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Numero do processo: 13804.000124/2001-71
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1997, 1998, 1999
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.
O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 05 anos, contado da data da entrega da declaração de compensação.
Transcorrido esse prazo sem que a autoridade administrativa se pronuncie, considerar-se-á homologada a compensação declarada pelo sujeito passivo e extinto o crédito tributário nela declarado.
Numero da decisão: 1103-000.416
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª câmara / 3ª turma ordinária do primeira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1997, 1998, 1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 05 anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Transcorrido esse prazo sem que a autoridade administrativa se pronuncie, considerar-se-á homologada a compensação declarada pelo sujeito passivo e extinto o crédito tributário nela declarado.
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O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 05 anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Transcorrido esse prazo sem que a autoridade administrativa se pronuncie, considerarseá homologada a compensação declarada pelo sujeito passivo e extinto o crédito tributário nela declarado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª câmara / 3ª turma ordinária do primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso voluntário. HUGO CORREA SOTERO Presidente em exercício Mário Sérgio Fernandes Barroso Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros, Marcos Shigeo Takata, Gervásio Nicolau Recktenvald, Eric Moraes de Castro e Silva, José Sérgio Gomes Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HUGO CORREIA SOTERO, 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES B ARROSO 2 (substituto convocado). Ausente, justificadamente, o conselheiro Aloysio José Percínio da Silva. Relatório Tratasse de recurso voluntário a respeito da decisão da DRJ que deferiu parcialmente a manifestação de inconformidade. Tratase de pedidos de restituição de saldos negativos de CSLL relativos aos anoscalendário de 1997, 1998 e 1999, cumulados com pedidos de compensação com débitos próprios, constantes destes autos e dos Processos nos 13804.000409/200110, 13804.000618/200155 e 13804.000868/200195, apensados ao presente. Por meio do referido Despacho Decisório (fls. 91 a 96), a DIORT deferiu na íntegra o pedido de restituição referente ao anocalendário de 1997 e parcialmente o pedido correspondente aos anoscalendário de 1998 e 1999, em face da comprovação parcial da CSLL mensal calculada por estimativa e da CSLL retida na fonte por órgão público. Em conseqüência, foram homologadas as compensações declaradas, até o limite do direito creditório reconhecido. Cientificada em 22/11/2006 (fl. 100), a interessada, representada por procurador (fls. 120 a 139), apresentou, em 22/12/2006, a manifestação de inconformidade de fls. 110 a 119. A interessada alega que, por não ter sido localizado no sistema IRPJ/CONS o saldo credor da CSLL de 1996, que teria sido compensado pela empresa com as estimativas apuradas nos anoscalendário de 1998 e 1999, a Receita Federal utilizou parte do crédito informado naqueles anos em compensação de ofício com a CSLL por estimativa de 11/1998 e 01/1999. Destaca a empresa que lançou no LALUR os créditos em questão, conforme cópias constantes dos Anexos I e II do presente processo. Entende que seria equivocado e ilegal o procedimento adotado pela Receita Federal, uma vez decaído o direito à constituição dos créditos compensados de ofício, nos termos do artigo 150, § 4o, do Código Tributário Nacional. Caso se admita que a entrega da DIPJ seria suficiente para a constituição definitiva dos pretensos créditos de CSLL por estimativa, argumenta que também teria sido ultrapassado o prazo prescricional estabelecido no artigo 174 do CTN, impedindo a compensação de ofício prevista no artigo 163 do CTN e no artigo 35 da Lei n° 9.430/1996. Afirma que teria ocorrido a homologação tácita da compensação dos débitos de CSLL estimativa relativos aos anoscalendário de 1998 e 1999 com saldos credores da CSLL do anobase de 1996, não podendo, dessa forma, ser desconsiderada tal compensação. Observa que também teriam sido homologadas tacitamente as compensações cujos pedidos foram apresentados de janeiro a abril de 2001, visto que a decisão de homologação parcial da compensação só veio a ser proferida em outubro de 2006. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HUGO CORREIA SOTERO, 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES B ARROSO Processo nº 13804.000124/200171 Acórdão n.º 110300.416 S1C1T3 Fl. 2 3 Por fim, requer sejam deferidos os pedidos de restituição e compensação constantes destes autos, bem como sejam respeitados os ditames legais quanto à suspensão da exigibilidade do crédito tributário. A DRJ decidiu (Ementa): “COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS DA MESMA ESPÉCIE. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INAPLICABILIDADE. Até o advento da declaração de compensação, não há que se cogitar de prazo para homologação de compensações de créditos do sujeito passivo com débitos da mesma espécie. COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. INOCORRÊNCIA. Na hipótese de apuração anual da CSLL, o contribuinte poderá deduzir da contribuição devida os valores pagos por estimativa ou retidos na fonte por órgãos públicos no curso do ano calendário, podendo o eventual saldo negativo resultante dessa soma algébrica ser restituído ou compensado com débitos de períodos subseqüentes. Não comprovada a efetividade de parte dos valores deduzidos pelo contribuinte, a autoridade administrativa apurou um saldo negativo menor que o informado na DIPJ, não tendo realizado qualquer compensação de ofício do saldo negativo com estimativas devidas no curso do ano calendário. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Reconhecese a homologação tácita do pedido de compensação, convertido em declaração de compensação, uma vez transcorrido o prazo de cinco anos previsto no artigo 74, § 5º, da Lei 9.430/1996, com a redação dada pela Lei 10.833/2003.” A contribuinte, ora recorrente, alega: PRELIMINARMENTE a)Homologação tácita dos pedidos de compensações Ocorrera a homologação tácita dos PAF n.º 13804.000124/200171, 13804.000409/200110, 13804.000618/200155 e 13804.000868/200195. Os protocolos foram de 15/01/2001, 13/02/2001, 14/03/2001 e 11/04/2001. Somente em 22 de novembro de 2006 a recorrente fora intimada fl. 100. Anexa jurisprudência. b) Da decadência CSL dos anos calendários de 1998 e 1999. Afirma que teria ocorrido a homologação tácita da compensação dos débitos de CSLL estimativa relativos aos anoscalendário de 1998 e 1999 com saldos credores da CSLL do anobase de 1996, não podendo, dessa forma, ser desconsiderada tal compensação. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HUGO CORREIA SOTERO, 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES B ARROSO 4 Anexa jurisprudência. MÉRITO a)Comprovação do saldo credor de CSL de 1995 e 1996 Em 31/12/1995 o saldo totalizava R$ 698.855,13 (doc. 01) e era formado por saldo negativo de CSL apurado em 31/12/1995, no valor de R$ 416.895,56 DIRPJ/96, somado a créditos de antecipações de CSLL de 1992 e 1993 no valor de R$ 281.959,57. (doc. 12) Em 31 de dezembro de 1996 apurouse saldo credor de R$ 241.376,33, o qual corresponde à diferença entre o total de CSL antecipada no período R$ 549.484,63 (vide pág 12 da DIPJ/97 – linha 10, ficha 09, mês de outubrodoc. 13) e o total da CSL devida no período R$ 308.108,30 (vide pág 13da DIPJ/97 linha 10 ficha 09, dezembro doc. 13). A recorrente equivocouse no preenchimento da DIPJ/97 (linha 11), ao não transportar o total de CSL antecipada no período R$ 549.484,63 para a linha 23 de forma que a contribuição a pagar na linha 26 resultasse (R$ 241.376,33). b)CSL retida na fonte por órgãos públicos em 1999 e 1998 A recorrente quitara a s diferenças apontadas. Voto Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso, Relator O recurso preenche o requisito de admissibilidade, motivo pelo qual dele tomo conhecimento. De fato, os pedidos de restituição/compensação, foram datados em 15 de janeiro de 2001 para o n.º 13804.000124/200171, em 13 de fevereiro de 2001 para o n.º 13804.000409/200110, em 14 de março de 2001 para o n.º 13804.000618/200155 e em 11 de abril de 2001 para o n.º 13804.000868/200195. Assim, quando da intimação em 22 de novembro de 2006 (fl. 100) já, de acordo com os parágrafos 4 e 5 do art. 74 da Lei n.º 9.430/1996, havia a homologação tácita. É farta a jurisprudência neste sentido como por exemplo o Acórdão 108 09556, de 06 de março de 2008, da antiga Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes “NORMAS PROCESSUAIS – CONVERSÃO DE PEDIDO DE COMPENSAÇÃO EM DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa na data em que passou a vigorar a novel legislação disciplinadora da matéria serão considerados declaração de compensação, desde o momento de seu protocolo na repartição fiscal. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HUGO CORREIA SOTERO, 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES B ARROSO Processo nº 13804.000124/200171 Acórdão n.º 110300.416 S1C1T3 Fl. 3 5 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO – HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 05 anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Transcorrido esse prazo sem que a autoridade administrativa se pronuncie, considerarseá homologada a compensação declarada pelo sujeito passivo e extinto o crédito tributário nela declarado.” Assim, deve se reconhecer a homologação tácita ocorrida nos processos em julgamento. De todo o exposto, voto por dar provimento ao recurso, para homologar as compensações dos processos o n.º 13804.000124/200171, n.º 13804.000409/200110, n.º 13804.000618/200155 e n.º 13804.000868/200195. Sala das Sessões, em 24 de fevereiro de 2011 Mário Sérgio Fernandes Barroso Fl. 5DF CARF MF Emitido em 11/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HUGO CORREIA SOTERO, 03/03/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES B ARROSO
score : 1.0
Numero do processo: 13736.001638/2008-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2006
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. HIPÓTESES DE ISENÇÃO.
As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n°. 8.852, de
1994, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem,
pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal
federal especifica.
