Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,266)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,680)
- Primeira Seção de Julgame (77,487)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,912)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 00010.800046/58-80
Data da sessão: Fri Oct 14 00:00:00 UTC 1983
Ementa: CÉDULA 'H' - RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - Quando o contribuinte logra comprovar, em cada exercício, a origem de mais de 90% dos depósitos bancários, e que se trata de valores não sujeitos à tributação em sua declaração de rendimentos, são de se admitir infirmadas as presunções legais dos incisos III e V do art. 39 do RIR/80.
Numero da decisão: 104-04.048
Decisão: ACORDAM os Membros da 0uarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação, nos exercícios de 1976 a 1979, respectivamente, as quantias de CR$ 143.615,00,
CR$ 379.499,00, CR$ 824.037,00 e CR$ 1.142.875.00.
Nome do relator: Eugênio Botinellly Soares
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198310
ementa_s : CÉDULA 'H' - RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - Quando o contribuinte logra comprovar, em cada exercício, a origem de mais de 90% dos depósitos bancários, e que se trata de valores não sujeitos à tributação em sua declaração de rendimentos, são de se admitir infirmadas as presunções legais dos incisos III e V do art. 39 do RIR/80.
numero_processo_s : 00010.800046/58-80
conteudo_id_s : 5863168
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 22 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 104-04.048
nome_arquivo_s : Decisao_000108000465880.pdf
nome_relator_s : Eugênio Botinellly Soares
nome_arquivo_pdf_s : 000108000465880_5863168.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da 0uarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação, nos exercícios de 1976 a 1979, respectivamente, as quantias de CR$ 143.615,00, CR$ 379.499,00, CR$ 824.037,00 e CR$ 1.142.875.00.
dt_sessao_tdt : Fri Oct 14 00:00:00 UTC 1983
id : 7286929
ano_sessao_s : 1983
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781859831808
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 1044048_108000465880_198310; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2018-03-09T20:22:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 1044048_108000465880_198310; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 1044048_108000465880_198310; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2018-03-09T20:22:14Z; created: 2018-03-09T20:22:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2018-03-09T20:22:14Z; pdf:charsPerPage: 984; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2018-03-09T20:22:14Z | Conteúdo => _._.,~~ PROCESSON91080/004.658/80 MINISTÉRIO DA FAZENDA *'~ ...G.M Recurso nO 40.617 - IRPF - EXS: 1976 a 19.79.. Recorrente OSMARRAMOS Recorrido DELEGADODA RECEITA FEDERALEMPORTOALEGRE- RS . "i .ctnUL'A '"R''' :...: 'RENDI:MENT'OS-' DEP'LlSTTOS 'B"ANC'Â-RTOS-OuandO o' contribuinte 'lo gra comprovar'; em cada exercício, ã origem de maisde.9.0!!s dos depósitos bancários, e que se trata de valores não"'sújéitos à tributação em sua de c1aracão de rendimentos, são de",seadmI tir iiífirmadas as presunções . 1egàis dos incisos III e V"do art. 39. do .RIR/80. Vistos, relatados e discutidos os presentesau tos de recurso interposto por OS~1ARRAMOS, ACORDAJ'1os Membros da, 0uartaCâmara do Primei ro Conselho de rCOntribuintes, por unanimidade de votos, em DAR oro vimento parcial ao recurso, para excluir da tributação, nos exerci cios de 1976 a 1979, respect'ivamente, as a,uantias de CR<I; 143.615,00, CR$ 379.499,00, CR$ 82A.037,00 e CRct;1.142.875.00 em 14 de outubro de 19.83. RELATOR PRESIDENTE PROCURADOR DAFA ZENDANACIONAL. s - MANSO Sala das Sessões, FRlINCIS. J VISTO EM GE SESSÃODE:.11 NOV 1983 " RECURSODA FAZENDANACIONAL:NÃOHOUVE. v.V. Lana Cons~ de o ~C('0tf2, uresente julgamento, os seguintesParticiparam, ainda, do , _ Teso .Teixeira, Olavo João Galvao, erlheiros: Mário Rodrigues . tina Chaves Rosas, Helena CrlsJesus Torres, Carlos walberto de Paula e Luiz Miranda. J) ~ =ó"olõZ.o fp" I-<.f<£ox ~c<oI-D p0Lo e '5(zf"lD.J_ O. õ'l'1 oI.e. 25""-.10- 5'5"; ~ oi.RciFr~ ok ~_ /-e +eO'l.: fon. ...«.v.C<~'~'oIc<ek- ,k uO+05, ob-< ~()(~ 1e-'1~05 eJ-ohQ{o.. 1-01.-'-1.('0 e- UCJ- • PRIMEIRO CONSFU.J() DE efHHRI&UIHUS IL (4.' CI\\'A-") :t~~:~~:~~;~2S:: Chefe drl -:::eCtstaria SERViÇO POBLlCO FEDERAL PROCESSO NC? 1080/004.658/80 RECURSO N9: 40.617 ACÓRDÃO N9: 104-4.048 RECORRENTE: OSMAR RAMOS R E L A T 6 R I O OSMAR RAMOS, Contador, jurisdicionado da DRF em Porto Alegre-Rs, reéorre a este Conselho da decisão de fls.' 350/361, do titulardaquelá Delegácia,. que julgou,procedente, em parte, a sua impugnàção, reâuzindo o,crédito tributário proveniente de depós! tos bancários de or~gem não comprovada, nos exercicios de 1976 a 1979. O fato gerador da obrigação tributária e o seu enqua dramento legal estão consubstanciadosno auto de infração de fls. 225, "verbis": "Depósitos efetuados em diversos estabe 1ecimentõs bancários pelo contrib1,1intesuprã identificado, cuja comprovação hábil de ori '.gem, não foi apresentada até' a presente data-; muito embora tenha sido'lavrado "Termo de In timação", de 22/11/79 e concedidas prorrogã ções de'prazo, datadas de 12/12/79 e 04/l2/8~ corno segue: Exerc'icio de '1976.- Ano1:Íase de 1975 Bank Of London & South América Limited ••••••• tl •••••• fi •• " .' • " • ~ •• " •• Cr $ 45 " OOO , O O Banco do ~stado do páran& ~~A ....••.... . . . . .~ .' .. ~ •..•.. ". ., .' "-"" .• -. " .' "Cr$ 102. 9 OO, O O Exerclciode 1977 ":'Ano:base de' 1916 Banco Real S.A •••••••• Cr$ 312.422,00 Bank Of London & South Arnerica Limited •• ' ••••• " • " .' e " " •• ' ."". {I ~ e •••• ",. ,Cr $ 122 "758 , OÓ Banco do Estado do Paraná S~A •......•.. DMF . DF /1q C.C. Secgraf . 1600/75 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9l080/004.658/80 2 • Acórdão n9 104-4.048 8 •• " • ti'. •• !I' " 111 ~ • e' • ~' • ~ • •• • ~.. li! • • •• • Cr- $ 6 • O O O , O O Exercicio de 1978 - Ano base de 1977 Banco Real S•.A •••.••••Cr~ 500.975,00, ' Bank Of.London & South America Limited " • • • ••••• " • ,. " ,ti • • " • ',. • • • • • • " ~ Cr $ 3 5 3 .. 2 OO. , O O ExercIcio de 1979 - Ano base de 1978 Banco Real S.A .••••~.Cr~ 245.000,00 Bank OfLondon' & South America Limited " " " ••••••••• lI! .•••• " •••••••• Cr $ 6 • 5 OO , O O Banco Auxiliar de são Paulo S.A •••.•••• • • • • " " " • , •• " ti •••••••••••• '. Cr $ 7 OO • 665 , O O Banco do Estado de são Paulo S.A ••••••. . .. .. .. " ' ,,'". " Gr$ 666 . 981 , O O Enquadramento legal: Arts. 432, 483 letra £, 4S4'e 485 letras b e £, do Decreto n9 76,186/75." o contribuinte impugnou o lançamento, cujo valor se eleva a.Cr$1.398.785,(}0.afora os acréscimos legais, alegando, pr.!, meiramente, impropriedade na capitulação dos artigos do RIR infrin gidos, juntando os documentos de fls. 120/122 e 249/293, e alega, quanto às retiradas "pro.,.labore",no:valor de Cr$ 500.000,00, no ano-base de 1978, uma desavença com um dos sóéios da empresa, aue o levou a cometer o enqano na sua declaracão de rendimentos, in cluindo na cédula "C". Na contradita fiscal o informante considera comprova dos os depósitos efetuados no Banco Real S/A, de Cr$ 20.000,00 e no Banco do Estadó 'do.Paraná S/A', no valor de Cr$ 4.285,71, não aceitando os demais depósitos como comprovados. 'A autor.i.dade"a quo" julgou procedente, em parte, a im pugnaçao, alter"ando a exigência do crédito tributário em litIgio, que ficou reduzido à quantia mencionada acima. o Recorrente foi intimado por edital, vindo a tomar ciência da decis~o~ "por informação de um Banco, da existência do débito inscrito em dIvida ativa" {sic), requerendo ao Procurador da Fazenda Nacional a sustação da cobrança e anulação da inscri ção da dIvida, para recorrer a este Conselho, por não ter recebido'.~ inti~acão no novo endereço, posto que o tivesse já comunicado a reparticão.~. .'" SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 1080/004.658/80 Acórdão n9 104-4.048 Conseguida a sustaç~o da cobrança e anulac~o da criç~o da dIvida r foi~lhe aberto novo ..prazo, do qual tomou cia em 03/01/83, nrotocolizando o recurso de fls. 398/424 27/01/83, dentro do nrazo nrevisto no art. 33 do Decreto 70.235/72. É o relatório. v O T O 3 • ins ciên em n9 Conselheiro EUGÊNIO BOTINELLY SOARES RELATOR. Versam os autos sobre omiss~o de rendimentos nas de clarações do Recorrente, nos exercIcios de 1976 a 1979, se observa do relatório. conforme Na alentada decisão.de fls. 350/361, a autoridade "a quo" aborda um por um todos' os pontos alegados na impugnação, a qual juntou o.interessado volumosa documentaç~o. No recurso. o contribuinte procura just'ificar a origem dos depósitos efetuados na9ueles exercIclos, alegando, em sIntese, o seguinte: "O recorrente foi sócio da empresa I'1ERIDIO NAL DISTILLERY IND. E COM. DE BEBlDAS LTDA.7 at~ 28.02.79 (doc. de fls. 7/9) e,foi e o ~ das emnresas DINAV-CORRETORA DE SEGUROS LTDA., DI- NAV - DIRECÃn NACIONAL DE VENDASLTDA. e TUIUTI- EMPREENDIMENTOS SOCIAIS LTDA. A primeira - MERIDIONAL -, foi, segundo tem conhecimento o signatário, paciente de uma aç~o fiscal, após 28.0~.79, ou s~ia, depois de sua retirada da sociedade, decorrente de in compatibilidade com os demais sócios, a partii da qual - ação fiscal - foram .iniciadas outras contras as demais três empresas. Da primeira aç~o fiscal, contra a MERIDIO NAL, o firmatário n~o sabe se resultou lançamento, eis que, como já disse, dela se ha via retirado. ", Presume, por~m~ que n~o tenha sido lavrado auto de infrac~o contra a mesma, de vez que, De lo menos, não.sofreu, osubscrevent~, vi~ refii xiva, exigência da aludida empres~. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo nQ 1080/004.658/80 4. Ac6rd~0 n9 104.4.048 Quanto às três outras, concluidos os exa mes fiscais, n~o foram apuradas soneqã ções.que permitissem lançamentos,. consoante Te!: mos de Encerramento ora juntados (Docs. n9s. 1 a 3). . Talvez não satisfeitos com os resultados das acões fiscais, os mesmos funcionârios fazendáriosJvoltaram sua atencão ao recorrente, ~ele exigindo apr~sentação de'extratos de clc bancárias e compiovaçãn das origens dos crêdi tos. Os Srs_ Fiscais assestaram suas baterias . contra o signatário devido, parece, à in clusão de "pro labore"., no exercicio financeI ro de 1979,.-como percebido da Meridional, õ que, na realidade~ não ocorreu. Has tal fato é nerfeitamente exnlicável. O recorrente era s6cioe, como tal, fa zia, como os demais s6cios, jus a retiradas men sais, avençadas com eles. - Ao final do ano-base de '1978, entretanto, surgindo desa~en~as"entre. o siqnat~rio e os s6 cios, estes não efetivaram os crêditos relatI vos ao "pro labore", como haviam ajustado, debI tando na c/c do autuado as retiradas respecti vaso Ao aproximar-se a êpoca para a apresent~ ção da sua declaração de rendimentos no." exer ciCio financeiro de 1979, o recorrente proc~ rou de todas as maneiras possiveis obter a in formação junto à Meridion~l dos. rendimentos au feridos no ano-base de 1978, a tItulo de "pr~ labore". " Não logrando êxito e a fim de não apresen tar declaraçao com omissão de rendimentos~ in cluiu-os na cêdula "C", com base. em informaçãõ firmada por s6cio que tambêm se retirara da men cionada empresa. - - Tão s6.meses.ap6s a apresenta~ão da decla racão ê aue teve conhecimentodé aue a emnresa nãô lhe hav'ia credi tado o "pro labore" e, ao contrário, debitou as retiradas em c/c, como, aliás, consta das fls. 11." •• " •••••••••••• ". e •• e •••• ~ ••••• "e ••••• ,. e •••• "" O Senhor Delegado em Porto Alegre concor dou com a exclusão de insignificantes par celas e com a redu~ãoda multa, de 75% oara 50%-; mantendo, todavia,' o mais expressivo ..volume de crêditos. Para embasar legalmente sua decisão, des locou a infração (assim tida peles autuan SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Ac6rd~0. nQ 104-4.048 Processo n9 ~Ó80/004.658/80 5. haver di comprov~ iguais tes) aos dispositivos apontado.s pelos autuantes (arts. 432,483 , "c", 484 e 485,- "b~'e "c", .do RIR/75) para o art. 39, "e", do mesmo RIR/75. De plano, todavia, reconheceu a incompati bilidade ~o art. 484 com o art. 432 (fls. 353)7 E, às fls. 354, S.Sa. afirmou que, pelo disposto nos arts •.429, 439 e "484 e seu ~ 49 , do RIR/75, os contribuintes estariam obriga dos a prestar os esclarecimentos solicitados so obre origem dos recursos aplicados em dep6sitos bancários. Os arts. 429 e 439 cogitam de" informaçõese esclarecimentos, o que foi fei to pelo autuado. Já o art. 484 e seu ~ 49 versam sobre lan çamento de oficio, n~o tendo relaç~o com-o caso presente. No âmbito fát~co, o julgador singular dei xou de aceitar origens de crªditos prove nientes da empresa DINAV por já terem sido con sideradas emdep6sitos não relacionados às fls. 110/113, sem, contudo indicá-los. Outras comprovações foram consideradas ina ceitáveis diante-do lapso de tempo entre saques e posteriores dep5sitos, sem levar em conta sá bados, domingos e/ou feriados. Outras-mais, inadmitidas por n~o coincidãricias de ~etiradas e de~6sitos em nheiro e/ou cheques. Tambémn~o concordou S.Sa. com ções de de~6sitos mensais de valores (fls. 356/357)." Por fim, solicita seja considerada, preliminarmente , nula a decis~o recorrida " por ter sido amparada em dispositivo le gal diverso dos indicados pelos autuantes" (sic) e, no mérito, se não houver concordância com a preliminar, considerar comprovados I .e/ou justificados os dep6sitos bancários. Inicialmente, cabe apreciar a preliminar levantada p~ lo contribuinte,' ao final do recursoj quando argüi a nulidade da decisão recorrida. Em verdade, as razoes apresentadas, nesse sentido,não devem merecer acolhida, eis que os dipositivos indicados pelos au tuantes capitulam as infrações cometidas, enquanto o art. 39, ali nea ~, a que se refere a ementa do.decis6rio, enquadra os rendi mentos na Cédula "H", n~o havendo porque desconsiderar-se o ju! SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 1080/004.658/80 6. Acórdão n9 104-4.048 gamento da instância singular, ainda. mais que está plenamente reba tida a argü~ção levantada ne10 Recorrente, à fls. 352/353, na deci sao recorrida. No mérito, agiu corretamente o julgador singular, g10 sando a importân~ia de Cr$ 500.000,00, que o Recorrente declarou na Cédula "C" do exerci cio 'de 1979, ma-s, há que serem reconhecidas algumas circunstâncias não abordadas no decisório "a quo", corno a rend~ bruta deci1arada pelo contiibuinié, que deve ser abatida do montante dos 4e~ósitos efetuados no e~ercicio, bem corno alguns de pósitos que achamos justificada a sua origem, 6 que reduziria o va lor tributável na forma abaixo: EXERCíCIO RENDA BRUTA DECLARADA Cr$ DEPl>SITOS..VALOR INCLUíDO VALOR + JUSTIFICADOS - NA .C~DULÂ.'"H"= TRIBUTÁVEL Cr$ Cr$ Cr$ 1976 1977 1978 1979 255.000,00 420.000,00 700.000,00 720.000,00 -0- -0- 126.245;00 422.875,00 143.615,00 379.499,00 824.037, O-O 1.578.130,00 -0- -0- -0- 435.255,00 Os depósitos que consideramos de origem sao 0S seguintes: EXERCÍCIO:-'DE'1978, AÚO:"BASE 1977: justificada BANCO REAL - EM 0'3/01 19/01 26/01 20/04 23/05_ 12/07 27/07 05/08 10/08- .06/10 LONDON 19/01 T O TA L 4.000,00 5.000,00 9.000,00 16.245,00 10.000,00 16.000,00 21.000,00 10.000,00 15.000,00 10.000,00 10:000,00 126.245,00 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo N9 1080/004.658/80 7. ACórdào n9 104-4.048 EXERCÍCIO 'DE 197~L'ANO'':''BASE1978: AUXILIAR BANESPA T O T A L 04/01 28/02 .29/06 16/08 17/08 28/11 07/12 30/01 01/03 12/05, 09/10 40.000,00 5.000,00 3.000,00 59.250,00 6.000,00 150.000,00 100.000,00 5.000,00 10.500,00 19.125,00 25.000,00 422. 875, O'O Nestas condições, e Considerando ser legítima. a dedução dos', 'rendimentos brut6sdecl~r~dos no exer~lcio, do montante dos depósitos efetua dos, no mesmo exercIéio, o que não fo,i considerado na ação fiscal; C9nsiderando que estão'justificadas as origens dos depósitos bancários relacionados acima, Tomo conhecimento, do recurso, por tempestivo; rejeito a preliminar de nul{dad~, e voto no sentido de que lhe seja dado provimento parcial, para excluir-se da tribütação as parcelas de Cr$ 14j.615,OO, Cr$ 379.499,00, Cr$ 824.037,00 e Cr$1.142.875,00. Brasil~a-bF 14 de outubro de 1983. ~EUG~NIO BOTINELLY SOARES RELATOR 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009
score : 1.0
Numero do processo: 10120.007278/2005-18
Data da sessão: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2000
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO
Cabível os embargos de declaração para suprir omissão, quando, submetidos à apreciação recursos voluntário e de ofício, apenas a irresignação do contribuinte é apreciado.
