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Numero do processo: 11080.930141/2009-79
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Dec 30 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003
CONTRATO A PREÇO PREDETERMINADO. REGIME DE APURAÇÃO. CUMULATIVIDADE. MANUTENÇÃO. PREVISÃO LEGAL. VIGÊNCIA.
Somente a partir de 1º de fevereiro de 2004 a legislação previu a possibilidade de que as receitas decorrentes de contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, com prazo superior a um ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens e serviços, permanecessem sujeitas às normas da legislação da Contribuição para o PIS/Pasep vigentes anteriormente à Lei 10.637/02.
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 3302-002.903
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do Relatório e Voto que integram o presente julgado. Fez sustentação oral o Dr. Marco Antônio Behrndt - OAB 173.362 - SP.
(assinatura digital)
Ricardo Paulo Rosa Presidente e Relator
EDITADO EM: 18/12/2015
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, Hélcio Lafetá Reis, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Domingos de Sá Filho, Walker Araújo, José Fernandes do Nascimento, Sarah Maria Linhares de Araújo e Lenisa Rodrigues Prado.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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REGIME DE APURAÇÃO. CUMULATIVIDADE. MANUTENÇÃO. PREVISÃO LEGAL. VIGÊNCIA. Somente a partir de 1º de fevereiro de 2004 a legislação previu a possibilidade de que as receitas decorrentes de contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, com prazo superior a um ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens e serviços, permanecessem sujeitas às normas da legislação da Contribuição para o PIS/Pasep vigentes anteriormente à Lei 10.637/02. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do Relatório e Voto que integram o presente julgado. Fez sustentação oral o Dr. Marco Antônio Behrndt OAB 173.362 SP. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa – Presidente e Relator EDITADO EM: 18/12/2015 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, Hélcio Lafetá Reis, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Domingos de Sá Filho, Walker Araújo, José Fernandes do Nascimento, Sarah Maria Linhares de Araújo e Lenisa Rodrigues Prado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 93 01 41 /2 00 9- 79 Fl. 548DF CARF MF Impresso em 30/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2015 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 18/12/2015 p or RICARDO PAULO ROSA 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório que não reconheceu direito creditório e não homologou compensação declarada pelo contribuinte referente a crédito da contribuição para o PIS, período de julho de 2003 com débito de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. O indébito teria origem na mudança de entendimento quanto à permanência das receitas apuradas no regime da cumulatividade, tendo a empresa efetuado recolhimento pela sistemática da nãocumulatividade. A Lei nº 10.833/2003 em seu artigo 10, inciso XI previu a possibilidade de que as receitas de contratos de fornecimento de serviços a preço predeterminado, com prazo superior a um ano, firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003 poderiam continuar a ser tributadas pela sistemática da cumulatividade.Com a edição da Lei nº 11.196/2005, mais especificamente seu art. 109, combinado com o disposto na IN SRF nº658/2006 e ainda de acordo com orientações emanadas da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, a interessada entendeu ter reunido condições suficientes para tributar suas receitas com base na sistemática da cumulatividade. Procedeu então a retificação das suas DCTFs, declarando débitos de PIS e Cofins pela forma cumulativa. Assim teria passado a credora da União, uma vez que teria efetuado recolhimentos a maior do que os efetivamente devidos por calcular as contribuições em apreço pela sistemática da nãocumulatividade. A Coordenação de Tributação da Receita Federal do Brasil submeteu à apreciação da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, por meio da Nota Técnica COSIT nº 1, de 16 de fevereiro de 2007, referida questão, resultando na edição do Parecer PGFN/CAT nº 1.610, de 01 de agosto de 2007. Esse Parecer esclareceu que “contratos iniciais” e “contratos bilateriais”, os quais são utilizados pela empresa na comercialização de energia, perdem o caráter de contratos de preço predeterminado, tendo em vista reajuste efetuado pelo IGPM e, pela variação tributária, portanto, não se submetem à exceção prevista no art. 10, XI da Lei nº 10.833/2003. A interessada por meio do processo nº 11080.006335/200951 protocolou processo de consulta a este respeito. A Superintendência da 10ª Região Fiscal solucionou a questão emitindo a Solução de Consulta nº 228, de 14 de dezembro de 2009, assim ementada: CONTRATOS FIRMADOS ANTERIORMENTE A 31 DE OUTUBRO DE 2003. PREÇO PREDETERMINADO. REAJUSTE COM BASE NO IGPM. Para efeito de definir o regime de incidência da Cofins aplicável às receitas relativas a contratos com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços, firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, o cômputo do IGPM no percentual de reajuste de preços, descaracteriza a condição de preço predeterminado, ainda que nesse percentual de reajuste seja também considerada a variação de determinados custos de produção, o que implica a sujeição dessas receitas à incidência nãocumulativa. Fl. 549DF CARF MF Impresso em 30/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2015 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 18/12/2015 p or RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11080.930141/200979 Acórdão n.º 3302002.903 S3C3T2 Fl. 3 3 Não obstante, quando o reajuste de preços, efetivado após 31 de outubro de 2003, não superar o percentual correspondente ao acréscimo dos custos de produção, e desde que o referido reajuste leve em conta termos de custos de produção ou insumos, a condição de preço predeterminado não se terá descaracterizado, consoante explicitação do § 3º do art. 3º da IN SRF nº 658, de 2006. Nessa hipótese, e cumpridos os demais requisitos dessa Instrução, as receitas em questão submetemse à incidência da Cofins na forma cumulativa, até que venha a suceder a perda do caráter de preço predeterminado, ocasião em que as receitas passarão a sujeitarse à incidência não cumulativa, de modo definitivo. Com base no entendimento acima exposto e na informação Fiscal SEFIS/DRF/POA (fls. 394/397), foi emitido o Despacho Decisório DRF/POA nº 2.132, de 05/11/2010 (fls. 388/393) que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação declarada. A interessada discorda do indeferimento do seu pleito, alegando, preliminarmente, a tempestividade de sua manifestação. Faz um histórico da evolução da legislação do PIS e da Cofins e da nova sistemática de apuração dessas contribuições: nãocumulatividade. Discorre a respeito dos chamados “contratos iniciais” firmados por ela e as distribuidoras de energia elétrica, celebrados em 30 de setembro de 1997, com vigência de 15 anos. Menciona que o Primeiro Termo Aditivo ao Contrato de Concessão nº 67/2000, firmado em 03/04/2001, passou a prever que o reajuste seria calculado de acordo com o IGPM. Acredita que tal fato não afetaria a condição de preço predeterminado no fornecimento de energia, tendo como objetivo a preservação do equilíbrio contratual, resguardando o valor e quantia da moeda contratada. Nesse caso, as receitas advindas desses contratos deveriam sujeitarse ao regime cumulativo das contribuições, por obedecerem ao disposto no art. 10, XI, da Lei nº 10.833/2003. Ataca a IN SRF nº 468/2004, afirmando que essa teria inovado no mundo jurídico ao eleger critérios não previstos na Lei nº 10.833/2003 para definição de preço predeterminado. Destaca que esse entendimento foi alterado pela Lei nº 11.196/2006 ao determinar que o reajuste de preços em função do custo da produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, não seria considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. Cita Nota Técnica nº 224/2006 e o Ofício nº 1.431/2006, ambos expedidos pela ANEEL os quais afirmam que a utilização do IGPM, como índice de correção monetária, no reajuste do preço do contrato de fornecimento de energia equivaleria ao custo de produção ou dos insumos utilizados no setor energético. Tece considerações a respeito dos requisitos exigidos pelo art. 10, XI da Lei nº 10.833/2003 para que suas receitas permaneçam no regime cumulativo das contribuições. Entende serem quatro as exigências da Lei: contrato de fornecimento de bens e serviços, prazo de duração mínimo superior a um ano, assinatura do contrato anteriormente a 31 de outubro de 2003 e que o preço de fornecimento de bens e serviços esteja predeterminado no contrato. Entende que os contratos por ela celebrados com as empresas contratantes de seus serviços atendem aos requisitos antes expostos e por isso permanecem no regime da cumulatividade, tornando a empresa detentora de créditos recolhidos pela sistemática da nãocumulatividade. Fl. 550DF CARF MF Impresso em 30/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2015 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 18/12/2015 p or RICARDO PAULO ROSA 4 Observa que protocolou declarações de compensação, via PER/DCOMP, dos créditos oriundos dos períodos dezembro de 2002 a fevereiro de 2006, e pedido de restituição, via papel, do período novembro de 2004 a julho de 2005. Menciona a consulta formulada a respeito do assunto (processo nº 11080.006335/200951), a Nota Técnica Cosit nº 1, de 16 de fevereiro de 2007, bem como o Parecer PGFN/CAT nº 1.610, de 01 de agosto de 2007, os quais concluíram que as receitas da empresa estariam sujeitas a tributação pelo regime não cumulativo. Discorda do entendimento da informação Fiscal, para os períodos de dezembro de 2002 a janeiro de 2004, que não reconhece efeito retroativo ao disposto no art. 15 da Lei nº 10.833/2003, o qual estendeu ao PIS a possibilidade de manter no regime da cumulatividade as receitas de contratos firmados com preço predeterminado. Entende ser nulo o Despacho Decisório por ausência de motivação e afronta à ampla defesa e ao contraditório. Alega que a decisão deixa de justificar/fundamentar as razões para o indeferimento do pleito de restituição/compensação. Não se reveste dos mínimos e indispensáveis requisitos de validade e não lhe permite conhecer os fundamentos do indeferimento dos pleitos de restituição/compensação. Na eventualidade de não ser declarado nulo o Despacho Decisório atacado, passa a defender a existência do direito creditório pleiteado. Destaca a apresentação de Recurso Especial de Divergência contra o entendimento da Solução de Consulta nº 228, proferida pela SRRF10/DISIT. Está certa de que o recurso interposto será provido. Passa a tecer considerações a respeito das exceções estabelecidas pela Lei nº 10.833/2003 para permanência de determinadas receitas no regime da cumulatividade. Aponta 4 requisitos necessários: existência de um contrato de fornecimento de bens e serviços, com prazo de duração superior a 1 ano, assinatura anterior a 31 de outubro de 2003 e que o preço de fornecimento dos bens e serviços esteja predeterminado nesse contrato. Destaca que o Despacho Decisório questiona apenas um desses requisitos, o que tornaria incontroverso os demais. A discussão estaria limitada a predeterminação dos preços estipulados nos contratos celebrados pela empresa. Argumenta que esse requisito também foi cumprido. Argumenta não existir lei que defina o conceito de preço predeterminado. Esse conceito seria obtido por meio de uma interpretação sistemática do ordenamento jurídico, sendo encontrado a partir do exame de princípios do direito privado. Busca na doutrina definições de preço determinado e preço determinável. Acredita que a eventual cláusula de reajuste não descaracterizaria a natureza do preço predeterminado quando tal reajuste tenha como objetivo tãosomente preservar o poder aquisitivo nominal inicialmente pactuado. Cita decisão jurisprudencial nesse sentido. Invoca os art. 109 e 110 do CTN para defender seu ponto de vista. Afirma que de acordo com a IN SRF nº 21/79, o entendimento da Secretaria da Receita Federal sempre foi no sentido de que para a caracterização de preço predeterminado não seria essencial a inexistência de cláusula de reajuste, mas a necessidade de o preço estar fixado em contrato, sendo de conhecimento prévio para as partes. Fl. 551DF CARF MF Impresso em 30/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2015 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 18/12/2015 p or RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11080.930141/200979 Acórdão n.º 3302002.903 S3C3T2 Fl. 4 5 Defende o reconhecimento por parte da legislação, através do art. 109 da Lei nº 11.196/2005, de que a aplicação de cláusula de reajuste não descaracterizaria o preço predeterminado. Alega que seus preços estariam predeterminados em contrato. A necessidade de investimentos vultosos e a assunção de uma série de compromissos a longo prazo só seriam possíveis se houvesse garantia de uma fonte previsível de receitas a longo prazo, livre do risco da oscilação de preços e da diminuição da demanda. Sendo assim, afirma que celebrou todos os contratos de fornecimento de energia baseados em “preço firme”. Transcreve parte destes contratos. Relata que esses prevêem inclusive a necessidade da empresa buscar energia no mercado caso não consiga produzila por problemas técnicos. Nesse caso terá que arcar com a diferença entre o preço de aquisição da energia no mercado e aquele predeterminado em contrato. Frisa ser o reajuste pelo IGPM, cláusula padrão, constante de todos os contratos por ela celebrados de fornecimento de energia, independente da outra parte contratante ser distribuidora, comerciante ou consumidora final de energia. Afirma que o IGPM nada mais reflete do que o reajuste de preços em função do custo de produção. Repisa o argumento de que segundo entendimento esposado pela ANEEL (Nota Técnica 224/2006), o IGPM é índice que reflete o custo de produção e, portanto, em nada altera a condição de preço acordado nos contratos iniciais. Argumenta que a correção monetária corresponde à manutenção do valor real da moeda operante no tempo, não se tratando de um acréscimo ao valor original. Assim a simples aplicação de cláusulas de reajuste de correção monetária, materializadas no caso presente pelo IGPM, não desconfiguraria de maneira alguma a natureza do preço inicialmente fixado em contrato, pela contrário, tratar seia apenas de reposição dos valor originário da moeda, corroída por diversos fatores. Interpretação diversa levaria a uma norma de efeitos temporários, de curtíssima duração. Ataca a IN SRF nº 468/2004, a IN SRF nº 658/2006 e o Parecer PGFN/CAT nº 1610/2007 afirmando que teriam criado mandamentos não previstos em lei extrapolando sua competência, incorrendo em vícios manifestos de legalidade. Passa a defender a retroatividade do art. 15 da Lei nº 10.833/2003.A manutenção das receitas no regime da cumulatividade para o PIS seria aplicável desde a instituição do regime nãocumulativo do PIS, ou seja, dezembro de 2002. Pensar de forma diversa levaria a quebra na segurança jurídica, pois, nesse caso, haveria um aumento repentino da carga tributária. Ratifica seu pedido de restituição e a homologação integral das compensações declaradas. Aponta impossibilidade da cobrança dos débitos compensados com créditos referentes aos períodos de apuração janeiro e fevereiro de 2006, uma vez que esses períodos foram objeto de auto de infração (processo 11080.722655/201096), o qual estaria pendente de análise. Ao final requer a nulidade do Despacho Decisório com reconhecimento integral do crédito e conseqüente homologação das compensações declaradas ou ainda que seja proferida nova decisão pela DRF de origem. Alternativamente, caso não seja declarada a nulidade do Despacho Decisório, pleiteia a sua reforma Fl. 552DF CARF MF Impresso em 30/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2015 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 18/12/2015 p or RICARDO PAULO ROSA 6 integral e o reconhecimento do direito creditório e a homologação das compensações declaradas. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003 PRELIMINAR DE NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Demonstrado que o Despacho Decisório foi formalizado de acordo com os requisitos de validade previstos em lei e que não ocorreu violação ao disposto no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, não deve ser acatado o pedido de nulidade formulado. PREÇO PREDETERMINADO. IGPM. ÍNDICE GERAL. Nos termos do disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1o do art. 27 da Lei no 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. O IGPM não é índice que obedeça ao disposto no art. 109 da Lei nº 11.196/2006, por ser índice geral de reajuste de preços. PIS. REGIME DA CUMULATIVIDADE. RECEITA. CONTRATOS A PREÇO PREDETERMINADO. EFEITOS. A possibilidade de manter no regime da cumulatividade do PIS receitas oriundas de contratos a preço predeterminado, celebrados anteriormente a 31/10/2003, produz efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Insatisfeita com a decisão de primeira instância administrativa, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, no qual, em linhas gerais, repisa os argumentos presentes na impugnação ao lançamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do Recurso Voluntário. Da normas próprias da Contribuição para o PIS/Pasep, depreendese do teor da Lei 10.833/03, que a autorização para permanência no Sistema de Apuração cumulativo somente passou a existir a partir de 1º de fevereiro de 2004. Como os fatos neste controvertidos ocorreram em data anterior, sua aplicação é impossível no caso concreto. Fl. 553DF CARF MF Impresso em 30/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2015 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 18/12/2015 p or RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11080.930141/200979 Acórdão n.º 3302002.903 S3C3T2 Fl. 5 7 Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP nãocumulativa de que trata a Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: (...) V nos incisos VI, IX a XXVII do caput e nos §§ 1o e 2o do art. 10 desta Lei; (...) Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1o a 8o: XI as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: (...) c) de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços contratados com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, bem como os contratos posteriormente firmados decorrentes de propostas apresentadas, em processo licitatório, até aquela data; (...) Art. 93. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeito, em relação: I aos arts. 1o a 15 e 25, a partir de 1o de fevereiro de 2004; VOTO por negar provimento ao Recurso Voluntário. Sala de Sessões, 09 de dezembro de 2015. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator Fl. 554DF CARF MF Impresso em 30/12/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2015 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 18/12/2015 p or RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 10805.000345/2004-93
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Dec 07 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 1999
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. ACOLHIMENTO.
Os embargos de declaração devem ser acolhidos no caso em que a situação de contradição estiver apontada objetivamente e restar demonstrada.
Numero da decisão: 9101-002.142
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e acolher os embargos de declaração para rerratificar o Acórdão sem efeitos infringentes.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente
(assinado digitalmente)
André Mendes de Moura - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Cristiane Silva Costa, Adriana Gomes Rego, Luís Flávio Neto, André Mendes de Moura, Lívia De Carli Germano (Suplente Convocada), Rafael Vidal de Araújo, Ronaldo Apelbaum (Suplente Convocada), Maria Teresa Martínez López (Vice-Presidente) e Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente).
