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Numero do processo: 10183.000017/2010-08
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
As despesas médicas devem ser especificadas e comprovadas mediante documentação idônea que indique o nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional de Contribuintes - CNPJ de quem o recebeu os valores desembolsados.
TRIBUTAÇÃO DO RENDIMENTO RECEBIDO A TÍTULO DE MULTA DIÁRIA IMPOSTA AO RÉU PARA FINS DE CUMPRIMENTO DA DETERMINAÇÃO JUDICIAL.
Constatado que a verba recebida pelo contribuinte a título de multa diária possui natureza civil não-alimentar e foi imposta com a finalidade dar efetividade ao cumprimento da determinação judicial, mantém-se o lançamento da respectiva parcela tributada como omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica.
PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
Deduz-se do rendimento considerado omitido o valor honorários advocatícios desembolsados em face da ação judicial que propiciou o respectivo recebimento.
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL.
Em se tratando de rendimentos recebidos acumuladamente recebidos por força de ação judicial, embora a incidência ocorra no mês do pagamento, o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referem os rendimentos. Precedentes do STJ e Julgado do STJ sujeito ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil de aplicação obrigatória nos julgamentos do CARF por força do art. 62-A do Regimento Interno.
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA LEI QUE AFETOU SUBSTANCIALMENTE O LANÇAMENTO. INCOMPETÊNCIA DO JULGADOR PARA REFAZER O LANÇAMENTO. CANCELAMENTO DA EXIGÊNCIA.
Ao adotar outra interpretação do dispositivo legal, o lançamento empregou critério jurídico equivocado, o que o afetou substancialmente, pois prejudicou a quantificação da base de cálculo, a identificação das alíquotas aplicáveis e o valor do tributo devido, caracterizando-se um vício material a invalidá-lo. Não compete ao órgão de julgamento refazer o lançamento com outros critérios jurídicos, mas tão somente afastar a exigência indevida.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 2802-002.859
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir da base de cálculo R$6.455,47 (seis mil, quatrocentos e cinquenta e cinco reais e quarenta e sete centavos) de omissão de rendimentos de benefícios previdenciários e R$3.103,53 (três mil, cento e três reais e cinquenta e três centavos), referentes a honorários advocatícios proporcionais, nos termos do relatório e votos integrantes do julgado. Vencido o Conselheiro Jaci de Assis Júnior (relator) que dava provimento em menor extensão. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente e Redator Designado
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior, Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano, Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR
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COMPROVAÇÃO. As despesas médicas devem ser especificadas e comprovadas mediante documentação idônea que indique o nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Nacional de Contribuintes CNPJ de quem o recebeu os valores desembolsados. TRIBUTAÇÃO DO RENDIMENTO RECEBIDO A TÍTULO DE MULTA DIÁRIA IMPOSTA AO RÉU PARA FINS DE CUMPRIMENTO DA DETERMINAÇÃO JUDICIAL. Constatado que a verba recebida pelo contribuinte a título de multa diária possui natureza civil nãoalimentar e foi imposta com a finalidade dar efetividade ao cumprimento da determinação judicial, mantémse o lançamento da respectiva parcela tributada como omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Deduzse do rendimento considerado omitido o valor honorários advocatícios desembolsados em face da ação judicial que propiciou o respectivo recebimento. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. Em se tratando de rendimentos recebidos acumuladamente recebidos por força de ação judicial, embora a incidência ocorra no mês do pagamento, o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referem os rendimentos. Precedentes do STJ e Julgado do STJ sujeito ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil de aplicação obrigatória nos julgamentos do CARF por força do art. 62A do Regimento Interno. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 00 00 17 /2 01 0- 08 Fl. 85DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO 2 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE EM DECORRÊNCIA DE DECISÃO JUDICIAL. EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA LEI QUE AFETOU SUBSTANCIALMENTE O LANÇAMENTO. INCOMPETÊNCIA DO JULGADOR PARA REFAZER O LANÇAMENTO. CANCELAMENTO DA EXIGÊNCIA. Ao adotar outra interpretação do dispositivo legal, o lançamento empregou critério jurídico equivocado, o que o afetou substancialmente, pois prejudicou a quantificação da base de cálculo, a identificação das alíquotas aplicáveis e o valor do tributo devido, caracterizandose um vício material a invalidálo. Não compete ao órgão de julgamento refazer o lançamento com outros critérios jurídicos, mas tão somente afastar a exigência indevida. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir da base de cálculo R$6.455,47 (seis mil, quatrocentos e cinquenta e cinco reais e quarenta e sete centavos) de omissão de rendimentos de benefícios previdenciários e R$3.103,53 (três mil, cento e três reais e cinquenta e três centavos), referentes a honorários advocatícios proporcionais, nos termos do relatório e votos integrantes do julgado. Vencido o Conselheiro Jaci de Assis Júnior (relator) que dava provimento em menor extensão. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente e Redator Designado (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior, Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano, Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento, fls. 12 a 18, referente a Imposto de Renda Pessoa Física – Suplementar, relativo ao exercício financeiro de 2008, em virtude da constatação de omissão de rendimentos no valor de R$ 21.973,13, dedução indevida de dependentes R$ 6.338,40, dedução indevida de despesas médicas no valor de R$11.448,28e dedução indevida de despesas com instrução de R$ 7.161,32. Em sua impugnação, fls. 02, o sujeito passivo alega, em síntese, que em relação ao rendimento omitido deve ser descontada a parcela relativa aos honorários advocatícios, no valor de R$ 4.394,62, bem como o valor de R$ 15.000,00 que alega não corresponder “ao valor assalariado”. Alega que “Com referência aos documentos comprobatórios do Advogado,apresentará logo que retornar as atividades normais da Justiça Especial Federal, 6a Vara”. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO Processo nº 10183.000017/201008 Acórdão n.º 2802002.859 S2TE02 Fl. 86 3 No que diz respeito à glosa com despesa médica alega juntar comprovante de rendimentos no qual consta discriminado o montante de R$ 11.498,28 desembolsado para a Redeprev a esse título. Ao final, solicita a revisão do lançamento. A DRJ/Campo Grande/MS julgou a impugnação improcedente, fls. 35/39, tendo considerado não impugnadas as infrações relativas à dedução indevida de dependentes e dedução indevida de despesas com instrução, por não terem sido expressamente contestadas pelo contribuinte. Não acatou a solicitação de exclusão do montante dos rendimentos omitidos da parcela relativa aos honorários advocatícios, no valor de R$ 4.394,62, bem como o valor de R$ 15.000,00 correspondente à multa rescisória, em virtude de o contribuinte não ter juntado provas de tais alegações. Quanto à alegação de que o valor relativo às despesas médicas está contido no comprovante de rendimentos expedido pela Redeprev, entendeu que o citado documento não pode ser aceito como um elemento de prova da efetividade de tais despesas, por não identificar a natureza de tais despesas, quem foram os beneficiários dos serviços/atendimentos prestados, bem como quem foram os prestadores de tais serviços. Acrescenta que as informações contidas na declaração de ajuste anual do contribuinte divergem das informações contidas naquele comprovante de rendimentos, comprometendo a dedutibilidade das despesas médicas. Cientificado do acórdão de primeira instância em 27/10/2011, o interessado interpôs recurso voluntário, em 25/11/2011, , alegando, em síntese, que: a) como provam os documentos anexados ao recurso, do valor dos rendimentos omitidos R$ 4.394,63 referemse a honorários advocatícios, que devem ser excluídos do lançamento, e R$ 15.517,66 referemse a “multadiária no atraso de pagamento por parte do INSS”, que não são verbas salariais, e R$ 6.445,57 referemse a verbas indenizatórias que, se forem consideradas tributáveis, devem obedecer ao princípio “acumulativo” (sic); b) as despesas médicas glosadas estão comprovadas no documento fornecido pela Redeprev/AFACE, CNPJ 01.659.435/000105. Diante do exposto, requer o provimento do recurso. O processo foi incluído na pauta da sessão realizada em 18 de setembro de 2012, tendo 1ª Turma Especial da 2ª Seção proferido a Resolução nº 2801000.151, que, por unanimidade de votos, sobrestou o julgamento nos termos do §1º do art. 62A do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 que aprovou o Regimento Interno do CARF RICARF c/c Portaria CARF nº 01/2012, fls. 78 a 81. Tendo em vista que a Portaria nº 545, de 18 de novembro de 2013, revogou os parágrafos primeiro e segundo do art. 62 A do RICARF, o presente processo foi novamente distribuído a este Conselheiro. É o Relatório. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO 4 Voto Vencido Conselheiro Jaci de Assis Junior, Relator O recurso foi tempestivamente apresentado e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. O litígio a ser examinado nesta segunda instância de julgamento administrativo se limita às seguintes matérias: a) glosa de dedução de despesas médicas no valor de R$ 11.498,28, e b) omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica no valor de R$ 21.973,13. A DRJ/Cuiabá não acatou o documento apresentando pelo contribuinte como comprovação da dedução de despesas médicas, ao argumento de que “o comprovante de rendimentos de fls. 9, consta uma informação complementar, indicando ‘despesas médico odontohospitalares’ no valor de R$ 11.498,28, no entanto, tal informação não pode ser aceita como um elemento de prova da efetividade de tais despesas, pois não identifica a natureza de tais despesas, quem foram os beneficiários de tais serviços/atendimentos, bem como quem foram os prestadores de tais serviços. A necessidade de indicação de tais requisitos no documento comprobatório de pagamento das despesas médicas se justifica em face da definição e das condições legais estabelecidas para a dedução previstas no artigo 8°, da Lei n° 9.250 de 1995, nos seguintes termos: “Art.8° — A base de cálculo do imposto devido no ano calendário será a diferença entre as somas: I — de todos os rendimentos percebidos durante o ano calendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II — das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2º O disposto na alínea a do inciso II: (...) III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento;” Fl. 88DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO Processo nº 10183.000017/201008 Acórdão n.º 2802002.859 S2TE02 Fl. 87 5 À vista de tal comando legal e da constatação de que o contribuinte instruiu sua peça recursal como o mesmo documento examinado pela autoridade julgadora de primeira instância, há que permanecer inalterada a glosa da despesa médica no valor de R$11.498,28. No que diz respeito ao lançamento da omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, o recorrente instruiu sua petição com cópia de parte das peças que instruíram o processo que tramitou no Poder Judiciário, fls. 56 a 75. Do exame desses elementos constatase que as Requisições de Pagamento, fls 69 a 72, demonstram os seguintes valores originários: R$6.278,04 de benefícios de natureza obrigacional previdenciária e R$15.091,14 de crédito de natureza civil nãoalimentar. Esses valores atualizados em 03/04/2007 totalizaram respectivamente de R$ 6.455,47 e R$15.517,66, conforme comprovante de levantamento judicial, fls. 75. O recorrente alega que tais valores não são passíveis de tributação pois corresponderiam ao recebimento, respectivamente, de verbas indenizatórias, conforme cópia da planilha que integra a fl. 118 do processo judicial, e de multa diária por descumprimento de obrigação de fazer por parte do INSS, fundamentada na sentença proferida pela Justiça Federal com base no art. 461 do Código do Processo Civil CPC. Em relação à primeira alegação, observase dos elementos acostados à sua impugnação, que se trata de benefício previdenciário recebido acumuladamente, no valor de R$6.455,47, no anocalendário de 2007, relativamente ao período de setembro de 2003 a julho de 2005. Diante dessa circunstância, há que ser aplicada a interpretação dada ao art. 12 da Lei nº 7.714, de 1988, pelo Superior Tribunal de Justiça que, examinando o recurso repetitivo representativo de controvérsia (Resp 1.118.429/SP), sob o rito do art. 543C do Código de Processo Civil, decidiu nos seguintes termos de sua ementa: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AÇÃO REVISIONAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS DE FORMA ACUMULADA. 1. O Imposto de Renda incidente sobre os benefícios pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente. Precedentes do STJ. 2. Recurso Especial não provido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e do art. 8º da Resolução STJ 8/2008. Resp 1.118.429/SP, julgado em 24/03/2010 Uma vez que se trata de decisão definitiva de mérito, proferida na sistemática prevista no art. 543C do CPC, no âmbito do CARF, cabe o exame da sua reprodução no julgamento do recurso voluntário, ora interposto pelo contribuinte, consoante estabelece o citado art. 62A do RICARF. Para tanto, vejamos como foi formado o conteúdo probatório que integram os presentes autos: Fl. 89DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO 6 Instruindo sua peça recursal o contribuinte juntou as fls. 67 a planilha de cálculo, que integra o processo judicial, a qual demonstra que os valores advindos da revisão do benefício previdenciário. Seguindose a decisão do Superior Tribunal de Justiça, para se proceder os cálculos de imposto de renda incidente sobre os rendimentos recebidos acumuladamente, necessário que o contribuinte tivesse instruído os autos com elementos que evidenciem os valores originalmente declarados nos anoscalendário de 2003 a 2005, o que não ocorreu no presente caso. Por outro lado, o lançamento incorreu em erro na apuração do montante do tributo devido, haja vista que a alíquota de imposto que deveria ter sido aplicada sobre a base de cálculo apurada pela fiscalização deveria corresponder àquela prevista nas respectivas tabelas progressivas vigentes à época em que os valores das verbas trabalhistas deveriam ter sido adimplidos. Diante dessas circunstâncias, entendo que se aplica ao caso as disposições expressas no § 7º, do art. 19, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, com redação dada pelo art. 21 da Lei nº 12.844, de 19 de julho de 2013, abaixo reproduzido, cabendo o retorno destes autos à Repartição de origem para que a autoridade lançadora proceda a revisão do ofício do lançamento para efeito de alterar total ou parcialmente o crédito tributário: “Art. 19. Fica a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional autorizada a não contestar, a não interpor recurso ou a desistir do que tenha sido interposto, desde que inexista outro fundamento relevante, na hipótese de a decisão versar sobre: (Redação dada pela Lei nº 11.033, de 2004 ) I....................................................................................................... ........................................................................................................ IV matérias decididas de modo desfavorável à Fazenda Nacional pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de julgamento realizado nos termos do art. 543B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil; (Incluído pela Lei nº 12.844, de 19 de julho de 2013) V matérias decididas de modo desfavorável à Fazenda Nacional pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos art. 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil, com exceção daquelas que ainda possam ser objeto de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal. (Incluído pela Lei nº 12.844, de 19 de julho de 2013) §1º.................................................................................................. ......................................................................................................... § 7º Na hipótese de créditos tributários já constituídos, a autoridade lançadora deverá rever de ofício o lançamento, para efeito de alterar total ou parcialmente o crédito tributário, conforme o caso, após manifestação da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional nos casos dos incisos IV e V do caput. (Incluído pela Lei nº 12.844, de 19 de julho de 2013) Fl. 90DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO Processo nº 10183.000017/201008 Acórdão n.