Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,885)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,225)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,906)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,204)
- Terceira Câmara (67,876)
- Segunda Câmara (56,644)
- Primeira Câmara (20,756)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,726)
- Segunda Seção de Julgamen (115,215)
- Primeira Seção de Julgame (77,084)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,518)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,930)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,625)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,707)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 18470.725538/2012-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Jun 02 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2011
DESPESAS MÉDICAS. PROVA.
A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2301-004.697
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
João Bellini Júnior - Presidente
Julio Cesar Vieira Gomes - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: JOAO BELLINI JUNIOR, JULIO CESAR VIEIRA GOMES, ALICE GRECCHI, ANDREA BROSE ADOLFO, FABIO PIOVESAN BOZZA, IVACIR JULIO DE SOUZA, GISA BARBOSA GAMBOGI NEVES e AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201605
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2011 DESPESAS MÉDICAS. PROVA. A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 02 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 18470.725538/2012-00
anomes_publicacao_s : 201606
conteudo_id_s : 5594049
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 03 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2301-004.697
nome_arquivo_s : Decisao_18470725538201200.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : JULIO CESAR VIEIRA GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 18470725538201200_5594049.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. João Bellini Júnior - Presidente Julio Cesar Vieira Gomes - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: JOAO BELLINI JUNIOR, JULIO CESAR VIEIRA GOMES, ALICE GRECCHI, ANDREA BROSE ADOLFO, FABIO PIOVESAN BOZZA, IVACIR JULIO DE SOUZA, GISA BARBOSA GAMBOGI NEVES e AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR.
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2016
id : 6396364
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:49:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421375410176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1673; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 134 1 133 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18470.725538/201200 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2301004.697 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 11 de maio de 2016 Matéria DEDUÇÃO DESPESAS MÉDICAS Recorrente ANA MARIA DOS SANTOS BARROSO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2011 DESPESAS MÉDICAS. PROVA. A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. João Bellini Júnior Presidente Julio Cesar Vieira Gomes Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: JOAO BELLINI JUNIOR, JULIO CESAR VIEIRA GOMES, ALICE GRECCHI, ANDREA BROSE ADOLFO, FABIO PIOVESAN BOZZA, IVACIR JULIO DE SOUZA, GISA BARBOSA GAMBOGI NEVES e AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 0. 72 55 38 /2 01 2- 00 Fl. 134DF CARF MF Impresso em 02/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 30/05/ 2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 01/06/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação à exigência decorrente de lançamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), em razão da glosa de dedução de despesas médicas, por falta de comprovação, e omissão de rendimentos. Seguem transcrições da decisão recorrida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2011 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Considerase não impugnada a matéria não contestada expressamente na impugnação, tornandose a exigência incontroversa e definitiva, sem direito a recurso na esfera administrativa. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A legislação tributária permite a dedução, na declaração de rendimentos, dos pagamentos efetuados pelo contribuinte a título de despesas médicas, relacionadas a tratamento próprio e de seus dependentes. A dedução, entretanto, condicionase à comprovação das despesas, a juízo da autoridade fiscal. ESTATUTO DO IDOSO. PRIORIDADE DE JULGAMENTO. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais e administrativas em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, em qualquer instância. Impugnação Improcedente ... Da matéria não impugnada: Omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica Na impugnação, o contribuinte não contestou a infração relativa à omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica. De fato, a interessada não nega que tenha recebido os rendimentos tidos por omitidos, não questiona o valor auferido no lançamento nem discute a natureza tributável dos rendimentos. ... Posteriormente, a autoridade fiscal procedeu à revisão do lançamento, na qual foram analisados os documentos e razões de fato apresentados na impugnação. À exceção do recibo de fl.48, no valor de R$1.430,00, foram aceitos todos os recibos e comprovantes apresentados pela interessada, com o Fl. 135DF CARF MF Impresso em 02/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 30/05/ 2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 01/06/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR Processo nº 18470.725538/201200 Acórdão n.º 2301004.697 S2C3T1 Fl. 135 3 restabelecimento correspondente da dedução de R$ 10.710,25. Para os restantes R$8.364,20 deduzidos, não foram apresentados comprovantes. Após ciência da decisão, o contribuinte interpôs recurso voluntário onde sustenta que impugnou ambas as matérias. Quanto à omissão de rendimentos, que a tributação de rendimentos obtidos em precatório constitui enriquecimento sem causa pelo fisco e; quanto à dedução, reapresenta o mesmo recibo e sustenta ser obrigação do fisco verificar junto ao beneficiário o recebimento do valor. É o relatório. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 02/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 30/05/ 2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 01/06/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR 4 Voto Conselheira Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Conheço do recurso por constatar que atende os requisitos de admissibilidade. Omissão de Rendimentos Embora de fato tenha constado na decisão recorrida que a matéria se tornou incontroversa, na verdade consta que o recorrente não negou o fato. A decisão enfrentou sim a matéria e concluiu acertadamente que o recorrente não se insurge contra a omissão do rendimento em sua declaração de ajuste anual, apenas sustenta que a tributação do valor constituiria enriquecimento sem causa. Acontece que não se pode assim afastar a imposição tributária regularmente prevista em lei. Despesas Médicas Para a dedução das despesas médicas na declaração do imposto de renda da pessoa física devem ser atendidos alguns requisitos objetivos e subjetivos: a) prestação de serviço na área da saúde, realizada por médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como no caso de fornecimento de produtos de exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, conforme artigo 8o, inciso II alínea “a” da Lei nº 9.520, de 26/12/1995; e b) o custo do serviço ou produto destinado ao contribuinte e seus dependentes deve ter sido suportado pelo contribuinte, conforme artigo 8º, §2o, inciso II da Lei nº 9.520, de 26/12/1995. Também devem ser observadas algumas formalidades para que ao conteúdo do documento se possa conferir legitimidade. Assim, a lei exigiu, em regra, a indicação do nome, endereço, CPF ou CNPJ: Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995: Art. 8º, § 2º O disposto na alínea a do inciso II: III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Ressaltase que o ônus da prova das despesas médicas deduzidas em sua Declaração de Ajuste Anual é do contribuinte: Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 Fl. 137DF CARF MF Impresso em 02/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 30/05/ 2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 01/06/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR Processo nº 18470.725538/201200 Acórdão n.º 2301004.697 S2C3T1 Fl. 136 5 Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). No caso sob exame, a fiscalização efetuou a glosa da dedução das despesas médicas informadas pelo recorrente em sua declaração de ajuste anual, e posteriormente entendeu que houve comprovação de parte dessas despesas. Apenas um dos recibos não foi aceito. De fato, ainda que se entendesse ser ônus da fiscalização a consulta junto ao beneficiário do efetivo recebimento do valor, o recibo só traz o CPF e o nome do profissional. Como se sabe, nem no DARF pago em carnêleão ou na declaração de ajuste anual da pessoa física beneficiária de pagamentos realizados por pessoa física não constará o CPF do recorrente. Conforme aqui apresentado, a legislação atribui o ônus probatório àquele que realiza as deduções e no caso, o recorrente não logrou comprovar com documento hábil a verdade material. Assim, entendo que o recorrente, pelos documentos juntados aos autos, não tem direito à dedução da despesa médica objeto do recurso. Conclusão Em razão do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 138DF CARF MF Impresso em 02/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 30/05/ 2016 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 01/06/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10830.009527/2007-65
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/06/2007
PAGAMENTO. APROPRIAÇÃO.
Na apuração do crédito tributário foram deduzidos todos os recolhimentos da mesma natureza das contribuições lançadas.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2301-004.525
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
João Bellini Júnior- Presidente.
Luciana de Souza Espíndola Reis - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior, Luciana de Souza Espíndola Reis, Alice Grecchi, Ivacir Julio de Souza, Andrea Brose Adolfo, Amilcar Barca Teixeira Junior e Marcelo Malagoli da Silva.
Nome do relator: LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 30/06/2007 PAGAMENTO. APROPRIAÇÃO. Na apuração do crédito tributário foram deduzidos todos os recolhimentos da mesma natureza das contribuições lançadas. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10830.009527/2007-65
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5577744
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2301-004.525
nome_arquivo_s : Decisao_10830009527200765.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10830009527200765_5577744.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. João Bellini Júnior- Presidente. Luciana de Souza Espíndola Reis - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior, Luciana de Souza Espíndola Reis, Alice Grecchi, Ivacir Julio de Souza, Andrea Brose Adolfo, Amilcar Barca Teixeira Junior e Marcelo Malagoli da Silva.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
id : 6326367
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:46:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421389041664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1577; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 370 1 369 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.009527/200765 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2301004.525 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de fevereiro de 2016 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS Recorrente CONDOMÍNIO CONJUNTO RESIDENCIAL SOUZA NOVAES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/06/2007 PAGAMENTO. APROPRIAÇÃO. Na apuração do crédito tributário foram deduzidos todos os recolhimentos da mesma natureza das contribuições lançadas. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. João Bellini Júnior Presidente. Luciana de Souza Espíndola Reis Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior, Luciana de Souza Espíndola Reis, Alice Grecchi, Ivacir Julio de Souza, Andrea Brose Adolfo, Amilcar Barca Teixeira Junior e Marcelo Malagoli da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 95 27 /2 00 7- 65 Fl. 370DF CARF MF Impresso em 29/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por JOAO BELLIN I JUNIOR 2 Relatório Tratase de recurso voluntário, fl. 271277, interposto em face do Acórdão n.º 0525.595 da 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) Campinas (SP), f. 256262, com ciência ao sujeito passivo em 22/06/2009 que julgou procedente em parte a impugnação apresentada contra a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) lavrada sob o Debcad no 37.132.4467, da qual o sujeito passivo teve ciência pessoal em 31/10/2007, fls. 04. De acordo com o relatório fiscal de f. 124125, a NFLD trata de exigência de contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais, das contribuições patronais para a Seguridade Social, inclusive a destinada ao custeio dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, e das contribuições destinadas a outras entidades e fundos (terceiros), relativas salário educação, INCRA, SESC e SEBRAE, incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados e ao síndico, incluindo o valor pago ao síndico a título de isenção da taxa de condomínio, conforme folhas de pagamento e Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), no período de 01/1997 a 06/2007. Além disso, estão sendo exigidos acréscimos legais sobre contribuições previdenciárias recolhidas em atraso, conforme discriminado no relatório Diferença de Acréscimos Legais (DAL), fls. 105107. A autuada apresentou impugnação, fls. 127128, cujo ponto relevante consiste na alegação de que solicitou parcelamento dos seus débitos em 28/03/2000, com base na lei do REFIS, mas foi informada, pela RFB, que as parcelas pagas haviam se perdido no sistema e que os recolhimentos feitos não foram abatidos do montante da dívida. Pediu a redução do valor do crédito tributário lançado mediante apropriação das parcelas pagas e a concessão de parcelamento do valor remanescente. Juntou tela de confirmação do recebimento do termo de opção do REFIS, fls. 135, Documentos de Arrecadação Federal (DARF) com código de receita 9100, fls. 137201. A DRJ em Campinas converteu o julgamento em diligência, solicitando à DRF de origem esclarecimentos sobre o alegado pedido de parcelamento, fls. 204205, cujo pedido foi atendido às fls. 212213. Após cientificada do resultado da diligência, a interessada apresentou razões aditivas à impugnação, fls. 217222, cujos pontos relevantes são: a) decadência do lançamento do período de 01/1997 a 09/2002; b) prescrição do período remanescente, considerando que o débito foi declarado em GFIP. Após isso, a DRJ julgou a impugnação procedente em parte, excluindo o crédito tributário relativo ao período de 01/1997 a 09/2002, em razão da decadência, com base no art. 150 § 4º do CTN, mantendo inalteradas as demais competências, com base no fundamento de que, conforme demonstrado em sede de diligência, o crédito tributário objeto do lançamento não foi incluído em parcelamento e os pagamentos feitos em DARF não se referem ao presente débito. Em 22/07/2009, o sujeito passivo, representado por advogado qualificado nos autos, interpôs recurso apresentando suas alegações, f. 271276, solicitando o cancelamento do Fl. 371DF CARF MF Impresso em 29/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por JOAO BELLIN I JUNIOR Processo nº 10830.009527/200765 Acórdão n.º 2301004.525 S2C3T1 Fl. 371 3 crédito tributário, com base na alegação de que está extinto pelo pagamento, conforme comprovam as Guias de Recolhimento da Previdência Social (GPS) anexas às fls. 277343. É o relatório. Fl. 372DF CARF MF Impresso em 29/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por JOAO BELLIN I JUNIOR 4 Voto Conselheira Luciana de Souza Espíndola Reis, Relatora Conheço do recurso por estarem presentes os requisitos de admissibilidade. Pagamento Parcial O crédito tributário referese ao período de 10/2002 a 05/2007, considerando que foi excluído o período anterior por decisão da DRJ, de caráter definitivo. As Guias de Pagamento da Previdência Social (GPS) com código de recolhimento 2100 (empresas em geral), juntadas pela recorrente em seu recurso, do período de 10/2002 a 05/2007, já haviam sido aproveitadas na apuração do crédito tributário, conforme demonstrado no Relatório de Documentos Apresentados (RDA), fls. 7377, o qual relaciona, por estabelecimento e por competência, as parcelas que foram deduzidas das contribuições apuradas, constituídas por recolhimentos, valores espontaneamente confessados pelo sujeito passivo e, quando for o caso, por valores que tenham sido objeto de notificações anteriores1. Da análise deste relatório constatase que deixaram de ser deduzidas das contribuições apuradas somente as GPS com código de recolhimento 2631 (Contribuição Retida sobre a NF/Fatura da Empresa Prestadora de Serviço CNPJ), juntadas pela recorrente em seu recurso. O quadro abaixo demonstra o resultado da comparação entre os dados das GPS e o RDA. As diferenças positivas constituem recolhimentos não considerados no lançamento por se referirem às GPS´s correspondentes à retenção de 11% sobre a nota fiscal de serviço das empresas contratadas, com recolhimento vinculado ao CNPJ daquelas empresas (GPS 2631). As diferenças negativas constituem recolhimentos considerados no lançamento cujas GPS´s não foram apresentadas no recurso. GPS RDA GPSxRDA Comp. CNPJ Cód. Pag INSS (A) Terceiros(B) Multa/Juros Total ( C) Dt Pagto fls Total Diferenças 10/2002 52.354.727/000170 2100 1.379,60 206,18 1.585,78 01/11/2002 277 1.585,78 0,00 10/2002 04.081.577/000126 2631 1.426,70 1.426,70 01/11/2002 278 1.426,70 11/2002 52.354.727/000170 2100 1.555,53 225,77 1.781,30 02/12/2002 279 1.781,30 0,00 11/2002 04.081.577/000126 2631 1.426,70 1.426,70 02/12/2002 280 1.426,70 12/2002 04.081.577/000126 2631 1.426,70 1.426,70 02/01/2003 281 1.426,70 12/2002 52.354.727/000170 2100 1.534,16 228,03 1.762,19 02/01/2003 282 1.762,19 0,00 01/2003 52.354.727/000170 2100 1.219,15 180,45 1.399,60 03/02/2003 283 1.399,60 0,00 01/2003 04.081.577/000126 2631 1.426,70 1.426,70 03/02/2003 284 1.426,70 02/2003 04.081.577/000126 2631 1.426,70 1.426,70 05/03/2003 285 1.426,70 02/2003 52.354.727/000170 2100 1.117,89 166,35 1.284,24 05/03/2003 286 1.284,24 0,00 03/2003 04.081.577/000126 2631 1.426,70 1.426,70 02/04/2003 287 1.426,70 03/2003 04.848.714/000105 2631 187,00 187,00 02/04/2003 288 187,00 03/2003 52.354.727/000170 2100 1.177,16 1.177,16 04/2003 04.081.577/000126 2631 1.426,70 1.426,70 02/05/2003 289 1.426,70 04/2003 52.354.727/000170 2100 1.075,95 153,80 1.229,75 02/05/2003 290 1.229,75 0,00 05/2003 04.081.577/000126 2631 1.426,70 1.426,70 02/06/2003 291 1.426,70 05/2003 52.354.727/000170 2100 1.079,98 155,33 1.235,31 02/06/2003 292 1.235,31 0,00 06/2003 04.081.577/000126 2631 762,96 762,96 02/07/2003 293 762,96 1 Definição dada pelo art. 660, inciso VI, da Instrução Normativa SRP nº 03/2005, vigente à época do lançamento. Fl. 373DF CARF MF Impresso em 29/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por JOAO BELLIN I JUNIOR Processo nº 10830.009527/200765 Acórdão n.º 2301004.525 S2C3T1 Fl. 372 5 06/2003 52.354.727/000170 2100 1.293,54 191,70 1.485,24 02/07/2003 294 1.485,24 0,00 07/2003 52.354.727/000170 2100 1.672,45 247,14 1.919,59 02/08/2003 295 1.919,59 0,00 08/2003 52.354.727/000170 2100 1.515,61 225,54 1.741,15 30/08/2003 296 1.741,15 0,00 09/2003 52.354.727/000170 2100 1.644,00 242,97 1.886,97 01/10/2003 297 1.886,97 0,00 10/2003 52.354.727/000170 2100 1.908,69 279,06 2.187,75 02/11/2003 298 2.187,75 0,00 11/2003 52.354.727/000170 2100 2.081,18 305,09 2.386,27 02/12/2003 299 2.386,27 0,00 12/2003 52.354.727/000170 2100 1.967,67 287,31 2.254,98 02/01/2004 300 2.254,98 0,00 01/2004 52.354.727/000170 2100 2.107,08 308,91 2.415,99 02/02/2004 301 2.415,99 0,00 02/2004 52.354.727/000170 2100 1.893,07 285,78 2.178,85 01/03/2004 302 2.178,85 0,00 03/2004 52.354.727/000170 2100 2.158,47 313,73 2.472,20 01/04/2004 303 2.472,20 0,00 04/2004 52.354.727/000170 2100 2.104,92 307,90 2.412,82 03/05/0004 304 2.412,82 0,00 05/2004 52.354.727/000170 2100 2.315,14 344,46 2.659,60 01/06/2004 305 2.659,60 0,00 06/2004 52.354.727/000170 2100 2.213,59 339,35 2.552,94 02/07/2004 306 2.552,94 0,00 07/2004 52.354.727/000170 2100 2.118,28 318,12 2.436,40 02/08/2004 307 2.436,40 0,00 08/2004 52.354.727/000170 2100 2.196,49 343,74 2.540,23 01/09/2004 308 2.540,23 0,00 09/2004 52.354.727/000170 2100 2.408,52 371,64 2.780,16 01/10/2004 309 2.780,16 0,00 10/2004 52.354.727/000170 2100 2.700,92 404,51 3.105,43 01/11/2004 310 3.105,43 0,00 11/2004 52.354.727/000170 2100 2.957,71 438,86 3.396,57 01/12/2004 311 3.396,57 0,00 12/2004 52.354.727/000170 2100 2.792,12 417,37 3.209,49 03/01/2005 312 3.209,49 0,00 13/2004 52.354.727/000170 2100 2.352,65 351,44 2.704,09 05/12/2004 313 2.704,09 01/2005 52.354.727/000170 2100 2.919,60 436,23 3.355,83 02/02/2005 314 3.355,83 0,00 02/2005 52.354.727/000170 2100 2.987,19 445,08 3.432,27 01/03/2005 315 3.432,27 0,00 03/2005 52.354.727/000170 2100 2.668,94 401,86 3.070,80 01/04/2005 316 3.070,80 0,00 04/2005 52.354.727/000170 2100 2.998,38 452,13 3.450,51 02/05/2005 317 3.450,51 0,00 05/2005 52.354.727/000170 2100 3.116,79 469,97 3.586,76 01/06/2005 318 3.586,76 0,00 06/2005 52.354.727/000170 2100 3.378,32 505,96 3.884,28 01/07/2005 319 3.884,28 0,00 07/2005 52.354.727/000170 2100 3.308,11 487,11 3.795,22 320 3.795,22 0,00 08/2005 52.354.727/000170 2100 3.530,82 3.530,82 09/2005 52.354.727/000170 2100 2.369,40 358,37 109,11 2.836,88 321 2.727,77 0,00 10/2005 52.354.727/000170 2100 2.486,14 372,87 2.859,01 03/11/2005 322 2.859,01 0,00 11/2005 52.354.727/000170 2100 2.629,40 393,95 120,93 3.144,28 07/12/2005 323 3.023,35 0,00 12/2005 52.354.727/000170 2100 2.775,86 418,61 127,78 3.322,25 06/01/2006 324 3.194,47 0,00 13/2005 52.354.727/000170 2100 2.382,32 352,63 2.734,95 325 2.734,95 0,00 01/2006 52.354.727/000170 2100 316,61 47,49 364,10 13/07/2006 326 316,61 0,00 01/2006 52.354.727/000170 2100 3.279,40 481,51 150,44 3.911,35 327 3.760,91 0,00 02/2006 52.354.727/000170 2100 726,20 101,67 827,87 17/07/2006 328 726,20 0,00 02/2006 52.354.727/000170 2100 2.860,92 421,82 131,31 3.414,05 09/03/2006 329 3.282,74 0,00 03/2006 52.354.727/000170 2100 610,53 79,37 689,90 17/07/2006 330 610,53 0,00 03/2006 52.354.727/000170 2100 2.837,40 417,34 130,19 3.384,93 331 3.254,74 0,00 04/2006 52.354.727/000170 2100 552,83 66,34 619,17 17/07/2006 332 552,83 0,00 04/2006 52.354.727/000170 2100 2.601,61 388,24 119,59 3.109,44 333 2.989,85 0,00 05/2006 52.354.727/000170 2100 2.816,37 421,09 129,50 3.366,96 08/06/2006 334 3.237,46 0,00 05/2006 52.354.727/000170 2631 482,00 111,68 593,68 335 482,00 0,00 06/2006 52.354.727/000170 2100 2.871,80 432,15 132,16 3.436,11 336 3.303,95 0,00 06/2006 52.354.727/000170 2631 584,00 93,44 677,44 17/08/2006 337 584,00 0,00 07/2006 52.354.727/000170 2100 2.625,88 402,99 3.028,87 31/07/2006 338 3.028,87 0,00 08/2006 52.354.727/000170 2100 3.211,68 495,07 3.706,75 04/09/2006 339 3.706,75 0,00 09/2006 52.354.727/000170 2100 3.330,23 484,78 3.815,01 02/10/2006 340 3.815,01 0,00 10/2006 52.354.727/000170 2100 2.908,10 430,01 300,42 3.638,53 21/11/2006 341 3.338,11 0,00 11/2006 52.354.727/000170 2100 3.290,30 482,74 339,57 4.112,61 22/12/2006 342 3.773,04 0,00 12/2006 52.354.727/000170 2100 3.166,61 460,43 326,43 3.953,47 11/01,/2007 343 3.627,04 0,00 13/2006 52.354.727/000170 2100 827,23 827,23 0,00 01/2007 52.354.727/000170 2100 3.154,01 445,66 3.599,67 0,00 02/2007 52.354.727/000170 2100 3.251,91 470,15 3.722,06 0,00 03/2007 52.354.727/000170 2100 2.655,67 403,89 3.059,56 0,00 04/2007 52.354.727/000170 2100 2.845,14 428,60 3.273,74 0,00 05/2007 52.354.727/000170 2100 2.885,04 432,53 3.317,57 0,00 Fl. 374DF CARF MF Impresso em 29/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por JOAO BELLIN I JUNIOR 6 As GPS com código de recolhimento 2631, vinculadas ao CNPJ da empresa contratada, referemse à retenção de 11% sobre a nota fiscal de serviço das empresas prestadoras de serviços contratadas pela recorrente, nos termos do art. 31 da Lei 8.212/91, com a redação da Lei 9.711/98, vigente à época dos fatos2, e por isso não extinguem o crédito tributário lançado, que tem outra natureza (base de cálculo e alíquotas distintas). As GPS listadas no relatório RDA (código 2100) foram integralmente apropriadas ao crédito apurado no presente lançamento, conforme constam do Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados (RADA), 78104, o qual demonstra, por estabelecimento, competência, levantamento e tipo de documento, [...]a correspondente apropriação e abatimento das contribuições devidas3, e do Relatório Discriminativo Analítico do Débito (DAD), fls. 2437, coluna "créditos considerados". Em suma, na apuração do crédito tributário foram deduzidos todos os recolhimentos feitos pela recorrente que têm a mesma natureza das contribuições lançadas. Conclusão Com base no exposto, voto por conhecer do recurso, e, no mérito, negar lhe provimento. Luciana de Souza Espíndola Reis 2 Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mãodeobra, observado o disposto no § 5º do art. 33. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). 3 Definição dada pelo art. 660, inciso VII da Instrução Normativa SRP nº 03/2005, vigente à época do lançamento. Fl. 375DF CARF MF Impresso em 29/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 17/03/2016 por LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por JOAO BELLIN I JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10730.724780/2014-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 09 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2013
DECLARAÇÃO RETIFICADORA. PAGAMENTO FEITO COM BASE NA DECLARAÇÃO ORIGINAL. APROVEITAMENTO EM LANÇAMENTO DE OFÍCIO POSTERIOR.
