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Numero do processo: 10768.000116/2002-09
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 106-01.438
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
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Recorrida : 3° TURMA/DRJ no RIO DE JANEIRO - RJ I Sessão de : 13 DE JUNHO DE 2007 RESOLUÇÃO N°106-01.438 Vistos, relatados e discutidos estes autos de recurso interposto por BOZANO SIMONSEN SEGURADORA S.A. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. ANd.grAdEl-R4OS REIS PRESIDENTE • Étfit/I., • tf OBERTA DE AZE" :DO FERREIRA PAG0 I RELATORA FORMALIZADO EM: 2 8 JAN 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LUIZ ANTONIO DE PAULA, ANA NEYLE OLÍMPIO HOLANDA, CÉSAR PIANTAVIGNA, LUMY MIYANO MIZUKAWA, FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ (Suplente) e ISABEL APARECIDA STUANI (Suplente convocada). Ausente, justificadamente, o Conselheiro GONÇALO BONET ALLAGE. . .. dg?". MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESNip,.'S• gare> SEXTA CÂMARA ---,- Processo n° : 10768.000116/2002-09 Resolução n° : 106-01.438 Recurso n° : 149.843 Recorrente : BOZANO SIMONSEN SEGURADOURA S/A RELATÓRIO Em face de Bozano Simonsen Seguradora S.A. foi lavrado o Auto de Infração de fls. 08/20 para exigência de diferenças no recolhimento de IRRF recolhido a destempo no valor de R$ 43.496,12. A contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/05, na qual alega que não houve atraso no recolhimento do imposto devido, mas tão-somente erros quanto às informações prestadas ao Fisco relativamente aos períodos de apuração do imposto, conforme tabela de fls. 02. Às fls. 30 consta informação prestada pela DEINF/RJ, dando conta de que, a despeito das alegações do contribinte, de que não haveria atraso no recolhimento do imposto em tela, o mesmo não apresentara as competentes Declarações Retificadoras, razão pela qual o processo deveria ser encaminhado à DRJ para julgamento de mérito. Os membros da DRJ no Rio de Janeiro decidiram por bem manter o lançamento em sua totalidade, em virtude da falta de apresentação de documentos que comprovassem as alegações da contribuinte. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, em nome de sua sucessora Santander Seguros S.A., reiterando os argumentos expostos em sua impugnação e acrescentando que à época da impugnação não foi possível apresentar toda a documentação comprobatória de seu bom direito, razão pela qual trazia a mesma agora, juntamente com a apresentação do recurso.4• (3/4 ;.- '444 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4wit; SEXTA CÂMARA Processo n° : 10768.000116/2002-09 Resolução n° : 106-01.438 Às fls. 81/84 a Recorrente apresenta petição justificando a necessidade da juntada de cópia do seu Livro Diário, bem como dos DARF comprobatórios do recolhimento dos tributos exigidos por meio do Auto de Infração combatido. Foram anexados os documentos de fls. 87/259. É o Relatório. 4, • _ fs41. MINISTÉRIO DA FAZENDA t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10768.000116/2002-09 Resolução n° : 106-01.438 VOTO Conselheira ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Relatora Conheço do recurso interposto, eis que o mesmo preenche os requisitos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Preliminarmente, é de se acolher a documentação trazida pela Recorrente em sede de recurso, em obediência ao princípio da verdade material, que rege o processo administrativo fiscal. Quanto ao mérito, trata-se de apurar se houve, ou não, o atraso no recolhimento do imposto devido pela Recorrente. Se houve, o lançamento está correto, caso contrário, não poderá o mesmo ser mantido. Em sede de impugnação, a Recorrente alegou que não haveria recolhimento em atraso a ensejar a manutenção do lançamento, e que a documentação comprobatória de suas alegações seria posteriormente trazida aos autos. Os membros da DRJ indeferiram seu pedido justamente pela falta de prova de suas alegações. Ocorre que, em sede de recurso, a recorrente trouxe aos autos a documentação de fls. 87/259, a qual, alegadamente, serviria como prova de suas alegações. Por isso, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que: a) sejam os autos remetidos à DRF de origem para apreciação dos documentos trazidos em sede de recurso; e b)seja, em seguida, intimada a Recorrente para manifestação, em 30 dias. Sala as Sessões — DF, em 13 de Junho e 20074. it / foi "OBERTA DE AZ ri a EDO FERREIRA P ETTI Page 1 _0039000.PDF Page 1 _0039200.PDF Page 1 _0039400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10830.006817/2008-38
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÃO. DESPESAS COM INSTRUÇÃO.
São dedutíveis as despesas com instrução de declarante e de seus dependentes efetuadas a estabelecimentos de ensino, referente ao ensino médio e técnico profissionalizante, quando comprovadas com documentação hábil e idônea.