º 2802002.859 S2TE02 Fl. 88 7 Observese que a determinação de revisão de ofício do lançamento se deve ao fato de o vício contido no lançamento se caracterizar mero erro na aplicação da alíquota do imposto de renda. Nesse caso, não se pode afirmar categoricamente que tal providência configure hipótese de mudança de critério jurídico de lançamento, hipótese essa vedada a alteração de ofício do lançamento pelo art. 146 do Código Tributário Nacional CTN. Isso porque, segundo ensinamento de Hugo de Brito Machado, em seu livro Curso de Direito Tributário1, uma das hipóteses de mudança de critério jurídico acontece “quando a autoridade administrativa simplesmente muda de interpretação, substitui uma interpretação por outra, sem que se possa dizer que qualquer das duas seja incorreta”. Outra hipótese mencionada pelo renomado autor está relacionada ao fato de “a autoridade administrativa, tendo adotado uma entre várias alternativas expressamente admitidas pela lei, na feitura do lançamento, depois pretende alterar esse lançamento, mediante escolha de outras das alternativas admitidas e que enseja a determinação de um crédito tributário em valor diverso, geralmente mais elevado”. Descartada a existência da segunda hipótese de mudança de critério jurídico ao caso examinado nos presentes autos, haja vista que o art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988, não define nenhuma alternativa para a feitura do lançamento, resta a verificação da ocorrência da primeira hipótese prevista pelo mencionado doutrinador, transcrita anteriormente. Nesse caso, entendo que a situação descrita pela doutrina parte do princípio de existência prévia de duas interpretações e que ambas sejam corretas. Ocorre que tal situação diverge da examinada nos presentes autos, pois, havia uma interpretação original que orientou os lançamentos realizados pela Secretaria da Receita Federal – RFB e outra, única que se reputa correta, advinda posteriormente, em face da decisão firmada pelo STJ no acórdão que solucionou o REsp 1.118.429/SP, proferido na sistemática prevista no art. 543C do CPC. Diante disso, forçoso concluir pela inexistência da ocorrência de mudança de critério jurídico no caso concreto dos presentes autos, mesmo porque a revisão de ofício prevista no § 7º, do art. 19, da Lei nº 10.522, de 2002, não importa em prejuízo ao contribuinte, haja vista que a existência de determinação expressa no sentido de que a alteração do crédito tributário deverá ser procedida “total ou parcialmente”. Portanto, não se cogita da hipótese de majorar a exigência tributária originalmente lançada, procedimento esse que, de fato, desguarneceria o direito do contribuinte em relação ao lançamento já realizado. Também não se pode dizer que a mencionada revisão de ofício venha caracterizar mudança de critério jurídico por afetar substancialmente o lançamento, prejudicando a quantificação da base de cálculo. Isso porque, entendo que para a aplicação do entendimento firmado pelo STJ basta simplesmente pesquisar quais as tabelas vigentes à época em que os rendimentos deveriam ter sido adimplidos pela fonte pagadora ao contribuinte. Identificada essas tabelas, o próximo passo deve ser dado em direção à verificação da alíquota aplicável em função do resultado obtido a partir do somatório desses rendimentos com aqueles efetivamente auferidos nessa mesma época. Cumprida essa etapa, basta aplicar o percentual correspondente sobre o valor da omissão de rendimentos apurada pelo lançamento de ofício, observada a dedução da parcela de isenção equivalente à respectiva faixa de rendimentos prevista nas tabelas progressivas. 1 Machado, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário, 12ª /edução, Malheiros, 1997, p 123 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO 8 Fica evidente que a revisão de ofício realizada nesses termos não importa em alteração da base de cálculo apurada pelo Fisco, haja vista que a operação de apuração do somatório dos rendimentos efetivamente auferidos com os rendimentos omitidos se presta apenas para a identificação da faixa de rendimentos prevista na tabela progressiva e, por via de consequência, da alíquota a ser aplicada tão somente sobre a base de cálculo representada pelo rendimento considerado omitido. Em outras palavras, não se exigirá na revisão de ofício o tributo por ventura apurado em função da alteração da alíquota que deveria ter sido aplicada sobre os rendimentos originalmente declarados. Daí a razão pela qual a revisão de ofício comentada não interfere na base de cálculo apurada pela Notificação de Lançamento. Em suma, à vista do entendimento firmado pelo STJ ao art. 12, da Lei nº 7.713, de 1988, o procedimento de revisão de ofício determinado no § 7º, do art. 19, da Lei nº 10.522, de 2002, requer senão que se recalcule o tributo devido, incidente sobre a omissão de rendimentos constatada pelo Fisco, com base nas tabelas e alíquotas da época em que os rendimentos deveriam ter sido pagos ao interessado. Diante do exposto, tornase necessário o retorno dos presentes autos para a unidade da RFB de origem para que esta, em procedimento de revisão de ofício, aplique sobre a matéria tributada a título de omissão de rendimentos as alíquotas vigentes à época em que os valores dos rendimentos deveriam ter sido adimplidos. Ainda sobre a matéria tributada a título de omissão de rendimentos, o recorrente alega que a parcela de R$15.517,66 corresponde à multa diária recebida em face da mesma ação judicial, por descumprimento da obrigação de fazer por parte do INSS, fundamentada no disposto no art. 461 do CPC, a seguir transcrito: “Art. 461. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. (Redação dada pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994) § 1º A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. (Incluído pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994) § 2º A indenização por perdas e danos darseá sem prejuízo da multa (art. 287). (Incluído pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994) § 3º Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia, citado o réu. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada, a qualquer tempo, em decisão fundamentada. (Incluído pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994) § 4º O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixandolhe prazo razoável para o cumprimento do preceito. (Incluído pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994) § 5º Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a Fl. 92DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO Processo nº 10183.000017/201008 Acórdão n.º 2802002.859 S2TE02 Fl. 89 9 requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial. (Redação dada pela Lei nº 10.444, de 7.5.2002) § 6º O juiz poderá, de ofício, modificar o valor ou a periodicidade da multa, caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva. (Incluído pela Lei nº 10.444, de 7.5.2002)” Da leitura desse comando legal, percebese que a imposição de multa diária imposta pela Justiça Federal teve a finalidade precípua de assegurar o cumprimento da obrigação de fazer por parte de INSS, nos estritos termos do § 4º do art. 461 do CPC. Sendo assim, a multa em referência não visa ressarcir ou compensar o autor pela demora da efetividade da tutela pretendida, mas sim, coagir a demandada a cumprir o que foi determinado no provimento jurisdicional. Também contraria a tese defendida pelo recorrente o fato de o próprio § 2º do artigo legal em referência descartar a pretendida natureza indenizatória da multa diária, ao determinar que “a indenização por perdas e danos darseá sem prejuízo da multa”, distinguindose, assim, o instituto da indenização do da multa cominatória (astreinte) imposta ao réu. Concluise, pois, que ao contrário do que entende o recorrente, os valores recebidos a título de multa cominatória (astreinte) decorrente de decisão judicial são tributáveis pelo imposto sobre a renda. Diante disso, uma vez que a multa diária recebida pelo contribuinte possui natureza civil nãoalimentar e foi imposta, em 15/11/2005, a fim de dar efetividade ao cumprimento da determinação judicial, é de se concluir que o valor de R$15.517,66, recebido pelo contribuinte a esse título no anocalendário de 2007, não possui natureza indenizatória. Por outro lado, constatase que o contribuinte juntou à sua peça recursal o comprovante do pagamento dos honorários advocatícios, no valor de R$4.394,63, fls. 51, relacionados à mencionada demanda judicial para revisão de benefícios do INSS. Nesse aspecto, comprovado que o pagamento em referência possui relação com o recebimento do rendimento tributado pela Notificação de Lançamento, impõese a sua dedução do valor tributado como omitido, consoante autorização expressa no parágrafo único do art. 56, do Decreto nº 3.000, de 1999, RIR/1999. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir da base tributada a título de omissão de rendimentos o valor de R$4.394,63 (quatro mil, trezentos e noventa e quatro reais e sessenta e três centavos) devendo os presentes autos retornarem à unidade de origem da RFB, para que esta, em procedimento de revisão de ofício, aplique sobre a parte remanescente da matéria tributada a título de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica as alíquotas vigentes à época em que os valores dos rendimentos deveriam ter sido adimplidos. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Fl. 93DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO 10 Voto Vencedor Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Redator designado Não obstante o muito bem estruturado voto do Conselheiro Relator, divirjo, exclusivamente, em relação à espécie de provimento a ser dada ao caso, como conseqüência da definição da forma de tributar o valor de R$6.455,47 recebido acumuladamente. Explico com base no entendimento que tenho exposto nos demais julgados que trataram da mesma questão. O Colegiado entendeu que deve ser aplicada a interpretação do art. 12 da lei 7.713/1988 segundo a qual o cálculo do imposto deve levar em conta as tabelas e alíquotas da época em que os rendimentos deveriam ter sido pagos ao contribuinte. Diversamente, o lançamento adotou a interpretação do dispositivo legal que corresponde ao regime de caixa sobre o montante recebido acumuladamente. Não compartilho do entendimento de que o vício contido no lançamento pode ser resumido em um mero erro na aplicação da alíquota. Ao adotar outra interpretação do dispositivo legal, a autoridade fiscal empregou critério jurídico equivocado, o que o afetou substancialmente, pois prejudicou a quantificação da base de cálculo, a identificação das alíquotas aplicáveis e o valor do tributo devido, caracterizandose um vício material a invalidálo. A solução proposta pela Relator não somente reduz a questão à correção da alíquota como também utiliza uma fórmula de apuração em que a base de cálculo dos rendimentos recebidos acumuladamente é definida independente do ajuste anual. Todavia, o Ajuste Anual é a regra para os rendimentos da pessoa física e não consta da interpretação dada pelo STJ que essa sistemática (ajuste anual) tenha sido afastada. A título de exemplo, cito trecho do Parecer PGFN/CAT Nº 815/2010 que no intuito de solucionar inúmeras dúvidas da expostas pela Secretaria da Receita Federal indicou a forma de cálculo que o Fisco deveria adotar à época em que vigoraram os Pareceres da PGFN que autorizavam as revisões de ofício com base na jurisprudência do STJ: 100. Temse, assim, nos termos acima fixados, conjunto de soluções para implemento concreto das decisões do Superior Tribunal de Justiça em âmbito de rendimentos acumulados. Concluise: a) Deve a Administração proceder aos cálculos de imposto de renda incidente sobre os rendimentos acumuladamente recebidos segundo o regime de competência, seguindose às decisões do Superior Tribunal de Justiça, bem como se levando em conta a negativa do Supremo Tribunal Federal em conferir repercussão geral à matéria, a par de recente decisão do Tribunal Regional da 4ª Região, que definiu pela inconstitucionalidade de regra que possibilitaria utilização de regime de caixa, no cômputo dos valores de que trata a presente manifestação; b) A recomposição do valor tributável à época deve ser aplicada apenas na hipótese de a RFB possuir os dados necessários devendo por sua vez disponibilizar os referidos dados ao contribuinte para que este espontaneamente possa também verificar o valor do imposto devido. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO Processo nº 10183.000017/201008 Acórdão n.º 2802002.859 S2TE02 Fl. 90 11 c) Nesses casos, devese somar os valores originalmente reconhecidos com os valores posteriormente recebidos, de uma única vez, de modo que se tenha uma nova base de cálculo. d) Nas situações em que a RFB não disponha dos referidos dados para recomposição da base de cálculo, devese tãosomente aplicar as tabelas da época em face de valores supervenientemente recebidos. e) Assim, simplesmente, desprezandose o que no passado foi recebido pelo interessado, contabilizamse, exclusivamente, valores posteriormente recebidos, à luz de tabelas originais.; f) O valor do imposto deve ser calculado resgatandose o valor original da base de cálculo declarada pelo sujeito passivo em sua Declaração de Ajuste Anual relativa ao ano a que o rendimento corresponde (A), e adicionandose o valor do rendimento recebido acumuladamente (excluídos as atualizações monetárias e juros, conforme item 83, e as parcelas mencionadas nos itens 84 e 85) (B), e chegandose ao valor da base de cálculo que seria declarada se o rendimento tivesse sido percebido na época própria (C). Sobre esta base de cálculo e, tomando se em conta a tabela progressiva vigente na época a que o rendimento corresponde, calculase o imposto correspondente (D). g) Os juros moratórios devem ser tributados, quando da recomposição dos valores resultar em imposto a pagar, devendose os cálculos serem efetuados com base no período de recebimento e juntamente com outros rendimentos do período. Pelo conjunto de razões acima expostas, entendo que a manutenção da exigência representaria um novo lançamento com outro critério jurídico. Ocorre que não compete ao órgão de julgamento refazer o lançamento com outros critérios jurídicos mas tão somente afastar a exigência indevida. Citamse excertos de ementas de alguns precedentes que operam no mesmo sentido: (...) PIS – LEI COMPLEMENTAR 7/70 – BASE DE CÁLCULO – O parágrafo único do art. 6° da LC 7/70 estabeleceu que a base de cálculo correspondia ao faturamento do 6° mês anterior. Se o lançamento desrespeitou essa norma, e como ao julgador administrativo não é permitido refazer o lançamento, então resta apenas cancelar a exigência. (...).( CSRF/0105.163, de 29/11/2004)(grifos acrescidos) Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2008 DESPESA DE AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO. NATUREZA JURÍDICOCONTÁBIL. Equivocase o lançamento que considera a despesa de amortização do ágio como despesa com provisão, pois o ágio é a parcela do custo de aquisição do investimento (avaliado pelo MEP) que ultrapassa o valor patrimonial das ações, o que não se confunde com provisões expectativas de perdas ou de valores a desembolsar. MUDANÇA DE CRITÉRIO JURÍDICO. A instância julgadora pode determinar que se Fl. 95DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO 12 exclua uma parcela da base tributável e que se recalcule o tributo devido, ou mesmo determinar que se recalcule a base de cálculo considerando uma despesa dedutível ou uma receita como não tributável, mas não pode refazer o lançamento a partir de outro critério jurídico que o altere substancialmente. (Acórdão 1302001.170, de 11/09/2013)(grifos adicionados) NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INALTERABILIDADE DO CRITÉRIO JURÍDICO DO LANÇAMENTO EM RELAÇÃO AO MESMO SUJEITO PASSIVO. Na fase contenciosa, não é admissível a mudança do critério jurídico adotado no lançamento contra o mesmo sujeito passivo em relação aos fatos geradores já concretizados. (...) (Acórdão 2802002.489, de 17/09/2013)(grifos não constam do original) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1996 LANÇAMENTO FISCAL. REDUÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL. REDUÇÃO DE SALDO NEGATIVO. DIFERENÇA. No lançamento fiscal, a irregularidade de se lançar sem reduzir o prejuízo fiscal implica em erro na formação da própria base tributável, o que não é passível de correção por parte do julgador administrativo, que não pode alterar o lançamento. Neste sentido, a jurisprudência do CARF é tranqüila no sentido de se cancelar o auto de infração por inteiro. (...) 1401001.086, de 07/11/2013) (grifos acrescentados) O Relator amparase em entendimento doutrinário controvertido acerca da interpretação do art. 146 do CTN2 para justificar que não haveria mudança de critério jurídico. Ressaltase que a razão subjacente à norma insculpida no referido dispositivo do CTN é a segurança dos direitos individuais do contribuinte. Se entenderse – à guiza de argumentação – que, em relação ao fatos já ocorridos, não seria possível alterar um critério certo por outro igualmente certo, com muita mais razão seria vedada a mudança, em relação a fatos já ocorrido de um critério errado por outro certo. O Relator defende a revisão de ofício do lançamento. Todavia, a possibilidade de revisão de ofício do lançamento encontra, no mínimo, óbice no parágrafo único do art. 149, uma vez que o prazo decadencial já teria sido ultrapassado. Nos demais pontos, acompanho integralmente o relator. Diante do exposto, devese DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir da base de cálculo R$6.455,47 (seis mil, quatrocentos e cinquenta e cinco reais e quarenta e sete centavos) de omissão de rendimentos de benefícios previdenciários e R$3.103,53 (três mil, cento e três reais e cinquenta e três centavos), referentes a honorários advocatícios proporcionais. Assinado digitalmente 2 São exemplos da referida divergência na doutrina: CARVALHO, Paulo de Barros, Curso de Direito Tributário 17 ed. Saraiva, São Paulo, 2005. p. 427; AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 13 ed. Saraiva, São Paulo, 2007, p. 351 e ss. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO Processo nº 10183.000017/201008 Acórdão n.º 2802002.859 S2TE02 Fl. 91 13 Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 97DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 19 /05/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARD OSO
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Numero do processo: 10280.720077/2007-39
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2001
PIS. COFINS - DECADÊNCIA
A Súmula Vinculante no. 08 do STF declarou a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei no. 8.212/91, assim o prazo decadencial para constituição das contribuições é de cinco anos, contando-se da ocorrência do fato gerador, nos casos de lançamento por homologação em que houve o pagamentos insuficiente dos tributos, nos termos do § 4o. do art. 150, do Código Tributário Nacional (CTN).
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3801-002.977
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência do direito da Fazenda Nacional de constituir o crédito tributário lançado e cancelar o lançamento.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (presidente da turma), Sidney Eduardo Stahl (vice-presidente), Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Paulo Sérgio Celani.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência do direito da Fazenda Nacional de constituir o crédito tributário lançado e cancelar o lançamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (presidente da turma), Sidney Eduardo Stahl (vice-presidente), Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Paulo Sérgio Celani.
