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Numero do processo: 10166.001122/90-03
Data da sessão: Fri Mar 24 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Subsistindo a exigência fiscal formulada no processo matriz, igual sorte colhe o recurso voluntário interposto nos autos do processo que tem por objeto auto de infração lavrado por mera decorrência daquele.
Numero da decisão: 102-29.795
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Carlos Emanuel Dos Santos Paiva
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score : 1.0
Numero do processo: 16327.003987/2003-22
Data da sessão: Fri Feb 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IRPJ. APURAÇÃO TRIMESTRAL. Nos termos do artigo 1° c/c artigo 3° da Lei 9.430/96 a opção pelo regime de apuração de IRPJ é direito subjetivo do contribuinte que deve ser respeitado pela Fiscalização.
Numero da decisão: 1102-000.164
Decisão: ACORDAM os Membros da 2ª Turma da 1ª Primeira da 1ª Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: João Carlos Lima Junior
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS • k PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 16327.003987/2003-22 Recurso n° 160192 Voluntário Acórdão n° 1102-00.164 — 1" Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 26 de fevereiro de 2010 Matéria IRPJ Recorrente COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DOS PLANTADORES DE CANA DA ZONA DE GUARIBA Recorrida 8' TURMA/ DRJ — SÃO PAULO/SP IRPJ. APURAÇÃO TRIMESTRAL. Nos termos do artigo 1° c/c artigo 3° da Lei 9.430/96 a opção pelo regime de apuração de IRPJ é direito subjetivo do contribuinte que deve ser respeitado pela Fiscalização. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da 2 a. Tullna da i a . Primeira da 1'. Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. _ SANDRA MARIA FARO n 4 I -Presidente JOÃO CARLO D IMAINIOR -Relator. Editado em: o 7 J UN 2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sandra Maria Faroni (Presidente), Marcelo Cuba Netto (Conselheiro substituto), João Carlos de Lima Júnior (Vice- Presidente), José Carlos Passuello e Valmir Sandri (Conselheiro substituto). Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Mario Sérgio Femandes Barroso. Processo n° 16327.003987/2003-22 Sl-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.164 Fl, 2 Relatório Trata-se de Auto de Infração relacionado à exclusão indevida de resultados positivos provenientes de atividades praticadas pela cooperativa no ano-calendário de 1998 que gerou crédito tributário de IRPJ no valor total de R$ 2.318.300,50 (dois milhões, trezentos e dezoito mil, trezentos reais e cinquenta centavos), atualizados até dezembro de 2003, incluídos juros e multa de 75%. A fiscalização iniciou-se com a intimação do contribuinte para apresentar diversos documentos fiscais do período fiscalizado, qual seja, o ano-calendário de 1998 (fls. 27). •Cumprida a intimação, o contribuinte foi novamente intimado a apresentar Declaração de Imposto de Renda (DIPJ) dos anos-calendários de 1998, 2000, 2001 e 2002, bem como, foi intimado a apresentar demonstrativo de receitas de aplicações financeiras obtidas com operações com "não-cooperados" (fls. 32). Em resposta, o contribuinte apresentou as DIPJ, as quais não constam nos autos, bem como, declarou expressamente que não mantinha operações com "não-cooperados". sendo sua atividade exercida integralmente com cooperados, nos termos estabelecidos pelo artigo 79 da Lei 5.764171 (fis.33). Diante das informações obtidas, a fiscalização constatou que o contribuinte no ano-calendário de 1998, auferiu rendimentos provenientes de instituições financeiras, os quais foram declarados em DIPJ sob a rubrica "rendas em títulos de renda fixa". Segundo o entendimento fiscal (48/52), tais operações não foram realizadas entre cooperados e por não se enquadrarem no conceito de ato cooperativo, definido pelo artigo 79 da Lei n° 5.764/71 c/c artigo 182do RIR/99, deveriam ter sido levadas à tributação. Sob este fundamento, lavrou-se o auto de infração em epígrafe tributando os valores apurados, acrescidos de multa de 75%. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação pleiteando, em sua preliminar, a nulidade do auto por falta de requisito foinial. Segundo seu entendimento, a autoridade fiscal não dimensionou corretamente o montante tributável, pois, parte dos valores lançados provieram de investimentos realizados em cooperativas de créditos associadas (SISCOOB/SP — COCECRER) e, dessa forma, deveriam ter sido excluídos da,base de cálculo, sob pena de nulidade. 2 Processo n° 16327.003987/2003-22 S1 -C1T2 Acórdão n.° 1102-00.164 Fl. 3 Quanto ao mérito, dissertou sobre a natureza jurídica da cooperativa de crédito, bem como sobre a impossibilidade de referidas instituições praticarem atos com terceiros, conforme preceituam o artigo 84 da Lei 5.764/71 e a Resolução do BACEN n° 2771/00. Sob esse fundamento afirmou que todo o seu resultado financeiro era proveniente de operações com associados (fls. 69) e dessa forma, configuravam-se atos cooperativos livres de tributação nos ternios do artigo 182 do RIR/99. No mais, defendeu a tese de que as operações realizadas no mercado financeiro visavam à proteção dos recursos dos cooperados, sendo efetuadas em benefício destes, de tal modo que também teriam a natureza de atos cooperativos. Além disso, afirmou que os valores já haviam sido tributados em nome das pessoas físicas, de tal modo que tributa- los novamente, configuraria bis in idem. De forma subsidiária, pleiteou a exclusão da base de cálculo das despesas financeiras que a empresa teve para a captação no mercado financeiro, haja vista que referidos valores eram realizados com o objetivo de fornecer crédito aos cooperados, atividade fim da cooperativa. Em sua decisão, a Delegacia da Receita de Julgamento (DRJ) confirmou na íntegra o lançamento realizado, afastando a preliminar de nulidade sob o argumento de que não houve arbitrariedade nos valores lançados pela Fiscalização, os quais foram extraídos da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) realizada pelo contribuinte. No mérito, afirmou que a fiscalização comprovou por meio de seu sistema de controle de Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte diversas operações realizadas pela cooperativa com instituições financeiras, em típica operação de mercado. Ressaltou que o contribuinte, intimado sobre os registros apresentados pelas fontes pagadoras, tão somente negou a existência de qualquer atividade praticada com terceiros e em sua impugnação, não apresentou documentação capaz de ilidir a autuação fiscal. Afirmou ainda, que apesar de obrigada, a cooperativa não escriturou as operações financeiras em seus livros fiscais (Diário e Razão), estando, portanto, correta a atuação fazendária. Ainda no mérito, a DRJ não acolheu a alegação de dupla tributação, afirmando que a IN SRF 333/2003 é clara em estipular que deve haver tributação tanto das aplicações financeiras das cooperativas, como também das aplicações financeiras dos cooperados, já que tais atos não são considerados atos cooperativos. Por outro lado, a DRJ concordou com a argumentação do contribuinte de que as despesas financeiras realizadas na captação no mercado deveriam ser excluídas da bas de 3 Processo n° 16327.003987/2003-22 S1-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.164 Fl. 4 cálculo, porém, concluiu que o contribuinte, apesar de levantar e tese, não trouxe aos autos documentos que comprovassem as referidas despesas, de tal modo que não haveria como excluir os referidos valores. Diante desta decisão, o contribuinte apresentou recurso voluntário em que reiterou os argumentos exarados em sua inicial e inovou nas seguintes teses: Pleiteou a nulidade da decisão da DRJ que, segundo seu entendimento, não analisou os documentos juntados na impugnação (razões contábeis e extratos de aplicações financeiras) os quais comprovavam que parte das aplicações eram realizadas em Cooperativa Associada (SISCOOB/SP COCECRER); Pleiteou a nulidade do auto, afirmando que a autoridade fiscal deveria ter lançado o tributo pelo regime trimestral de apuração e não pelo regime anual, como o fez. Afirma que a opção pela forma de tributação é direito do contribuinte que não pode ser suplantado pela autoridade fiscal, sob pena de alteração da base de cálculo do tributo lançado. De forma subsidiária e seguindo o raciocínio acima descrito, pleiteia a decadência dos valores auferidos nos dois primeiros trimestres do ano- calendário de 1998, haja vista que somente tomou ciência do auto no dia 17/12/2003. É o relatório. Voto Conselheiro JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Relator. Por preencher os requisitos de admissibilidade admito o Recurso Voluntário. Antes de adentrar no mérito, é necessário analisarmos as nulidades suscitadas pelo contribuinte em seu recurso voluntário. Em primeiro lugar, o contribuinte afirma que o auto é nulo por falta de requisito formal. Segundo seu entendimento, o fato de a autoridade não excluir da base ,de , Processo n° 16327.003987/2003-22 S1-C1T2, Acórdão n.° 1102-00.164 Fl. 5 cálculo os valores provenientes de cooperativas de créditos associadas (SISCOOB/SP — COCECRER), impossibilitou a correta dimensão da base de cálculo e viciou o auto de , infração. Não assiste razão ao contribuinte. Isso porque a base de cálculo, bem como os demais requisitos exigidos para o lançamento foram apresentados pela fiscalização de forma clara não havendo razões para a concordância com o pedido efetuado. Mesmo porque, a exclusão de valores supostamente auferidos de outras cooperativas não é matéria capaz de gerar nulidade, mas sim, matéria de mérito. Por outro lado, o fato de a autoridade ter lançado o tributo pelo regime de apuração anual e não pelo regime trimestral é ponto que precisa ser esclarecido para o julgamento da questão. De fato, nos termos do artigo 1° c/c 3° da Lei n° 9.430/96 o regime trimestral é a regra para pagamento de imposto de renda, senão vejamos: "Art. 1°. A partir do ano-calendário de 1997, o imposto de renda das pessoas jurídicas será determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por períodos de apuração trimestrais, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário, observada a legislação vigente, com as alterações desta Lei".Grifo Nosso. "Art. 3° A adoção da forma de pagamento do imposto prevista no art. 1°, pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime do lucro real, ou a opção pela forma do art. .2° será irretratável para todo o ano-calendário. Parágrafo único. A opção pela forma estabelecido no art. 2° será manifestada com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou de início de atividade. "Grifo Nosso. Assim, desde a entrada em vigor da legislação acima transcrita, tornou-se direito subjetivo do contribuinte escolher a forma de apuração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), logo, não pode a fiscalização, ao lançar o tributo, exercer tal escolha, já que a variação de regime importa em significativas alterações na base de cálculo do tributo. / 1 5 Processo n° 16327.003987/2003-22 S1-C1T2 Acórdão rif 1102-00.164 Fl. 6 Nesse sentido já se manifestou este Conselho: "1° Conselho de Contribuintes / 3a. Câmara /ACÓRDÃO 103- 22.672 em 19.10.2006 IRPJ - Ex(s). 2000 a 2003 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ - ANO-CALENDÁRIO: 1999, 2000, 2001, 2002 - EMENTA: IRPJ - APURAÇÃO TRIMESTRAL - Não havendo opção expressa do sujeito passivo em sentido contrário, a apuração do lucro deve ocorrer sob o regime trimestral e as irregularidades apuradas devem ser computadas no resultado do trimestre a que se refiram. Apropriação em período distinto macula o procedimento pelas distorções causadas no resultado da pessoa jurídica. Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso. Relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO" "1° Conselho de Contribuintes / 3a. Câmara / ACÓRDÃO 103- 23.091 em 04.07.2007.1RPJ E CSLL Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário An° calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 Ementa:(..) Regra geral, o período base de apuração do lucro real é trimestral, e a apuração do lucro real anual é reservada para os casos de pessoas jurídicas que tenham optado pelo regime especial de pagamento mensal com base em estimativa. De acordo com a lei, a opção é do sujeito passivo, não havendo previsão para que a fiscalização a exerça. Relator: MÁRCIO MACHADO CALDEIRA" Grifo Nosso. De fato. o não pagamento da parcela do mês de janeiro, presume a escolha pelo regime de apuração trimestral. Porém, tal questão não gera a nulidade do auto, mas sim sua improcedência, haja vista que as causas de nulidade são taxativas, nos termos do artigo 59 do Decreto n.° 70.235/72, que diz in verbis: "Art. 59. São nulos: 1— os atos e termos lavrados por pessoa incompetente,. r. 6 Processo n° 16327.003987/2003-22 S1-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.164 Fl. 7 li — os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa." Assim sendo como dito alhures, como não houve pagamento do tributo no mês de janeiro, não poderia a autoridade fiscal lavrar o auto pelo regime anual, mas sim pelo regime trimestral. A apuração por regime distinto gera distorções no resultado da pessoa jurídica, de modo que o lançamento de ofício não pode prevalecer. Nestes termos, voto no sentido de dar total provimento ao recurso, nos termos acima elencados. É como voto. JOÃO CARL • A JUNIOR )0= 7
score : 1.0
Numero do processo: 10675.001163/2005-43
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/08/1989 a 31/03/1992
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO JUDICIAL
"E vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da " respectiva decisão judicial." (Art. 170-A do CTN).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3201-00.529
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Beatriz Veríssimo de Sena
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/08/1989 a 31/03/1992 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO JUDICIAL "E vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da " respectiva decisão judicial." (Art. 170-A do CTN). Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 13502.000262/2004-05
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PROCESSO AILEVIINISTFtATIVO FISCAL
Período de apuração: 04/08/1999 a 01110/1999
DRAWBACK. SUSPENSÃO. PRODUTO EXPORTADO
DIVERGENTE DAQUELE COMPROMISSADO NO ATO
CONCESSÓRIO INADMISSIBILIDADE DE SUA
ACEITAÇÃO PARA COMPROVAÇÃO DO REGIME. A
exportação De produto diverso daquela constante do ato
concessório de drawback suspensão implica na não aceitação da
operação para -fins de comprovação do compromisso de exportar.
INADIMPLEMENTO DO COMPROMISSO DE
EXPORTAÇÃO. É cabível a cobrança de tributos, multas e juros
moratc5rios quando ocorrer inadimplemento do compromisso de
exportação.