Recurso provido
Numero da decisão: 2802-001.609
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer a dedução de despesas com instrução no valor de R$3.996,00 (três mil, novecentos e noventa e seis reais), nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÃO. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. São dedutíveis as despesas com instrução de declarante e de seus dependentes efetuadas a estabelecimentos de ensino, referente ao ensino médio e técnico profissionalizante, quando comprovadas com documentação hábil e idônea. Recurso provido
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DESPESAS COM INSTRUÇÃO. São dedutíveis as despesas com instrução de declarante e de seus dependentes efetuadas a estabelecimentos de ensino, referente ao ensino médio e técnico profissionalizante, quando comprovadas com documentação hábil e idônea. Recurso provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer a dedução de despesas com instrução no valor de R$3.996,00 (três mil, novecentos e noventa e seis reais), nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 24/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2004 , anocalendário 2003, em virtude de glosa de deduções de dependentes, despesas com instrução e despesas médicas por não ter o contribuinte atendido à intimação para apresentar os documentos comprobatórios das deduções pleiteadas. A impugnação foi parcialmente deferida pela DRJ. Em síntese, mantevese a glosa de despesas com instrução (R$3.996,00) porque não foram apresentados os comprovantes de pagamentos, restabelecida dedução de dependentes referente à mãe, aos dois filhos e à esposa (R$5.088,00), por não ter sido comprovado que a irmã se enquadrava na hipótese legal não foi admitida a dedução relativa à irmã (R$1.272,00), mantida a glosa de R$24.708,46 de despesas médicas pois o impugnante alegou ter perdido os comprovantes, o único apresentado não foi objeto da glosa. Ciência do acórdão em 08/12/2010 (fls. 56). O processo foi encaminhado indevidamente para a PFN/Campinas em 21/02/2011 para inscrição em DAU. Às fls. 89/90 constam telas do sistema da PGFN onde se verifica o cancelamento da inscrição. Por meio do Recurso Voluntário apresentado em 03/01/2011 (fls. 65), o recorrente alega que na impugnação apresentou comprovantes de pagamento de despesa com instrução do anocalendário errado, e que agora traz aos autos os comprovantes do ano calendário 2003 (fls. 66/70). É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O litígio trata exclusivamente da glosa de despesas com instrução no valor de (R$3.996,00), referente aos dois filhos do recorrente, glosa mantida na DRJ por falta de apresentação dos comprovantes de pagamento, documentos estes ora juntados aos autos às fls. 66/70. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer a dedução de despesas com instrução no valor de R$3.996,00 (três mil, novecentos e noventa e seis reais). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 94DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10830.006817/200838 Acórdão n.º 280201.609 S2TE02 Fl. 94 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão identificado em epígrafe. Brasília/DF, 24 de maio de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 95DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10074.000367/2002-93
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.480
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-09T13:30:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 1; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-09T13:30:23Z; Last-Modified: 2013-10-09T13:30:23Z; dcterms:modified: 2013-10-09T13:30:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:7ee11a2e-1404-4bff-b423-635a31fc8f2e; Last-Save-Date: 2013-10-09T13:30:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-09T13:30:23Z; meta:save-date: 2013-10-09T13:30:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-09T13:30:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-09T13:30:23Z; created: 2013-10-09T13:30:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-10-09T13:30:23Z; pdf:charsPerPage: 845; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-09T13:30:23Z | Conteúdo => 4. CC03/CO3 Fls. 351 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 10074.000367/2002-93 136698 Solicitação de Diligência 303-01.480 14 de outubro de 2008 ALBRAS ALUMiNIO BRASILEIRO S/A DRJ-FLORIANOPOLIS/SC Processo n" Recurso n° Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida • RESOLUÇÃO N2 303-01.480 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia, nos termos do voto do relator. ANELIS AUDT PRIETO Presi den LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto,Celso Lopes Pereira Neto e Tardsio Campelo Borges. e 2 Processo n.° 10074.000367/2002-93 Resolução n.° 303-01.480 CC03/CO3 Fls, 352 RELATÓRIO Trata-se de retorno de diligência determinada no curso de recurso voluntário manejado contra acórdão da e. la Turma de Julgamento da DRJ Florianópolis que julgou parcialmente procedente exigência fiscal formalizada por meio do auto de infração de fls. 09 a 31. Conforme se extrai da leitura da Resolução n° 303-01395, tal instrução complementar fez-se necessária em razão dos fundamentos consignados na peça recursal de fls. 268/274: em síntese, a matéria objeto do vertente processo teria sido alvo de verificação e exigência fiscal levada a efeito por meio do Auto de Infração n° 0217600/0062-02, integralmente recolhido. Em resposta aos questionamentos formulados por este Colegiado, esclareceu a autoridade lançadora que: 1- o auto de infração supostamente lavrado em duplicidade em verdade consignaria exigência relativa A declaração de importação na 00/0381922-6, enquanto que o crédito tributário sobre o qual remanesceria o litígio, ou seja, aquele que foi julgado procedente pela DRJ Florianópolis, As declarações 00/4183210-9, 00/04183210-9, 00/0483724-4 e 00/0283483-3; 2- a exigência consignada no auto de infração trazido A colação pela recorrente totalizaria R$ 2.354,29, enquanto que o presente processo, R$ 13.112,01; 3- os fatos considerados para formalização da exigência quitada não guardariam identidade com os debatidos no presente processo. Ern razão do encerramento do mandato do relator originalmente designado, Conselheiro Marciel Eder Costa, coube a este Conselheiro a tarefa de dar seguimento ao julgamento do litígio. É o Relatório. ' Processo n.°10074.000367/2002-93 ResoIKEto n.° 303-01.480 CC03/CO3 Fls. 353 VOTO Conselheiro LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Relator Apesar da clareza na exposição da r. autoridade fiscalizadora, compulsando os autos, não localizei elementos que demonstrem que a recorrente tenha tomado ciência das informações que passaram a fazer parte do processo e, conseqüentemente, lhe oferecida oportunidade para contraditá-las. Nessa linha, penso que não se poderia prosseguir no julgamento do feito sem seja oferecida oportunidade para a manifestação da autuada, sob pena de violação ao principio do contraditório, dogmatizado no art. 2 0 da Lei ri° 9.784, de 1999 1 , assim resumido pela professora Odete Medauar 2 : "Representam desdobramentos mais diretos do contraditório, principalmente, a informação geral, a ouvida dos sujeitos e a motivação. A regra da informação geral significa o direito, atribuído aos sujeitos e à própria administração, de obter conhecimento dos fatos que estão na base da formação do processo, e de todos os demais fatos, dados, documentos e provas que vierem à luz no curso do processo (.). A ouvida dos sujeitos ou audiência das partes consiste, em essência, da possibilidade de manifestar o próprio ponto de vista sobre fatos, documentos, interpretações e argumentos (...). Ai se incluem o direito paritário de propor provas (com razoabilidade) e de vê-las realizadas e o direito a um prazo suficiente para o preparo das observações a serem contrapostas. (.) A oportunidade de reagir ante a informação seria vii, se não existisse a fórmula de verificar se a autoridade administrativa tomou ciência e sopesou as manifestações dos sujeitos. A esse .fim responde a regra da motivação dos atos administrativos.(..) Evidentemente, a motivação não esgota seu papel ao possibilitar aos sujeitos a verificagão do modo como a autoridade ponderou os elementos por eles produzidos no processo. Além disso, a motivação propicia o reforço da transparência administrativa e do respeito ci legalidade: da motivação emergem as normas jurídicas que levaram a administração a adotar uma decisão, sua pertinência aos fatos embasadores e o iter lógico seguido no processo" Assim, incluído como responsável tributário no auto de infração ou em termo de responsabilidade à parte, deve-se assegurar o direito de defesa administrativo do interessado quanto a tal imputação. A Suprema Corte tem reafirmado sua posição firme de que "não se pode desconhecer que o Estado, em tema de restrição à esfera jurídica de qualquer cidadão ou entidade, não pode exercer a sua autoridade de Art. 20 A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos principios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 2 Odete Medauar; Processualidade no Direito Administrativo; 1993, pp. 105 - 107 3 Processo n.° 10074.000367/2002-93 Resolução n.° 303-01.480 CC03/CO3 Fls. 354 maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois - cabe enfatizar - o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida imposta pelo Poder Público, de que resultem conseqüências gravosas no plano dos direitos e garantias individuais, exige a fiel observância do principio do devido processo legal (CF, art. 50, LIV e LTO". Ante a tais considerações proponho a conversão do presente julgamento em diligência, a ser cumprida por meio da unidade da RFB preparadora, para que seja providenciada a ciência da recorrente, oferecendo-se o prazo de 30 dias para apresentação das considerações que entender pertinentes. Concluída tal prazo, corn ou sem a manifestação da recorrente, devem os autos retornar a este conselho para prosseguimento do julgamento do recurso voluntário. Sala das Sessões, em 14 de outubro de 2008. LU MARCELO GUERRA DE CASTRO - Relator 4 •
score : 1.0
Numero do processo: 10865.901304/2009-16
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/12/2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA
MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado.
ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO
RECURSO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
Embargos Acolhidos
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.717
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803-002.097, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803002.097, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Relatório ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. formulou, em 23 de janeiro de 2012, os Embargos de Declaração de fls. s/nº, contra o Acórdão nº 3803002.097, de 7 de novembro de 2011, fls. 52 a 54, assim ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/12/2001 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/12/2001 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, a embargante acusa a decisão embargada de omitirse de analisar a prova contábil aportada aos autos na fase recursal. Requer sejam acolhidos os presentes Embargos de Declaração, para que essa Turma enfrente as questões suscitadas, analisandoas sob todos os aspectos possíveis, inclusive para eventual retificação ou anulação do Acórdão embargado. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como Embargos de Declaração contra o Acórdão nº 3803002.097, de 7 de novembro de 2011. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. Compulsando o voto condutor da decisão embargada, há que se dar razão à Embargante, já que, aparentemente, o relator limitouse a refutar o poder probante das provas Fl. 164DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.901304/200916 Acórdão n.º 380302.717 S3TE03 Fl. 3 3 acostadas aos autos até o momento processual da Manifestação de Inconformidade, sem nada acrescentar quanto aos documentos trazidos aos autos no recurso voluntário, no sentido de evidenciar o erro cometido nas informações prestadas em DCTF. Nesse sentido, portanto, entendo que a omissão deve ser sanada pela via dos presentes declaratórios. Talvez tal omissão expliquese pela preclusão temporal que se operou. É que, de acordo com as normas processuais, é na manifestação de inconformidade que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martínez López1 asseveram que “a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha”. As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituemse em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazêlo posteriormente, pois operase, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, só é lícito produzir novas provas quando: 1) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de ofício, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. Este colegiado já teve oportunidade de manifestarse nesse sentido, por meio do Acórdão nº 380302.042, de 6 de outubro de 2011: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2003, 2004 ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Ainda que, por liberalidade injustificada, se conhecesse dos documentos aportados aos autos intempestivamente, o recorrente não se preocupou em identificar, inequivocamente, a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, limitandose a apresentar planilha de demonstração do valor recolhido a maior de cálculo e demonstrativos outros, sem resguardo de qualquer formalidade2 1Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. 2 Notese, por exemplo, que o documento que o recorrente diz tratarse de uma ficha do Livro Razão Analítico nem está assinado por contabilista responsável, formalidade indispensável segundo a RESOLUÇÃO CFC nº 1.330, de 2011. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 e, principalmente, sem o necessário lastro na sua escrita contábil e em documentação idônea e hábil para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação declarada. Este tem sido o entendimento deste Colegiado por reiteradas vezes, estampado, por exemplo no recente Acórdão nº 380302.634, de 21 de março de 2012, da lavra do Conselheiro Belchior Melo de Sousa: Assunto : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. Aplicamse as regras processuais previstas no Decreto nº 70.235, de 1972, à manifestação de inconformidade, a qual deve mencionar os motivos de fato c de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as provas que possuir. Assunto : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 DCTF. ALTERAÇÃO NAS INFORMAÇÕES. REQUISITOS. ÔNUS DA PROVA As alterações nos dados informados em DCTF são formalizados por meio de DCTF retificadora, que tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente. Não provida antes de despacho decisório de não homologação de compensação vinculada, cabe à Defendente o ônus de comprovar os erros em que se fundou a informação, por meio da escrituração contábil e/ou fiscal Conclusão Com essas considerações, voto pelo acolhimento dos declaratórios do contribuinte, rerratificandose a decisão embargada, sem alterar o resultado do julgamento. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 166DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.901304/200916 Acórdão n.º 380302.717 S3TE03 Fl. 4 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 167DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10183.722871/2013-63
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2009
NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. MULTA DE OFICIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA.
Embora a responsabilidade por infrações da legislação tributária independa da intenção do agente ou responsável e que o fato de não haver má fé do contribuinte não descaracteriza o poder oficio por omissões na DIRT. No entanto, tendo sido comprovada a não ocorrência do fato gerador do ITR no exercício, tem-se por prejudicada a questão da multa.
DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
Demonstrado nos autos, com documentos hábeis, que o autuado não estava vinculado ao imóvel, seja na qualidade de proprietário, titular do seu domínio útil ou possuidor a qualquer título, à época do fato gerador do ITR/2009, deve o mesmo ser excluído do polo passivo da obrigação tributária.
