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Numero do processo: 13819.000753/2006-46
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Aug 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
EMBARGOS. ERRO MATERIAL. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUTIR O MÉRITO.
Os embargos de declaração são meio adequado para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou para corrigir erro material. Entretanto, não cabe reexaminar o mérito da causa.
Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 2802-001.586
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acórdão os membros do Colegiado, por maioria de votos, ACOLHER os Embargos de declaração para re-ratificar o acórdão nº 2802-00.802, de 12 de maio de 2011, sem efeito modificativo, nos termos do voto do redator designado. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (relatora). Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Sidney Ferro Barros.
.(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martin Fernandez, Redator ad hoc
(Acórdão formalizado extemporaneamente, quando o Conselheiro Sidney Ferro Barros não mais integrava o CARF)
EDITADO EM: 23 de julho de 2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 EMBARGOS. ERRO MATERIAL. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUTIR O MÉRITO. Os embargos de declaração são meio adequado para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou para corrigir erro material. Entretanto, não cabe reexaminar o mérito da causa. Embargos acolhidos.
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ERRO MATERIAL. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUTIR O MÉRITO. Os embargos de declaração são meio adequado para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou para corrigir erro material. Entretanto, não cabe reexaminar o mérito da causa. Embargos acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acórdão os membros do Colegiado, por maioria de votos, ACOLHER os Embargos de declaração para reratificar o acórdão nº 280200.802, de 12 de maio de 2011, sem efeito modificativo, nos termos do voto do redator designado. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (relatora). Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Sidney Ferro Barros. .(assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora (assinado digitalmente) German Alejandro San Martin Fernandez, Redator ad hoc AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 00 07 53 /2 00 6- 46 Fl. 121DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 (Acórdão formalizado extemporaneamente, quando o Conselheiro Sidney Ferro Barros não mais integrava o CARF) EDITADO EM: 23 de julho de 2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Relatório Trata o presente de exame de admissibilidade de Embargos de Declaração interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, às fls. 86 a 89, de forma tempestiva, contra o Acórdão nº 280200.802, proferido em sessão de 12 de maio de 2011, por esta 2ª Turma Especial, fls. 102 a 103, assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2002 IRPF. GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Deve ser restabelecida a dedução com despesas medicas se o contribuinte logra trazer, na fase recursal, a comprovação das despesas médicas, com todos os requisitos exigidos pela legislação, em homenagem ao princípio do formalismo moderado A Procuradoria da Fazenda Nacional, com fulcro no artigo 65, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, Portaria MF nº 256/09, argumenta que houve omissão relacionada a comprovação dedução das despesas médicas, passíveis de dedução no Imposto de Renda Assim recorre a Fazenda Nacional: “Portanto, para fins de dedução das despesas médicas constantes dos recibos de fls. 61,63/68 e 81/93, caberia ao contribuinte apresentar eventuais provas que demonstrassem que as Sras. Claudia Araneo Bassani, Fernanda Araneo Bassani e Silvia Aparecida Araneo Bassani são suas dependentes, o que inexiste nos autos. Enfim, inexistindo a comprovação de as Sras. Claudia Araneo Bassani, Fernanda Araneo Bassani e Silvia Aparecida Araneo Bassani são dependentes do contribuinte, conforme se depreende dos autos, impõese a glosa da dedução das despesas médicas relativas aos recibos de fls. 61, 63/68 e 81/93, tendo em vista o não atendimento a todos os requisitos exigidos pela legislação. Ante o exposto, requer a União seja sanada a omissão apontada, para que reste verificada a inexistência de comprovação de que as beneficiárias dos serviços relativos aos recibos de fls. 61, 63/68 e 81/93 são dependentes do contribuinte e, por conseguinte, seja glosada a dedução dos valores constantes dos mencionados recibos.” É a síntese dos fatos. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13819.000753/200646 Acórdão n.º 2802001.586 S2TE02 Fl. 82 3 Voto Vencido Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora Dispõe os artigos 65 e parágrafos Anexo II, da Portaria MF nº 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF “Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar se a turma. § 1º Os embargos de declaração poderão ser interpostos por conselheiro da turma, pelo Procurador da Fazenda Nacional, pelos Delegados de Julgamento, pelo titular da unidade da administração tributária encarregada da execução do acórdão ou pelo recorrente, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Câmara, no prazo de 5 (cinco) dias contado da ciência do acórdão. § 2º O presidente da Câmara poderá designar conselheiro para se pronunciar sobre a admissibilidade dos embargos de declaração opostos. § 3º O despacho do presidente será definitivo se declarar improcedentes as alegações suscitadas, sendo submetido à deliberação da turma em caso contrário. § 4º Do despacho que rejeitar os embargos de declaração será dada ciência ao embargante. § 5º Os embargos de declaração opostos tempestivamente interrompem o prazo para a interposição de recurso especial. § 6º As disposições deste artigo aplicamse, no que couber, às decisões em forma de resolução Registrese que os embargos de declaração não se prestam ao reexame de fatos e provas. Da análise dos fatos suscitados, concluo que não assiste razão à Procuradoria da Fazenda Nacional. Dispõe o artigo 29 do Decreto nº 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal – PAF: Fl. 123DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias No presente caso, as provas das despesas médicas declaradas pelo contribuinte, estão nos autos e, para o colegiado, foram suficientes a formar a sua convicção. Não há como, em sede de embargos, rediscutirse as provas inseridas no processo são válidas ou não para comprovarem dedução de despesas médicas declaradas pelo contribuinte. Entendo, ainda, que a omissão referida no artigo que trata dos embargos declaratórios concerne a pontos controversos sobre os quais o órgão colegiado de julgamento não se pronunciou, o que, definitivamente, não ocorreu no presente caso. O cerne do litígio foi devidamente enfrentado. Por isto encaminho o meu voto no sentido de rejeitar os embargos interpostos. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora Fl. 124DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13819.000753/200646 Acórdão n.º 2802001.586 S2TE02 Fl. 83 5 Voto Vencedor Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Redator ad hoc Os Embargos de Declaração devem ser acolhidos quando houver necessidade de sanar omissão, obscuridade ou contradição. O Colegiado decidiu que os Embargos devem ser acolhidos para esclarecer a razão de terem sido aceitos os recibos de despesas médicas ainda que não haja prova nos autos de que as pessoas neles indicadas como pacientes são dependentes do declarante. A maioria do Colegiado entendeu que o único óbice apontado pela Delegacia de Julgamento era a falta de identificação dos beneficiários,mero vício formal, o que foi suprido com a apresentação de novos recibos mediante os quais os beneficiários foram identificados. Se não há nos autos a prova da relação de dependência, tratase de falha de instrução do processo, uma vez que deveria ter sido juntada a declaração de ajuste ao instrumento de constituição do crédito tributário, ônus do qual o Fisco não se desincumbiu e não poderia transferir para o contribuinte, notadamente porque não há qualquer apontamento nesse sentido até a decisão de primeira instância. Destarte, devese ACOLHER os Embargos de Declaração para reratificar o acórdão nº 280200.802, de 12 de maio de 2011, sem efeito modificativo. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 125DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 23/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001133/2007-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 16 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Dec 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Assunto: Imposto Sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJPeríodo de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2003Ementa:Recurso de Ofício.CORRETO O JULGAMENTO DA DRJ QUE EXCLUI DO LANÇAMENTO OS VALORES JÁ DECLARADOS EM DCTF OU INCLUÍDOS EM PARCELAMENTO.Cabível a exoneração do lançamento que contemple débitos constantes de DCTF apresentada pelo sujeito passivo ou de parcelamento deferido antes da ciência do lançamento.LUCRO ARBITRADO. REVENDA DE MERCADORIAS.A base de cálculo do IRPJ, no caso do lucro arbitrado, na atividade de revenda de mercadorias, é constituída pela aplicação do percentual de 9,6% sobre a receita bruta trimestral conhecida.Recurso de ofício negado.Recurso Voluntário.ALEGAÇÃO DE QUE O NEGÓCIO CELEBRADO ENTRE AS PARTES FORA DESFEITO. INEXISTÊNCIA DE PROVA. RECURSO IMPROVIDO.Não há nos autos prova de que o contrato de compra e venda, levado o registro no Cartório de Títulos e Documentos fora desfeito, razão pela qual se mantém a exigência do crédito tributário.MULTA QUALIFICADA. EXISTÊNCIA DE DOIS CONTRATOS SENDO UM COM VALOR REAL OMITIDO DA FISCALIZAÇÃO E OUTRO, INFORMADO À AUTORIDADE FISCAL, COM VALOR MUITO AQUÉM AO NEGÓCIO PRATICADO. SITUAÇÃO QUE CARACTERIZA A INTENÇÃO DE SONEGAR TRIBUTO. QUALIFICADORA DA MULTA QUE SE MANTÉM.O ato pelo qual o sujeito passivo celebra dois contratos referentes a um único negócio, num deles registrando o valor efetivamente praticado, omitido da fiscalização, e noutro indica importância bem aquém ao preço negociado, caracteriza situação que justifica a qualificadora da multa decorrente da intenção de sonegar tributos. Multa qualificada que se mantém.Recurso voluntário negado.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Numero da decisão: 1402-000.357
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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ementa_s : Assunto: Imposto Sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJPeríodo de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2003Ementa:Recurso de Ofício.CORRETO O JULGAMENTO DA DRJ QUE EXCLUI DO LANÇAMENTO OS VALORES JÁ DECLARADOS EM DCTF OU INCLUÍDOS EM PARCELAMENTO.Cabível a exoneração do lançamento que contemple débitos constantes de DCTF apresentada pelo sujeito passivo ou de parcelamento deferido antes da ciência do lançamento.LUCRO ARBITRADO. REVENDA DE MERCADORIAS.A base de cálculo do IRPJ, no caso do lucro arbitrado, na atividade de revenda de mercadorias, é constituída pela aplicação do percentual de 9,6% sobre a receita bruta trimestral conhecida.Recurso de ofício negado.Recurso Voluntário.ALEGAÇÃO DE QUE O NEGÓCIO CELEBRADO ENTRE AS PARTES FORA DESFEITO. INEXISTÊNCIA DE PROVA. RECURSO IMPROVIDO.Não há nos autos prova de que o contrato de compra e venda, levado o registro no Cartório de Títulos e Documentos fora desfeito, razão pela qual se mantém a exigência do crédito tributário.MULTA QUALIFICADA. EXISTÊNCIA DE DOIS CONTRATOS SENDO UM COM VALOR REAL OMITIDO DA FISCALIZAÇÃO E OUTRO, INFORMADO À AUTORIDADE FISCAL, COM VALOR MUITO AQUÉM AO NEGÓCIO PRATICADO. SITUAÇÃO QUE CARACTERIZA A INTENÇÃO DE SONEGAR TRIBUTO. QUALIFICADORA DA MULTA QUE SE MANTÉM.O ato pelo qual o sujeito passivo celebra dois contratos referentes a um único negócio, num deles registrando o valor efetivamente praticado, omitido da fiscalização, e noutro indica importância bem aquém ao preço negociado, caracteriza situação que justifica a qualificadora da multa decorrente da intenção de sonegar tributos. Multa qualificada que se mantém.Recurso voluntário negado.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-20T16:58:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2593777_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2011-01-20T16:58:43Z; Last-Modified: 2011-01-20T16:58:43Z; dcterms:modified: 2011-01-20T16:58:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2593777_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:b4aaa066-812a-4ead-aa8d-e4e3ebd39979; Last-Save-Date: 2011-01-20T16:58:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2011-01-20T16:58:43Z; meta:save-date: 2011-01-20T16:58:43Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2593777_0.doc; modified: 2011-01-20T16:58:43Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2011-01-20T16:58:43Z; created: 2011-01-20T16:58:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2011-01-20T16:58:43Z; pdf:charsPerPage: 1881; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2011-01-20T16:58:43Z | Conteúdo => S1-C4T2 Fl. 1 1 S1-C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.001133/2007-05 Recurso nº 882.148 De Ofício e Voluntário Acórdão nº 1402-00357 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de dezembro de 2010 Matéria IRPJ Recorrente TOLEDO COPACABANA HOTEL LTDA e 9ª TURMA DRJ - RIO DE JANEIRO/RJI Recorrida TOLEDO COPACABANA HOTEL LTDA e 9ª TURMA DRJ - RIO DE JANEIRO/RJI Assunto: Imposto Sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2003 Ementa: Recurso de Ofício. CORRETO O JULGAMENTO DA DRJ QUE EXCLUI DO LANÇAMENTO OS VALORES JÁ DECLARADOS EM DCTF OU INCLUÍDOS EM PARCELAMENTO. Cabível a exoneração do lançamento que contemple débitos constantes de DCTF apresentada pelo sujeito passivo ou de parcelamento deferido antes da ciência do lançamento. LUCRO ARBITRADO. REVENDA DE MERCADORIAS. A base de cálculo do IRPJ, no caso do lucro arbitrado, na atividade de revenda de mercadorias, é constituída pela aplicação do percentual de 9,6% sobre a receita bruta trimestral conhecida. Recurso de ofício negado. Recurso Voluntário. ALEGAÇÃO DE QUE O NEGÓCIO CELEBRADO ENTRE AS PARTES FORA DESFEITO. INEXISTÊNCIA DE PROVA. RECURSO IMPROVIDO. Não há nos autos prova de que o contrato de compra e venda, levado a registro no Cartório de Títulos e Documentos fora desfeito, razão pela qual mantém-se a exigência do crédito tributário. MULTA QUALIFICADA. EXISTÊNCIA DE DOIS CONTRATOS SENDO UM COM VALOR REAL OMITIDO DA FISCALIZAÇÃO E OUTRO, INFORMADO À AUTORIDADE FISCAL, COM VALOR MUITO Fl. 1419DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL 2 AQUÉM AO NEGÓCIO PRATICADO. SITUAÇÃO QUE CARACTERIZA A INTENÇÃO DE SONEGAR TRIBUTO. QUALIFICADORA DA MULTA QUE SE MANTÉM. O ato pelo qual o sujeito passivo celebra dois contratos referentes a um único negócio, num deles registrando o valor efetivamente praticado, omitido da fiscalização, e noutro indica importância bem aquém ao preço negociado, caracteriza situação que justifica a qualificadora da multa decorrente da intenção de sonegar tributos. Multa qualificada que se mantém. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima - Presidente. (assinado digitalmente) Moises Giacomelli Nunes da Silva - Relator. EDITADO EM: 20/01/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 1420DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 18471.001133/2007-05 Acórdão n.º 1402-00357 S1-C4T2 Fl. 2 3 Relatório Trata-se de recursos voluntário e de ofício em face da decisão que julgou procedente em parte o lançamento pelo qual se exige o pagamento do IRPJ e tributações reflexas de PIS, COFINS e CSLL, em virtude dos seguintes fatos: a) omissão de receitas operacionais de revenda de mercadorias e de prestação de serviços gerais; b) omissão de ganho de capital. A exigência foi apurada com base no lucro arbitrado pela inexistência da escrituração contábil, com a aplicação do percentual de 38,4% sobre a receita bruta informada nas DIPJ 2002 e 2003 (fls. 06/07 e 38/41), acrescida do ganho de capital. Em relação ao ganho de capital foi aplicada a multa de 150% com base no argumento de que a recorrente falsificou documento no intuito de dissimular o valor da transação referente à alienação de capital para permanecer à margem de suas obrigações fiscais. O Relatório Fiscal de fls. 389/410 aponta que a autuada alienou sua parte referente aos 50% do capital social da Empresa Hoteleira Tropical Tourist Ltda aos Srs. Armando Espasandim Gerpe e Manuel Espasandim Gerpe, deixando de registrar a referida transação e apontar o ganho de capital na base de cálculo do imposto devido. Para melhor compreensão da questão, salienta-se os principais pontos destacados pela Fiscalização: Da composição acionária da autuada: - em dezembro de 2002, a composição acionária da autuada apresentava-se da seguinte forma: - José Orlando de Alvarenga Gandara 1,43% - Maria Rita Gandara Bernardino Corrêa 1,43% - Carmen Regina de Alvarenga Gandara Corrêa da Costa 1,43% - ORG Participações e Empreendimentos S/A 95,71% Do cálculo do custo de aquisição das quotas: - as quotas mantidas na Tropical Tourist foram avaliadas em Cz$ 5.750,00, no mês de março de 1996, equivalentes a 50% do capital social. Posteriormente, as quotas chegaram ao valor de R$ 2,09; - na segunda cláusula da alteração contratual da Tropical Tourist (fls. 128/141), o capital social total, de Cz$ 11.500,00, passou para R$ 500.000,00, mediante incorporação de R$ 530,31 do saldo remanescente da conta de reserva de correção Fl. 1421DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL 4 monetária do capital integralizado em 31/12/1995 e pela subscrição de 499.469,69 novas quotas de capital social ao valor de R$ 1,00, cada, realizada pelos novos sócios; - a primeira cláusula da mesma alteração contratual aponta que os sócios, incluindo a autuada, venderam todas as quotas para Armando Espasandim Gerpe e Manuel Espasandim Gerpe, pelo preço de R$ 50.000,00, integralmente pago em 16/12/2002; Do valor de venda contratado - nos itens 6 e 7 da notificação extrajudicial de fls. 188/189, datada de 12/05/2003, Rosane Aparecida Duque Ramos (advogada contratada por Regina Célia de Alvarenga Gandara e Carmen Regina de Alvarenga Gandara Correa da Costa) assegura que o preço contratado foi de R$ 10.000.000,00, consolidado em dois instrumentos, a saber: alteração de contrato social de fls. 128/141 (R$ 50.000,00) e contrato de compra e venda de fls. 219/230 (R$ 9.950.000,00). Assinala também que remanesce um crédito a receber de R$ 4.033.000,00; - do contrato de compra e venda extrai-se que os sócios da Tropical Tourist declaram ter recebido de Armando e Manuel a quantia de R$ 9.950.000,00 pela venda de todas as quotas da sociedade, deduzidos R$ 5.317.000,00, relativo ao IPTU. O saldo foi pago da seguinte forma: R$ 1.600.000,00 (em moeda) e R$ 4.033.000,00 (em duas notas promissórias), respectivamente, no valor de R$ 3.033.000,00, vencida em 15/04/2003, e de R$ 1.000.000,00, vencida em 15/08/2003; - em 06/01/2003 foi firmado contrato de novação de compra e venda de fls. 233/236, que altera o preço de R$ 9.950.000,00, presente no contrato de compra e venda, para R$ 1.000.000,00. Dos vícios do contrato de novação de compra e venda - consta declaração dos contraentes de que a última alteração contratual sob o n° 1348129 ocorreu em 31/07/2003, porém, como o instrumento foi firmado seis meses antes, não poderia Regina Célia de Alvarenga Gandara assiná-lo, uma vez que só fora admitida como sócia em 12/03/2003; - Carmen Regina de Alvarenga Gandara Correa da Costa, que representa ORG Participações e Empreendimentos S/A, não estava autorizada a representá-la, uma vez que a ata da assembléia competente não fora arquivada na Junta; - só foi apresentado o original do instrumento de novação relativo à primeira e terceira página. Alega a Fiscalização que "a segunda folha é uma cópia travestida de versão original, fato que nos leva a concluir tratar-se de montagem com o objetivo de promover uma inclusão, 'a posteriori' pois, para valer o pseudo novo preço da transação e o registro de exclusão do sócio José Orlando, neste ajuste renovado, já que não consta a sua assinatura ao final, fundamentalmente”. Intimada, a contribuinte apresentou impugnação às fls. 461/494, acompanhada dos documentos de fls. 495/805, nas quais alega, em síntese: a) que a falta de apresentação dos livros caixa e fiscais se deu em virtude de desavença ocorrida entre os sócios e troca da administração do grupo, que retirou os documentos em questão; Fl. 1422DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 18471.001133/2007-05 Acórdão n.