RECLIR_SO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-34.374
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de Niotos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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ementa_s : PROCESSO AILEVIINISTFtATIVO FISCAL Período de apuração: 04/08/1999 a 01110/1999 DRAWBACK. SUSPENSÃO. PRODUTO EXPORTADO DIVERGENTE DAQUELE COMPROMISSADO NO ATO CONCESSÓRIO INADMISSIBILIDADE DE SUA ACEITAÇÃO PARA COMPROVAÇÃO DO REGIME. A exportação De produto diverso daquela constante do ato concessório de drawback suspensão implica na não aceitação da operação para -fins de comprovação do compromisso de exportar. INADIMPLEMENTO DO COMPROMISSO DE EXPORTAÇÃO. É cabível a cobrança de tributos, multas e juros moratc5rios quando ocorrer inadimplemento do compromisso de exportação. RECLIR_SO VOLUNTÁRIO NEGADO
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FAZ.ENDA TERCEIRO CONISIEILIF10 DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA. Processo n° 13502.00026212004-05 Recurso n° 136.263 Voluntário Matéria DRA.WBACIC - SLJSPE1nTS Acórdão n° 301-34.374 Sessão de 23 de abril de 2008 Recorrente CARAIlBA METAIS S.A_ Recorrida DRJ/FORTALEz/c • ASSILTNITC): PROCESSO AILEVIINISTFtATIVO FISCAL Período de apuração: 04/08/1999 a 01110/1999 DRAWBACK. SUSPENSÃO. PRODUTO EXPORTADO DIVERGENTE DAQUELE COMPROMISSADO NO ATO correEssártic). INADMISSIBILIDADE DE SUA ACEITAÇÃO PARA COMPROVAÇÃO DO REGIME. A exportação cle produto diverso daquela constante do ato concessório de drawback suspensão implica na não aceitação da operação para -fins de comprovação do compromisso de exportar. FNADIMP LEMENTO DO COMPROMISSO DE EXPORTAÇÃO. É cabível a cobrança de tributos, multas e juros moratc5rios quando ocorrer inadimplemento do compromisso de exportação. RECLIR_SO VOLUNTÁRIO NEGADO 411 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de Niotos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. OTACÍLIO DANTAS -- IR -FAX0 - Presidente Processo n° 13502.000262/2004-05 CCO3/C01 Acórdão n.° 30134.374 Fls. 700 liquilw SUSY GON4-ES OFF - Relatora Participaram, ainda, do presente julgmento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Cardozo Miranda, Valclete Aparecida Marinheiro, João Luiz Fregonazzi e Maria Regina 0c)dinho de Carvalho (Suplente). Ausente a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. • • 2 Processo n° 13502.000262/2004-05 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.374 Fls. 701 Relatório Cuida-se de Auto de Infração, fls.03/18, lavrado em vista de irregularidades constatadas em operação de Drawback na modalidade suspensão, em que se exigiu o recolhimento de Imposto de Importação, acrescidos de juros de mora e multa de oficio, totalizando o valor de R$ 4.51 3_240,07. Em procedimento fiscal de -verificação do regular- cumprimento dos requisitos e condições fixadas pela legislação aplicável relativos aos atos concessórios de drawback suspensão foi constatado o que segue: 1) que a mercadoria exportada (Código 1VC11,1 7408.1000) é diferente daquela que a ernpresa havia assumido o comp p-onzisso de exportação no Ato Concess ório (Código NC114 . 7403 .1000); 2) todas a ex_portczções _foram efetuadas de forma inadequada usando- se o código de exportação con-zunz (cód. 80000), ao invés do procedimento are exportação drawback suspensão (cód. 81101). Alega a fiscalização que conta no Ato Concessório, campo 19, a mercadoria a ser exportada era "cobre eletrolítico em forma de catado", código NCM 7403.1000 e o que foi efetivamente exportado foi "fios de cobre em forma de vergalhã.o", código NCM 7408.1000 conforme se verifica pelos Registros de Exportação. Além disso, todos os RE's foram preenchidos originalmente com o código 80000. Informa ainda, que a fiscalização tentou corrigir as irregularidades, incluindo o código 8 1101 e fazendo constar no campo 24 de Ato Concessório as informações que pretensarnente vinculariam o RE com o AC. No entanto, essas tentativas de regularização ocorreram após a efetiva exportação. Inconformado, o contribuinte apresentou impugnação (fls.5601570) alegando em síntese que: a) a atividade industrial desenvolvida pelo contribuiFzte constitui a importação de minério concentrado de cobre para industrialização com produção de cobre eletrolítico em várias frorma.s-_-. 1) forma de cátodos, primeiro _produto final possível de cornercializ-ação, 2) forma de vergalhães de cobre, elaborados a partir do cobre em forma de cátodos e 3) fios de cobre, elaborados a partir de -vergalh4:5es de cobre; b) possuem controles de entrada e salda de material que podem comprovar o efetivo destino do material importado sob o regime de drawback. Dessa forrna, requer a realização de diligência para as constatações necessárias; c) o simples preenchimento incorreto do código não basta para tornar devido o Imposto de importação, eis que se deve buscar a verdade material; 3 _ - Processo n° 13502.000262/2004-05 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.374 Fls. 702 d) tem como procedimento efetuar o registro das suas exportações utilizando o código 80000, que significa "exportação comum" e para comprovar Ato Concessó rio suspensão, acessa os registros de exportação para vinculá-las ao Ato Concessó rio com alteração do código da transação para 81101; e) foi solicitado junto ao DECEX pedido de beneficio de Regime Especial Drawback para exportação de cátodos. Entretanto, no momento da comprovação, com base em laudo técnico do processo de obtenção de cobre eletrolítico o Ato Concessó rio original foi aditivado para incluir os códigos referentes ao Cátodo e Vergalhão. Informa que juntou o laudo técnico, entretanto, o referido laudo não se encontra no processo. Os membros da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza (fls.581/583) acordaram em converter o julgamento em diligência, para que seja juntada aos 4111111 autos cópia autenticada integral do Relatório de Comprovação de Drawback inerente ao ato concessório n°. 6-99/000042-6, remetido à SRF pela SECEX e, para intimar o contribuinte a apresentar o laudo técnico que este alega ter submetido à SECEX, para fins de alterar as condições pactuadas no ato concessório. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza (fls.634/644) julgou o lançamento procedente sob os seguintes argumentos: I) que a diligência objeto da Resolução DRJ/FOR n°. 226 demonstrou que não houve a alteração informada pelo contribuinte do ato concessório para incluir os fios de cobre dentre os produtos que seriam exportados; 2) afirma que a atividade administrativa do lançamento é vinculada e obrigatória (art. 142 CTN), destituída, pois, de poder discricionário, principalmente nos casos de outorga de isenção, que deverão ser interpretados literalmente, nos termos do artigo 111, inciso II, do CTN; 010 3) a comprovação de exportação vinculada a ato concessó rio de drawback requer plena correspondência entre o produto exportado e sua descrição contida no documento que formalizou o pedido ao incentivo; 4) que o contribuinte deveria ter adotado a providência constante do item 8.9 da CDN, segundo o qual "qualquer alteração das condições concedidas pelo Ato Concessório de Drawback deverá ser solicitada, dentro do prazo de sua validade, por meio do formulário Aditivo ao Pedido de Drawback". Irresignado, o contribuinte apresentou recurso voluntário (fls.651/671) reiterando praticamente os mesmos argumentos aduzidos na impugnação. É o relatório. 4 Processo n° 13502.000262/2004-05 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.374 Fls. 703 Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora Conheço do Recurso por preencher os requisitos legais. Como se verifica do lançamento realizado neste processo, a recorrente foi autuada por haver exportado produto divergente daquele compromissado no Ato Concessório. O auto de infração foi lavrado em virtude das seguintes irregularidades constatadas, abaixo transcritas: • 1. a mercadoria e.xpcartada (cód. INICA/1 7408.1000) é diferente daquela que a empresa havia assurrrido o compromisso de exportação no Ato Concessó rio (cód. 1V-C71,1 7403. 1000); 2. todas as exportaçcies foram efetuadas de forma inadequada usando- se o código de expor-taçao comum (cód. 80000), ao invés do procedimento de exportação drawback suspensão (CcSd. 81101). A fiscalização assim descreve as irregularidades constatadas (lis.] 6,): Quanto à primeira, podemos constatar que no AC, campo 19, a mercadoria a ser e_xportczda era "cobre eletrolitico em forma de cátodo", código JVCM 7403 000 e o que foi efetivamente exportado foi 'fios de cobre em forme de vergalhão", código NCM 7408.1000 conforme se pode ver- em todos os RE "s uz..s.1 02 a 374). Pode-se ver ainda que no Relatório Cornprovaçõo (fls.26 a 35) consta uma informação difererzte dos RE corno se a mercadoria exportada fosse 7403.1000, pretendendo com isto se comprovar- o que havia assumido 111 no Ato Concessório. Não fosse isso a irzda assim poderiarnos aceitar as exportações como válidas pois todos os RE "s _foram preenchidos originalmente, quando do registro destes documentos, com o código 80000 que se refere à exportação normal. Gira, ao solicitar o enquadramento da operação de exportação no -regime normal ", o exportador fez com que todo o procedimento de des-ernbarczço aduaneiro na exportação fosse conduzido com o tr-a-tarrzerzto _fiscal de uma exportação no "regime comum", sem que fossem adotadas as cautelas próprias para uma exportação no -regime dravvback- " (solicitar a apresentação do Ato Concessó rio 13rawback-, confrontar as mercadorias exportadas com aquelas autorizadas peto Ato Corzcessório, etc). O Regime Aduaneiro Especial de Drawback — "modalidade suspensão é o que permite a entrada de insumos estrangeiros rio país sem o pagamento dos tributos, condicionada a aplicação desses insurnos em produtos destinados à exportação. Os tributos têm a sua exigibilidade suspensa desde o ingresso dos insumos até a sua reexportação, nos termos e condições previstas no Ato Cc•ncessório do regime, quer sejam incorporadas, quer sejam consumidas no processo produtivo de elaboração dos produtos finais a serem exportados. 5 _ . Processo n° 13502.000262/2004-05 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.374 Fls. 704.. O Ato Concessório emitido pela SECEX — Secretaria de Comércio Exterior/MDIC — Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, através das agências habilitadas do Banco do Brasil, define: os beneficios concedidos (suspensão dos tributos incidentes na importação, estabelecendo a classificaçã o fiscal, peso quantidade, discriminação, preço unitário e preço total dos insumos estrangeiros); os compromissos assumidos pela empresa (exportação de produtos, estabelecendo a classificação fiscal, peso, quantidade, discriminação, prazo para exportação, preço unitário e total dos produtos a serem exportados), sempre em conformidade com o projeto elaborado pelo próprio beneficiário do regime. A finalidade deste regime é propiciar ao exportador nacional, condições competitivas em termos de preço no mercado internacional, desonerando os tributos devidos • numa importação comum, sob a condição de que os produtos importados sejam necessariamente empregados na industrialização dos produtos nacionais a serem exportados (inciso I do artigo 335 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n°. 4543/2002). Transcrevo, abaixo, os excertos mais relevantes para o caso, da Consolidação das Normas do Regime Drawback - CND, anexa ao Comunicado DECEX n° 21, de 11/07/1997, com anotações concernentes às alterações introduzidas nos dispositivos reproduzidos: CAPITULO III - REGIME DE DRAWBACK, MODALIDADE SUSPENSÃO TITULO 8 - Considerações Gerais 8.1 Para pleitear o Regime de Drawback, modalidade suspensão,a empresa deverá apresentar o formulário Pedido de Drawback consignando a classificação na Nomenclatura Comum do MERCOSUL • (NCM), a descrição, a quantidade e o valor da mercadoria a importar e do produto a exportar, em moeda de livre conversibilidade, dispensada a referência a preços unitários. (..) CAPITULO V— COMPROVAÇÕES TÍTULO 19 - Modalidade Suspensão* * Nota: O presente título teve sua redação alterada pelo Comunicado DECEX n° 02, de 31/01/2000. Abaixo consta a redação original: (..) 19.3 Somente serão aceitos Declaração de Importação e Registro de Exportação (RE) devidamente vinculados ao Ato Concessório de Drawback. (..) 6 Processo n° 1 3502.000262/2004-05 CCO3/C0 1 Acórdão n.° 301-34.374 Fls. 705 CAPÍTULO VI — LIQ UI-DAÇÃO D O COMPROMISSO DE EXPORTAÇÃO (.) TITULO 26 —Consider-açc3es Gerais 26.1 Caso a beneficic-iria apreserzte documentação que comprove a efetiva importação e expor- tação nas condicões constantes do Ato Concessó rio de .1Drawback, modalidade suspensão, será considerado cumprido o corrzprorn isso de exportação vinculado ao Regime. 26.2 A liquidação do compromisso de exportação se dará mediante: I - exportação efetiva do procittto previsto no Ato Concessório de Drawback, na quantidade, vaiar- e prazo nele fixados; • (.) TITULO 27 — Inaclimplemen to do _Regime de Drawback* 27.1 Será declarado o inatlimplemento do Regime de Drawback, modalidade susperzsao, se vencido o prazo estabelecido no item 26.3 e não comprovada a adoção de ttmcz clas providências previstas. 27.2 O inadimplemento do Regime será considerado: I - Total: quando não houver- nenhuma ex-po rtacci o que comprove a utilização da mercadoria importada; II - Parcial: se existir e_xportação efetiva que comprove a utilização de parte da mercadoria importada _ 27.3 O inadinzplemento da Regime será formalmente comunicado à Secretaria da Receita Federal (:S.22F) e aos demais órgãos envolvidos. * Nota: O Titulo 27 teve sua redação alterada pelo Comunicado DECEX n° 02, de 31/0172000, o qual, contudo, não trouxe mudanças substanciais. (..)(grifou-se) Conforme se verifica pelos dispositivos acima transcritos, o adimplemento do Regime de Drawback deverá ser comprovado através da efetiva exportação do produto previsto no Ato Concessório, na quantidade, valor e prazo por ele fixado. Analisando o Pedido de 11)ra_vvback (fls.21/23) constata-se que a recorrente se comprometeu a exportar a mercadoria. "cobre eletrolítico em forma de cátodo", código NCM 7403.1 1 .00. Ademais, a diligência objeto da Resolução DnRJ/FOR no. 226, de 17/09/2004, demonstrou que não houve a propalada alteração do ato concessório para incluir os fios de cobre dentre os produtos que seriam exportados. As únicas alterações no ato concessório objeto da lide são inerentes a campos próprios de quantidades e valores, não tendo sido constatada nenhuma modificação em relação à especificação do produto a ser exportado. 7 Processo n° 13502.000262/2004-05 CCO3/C01• Acórdão n.° 301-34.374 Fls. 706 Assim, a comprovação de exportação vinculada a ato concessório de drawback requer a plena correspondência entre o produto exportado e sua descrição contida no documento que formalizou o gozo ao incentivo. Diante do exposto, voto para NEGAR PROVIMENTO ao Recurso voluntário, para considerar integralmente procedente o lançamento consubstanciado no Auto de Infração de fls. 03/18. É como voto. Sala das Sessões, em 23 de abril de 2008 SUSY G S FIO FMA-1n11n1 - Relatora 410 41110 8
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Numero do processo: 10380.004964/2007-38
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 25/05/2006
AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP COM OMISSÃO DE FATOS GERADORES.