RECURSO DE OFÍCIO. CANCELAMENTO DOS AUTOS NO RECURSO
VOLUNTÁRIO. PERDA DE OBJETO
Tendo, no julgamento do recurso voluntário, sido inteiramente cancelado o auto de infração, a análise, em sede de recurso de ofício, da redução da multa qualificada para multa ofício perde o objeto, ficando prejudicada a análise do recurso de ofício.
Numero da decisão: 1401-001.078
Decisão: Acordam os membros do colegiado, acolher os embargos para integrar a decisão embargada, e assim declarar prejudicada a análise do recurso de ofício.
Nome do relator: Alexandre Antonio Alkmim Teixeira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO Cabível os embargos de declaração para suprir omissão, quando, submetidos à apreciação recursos voluntário e de ofício, apenas a irresignação do contribuinte é apreciado. RECURSO DE OFÍCIO. CANCELAMENTO DOS AUTOS NO RECURSO VOLUNTÁRIO. PERDA DE OBJETO Tendo, no julgamento do recurso voluntário, sido inteiramente cancelado o auto de infração, a análise, em sede de recurso de ofício, da redução da multa qualificada para multa ofício perde o objeto, ficando prejudicada a análise do recurso de ofício.
numero_processo_s : 10120.007278/2005-18
conteudo_id_s : 5828028
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 07 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1401-001.078
nome_arquivo_s : Decisao_10120007278200518.pdf
nome_relator_s : Alexandre Antonio Alkmim Teixeira
nome_arquivo_pdf_s : 10120007278200518_5828028.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, acolher os embargos para integrar a decisão embargada, e assim declarar prejudicada a análise do recurso de ofício.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
id : 7107718
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781862977536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1667; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 2 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.007278/200518 Recurso nº 00.001 Embargos Acórdão nº 1401001.078 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 06 de novembro de 2013 Matéria embargos de declaração Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado CEPALGO EMBALAGENS FLEXÍVEIS LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO Cabível os embargos de declaração para suprir omissão, quando, submetidos à apreciação recursos voluntário e de ofício, apenas a irresignação do contribuinte é apreciado. RECURSO DE OFÍCIO. CANCELAMENTO DOS AUTOS NO RECURSO VOLUNTÁRIO. PERDA DE OBJETO Tendo, no julgamento do recurso voluntário, sido inteiramente cancelado o auto de infração, a análise, em sede de recurso de ofício, da redução da multa qualificada para multa de ofício perde o objeto, ficando prejudicada a análise do recurso de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, acolher os embargos para integrar a decisão embargada, e assim declarar prejudicada a análise do recurso de ofício. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 72 78 /2 00 5- 18 Fl. 1161DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.0218.12523.37EW. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Karem Jureidini Dias, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos Fl. 1162DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.0218.12523.37EW. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10120.007278/200518 Acórdão n.º 1401001.078 S1C4T1 Fl. 3 3 Relatório Trata o presente feito de embargos de declaração aviados pela Fazenda Nacional contra a decisão proferida pela 8ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, por meio do acórdão nº 10400.059 que, em julgamento do feito, deu provimento ao recurso voluntário, mas não se pronunciou sobre o recurso de ofício interposto pela Delegacia da Receita Federal de Julgamentos de Brasília. Analisando o feito, conheci dos embargos de declaração por identificar a omissão apontada no recurso. De fato, a DRJ de Brasília, ao julgar a impugnação apresentada pela Contribuinte, cancelou parcialmente o auto de infração, recorrendo de ofício ao então Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda. É o relatório. Fl. 1163DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.0218.12523.37EW. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Os embargos são tempestivos e estando presente a omissão no acórdão embargado, dele conheço. Os embargos de declaração foram interpostos pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasília, “tendo em vista que o crédito foi exonerado em valor superior ao limite de alçada, R$500.000,00, nos termos da Portaria no. 375/2001” (fls. 667 – eletrônico). De fato, a decisão recorrida afastou a multa qualificada, por entender não estar presente o dolo caracterizador do aumento da pena. Da análise da decisão, não consta a apreciação e julgamento do recurso de ofício, apesar de a matéria ter sido objeto de tratamento por aquela Turma Julgadora. Vejase: Tanto a multa qualificada como a multa agravada resultam prejudicadas, porquanto são conexas à recomposição da base de cálculo de IRPJ, CSL, PIS e COFINS decorrentes da imputação de omissão de receitas, e à composição da base de cálculo de IRRF exclusivo na fonte. Derruídas as tipificações da omissão de receitas presumida e do IRRF exclusivo na fonte à aliquota majorada de 35%, igualmente ficam quedadas as multas qualificada e agravada em comentário, corn a ausência de base de cálculo. Sem adentrar no mérito das razões invocadas pela DRJ recorrida, vêse que o auto de infração foi cancelado integralmente por força do recurso voluntário interposto pela Recorrente, o que torna prejudicada a análise do recurso de ofício. De fato, insubsistente o crédito tributário principal, os seus acessórios não podem ser mantidos. Pelo exposto, voto no sentido de acolher os embargos para integrar a decisão embargada, e assim declarar prejudicada a análise do recurso de ofício. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 1164DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.0218.12523.37EW. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10120.007278/200518 Acórdão n.º 1401001.078 S1C4T1 Fl. 4 5 Fl. 1165DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.0218.12523.37EW. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA em 04/12/2013 15:11:00. Documento autenticado digitalmente por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA em 04/12/2013. Documento assinado digitalmente por: JORGE CELSO FREIRE DA SILVA em 05/12/2013 e ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA em 04/12/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 07/02/2018. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP07.0218.12523.37EW Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 03CA6B0B278494D5CB70E1529DD1F712981FC77D Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Outros". 3) Selecione a opção "eAssinaRFB - Validação e Assinatura de Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10120.007278/2005-18. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 13401.000100/2007-40
Data da sessão: Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Exercício: 2004
EXCLUSÃO DE OFÍCIO DO SIMPLES.
Restou comprovado que a Recorrente ultrapassou, no ano calendário de início de atividades, o limite de receita bruta. A descrição da razão de fato indicada no ato de exclusão está demonstrada de forma inequívoca pelo implemento das condições legal de excludente.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2004
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF).
O MPF é relativo a assunto interna corporis e instrumento de controle interno de instauração de procedimentos fiscais de verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo e seus eventuais vícios se consideram meras irregularidades e não têm o efeito de contaminar de nulidade o lançamento de ofício.
LUCRO ARBITRADO.
O lucro da pessoa jurídica deve ser arbitrado quando deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos de acordo com as normas de escrituração comercial e fiscal.
INEXATIDÕES MATERIAIS.
As meras alegações da Recorrente desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para elidir a motivação fiscal do procedimento, tendo em vista que as provas já constantes nos autos constituem um conjunto probatório robusto de que o lançamento de ofício não contém incorreções.
CSLL.
Tratando-se de lançamento decorrente, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo acompanhe aqueles que foi dado ao lançamento principal.
Numero da decisão: 1801-000.329
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 2004 EXCLUSÃO DE OFÍCIO DO SIMPLES. Restou comprovado que a Recorrente ultrapassou, no ano calendário de início de atividades, o limite de receita bruta. A descrição da razão de fato indicada no ato de exclusão está demonstrada de forma inequívoca pelo implemento das condições legal de excludente. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2004 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). O MPF é relativo a assunto interna corporis e instrumento de controle interno de instauração de procedimentos fiscais de verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo e seus eventuais vícios se consideram meras irregularidades e não têm o efeito de contaminar de nulidade o lançamento de ofício. LUCRO ARBITRADO. O lucro da pessoa jurídica deve ser arbitrado quando deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos de acordo com as normas de escrituração comercial e fiscal. INEXATIDÕES MATERIAIS. As meras alegações da Recorrente desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para elidir a motivação fiscal do procedimento, tendo em vista que as provas já constantes nos autos constituem um conjunto probatório robusto de que o lançamento de ofício não contém incorreções. CSLL. Tratando-se de lançamento decorrente, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo acompanhe aqueles que foi dado ao lançamento principal.
numero_processo_s : 13401.000100/2007-40
conteudo_id_s : 5774268
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 25 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-000.329
nome_arquivo_s : Decisao_13401000100200740.pdf
nome_relator_s : Carmen Ferreira Saraiva
nome_arquivo_pdf_s : 13401000100200740_5774268.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
id : 6940594
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781889191936
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-24T18:05:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 9547632; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-09-24T18:05:25Z; Last-Modified: 2010-09-24T18:05:25Z; dcterms:modified: 2010-09-24T18:05:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 9547632; xmpMM:DocumentID: uuid:e9696736-1ea7-4628-806a-aa6ffd09a91f; Last-Save-Date: 2010-09-24T18:05:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-09-24T18:05:25Z; meta:save-date: 2010-09-24T18:05:25Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 9547632; modified: 2010-09-24T18:05:25Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-09-24T18:05:25Z; created: 2010-09-24T18:05:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2010-09-24T18:05:25Z; pdf:charsPerPage: 1973; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2010-09-24T18:05:25Z | Conteúdo => S1-TE01 Fl. 184 1 183 S1-TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13401.000100/2007-40 Recurso nº 500.561 Voluntário Acórdão nº 1801-00.329 – 1ª Turma Especial Sessão de 31 de agosto de 2010 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA- IRPJ Recorrente VAREJÃO PRAIA SUL LTDA Recorrida 4ª TURMA/DRJ/RECIFE/PE ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 2004 EXCLUSÃO DE OFÍCIO DO SIMPLES. Restou comprovado que a Recorrente ultrapassou, no ano-calendário de início de atividades, o limite de receita bruta. A descrição da razão de fato indicada no ato de exclusão está demonstrada de forma inequívoca pelo implemento das condições legal de excludente. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2004 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). O MPF é relativo a assunto interna corporis e instrumento de controle interno de instauração de procedimentos fiscais de verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo e seus eventuais vícios se consideram meras irregularidades e não têm o efeito de contaminar de nulidade o lançamento de ofício. LUCRO ARBITRADO. O lucro da pessoa jurídica deve ser arbitrado quando deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos de acordo com as normas de escrituração comercial e fiscal. INEXATIDÕES MATERIAIS. As meras alegações da Recorrente desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para elidir a motivação fiscal do procedimento, tendo em vista que as provas já constantes nos autos Fl. 1DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 2 constituem um conjunto probatório robusto de que o lançamento de ofício não contém incorreções. CSLL. Tratando-se de lançamento decorrente, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo acompanhe aqueles que foi dado ao lançamento principal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente Substituta. EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente Substituta), Maria de Lourdes Ramirez, Guilherme Pollastri Gomes da Silva (suplente convocado), José Sérgio Gomes (suplente convocado), André Almeida Blanco (suplente convocado) e Marcos Vinicius Barros Ottoni (suplente convocado). Ausentes justificadamente a Conselheira Ana de Barros Fernandes (Presidente) e o Conselheiro Rogério Garcia Peres. Relatório Exclusão do Simples A Recorrente optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples foi excluída de ofício pelo Ato Declaratório Executivo DRF/Cabo de Santo Agostinho/PE nº 117, de 07 de dezembro de 2006, fl. 55, com efeitos a partir de 01/01/2003, por ter ultrapassado a receita bruta em 2003 no ano-calendário do início de suas atividades (Lei nº 9.317, de 05 de dezembro de 1996). Autos de Infração I - Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 80/86, com a exigência do crédito tributário no valor de R$41.901,14, a título de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, juros de mora e multa de ofício proporcional, referente aos quarto trimestres do ano-calendário de 2003, apurado pelo regime de tributação com base no lucro arbitrado, uma vez que não houve apresentação da escrituração obrigatória. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13401.000100/2007-40 Acórdão n.º 1801-00.329 S1-TE01 Fl. 185 3 A infração se fundamenta na omissão de receitas com base da diferenças entre os valores informados na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – Simples – DSPJ, fl. 33/52, e aqueles escriturados no Livro de Registro de Apuração de ICMS, fls. 09/32. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 16 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, inciso I do art. 27 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e inciso III do art. 530 e art. 532 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR, de 1999. Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foi constituído o seguinte crédito tributário pelo lançamento formalizado neste processo: II – O Auto de Infração às fls. 89/95 a exigência do crédito tributário no valor de R$26.863,44 a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: §§ do art. 2º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 29 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como art. 37 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002. Instauração do Litígio Cientificada da exclusão do Simples e dos lançamentos em 27/02/2007, fls. 83 e 92, a Recorrente apresentou a impugnação em 28/03/2007, fls. 103/110. Argui que a exclusão do Simples e seus efeitos retroativos, fl. 55, são improcedentes, já que não ultrapassou o limite legal da receita bruta, uma vez que devem ser aplicadas retroativamente as disposições da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, em conformidade com o art. 106 do Código Tributário Nacional (CTN). Discorda da lavratura dos quatro Autos de Infração lançados com base no Simples. Aduz ser incabível a aplicação da multa de ofício proporcional. Indica a legislação que rege a matéria, princípios constitucionais que alega foram violados e ainda entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Está registrado como resultado do Acórdão da 4ª TURMA/DRJ/Recife/PE nº 11-26.613, de 12/06/2009, fls. 132/144: “Lançamento Procedente”. Consta que ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 EXCLUSÃO DO SIMPLES DE OFÍCIO. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitar-se-á, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. ARBITRAMENTO DO LUCRO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DOS LIVROS. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 4 Não tendo a pessoa jurídica comprovado reunir condições de submeter seus resultados pelo lucro Real ou presumido, obedecidas às obrigações acessórias próprias, tais como de opção na própria, escrituração do Livro Caixa, ou escrituração contábil completas, nos termos da legislação comercial e fiscal, cabível o arbitramento do lucro. LIMITES PARA ENQUADRAMENTO DO SIMPLES. ALTERAÇÃO POSTERIOR AO FATO GERADOR. INAPLICABILIDADE DA RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplica-se, no lançamento, a lei vigente à data do fato gerador, ainda que posteriormente modificada, descabendo recorrer ao principio da retroatividade benigna, incidente somente sobre penalidades, que não se confundem com tributos. SUBSTITUIÇÃO DA MULTA DE OFICIO POR MULTA DE 20%. ONEROSIDADE. CONFISCO. INCONSTITUCIONALIDADE. Descabe aplicação da multa moratória de 20%, que possui natureza diversa da multa de oficio, tendo esta caráter indenizatório, destinada a compensar as inconveniências provocadas pelo recolhimento espontâneo em atraso, e aquela caráter sancionatório, concebida para minimizar a ocorrência de infrações, pela punição de seus autores, assim como não compete aos órgãos administrativos a discussão acerca da inconstitucionalidade de normas legalmente inseridas no ordenamento jurídico. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS É vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais, quando comprovado que o contribuinte não figurou como parte na referida ação judicial Notificada em 20/07/2009, fl. 148, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 19/08/2009, fls. 150/164, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na peça impugnatória. Acrescenta que o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) não foi emitido de forma regular. Esclarece que todos os atos são nulos, haja vista que os débitos foram confessados pela apresentação da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – Simples – DSPJ, fl. 33/52. Conclui Diante de todo o exposto, pelas razões fáticas e jurídicas acima aduzidas, completamente legítimo é o procedimento suplicado pela Recorrente, cabendo desde já por este Egrégio Primeiro Conselho, a REFORMA in totum do Acórdão n° 11-26.613, da 4° Turma da DRJ/REC, de 12 de junho de 2009 que julgou procedente o Auto de Infração objeto da presente lide. Tudo isso conforme pedido exordial, por ser a medida de mais lídima JUSTIÇA! É o Relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13401.000100/2007-40 Acórdão n.º 1801-00.329 S1-TE01 Fl. 186 5 Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva - Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Exclusão do Simples A Recorrente defende que a exclusão do Simples não procede e que devem ser aplicadas as disposições da Lei nº 11.196, de 2005, à exclusão do Simples, nos termos do art. 106 do CTN. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte relativo aos impostos e às contribuições estabelecido em cumprimento ao que determina o disposto no art. 179 da Constituição da República Federativa do Brasil (CR) de 1988 pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas. A Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, determina: Art. 2° Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se: [...] II - empresa de pequeno porte, a pessoa jurídica que tenha auferido, no ano- calendário, receita bruta superior a R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) e igual ou inferior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.1998) [...] Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: [...] II - na condição de empresa de pequeno porte, que tenha auferido, no ano- calendário imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais); (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.189-49, de 2001) [...] Art. 13. A exclusão mediante comunicação da pessoa jurídica dar-se-á: [...] II - obrigatoriamente, quando: Fl. 5DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 6 a) incorrer em qualquer das situações excludentes constantes do art. 9°; b) ultrapassado, no ano-calendário de início de atividades, o limite de receita bruta correspondente a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) multiplicados pelo número de meses de funcionamento nesse período. [...] Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: [...] III - a partir do início de atividade da pessoa jurídica, sujeitando-a ao pagamento da totalidade ou diferença dos respectivos impostos e contribuições, devidos de conformidade com as normas gerais de incidência, acrescidos, apenas, de juros de mora quando efetuado antes do início de procedimento de ofício, na hipótese do inciso II, "b", do art. 13; Restou esclarecido nas Descrições dos Fatos dos Autos de Infração, fls. 80/95, que O contribuinte, inscrito no regime SIMPLES (Microempresa) em agosto/2002, iniciou suas atividades (comércio varejista de mercadorias em geral) em janeiro/2003, fato este comprovado com a declaração de inatividade, referente ao ano-calendário 2002, apresentada em 2003 através da Declaração Anual Simplificada (PJ 2003 - INATIVA). Em 2004, apresentou a Declaração Anual Simplificada - PJSI 2004 (ref. ao ano-cal. 2003) onde constava, em dezembro, a receita bruta acumulada total no valor de R$ 282.735,70 (duzentos e oitenta e dois mil, setecentos e trinta e cinco reais e setenta centavos). Entretanto, constatamos, a partir do livro de registro de apuração do ICMS, fornecido pela empresa fiscalizada em atenção á nossa intimação, o valor acumulado de receita bruta da atividade de R$ 1.300.395,44 (um milhão, trezentos mil, trezentos e noventa e cinco reais e quarenta e quatro centavos), superando, portanto, o limite (R$ 1.200.000,00) de receita bruta acumulada para permanência no referido regime. Ficou comprovado nos autos que a Recorrente ultrapassou no ano-calendário do início de suas atividades o limite da receita bruta. A descrição da razão de fato indicada no ato de exclusão está demonstrada de forma inequívoca pelo implemento das condições legal de excludente, conforme os valores escriturados no Livro de Registro de Apuração de ICMS, fls. 09/32. Cabe esclarecer que a opção pelo Simples é um direito da pessoa jurídica que preenche todos os requisitos legais. No presente caso a Recorrente incorreu em situação excludente e por esta razão não poderia optar pelo Simples. Como este procedimento não foi adotado voluntariamente, foi efetuada de forma regular a exclusão de ofício, no estrito cumprimento do dever legal (art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990). Além disso, a partir dos efeitos da exclusão, ou seja, 01/01/2003, ela fica sujeita às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, inclusive às obrigações tributárias principais e acessórias. Sobre a aplicação retroativa da Lei nº 11.196, de 2005, o CTN ordena: Fl. 6DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13401.000100/2007-40 Acórdão n.º 1801-00.329 S1-TE01 Fl. 187 7 Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. [...] Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Assim, a Lei nº 11.196, de 2005, que alterou a Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, tem aplicação a partir de 01/01/2006 e não pode ser utilizada retroativamente para o presente caso. Não tem cabimento, portanto, a imposição das disposições constantes no art. 106 do CTN. Assim sendo, ato administrativo não contém incorreção. Autos de Infração A Recorrente alega que os procedimentos são nulos. Os Autos de Infração foram lavrados por servidor competente que regularmente intimou a Recorrente para cumpri- los ou impugná-los no prazo legal. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Foi oferecida à interessada a oportunidade de apresentar, no prazo legal, a peça de defesa acompanhada de todos os meios de prova a ela inerentes. O enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e a indicação dos enquadramentos legais não propiciam a nulidade do ato em litígio. Além disso, foram asseguradas à Recorrente as garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil - CR e Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972). Desta forma, a sua alegação não tem fundamento. A Recorrente diz que o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) está irregular. Os procedimentos de fiscalização relativos a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) são executados, em nome desta, pelos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (AFRB) (Decreto nº 6.104, de abril de 2007 e Decreto nº 6.641, de 10 de novembro de 2008). Esses procedimentos são instaurados mediante Mandado de Procedimento Fiscal – Fiscalização (MPF-F) objetivando a verificação do cumprimento das obrigações tributárias, por parte do sujeito passivo, mediante termo circunstanciado do qual Fl. 7DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 8 será dada ciência ao sujeito passivo, nos termos do art. 23 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. As alterações no MPF-F, decorrentes de inclusão, exclusão ou substituição do agente público, bem como dos tributos e contribuições a serem examinados e período de apuração são procedidas mediante emissão de Mandato de Procedimento Fiscal Complementar (MPF – C). No caso em que as infrações são apuradas, em relação a tributo ou contribuição contido no MPF-F, também configurarem, com base nos mesmos elementos de prova, infrações a normas de outros tributos ou contribuições, estes são considerados incluídos no procedimento de fiscalização, independentemente de menção expressa. O MPF – F tem validade por 120 (cento e vinte dias) prorrogáveis quantas vezes sejam necessárias, observando em cada ato o prazo de 60 (sessenta dias), cujas informações ficam disponíveis ao sujeito passivo na internet sem necessidade de novas notificações sucessivas. A extinção do MPF ocorre com a conclusão do procedimento fiscal registrado em termo próprio (Portaria RFB nº 4.066, de 2 de maio de 2007). No presente caso, o procedimento está regular, uma vez que o Delegado da Receita Federal do Brasil em Cabo de Santo Agostinho/PE expediu o MPF nº 04.1.04.00.2006.00043- 9, fls. 01/03, que foi notificado à Recorrente em 27/02/2007 e sucessivamente prorrogado até 18/04/2007, como pode ser comprovado: http://www.receita.fazenda.gov.br/aplicacoes/atpae/mpf/confieWeb.asp (CNPJ 05.239.031/0001-13, código 40832438 e acesso em 23/08/2010). Este ato relativo a assunto interna corporis é instrumento de controle interno de instauração de procedimentos fiscais de verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo e seus eventuais vícios se consideram meras irregularidades e não têm o efeito de contaminar de nulidade o lançamento de ofício. Por conseguinte, este argumento não pode prosperar. Sobre a espontaneidade, cabe mencionar o Decreto nº 70.235, de 1972, que determina: Art. 7º O procedimento fiscal tem início com: (Vide Decreto nº 3.724, de 2001) I - o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto; [...] § 1° O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. § 2° Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos incisos I e II valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos. Constam ainda nos autos o Termo de Início de Fiscalização, fls. 06/07 e Termo de Intimação Fiscal, fls. 56/57, todos com ciência válida a Recorrente, de modo a afastar a solução de continuidade da ação fiscal. Logo, não cabem reparos ao procedimento fiscal. A Recorrente se insurge contra a lavratura de quatro Autos de Infração com base no Simples por falta de recolhimento. Sobre os lançamentos, o RIR, de 1999, fixa: Art. 532. O lucro arbitrado das pessoas jurídicas, observado o disposto no art. 394, §11, quando conhecida a receita bruta, será determinado mediante a aplicação dos percentuais fixados no art. 519 e seus parágrafos, acrescidos de vinte por cento (Lei nº 9.249, de 1995, art. 16, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 27, inciso I). Fl. 8DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13401.000100/2007-40 Acórdão n.º 1801-00.329 S1-TE01 Fl. 188 9 [...] Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 9º, §1º). Cabe esclarecer que, diferentemente do entendimento da Recorrente, houve o lançamento dos Autos de Infração de IRPJ, fls. 80/86 e de CSLL, fls. 89/95 com base no lucro arbitrado. O sujeito passivo deve manter a escrituração com observância das leis comerciais e fiscais, que faz prova em seu favor dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis e idôneos. A contribuinte que deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos de acordo com as normas de escrituração comercial e fiscal fica sujeita ao arbitramento do lucro. Como ficou exaustivamente comprovado nos autos, no período objeto da ação fiscal, o imposto devido trimestralmente foi determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, uma vez que a Recorrente não apresentou à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal a que estava obrigada. Partindo do pressuposto legal de que a defesa deve comprovar todas as suas alegações na oportunidade própria (art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1996), a Recorrente não juntou novas provas aos autos mediante documentos hábeis e idôneos que demonstrem sua afirmativa de que o valor tributável contém incorreção. A infração se fundamenta na omissão de receitas com base da diferenças entre os valores informados na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – Simples – DSPJ, fls. 33/52 e aqueles escriturados no Livro de Registro de Apuração de ICMS, fls. 09/32. As suas meras alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para elidir a motivação fiscal do procedimento, tendo em vista que as provas já constantes nos autos constituem um conjunto probatório robusto de que o lançamento de ofício não contém incorreções. Desta forma, a sua alegação não tem fundamento. A Recorrente diz que os débitos constantes nos presentes autos foram confessados pela apresentação da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – Simples – DSPJ, fl. 33/52. Neste caso, tem cabimento somente a apresentação da Per/Dcomp, cujos procedimentos estão previstos na Lei nº 9.430, de 1996, que determina: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. [...] § 7o Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimá-lo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 8o Não efetuado o pagamento no prazo previsto no § 7o, o débito será encaminhado à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvado o disposto no § 9o. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) Fl. 9DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 10 § 9o É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7o, apresentar manifestação de inconformidade contra a não-homologação da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9o e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadram-se no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) Por seu turno, o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), aprovada pela Portaria MF nº 125, de 4 de março de 2009, ordena: Art. 203. Às Delegacias da Receita Federal do Brasil - DRF, Alfândegas da Receita Federal do Brasil - ALF e Inspetorias da Receita Federal do Brasil - IRF de Classes “Especial A”, “Especial B” e “Especial C”, quanto aos tributos e contribuições administrados pela RFB, inclusive os destinados a outras entidades e fundos, compete, no âmbito da respectiva jurisdição, no que couber, desenvolver as atividades de arrecadação, controle e recuperação do crédito tributário, de atendimento e interação com o cidadão, de comunicação social, de fiscalização, de controle aduaneiro, de tecnologia e segurança da informação, de programação e logística, de gestão de pessoas, de planejamento, avaliação, organização, modernização, e, especificamente: [...] IX - desenvolver as atividades relativas à cobrança, recolhimento de créditos tributários e direitos comerciais, parcelamento de débitos, retificação e correção de documentos de arrecadação; X - executar as atividades relacionadas à restituição, compensação, reembolso, ressarcimento, redução e reconhecimento de imunidade e isenção tributária; XI - controlar os valores relativos à constituição, suspensão, extinção e exclusão de créditos tributários; Infere-se que o Per/DComp deve ser examinado em rito próprio pelo Delegado da DRF que jurisdicione a Recorrente. Por conseguinte, não compete ao CARF analisar este requerimento no presente processo. A Recorrente se opõe à aplicação da multa de ofício proporcional. As multas tributárias se fundamentam no interesse público e têm como pressuposto a prática de infração especificada e ainda como função a sanção pelo descumprimento de obrigação legal. As leis pertinentes à matéria são editadas com base nos princípios constitucionais, entre eles, os da legalidade e da tipicidade (art. 150 da CR). Ademais, a exclusão da multa ou a sua redução somente ocorrem com suporte na legislação tributária. A Lei nº 9.430, de 1996, orienta expressamente no seguinte sentido: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: Fl. 10DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13401.000100/2007-40 Acórdão n.º 1801-00.329 S1-TE01 Fl. 189 11 I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; De acordo com o princípio da legalidade (art. 37 da CR) deve prevalecer a multa de ofício proporcional no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) incidente sobre o tributo lançado do ofício em decorrência de infração à legislação tributária. Logo, não lhe cabe razão neste particular. No que se refere à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados na peça recursal, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso (art. 100 do Código Tributário Nacional). Em relação aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n 2, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria n 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais -CARF), e que assim determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Logo, este argumento não pode prosperar. Atinente à CSLL, tratando-se de lançamento decorrente, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo acompanhe aqueles que foi dado ao lançamento principal de IRPJ. Em face de o exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Conselheira Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Fl. 11DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 24/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
score : 1.0
Numero do processo: 10768.001038/2003-32
Data da sessão: Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ
Exercício: 2002, 2003
Ementa: COMPENSAÇÃO DIRETA. IRRF E COFINS. SALDO NEGATIVO DE IRPJ.
