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Numero do processo: 10920.907458/2012-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Ano-calendário: 2008
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. IRRF. ONUS DA PROVA. IMPOSSIBILIDADE DE HOMOLOGAÇÃO.
A homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo condiciona-se à liquidez do direito, através da comprovação documental do quantum compensável pelo contribuinte. O ônus da prova incumbe ao autor.
Numero da decisão: 2202-004.971
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
RONNIE SOARES ANDERSON - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Rorildo Barbosa Correia, Virgílio Cansino Gil (Suplente convocado), Leonam Rocha de Medeiros e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
Ausente a Conselheira Andréa de Moraes Chieregatto.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) RONNIE SOARES ANDERSON - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Rorildo Barbosa Correia, Virgílio Cansino Gil (Suplente convocado), Leonam Rocha de Medeiros e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Ausente a Conselheira Andréa de Moraes Chieregatto.
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IRRF. ONUS DA PROVA. IMPOSSIBILIDADE DE HOMOLOGAÇÃO. A homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo condiciona se à liquidez do direito, através da comprovação documental do quantum compensável pelo contribuinte. O ônus da prova incumbe ao autor. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) RONNIE SOARES ANDERSON Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Rorildo Barbosa Correia, Virgílio Cansino Gil (Suplente convocado), Leonam Rocha de Medeiros e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Ausente a Conselheira Andréa de Moraes Chieregatto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 90 74 58 /2 01 2- 13 Fl. 102DF CARF MF Processo nº 10920.907458/201213 Acórdão n.º 2202004.971 S2C2T2 Fl. 3 2 Relatório O presente recurso foi objeto de julgamento na sistemática prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, adoto o relatório objeto do Acórdão nº 2202004.969, de 14 de fevereiro de 2019 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária, proferido no âmbito do processo n° 10920.907456/201216, paradigma deste julgamento. Acórdão nº 2202004.969 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária "Tratase de recurso voluntário interposto contra Acórdão de Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis / SC – DRJ/FNS, que considerou improcedente, por unanimidade de votos, manifestação de inconformidade do contribuinte em face de Despacho Decisório eletrônico que não homologou compensação informada em PER/DCOMP. 2. A seguir reproduzse o relatório do Acórdão da DRJ/FNS , o qual retrata adequadamente os fatos ocorridos. Relatório (...) Por intermédio de DESPACHO DECISÓRIO eletrônico a autoridade administrativa assim se manifestou: "Diante da inexistência do crédito, INDEFIRO o Pedido de Restituição. Enquadramento legal: Art. 165 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN)." A Contribuinte – em sua contestação – alega ter efetuado “pagamento indevido ou a maior”, em recolhimento operado com o código de arrecadação 0481 – JUROS E COMISSÕES EM GERAL. Diz que, desde sua fundação, em 2000, “foi obtendo de sua sócia majoritária italiana, remessas para sua ampliação, os quais foram sendo tratados como dívida em aberto e com incidência de juros, sem prefixação de data para devolução do principal e juros incidentes.”. Mais adiante afirma que os valores devidos foram convertidos em “aumento de capital da sociedade Marcegaglia do Brasil Ltda.” Aduz que o Banco Central do Brasil exigiu a prova do pagamento do imposto de renda na fonte incidente sobre remessas ao exterior, nos termos do art. 9º da Lei nº 4.131, de 3 de setembro de 1962: Fl. 103DF CARF MF Processo nº 10920.907458/201213 Acórdão n.º 2202004.971 S2C2T2 Fl. 4 3 Art. 9º As pessoas físicas e jurídicas que desejarem fazer transferências para o exterior a título de lucros, dividendos, juros, amortizações, royalties assistência técnica científica, administrativa e semelhantes, deverão submeter aos órgãos competentes da SUMOC e da Divisão do Impôsto sôbre a Renda, os contratos e documentos que forem considerados necessários para justificar a remessa.(Redação dada pela Lei nº 4.390, de 29.8.1964)(Vide Decreto nº § 1º As remessas para o exterior dependem do registro da emprêsa na SUMOC e d eprova de pagamento do impôsto de renda que fôr devido.(Renumerado pela Lei nº 4.390, de 29.8.1964) (...) § 3º No caso previsto pelo parágrafo anterior, as transferências sempre dependerão de prova de quitação do Impôsto de Renda.(Incluído pela Lei nº 4.390, de 29.8.1964) Diz que operou o recolhimento do IRRF “sem questionar a existência ou não do fato gerador para a incidência da tributação do imposto de renda, na espécie, são: ‘as remessas para o exterior’.” Entende que, se não houve remessa ao exterior, em razão de haver sido convertida em capital a dívida então existente, não há fato gerador do referido tributo. Em razão disso requer o reconhecimento do indébito e o deferimento de “ressarcimento” dos valores pagos. 3. A DRJ/FNS considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade, nos termos da Ementa da decisão abaixo transcrita: IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. FATO GERADOR. OCORRÊNCIA. A conversão dos juros de empréstimos em participação no capital social de empresa brasileira por pessoa jurídica com sede no exterior constitui fato gerador do IRRF, art. 702 do RIR/99, na medida em que configura quitação da dívida por compensação de maneira equivalente, o que também pode ser definido como pagamento 4. Destaquemse também alguns trechos relevantes do voto do Acórdão proferido pela DRJ/FNS: (...) De início, para esclarecimento, é bom que se diga que o Despacho Decisório eletrônico considerou a inexistência do crédito em razão de haver a vinculação na DCTF, do pagamento com o respectivo débito. (...) Quanto a este fato – exigência do Banco Central do Brasil – da prova do pagamento do IRRF, é prevista no art. 880, do Regulamento do Imposto de Renda, Decreto nº 3.000, de 1999: Fl. 104DF CARF MF Processo nº 10920.907458/201213 Acórdão n.º 2202004.971 S2C2T2 Fl. 5 4 Art.880. O Banco Central do Brasil não autorizará qualquer remessa de rendimentos para fora do País, sem a prova de pagamento do imposto (DecretoLei nº5.844, de 1943, art. 125, parágrafo único, alínea "c", e Lei nº4.595, de 31 de dezembro de 1964, art. 57, parágrafo único). Parágrafo único.Nos casos de isenção, dispensa ou não incidência do referido tributo deverá ser apresentada declaração que comprove tal fato. Como se vê, o parágrafo único vem relativizar tal exigência, autorizando a entrega de declaração que comprove a isenção, dispensa ou não incidência. Não há nos autos prova de apresentação de tal declaração ao BCB. (...) Ocorre que em 19 de junho de 2008, em reunião na sede da quotista majoritária, Marcegaglia S.p.A, na cidade de Gazoldo Degli Ippoliti – Itália, restou decidido que os empréstimos então concedidos seriam convertidos em participação societária. A Contribuinte entende que em não havendo remessa – dos juros – ao exterior não teria ocorrido hipótese de incidência do IRRF, pois, subentende que a remessa ao exterior é elementar da hipótese de incidência, e, portanto, razão pela qual não teria emergido o fato gerador. Em análise ao texto legal que veicula a norma de incidência tributária em questão, há que se discordar da Impugnante: Art. 702. Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de quinze por cento, as importâncias pagas, creditadas, entregues, empregadas ou remetidas a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, por fonte situada no País, a título de juros, comissões, descontos, despesas financeiras e assemelhadas. Primeiro registro a fazer referese à multiplicidade de ações que o legislador empregou para expressar a tipicidade tributária. Percebese que a remessa ao exterior é uma das hipóteses. Pagar, creditar, entregar ou empregar importâncias ao exterior, a título de juros, também constituem fatos imponíveis da obrigação tributária em exame. Portanto, em conformidade com o art. 702 do RIR/99, o imposto deve ser retido por ocasião do pagamento,crédito, entrega, emprego ou remessa, desses fatos, o que ocorrer primeiro. (...) Pagar juros ao exterior, neste contexto legal, significa adimplir a obrigação de pagar juros a pessoa domiciliada no exterior, independentemente da forma de pagamento, de modo que pode haver incidência do imposto, inclusive, sem que em nenhum momento haja a efetiva remessa de recursos ao exterior. Além disso, não se pode perder de vista o interesse jurídico tributário subjacente à norma de incidência do IRRF. O interesse jurídico em questão é o rendimento de pessoa jurídica domiciliada no exterior, oriundo de fonte situada no País, independentemente de esse rendimento auferido ter sido, ou não, remetido ao exterior. A remessa ao exterior não é a única elementar da incidência tributária em exame. (...) Fl. 105DF CARF MF Processo nº 10920.907458/201213 Acórdão n.º 2202004.971 S2C2T2 Fl. 6 5 No presente caso, a pessoa jurídica credora dos empréstimos optou por empregálos – incluídos aí dos juros – no aumento de sua participação do capital a empresa brasileira. A capitalização dos empréstimos pode ser entendida como quitação ou pagamento da dívida, com juros. O ato de pagar pode ser também compreendido como compensação de maneira equivalente de benefícios econômicos. (...) Posto isto, podese afirmar que houve sim a ocorrência de fato gerador [pagamento de juros] para a incidência do Imposto de Renda Retido na Fonte e que, desta forma, eram sim devidas as importâncias cuja restituição era pleiteada pela Contribuinte. Manifestome pela improcedência da Manifestação de Inconformidade. 5. Cientificado da decisão a quo, o contribuinte repisa as questões trazidas na Manifestação de Inconformidade e infere ter comprovado do direito creditório pleiteado, uma vez que à época realizou o recolhimento integralmente, de forma equivocada. 6. Requer, por fim, que seja acolhido o recurso com o reconhecimento do indébito, e o deferimento de ressarcimento pelos meios disponíveis. 7. É o relatório." Fl. 106DF CARF MF Processo nº 10920.907458/201213 Acórdão n.º 2202004.971 S2C2T2 Fl. 7 6 Voto Conselheiro RONNIE SOARES ANDERSON – Relator Este processo foi julgado na sistemática prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 2202004.969, de 14 de fevereiro de 2019 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária, proferido no âmbito do processo n° 10920.907456/201216, paradigma deste julgamento. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o inteiro teor do voto proferido na susodita decisão paradigma, a saber, Acórdão nº 2202004.969, de 14 de fevereiro de 2019 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária: Acórdão nº 2202004.969 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária "8. O Recurso Voluntário atende aos pressupostos de admissibilidade intrínsecos, uma vez que é cabível, há interesse recursal, a recorrente detém legitimidade e inexiste fato impeditivo, modificativo ou extintivo do poder de recorrer. Além disso, atende aos pressupostos de admissibilidade extrínsecos, pois há regularidade formal e apresentase tempestivo. Portanto dele conheço. 9. Ressalto que a recorrente não levanta questões preliminares. 10. Quanto ao Mérito, entendo que não existe razão ao pleito da recorrente e não há motivos que justifiquem uma eventual reforma da decisão proferida pela DRJ, que não homologou a compensação. 12. Não obstante a contribuinte argüir no sentido de que o recolhimento do imposto de renda retido na fonte foi equivocado, por apenas ter aplicado valores de empréstimos no aumento de seu capital, que a seu ver não seria equiparável às remessas ao exterior, para comprovação do alegado deveria ter juntado elementos mínimos de prova documental que fundamentassem plenamente suas alegações sobre as operações. Seria necessário que tivessem sido colacionados aos autos, no momento oportuno, documentos hábeis à comprovação dos registros contábeis relativos à operação, e não apenas Ata de Reunião de Sócios Quotistas e Alteração e Consolidação do Contrato Social, conforme realizado. 13 No caso de pedido de compensação, a liquidez do direito há de ser provada pela comprovação documental do quantum compensável pelo contribuinte. O art. 373, inciso I, do novo Código de Processo Civil, aplicável subsidiariamente ao processo administrativo fiscal, dispõe que o ônus da prova incumbe ao autor, enquanto que o art. 36 da Lei nº 9.784, de 29/01/99, impõe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Em idêntico sentido atua o Decreto nº 70.235, de 1972, Fl. 107DF CARF MF Processo nº 10920.907458/201213 Acórdão n.º 2202004.971 S2C2T2 Fl. 8 7 que, regendo as compensações por força do art. 74, § 11, da Lei 9.430/96, determina em seu art. 15 que os recursos administrativos devem trazer os elementos de prova. 14. Dessa forma, como cumpria exclusivamente ao contribuinte o ônus de provar a liquidez e certeza de seu alegado crédito, como não o fez, como não resta o crédito devidamente comprovado nestes autos, entendo por não haver motivos para a reforma do Acórdão da DRJ e por não reconhecer o indébito. Conclusão 15. Isso posto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. (assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima." Pelo exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. (assinado digitalmente) RONNIE SOARES ANDERSON– Relator Fl. 108DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10825.901241/2017-84
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Apr 03 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.612