MPF. IRREGULARIDADE. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE CLAREZA E PRECISÃO. ELEMENTOS ESSENCIAIS. PRESENTES. EXCESSO DE LANÇAMENTOS DOZE AUTOS. DILAÇÃO DO PRAZO. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. PRAZO DE DEFESA - TRINTA DIAS. CRÉDITO ILÍQUIDO. PERÍODO PRESCRITO. INOCORRÊNCIA. DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. MULTA BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NOVEL LEGISLAÇÃO. NECESSIDADE.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-002.504
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso: I - reconhecendo a decadência das faltas até a competência 11/2000, inclusive, determinando, que seus valores sejam excluídos da autuação; II - determinar que seja aplicada a multa benéfica do artigo 32, A, I, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Fábio Pallaretti Calcini, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 25/05/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP COM OMISSÃO DE FATOS GERADORES. MPF. IRREGULARIDADE. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE CLAREZA E PRECISÃO. ELEMENTOS ESSENCIAIS. PRESENTES. EXCESSO DE LANÇAMENTOS DOZE AUTOS. DILAÇÃO DO PRAZO. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. PRAZO DE DEFESA TRINTA DIAS. CRÉDITO ILÍQUIDO. PERÍODO PRESCRITO. INOCORRÊNCIA. DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. MULTA BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NOVEL LEGISLAÇÃO. NECESSIDADE. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso: I reconhecendo a decadência das faltas até a competência 11/2000, inclusive, determinando, que seus valores sejam excluídos da autuação; II determinar que seja aplicada a multa benéfica do artigo 32, A, I, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 00 49 64 /2 00 7- 38 Fl. 4112DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.118 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Fábio Pallaretti Calcini, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 4113DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.119 3 Relatório O presente Auto de Infração – AI DEBCAD 35.785.6856, CFL.68, apresentar a empresa o documento a que se refere a Lei 8.212, de 24.07.91, art. 32, inciso IV, parágrafo 3º, acrescentados pela Lei n. 9.528, de 10.12.97, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, IV, parágrafo 5º., também, acrescentado pela Lei 9.528, de 10.12.97, combinado com o art. 225, IV e parágrafo 4º., do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, com período de apuração, de 02/2000 a 02/2006, conforme Mandado de Procedimento Fiscal MPF, de fls. 30, o auto de infração, objetiva a aplicação de penalidade por infração a dever instrumental, determinado por lei. O sujeito passivo foi cientificado da autuação, em 22/05/2006, conforme Folha de Rosto do Auto de Infração – AI, de fls. 01. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, em 06/06/2006, conforme protocolo SIPPS, de fls. 1.632, a defesa está acostada, as fls. 1.633 a 1.636, acompanhada dos documentos, de fls. 1.637 a 2.001. O órgão julgador de primeiro grau prolatou o Acórdão Nº 0811.602 5ª Turma da DRJ/FOR, em 19/09/2007, fls. 2.003 a 2.008, sendo o lançamento considerado procedente, com multa parcialmente relevada, conforme planilha, de fls. 2.009 a 2.017. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 26/02/2009, conforme Intimação e AR, de fls. 2.067 e 2.068. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, fls. 2.022 a 2.059, em protocolizado, em 05/11/2007, fls. 2.022, acompanhado dos documentos, de fls. 2.060 a 2.063. As razões recursais resumidas são as seguintes. Preliminarmente. · que o recurso é tempestivo; · que a recorrente manejou MS para excluir a exigência de depósito recursal, tendo sido este provido em Apelação pelo TRF5, devendo assim ser revisto o ato da SRP e recebido o recurso; · que existe irregularidade no MPF, uma vez que emitido com vício insanável, por incluir período prescrito, segundo já decidiu o STF, que todos os atos decorrentes estão contaminados pelo vício, como a CDA e o título que a instrumentaliza, conforme princípio da causalidade, cita jurisprudência; Fl. 4114DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.120 4 · que os fatos geradores anteriores a 01/02/2001 estão decadentes, sendo a prazo de prescrição de cinco anos e não iniciada a cobrança neste lustro a própria ação fica extinta; Mérito. As questões relativas a NFLD 35.785.6899 não serem sumariadas e enfreadas, pois não constam destes autos, sendo objeto de outro processo. · que em relação a NFLD 35.785.6856 inúmeras são as irregularidades, que veementemente refutamos, ausência de descrição clara e precisa do fato gerador; da base de cálculo; alíquota; do montante; do elemento contábil; rubricas exigidas; cita doutrina; · que para que a notificada possa se defender é necessário que o lançamento seja claro, o que aqui não se vê, pois o relatório fiscal diz que os fundamentos legais estão em outro documentos de três páginas mencionando uma imensidão de normas, cita doutrina, sendo nulo relatório de lançamento sema devida fundamentação; · que a recorrente foi surpreendida com 12 autuações entre NFLD e AI, assim requer prazo para juntar documentos e realização, sob pena de violação do contraditório e ampla defesa, cita decisão não identificada; · que foram arbitrados valores no auto para períodos prescritos e decadentes o que leva a nulidade absoluta; · que a multa é decorrente de ausência de informação em GFIP, sendo calculada em razão do números de trabalhadores não declarados, entre autônomos, cooperados e empregados, não cabendo ao fiscal decidir que é ou não empregado, não podendo os médicos autônomos constarem do levantamento, devendo os prestadores serem excluídos dos autos conforme dito no processo 35.785.6899, excluindose os médicos autônomos a omissão se limitaria aos médicos cooperados e aos empregados em folha complementar; · que o lançamento é ilíquido, o que conduz a inutilidade da autuação, uma vez que inclui período prescrito, devendo o valor da multa ser de 2 X R$ 2.203,50, artigo 284, do RPS, pois o número de nomes omitidos nunca foi superior a cinquenta, sendo que só a partir da Lei 10.666/2003 a inscrição de CI tornouse obrigatória, não sendo possível declarálos sem inscrição; · que a recorrente buscou regularizar a situação, mas o encerramento repentino da fiscalização e a missão do auto frustraram este objetivo, sendo assim a multa é descabida; · que a SELIC não pode ser usada como juros moratórios, bem como foi lançado indevidamente período prescrito, só citando decisões judiciais para ambas as teses; Fl. 4115DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.121 5 · que o lançamento se fundamento em presunções, o que resulta em vícios insanáveis de forma e direito, bem como em razão do conceito de ação fiscal deve o agente orientar o contribuinte sobre a matéria objeto do procedimento, o que não o fez; · que os atos da recorrente antes da autuação forma legais, sendo que o lançamento baseado em presunção viola a lei, que regula a tramitação do processo contencioso administrativo, sendo ilegal o ato administrativo que fez nascer o auto de infração, estando contaminada a ação fiscal por violação ao contraditório, uma vez que o fisco presumiu a responsabilidade, admitindose que o mero raciocínio substitua a prova, se estará a admitir que a probabilidade substitua o fato gerador; · que só o fato da NFLD conter o período de 02/2000 a 02/2006 já a torna anulável, não podendo gerar como gerou inscrição em dívida ativa ilíquido, incerta, pois prejudicada pela prescrição; · que o auto é nulo, uma vez que não apresenta os elementos necessários a sua validade, não se podendo falar na aplicação de multa, tendo em vista que a impugnante retificou as informações declaradas, não ficando claro o quantum da autuação, sendo imprecisa a imputação, o que resulta em nulidade do auto, gerando a falta de requisitos essências a declaração de nulidade de várias autos pelo Segundo Conselho de Contribuintes, conforme a seguir transcrito, pois a falta deste requisitos cerceia a defesa do contribuinte; · que a boafé é circunstância atenuante da penalidade e exclui a multa, uma vez que sempre foi monitorada direta ou indiretamente pelo fisco, que sempre tve seus livros a disposição, fazendo o fisco consta no relatório que não ficou configurada circunstâncias agravantes, estando tratado no artigo 291, do RPS a existência de atenuantes, ficando demonstrado que a recorrente agiu da seguinte forma: a) corrigiu a falta; b) é primária; c) não incorreu em outras agravantes, devendo a multa ser relevada; · Requer: a) declaração de nulidade do auto de infração e seu arquivamento; · Pede: a) procedência do pedido, com declaração de nulidade do auto e reconhecimento de invalidade ou ineficácia das infrações fiscais; b) conhecimento da preliminar declarandose nula a notificação, baixandose os autos em diligência para a produção de outro sem os vícios; c) exclusão da SELIC e substituição pelo INPC + 1% de juros; d) exclusão dos valores do ano de 2000; e) que o MPF seja declarado nulo, pois emitido com erro · Requerimento final: a) citação regular das entidades envolvidas nas pessoa de seus representantes, para responder aos termos e atos da ação; b) que após a manifestação da parte exadversa os autos sejam Fl. 4116DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.122 6 baixados para diligência e perícia bilateral, como forma de justiça e equilíbrio; c) pede pela quesitação complementar. O sujeito passivo apresentou nova peça recursal, em 20/03/2009, estando acostada, as fls. 2.070 a 2.101, acompanhada dos documentos, de fls. 2.102 a 2.114. Aqui apenas as matérias diferenciadas em substância em relação ao primeiro recurso serão sumariadas, ainda, que outros sejam os fundamentos. · que o agente fiscal faz uma grande confusão, pois nesta NFLD aponta e admite que a empresa usou serviços de cooperados, para nas outras NLFD’s considerálos empregados; · que não foi verificado se os prestadores de serviços efetuaram as contribuições de livre e espontânea vontade; · que, ainda, que se considere a ocorrência da infração, sem contar a retificação efetuada, a classificação fiscal está errada, sendo o correto artigo 32, IV, § 6º, da Lei 8.212/91 e não artigo 32, IV, § 4º, pois apenas houve erro de preenchimento em dados não relacionados a fato gerador, devendo ser aplicada a multa de 5% do valor mínimo do artigo 92 por campo com inexatidão, incompleto ou omisso; · Pede: a) que a PFN seja oficiada para conhecer o recurso e para tomar as providências necessárias para suspender eventuais e quaisquer execuções fiscais em relação aos autos discutidos. O órgão preparador declarou que o Recurso Voluntário é tempestivo, fls. 2.116. Os autos foram remetidos ao Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 2.116. É o Relatório. Fl. 4117DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.123 7 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado A questão do depósito recursal está superada a muito tempo. Aliás, a Súmula Vinculante 21, do Supremo Tribunal Federal STF impede tal exigência, veja o texto. SÚMULA VINCULANTE Nº 21 É INCONSTITUCIONAL A EXIGÊNCIA DE DEPÓSITO OU ARROLAMENTO PRÉVIOS DE DINHEIRO OU BENS PARA ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ADMINISTRATIVO. Entretanto, por prudência trago o seguinte esclarecimentos. Quanto ao depósito recursal, ainda, que necessário a época da impetração, hoje este não mais vige, uma vez que revogado pela MP 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. Ainda, que se alegue que tal condição deva ser averiguada tendo como marco a data da interposição do recurso, tenho para mim que tal exigência estava com os dias contados, basta ver a ADIN 19767, que exclui do Decreto 70.235/72, tal exigência, acrescentada pela Lei 10.522/2002. Neste diapasão temos, também, a Súmula Vinculante n° 21 do STF, ou seja, se não tivesse sido revogado tal depósito na seara previdenciária, fatalmente este acabaria declarado inconstitucional, sendo inexigível desde a origem. Não fosse esses argumentos suficientes o Regimento Interno do CARF Portaria MF 256/2009, em seu artigo 62, parágrafo único, inciso I, do Anexo II, estabelece que: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; Assim, temos no caso a possibilidade do afastamento desta exigência, uma vez que em RE, conforme abaixo transcrito o STF já havia reconhecido a inconstitucionalidade do artigo 126, §§ 1° e 2°, da LEI 8.213/91, senão vejamos: RECURSO ADMINISTRATIVO DEPÓSITO §§ 1º E 2º DO ARTIGO 126 DA LEI Nº 8.213/1991 INCONSTITUCIONALIDADE. A garantia constitucional da ampla defesa afasta a exigência do depósito como pressuposto Fl. 4118DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.124 8 de admissibilidade de recurso administrativo. (RE 389383, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 28/03/2007, DJe047 DIVULG 28062007 PUBLIC 29062007 DJ 29062007 PP00031 EMENT VOL 0228208 PP01625 RDDT n. 144, 2007, p. 235236.(grifo nosso). Tal decisão transitou em julgado em 14/09/2007, conforme resumo de andamento do processo, consultado no site do STF. Desta forma, e tendo em vista os princípios da isonomia e da segurança jurídica admito o presente recurso. Além do quem, a recorrente está amparada por decisão judicial favorável em Apelação em MS 2006.81.00.0155248, fls. 2.014. O mero erro de período citado no MPF não leva a nulidade, pois cuidase apenas de erro material. Aliás, nem mesmo erro é, pois quando aquele foi emitido a decadência era de dez anos, nos termos do artigo 45, da Lei 8.212/91 e não se pode exigir da autoridade fiscal que atuasse em desacordo com a lei vigente, válida e eficaz à época do ato. Não bastasse isso o MPF é mero documento de controle da Administração e qualquer falha que possa haver neste não leva a nulidade do procedimento fiscal, observe as jurisprudências transcritas. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. NULIDADE DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. CSLL. IMPOSSIBILIDADE. TÍTULO DA DÍVIDA ATIVA LÍQUIDO E CERTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. A Apelante alega que o ano de 1999 não poderia ter sido fiscalizado pela autoridade administrativa, por não se encontrar descrito no Mandado de Procedimento Fiscal que impulsionou a fiscalização fazendária; 2. O lançamento tributário é obrigação da autoridade fiscal, ao detectar infração à legislação tributária, pois se trata de atividade administrativa vinculada, sob pena, inclusive, de responsabilidade funcional, nos termos do art. 142, do CTN; 3. Impossibilidade de se vincular lançamento tributário a outro ato de cunho meramente administrativo; 4. Inexistência de mácula no Procedimento Administrativo Fiscal, que obedeceu plenamente aos Princípios do Contraditório e da Ampla Defesa, e possui todos os demais elementos essenciais de validade. Apelação improvida.