Numero da decisão: 2301-008.249
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2009 NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. MULTA DE OFICIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. Embora a responsabilidade por infrações da legislação tributária independa da intenção do agente ou responsável e que o fato de não haver má fé do contribuinte não descaracteriza o poder oficio por omissões na DIRT. No entanto, tendo sido comprovada a não ocorrência do fato gerador do ITR no exercício, tem-se por prejudicada a questão da multa. DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Demonstrado nos autos, com documentos hábeis, que o autuado não estava vinculado ao imóvel, seja na qualidade de proprietário, titular do seu domínio útil ou possuidor a qualquer título, à época do fato gerador do ITR/2009, deve o mesmo ser excluído do polo passivo da obrigação tributária.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
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MULTA DE OFICIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. Embora a responsabilidade por infrações da legislação tributária independa da intenção do agente ou responsável e que o fato de não haver má fé do contribuinte não descaracteriza o poder oficio por omissões na DIRT. No entanto, tendo sido comprovada a não ocorrência do fato gerador do ITR no exercício, tem-se por prejudicada a questão da multa. DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Demonstrado nos autos, com documentos hábeis, que o autuado não estava vinculado ao imóvel, seja na qualidade de proprietário, titular do seu domínio útil ou possuidor a qualquer título, à época do fato gerador do ITR/2009, deve o mesmo ser excluído do polo passivo da obrigação tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 72 28 71 /2 01 3- 63 Fl. 47DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-008.249 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.722871/2013-63 Relatório Trata-se Recurso de Oficio, cuja remessa se deu por conta de a DRJ-BSB/DF, ter exonerado o crédito tributário consubstanciado na Notificação de Lançamento nº 01301/00004/2013 de fls. 03/06, relativa ao exercício de 2009 Por bem descrever os fatos, adota-se o relatório integrante do acórdão recorrido, que segue transcrito: Por meio da Notificação de Lançamento nº 01301/00004/2013 de fls. 03/06, emitida em 24.06.2013, o contribuinte identificado no preâmbulo foi intimado a recolher o crédito tributário, no montante de R$5.763.738,13, referente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), exercício de 2009, acrescido de multa lançada (75%) e juros de mora, tendo como objeto o imóvel denominado “Fazenda Carvalho”, cadastrado na RFB sob o nº 6.752.411-7, com área declarada de 21.554,0 ha, localizado no Município de Vale de São Domingos/MT. A ação fiscal proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/2009 incidentes em malha valor, iniciou-se com o Termo de Intimação Fiscal nº 01301/00007/2013 de fls. 08/09, para o contribuinte apresentar o seguinte documento de prova: - Para comprovar o VTN declarado: Laudo de Avaliação do Valor da Terra Nua emitido por engenheiro agrônomo/florestal, conforme estabelecido na NBR 14.653 da ABNT com grau de fundamentação e de precisão II, com Anotação de Responsabilidade Técnica – ART registrada no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados e planilhas de cálculo e preferivelmente pelo método comparativo direto de dados do mercado. Alternativamente, o contribuinte poderá se valer de avaliação efetuada pelas Fazendas Públicas Estaduais (exatorias) ou Municipais, assim como aquelas efetuadas pela Emater, apresentando os métodos de avaliação e as fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel. Tais documentos devem comprovar o VTN na data de 1º de janeiro de 2009, a preço de mercado. A falta de comprovação do VTN declarado ensejará o arbitramento do VTN, com base nas informações do SIPT, nos termos do art. 14 da Lei 9.393/96, pelo VTN/ha do município de localização do imóvel para 1º de janeiro de 2009 no valor de R$638,18. Por não ter recebido nenhum documento de prova e procedendo-se a análise e verificação dos dados constantes da DITR/2009, a fiscalização resolveu alterar o Valor da Terra Nua (VTN) declarado de R$0,00, arbitrando o valor de R$13.755.331,72 (R$638,18/ha), com base no Sistema de Preços de Terras (SIPT), instituído pela Receita Federal, com consequente aumento do VTN tributável e disto resultando o imposto suplementar de R$2.751.056,34, conforme demonstrado às fls. 05. A descrição dos fatos e os enquadramentos legais das infrações, da multa de ofício e dos juros de mora constam às fls. 04 e 06. Da Impugnação Cientificado do lançamento, em 02.07.2013, às fls. 07 e 26, ingressou o contribuinte, em 29.07.2013, às fls. 14, com sua impugnação de fls. 14, acompanhada dos documentos de fls. 13 e 15/24, alegando e solicitando o seguinte, em síntese: - esclarece que nunca teve imóvel rural em seu nome, conforme Certidão Negativa de Propriedade em anexo; Fl. 48DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-008.249 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.722871/2013-63 - junta, também, pedido de Diac – Cancelamento, de 19.10.2010 e espelho do extrato CAFIR, com a situação Atual Cancelado, motivo Inscrição Indevida, e pede deferimento. Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O requisito regulamentar para admissibilidade de Recurso de Oficio está principalmente lastreado na exoneração, em favor da contribuinte, da obrigação tributária constituída pela Notificação de Lançamento, superior ao limite de alçada fixado para a Delegacia de Julgamento. Na forma do art. 1° da Portaria n°. 63, de 09/02/2017, vigente à data da interposição do Recurso de Oficio, o limite de alçada da DRJ era de R$ 2.500.000,00 (Dois milhões e quinhentos mil reais) Portanto, conheço do recurso de oficio Do Sujeito Passivo da Obrigação Tributária Preliminarmente Antes de adentrar na questão do sujeito passivo da obrigação, há que se verificar a responsabilidade pessoal da contribuinte no envio da Declaração do ITR de 2009, tendo vista que a ação fiscal foi proveniente dos trabalhos de revisão da DITR/2009. De acordo com o art. 136 do CTN, salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Nesse caso, haveria que ser apurada a responsabilidade objetiva da autuada , pois foi aplicada multa de oficio pela fiscalização, que pune precisamente os atos que, muito embora não tenham sido praticados dolosamente pelo contribuinte, ainda assim, tipificam infrações cuja responsabilidade é de natureza objetiva e encontram-se definidas nos termos do art. 44, inciso I, da Lei n.