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Numero do processo: 35011.003683/2006-14
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1995 a 01/05/2005
ALÍQUOTA SAT/RAT. FIXAÇÃO. ADEQUAÇÃO AS NORMAS. VALIDADE. PAGAMENTO POR PRESUNÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. GPS OU DOCUMENTO SUBSTITUTIVO. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.637
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Amilcar Barca Teixeira Junior.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1995 a 01/05/2005 ALÍQUOTA SAT/RAT. FIXAÇÃO. ADEQUAÇÃO AS NORMAS. VALIDADE. PAGAMENTO POR PRESUNÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. GPS OU DOCUMENTO SUBSTITUTIVO. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Amilcar Barca Teixeira Junior. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 01 1. 00 36 83 /2 00 6- 14 Fl. 594DF CARF MF Impresso em 23/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35011.003683/200614 Acórdão n.º 2803002.637 S2TE03 Fl. 595 2 Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, DEBCAD 35.812.1094, objetiva o lançamento das contribuições sociais previdenciárias não adimplidas pelo empregador, diferença de enquadramento da parte patronal em relação a rubrica SAT/RAT, decorrente da remuneração/retribuição/honorários/rendimentos pagos, devidos ou creditados aos trabalhadores a seu serviço, conforme Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, de fls. 242 a 243, com período de apuração de 01/1995 a 04/2005, conforme Mandado de Procedimento Fiscal MPF, de fls. 233. O sujeito passivo foi cientificado do lançamento, em 27/05/2005, conforme Folha de Rosto da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, de fls. 01. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação parcial, petição com razões, acostada, as fls. 249 a 255, recebida, em 14/06/2005, conforme capa de processo com protocolo, as fls. 248, estando acompanhada dos documentos, de fls. 256 a 299; 302 a 336. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 338; 339;345; 349 e 351. Ocorreu o incidente processual esclarecido, as fls. 348. O sujeito passivo parcelou parte do débito, conforme extrato, de fls. 351, sendo este retificado pelo Discriminativo Analítico de Débito Retificado – DADR, de fls. 354 a 425. O órgão julgador de primeiro grau emitiu a Decisão – Notificação DN Nº 03.401.4/0213/2006, em 21/08/2006, fls. 427 a 433, no qual o lançamento foi considerado procedente em parte. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, conforme AR, de fls. 435, sem data de recepção. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição, as fls. 439 a 440, recebida, em 24/11/2006, conforme capa de processo com protocolo, as fls. 438, acompanhada dos documentos, de fls. 441, com razões recursais, as fls. 442 a 452, as teses recursais não serão sumariadas, pois a decisão a quo, que dá suporte a este recurso foi anulada. O órgão preparador reconheceu a tempestividade do recurso, fls. 454 e 455. Houve recolhimento do depósito recursal, fls. 441. Os autos subiram ao Conselho de Recurso da Previdência Social – CRPS, em 05/04/2007, fls. 456. Fl. 595DF CARF MF Impresso em 23/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35011.003683/200614 Acórdão n.º 2803002.637 S2TE03 Fl. 596 3 Verificase, as fls. 458 a 462, a existência do Acórdão Nº 230200.573 – 3ª Câmara/ 2ª Turma Ordinária, datado de, 19/08/2010, o qual anulou a DN Nº 03.401.4/0213/2006, em 21/08/2006, fls. 427 a 433. Os autos foram remetidos a DRJ/BEL, pelo despacho, de fls. 466, porém não consta nos autos a cientificação do sujeito passivo, quanto a decisão do Segundo Conselho de Contribuintes. Foi emitida nova decisão de primeiro grau Acórdão 0123.735 5ª Turma da DRJ/BEL, datado de 07/12/2011, fls. 467 a 473, que culminou com o Discriminativo Analítico de Débito Retificado – DADR, de fls. 474 a 531, devido ao reconhecimento da decadência para as competências anteriores a 12/1999, bem como pela comprovação do pagamento da parte descontada do levantamento relativo aos contribuintes individuais, artigo 4º, da Lei 10.666/2003. A impugnante foi cientificada da nova decisão de primeiro grau, em 02/07/2012, fls. 556, (numeração digital). O contribuinte apresentou novo recurso voluntário, petição com razões recursais, as fls. 557 a 562, (numeração digital), recebido, em 01/08/2012, acompanhada dos documentos, de fls. 563 a 580. As razões recursais sumariadas são as seguintes. Mérito. · que as diferenças a título de contribuição SAT/RAT das filiais são indevidas, pois a matriz fica em Manaus, onde é seu parque fabril e os demais estabelecimentos, espalhados pela federação cuidam apenas da venda no atacado, sendo que as atividades que exercem são diferentes a da matriz, com CNPJ próprios e assim devendo ser observada a atividade preponderante de cada estabelecimento, sendo este o entendimento do judiciário, transcreve decisões, cita a Súmula STJ nº 351, devendo o SAT ser estabelecido para cada estabelecimento e no caso da filias este é de 2%; · que a decisão a quo afirma que não foram juntados aos autos os comprovantes de pagamentos das competências abril, maio e junho/2003, o que se deu por extravio daqueles documentos; · que ficou demonstrado nos autos que a maioria do período lançado pelo fiscal foi considerado indevido, pois provouse o seu pagamento a tempo e a modo, esta premissa falsa contamina todo o resultado e por que acreditar que os outros meses não foram pagos, só pela ausência do comprovante, que nova verificação deveria ter sido feita nos sistemas da SRP e não simplesmente dizer que não havia pagamento, uma vez que a presunção de veracidade das alegações do agente fiscal foi destruída; · Em conclusão diz: a) que demonstrada a insubsistência do ato fiscal a manutenção do crédito é incabível; b) requerendose o acolhimento do Fl. 596DF CARF MF Impresso em 23/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35011.003683/200614 Acórdão n.º 2803002.637 S2TE03 Fl. 597 4 recurso, dandolhe provimento, com a reforma da decisão a quo para cancelar o débito fiscal. A recorrente foi intimada, fls. 581, (numeração digital), a regularizar a relação processual, recebimento pelo AR, de fls. 582, (numeração digital). A empresa apresentou os documentos, de fls. 583 a 592, (numeração digital). O órgão preparador reconheceu a tempestividade do recurso, fls. 593, (numeração digital). Os autos foram encaminhados ao CARF, fls. 593, (numeração digital). É o Relatório. Fl. 597DF CARF MF Impresso em 23/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35011.003683/200614 Acórdão n.º 2803002.637 S2TE03 Fl. 598 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira Relator. O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado Inicialmente, esclareço que na tramitação do presente processo ocorreram alguns incidentes processuais que delongaram a demanda. No que concerne ao SAT/RAT para mim nos termos do Ato Declaratório, abaixo, transcrito e da Súmula STJ 351, há duas formas de estabelecer a alíquota da rubrica em questão. ATO DECLARATÓRIO Nº 11 /2011 A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2120 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 15/12/2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que discutam a aplicação da alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT), aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro.” JURISPRUDÊNCIA: Súmula nº 351 do STJ, DJe 19/06/2008; AgRg no Ag 1178683/RS, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/08/2010, DJe 28/09/2010; AgRg no Ag 1008620/BA, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/03/2010, Dje 12/04/2010; AgRg no AgRg no AgRg no REsp 1114033/SP, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 05/11/2009, DJe 17/11/2009; AgRg no Ag 1134164/SP, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 25/08/2009, DJe 24/09/2009; REsp 947920 / SC, Rel. Min. ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 06/08/2009, DJe 21/08/2009; e REsp 842838/SC, Rel. Min. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/12/2008, DJe 19/02/2009. Fl. 598DF CARF MF Impresso em 23/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35011.003683/200614 Acórdão n.º 2803002.637 S2TE03 Fl. 599 6 Brasília, 20 de dezembro de 2011. ADRIANA QUEIROZ DE CARVALHO ProcuradoraGeral da Fazenda Nacional Súmula nº 351 do STJ “A alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) é aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro.” Desta forma, entendo que havendo mais de um estabelecimento para a empresa e sendo estes individualizados por CNPJ a fixação da alíquota se dá pelo seu CNPJ, ou seja, CNAE declarado e/ou cadastrado, pois esta é a única ligação entre o CNPJ e alíquota SAT/RAT, conforme a legislação e havendo apenas um registro a fixação da alíquota se dará pela atividade preponderante, ou seja, aquela que ocupa o maior número de trabalhadores. A recorrente não trouxe aos autos documentos que demonstrem em relação as filiais o CNAE para fins de fixação do SAT, apenas, as fls. 257, consta o cadastro da matriz. Todavia, após pesquisa no site da Receita Federal na internet verifiquei a seguinte situação. CNPJ FLS CNAE PRINCIPAL CNAE SECUNDÁRIO PERÍODO DECRETO 2.173/97 3.048/99 ANEXO V ou observação 05.830.195/000110 257 3350200 NÃO LANÇ 3%; 3% 05.830.195/000110 INTERNET 26522300 478310, 4649410, 9529103 NÃO LANÇ Fora do período fiscalizado CNAE não existente no período do lançamento 05.830.195/000200 INTERNET 4649410 12/1999 a 03/2005 CNAE não existente no período do lançamento 05.830.195/000382 INTERNET 4783102 12/1999 a 03/2005 CNAE não existente no período do lançamento 05.830.195/000463 INTERNET 4783102 12/1999 a 03/2005 CNAE não existente no período do lançamento Fl. 599DF CARF MF Impresso em 23/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35011.003683/200614 Acórdão n.º 2803002.637 S2TE03 Fl. 600 7 05.830.195/000897 INTERNET 9529199 07/2001 a 03/2005 CNAE não existente no período do lançamento 05.830.195/001001 INTERNET N/C BAIXADO 12/1999 a 03/2005 Não identificado 05.830.195/001273 INTERNET 4783102 11/2000 a 03/2005 CNAE não existente no período do lançamento Assim sendo, compulsando os autos, bem como do texto da peça recursal verificase que as filiais exercem a atividade de venda – no atacado – dos produtos fabricados na matriz. A atividade exercida pelas filias buscam enquadramento no grupo 51.9 – Comércio Atacadista de Mercadorias em geral ou nãocompreendidas nos grupos anteriores, que admite dois subgrupos 51.918 e 51.926, ambos, com alíquota 3%. O Decreto 3.048/99 possui classificação idêntica para a situação descrita, pelo menos em sua redação original, que vigorou até 11/02/2007, o que abrange o presente crédito, quando foi alterada pelo Decreto 6.042/2007. Desta forma, não veja reparos a fazer na classificação da alíquota SAT/RAT empreendida na ação fiscal. O motivo pelo qual o contribuinte não fez as provas de sua alegações é irrelevante para o deslinde da questão, artigo 333, II, da Lei 5.869/73 c/c o artigo 16, § 4º, do Decreto 70.235/72. O pagamento não se presume feito pelos simples fato de haver pagamento em competências anteriores e posteriores. O pagamento de ser demonstrado com o recibo ou meio de quitação adequado, artigo 320, da Lei 10.406/2006. Não fosse isso suficiente na seara tributária, aplicase o artigo 158, incisos I e II. O fato de ter sido comprovado pelo contribuinte em certas competências a realização do pagamento elide a presunção de veracidade do ato administrativo naquela competência, uma vez que tal presunção é juris tantum, mas não têm este poder para as competências para as quais não hajam provas do alegado, pois o crédito tributário da contribuição previdenciária é mensal, ainda, que lançando em um só documento. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo conhecimento do recurso, para no mérito negarlhe provimento. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 600DF CARF MF Impresso em 23/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35011.003683/200614 Acórdão n.º 2803002.637 S2TE03 Fl. 601 8 Fl. 601DF CARF MF Impresso em 23/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10783.008129/86-30
Data da sessão: Tue Oct 10 00:00:00 UTC 1989
Ementa: IRPJ - INTEMPESTIVIDADE DA IMPUGNAÇÃO -
INTIMAÇA0 COMPROVADAMENTE ENTREGUE NA
SEDE DA EMPRESA.