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COFINS DECADÊNCIA A Súmula Vinculante no. 08 do STF declarou a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei no. 8.212/91, assim o prazo decadencial para constituição das contribuições é de cinco anos, contandose da ocorrência do fato gerador, nos casos de lançamento por homologação em que houve o pagamentos insuficiente dos tributos, nos termos do § 4o. do art. 150, do Código Tributário Nacional (CTN). Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência do direito da Fazenda Nacional de constituir o crédito tributário lançado e cancelar o lançamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (presidente da turma), Sidney Eduardo Stahl (vicepresidente), Marcos Antônio Borges, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 72 00 77 /2 00 7- 39 Fl. 209DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 01 /04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Paulo Sérgio Celani. Relatório Trata o presente processo de autos de infração de Pis/Pasep e de Cofins, cuja ciência do sujeito passivo ocorreu em 30.03.2007 (lançamento de Pis/Pasep) e 29.03.2007 (lançamento de Cofins). As supostas infrações cometidas foram alusivas à insuficiência de recolhimento da COFINS e da Contribuição para o PIS. Inconformado com os lançamentos tributários, o sujeito passivo apresentou impugnação aos dois lançamentos tributários, alegando, cm suma, a decadência do direito de lançar, em conseqüência da extinção do crédito tributário, com base no artigo 150, § 4o. , do CTN, trazendo, nessa linha, decisões administrativas e judiciais. Requereu então a desconstituição dos autos de infração e protestou pela produção de todos os meios de prova admitidas em processo administrativo, especialmente, perícias, diligências e apresentação de novos documentos. A DRJ em Belém entendeu por bem julgar improcedente a Impugnação do Recorrente, dando provimento ao lançamento, nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2001 DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. São improfícuos os julgados administrativos trazidos pelo sujeito passivo, pois tais decisões não constituem normas complementares do Direito Tributário, já que foram proferidas por órgãos colegiados sem, entretanto, uma lei que lhes atribuísse eficácia normativa, como é exemplo a edição de sumula administrativa, na forma do artigo 26A do Decreto 70.235/1972 (incluído pela Lei n° 11.196/2005). DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. É vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais, quando comprovado que o contribuinte não figurou como parte na referida ação judicial. ENTENDIMENTO DOMINANTE DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. VINCULAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. A autoridade julgadora administrativa não se encontra vinculada ao entendimento dos Tribunais Superiores pois não faz parte da legislação tributária de que fala o artigo 96 do Código Tributário Nacional, desde que não tenha gerado uma súmula vinculante, nos termos da Emenda Constitucional n.° 45, DOU de 31/12/2004. PROTESTO GENÉRICO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. Tornase improfícuo o protesto genérico, no desfecho da impugnação, pela produção de todos os meios de prova em direito admitidas, nos termos dos artigos 15 e 16, inciso III e § 4o., do Decreto n°70.235/1972, que prescreve a preclusão Fl. 210DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 01 /04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10280.720077/200739 Acórdão n.º 3801002.977 S3TE01 Fl. 12 3 consumativa para apresentação de provas juntamente com a interposição da peça impugnatória. DILIGÊNCIA. PERÍCIA. Devem ser indeferidos o pedido de diligência e o de perícia, quando forem prescindíveis para o deslinde da questão a ser apreciada ou se o processo contiver os elementos necessários para a formação da livre convicção do julgador. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2001 DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. DEZ ANOS. O direito de o Fisco apurar e constituir suas contribuições sociais extinguese após dez anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Inconformado, o Recorrente apresentou seu Recurso Voluntário, no qual alegou a decadência do direito de o Fisco efetuar o lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto, dele conheço. O lançamento abrange os fatos geradores de 31/01/2001 a 31/12/2001 e a ciência dos lançamentos ocorreu em março de 2007. Pois bem. A Lei nº 8.212/91 estabelecia em seu art. 45 que o prazo do direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos era de 10 (dez) anos. Ocorre que o Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), após analisar a matéria em sede de controle difuso de constitucionalidade (precedentes recursos extraordinários nºs. 559.9434, 559.8829, 560.6261 e 556.6641), editou a seguinte súmula vinculante: “Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A propósito dos efeitos da súmula vinculante, o artigo 103A da Constituição Federal de 1988, incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004: Fl. 211DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 01 /04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Neste sentido, é o disposto no art. 2º da Lei 11.417/2006: “Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei.” Destarte, após a publicação desta súmula no DOU em 20/06/2008 com eficácia imediata para a Fazenda Pública, é inconteste que o prazo decadencial é o estabelecido no Código Tributário Nacional. A contribuição para o PIS e a Cofins são sujeitas à sistemática do lançamento por homologação. Assim sendo, tendo havido pagamento antecipado das contribuições em tela, aplicase a regra decadencial do § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.(grifouse) Registrese, por oportuno, que no caso vertente, do exame do lançamento verificase que existiu pagamento antecipado de ambas as contribuições. A autoridade fiscal identificou os recolhimentos de PIS e COFINS efetuados pelo Recorrente e, a partir de uma apuração sumária, foram redefinidos os valores da receita do contribuinte e, assim, apurada a receita tributável. Logo, aplicase a regra estabelecida no art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. Como exposto, o lançamento abrange os fatos geradores de 31/01/2001 a 31/12/2001 e a ciência do lançamento ocorreu em março de 2007. Destarte, aplicandose como termo inicial a data dos respectivos fatos geradores, contatase que encontrase atingido pelo instituto da decadência os fatos geradores relativos ao lançamento efetuado. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 01 /04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10280.720077/200739 Acórdão n.º 3801002.977 S3TE01 Fl. 13 5 Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência do direito da Fazenda Nacional de constituir o crédito tributário lançado. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 213DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 13/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 01 /04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10950.004832/2009-66
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Mar 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2008
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Se não há constatação de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), não se conhece dos embargos de declaração.
Embargos Não Conhecidos.
Numero da decisão: 2402-003.979
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer dos embargos opostos.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Ronaldo de Lima Macedo - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se não há constatação de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), não se conhece dos embargos de declaração. Embargos Não Conhecidos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer dos embargos opostos. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Ronaldo de Lima Macedo - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
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Se não há constatação de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), não se conhece dos embargos de declaração. Embargos Não Conhecidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer dos embargos opostos. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Ronaldo de Lima Macedo Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 48 32 /2 00 9- 66 Fl. 112DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/03/20 14 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração, oposto pelo sujeito passivo da relação obrigacional tributária, em face do Acórdão nº 240203.586 da 2ª Turma Ordinária da 4a Câmara da 2a Seção de Julgamento do CARF. No Acórdão em questão, ficou consignado na Ementa o seguinte: “[...] AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. NÃO ATENDIMENTO DAS FORMALIDADES LEGAIS. INFORMAÇÃO DIVERSAS DA REALIDADE. Constitui infração deixar a empresa de apresentar documentos solicitados pela auditoria fiscal e relacionados com as contribuições previdenciárias ou apresentálos sem atendimento às formalidades legais exigidas. CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. INCONSTITUCIONALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. Não cabe aos Órgãos Julgadores do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) afastar a aplicação da legislação tributária em vigor, nos termos do art. 62 do seu Regimento Interno. É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade e não cabe ao julgador no âmbito do contencioso administrativo afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio sob o argumento de que seriam inconstitucionais. DOLO OU CULPA. ASPECTOS SUBJETIVOS. NÃO ANALISADOS. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Recurso Voluntário Negado. [...]” A Embargante (sujeito passivo) afirma ter ocorrido obscuridade ou omissão nos fundamentos do voto condutor do acórdão ora embargado, eis que a matéria registrada no conteúdo do acórdão estaria submetida ao efeito da repercussão geral no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme sinaliza o conteúdo do Recurso Extraordinário (RE) 640452/RO. Assim, a Embargante (INDÚSTRIA, COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO DE METAIS IMPERATRIZ LTDA) infere que: “[...] Notase da passagem acima que a acusação fiscal é inconsistente. Isto porque as informações exigidas pelo AFRFB foram efetivamente fornecidas pela EMBARGANTE. A divergência instalada referese ao suporte físico das informações, que não seria o da predileção do AFRFB. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/03/20 14 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10950.004832/200966 Acórdão n.º 2402003.979 S2C4T2 Fl. 3 3 Em que pese a contradição nos argumentos do AFRFB, vêse que, mesmo assim, foi lavrado auto de infração para exigir multa isolada prevista no art. 282, Dec. 3.048/99, cuja redação é a seguinte: (...) Vêse que a multa isolada em testilha não possui relação com o crédito tributário devido à Administração Pública. Melhor dizendo, a multa isolada decorre do SUPOSTO descumprímento de obrigação acessória. Por esta razão, alegouse na impugnação e no recurso voluntário a inconstitucionalidade da multa impingida (v. item III do recurso voluntário), uma vez que a Fazenda Pública Federal não sofreu qualquer prejuízo financeiro com a suposta inobservância de uma obrigação acessória. Inobstante os protestos da EMBARGANTE, decidiuse reiteradamente pela incompetência dos julgadores administrativos em acatar arguição de inconstitucionalidade de lei. é o que se denota do entendimento adotado por esta ínclita Turma: (...) Sabedores da norma supra, mister comunicar que o Supremo Tribunal Federal está discutindo a constitucionalidade das multas isoladas, especialmente nos casos em que não deflua "débito tributário"1 da conduta do contribuinte. Tratase do tema 487, que assim é apresentado pelo sítio eletrônico do Supremo Tribunal Federal (...). Dessa sorte, fica comprovado que a matéria em debate encontra se em repercussão geral no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual deve o Conselheiro Relator suprir a omissão e manifestarse, de ofício, pelo sobrestamento do feito, até que se ultimem os debates no Pretório Excelso, na forma determinada pelo art. 62A do Regimento Interno do CARF, tudo em homenagem ao princípio da segurança jurídica. [...]” Enfim, a Embargante requer o recebimento e acolhimento do presente embargos, para sanar/retificar todos os vícios existentes no acórdão, acima apontados. É o relatório. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/03/20 14 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator O Recurso é tempestivo e dele farei apreciação. Esclarecemos que a apreciação não significa conhecimento, porquanto, para se conhecer do recurso, fazse necessário não só a satisfação dos requisitos extrínsecos recursais, tais como a tempestividade, garantia de instância, dentre outros, mas também, e fundamentalmente, a presença dos requisitos intrínsecos dos recursos, tais como o cabimento, o interesse de agir e a legitimidade para tanto. A Embargante alega que o Acórdão nº 2402003.586 contém “obscuridade ou omissão”, eis que a matéria de controvérsia instaurada no presente processo estaria sendo submetida à debate em repercussão geral no Supremo Tribunal Federa (STF). Tal afirmação postulada pela Embargante não será acatada, já que a matéria submetida à repercussão geral no STF é distinta da multa aplicada pelo descumprimento de obrigação acessória previdenciária, em que a empresa deixou de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei 8.212/1991, ou deixou de apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Aplicandose a multa prevista nos arts. 92 e 102, ambos da Lei 8.212/1991, c/c art. 283, inciso II, alínea “j”, e art. 373 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999. O valor da multa aplicada foi de R$13.291,66 (treze mil duzentos noventa e um reais e sessenta e seis centavos). Por sua vez, percebese que a matéria submetida à repercussão geral no STF, por meio do RE 640452/RO, diz respeito à multa isolada oriunda de um valor variável de percentuais (40% a 05% sobre o valor total da operação não declarado ao Fisco estadual, em virtude da não emissão dos documentos fiscais exigidos para o transporte de óleo diesel adquirido da Petrobrás e remetidos à Termonorte) – inclusive tal multa isolada depende da operação que não gerou débito tributário, no caso em tela o valor do ICMS sonegado –, em que o STF sinalizou que poderia ensejar o caráter confiscatório, infringindo os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Já a multa aplicada no presente processo decorre exclusivamente de um valor fixo – e não variável – e independe do valor do débito tributário apurado no lançamento da obrigação principal, sendo estabelecido por meio de lei em patamar fixo (arts. 92 e 102, ambos da Lei 8.212/1991, c/c art. 283, inciso II, alínea “j”, e art. 373 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999). “[...] Ementa: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PUNIÇÃO. APLICADA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEVER INSTRUMENTAL RELACIONADO À OPERAÇÃO INDIFERENTE AO VALOR DE DÍVIDA TRIBUTÁRIA (PUNIÇÃO INDEPENDENTE DE TRIBUTO DEVIDO). "MULTA ISOLADA". CARÁTER CONFISCATÓRIO. PROPORCIONALIDADE. RAZOABILIDADE. QUADRO FÁTICOJURÍDICO ESPECÍFICO. PROPOSTA PELA EXISTÊNCIA DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL Fl. 115DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/03/20 14 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10950.004832/200966 Acórdão n.º 2402003.979 S2C4T2 Fl. 4 5 DEBATIDA. Proposta pelo reconhecimento da repercussão geral da discussão sobre o caráter confiscatório, desproporcional e irracional de multa em valor variável entre 40% e 05%, aplicada à operação que não gerou débito tributário. (STF. RE 640452 RO. Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, julgado em 06/10/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe232 DIVULG 06122011 PUBLIC 07122011 RT v. 101, n. 917, 2012, p. 643651) [...]” Assim, verificase que não há obscuridade ou omissão no voto condutor, eis que o seu conteúdo abordou de forma suficiente a matéria concernente à aplicação da multa, sendo que os argumentos da Embargante apontam para uma nova discussão da matéria, não cabível em sede de Embargos de Declaração. Além disso, a matéria postulada pela Embargante é impertinente e distinta da questão registrada no conteúdo do acórdão ora embargado. Após o delineamento das questões fáticas e jurídicas expostas anteriormente, entendo que a decisão desta Corte Administrativa, manifestada por meio do Acórdão nº 2402 003.586, apresenta os requisitos necessários para sua validade, pois nela se verifica a congruência interna e externa. Esta diz respeito à necessidade de que a decisão seja correlacionada com os sujeitos envolvidos no presente processo, enquanto a congruência interna referese aos atributos de clareza, certeza e liquidez. Logo, percebese que esse Acórdão guarda congruência em relação aos sujeitos do processo, com os fundamentos e pedidos apresentados e com os demais documentos acostados aos autos. Com isso, entendese que o acórdão embargado, da forma como tratou a matéria, não foi omisso, nem obscuro, nem contraditório, e, como consequência, o seu julgamento resultou em conclusão plenamente válida. E, por consectário lógico, os Embargos de Declaração opostos pela Embargante não possuem os requisitos de admissibilidade, previstos no art. 65, Anexo II, da PORTARIA MF no 256/2009, impondo que não seja acolhida a pretensão da aludida obscuridade ou omissão. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de NÃO CONHECER DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pelo sujeito passivo, nos termos do voto. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/03/20 14 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10930.904495/2012-42
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 26/10/2010
COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
Compete ao contribuinte a apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal ou de documentos hábeis e idôneos à comprovação do crédito alegado sob pena de desprovimento do recurso.
PROVAS. PRODUÇÃO. MOMENTO POSTERIOR AO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE.
O momento de apresentação das provas está determinado nas normas que regem o processo administrativo fiscal, em especial no Decreto 70.235/72. Não há como deferir produção de provas posteriormente ao Recurso Voluntário por absoluta falta de previsão legal.