º 1402-00357 S1-C4T2 Fl. 3 5 b) que é inexigível a cobrança dos valores referente aos débitos declarados em DIPJ e DCTF e incluídos no PAES; c) que o percentual estipulado para efeito de cálculo do lucro arbitrado deve ser equivalente a 20%, ou seja, 1,6% para a revenda de mercadorias e 6,4% para a prestação de serviços; d) que o contrato de compra e venda na verdade é somente um protocolo de intenção de venda, pois não contém preço certo e ajustado, conforme demonstra a cláusula 5ª, acerca das condições futuras e incertas. A 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro/RJ I, no acórdão de fls. 1169/1202, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento. A decisão pode ser sintetizada a partir da ementa abaixo transcrita: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2003 LUCRO ARBITRADO. REVENDA DE MERCADORIAS. A base de cálculo do IRPJ, no caso do lucro arbitrado, na atividade de revenda de mercadorias, é constituída pela aplicação do percentual de 9,6% sobre a receita bruta trimestral conhecida. AUTO DE INFRAÇÃO. DÉBITOS EM DCTF OU PARCELAMENTO. Cabível a exoneração do lançamento que contemple débitos constantes de DCTF apresentada pelo sujeito passivo ou de parcelamento deferido antes da ciência do lançamento. GANHO DE CAPITAL. FORÇA PROBATÓRIA DO INSTRUMENTO DE COMPRA E VENDA. Cabível a apuração do ganho de capital com base em documento em que conste o preço devidamente ajustado entre vendedores e compradores. MULTA DE OFÍCIO. CONSTATAÇÃO DE DOLO. Comprovada a prática de operações dolosas, visando a sonegação tributária, aplica-se a multa qualificada de 150%, conforme disposto no art. 44, I e § 1 0, da Lei 9.430/1996. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Ano-calendário: 2003 LANÇAMENTOS DECORRENTES DO DE IRPJ: CSLL, PIS, COFINS. Aplica-se às exigências decorrentes do IRPJ o mesmo tratamento dispensado a este último. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” Fl. 1423DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL 6 Intimada (fl. 1209), a contribuinte apresentou recurso voluntário em 23/02/2010 (fls. 1219/1220), alegando que o acordo referente à alienação do capital social foi desfeito, não tendo a autuada recebido quaisquer dos valores descritos no auto de infração, tendo em vista que o documento em questão traduziu uma intenção que não foi concretizada. Por ter exonerado crédito tributário superior a um milhão de reais, também houve recurso de ofício ao CARF. É o relatório. Fl. 1424DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 18471.001133/2007-05 Acórdão n.º 1402-00357 S1-C4T2 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Relator Moises Giacomelli Nunes da Silva Inicio a análise da questão pelo recurso de ofício. Trata-se de Autos de Infração de IRPJ (fls. 411/423), PIS (fls. 424/433), CSLL (fls. 444/454) e COFINS (fls. 434/443), lavrados pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Fiscalização no Rio de Janeiro, em 12/09/2007, com ciência ao Interessado, via postal, em 24/09/2007 (fl. 459), tendo sido apurados os créditos tributários (valores em reais) abaixo discriminados: IRPJ PIS CSLL COFINS TOTAL Principal 1.073.576,69 27.807,27 60.730,51 128.341,72 1.290.456,19 Juros de mora 703.120,64 19.271,02 39.247,79 88.943,95 850.583,40 Multa 1.529.012,44 34.706,90 75.008,65 160.186,50 1.798.914,49 Total 3.305.709,77 81.785,19 174.986,95 377.472,17 3.939.954,08 A decisão recorrida deu parcial provimento para: a) “exonerar in totum o crédito tributário constituído relativo ao PIS e à COFINS; e b) manter o crédito tributário constituído do IRPJ, no valor de R$ 726.544,81, acrescido da multa de 75%, no valor de R$ 25.655,72, e de 150%, no valor de R$ 1.038.505,77, e da CSLL, no montante de R$ 41.513,90, acrescido da multa de 75%, no valor de R$ 1.674,62 e de 150%, no valor de R$ 58.921,62, bem como dos encargos moratórios até a data do efetivo pagamento. A decisão recorrida exonerou os valores nela mencionados com base nos fundamentos que passo a transcrever: “A situação que ensejou o procedimento de arbitramento do lucro levado a efeito pela Fiscalização não é contestada pelo Interessado. Dele apenas se insurge quanto ao percentual utilizado e sua aplicação, também, sobre a receita relativa aos ganhos de capital, ao mesmo tempo em que foi integralmente somada ao valor resultante da aplicação do percentual sobre a receita bruta da atividade, auferida no período de apuração. No que se refere ao percentual aplicado sobre a receita de revenda de mercadorias, assiste razão ao Interessado. De acordo com os art. 518 e 532, do RIR199, o lucro arbitrado afeto a essa receita é determinado pela aplicação do percentual de 9,6% e não de 38,4%, como consta no Auto de Infração (ver Demonstrativo de Apuração de fls. 416/421). Da mesma forma, a adição referente ao ganho de capital, mediante rateio, conforme item "1.2.1.2.2.2. Das Parcelas Fl. 1425DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL 8 Adicionáveis ao Lucro Arbitrado", à receita conhecida sobre a qual se aplica o percentual estabelecido em lei para se apurar o lucro arbitrado deve ser excluída, uma vez que esse ganho de capital também foi integralmente somado (sem aplicação de qualquer percentual) ao valor calculado pela utilização dos percentuais sobre a receita bruta conhecida. O art. 41, da IN SRF n° 93/97 prevê que o lucro arbitrado, quando conhecida a receita bruta, será o montante determinado pela soma de várias parcelas, dentre elas, (I) o valor resultante da aplicação dos percentuais sobre a receita bruta de cada atividade, auferida em cada período de apuração trimestral e (II) os ganhos de capital, demais receitas e resultados positivos decorrentes de receitas não abrangidas pelo inciso anterior, auferidos no mesmo período. Não se admite, portanto, que um mesmo valor seja incluído, concomitantemente, nas parcelas (I) e (II) a que se refere o parágrafo anterior, valendo observar, quanto ao ganho de capital, que este deve ser 100% adicionado à parcela calculada conforme o art. 41, I, da IN SRF n° 93/97. Assim, no que se refere ao IRPJ, os seguintes "valores apurados" devem ser retirados para efeito de cálculo da parcela do lucro arbitrado resultante da aplicação dos percentuais previstos nos art. 518 e 532 do RIR/99 sobre a receita conhecida. Trimestre Revenda de Mercadorias (R$) Prestação de Serviços Gerais (R$) 4° de 2002 32.998,24 791.957,84 2° de 2003 59.140,35 1.457.278,91 3° de 2003 22.498,80 477.474,00 Quanto à exoneração dos débitos confessados, conforme destacados às fls. 843 e 1183; 1175; e 1178/1182 e 1186 a 1188, “vários dos créditos lançados já se encontram devidamente confessados em DCTF e em parcelamento, bem como extintos mediante pagamento. Em relação a todos os tributos, no ano de 2002 e em janeiro de 2003, para o PIS e Cofins, os débitos em exigência encontram-se incluídos no Parcelamento Especial instituído pela Lei n° 10.684/2003, ainda ativo (fls. 843 e 1183). O mesmo se aplica para o IRPJ e para a CSLL, em relação à parcela do crédito tributário lançado. A Derat/RJO/Dicat elaborou planilha em que informa todos os débitos que se encontram parcelados. Quanto aos demais períodos de apuração, constatei que parte dos créditos tributários lançados já se encontram declarados em DCTF e pagos (fls. 1172/1175 e relações de pagamento de fls. 1179/1182).” A decisão recorrida, no ponto que excluiu da exigência os valores que já se encontravam declarados em DCTF, bem como os já pagos e, no que diz respeito ao lucro arbitrado, pela venda de mercadorias, aplicando o percentual de 9,6% e não de 38,4%, como Fl. 1426DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 18471.001133/2007-05 Acórdão n.º 1402-00357 S1-C4T2 Fl. 5 9 consta no auto de infração mantém-se pelos seus próprios fundamentos, os quais adoto como razões de decidir para confirmá-la, neste ponto, negando provimento ao recurso de ofício. Igualmente, ainda em relação ao recurso de ofício, em relação ao ganho de capital não se pode considerar duplamente, pois a norma contida na IN 93, de 1997, ao usar as expressões “demais receitas”, está a se referir àquelas não contempladas no inciso I do artigo 41. Com tais fundamentos, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício, confirmando-o por seus próprios fundamentos, e passo a examinar o recurso voluntário que se restringe ao ganho de capital. Do recurso voluntário: Alega a recorrente que o acordo referente à alienação do capital social foi desfeito e que não recebeu qualquer dos valores descritos no auto de infração, tendo em vista que o instrumento particular de compra e venda acostado aos autos traduziu apenas uma intenção de compra e venda que não foi concretizada. Da alteração contratual de fls. 205/217, sem data, mas levada a registro no Cartório de Títulos e Documentos em 15/05/2003 (fl. 203), transcrevo a redação da cláusula primeira: “PRIMEIRA: Aos Srs. Armando Espasadim Gerpe e Espasandim Gerpe, ORG Participações e Emprendimentos S/A, Toledo Copacabana Hotel Ltda, Carmen Regina de Alvaregá Gandara Correa da Costa e José Orlando de Alvarentá Gandara vendem a totalidade de suas 11.500 (onze Mil e quinhentas) quotas, pelo preço certo e ajustado de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), integralmente pagos neste ato, pelo dão os vendedores aos compradores plena, rasa e irrevogável quitação, retirando-se da sociedade plenamente satisfeitos de todos seus haveres e direitos da mesma, para nada mais reclamar da referida cessão.” Do exposto na cláusula acima transcrita, aparentemente, o negócio teria sido ajustado pelo valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). No entanto, às fls. 219/230 dos autos encontra-se documento intitulado “instrumento particular de compra e venda” firmado por Org Participações e Empreendimentos S/A; Toledo Copacabana Hotel Ltda., Carmen Regina de Alvarenga Gandara Correa da Costa; Carmen Regina de Alvarenga Gandara Correa da Costa, na condição de vendedores da Empresa Hoteleira Tropical Tourist Ltda, que declararam que receberam dos compradores a importância de R$ 9.950.000,00, valor este por quando vendem a totalidade das quotas da referida empresa. O referido contrato não se encontra datado, aparecendo, todavia, carimbo de registro no Cartório de Títulos e Documentos datado de 15 de maio de 2003 (fl. 219), que coincide com a data do registro do contrato de fls. 205/217 que menciona que o negócio teria se efetivado pelo valor de R$ 50.000,00. Quanto à discussão sustentada pela recorrente de que o contrato de fls. 219/229 se constituía de pré-contrato e que não se efetivou em face do não pagamento, tendo inclusive quebrado seu sigilo bancário para demonstrar que não recebeu o valor, sendo insubsistente a exigência do tributo em face do ganho de capital acrescentado à receita Fl. 1427DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL 10 insubsistindo, por conseqüência, a multa qualificada, tenho que não assiste razão à autuada. Primeiro, tendo ela firmado contrato por valor bem superior, informou à autoridade fiscal apenas R$ 50.000,00 e, concomitantemente, fez contrato em separado para viabilizar o recebimento da diferença correspondente a R$ 9.950.000,00. Segundo, se o contrato fora desfeito haveria devolução ou alguma previsão quanto ao valor de R$ 1.600.000,00 pagos quando da celebração do contrato particular levado a registro no Cartório de Títulos e Documentos. O fato da recorrente colocar à disposição seu sigilo fiscal para demonstrar que não recebeu o valor não se constitui em prova capaz de demonstrar que o negócio acabou não se efetivando. Se desde o início não era intenção da recorrente levar os valores a conhecimento da fiscalização não se pode imaginar que cometeria a ingenuidade de depositá- los em conta bancária para que deles a autoridade fiscal tomasse conhecimento. ISSO POSTO, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício e ao recurso voluntário. É o voto. (assinado digitalmente) Moises Giacomelli Nunes da Silva - Relator Fl. 1428DF CARF MF Impresso em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/01/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 21/01/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 20/01/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL
score : 1.0
Numero do processo: 15540.000482/2010-48
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2005
EMPRESAS PÚBLICAS. REGIME TRIBUTÁRIO.
As empresas públicas, ainda quando tenham por objeto a prestação de serviços públicos, sujeitam-se ao regime tributário das empresas privadas.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
IRPJ. EMPRESAS PÚBLICAS. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CALCULO. REPASSES. ORÇAMENTÁRIOS.
Os recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasses orçamentários, destinados à execução dos serviços que constituem seu objeto social, constituem, do ponto de vista da legislação do imposto de renda, subvenções correntes para custeio ou operação. Posto que classificadas como receitas operacionais, deverão ,compor a base de cálculo do lucro arbitrado.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL
CSLL. LUCRO ARBITRADO. DECORRÊNCIA.
As regras de apuração do lucro arbitrado que servem de base para a determinação do IRPJ aplicam-se também à CSLL.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
COFINS. EMPRESAS PÚBLICAS. REPASSES ORÇAMENTÁRIOS.
A partir de 01/02/1999, ficam isentas da Cofins as receitas relativas aos recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
ASSUNTO: CONTRIBUICAO PARA O PIS/PASEP
PIS/PASEP. EMPRESAS PÚBLICAS. REPASSES ORÇAMENTÁRIOS.
A partir de 01/02/1999, ficam isentas da contribuição para o PIS/Pasep as receitas relativas aos recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PAGAMENTOS ESPONTÂNEOS.
Na apuração dos tributos devidos, em procedimento de oficio, a autoridade fiscal deverá considerar os pagamentos que foram efetuados espontaneamente pelo sujeito passivo.
Numero da decisão: 1401-000.945
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso de ofício e ao voluntário, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Jorge Celso Freire da Silva - Presidente
Assinado digitalmente
Maurício Pereira Faro Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Jorge Celso Freire da Silva, Roberto Armond Ferreira da Silva, Antônio Bezerra Neto, Mauricio Pereira Faro e Fernando Luiz Gomes de Mattos.
Nome do relator: MAURICIO PEREIRA FARO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2005 EMPRESAS PÚBLICAS. REGIME TRIBUTÁRIO. As empresas públicas, ainda quando tenham por objeto a prestação de serviços públicos, sujeitam-se ao regime tributário das empresas privadas. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ IRPJ. EMPRESAS PÚBLICAS. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CALCULO. REPASSES. ORÇAMENTÁRIOS. Os recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasses orçamentários, destinados à execução dos serviços que constituem seu objeto social, constituem, do ponto de vista da legislação do imposto de renda, subvenções correntes para custeio ou operação. Posto que classificadas como receitas operacionais, deverão ,compor a base de cálculo do lucro arbitrado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL CSLL. LUCRO ARBITRADO. DECORRÊNCIA. As regras de apuração do lucro arbitrado que servem de base para a determinação do IRPJ aplicam-se também à CSLL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS COFINS. EMPRESAS PÚBLICAS. REPASSES ORÇAMENTÁRIOS. A partir de 01/02/1999, ficam isentas da Cofins as receitas relativas aos recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. ASSUNTO: CONTRIBUICAO PARA O PIS/PASEP PIS/PASEP. EMPRESAS PÚBLICAS. REPASSES ORÇAMENTÁRIOS. A partir de 01/02/1999, ficam isentas da contribuição para o PIS/Pasep as receitas relativas aos recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PAGAMENTOS ESPONTÂNEOS. Na apuração dos tributos devidos, em procedimento de oficio, a autoridade fiscal deverá considerar os pagamentos que foram efetuados espontaneamente pelo sujeito passivo.