Recurso Voluntário Negado.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Numero da decisão: 2102-001.075
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Acácia Sayuri Wakasungi
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. HIPÓTESES DE ISENÇÃO. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n°. 8.852, de 1994, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-12-15T15:14:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-12-15T15:14:11Z; Last-Modified: 2011-12-15T15:14:11Z; dcterms:modified: 2011-12-15T15:14:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f6adc7fe-23cb-42de-adca-dd6d250b0ddb; Last-Save-Date: 2011-12-15T15:14:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-12-15T15:14:11Z; meta:save-date: 2011-12-15T15:14:11Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-12-15T15:14:11Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-12-15T15:14:11Z; created: 2011-12-15T15:14:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-12-15T15:14:11Z; pdf:charsPerPage: 1219; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-12-15T15:14:11Z | Conteúdo => Giov 11 EDITADO EM: 09/11/ Acacia Sa \\1 asugi atora i Christian Nunes idente S2-C1T2 Fl. 32 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13736.001638/2008-71 Recurso n° 178.057 Voluntário Acórdão n° 2102-01.075 — P Camara / 2 Turma Ordinária Sessão de 10 de fevereiro de 2011 Matéria IRPF Recorrente ANÍSIO DE SOUZA SIMÕES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. HIPÓTESES DE ISENÇÃO. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n°. 8.852, de 1994, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discu os os pre entes autos. Acordam os memb/ros do colegia o, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da ra. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos, Vanessa Pereira Rodrigues Domene, Niabia Matos Moura, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Rubens Mauricio Carvalho e Acácia Sayuri Wakasugi. Relatório Assim, contra ANÍSIO DE SOUZA SIMÕES foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 03/06, para alterar o resultado da Declaração de Ajuste Anual (DAA), ano- calendário 2005, exercício 2006, sendo que confrontando o valor dos Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica declarados com o valor dos rendimentos informados pelas fontes pagadoras em Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirt), para o titular constatou-se omissão de rendimentos sujeitos A. tabela progressiva, no valor de R$ 8.365,68 percebido das fontes pagadoras. Na apuração do imposto devido, nada havia a ser compensado. Em síntese, o presente processo fiscal de lançamento, fora lavrado após o processamento da declaração de ajuste e resultado da solicitação de retificação de lançamento - SRL, por omissão de rendimentos recebidos. Cientificado, o recorrente insurgiu-se contra o lançamento focando primordialmente o inciso III do art 1° da Lei 8.852/94, o qual, segundo alega, enumera hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa fisica e, assim, a Secretaria da Receita Federal deveria rever a autuação, tendo juntado documentos, fls. 07/20. A DRJ em acordão tombado sob o n°. 13-22.344- l a . Turma da DRJ/RJOII , em sessão de julgamento datado de 26/11/2008, julgou, por unanimidade de votos, procedente o lançamento, fls. 22/26, tendo a seguinte ementa que ora transcrevo: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Lançamento Procedente" Cientificada, por AR em 20/12/2008, fls. 28, o contribuinte apresentou, em 15/01/2009, recurso voluntário, fls. 29/30, onde repisa os argumentos elencados na impugnação ao auto de lançamento, aduzindo ainda que de acordo com a Lei Federal no 8.852/94, em seu art. 1 0, inc. III, o IRPF não incidiria sob as parcelas relativas aos vencimentos dos militares/servidores civis, entre outras: Gratificação de tempo de serviço; gratificação ou adicional natalino, ou 13 0 Salário, Compensação Orgânica e Salário Família. É 0 RELATÓRIO. Voto Conselheira Acácia Sayuri Walcasugi 0 recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. Em sede de recurso, não foram apresentados novos argumentos ou elementos de prova para contestar as razões utilizadas pelo relator do voto do acórdão da DRJ, apenas foi solicitada novamente que fosse aceita a tese de isenção sobre parcelas referentes a Processo n° 13736.001638/2008-71 S2-C I T2 Acórdão n°2102-01.075 11. 33 Compensação Orgânica e Adicional de Tempo de Serviço e Compensação Orgânica, conforme a Lei 8.852, de 1994. De outro lado, o acórdão recorrido, foi minucioso acerca da impossibilidade legal e fática para que seja aceita a tese da defesa, conforme se vê no voto do julgamento prolatado pela de primeira instância que, aqui transcrevo, em partes: «(...) O Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, define no artigo 43 o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. A Lei 7.713/88, em seu art 3 0, § 10, dispõe que o imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, sobre todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos (renda), os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados, ressalvadas as disposições dos artigos 90 a 14 desta mesma Lei. Ademais, o § 40 do art 3° da Lei 7.713/88 define que a tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer titulo. Todavia, normas legais determinam a exclusão do rendimento bruto, para fins de incidência do imposto de renda da pessoa fisica, por serem isentos ou não tributáveis. Estas exclusões estão elencadas no artigo 39 do Decreto n° 3.000/99 (Regulamento do Imposto de Renda). A Lei 8.852/94 dispõe sobre a aplicação dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, § 1°, da Constituição Federal, além de dar outras providências, mas não contempla em seu artigo I°, hipóteses de isenção ou de não incidência do imposto de renda da pessoa física. O artigo 10 da Lei 8.852/94 define meramente aquilo que seja vencimento básico, vencimentos e remuneração para aplicação dos seus dispositivos. Coin efeito, não outorga isenção ou enumera hipóteses de não incidência de imposto, mesmo porque, lei que concede isenção deve ser específica, nos termos do § 6° do artigo 150 da CF/88, ou seja, deve tratar exclusivamente da matéria isentiva ou de determinada espécie tributária. As alíneas de "a" até "r" no inciso III do art I° da Lei 8.852/94 são exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de imposto de renda da pessoa fisica, em outras palavras, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do imposto sobre a pessoa ffsica, mas sim, repita-se, de sua exclusão do conceito de remuneração para os objetivos da Lei 8.852/94. (..)" Assim sendo, é imprescindível que as provas e argumentos sejam carreados aos autos, no sentido de refutar o procedimento fiscal, se revistam de toda força capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. No presente processo está clara pela instrução, provas prestadas e confirmadas pelos próprios interessados, que a parcela tributada não é isenta, pois, a Lei 8.852, de 1994 não é competente e não teve o objetivo de definir a isenção tributária sobre o IRPF, obrigando que a autoridade fiscal, em função da seu dever de oficio, promovesse o lançamento atendendo a legislação tributária vigente. Ademais essa matéria sobre o efeito da Lei 8.852, de 1994 em matéria tributária em tela já fora tema debates neste CARF, havendo pois, uniformidade de entendimentos: Processo n°. : 13701.000384/2006-17 Recurso n°. : 155.978 Matéria: IRPF - Ex(s): 2002 Sessão de : 25 de maio de 2007 Acórdão n°. : 104-22.484 IRPF - RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS - SERVIDORES PÚBLICOS A Lei n°. 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas fisicas. As verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço, adicional de férias e gratificação constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, A. mingua de enunciado isentivo na legislação. Recurso negado. Assim, constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observadas na autuação as respectivas legislações regentes das matérias e não tendo a contribuinte apresentado qualquer prova ou argumento capaz de elidir o que lhe foi imputado, devem ser mantidas as exigén merecendo reparos correto o lançamento e, por conseguinte, não instância, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. akasugi - Relatora 4
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Numero do processo: 10166.008739/2002-09
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 2000, 2002
Ementa:
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPENSAÇÃO.
Para que a autoridade administrativa possa reconhecer o direito creditório do contribuinte e, por via de consequência, considerar as compensações tributárias alegadas, é necessário que sejam aportados aos autos documentos que demonstrem a certeza e liquidez do crédito alegado, ex vi do disposto no art.170 do CTN.
COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA.
Descabe falar-se em homologação tácita da compensação na situação em que a ciência do improvimento se deu dentro do prazo qüinqüenal previsto na norma de regência.
DECADÊNCIA.
Tratando-se de pedidos de compensação em que os débitos não alcançados pela homologação já se encontram devidamente declarados e confessados, não há que se falar em caducidade do direito de exigir, eis que, como é cediço, a decadência direciona-se para o direito de constituir, e não de cobrar
o crédito tributário.
Numero da decisão: 1302-000.487
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
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COMPENSAÇÃO. Para que a autoridade administrativa possa reconhecer o direito creditório do contribuinte e, por via de consequência, considerar as compensações tributárias alegadas, é necessário que sejam aportados aos autos documentos que demonstrem a certeza e liquidez do crédito alegado, ex vi do disposto no art. 170 do CTN. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA. Descabe falarse em homologação tácita da compensação na situação em que a ciência do improvimento se deu dentro do prazo qüinqüenal previsto na norma de regência. DECADÊNCIA. Tratandose de pedidos de compensação em que os débitos não alcançados pela homologação já se encontram devidamente declarados e confessados, não há que se falar em caducidade do direito de exigir, eis que, como é cediço, a decadência direcionase para o direito de constituir, e não de cobrar o crédito tributário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. “documento assinado digitalmente” Fl. 100DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 16/03/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10166.008739/200209 Acórdão n.º 1302000.487 S1C3T2 Fl. 95 2 Marcos Rodrigues de Mello Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcos Rodrigues de Mello, Wilson Fernandes Guimarães, Daniel Salgueiro da Silva, Irineu Bianchi, Eduardo de Andrade e Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junior. Fl. 101DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 16/03/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10166.008739/200209 Acórdão n.º 1302000.487 S1C3T2 Fl. 96 3 Relatório CODIPE COMERCIAL DE PEÇAS E VEÍCULOS LTDA, já devidamente qualificada nestes autos, recorre a este Conselho contra a decisão prolatada pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília, Distrito Federal, consubstanciada no acórdão nº. 0329.511, de 19 de fevereiro de 2009, que indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada contra a decisão da Delegacia da Receita Federal em Brasília. Trata o processo de pedido de restituição, cumulado com o de compensação, relativo a SALDOS NEGATIVOS DE IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA dos anos de 1999 e 2001. Apreciando o pedido formalizado pela empresa, a Delegacia da Receita Federal em Brasília o acolheu em parte, motivo pelo qual foi interposta manifestação de inconformidade. Na ocasião, a contribuinte alegou: que a compensação teria sido realizada em conformidade com a legislação vigente; que o crédito abrange o período de 1999 e 2001, sendo que ela foi intimada da decisão em 03 de julho de 2007, tendo ocorrido, dessa forma, a homologação tácita da compensação; que os débitos não poderiam mais ser cobrados, em virtude de decadência. A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília analisou a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte (fls.) e por meio do acórdão nº. 0329.511 indeferiu a solicitação, conforme ementa que ora transcrevemos. Compensação Saldo Negativo de IRPJ Impossibilidade Não Comprovada a Liquidez e Certeza do Crédito do Sujeito Passivo. A compensação de créditos tributários (débitos do contribuinte) só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo, sendo que a compensação somente pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei. No caso, a interessada logrou comprovar em parte a certeza e liquidez de seu crédito de Saldo Negativo de IRPJ. Homologação Tácita Inocorrência Considerarseá tacitamente homologada a compensação efetuada pelo contribuinte em PER/DCOMP, quando a administração tributária não se manifestar no prazo de cinco anos contados da data de entrega da declaração de compensação. Fl. 102DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 16/03/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10166.008739/200209 Acórdão n.º 1302000.487 S1C3T2 Fl. 97 4 Ciente da Decisão de primeira instância em 10 de julho de 2009, conforme documento de folha 92, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 07 de agosto de 2009, conforme registro de recepção de folha 84, por meio do qual ofereceu, em síntese, os seguintes argumentos: que, ao contrário do afirmado pela decisão recorrida, ela, de fato, comprovou as retenções ocorridas, tanto pelos documentos já constantes dos autos, quanto pelo documento juntado com sua Manifestação de Inconformidade (Demonstrativo de Impostos Federais Retidos na Fonte doc. 3), não havendo que se falar, assim, em ausência de comprovação pela Recorrente do imposto retido na fonte incidente sobre as receitas computadas na base de cálculo da referida contribuição; que os documentos nos autos são suficientes para que o Fisco defira o pedido de compensação de forma integral, não assistindo razão para o seu deferimento apenas parcial; que a autoridade administrativa, para fins de apuração do imposto, considerou os valores extraídos da Dirf, conforme afirma às fls. 33, quando o correto seria considerar o valor da DIPJ, na forma realizada por ela; que a DIPJ é o documento contábil hábil para a referida compensação, vez que é nela que se apontará o imposto a recuperar, enquanto na Dirf será demonstrado o imposto a recolher; que, ademais, a DIPJ, por ser completa, possuía campos que a Dirf não, sendo esta a razão da diferença dos valores entre os referidos documentos; que na Dirf, não foi relacionado o Código 8045, no valor de R$ 11.476,84, nem o Código 6800, no valor de R$ 42.209,57 e R$ 26.311,72, o que totaliza o valor de R$ 81.239,97, declarado na DIPJ; que, dessa forma, deve ser considerado o referido valor, e não o apontado na Dirf e considerado pela Autoridade Administrativa. A contribuinte, ao final, solicita que o processo seja baixado em diligência para que se requisite aos órgãos onde ocorreram as retenções que apresentem a referida documentação. Traz, ainda, argumentos expendidos na peça impugnatória (homologação tácita do pedido de compensação e decadência do direito da Fazenda de exigir os créditos tributários que não foram extintos). É o Relatório. Fl. 103DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 16/03/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10166.008739/200209 Acórdão n.