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laércio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Recorrente IRMANDADE DA SANTA CASA DE MACATUBA Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laércio Cruz Uliana Junior. Relatório Tratase de pedido de Restituição de PIS. A DRF em Bauru/SP, mediante Despacho Decisório, indeferiu o pleito sob o fundamento de que o pagamento indicado no PER encontravase totalmente alocado/vinculado a débito declarado da contribuinte. Na manifestação apresentada a contribuinte afirma que a contribuição ao PIS é indevida porque no julgamento do RE nº 636.941/RS houve decisão do STF, com repercussão geral, no sentido de que as “entidades beneficentes de assistência social possuem imunidade tributária em relação à contribuição destinada ao Programa de Integração Social (PIS).” Informa que solicitou a extinção da dívida constante do processo de parcelamento nº 10825.722624/201615 com base na nota explicativa PGFN/CASTF 637/2014. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 25 .9 01 24 1/ 20 17 -8 4 Fl. 133DF CARF MF Processo nº 10825.901241/201784 Resolução nº 3201001.612 S3C2T1 Fl. 3 2 Esclarece ainda, que em razão dessa decisão retificou a DCTF e solicitou a restituição dos valores pagos. Informa que está anexando Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, Ata e Estatuto Social, solicitando o deferimento do pedido. Após exame da defesa apresentada a DRJ proferiu acórdão, cuja ementa se transcreve, na parte de interesse: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. IMUNIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 636.941/RS. REQUISITOS. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o recurso extraordinário nº 636.941/RS, no rito do art. 543B da revogada Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 antigo Código de Processo Civil, decidiu que são imunes à Contribuição ao PIS/Pasep, inclusive quando incidente sobre a folha de salários, as entidades beneficentes de assistência social, desde que comprovem o atendimento aos requisitos legais, quais sejam, aqueles previstos nos artigos 9º e 14 do CTN, bem como no art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991 (atualmente, art. 29 da Lei nº 12.101, de 2009). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada da decisão acima a contribuinte apresentou diversos documentos, que informa preencherem os requisitos dos artigos 9º e 14 do CTN. Apresentou Recurso Voluntário alegando, em síntese, que cumpriu todos os requisitos estabelecidos em lei para usufruir da imunidade em comento. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução 3201001.598, de 29/01/2019, proferido no julgamento do processo 10825.901227/201781, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela Resolução (3201001.598): "O Recurso Voluntário preenche todos os requisitos e merece ser conhecido. Fl. 134DF CARF MF Processo nº 10825.901241/201784 Resolução nº 3201001.612 S3C2T1 Fl. 4 3 Inicialmente verifico que o contribuinte apresentou parte dos documentos exigidos inicialmente pela DRF para demonstrar a imunidade. No entanto, foi indeferido o pleito por “porque o pagamento indicado para dar suporte ao pleito encontravase totalmente alocado/vinculado a débito da contribuinte.” Ainda o Contribuinte demonstrou que houve parcelamento do débito, sendo que a DRJ proferiu voto reconhecendo o parcelamento, porém, indeferindo o pedido por entender que o Contribuinte não tinha apresentado todos os documentos nos termos do art. 9º e 14 do CTN, combinado com o art. 29 da Lei nº 12.101. Contudo, após proferido Acórdão pela DRJ o Contribuinte apresentou os demais documentos necessários para concessão dos benefícios da imunidade, juntamente com o Recurso Voluntário. Nesse sentido, já se manifestou a 1ª Turma da CSRF: Ementa(s) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário:1999, 2000, 2001, 2002 RATEIO DE DESPESAS. DEDUTIBILIDADE. É válida a adoção de método de aferição indireta de rateio de despesas quando o contribuinte não fornece à fiscalização os documentos necessários para ser aferido o cumprimento do critério de rateio convencionado. INGRESSOS DE VALORES RECEBIDOS POR CONSTITUIÇÃO DE USUFRUTO ONEROSO. Os ingressos oriundos da constituição de usufruto oneroso devem ser tributáveis ao longo do período de usufruto .Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário:1999, 2000, 2001, 2002 PROVAS. RECURSO VOLUNTÁRIO. APRESENTAÇÃO. POSSIBILIDADE. SEM INOVAÇÃO E DENTRO DO PRAZO LEGAL. Da interpretação sistêmica da legislação relativa ao contencioso administrativo tributário, art. 5º, inciso LV da Lei Maior, art. 2º da Lei nº 9.784, de 1999, que regula o processo administrativo federal, e arts. 15 e 16 do PAF, evidenciase que não há óbice para apresentação de provas em sede de recurso voluntário, desde que sejam documentos probatórios que estejam no contexto da discussão de matéria em litígio, sem trazer inovação, e dentro do prazo temporal de trinta dias a contar da data da ciência da decisão recorrida. ALTERAÇÃO DE CRITÉRIO JURÍDICO. Descabe falar em alteração de critério jurídico quando a decisão recorrida mantém o enquadramento legal e a interpretação dos fatos adotados pela Fiscalização, mas exonera parcela do crédito tributário por entender que alguns valores deveriam ser reconhecidos em outros períodos de apuração.Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário:1999, 2000, 2001, 2002 DECADÊNCIA. A decadência prevista no artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional somente ocorre quando há pagamento antecipado do tributo, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça ao julgar o Recurso Especial nº 973.733SC, representativo de controvérsia. 16327.001227/200542. Data da Sessão 08/08/2017. Adriana Gomes Rêgo Relatora. André Mendes de Moura Redator Designado. Acórdão 9101 003.003 Verificando que o Contribuinte sempre atendeu o pleito da fiscalização, converto o feito em julgamento para que a DRF , verifique os documentos juntados são hábeis e se em seu entender são preenchidos os requisitos do art. 9º e 14, combinado com o art. 29 da Lei nº 12.101. Verificando que o Contribuinte sempre atendeu o pleito da fiscalização, converto o feito em diligência para que a DRF, verifique os documentos juntados são hábeis e se em seu entender são preenchidos os requisitos do art. 9º e 14, combinado com o art. 29 da Lei nº 12.101. Ainda, podendo intimar o contribuinte que apresente outros documentos que ache necessário." Fl. 135DF CARF MF Processo nº 10825.901241/201784 Resolução nº 3201001.612 S3C2T1 Fl. 5 4 Importante salientar que, da mesma forma que ocorreu no caso do paradigma, no presente processo o contribuinte também juntou declarações e documentos fiscais que embasam a alegação da imunidade que entende possuir direito. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência do paradigma, também a justificam nos presentes autos. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado converteu o julgamento em diligência para que a DRF verifique se os documentos juntados são hábeis e se, em seu entender, são preenchidos os requisitos do art. 9º e 14, combinado com o art. 29 da Lei nº 12.101, podendo, ainda, intimar o contribuinte a apresentar outros documentos que ache necessários. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 136DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10183.723396/2013-42
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Mar 29 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008, 2009
Ementa:
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. CONHECIMENTO.
Não se conhece recurso voluntário apresentado intempestivamente.
Numero da decisão: 2402-006.996
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestividade.
(documento assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Sergio da Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira, Gregório Rechmann Junior, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luís Henrique Dias Lima, Maurício Nogueira Righetti, Paulo Sergio da Silva, Renata Toratti Cassini e Wilderson Botto.
Nome do relator: PAULO SERGIO DA SILVA
1.0 = *:*
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RECURSO VOLUNTÁRIO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. CONHECIMENTO. Não se conhece recurso voluntário apresentado intempestivamente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestividade. (documento assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira Presidente. (documento assinado digitalmente) Paulo Sergio da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira, Gregório Rechmann Junior, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luís Henrique Dias Lima, Maurício Nogueira Righetti, Paulo Sergio da Silva, Renata Toratti Cassini e Wilderson Botto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 72 33 96 /2 01 3- 42 Fl. 456DF CARF MF Processo nº 10183.723396/201342 Acórdão n.º 2402006.996 S2C4T2 Fl. 457 2 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário (fls. 571 a 602) pelo qual a recorrente se indispõe contra acórdão de manifestação de inconformidade (fls. 414 a 445), no qual a autoridade de piso manteve lançamento tributário sobre rendimentos omitidos pela contribuinte, recebidos sob a forma de integralização do capital, em 29.06.2008 e 12.06.2009, da sociedade União das Escolas Superiores de Cuiabá – UNIC CNPJ 33.005.265/000131, pessoa jurídica que em 04.04.2008 teve sua constituição alterada de associação sem fins lucrativos para sociedade empresária limitada (fls. 50 a 61). 2. Consta dos autos que o valor utilizado para integralizar o capital da nova sociedade proveio de conta ligada à reserva de superavit préexistente na contabilidade da então associação, cujo montante foi sendo formado ao longo dos anos com os saldos dos resultados positivos não utilizados nas atividades essenciais da instituição, valor este que não se sujeitava à tributação, pois a PJ gozava de isenção à época. 3. Em sua defesa a contribuinte basicamente repete os mesmos argumentos apresentados na impugnação, que podem assim ser sintetizados: a. Tempestividade do recurso; b. Decadência do fato gerador ocorrido em 30.06.2008, nos termos do art. 150, §4º, do CTN; c. Se for considerado que não houve decadência, porque o suposto fato gerador teria ocorrido apenas em 31.12.2008, como argumenta o Acórdão recorrido, então o lançamento é nulo por erro quanto à data dos fatos geradores, indicados no auto de infração como sendo 30.06.2008 e 30.06.2009; d. Houve erro na identificação do fato tributável, já que a capitalização das reservas de lucros não configura fato gerador de imposto de renda, devendo ser determinada a anulação do crédito tributário, uma vez que não se autoriza a correção do lançamento pela autoridade julgadora; e. Houve erro na identificação do sujeito passivo, pois a legislação determina a tributação na pessoa jurídica os casos de conversão em capital de fundos ainda não tributados, sendo este um vício formal da autuação, impossível de ser corrigido por oportunidade do julgamento, conforme jurisprudência pacífica e reiterada do CARF; f. A autuação é improcedente, pois a simples conversão em capital não acarreta distribuição de valores aos sócios, não sendo possível elevar esse evento à categoria de fato gerador do IRPF; g. A autuação fiscal viola o regime de caixa a que se sujeita a tributação dos rendimentos das pessoas físicas, que só podem ser onerados pelo imposto de renda na medida em que houver efetivo recebimento de recursos, não sendo possível a incidência do IRPF sobre o suposto valor das quotas bonificadas por serem estas meras expectativas de percepção de lucros futuros e de participar da partilha do acervo social em caso de liquidação da entidade; h. O Auto de Infração é nulo em sua origem, pois partiu de premissa contrária ao entendimento manifestamente expresso pela própria RFB por oportunidade da lavratura dos Autos de Infração compreendidos no Processo Administrativo n° 10183.722470/201141, quando foram classificados como lucros (e não superávit) os valores acumulados pela IUNI antes de sua transformação em sociedade limitada; e Fl. 457DF CARF MF Processo nº 10183.723396/201342 Acórdão n.º 2402006.996 S2C4T2 Fl. 458 3 i. Na hipótese de serem julgados válidos os lançamentos tributários objeto do PAF 10183.722470/201141, será impositivo reconhecer a nulidade do crédito de IRPF exigido nestes autos por força da isenção instituída pelos artigos 10 da Lei 9.249/95 e 3° da Lei 9.064/95. 4. Ao final a recorrente pede que: a. Seja dado provimento ao seu recurso, julgandose improcedente o lançamento; b. Caso isso não seja possível desde logo, pede o sobrestamento do presente processo até o julgamento em definitivo o PAF 10183.722470/201141, anulando depois disso o crédito tributário em apreço, ante o reconhecimento da natureza de lucro dos valores acumulados na UNIC antes da transformação em sociedade empresária; e c. Seja assegurado o direito à sustentação oral perante o CARF, quando do julgamento do recurso em apreço. É o relatório Voto Conselheiro Paulo Sergio da Silva, Relator. Da admissibilidade 1. Consta dos autos manifestação de tempestividade do Recurso Voluntário em apreço, pela qual a contribuinte alega estar cumprindo o prazo no Decreto 70.235/1972 e afirma haver sido intimada em 29.09.2014, estando, portanto, dentro do prazo regular ao apresentar seu recurso em 29.10.2014. 2. Antes decidir sobre tal alegação, porém, é importante relembrar o que dispõe o Art. 33 do Decreto 70.235/1972 sobre a matéria: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. 3. Ainda sobre esse tema, art. 5º do Decreto 70.235/1972, ao tratar da regra de contagem dos prazos, estabelece que para a interposição de recurso voluntário os prazos iniciamse e vencem em dia de expediente normal, sendo contados de forma contínua, excluindose o dia do início e incluindose o do vencimento. Vejamos: Art. 5°. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do inicio e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. 4. No caso concreto, pesquisando os autos, verificouse que consta às folhas 412 que a contribuinte foi intimada da decisão recorrida em 25.09.2014, conforme assinatura de recebimento no endereço de cadastro da contribuinte. Fl. 458DF CARF MF Processo nº 10183.723396/201342 Acórdão n.º 2402006.996 S2C4T2 Fl. 459 4 5. Assim, aplicando a contagem prevista no dispositivo supra, temse que o prazo para a contribuinte protocolizar sua peça recursal extinguiuse em 27.10.2014, sendo forçoso reconhecer a intempestividade do instrumento apresentado, não devendo prosperar, em razão disso, o exame das demais alegações postuladas no recurso voluntário. 6. Posto isso, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário. Assinado digitalmente Paulo Sergio da Silva – Relator Fl. 459DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13896.907869/2016-67
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.878
Decisão:
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Relatório
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório
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(assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório Trata o processo de Recurso Voluntário contra decisão que julgou improcedente a manifestação de inconformidade em face da não homologação da compensação apresentada pela contribuinte. Segundo o despacho decisório, as compensações não foram homologadas em razão de não ter sido apurada a existência de direito creditório. Tais conclusões, ao que consta, encontram amparo no Termo de Verificação Fiscal carreado aos autos. No aludido TVF, emitido em decorrência da necessidade de análise das DCTF retificadoras apresentadas e, também, dos esclarecimentos que posteriormente foram prestados pela contribuinte, consta que “as receitas auferidas pela CATHO, decorrentes de sua atividade RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 96 .9 07 86 9/ 20 16 -6 7 Fl. 458DF CARF MF Processo nº 13896.907869/201667 Resolução nº 3201001.878 S3C2T1 Fl. 3 2 fim, não se enquadram na exceção prevista no inciso XXV do artigo 10 da Lei nº 10.833/2003, estando sujeitas, portanto, ao regime NÃO CUMULATIVO de apuração do PIS e do COFINS.” Consta, portanto, que as DCTF retificadoras não deveriam ser homologadas e que, por não existirem, os créditos não deveriam ser reconhecidos. Na manifestação de inconformidade apresentada, a contribuinte, após resumo dos fatos, esclarece que houve mudança no controle acionário da empresa e que, em razão disso, foi submetida a uma profunda revisão de políticas e procedimentos. Em decorrência, diz que teria identificado que suas atividades vinham sendo indevidamente qualificadas para fins de PIS e de Cofins, sendo necessário, portanto, a retificação das DCTF. A seguir, discorre sobre a sua atividade. Afirma que os serviços prestados não abrangem promessa de emprego ou obrigação presente ou futura de recolocação ou obtenção de emprego para seus clientes. Aduz, ainda, que o seu site na internet “é somente uma ferramenta online que permite ao assinante consultar vagas, enviar currículos e acessar demais conteúdos aí disponibilizados” sem “qualquer garantia de colocação profissional” nem “qualquer cobrança relacionada a essas atividades.” Em suma, conforme afirma, “simplesmente disponibiliza conteúdo na Internet aos Assinantes e não desenvolve qualquer atividade de intermediação.” Salienta que se qualifica como empresa de Internet, com atividade de portal ou empresa provedora de conteúdo e de informações, e que sua atividade vem descrita na Norma 004/95, aprovada pela Portaria nº 148, de 1995, item 3, letras ‘e’ e ‘f’ do Ministério das Comunicações. Objetivando o acesso às informações especializadas que são disponibilizadas, afirma que desenvolveu ferramenta própria (software), “cujo uso é liberado/cedido para seus clientes, os Assinantes.” Insiste que não promove a intermediação de contratação de mão de obra. Aduz que “sua tarefa se esgota em permitir o acesso à informação que integra seus bancos de dados: currículos e vagas.” Chama a atenção para o contido no inc. XXV do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003 e diz que conforme Solução de Consulta nº 309, de 2011, “a RFB confirmou, expressamente, que, para o contribuinte aplicar o regime cumulativo dessas contribuições sociais, basta exercer apenas uma das atividades mencionadas no inciso XXV citado anteriormente.” Na seqüência, diz que se deve destacar “que a simples não homologação das declarações retificadoras não é fato que, por si só, é capaz de fundamentar a não homologação das compensações realizadas.” Diz ser incabível a revisão de ofício da homologação pois ela não teria ocorrido por erro “mas sim pelo correto enquadramento legal da situação ora analisada”. Se houve erro, aduz, ele teria ocorrido com a revisão. Reclama, ainda, que não existe base legal para a revisão de ofício. Insiste na necessidade de cancelamento do despacho decisório. Ao final, requer a reforma do despacho decisório e a homologação das compensações. Subsidiariamente requer o cancelamento do despacho decisório em face da Fl. 459DF CARF MF Processo nº 13896.907869/201667 Resolução nº 3201001.878 S3C2T1 Fl. 4 3 impossibilidade de revisão de ofício no caso de erro de direito. Protesta pelo direito de provar o alegado por todos os meios de prova e informa que “não está questionando judicialmente a matéria discutida nestes autos.” A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba/PR julgou improcedente a manifestação de inconformidade do contribuinte e não reconheceu o direito creditório. Inconformada a contribuinte, apresentou recurso voluntário no qual repisa mesmos argumentos pleiteados em manifestação de inconformidade para o deferimento integral dos valores que constam do pedido de restituição. Suscita em seu pedido: i. Seja declarada a nulidade do v. acórdão recorrido, com o retorno dos autos à origem, para que (a) nova decisão seja proferida, com adstrição aos limites objetivos da lide fixados no Termo de Verificação Fiscal e na manifestação de inconformidade; ou (b) subsidiariamente, para que seja devolvido à recorrente o prazo para manifestação, garantindo lhe o exercício do direito de defesa em relação aos pontos novos suscitados pelo v. acórdão, tudo sob pena de contrariedade e negativa de vigência aos arts. 16, 17 e 18, parágrafo 3o, do Decreto n. 70.235, à luz do art. 5o, inciso LIV e LV, da Constituição de 1988; ii. Na eventualidade da superação da preliminar acima, seja reformado o v. acórdão, com o integral cancelamento das exigências fiscais, em razão da declaração: a. da nulidade do r. despacho decisório, por ter configurado revisão de ofício de lançamento, por erro de direito, com violação aos arts. 145 e 149 do CTN; b. da nulidade do r. despacho decisório, por carência de motivação, por ter se baseado em termo de verificação fiscal que não analisou o direito creditório discutido nestes autos, com violação ao art. 9o do Decreto n. 70,235; c. da improcedência do r. despacho decisório, tendo em vista a legitimidade da inclusão das receitas da recorrente no regime cumulativo de apuração da contribuição ao PIS e da COFINS, com a consequente homologação da declaração de compensação, sob pena de contrariedade e negativa de vigência aos arts. 10, inciso XXV e 15, inciso V, da Lei n. 10.833; d. eventualmente, caso se entenda que a requerente se encontra submetida ao regime não cumulativo das contribuições, seja reconhecida a inexistência de crédito tributário passível de cobrança, sob pena de bis in idem. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº Fl. 460DF CARF MF Processo nº 13896.907869/201667 Resolução nº 3201001.878 S3C2T1 Fl. 5 4 3201001.853, de 26 de março de 2019, proferido no julgamento do processo 13896.720975/201638, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução nº 3201001.8539): "O Recurso Voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Antes de adentrar ao exame do Recurso apresentado, cumpre esclarecer que o presente processo tramita na condição de paradigma, nos termos do art. 47 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015: Art. 47. Os processos serão sorteados eletronicamente às Turmas e destas, também eletronicamente, para os conselheiros, organizados em lotes, formados, preferencialmente, por processos conexos, decorrentes ou reflexos, de mesma matéria ou concentração temática, observando se a competência e a tramitação prevista no art. 46. § 1º Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito, o Presidente de Turma para o qual os processos forem sorteados poderá sortear 1 (um) processo para definilo como paradigma, ficando os demais na carga da Turma. § 2º Quando o processo a que se refere o § 1º for sorteado e incluído em pauta, deverá haver indicação deste paradigma e, em nome do Presidente da Turma, dos demais processos aos quais será aplicado o mesmo resultado de julgamento. Nesse aspecto, é preciso esclarecer que cabe a este Conselheiro o relatório e voto apenas deste processo, ou seja, o entendimento a seguir externado terá por base exclusivamente a análise dos documentos, decisões e recurso anexados neste processo. Feito tal esclarecimento, passase ao exame das razões de Recurso. A pretensão da contribuinte de requalificar a natureza jurídica de seus serviço, de intermediação para atividades de internet, enquadrando as receitas auferidas no regime cumulativo foi indeferido no despacho decisório proferido com base nas conclusões do TVF que consta do dossiê nº 10010.014822/021604, formalizado para análise das DCTFs retificadoras transmitidas para espelharem o procedimento de requalificação. De fato, concluiu o procedimento fiscal que os serviços prestados pelo contribuinte não poderiam ser qualificados como serviços de internet (art. 10, XXV e art. 15, V, da Lei nº 10.833/03), mas sim de intermediação, mantendoos no regime de apuração não cumulativo. Fl. 461DF CARF MF Processo nº 13896.907869/201667 Resolução nº 3201001.878 S3C2T1 Fl. 6 5 A principal matéria em litígio envolve a rejeição pela autoridade fiscal em sede de despacho decisório da requalificação das atividades da recorrente e a mudança para o regime cumulativo de apuração da Contribuição para o PIS e para a Cofins. Os argumentos da fiscalização são no sentido de que o regime a que se submete as receitas das atividades desenvolvidas pela Catho para apuração e recolhimento continuava a ser o da não cumulatividade, pois não se tratam de serviços de informática (desenvolvimento de software ou de páginas eletrônicas) nos termos do art. 10, XXV, da Lei nº 10.833/03 uma vez que a atividade seria a prestação de serviços de intermediação ao profissional que busca se posicionar no mercado de trabalho. Nada obstante, o TVF assevera que para que a receita auferida subsumase à sistemática da apuração cumulativa devese comprovar que esta (receita) advenha da prestação de alguns dos serviços listados no referido dispositivo da Lei 10.833/03. Pois bem, compulsando os autos, em especial os termos e demais peças que constam do dossiê nº 10010.014822/021604 verificase que em momento algum a contribuinte fora intimada a comprovar a natureza de suas receitas. Ao contrário, a intimação limitouse a solicitar esclarecimentos e informações que resultaram na requalificação das receitas, como se vê: De ressaltar, contudo, que o fundamento para o indeferimento do pleito creditório é a natureza da receitas das atividades prestadas pela Catho conforme descritos nos autos, que não se qualificam como sujeitas à apuração cumulativa. O acórdão da DRJ trilha o mesmo fundamento de indeferimento e não homologação das compensações exarados no despacho decisório. Evidenciouse naquela decisão que o sítio da internet da Catho é uma mera ferramenta para quer o assinante consulte vagas de trabalho, envie currículos e acesse outros conteúdos. Poderseia concordar com os argumentos daqueles julgadores conquanto não trouxessem argumento subsidiário no qual reconhecem a possibilidade da contribuinte fazer prova de que determinadas atividades auferem receitas cuja apuração se dá no regime cumulativo. Vejase o excerto do voto condutor do acórdão recorrido: É possível concluir, portanto, que algumas de suas receitas podem estar sujeitas à apuração cumulativa das contribuições, ensejando, assim, a real possibilidade de enquadramento da empresa na modalidade de apuração mista das contribuições Fl. 462DF CARF MF Processo nº 13896.907869/201667 Resolução nº 3201001.878 S3C2T1 Fl. 7 6 (circunstância que, sendo eficazmente comprovada, pode evidenciar um possível erro no preenchimento da DCTF original). A forma como a existência de tal erro – que deve ser corrigido via DCTF retificadora – pode vir a ser acatado administrativamente irá depender da apresentação de provas (conforme estabelece o §1º do art. 147 do CTN), baseadas na escrituração contábil/fiscal do período analisado, ou seja, da apresentação de provas capazes de demonstrar, sem possibilidade de dúvida, quais receitas foram efetivamente auferidas nos períodos sob análise e a que tipo de serviço/atividade elas se vinculam. Ressaltese que, para fazer jus à apuração cumulativa, devese comprovar que as receitas advêm efetivamente da prestação de serviços, no caso, de informática (tal como listado no inc. XXV do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, já transcrito). Evidentemente, as receitas assim enquadradas, devem ser passíveis de segregação, com vistas à correta tributação. Sem que tais comprovações existam nos autos, inviável será o deferimento do pleito. Resta claro que no mérito a decisão recorrida reconheceu a possibilidade do contribuinte fazer prova a seu favor, providência esta até então não determinada pela autoridade fiscal e se insere nas situações que o art. 16 do Decreto nº 70.235/72 PAF prevê regra de exceção para a apresentação extemporânea de conjunto probatório após a impugnação (manifestação de inconformidade): Decreto n° 70.235, de 1972: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. [...]Art. 16. A impugnação mencionará: [...]III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. [...]§ 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 463DF CARF MF Processo nº 13896.907869/201667 Resolução nº 3201001.878 S3C2T1 Fl. 8 7 Assim, entendo que os autos devam retornar à unidade preparadora para apreciação do Laudo Técnico apresentado pela Recorrente. Ante o exposto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que a autoridade preparadora analise o Laudo Técnico colacionado aos autos pela Recorrente e identifique as atividades cujas receitas inseremse no regime de apuração cumulativa nos termos do inciso XXV do art. 10 e inciso V do art. 15, ambos da Lei nº 10.833/03. Se entender necessário, deverá intimar a Recorrente para, ainda no curso da diligência, apresentar outros documentos e/ou esclarecimentos a respeito do litígio. Ao término do procedimento, deve elaborar Relatório Fiscal sobre os fatos apurados na diligência, sendolhe oportunizado manifestarse sobre a existência de outras informações e/ou observações que julgar pertinentes ao esclarecimento dos fatos. Encerrada a instrução processual, a Recorrente deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, findo o qual, sem ou com apresentação de manifestação, devem os autos serem devolvidos a este Colegiado para continuidade do julgamento. Importante frisar que as situações fática e jurídica presentes no processo paradigma encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, a fim de que a autoridade preparadora analise o Laudo Técnico colacionado aos autos pela Recorrente e identifique as atividades cujas receitas inseremse no regime de apuração cumulativa nos termos do inciso XXV do art. 10 e inciso V do art. 15, ambos da Lei nº 10.833/03. Se entender necessário, deverá intimar a Recorrente para, ainda no curso da diligência, apresentar outros documentos e/ou esclarecimentos a respeito do litígio. Ao término do procedimento, deve elaborar Relatório Fiscal sobre os fatos apurados na diligência, sendolhe oportunizado manifestarse sobre a existência de outras informações e/ou observações que julgar pertinentes ao esclarecimento dos fatos. Encerrada a instrução processual, a Recorrente deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, findo o qual, sem ou com apresentação de manifestação, devem os autos serem devolvidos a este Colegiado para continuidade do julgamento. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 464DF CARF MF
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Numero do processo: 10925.000408/2007-98
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Mar 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/03/2002, 30/06/2002, 30/09/2002, 31/12/2002
LUCRO PRESUMIDO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. EDIFICAÇÕES.