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REGIME TRIBUTÁRIO. As empresas públicas, ainda quando tenham por objeto a prestação de serviços públicos, sujeitamse ao regime tributário das empresas privadas. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ IRPJ. EMPRESAS PÚBLICAS. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CALCULO. REPASSES. ORÇAMENTÁRIOS. Os recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasses orçamentários, destinados à execução dos serviços que constituem seu objeto social, constituem, do ponto de vista da legislação do imposto de renda, subvenções correntes para custeio ou operação. Posto que classificadas como receitas operacionais, deverão ,compor a base de cálculo do lucro arbitrado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL CSLL. LUCRO ARBITRADO. DECORRÊNCIA. As regras de apuração do lucro arbitrado que servem de base para a determinação do IRPJ aplicamse também à CSLL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS COFINS. EMPRESAS PÚBLICAS. REPASSES ORÇAMENTÁRIOS. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 54 0. 00 04 82 /2 01 0- 48 Fl. 379DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 3 2 A partir de 01/02/1999, ficam isentas da Cofins as receitas relativas aos recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. ASSUNTO: CONTRIBUICAO PARA O PIS/PASEP PIS/PASEP. EMPRESAS PÚBLICAS. REPASSES ORÇAMENTÁRIOS. A partir de 01/02/1999, ficam isentas da contribuição para o PIS/Pasep as receitas relativas aos recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PAGAMENTOS ESPONTÂNEOS. Na apuração dos tributos devidos, em procedimento de oficio, a autoridade fiscal deverá considerar os pagamentos que foram efetuados espontaneamente pelo sujeito passivo. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso de ofício e ao voluntário, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Jorge Celso Freire da Silva Presidente Assinado digitalmente Maurício Pereira Faro – Relator Participaram do julgamento os conselheiros Jorge Celso Freire da Silva, Roberto Armond Ferreira da Silva, Antônio Bezerra Neto, Mauricio Pereira Faro e Fernando Luiz Gomes de Mattos. Relatório Tratase auto de infração que foi julgado procedente, por bem resumir a questão adoto o relatório do órgão julgador a quo: Em decorrência de ação fiscal levada a efeito pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Niterói — RJ foram lavrados Fl. 380DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 4 3 contra a Interessada os autos de infração de fls. 04/36, para exigência do crédito tributário abaixo discriminado: Imposto de Renda Pessoa Jurídica — IRPJ ...................................... R$ 4.187.496,08 Multa de oficio de 75% (art. 44, inciso I, da Lei d 9.430/1996) ....... R$ 3.140.622,05 Juros de mora (calculados até 31/08/2010) ....................................... R$ 2.231.930,88 TOTAL...........................................................R$ 9.560.049,01 Contribuição para o PIS/PASEP .........................................................R$ 284.340,73 Multa de oficio de 75% (art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430/1996) .......R$ 213.255,53 Juros de mora (calculados até 31/08/2010) ..........................................R$ 155.492,58 TOTAL............................................................ R$ 653.088,84 Contribuição p/ Financiamento da Seguridade Social COFINS R$ 1.312.341,88 Multa de oficio de 75% (art. 44, inciso I, da Lei d 9.430/1996) .......R$ 984.256,39 Juros de mora (calculados até 31/08/2010) ........................................R$717.658,26 TOTAL ..........................................................R$ 3.014.256,53 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL ......................R$ 1.259.848,22 Multa de oficio de 75% (art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430/1996) .....R$ 944.886,16 Juros de mora (calculados até 31/08/20 10) ......................................R$ 671.500,61 TOTAL .................................................................R$ 2.876.234,99 As infrações que deram causa à referida exigência encontramse descritas no Termo de Verificação Fiscal de fls. 08/10, abaixo reproduzido: "No exercício das .funções de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no curso daação fiscal no contribuinte acima identificado e de acordo com o disposto nos art. 904, 905, 910, 911 e 927 do Decreto n° 3.000 de 26 de março de 1999 (RIR199), VERIFICAMOS, que: Fl. 381DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 5 4 A ação fiscal iniciouse com a lavratura do Termo de Inicio de Procedimento fiscal, em 21 de agosto de 2009, no qual solicitavase a apresentação dos livros contábeis/fiscais, assim como de diversos documentos que instruiriam o procedimento fiscal, em especial: Contrato/Estatuto Social e suas alterações; Extratos Bancários; Notas Fiscais de Prestação de Serviços a Terceiros; Comprovantes de Entrega das Declarações DIRPJ, DCTF e DIRF ano calendário 2005; Informações quanto a base de cálculo do IRPJ e CSLL etc. Quando do comparecimento do AFRFB, em 19.08.2009, no endereço do contribuinte, constante do RPF referenciado, para a ciência do Termo de Início do Procedimento Fiscal, foi registrada a recusa à assinatura do recebimento desse Termo, por parte do assessor jurídico (Sr. Alberto Pereira), razão pela qual passamos a enviar os Termos por via postal, através de AR. Embora intimados e reintimados, respectivamente, em 21.08.2009 e 07.10.2009, somente recepcionamos resposta em 11.11.2009, com apenas parte dos itens atendidos. E, em 20.07.2010, foi exigido, através de nova reintimação, enviada via postal com AR, o restante da documentação não entregue anteriormente, cuja resposta recepcionamos em 26.07.2010. Todavia, não foram apresentados os documentos de Receitas e Despesas, tendo sido apenas apresentada explicação por demais descabida sobre a não apresentação desses documentos, qual seja: "...7)NF de prestação de serviços a terceiros; R. Quanto ao item, a Empresa Pública EMUSA não vende serviços, presta serviço de Ordem Pública... ". Observese: As empresas públicas e as sociedades de economia mista, bem como suas subsidiárias, são contribuintes nas mesmas condições das demais pessoas jurídicas (Constituição Federal, art. 173, § 1 °, inciso 11). Foi verificado também que o contribuinte não apresentou DCTF e que embora se trate de empresa pública, não há dados na base do SIAFI, relativos aos anos calendário de 2005 a 2007. Foi observado ainda que, em 30.10.2009, quando já se encontrava sob ação fiscal, a empresa entregou Declaração de IMUNE, a qual foi cancelada em 19.11.2009 em virtude da entrega da Declaração de Lucro Presumido, que também fora cancelada por ter a empresa, em 27.11.2009, entregue a Declaração de Lucro Arbitrado, esta com valores irrisórios de (aturamento de R$ 10,00 (dez reais), por trimestre e ainda utilizando o menor fator de apuração e, que todas são relativas ao exercício de 2006 — ano calendário de 2005. Em face do acima exposto foi apurada Omissão de Receita caracterizada pelo não oferecimento à tributação dos valores efetivamente recebidos em conseqüência da atividade desenvolvida: Assim, com a finalidade de proporcionar melhor clareza no que tange à base de cálculo utilizada para apuração do crédito tributário a ser cobrado, elaboramos os Quadros abaixo relacionados, que passam afazer parte do presente Termo, como anexos: Fl. 382DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 6 5 QUADRO I CRÉDITOS BANCÁRIOS EMUSA DE JULHO A DEZEMBRO DE 2005 (BANCO REAL) — Sintetiza todos os lançamentos de valores a crédito mensalmente, totalizando R$ 72.785.014, 70. Deve ser observado, nessa planilha, que os valores destacados e em negrito referemse às rubricas que, pelas descrições, não pudemos identificar como receitas próprias da atividade, num montante de R$ 31.537.482,25; , QUADRO II RECEITAS CONFORME BALANCETES APRESENTADOS, DE JULHO A DEZEMBRO DE 2005 — Reúne os valores referente às receitas, constantes de balancetes apresentados pelo contribuinte, cujos comprovantes embora exigidos não foram entregues e que, após exclusão do código 2.0.3.16 — DOAÇOES, totalizam R$ 43.744.730,25; e QUADRO III DEMONSTRATIVO DA CONSISTÊNCIA DOS VALORES DE RECEITAS (BASE DE CÁLCULO) — Demonstra que o montante liquido (R$ 41.247.532,47) considerado como receita, apurado a partir dos lançamentos a crédito da conta bancária (Banco Real), conforme QUADRO I, guarda consistência com o valor (R$ 43.744.730,25) da receitas constantes dos balancetes apresentados pela fiscalizada, razão pela qual, consideramos este último como a base de cálculo para efeito do Arbitramento do Lucro. Assim, pela caracterização da Omissão de Receitas conforme Quadros 1, 11 e Ill em anexo, estamos procedendo ao Arbitramento do Lucro da Fiscalizada, em virtude das irregularidades, anteriormente apontadas, com apresentação de várias Declarações de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, do exercício de 2006 — ano calendário de 2005 e por falta de apresentação dos documentos comprobatórios de receitas e despesas, do período fiscalizado, com base nos valores das receitas constantes dos balancetes mensais, apresentados pelo contribuinte, por guardar consistência com os lançamentos a crédito em conta con•ente bancária, do mesmo período do ano calendário de 2005. Do exposto, estamos lavrando Auto de Infração para cobrança de oficio dos tributos devidos, referente ao período de 01.07.2005 a 31.12.2005, com base no Lucro Arbitrado, com a conseqüente geração do Imposto de Renda devido, multa de oficio pertinente e juros de mora aplicáveis, juntamente com a apuração reflexa da Contribuição Social, da COFINS, bem como do PIS. E, para constar e surtir os efeitos legais, lavramos o presente Termo, em 03 (três) vias de igual forma e teor, assinado pelo AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil e pelo representante legal da Fiscalizada. " (destaques do original) As receitas que serviram de base para a apuração dos tributos devidos foram as seguintes — cfr. Quadros Demonstrativos II e III, fls. 12/13: Fl. 383DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 7 6 Inconformada com a autuação, de que tomou ciência em 13/09/2010, a Interessada apresentou, em 13/10/2010, a impugnação de fls. 201/214, instruída com os documentos de fls. 215/310, alegando, em síntese: QUE é uma empresa pública pertencente ao Município de Niterói – RJ, criada pela Lei Municipal n° 670, de 27/11/1987, cujo objeto consiste em empreender obras públicas de saneamento básico, habitação e desenvolvimento urbano integrado, bem assim regularizar áreas carentes; QUE a despeito de haver se constituído como empresa pública, não explora diretamente nenhuma atividade econômica, nem aufere qualquer lucro com a execução de seus serviços; sendo assim, não está sujeita ao regime tributário próprio das demais pessoas jurídicas de direito privado; QUE pelo fato de prestar serviços eminentemente públicos, sem distribuir quaisquer lucros ou resultados a particulares, goza de imunidade em relação ao imposto de renda, por força do disposto no art. 150, inciso VI, alínea "a", da Constituição Federal; QUE seus recursos provêm, quase que integralmente, de dotações orçamentárias, sem qualquer cunho de exploração de atividade econômica; a pretensão do Fisco de tributar estas verbas repassadas pelo Município de Niterói – RJ viola a garantia da imunidade recíproca e ofende, em última análise, o próprio pacto federativo; QUE a par dessas dotações orçamentárias, que constituem a quase totalidade de seus recursos, obtém, ainda, algumas receitas próprias, decorrentes de vendas de editais, outorgas de concessões e aplicações financeiras de seus saldos de caixa; sobre tais receitas, todavia, já recolhe CSLL, PIS/PASEP e COFINS. Em face de tais argumentos, entendeu 15ª Turma da DRJ/RJ1, por unanimidade, por homologar em parte a Compensação apresentada pelo Contribuinte, nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 EMPRESAS PÚBLICAS. REGIME TRIBUTÁRIO. As empresas públicas, ainda quando tenham por objeto a prestação de serviços públicos, sujeitamse ao regime tributário das empresas privadas. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 30/09/2005, 31/12/2005 Fl. 384DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 8 7 IRPJ. EMPRESAS PÚBLICAS. LUCRO ARBITRADO. BASE DE CALCULO. REPASSES. ORÇAMENTÁRIOS. Os recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasses orçamentários, destinados à execução dos serviços que constituem seu objeto social, constituem, do ponto de vista da legislação do imposto de renda, subvenções correntes para custeio ou operação. Posto que classificadas como receitas operacionais, deverão ,compor a base de cálculo do lucro arbitrado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Data do fato gerador: 30/09/2005, 31/12/2005 CSLL. LUCRO ARBITRADO. DECORRÊNCIA. As regras de apuração do lucro arbitrado que servem de base para a determinação do IRPJ aplicamse também à CSLL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Data do fato gerador: 31/07/2005, 31/08/2005, 30/09/2005, 31/10/2005, 30/11/2005, 31/12/2005 COFINS. EMPRESAS PÚBLICAS. REPASSES ORÇAMENTÁRIOS. A partir de 01/02/1999, ficam isentas da Cofins as receitas relativas aos recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. ASSUNTO: CONTRIBUICAO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/07/2005, 31/08/2005, 30/09/2005, 31/10/2005, 30/11/2005, 31/12/2005 PIS/PASEP. EMPRESAS PÚBLICAS. REPASSES ORÇAMENTÁRIOS. A partir de 01/02/1999, ficam isentas da contribuição para o PIS/Pasep as receitas relativas aos recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2010 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PAGAMENTOS ESPONTÂNEOS. Na apuração dos tributos devidos, em procedimento de oficio, a autoridade fiscal deverá considerar os pagamentos que foram efetuados espontaneamente pelo sujeito passivo. Fl. 385DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 9 8 Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Em face do referido acórdão de Primeira Instância o Presidente Substituto da 15ª Turma da DRJ/RJ1 interpôs Recurso de Ofício, e a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento EMUSA interpôs Recurso Voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Maurício Pereira Faro Tratase de recurso de ofício e recurso voluntário interpostos contra acórdão que manteve a autuaçao referente ao IRPJ, manteve parcialmente com relação a CSLL, ao PIS e a COFINS. Do regime tributário das empresas públicas A Recorrente, empresa pública municipal, não concorda que esteja sujeita ao regime tributário das pessoas jurídicas de direito privado. Alega, no caso em apreço, que sua atividade está voltada, exclusivamente, para a execução de obras e serviços públicos, sem qualquer cunho empresarial. Sustenta, por conta disso, gozar de imunidade em relação ao imposto de renda, nos termos do art. 150, inciso VI, alínea "a", da Constituição Federal. As empresas públicas, da mesma forma que as sociedades de economia mista, são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado. A elas se aplica, por expressa disposição constitucional, o regime tributário próprio das empresas privadas. O fato de prestarem serviços públicos não lhes confere personalidade jurídica de direito público. Da mesma forma: — o fato de serem pessoas jurídicas de direito privado não significa que só devam explorar atividades econômicas tipicamente empresariais; podem, também, prestar serviços públicos. Muito embora seu objeto esteja relacionado com a execução de políticas públicas (saneamento básico, habitação, desenvolvimento urbano integrado e a regularização de áreas carentes), é indiscutível que seus serviços são prestados em regime de concorrência com a iniciativa privada. De observar que a Recorrida efetua todas as etapas de um empreendimento imobiliário — execução de obras de saneamento e urbanização, construção de moradias, alienação das unidades habitacionais e dos lotes urbanizados, concessão de financiamentos etc. —, auferindo as receitas próprias de tal atividade econômica. Claro está, portanto, que a impugnante exerce sua atividade segundo as regras do livre mercado, concorrendo, portencialmente, com empreiteiras, construtoras e incorporadoras imobiliárias. O que basta para afastar o reconhecimento de qualquer privilégio fiscal em seu favor que não seja extensivo às demais empresas do setor privado. Conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal, a base de cálculo para a determinação do imposto de renda e das contribuições dele decorrentes foi o somatório das Fl. 386DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 10 9 receitas próprias, classificadas no grupo contábil 2.0.3 (excluídas as doações), e dos repasses financeiros, contabilizados no grupo 2.0.4. O foco da controvérsia, no caso em questão, é a tributação dos referidos repasses, contra a qual a impugnante se insurge por entender que se trata de recursos aplicados integralmente na execução de obras e serviços públicos, sem qualquer propósito de lucro. Do ponto de vista da legislação do imposto de renda, os valores repassados à Recorrida pelo Município de Niterói — RJ enquadramse, induvidosamente, no conceito de subvenções. As subvenções, conforme sejam para custeio (ou operação) ou para investimento, poderão ser tributadas ou não. Ora, no caso em exame, a própria Recorrente afirma que os recursos repassados pelo Município de Niterói — RJ destinamse à execução dos serviços públicos que constituem a sua finalidade institucional. Fica claro, portanto, que estas verbas se caracterizam como subvenções para custeio ou operação. Em que pese tais recursos não se enquadrem na definição de receita bruta estampada no art. 279 do RIR/99 ("o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços. prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia"), é certo que constituem receitas operacionais e, nessa condição, devem ser somadas à base de cálculo do lucro arbitrado, eonfórme determina o art. 536, caput, do RIR/99 ("serão acrescidos à base de cálculo os ganhos ide capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras, as demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas não abrangidas pelo art. 531, auferidos no período de apuração ..."). Diante do exposto, entendo que a base tributável do IRPJ, que é a mesma da CSLL, está correta. Já no tocante à apuração do PIS/PASEP e da COFINS, penso que a Fiscalização cometeu um equívoco, ao incluir na base de cálculo as verbas repassadas à Recorrente pelo Município de Niterói — RJ. Com efeito: = a partir de 01/02/1999, por força da Medida Provisória no 2.15835, de 24/08/2001, ficaram isentos das referidas contribuições os recursos recebidos pelas empresas públicas, a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Mìínicípios. Em face de tal isenção, cumpre retificar a base tributável do PIS/PASEP e da COFINS, expurgando da mesma os repasses efetuados pelo Poder Público Municipal. A Recorrida alega, ainda, em sua peça de defesa, que já vinha recolhendo CSLL, COFINS e PIS/PASEP sobre as receitas próprias. Verificando o sistema da Receita Federal o i. Relator do acordão recorrido identificou os pagamentos efetuados pela Recorrente. Todavia, conforme bem indicado no acordao recorrido, ao invés de recolher, separadamente, a CSLL, a COFINS e o PIS/PASEP devidos, a Recorrente concentrou os valores em um único Darf, efetuando o recolhimento com o código de receita 5952. Fl. 387DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 15540.000482/201048 Acórdão n.º 1401000.945 S1C4T1 Fl. 11 10 Ora, a empresa claramente equivocouse. O código 5952 nada tem a ver com a tributação de receitas próprias. Antes pelo contrário: — referese à CSLL, à COFINS e ao PIS/PASEP retidos na fonte sobre pagamentos efetuados a outras pessoas jurídicas de direito privado, por conta da prestação de determinados tipos de serviços. Sejaromo for, ainda que de forma enviesada, o fato é que os valores de CSLL, COFINS e PIS/PASEP acabaram ingressando nos cofres públicos. Aplicando sobre cada pagamento os percentuais • defnidos no art. 31, caput, da Lei n° 10.833, de 29/12/2003, é possível identificar a parcela correspondente a cada contribuição. Não vislumbrando hipótese em que tais valores possam ser aproveitados por outro beneficiário, que não a própria Recorrente, penso que seja justo abater os referidos recolhimentos do crédito tributário lançado. Ante o exposto, nego provimento a ambos os recursos e mantenho integralmente o acórdao recorrido. Assinado digitalmente Maurício Pereira Faro Relator Fl. 388DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 16/07/201 3 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/07/2013 por MAURICIO PEREIRA FARO
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Numero do processo: 10580.901314/2006-03
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 14/08/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA.
Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.315
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatório e votoque integram o presente julgado.
Nome do relator: Jorge Victor Rodrigues
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 14/08/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido.
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JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votoque integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 06/03/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Alan Fialho Gandra, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/03/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de Declaração de Compensação transmitida em 14/08/2003 (fls. 01/05) onde busca o contribuinte compensar débito relativo à COFINS nela declarado, no valor de R$ 2.335.832,43, com crédito oriundo de pagamento a maior da própria COFINS, no valor de R$ 4.164.238,73, relativo ao período de apuração 31/12/2001. A DRF/Salvador emitiu Despacho Decisório eletrônico (fls. 06) não homologando a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento fora integralmente utilizado na quitação de débito da contribuinte, não restando assim crédito disponível para a compensação. Cientificada do Despacho Decisório em 08/02/2008, conforme AR em fls. 07, o contribuinte apresenta em 04/03/2008 Manifestação de Inconformidade (fls. 09/12), na qual aduz que: a) O crédito referente ao pagamento indevido de R$ 4.164.238,73 foi inserido no processo de compensação n° 10580.003536/200316, que já foi analisado pela Receita Federal, sendo que esse crédito foi totalmente deferido na ocasião; b) Em 14/08/03 foi enviado o PER/DCOMP n° 25743.66049.140803.1.3.04 0335 solicitando a compensação de um débito de COFINS de R$ 2.335.832,43 com o crédito informado no processo de compensação n° 10580.003536/200316, no montante de R$ 4.164.238,73; c) Portanto, a recorrente entende que o PER/DCOMP objeto deste despacho decisório deveria ser incluído no processo de compensação n° 10580.003536/200316, e a cobrança do saldo residual, se houver, ser efetuada somente depois de proferida a decisão final do referido processo, que atualmente aguarda julgamento no Conselho de Contribuintes. Sobreveio decisão da DRJ/Salvador que considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconheceu o direito creditório da Manifestante, nem homologou a compensação efetuada, em aresto que restou ementado conforme o seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 14/08/2003 PER/DCOMP. DIREITO CREDITÓRIO INEXISTENTE. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Constatado que o direito creditório informado em PER/DCOMP já foi integralmente utilizado em outro processo de compensação, há que se considerar o crédito como inexistente, não se homologando, conseqüentemente, a nova compensação pretendida. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 97DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/03/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10580.901314/200603 Acórdão n.º 380302.315 S3TE03 Fl. 94 3 Notificada em 08/03/2010, apresentou Recurso Voluntário em 31/03/2010 (fls. 92) no qual, em apertada síntese, repisa os argumentos utilizados em sede de Manifestação, aduzindo que o Acórdão recorrido fundamentase em uma premissa falsa, pois não houve a integral compensação, havendo crédito em favor da Recorrente. Da mesma forma, também é equivocada a afirmação de duplicidade de créditos entre o PER/DCOMP n° 25743.66049.140803.1.3.040335 e o Processo de Compensação n° 10580.003536/200316. Sendo assim, não há que se falar em qualquer duplicidade de créditos ou mesmo qualquer relação a impedir a compensação. Requereu, ao final: a) seja julgado totalmente procedente o presente recurso, de modo a ensejar a reforma do Acórdão n° 1521.642 e incluir a PER/DCOMP n° 25743.66049.140803.1.3.04 0335 no processo administrativo n° 10580003.536/200316. b) tendo em vista que o PER/DCOMP n° 25743.66049.140803.1.3.040335 e o Processo de Compensação n° 10580.003536/200316 estava em trânsito, o que impediu a obtenção de cópia, a Recorrente de logo requer que lhe seja oportunizada posterior apresentação de provas documentais e razões, sob pena de violação ao princípio da ampla defesa (art. 5º, LV, da Constituição da República). É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Considerando (i) que a competência das turmas especiais fica restrita ao julgamento de recursos em processos de valor inferior ao limite fixado para interposição de recurso de oficio pela autoridade julgadora de primeira instância, nos termos do § 2º do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF; (ii) que esse valor está fixado atualmente em R$ 1.000.000,00, e (iii) que o valor original do ressarcimento da Cofins nãocumulativa deste processo é de R$ 4.164.238,73, voto pelo não conhecimento do recurso voluntário, declinando se a competência para seu julgamento às turmas ordinárias desta 3ª Seção. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 98DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/03/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/03/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10976.000537/2008-61
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO. IMPEDIMENTO PARA EXECUÇÃO DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - MPF
Na forma do parágrafo único do artigo 15 da Portaria RFB n° 11.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.560
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, conhecer do recurso para determinar a nulidade em razção do ato estar maculado por vício formal "AB INITIO".