Inexiste previsão legal autorizando compensação direta entre valores recolhidos pelas fontes pagadoras a título de IRRF (IRRF), de um lado, e débitos Tributários, de outro. Somente os saldos negativos de IRPJ podem ser objeto de compensação/restituição,
Numero da decisão: 1402-000.001
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado,
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: Valmar Fonseca de Menezes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200907
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 2002, 2003 Ementa: COMPENSAÇÃO DIRETA. IRRF E COFINS. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. Inexiste previsão legal autorizando compensação direta entre valores recolhidos pelas fontes pagadoras a título de IRRF (IRRF), de um lado, e débitos Tributários, de outro. Somente os saldos negativos de IRPJ podem ser objeto de compensação/restituição,
numero_processo_s : 10768.001038/2003-32
conteudo_id_s : 5828252
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 07 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1402-000.001
nome_arquivo_s : Decisao_10768001038200332.pdf
nome_relator_s : Valmar Fonseca de Menezes
nome_arquivo_pdf_s : 10768001038200332_5828252.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado,
dt_sessao_tdt : Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2009
id : 7107725
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781904920576
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T17:01:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T17:01:32Z; Last-Modified: 2010-09-02T17:01:32Z; dcterms:modified: 2010-09-02T17:01:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:80541aea-17db-42b5-9099-1403863ae14e; Last-Save-Date: 2010-09-02T17:01:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T17:01:32Z; meta:save-date: 2010-09-02T17:01:32Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T17:01:32Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T17:01:32Z; created: 2010-09-02T17:01:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-09-02T17:01:32Z; pdf:charsPerPage: 1327; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T17:01:32Z | Conteúdo => Si-C4T2 Fl 1 f MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10768.010382/2003-32 Recurso n° 156.206 Voluntário Acórdão n" 1402-00.001 — 4" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 27 de julho de 2009 Matéria IRPJ - ANOS-CALENDÁRIOS: 2003 e 2004 Recorrente WRITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS LTDA. Recorrida 3' TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP I Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 2002, 2003 Ementa: COMPENSAÇÃO DIRETA. IRRF E COFINS. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. Inexiste previsão legal autorizando compensação direta entre valores recolhidos pelas fontes pagadoras a título de IRRF (IRRF), de um lado, e débitos Tributários, de outro. Somente os saldos negativos de IRPJ podem ser objeto de compensação/restituição, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, ak.Tv‘,1- &À. St-LAL LEONARDO DE ANDRADE COUTO — Presidente ..4010111"' V A R F* I CA i E MENEZES — Relator EDITADO EM: ? 1 i\ 2010 Participaram, da presente sessão de julgamento os Conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Valmar Fonseca de Menezes, Carlos Pelá, Carlos Alberto Niza e Castro, Carlos Alberto Gonçalves Nunes e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira Processo n° 10768.010382/2003-32 81-C412 Acórd -ão n ° 1402-00.001 Fl. 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir,in verbis: "Trata-se de Declaração de Compensação (Ils.1/2), protocolada em 11.02.2003, onde se lê que o interessado compensou débito de Cofins (código de receita 2172) apurado em janeiro de 2003, no valor de R$ 2.163.103,01, vencido em 14.02,2003, com crédito de IRRF relativo a Juros sobre Capital Próprio- JSCP (código de receita 5706), no montante de R$ 6.036.217,90. 2 A Declaração de Compensação — Dcomp veio instruída com os seguintes documentos: a) resumo de distribuição de JSCP entre o interessado e outras pessoas jurídicas (fis.03); darfs de IRRF (fis.4, 6 e 9); c) demonstrativo de distribuição de JSCP (fis.5,7,10 e 12); atas de reunião de diretoria (fls.8,11,13 e 14); e comprovante anual de rendimentos (fls,15 e 16). 3 Às fls,20/57, a autoridade lançadora juntou as consultas para "Informações de apoio para emissão de certidão" e, às fis,59/60, fichas de DCTF. Proferiu, em seguida, o Despacho Decisório de fls.61/62, por meio do qual não reconheceu o direito creditório, nem homologou a compensação declarada, argumentando, verbis: Cabe ressaltar que o Imposto de Renda Retido na Fonte, relativo a juros sobre o capital próprio constitui obrigação da fonte pagadora, sendo considerado antecipação do devido na declaração de rendimentos do beneficiário.. Tendo em vista que o art. 668, § 1", inciso I, do Decreto n°3.000, de 26 de março de 1999 (R1R/1999), dispõe que o imposto de renda retido na fonte relativo a juros sobre capital próprio é considerado antecipação do devido na declaração de rendimentos, não cabe, nesta hipótese, reconhecimento de direito creditório referente aos valores de imposto de renda retido na fonte. Diante do exposto, não constando do presente processo elementos que comprovem ter sido a retenção do imposto de renda efetuada de forma indevida ou a maior, proponho o não reconhecimento do direito creditório, bem como a não homologação da compensação efetivada. 4 hresignado, em petição às fis.69/75, o interessado afirma que, na qualidade de acionista/controlador, recebeu juros sobre capital próprio, sobre os quais foram feitas retenções de IRRF, assim: a) a controlada White Martins Gases Industriais do Nordeste S/A recolheu IRRF no valor de R$ 3.998.023,81 (doc,07, às flsA34/139), ao qual se deve acrescer R$ 1.102807,l, retido por White Martins Gases Industriais do Norte S/A, em favor daquela primeira (oioc.08, às fls,140/142), e creditado ao interessado, na forma do art, 90 da Lei n° 9.249, de 1t95; 2 Processo n° 10768010382/2003-32 SI-C4T2 Acórdão n." 1402-00A0I F1 3 b) a controlada White Martins Gases Industriais do Norte S/A reteve IRRF em 08,01.2003, no valor de R$ 518,24.3,68, conforme doc,09 (f1s,143/144); c) a controlada White Martins Investimentos Ltda reteve IRRF no valor de R$ 417.14.3,18 em 08.01,2003, sendo que a obrigação de retenção deste valor "foi devidamente cumprida através da compensação realizada em 08.01,2003, com o saldo negativo da Declaração de Imposto de Renda no período-base de 2001, exercício 2002 (doc.12, às fls,163/170), razão pela qual não há darf do recolhimento, mas sim o registro da compensação." 5 Diz que, corno é tributado com base no lucro real, o IRRF incidente sobre Juros sobre Capital Próprio é passível de compensação, na forma do art. 90, § 2' da Lei ri° 9,249, de 1995, "e, também, na forma da Orientação ri° 566, veiculada através do web-site da Receita Federal, sendo considerado como antecipação do devido no encerramento do período de apuração"., 6 Acrescenta que a sobredita antecipação se "traduziu em recolhimento a maior, quando no encerramento do período de apuração, a Requerente apurou saldo negativo no seu Lucro Real, conforme se pode extrair do doc.12 (fls,163/170) anexo à presente", aduzindo ainda: Por isso, os 1RRP"s pagos, quando considerados pela legislação nas linhas anteriores citadas, uma antecipação do imposto de renda devido no encerramento do período de apuração, se traduziram em recolhimento a maior, no valor equivalente a R$ 6 036,217,90, valor este constante do pedido de compensação que foi negado pela decisão que ora é impugnada. 7 Afirma que o art. 66 da Lei if 8,383, de 1991 e o art, 74 da Lei if 9.430, de 1996, asseguram-lhe a faculdade de compensar os créditos oriundos de recolhimentos a maior ou indevidos, e que, restando demonstrado que as únicas condições impostas na legislação para a compensação de tributos foram plenamente atendidas, o seu pedido de compensação merece ser homologado. 8 Protesta e requer a produção de provas e informa que receberá intimações na pessoa de seu advogado, na Rua Mayrynk Veiga, n° 9, 19 0, 7 andar, Centro. 9 A peça de impugnação (fls.69/75) veio instruída com os documentos de fls. 76/177, a saber: a) does,l, 2, 3: atos constitutivos, instrumento de procuração e substabelecimento (fls.76/96); b) doc.4: atos constitutivos — "WMGINO" (fls.98/110); c) doc.5: atos constitutivos: "WMGINE" (fls.111/123); d) doc,6 - atos constitutivos — "WMIL" (fls„124/133); e) retenção do IRRF (fls,134/139); f) retenção do IRRF (fls.140/142); g) doc.9 — retenção do 1RRF (fls,143/158); h) doc.10 — ata reunião diretoria (fls,159/160); i) doc,11 — compensação/retenção IRRF (fls.161/162); j) saldo negativo — DIPJ (fls.163/170) e k) pedido de compensação (fls.171/177), O processo foi cadastrado no Profisc (fls.66),. Nesta Turma, foram acostadas as consultas de fls.180/269." A Delegacia de Julgamento indeferiu o pedido de compensação, em decisão 4 assim ementadn: "ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ..,_ _ 3 Processo IV 10768 010382/2003-32 Sl-C412 Acárdào n.° 1402-00.001 Fl. 4 Ano-calendário: 2003 PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 200.3 COMPENSAÇÃO DIRETA. IRRF E COFINS. SALDO NEGATIVO DE IRRI. Inexiste previsão legal autorizando compensação direta entre valores recolhidos pelas fontes pagadoras a titulo de IRRF (IRRF), de um lado, e débitos Tributários, de outro, Somente os saldos negativos de IRPJ podem ser objeto de compensação/restituição. Compensação não homologada" Às fls. 286 e seguintes, a interessada interpôs recurso voluntário, repisando argumentos da peça apresentada como manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro VALMAR FONSECA DE MENEZES, Relator 10 A O recurso preenche as condições de admissibilidade e, portanto, merece ser conhecido. 11 A decisão recorrida, ao meu ver, não merece quaisquer reparos. 12 Os documentos de fls. 2/19 - DARF's em nomes das controladas pela interessadas e atas de reunião de diretoria, com aprovação da distribuição de juros — afastam quaisquer dúvidas quanto ao fato da compensação pleiteada foi 'astreada no imposto de renda na fonte sobre juros sobre capital próprio. 13 A tributação dos juros sobre capital próprio está disciplinada no Regulamento do Imposto sobre a Renda, aprovado pelo Decreto n" 3.000, de 26 de março de 1999,em seu artigo 688, a seguir transcrito: Art. 668. Estão sujeitos ao imposto na fonte à aliquota de quinze por cento, na data do pagamento ou crédito, os juros calculados sobre as contas do patrimônio liquido, na forma prevista no art.. 347. Art. 668 („ .) §1" O imposto retid uz fonte será considerado: 4 Processo n° W768 010382/2003-32 81-C4T2 Acórdão n.' 1402-00.001 El 5 1 - antecipação do devido na declaração de rendimentos, no caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real; (,..,) § 2" No caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real, o imposto de que trata esta Seção poderá ainda ser compensado com o retido por ocasião do pagamento ou crédito de juros, a título de remuneração de capital próprio, a seu titular, sócios ou acionistas (grifos e sublinhas nossos) 14 Não se vislumbra permissão legal para compensação entre o imposto retido na fonte e a COF1NS, como entende a interessada, de forma direta. Na verdade, a compensação é feita com o saldo devedor de IRPJ encontrado ao final do período. 15 Como demonstrado pela decisão recorrida, inclusive com a inserção de planilha demonstrativa, verificamos que: ▪ A interessada se utiliza da apuração anual do lucro real; ▪ A DIPJ anexada ao processo (fi, 163/171) na manifestação de inconformidade é relativa ao ano calendário 2003 — quando se pretende a compensação com COFINS — e, segundo consulta ao sistema IRPJ (fl. 270), o saldo negativo apurado do ano-calendário de 2001 é de apenas R$ 34.201,57; 16 A DIPJ do ano calendário de 2002 — anterior à apresentação da DCOMP — 11/02/2003, à fi. 01 resultou na apuração de saldo negativo de R$ 7.422.759,38 (fls.181); 17 IR.RF Apuração Pessoa Jurídica 5.100.831,12 3.998.023,81 4/1/03 White Martins.Gás.Ind.do Nordeste SA Darf às fis.4 1.102.807,31 4/1/03 White Martins Gás.Ind.do Norte S/A Dar-f às fis.6 518.243,68 518.243 68 4/1/03 White Martins Gás.Ind. do Norte SA Darf.às fis.9 417.143,18 280.673,14 White Martins Investimentos Ltda 136.469,96 (Comprovante de Rendimentos — fis.16). ▪ Este saldo negativo decorre do imposto pago no exterior mais IRRF (DIPJ fichas 12-A, linha 12 e linha 13 —fl. 181); • Na ficha 43, fis, 197/206, no entanto, as parcelas do IRRF possuem códigos de natureza distintos dos informados na DCOMP — diferentes de juros sobre capital próprio — também são oriundos de fontes pagadoras diversas daquelas DCOMP ( código de juros sobre capital próprio Processo n0 10768 010382/2003-32 S1-C41-2 Acórdão n 1402-01L001 Fl 6 5706,fis. 06,09,15 e 16 e código de aplicações financeiras — 3426, fls, 197/206); Portanto, os valores dos créditos informados na DCOMP são outros — corno foram declarados — diferentes dos que compõem o saldo de 2002, o que implica que a compensação feita pela empresa não foi o saldo negativo apurado em 2002 (ano-calendário). Para o ano-calendário de 2003, do saldo negativo de IRRI apurado, no valor de R$ 4.631555,51, apenas R$ 500.083,01 correspondem a IRRF (fis,213/214), mas nenhum rendimento correspondente ao IRRF se refere a juros sobre capital próprio, de maneira idêntica ao ano de 2002 ( ver fl, 227/229, ficha 53 — demonstração do IRRF — com códigos de aplicações financeiras —3426 — e de serviços prestados por pessoa jurídica - 1708). Novamente, se conclui que a compensação não se deu com o saldo negativo de 1RPJ apurado, Assim, de forma patente, podemos concluir que há discrepância entre o que se afirmou na DCOMP - antecipação do imposto devido pelo 1RRF relativo a juros sobre capital próprio — este IRRF não foi incluído no saldo negativo do IRRT, tanto em 2002 como em 2003. O que é passível de crédito são os recolhimentos que se revelarem superiores ao IRPI devido e não simplesmente o fato de determinada parcela do IRRF constar da declaração de IRPJ. Esta observação redunda na conclusão de que a compensação da interessada se deu diretamente com base nas retenções do imposto, o que não encontra respaldo no nosso ordenamento jurídico. No mais, cabe transcrever o que dispôs a decisão recorrida , ao final, fiz verbis.' 18 "Por fim, cumpre observar que, não obstante o interessado ter apurado saldos negativos de IRPJ nos anos-calendário de 2002 e 2003. como alega, refoge à competência da autoridade julgadora promover compensações em bases distintas daquelas veiculadas na Dcomp. 19 Ainda mais quando não há provas de que o interessado não tenha feito uso de sobreditos saldos negativos (conforme consultas às fis.248/259, há registro de 9 (nove), processos de compensação/restituição ativos e 131 (cento e trinta e uma) Dcomps em nome do interessado), 20 O ônus da prova da prova da titularidade de tal crédito incumbe ao autor. porquanto fato constitutivo de direito (art. 333 do Código de Processo Civil), 21 Por isso, no processo de Compensação/Restituição (que, na forma da legislação em vigor, se submete ao rito do Decreto n° 70.235, de 1972), ao interessado cabe 6 Processo n° 10768 010382/2003-32 S1 -C4T2 Acórdão n.' 1402410.001 Fl 7 suportar o ônus da prova do fato jurídico que dá fundamento a alegações de pagamento a maior ou de pagamento indevido. 22 Tal ônus deve compreender não só os documentos de retenção de IRRF emitidos pelas fontes pagadoras, como, também, a escrituração comercial e Fiscal, com base na qual se comprova se os rendimentos objeto das retenções foram sistematicamente oferecidos à tributação, como também: os fatos que deram origem ao direito creditório; as formas de utilização deste: e o saldo disponível para utilização." 23 Diante do exposto, nego provimento ao recurso, ...00111551),., P • MA SECA DE 'MENEZES 7
score : 1.0
Numero do processo: 10805.000378/2006-03
Data da sessão: Tue Apr 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Exercício: 2007
OPÇÃO. ATIVIDADE PERMITIDA, Permitida a opção pelo Simples pela
pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à atividade de creche e préescola,
Recurso Voluntário Provido,
Numero da decisão: 1801-000.200
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 2007 OPÇÃO. ATIVIDADE PERMITIDA, Permitida a opção pelo Simples pela pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à atividade de creche e préescola, Recurso Voluntário Provido,
numero_processo_s : 10805.000378/2006-03
conteudo_id_s : 5769032
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 15 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-000.200
nome_arquivo_s : Decisao_10805000378200603.pdf
nome_relator_s : Carmen Ferreira Saraiva
nome_arquivo_pdf_s : 10805000378200603_5769032.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 06 00:00:00 UTC 2010
id : 6933999
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781911212032
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T16:48:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T16:48:49Z; Last-Modified: 2010-09-02T16:48:49Z; dcterms:modified: 2010-09-02T16:48:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:6cb071c0-8ca5-4949-8bca-0147b50061af; Last-Save-Date: 2010-09-02T16:48:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T16:48:49Z; meta:save-date: 2010-09-02T16:48:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T16:48:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T16:48:49Z; created: 2010-09-02T16:48:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-09-02T16:48:49Z; pdf:charsPerPage: 1261; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T16:48:49Z | Conteúdo => SI-TEDI Fl. 911 i --•"•;;"\:::. MINISTÉRIO DA FAZENDA ':'fg9i Já g' CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS _S‘trv, PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10805,000378/2006-03 Recurso n" 340,506 Voluntário Acórdão n" 1801-00.200 — 1" Turma Especial Sessão de 06 de abril de 2010 Matéria SIMPLES Recorrente CLÍNICA INFANTIL DR. OSÉAS DE CASTRO NEVES LTDA. Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 2007 OPÇÃO. ATIVIDADE PERMITIDA, Permitida a opção pelo Simples pela pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à atividade de creche e pré- escola, Recurso Voluntário Provido, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente .... julgado, . ,..P.' ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente CARMEN FERREIRA SARAIVA - Relatora , EDITADO EM: 12 AGO 2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pallastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Diniz Raposo e Silva, André Almeida Blanco e Ana de Barros Fernandes. i Relatório A Recorrente formalizou o Pedido de Inclusão Retroativa no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples, fls. 01/02, a partir de 01/01/2006, ao argumento de que, apesar do nome empresarial, se dedica à prestação de serviços de educação infantil pré-escolar tão- somente. Esclarece que procedeu regularmente à opção no prazo legal, eu seja, 31/01/2006, oportunidade em que a opção foi indeferida pelos seguintes fundamentos: "data da opção não permitida pela legislação do Simples" e "opção pelo Simples vedada:- CNAE-Fiscal está desatualizado", fls. 03/04. Em conformidade com o Despacho Decisório, fl. 25, as informações relativas à opção pelo Simples foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que a Recorrente demonstrou sua intenção inequívoca de optar pelo Simples, em conformidade com os pagamentos efetuados mensais por intermédio do Darf- Simples, fl. 24 (Ato Declaratório Interpretativo SRF if 16, de 02 de outubro de 2002). Entretanto, a Recorrente se dedica à prestação de serviços médicos e manutenção de berçário e por esta razão não pode optar pelo Simples, conforme seu Contrato Social, fls. 07/27 (inciso XII do art. 9' da Lei n°9.317, de 5 de dezembro de 1996). Cientificada em 03/04/2006, fL 27, ela apresentou a manifestação de inconformidade em 26/04/2006, fls. 29/31. Esclarece que formalizou seu pedido de opção oportunamente. Argumenta em síntese que tem direito ao deferimento de sua opção pelo Simples, uma vez que se dedica à atividade de pré-escola e que nunca prestou serviços profissionais médicos. Suscita que as informações constantes no Contrato Social, embora alterado em 24/01/2006, por si sós, não podem ser consideradas para fins de indeferimento do seu pleito. Está registrado COMO resultado do Acórdão da I" TURMA/DM/CAMPINAS/SP n° 05-17.734, de 01/07/2007, fls. 52/53: "Solicitação Indeferida", Com fundamento no inciso XIII do art. 9' da Lei 9.317, de 1996, no Contrato Social e na falta de produção de provas, restou esclarecido que a pessoa jurídica que presta serviços profissionais de médico não pode optar pelo Simples. Notificada em 27/06/2007, fl. 56, a Recorrente apresentou o recurso voluntário, fls. 57/64, em 10/07/2007, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera os argumentos apresentados junto à primeira instância de julgamento. Com o objetivo de fundamentar seus argumentos, interpreta a legislação que rege a questão litigiosa e cita jurisprudência administrativa. Em face do exposto requer o deferimento de sua solicitação. É o Relatório. 