Nome do relator: ANDRE MENDES DE MOURA
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ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. ACOLHIMENTO. Os embargos de declaração devem ser acolhidos no caso em que a situação de contradição estiver apontada objetivamente e restar demonstrada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e acolher os embargos de declaração para rerratificar o Acórdão sem efeitos infringentes. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto – Presidente (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Cristiane Silva Costa, Adriana Gomes Rego, Luís Flávio Neto, André Mendes de Moura, Lívia De Carli Germano (Suplente Convocada), Rafael Vidal de Araújo, Ronaldo Apelbaum (Suplente Convocada), Maria Teresa Martínez López (VicePresidente) e Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 80 5. 00 03 45 /2 00 4- 93 Fl. 1422DF CARF MF Impresso em 25/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2016 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 05/01/201 6 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/01/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10805.000345/200493 Acórdão n.º 9101002.142 CSRFT1 Fl. 1.423 2 Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 833838, com a exigência do crédito tributário no valor de R$29.598,70, a título de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), juros de mora e multa de ofício proporcional, apurado no regime tributário do lucro presumido, referente aos quatro trimestres do ano calendário de 1998, cuja ciência foi dada em 26/02/2004. Foi tipificada a infração tributária relativa a presunção de omissão de receitas relativas a depósitos bancários cuja origem não foi comprovada, com fulcro no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996. Foram lavrados autos de infração decorrentes de CSLL, PIS e Cofins. Cientificado, o Sujeito Passivo apresentou a impugnação, fls. 862865 e 935 980. A 2ª Turma da DRJ de Campinas reconheceu de ofício a decadência do IRPJ para os fatos geradores do primeiro, segundo e terceiros trimestres de 1998, e julgou parcialmente procedentes os lançamentos de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, nº 0517.936, de 18.07.2007, fls. 12981302: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 IRPJ. DECADÊNCIA. PRAZO. 0 prazo de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário é de cinco anos contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. DECADÊNCIA. PRAZO. O direito de a Fazenda Pública proceder ao lançamento relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social extinguese após dez anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Mantém se parcialmente o lançamento de oficio por omissão de receita, quando o sujeito passivo, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, parte das operações que justificariam contabilmente o ingresso de valores em suas contas bancárias. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL, COFINS E PIS. Lavrado o auto principal (1RPJ), devem também ser lavrados os autos reflexos, nos termos do art. 142, parágrafo único do CTN, devendo estes seguir a mesma orientação decisória daquele do qual decorrem. [...] Fl. 1423DF CARF MF Impresso em 25/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2016 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 05/01/201 6 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/01/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10805.000345/200493 Acórdão n.º 9101002.142 CSRFT1 Fl. 1.424 3 Notificado, o Sujeito Passivo interpôs o recurso voluntário, fls. 13071327, que foi apreciado pela 7ª Turma Especial/1ª SEJUL. Foi dado provimento ao recurso voluntário, nos termos do Acórdão nº 19700.133, de 02.02.2009, fls. 13421344, assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1998 Ementa: PRAZO DECADENCIAL PARA O FISCO CONSTITUIR 0 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Nos casos de lançamento por homologação, o prazo decadencial para o fisco constituir o crédito tributário via lançamento de oficio, começa a fluir a partir da data do fato gerador da obrigação tributária, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, caso em que o prazo começa a fluir a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. [...] Foi interposto recurso especial pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) apresentou recurso especial alegando divergência jurisprudencial em relação à decadência, fls. 13491356, que foi dado seguimento pelo Despacho nº 140000.334, de 04.04.2011, fls. 13631364. Notificado o Sujeito Passivo apresentou contrarrazões, fls. 1368 1373. A Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais negou provimento ao recurso da PGFN, no Acórdão nº 9101001.597, 20.02.2013, efls. 13941400, cuja ementa foi a seguinte: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 CSLL. PRAZO DECADENCIAL. FORMA DE CONTAGEM. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO. APLICAÇÃO DO ART. 150 § 4º do CTN. Constada a inexistência de pagamento antecipado, seja mediante retenção na fonte, recolhimento por estimativa ou no ajuste anual, contase o prazo de decadência da CSLL na forma do art. 150 § 4º do Código Tributário Nacional. RECURSO ESPECIAL. PROVIMENTO. EFEITOS. APRECIAÇÃO DAS DEMAIS MATÉRIAS EM LITÍGIO. Uma vez provido o Recurso Especial e afastada a decadência do lançamento, reconhecida em sede de preliminar no acórdão recorrido, verificada a existência de outras matérias no recurso voluntário, que não foram apreciadas pelo colegiado a quo, cumpre a CSRF restituir os autos à Turma de Origem para proferir nova decisão e apreciar as demais matérias. [...][ Cientificada em 02.10.2014, a PGFN apresentou embargos de declaração em 03.10.2014 com as seguintes alegações abaixo, efls. 14021403: 2. Daí, temos a contradição, considerando que: a) o voto condutor do v. acórdão ora embargado, invocando precedente do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, afirma que inexistindo pagamento o que deve ser aplicado é o artigo 173, Fl. 1424DF CARF MF Impresso em 25/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2016 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 05/01/201 6 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/01/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10805.000345/200493 Acórdão n.º 9101002.142 CSRFT1 Fl. 1.425 4 inciso I, do CTN e existindo pagamento, a regra é a do artigo 150, par. 4º, do CTN; b) já a ementa, como vista acima, acentua que inexistindo pagamento, a regra a ser aplicada é do artigo 150, par. 4º, do CTN. 3. Diante do exposto, a União (Fazenda Nacional) requer sejam conhecidos e providos os presentes Embargos de Declaração, a fim de reratificando o v. acórdão ora embargado, seja extirpada a CONTRADIÇÃO ora apontada. Examinando os embargos de declaração, foi proferido o Despacho de 13.08.2015, efls. 14191420, dando seguimento ao recurso: Discorre a embargante que teria ocorrido contradição, vez que o voto embargado, ao invocar precedente do STJ, afirmou que inexistindo pagamento deve ser aplicada a contagem decadencial prevista no art. 173, inciso I do CTN e, existindo pagamento, a regra seria do art. 150, § 4º do CTN. Por outro lado, a ementa apresenta entendimento de que, inexistindo pagamento, a regra a ser aplicada é a do art. 150, § 4º do CTN. São os fatos. Conforme relato e mediante análise das peças dos autos, entendo que resta demonstrada a [contradição], restando, portanto, preenchidos os requisitos para admissibilidade dos embargos de declaração. É o Relatório. Voto Conselheiro André Mendes de Moura, Relator Os embargos interpostos pela Fazenda Nacional são tempestivos. Portanto, cabe prosseguir com o exame. O art. 65, caput, do mencionado Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), dispõe que cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. A Embargante aduz que no acórdão embargado contém contradição. A conceituação dada por Moacyr Amaral (Primeiras linhas de direito processual civil/Moacyr Amaral Santos. São Paulo: Saraiva, 2003): "Dáse o nome de embargos de declaração ao recurso destinado a pedir ao juiz ou juízes prolatores da sentença ou do acórdão que esclareçam obscuridade, eliminem contradição ou supram omissão existente no julgado". Fl. 1425DF CARF MF Impresso em 25/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2016 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 05/01/201 6 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/01/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10805.000345/200493 Acórdão n.º 9101002.142 CSRFT1 Fl. 1.426 5 No que diz respeito à contradição, cabe esclarecer que esse instituto justifica opor embargos de declaração é aquela havida no interior da própria decisão, ou seja, a desconformidade interna da decisão jurisdicional; nunca a eventual dissonância entre as provas existentes nos autos, a legislação que se entende aplicável ou a jurisprudência predominante nas cortes superiores e o que se decidiu. Consta no voto condutor do acórdão embargado: O acórdão recorrido adotou o entendimento majoritário na CSRF, à época, de que o que se homologa é a atividade e não o pagamento. Logo, cancelou a exigência, sem verificar se a contribuinte havia efetuado pagamento antecipado. A Recorrente apontou como paradigma o acórdão nº 20402.061, da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes cujo entendimento é no sentido de que "Se não houver antecipação de pagamento do tributo, já não será o caso de lançamento por homologação, hipótese em que a constituição do crédito tributário deverá observar como termo a quo para fluência do prazo decadencial aquele do artigo 173, I, do Código Tributário Nacional." Assim, resta caracterizado o dissídio jurisprudencial, devendo o recurso ser admitido, já que preenche os demais pressupostos. Em que pese à alegação da recorrida de que declarou e pagou tributos em relação ao período objeto do recurso, observo que tal prova consta dos autos. A consulta de fls. 1.301 indica que a recorrida entregou DCTF do quarto trimestre de 1998 e apurou imposto de renda a pagar no montante de R$ 5.259,09. No que diz respeito à decadência, o Superior Tribunal de Justiça STJ consolidou o entendimento quanto a contagem do prazo decadencial, no sentido de que existindo pagamento, essa deve ser feita na forma do art. 150 § 4º do CTN. Cite como exemplo o Recurso Especial nº 973.733SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux: [...] 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito [...]. 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado [...] Fl. 1426DF CARF MF Impresso em 25/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2016 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 05/01/201 6 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/01/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10805.000345/200493 Acórdão n.º 9101002.142 CSRFT1 Fl. 1.427 6 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal [...]. Logo, à luz do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, há que se aplicar o entendimento do STJ quanto a essa matéria. Outrossim, verifico que houve a entrega de DCTF às fls. 1301 que de acordo com o entendimento do STJ constitui crédito tributário. [...] Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Especial da PFN, considerando que o lançamento está decaído. Como se pode observar, o termo inicial de contagem do prazo decadencial foi deslocado para o § 4º do art. 150 do CTN, tendo em vista que nos autos consta DCTF atestando confissão de débito de IRPJ para o fato gerador do quarto trimestre de 1998, caracterizando pagamento espontâneo ou declaração prévia de débito por parte do sujeito passivo, em consonância com o entendimento vinculante esposado pelo STJ no Recurso Especial Repetitivo nº 973.733/SC. Por outro lado, consta na ementa: Constada a inexistência de pagamento antecipado, seja mediante retenção na fonte, recolhimento por estimativa ou no ajuste anual, contase o prazo de decadência da CSLL na forma do art. 150 § 4º do Código Tributário Nacional. (grifei) Ora, resta flagrante a contradição. Fica evidenciada a ocorrência de erro material, vez que, em vez de "existência", foi transcrito "inexistência". Nesse sentido há que se sanar o vício da contradição mediante a retificação da ementa, nos seguintes termos: Constada a existência de pagamento antecipado, seja mediante retenção na fonte, recolhimento por estimativa ou no ajuste anual, contase o prazo de decadência da CSLL na forma do art. 150 § 4º do Código Tributário Nacional. Conclusão Pelo exposto, voto por acolher os embargos de declaração opostos pelo PGFN e rerratificar o Acórdão nº 9101001.597, de 20.02.2013, sem alterar no decidido. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Relator Fl. 1427DF CARF MF Impresso em 25/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2016 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 05/01/201 6 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/01/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10805.000345/200493 Acórdão n.º 9101002.142 CSRFT1 Fl. 1.428 7 Fl. 1428DF CARF MF Impresso em 25/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/01/2016 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 05/01/201 6 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/01/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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Numero do processo: 10930.907076/2011-81
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do Fato Gerador: 15/09/2000
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 9.718/98. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. DECISÃO DEFINITIVA DO STF. APLICAÇÃO.
O Tribunal Pleno do STF declarou em definitivo a inconstitucionalidade do art. 3º da Lei nº 9.718/98, que promoveu o alargamento da base de cálculo da Cofins em virtude da alteração do conceito de Receita Bruta (REsp nºs 346.084/PR, 358.273/RS, 357.950/RS e 390.840/PR).
Considerando o disposto no art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, fica facultado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação de Lei que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal.
REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO ART. 62-A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO ENTENDIMENTO.
Conforme o disposto no art. 62-A do Regimento Interno do CARF decisões de mérito em sede de repercussão geral e recurso repetitivo proferidas pelo STJ e STF deverão ser reproduzidas pelos conselheiros nos julgamentos
ANÁLISE DA MATERIALIDADE DO CRÉDITO. JUNTADA DOS EXCERTOS DOS LIVROS DIÁRIO E RAZÃO EM SEDE RECURSAL, APÓS PROVOCAÇÃO PELA DECISÃO RECORRIDA. POSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO.
Nos termos do art. 16, § 4o, c, do Decreto 70.235/72, é possível a apreciação de documentação comprobatória do crédito suscitado, caso esta tenha sido juntada para embasar direito já alegado mediante planilha em sede de Manifestação de Inconformidade.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3802-004.154
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, determinando o retorno dos autos à instância a quo para apreciação do mérito.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki - Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015).
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Claudio Augusto Gonçalves Pereira, Bruno Mauricio Macedo Curi (Relator), Francisco Jose Barroso Rios e Solon Sehn.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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LEI Nº 9.718/98. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. DECISÃO DEFINITIVA DO STF. APLICAÇÃO. O Tribunal Pleno do STF declarou em definitivo a inconstitucionalidade do art. 3º da Lei nº 9.718/98, que promoveu o alargamento da base de cálculo da Cofins em virtude da alteração do conceito de Receita Bruta (REsp nºs 346.084/PR, 358.273/RS, 357.950/RS e 390.840/PR). Considerando o disposto no art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, fica facultado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação de Lei que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO ENTENDIMENTO. Conforme o disposto no art. 62A do Regimento Interno do CARF decisões de mérito em sede de repercussão geral e recurso repetitivo proferidas pelo STJ e STF deverão ser reproduzidas pelos conselheiros nos julgamentos ANÁLISE DA MATERIALIDADE DO CRÉDITO. JUNTADA DOS EXCERTOS DOS LIVROS DIÁRIO E RAZÃO EM SEDE RECURSAL, APÓS PROVOCAÇÃO PELA DECISÃO RECORRIDA. POSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. Nos termos do art. 16, § 4o, c, do Decreto 70.235/72, é possível a apreciação de documentação comprobatória do crédito suscitado, caso esta tenha sido juntada para embasar direito já alegado mediante planilha em sede de Manifestação de Inconformidade. Recurso Voluntário Provido em Parte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 90 70 76 /2 01 1- 81 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 19/10/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, determinando o retorno dos autos à instância a quo para apreciação do mérito. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Claudio Augusto Gonçalves Pereira, Bruno Mauricio Macedo Curi (Relator), Francisco Jose Barroso Rios e Solon Sehn. Relatório Preliminarmente, ressaltase que nos termos do artigo 17, inciso III, do anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF/2015, fui designado como redator ad hoc (fl. 91), para formalização do respectivo Acórdão, considerando o resultado do julgado, conforme o constante da ATA da respectiva sessão de julgamento. A Recorrente MOINHO GLOBO ALIMENTOS S/A., interpôs o presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 0641.477, proferido em primeira instância pela 3ª Turma da DRJ em Curitiba/PR, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade declarada pelo contribuinte por recolhimento vinculado a débito confessado, negando o direito creditório. Por bem explicitar os atos e fases processuais ultrapassados até o momento da análise da impugnação, adotase o relatório elaborado pela autoridade julgadora a quo: Trata o presente processo de manifestação de inconformidade apresentada em face do indeferimento de pedido de restituição (PER), de nº 20617.47232.300605.1.2.044720, nos termos do despacho decisório emitido em 02/12/2011 (rastreamento nº 013472349). No aludido PER, transmitido eletronicamente em 30/06/2005, a contribuinte indicou um crédito de R$ 79,30, referente ao pagamento efetuado em 15/09/2000, de PIS/Pasep, código de receita 8109, no valor total de R$ 15.823,80. Segundo o despacho decisório recorrido, a restituição foi indeferida porque o Darf indicado como crédito estava totalmente utilizado para extinção de débito de PIS/Pasep, 8109, do período de apuração de 31/08/2000, de acordo com a informação da DCTF transmitida pela Interessada. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 19/10/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10930.907076/201181 Acórdão n.