º 1302000.487 S1C3T2 Fl. 98 5 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Trata a lide de pedido de restituição, cumulado com o de compensação, relativo a SALDOS NEGATIVOS DE IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA dos anos de 1999 e 2001. Em sede de recurso voluntário, a contribuinte traz razões, as quais passo a apreciar. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO Alega a Recorrente que, ao contrário do afirmado pela decisão recorrida, ela, de fato, comprovou as retenções ocorridas, tanto pelos documentos já constantes dos autos, quanto pelo documento juntado com sua Manifestação de Inconformidade (Demonstrativo de Impostos Federais Retidos na Fonte doc. 3), não havendo que se falar, assim, em ausência de comprovação pela Recorrente do imposto retido na fonte incidente sobre as receitas computadas na base de cálculo da referida contribuição. Diz que os documentos nos autos são suficientes para que o Fisco defira o pedido de compensação de forma integral, não assistindo razão para o seu deferimento apenas parcial. Argumenta que a autoridade administrativa, para fins de apuração do imposto, considerou os valores extraídos da Dirf, conforme afirma às fls. 33, quando o correto seria considerar o valor da DIPJ, na forma realizada por ela. Diz que a DIPJ é o documento contábil hábil para a referida compensação, vez que é nela que se apontará o imposto a recuperar, enquanto na Dirf será demonstrado o imposto a recolher. Afirma que a DIPJ, por ser completa, possui campos que a Dirf não, sendo esta a razão da diferença dos valores entre os referidos documentos. Alega que na Dirf, não foi relacionado o Código 8045, no valor de R$ 11.476,84, nem o Código 6800, no valor de R$ 42.209,57 e R$ 26.311,72, o que totaliza o valor de R$ 81.239,97, declarado na DIPJ. De acordo com os documentos de fls. 01 e 02, a Recorrente pretende compensar débitos de CSLL do anocalendário de 2001 (AJUSTE), nos montantes de R$ 16.579,96 e R$ 7.516,24 com créditos referentes a saldos negativos dos anoscalendário de 2001 (R$ 16.579,96) e de 1999 (R$ 7.516,24). A unidade administrativa que primeiro analisou o pedido da contribuinte (Delegacia da Receita Federal em Brasília) o deferiu em parte em razão dos seguintes fatos (Despacho Decisório, fls. 31/35): a) o crédito relativo ao anocalendário de 1999 já havia sido objeto de compensação (processo administrativo nº. 10166.005379/200285); b) confrontando o valor do imposto retido na fonte declarado na DIPJ (R$ 81.239,97) com a declaração do imposto retido na fonte (DIRF), reduziu o montante para R$ 72.451,74; Fl. 104DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 16/03/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10166.008739/200209 Acórdão n.º 1302000.487 S1C3T2 Fl. 99 6 c) confrontando o valor do imposto retido na fonte por órgãos públicos declarado na DIPJ (R$ 8.570,39) com a declaração do imposto retido na fonte (DIRF), reduziu o montante para R$ 4.594,13. Diante de tais constatações, a Delegacia da Receita Federal reduziu o total de crédito pleiteado pela Recorrente para R$ 18.894,70, homologando as compensações requeridas até esse montante. Apreciando a Manifestação de Inconformidade apresentada, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília não acolheu os argumentos da Recorrente acerca da liquidez e certeza do crédito pleiteado com base nos seguintes fundamentos: i) somente se pode admitir como dedução do imposto devido o imposto retido na fonte incidente sobre receitas computadas na base de cálculo correspondente; ii) é necessária a apresentação de documentos que comprovem que a retenção foi efetivada; e iii) é necessária, também, a apresentação dos comprovantes de retenção emitidos pelas fontes pagadoras. Vejo como corretos os fundamentos expendidos pela autoridade julgadora de primeiro grau e como acertada a decisão prolatada, eis que a Recorrente efetivamente não carreou aos autos qualquer elemento capaz de comprovar a procedência dos valores glosados pela Delegacia da Receita Federal. Com efeito, à Manifestação de Inconformidade a Recorrente limitouse a juntar cópia da DIPJ/2002 e planilhas demonstrativas das supostas retenções, enquanto que ao recurso voluntário nada anexou. Resta evidente que tais documentos nada comprovam. A Recorrente, como bem ressaltou a autoridade julgadora de primeiro grau, deveria ter aportado aos autos os comprovantes de retenção emitidos pelas fontes pagadoras, demonstrando, também, que as receitas objeto de incidência antecipada foram devidamente submetidas à tributação definitiva. Revelase absolutamente equivocada a argumentação da Recorrente de que a análise do seu pedido deveria aterse à DIPJ, pois, como já destacado pela autoridade recorrida, a admissibilidade do imposto retido na fonte passa, primeiro, pela comprovação da sua retenção, e isso se faz por meio do documento emitido pela fonte pagadora (informes de rendimentos), que constituem legítimos insumos da Declaração de Imposto Retido na Fonte (DIRF). Descabida, também, a diligência requerida, vez que, no presente caso, o ônus probatório é de quem alega o direito (a Recorrente). Se a autoridade administrativa, apreciando o pleito do contribuinte, o indefere em parte face a ausência de comprovação, caberia ao contribuinte aportar aos autos elementos capazes de suprir a falta. Como já foi dito, cópia de declaração (DIPJ) e planilhas demonstrativas não se prestam para tanto, mas, sim, comprovantes de retenção, acompanhados da correspondente contabilização. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA Como destacado na instância a quo, o pedido de compensação foi protocolizado em 04 de julho de 2002 (fls. 01) e a Recorrente foi cientificada do despacho Fl. 105DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 16/03/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10166.008739/200209 Acórdão n.º 1302000.487 S1C3T2 Fl. 100 7 decisório em 03 de julho de 2007, não havendo que se falar, portanto, em homologação tácita da compensação. Às fls. 46, é a própria Recorrente quem afirma: O crédito fiscal objeto da presente decisão abrange o período de 1999 e 2001. A contribuinte foi intimada da presente decisão em 03/07/2007. Dessa forma, houve a homologação tácita do referida compensação, conforme entendimento do Egrégio Conselho de Contribuintes: ... DECADÊNCIA Incorre em equívoco a Recorrente ao sustentar o desaparecimento do direito de a Fazenda exigir os créditos tributários não alcançados pela homologação, visto que, como é cediço, a caducidade atinge o direito de “lançar”, de constituir os créditos tributários, e não o de promover a cobrança daqueles que já haviam sido objeto de confissão por parte do contribuinte, como é o caso da presente situação. Assim, considerado tudo que do processo consta, conduzo meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Sala das Sessões, em 22 de fevereiro de 2011 “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Fl. 106DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 01/03/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 16/03/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 11516.002356/2003-45
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Jul 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Simples Ano-calendário: 2002- SIMPLES PESSOA JURÍDICA EXCLUÍDAS DA OPÇÃO — Não poderá optar pelo SIMPLES, nos termos do inciso IX do artigo 9 ° ., da Lei 9317/96, a pessoa jurídica cujo sócio ou titular participa de outra empresa com mais de 10% do capital social e a receita bruta global no ano-calendário de 2001 ultrapassou o limite legal. Correta a exclusão do contribuinte de tal regime simplificado a partir de 01/01/2002,nos termos do artigo 15,1V, do mesmo dispositivo legal, vez que se encontra expressamente consignado na legislação esses eventos como impedimentos à opção do(a) relator(a).
Numero da decisão: 1102-000.490
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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Correta a exclusão do contribuinte de tal regime simplificado a partir de 01/01/2002,nos termos do artigo 15,1V, do mesmo dispositivo legal, vez que se encontra expressamente consignado na legislação esses eventos como impedimentos A opção. do(a) relator(a). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. IV AL QUIASTESSOA MONTEIRO — Presidente e Relatora EDITADO EM: 11/07/2011 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente da Turma), Joao Otavio Oppen -nan Thomé, Silvana Rescigno Guerra Ban-etto, Leonardo de Andrade Couto , Ana Clarissa Masuko dos Santos Aranjo(Suplente Convocada) e João Carlos Lima Junior(Vice-Presidente). Relatório Recorre a Contribuinte da contra decisão que manteve o Ato Declaratório Executivo DRF/FNS N.462.335 de 07/08/2003, que a excluiu do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), ao qual havia anteriormente optado, na forma da Lei n° 9.317, de 05 de dezembro de 1996 e alterações posteriores, a partir de 01/01/2002. A exclusão se fundou na existência de urn dos sócios corn participação superior a 10% do capital de outra pessoa jurídica, tendo a receita bruta global no ano- calendário 2001 superado o limite do art. 2°, II, da Lei n° 9.317, de 1996, incidindo na hipótese excludente prevista no art.9°, IX, da referida lei. A contribuinte oferece manifestação de inconformidade de fls.01/04 e o recurso de fis.23/28,como os mesmos argumentos, ou seja: 1) que os efeitos retroativos da exclusão não se sustentam antes as decisões dos tribunais superiores das quais cita (TRF 1 a .Regido Apelação Cível 20038000427481/MG 4 1 .Turma.Unânime.Rel. Dês.italo Fioravante Sabo Mendes). Por isto pede que os efeitos de tal ato ocorra após ciência do ato declaratório executivo; 2)embora a previsão legal determine a soma dos faturamentos das empresas com sócio comum, afirma que o bem juridicamente protegido pela legislação não foi ferido porque as atividades das duas empresas não se confundem; 3)pede sua reinclusdo no sistema, tendo em vista a insubsistência do Ato Declaratório Executivo em questão. O processo teve seu julgamento convertido em diligência através do acórdão 3803-00010 de 18/05/2009,de Ils.42/44, onde o Relator assim concluiu: Como o Ato Declaratório de exclusão do SIMPLES fundamentou-se na hipótese de extrapolação do limite legal de faturamento e existência de sócio comum clas empresas coin participação superior a 10%, a apreciação da regularidade da exclusão deve se limitar apenas a este ponto. E nesse ponto, não se vê dos autos qualquer elemento que demonstre o valor somado do faturamento das empresas com sócio CO11111171 no ano c/c 2001, muito menos a informação acerca de qual regime de tributação era adotado pelcts outras empresas das- quais o sócio commit participaria. Notadamente esta Ultimo informação é fundamental, para se verificar se há, de fato e sob a nova legislação do Simples, incompatibilidade a justificar a exclusão do sistema. Assim, proponho a conversão cio feito em diligencia, para que baixem os autos, a fim ! de que sejcun informados (i) o valor cio faturamento da Recorrente e das empresas inscrita no CNPJ sob 17 78.617.925/0001-73 no ano de 2001, (ii) bem como o regime de tributação das referidas empresas naquele mesmo ano. 0 resultado encontra-se as fis.50 2 Processo If 11516.002356/2003-45 S1-C1T2 Acórao n.° 1102-00.490 Fl. 2 Recebo, por sorteio, o processo para relato. Este o Relatório. Voto Conselheira IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Trata-se de exclusão do SIMPLES, conforme anteriormente relatado, cuja fundamentação do ato de exclusão centra-se na violação do art. 9°, inciso lx, da Lei n. 9317/96, que impede a condição de beneficiaria do Simples às pessoas jurídicas cujo titular ou sócio participe com mais de 10% do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do art. 2°. 0 ato declaratório e a decisão recorrida apontam que restara comprovado que, no ano de 2001, somadas as receitas brutas da Recorrente e da empresa SILVEIRA DISTRIBUIDORA DE CIGARROS LTDA, CNPJ 78.617.925/0001-73, da qual o Sr. João Carlos Silveira CPF 444.674.609-00 detem 50% do capital social, houve superação do limite legal para manutenção da empresa no SIMPLES. A legislação que rege a matéria proibe expressamente a opção do SIMPLES de pessoas jurídicas cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, quando a receita bruta global, no caso, o somatório do faturamento de ambas as empresas, ultrapasse o limite previsto na legislação no SIMPLES, ou seja R$1.200.000,00 época (atualmente é de R$2.400.000,00, redação dada pela Lei n° 11.196 de 22/11/2005). Fundamentos no inciso IX do artigo 90 da Lei 9.317/96, combinado corn artigo 2° do mesmo diploma legal. Bem como os documentos juntados na instrução processual demonstra que a participação do sócio Sr. Joao Carlos Silveira CPF 444.674.609-00 ,na empresa Recorrente (99%) e na outra empresa, as quais, em conjunto, tiveram receita bruta superior ao limite legal do SIMPLES no ano de 2001. As próprias razões de recurso admitem que houve extrapolação desse limite e pedem que o mesmo seja desconsiderado porque as duas empresas tern atividades diversas. A legislação que rege a matéria proibe expressamente a opção do SIMPLES de pessoas jurídicas cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, quando a receita bruta global, no caso, o somatório do faturamento de ambas as empresas, ultrapasse o limite previsto na legislação no SIMPLES, ou seja RS1.200.000,00 à época (atualmente é de RS2.400.000,00, redação dada pela Lei n° 11.196 de 22/11/2005). Fundamentos no inciso IX do artigo 90 da Lei 9.317/96, combinado coin artigo 2° do mesmo diploma legal. Também, pela legislação de regência, não socorre a Recon -ente o argumento de que o juclicidrio vem admitindo que a exclusão do sistema não ocorra de forma retroativa. A exclusão, no caso se rege pelo artigo 15 da Lei 9317/1996. Nesta ordem de juizos nego provimento ao recurso. IV\E-T/E MALAQUIAS- PESSOA MONTEIRO 4
score : 1.0
Numero do processo: 15540.000261/2009-36
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 27/05/2009
PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESATENDIMENTO À SOLICITAÇÃO DO FISCO PARA DISPONIBILIZAR INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS E/OU A PRESTAR ESCLARECIMENTOS. INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO.
Deixar de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis relacionadas à auditoria fiscal, bem como se recusar a fornecer os esclarecimentos necessários ao bom desenvolvimento dos trabalhos de fiscalização, caracteriza infração à legislação por descumprimento de obrigação acessória.
IMPOSSIBILIDADE DE APRESENTAÇÃO DAS FOLHAS DE PAGAMENTO. INOCORRÊNCIA.
Não deve ser acatado o argumento recursal de que estaria impossibilitada de apresentar as folhas de pagamento, as quais estariam retidas pela Administração Tributária, haja vista que a empresa, por possuir sistema de processamento dados para preparar suas informações contábeis e fiscais, teria meios de imprimir cópias dos documentos em questão.
TOMADOR DE SERVIÇOS PRESTADOS MEDIANTE CESSÃO DE MÃO DE OBRA.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.