2 Processo n" 10805 000378/2006-03 S1-TE01 Acórdão n " 1801-00100 Fl. 912 Voto Conselheira CARMEN FERREIRA SARAIVA O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento, A Recorrente discorda do procedimento de oficio. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte relativo aos impostos e às contribuições estabelecido em cumprimento ao que determina o disposto no art. 179 da Constituição Federal de 1988 pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas,. A Lei IV 9317, de 5 de dezembro de 1996, determina: Art. 92 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica; XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; O referido diploma legal impede a opção pelo Simples por parte das pessoas jurídicas: • - que prestem os serviços profissionais expressamente listados; - que prestem os serviços profissionais assemelhados àqueles expressamente listados; - que prestem serviços profissionais não expressamente listados, cujo exercício dependa de habilitação legalmente exigida. A norma de regência adota a interpretação analógica que abrange casos semelhantes por ela regulados e não a analogia, que é uma forma de integração de normas para suprir lacunas. Por seu turno, a Resolução IV L627, de 2001 do Conselho Federal de Medicina - CFM, instituído pela Lei if 3,268, de 30 de setembro de 1957, prevê: 3 Artigo I" - Definir o ato profissional de médico como todo procedimento técnico-profissional praticado por médico legalmente habilitado e dirigido para. 1 - a promoção da saúde e prevenção da ocorrência de enfermidades ou profilaxia (prevenção primária); II - a prevenção da evolução das enfermidades ou execução de procedimentos diagnósticos ou terapêuticos (prevenção secundária); III- a prevenção da invalidez ou reabilitação dos enfermos (prevenção terriár ia). § I" - As atividades de prevenção secundária, bem como as atividades de prevenção primária e terciária que envolvam procedimentos diagnósticos de enfermidades ou impliquem em indicação terapêutica (prevenção secundária), são atos privativos do profissional médico 2" - As atividades de prevenção primária e terciária que não impliquem na execução de procedimentos diagnósticos e terapêuticos podem ser atos profissionais compartilhados com outros profissionais da área da saúde, dentro dos limites impostos pela legislação pertinente O indeferimento da opção da Recorrente pelo Simples com efeito desde 01/01/2006 fundamentada na prestação de serviço profissional de médico, pressupõe a obtenção de receita proveniente da atividade vedada, qualquer que seja a sua proporção em relação à totalidade auferida pela pessoa jurídica. Por seu turno, a Lei 10.034, de 24 de outubro de 2000, determina: Ai t. 1° Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art 9" da Lei n" 9 317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às seguintes atividades- Redação dada pela Lei n" 10.684, de 30 5 2003) 1— creches e pré-escolas, (Redação dada pela Lei n°10684, de 30 5.2003) É permitida a opção pelo Simples pela pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à atividade de creche e pré-escola. Em conformidade com o Contrato Social, alterado em 24/01/2006, fls., 36/59, a Recorrente tem como objeto: [...1 prestação de serviço educacional — pré-escola, explorando as atividades de creche, jardim da infância, complementação escolar ., bem como, atividades afins, conexas e correlatas O processo está instruído com as Notas Fiscais de Prestação de Serviços, fls. 69/813, emitidas no período de 11/01/2006 a 23/12/2006, em cuja descrição consta: "matrícula [..1 mensalidade I...," alimentação", Assim, analisando o conjunto probatório produzido nos autos se verifica que a Requerente se dedica à atividade de creche e pré-escola. Por conseguinte, não restou evidenciada, de forma inequívoca, que a Recorrente presta serviço profissional de médico. O(' 4 Processo IV I 0805.000.378/2006-03 Acórdão n 1801-00.200 F I 913 Em face do exposto voto dar provimento ao recurso voluntário.. CARMEN FERREIRA SARAIVA - Relatora 5
score : 1.0
Numero do processo: 10845.000709/93-45
Data da sessão: Mon Aug 14 00:00:00 UTC 2000
Ementa: REDUÇÃO "EX", Transmissão automática Allison, Modelo
Automático Mt 643. Comprovado que o bem importado enquadra-se
nas especificações do "EX" criado pela Portaria MEEP n° 162/91.
RECURSO PROVIDO
Numero da decisão: CSRF/03-03.126
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Henrique Prado Megda.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200008
ementa_s : REDUÇÃO "EX", Transmissão automática Allison, Modelo Automático Mt 643. Comprovado que o bem importado enquadra-se nas especificações do "EX" criado pela Portaria MEEP n° 162/91. RECURSO PROVIDO
numero_processo_s : 10845.000709/93-45
conteudo_id_s : 5795716
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 12 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : CSRF/03-03.126
nome_arquivo_s : Decisao_108450007099345.pdf
nome_relator_s : MOACYR ELOY DE MEDEIROS
nome_arquivo_pdf_s : 108450007099345_5795716.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Henrique Prado Megda.
dt_sessao_tdt : Mon Aug 14 00:00:00 UTC 2000
id : 6997214
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781915406336
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T14:40:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T14:40:11Z; Last-Modified: 2009-07-08T14:40:12Z; dcterms:modified: 2009-07-08T14:40:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T14:40:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T14:40:12Z; meta:save-date: 2009-07-08T14:40:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T14:40:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T14:40:11Z; created: 2009-07-08T14:40:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-07-08T14:40:11Z; pdf:charsPerPage: 1186; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T14:40:11Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845.000709/93-45 RECURSO N° : RD/302-0.370 MATÉRIA : CLASSIFICAÇÃO RECORRENTE : GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA RECORRIDA : 2° CÂMARA DO 3° CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA FAZENDA NACIONAL SESSÃO DE : 14 DE AGOSTO DE 2000 ACÓRDÃO N° . CSRF/03-03.126 MATÉRIA : CLASSIFICAÇÃO REDUÇÃO "EX", Transmissão automática Allison, Modelo Automático Mt 643. Comprovado que o bem importado enquadra-se nas especificações do "EX" criado pela Portaria MEEI' n° 162/91. RECURSO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Henrique Prado Megda. ON ' E1!# ODRIGUES Presidente , „,- MOACYR ELOY DE MEDEIROS 'IteStur Formalizado em: O e) OUT 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES, JOÃO HOLANDA COSTA e NILTON LUIZ BARTOLL rpss/1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845000709/93-45 ACÓRDÃO Ne : CSRF/03-03.126 RECORREN'1E GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA RECORRIDA : 2' CÂMARA DO 3° CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO Recorre a empresa em tela da Decisão contida no Acordão 302.33.340, assim ementado: Redução "EX" criada pela Portaria MEFP n° 162/91. A mercadoria transmissão automática Allison MT 643 para uso em ônibus e caminhões, na forma e à época em que foi importada, não se enquadra no destaque "EX" criado pela Portaria MEFP n" 162191, vez que seu torque de entrada máximo é de 867 Nm, e não de 1322 ou 2135 Nm., conforme especificado na citada Portaria. Incabíveis as multas capituladas no art. 4P, da Lei n° 8.218/91 e no art. 36431, do RIPI. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO Em sua defesa, a recorrente argumenta, em síntese: 1— DO DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL Inconformada, a contribuinte recorre para a Instância Especial, pleiteando a reforma da referida decisão, por divergir das proferidas, à unanimidade, em casos de idêntica natureza, pela C. P Câmara do mesmo Conselho, através dos Acórdãos n's 301-27.906 e 301- 27.909, prolatados em sessão de 22/11/95, e cujas cópias autenticadas são agora anexadas ao presente, como prova do dissídio, pela razão já indicada na petição que encaminha este recurso. — DOS FATOS O v. Acórdão recorrido está assim ementado: "Redução "EX" criada pela Portaria MEFP N° 162/91. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845.000709/93-45 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03.126 - A mercadoria transmissão automática Allison MT643 para uso em ônibus e caminhões, na forma e à época em que foi importada, não se enquadra no destaque "EX" criado pela rodaria MEFP e 162/91, vez que seu torque de entrada máximo é de 867 Nm. e não de 1322 ou 2135 Nm. conforme especificado na citada Portaria. - Incabíveis as multas capituladas no art. 4 0, da Lei n° 8.218/91 e no art 364,14 do RIPI. - Recurso Parcialmente Provido." A Recorrente promoveu a importação de transmissões automáticas Aliison, modelo MT 643, amparada pela redução de aliquota do Imposto de Importação determinada pela Portaria n° 162/91, do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, face a inexistência de produto similar nacional e também ao elevado nível tarifário do produto. Referida Portaria, em seu art. 1°, reduziu para 0% (zero por cento), a aliquota sobre as transmissões em questão, enquadrando-as no destaque "EX", criado no subitem tarifário TAB/SH 8708.40.0000, aplicável aos produtos com "torques de entrada (máximo) de 1322 e 2135 Nrn.-. Quando do desembaraço das mercadorias, o Sr. Agente Fiscal responsável pelo procedimento de conferência, não tendo detectado qualquer irregularidade, apôs o carimbo de "CONFERIDO", haja vista que, as transmissões importadas estavam dentro das especificações necessárias para o gozo da redução prevista na Portaria n° 162/91. Contudo, transcorridos treze meses do desembaraço das mercadorias, em expediente de revisão, o Sr. Agente Fiscal autuante, utilizando-se de um simples folheto promocional, discordou do enquadramento dado às transmissões, no âmbito da Portaria n° 162/91, optando por lavrar o Auto de Infração, que originou o presente processo administrativo fiscal. ifi - DO DIREITO No que tange ao motivo pelo qual foi lavrado o combatido auto de infração, qual seja, o não enquadramento das transmissões importadas ao ato administrativo que concedeu o beneficio "EX", merecem referência os processos de n° 13.862-000348/92-54 e 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845,000709/93-45 ACÓRDÃO- Ne : CSRF/03-03 126 10.845-000712/93-97 da Recorrente, a respeito de matéria idêntica, julgados pela C. P Câmara do Teceiro Conselho de Contribuintes. Nestes processos, foi reconhecido o beneficio "EX", com aliquota reduzida para 0% (zero por cento) na importação das transmissões Allison MT-647, exatamente os mesmos produtos que constituem objeto do presente feito. Os Acórdãos trazidos à colação, ao reverso da decisão ora recorrida, julgaram procedente a tese argüida pela Recorrente no sentido de que as transmissões importadas MT-643 se beneficiam da autorgada redução, posto que, o seu limite máximo de torque de entrada, que é de 1058 Nm. encontra-se inserido no campo de abrangência da série MT, cuja variação vai de G a 1322 Nm. e de G a 2135 para a série Para confirmar essa tese, vale citar o acórdão n° 301.27.906, prolatado no processo ne 13.862.000348/92-54 pela C. ia Câmara, cuja ementa reproduzimos abaixo: "Importação — Transmissão automática ALLISON, modelos MT 643 e MT 647, tem sua efetiva classificação no ex TAB/SH 8708.40.0000 da Portaria 162/91. Recurso Provido." Contribuiu para a decisão no Acórdão supramencionado, a referência feita no relatório, sobre o parecer formulado pelo Departamento Técnico de Tarifas, cujo trecho esclarecedor da questão é o seguinte, "É o que se verifica da resposta do referido Departamento ao quesito 4 formulado pela 2' Câmara e que transcrevemos: 4— Pelo texto do "EX" acima descrito, ocorreram dúvidas entre as especificações da empresa e o constante das portarias mencionadas. Pergunta-se: o texto engloba, também os torques de entrada inferiores a 1322 e 2135 Nm, isto é, entre O e 1322 para a série MT e entre O e 2135 para a série HT em que são fabricados diversos e para determinadas aplicações? Sim, o "EX" foi concedido para atender a diversas faixas de linhas de produção de veículos como ônibus, caminhões, veículos militares, equipamentos de perfuração, máquinas agrícolas, 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845.000709/93-45 ACÓRDÃO Ne' : CSRF/03-03.126 rodoviárias e fora de estrada, cujos tipos de transmissões utilizadas não têm produção nacional." A procuradoria da Fazenda Nacional pronuncia-se pela manutenção do Recurso Especial, com as seguintes razões: A empresa General Motors do Brasil Ltda. foi autuada e intimada a recolher o Imposto de Importação mais acréscimos legais e penalidade prevista no art. 4°, inciso I, da Lei n° 8.218/91 e no art. 364, II, do RIPL por não ter sido reconhecida a isenção de tributos pleiteada. O voto vencedor da Egrégia Segunda Câmara decidiu que a "mercadoria de transmissão automática Allison MT 643 para uso em ônibus e caminhões, na forma e à época em que foi importada não se enquadra no destaque "EX" criado pela Portaria MEFP 162/91, vez que seu torque de entrada máximo é de 867 Nm, e não de 1322 ou 2135 Nm, conforme especificado na portaria. Incabíveis as multas capituladas no art. 4°, da Lei n° 8.218/91 e no art. 364, II, do RIPF. Não obstante as alegações do recorrente de que em casos de idêntica natureza a 1' Câmara deste Conselho proferiu, por unanimidade de votos, decisão favorável ao seu pleito, entendemos que por se tratar de benefício fiscal, apenas e tão somente os produtos descritos na norma concessória podem ser favorecidos, em consonância com a disposição expressa do art. 111, do CTN, devendo-se observar que, sob uma mesma classificação fiscal podem residir produtos que discrepem daquele que é objeto do beneficio. É indiscutível que a exigência fixada na legislação para o gozo do beneficio fiscal, Portaria if 162, de 15 de março de 1991, invocado pela recorrente é a de "caixa de marcha com conversor de torque e mudanças de velocidade ascendentes e descendentes totalmente automáticas por controles hidráulicos, com torque de entrada (máximo) de 1322 e 2135 Nm, para utilização em veículos militares, caminhões, ônibus, equipamentos de perfuração e máquina agrícolas, rodoviárias e fora de estrada" A importação, a que se refere o auto de infração, trata de "produto Transmissão Automática Allison Modelo MT 643, com torque líquido de entrada (MAX) de 867 Nm". MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845.000709/93-45 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 126 Portanto, a pretensão do recorrente fere o disposto no art. 111, do CTN, que determina interpretação literal das normas concessivas de beneficio fiscal Tal dispositivo é taxativo, só abrange os casos especificados, sem ampliações. É o relatório. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA si;',15`fo, • CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845 000709/93-45 ACORDÀO-N CSRF/03-03.126 VOTO O cerne do RD é o enquadramento do produto importado, "Transmissão Automática Allison MT 643", no "EX" criado pela Portaria MEFP n° 162/91. A referida Portaria tem a seguinte redação: "8708.40.000 Ex -- Caixa de marcha com conversor de torque e mudanças de velocidade ascendentes e descendentes totalmente automáticas por controles hidráulicos, com torque de entrada (máximo) de 1322 e 2135 NmJGrifei), para utilização em veículos militares, caminhões, ônibus, equipamentos de perfuração e máquinas agrícolas, rodoviárias e fora de estrada". Em ato de Revisão Aduaneira, foi lavrado o Auto de Infração, por ter a fiscalização entendido, baseada em prospectos acostados ao processo de importação, que a mercadoria não se enquadraria no Ex pretendido, por ter um torque líquido de entrada, de 867 Nm. Um laudo do IPT, solicitado pelo requerente, é esclarecedor (fis 1/8): "Cumpre esclarecer ainda que o Iorque de entrada varia desde zero até o torque máximo do motor, dependendo da velocidade de rotação e do torque no eixo de saída, não sendo um número fixo. Outrossim, a transmissão deve ser selecionada com base no torque máximo possível de ser fornecido pelo motor." A decisão recorrida encampa a tese do autuante de que o EX só abrange caixas de marcha que tenham torque de entrada máximo igual ou superior a 425 hp enquanto que a recorrente entende que o EX em causa abrange as caixas de marcha com torque de G a 867 Nm. Esta dúvida, como vimos nos outros processos atrás citados, foi perfeitamente esclarecida em diligência determinada pela C. Segunda Câmara deste Conselho junto ao Departamento Técnico de Tarifas, que cumprindo a diligência respondeu aos quesitos daquela Câmara para esclarecer o alcance do uso da Portaria 162/91, em processo idêntico a este, e cuja resposta foi anexada a este processo. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS <,="4110> TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845.000709/93-45 ACÓRDÃO INI° CSRF/03-03.126 Assim se manifestou o referido Departamento ao quesito n° 4 da Câmara (fls. 149/150): 4 — Pelo texto do "EX" acima descrito, ocorreram dúvidas entre as especificações da empresa e o constante das portarias mencionadas. Pergunta-se: o texto engloba, também, os torques de entrada inferiores a 1322 e 2135 Nm, isto é, entre O e 1322 para a série MT e entre O e 2135 para a série HT em que são fabricados diversos modelos e para determinadas aplicações? Sim, o "EX" foi concedido para atender a diversas faixas de linhas de produção de veículos como ônibus, caminhões, veículos militares, equipamentos de perfuração, máquinas agrícolas, rodoviárias e fora de estrada, cujos tipos de transmissão utilizadas não tem produção nacional. Dessa forma, entendemos que para o "EX" alcançar o seu objetivo, deve abranger as faixas de transmissão cujos limites máximos de capacidade se situem, respectivamente, por família, em 1322 Nm e 2135 Nm. Tal entendimento está embasado nas seguintes considerações: — que as importações efetivadas se enquadram no objetivo primordial da redução temporária de alíquotas do II através da concessão de "EXs" tarifários, qual seja, privilegiar a importação de bens sem produção nacional e que resultem, por consequência, na desoneração do custo final do produto ou serviço para o consumidor interno ou que vise a viabilização de exportações em condições de concorrência internacional de preços; — que os produtos objeto do "EX" antes referido, transmissões automáticas, de aplicação restrita em ônibus, caminhões, veículos militares, máquinas agrícolas, rodoviárias e fora de estrada, não têm produção nacional, independente do torque máximo de entrada: — que o "EX" foi concedido atendendo a pleito dos próprios importadores e para atender a produção de diversos veículos ensejando a alicação de transmissões de faixas de torques de entrada diferenciados, que tem por limites máximos 1322 Nm os modelos da série "MT" e 2135 os modelos da série "HT". 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10845.000709/93-45 ACÓRDÃO N° : CSRF/03-03.126 Isto posto, entendo estar o produto importado abrangido pelo "EX", razão por que dou Provimento ao Recurso de Divergência. Sala das Sessões, 14 de agosto de 2000 -- MOACYR ELOY DE MEDEIROS - Relator 9 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11634.000298/2006-11
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: ANO-CALENDÁRIO: 2001, 2002, 2003 e 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. VINCULAÇÃO
ÀS HIPÓTESES DO ARTIGO 59 DO DECRETO N° 70.235/72. NÃO
OCORRÊNCIA.