º 3802004.154 S3TE02 Fl. 93 3 Cientificada em 22/12/2011, a Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 19/01/2012. Alega que recolheu valores indevidos de PIS/Pasep e de Cofins que incidiram sobre outras parcelas que não se compreendem no conceito de faturamento, relativamente às competências de 07/2000 a 01/2004, 03/2004 e 07/2004. Diz que nos referidos períodos (anos de 2000 a 2004) informou em DCTF os valores devidos a título de PIS/Pasep e de Cofins levando em conta a legislação vigente à época, que alargava a suas bases de cálculo ao considerar as receitas financeiras como integrantes do conceito de faturamento. Aduz, porém, que o STF considerou inconstitucional tal ampliação da base de cálculo. Anexa jurisprudência do STF e do CARF. Em função disso, entende que as “declarações prestadas à época da vigência plena do §1o do art. 3o da Lei n° 9.718/98, hoje declarada inconstitucional, hão de ser revistas de modo a se adequarem a tal entendimento, em prol da realidade material que passou a existir com a declaração de inconstitucionalidade pelo E. STF”. Anexa planilha demonstrando as diferenças pleiteadas, as quais “correspondem exatamente às receitas não operacionais, não integrantes da base de cálculo do PIS/Cofins após a declaração de inconstitucionalidade do §1o do art. 3o da Lei n° 9.718/98”. Argumenta que para o deferimento do pedido de restituição basta que a autoridade julgadora exclua das DCTF apresentadas as receitas não operacionais (financeiras), tendo por base a planilha anexa, a fim de adaptar à realidade as declarações prestadas. Pede o provimento integral do presente recurso. É o relatório. Indeferida a Manifestação de Inconformidade apresentada, o órgão julgador de primeira instância sintetizou as razões para a procedência do crédito tributário na forma da Ementa que segue: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 15/09/2000 RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RECOLHIMENTO VINCULADO A DÉBITO CONFESSADO. Correto o Despacho Decisório que indeferiu o pedido de restituição por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o pagamento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 19/10/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 4 BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE. CARÁTER INTER PARTES. É perfeitamente aplicável a disposição § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, até a sua revogação pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, uma vez que o julgamento do STF pela inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo contida naquele dispositivo não tem efeito erga omnes, só atingindo as partes envolvidas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Cientificada acerca da decisão exarada pela 3ª Turma da DRJ em Curitiba – DRJ/CTA, a interessada interpôs o presente Recurso Voluntário, no qual reitera os argumentos apresentados em sua manifestação de inconformidade, anexa trechos de seus livros Diário e Razão nos quais constam as rubricas de receitas financeiras, requer a homologação da compensação declarada por evidente a origem do crédito e, por conseguinte, o direito à compensação do mesmo. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, redator ad hoc designado para formalizar a decisão (fl. 91), uma vez que o Conselheiro Relator Bruno Maurício Macedo Curi, não mais compõe este colegiado e que a respectiva Turma Especial foi extinta, retratando hipótese de que trata o artigo 17, inciso III, do Anexo II, do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF no 343, de 09 de junho de 2015. Ressalvado o meu entendimento pessoal, no sentido de dar a este e a outros processos nessa situação tratamento diverso. Preenchidos os pressupostos de admissibilidade e tempestivamente interposto, nos termos do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. Conforme exposto nas linhas acima, a Declaração de Compensação da Recorrente teve como causa a tributação indevida de PIS e COFINS sobre receitas financeiras, especialmente diante da inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins promovida pela Lei nº 9.718/98, tendo em vista a ausência de mandamento constitucional (ou, doutra maneira, a edição de Lei Complementar que estabelecesse novas fontes de custeio da seguridade social) que validasse a incidência da contribuição em referência sobre receitas financeiras e outras receitas operacionais, não inseridas no conceito de faturamento. Como bem observado pela decisão recorrida, o Tribunal Pleno da Egrégia Corte examinou os Recursos Extraordinários nºs 346.084/PR, 358.273/RS, 357.950/RS e 390.840/PR, declarando, incidentalmente e por maioria, a inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, na forma da ementa assim redigida: Fl. 95DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 19/10/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10930.907076/201181 Acórdão n.º 3802004.154 S3TE02 Fl. 94 5 "CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. (Supremo Tribunal Federal, Tribunal Pleno, RE 346.084/PR, Relator Ministro Ilmar Galvão, Julgamento 09/11/2005, Publicação 01/09/2006)." Ainda que, como destacado pela DRJ, a decisão não tenha efeito erga omnes à luz da legislação de regência das decisões exaradas pelo STF, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, autoriza este Colegiado a afastar a aplicação de tratado, acordo internacional, lei ou decreto “que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Superior Tribunal Federal”. Ora, não é outra a hipótese do caso sob exame. Portanto, sendo a observância do decisum proferido pelo STF facultada a este órgão julgador, devese reconhecer o direito de a Recorrente pleitear a restituição do montante indevidamente recolhido a título de Cofins em virtude da aplicação do art. 3º da Lei nº 9.718/98, declarado inconstitucional pelo STF, em consonância com o repertório jurisprudencial do CARF, do qual se traz, a título exemplificativo, a decisão adiante: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1999 a 30/11/2002 DIREITO CREDITÓRIO. RESTITUIÇÃO. PRAZO. Para os pedidos de restituição apresentados até o dia 08/06/2005, o direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, extinguese com o decurso do prazo de cinco Fl. 96DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 19/10/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 6 anos, contados da data da homologação (tácita ou expressa) do pagamento antecipado, nos casos de tributos lançados por homologação. Observância ao princípio da segurança jurídica. INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO DEFINITIVA DO STF. APLICAÇÃO Tendo o plenário do STF declarado, de forma definitiva, a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, deve o CARF aplicar esta decisão para reconhecer o direito à restituição das importâncias pagas com fulcro no referido dispositivo legal. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. FORMULÁRIO IMPRESSO. AUSÊNCIA DE IMPEDIMENTO NO PER/DCOMP. INADMISSIBILIDADE. Sem que haja impedimento de utilização do sistema eletrônico, considerase não formulado o pedido de restituição apresentado em formulário impresso após 29/09/2003. Recurso Voluntário Provido em Parte. (CARF, 3ª Seção, 3ª Câmara, 2ª Turma Ordinária, RV 501572, Acórdão 3302001.245, Relator Conselheiro Walber José da Silva, Julgamento 06/10/2011)" Assim é que, em tese, assiste direito ao Recorrente. No entanto, ultrapassada a questão de direito, tornase fundamental apreciar a matéria de prova. No caso em tela, a análise da prova restou prejudicada, pois a DRJ não aceitou a planilha apresentada pelo Recorrente. Como forma de fundamentar a planilha apresentada à época da manifestação, o contribuinte apresentou excertos de seus livros Diário e Razão para buscar comprovar o direito de crédito indicado na planilha que anexou em sua primeira peça defensiva. Tais documentos podem excepcionalmente ser juntados aos autos, diante da previsão do art. 16, § 4o, c, do RPAF, que permite a apresentação de documentos posteriormente à peça defensiva inaugural para contrapor razões trazidas em momento processual seguinte, pelo que se vê abaixo: "§ 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos." Todavia, a análise da documentação acostada aos autos pode levar à supressão de instância. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 19/10/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10930.907076/201181 Acórdão n.º 3802004.154 S3TE02 Fl. 95 7 Assim, e considerando que a supressão de instância somente pode ser realizada se esta for favorável ao sujeito passivo, forte no art. 59, § 3º, do Decreto 70.235/72, entendo que devem os autos retornar para julgamento da DRJ quanto à matéria de prova, de modo a se averiguar a liquidez e certeza do crédito oferecido à compensação. Nesse mesmo sentido já decidiu essa Eg. Turma Especial, no Acórdão 3802 001.857, de relatoria do Conselheiro Solon Sehn: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2002 a 30/04/2002 COFINS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. INCONSTITUCIONALIDADE DE DECLARADA PELO STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO ENTENDIMENTO. O §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE nº 346.084/PR e no RE nº 585.235/RG, este último decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543B). Assim, deve ser aplicado o disposto no art. 62A do Regimento Interno do Carf, o que implica a obrigatoriedade do reconhecimento da inconstitucionalidade do referido dispositivo legal. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DECORRENTE DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. MATÉRIA NÃO CONHECIDA NA INSTÂNCIA A QUO. PRELIMINAR QUE IMPEDIU O CONHECIMENTO DO MÉRITO. AFASTAMENTO. RETORNO DOS AUTOS À DRJ PARA EXAME DA MATÉRIA. A DRJ, ao acolher a questão prejudicial relacionada à incompetência para a declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, não chegou a apreciar o mérito da existência do direito creditório, isto é, o valor do crédito e do débito e outras circunstâncias relevantes ao desate da questão, inclusive a efetiva inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período alegado pelo interessado. Destarte, os autos devem retornar à DRJ para exame da matéria de mérito, sob pena de supressão de instância. Recurso Voluntário Provido em Parte. Aguardando Nova Decisão." No mesmo sentido, aplicáveis à espécie os somase os nºs Acórdãos 3802 001.959 e 3802001.960, de relatoria do Conselheiro Bruno Mauricio Macedo Curi. Conclusão Fl. 98DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 19/10/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 8 Diante de todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário para darlhe provimento parcial, determinandose o retorno dos autos à instância a quo, para fins de apreciação do mérito. Formalizado o voto em razão do disposto no artigo 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015, subscrevo o presente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator ad hoc. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 19/10/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/10/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA
score : 1.0
Numero do processo: 10580.006479/2006-61
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Feb 15 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003, 2004
IRPF. ESPÓLIO. AGRAVAMENTO DE PENALIDADE. LIMITE DA COGNIÇÃO.
Questionado pelo sujeito passivo o débito referente à multa de ofício lançada, permanece o mesmo sob cognição da instância julgadora, sendo de se aplicar, na hipótese de espólio cientificado acerca de omissão de rendimentos perpretada pelo de cujus, o percentual estabelecido no art. 23, §1o. do RIR/99.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-003.691
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial do Procurador da Fazenda Nacional.
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator e Presidente em exercício
EDITADO EM: 04/02/2016
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente em exercício), Maria Helena Cotta Cardozo, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Gerson Macedo Guerra.
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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ESPÓLIO. AGRAVAMENTO DE PENALIDADE. LIMITE DA COGNIÇÃO. Questionado pelo sujeito passivo o débito referente à multa de ofício lançada, permanece o mesmo sob cognição da instância julgadora, sendo de se aplicar, na hipótese de espólio cientificado acerca de omissão de rendimentos perpretada pelo de cujus, o percentual estabelecido no art. 23, §1o. do RIR/99. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial do Procurador da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator e Presidente em exercício EDITADO EM: 04/02/2016 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente em exercício), Maria Helena Cotta Cardozo, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Gerson Macedo Guerra. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 64 79 /2 00 6- 61 Fl. 249DF CARF MF Impresso em 15/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/02/2 016 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Relatório O Acórdão nº 220200.837, da 2a Turma Ordinária da 2a Câmara da 2a Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (efls. 174 a 178), julgado na sessão plenária de 19 de outubro de 2010, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar de ilegitimidade passiva e, no mérito, deu provimento parcial ao recurso para restabelecer as deduções nos valores de R$ 12.997,91 e R$ 13.841,93, correspondentes aos anoscalendário de 2002 e 2003, respectivamente e excluir da exigência a multa de ofício. Transcrevese a ementa do julgado: ILEGITIMIDADE PASSIVA – SUCESSÃO. A responsabilidade por sucessão encontra regramento expresso no Código Tributário Nacional CTN, de modo que o sucessor a qualquer título, conforme previsto em seu art. 131, responde pelos débitos tributários do sucedido. IRPF GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. Somente são dedutíveis as despesas médicas do contribuinte e de seus dependentes, cujos pagamentos estiverem especificados e comprovados, conforme disposição do artigo 8°, inciso II, alínea "a", § 2°, da Lei n° 9.250/95. IRPF DESPESAS COM DEPENDENTES. São dedutíveis da base de cálculo do imposto sobre a renda pessoa física, conforme autoriza o artigo 8°, inciso II, alínea "c", da Lei n° 9.250/95, as despesas com dependente, assim considerado aqueles sujeitos previstos no artigo 35 da Lei n° 9.250/95. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO O sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro são responsáveis pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha, limitada a responsabilidade ao montante do quinhão ou da meação, incabível o lançamento de multa de ofício Cientificada dessa decisão, a Fazenda Nacional manejou recurso especial de divergência (efls. 182 a 195), onde questiona a exclusão da multa de ofício, uma vez que a referida multa em nenhum momento teria sido suscitada pelo sujeito passivo em seus pleitos recursais, tendo, assim, o recorrido, em seu entendimento, produzido decisão extrapetita. Alega a existência de divergência jurisprudencial em relação ao decidido no Acórdão no. 20401.199, da 4a. Câmara do então 2o. Conselho de Contribuintes, assim ementado: Acórdão 20401.199 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO “EXTRA PETITA”. MULTA INCIDENTE SOBRE OS VALORES DEPOSITADOS EM JUÍZO. ACOLHIMENTO. Constatado que o Acórdão proferido ordenou o cancelamento da multa incidente sobre os valores depositados judicialmente, e que o pedido para cancelamento da referida multa não havia sido formulado no recurso voluntário, devem ser acolhidos os embargos de declaração a fim de sanar o vício. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 15/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/02/2 016 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10580.006479/200661 Acórdão n.º 9202003.691 CSRFT2 Fl. 246 3 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. JUROS INCIDENTES SOBRE OS VALORES DEPOSITADOS EM JUÍZO. REJEIÇÃO. Havendo requerimento para o cancelamento dos juros incidentes sobre o valor exigido, ainda que a fundamentação para a sua exclusão dos valores lançados seja diversa daquela utilizada pela Recorrente, não se caracteriza a decisão “extra petita”, pois o julgador não está restrito aos argumentos de mérito da Recorrente para fundamentar a sua decisão. Embargos de declaração acolhidos. Utilizase a recorrente do voto condutor do paradigma supra, para sustentar não ser possível a exclusão da multa quando o sujeito passivo não questiona sua exigência, sendo inadmissível que se permita a autoridade julgadora rever toda e qualquer matéria no julgamento, citando, ainda, a propósito o teor do art. 17 do Decreto no. 70.235, de 06 de março de 1972 (PAF), que estabelece o ônus da impugnação específica. Assim, segue a Fazenda, uma vez não tendo sido mencionada a exigibilidade da multa de ofício em qualquer das manifestações do autuado, a exclusão da multa realizada pelo vergastado é injustificada e extra petita, não havendo autorização legal que fundamente esta conduta pela autoridade julgadora, sendo que a matéria sob questionamento já se encontrava preclusa àquela altura do Acórdão prolatado, na forma do mencionado art. 17. Requer, assim, que seja conhecido o recurso e que, no mérito, lhe seja dado provimento para restabelecer a multa de ofício excluída pelo guerreado. O recurso da Fazenda Nacional foi regularmente admitido consoante despacho de efls. 191 a 195. , tendo o contribuinte, quando cientificado do Acordão prolatado e do referido recurso, em 17/10/12 (efl. 206), ofertado: a) Recurso Especial de sua iniciativa (efls. 207 a 213), que teve seu seguimento negado, na forma de despachos de efls. 220 a 224; b) Contrarrazões ao REsp da Fazenda Nacional de efls. 214 a 216, onde o autuado defende a aplicação da multa de 10%, por expressa previsão legal. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator Pelo que consta no processo, o recurso da Fazenda Nacional atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. A discussão cingese à possibilidade do Colegiado a quo ter reduzido, considerando o teor da impugnação e do recurso voluntário do autuado constantes dos autos, a multa de ofício, originalmente arbitrada em 150%, para a alíquota de 10%, esta última constante do art. 23, §1o. do Decreto no. 3.000, de 26 de março de 1999. No entendimento da recorrente, tratase de matéria ali já preclusa por não impugnada, constituindose, assim, o Acórdão recorrido em decisão extrapetita. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 15/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/02/2 016 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 Passo a expressar meu entendimento. Entendo, a propósito, que, da análise do pleito do contribuinte de efl. 39, onde se pugna pelo cancelamento dos débitos correspondentes aos autos de infração (os quais abrangem a multa de ofício lançada) e, ainda, do pedido subsidiário de efl. 172, onde o contribuinte solicita a redução do valor do débito a valores obtidos através do sistema SICALC (sistema onde não se aplica a multa de ofício), que a matéria referente à multa agravada aplicada, no patamar de 150%, permanecia sob a cognição do Colegiado a quo, quando da prolação do Acórdão, ainda que não se trate de matéria de ordem pública. Rejeito, assim, a argumentação de decisão extrapetita, ressaltando, ainda, quanto ao mérito da decisão, concordar com o Colegiado a quo quanto à redução ao patamar de 10%, previsto no art. 23, § 1o., do RIR/99, aplicável aos casos de omissão de rendimentos realizada pelo “de cujus” e somente constatada após seu falecimento (ou seja, após a abertura da sucessão), hipótese dos autos. Revestese, aqui, o espólio da qualidade de sujeito passivo cientificado, uma vez que, notese, o falecimento do acusado se deu em 23/03/04 (efl. 40), com a sucessão só tendo se encerrado em 20/10/2006 (efls. 96/97), assim, posteriormente à ciência do auto de infração ocorrida em 25/07/06 (efl. 34). Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito, negar provimento ao recurso especial do Procurador da Fazenda Nacional, mantendose a redução da multa realizada pelo Colegiado a quo. É como voto. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 252DF CARF MF Impresso em 15/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/02/2 016 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10950.001248/2007-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 19 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Wed Feb 17 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2002, 2003
DIPJ. DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA.
A DIPJ, desde a sua instituição, não constitui confissão de dívida, nem instrumento hábil e suficiente para a exigência de crédito tributário nela informado. É a DCTF quem possui esta função. Sua natureza de confissão de dívida está alicerçada no § 1º do artigo 5º do Decreto-Lei nº 2.124/84.
COMPENSAÇÃO CONSIDERADA NÃO DECLARADA. CONFISSÃO DE DÍVIDA.
A compensação considerada não declarada não configura confissão de dívida nem se caracteriza como instrumentos hábil e suficiente para a exigibilidade dos débitos nela informados. Há necessidade de lançamento de ofício para a constituição do crédito tributário correspondente aos referidos débitos.
LANÇAMENTOS DE OFÍCIO. MULTA APLICÁVEL.
É cabível multa de 75% (setenta e cinco por cento) em lançamentos de ofício sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e os de declaração inexata.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 1401-001.477
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Documento assinado digitalmente.
Antonio Bezerra Neto - Presidente.
Documento assinado digitalmente.
Ricardo Marozzi Gregorio - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Ricardo Marozzi Gregorio, Marcos de Aguiar Villas Boas, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Aurora Tomazini de Carvalho e Antonio Bezerra Neto.
