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4742268 #
Numero do processo: 10166.722592/2009-21
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 BOLSAS DE ESTUDO DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. INAPLICABILIDADE O pagamento de bolsas de estudo de graduação e pós-graduação a todos os empregados e dirigentes, enquadra-se na exceção legal prevista na alínea “t” do § 9° do art. 28 da lei 8.212/91, não se constituindo em salário de contribuição. Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2803-000.792
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR

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Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias  Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006    BOLSAS DE ESTUDO DE GRADUAÇÃO E PÓS­GRADUAÇÃO. BASE  DE CÁLCULO.INAPLICABILIDADE  O pagamento de bolsas de estudo de graduação e pós­graduação a  todos os  empregados  e  dirigentes,  enquadra­se  na  exceção  legal  prevista  na  alínea  “t”do  §  9°  do  art.  28  da  lei  8.212/91,  não  se  constituindo  em  salário  de  contribuição.      Recurso Voluntário Provido      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento  ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos  Praia de Lima.    assinado digitalmente  Helton Carlos Praia de Lima ­ Presidente.     assinado digitalmente  Oséas Coimbra ­ Relator.     Fl. 400DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722592/2009­21  Acórdão n.º 2803­00.792  S2­TE03  Fl. 401          2     Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de  Lima,  Eduardo  de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro  de Andrade, Oséas Coimbra  Júnior,  Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior.     Fl. 401DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722592/2009­21  Acórdão n.º 2803­00.792  S2­TE03  Fl. 402          3   Relatório  Trata­se  de  recurso  voluntário  interposto  contra  decisão  da  Delegacia  da  Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o auto de infração lavrado,  referente a contribuições devidas em razão de pagamentos bolsas de estudo, consideradas como  salário de contribuição – parte do empregado.  A  Decisão­Notificação  –  fls  369  e  ss,  conclui  pela  improcedência  da  impugnação  apresentada,  mantendo  a  Notificação  lavrada.  Inconformada  com  a  decisão,  apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte :  •  As  bolsas  de  estudos  são  oferecidas  a  todos  os  empregados  e  dirigentes.   •  O  posicionamento  da  primeira  instância  administrativa,  além  de  ser  totalmente  dissonante  da  legislação  de  regência,  também  não  se  coaduna  com  os  entendimentos  dos  julgadores  de  segunda  instância  (2°  Conselho  de  Contribuintes/CARF),  bem  como  com  recente  posicionamento  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  ­  STJ,  que  entende  que bolsa de estudo, inclusive para nível superior, é verba de natureza  indenizatória, concedida para o trabalho e não pelo trabalho, situação  que a coloca fora da área do alcance da tributação previdenciária.  •  Pugna pelo conhecimento e provimento deste Recurso, tendo em vista  que a verba bolsa de estudo, a teor das recentes decisões da segunda  instância  administrativa  /  STJ,  é  considerada  verba  indenizatória,  situação que a afasta da hipótese de incidência no que diz respeito ao  salário­de­contribuição.    É o relatório.  Fl. 402DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722592/2009­21  Acórdão n.º 2803­00.792  S2­TE03  Fl. 403          4 Voto             Conselheiro Oséas Coimbra    O ponto controverso cinge­se decidir se bolsas de estudo oferecidas para as  modalidades  de  graduação  e  pós­graduação  configuram  salário  de  contribuição.    Vejamos  a  legislação a respeito – lei 8.212/91:  Art. 28. ...  § 9º Não  integram o salário­de­contribuição para os  fins desta  Lei,  exclusivamente:  (...)  t)  o  valor  relativo  a  plano  educacional  que  vise  à  educação  básica, nos termos do Art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro  de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais  vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que  não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos  os  empregados  e dirigentes  tenham acesso  ao mesmo;  ­ Alínea  acrescentada pela MP nº 1.596­14, de 10/11/97 e convertida na  Lei nº 9.528, de 10/12/97  ­Redação dada pela Lei nº 9.711, de  20.11.98 (grifei)  Da  legislação  retro,  temos  que  avaliar  se  cursos  de  graduação  e  pós­ graduação se enquadram como “a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados  às atividades desenvolvidas pela empresa”.  A evolução das relações de trabalho e das atividades desenvolvidas, há muito  exigem uma formação multidisciplinar de seus atores. A busca de atividades que levem a um  desenvolvimento  cognitivo,  seja ele qual  for,  influencia na qualidade do  empregado  e,  dessa  feita, o melhor qualifica e o capacita.    Nesse  sentido  também  já  aponta  a  jurisprudência  do  Superior  Tribunal  de  Justiça.  "TRIBUTÁRIO.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  INCIDÊNCIA  SOBRE  AUXÍLIO­EDUCAÇÃO  DE  EMPRESA  (PLANO  DE  FORMAÇÃO  EDUCACIONAL).  DESCABIMENTO. VERBAS DE NATUREZA NÃO SALARIAL.  1. Recurso Especial interposto contra v. Acórdão que considerou  não  incidir  contribuição  previdenciária  sobre  as  verbas  referentes  ao  auxílio­educacional  de  empresa  (plano  educacional),  por  considerar  que  as  mesmas  não  integram  o  salário­de­contribuição.  Fl. 403DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722592/2009­21  Acórdão n.º 2803­00.792  S2­TE03  Fl. 404          5 2.  O  §  9º,  do  art.  28,  da  Lei  nº  8.212/91,  com  as  alterações  efetivadas  pela  Lei  nº  9.528/97,  passou  a  conter  a  alínea  't',  dispondo  que  'não  integram  o  salário­de­contribuição  para  os  fins  desta  Lei,  exclusivamente,  o  valor  relativo  a  plano  educacional  que  vise  ao  ensino  fundamental  e  a  cursos  de  capacitação  e  qualificação  profissionais  vinculados  às  atividades  desenvolvidas  pela  empresa,  desde  que  todos  os  empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo.  3. Os valores recebidos como 'formação profissional incentivada  não podem ser considerados como salário in natura, porquanto  não  retribuem  o  trabalho  efetivo,  não  integrando,  portanto,  a  remuneração do empregado, afinal, investimento na qualificação  de  empregados  não  há  que  ser  considerado  salário.  É  um  benefício  que,  por  óbvio,  tem  valor  econômico, mas  que  não  é  concedido em caráter complementar ao salário contratual pago  em  dinheiro.  Salário  é  retribuição  por  serviços  previamente  prestados  e  não  se  imagina  a  hipótese  de  alguém  devolver  salários recebidos. 4. Recurso não provido." (RESP 365.398/RS,  1ª Turma, Rel. Min. José Delgado, DJ de 18/3/2002)    "TRIBUTÁRIO.  AGRAVO  REGIMENTAL.  RECURSO  ESPECIAL.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  AUXÍLIO­ EDUCAÇÃO.  DESCABIMENTO.  VERBAS  DE  NATUREZA  NÃO SALARIAL.   ­  Os  valores  pagos  pela  empresa  diretamente  à  instituição  de  ensino,  com  a  finalidade  de  prestar  auxílio  escolar  aos  seus  empregados,  não  podem  ser  considerados  como  salário  'in  natura', pois não retribuem o trabalho efetivo, não integrando a  remuneração.  Trata­se  de  investimento  da  empresa  na  qualificação de seus empregados.  ­  A  Lei  nº  9.528/97,  ao  alterar  o  §  9º  do  artigo  28  da  Lei  nº  8.212/91,  que  passou  a  conter  a  alínea  't',  confirmou  esse  entendimento,  reconhecendo  que  esses  valores  não  possuem  natureza salarial. ­ Precedente desta Corte. ­ Agravo regimental  improvido."  (AGRESP  328.602/RS,  1ª  Turma,  Rel.  Min.  Francisco Falcão, DJ de 2/12/2002)    PREVIDENCIÁRIO.  RECURSO  ESPECIAL.  AUXÍLIO­ EDUCAÇÃO.  BOLSA  DE  ESTUDO.  VERBA  DE  CARÁTER  INDENIZATÓRIO.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  INCIDÊNCIA SOBRE A BASE DE CÁLCULO DO SALÁRIO DE  CONTRIBUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.  1.  "O  auxílio­educação,  embora  contenha  valor  econômico,  constitui  investimento  na  qualificação  de  empregados,  não  podendo ser considerado como salário in natura, porquanto não  retribui  o  trabalho  efetivo,  não  integrando,  desse  modo,  a  remuneração  do  empregado.  É  verba  empregada  para  o  Fl. 404DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722592/2009­21  Acórdão n.º 2803­00.792  S2­TE03  Fl. 405          6 trabalho,  e  não  pelo  trabalho."  (RESP  324.178­PR,  Relatora  Min Denise Arruda, DJ de 17.12.2004).  2. In casu, a bolsa de estudos, é paga pela empresa e destina­se  a  auxiliar  o  pagamento  a  título  de  mensalidades  de  nível  superior  e  pós­graduação  dos  próprios  empregados  ou  dependentes, de modo que a falta de comprovação do pagamento  às instituições de ensino ou a repetição do ano letivo implica na  exigência  de  devolução  do  auxílio.  Precedentes:.  (Resp.  784887/SC.  Rel  Min.  Teori  Albino  Zavascki.  DJ.  05.12.2005  REsp  324178/PR,  Rel.  Min.  Denise  Arruda,  DJ.  17.02.2004;  AgRg  no  REsp  328602/RS,  Rel.  Min.  Francisco  Falcão,  DJ.02.12.2002;  REsp  365398/RS,  Rel.  Min.  José  Delgado,  DJ.  18.03.2002).  3.  Agravo  regimental  desprovido.(AgRg  no  AGRAVO  DE  INSTRUMENTO  Nº  1.330.484  –  RS,  1ª  Turma,  Min. Luiz Fuz. Julgado em 18.11.2010  Assim sendo, o pagamento de bolsas de graduação e pós­graduação pode ser  enquadrado  na  exceção  legal,  não  se  configurando  como  base  de  cálculo  de  contribuições  previdenciárias.    CONCLUSÃO  Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, dou­lhe provimento.      assinado digitalmente  Oséas Coimbra ­ Relator.                                Fl. 405DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR

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4622368 #
Numero do processo: 10120.003802/96-11
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 303-00.819
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Irineu Bianchi, relator. Designado para redigir o voto o conselheiro Zenaldo Loibman.
Nome do relator: IRINEU BIANCHI

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Numero do processo: 10630.001187/2001-95
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.055
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência para o Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes para o julgamento, em razão da matéria, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA

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Numero do processo: 13836.000158/2007-83
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COF1NS Período de apuração: 01/02/2002 a 30/04/2002 PRESCRIÇÃO. ART. 165, I E 168, I, AMBOS DO CTN. DECRETAÇÃO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior ou indevidamente extingue-se em cinco anos, contados a partir do pagamento do tributo, conforme previsão dos arts. 165,1 e 168, I, ambos do CTN. A prescrição pode ser decretada de oficio, conforme preceitua a Lei n°. 11.280/2006, art. 3º, que alterou o art. 219, §5°, do CPC. PIS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. IMPOSSIBILIDADE. A parcela relativa ao ICMS compõe a base de cálculo do COFINS por se tratar de tributo que integra o preço de venda de mercadorias e serviços e, consequentemente, a receita bruta do contribuinte, sem estar entre aquelas excluídas pela lei. Recurso negado.
Numero da decisão: 2803-000.130
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, a unanimidade de votos, em negar provimento ao presente recurso.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: ANDRÉIA DANTAS LACERDA MONETA

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Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COF1NS Período de apuração: 01/02/2002 a 30/04/2002 PRESCRIÇÃO. ART. 165, I E 168, I, AMBOS DO CTN. DECRETAÇÃO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior ou indevidamente extingue-se em cinco anos, contados a partir do pagamento do tributo, conforme previsão dos arts. 165,1 e 168, I, ambos do CTN. A prescrição pode ser decretada de oficio, conforme preceitua a Lei n°. 11.280/2006, art. 3 0, que alterou o art. 219, §5°, do CPC. PIS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. IMPOSSIBILIDADE. A parcela relativa ao ICMS compõe a base de cálculo do COFINS por se tratar de tributo que integra o preço de venda de mercadorias e serviços e, consequentemente, a receita bruta do contribuinte, sem estar entre aquelas excluídas pela lei. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, a un idade de votes, em neg. .r. vimento ao presente recurso. G • • 10/ ItáPIRIP)SPPENBURG FILHO 'resi( -nte Processo n°13836.000158/2007-83 52-TE03 Acórdão n.° 2803-00.130 Fl. 10 Pry,-/•• _e te. ANDREIA DANTAS LACERDA MONETA Relatora Participou ainda do presente julgamento os Conselheiros Alexandre Kern e Luís Guilherme Queiroz Vivacqua. Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 43/57) interposto pelo contribuinte acima identificado, em 20/03/2008, contra acórdão n° 05-19.969 — P Turma da DRJ em Campinas/SP, datado de 07 de novembro de 2007, que indeferiu o pedido de restituição, nos termos da ementa do acórdão (fls. 38), abaixo transcrita: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/02/2002 a 30/04/2002 CONTROLE DE CONSTTTUCIONALIDADE. O controle de constitucionalidade da legislação que fundamenta o lançamento é de competência exclusiva do Poder Judiciário e, no sistema difuso, centrado em última instância revisional no STF. ICMS. BASE DE CÁLCULO. O valor do ICMS devido pela própria contribuinte integra a base de cálculo da Cofins. Solicitação Indeferida. Em 15/05/2007, o contribuinte apresentou pedido de restituição de COFINS, no valor de R$ 47.032,03, relativos aos períodos de apuração de fevereiro de 2002 a abril de 2002, conforme documentos de fls. 01/03. Em 13/06/2007 (fls. 24/26) a autoridade local indeferiu o pedido de restituição protocolizado pela Recorrente. A DRJ indeferiu a solicitação, nos termos da Ementa já transcrita. Inconformada com a decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário ao 2° Conselho de Contribuintes, aduzindo, em suma, ser inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cálculo da COFINS. É o relatório. Voto Conselheira ANDRÉIA DANTAS LACERDA MONETA, Relatora 2 Processo n° 13836.00015812007-83 82-TE03 Acórdão n.° 2803-00.130 Fl. I I O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. O presente recurso voluntário não merece provimento. Primeiramente, verifica-se que o pleito restitutivo refere-se ao período de apuração compreendido entre 01/02/2002 a 30/04/2002, tendo sido o pedido de restituição formulado no dia 15/05/2007. A prescrição, mesmo não sendo debatida nas instâncias administrativas inferiores, entendo que a mesma pode ser decretada de oficio, tendo em vista a alteração sofrida pelo art. 219, §5°, do Código de Processo Civil — CPC, pelo art. 3°, da Lei n°. 11.280/2006. Atualmente, o artigo 219, §5°, do CPC possui a seguinte redação: "An. 219. (omissis) §5" O juiz pronunciará, de ofício, a prescrição." Desta feita, não restam dúvidas de que a prescrição pode ser decretada de oficio, donde, doravante, passaremos a analisá-la. O direito e prazo para pleitear restituição de indébito estão disciplinados nos arts. 165 e 168 do CTN, que assim dispõem: "Art. 165 O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4° do artigo 162, nos seguintes casos: I — cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; Art. 168 O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I — nas hipóteses dos incisos I e II do art.165, da data da extinção do crédito tributário; Aplica-se, portanto, o prazo de 5 (cinco) anos, nos termos do caput do art. 168 do Código Tributário Nacional, bem como o art. 3° da Lei Complementar n° 118, de 09 de fevereiro de 2005. No lançamento por homologação a extinção do crédito tributário ocorre com o pagamento do tributo e se confirma com a homologação ocorrida cinco anos depois, o que é ratificado pelo art. 3° da Lei Complementar n°. 118/2005. A posição adotada pelo STJ, tese dos 5 + 5, além de não se alinhar ao conceito de actio nata e aos princípios que regem a prescrição, teve sua aplicação prejud . ada em face das disposições dos art. 3° e 4° da Lei Complementar n° 118/05, que assim dispi /?CI 3 Processo n°13836.000158/200743 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.130 EL 12 "Art. 3° Para efeitos de interpretação do inciso Ido art. 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o §1° do art. 150 da referida Lei: "Art. 40 Esta lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação, observado, quanto ao art. 3 0, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional." O art. 3° da LC 118/05 trata-se de disposição expressamente interpretativa. Para evitar qualquer dúvida existente, a LC n° 118/05, em seu art. 4 0, textualmente afirma que, quanto a regra do art. 3°, deve ser observado o art. 106, 1, do CTN, que determina justamente a aplicação retroativa das leis expressamente interpretativas. No tocante à sua aplicação, o Superior Tribunal de Justiça adotou, equivocadamente, o entendimento de que a disposição somente teria aplicação em relação aos pedidos de restituição apresentados após sua publicação, como ocorreu no REsp n° 791.370- MT, de 24 de outubro de 2008. Ressalte-se que o STJ não é órgão competente para exercer o controle abstrato de constitucionalidade No tocante a Lei Complementar n° 118, de 2005, é importante esclarecer que o STF, em tese, poderá eventualmente declarar a sua constitucionalidade. É que se o STF considerar que a interpretação do STJ contraria o CTN (tese dos 5 + 5), as disposições consideradas inconstitucionais pelo STJ seriam meramente interpretativas. Assim sendo, enquanto não houver apreciação da matéria pelo plenário do STF, o art. 4° da LC 118/05, não foi retirado do mundo jurídico, não tendo como ser afastado do julgamento administrativo em questão, em aplicação ao que dispõe o art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes. Além disso, o artigo 3° da Lei Complementar n° 118/05 apenas confirma um entendimento já consolidado na Administração Tributária, como se depreende do item I do Ato Declaratório SRF n° 96, de 26/11/1999, publicado no Diário Oficial da União de 30/11/1999, que assim dispõe: — o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário — arts. 165,1 e 168, da Lei n°5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional): No presente caso, o pedido de restituição foi protocolizado no dia 15/05/2007, e refere-se ao período de apuração compreendido entre 01/02/2002 a 30104/2002, donde conclui-se os supostos pagamentos indevidos encontram-se prescritos, posto que foram recolhidos a mais de 5 (cinco) anos, nos termos da fundamentação supra. Ainda que se passe pela questão da prescrição, melhor sorte não teria a recorrente em ver seu recurso provido. No que se refere ao pedido de exclusão do ICMS da base de cálcu da COFINS, melhor sorte não encontra a recorrente. 4 Processo n° 13836.000158/2007-83 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.130 Fl. 13 A Lei Complementar n°. 70/91, ao instituir a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — COFINS, elegeu, como base de cálculo, o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta decorrente das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza. O artigo 2°, da referida LC dispõe que não integra a receita bruta, para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição: "Parágrafo único — não integra a receita de que trata este artigo, para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição, o valor: Do imposto sobre produtos industrializados, quando destacado em separado no documento fiscal; Das vendas canceladas, das devolvidas e dos descontos a qualquer titulo concedidos incondicionalmente." Constata-se, de plano, que o ICMS não está entre as parcelas que podem ser excluídas da base de cálculo da COFINS. A respeito desse assunto, Luiz Fernando de Souza Nevez (Cofins — Contribuição Social sobre o Faturamento — L.C. n° 70/91, Editora Max Limonad: São Paulo, 1997, p. 11), assim se manifesta: "Portanto, o instrumento legal que agora disciplina a matéria (Lei Complementar), veda a possibilidade de exclusão do 1CMS de sua base de cálculo, só permitindo, em relação ao 1P1, vendas canceladas e descontos incondicionais." Em sintonia com as Súmulas ifs 68 e 94, do Colendo Superior Tribunal de Justiça — STJ, este Segundo Conselho de Contribuintes, vem, reiteradamente, decidindo no sentido de que o valor do ICMS, incluído no preço das mercadorias, integra a base de cálculo da COFINS, podendo-se citar, a título de exemplo, os Acórdãos n°s 202-18.398, de 18/10/2007; 202-18.956, de 10/04/2008, 203-12.403, de 19/09/2007. Correta, portanto, a decisão recorrida que concluiu pela impossibilidade de exclusão da base de 'cálculo da COFINS, da parcela do preço referente ao ICMS, em face da ausência de previsão legal que ampare a pretensão da contribuinte. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 01 de junho de 2009. 94.,1„,., Jact-, ANDREIA DANTAS LACERDA MOki