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Ivacir Júlio de Souza Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO. IMPEDIMENTO PARA EXECUÇÃO DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - MPF Na forma do parágrafo único do artigo 15 da Portaria RFB n° 11. Recurso Voluntário Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, conhecer do recurso para determinar a nulidade em razção do ato estar maculado por vício formal "AB INITIO". Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1592; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10976.000537/200861 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.560 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARIA Recorrente ENARPE ADMINISTRACAO E SERVICOS LTDA. E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO. IMPEDIMENTO PARA EXECUÇÃO DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF Na forma do parágrafo único do artigo 15 da Portaria RFB n° 11. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, conhecer do recurso para determinar a nulidade em razção do ato estar maculado por vício formal "AB INITIO". Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza – Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 97 6. 00 05 37 /2 00 8- 61 Fl. 477DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Relatório A instância “ ad quod ”produziu o Relatório abaixo que li, compulsei com os autos e tendo parcialmente corroborado o transcrevi na íntegra com grifos de minha autoria: “De acordo com o disposto no Relatório Fiscal e Anexos, fls. 95/103, tratase de crédito lançado contra o contribuinte identificado acima, referente aos valores descontados da remuneração dos segurados empregados e contribuinte individual a serviço da empresa acima identificada, no valor de R$ 38.385,79 (Trinta e oito mil trezentos e oitenta e cinco reais e setenta e nove centavos), consolidado em 06/01/2009, relativo ao período de 01/2004 a 11/2004 e 13/2004. Os fatos geradores das contribuições lançadas na autuação ocorreram com pagamentos efetuados pela auditada a seus segurados empregados e contribuintes individuais, a seguir identificados: • Ajuda de Custo levantamentos FPA (Est. 1) e FPE (Est. 2) • 130 Salário na Rescisão levantamentos FPB (Est. 1) e FPF (Est. 2) • Abono Assiduidade levantamentos FPC (Est. 1) e FPG (Est. 2) • Abono Assiduidade na Rescisão levantamento FPD (Est. 1) • Gratificação levantamentos FPH e FPJ (Est. 2) • Diferença Salarial FPI (Est. 2) • Base de Cálculo 13 0 Salário levantamento FPT (Est. 1 e 2) • Base de Cálculo Empregados não Declarada em GFIP levantamento FPL (Est. 1 e 2) • Remuneração em DIRF maior que em GFIP levantamento FPS • Bolsas Curso Superior levantamentos FPQ (Est. 1) e FPR (Est. 2) • Pagamento a Contribuinte Individual levantamento FPK (Est. 1). A ação fiscal foi realizada em conformidade com o Mandado de Procedimento Fiscal n.° 0611000.2008.00046. Na ação fiscal, da qual resultou o lançamento fiscal em análise, o Auditor Fiscal estabeleceu, com base no inciso IX do artigo 30 da Lei n°. 8.212, de 24/07/1991, artigo 222 do Decreto n°. 3.048, de 06/05/1999 e artigo 124, inciso II do Código Tributário Nacional CTN, a responsabilidade solidária entre determinadas empresas, pelos valores apurados no conjunto dos Fl. 478DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10976.000537/200861 Acórdão n.º 2403001.560 S2C4T3 Fl. 3 3 lançamentos fiscais realizados (dentre os quais o que ora se encontra em análise), já que considerou presentes os motivos e os requisitos legais suficientes para caracterizar a existência de um "grupo econômico de fato". São as seguintes as empresas que, na auditoriafiscal, foram consideradas como integrantes do "grupo econômico", além da empresa autuada, Enarpe Administração e Serviços Ltda. CNPJ 86.551.744/000110: 1. Enarpe Serviços e Soluções Ambientais Ltda. CNPJ 04.613.091/000191; 2. Infrater Engenharia Ltda. CNPJ 02.498.870/000168; 3. PFC Gestão Patrimonial Ltda. CNPJ 04.782.817/000110. Por não inclusão de remunerações pagas a segurados em folhas de pagamento de salários e por não declaração de remunerações de segurados em GFIP, a fiscalização emitiu Representação Fiscal para Fins Penais a ser encaminhada ao Ministério Público em conformidade com o disposto no artigo 66 do DecretoLei n° 3.688, de 3 de outubro de 1941 e no inciso VI artigo 116 da Lei n°8.112, de 11 de dezembro de 1990. A empresa autuada, cientificada deste Auto de Infração em 19/01/2009, apresentou impugnação, alegando, em síntese: Após breve relato da autuação, o impugnante alega que a increpação fiscal encontrase eivada de vícios e equívocos, apoiandose sobre critérios subjetivos, valorizados a partir de presunções pessoais do agente, razão pela qual deve ser declarada nula de pleno direito. Preliminarmente, aduz a existência de nulidades formais intransponíveis viciando a presente autuação, a saber, falta de apresentação de termo de prorrogação do MPF originário e a utilização de MPFs distintos para o mesmo Auditor Fiscal, ficando prejudicada a análise do mérito e demais nulidades formais. No mérito, argumenta que as diversas rubricas mencionadas no Auto de Infração devem ser enfrentadas pontualmente, para se demonstrar, ora o cerceamento de defesa em face da subjetividade da conclusão fiscal, ora a sua improcedência. Ajuda de Custo O impugnante defende que o conceito aplicado pelo Agente Fiscal não está de acordo com as normas que regem as relações de trabalho, especificamente, está em desacordo com o artigo 457, § 2° da CLT, acrescentando que deveria ter sido demonstrado cabalmente que os valores recebidos a titulo de ajuda de custo foram em valor superior a 50% (cinqüenta por cento) dos salários, levandose em consideração que se houver comprovação das despesas através da apresentação de Notas Fiscais, o valor recebido não tem natureza salarial. Fl. 479DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 No entanto, o lançamento seguiu a trilha da generalização e todas as ajudas de custo pagas pela empresa foram consideradas como verba salarial. Aduz que os valores pagos ao funcionário Marcos A. Honório, no valor de R$ 2.300,00 em 01/2004, referemse a despesas de viagem do funcionário para prestação de serviços em outro município. Gratificações Argumenta que há na autuação uma completa distorção do que seja a habitualidade preconizada na lei para que se proceda a integração ao salário. Há que se perquirir se determinado empregado recebe continuamente verba de gratificação e não se a empresa distribui todos os meses gratificações a seus empregados, pois não é a esta habitualidade que lei se refere para caracterizar a integração aos salários. Cita o exemplo do funcionário Silvio Amaro, constante da "Planilha FPH", que recebeu a gratificação no mês de janeiro de 2004, porém não a recebeu em nenhum outro mês. Questiona: onde está a habitualidade em relação a este funcionário? Aduz que também não convence o critério adotado pela fiscalização na planilha "FPJ" para caracterização da habitualidade como base de cálculo da contribuição previdenciária. Observa que o funcionário Alan Fabrício da Silva recebeu gratificações apenas nos meses abril, maio e junho de 2004. Sustenta que não se pode caracterizar habitualidade o pagamento de gratificação a um funcionário que por anos trabalha em uma empresa e apenas em três meses a recebe, onde se demonstra claramente a subjetividade da exigência fiscal. Cita ainda o funcionário Harlen Henrique da Silva (Planilha FPJ), para o qual registrase o pagamento de gratificação apenas no Inês de julho de 2004, questionando sobre a habitualidade em relação ao mesmo. Requer a nulidade do trabalho fiscal, não só pelo vicio formal do MPF mas também pela generalização adotada, devendose ser feito outro levantamento cingindose a situações especificas e individualmente demonstradas e comprovadas. Abono Educação A partir da redação da alínea "t" do inciso I, artigo 28, da Lei n° 8.212/91, afirma que a lei não exclui o curso superior do beneficio acima, pois "capacitação" e "qualificação" profissional muitas vezes são obtidas unicamente por meio deste, como no caso de engenharia mecânica e civil. Alega que, mais uma vez, a generalização não deu espaço à análise metódica e detalhada dos fatos e da legislação que os contorna, resultando em punição ao empresário que aplica parte de seus ganhos no desenvolvimento e capacitação de seus funcionários. Pagamento a Contribuinte Individual Fl. 480DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10976.000537/200861 Acórdão n.º 2403001.560 S2C4T3 Fl. 4 5 Afirma que não existe nenhum RPA (recibo de pagamento a autônomo) relacionado à Silvia Brandão Pedrosa. Existem sim os cheques (255212/213), de onde certamente o agente autuante presumiu a existência de um correspondente RPA, emitidos nominalmente à referida pessoa, que nada mais é que sócia da empresa, e que ali retirava distribuição de lucros, conforme cópia de recibo em anexo. Pagamentos realizados a Advogados Entende que houve mais um grave equivoco, na medida em que advogados caracterizamse como contribuintes individuais conforme é da dicção da Lei n° 8.212/91 (artigo 12, inciso V, alínea "h"), e o agente autuante os considerou como avulsos. Transcreve o artigo 22, inciso I da Lei n° 8.212/91 aduzindo que o contribuinte individual não está inserido no rol das contribuições da empresa. Aduz, ainda, que diferentemente do trabalhador o contribuinte individual submetese a regra própria regra própria de recolhimento da contribuição previdenciária (artigos 20 e 21 da Lei n° 8.212/91). Em seguida, assevera que os advogados em questão trabalharam em forma de "sociedade civil" e nesta condição foram remunerados. Esclarece que o advogado Cristiano Augusto Teixeira recebeu honorários através da sociedade Moisés e Freire Advocacia Sociedade Civil, inscrita no CNPJ 05.249.760/000150 (documento anexo). No tocante aos meses de outubro e 13° salário constatase erro do lançamento, pois não há discrepância com os recolhimentos efetuados pela impugnante, conforme planilha em anexo. Pagamentos realizados ao Contabilista da Empresa Conforme comprovam os recibos em anexo, o escritório de contabilidade que presta serviços à impugnante é pessoa jurídica e não física, embora o nome de ambos (pessoa física e jurídica) seja o mesmo, como é de histórica praxe. A simples observação de que o escritório detém registro junto ao Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ 16.895.948/000192) teria evitado a indevida exigência por parte do agente fiscal. Da Responsabilidade Solidária Grupo Econômico Discorda do agente autuante quando, a partir da constatação de que os sócios da impugnante tem participação também em outras sociedades, concluiu que todas as empresas são responsáveis pelos presumíveis débitos. Aduz que o direito brasileiro não adota personalidade jurídica para grupos econômicos não cabendo à fiscalização inovar na lei pois não porta competência para tanto. Diz que a despersonificação de uma pessoa jurídica somente se dá em casos excepcionais, quando a mesma não é utilizada para Fl. 481DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 os fins para os quais foi constituída mas para obter vantagens indevidas, que não é o caso da impugnante. Ressalta que a solidariedade passiva entre diversas empresas somente pode ser reconhecida se fundada em dispositivo expresso em lei, ante o principio da legalidade cerrada prescrito na Constituição Federal (artigo 5 0, II). Cita o artigo 124, incisos I e II do CTN, alegando que se as empresas declaradas solidariamente obrigadas não se inserem nestas duas hipóteses, não há que se falar em sujeição passiva das mesmas e que, em momento algum, a lei estabelece que empresas com sócios em comum respondem entre si por débitos tributários. Entende que a legislação citada pelo fiscal autuante para justificar seu entendimento não condiz com a situação pois a lei n° 6.404/76 se aplica exclusivamente a sociedades por ações e não As sociedades de responsabilidade limitada, como é o tipo jurídico de todas as sociedades listadas neste AI, que são regradas pelo Código Civil Brasileiro. Afirma que o fiscal fez uma leitura às avessas da lei e sendo certo que todas as empresas nominadas pelo fiscal são constituídas pelo tipo jurídico de sociedades limitadas não cabe a aplicação da lei n° 6.404/76, sobre a qual se firma para declarar a existência de grupo econômico. Sustenta que o agente fiscal inaugura a responsabilidade solidária em razão de laços familiares, ou seja, as empresas que tem como sócias pessoas ligadas por laços consangüíneos ou afinidade devem responder todas pelos débitos de qualquer uma das empresas de que qualquer deles seja sócio, neologismo jurídico que não se conhece nem mesmo no Direito Comparado. Finalmente, requer a improcedência da imputação fiscal, quer em razão de vícios formais, quer em razão de não se acharem presentes os pressupostos que autorizem o lançamento tributário. Solicita que seja reconhecida a inexistência da figura de grupo econômico de fato. Junta documentos. As demais empresas componentes do grupo econômico não apresentaram impugnação, embora cientificadas da exigência tributária de que trata o presente AI, conforme Termos de Sujeição Passiva de fls.03/14. O processo foi baixado para diligência, tendo o fiscal autuante apresentado esclarecimentos e documentos, às fls. 149/178. De acordo com o despacho de fls. 183, a empresa autuada, embora cientificada do despacho de diligência fiscal da DRJ/BHE e do Termo de Informação Fiscal, não se manifestou a respeito.” Fl. 482DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10976.000537/200861 Acórdão n.º 2403001.560 S2C4T3 Fl. 5 7 DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.184 a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Belo Horizonte – MG DRJ/BHE, em 23 de dezembro de 2010, exarou o Acórdão n°0228.742, mantendo procedente o lançamento . DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.215 onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ” . É o Relatório. Fl. 483DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 8 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro nos autos, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE NULIDADE. A empresa apresentou impugnação conforme fls.121/141 com alegações que motivou a Presidente da 6ª turma da DRJ/BH determinar diligência na forma do despacho de fls. 146. Na oportunidade a impugnante preliminarmente se argüiu : “ com base no disposto na Portaria RFB n° 11.371/2007, duas nulidades formais instransponíveis, a viciar a presente autuação – falta de apresentação à impugnante de termo de prorrogação do MPF originário e a utilização de MPF's distintos para o mesmo Auditor Fiscal, razão pela qual fica prejudicada a análise do mérito e das demais nulidades formais.” Cumprida a diligência solicitada conforme fls.149, sem fazer referência da data de emissão e prazo fatal para cumprimento do primeiro MPF, no item 5 a Autoridade Fiscal assim se manifestou: “ 5) A ciência ao sujeito passivo da continuidade da ação fiscal em 1 de fevereiro de 2008, da qual o mesmo tomou conhecimento formal, por meio do TERMO DE CONTINUIDADE DE AÇÃO FISCAL anexado (fls. 63), respaldada na autorização contida no Mandado de Procedimento Fiscal Fiscalização n° 0611002.2008.00046.” Na forma do despacho de fls.180, foi enviado a empresa o documento denominado COMUNICAÇÃO n° 081/2010ARF/BET/MG.; “ COMUNICAÇÃO n° 081/2010ARF/BET/MG. Prezados Senhores, Estamos enviando cópias dos Despachos de Diligência Fiscal da 6a Turma da DRJ/BHE e dos Termos de Informação Fiscal DRF/CON/SAFISMG, referentes aos processos n° 10976.000499/200847,10976.000498/200801, 10976.000537/200861 e 10976.000536/200817. Para maiores esclarecimentos, nos encontramos à disposição nesta Agência da Receita Federal do Brasil, localizada à Rua Inconfidência, 360 Centro Betim, no horário de 13:00 as 16:00, e, para sua maior comodidade, sugerimos agendar horário pela interne.Atenciosamente,” Fl. 484DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10976.000537/200861 Acórdão n.º 2403001.560 S2C4T3 Fl. 6 9 Cumpre destacar que, ainda que este tenha sido o objeto do envio das aludidas cópias, não se observa no texto clara e efetivamente oportunizada a eventualmente pretendida reabertura de prazo para manifestação. A instância “ ad quod” em seu relatório, parte final, faz remissão às fls.183 entendendo que na forma do teor daquele despacho a empresa não teve interesse de se manifestar: “ De acordo com o despacho de fls. 183, a empresa autuada, embora cientificada do despacho de diligência fiscal da DRJ/BHE e do Termo de Informação Fiscal, não se manifestou a respeito.” Cumpre ressaltar que no referido despacho de fls.183, não consta o aludido registro, senão vejamos: “Processo: 10976.000537/200861 Interessado: ENARPE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA. CPF/CNPJ: 86.551.744/000110 Assunto: Envio do Despacho de Diligencia Fiscal e Termo de Informação fiscal Recurso a DRJ/BHE. 1. Feita inclusão de eventos de processo no S1COB. Processo excluído e cadastrado novamente no S1EF, devido a erro nos juros e data de consolidação. 2.Juntado à folha 182 termo de desapensação, conforme solicitado no despacho a folha 145. 3. Enviada comunicação, folha 180, a empresa em referencia para ciência do despacho de diligencia fiscal da DRJ/BHE e do Termo de Informação Fiscal que não devera ter conhecimento do comparativo a ser realizado pela fiscalização, folha 147, com abertura de prazo para o contribuinte se manifestar. 4. Após decorrido prazo de manifestação encaminhar a DRJ/BI IE para julgamento. Conforme orientação à folhas 148.” Ainda sobre o Relatório de primeira instância, também na parte final, afirma se que : “ As demais empresas componentes do grupo econômico não apresentaram impugnação, embora cientificadas da exigência tributária de que trata o presente AI, conforme Termos de Sujeição Passiva de fls.03/14.” É compulsório destacar que não se verificam nos autos registros de que as demais empresa tenham sido notificada tanto da autuação quanto da diligência ocorrida. Em sede recursal, a Recorrente reitera que : “ A fiscalização teve inicio com a expedição do "Termo de Inicio de Ação Fiscal" TIAF, expedido em 06/09/2007, onde vem expresso o número do Mandado de Procedimento Fiscal Fl. 485DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 10 09420239, sendo o termo firmado pelo Agente "José Carlos de Oliveira". Acompanhando o TIAF acima, foi apresentado à Impugnante o "MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL FISCALIZAÇÃO 09420239F00", emitido em 04 de setembro de 2.007, o qual autoriza o auditor fiscal "José Carlos de Oliveira" a proceder à fiscalização de contribuições sociais relativas ao período de janeiro/2004 a dezembro/2004.” Exortando as instruções estabelecidas pelos artigos 11 a 13 da Portaria RFB n°11.371/2007 em que, também , se louvou o Auditor Fiscal , observa a Recorrente que “ Tratandose na espécie de mandado de "fiscalização" (MPFF) o prazo de validade daquele apresentado à Impugnante haveria, pois de se expirar, o mais tardiamente, em 04 de janeiro de 2.008.” Aduz que é correto o entendimento. Retornando pois ao Termo de Informação Fiscal DRF/CON/SAFISMG, da diligência cumprida conforme fls. 61, destacase que conforme afirma a Autoridade Fiscal a ciência da prorrogação da ação fiscal foi realizada em 01/02/2008 : “ 5) A ciência ao sujeito passivo da continuidade da ação fiscal em 1 de fevereiro de 2008, da qual o mesmo tomou conhecimento formal, por meio do TERMO DE CONTINUIDADE DE AÇÃO FISCAL anexado (fls. 63), respaldada na autorização contida no Mandado de Procedimento Fiscal Fiscalização n° 0611002.2008.00046.” O MPF original recebeu o n° 09420239F00 e teve continuidade com a emissão de novo mandado de n° 0611002.2008.00046. No item 2 do Termo de Informação Fiscal diligencia da DRJ/BHE de fls. 61 o Auditor Fiscal exorta corretamente o inciso II artigo 20 da Portaria RFB n°11.371/2007: 2') A vigência do inciso II artigo 20 da Portaria n° 11.371, de 12 dezembro de 2007: "Os procedimentos fiscais iniciados antes da vigência desta Portaria que não forem concluídos até 31 de dezembro de 2007, com ciência do sujeito passivo, terão o seguinte tratamento: em relação à matéria previdenciária, deverão ser encerrados e os procedimentos fiscais correspondentes terão continuidade com a emissão de novos MPF, nos termos desta Portaria." Do exposto emerge que não foi observado que o prazo do mandado se expirara sem ter sido providenciado a tempestiva prorrogação, ressaltese que mais tarde fora providenciada. Também não se procedeu ao necessário encerramento determinado na forma do inciso II , artigo 20 da então recém emitida Portaria n° 11.371, de 12 dezembro de 2007. DA FALTA DE ENCERRAMENTO DA AÇÃO FISCAL VINCULADA AO PRIMEIRO MPF. Não obstante a falha acima registrada não ensejar nulidade pela prorrogação intempestiva, não há previsão para contemporizar a falta de encerramento determinada pelo inciso II do artigo 20 do mesmo diploma em comento. Descumprida tal ordem superior e mais o comando do parágrafo único do artigo 15 da multicitada Portaria, ensejou motivação para que a Recorrente alegasse a nulidade do ato uma vez que praticado pelo mesmo Auditor Fiscal indicado em ambos mandados: Fl. 486DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10976.000537/200861 Acórdão n.º 2403001.560 S2C4T3 Fl. 7 11 “ Art. 14. O MPF se extingue: I pela conclusão do procedimento fiscal, registrado em termo próprio, com a ciência do sujeito passivo; II pelo decurso dos prazos a que se referem os arts. 11 e 12. Parágrafo único. A ciência do sujeito passivo de que trata o inciso I do caput deverá ocorrer no prazo de validade do MPF. Art. 15. A hipótese de que trata o inciso II do art. 14 não implica nulidade dos atos praticados, podendo a autoridade responsável pela emissão do Mandado extinto determinar a emissão de novo MPF para a conclusão do procedimento fiscal. Parágrafo único. Na emissão do novo MPF de que trata este artigo, não poderá ser indicado o mesmo AFRFB responsável pela execução do Mandado extinto. ” Reiterando a preliminar interposta em sede de impugnação, a Recorrente argüiu a competência da Autoridade Fiscal para continuar a fiscalização tendo sido emitido novo MPF. No “ decisium” “ ad quod”, no que se refere à competência da autoridade fiscal para lavrar o auto, o I. Julgador assim se manifestou: “As questões ligadas ao descumprimento do escopo do MPF, inclusive do prazo e das prorrogações, devem ser resolvidas no âmbito administrativo e não têm o condão de tornar nulo o lançamento por falta de competência da autoridade fiscal. A incompetência só poderia ser caracterizada se o ato não estivesse incluído nas atribuições legais do agente que o praticou. ” Referindome a este entendimento que norteou a decisão “ ad quod” , é justo neste ponto que o parágrafo único do artigo 15 supra exclui a Autoridade Fiscal da competência para praticar o ato: Parágrafo único do Art. 15.Portaria n° 11.371, de 12 dezembro de 2007 : “ Parágrafo único. Na emissão do novo MPF de que trata este artigo, não poderá ser indicado o mesmo AFRFB responsável pela execução do Mandado extinto.” Assim, de tudo que foi exposto, os vícios emergem explícitos fazendo lícito inferir a nulidade do lançamento em razão de o agente não dispor , nas circunstâncias, de legitimidade para executálo. Aduz que o fato de à Recorrente e demais empresas vinculadas nos autos, não ter sido claramente oportunizado se manifestarem sobre o Termo de Informação Fiscal resultado da diligência ocorrida, bem como também não ter sido formalmente notificada a autuação às solidárias, implicou vício formal. Fl. 487DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 12 Segundo dispõe o inciso I ,artigo 59 do Decreto 70.235/72 : “Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente;” No mesmo códex se observa a outorga para que a nulidade seja declarada: “Art. 61. A nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar o ato ou julgar a sua legitimidade.” Desse modo dou providência às alegações da Recorrente ao tempo em que por economia processual deixo de enfrentar o mérito e demais alegações interpostas. CONCLUSÃO Conheço do recurso para EM PRELIMINAR determinar a NULIDADE em razão do ato estar maculado por VÍCIO FORMAL “ AB INITIO” . É como voto. Ivacir Júlio de Souza – Relator. Fl. 488DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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Numero do processo: 10830.003904/2007-52
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2000 a 31/12/2000
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou
inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se
de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das
contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código
Tributário Nacional - CTN.