Nome do relator: RICARDO MAROZZI GREGORIO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2002, 2003 DIPJ. DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. A DIPJ, desde a sua instituição, não constitui confissão de dívida, nem instrumento hábil e suficiente para a exigência de crédito tributário nela informado. É a DCTF quem possui esta função. Sua natureza de confissão de dívida está alicerçada no § 1º do artigo 5º do Decreto-Lei nº 2.124/84. COMPENSAÇÃO CONSIDERADA NÃO DECLARADA. CONFISSÃO DE DÍVIDA. A compensação considerada não declarada não configura confissão de dívida nem se caracteriza como instrumentos hábil e suficiente para a exigibilidade dos débitos nela informados. Há necessidade de lançamento de ofício para a constituição do crédito tributário correspondente aos referidos débitos. LANÇAMENTOS DE OFÍCIO. MULTA APLICÁVEL. É cabível multa de 75% (setenta e cinco por cento) em lançamentos de ofício sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e os de declaração inexata. Recurso Voluntário Negado
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CSLL. Lançamento de débitos informados em compensaçao considerada não declarada. Recorrente M A FALLEIRO & CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002, 2003 DIPJ. DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. A DIPJ, desde a sua instituição, não constitui confissão de dívida, nem instrumento hábil e suficiente para a exigência de crédito tributário nela informado. É a DCTF quem possui esta função. Sua natureza de confissão de dívida está alicerçada no § 1º do artigo 5º do DecretoLei nº 2.124/84. COMPENSAÇÃO CONSIDERADA NÃO DECLARADA. CONFISSÃO DE DÍVIDA. A compensação considerada não declarada não configura confissão de dívida nem se caracteriza como instrumentos hábil e suficiente para a exigibilidade dos débitos nela informados. Há necessidade de lançamento de ofício para a constituição do crédito tributário correspondente aos referidos débitos. LANÇAMENTOS DE OFÍCIO. MULTA APLICÁVEL. É cabível multa de 75% (setenta e cinco por cento) em lançamentos de ofício sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e os de declaração inexata. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 12 48 /2 00 7- 97 Fl. 645DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 646 2 Documento assinado digitalmente. Antonio Bezerra Neto Presidente. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Ricardo Marozzi Gregorio, Marcos de Aguiar Villas Boas, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Aurora Tomazini de Carvalho e Antonio Bezerra Neto. Relatório Inicialmente, esclareço que todas as indicações de folhas inseridas neste relatório e no subsequente voto dizem respeito à numeração do processo em papel que foi digitalizado para o sistema eProcesso. Tratase de recurso voluntário interposto por M A FALLEIRO & CIA LTDA contra acórdão proferido pela DRJ/Curitiba que concluiu pela procedência total dos lançamentos efetuados. Os créditos tributários lançados, no âmbito da DRF/MaringáPR, referentes ao IRPJ e à CSLL, devidos nos períodos de apuração correspondentes aos anoscalendário de 2002 e 2003, totalizaram o valor de R$ 133.225,61. A autuação promoveu o lançamento de débitos informados em compensações consideradas não declaradas por terem utilizado obrigações da ELETROBRÁS como crédito. Os débitos de PIS e COFINS que originalmente também estavam consubstanciados em autos de infração inseridos no presente processo foram transferidos para o processo nº 10950.005098/200791. De acordo com o Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal (fls. 441) a fiscalização apurou os seguintes valores informados nas declarações apresentadas, sistemas informatizados da Receita Federal e escrituração do sujeito passivo: Trimestre Tributo DIPJ DCTF SINAL09 PER/DCOMP LALUR RAZÃO 4ºtrim/2002 IRPJ 8.432,29 OMISSO 10,00 8.432,29 8.432,29 5.621,53 4ºtrim/2002 CSLL 5.059,37 OMISSO 10,00 5.059,37 5.059,37 5.059,37 2ºtrim/2003 IRPJ 8.017,17 OMISSO 10,00 8.017,17 8.017,17 8.017,17 2ºtrim/2003 CSLL 4.810,30 OMISSO 10,00 4.810,30 4.810,30 4.810,30 Fl. 646DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 647 3 3ºtrim/2003 IRPJ 11.331.53 OMISSO 10,00 11.331.53 11.331.53 11.331.53 3ºtrim/2003 CSLL 6.239,35 OMISSO 10,00 6.239,35 6.239,35 6.239,35 4ºtrim/2003 IRPJ 8.448,47 OMISSO 10,00 8.448,47 8.448,47 8.448,47 4ºtrim/2003 CSLL 5.069,08 OMISSO 10,00 5.069,08 5.069,08 5.069,08 Tendo em vista que a única divergência ocorreu no Livre Razão relativamente ao débito de IRPJ do 4º trimestre de 2002, adotouse, para este tributo/período, o valor contido no LALURDIPJPER/DCOMP. As infrações constatadas consideraram, então, os seguintes valores como falta de recolhimento (fls. 442): Tributo/Contribuição Código Período Apuração Vencimento Valor 4º trim/2002 31/01/2003 8.422,29 2º trim/2003 31/07/2003 8.007,17 3º trim/2003 31/10/2003 11.321,53 IRPJ 0220 4º trim/2003 31/01/2004 8.438,47 Tributo/Contribuição Código Período Apuração Vencimento Valor 4º trim/2002 31/01/2003 5.049,37 2º trim/2003 31/07/2003 4.800,30 3º trim/2003 31/10/2003 6.229,35 CSLL 6012 4º trim/2003 31/01/2004 5.059,08 Em seu relatório, a decisão recorrida assim resumiu as razões da impugnação: Fatos. Decisões da DISIT e COSIT a. Explica que pretendeu, em pedido administrativo formulado em 30/11/2004, obter o reconhecimento do direito de compensação de valores recolhidos compulsoriamente a título de empréstimo compulsório para Eletrobrás, instituído pela Lei 4156/1962, que foi indeferido por decisão da Saort, sem análise do mérito e vedando apresentação de manifestação de inconformidade, portanto, eivada de nulidade, pela negativa do direito ao duplo grau de jurisdição, o contraditório e ampla defesa; Fl. 647DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 648 4 b. Esclarece que, posteriormente efetuou Dcomp que culminaram nos processos 10950.000209/200519 e 10950.000365/200571, consideradas não declaradas em despachos decisórios; e que, passados quase 3 anos os valores confessados através de declarações tempestivas de DIPJ são cobrados em lançamento de auto de infração com multa de ofício como se de fato tivessem sido levantados pelo confronto do declarado e do efetivamente levantado, o que não ocorreu; c. Cita decisões da Disit e Cosit acerca do tema, e conclui que o lançamento só deverá ser realizado quando apurado pela autoridade fiscal diferenças entre o declarado e o efetivamente pago, compensado ou parcelado, não autorizando a lavratura de auto de infração para débitos declarados; Auto de Infração d. Reclama que a interpretação do fiscal é equivocada, e que o art. 68 da IN SRF 600/2005 não se aplica a caso porque a declaração de compensação apresentada é posterior a 30/10/2003, e no corpo do artigo não há menção da palavra ou sigla ou nada que se possa supor ou deduzir que esteja se referindo somente a DCTF ou unicamente a esta declaração específica como o fiscal em sua redação faz crer; e. Sustenta que premissa básica para não se proceder ao lançamento de ofício dos débitos da Dcomp considerada não declarada se concretiza com a denúncia espontânea daqueles, por intermédio do recolhimento voluntário, ou através da confissão dos mesmos em DCTF, conforme art. 18 da Portaria Conjunta PGFN/SRF n° 2, de 31/10/2002; f. Esclarece que os débitos informados nas Dcomp não foram recolhidos espontaneamente, e nem confessados em DCTF; e ressalta que as informações prestadas em Dacon e DIPJ não são consideradas confissão de dívida, como também os dados nelas informados não alimentam o sistema de conta corrente pessoa jurídica; g. Reforça que a portaria trata de parcelamento e contrariando a argumentação acerca da unicidade e unanimidade da DCTF, como único documento legal de confissão de débitos, temse o preenchimento de formulários de pedidos de parcelamento com a função precípua de confissão de dívida dos débitos anteriormente confessados ou não; h. Indaga como a DIPJ, que não tem o condão de declarar nem obriga o contribuinte a honrar os débitos ali informados, como poderia a fiscalização com base nesses mesmos valores lançálos de ofício se estes não se prestam a esse fim; Desistência do pedido de restituição. Omissão de entrega das DCTF i. Afirma que a ação fiscal teve início em 12/03/2007, mas em 09/03/2006 foi protocolado na DRF/Maringá o documento “pedido de desistência” relativo ao processo de restituição n° 10950.003845/200411, precursor dos processos de compensação acima enumerados e até o presente momento sem resposta pela RFB; j. Entende que não poderia ser verificado o cumprimento das obrigações tributárias pela fiscalização de períodos de apuração cujos valores foram anteriormente declarados e confessados em DIPJ (PIS, Cofins, CSLL e IRPJ) e ainda pendentes de apreciação do período de desistência; k. Aponta que é fato incontestável que o contribuinte encontravase em atraso no cumprimento da entrega da DCTF, e para tanto, a legislação contempla a Fl. 648DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 649 5 penalidade de multa por atraso, sendo que o contribuinte não se furtará ao seu cumprimento; Impugnação ao lançamento. Nulidade do auto de infração l. Cita o art. 151 do CTN e conclui que, em observância ao princípio da ampla defesa e contraditório, é facultado ao sujeito passivo interpor reclamação administrativa para se defender contra os fatos deduzidos em auto de infração, expondo suas razões, o que implica reconhecer que os débitos encontramse com exigibilidade suspensa; m. Alega que é nulo o auto de infração, em faze da manifesta impropriedade, especialmente por inexistência de justa causa para a sua lavratura, por inocorrência de qualquer ilicitude, muito menos a irrogada na peça acusatória; n. Justifica que não vulnerou os dispositivos legais inseridos no auto de infração, que deve ser anulado desde seu nascedouro em face de sua impropriedade como lançamento; e que a irrogação de conduta ilícita não passa de equívocos, cujos dispositivos oferecidos não possibilitam o entendimento esposado na exação, tampouco abre espaço ou possibilidade para ao apenamento pretendido, sendo ilegítima a autuação; Compensação civil. Pagamento com título da dívida externa o. Esclarece que é empresa genuinamente nacional, tendo por objeto social o ramo de indústria e comércio de confecções, artigos do vestuário e representações comerciais, tornando cessionária de ativos financeiros emitidos e reconhecidos como pagáveis pela União/Tesouro Nacional, sendo portanto oponíveis a ela e suas entidades autárquicas; p. Explica que procedeu em sua escrituração contábil o aporte do referido ativo, através de lançamento nas contas que compõem o patrimônio da empresa, sendo que o valor aportado é de R$ 14.000.000,00, representados pelos ativos oriundos da Apólice da Dívida Pública Externa n° B31301, emitida pela Lei n° 694, de 30/06/1915, que se acha custodiada à disposição do juízo da 203 Vara da Seção Judiciária do DF, no processo n° 2006.34.00.0113440, como provam os inclusos documentos, que já são de conhecimento da União, porque é parte na ação judicial correspondente; q. Aduz que a declaração feita pelo contador tem fé pública e faz prova plena tanto de sua autenticidade como de seu conteúdo, ainda que júrís tantum, sendo que a contabilidade e a escrituração da empresa estão à disposição do fisco; e que a declaração indica a eficácia do aporte de capital, bem como de que os documentos e sua origem existem e foram contabilizados conforme as normas vigentes; e com o aporte de capital legal passou a proceder à compensação, conforme art. 368 e seguintes do CC e arts. 150 e 170 do CTN; r. Cita o Ofício 2817/CODIP/STN, pelo qual o MF se compromete a resgatar a apólice da dívida pública n° B31301; s. Acrescenta que o próprio título prevê uma norma cogente que deve ser obedecida e não uma mera faculdade de procedimento, sendo que o próprio texto de emissão da apólice sepulta de vez quaisquer dúvidas sobre a possibilidade de utilização dos ativos financeiros oriundos das apólices para pagamento de impostos federais; e que ativos análogos possuem cotação em Bolsa de Valores, t. Cita doutrina; Fl. 649DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 650 6 Ação declaratória n° 2006.34.0113440/DF. Suspensão da exigibilidade u. Assevera que a interposição dos feitos mencionados tem natureza jurídica de declaração espontânea dos passivos tributários perante o fisco, ou seja, confissão de débitos para todos os efeitos, submetendo ao Judiciário o pronunciamento definitivo acerca da extinção dos tributos ali informados, que foram objeto de compensação; v. Pondera que, considerando que o ajuizamento da ação declaratória deuse em data anterior (14/04/2006) ao procedimento administrativo, o juízo de Brasília tornouse de fato e direito competente para o exercício da jurisdição invocada em virtude da prevenção, devendose aguardar o trânsito em julgado da ação de conhecimento; w. Afirma que a ação já é de pleno conhecimento da PFN, que já foi comunicada sobre a compensação, não restando motivos para proceder com a autuação da empresa, uma vez que o referido débito se encontra sub judíce, faltando interesse de agir do fisco; x. Insiste que a Administração já reconhece, havendo ação judicial em curso, devendo suspender os procedimentos administrativos até o deslinde final da ação proposta, sob pena de violar a unidade de jurisdição; Auditor fiscal como agente do estado y. Lembra que o auditor fiscal é agente do estado, devendo agir secundum legem, por ter sua atividade plenamente vinculada; conclui que o auditor não abordou as particularidades da compensação, devendo a SRF se abster de analisar a matéria exposta em respeito ao princípio da unidade de jurisdição para a busca da verdade dos fatos e da justiça. Ao apreciar a impugnação apresentada, a 2ª Turma da já mencionada DRJ/Curitiba proferiu o Acórdão nº 0626.031, de 1 de abril de 2010, por meio do qual decidiu pela procedência total do feito fiscal. Assim figurou a ementa do referido julgado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DA ELETROBRÁS. TÍTULO PÚBLICO. TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA SRF. COMPENSAÇÃO NÃO DECLARADA Será considerada como não declarada a compensação em que o contribuinte informe crédito referente a título público, ou que não se refira a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, como é o caso de créditos da Eletrobrás. LANÇAMENTO DE OFICIO. COMPENSAÇãO NÃO DECLARADA. AUSÊNCIA DE DCTF. INFORMAÇÃO EM DIPJ. Fl. 650DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 651 7 Devem ser lançados de ofício os débitos objeto de compensação tida como não declarada, quando não declarados em DCTF, ainda que informados em DIPJ, eis que tal declaração, a partir do exercício 1999, possui natureza informativa, ou seja, não constitui confissão de dívida. SUSPENSÃO DO PROCESSO. EXISTÊNCIA DE AÇÃO JUDICIAL. INEXISTÊNCIA DE ÓBICE AO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A existência de ação judicial em que o contribuinte discute a possibilidade de compensação com créditos da Eletrobrás não tem o efeito de suspender o processo administrativo, nem configura renúncia à instância administrativa, quando nesta temse por objeto o lançamento de ofício de tributos tidos por não declarados na Dcomp, eis que não coincidentes os objetos debatidos em ambas as instâncias. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2002, 2003 CSLL. DECORRÊNCIA. LANÇAMENTO REFLEXO. Versando sobre as mesmas ocorrências fáticas, aplicase ao lançamento reflexo alusivo à CSLL o que restar decidido no lançamento do IRPJ. Inconformada, a empresa interessada interpôs recurso voluntário onde, essencialmente, apresenta as seguintes alegações: Preliminarmente, pede nulidade do feito fiscal porque: a) Foi maculado o princípio do devido processo legal pelos seguintes motivos: (i) o lançamento de ofício foi realizado quando já havia crédito tributário constituído pela DIPJ e pela DCOMP; (ii) a DIPJ tem natureza constitutiva do crédito tributário; (iii) a DCTF não atende aos requisitos do artigo 142 do CTN; (iv) ao invés de lançar, o Fisco deveria ter intimado o contribuinte a recolher o débito sob pena de inscrição em dívida ativa. b) Houve cerceamento do direito de defesa por estar ausente o cálculo utilizado para se chegar à base de cálculo que amparou a autuação. No mérito, pede redução da multa por entender que somente deveria incidir a multa de mora de 20%. É o relatório. Voto Fl. 651DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 652 8 Conselheiro Ricardo Marozzi Gregorio, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Primeiramente, a recorrente pede nulidade do feito fiscal por ofensa ao devido processo legal. Alega que a DIPJ tem natureza constitutiva do crédito tributário, assim como a DCOMP, por isso, a autuação incorreu em duplicidade de lançamento. O Fisco deveria ter intimado diretamente o contribuinte a recolher o débito sob pena de inscrição em dívida ativa. Acrescenta, ainda, que a DCTF não atende aos requisitos do artigo 142 do CTN. Nada mais equivocado. Os valores incluídos na DIPJ não têm o condão de constituir o crédito tributário possuindo caráter meramente informativo. O tema, inclusive, já está pacificado e sumulado no âmbito do CARF: Súmula CARF nº 92: A DIPJ, desde a sua instituição, não constitui confissão de dívida, nem instrumento hábil e suficiente para a exigência de crédito tributário nela informado. É a DCTF quem possui esta função. Sua natureza de confissão de dívida está alicerçada no § 1º do artigo 5º do DecretoLei nº 2.124/84. Vejase: Art. 5º O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. § 1º O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. (...) A Portaria MF nº 118/84 delegou ao Secretário da Receita Federal a competência para instituir as aludidas obrigações acessórias, sendo que, a partir da edição da IN/SRF nº 126/98 e posteriores, esta autoridade vem conferindo à DCTF a função prevista na lei consistente em comunicar a existência de crédito tributário, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. Fl. 652DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 653 9 Nada obstante isso, desde a inclusão do § 6º no artigo 74 da Lei nº 9.430/96, as declarações de compensação também passaram a constituir confissão de dívida dos débitos nelas informados. Confirase: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) § 6o A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados.(Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) No entanto, as compensações que motivaram os lançamentos do presente processo foram consideradas não declaradas com fulcro no que consta nos §§ 12, II, “c”, e 13, do mesmo artigo 74, verbis: § 12. Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses:(Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (...) II em que o crédito:(Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (...) c) refirase a título público;(Incluída pela Lei nº 11.051, de 2004) (...) § 13. O disposto nos §§ 2o e 5o a 11 deste artigo não se aplica às hipóteses previstas no § 12 deste artigo.(Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (grifei) O artigo 29 da MP nº 449/2008 havia previsto a inclusão de um dispositivo no qual aplicarseia o § 6º nos casos em que a compensação fosse considerada não declarada. Todavia, tal texto não foi convertido em lei. Assim, essas compensações não se caracterizaram como instrumentos hábeis e suficientes para a exigibilidade dos débitos nelas informados. Fl. 653DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 654 10 A extinta 2ª Turma da 1ª Câmara desta 1ª Seção já se pronunciou neste mesmo sentido em recente julgamento (Acórdão nº 1102001.184, de 27/08/2014). Confirase o seguinte trecho de sua ementa: RECURSO DE OFÍCIO. CANCELAMENTO DA EXIGÊNCIA EM RELAÇÃO A DÉBITOS CONFESSADOS. Considerandose que, à época dos fatos, a compensação tida como “não declarada” não implicava confissão dos débitos respectivos, impõese a manutenção dos lançamentos nessa parte. Esclareçase que a expressão "à época dos fatos" quis fazer referência ao momento em que foi informada a compensação considerada não declarada, o qual, tal como no presente caso, aconteceu antes da edição da MP nº 449/2008. Assim, antes do período que possa ter vigido (até sua não conversão em lei). Destarte, após verificar que esses débitos também não haviam sido confessados em DCTF e, em sua maior parte, não pagos, em consonância com a determinação contida no artigo 68 da IN/SRF nº 600/2005, a unidade de origem promoveu o devido lançamento de ofício. Vejase: Art. 68. A unidade da SRF na qual for proferido o despacho de nãohomologação da compensação objeto de pedido de compensação convertido em Declaração de Compensação, bem como da compensação objeto de Declaração de Compensação apresentada à SRF até 30 de outubro de 2003, promoverá o lançamento de ofício do crédito tributário que ainda não tenha sido lançado nem confessado, cientificará o sujeito passivo da nãohomologação da compensação e, se for o caso, do lançamento de ofício (simultaneamente) e intimáloá a efetuar, no prazo de trinta dias, o pagamento do débito indevidamente compensado. (grifei) Por conseguinte, o Fisco não poderia intimála a recolher os débitos sob pena de inscrição em dívida, como sustenta a recorrente, sem que estes fossem lançados de ofício. Não houve, portanto, qualquer ofensa ao devido processo legal. Muito menos se pode alegar cerceamento do direito de defesa porque o Fisco não teria demonstrado a base de cálculo dos tributos lançados. Ora, como está claramente informado no Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal, os valores lançados foram colhidos das próprias declarações (DIPJ e PER/DCOMP) apresentadas à Receita Federal, bem como da escrituração do contribuinte (LALUR e RAZÃO). A fiscalização não questionou as bases de cálculo e alíquotas utilizadas. Colheu diretamente os valores dos tributos devidos. Fl. 654DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10950.001248/200797 Acórdão n.º 1401001.477 S1C4T1 Fl. 655 11 Se houve algum erro na apuração das bases de cálculo utilizadas, foi o próprio contribuinte que cometeu e, neste caso, ele mesmo deveria apontálo. Por fim, quanto ao pleito de redução da multa aplicada, como se disse, os valores lançados não foram recolhidos nem estavam declarados em DCTF. As DIPJ e as PER/DCOMP consideradas não declaradas não configuram declarações com atributo de confissão de dívida. Houve necessidade do lançamento de ofício para a constituição do crédito tributário. A exigência de aplicação da multa proporcional no patamar de 75% nos casos de lançamento de ofício tem amparo no que dispõe o artigo 44, inciso I, da Lei nº 9.430/96, verbis: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas:(Vide Lei nº 10.892, de 2004)(Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata;(Vide Lei nº 10.892, de 2004)(Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) (...) Portanto, correto o procedimento fiscal. Pelo exposto, oriento meu voto no sentido de afastar as preliminares de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator Fl. 655DF CARF MF Impresso em 17/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 11/02/ 2016 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO
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Numero do processo: 10580.000012/99-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/08/1988 a 30/03/1996
CONCOMITÂNCIA. DISCUSSÃO DA MATÉRIA NO PODER JUDICIÁRIO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA .
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1).
Numero da decisão: 3301-002.206
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da 3ª Câmara/1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (Relator), Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Fábia Regina Freitas e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente).
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da 3ª Câmara/1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (Relator), Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Fábia Regina Freitas e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente).
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/1988 a 30/03/1996 CONCOMITÂNCIA. DISCUSSÃO DA MATÉRIA NO PODER JUDICIÁRIO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA . Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (Relator), Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Fábia Regina Freitas e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 00 12 /9 9- 17 Fl. 458DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10580.000012/9917 Acórdão n.º 3301002.206 S3‐C3T1 Fl. 459 2 Relatório Tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, reproduzo o relatório e o voto elaborados pelo relator, bem como a ementa, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento: Cuidase de recurso em face da decisão abaixo ementada, que indeferiu o pedido de restituição de PIS/Pasep, do período de apuração de 01/08/1988 a 30/03/1996: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/1988 a 30/03/1996 Ementa: RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. Uma vez não reconhecido o direito creditório, não se homologam as compensações pleiteadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Crédito Tributário Mantido Para maior clareza dos fatos, transcrevo a seguir o relatório do acórdão recorrido, nos seguintes termos: Tratase de Manifestação de Inconformidade de fls.143/147, contra o Despacho Decisório n°573/2009, da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Salvador/BA, fls.1381141 e ciência de f1.142, que indeferiu o direito de compensação de débitos declarados com os créditos da contribuição para o PIS/PASEP proveniente da Ação Ordinária 1997.33.5810, na qual se discute o direito ao PIS recolhido com base nos Decretoslei n°2.445 e 2.449, ambos de 1988, uma vez que este mesmo crédito já tinha sido objeto de análise no processo administrativo n°10580.000290/0017, Despacho Decisório DRF/SDR n°573, de 07/11/2008, ora transcrito, para indeferilo, em razão da identidade entre os créditos pleiteados nas esferas judicial e administrativa, tendo o contribuinte optado em prosseguir com a execução. Por conseguinte, não homologa a compensação declarada dos débitos informados no Pedido de Compensação. Cientificada do indeferimento do direito, o interessado apresentou manifestação de inconformidade alegando que em virtude da revogação dos efeitos suspensivos relativos aos débitos do PAF ora discutido, com impedimento à emissão de CND, ingressou com medida liminar através do processo n°2002.33.00.0232244, na 1ª Vara da Justiça Federal, com objetivo de restaurar a suspensão, tendo sido concedida a segurança (documentos 03 e 04), mas cuja medida judicial o SEORT da DRF insiste em contrariar. Fl. 459DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10580.000012/9917 Acórdão n.º 3301002.206 S3‐C3T1 Fl. 460 3 Alega que o Principio da Verdade Material dos fatos é especifico do procedimento administrativo, especialmente o tributário, devendo ser sempre buscado pela fiscalização, conforme doutrina que transcreve, restando clara a afronta por parte da DRF ao disposto no art.151, IV do CTN. No presente caso, requer o imediato afastamento dos efeitos da exigibilidade do crédito tributário, objeto do presente pedido de compensação, sob pena de evidente infração ao principio da verdade material dos fatos, já que toda a documentação apresentada pela requerente é clara e eficiente. De acordo com a decisão recorrida, em razão da legislação restringir a compensação de crédito tributário decorrente de ação judicial sem o devido trânsito em julgado, em conformidade com o art. 170A do CNT, introduzido pela Lei Complementar nº 104, de 10 de janeiro de 2001. Assim, eventuais encontros de contas baseados em ação judicial a partir de então devem aguardar o desfecho da lide. Igualmente, aduz que o art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, publicada no DOU, de 30 de dezembro de 1996, com redação dada pela Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, que trata da restituição e compensação de tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil RFB, já restringia a possibilidade de compensação de créditos judiciais antes do transito em julgado da referida decisão judicial. Ademais disto, diz que nos termos da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal – RFB n° 21, 10 de março de 1997, consolidada pela IN 73, 15 de setembro de 1997, a utilização de crédito decorrente de sentença judicial, transitada em julgado, para compensação, somente poderá ser efetuada, no caso de titulo judicial em fase de execução, se o contribuinte comprovar junto à unidade da RFB a desistência da execução e assumir todas as custas do processo, inclusive os honorários advocaticios. No presente caso se verifica que o contribuinte ingressou com o processo administrativo n°10580.000290/0017 visando a restituição dos valores do PIS pagos a maior, tendo sido indeferido o direito pleiteado mediante o Despacho Decisório DRF/SDR n°573, de 07/11/2008, uma vez que ficou constatada a identidade entre o crédito nas esferas judicial e administrativa, e que o contribuinte optou em prosseguir com a execução, conforme Laudo Pericial da Primeira Vara da Seção Judiciária do Estado da Bahia, na ação constante dos auto n°1997.33.581 0. Deste modo, inexistindo crédito passível de compensação reconhecido no processo n°10580.000290/0017, não se homologa a compensação ora pleiteada, não havendo reforma a ser feita no despacho decisório da DRF/Salvador. Fl. 460DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10580.000012/9917 Acórdão n.º 3301002.206 S3‐C3T1 Fl. 461 4 Contudo, estão suspensos os débitos ora sob apreciação, enquanto amparado sob liminar judicial n°2002.33.00.0232244, na 1ª Vara da Justiça Federal. Cientificada em 05/02/2010 (fl. 199), foi interposto o recurso voluntário de fls. 202 e seguintes, em 04/03/2010, alegando, preliminarmente, a irretroatividade do art.170A do CTN e do art. 74 da Lei n° 9.430, alterada pela Lei n° 10.637 de 30/12/2002. Aduz, ainda, que, na oportunidade da apresentação da sua Manifestação de Inconformidade à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador/BA, acostou cópia reprográfica do Mandado de Segurança obtido através do Processo n° 2002.33.00.0232244 em trâmite na 1ª Vara da Justiça Federal da Comarca de Salvador/BA, e que a decisão ora recorrida ignora a determinação judicial, em claro desrespeito a uma garantia fundamental, o que resulta em ato de inconstitucionalidade. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Conforme consta do relatório supra, tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, adoto o voto redigido pelo Relator, bem como a ementa, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento: O recurso encontrase revestido das formalidades legais pertinentes. De fato, o contribuinte obteve sentença favorável na Ação Ordinária n° 97.5810, em 19 de fevereiro de 1998 e em 29 de outubro de 1999, autorizando a compensação pleiteada; todavia, independentemente da superveniência legislativa que fez surgir no ordenamento jurídico o art. 170A, do CTN, introduzido pela Lei Complementar nº 104, de 10 de janeiro de 2001, o Recorrente não estava autorizado a promover as compensações pleiteadas, porquanto o pedido foi protocolado em 04/01/1999, e o trânsito em julgado da referida ação se deu apenas em 05/04/2000 (conforme pesquisa realizada no sítio eletrônico do TRF/1ª Região), conforme ementa abaixo reproduzida: TRIBUTÁRIO. PIS. DL´S 2445/88 E 2449/88. INEXIGIBILIDADE. COMPENSAÇÃO. CABIMENTO. MODO E LIMITES. PRESCRIÇÃO. ÍNDICES ATUALIZAÇÃO. IPC. UFIR SELIC. 1 No julgamento do RE 148.7582/RJ, o Excelso Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade das alterações procedidas pelos DL´s 2445/88 e 2449/88, restando expungidas tais normais pela Resolução 49/95, do Senado. 2 "É lícito, porém, ao contribuinte pedir ao Judiciário declaração de que seu crédito é compensável com determinado débito tributário" (STJ, REsp 169.998/SP, DJ/I, de 21/9/98). 3 "As importâncias recolhidas em datas anteriores à vigências da Lei 8383/91 podem ser declaradas compensáveis, sem que haja violação aos princípios da anterioridade e da retroatividade das Fl. 461DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10580.000012/9917 Acórdão n.º 3301002.206 S3‐C3T1 Fl. 462 5 leis". (EDeclAC 96.01.463500/MG, Rel. Juiz Mário César; DJU/II, de 08/10/98, pág.78). 4 O crédito do PIS é compensável com valores devidos a quaisquer outros tributos, aí inseridas as demais contribuições sociais, a teor do disposto no artigo 1º, do Decreto 2138, de 29/01/97. 5 Os créditos do PIS, por se vincularem a partir do anobase de 1988, têm sua constituição observada a partir do ano de 1993 (CTN, art. 150, §§ 1º e 4º), com direito à restituição/compensação desde então, por mais 05 anos (CTN, art. 168, I, c/c o artigo 165, I), projetandose, assim, para o ano de 1998 o marco inicial para incidência prescricional. 6 A correção monetária deverá observar o IPC/INPC até 31/12/91; a UFIR de 1º/01/92 a 31/12/95; a SELIC a partir de 1º/01/96, e considerando os expurgos inflacionários explicitados na Súmula 41, do TRF/1ª Região. 7 A SELIC compõese tanto da taxa de juros moratórios como da taxa de inflação, pelo que se encontra afastada a incidência de qualquer outro índice de correção monetária (STJ, 1ª Turma, EEREsp 192515/PR, DJU/I, de 06/9/99; REsp 220825/RS, DJU/I, 09/9/99; REsp 216925/RS, DJU/I, de 20/9/99), cabendo acentuar que, na aplicação do artigo 39, § 4º, da Lei 9250/95, "não há que se fazer distinção entre lançamento de ofício e lançamento por homologação pois a lei em apreço não os distingue". (REsp 206090/RS, DJU/I, de 22/06/99). 8 Improvimento da remessa de ofício e da apelação da Fazenda Nacional. Provimento da apelação do Autor. Sentença reformada, em parte, quanto aos índices de correção monetária do Autor. (AC 002178757.1999.4.01.0000 / BA, Rel. JUIZ I´TALO MENDES, Rel.Conv. JUIZ ALEXANDRE VIDIGAL DE OLIVEIRA (CONV.), QUARTA TURMA, DJ p.334 de 14/12/1999) Fonte: http://jurisprudencia.trf1.jus.br/busca/ Ademais disto, a Recorrente ingressou com Mandado de Segurança nº 2002.33.00.0232244 (fls. 175 e seguintes), com o mesmo objetivo pretendido no presente processo administrativo, a saber: a compensação dos créditos de PIS com a consequente suspensão dos débitos vinculados (sem liminar), conforme sintetiza a parte final da. sentença: De seu turno, ate o momento, o expert do juízo, após inclusive analisar as razões externadas pela União, fixou o crédito da autora em R$ 408.931,58 (quatrocentos e oito mil, novecentos e trinta e um reais e cinqüenta e oito centavos), conforme laudo de fl. 784/788, com data base em junho de 2008. Desse modo, os elementos dos autos indicam que a autora, independente da irregularidade inicialmente verificada, resta atuando em conformidade com seu direito, já que há grau de certeza razoável que os créditos orçam em R$408.931,58. Assim, importante enaltecer a força do titulo judicial, suspendendo a exigibilidade dos créditos compensados com base Fl. 462DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10580.000012/9917 Acórdão n.º 3301002.206 S3‐C3T1 Fl. 463 6 na ordem emitida nos autos, ate posterior deliberação, nos limites da apuração parcial. Diante do exposto, suspendo a exigibilidade dos créditos compensados administrativamente do PIS, conforme procedimentos apontados à fl. 846/847, desde que alicerçados no título judicial desta demanda, até o limite de R$ 408.931,58 (quatrocentos e oito mil, novecentos e trinta e um reais e cinqüenta e oito centavos), até posterior deliberação. Assim, constato haver completa concomitância do pleito, ensejando a aplicação da Súmula nº 1 do CARF: CONCOMITÂNCIA COM O PODER JUDICIÁRIO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA (Súmula CARF nº 1: “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial”). Em face do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator ad hoc Fl. 463DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 16/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 19515.005050/2009-58
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 28 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 1102-000.203
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que este processo seja juntado ao processo administrativo nº 19515.002902/2004-41, a fim de que sejam julgados em conjunto.
Documento assinado digitalmente.
João Otávio Oppermann Thomé - Presidente.
Documento assinado digitalmente.
Ricardo Marozzi Gregorio - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Antonio Carlos Guidoni Filho, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto.