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Numero do processo: 16707.006753/2007-96
Data da sessão: Tue Jun 08 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jun 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 28/11/2007 PRODUTOR RURAL. SUBROGAÇÃO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PELO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL. RE 363.852 / MG. No julgamento do RE 363.852/MG a Suprema Corte decidiu pela inconstitucionalidade do artigo 1" da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n° 8.212/91, com redação atualizada até a Lei nº 9.528/97. Aplicabilidade do art. 62, I do Regimento Interno do CARF, aprovado pela portaria GMF n° 256 de 22 de junho de 2009. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.105
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA JÚNIOR

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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 28/11/2007 PRODUTOR RURAL. SUBROGAÇÃO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PELO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL. RE 363.852 / MG. No julgamento do RE 363.852/MG a Suprema Corte decidiu pela inconstitucionalidade do artigo 1" da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n° 8.212/91, com redação atualizada até a Lei nº 9.528/97. Aplicabilidade do art. 62, I do Regimento Interno do CARF, aprovado pela portaria GMF n° 256 de 22 de junho de 2009. Recurso Voluntário Provido.

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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-01T12:10:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-01T12:10:23Z; Last-Modified: 2011-09-01T12:10:23Z; dcterms:modified: 2011-09-01T12:10:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:7e8b18db-d7ad-4772-998e-c4be886fcff3; Last-Save-Date: 2011-09-01T12:10:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-01T12:10:23Z; meta:save-date: 2011-09-01T12:10:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-01T12:10:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-01T12:10:23Z; created: 2011-09-01T12:10:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-09-01T12:10:23Z; pdf:charsPerPage: 1352; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-01T12:10:23Z | Conteúdo => S2-TE03 FL I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO rrocesso n° 16707.006753/2007-96 * Recurso n° 257.283 Voluntário Acórdão no 2803-00.105 — 3' Turma Especial Sessão de 08 de junho de 2010 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente DISTRIBUIDORA DOS PRODUTOS KERO KERO LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM RECIFE/PE ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 28/11/2007 PRODUTOR RURAL. SUBROGAÇÃO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PELO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL. RE 363.852 / MG. No julgamento do RE 363.852/MG a Suprema Corte decidiu pela inconstitucionalidade do artigo 1" da Lei n" 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n° 8.212/91, com redação atualizada até a Lei n" 9.528/97. Aplicabilidade do art. 62, I do Regimento Interno do CARF, aprovado pela portaria GMF n° 256 de 22 de junho de 2009. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. HELT OS P IA DE LIWL,Presidente OSEAS CO\LB JUNIOR - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Junior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes li Abreu (s plente), Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatóeo Trata-se de Auto de Infração lavrado em razão de a empresa autuada não ter , cleclarado nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações A. Previdência Social - GFIP os valores relativos a produção adquirida de produtor rural pes oa fisica, cuja responsabilidade de recolhimento das contribuições sociais é atribuida empresa dquirente, na condição de sub-rogada , na forma prevista nos incisos I e II do art. 25, no inciso IV do art. 30 e inciso IV do art. 32, todos da Lei 8.212, de 24/07/91 e do art. 6 da Lei 9.528/97 com redação alterada pela Lei 10256101. E o Relatório. Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator • 0 Supremo Tribunal, no julgamento do RE 363.852/MG a Suprema Corte decidiu pela inconstitucionalidade do artigo 1° da Lei no 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 1, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n°8.212/91, com redação tualizada até a Lei n° 9.528/97. A decisão da Supremo Corte fulmina a subrogação devida na comercialização de produção rural adquirida de produtor rural pessoa fisica. :11 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob Andamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal 0 art. 62, I do Regimento Interno do CARF, aprovado pela portaria GMF no 256 de 22 de junho de 2009, traz: decidido há 'corno du- lhe Tenho como aplicável a exceção prevista no presente regimento e, urna vez pelo Pleno do STF a inconstitucionalidade da norma que fundamentou a infração, não subsistir o presente Auto de Infração. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, rovimento. OSEAS COIMBRA JUNIOR - Relator 2 Processo n° 16707.006753/2007-96 S2-TE03 AcOrdâo n.° 2803-00.105 Fl. 2 Declara ao de Voto Apenas a titulo de esclarecimentos, é necessário observar que a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do RE 363.852/MG, na qual restou declarada a inconstitucionalidade do artigo 1° da Lei n° 8.540/92, que deu nova redação ads artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei no 8.212/91, corn redação +ualizada ate a Lei n' 9.528/97, ainda não foi publicada, não podendo, por tal razão, ser considerada decisão definitiva, nos exatos termos da disposição contida no art. 62 do Regimento Interno: "Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrqfb único, 0 disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal." Não obstante, é possível verificar, por meio das informa0es constantes em A movimentação processual do RE 363.852/MG, disponível no site do Supremo Federal, que a referida decisão foi proferida pelo Plenário, à unânimidade, nos terms: consulta Tribunal seguinte "Decisão: 0 Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário para desobrigar os recorrentes da retenção e do recolhimento da contribuição social ou do seu recolhimento por siibrrogação sobre a "receita bruta proveniente da comercialização da produção rural" de empregadores, pessoas naturais, .fOrnecedores de bovinos para abate, declarando a inconstitucionalidade do artigo I" da Lei le 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos fell, e 30, inciso IV, da Lei n"8.212/91, com a redação atualizada ate a Lei 7?" 9.528/97, ate que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional n" 20/98, venha a instituir a contribuição, tudo na forma do pedido inicial, invertidos os ônus da sucumbencia. Em seguida, o Relator apresentou petição da União no sentido de modular os efeitos da decisão, que foi rejeitada por maioria, vencida a Senhora Ministra Ellen Gracie. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, licenciado, o Senhor Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, com voto proferido na assentada anterior. Plenário, 03.02.2010." Nestes termos, considerando que o entendimento manifestado pelo Supremo Tribunal Federal acerca da inconstitucionalidade da contribuição ao Funrural, tal corno instituída, é unânime e, ainda, que contra a referida decisão é cabível tão somente Embargos de Declara0o, que não teria, pela sua própria natureza, o condão de alterar a natureza do decision, e sim de suprir alguma obscuridade, omissão ou contradição, esta Eg. Turma, por maioria, admite a aplicação de tal posicionamento a hipótese dos autos, em razão das suas Peculiaridades, mesmo não estando presente a situação prevista no art. 62, parágrafo inciso I, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — CARP. Praia d Acompanha a presente declaração de voto os Conselheiros Helton Carlos Lima, Gustavo Vettorato, Vera Kempers e Eduardo de Oliveira. 4