A declaração retificadora substitui a retificada, sendo que o pagamento efetuado nos termos da declaração original adquire o caráter de pagamento indevido, o qual pode ser compensado com eventual lançamento de ofício posterior referente ao mesmo ano-calendário.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-005.135
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros João Victor Ribeiro Aldinucci (Relator), Lourenço Ferreira do Prado e Natanael Vieira dos Santos, que davam provimento ao recurso. Redator designado para apresentar o voto vencedor o Conselheiro Ronnie Soares Anderson.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente
João Victor Ribeiro Aldinucci - Relator
Ronnie Soares Anderson - Redator Designado
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado, João Victor Ribeiro Aldinucci, Kleber Ferreira de Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201603
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2013 DECLARAÇÃO RETIFICADORA. PAGAMENTO FEITO COM BASE NA DECLARAÇÃO ORIGINAL. APROVEITAMENTO EM LANÇAMENTO DE OFÍCIO POSTERIOR. A declaração retificadora substitui a retificada, sendo que o pagamento efetuado nos termos da declaração original adquire o caráter de pagamento indevido, o qual pode ser compensado com eventual lançamento de ofício posterior referente ao mesmo ano-calendário. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10730.724780/2014-08
anomes_publicacao_s : 201604
conteudo_id_s : 5578952
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2402-005.135
nome_arquivo_s : Decisao_10730724780201408.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI
nome_arquivo_pdf_s : 10730724780201408_5578952.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros João Victor Ribeiro Aldinucci (Relator), Lourenço Ferreira do Prado e Natanael Vieira dos Santos, que davam provimento ao recurso. Redator designado para apresentar o voto vencedor o Conselheiro Ronnie Soares Anderson. Ronaldo de Lima Macedo - Presidente João Victor Ribeiro Aldinucci - Relator Ronnie Soares Anderson - Redator Designado Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado, João Victor Ribeiro Aldinucci, Kleber Ferreira de Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira e Natanael Vieira dos Santos.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 09 00:00:00 UTC 2016
id : 6336766
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:47:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421398478848
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1432; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.724780/201408 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402005.135 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 09 de março de 2016 Matéria IRPF. AJUSTE. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DIRF x DIRPF Recorrente ANTONIO CARLOS LOBATO DA SILVEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2013 DECLARAÇÃO RETIFICADORA. PAGAMENTO FEITO COM BASE NA DECLARAÇÃO ORIGINAL. APROVEITAMENTO EM LANÇAMENTO DE OFÍCIO POSTERIOR. A declaração retificadora substitui a retificada, sendo que o pagamento efetuado nos termos da declaração original adquire o caráter de pagamento indevido, o qual pode ser compensado com eventual lançamento de ofício posterior referente ao mesmo anocalendário. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 72 47 80 /2 01 4- 08 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI, Assinado digitalmente em 0 1/04/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON , Assinado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros João Victor Ribeiro Aldinucci (Relator), Lourenço Ferreira do Prado e Natanael Vieira dos Santos, que davam provimento ao recurso. Redator designado para apresentar o voto vencedor o Conselheiro Ronnie Soares Anderson. Ronaldo de Lima Macedo Presidente João Victor Ribeiro Aldinucci Relator Ronnie Soares Anderson Redator Designado Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado, João Victor Ribeiro Aldinucci, Kleber Ferreira de Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI, Assinado digitalmente em 0 1/04/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON , Assinado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI Processo nº 10730.724780/201408 Acórdão n.º 2402005.135 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face da decisão da 1ª Turma da DRJ/FOR, que julgou improcedente a impugnação apresentada pelo contribuinte, para manter o lançamento suplementar do imposto de renda pessoa física no valor de R$ 10.133,86, exercício 2013, anocalendário 2012. O lançamento ocorreu porque teria sido apurada a seguinte infração: a) omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica (FUNDAÇÃO REDE FERROVIÁRIA DE SEGURIDADE SOCIAL REFER – CNPJ nº 30.277.685/000189), no valor de R$ 36.850,39. Em sede de impugnação, o contribuinte alegou que: b) teria retificado a DIRPF em 27/12/2013, solicitando o abatimento de rendimentos no valor de R$ 36.850,39, que não teria sido aceita pelo Fisco; c) o valor do imposto apurado na declaração original já teria sido recolhido; d) diante da comprovação do recolhimento, deveria ser tornada sem efeito a NFLD. Contudo, a DRJ julgou improcedente a impugnação, mantendo integralmente o lançamento, ao argumento de que: e) o contribuinte teria retificado a declaração original para excluir a quantia de R$ 36.850,39 da base de cálculo do imposto; f) embora o contribuinte tenha alegado que o imposto a pagar já tenha sido recolhido, a declaração retificadora substituiria a original para todos os efeitos tributários (art. 54 da IN SRF 15/2001 e art. 82 da IN RFB 1.500/2014); g) se na declaração retificadora tiver sido apurado de ofício um imposto suplementar, contribuinte estaria sujeito à multa de ofício e juros de mora sobre tal imposto; h) no que se referiria a eventuais recolhimentos efetuados com base na declaração original, o contribuinte poderia solicitar a sua compensação com o imposto apurado na NFLD. A procuradora do contribuinte tomou ciência pessoal do acórdão em 25/03/2015, tendo interposto recurso voluntário em 15/04/2015, no qual basicamente reiterou os fundamentos da impugnação, tendo apenas acrescentado jurisprudência do TRF2 e suscitado a aplicação do art. 138 do CTN, que trata da denúncia espontânea. É o relatório. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI, Assinado digitalmente em 0 1/04/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON , Assinado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI 4 Voto Vencido Conselheiro João Victor Ribeiro Aldinucci Relator Tempestividade O recurso voluntário é tempestivo e estão presentes os demais requisitos de admissibilidade, devendo, portanto, ser conhecido. Da omissão de rendimentos Conforme a decisão da DRJ, o recorrente teria retificado a declaração original para excluir a quantia de R$ 36.850,39 da base de cálculo do imposto, sendo esta a omissão apurada na NFLD. Em contrapartida, o recorrente defende a tese da inexistência da infração, pois o imposto teria sido recolhido com base na declaração original, conforme comprovantes de arrecadação de fls. 33/40. Tem razão o recorrente. Muito embora a declaração retificadora realmente substitua a declaração original, ex vi dos dispositivos infralegais suscitados na decisão a quo, fato é que o pagamento extingue o crédito tributário, conforme prevê o inc. I do art. 156 do CTN. Por outro lado, a obrigação principal, que tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária, extinguese juntamente com o crédito dela decorrente, na dicção do § 1º do art. 113 do Código. Vejase: Art. 156. Extinguem o crédito tributário: I o pagamento; Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. (destacouse) À luz do dispositivo retro mencionado, a obrigação tributária principal tem por objeto o pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária. Essa obrigação principal, seja atinente ao imposto ou à multa, foi extinta juntamente com o crédito dela decorrente, através do pagamento efetuado logo após a entrega da declaração de ajuste original e antes do início da fiscalização. Cumpre afirmar, a propósito, que não há qualquer controvérsia quanto aos pagamentos noticiados e demonstrados pelo recorrente. Em sendo assim, conquanto o exame isolado da declaração retificadora sugira a existência de omissão de rendimentos, o recolhimento é circunstância de grande importância, sobretudo porque a entrega da declaração de ajuste é obrigação acessória que visa exatamente a constituir o crédito que foi adequadamente recolhido pelo recorrente. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI, Assinado digitalmente em 0 1/04/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON , Assinado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI Processo nº 10730.724780/201408 Acórdão n.º 2402005.135 S2C4T2 Fl. 4 5 Com a extinção, pelo pagamento, dos créditos lançados pelo agente fiscal, é realmente insubsistente o lançamento. Explicando melhor, e no meu entender, o recorrente somente poderia ter sido penalizado pelo inadequado descumprimento da obrigação acessória, a qual tem por objeto obrigações de fazer ou não fazer previstas no interesse exclusivo da arrecadação ou fiscalização dos tributos (§ 2º do art. 113 do CTN), mas não ter sofrido o lançamento de créditos já extintos pelo meio mais usual de extinção, o pagamento. Logo, entendo que deve ser cancelada a exigência. Conclusão Diante do exposto, voto no sentido de CONHECER e DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos da fundamentação. João Victor Ribeiro Aldinucci. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI, Assinado digitalmente em 0 1/04/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON , Assinado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI 6 Voto Vencedor Conselheiro Ronnie Soares Anderson – Redator Designado Nos termos do art. 18 da Medida Provisória nº 2.15849, de 23 de agosto 2001: Art.18. A retificação de declaração de impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, nas hipóteses em que admitida, terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, independentemente de autorização pela autoridade administrativa. Parágrafo único.A Secretaria da Receita Federal estabelecerá as hipóteses de admissibilidade e os procedimentos aplicáveis à retificação de declaração. Com efeito, a entrega espontânea de retificadora constituise em faculdade do contribuinte, possuindo ela a mesma natureza e substituindo integralmente as informações prestadas na originalmente transmitida, sem possibilidade de restabelecimento desta, por força do diploma legal supra transcrito. Consequentemente, o pagamento efetuado pelo contribuinte com base na DIRPF original adquire o caráter de pagamento indevido, após a entrega da retificadora. Assim, não há falar em pagamento extintivo de crédito tributário, visto que de acordo com as informações transmitidas pelo próprio contribuinte em sua retificadora, aquele pagamento não encontra correspondência com os rendimentos que auferira no ano calendário em evidência. Com a posterior constatação de que o contribuinte havia omitido rendimentos à tributação, mediante procedimento fiscal com a aplicação da multa de oficio, tornouse possível, de outra parte, a compensação daquele pagamento com o crédito tributário apurado, conforme bem explicado pela decisão atacada, a qual não merece reparos. Vale registrar, ainda, e com a devida vênia do voto do relator, que inexiste descumprimento de obrigação acessória por parte do notificado, que exerceu seu direito de entregar DIRPF retificadoras, em consonância com a legislação de regência. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. Ronnie Soares Anderson Fl. 104DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI, Assinado digitalmente em 0 1/04/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 28/03/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON , Assinado digitalmente em 24/03/2016 por JOAO VICTOR RIBEIRO ALDINUCCI
score : 1.0
Numero do processo: 15868.720144/2014-67
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 10 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Wed May 25 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2012
GANHOS DE CAPITAL. ALIENAÇÃO. IMÓVEL RURAL COM BENFEITORIAS.
Considera-se valor de alienação, no caso de imóvel rural com benfeitorias, o valor correspondente a todo o imóvel alienado, quando as benfeitorias não houverem sido deduzidas como custo ou despesa da atividade rural.
PARCERIA RURAL. DESCARACTERIZAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA AUSÊNCIA DE RISCO. NECESSIDADE.
O fato de o contrato de parceria garantir um percentual na participação dos frutos não evidencia, por si só, a ausência de risco por parte do parceiro outorgante. O próprio Estatuto da Terra estabelece a obrigatoriedade de constar, nos contratos de parceira agrícola, uma quota-limite do proprietário na participação dos frutos, segundo a natureza de atividade agropecuária.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2201-003.127
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da decisão recorrida e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário para cancelar a infração de rendimentos de alugueis recebidos de pessoa jurídica.
Assinado digitalmente
Eduardo Tadeu Farah - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Alberto Mees Stringari, José Alfredo Duarte Filho (Suplente convocado), Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada). Presente ao Julgamento a Procuradora da Fazenda Nacional Sara Ribeiro Braga Ferreira.?
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201605
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2012 GANHOS DE CAPITAL. ALIENAÇÃO. IMÓVEL RURAL COM BENFEITORIAS. Considera-se valor de alienação, no caso de imóvel rural com benfeitorias, o valor correspondente a todo o imóvel alienado, quando as benfeitorias não houverem sido deduzidas como custo ou despesa da atividade rural. PARCERIA RURAL. DESCARACTERIZAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA AUSÊNCIA DE RISCO. NECESSIDADE. O fato de o contrato de parceria garantir um percentual na participação dos frutos não evidencia, por si só, a ausência de risco por parte do parceiro outorgante. O próprio Estatuto da Terra estabelece a obrigatoriedade de constar, nos contratos de parceira agrícola, uma quota-limite do proprietário na participação dos frutos, segundo a natureza de atividade agropecuária. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 25 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 15868.720144/2014-67
anomes_publicacao_s : 201605
conteudo_id_s : 5592393
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 25 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2201-003.127
nome_arquivo_s : Decisao_15868720144201467.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
nome_arquivo_pdf_s : 15868720144201467_5592393.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da decisão recorrida e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário para cancelar a infração de rendimentos de alugueis recebidos de pessoa jurídica. Assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah - Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Alberto Mees Stringari, José Alfredo Duarte Filho (Suplente convocado), Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada). Presente ao Julgamento a Procuradora da Fazenda Nacional Sara Ribeiro Braga Ferreira.?
dt_sessao_tdt : Tue May 10 00:00:00 UTC 2016
id : 6389161
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:49:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421440421888
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2064; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 499 1 498 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15868.720144/201467 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201003.127 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de maio de 2016 Matéria IRPF Recorrente LUCILIA ABADIA FRANÇA DE AGUIAR RIBEIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2012 GANHOS DE CAPITAL. ALIENAÇÃO. IMÓVEL RURAL COM BENFEITORIAS. Considerase valor de alienação, no caso de imóvel rural com benfeitorias, o valor correspondente a todo o imóvel alienado, quando as benfeitorias não houverem sido deduzidas como custo ou despesa da atividade rural. PARCERIA RURAL. DESCARACTERIZAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA AUSÊNCIA DE RISCO. NECESSIDADE. O fato de o contrato de parceria garantir um percentual na participação dos frutos não evidencia, por si só, a ausência de risco por parte do parceiro outorgante. O próprio Estatuto da Terra estabelece a obrigatoriedade de constar, nos contratos de parceira agrícola, uma quotalimite do proprietário na participação dos frutos, segundo a natureza de atividade agropecuária. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da decisão recorrida e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário para cancelar a infração de rendimentos de alugueis recebidos de pessoa jurídica. Assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 86 8. 72 01 44 /2 01 4- 67 Fl. 499DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 500 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Alberto Mees Stringari, José Alfredo Duarte Filho (Suplente convocado), Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada). Presente ao Julgamento a Procuradora da Fazenda Nacional Sara Ribeiro Braga Ferreira. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento por meio da qual se exige Imposto de Renda Pessoa Física suplementar, multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. Consta do Relatório Fiscal de fls. 409/421, em síntese, as seguintes informações referentes às infrações apuradas pela Autoridade lançadora: Em relação à alienação da Fazenda Cruzeiro No anocalendário de 2011 o sujeito passivo apresentou cinco demonstrativos da apuração dos ganhos de capital correspondentes à alienação da Fazenda Cruzeiro. Fazenda Cruzeiro (área 1), Fazenda Cruzeiro (área 2), Fazenda Cruzeiro (área 3), Fazenda Cruzeiro (área 4) e Fazenda Cruzeiro (área 5). Constatouse que a apuração do imposto devido feito pelo sujeito passivo nos demonstrativos correspondentes às áreas “1” e “2” foi feita incorretamente. O sujeito passivo vendeu a área “1” da Fazenda Cruzeiro, com 504,8533 hectares, pelo valor de R$ 7.382.000,00, e a área “2” da Fazenda Cruzeiro, com 155,3419 hectares, pelo valor de R$ 2.250.000,00. Tais alienações foram formalizadas por Escritura Pública de Venda e Compra lavrada em 30/09/2011. O sujeito passivo considerou, no entanto, os valores de R$ 3.670.560,00 e R$ 1.129.440,00 nos demonstrativos de apuração dos ganhos de capital correspondentes às referidas áreas. A Fazenda Cruzeiro foi adquirida em 14/09/1958 e 24/01/1993. Para imóveis rurais adquiridos até 31/12/1996 aplicamse as regras para apuração do ganho de capital vigentes antes da edição da Lei nº 9.393, de 19/12/1996. Na ficha de Bens e Direitos das declarações de ajuste anual do sujeito passivo e do Espólio de Oscavo Aguiar Ribeiro, anocalendário de 2011, foi informado o valor de R$ 250.600,51 correspondentes à terra nua da Fazenda Cruzeiro, valor este considerado corretamente como custo de aquisição nos cinco demonstrativos da apuração dos ganhos de capital. O sujeito passivo não apresentou livro caixa da atividade rural do ano calendário 2011. Questionado se declarou como receitas da atividade rural alguma parcela dos valores recebidos pela alienação da Fazenda Cruzeiro, o sujeito passivo respondeu: “Não foram declaradas receitas da atividade rural referentes a parte do preço que se relacionasse com benfeitorias”. Intimado a informar em qual documento e base legal se baseou para preencher o campo “valor de alienação” do demonstrativo de ganho de capital, o sujeito passivo respondeu: para as áreas “3”, “4” e “5”, valor de alienação da terra nua constante das Fl. 500DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 501 3 escrituras de compra e venda, e para as áreas “1” e “2”, valor de alienação da terra nua apurado proporcionalmente com base no Documento de Informação e Apuração do ITR DIAT/2011. Somente para imóveis rurais adquiridos a partir de 01/01/1997 passouse a considerar como custo de aquisição e valor de alienação do imóvel rural, o Valor da Terra Nua VTN declarado no DIAT, respectivamente nos anos da ocorrência de sua aquisição e de sua alienação. Portanto, deve ser considerado como valor de alienação, o valor efetivo da transação. Tais valores correspondem a R$ 7.382.000,00 e R$ 2.250.000,00 para as áreas “1” e “2” da Fazenda Cruzeiro, respectivamente. Em relação aos valores recebidos das pessoas jurídicas ALCOAZUL S/A E UNIALCO S/A, que o sujeito passivo declarou como receita da atividade rural O sujeito passivo informou os valores recebidos da ALCOAZUL e da UNIALCO que foram por ele declarados. Na declaração de ajuste anual do anocalendário de 2011 o sujeito passivo declarou o valor total de R$ 422.505,15 como receita bruta mensal da atividade rural e nenhum valor de despesas de custeio/investimento da atividade rural. Embora nos contratos apresentados as partes contratantes sejam chamadas de “parceiro outorgante” e “parceiro outorgado”, após o exame cuidadoso de diversas cláusulas deles constantes, bem como de outros esclarecimentos e documentos, concluiuse tratar, verdadeiramente, de contratos de arrendamento rural para o plantio de cana de açúcar, e não de parceria. Os contratos garantem ao sujeito passivo um rendimento fixado em toneladas de canadeaçúcar, por alqueire aproveitável, por ano safra. Não são valores fixos em moeda corrente, e como tal são sujeitos aos preços no momento da comercialização. Não há risco essencial do negócio que se aplica ao sujeito passivo. Se há risco, este se aplica apenas a quem utiliza sua terra para produzir. Tal fato descaracteriza a parceria. As cláusulas dos contratos contêm características que não se ajustam às de contrato de parceria, mas sim às de contrato de arrendamento. A análise detalhada de tais cláusulas permite concluir pela ausência de riscos de caso fortuito e de força maior e que o sujeito passivo recebe uma quantia fixa, independentemente da quantidade produzida de cana deaçúcar. Não houve partilha de risco prevista na legislação que define a parceria rural, porque pela cessão da terra o sujeito passivo foi remunerado em parcelas mensais ou trimestrais, independentemente do cronograma de entrega da matériaprima (canadeaçúcar), em valores correspondentes a quilogramas de ATR/tonelada por alqueire, sob condição de invariabilidade e independente de maior ou menor produção da lavoura, condição esta que as partes aceitaram de forma irretratável e conscientes de sua irrevogabilidade. Os valores recebidos pelo sujeito passivo em razão de arrendamento de imóvel rural não podem ser tributados como receitas da atividade rural. Na forma da legislação em vigor (RIR/1999, art. 49, incisos I e II) devem ser tributados como aluguéis ou arrendamento. Fl. 501DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 502 4 A contribuinte apresentou a impugnação de fls. 444/460, julgada improcedente pelo acórdão de fls. 466/471, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2011 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. GANHO DE CAPITAL. IMÓVEL RURAL. É cabível o lançamento fiscal para constituir crédito tributário decorrente de omissão de rendimentos vinculada a ganho de capital na venda de imóvel rural. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ARRENDAMENTO. IMÓVEL RURAL. Rendimentos decorrentes de arrendamento de imóvel rural estão sujeitos ao ajuste anual, não como rendimentos da atividade rural. Cientificada da decisão de primeira instância em 13/03/2015 (fls. 474 e 476), a Interessada interpôs, em 14/04/2015, o recurso de fls. 478/489. Na peça recursal aduz, em síntese, que: Ganhos de capital A decisão recorrida é nula. Isso porque as razões de defesa apresentadas no tópico com a denominação acima não foram apreciadas pelo julgador da primeira instância. No referido capítulo da impugnação a contribuinte fala da impossibilidade de a lei posterior à data da aquisição do imóvel rural alterar o valor do custo de aquisição do mesmo imóvel. E, como demonstrado na impugnação, a Autoridade que constituiu o crédito tributário incorreu nessa incorreta interpretação. Tendo o julgador a quo deixado de apreciar essa alegação de defesa, a decisão configura ato nulo, e assim deverá ser reconhecido por esse Egrégio Conselho. Para a hipótese de não ser declarada a nulidade da decisão recorrida, espera a Recorrente que as razões expostas na impugnação, na seção “ganhos de capital”, sejam apreciadas pelo CARF. Alegada falta de consideração de benfeitorias como despesas Além de algumas benfeitorias imprescindíveis, como as cercas externas, casasede, áreas destocadas, o imóvel era desprovido de outros melhoramentos, como pastagens e plantações perenes, pelo fato de que toda a sua área era cedida em parceria a empresas do setor sucroalcooleiro, para formação de canaviais para produção de açúcar e álcool. Contudo, como disse na defesa dirigida à primeira instância de julgamento, embora os canaviais tivessem sido formados e pertencessem a terceiro, havia essas outras benfeitorias no imóvel, que foram declaradas à Receita Federal. Fl. 502DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 503 5 A contribuinte jamais disse que estavam incluídas no valor da alienação quantias referentes a benfeitorias pertencentes a terceiros (canaviais), como afirmado pelos membros da Turma julgadora. Aliás, ela sustentou o tempo todo e sustenta agora que o valor dos canaviais não está incluído no valor da alienação. Isto basta para invalidar o fundamento da decisão recorrida. Quanto ao questionamento que havia sido feito pela autoridade lançadora a respeito da falta de indicação de benfeitorias implantadas nos anos fiscalizados, é preciso deixar claro que a contribuinte explicara em sua defesa que, de um lado, é possível haver no imóvel benfeitorias implantadas em períodos anteriores, e de outro lado, que não é necessário haver comprovação de gastos com melhoramentos para que o contribuinte possa gozar, em cada ano, de dedução de despesas até o limite de oitenta por cento do montante das receitas. Quanto à afirmação contida na decisão a quo de que a contribuinte não deduziu o valor das benfeitorias pelo fato de haver optado pela tributação sobre 20% da receita bruta, cabe outra explicação. Quando o titular do imóvel rural, em lugar de ele próprio explorar o imóvel diretamente, entregao em parceria, fará jus a um percentual da produção. Admitindose que o percentual que caberá ao dono da terra seja de 20% da produção obtida, e que a produção total da área cedida tenha alcançado a receita bruta de R$ 600.000,00, a parte do proprietário ou possuidor do imóvel nessa receita bruta será de R$ 120.000,00 e sua receita tributável de R$ 24.000,00, em razão do disposto no art. 5º da Lei n° 8.023/1990. Ora, se a parte da dona da terra na receita bruta é de R$ 120.000,00 e se sua receita tributável é de R$ 24.000,00, o que são os R$ 96.000,00 da diferença se não despesas com a atividade? E uma despesa por presunção legal, mesma natureza de presunção legal da receita tributável de 20% da receita total. Isso é simplesmente a aplicação do disposto na lei tributária. Valor de venda dos imóveis A contribuinte tem, sim, direito de segregar do montante recebido a título de venda dos imóveis rurais o valor correspondente às benfeitorias que nele existiram. E no imóvel existiam benfeitorias além dos canaviais. Não procede a afirmação dos julgadores de que se deve considerar como de alienação todo o valor do imóvel, nesse valor considerada também a parcela referente às benfeitorias, e não exclusivamente o valor da terra nua constante do DIAT. Se for mesmo para ser incluído como integrante do preço de venda da terra nua dos imóveis rurais a parcela do preço de venda representativa das benfeitorias, essa parcela servirá apenas para aumentar o valor não tributável da terra nua, visto que, no caso, a parcela tributável do ganho de capital é o valor da terra nua declarado no DIAT, e a parcela do preço de venda da terra nua que exceder a esse valor declarado não é sujeita a tributação pelo imposto de renda. Receitas declaradas como da atividade rural O contrato agrário ou é de parceria ou é de arrendamento. Contrato de arrendamento que se aproxima do de parceria, ou viceversa, não existe. E o que a Delegacia Fl. 503DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 504 6 de Julgamento entendeu como cláusulas que minimizam o risco do proprietário outra coisa não é senão interpretação incorreta de disposições do Estatuto da Terra. Consta na decisão recorrida o seguinte trecho: O que se verifica... Por exemplo, no contrato (...) há previsão que ao autuado caberia 20% da produção (...) o que caracterizaria um contrato de parceria, mas logo na cláusula sexta a parceira outorgada comprometese a garantir uma produtividade mínima, de acordo com os índices estabelecidos pelo INCRA, o que elimina o risco de uma baixa produtividade para o autuado. Olvidaram os julgadores que os contratantes louvaramse no que permite a lei. E só ver o que prescreve o Estatuto da Terra em seu artigo 96, §§ 2º e 3º, que regula a parceria rural. Enquanto não procedido o acerto final, os valores recebidos pelo parceiro dono da terra serão tidos como adiantamentos. Esses adiantamentos, por força do que dispõem os artigos 1.267 do Código Civil e 61, § 2º do Decreto n° 3.000/1999, irão se convolando em receita da atividade rural na proporção do valor da canadeaçúcar que for sendo entregue no estabelecimento industrial. Só que essa receita só terá seu valor apurado no ano seguinte ao da safra. Pedidos Requer a nulidade da decisão recorrida pelas razões aduzidas no tópico “Ganhos de Capital”. No mérito, pleiteia a improcedência da exigência fiscal, com base nos argumentos contidos nas seções do recurso denominadas “Alegada falta de consideração de benfeitorias como despesas”, “Custo de aquisição e valor de venda dos imóveis” e "Receitas declaradas como da atividade rural”. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. PRELIMINAR Nulidade da decisão recorrida A Recorrente alega que a decisão recorrida é nula, porque as razões de defesa apresentadas no tópico “Ganhos de Capital” não teriam sido apreciadas pelos julgadores de primeira instância. Segundo a Interessada, no referido tópico da impugnação suscitouse a impossibilidade de a lei posterior à data da aquisição do imóvel rural alterar o valor do custo de aquisição do mesmo imóvel. Porém, não houve manifestação sobre este ponto na decisão de piso. Fl. 504DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 505 7 A Autoridade julgadora, a meu ver, não se manifestou e nem deveria se manifestar sobre esta questão, por uma simples razão: não houve alteração do custo de aquisição dos imóveis para os quais foram apurados os ganhos de capital objeto do presente Auto de Infração AI. É o que se verifica nos dois “Demonstrativos da Apuração dos Ganhos de Capital” elaborados pela Fiscalização, acostados às fls. 423/426, em confronto com os “Demonstrativos” apresentados pela Recorrente, adunados à fls. 15/18. Em poucas palavras: descabe ao julgador se pronunciar sobre questões que não interferem no deslinde da controvérsia. Nesse contexto, sou pela rejeição da preliminar de nulidade suscitada pela Recorrente. MÉRITO APURAÇÃO INCORRETA DE GANHOS DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE IMÓVEL RURAL Falta de consideração de benfeitorias como despesas A Interassada aduz que é possível haver, no imóvel, benfeitorias implantadas em períodos anteriores e que não é necessário haver comprovação de gastos com melhoramentos para que o contribuinte possa gozar, em cada ano, de dedução de despesas até o limite de oitenta por cento do montante das receitas. Quanto à primeira afirmação, oportuno observar que a Fiscalização deixou expresso no Relatório Fiscal (fls. 409/421) que tanto o sujeito passivo, quanto o Espólio de Oscavo Aguiar Ribeiro, não computaram como despesas de custeio/investimento da atividade rural nenhum valor correspondente a benfeitorias da Fazenda Cruzeiro, seja na declaração de ajuste anual do anocalendário de 2011, seja na dos anoscalendário anteriores,. A “Declaração de Bens e Direitos” da declaração de ajuste anual do ano calendário de 2011, às fls. 6/7, evidencia que não consta nenhum valor a título de benfeitorias na Fazenda Cruzeiro. Na referida “Declaração” foi informado o valor de R$ 250.600,51 correspondente à terra nua da Fazenda Cruzeiro. Este valor equivale à soma dos custos de aquisição das 5 áreas lançadas nos 5 demonstrativos da apuração dos ganhos de capital apresentados pelo Recorrente. As duas Escrituras Públicas de Venda e Compra (fls. 209/217) correspondentes à alienação das áreas “1” e “2” da Fazenda Cruzeiro, lavradas em 30/09/2011, não fazem qualquer menção à existência de benfeitorias nestas áreas, de modo que não merece acolhimento a tese da Interessada de que seria possível existir, no imóvel, benfeitorias implantadas em períodos anteriores. No que se refere à segunda afirmação, a Recorrente menciona o seguinte exemplo: se o titular do imóvel rural entregao em parceria tendo como contrapartida 20% da produção total obtida e se a receita bruta de venda da produção alcança R$ 600.000,00, a parte do proprietário seria de R$ 120.000,00 e sua receita tributável de R$ 24.000,00. Logo, os R$ 96.000,00 seriam despesas por presunção legal, mesma natureza da presunção legal de 20% da receita tributável total. Seria possível, então, se valer da dedução ficta de 80% da receita bruta da atividade rural auferida no ano. Fl. 505DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 506 8 A prevalecer a tese da Interessada jamais haveria resultado positivo na hipótese de o contribuinte, pessoa física, optar pelo limite de vinte por cento da receita bruta do anobase para apuração da base de cálculo do imposto de renda na atividade rural, haja vista que 80% é sempre superior a 20%. Tratase, em verdade, de alegação desprovida de qualquer fundamento jurídico, que deve ser afastada de plano. Valor de venda dos imóveis A Recorrente afirma que tem direito de segregar do montante recebido a título de venda dos imóveis rurais o valor correspondente às benfeitorias que nele existiam. Aduz, ademais, que não procede a afirmação dos julgadores de que se deve considerar como de alienação todo o valor do imóvel, nesse valor considerada também a parcela referente às benfeitorias, e não exclusivamente o valor da terra nua constante do DIAT. Observo, todavia, que para que a tributação do ganho de capital recaísse exclusivamente sob o valor da terra nua a Interessada teria que ter deduzido o valor das benfeitorias como custo ou despesa da atividade rural, nos exatos termos do art. 19, inciso VI da Instrução Normativa SRF nº 84, de 11 de outubro de 2001, assim descrito: Art. 19. Considerase valor de alienação: (...) VI no caso de imóvel rural com benfeitorias, o valor correspondente: a) exclusivamente à terra nua, quando o valor das benfeitorias houver sido deduzido como custo ou despesa da atividade rural; b) a todo o imóvel alienado, quando as benfeitorias não houverem sido deduzidas como custo ou despesa da atividade rural. Contudo, tal dedução não aconteceu, haja vista que a contribuinte optou pela tributação de 20% da receita bruta da atividade rural, e, como visto no capítulo anterior, não se pode acolher a alegação de que estaria embutido, na suposta dedução presumida de 80%, qualquer custo ou despesa da atividade rural. Para viabilizar a dedução caberia à mesma comprovar, de forma individualizada, o custo das benfeitorias que teria realizado. Assim, correta a conclusão a que chegaram os julgadores da instância de piso, que simplesmente reafirmaram, por meio da norma regulamentadora, o que já havia sido exposto no Relatório Fiscal (fls. 409/421) pela Autoridade lançadora, a ver: Portanto, tratandose de imóvel rural adquirido antes de 01/01/1997, não tendo sido deduzido nas declarações de ajuste anual como despesas de custeio/investimento da atividade rural nenhum valor correspondente a benfeitorias, não tendo constado nos instrumentos de transmissão a existência de benfeitorias nas áreas “1” e “2” da Fazenda Cruzeiro, não tendo o sujeito passivo declarado nenhuma parcela dos valores recebidos pela alienação como receitas da atividade rural, deve ser considerado como valor de alienação, o valor efetivo da transação. Fl. 506DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 507 9 OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUEIS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA A Fiscalização desconsiderou os rendimentos declarados pela Interessada como sendo rendimentos da atividade rural e os considerou como rendimentos de alugueis, sob o fundamento de que “a despeito de ter sido atribuída a denominação de contrato de parceria, pelas características do negócio jurídico praticado, em especial pela ausência de compartilhamento de riscos, tratase de contrato de arrendamento rural”. O art. 59, § 1º do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR/1999, estabelece a forma e quais os rendimentos são tributáveis no âmbito da parceria rural, in verbis: Art. 59. Os arrendatários, os condôminos e os parceiros na exploração da atividade rural, comprovada a situação documentalmente, pagarão o imposto, separadamente, na proporção dos rendimentos que couberem a cada um (Lei nº 8.023, de 1990, art. 13). Parágrafo único. Na hipótese de parceria rural, o disposto neste artigo aplicase somente em relação aos rendimentos para cuja obtenção o parceiro houver assumido os riscos inerentes à exploração da respectiva atividade. O compartilhamento do risco não é privativo da legislação tributária, mas inerente à própria definição da parceria rural, contida na Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964 (Estatuto da Terra) e no Decreto no 59.566, de 14 de Novembro de 1966, que a diferencia do arrendamento rural. A posse ou uso temporário da terra serão exercidos em virtude de contrato estabelecido entre o proprietário e os que nela exercem atividade rural sob a forma de arredamento ou parceria rural (art. 92 do Estatuto da Terra). As normas relativas aos contratos de arrendamento e de parceira rural encontramse nos artigos 95 e 96 do mesmo Estatuto, os quais foram regulamentados pelo Decreto no 59.566/1966, sendo oportuno reproduzir os seguintes artigos: Art. 3º Arrendamento rural é o contrato agrário pelo qual uma pessoa se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de imóvel rural, parte ou partes do mesmo, incluindo, ou não, outros bens, benfeitorias e ou facilidades, com o objetivo de nele ser exercida atividade de exploração agrícola, pecuária, agroindustrial, extrativa ou mista, mediante certa retribuição ou aluguel, observados os limites percentuais da Lei. (...) Art. 4º Parceria rural é o contrato agrário pelo qual uma pessoa se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso especifico de imóvel rural, de parte ou partes do mesmo, incluindo, ou não, benfeitorias, outros bens e ou facilidades, com o objetivo de nele ser exercida atividade de exploração agrícola, pecuária, agroindustrial, extrativa vegetal ou mista; e ou lhe entrega animais para cria, recria, invernagem, engorda ou extração de matérias primas de origem animal, mediante Fl. 507DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 508 10 partilha de riscos do caso fortuito e da força maior do empreendimento rural, e dos frutos, produtos ou lucros havidos nas proporções que estipularem, observados os limites percentuais da lei (artigo 96, VI do Estatuto da Terra). A leitura dos dispositivos transcritos evidencia que os contratos rurais podem ser de dois tipos: contratos de arrendamento e contratos de parceria. A diferença entre eles é que os primeiros caracterizamse pela ausência de riscos de caso fortuito ou de força maior, bem como pelo recebimento de um valor certo por parte do proprietário, geralmente fixo, enquanto que os segundos se caracterizam pela existência da possibilidade de riscos para o proprietário, sem que haja retribuição certa ou fixa. O tratamento tributário dado a cada um é diferente. No contrato de arrendamento o rendimento é tributado como se fosse um aluguel do proprietário dos bens rurais cedidos (art. 49, incisos I e II, do RIR/1999), ao passo que no contrato de parceria os rendimentos das duas partes são tributados como rendimentos da atividade rural na proporção que couber a cada uma delas (art. 59 do RIR/1999). Segundo a Autoridade fiscal, “Os contratos garantem ao sujeito passivo um rendimento fixado em toneladas de canadeaçúcar, por alqueire aproveitável, por ano safra. Não são, é verdade, valores fixos em moeda corrente, e como tal são sujeitos aos preços no momento da comercialização. Não há risco essencial do negócio que se aplica ao sujeito passivo. Se há risco, este se aplica apenas a quem utiliza sua terra para produzir. Tal fato descaracteriza a parceria”. À evidência, o fato de os contratos garantirem um percentual na participação dos frutos não evidencia, por si só, a ausência de risco por parte do parceiro outorgante. O próprio Estatuto da Terra (Lei nº 4.504/1964) estabelece a obrigatoriedade de constar, nos contratos de parceira agrícola, uma quotalimite do proprietário na participação dos frutos, segundo a natureza de atividade agropecuária. É o que se lê no art. 96, V, “a” do Estatuto, a ver: Art. 96. Na parceria agrícola, pecuária, agroindustrial e extrativa, observarseão os seguintes princípios: (...) V no Regulamento desta Lei, serão complementadas, conforme o caso, as seguintes condições, que constarão, obrigatoriamente, dos contratos de parceria agrícola, pecuária, agroindustrial ou extrativa: a) quotalimite do proprietário na participação dos frutos, segundo a natureza de atividade agropecuária e facilidades oferecidas ao parceiro; Ora, no caso concreto os contratos de parceria preveem, em favor do parceiro outorgante, um percentual de participação na produção obtida, um dos fundamentos da desconsideração dos rendimentos declarados. Tal cláusula não afasta os riscos inerentes ao empreendimento rural. Pelo contrário: o fato de a participação do parceiro outorgante ser estipulada em função de um percentual incidente sobre a produção (toneladas de cana de açúcar por alqueire aproveitável) aumenta, em meu entendimento, a possibilidade de riscos para o proprietário, na medida em que sua participação pode ser afetada por intempéries, Fl. 508DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 509 11 pragas, casos fortuitos ou de força maior que levem à perda parcial ou integral na produção. Portanto, esta cláusula não desnatura, por si só, a parceria rural. Outro ponto apontado pela Autoridade lançadora para mitigar os riscos do parceiro outorgante foi a previsão de pagamentos periódicos, independentemente do cronograma de entrega da matériaprima (canadeaçúcar). Um exemplo citado no acórdão recorrido reafirma o entendimento do fiscal. Confira: O mesmo ocorre no contrato firmado em 01/01/2010 com a Unialco S/A Álcool e Açúcar (fls. 383/391), na cláusula nona, há previsão que ao autuado caberia 20% da produção da cana deaçúcar, mas em seus parágrafos assegura ao mesmo uma participação correspondente a 40 (quarenta) toneladas de cana deaçúcar por alqueire efetivamente plantado, por ano, mediante adiantamentos financeiros. Observo, todavia, que os parágrafos da cláusula nona do referido contrato revelam que o procedimento utilizado pelos contratantes se encontram em harmonia com a legislação que regula a parceria, in verbis: Art. 96. (...) § 2º As partes contratantes poderão estabelecer a prefixação, em quantidade ou volume, do montante da participação do proprietário, desde que, ao final do contrato, seja realizado o ajustamento do percentual pertencente ao proprietário, de acordo com a produção. (Incluído pela Lei nº 11.443, de 2007). § 3º Eventual adiantamento do montante prefixado não descaracteriza o contrato de parceria. (Incluído pela Lei nº 11.443, de 2007). O contrato mencionado prevê uma participação ao parceiro outorgante de 40 toneladas e cana de açúcar por alqueire efetivamente plantado, por ano, até a efetiva entrega da área no último ano agrícola (§ 1º). Nos termos do § 2º a participação é “para definir adiantamentos financeiros para o PARCEIRO OUTORGANTE, durante todo o ciclo agrícola e independente das épocas de colheita e comercialização, com expresso amparo no disposto no parágrafo segundo do artigo 96 do Estatuto da Terra, com a redação dada pela Lei nº 11.443/2007”. A periodicidade dos adiantamentos estipulada no parágrafo terceiro da cláusula nona do contrato é trimestral, fato que, a meu ver, não desnatura o contrato de parceria em face de uma suposta não eventualidade dos adiantamentos dos montantes prefixados, mormente quando existe disposição contratual de ajuste dos adiantamentos efetuados, de acordo com as efetivas quantidades produzidas (§ 8º) e em função de eventual variação de preços apurados pelo sistema CONSECANA (§ 4º). Em outras palavras: não implica descaracterização da parceria a prefixação do montante da participação do proprietário em produtos, mesmo se houver adiantamentos desse montante antes da safra, mas desde que haja, ao final, um ajuste adequando o percentual préestipulado em função da produção (§§ 2º e 3º do art. 96 do Estatuto da Terra). Fl. 509DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15868.720144/201467 Acórdão n.º 2201003.127 S2C2T1 Fl. 510 12 Observo, ainda, que a Décima Sétima cláusula do contrato com a Unialco evidencia a existência do compartilhamento de riscos entre os contratantes, na medida em que atribui ao parceiro outorgado, no desenvolvimento e condução dos atos inerentes a sua participação na lavoura de cana de açúcar, o cumprimento de todas as normas relacionadas com a proteção ambiental, e ao parceiro outorgante, isoladamente, a gestão e a manutenção das áreas ambientalmente protegidas, tais como a reserva legal e a área de preservação permanente. Nesse contexto, penso que a Fiscalização não conseguiu comprovar, de forma incontroversa, que os rendimentos recebidos pela Recorrente não se originaram do contrato de parceria, tampouco restou evidenciado nos autos, de maneira inequívoca, a inexistência de riscos para o parceiro outorgante. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por rejeitar a preliminar de nulidade da decisão recorrida e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para cancelar a infração de rendimentos de alugueis recebidos de pessoa jurídica. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 510DF CARF MF Impresso em 25/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/05/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 12448.737860/2011-93
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 19 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue May 31 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF
Data do fato gerador: 03/01/2008, 06/02/2008, 04/03/2008, 02/04/2008, 05/05/2008, 03/06/2008, 02/07/2008, 04/07/2008, 04/08/2008, 02/09/2008, 02/10/2008, 04/11/2008, 02/12/2008
INCIDÊNCIA DO IOF E A ATIVIDADE DA RECORRENTE.