A responsabilidade pelo cumprimento de obrigações acessórias decorrentes de prestação de serviço executado mediante cessão de mão de obra é do prestador de serviços, sendo o tomador responsável apenas pelo recolhimento da retenção a que está obrigado a efetuar.
CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. COMPENSAÇÃO. CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE.
O CARF não tem atribuição para julgar pedidos de liquidação do lançamento sob exame com créditos que o sujeito passivo supostamente detenha para com a Fazenda Pública.
CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO. COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL DA EMPRESA DETENTORA PARA COM DÉBITOS NÃO CONSTITUÍDOS. INEXISTÊNCIA.
Não se prestam as certidões negativas de débito ou certidões positivas com efeito de negativa para atestar a inexistência de débitos ainda não constituídos.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 27/05/2009
PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO.
PRAZO DECADENCIAL.
O fisco dispõe de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorreu a infração, para constituir o crédito correspondente à penalidade por descumprimento de obrigação acessória.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-001.802
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar a preliminar de decadência; e II) negar provimento ao recurso.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 27/05/2009 PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESATENDIMENTO À SOLICITAÇÃO DO FISCO PARA DISPONIBILIZAR INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS E/OU A PRESTAR ESCLARECIMENTOS. INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO. Deixar de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis relacionadas à auditoria fiscal, bem como se recusar a fornecer os esclarecimentos necessários ao bom desenvolvimento dos trabalhos de fiscalização, caracteriza infração à legislação por descumprimento de obrigação acessória. IMPOSSIBILIDADE DE APRESENTAÇÃO DAS FOLHAS DE PAGAMENTO. INOCORRÊNCIA. Não deve ser acatado o argumento recursal de que estaria impossibilitada de apresentar as folhas de pagamento, as quais estariam retidas pela Administração Tributária, haja vista que a empresa, por possuir sistema de processamento dados para preparar suas informações contábeis e fiscais, teria meios de imprimir cópias dos documentos em questão. TOMADOR DE SERVIÇOS PRESTADOS MEDIANTE CESSÃO DE MÃO DE OBRA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A responsabilidade pelo cumprimento de obrigações acessórias decorrentes de prestação de serviço executado mediante cessão de mão de obra é do prestador de serviços, sendo o tomador responsável apenas pelo recolhimento da retenção a que está obrigado a efetuar. CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. COMPENSAÇÃO. CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. O CARF não tem atribuição para julgar pedidos de liquidação do lançamento sob exame com créditos que o sujeito passivo supostamente detenha para com a Fazenda Pública. CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO. COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL DA EMPRESA DETENTORA PARA COM DÉBITOS NÃO CONSTITUÍDOS. INEXISTÊNCIA. Não se prestam as certidões negativas de débito ou certidões positivas com efeito de negativa para atestar a inexistência de débitos ainda não constituídos. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 27/05/2009 PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. PRAZO DECADENCIAL. O fisco dispõe de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorreu a infração, para constituir o crédito correspondente à penalidade por descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado.
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OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESATENDIMENTO À SOLICITAÇÃO DO FISCO PARA DISPONIBILIZAR INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS E/OU A PRESTAR ESCLARECIMENTOS. INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO. Deixar de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis relacionadas à auditoria fiscal, bem como se recusar a fornecer os esclarecimentos necessários ao bom desenvolvimento dos trabalhos de fiscalização, caracteriza infração à legislação por descumprimento de obrigação acessória. IMPOSSIBILIDADE DE APRESENTAÇÃO DAS FOLHAS DE PAGAMENTO. INOCORRÊNCIA. Não deve ser acatado o argumento recursal de que estaria impossibilitada de apresentar as folhas de pagamento, as quais estariam retidas pela Administração Tributária, haja vista que a empresa, por possuir sistema de processamento dados para preparar suas informações contábeis e fiscais, teria meios de imprimir cópias dos documentos em questão. TOMADOR DE SERVIÇOS PRESTADOS MEDIANTE CESSÃO DE MÃODEOBRA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A responsabilidade pelo cumprimento de obrigações acessórias decorrentes de prestação de serviço executado mediante cessão de mãodeobra é do prestador de serviços, sendo o tomador responsável apenas pelo recolhimento da retenção a que está obrigado a efetuar. CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. COMPENSAÇÃO. CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 110DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 2 O CARF não tem atribuição para julgar pedidos de liquidação do lançamento sob exame com créditos que o sujeito passivo supostamente detenha para com a Fazenda Pública. CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO. COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL DA EMPRESA DETENTORA PARA COM DÉBITOS NÃO CONSTITUÍDOS. INEXISTÊNCIA. Não se prestam as certidões negativas de débito ou certidões positivas com efeito de negativa para atestar a inexistência de débitos ainda não constituídos. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 27/05/2009 PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. PRAZO DECADENCIAL. O fisco dispõe de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorreu a infração, para constituir o crédito correspondente à penalidade por descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar a preliminar de decadência; e II) negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleuza Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 111DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 15540.000261/200936 Acórdão n.º 240101.802 S2C4T1 Fl. 101 3 Relatório Tratase do Auto de Infração n. 37.105.7620 decorrente da aplicação de penalidade por descumprimento de obrigação acessória. Nos termos do Relatório Fiscal da Infração, fl. 42, a empresa deixou de atender a solicitação do Fisco para prestar esclarecimentos a respeito de divergências entre os valores contabilizados a título de remuneração dos segurados empregados e o total dos salários de contribuição dos segurados empregados declarados em GFIP nas competências 02/2004 a 12/2004. Além disso, continua, recusouse a informar quais segurados empregados foram beneficiados com os valores não declarados em GFIP. O Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fl. 43, expõe a base legal e a metodologia utilizada para a fixação da penalidade. O sujeito passivo ofertou impugnação, fls. 52/55, na qual argumentou que os documentos que o Fisco alega terem sido sonegados, na verdade estão em originais instruindo processos de restituição protocolizados na própria Receita Federal. Afirma que, nesse sentido, não se pode penalizálo em razão de estar defendendo um direito seu, mediante a apresentação de requerimentos de repetição do indébito. Sustenta que a Auditoria está aplicando duas multas pelo mesmo fato, o que denota que há dúvidas sobre qual das multas deve prevalecer e até se realmente há penalidade a ser aplicada. Ao final, pede o cancelamento da lavratura. A DRJ Rio de Janeiro I declarou procedente o lançamento em acórdão assim ementado: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/02/2004 a 31/12/2004 DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES À FISCALIZAÇÃO. Ao deixar de prestar à autoridade fiscal todas informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse da mesma, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização, a empresa incorre em infração à legislação previdenciária e descumpre a obrigação acessória prevista no art. 32, III da Lei 8.212/91, c/c art. 225, III do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 112DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 4 Inconformado o sujeito passivo interpôs recurso voluntário, fls. 89/93, no qual, em apertada síntese, alegou que: a)ocorreu decadência para os créditos lançados no AI; b)a responsabilidade pelo recolhimento do tributo é do tomador de serviços, conforme dispões o art. 31 da Lei n. 8.212/1991; c) devem ser compensados os créditos relativos aos processos de restituição em curso, além de que o arquivamento dos processos de restituição deuse em desacordo com a legislação em vigor; d) a empresa não cometeu qualquer ação ou omissão que pudesse justificar a aplicação de pena administrativa; e) a emissão de certidões positivas com efeito de negativa, está a atestar que a empresa encontravase em situação regular. Ao final pede o reconhecimento da decadência do crédito ou o seu cancelamento. É o relatório. Fl. 113DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 15540.000261/200936 Acórdão n.º 240101.802 S2C4T1 Fl. 102 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Decadência A decadência do direito do fisco de lançar a multa não deve ser reconhecida. É cediço que após a edição da Súmula Vinculante n.º 08, de 12/06/2008 (DJ 20/06/2008), o prazo de que dispõe o fisco para a constituição do crédito tributário relativo às contribuições previdenciárias passou a ser regido, com efeito retroativo, pelas disposições do Código Tributário Nacional – CTN, posto que o art. 45 da Lei n.º 8.219/1991 foi declarado inconstitucional. Esse posicionamento da Corte Maior traz impacto não só em relação às exigência fiscais decorrentes do inadimplemento da obrigação principal, mas interfere também nos lançamentos das multas por desobediência a deveres instrumentais vinculados à fiscalização das contribuições. Diante disso, fixouse a interpretação de que, uma vez ocorrida a infração, teria o fisco o prazo de cinco anos para efetuar o lançamento da multa correspondente. Assim, havendo o descumprimento da obrigação legal, o prazo de que o fisco disporia para constituir o crédito relativo à penalidade seria o prazo geral de decadência, fixado no art. 173, I, do CTN, in verbis: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (...) Não há nessa situação o que se cogitar de aplicação do art. 150, § 4.º, uma vez que esse é dirigido apenas ao lançamento por homologação e o lançamento de multa por descumprimento de obrigação acessória é um típico caso de lançamento de ofício. Tendose em conta que a empresa tomou ciência da autuação em 09/06/2009, pelo critério acima, o período relativo às competências para as quais o Fisco requereu esclarecimentos foi de 02 a 12/2004, não estava abarcado pela decadência. Nesse sentido, para as competências relacionadas à lavratura, a multa poderia ser aplicada até 31/12/2009, razão por que fica afastada a preliminar de decadência. Impossibilidade de apresentação de folhas de pagamento Fl. 114DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 6 É bom que se ressalte a princípio que a motivação da autuação não foi a falta de apresentação das folhas de pagamento, como quer deixar entendido a recorrente, mas a falta de esclarecimentos sobre as divergências entre as remunerações apuradas com base na escrita contábil e aquelas declaradas em GFIP. O Relatório Fiscal mencionou as folhas de pagamento para justificar a impossibilidade de comparálas com as GFIP, bem como de fazer a correta distribuição dos fatos geradores por estabelecimento da empresa. Porém, o que nos interessa é a falta de plausibilidade do argumento da empresa quanto à impossibilidade de apresentar as folhas, pelo fato das mesmas se encontrarem instruindo processos de restituição. Inicialmente, conforme se ponderou no voto condutor do acórdão da DRJ, não há procedimento da Administração Tributária que preveja a instrução de processos de restituição com originais de quaisquer documentos, mas com cópias, que deverão ser autenticadas, devolvendose ao interessado os originais. Por outro lado, supondose que por um lapso esses documentos tivessem ficado retidos, a empresa poderia peticionar no sentido de obtêlos, mas nada disso foi comprovado. Posso citar mais uma constatação que atesta a fragilidade desse argumento. Falo da possibilidade da empresa ter efetuado a impressão de novas folhas para apresentar ao Fisco. Sobre esse fato, faço questão de reproduzir alegação constante do voto condutor do acórdão recorrido, assim expressa: 32. Como se pode observar das folhas do Livro Diário anexadas aos autos, a Impugnante utiliza sistemas de processamento eletrônico de escrituração de livros e documentos de natureza contábil, fiscal e previdenciária. Portanto, caso fosse do interesse do contribuinte, bastaria emitir novamente as folhas de pagamento solicitadas e apresentálas à fiscalização, já que as mesmas não possuem um registro obrigatório tal como o Livro Diário por exemplo, que necessita ser o original. 33. Dessa forma, concluise que a defesa apresentada foi meramente protelatória. Da inexistência da infração Alega a recorrente a inexistência da infração. Para averiguação desse ponto do recurso é curial que se analise a conduta narrada pelo Fisco e o dispositivo invocado para a autuação. Assevera a Auditoria que intimou a empresa a apresentar esclarecimentos acerca das divergências existentes entre os valores de remuneração constantes na escrita contábil e aqueles declarados na GFIP. Afirmase que em razão dessa omissão da empresa, o Fisco ficou impossibilitado de identificar os trabalhadores que foram beneficiados com os pagamentos excedentes da declaração de GFIP. Como se viu do recurso, a empresa limitouse a justificar a sua omissão no fato de não dispor das folhas, as quais supostamente estariam a instruir processos de restituição. Pelas considerações acima essa justificativa não merece acatamento. Fl. 115DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 15540.000261/200936 Acórdão n.º 240101.802 S2C4T1 Fl. 103 7 Nesse sentido, entendo que deva prevalecer a versão do Fisco acerca da conduta tido como contrária ao ordenamento, a qual, não tenho receio de afirmar, desobedeceu ao disposto na Lei n. 8.212/1991, mais precisamente ao seguinte dispositivo: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) III – prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de seu interesse, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização;(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) Assim, estando diante de claro descumprimento de obrigação acessória, a Agente do Fisco viuse diante do dever de efetuar a lavratura fiscal para aplicação da penalidade legalmente prevista, conforme expresso no Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 43. Da responsabilidade do tomador dos serviços Afirma a empresa que havendo a sua responsabilidade quanto ao recolhimento das contribuições previdenciárias inexiste, na medida em que foi repassada para o tomador dos serviços por força do art. 31 da Lei n. 8.212/1991, com redação dada pela Lei n. 9.711/1998. Equivocase mais uma vez a recorrente. Nos termos do art. 31 da Lei n. 8.212/1991 a responsabilidade do tomador de serviços restringese a efetuar a retenção sobre as faturas de prestação de serviços efetuados mediante cessão de mãodeobra e recolher o valor correspondente aos cofres da Seguridade Social. Nenhuma responsabilidade tem o tomador do serviços pela prestação de esclarecimentos ao Fisco em ação fiscal realizada em outra empresa, sendo esse dever apenas do prestador. Assim, não devo acatar esse argumento. Das compensações O pedido de compensação do valor apurado com supostos créditos que a empresa teria com a Fazenda Nacional em decorrência do processo de restituição não pode ser reconhecido no presente processo administrativo fiscal. Aqui tem lugar tão somente a verificação da legalidade do ato administrativo de lançamento, não sendo o foro próprio para decisão acerca de processo compensatório ou de restituição. Além do mais, a compensação somente pode ser deferida quando o crédito fiscal estiver definitivamente constituído, o que não é o caso do lançamento sob discussão, posto que ainda não transitado em julgado na seara administrativa, como também, os processos de restituição que não foram arquivados ainda carecem de decisão da Administração Tributária. Da inexistência de irregularidades em razão da emissão de certidões negativas de débito Fl. 116DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 8 Não merece acolhimento a tese de que as certidões positivas com efeito de negativa obtidas pela recorrente até o ano de 2007 seriam atestado de que a empresa não teria qualquer tipo de irregularidade. A emissão das certidões apenas revela que no período a empresa não tinha contra si débitos exigíveis, jamais que a mesma estaria totalmente regular perante a Seguridade Social. A certidão é emitida, ainda que haja créditos tributários em discussão administrativa, imaginem contribuições ainda não lançadas. Assim, a certidão negativa não se presta a atestar a inexistência de tributos ainda não apurados. É o que se pode ver das ressalvas constates nas certidões, assim redigidas: Ressalvado o direito de a Fazenda Nacional cobrar e inscrever quaisquer dívidas de responsabilidade do sujeito passivo acima identificado que vierem a ser apuradas, é certificado que não constam pendências em seu nome relativas a contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e a inscrições em Dívida Ativa da União (DAU). Afastase, assim, mais essa alegação. Conclusão Diante de todo o exposto, voto por conhecer do recurso, por afastar a preliminar de decadência e, no mérito, pelo desprovimento do mesmo. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 117DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 12/05/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE
score : 1.0
Numero do processo: 13748.000018/00-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999
IPI. RESSARCIMENTO. ART. 11 DA LEI Nº 9.779/99.