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4738001 #
Numero do processo: 37316.002412/2006-34
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/02/2005 a 31/03/2006 RESTITUIÇÃO. RECOLHIMENTO INDEVIDO. NÃO COMPROVAÇÃO É responsabilidade do contribuinte comprovar o recolhimento feito indevidamente a maior. Apurado débito através de NFLD, referente às mesmas competências, não há que se falar em restituição. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 2803-000.373
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR

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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-08-27T20:30:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-08-27T20:30:55Z; Last-Modified: 2011-08-27T20:30:55Z; dcterms:modified: 2011-08-27T20:30:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:03be3d6d-7805-40aa-9872-48b0f1c7512b; Last-Save-Date: 2011-08-27T20:30:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-08-27T20:30:55Z; meta:save-date: 2011-08-27T20:30:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-08-27T20:30:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-08-27T20:30:55Z; created: 2011-08-27T20:30:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2011-08-27T20:30:55Z; pdf:charsPerPage: 1324; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-08-27T20:30:55Z | Conteúdo => E LIMA - Presidente. HEL ON OSEAS COIMBRA IOR - Relator S2-TE03 F1.1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 37316.002412/2006-34 Recurso n° 255.000 Voluntário Acórdão IV 2803-00.373 — 3' Turma Especial Sessão de 01 de dezembro de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO: EMPRESAS EM GERAL Recorrente PROTECARDIO CLÍNICA DE HEMODINAMICA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO LTDA Recorrida SRP-SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/02/2005 a 31/03/2006 RESTITUIÇÃO. RECOLHIMENTO INDEVIDO. NÃO COMPROVAÇÃO responsabilidade do contribuinte comprovar o recolhimento feito indevidamente a maior. Apurado débito através de NFLD, referente às mesmas competências, não há que se falar em restituição. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão da SRP em Piracicaba/SP, que indeferiu o pedido de restituição pleiteado. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário onde alega, em síntese, que: • A recorrente foi notificada do indeferimento desses pedidos, sob alegação de que tais valores foram apropriados integralmente na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) no. 37.071.089-4. No entanto, indevida a apropriação, visto que tal notificação encontra-se ainda em fase de julgamento, ou seja, não se trata de decisão definitiva. • A referida NFLD adveio de uma fiscalização, que resultou em uma autuação se baseou no fato da recorrente, quando do procedimento fiscal, não ter apresentado os livros contábeis relativos ao período fiscalizado. Desse modo, a recorrente não se encontra em débito com a Previdência, visto que a decisão de Lançamento de Debito Fiscal é passível de modificação, razão pela qual indevida a apropriação dos valores pagos a maior. • Portanto, a decisão de indeferimento de restituição de valores pertencentes à recorrente veio baseada na presunção de um débito, o que a torna desprovisa(sic) de qualquer fundamento legal. • Pretende provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidas, em especial a perícia contábil e juntada de novos documentos. Pede deferimento. • Por fim requer a reforma da r.decisdo com o deferimento do pedido formulado. É o relatório. Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator DA RESTITUIÇÃO 0 indeferimento do presente pedido se deu em razão de "os valores retidos em Notas Fiscais foram apropriados integralmente na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito ( NFLD) n° 37.071.089-4" — fls 182. A fiscalização, através de informação fiscal — fls 181 e ss demonstrou que, nas competências onde a empresa alega créditos a receber, existe, isso sim, débito para com a seguridade social, que foram apurados através da NFLD no. 37.071.089-4. Elenca as notas fiscais cujas retenções foram apropriadas A. NFLD, que são as mesmas objeto do pedido de restituição:p .% 2 Processo n° 37316.002412/2006-34 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.373 Fl. 2 Demonstra que a causa do indeferimento foi a constatação da falta de créditos a receber nas competências solicitadas, atacando diretamente o mérito do pedido formulado, e não a existência do outros débitos quaisquer ainda não definitivamente julgados. Temos que o eventual direito pleiteado s6 pode ser avaliado através da análise da NFLD no. 37.071.089-4, onde foram apropriadas as notas fiscais que fundamentam o presente pedido de restituição, apurados os valores devidos nas competências fevereiro e março de 2006, abarcando o período deste pedido, e o recorrente traz todos seus elementos de defesa, razão pela qual será realizado o julgamento conjunto dos processos, pela evidente conexão configurada. DA NFLD 37.071.089 -4 Trata-se de NFLD referente a remunerações pagas a segurados obrigatórios, calculadas por aferição indireta em razão da não apresentação da escrita contábil. Foram utilizados os valores constantes em notas fiscais de serviços prestados. Preliminarmente constatamos que a DN de fls 411 e ss reconheceu a decadência referente ao período anterior a 02/2002, inclusive. No mérito, a empresa alega o seguinte: • A autuação se baseou no fato de a empresa impugnante, quando do procedimento fiscal, não ter apresentado os livros contábeis relativos ao período fiscalizado, o que levou a conclusão de que o valor do faturamento mensal estaria acima do estimado para o quantitativo de mão-de-obra descrito nas folhas de pagamento apresentadas. A fiscalização então aferiu indiretamente as contribuições previdencidrias, aplicando o índice de 40% sobre o valor das notas fiscais. • A aferição indireta só é possível quando a empresa não cumpra as providências impostas pela lei, sendo ilegal o procedimento da autoridade fiscal que, mesmo com a existência da escrituração contábil regular, exige recolhimentos fundamentados em aferição indireta. • A empresa apresentou os documentos contábeis, em especial os livros impressos e registrados, consoante documentos de fls 264/359. • Os parâmetros utilizados pelo INSS, para a aferição indireta, não foram criteriosos e não acompanharam a realidade da empresa. • Os sócios recebem a titulo de distribuição de lucros, sendo vedada a cobrança de contribuição social sobre tais valores. • A não realização de perícia configura cerceamento de defesa. • Ao final, pugna pelo provimento do recurso, declarando inexigíveis as contribuiçõeslançadas. j-) 3 Passo a me manifestar. 0 presente crédito tributário foi aferido indiretamente tendo como base os valores constantes nas notas fiscais, consoante Instrução Normativa IN/SRP N° 003 de 13 de julho de 2005, uma vez que no foi apresentada a escrita contábil. As planilhas acostadas às fls. 120/158, demonstra que o Auditor autuante não aplicou a aliquota de 40% sobre o valor das notas fiscais, como alegado, e sim sobre a parte considerada serviços, equivalente a 50% do valor das notas, o que resulta em 20% do valor total das notas fiscais. Transcrevemos excerto da prefalada IN 003. Subseção (Mica Aferição Indireta da Remuneração da Mão-de-Obra com Base na Nota Fiscal, na Fatura ou no Recibo de Prestação de Serviços Art. 600. Para fins de aferição, a remuneração da mão-de-obra utilizada na prestação de serviços por empresa corresponde ao mínimo de: I - quarenta por cento do valor dos serviços constantes da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços; Art. 601 — (..) §1° Caso haja previsão contratual de fornecimento de material ou de utilização de equipamento próprio ou de terceiros, exceto os equipamentos manuais, e os valores de material ou de utilização de equipamento não estiverem estabelecidos no contrato, nem discriminados na nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços, o valor do serviço corresponde, no minim), a cinqüenta por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo, aplicando-se para fins de aferição da remuneração da mão-de-obra utilizada o disposto no art. 600. A lei 8212/91, art. 33, respalda o método de aferição indireta, quando o contribuinte não apresenta os elementos suficientes à fiscalização. Art. 33. A Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas a tributação, a fiscalização, a arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a titulo de substituição e das devidas a outras entidades e fundos. (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009). ,sç 1 -Q É prerrogativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por intermédio dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, o exame da contabilidade das empresas, ficando obrigados a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados o segurado e os terceiros responsáveis pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e das contribuições devidas a outras entidades e fundos. (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009). § 2' A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o ,S1 4 Processo n° 37316.002412/2006-34 82-TE03 AcOrcldo n.° 2803-00.373 Fl. 3 comisscirio e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. (Redação dada pela Lei no 11.941, de 2009). 32 Ocorrendo recusa ou sonega cão de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de oficio a importância devida. (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009). e Na falta de prova regular e formalizada pelo sujeito passivo, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão de obra empregada, proporcional a área construída, de acordo coin critérios estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa corresponsável o 'onus da prova em contrário. (Redação dada pela Lei no 11.941, de 2009). § 5" 0 desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularinente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo licito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei. ,sç 60 Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo a empresa o ônus da prova em contrário. Quanto a alegada documentação contábil de fls 264 e ss, a DN de fls 420 traz entendimento que incorporo a meu voto: E embora a impugnante junte aos autos os documentos clefts 264 a 359, para comprovar que sua contabilidade encontra-se plenamente regular, solicitando assim a desconstituição do débito, da análise dos referidos documentos constata-se que se trata de documentos intitulados termos de abertura e termos de encerramento dos livros diário de n" 01 a 10, mas sem qualquer especificação quanto ao período de referência e cópias do balanço patrimonial dos anos de 1997 a 2006, os quais não se prestam para justificar a divergência encontrada pela fiscalização entre o faturamento mensal em relação a mão-de- obra constante nas folhas de pagamento da empresa. A não apresentação da escrita contábil justifica o procedimento de arbitramento, sendo os valores apresentados pelo fisco passíveis de impugnação e, caso o contribuinte apresente comprovação de que os valores lançados não correspondem A. realidade, devem ser retificados, o que efetivamente não aconteceu. A defesa não apontou falhas nos cálculos da presente aferição, apenas insurgindo-se de forma genérica contra o procedimento adotado, o que não é suficiente para ■ desconstituir os lançamentos efetuados. Sobre a remuneração aferida referente a pró-labore, esta foi considerada decadente, razão pela qual não será analisada. Sobre o pedido de perícia, o mesmo — fls 218, assim se resume: Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos, em especial perícia contábil. De plano constata-se que o pedido não obedeceu aos ditames do art. 9°, IV, da portaria MPS n° 520, de 19/05/2004, sendo correto o seu indeferimento. Fica assim demonstrada a procedência da NFLD 37.071.089-4, confirmando os débitos existentes nas competências fevereiro e março de 2006, nada tendo a ser restituído referente a este período. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, nego-lhe provimento. Sala das Sessões, em 01 de dezembro de 2010 OSEAS t/IB JUNIOR 6