Válida a intimação postal feita comprovadamente
no estabelecimento da contribuinte,
com aviso de recebimento. A
circunstância da pessoa receptora ser
ou não preposta da empresa, em principio,
é irrelevante, mormente no caso,
em que tal circunstância não ficou sequer
demonstrada.
Recurso conhecido mas improvido.
Numero da decisão: 103-09.586
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Dícler de Assunção
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Válida a intimação postal feita compro- vadamente no estabelecimento da contri- buinte, com aviso de recebimento. A circunstância da pessoa receptora ser ou não preposta da empresa, em princi- pio, é irrelevante, mormente no caso, em que tal circunstância não ficou se- quer demonstrada. Recurso conhecido mas improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto por CONCAPRE S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conse lho de Contrib intes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, de outub o :e 1989 4 "--"Wis ¡uni DA SILV . CABRAL - PRESIDENTE g!D1*.r.:* SUNÇ,0 Age- RELATOR VISTO EM LUIZ h 4B A o: E —. PI • PROCURADOR DA FAZEN SESSÃO DE: 1•4 OUT1989 DA NACIONAL V.V. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: AYRES DE OLIVEIRA, LORGIO RIBEIRO, FRANCISCO XAVIER DA SILVA GUIMARÁES, ANTONIO PASSOS COSTA DE OLIVEIRA, LUIZ ALBERTO CAVA MA:- CEIRA e BRAZ JANUÁRIO PINTO. ' • _ . 1 ... ummemmx*F" PROCESSO N9 10783/008.129/86-30 RECURSO N9 94.383 ACÓRDÃO N9 103-09.586 RECORRENTE: CONCAPRE S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO RELATÓRIO Trata-se de processo que retorna dessa Câmara em virtude do acórdão n9 103-08.351, de 13.04.88 (fls. 347/351) que anulou a decisão de primeira instância por não ter se manifesta- do sobre o deferimento ou não do pedido de diligencia feito pela contribuinte na impugnação, e determinou a prolação de outra na devida forma. Inicialmente, o processo foi assim relatado, pelo Eminente Conselheiro RICHARD ULRICH KREUTZER (f is. 348/350), ver bis: "CONCAPRE S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO, ins crita no CGC sob o n9 27.133.544/0001-40, recorre da decisão do Senhor Delegado da Receita Federal em Vitória (ES), mantendo o crédito tributário cons tituldo conforme o Auto de Infração de fls. 2. - 2. A matéria tributável está descrita no verso do referido Auto de Infração nos seguintes termos: "1. Exercício de 1984 - Ano-base de 1983: 1.1. PASSIVO NÃO COMPROVADO, conforme demonstrativo anexa caracterizador. de Omis - são de Receitas, nos termos do artigo 180, com .infração ao disposto nos arts. 157 § 19 158 e 387, II, do RIR/80. 1.598.378 1.2. RECEITA DE CORREÇÃO MO- NETÁRIA ESCRITURADA COM INSU FICIÊNCIA, sobre saldos devi dores de acionistas e coligi" das, com infração do dispos- to no artigo 21, do Decre- to-lei n9 2.065/83. Correção Monetária conforme demonstrativo. 558.49 .436. )1-- t' 01 .. sowçopoeucomem Processo n9 10783/008.129/86-30 2. Acórdão n9 103-09.586 Valor contabilizado pela empresa. (21.948.516) .536.547.920 Valor total das Adições ao lucro real. 538.146.298 Prejuízo apurado pela em presa. .._ (578.717.369) Prejuízo a compensar no exercício seguinte. (40.571.071) 2. Exercício de 1985 - Ano-base de 1984: 2.1. PREJUIZO COMPENSADO EM EXCESSO, face a reti- ficação do mesmo confor- me acima. Valor compensado pela em presas - 220.760.988 Valor a compensar: Cr$ 40.571.071 X 3,1528 = (127.912.472) 92.848.515" 3. . A recorrente foi notificada do lançamen to conforme A.R. datado de 23.12.86, tendo apresen- tado sua impugnação em 22.01.87. 4. Na peça impugnatõria foi alegado, no to cante à correção monetária dos saldos devedores od acionistas e coligadas, que as normas do artigo 21 do D.L. n9 2065/83 só poderiam ser aplicadas, aos fatos geradores ocorridos a partir do ano-base de 1984, invocando as normas inseridas no § 29 do arti go 153 da Constituição e artigos 104 e 105 do COdir go Tributário Nacional, Alegou, ainda, que não se tratava de saldo devedor de empréstimos, mas sim à compra e venda de ações com ágio e com período de . carência e prazo para pagamento. 4.1 No pertinente ao passivo não comprovado alegou estar providenciando junto às firmas credo- ras as devidas comprovações para o exame que se fa- ria quando da diligencia que requereu (fls.32/33). 4.1.1 Discriminou cinco valores devidos a duas empresas, alegando encontrarem-se em aberto, aduzindo que as empresa relacionadas mantinham com a impugnante transações comerciais mútuas que por razões vats ainda não teriam sido acertados. 5. A informação fiscal consta a fls. 37 38 propon o o autuante a manutenção do crédito tr. e rio. 21- 49- I SERVIÇO MUCO FEDERAL Processo n9 10783/008.129/86-30 3. Acórdão n9 103-09.586 6. Objetivando melhor esclarecimento do pro- cesso a Divisão de Tributação solicitou à recorren te cópia do contrato da venda de ações à sua empa sa coligada. A referida cópia foi juntada a :f is. 44/45. 7. A decisão de primeira instância consta a fls. 47/51, tendo a autoridade recorrida julgado procedente o Auto de Infração. Não houve manifesta ção sobre o requerimento de. diligência. 8. Ciente da decisão de primeira instancia em 10.12.87, a recorrente apresentou seu recurso em 08.01.88. 9. No recurso foi alegado cerceamento do di- reito de defesa, pois a dispensa das provas reque- ridas só deveria ocorrer quando - os elementos apre- sentados são suficientes ao convencimento do julga dor em relação às razões de impugnação. 9.1 No tocante ao passivo fictício anexou có pias xerogràficas de notas fiscais de emissão dl' seus fornecedores, ratificando as razões já expen- didas na impugnação. 9.2 No pertinente à insuficiência de correção monetgria reiterou, em essência, a . .argumenEaçao apresentada na imiugnação, a qual ratificou. 9.3 No concernente ao PIS, por tratar-se de ação reflexa, confirmou as razoes apresentadas pa- ra o crédito pertinente ao imposto de renda. 10. Finalizou seu recurso, pedindo seu provi- mento. É o relatório.? Retornando os autos à repartição de origem, o Sr. Agente Fiscal propôs o indeferimento da realização da diligência porque o seu objeto já teria sido examinado na informação de fls. 37/38, sendo descartada, desde então, a necessidade da mesma(fls. 352/353). • Entretanto, às fls. 254, o Sr. Delegado determinou a realização daquela diligencia, a qual foi iniciada pelo Termo de fls. 355. Em resposta a contribuinte prestou os seguintes -; clarecimentos (fls. 356); '9 .• ~CO mouco FEDERAL Processo n9 10783/008.129/86-30 4. Acórdão n9 103-09.586 "O saldo existente referem-se a transações mútuas entre a diligenciada com as empresas Automó- veis Itapemirim Ltda.; SMS Construções Ltda.; Comér- cio e Indústria Cachoeira Ltda., para as quais ocor- reram vendas e compras, conforme comprovantes nos autos, sem o necessário encontro de contas para apu- ração do débito ou crédito final, QUE CONTINUAM EM ABERTO. Tal levantamento se faz impossível, em virtude de estarem ditas empresas com suas operações encerradas e por se referirem os valores a operaçoes realizadas já de longa data. Assim, a parte incomprovada no processo, embora permaneça em aberto, face a impossibilidade de encerramento, não se refere a passivo ficticio,co mo se presume. Esclarecemos, ainda, que a empresa Automó veis Itapemirim Ltda., era de propriedade dos pais, irmãos e cunhados do senhor Roberto Vivacqua,princi- pal quotista da empresa, razão do não encerramento da conta, que repetimos, não se refere a passivo fictí- cio. A própria Fiscalização, no exercício de seu nobre mister, pode comprovar a veracidade das alegações aqui prestadas. Por questões de desentendimentos havidos entre o quotista principal os danos das duas outras empresa, também, com estas o acerto de contas não se realizou, havendo, para todos, saldo de créditos e de débitos." Informação fiscal complementar (f is. 358) expôs que 10 dias após o inicio da diligência, a empresa ainda não apresenta ra nenhum documento. A nova decisão singular (f is. 360/365) veio exatamen_ te na mesma linha e pelos mesmos fundamentos da anterior. Em 11.01.89 foi lavrado o Termo de Revelia pela não interposição de recurso dentro do prazo legal (fls. 367). Apesar disso, a contribuinte acabou interpondo seu recurso (fls. 373/375), pelo qual alegou que não teria recebido o AR da decisão, ten 1 -o sido por pessoa não pertencente ao seu qua- 51 PI 11 SERVIÇO POUCO MO& Processo n9 10783/008.129186-30 5. Acórdão n9 103-09.586 dro de funcionArios, somente dela tomando conhecimento quando lhe recusada uma certidão negativa. No mérito, repetiu as considera- ções jA produzidas. Retornando o processo A DRF, a autoridade competen te encaminhou-o a este Conselho. Jã neste órgão superior, a contribtinte apresentou uma complementação ao recurso voluntário, para anexar recibo pos- tal, folhas de pagamento, relações de empregados para o FGTS e comunicações de admissão e dispensa que corroborariam as razões recursais. É necessério ressaltar que a partir das fls. 353 ocorreu