O saldo credor do IPI, acumulado em cada trimestrecalendário,
de que trata
o art. 11 da Lei nº 9.779/99, que o contribuinte não puder compensar com o
IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser ressarcido ou compensado,
uma vez preenchido os requisitos pertinentes.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-000.918
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por una
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ALAN FIALHO GANDRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999 IPI. RESSARCIMENTO. ART. 11 DA LEI Nº 9.779/99. O saldo credor do IPI, acumulado em cada trimestrecalendário, de que trata o art. 11 da Lei nº 9.779/99, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser ressarcido ou compensado, uma vez preenchido os requisitos pertinentes. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Alan Fialho Gandra Relator. EDITADO EM: 08/04/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antônio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra e Gileno Gurjão Barreto. Ausente o conselheiro Alexandre Gomes. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 08/04/2011 por ALAN FIALHO GANDRA 2 Relatório A empresa Werner Fábrica de Tecidos Ltda. apresentou pedido de ressarcimento de saldo credor de IPI, originado da aquisição de insumos, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem utilizados na industrialização de produtos, de que trata o artigo 11 da Lei n° 9.779/99 e IN SRF n° 33/99, referente ao quarto trimestre do ano de 1999, devidamente corrigido pelos índices oficiais utilizados na restituição de indébito, cumulado com pedido de compensação com débitos de PIS, COFINS e IRRF. A DRF de jurisdição da Contribuinte, em despacho decisório, indeferiu o pedido e ordenou o lançamento de ofício do crédito tributário relativo aos débitos compensados. Inconformada com o indeferimento, apresentou suas razões e argumentos em manifestação de inconformidade, a qual foi apreciada por colegiado de primeira instância, resultando em: i) não tomar conhecimento, por incompetência regimental, da compensação com débito de IRRF e ii) indeferimento do ressarcimento haja vista que a Requerente não efetuou o estorno do crédito IPI, o que configura duplicidade de aproveitamento de crédito. Cientificada do acórdão, a Interessada insurgese contra seus termos, apresentando Recurso Voluntário, alegando unicamente que faz jus ao ressarcimento de crédito do IPI pleiteado e desistindo das demais matérias (correção do ressarcimento e pedido de compensação). Afirma que o estorno em tela foi registrado em janeiro/2000 (mês seguinte ao período pleiteado). Esclarece que tal registro ocorreu com “erro material”, eis que registrou o débito no item 012 do livro Registro de Apuração do IPI, quando o correto seria no item 011 mas isso, no entanto, não prejudica o ressarcimento haja vista que está evidente que não ocorreu o aproveitamento de crédito em duplicidade. Aponta e apresenta documentos que certificam que referido estorno fora efetuado. Colaciona jurisprudência e doutrina a seu favor. Conclui requerendo “... seja dado provimento ao presente recurso, para que seja deferido o pedido de ressarcimento no tocante ao saldo credor do IPI, valor principal (R$ 8.872,75) i.e., excluída, portanto, a correção pela Taxa Selic, e de sua compensação com débitos de PIS e da COFINS”. Na forma regimental, o processo foi distribuído a este Relator. É o relatório. Voto Conselheiro Alan Fialho Gandra, Relator Fl. 2DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 08/04/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Processo nº 13748.000018/0001 Acórdão n.º 330200.918 S3C3T2 Fl. 2 3 O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Conforme já aventado no relatório acima, o cerne da questão consiste em verificar se o crédito em questão foi estornado, evitandose a utilização em duplicidade e, em seguida, analisar o pleito de ressarcimento de IPI de que tratam o art.11 da Lei n° 9.779/99 e IN SRF n° 33/99. De início, registrese que tanto o Despacho Decisório da DRF (fls. 37) quanto o acórdão da DRJ (fls. 59 e ss.), com supedâneo no art. 151 da IN SRF nº 210, de 30/09/2002, indeferiram o pleito em decorrência da Interessada não ter estornado o crédito, no valor correspondente ao ressarcimento, na data da formalização do pedido. Analisando os autos e a legislação pertinente, no que interessa ao deslinde do litígio, verificase que: i) O ressarcimento pleiteado referese ao quarto trimestre de 1999; ii) O pedido de ressarcimento (fl. 01) foi apresentado em 13/01/2000; iii) A legislação que rege o ressarcimento em apreço é o art. 11 da Lei n° 9.779/99, IN SRF n° 33/99 e a IN SRF nº 21/97 (referenciada pelo art. 2º, § 2º, II, da IN SRF nº 21/97). Nenhuma dessas normas estabelece prazo para registro do estorno do crédito; iv) O art. 15 da IN SRF nº 210/2002,o qual fundamentou as decisões pretéritas para denegação do ressarcimento em baila, entrou em vigor e passou a surtir efeitos em 01/10/2001, a teor do art. 452 da citada norma. Portanto, não é aplicável ao caso concreto vez que o nosso ordenamento tributário consagra os princípios tempus regit actum e da irretroatividade das normas. v) Ainda que se entenda aplicável o art. 15 da IN SRF nº 210/2002, a Recorrente não descumpriu nenhum prazo, pois o pedido foi protocolado em 13/01/2000 (fl. 01), o respectivo período de apuração (segundo decêndio de janeiro/2000) encerrou em 20/01, o estorno foi efetuado nesse decêndio (fls. 77), e o prazo estabelecido na referida norma é o período de apuração em que for encaminhado o pedido de ressarcimento à SRF, portanto dentro do prazo normativo; vi) A escrituração do débito no item 12 do Livro Registro de Apuração do IPI, ao invés de 11, tratase de mera inexatidão material e não configura aproveitamento do crédito em duplicidade, portanto não prejudica o ressarcimento pleiteado. 1 Art. 15. No período de apuração em que for encaminhado à SRF o "Pedido de Ressarcimento de Créditos do IPI", bem assim em que forem aproveitados os créditos do IPI na forma prevista no art. 21 desta Instrução Normativa, o estabelecimento que escriturou referidos créditos deverá estornar, em sua escrituração fiscal, o valor pedido ou aproveitado. 2 IN SRF nº 210/2002 Art. 45. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1o de outubro de 2002. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 08/04/2011 por ALAN FIALHO GANDRA 4 Pelas razões acima aduzidas e sendo o que basta para o deslinde da questão, voto por dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer o direito ao ressarcimento pleiteado, sem incidência de qualquer índice de correção e/ou juros; reservado à Receita Federal efetuar as verificações pertinentes. (assinado digitalmente) Alan Fialho Gandra Relator Fl. 4DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 08/04/2011 por ALAN FIALHO GANDRA
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Numero do processo: 12963.000303/2010-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2009
Ementa:
PRODUTO RURAL CONTRIBUIÇÃO.SUB-ROGARÃO
Fica o adquirente subrogado ao recolhimento das contribuições
previdenciárias incidentes sobre a comercialização de produção rural adquirida de pessoas físicas.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-001.171
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado.
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2009 Ementa: PRODUTO RURAL CONTRIBUIÇÃO.SUB-ROGARÃO Fica o adquirente subrogado ao recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre a comercialização de produção rural adquirida de pessoas físicas. Recurso Voluntário Negado
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Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado. Marco Andre Ramos Vieira Presidente. Liege Lacroix Thomasi Relatora EDITADO EM: 08/08/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Marco Andre Ramos Vieira (presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Arlindo da Costa e Silva, Liege Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Vera Kempers de Moraes Abreu. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 14/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Relatório Trata o lançamento de contribuições previdenciárias incidentes sobre a comercialização de produção rural adquirida de pessoas físicas, no período de 07/2008 a 12/2009. O auto de infração de obrigação principal foi lavrado em 17/03/2010. Após impugnação, Acórdão de fls. 113/114, julgou o lançamento procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso tempestivo onde requer a suspensão da exigibilidade do crédito devido a interposição de recurso e a improcedência da autuação, por ser a contribuição inconstitucional. É o relatório. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 14/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 12963.000303/201011 Acórdão n.º 230201.171 S2C3T2 Fl. 2 3 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi Cumprido o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade, conheço do recurso e passo ao seu exame. Primeiramente, saliento que a suspensão da exigibilidade do crédito, frente o oferecimento de recurso, referese tão somente aos atos executórios de cobrança. O crédito previdenciário ficará com sua exigibilidade suspensa até o julgamento administrativo de última e definitiva instância. Quanto ao mérito, o lançamento se refere à contribuição incidente sobre a comercialização dos produtos rurais adquiridos de produtor rural pessoa física, na forma disposta pelo artigo 25, I e II, da Lei n.º 8.212/91: Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 9/7/2001) I 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) II 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) A contribuição foi exigida por subrogação, expressamente prevista no ordenamento jurídico brasileiro, c artigo 30, IV da Lei n.º 8.212/91: Art.30 IV a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa ficam subrogadas nas obrigações da pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 e do segurado especial pelo cumprimento das obrigações do art. 25 desta Lei, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, exceto no caso do inciso X deste artigo, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei 9.528, de 10.12.97) Portanto, as contribuições citadas advêm de diplomas legais e o exame da constitucionalidade das leis é matéria afeta ao Supremo Tribunal Federal, não sendo pertinente seu estudo na esfera administrativa, motivo pelo qual, apenas estão apontadas as leis que Fl. 159DF CARF MF Impresso em 14/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 respaldam o levantamento do débito, deixandose de se manifestar quanto ao aspecto constitucional das mesmas. Quanto à alegação de inconstitucionalidade, ressaltase que a apreciação de matéria constitucional em tribunal administrativo exacerba sua competência originária que é a de órgão revisor dos atos praticados pela Administração, bem como invade competência atribuída especificamente ao Judiciário pela Constituição Federal. No Capítulo III do Título IV, especificamente no que trata do controle da constitucionalidade das normas, observase que o constituinte teve especial cuidado ao definir quem poderia exercer o controle constitucional das normas jurídicas. Decidiu que caberia exclusivamente ao Poder Judiciário exercêla, especialmente ao Supremo Tribunal Federal. Permitir que órgãos colegiados administrativos reconhecessem a constitucionalidade de normas jurídicas seria infringir o disposto na própria Constituição Federal, padecendo, portanto, a decisão que assim o fizer, ela própria, de vício de constitucionalidade, já que invadiu competência exclusiva de outro Poder. O professor Hugo de Brito Machado in “Mandado de Segurança em Matéria Tributária”, Ed. Revista dos Tribunais, páginas 302/303, assim concluiu: “A conclusão mais consentânea com o sistema jurídico brasileiro vigente, portanto, há de ser no sentido de que a autoridade administrativa não pode deixar de aplicar uma lei por considerála inconstitucional, ou mais exatamente, a de que a autoridade administrativa não tem competência para decidir se uma lei é, ou não é inconstitucional.” Ademais, como da decisão administrativa não cabe recurso obrigatório ao Poder Judiciário, em se permitindo a declaração de inconstitucionalidade de lei pelos órgãos administrativos judicantes, as decisões que assim a proferissem não estariam sujeitas ao crivo do Supremo Tribunal Federal que é a quem compete, em grau de definitividade, a guarda da Constituição. Poderseia, nestes casos, ter a absurda hipótese de o tribunal administrativo declarar determinada norma inconstitucional e o Judiciário, em manifestação do seu órgão máximo, pronunciarse em sentido inverso. Por essa razão é que através de seu Regimento Interno e Súmula, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF se autoimpôs com regra proibitiva nesse sentido: Portaria MF n° 256, de 22/06/2009 (que aprovou o Regimento Interno do CARF): Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. SÚMULAS CONSOLIDADAS CARF PORTARIA MF N.° 383 – DOU de 14/07/2010) Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Pelo exposto, Voto por negar provimento ao recurso. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 14/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 12963.000303/201011 Acórdão n.º 230201.171 S2C3T2 Fl. 3 5 Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 161DF CARF MF Impresso em 14/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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Numero do processo: 13924.000038/2005-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri May 06 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 06 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF.
