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Numero do processo: 10120.011761/2007-69
Data da sessão: Mon May 10 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon May 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/1998 a 30/09/1998
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - DECADÊNCIA DO DIREITO DO FISCO.
Restando configurado o Lançamento por homologação, o prazo de decadência do direito do fisco a lançar a contribuição rege-se pela regra do art. 150, §4º, do CTN, operando-se em cinco anos contados da data do fato gerador.
Decadência declarada de ofício.
Numero da decisão: 9202-000.803
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em declarar de ofício a decadência do direito de constituir o crédito tributário.
Nome do relator: Manoel Coelho Arruda Junior
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'clop op upu9n000 e upennichnop Os omus `opewcon oup9.1a o owawunuuujop on&ipxa O owou1136uut o owoumuoti aolowati uanclud upuozud up uto.i9u! r owoD .iopuiaV om op u!ouan000 13 ulup 13 mow! ouuoi moo W9,1 sour ()pup so onb ujo osolocivi `og!p93 owsow op UT .41u op ot § ou opialso.riunuoouo BJd `Nio op EL ou upuuriso Imog 1l2a.1 up os-uooisap repuopuoop ozuld op woSuwoo `ou5nSoloutoti iod owowuõuut op uoputuoisIs i os-opuumowu Apunswunpu apuppowu outuxo op.9.td tuas `owawaud o Jucipowu op loAap o oAlssud ouofns o Incluve ouauispai utno tpuinqul uzonuru upupuomnoid or5!ncunuo3 u opal 'o owowebuui nos op uppuwais!s U !ougop onb 9 owqin upuo op ulou9plow op algal i onb ulsIA wo opuol `uussy i! „ HID or.tdodcl op ulogwatill DU .„0,1212ff rcio °rod Dpp laXd apDpptiio Dp ojitazuparproo„ 00 opyttororptro-o Dorf 0y51J2o10ut0q y aittopudi ntriDdisrupupo apDppollw op oitiatimaao.td o Vftc no 'o75D1ng.t.t1 V s-ollofns- .s-olly to copai ap ammo ott `oitiourpmatoxout 'Dayclun: vppll000.t Dbutoib man ap DpUpplfin 01) 012,5D1112i1D D pub o) iaopoccoJ opu zurs-so OUISOU1 Op1117.5'd,S" lug
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Data da sessão: Thu Aug 21 00:00:00 UTC 1997
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(SUCESSORA DE CLEUSA MOURA & CIA LTDA.) Sessão de : 21 DE AGOSTO DE 1997 ACÓRDÃO n° : 1 o 1 -91 . 308 TRIBUTAÇÃO REFLEXA-PIS/ FATURAMENTO - Negado provimento ao recurso de ofício apresentado no processo principal - IRPJ -, por uma relação de causa e efeito, nega-se, igualmente, provimento ao decorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por pela DRF EM SÃO PAULO - SP ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício, de acordo com o decidido no processo principal através do acórdão n. 101-90.836, de 19/03/97, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. _ 400/...0- - 2- LON PP r.- - ' -0•RIGUES di,P r e., k T. 4,!"; ,, --t:-• ..,-,/ CELS• ,- fES -EITeSA r LAT 00 R FORMALIZADO EM: 23-----: Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ._ JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENTEL, KAZUKI SHIOBARA, SEBASTIAO RODRIGUES CABRAL e SANDRA MARIA FARONI. MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 13805/004.857/93-21 ACÓRDÃO N° : 101 -91 . 308 RECURSO N° :11235 RECORRENTE : DRF EM SÃO PAULO - SP RECORRIDA : CLEUSA PRESENTES LTDA. (SUCESSORA DE CLEUSA MOURA & CIA) RELATÓRIO Foi a Recorrida autuada em tributação reflexa Pis/Faturamento, assim descrita a imputação referente ao exercício de 1990, verbis: "Lançamento decorrente de fiscalização do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, na qual foi(ram) apurada(s) a(s) infração(ôes) abaixo descrita(s), ocasionando, por conseguinte, insuficiência na determinação da base desta contribuição. Lucro Real 1- Omissão de Receitas Saldo Credor de Caixa Omissão de receita operacional caracterizada pela ocorrência de saldo credor de caixa, conforme termo de constatação número 02. 2- Omissão de Receitas ( Passivo Fictício Omissão de receita operacional, caracterizad/ pela manutenção, no passivo, de obrigação já pag a e/ou incorporada, conforme termo de constatação número 01. 3- Omissão de Receitas - Pagamentos efetuados com recursos estranhos à contabilidade. MINISTÉRIO DA FAZENDA 3 PRIMEIRO CONSELHO DOS CONTRIDUINTOG Omissão de receita operacional, caracterizada pela não contabilização de pagamentos de despesas operacionais, conforme termos de constatação números 01 a 04, referentes à despesas sem comprovações. 4- Custos, Despesas Operacionais e Encargos Custos, Despesas Operacionais e Encargos não necessários Valor apurado conforme termo de constatação número 04, despesas indevidas. ENQUADRAMENTO LEGAL: Art. 30, alínea "h" da Lei Complementar 7/70, c/c art. 1°, parágrafo único da Lei Complementar 17/73, título 5, capítulo 1, seção 1, alínea "b", itens I e II, do Regulamento do PIS/PASEP, aprovado pela Portaria ME 142/82, e art. 1" do Decreto Lei 2445/99 c/c art. 1° do Decreto Lei 2449/88." A impugnação apresentada pela Recorrida encontra-se a fls. 21/25, com referência à apresentada no processo matriz n. 13805/004.854/93-32 - 1RPJ, do qual este é decorrente. A r. decisão monocrática, a fls. 35/36, assim se manifestou para manter em parte o lançamento: „... ISTO POSTO, e CONSIDERANDO que a ação fiscal do processo Øiatriz foi julgada parcialmente procedente nesta instância, conforme cópia da decisão juntada a fls. 29/34; CONSIDERANDO que a decisão no processo reflexo segue o decidido no processo matriz; CONSIDERANDO que a receita omitida na pessoa jurídica enseja o recolhimento da contribuição ao Programa de Integração Social (P1S/FATURAMENTO), por força do art. 30 , "b", da Lei Complementar n. 7/70 combinado com o art. 1 0 , parágrafo único, letra "b" da Lei Complementar MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 17/73, art. 1°, do Decreto-lei n. 2.445/88 c/c o art. 1° do Decreto-lei n. 2.449/88; CONSIDERANDO, entretanto, que a Resolução n. 49/95, do Senado Federal, considerou suspensa a execução dos Decretos-leis ns. 2445/88 e 2449/88; CONSIDERANDO o contido na Medida Provisória n. 1175, de 27/10/95, e reedições posteriores que, em seu artigo 17, inciso VIII, determina seja o PIS cobrado com base no exigido pelo Lei Complementar n. 07/70 e alterações posteriores, sendo, segundo tais diplomas, de 0,75% a alíquota aplicável; e CONSIDERANDO, ainda, que o agravemto do lançamento referente ao PIS/FATURAMENTO, somente seria alcançado pelo instituto da decadência, no prazo de 10 anos, conforme o art. 30 do Decreto-lei n. 2.052/83; e CONSIDERANDO tudo o mais que do processo consta; DECIDO tomar conhecimento da impugnação por tempestiva, para no mérito DEFERI-LA PARCIALMENTE e agravar o lançamento relativo ao PIS/FATURAMENTO em 0,10%, visto a exigência haver sido calculada a alíquota de 0,65%, quando o correto seria a aplicação da alíquota de 0,75%. Deste ato recorro de ofício ao Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes, ..." Devidamente intimada, em 06/09/96, fls. 38v 0 , da r. decisão monocrática, que AGRAVOU o lançamento, a Recorrida, no prazo legal, não apresentou recurso. É o relatório. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DOS CONTRIBUINTES PROCESSO N°: 13805/004.857/93-21 ACÓRDÃO N° 101-91.308 VOTO CONSELHEIRO, CELSO ALVES FEITOSA - RELATOR Recurso de ofício. No processo causa, IRPJ, foi negado provimento ao recurso de ofício - ACÓRDÃO n. 101-90.836, de 19/03/97. Os fundamentos da decisão da autoridade monocrática, no processo reflexo, ficam sujeitos, em regra, em revisão por força do recurso, ao decidido no processo-causa, que no caso afastou parte da tributação. Assim, por uma relação de causa e efeito, nego provimento ao recurso de ofício. É o meu voto. Sala da Sessõe - -m 21 de Agosto de 1997. dii‘ • / 00 AL ES EITOSA brasilia / aaf Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10140.000618/85-09
Data da sessão: Mon Mar 10 00:00:00 UTC 1986
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Numero da decisão: 101-76464
Nome do relator: Não Informado
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Sessão de 10 de março de 1986 ACORDÃO N.° .. i. .. . 1.--.:16...4.6.4 Recurso n.° 89.560 - IRPJ - Exercício de 1981 Recorrente CONCEL ENGENHARIA LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM CAMPO GRANDE - MS. IRPJ - ARBITRAMENTO DE LUCRO - EMPRESA QUE SE DEDICA à CONSTRUÇÃO MEDIAWVE ,CONTRATO DE EMPREITADA.- Não tendo a Contribuinte comprovado que toda a sua renda provém de contrato de empreitada misto, no qual o em preiteiro fornece o material, é de con- cluir-se pelo acerto do lançamento que ar- bitrou o lucro, utilizando o percentual= cernente a prestação de serviços (alínea.- "c” do item II da Portaria 22/79. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re- curso interposto por CONCEL ENGENHARIA LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nosr=rmos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgadeff rii-:ala das : il -s-:o-z' (DF), em 10 de março de 1986lailir AMOR O '':-/ dO''ERNANr ) - PRESIDENTE / _: 6-- ÊL-U.--(..x.-• --J(5:ÈEDIeA';'* *i'ç4. DE ALCKMIN - RELATOR ! ----/ AGOSTINHO FLORES - PROCURADOR DA FAZENDA VISTO EM NACIONAL SESSÃO DE:1 3 MAR 1936 V.v. /i Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Con selhéiros: SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CAR- LOS ALBERTO GONÇALVES NUNES; AGOSTINHO SERRANO FILHO, ALCEU' DE AZEVEDO FONSECA PINTO e RAUL PIMENTEL. 2 efri SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10140-000.618/85-09 RECURSO NO: 89.560 ACÓRDÃO N9: 101-76.464 RECORRENTE CONCEL ENGENHARIA LTDA. RELATÓRIO Na sessão desta Câmara, realizada em 18 de setem- bro de 1985, fiz o seguinte relatório: Lê fls. 24/25. Tendo em vista a alegação da Recorrente de que o total de sua renda bruta decorreu de contratos de empreitada em que ficou a seu cargo o fornecimento de todo o material, propus a realiiação de diligência a fim de que se averigfiasse da procedên- cia do afirmado pela Interessada, Igualmente, sugeri que fossem juntados ao processo o contrato social da autuada, exemplares de contrato de empreitada e notas fiscais emitidas pela Empresa, soui citando, outrossim, que se informasse sobre realizar ou não a Re- corrente venda de mercadorias. A referida proposta foi acolhida por este Colegiado, em Resolução que tomou o n9 101-01.875. O processo foi encaminhado à Delegacia da Receita Federal em Campo Grande - MS, que, em 8 de outubro de 1985, ,no tificou a Contribuinte para apresentar os documentos e esclareci-- mentos suprareferidos. A Interessada, entretanto, não atendeu o solicita do, apesar de o mesmo ter sido reiterado através d• 4 verbais, conforme esclarece o termo de fls. 599,4 MF - DF /19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10140-000.618/85-09 3 Acórdão n9 101-76.464 Isto posto, devolveram-se os autos ao Primeiro Con selho de Contribuintes, em 21 de janeiro do corrente ano. É o relatório. VOTO_ Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator: A Requerente teve ciência da decisão de primeiro grau em 22 de julho de 1985, e protocolizou o seu apelo em 15 de agosto seguinte, portanto dentro do prazo de trinta dias faculta- do pelo art. 33 do Decreto n9 70.235/72. Tempestivo o recurso, e manifestado nos moldes legais, dele tonto conhecimento. No mérito, a Recorrente insurge-se contra o percen tual adotado no arbitramento de lucro procedido em relação ao exer cicio de 1981, alegando que a sua atividade resume-se à empreita- das nas quais o fornecimento