° 9.430, de 1996, com as alterações introduzidas pelo art. 14 da Lei n° 11.488, de 2007. A questão de que se a DITR/2009 foi enviada por erro ou dolo, bem como, se as consequências aproveitariam a quem enviou, não foi questionada na impugnação nem foi tratada no acórdão da DRJ. No entanto, não se estenderá a questão, pois a mesma deverá ser tratada pela RFB, que possui capacidade investigativa para verificar o porquê do envio da declaração do ITR de 2009, tendo em vista a não ocorrência do fato gerador do ITR, tendo como sujeito passivo a recorrente, conforme será analisado em seguida. Do Mérito Fl. 49DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-008.249 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.722871/2013-63 De acordo com o disposto no § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 – RICARF, utilizando-se da prerrogativa conferida pelo Regimento Interno do CARF , adotam-se os fundamentos da decisão recorrida, mediante transcrição dos trechos do voto que guardam pertinência com as questões recursais ora tratadas. Da análise das peças do presente processo, verifica-se que o requerente pretende retirar- se do pólo passivo da relação jurídico-tributária, sob o argumento de que nunca teria imóvel rural em seu nome e que anexou Certidão Negativa de Propriedade. Assim, no caso, cabe trazer a lume o art. 142 da Lei nº 5.172/1966, Código Tributário Nacional (CTN), que assim estabelece: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. (grifo nosso) O art. 29 do CTN assim dispõe sobre o fato gerador do ITR: Art. 29. O imposto, de competência da União, sobre a propriedade territorial rural tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse do imóvel por natureza, como definido na lei civil, localizado fora da zona urbana do Município. Já os contribuintes do ITR estão elencados no art. 31, in verbis: Art. 31. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título. Desses artigos conclui-se que o imposto é devido por qualquer das pessoas que se prenda ao imóvel rural, em uma das modalidades elencadas. Por conseguinte, a Fazenda Pública está autorizada a exigir o tributo de qualquer uma delas, quer se ache vinculada ao imóvel rural como proprietário pleno, como posseiro ou como simples detentor. A Lei nº 9.393/1996 seguiu a mesma orientação do CTN, ao tratar, nos seus artigos 1º e 4º, do fato gerador e do contribuinte do imposto, como segue: Art. 1º - O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1º de janeiro de cada ano. [...] Art.4º - Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título. Conclui-se que o fato gerador do imposto ocorreu em 1º.01.2009, e contribuinte do ITR é o proprietário, o titular do domínio útil e o possuidor da terra, sem qualquer distinção ou ordem de preferência. A questão seria definir se o impugnante era o contribuinte do ITR na data do fato gerador do imposto (1º.01.2009). Pois bem, consta nos autos do processo cópia da Certidão Negativa de Propriedade, do Primeiro Serviço Notarial e Registral de Pontes Lacerda /MT, de 13.08.2010, às fls. 24, na qual é certificado que o impugnante não possui bens imóveis (rurais e urbanos) matriculados ou registrados nesse Registro de Imóveis, como resultado de buscas Fl. 50DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-008.249 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.722871/2013-63 efetuadas a contar de 03.02.1986 (data da instalação do ofício), comprovando, portanto, que o imóvel do presente processo não pertence ao impugnante. Portanto, à época do fato gerador do ITR/2009 (01.01.2009), o requerente não era contribuinte do ITR, na condição de proprietário do citado imóvel rural, ou seu possuidor a qualquer título, como afirma o próprio impugnante e comprova o documento de fls. 24. Com base no referido documento, considerado hábil para comprovar que o requerente não era o proprietário do imóvel na data da ocorrência do fato gerador do imposto do ITR/2009, conclui-se que deixou de existir, em nome do interessado, qualquer das hipóteses previstas no art. 31 do CTN e, da mesma forma, no art. 4º da Lei nº 9.393/96. Além disso, constata-se que o interessado deixou de apresentar, a partir do exercício de 2010, as correspondentes DITR, e informa que requereu o cancelamento do NIRF nº 6.752.411-7, de acordo com a IN/RFB nº 830/2008, que “Dispõe sobre o Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir)”, em 19.10.2010, por meio do pedido de Diac – Cancelamento, às fls. 22 e 13, pelas mesmas razões apresentadas na impugnação. Quanto a isso, verifica-se no Sistema CAFIR, às fls. 29 (digital), que o citado NIRF foi cancelado. Dessa forma, por ter sido comprovado que o requerente não era o proprietário do imóvel na data da ocorrência do fato gerador do ITR/2009, entendo que deva ser cancelado o lançamento ora impugnado e a Notificação correspondente, por se tratar de nulidade por vício formal, face ao erro na identificação do sujeito. Por conseguinte, o erro na identificação do sujeito passivo torna nulo o lançamento, por vício formal, tornando-se desnecessária a apreciação de qualquer questão de mérito, nos termos do art. 28 do Decreto nº 70.235/72 - PAF. Assim sendo, e embora a DITR/2009 tenha sido entregue em nome do impugnante, tal fato, no caso específico, não pode servir para atribuir-lhe a condição de contribuinte do ITR e sujeito passivo da obrigação tributária exigida neste processo, tendo em vista que os documentos constantes dos autos evidenciam que ao mesmo não se pode outorgar a condição de proprietário do imóvel, titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título, cabendo, por consequência, ser o interessado excluído do pólo passivo da obrigação tributária constituída por meio da Notificação de Lançamento em questão. Isto posto, e considerando tudo o mais que do processo consta, voto no sentido de que seja julgada procedente a impugnação apresentada pelo Contribuinte, por erro na identificação do sujeito passivo, exonerando-se o crédito tributário consubstanciado na Notificação de Lançamento nº 01301/00004/2013 de fls. 03/06, relativa ao exercício de 2009. Do exposto, voto por negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 51DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-008.249 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10183.722871/2013-63 Fl. 52DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10983.911784/2009-87
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2005
RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações presentes nos sistemas internos da Receita Federal.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Ano-calendário: 2005
COFINS NÃO CUMULATIVA. GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA.
CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS (CCC). CONTA DE
DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO (CDE). BASE DE CÁLCULO.
FATURAMENTO E RECEITA.
Os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), repassados a título de subsídio às sociedades empresárias geradoras de energia elétrica que se utilizam de usinas termoelétricas, cujo objetivo é a compensação do alto custo decorrente do consumo de combustíveis fósseis, integram a base de cálculo da contribuição social calculada na sistemática da não cumulatividade.
Numero da decisão: 3803-002.872
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos temos do voto do relator. Fez sustentação oral: Dr. Vítor Feitosa OAB/SP nº 246837.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2005 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações presentes nos sistemas internos da Receita Federal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Ano-calendário: 2005 COFINS NÃO CUMULATIVA. GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS (CCC). CONTA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO (CDE). BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO E RECEITA. Os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), repassados a título de subsídio às sociedades empresárias geradoras de energia elétrica que se utilizam de usinas termoelétricas, cujo objetivo é a compensação do alto custo decorrente do consumo de combustíveis fósseis, integram a base de cálculo da contribuição social calculada na sistemática da não cumulatividade.