A recorrente administra um clube composto por servidores da Marinha para promover uma assistência funerária aos seus associados e os aludidos beneficiários contribuem para esse fim, não se confundindo com empresa seguradora ou equiparada a instituição financeira. Portanto, não cabendo a incidência do IOF.
NULIDADE.FALTA DE CIÊNCIA DE EXTENSÃO DE MPF
Não restou provado que, da ausência de notificação da extensão de MPF, tenha advindo qualquer prejuízo à Recorrente, inclusive com fundamento nos artigos 55 da Lei nº 9.784/1999, no artigo 60 do Decreto nº 70.235/1972 e art. 59 do Decreto nº 70.235/1972.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 3402-003.085
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara/ 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
ANTONIO CARLOS ATULIM
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201605
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF Data do fato gerador: 03/01/2008, 06/02/2008, 04/03/2008, 02/04/2008, 05/05/2008, 03/06/2008, 02/07/2008, 04/07/2008, 04/08/2008, 02/09/2008, 02/10/2008, 04/11/2008, 02/12/2008 INCIDÊNCIA DO IOF E A ATIVIDADE DA RECORRENTE. A recorrente administra um clube composto por servidores da Marinha para promover uma assistência funerária aos seus associados e os aludidos beneficiários contribuem para esse fim, não se confundindo com empresa seguradora ou equiparada a instituição financeira. Portanto, não cabendo a incidência do IOF. NULIDADE.FALTA DE CIÊNCIA DE EXTENSÃO DE MPF Não restou provado que, da ausência de notificação da extensão de MPF, tenha advindo qualquer prejuízo à Recorrente, inclusive com fundamento nos artigos 55 da Lei nº 9.784/1999, no artigo 60 do Decreto nº 70.235/1972 e art. 59 do Decreto nº 70.235/1972. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue May 31 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 12448.737860/2011-93
anomes_publicacao_s : 201605
conteudo_id_s : 5593378
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 31 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 3402-003.085
nome_arquivo_s : Decisao_12448737860201193.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 12448737860201193_5593378.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara/ 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto.
dt_sessao_tdt : Thu May 19 00:00:00 UTC 2016
id : 6393896
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:49:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421462441984
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1987; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12448.737860/201193 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402003.085 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de maio de 2016 Matéria IOF Recorrente BRASILCRED CLUBE DE SEGUROS S/C LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Data do fato gerador: 03/01/2008, 06/02/2008, 04/03/2008, 02/04/2008, 05/05/2008, 03/06/2008, 02/07/2008, 04/07/2008, 04/08/2008, 02/09/2008, 02/10/2008, 04/11/2008, 02/12/2008 INCIDÊNCIA DO IOF E A ATIVIDADE DA RECORRENTE. A recorrente administra um clube composto por servidores da Marinha para promover uma assistência funerária aos seus associados e os aludidos beneficiários contribuem para esse fim, não se confundindo com empresa seguradora ou equiparada a instituição financeira. Portanto, não cabendo a incidência do IOF. NULIDADE.FALTA DE CIÊNCIA DE EXTENSÃO DE MPF Não restou provado que, da ausência de notificação da extensão de MPF, tenha advindo qualquer prejuízo à Recorrente, inclusive com fundamento nos artigos 55 da Lei nº 9.784/1999, no artigo 60 do Decreto nº 70.235/1972 e art. 59 do Decreto nº 70.235/1972. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara/ 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. ANTONIO CARLOS ATULIM AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 73 78 60 /2 01 1- 93 Fl. 15330DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 2 Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto. Relatório Por bem relatar, adotase o Relatório de fls. a dos autos emanados da decisão DRJ/JFA, por meio do voto do relator Luiz Venâncio Guida nos seguintes termos: “Tratase de lançamento de Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários IOF (fls. 15.20315.2 06), pelo qual foi constituído o crédito tributário no valor de R$ 743.911,17. Como mote, em síntese, a falta de cobrança e de recolhimento do IOF sobre seguros na alíquota de 7,38%, sobre os valores dos prêmios pagos por pessoa físicas, a título de serviços de assistência póstuma prestados ao pessoal da Marinha do Brasil. Com fundamentos, particularmente, nos art. 18 a 24 do Decreto nº 6.306/2007. Às fls. 15.18315.192, o Termo de Constatação Fiscal TVF no qual estão circunstanciados os fatos que culminaram no lançamento; trechos contidos no MÉRITO. Às fls. 15.23915.250, a impugnação; excertos abaixo: [...] III. A) DA NÃO CIÊNCIA DA EXTENSÃO DOS PODERES DO MAND ADO DE PROCEDIMENTO FISCAL [...] em momento algum o contribuinte fora notificado que o procedimento fiscalizatório estenderia seus poderes a albergar o IOF seguros como objeto da fiscalização. [...] Sabendo que o tributo fiscalizado era, tão somente, o IRPJ, não existindo qualquer notificação ao contribuinte quanto a estender os efeitos do MPF ao IOFseguros, torna o presente auto de infração eivado de nulidade! IV DA NÃO OCORRÊNCIA DA INFRAÇÃO APONTADA [...] Fl. 15331DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM Processo nº 12448.737860/201193 Acórdão n.º 3402003.085 S3C4T2 Fl. 3 3 [...] o presente auto de infração tem sua pertinência, unicamente, por acreditar que o Contribuinte é uma empresa seguradora. [...] a atividade do Contribuinte é de administrar um clube de associados, e por isso, o IOF seguros não poderá incidir, diante da inexistência do Fato Gerador. IV. 1 DA ATIVIDADE EXERCIDA PELO CONTRIBUINTE E O REAL SIGNIFICADO DA ATIVIDADE DE SEGURADORA. [...] O serviço prestado pela Contribuinte é a administração dos recursos dos associados do Abrigo do Marinheiro, realizando os pagamentos às funerárias e outros fornecedores de serviços correlacionados advindos de óbito de seus associados e/ou familiares. A atividade do Contribuinte é clara e indiscutível tanto na sua descrição contratual, como no próprio Boletim emitido internamente pela Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha aos seus servidores, propondo a associação ao clube [...] [...] quem presta o serviço é o Abrigo dos Marinheiros, e, a fim de corroborar apresentamos o Boletim de Ordens e Notícias (BONO) n°. 731/2009. Ora, além de não estar inscrito na SUSEP, o serviço não tem registro autorizado por Nota Técnica. Traz o ilustre Fiscal diversos conceitos de seguro, e em todos e qualquer conceito, temos que todo contrato de seguro traz em si um risco para ambas as partes. Esse risco tem sua natureza no fato de o objeto ou fato assegurado pode ou não ocorrer. Por exemplo: o seguro de veículos tem como objeto um possível dano no veículo, o qual pode ou não ocorrer. Desse modo, existe um risco assumido tanto pelo segurado, como pela seguradora, pois o segurado pode pagar um seguro por anos e jamais necessitar dos serviços, e, por sua vez, a seguradora corre o risco de firmar contrato e a curto prazo o veículo sofre um grande dano. [...] Repetimos à exaustão: não assumimos riscos pelos associados, que sabem que, cedo ou tarde, necessitarão fazer uso do serviço ofertado pelo Abrigo do Marinheiro. A questão não é de risco assumido, mas de redução de seu custo po r meio do associativismo! [...] IV.2 DA NÃO INCIDÊNCIA DO IOF NOS CLUBES DE SEGURO [...] Fl. 15332DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 4 Ora, se não está tipificada na legislação (em alusão ao art. 18, §§ 1º e 2º do Decreto nº 6.306/2007) a incidência do IOF sobre a atividade de clube da empresa fiscalizada, quer dizer que tal imposto não é devido. [...] A natureza da empresa fiscalizada é totalmente diversa das empresas de seguro, não existindo sequer inscrição na SUSEP ou mesmo a sua necessidade, sendo sua atividade voltada apenas na administração do clube. Por fim, cabe mencionar que, caso houvesse a incidência do IOF, o mesmo não seria devido pela autuada que tão somente administra os valores depositados. [...] VI DA IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA MULTA QUALIFICADA [...] Ora, diante de todo o exposto acima, não houve qualquer tentativa de fraude do Contribuinte, uma vez que o IOFseguro não é devido como já explanado. [...] VII DOS PEDIDOS [...] e) [...] que V. Sa. converta o julgamento em diligência, determinando a realização de EXAME PERICIAL na documentação fiscal, e demais que ache necessária [..]. f) [...] seja realizada a intimação de todos os atos processuais, inclusive quando da inclusão em pauta de julgamento para fins de SUSTENTAÇÃO ORAL de sua razões, através de aviso de recebimento, no endereço do procurador, [...]. (Original contém negritos e sublinhas) ” A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 0946.755 de fls. 1 traz a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 03/ 01/2008, 06/02/2008, 04/03/ 2008, 02/ 04/ 2008, 05/05/ 2008, 03/06/ 2008, 02/07/ 2008, 04/07/2008, 04/08/2008, 02/09/2008, 02/10/ 2008, 04/11/2008, 02/12/2008 INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE A autoridade administrativa não possui competência para apreciar inconstitucionalidade ou ilegalidade de lei ou ato normativo do poder público, cabendo tal prerrogativa ao Poder Judiciário. Fl. 15333DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM Processo nº 12448.737860/201193 Acórdão n.º 3402003.085 S3C4T2 Fl. 4 5 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 03/ 01/2008, 06/02/2008, 04/03/ 2008, 02/ 04/2008, 05/05/ 2008, 03/06/ 2008, 02/07/ 2008, 04/07/2008, 04/08/2008, 02/09/2008, 02/10/ 2008, 04/11/2008, 02/12/2008 NULIDADE. FALTA DE CIÊNCIA DE EXTENSÃO DE MPF Ainda que não cientificada de MPF extensivo ao Iof, cumpriuse a finalidade que motivou a e missão do MPF e sua instituição, quais sejam, o planejamento e o controle administrativo, bem como a certificação ao sujeito passivo de que estava diante de ação fiscal regular. Não se cogita de nulidade processual, tampouco de nulidade do lançamento, ausentes as causas delineadas no Decreto nº 70.235/ 72. SUSTENTAÇÃO ORAL. Indeferese pedido de sustentação oral em sede de primeira instância administrativa, por ausência de previsão no respectivo âmbito do processo administrativo fiscal disciplinado pelo Decreto n° 70.235/72. INTIMAÇÃO. DOMICÍLIO FISCAL. Não há previsão no processo administrativo fiscal para que intimações seja dirigidas a endereço diverso do domicílio fiscal . PEDIDOS DE DILIGÊNCIA E DE PERÍCIA. NÃO FORMULADOS. Consideramse não formulados os pedidos de diligência que não preencherem os requisitos formais previstos no Decreto nº 70.235/ 1972. Ainda que cumprissem esse mister, o conjunto probatório da fase procedimental são bastantes para firmar o livre convencimento da autoridade julgadora. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Data do fato gerador: 03/ 01/2008, 06/02/2008, 04/03/ 2008, 02/ 04/ 2008, 05/05/ 2008, 03/06/ 2008, 02/07/ 2008, 04/07/2008, 04/08/2008, 02/09/2008, 02/10/ 2008, 04/11/2008, 02/12/2008 Comprovado que a contribuinte exerceu atividades de crédito própria de operadora de seguros, equiparandose às instituições financeiras, mantém se o lançamento, na qualidade de responsável pelas faltas de cobrança e recolhimento do imposto. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICADA. INAPLICABILIDADE. Não comprovados os casos de evidente intuito de sonegação e de fraude, ainda que em tese, não se aplica a multa qualificada. Fl. 15334DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 6 Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário mantido em parte. ” O contribuinte apresentou recurso voluntário a este Conselho de Recursos Fiscais através de procurador, onde alega resumidamente: I – Da tempestividade do Recurso; II – Da Decisão recorrida; III – Da não ciência da extensão dos poderes do Mandado de Procedimento Fiscal concluindo que não tendo ciência da extensão do MPF ao IOF, não há que subsistir o lançamento, devendo o mesmo ser julgado improcedente; IV – Da não ocorrência da infração apontada pois, a Recorrente não é uma empresa seguradora, mas é uma administradora de um clube de associados, e por isso, o IOF seguros não poderá incidir, diante da inexistência do fato gerador; IV.1 – Da atividade exercida pelo contribuinte e o real significado da atividade de seguradora – A atividade da Recorrente consiste em um clube cuja atuação está voltada para o auxílio funerário dos marinheiros associados – destacando que não está inscrita na SUSEP e o serviço não tem registro autorizado por Nota Técnica; IV.2 – Da Não incidência do IOF nos clubes de seguro – não está tipificada na legislação a incidência do IOF sobre a atividade de clube de empresa da empresa fiscalizada; V – Dos pedidos – requer ao final que: a) seja declarado nulo o presente Auto de Infração, ante a nulidade do mesmo em virtude da inexistência de notificação ao contribuinte quanto a fiscalização ser estendida ao Imposto sobre Operação de Crédito, Cambio e Seguro ou relativa a títulos ou valores mobiliários (IOF); b) Caso não declarada a nulidade acima requerida, que seja extinto por absoluta falta de provas e pelo princípio da verdade material; c) Em não acolhida a arguição anterior, roga que seja declarada a improcedência do lançamento por inexistir, fato gerador do IOFseguros, uma vez que o Contribuinte não exerce atividade objeto de incidência do IOF; d) Caso não seja admitidas a argumentações acima relatadas, que V.Sa converta o julgamento em diligência, determinando a realização de Exame Pericial na documentação fiscal, e demais que ache necessária, e que, de posse do competente laudo pericial, considere a inexistência do ilícito, apontados na peça acusatória, com o fito de que seja reconhecida a inexistência do fato gerador; e) Requer, ainda, que seja realizada a intimação de todos os atos processuais, inclusive quando da inclusão em pauta de julgamento para fins de Sustentação Oral de suas razões, através de aviso de recebimento, no endereço do procurador, na pessoa do advogado José Erinaldo Dantas Filho, inscrito na OAB/CE sob o nº11.200, com endereço na Rua Nunes Valente, 2604, Bairro Dionísio Torres, CEP 60125071, Fortaleza/CE. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Valdete Aparecida Marinheiro, Fl. 15335DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM Processo nº 12448.737860/201193 Acórdão n.º 3402003.085 S3C4T2 Fl. 5 7 O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por adotar todos os pressupostos a sua admissibilidade. Como acima relatado, tratase de lançamento de Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários IOF (fls. 15.20315.206), pelo qual foi constituído o crédito tributário no valor de R$ 743.911,17, pela falta de cobrança e de recebimento do IOF, segundo a exigência fiscal, sobre seguros na alíquota de 7,38%, sobre os valores dos prêmios pagos por pessoa físicas, a título de serviços de assistência póstuma prestados ao pessoal da Marinha do Brasil. Com fundamentos, particularmente, nos art. 18 a 24 do Decreto nº 6.306/2007. Inicialmente a Recorrente insiste na nulidade do auto de infração em virtude da inexistência de notificação ao contribuinte quanto a fiscalização ser estendida ao Imposto sobre Operação de Crédito, Cambio e Seguro ou relativa a títulos ou valores mobiliários (IOF). Quanto a essa questão de nulidade arguida pela Recorrente, entendo que ela foi muito bem enfrentada pela decisão recorrida, principalmente por não ter restado provado que, da ausência de notificação acima referida, tenha advindo qualquer prejuízo à Recorrente, inclusive com fundamento nos artigos 55 da Lei nº 9.784/1999, no artigo 60 do Decreto nº 70.235/1972 e art. 59 do Decreto nº 70.235/1972. Portanto, não há nulidade a declarar do Auto de Infração por essa questão. Com relação ao pedido de extinção do feito fiscal por absoluta falta de provas e pelo princípio da verdade material, também, não há convencimento dessa relatora que isso tenha ocorrido. Ademais, se a Recorrente pediu perícia de forma inapropriada ou em desacordo com a legislação deve se conformar com o resultado de seus procedimentos. Aqui nessa face do processo, julgamento do Recurso Voluntário, apenas votaria por diligências se eu como relatora tivesse dúvidas quanto ao trabalho fiscal e a verdadeira conduta do contribuinte. O que também, parece não estar presente nesse processo. Entretanto, da subsunção dos fatos à legislação pertinente, tenho algumas ressalvas a decisão recorrida, pois, se de um lado o voto condutor afirma que a Recorrente não trouxe aos autos nenhum elemento de prova que tivesse o condão de ilidir ou elidir o lançamento e que a mesma apenas desdenhou quanto ao conceito de “seguro”, de outro o trabalho fiscal que incluiu todos os valores recebidos ou repassados a Recorrente como prêmio de seguro, não me convence tratarse claramente como hipótese de incidência do IOF. Pelo que se depreende dos autos a recorrente tem como atividade uma administração de um clube de funcionários da Marinha, que contribuem de duas formas diretamente através de retenção em folha e ou diretamente por aqueles que não admitem essa retenção. Assim, o Comando da Marinha repassa a Recorrente os valores retidos em folha, porém, sem qualquer relação contratual direta entre a empresa e a Marinha do Brasil, pois, a relação existente ocorre entre a Brasilcred e os servidores da Marinha. Também, consta nos autos respostas da Recorrente no sentido de que firmava avença individual com os servidores da Marinha acerca de serviços funerários e que assim que ingressavam os valores descontados em folha de pagamento repassados pelo Comando da Fl. 15336DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 8 Marinha eram logo após repassados às empresas funerárias e afins, conforme planilhas anexadas aos autos. Em determinado questionamento da fiscalização a Recorrente responde a cerca de débitos ocorridos em sua conta bancária e informa que foram destinados à empresa PCS Prêmio Corretora de Seguros Ltda CNPJ 04.681.341/000120, a qual é parte do Grupo Brasilcred Clube de Seguros. Entre tantas intimações e esclarecimentos da existência inclusive de convênios entre União Federal, por intermédio da Marinha do Brasil/ Comando de Operações Navais e o Abrigo do Marinheiro localizados nos Distritos Navais, chegou se a conclusão que o resumo das arrecadações, taxas de administração e repasses feitos por ordens bancarias pela PAPEM à Brasilcred, autorizadas pelo AMN, referente às mensalidades dos associados à Carteira de Assistência Póstuma para o Pessoal da Marinha (CAPPMB) eram operações de seguro (Assistência Funeral) e portanto foi requisitado a Recorrente os comprovantes de recolhimento de IOF. A Recorrente por sua vez, respondeu que não estava sujeita ao IOF, pois, é um clube cuja atuação está voltada para o auxílio funerário dos marinheiros associados, atividade não geradora do IOF, conforme o artigo 18 do Decreto 6.306/2007. Assim, a Recorrente foi enquadrada como empresa de seguro e como tal, supostamente deve o IOF sobre todas as suas receitas ou repasses encontrados em suas contas bancárias. É perceptível que o trabalho fiscal insistiu em enquadrar a atividade da Recorrente a uma empresa seguradora para uma certeza só que nos termos do artigo 758 do CC, fundamentalmente, em razão do recebimento do prêmio. Ocorre que o artigo 758 do Código Cível dispõe: Art. 758. O Contrato de seguro provase com a exibição da apólice ou o bilhete do seguro, e, na falta deles, por documento comprobatório do pagamento do respectivo prêmio. Como a Recorrente não tem apólice ou bilhete de seguro, a fiscalização logo encontrou um modo de responsabilizala pela cobrança e pelo recolhimento do IOF, com base no Decreto n° 6.306/2007 que regulamentou o IOF, ou seja: Art. 2º O IOF incide sobre: (...) III – operações de seguro realizadas por seguradoras (Lei nº 5.143, de 1996, art. 1º; (...) Art. 5º São responsáveis pela cobrança do IOF e pelo seu recolhimento ao Tesouro Nacional: I – as instituições financeiras que efetuaram operações de crédito (Decreto lei nº 1.783, de 1980, art. 3º, inciso I); Fl. 15337DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM Processo nº 12448.737860/201193 Acórdão n.º 3402003.085 S3C4T2 Fl. 6 9 (...) Assim, cabe aqui analisar um pouco essa incidência. O IOF é um imposto de âmbito nacional, e somente a União tem competência para instituílo, tendo como base de incidência as operações financeiras descritas no artigo art. 153, V, da CF, art. 63, incisos I, II, III e IV do CTN, e 2º, do seu Regulamento – Decreto 6.306/07. Do IOF sobre as operações de seguro (segundo o Regulamento) Art. 18. O fato gerador do IOF é o recebimento do prêmio (Lei nº 5.143, de 1966, art. 1º, inciso II). § 1º A expressão "operações de seguro" compreende seguros de vida e congêneres, seguro de acidentes pessoais e do trabalho, seguros de bens, valores, coisas e outros não especificados (DecretoLei nº 1.783, de 1980, art. 1º, incisos II e III). § 2º Ocorre o fato gerador e tornase devido o IOF no ato do recebimento total ou parcial do prêmio. Art. 19. Contribuintes do IOF são as pessoas físicas ou jurídicas seguradas (DecretoLei nº 1.783, de 1980, art. 2º). Art. 20. São responsáveis pela cobrança do IOF e pelo seu recolhimento ao Tesouro Nacional as seguradoras ou as instituições financeiras a quem estas encarregarem da cobrança do prêmio (DecretoLei nº 1.783, de 1980, art. 3º, inciso II, e DecretoLei nº 2.471, de 1º de setembro de 1988, art. 7º). Parágrafo único. A seguradora é responsável pelos dados constantes da documentação remetida para cobrança. Art. 21. A base de cálculo do IOF é o valor dos prêmios pagos (DecretoLei nº 1.783, de 1980, art. 1º, incisos II e III). Contudo, entendo haver uma zona cinzenta nessas conclusões feitas pela fiscalização e não uma certeza de que a Recorrente é uma empresa seguradora ou uma instituição financeira, quando na verdade pelo seu contrato social deduzo que é uma empresa que administra os recursos que lhe é repassado pelo Comando da Marinha, como seus associados que retém em folha dos servidores da Marinha do Brasil para o fim de prestar assistência Funeral. Lembrando que esse serviço é ofertado pelo Abrigo do Marinheiro. Entre esses valores repassados, evidentemente que há o valor da taxa dessa administração que assim como as contribuições relativas aos Ministros do Superior Tribunal Militar (STM) não podem, como essas últimas não fizeram, parte da base de cálculo do IOF. Então, o que se observa é que a Recorrente não faz seguro, pois, as funerárias envolvidas foram diretamente pagas e há uma empresa de seguro do mesmo grupo da Recorrente citada nos autos que parece ser realmente empresa de seguro, ou seja, a PCS Prêmio Corretora de Seguros Ltda CNPJ 04.681.341/000120. Fl. 15338DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 10 Contudo, a Brasilcred Clube, aqui recorrente administra um clube composto por servidores da Marinha para promover uma assistência funerária aos seus associados e os aludidos beneficiários contribuem para esse fim, não se confundindo com empresa seguradora ou equiparada a instituição financeira. Portanto, no caso não é contribuinte do IOF ou responsável pelo seu recolhimento a luz da legislação pertinente, bem como se eventualmente fosse, a base de cálculo do imposto não seria o valor repassado pelo comando da Marinha correspondente ao valor retido em folha dos servidores marinheiros. Isto posto, DOU provimento ao Recurso Voluntário para cancelar a exigência fiscal. É como voto. Relatora Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro Isto Posto, do Recurso Voluntário parcialmente e da parte conhecida nego provimento para manter a decisão recorrida. É como voto. Relator Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 15339DF CARF MF Impresso em 31/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 24 /05/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25/05/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM
score : 1.0
Numero do processo: 13804.721307/2012-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon May 02 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AUTUAÇÃO POR OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO IDÔNEA EM FASE RECURSAL. ADMITIDA EM HOMENAGEM AO PRINCÍPIO DO FORMALISMO MODERADO.