de materiais fica a seu encargo, e que sua margem de lucro se situaria entre 5% a 10%, como de resto para todo o ramo de construção civil. O argumento expendido pela Recorrente causou-me ai guma impressão, Isto porque, em se tratando de contrato de emprei- tada, no qual o empreiteiro fornece também o material, há quem' defenda que neste caso o contrato seja, na verdade de compra e venda, Assim, por exemplo, entende LUDWIG ENNECERUS, no célebre TRATADO DE DERECHO CIVIL - DERECHO DE OBLIGACIONES, tradução espa nhola, Editora BOSCH, Barcelona, 1950, pág. 283, "in verbis": "El encargo de confección de cosas da Jugar a un contrato de obra cuando el comitente su ministra ia materia o ia materia principal 1- con ia qual se debe confecciona e aquela co- sa, En.cambio, si el que promete el trabajo' suMixastra también ia materia, el contrato es de compraventa, porque ia cosa debe ser leva da ai patrimonio dei comitente y la elaboral ción sólo representa en medio para realizar' ia prestaciOn de ia cosa." (os grifos não são do original) ,/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10140-000.618/85-09 4 Acórdão n9 101-76.464 Tal entendimento, porem, não é pacifico, pelo con- trário. Entre nós, CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA, em INSTITUIÇÕESDO DIREITO CIVIL, vol. III, pág. 28, LW edição, Editora Forense, Rio de Janeiro, 1978, assim se manifestou: "Na essência difere da venda, porque não visa a uma "óbligatio dandi" porém à produção de uma obra. O aspecto fundamental é a produção do resultado. Confrontado os dois contratos , em razão dos respectivos efeitos, ressalta ni tida a.diferença. A dúvida que a muitos assalta provém de se não distinguirem, como merecem, a obrigação de fazer (realização da obra) e a obrigação de entregar a coisa depois de concluída; esta úl tima, vinculada à primeira, não se confunde com a obrigação de dar que é execução do con- trato de compra e venda," Como se vê, o tema é tormentoso, e não é meramente acadêmico, pois no presente caso tem notórios efeitos práticos . Com efeito, se for adotada a corrente que se inclina pela compra e venda, seria de se aplicar o percentual de 15% estabelecido na alínea "a" do item II da Portaria n9 22/79, referente a venda de produtos de fabricação própria. Já, de outra parte, adotando-se a tese antagônica, há de se concluir pela correta aplicação do per- centual de 30%, previsto na alínea "c" do dispositivo referido atinente a prestação de serviços, como foi feito pela Fiscaliza- ção. Daí porque propus realização de diligência com o fim de se esclarecer se realmente toda a receita da Contribuinte é proveniente de contratos de empreitada em que ela fornece o mate- rial, conforme alegado, Entretanto, instada a apresentar prova de sua afir- mação, a Recorrente quedou.-se inerte, sem atender a notificação que lhe foi dirigida, Por esta razão, não demonstrada a circunstância su- prareferida, concluo pela correção do entendimento fiscal, até •.rL SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10140-000.618/85-09 5 Acórdão n9 101-76,464 que a construção por empreitada está incluída na lista de servi- ços relativa ao ISS, a que se refere o art. 89 do Decreto-lei n9 408/68, na redação do art. 39, VII, do Decreto-lei n9 834/69 item n9 19: "Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de construção civil, de obras hidráulicas e outras obras semelhantes, in- clusive serviços auxiliares ou complementa-- res (exceto o fornecimento de mercadorias pro duzidas pelo prestador de serviço, fora do local de serviço, que ficam sujeitos ao ICM)." Assim sendo, não tendo a Contribuinte demonstrado ser toda a sua renda proveniente de empreitadas com fornecimento de material pelo empreiteiro, concluo pela correção do lançamen- to impugnado e vot? pelarp.egat'v de ?fOvimento do recurso. k1/1 _ -.7V C CÁ--CA"J6-st Euà-Rt-O- PuãOéàÂpeKmIN - RELATOR. Ei, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Recorrida: DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SALVADOR (BA) IRPJ - Compensação do IRF Uma vez comprovada a retenção do imposto de renda por meio de documento emitido pela fonte pagadora em nome docontribuin te, torna-se improcedente a glosa efetua: da por essa única razão, restabelecendo-se o direito ã compensação. -recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EMPREENDIMENTOS PATRIMONIAIS S.A.: ACORDÃO os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selho deContribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento, em parte,ao recurso, para excluir da cobrança o imposto equivalente a 307,88 OTN's, multa e acréscimo legais correspondentes, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala da Sessões (DF), em 18 de maio de 1988 dir / URGEL • RA- LOP'S - PRESIDENTE fi CRITOVÃO ANCHIE,A DE PAIVA - RELATOR Irtx;j0.211°,w,„0,/• ,,, # VISTO EM REONA LÚCIA LIMA BE ERI'r , MILAGRE - PROCURADORA DA SESSÃO DE: 19 MAI 1988 FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: v.v CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMEN TEL, ARY TORIBIO, JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN,alisente Dor • mótiVo' júÈtificado è VICTORINO RIHEIRO COELHO (Suplente Convocado). 2 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N o 10580/008.217/87-71 RECURSO N9: 92.250 ACORDÃON9: 101-77.749 RECORRENTE: EMPREENDIMENTOS PATRIMONIAIS S.A. RELATÓRIO EMPREENDIMENTOS PATRIMONIAIS S.A., empresa com sede em Salvador (BA), inscrita no CGC sob o n9 13940291/0001-40, teve revisa- da a sua Declaração de Rendimentos do Exercício de 1986,1~ 1985, Atra- ves desse procedimento, a repartição promoveu, em conformidade com o FORMAF-Formulário de Retorno da Malha Fonte de fls. 3, a glosa do im- posto de renda na fonte, compensado na Declaração, no valor de 332,32 ORTN,com o que resultou um imposto liquido a pagar de 239,83 ORTN, a- crescido de multa de 50%, juros de mora, totalizando 402,92 OTN (fls. 12v). A glosa decorreu do fato de o IRF, compensado na Decla ração da Pessoa Jurídica, ter-se revelado inexistente em face de sua confrontação com as DIRF(Declaração de Imposto de Renda na Fonte) rela tivas ao ano de 1985 das fontes pagadoras Banco Econômico S.A., Banco Auxiliar S.A., Banco Nacional S.A. e Banco Lar Brasileiro S.A. (fls. 3v/6). A notificação do credito (f is. 12) foi cumprida em 26.11.87 (fls. 13). Em 3.12.87, pela peça de fls. 14, o sujeito passivo im pugna a exigência, pedindo seu cancelamento, em virtude de ela não a- presentar correspondência com os valores constantes do anexo 3 da De- claração de exercício de 1986, base 1985. Para fins de prova, anexa um demonstrativo do "Imposto (2) 1 OMF Dr/MCC St tini 160 /705 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10580/008.217/87-71 3 Acórdão n9 101-77.749 de Renda a Compensar" em 31.12.85 (f is. 15), acompanhado de cópias de folhas do "razão" (fls. 16/191. A decisão de 19 grau (fls. 22/23), assinada pelo res- ponsável pelo expediente da Divisão de Tributação, julgou procedenteo lançamento suplementar, por não ter o sujeito passivo apresentado "os comprovantes de retenção emitidos em seu nome pelas fontes pagadoras dos rendimentos." Intimado da decisão em 11.02.88(fls. 24v), o contri- buinte interp6e o recurso de fls. 26, através do qual diz que "apre- senta os comprovantes de retenção emitidos, em seu nome, pelas fontes pagadoras", com o que espera o cancelamento da exigência. Em a~,jun ta cópias das folhas do "razão" Cf is. 27/31) e os comprovantes de fls. 32/336. É o relatório. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO NO 10580-008.217/87-71 4 Acórdão n9 101-77.749 VOTO Conselheiro CRISTÓVAOANCHIETA DE PAIVA, Relator: O recurso é tempestivo. Conheço dele. A . lide do presente processo cinge-se ã glosa do imposto de renda retido na fonte, compensado na Declaração do Exercício de 1986, base 1985. Questiona-se neste fàito, a efetividade das retenções compensadas no valor de 332,32 OTN. O lançamento foi efetivado em vir tude de as fontes retentoras não terem consignado as retenções nas DIRF apresentadas, e, mantido em 19 grau, por não ter o sujeito passi vo oferecido os comprovantes emitidos em seu nome pelas fontes pagado ras dos rendimentos- Trata-se, portanto, unicamente de comprovação das retenções. Junto com o recurso, o contribuinte fez anexar os ele- mentos comprobatórios de f1s.-32 a 336, com os quais pretende eviden- ciar a retenção sofrida de janeiro a julho de 1984, que, corrigida, perfaz em janeiro de 1986 o valor de Cr$ 26.601.605, ou seja, .332,32 ORTN (demonstrativo de fls. 15). Entretanto, analisados um a um esses documentos, verifi- , ca-se que permanecem sem comprovação adequada as seguintes retenções, componentes do valor glosado: mês/dia - Fonte retentora I.R.F. Folhas 04.01.84 - Auxiliar - Cr$ 15.978,00 09.,04.84 Auxiliar Cr$ 12.296,00 178 18.04-84 Auxiliar 9.280,00 170 23.04.84 Auxiliar Cr$ 7.840,00 169 24.04.84 Auxiliar 24.04.84 Cr$ 138.666,00 . 25.04.84 - Auxiliar Cr$ 8.893,00 167 26.04.84 Auxiliar Cr$ 11.600,00 166 27.04.84 Auxiliar Cr$ 15.680,00 165 16.05.84 Cr$ 37.436,00 30.05.84 Auxiliar Cr$ 17.333,00 Tais retenções não comprovadas, devidamente corrigidas, totalizam em dezembro de 1985 a importância de Cr$ 1.956.365, que, (1.2 , , , , , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10580-008.217/87-71 5 1' Acórdão n9 101-77.749 , ,, , convertida em ORTN em janeiro de 1986, representa 24,44 ORTN. ;,!, ' ,, Diante de todo o exposto, voto no sentido de dar provi — ! mento parcial ao recurso a fim de reduzir a glosa de 332,32 ORTN pa- ra 24,44 ORTN, reconhecendo a procedência da compensação no montante de 307,88 OTN's, em face dos documentos apresentados. ! ; , 1 É o meu voto. 7 -) '1- ! , , , , ',,,rt - ! , ,, , CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA - RELATOR. , ,, ,,, ,!.!,,,, , ! !, !,!, ,! ! ,!,! !,, ,,,, ! , , ,!,,,, ! Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 13708.000387/91-90