As hipóteses de decretação de nulidade no âmbito do processo administrativo fiscal estão reservadas aos casos descritos no artigo 59 do Decreto n° 70.235/75, consistentes em preterição do direito de defesa ou lavratura por agente incompetente.
DECADÊNCIA. COMPROVADO INTUITO DE FRAUDE. CONTAGEM DO PRAZO NOS TERMOS DO ARTIGO 173 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL.
Comprovado nos autos o evidente intuito de fraude o cômputo da decadência dá-se a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.
IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS. PRESUNÇÃO LEGAL DE OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO FOI COMPROVADA. OCORRÊNCIA. ARTIGO 42 DA LEI N° 9.430/96.
É presumida, por força do disposto no artigo 42 da Lei n° 9.430/96, a receita decorrente de depósito bancário cuja origem, apesar de intimado, o contribuinte não comprova.
Numero da decisão: 1802-000.368
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro arbitrado
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201003
ementa_s : ANO-CALENDÁRIO: 2001, 2002, 2003 e 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. VINCULAÇÃO ÀS HIPÓTESES DO ARTIGO 59 DO DECRETO N° 70.235/72. NÃO OCORRÊNCIA. As hipóteses de decretação de nulidade no âmbito do processo administrativo fiscal estão reservadas aos casos descritos no artigo 59 do Decreto n° 70.235/75, consistentes em preterição do direito de defesa ou lavratura por agente incompetente. DECADÊNCIA. COMPROVADO INTUITO DE FRAUDE. CONTAGEM DO PRAZO NOS TERMOS DO ARTIGO 173 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Comprovado nos autos o evidente intuito de fraude o cômputo da decadência dá-se a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS. PRESUNÇÃO LEGAL DE OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO FOI COMPROVADA. OCORRÊNCIA. ARTIGO 42 DA LEI N° 9.430/96. É presumida, por força do disposto no artigo 42 da Lei n° 9.430/96, a receita decorrente de depósito bancário cuja origem, apesar de intimado, o contribuinte não comprova.
numero_processo_s : 11634.000298/2006-11
conteudo_id_s : 5640120
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 10 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.368
nome_arquivo_s : Decisao_11634000298200611.pdf
nome_relator_s : Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior
nome_arquivo_pdf_s : 11634000298200611_5640120.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
id : 6506580
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781955252224
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-07-13T13:35:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-07-13T13:35:54Z; Last-Modified: 2010-07-13T13:35:54Z; dcterms:modified: 2010-07-13T13:35:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:753cfd2e-cb6d-4965-9444-16546a00cff0; Last-Save-Date: 2010-07-13T13:35:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-07-13T13:35:54Z; meta:save-date: 2010-07-13T13:35:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-07-13T13:35:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-07-13T13:35:54Z; created: 2010-07-13T13:35:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-07-13T13:35:54Z; pdf:charsPerPage: 1385; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-07-13T13:35:54Z | Conteúdo => S1-TE02 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA " CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11634.000298/2006-11 Recurso n° 159.493 Voluntário Acórdão n° 1802-00-368 — 2 Turma Especial Sessão de 11 de março de 2010 Matéria IRPJ. Recorrente V A Comércio Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Confecções Ltda. Recorrida 2' Turma/DRJ - Curitiba/PR. ANO-CALENDÁRIO: 2001, 2002, 2003 e 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. VINCULAÇÃO ÀS HIPÓTESES DO ARTIGO 59 DO DECRETO N° 70.235/72. NÃO OCORRÊNCIA. As hipóteses de decretação de nulidade no âmbito do processo administrativo fiscal estão reservadas aos casos descritos no artigo 59 do Decreto n° 70.235/75, consistentes em preterição do direito de defesa ou lavratura por agente incompetente. DECADÊNCIA. COMPROVADO INTUITO DE FRAUDE. CONTAGEM DO PRAZO NOS TERMOS DO ARTIGO 173 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Comprovado nos autos o evidente intuito de fraude o cômputo da decadência dá-se a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS. PRESUNÇÃO LEGAL DE OMISSA() DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO FOI COMPROVADA. OCORRÊNCIA. ARTIGO 42 DA LEI N° 9.430/96. É presumida, por força do disposto no artigo 42 da Lei n° 9.430/96, a receita decorrente de depósito bancário cuja origem, apesar de intimado, o contribuinte não comprova. Processo n° 11634.000298/2006-11 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00-368 Fl. 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. ESTER MARQUES b, S DE S 9.~ • - idente EDWAL CASONI Jik E P _ - • AN 11) S JUNIOR — Relator a EDITADO EM: 2 5 PiAl 2010 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ester Marques Lins de Sousa (Presidente de Turma), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Sergio Luiz Bezerra Presta (Suplente Convocado), Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, João Francisco Bianco (Vice Presidente de Turma). Ausente justificadamente o conselheiro Leonardo Lobo de Almeida. 2 Processo n° 11634.000298/2006-11 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00-368 Fl. 3 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário apresentado pela recorrente acima qualificada por meio do qual pretende ver reformada decisão proferida pela 2 Turma da DRJ de Curitiba/PR. Contra a recorrente foram lavrados autos de infração atinente ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e seus correspondentes reflexos (fls. 543 — 584). Sinteticamente, a autuação é decorrente da constatação de depósitos bancários não contabilizados, atraindo assim, presunção legal de omissão de receitas. Referido lançamento, deu-se com base no Lucro Presumido nos anos calendário 2000 e 2001 e Lucro Arbitrado nos anos calendário 2002 e 2003, e como dito refere-se à omissão de receias caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, consoante descrito no Termo de Verificação e Encerramento de Ação Fiscal (fls. 523 — 533), cuja descrição dos fatos sucedidos foi minudente e esclarecedora, pois fez-se um cotejo da atividade fiscalizatória que abaixo se sintetiza. Informa-nos a Fiscalização, que nutrindo por finalidade cientificar a recorrente, compareceu ao endereço da empresa, todavia, não foi possível notificá-la conforme relatado no Termo de Constatação Fiscal de folhas 06 a 09, constatando-se que o endereço indicado aparentava ser uma residência. Diante disso afixou-se o competente edital (fls. 10), considerando intimada a recorrente, posteriormente, foram de igual forma afixados os editais de ciência de continuidade do procedimento fiscal (fls. 11 — 13). Na sequencia dos trabalhos, foram intimados os sócios da recorrente, senhores Manoel Soares Pereira e Paulo Sergio do Couto, para os fins de prestarem esclarecimentos, a dita intimação, contudo, restou infrutífera porquanto os tais sócios não foram loca1izados-(fls:l.4=-24). Ainda em continuidade dos trabalhos, intimou-se o contador da empresa, senhor Osvaldo Mendes de Morais, para de igual forma prestar os esclarecimentos (fls. 25 a 27), que compareceu à Fiscalização e prestou seus esclarecimentos consubstanciados no documento de folhas 30 a 32. Tendo em vista a não apresentação, por parte da recorrente, da documentação solicitada, elaborou-se Solicitação de Emissão de Requisição de informação sobre Movimentação Financeira, conforme documentos de folhas 33 a 35, encaminhadas na mesma data às entidades bancárias (fls. 36 — 54), que em atendimento encaminharam os documentos de folhas 55 a242. Em vista do que foi extraído no depoimento do contador e das informações bancárias, os senhores Edson Magri e Nelson Magri Júnior foram considerados sócios de fato e solidários da recorrente, sendo, portanto, cientificados conforme documentos de folhas 243 a 249. .4041111‘k 3 Processo n° 11634.000298/2006-11 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00-368 Fl. 4 Na sequência a recorrente foi intimada a comprovar, por meio de documentação hábil e idônea, a origem dos recursos depositados/creditados nas contas correntes bancárias movimentadas nos anos calendário 2000 a 2003 (fls. 326 — 328), igual expediente foi encaminhado aos sócios solidários (fls. 288 — 324). Sobreditas solicitações não foram atendidas, nem pela recorrente, nem por seus sócios solidários, havendo em razão disso, sucessivas reintimações (fls. 326 — 334), as quais a recorrente e os sócios também não responderam. Emitiu-se novas RMF (fls. 335 — 336), encaminhadas às entidades bancárias (fls. 337 — 356), que em atendimento encaminharam os documentos de folhas 357 a 360, novamente os sócios solidários foram intimados a comprovar a origem dos depósitos bancários (fls. 361 — 367), e a empresa também o foi, os sócios se recusaram a receber as intimações e a recorrente não apresentou resposta. Após esse panorama, o termo de fiscalização traça um cotejo dos depósitos que foram considerados como omissão de receitas consoante disposição do artigo 42 da Lei n° 9.430/96, sendo decorrente daí o lançamento. A recorrente apresentou a tempestiva Impugnação de folhas 598 a 617, refutando as notificações por edital, que no seu entender não atenderiam aos critérios legais, e que os fatos geradores ocorridos nos anos calendário 2000 e 2001 já estariam abrangidos pela caducidade, e os lançamentos referentes aos demais períodos (2002 e 2003) estariam maculados pela nulidade, porquanto o procedimento fiscalizatório se realizou intramuros e as intimações se deram por edital. Refutou ainda, a solidarização dos sócios de fato, aduzindo que Paulo Sergio do Couto prestou declaração na sede da Policia Federal em Londrina/PR afirmando que os sócios solidarizados (Edson Hermes Magri e Nelson Magri Junior) são os proprietários anteriores da recorrente e não possuiriam nenhuma influência sobre a empresa, e que o então proprietário (Paulo Sérgio Couto) por não ter calculado os ônus de ser empresário sempre buscou ajuda com os proprietários anteriores (solidarizados). Na sequência de seus argumentos, ainda no mister de afastar a solidarização dos considerados sócios de fato, relatou as alterações contratuais minudentemente, para informar que na Décima Primeira Alteração, ocorrida em 07/06/2000 saíram Edson Hermes Magri e Nelson Magri Junior e entraram Paulo Sérgio do Couto e Manoel Soares Pereira. Por tais razões, afirmou-se que a solidariedade intentada pela Fiscalização seria absurda devendo ser de pronto afastada. Afirmou-se ainda, que no caso concreto teria havido quebra do sigilo bancário sem a correspondente autorização judicial, pois foi da documentação fornecida pelas entidades bancárias que a Fiscalização extraiu que os sócios solidarizados (Edson Hermes Magri e Nelson Magri Junior) eram os verdadeiros responsáveis pela movimentação financeira da recorrente possuindo, inclusive, procuração perante as instituições financeiras. No mais, alegou que o então sócio Sérgio Ferreira assumiu a responsabilidade pelos débitos da recorrente, tanto que parcelou os débitos que considerou devidos, conforme processo administrativo n° 13906.000347/2004-32, requerendo a imputação Processo n°.11634.000298/2006-11 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00-368 Fl. 5 dos valores parcelados. Insurgiu-se contra o patamar da multa aplicada (150%) e questionou a utilização da Taxa Selic. O lançamento foi julgado procedente pela 2 a Turma da DRJ de Curitiba/PR (fls. 698 — 728), afastando a nulidade apontada, por não verificar uma das hipóteses previstas no artigo 59 do Decreto n° 70.235/72, afirmando-se que caracterizam omissão de receitas a manutenção de depósitos, que regularmente intimada para fazê-lo, a contribuinte não comprova a origem por meio de documentação hábil e idônea. No mais, reputou-se correta a responsabilização dos sócios de fato tendo em vista a vasta documentação carreada aos autos, permitindo que a douta Turma entendesse que• estes tiveram interesse comum na situação que constituiu o fato gerador da obrigação principal, ficando sobejamente demonstrado que os responsabilizados detinham a administração plena da recorrente. Deslocou-se, ante a ocorrência de dolo, fraude e simulação, o cômputo da contagem do prazo decadencial para os termos do artigo 173 do Código Tributário Nacional, pelo que o termo a quo seria o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, não se verificando na contagem o decaimento. Manteve-se o patamar dos juros de mora e a incidência da Taxa Selic aplicando-se o entendimento aos lançamentos reflexos. Cientificada (fl. 737) a contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 739 — 777), insistindo nos vícios advindos das intimações por edital e nas demais alegações já relatadas. É o relatório. Processo n° 11634.000298/2006-11 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00-368 Fl. 6 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual, conheço-o. De início, convém analisar na ordem das invocações trazidas pela recorrente em seu recurso voluntário, as supostas nulidades advindas das intimações e notificações efetivadas mediante a afixação de edital. Nesse ponto em particular tem razão a decisão recorrida ao afirmar que os trabalhos fiscais não padecem de qualquer vício capaz de acarretar a nulidade do lançamento. De fato, bastaria que se ponderasse a completa ausência de prejuízo à recorrente no caso concreto. Assim o é porquanto mesmo que estivéssemos diante de uma situação em que as intimações por edital não houvessem atendido aos critérios, isso por si só não foi capaz de obstar o exercício do contraditório e da ampla defesa por parte do contribuinte recorrente. De se levar em conta, que a recorrente apresentou tempestiva Impugnação, sendo aquela oportunidade hábil para se juntar tantos documentos quantos entendesse necessários, a par disso, como suas razões não foram procedentes a discussão se elevou a esse colegiado administrativo, sede na qual a recorrente também pôde produzir seus arrazoados e acostar os documentos que julgasse capazes de afastar a presunção legal de omissão de receitas oriunda de depósitos bancários cuja origem não foi comprovada. Portanto, tendo em conta que não se apresentam no caso concreto as hipóteses permissivas de decretação de nulidade, estampadas nos incisos I e II do artigo 59 do Decreto n° 70.235/75, bem como não se depreende qualquer prejuízo à contribuinte, mesmo que se cogite que à Fiscalização cumpria perquirir os diversos endereços dos sócios, constantes de suas faturas de energia elétrica ou coisa que o valha, como afirma a recorrente, ainda se esbarraria na total ausência de prejuízo, obstáculo intransponível, ao meu sentir, da decretação de nulidade. Reafirma-se, ainda que sob o risco de parecer repetitivo, que a despeito das intimações editalíceas a recorrente inaugurou tempestivamente o contencioso administrativo e tempestivo também foi o Recurso Voluntário que ora se aprecia. Nessa contextura de total ausência de prejuízo, afasto as preliminares de nulidade supostamente decorrentes das intimações por edital, conforme estatui o artigo 60 do aludido Decreto n° 70.255/72. Quanto à preliminar de nulidade invocada pela contribuinte em seu Recurso Voluntário no tópico 1.3, na qual assevera ser nula a decisão recorrida por haver preterido seu direito de defesa ao não se manifestar a contento acerca do parcelamento requerido no processo administrativo n° 13906.000347/2004-32 que segundo a recorrente versaria sobre débitos coincidentes aos aqui exigidos. Processo n° 11634.000298/2006-11 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00-368 Fl. 7 De igual forma, não prospera a indigitada preliminar. Com efeito, contrariamente ao afirmado pela recorrente, a decisão sob ataque manifestou-se acerca do parcelamento em questão, e o fez para consignar que fora protocolado em 29/10/2004 (fl. 514), momento em que o contribuinte já não mais dispunha de espontaneidade, consoante inteligência do artigo 7°, I e § 1° do Decreto n° 70.235/72, visto que o procedimento fiscalizatório resultante do presente auto de infração já se havia iniciado (fl. 06 e 10). Ou seja, a alegação do recorrente em sede de impugnação não foi olvidada pela Turma Julgadora, ao contrário apreciou-se a questão para os fins de estabelecer que um parcelamento requerido, cujos débitos estejam sob fiscalização não tem o condão de extinguir o crédito tributário, pois sem a espontaneidade o seu montante será, necessariamente, acrescido de juros de mora, multa de oficio e eventuais agravantes. Diante disso, não houve cerceamento do direito de defesa da recorrente, houve sim, decisão contrária ao seu postulado, ora decisão que não acata os argumentos é muito diferente de decisão que não os aprecia, essa enseja sem dúvida a nulidade, enquanto aquela desafia a instância recursal. No caso dos autos, a decisão recorrida emitiu seu juízo de valor acerca do parcelamento requerido, concluindo que pela data do seu requerimento não poderia surtir efeitos extintivos, se esse entendimento é acertado ou não, é matéria reservada ao mérito, no entanto, nenhuma nulidade houve no caso concreto, em razão do que afasto todas as preliminares. Na sequência da apreciação das razões invocadas pela recorrente, apresenta- se oportuna a alegação de extinção parcial do crédito tributário para os anos calendário 2000 e 2001. Nesse ponto o caso enfrentado merece ser detidamente analisado, pois estando-se diante de lançamento