Numero da decisão: 3803-004.845
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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GONCALVES & CIA LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 26/10/2010 COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. Para a homologação da DCOMP transmitida pelo sujeito passivo, é necessária a demonstração da liquidez e certeza do crédito de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 26/10/2010 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Compete ao contribuinte a apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal ou de documentos hábeis e idôneos à comprovação do crédito alegado sob pena de desprovimento do recurso. PROVAS. PRODUÇÃO. MOMENTO POSTERIOR AO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. O momento de apresentação das provas está determinado nas normas que regem o processo administrativo fiscal, em especial no Decreto 70.235/72. Não há como deferir produção de provas posteriormente ao Recurso Voluntário por absoluta falta de previsão legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 90 44 95 /2 01 2- 42 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 2 Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Trata o presente processo de PER/DCOMP, transmitido pelo contribuinte, em que pretende compensar apontado crédito de natureza tributária para com débito por ele apurado, ambos indicados em PER/DCOMP (efl 2/6), referente aos períodos e valores ali descritos e analisados no bojo deste processo. O pagamento foi identificado, mas constatouse que o mesmo foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, segundo dados do Despacho Decisório, dessa forma, o direito creditório não foi reconhecido e a compensação declarada resultou não homologada. Intimado a recolher o crédito tributário decorrente da não homologação da compensação, o contribuinte manifestou a sua inconformidade tempestivamente, argumentando o que se segue: a) Afirma seu direito ao recebimento do recurso, bem assim o regular processamento dos autos para julgamento pelo órgão competente; b) Alega que o despacho decisório está eivado de nulidades, pois não houve esclarecimentos quanto à suposta indisponibilidade de crédito e não foi analisada qualquer situação que legitima o crédito postulado; c) Alega não ter meio de se defender por desconhecimento da indisponibilidade e que o despacho decisório não dispõe de qualquer esclarecimento, inclusive em relação ao significado de “disponibilidade de crédito”, o que lhe parece se tratar do encontro de contas realizado pelo sistema da Receita Federal entre o débito recolhido através do Darf e o Crédito declarado em DCTF. Não restando crédito disponível para ser restituído; d) Alega o cerceamento ao seu direito de ampla defesa, pois não foi intimado a fazer os esclarecimentos necessários e a autoridade administrativa não motivou sua decisão, a qual não passou pelo crivo de um Auditor Fiscal para confirmar a suposta indisponibilidade, dessa forma a não homologação desta compensação ocorreu por uma questão de sistema de informática, sendo assim o crédito sequer foi apreciado; e) Afirma, quanto ao mérito, que utilizou de valores que indevidamente integravam a base de cálculo do tributo, conforme teses já julgadas pelo Supremo Tribunal Federal, e que por esta razão postulou a restituição/compensação do valor que pagou a maior; f) Alega que não há como apresentar os documentos comprobatórios do direito alegado, já que nem a autoridade administrativa sabe ao certo o motivo do indeferimento, tampouco a interessada, devendo ser aplicada a regra autorizadora de produção posterior das provas. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10930.904495/201242 Acórdão n.º 3803004.845 S3TE03 Fl. 11 3 A 3ª Turma da DRJ/CTA julgou improcedente a manifestação de inconformidade e não reconheceu o direito creditório, ementando sua decisão nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO [...] NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS. A ausência de pedido de esclarecimentos na fase preparatória do procedimento fiscal não caracteriza cerceamento do direito de defesa, que é assegurado na fase do contraditório, inaugurada com a manifestação de inconformidade. COFINS. BASE DE CÁLCULO. JULGAMENTO PELO STF. Aplicase a disposição do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, até a sua revogação pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, uma vez que o julgamento do STF pela inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo contida naquele dispositivo não tem efeito erga omnes, pois a decisão foi em Recurso Extraordinário e não em ADIN, só aproveitando, por isso, às partes envolvidas, não podendo beneficiar ou prejudicar terceiros. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, o sujeito passivo protocolou recurso voluntário, por meio do qual repete os argumentos expostos em manifestação de inconformidade, chegando a afirmar tratarse de um acórdão eletrônico, à semelhança do despacho decisório, sem que tenha sido submetido ao crivo de um auditor fiscal/colegiado para analisar essas situações. É o relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Dos pedidos de nulidade. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 4 O contribuinte defende a nulidade do despacho decisório e do acórdão da DRJ por falta de motivação de seus atos, o que impossibilitou sua defesa. Entendemos que não seja obrigatória, na fundamentação do despacho decisório, a indicação expressa dos dispositivos legais e constitucionais em que se sustenta, desde que haja consonância dos argumentos utilizados com a jurisprudência e com o ordenamento jurídico vigente. Ressaltamos que o despacho decisório é processado de forma eletrônica, realizando o encontro dos valores constantes no sistema da Receita Federal do Brasil RFB. Como confessado pelo próprio contribuinte sua DCTF do período estava erroneamente preenchida, e esta informação estava inserida no sistema da RFB, ou seja, de fato o contribuinte não possuía créditos a serem ressarcidos no confronto dos valores declarados como devidos (DCTF) e daqueles que efetivamente foram recolhidos (DARF). As principais nulidades no processo administrativo fiscal estão disciplinadas nos artigos 59 e 60 do Decreto n.º 70.2351, de 1972, não identificamos nenhuma das hipóteses de nulidade presente no despacho decisório, muito menos ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa, tanto que o recorrente pode fazer sua defesa de forma ampla e teve a oportunidade de provar seu direito creditório em pelo menos duas oportunidades distintas, uma quando da manifestação de inconformidade e outra quando interpôs recurso voluntário. O Despacho Decisório aponta como enquadramento legal os artigos 165 e 170 do CTN e artigo 74 da Lei 9.430/96. Tanto o artigo 170 do CTN quanto o 74 da Lei 9.430/96, reforçam o direito do contribuinte em compensar os seus débitos com crédito líquidos e certos, fica claro que a liquidez e certeza do crédito tributário é que ficou comprometida ante as informações prestadas pelo contribuinte, em especial no confronto da DCTF com o DARF recolhido, portanto, entendemos que não há que se falar em nulidade do Despacho Decisório por falta de fundamentação. Da mesma sorte, não identificamos qualquer hipótese de nulidade no acórdão proferido pela DRJ. A manifestação de inconformidade foi devidamente submetida ao crivo de um colegiado que fundamentou coerentemente sua decisão com base no Decreto 70.235, de 1972, além de trazer decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais do então Conselho de Contribuintes. Dessa forma a recorrente poderia usufruir do direito ao contraditório e à ampla defesa. Não identificamos qualquer cerceamento à defesa do contribuinte. Mérito e comprovação do crédito. 1 Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10930.904495/201242 Acórdão n.º 3803004.845 S3TE03 Fl. 12 5 As compensações se prestam ao encontro de contas, entre um débito tributário e um crédito líquido e certo da contribuinte contra a Fazenda Pública, conforme determina o artigo 170 do CTN. “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública.” Neste mesmo sentido expressase o artigo 74 da Lei 9.430. Daí concluirse que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento a maior do tributo, desse modo, a fim de comprovar a existência do crédito alegado, a interessada deve instruir sua defesa, em especial a manifestação de inconformidade, com documentos que respaldem suas afirmações, considerando o disposto nos artigos 15 e 16 do Decreto nº 70.235/1972: “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)” O recorrente afirma que utilizou de valores que indevidamente integraram a base de cálculo do tributo, conforme teses já julgadas pelo Supremo Tribunal Federal, e que por esta razão postulou a restituição/compensação do valor que pagou a maior. Apesar de se referir a algumas teses de forma genérica, o contribuinte não expôs com exatidão quais delas teria usado para justificar a redução da base de cálculo. Muito menos demonstrou quais os valores que acredita não integrarem a referida base de cálculo, o que de fato impede a análise dos argumentos expostos e não prova a disponibilidade de crédito. Na mesma esteira, admitindose por hipótese, o direito subjetivo do contribuinte, o que não é o caso, mais uma barreira se ergueria em desfavor da requerente, qual seja, a absoluta falta de provas da existência do crédito requerido. O inciso III do artigo 16 do Decreto 70.235/72 determina que as provas que justifiquem as alegações do contribuinte devem ser trazidas na impugnação. Não há nos autos qualquer elemento de prova que ateste o crédito pretendido, não identificamos Notas Fiscais, Escrita Fiscal, Escrita Contábil, Livro de Apuração, Livro Diário, Livro Razão, planilhas demonstrativas, ou qualquer outro documento que possibilite, minimamente que seja, a sua aferição. No processo administrativo fiscal, assim como no processo civil, o ônus de provar a veracidade do que afirma é de quem alega a sua existência, ou seja, do interessado, é assim que dispõe a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999 no seu artigo 36: Fl. 80DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 6 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido os artigos 330 e 396 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973CPC: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados a provar lhe as alegações. Quem alegou a existência de crédito foi o contribuinte, portanto, cabe a este provar o alegado crédito e não transferir tal ônus para a RFB. Da apresentação das provas. O artigo 16 do Decreto nº 70.235/72 em seu § 4º determina, ainda, o momento processual para a apresentação de provas no processo administrativo fiscal, bem como as exceções albergadas que transcrevemos a seguir: “§ 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.” A análise da norma supracitada é clara e direta ao estabelecer o momento correto a serem carreadas as provas a fim de substanciar os argumentos da interessada, qual seja, na manifestação de inconformidade, contudo, esta turma recursal tem firmado entendimento no sentido de admitir, excepcionalmente, a análise de provas trazidas em sede de recurso voluntário, quando estas não dependam de análise técnica aprofundada e sejam complementares às provas trazidas em Manifestação de Inconformidade, entretanto, mesmo neste momento processual, nenhuma prova foi carreada aos autos. Não há como deferir o pedido do contribuinte por produção de provas posteriores a este ato, por absoluta falta de previsão legal. Conclusão. Pelo exposto, rejeito as preliminares de nulidade e no mérito NEGO PROVIMENTO. É como voto. (assinado digitalmente) Fl. 81DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10930.904495/201242 Acórdão n.º 3803004.845 S3TE03 Fl. 13 7 João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 82DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 13964.000238/2007-73
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Apr 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE.
Não se conhece de Recurso Especial de Divergência, quando não resta demonstrado o alegado dissídio jurisprudencial.
MATÉRIAS DIVERSAS. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. IMPOSSIBILIDADE.
Não há como configurar-se a alegada divergência jurisprudencial, quando a pretensão do Recurso Especial é discutir a decadência, e os paradigmas tratam de exoneração de multa de mora em face de denúncia espontânea.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-003.012
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer do recurso.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Relatora
EDITADO EM: 25/02/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em Exercício), Susy Gomes Hoffmann(Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. Não se conhece de Recurso Especial de Divergência, quando não resta demonstrado o alegado dissídio jurisprudencial. MATÉRIAS DIVERSAS. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. IMPOSSIBILIDADE. Não há como configurar-se a alegada divergência jurisprudencial, quando a pretensão do Recurso Especial é discutir a decadência, e os paradigmas tratam de exoneração de multa de mora em face de denúncia espontânea. Recurso especial não conhecido.
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RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. Não se conhece de Recurso Especial de Divergência, quando não resta demonstrado o alegado dissídio jurisprudencial. MATÉRIAS DIVERSAS. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. IMPOSSIBILIDADE. Não há como configurarse a alegada divergência jurisprudencial, quando a pretensão do Recurso Especial é discutir a decadência, e os paradigmas tratam de exoneração de multa de mora em face de denúncia espontânea. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer do recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 96 4. 00 02 38 /2 00 7- 73 Fl. 838DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Relatora EDITADO EM: 25/02/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em Exercício), Susy Gomes Hoffmann(VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Tratase de NFLD – Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, relativa às contribuições previdenciárias incidentes sobre remunerações pagas e/ou creditadas aos segurados que a empresa denominou Dissentes Contratados – Bolsa Trabalho e Monitores, e contabilizou na conta Bolsa Trabalho, conforme relatório fiscal às fls. 45 a 50. Em processo anterior, fora exarado Ato Cancelatório de Isenção, com decisão definitiva. Em sessão plenária de 16/03/2011, foi julgado o Recurso Voluntário 249.525, prolatandose o Acórdão 230200.927 (fls. 351 a 353), assim ementado: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2006 IMUNIDADE. ISENÇÃO. DIREITO AO RECONHECIMENTO. DISCUSSÃO EM AUTOS PRÓPRIOS. Direito ao reconhecimento da imunidade não será objeto de conhecimento por este Colegiado, pois já se tornou definitiva no âmbito administrativo, tendo sido discutida nos autos que promoveram o cancelamento da isenção. Caso se possibilitasse tal discussão, na verdade estaríamos diante de um processo de revisão de acórdão. Na data de hoje há decisão definitiva que reconhece que a entidade não possui direito à isenção da cota patronal. CANCELAMENTO DA ISENÇÃO. EFEITOS A PARTIR DA DATA DO DESATENDIMENTO DOS REQUISITOS. O cancelamento da isenção gerou efeitos a partir do descumprimento dos dispositivos legais; no caso a isenção foi cancelada a partir de 1º de janeiro de 1995, conforme disposto Fl. 839DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13964.000238/200773 Acórdão n.º 9202003.012 CSRFT2 Fl. 8 3 no Ato Cancelatório. Conforme previsto no art. 206, parágrafo 8º do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048 de 1999, o Instituto Nacional do Seguro Social cancelará a isenção da pessoa jurídica de direito privado beneficente que não atender aos requisitos previstos neste artigo, a partir da data em que deixar de atendêlos. ESTAGIÁRIO. NÃO ATENDIMENTO À LEI ESPECÍFICA. ENQUADRAMENTO COMO SEGURADO EMPREGADO. A contratação de estagiários deve observar a lei específica, no caso a Lei nº 6.494. A não observância dos dispositivos legais, forçosamente faz o enquadramento do segurado ser realizado como empregado, nos termos da Lei n° 8.212. Recurso Voluntário Negado” A decisão foi assim registrada: “ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior e Edgar Silva Vidal que entenderam aplicarse o art. 150, paragrafo 4 do CTN em relação a extinção do crédito tributário.” Cientificada do acórdão em 03/11/2011 (AR de fls. 748), a Contribuinte interpôs, em 18/11/2011, o Recurso Especial de fls. 755 a 765, ao qual foi dado seguimento, conforme o Despacho nº 2300353/2012, de 28/05/2012 (fls. 792), admitindose a rediscussão da decadência do direito de o Fisco efetuar o lançamento. Intimada do Recurso Especial, interposto pela Contribuinte, bem como do despacho que lhe deu seguimento em 27/07/2012 (fls. 793), a Fazenda Nacional ofereceu, em 12/07/2012, as ContraRazões de fls. 796 a 799. Fl. 840DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, Relatora O Recurso Especial interposto pela Contribuinte é tempestivo, restando perquirir sobre o atendimento aos demais pressupostos de admissibilidade. O Despacho nº 2300353/2012, de 28/05/2012 (fls. 792), que deu seguimento ao Recurso Especial, assim consigna: “II – Da matéria objeto do recurso especial e análise da divergência indicada O contribuinte se insurge contra o acórdão que negou provimento ao recurso deixando de declarar a decadência por aplicar a regra do artigo 173, I, do CTN (fls. 739verso), entendendo o recorrente que o aresto merece reforma, visto que, segundo seu entendimento, negou vigência ao art.150, §4º do CTN, divergindo dos paradigmas que apresenta, na medida em que os acórdãos paradigmas entendem que as espécies tributárias estão sujeitas ao lançamento por homologação e, além disso, no caso dos autos houve recolhimento das contribuições previdenciárias nas competências englobadas na autuação, aplicandose, assim, a regra do art., §4º do CTN (fls. 757/761 e 765). Segundo a recorrente, o acórdão recorrido diverge dos paradigmas que apresenta, proferidos pela 2 Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento (fls. 768/783). Mediante análise dos autos, vislumbro a similitude das situações fáticas nos acórdãos recorrido e paradigmas, motivo pelo qual entendo que está configurada a divergência jurisprudencial apontada pelo contribuinte.” De plano, verificase que a temática da decadência não foi objeto do Recurso Voluntário e sequer foi tratada no acórdão recorrido, figurando apenas de forma vaga no registro da decisão, no que tange aos votos vencidos: “ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior e Edgar Silva Vidal que entenderam aplicarse o art. 150, paragrafo 4 do CTN em relação a extinção do crédito tributário.” (grifei) Registrese que a decisão acima não esclarece sobre a abrangência da extinção do crédito tributário, pela qual votaram os Conselheiros vencidos, já que se trata de exigência relativa ao período de 01/2001 a 03/2006, sendo que a Contribuinte foi intimada da autuação em 04/12/2006, conforme AR – Aviso de Recebimento de fls. 578. Tampouco se esclareceu sobre quem teria suscitado a prejudicial, uma vez que esse assunto não constou do Fl. 841DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13964.000238/200773 Acórdão n.º 9202003.012 CSRFT2 Fl. 9 5 Recurso Voluntário. Ademais, não foi registrada a posição dos Conselheiros vencidos em relação ao mérito, ultrapassada a prejudicial. Assim, não há que se falar que o acórdão recorrido aplicou o art. 173, inciso I, do CTN, já que, repitase, o tema da decadência não foi abordado no voto condutor, tampouco na ementa do julgado guerreado. Também não consta do Recurso Especial qualquer informação acerca de eventual pagamento antecipado de tributo. A despeito de todas essas inconsistências, tratandose de decadência, que constitui matéria de ordem pública, a falta do prequestionamento, requisito exigido no § 3º, do art. 67, do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, não representa óbice ao exame do Recurso Especial, desde que cumpridos os demais pressupostos de admissibilidade, principalmente a demonstração da alegada divergência jurisprudencial. Nesse passo, constatase que a Contribuinte pleiteia, “nos termos do artigo 62A (...) a aplicação do artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional declarandose extinto o crédito tributário objeto do presente Recurso, seguindose o voto vencido dos Conselheiros (...) e o entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça”. Assim, caberia ao Contribuinte trazer à colação acórdão em que, em situação similar à do acórdão recorrido, fosse declarada a decadência do direito de efetuarse o lançamento, mediante a aplicação do art. 150, § 4º, do CTN, seguindose o entendimento dos Tribunais Superiores, conforme determina o citado dispositivo regimental. Entretanto, os acórdãos indicados à guisa de paradigmas não tratam de decadência, e sim de denúncia espontânea. Confirase as respectivas ementas, reproduzidas no recurso: Acórdão 330200.831 “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2003, 01/10/2003 a 31/10/2003 MATÉRIA TRIBUTÁRIA JULGADA PELO STJ. REGIME DO ART. 543C DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA NO ÂMBITO DO CARF. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2003, 01/10/2003 a 31/10/2003 PAGAMENTO ESPONTÂNEO ANTERIOR OU CONCOMITANTE À RETIFICAÇÃO DE DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CONFIGURAÇÃO. MULTA DE MORA. INEXIGIBILIDADE. Fl. 842DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 Conforme entendimento do STJ, proferido no regime do art. 543 C do CPC no REsp nº 1.149.022, o pagamento de diferença de tributo devida anterior ou concomitantemente à retificação de DCTF representa denúncia espontânea, hipótese que afasta a incidência da multa moratória. Recurso Voluntário Provido” Acórdão 330200.832 “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/10/2003 MATÉRIA TRIBUTÁRIA JULGADA PELO STJ. REGIME DO ART. 543C DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA NO ÂMBITO DO CARF. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/10/2003 PAGAMENTO ESPONTÂNEO ANTERIOR OU CONCOMITANTE À RETIFICAÇÃO DE DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CONFIGURAÇÃO. MULTA DE MORA. INEXIGIBILIDADE. Conforme entendimento do STJ, proferido no regime do art. 543 C do CPC no REsp nº 1.149.022, o pagamento de diferença de tributo devida anterior ou concomitantemente à retificação de DCTF representa denúncia espontânea, hipótese que afasta a incidência da multa moratória. Recurso Voluntário Provido” Destarte, não restou demonstrado o alegado dissídio interpretativo, já que os paradigmas tratam da aplicação do art. 62A do RICARF em face da temática da denúncia espontânea, e não da decadência. Diante do exposto, não conheço do Recurso Especial, interposto pela Contribuinte, tendo em vista a ausência de demonstração de divergência jurisprudencial. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Fl. 843DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13964.000238/200773 Acórdão n.º 9202003.012 CSRFT2 Fl. 10 7 Fl. 844DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 15956.000489/2007-82
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu May 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon May 19 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2002 a 30/08/2007
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC. COMPROVAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 150, §4o., DO CTN.