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Assim, uma vez julgado improcedente o arbitramento de lucro levado a e- feito no processo instaurado contra a pessoa jurídica, torna-se incabí- velo lançamento reflexo procedido contra a pessoa física do sócio (coo perado) sob o mesmo suporte fãtico.- Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RILZE ROCHA DE CARVALHO, ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimen- to ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a inte- grar o presente julgado. Sala as Ses-aes, em 07 de janeiro de 1992 44! ,' Í---.. MA • a. S r — PRESIDENTE E RELATORA -,-:' VISTO EM AF,' - el.f'-E SO Dr • :-#0 '000f CAMPOS — PROCURADOR DA FAZEN— - , — -- p A • riSEàSÃO DE: ?) d k.,- -LC DA NACIONAL4, x t .L.r- i RiC -,.. Participaram, -ainda 40 presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Francisco de Assis Miran- da, Raul Pimentel, Cândido Rodrigues Neuber, José Eduardo Rangel& - Alckmin e José Geraldo Rosa (Suplente convocado). Ausentes, justi- ficadamente, os Conselheiros Cristóvão Anchieta de Paiva e L___ Alves Feitosa. Ilk, likn\>1. n Celso DANAEFP/DF- SECOS Nq 064/9'Wk JH „ : - •- •••,!'• • s:,• tERVIÇO PURLICO FEDERAL PROCESSO N! 13708/000.387/91-90 RECURSO N9 : : 68.175 AÇOROÃO Re: : 101-82.175 RECORRENTE: RILZE ROCHA DE CARVALHO . . 'RELATÓRIO . • A contribuinte acima identificada recorre a .este Conselho da decisão do Sr. Chefe da Divisão de Tributação da DRF no Rio de Janeiro-RJ,que, por delegação de competência, jul gou procedente a exigência fiscal formalizada no Auto de Infra- ção de fls. 01. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra a pessoa jurídica da qual a contribuinte par- ticipa na condição de médica cooperada - UNIMED - RIO COOPERATI 1 VA DE TRABALHO MÉDIO° NO RIO DE JANEIRO -, na 'área do Imposto de Renda-Pessoa Jurídica, protocolizado na repartição de origem 1 sob o n9 10768/022.698/90-44. Néstes autos coaita-se da cobrança do imposto de renda-pessoa física, em virtude de inclusão na Cédula "F” das declarações de rendimentos da epigrafada relativas aos exercí- cios de 1986 a 1990, anos-base de 1985 a 1989, de parcela do lu cro arbitrado na aludida sociedade coo perativa, a ela considera da automaticamente distribuída, na pro porção de sua quota-parte no capital social da quela sociedade, com fundamento no disposto nos artigos 34, inciso I e 403 do RIR/80 e no § 49 do artigo 39 da Lei n9 7.713, de 22..12.88. A . autoridade julgadora de primeira instãncia, em Àiét)k-netorroitsç g tcom m ç 063 / 9C SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13708/000.387/91-90 2. ACÓRDÃO N9 101¥-82.617 observância ao princípio da decorrência, dispensou a presente exi - aência o mesmo tratamento dado ii tributação formalizada no proces_ so matriz, ou seja, julgou Procedente a ação fiscal, no mérito e retificou o lançamento de oficio, agravando-o, conforme decisão de fls. 29/31, , sob os fundamentos sintetizados na seguinte emen_ ta: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA FISICA Aplica-se aos procedimentos intitulados decorren- tes ou reflexos, no aue couber, o decidido sobre a ação fiscal Que lhes deu origem, por terem suporte fãtico comum. O lucro arbitrado, diminuído do imposto e do adi- cional incidente sobre o mesmo na pessoa jurídica, é considerado, por imposição legal, distribuído a favor dos sOcios ou acionistas de sociedades não a nOnimas, inclusive as constituídas sob a forma de- cooperativa, não elidindo tal presunção a ausência de efetiva distribuição de lucros pelas referidas sociedades. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE, NO MÉRITO, E LANÇAMENTO RETIFICADO DE OFICIO." Dessa decisão a contribuinte foi cientificada em 06 . 08-91 e, inconformada, ingressou em 21.08.91„ com o recurso vo - luntãrio de fls. 36. Como razões do apelo, a contribuinte se reporta aos fundamentos apresentados no processo principal. 1 ' ' É o relatOrio. ‘ , SERVIDO RURLICO FEDERAL PROCESSO N9 13708/000.387/91-90 3, ACÓRDÃO N9 101-82.617 VOTO Conselheira mARrAm SEIF, Relatora O recurso é tempestivo e está amparado no artigo 33 do Decreto n9 70.235/72. Dele, portanto, conheço. Conforme relatado, a tributação objeto do presente processo é decorrente da exigência fiscaí formalizada contra a pes soa jurídica da qual a recorrente participa na condição de medica cooperada - UNIMED-PIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO NO RIO DE JA NEIRO -, nos autos do processo n9 10768/022.698/90-44, cujo recur- so foi protocolizado neste Conselho sob o n9 101.176. Tratando-se de tributação reflexa, o seu suporte fã tico é o mesmo que embasou a exigência procedida no processo prin cipal, não comportando, nor isso mesmo, uma apreciação desvincula- da da levada a efeito ne quele processo. Isto porque, segundo reman sosa jurisnrudencia deste Coleaiado "o decidido no processo da pes soa jurídica, quanto à matéria gue, por sua natureza ou decorrên- ciade lei acarrete reflexo na tributação das pessoas físicas ou na fonte, faz coisa jul gada nos processos decorrentes, eis que hou vesse possibilidade de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos poder-se-iam estabelecer eventuais contraditórios desaconselháveis sob o ponto de vista social e legal". Como o processo principal foi objeto de deliberação deste Coleaiado, em sessão realizada em 02.12.91, não cabe nestes autos reabrir a discussão em torno da existência ou insubsistên- cia do suporte fãtico da exigência, uma vez que a matéria já foi amplamente debatida e examinada na quéla ocasião. Na oportunidade, esta Câmara, por unanimidade de votos-, deu provimento ao recurso, como faz certo o Acórdão n9 ( "Wl , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N -99 13708/000.387/910 4, AMRDA0 N9 101-82.617 , 101-82.389, assim ementad6: , "ArBITRAmENTO IDE 'LUCROS , -- Cooperativas - _ Escritura cão sem destarme das receitas das diversas ativida- des - 0 arbitramento de lucros- é procedimento reser vado aos casos de inexistência de escrituração con- tábil regular e wolicável apenas nas hipOteses le- gais previstas nos incisos I a VI do artigo 399 do RIR/80, entre as quais não se inclui a que fundamen tou a ação fiscal. A falta de destaque das receitas segundo sua origem (atos cooperativos, não coopera- tivos e incompatíveis como regime cooperativo) não autoriza, pois, o arbitramento de lucros. No caso recomenda-se a tributação do resultado global da cooperativa, com base no lucro real, por ser impos- sível a determinação de parcela desse lucro alcança da pela não incidencia tributária." Tornadd insubsistente que foi o lucro arbitrado, em basador do credito tributário constituído no Processo principal, aue, por sua vez, constitui a própria base de cálculo o creditotri butãrio ora exiaido, observado, ainda, o princípio da decorrência, outra não poderá ser a decisão neste recurso. Nesta ordem de juízo, dou provimento ao presente re_ curso. 13--S.—":sibiCa (DF), 07 de janeiro de 1992/7„, .. .., .,,or .‘ ---e'-f--7 1, *MA- 4 , "EIF 'RE14ATORA __„---" ‘,- Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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LIDA,: RECORRIDO D„R„F„ em RUIE1RAO FREIO SP tIty11:1 DECORRENC1A . tratando se de processo decorrente, a decisào de mérito nroferida pelo Colegiado no processo principal, esiende SE iA0 OVOCESSO dECOVYEHIE YEiaLi0HadE com a eig@ncia do PSCOlhiMEHIO do impo c,:do de fonte, dedé que nesie não tenha sido infirmada a procedência da tribulacâo reflea, dos valores Implovidos no OfOCESSO Mãlri:if.. V i . S105,.; relalados e discutidos os presentes autos de l'EL IMSO interposto por WA1 DEMR 1 : R11I0 PIN0111 & LIA:, 1.10A. ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do PLimeiro Conselho de Conivibmintes, poF unanimidade de votos, HM NEWM provimento ao fe(AUS0,,, HOS LCFMOS do reiatõl io e voto que passam a iniegrar o 4ii2sente nituado. I.3ala cas Sessf)es, em 16 de junho de l':-.Mr:I,„ „V 1 1 : * pr:;.!ES I DEN II::: hci-a...4 (...-4-42-0 FRANCISCO DE ASF:'S , MR IP-INDA R . :: .. .. ''4 1 11R LUIZ FERNANDO et IVE- A DE MORAES '....) 1 8 1 O E: 11 1:::'ROU IR if:*4 I )0R DA ES E; II I I I S) E :. FAZENDA NO '; 1 1 )r...ini ,4 MAR 1994 , ,'• • ••:- ...P": , .. --- 1VJJ S31 1IdO1jd OUTISVÜ3S a OUIONUJ Vdf3AI -M 30 d3Z3P '13IN3WId - t-gfd ''USOII3d S3A1V (..P.:313:j S.3NHN SdAlUÓNOu 01:33E(1V SOI&Jj gsa-ATegIE)suo3 -Ha .....luInbas 50 'a.....tuaw-ebIn!. a40,-,3,:.,Ad cm 'eptire ''ili.P.Aed.ID..!..4....41.3d t.b.,...:','=..-3.--wl ON ududYlV iç .... T6/1 .i-- 000/t88'£f : 5N OSS330dd 2 PROCESSO No : 13.851/00O.1/2/91-51 RECURSO N2: /2.700 ACÔRDA0 No : 101-82EM RECORRENTE: W .M...OEHAR PREMO PINOTTI & CIA. LTDA. RFLATáRi O No nri,..senle '2...i..,VO é exigido da emorea sup[a identjficada, o imposto de fonte incidente sobre lucros considerados automaticamente distribuídos aos sócios nos anos- base de 1986 e 1987, aplicando se o disposto no art. 80 do Decreto-lei ¡IQ 2.065/8 :3, em conseguncía de dedução indeivda de despesas ocasionando a redução do lucro liquido dos exercícios. Impugnando a exiOncia tempestivamente, a intem-G7rssada postulou O cancelamento do auto de infr,..iàc,..2.(o, utilizando como argumento o mesmo invocado na. impugnação interposta no processo maUiz, anexada em :t:.:li pós o prom.mciamento do autor do procedimento veio a decisão de l g grau mantendo parcialmente a exigncia formulada no auto de infração, aplicando o princípio da d p c . i....Jrr@ficia, (fls. 24/25). intimada dessa decisão, a interessada ingri....Jti com o tempestivo recmrso de fls. .34/39, onde postula a reforma. da decisão de 1P grau. Suas. razejes são lidas em plenário. Alk..1, . II „Cm- -.4 . . , PROCESSO n g 13051/000.172/91 51 ACÔRDA0 n g 101 85.284 VOTO Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, Relator C,3 e 3 C) 1 3 C:: 3. é do 3' C'/..3 C: j h j. moo t o cio in3p o t. o de r C'..? 3 1 Ct f C3 3)3 3 3. 3 o 3 :3 3' socai Lo pc:c:eooc.:i • o 1 c. 3 C33 3 a Cl 3":',3 com a de et ) indevida de despesas, ocasionando a reduçáo do lucro liquido dos exercícios de 1987 e 1988, períodos base de 1986 e u987. O presente feito é decorernto do processo ng 13851/000.170/91 26, instaurado contra a pessoa jurídica no qual fOréM glosadas despesas operacionais submetidas é tributação. este processo decorrente é exigido o Imposto de fonte dos per-todos -base de 1986 e 1987, aplicando-se o art. 8g do Dec. lei ng 2.065/8. Releva notar . que o plocesso principal onde foram apuradas aquelas írrequiaridads, là foi julgado por esta Cámara, em grau de recurso voluntário kRecurso n g 102.651), havondo este C) 1 i adc:3 u 0533 ri3 idado ris VOtC3 35, dado p r 1 3 031 1 C.3 par C: .3. á'á )".3 recurso para excluir da Iributação no período base de 1988, exercício de 1989, o valor de Cz$ :5.615.878,66, sendo que em relação aos períodos base de 1986 e 1987, que refletiram neste processo, foi mantida a exigéncia, nos termos do Acórdão ng 101-85.250, de 14.06.93. Itatando se de processo decorrente, a decisão de mérito proferida no processo matriz constitui prejulgado em relaç C.3 é matii:'..J .3. a fe-i ç'i) E3 1 1 zoda por r 01 €.2 f. C3 !, aot'o o I" '3 O 0 causal 1en1==, ti4\ PROCESSO 1 .! L1 1 585 1 / k i 72 /5' 1 1.5 i AChRDPIO J f...) 1 85 1. 1\1Er::::, sã C:: OS 1 Cl 1 ã r -1 ti o E, in v t-isss 1 c., g r a dg, C: era k k pe., 1 ci f: o i• (11 1 Ci O ri O 1:3 1' C: 1 I t 113 ri 1 fria. 1 éri. I G? iz 1 E, 1. I I. ! .! 1 e 1:::13' O C:. E:, 0 O MOS( C's é pela i1e1 de I' C:1 1 Mei O c1c1 r C: t 1:1 „ :5 LÃ 10 c.? 1 c.?c:?; ci4(z_D ° I"' r'r,111: :: {31: .1 I ES , {3 11 R ()III ) •R El P, 1: :1 R wi Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 11968.000158/2010-58
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 28 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2012
MULTA ADUANEIRA POR ATRASO EM PRESTAR INFORMAÇÕES NO SISCOMEX. LEGITIMIDADE PASSIVA DO AGENTE MARÍTIMO.
O agente de carga ou agente de navegação (agência marítima) deve prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas, para efeitos de responsabilidade pela multa prevista no art. 107, inciso IV, alínea e do Decreto-lei nº 37/66.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PENALIDADE PELA FALTA DE INFORMAÇÃO À ADMINISTRAÇÃO ADUANEIRA. INAPLICABILIDADE DO INSTITUTO.
A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37, de 1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010.
Numero da decisão: 3201-008.808
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade arguidas e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-008.804, de 28 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 10209.720109/2012-26, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Mara Cristina Sifuentes, Laércio Cruz Uliana Junior, Márcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira e Arnaldo Diefenthaeler Dornelles.