Nome do relator: Não se aplica
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Glosa de compensação de prejuízo fiscal por insuficiência de saldo acumulado. Recorrente CBPO ENGENHARIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que este processo seja juntado ao processo administrativo nº 19515.002902/200441, a fim de que sejam julgados em conjunto. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Presidente. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Antonio Carlos Guidoni Filho, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto. Relatório RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 05 05 0/ 20 09 -5 8 Fl. 824DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 21/10/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 19515.005050/200958 Resolução nº 1102000.203 S1C1T2 Fl. 825 2 Tratase de recurso voluntário interposto por CBPO ENGENHARIA LTDA, contra acórdão proferido pela 2ª Turma da DRJ/São Paulo I que concluiu pela procedência dos lançamentos efetivados. Os créditos tributários lançados, referentes ao IRPJ, correspondentes aos períodos de apuração dos anoscalendário de 2006 e 2007, totalizaram R$ 46.787.152,06. A autuação é fundamentada na glosa de prejuízos fiscais por insuficiência de saldo acumulado. Essa glosa foi efetuada nos seguintes períodos de apuração: 1º semestre de 2006 (uma vez que ocorreu um evento de cisão parcial em 30/06/2006), 2º semestre de 2006 e todo o anocalendário de 2007. A discordância entre a fiscalização e a empresa sobre o saldo de prejuízos fiscais acumulado nos períodos autuados foi motivada pelo aproveitamento de ofício, no auto de infração consubstanciado no processo nº 19515.002902/200441, de parte do saldo existente no anocalendário de 1999. O voto condutor da decisão prolatada na instância a quo assim relatou o caso: Em procedimento de Ação Direta de Fiscalização efetuouse a Revisão das Declarações de Ajuste Anual, anoscalendário de 2005 a 2007, exercícios 2006 a 2008, da empresa acima qualificada, sendo autuada e notificada em 23/11/2009, a recolher ou impugnar o credito tributário de R$ 46.787.152,06, a título de Imposto de Renda sobre a Pessoa Jurídica (IRPJ, incluídos nesses totais multa e juros de mora calculados até 30/10/2009). O enquadramento legal para o IRPJ está discriminado na f1.346. Conforme descrição no Termo de Verificação e Constatação Fiscal de fls.315/320, a fiscalização constatou em procedimento de revisão da declaração de rendimentos, relativamente ao período entre 31/12/2005 e 31/12/2007, a compensação de prejuízo fiscal superior a 30% do Lucro Real antes das compensações. AnoCalendário N° DIPJ Valor compensado a maior 2006 (cisão) 1363384 7.486.920,53 2006 1289782 80.636.796,82 2007 1888246 3.500.000,00 No anocalendário de 2005, a interessada compensou 88,87% do Lucro Real com prejuízo fiscal, desrespeitando o disposto no art.250, III, do RIR/99 e art.15 da Lei n° 9.065/95, §único, os quais limitam a compensação de prejuízos a 30% do lucro real. No entanto, em virtude de decisão judicial favorável à impugnante, no sentido de se permitir a compensação de 100 % do lucro real, a Fiscalização concedeulhe a prerrogativa de utilização total do referido crédito o que resultou em prejuízo fiscal insuficiente para a compensação em períodos posteriores. Em razão da insuficiência de prejuízos fiscais, a autoridade fiscal glosou as compensações efetuadas pela contribuinte nos anoscalendário de 2006 e 2007 e lavrou o correspondente crédito tributário. Fl. 825DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 21/10/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 19515.005050/200958 Resolução nº 1102000.203 S1C1T2 Fl. 826 3 Cientificada do feito em 23/11/2009 (f1.344)), apresenta em 23/12/2009 e 01/03/2010, impugnação de fls. 351/363 e 639/640, respectivamente, para todos os feitos, argüindo, em síntese, o seguinte: • Saldo de prejuízo fiscal do 1º semestre de 2006 processo n° 19515.002902/200441: A origem da alegada compensação indevida no anocalendário de 2006 é o processo, já citado, em que a autoridade fiscal utilizou o prejuízo fiscal da requerente, acumulados até o anocalendário de 1999, no montante de R$ 53.262.718,53, cujo valor a contribuinte faz jus (doc.05); • Saldo de prejuízo fiscal de parte do 1° semestre de 2006 processo n° 19515.002902/200441: A origem da alegada compensação indevida de parte do 2° semestre do anocalendário de 2006 é o processo, já citado, em que a autoridade fiscal utilizou o prejuízo fiscal da requerente, acumulados até o anocalendário de 1999, no montante de R$ 53.262.718,53, cujo valor a contribuinte faz jus (doc.05) e que, devido ao ajuste mencionado, refletiu no resultado deste PA; • Os ajustes no LALUR não foram efetuados devido a improcedência, segundo a impugnante, do lançamento do processo já mencionado, cujo pleito está em fase de discussão no Conselho de Contribuintes (hoje CARF doc.07); • Como o referido PAF está em situação de litígio sem decisão final, não poderia a autoridade fiscal glosar as compensações do 1° e 2° semestres de 2006; • É necessário, portanto, o desfecho do PAF, já citado, para se proceder aos ajustes nos prejuízos fiscais da contribuinte; • Prejuízos fiscais de parte do 2° semestre de 2006 e anocalendário de 2007: Com relação aos períodos, ora citados, a interessada efetuou as retificações da DIPJ e da DCTF, de forma a espelhar a verdade dos fatos, pois, a mesma aderiu ao parcelamento da Lei n° 11.941/2009, já tendo pago a lª parcela (docs.08 e 09); • A pleiteante tem direito às retificações das referidas declarações tendo em vista que as entregou em 18/09/2009 e 10/10/2009, sendo o inicio da fiscalização datado de 07/12/2007; • O Termo de inicio de fiscalização iniciado em 07/12/2007, apenas fez exigências de fatos ocorridos no anocalendário de 2004, não retirando, portanto, a espontaneidade em relação aos anoscalendário de 2006 e 2007; • Apenas em 14/10/2009 (referente aos fatos geradores do anoscalendário de 2005 e 2006) e 05/11/2009 (referente aos fatos geradores do anoscalendário de 2006 e 2007), a Fiscalização intimou a requerente a prestar esclarecimentos a respeito da compensação de prejuízos fiscais efetuados nos anoscalendário de 2005 a 2007; • Os débitos declarados em DCTF não devem ser lançados e, sim, inscritos em DAU sem a cobrança de multa de oficio cabendo apenas a exigência de multa de mora; • Pelo exposto, a autoridade fiscal não deveria ter lançados os débitos confessados em DCTF (apresentada ern 10/10/2009); • Requer a suspensão do presente feito até o julgamento final do PAF n° 19515.002902/200441, o cancelamento da multa de oficio e a produção de todos os meios e prova bem como a juntada de documentos e produção de diligências; Fl. 826DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 21/10/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 19515.005050/200958 Resolução nº 1102000.203 S1C1T2 Fl. 827 4 • Desiste, em virtude do parcelamento, dos valores de R$ 6.143.719,74, declarado em DCTF e referente ao 2° semestre de 2006 e de R$ 851.000,00 de débito de IRPJ do anocalendário de 2007; • Portanto, o litígio abrange, após as exclusões, os valores do 1° semestre de 2006 de IRPJ, parte do débito do 2° semestre de 2006 e correspondentes acréscimos legais como a multa de oficio e dos juros de mora. Diante da impugnação interposta ao feito fiscal pela empresa autuada, a já mencionada 2ª Turma da DRJ/São Paulo I proferiu o Acórdão nº 1626.038, de 15 de julho de 2010, por meio do qual decidiu pela procedência dos lançamentos efetivados. Quanto ao pedido de suspensão do feito até o julgamento final do processo nº 19515.002902/200441, o voto condutor da decisão proferida no citado acórdão assim se manifestou: Com relação ao processo de n° 19515.002902/200441, a DRJ/STM (Acórdão n° 189.017, de 20/05/2008 cópia às fls.227/240) manteve integralmente o crédito tributário lançado por meio de Auto de Infração (cópia às fls.197/207). Observase pelo extrato de fl.678, que, ainda, o referido PAF encontrase em fase de análise por parte do CARF (antigo Conselho de contribuintes). Assim, em não tendo sido proferida decisão em favor da contribuinte, fica mantida a situação nela contida. Por sua vez, quanto aos débitos declarados em DCTF, o mesmo voto condutor assim se pronunciou: A atividade fiscalizatória somente teve término em 23/11/2009, assim, não procede as argumentações da contribuinte de que dispunha de espontaneidade no período em que entregou as declarações retificadoras (DIPJ e DCTF entregues em 18/09/2009 e 10/10/2009), pois em todo o período compreendido entre 07/12/2007 e a data citada, a contribuinte estava em procedimento fiscal. Inconformada, a empresa autuada apresentou recurso voluntário no qual, em essência, ofereceu os mesmos argumentos aduzidos na impugnação. Cumpre, no entanto, destacar a renovação do pedido para que seja aguardado o desfecho do processo nº 19515.002902/200441, uma vez que no entender da empresa autuada a lide nele discutida é prejudicial à parte do crédito tributário lançado no presente processo. É a síntese do necessário. Voto Conselheiro Ricardo Marozzi Gregorio Fl. 827DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 21/10/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 19515.005050/200958 Resolução nº 1102000.203 S1C1T2 Fl. 828 5 Quanto ao pedido destacado, creio que assiste razão à recorrente. A autuação foi motivada pelo aproveitamento de ofício, no auto de infração consubstanciado no processo nº 19515.002902/200441, de parte do saldo de prejuízos fiscais acumulados existente no anocalendário de 1999. A recorrente reconhece (fls. 804 e 805 do processo digital) que, quando recebeu a autuação, reajustou apenas parcialmente o saldo acumulado em 1999. Isso porque, ao não concordar e impugnar parte dessa autuação, promoveu as modificações em seus controles fiscais apenas relativamente à parte compensada pela fiscalização da qual não houve controvérsia. Com isso, os saldos acumulados de prejuízo fiscal, a cada ano, resultaram divergentes nos controles da administração tributária (SAPLI) e da empresa autuada (LALUR). Tal fato acabou por motivar o procedimento de revisão interna que culminou no lançamento dos créditos tributários objeto da discussão no presente processo. Independentemente da opinião que se tenha sobre a necessidade de controle dos saldos de prejuízos fiscais acumulados, o fato é que, salvo melhor juízo, não há norma que determine que uma empresa promova o reajustamento de seus controles (no LALUR) quando uma parte do saldo acumulado é utilizada de ofício por ato da autoridade fiscal, mormente quando ela não concorda com a motivação desse ato. Importa perceber que é notória a relação de prejudicialidade entre o julgamento dos dois processos. Assim, se for decidido pela improcedência dos créditos tributários lançados naquele processo, os prejuízos aproveitados de ofício deverão ser restabelecidos e parte do crédito tributário lançado no presente processo ficará maculada. Contudo, se o julgamento do presente processo anteceder àquele outro e decidir pela procedência da referida parte do crédito tributário, restará à empresa, como aventado em seu recurso (fls. 805 do processo digital), sujeitarse ao moroso e injusto “solve et repete”. Portanto, ante a relação de prejudicialidade apontada, proponho converter o julgamento em diligência para que este processo seja juntado ao processo administrativo nº 19515.002902/200441, a fim de que sejam julgados em conjunto. É como voto. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator Fl. 828DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 21/10/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 19515.005050/200958 Resolução nº 1102000.203 S1C1T2 Fl. 829 6 Fl. 829DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/10/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 21/10/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME
score : 1.0
Numero do processo: 10670.000772/2010-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007
RECURSO VOLUNTÁRIO. PARCELAMENTO DO DÉBITO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO.
A adesão ao parcelamento instituído pela Lei nº 11.941/2009, com a inclusão dos Créditos Tributários objeto do vertente lançamento, implica a desistência da impugnação ou do recurso interposto e, cumulativamente, renúncia a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundamentam as referidas impugnações ou recursos administrativos.
Recurso Voluntário não conhecido, em razão da perda do objeto, decorrente da renúncia tácita ao contencioso administrativo.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2401-004.046
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª TO/4ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso voluntário, pela perda do seu objeto, em razão da renúncia ao Contencioso Administrativo Fiscal.
Maria Cleci Coti Martins Presidente-Substituta de Turma.
Arlindo da Costa e Silva Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Maria Cleci Coti Martins (Presidente-Substituta de Turma), Luciana Matos Pereira Barbosa, Carlos Henrique de Oliveira, Miriam Denise Xavier Lazarini, Carlos Alexandre Tortato, Rayd Santana Ferreira e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ARLINDO DA COSTA E SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 RECURSO VOLUNTÁRIO. PARCELAMENTO DO DÉBITO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. A adesão ao parcelamento instituído pela Lei nº 11.941/2009, com a inclusão dos Créditos Tributários objeto do vertente lançamento, implica a desistência da impugnação ou do recurso interposto e, cumulativamente, renúncia a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundamentam as referidas impugnações ou recursos administrativos. Recurso Voluntário não conhecido, em razão da perda do objeto, decorrente da renúncia tácita ao contencioso administrativo. Recurso Voluntário Não Conhecido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª TO/4ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso voluntário, pela perda do seu objeto, em razão da renúncia ao Contencioso Administrativo Fiscal. Maria Cleci Coti Martins Presidente-Substituta de Turma. Arlindo da Costa e Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Maria Cleci Coti Martins (Presidente-Substituta de Turma), Luciana Matos Pereira Barbosa, Carlos Henrique de Oliveira, Miriam Denise Xavier Lazarini, Carlos Alexandre Tortato, Rayd Santana Ferreira e Arlindo da Costa e Silva.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2110; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 670 1 669 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10670.000772/201092 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2401004.046 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de janeiro de 2016 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS AIOP Recorrente VALLÉE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 RECURSO VOLUNTÁRIO. PARCELAMENTO DO DÉBITO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. A adesão ao parcelamento instituído pela Lei nº 11.941/2009, com a inclusão dos Créditos Tributários objeto do vertente lançamento, implica a desistência da impugnação ou do recurso interposto e, cumulativamente, renúncia a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundamentam as referidas impugnações ou recursos administrativos. Recurso Voluntário não conhecido, em razão da perda do objeto, decorrente da renúncia tácita ao contencioso administrativo. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª TO/4ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso voluntário, pela perda do seu objeto, em razão da renúncia ao Contencioso Administrativo Fiscal. Maria Cleci Coti Martins – PresidenteSubstituta de Turma. Arlindo da Costa e Silva – Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Maria Cleci Coti Martins (Presidente Substituta de Turma), Luciana Matos Pereira Barbosa, Carlos Henrique de Oliveira, Miriam Denise Xavier Lazarini, Carlos Alexandre Tortato, Rayd Santana Ferreira e Arlindo da Costa e Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 00 07 72 /2 01 0- 92 Fl. 670DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/02/ 2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS 2 Relatório Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007. Data da lavratura do AIOP: 13/04/2010. Data da ciência do AIOP: 15/04/2010. Temse em pauta Recurso Voluntário interposto em face de Decisão Administrativa de 1ª Instância proferida pela DRJ em Belo Horizonte/MG que julgou improcedente a impugnação oferecida pelo sujeito passivo do crédito tributário lançado por intermédio do Auto de Infração nº 37.258.0025, consistente em contribuições sociais a cargo dos segurados empregados, incidentes sobre seus respectivos Salários de Contribuição, conforme descrito no Relatório Fiscal da Infração a fls. 20/32. Tratase de lançamento tributário relativo a contribuições sociais previdenciárias a cargo de segurados obrigatórios do RGPS, cuja realidade fática demonstrou a presença dos requisitos do conceito legal de segurado empregado, embora a contratação tivesse sido formalizada através de pessoas jurídicas interpostas prestadoras de serviços de consultoria. Devidamente intimado do lançamento tributário em 15/04/2010, a fl. 75, porém irresignado, o sujeito passivo apresentou impugnação a fls. 76/117. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG lavrou Decisão Administrativa textualizada no Acórdão nº 0228.249 6ª Turma da DRJ/BHE, a fls. 594/609, julgando improcedente a impugnação, e mantendo o crédito tributário lançado em sua integralidade. O Sujeito Passivo foi cientificado da decisão de 1ª Instância no dia 24/07/2010, conforme Aviso de Recebimento a fl. 612. Inconformado com a decisão exarada pelo Órgão Administrativo Julgador a quo, o ora Recorrente interpôs recurso voluntário, a fls. 613/662, requerendo ao fim a reforma da decisão recorrida e a improcedência do lançamento. Petição a fl. 667, assinada pelo Patrono do Autuado, declara expressamente a adesão da Empresa ora Recorrente ao Parcelamento Instituído pela Lei nº 11.941/2009, conforme reabertura de prazo concedida pela Lei nº 12.996/2014, com a inclusão dos Créditos Tributários objeto do presente Processo Administrativo Fiscal. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Fl. 671DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/02/ 2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS Processo nº 10670.000772/201092 Acórdão n.º 2401004.046 S2C4T1 Fl. 671 3 Voto Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator. 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1.1. DA TEMPESTIVIDADE O sujeito passivo foi válida e eficazmente cientificado da decisão recorrida em 24/09/2010. Havendo sido o recurso voluntário protocolizado no dia 25/10/2010, há que se reconhecer a tempestividade do recurso interposto. 1.2. DA RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO Devidamente cientificado da decisão de 1ª Instância aviada no Acórdão nº 0228.249 6ª Turma da DRJ/BHE, o Sujeito Passivo interpôs recurso voluntário, a fls. 613/662, requerendo ao fim a reforma da decisão recorrida e a improcedência do lançamento. Na sequência, em 09/10/2014, o Recorrente protocolizou perante este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais a Petição a fl. 667, assinada pelo Patrono do Autuado, declarando expressamente a adesão da Empresa ora Recorrente ao Parcelamento Instituído pela Lei nº 11.941/2009, conforme reabertura de prazo concedida pela Lei nº 12.996/2014, com a inclusão dos Créditos Tributários objeto do presente Processo Administrativo Fiscal. De acordo com o art. 2º da Lei nº 12.996/2014, o prazo para a adesão ao parcelamento, em até 180 (cento e oitenta) meses, dos débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e os débitos para com a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, nas condições previstas na Lei nº 11.941/2009, houvese por reaberto até o até o último dia útil do mês de agosto de 2014. Lei nº 12.996, de 18 de junho de 2014 Art. 2º Fica reaberto, até o último dia útil do mês de agosto de 2014, o prazo previsto no §12 do art. 1º e no art. 7º da Lei no 11.941, de 27 de maio de 2009, bem como o prazo previsto no § 18 do art. 65 da Lei no 12.249, de 11 de junho de 2010, atendidas as condições estabelecidas neste artigo. Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 Art. 1o Poderão ser pagos ou parcelados, em até 180 (cento e oitenta) meses, nas condições desta Lei, os débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e os débitos para com Fl. 672DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/02/ 2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS 4 a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, inclusive o saldo remanescente dos débitos consolidados no Programa de Recuperação Fiscal – REFIS, de que trata a Lei no 9.964, de 10 de abril de 2000, no Parcelamento Especial – PAES, de que trata a Lei no 10.684, de 30 de maio de 2003, no Parcelamento Excepcional – PAEX, de que trata a Medida Provisória no 303, de 29 de junho de 2006, no parcelamento previsto no art. 38 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e no parcelamento previsto no art. 10 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002, mesmo que tenham sido excluídos dos respectivos programas e parcelamentos, bem como os débitos decorrentes do aproveitamento indevido de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI oriundos da aquisição de matériasprimas, material de embalagem e produtos intermediários relacionados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI, aprovada pelo Decreto no 6.006, de 28 de dezembro de 2006, com incidência de alíquota 0 (zero) ou como nãotributados. De acordo com o art. 5º da Lei nº 11.941/2009, a opção pelo parcelamento de que trata esta Lei importa confissão irrevogável e irretratável dos débitos em nome do sujeito passivo na condição de contribuinte ou responsável e por ele indicados para compor os referidos parcelamentos, configura confissão extrajudicial nos termos dos arts. 348, 353 e 354 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, e condiciona o sujeito passivo à aceitação plena e irretratável de todas as condições estabelecidas nesta Lei. Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 Art. 5o A opção pelos parcelamentos de que trata esta Lei importa confissão irrevogável e irretratável dos débitos em nome do sujeito passivo na condição de contribuinte ou responsável e por ele indicados para compor os referidos parcelamentos, configura confissão extrajudicial nos termos dos arts. 348, 353 e 354 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, e condiciona o sujeito passivo à aceitação plena e irretratável de todas as condições estabelecidas nesta Lei. Art. 6o O sujeito passivo que possuir ação judicial em curso, na qual requer o restabelecimento de sua opção ou a sua reinclusão em outros parcelamentos, deverá, como condição para valerse das prerrogativas dos arts. 1o, 2o e 3o desta Lei, desistir da respectiva ação judicial e renunciar a qualquer alegação de direito sobre a qual se funda a referida ação, protocolando requerimento de extinção do processo com resolução do mérito, nos termos do inciso V do caput do art. 269 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, até 30 (trinta) dias após a data de ciência do deferimento do requerimento do parcelamento. §1o Ficam dispensados os honorários advocatícios em razão da extinção da ação na forma deste artigo. §2o Para os fins de que trata este artigo, o saldo remanescente será apurado de acordo com as regras estabelecidas no art. 3o desta Lei, adotandose valores confessados e seus respectivos acréscimos devidos na data da opção do respectivo parcelamento. Fl. 673DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/02/ 2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS Processo nº 10670.000772/201092 Acórdão n.º 2401004.046 S2C4T1 Fl. 672 5 Mais adiante, o art. 12 da Lei nº 11.941/2009 atribuiu à RFB a competência para editar os atos necessários à execução do parcelamento de que ora se debate. Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 Art. 12. A Secretaria da Receita Federal do Brasil e a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, no âmbito de suas respectivas competências, editarão, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias a contar da data de publicação desta Lei, os atos necessários à execução dos parcelamentos de que trata esta Lei, inclusive quanto à forma e ao prazo para confissão dos débitos a serem parcelados. Nessa esteira, a PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL e o SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, tendo em vista o disposto no art. 12 da Lei nº 11.941/2009, editaram a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, cujo art. 13 expressamente dispõe que a inclusão no parcelamento de débitos objeto de discussão administrativa implica desistência da impugnação ou do recurso interposto e, cumulativamente, renúncia a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundamentam as referidas impugnações ou recursos administrativos. Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009 Art. 13. Para aproveitar as condições de que trata esta Portaria, em relação aos débitos que se encontram com exigibilidade suspensa, o sujeito passivo deverá desistir, expressamente e de forma irrevogável, da impugnação ou do recurso administrativos ou da ação judicial proposta e, cumulativamente, renunciar a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundam os processos administrativos e as ações judiciais, até 30 (trinta) dias após o prazo final previsto para efetuar o pagamento à vista ou opção pelos parcelamentos de débitos de que trata esta Portaria.(Redação dada pela Portaria PGFN/RFB nº 11, de 11 de novembro de 2009 ) Iluminese que o §2º do art. 78 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, estatui que o pedido de parcelamento, por qualquer de suas modalidades, tem por consequência direta a desistência tácita do recurso eventualmente interposto. Regimento Interno do CARF Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. §1º A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. §2º O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. §3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso Fl. 674DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/02/ 2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS 6 interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente. §4º Havendo desistência parcial do sujeito passivo e, ao mesmo tempo, decisão favorável a ele, total ou parcial, com recurso pendente de julgamento, os autos deverão ser encaminhados à unidade de origem para que, depois de apartados, se for o caso, retornem ao CARF para seguimento dos trâmites processuais. §5º Se a desistência do sujeito passivo for total, ainda que haja decisão favorável a ele com recurso pendente de julgamento, os autos deverão ser encaminhados à unidade de origem para procedimentos de cobrança, tornandose insubsistentes todas as decisões que lhe forem favoráveis. Dessarte, a desistência do Recurso Voluntário interposto e a renúncia a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundamentam as referidas impugnações ou recursos administrativos dessai automaticamente da legislação tributária de que trata o parcelamento ao qual aderiu o Autuado. Ante o exposto, pugnamos pelo não conhecimento do Recurso Voluntário interposto, em razão da perda do objeto, tendo em vista o requerimento de parcelamento formulado pelo Recorrente, e a ele deferido, circunstância que implica a renúncia tácita ao contencioso administrativo. 2. CONCLUSÃO Nesse contexto, pugnamos pelo não conhecimento do recurso voluntário interposto, pela perda do objeto, em razão da renúncia ao Contencioso Administrativo. É como voto. Arlindo da Costa e Silva, Relator. Fl. 675DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/02/ 2016 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS
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Numero do processo: 13888.723882/2011-50
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Feb 11 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2010
NORMAS PROCESSUAIS -REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO.