O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 - SC, decidido na sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, o que faz com que a ordem do art. 150, §4o, do CTN, só deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173 nas demais situações.
SÚMULA CARF nº 99.
Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. No presente caso, existe, nos autos, evidência de recolhimento antecipado para as competências lançadas, devendo-se assim aplicar, para fins de reconhecimento de eventual decadência, o disposto no citado art. 150, § 4°, do CTN.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-003.214
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator
EDITADO EM: 15/05/2014
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente em exercício), Gustavo Lian Haddad, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente o Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka.
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2002 a 30/08/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC. COMPROVAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 150, §4o., DO CTN. O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 - SC, decidido na sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, o que faz com que a ordem do art. 150, §4o, do CTN, só deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173 nas demais situações. SÚMULA CARF nº 99. Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. No presente caso, existe, nos autos, evidência de recolhimento antecipado para as competências lançadas, devendo-se assim aplicar, para fins de reconhecimento de eventual decadência, o disposto no citado art. 150, § 4°, do CTN. Recurso especial provido.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2328; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 228 1 227 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 15956.000489/200782 Recurso nº 256.051 Especial do Contribuinte Acórdão nº 9202003.214 – 2ª Turma Sessão de 08 de maio de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente CENTRAL PARK COMÉRCIO REPRESENTAÇÕES E LOGISTICA LTDA. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2002 a 30/08/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543C DO CPC. COMPROVAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 150, §4o., DO CTN. O art. 62A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 SC, decidido na sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil, o que faz com que a ordem do art. 150, §4o, do CTN, só deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173 nas demais situações. SÚMULA CARF nº 99. Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. No presente caso, existe, nos autos, evidência de recolhimento antecipado para as competências lançadas, devendose assim aplicar, para fins de reconhecimento de eventual decadência, o disposto no citado art. 150, § 4°, do CTN. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 95 6. 00 04 89 /2 00 7- 82 Fl. 254DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCOS AURELIO PERE IRA VALADAO Processo nº 15956.000489/200782 Acórdão n.º 9202003.214 CSRFT2 Fl. 229 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Marcos Aurélio Pereira Valadão Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator EDITADO EM: 15/05/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente em exercício), Gustavo Lian Haddad, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente o Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka. Relatório Tratase de lançamento das contribuições previdenciárias devidas e incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados correspondentes à cota patronal Fundo de Previdência e Assistência Social FPAS; financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho e contribuições destinadas aos Terceiros: SALÁRIO EDUCAÇÃO, INCRA, SEBRAE, SESI e SENAI, através da NFLD 37.112.2945, cientificada ao contribuinte em 09/10/2007 (fls. 01 a 52). Abrange a referida NFLD as competências de 03/2002 a 08/2007. O Acórdão nº 2.30200.428, da 2a Turma Ordinária da 3a Câmara da 2a Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (fls. 168 a 174), julgado na sessão plenária de 24 de fevereiro de 2010, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário do contribuinte, rejeitandose ali, também, agora por maioria de votos, a preliminar de decadência apresentada pela recorrente. Transcrevese a ementa do julgado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2002 a 30/08/2007 PARCELAS SALARIAIS INTEGRANTES DA BASE DE CÁLCULO. RECONHECIMENTO PELO CONTRIBUINTE ATRAVÉS DE FOLHAS DE PAGAMENTO E OUTROS DOCUMENTOS POR ELE PREPARADOS. O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados torna incontroversa a discussão sobre a correção da base de cálculo. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCOS AURELIO PERE IRA VALADAO Processo nº 15956.000489/200782 Acórdão n.º 9202003.214 CSRFT2 Fl. 230 3 Contra essa decisão, a contribuinte manejou recurso especial de divergência com fulcro no art. 67, inciso II, do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF no 256, de 22 de junho de 2009 (fls. 181 a 214), onde defendeu que, no caso específico da parcela lançada de contribuições previdenciárias decorrentes de reembolso de despesas de viagens, se está diante de hipótese onde a empresa apresentou adequadamente sua folha de salários, entregando a obrigação acessória (GFIP) e recolhendo o tributo sobre a mesma folha, não configurada, assim, qualquer hipótese de ausência de declaração ou inexistência de pagamento. Decorre daí, no entendimento da recorrente, a necessidade de aplicação do art. 150, §4o da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), para fins de contagem do prazo decadencial quando do lançamento das contribuições discutidas (e não do 173, I do mesmo Código, conforme recorrido), divergindo, assim, o acórdão vergastado do previamente estabelecido tanto no âmbito do Acórdão nº 20601.352, da 6a Câmara do então 2o Conselho de Contribuintes, como no Acórdão nº 2.40100.121, da 1a Turma Ordinária da 4a Câmara deste CARF, adotados pela recorrente como paradigmas. Propugna, assim, a recorrente pela reforma do recorrido, de forma a que seja declarada a decadência dos débitos sob análise aplicandose o art. 150, §4o do CTN, em detrimento da aplicação do art. 173, I do mesmo diploma, realizada pelo vergastado. O recurso especial foi admitido por meio do despacho de fls. 218/219. Devidamente cientificada do recurso especial do contribuinte (fl. 219), a Fazenda Nacional apresentou contrarrazões ao mesmo (fls. 222 a 227), onde defende que, para que pudesse se aplicar o art. 150, §4o do CTN, haveria de se individualizar o recolhimento antecipado para os fatos geradores objeto do lançamento, ou seja, referente às rubricas constantes da NFLD em comento, o que não se deu na espécie. Entende que, para o exame da ocorrência de pagamento antecipado parcial, seria necessário se verificar se o contribuinte pagou parte do débito tributário objeto de cobrança, e não daqueles afetos a outros fatos geradores, rechaçando que se possa falar em “recolhimento das contribuições previdenciárias devidas pelo contribuinte como um todo, de modo que qualquer recolhimento efetuado, ainda que não se refira ao objeto do lançamento, possa influir na contagem do prazo decadencial deste de forma a ensejar a aplicação do art. 150, § 4 °, do CTN”. Sustenta que, no caso em questão, como os valores inseridos no lançamento fiscal não foram reconhecidos pelo contribuinte e tampouco adimplidos parcialmente, inexiste pagamento antecipado quanto às contribuições exigidas, devendo, assim, ser aplicada na espécie, para fins de contagem da decadência, a regra encartada no art.173, I, do CTN, em linha com posicionamento já adotado pelo STJ, em julgamento por amostragem no âmbito do REsp 973.733/SC e vinculante a este CARF, na forma do art. 62A de seu Regimento Interno. É o relatório. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCOS AURELIO PERE IRA VALADAO Processo nº 15956.000489/200782 Acórdão n.º 9202003.214 CSRFT2 Fl. 231 4 Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. A propósito, a decadência dos tributos lançados por homologação é questão tormentosa que vem dividindo a jurisprudência administrativa e judicial há tempos. No âmbito dos antigos Conselhos de Contribuintes, e agora no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, praticamente todas as interpretações possíveis já tiveram seu espaço. É notório que as inúmeras teses que versam sobre o assunto surgiram do fato do nosso Código Tributário Nacional CTN possuir duas regras de decadência, uma para o direito de constituir o crédito tributário (art. 173), e outra para o direito de não homologar o pagamento antecipado de certos tributos previstos em lei (art. 150, §4o). Apesar de serem situações distintas, o efeito atingido é o mesmo, pois, uma vez homologado tacitamente o pagamento, o crédito tributário estará definitivamente extinto, não se permitindo novo lançamento, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Na verdade, a celeuma não está no prazo da decadência, que é de cinco anos nas duas situações, mas na data de início de sua contagem. Enquanto o art. 173 fixa essa data no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ou no dia em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado, o art. 150, §4o, determina o marco inicial na ocorrência do fato gerador. Pacificando essa discussão, o Superior Tribunal de Justiça – STJ, órgão máximo de interpretação das leis federais, firmou o entendimento de que a regra do art. 150, §4o, do CTN, só deve ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nos demais casos. Vejase a ementa do Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/0176994 0), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 257DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCOS AURELIO PERE IRA VALADAO Processo nº 15956.000489/200782 Acórdão n.º 9202003.214 CSRFT2 Fl. 232 5 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (...) 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (destaques do original) Observese que o acórdão do REsp nº 973.733/SC foi submetido ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil, reservado aos recursos repetitivos, o que significa que essa interpretação deverá ser aplicada pelas instâncias inferiores do Poder Judiciário. Recentemente, a Portaria MF no 586, de 21 de dezembro de 2010, introduziu o art. 62A no Regimento Interno do CARF RICARF, com a seguinte redação: Fl. 258DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCOS AURELIO PERE IRA VALADAO Processo nº 15956.000489/200782 Acórdão n.º 9202003.214 CSRFT2 Fl. 233 6 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Desta forma, este CARF forçosamente deve abraçar a interpretação do Recurso Especial nº 973.733 – SC, de que a regra do art. 150, §4o, do CTN, só deve ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173 nos demais casos. A polêmica, no caso em questão, em verdade, está na existência ou não de pagamento antecipado. Enquanto defende o contribuinte que os pagamentos efetuados referentes à sua folha de salários declarados em GFIP caracterizariam a existência de antecipação de pagamento, defende a Fazenda Nacional que, para fins de tal caracterização, necessário seria que os recolhimentos se referissem especificamente às rubricas objeto de lançamento, o que não se observa na espécie. A propósito, faço notar que editou este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais a Súmula no 99, aprovada por esta 2a. Turma desta Câmara Superior em 09 de dezembro de 2013 e que assim reza: Súmula CARF nº 99: Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. Ou seja, para fins de aplicação da Súmula supra na situação sob análise, é fundamental que se verifique se há recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte nas competências dos fatos geradores a que se referem a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo destes recolhimentos, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração, a fim de que se possa decidir pela aplicação, para fins de contagem do prazo decadencial, do disposto no art. 150, §4o. da Lei no 5.172, de 1966 (no caso de existência de recolhimento, ainda que parcial) ou do art. 173, I do mesmo Código (no caso da inexistência de recolhimento). Compulsando os autos, verifico que, consoante Termo de Encerramento da Ação Fiscal (TEAF) de fl. 49, houve exame de GFIP e de Comprovantes de Recolhimento, o que está em linha com o afirmado pela contribuinte em seu recurso especial. Assim, é possível inferir a existência de antecipação de algum valor durante todo o período de 03/2002 a Fl. 259DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCOS AURELIO PERE IRA VALADAO Processo nº 15956.000489/200782 Acórdão n.º 9202003.214 CSRFT2 Fl. 234 7 08/2007, fato suficiente para caracterizar a contagem do prazo decadencial na forma do art. 150, §4o. do CTN. Assim, considerandose ter a ciência do auto de infração ocorrido em 09/10/2007, entendo que se encontra fulminado pela decadência o lançamento realizado para as competências de 03/2002 a 09/2002. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito, dar provimento ao recurso especial do Contribuinte, a fim de que aplique, para fins de contagem do prazo decadencial para as competências lançadas, o disposto no art. 150, §4o. da Lei no 5.172, de 1966. É como voto. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 260DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCOS AURELIO PERE IRA VALADAO
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Numero do processo: 10735.002444/97-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 30/11/1991 a 31/03/1992
OPOSIÇÃO DE CRÉDITOS CONTRA A FAZENDA NACIONAL. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Incabível a oposição de créditos contra a Fazenda Nacional quando estes não gozam de liquidez e certeza, os quais devem ser apurados, na esfera administrativa, por meio de pedido de restituição ou compensação.
COMPENSAÇÃO ALEGADA. ÔNUS DA PROVA.
É ônus do contribuinte comprovar o direito que invoca, bem como sua oponibilidade perante a Administração Tributária. Não restando comprovado nos autos a compensação alegada, cabível o lançamento de ofício do Finsocial que deixou de ser recolhido.
Recurso Voluntário negado
Numero da decisão: 3202-001.152
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. O Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves votou pelas conclusões.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 30/11/1991 a 31/03/1992 OPOSIÇÃO DE CRÉDITOS CONTRA A FAZENDA NACIONAL. LIQUIDEZ E CERTEZA. Incabível a oposição de créditos contra a Fazenda Nacional quando estes não gozam de liquidez e certeza, os quais devem ser apurados, na esfera administrativa, por meio de pedido de restituição ou compensação. COMPENSAÇÃO ALEGADA. ÔNUS DA PROVA. É ônus do contribuinte comprovar o direito que invoca, bem como sua oponibilidade perante a Administração Tributária. Não restando comprovado nos autos a compensação alegada, cabível o lançamento de ofício do Finsocial que deixou de ser recolhido. Recurso Voluntário negado