Para fins de determinação da base de cálculo do Imposto de Renda apurado com base no lucro presumido, deverá ser aplicado o percentual de 32% sobre a receita bruta relativa a serviços de edificações, por se tratar de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada.
Numero da decisão: 1003-000.479
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Abelson - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Abelson, Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: SERGIO ABELSON
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PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. EDIFICAÇÕES. Para fins de determinação da base de cálculo do Imposto de Renda apurado com base no lucro presumido, deverá ser aplicado o percentual de 32% sobre a receita bruta relativa a serviços de edificações, por se tratar de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Abelson Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Abelson, Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 00 04 08 /2 00 7- 98 Fl. 156DF CARF MF Processo nº 10925.000408/200798 Acórdão n.º 1003000.479 S1C0T3 Fl. 157 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra o acórdão de primeira instância (folhas 143/145) que julgou improcedente a impugnação apresentada contra o auto de infração às folhas 02/04, no qual procedeuse ao lançamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica no valor de R$ 7.038,11, acrescido de juros de mora e multa de ofício, num montante total de crédito tributário apurado de R$ 17.615,72, em razão de aplicação indevida de coeficiente de determinação de lucro de 16% sobre as receitas da atividade de prestação de serviços em valor superior a R$ 120.000,00 ao ano, quando o correto seria 32%. No acórdão a quo, a autuação foi mantida tendo em vista não ter a interessada logrado comprovar o exercício de atividade de construção por administração ou por empreitada, que ensejaria a aplicação de um percentual menor. A recorrente, às folhas 149/151, alega, em síntese: I Que optou em 2002 pelo regime de apuração de IR pelo Lucro Presumido, tem como atividade construtora, incorporadora e prestação de serviços na construção civil, sendo que em seu CNPJ somente é possível constar a atividade principal, CNAE 45217/01, Edificações (residenciais, industriais, comerciais e de serviços), que está classificada no grupo Construçai de Edifícios e obras de engenharia civil; II Que para executar as edificações no ano de 2002, além de fornecer a mãodeobra, também forneceu os materiais necessários para a execução da obra; III Que é ilegal a exigência de qualquer garantia para recurso ao Conselho de Contribuintes. Apresenta legislação que determina o percentual de 32% para a atividade de construção civil no Lucro Presumido e valores reduzidos caso a atividade seja realizada por empreitada. É o relatório. Voto Conselheiro Sérgio Abelson, Relator O recurso voluntário é tempestivo, portanto dele conheço. Da mesma forma que na impugnação, os documentos acostados pela contribuinte ao processo, notas fiscais de compra de materiais, não são suficientes para caracterizar o exercício da atividade de construção civil por administração ou empreitada, que ensejaria a aplicação de percentuais de determinação de lucro inferiores a 32%. Fl. 157DF CARF MF Processo nº 10925.000408/200798 Acórdão n.º 1003000.479 S1C0T3 Fl. 158 3 Cabe transcrever aqui os argumentos do acórdão a quo e adotálos como razões de decidir: Enfim, a pretensão da recorrente de aplicar um percentual menor de sua receita bruta para determinação do lucro presumido ensejaria a apresentação de um probatório mais robusto, que pudesse comprovar o exercício de suas atividades por administração ou empreitada (contrato de empreitada, pagamento do INSS da obra, ART, etc.). As notas fiscais de compra de materiais de construção se mostram insuficientes para este fim, restando apenas manter o percentual determinado no lançamento, de 32%, previsto no inciso III, alínea "a", do art. 519 do RIR/99, vigente à época. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Abelson Fl. 158DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10283.900478/2012-16
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1002-000.056
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a Unidade de Origem:
1) informe todas as retenções de CSRF (código 5952) declaradas pela recorrente relativas às quinzenas de 01/05/2009 a 15/05/2009, 16/05/2009 a 31/05/2009 e 01/06/2009 a 15/06/2019, juntando, se possível, aos autos, as folhas da DIRF (art.12, § 2º, da IN SRF nº 459/2004);
2) informe todos os recolhimentos feitos pela recorrente com o código de receita 5952 e referentes aos períodos de apuração supra mencionados, juntando, se possível, os extratos do sistema Sinal-pagamento;
3) informe em qual débito foi alocado o pagamento de e-fls. 88, de nº 5738477151-0, no valor de R$ 7.818,50, cód. de receita 5952, período de apuração encerrado em 31/05/2009 e data de arrecadação em 15/06/2009, ou se o mesmo encontra-se disponível para alocação ou restituição;
4) informe em qual débito foi alocado o pagamento de e-fls. 91, de nº 5785135361-1, no valor de R$ 7.818,50, cód. de receita 5952, período de apuração encerrado em 15/06/2009 e data de arrecadação em 30/06/2009, ou se o mesmo encontra-se disponível para alocação ou restituição;
5) Junte ao processo cópia integral da DCTF, DIPJ e do DACON que prevaleceram no ano-calendário de 2009, ou intime o Recorrente a apresentá-los, na hipótese de inexistência ou não localização destas declarações na base de dados da RFB;
6) verifique junto à escrituração do contribuinte se o alegado "pagamento a maior" foi compensado na apuração do lucro do período-base encerrado em 31/12/2009;
7) Intime o Recorrente à apresentação de cópia da escrituração contábil-fiscal na qual conste a origem dos créditos postulados -Livros Diário, Razão, Lalur- referentes aos meses de maio a junho de 2009, juntamente com cópia dos termos de abertura e de encerramento dos referidos livros e a elaboração de quadro analítico, discriminando a natureza, valores e períodos correspondentes dos créditos;
8) intime a recorrente a esclarecer outros pontos que a Unidade de Origem entenda necessários para o deslinde das questões postas.
(assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Breno do Carmo Moreira Vieira e Ângelo Abrantes Nunes.
Nome do relator: AILTON NEVES DA SILVA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a Unidade de Origem: 1) informe todas as retenções de CSRF (código 5952) declaradas pela recorrente relativas às quinzenas de 01/05/2009 a 15/05/2009, 16/05/2009 a 31/05/2009 e 01/06/2009 a 15/06/2019, juntando, se possível, aos autos, as folhas da DIRF (art.12, § 2º, da IN SRF nº 459/2004); 2) informe todos os recolhimentos feitos pela recorrente com o código de receita 5952 e referentes aos períodos de apuração supra mencionados, juntando, se possível, os extratos do sistema Sinal-pagamento; 3) informe em qual débito foi alocado o pagamento de e-fls. 88, de nº 5738477151-0, no valor de R$ 7.818,50, cód. de receita 5952, período de apuração encerrado em 31/05/2009 e data de arrecadação em 15/06/2009, ou se o mesmo encontra-se disponível para alocação ou restituição; 4) informe em qual débito foi alocado o pagamento de e-fls. 91, de nº 5785135361-1, no valor de R$ 7.818,50, cód. de receita 5952, período de apuração encerrado em 15/06/2009 e data de arrecadação em 30/06/2009, ou se o mesmo encontra-se disponível para alocação ou restituição; 5) Junte ao processo cópia integral da DCTF, DIPJ e do DACON que prevaleceram no ano-calendário de 2009, ou intime o Recorrente a apresentá-los, na hipótese de inexistência ou não localização destas declarações na base de dados da RFB; 6) verifique junto à escrituração do contribuinte se o alegado "pagamento a maior" foi compensado na apuração do lucro do período-base encerrado em 31/12/2009; 7) Intime o Recorrente à apresentação de cópia da escrituração contábil-fiscal na qual conste a origem dos créditos postulados -Livros Diário, Razão, Lalur- referentes aos meses de maio a junho de 2009, juntamente com cópia dos termos de abertura e de encerramento dos referidos livros e a elaboração de quadro analítico, discriminando a natureza, valores e períodos correspondentes dos créditos; 8) intime a recorrente a esclarecer outros pontos que a Unidade de Origem entenda necessários para o deslinde das questões postas. (assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Breno do Carmo Moreira Vieira e Ângelo Abrantes Nunes.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a Unidade de Origem: 1) informe todas as retenções de CSRF (código 5952) declaradas pela recorrente relativas às quinzenas de 01/05/2009 a 15/05/2009, 16/05/2009 a 31/05/2009 e 01/06/2009 a 15/06/2019, juntando, se possível, aos autos, as folhas da DIRF (art.12, § 2º, da IN SRF nº 459/2004); 2) informe todos os recolhimentos feitos pela recorrente com o código de receita 5952 e referentes aos períodos de apuração supra mencionados, juntando, se possível, os extratos do sistema Sinalpagamento; 3) informe em qual débito foi alocado o pagamento de efls. 88, de nº 57384771510, no valor de R$ 7.818,50, cód. de receita 5952, período de apuração encerrado em 31/05/2009 e data de arrecadação em 15/06/2009, ou se o mesmo encontrase disponível para alocação ou restituição; 4) informe em qual débito foi alocado o pagamento de efls. 91, de nº 57851353611, no valor de R$ 7.818,50, cód. de receita 5952, período de apuração encerrado em 15/06/2009 e data de arrecadação em 30/06/2009, ou se o mesmo encontrase disponível para alocação ou restituição; 5) Junte ao processo cópia integral da DCTF, DIPJ e do DACON que prevaleceram no anocalendário de 2009, ou intime o Recorrente a apresentálos, na hipótese de inexistência ou não localização destas declarações na base de dados da RFB; 6) verifique junto à escrituração do contribuinte se o alegado "pagamento a maior" foi compensado na apuração do lucro do períodobase encerrado em 31/12/2009; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 02 83 .9 00 47 8/ 20 12 -1 6 Fl. 102DF CARF MF Processo nº 10283.900478/201216 Resolução nº 1002000.056 S1C0T2 Fl. 103 2 7) Intime o Recorrente à apresentação de cópia da escrituração contábilfiscal na qual conste a origem dos créditos postulados Livros Diário, Razão, Lalur referentes aos meses de maio a junho de 2009, juntamente com cópia dos termos de abertura e de encerramento dos referidos livros e a elaboração de quadro analítico, discriminando a natureza, valores e períodos correspondentes dos créditos; 8) intime a recorrente a esclarecer outros pontos que a Unidade de Origem entenda necessários para o deslinde das questões postas. (assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Breno do Carmo Moreira Vieira e Ângelo Abrantes Nunes. Relatório Por bem sintetizar os fatos até o momento processual anterior ao do julgamento da Manifestação de Inconformidade contra a não homologação da compensação, transcrevo e adoto o relatório produzido pela DRJ/BSB: Tratase de Declaração de Compensação – Dcomp nº 18683.04116.290909.1.3.041461, transmitida eletronicamente em 29/09/2009, com base em suposto crédito de Contribuições Sociais Retidas na FonteCSRF, oriundo de pagamento indevido ou a maior, cujo DARF apresenta as seguintes características: A contribuinte declarou no PER/DCOMP a existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior, no valor do principal de R$ 7.065,20. Em 01/03/2012 foi emitido Despacho Decisório Eletrônico pela homologação parcial da compensação, fundamentando na insuficiência de crédito. Cientificada desse Despacho, a interessada apresentou sua manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que as compensações efetuadas estão corretas, sendo legitimo o direito ao crédito, haja vista pagamento em duplicidade do referido tributo, correspondente à retenção na fonte sobre valor da Nota Fiscal nº 34675, em 15/06/2009, no total de R$ 7.818,50, e em 30/06/2009, exatamente no mesmo valor. Assim, entendendo demonstrados os fundamentos que asseguram o direito do seu pleito, requer a reconsideração do despacho decisório, a Fl. 103DF CARF MF Processo nº 10283.900478/201216 Resolução nº 1002000.056 S1C0T2 Fl. 104 3 fim de determinar a homologação da compensação efetuada pela empresa. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/BSB, conforme acórdão n. 0374.633, de 27 de abril de 2017 (efl. 58), que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2009 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de créditos tributários (débitos do contribuinte) só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo, sendo que a compensação somente pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei; no caso, o crédito pleiteado é inexistente. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Irresignado, o Recorrente apresenta Recurso Voluntário (efls. 71), no qual, oferece os argumentos abaixo sintetizados. Registra que "Muito embora a decisão da 4a Turma da DRJ/BSB tenha sido no sentido de não reconhecer o direito líquido e certo da Recorrente, a existência do crédito tributário é demonstrada por meio dos documentos que comprovam o pagamento em duplicidade, quais sejam nota fiscal (DOC.02) e comprovantes de transação bancária (DOC.03) e o livro razão analítico (DOC.04)". Destaca que "A NF 34675, evidencia os valores retidos a título de CSRF, sobre o valor total da fatura R$ 168.139,75 quais sejam: PIS (alíquota 0,65%): R$ 1.092,91 (hum mil e noventa e dois reais e noventa e um centavos) COFINS (alíquota 3%): R$ 5.044,19 (cinco mil e quarenta e quatro reais e dezenove centavos) CSLL (alíquota 1%): R$ 1.681,40 (hum mil, seiscentos e oitenta e um reais e quarenta centavos)", perfazendo um "Total recolhido a título de CSRF: R$ 7.818,50 (sete mil, oitocentos e dezoito reais e cinquenta centavos)". Sustenta que "Os comprovantes de transação bancária (DOC.03) comprovam o recolhimento do valor discriminado acima (código da receita 5952) em duplicidade nas datas 15.06.2009 e novamente em 30.06.2009, sobre a mesma NF..." e que "Da mesma forma, ao conferir o livro razão analítico da Recorrente (DOC. 04), verificase no histórico que no mês de Maio houve a provisão de pagamento dos tributos referentes a NF 34675 e no mês de junho vislumbramse dois lançamentos de pagamento, ambos referentes ao recolhimento de contribuições sociais sobre o mesmo documento fiscal, qual seja a NF 34675, em 15.06.2009 e depois em 30.06.2009". Fl. 104DF CARF MF Processo nº 10283.900478/201216 Resolução nº 1002000.056 S1C0T2 Fl. 105 4 Ao final, tece considerações sobre os princípios da verdade material e do enriquecimento sem causa da União, postulando a reforma da decisão de 1ª instância e o reconhecimento do crédito no valor de R$ 7.818,50. É o relatório do necessário. Voto Embora seja tempestivo e atenda aos demais requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento parcial do Recurso Voluntário, eis que não se encontra em condições de julgamento, conforme se explica a seguir. Analisando o Recurso Voluntário vejo que o pedido de reconhecimento do crédito pelo Recorrente fundamentase em um suposto recolhimento em duplicidade no valor de R$ 7.818,50, na forma indicada pelo quadro seguinte: CSRF código receita valor recolhido (R$) período de apuração vencimento data de arrecadação efls. 5952 7.818,50 31/05/2009 15/06/2009 15/06/2009 88 5952 7.818,50 15/06/2009 30/06/2009 30/06/2009 91 A decisão a quo negou provimento à Manifestação de Inconformidade em razão da ausência de comprovação do recolhimento em duplicidade alegado pelo então manifestante. De fato, a NF 034675 (efls. 85) e a cópia parcial do livro Razão Analítico (efls. 92), que supostamente seriam elementos de comprovação da origem e do direito ao crédito postulado, só foram colacionados aos autos por ocasião da apresentação do Recurso Voluntário, o que torna justificável a decisão proferida no acórdão recorrido. Entretanto, à vista dessa nova realidade processual, constato haver verossimilhança nas alegações do Recorrente, fundada no fato de que existem dois recolhimentos vinculados a débitos que aparentemente tem origem num mesmo e único evento (prestação de serviço consignada na NF 034675), o que, em princípio e em juízo de delibação, legitimaria o direito ao crédito pleiteado. Assim, lastreado nos princípios da verdade material e do formalismo moderado, entendo que o deslinde do caso depende, primeiramente, da confirmação (ou não) do valor de R$ 7.818,50 recolhido a título de CSRF nas declarações de informações econômicofiscais apresentadas pelo contribuinte, bem como do batimento destas informações com sua escrituração contábilfiscal. No presente caso, vejo que, à exceção do PER/DCOMP, não foram anexadas aos autos outras declarações de informações econômicofiscais que poderiam servir de elemento de comprovação das alegações do Recorrente e, quanto à escrituração, consigno que houve apenas a juntada parcial do livro Razão Analítico, razões que não permitem a este julgador formar juízo conclusivo quanto à legitimidade do pleito. Fl. 105DF CARF MF Processo nº 10283.900478/201216 Resolução nº 1002000.056 S1C0T2 Fl. 106 5 Sendo assim, voto por baixar o processo em diligência junto à Unidade de Origem para que: 1) informe todas as retenções de CSRF (código 5952) declaradas pela recorrente relativas às quinzenas de 01/05/2009 a 15/05/2009, 16/05/2009 a 31/05/2009 e 01/06/2009 a 15/06/2019, juntando, se possível, aos autos, as folhas da DIRF (art.12, § 2º, da IN SRF nº 459/2004); 2) informe todos os recolhimentos feitos pela recorrente com o código de receita 5952 e referentes aos períodos de apuração supra mencionados, juntando, se possível, os extratos do sistema Sinalpagamento; 3) informe em qual débito foi alocado o pagamento de efls. 88, de nº 57384771510, no valor de R$ 7.818,50, cód. de receita 5952, período de apuração encerrado em 31/05/2009 e data de arrecadação em 15/06/2009, ou se o mesmo encontrase disponível para alocação ou restituição; 4) informe em qual débito foi alocado o pagamento de efls. 91, de nº 57851353611, no valor de R$ 7.818,50, cód. de receita 5952, período de apuração encerrado em 15/06/2009 e data de arrecadação em 30/06/2009, ou se o mesmo encontrase disponível para alocação ou restituição; 5) Junte ao processo cópia integral da DCTF, DIPJ e do DACON que prevaleceram no anocalendário de 2009, ou intime o Recorrente a apresentálos, na hipótese de inexistência ou não localização destas declarações na base de dados da RFB; 6) verifique junto à escrituração do contribuinte se o alegado "pagamento a maior" foi compensado na apuração do lucro do períodobase encerrado em 31/12/2009; 7) Intime o Recorrente à apresentação de cópia da escrituração contábilfiscal na qual conste a origem dos créditos postulados Livros Diário, Razão, Lalur referentes aos meses de maio a junho de 2009, juntamente com cópia dos termos de abertura e de encerramento dos referidos livros e a elaboração de quadro analítico, discriminando a natureza, valores e períodos correspondentes dos créditos; 8) intime a recorrente a esclarecer outros pontos que a Unidade de Origem entenda necessários para o deslinde das questões postas. Após, cientificar o Recorrente sobre o resultado da diligência e retornar os autos ao Relator para prosseguimento. É como voto. (assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 106DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.945121/2013-09
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-001.744
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Cynthia Elena de Campos, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Waldir Navarro Bezerra (Presidente).
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
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decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Cynthia Elena de Campos, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Waldir Navarro Bezerra (Presidente).