(AC 200585000058685, Desembargador Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho, TRF5 Terceira Turma, DJ Data::31/07/2008 Página::426 Nº::146.) (meus grifos) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL – ITR EXERCÍCIO: 2002 NULIDADE. CARÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL INEXISTÊNCIA AS HIPÓTESES DE NULIDADE DO PROCEDIMENTO SÃO AS ELENCADAS NO ARTIGO 59 DO DECRETO 70.235, DE 1972, NÃO HAVENDO QUE SE FALAR EM NULIDADE POR OUTRAS RAZÕES.PRELIMINAR MANDADO DE. PROCEDIMENTO FISCAL NORMAS DE CONTROLE INTERNO DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. AS Fl. 4119DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.125 9 NORMAS QUE REGULAMENTAM A EMISSÃO DE MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF DIZEM RESPEITO AO CONTROLE INTERNO DAS ATIVIDADES DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL, PORTANTO EVENTUAIS VÍCIOS NA SUA EMISSÃO E EXECUÇÃO NÃO AFETAM A VALIDADE DO LANÇAMENTO, ITR IMPOSTO TERRITORIAL RURAL ITR. ÁREA DE. EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. SOMENTE PODE SER CONSIDERADA ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA, SEM APLICAÇÃO DE ÍNDICES DE RENDIMENTO POR PRODUTO, A ÁREA DO IMÓVEL RURAL EXPLORADA COM PRODUTOS VEGETAIS EXTRATIVOS, MEDIANTE PLANO DE MANEJO SUSTENTADO APROVADO PELO IBAMA ATÉ O DIA 31 DE DEZEMBRO DO ANO ANTERIOR AO DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DO ITR, E CUJO CRONOGRAMA ESTEJA SENDO CUMPRIDO PELO CONTRIBUINTE.ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE O CARF NÃO É COMPETENTE PARA SE PRONUNCIAR SOBRE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA (SÚMULA CARF Nº 2). RECURSO NEGADO.VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGAR PROVIMENTO, AO RECURSO NOS TERMOS DO VOTO DO RELATOR. Conselho.Administrativo.Recursos.Fiscais; Seção.Julgamento.2;Câmara.2;Turma.Ordinária.2: Proc: 10980.003886/200612 Acórdão:20100512; 220200509. (os grifos são meus). Não há ato decorrente do MPF. Até o presente momento não existe CDA e por conta disso não há título que a instrumentalize, pois a CDA é o próprio título. O presente processo administrativo fiscal, ainda, está na fase contenciosa inaugurada com a impugnação, conforme artigo 7º, do Decreto 70.235/72. No presente caso não há como correr o prazo de prescrição, pois este só começa a fluir quando o crédito está definitivamente constituído, o que neste caso não ocorreu, pois na fase contenciosa, por força do artigo 151, III, da Lei 5.172/66 a exigibilidade do crédito está suspensa e desta forma não se pode falar em prazo prescricional. O auto de infração, conforme consta do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 30, referese ao período de 02/2000 a 02/2006, somado a isso temse que se está no campo do dever instrumental, ou seja, obrigação acessória, o que implica em inexistência de antecipação de pagamento. Logo, a decadência deve ser aplicada nos termos do artigo 173, I, da Lei 5.172/66. O lançamento, segundo consta, as fls. 01, Folha de Rosto do Auto de Infração – AI, foi cientificado ao contribuinte, em 22/05/2006. Fl. 4120DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.126 10 Assim sendo, as faltas justificadoras da aplicação de multa do período de 02/2000 a 11/2000, estão decadentes, pois primeiro dia do exercício seguinte para estas é 01/01/2001, findando o prazo em 01/01/2006. Porém, a competência 12/2000 só pode ser lançada a partir de 08/01/2000, uma vez que o prazo para entrega da GFIP é dia sete do mês seguinte ao da competência. Desta forma, para ela primeiro dia do exercício seguinte é 01/01/2002 que se findou em 01/01/2007, estando apta a cobrança as competência de 12/2000 até 02/2006. As argumentações da recorrente em razão de falta de elementos essências ao lançamento é desprovido de juridicidade, haja vista que uma simples leitura dos elementos que constituem o autos, demonstram o contrário. Senão observese: o fato gerador de cada rubrica está descrito de forma clara, objetiva e simples no item 2, de fls. 11. · “pagamentos efetuados a segurados empregados a titulo de "Salários, Horas Extras, Adicional Noturno, Insalubridade e Gratificações...” · “As remunerações pagas aos contribuintes individuais, por serviços prestados a empresa, foram verificadas nos Livros Contábeis (Diário/ Razão) nas seguintes contas; "Honorários Médicos Autônomos", "Serviços de Terceiros", "Serviços de Terceiros PSLF" e "Manutenção e Reparos", e constam em planilha anexa...” · “valores pagos através de Notas Fiscais de Serviços (NFS) emitidas por cooperativas de trabalho, relativamente aos serviços prestados por cooperados, fatos geradores de contribuição previdenciária.” Os demais elementos base de cálculo e alíquota constam do próprio dispositivo legal, artigo 32, IV, § 5º, da Lei 8.212/91 e estão descritos no Relatório Fiscal da Multa Aplicada, de fls. 13, inclusive, com a totalização da multa, bem como nas planilhas, de fls. 21 a 29; 60 a 501; 502 a 819; 820 a 1.627, indicando as fontes inclusive constas contábeis. A lançamento decorrente de auto de infração de obrigação acessória não encerra o relatório Fundamentos Legais do Débitos – FLD, pois sua descrição e dispositivo legal infringindo esta descrito na folha de rosto, sendo impertinente esta alegação. A processo administrativo fiscal se desenvolve dentro do devido processo legal estabelecido pelo Poder Legislativo, assim o contribuinte deve exercer as suas prerrogativas dentro das determinações legais, sua suposta e alegada surpresa é irrelevante para o deslinde da questão. O presente lançamento não contém arbitramento, pois todos os valores foram obtidos na documentação da própria recorrente, tais como: folhas de pagamento; livros caixa e diário e notas fiscais de cooperativas. Linhas atrás foi esclarecido que a prescrição não se aplica ao caso. Não eventualidade de competências estarem atingidas pela decadência, basta que elas sejam excluídas do crédito, não havendo, assim, nulidade, pois a retificação do lançamento é uma das finalidades do contencioso artigo 145 c/c o artigo 149, da Lei 5.172/66. Fl. 4121DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.127 11 Não há nos autos caracterização de segurados por parte do agente lançador. Este apenas identificou que há folhas de pagamento complementar para empregados não incluídas em GFIP e assim não oferecidas a tributação. De igual modo identificou na contabilidade que diversos profissionais da área médica prestaram serviços a recorrente e esta não os declarou em GFIP e assim, também, não ofereceu sua remunerações/rendimentos a tributação. Isso, também, ocorreu com notas fiscais de cooperativas de trabalho, as quais a empresa não declarou em GFIP e não promoveu o recolhimento da contribuição, basta ler o refisc. Não havendo por parte do fiscal nenhuma decisão de que é isso ou aquilo. Mas que se tivesse havido em nada macularia a autuação. TRIBUTÁRIO – AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL – INSS – COMPETÊNCIA – FISCALIZAÇÃO – AFERIÇÃO – VÍNCULO EMPREGATÍCIO. 1. A autarquia previdenciária, por meio de seus agentes fiscais, tem competência para reconhecer vínculo trabalhista para fins de arrecadação e lançamento de contribuição previdenciária. 2. O acórdão recorrido decidiu manter a validade das NFLDs, com base em provas fáticas. Aferir a documentação que instruiu a causa, para efeito de análise do enquadramento de terceirizados como empregados, demandaria o reexame de todo o contexto fático probatório dos autos, o que é defeso a esta Corte em vista do óbice da Súmula 7/STJ. Recurso parcialmente conhecido e improvido.(RESP 200602188458, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 13/10/2008) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INSS. FISCALIZAÇÃO DE EMPRESA. CONSTATAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO NÃO DECLARADO. COMPETÊNCIA. AUTUAÇÃO. POSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. I Inexiste na espécie sub judice qualquer omissão, obscuridade ou contradição, apenas o intuito de rediscutir matéria já decidida, emprestandolhe o efeito infringente. II O acórdão embargado exarou o entendimento, já sufragado por ambas as Turmas componentes desta Primeira Seção, de que possui a autarquia previdenciária competência para, quando da fiscalização, averiguar a existência de vínculo empregatício e, diante da existência deste, proceder à autuação da empresa. III O recurso especial em tela foi interposto em sede de apelação em mandado de segurança, no qual a discussão mestra se referia à competência do INSS para o reconhecimento da existência ou não de vínculo laboral. Assim, descabe o argumento do embargante de que este STJ teria laborado em supressão de instância, em face de os Julgadores Ordinários não terem ainda examinado se existentes ou não in casu os requisitos do art. 3º da CLT, configuradores de vínculo empregatício. Tal assertiva revelase mais como tentativa de alterar o foco da questão jurídica efetivamente discutida nos autos, ainda mais porque tal verificação, por implicar em dilação probatória, sequer é compatível com a via mandamental. IV Embargos de declaração rejeitados. (EDRESP 200600544830, FRANCISCO FALCÃO, STJ PRIMEIRA TURMA, 18/12/2006) (os destaques são meus). Fl. 4122DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.128 12 Nos presentes autos não houve caracterização de segurado ou vínculo como declinado, mas não óbice que o fisco previdenciário, assim atue se necessário. Todos os trabalhadores que prestem serviços a empresa independentemente da forma do vínculo, empregado, avulso, contribuinte individual devem ser declarados em GFIP, pois todos são segurados do Regime Geral de Previdência Social – RGPS. Não há período prescrito no crédito em debate, como já foi dito e o período decadente acaso reconhecido será expurgado, assim, não que se falar em nulidade, uma vez que a falha encontrada pode se será eliminada. O valor que a recorrente reputa ser o devido em razão da infração esta equivocado. A recorrente entregou GFIP, mas omitiu em sua declaração valores de remuneração, bem como trabalhadores que lhe prestaram serviços. Assim sendo, o documento declaratório é apresentado sem que haja a correspondência dos fatos geradores, o que implica em infração ao artigo 32, IV, § 5º, da Lei 8.212/91. O fato de a inscrição de contribuinte individual só ter se tornado obrigação do tomador de serviço não autorizava antes disso que ele tomasse o serviço da pessoa física e não a declarasse em GFIP cabia a ela exigir a inscrição antes do pagamento para poder realizar a declaração, pois assim exigia a norma que regulamenta a declaração da informações em GFIP. O que não a exime de responsabilidade. O fisco não tem obrigação de informar ao sujeito passivo quando pretender encerrar seus trabalhos, pois os exerce dentro das suas necessidades, possibilidade e planejamentos. O contribuinte, ainda, que a ação fiscal tenha sido encerrada, pode e deve corrigir as falhas encontradas, sendo irrelevante o momento de encerramento da ação fiscal. A utilização da taxa SELIC é absolutamente admitida e normal na esfera tributária. O artigo 34, da Lei 8.212/91, assim o determinava, bem como é admitida pela Súmula 4 do CARF e pelos nossos tribunais superiores – STJ e STF. Aliás, o próprio CARF tem Súmula sobre o assunto. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. O STJ assim se posiciona, sendo inclusive compatível com o artigo 161, § 1º da Lei 5.172/66 para este tribunal superior. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AFERIÇÃO DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. NÃO OCORRÊNCIA DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. 1. "Avaliar a necessidade da Fl. 4123DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.129 13 produção de prova pericial atrai o óbice contido na Súmula 7/STJ, haja vista tal providência demandar o revolvimento do substrato fáticoprobatório permeado nos autos" (AgRg no Ag 989.493/SP, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 23/06/2008). 2. A investigação acerca do preenchimento dos requisitos formais da CDA que aparelha a execução fiscal demanda, necessariamente, a revisão do substrato fático probatório contido nos autos, providência que não se coaduna com a via eleita, conforme vedação expressa da Súmula 7/STJ. 3. É inaplicável o benefício do art. 138 do CTN ao tributo confessado e nãopago pelo contribuinte. 4. A Primeira Seção desta Corte, quando do julgamento do REsp. n. 1.111.175/SP, de relatoria da Ministra Denise Arruda, pacificou entendimento, pela sistemática do art. 543C, do CPC, no sentido da legalidade da Taxa Selic, a qual incide sobre o crédito tributário a partir de 1º.1.1996 não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária tendo em vista que o art. 39, § 4º da Lei n. 9.250/95 preenche o requisito do § 1º do art. 161 do CTN. 5. O presente agravante regimental tratou, também, de questões diversas daquelas pacificadas em sede de recurso repetitivo, pelo que deixo de aplicar a multa prevista no § 2º do art. 557 do CPC. 6. Agravo regimental não provido.(AGA 200900895519, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, 28/09/2010) (grifo meu). A SELIC em recente julgamento do STF no sistema da Repercussão Geral Tema nº 214, no RE 212.209, em 08/06/2011, foi considerada cabível e compatível com a seara tributária, conforme sua página de notícias, assim pensa, também, o STJ, observese os textos. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (SFT) ratificou, ontem, quartafeira (18), por maioria de votos, jurisprudência firmada em 1999, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 212209, no sentido de que é constitucional a inclusão do valor do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) na sua própria base de cálculo. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 582461, interposto pela empresa Jaguary Engenharia, Mineração e Comércio Ltda .contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que entendeu que a inclusão do valor do ICMS na própria base de cálculo do tributo – também denominado “cálculo por dentro” – não configura dupla tributação nem afronta o princípio constitucional da não cumulatividade. No caso específico, a empresa contestava a aplicação, pelo governo de São Paulo, do disposto no artigo 33 da Lei paulista nº 6.374/89, segundo o qual o montante do ICMS integra sua própria base de cálculo. Fl. 4124DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.130 14 Súmula Em 23 de setembro de 2009, o Plenário do STF reconheceu repercussão geral à matéria suscitada no RE. Após a decisão do RE, o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, propôs que fosse editada uma súmula vinculante para orientar as demais cortes nas futuras decisões de matéria análoga. Assim, uma comissão da Corte vai elaborar o texto da súmula para ser posteriormente submetido ao Plenário. O caso A decisão da Justiça paulista afastou a alegação da empresa de que o artigo 13, parágrafo 1º, da Lei Complementar (LC) nº 87/96 (que prevê a inclusão do valor do ICMS na sua própria base de cálculo), bem como o artigo 33 da lei paulista nº 6.374/89, no mesmo sentido, conflitariam com a Constituição Federal (CF) no que diz caber a lei complementar definir os fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes dos impostos. Considerou legítima, ainda, a aplicação da taxa Selic e da multa de 20% sobre o valor do imposto corrigido. (grifos meus). Esta casa de justiça vem assim decidindo. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ESCLARECIMENTOS. Em se tratando de situação concreta a reclamar esclarecimentos, impõese prover os declaratórios sem o empréstimo de eficácia modificativa. TAXA SELIC – DÉBITO TRIBUTÁRIO. O Tribunal, na sessão plenária de 18 de maio de 2011, apreciando o Recurso Extraordinário nº 582.461/SP, assentou a legalidade da aplicação da taxa Selic para fins tributários. (AI 760894 AgRED, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 03/04/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe084 DIVULG 30042012 PUBLIC 02052012 RET v. 15, n. 85, 2012, p. 139141) (realce meu). Ficou demonstrado que todos os requisitos legais exigidos de um lançamento fiscal estão presentes ao caso, bem como que este baseiase em documentos apresentados pela empresa onde constam valores que não foram objeto de contribuição previdenciária. Desta forma, não há presunção, mas clara demonstração da origem do crédito. O fisco tem programas de educação fiscal e setores de plantão fiscal para esclarecer e elucidar as dúvidas do contribuinte quanto a legislação tributária. Embora, o agente fiscal que esteja empreendendo o procedimento de fiscalização no contribuinte, possa até lhe esclarecer alguma dúvida está não é a função deste agente, uma vez que ele não é serviço de consultoria do contribuinte e a ação fiscal é direito potestativo do fisco. No presente lançamento não há presunção o agente lançador demonstrou de forma clara que o contribuinte não declarou todos os fatos geradores em GFIP e em razão disso foi autuado. De outro lado, ressaltase, também, que o lançamento tributário, na modalidade de ofício, é direito potestativo do fisco e o contribuinte não tem participação em sua produção, assim diz a lei, a jurisprudência e a doutrina, veja as transcrições abaixo. Fl. 4125DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.131 15 Lei 5.172/66 Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL. PIS. OMISSÃO DE RECEITA OPERACIONAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DECADÊNCIA. ATO FINAL. LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO E NOTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. 1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando o sujeito passivo omitese no cumprimento dos deveres que lhe foram legalmente atribuídos, deve a autoridade fiscal proceder ao lançamento de ofício (CTN, art. 149), iniciandose o prazo decadencial de cinco anos no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido feito (art. 173, I, do CTN). 2. Se a Fazenda Pública notifica o contribuinte do auto de infração no prazo de cinco anos a que alude o art. 173, I, do CTN, não há que se falar em decadência do direito à constituição do crédito tributário. 3. O direito de lançar é potestativo. Logo, iniciado o procedimento fiscal com a lavratura do auto de infração e a devida ciência do sujeito passivo da obrigação tributária no prazo legal, desaparece o prazo decadencial. 4. Súmula TFR 153: "Constituído, no qüinqüênio, através de auto de infração ou notificação de lançamento, o crédito tributário, não há que se falar em decadência, fluindo, a partir daí, em princípio, o prazo prescricional, que, todavia, fica em suspenso, até que sejam decididos os recursos administrativos". 5. Embargos de declaração acolhidos com efeitos infringentes, para dar provimento ao recurso especial. (EDRESP 200900655845, CASTRO MEIRA, STJ SEGUNDA TURMA, 14/02/2011) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. MATÉRIA DECIDIDA NO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA N° 973.733/SC. ARTIGO 543C, DO CPC. PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE COBRANÇA JUDICIAL PELO FISCO. PRAZO QÜINQÜENAL. TRIBUTO SUJEITO À LANÇAMENTO POR Fl. 4126DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.132 16 HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA. 1. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 2. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 3. A Primeira Seção, quando do julgamento do REsp 973.733/SC, sujeito ao regime dos recursos repetitivos, reafirmou o entendimento de que " o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em FALTA O Fl. 4127DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.133 17 JULGAMENTO AGUARDAR) 4. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 534C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do atrtigo 557, CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 5. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado de contribuição social foi omitida pelo contribuinte concernente ao fato gerador compreendido a partir de 1995, consoante consignado pelo Tribunal a quo; (c) o prazo do fisco para lançar iniciou a partir de 01.01.1996 com término em 01.01.2001; (d) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 15.07.2004, data da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito que formalizou os créditos tributários em questão, sendo a execução ajuizada tão somente em 21.03.2005. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Agravo regimental desprovido. (AGRESP 201001395597, LUIZ FUX, STJ PRIMEIRA TURMA, 24/11/2010) TRIBUTÁRIO IOF DECADÊNCIA TERMO INICIAL FATO GERADOR DRAWBACK SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE IRRELEVÂNCIA PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO POTESTATIVO AO LANÇAMENTO. 1. O IOF não é tributo inerente à atividade de importação/exportação e não integra, em regra, o Termo de Compromisso, forma de constituição do crédito tributário prevista na legislação aduaneira. 2. O fato gerador do IOF na operação de câmbio é a a sua efetivação pela entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua colocação à disposição do interessado em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional entregue ou posta à disposição por este, nos termos do art. 63, II, do CTN. 3. A decadência, direito potestativo, não se interrompe, nem se suspende, de modo que o regime aduaneiro de drawback é irrelevante na fixação do termo inicial do prazo para a constituição do crédito tributário. 4. Recurso especial provido. (RESP 200702726133, ELIANA CALMON, STJ SEGUNDA TURMA, 18/02/2009) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Para uma melhor compreensão, podese citar o estado de sujeição em que se encontra o contribuinte ao lançamento tributário, não lhe sendo possível impedir o direito de a Fazenda Pública lançar o tributo. Efetuado o lançamento, no entanto, o sujeito passivo poderá simplesmente não realizar o pagamento, frustrando, então, a pretensão da Fazenda. Nesse caso, o prazo para o Fisco efetuar o lançamento tributário (direito potestativo), segundo essa tese, seria de Fl. 4128DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.134 18 decadência. Já o prazo para a cobrança do crédito tributário não pago (direito a uma pretensão) de prescrição. 1 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx O processo de determinação e exigência do crédito tributário, ou processo de acertamento, ou simplesmente o lançamento tributário, dividise em duas fase: (a) unilateral ou não contenciosa e (b) bilateral, contenciosa ou litigiosa. Este processo também tem recebido a denominação de ação fiscal. A fase não contenciosa é essencial no lançamento de ofício de qualquer tributo. A fase não contenciosa ou unilateral termina com o termo de encerramento de fiscalização, que será acompanhado de um auto de infração nos casos em que alguma infração da legislação tributária tenha sido constatada. Denominase auto de infração o documento no qual o agente da autoridade da Administração tributária narra a infração ou as infrações da legislação tributária atribuídas por ele ao sujeito passivo da obrigação tributária, no período abrangido pela ação fiscal. 2 (todos os grifos são meus). O lançamento pode e deve ser retificado quanto constatada qualquer incorreção em sua expressão monetário, aliás, esta é uma das finalidades do processo administrativo fiscal. O presente crédito, ainda, está sendo discutido na via administrativa, decorrente disso não existe inscrição de nada em dívida ativa em relação a este autos, não havendo iliquidez e nem incerteza. A recorrente não deve ter entendido o que diz a decisão a quo, uma vez que os documentos retificadores foram considerados e assim ficou decidido. A documentação apresentada pelo contribuinte foi suficiente para enquadrálo na situação passível de relevação parcial de multa, nos termos do Art. 656, §6° da INSTRUÇÃO NORMATIVA SRP n° 03, de 14 de julho de 2005 (antes da redação dada pela Instrução Normativa n° 23, de 30/04/07), devendose a multa aplicada ser parcialmente relevada nas competências onde houve a correção parcial, eis que os 1 HABLE, José. Decadência e prescrição no direito civil em confronto com o direito tributário. Jus Navigandi, Teresina, ano 13, n. 1941, 24 out. 2008. Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/11878. Auditor tributário da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, graduado em Agronomia pela UFPR, Administração de Empresas pela FAE e em Direito pela CEUB, pósgraduado em Direito Tributário pelo ICAT, mestre em Direito Internacional Econômico pela UCB, professor de Direito Tributário é autor do livro: "A Extinção do Crédito Tributário por Decurso de Prazo" 2 Machado, Hugo de Brito Curso de Direito Tributário 13 Edição Editora Malheiros 1998, pág. 336 e 337. Fl. 4129DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.135 19 requisitos previstos no § 1° do artigo 291 do Regulamento da Previdência Social, foram todos atendidos (primariedade, não ocorrência de agravante, pedido de relevação e correção da falta). Após as retificações efetuadas pela empresa, conforme cálculos da planilha anexada, a multa resultou no valor de R$ 811.225,74 (oitocentos e onze mil, duzentos e vinte e cinco reais e setenta e quatro centavos). Ou seja, além de considerados o valor do crédito foi retificado e o novo valor está explicitado de forma clara na decisão, não havendo as nulidades alegadas. O fisco não faz monitoramento mensal das empresas isto é inviável do posto de vista prático ante o enorme números de empresas e, ainda, que fizesse isso não autoriza a empresa a descumprir a lei. O órgão julgador de primeiro grau em razão da correção de parte das faltas, da primariedade, da ausência de circunstâncias agravantes e do pedido já promoveu a relevação parcial da multa, não havendo nada mais a ser excluído com esse fundamento. A possível, mas não comprovada confusão que alega a recorrente que o fiscal fez é irrelevante, pois não se refere a estes autos e os demais não estão aqui sendo analisados. No caso dos prestadores de serviço é irrelevante se eles efetuaram ou não o recolhimento de suas contribuições, pois o que o lançamento exige é a parte patronal, ou seja, aquilo que é obrigação direito da empresa, tais como: artigo 22, incisos III e IV – isto é, 20% em razão da remuneração do contribuinte individual a partir de 03/2000; 15% sobre o valor bruto da nota ou fatura de cooperativa. Além do que, 15% da Lei Complementar 84/96 até 02/2000, bem como 11% de desconto sobre a remuneração do contribuinte individual a partir de 04/2003, artigo 4º, da Lei 10.666/2003 como responsável tributária. Assim, não é que se falar em recolhimento espontâneo pelos prestadores, pois a obrigação é da empresa. A alegação da recorrente de que o enquadramento fiscal está errado, sendo o correto o de apresentação de GFIP com erro de preenchimento, não prospera, pois ficou demonstrado que a empresa deixou de oferecer diversas parcelas salariais e não informou diversos trabalhadores e suas, respectivas, remuneração, o que se amolda a classificação feita pelo agente autuante. Destarte, com esses argumentos rejeito as preliminares suscitadas, salvo a relativa à decadência, como esclarecido, para declarála ocorrida no período de 02/2000 a 11/2000, devendo assim as faltas e os valores relativos a essas competências serem excluídas dos autos. Todavia, ainda, que não suscitado deve incidir nos presentes autos a nova sistemática de aplicação da multa, inaugurada com a publicação da MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. Assim sendo, em atendimento ao artigo 106, II, “c”, da Lei 5.172/66 em relação a multa deve ser aplicado o artigo 32, A, I, da Lei 8.212/91 na redação implementada pelos novos texto legais citados. Lastreado nos argumentos, explicações, explanações e fundamentos expostos afasto todos os teses aventadas pela recorrente por falta de base fática e jurídica. Fl. 4130DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.004964/200738 Acórdão n.º 2803002.504 S2TE03 Fl. 2.136 20 Indefiro o pedido de diligência por desnecessário a conclusão do julgamento, bem como por não atender a exigência legal, artigo 16, inciso IV, do Decreto 70.235/72, bem como a quesitação complementar por acessoriedade. Indefiro, também, o pedido de intimação das partes para responder aos termos da ação, pois isso é providência corriqueira do impulso oficial, que deve promover a autoridade administrativa sempre que necessário, nos termos da lei. Indefiro, ainda, o pedido de intimação da PFN para suspender quaisquer e eventuais execuções em relação a estes autos, uma vez que não existem tais execuções, pois ainda, não se chegou nessa fase processual, tendo em vista que o crédito não está definitivamente constituído, como ficou demonstrado. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por conhecer do recurso para no mérito darlhe provimento parcial: I reconhecendo a decadência das faltas até a competência 11/2000, inclusive, determinando, que seus valores sejam excluídos da autuação; II – determinar que seja aplicada a multa benéfica do artigo 32, A, I, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 4131DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10665.000486/86-41
Data da sessão: Wed Jun 15 00:00:00 UTC 1988
Ementa: INEXATIDÃO MATERIAL Caracterizada a me inexatidão Material no aresto administrativo impõe-se a sua correção, nos termos do artigo 26 do Regimento aprovado pela Portaria M.F. n9 182/77.