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LTDA (Antiga DISTRIBUIDORA REGINA LTDA) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 30/11/1991 a 31/03/1992 OPOSIÇÃO DE CRÉDITOS CONTRA A FAZENDA NACIONAL. LIQUIDEZ E CERTEZA. Incabível a oposição de créditos contra a Fazenda Nacional quando estes não gozam de liquidez e certeza, os quais devem ser apurados, na esfera administrativa, por meio de pedido de restituição ou compensação. COMPENSAÇÃO ALEGADA. ÔNUS DA PROVA. É ônus do contribuinte comprovar o direito que invoca, bem como sua oponibilidade perante a Administração Tributária. Não restando comprovado nos autos a compensação alegada, cabível o lançamento de ofício do Finsocial que deixou de ser recolhido. Recurso Voluntário negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. O Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves votou pelas conclusões. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 00 24 44 /9 7- 18 Fl. 328DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “Trata o presente processo de Auto de Infração de fls. 01 a 08, lavrado pela DRF/Nova Iguaçu em decorrência de falta de recolhimento da Contribuição para o Fundo de Investimento Social Finsocial, consubstanciando exigência de crédito tributário no valor total de R$ 45.501,60, referente aos fatos geradores ocorridos nos meses 11/1991 a 03/1992, à multa de oficio de 75% e aos juros de mora calculados até 31/10/1997. 2. Informa a Autuante, no Termo de Constatação de fls. 03/04, que procedendo ao exame dos processos judiciais nos. 92.00724493 (Ação Ordinária) e 91.01382136 (Medida Cautelar) verificou que: 2.1 Os referidos processos objetivam, respectivamente, a declaração da inexigibilidade do Finsocial e a restituição dos valores recolhidos sob a chancela da referida contribuição e suspender a exigibilidade do crédito tributário mediante depósito judicial; 2.2 Na sentença de fls. 57/61, a MM. Juíza Federal julgou procedente em parte as referidas ações, para declarar inconstitucionais as majorações de alíquota instituídas pelas Leis nºs. 7689/88, art. 9°, 7787/89, art. 7°, 7894/89, art. 1° e 8147/90, art. 1°, reconhecendo, por outro lado, exigível a exação à alíquota de 0,5%, em conformidade com a Lei Complementar n° 70/91 (sic); e 2.3 Na supracitada sentença também foi autorizado o levantamento dos depósitos pela Autora, no que exceder à alíquota de 0,5%, devendo a empresa, para tanto, apresentar cálculos que demonstrem o percentual a ser levantado, para apreciação pelo Juízo. Foi determinada ainda a conversão em renda da Unido das importâncias que remanescerem em depósito, referentes à alíquota de 0,5%, cuja exigibilidade foi reconhecida como constitucional. 3. Informa, também, que ao verificar os documentos contábeis da empresa, constatou que o depósito por ela efetuado (fl. 39) mostrase inferior ao valor que deixou de recolher a titulo de Finsocial referente ao período de 11/91 a 02/92 e que o mês 03/92 também não foi recolhido pela fiscalizada e que devido a isso lavrou o presente Auto de Infração. 4. Acrescenta, ainda, que foi constatado que a Contribuinte, em 20/11/1996, após a prolação da sentença de mérito, datada de 09/09/1996, no corpo da Ação Cautelar (fls. 62/64), peticionou no sentido de compensar débitos de Cofins vencidos a partir de 08/1996, bem como da Contribuição para o PIS, a partir de 09/1996. Diante disso, a Contribuinte foi intimada a comprovar os recolhimentos das citadas contribuições (fls. 09/10). Foi constatada a falta de recolhimento em vários períodos. Assim, por absoluta falta de base legal que amparasse o procedimento adotado pela empresa, foram lavrados os autos de infração dessas contribuições (Cofins e PIS). 5. Como consta na "Descrição dos fatos e enquadramento legal", às fls. 02, a exigência foi efetuada com fulcro no art.1°, § 1 0 do Decretolei n° 1.940/82; artigos 16, 80 e 83 do Regulamento do Finsocial, aprovado pelo Decreto n° 92.698/86; e art. 28 da Lei n° 7.738/89. 6. Cientificada em 27/11/1997 (fls. 01), a Interessada, inconformada, apresentou em 15/12/1997 a impugnação de fls. 73/75, na qual alega que: Fl. 329DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10735.002444/9718 Acórdão n.º 3202001.152 S3C2T2 Fl. 320 3 6.1 Em sentença prolatada nos autos do processo n° 91.01382136, lhe foi concedido o direito A restituição do valor recolhido a titulo de Finsocial com alíquota superior a 0,5%; 6.2 Com base na Lei n° 8.383/1991, no Decreto n° 2.138, de 29/01/1997 e na sentença prolatada, promoveu as sucessivas compensações das parcelas vencidas e vincendas as quais compreendem os períodos constantes do presente Auto de infração; 6.3 A Apelação interposta pela União Federal possui o efeito suspensivo, inexistindo, desta forma, fundamento para a expedição de Auto de Infração enquanto a matéria sub judice não transitar em julgado; 6.4 Em relação à multa de oficio fazse inviável a sua cobrança, eis que, os recolhimentos foram efetuados na forma de compensação, conforme comprova os DARF anexos aos autos, além do fato de tratar de matéria sub judice o que impediria a aplicação da referida multa; e 6.5. Foi concedida liminar requerida nos autos do processo n° 93.00628160 (Medida Cautelar Inominada), no qual foi solicitada a compensação dos créditos de Finsocial. 7. Por fim, requer que o presente Auto seja cancelado. 8. O processo foi encaminhado para esta Delegacia para julgamento. 9. Do exame dos autos verificouse que, em relação aos processos judiciais nºs. 92.00724493 (Ação Ordinária) e 91.01382136 (Medida Cautelar), não ficou esclarecido: 9.1 A qual ou quais períodos de apuração se refere o depósito judicial de fl. 39; 9.2. Se o referido depósito foi levantado pela Impugnante ou convertido em renda da União; e 9.3 Se existe Apelação, interposta pela Impugnante, da sentença de fls. 57/61,já que o seu pleito foi parcialmente concedido. 10. Quanto à Medida Cautelar processo n° 93.00628160, no qual, segundo a Impugnante, teria sido solicitada a compensação dos créditos de Finsocial e concedida a liminar requerida, verificase que não foram anexadas aos autos as peças pertinentes a este processo. 11. Em vista do relatado e por não se encontrarem reunidos nos autos os elementos necessários à solução do litígio, o processo foi encaminhado, a SECAT/DRF/Nova Iguaçu, para que a Impugnante fosse intimada a: 11.1 Comprovar a que períodos de apuração se refere o depósito efetuado no valor de Cr$ 6.689.838,99 (fls. 39), bem como apresentar o demonstrativo de cálculo deste valor, discriminando, por período de apuração, a base cálculo e a alíquota utilizadas; 11.2 Informar se existem outros valores depositados, e caso existam, anexar cópia dos depósitos e apresentar demonstrativo de cálculo do valor depositado, na forma solicitada no item anterior; Fl. 330DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 4 11.3 Informar e comprovar se os valores depositados foram levantados pelo contribuinte, convertido em renda da União ou se ainda estão em poder do Juízo; 11.4 Anexar aos autos cópia das peças do processo judicial n°91.01382136 (Medida Cautelar) exordial, apelação, acórdão, se houver, trânsito em julgado, se houver, e declaração narratória (objeto e pé); 11.5 Anexar aos autos cópia das peças do processo judicial n° 92.00724493 (Ação Ordinária) apelação, acórdão, se houver, trânsito em julgado, se houver, e declaração narratória (objeto e pé); e 11.6 Anexar aos autos cópia das peças referentes ao processo judicial n° 93.00628160 (Medida Cautelar) exordial, decisão que concedeu a liminar, sentença, apelação, acórdão, se houver, trânsito em julgado, se houver, e declaração narratória (objeto e pé). 12. Em atendimento à Intimação SECAT/DRFNIU n° 608/2005 (fls. 103/104), a Impugnante apresentou os documentos de fls. 106 a 161. 13. O processo foi restituído a esta Delegacia para julgamento. 14. Foram por mim anexadas, às fls. 163/190, pesquisas efetuadas junto aos sítios da Justiça Federal/RJ (fls. 163/177) e TRF2a Regido (fls. 178/180), referentes à Medida Cautelar n° 91.01382136, Ação Ordinária n° 92.00724493, Medida Cautelar n° 93.00628160 e Mandado de Segurança n° 99.07511161. 15. É o relatório” A DRJRio de Janeiro II/RJ julgou procedente o lançamento (fls. 181/188), nos termos da ementa adiante transcrita: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/11/1991 a31/03/1992 Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento da Contribuição para o Finsocial, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. COMPENSAÇÃO. DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO. VEDAÇÃO. Ê vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. COMPENSAÇÃO EFETUADA. ALEGAÇÃO DESACOMPANHADA DE PROVA. Cabe ao impugnante trazer juntamente com suas alegações impugnatórias todos os documentos que dêem a elas força probante. LIMINAR EM MEDIDA CAUTELAR. EXISTÊNCIA NÃO COMPROVADA. MULTA DE OFÍCIO. CABÍVEL. Fl. 331DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10735.002444/9718 Acórdão n.º 3202001.152 S3C2T2 Fl. 321 5 Não tendo sido comprovada a existência de liminar determinando a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, é de se aplicar a multa de oficio correspondente. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/11/1991 a31/03/1992 Ementa: ÔNUS DA PROVA. ALEGAÇÃO DESACOMPANHADA DE PROVA. Cabe ao impugnante trazer juntamente com suas alegações impugnatórias todos os documentos que dêem a elas força probante. Lançamento Procedente Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 202/204), alegando, em síntese: que, por meio da medida cautelar promovida perante o Juízo Federal da 8ª Vara do Rio de Janeiro, processo nº. 91.01382136, foilhe concedida liminar favorável, determinando o depósito da quantia de Cr$ 6.689.838,99, suspendo, assim, a exigibilidade do crédito que ora se discute. Em 03/02/1992 foi efetivado o depósito da quantia; que ajuizou ação ordinária de anulação de débito fiscal, processo nº. 92.00724493, tramitado perante a 29ª Vara Federal do Rio de Janeiro. A sentença, já transitada em julgado, julgou procedente em parte a ação cautelar e a ação ordinária, para declarar inconstitucionais as majorações da alíquotas instituídas pela leis nº. 7.689/88, art. 9º, 7.787/89, art. 7º, 7.894/89, art. 10, e 8.147/90, art. 10, determinando a sentença que, do depósito judicial efetuado, fosse convertido em renda da União o valor correspondente à alíquota de 0,5%, e autorizando o levantamento do montante que sobejasse. A predita sentença foi confirmada pelo TRF/2ª Região; e que os elementos constantes dos autos são suficientes para comprovar que o Poder Judiciário já se manifestou definitivamente, no sentido de julgar improcedente a exação. Ao final, requereu a reforma da decisão recorrida, para que seja decretada a total improcedência do lançamento efetuado. Em 27/03/2009, a 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF decidiu converter o julgamento em diligência para que o juntasse aos autos o inteiro teor das decisões proferidas nos processos judiciais n° 91.01382132, 92.00724493, 93.00628160 e 99.07511161, relativos ao crédito tributário em debate, e as respectivas certidões de trânsito em julgado, bem como apresentasse novos documentos que entendesse necessário (fls. 259/264). Tendo a contribuinte apresentado os documentos de fls.283/315, retornaram os autos a este Colegiado, para julgamento. É o Relatório. Fl. 332DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 6 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Tratam os autos de Auto de Infração lavrado em 27/11/1997, contra a contribuinte já identificada, para exigência da contribuição para o Finsocial, referente ao período de apuração de 30/11/1991 a 31/03/1992, bem como acréscimos legais, no valor total de R$ 45.501,60. Alega a contribuinte que os valores ora exigidos teriam sido quitados por meio de compensação. Aduz que teria obtido provimento jurisdicional específico, autorizando lhe a compensação de crédito referente a valores recolhidos a titulo de contribuição para o Finsocial com alíquota superior a 0,5%,. Quatro são os processos que aparecem envolvidos à questão que ora se discute e que são suscitados pela contribuinte em sua defesa, seja na impugnação, seja no recurso voluntário. São eles: nº. 91.01382136, nº. 92.00724493, nº. 93.00628160 e nº. 99.0751161, todos com trâmite perante a Justiça Federal do Rio de Janeiro. Em diligência requerida pelo CARF, a contribuinte foi instada a juntar as cópias das petições iniciais referentes às quatro ações, bem como as Certidões de Objeto e Pé correspondentes. À fl. 287, em 30/07/2010, informa a interessada que os processos se encontram arquivados e que, por tal razão, requer o prazo suplementar de 60 dias para apresentar a documentação solicitada. Junta cópia apenas da sentença proferida no processo nº. 92.00724493, e, nem mesmo após o prazo requerido, faz a juntada da documentação necessária. Temse assim, que nada traz a recorrente que possa desconstituir as constatações efetuadas pela DRJ. O processo nº. 91.01382136 tratase de medida cautelar inominada, objetivando a suspensão da exigibilidade do crédito tributário mediante depósito do tributo devido (fls. 29/38). Nesta, foi concedida liminar, cujo teor é o seguinte (fl. 107): Vistos, etc... Presentes os pressupostos circunstanciais, defiro a medida liminar, sustando a exigibilidade do crédito, mediante depósito da quantia questionada, disposição do Juízo, ressalvando, como óbvio, a cobrança de multa pelo Fisco, até decisão final da Ação Principal que deverá ser proposta no prazo de 30 (trinta) dias a contar desta data. Em seu recurso, logo de plano, alega a recorrente que o crédito tributário que ora se discute estaria com sua exigibilidade suspensa, em face dessa liminar concedida nos, ao que teria efetuado depósito judicial, em 03/02/1992, no montante de Cr$ 6.689.838,99. Acontece que, conforme salientado pela autoridade julgadora de piso, o valor depositado referese à contribuição para o Finsocial referente ao mês de outubro/1991 (conforme planilha à fl. 17 e extrato de fl. 120/121), sendo que nestes autos discutese o crédito Fl. 333DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10735.002444/9718 Acórdão n.º 3202001.152 S3C2T2 Fl. 322 7 tributário referente àquela contribuição relativo ao período compreendido entre novembro/1991 e março/1992. Assim, o depósito correspondente à liminar concedida não se refere ao crédito tributário discutido nestes autos. O processo nº. 92.00724493 tratase de ação ordinária ajuizada pela recorrente, na qual requer a declaração de inexigibilidade da contribuição para o Finsocial e a condenação da União a repetir os valores recolhidos indevidamente, em face da inconstitucionalidade da contribuição. Alega a recorrente que milita em seu favor o Acórdão do TRF/2ª Região transitado em julgado nesta ação, o qual confirmou a sentença proferida em 1ª instância, a qual reconheceu a inconstitucionalidade das majorações de alíquota da contribuição para o Finsocial estabelecidas nas leis nº. 7.689/88, 7.787/89, 7.894/89 e 8.147/90. É fato que o provimento jurisdicional foi favorável à contribuinte, porém o Acórdão somente transitou em julgado em 06/10/1999 (fl. 178), razão pela qual temse que, quando da lavratura do auto de infração, em 27/11/1997, o crédito ainda não se havia revestido de liquidez e certeza, não lhe sendo possível, portanto, ter efetuado, àquela época, qualquer compensação dos débitos de Finsocial em relação aos créditos decorrentes desta ação judicial ainda não transitada em julgado. O art. 165 do CTN autoriza a restituição de pagamento indevido, sendo prevista a compensação do indébito pelo art. 74 da Lei nº. 9.430/96, cabendo, entretanto, ao sujeito passivo, a demonstração, por meio de provas hábeis, da existência do crédito que alega possuir, para que sejam auferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa, o que deveria ter sido realizado em procedimento administrativo próprio de pedido de restituição ou compensação. Nesse sentido, bem asseverou a autoridade julgadora de piso: Assim, não poderia, a Contribuinte ter efetuado a alegada compensação, antes de 06/09/1999, data na qual se tornou definitiva a decisão que declarou a inconstitucionalidade das majorações de alíquota da Contribuição para o Finsocial, salvo se houver sido a ela concedido provimento judicial especifico para tanto. Já o processo nº. 93.00628160 tratase de medida cautelar inominada, por meio da qual a contribuinte visa compensar os créditos oriundos da sentença prolatada no processo 92.00724493. À fl. 172 a DRJ junta pesquisa no sítio eletrônico da Justiça Federal/RJ demonstrando que o pedido foi julgado improcedente. Também não há notícia nos autos de qualquer concessão de liminar que tenha autorizado a querelante a efetuar a compensação. Por fim, o processo nº. 99.07511161 tratase de mandado de segurança, impetrado em face do Delegado da DRFNova Iguaçu, para que este se abstenha de exigir o depósito recursal para dar seguimento ao recurso voluntário, não dizendo respeito, portanto, à discussão relativa ao crédito ou a compensação da contribuição exigida no Auto de Infração. Assim, nada nos autos comprova as alegações da contribuinte, não se mostrando subsistente a alegação de que o crédito tributário exigido estaria extinto por meio de Fl. 334DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 8 compensação, razão pela qual há de ser mantida a decisão administrativa proferida em primeira instância. Observese que a questão relativa à multa de ofício não é matéria trazida no recurso voluntário. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Fl. 335DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 12/05/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 13807.000853/98-59
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1993, 1994, 1995
ARBITRAMENTO DO LUCRO. ESCRITURAÇÃO IMPRESTÁVEL. Subsiste o arbitramento dos lucros se, demonstrados os vícios na escrituração contábil do sujeito passivo, o sujeito passivo não logra produzir prova em contrário.
OMISSÃO DE RECEITAS. PROVA DIRETA. Impróprias as objeções ao uso de presunções se as receitas omitidas foram apuradas a partir dos próprios registros fiscais do sujeito passivo.
OFENSA À CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. Observados as disposições legais acerca do arbitramento dos lucros, da tributação de receitas omitidas e da presunção de distribuição destes resultados aos sócios, com conseqüente incidência de imposto de renda na fonte, não há reparos à exigência, mormente tendo em conta que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
Numero da decisão: 1101-001.067
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado em: 1) por unanimidade de votos, REJEITAR a arguição de prescrição; e, 2) por voto de qualidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, divergindo os Conselheiros Benedicto Celso Benício Júnior, Joselaine Boeira Zatorre e Marcos Vinícius Barros Ottoni, que davam provimento parcial ao recurso para excluir a exigência de IRRF, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
EDELI PEREIRA BESSA - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri, Joselaine Boeira Zatorre e Marcos Vinícius Barros Ottoni.
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em: 1) por unanimidade de votos, REJEITAR a arguição de prescrição; e, 2) por voto de qualidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, divergindo os Conselheiros Benedicto Celso Benício Júnior, Joselaine Boeira Zatorre e Marcos Vinícius Barros Ottoni, que davam provimento parcial ao recurso para excluir a exigência de IRRF, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri, Joselaine Boeira Zatorre e Marcos Vinícius Barros Ottoni.