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4625953 #
Numero do processo: 10930.002601/96-52
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 303-00.792
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira .Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA

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decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira .Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

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DRl/CURITIBA/PR R E S O L U ç Ã O N° 303-0.792 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos . • • '. RESOLVEM os Membros da Terceira .Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 04 de julho de 2001 ~ J 1\0 HOLANDA COSTA residente e Relator 11 SE1 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, NILTON LUIZ BARTOLI, PAULO DE ASSIS, IRINEU BIANCHI, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO DE BARROS e MARIA EUNICE BORlA GONDIM TEIXEIRA (Suplente). Ausentes os Conselheiros ZENALDO LOIBMAN e MANOEL D' ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES. trnc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 122.572 303-0.792 SANTA BARBARA AGRO-PASTORIL S/C LTDA. DRJ/CURITIBA/PR JOÃO HOLANDA COSTA RELATÓRIO SANTA BARBARA AGRO-PASTORIL, foi notificada para pagar o ITR relativo a 1.993 (fl. 2) e as contribuições à CNA, e SENAR, e a taxa de cadastro, totalizando 130.546,74 Cruzeiros Reais, parcelas relativas ao imóvel denominado "Fazenda São José", localizada no Município de Aripuanã, à margem direita do Rio Capitão Cardoso, Estado de Mato Grosso, com registro na Receita Federal sob o número 0825753-1, propriedade de 9.912,0 hectares. O VTN tributado foi de 1.729.346,64 Cruzeiros reais, ao passo que o VTN declarado foi de 11.142,36, sendo o ITR/93 calculado em 124.512,95 Cruzeiros Novos. Na impugnação do lançamento (fl. 22), o contribuinte diz que o imóvel faz parte de área declarada como de ocupação indígena para fins de demarcação por parte da FUNAl. Apresenta cópias da Escritura Pública e do Registro de Imóveis, Certidões e as guias do ITBI e Certificados de Quitação do lAPAS e bem assim dos Decretos 94.088/87 e 375/91. Intimado a apresentar a comprovação da expropriação, o contribuinte juntou os documentos de fls. 37141. A autoridade de primeira instância julgou procedente o lançamento, dizendo que os documentos apresentados não contêm a evidência de que o imóvel esteja atingido pela área desapropriada, ao contrário do que pretende o contribuinte. Ademais, deveria existir na Matrícula do imóvel no Registro de Imóveis, a averbação daquela situação da propriedade mas, ao contrário disso, o contribuinte se declarou proprietário da área, no exercício de 1.992. O cancelamento do cadastro só se toma possível após a comprovação da perda da posse, como determinado no art. 255 da Lei nO6.015/73. Por fim, apesar das petições dirigidas à FUNAl, nada foi juntado aos autos que viessem comprovar as alegações. Intimado da decisão da autoridade singular, em 06/08/1999, o contribuinte deu entrada à sua petição de recurso em 06/09/1999. Após arguir algumas preliminares, o contribuinte adentra o mérito, para dizer o seguinte: se a autoridade administrativa não havia conseguido identificar as coordenadas constantes do texto constante da matrícula do imóvel, agora não mais restarão dúvidas em face dos mapas, memorial descritivo elaborado por engenheiro competente que localiza a gleba de forma clara. Acrescenta que sendo o fato imponível do ITR a propriedade ou 2 . ~- MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 122.572 303-0.792 .' e. posse de imóvel rural, ocorre que no caso a recorrente, por ocasião do lançamento já não era mais nem uma coisa nem outra; O Decreto 94.088/97 delimitou a área dos índios ZOROS, situada um pouco mais à esquerda da gleba objeto do malfadado lançamento; o outro decreto de número 375/91, delimitador da área indígena ARIPUANÃ, ampliou e alargou a primeira previamente dirigida à nação dos índios ZOROS, atingindo a gleba RONDON originalmente pertencente a GILBERTO SOARES SANTOS, e dentro dela a área remanescente de 9.912,0 hectares até então pertencente à recorrente. Anexa mapa circunstanciado de toda a gleba Rondon, destacando-se as jusantes dos Rios Perdido, Capitão Cardoso e Roosevelt, justamente onde está situada a área sub judice e em outro mapa, expedido pela Diretoria de Patrimônio Indígena Aripuanã, acompanhado de material descritivo delimitando toda a Reserva Indígena Aripuanã, e dentro dela incrustada, a Gleba Rondon, da qual faz parte a área de 9.912,0 hectares. A jurisprudência é mansa e pacífica no sentido de que, com a perda da posse ou da propriedade, independentemente de qualquer forma, desapropriação, ocupação etc, não mais é devido o ITR pelo antigo proprietário ou possuidor. Cita algumas decisões do Poder Judiciário. Pede o provimento do recurso. É o relatório . 3 '. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 122.572 303-0.792 VOTO O grande fundamento da decisão recorrida é (1) que os textos dos Decretos 94.088/87 e 375/91 não evidenciam de forma clara e indubitável que o imóvel esteja abrangido pela área desapropriada e (2) que existindo o documento legal de posse (matrícula no Registro de Imóveis) cabe nela ser averbada a situação real de propriedade, uma vez que, sendo os Decretos de 1987 e 1991, o contribuinte em 1992 ainda se declarou proprietário da área sendo que para dar-se baixa do cadastro imprescindível se faz seja comprovada a perda da posse, na forma do art. 255 da Lei 6.O 15/73 relativa aos registros públicos: "Art. 255 - O registro enquanto não cancelado, produz todos os seus efeitos legais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido." Por último, argúi que até o momento da decisão, não havia sido juntado coisa alguma que viesse comprovar as alegações apresentadas na defesa. No seu recurso, a contribuinte, vem dizer (1) que em 1992 e 1993, não era proprietário nem possuidor do imóvel, conquanto detentora do domínio e propriedade no passado, cuja posse efetiva e direta jamais conseguiu e a partir dos dois citados decretos perdeu mesmo aquela qualidade. Juntou dois Mapas circunstanciados, uma de toda a gleba e outro emitido pela Diretoria de Patrimônio Indígena -DPI da FUNAI - acompanhado de memorial descritivo, em que se delimita toda a Reserva Indígena Aripuanã e dentro dela a Gleba Rondon da qual faz parte a área de 9.912,0 hectares em questão; (2) que a jurisprudência é pacífica no sentido de que com a perda da posse ou da propriedade, não é mais devido o ITR pelo antigo proprietário; cita diversos julgados de Tribunais. A meu ver, subsiste dúvida a respeito da real situação deste imóvel rural, se de fato integra a Reserva Indígena do qual, conseqüentemente, o contribuinte não é mais o proprietário ou detentor da posse. A documentação juntada, especificamente os Mapas apresentam características técnicas a respeito das quais uma mente treinada e afeita a este tipo de questões de terra poderia fazer uma análise esclarecida e definitiva. Voto para converter o julgamento do processo em diligência junto à FUNAI, através da Repartição de Origem, com solicitação de que o órgão governamental esclareça os seguintes pontos: 4 • '. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 122.572 303-0.792 ti. a) Se a gleba Rondon está dentro da Reserva Aripuanã formalizada nos termos dos Decretos 94.088/1997 e 375/1991; b) Se a área da Fazenda São José, no Município de Aripuanã, integra por sua vez a Gleba Rondon como argüido pelo contribuinte; c) Quem é legalmente o proprietário da Fazenda São José? d) Se, de fato, a partir dos mencionados decretos federais, a propriedade saiu do nome dos indigitados proprietários; em caso afirmativo, informar a partir de que data e se consta neste órgão, alguma averbação ou registro da nova situação da propriedade; caso tenha havido transferência de propriedade, quem pode ser apontado como proprietário nos anos de 1992, 1993 e 1994; e) Outras informações e esclarecimentos que entenda importante acrescentar que possam vir a auxiliar na decisão da presente lide. Dever-se-á dar ciência ao contribuinte do teor desta diligência abrindo-se-Ihe prazo para que também formule quesitos e faça considerações adicionais. Do resultado da diligência, dever-se-á dar ciênciaào contribuinte para que se manifeste, querendo; isto, para obviar a argüição de cerceamento de defesa. Sala das sessões, em 04 de julho de 2001 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005