Comprovada por meio de declaração retificadora, bem como de demonstrativos de pagamentos do imposto devido, ainda que em fase recursal, devem ser admitidos os comprovantes apresentados a destempo, com fundamento no princípio do formalismo moderado, não subsistindo o lançamento.
Numero da decisão: 2202-003.322
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso
(Assinado digitalmente)
MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO- Relatora.
EDITADO EM: 20/04/2016
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), MARTIN DA SILVA GESTO, JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, DILSON JATAHY FONSECA NETO, MARCELA BRASIL DE ARAUJO NOGUEIRA (Suplente convocada), JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
Nome do relator: JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201604
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2009 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AUTUAÇÃO POR OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO IDÔNEA EM FASE RECURSAL. ADMITIDA EM HOMENAGEM AO PRINCÍPIO DO FORMALISMO MODERADO. Comprovada por meio de declaração retificadora, bem como de demonstrativos de pagamentos do imposto devido, ainda que em fase recursal, devem ser admitidos os comprovantes apresentados a destempo, com fundamento no princípio do formalismo moderado, não subsistindo o lançamento.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon May 02 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 13804.721307/2012-86
anomes_publicacao_s : 201605
conteudo_id_s : 5586141
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 02 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2202-003.322
nome_arquivo_s : Decisao_13804721307201286.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
nome_arquivo_pdf_s : 13804721307201286_5586141.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso (Assinado digitalmente) MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Presidente. (Assinado digitalmente) JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO- Relatora. EDITADO EM: 20/04/2016 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), MARTIN DA SILVA GESTO, JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, DILSON JATAHY FONSECA NETO, MARCELA BRASIL DE ARAUJO NOGUEIRA (Suplente convocada), JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
dt_sessao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2016
id : 6363406
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:47:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421490753536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1631; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 97 1 96 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13804.721307/201286 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202003.322 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de abril de 2016 Matéria Imposto de Renda Pesso Física IRPF Recorrente DIRCEU DELLA GUARDIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AUTUAÇÃO POR OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO IDÔNEA EM FASE RECURSAL. ADMITIDA EM HOMENAGEM AO PRINCÍPIO DO FORMALISMO MODERADO. Comprovada por meio de declaração retificadora, bem como de demonstrativos de pagamentos do imposto devido, ainda que em fase recursal, devem ser admitidos os comprovantes apresentados a destempo, com fundamento no princípio do formalismo moderado, não subsistindo o lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso (Assinado digitalmente) MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Presidente. (Assinado digitalmente) JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO Relatora. EDITADO EM: 20/04/2016 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 72 13 07 /2 01 2- 86 Fl. 97DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 29/04/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), MARTIN DA SILVA GESTO, JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, DILSON JATAHY FONSECA NETO, MARCELA BRASIL DE ARAUJO NOGUEIRA (Suplente convocada), JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), MARCIO HENRIQUE SALES PARADA Relatório Adoto, no que respeita, o Relatório da Delegacia Regional de Julgamento de Belo Horizonte MG Trata este processo administrativo de Notificação de Lançamento, nº 2009/488217473924810, expedida em 18/06/2012, relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, exercício 2009, anocalendário 2008, formalizando a exigência a seguir discriminada, com valores expressos em reais: . (...) Os valores apontados decorrem das seguintes infrações: I) Omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, decorrentes de Ação da Justiça Federal e II) Compensação indevida de imposto complementar. Foi apurada omissão de R$ 34.175,85, sendo aproveitado IRRF de R$ 1.025,28 e foi glosado o valor de R$ 1.904,74. A autoridade lançadora consignou que as deduções relativas às contribuições para previdência privada e FAPI, à dedução de incentivo e à contribuição previdenciária de empregado domestico foram adequadas ao limite legal (fls. 14 a 19). O enquadramento legal consta da Notificação de Lançamento. Cientificado em 02/07/2012, fl. 12, o contribuinte apresentou, em 04/07/2012, a impugnação à fl. 2, lida integralmente nesta sessão de julgamento, acompanhada dos documentos às fls. 3 a 10 alegando em síntese que: • Parte da omissão apurada, no valor de R$ 20.513,63, é indevida. Em 03/12/2008, a CEF pagou o valor do precatório a outra pessoa que se fez passar por mim com documentação falsificada. Somente em 21/07/2010 tomei ciência do ocorrido e entrei com processo de Contestação do Pagamento de Precatório e a CEF efetivamente pagoume em 28/12/2010, conforme documentos anexos; • Concorda com a glosa de imposto complementar; • Não recebeu a intimação nº 2009/470125803593050. Ao final, declara que não figura como parte ou substituído processual em ação judicial que discuta a matéria tratada na Fl. 98DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 29/04/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13804.721307/201286 Acórdão n.º 2202003.322 S2C2T2 Fl. 98 3 exigência, solicita prioridade na análise de sua impugnação com base no art. 71 da Lei nº 10.471, de 2003 (Estatuto do Idoso) e requer o cancelamento da exigência. A Delegacia Regional de Julgamento negou provimento a Impugnação apresentada em decisão cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. DECLARAÇÃO A MENOR. Confirmado que o sujeito passivo declarou rendimentos tributáveis em valor inferior ao efetivamente recebido, mantémse a exigência do imposto suplementar decorrente. Impugnação Improcedente De acordo com a DRJ, os documentos colacionados pelo então Impugnante não permitiam provar suas alegações, pois: a) o protocolo juntado às fls. 9, com data de 21/07/2010, não indica a que ação ou procedimento se refere a também não apontar o valor contestado; b) não consta dos autos decisão ou resposta da Caixa Econômica Federal CEF quanto a esse protocolo. c) não foram juntados elementos no intuito de confirmar que somente em 21/07/2010 o autuado tomou ciência do ocorrido e entrou com o processo de constetação do pagamento do precatório. d) não foi anexado nenhum documento para comprovar a alegação de que, em 03/12/2008, a CEF pagou o valor do precatório a outra pessoa que se fez passar pelo autuado com documentação falsificada. e) o impugnante não explicou a razão de ter contestado somente a parte de R$ 20.513,63. Na declaração de ajuste anual que amparou o lançamento, o autuado não declarou rendimentos recebidos da Caixa Econômica Federal CEF. f) não consta dos autos comprovação do pagamento do rendimento somente na data de 28/12/2010. Cientificado, o Impugnante apresentou Recurso Voluntário no qual reafirma que somente em 28/12/2010 recebeu o pagamento com a devida correção monetária no valor de R$ 27.882,41. Nessa ocasião, tomou conhecimento que uma quadrilha de estelionatários estava atuando contra a CEF nos processos de precatórios. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 29/04/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA 4 Alega que, em 19 de março de 2012, foi convocado a comparecer na Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre os crimes envolvendo a CEF do qual tinha sido vítima. No dia 15 de junho de 2012, tomou ciência do Termo de Intimação Fiscal MF/SRFB nº 2009/470125803593050, no qual pedia esclarecimentos sobre a DIRPF, exercício de 2009, ano calendário 2008 e que, nessa data, não possuía todos os elementos para instruir o processo. Em julho de 2012 recebeu a Notificação de Lançamento IRPF nº 2009/488217473924810 diante da qual apresentou Impugnação na qual tentou contestar o valor cobrado no montante de R$ 20.513,63 (no qual estavam incluídos imposto, multa de ofício e juros de mora). Em conseqüência dos fatos e após consulta ao Auditor Fiscal da Receita Federal no plantão do CAC PAULISTA, foi orientado a apresentar DIRF retificadora do Exercício 2011, Ano Calendário 2010, onde deveria declarar o valor de R$ 37.992,41 (total do precatório) recebido da CEF em 2010. Diante da orientação recebida, promoveu a declaração retificadora e pagou o imposto em 19 parcelas de R$ 103,78 Em relação as objeções apontadas pela Delegacia Regional de Julgamento, faz as seguintes alegações: a) Em 30 de março de 2015 obteve cópia do processo junto a Polícia Federal onde foi intimado a comparecer no dia 19/03/2012 b) Que o valor de R$ 20.513,63 referiase ao valor autuado e não ao valor da omissão de rendimentos. Traz junto ao Recurso Voluntário os seguintes documentos: a) Certidão da Ação nº 001449011.2008.403.6181 emitida pela Secretaria da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo. (fls.53) b) Termo de Declaração do Recorrente perante o Departamento da Polícia Federal/ Superintendência Regional em São Paulo DELEFAZ/SR/DPF/SP (fls. 54 a 56) c) Relatório do Inquérito Policial: 4861/20081 (fls. 5862) que serviu de suporte ao processo nº 2008.61.81.014496) , no qual o senhor DIRCEU DELLA GUARDIA (ora Recorrente) é apontado como uma das vítimas do crime de estelionato relativo aos precatórios dos juizados especiais. (fls. 59) d) Declaração de Imposto de Renda do exercício 2009, ano calendário 2008. (fls 63 a 68) e) Declaração de Imposto de Renda do exercício 2011, ano calendário 2010 (fls. 69 a 77) f) Declaração Retificadora do Imposto de Renda do exercício 2011 (fls. 78 a 84), ano calendário 2010, no qual foi declarado o valor recebido da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 37.822,41 (fls. 78) e informado o valor de R$ 1.025,28 de Imposto Retido na Fonte, indicando como data de recebimento 28/12/2010. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 29/04/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13804.721307/201286 Acórdão n.º 2202003.322 S2C2T2 Fl. 99 5 g) Cópia do parcelamento do débito emitida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (fls. 87) h) Cópia dos DARF´s relativo ao pagamento das parcelas (fls. 86 a 91); É o relatório ; Voto Conselheira Relatora: Júnia Roberta Gouveia Sampaio O recurso está dotado dos pressupostos legais de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. Conforme se constada pelo relatório, a DRJ negou provimento a Impugnação do Contribuinte por entender que os fatos por ele alegados não estavam devidamente comprovados. Entendo que para solução da presente lide é fundamental a prova de dois fatos: a) Que o pagamento declarado pela CEF em 2008 que gerou a Notificação de Lançamento questionada nesse processo não foi efetivamente recebido pelo Impugnante, ora Recorrente; b) Que o recebimentos dos valores ocorreu no exercício de 2010. Com efeito, as provas trazidas junto com a impugnação não eram satisfatória para demonstração dos dois fatos. Todavia, entendo que as provas trazidas junto com o Recurso Voluntário são aptas a comprovar as alegações do Recorrente. Como visto, o relatório do Inquérito Policial: 4861/20081 (fls. 5862) (que serviu de suporte ao processo nº 2008.61.81.014496), aponta o Recorrente como uma das vítimas do estelionato praticado em relação aos beneficiários de precatórios no juizado especial. Em relação ao pagamento efetuado pela CEF em 2010, embora não tenha trazido o comprovante de depósito dos valores, fez a declaração retificadora do anocalendário 2010, na qual oferece os valores a tributação e faz o pagamento do imposto devido. É verdade que o 16 § 4º do Decreto 70.235/72 determina que "a prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 29/04/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA 6 Todavia, esse Conselho, em razão do princípio do formalismo moderado que se aplica aos processos administrativos, tem admitido a juntada de provas em fase recursal como se verifica pelas ementas abaixo transcritas: "IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AUTUAÇÃO POR DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO RETIDO NA FONTE. COMPROVAÇÃO IDÔNEA EM FASE RECURSAL. ADMITIDA EM HOMENAGEM AO PRINCÍPIO DO FORMALISMO MODERADO. Comprovada idoneamente, por demonstrativos de pagamentos de rendimentos, a retenção de imposto na fonte, ainda que em fase recursal, são de se admitir os comprovantes apresentados a destempo, com fundamento no princípio do formalismo moderado, não subsistindo o lançamento quanto aeste aspecto. Recurso provido" (Ac 2802001.637, 2ª Turma Especial, 2ª Seção, Sessão 18/04/2012) "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRECLUSÃO. O art. 16 do Decreto n. 70.235/72 deve ser interpretado com temperamento em decorrência dos demais princípios que informam o processo administrativo fiscal, especialmente instrumentalidade das formas e formalismo moderado. O controle da legalidade do ato de lançamento e busca da “verdade material” alçada como princípio pela jurisprudência dessa Corte impõem flexibilidade na interpretação de regras relativas à instrução da causa, tanto no tocante à iniciativa quanto ao momento da produção da prova. Recurso voluntário provido para anular decisão de primeira instância." (Ac 1102 000.859, 1ª Câmara/2ª Turma Ordinária, 1ª Seção, Sessão 09/04/2013) "PEDIDO DE RESTITUIÇÃO / DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRECLUSÃO. APRESENTAÇÃO DE NOVAS PROVAS NO RECURSO VOLUNTÁRIO. POSSIBILIDADE. O art. 16 do Decreto n. 70.235/72, que determina que a prova documental deva ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de se fazêlo em outro momento processual, deve ser interpretado com temperamento em decorrência dos demais princípios que informam o processo administrativo fiscal, tais como o formalismo moderado e a busca da “verdade material”. A apresentação de provas após a decisão de primeira instância, no caso, é resultado da marcha natural do processo, pois, não tendo a decisão de piso considerado suficientes os documentos apresentados pelo contribuinte para a comprovação do seu direito creditório, trouxe ele novas provas, em sede de recurso, para reforçar o seu direito". (Ac 1102001.148, 1ª Câmara/2ª Turma Ordinária, 1ª Seção, Sessão 29/04/2014) Em face do exposto, dou provimento ao Recurso Voluntário. É como voto (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 29/04/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13804.721307/201286 Acórdão n.º 2202003.322 S2C2T2 Fl. 100 7 Fl. 103DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, Assinado digitalmente em 29/04/2016 por MARCO AURELIO D E OLIVEIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 13603.002625/2003-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri May 13 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO.
Cabem embargos de declaração quando verificado, no acórdão hostilizado, a existência de omissão, embora sem alteração no resultado do julgamento.
Embargos Acolhidos sem Efeitos Infringentes
Numero da decisão: 2201-003.057
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para, sanada a omissão apontada no acórdão nº de 2801-003.955, de 10/02/2015, manter a decisão original de negar provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
Eduardo Tadeu Farah - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Alberto Mees Stringari, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada).
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201604
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Cabem embargos de declaração quando verificado, no acórdão hostilizado, a existência de omissão, embora sem alteração no resultado do julgamento. Embargos Acolhidos sem Efeitos Infringentes
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 13 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 13603.002625/2003-10
anomes_publicacao_s : 201605
conteudo_id_s : 5589714
dt_registro_atualizacao_tdt : Sat May 14 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2201-003.057
nome_arquivo_s : Decisao_13603002625200310.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
nome_arquivo_pdf_s : 13603002625200310_5589714.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para, sanada a omissão apontada no acórdão nº de 2801-003.955, de 10/02/2015, manter a decisão original de negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah - Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Alberto Mees Stringari, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada).
dt_sessao_tdt : Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2016
id : 6378165
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:48:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421505433600
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1880; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 349 1 348 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13603.002625/200310 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2201003.057 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de abril de 2016 Matéria IRRF COMPENSAÇÃO Embargante FCA FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA SUCESSORA DE FIAT AUTOMÓVEIS S/A Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Cabem embargos de declaração quando verificado, no acórdão hostilizado, a existência de omissão, embora sem alteração no resultado do julgamento. Embargos Acolhidos sem Efeitos Infringentes Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para, sanada a omissão apontada no acórdão nº de 2801003.955, de 10/02/2015, manter a decisão original de negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente), Carlos Alberto Mees Stringari, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 26 25 /2 00 3- 10 Fl. 349DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13603.002625/200310 Acórdão n.º 2201003.057 S2C2T1 Fl. 350 2 As folhas citadas neste acórdão referemse à numeração do processo digital. Tratase de Embargos de Declaração (fls. 300/302) opostos em face do Acórdão nº 2801003.955 (fls. 283/291) que, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário interposto pela contribuinte. Entende a Embargante que o acórdão hostilizado se omitiu em relação à informação prestada em diligência fiscal de que o DARF no montante de R$ 12.401,82 (fl. 90) não se encontra alocado a qualquer pagamento. Embora conste do “Relatório” do acórdão embargado, o Relator, em nenhum momento, levou em consideração tal informação. Para a Embargante, o fato de o DARF não se encontrar alocado a qualquer débito gera, inclusive, uma contradição no acórdão embargado, já que resta claro que não foi necessária a utilização de seu valor para quitação integral do débito de IRRF apurado na 5ª semana de agosto de 2003. Sustenta a Embargante que a não alocação do DARF de R$ 12.401,82 implica no reconhecimento de que esse valor foi recolhido indevidamente e que, por isso mesmo, faz jus à sua restituição, pois se tal valor fosse necessário para quitar parcela do débito de IRRF apurado na 5ª semana de agosto de 2003 não estaria sem alocação nos sistemas da RFB, mas teria sido utilizado em seu pagamento. Ao final, requer sejam recebidos os presentes Embargos de Declaração com efeitos infringentes, sanando a omissão e a contradição apontadas, para que seja reconhecido o seu direito à restituição do crédito decorrente do pagamento indevido no valor de R$ 12.401,82 e, consequentemente, seja homologada a compensação a ele vinculada, pena de enriquecimento ilícito da Administração Pública. Por meio do despacho de fls. 342/343 os embargos foram parcialmente acolhidos, para sanar a omissão acerca do destino a ser dado ao valor de R$ 12.401,82, recolhido por intermédio do DARF de fl. 90. É o relatório. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço dos embargos, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. Assiste razão à Embargante quando alega que não houve uma manifestação expressa acerca do destino a ser dado ao valor de R$ 12.401,82 recolhidos no CNPJ da empresa F.A. Powertrain Ltda. (fl. 90), incorporada pela Interessada, evidenciando uma omissão que merece ser eliminada. O que ocorreu, de fato, foi que na Declaração de Compensação DCOMP apresentada a Interessada alegou possuir um credito de R$ 15.239,86, decorrente de pagamento realizado a título de IRRF (código 1708) no valor de R$ 87.525,75, relativo ao débito apurado na 5ª semana de agosto de 2003 (fls. 5/9). Fl. 350DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13603.002625/200310 Acórdão n.º 2201003.057 S2C2T1 Fl. 351 3 Embora na DCTF original (fls. 11/12) tenham sido lançados dois pagamentos com DARF nos valores de R$ 12.401,82 e R$ 87.525,75, o primeiro não foi utilizado na DCOMP. E, a princípio, nem poderia, haja vista a impossibilidade de sua localização nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, porquanto recolhido no CNPJ da empresa F.A. Powertrain Ltda. O contribuinte foi intimado a prestar esclarecimentos (fl. 13) e apresentou a DCTF retificadora de fls. 14/15. Por isso mesmo é que a Autoridade Fiscal desmembrou o pagamento de R$ 87.525,75 em dois pagamentos de R$ 12.401,82 e R$ 72.133,49, perfazendo o total de R$ 84.535,31, valor esse informado na DCTF retificadora como "Pagamentos com Darf'', para quitar o débito apurado na 5ª semana de agosto de 2003 (fls. 17/18). Assim, do pagamento no valor de R$ 87.525,75 restou como crédito R$ 2.990,44 (R$ 87.525,75 R$ 84.535,31), conforme DespachoDecisório de fls. 20/22. Na impugnação a Interessada sequer se manifestou a respeito do DARF de R$ 12.401,80. É o que se extrai do seguinte excerto da decisão de 1ª instância: Do demonstrativo acima, extraise as seguintes informações: • Dos pagamentos identificados pelo contribuinte nas DCTF's original e retificadora, somente um foi localizado, no valor de R$ 87.525,75. Esta informação foi confirmada pela DRF à fl. 19 e cientificada ao contribuinte. Na impugnação apresentada, o manifestante foi silente acerca da ausência do DARF no valor de R$ 12.401,80, vinculado na DCTF. • A compensação vinculada na DCTF retificadora foi menor do que aquela informada na DCTF original. A validação destas compensações foi efetuada pelo valor informado na DCTF retificadora. (...) • Para o período em comento, confirmado o crédito no valor de R$ 102.788,34 (RS 87.525,75 + RS 22,73 + RS 15.239,86). Considerando os dados apresentados pelo contribuinte na DCTF retificadora (débito de R$ 99.797,90) e os créditos confirmados nos sistemas da SRF (R$ 102.788,34), os julgadores da instância a quo chegaram ao pagamento efetuado a maior no valor de RS 2.990,44, mesma importância reconhecida pela DRF à fl. 22 (R$ 102.788,34 R$ 99.797,90). No recurso voluntário a Interessada alegou que, por equívoco, incluiu indevidamente o DARF no valor de R$ 12.401,80, recolhido em 03/09/2003 pela empresa F.A. Powertrain Ltda., em sua DCTF, e pleiteou nova retificação. A decisão embargada, no entanto, trilhou o mesmo caminho da decisão de primeira instância, uma vez que o valor de R$ 12.401,80 não havia sido incluído na DCOMP apresentada (fls. 5/9). Confira a parte final do voto condutor vencedor: O esquema abaixo evidencia a apuração do crédito a ser reconhecido, no entendimento deste Relator: Fl. 351DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13603.002625/200310 Acórdão n.º 2201003.057 S2C2T1 Fl. 352 4 1 DÉBITO: R$ 99.797,90 (informado na DCTF, às fls. 14/15). 2 CRÉDITOS VINCULADOS: DARF: R$ 87.525,75 + compensação de R$ 15.239,86 + compensação de 22,73 = R$ 102.788,34. 3 CRÉDITO RECONHECIDO: R$ 102.788,34 – R$ 99.797,90 = R$ 2.990,44. Como se vê, o DARF recolhido no CNPJ da empresa F.A. Powertrain Ltda. não foi objeto da compensação pleiteada, não foi considerado na decisão de 1ª instância e nem na decisão embargada, muito embora tenha constado do “Relatório” do acórdão embargado, devido à informação prestada em diligência fiscal, de que o montante de R$ 12.401,82 (DARF de fl. 90) não se encontrava alocado a qualquer pagamento. Significa dizer que a competência para decidir sobre o destino a ser dado ao recolhimento de R$ 12.401.82, no CNPJ da empresa F.A. Powertrain Ltda., é da Autoridade administrativa da Delegacia da RFB que jurisdiciona o domicílio fiscal do contribuinte, haja vista que tal valor não foi objeto do pedido inicial formulado pelo Interessado e nem foi considerado na discussão travada no contencioso administrativo. Nesse contexto, voto no sentido de acolher os embargos sem efeitos infringentes, apenas para, sanando a omissão apontada, esclarecer que cabe a Autoridade competente da Unidade de origem decidir acerca do recolhimento efetuado no CNPJ da empresa F.A. Powertrain Ltda., recolhimento este que não foi objeto da compensação pleiteada. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 352DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/05/2016 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 10640.722418/2012-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon May 30 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2011
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Sem elementos que descaracterizem as informações constantes em comprovante de rendimentos e em DIRF, ratifica-se a omissão de rendimentos apontada no lançamento. Não há provas nos autos que os rendimentos tenham sido percebidos em razão de ação judicial movida pelo pai, falecido quando da decisão, recebendo a importância na condição de herdeira.