Nome do relator: Mara Cristina Sifuentes
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2012 MULTA ADUANEIRA POR ATRASO EM PRESTAR INFORMAÇÕES NO SISCOMEX. LEGITIMIDADE PASSIVA DO AGENTE MARÍTIMO. O agente de carga ou agente de navegação (agência marítima) deve prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas, para efeitos de responsabilidade pela multa prevista no art. 107, inciso IV, alínea e do Decreto-lei nº 37/66. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PENALIDADE PELA FALTA DE INFORMAÇÃO À ADMINISTRAÇÃO ADUANEIRA. INAPLICABILIDADE DO INSTITUTO. A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37, de 1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-03T13:29:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-03T13:29:35Z; Last-Modified: 2021-09-03T13:29:35Z; dcterms:modified: 2021-09-03T13:29:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-03T13:29:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-03T13:29:35Z; meta:save-date: 2021-09-03T13:29:35Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-03T13:29:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-03T13:29:35Z; created: 2021-09-03T13:29:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2021-09-03T13:29:35Z; pdf:charsPerPage: 2139; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-03T13:29:35Z | Conteúdo => S3-C 2T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11968.000158/2010-58 Recurso Voluntário Acórdão nº 3201-008.808 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 28 de julho de 2021 Recorrente CMA CGM DO BRASIL AGENCIA MARITIMA LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2012 MULTA ADUANEIRA POR ATRASO EM PRESTAR INFORMAÇÕES NO SISCOMEX. LEGITIMIDADE PASSIVA DO AGENTE MARÍTIMO. O agente de carga ou agente de navegação (agência marítima) deve prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas, para efeitos de responsabilidade pela multa prevista no art. 107, inciso IV, alínea “e” do Decreto- lei nº 37/66. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PENALIDADE PELA FALTA DE INFORMAÇÃO À ADMINISTRAÇÃO ADUANEIRA. INAPLICABILIDADE DO INSTITUTO. A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37, de 1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade arguidas e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-008.804, de 28 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 10209.720109/2012-26, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Mara Cristina Sifuentes, Laércio Cruz Uliana Junior, Márcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira e Arnaldo Diefenthaeler Dornelles. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 96 8. 00 01 58 /2 01 0- 58 Fl. 225DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Tratam os autos do Auto de Infração, com a finalidade da exigência da multa aduaneira, por não prestação de informação sobre carga transportada no prazo estabelecido pela RFB disposto no art. 37, da Instrução Normativa nº 28, de abril de 1994, com redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.096, de dezembro de 2010. A interessada, tendo tomado ciência do auto de infração, protocolizou sua impugnação, onde alega, que: - Preliminarmente impossibilidade de aplicação de penalidade a agente marítimo ilegitimidade passiva - Da denúncia espontânea, descabimento da multa - Cerceamento de direito de defesa - não está adstrita ao prazo de 7 dias para registro da DDE; A impugnação foi julgada improcedente, pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento. Regularmente cientificada a empresa apresentou Recurso Voluntário, onde alega, resumidamente: - impossibilidade de aplicação de penalidade a agente marítimo; - cerceamento do direito de defesa; - denúncia espontânea; - não está adstrita ao prazo de 7 dias para registro de DDE; - aplicação de mais de uma multa para o mesmo navio/viagem; - razoabilidade e proporcionalidade. É o relatório. Voto Fl. 226DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O presente recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade por isso dele tomo conhecimento. A recorrente tem como objeto social a representação de companhias de navegação marítima, o agenciamento de navios, a operação de transporte multimodal de cargas, a importação e exportação de bens, o exercício de atividades de operador portuário, o depósito de mercadorias e de containeres, em armazéns devidamente registrados na junta comercial, o desempenho de atividades correlatas, tais como contratação de serviços de desembaraço aduaneiro de cargas em processos de exportação e importação, agenciamento e contratação de serviços em terminais, portos e armazéns, agenciamento do transporte de cargas e mercadorias por vias marítima, terrestre, aérea, fluvial e ferroviária, em âmbito nacional e internacional, bem como de unitização de cargas, podendo ainda praticar outras atividades decorrentes de seu objeto social. Foi imputada a multa do art. 107, inciso IV, alínea “e” do Decreto-Lei nº 37/66, com redação dada pelo art. 77 da Lei nº 10.833/2003: Art. 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas: ... IV - de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): ... e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta-a- porta, ou ao agente de carga; e ... § 1 o O recolhimento das multas previstas nas alíneas e, f e g o inciso VII não garante o direito a regular operação do regime ou do recinto, nem a execução da atividade, do serviço ou do procedimento concedidos a título precário. No entanto a descrição dos fatos deixa claro que a empresa registrou os dados de embarque relativos aos Despachos de Exportação no Siscomex em desacordo com o art. 37 da IN SRF nº28, de 27 de abril de 1994, com redação dada pelo art. 1º da IN RFB nº 1096, de 13 de dezembro de 2010. Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo Fl. 227DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 de 7 (sete) dias, contados da data da realização do embarque.(Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1096, de 13 de dezembro de 2010) § 1º Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, ferroviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no Siscomex, será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos na unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) de despacho.(Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1096, de 13 de dezembro de 2010) § 2º Na hipótese de o registro da declaração para despacho aduaneiro de exportação ser efetuado depois do embarque da mercadoria ou de sua saída do território nacional, nos termos do art. 52, o prazo a que se refere o caput será contado da data do registro da declaração.(Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1096, de 13 de dezembro de 2010) § 3º Os dados de embarque da mercadoria poderão ser informados pela fiscalização aduaneira nas hipóteses estabelecidas em ato da Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana).(Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1096, de 13 de dezembro de 2010) ... Preliminar Ilegitimidade passiva A recorrente afirma que o agente marítimo, como mero mandatário, não pode ser considerado representante do transportador para fins de responsabilidade tributária, e nem se equipara a ele. Essa responsabilidade não poderia ter sido atribuída pela IN RFB nº 800/2007, o que extrapola os seus limites normativos. A multa só pode ser aplicada ao transportador marítimo ou ao agente de carga, este entendido como o agente que opera na modalidade “NVOCC”, na consolidação e desconsolidação documental, responsável pela unitização/desunitização de cargas. As funções desempenhadas pelos agentes marítimos são bem resumidas por Carla Adriana Comitre Gilbertoni, (in - Ed.Renovar, 1a Ed., Rio de Janeiro, 1998), in verbis: "As funções do agente ou consignatário são divididas em dois grupos: 1. auxiliar na armação, que engloba os serviços prestados ao navio, tais como condução para navios fundeados ao largo; requisição de práticos, amarradores, atracação, passagens aéreas ou terrestres para tripulantes que desembarcam; embarque e desembarque de tripulantes etc.; e, 2. auxiliar de transporte marítimo, que envolve as atividades de contratação do transporte da carga, bem como sua manipulação; o redespacho de mercadorias, ou seja, o despacho de mercadorias em trânsito após a descarga do navio naquele porto. Fl. 228DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 A descrição de RIPERT – ( Droit Maritime - nºs 694, 742) sobre a função das agências marítimas é a seguinte: O armador utiliza na exploração do navio agentes que estabelecem relações jurídicas com terceiros. Representando o armador, ELES AGEM POR CONTA DESTE. Os agentes terrestres são estabelecidos nos portos onde os navios fazem escala ou terminam a expedição marítima. Os estabelecimentos que eles dirigem são chamados na prática comercial agências marítimas. O consignatário de navios é um mandatário comercial. A jurisprudência unânime vê um mandato no contrato de agenciamento de navios. Continua sua defesa afirmando que em algumas situações auxilia os armadores estrangeiros com o registro das informações no Siscomex, uma vez que o sistema requer o número do CNPJ. E só figura como transportadora porque os armadores não possuem CNPJ e não há um campo específico para destacar a atuação do agente marítimo em nome do armador. Reproduz RE nº87.138/SP do STF em que sedimentou o entendimento sobre a responsabilidade do agente marítimo e definiu o agenciamento marítimo como um contrato de mandato. O Tribunal Federal de Recursos se pronunciou que o agente marítimo é procurador tácito do armador, mas não pode responder em seu nome próprio pela falta do agenciado, pois não é caso de substituição processual. Súmula TFR 192: O agente marítimo, quando no exercício exclusivo das atribuições próprias, não é considerado responsável tributário, nem se equipara ao transportador para os efeitos do Decreto-Lei nº 37 de 1966. Traz ementas do STJ, e cita REsp n° 1.342.465/RJ, 1.794.250/PR, 1.696.373/RJ e no Agravo em REsp n° 962.630/SP naquele STJ.: Dessa feita, as normas invocadas pela União para afirmar a responsabilidade tributária da embargante não podem ser aplicadas pois, na condição de mero agente marítimo, quando no exercício exclusivo das atribuições próprias, não é considerado responsável tributário, nem se equipara ao transportador para os efeitos do Decreto-lei n° 37/66. (REsp 1759174/SP, 2ª Turma, Rel. Ministro Herman Benjamin) VI- a jurisprudência do superior tribunal de justiça encontra-se pacificada no sentido do afastamento do agente marítimo como responsável tributário por obrigação devida pelo transportador, ... (STJ, AgInt no TP 1.719/ES, 2ª Turma, Rel. Ministro Francisco Falcão) Não se admite a responsabilização do agente marítimo por infração administrativa cometida pelo descumprimento de dever que a lei impôs ao armador. (STJ, AgRg no Ag 1039595/SC, 1ª Turma, Min. Denise Arruda) "O agente marítimo, quando no exercício exclusivo das atribuições próprias, não é considerado responsável tributário, nem se equipara ao transportador para Fl. 229DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 efeitos do Decreto-Lei nº 37 de 1966". (STJ, REsp 1040657/RJ, 1ª Turma, Min. Teori Albino Zavascki) O STJ entende que mesmo que o agente marítimo firme um termo de compromisso, o princípio da reserva legal, contido no inciso II, do artigo 121, do CTN, impede que tal termo lhe atribua responsabilidade tributária.(STJ AgRg 904335/SP) O armador deve ser autuado, porquanto é o proprietário do navio ou o afretador que foi parte num contrato de transporte com um carregador (art. 1º, a, da Convenção de Bruxelas, de 15/08/1924) (STJ REsp 640.895/PR) Reproduz decisões dos TRFs, e TRF3, AC 0008614-03.2008.4.03.6108, 6ª Turma, Rel. Juíza Fed. Convocada Leila Paiva, DJ. 31.01.2019, 6 TRF3, AC 0005814-33.2016.4.03.6104, 6ª Turma, Rel. Des. Consuelo Yoshida, J. 05.04.2018, TRF4, AC 500189054.2012.4.04.7101/RS, 1ª Turma, Rel. Des. Fed. Ivori Scheffer, J. 01.07.2015 , TRF5, AC 08001759120124058300, 3ª Turma, Rel. Des. Federal Marcelo Navarro, J. 09.05.2013: MULTA. IPI. AUTO DE INFRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 192 TFR. RECURSO REPETITIVO. 1. O agente marítimo é pessoa física ou jurídica que pode representar o armador em determinado porto, e que, para esse fim, celebra com este um contrato de mandato. 2. O agente marítimo não ostenta a condição de responsável tributário, nem se equipara ao transportador para fins de recolhimento do imposto (REsp. 1.129.430/SP). 3. A jurisprudência do superior tribunal de justiça, com base na súmula 192/tfr, consolidou a tese de, ainda que existente termo de compromisso firmado pelo agente marítimo (assumindo encargos outros não os de sua competência), não se lhe pode atribuir responsabilidade pelos débitos tributários decorrentes da importação, por força do princípio da reserva legal. (TRF1, AC. 2005.34.00.030984-6/DF. Des. Fed. Rel. Maria do Carmo Cardoso, DJ. 02.08.2013) Informa que a CSRF rejeitou a edição de proposta de súmula que pretendia responsabilizar o agente marítimo, na condição de representante do transportador estrangeiro, por infrações de natureza tributária cometidas no transporte de mercadorias. Ao contrário do alegado pela recorrente o CARF tem se pronunciado majoritariamente pela legitimidade passiva do agente marítimo. (Podemos citar os acórdãos nº: 9303-010.295, 9303-008.393, 9303- 007.646, 9309-003.276, 3301-005.347, 3401-003.884, 3401-002.443, 3302-002.730, 3301-005.347, 3402-007.766, 3302-006.101, 3301- 009.806, 3401-008.662, 3301-006.047, 3302-006.101, 3402-004.442, 3401-002.379, 3401003.883; 3401003.882; 3401003.881; 3401002.443; 3401002.442; 3401002.441, 3401002.440; 3102001.988; 3401002.357; e 3401002.379). Fl. 230DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 Nos termos do artigo 107, inciso IV, aliena “e” do Decreto-Lei nº 37/66, com redação dada pela Lei nº 10.833/03, temos: Art. 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas: IV- de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (...). e) por deixar de prestar informação sobre veiculo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta a porta, ou ao agente de carga. A norma exposta indica expressamente que, além da empresa de transporte internacional, também o agente de cargas pode ser penalizado caso deixe de prestar informações relativas aos dados de embarque, na forma e prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal. Comprovada a vinculação entre o Recorrente e o transportador marítimo, não há que se falar em ilegitimidade passiva daquele que foi responsável pela coleta e aposição das informações no sistema, em sendo o sujeito passivo o representante do transportador marítimo no país. Ademais, o E. Superior Tribunal de Justiça no julgamento do RESP 1129430, Relator Ministro Luiz Fux (Matéria julgada pelo STJ no regime do art. 543C / Recursos Repetitivos), assentou que o agente marítimo, no exercício exclusivo de atribuições próprias, no período anterior à vigência do Decreto-Lei 2.472/88 (que alterou o artigo 32, do Decreto- Lei 37/66), não ostentava a condição de responsável tributário, porquanto inexistente previsão legal para tanto. Entretanto, a partir da vigência do Decreto-Lei nº 2.472/88 já não há mais óbice para que o agente marítimo figurasse como responsável tributário. Para maior clareza, transcrevo abaixo excerto da ementa do RESP nº 1129430, relator Ministro Luiz Fux, publicado em 14/12/2010: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE IMPORTAÇÃO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. AGENTE MARÍTIMO. ARTIGO 32, DO DECRETO-LEI 37/66. FATO GERADOR ANTERIOR AO DECRETO-LEI 2.472/88. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. 1. O agente marítimo, no exercício exclusivo de atribuições próprias, no período anterior à vigência do Decreto-Lei 2.472/88 (que alterou o artigo 32, do Decreto- Lei 37/66), não ostentava a condição de responsável tributário, nem se equiparava ao transportador, para fins de recolhimento do imposto sobre importação, porquanto inexistente previsão legal para tanto. 2. O sujeito passivo da obrigação tributária, que compõe o critério pessoal inserto no consequente da regra matriz de incidência tributária, é a pessoa que juridicamente deve pagar a dívida tributária, seja sua ou de terceiro(s). Fl. 231DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 3. O artigo 121 do Codex Tributário, elenca o contribuinte e o responsável como sujeitos passivos da obrigação tributária principal, assentando a doutrina que: "Qualquer pessoa colocada por lei na qualidade de devedora da prestação tributária, será sujeito passivo, pouco importando o nome que lhe seja atribuído ou a sua situação de contribuinte ou responsável" (Bernardo Ribeiro de Moraes, in "Compêndio de Direito Tributário", 2º Volume, 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2002, pág. 279). Portanto, na condição de agência marítima e mandatário do transportador, a recorrente é também responsável por prestar as informações acerca da carga transportada pelo seu representado. Em relação à Súmula 192 do extinto TRF, trazida pela Recorrente, perfilha-se o entendimento de que essa Súmula, do ano de 1986, há muito se encontra superada, porquanto em flagrante desacordo com a evolução da legislação de regência. Com o advento do Decreto-Lei nº 2.472/1988, que deu nova redação ao art. 32 do Decreto-Lei nº 37/1966, o representante do transportador estrangeiro no País foi expressamente designado responsável solidário pelo pagamento do imposto de importação. Nesse mesmo sentido, a responsabilidade solidária por infrações passou a ter previsão legal expressa e específica com a Lei nº 10.833/2003, que estendeu as penalidades administrativas a todos os intervenientes nas operações de comércio exterior. Dessa forma, na condição de representante do transportador estrangeiro, o Recorrente estava obrigado a prestar as informações no Siscomex. Ao descumprir esse dever, cometeu a infração capitulada na alínea “e” do inciso IV do artigo 107 do Decreto-lei n° 37, de 1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei n° 10.833, de 2003, e, com supedâneo também no do inciso I do art. 95 do Decreto-lei nº 37, de 1966, deve responder pessoalmente pela infração em apreço. Deixo de acolher a preliminar. Cerceamento do direito de defesa Segundo a recorrente a fiscalização limitou-se a anexar uma planilha, deixando de mencionar no corpo da autuação os nomes dos navios aos quais estariam vinculados, os números das viagens, as datas em que os registros deveriam ter sido realizados. Sem razão a recorrente. Na planilha anexada, que faz parte do auto de infração, consta o número do DDE (Declaração de Exportação), o CNPJ do transportador, o dia do embarque, a data do fato gerador, o dia do registro dos dados de embarque, o nome do navio, os dias de atraso, o valor da multa aplicada e o total. Ademais consta também anexo ao auto de infração as cópias das telas do Siscomex, com todos os dados sobre o embarque da carga e histórico do despacho de exportação. Fl. 232DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 Não vejo cerceamento do direito de defesa, já que está clara a imputação por atraso na informação dos dados de embarque, por Despacho de Exportação. Deixo de acolher a preliminar. Denúncia espontânea Em sua defesa cita o art. 102 do Decreto-Lei nº 37/1966, com redação dada pela Lei nº 12.350/2010, e a exposição de motivos da Medida Provisória nº 497/2010: EM 111/MF/MP/ME/MCT/MDIC/MT Brasília, 23 de julho de 2010. ... 40. A proposta de alteração do §2° do artigo 102 do Decreto-Lei n° 37, de 1966, visa afastar dúvidas e divergência interpretativas quanto à aplicabilidade do instituto da denúncia espontânea e a consequente exclusão da imposição de determinadas penalidades para as quais não se tem posicionamento doutrinário claro sobre sua natureza. ... 47. A proposta de alteração objetiva deixar claro que o instituto da denúncia espontânea alcança todas as penalidades pecuniárias, aí incluídas as chamadas multas isoladas, pois nos parece incoerente haver a possibilidade se aplicar o instituto da denúncia espontânea para penalidades vinculadas ao pagamento de tributo, que é a obrigação principal, e não haver essa possibilidade para multas isoladas vinculadas ao descumprimento de obrigação acessória. Cita que o procedimento fiscal somente foi iniciado após noticiado por ela. Agrega o agravo de instrumento TRF3, AI 00200630220154030000, de 38/03/2016, 2ª Vara da Justiça Federal em Santos, Processo nº 0008671-62.2010.403.6104, 12/04/2011, 8ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, Processo nº 0019687-88.2011.403.6100, DJ 29/08//2012, 14ª Vara Federal de São Paulo, Processo n° 000692421.2012.4.03.6100, DJ. 09.11.2015, 14 Vara Federal de São Paulo, Processo n° 0005238- 86.2015.4.03.6100, 12/08/2015, 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo n. 0057822-39.2015.4.01.3400, 21/10/2015. Novamente carece de procedência a alegação trazida aos autos. A DRJ traz em seu acórdão a necessária aplicação da Solução de Consulta Interna Cosit nº 8, de 30/05/2016: DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PENALIDADES PECUNIÁRIAS ADMINISTRATIVAS. Somente é possível admitir denúncia espontânea, tributária ou administrativa, se não for violada a essência da norma, suas condições, seus objetivos e, consequentemente, se for possível a reparação. Inadmissível a denúncia espontânea para tornar sem efeito norma que estabelece prazo para a entrega de documentos ou informações, por meio eletrônico ou outro que a legislação aduaneira determinar. Fl. 233DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 Dispositivos Legais: Art. 138 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), art. 102, § 2º, do Decreto-Lei nº 37, de 18 de novembro de 1966, com redação dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010, e art. 683, § 2º, do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, com redação dada pelo Decreto nº 8.010, de 201 No âmbito do CARF o tema é objeto de súmula vinculante, conforme disposto no RICARF: Súmula CARF nº 126 A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37, de 1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010.(Vinculante, conforme Portaria ME nº 129de 01/04/2019, DOU de 02/04/2019). Acórdãos Precedentes: 3102-001.988, de 22/08/2013; 3202-000.589, de 27/11/2012; 3402-001.821, de 27/06/2012; 3402-004.149, de 24/05/2017; 3801-004.834, de 27/01/2015; 3802- 000.570, de 05/07/2011; 3802-001.488, de 29/11/2012; 3802-001.643, de 28/02/2013; 3802-002.322, de 27/11/2013; 9303-003.551, de 26/04/2016; 9303- 004.909, de 23/03/2017. Deixo de acatar a preliminar. Prazo de 7 dias para registro de DDE. A recorrente afirma que não está adstrita ao prazo de 7(sete) dias para registro da DDE. Esclarece que as declarações de exportação são regidas pelo art. 52 da IN SRF nº 28/94, que disciplina o embarque da mercadoria ou a sua saída do território nacional antes do registro da declaração de exportação. Art. 52 O registro da declaração para despacho aduaneiro de exportação, no SISCOMEX, poderá ser efetuado após o embarque da mercadoria ou sua saída do território nacional, nos seguintes casos: ... Parágrafo único. A critério do chefe da unidade local da SRF, o registro da declaração poderá ser efetuado após o embarque da mercadoria ou sua saída do território nacional, na exportação. E por isso existe a faculdade de registro da DDE em até 10 dias, ou prazo superior, se devidamente autorizado: Art. 56 A declaração para despacho aduaneiro de exportação nas situações indicadas no art. 52, deverá ser apresentada, na forma estabelecida nos arts. 3º a 9º, no que couber: ... III - pelo exportador, nas hipóteses indicadas nos incisos do § 1º do art. 52, até o 10º (décimo) dia após a conclusão do embarque ou da transposição de fronteira, à unidade da RFB que jurisdiciona o local do embarque das mercadorias, exceto petróleo bruto e seus derivados, gás natural e seus derivados e biocombustíveis Fl. 234DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 Alega que conforme extratos do Siscomex está claro que os despachos em questão foram registrados após o embarque das mercadorias. A recorrente não comprova a afirmação. Nos extratos de consulta ao histórico do despacho que constam anexos ao auto de infração verifica-se que as DDE foram concluídas antes da inclusão da presença de carga. O art. 52 da IN SRF 28/94 permite o registro da declaração de exportação após o embarque das mercadorias desde que seja autorizado pelo chefe da unidade. É uma faculdade do chefe da unidade de despacho, e deve ser solicitado anteriormente. A unidade da RFB analisa o risco aduaneiro Fl. 235DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 envolvido na liberação, se os controles poderão ficar comprometidos, e leva em consideração outros fatores para conceder a autorização. No presente caso não consta que houve o pedido ou a autorização para registro da DDE após o embarque. E além disso as próprias telas mostradas acima comprovam que as DDE foram registradas antes do embarque. Aliás é importante frisar que a presente autuação refere-se a inclusão de dados de embarque, que apesar de estar intimamente ligada à declaração de exportação, com ela não se confunde. A recorrente parece confundir os atos e documentos. A Declaração de exportação é registrada pelo exportador ou seu representante, e ela pode ser efetuada antes do embarque da mercadoria, no geral, e excepcionalmente após o embarque da mercadoria. Já os dados do embarque são efetuados pelo transportador ou outros enumerados nas normas legais, e deverá ser realizada em até 7 dias após o embarque. Claro que se houve o embarque dá mercadoria é porque ela estava amparada em documentação para tanto, e essa documentação que permite o início do procedimento de exportação é a DE (declaração de exportação, denominação atual no Portal Único). O art. 37 da IN SRF nº 28/94 permite a inclusão dos dados do embarque em até 7 (sete) dias após a realização do embarque. Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias, contados da data da realização do embarque. O quadro apresentado pela fiscalização comprova que todos registros dos embarques ocorreram em prazo superior ao estabelecido pela RFB. Aliás esse é o entendimento do CARF em vários julgados, por exemplo acórdão nº 9303-010.517 CSRF: DADOS DE EMBARQUE. INFORMAÇÃO. PRAZO IMEDIATO. INOBSERVÂNCIA. MULTA. COMINAÇÃO. Aplica-se a multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) à empresa de transporte internacional ou ao agente de carga que deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal. Concluo pelo não provimento do pleito. Aplicação de mais de uma multa para o mesmo navio/viagem Alega que as multas devem ser aplicadas somente para cada navio/viagem, independente da quantidade de conhecimentos, manifestos, itens de carga, escala e dados de embarque de exportação, em estrita observância a Solução de Consulta Interna Cosit nº 08/2008. Fl. 236DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 13 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 Constatou que há multas que já forma aplicadas em outros autos de infração. Embarque dia 29/01/2011 – Navio CMA CGM Platon – processo nº 10280.720326/2011-72. O processo nº 10280.720326/2011-72 foi julgado pelo CARF em 14/10/2020, acórdão nº3003-001.383 e pode ser confirmado, pela leitura do acórdão que se tratam de cargas para importação, diferente do caso analisado aqui que são cargas para exportação: 23. A Agencia de Navegação CMA CGM AGENCIA MARÍTIMA LTDA., inscrita no CNPJ sob número 05.951.386/0007-26, entrou com solicitação de retificação de dados do Conhecimento Eletrônico, no sistema informatizado, fora do prazo de até 48 horas antes da chegada da embarcação estabelecido no art. 22, inciso II "d" da IN RFB n° 800/2007, tendo a atracação ocorrido em 27/01/2011 e as solicitações de retificação sido feitas em 07/02/2011; (grifos nossos) Nesse caso a recorrente não trouxe informação fiel aos fatos, por isso não é de se acatar o pleito. O assunto também já foi analisado por esse colegiado, acórdão nº 3201-002.523, da lavra do Conselheiro Pedro Rinaldi de Oliveira Lima: MULTA POR ATRASO NA PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE A CARGA. APLICAÇÃO POR MANIFESTO DE CARGA. IMPOSSIBILIDADE. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. A multa regulamentar sancionadora da infração por omissão ou atraso na prestaçãodeinformaçãosobreacargatransportadaporempresadetransporte internacional de carga deve ser aplicada uma única vez por viagem do veículo transportador e não por cada manifesto de carga da mesma viagem. Contudo, se não estiverem presentes nos autos informações suficientes que comprovem a penalização por cada manifesto de carga, não há como cancelar o lançamento. Razoabilidade e proporcionalidade. A recorrente solicita a aplicação dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, baseada no art. 2º da Lei nº 9.784/1999, por terem os registros sido efetuados antes do procedimento fiscalizatório e lavratura do auto de infração. Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: ... VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; ... Nesse sentido não cabe ao CARF discutir o que está determinado em Lei, sendo sua aplicação de caráter obrigatório. As discussões sobre a Fl. 237DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 14 do Acórdão n.º 3201-008.808 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11968.000158/2010-58 proporcionalidade e razoabilidade das multas e afronta aos princípios constitucionais não são objeto de deliberação desse Tribunal Administrativo. Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Pelo exposto conheço do Recurso Voluntário e no mérito nego-lhe provimento. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de rejeitar as preliminares de nulidade arguidas e, no mérito, negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Fl. 238DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 12448.904111/2010-05
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Oct 01 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF)
Ano-calendário: 2006
EMBARGOS INOMINADOS. ERRO DE FATO. ACOLHIMENTO COM EFEITOS INFRINGENTES.