de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, tenho entendido com os remansosos precedentes dessa Corte Administrativa que o prazo decadencial para que o Fisco-afira_ a regularidade do procedimento empreendido pelo sujeito passivo, é de cinco anos, contados nos termos do § 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional, ou seja, contados a partir da ocorrência do fato gerador. • Com o cômputo do prazo decadencial, fluindo do modo como exposto acima, tendo em vista que o auto de infração foi cientificado à recorrente em outubro de 2006, de fato ter-se-ia o decaimento do direito de o Fisco constituir o crédito tributário, via lançamento de oficio, no ano calendário 2000. Todavia, como se consignou na decisão recorrida o próprio § 4° do artigo 150 excepciona a fluência da decadência a partir da ocorrência do fato gerador, deslocando-a para a regra geral do artigo 173 (primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado) quando se tratar da ocorrência de dolo, fraude ou simulação, observe-se, litteris: Artigo 150. Caput omissis. (.) § 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse Processo n° 11634.000298/2006-11 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00-368 Fl. 8 prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (meus os grifos e as supressões) Ao iniciar a tratativa da decadência no caso concreto, chamei a atenção para a parcimônia com que se deveria analisar os fatos, pois a constatação a que se chega, após cotejar os trabalhos de fiscalização é que houve inarredável comprovação da ocorrência de dolo, fraude e simulação. Dessa constatação, aliás, depreende-se também fundamento para manutenção dos considerados sócios de fato e solidários, haja vista que ficou sobejamente demonstrado no Termo de Verificação Fiscal (fls. 523 — 533) e no minudente cotejo traçado pela decisão recorrida, bem como nos documentos fornecidos pelas entidades bancárias, que houve simulação no caso concreto. A formal saída dos sócios de fato do contrato social da recorrente, citada no recurso como capaz de afastar a solidarização, diante da documentação carreada aos autos produz efeito diametralmente oposto, pois comprava a simulação de uma situação na qual apesar de não mais figurarem como sócios da recorrente mantiveram o controle das contas bancárias, pagaram os honorários do contador (como confessou o próprio profissional) entre outros tantos expedientes que permitem concluir que se valeram de um artificio, ardil, diga-se de passagem, para se omitirem das responsabilidades decorrentes, com isso, entre tantas outras coisas, o cômputo do prazo decadencial deve dar-se consoante o artigo 173, I, do Código Tributário Nacional, o que por simples cálculo permite a conclusão de que o lançamento não padece do vicio da caducidade. Quanto ao mérito, parece-nos que as questões preliminares foram enfrentadas e o feito acha-se saneado, observa-se que o recorrente não refuta a existência dos depósitos bancários, nem poderia fazê-lo, pois os extratos fornecidos pelas entidades bancárias são induvidosos. Curiosamente, a recorrente também não comprova a origem dos tais depósitos, razão pela qual incide o comando do artigo 42 da Lei n° 9.430/96, que reputa presumivelmente omitida a receita lastreada em depósito cuja origem não se comprovar, observe-se: Artigo 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Ora, a forma da recorrente desabonar o lançamento seria provar a origem dos recursos, mas não o fez, sendo procedente o lançamento. Quanto à aplicação da Taxa Selic, a matéria é objeto da Súmula n° 04 desse Conselho, razão pela qual, prescindi-se de maior esforço para deslindar essa questão, sendo oportuno transcrever o teor da indigitada súmula: Súmula CARFn° 4: A partir de 1° de abril de 1995, os juros morató rios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de . Processo n° 11634.000298/2006-11 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00-368 Fl. 9 inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Por essas razões conheço do Recurso Voluntário, para os fins de negar-lhe provimento, mantendo a decisão recorrida e, por conseguinte, o lançamento efetuado. Sala das Sessõe. em 11 de março de 2010. ) Edwal Caso i e- 9 .1 a • ernandes Junior ___n ------- 9
score : 1.0
Numero do processo: 13676.000061/00-12
Data da sessão: Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1991
FINSOCIAL. COMPENSAÇÃO. ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DO CRÉDITO DEFINIDO POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO.
A fixação de percentual relativo aos juros moratórios, após a edição da Lei 9.250/95, em decisão que transitou em julgado, impede a inclusão da Taxa SELIC em fase de liquidação de sentença, sob pena de violação ao instituto da coisa julgada.
MULTA MORATÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Tendo a lei ulterior reduzido a multa moratória que compõe débito que se pretende compensar, em pedido de compensação pendente de decisão administrativa, aplica-se a retroatividade de que trata o art. 106, II, "c", do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3201-000.582
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Daniel Mariz Gudino
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1991 FINSOCIAL. COMPENSAÇÃO. ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DO CRÉDITO DEFINIDO POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. A fixação de percentual relativo aos juros moratórios, após a edição da Lei 9.250/95, em decisão que transitou em julgado, impede a inclusão da Taxa SELIC em fase de liquidação de sentença, sob pena de violação ao instituto da coisa julgada. MULTA MORATÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tendo a lei ulterior reduzido a multa moratória que compõe débito que se pretende compensar, em pedido de compensação pendente de decisão administrativa, aplica-se a retroatividade de que trata o art. 106, II, "c", do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido em Parte.
numero_processo_s : 13676.000061/00-12
conteudo_id_s : 6103912
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 06 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-000.582
nome_arquivo_s : Decisao_136760000610012.pdf
nome_relator_s : Daniel Mariz Gudino
nome_arquivo_pdf_s : 136760000610012_6103912.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
id : 8008463
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-29T13:32:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 320100582_136760000610012_201010; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: 14675722172; dcterms:created: 2019-10-29T13:32:58Z; Last-Modified: 2019-10-29T13:32:58Z; dcterms:modified: 2019-10-29T13:32:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 320100582_136760000610012_201010; xmpMM:DocumentID: uuid:3011f428-fcac-11e9-0000-0044534803e9; Last-Save-Date: 2019-10-29T13:32:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2019-10-29T13:32:58Z; meta:save-date: 2019-10-29T13:32:58Z; pdf:encrypted: false; dc:title: 320100582_136760000610012_201010; modified: 2019-10-29T13:32:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: 14675722172; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: 14675722172; meta:author: 14675722172; dc:subject: ; meta:creation-date: 2019-10-29T13:32:58Z; created: 2019-10-29T13:32:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-10-29T13:32:58Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: 14675722172; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2019-10-29T13:32:58Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714076781960495104
score : 1.0
Numero do processo: 13433.000240/2005-89
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DECISÃO PROFERIDA POR TURMA DA DRJ. LEGITIMIDADE São legítimas as decisões proferidas pelas Turmas das DRJs, quando observadas a distribuição de competência territorial e por matéria, nos termos
da Portaria RFB n.o 10.238/2007, não prevalecendo alegação de vício formal, por não ter sido proferida pela pessoa do Delegado da Receita Federal.
INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA, POR FALTA DE INTIMAÇÃO, QUANDO COMPROVADO VIA POSTAL, QUE A MESMA FOI ENVIADA E RECEBIDA.
Além de devidamente comprovada, por via postal, do envio pelo fisco e recebimento pelo contribuinte, que por profissional habilitado comparece no processo e apresenta a peça recursal, não há que se alegar nulidade por cerceamento ao direito de defesa.
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO.
São tributáveis os valores correspondentes ao acréscimo do patrimônio da pessoa física, quando esse acréscimo não for justificado por rendimentos oferecidos à tributação, rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-002.290
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em
AFASTAR as preliminares e, no mérito, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Atilio Pitarelli (relator) e Rubens Mauricio Carvalho que davam provimento no mérito. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Núbia Matos Moura.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DECISÃO PROFERIDA POR TURMA DA DRJ. LEGITIMIDADE São legítimas as decisões proferidas pelas Turmas das DRJs, quando observadas a distribuição de competência territorial e por matéria, nos termos da Portaria RFB n.o 10.238/2007, não prevalecendo alegação de vício formal, por não ter sido proferida pela pessoa do Delegado da Receita Federal. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA, POR FALTA DE INTIMAÇÃO, QUANDO COMPROVADO VIA POSTAL, QUE A MESMA FOI ENVIADA E RECEBIDA. Além de devidamente comprovada, por via postal, do envio pelo fisco e recebimento pelo contribuinte, que por profissional habilitado comparece no processo e apresenta a peça recursal, não há que se alegar nulidade por cerceamento ao direito de defesa. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. São tributáveis os valores correspondentes ao acréscimo do patrimônio da pessoa física, quando esse acréscimo não for justificado por rendimentos oferecidos à tributação, rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte. Recurso Voluntário Negado.
numero_processo_s : 13433.000240/2005-89
conteudo_id_s : 6069949
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-002.290
nome_arquivo_s : 210202290_13433000240200589_201209.pdf
nome_relator_s : GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
nome_arquivo_pdf_s : 13433000240200589_6069949.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em AFASTAR as preliminares e, no mérito, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Atilio Pitarelli (relator) e Rubens Mauricio Carvalho que davam provimento no mérito. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Núbia Matos Moura.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
id : 7934114
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781962592256
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2225; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 494 1 493 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13433.000240/200589 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102002.290 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de setembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente MARIA ALAIR ALVES FREITAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DECISÃO PROFERIDA POR TURMA DA DRJ. LEGITIMIDADE São legítimas as decisões proferidas pelas Turmas das DRJs, quando observadas a distribuição de competência territorial e por matéria, nos termos da Portaria RFB n.o 10.238/2007, não prevalecendo alegação de vício formal, por não ter sido proferida pela pessoa do Delegado da Receita Federal. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA, POR FALTA DE INTIMAÇÃO, QUANDO COMPROVADO VIA POSTAL, QUE A MESMA FOI ENVIADA E RECEBIDA. Além de devidamente comprovada, por via postal, do envio pelo fisco e recebimento pelo contribuinte, que por profissional habilitado comparece no processo e apresenta a peça recursal, não há que se alegar nulidade por cerceamento ao direito de defesa. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. São tributáveis os valores correspondentes ao acréscimo do patrimônio da pessoa física, quando esse acréscimo não for justificado por rendimentos oferecidos à tributação, rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em AFASTAR as preliminares e, no mérito, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Atilio Pitarelli (relator) e Rubens Mauricio Carvalho que AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 43 3. 00 02 40 /2 00 5- 89 Fl. 106DF CARF MF Impresso em 14/01/2013 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13433.000240/200589 Acórdão n.º 2102002.290 S2C1T2 Fl. 495 2 davam provimento no mérito. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Núbia Matos Moura. Assinado digitalmente. Giovanni Christian Nunes Campos Presidente Assinado digitalmente. Atilio Pitarelli Relator Assinado digitalmente. Núbia Matos Moura – Redatora designada. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Eivanice Canário da Silva, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura e Rubens Mauricio Carvalho. Relatório Tratase de Recurso Voluntário face decisão da 1a Turma da DRJ/CGE, de 26 de janeiro de 2006 (fls. 177/184), que por unanimidade de votos julgou improcedente a impugnação apresentada pelo Recorrente, mantendo integralmente o crédito tributário no valor total de R$ 28.611,87 sendo R$ 14.998,10 a título de imposto, R$ 2.365,20 de juros de mora calculados até 29/04/2005 e R$ 11.248,57 de multa de ofício, decorrente da omissão de rendimentos, que teria proporcionado acréscimo patrimonial a descoberto. De acordo com o Auto de Infração, a exigência do imposto com os acréscimos legais decorre do fato da Recorrente ter adquirido em 14/03/2003 um veículo com pagamento a vista, no valor de R$ 73.000,00, não obstante naquele ano base, ter apresentado DIRPF na condição de isento, com receita de R$ 2.000,00, sem comprovar a origem dos recursos para tal aquisição. Em decorrência, foi elaborado Demonstrativo de Variação Patrimonial referente ao anocalendário 2.003, onde se constatou a variação patrimonial a descoberto. Na impugnação, de fl. 36, a Recorrente alega que sempre trabalhou, quando jovem, com contratos de trabalho e quando não empregada, jamais deixou de comprar consórcios e nas horas disponíveis, trabalhava confeccionando bonés e camisetas para empresas, políticos e eventos, procurando com isto sua independência econômica, descriminando as empresas e períodos para as quais trabalhou, com indicações de vendas com valores e clientes, compra de consórcio de veículos e certidão da venda de um imóvel no valor de R$ 23.000,00, ocorrida em 27/04/1999 e certidão da venda de um prédio residencial onde consta a venda realizada pela Recorrente no valor de R$ 8.514,05, em 16/01/1997. As vendas dos imóveis foram efetuadas pela Recorrente e cônjuge. Em 13 de março de 2008 a 2a Turma da DRJ/REC manteve, por unanimidade, a exigência fiscal por entender que a então impugnante não demonstrou, por Fl. 107DF CARF MF Impresso em 14/01/2013 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13433.000240/200589 Acórdão n.º 2102002.290 S2C1T2 Fl. 496 3 meio de documentos hábeis e idôneos, a origem desse acréscimo, e que quando a descoberto, constitui fato gerador do imposto de renda como proventos de qualquer natureza, conforme definido no inciso II do art. 43 do CTN. A presunção legal é relativa, e conforme destacado, pode ser afastada com documentos hábeis e idôneos, que efetivamente deram origem aos recursos. Afirmou ainda que a pretensão fiscal encontra respaldo na lei n.o 7.713/88, assim interpretada por precedentes da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda dentre outros deste órgão administrativo de julgamento. A alegação de que decorreu de recursos provenientes de anos anteriores, deveria estar refletido nas transferência de ano a ano nas DIRPF, o que não ocorreu no presente caso. O saldo em caixa de exercício anterior só foi declarado em momento posterior ao início do trabalho fiscal. Em grau de Recurso Voluntário, resumidamente, aduz a Recorrente: Preliminarmente, a) que a decisão preferida foge a regra, pois não decorre de ocupante de cargo de Delegado da Receita Federal, e sim, por um colegiado de segunda instância, havendo assim, supressão, o que a torna nula; b) também causa nulidade a falta de intimação para impugnação do lançamento, uma vez que não consta do processo, o recebimento de notificação válida, pois não reconhece como sua, ou de representante legal seu, a assinatura no AR de fl. 13; Quanto ao mérito, c) não foram apreciados os documentos apresentados na impugnação, que evidenciam recursos amealhados no decorrer de muitos anos de trabalho, recursos estes, utilizados para aquisição de um veículo Ranger XLT GB 4x4 2.8, havendo assim, apenas falha nas declarações do IR nos anos de 1979 até 2003, onde confundiu sua obrigação de declarar, em função de pequenos rendimentos, que a colocavam na condição de isenta do imposto. É o Relatório. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 14/01/2013 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13433.000240/200589 Acórdão n.