Assim, comprovado nos autos o pagamento
parcial, aplica-se
o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se
o disposto no
artigo 173, I. No caso de autuação pelo descumprimento de obrigação
acessória, a constituição do crédito é de ofício e a regra aplicável é a contida
no artigo 173, I.
SOBRESTAMENTO DA MATÉRIA.
Por força do artigo 62-A,
§§1° e 2° do Regimento Interno do CARF,
aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, a matéria objeto de
recurso extraordinário ao STF e por ele sobrestada também deverá observar a
mesma tramitação no CARF até que julgada definitivamente.
O sobrestamento não prejudica a regular tramitação do processo em relação
às demais questões e matérias nele em discussão, mesmo porque após a
decisão definitiva do STF não restará aos conselheiros do CARF outra
decisão que não seja a reprodução do julgamento pela nossa Corte Maior.
Assim, o Processo Administrativo Fiscal se tornará definitivo em relação à
matéria sobrestada.
FOLHAS DE PAGAMENTO. INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA
EMPRESA. PRESUNÇÃO DE VERACIDADE.
As informações prestadas pela própria empresa em seus documentos gozam
da presunção de veracidade. Eventuais equívocos devem ser comprovados
pelo autor documento, no caso a empresa.
A declaração em GFIP e escrituração nas folhas de pagamento das
remunerações como bases de cálculo da contribuição evidenciam a correção
do lançamento que teve por base esses próprios documentos.
JUROS DE MORA. SELIC. APLICAÇÃO
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União
decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da
Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial
de Liquidação e Custódia - SELIC.
INCONSTITUCIONALIDADE.
É vedado ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais afastar dispositivo
de lei vigente sob fundamento de inconstitucionalidade.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2402-002.623
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial para reconhecer a decadência de parte do período lançado pelo artigo 173, I do CTN.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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IMOB. LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2000 a 31/12/2000 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. No caso de autuação pelo descumprimento de obrigação acessória, a constituição do crédito é de ofício e a regra aplicável é a contida no artigo 173, I. SOBRESTAMENTO DA MATÉRIA. Por força do artigo 62A, §§1° e 2° do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, a matéria objeto de recurso extraordinário ao STF e por ele sobrestada também deverá observar a mesma tramitação no CARF até que julgada definitivamente. O sobrestamento não prejudica a regular tramitação do processo em relação às demais questões e matérias nele em discussão, mesmo porque após a decisão definitiva do STF não restará aos conselheiros do CARF outra decisão que não seja a reprodução do julgamento pela nossa Corte Maior. Assim, o Processo Administrativo Fiscal se tornará definitivo em relação à matéria sobrestada. FOLHAS DE PAGAMENTO. INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA EMPRESA. PRESUNÇÃO DE VERACIDADE. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 As informações prestadas pela própria empresa em seus documentos gozam da presunção de veracidade. Eventuais equívocos devem ser comprovados pelo autor documento, no caso a empresa. A declaração em GFIP e escrituração nas folhas de pagamento das remunerações como bases de cálculo da contribuição evidenciam a correção do lançamento que teve por base esses próprios documentos. JUROS DE MORA. SELIC. APLICAÇÃO É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE. É vedado ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais afastar dispositivo de lei vigente sob fundamento de inconstitucionalidade. Recurso Voluntário Provido em Parte Fl. 186DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.003904/200752 Acórdão n.º 2402002.623 S2C4T2 Fl. 186 3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para reconhecer a decadência de parte do período lançado pelo artigo 173, I do CTN. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Jhonatas Ribeiro da Silva e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou procedente o lançamento fiscal com ciência em 07/11/2006 sobre valores informados em folhas de pagamento e GFIP. Seguem transcrições da ementa e trechos do relatório que compõem o acórdão recorrido: PREVIDENCIARIO. CUSTEIO. CONTRIBUIÇÕES DECLARADAS EM GFIP. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS E MULTA MORATÓRIA. TERCEIROS. FNDE, INCRA E SEBRAE. SEGURO DE ACIDENTES DO TRABALHO — SAT. EXIGÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. As informações prestadas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social constituemse em termo de confissão de divida em caso de inadimplemento, serVindo o lançamento para formalizar a exigência. Os acréscimos legais aplicados ao crédito previdenciário decorrem de norma cogente (artigos 34 e 35 da Lei n.° 8.212/91) e possuem caráter irrelevável. É competência da Secretaria da Receita Previdenciária a arrecadação e fiscalização das contribuições devidas aos terceiros (entidades e fundos), nos estritos termos legais. A Lei n.° 8.212/91; fixou com precisão a hipótese de incidência (fato gerador), a base de cálculo, a aliquota e os contribuintes do Seguro de Acidentes do Trabalho SAT, satisfazendo ao principio da reserva legal. Em respeito ao princípio da legalidade, é vedado à autoridade administrativa recusarse ao cumprimento de lei sob a alegação de inconstitucionalidade. LANÇAMENTO PROCEDENTE. ... 2. Como exposto no Relatório Fiscal que acompanhou a referenciada NFLD, fls. 46/50, o lançamento teve por fatos geradores as remunerações pagas a segurados empregados e contribuintes individuais do estabelecimento CNPJ 94.783.396/000134, no período de 08/2000 a 12/2000, conforme planilha constante de seu item 5. Contra a decisão, o recorrente interpôs recurso voluntário, onde reitera as alegações trazidas na impugnação: 4.1. que os créditos tributários relativos ao período de 08/2000 a 12/2000 encontramse fulminados pela decadência qüinqüenal, nos termos dos artigos 150, § 40 e 156, inciso V do Código Tributário Nacional — CTN; 4.2. que, nos termos do artigo 138 do CTN, tanto a multa moratória quanto a punitiva devem ser excluídas quando há denúncia espontânea, tratandose o dispositivo de espécie de Fl. 188DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.003904/200752 Acórdão n.º 2402002.623 S2C4T2 Fl. 187 5 incentivo para que o devedor procure o órgão público e pague seus débitos; 4.3. que, caso fosse motivo de incidência de multa, esta não poderia ser exigida conforme as condições e datas que determina o INSS, sob pena de caracterizarse confisco; 4.4. após fazer extensa exposição do conceito, funcionamento e normatização da taxa SELIC, que sua aplicação sobre os débitos relativos a tributos federais é ilegal e inconstitucional, tendo em vista sua natureza remune'ratória, sua instituição por lei ordinária e não complementar, além de ofender o disposto no artigo 161, § 1° do CTN; 4.5. que a incidência de juro moratório e multa moratória sobre o mesmo fato gerador dá ensejo ã ocorrência do bis in idem, inadmissível no Direito Tributário; 4.6. que a capitalização dos juros mensais, não se lhe importando a natureza (compensatório ou moratório) está proibida desde o advento da chamada Lei de Usura (Decreto 22.626/33); 4.7. que é ilegal a cobrança da contribuição destinada ao INCRA, seja por sua substituição por uma contribuição patronal que a englobaria, seja por onerar em demasia os contribuintes vinculados à Previdência Urbana, que em nada aproveitariam os benefícios trazidos pelo pagamento desta contribuição; 4.8. que a contribuição do SalárioEducação já era inconstitucional no regime constitucional anterior nem foi recepcionada pela Constituição de 1.988, devido ao disposto no art. 25 do ADCT; demais disso, a Lei n.° 9.424/96 não é clara quanto à materialidade do fato gerador, e ao sujeito passivo da obrigação, matérias regulamentadas por Medidas Provisórias; 4.9. que é ilegal e inconstitucional a contribuição para o SAT, eis que a Lei n.° 8.212/91 não definiu o que se deve entender por grau de risco leve, médio, e grave, sendo que a estipulação da alíquota por Regulamento editado pelo Poder Executivo afronta o principio da estrita legalidade em matéria tributária; 4.10. que a cobrança da contribuição para o SEBRAE configura bis in idem, pela incidência de mais de um tributo sobre a mesma realidade fática e sobre a mesma espécie tributária; que a estrutura de contribuição para o SEBRAE, bem como sua base de cálculo, não está prevista na Constituição Federal, de modo que sua instituição deveria darse por lei complementar. É o Relatório. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Sobrestamento de matérias O lançamento constituiu crédito de contribuições previdenciárias e também de contribuições destinadas a “terceiros”, dentre os quais ao INCRA. Acontece que essa matéria encontrase em discussão no STF, tendo sido declarada a repercussão geral da matéria. Por força do artigo 62A, §§1° e 2° do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, a matéria objeto de recurso extraordinário ao STF e por ele sobrestada também deverá observar a mesma tramitação no CARF até que julgada definitivamente; do que resultará sua aplicação neste Conselho, conforme determina o caput do mesmo artigo: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Advertese que o sobrestamento não prejudica a regular tramitação do processo em relação às demais questões e matérias nele em discussão, mesmo porque após a decisão definitiva do STF não restará aos conselheiros do CARF outra decisão que não seja a reprodução do julgamento pela nossa Corte Maior. Assim, o Processo Administrativo Fiscal se tornará definitivo em relação à matéria sobrestada. Ressaltase também que o Processo Administrativo Fiscal é regido, dentre outros, pelos princípios da Oficialidade e da Razoabilidade, sendo vedada à autoridade administrativa sobrestar o andamento do processo quando outra medida menos gravosa atende igualmente a finalidade da norma. É certo que, independentemente do entendimento deste conselheiro sobre o momento em que se dá o sobrestamento da matéria, a Portaria CARF n° 001, de 03/01/2012 condicionou o sobrestamento à declaração expressa nesse sentido pelo STF; o que não ocorreu no presente caso: Art. 1º. Determinar a observação dos procedimentos dispostos nesta portaria, para realização do sobrestamento do julgamento de recursos em tramitação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em processos referentes a matérias de sua competência em que o Supremo Tribunal Federal STF Fl. 190DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.003904/200752 Acórdão n.º 2402002.623 S2C4T2 Fl. 188 7 tenha determinado o sobrestamento de Recursos Extraordinários RE, até que tenha transitado em julgado a respectiva decisão, nos termos do art. 543B da Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil. Parágrafo único. O procedimento de sobrestamento de que trata o caput somente será aplicado a casos em que tiver comprovadamente sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal STF o sobrestamento de processos relativos à matéria recorrida, independentemente da existência de repercussão geral reconhecida para o caso. Em razão do exposto, voto pela regular tramitação do processo e submetoo à julgamento. Decadência Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Assim sendo, independente de meu entendimento pessoal sobre a matéria, manifestado em meus votos anteriores, inclinome à tese jurídica na Súmula Vinculante n° 08. Afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido da imprescindibilidade de pagamento parcial do tributo para que seja aplicada a regra decadencial do artigo 150, §4° do CTN; caso contrário, aplicase o artigo 173, I do CTN que transfere o termo a quo de contagem para o exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Também atribuiu status de repetitivos a todos os processos que se encontram tramitando sobre a matéria. E, por força do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, a decisão deve ser reproduzida nas turmas deste Conselho. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.003904/200752 Acórdão n.º 2402002.623 S2C4T2 Fl. 189 9 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Considerando o presente caso, deve ser aplicada a regra do artigo 173, I do CTN. Constatase através do documento apresentado pela fiscalização sob o título de discriminativo analítico do débito que não houve pagamento parcial. Assim, deve ser acolhida a preliminar de decadência para exclusão dos valores relativos ao período de 08/2000 a 11/2000 e o décimo terceiro salário do mesmo ano. Como a obrigação de pagamento da contribuição relativa ao mês de dezembro tem vencimento no ano seguinte, o termo quo é em 01/01/2002, logo ainda não decaiu. Quanto ao procedimento da fiscalização e formalização do lançamento também não se observou qualquer vício. Foram cumpridos todos os requisitos dos artigos 10 e 11 do Decreto n° 70.235, de 06/03/72, verbis: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do notificado; II o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III a disposição legal infringida, se for o caso; IV a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. O recorrente foi devidamente intimado de todos os atos processuais que trazem fatos novos, assegurandolhe a oportunidade de exercício da ampla defesa e do contraditório, nos termos do artigo 23 do mesmo Decreto. Art. 23. Farseá a intimação: Fl. 193DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 10.12.1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 10.12.1997) III por edital, quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos I e II. (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) A decisão recorrida também atendeu às prescrições que regem o processo administrativo fiscal: enfrentou as alegações pertinentes do recorrente, com indicação precisa dos fundamentos e se revestiu de todas as formalidades necessárias. Não contém, portanto, qualquer vício que suscite sua nulidade, passando, inclusive, pelo crivo do Egrégio Superior Tribunal de Justiça: Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9.12.1993). “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. NULIDADE DO ACÓRDÃO. INEXISTÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. SÚMULA 188/STJ. 1. Não há nulidade do acórdão quando o Tribunal de origem resolve a controvérsia de maneira sólida e fundamentada, apenas não adotando a tese do recorrente. 2. O julgador não precisa responder a todas as alegações das partes se já tiver encontrado motivo suficiente para fundamentar a decisão, nem está obrigado a aterse aos fundamentos por elas indicados “. (RESP 946.447RS – Min. Castro Meira – 2ª Turma – DJ 10/09/2007 p.216). Portanto, em razão do exposto e nos termos das regras disciplinadoras do processo administrativo fiscal, não se identificam vícios capazes de tornar nulo quaisquer dos atos praticados: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Superadas as questões preliminares para exame do cumprimento das exigências formais, passo à apreciação do mérito. No mérito Fl. 194DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.003904/200752 Acórdão n.º 2402002.623 S2C4T2 Fl. 190 11 As GFIP e folhas de pagamentos foram preparadas pelo próprio recorrente que reconheceu, através da inclusão das rubricas salariais e pro labore no campo destinado à remuneração dos segurados, a incidência sobre as mesmas das contribuições sociais lançadas pela fiscalização. Não pertencem ao lançamento impugnado parcelas contestadas pelo recorrente quanto à sua natureza salarial ou não. Melhor dizendo, a base de cálculo considerada pela fiscalização coincide com os valores informados pelo recorrente. Acrescentase, ainda, que a partir de 01/01/99, com a implantação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social – GFIP, os valores nela declarados são tratados como confissão de dívida fiscal, nos termos do artigo 225, §1° do Decreto n° 3.048, de 06/05/99: Art.225. (...) § 1º As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários, bem como constituir seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento. Assim sendo, caso houvesse algum erro cometido pela recorrente na elaboração, tanto das folhas de pagamento como da GFIP, caberlheia demonstrálo e providenciar sua retificação; o que ocorreu para retificação da GFIP, mas o lançamento teve por base justamente as folhas de pagamento. Não é procedente o pedido de nulidade, relevação ou atenuação do lançamento, pois não se trata de autuação por descumprimento de obrigação acessória que, ainda assim, exigiria a comprovação dos requisitos exigidos pela lei. Apreciada a regularidade das bases de cálculo consideradas pela fiscalização, passase ao exame das exações exibidas no relatório discriminativo analítico do débito. Todos os recolhimentos e créditos do recorrente foram devidamente considerados para o cálculo das contribuições e todas as rubricas levantadas decorrem de regrasmatrizes legalmente criadas e que, portanto, não podem ser afastadas do lançamento sob pena de se negar aplicação aos diplomas legais legitimamente inseridos no ordenamento jurídico. Cuidou a autoridade fiscal de demonstrar ao recorrente em seu relatório de fundamentos legais do débito todos os dispositivos legais e regulamentares que impõem a obrigação tributária de recolhimento. Pela mesma razão já aqui apontada, não compete a este julgador afastar a aplicação das normas legais. Neste mesmo sentido é a legitimidade da incidência de juros e multa de mora. Os artigos 34 e 35 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 criaram regras claras para os acréscimos legais, que somente podem ser dispensados por expressa determinação de lei. Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de CustódiaSELIC, a que se refere o Art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de Fl. 195DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: (Inciso e alíneas restabelecidas, com nova redação, pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) Fl. 196DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.003904/200752 Acórdão n.º 2402002.623 S2C4T2 Fl. 191 13 d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) Em razão da clareza do lançamento e do reconhecimento das bases de cálculo pelo próprio recorrente, é prescindível qualquer diligência ou perícia para a necessária convicção no julgamento do presente recurso, devendose aplicar o disposto nas normas que disciplinam o processo administrativo tributário, in verbis: DECRETO Nº 70.235, DE 6 DE MARÇO DE 1972. Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9.12.1993) As demais alegações trazidas pela recorrente centramse na inconstitucionalidade das exações discriminadas no lançamento, sobretudo aquelas relativas às entidades e serviços autônomos e os acréscimos legais através da taxa SELIC. SELIC Ressaltase que recentemente o Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da incidência da taxa SELIC para fins de acréscimos legais de tributos: RE 582461 / SP SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIORelator(a): Min. GILMAR MENDESJulgamento: 18/05/2011 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe158 DIVULG 17082011 PUBLIC 18082011 EMENT VOL02568 02 PP00177 Parte(s) RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : JAGUARY ENGENHARIA, MINERAÇÃO E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO DE BARROS MONTENEGRO E OUTRO(A/S)RECDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL Ementa 1. Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. 3. ICMS. Inclusão do montante do tributo em sua própria base de cálculo. Constitucionalidade. Precedentes. A base de cálculo do ICMS, definida como o valor da operação da circulação de mercadorias (art. 155, II, da Fl. 197DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 14 CF/1988, c/c arts. 2º, I, e 8º, I, da LC 87/1996), inclui o próprio montante do ICMS incidente, pois ele faz parte da importância paga pelo comprador e recebida pelo vendedor na operação. A Emenda Constitucional nº 33, de 2001, inseriu a alínea “i” no inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição Federal, para fazer constar que cabe à lei complementar “fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço”. Ora, se o texto dispõe que o ICMS deve ser calculado com o montante do imposto inserido em sua própria base de cálculo também na importação de bens, naturalmente a interpretação que há de ser feita é que o imposto já era calculado dessa forma em relação às operações internas. Com a alteração constitucional a Lei Complementar ficou autorizada a dar tratamento isonômico na determinação da base de cálculo entre as operações ou prestações internas com as importações do exterior, de modo que o ICMS será calculado "por dentro" em ambos os casos. 4. Multa moratória. Patamar de 20%. Razoabilidade. Inexistência de efeito confiscatório. Precedentes. A aplicação da multa moratória tem o objetivo de sancionar o contribuinte que não cumpre suas obrigações tributárias, prestigiando a conduta daqueles que pagam em dia seus tributos aos cofres públicos. Assim, para que a multa moratória cumpra sua função de desencorajar a elisão fiscal, de um lado não pode ser pífia, mas, de outro, não pode ter um importe que lhe confira característica confiscatória, inviabilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos. O acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual não é confiscatória a multa moratória no importe de 20% (vinte por cento). 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Decisão O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, conheceu do recurso extraordinário, contra o voto da Senhora Ministra Cármen Lúcia, que dele conhecia apenas em parte. No mérito, o Tribunal, por maioria, negou provimento ao recurso extraordinário, contra os votos dos Senhores Ministros Marco Aurélio e Celso de Mello. Votou o Presidente, Ministro Cezar Peluso. Em seguida, o Presidente apresentou proposta de redação de súmula vinculante, a ser encaminhada à Comissão de Jurisprudência, com o seguinte teor: “É constitucional a inclusão do valor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS na sua própria base de cálculo.” Falaram, pelo recorrido, o Dr. Aylton Marcelo Barbosa da Silva, Procurador do Estado e, pelo amicus curiae, a Dra. Cláudia Aparecida de Souza Trindade, Procuradora da Fazenda Nacional. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa e, em viagem oficial à Federação da Rússia, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 18.05.2011. As demais alegações trazidas pela recorrente centramse na inconstitucionalidade das exações discriminadas no lançamento, sobretudo aquelas relativas às entidades e serviços autônomos, inclusive FNDE. Todas rejeitadas por força da impossibilidade de se afastar no âmbito deste Conselho dispositivos de lei e regulamentares em vigência, sob argumento de inconstitucionalidade. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.003904/200752 Acórdão n.º 2402002.623 S2C4T2 Fl. 192 15 Insurgese a recorrente sob alegação de inconstitucionalidade da contribuição ao INCRA, FNDE e SEBRAE. Reportome às Súmulas aprovadas por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF: Súmula CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. ... E à regra no artigo 26A do Decreto n° 70.235/72 restringe a atuação do órgão administrativo no sentido de afastar dispositivo legal vigente: Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Em cumprimento ao Regimento Interno do órgão, aprovado pela Portaria n° 256, de 22/06/2009, aplicoas ao presente caso: Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Inclusive a jurisprudência do STJ é no sentido da validade da cobrança destinada ao INCRA, seja para empresas rurais ou urbanas: Processo AgRg no REsp 999837 / PIAGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL2007/02496956 Relator(a)Ministra ELIANA CALMON (1114) Órgão Julgador T2 SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 12/05/2009 Data da Publicação/Fonte Die 29/05/2009 Ementa PROCESSUAL CIVIL — RECURSO ESPECIAL — CONTRIBUIÇÃO PARA 0 INCRA E FUNRURAL — LEGALIDADE DA EXAÇÃO — QUESTÃO DE MÉRITO JÁ DECIDIDA COM BASE NA SISTEMÁTICA DO ART 543C DO CPC — DECISÃO PROFERIDA ANTERIORMENTE AO JULGAMENTO DO CASO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. I. A contribuição destinada ao INCRA e ao FUNRURAL pelas empresas urbanas, não foram extintas pela Lei 7.787/89 e tampouco pela Lei 8.213/91, como decidido no REsp 977058/RS, Die 10/11/2008, pela sistemática do art. 543C do CPC. 2. Decisão proferida anteriormente ao julgamento do caso representativo de controvérsia. 3. Agravo Regimental não provido. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 16 Por tudo, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário apenas quanto a decadência de parte do período lançado nos termos acima. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 200DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 11522.001538/2007-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2001 a 30/11/2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado.
DECADÊNCIA PARCIAL
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO.
Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN.
Numero da decisão: 2301-003.283
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto da Relatora; II Por maioria de votos: a) acolhidos os embargos, a fim de deixar claro o decidido, em dar provimento parcial ao Recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 03/2002, anteriores a 04/2002, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização.
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antônio de Souza, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. DECADÊNCIA PARCIAL De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplicase o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto da Relatora; II Por maioria de votos: a) acolhidos os embargos, a fim de deixar claro o decidido, em dar provimento parcial ao Recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 03/2002, anteriores a 04/2002, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 52 2. 00 15 38 /2 00 7- 43 Fl. 2797DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização. MARCELO OLIVEIRA Presidente. BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antônio de Souza, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes Fl. 2798DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001538/200743 Acórdão n.º 2301003.283 S2C3T1 Fl. 2.729 3 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela ProcuradoriaGeral– PGFN contra o Acórdão nº 230102.055, da Primeira Turma Ordinária, da Terceira Câmara, da Segunda Seção de Julgamento, do CARF. A embargante alega, em apertada síntese, que houve omissão/contradição no dispositivo do acórdão proferido pela Câmara e no voto da Relatora, que culminou no Acórdão embargado, em relação ao prazo decadencial. É o relatório. Voto Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros A Fazenda Nacional, por meio de sua ProcuradoriaGeral– PGFN, opôs Embargos de Declaração (fls. 2.716), contra o Acórdão 230102.055, de 12 de maio de 2011, por entender que houve omissão/contradição/obscuridade no acórdão proferido pela Primeira Turma Ordinária desta Câmara, em relação ao prazo decadencial. Alega a embargante, em apertada síntese, que houve contradição entre o voto condutor do aresto e o texto do acórdão e da ementa, pois, enquanto no acórdão ficou assente que o Colegiado, pelo voto de qualidade, decidiu "dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir, devido a regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, as contribuições apuradas até 12/2000, anteriores a 01/2001, nos termos do voto do(a) Relator(a)", esta Relatora, em seu voto vencedor, deu provimento parcial ao recurso voluntário para reconhecer a decadência das competências 02/2001 a 03/2002, inclusive, com fulcro no artigo 150, § 4o. De fato, verificase a contradição alegada pela embargante, uma vez que no fundamento e na conclusão do voto, esta Conselheira aplicou o disposto no art. 150, § 4o, do CTN, e afirmou que ocorrera a decadência dos fatos geradores lançados até 03/2002, inclusive, já que a ciência da NFLD pelo sujeito passivo se deu em 23/04/2007. Ou seja, o voto proferido por esta Conselheira foi no sentido de “CONHECER DO RECURSO, para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, , para excluir do débito os valores lançados nas competências compreendidas entre 02/2001 a 03/2002, inclusive, por decadência, (...) Contudo, o dispositivo do acórdão proferido pela i. Câmara está consignado nos seguintes termos: Fl. 2799DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 “I) Por voto de qualidade: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir ¿ devido a regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN as contribuições apuradas até 12/2000, anteriores a 01/2001, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Adriano Gonzáles Silvério e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em aplicar a regra expressa no § 4º, Art. 150 do CTN; II) (...) Portanto, a decadência alcançou as competências até 03/2002, e não até 12/2000, como consta de forma equivocada do dispositivo do Acórdão 2301002.329. Constatase que, por equívoco, foi anexada uma decisão que não possui relação com o processo sob análise, uma vez que a competência constante do dispositivo do acórdão, 12/2000, não é objeto do lançamento discutido por meio do presente processo administrativo fiscal, que abrange competências apenas a partir de 02/2001. Assim, por serem procedentes as alegações da embargante nesse ponto, entendo que devam ser acolhidos embargos opostos pela Fazenda Nacional, para suprir a contradição apontada, e fazer constar, no dispositivo do acórdão, na parte que trata da decadência, que foi dado provimento parcial por maioria, para que se exclua do débito, por decadência, as contribuições apuradas até a competência 03/2002, anteriores a 04/2002, devido à aplicação da regra expressa no § 4°, Art. 150 do CTN. Contudo, quanto às demais alegações de omissão/contradição, entendo que não assiste razão à embargante, pelas razões a seguir expostas. A embargante argumenta que houve omissão no voto quanto ao deslocamento da contagem do prazo decadencial para o art. 173, I, do CTN, independentemente da existência de recolhimentos antecipados, uma vez que a autoridade fiscal relata, às fls. 80/82, em capitulo próprio, a prática, em tese, do ilícito tipificado no artigo 337A, do Código Penal Porém, cumpre esclarecer que é pacífico nesta Primeira Turma, da Terceira Câmara o entendimento de que a sonegação fiscal não é motivo para o deslocamento da regra decadencial, sendo que esta Relatora vota pelo deslocamento da regra apenas quando restar comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, ou quando o contribuinte retém e não recolhe contribuição de segurados a seu serviço, o que não restou comprovado, no presente caso. A fiscalização, em seu Relatório, não fez menção à ocorrência desses elementos, como também em nenhum momento afirmou que as contribuições lançadas por meio da NFLD ora discutida foram retidas dos segurados pela notificada e não recolhidas. Pelo contrário, a fiscalização consignou, no item 2.5 do Relatório Fiscal, às fls. 81, que “Em síntese, foi levantado um débito oriundo de diferenças de contribuições (...), que tiveram fatos geradores omitidos em GFIP relativos a pagamentos a empregados fora da folha de pagamento, (...). Por esses motivos é que esta Relatora não propôs o deslocamento da regra decadencial do 150, § 4o, para o 173, I, ambos do CTN, sendo que seu entendimento foi acompanhado por todo o colegiado. Nesse sentido, não houve a omissão alegada. Fl. 2800DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11522.001538/200743 Acórdão n.º 2301003.283 S2C3T1 Fl. 2.730 5 A embargante observa, também, que não houve recolhimento para a competência 02/2002, nem no RADA e nem no DAD, e que o Colegiado foi omisso quanto à tese por ele adotada, ou seja, se considera que há antecipação do tributo sempre que houver recolhimento em qualquer competência compreendia no período fiscalizado, ou se considera que a antecipação seria apenas quando houvesse pagamento com relação a uma específica competência e para um determinado levantamento (rubrica). Alega que houve contradição no voto quando a Relatora invoca a tese do STJ, uma vez que, para as competências/rubricas em que não houve antecipação do tributo, não há que se falar em aplicação do prazo contido no art. 150, §4o, do CTN, devendo ser aplicado o prazo previsto no art. 173, I do mesmo Codex. Salienta que, por ter apuração mensal, as contribuições previdenciárias devem ser analisadas competência por competência, de acordo com os levantamentos que são objeto do lançamento, ou seja, segundo cada rubrica lançada, a fim de que se possa aplicar corretamente o disposto no art. 173,I ou 150, § 4o, do CTN caso a caso. Porém, a Relatora expôs, com muita clareza, os motivos pelos quais entende que deve ser aplicado o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN. Conforme restou consignado no voto condutor do aresto, houve recolhimentos em todos as competências envolvidas, inclusive na competência 02/2002, conforme se verifica do RDA. O fato de não haver valores no DAD ou RADA na competência apontada pelo embargante, não implica necessariamente ausência de recolhimento. Cumpre esclarecer que o sistema informatizado da fiscalização faz a apropriação dos valores recolhidos conforme a prioridade comandada pelo auditor notificante. Assim, o montante recolhido vai sendo apropriado para os levantamentos escolhidos pelo agente fiscal até não sobrarem mais valores a serem abatidos do débito. No caso presente, reiterase, a relatora aplicou o disposto no art. 150, § 4o, do CTN, pois, conforme se verifica do relatório RDA, houve recolhimento de contribuições em todas as competências abrangidas pelo lançamento, o que significa que houve antecipação de pagamento. E esta Relatora aplica o art. 173, I, nos casos de contribuição incidente sobre o pagamento de verbas que a empresa não considera base de cálculo da contribuição, mesmo que tenha havido recolhimento parcial, na mesma competência de contribuição incidente sobre outras verbas. Porém, no caso sob estudo, a fiscalização não informou se as verbas que integraram a base de cálculo da contribuição lançada, apuradas por meio dos documentos listados no Relatório Fiscal, também constam das folhas de pagamento da empresa. Conforme já exposto acima, tratase de contribuição incidente sobre valores pagos extra folha, mas que podem perfeitamente corresponder às mesmas rubricas incluídas nas folhas de pagamento, tratandose, apenas , de diferença de pagamento. Fl. 2801DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 As verbas descritas no item 3.2.2 do Relatório Fiscal reforçam a convicção desta Relatora de que tratamse de rubricas que normalmente constam das folhas de pagamento, e integram a base de cálculo da contribuição previdenciária, sendo que os recolhimentos constatados no RDA podem perfeitamente se referir a contribuições incidentes sobre essas verbas. Sendo assim, as contribuições lançadas se referem apenas à diferença constatada em pagamentos extrafolhas, como diárias, dias trabalhados, serviços prestados, periculosidade, insalubridade, horas extras, décimoterceiro salário, abono, gratificação, reembolso de faltas, adicional noturno, comissões, férias, 1/3 de férias, saldo de salário, diferença de salário, serviços de carga e descarga, entre outros. Nesse sentido, havendo pagamento antecipado, aplicase a regra decadencial prevista no art. 150, § 4o, do CTN, conforme constou no voto que culminou no acórdão embargado e em sua fundamentação. Dessa forma, não houve a contradição/omissão alegada pela embargante, razão pela qual entendo que devam ser rejeitados os embargos opostos relativamente a esses argumentos. CONCLUSÃO Nesse sentido, voto em acolher em parte os embargos opostos, para fazer constar, no dispositivo do acórdão que trata da decadência, que foi dado provimento parcial ao recurso, por maioria, para excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 03/2002, anteriores a 04/2002, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização. É como voto. Bernadete de Oliveira Barros Relator Fl. 2802DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /04/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 10950.006721/2010-28
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2007
OMISSÃO DE RECEITAS. DETERMINAÇÃO DO IMPOSTO. REGIME DE TRIBUTAÇÃO.
Verificada a omissão de receita, o imposto a ser lançado de ofício deve ser determinado de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no período base a que corresponder a omissão.
CONTRIBUIÇÃO AO INSS.
A forma de tributação estabelecida para o Simples prevê a aplicação de uma faixa de tributação progressiva, conforme o volume de receita auferido e não admitem a exclusão de nenhum dos tributos.
SIMPLES FEDERAL. PIS/PASEP. COFINS.
A opção pelo Simples é incompatível com a utilização de qualquer outro benefício ou tratamento fiscal diferenciado ou mais favorecido aplicável aos tributos e contribuições federais, tais como suspensão, isenção ou alíquota zero.
LIMITE DE RECEITA BRUTA. ULTRAPASSAGEM. EXCLUSÃO DO SIMPLES. ANO CALENDÁRIO SUBSEQUENTE.
O contribuinte, cuja receita bruta ultrapassa o limite estabelecido pela legislação do Simples, deve ser excluído deste sistema de tributação no ano-calendário subsequente ao que ocorrer o excesso de receita.
LANÇAMENTOS DECORRENTES.
O decidido quanto à infração que, além de implicar o lançamento de IRPJ implica os lançamentos da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da Contribuição para a Seguridade Social (INSS) também se aplica a estes outros lançamentos naquilo em que for cabível.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
PRELIMINAR DE NULIDADE
Há de se rejeitar a preliminar de nulidade quando comprovado que a autoridade fiscal cumpriu todos os requisitos pertinentes à formalização do lançamento, observado ainda os trâmites legais previstos no processo administrativo fiscal.
JURISPRUDÊNCIA.