um lapso na numeração das folhas, voltando-se a contagem para a centena de 200. Porém, aqui, considerou-se a sequência da numeração original Ce correta), para se evitar designar duas fo- lhas com o mesmo número, o que poderia causar transtornos. É o relatório. •, sunwommum~m Processo n9 10783/008.129/86-30 6. Acórdão n9 103-09.586 VOTO Conselheiro D1CLER DE ASSUNÇÃO, Relator: Hã um aspecto preliminar, ligado ao pressuposto do direito de recorrer dentro do prazo legal a ser analisado. De acordo com o art. 33 do Decreto n9 70.235/72, a contribuinte dispõe de 30 dias, apartir da ciência da decisãoqw lhe foi total ou parcialmente desfavorável, para interpor seu recurso voluntário. Assim, no caso concreto, como a intimação foi fei- ta em 09 de dezembro de 1988, conforme AR de fls. 366, a con- tribuinte tinha ate o dia 10 de janeiro de 1989 para apresentar seu recurso. Entretanto, somente o fez em 03 de maio de 1989, praticamente quatro meses após o encerramento do prazo recursal. A intempestividade, pois, é evidente. Tanto que diante do silen cio da empresa, em 10 de janeiro, foi lavrado o Termo de Reve- lia (fls. 367). A principio, então, frente .a esses fatos, não se conhece do recurso. Porém, na própria peça recursal, a contribuinte pro cura exaustivamente justificar a sua inércia, alegando que o AR teria sido recebido pornãO funcionário seu. _ Para evitar uma possível alegação futura de cercea mento ao direito de defesa, tais considerações merecem atenção. Apesar de todo o esforço da recorrente na sua defe _ sa, as provai e argumento trazidos não são suficientes par- des S O SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10783/008.86-30 7. AcOrdão n9 103-09.586 caracterizar a situação de intempestividade. Inicialmente, vale observar que o AR estã endereça do corretamente. Significa dizer que foi entregue na sede, no estabelecimento da empresa. Se a pessoa que o recebeu é ou não funcionãrio seu constitui-se numa questão de administração interna, que permi- te pessoas estranhas agindo em seu nome, a qual não pode ser apos ta ao Fisco. Alem do mais, os documentos juntados suplementar - mente (f is. 377/393) são insuficientes para demonstrar que o re- ceptor do AR realmente não é seu empregado, eis que podem muito bem tais relações não exaurir a totalidade de seus funcionãrios. Assim, esses fatos apresentados não conseguiram, data venia, afastar a intempestividade do recurso, o qual não deve ser conhecido. -.. Face ao exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso, por tempestivo. Brasília-DF., em 10 ie outubro de 1989 • )1 fl D1( p s 1 AS ÇÃO - RELATO( A. Page 1 _0077400.PDF Page 1 _0077500.PDF Page 1 _0077700.PDF Page 1 _0077900.PDF Page 1 _0078100.PDF Page 1 _0078300.PDF Page 1 _0078500.PDF Page 1 _0078700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10865.001352/2004-06
Data da sessão: Thu Mar 18 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3101-000.087
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converteu-se o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-10T09:42:37Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2483784_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2011-01-10T09:42:37Z; Last-Modified: 2011-01-10T09:42:37Z; dcterms:modified: 2011-01-10T09:42:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2483784_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:e17fc147-7af9-436a-92ac-59e2a122e8bf; Last-Save-Date: 2011-01-10T09:42:37Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2011-01-10T09:42:37Z; meta:save-date: 2011-01-10T09:42:37Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2483784_0.doc; modified: 2011-01-10T09:42:37Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2011-01-10T09:42:37Z; created: 2011-01-10T09:42:37Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-01-10T09:42:37Z; pdf:charsPerPage: 1531; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2011-01-10T09:42:37Z | Conteúdo => S3-C3T2 Fl. 1 1 S3-C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16349.000149/2007-72 Recurso nº 512.828 Resolução nº 3302-00.080 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 28 de outubro de 2010 Assunto Cofins Não-Cumulativa - PER Recorrente JBS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Walber José da Silva - Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) José Antonio Francisco - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (fls. 96 a 119), apresentado em 07 de outubro de 2008 contra o Acórdão n o 16-17.708, de 04 de julho de 2008, da 9ª Turma de Julgamento da DRJ São Paulo I / SP (fls. 81 a 90), cientificado em 1º de agosto de 2008, que, relativamente a pedido eletrônico de ressarcimento de Cofins não cumulativa dos períodos de 4 o trimestre de 2006, indeferiu a solicitação da Interessada, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: Fl. 525DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, 10/01/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 16349.000149/2007-72 Resolução n.º 3302-00.080 S3-C3T2 Fl. 2 2 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 NULIDADE. Satisfeitos os requisitos do Decreto no 70.235/72 e não tendo ocorrido o disposto no art. 59 do mesmo diploma legal, não há que se falar em anulação ou invalidação do Despacho Decisório. DETERMINAÇÃO JUDICIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. A liminar concedida nos autos do Mandado de Segurança no 2007.61.00.005209-3 determinou que o que o Delegado da DERAT/SPO apreciasse os pedidos de ressarcimento no prazo de 30 dias, conforme requerido pelo impetrante. Autoridade a quo seguiu a determinação judicial, que não comporta interpretação diversa. RESSARCIMENTO. COFINS NÃO-CUMULATIVO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A não comprovação pelo contribuinte do crédito pleiteado enseja o indeferimento do pedido de ressarcimento. Nos termos do art. 36 da lei no 9.784/99, cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Solicitação indeferida O pedido foi apresentado em 16 de janeiro de 2007 e, à vista da demora na apreciação do pedido, em 2007, a Interessada apresentou mandado de segurança, com pedido de liminar, “que pleiteia a apreciação e conclusão de pedidos de ressarcimento referentes aos documentos de n os 31387.44992.281106.1.1.08-3132, 15880.03519.281106.1.L09-5510; 21627.12028.160107.1.1.08-1284 e 17255.56497.160107.1.1.09-5136, que estariam indevidamente sem análise pela Administração, até o presente momento”, nos termos da medida liminar concedida, que estabaleceu o prazo de trinta dias para decisão (processo judicial n o 2007.61.00.005209-3), nos processos administrativos n os 16349.000146/2007-39, 16349.000148/2007-28, 16349.000147/2007-83 e 16349.000149/2007-72. A liminar foi posteriormente confirmada por sentença de 14 de maio de 2007. À vista da medida liminar, foi determinada a realização de diligência para apreciação do pedido. Entretanto, para apresentar a documentação solicitada, a Interessada requereu o prazo de sessenta dias. A autoridade fiscal, diante do dilema apresentado, preferiu indeferir o pedido, cumprindo o prazo originalmente estabelecido na sentença, nos termos do despacho decisório de fls. 24 a 29, cuja ementa foi a seguinte: DESPACHO DECISÓRIO COFINS NÃO-CUMULATIVA. RESSARCIMENTO. IMPEDIMENTO DE EXAME DE LIVROS FISCAIS E CONTÁBEIS. DECISÃO JUDICIAL. PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DA PROBIDADE E DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA. Cabendo ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, segundo o artigo 36 da Lei no 9.784, de 29 Fl. 526DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, 10/01/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 16349.000149/2007-72 Resolução n.