º 2102002.290 S2C1T2 Fl. 497 4 Voto Vencido Conselheiro Atilio Pitarelli, Relator. O Recurso Voluntário é apresentado tempestivamente e está assinado por procurador com instrumento de mandato incluso aos autos, dele conhecendo. Inicialmente cabe afastar as preliminares de nulidade, pois descabidas as alegações de que a decisão recorrida não foi proferida por Turma competente, uma vez disciplinada pela Portaria SRF n.o 10.238/2007, e menos ainda, que não houve notificação valida para impugnar o trabalho fiscal, tornandoas incoerentes, pois conta, à fl. 88, aviso de AR recebido notificando sobre o acórdão proferido e à fl. 11, do envio do lançamento. Se houve decisão de primeira instância, está evidenciado que a Recorrente compareceu no processo e tempestivamente impugnou o trabalho fiscal, portanto, notificada para isto, o que realmente aconteceu, e a faculdade de recorrer, também regularmente assegurada e exercida, possibilita agora a decisão de segunda instancia administrativa, portanto, não havendo como vislumbrar qualquer nulidade. Quanto ao mérito, entendo que assiste razão à Recorrente. Com efeito, a disponibilidade adquirida através de vendas de imóveis ou mesmo de trabalhos anteriores, como alegado, deveria estar declarado com recursos que deveriam ser transportados, acumuladamente, de ano para ano, caso a autuada estivesse obrigada a apresentar a DIRPF, ao que parece, dispensada até então. Os documentos de venda de imóveis no valor de R$ 23.000,00, ocorrida em 27 de abril de 1.999 (fl. 55) e outro em 17/12/1996 (fl. 56), no valor de R$ 8.514,05 que comprovam entrada de numerário, e não obstante terem ocorrido em datas distantes da aquisição do veículo questionada, que se deu em 14/03/2003, acrescidos das receitas com trabalhos não declarados ou mesmo venda de consórcios de veículos da marca Fiat (fl. 54), dão suporte para a aquisição do veículo declarado, não constituindo com isto, evolução de patrimônio a descoberto, como pretende a fiscalização, e com isto, imputar da exigência fiscal. Pelas razões acima expostas, afasto a preliminar de nulidade e quanto ao mérito, DOU PROVIMENTO ao Recurso, Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Fl. 109DF CARF MF Impresso em 14/01/2013 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13433.000240/200589 Acórdão n.º 2102002.290 S2C1T2 Fl. 498 5 Voto Vencedor Conselheira Núbia Matos Moura, Redatoradesignada Divirjo do ilustre relator quanto ao seu entendimento no que se refere ao mérito do recurso. Restou consignado nos autos que a contribuinte adquiriu,em março de 2003, veículo Ranger, marca Ford por R$ 73.000,00, com pagamento a vista, conforme Nota Fiscal e demais documentos, fls. 14/17 e 22, sendo certo que durante o procedimento fiscal, a contribuinte foi intimada a comprovar a origem dos recursos utilizados na referida compra e não o fez. Na impugnação, assim como no recurso, a contribuinte afirma que os recursos utilizados para a aquisição do veículo em questão seriam decorrentes de trabalho ao longo dos anos e também da alienação de dois imóveis, que ocorrem nos anos de 1996 e 1999. Ora, tal alegação sem a comprovação de que estes recursos foram poupados até a data da aquisição do veículo não pode prevalecer. Caberia à contribuinte apresentar extratos bancários, demonstrando que tais valores estiveram guardados e aplicados ao longos dos anos para fazer frente ao pagamento do veículo em 2003. Importa destacar que o fato de a contribuinte estar desobrigada da apresentação da Declaração de Ajuste Anual (DAA), não a dispensa de comprovar a origem dos recursos aplicados na aquisição do veículo. Destaquese, ainda, que tratandose de apuração de rendimentos omitidos de forma indireta, mediante levantamento de acréscimo patrimonial a descoberto não justificado cabe ao contribuinte a prova da origem dos recursos utilizados na aquisição dos bens/aplicações. Ao Fisco compete apenas provar a aquisição de bens e ou aplicações de recursos. Isto é, a prova ex ante, de iniciativa do Fisco, redundará no ônus da contraprova pelo contribuinte. Nestes termos, restando não comprovada a origem dos recursos utilizados na aquisição do veículo Ford/Ranger, devese manter o lançamento nos moldes em que consignado no Auto de Infração. Ante o exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Fl. 110DF CARF MF Impresso em 14/01/2013 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13433.000240/200589 Acórdão n.º 2102002.290 S2C1T2 Fl. 499 6 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 14/01/2013 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001766/2007-43
Data da sessão: Thu Aug 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: INCENTIVOS FISCAIS. COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL.
A exigência de comprovação de regularidade fiscal, com vistas ao gozo do beneficio fiscal, deve se ater ao período a que se referir a DIPJ na qual se deu a opção pela aplicação nos Fundos de Investimentos correspondentes, admitindo-se a prova de quitação ou regularidade em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto 70.235/72. (Súmula CARF
37).
A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da regularidade fiscal.
PAF — REVISÃO DA NEGATIVA DO DIREITO A FRUIÇÃO DE INCENTIVO FISCAL.
Provando a Recorrente que as pendências junto à PGFN, óbice a revisão do PERC, encontrava-se suspensa nos termos do artigo 151 do CTN, deve ter reconhecido seu direito à fruição do incentivo.
Numero da decisão: 1301-000.628
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: Paulo Jakson da Silva Lucas
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : INCENTIVOS FISCAIS. COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL. A exigência de comprovação de regularidade fiscal, com vistas ao gozo do beneficio fiscal, deve se ater ao período a que se referir a DIPJ na qual se deu a opção pela aplicação nos Fundos de Investimentos correspondentes, admitindo-se a prova de quitação ou regularidade em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto 70.235/72. (Súmula CARF 37). A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da regularidade fiscal. PAF — REVISÃO DA NEGATIVA DO DIREITO A FRUIÇÃO DE INCENTIVO FISCAL. Provando a Recorrente que as pendências junto à PGFN, óbice a revisão do PERC, encontrava-se suspensa nos termos do artigo 151 do CTN, deve ter reconhecido seu direito à fruição do incentivo.
numero_processo_s : 16327.001766/2007-43
conteudo_id_s : 5886408
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 01 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1301-000.628
nome_arquivo_s : Decisao_16327001766200743.pdf
nome_relator_s : Paulo Jakson da Silva Lucas
nome_arquivo_pdf_s : 16327001766200743_5886408.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 04 00:00:00 UTC 2011
id : 7374623
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781976223744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1878; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.001766/200743 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1301000.628 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 04 de agosto de 2011 Matéria IRPJ/INCENTIVOS FISCAIS Recorrente BANCO ITAUCARD S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL INCENTIVOS FISCAIS. COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL. A exigência de comprovação de regularidade fiscal, com vistas ao gozo do beneficio fiscal, deve se ater ao período a que se referir a DIPJ na qual se deu a opção pela aplicação nos Fundos de Investimentos correspondentes, admitindose a prova de quitação ou regularidade em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto 70.235/72. (Súmula CARF 37). A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da regularidade fiscal. PAF — REVISÃO DA NEGATIVA DO DIREITO A FRUIÇÃO DE INCENTIVO FISCAL. Provando a Recorrente que as pendências junto à PGFN, óbice a revisão do PERC, encontravase suspensa nos termos do artigo 151 do CTN, deve ter reconhecido seu direito à fruição do incentivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Fl. 562DF CARF MF Emitido em 30/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/ 08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Guilherme Polastri Gomes da Silva. Declarouse impedido o Conselheiro Valmir Sandri. Fl. 563DF CARF MF Emitido em 30/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/ 08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16327.001766/200743 Acórdão n.º 1301000.628 S1C3T1 Fl. 2 3 Relatório Trata o presente processo de Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais — PERC, relativo ao anocalendário de 2004, protocolizado em 27/09/2007 pelo contribuinte acima identificado (fls. 2 e 3). Conforme dados constantes da ficha 36 — Aplicações em Incentivos Fiscais da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica — DIPJ/2005 (fls. 24), o contribuinte optou por destinar parcela do imposto de renda para aplicação no FINOR, no montante de R$4.082.031,20. Todavia, não foi reconhecido o direito ao incentivo fiscal, conforme se verifica no extrato de fls. 14, o que motivou a apresentação do PERC, que foi indeferido por meio do despacho decisório de fls. 433 a 437, em razão de irregularidades fiscais do contribuinte perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil — RFB e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional — PGFN (fls. 392, 395 a 431), além da ausência de Certidão Negativa de Débitos relativos as Contribuições Previdenciárias (fls. 432). Cientificado dessa decisão em 22/12/2008 (AR de fls. 439), o contribuinte protocolizou, em 20/01/2009, a manifestação de inconformidade de fls. 440 a 443, acompanhada dos documentos de fls. 444 a 494. Alega que sua situação oscila entre regular e irregular devido a problemas na comprovação de seus pagamentos que, muitas vezes, resultam de falhas no sistema do Fisco. Acrescenta que seu direito ao incentivo fiscal não pode ser prejudicado por um sistema que apresenta distorções na situação real dos contribuintes. Ademais, argumenta que os débitos apontados como impedimentos concessão do incentivo fiscal estão com sua exigibilidade suspensa. Requer também a juntada de documentos que comprovam sua regularidade perante o FGTS e o CADIN. A autoridade julgadora de primeira instância decidiu a matéria por meio do acórdão 1628.091, de 01/12/2010, (fls. 522), indeferindo o pleito, tendo sido lavrada a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 INCENTIVOS FISCAIS. PERC. COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL. SÚMULA CARF N° 37. Nos termos da Súmula n° 37 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, que tem efeito vinculante para a administração tributária federal, a exigência de comprovação de regularidade fiscal, para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais PERC, deve se ater ao período a que se refere a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo. Fl. 564DF CARF MF Emitido em 30/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/ 08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 INCENTIVOS FISCAIS. PERC. REGULARIDADE PERANTE A SEGURIDADE SOCIAL. Para a obtenção de incentivo fiscal concedido pelo Poder Público, é exigida a Certidão Negativa de Débito CND relativa as contribuições para a seguridade social. É o relatório. Passo ao voto. Fl. 565DF CARF MF Emitido em 30/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/ 08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16327.001766/200743 Acórdão n.º 1301000.628 S1C3T1 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas O recurso é tempestivo e assente em lei. Dele conheço. A questão posta ao conhecimento do Colegiado cingese ao exame do indeferimento do pedido de revisão da ordem de emissão de incentivos fiscais — PERC em razão da situação irregular da contribuinte perante os órgãos fazendários (RFB e PGFN). Constatase dos autos, que as pendências que resultaram no indeferimento da Manifestação de Inconformidade, restringemse aos seguintes processos, transcrevo excertos do voto recorrido: “Portanto, em relação à RFB, devem ser afastados os impedimentos concessão do incentivo fiscal apontados no despacho decisório. Todavia, o extrato de Informações de Apoio para Emissão de Certidão de fls. 393 a 431também aponta três inscrições em divida ativa da Unido, em relação as quais o interessado não traz qualquer alegação em sua manifestação de inconformidade. São elas: bl) processo n° 13894.000338/9991 (inscrição n° 80.2.07.01188810) b2) processo n° 13894.000376/9980 (inscrição n° 80.6.07.02899485) b3) processo n° 13805.001116/9404 (inscrição n° 80.2.07.01188900) Os três processos se referem a débitos anteriores a 2004, conforme se verifica nos extratos de fls. 514 a 519, devendo ser considerados para fins de concessão do incentivo fiscal. As consultas de fls. 520 e 521 apontam que a inscrição indicada no item b 1 está na situação "ativa ajuizada com exigibilidade do crédito suspensa — decisão judicial" e as inscrições listadas nos itens b2 e b3 estão na situação "ativa ajuizada". Portanto, as inscrições em divida ativa referentes aos processos de números 13894.000376/9980 e 13805.001116/9404 constituem óbices à concessão do incentivo fiscal. Há ainda que se considerar que o indeferimento do PERC também foi motivado pela falta de Certidão Negativa de Débitos relativos as Contribuições Previdenciárias.” Ressaltese que a opção pela aplicação em incentivos fiscais é formalizada na declaração de rendimentos e só se transforma em investimentos, com o direito aos certificados correspondentes, a partir do momento da concordância da SRF com a opção formalizada. A emissão do extrato representa um ato administrativo da Secretaria da Receita Federal e que tem por objetivo informálo a respeito da confirmação ou não da opção pelos incentivos fiscais. O art. 60 Lei n° 9.069/95 estabelece como condição para a concessão do incentivo a comprovação pelo contribuinte da quitação de tributos e contribuições federais. O dispositivo está assim redigido: Fl. 566DF CARF MF Emitido em 30/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/ 08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. Para a solução da lide fazse necessário identificar qual o momento em que o sujeito passivo deveria provar sua regularidade fiscal com o fito de aproveitar o beneficio fiscal para o qual fez a opção, sob pena de impossibilitar ao sujeito passivo efetuar a prova de tal regularidade. Em primeiro plano, cumpre ressaltar que esta matéria encontrase pacificada , através da Súmula CARF n° 37, publicada no DOU em 17/07/2010, de aplicação obrigatória, haja vista seu caráter vinculante, nos termos abaixo transcritos: “Súmula CARF no. 37: IRPJ – Incentivos Fiscais Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova de quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto no. 70.235/72.” A seguir transcrevo excertos da argumentação da recorrente: “Desta forma, os débitos indicados na decisão ora recorrida (b2 e b3), supostamente "óbices concessão do incentivo fiscal", na verdade não podem ser impeditivos, conforme a seguir demonstrado: • item b2) PA 13894.000376/9980 (CDA 80.6.07.02899485 e (CDA 80.2.07.01188900) — débitos de IRPJ e CSLL — originalmente com a exigibilidade suspensa pelos depósitos judiciais, realizados em 21/12/2007, nos autos do MS n° 2007.61.00.00312327. Todavia, para estas duas CDA's houve pedido de desistência para pagamento com os beneficios da anistia instituída pela Lei n° 11.941/09, mediante a conversão do depósito, conforme comprova a petição anexa, protocolada em 26/11/2009 (doc. 03); • item b3) PA 13805.000116/9404 (CDA 80.2.07.01587197) — equivocadamente considerada na página 5 do acórdão, como sendo a CDA 80.2.07.01188900. 0 débito de ILL em cobrança nesse processo encontrase com a exigibilidade suspensa pelo depósito integral, nos autos do MS n° 2007.61.00.0329390 (doc. 04). Por fim, o Recorrente apresenta a inclusa Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos Relativos às Contribuições Previdenciárias e às de Terceiros, a fim de comprovar que não possui pendências previdenciárias impeditivas da concessão do incentivo fiscal pleiteado (doc. 05). 0 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (antigo Conselho de Contribuintes), tem se manifestado, reiteradamente, no sentido de que o contribuinte pode regularizar sua situação enquanto não esgotada a discussão administrativa. "INCENTIVOS FISCAIS — "PERC" — COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL — A comprova cão da regularidade fiscal deve se Fl. 567DF CARF MF Emitido em 30/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/ 08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16327.001766/200743 Acórdão n.º 1301000.628 S1C3T1 Fl. 4 7 reportar à data da op cão do beneficio, pelo contribuinte, com a entrega da declaração de rendimentos. Comprovada a regularidade fiscal em qualquer fase do processo ou não logrando a administração tributária comprovar irregularidades que se reportem ao momento da opção pelo beneficio, deve ser deferida a apreciação do Pedido de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais — PERC ..) a falta de definição legal acerca do momento em que a regularidade fiscal deve ser comprovada, torna possível (ao contribuinte) de que essa comprovação se faça em qualquer fase do processo." (Acórdão 1950.082, 5a Turma Especial do 1° Conselho de Contribuintes.” Ou seja, o motivo para negativa decorreu dessas pendências perante a PGFN e, na forma em que o contribuinte faz prova que os débitos encontramse com exigibilidade suspensa, conforme documentos de fls. 545/554, alem da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos relativos às Contribuições Previdenciárias e às de Terceiros acostada às fls. 555, o direito da recorrente deve ser reconhecido. Por todo o exposto voto por dar provimento ao recurso interposto. (documento assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 568DF CARF MF Emitido em 30/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 22/ 08/2011 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/09/2011 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