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ESCRITURAÇÃO IMPRESTÁVEL. Subsiste o arbitramento dos lucros se, demonstrados os vícios na escrituração contábil do sujeito passivo, o sujeito passivo não logra produzir prova em contrário. OMISSÃO DE RECEITAS. PROVA DIRETA. Impróprias as objeções ao uso de presunções se as receitas omitidas foram apuradas a partir dos próprios registros fiscais do sujeito passivo. OFENSA À CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. Observados as disposições legais acerca do arbitramento dos lucros, da tributação de receitas omitidas e da presunção de distribuição destes resultados aos sócios, com conseqüente incidência de imposto de renda na fonte, não há reparos à exigência, mormente tendo em conta que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em: 1) por unanimidade de votos, REJEITAR a arguição de prescrição; e, 2) por voto de qualidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, divergindo os Conselheiros Benedicto Celso Benício Júnior, Joselaine Boeira Zatorre e Marcos Vinícius Barros Ottoni, que davam provimento parcial ao recurso para excluir a exigência de IRRF, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 08 53 /9 8- 59 Fl. 952DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 3 2 (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri, Joselaine Boeira Zatorre e Marcos Vinícius Barros Ottoni. Fl. 953DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 4 3 Relatório AUTO POSTO CEREJEIRAS LTDA, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo – SP I que, por unanimidade de votos, julgou PROCEDENTE lançamento formalizado em 16/11/98, exigindo crédito tributário no valor total de R$ 1.146.295,66. Consta da decisão recorrida o seguinte relato: Em ação fiscal direta em face do contribuinte em epígrafe, foi lavrado auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (fls. 526), com valor total do crédito tributário de R$520.346,53, bem como, por tributação reflexa, mais os seguintes autos de infração: Crédito em R$ Folha Atualizado até PIS 20.941,14 542 30/10/1998 COFINS 55.598,73 555 30/10/1998 IRRF 438.919,29 571 30/10/1998 CSSL 110.489,95 585 30/10/1998 2.No montante total de cada crédito tributário, estão incluídos, além do respectivo imposto ou contribuição, multa e juros de mora, calculados até 30/10/1998. Cumpre ainda observar que tais atos são decorrência do termo de reratificação (fls. 499 a 501) em que a autoridade fiscal cancela os autos de infração de fls. 421, 435, 447, 462, 475 e todos os demais papéis de fls. 398 a 498, a fim de corrigir erro de cálculo pela não inclusão do lucro arbitrado sobre a venda de combustíveis na apuração dos tributos relativos ao anocalendário de 1993. Com isto, o auto de infração do IRPJ e do IRRF teve o valor majorado do principal e dos acréscimos legais, enquanto o crédito tributário relativo ao PIS, à COFINS e à CSSL foi alterado apenas no que toca aos juros. 3.Os fundamentos da autuação estão descritos em dois termos de constatação. No primeiro (fls. 377 a 384), o agente fiscal relata a ocorrência de omissão de receita relativa à venda de combustíveis. Já no segundo (fls. 385 a 396) desqualifica a escrita fiscal relativamente ao anocalendário de 1993 para efetuar a apuração da base de cálculo pelo lucro arbitrado. Abaixo apresentamos o teor sintetizado dos referidos termos: 3.1 Termo de verificação n° 1 (fls. 377 a 384): obteve relatórios da distribuidora SHELL relativos ao fornecimento de combustíveis ao sujeito passivo nos anos de 1993, 1994 e 1995. Segundo tais relatórios, os valores retidos do PISsubstituição entre dez/1992 e set/1996 – lapso temporal que engloba o período fiscalizado – foram depositados judicialmente por força de decisão no processo 88.001237106, mas foram levantados pelo autuado (informação que consta na fl. 07). 3.1.1. No que toca à quantidade vendida de combustíveis durante os anos de 1993 a 1995, o agente fiscal considera verídicos os registros no Livro de Movimentação de Fl. 954DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 5 4 Combustíveis, cuja exigibilidade da escrituração consta do art. 206, inciso VI do RIR/94, pois, a despeito de pequenas perdas, são compatíveis com os demais documentos analisados, dentre eles os obtidos junto ao fornecedor. Não obstante, os valores das vendas que foram consignados no Livro de Registro de Saídas de Mercadorias seriam significativamente inferiores ao resultado da multiplicação da quantidade vendida pelos respectivos preços praticados no varejo em cada data de operação. Em 1993, apenas 45% do valor resultante da multiplicação “quantidade X preço” (dados obtidos do Livro de Movimentação de Combustíveis de escrituração do próprio sujeito passivo) foi registrado como vendas; já em 1994, o percentual foi de 43%; e em 1995, de 42%. 3.1.2.Foi verificado que o sujeito passivo entregou as declarações de rendimento dos anoscalendário de 1994 e 1995. Nelas informou um montante de receitas maior que o escriturado em seu Livro de Registro de Saídas (LRS), mas ainda inferior ao apurado com os dados lançados no Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC). A receita lançada nas duas declarações corresponde ao que foi escriturado pelo sujeito passivo em outro livro, qual seja, o Livro de Apuração do Imposto sobre a Venda a Varejo de Combustíveis que é obrigatório pela Legislação Municipal (LAIVVC). Assim, a diferença entre a receita apurada pelos dados constantes do LMC e a escriturada no LRS é maior que a diferença entre o LMC e o LAIVVC. Esta última, que é a menor, serviu como critério quantitativo da omissão de receita. 3.1.3. A autoridade fiscal também relata outros acontecimentos que reforçam a tese de omissão de receitas, tais como a falta da escrituração da movimentação bancária, a mudança do regime de lucro real para presumido quando ainda havia prejuízo fiscal a compensar, os rendimentos de sócio da empresa que consta de suas declarações de IRPF, dentre outros. 3.2 Termo de verificação n° 2 (fls. 385 a 396): a autoridade fazendária descaracteriza a escrituração do sujeito passivo quanto ao anocalendário de 1993 e decide pelo arbitramento do lucro. Sua decisão fundase basicamente na falta de registro de boa parte das operações de venda de combustíveis e de toda a movimentação bancária, na entrega da declaração de rendimentos realizada somente após o início do procedimento fiscal, na ausência de encadernação do Livro Diário e do devido registro no órgão competente registro, na falta de apresentação ainda que intimado especificamente para tal de documentos relativos ao registro na conta do diário intitulada “Complemento das vendas d/data”, na divergência entre o valor do estoque registrado no livro de inventário e o montante apurado pelo LMC. 4. O sujeito passivo apresenta impugnação às fls. 613 a 628. Nela alega o seguinte: PRELIMINARES 4.1.A legislação tributária elegeu as distribuidoras de combustíveis como responsável tributário do PIS. Assim, tal contribuição não pode ser constituída contra os postos de combustíveis. 4.2.A reratificação do auto de infração não seria válida, uma vez que, tendo sido dada a ciência anterior do auto de infração, a competência para modificar a exigência seria da Delegacia de Julgamento. MÉRITO 4.3.A autuação teria efeito confiscatório, pois não estaria condizente com a real capacidade contributiva do sujeito passivo. O lançamento teria sido realizado por “mera suposição de ocorrência do fato gerador”, ou seja, por presunção, o que seria vetado pelo ordenamento jurídico. A legislação do imposto de renda não contemplaria as hipóteses de presunção utilizadas pelo agente fiscal, que nem sequer “poderiam ser conceituados como indícios”. Fl. 955DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 6 5 4.4.O arbitramento do lucro seria indevido, porque “... a impugnante tinha e tem escrituração regular e em perfeita ordem, hábil a demonstrar todos os fatos e mutações patrimoniais ocorridas, revestidas de todas as formalidades legais exigíveis, nela devidamente transcritas as demonstrações financeiras pertinentes e em perfeita consonância com as declarações de rendimentos tempestivamente apresentadas. (...) os livros fiscais e comerciais da suplicante guardam perfeita ordem e a mais absoluta similitude com os dados constantes das declarações de rendimentos oportunamente apresentadas, como se pode constatar da diligência que ora se requer com base no disposto no artigo 17 do Decreto n° 70.235/72” (grifos nossos). 4.5. O arbitramento do lucro não seria previsto pelo ordenamento jurídico, pois não haveria “base de cálculo fixada em lei para esse fim”. A base de cálculo teria sido fixada por Portaria Ministerial (n° 22/79), que usou competência delegada pelo DecretoLei n° 1.648/78, o que seria “inteiramente inconstitucional”. 5. É o relatório do essencial. A Turma julgadora rejeitou estes argumentos aduzindo que: · A substituição tributária não retira os postos de gasolina de sua posição de contribuinte. No caso, como a contribuinte obteve decisão judicial que afastou a substituição tributária, determinando o depósito judicial dos valores retidos pela distribuidora e autorizando o seu posterior levantamento pela interessada, subsiste o dever da autuada de pagar a contribuição devida; · A reratificação do lançamento estaria amparada no art. 18, §3o do Decreto nº 70.235/72, não se verificando qualquer nulidade na medida em que foi concedido novo prazo para impugnação do lançamento; · A Fiscalização reuniu vários indícios que formam presunção bastante firme de omissão de receitas. Contudo, o lançamento baseiase em prova direta, estando a omissão de receitas comprovada pela escrituração do livro de movimentação de combustíveis pela própria parte. Além disso, a autoridade fiscal confrontou a escrituração com as informações provindas do distribuidor. · Nada foi oposto às irregularidades apontadas pela Fiscalização na escrituração do sujeito passivo, que se limitou a requerer diligência com base em argumentos genéricos, que assim deve ser indeferida. Cientificada da decisão de primeira instância em 25/08/2006 (fl. 951), a contribuinte postou recurso voluntário, tempestivamente, em 26/09/2006 (fls. 955/963). Preliminarmente argúi a prescrição do crédito tributário em razão do decurso do lapso temporal de 07 (sete) anos e 07 (sete) meses, decorrido entre a data da protocolização das razões de impugnação e a ciência da decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento. Ainda que a impugnação suspenda a exigibilidade do crédito tributário, é inadmissível a fluência de prazo superior a 5 (cinco) anos para decisão do litígio administrativo. Invoca os argumentos tecidos em impugnação contra a adoção de provas indiciárias e presunção, acrescentando doutrina acerca do tema. Reitera as alegações acerca da incompetência do agente fiscal para retificar o lançamento originalmente lavrado, opondose à aplicação do art. 18 do Decreto nº 70.235/72. Fl. 956DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 7 6 Reafirma o caráter confiscatório do lançamento, mormente quando arbitrada a exigência, e observa que não está argüindo sua inconstitucionalidade, mas sim o fato de o lançamento, fundado em presunções, extrapolar em muito sua capacidade contributiva. Cita doutrina acerca do tema em caso de arbitramento, invoca julgados citados na impugnação e destaca o fato de não lhe ter sido permitido produzir as provas que pretendia em sede de diligência. Observa que os requisitos instituídos para pedido de diligência não existiam à época da impugnação, e diz que a diligência requerida não tinha o caráter genérico atribuído pela autoridade julgadora de primeira instância, mas pretendida, sim, demonstrar a regularidade de sua escritura e a elucidação dos critérios adotados pela autoridade lançadora, inclusive com vistas a demonstrar que não foi observado o regime trimestral de apuração do imposto. Transcreve doutrina acerca de arbitramento do lucro, e pede que seja cancelada integralmente a exigência e seus lançamentos reflexos. Fl. 957DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 8 7 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Inicialmente cumpre rejeitar a preliminar de prescrição, na medida em que, nos termos da Súmula CARF nº 11, não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Significa dizer que a prescrição somente tem sua contagem retomada ao final do processo administrativo fiscal, permanecendo o crédito tributário com exigibilidade suspensa neste interregno. A contribuinte apresentou declaração de rendimentos na sistemática do lucro real no anocalendário 1993 e do lucro presumido em 1994 e 1995, sendo que a declaração do anocalendário 1993 foi apresentada durante o procedimento fiscal. Comparando as informações obtidas da distribuidora de combustíveis com os registros do Livro de Movimentação de Combustíveis, a autoridade fiscal não identificou variações relevantes nas quantidades vendidas, mas apurou que os valores das vendas, apontados nos Registros de Saída de Mercadorias a partir das notas fiscais emitidas, apresentavamse inferiores ao esperado. De outro lado, porém, as declarações de rendimentos dos anoscalendário 1994 e 1995, porque elaboradas com base nos registros do Livro de Apuração do Imposto sobre a Venda a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos, apresentavam receitas inferiores às apuradas pela Fiscalização, mas superiores às computadas nos Registros de Saídas de Mercadorias. Diante destas circunstâncias, a autoridade fiscal lavrou o Termo de Constatação nº 01 (fls. 377/384) no qual concluiu pelo arbitramento dos lucros no ano calendário 1993, e pela tributação das receitas omitidas nos anoscalendário 1994 e 1995, cientificandoo à contribuinte em 16/10/1998. Na mesma data, também cientificou a contribuinte do Termo de Constatação nº 02 (fls. 385/396), no qual descreveu as deficiências, vícios e erros que tornam inconfiável o resultado demonstrado na escrituração do sujeito passivo. No referido documento, além de reiterar que a DIRPJ referente ao anocalendário 1993 somente foi apresentada durante o procedimento fiscal, observou que a escrituração contábil não abrangeu movimentação bancária da contribuinte, que havia divergência entre o estoque final escriturado e o apontando em seus livros fiscais, que o prejuízo fiscal não seria verossímil em face das falhas relatadas, que o próprio sócio da autuada desconhecia a apuração de prejuízos e que as receitas omitidas ensejariam estouro de caixa na escrituração contábil. Consignou, por fim, que a opção pelo lucro real somente seria possível para os contribuintes que houvessem optado pelos recolhimentos mensais por estimativa ou elaborado o balanço de suspensão, e que a escrituração contábil, além de parcial, não havia sido objeto de registro nos órgãos e nos prazos previamente definidos. O lançamento, nestes termos, reúne as seguintes exigências: · IRPJ apurado mensalmente no anocalendário 1993 segundo a sistemática do lucro arbitrado (art. 399, inciso IV, e 400 do RIR/80) e mediante a aplicação da alíquota de 25% sobre a receita omitida, esta última também imputada de janeiro/94 a dezembro/95 (art. 523, §3o, 739 e 892 do RIR/94); Fl. 958DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 9 8 · Contribuição ao PIS e COFINS apuradas mensalmente de janeiro/93 a dezembro/95, em razão das receitas omitidas; · IRRF apurado de janeiro a dezembro/93 em razão da distribuição de lucro arbitrado (art. 22 da Lei nº 8.541/92) e de janeiro/94 a dezembro/95 em razão da omissão de receitas (art. 44 da Lei nº 8.541/92 c/c art. 3o da Lei nº 9.064/95 e art. 62 da Lei nº 8.981/95); · CSLL apurada mensalmente no anocalendário 1993 segundo a sistemática do lucro arbitrado, e calculada mensalmente de janeiro/94 a dezembro/95 mediante a aplicação da alíquota de 10% sobre 10% da receita omitida (art. 38, 39 e 43 da Lei nº 8.541/92 com alterações do art. 3o da Lei nº 9.064/65). A recorrente opõese ao uso de presunções, reportandose aos argumentos apresentados em impugnação, e que cogitam de lançamento por mera suposição da ocorrência do fato gerador. Aduz que o lançamento baseiase no que nem poderia ser conceituado como indícios por se tratarem de fatos isolados, apurados sem critério pela fiscalização, e que não estariam contemplados na legislação do imposto de renda. Discorda, assim, do lançamento fundado em meros indícios, sem a necessária certeza da ocorrência do fato gerador. Todavia, as fontes de informação utilizadas pela Fiscalização para promover os lançamentos foram os livros escriturados pela própria contribuinte. Do Livro de Movimentação de Combustíveis, a autoridade fiscal valeuse do valor atribuído à venda de combustíveis, tendo em conta a quantidade vendida e o preço do produto nas bombas (fls. 71/134), inclusive confirmando a compatibilidade das quantidades vendidas com as quantidades fornecidas pelo distribuidor de combustíveis. Do Registro de Saídas valeuse das notas fiscais de vendas escrituradas pelo sujeito passivo. Ainda, nos anoscalendário 1994 e 1995, apurou as receitas omitidas a partir do confronto entre o Livro de Apuração do Imposto sobre a Venda a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos, que se prestou ao preenchimento da DIRPJ, e o Livro de Movimentação de Combustíveis. Logo, não se tratam de meros indícios, mas sim de evidências reais de vendas de mercadorias não declaradas. A autoridade fiscal classificou como “levantamento específico” o procedimento realizado, mas neste caso sequer houve a presunção do preço de venda para determinação da omissão de receita em razão das quantidades de produtos vendidos não escrituradas. Os valores tributáveis foram extraídos da própria escrituração do sujeito passivo. Impertinentes, portanto, os argumentos da recorrente acerca do uso de presunções no lançamento tributário. Também não merece acolhida a argüição de que teria se verificado indevida retificação do lançamento original. Somente um lançamento foi formalizado, com fundamento nos dois Termos de Constatação cientificados à contribuinte na mesma data, sendo que o segundo apenas se prestou a detalhar os motivos para a arbitramento dos lucros no ano calendário 1993, enquanto o primeiro abordou a apuração das receitas omitidas relativamente aos três anoscalendário fiscalizados. No que tange ao caráter confiscatório do lançamento, somente cabe consignar que as exigências foram calculadas em conformidade com a legislação vigente: Fl. 959DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 10 9 · O arbitramento dos lucros a partir das receitas declaradas no ano calendário 1993 justificase em razão da imprestabilidade da escrituração comercial e fiscal para sustentar a apuração de prejuízo nela espelhado, consoante autoriza o art. 399, inciso IV do RIR/80, aprovado pelo Decreto nº 85.450/80, e foi calculado com observância dos coeficientes fixados no art. 400 do RIR/80; · A incidência do IRPJ sobre receitas omitidas na vigência da Lei nº 8.541/92 verificavase mediante a aplicação da alíquota de 25% diretamente sobre os valores apurados pela Fiscalização (art. 43 da Lei nº 8.541/92), ao passo que a incidência da CSLL tinha em conta, nos casos de lucro presumido ou arbitrado, apenas 10% das receitas da atividade (art. 38 da Lei nº 8.541/92); · A Contribuição ao PIS e a COFINS incidiam sobre o faturamento e, por conseqüência, sobre as receitas omitidas; e · A incidência IRRF era justificada pela presunção de distribuição do lucro arbitrado (art. 35 do RIR/80) e dos resultados decorrentes das receitas omitidas aos sócios (art. 44 da Lei nº 8.541/92), prestandose como tributação exclusiva e antecipada do que seria devido a título de imposto de renda àqueles beneficiários; Nestes termos, as exigências de IRPJ, CSLL, Contribuição ao PIS e COFINS são determinadas proporcionalmente às receitas da atividade da pessoa jurídicas, extraídas de seus registros fiscais, observando, em conseqüência, sua capacidade contributiva. Já no que tange ao IRRF, a lei estabelece a presunção de distribuição dos resultados aos sócios, e impõe à fonte pagadora o pagamento do imposto que por eles seria devido. Todavia, na medida em que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2), as exigências devem ser mantidas porque em conformidade com as disposições legais. Por fim, quanto ao arbitramento dos lucros, a contribuinte destaca o fato de não lhe ter sido permitido produzir as provas que pretendia em sede de diligência. Isto porque alegara ter escrituração regular e em perfeita ordem, hábil a demonstrar todos os fatos e mutações patrimoniais ocorridas, revestida de todas as formalidades legais exigíveis, nela devidamente transcritas as demonstrações financeiras pertinentes e em perfeita consonância com as declarações de rendimentos tempestivamente apresentadas. Acrescentou, ainda, que os livros fiscais e comerciais da Suplicante guardam perfeita ordem e a mais absoluta similitude com os dados constantes das declarações de rendimento oportunamente apresentadas. Recordese, porém, que o arbitramento teve lugar apenas no anocalendário 1993, relativamente ao qual a contribuinte não havia apresentado declaração de rendimentos, fazendoo apenas durante o procedimento fiscal e ainda justificandoa com base em escrituração contábil parcial, que não contemplava sua movimentação bancária, e sequer havia sido objeto de regular registro. Em verdade, as alegações da contribuinte somente se confirmam em relação às apurações dos anoscalendário 1994 e 1995, que foram objeto de tempestivas declarações de rendimento, preenchidas em conformidade com as receitas expressas em um dos registros fiscais da contribuinte. Fl. 960DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 11 10 Por tais razões, não há reparos ao arbitramento dos lucros no anocalendário 1993: a autoridade fiscal demonstrou a imprestabilidade da escrituração do sujeito passivo e este, em seus recursos, não trouxe qualquer prova documental que pudesse infirmar as constatações fiscais. Correto, portanto, o indeferimento da perícia requerida em impugnação, nos termos da decisão recorrida: 15. É de notar que a autoridade fiscal ao longo de todo o procedimento aponta minuciosamente uma série de irregularidades verificadas na escrituração do sujeito passivo. Este, por outro lado, não contrapõe nada especificamente ao que o servidor público apresenta. Limitase à cômoda posição de apresentar argumentos genéricos e a pedir diligência. 