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COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações presentes nos sistemas internos da Receita Federal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 COFINS NÃO CUMULATIVA. GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS (CCC). CONTA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO (CDE). BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO E RECEITA. Os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), repassados a título de subsídio às sociedades empresárias geradoras de energia elétrica que se utilizam de usinas termoelétricas, cujo objetivo é a compensação do alto custo decorrente do consumo de combustíveis fósseis, integram a base de cálculo da contribuição social calculada na sistemática da não cumulatividade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos temos do voto do relator. Fez sustentação oral: Dr. Vítor Feitosa OAB/SP nº 246837. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ Florianópolis/SC que não reconheceu o direito creditório pleiteado pelo contribuinte, consistente em alegada contribuição recolhida a maior, no valor de R$ 140.233,56, que se refere ao valor do recolhimento de R$ 98.368,10 atualizado até a data do pedido de restituição. Submetida a Declaração de Compensação (DCOMP) à apreciação da Receita Federal, expediuse despacho decisório (fls. 125) denegatório do direito pleiteado, em que se consignou que o valor recolhido e indicado como fonte do crédito já havia sido integralmente utilizado para o pagamento de débitos do sujeito passivo. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 1 a 19), protestou pela juntada de novos documentos e pela produção de outras provas que pudessem ser consideradas imprescindíveis ao esclarecimento/comprovação da regularidade dos procedimentos adotados e requereu a homologação integral da compensação ou, alternativamente, que o processo fosse baixado em diligência à repartição de origem com vistas à confirmação da existência do direito creditório em face da não incidência da contribuição sobre os recebimentos oriundos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) a fonte de seus créditos está associada à indevida consideração como receita de valores recebidos a título de "reembolso de despesas" no âmbito da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), ambas geridas pela Eletrobrás; b) anteriormente, por equivocado regramento contábil, classificavamse formalmente tais recebimentos como receitas, o que fazia com que sobre eles incidissem as contribuições sociais (PIS e Cofins), sendo que, posteriormente, "após amplo e exauriente debate técnico mantido junto à ANEEL", concluiuse que tais valores têm natureza de "reembolso de despesas", o que os afastaria da incidência das contribuições regidas pelas Leis n° 10.637/2002 e n° 10.833/2003; c) os valores devidos da contribuição foram recalculados, expurgandose os “reembolsos de despesas”, do que originou o crédito pleiteado neste processo; d) os valores vinculados às contas CCC e CDE são incluídos, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no cálculo da conta dos consumidores residentes nas regiões Sul, Sudeste, CentroOeste e Nordeste, por meio das concessionárias distribuidoras, e Fl. 169DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.911784/200987 Acórdão n.º 380302.872 S3TE03 Fl. 167 3 repassados à Eletrobrás, que administra tais recursos e reembolsa as empresas geradoras de energia elétrica que se utilizam de termoelétricas para atender à demanda de áreas isoladas da região Norte, dado o alto custo de geração de energia elétrica nessas condições; e) as geradoras de áreas isoladas da região Norte não arcam com os custos dos combustíveis fósseis destinados à geração da energia termoelétrica adquiridos com os recursos da CCC/CDE, os quais são rateados entre as distribuidoras e cobrados dos consumidores finais; f) os valores recebidos da CCC/CDE não podem ser considerados como receitas, pois, inobstante o fato de sua contabilização, no passado, como receitas de subvenção, tal procedimento encontravase em consonância com a redação anterior do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, que, após a constatação do equívoco pela ANEEL, foi alterado, por meio do Despacho n.° 657, de 30 de março de 2006, no sentido de classificálos em conta retificadora dos custos com matériaprima e insumos para produção de energia elétrica; g) também de acordo com a Nota Técnica n° 115 e a Nota Técnica n° 116, ambas da ANEEL, para as concessionárias de geração de energia elétrica, os repasses da CCC/CDE são "reembolsos de despesas"; h) a própria ANEEL esclareceu que os valores outrora contabilizados como "receitas de subvenção" deveriam ser contabilizados como "recuperação de custos", em conta retificadora dos dispêndios com matériaprima e insumos, não se integrando às receitas das concessionárias geradoras; i) de acordo com parecer emitido pelo tributarista Ives Gandra da Silva Martins, trazido aos autos, os valores oriundos da CCC não podem ser caracterizados como receitas; j) de acordo com a jurisprudência administrativa, em face do princípio da verdade material, não pode um eventual equívoco formal se sobrepor à realidade dos fatos, devendo os erros em declarações apresentadas à Administração tributária ser reparados após a demonstração da verdade real. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias do Instrumento de Mandato, da documentação societária, das Notas Técnicas nº 115 e 116/2006 da ANEEL, de parecer do professor Ives Gandra da Silva Martins, de uma tabela intitulada “Memória de Cálculo”, de comprovantes de recolhimento da contribuição e do Despacho Decisório (fls. 20 a 125). A DRJ Florianópolis/SC não reconheceu o direito creditório (fls. 129 a 138), tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIALCOFINS Anocalendário: 2004 EMPRESAS GERADORAS DE ENERGIA ELÉTRICA. VALORES RECEBIDOS DA CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS. INCIDÊNCIA NO CASO DE TRIBUTAÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA Os valores relativos à Conta de Consumo de Combustíveis, recebidos pela empresas geradoras de energia elétrica por meio de usinas termoelétricas e destinados à compensação do custo incorrido em razão do consumo de combustíveis fósseis, tratam se de subvenções que integram a receita daquelas empresas, incluindose nos "resultados nãooperacionais" da atividade. Por conta disto, tais receitas devem ser incluídas nas bases de cálculo das exações que incidem sobre a receita bruta. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 DILIGÊNCIAS. DESCABIMENTO NO CASO DE LITÍGIO ACERCA DE QUESTÕES DE DIREITO Como as diligências são destinadas à elucidação de questões de fato não devidamente evidenciadas nos autos, não podem elas ser realizadas nos casos em que os litígios se resumem à elucidação de questões de direito. JUNTADA DE PROVAS. LIMITE TEMPORAL A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, ou que se refira ela a fato ou direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Ressaltou o relator a quo que, de acordo com entendimentos expressos e formais da Receita Federal, “os valores arrecadados para a CCC compõem regularmente a base de cálculo do PIS e da COFINS (ou seja, são tidos como "receitas” daqueles entes), mas não dão ensejo ao creditamento de valores no âmbito do regime nãocumulativo em razão de não estarem associados a insumos adquiridos (Solução de Consulta COSIT n° 27, de 09/09/2008, Solução de Consulta SRRF/4ª RF/DISIT n° 87, de 29/09/2004, Solução de Consulta SRRF/4ª RF/DISIT n° 32, de 28/04/2004 e Decisão SRRF/lª RF/DISIT n° 30, de 11/09/1998)”. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.911784/200987 Acórdão n.