º 3302-00.080 S3-C3T2 Fl. 3 3 de janeiro de 1999, e concorrendo o contribuinte para que seus livros contábeis e fiscais não fossem examinados - pois solicitou prorrogação do prazo por mais 60 dias para apresentação da documentação necessária à análise do pleito - e tendo em vista a decisão judicial que determinou a análise do requerimento em 30 dias, deve-se indeferir o pedido de ressarcimento em epígrafe, sob pena de desobediência aos princípios da legalidade, probidade e moralidade administrativa (Constituição da República, artigo 37, caput; Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, artigo 10) e falta de comprovação do direito creditório. PEDIDO DE RESSARCIMENTO INDEFERIDO. A Interessada apresentou manifestação de inconformidade, alegando que os dispositivos legais que embasaram a ação judicial (arts. 48 e 49 da Lei n o 9.784, de 1999) estabeleceriam que o prazo de manifestação da autoridade fiscal no processo administrativo seria de trinta dias, mas contados após a instrução do processo. A DRJ, entretanto, conforme ementa anteriormente reproduzida, manteve o indeferimento do pedido. No recurso, a Interessada repetiu as alegações, fazendo histórico do processo e manifestando sua indignação com o procedimento adotado, que, segundo relatou, feriria os princípios da verdade material, da finalidade, da eficiência. Por fim, alegou juntar aos autos toda a documentação comprobatória, o que não faria naquele momento à vista “do grande volume de documentos”. Mencionou o acórdão do 2 o Conselho de Contribuintes no RV n o 132.865 (até fls. 513). Nas fls. 516 e 517, foi juntado ofício que deu prioridade aos processos administrativos, à vista do mandado de segurança impetrado pela Interessada. É o relatório. VOTO Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendo-se tomar conhecimento. A decisão tomada no âmbito do presente processo pela autoridade de origem não pode ser criticada, uma vez que, conforme ressaltado anteriormente, tratou-se de verdadeiro dilema. A própria Interessada, ao requerer a apreciação do pedido no prazo de trinta dias, certamente poderia prever a necessidade de apresentação e instrução do processo. Entretanto, é relevante a tese de que o prazo somente iniciar-se-ia a partir da instrução processual. Além disso, como já foram realizadas diligências em outros processos, apurando-se, ao menos em parte, direito de ressarcimento, existe ao menos indícios de que, de fato, a Interessada teria condições de apresentar prova de seu direito. Fl. 527DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, 10/01/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 16349.000149/2007-72 Resolução n.º 3302-00.080 S3-C3T2 Fl. 4 4 Dessa forma, voto por converter o julgamento do recurso em diligência, para que, relativamente aos períodos dos processos administrativos n os 16349.000146/2007-39, 16349.000148/2007-28, 16349.000147/2007-83 e 16349.000149/2007-72 seja apurado o valor de ressarcimento a que a Interessada tem direito, da mesma forma que ocorreu os processos 16349.000220/2006-36, 16349.000221/2006-81, 16349.000223/2006-70 e 16349.000228/2006-01. Deverá ser dada prioridade ao processo, à vista da ação judicial apresentada pela Interessada. Sala das Sessões, em 28 de outubro de 2010 José Antonio Francisco Fl. 528DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, 10/01/2011 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10280.004432/2002-14
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon May 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/04/2002 a 31/01/2003
PRODUTO REMETIDO DO ESTABELECIMENTO DO PRODUTOR PARA DEPÓSITO DA COMERCIAL EXPORTADORA
Descaracteriza a aquisição com o fim específico de exportação a entrega do produto no depósito da comercial exportadora, para fins de reconhecimento do direito ao crédito presumido de IPI, ainda quando atestado o seu embarque.
Numero da decisão: 2801-000.006
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Belchior Melo de Sousa (Relator) que dava provimento parcial para considerar a venda à empresa comercial exportadora como para fim específico de exportação. Designada a Conselheira Josefa Maria Coelho Marques para redigir o voto vencedor.
(assinado digitalmente)
Walber José da Silva - Presidente Ad Hoc
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique de Lima.
Nome do relator: Relator
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Recorrida DRJBELÉM/PA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 31/01/2003 CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMO. Os produtos utilizados para a melhoria do funcionamento e rendimento das máquinas de produção estão fora do conceito de insumos de que trata o Regulamento do IPI, conceito este que se aplica ao crédito presumido, por força do disposto no Parágrafo Único do art. 3º da Lei n° 9.363, de 1996. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2002 a 31/01/2003 PRODUTO REMETIDO DO ESTABELECIMENTO DO PRODUTOR PARA DEPÓSITO DA COMERCIAL EXPORTADORA Descaracteriza a aquisição com o fim específico de exportação a entrega do produto no depósito da comercial exportadora, para fins de reconhecimento do direito ao crédito presumido de IPI, ainda quando atestado o seu embarque. ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Belchior Melo de Sousa (Relator) que dava provimento parcial para considerar a venda à empresa comercial exportadora como para fim específico de exportação. Designada a Conselheira Josefa Maria Coelho Marques para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente Ad Hoc (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 44 32 /2 00 2- 14 Fl. 1099DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique de Lima. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 019.997, de 11 de dezembro de 2007, da DRJ/Belém/PA, fls. 783 a 788, que indeferiu a solicitação em face da manifestação de inconformidade apresentada às fls. 722 a 732. A DRF não reconheceu o direito ao crédito presumido pelo fato de a empresa adquirente do pescado, apresentandose como comercial exportadora, não dispor de Certificado de Registro Especial concedido pelo DECEX em conjunto com a Secretaria da Receita Federal, conforme art. 217, da Portaria SECEX nº 35/2006. A DRJ indeferiu a solicitação, e, diverge da decisão da delegacia de origem, fazendo a distinção entre as empresas que se estabelecem como comerciais exportadoras comuns e assim atuando genericamente e as conhecidas como Tranding Companies, reguladas pelo DecretoLei nº 1.248/72, cabendo tãosó a estas o atendimento daquele requisito. Assim, subsiste a condição de comercial exportadora para esta pessoa jurídica, conforme julgamento daquela delegacia de julgamento. Apesar de atribuir equívoco à DRF/Belém, quanto à classificação da contribuinte no tocante àquele objeto social, mesmo assim a DRJ indefere a solicitação por outro fundamento, como veremos. A DRJ evoca o § 2º, art. 39, da Lei nº 9.532/97, e nele busca a definição de “fim específico de exportação”, consistindo na remessa dos produtos “diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recinto alfandegado, por conta e ordem da empresa comercial exportadora.” Como o produto objeto da exportação tem a nota fiscal que o acoberta emitida para a empresa comercial exportadora, em seu próprio endereço, e não emitida diretamente para embarque ou para recinto alfandegado, entende aquele órgão julgador que ficou descaracterizado o fim específico de exportação. Cientificada da decisão em 09 de janeiro de 2008, irresignada, interpõe recurso voluntário, fls. 797 a 803, em 01 de fevereiro de 2008, no qual a recorrente reapresenta em nova moldura os mesmos argumentos trazidos na manifestação de inconformidade É o relatório. Voto Vencido O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Como se vê do relatório, a DRJ divergiu do fundamento adotado pela delegacia de origem para decidir pelo indeferimento do pedido: a entrega do produto a empresa comercial exportadora não constituídas como Tranding Companies, reguladas pelo DecretoLei Fl. 1100DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10280.004432/200214 Acórdão n.º 2801000.006 S2TE01 Fl. 812 3 nº 1.248/72, cabendo tãosó às mercadorias destinadas a estas o atendimento do requisito para a fruição do crédito presumido. O Colegiado a quo, fazendo a distinção entre as empresas que se estabelecem como comerciais exportadoras comuns e assim atuando genericamente e as conhecidas como Tranding Companies, reguladas pelo DecretoLei nº 1.248/72, aduziu que não se restringe a estas o atendimento de tal requisito. Assim, consignou que subsiste para esta pessoa jurídica a condição de comercial exportadora, não sendo este critério óbice ao direito ao benefício fiscal. Ao atribuir equívoco à decisão da DRF/Belém, quanto à classificação da contribuinte no tocante à sua natureza jurídica, não poderia o órgão julgador agravar a decisão e substituir o fundamento por outro contra o qual a Contribuinte não se defendera. Só este motivo é bastante para a reforma da decisão de primeira instância. Entretanto, não convirjo com o entendimento sustentado na construção do novo fundamento adotado, como se verá. Compulsando os autos, verifico a existência de um Termo de Conclusão de Diligência às fls. 775, em que o D. Auditor consignou as seguintes evidências: “A pessoa jurídica pleiteante operou, no decorres de a.c. de 2003, exclusivamente na captura e comercialização de camarão; Toda a produção comercializada foi obtida pela própria requerente, sem aquisições de terceiros; Devidamente corroborada pelas respectivas notas fiscais, a produção destinada ao exterior, que representa 97,06% do total do faturamento da pleiteante (planilha anexa), foi entregue integralmente à empresa exportadora Amazonas Indústrias Alimentícias S.A – AMASA, CNPJ 05.574.041/00105, sediada nesta cidade, para comercialização no mercado internacional. As notas ficais relativas às saídas para a empresa exportadora supra citada, coincidem com os documentos de recebimento do produto emitidas por esse estabelecimento destinatário. Contudo, dado que os documentos dos embarques para o exterior subseqüentes à entrega do produto, são emitidos em