Numero da decisão: 101-77.803
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, retificar acórdão n° 101-77.417, de 06.11.87, passando-se a ler PIS-DEDUÇÃO onde se lia PIS-REPIQUE, nos termos do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES
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Recorrente NACIONAL DE GRAFITE LTDA. Recorrida: DELEGACIAHDA RECEITA FEDERAL EM DIVINÓPOLIS (MG). INEXATIDÃO MATERIAL Caracterizada a me Xatidâo Material no aresto administrativE impõe-se a sua correção, nos termos do ar -Ligo 26 do Regimento aprovado pela Porta- ria M.F. n9 182/77. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NACIONAL DE GRAFITE LTDA:: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, retificar oAc& dão n9 101-77.417, de 06.11.87, oassando-se a ler PIS-DEDUÇÃO onde se lia PIS-REPIQUE, nos termos do relat6rio e voto que passam a inte— grar o presente julgado. Sala das Sessões (DF), em 15 de junho de 1988 URGEL PEREIRA LOPES - PRESIDENTE CARLOS ALBwaro- G9NÇAIJVS NUNES - RELATOR _ ario, VISTO EM OBI DAMASCENO FERREIRA - PROCURADOR DA FA SESSÃO DE: 1 6 JUN '1988 ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, ARY TORIBIO, RAUL PIMENTEL e JOSÉ EDUARDO RANGEL DEALOWN. 2 mls j, SERVIÇO PUBL ICO FEDERAL PROCESSO N o 10665-000.486/86-41 , RECURSO N9: 48.583 ACORDÃOW 101-77.803 RECORRENTE : NACIONAL DE GRAFITE LTDA. RELATÓRIO Reporto-me ao relatório de fls. 57/58. Às fls. 62/63, a repartição de origem esclarece que o auto de fls. 4 tevepOrbase a cobrança do PIS-Dedução e que a Câmara, no Acórdão n9 101-77.417(fls. 56), apreciou a mataria sob a ótica do PIS-Repique. Com fundamento no art. 26 do Regimento des te Conselho, aprovado pela Portaria MF n9 182/77 submete a questão ao Colegiado. A Presidência desta Câmara, por despacho de fls. 64, reconheceu o equivoco e recomendou a reinclusão do recurso em pauta para retificação do referido acórdão. É o relatório. C /1-2 /67 , - DMF DF /1 0 C C Scq af 1600'75 3 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10665-000.486/86-41 Acórdão n9 101-77.803 VOTO_ Realmente houve um erro material no terceito pa rágrafo do voto (f is, 59).. embasou o Acórdão n9 101-77.417 (fls. 56), ao consignar que a exigência feita no processo refere-se ao PIS-REPIQUE, impondo-se a retificação do referido acórdão nos termos do art. 26 do Regimento Interno deste Conselho aprovado pela Portaria MF n9 182, de 13/04/77. A competência da Secretaria da Receita Federal pa- ra fiscalização, determinação e exigência da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e seus acréscimos, e bem assim a competência do Primeiro Conselho de Contribuintes para julgamento dos litígios referentes a esta mataria, em segunda instáncia, estão contidos no Decreto-lei n9 2.052, de 03.08.83 (arts. 69 e 99 c/c De creto n9 70.235/72) e com os itens VIII e IX, "b", da Portaria n9 001, de 02.01.84, do Ministro da Fazenda. A exigência feita no presente processo refere-se ã diferença do PIS-Dedução de que tratam o 5 19 do art. 39 da Lei Com plementar n9 07/70, c/c alínea "a" do art. 49, do Regimento aprova- do pela Resolução BACEN n9 174, de 25.02.71, e n9 482/78, itens IV, "a". Os itens IV, "a", da Resolução BACEN n9 482/78,con solidando disposiç6es da lei que instituiu a referida contribuição, dispOem: "IV - A empresa cuja atividade prepon- derante for a de prestaçao de serviços contribuirá para a exe cução do Programa de Intergração Social --PIS com duas parcelas. (grifei). a) a primeira será calculada na pra porção de 5% (cinco por cento)so bre o valor do imposto de renda' devido, ou como se devido fosse, e deduzida do mesmo Imposto de /4» SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10665-000.486/86-41 4 Acórdão n9 101-77.803 Renda, observados os pargrdfos 19, alínea a, 29, 39, 49 e 59 do artigo 49 do Regulamento Anexo à Resolução n9 174,de 25.02.71,com as modificações posteriores." Em se tratando de contribuição calculada com base no imposto de renda devido pela pessoa jurídica, o lançamento para sua cobrança é reflexivo e, assim, a decisão de mérito prolatada no processo principal constitui prejulgado na decisão doprocesso decor rente, em razão da intima relação de causa e efeito. Desta forma, há de se conciliar o julgamento a ser dado no processo decorrente com a solução dada no processo matriz. A empresa no processo matriz, referente aos exerci cios de 1983 a 1986 (Recurso 91.142) teve seu apelo provido parcial mente para que se compensasse no cálculo da correção monetária devi da nos exercícios de 1983 a 1.986 também os efeitos da correção so- bre a reserva correspondente à base de cálculo apurada no exercício de 1982, liquido da imposto então lançado. Desta forma, as bases de cálculo do auto (fls.4-v) deverão ser reduzidas às diferenças de imposto assim determinadas. A multa de lançamento de oficio de que trata o 19 do art. 86 da Lei n9 7.450, de 23.12.85 (D.O. de 24.12.85), vi- gente a partir de sua publicação, como prescreve o seu art.101, não tem aplicação aos anos anteriores ao de 1985 (criv art. 101, c/c o art. 19 da Lei de Introdução ao Código Civil). A partir do ano de 1983, e até o ano de 1984, por força do disposto no inciso III do art. 19 do Decreto-lei n9 2.052, de 03.08.83("in" D.O. de 04/08/83) o atraso na contribuição para o PIS era sancionado com multa de mora, tão somente. A multa de lançamento de ofício com base noart. 21 e seus parágrafos do Decreto-lei n9 401,de 30.11.68 foi introduzida» 4 ( ( SERMO NU20 FEDERAL PROCESSO N9 10665-000.486/86-41 5 Acórdão n9 101-77.803 na cobrança da contribuição para o PIS/PASEP e para o FINSOCIAL, pelo artigo 86 da Lei n9 7.450/85. Nesta ordem de juizos, voto no sentido de se re tificar o Acórdão n9 101-77.417, de 06/11/87, pasando-se a ler PIS-DEDUÇÃO onde se lia PIS-REPIQUE. CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES - RELATOR (//) Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10215.000275/2001-71
Data da sessão: Tue May 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1997
ITR. ÁREA DECLARADA DE INTERESSE ECOLÓGICO.
A exigência de ato declaratório se encontra tão-só nas alíneas 'b' e 'c' do inciso II do § 1° da Lei n° 9.393/96.
O legislador entendeu necessária a declaração para a determinação de áreas de interesse ecológico e comprovadamente imprestáveis, o fez de maneira expressa.
Para que não haja incidência de ITR para as áreas de interesse ecológico faz-se necessária a existência de Ato Declaratório Ambiental que a reconheça.
O Ato Declaratório constante nos autos refere-se tão a área de preservação permanente e área de reserva legal, não contemplando área de declarado interesse ecológico.
Recurso especial provido em parte.
Numero da decisão: 9202-000.887
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer o lançamento em relação à área declarada de interesse ecológico. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Gonçalo Bonet Allage, Manoel
Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Susy Hoffmann Gomes.
Nome do relator: Elias Sampaio Freire
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' CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS 1 Processo n° 10215.000275/2001-71 Recurso n° 330.591 Especial do Procurador Acórdão n° 9202-00.887 — 2' Turma Sessão de 11 de maio de 2010 Matéria ITR Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado CIA AGRO INDUSTRIAL TAPAJÓS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1997 ITR. ÁREA DECLARADA DE INTERESSE ECOLÓGICO. A exigência de ato declaratório se encontra tão-só nas alíneas 'b' e 'c' do inciso II do § 1° da Lei n° 9.393/96. O legislador entendeu necessária a declaração para a determinação de áreas de interesse ecológico e comprovadamente imprestáveis, o fez de maneira expressa. Para que não haja incidência de ITR para as áreas de interesse ecológico faz- se necessária a existência de Ato Declaratório Ambiental que a reconheça. O Ato Declaratório constante nos autos refere-se tão a área de preservação permanente e área de reserva legal, não contemplando área de declarado interesse ecológico. Recurso especial provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para restabelecer o lançamento em relação à área declarada de interesse ecológico. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Gonçalo Bonet Allage, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Susy Hoffmann Gomes. (1)' CAR • S • LB' i i0 FREITAS ARRETO - Presidente 101 ELIAS SAMPAI• FREIRE — Relator EDITADO EM: 1 1 LM. 2010 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (suplente convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Francisco de Assis Oliveira Junior. Relatório Trata-se de recurso especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional. Inicialmente, o acórdão recorrido deu provimento parcial ao recurso voluntário do contribuinte para afastar a exigência de ITR sobre as áreas de preservação peimanente e de reserva legal declarados no ADA (fls. 18 dos autos). Daí, a Fazenda Nacional embargou a decisão recorrida sob a alegação de que: "as questões relativas à apresentação tempestiva do ADA e ao registro da área de reserva legal, conquanto tenham sido discutidas no auto de infração e na decisão de primeira instância, não foram tratadas no acórdão ora embargado". Por seu turno, ao apreciar os embargos interpostos pela Fazenda Nacional, o colegiado ao manter a decisão prolatada esclareceu que: "Entretanto, para que não pairem dúvida sobre a decisão prolatada por este Órgão Colegiado, retifica-se o Acórdão Embargado apenas e tão-somente para esclarecer que a hipótese de isenção presente no caso em exame é de ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO, ASSIM DECLARADA POR MEIO DE DECRETO FEDERAL, NOS TERMOS DO ARTIGO 10, II, "b" da Lei 9393/96", assim ementada: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR Embargos de Declaração. Alegação de obscuridade e omissão. A obscuridade estaria presente no fundamento da razão isencional tributária de ITR por ausência de diferenciação entre "área de interesse ecológico" e "área de reserva legal". Acolhimento dos Embargos apenas para sanar dúvida, mas afirma-se que as áreas de interesse ecológico não excluem outras de proteção ambiental, incluindo, as áreas de reserva legal, pois se tratam de institutos complementares, sendo ambos justificadores e fundamentos da isenção tributária de ITR. 2 Processo n° 10215.000275/2001-71 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.887 Fl. 2 EMBARGOS ACOLHIDOS E PROVIDOS Em seu recurso especial insurge-se contra a decisão colegiada que se fundou na alegação de que a área do imóvel foi declarada como de interesse ecológico (utilização limitada), fato que afastaria a exigência do ato específico do órgão competente para a exclusão do ITR do caso em tela. A Fazenda Nacional alega, em síntese, que: a) para exclusão do ITR apenas será aceita como área de interesse ecológico, nos termos da legislação, a área declarada em caráter específico para determinada área da propriedade particular, não sendo aceita a declaração em caráter geral, ou seja, se o imóvel rural estiver dentro da área declarada em caráter geral de interesse ecológico, é necessário também o reconhecimento específico de órgão de órgão competente para a área de propriedade particular; b) a cobrança do ITR no caso em apreço diz respeito a fato gerador anterior ao Decreto Federal que instituiu a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, na qual estaria inserida a propriedade do contribuinte, que reconheceu a referida área como de interesse ecológico apenas em 09/11/1998; e c) o Ato Declaratório Ambiental acostado aos autos, além de intempestivo, não se presta ao reconhecimento das áreas como de interesse ecológico, já que o referido documento diz respeito a supostas áreas de preservação permanente e de reserva legal. O contribuinte, cientificado do recurso especial da Fazenda Nacional e do despacho que lhe deu seguimento, apresentou contra-razões. Argumentando em síntese que: a) o auto de infração fora lavrado em nome de Antonio Celso Sganzerla, e não em nome da CIA AGRO INDUSTRIAL TAPAJÓS, real proprietária do imóvel, sendo assim, por se tratar de pessoa física no lugar de pessoa jurídica, o processo se encontra passível de total nulidade, uma vez que o auto de infração deveria ser lavrado contra a real proprietária do imóvel; b) há falta divergência jurisprudencial e ausência de paradigma. c) o imóvel está encravado na Reserva extrativista Tapajós-Arapiuns, os limites e confrontações são aqueles impostos pelo Decreto do Governo Federal datado de 06/11/1998 d) que houve apresentação de Ato Declaratório Ambiental — ADA; e e) nos termos da Lei n° 9.3393/96, as áreas de preservação e de reserva legal efetivamente não precisam ser previamente reconhecidas pelo Poder Público para que ocorra o recolhimento do ITR. É o relatório. 3 Voto Conselheiro ELIAS SAMPAIO FREIRE, Relator Por certo a divergência ensejadora da admissibilidade, do prosseguimento e do conhecimento do recurso há de ser especifica, revelando a existência de teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal, embora idênticos os fatos que as ensejaram. No presente caso o tem-se que o acórdão recorrido entendeu ser bastante e suficiente Decreto Federal para se considerar a isenta a área de interesse ecológico e o acórdão paradigma é no sentido de que faz-se necessária a exigência de Ato Declaratório Ambiental — ADA para que não haja incidência de ITR sobre área de interesse ecológico. Portanto, entendo configurada a divergência e, assim, conheço do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Preliminarmente não há de prosperar a preliminar de nulidade argüida pelo contribuinte em sede de contra-razões, alegando que o auto de infração fora lavrado em nome de Antonio Celso Sganzerla, e não em nome da CIA AGRO INDUSTRIAL TAPAJÓS, real proprietária do imóvel. A uma porque o auto de infração foi lavrado em nome da CIA AGRO INDUSTRIAL TAPAJÓS. A duas por que o erro material constante nos acórdãos proferidos pela 1a Câmara do 3 ° Conselho de Contribuintes em que constava, indevidamente, como recorrente o Sr. Antonio Celso Sganzerla, foram devidamente saneados pelo acórdão 301- 34.054. Para se dirimir a controvérsia dos autos, é importante destacar, do Imposto Territorial Rural - ITR, tributo sujeito ao regime de lançamento por homologação, a sistemática relativa à sua apuração e pagamento. Para tanto, ressalto do art. 10 da Lei 9.393/96 os trechos que interessam: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. sS. 1' Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: 1- VTIV, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias; b) culturas permanentes e temporárias; c)pastagens cultivadas e melhoradas; d)florestas plantadas,. II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: 4 Processo n° 10215.000275/2001-71 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.887 Fl. 3 a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; Da transcrição acima, destaca-se que, quando da apuração do imposto devido, exclui-se da área tributável as áreas de preservação permanente e de reserva legal, as de interesse ecológico e as comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico. A expedição de atos normativas pela Administração Tributária deve ater-se à observância dos princípios da legalidade e da razoabilidade. Embora o Código Tributário Nacional estabeleça que a obrigação acessória decorre da legislação tributária (art. 113, § 20), expressão que compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares (atos normativos, decisões dos órgãos de jurisdição administrativa, as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades tributários e convênios), não se deve perder de vista que sobrepaira sobre todo o sistema o princípio da legalidade. Em comentário ao dispositivo, Luiz Alberto Gurgel de Faria enfatiza, na esteira da melhor doutrina, que apenas a lei formal poderia ser fonte de obrigação tributária acessória: (Código Tributário Nacional Comentado, Coord. Vladimir Passos de Freitas, 3a ed., Ed. RT, pp. 551-552) A obrigação acessória decorre da 'legislação tributária' (,Ç 2°), o que há de ser interpretado em harmonia com a Constituição Federal. Com efeito, nos termos do art. 96 do CTN, a referida expressão 'compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes', de modo que, na concepção do legislador de 1966 (ano da promulgação do CTN), quaisquer desses atos poderiam instituir uma obrigação acessória. Ocorre que, na Carta Magna em vigor, o princípio da legalidade foi reforçado -'ninguém será obrigado afazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei' (art. 5°, II) -, demonstrando que as obrigações acessórias hão de ser criadas através de lei, formal e materialmente considerada, advinda, portanto, do Poder Legislativo, cabendo aos decretos e demais normas complementares o papel de explicitar a lei, viabilizando a sua melhor forma de execução, quando necessário Portanto Administração Tributária não pode instituir obrigações acessórias ,Ç_______sem que haja pertinência objetiva entre ela e a obrigação tributária principal. Não deve 1 5 contribuinte ser onerado com exigências desnecessárias e impertinentes para o pagamento do imposto. Entendo que a IN n° 67/97, no quanto comporta à regulamentação do art. 10, § 1°, inc. II, alínea 'a', da Lei n° 9.393/96, desbordou de seus limites, vale dizer, o ato administrativo operou extra-legem . Ou seja, para este período, para que se reconheça a não incidência do ITR sobre a área de preservação permanente e sobre a área de reserva legal, descabida a exigência de Ato Declaratório Ambiental. Conforme, inclusive dispõe a Súmula CARF n° 41, in verbis: "A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de oficio relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000." Com efeito, a exigência de ato declaratório se encontra tão-só nas alíneas 'b' e 'c' do inciso II do § 1° da Lei n° 9.393/96. Nessas hipóteses tal exigência da IN n° 67/97 encontra fundamento na lei, condição necessária para sua validade enquanto ato normativo derivado. No que diz com a alínea 'a' do inciso II do § 1° da Lei n° 9.393/96, não se vislumbra esse fundamento, até porque essa alínea faz remissão expressa à lei n° 4.771/65 e à Lei n° 7.803/89, que definem quais sejam as áreas de preservação permanente e de reserva legal. Diferentemente, quando o legislador entendeu necessária a declaração para a determinação de áreas de interesse ecológico e comprovadamente imprestáveis, o fez de maneira expressa. Saliente-se que o Ato Declaratório constante nos autos (fls. 18) refere-se tão a área de preservação permanente e área de reserva legal, não contemplando área de declarado interesse ecológico. Portanto, a irresignação da Fazenda Nacional merece prosperar, posto que para que não haja incidência de ITR para as áreas de interesse ecológico faz-se necessária a existência de Ato Declaratório Ambiental que a reconheça. Por todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso especial da Fazenda Nacional, no sentido de se manter o lançamento referente a área de declarado interesse ecológico. É co o vo o. Elias Samp: Freire - Relator 6
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Numero do processo: 13891.000454/2002-13
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Dec 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/1995 a 28/02/1996
Ementa:NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543-B DO CPC.