º 380302.872 S3TE03 Fl. 168 5 Ainda segundo o relator, a Solução de Consulta SRRF/2ª RF n° 11, de 22/02/2006, “aborda o tema na esfera do Imposto sobre a Renda, afirmando que "os valores relativos à Conta Consumo de Combustíveis dos Sistemas Isolados destinamse à compensação do custo incorrido em razão do consumo de combustíveis fósseis, tratandose de subvenção que integra a receita das concessionárias, incluindose nos 'resultados nãooperacionais' da atividade, havendo de compor, assim, o lucro real apurado para fins do Imposto de Renda e bases imponíves reflexas, nos termos da legislação tributária vigente". Na sequência, afirma que criouse “um mecanismo de equalização de custos destinado a viabilizar as operadoras termoelétricas, possibilitando uniformização de preços aos consumidores finais por intermédio de uma sistemática de rateio entre as concessionárias do sistema, com o subseqüente repasse às concessionárias termoelétricas, destinado à compensação do custo superior incorrido em razão do consumo de combustíveis fósseis”. (...) Os “valores relativos à CCC têm por finalidade "subsidiar" a geração de energia elétrica com o uso de combustíveis fósseis, buscando compensar os custos elevados da geração termoelétrica. Neste sentido, mostrase indubitável seu caráter de "receita" do empreendimento, e não de "recuperação de custos", como quer defender a contribuinte. E isto porque no caso da recuperação de custos, a caracterização como tal depende, em regra, de uma operação posterior entre os dois entes que efetuaram a operação negocial anterior. Em outras palavras: para a caracterização da recuperação de um custo anteriormente sofrido, deve haver uma operação posterior, entre os mesmos dois entes, que represente um estorno daquilo que havia sido previamente negociado”, o que não ocorre no presente caso, pois, aqui, “a Eletrobrás, que é a gestora da CCC, reembolsa a empresa geradora de energia elétrica pelos desembolsos destinados à aquisição de combustíveis junto às empresas fornecedoras destes combustíveis. Ou seja, não há tecnicamente recuperação de custos, pois a operação entre a empresa geradora e a empresa fornecedora de combustíveis permanece inalterada; o que ocorre é que a Eletrobrás, um terceiro naquela relação negocial, com recursos.do CCC e nos termos da lei, reembolsa a adquirente dos combustíveis”. Não satisfeito, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 141 a 164) e reitera seus pedidos, repisando os mesmos argumentos de defesa, ressaltandose a ausência de análise da DCTF retificadora apresentada anteriormente à inscrição em dívida ativa e antes do início do procedimento de fiscalização, conforme exige o art. 11 da Instrução Normativa RFB n° 768, de 7 de março de 2008, sem, contudo, trazer aos autos qualquer informação ou documento adicional que embase suas afirmativas. Segundo o Recorrente, a “Receita Federal do Brasil possui o dever de averiguar materialmente os fatos ocorridos, não podendo se amparar em circunstâncias formais ou fatores alheios e especulativos para determinar a ocorrência de falaciosa não homologação de compensação pelo não processamento de declaração retificadora”. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 De início, registrese que o Recorrente não trouxe aos autos, em nenhuma das oportunidades em que se manifestou, qualquer elemento probatório que atestasse o valor por ele pleiteado a título de pagamento indevido, não tendo sido apresentada a escrituração contábilfiscal ou qualquer outro documento que demonstrasse de forma hábil e idônea o indébito alegado. Nem mesmo as cópias das DCTFs original e retificadora a que o contribuinte faz referência foram trazidas aos autos para embasar sua argumentação. Consta dos autos, no que tange a essa questão, apenas a afirmativa do relator a quo de que a DCTF retificadora havia sido apresentada após a ciência do despacho decisório. Trouxe o Recorrente aos autos, no que se refere a elementos materiais de prova, apenas um demonstrativo por ele elaborado, denominado de “Memória de Cálculo”, em que se registram valores relativos às bases de cálculo da contribuição, mas desacompanhado de qualquer lastro probatório referente à escrita ou à documentação fiscal. Ora, a pessoa que alega ser detentora de um direito tem o dever de comprovar a sua pretensão. A defesa genérica desprovida de provas não é apta a favorecer a tese defendida pelo ora Recorrente. Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação da declaração apresentada. Referido dispositivo assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) – Grifei (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) No presente caso, nem na fase de Manifestação de Inconformidade, nem no Recurso Voluntário, o interessado se predispôs a demonstrar de forma inequívoca a inobervância, por parte da Administração tributária, dos valores por ele declarados, nem a quantificação do indébito alegado, defendendose apenas quanto à matéria de direito, no que Fl. 173DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.911784/200987 Acórdão n.º 380302.872 S3TE03 Fl. 169 7 tange aos recebimentos oriundos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O contribuinte poderia ter apresentado, desde o primeiro momento de sua manifestação, os documentos necessários à demonstração do direito creditório. Contudo, nada foi trazido aos autos que pudesse embasar suas meras alegações. Nesse contexto, mostrase oportuno e esclarecedor o seguinte excerto extraído da obra “Processo administrativo federal” de autoria de Rodrigo Francisco de Paula, editora Dey Rey, Belo Horizonte, 2006, páginas 153 a 154: Dessa feita, em muitas situações, a mera alegação não se apresenta suficiente. É necessário conferirlhe grau substancial de veracidade, com elementos que revelem liame entre o alegado e o ocorrido. Assim, o impugnante deve se desimcumbir de sua tarefa de comprovar o que alega, para que suas alegações se revistam de um tônus diverso do meramente protelatório, já que a impugnação administrativa suspende a exigibilidade do crédito tributário. Ainda que se abstraísse das questões processuais, como a ausência de elementos materiais de prova (escrituração e documentos fiscais), ou ainda a retificação da DCTF após a ciência do despacho decisório, em prol do princípio da verdade material, há que se consignar que, no mérito, não nos alinhamos com os entendimentos externados pelo Recorrente em sua defesa. Conforme apontado pelo próprio Recorrente, até 30 de março de 2006, data do despacho nº 657, a ANEEL classificava os valores recebidos a título de Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) sob a rubrica contábil de “receita operacional bruta”, passando, a partir daquela data, por provocação do ora Recorrente, a considerálos como “reembolsos de despesas”. Como o caso sob análise se refere a valor da contribuição devido no ano de 2005, sua tributação se encontrava em consonância com a normatização então vigente da ANEEL. Mas, mesmo que se cogitasse acerca da possibilidade de se imputar efeito retroativo às Notas Técnicas da ANEEL nº 115 e 116, ambas de 2006, há que se ressaltar que o entendimento externalizado por essa agência reguladora não se sobrepõe aos dispositivos da legislação tributária que versam sobre a incidência de tributos. Ainda que a ANEEL defina tais valores como “reembolsos de despesas”, essa titulação administrativa, de alcance restrito à área técnica regulada, qual seja, a geração e a distribuição de energia elétrica, não se sobrepõe aos fatos geradores tributários definidos na legislação de regência que dispõe sobre as hipóteses de incidência da contribuição, estas amparadas nos dispositivos constitucionais que definem a competência tributária da União para instituir contribuição social sobre o faturamento e as receitas auferidas pelos contribuintes elegidos pelo legislador constituinte. Conforme apontado pelo Recorrente, assim como pela autoridade julgadora de piso, os valores relativos às contas CCC e CDE, cobrados dos usuários das regiões Nordeste, Sudeste, Sul e CentroOeste, têm por finalidade "subsidiar" a geração de energia Fl. 174DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 8 elétrica em áreas isoladas da região Norte do País, estas abastecidas com energia oriunda da queima de combustíveis fósseis, buscandose, com o subsídio, compensar os custos elevados da geração de energia termoelétrica que oneraria desigualmente o consumo de energia elétrica nas áreas sob comento. Registrese que, de acordo com uma cartilha datada de outubro de 2008 produzida pela ANEEL, denominada “Por Dentro da Conta de Luz – Informação de Utilidade Pública”, disponível em seu sítio na internet (www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Cartilha_ 