Acolhem-se os embargos de inominados quando constatado erro de fato no julgado embargado, com atribuição de efeitos infringentes.
IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2003 IRPJ. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.
À luz do § 5° do artigo 74 da Lei n° 9.430/96, ultrapassado o prazo de cinco anos da data de protocolo do pedido de compensação sem que o contribuinte não tenha sido intimado do despacho decisório, deve ser reconhecida a homologação tácita
HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. POSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE OFÍCIO.
O prazo de cinco anos para homologação da compensação, previsto no parágrafo 5º do artigo 74 da Lei nº 9.430/96, possui natureza jurídica de prazo prescricional, sendo, portanto, matéria de ordem pública e passível de declaração de ofício em qualquer momento processual, ainda que intempestiva a manifestação de inconformidade.
Numero da decisão: 1002-002.220
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos inominados, com efeitos infringentes, para sanar o erro material no registro da decisão do colegiado no acórdão n° 1002001.974, visto que deveria ter sido consignado o comando para dar provimento.
(documento assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Rafael Zedral- Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Lucas Issa Halah.
Nome do relator: Ailton Neves da Silva
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ERRO DE FATO. ACOLHIMENTO COM EFEITOS INFRINGENTES. Acolhem-se os embargos de inominados quando constatado erro de fato no julgado embargado, com atribuição de efeitos infringentes. IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano- calendário: 2003 IRPJ. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. À luz do § 5° do artigo 74 da Lei n° 9.430/96, ultrapassado o prazo de cinco anos da data de protocolo do pedido de compensação sem que o contribuinte não tenha sido intimado do despacho decisório, deve ser reconhecida a homologação tácita HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. POSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE OFÍCIO. O prazo de cinco anos para homologação da compensação, previsto no parágrafo 5º do artigo 74 da Lei nº 9.430/96, possui natureza jurídica de prazo prescricional, sendo, portanto, matéria de ordem pública e passível de declaração de ofício em qualquer momento processual, ainda que intempestiva a manifestação de inconformidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos inominados, com efeitos infringentes, para sanar o erro material no registro da decisão do colegiado no acórdão n° 1002001.974, visto que deveria ter sido consignado o comando para dar provimento. (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 90 41 11 /2 01 0- 05 Fl. 113DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.220 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.904111/2010-05 (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Lucas Issa Halah. Relatório Trata-se de embargos opostos pelo Presidente esta Turma Extraordinária em face do Acórdão n° 1002001.974, de 10 de março de 2021, por meio do qual esta 2ª Turma Extraordinária da 1ª Seção, por unanimidade de votos, deu provimento ao Recurso Voluntário. A decisão teve a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2003 IRPJ. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. À luz do § 5° do artigo 74 da Lei n° 9.430/96, ultrapassado o prazo de cinco anos da data de protocolo do pedido de compensação sem que o contribuinte não tenha sido intimado do despacho decisório, deve ser reconhecida a homologação tácita HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. POSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE OFÍCIO. O prazo de cinco anos para homologação da compensação, previsto no parágrafo 5º do artigo 74 da Lei nº 9.430/96, possui natureza jurídica de prazo prescricional, sendo, portanto, matéria de ordem pública e passível de declaração de ofício em qualquer momento processual, ainda que intempestiva a manifestação de inconformidade. Após a lavratura e publicação da ata da seção de julgamento do dia 10 de março de 2021, constatou-se que o registro da decisão não refletiu o teor da decisão tomada por unanimidade pela turma. Na ata restou consigo o indeferimento do Recurso Voluntário: Relator(a): RAFAEL ZEDRAL Processo: 12448.904111/2010-05 Recorrente: SUNSET PARTICIPACOES LTDA e Interessado: FAZENDA NACIONAL ACÓRDÃO 1002-001.97. Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Fl. 114DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.220 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.904111/2010-05 O Acórdão juntado nas e-fls. 103 destes autos também consignou o mesmo teor da ata: “Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (Assinado Digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. (Assinado Digitalmente) Rafael Zedral- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral, Marcelo José Luz de Macedo e Thiago Dayan da Luz Barros.” O presente processo foi distribuído a este Relator para exame dos embargos, estando apto a ser relatado e submetido à análise desta Colenda 2ª Turma Extraordinária. É o relatório. Voto Conselheiro Rafael Zedral , Relator. Admissibilidade Os embargos opostos pelo Conselheiro Ailton Neves da Silva, Presidente desta Turma atendem aos requisitos constantes no art. o art. 66 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 343, de 09 e junho de 2015, devendo, portanto, ter prosseguimento. Mérito Da análise do pedido, verifica-se que assiste razão ao embargante visto que o erro material no registro da ata de julgamento é evidente. Toda discussão travada no julgamento do Recurso Voluntário da empresa SUNSET PARTICIPACOES LTDA, bem como o nosso voto nas e-fls. 106 à 109 conduziram esta turma extraordinária à concluir por unanimidade pelo deferimento do Recurso Voluntário, reconhecendo a homologação tácita da DCOMP 26420.04554.130504.1.3.02-8872. O registro da ata publicada não refletiu-se o resultado do julgamento realizado em 10 de março de 2021, devendo restar consignado que esta turma decidiu pelo deferimento do Recurso Voluntário. Fl. 115DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.220 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 12448.904111/2010-05 Dispositivo Diante do exposto, devem ser acolhidos e providos os embargos inominados, com efeitos infringentes, para sanear o erro material no registro da decisão do julgamento do Acórdão nº 1002-001.974, de 10 de março de 2021, pois no registro da votação do colegiado deveria ter sido consignado o comando para DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral – relator. Fl. 116DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 19647.003383/2007-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 26 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001
BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES PIS/COFINS. EXCLUSÃO DO ICMS. DECISÃO DO STF COM REPERCUSSÃO GERAL NO RE 574.706/PR. TEMA 69.
O julgamento do RE 574.706/PR (tema 69) determinou que os valores relativos ao ICMS destacado em nota fiscal não compõem a base de cálculo das contribuições ao PIS e Cofins. Decisão vinculante por força do art. 62 do Anexo II do RICARF.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001
BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES PIS/COFINS. EXCLUSÃO DO ICMS. DECISÃO DO STF COM REPERCUSSÃO GERAL NO RE 574.706/PR. TEMA 69.
O julgamento do RE 574.706/PR (tema 69) determinou que os valores relativos ao ICMS destacado em nota fiscal não compõem a base de cálculo das contribuições ao PIS e Cofins. Decisão vinculante por força do art. 62 do Anexo II do RICARF.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Numero da decisão: 3201-009.041
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de decadência e de nulidade e, no mérito, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para excluir o ICMS destacado nas Notas Fiscais da base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins, nos termos da decisão proferida no RE nº 574.706/PR.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Mara Cristina Sifuentes Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Mara Cristina Sifuentes, Laércio Cruz Uliana Junior, Márcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira e Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada). Ausente o Conselheiro Arnaldo Diefenthaeler Dornelles.
Nome do relator: Mara Cristina Sifuentes
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EXCLUSÃO DO ICMS. DECISÃO DO STF COM REPERCUSSÃO GERAL NO RE 574.706/PR. TEMA 69. O julgamento do RE 574.706/PR (tema 69) determinou que os valores relativos ao ICMS destacado em nota fiscal não compõem a base de cálculo das contribuições ao PIS e Cofins. Decisão vinculante por força do art. 62 do Anexo II do RICARF. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001 BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES PIS/COFINS. EXCLUSÃO DO ICMS. DECISÃO DO STF COM REPERCUSSÃO GERAL NO RE 574.706/PR. TEMA 69. O julgamento do RE 574.706/PR (tema 69) determinou que os valores relativos ao ICMS destacado em nota fiscal não compõem a base de cálculo das contribuições ao PIS e Cofins. Decisão vinculante por força do art. 62 do Anexo II do RICARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de decadência e de nulidade e, no mérito, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para excluir o ICMS destacado nas Notas Fiscais da base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins, nos termos da decisão proferida no RE nº 574.706/PR. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira - Presidente (documento assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 00 33 83 /2 00 7- 85 Fl. 835DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-009.041 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19647.003383/2007-85 Mara Cristina Sifuentes – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Mara Cristina Sifuentes, Laércio Cruz Uliana Junior, Márcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira e Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada). Ausente o Conselheiro Arnaldo Diefenthaeler Dornelles. Relatório Trata-se de auto de infração para exigência do PIS/Pasep e da Cofins, por constatada a falta ou insuficiência do recolhimento dos valores relacionados, apurados no livro de apuração do ICMS em confronto com os valores declarados em DCTF. A impugnação foi julgada pela DRJ Recife, acórdão nº 11-25.137, de 28/01/2008, improcedente por unanimidade de votos. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001 INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DA COFINS A falta ou insuficiência de recolhimento da COFINS constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. EXPRESSA PREVISÃO LEGAL. Não é permitida a exclusão do ICMS, cobrado na condição de contribuinte, da base de cálculo da Cofins por falta de previsão legal. O ICMS integra a base de cálculo a ser tributada pela contribuição em tela. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001 INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PIS A falta ou insuficiência de recolhimento do PIS constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/20 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO DE OFICIO Afastado o prazo de dez anos para o lançamento das contribuições destinadas à Seguridade Social, por inconstitucional, o prazo decadencial rege-se pelo disposto no art.150 § 4 do Código Tributário Nacional. Havendo pagamento do imposto e/ou contribuição, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador. Nos casos, porém, em que o contribuinte deixa de declarar os rendimentos e de proceder ao recolhimento do tributo correspondente, sendo tais irregularidades identificadas pelo Fl. 836DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-009.041 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19647.003383/2007-85 Fisco, não há que se falar em lançamento por homologação e sim, em lançamento ex oficio cujo termo inicial da contagem do prazo de decadência é aquele definido pelo artigo 173 do Código Tributário Nacional, ou seja; o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAR. Não se encontra abrangida pela competência da autoridade tributária administrativa a apreciação da inconstitucionalidade das leis, uma vez que neste juízo os dispositivos legais se presumem revestidos do caráter de validade e eficácia, não cabendo, pois, na hipótese, negar-lhe execução. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. LEGALIDADE. TAXA SELIC. Legítima a aplicação da taxa Selic; para a cobrança dos juros de mora, a partir de 1° de abril de 1995 (art. 13, da Lei n° 9.065/95) TRIBUTOS E MULTA - CONFISCO. A vedação constitucional quanto à instituição de exação de caráter confiscatório dos tributos, se refere aos tributos e não às multas e se dirige ao legislador, e não ao aplicador da lei. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no âmbito da Secretaria da Receita Federal, possui como pressuposto a existência de decisão definitiva, do Supremo Tribunal Federal acerca da inconstitucionalidade da lei que esteja em litígio e, ainda assim, desde que seja editado ato específico do Sr. Secretário da Receita Federal nesse sentido. Não estando enquadradas nesta hipótese, as sentenças judiciais só produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. PEDIDO DE PERÍCIA. Deve ser indeferido o pedido de perícia, quando este deixar de conter os requisitos estabelecidos pelo art.16, inciso IV, do decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972 e quando o processo contiver os elementos necessários para a formação livre convicção do julgador. JUNTADA POSTERIOR DE PROVAS. No processo administrativo fiscal, a prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro Momento processual, a menos que ocorra um dos fatos previstos no § 4 do art. 16 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. Regularmente cientificada a empresa apresentou Recurso Voluntário, onde alega, resumidamente: - A autuação é decorrente da operação “Pista livre” na esfera penal, de onde provieram os dados que deflagraram vários procedimentos fiscais. Entretanto as provas foram judicialmente declaradas ilícitas; - dos documentos apreendidos pela Polícia Federal redundou nas seguintes autuações: Fl. 837DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-009.041 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19647.003383/2007-85 - 19647-003.383/2007-85 – PIS e Cofins ano 2001; - 19647-011.373/2006-32 – IRPJ ano 2001; - 19647-010.692/2007-10 – anos 2002 a 2004; - a separação dos processos explica-se porque a RFB quis tratar o ano de 2001 de forma independente, para desvinculá-lo das provas obtidas ilicitamente; - as autuações dos anos 2002 a 2004 usaram diretamente as provas obtidas para calcular supostas bases de cálculo dos tributos; - para o ano de 2001 a suposta base de cálculo teria sido encontrada nos livros fiscais do contribuinte, contínua decorrência das provas ilícitas indiretamente; - as provas foram declaradas ilícitas pelo judiciário, e mesmo que utilizadas indiretamente contaminaram o presente processo, por isso deve ser declarada a nulidade; - os créditos de 2001 encontram-se decaídos, já que a empresa teve ciência da autuação em 19/12/2006, conforme art. 150 CTN; - impossibilidade de incidir as contribuições sobre a base de cálculo inflada pelo ICMS, vide RE 240.785 no STF; - junta certidão sobre o trânsito em julgado do HC nº57.624/RJ, em 28/09/2007, efl. 694. Em 02/05/2012 o processo foi sobrestado por a matéria estar em repercussão geral no STF, conforme estipulava a Portaria CARF nº 01/2012. É o relatório. Voto Conselheira Mara Cristina Sifuentes, Relatora. O presente recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade por isso dele tomo conhecimento. Em sede preliminar, a recorrente alega que haveria decadência do direito de o Fisco lançar tributos referentes aos períodos de janeiro a novembro de 2001, a teor do disciplinado no § 4º do artigo 150 do CTN: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...)§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha Fl. 838DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3201-009.041 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19647.003383/2007-85 pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. A questão da decadência foi objeto de decisão do STJ, na sistemática de recursos repetitivos, no REsp nº 973.733-SC, com a relatoria do Ministro Luiz Fux, com seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). (grifei) 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontra-se regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs.. 163/210). 3. O dies a quo do prazo quinquenal da aludida regra decadencial rege-se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelando-se inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs.. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs.. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs.. 183/199). (...)7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 973733 SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 18/09/2009) Assim é que restou decidido: a. Se houver pagamento (ou declaração): data da ocorrência do fato gerador (artigo 150, § 4º, do CTN) Fl. 839DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3201-009.041 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19647.003383/2007-85 b. Se não houver pagamento (ou declaração): primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado (artigo 173, I, do CTN) Então, para que se configure a hipótese do item "a", basta que o contribuinte efetue o pagamento de qualquer parcela do tributo no correspondente período de apuração. Porém, não se admite que o valor pago (decorrente da apuração efetuada pelo próprio contribuinte) seja objeto de conduta maculada por dolo, fraude ou simulação. O entendimento foi confirmado em súmula do STJ: Súmula 555 do STJ: Quando não houver declaração do débito, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do CTN, nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. De forma semelhante, aquele tribunal afirma que a hipótese do item "b" acima (artigo 173, I) deve ser aplicada nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa (ou seja, nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação). E o § 2º do artigo 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, dispõe que as decisões proferidas pelo STJ, na sistemática dos recursos repetitivos, devem ser reproduzidas nos julgamentos do CARF: § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos arts. 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 1973 - Código de Processo Civil (CPC), deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, é possível constatar que a recorrente não realizou recolhimentos de PIS e Cofins para os períodos de apuração no ano de 2001, conforme foi apurado pela DRJ em acesso ao sistema Sinal04, fls. 527 a 528, e não contestados pela recorrente. Assim é que a contagem do prazo efetua-se conforme a regra prevista no art. 173 I do CTN, o que transporta o prazo final para lançamento dos fatos geradores ocorridos em 2001 para o dia 31/12/2007. Com a ciência dos autos de infração ocorreu em 19/12/2006, dentro do prazo possível. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fica afastada a preliminar de decadência. Quanto às alegação de nulidade por utilização de provas declaradas ilícitas pelo judiciário, ela é nova em sede recursal. Fl. 840DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3201-009.041 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19647.003383/2007-85 Em impugnação, fls. 371 a 400, a recorrente traz alegações a respeito de: - decadência; - lançamento indevido do IRPJ; - irregular arbitramento do lucro, onde informa que sofreu operação da Polícia Federal no ano de 2005 relativa a “operação cevada” e foram apreendidos vários documentos e discos rígidos onde estavam seus livros contábeis; - indevida inclusão do ICMS na base de cálculo; - inexigibilidade da taxa Selic. Ou seja, não apresenta nenhuma argumentação a respeito da impossibilidade da utilização das provas judiciais. O momento oportuno para a apresentação de matéria de defesa é na impugnação artigo 17 do Decreto nº 70.235/1972, sob pena de preclusão. Art. 17. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Poderia se alegar que a matéria é de ordem pública, transcendendo o interesse das partes, antecedendo ou impedindo a análise do conflito de interesses em juízo. Entretanto, mesmo que se acatasse a alegação de impossibilidade da utilização das provas judiciais analisando se é cabível, a argumentação não prosperaria. No termo de encerramento da ação fiscal, efls. 29 e sgs., não encontramos alusões a utilização de provas trazidas da ação policial, que foram impossibilitadas de uso pelo trânsito em julgado do HC nº57.624/RJ, em 28/09/2007. Consta no termo os seguintes trechos que poderiam ser contestados: No entanto esse documento apenas trata de informação a respeito da relação contratual entre a recorrente e o Grupo Schincariol, que foi desfeito. A seguir a fiscalização descreve os procedimentos que efetuou para fiscalização da empresa. Informa que foi emitido MPF para verificar cálculos do IRPJ no confronto entre os valores declarados pelo sujeito passivo e os valores apurados em escrituração contábil e fiscal, relativos a impostos e contribuições administrados pela RFB em 2001 e 2002. Fl. 841DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3201-009.041 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19647.003383/2007-85 As informações sobre o IRPJ estão nos bancos de dados da RFB e a escrituração contábil e fiscal foi solicitada a empresa, conforme termo de intimação respondido em 27/09/2006 com a apresentação de livros fiscais de entrada, saída e apuração do ICMS. Apresentou ainda Declaração de Informações econômico e fiscais, com opção pelo lucro presumido, e DCTFs, sem apresentar os recolhimentos. Não apresentou os livros Caixa nem os livros contábeis. O Auditor-fiscal fez diligência na empresa, onde constatou que o estabelecimento encontrava-se com portas cerradas, e a seguir apurou que na cidade de Surubim havia um distribuidor da marca Schincariol, com filial de distribuidora de bebidas cuja matriz funcionava na cidade de Timbaúba, onde também estava situada a sede do grupo de empresas do Sr. Marinaldo Rosendo. A família Rosendo segundo documentos que constam no processo são os responsáveis pela empresa Subeal. Após as diligências e entrevistas o Auditor-fiscal apurou haver indícios que as atividades desenvolvidas pela empresa Subeal passaram a ser desenvolvidas pela PR Distribuidora de Bebidas e Alimentos Ltda, levando também a conclusão que essa faz parte do grupo empresarial do Sr. Marinaldo Rosendo. Por fim a fiscalização informa que a partir dos valores registrados no livro Registro de Apuração do ICMS elaborou o Demonstrativo das Receitas auferidas, que foi base para a apuração do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins no ano de 2001. E que os valores declarados em DCTF, ano 2001, para os tributos, foram aproveitados como confissão de dívidas. Portanto, conforme demonstrado, a fiscalização não utilizou de elementos colhidos na ação policial, mas sim, como todo procedimento de fiscalização, partiu de declarações da empresa e documentos contábeis e fiscais obrigatórios que foram apresentados pela empresa. Como último pleito a recorrente solicita a exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições. Constata-se que o presente processo já foi sobrestado, em 02/05/2012 por a matéria estar em repercussão geral no STF, conforme estipulava a Portaria CARF nº 01/2012, por meio de despacho, efl. 831. As alegações da Recorrente foram objeto de apreciação pelo STF RE 574.706/PR, afetado pela repercussão geral, grafado com o tema 69, no qual foi firmada a tese “O ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins”. Em decisão de embargos declaratórios apresentados pela Fazenda Nacional, o Plenário do STF assentou que, para o cômputo da exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições PIS e Cofins deve ser aquele destacado em nota fiscal. No que diz respeito ao presente Recurso Voluntário, identifica-se que a alegação de recolhimento indevido ou a maior foi amparada por decisão do STF, afetada por repercussão geral, que por força regimental vincula este Conselho, conforme o art. 62, §2º do RICARF. Pela análise da situação concreta posta em julgamento, destaca-se que a Recorrente trouxe o Registro de Apuração de ICMS. Fl. 842DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3201-009.041 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19647.003383/2007-85 Tratando-se de apuração de crédito tributário, compete a unidade de origem da RFB proceder e analisar a documentação dos autos e aferir o valor a ser excluído da autuação. Pelo exposto, rejeito as preliminares e voto por dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para excluir ICMS destacado nas Notas Fiscais da base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins. (documento assinado digitalmente) Mara Cristina Sifuentes Fl. 843DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13292.000055/2010-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/2010 a 31/03/2010
COFINS. CRÉDITO BÁSICO. CRÉDITO PRESUMIDO. FORNECEDOR. DISCRIMEN.
Para o gozo do crédito básico das contribuições (ao lado dos demais requisitos legais) o produtor de café deve exercer cumulativamente as atividades de (a) padronizar, (b) beneficiar, (c) preparar e (d) misturar os tipos de café. Padronização (a) é separação das sacas do produtor rural. Beneficiamento é a retirada da casca do café, a transformação do café em coco para café em grãos. Para o beneficiamento (b) são utilizados maquinários de limpeza, descascadores, separadores oscilante circulares, colunas de ventilação, catadores de pedras e mesas densimétrica, peneiras de classificação e classificadoras por imagem - conforme fundamentada publicação da EMBRAPA.
Numero da decisão: 3401-009.501
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração.
((documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Oswaldo Goncalves de Castro Neto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Marcos Antonio Borges (suplente convocado(a)), Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Carolina Machado Freire Martins, Ronaldo Souza Dias (Presidente)
Nome do relator: Oswaldo Gonçalves de Castro Neto
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. ((documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias - Presidente (documento assinado digitalmente) Oswaldo Goncalves de Castro Neto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Marcos Antonio Borges (suplente convocado(a)), Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Carolina Machado Freire Martins, Ronaldo Souza Dias (Presidente)
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CRÉDITO BÁSICO. CRÉDITO PRESUMIDO. FORNECEDOR. DISCRIMEN. Para o gozo do crédito básico das contribuições (ao lado dos demais requisitos legais) o produtor de café deve exercer cumulativamente as atividades de (a) padronizar, (b) beneficiar, (c) preparar e (d) misturar os tipos de café. Padronização (a) é separação das sacas do produtor rural. Beneficiamento é a retirada da casca do café, a transformação do café em coco para café em grãos. Para o beneficiamento (b) são utilizados maquinários de limpeza, descascadores, separadores oscilante circulares, colunas de ventilação, catadores de pedras e mesas densimétrica, peneiras de classificação e classificadoras por imagem - conforme fundamentada publicação da EMBRAPA. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. ((documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias - Presidente (documento assinado digitalmente) Oswaldo Goncalves de Castro Neto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Marcos Antonio Borges (suplente convocado(a)), Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Carolina Machado Freire Martins, Ronaldo Souza Dias (Presidente) Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 29 2. 00 00 55 /2 01 0- 11 Fl. 223DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 1.1. Trata-se de pedido de ressarcimento de PIS exportação relativo ao primeiro trimestre de 2010, no valor total de R$ 94.297,27. 1.2. O pedido de ressarcimento foi parcialmente provido (crédito glosado R$ 86.740,86) pois, conforme descrito no Termo de Constatação e no que importa à solução do presente caso, a Recorrente pleiteou crédito básico da contribuição, quando faz jus ao crédito presumido, isto porque: 1.2.1. A Recorrente recebe café cru faz todo o processo agroindustrial e posteriormente exporta, logo, os bens adquiridos de terceiros são insumos e não produtos para revenda; 1.2.2. Gozam de suspensão de PIS e COFINS todas as vendas de insumos realizadas na atividade agroindustrial e por tal motivo não geram direito ao crédito básico; 1.2.3. “Não consta na legislação a possibilidade de, ao efetuarem vendas de produtos agropecuários a pessoas jurídicas relacionadas no caput do art. 8°, as pessoas jurídicas relacionadas nos incisos I a II do § 1° do mesmo artigo recolham as contribuições, gerando assim o crédito normal”. 1.3. Intimada da decisão, a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade em que requer o julgamento conjunto do presente processo e dos processos 13292.000054/2010-69, 13292.000055/2010-11, 13292.000056/2010-58 e argumenta, entre outras coisas que as vendas de cooperativa de produção agropecuária que exerça atividade industrial não são suspensas de PIS/COFINS, ex vi artigo 9° § 1° inciso II c.c. artigo 8° § 6° da Lei 10.925/04. 1.4. A DRJ de Juiz de Fora manteve o parcial deferimento do ressarcimento porquanto, “a empresa industrializou todo o café adquirido e, portanto não revendeu café cru (sem benefício), diferentemente do que alega na manifestação de inconformidade. Assim, não faz jus a crédito relativo a revenda de café cru, repita-se, que ela mesma informou não realizar. Nesse caso, a revenda do café industrializado (como a empresa classificou), equivale á venda do café prevista no art. 8º da Lei 10.925/2004 e faz jus ao crédito presumido, desde que atenda ao demais requisitos da legislação”. 1.5. Em sede de Recurso Voluntário a Recorrente repisou o quanto descrito em Manifestação de Inconformidade trazendo aos autos Notas Fiscais de Entrada por si recebidas com indicação de tributação das contribuições. 1.6. Esta Turma em Acórdão de minha relatoria, julgou improcedentes os argumentos lançados em Voluntário, pois, em resumo, restou fixado que “a pessoa jurídica que produza o café poderá deduzir crédito básico de PIS e COFINS de pessoas jurídicas e cooperativas também produtoras de café”. Produtores de café, nos termos do § 6° do artigo 8° da Lei 10.925/04 são aqueles que, cumulativamente, executam “as atividades de padronizar, beneficiar, preparar e misturar tipos de café para definição de aroma e sabor (blend) ou separar por densidade dos grãos, com redução dos tipos determinados pela classificação oficial”. Todavia, em pesquisa realizada por este Relator nos comprovantes de situação cadastral, Fl. 224DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 constatou-se que nenhum dos fornecedores da Recorrente executava cumulativamente as atividades de padronização, beneficiamento, preparo e mistura do café. 1.7. Contra esta decisão a Recorrente opôs Embargos de Declaração apontando (novamente, no que importa ao presente caso) erro material grave, nomeadamente, foi observado apenas o Código Nacional de Atividades dos fornecedores dela para aferir se tal ou qual fornecedor é produtor de café. Todavia, “simplesmente NÃO EXISTE NO ORDENAMENTO JURÍDICO UM CNAE ESPECÍFICO PARA A ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL DO CAFÉ, que envolva todas as atividades supracitadas em um único código ou, quando menos, em códigos isolados”. Ainda, colige aos autos vídeo com processo produtivo de um de seus fornecedores como prova de que ele, e os demais, são produtores de café. 1.8. Foi dado seguimento aos Embargos pela r. Presidência desta Turma “para que o colegiado aprecie as matérias relativas a: “1 – Erro material/omissão – Critério utilizado para a definição de “produtor de café” nas vendas à embargante”. Voto Conselheiro Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Relator. 2. A irresignação da Embargante no presente caso não é sobre o critério de segregação entre produtores de café e cerealistas mas com a prova considerada para fixar quem é cada um deles. A Embargante concorda que para usufruir crédito básico das contribuições em voga, necessário que o fornecedor de café exerça cumulativamente as atividades de padronizar, beneficiar, preparar e misturar os tipos de café; diverge apenas que a indicação do CNAE seja prova suficiente para segregar o produtor de café e o cerealista. Isto porque, nos termos do arrazoado, não há um CNAE para atividade agroindustrial de processamento de café. Ainda, o CNAE não é o critério legal de segregação de atividades. 2.1. Pois bem, é ponto incontroverso que o critério de discrimen entre a possibilidade de usufruir crédito básico e crédito presumido de aquisições de café é a atividade do fornecedor. Se o fornecedor de café, cumulativamente, padronizar, beneficiar, preparar e misturar os tipos de café vendidos não haverá suspensão das contribuições e o adquirente, em contraponto, poderá creditar-se de crédito básico de PIS e COFINS. Daí já se nota que em momento algum se fixou o CNAE como critério. O CNAE foi o meio pelo qual se procurou constatar se o fornecedor era ou não produtor de café. 2.2. É dizer, inobstante o debate sobre o tipo de atividade do fornecedor da Embargante preceda a vinda do processo para esta Casa (o tema teve início com o despacho decisório da DRF), ela (Embargante) não trouxe aos autos outro documento que não as notas fiscais e a listagem para demonstrar que seus fornecedores são produtores de café. Em assim sendo, tal qual coube a Embargante coligir provas da titularidade dos créditos, era de competência desta Casa debruçar-se somente sobre as provas trazidas aos autos – não outras. No exercício de sua função, esta Turma observou as notas e a lista (documentos trazidos pela Embargante) para neles fixar a incidência da norma de regência e ditar a solução legal. Fl. 225DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 2.3. É claro que existem outros modos de demonstrar que um determinado fornecedor é produtor de café. Não menos óbvio é o fato de que a Embargante não trouxe aos autos qualquer outra prova – salvo, agora, em embargos de declaração, o vídeo de um de seus fornecedores. 2.4. Superada a extemporaneidade da prova, superada a impossibilidade de análise de fato novo em sede de embargos, superado o limite da prova a um dos fornecedores – e não todos – em verdade, o vídeo trazido pela Embargante apenas confirma que seu fornecedor não é produtor de café nos termos da norma de regência. 2.5. Como dito (à exaustão) no corpo deste voto, produtor de café exerce cumulativamente as atividades de (a) padronizar, (b) beneficiar, (c) preparar e (d) misturar os tipos de café. Padronização (a) é separação das sacas do produtor rural. Beneficiamento é a retirada da casca do café, a transformação do café em coco para café em grãos. Para o beneficiamento (b) são utilizados maquinários de limpeza, descascadores, separadores oscilante circulares, colunas de ventilação, catadores de pedras e mesas densimétrica, peneiras de classificação e classificadoras por imagem – conforme fundamentada publicação da EMBRAPA: Os equipamentos normalmente utilizados para o beneficiamento de café são: máquinas de pré-limpeza e limpeza; descascadores; separador oscilante circular (sururuca); coluna de ventilação; catador de pedras e mesa densimétrica; classificadora por peneiras; classificadora por imagem eletrônica (CARVALHO, 1979; REIS; CUNHA; CARVALHO, 2011; REZENDE; ROSADO; GOMES, 2007). As máquinas de pré-limpeza e limpeza são equipamentos projetados para remover impurezas da massa de produto. O princípio de extração baseia-se nas propriedades físicas dos materiais – velocidade terminal, dimensões e formatos. Estas máquinas são equipadas com ventiladores e peneiras, sendo denominadas MVP – Máquinas Ventilador Peneiras. O ventilador gera um fluxo de ar com finalidade de remover impurezas com menor massa específica unitária, como pó, folhas e pedaços de galhos. Enquanto as peneiras são utilizadas para remover as impurezas em função das diferenças de dimensões e formatos. (...) Fl. 226DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 O descasque visa remover cascas, pergaminhos e as películas prateadas dos frutos secos em coco ou em pergaminho. Para café, os tipos de descascadores mais empregados são os por fricção e por impacto. Os descascadores por fricção são os mais utilizados e se caracterizam por possuir um cilindro alojado em uma calha com fundo confeccionado em chapas perfuradas que retém os frutos não descascados, mas possibilita a passagem dos grãos descascados, pedaços de casca, pergaminho e películas. Ao fluxo destes materiais é submetido um fluxo de ar que arrasta os mais leves deixando fluir os grãos descascados e os não descascados apropriadamente. Segundo as características do café a ser descascado, é definido para o cilindro a distância em relação à calha, à rugosidade, e à rotação. Quanto aos descascadores por impacto, estes dispõem de um cilindro rotor contendo hastes fixadas ao mesmo que ao impactarem os frutos faz com que a casca, pergaminho e a película prateada desprendam, liberando os grãos de café. O separador oscilante circular, comumente denominado peneira sururuca, normalmente é instalada após o descascador, com a finalidade de separar os grãos descascados dos grãos não descascados adequadamente. Esse separador é acionado por um eixo excêntrico com movimento circular, o que faz com que os grãos descascados dirijam-se para periferia, enquanto os não descascados adequadamente acumulam-se ao centro. A coluna de ventilação tem por princípio de funcionamento a velocidade terminal. Normalmente, o equipamento conta com quatro colunas, em que as velocidades do fluxo de ar são diferenciadas. Na primeira coluna a velocidade do ar é maior, deixando de arrastar os grãos com maior massa específica unitária, que precipitam para parte inferior da coluna e são descarregados por uma calha para serem ensacados. Para as colunas seguintes a intensidade da velocidade do ar decresce sequencialmente e o material que é arrastado pelo fluxo de ar da última coluna é tratado como impurezas e ou defeitos removidos. O catador de pedras e a mesa densimétrica possuem o mesmo princípio de funcionamento, mas com finalidade de aplicações diferentes. Os catadores de pedras possuem uma plataforma com inclinação regulável nas direções do comprimento e largura. Abaixo dessa plataforma é instalado um ou mais ventiladores que aplicam fluxo de ar por meio de pequenos orifícios pela área da plataforma. Esta plataforma também possui movimento oscilatório da direção do comprimento, que faz com que o leito de grãos avance sobre a plataforma. Desta forma, com a aplicação do fluxo ocorre a estratificação do leito de grãos em que os materiais com maior massa específica ficam ao fundo. E, aliado a essa ocorrência, o movimento oscilatório da plataforma faz com que os materiais com a maior massa específica concentrem no lado mais baixo da plataforma, enquanto os de menores concentram no lado oposto. Na extremidade da plataforma, os catadores de pedras contam com três calhas: a) uma para coleta dos materiais com maior massa específica unitária como pedras, torrões, fragmentos do piso do terreiro e pedaços de partes mecânicas; b) a segunda para coleta dos grãos que concentra na parte central da plataforma; c) a terceira para coleta de impurezas mais leves. As mesas densimétricas, também conhecidas como mesas de gravidade, são empregadas para estratificar lotes de café com dimensões e formatos semelhantes, mas com valores diferenciados de massa específica e massa específica unitária. Desse modo, diferente dos catadores de pedras, o leito de grãos que chega ao final da plataforma das mesas densimétricas pode ser direcionado a quatro ou mais calhas de descarga, obtendo lotes diferenciados quanto à massa específica unitária dos grãos. As classificadoras por peneiras possuem o mesmo princípio de funcionamento das máquinas de pré-limpeza e limpeza quanto ao emprego das peneiras para estratificar Fl. 227DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 lotes de produtos segundo a diferença das dimensões e formatos. Para café beneficiado, empregam-se peneiras de crivos circulares para classificar lotes de grãos com formatos chatos, pois estes diferem segundo a largura, enquanto as de crivos oblongos são empregadas para estratificar lotes de cafés com formato moca. Na Tabela 1 é apresentada a relação de peneiras empregadas em laboratório para classificação de cafés nos formatos chato e moca (SEGGES, 2001; REZENDE; ROSADO; GOMES, 2007). E como exemplo operacional, apresenta-se na Figura 3 a disposição das peneiras em uma máquina classificadora por peneiras, que permitem estratificar a massa de grãos crus em até 11 lotes. A classificação por imagem, normalmente, é a última operação para obtenção de lotes homogêneos de grãos de café cru (REZENDE; ROSADO; GOMES, 2007). Nesse estádio os lotes se apresentam homogêneos segundo as dimensões, forma, massa especifica unitária, massa específica e velocidade terminal. Portanto, o que pode diferenciar os grãos são suas imagens quando comparadas a um padrão. Para promover a classificação segundo padrões de imagem e cor são empregadas às classificadoras eletrônicas equipadas com 8 a 64 canais. Em cada um dos canais há duas unidades de classificação, sendo cada uma delas equipadas com uma fonte de iluminação LED, duas câmeras e um ejetor. (EMBRAPA. Café: beneficiamento e industrialização. Disponível em: http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/publicacoes_tecnicas/Cafe_na_Amazo niaLUISSILVA_2.pdf), 2.5.1. Após o beneficiamento, o café é armazenado em sacas. No armazenamento é feito a mistura (d) do café para a formação dos blends. Após a mistura, na etapa industrial de preparo (c), o café passa por processo de torrefação e moagem. 2.6. O vídeo coligido aos autos pela Embargante evidencia o recebimento do café nas moegas, a armazenagem em grandes silos, a remoção e retirada de purezas extrínsecas, a separação dos grãos por peneiras, máquinas de ventilação e por imagem, a mistura dos grãos após armazenagem (blend), o processo de ensaque da mistura seguida da venda: Fl. 228DF CARF MF Documento nato-digital http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/publicacoes_tecnicas/Cafe_na_AmazoniaLUISSILVA_2.pdf http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/publicacoes_tecnicas/Cafe_na_AmazoniaLUISSILVA_2.pdf Fl. 7 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 Fl. 229DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 Fl. 230DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 Fl. 231DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 Fl. 232DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 2.7. Como visto, longe de infirmar as conclusões de acórdão anterior, o vídeo deixa claro que o fornecedor da Embargante opera a padronização, o beneficiamento e a Fl. 233DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 3401-009.501 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13292.000055/2010-11 mistura do café, porém não a torrefação e o moagem, isto é seu preparo. Destarte, tendo em vista que o fornecedor não executa cumulativamente a padronização, o beneficiamento, a mistura e o preparo do café, era mesmo de rigor a glosa. 3. Pelo exposto, admito, porquanto tempestivo, e rejeito os Embargos oposto por não existir qualquer erro material, omissão, contradição ou obscuridade a ser sanada. (documento assinado digitalmente) Oswaldo Gonçalves de Castro Neto Fl. 234DF CARF MF Documento nato-digital
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