A competência para discussão de tributação reflexa do IRPJ é da Primeira Seção deste CARF. Competência que se declina.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 3201-000.692
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinada competência para a Primeira Seção de Julgamento do CARF.
Nome do relator: Mércia Helena Trajano D'Amorim
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PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF. A competência para discussão de tributação reflexa do IRPJ é da Primeira Seção deste CARF. Competência que se declina. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinada competência para a Primeira Seção de Julgameto do CARF. Judith do Amaral Marcondes Armando Presidente. Mércia Helena Trajano D'Amorim Relator. EDITADO EM: 27/05/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Luis Eduardo Garrossino Barbieri. Ausência justificada de Daniel Mariz Gudino. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 7/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por JUDITH DO AMARA L MARCONDES ARM 2 Relatório O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: “Contra a empresa epigrafada foi lavrado o auto de infração de fls. 1005/1009, que se prestou a exigir o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, assim como os respectivos juros de mora e multa de ofício de 75%, devido em razão da constatação de vendas de produtos industrializados sem emissão de notas fiscais (omissão de receitas), referentes à apuração de saldo credor de caixa em 31/12/2002. O crédito tributário exigido está constituído dos seguintes montantes: Imposto = R$ 148.677,27 Juros de mora = R$ 54.906,51 Multa proporcional = R$ 111.507,95 Valor total = R$ 315.091,73 O enquadramento legal citado no auto de infração é o seguinte: Arts. 24, inc. II e III, 25, inc. II, 34, inc. II, 122, 123, in. I, al. “b” e inc. II, al. “c”, 127, 130, 131, inc. II, 199 e parágrafo único, 200, inc. IV e 202, inc. III, do Decreto nº 4.544/02 (RIPI/2002). O procedimento de fiscalização, determinado pelo Mandado de Procedimento Fiscal nº 09.1.03.002004001689 (fls. 01/02), da Delegacia da Receita Federal em Cascavel, e as conclusões dele decorrentes, estão relatados no Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 1000/1004. Segundo relato contido no referido TVF, “a fiscalizada utiliza a sistemática de contabilizar as emissões de cheques, como recursos de caixa e contabiliza os pagamentos efetuados com esses cheques como saídas de caixa, conforme consta de seu razão contábil da conta caixa (fls. 299 a 683)”. Prossegue a autoridade fiscal relatando que “ao analisarmos o razão dessas contas, observamos que diversos desses cheques que foram utilizados como recursos de caixa, não tinham correspondentes saídas”. Ao analisar os extratos bancários, referida autoridade constatou que tais cheques foram compensados. A fiscalizada foi, então, intimada “a identificar em sua contabilidade os registros das correspondentes saídas, referentes aos pagamentos efetuados com os mesmos”. E, à vista dos documentos apresentados pela intimada, a autoridade fiscal concluiu que alguns cheques (item 1), embora tenham sido emitidos nominalmente à própria empresa emitente, estes “não podem ser considerados como recursos de caixa, pois os mesmos foram compensados com outros bancos (fls. 261 a 298)”. E prossegue a autoridade fiscal asseverando que “para que tais cheques fossem utilizados como recursos de Fl. 2DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 7/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por JUDITH DO AMARA L MARCONDES ARM Processo nº 13924.000038/200525 Acórdão n.º 3201000.692 S3C2T1 Fl. 1.462 3 caixa os mesmos deveriam ter sido sacados no banco o que não aconteceu, ficando provado que tais cheques foram utilizados para outros pagamentos e que os mesmos não foram contabilizados no caixa da empresa quando dos pagamentos (saídas)”. Outros cheques (item 2) também foram estornados do caixa porque, embora tenham sido nominalmente emitidos para fornecedores, “tais pagamentos não foram contabilizados como saídas de caixa, pois na emissão dos cheques esses foram considerados como entradas de caixa”. E alguns desses cheques emitidos para fornecedores (item 3) “apenas parte dos mesmos não foram contabilizadas as correspondentes saídas”, sendo estes valores também objeto de estorno na recomposição do caixa. Também foram estornados alguns cheques (item 4) que a fiscalizada afirma terem se prestado “a pagamentos de diversas despesas a diversos fornecedores e o restante troco para o caixa (fls. 232 a 256)”, isto porque, segundo entende a autoridade fiscal, “não é possível ter um cheque que foi compensado em outro banco e o mesmo ter sido utilizado para pagamentos diversos em locais diferentes e até mesmo em datas diferentes”. Portanto, conclui referida autoridade, “tais cheques não foram utilizados para os pagamentos que a empresa apresenta como pagos com os mesmos”. Por fim (item 5), quanto ao cheque nº 11259 do Banco Real S/A, na recomposição do caixa este foi “deslocado para a data em que foi efetivamente compensado, anterior à data “da sua baixa no razão da fiscalizada”. Independentemente dos estornos dos cheques anteriormente referidos, a fiscalização já tinha constatado, na análise do livro Razão, que, “na data de 22 de dezembro de 2002, a contabilidade da fiscalizada já apresentava saldo credor na conta caixa, no valor de R$ 590.080,96”. E o montante dos estornos de cheques excluídos do caixa correspondeu a R$ 896.691,76. Portanto, o total do saldo credor de caixa atingiu o montante de R$ 1.486.772,72, sobre o qual apurouse o IPI devido à alíquota de 10%, incidente sobre os produtos fabricados pelo sujeito passivo (classificados no capítulo 4410 da NBMSH), “conforme notas fiscais anexas ao presente (folhas 993 e 997)”. O sujeito passivo foi cientificado da autuação em 15/03/2005, na pessoa de seu procurador (fl. 1013), tendo interposto impugnação ao lançamento em 14/04/2005, conforme peça de fls. 1014/1055 (firmada pelo seu Diretor Presidente, fls. 1057/1061), e anexos que a seguem, na qual aduz, em síntese, que: tratase de auto de infração decorrente de lançamento do IRPJ do ano calendário de 2002, “calcado em presunção de omissão de receita, no valor de R$ 1.486.772,72, apurada com fulcro em saldo credor de caixa, conforme consta do Termo de Verificação Fiscal”, relativo ao processo administrativo nº 13924.000036/200536; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 7/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por JUDITH DO AMARA L MARCONDES ARM 4 preliminarmente, a autuação é nula por “ausência de base legal tipificadora”. Isto porque, “a despeito de tratarse de tributação calcada em saldo credor de caixa, não consta do enquadramento legal do auto de infração do IPI nenhum dispositivo relacionado à tributação calcada em saldo credor de caixa”. E a teor do disposto no art. 10, inc. IV, do Decreto nº 70.235/72 (PAF), “o Auto de Infração deverá, obrigatoriamente, conter a respectiva disposição legal infringida”. Assim sendo, a falta do enquadramento legal “afronta o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”. A este respeito, é “consistente a jurisprudência da Câmara Superior de Recursos Fiscais”; o auto de infração também é nulo por ausência de requisito obrigatório, qual seja a descrição do fato (conf. art. 10, inc. III, do PAF). Isto porque a descrição do fato só constou no Termo de Verificação Fiscal, e não no corpo do auto de infração, como determina o PAF. E a atividade do lançamento é vinculada e obrigatória, conforme art. 142, parágrafo único, do CTN. Portanto, “o auto de infração deveria ter sido lavrado em estrita observância aos ditames legais, sob pena de nulidade”; conforme demonstrado, houve erro na reconstituição da conta caixa, o que ocasionou um aumento indevido do saldo credor de caixa, no montante de R$ 12.977,40. Tais erros referemse a valores incorretamente considerados pelo autuante, relativos ao cheque nº 139917 do Banco Bradesco, nº 122020 do Banco Unibanco e nº 000223 do BBV Banco; a autuação correspondente ao item 1 do TVF não procede em face de os recursos provenientes dos cheques nº 000223 do BBV Banco e nºs 131722, 131809 e 132186 do Bradesco, emitidos nominalmente para ela própria e compensados em outros bancos, terem efetivamente ingressados no seu caixa, conforme demonstrado e comprovado às fls. 106/117; que o fato dos cheques terem sido liquidados via compensação bancária não torna impossível o ingresso do seu valor na conta Caixa da empresa, até porque foram trocados com particulares; que a exclusão de caixa foi procedida com base na errônea suposição de que o valor de um cheque compensado não poderia ser considerado recurso de caixa; cita nesse sentido, o Acórdão nº 10193.204 do Conselho de Contribuintes; quanto ao item 2 do TVF, relata que o auditorfiscal autuante justificou que a exclusão decorreu do fato de diversos cheques emitidos nominalmente a favor de fornecedores e contabilizados a débito de caixa, não terem tido suas saídas registradas por ocasião dos pagamentos aos beneficiários; alega que improcede a pretensão fiscal e demonstra que utilizou os cheques nºs 498228, 498497 e 498831 do Banco Itaú, nºs 122292 e 132019 do Bradesco, nº 011277 Banco Real, nº 101299 do Unibanco, nºs 000237, 000241 e 000214 do Sudameris e nº 445071 do Safra, parte dos cheques arrolados pela fiscalização, para o pagamento de diversas notas fiscais cuja comprovação da quitação se deu por meio de recibos de valores globais, também abrangendo outros pagamentos; em relação ao item 3 do TVF, relativo aos cheques cujas saídas foram parcialmente comprovadas pela interessada no curso da ação fiscal, demonstra que a parcela ainda não comprovada dos cheques nºs 104810, 117148, 122312, 132343 e 138858 do Bradesco, nº 498036 do Banco Itaú, Fl. 4DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 7/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por JUDITH DO AMARA L MARCONDES ARM Processo nº 13924.000038/200525 Acórdão n.º 3201000.692 S3C2T1 Fl. 1.463 5 nºs 000191 e 000248 do Sudameris, nºs 817496 e 817543 do HSBC, nº 011271 do Banco Real e nº 101309 do Unibanco, parte dos cheques arrolados pela fiscalização, referese a pagamentos de notas fiscais cujos comprovantes de quitação estão representados por recibos de valores globais, abrangendo de diversos outros pagamentos; no que diz respeito ao item 4 do TVF, relata que o auditor fiscal autuante justificou não ser possível que um cheque compensado em outro banco fosse utilizado para pagamentos diversos, em locais distintos, e até mesmo em datas diferentes; argumenta que não seria justo e nem correto que se exclua da conta Caixa o valor integral do cheque, sob o pretexto de que os valores dos pagamentos não coincidem exatamente com o valor do cheque liquidado via compensação bancária; que muitas vezes, sendo o valor do cheque superior ao dos pagamentos efetuados, o banco devolve a diferença em moeda corrente; que, em outras ocasiões, sendo o valor do cheque inferior ao dos títulos pagos, complementa a diferença em moeda corrente; que, mesmo que não se admita a devolução de troco, não aceita que nem mesmos os pagamentos devidamente comprovados e contabilizados não possam justificar o ingresso de caixa decorrente da contabilização dos cheques; demonstra os pagamentos efetuados com os cheques nº 000231 do BBV Banco e nºs 000208, 000250 e 000213, 000207 do Sudameris; “além das razões de defesa específicas deste auto de infração de IPI, também deve ser considerado tratarse de tributação reflexa do IRPJ. Isto posto, também requerse a exoneração integral desta exigência de IPI, com fulcro nas mesmas razões e documentário que fundamentam a impugnação do tributo principal (processo nº 13924.000036/200536), cujo julgamento está a cargo da DRJ/Curitiba – PR”. Concluiu a impugnante requerendo o cancelamento integral do crédito tributário. Importa relatar que o lançamento principal, referente ao IRPJ devido em face da omissão de receitas, citado pela impugnante, já foi objeto de julgamento pela 2ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Curitiba, conforme Acórdão nº 8.888, de 28 de julho de 2005 (cuja via encontrase anexada às fls. 1388/1404). O pleito foi deferido em parte, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/RPO no 1421.641, de 26/11/2008, proferida pelos membros da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, cuja ementa dispõe, verbis: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 21/12/2002 a 31/12/2002 NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. Não se declara a nulidade por vício formal, em razão de erro no enquadramento legal ou por falta de descrição do fato no auto de infração, quando estes não tiverem causado prejuízos à parte e ao exercício do direito de defesa. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 7/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por JUDITH DO AMARA L MARCONDES ARM 6 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 21/12/2002 a 31/12/2002 TRIBUTAÇÃO REFLEXA. A decisão proferida no processo decorrente deve seguir a mesma orientação decisória prolatada no processo principal. OMISSÃO DE RECEITAS. PRESUNÇÃO LEGAL. SAÍDA DE PRODUTOS SEM A EMISSÃO DE NOTAS FISCAIS. Apuradas receitas cuja origem não seja comprovada, estas serão consideradas provenientes de vendas não registradas. Lançamento Procedente em Parte.” O julgamento foi no sentido de rejeitar as preliminares e considerar procedente em parte o lançamento. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira. É o Relatório. Voto Conselheiro Mércia Helena Trajano D'Amorim Como se observa, do saldo credor de caixa (montante de R$ 1.486.772,72), foi apurado IPI devido à alíquota de 10%, incidente sobre os produtos fabricados pela recorrente. Pela fundamentação do voto a quo: E como se depreende da leitura do voto que conduziu o julgamento, após minuciosa análise das questões fáticas trazidas pela impugnante, a Turma, por unanimidade, decidiu por considerar o lançamento principal procedente em parte, considerando que do montante da omissão de receitas apontado pelo autuante deve ser exonerada a parcela de R$ 49.997,40. Neste caso, o valor mantido para o total de omissão de receitas restou igual a R$ 1.436.775,32. Destarte, o valor do IPI a ser mantido é igual a 10% daquele montante, perfazendo o total de R$ 143.677,53, sobre o qual devem incidir os respectivos acessórios legais. Em assim sendo, o recurso em exame referese a auto de infração de IPI, decorrente de lançamento do IRPJ, matéria esta que não se encontra na competência deste Fl. 6DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 7/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por JUDITH DO AMARA L MARCONDES ARM Processo nº 13924.000038/200525 Acórdão n.º 3201000.692 S3C2T1 Fl. 1.464 7 Colegiado, mas da Primeira Seção deste CARF, na forma do artigo 2º, IV, do seu Regimento Interno, verbis: Art. 2º À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: IV demais tributos, quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; Assim, VOTO por não conhecer do recurso e declinar a competência para seu julgamento a uma das Câmaras da Primeira Seção deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Mércia Helena Trajano D'Amorim Relator Fl. 7DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 2 7/05/2011 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por JUDITH DO AMARA L MARCONDES ARM