nome da exportadora final pelo total embarcado, sem individualização das empresas que contribuíram para formar o montante entregue ao transportador pela exportadora acima referida – o que é legal – não é possível atestarse especificamente esse item, embora não haja exsurgido no decorrer das verificações, qualquer evidencia de irregularidade nesse campo; [grifo acrescido] Fl. 1101DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA 4 A título de ilustração, para melhor compreensão do item anterior, juntase ao presente os documentos referentes ao processo exportador acima mencionado; Finalmente, os valores relativos às receitas de qualquer natureza, se acham devidamente contabilizados e a escrita comercial e fiscal da requerente encontrase em boa ordem.” Como relatado, na essência, a primeira decisão, da DRF, considerou o aspecto formal como prejudicial de mérito, ao imputar ilegitimidade da pessoa jurídica para pedir, por não se adequar ao requisito cadastral no DECEX, pertinente às comerciais exportadoras reguladas pelo DecretoLei nº 1.248/72. A segunda decisão, da DRJ, apresentou entendimento diverso quanto ao aspecto formal, considerandoa pessoa jurídica legítima para pleitear, vez que enquadrase na qualidade de comercial exportadora comum e não de uma “Trading Company”. Entretanto esbarrou sua decisão em preliminar de mérito, por considerar que as operações não foram efetuadas com o fim específico de exportação. Ainda que a decisão recorrida tenhase respaldado no teor da definição legal conduzida pela Lei nº 9.532/971 e reproduzida no art. 42, § 1º, do Decreto nº 4.544/2002RIPI, à luz dos elementos que instruem os presentes autos não me inclino a compartilhar do mesmo entendimento da decisão recorrida. É mister reparar que o conceito veiculado pelos dispositivos citados, bem como as ementas de soluções de consulta de duas SRRF, fls. 779 a 781, tratam especificamente de saída com suspensão do Imposto de Produtos Industrializados, sendo uma das soluções de consulta referente a isenção de COFINS. Podese notar que o RIPI, no citado parágrafo, traz um conceito de aplicação específica para a suspensão do IPI; a uma, porque, segundo a técnica legislativa, está vinculado ao teor do caput; a duas, porque indica sua matriz legal, o § 2º, do art. 39, da Lei nº 9.532/97, que não é a lei instituidora do crédito presumido. Para ser um conceito genérico, aplicável a outras hipóteses de fato, deveria estar fora do contexto de ambas as regras, e haveria de ter como preâmbulo a expressão “para os fins deste decreto” e a seguir a definição “considerase para fim específico de exportação...”. Neste processo estamos a tratar de outra matéria, o crédito presumido de IPI para ressarcimento do valor da COFINS e do PIS/PASEP. Tal matéria possui frágil correlação com a que trata da incidência tributária, correlação que se estabelece apenas por se conceder o benefício na forma de IPI. O propósito desta é estimular as exportações de produtos industrializados, substanciados de valor agregado, tornandoos competitivos pela exclusão, da estrutura de preços, dessas contribuições incidentes em mais de uma fase antecedente. 1 Art. 39. Poderão sair do estabelecimento industrial, com suspensão do IPI, os produtos destinados à exportação, quando: I adquiridos por empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação; II remetidos a recintos alfandegados ou a outros locais onde se processe o despacho aduaneiro de exportação. § 1º Fica assegurada a manutenção e utilização do crédito do IPI relativo às matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados na industrialização dos produtos a que se refere este artigo. § 2º Consideramse adquiridos com o fim específico de exportação os produtos remetidos diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recintos alfandegados, por conta e ordem da empresa comercial exportadora. Fl. 1102DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10280.004432/200214 Acórdão n.º 2801000.006 S2TE01 Fl. 813 5 Ao regular esta matéria, sua lei instituidora não define o que vem a ser “para fim específico de exportação”. Notese que no parágrafo único do art. 3º a lei nº 9.363/97 determina que, “Utilizarseá, subsidiariamente, a legislação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados para o estabelecimento, respectivamente, dos conceitos de receita operacional bruta e de produção, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem.” [destaque acrescido] Como se vê, o uso subsidiário da legislação do IPI é unicamente para estabelecer os conceitos das categorias de insumos utilizados no processo fabril. Entrementes, o art. 6º da mesma lei estatui que: “Art. 6º. “O Ministro de Estado da Fazenda expedirá as instruções necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei, inclusive quanto aos requisitos e periodicidade para apuração e para fruição do crédito presumido e respectivo ressarcimento, à definição de receita de exportação e aos documentos fiscais comprobatórios dos lançamentos, a esse título, efetuados pelo produtor exportador.” Tais instruções estiveram regradas ao tempo do protocolo do pedido no § 15, III, do art. 3º, da Portaria nº 38, de 27 de fevereiro de 1997 revogada pela Portaria nº 64, de 24 de março de 2003, logo após também revogada pela Portaria nº 93, de 27 de abril de 2004 que conceituou “para fim específico de exportação”, ipsis litteris, como segue, guardando a mesma dicção nas portarias revogadoras revogadoras: “Art. 3º O crédito presumido será apurado ao final de cada mês em que houver ocorrido exportação ou venda para empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. ... “§ 15. Para os efeitos deste artigo, considerase: ... III venda com o fim específico de exportação, a saída de produtos do estabelecimento produtor vendedor para embarque ou depósito, por conta e ordem da empresa comercial exportadora adquirente.” [destaque acrescido] É forçoso aceitar que a definição esgotase no texto do inciso III. Tanto é assim que o § 16, seguinte, regulamentando o art. 3º, parágrafo único, da lei instituidora, aponta para a legislação do IPI como definidora das citadas categorias de insumos aplicados na industrialização, verbis: “§ 16. Os conceitos de produção, matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem são os constantes da legislação do IPI.” Fl. 1103DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA 6 Ao colocar neste prisma a questão, destaco que para uma matéria, a suspensão do imposto, a exigência de destino do produto é uma, o recinto alfandegado; e diferente a exigência para a outra matéria, o crédito presumido do IPI, o depósito. Assim se deflui, porque o termo depósito não tem o mesmo significado de recinto alfandegado, sendo este, nos termos do Decreto nº 4.543, de 26 de dezembro de 2002, que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, a fiscalização e o controle e a tributação das operações de comércio exterior, conceituado como: “Art. 9º Os recintos alfandegados serão assim declarados pela autoridade aduaneira competente, na zona primária ou na zona secundária, a fim de que neles possa ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de:...”grifo acrescido] Se a regulamentação do crédito presumido pretendesse que a mercadoria vendida a comercial exportadora fosse destinada a um ambiente sob controle aduaneiro, não haveria necessidade de assentar um termo distinto do já utilizado nos dispositivos legal e regulamentar que tratam da suspensão do IPI; ou, se assim pretendesse, deveria ter delimitado a natureza jurídica do “depósito”, acrescendolhe a palavra “alfandegado”. Como visto, estamos diante de uma legislação específica, a Portaria nº 38/97, que traz um conceito distinto para uma classe de operação mercantil “venda para empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação” , da qual exsurge mais de um efeito jurídico [o crédito presumido de IPI e a suspensão de IPI], cada um dos efeitos a permitir a distensão do conceito envolvido, proporcionalizada pelo bem jurídico que o legislador quis resguardar: o ressarcimento de IPI, como direito do produtor exportador, a ser por ele solicitado e deferido pela autoridade fazendária a perder de vista, para quem não tem com que compensar, versus antecipação de renúncia fiscal pela suspensão do pagamento do imposto. Com estes argumentos colido com a preliminar2 de mérito que conduziu a decisão recorrida, para entender que as operações de venda da Tropical Pesca Ltda. para a Amazon Indústrias Alimentícias S/A.AMASA não estão descaracterizadas como venda com o fim específico de exportação, pelo só fato de terem sido entregues, obviamente, em depósito e, logicamente, frigorífico, da AMASA, por não ser mercadoria armazenável em qualquer tipo de depósito. O Termo de Conclusão de Diligência referido anota que todas as mercadorias saídas para a AMASA estão escrituradas como entradas de modo escorreito; que 97,06% das vendas da produtora são destinadas à exportação; e expressa que não se deparou com nenhum indício de irregularidade. Embora nenhum louvor haveria de ter pela correção da empresa no exercício do seu desiderato, porquanto esta deve ser a conduta habitual de todos perante a lei, não se há de penalizar quem lidimamente cumpre suas obrigações tributárias, concretizando a função social da empresa, neste aspecto, com uma aplicação da legislação sem o preciso foco. No presente caso, não foi percebido pelo Auditor diligenciante que as notas fiscais de exportação, emitidas pela AMASA e constantes dos autos, todas, indicam, sim, a individualização dos fornecedores que compuseram a carga, indicando, inclusive, os números de suas notas fiscais de fornecimento. Junto a essas notas de exportação encontramse as cópias das notas fiscais da Tropical Pesca Ltda. ali indicadas. Também anexados estão os Bills of Landing [BL], emitidos pelos transportadores, que certificam que as mercadorias efetivamente saíram do país. Nestes Conhecimentos de Embarque as quantidades embarcadas 2 Embora o voto condutor não tenha titulado a matéria abrangida como preliminar de mérito. Fl. 1104DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10280.004432/200214 Acórdão n.