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(assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Cynthia Elena de Campos, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Waldir Navarro Bezerra (Presidente). Relatório Versa o presente sobre pedido de ressarcimento de contribuições não cumulativas que, após procedimento fiscalizatório sofrido pela empresa, restaram não reconhecidos em sua integralidade, consoante Despacho Decisório que integra os autos em apreço. Inconformada com o não reconhecimento integral de seu pleito, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade que foi julgada improcedente pelo Colegiado a quo, nos termos do Acórdão nº 10059.097. Destacase que a DRJ aplicou o entendimento das INs SRF 247/2002 e 404/2004. Regularmente cientificado desta decisão, a contribuinte apresentou seu Recurso Voluntário, com as seguintes alegações, em síntese: i) conceito de insumo aplicável alega que ele representa não só elementos diretos, mas também indiretos ligados à produção de produtos e de serviços; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 45 12 1/ 20 13 -0 9 Fl. 3772DF CARF MF Processo nº 10880.945121/201309 Resolução nº 3402001.744 S3C4T2 Fl. 3 2 entende que a natureza jurídica dos créditos do PIS e da Cofins não pode ser confundida com a nãocumulatividade do ICMS e do IPI, apontando que deveria se aplicado o método indireto subtrativo; aduz que os créditos de PIS e de Cofins se revestem de subvenção estatal; requer créditos sobre a totalidade de seus custos e de suas despesas, pois não haveria como se restringir o conceito de insumo; aponta a procedência de suas alegações à luz de sua atividade econômica; ii) direito ao crédito sobre aquisições de combustíveis alega que os combustíveis e Gás GLP seriam aplicados em seu processo produtivo, citando a Lei nº 10.833/03 e a Instrução Normativa nº 404/04; alega que o óleo diesel seria utilizado em suas empilhadeiras e geradores; iii) direito ao crédito sobre serviços de laboratório e análises microbiológicas alega que o direito a crédito sobre tais serviços utilizados como insumos estaria amparado pela Lei nº 10.833/03, sendo essa rubrica composta por três serviços distintos: de laboratório; do serviço de inspeção federal (SIF), de caráter de inspeção sanitária; e de análises microbiológicas, essenciais e obrigatórios nos frigoríficos; iv) direito a crédito integral sobre os fretes internacionais alega que teria atendido a todos os requisitos normativos e legais previsto na Leis nº 10.833/03 para creditamento sobre fretes nas operações de venda, não prosperando a acusação fiscal que impediu o crédito por ser o transportador pessoa jurídica não domiciliada no país. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução 3402001.734, de 30 de janeiro de 2019, proferido no julgamento do processo 10880.945120/201356, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402001.734): "Ao examinar os argumentos trazidos pela Recorrente, em cotejo com as alegações da Autoridade Fiscal, entendo necessária a conversão do julgamento em diligência com vistas a aclarar a situação que passo a descrever. A questão devolvida a este colegiado cingese sobre o conceito de insumo para fins de creditamento das contribuições de PIS e COFINS, cujo reflexo poderia alterar o direito creditório da Recorrente e o Despacho Decisório que homologou apenas parcialmente as compensações pleiteadas. Especificamente, tratamse das seguintes glosas efetuadas pela autoridade fiscal e confirmadas pela DRJ: Fl. 3773DF CARF MF Processo nº 10880.945121/201309 Resolução nº 3402001.744 S3C4T2 Fl. 4 3 (i) Crédito sobre aquisições de combustíveis; (ii) Crédito sobre serviços de laboratório e análises microbiológicas; (iii) Crédito sobre os fretes internacionais. Quanto ao conceito de insumo para fins de creditamento da contribuição para o PIS e a COFINS, o julgador a quo aplicou o entendimento das INs SRF 247/2002 e 404/2004, no sentido de restringir o crédito apenas nas situações relacionadas nos referidos atos infralegais. A questão já foi definitivamente resolvida pelo STJ, no Resp nº 1.221.170/PR, sob julgamento no rito do art. 543C do CPC/1973 (arts. 1.036 e seguintes do CPC/2015), que estabeleceu conceito de insumo tomando como diretrizes os critérios da essencialidade e/ou relevância. Transcrevo a ementa do julgado: TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. NÃOCUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. CONCEITO DE INSUMOS. DEFINIÇÃO ADMINISTRATIVA PELAS INSTRUÇÕES NORMATIVAS 247/2002 E 404/2004, DA SRF, QUE TRADUZ PROPÓSITO RESTRITIVO E DESVIRTUADOR DO SEU ALCANCE LEGAL. DESCABIMENTO. DEFINIÇÃO DO CONCEITO DE INSUMOS À LUZ DOS CRITÉRIOS DA ESSENCIALIDADE OU RELEVÂNCIA. RECURSO ESPECIAL DA CONTRIBUINTE PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESTA EXTENSÃO, PARCIALMENTE PROVIDO, SOB O RITO DO ART. 543C DO CPC/1973 (ARTS. 1.036 E SEGUINTES DO CPC/2015). 1. Para efeito do creditamento relativo às contribuições denominadas PIS e COFINS, a definição restritiva da compreensão de insumo, proposta na IN 247/2002 e na IN 404/2004, ambas da SRF, efetivamente desrespeita o comando contido no art. 3o., II, da Lei 10.637/2002 e da Lei 10.833/2003, que contém rol exemplificativo. 2. O conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou relevância, vale dizer, considerandose a imprescindibilidade ou a importância de determinado item – bem ou serviço – para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo contribuinte. 3. Recurso Especial representativo da controvérsia parcialmente conhecido e, nesta extensão, parcialmente provido, para determinar o retorno dos autos à instância de origem, a fim de que se aprecie, em cotejo com o objeto social da empresa, a possibilidade de dedução dos créditos relativos Fl. 3774DF CARF MF Processo nº 10880.945121/201309 Resolução nº 3402001.744 S3C4T2 Fl. 5 4 a custo e despesas com: água, combustíveis e lubrificantes, materiais e exames laboratoriais, materiais de limpeza e equipamentos de proteção individualEPI. 4. Sob o rito do art. 543C do CPC/1973 (arts. 1.036 e seguintes do CPC/2015), assentamse as seguintes teses: (a) é ilegal a disciplina de creditamento prevista nas Instruções Normativas da SRF ns. 247/2002 e 404/2004, porquanto compromete a eficácia do sistema de nãocumulatividade da contribuição ao PIS e da COFINS, tal como definido nas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003; e (b) o conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios de essencialidade ou relevância, ou seja, considerandose a imprescindibilidade ou a importância de terminado item bem ou serviço para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo Contribuinte. Destacase o voto da Ministra Regina Helena Costa, que considerou os seguintes conceitos de essencialidade ou relevância da despesa, que deve ser seguido por este Conselho: Essencialidade – considerase o item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou o serviço, constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço, ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência; Relevância considerada como critério definidor de insumo, é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja pelas singularidades de cada cadeia produtiva (v.g., o papel da água na fabricação de fogos de artifício difere daquele desempenhado na agroindústria), seja por imposição legal (v.g., equipamento de proteção individual EPI), distanciandose, nessa medida, da acepção de pertinência, caracterizada, nos termos propostos, pelo emprego da aquisição na produção ou na execução do serviço. Dessa forma, considerando que a análise efetuada pela autoridade fiscal baseouse nos termos determinados pelas INs SRF 247/2002 e 404/2004, e não considerou a essencialidade e relevância dos itens no processo produtivo da Recorrente, entendo que a situação fática deve ser aclarada pela unidade de origem, considerando a nova interpretação determinada pelo STJ acerca do conceito de insumo para fins de creditamento de PIS e COFINS. Diante disso, converto o julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem para que a autoridade preparadora: Fl. 3775DF CARF MF Processo nº 10880.945121/201309 Resolução nº 3402001.744 S3C4T2 Fl. 6 5 (i) intime a Recorrente para apresentação de Laudo Técnico, com o detalhamento dos dispêndios com COMBUSTÍVEIS, SERVIÇOS DE LABORATÓRIO E ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS e sua utilização dentro de seu processo produtivo; (iii) elabore um novo parecer e um novo demonstrativo do direito creditório requerido, com as considerações efetuadas a partir da nova interpretação do conceito de insumo determinada pelo STJ de relevância e essencialidade. Encerrada a instrução processual a Interessada deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, conforme art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011. Concluída a diligência, os autos deverão retornar a este Colegiado para que se dê prosseguimento ao julgamento." Importante frisar que as situações fática e jurídica presentes no processo paradigma encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a autoridade preparadora: (i) intime a Recorrente para apresentação de Laudo Técnico, com o detalhamento dos dispêndios com COMBUSTÍVEIS, SERVIÇOS DE LABORATÓRIO E ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS e sua utilização dentro de seu processo produtivo; (iii) elabore um novo parecer e um novo demonstrativo do direito creditório requerido, com as considerações efetuadas a partir da nova interpretação do conceito de insumo determinada pelo STJ de relevância e essencialidade. Encerrada a instrução processual a Interessada deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, conforme art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011. Concluída a diligência, os autos deverão retornar a este Colegiado para que se dê prosseguimento ao julgamento." (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 3776DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11613.000271/2008-39
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Apr 05 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 13/11/2008
NULIDADE DE INTIMAÇÃO - PRECLUSÃO.
Eventual vício de nulidade não alegado na impugnação não cabe ser alegado de maneira inovadora no Recurso Voluntário.
PRESCRIÇÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SEM JULGAMENTO POR MAIS DE TRÊS ANOS - AFASTADA.
A lei que 9873/99 que Estabelece prazo de prescrição para o exercício de ação punitiva pela Administração Pública Federal, direta e indireta, e dá outras providências, não se aplica ao processo administrativo fiscal.
Numero da decisão: 3003-000.166
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Presidente.
(assinado digitalmente)
Márcio Robson Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Márcio Robson Costa (relator), Marcos Antonio Borges (presidente), Müller Nonato Cavalcanti Silva e Vinicius Guimarães.
Nome do relator: MARCIO ROBSON COSTA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 13/11/2008 NULIDADE DE INTIMAÇÃO - PRECLUSÃO. Eventual vício de nulidade não alegado na impugnação não cabe ser alegado de maneira inovadora no Recurso Voluntário. PRESCRIÇÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SEM JULGAMENTO POR MAIS DE TRÊS ANOS - AFASTADA. A lei que 9873/99 que Estabelece prazo de prescrição para o exercício de ação punitiva pela Administração Pública Federal, direta e indireta, e dá outras providências, não se aplica ao processo administrativo fiscal.
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Eventual vício de nulidade não alegado na impugnação não cabe ser alegado de maneira inovadora no Recurso Voluntário. PRESCRIÇÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SEM JULGAMENTO POR MAIS DE TRÊS ANOS AFASTADA. A lei que 9873/99 que Estabelece prazo de prescrição para o exercício de ação punitiva pela Administração Pública Federal, direta e indireta, e dá outras providências, não se aplica ao processo administrativo fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Presidente. (assinado digitalmente) Márcio Robson Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Márcio Robson Costa (relator), Marcos Antonio Borges (presidente), Müller Nonato Cavalcanti Silva e Vinicius Guimarães. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 3. 00 02 71 /2 00 8- 39 Fl. 60DF CARF MF Processo nº 11613.000271/200839 Acórdão n.º 3003000.166 S3C0T3 Fl. 61 2 Relatório Por bem relatar os fatos reproduzo o relatório do acórdão da DRJ. Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em 29/11/2008, em face do contribuinte em epígrafe, formalizando a exigência de multa regulamentar, no valor de R$ 5.000,00, em virtude dos fatos a seguir descritos. A empresa formalizou pedido de retificação da Dl 08/02238658 em 14 de março de 2008. ( laudo de arqueação do engenheiro credenciado da SRF constatou uma pequena diferença a maior, no que diz respeito ao volume descarregado. Quando isso ocorre o parágrafo segundo do art. 45 da IN SRF 680/2006 determina quê seja apresentada à fiscalização a nota fiscal de entrada complementar ou total, computandose a diferença eventualmente apurada a maior. Conforme podese ver na cópia da f1, 11 do processo 11613.000053/200802, em 17/05/2008, o contribuinte foi notificado a apresentar o referido documento. Tomou ciência em 11/06/2008. Não atendeu. Em 04/07/2008 houve nova notificação, com ciência em 07/07/2008, mais uma vez sem atendimento. Dessa vez, foi autuado por embaraço em 21/07/2008, conforme o processo administrativo número 11613.000155/200810 e novamente notificado a apresentar o documento em 10/08/2008, com ciência em 20/08/2008. Apesar de já autuado por não atendimento às notificações anteriores, mais uma vez não atendeu. Novamente foi notificado em 13/11/2008. Dessa feita, apresentou, em 17/11/2008 a nota fiscal de entrada número 0114823, datada de 20/02/2008. Essa nota fiscal, todavia, não atende ao que foi solicitado. A quantidade de mercadoria nela informada foi de 8.469,800 toneladas. Ocorre que esse montante está aquém da diferença arqueada que foi de 16.873 toneladas. Ademais, não foi apresentado documento compelamentar de recolhimento de ICMS sobre a diferença arqueada. As reiteradas notificações persistem sem atendimento. A empresa está suspensa de fazer despacho antecipado, com base na IN SRF 175/02, até que cumpra o solicitado. A tipificação legal atualmente em vigor para a imposição de penalidade como aqui tratada é a alinea "c" do inciso IV do art. 107 do Decretolei no 37, de 1966, com a redação dada pelo art. 77 da Lei no 10.833, de 2003. Cientificado do auto de infração, pessoalmente, em 19/02/2009 (fls. 05), o contribuinte, protocolizou impugnação, tempestivamente em 02/03/2009, na forma do artigo 56 do Decreto nº 7.574/2011, de fls. 28, instaurando assim a fase litigiosa do procedimento. O impugnante em sua defesa alegou os seguintes pontos: Fl. 61DF CARF MF Processo nº 11613.000271/200839 Acórdão n.º 3003000.166 S3C0T3 Fl. 62 3 VALE MANGANÊS S. A. estabelecida a Rodovia BR 324 km 24 Simões Filho Bahia, devidamente inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda sob n°. 15.144.306/000199, vem mui respeitosa mente, pelo seu procurador abaixo assinado, impugnar o Auto de Infração 0517602/00027/08 uma vez que, a documentação citada na mesmo como não apresentada, e que gerou esse Auto de Infração, já foi apresentada a essa Inspetoria conforme documentos comprobatórios em anexo. Dessa forma, e após a análise da documentação ora reapresentada, solicita a requerente, que fique sem efeito as penalidades descritas no referido Auto de Infração (Recolhimento de Multa e a Suspensão para proceder ao Despacho Antecipado). Para tanto anexa à presente: > Petição protocolada por essa Inspetoria em 23/12/2008 quando foi apresentada a Nota Fiscal Complementar n°. 0132214; > Cópia da Nota Fiscal Complementar n°. 0132214 de 18/12/2008 > Petição protocolada nessa Inspetoria em 20/01/2009 apresentando o > DAEICMS solicitado. A impugnação foi julgada pelo acórdão nº. 16078.357 21ª Turma da DRJ/SPO (efls 34 a 38), que negou provimento ao recurso nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 13/11/2008 O contribuinte foi notificado a apresentar o referido documento. Não atendeu no prazo estipulado. A tipicidade é explicita em eleger como conduta infracional o caso de não apresentação de resposta, no prazo estipulado. Ainda que haja a apresentação de todos os documentos exigidos, a sua apresentação a destempo já é condição suficiente para tipificar a conduta infracional. Inconformada a empresa autuada apresentou Recurso Voluntário (efls 47 a 56) alegando que embora não tenha atacado especificadamente a multa atacou o motivo pelo qual a multa foi aplicado e por isso a impugnação foi implícita. Em seguida, os autos foram direcionados a este Conselho. Fl. 62DF CARF MF Processo nº 11613.000271/200839 Acórdão n.º 3003000.166 S3C0T3 Fl. 63 4 É o relatório. Voto Conselheiro Márcio Robson Costa, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, inclusive quanto à competência das Turmas Extraordinárias, portanto dele tomase conhecimento. Inicialmente cumpre deixar consignado que o acórdão recorrido abordou as matérias impugnadas, decidindo por não acolher os argumentos da recorrente. A multa imposta e objeto da lide tem como escopo as inúmeras intimações realizadas e não atendidas pela empresa recorrente. A autoridade fiscal verificou divergência de quantidade do produto declarado com o produto efetivamente transportado e por isso notificou a autuada para apresentar a documentação solicitada. O não atendimento das intimações é passível de multa, conforme preceitua o artigo 107, IV, alínea C do DecretoLei n.º 37, de 18 de novembro de 1996. Vejamos: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (Redação dada pela Lei n° 10.833, de 29.12.2003) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Redação dada pela Lei n° 10.833, de 29.12.2003) ... c) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de nãoapresentação de resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fiscal; A empresa autuada apresentou impugnação na qual se limitou em informar que a documentação solicitada foi apresentada. Nesse sentido, a latente intempestividade de atendimento das notificações restou como fato incontroverso e por essa razão a multa aplicada é evidentemente devida. No Recurso Voluntário apresentado as razões de inconformismo são fatos novos, visto que alega a recorrente que as notificações realizadas foram em nome de pessoa sem poderem para recebêla e que o processo administrativo esta prescrito por ter ultrapassado mais de 3 (três) anos sem julgamento. No que se refere as alegações de nulidade da citação, esta restou superada pela impugnação apresentada, logo, operouse a preclusão. Tratase de norma geral de processo civil que aplicase subsidiariamente ao processo administrativo, vejamos o que diz o artigo 278 do código de processo civil: Art. 278. A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos, sob pena de preclusão. Fl. 63DF CARF MF Processo nº 11613.000271/200839 Acórdão n.º 3003000.166 S3C0T3 Fl. 64 5 A oportunidade de alegar a ausência de poderes do sr. Anderson Argolo dos Santos que, é importante ressaltar, consta no documento de fls 26 com poderes para "praticar todos os atos necessários ao fiel cumprimento do presente mandato" foi na apresentação da impugnação, contudo, a autuada não o fez. Continuamente alega a recorrente que o processo esta prescrito devido ter ultrapassado mais de 3(três) anos sem julgamento, para tanto cita a lei 9873/99 que estabelece prazo de prescrição para o exercício de ação punitiva pela Administração Pública Federal, direta e indireta, e dá outras providências. A referida lei dispõe no artigo 5º que: Art. 5o O disposto nesta Lei não se aplica às infrações de natureza funcional e aos processos e procedimentos de natureza tributária. Não há dúvidas de que o presente processo no qual esta sendo proferido esse voto é de natureza administrativa e tributária, de forma que, conforme disposto na própria lei, essa não se aplica. Nesse sentido, mesmo tendo o Recurso Voluntário inovado, ao enfrentar seus argumentos restou claro a ausência de amparo legal para o seu acolhimento. Dispositivo Diante do exposto, rejeito a preliminar e voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendo a multa aplicada pela autoridade fiscal. É o meu entendimento Márcio Robson Costa Relator Fl. 64DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13005.900382/2010-55
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NÃO TRIBUTADO (NT).