16. É verdade que o contencioso administrativo fiscal regese pelo princípio da verdade material e não pela formal. Isso implica que o julgador não está limitado às provas constantes dos autos, se entender que elas são insuficientes para formar sua convicção acerca do fato jurídico tributário. Deve, nesse momento, buscar, mediante perícias e diligências, outras que houver. Tal procura, no entanto, não pode ser infinda. Limitase pela plausibilidade de existência. 17. Dessarte, não está o julgador obrigado a baixar diligências sempre que o apelante assim o requerer. Deve se limitar à razoabilidade do pedido. 18. Pois bem, o pleito formulado é absolutamente genérico. Não contrapõe qualquer dos argumentos apresentados na autuação ou elementos trazidos ao feito pela autoridade. Não informa especificamente quais documentos pretende apresentar a seu favor na diligência e por qual razão não os trouxe no momento oportuno, qual seja, o da impugnação. Vejamos Acórdão do Conselho de Contribuintes bastante didático sobre esta questão: “DILIGÊNCIA OU PERÍCIA. Visando viabilizar a verdade final, devem objetivar a prova de fatos que o sujeito passivo não tenha condições de trazer para os autos, ou cujo carreamento lhe traria ônus desproporcional. O requerente deverá, porém, trazer qualquer prova, mesmo que indiciária, de sua efetiva existência. Exigese, ainda, que o contribuinte tenha demonstrado, de forma cabal, mesmo que parcialmente, a incorreção do levantamento fiscal” (Acórdão 10173.852, Rel. Amador Outerelo Fernández, DOU de 27.04.1983, p. 6763)” Como se vê, o indeferimento não se prende a requisitos postos em lei posterior à impugnação, e foi demonstrado o caráter genérico da perícia requerida. Por fim, quanto ao regime trimestral de apuração do imposto, este somente foi instituído a partir da Lei nº 9.430/96, pois até então, e desde a edição da Lei nº 8.383/91, a regra era a tributação da renda à medida em que ela fosse auferida, ou seja, no regime mensal de apuração. Diante do exposto, o presente voto é no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA – Relatora Fl. 961DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13807.000853/9859 Acórdão n.º 1101001.067 S1C1T1 Fl. 12 11 Fl. 962DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 03/04/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/04/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 10935.720828/2012-32
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Apr 03 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3403-000.538
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
ROSALDO TREVISAN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Marcos Tranchesi Ortiz (vice-presidente), Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. ROSALDO TREVISAN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Marcos Tranchesi Ortiz (vicepresidente), Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan e Ivan Allegretti. Relatório Versa o presente sobre Autos de Infração (fl. 247 a 2541, com ciência em 26/04/2012 fl. 249), para exigência de multa no valor de R$ 1.289.716,32, por ressarcimento indevido de Contribuição para o PIS/PASEP, e no valor de R$ 6.073.926,75, por ressarcimento 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 35 .7 20 82 8/ 20 12 -3 2 Fl. 673DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 29/03/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 27/03/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10935.720828/201232 Resolução nº 3403000.538 S3C4T3 Fl. 674 2 indevido de COFINS, ambas com base no art. 74, § 15 da Lei no 9.430/1996, com a redação dada pelo art. 62 da Lei no 12.249/2010. No Termo de Verificação Fiscal de fls. 245/246, narrase que a empresa pleiteou ressarcimento de créditos da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, referentes ao período compreendido entre o primeiro trimestre de 2007 e o terceiro trimestre de 2010, apurandose que não detinha parcela dos créditos solicitados, o que se demonstra nos despachos decisórios no 30/2012 (processo administrativo no 10935.720416/201111 fls. 94 a 105), no 31/2012 (processo administrativo no 10935.720417/201166 fls. 106 a 117), no 32/2012 (processo administrativo no 10935.720439/201126 fls. 118 a 120) e no 33/2012 (processo administrativo no 10935.720438/201181 fls. 121 a 123), e em planilhas de cálculo vinculadas (fls. 124 a 243). Em suas impugnações (fls. 258 a 317 Contribuição para o PIS/PASEP, e fls. 322 a 381 COFINS), a empresa alega, basicamente, que: (a) enquanto estiver pendente o prazo para manifestação de inconformidade em relação aos despachos decisórios denegatórios, não pode ser lavrada autuação, sob pena de afronta ao art. 151, III do CTN, gerando nulidade da autuação; (b) há necessidade de sobrestamento do presente feito até a decisão administrativa definitiva nos processos de restituição; (c) há nulidade por carência de motivação ( e justa causa) na autuação, que se limita a informar que decorre da negativa em outros processos, sem detalhara as bases individualizadas da autuação; (d) a empresa possui imunidade em relação a receitas decorrentes de exportação (art. 150, § 2o, I da CF/1988), tendo direito ao crédito oriundo da compra de insumos; (e) insumo é tudo aquilo que é “necessário e utilizado na fabricação de bens destinados à venda”; (f) deve permanecer a alíquota utilizada pela empresa no cálculo dos créditos presumidos da agroindústria; (g) o aproveitamento de créditos extemporâneos não pressupõe a retificação da escrita nem o princípio contábil da competência; (h) em relação aos ajustes negativos de créditos, houve equívoco ao desconsiderar apenas os valores maiores relativos a erro do faturista; (i) houve violação à legalidade, à isonomia e à segurança jurídica; (j) a multa punitiva de 50% é confiscatória e representa uma limitação a direito, pois a empresa pode, ao invés de ver seu direito creditório reconhecido, ainda ser devedor; (k) em relação aos fatos geradores não declarados, há cumulatividade com a multa de ofício de mais a Taxa SELIC, de forma injusta e exploratória; e (l) há impossibilidade de utilizar a Taxa SELIC a título de juros moratórios. O julgamento de primeira instância ocorre em 23/01/2013 (fls. 533 a 542), decidindo a DRJ unanimemente pela improcedência das impugnações, conjuntamente analisadas pela identidade de argumentos. A DRJ não analisou os itens da impugnação especificamente atinentes aos ressarcimentos pleiteados nos quatro processos administrativos citados nos autos, limitandose à análise da multa de ofício isolada, objeto da autuação, concluindo que: (a) o art. 151, III do CTN foi e continua sendo observado, no contencioso; (b) o lançamento foi fundamentado, não sendo identificada nenhuma causa de nulidade processual relacionada no art. 59 do Decreto no 70.235/1972; (c) não cabe o sobrestamento, por falta de amparo legal; (d) tanto a exigência da multa de 50% quanto da de 75% sobre os valores de contribuição que deixaram de ser pagos está prevista em lei, sendo vedada ao julgador administrativo a apreciação de constitucionalidade de atos legais; e (e) no auto de infração não consta a Taxa SELIC. Cientificada da decisão da DRJ (em 04/02/2013, conforme AR de fl. 543), a empresa apresenta recursos voluntários em 06/03/2013 (fls. 545 a 607 e 608 a 670), basicamente reiterando as considerações expressas em suas impugnações. Fl. 674DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 29/03/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 27/03/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10935.720828/201232 Resolução nº 3403000.538 S3C4T3 Fl. 675 3 É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator Os recursos preenchem os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, deles se toma conhecimento. Preliminarmente, fazse necessário tratar da suscitada dependência do resultado dos processos administrativos no 10935.720416/201111; no 10935.720417/201166; no 10935.720439/201126; e no 10935.720438/201181. Não se tem dúvidas de que o auto de infração lavrado não mereceria prosperar caso os ressarcimentos fossem todos acolhidos por decisão administrativa definitiva. Seria absurdo o fisco reconhecer o direito creditório e, por outro lado, exigir multa por não ter a empresa direito creditório. O auto de infração é incontestavelmente dependente do resultado do julgamento dos ressarcimentos. Daí restar clara a importância de os ressarcimentos serem apreciados primeiro, pois não dependem do resultado da autuação. Assim, efetuei consulta ao sistema “eprocessos”, obtendo a seguinte situação para os quatro processos referidos: (a) os processos no 10935.720416/201111 e no 10935.720417/201166 se encontram na atividade “para relatar”, tendo sido distribuídos ao Cons. João Calos Cassuli Júnior, da 2a Turma Ordinária desta 4a Câmara; e (b) os processos no 10935.720439/201126 e no 10935.720438/201181 se encontram na atividade “preparar e instruir processo”, na “CEGEPSUTRIRPOGO2”. Assim, precipitado seria apreciar no atual estágio a autuação. Pois, mantida a autuação, estarseia diante do risco de cobrar multa por ressarcimento indevido quando, posteriormente, poderseia atestar definitivamente que o ressarcimento é de fato devido. Diante do exposto, voto pela conversão em diligência, para que se aguarde a decisão administrativa definitiva nos processos administrativos no 10935.720416/201111, no 10935.720417/201166, no 10935.720439/201126 e no 10935.720438/201181, retornandose os autos a este colegiado para julgamento após serem proferidas as quatro decisões definitivas, que deverão ser juntadas ao presente processo. Rosaldo Trevisan Fl. 675DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 29/03/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 27/03/2014 por ROSALDO TREVISAN
score : 1.0
Numero do processo: 10650.900801/2010-56
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1402-000.235
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
(assinado digitalmente)
LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente
(assinado digitalmente)
FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez.
Relatório
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez. Relatório
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Resolvem os membros do colegiado, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 50 .9 00 80 1/ 20 10 -5 6 Fl. 549DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10650.900801/201056 Resolução nº 1402000.235 S1C4T2 Fl. 550 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face do acórdão nº 0942.267 da 1ª Turma da DRJ/JFA que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada. Por bem refletir o litígio até aquela fase, adoto o relatório da decisão recorrida: A requerente transmitiu a Declaração de Compensação Dcomp de nº 13877.85292.310106.1.3.029240 utilizando parte do crédito de saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 2005, composto por IRRF no valor de R$7.200.000,00. Posteriormente apresentou a Dcomp 12711.53465.300606.1.3.029120, informando as demais antecipações, representadas por recolhimentos/compensações e retenções, que contribuíram para a formação do saldo negativo do ano calendário de 2005, perfazendo o montante compensado de R$19.384.740,22. A requerente, ainda utilizando o crédito acima referido, transmitiu as seguintes declarações de compensação: 13114.75121.220206.1.3.026930, 26190.00143.300306.1.3.027825, 37079.37262.280406.1.3.022707, 24830.98820.300606.1.3.027257, 06442.11163.271206.1.3.026907, 41967.08034.29010.1.7.020807, 23041.51497.290607.1.3.027183, 12462.42250.070807.1.7.020307, 38722.19923.100907.1.3.020950, 22521.22508.140907.1.3.023850, 31401.06261.280907.1.3.025333 e 40390.10582.240108.1.7.027715. A DRF/UBERABA/MG, em 01/03/2011, emitiu o Despacho Decisório Eletrônico de fl. 4, posteriormente revisto de ofício por intermédio do Despacho Decisório de fls. 248 a 258, que assim concluiu: Com base nos fatos e fundamentos acima expendidos, decido: 1) Anular a decisão veiculada pelo despacho decisório emitido em 1/3/2011, rastreamento n° 913279257; 2) Reconhecer parcialmente o direito creditório pleiteado pela VALE FERTILIZANTES S/A, CNPJ 19.443.985/0001 58, no valor originário de R$ 16.753.034,96 (dezesseis milhões, setecentos e cinquenta e três mil, trinta e quatro reais e noventa e seis centavos), relativo ao saldo negativo do IRPJ apurado no anocalendário 2005, exercício 2006; e 3) Homologar as compensações realizadas pelo contribuinte com utilização do Fl. 550DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10650.900801/201056 Resolução nº 1402000.235 S1C4T2 Fl. 551 3 referido crédito até o limite em que as contas se encontrarem. A contribuinte teve ciência do acima decidido em 26/12/2012, fl. 312, e apresentou, em 26/07/2012, a manifestação de inconformidade de fls. 314 a 323, na qual: A despeito de as receitas de aplicações financeiras serem apropriadas segundo o regime de competência, o IRRF é aproveitado segundo o regime de caixa, ou seja, seu aproveitamento só ocorre no momento da disponibilidade econômica, quer dizer, de seu resgate. Sendo a obrigação fiscal é ex lege, e não decorrente da vontade das partes, não pode o Fisco amparar suas conclusões exclusivamente no cruzamento eletrônico de informações, eivadas de erro ou não, mas na verificação das circunstâncias de fato que a configura (ou que ensejam o crédito fiscal, na hipótese dos autos), sob pena de manifesta ofensa aos artigos 150,1, da CR/88, 3o e 142 do Código Tributário Nacional. É dizer, o que importa é a materialidade do crédito, e não a sua representação formal (declarações do contribuinte). Conforme explanado, a turma julgadora a quo julgou improcedente a manifestação de inconformidade. A interessa foi cientificada da decisão em 31 de janeiro de 2013 (fl. 364), apresentando recurso voluntário de fls. 367373 em 04 de março de 2013. Em resumo, aduz que as receitas financeiras que deram origem à retenção de imposto de renda na fonte foram todas oferecidas à tributação. A diferença apontada tanto pela delegacia de origem, quanto pela decisão recorrida, como sendo valores não oferecidos à tributação teria origem na diferença de tratamento contábil entre as receitas financeiras e a retenção de imposto: enquanto as receitas são reconhecidas pelo regime de competências, a retenção do imposto se dá pelo regime de caixa. Conclui, assim, que o montante de receitas financeiras apontada pelas decisões de fato não foi oferecido à tributação no anocalendário de 2005, mas sim em períodos de apuração anteriores, haja vista trataremse de investimentos de longo prazo. Anexou às fl. 376396 planilha contendo o que seriam os lançamentos realizados nas contas em que foram registrados os valores de impostos retidos e as receitas financeiras em questão. É relatório. Fl. 551DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10650.900801/201056 Resolução nº 1402000.235 S1C4T2 Fl. 552 4 Voto Conselheiro FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e dotado dos demais pressupostos de admissibilidade, pelo que dele se conhece. A controvérsia é relativamente simples: alega a Recorrente que por ter que reconhecer receitas financeiras relativa a aplicações de longo prazo pelo regime de competência (regra geral), os valores registrados de receitas financeiras no ano de resgate das aplicações diverge do valor da receita financeira informado pelas instituições financeiras em DIRF. Aduz ainda que, se fosse analisada a contabilidade dos períodos anteriores teria a autoridade fiscal concluído que toda a receita financeira a que se refere o imposto retido na fonte foi oferecida à tributação, sendo que boa parte dela em períodos anteriores ao do resgate. A decisão recorrida, por sua vez, concluiu que nem toda receita financeira foi oferecida à tributação. Em tese, as argumentações da Recorrente soam coerentes e, em princípio, compatíveis com a situação fática apresentada. Contudo, não é possível concluir com precisão se toda a receita financeira foi, de fato, incluída no resultado de exercício sob exame (2005) e anteriores. Desse modo, proponho que os autos retornem à unidade de origem a fim de que seja analisado se a diferença entre as receitas financeiras oferecidas à tributação no ano calendário de 2005 e as constantes em DIRF foram, de fato, oferecidas à tributação em períodos pretéritos em razão de seu reconhecimento pelo regime de competência. Após elaborar relatório circunstanciado com suas conclusões, a autoridade fiscal deverá cientificar o contribuinte a fim de que, se houver interesse, manifestese sobre seu teor no prazo de 30 (trinta) dias. Ao final, retornemse os autos para julgamento. (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO – Relator Fl. 552DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 09/03/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO
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