Recurso Negado
Numero da decisão: 2301-004.705
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, negar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora
(Assinado digitalmente)
João Bellini Júnior - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Alice Grecchi - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior (Presidente), Alice Grecchi, Amilcar Barca Teixeira Junior, Ivacir Julio da Rosa, Fabio Piovesan Bozza, Andrea Brose Adolfo, Gisa Barbosa Gambogi Neves, Julio Cesar Vieira Gomes
Nome do relator: ALICE GRECCHI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201605
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2011 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Sem elementos que descaracterizem as informações constantes em comprovante de rendimentos e em DIRF, ratifica-se a omissão de rendimentos apontada no lançamento. Não há provas nos autos que os rendimentos tenham sido percebidos em razão de ação judicial movida pelo pai, falecido quando da decisão, recebendo a importância na condição de herdeira. Recurso Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon May 30 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10640.722418/2012-31
anomes_publicacao_s : 201605
conteudo_id_s : 5592726
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 31 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2301-004.705
nome_arquivo_s : Decisao_10640722418201231.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : ALICE GRECCHI
nome_arquivo_pdf_s : 10640722418201231_5592726.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, negar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora (Assinado digitalmente) João Bellini Júnior - Presidente. (Assinado digitalmente) Alice Grecchi - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior (Presidente), Alice Grecchi, Amilcar Barca Teixeira Junior, Ivacir Julio da Rosa, Fabio Piovesan Bozza, Andrea Brose Adolfo, Gisa Barbosa Gambogi Neves, Julio Cesar Vieira Gomes
dt_sessao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2016
id : 6393274
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:49:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421523259392
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1650; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 83 1 82 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.722418/201231 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2301004.705 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de maio de 2016 Matéria IRPF Recorrente ALVA MARISA GIACOMINI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2011 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Sem elementos que descaracterizem as informações constantes em comprovante de rendimentos e em DIRF, ratificase a omissão de rendimentos apontada no lançamento. Não há provas nos autos que os rendimentos tenham sido percebidos em razão de ação judicial movida pelo pai, falecido quando da decisão, recebendo a importância na condição de herdeira. Recurso Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, negar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora (Assinado digitalmente) João Bellini Júnior Presidente. (Assinado digitalmente) Alice Grecchi Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Júnior (Presidente), Alice Grecchi, Amilcar Barca Teixeira Junior, Ivacir Julio da Rosa, Fabio AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 72 24 18 /2 01 2- 31 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 30/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 30/05/2016 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 30/05/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR 2 Piovesan Bozza, Andrea Brose Adolfo, Gisa Barbosa Gambogi Neves, Julio Cesar Vieira Gomes Relatório Contra a contribuinte acima qualificada, foi lavrada Notificação de Lançamento em 14/05/2012 às fls. 36/39, por omissão de rendimentos tributáveis, no valor de R$ 36.553,32, das Fontes Pagadoras Fundação Forluminas de Seguridade Social Forluz, no valor de R$ 3. 553,32 e do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de MG, no valor de R$ 33.000,00. A descrição dos fatos e enquadramento legal estão à fl. 37. A contribuinte foi notificada e apresentou a impugnação de fls. 2/5, na qual aduziu, em síntese, que: • não contesta a omissão de rendimentos pagos pela Forluz; • no tocante à outra parcela da omissão de rendimentos apontada no lançamento, esclarece que o valor tem caráter alimentar, oriundo de ação judicial movida pelo falecido pai da impugnante; • em razão do decidido no processo judicial, o Estado de Minas Gerais efetuou a quitação da primeira parcela do precatório no valor de R$ 33.000,00, no ano calendário 2010, incluindo, indevidamente, no comprovante de rendimentos tal importância como rendimentos do trabalho assalariado; a classificação fora equivocada, uma vez que a interessada nunca foi servidora pública estadual; • o recebimento se fez por ser a impugnante herdeira do falecido pai e, também, da falecida mãe, como consta dos processos; • a verba recebida correspondeu a diferenças de valores que integravam a aposentadoria do falecido pai; fica aí justificada a natureza da verba como de aposentadoria; • os laudos médicos atestam, de forma inequívoca, que a impugnante é portadora de cegueira, o que configura a isenção prevista na legislação; • outro aspecto a ser considerado, sendo o mais adequado à espécie, tratase da não incidência tributária, uma vez que coube o recebimento do valor como herança, que consiste em rendimento não tributável para efeito de imposto de renda; • foram três as premissas consideradas para que não haja a tributação do valor indicado pela Fiscalização, listadas à fl. 5: “1) pelo caráter alimentar do rendimento de aposentadoria; 2) pela doença acometida a contribuinte; 3) pela não incidência”. Para amparo de suas aduções, junta documentos de fls. 14/24. A Turma de Primeira Instância julgou improcedente a impugnação, ementada da seguinte forma: Fl. 84DF CARF MF Impresso em 30/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 30/05/2016 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 30/05/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR Processo nº 10640.722418/201231 Acórdão n.º 2301004.705 S2C3T1 Fl. 84 3 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Sem elementos que descaracterizem as informações constantes em comprovante de rendimentos e em DIRF, ratificase a omissão de rendimentos apontada no lançamento. Procurou a interessada demonstrar que o valor foi percebido em razão de ação judicial movida pelo pai, falecido quando da decisão, recebendo a importância na condição de herdeira, só que, se verídicas as informações, ocorreria a tributação do imposto de renda. No mesmo compasso, a situação de portadora de doença grave não foi analisada, já que não interferiria no caso em concreto, devido à ausência de hipótese isentiva, dada a natureza dos rendimentos. Impugnação Improcedente Outros Valores Controlados A ciência do Acórdão 0941.830 4ª Turma da DRJ/JFA, ocorreu em 16/01/2013 ( fl. 48). Sobreveio recurso voluntário em 03/02/2013, com razões idênticas da impugnação. É o relatório. Passo a decidir. Voto Conselheira Relatora Alice Grecchi O presente recurso possui os requisitos de admissibilidade previstos no art. 33, do Decreto nº 70.235/1972, merecendo ser conhecido. A contribuinte não insurgiuse quanto a parcela de omissão de rendimentos pagos pela Forluz, no valor de R$ 3.553,32. Portanto, tratase de matéria não impugnada, de acordo com o que dispõe a redação atualizada do art. 17 do Decreto n. 70.235/1972. A controvérsia cingese quanto aos rendimentos pagos pelo Ipsemg, no valor de R$ 33.000,00. O comprovante de rendimentos de fl. 17 menciona o nome da interessada e natureza dos rendimentos do trabalho assalariado, com IRRF de R$ 8.322,22. Com referido documento, concluise que os proventos não são de aposentaria nem de pensão, o que afastaria a aplicação de isenção prevista o artigo 6º da Lei nº. 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com as alterações do art. 47 da Lei n° 8.541, de 23 de dezembro de 1992 e art. 30, § 2º da Lei nº. 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Assim, dispicienda a análise acerca da alegada moléstia grave a que a contribuinte aduz ser acometida. A recorrente asseverou que o valor adveio de processo judicial, sob ns. 024.95.031.4864 e 002402.868.1682, conforme ofício de fl. 14, onde listam como credores, Fl. 85DF CARF MF Impresso em 30/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 30/05/2016 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 30/05/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR 4 entre outros, os herdeiros de Edelvira Luz Giacomini (mãe da contribuinte). Como devedor, fora descrito o Estado de Minas Gerais. No entanto, referido documento carece de informações indispensáveis que sirvam para ilidir o lançamento, tais como valores efetivamente pagos; datas de pagamento; e órgão responsável pelo pagamento. Assim, não há como acolher as razões da interessada Ademais, apenas para ilustrar e fazer o contraponto com os argumentos trazidos em sua defesa, mesmo que corretas fossem as informações prestadas pela interessada, e os R$ 33.000,00 correspondessem a proventos advindos da citada ação judicial, por certo não se poderia aplicar a isenção estabelecida no artigo 6º da Lei nº. 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com as alterações do art. 47 da Lei n° 8.541, de 23 de dezembro de 1992 e art. 30, § 2º da Lei nº. 9.250, de 26 de dezembro de 1995, pois essa isenção referese a proventos percebidos a título de aposentadoria, reforma ou pensão para portadores de moléstia grave, hipótese diversa da constante dos autos. Cabe esclarecer, ainda, que é isento do imposto de renda o valor dos bens adquiridos por doação ou herança (art. 39, XV, do RIR/1999), observados os comandos legais que regem a matéria, todavia não há provas nos autos que os rendimentos tenham sido percebidos a este título, ao contrário em fl. 17 e novamente na fl.77 o comprovante de rendimentos pagos, à recorrente, pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais informa que são rendimentos do trabalho assalariado. Temse que assim não merece ser retocada a decisão da Turma Julgadora "a quo", mantendose incólume o lançamento efetuado. Diante do exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para manter o lançamento e por conseguinte o crédito tributário oriundo da omissão de rendimentos. ( Assinado Digitalmente) Alice Grecchi Relatora Fl. 86DF CARF MF Impresso em 30/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2016 por ALICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 30/05/2016 por AL ICE GRECCHI, Assinado digitalmente em 30/05/2016 por JOAO BELLINI JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 37324.000088/2007-00
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 15 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 30/04/2006
NULIDADE DA NFLD.
Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta.
AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FATOS GERADORES. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. VÍCIO MATERIAL.
O vício formal ocorre no instrumento de lançamento (ato fato administrativo), de maneira que se relaciona tal defeito com a forma do ato. Ao passo que, o vício material ocorre quando o auto de infração não preenche aos requisitos necessários, em especial aos constantes do art. 142 do Código Tributário Nacional, daí resultando em equívoco na construção do lançamento quanto à verificação das condições legais para a exigência do tributo ou constituição do crédito tributário; relacionando-se, assim, o referido vício com o objeto do ato. Visto de outra maneira, o vício formal, neste contexto, relaciona-se com o procedimento, enquanto o vício material relaciona-se com à norma introduzida pelo lançamento, hipótese esta que, uma vez constatada, implica em nulidade do ato.
Importa nulidade do lançamento, por vício material, a insuficiente descrição dos fatos geradores, mesmo que o auditor afirme ter entregue planilha com as diferenças apuradas, posto que o processo deve conter informações necessárias ao exercício do direito ao contraditório e a ampla defesa.
No presente caso houve preterição ao direito de defesa do contribuinte, em relação às supostas diferenças de contribuições de segurados empregados, caracterizado com isto o vício material, haja vista à inobservância ao princípio constitucional do devido processo legal.
ADICIONAL CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.
São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal.
A verba deve integra o Salário de Contribuição, pois não há previsão legal para sua isenção, foi paga pelo trabalho a segurado empregado.
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS (PLR).
A legislação, entre outros requisitos, determina a existência de regras claras e objetivas para que o pagamento de PLR não integre o Salário de Contribuição (SC).
Como, no presente caso, estas regras não são claras e objetivas, esses valores devem integrar o SC.
PERÍCIA. INDEFERIMENTO.
A perícia tem como destinatária final a autoridade julgadora, a qual possui a prerrogativa de avaliar a pertinência de sua realização para a consolidação do seu convencimento acerca da solução da controvérsia objeto do litígio, sendo-lhe facultado indeferir aquelas que considerar prescindíveis ou impraticáveis.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-004.950
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos, declarar a nulidade do lançamento, por vício material, no que tange à verba intitulada de diferenças de contribuições de segurados empregados. II) no mérito, por maioria de votos, negar provimento ao recurso no que tange à verba intitulada de gratificação de férias prevista em acordo coletivo de trabalho. Vencidos os conselheiros Natanael Vieira dos Santos (Relator) e Lourenço Ferreira do Prado, que davam provimento nesta matéria. Ainda no mérito, com relação à verba Participação nos Lucros e Resultados (PLR), por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Natanael Vieira dos Santos (Relator), João Victor Ribeiro Aldinucci e Lourenço Ferreira do Prado, que também davam provimento nesta matéria. Redator designado para apresentar o voto vencedor o Conselheiro Marcelo Oliveira.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente
Natanael Vieira dos Santos - Relator
Marcelo Oliveira - Redator designado
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 30/04/2006 NULIDADE DA NFLD. Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FATOS GERADORES. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. VÍCIO MATERIAL. O vício formal ocorre no instrumento de lançamento (ato fato administrativo), de maneira que se relaciona tal defeito com a forma do ato. Ao passo que, o vício material ocorre quando o auto de infração não preenche aos requisitos necessários, em especial aos constantes do art. 142 do Código Tributário Nacional, daí resultando em equívoco na construção do lançamento quanto à verificação das condições legais para a exigência do tributo ou constituição do crédito tributário; relacionando-se, assim, o referido vício com o objeto do ato. Visto de outra maneira, o vício formal, neste contexto, relaciona-se com o procedimento, enquanto o vício material relaciona-se com à norma introduzida pelo lançamento, hipótese esta que, uma vez constatada, implica em nulidade do ato. Importa nulidade do lançamento, por vício material, a insuficiente descrição dos fatos geradores, mesmo que o auditor afirme ter entregue planilha com as diferenças apuradas, posto que o processo deve conter informações necessárias ao exercício do direito ao contraditório e a ampla defesa. No presente caso houve preterição ao direito de defesa do contribuinte, em relação às supostas diferenças de contribuições de segurados empregados, caracterizado com isto o vício material, haja vista à inobservância ao princípio constitucional do devido processo legal. ADICIONAL CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal. A verba deve integra o Salário de Contribuição, pois não há previsão legal para sua isenção, foi paga pelo trabalho a segurado empregado. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS (PLR). A legislação, entre outros requisitos, determina a existência de regras claras e objetivas para que o pagamento de PLR não integre o Salário de Contribuição (SC). Como, no presente caso, estas regras não são claras e objetivas, esses valores devem integrar o SC. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. A perícia tem como destinatária final a autoridade julgadora, a qual possui a prerrogativa de avaliar a pertinência de sua realização para a consolidação do seu convencimento acerca da solução da controvérsia objeto do litígio, sendo-lhe facultado indeferir aquelas que considerar prescindíveis ou impraticáveis. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 37324.000088/2007-00
anomes_publicacao_s : 201604
conteudo_id_s : 5578982
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2402-004.950
nome_arquivo_s : Decisao_37324000088200700.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
nome_arquivo_pdf_s : 37324000088200700_5578982.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos, declarar a nulidade do lançamento, por vício material, no que tange à verba intitulada de diferenças de contribuições de segurados empregados. II) no mérito, por maioria de votos, negar provimento ao recurso no que tange à verba intitulada de gratificação de férias prevista em acordo coletivo de trabalho. Vencidos os conselheiros Natanael Vieira dos Santos (Relator) e Lourenço Ferreira do Prado, que davam provimento nesta matéria. Ainda no mérito, com relação à verba Participação nos Lucros e Resultados (PLR), por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Natanael Vieira dos Santos (Relator), João Victor Ribeiro Aldinucci e Lourenço Ferreira do Prado, que também davam provimento nesta matéria. Redator designado para apresentar o voto vencedor o Conselheiro Marcelo Oliveira. Ronaldo de Lima Macedo - Presidente Natanael Vieira dos Santos - Relator Marcelo Oliveira - Redator designado Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 15 00:00:00 UTC 2016
id : 6337555
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:47:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421543182336
conteudo_txt : Metadados => date: 2016-03-29T13:18:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2016-03-29T13:18:11Z; Last-Modified: 2016-03-29T13:18:11Z; dcterms:modified: 2016-03-29T13:18:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:ee370693-1ea4-464a-a8f9-aae9a0fb8bf1; Last-Save-Date: 2016-03-29T13:18:11Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2016-03-29T13:18:11Z; meta:save-date: 2016-03-29T13:18:11Z; pdf:encrypted: true; modified: 2016-03-29T13:18:11Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2016-03-29T13:18:11Z; created: 2016-03-29T13:18:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 20; Creation-Date: 2016-03-29T13:18:11Z; pdf:charsPerPage: 2635; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2016-03-29T13:18:11Z | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 3.306 1 3.305 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 37324.000088/200700 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402004.950 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de fevereiro de 2016 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 30/04/2006 NULIDADE DA NFLD. Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FATOS GERADORES. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. VÍCIO MATERIAL. O vício formal ocorre no instrumento de lançamento (ato fato administrativo), de maneira que se relaciona tal defeito com a forma do ato. Ao passo que, o vício material ocorre quando o auto de infração não preenche aos requisitos necessários, em especial aos constantes do art. 142 do Código Tributário Nacional, daí resultando em equívoco na construção do lançamento quanto à verificação das condições legais para a exigência do tributo ou constituição do crédito tributário; relacionandose, assim, o referido vício com o objeto do ato. Visto de outra maneira, o vício formal, neste contexto, relacionase com o procedimento, enquanto o vício material relacionase com à norma introduzida pelo lançamento, hipótese esta que, uma vez constatada, implica em nulidade do ato. Importa nulidade do lançamento, por vício material, a insuficiente descrição dos fatos geradores, mesmo que o auditor afirme ter entregue planilha com as diferenças apuradas, posto que o processo deve conter informações necessárias ao exercício do direito ao contraditório e a ampla defesa. No presente caso houve preterição ao direito de defesa do contribuinte, em relação às supostas diferenças de contribuições de segurados empregados, caracterizado com isto o vício material, haja vista à inobservância ao princípio constitucional do devido processo legal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 32 4. 00 00 88 /2 00 7- 00 Fl. 3307DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.307 2 ADICIONAL CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal. A verba deve integra o Salário de Contribuição, pois não há previsão legal para sua isenção, foi paga pelo trabalho a segurado empregado. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS (PLR). A legislação, entre outros requisitos, determina a existência de regras claras e objetivas para que o pagamento de PLR não integre o Salário de Contribuição (SC). Como, no presente caso, estas regras não são claras e objetivas, esses valores devem integrar o SC. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. A perícia tem como destinatária final a autoridade julgadora, a qual possui a prerrogativa de avaliar a pertinência de sua realização para a consolidação do seu convencimento acerca da solução da controvérsia objeto do litígio, sendo lhe facultado indeferir aquelas que considerar prescindíveis ou impraticáveis. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 3308DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.308 3 Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos, declarar a nulidade do lançamento, por vício material, no que tange à verba intitulada de diferenças de contribuições de segurados empregados. II) no mérito, por maioria de votos, negar provimento ao recurso no que tange à verba intitulada de gratificação de férias prevista em acordo coletivo de trabalho. Vencidos os conselheiros Natanael Vieira dos Santos (Relator) e Lourenço Ferreira do Prado, que davam provimento nesta matéria. Ainda no mérito, com relação à verba Participação nos Lucros e Resultados (PLR), por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Natanael Vieira dos Santos (Relator), João Victor Ribeiro Aldinucci e Lourenço Ferreira do Prado, que também davam provimento nesta matéria. Redator designado para apresentar o voto vencedor o Conselheiro Marcelo Oliveira. Ronaldo de Lima Macedo Presidente Natanael Vieira dos Santos Relator Marcelo Oliveira Redator designado Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci. Fl. 3309DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.309 4 Relatório 1. Os autos retornam de diligência solicitada por este Conselho. Desse modo, trago o relatório produzido em assentada anterior. “Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos segurados, da empresa, à destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos terceiros. Consta do Relatório da NFLD (fls. 23) que o fato gerador das contribuições lançadas é o pagamento, pela empresa a seus empregados, de verbas intituladas “GRATIFICAÇÃO DE FÉRIAS ACORDO COLETIVO E PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS“, em desacordo com a legislação específica, considerados pela fiscalização como remuneração indireta e sobre a quais a empresa não fez incidir contribuição previdenciária.. É também objeto do lançamento diferenças de contribuições de segurados empregados. A autoridade lançadora informa que a empresa notificada e demais devedores solidários relacionados no Relatório de Vínculos integram o grupo econômico CPFL, decorrendo, daí, responsabilidade solidária pelo cumprimento das obrigações legais, conforme art. 30, IX, da Lei 8.212/91, A notificada impugnou o débito e as demais empresas integrantes do grupo econômico, cientificadas do lançamento, apresentaram defesa, reiterando a defesa administrativa apresentada pela CPFL. Por meio da DN nº 21.424.4/0283/2007 (fls. 374), a Secretaria da Receita Previdenciária julgou o lançamento procedente, defendendo que integra o salário de contribuição a gratificação de férias, em face de seu caráter remuneratório, e a PLR, quando paga ou creditada em desacordo com a lei específica.” 