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Numero do processo: 10907.002631/2003-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA - IRPF
Exercício: 1998, 1999, 2000
IRPF. DECADÊNCIA.
0 imposto sobre a renda de pessoa fisica é tributo sujeito ao lançamento por homologação, de modo que o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário é de cinco anos contado do fato gerador, que, como regra, ocorre em 31 de dezembro de cada ano-calendário, nos termos da Súmula n.° 38 deste CARR
IRPF. DEPENDENTES. COMPANHEIRA E ENTEADOS. DEDUTIBILIDADE, DESDE QUE COMPROVADA A CONDIÇÃO DE COMPANHEIRA.
Mantém-se a glosa dos dependentes informados pelo contribuinte em sua declaração de rendimentos quando, na fase impugnatória e recursal, não ficar comprovada a relação de dependência questionada pelo Fisco. In casu, não restou comprovada a relação de dependência com a companheira e, conseqüentemente, com os enteados.
IRPF. DESPESAS MÉDICAS E ODONTOLOGICAS. GLOSA.
0 contribuinte deve fazer a prova do pagamento e da prestação dos serviços médico e odontológico.
Hipótese em que as provas não foram apresentadas pelo Recorrente.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2101-000.936
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher a preliminar de decadência em relação ao ano-calendario de 1997 e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
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DECADÊNCIA. 0 imposto sobre a renda de pessoa fisica é tributo sujeito ao lançamento por homologação, de modo que o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário é de cinco anos contado do fato gerador, que, como regra, ocorre em 31 de dezembro de cada ano-calendário, nos termos da Súmula n.° 38 deste CARR IRPF. DEPENDENTES. COMPANHEIRA E ENTEADOS. DEDUTIBILIDADE, DESDE QUE COMPROVADA A CONDIÇÃO DE COMPANHEIRA. Mantém-se a glosa dos dependentes informados pelo contribuinte em sua declaração de rendimentos quando, na fase impugnatória e recursal, não ficar comprovada a relação de dependência questionada pelo Fisco. In casu, não restou comprovada a relação de dependência com a companheira e, conseqüentemente, com os enteados. IRPF. DESPESAS MÉDICAS E ODONTOLOGICAS. GLOSA. 0 contribuinte deve fazer a prova do pagamento e da prestação dos serviços médico e odontológico. Hipótese em que as provas não foram apresentadas pelo Recorrente. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher a preliminar de decadência em relação ao ano-calendário de 1997 e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. 1 aio Marcos Çan - Presidente :»L! Alex Lre Nao i Nishiok.a - Relator Processo n° 10907.002631/2003-64 S2-C1T1 Acórdão n.° 2101-00.936 Fl. 96 EDITADO EM: 1 5 A BR 20 11 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Caio Marcos Cândido, Alexandre Naoki Nishioka, Ana Neyle Olímpio Holanda, José Raimundo Tosta Santos, Odmir Fernandes e Gonçalo Bonet Allage. Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 82 e seguintes) interposto em 28 de setembro de 2004 contra o acórdão de fls. 72/80, do qual o Recorrente teve ciência em 27 de agosto de 2004 (fl. 81), proferido pela 4a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o auto de infração de fl. 31/40, lavrado em 19 de novembro de 2003, cuja intimação ocorreu na mesma data, em decorrência de deduções indevidas com dependentes e com despesas medicas, verificadas nos anos-calendário de 1997 a 2000. O acórdão recorrido teve a seguinte ementa: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1998, 1999, 2000, 2001 Ementa: DEPENDENTE. COMPANHEIRA. A companheira não é considerada dependente quando não comprovada a vida em comum por mais de cinco anos e não existir filhos. DEPENDENTES. FILHOS DA COMPANHEIRA. Os filhos da companheira não são dependentes quando a própria companheira não o 6. DESPESAS MÉDICAS. NÃO COMPROVAÇÃO. Mantém-se a glosa de despesas médicas quando não há comprovação do efetivo pagamento e prestação do serviço. MULTA DE OFÍCIO. CONFISCO. 2 Processo n° 10907.002631/2003-64 S2-C1T1 Acórdão n.° 2101-00.936 Fl. 97 A multa de oficio de 75% independe de dolo e não se submete ao principio do não-confisco, por não ser tributo. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Indefere-se perícia quando os elementos dos autos se mostram suficientes ao entendimento do objeto do lançamento, quantitativa e qualitativamente. Lançamento Procedente" (fl. 72). Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário, aduzindo, em sede de preliminar, a ocorrência de decadência, nos termos do art. 150, § 40 do CTN, já que os fatos geradores teriam ocorrido em 31/12/1997 e a intimação do auto de infração se deu em 19/11/2003, e, no mérito, aduz que teria direito a efetivar deduções na base de cálculo do imposto de renda em relação a seus então enteados, nos anos -calendário de 1997 e 1998, nos termos da autorização prevista na Lei 9.250/95; que o auto de infração é nulo; que não lhe foi aberta oportunidade para aferir a base de cálculo do tributo a ele imputado; e, por fim, requer a remissão do débito, nos termos do art. 172 do CTN. o relatório. Voto Conselheiro ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Relator 0 recurso preenche os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Preliminarmente, como tenho me manifestado, entendo que é aplicável o prazo decadencial de 5 (cinco) anos previsto no artigo 150, §4°, do CTN, pois, A regra geral do artigo 173, I, o Código estabeleceu justamente a exceção contida no artigo 149, V. Todavia, o fato gerador do imposto de renda é complexivo e se aperfeiçoa em 31 de dezembro de cada ano-calendário, tal como enunciado constante da Súmula n.° 38 deste CARF, in verbis: "0 fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do ano-calendário." Sendo assim, tratando-se de lançamento que abrangeu o fato gerador correspondente ao ano-calendário de 1997, que, portanto, se aperfeiçoou em 31/12/1997, poderia a fiscalização efetuar o lançamento ate 31/12/2002. Tendo o lançamento sido realizado em 19/11/2003, houve a decadência parcial do crédito tributário. Em relação à alegação de que o auto de infração estaria eivado de vícios, devem prevalecer os bem lançados fundamentos consignados na decisão da DRJ, pois foram observados todos os dispositivos legais que disciplinam a forma de constituição do crédito, inclusive os relativos A. identificação do contribuinte. 3 Processo n° 10907.002631 12003-64 S2-C IT1 Acórdão n.° 2101-00.936 Fl. 98 Também não prospera a insurgéncia quanto A. falta de juntada dos cálculos, para aferir as despesas médicas que foram consideradas comprovadas nos exercícios de 1999 e 2000, por serem aquelas cujos comprovantes foram apresentados pelo próprio Recorrente, sem dizer que o demonstrativo de multa e juros faz parte do auto de infração. No tocante ao mérito, propriamente dito, melhor sorte não assiste ao Recorrente, Muito embora o art. 35, incisos I a VI, da Lei n.° 9.250/95, autorize a dedução com despesas com pessoas consideradas dependentes do contribuinte, dentre elas a companheira, "desde que haja vida em comum por mais de cinco anos" (inciso II) e o enteado/a (inciso III), no presente caso o Recorrente não logrou comprovar a unido estável com sua então companheira, tal como restou registrado na decisão da DRJ, motivo pelo qual deve ser mantida a glosa em relação a ela e a seus filhos, enteados daquele. A propósito, no mesmo sentido, já havia se pronunciado o extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, nos termos da seguinte ementa: "IRPF — DEDUÇÃO COM DEPENDENTES — O RIR/99 elenca, em seu art. 77, § 1° as pessoas que podem ser deduzidas como dependentes na Declaração de Ajuste Anual. Tais hipóteses são taxativas e não prevêem a dedução de companheira. IRPF — DEDUÇÃO COM DEPENDENTES — RIR/99 elenca, em seu art. 77, § 1° as pessoas que podem ser deduzidas como dependentes na Declaração de Ajuste Anual. Tais hipóteses são taxativas e não prevêem a dedução de companheira com a qual o contribuinte viva há menos de cinco anos e não tenha filhos em comum." (1° Conselho de Contribuintes, 6' Camara, RV n.° 150.640, relatora Conselheira ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Sessão de 08/11/2006) No que se refere à glosa de despesas médicas, a norma aplicável ao caso (Lei n. 9.250/95) determina o seguinte: "Art. 8°. A base de cálculo do imposto devido no ano -calendário será a diferença entre as somas: I — de todos os rendimentos percebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos A. tributação definitiva; II — das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; §2°. 0 disposto na alínea 'a' do inciso II: I — aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Pais, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e 4 Processo n° 10907.002631/2003-64 S2-CIT1 Acórdão n.° 2101-00.936 Fl. 99 odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II — restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao seu próprio tratamento e ao de seus dependentes; III — limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas — CPF ou Cadastro Geral de Contribuintes — CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento." Por sua vez, o Decreto n. 3.000/99, ao regulamentar o imposto de renda, reproduz o seguinte comando normativo: "Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juizo da autoridade lançadora (Decreto-Lei n.° 5.844, de 1.943, art. 11, § 3 0). § 1 0 . Se foram pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto -Lei n.° 5.844, de 1943, art. 11, § 4°)." Já o art. 77 do RIR/99 estabelece os critérios e limites para fins de inclusão de dependentes na declaração de ajuste anual, nos seguintes termos: "Art. 77. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida do rendimento tributável a quantia equivalente a noventa reais por dependente (Lei n° 9.250, de 1995, art. 4°, inciso III). § 1° Poderão ser considerados como dependentes, observado o disposto nos arts. 4°, § 3°, e 5°, parágrafo único (Lei n° 9.250, de 1995, art. 35): I - o cônjuge; II - o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco anos, ou por período menor se da unido resultou filho; III - a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até vinte e um anos, ou de qualquer idade quando incapacitado fisica ou mentalmente para o trabalho; IV - o menor pobre, ate vinte e um anos, que o contribuinte crie e eduque e do qual detenha a guarda judicial; V - o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até vinte e um anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade quando incapacitado fisica ou mentalmente para o trabalho; VI - os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal; VII - o absolutamente incapaz, do qual o contribuinte sej a tutor ou curador. § 2° Os dependentes a que referem os incisos III e V do parágrafo anterior poderão ser assim considerados quando maiores até vinte e quatro anos de idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau (Lei n° 9.250, de 1995, art. 35, § 1°)." Processo no 10907.002631/2003-64 S2 -C1T1 Acórao n.° 2101-00.936 Fl. 100 No presente caso, a controvérsia diz respeito a glosa de despesa médica no comprovada. Aliás, o próprio contribuinte declarou que no tem como comprovar tais gastos, motivo pelo qual a decisão recorrida deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de ACOLHER a preliminar de decadência em relação ao ano-calendário de 1997 e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. Alexandre Naoki Nishioka 6
score : 1.0
Numero do processo: 11474.000231/2007-48
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 29/09/2006
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS,
APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Inobservância do art. 32, IV, § 5º da Lei n° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999.: “ informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97)”.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 29/09/2006
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS,
APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 NFLD CORRELATAS SALÁRIO
SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS
A sorte de Autos de Infração relacionados a omissão em GFIP, está
diretamente relacionado ao resultado das NFLD lavradas sobre os mesmos fatos geradores.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP MULTA RETROATIVIDADE
BENIGNA
Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, faz-se necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior.