As decisões administrativas ou judiciais, mesmo quando proferidas por órgãos colegiados, ausente lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares da legislação tributária, não podendo ser estendidas genericamente a outros casos que não aquele objeto de sua apreciação, vinculando, dessa forma, apenas as partes envolvidas no respectivo litígio.
MULTA DE OFÍCIO. PERCENTUAL DE 75%.
A multa de 75%, prescrita no artigo 44, inciso I, da Lei 9.430/1996, é aplicável sempre nos lançamentos de ofício realizados pela Fiscalização da Receita Federal o Brasil.
JUROS DE MORA. APLICABILIDADE DA TAXA SELIC.
Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais
Numero da decisão: 1202-000.981
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Geraldo Valentim Neto.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo- Presidente Substituto
(documento assinado digitalmente)
Orlando José Gonçalves Bueno- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Marcos Antonio Pires, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Orlando José Gonçalves Bueno.
Nome do relator: ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO
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camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2007 OMISSÃO DE RECEITAS. DETERMINAÇÃO DO IMPOSTO. REGIME DE TRIBUTAÇÃO. Verificada a omissão de receita, o imposto a ser lançado de ofício deve ser determinado de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no período base a que corresponder a omissão. CONTRIBUIÇÃO AO INSS. A forma de tributação estabelecida para o Simples prevê a aplicação de uma faixa de tributação progressiva, conforme o volume de receita auferido e não admitem a exclusão de nenhum dos tributos. SIMPLES FEDERAL. PIS/PASEP. COFINS. A opção pelo Simples é incompatível com a utilização de qualquer outro benefício ou tratamento fiscal diferenciado ou mais favorecido aplicável aos tributos e contribuições federais, tais como suspensão, isenção ou alíquota zero. LIMITE DE RECEITA BRUTA. ULTRAPASSAGEM. EXCLUSÃO DO SIMPLES. ANO CALENDÁRIO SUBSEQUENTE. O contribuinte, cuja receita bruta ultrapassa o limite estabelecido pela legislação do Simples, deve ser excluído deste sistema de tributação no ano-calendário subsequente ao que ocorrer o excesso de receita. LANÇAMENTOS DECORRENTES. O decidido quanto à infração que, além de implicar o lançamento de IRPJ implica os lançamentos da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da Contribuição para a Seguridade Social (INSS) também se aplica a estes outros lançamentos naquilo em que for cabível. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO PRELIMINAR DE NULIDADE Há de se rejeitar a preliminar de nulidade quando comprovado que a autoridade fiscal cumpriu todos os requisitos pertinentes à formalização do lançamento, observado ainda os trâmites legais previstos no processo administrativo fiscal. JURISPRUDÊNCIA. As decisões administrativas ou judiciais, mesmo quando proferidas por órgãos colegiados, ausente lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares da legislação tributária, não podendo ser estendidas genericamente a outros casos que não aquele objeto de sua apreciação, vinculando, dessa forma, apenas as partes envolvidas no respectivo litígio. MULTA DE OFÍCIO. PERCENTUAL DE 75%. A multa de 75%, prescrita no artigo 44, inciso I, da Lei 9.430/1996, é aplicável sempre nos lançamentos de ofício realizados pela Fiscalização da Receita Federal o Brasil. JUROS DE MORA. APLICABILIDADE DA TAXA SELIC. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Geraldo Valentim Neto. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo- Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Orlando José Gonçalves Bueno- Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Marcos Antonio Pires, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Orlando José Gonçalves Bueno.
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DETERMINAÇÃO DO IMPOSTO. REGIME DE TRIBUTAÇÃO. Verificada a omissão de receita, o imposto a ser lançado de ofício deve ser determinado de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no período base a que corresponder a omissão. CONTRIBUIÇÃO AO INSS. A forma de tributação estabelecida para o Simples prevê a aplicação de uma faixa de tributação progressiva, conforme o volume de receita auferido e não admitem a exclusão de nenhum dos tributos. SIMPLES FEDERAL. PIS/PASEP. COFINS. A opção pelo Simples é incompatível com a utilização de qualquer outro benefício ou tratamento fiscal diferenciado ou mais favorecido aplicável aos tributos e contribuições federais, tais como suspensão, isenção ou alíquota zero. LIMITE DE RECEITA BRUTA. ULTRAPASSAGEM. EXCLUSÃO DO SIMPLES. ANO CALENDÁRIO SUBSEQUENTE. O contribuinte, cuja receita bruta ultrapassa o limite estabelecido pela legislação do Simples, deve ser excluído deste sistema de tributação no ano calendário subsequente ao que ocorrer o excesso de receita. LANÇAMENTOS DECORRENTES. O decidido quanto à infração que, além de implicar o lançamento de IRPJ implica os lançamentos da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 67 21 /2 01 0- 28 Fl. 374DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 10950.006721/201028 Acórdão n.º 1202000.981 S1C2T2 Fl. 11 2 (COFINS), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da Contribuição para a Seguridade Social (INSS) também se aplica a estes outros lançamentos naquilo em que for cabível. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO PRELIMINAR DE NULIDADE Há de se rejeitar a preliminar de nulidade quando comprovado que a autoridade fiscal cumpriu todos os requisitos pertinentes à formalização do lançamento, observado ainda os trâmites legais previstos no processo administrativo fiscal. JURISPRUDÊNCIA. As decisões administrativas ou judiciais, mesmo quando proferidas por órgãos colegiados, ausente lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares da legislação tributária, não podendo ser estendidas genericamente a outros casos que não aquele objeto de sua apreciação, vinculando, dessa forma, apenas as partes envolvidas no respectivo litígio. MULTA DE OFÍCIO. PERCENTUAL DE 75%. A multa de 75%, prescrita no artigo 44, inciso I, da Lei 9.430/1996, é aplicável sempre nos lançamentos de ofício realizados pela Fiscalização da Receita Federal o Brasil. JUROS DE MORA. APLICABILIDADE DA TAXA SELIC. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Geraldo Valentim Neto. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Orlando José Gonçalves Bueno Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Marcos Antonio Pires, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Orlando José Gonçalves Bueno. Fl. 375DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 10950.006721/201028 Acórdão n.º 1202000.981 S1C2T2 Fl. 12 3 Relatório Versam os presentes autos sobre lançamento de ofício levado a efeito em decorrência da constatação de infrações à legislação tributária, efetuadas pela Recorrente. O auto de infração lavrado considerou os tributos contemplados pelo SIMPLES durante o período de janeiro a junho de 2007, decorrentes de suposta omissão de receita das vendas. Cumpre consignar que a impugnação veio acompanhada da decisão proferida nos autos do processo judicial nº 50.54290.2010.4.01.3400, suspendendo a eficácia do art. 7º, e do parágrafo único do artigo 8 da Portaria RFB nº 21662/2010, o qual vinculava a atuação do advogado nos processos administrativos fiscais federais mediante a outorga de escritura pública. Em suas razões de impugnação a Recorrente pleiteia o cancelamento do auto de infração, alegando (i) não incidência da contribuição previdenciária relativa ao trabalhador, pois nunca possuiu empregados registrados; (ii) erro na identificação do regime de apuração, uma vez que a Recorrente deveria ter sido excluída do SIMPLES ante a não apresentação de declarações no período em que era optante pelo aludido regime; (iii) isenção do PIS e COFINS incidente sobre o faturamento oriundo da venda de café em grãos, conforme apontado no processo 10950.007622/201072; (v) equivocada aplicação da multa de ofício no importe de 75%, quando, na verdade, deveria ter sido imposta a penalidade de 50%, nos termos do artigo 44, II, da Lei 9.430/96. A autoridade julgadora de primeira instância manteve o lançamento nos termos da ementa abaixo reproduzida: CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Data do fato gerador: 31/01/2007, 28/02/2007, 31/03/2007, 30/04/2007, 31/05/2007, 30/06/2007. OMISSÃO DE RECEITAS. DETERMINAÇÃO DO IMPOSTO. REGIME DE TRIBUTAÇÃO. Verificada a omissão de receita, o imposto a ser lançado de ofício deve ser determinado de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no período base a que corresponder a omissão. CONTRIBUIÇÃO AO INSS. A forma de tributação estabelecida para o Simples prevê a aplicação de uma faixa de tributação progressiva, conforme o volume de receita auferido e não admitem a exclusão de nenhum dos tributos. SIMPLES FEDERAL. PIS/PASEP. COFINS. A opção pelo Simples é incompatível com a utilização de qualquer outro benefício ou tratamento fiscal diferenciado ou mais favorecido aplicável aos tributos e contribuições federais, tais como suspensão, isenção ou alíquota zero. Fl. 376DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 10950.006721/201028 Acórdão n.º 1202000.981 S1C2T2 Fl. 13 4 LIMITE DE RECEITA BRUTA. ULTRAPASSAGEM. EXCLUSÃO DO SIMPLES. ANOCALENDÁRIO SUBSEQUENTE. O contribuinte, cuja receita bruta ultrapassa o limite estabelecido pela legislação do Simples, deve ser excluído deste sistema de tributação no ano calendário subsequente ao que ocorrer o excesso de receita. LANÇAMENTOS DECORRENTES. O decidido quanto à infração que, além de implicar o lançamento de IRPJ implica os lançamentos da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da Contribuição para a Seguridade Social (INSS) também se aplica a estes outros lançamentos naquilo em que for cabível. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/01/2007, 28/02/2007, 31/03/2007, 30/04/2007, 31/05/2007, 30/06/2007 PRELIMINAR DE NULIDADE Há de se rejeitar a preliminar de nulidade quando comprovado que a autoridade fiscal cumpriu todos os requisitos pertinentes à formalização do lançamento, observado ainda os trâmites legais previstos no processo administrativo fiscal. JURISPRUDÊNCIA. As decisões administrativas ou judiciais, mesmo quando proferidas por órgãos colegiados, ausente lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares da legislação tributária, não podendo ser estendidas genericamente a outros casos que não aquele objeto de sua apreciação, vinculando, dessa forma, apenas as partes envolvidas no respectivo litígio. MULTA DE OFÍCIO. PERCENTUAL DE 75%. A multa de 75%, prescrita no artigo 44, inciso I, da Lei 9.430/1996, é aplicável sempre nos lançamentos de ofício realizados pela Fiscalização da Receita Federal o Brasil. JUROS DE MORA. APLICABILIDADE DA TAXA SELIC. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão supra, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário reiterando as alegações dispensadas na Impugnação. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 10950.006721/201028 Acórdão n.º 1202000.981 S1C2T2 Fl. 14 5 É o relatório. Voto Conselheiro Relator Orlando José Gonçalves Bueno O Recurso Voluntário preenche os requisitos de admissibilidade determinados pelo artigo 73 do Decreto 7574/2011, razão pela qual dele tomo conhecimento. Inicialmente cumpre apreciar questão prejudicial, suscitada pela Recorrente. Tratase da alegação de nulidade em decorrência da não exclusão da Recorrente do regime de tributação simplificado. Neste sentido, conforme atestado pela autoridade administrativa às fls. 158, a Recorrente cometeu a infração concernente a omissão de receitas durante os meses de janeiro a junho de 2007. A aludida infração foi apurada mediante a análise dos livros apresentados pela Recorrente bem como dos demais elementos obtidos nos sistemas da Receita Federal, sendo constatada a falta de declaração/ recolhimento dos tributos contemplados pelo SIMPLES, regime de apuração pelo qual a Recorrente era optante, conforme atestado pela autoridade administrativa à fls. 154. A infração foi constatada após a verificação do Livro de Apuração do ICMS apresentado pela Recorrente, tendo em vista que não ocorreu a entrega da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DIPJ) correspondente ao primeiro semestre de 2007. Apesar de ser intimada a prestar esclarecimentos sobre a referida constatação durante o procedimento administrativo, a Recorrente se manteve inerte conforme declaração prestada pela autoridade lançadora à fls. 159. Destarte, considerando que a Recorrente era optante do Sistema Simplificado de Pagamento de Impostos e Contribuições durante o período em foco, e considerando a constatação de receitas não declaradas e não pagas, uma vez que a Recorrente não apresentou a DIPJ correspondente ao primeiro semestre do anocalendário de 2007, a autoridade administrativa procedeu a formalização do lançamento de ofício, nos termos do artigo 24, caput, da Lei. 9.249, de 26 de dezembro de 1995, abaixo transcrito: Art. 24. Verificada a omissão de receita, a autoridade tributária determinará o valor do imposto e do adicional a serem lançados de acordo com o regime de tributação a que estiver submetida a pessoa jurídica no períodobase a que corresponder a omissão. O período contemplado pelo lançamento referese ao primeiro semestre de 2007. Como mencionado pela autoridade fiscal, a Recorrente era optante do SIMPLES durante o mencionado período, e não foi constatada pela autoridade lançadora nenhuma das hipóteses de exclusão de ofício do SIMPLES que integram o artigo 14 da Lei 9.317, de 05 de dezembro de 1996. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 10950.006721/201028 Acórdão n.º 1202000.981 S1C2T2 Fl. 15 6 De outra sorte, cumpre consignar que o auto de infração fora formalizado nos termos dos artigos 59 e 60 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, e, portanto, não padece de qualquer vício que possa acarretar na decretação de sua nulidade. Quanto a contribuição ao INSS a decisão recorrida acertadamente manteve o lançamento de ofício. Neste sentido, importa mencionar que ao realizar a opção pelo regime simplificado de tributação a Recorrente aderiu aos termos e condições impostos pela Lei que instituiu o SIMPLES. Neste sentido, o artigo 3º, § 1º, da Lei 9.317, de 5 de dezembro de 1996 assim dispõe: Art. 3° A pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa e de empresa de pequeno porte, na forma do art. 2°, poderá optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SIMPLES. § 1° A inscrição no SIMPLES implica pagamento mensal unificado dos seguintes impostos e contribuições: a) Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas IRPJ; b) Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP; c) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL; d) Contribuição para Financiamento da Seguridade Social COFINS; e) Imposto sobre Produtos Industrializados IPI; f) Contribuições para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica, de que tratam o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e a Lei Complementar nº 84, de 18 de janeiro de 1996. f) contribuições para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica, de que tratam o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, o art. 25 da Lei nº 8.870, de 15 de abril de 1994, e a Lei Complementar nº 84, de 18 de janeiro de 1996. (Redação dada Lei nº 9.528, de 10.12.1997 f) Contribuições para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica, de que tratam a Lei Complementar no 84, de 18 de janeiro de 1996, os arts. 22 e 22A da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991 e o art. 25 da Lei no 8.870, de 15 de abril de 1994. (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 9.10.2001) (Vide Lei 10.034, de 24.10.2000) Notase, pela leitura acima, que a pessoa jurídica PODERÁ optar pela adoção do regime simplificado de tributação. Portanto, é faculdade do contribuinte a escolha do referido regime simplificado. De tal sorte, o contribuinte optante por tal forma de tributação será obrigado a recolher mensalmente os tributos elencados no parágrafo primeiro supra, não havendo margem Fl. 379DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 10950.006721/201028 Acórdão n.º 1202000.981 S1C2T2 Fl. 16 7 para utilização de outra forma de tributação, ou então, por outro benefício que não seja a tributação pelo SIMPLES. Isso por que além de insurgirse contra a cobrança relativa ao INSS, que conforme disposição acima destacada é perfeitamente cabível, a Recorrente pleiteia a desoneração da cobrança do PIS e da COFINS aplicada nos autos do processo administrativo fiscal nº 10950.006722/201072. O mencionado processo administrativo também decorreu do procedimento administrativo que culminou no lançamento em foco, todavia durante o período contemplado pelo lançamento referente ao processo mencionado a Recorrente era optante pelo Lucro presumido. Neste sentido, cumpre reiterar que o lançamento combatido neste processo corresponde ao período em que a Recorrente era optante pelo SIMPLES Federal, que, por tratarse de benefício decorrente de ato volitivo do Contribuinte não admite a aplicação concomitante de outra forma de benefício fiscal. Por tais motivos, não merece guarida as pretensões da Recorrente quanto ao lançamento referente ao INSS e, tampouco, quanto ao lançamento referente ao PIS/COFINS, conforme pode ser conferido pela ementa abaixo colacionada. SIMPLES — LANÇAMENTO DE INSS — ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO AUDITOR DA RECEITA FEDERAL — NULIDADE DO LANÇAMENTO — IMPROCEDÊNCIA — A teor do disposto do art. 198 do RIR/99, cuja matriz legal é o art, 17 da Lei 9.317/96, o Auditor da Recita Federal, no regime do SIMPLES, é competente para a fiscalização e, consequentemente, de lançamento de todos os tributos eventualmente devidos, inclusive em relação à contribuição ao INSS. IRPJ — OMISSÃO DE RECEITAS SALDO CREDOR DE CAIXA — A ocorrência de saldo credor da conta caixa autoriza a presunção legal de omissão de receita, ressalvada ao contribuinte a prova em contrário. LANÇAMENTOS DECORRENTES PIS — CSLL — COFINS — Contribuição para Seguridade Social — INSS — SIMPLES Em se tratando de exigência fundamentada na irregularidade apurada em procedimento fiscal realizado na área do IRPJ, o decidido naquele lançamento é aplicável, no que couber, aos lançamentos conseqüentes na medida em que não há fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. Ademais, a Recorrente insurgese contra a multa aplicada, constante na disposição do artigo 44, I, da Lei 9.430/1996. O mencionado dispositivo legal determina a aplicação da multa de 75% sobre o valor do tributo cobrado mediante o lançamento de ofício. Tratase de penalidade prevista em lei e não há qualquer impedimento para a sua aplicação, porquanto plenamente vigente em nosso ordenamento jurídico. A Recorrente, por sua vez, pleiteia a aplicação do inciso II do artigo 44, o qual determina a aplicação da multa de 50% (i) na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 22 de Fl. 380DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 10950.006721/201028 Acórdão n.º 1202000.981 S1C2T2 Fl. 17 8 dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; ou (ii) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. A aplicação do percentual pretendido pela Recorrente só terá cabimento se ocorrida uma das hipóteses elencadas no inciso II do artigo. De outra sorte, se o caso concreto não corresponde a nenhuma das hipóteses do inciso II o percentual de 50% não poderá ser aplicado pela autoridade administrativa. Neste sentido, a disposição do inciso I é regra geral ao passo que a disposição do inciso II aplicase somente aos casos em que o próprio dispositivo especifica, o qual, ressaltase, não se enquadra no caso em tela. Além disso, a Recorrente questiona a aplicação da Taxa SELIC na atualização dos juros correspondentes ao crédito tributário em foco. Sobre tal insurgência como bem mencionado na decisão recorrida, o CARF editou a Súmula 4, abaixo transcrita: Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Assim, uma vez que existe súmula editada por este Conselho, considerando legal a multa atualização dos juros moratórios decorrentes de débitos tributários administrados pela Receita Federal, improcede também a alegação da Recorrente na tentativa de cancelar tal penalidade. Diante do exposto é de se negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Orlando José Gonçalves Bueno Fl. 381DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 23 /07/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO
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Numero do processo: 13706.006165/2008-55
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário:
2005
DESPESAS MÉDICAS - COMPROVAÇÃO
ATRAVÉS DE
DOCUMENTAÇÃO HÁBIL E IDÔNEA - IMPROCEDÊNCIA
DO
LANÇAMENTO
A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam
devidamente comprovados por meio de documentação hábil e idônea. Sendo
comprovada a despesa de forma parcial, afigura-se
necessário o restabelecimento parcial da glosa efetuada pelo lançamento.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 2801-001.432
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao
recurso para restabelecer despesas médicas no valor de R$16.550,00, nos termos do voto do
Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2005 DESPESAS MÉDICAS - COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE DOCUMENTAÇÃO HÁBIL E IDÔNEA - IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados por meio de documentação hábil e idônea. Sendo comprovada a despesa de forma parcial, afigura-se necessário o restabelecimento parcial da glosa efetuada pelo lançamento. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