º 2801000.006 S2TE01 Fl. 814 7 conferem com as constantes das notas fiscais de exportação. Não é demais mencionar, ainda, que se encontram anexados os documentos emitidos pela AMASA para a Secretaria de Fazenda do Estado do Pará, em que registra os números dos três documentos pertinentes à exportação, o Despacho de Exportação, o Registro de Exportação no SISCOMEX, e o Conhecimento de Embarque. Ora, se a mercadoria foi efetivamente exportada, como não se ver que as operações de venda da Tropical Pesca Ltda. para a Amazon Indústrias Alimentícias S/A. AMASA não estão descaracterizadas como venda com o fim específico de exportação, pelo só fato de terem sido entregues em depósito frigorífico, da AMASA, como necessariamente haveria de ser por não ser mercadoria armazenável em qualquer tipo de depósito? A efetividade da exportação é a razão de ser do benefício fiscal, e a este faz jus a Contribuinte, não sendo apto a lhe suprimir um literal, mas aparente, descumprimento de regra de procedimento. No tocante à inclusão do óleo diesel na base de cálculo do crédito presumido, este insumo não é produto intermediário aplicado no processo produtivo, nos termos definidos pela legislação do IPI, para o que aplico a súmula 12 deste Conselho, litteris: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei no 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. Diante do exposto, dou parcial provimento para reconhecer as operações de venda para a comercial exportadora como para o fim específico de exportação, devendo a DRF/Belém apurar o crédito presumido a que faz jus a solicitante, excluído o óleo diesel da base de cálculo. Sala das sessões, 10 de março de 2009 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Voto Vencedor O presente voto pela divergência é para sustentar o fundamento da decisão recorrida, segundo o qual o termo depósito constante do art. 3º, § 15, inciso III, da Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1997, e supervenientes, implica, necessariamente, ser ele alfandegado quando se tratar de venda para comercial exportadora para o fim específico de exportação, deixando de configurar esta operação mercantil quando outro destino for dado aos produtos, se não remetidos diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação, verbis: “Art. 3º O crédito presumido será apurado ao final de cada mês em que houver ocorrido exportação ou venda para empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. ... Fl. 1105DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA 8 “§ 15. Para os efeitos deste artigo, considerase: ... III venda com o fim específico de exportação, a saída de produtos do estabelecimento produtor vendedor para embarque ou depósito, por conta e ordem da empresa comercial exportadora adquirente.” [destaque acrescido] Sob este entendimento, a Recorrente não faz jus ao crédito presumido calculado sobre a base das vendas para comercial exportadora entregues no depósito desta, ainda que se tenha comprovado sua exportação. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 10 de março de 2009 (assinado digitalmente) Walber José da Silva Fl. 1106DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10314.000084/2005-14
Data da sessão: Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do Fato Gerador: 05/05/2003
CLASSIFICAÇÃO FISCAL
A mercadoria desembaraçada classifica-se no item NCM 5503.20.00, uma vez apurado ser fibra 100% poliéster.
CLASSIFICAÇÃO FISCAL, DE MERCADORIA, LICENCIAMENTO AUTOMÁTICO EXIGIDO PARA A CLASSIFICAÇÃO FISCAL CORRETA. INAPLICABILIDADE DE MULTA.
A multa administrativa prevista no artigo 526, II, do Regulamento Aduaneiro e aplicada no presente caso pelo Fisco, não se sobrepõe rios casos de declarações inexatas, mas nos episódios de ausência das respectivas declarações ou de documentação equivalente.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3102-00.652
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: Beatriz Veríssimo de Sena
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CLASSIFICAÇÃO FISCAI, DE MERCADORIA, LICKNCIAMENTO A UTOMÁTICO E,XIG I DO PARA A CI ,ASS I I IC AÇÃO FISCAL CORRETA. ENAPI ICABILIDADE DE MULTA.. A multa administrativa prevista no artigo 526, II, do Regulamento Aduaneiro e aplicada no presente caso pelo Fisco, não se sobrepõe rios casos de declarações inexatas, mas nos episódios dc ausência das respectivas declarações ou de documentação equivalente, Recurso Voluntái io Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso., Luis . rra de Castro - Presidente Beatriz Veríssimo de Sena - Relatora EDITADO EM: 20/05/2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, José Eernandes do "Nascimento, Celso Lopes Pereira Neto, Narrei Gama, Beatriz Veríssimo de Sena e Nilton Luiz Bartoli, Relatório Cuida o presente processo administrativo fiscal de crédito tributário lançado referente a diferenças de imposto de importação, multa ao controle administrativo das importações e multa de oficio pelo não recolhimento do referido tributo, em decorrência de erro de Classificação tributária. O contribuinte desembaraçou mercadoria por ele descrita como "fibra de poliéster de primeira qualidade THERMOBON"DING 1).X.4", classificada na posição NUM 5503.90.1.0, sujeita a aliquota de 2% de imposto de importação e O% de imposto sobre produtos industrializados. Após análise de amostra do produto por laboratório oficial, a autoridade fiscal entendeu que a mercadoria se trataria, na verdade, de "fibra de poliéster", classificada na posição .NCM 5503.20.00. Para esta allquota estão previstos imposto de importação a. 18,5% de 1/1/2001 a 28/12/2001, 17,5% dessa data até 01/01/2003 e 16% a partir de 01/01/2001 Fez, portanto, os lançamentos acima citados, para recolhimento das diferenças de tributos devidos pelo erro de classificação, além das .multas acima citadas.. h-resignado, o Contribuinte interpôs impugnação. Nela, o contribuinte assevera que o lançamento seria nulo, por . 'alta de motivação, Afirma, ademais, que a posição .NCM 5503.90..10 sempre foi utilizada pelo contribuinte, sem empecilhos. Assim, teria sido homologada pela Administração. Aduz, ainda, que a multa por falta de licença de importação seria indevida.. Diz que os princípios da segurança .iurídica e da vedação ao confisco foram ofendidos. A DRI de São Paulo julgou procedente o lançamento. Afirma a correção da classificação realizada pela autoridade fiscal, uma vez amparada em laudos de órgão federal dotado de competência técnica. Lm sede de recurso voluntário, o contribuinte renovou os argumentos expostos na impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Beatriz Veríssimo de Sena, Relatora Quanto à preliminar de nulidade do auto de inflação, entendo não .merecer acolhimento a hresignação do contribuinte.. Depreende-se dos arts.. 59 e 60 do CI - N que as irregularidades aptas a ensejar a nulidade dos atos administrativos no Direito `tributário são aquelas praticadas sem a devida competência legal ou com ofensa ao direito de defesa.. 2 Proec...sso n" 10314 000084/2005-14 53-C.:11.2 Acórdão n 3102-00..652 li 2S3 'No caso, o auto de infração foi elaborado por auto i idade competente e com fundamentação suficiente a permitir a compreensão dos fatos imputados ao contribuinte, devidamente apontados todos os dispositivos legais que amparam o lançamento., Foi devidamente observado o art. 10 do Decreto 70,2.35/72.. Deve-se considerar que o exercício das prerrogativas constitucionais da ampla defesa e do contraditório opera.cionaliza-se de acordo com Os aspectos tOrtuais estabelecidos na legislação, no caso, no Decreto n" 70..2.35/72, que regulamenta o processo administrativo fiscal. Assim, rejeita-se a preliminar referente à preliminar de nulidade do auto de infração por cerceamento de defesa. Com relação à classificação fiscal, melhor sorte não resta ao Contribuinte. Ilaverà erro no lançamento se a classificação fiscal adotada no auto de infração fbr incorreta. A autoridade -fiscal adotou a posição NCM 550.3.20.00, que assim está descrita: 55.03 FIBRAS SINI ÉTICA.S DESCONTNUAS, NÃO CARDADAS, NÃO PFNTE.ADAS, NFM [RANSFORMADAS 1)E OITI - RO MODO PARA FIAÇ.