Numero da decisão: 2401-001.900
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso, para recalcular o valor da multa, limitando-a de acordo com o disciplinado no art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de
multa nas NFLD correlatas.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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Inobservância do art. 32, IV, § 5º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999.: “ informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97)”. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 29/09/2006 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 NFLD CORRELATAS SALÁRIO SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS A sorte de Autos de Infração relacionados a omissão em GFIP, está diretamente relacionado ao resultado das NFLD lavradas sobre os mesmos fatos geradores. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, Fl. 19DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE 2 APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP MULTA RETROATIVIDADE BENIGNA Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, fazse necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para recalcular o valor da multa, limitandoa de acordo com o disciplinado no art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa nas NFLD correlatas. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 20DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE Processo nº 11474.000231/200748 Acórdão n.º 240101.900 S2C4T1 Fl. 277 3 Relatório Trata o presente autodeinfração, lavrado sob n. 35.764.5430, em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, § 5º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o autuado não informou à previdência social por meio da GFIP todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias. No caso, a empresa deixou de informar em GFIP as remunerações de contribuintes individuais (sócios) e diversos segurados empregados, no período de março/2004 a maio/2006. Os segurados não incluídos e os respectivos períodos encontramse discriminados em planilha ao relatório fiscal. Tais segurados empregados encontramse, indevidamente, registrados na empresa TTER INDUSTRIAL LIDA CNPJ: 06.106.206/000187, pois trabalham, na realidade, para a autuada, tendo sido caracterizados por esta fiscalização, para • fins previdenciários, como empregados da empresa FUNDIÇÃO VITORIA LIDA Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 29/09/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 03/10/2006. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 50 a 57. O processo foi baixado em diligência, fl. 235, com o objetivo que a autoridade fiscal identifique a relevância dos documentos apresentados.Manifestouse a autoridade fiscal no sentido de que as alegações não merecem prosperar, rebatendo todos os pontos no sentido de que os fatos encontrados durante o procedimento fiscal demonstram a confusão de subordinação, fls. 237 a 240, bem como destacando a caracterização de contribuinte individual. Tendo em vista a cientificação da diligência, o recorrente manifestouse às fls. 245 a 248. Foi exarada a DecisãoNotificação DN que confirmou a procedência parcial da autuação, conforme fls. 250 a 255, excluindo a autuação em relação a caracterização do sócio gerente da TTER como contribuinte individual da empresa notificada. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 260 a 264. Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: 1. A empresa TTER INDUSTRIAL LTDA., é uma empresa totalmente independente e isoladamente fisicamente por paredes, por isto a designação de Sala 2, conforme comprovações da planta baixa da edificação e de fotografias para vossa análise. 2. A FUNDIÇÃO VITÓRIA LTDA., tem como o foco de atuação como o nome já diz é de FUNDIR PEÇAS DE ALUMÍNIO, quase que cativamente para um único cliente que é o Grupo WEG, com seu próprio quadro de colaboradores, instalações e fornecedores. Fl. 21DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE 4 3. A personalidade jurídica da empresa TTER INDUSTRIAL LTDA., é distinta, independente e possuidora de seus próprios clientes e campo de atuação diferentemente que é a USINAGEM DE PEÇAS, também com seu próprio quadro de colaboradores e fornecedores. 4. O fato das empresas utilizarem o mesmo galpão que possui uma área construida de 3.500 rn 2 não as torna ma única empresa, pois estão devidamente isoladas com paredes sem passagem, conforme comprovamos com fotografias. 5. É repudiado pela FUNDIÇÃO VITÓRIA LTDA., o fato da inexistência da empresa TTER INDUSTRIAL LTDA., o que não procede, pois foram apresentadas as fichas de registros de empregados das respectivas empresas, conforme consta no processo. 6. REQUER o recebimento do recurso, a fim de que seja provida, em seu mérito, a revisão da decisão do julgamento e se realize nova perícia nas instalações industriais e intime seus administradores a comparecerem na audiência do julgamento do RECURSO para apresentarem suas defesas. A Delegacia da Receita Federal do Brasil, encaminhou o processo a este Conselho para julgamento. É o Relatório. Fl. 22DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE Processo nº 11474.000231/200748 Acórdão n.º 240101.900 S2C4T1 Fl. 278 5 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 275. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DO MÉRITO Em se tratando de auto de infração, consubstanciado na omissão de fatos geradores em GFIP importante destacar que a decisão da procedência ou não do presente auto deinfração está ligado à sorte das Notificações Fiscais lavradas sob fatos geradores de mesmo fundamento. Assim, para evitar decisões discordantes fezse imprescindível a análise tendo por base o resultado de outros lançamentos realizados no mesmo procedimento. No recurso em questão, o contribuinte resumiuse a atacar a improcedência do lançamento, considerando que a empresa TTER é empresa independente, razão porque incabível a vinculação para efeitos previdenciários entre seus empregados e a empresa autuada. Contudo, não há como prosperar a alegação do recorrente, tendo em vista, ser a legislação previdenciária é clara no sentido de que os fatos geradores de contribuições devem ser devidamente informados em GFIP. Conforme prevê o art. 32, IV da Lei n ° 8.212/1991, o contribuinte é obrigado informar ao INSS, por meio de documento próprio, informações a respeito dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, nestas palavras: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97) (grifo nosso) O Auto de Infração ao ser aplicado no presente caso, não se transforma em meio obtuso de arrecadação, nem possui efeito confiscatório. Pelo contrário, na legislação previdenciária, a aplicação de auto de infração não possui a natureza meramente arrecadatória, o que se demonstra pela possibilidade de atenuação ou até mesmo de relevação da multa. Nesta última hipótese, o infrator não pagará nenhum valor, desde que cumpridas as disposições legais Nesse sentido, dispõe o art. 291 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999: Fl. 23DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE 6 Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. § 1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. § 2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. § 3º A autoridade que atenuar ou relevar multa recorrerá de ofício para a autoridade hierarquicamente superior, de acordo com o disposto no art. 366. Os valores aplicados em auto de infração pela omissão justificamse pelo fato da importância dos esclarecimentos para administração previdenciária. As informações prestadas auxiliarão na fiscalização das contribuições arrecadadas em prol da Previdência Social. Nesse sentido, cumprenos, por fim, apenas apreciar a procedência da autuação a luz do resultado dos demais lançamentos realizados durante o procedimento fiscal, lavradas sobre fatos geradores de mesmo fundamento, considerando que toda a argumentação apresentada diz respeito a impossibilidade de caracterização dos vínculos entre os contratados pela empresa TTER e a empresa Fundição Vitória. Neste sentido, cumprenos buscar o resultado do julgamento da NFLD Processo 11474.000232/200792, julgado pela Conselheira Bernadete de Oliveira Barros – Acordão 230102058, julgado em maio de 2011, onde a decisão foi no sentido de “negar provimento ao recurso”, conforme ementa: DESCARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO PACTUADO– É atribuída à fiscalização da SRP a prerrogativa de, seja qual for a forma de contratação, desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurados empregados da empresa contratante, desde que presentes os requisitos do art. 12, I, "a", da Lei n. 8.212/91. Os elementos caracterizadores do vínculo empregatício estão devidamente demonstrados no relatório fiscal da NFLD. Assim, em sendo julgado procedente o lançamento da NFLD cujos fatos geradores ensejaram a autuação face a omissão em GFIP, outro não poderá ser o destino do Auto de Infração. Não obstante a correção do auditor fiscal em proceder ao lançamento nos termos do normativo vigente à época da lavratura do AI, foi editada a Medida Provisória MP 449/09, convertida na Lei 11.941/2009, que revogou o art. 32, § 4o, da Lei 8.212/91. Assim, no que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da referida MP, convertida em lei. A citada MP alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Fl. 24DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE Processo nº 11474.000231/200748 Acórdão n.º 240101.900 S2C4T1 Fl. 279 7 Para tanto, a MP 449/2008, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” Entretanto, a MP 449, Lei 11.941/2009, também acrescentou o art. 35A que dispõe o seguinte, “Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.” O inciso I do art. 44 da Lei 9.430/96, por sua vez, dispõe o seguinte: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata “ Fl. 25DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE 8 Com a alteração acima, em caso de atraso, cujo recolhimento não ocorrer de forma espontânea pelo contribuinte, levando ao lançamento de ofício, a multa a ser aplicada passa a ser a estabelecida no dispositivo acima citado. As contribuições decorrentes da omissão em GFIP foram objeto de lançamento, por meio da notificação já mencionada e, tendo havido o lançamento de ofício, não se aplicaria o art. 32A, sob pena de bis in idem. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. No caso da notificação conexa e já julgada, prevaleceu o valor de multa aplicado nos moldes do art. 35, inciso II, revogado pela MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. No caso da autuação em tela, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, § 5º, da Lei nº 8.212/1991 também revogado, o qual previa uma multa no valor de cem por cento da contribuição não declarada, limitada aos limites previstos no § 4º do mesmo artigo. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte: Norma anterior, pela soma da multa aplicada nos moldes do art. 35, inciso II com a multa prevista no art. 32, inciso IV, § 5º, observada a limitação imposta pelo § 4º do mesmo artigo, ou Norma atual, pela aplicação da multa de setenta e cinco por cento sobre os valores não declarados, sem qualquer limitação, excluído o valor de multa mantido na notificação. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. Diante o exposto e de tudo o mais que dos autos consta. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito DAR LHE PROVIMENTO PARCIAL, para recalcular o valor da multa, limitandoa de acordo com o disciplinado no art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa nas NFLD correlatas. É como voto. Fl. 26DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE Processo nº 11474.000231/200748 Acórdão n.º 240101.900 S2C4T1 Fl. 280 9 Fl. 27DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA Assinado digitalmente em 08/07/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, 15/07/2011 por ELIAS SAMPA IO FREIRE
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