Consoante art. 62-A do Regimento Interno do CARF, As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE).
Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando-se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3º do CPC aos recursos sobrestados
Numero da decisão: 9303-002.339
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente em exercício. .
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator.
EDITADO EM: 16/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Ivan Allegretti, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto). Ausentes, momentaneamente, o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda e as Conselheiras Maria Teresa Martínez López e Nanci Gama.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2201; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 4 1 3 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13891.000454/200213 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.339 – 3ª Turma Sessão de 20 de junho de 2013 Matéria PRESCRIÇÃO Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado SUPERMERCADO VILAS BOAS LTDA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1995 a 28/02/1996 Ementa:NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543B DO CPC. Consoante art. 62A do Regimento Interno do CARF, “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE). “Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º do CPC aos recursos sobrestados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 1. 00 04 54 /2 00 2- 13 Fl. 203DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 16/10/2013 por JULIO CESAR ALVES R AMOS 2 LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS – Presidente em exercício. . JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. EDITADO EM: 16/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Ivan Allegretti, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto). Ausentes, momentaneamente, o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda e as Conselheiras Maria Teresa Martínez López e Nanci Gama. Relatório Reportam os autos insurgência da Procuradoria da Fazenda Nacional contra acórdão que afastou a prescrição do direito à restituição do PIS recolhido indevidamente durante os meses de outubro de 1995 a fevereiro de 1996 postulada administrativamente em 29 de novembro de 2002. A decisão adotou a tese de que o marco inicial para contagem do prazo prescricional do direito do contribuinte seria a data da decisão, pelo STF, acerca da inconstitucionalidade do dispositivo que a previa, in casu, a Medida Provisória 1.212/98, ao julgar aAção Direta de Inconstitucionalidade nº 1.4170. A Fazenda Nacional pugna pela aplicação do critério previsto no art. 168, I do CTN juntando paradigmas concordes com sua posição. É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS O recurso fazendário foi bem admitido porquanto sobejamente comprovada a divergência argüida. Dele conheço. Mas, apesar de concordar com posição nele expressa, vejome obrigado a lhe negar provimento por força da disposição do art.62A do Regimento Interno deste Colegiado. É que a questão em debate foi resolvida pelo egrégio Supremo Tribunal Federal em julgamento realizado já na sistemática da repercussão geral. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 16/10/2013 por JULIO CESAR ALVES R AMOS Processo nº 13891.000454/200213 Acórdão n.º 9303002.339 CSRFT3 Fl. 5 3 Por ocasião do julgamento pelo Pleno do CARF, entre outros, do recurso extraordinário interposto no processo 13832.000210/9914, assim me pronunciei quanto à matéria: A matéria ora discutida, contagem do prazo para postularse restituição de quantias indevidamente recolhidas a título de tributo submetido à sistemática do lançamento por homologação, que tantos e tão acalorados debates já suscitou, encontrase inteiramente pacificada com o advento da decisão do colendo Supremo Tribunal Federal no julgamento do recurso extraordinário nº 566.621/RS. Nele discutiuse a constitucionalidade dos arts. 3º e 4º do referido diploma legal, que o pretendiam expressamente interpretativo de modo a poder ser aplicado mesmo às restituições requeridas judicialmente antes de sua publicação. Não se trata disso aqui, é certo, visto que a pretensão fazendária é apenas desconstituir a tese que prevaleceu no julgado administrativo segundo a qual o marco inicial é o dia de publicação de ato legal que “reconheceu” a inconstitucionalidade do dispositivo em que se baseou o recolhimento. Em outras palavras, não pugna a Fazenda pela aplicação retroativa da referida Lei, embora a forma de contagem do prazo prescricional por ela defendida isso implique. Isso não obstante, a ilustre Relatora no STF não deixa de enfrentar a discussão aqui posta. Com efeito, são suas palavras: “...Logo, aquela Corte firmou posição no sentido de que, também em tais situações de retenção e de reconhecimento do indébito em razão de inconstitucionalidade da lei instituidora, deverseia aplicar, sem ressalvas, a tese dos dez anos, conforme se vê dos ERESp 329.160/DF e ERESp 435.835/SC julgados pela Primeira Seção daquela Corte...” Assim, entendo eu, merece de fato reforma a decisão proferida, na medida em que aplicou entendimento não mais de acordo com a jurisprudência predominante no “tribunal ao qual cabe dar a interpretação definitiva da legislação federal”, nos dizeres da douta Ministra. Em suma, deve ser afastada a tese que demarca o início do prazo no “reconhecimento de inconstitucionalidade”. Ele é, sem mais discussão, a data de extinção do crédito tributário, consoante norma do art. 168, I do CTN como pretendido pela Procuradoria. O que isso implica, porém, não é, na inteireza, o que deseja a representação da Fazenda Nacional. Deveras, a mesma decisão reitera, como já se disse, que a interpretação que prevalecia no STJ era a dos cinco mais cinco mesmo para esses casos de declaração de inconstitucionalidade do ato legal instituidor ou majorador da exação. E que esse entendimento deve ser respeitado, em louvor ao princípio da Fl. 205DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 16/10/2013 por JULIO CESAR ALVES R AMOS 4 segurança jurídica, quando a postulação seja anterior à edição da Lei Complementar. Sendo essa a expressa conclusão do acórdão, prolatado pelo STF já na sistemática do art. 543B do Código de Processo Civil, é obrigatória sua adoção pelos Conselheiros Membros do CARF, por força do art. 62A do Regimento Interno. No presente caso, indubitável que a petição do contribuinte deu entrada administrativamente em data bem anterior à edição daquela Lei Complementar. É de rigor, pois, reconhecer, que o termo inicial para contagem do prazo de cinco anos previsto no art. 168, I do CTN somente tem início após findo aquele que vem estipulado no art. 150, § 4º do mesmo Código. A aplicação ao caso concreto leva à conclusão de que não estava prescrito o direito do contribuinte à restituição de quantias atinentes a fatos geradores ocorridos anteriormente a 15 de dezembro de 1989, dado que o seu pedido ingressou administrativamente apenas em 15 de dezembro de 1999. Voto, assim, pelo não provimento do apelo fazendário de modo a manter o afastamento da prescrição com respeito aos recolhimentos efetuados pelo contribuinte, embora por fundamento diverso daquele adotado nos julgados já ocorridos. Nos presentes autos, a restituição foi postulada em 2002, bem antes pois da data de entrada em vigor da Lei Complementar nº 118/2005, e todos os fatos geradores em relação aos quais a empresa efetuou os recolhimentos indevidos – outubro de 1995 a fevereiro de 1996 – ocorreram menos de dez anos antes do ingresso de seu pedido administrativo. Com essas considerações, voto por negar provimento ao apelo da Fazenda Nacional. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 206DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/12/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 16/10/2013 por JULIO CESAR ALVES R AMOS
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Numero do processo: 10166.003822/00-31
Data da sessão: Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 1995,1996
IRPJ. OMISSÃO DE RECEITAS. Tributa-se, a titulo de receitas omitidas, a diferença entre os valores escriturados e o total dos pagamentos efetuados por tomadores de serviços da fiscalizada, inclusive com retenção do imposto de renda
na fonte, comprovados mediante documentação bancária.
RECEITAS OMITIDAS. BASE DE CALCULO. EXCLUSÕES. Devem ser
excluídos do montante tributado a título de receitas omitidas, os valores relativos a desfalques efetuados por funcionários da empresa, apurados mediante inquérito
policial.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 1402-000.201
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso em relação ao ano-calendário de 1995, e por maioria de votos dar provimento parcial ao recurso para excluir o valor de R$ 110.845,89 em 1996, vencidos o relator e Albertina Silva Santos de Lima. Designado para redigir o voto vencedor o
Conselheiro Carlos Pelá.
Nome do relator: Antonio Jose Praga de Souza
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OMISSÃO DE RECEITAS. Tributase, a titulo de receitas omitidas, a diferença entre os valores escriturados e o total dos pagamentos efetuados por tomadores de serviços da fiscalizada, inclusive com retenção do imposto de renda na fonte, comprovados mediante documentação bancária. j RECEITAS OMITIDAS. BASE DE CALCULO. EXCLUSÕES. Devem ser excluídos do montante tributado a título de receitas omitidas, os valores relativos a desfalques efetuados por funcionários da empresa, apurados mediante inquérito policial. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso em relação ao anocalendário de 1995, e por maioria de votos dar provimento parcial ao recurso para excluir o valor de R$ 110.845,89 em 1996, vencidos o relator e Albertina Silva Santos de Lima. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Carlos Pelá. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator (assinado digitalmente) Carlos Pelá – Redator Designado Fl. 1664DF CARF MF Impresso em 22/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assina do digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10166.003822/0031 Acórdão n.º 140200.201 S1C4T2 Fl. 2 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Edijalmo Antônio da Cruz, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Relatório BRASAL CORRETORA DE SEGUROS LTDA recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela DRJ em primeira instância, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida: O sujeito passivo qualificado no preâmbulo foi autuado pela fiscalização do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, representada pelos AuditoresFiscais da Receita Federal João Paulo R. F. M. da Silva e Antonio Marcos Silva Santos, que lavraram os Autos de Infração de fls. 02/14; 15/26, 27/40 e 41/52, por intermédio dos quais foi constiuído o crédito tributário total de R$ 400.857,24, já incluídos a multa de lançamento de ofício de 75% e os juros moratórios calculados até o mês dos lançamentos, conforme demonstrativo de fl. 01, que assim discrimina: (...) No lançamento principal de IRPJ o sujeito passivo é acusado de ter omitido receitas da prestação de serviços de corretagem de seguros, nos anos de 1995 e 1996, nos valores evidenciados no "Relatório de Receitas Omitidas Lançadas", de fls. 53/64, o quai consolida todas as informações coligidas pela fiscalização durante o procedimento, de acordo com a mmudente descrição dos fatos de fls. 03/10. (...) Cientificado dos lançamentos em 31 de março de 2000, o sujeito passivo apresentou, em 28 de abril seguinte, a peça impugnatória de fls. 301/305, acostada pelos documentos de fls. 306/317, onde estão lançados os argumentos de fato e de direito que serão adiante sintetizados. Preliminarmente, argüi a defesa a nulidade do Auto de Infração sob o argumento de que as autoridades fiscais, mesmo tendo conhecimento de que a empresa fora vítima de desfalque por parte de uma exfuncionária, por intermédio de notitia crimims formulada junto à 3a Delagcia Policial e da instauração do Processo Judicial n° 199801.1.036906, de 02/07/1998, onde constam listas de grande número de cheques da empresa depositados pela exfuncionária em suas contas bancárias pessoais, concluíram por duplicar os sacrifícios e penalidade a um contribuinte, vitima de roubo, com a tributação dos valores furtados, sob o fundamento de omissão de receitas operacionais de corretagem de seguros, sem que tivessem a prova fática da omissão. Adentrando ao mérito, a impugnante argumenta que a fiscalização baseouse em relações fornecidas pelas Companhias Seguradoras, cotejando as comissões relacionadas e declaradas como pagas por essas empresas à autuada, como se essas fossem líquidas e certas, com as receitas escrituradas, e autuando as diferenças encontradas, sem que tenha ficado caracterizado aquilo que realmente foi pago pelas Seguradoras e aquilo que foi realmente recebido pela empresa. Alega a impugnante que deveria ter sido evidenciado o que foi objeto de desfalque, isto é, os valores que não foram regularmente recebidos pela autuada, mediante os documentos comprobatòrios dos pagamentos, mas, em vez disso, deuse Fl. 1665DF CARF MF Impresso em 22/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assina do digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10166.003822/0031 Acórdão n.º 140200.201 S1C4T2 Fl. 3 3 um prazo exiguo de 30 dias para a empresa explicar aquilo que estava sob responsabilidade da autoridade policial averigüar. Dentro do que lhe compete, a impugnante está recorrendo ás informações e documentos de pagamentos e chegues provindos das empresa seguradoras, conforme documentos que acostou â impugnação, para confirmar responsabilidades quanto á apropriação indébita e desvios praticados, a fim de suprir as autoridades das informações ao seu alcance. No momento, alega a defesa, não ter condições imediatas de proceder á averiguações complementares, porque será indispensável a realização de adequada e minuciosa perícia técnica e demorada coleta da documentação de suporte. Prosseguindo, diz a defendente que dentre as funções confiadas à sua ex funcionária, estava a de receber os cheques emitidos pelas Companhias Seguradoras em favor da empresa, correspondentes às comissões por seguros efetuados, dar baixa nos controles respectivos e providenciar o depósito desses cheques na conta bancária da empresa. Afastada a funcionária, alega a empresa ter feito uma conferência entre as comissões pagas pelas Seguradoras Minís Brasil, Porto Seguro e Sul América e os valores depositados, constatando que as comissões pagas por essas empresas jamais ingressaram em sua conta bancária. Apresentada a notitia crimmis , a acusada confessou o crime praticado continuamente, mas nem ela foi capaz de indicar com precisão o número exato de chequesrelativos às comissões por ela desviados, o que somente poderá ser feito mediante al confrontação das relações de pagamentos feitos pelas Seguradoras, com aquilo que foi | efetivamente recebido pela autuada e depositado em sua conta corrente. De acordo com documentos constantes dos autos do Processo n° 1998.01.1.0369062, instaurado contra sua exfuncionária, que tramita na 5a Vara Criminai do Distrito Federal, documentos esses juntados ao presente processo fiscal, a impugnante pretende comprovar que grande parte da receita considerada omitida pela fiscalização foi objeto de furto, cuja autoria a própria exfuncionária confessou. Fazendo um resumo dos cheques apropriados pela exfuncionária, emitidos pela Cia. De Seguros Minas Brasil, somente no anocalendário de 1996 e cotejando se com os dados específicos dessa empresa apurados pela fiscalização, conclui a impugnante terem sido desviados cheques no total de R$ 80.599,40, o que somado a outros cheques constantes da mesma relação, que foram desviados, eleva o total a R$ 110.845,89. Demais disso, conforme carta da Minas Brasil (anexa), outros cheques haviam sido desviados por funcionário seu, entre agosto de 1995 e maio de 1997, no total de RS 25.729,52, conseqüentemente, da diferença apontada pela fiscalização como omissão de receitas, a defesa entende ter ficado comprovado que significativa parcela não foi recebida pelaj empresa. j Argumenta a defendente que se não houve realmente o ingresso do numerário | no caixa ou nas contas da empresa, inclusive por ela desconhecer da sua existência, não há | como considerar isso uma infração para imputarlhe responsabilidade pela falta de registro de j receitas, recorrendo aos dispositivos da Lei das S.fte ao art. T do Decretolei n° 1.598, de 1977, j que dispõem sobre a necessidade de registro de todas as operações do contribuinte nos meses j de competência, conforme descrição feita pela fiscalização. j Fl. 1666DF CARF MF Impresso em 22/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assina do digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10166.003822/0031 Acórdão n.