2. Inconformada com a decisão proferida, a contribuinte apresentou recurso voluntário tempestivo (fls. 805 a 865), no qual aduz, em síntese: a) A nulidade da NFLD, por falta de apontamento dos dispositivos da Lei n° 10.101/2000 na NFLD; b) A NFLD em tela é absolutamente nula quanto às supostas "diferenças de contribuições de segurados empregados", em razão de não descrever os elementos de convicção que levaram a fiscalização a lavrála; Fl. 3310DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.310 5 c) No mérito, alega que o abono de férias pago em razão dos Acordos Coletivos não substituía o abono de férias constitucional, no valor de 1/3 do salário nominal do trabalhador, mas, pelo contrário, era pago em título próprio e separadamente do abono constitucional, sendo absurda a alegação da fiscalização de que ambas as verbas estão vinculadas e têm a mesma natureza. Subsidiariamente, pede que os abonos pagos em valores iguais ou correspondentes a 20 (vinte) dias de salário de cada trabalhador considerado pela Fiscalização sejam excluídos das bases de cálculo, remanescendo apenas os valores excedentes a esse parâmetro, nos termos do art. 144 da CLT e do art. 28, § 9º, alínea "d", da Lei n° 8.212/91; d) A PLR paga independentemente do cumprimento das formalidades legais não perde sua natureza não salarial; e) Conforme se verifica nos acordos coletivos transcritos no relatório fiscal e/ou anexados à NFLD, existiam sim metas claras para a apuração do resultado da recorrente; f) Ainda que o pagamento da PLR não siga a periodicidade estabelecida na Lei 10.101/00, o simples descumprimento não tem o condão de transmudar a natureza da verba; g) Quanto ao indeferimento de perícia pleiteada na impugnação, ressalta que houve cerceamento do direito de defesa, tornando nula a NFLD. 3. Os autos foram levados a julgamento, tendo o Colegiado decidido por converter o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal se pronuncie quanto aos argumentos expendidos em sede recursal, analisando os documentos juntados pela recorrente e manifestandose, de forma conclusiva, quanto à insuficiência da documentação apensada para a retificação do débito. Em resposta à Resolução n° 2301000.453 (fls.1659/1667), cabe informar que o Fisco apresentou informativo fiscal (fls.1674/1681) com as informações solicitadas. 4. O Fisco esclarece que a legislação vigente à época, a saber, I.N SRP 003/2005, estabelecia quais documentos deveriam ser entregues em papel e digital e quais os que poderiam ser entregues somente em meio digital. Informa que foram juntados ao processo digital administrativo (eprocesso) os relatórios digitais que foram solicitados. Esclarece que o relatório Demonstrativo Sintético do Débito (DSD), não pôde ser juntado ao processo digital em razão do tamanho dos arquivos, mas que é possível sua consulta através de cópia do CD do contribuinte, que é um anexo físico do processo. 5. Após a juntada dos documentos, foi dada ciência à recorrente que interpôs novo recurso voluntário apenas reiterando o que apresentou anteriormente, acrescentando que entende ser defeso à fiscalização apresentar a documentação aproximadamente oito anos após a lavratura do AI. É o relatório. Fl. 3311DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.311 6 Voto Vencido Conselheiro Natanael Vieira dos Santos, Relator DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que foi tempestivamente apresentado, preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº. 70.235, de 6 de março de 1972 e passo a analisálo. DA ALEGAÇÃO DE NULIDADE DA NFLD Nulidade por ausência do dispositivo infringido 2. Em sede de recurso voluntário, a recorrente sustenta a nulidade da NFLD por falta de apontamento dos dispositivos da Lei nº 10.101/2000. 3. Contudo, como se verá no mérito, o lançamento a título de Participação nos Lucros ou Resultados não deverá prevalecer, eis que o plano está em sintonia com a legislação que rege a matéria, devendo, por essa razão, ser aplicado o disposto no § 3º do art. 59 do Decreto nº. 70.235/72, diante da ausência de prejuízo ao contribuinte. Vejamos: "Art. 59 (...). 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta." 4. Assim, deixo de apreciar a nulidade suscitada, em razão da inexistência de interesse na declaração de nulidade por parte da recorrente. Nulidade do levantamento de contribuição de segurados empregados 5. Consta do relatório fiscal a informação de que o crédito tributário referese às contribuições incidentes sobre as seguintes parcelas remuneratórias e respectivos pagamentos complementares e diferenças: Gratificação de férias Acordo Coletivo (rubrica atribuída pela empresa, cuja real natureza jurídica será adiante especificada); Participação nos lucros ou resultados – PLR – paga em desacordo com a legislação específica, conforme adiante detalhado; Diferenças de contribuições de segurados empregados – conforme planilha discriminativa integrante desta NFLD e entregue em meio digital à empresa. Fl. 3312DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.312 7 6. Contudo, não há qualquer descrição, no relatório fiscal, dos fatos que levaram ao lançamento das diferenças de contribuições de segurados empregados. 7. Diante disso, os autos foram baixados em diligência para que a autoridade de primeira instância anexasse aos autos os documentos faltantes. Em resposta à diligência (fls. 1674 a 1680), foram juntados os seguintes documentos: Discriminativo Analítico do Débito, Discriminativo Sintético por Estabelecimento Contribuição dos Segurados, Relatório de Lançamentos e Anexo I – Cálculo da Diferença da Contribuição dos Segurados. Os demais documentos não foram juntados devido ao seu tamanho (o eprocesso não permite a anexação de arquivos de maior porte). 8. Entretanto, entendo que a ausência dos referidos documentos e da descrição dos fatos que levaram ao convencimento da autoridade fiscal acerca da diferença das contribuições dos segurados empregados durante toda a fase de instrução processual torna nulo o lançamento quanto a essa parcela, eis que esses elementos são imprescindíveis para subsidiar o lançamento fiscal. 9. Conforme dito acima, no relatório fiscal praticamente não há qualquer referência a esse lançamento, o que certamente prejudicou o exercício do direito de defesa do contribuinte quanto aos fatos que lhe foram imputados. 10. Por outro lado, devese ressaltar que o auditor fiscal não empregou qualquer esforço no momento da elaboração do relatório fiscal para justificar o lançamento, limitandose a informar que elaborou planilha discriminativa (a qual só foi apresentada após a realização da diligência) e entregou os documentos em meio digital à empresa. 11. Em virtude desse descuido por parte da autoridade fiscalizatória, esse Conselho, ao apreciar recurso desse mesmo contribuinte, que difere desses autos apenas quanto ao período de apuração, decidiu tornar nulo o lançamento dessa rubrica, por entender que houve cerceamento do direito de defesa da recorrente. 12. Essa decisão, proferida em 11 de julho de 2012, restou assim ementada: "AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FATOS GERADORES – NULIDADE – CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Importa nulidade do lançamento, por vício material, a insuficiente descrição dos fatos geradores, mesmo que o auditor afirme ter entregue planilha com as diferenças apuradas, posto que o processo deve conter informações necessárias ao exercício do direito ao contraditório e a ampla defesa. (Acórdão nº 2401 002.552, Processo 37324.000087/200757, Relatora Elaine Cristina Vieira, Redator Kleber Ferreira de Araújo)." 13. Vejase que o lançamento como ato administrativo que é poderá ser nulo ou anulável em razão de vício material ou de vício formal, sendo que a diferença entre ambos, reside, basicamente, em verificar se o vício está no instrumento de lançamento ou no próprio lançamento. 14. Ou seja, em síntese, o vício formal ocorre no instrumento de lançamento (ato fato administrativo), de maneira que se relaciona tal defeito com a forma do ato. Ao passo que, o vício material ocorre quando o auto de infração não preenche aos requisitos necessários, Fl. 3313DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.313 8 em especial aos constantes do art. 142 do Código Tributário Nacional, daí resultando em equívoco na construção do lançamento quanto à verificação das condições legais para a exigência do tributo ou constituição do crédito tributário; relacionandose, assim, o referido vício com o objeto do ato. Visto de outra maneira, o vício formal, neste contexto, relacionase com o procedimento, enquanto o vício material relacionase com à norma introduzida pelo lançamento, hipótese esta que, uma vez constatada, implica em nulidade do ato. 15. Assim, no presente caso, entendo que houve preterição ao direito de defesa do contribuinte, em relação às supostas diferenças de contribuições de segurados empregados, caracterizado com isto o vício material, haja vista à inobservância ao princípio constitucional do devido processo legal. 16. Pelo exposto, entendo que deve ser excluído do lançamento o levantamento referente à rubrica “diferenças de contribuições de segurados empregados”, diante da nulidade por cerceamento do direito de defesa do contribuinte. DO MÉRITO Abono de férias 17. Sustenta a recorrente que o abono de férias previsto em acordo coletivo de trabalho não substituía o abono de férias constitucional, no valor de 1/3 (um terço) do salário nominal do trabalhador, mas, pelo contrário, era pago em título próprio e separadamente do abono constitucional. Por esta razão, considera absurda a alegação da fiscalização de que ambas as verbas estariam vinculadas e teriam a mesma natureza. 18. Para a fiscalização, os próprios acordos coletivos demonstram que tanto o terço constitucional de férias quanto à gratificação de férias são vinculadas entre si e tem a mesma natureza, pois o adicional constitucional é pago até o limite mínimo de um terço e o excedente é pago a título de gratificação de férias. 19. Por esta razão, a controvérsia cingese quanto aos valores que excedem o limite de 1/3 de férias. 20. Segundo o relatório fiscal, “a existência autônoma da rubrica GRATIFICAÇÃO DE FÉRIAS ACORDO COLETIVO não lhe retira a natureza jurídica de parcela do saláriodecontribuição, mesmo porque tratase de direito constitucionalmente garantido, cujo pagamento MÍNIMO é de 1/3, não havendo quaisquer impedimentos que seja pago em valores superiores, como vem sendo acordado e feito, desde que fossem tributadas as parcelas salariais excedentes e respectivas diferenças e complementos”. 21. Sobre a questão, teço as seguintes considerações. 22. O Acordo Coletivo de 2004/2006, acostado às fls. 256 e seguintes dos autos, traz a seguinte descrição à gratificação de férias: A CPFL manterá a Gratificação de Férias, com a parte fixa no valor de R$ 1.164,38 (um mil, cento e sessenta e quatro reais, trinta e oito centavos), mantendo a parte variável de 40% (quarenta por cento) sobre o valor que resultar da diferença entre a remuneração fixa mensal do empregado e a parte fixa da Gratificação. Fl. 3314DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.314 9 Parágrafo 1º A Gratificação de Férias continuará limitada à remuneração fixa mensal do empregado, quando esta for inferior ao valor fixo da Gratificação. Parágrafo 2º Com a presente sistemática de Gratificação de Férias, a CPFL cumpre plenamente o disposto no artigo 7º, inciso XVII, da Constituição Federal. 23. Dessa forma, diferente do que alega o contribuinte, verificase que o abono pago é vinculado ao terço constitucional, conforme defende o Fisco. Porém, não há nenhuma irregularidade no pagamento dessa verba, uma vez que o artigo 7º, inciso XVII da CF determina que o gozo de férias anuais será remunerado com PELO MENOS, um terço do salário nominal, não havendo limitação a esse valor. "Constituição Federal de 1988: Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...). XVII gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; (...)." 24. O uso da expressão “terço de férias” não significa que essa parcela deve ser limitada a essa fração, significando apenas que as férias concedidas aos empregados devem ser acrescidas de um valor não inferior a um terço do salário normal. 25. Com isso, resta inconteste que os valores pagos pela empresa a título de gratificação de férias correspondem à parcela prevista constitucionalmente. 26. Nesse ponto, mister se faz analisar a possibilidade de incidência de contribuições previdenciárias sobre o adicional de férias previsto na Constituição Federal. 27. Segundo o relatório fiscal, não há qualquer impedimento para que o terço constitucional seja pago em valores superiores, “desde que fossem tributadas as parcelas salariais excedentes e as respectivas diferenças e complementos”. 28. Contudo, a própria Receita Federal, por meio da Solução de Consulta nº 126, de 28 de maio de 2014, já manifestou o entendimento de que não deve incidir contribuição previdenciária sobre essa parcela: "Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS INCIDENTES SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. BASE DE CÁLCULO. (...). Não integram a base de cálculo para fins de incidência das contribuições sociais previdenciárias incidentes sobre a folha de salários: as férias indenizadas e o respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da Fl. 3315DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.315 10 remuneração de férias de que trata o art. 137 da CLT; o abono pecuniário de férias na forma do art. 143 da CLT (inclusive o adicional constitucional correspondente); o auxíliodoença pago pelo INSS; a complementação do auxíliodoença paga pela empresa, desde que esse direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa.(grifo nosso)." 29. Esse mesmo entendimento já foi esposado pelo E. STJ, em sede de recurso repetitivo (REsp 1230957/RS), que decidiu sobre a não incidência de contribuições previdenciárias sobre o 1/3 constitucional de férias gozadas ou indenizadas. Vejamos: "(...). 1.2 Terço constitucional de férias. (...). Em relação ao adicional de férias concernente às férias gozadas, tal importância possui natureza indenizatória/compensatória, e não constitui ganho habitual do empregado, razão pela qual sobre ela não é possível a incidência de contribuição previdenciária (a cargo da empresa). A Primeira Seção/STJ, no julgamento do AgRg nos EREsp 957.719/SC (Rel.Min. Cesar Asfor Rocha, DJe de 16.11.2010), ratificando entendimento das Turmas de Direito Público deste Tribunal, adotou a seguinte orientação:"Jurisprudência das Turmas que compõem a Primeira Seção desta Corte consolidada no sentido de afastar a contribuição previdenciária do terço de férias também de empregados celetistas contratados por empresas privadas. (...). 3. Conclusão. Recurso especial de HIDRO JET EQUIPAMENTOS HIDRÁULICOS LTDA parcialmente provido, apenas para afastar a incidência de contribuição previdenciária sobre o adicional de férias (terço constitucional) concernente às férias gozadas. Recurso especial da Fazenda Nacional não provido. Acórdão sujeito ao regime previsto no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1230957/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 26/02/2014, DJe 18/03/2014)” 30. Tecidas essas considerações, voto por dar provimento ao recurso voluntário nesse ponto, afastando a incidência de contribuições previdenciárias sobre a parcela denominada “Gratificação de Férias”. Fl. 3316DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.316 11 PLR – Participação nos Lucros e Resultados 31. Sustenta a recorrente que a parcela paga a título de participação nos lucros e resultados não se vincula a remuneração e independe do formalismo legal para ser concedida, conforme entendimento pacífico dos tribunais superiores, somente integrando o saláriodecontribuição se pago em fraude à lei, não tendo a fiscalização apontado essa circunstância. Defende que as metas estabelecidas são claras e objetivas aos trabalhadores. Acrescenta que o pagamento da PLR foi feito em duas vezes e apenas o saldo foi pago em relação às diferenças decorrentes de cumprimento de metas. 32. Para a fiscalização, o plano de PLR fixado em ACT não segue as normas estabelecidas na Lei 10.101/2000 quanto à periodicidade, a fixação de metas claras e objetivas e quanto à negociação prévia. Assim, considera que as parcelas pagas a título de PLR passam a ter natureza salarial e, portanto, sujeitas à incidência de contribuições previdenciárias pelo seu valor total. 33. Quanto à alegação de que a PLR, por expressa previsão constitucional, já estaria fora da base de cálculo das contribuições previdenciárias, entendo que não assiste razão à recorrente. Devem ser devidamente observadas pelo contribuinte as regras previstas na Lei 10.101/2000, que regulamentou o dispositivo constitucional, para a instituição da PLR, por ser aquela norma de eficácia limitada. 34. Quanto às características do plano de PLR, faço a seguinte análise: Periodicidade: 35. No tocante à periodicidade do pagamento da PLR, entendo que não assiste razão ao Fisco, visto que não vislumbro qualquer óbice para que a empresa antecipe parte de parcela de pagamento dos valores referentes à PLR a seus funcionários em período inferior a 06 (seis) meses, desde que tal parcela esteja plenamente vinculada ao instrumento coletivo avençado com o sindicato da categoria. 36. No caso em tela, foi definido em acordo coletivo de trabalho, com participação do sindicato, como determina a lei, que a PLR seria paga em duas parcelas e que apenas o saldo remanescente seria pago posteriormente em relação às diferenças decorrentes do cumprimento de metas. 37. Ademais, considerando que os Acordos Coletivos de Trabalho demonstram a existência de um programa de participação nos lucros ou resultados na empresa, com o acompanhamento dos trabalhadores, a base procedimental trazida pelo contribuinte na distribuição dos lucros é suficiente para o cumprimento das formalidades. 38. Outrossim, reitero que a PLR visa à disposição das estratégias organizacionais com a participação dos empregados no ambiente de trabalho, pois só será feita a distribuição dos lucros aos funcionários segundo o cumprimento de metas. O programa de PLR é uma ferramenta de gestão que permite a motivação dos empregados na produtividade da empresa, proporcionando a atração de melhores resultados. Fl. 3317DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.317 12 39. Antecipar o pagamento de qualquer valor, principalmente em decorrência de exigências estabelecidas pelos sindicatos dos trabalhadores, não possui o condão de alterar a natureza da verba para fazer incidir o tributo. Não obstante isso, no sistema laboral pátrio, muitas vezes se faz necessário a concessão às reivindicações sindicais, com o escopo de dar continuidade à própria atividade empresarial. 40. Importante ressaltar, conforme entendimento já consolidado neste CARF, que o pagamento de antecipação de parcela da PLR antes da assinatura do acordo, de per si, não é causa para que se considere o plano em desconforme com a legislação de regência. Se não, vejamos: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2009 a 30/11/2009 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS PLR. CONCESSÃO DE ANTECIPAÇÃO ANTES DA ASSINATURA DO ACORDO. POSSIBILIDADE LEGAL. O pagamento de antecipação de parcela da PLR antes da assinatura do acordo, de per si, não é causa para que se considere o plano desconforme com a legislação de regência.” 41. Urge ressaltar que a regulamentação normativa tem o escopo de proteger o trabalhador, para que sua participação nos lucros se efetive. Assim, podese concluir que os documentos trazidos aos autos indicam que houve uma negociação prévia entre as partes, os quais possuem o condão de retificar a autuação fiscal. 42. O Tribunal Superior do Trabalho, a quem compete a última palavra sobre ser qualquer verba paga ao empregado de natureza salarial ou não, ao analisar caso em que o empregado pretendia a integração salarial dos valores pagos a título de PLR, só trancou o entendimento de que, ainda que pago mensalmente, a PLR não possui natureza salarial, conforme ementa abaixo: I RECURSO DE REVISTA DA RECLAMADA PARCELAS PAGAS COM HABITUALIDADE HORAS NOTURNAS O Recurso de Revista não comporta conhecimento, a teor do artigo 896 da CLT. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS NATUREZA JURÍDICA PARCELAMENTO PREVISTO EM NORMA COLETIVA A cláusula que institui verba indenizatória e estipula o seu pagamento parcelado consubstancia exercício válido da prerrogativa conferida pela Constituição a trabalhadores e empregadores, com o fim de estabelecer as normas aplicáveis às suas relações, visando à melhoria de condições e composição de conflitos. O acordo coletivo é instrumento hábil à concretização do direito previsto no artigo 7º, XI, da Carta Magna. Precedente da SBDI1. Recurso de Revista parcialmente conhecido e provido. II RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE HORAS EXTRAS ADICIONAL NOTURNO REFLEXOS NO DSR NORMA COLETIVA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS SUPRESSÃO SALARIAL O Recurso de Revista não comporta conhecimento, a teor do artigo 896 da CLT. Recurso de Revista não conhecido. Fl. 3318DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.318 13 (RR 4800089.2005.5.15.0009 , Relatora Ministra: Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, Data de Julgamento: 18/08/2010, 8ª Turma, Data de Publicação: 20/08/2010) 43. Outrossim, especial destaque merece o voto da Eminente Ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, que foi lapidar ao destrinçar o tema: “A questão relativa ao pagamento da participação nos lucros deve ser decidida à luz dos princípios constitucionais da autonomia coletiva e da valorização da negociação coletiva, insculpidos nos artigos 7º, XXVI, e 8º da Constituição. De fato, a cláusula que institui a verba indenizatória e estipula o seu pagamento parcelado consubstancia exercício válido da prerrogativa conferida pela Constituição a trabalhadores e empregadores, com o fim de estabelecer as normas aplicáveis às suas relações, visando à melhoria de condições e composição de conflitos. Notese que o acordo coletivo é instrumento hábil à concretização do direito previsto no artigo 7º, XI, da Carta Magna. Ora, a legislação ordinária não pode ser interpretada de forma a restringir o exercício das garantias/direitos insertos na Constituição, mas, ao revés, deve ser com ela interpretada de forma harmônica e sistemática. A lei, repitase, não pode sobreporse à Constituição. Não há como se desprestigiar a negociação coletiva em comento, que, em atenção às necessidades peculiares da categoria, estabeleceu o pagamento de parcela constitucionalmente desvinculada da remuneração, ainda que de forma diversa da prevista na legislação ordinária.” 44. Ante o exposto, quanto à periodicidade dos pagamentos de PLR, não se verifica nenhuma irregularidade, haja vista que foi realizado exatamente conforme pactuado em Acordo Coletivo de Trabalho. Metas: 45. Compulsando os autos, verificase que existiam metas claras e objetivas e que estas foram negociadas com o respectivo sindicato, conforme resta comprovado pelos instrumentos de definição de metas acostados ao presente processo. 46. Quanto à alegação de que as negociações não foram realizadas previamente, cabe esclarecer que, embora a assinatura do instrumento que definia as metas tenha ocorrido a posteriori, as negociações ocorreram anteriormente, haja vista que as negociações demandam tempo e trabalho, podendo assim, às vezes, se estenderem por um lapso temporal maior. 