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4565573 #
Numero do processo: 10120.001039/2008-05
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ATIVIDADE RURAL. DECLARAÇÃO RETIFICADORA ENTREGUE APÓS A CIÊNCIA DO TERMO DE INÍCIO DE AÇÃO FISCAL. REAQUISIÇÃO DA ESPONTANEIDADE. LANÇAMENTO DESCONSTITUÍDO EM RELAÇÃO AOS VALORES ESPONTANEAMENTE DECLARADOS. Não impugnada a omissão de rendimentos que deu fundamento ao lançamento, limita-se o contribuinte recorrer, alegando a entrega de declaração retificadora após a ciência do termo de início de ação fiscal. Após a entrega da retificadora, inoperante a fiscalização por mais de 60 dias, readquiriu o contribuinte a espontaneidade nos termos do Decreto 70235/72, art.7o, §2o. Lançamento desconstituído em relação aos rendimentos declarados e mantido quanto ao que os excede. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2802-001.714
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir do lançamento os valores declarados na declaração retificadora de fls. 141, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO     2 Carlos André Ribas de Mello ­ Relator.  EDITADO EM: 12/09/2012  Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de  Mello  (Relator),  Jorge  Claudio  Duarte  Cardoso  (Presidente),  German  Alejandro  San Martin  Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros.    Relatório  Em  decorrência  da  ação  fiscal  levada  a  efeito  contra  o  contribuinte,  foi  lavrado  auto  de  infração  (fls.  121/126),  relativo  ao  Imposto  de  Renda  Pessoa  Física,  do  exercício  2004,  ano­calendário  2003.  O  lançamento  originou­se  na  suposta  constatação  de  omissão de rendimentos provenientes de atividade rural.   A omissão de rendimentos provenientes da atividade rural foi apurada através  da comparação entre os valores de receita bruta da atividade rural escriturados no livro caixa,  confirmados  através  de  documentação  apresentada  e  do  extrato  emitido  pela  Secretaria  do  Estado da Fazenda de Goiás e o valor declarado em DIRF (demonstrativos às folhas 114/115).  Foi levado em conta a opção do contribuinte pelo arbitramento sobre a receita bruta.  Cientificado  do  lançamento,  o  contribuinte  o  impugna,  alegando,  resumidamente, o que se segue:  Afirma  que  apresentou  declaração  retificadora  em  01/03/2007  e  que  a  fiscalização deixou de observar que a declaração já tinha sido processada e homologada, sendo  inclusive  que  o  imposto  foi  cobrado  e  realizado  seu  parcelamento.  Dessa  forma  deve  ser  descontado o imposto apurado na declaração retificadora, considerando como devido apenas o  valor de R$ 28.986,34.  Em  julgamento,  a  3ª  Turma  da  DRJ/BSB,  em  sessão  realizada  no  dia  14/10/2009,  por  unanimidade,  julgou  procedente  o  lançamento,  aos  seguintes  fundamentos:  que  o  contribuinte  não  impugna  a  omissão  de  rendimentos  que  deu  causa  ao  lançamento,  limitando­se a invocar a validade de declaração retificadora pelo mesmo formalizada; referida  retificadora  foi  entregue  em  01/03/2007;  todavia,  sabe­se  que  a  espontaneidade  para  a  apresentação de declaração retificadora somente pode ser exercida antes da ciência do termo de  início de  fiscalização, nos  termos do art.7o do Decreto n.70235/72,  sendo que o contribuinte  tomou ciência do  termo de  início de  fiscalização em 28/02/2007,  antes,  portanto,  da data de  entrega de sua declaração retificadora, a qual não pode ser havida por legítima, por tais razões.  Cientificado  da  supramencionada  decisão,  conforme  fl.168,  o  contribuinte,  tempestivamente,  interpôs Recurso Voluntário a fl. 169, atacando em parte a decisão exarada  pela  DRJ,  apenas  no  que  tange  à  multa  de  ofício,  reiterando  a  validade  da  retificadora  apresentada, nos termos do art.47 da Lei n.9430/96.  É o relatório.    Voto             Fl. 178DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.001039/2008­05  Acórdão n.º 2802­001.714  S2­TE02  Fl. 178          3 Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator.  Em  sede  preliminar,  o  recurso  deve  ser  conhecido,  no  particular  em  que  impugna a aplicação de multa de ofício.  No  mérito,  a  alegação  do  contribuinte  de  que  o  art.47  da  Lei  n.9430/96  faculta  ao  contribuinte  o  prazo  de  20  dias  após  a  ciência  do  início  da  ação  fiscal  para  formalização de declaração retificadora não pode prosperar, em razão de o referido dispositivo  fazer  alusão  tão  somente  ao  prazo  de  20  dias  para  pagamento  de  tributos  e  contribuições  já  declarados.  Ora,  se o contribuinte  apresentou declaração  retificadora o  fez em razão de  não haver declarado na  integralidade o  tributo que era devido,  razão pela qual apurou­se em  ação fiscal imposto suplementar, por sua própria natureza, imposto não declarado.  Sendo  assim,  restaria  correta  a  decisão  da DRJ,  quando  aplica  o  art.7o  do  Decreto n.70235/72 para desconhecer de declaração retificadora apresentada após a ciência do  termo de início da ação fiscal.  Contudo, há que se observar se ocorre a reaquisição da espontaneidade, nos  termos  do  §2º  do  art.7º,  do  Decreto  n.70235/72,  isto  é,  reaquisição  da  espontaneidade  por  inoperância da fiscalização por prazo superior a 60 dias.  A fl.05, observa­se que a primeira intimação do contribuinte, na ação fiscal,  ocorreu em 28/02/2007.  Em seguida, fl.10, consta nova intimação ao contribuinte em 20/04/2007, em  prazo inferior a 60 dias, portanto.  Porém, a fl.102, consta nova intimação apenas recebida pelo contribuinte em  05/07/2007, passados, pois, mais de 60 dias da última intimação antes recebida, de 20/04/2007.  Ora, a declaração retificadora de fls.141 e ss. foi entregue em 01/03/2007, no  curso  da  ação  fiscal,  mas  a  reaquisição  da  espontaneidade  nos  termos  do  §2º  do  art.7º,  do  Decreto n.70235/72, operou­se em 20/06/2007, passados sessenta em um dias da intimação de  20/04/2007.  Operada a reaquisição da espontaneidade em 20/06/2007, a mesma retroage  aos  atos  praticados  pelo  contribuinte  desde  o  início  da  fiscalização,  como  já  apontado  na  Solução  de Consulta  Interna  n.15,  de  20  de maio  de  2005,  citada  no  acórdão  n.  01­06.056,  proferido pela Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais,  em sessão de 10 de  novembro de 2008, processo n.10875.002121/2001­40, verbis:  "EMENTA: A recuperação da espontaneidade do sujeito passivo  em razão da inoperância da autoridade fiscal por prazo superior  a  sessenta  dias  aplica­se  retroativamente,  alcançando  os  atos  por  ele  praticados  no  decurso  desse  prazo.  O  pagamento  do  tributo deve ser acrescido de juros e multa de mora.    Fl. 179DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO     4 DISPOSITIVOS  LEGAIS:  Art.  138  da  Lei  n°5.172,  de  25  de  outubro  de  1966  —  Código  Tributário  Nacional,  e  art.  7°  do  Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972."  Assim sendo, tida como espontânea a DIRPF retificadora de fls.141 e ss., não  subsiste qualquer motivo para a manutenção do lançamento em relação aos valores declarados,  de vez que a apresentação espontânea de DIRPF é fundamento suficiente para a constituição do  crédito tributário.  Isto posto, dou parcial provimento ao recurso, para acolher como espontânea  a DIRPF de fls.141 e ss., cancelando o lançamento quanto aos valores ali declarados, mantido,  porém, o lançamento quanto à diferença entre a base de cálculo da autuação (R$ 165.262,34) e  os  rendimentos  efetivamente  declarados  a  maior  na  retificadora  (R$  59.857,48),  o  que  corresponde  à  manutenção  de  omissão  de  rendimentos  da  atividade  rural  no  valor  de  R$  105.404, 86, sendo de se observar que não há fundamento para a exclusão de juros ou de multa  de ofício do IRPF apurado sobre esta base de cálculo remanescente e não impugnada.   É como voto.   (assinado digitalmente)  Carlos André Ribas de Mello                                Fl. 180DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.001039/2008­05  Acórdão n.º 2802­001.714  S2­TE02  Fl. 179          5   MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE  JULGAMENTO      TERMO DE INTIMAÇÃO      Em  cumprimento  ao  disposto  no  §  3º  do  art.  81  do Regimento  Interno  do Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais,  aprovado  pela  Portaria Ministerial  nº  256,  de  22  de  junho  de  2009,  intime­se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda  Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe.    Brasília/DF, 12 de setembro de 2012.    (assinado digitalmente)  JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO  Presidente    Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção    Ciente, com a observação abaixo:    (......) Apenas com ciência  (......) Com Recurso Especial  (......) Com Embargos de Declaração    Data da ciência: _______/_______/_________    Procurador(a) da Fazenda Nacional                                   Fl. 181DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO

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4622479 #
Numero do processo: 10140.003852/2002-88
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.205
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI

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Numero do processo: 11634.001180/2007-91
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2005 a 30/06/2007 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PARTE DO SEGURADO. NÃO RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE Compete ao empregador arrecadar as contribuições dos segurados empregados seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração, consoante art. 30,I “a” da lei 8.212/91. JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. APLICABILIDADE. A cobrança de juros está prevista na legislação tributária federal, desse modo foi correta a aplicação do índice pela fiscalização previdenciária. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.896
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1463; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE03  Fl. 97          1 96  S2­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11634.001180/2007­91  Recurso nº                  Acórdão nº  2803­000.896  –  3ª Turma Especial   Sessão de  27 de julho de 2011  Matéria  Contribuições Previdenciárias  Recorrente  Z TEC CONFECCOES LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias  Período de apuração: 01/09/2005 a 30/06/2007    CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  PARTE  DO  SEGURADO.NÃO  RECOLHIMENTO.RESPONSABILIDADE  Compete  ao  empregador  arrecadar  as  contribuições  dos  segurados  empregados  seu  serviço,  descontando­as  da  respectiva  remuneração,  consoante art. 30,I “a” da lei 8.212/91.    JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. APLICABILIDADE.  A cobrança de juros está prevista na legislação tributária federal, desse modo  foi correta a aplicação do índice pela fiscalização previdenciária.      Recurso Voluntário Negado      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).    assinado digitalmente  Helton Carlos Praia de Lima ­ Presidente.     assinado digitalmente     Fl. 100DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/2007­91  Acórdão n.º 2803­000.896  S2­TE03  Fl. 98          2 Oséas Coimbra ­ Relator.      Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de  Lima,  Eduardo  de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro  de Andrade, Oséas Coimbra  Júnior,  Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Amílcar Barca Teixeira Júnior.    Fl. 101DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/2007­91  Acórdão n.º 2803­000.896  S2­TE03  Fl. 99          3   Relatório  Trata­se  de  recurso  voluntário  interposto  contra  decisão  da  Delegacia  da  Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento que manteve a notificação fiscal lavrada,  referente a contribuições devidas em razão de pagamentos a segurados empregados apurados  em folhas de pagamento e recibos – parte do segurado.   A  Decisão­Notificação  –  fls  67  e  ss,  conclui  pela  improcedência  da  impugnação  apresentada,  mantendo  a  Notificação  lavrada.  Inconformada  com  a  decisão,  apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte :  •  Não  é  possível  saber  em  quais  "remunerações"  o  Agente  Fiscal  se  baseou para efetuar o  lançamento, uma vez não há discriminação de  quais  foram  as  remunerações  pagas  que  sofreram  retenção  pela  recorrente e não houve repasse para o INSS.  •  O  caso  em  questão  cuida  de  responsabilidade  tributária  por  substituição,  uma  vez  que  o  contribuinte  (originário)  da  relação  tributária  é  o  empregado,  e  não  o  empregador.  Este  (empregador)  apenas  tem  a  obrigação  de  efetuar  a  retenção  de  valores,  como  "arrecadador"  do  tributo,  e  não  como  contribuinte.  Auditor  Fiscal  imputa,  equivocadamente,  à  recorrente  o  dever  de  realizar  o  pagamento  de  valores  a  título  de  Contribuição  Previdenciária  do  empregado como se ele (empregador) fosse o contribuinte, enquanto,  na  verdade,  a  recorrente  apenas  tem  obrigação  acessória  de  reter  e  repassar ao INSS.  •  É  nulo  o  lançamento  tributário,  uma  vez  que  a  recorrente  não  é  contribuinte da contribuição a cargo dos trabalhadores. Quanto muito,  caberia  imposição  de  multa  pelo  descumprimento  de  obrigação  tributária acessória, mas jamais a responsabilização pela contribuição,  sob pena de configurar exigência de tributo como forma de sanção de  ato ilícito.  •  Inconstitucionalidade do  art.  30,  da Lei n° 8.212/91:  necessidade de  lei complementar para dispor sobre responsabilidade tributária.  •  Caso  se  considere  como  válidas  as  disposições  acerca  da  retenção,  pela pessoa jurídica, das contribuições a cargo dos empregados, o que  se  faz  somente  a  título  de  argumentação,  tem­se  que  a  recorrente  é  legalmente  desonerada  do  dever  de  reter  as  contribuições  dos  contribuintes individuais, consoante art. 30, da Lei n° 8.212/91.  •  A taxa SELIC revela­se ilegal e inconstitucional.  Fl. 102DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/2007­91  Acórdão n.º 2803­000.896  S2­TE03  Fl. 100          4 •  Requer  seja  conhecido  e  provido  o  presente  recurso  voluntário,  reformado­se  o  Acórdão  n°  06­19628  no  sentido  de  se  anular  o  lançamento tributário, nos termos desta defesa.  É o relatório.  Fl. 103DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/2007­91  Acórdão n.º 2803­000.896  S2­TE03  Fl. 101          5 Voto             Conselheiro Oséas Coimbra    Inicialmente  impende  esclarecer  que  a  presente  notificação  não  se  refere  a  contribuições  de  segurados  contribuintes  individuais,  somente  segurados  empregados,  razão  pela qual não serão analisadas as alegações referentes àquela categoria de segurado.    DA BASE DE CÁLCULO  O  contribuinte  alega  que  o  relatório  fiscal  não  elencou  as  remunerações  pertinentes, o que ensejaria a nulidade da notificação lavrada  Tenho  que  não  assiste  razão  a  recorrente.  Em  razão  de  diligência  fiscal  determinada  pela  DRJ­PR,  a  autoridade  autuante  confeccionou  planilha  de  fls  58/59,  detalhando as bases de cálculo apuradas, cujos valores não foram expressamente contestados  pelo contribuinte.    