À0 -) ) 55 03.10 De náilon ou de outras poliainidas; 55.03.20 De poliésteres 'Depreende-se do laudo pericial, quesito 4, .11.. 31, que a composição da mercadoria, consistente em fibras sintéticas, é de "100% poliéster". Poitanto, a classificação da mercadoria no item .NCM 5503.20.00 é correta. Sendo correta. a classificação fiscal indicada no auto de filhação, há crédito de imposto de importação a recolher, em face da diferença de aliquotas apontada pela autoridade fiscal, No que se refere à multa pelo lançamento de oficio/falta de pagamento, a. mesma deve prosperar, ante a redação do art. 44, inciso 1, da Lei n" 9.4:30/96 (redação anterior), in verbis.: Ar/. 44. Mos caços de lançamento de ofício, :serão aplicadas- a.s' seguintes multas-, calcuhulas sobre a totalidade ou (VÊ :Tença dc tributo Ou contribuição 1- de .s. etenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou I. ecolhimento, pag(tmento ou recolhimento após o vencimento do prazo, s'edll o acré.s.cimo de multa moratória, de Mita de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inelso .seguinte; O art.. 84, inciso 1, da Medida Provisória ir." 2.158-35/2001, prevê aplicação de multa por classificação incorreta na Nomenclatura Comum do MERCOSUL, nas nomenclaturas complementares ou. em outros detalhamentos para a identificação mercadoria, in verbis: Art.84. .4pliea-se (1 multa de um pOí- cento .sobre o mim aduaneiro da mercadoi .1 - classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercasul, nas nomenclaturas complementares Ou em outros dia:olhamentos inslituido.s para a identificação da mercadoria, ou - quantif icada iricorre.famente.' na unidade de medida estatística estabelecida pela &'e; alui ia da Receita Federal LL.-0 valor da multa prevista neste artigo .será de R$ 500,00 (quinhentos reais), quando do seu cálculo resultar valor inferior. .2'A aplicação da multa prevista neste arlip,o não prejudica a exigência tios impostos, da multa por declaração inexata prevista no art 44 da Lei ri° 9 430, de 1996, e de outras penalidades administrativas, bem assim dos acréscimos legais cabíveis. Como decorrência do erro de classificação, também é cabível a multa prevista no incisof do art.. 84 da MI' n" 2.158-35/2001. No que se refere à multa ao controle administrativo das importações, entendo que a decisão proferida pela DR' merece reforma. Ocorre que a multa administrativa prevista no artigo 526, II. do Regulamento Aduaneiro, não é aplicada nos casos em que se verifica, tão somente, descrição inexata de mercadoria em declaração de importação, porém, especificamente, incide tal multa nos episódios de ausência de licença de importação ou guia de importação. No novo regime de 'licenciamento, em vigor desde a incorporação da Rodada do Uruguai, em 1994, o elemento que identifica se a mercadoria está ou não sujeita a licenciamento não-automatico e, em caso afirmativo, quais os procedimentos que devem ser seguidos para sua obtenção dessa autorização, é a classificação fiscal. Assim caso se demonstre erro na indicação da classificação tarifária e o itein tarifário apontado como correto estiver sujeito a controle administrativo não previsto para a classificação original (por exemplo, o código tarifário original estava sujeito a 1,1. automática e o corrigido, a não-automática), forçosamente, mercadoria não passou pelos controles próprios da etapa de licenciamento e, conseqüentemente, teria sido impoitada desamparada de documento equivalente à Guia de Importação. Ocorre, por outro lado, que se, tanto a classíficação empregada pelo importador, quanto definida pela autoridade autuante não estiver sujeita a licenciamento ou, se sujeita, possuir o mesmo ['atamento administrativo da classificação original, não há que se lidar cru falta de licenciamento por erro de classificação. esse é, precisamente, o caso em exame. Depreende-se dos autos, restando, inclusive, registrado no r. acórdão a qui) que, tanto na posição na qual a empresa..• classificou os produtos, quanto na posição indicada pelo Fisco, as mercadorias estavam sujeitas a licenciamento automático. Nesse sentido, veja-se a redação do ato que tipifica a infração, qual seja, a atual redação do art. 169 do Decreto-lei n" 37/66 (destaque nosso): Ari 169 - Constituem infrações administrativas ao controle das importações: (Artigo com redação dada pela Lei n" 6.562, de 18/09/1978) (_ .1 Processo 110 10311 000054/2005-14 S3-C1-12 Acór" n " 3102-00.652 Fl 284 b) sem Guia de Importação ou documento equivalenk.', que não implique a falta de depósito ou a falta de pagamento de quaisquer ônus .finaneeiros ou cambiai Pena: multa de 30% (trinta por cento) do valor da mercadoria Dispõe o art. 526, inciso II, do RA, com a redação vigente a época dos fatos geradores: Ari. .526 Constituem infrercães administrativas ao controle das importações', sujciia à s'eguiniu.s- penas (Decreto-lei n" 37/66.,art. 169, alterado pela Lei iVo 6.562/78, art 20) - importar mercadoria do cvlerior sem guia de importação documento equivalente, que não implique a falta de depósito ou ar MIN de pagamento de quaisquer . finanCCfr OS ou Ca multa de trinta por cento (0%,) valor da mercadoria; Ora, se o controle administrativo das importações não foi prejudicado, evidentemente não se pode falar na aplicação da multa em questão. Compulsando os extratos de declaração de iniportação, verifica-se que, efetivamente, a mercadoria passou por processo de licenciamento. Indevida a multa, portanto.. Transcreve-se ementa de precedente administrativo nesse sentido: Assunto • Imposto sobre a hnportação —II Data do fato gerador 21/09/1999 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DL MERCA D ORLA . APRESENTAÇÃO DE LICENÇA DL IMPORTAÇÃO EXIGIDA, SOB NC41. - INECORRETO MULTA DL 01400. INAPLICABILIDADE A multa administrativa prevista no artigo 526, II, do RA e aplicada no presente caso pelo Fisco., não se sobrepõe nos casos de declarações inexatas, mas nos episódios de ausência das respectivas declarações on de documen fação equivalente. ARGUIÇÃO DE, _INCONSTOUCIONANDADEXEGALIDADE AFASTADA Não cabe às autoridades administrativas anal/sai a inconstitticiortalidade ou ilegalidade de legislação infraeonstitucional, matéria de competência evelusiva do Poder Judiciário, conforme disposto no art. 102, inciso 1, alínea "a", da Constituição Federal. Também incabível às mesmas autoridades. afastar a aplicação de atos legais regularmente editados, pois é seu dever observá-los e aplicá-los, sob pena de responsabilidade funcional, nos lermos do paragrafir 1:11.1iCO, do art 142, do Código Tributário Nacional RECURSO VOL UNTÁRTO PROVIDO (Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes., Recurso n° 337 531, Processo a" 111.28.0003,57/2002-48, Contribuinte Cognis Brasil Lida , Data da ,S"c.ssão. 1.3/08/2008, Rei Coas Heroldes Rahr Neto, Acórdão n' 303-35551, destaque atual) (fs Sobre a aplicação da SELIC, não vejo como afastar a sua incidência sobre exigência discutida nos autos do presente recurso voluntário. O art, 61, capta e § 3" da Lei a" 9.430, de 19% assim dispôs: Ari 61 Os débitos paia com a União, decorrentes de tributos e contribuiçócs administrados pela ,Secretaria da Receita federal, cujos' latos geradores ocorrerem a partir de 1" de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, scu-ão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e tré y centésimos por cento, por dia de atrayo 3" Sobre os débitos a que se refere CNie artigo incidirão juros de mora calculados' à taxa a que Ye refere o 3" do art 5 0, a parta do primeiro dia do mês NItbseqiienie ao vencimento do prcco até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no tidS de pagamento Cuida-se de forma de cálculo de juros e correção monetária prevista em lei, cuja constitucionalidade vem sendo pacificamente reconhecida por nossas cores superiores Pelo exposto, dou provimento parcial ao recurso voluntário, apenas para afastar a multa por falta de licença de importação. — Beatriz Veríssimo de Sena
score : 1.0
Numero do processo: 10240.001626/2005-87
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2000
DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO.
O prazo para a Fazenda Pública constituir credito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, §4°, do Código Tributário Nacional e nos termos da Súmula nº 8 do STF.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3801-001.965
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flavio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Charles Pereira Nunes (Suplente), , Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator).
