina o juiz federal João Marcelo Rocha1: "Pagamento do tributo e encargos. O afastamento da punibilidade não se dá apenas com a realização da denúncia espontânea. Esta deverá ser acompanhada do pagamento do tributo, acaso devido, com os seus acréscimos moratórios. ... Quando o valor da dívida relativa ao tributo e seus acréscimos não puderem ser, de plano, quantificados, deverá o sujeito passivo promover o depósito em valor provisioriamente estimado pela autoridade fiscal (CTN, art. 138, caput, última parte). Sem o pagamento ou o depósito, se for o caso, de nada valerá a denúncia. ... A denúncia, portanto, para que opere os efeitos excludentes da punibilidade, deve ser espontânea e acompanhada da reparação patrimonial da Fazenda, relativamente ao tributo, juros e, a nosso ver, multa de mora. ..." 7.2. Na palavras do doutrinador e juiz federal Leandro Paulsen2: Notícia do descumprimento x denúncia espontânea. A denúncia espontânea deve ser considerada como instituto jurídico tributário. Não basta a simples informação sobre a 1 ROCHA, João Marcelo Oliveira. Direito Tributário. 9a edição, revista, atualizada e ampliada. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2013. Pgs. 561 e 563. 2 PAULSEN, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 6a edição. Porto Alegre: Livraria do Advogado: Esmafe, 2004. Pg. 969. Fl. 2850DF CARF MF Impresso em 18/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 11/02/20 15 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O 6 infração, desacompanhada do pagamento. Pelo contrário, é requisito indispensável à incidência do art. 138 que o contribuinte se coloque em situação regular, cumprindo, ainda que a destempo, suas obrigações principais. Para que ocorra a denúncia espontânea, com o efeito de elisão das penalidades, pois, exigese o pagamento do tributo e dos juros moratórios, sendo que a guia de recolhimento (DARF ou equivalente) já conterá os elementos necessários à sua identificação, servindo de comunicação ao Fisco. 8. O que se discute aqui é se a denúncia espontânea (feita através da retificação da DIPJ quando readquirida a espontaneidade) deve estar acompanhada do pagamento do tributo devido, entendido o pagamento como a entrega da DIPJ. 8.1. Assim, na visão do contribuinte, a entrega da DIPJ teria dupla função: tanto de denunciar espontaneamente como de fazer as vezes do pagamento (por entender que a entrega da DIPJ seria confissão de dívida). 8.2. A recorrente defendeu no RD que, por ser a DIPJ confissão de dívida, não teria havido apenas o enquadramento como denúncia espontânea (e conseqüentemente excluída a multa de ofício), mas haveria a desnecessidade do próprio lançamento de ofício. 9. O Acórdão entendeu que há necessidade do lançamento de ofício e que a DIPJ3 nesse período não configura confissão de dívida, função essa desempenhada pelas DCTFs4. Assim, também não é objeto de discussão se a DIPJ do exercício 1999 (anocalendário 1998) configura, ou não, confissão de dívida. O acórdão embargado, em sua ementa e no voto vencedor, é claro no sentido de que não há configuração de confissão de dívida. Essa não é a matéria trazida aos embargos. Rediscutir essa questão seria novo julgamento e extrapolar o escopo dos embargos. 10. Os embargos trata apenas da questão da manutenção da multa de ofício, e, para decidir esse ponto, devese esclarecer o que se deve entender por pagamento que acompanha a denúncia espontânea, para fins de exclusão da punibilidade em conseqüência da aplicação do art. 138 do CTN. Na verdade, o que ficou faltando no voto vencedor do acórdão embargado foi a conclusão lógica decorrente do julgado de que a DIPJ não configura confissão de dívida, ou seja, analisar o art. 138 frente ao decidido. 11. Assim, passo a complementar o acórdão embargado com essa conclusão. Como a entrega da DIPJ retificadora ao tempo da reaquisição da espontaneidade, nos termos da legislação e do julgamento, não configura confissão de dívida, então não se pode considerála como pagamento e, assim, não há o enquadramento ao art. 138 do CTN; pois, estando a denúncia espontânea desacompanhada do pagamento do tributo, não há que se falar em exclusão da multa de ofício. 12. No caso dos autos não houve qualquer pagamento e também não foram entregues as DCTFs relativas aos débitos de impostos e contribuições do anocalendário de 1998, logo não existe pagamento, e, portanto, restou desatendido pressuposto para exclusão da responsabilidade (multa de ofício). Ademais, não é o caso aqui de se analisar a questão do atendimento, ou não, do art. 138 por meio de parcelamento, tendo em vista a inexistência do mesmo. 13. Ademais, a qualificação da multa de ofício é matéria não questionada, pois a qualificação não foi objeto de julgamento nem do recurso voluntário, tampouco do recurso 3 Sob a égide da Instrução Normativa SRF nº 127/1998. 4 Conforme se observa da Instrução Normativa SRF nº 126/1998, art. 7º. Fl. 2851DF CARF MF Impresso em 18/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 11/02/20 15 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O Processo nº 10140.000522/200311 Acórdão n.º 9101002.074 CSRFT1 Fl. 2.849 7 especial (não há sequer menção à multa no RD, ainda menos à qualificação). Portanto, não há que se adentrar na matéria em âmbito de embargos de declaração do recurso especial. 14. Feitas estas considerações sobre o acórdão embargado e tendo em vista que esses embargos não se prestam a um novo julgamento, mas, tão somente, para eliminar a contrariedade entre o voto vencedor e o resultado transcrito, complemento as razões proferidas no voto vencedor ao aplicar o decidido para afastar o art. 138, e, conseqüentemente, confirmar a decisão do Conselheiro Marcos Vinícius Neder de Lima no sentido de negar provimento ao Recurso Especial do Contribuinte. 15. Assim, devese ACOLHER os embargos para corrigir a parte dispositiva do Acórdão CSRF/0105.624, de 26/03/2007, onde deve constar que o resultado do julgamento foi no sentido de, por maioria, NEGAR provimento ao Recurso Especial do Contribuinte, bem como para retificar que a decisão foi dada pela Primeira Turma da CSRF e não pela Segunda Turma da CSRF. 16. Ante o exposto, voto por ACOLHER e PROVER os embargos de declaração, para rerratificar a parte dispositiva do acórdão, nos termos do item anterior, mantida a decisão prolatada no acórdão embargado. (documento assinado digitalmente) Rafael Vidal de Araujo Relator Fl. 2852DF CARF MF Impresso em 18/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 11/02/20 15 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O
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