DA  RETENÇÃO  E  RECOLHIMENTO  –  CONTRIBUIÇÕES  DOS  SEGURADOS EMPREGADOS    A  lei  8.212/91  determina  a  obrigatoriedade  de  o  empregador  efetuar  a  retenção  e  respectivo  recolhimento  das  contribuições  devidas  pelos  segurados  empregados  a  seu serviço, nesses termos.  Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de  outras  importâncias  devidas  à  Seguridade  Social  obedecem  às  seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93)  I ­ a empresa é obrigada a:  a)  arrecadar  as  contribuições  dos  segurados  empregados  e  trabalhadores  avulsos  a  seu  serviço,  descontando­as  da  respectiva remuneração;  (...)  O Código Tributário Nacional também regula a matéria em seu artigo 128.  Art.  128.  Sem  prejuízo  do  disposto  neste  capítulo,  a  lei  pode  atribuir  de  modo  expresso  a  responsabilidade  pelo  crédito  tributário  a  terceira  pessoa,  vinculada  ao  fato  gerador  da  Fl. 104DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/2007­91  Acórdão n.º 2803­000.896  S2­TE03  Fl. 102          6 respectiva  obrigação,  excluindo  a  responsabilidade  do  contribuinte  ou  atribuindo­a  a  este  em  caráter  supletivo  do  cumprimento total ou parcial da referida obrigação.  Os textos legais não deixam margem de dúvida acerca da responsabilidade da  empresa, uma vez não efetuados os repasses devidos, referentes às contribuições devidas pelos  segurados empregados, cabível a respectiva notificação fiscal.    DA  INCONSTITUCIONALIDADE  DA  RESPONSABILIDADE  TRIBUTÁRIA  Sobre a matéria, o regimento do CARF, aprovado pela portaria GMF nº 256,  de 22 de junho de 2009 veda aos membros a possibilidade de apreciação de constitucionalidade  de decreto ou lei, senão vejamos.  Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do  CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo  internacional,  lei  ou  decreto,  sob  fundamento  de  inconstitucionalidade.  Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de  tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:  I  ­  que  já  tenha  sido  declarado  inconstitucional  por  decisão  plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou  II ­ que fundamente crédito tributário objeto de:  a)  dispensa  legal  de  constituição  ou  de  ato  declaratório  do  Procurador­Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e  19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002;  b) súmula da Advocacia­Geral da União, na forma do art. 43 da  Lei Complementar n° 73, de 1993; ou  c)  parecer  do  Advogado­Geral  da  União  aprovado  pelo  Presidente  da  República,  na  forma  do  art.  40  da  Lei  Complementar n° 73, de 1993.  Do  que  exposto,  a  matéria  sob  exame  não  se  encontra  nas  exceções  elencadas, afastando assim sua análise sob o prisma da constitucionalidade.    DA TAXA SELIC   A cobrança de juros está prevista em lei específica da previdência social, art.  34 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito.   Art.34.  As  contribuições  sociais  e  outras  importâncias  arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de  lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento,  ficam  sujeitas  aos  juros  equivalentes  à  taxa  referencial  do  Fl. 105DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/2007­91  Acórdão n.º 2803­000.896  S2­TE03  Fl. 103          7 Sistema Especial de Liquidação e de Custódia­SELIC, a que se  refere  o  art.  13  da  Lei  nº  9.065,  de  20  de  junho  de  1995,  incidentes  sobre  o  valor  atualizado,  e multa  de mora,  todos  de  caráter  irrelevável.  (Artigo  restabelecido,  com  nova  redação  dada  e  parágrafo  único  acrescentado  pela  Lei  nº  9.528,  de  10/12/97)  Parágrafo  único.  O  percentual  dos  juros  moratórios  relativos  aos  meses  de  vencimentos  ou  pagamentos  das  contribuições  corresponderá a um por cento.  Nesse  sentido  já  se  posicionou  o  STJ  no  Recurso  Especial  n  °  475904,  publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado:  PROCESSUAL  CIVIL  E  TRIBUTÁRIO.  EXECUÇÃO  FISCAL.  CDA.  VALIDADE.  MATÉRIA  FÁTICA.  SÚMULA  07/STJ.  COBRANÇA  DE  JUROS.  TAXA  SELIC.  INCIDÊNCIA.  A  averiguação  do  cumprimento  dos  requisitos  essenciais  de  validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória,  situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da  Súmula  07/STJ. No  caso  de  execução de dívida  fiscal,  os  juros  possuem  a  função  de  compensar  o  Estado  pelo  tributo  não  recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC  estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não  há confronto  com o art.  161, § 1º,  do CTN. A aplicação de  tal  Taxa  já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da  sua  instituição,  isto é, 1º/01/1996.  (REsp 439256/MG). Recurso  especial  parcialmente  conhecido,  e  na  parte  conhecida,  desprovido.  Quanto à inconstitucionalidade apontada pela recorrente, não cabe tal análise  na  esfera  administrativa.  Não  é  de  competência  da  autoridade  julgadora  a  recusa  ao  cumprimento de norma supostamente inconstitucional – ex vi art. 62 do regimento interno do  CARF, aprovado pela portaria GMF no­ 256, de 22 de junho de 2009.  Toda  lei  presume­se  constitucional  e,  até  que  seja  declarada  sua  inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário para tal declaração ou exame  da matéria, deve o agente público, como executor da lei, respeitá­la.   A  alegação  de  inconstitucionalidade  formal  de  lei  não  pode  ser  objeto  de  conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional  pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por  outra  lei  federal,  a  referida  lei  estará  em  vigor  e  cabe  à  Administração  Pública  acatar  suas  disposições.  Pondo  fim  a  essa  discussão,  o  STF,  em  sede  de  repercussão  geral,  no  julgamento do RE 582461/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, em 18.5.2011, decidiu ser legítima a  incidência da Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso.  Dessa feita,  foi correta a aplicação do índice pela fiscalização federal.    Fl. 106DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/2007­91  Acórdão n.º 2803­000.896  S2­TE03  Fl. 104          8 CONCLUSÃO  Pelo  exposto,  voto  por  conhecer  do  recurso  e,  no  mérito,  nego­lhe  provimento.      assinado digitalmente  Oséas Coimbra ­ Relator.                                Fl. 107DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR

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