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2000 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. O prazo para a Fazenda Pública constituir credito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, §4°, do Código Tributário Nacional e nos termos da Súmula nº 8 do STF. Recurso Voluntário Provido
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2000 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. O prazo para a Fazenda Pública constituir credito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extinguese em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, §4°, do Código Tributário Nacional e nos termos da Súmula nº 8 do STF. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Charles Pereira Nunes (Suplente), , Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 24 0. 00 16 26 /2 00 5- 87 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Relatório Por bem descrever os fatos adoto o relatório da DRJ de Belém/PA: Trata o presente processo de autos de infração de PIS (fls. 02 09) e de COFINS (fls. 1218), respectivamente, nos valores de R$ 4.980,79 e de R$ 15.344,80, já compreendendo o principal, a multa de oficio e os juros de mora calculados até 30.11.2005, com ciência do sujeito passivo em 12.12.2005. 2. As supostas infrações foram relativas a diferença apurada entre o valor escriturado c o declarado/pago. 3. Em 11.01.2006, inconformado com os lançamentos tributários, o sujeito passivo apresentou duas impugnações (fls. 224247 e 255278), com o mesmo conteúdo, alegando cm suma: a) A decadência do direito de lançar, em conseqüência da extinção do crédito tributário, com base no artigo 150, § 4º, do CTN. b) Aduziu decisões administrativas. c) A base de cálculo das contribuições sociais incluiu em seu montante o valor relativo a ICMS, o que não é jurídico ocorrer, pois torna sua incidência inconstitucional, afrontando sobremaneira o principio constitucional da capacidade contributiva (artigo 145, §1°), o principio da legalidade, o conceito constitucional de faturamento e o artigo 110 do CTN. d) Esse entendimento coadunase com os votos proferidos pelos Ministros Moreira Alves e Marcos Aurélio no Recurso Extraordinário (RE) n° 150.7551 (trechos transcritos pelo contribuinte). e) Aduziu o RE n° 121.336 e outras decisões judiciais. f) Caso se entenda que a contribuição social deva incidir sobre o ICMS, ele passaria a financiar a seguridade social. g) O IPI é excluído expressamente da base de cálculo das contribuições sociais, por meio do artigo 2°, parágrafo único, alínea "a", da Lei Complementar n.° 70/1991. A DRJ julgou improcedente a Impugnação apresentada pela Recorrente e manteve o lançamento. Dessa decisão a Recorrente apresentou o presente Recurso Voluntário que se vale dos mesmos argumentos apontados na Impugnação. É o relatório. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10240.001626/200587 Acórdão n.º 3801001.965 S3TE01 Fl. 342 3 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Por atender todos os requisitos de admissibilidade conheço do presente recurso. O presente recurso deve ser julgado procedente porque o período autuado está abarcado pela decadência. O Supremo Tribunal Federal, por meio da Súmula Vinculante n.° 81 declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/1991, que previa o prazo decadencial de dez anos para a constituição de créditos tributários relativos a contribuições sociais. Considerando que o efeito vinculante da Súmula n.º 8 surge para a Administração Pública Direta desde a data de sua publicação, é forçoso concluirse pela impossibilidade, a partir de 20/06/2008, da aplicação dos artigos 45 e 46 (relativo à prescrição) da Lei n.º 8.212/91 à constituição e exigência de crédito tributário, aí incluídos os casos pendentes de julgamento administrativo. Sendo assim, cabe a aplicação da regra de decadência prevista nos artigos 150, § 4º e 173 do Código Tributário Nacional CTN, abaixo transcritos: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. 1 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 O termo inicial da contagem do prazo deve ser extraído das alíneas “d” e “e” do item 48 do Parecer PGFN/CAT nº 1.617, de 2008, de 1º de agosto, de 2008, assim expressas: d) para fins de cômputo do prazo de decadência, não tendo havido qualquer pagamento, aplicase a regra do art. 173, inc. I do CTN, pouco importando se houve ou não declaração, contandose o prazo do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; e) para fins de cômputo do prazo de decadência, tendo havido pagamento antecipado, aplicase a regra do § 4º do art. 150 do CTN; E também nos termos do voto da Ministra Eliana Calmon no Recurso Especial n.º 512,840 – SP, com a seguinte ementa: TRIBUTÁRIO DECADÊNCIA LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO (ART. 150 § 4º E 173 DO CTN). 1. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CNT). 2. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. 3. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. 4. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5. Recurso especial provido No presente caso, tendo em vista que houve a antecipação de pagamentos, considerando que se cobrou somente a diferença, deve ser observado o disposto no artigo 150, § 4º do Código Tributário Nacional, supra citado. A ciência da contribuinte que concluiu o lançamento do auto ocorreu em 12/12/2005 (fls. 19), tendo decaído, destarte, todo o período anterior a 11/12/2000 e considerando que o lançamento se refere a valores de agosto e setembro de 2000 todo o auto encontrase decaído. Nesse sentido voto por julgar procedente o presente Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl, Relator Fl. 4DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 11128.005663/00-00
Data da sessão: Mon Nov 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CLASSIFICAÇÂO DE MERCADORIAS
Data do fato gerador: 20/09/2000
TOLONATO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL.
A preparação a base de triisocianato alifático em 26,9% de solvente, classificada na posição NCM 2929.10.90 pelo importador.
Fiscalização entendeu correta a classificação fiscal NCM 3824.90.32 em função do resultado do laudo de assistência técnica.
A forma de solução não é indispensável para o transporte e manuseio do produto, não fazendo jus a exceção contemplada nas notas do capitulo 29 da TEC.
Pela aplicação da Regra No. 1 das RGSH, entende-se que e a classificação NCM 3824.90.32 se sustenta, por ser a posição residual para o caso de uma mistura de diversos elementos, com propriedades distintas do produto puro, e que atende as finalidades descritas para o produto.
MULTA ADMINISTRATIVA. IMPORTAÇÃO SEM LICENÇA. INOCORRÊNCIA.
0 fato de a mercadoria mal enquadrada na NCM não estar corretamente descrita, com todos os elementos necessários.
A sua correta classificação tarifária, não é razão suficiente para que a importação seja considerada como tendo sido realizada sem licenciamento de importação ou documento equivalente.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 3201-000.367
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / lª Turma Ordinária da Primeira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
A Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim votou pela conclusão.
Nome do relator: Luciano Lopes de Almeida Moraes
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ementa_s : CLASSIFICAÇÂO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 20/09/2000 TOLONATO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. A preparação a base de triisocianato alifático em 26,9% de solvente, classificada na posição NCM 2929.10.90 pelo importador. Fiscalização entendeu correta a classificação fiscal NCM 3824.90.32 em função do resultado do laudo de assistência técnica. A forma de solução não é indispensável para o transporte e manuseio do produto, não fazendo jus a exceção contemplada nas notas do capitulo 29 da TEC. Pela aplicação da Regra No. 1 das RGSH, entende-se que e a classificação NCM 3824.90.32 se sustenta, por ser a posição residual para o caso de uma mistura de diversos elementos, com propriedades distintas do produto puro, e que atende as finalidades descritas para o produto. MULTA ADMINISTRATIVA. IMPORTAÇÃO SEM LICENÇA. INOCORRÊNCIA. 0 fato de a mercadoria mal enquadrada na NCM não estar corretamente descrita, com todos os elementos necessários. A sua correta classificação tarifária, não é razão suficiente para que a importação seja considerada como tendo sido realizada sem licenciamento de importação ou documento equivalente. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
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Numero do processo: 10315.000296/2008-34
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2003, 2004
RETROATIVIDADE BENIGNA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DE DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
Os dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública deixaram de ser pessoalmente responsável por multas aplicadas por infração à Lei n. 8.212-1991 e seu regulamento, sendo cabível tal desoneração retroativa por ser mais benéfica ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido - Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2803-002.323
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2003, 2004 RETROATIVIDADE BENIGNA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DE DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Os dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública deixaram de ser pessoalmente responsável por multas aplicadas por infração à Lei n. 8.212-1991 e seu regulamento, sendo cabível tal desoneração retroativa por ser mais benéfica ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido - Crédito Tributário Exonerado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
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RESPONSABILIDADE PESSOAL DE DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Os dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública deixaram de ser pessoalmente responsável por multas aplicadas por infração à Lei n. 8.2121991 e seu regulamento, sendo cabível tal desoneração retroativa por ser mais benéfica ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 00 02 96 /2 00 8- 34 Fl. 1249DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10315.000296/200834 Acórdão n.º 2803002.323 S2TE03 Fl. 1.249 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca reforma da decisão a quo que mantenedora Auto de Infração de penalidade aplicada por deixar de informar mensalmente ao INSS, por intermédio da GFIP/GRFP, os dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do mesmo, conforme previsto no art. 32, inciso IV, da Lei n. 8.212, de 24/07/91, enquanto o Recorrente estava na função de Presidente da Câmara Municipal de Penaforte.. Em recurso tempestivo, o interessado argüiu o cerceamento de defesa e nulidade do lançamento. Em razão das alterações de competência, o presente processo venho à presente Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, sendo sorteado para relatório ao presente conselheiro. Este é o Relatório. Fl. 1250DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10315.000296/200834 Acórdão n.º 2803002.323 S2TE03 Fl. 1.250 3 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. Preliminarmente, devese atentar o art. 65, I, da MP n. 4492008, convertida na Lei n. 11.9512009, revogou o art. 41, da Lei n. 8.2121991, que estabelecia a responsabilidade pessoal dos dirigentes de órgãos e entidades da Administração Pública pelas multas aplicadas por infrações de dispositivos da mesma lei ou seu regulamento. Assim, em razão, do que dispõe o art. 106, II, a,b,e c, do Código Tributário Nacional, a revogação contida no art. 61, I, da MP n. 4492008, convertida na Lei n. 11.951 2009, deve ser aplicada retroativamente, pois a lei deixou exonerou o agente público da responsabilidade de pagamento de penalidade antes a ele imposta. Por esses motivos, deve o presente auto de infração ser julgado improcedente, restando prejudicadas as demais questões. Isso posto, voto por conhecer o Recurso Voluntário para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO, no sentido de reformar a decisão a quo e declarar o auto de infração improcedente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 1251DF CARF MF Impresso em 18/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 11080.101244/2003-33
Data da sessão: Wed Apr 07 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2001
Ementa:
SIMPLES. EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO SUPERIOR A 10%. EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL.
Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite legal para permanência no Simples. As receitas de equivalência patrimonial não integram o conceito de receita bruta definido na Lei n° 9.317/96 para fins de verificação do atingimento do limite legal para permanência no Simples.
Numero da decisão: 1102-000.176
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: João Otávio Oppermann Thomé
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2001 Ementa: SIMPLES. EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO SUPERIOR A 10%. EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL. Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite legal para permanência no Simples. As receitas de equivalência patrimonial não integram o conceito de receita bruta definido na Lei n° 9.317/96 para fins de verificação do atingimento do limite legal para permanência no Simples.
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