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Sendo comprovada a despesa de forma parcial, afigurase necessário o restabelecimento parcial da glosa efetuada pelo lançamento. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas médicas no valor de R$16.550,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Fl. 65DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 66 2 Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Carlos Cesár Quadros Pierre e Tânia Maria Paschoalin. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que transcrevo abaixo: “Tratase de Notificação de Lançamento (fls. 09/11) em nome do sujeito passivo em epígrafe, decorrente de procádimento de revisão da sua Declaração de Ajuste Anual do exercício 2006 (fls. 36/39), onde se / constatou a dedução indevida de despesas médicas no valor total de R$ 42.692,80 (fls. l0/verso). De acordo com a Complementação da Descrição dos Fatos, as despesas médicas relacionadas pela autoridade fiscal foram excluídas por não se revestirem das formalidades legais exigidas: Ivo Steiman — R$ 42,00, Múcio Canedo — R$ 100,00, Sebastião Evandro — R$ 4.100,00, Xênia Sicueira — R$ 150,00, Edgar Guilherme — R$ 7.300,00, Liramênia Campos — R$ 9.000,00 e Maria de Fátima Pinheiro — R$ 22.000,00. Após a revisão da declaração, foi apurado o imposto suplementar de R$ 11.740,52, que resultou no crédito tributário de R$ 23.670,06 já acrescido de multa de oficio e juros de mora (fls. 09). Cientificada da exigência, por via postal, em 22/07/2008 (fls. 41), a interessada apresentou impugnação em 14/08/2008 (fls. 01/06), por intermédio de sua procuradora, com os argumentos a seguir sintetizados. a) Afirma que jamais teve a intenção de agir de forma ilegal ou com máfé. b) Apresenta questões pessoais psicológicas que resultaram em outros problemas de saúde. c) Informa que a despesa de R$ 42,00 referese a consulta dermatológica com o Dr. Ivo Steiman, cujo pagamento foi efetuado mediante cheque do Banco Itaú, sem emissão de recibo. Alega que, devido ao curto prazo para impugnação, tornouse impossível obter a cópia do cheque com 'a Instituição Financeira para a comprovação de suas alegações, mas entende que a Receita Federal possui meios de obter o número do referido cheque e comprovar esses fatos. Defende que é justo e correto a contribuinte declarar o valor pago com despesas médicas mesmo semi recibo, tendo apenas como comprovante a receita médica. d) Argumenta que, por um equívoco da funcionária do Dr. Múcio Canedo, foi incluído o nome de sua filha no recibo referente à sua consulta oftalmológica. Acrescenta que sua filha foi atendida utilizando o plano de saúde Golden Cross, pelo qual o profissional em questão é credenciado, mas que não foi possível conseguir nenhum documento q e comprovasse tal fato. Alega Fl. 66DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 67 3 que o carimbo com o nome do médico consta do recibo original, mas ficou ilegível na cópia juntada. Informa o endereço e telefone do mesmo. e) Expõe que possui periodontopatia crônica e que faz tratamento com e Dr. Sebastião Evandro Ferreira Gomes, parcelado e quitado conforme documento em anexo. f) Assere que os recibos médicos da Dra. Xênia Siqueira Borges de Carvalho são incontestáveis e que a ausência de endereço não é uma irregularidade e/o ilegalidade da contribuinte, já que é dever da médica cumprir as exigências legais. Informa e endereço profissional da mesma e alega que não pode ser penalizada por erro de terceiros. g) Afirma que os recibos do Sr. Edgar Guilherme Middendorf referemse a tratamento de fisioterapia, DOIN e massoterapia. No entanto, reconhece a dúvida sobre a qualificação profissional do Dr. Edgar, tendo conhecido como fisioterapeuta. h) Alega que, por insistência de seus filhos, aceitou procurar uma psicóloga para tentar impedir que seu quadro ficasse pior devido à seqüência de problemas familiares ocorridos desde 2000. Esclarece que o pagamento efetuado à psicóloga Liramênia Campos do Nascimento corresponde a oito atendimentos mensais durante todo o ano. Informa o endereço da profissional e discorre mais detalhadamente sobre seu estado de saúde. i) Sustenta que o tratamento dentário realizado pela Dra. Maria de Fátima Pinheiro foi aplicado na própria contribuinte e junta os recibos correspondentes ao seu pagamento parcelado. j) Ressalta que as despesas médicas declaradas são compatíveis com os seus rendimentos e que não consta do Auto qualquer limite previsto para esses gastos.” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente em parte o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, desde que especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no CPF ou no CNPJ de quem os recebeu. DEDUÇÕES. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Cabe ao contribuinte juntar à sua defesa todos os documentos necessários à confirmação das deduções glosadas no lançamento. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 68 4 Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação, notadamente em relação aos pontos do mantidos no lançamento pela decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Conheço do Recurso, porque presentes os seus requisitos de admissibilidade. Tratase o presente de lançamento decorrente de procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual da Recorrente, referente ao exercício 2006 (fls. 36/39), onde se constatou suposta dedução indevida de despesas médicas no valor total de R$ 42.692,80 (fls. 10/verso). Na decisão ora recorrida, a autoridade julgadora de primeira instância julgou parcialmente procedente o lançamento, para restabelecer a glosa referente aos recibos do Dr. Sebastião Evandro Ferreira Gomes e da Drª Maria de Fátima Pinheiro, no total de R$ 4.100,00 e R$ 22.000,00, respectivamente. Assim, o Recurso Voluntário pretende que sejam restabelecidas as glosas decorrentes dos recibos de prestação dos serviços prestados pelos seguintes profissionais: Ivo Steiman, no valor de R$ 42,00; Múcio Canedo, no valor de R$ 100,00; Xênia Sicueira, no valor de R$ 150,00; Edgar Guilherme, no valor de R$ 7.300,00; e, por fim, Liramênia Campos, no montante de R$ 9.000,00. Primeiramente, cumpre trazer à baila a legislação acerca do tema, a começar pela Lei nº 9.250/95: “Art. 8º. A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença: (...) II – das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2º – O disposto na alínea “a” do inciso II: (...) III – limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro de Pessoas Jurídicas de quem recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetivado o pagamento.” Fl. 68DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 69 5 O art. 29 do Decreto nº 70.235/72, por sua vez, dispõe que: “Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias.” Por fim, o art. 73, §1º, do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99, especifica que: “Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º)”. No caso concreto sob análise, consoante se pode apurar dos documentos acostados aos autos do processo, o Recorrente traz algumas provas hábeis e idôneas, aptas a corroborar o que expõe em parte do Recurso Voluntário. No que se refere aos pagamentos realizados para a Drª Xênia, fato é que os recibos indicaram de forma satisfatória o serviço prestado, o valor, o nome, e o número no órgão de classe profissional, além de ter a Recorrente colacionado no Recurso Voluntário declarações nas quais a profissional confirma a veracidade do serviço. Já para o Dr. Edgar G. Middendorf, comprovase que o mesmo é fisioterapeuta, inscrito no CREFITO sob o nº 106658200, com endereço profissional sito Av. Alfredo Baltazar da Silveira, nº 419, sala 1606, bloco1, Recreio, Rio de Janeiro – RJ, razão pela qual há que se restabelecer a respectiva glosa. Com base nas informações prestadas no recurso em análise, constatase que a Drª. Liramênia encontrase devidamente inscrita no Conselho Regional de Psicologia sob o nº 10.102, com endereço profissional sito Rua Pedro Luis nº 93 Sem Braço Búzios RJ Tels: (22) 26236212 – 99157732 e que o Dr. Múcio encontrase inscrito no Conselho Regional de Medicina sob o nº 2 5.643, com endereço profissional sito Rua 95 n 2 194 – Setor Sul Goiânia Goiás Tel: (62) 32294432, pelo que restam cumpridos os requisitos legais. Por fim, sendo certo que a Recorrente não traz qualquer documento apto a comprovar o serviço prestado pelo profissional Ivo Steiman, certo é que tal glosa deve ser mantida. Sendo assim, haja vista a comprovação de parte das despesas médicas pela Recorrente, dou provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas medicas no valor de R$ 16.550,00. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 69DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 70 6 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL
score : 1.0
Numero do processo: 15374.913848/2008-95
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/12/2000 a 31/12/2000
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3403-002.306
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim - Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Ausente, ocasionalmente, o Conselheiro Domingos de Sá Filho.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim - Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Ausente, ocasionalmente, o Conselheiro Domingos de Sá Filho.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2000 a 31/12/2000 FALTA DE APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL. PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL. A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que tenha deixado de apresentar as provas solicitadas, visando à comprovação dos créditos alegados, no momento processual adequado. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA O PEDIDO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. As diligências não se prestam à produção de prova que toca à parte produzir. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/12/2000 a 31/12/2000 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 38 48 /2 00 8- 95 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN 2 (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Ausente, ocasionalmente, o Conselheiro Domingos de Sá Filho. Relatório SABINA MODAS COMÉRCIO LTDA. transmitiu a Pedido de Restituição/Declaração de Compensação PER/DCOMP nº 17150.67651.020804.1.3.049602, visando à extinção de débito de Cofins com crédito oriundo de indébito por pagamento a maior de Cofins, no valor 2.501,18. O Despacho Decisório Eletrônico – DDE nº 781147201, emitido pela autoridade competente para examinar o pleito repetitório, indeferiuo e não homologou a compensação porque o pagamento indigitado pelo declarante foi localizado, mas estava integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio reclamação, por meio da qual o interessado, alega, em síntese, que: a) possui o direito creditório lastreado no DARF indicado no PER/DCOMP b) recolheu a contribuição social em valor estimado para o período de apuração c) mais tarde, apurou a contribuição social em valor da menor do que o estimado/recolhido d) utilizou no presente PER/DComp o saldo do DARF na compensação aqui analisada e) apresentou demonstrativo dos valores do débito estimado, do débito apurado, e da diferença a seu favor; f) tais informações constam das declarações DCTF e DIPJ do período. A 5 ª Turma da DRJ/RJ2 julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 13036.477, de 4 de agosto de 2011, fls. 30 a 33, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Data do fato gerador: 15/01/2001 INDÉBITO FISCAL. COMPENSAÇÃO. Somente com a comprovação da extinção ou do pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido, em face da legislação tributária aplicável, cogitase o reconhecimento de Fl. 56DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15374.913848/200895 Acórdão n.º 3403002.306 S3C4T3 Fl. 56 3 indébito fiscal, e da sua utilização na compensação de outros tributos e contribuições. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ELEMENTOS DE PROVA. A prova deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, por força dos artigos 15 e 16 do Decreto nº 70.235/72. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/RJ25ª Turma. O arrazoado de fls. 38 a 49 repete a explicação sobre a origem dos créditos e o pedido de realização de diligência para que se ateste a veracidade de suas alegações (pagamento efetuado com base em estimativa do valor da contribuição, constatação de pagamento a maior a partir da apuração real do valor da mesma, utilizando a diferença no pleito ora sub judice), reiterando que a realidade dos fatos está plasmada na DIPJ respectiva. Quanto à falta de provas do indébito, referida na decisão recorrida, entende que não é tarefa do julgador administrativo aferir bases de cálculo, seara exclusiva da Fiscalização. Mesmo assim, rechaça a acusação, oferecendo o DARF do pagamento a maior e “quadro demonstrativo” como prova do indébito. Na continuação, discorre sobre a autorização legal para a compensação almejada, acrescenta ementas de soluções de consulta e jurisprudência judicial, que entende ampararem suas teses recursais. Quanto à preclusão do direito de apresentação de provas, mencionada na decisão recorrida, ao atribuir à recorrente a obrigação de provar que o valor recolhido e devido estavam de acordo com a escrituração contábil, argumenta que tal obrigação não se coaduna com o disposto no art. 65 do Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, que prevê que a autoridade competente para decidir sobre a compensação possa realizar diligências. Assim, se a autoridade julgadora de primeira instância tinha dúvidas quanto às informações prestadas pela recorrente, deveria sanálas, antes de emitir sua decisão. Refere doutrina. Invoca o princípio da verdade material. Conclui, requerendo reforma da decisão recorrida para o efeito de reconhecimento do direito creditório, no valor 2.501,18 e da homologação da compensação declarada. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Fl. 57DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN 4 Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 38 a 49 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ/RJ25ª Turma nº 13036.477, de 4 de agosto de 2011. Mérito – Prova do indébito Matéria de extremada importância em sede processual é a referente à repartição do ônus da prova nas questões litigiosas. Com efeito, da delimitação do onus probandi depende a definição de grande parte das responsabilidades processuais. Assim é nas relações de direito privado e, igualmente, nas relações de direito público, dentre as quais as relacionadas à imposição tributária. Neste campo, a legislação processual administrativotributária inclui disposições que, em regra, reproduzem aquele que é, por assim dizer, o principio fundamental do direito probatório, qual seja o de que quem acusa e/ou alega deve provar. Assim é que, nos casos de lançamentos de oficio, não basta a afirmação, por parte da autoridade fiscal, de que ocorreu o ilícito tributário; pelo contrário, é fundamental que a infração seja devidamente comprovada, como se depreende da parte final do caput do artigo 9° do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 PAF, que determina que os autos de infração e notificações de lançamento "deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito". De outro lado, ao contribuinte a legislação impõe o ônus de provar o que alega em face das provas carreadas pela autoridade fiscal, como expresso no inciso III do artigo 16 do mesmo Decreto nº 70.235, de 1972, que determina que a impugnação conterá "os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir". Esse, portanto, o quadro nos lançamentos de oficio: à autoridade fiscal incumbe provar, pelos meios de prova admitidos pelo direito, a ocorrência do ilícito; ao contribuinte, cabe o ônus de provar o teor das alegações que contrapõe às provas ensejadoras do lançamento. Já nos casos de repetição de indébito, como no presente processo, entretanto, o quadro resta um pouco modificado, como a seguir se verá. Quando a situação posta se refere à restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, como no caso que ora se apresenta, é atribuição do contribuinte a demonstração da efetiva existência do indébito. Tanto é assim que a Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, que regia, à época da transmissão do PER/DComp, os processos de restituição, compensação e ressarcimento de créditos tributários, assim expressa em vários de seus dispositivos: Art. 3° A restituição a que se refere o art. 2° poderá ser efetuada: I a requerimento do sujeito passivo ou da pessoa autorizada a requerer a quantia; ou II mediante processamento eletrônico da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF). § Iº A restituição de que trata o inciso I do caput será requerida pelo sujeito passivo mediante utilização do programa Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP). § 2º Na impossibilidade de utilização do programa PER/DCOMP, o requerimento será formalizado por meio do Fl. 58DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15374.913848/200895 Acórdão n.º 3403002.306 S3C4T3 Fl. 57 5 formulário Pedido de Restituição, constante do Anexo I, ou mediante o formulário Pedido de Restituição de Valores Indevidos Relativos a Contribuição Previdenciária, constante cio Anexo II, conforme o caso, aos quais deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. [..1 § 4° Tratandose de pedido de restituição formulado por representante do sujeito passivo mediante utilização do programa PER/DCOMP, os documentos a que se refere o § 3° serão apresentados à RFB após intimação da autoridade competente para decidir sobre o pedido. [..1 Art. 65. A autoridade da RFB competente para decidir sobre a restituição, o ressarcimento, o reembolso e a compensação poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito. inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada. mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. Como se percebe, em qualquer dos tipos de repetição é exigida a apresentação dos documentos comprobatórios da existência do direito creditório como prerrequisito ao conhecimento do pleito. E o que se deve ter por documentos comprobatórios do crédito? Por óbvio que os documentos que atestem, de forma inequívoca, a origem e a natureza do crédito. Sem tal evidenciação, o pedido repetitório fica inarredavelmente prejudicado. Não é lícito ao julgador, tanto em sede de apreciação de lançamento de oficio, quanto em sede de pleito repetitório, dispensar a autoridade lançadora ou o pleiteante, conforme o caso, do ônus que a lei impõe a cada um deles; tanto quanto não lhe é lícito valer se das diligências e perícias para, por vias indiretas, suprir o ônus probatório que cabia a cada parte. Diligências existem para resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica. Já as perícias existem para fins de que sejam dirimidas questões para as quais exigese conhecimento técnico especializado, ou seja, matéria impassível de ser resolvida a partir do conhecimento das partes e do julgador. De se ressaltar, igualmente, que o fato de o processo administrativo ser informado pelo principio da verdade material, em nada macula tudo o que foi até aqui dito. É que o referido princípio – de natureza estritamente processual, e não material destinase a busca da verdade que está para além dos fatos alegados pelas partes, mas isto num cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido do cumprimento do seu ônus probandi. Em outras palavras, o principio da verdade material autoriza o julgador a ir além dos elementos de prova trazidos pelas partes, quando tais elementos de prova induzem à suspeita de que os fatos ocorreram não da forma como esta ou aquela parte afirma, mas de uma outra forma qualquer (o julgador não está vinculado às versões das partes). Mas isto, à evidência, Fl. 59DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN 6 nada tem a ver com propiciar à parte que tem o ônus de provar o que alega/pleiteia, a oportunidade de, por via de diligências, produzir algo que, do ponto de vista estritamente legal, já deveria compor, como requisito de admissibilidade, o pleito desde sua formalização inicial. Dito de outro modo: da mesma forma que não é aceitável que um lançamento seja efetuado sem provas e que se permita posteriormente, em sede de julgamento e por meio de diligências, tal instrução probatória, também não é aceitável que um pleito repetitório seja proposto sem a minudente demonstração e comprovação da existência do indébito e que posteriormente, também em sede de julgamento e por via de diligências, se oportunize tais demonstração e comprovação. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, prévia e espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/DComp lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 2008. O recorrente, contudo, limitouse a apresentar o DARF representativo do pagamento alegadamente indevido e as declarações que a Receita Federal do Brasil já possui em sua base de dados. Nesse ponto, destaco a insuficiência dessas documentos e demonstrativos. A DIPJ tem natureza meramente informativa e não é hábil, de per si, para sobreporse ao confessado na DCTF. Pergunto ao recorrente: existe alguma prova nos autos de que o valor da contribuição do período de apuração 01/12/2000 a 31/12/2000, confessado na DCTF vigente, foi efetivamente apurado com base numa estimativa, conforme alegado na Manifestação de Inconformidade? A resposta, evidentemente, é negativa. Tal comprovação deveria ser feita mediante demonstração lastreada, necessariamente, na escrituração contábilfiscal, revestida das formalidades intrínsecas e extrínsecas exigidas para tanto, sem o que não se pode afastar o atributo de irretratabilidade inerente à confissão espontânea do débito. Tal comprovação, repito, não foi feita. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp comprova um recolhimento, de outro, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC). A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15374.913848/200895 Acórdão n.º 3403002.306 S3C4T3 Fl. 58 7 Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI Fl. 61DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN 8 FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) À falta da prova do erro, capaz de afastar o atributo de irretratabilidade da confissão de dívida, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 25 de junho de 2013 Alexandre Kern Fl. 62DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN
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