A produção e a exportação de produtos classificados na Tabela de Incidência do IPI (TIPI) como "não-tributados" não geram direito ao crédito presumido de IPI de que trata o art. 1º da Lei nº 9.363, de 1996 e 1º da Lei nº 10.276 de 2001
Numero da decisão: 9303-008.067
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NÃO TRIBUTADO (NT). A produção e a exportação de produtos classificados na Tabela de Incidência do IPI (TIPI) como "nãotributados" não geram direito ao crédito presumido de IPI de que trata o art. 1º da Lei nº 9.363, de 1996 e 1º da Lei nº 10.276 de 2001 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em darlhe provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 5. 90 03 82 /2 01 0- 55 Fl. 209DF CARF MF 2 Trata o presente processo de pedido de ressarcimento eletrônico de créditos Presumidos de IPI, de que tratam as Leis 9.363, de 1996, e 10.267, de 2001, referente ao segundo trimestre do ano de 2002. O pedido foi integralmente denegado por despacho decisório. No Termo de Verificação Fiscal que embasa o despacho decisório, é informado que o interessado adquire folhas de tabaco de produtores rurais (pessoas físicas e comerciantes atacadistas) e realiza beneficiamento sob encomenda (consistente em destala, corte, classificação, tratamento contra pragas e embalagem), gerando fumo classificado como NT na TIPI. Assim, conclui que, como empresas que fabricam produtos NT não são consideradas estabelecimentos industriais, a contribuinte não faz jus ao Crédito Presumido de IPI. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, para que fosse reconhecido o direito ao crédito presumido de IPI, no valor pleiteado, acrescido da taxa Selic desde a data do protocolo do pedido até a do efetivo ressarcimento. Argumentou, em sua manifestação, que a lei não teria estabelecido que a empresa deva exportar produtos industrializados tributados. A DRJ/POA, apreciou as manifestações da contribuinte, resultando o acórdão nº 1033.912, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade. Intimada do acórdão da DRJ a contribuinte, interpôs recurso voluntário, reiterando as alegações da manifestação de inconformidade. Em síntese, no recurso, a contribuinte alega que o art. 1º da Lei n° 9.363, de 1996, concede aos contribuintes produtores e exportadores de mercadorias nacionais o crédito presumido do IPI, não condicionando esse crédito ao fato de os produtos terem classificação diversa de NT; aduz que o fato de a industrialização ter ocorrido por encomenda não retira o status de industrializador do recorrente; e adicionalmente pede a correção pela Selic do valor a ser ressarcido, desde a data do protocolo do pedido. O recurso voluntário foi apreciado pela então existente 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, resultando no acórdão nº 3102001.738, que deu provimento parcial ao Recurso Voluntário, para afastar o óbice à fruição do ressarcimento de crédito presumido de IPI em face da saída de produtos não tributados, devendo ser atualizado a partir do protocolo do pedido de ressarcimento, devolvendo os autos ao órgão julgador para apreciar os créditos pretendidos. Os fundamentos da decisão foram os de que (a) há direito ao crédito presumido do IPI mesmo que os produtos exportados sejam NT e (b) no ressarcimento, os juros, calculados à taxa Selic são devidos a partir da data do pedido, conforme entendimento do judiciário. A seguir, para fins de esclarecimento, encontramse reproduzidos as ementas e o dispositivo do referido acórdão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Fl. 210DF CARF MF Processo nº 13005.900382/201055 Acórdão n.º 9303008.067 CSRFT3 Fl. 918 3 Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002 IPI. RESSARCIMENTO. SÁIDA DE PRODUTO NT. CRÉDIDO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO PIS E COFINS Há direito ao crédito presumido do IPI para ressarcimento do PIS e da Cofins, incidentes sobre aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, utilizados no processo produtivo de mercadorias exportadas para o exterior, mesmo que o produto exportado seja NT pelo IPI. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO. TAXA SELIC A PARTIR DO PEDIDO. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Luis Marcelo Guerra de Castro. O conselheiro Winderley Morais Pereira votou pelas conclusões. Recurso especial da Fazenda Nacional Cientificada do acórdão, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial de divergência, para discutir três matérias, conforme a seguir resumido. (a) Matéria 1: a possibilidade de cálculo de crédito presumido de IPI sobre insumos utilizados na fabricação de produtos exportados, classificados como NT na TIPI. Apresentou como paradigma o acórdão 930300.743, argumentando que não há previsão legal para o deferimento de crédito presumido de IPI na hipótese. (b) Matéria 2: a não incidência de juros (calculados à taxa Selic) no ressarcimento de crédito presumido de IPI. Apresentou como paradigmas os acórdãos CSRF/0203.718, 930300.720, argumentando que não há possibilidade de atualização do valor a ser ressarcido. (c) Matéria 3: subsidiariamente, a definição do termo inicial da incidência dos juros no ressarcimento. Apresentou como paradigmas os acórdãos (i) 3802002.338, argumentando que a taxa Selic somente poderia ser aplicada a partir do primeiro ato denegatório e (ii) 3201001.765, argumentando que a taxa Selic somente poderia ser aplicada a partir do 360º dia do pedido. O então Presidente da Câmara, apreciou o recurso especial de divergência da Fazenda Nacional e, em despacho de análise de admissibilidade, deulhe seguimento parcial, admitindo apenas as matérias 1 e 3, acima. Em sede de reexame, o então Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais confirmou a análise de admissibilidade do Presidente da Câmara. Contrarrazões da contribuinte Fl. 211DF CARF MF 4 Cientificado, a contribuinte apresentou contrarrazões, requerendo denegação de provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, para manutenção da decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator O recurso especial de divergência da contribuinte é tempestivo, cumpre os requisitos regimentais e voto por conhecêlo. Mérito Inicio a análise de mérito deste voto, pela delimitação da lide. Encontramse em discussão duas matérias. A primeira matéria é a possibilidade de cálculo do crédito presumido de IPI sobre insumos utilizados na fabricação de produtos exportados, classificados como NT. Em seguida, caso entendase haver a possibilidade do crédito presumido de IPI na hipótese, discutirseá o termo inicial da aplicação dos juros (calculados à taxa Selic) sobre o montante a ser ressarcido. Por uma questão de prejudicialidade, analisarei em primeiro lugar a possibilidade de cálculo do crédito presumido de IPI sobre insumos utilizados na fabricação de produtos exportados, classificados como NT. Da possibilidade de utilização das receitas de produtos NT no cálculo do crédito presumido de IPI da Lei 10.276/2001 Inicio a apreciação do recurso especial nessa matéria, considerando, no termo de Verificação Fiscal, referido nos autos também como informação fiscal, restou claro que a base legal adotada pela contribuinte foi aquela prevista nas Leis n° 9.363, de 1996, e nº 10.276/2001, nos seguintes termos: ... a contribuinte confirmou tratarse de crédito presumido de IPI (Lei 9.363/96 e Lei 10.276/01), afirmou, ainda, não ter utilizado tais valores para compensação de IPI ou qualquer outro tributo, e também, que não há demanda judicial sobre o assunto. Pois bem, o pleito da contribuinte era pelo reconhecimento de créditos presumidos sobre insumos vinculados às receitas de exportação de fumo, produto com notação NF na TIPI, estando portanto fora do campo de incidência do IPI. Os fundamentos legais sobre os quais a recorrente faz seu pleito são: Lei nº 9.363/1996: Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos Fl. 212DF CARF MF Processo nº 13005.900382/201055 Acórdão n.º 9303008.067 CSRFT3 Fl. 919 5 intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Lei nº 10.276/2001: Art. 1º Alternativamente ao disposto na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica produtora e exportadora de mercadorias nacionais para o exterior poderá determinar o valor do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como ressarcimento relativo às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e para a Seguridade Social (COFINS), de conformidade com o disposto em regulamento. § 1º A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no caput: I de aquisição de insumos, correspondentes a matériasprimas, a produtos intermediários e a materiais de embalagem, bem assim de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo; II correspondentes ao valor da prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, na hipótese em que o encomendante seja o contribuinte do IPI, na forma da legislação deste imposto. (...) A criação do crédito presumido ora em discussão se deu pela Medida Provisória nº 948 de 23/03/1995, convertida finalmente na Lei nº 9.363 de 13/12/1996. Já a Lei nº 10.276 de 10/09/2001, veio apenas a trazer forma alternativa de calcular o crédito presumido anteriormente estabelecido. Não há como ver na Lei nº 10.276/2001 a instituição do benefício. Também nesse sentido já se manifestou o Conselheiro Rodrigo Pôssas em argumentos para fundamentação de seu voto no acórdão nº 9303006.802: A Lei nº 10.276/2001, ao contrário do que alguns pensam, não criou um novo benefício,mas tãosomente: 1) Passou a admitir a inclusão na base de cálculo, além dos insumos para industrialização, no conceito da legislação do IPI (MP, PI e ME), gastos com energia elétrica, combustíveis e serviços de industrialização por encomenda; 2) Alterou a forma de cálculo. Em nada estas mudanças afetaram a“essência” do benefício, cujo objetivo é desonerar as exportações dos tributos incidentes na cadeia produtiva (no caso, PIS/Cofins), ainda que de forma presumida (pois cada produto exportado tem uma cadeia distinta, na qual incidem as contribuições com menor ou maior reflexo no custo), para aumentar a competitividade dos produtos nacionais no mercado globalizado – ou, ao menos, buscar uma maior equiparação (diminuindo o chamado“Custo Brasil”). Fl. 213DF CARF MF 6 O que aqui se discute é justamente se a empresa faria jus ao benefício, não mais se foi correta a apuração. Por essas razões, entendo que a análise feita em relação às mercadorias a serem exportadas são aplicáveis tanto a uma quanto a outra das citadas Leis. As condições para a existência do direito (certeza) ao crédito presumido é a mesma, pois originária da Lei nº 9.363/1996, a forma de calcular (liquidez) é distinta e escolhida pela contribuinte. Assim, no que toca a análise do direito, toda a argumentação que se use para entendêlo aplicável na dicção da Lei 9.363/1996 é válida para a Lei nº 10.267/2001. Nesse sentido, o direito ao crédito presumido com relação a exportação de produtos classificados como NT com base na Lei nº 9.363/1996 foi diversas vezes apreciado no CARF e a partir de tais questionamentos chegouse à elaboração da Súmula CARF nº 124: Súmula CARF nº 124 A produção e a exportação de produtos classificados na Tabela de Incidência do IPI (TIPI) como "nãotributados" não geram direito ao crédito presumido de IPI de que trata o art. 1º da Lei nº 9.363, de 1996. Logo, não se pode reconhecer o direito ao crédito pleiteado pela contribuinte em seu pedido de ressarcimento. Pelo fato de não reconhecer o direito do contribuinte ao crédito presumido de IPI pleiteado, entendo prejudicada a análise do o termo inicial da aplicação dos juros (calculados à taxa Selic) sobre o montante a ser ressarcido. CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por conhecer do recurso especial de divergência da Fazenda Nacional, para darlhe provimento. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 214DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15889.000611/2007-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2002
IRPJ. SALDO NEGATIVO. IRRF. COMPENSAÇÃO COM ESTIMATIVAS MENSAIS.