Para que seja admitido o recurso especial de divergência, além da tempestividade, faz-se necessário que a matéria tenha sido prequestionada, que a divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e os paradigmas seja específica. À míngua de prequestionamento ou de comprovação do dissídio jurisprudencial, não se pode abrir essa via recursal. Também não cabe recurso especial quando houver afronta à norma regimental que, expressamente, não admite o manejo desse recurso contra decisão de qualquer das turmas que tenha aplicado súmula de jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, da Câmara Superior de Recursos Fiscais ou do CARF. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 9303-003.434
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por não se ter preenchido os requisitos de admissibilidade.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente Substituto e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2010 NORMAS PROCESSUAIS -REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. Para que seja admitido o recurso especial de divergência, além da tempestividade, faz-se necessário que a matéria tenha sido prequestionada, que a divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e os paradigmas seja específica. À míngua de prequestionamento ou de comprovação do dissídio jurisprudencial, não se pode abrir essa via recursal. Também não cabe recurso especial quando houver afronta à norma regimental que, expressamente, não admite o manejo desse recurso contra decisão de qualquer das turmas que tenha aplicado súmula de jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, da Câmara Superior de Recursos Fiscais ou do CARF. Recurso não conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por não se ter preenchido os requisitos de admissibilidade. Henrique Pinheiro Torres - Presidente Substituto e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2233; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 2.264 1 2.263 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13888.723882/201150 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9303003.434 – 3ª Turma Sessão de 27 de janeiro de 2016 Matéria AI IPI Glosa de crédito de IPI Normas Processuas Recurso contra decisão que aplicou súmula do CARF. Recorrente Whirlpool S/A Interessado Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2010 NORMAS PROCESSUAIS REQUISITOS PARA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO. Para que seja admitido o recurso especial de divergência, além da tempestividade, fazse necessário que a matéria tenha sido prequestionada, que a divergência jurisprudencial entre o acórdão recorrido e os paradigmas seja específica. À míngua de prequestionamento ou de comprovação do dissídio jurisprudencial, não se pode abrir essa via recursal. Também não cabe recurso especial quando houver afronta à norma regimental que, expressamente, não admite o manejo desse recurso contra decisão de qualquer das turmas que tenha aplicado súmula de jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, da Câmara Superior de Recursos Fiscais ou do CARF. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por não se ter preenchido os requisitos de admissibilidade. Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 72 38 82 /2 01 1- 50 Fl. 2264DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/02/ 2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Relatório Tratase de auto de infração lavrado para constituir crédito tributário relativo ao imposto sobre produtos industrializados que o Sujeito Passivo teria deixado de recolher ou recolhido a menor, em razão de haver efetuado compensação com créditos que a Fiscalização reputou indevidos. A constituição do crédito foi efetuada com a exigibilidade suspensa e sem a multa de ofício, apenas para prevenir a decadência, nos termos do art. 63 da Lei nº 9.430/1996. Irresignada, a contribuinte apresentou em 26/10/2011 a impugnação de fls. 1.743/1.763, onde alegou, em síntese, que houve ofensa à coisa julgada; que o processo administrativo deveria ser sobrestado até o trânsito em julgado da discussão travada nos autos da Ação Ordinária nº 92.00.166610 e que deveria ser julgado improcedente o auto de infração Julgando o feito, o órgão julgador de primeira instância julgou improcedente a impugnação, em acórdão assim ementado. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2010 LANÇAMENTO. MATÉRIA DISCUTIDA EM AÇÃO JUDICIAL. Ainda que a matéria esteja sendo discutida em juízo, cabe ao fisco efetuar o lançamento, sob pena de responsabilidade funcional. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SOBRESTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal para o sobrestamento do julgamento de processo fiscal, dentro das normas reguladoras do Processo Administrativo Fiscal. DECISÃO JUDICIAL. PREVALÊNCIA SOBRE A ESFERA ADMINISTRATIVA. CRÉDITOPRÊMIO DE IPI. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. As decisões do Poder Judiciário prevalecem sobre o entendimento da esfera administrativa, assim, não se discute na esfera administrativa a mesma matéria discutida em processo judicial. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A cobrança de juros de mora pela taxa Selic, nos pagamentos fora de prazo dos débitos tributários, está prevista em Lei. Impugnação Improcedente Contra essa decisão, o sujeito passivo apresentou recurso voluntário, onde, em apertada síntese, reeditou os mesmos argumentos expendidos na impugnação, e deduziu os mesmos pedidos. Fl. 2265DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/02/ 2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13888.723882/201150 Acórdão n.º 9303003.434 CSRFT3 Fl. 2.265 3 A 2ª Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF entendeu que a concomitância de objeto entre processos administrativo e judicial, nos termos da Súmula nº 1 do CARF, importa em renúncia à instância administrativa. A decisão foi assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2010 Ementa: CONCOMITÂNCIA DE OBJETO ENTRE PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. SÚMULA CARF Nº 1. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. PROCESSO JUDICIAL EM FASE DE LIQUIDAÇÃO DO JULGADO. A busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, com o mesmo objeto da autuação, importa em renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito pela autoridade administrativa competente, devendo ser respeitado o que vier a ser decidido pelo Judiciário. Recurso voluntário não conhecido. A Contribuinte dissentiu dessa decisão e apresentou recurso especial, por meio do qual requereu o sobrestamento do presente processo administrativo, até o trânsito em julgado da discussão travada na Ação Ordinária nº 92.00166610, que impediria a continuidade de qualquer ato tendente à cobrança dos créditos tributários aqui em discussão. Por meio do despacho de fls. 2.241 a 2.243, o então Presidente da Segunda Câmara da Terceira Seção deu seguimento ao especial do sujeito passivo, por entender presentes os requisitos recursais. Cientificada desse despacho, a PGFN apresentou Contrarrazões, fls. 2.245 a 2.249, onde, em síntese, requer seja negado provimento ao Recurso Especial do contribuinte, mantendose incólume o acórdão atacado. É o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres O recurso é tempestivo, mas não deve ser admitido pelas razões a seguir expostas. A teor do relatado, o lançamento de ofício foi efetuado para prevenir a decadência e o crédito tributário constituído com a exigibilidade suspensa e sem multa de ofício, nos termos do art. 63 da Lei nº 9.430/1996, em razão de o sujeito passivo encontrarse acobertado por provimento judicial. Fl. 2266DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/02/ 2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Nestes autos, é incontroverso que o objeto da demanda judicial e a deste processo administrativo são os mesmos, fato que levou, como dito acima, à constituição do crédito com a exigibilidade suspensa e sem a multa de ofício. Essa concomitância concomitância de objeto entre processos administrativo e judicial levou o órgão julgador de primeira instância a não tomar conhecimento da impugnação e aplicar a denominada renúncia tácita à instância administrativa, cujos contornos foram traçados no Parágrafo Único do art. 38 da Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980. A seu turno, o Colegiado recorrido, em compasso com o órgão julgador de primeira instância, entendeu que a busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, com o mesmo objeto da autuação, importa em renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito pela autoridade administrativa competente, aplicando ao julgamento o enunciado da Súmula CARF nº 1, conforme se pode ver da ementa do acórdão ora em exame: SÚMULA CARF Nº 11. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. PROCESSO JUDICIAL EM FASE DE LIQUIDAÇÃO DO JULGADO. A busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, com o mesmo objeto da autuação, importa em renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito pela autoridade administrativa competente, merecendo acolhimento o recurso do contribuinte apenas na parte em que pede seja suspensa a exigibilidade até que seja proferida decisão judicial definitiva em sede de liquidação do julgado. De outro lado, o Regimento Interno do CARF, vigente à época da apresentação do Recurso Especial em análise, dispunha expressamente no § 2º do art. 67, não caber recurso de decisão que aplique súmula do CARF. Vejase a norma regimental: Art. 67. Omisso ................................................................................................ § 2º Não cabe recurso especial de decisão de qualquer das turmas que aplique súmula de jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, da Câmara Superior de Recursos Fiscais ou do CARF (...) O novo RICARF, também, trás essa norma, mas vai além, dispõe que não servirá como paradigma o acórdão que contrarie súmula do CARF. Art. 67. Compete à CSRF, por suas turmas, julgar recurso especial interposto contra decisão que der à legislação tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria CSRF. ........................................................................................................ § 12. Não servirá como paradigma o acórdão que, na data da análise da admissibilidade do recurso especial, contrariar: ......................................................................... III Súmula ou Resolução do Pleno do CARF. 1 Súmul CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois dolançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Fl. 2267DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/02/ 2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13888.723882/201150 Acórdão n.º 9303003.434 CSRFT3 Fl. 2.266 5 Diante dessa norma regimental, não há como admitir o especial apresentado pelo sujeito passivo. Há, ainda, dois outros motivos que impedem o conhecimento do recurso, quais sejam, a ausência de prequestionamento e do necessário e indispensável requisito do dissídio jurisprudencial. Esquadrinhando o acórdão recorrido, verificase que a questão do sobrestamento é retratada no relatório, mas não é abordada no voto condutor, na ementa nem na parte dispositiva do acórdão, ou seja, não foi prequestionada. assim, nos termos do 2§ 3º do art. 67 do RICARF, o recurso especial do sujeito passivo não poderá ter seguimento. Se as razões exposta acima não fossem suficientes para se determinar o não conhecimento do recurso especial, há, ainda, a questão da ausência de dissídio jurisprudencial, que se verá linhas abaixo. No tocante à divergência jurisprudencial, o sujeito passivo fez juntar dois acórdãos, o de nº 330200.555, da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF, e o de nº 10614.788 da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. Cotejando o acórdão recorrido com o primeiro paradigma, vêse que, ao contrário do alegado pela defesa, não há divergência, mas absoluta convergência de interpretação da legislação, pois, em ambos os acórdãos a decisão foi pela aplicação da Súmula nº 1 do CARF, como se pode verificar da leitura da ementa do acórdão paradigma, transcrita abaixo. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/09/2004 a 31/12/2007 IPI. LANÇAMENTO PARA PREVENIR DECADÊNCIA. Devem ser constituídos através do lançamento, sem imposição de multa, os valores do IPI suspensos por medida judicial, conforme inteligência do artigo 151 do CTN c/c art. 63 da Lei nº 9.430/96. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO ENTRE PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. Nos termos do princípio da unicidade da jurisdição, a busca da tutela jurisdicional do Poder Judiciário, com o mesmo objeto da autuação, importa em renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito pela autoridade administrativa competente. Aplicação da Súmula CARF nº 1. TAXA SELIC. ALEGAÇÃO DE ILEGALIDADE. Descabe a apreciação, no julgamento administrativo, de aspectos relacionados à inconstitucionalidade ou à ilegalidade de juros exigidos com amparo em lei vigente. Aplicação da 2 § 3º O recurso especial interposto pelo contribuinte somente terá seguimento quanto à matéria prequestionada, cabendo sua demonstração, com precisa indicação, nas peças processuais. Fl. 2268DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/02/ 2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 Súmula CARF nº 2. Ademais, os débitos tributários estão sujeitos a incidência da SELIC. Aplicação da Súmula CARF nº 4. JUROS. INCIDÊNCIA SOBRE CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUSPENSO. Os juros de mora são devidos caso não haja depósito no montante integral. Aplicação da Súmula CARF nº 5. Recurso Voluntário Negado. Esclareçase, por oportuno, que o resultado desse julgamento foi no sentido de se negar provimento ao recurso voluntário que combatia a decisão de primeira instância, a qual diante de lançamento efetuado para prevenir a decadência, com exigibilidade suspensa, em razão de concessão de liminar em Mandado de Segurança também aplicou o enunciado da Súmula nº 1 do CARF e reconheceu a denominada renúncia à via administrativa em razão de o sujeito ter procurado tutela jurisdicional versando sobre o mesmo objeto do processo administrativo. Confirase a fundamentação desse acórdão, no tocante a aplicação dessa súmula. Conforme já aventado, a incidência do IPI relativo à venda de ração para animais (TIPI 2309.1000), alvo do auto de infração, está sendo discutida judicialmente, ou seja, há concomitância de objeto entre os processo administrativo e judicial, o que implica dizer, quanto à matéria em apreço, que o exame do recurso deve permanecer sobrestado até o final do julgamento do mandado de segurança e, por conseguinte, não deve ser tomado conhecimento dessa matéria. Nesse sentido temos a Súmula CARF nº 1 a qual aqui aplicase. Destaquei Notese que, ao contrário do que quer fazer crer a recorrente, a decisão do paradigma, embora não seja um primor de objetividade, foi, indubitavelmente, no sentido de não se conhecer da matéria, como aliás, já havia decido, nesse sentido, o órgão julgador de primeira instância. Daí o resultado do julgamento ter sido por negar provimento ao recurso voluntário. Assim, tornase imperioso reconhecer que o acórdão nº 330200.555 não serve para comprovar o necessário dissídio jurisprudencial, vez que, tanto o paradigma quanto o recorrido caminharam no mesmo sentido. Em relação ao acórdão 10614.788, melhor sorte não assiste à recorrente, pois predita decisão, também, não serve para comprovar a divergência, vez que a situação ali tratada é bastante distinta da destes autos. Aqui, o lançamento foi lavrado para prevenir a decadência em razão de o sujeito passivo está abrigado por provimento jurisdicional, já lá no paradigma, quando da autuação o sujeito passivo não se encontrava ao abrigo de qualquer medida judicial, demais disso, os objetos dos processos administrativo e judicial eram diferentes, lá não havia renúncia a ser aplicada. A demanda judicial, quando muito, poderseia ser considerada questão prejudicial ao julgamento do processo administrativo, como entendeu o colegiado. vejase a ementa desse acórdão: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SOBRESTAMENTO Pendência de decisão judicial que influencia nos fundamentos do lançamento do crédito tributário enseja o sobrestamento do julgamento administrativo nos termos do artigo 265 do Código de Processo Civil. Recurso sobrestado. Lá, nos autos onde foi proferido o acórdão 10614.788, o sujeito passivo havia impetrado mandado de segurança para impedir que a Receita Federal utilizasse as Fl. 2269DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/02/ 2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13888.723882/201150 Acórdão n.º 9303003.434 CSRFT3 Fl. 2.267 7 informações da CPMF paga pelo sujeito passivo na fiscalização de imposto de renda da pessoa física, mas, até a data do julgamento não obtivera sucesso, o processo judicial estava em grau de recurso. Já o objeto da autuação era a exigência de imposto de renda da pessoa física da autuada. Portanto, os objetos dos processos administrativo e judicial eram distintos, não havendo possibilidade de se aplicar a renúncia à instância administrativa. Já a situação destes autos, há, indiscutivelmente a concomitância, e, por conseguinte, a obrigatoriedade de se aplicar à renúncia às instâncias administrativas, como, acertadamente, fizeram os órgãos julgadores que nos precederam. Aliás, devese esclarecer que, no próprio auto de infração consta, expressamente, que o lançamento foi efetuado para prevenir a decadência, e, por conseguinte, com a exigibilidade suspensa e sem multa de ofício. Demais disso, quando do julgamento do recurso voluntário relativo ao acórdão 10614.788, não havia súmula versando sobre concomitância. Esse fato, por si só, já diferencia as situações, o que de per si, afasta qualquer possibilidade de se formar o dissídio jurisprudencial. Diante do exposto, podese concluir que os paradigmas trazidos pelo sujeito passivo não comprovam o necessário dissídio jurisprudencial, o que impede que se conheça do recurso interposto pelo sujeito passivo. Com essas considerações, voto no sentido de não se conhecer do recurso especial apresentado pelo Sujeito Passivo. Henrique Pinheiro Torres Relator Fl. 2270DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 05/02/ 2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 10930.902926/2009-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
NULIDADE. CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA.