º 140200.201 S1C4T2 Fl. 4 4 Responsabilizando as Companhias Seguradoras por não terem feito depósitos bancários do total das supostas comissões informadas, em conta da autuada, ou por não terem entregue os numerários ou ordens de pagamento sob rígido controle, a impugnante acredita não poder ser responsabilizada por não ter registrado fatos que não eram do seu conhecimento, o que somente se daria se ela tivesse usado de máfé para deixar de registrar documentos em sua contabilidade, mas isso não foi constatado pelos Auditores Fiscais, uma vez que segundo eles "os valores escriturados pela Corretora fiscalizada são compatíveis com os valores por ela declarados" Mais argumentando, diz a impugnante que se houvesse a possibilidade de registrar as receitas até então desconhecidas, ou mesmo que tivessem sido objeto de créditos contabilizados pelas Seguradoras e, concomitantemente, pela empresa, constatado o desfalque, seria lícito o provisionamento de sua perda para efeito da correspondente liberação da incidência tributária. Isso entretanto, somente foi possível quando os fatos estavam consumados, devendo ser concedida a isenção tributária, por medida de justiça, mediante as j provas ora apresentadas. j Encerrando a impugnação, a defesa requer a desconsideração dos Autos de! Infração principal e reflexos, ou, se esse não for o entendimento da autoridade julgadora, que ! seja determinada a realização de perícia para a necessária apuração dos fatos imputados.j O acórdão de 1a. Instância está assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ementa: Omissão de Receitas. Caracteriza omissão de receitas a diferença verificada entre os pagamentos totais informados ao Fisco por Companhias Seguradoras, por serviços de corretagem de seguros, inclusive com retenção do imposto de renda na fonte, e os valores escriturados pela Sociedade Corretora, não a eximindo dos gravames do lançamento a alegação de que foi vítima de desvio praticado por ex empregado. j Lançamento Reflexo. Ao se decidir de forma exaustiva matéria tributável no lançamento principal contra pessoa jurídica, resta abrangido o litígio quanto ao lançamento decorrente, quando o sujeito passivo não tiver oferecido argumentos específicos de defesa referenciados a esse. Lançamento Procedente. Cientificado via postal, o contribuinte apresentou recurso voluntário repisando as alegações da peça impugnatória. O processo foi enviado ao 1o. Conselho de Contribuintes que proferiu despacho em 03/03/2002, fl 1322, devolvendo o processo a origem tendo em vista que o contribuinte teve denegado o mandado de segurança para que o recurso voluntário fosse apreciado sem o deposito recursal. A seguir, o processo foi encaminhado para inscrição do crédito tributário em Divida Ativa da União. Em face do fim do deposito recursal, a PFN determinou o envio dos autos a este Conselho para apreciar o recurso voluntário , fls. 14061407, de 18/06/2009. É o relatório. Fl. 1667DF CARF MF Impresso em 22/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assina do digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10166.003822/0031 Acórdão n.º 140200.201 S1C4T2 Fl. 5 5 Voto Vencido Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator O recurso reúne os requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. Passo a apreciar as alegações da recorrente. O argumento de que as autoridades fiscais tinham conhecimento do desvio e da apropriação indébita de valores referentes a pagamentos de comissões efetuadas pelas diversas Companhias Seguradoras, sobre os quais estão sendo exigidos tributos deve ser rejeitado, isso porque as receitas foram mesmo auferidas pela empresa. A meu ver, tratase de descuido dos administradores em relação à atividade empresarial. Correto o entendimento dos julgadores de 1a. instância:“O conhecimento pela autoridade fiscal do cometimento, em tese, de crime de j furto ou apropriação indébita, praticado por exempregado de pessoa jurídica, não foi catalogado em lei como excludente da infração caracterizada como omissão de receitas, de j sorte que o lançamento não apresenta qualquer falha básica de natureza ostensiva que lhe! imponha a decretação da nulidade, razão pela qual reafirmo que essa alegação deve ser rejeitada.” Os fatos são de compreensão simples para a autoridade julgadora e se a empresai autuada até o momento não sabe quanto das suas receitas foram, em tese, apropriadas por sua| exempregada, os dados levantados pelos autuantes junto ás Companhias Seguradoras podem servir como ponto de partida para que ela realize uma completa revisitação de seus controles e escrituração. No que tange ao novo pleito por diligência, reitero que a dúvida levantada como tese de defesa acerca da veracidade dos valores informados pelas Seguradoras, referentes à comissões pagas à autuada, ao argumento de que não foram feitos depósitos bancários, ou entregues os cheques ou ordens de pagamento sob rígido controle protocolar, não tem qualquer suporte em prova material que possa ser levada em consideração. Isso porque os valores informados pelas Seguradoras estão documentados nos autos, não só citando as notas fiscais como também às retenções do imposto de renda na fonte. Consoante asseverado no julgamento em 1a. instancia, “a própria impugnante em sua contestação vem a tomar como base o j valor das comissões informados aos agentes fiscais por uma das Seguradoras, no caso a Minas Brasil, para demonstrar quanto possivelmente foi desviado no ano de 1996, somente em j relação a essa Seguradora, o que revela a contradição entre a suposta dúvida acerca da i veracidade dos valores e a tentativa de demonstrar quanto teria sido desviado da empresa. Demais disso, o relacionamento comercial entre as Seguradoras e a autuada, ao que indicam os documentos, dáse do mesmo modo há vários anos, não havendo justificativa para a impugnante tentar colocar em dúvida os valores informados, uma vez que com a observância das mesmas praticas a empresa vem, ao longo dos anos, recebendo os pagamentos pelos serviços prestados, sem nunca ter procurado alterar as rotinas de pagamento e os controles sobre eles, para impedir os desvios de que se diz vítima.” Fl. 1668DF CARF MF Impresso em 22/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assina do digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10166.003822/0031 Acórdão n.º 140200.201 S1C4T2 Fl. 6 6 Por fim, a alegação de que o registro das receitas desfalcadas autoriza o provisionamento da sua perda, para fins de exclusão da incidência tributária, também não pode ser acolhida. Isso porque segundo dispõe o art. 276 do RIR/94, na determinação do lucro real somente serão admitidas as provisões expressamente autorizadas no Regulamento. A provisão pleiteada pela impugnante não está entre aquelas previstas na legislação. É certo que o art. 364 do RIR/99 estabelece a possibilidade da dedução desse tipo de perda, se instaurado inquérito policial. Todavia, isso somente pode ser efetuado após esgotados todos os meios para cobrança. Portanto, descabe a exclusão do valor de R$ 110.845,89 em 1996 que, de acordo com o inquérito policial, a funcionária de confiança da empresa admitiu ter desviado. Repitase não há previsão para subtrair das receitas omitidas os valores desviados por empregados da empresa. Tais valores poderiam ser deduzidos do lucro real, a titulo de perdas, se devidamente contabilizados e após esgotados todos os meios de cobrança. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Jose Praga de Souza Fl. 1669DF CARF MF Impresso em 22/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assina do digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10166.003822/0031 Acórdão n.º 140200.201 S1C4T2 Fl. 7 7 Voto Vencedor Conselheiro Carlos Pelá, redator designado. Durante os debates do colegiado para julgamento deste processo manifestei divergência quanto a posição adotada pelo ilustre Relator no que tange ao pleito do contribuinte visando excluir da tributação o valor de R$ 110.845,89, relativo a parcela da receita considerada omitida que foi objeto de desfalque efetuado por funcionária da empresa. Conforme comprovado nos autos, aludido valor foi apurado mediante inquérito policial, sendo que a funcionaria envolvida confessou o furto. Portanto, não há duvida quanto a efetividade da perda, haja vista sua difícil recuperação, sendo que a exclusão desse valor tem amparo no art. 364 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999), que dispõe: Art. 364. Somente serão dedutíveis como despesas os prejuízos por desfalque, apropriação indébita e furto, por empregados ou terceiros, quando houver inquérito instaurado nos termos da legislação trabalhista ou quando apresentada queixa perante a autoridade policial (Lei nº 4.506, de 1964, art. 47, § 3º) Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para excluir o valor de R$ 110.845,89 das bases de calculo dos tributos relativo ao anocalendário de 1996. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Fl. 1670DF CARF MF Impresso em 22/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 05/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assina do digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 10480.002526/88-74
Data da sessão: Wed Jul 12 00:00:00 UTC 1989
Ementa: PIS-DEDUÇÃO-NULIDADE-DECORRÊNCIA.
Declarada a nulidade da decisão de primeira
instância no processo principal, tal decisão reflete-se no processo decorrente.
Numero da decisão: 103-09.314
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em declarar nula a decisão de primeiro grau
Nome do relator: Dícler de Assunção
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Rau:~ DRF EM RECIFE - PE PIS-DEDUÇAO-NULIDADE-DECORRENCIA. Declarada .a. nulidade da decisão de primeira instância no processo principal, tal deci - são reflete-se no processo decorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MAFRA - COMERCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Cozi_ selha de Contribuintes, por animidade de votos, em declarar nula a decisão de primeiro grau. J7-- Sa . das Sessões, em 12 de julho de 1989 , 4P --In-s , O DA SILVA CA:- . PRESIDENTE Dl ig• IPE 4 S UNÇÃO RELATOR 4110. VISTO EM-1..f)im LUIZ DLIALM(BAIZ) E EltiaTPI le PROCURADOR DA SESSÃO DE FAZENDA NACIC 10 AGG 1889 NAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselh ros: AYRES DE OLIVEIRA, LORGIO RIBEIRO, ANTONIO PASSOS COSTA DE ( VEIRA, BRAZ JANUÁRIO PINTO, CISCO XAVIER DA SILVA GUIMARÃES LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. - SERVIDO MUCO FEDERAL Processo n9 10480/002.526/88-74 Recurso n9 53.540 Acórdão n9 103-09.314 Recorrente: MAFRA COMÊRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (f is. 29/33) à deci- são de primeira instância do Sr. Delegado da Receita Federal em Recife-PE (fls. 21/25) que, acatando as ponderações da informação fiscal prestada ao processo (f is. 12) houve por bem em julgar im- procedente a impugnação oferecida Pela contribuinte (f is. 08/11)a auto de infração contra si lavrado (f is. 01), em virtude de tribu tação reflexa por PIS-DEDUÇÃO, no exercício de 1985. As fls. 05 consta pedido de prorrogação no prazo para apresentação da peça impugnatória, o que foi deferido pela autoridade competente às fls. 06. As razões da impugnação (fls. 08/11) são idênticas as formuladas no processo princi pal, n9 10480/002.524/88-49. A informação fiscal (2 is. 12) propôs a manutenção do crédito tributário, devido ao princípio da decorrência, no que - lhe seguiu a decisão singular (fls. 21/25). O recurso também foi interposto nos mesmos termos do principal (2 is. 29/33). Individualmente quanto à exigência do PIS afirmou que a base de cálculo seria de Cr$ 1.659.848, referen te ao valor não contestado so suprimento fictício de caixa. Este, em síntese, o relatório./ k SERVIÇO NELICO FEDEM Processo n9 10480/002.526/88-74 2. Acórdão n9 103-09.314 VOTO Conselheiro D1CLER DE ASSUNÇÃO - Relator; O recurso é tempestivo (f is. 29/33), devendo, por- tanto, ser conhecido. Pelo acórdão n9 103-09.285 , de 11.07.89,referen- te ao processo principal n9 10480/002.524/88-49, essa Câmara,àuna nimidade, declarou a nulidade da decisão de primeira instância, de- terminando-se a prolação de outra que examine pedido de perícia e/ /ou diligência formulado pela contribuinte na impugnação. Por se tratar o presente feito de um processo re- flexo, relativo a PIS/DEDUÇÃO, aplicável o principio da decorrén - cia, segundo o qual a conclusão dos autos principais se estende até os decorrentes. Assim é que, aqui também, face a tal princípio, de clara-se a nulidade da decisão de primeira instância. Entretanto, além desse aspecto, há outro que am- plia o fundamento da decisão. Diz respeito ao fato de a própria im pugnação (fls. 08/11), por se constituir em cópia da apresentadano processo matriz, trazer pedido expresso de realização de perícia e/ou diligência (f is. 11), o que não foi apreciado em nenhum momen to em primeira instância, conforme ressaltou a contribuinte em seu recurso às fls. 31, o que, por si só, já enseja a nulidade singu - lar, por cerceamento ao direito de defesa. Ante ao todo exposto, voto no sentido de declarar nula a decisão de primeira instância (f is. 21/25), para que outra seja proferida na devida forma, examinando-se o pedido de perícia e/ou diligência formulado pela cont ibuinte. Bras ia-DF., 12 de julho de 1989. A D1 ''ER A SUNÇAO RELATOR, Page 1 _0009300.PDF Page 1 _0009500.PDF Page 1
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