O IR retido a maior só pode ser compensado ou restituído quando compuser saldo credor de IRPJ, apurado ao final do período de competência, desde que: i) as receitas sobre os quais incidira tenham sido adicionadas ao lucro tributável; e ii) tenha sido emitido o comprovante de retenção pertinente, em nome do sujeito passivo. Incabível a utilização de cifras de IRRF, para fins de
compensação de estimativas mensais de IRPJ do ano base de 2002, se o contribuinte deixou de computar receitas e retenções nas DIPJ’s dos anos calendários de origem (1997 e 1998).
Numero da decisão: 1101-000.561
Decisão: Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e do voto que acompanham o presente acórdão.
Nome do relator: BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2002 IRPJ. SALDO NEGATIVO. IRRF. COMPENSAÇÃO COM ESTIMATIVAS MENSAIS. O IR retido a maior só pode ser compensado ou restituído quando compuser saldo credor de IRPJ, apurado ao final do período de competência, desde que: i) as receitas sobre os quais incidira tenham sido adicionadas ao lucro tributável; e ii) tenha sido emitido o comprovante de retenção pertinente, em nome do sujeito passivo. Incabível a utilização de cifras de IRRF, para fins de compensação de estimativas mensais de IRPJ do ano base de 2002, se o contribuinte deixou de computar receitas e retenções nas DIPJ’s dos anos calendários de origem (1997 e 1998).
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 IRPJ. SALDO NEGATIVO. IRRF. COMPENSAÇÃO COM ESTIMATIVAS MENSAIS. O IR retido a maior só pode ser compensado ou restituído quando compuser saldo credor de IRPJ, apurado ao final do período de competência, desde que: i) as receitas sobre os quais incidira tenham sido adicionadas ao lucro tributável; e ii) tenha sido emitido o comprovante de retenção pertinente, em nome do sujeito passivo. Incabível a utilização de cifras de IRRF, para fins de compensação de estimativas mensais de IRPJ do anobase de 2002, se o contribuinte deixou de computar receitas e retenções nas DIPJ’s dos anos calendários de origem (1997 e 1998). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e do voto que acompanham o presente acórdão. (assinado digitalmente) VALMAR FONSECA DE MENEZES Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 88 9. 00 06 11 /2 00 7- 61 2 (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR Relator Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Valmar Fonseca De Menezes, Benedicto Celso Benício Júnior, Edeli Pereira Bessa, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro e José Ricardo da Silva. Ausente a Conselheira Nara Cristina Takeda Taga. Relatório Cuidase de Auto de Infração baseado em insuficiência de recolhimento de IRPJ, por redução indevida de estimativas mensais, no importe de R$ 30.659,31 (trinta mil, seiscentos e cinquenta e nove reais e trinta e um centavos). O contribuinte não registrou, inicialmente, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), no cômputo dos saldos negativos de imposto de renda dos anos calendários de 1997 e 1998. Da mesma forma, deixou de informar as retenções nas Declarações de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ’s) correlatas (exercícios de 1998 e 1999). Não obstante isso, buscou a empresa empregar tais cifras para compensar débitos de estimativas mensais pertinentes ao anobase de 2002. Com o fulcro de justificar dita conduta, asseverou que tais valores haviam sido originalmente registrados como conta de ativo a recuperar, o que gerou IRPJ a pagar. Tais montantes, porém, teriam sido corretivamente remanejados, a posteriori, no bojo Livro Razão de junho de 1998, sem o lançamento dos reflexos nas DIPJ subsequentes, que continuaram relatando imposto de renda a pagar. A final regularização deste cenário contábil só fora efetuada, então, com o preenchimento da DIPJ do anocalendário de 2002 – átimo em que fora compensado o IRRF com passivos mensais estimados do ano. A autoridade fiscal entendeu que o não aproveitamento do IRRF no encerramento do próprio período de apuração, para compor o saldo negativo do IRPJ, afastava, todavia, a possibilidade de pleiteálo em períodos posteriores. Por esse motivo, glosou as compensações de estimativas, fazendo apurar, ao final do anobase de 2002, saldo devedor de imposto de renda. Irresignado com a presente exigência fiscal, o contribuinte apresentou impugnação administrativa (fls. 158/161), arguindo, de forma sintética, possuir direito à Processo nº 15889.000611/200761 Acórdão n.º 1101000.561 S1C1T1 Fl. 3 3 compensação, com fundamento no artigo 14 da Instrução Normativa SRF nº 21/97 – que permitia ajuste de contas entre tributos da mesma espécie, independentemente de requerimento ou autorização do Fisco. A 5ª TURMA – DRJ – RIBEIRÃO PRETO – SP, ao analisar a peça impugnatória, houve por bem manter o lançamento realizado, sob a égide das seguintes assertivas: Sob a forma de tributação em tela, devem ser feitos recolhimentos mensais por estimativa, que configuram antecipações do tributo devido ao final do período anual de apuração; Caso resulte recolhimento maior que o devido, pode haver a compensação, nos meses subsequentes; No caso em tela, não existem provas que confirmem que os rendimentos integraram o lucro real, bem como inexiste demonstração da efetiva retenção na fonte das importâncias respectivas; O reconhecimento do direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e da certeza do suposto pagamento de tributo indevido ou a maior – circunstâncias que, por ora, inexistem. O contribuinte teve ciência da citada decisão. Inconformado, interpôs Recurso Voluntário (fls. 181/190) a este Conselho, em 17/08/2009, aduzindo, em apertada síntese, o que segue: Aplicamse ao IRRF todas as normas atinentes aos pagamentos indevidos ou maiores que os devidos – em especial aquelas estatuídas nos arts. 165, inciso I, e 168 do Código Tributário Nacional; Assim, comprovandose a efetiva existência dos saldos de IRRF não aproveitados nos períodos gerados, ditos valores devem ser aproveitados para a composição de saldo negativo de IRPJ de períodos subsequentes, até o limite do quinquênio. É o relatório. 4 Voto Conselheiro BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR, Relator: O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos legais para seu seguimento. Dele conheço. A infração subjacente à lavratura do AII tem fulcro na falta do registro escorreito e temporâneo do IRRF pertinente aos anobase de 1998, para cômputo do saldo de IRPJ do período. Mais especificamente, a acusação imputada à autuada se reporta ao fato de ela ter reduzido estimativas mensais do anobase de 2002, mediante compensação, com arrimo em IRRF originado nos citados anosbase pretéritos, não obstante tenha deixado de declarar ou de contabilizar as retenções e as receitas na composição do saldo correlato (DIPJ/99, fl. 62). Segundo aduziu a peticionária, os valores de IRRF ora debatidos foram, em primeiro momento, registrados como conta de ativo a recuperar. Este equivocado critério teria sido corrigido no Livro Razão de junho de 1998, muito embora o respectivo lançamento em DIPJ só tenha se dado no citado anocalendário de 2002 (exercício de 2003). O debate que ora se apresenta, destarte, toca à possibilidade de o contribuinte computar, em anobase posterior, para fins de compensação de estimativas mensais, valores de IR Fonte que, em períodos anteriores, não foram imputados na formação do saldo de IRPJ. Melhor enunciando, o que se aventa é a admissibilidade de se ajustar antecipações estimadas de imposto, atinentes ao ano calendário de 2002, mediante indicação de créditos atinentes a IRRF que sequer foram declarados, em DIPJ, nos devidos períodos anuais de 1997 e 1998. Conforme é sabido, o contribuinte sujeito à apuração do IRPJ pela sistemática do lucro real anual, acaso obtenha saldo negativo de tributo – composto pela exacerbação dos valores antecipados a título de estimativa ou de IRRF –, pode compensálo, subsequentemente, com o imposto de renda mensal devido nos meses dos anos seguintes. Para que o IRRF, à conta de antecipação de IRPJ, possa compor saldo negativo ressarcível ou compensável, é essencial, no entanto, que se observem algumas condições. Inicialmente, devese observar que, em princípio, o IRRF deve ser deduzido do saldo de imposto apurado no encerramento de cada período, a teor do artigo 773 do Decreto nº 3.000/99: “Artigo 773. O imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável ou pago sobre os ganhos líquidos mensais será (Lei n. 8.981, de 1995, art. 76, incisos I e II, Lei n. 9.317, de 1996, art. 3°, § 3°, e Lei n. 9.430, de 1996, art. 51); I — deduzido do devido no encerramento de cada período de apuração ou na data da extinção, no caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido ou arbitrado;(...)” Processo nº 15889.000611/200761 Acórdão n.º 1101000.561 S1C1T1 Fl. 4 5 Neste mesmo diapasão, é essencial que as receitas objeto de retenção sejam ofertadas à tributação no período competente, por meio de sua inclusão, via DIPJ, na formação do lucro exacionável. Isso é o que determina o §2º do artigo 76 da Lei nº 8.981/95, verbis: "Art. 76. O imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável, ou pago sobre os ganhos líquidos mensais, será: (...) § 2° Os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável e os ganhos líquidos produzidos a partir de 1° de janeiro de 1995 integrarão o lucro real (...)" Assim vem decidindo o CARF, na forma da elucidativa ementa abaixo transcrita: “SALDO NEGATIVO DO IRPJ. IRRF RETIDO NO ANO. O contribuinte só tem direito a computar no cálculo da apuração do imposto de renda, na declaração de ajuste, os impostos retidos pelas fontes pagadoras correspondentes aos rendimentos que foram comprovadamente oferecidos à tributação. (Ac. Nº 180100.202 – 1ª Turma Especial – 1ª Sejul)” A autuada, como ela própria admite, não seguiu o que prescreve a legislação vigente, eis ter intentado transportar, para o anocalendário de 2002, valores retidos incidentes a receitas não inseridas no resultado dos anosbase de 1997 e 1998. Ora, o IRRF não pode ser considerado como indébito senão nessas condições. A retenção a maior ou indevida não configura, por si só, direito creditício, assim se afigurando somente se houver a verificação de saldo credor por ele composto. Uma vez que a recorrente não seguiu tal rito, não se há como legitimar o encontro de contas desejado. Outrossim, não se poderia, em todo caso, reconhecer a liquidez e a certeza dos créditos, haja vista que não foram carreados aos autos os comprovantes de retenção necessários, prescritos pelo artigo 55 da Lei nº 7.450/85: "Artigo 55 O imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, se o contribuinte possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos." 6 O apelo genérico à autorização de compensação esculpida pelo artigo 14 da Instrução Normativa SRF nº 21/97 não socorre a interessada, em tal esteira. Parece certo, portanto, que o aproveitamento extemporâneo de IRRF, não declarado nos períodos de origem, para abatimento de estimativas mensais do anocalendário de 2002 não encontra supedâneo legislativo. Corretas as glosas fazendárias, que afastaram a apuração de saldo credor e fizeram surgir montante de imposto a pagar. Isto posto, NEGO PROVIMENTO ao recurso. Sala das Sessões, em 04 de agosto de 2011 (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JUNIOR Relator
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