Não comprovado o alegado cerceamento ao direito de defesa é de se afastar a preliminar de nulidade alegada.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO NO PER/DCOMP.
Comprovada a inexistência do direito creditório informado no PER/DCOMP, porque utilizado em outros PERDCOMP, é de se confirmar a não homologação da compensação declarada nos autos.
SUBSTITUIÇÃO DO CRÉDITO INDICADO NO PER/DCOMP
Não remanescendo crédito algum para a declaração de compensação em análise, incabível é a alteração do PERDCOMP para substituir o crédito indicado pelo interessado por outro crédito distinto do confrontado nos presentes autos.
Numero da decisão: 1201-001.310
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em afastar a preliminar de nulidade, e no mérito, NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Cuba Netto - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Cuba Netto, Ester Marques Lins de Sousa, João Carlos de Figueiredo Neto, Luis Fabiano Alves Penteado e Roberto Caparroz de Almeida.
Nome do relator: Ester Marques Lins de Sousa
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CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. Não comprovado o alegado cerceamento ao direito de defesa é de se afastar a preliminar de nulidade alegada. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO NO PER/DCOMP. Comprovada a inexistência do direito creditório informado no PER/DCOMP, porque utilizado em outros PERDCOMP, é de se confirmar a não homologação da compensação declarada nos autos. SUBSTITUIÇÃO DO CRÉDITO INDICADO NO PER/DCOMP Não remanescendo crédito algum para a declaração de compensação em análise, incabível é a alteração do PERDCOMP para substituir o crédito indicado pelo interessado por outro crédito distinto do confrontado nos presentes autos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em afastar a preliminar de nulidade, e no mérito, NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Presidente (documento assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 90 29 26 /2 00 9- 31 Fl. 244DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/02/2016 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10930.902926/200931 Acórdão n.º 1201001.310 S1C2T1 Fl. 3 2 Ester Marques Lins de Sousa Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Cuba Netto, Ester Marques Lins de Sousa, João Carlos de Figueiredo Neto, Luis Fabiano Alves Penteado e Roberto Caparroz de Almeida. Relatório Por economia processual e bem resumir os fatos adoto o relatório da decisão recorrida, que a seguir transcrevo: Trata o presente processo da compensação declarada por meio do PER/DCOMP nº 22643.93638.150506.1.3.042368 (fls. 0206),relativa à compensação de R$ 17.085,35 de PIS (código de receita 2172) e R$ 20.692,96 (R$ 10.346,48 de principal e R$ 10.346,48 de juros de mora) de PIS (código de receita 8109) do mês de março/2006, com utilização da parcela de R$ 29.033,44 do direito creditório de R$ 66.308,47 oriundo do pagamento indevido ou a maior, em 30/07/2004, da 1ª quota do IRPJ com base no lucro presumido (código de receita 2089) do 2º trimestre/2004 (R$ 66.308,47). Ressaltese que tal direito creditório foi inicialmente informado no PER/DCOMP nº 16050.24424.150506.1.3.040788 (fls. 0000). 2. A DRF/Londrina, por meio de Despacho Decisório proferido em 20/04/2009 (fl. 07), não homologou a compensação declarada em face da inexistência do direito creditório, haja vista o recolhimento efetuado em 30/07/2002 ter sido integralmente alocado ao débito de IRPJ com código de receita 2089 do 1º trimestre/2004. 3. Regularmente cientificada desse Despacho Decisório por via postal, em 05/05/2009 (fl. 09), a reclamante, por intermédio de seu representante legal (mandato à fl. 15),apresentou, em 04/06/2009, a tempestiva manifestação de inconformidade de fls. 1114, cujas alegações são sintetizadas a seguir: a) argúi a preliminar de nulidade em face de não ter tido oportunidade de esclarecer eventuais equívocos ou entendimentos passíveis de correção durante a análise do pedido de compensação, a fim de comprovar a realidade dos fatos e a existência do direito creditório indicado; b) aduz que, conforme comprova a DCTF do 2º trimestre/2004, apurouse uma diferença de R$ 44.581,47 de IRPJ em favor da interessada; que o crédito em questão decorre do recolhimento a maior de IRPJ do 2º trimestre/2004, cujo débito foi pago originalmente em três DARF’s,sendo o crédito correspondente ao valor integral de um deles. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/02/2016 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10930.902926/200931 Acórdão n.º 1201001.310 S1C2T1 Fl. 4 3 A 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ/Curitiba/PR) julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade da pessoa jurídica e por conseqüência não reconheceu o direito creditório pleiteado, conforme decisão proferida no Acórdão nº 0638.407, de 08 de novembro de 2012, cientificado ao interessado em 28/11/2013, conforme o Aviso de Recebimento (AR). O mencionado acórdão está assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano calendário:2004 NULIDADE. Além de não se enquadrar nas causas enumeradas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, e não se tratar de caso de inobservância dos pressupostos legais para lavratura do auto de infração, é incabível falar em nulidade do lançamento quando não houve transgressão alguma ao devido processo legal. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano calendário:2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SOB CONDIÇÃO RESOLUTÓRIA DE SUA ULTERIOR HOMOLOGAÇÃO. A compensação declarada pelo sujeito passivo, na qual constam informações relativas aos créditos utilizados e aos débitos a serem compensados, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO NO PER/DCOMP. Inexistindo comprovação do direito creditório informado no PER/DCOMP, é de se confirmar a não homologação da compensação declarada nos autos. Cientificada da mencionada decisão em 28/11/2013, a pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 18/12/2013, no qual argúi preliminar de nulidade em relação à decisão recorrida e no mérito, aduz que demonstrou que possuía créditos líquidos e certos devidamente escriturados e informados em DCTFs suficientes para a compensação pleiteada. Em PRELIMINAR A Recorrente alega que na Manifestação de Inconformidade apresentara pedido específico para reunião de todos os pedidos de compensação e consequente perícia para que fosse apurado o direito ou não das compensações pretendidas nos PER/DCOMP: 13677.72727.170306.1.3.04.2033; 08168.57120.260906.1.7.04.0619; 17057.69360.300905.1.3.049574; 29527.28792.170106.1.3.043945; 16625.11744.150905.1.3.043042; 32524.41535.310805.1.3.041898 e Fl. 246DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/02/2016 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10930.902926/200931 Acórdão n.º 1201001.310 S1C2T1 Fl. 5 4 17272.29062.310106.1.3.049566, já que todas dependem dos mesmos elementos de prova e estão interligadas uma às outras, entretanto, a Autoridade Julgadora, não se pronunciou, deferindo ou indeferindo, fundamentadamente, tal pedido, acarretando assim verdadeiro cerceamento de defesa por infringência do Processo Administrativo Fiscal, Artigos 9o § 1o, 18 e 28 do Decreto N° 70.235/72, combinado com a Portaria RFB 666/2008. No MÉRITO a Recorrente alega que: os créditos foram apurados trimestralmente de acordo com a planilha anexa aos autos, mediante o confronto entre o valor pago à título de IRPJ e CSLL e o valor efetivamente devido; os créditos apurados constantes da planilha, foram contabilizados em conta de ativo n° 1.1.3.02.01 Impostos a recuperar, em contrapartida de conta passiva n° 2.4.4.01.01 Reversão de Impostos e, posteriormente, transferidos para uma conta de resultado n° 2.4.3.01.06 lucros, conforme contas gráficas anexas; os créditos devidamente escriturados, foram informados à SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL através das DCTFs retificadoras dos respectivos trimestres, conforme recibos de entregas; diante do montante do crédito líquido e certo escriturado na conta IMPOSTOS A RECUPERAR e informados nas DCTFs retifícadoras, a Recorrente passou a compensar seu crédito corrigido monetariamente a partir do mês de agosto de 2005; em alguns casos a informação do PER/DCOMP não corresponde com o período apuração do crédito dela constante, sendo que deveriam ser informados saldos remanescentes de outras PER/DCOMPs como ali demonstrado ou de créditos ainda não utilizados; apesar do erro na informação do crédito no PER/DCOMP em referência, isto não impossibilita que a Recorrente tenha atendido o seu direito a compensação, vez que tem amparo nos dispositivos legais que regem a compensação; além de amparada pela lei, pela liquidez e certeza de seus créditos devidamente escriturados, a Recorrente anexa as contas gráficas correspondentes à escrituração contábil, bem como o Resumo da utilização dos créditos devidamente atualizados, onde se demonstra que de um total de R$ 914.147,71, foi compensado somente R$ 884.784,77, restando um saldo positivo de R$ 29.362,94 de crédito a recuperar. Finalmente requer seja provido o recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/02/2016 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10930.902926/200931 Acórdão n.º 1201001.310 S1C2T1 Fl. 6 5 O presente processo tem origem no PER/DCOMP n.° 22643.93638.150506.1.3.042368, transmitido eletronicamente em 15/05/2006, em que a contribuinte pretende compensar débitos de Cofins Março/2006 e PIS Março/2006, com utilização da parcela de R$ 29.033,44 do crédito de R$ 66.308,47 oriundo do pagamento indevido ou a maior, em 30/07/2004, da 1ª quota do IRPJ com base no lucro presumido (código de receita 2089) do 2º trimestre/2004 (R$ 66.308,47). Consta do Relatório da decisão recorrida que tal direito creditório foi inicialmente informado no PER/DCOMP nº 16050.24424.150506.1.3.040788. Do Despacho Decisório expedido em 20/04/2009, fl.06, pela autoridade administrativa originária da DRF de Londrina/PR, consta que foi localizado o pagamento relativo ao DARF acima, mas integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos declarados no PER/COMP. Irresignada com o Despacho Decisório, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade que analisada em sede de 1ª instância, a 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (Curitiba/PR) mediante o Acórdão nº 0638.407, de 08 de novembro de 2012, julgou IMPROCEDENTE a Manifestação de Inconformidade e manteve a não homologação da compensação sob o fundamento de que a interessada utilizou o direito creditório em outros PERDCOMP que discrimina, razão pela qual não remanesceu crédito algum para a declaração de compensação em análise. Em sede recursal a Recorrente, preliminarmente, argúi nulidade em relação à decisão recorrida. Alega que, na Manifestação de Inconformidade apresentara pedido específico para reunião de todos os pedidos de compensação e consequente perícia para que fosse apurado o direito ou não das compensações pretendidas (PER/DCOMPs: 13677.72727.170306.1.3.04 2033; 08168.57120.260906.1.7.040619; 17057.69360.300905.1.3.049574; 29527.28792.170106.1.3.043945; 16625.11744.150905.1.3.043042; 32524.41535.310805.1.3.041898 e 17272.29062.310106.1.3.049566) já que todas dependem dos mesmos elementos de prova e estão interligadas uma às outras, entretanto, a Autoridade Julgadora, não se pronunciou, deferindo ou indeferindo, fundamentadamente, tal pedido, acarretando assim verdadeiro cerceamento de defesa por infringência do Processo Administrativo Fiscal, Artigos 9o § 1o, 18 e 28 do Decreto N° 70.235/72, combinado com a Portaria RFB 666/2008. Consta da decisão recorrida o seguinte: 11. A interessada informou direito creditório de R$ 66.308,47, mas utilizou R$ 140.568,43 nas seguintes declarações de compensação: . PER/DCOMP nº 16050.24424.150506.1.3.040788, no qual o crédito foi inicialmente informado e cuja compensação foi homologada tacitamente...................................... R$ 21.081,95. . PER/DCOMP nº 34937.54113.150506.1.3.043062 (processo nº 10930.903204/200901) ........................... R$ 45.226,52. Fl. 248DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/02/2016 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10930.902926/200931 Acórdão n.º 1201001.310 S1C2T1 Fl. 7 6 . PER/DCOMP nº 22643.93638.150506.1.3.042368 (processo em análise)................................................... R$ 29.033,44. . PER/DCOMP nº 18611.51751.310506.1.3.043147 (processo nº 10930.903206/200992) ................................ R$ 45.226,52. Total .............. R$ 140.568,43 A Recorrente alega, porém não demonstra quais elementos de prova vinculam os outros PER/DCOMP ao PER/DCOMP sob análise. Tampouco, contesta a utilização do crédito conforme detalhado acima. Todas as provas (DIPJ, DCTF, extrato SIEF/DARF e PER/DCOMP ) que firmaram a convicção da autoridade julgadora se encontram presentes nos autos tendo em vista que fora reconhecido o alegado pagamento a maior declarado no PER/DCOMP, apenas não homologada a compensação por haver o contribuinte utilizado o crédito nos mencionados PER/DCOMP, conforme detalhado na decisão recorrida, sobre o que não há contestação da Recorrente. Desse modo, não comprovado o cerceamento ao direito de defesa é de se afastar a preliminar de nulidade alegada. No mérito, a Recorrente alega que os créditos foram apurados trimestralmente de acordo com a planilha anexa aos autos, mediante o confronto entre o valor pago à título de IRPJ e CSLL e o valor efetivamente devido. Consta da tal planilha que em relação ao 2º trimestre de 2004, o IRPJ devido é no valor de R$ 154.343,95 e pago o montante de R$ 198.925,41. Portanto, o valor do crédito é na ordem de R$ 44.581,46. De acordo com a decisão de 1ª instância o pagamento a maior foi reconhecido mas utilizado para compensar débitos em outros PER/DCOMP, conforme se vê do excerto que a seguir transcrevo: ... 17. Dessa forma, considerando que o direito creditório de R$ 44.581,47 já foi utilizado nos PER/DCOMP’s nºs 16050.24424.150506.1.3.040788 e 34937.54113.150506.1.3.04 3062, verificase que não remanesceu crédito algum para a declaração de compensação em análise. ... Como afirmado acima a Recorrente não contesta a utilização em outros PER/DCOMP do pagamento dito efetuado a maior conforme detalhamento acima. Todavia, insiste em quitar por compensação os débitos informados no PER/DCOMP sob análise, e, para tanto alega que além de amparada pela lei, pela liquidez e certeza de seus créditos devidamente escriturados, a Recorrente anexa as contas gráficas correspondentes à escrituração contábil, bem como o Resumo da utilização dos créditos Fl. 249DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/02/2016 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10930.902926/200931 Acórdão n.º 1201001.310 S1C2T1 Fl. 8 7 devidamente atualizados, onde se demonstra que de um total de R$ 914.147,71, foi compensado somente R$ 884.784,77, restando um saldo positivo de R$ 29.362,94 de crédito a recuperar. De fato, em sede recursal a contribuinte apresenta o "Resumo 2001 a 2005" o qual contempla supostas diferenças de créditos apurados/utilizados de setembro/2001 a junho de 2005, concluindo no total geral por suposto crédito de R$ 29.362,94 ainda não utilizado. A Recorrente pretende tratar o caso (saldos remanescentes de outros PERDCOMP) como "erro na informação do crédito no PER/DCOMP em referência", alegando que isto não impossibilita que a Recorrente tenha atendido o seu direito a compensação, vez que tem amparo nos dispositivos legais que regem a compensação. A pretensão da Recorrente configura substituição do crédito informado no PER/DCOMP por outro intitulado "Resumo de Divergência". Tratase de inovação, novo pedido, distinto do crédito relativo ao IRPJ do 2º trimestre de 2004, objeto do PER/DCOMP sob análise, portanto, matéria distinta da discutida nos presentes autos. Tal hipótese aventada pela Recorrente exige apresentação de novo PER/DCOMP e os acréscimos legais devem ser calculados desde o vencimento da obrigação até a data de transmissão do novo PER/DCOMP. Pois o PER/DCOMP sob análise não teve o condão de extinguir o crédito tributário, pela improcedência do crédito informado. Portanto, não remanescendo crédito algum para a declaração de compensação em análise, incabível é a alteração do PER/DCOMP para substituir o crédito indicado pelo interessado por outro crédito distinto do confrontado nos presentes autos. Dessa forma, indeferese o pleito da Recorrente, e, inexistindo comprovação do direito creditório informado no PER/DCOMP porque utilizado em outros PERDCOMP, é de se confirmar a não homologação da compensação declarada nos autos. Diante do exposto, voto no sentido de afastar a preliminar de nulidade suscitada pela defesa, e no mérito, NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 02/2016 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/02/2016 por MARCELO CUBA NETTO
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