47. Importantíssimo se torna esclarecer que já existiam acordos em anos anteriores. Assim, os empregados já tinham a expectativa de que as metas a serem estabelecidas não seriam tão diferentes das que já tinham conhecimento, a ponto de impossibilitar seu alcance para os períodos posteriores, ou que fossem surpreendidos por metas totalmente inovadoras. Fl. 3319DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.319 14 48. Ademais, há comprovação nos autos de ofícios enviados pelo contribuinte convocando os respectivos sindicatos para reunião de definição de metas. Consta, inclusive, dos documentos juntados pela recorrente até matéria divulgada em jornal que confirma que a contribuinte estava em reunião com o sindicato para definir as metas de PLR. 49. Corroborando a tese apresentada, colaciono ementa de decisão de igual teor já proferida por este Conselho: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2009 a 31/12/2009 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS (PLR). Uma vez comprovado que os segurados tinham prévio conhecimento das metas e demais requisitos para o benefício, ainda que a assinatura do acordo seja posterior ao exercício de apuração, entendese cumprida e superada a exigência legal. (Processo 16327.721426/201208 Acórdão nº 2402004.109 – 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária – Sessão de 14 de maio de 2014)." 50. No voto vencedor do referido julgado, delineia com maestria o ilustre Conselheiro Júlio Cesar Vieira Gomes: “No caso, convencime de que: os empregados conheciam as metas, independente da data de assinatura do acordo, e que elas foram suficientemente objetivas para que pudessem ser apuradas pela empresa. De fato, prevalece a autonomia entre empresa e empregados para a estipulação de regras que deverão ser cumpridas pelas partes para que, de um lado, o empregado faça jus ao benefício e de outro o empregador se desonere da obrigação tributária. As fichas de avaliação trazem critérios quantificáveis como a existência de metas globais aferidas individualmente e outras mais específicas. Essas metas são controladas por setor de recursos humanos da empresa que cuida da avaliação dos empregados para vários fins, dentre eles a avaliação é considerada para justificar o benefício. Outra questão é se atribuir à data de assinatura, a formalização propriamente dita do acordo, como condição sine qua non para a demonstração de conhecimento prévio das metas. Ora, as negociação não começam e terminam no mesmo dia, tratase de um acordo anual com reuniões sucessivas, quando propostas são rejeitadas e outras tantas aceitas. Essa é a natureza e características dos acordos de modo geral. Devese considerar também que o acordo já existia em anos anteriores. A expectativa dos empregados é que as metas não seriam tão diferentes a ponto de serem inalcançáveis para o período em exame. Nesse, as metas foram apenas revistas e, de fato, não houve alterações que pudessem interferir na produtividade dos empregados. Entendo assim que o acordo cumpriu o disposto na Lei nº 10.101/2000: Fl. 3320DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.320 15 Lei nº 10.101/2000: §1º Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: I índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; II programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente.” 51. Diante de todo o exposto, verificase a existência de metas claras e objetivas e resta comprovada a participação do sindicato nas negociações, não merecendo prosperar as alegações do fisco. Ausência de participação do Sindicato na PLR Gerencial: 52. Para a fiscalização, a recorrente descumpriu os requisitos da Lei nº 10.101/2000 por conter na PLR a previsão de que os ocupantes de cargos gerenciais seguiriam regras próprias, diversas daquelas previstas no Acordo Coletivo. 53. Contudo, entendo que não assiste razão ao fisco nesse ponto. O Acordo Coletivo, firmado com a participação do respectivo sindicato, assim dispôs em seu parágrafo 9º: Parágrafo 9º A Participação nos Lucros e Resultados destinada aos empregados ocupantes de cargos gerenciais seguirá regras próprias, diversas das estabelecidas na presente cláusula, que serão definidas diretamente pela CPFL e interessados. 54. Desse modo, verificase que, embora as regras individuais não estivessem previstas no Acordo Coletivo, havia a previsão, em outro instrumento, de metas individuais a serem alcançadas pelos dirigentes, que cumpriam os requisitos de clareza e objetividade exigidos pela legislação. É o que se verifica nos contratos individuais de metas, acostados às fls. 368 e seguintes dos autos. 55. Analisando os contratos individuais, resta inconteste que as metas individuais eram claras e objetivas, embora estivessem previstas em instrumento diverso. Vale ressaltar que a existência desse instrumento particular estava prevista no próprio Acordo Coletivo, feito com a supervisão do sindicato. 56. Recentemente, o CARF, adotando esse entendimento, proferiu a seguinte decisão: PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. EXISTÊNCIA DE ACORDOS PRÓPRIOS INDIVIDUAIS PREVENDO REGRAS CLARAS E OBJETIVAS E METAS PARA PAGAMENTO DA VERBA. MAIOR ESPECIFICIDADE EM Fl. 3321DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.321 16 RELAÇÃO A PARTE DOS EMPREGADOS. PREVISÃO E REMISSÃO AO ACORDO COLETIVO. VALIDADE. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES. Constatandose que a empresa concedeu Participação nos Resultados com base em Acordo Coletivo, não há se falar em incidência de contribuições previdenciárias, ainda que a contribuinte tenha instrumentalizado aludido regramento para parte dos empregados, ocupantes de cargos de gerência, diretoria e superintendência, em instrumentos individuais próprios, contendo regras claras e objetivas, metas e demais condições para o pagamento da verba, mormente quando fora devidamente informado aos beneficiários. Acrescentase que o próprio Acordo Coletivo firmado com o respectivo Sindicato previa a formalização de aludidos acordos próprios individuais para tais funcionários, tendo ocorrido, inclusive, remissão expressa nestes últimos ao instrumento negocial base, não havendo se falar em ausência de regras claras e objetivas, e metas, ou mesmo ausência de arquivamento no Sindicato, uma vez que referidos atos individuais encontravamse contidos na regra matriz da PR. (Acórdão nº 2401003.881 Processo 10980.726724/201296 57. Diante de todo o exposto, após análise de todos os pontos levantados pela autoridade fiscalizatória e constantes do Acordo Coletivo de Trabalho, entendo que o plano de PLR estabelecido pela recorrente está em sintonia com o ordenamento jurídico vigente, não devendo sofrer a incidência de contribuições previdenciárias. DA DESNECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DA PERÍCIA 58. Quanto à diligência ventilada pela recorrente, cabe esclarecer que se trata de procedimento, do qual a prova ou informações dela extraída tem como destinatária a autoridade julgadora que fará juízo de valor quanto a ser ela imprescindível ou não para a solução da controvérsia objeto do litígio. 59. Acrescente a isto que a diligência ou a prova pericial não são buscadas ou obtidas ao sabor do julgador, mas elas sempre serão necessárias nas hipóteses em que a verdade material não puder ser alcançada de outra forma mais célere e simples. 60. No presente caso, entendo que estão presentes todas as informações suficientes para a compreensão dos fatos e deslinde do litígio. 61. Ademais, a recorrente suscita pela realização de diligência para comprovar que os pagamentos de PLR foram realizados de maneira correta, medida desnecessária. 62. Assim, como o escopo da realização da perícia solicitada já foi atingido e, amparado pelos princípios da economia processual e do livre convencimento motivado da autoridade julgadora, entendo ser desnecessária tal medida. Fl. 3322DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.322 17 CONCLUSÃO 63. Por todo o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso voluntário interposto, para, no mérito, darlhe provimento, nos termos acima delineados. É como voto. Natanael Vieira dos Santos. Fl. 3323DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.323 18 Voto Vencedor Conselheiro Marcelo Oliveira , Redator Designado Com todo respeito ao nobre relator, a quem muito admiro, divirjo de seu posicionamento em dois pontos: a) incidência de contribuição sobre gratificação de férias, prevista em acordo coletivo de trabalho; e b) incidência de contribuição sobre a verba Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Analisaremos cada uma. GRATIFICAÇÃO DE FÉRIAS: Para o nobre relator não deve haver tributação sobre essa verba, pois: "23. Dessa forma, diferente do que alega o contribuinte, verifica se que o abono pago é vinculado ao terço constitucional, conforme defende o Fisco. Porém, não há nenhuma irregularidade no pagamento dessa verba, uma vez que o artigo 7º, inciso XVII da CF determina que o gozo de férias anuais será remunerado com PELO MENOS, um terço do salário nominal, não havendo limitação a esse valor." Para o relator, valores que excederem ao terço constitucional, devido à permissão da própria CF/1988, não estariam no campo de incidência da contribuição. Discordo de seu entendimento. A Lei 8.212/199, em vigor, trata da regra matriz para a incidência de contribuição, assim como de parcelas isentas. Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; ... § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: ... Fl. 3324DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.324 19 d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do TrabalhoCLT; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). Como muito bem destacado pelo n[obre relator, o adicional constitucional previsto é definido como um terço a mais do salário: Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...). XVII gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; Parcelas superiores a um terço não estão previstos na regra isentiva, acima, e, por isso, devem ser tributadas, já que pagas em retorno a um serviço prestado, na condição de empregado e pelo trabalho, em síntese. Assim, voto em negar provimento ao recurso, neste item. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS (PLR): Quanto à incidência sobre as verbas oriundas de PLR, também divergimos do nobre relator. A legislação para isenção das verbas referentes a PLR exigem a implantaçãod e regras, metas, a serem obtidas pelas organizações e seus segurados. Lei 10.101/2000: Art. 2o A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: ... § 1o Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: Não consta no Acordo nenhuma regra clara e objetiva. A ausência total de regras. pactuadas previamente, quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das Informações pertinentes ao cumprimento do acordado, nvai de encontro ao que foi determinado na legislação acima. Fl. 3325DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Processo nº 37324.000088/200700 Acórdão n.º 2402004.950 S2C4T2 Fl. 3.325 20 Por isso, deve ser negado provimento ao recurso, neste ponto. CONCLUSÃO: Em, razão do exposto, acompanho o relator nos pontos analisados, exceto no que tange à incidência de contribuição sobre a gratificação de férias e a PLR, em que nego provimento ao recurso, nos termos do voto. Marcelo Oliveira Fl. 3326DF CARF MF Impresso em 05/04/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 29/0 3/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/03/2016 por MARCELO OLIVEIRA, Assinad o digitalmente em 29/03/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 17883.000336/2008-42
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 15 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon May 02 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 2401-000.482
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
André Luis Mársico Lombardi Presidente
Luciana Matos Pereira Barbosa - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: André Luis Marsico Lombardi, Cleberson Alex Friess, Arlindo da Costa e Silva, Theodoro Vicente Agostinho, Carlos Alexandre Tortato, Carlos Henrique de Oliveira, Luciana Matos Pereira Barbosa e Rayd Santana Ferreira.
Nome do relator: LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon May 02 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 17883.000336/2008-42
anomes_publicacao_s : 201605
conteudo_id_s : 5586183
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 02 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2401-000.482
nome_arquivo_s : Decisao_17883000336200842.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 17883000336200842_5586183.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. André Luis Mársico Lombardi Presidente Luciana Matos Pereira Barbosa - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: André Luis Marsico Lombardi, Cleberson Alex Friess, Arlindo da Costa e Silva, Theodoro Vicente Agostinho, Carlos Alexandre Tortato, Carlos Henrique de Oliveira, Luciana Matos Pereira Barbosa e Rayd Santana Ferreira.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 15 00:00:00 UTC 2016
id : 6363766
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:47:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048421568348160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1393; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 2 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17883.000336/200842 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2401000.482 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 15 de fevereiro de 2016 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente SCHWEITZERMAUDUIT DO BRASIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. André Luis Mársico Lombardi – Presidente Luciana Matos Pereira Barbosa Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: André Luis Marsico Lombardi, Cleberson Alex Friess, Arlindo da Costa e Silva, Theodoro Vicente Agostinho, Carlos Alexandre Tortato, Carlos Henrique de Oliveira, Luciana Matos Pereira Barbosa e Rayd Santana Ferreira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 78 83 .0 00 33 6/ 20 08 -4 2 Fl. 314DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 17883.000336/200842 Resolução nº 2401000.482 S2C4T1 Fl. 3 2 RELATÓRIO Período de apuração: 01/2003 a 05/2003 Data de lavratura do Auto de Infração: 07.10.2008 Data de ciência do Auto de Infração: 08.10.2008. Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de Decisão Administrativa de 1ª Instância proferida pela 14ª Turma de Julgamento da DRJ em Rio de Janeiro RJ que julgou improcedente a impugnação oferecida pelo sujeito passivo do crédito tributário lançado no AI DEBECAD n° 37170 4960 – Obrigação Acessória – em virtude da empresa não ter preenchido o campo ocorrência da GFIP com o código correspondente à exposição a agentes nocivos. Conforme apurado as informações são inexatas, incompletas e/ou omissas em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária; a fiscalização ao analisar os documentos apresentados pela empresa, concluiu pelo enquadramento das funções relacionadas em planilha anexa ao Relatório Fiscal (fls. 07/14). A Fiscalização, em seu Relatório de aplicação da multa (fls. 16/17), cita a legislação aplicável e descreve os critérios utilizados para a apuração do valor da infração, totalizando a multa em R$ 313, 70 (trezentos e treze reais e setenta centavos). A empresa apresenta Impugnação às fls. 69/87. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro lavra Decisão Administrativa textualizada no Acórdão nº 1226.401 – 14ª Turma da DRJ/RJ1 (Fls. 229/251), mantendo o crédito tributário em sua integralidade. O Recorrente foi cientificado da decisão de 1ª Instância no dia 08/10/2009, conforme Aviso de Recebimento às Fls. 257. Inconformado com a decisão exarada pelo órgão julgador a quo, o ora Recorrente interpôs Recurso Voluntário a fls. 259/ 303, ratificando parte de suas alegações anteriormente expendidas e respaldando sua inconformidade em argumentação desenvolvida nos termos a seguir expostos: Que é nulo o presente Auto de Infração por violação ao princípio da ampla defesa e do contraditório em face dos coresponsáveis; Que muito embora o acórdão recorrido afirme que a inclusão de diretores da Recorrente tem motivação meramente cadastral, ainda assim deverlhesia ser facultada a apresentação de defesa, uma vez que na hipótese da presente cobrança chegar a esfera judiciária, a simples possibilidade de constrição de patrimônio de seus diretores, sem que haja justificativa plausível e apresentação de defesa é inadmissível e afronta diretamente o princípio do contraditório e da ampla defesa, ambos assegurados pela CF/88; Fl. 315DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 17883.000336/200842 Resolução nº 2401000.482 S2C4T1 Fl. 4 3 Que ocorreu a decadência, devendo ocorrer a extinção do crédito tributário lavrado no AI ora guerreado, em face da declaração de inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei nº 8.212/91 e pela Súmula Vinculante nº 08 do STF; Que para o AI em comento a regra decadencial a ser observada é a do artigo 150, § 4º posto tratar de obrigação acessória de contribuições previdenciárias, que são tributos sujeitos ao lançamento por homologação, logo o prazo decadencial é de 5 (cinco) anos a contar da ocorrência do fato gerador, e não nos termos do artigo 173, inciso I, adotado no Acórdão recorrido, onde a contagem do prazo de 5 cinco anos só se inicia à partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter ocorrido; Que no caso em tela a fiscalização jamais poderia ter lançado fatos geradores ocorridos ANTES de OUTUBRO DE 2003, já que a recorrente só foi notificada do lançamento do crédito tributário em 08/10/2008; Que todos os créditos tributários anteriores a 09/10/2003 estão fulminados pela decadência, devendo ser extintos, nos termos do artigo 156, inciso V, do CTN; Que ocorreu um equívoco na estipulação do valor da multa e que pelo princípio tempus regit actum, há a necessidade de utilização da multa relativa à época da infração, nos termos do artigo 144 do CTN; Que a multa aplicada pela D. Autoridade Fiscal discrepa daquela efetivamente devida em relação às infrações ocorridas para o ano de 2003; Que a disparidade é latente já que o AI aplica o valor mínimo da multa estabelecido no ano de 2008, sob a Portaria Interministerial nº 77, o qual corresponde a R$ 1.254,89. Entretanto, o valor mínimo da multa estabelecida para o ano de 2003, por sua vez, correspondia a R$ 636,17, devidamente estabelecido pelo Decreto nº 3.048/99; Que desta forma, considerando o percentual de 5% do valor mínimo da multa aplicada, multiplicado por vinte, se obtém o valor de R$ 159,04, e NÃO de R$ 313,70, conforme equivocadamente calcularam as D. Autoridades Fiscais; Que nesse sentido deve ser retificado o AI, de modo que passe a considerar, para fins de aplicação da multa, o valor mínimo válido para a época de ocorrência dos fatos geradores; No mérito alega a inexistência do fato gerador da alegada infração, tendo em vista que, evidentemente, a recorrente adotava entendimento de que seu ambiente de trabalho não expunha seus segurados empregados a agentes nocivos, logo, não havia que se falar na inclusão de tais informações em sua GFIP; Que dessa forma o cabimento da multa constante do Auto de Infração ora combatido, só poderá ser confirmado APÓS o julgamento definitivo sobre o AI nº 37.170.490 1, em razão da evidente prejudicialidade entre o referido AI e este; Que nesse particular, é imperioso mencionar que o AI já foi julgado em primeira instância, tendo sido decretada a decadência dos créditos tributários anteriores a outubro de 2003. Logo, à luz da decisão de primeira instância administrativa, manifestamente Fl. 316DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 17883.000336/200842 Resolução nº 2401000.482 S2C4T1 Fl. 5 4 indevida a multa cobrada por meio deste AI, eis que relativa a período já fulminado pela decadência; Que caso não entenda pelo cancelamento imediato deste AI, o julgamento do mesmo deve ser sobrestado até que tenha sido proferido pronunciamento definitivo sobre o cabimento ou não da infração constante do AI nº 37.170.4901. Tal sobrestamento se justifica na medida em que a Administração Pública deve observar o princípio constitucional da eficiência, nos termo do art. 37, da CF/88; Por fim, alega que no período correspondente ao presente AI não havia nenhum segurado exposto à agente nocivo que justificasse a obrigatoriedade do preenchimento do campo de ocorrência da GFIP correspondente à exposição de agente nocivo, já que os empregados encontravamse completamente protegidos e afastados dos alegados agentes nocivos – ruído, não sendo sequer minimamente atingidos pelos mesmos; Que o afastamento de tal demonstração só seria possível a partir da realização de perícia técnica, reconhecendo a existência de exposição a agente nocivo; assim, impõemse o sobrestamento do julgamento deste AI, ou no mérito, sua improcedência. Enfim, repete os argumentos expendidos na Instância Regional para ao final requer o acatamento do recurso de modo a alterar a decisão recorrida, inova com alguns novos argumentos, mas todos repisando a modificação do Acórdão nº 1226.401 – 14ª Turma da DRJ/RJ1, de 29 de setembro de 2009, para fins de declaração da insubsistência da autuação com sua total improcedência, ou seu sobrestamento até o julgamento do Auto de Infração nº 37.170.4901. Após, sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Egrégio Conselho. É o relatório. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 17883.000336/200842 Resolução nº 2401000.482 S2C4T1 Fl. 6 5 VOTO Conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa Relatora 2. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 2.1. DA TEMPESTIVIDADE O Recorrente foi cientificado da r. decisão em debate no dia 08.10.2009, conforme AR juntado às fls. 257/258 e o presente Recurso Voluntário foi apresentado, TEMPESTIVAMENTE, no dia 09 de novembro de 2009, razão pela qual CONHEÇO DO RECURSO já que presentes os requisitos de admissibilidade. 3. DO RECURSO DE OFÍCIO Inconformado com a decisão exarada pelo órgão julgador a quo, o ora Recorrente interpôs Recurso Voluntário a fls. 259/ 303, insurgindose, dentre outras alegações, contra o cabimento da multa constante do Auto de Infração ora combatido, tendo em vista a inexistência de julgamento definitivo sobre o AI nº 37.170.4901, que referese à obrigação principal da qual originou a obrigação acessória constante dos presentes autos. Consta no Acórdão de fls. 229/251 que os autos do AIOP nº 37.170.4901, já foi julgado procedente em parte pela 1ª Instância, por intermédio do acórdão nº 1225.912, de 28/08/2009, tendo sido decretada a decadência de alguns créditos tributários. Ocorre que, do vasto conjunto de documentos constantes dos autos, não foram acostados o inteiro teor do Acórdão nº 1225.912, de 28/08/2009, nem tampouco esta Relatoria logrou êxito em localizar o mencionado AIOP nº 37.170.4901, para verificar a extensão formal e material da decisão proferida naquele feito. Por tal razão, pugnamos pela conversão do julgamento em Diligência Fiscal, para que a Autoridade Lançadora se manifeste, de maneira conclusiva, a respeito do período excluído pelo Órgão Julgador de 1ª Instância, bem como se houve Recurso de Ofício e, por fim, junte aos presentes autos o inteiro teor do Acórdão nº 1225.912, de 28/08/2009, proferido no AIOP nº 37.170.4901, para que esse colegiado possa tomar conhecimento da extensão do referido julgado. Objetivando sanar quaisquer dúvidas que possam remanescer, a diligência fiscal ora requerida deve ser cumprida com o relato conclusivo da Autoridade Lançadora a respeito das exclusões de lançamentos realizadas pelo Órgão Julgador de 1ª Instância nos AIOP nº 37.170.4901, bem como sobre a eventual existência de Recurso de Ofício pendente de julgamento, para que, em caso positivo, suspenda o curso do presente feito, até julgamento final do supra mencionado AIOP, ocasião em que a referida decisão deverá integrar o presente feito e retornar a esse Colegiado.. Por fim, após o cumprimento do solicitado e antes que os presentes autos retornem a este Colegiado, deverá ser intimado o Sujeito Passivo para que tome ciência do resultado e conteúdo da diligência fiscal ora requerida, e lhe seja concedido o prazo legal para que, caso queira, apresente suas manifestações. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 17883.000336/200842 Resolução nº 2401000.482 S2C4T1 Fl. 7 6 4. CONCLUSÃO: Pelos motivos expendidos, voto pela CONVERSÃO do julgamento em DILIGÊNCIA, nos termos formulados acima. É como voto. Luciana Matos Pereira Barbosa. Fl. 319DF CARF MF Impresso em 02/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 2 6/04/2016 por LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/04/2016 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI
score : 1.0