1p_atual.pdf), a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Conta de Desenvolvimento energético (CDE) são identificadas como destinadas a, respectivamente, “subsidiar a geração térmica principalmente na região norte (Sistemas Isolados)”, e “subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda”. Verificase, portanto, que se trata de subsídios destinados a equalizar o custo do consumo de energia elétrica nas diversas regiões do País, dadas as condições desiguais de sua geração. Os valores repassados às geradoras de energia elétrica de áreas isoladas vão compor o conjunto de ingressos que se agrupam sob a denominação genérica de “receita”. Não se trata, como quer fazer crer o Recorrente, em “reembolso de despesas”, pois, conforme já salientado pelo relator a quo, nesses casos, temse a recuperação de valor dispendido no passado, tendose em conta suas dimensões qualitativa e quantitativa, estornandose um valor, em sua exata medida, que havia sido contabilizado como custo ou despesa e que depois veio a ser revertido. Os custos e as despesas decorrem da geração de energia elétrica nas localidades em que disponibilizada, em que se relacionam o prestador do serviço e os usuários da região. Os repasses das contas CCC e CDE, por seu turno, decorrem da lei e têm seu dimensionamento definido, não com base em valores exatos dos dispêndios efetivamente realizados, mas de fórmulas que possibilitam, com base em previsões, a equalização pretendida entre as geradoras de áreas isoladas e as demais instaladas no território nacional. Nos casos de subsídios, os valores repassados não correspondem exatamente aos custos incorridos, podendo superálos, ser coincidentes com eles ou, ainda, ser inferiores, assim como ocorre com o faturamento, que pode suplantar em muito o total de dispêndios, do que resultarão os lucros, ou ser inferior às despesas, casos em que se configurarão os prejuízos. A tributação das contribuições sociais incidentes sobre o faturamente e sobre as demais receitas independe da ocorrência posterior de lucro ou prejuízo, pois o fato imponível se esgota no momento da entrada dos recursos decorrentes da venda de produtos ou da prestação de serviços, assim como da obtenção de outras receitas, independentemente dos desdobramentos contábeis subsequentes. A tributação de receitas não se confunde com a tributação do lucro, pois, nesta, admitese a dedução de todos os dispêndios (custos e despesas) necessários e usuais ao funcionamento da sociedade empresária. Uma vez auferida uma receita, sobre ela incidirão as contribuições para o PIS e a Cofins, independentemente de se consubstanciarem, ao final, em lucro ou prejuízo. Toda atividade empresarial envolve custos que impactarão negativamente o saldo das receitas auferidas, o que, contudo, não significa que a parcela da receita absorvida Fl. 175DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.911784/200987 Acórdão n.º 380302.872 S3TE03 Fl. 170 9 pelos custos deixará de ser receita para fins de incidência da Cofins e da contribuição para o PIS. O critério que deve orientar a identificação de uma receita é o jurídico e não o econômico ou empresarial, pois parte significativa do que vier a ser auferido pelas pessoas jurídicas será vertida a terceiros a título de pagamento pelos serviços prestados, pelos bens adquiridos ou por outros custos e despesas incorridos. Os valores recebidos pelas geradoras de energia em áreas isoladas vêm suprir o seu baixo faturamento, dadas as condições adversas enfrentadas no desempenho de suas atividades, somandose às quantias obtidas a partir do serviço efetivamente prestado, de forma a tornar a sua atividade o mais isonômica possível em relação às das demais geradoras existentes nas demais regiões do País, privilegiandose a isonomia que deve alcançar todos os partícipes da produção nacional. Se se admitisse a redução das receitas ora analisadas em razão da parcela que será absorvida por custos ou despesas, tal procedimento deveria alcançar não apenas os repasses oriundos das contas CCC e CDE, mas, também, as parcelas do faturamento e das demais receitas percebidas pelas pessoas jurídicas, pois muitas delas serão consumidas por dispêndios necessários ao desempenho da atividade do sujeito passivo, privileginadose, da mesma forma, a isonomia que deve orientar a tributação em nível nacional. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, seja em razão da ausência de comprovação do indébito pleiteado, seja por se referir a ingressos que compõem a receita do sujeito passivo no âmbito da tributação da contribuição na sistemática da não cumulatividade. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 176DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS 10 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10983.911784/200987 Interessada: TRACTEBEL ENERGIA S/A Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.872, de 26 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 26 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 177DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 27/04/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/04/2012 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 13883.000099/2007-88
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 10/04/2007
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS.
TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal,
conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN.
Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação A. decadência, a regra trazida pelo artigo 173,1 do CTN.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2803-000.321
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA JÚNIOR
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 10/04/2007 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação A. decadência, a regra trazida pelo artigo 173,1 do CTN. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
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score : 1.0
Numero do processo: 10280.720369/2010-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 03 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2006
RECEITA BRUTA DE ATIVIDADE RURAL.
A receita bruta da atividade rural, decorrente da comercialização dos produtos, deverá ser sempre comprovada por documentos usualmente utilizados nessas atividades, tais como Nota Fiscal de produtor, Nota Fiscal de Entrada, Nota Promissória Rural vinculada á Nota Fiscal de produtor e demais documentos oficialmente reconhecidos pelas fiscalizações estaduais.
Numero da decisão: 2301-007.862
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
1.0 = *:*
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2006 RECEITA BRUTA DE ATIVIDADE RURAL. A receita bruta da atividade rural, decorrente da comercialização dos produtos, deverá ser sempre comprovada por documentos usualmente utilizados nessas atividades, tais como Nota Fiscal de produtor, Nota Fiscal de Entrada, Nota Promissória Rural vinculada á Nota Fiscal de produtor e demais documentos oficialmente reconhecidos pelas fiscalizações estaduais.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
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A receita bruta da atividade rural, decorrente da comercialização dos produtos, deverá ser sempre comprovada por documentos usualmente utilizados nessas atividades, tais como Nota Fiscal de produtor, Nota Fiscal de Entrada, Nota Promissória Rural vinculada á Nota Fiscal de produtor e demais documentos oficialmente reconhecidos pelas fiscalizações estaduais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) Relatório Trata-se de auto Auto de Infração Pessoa Física, referente ao exercício de 2007, ano calendário de 2006, por ter o contribuinte incorrido na seguinte infração: CLASSIFICAÇÃO INDEVIDA DE RENDIMENTOS NA DIRPF. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 72 03 69 /2 01 0- 77 Fl. 271DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-007.862 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10280.720369/2010-77 Cientificado, o contribuinte apresentou impugnação onde alega o seguinte, de acordo com o relatório do acórdão recorrido: a). Segundo o Agente Fiscalizador o Investigado/defendente não teria conseguido comprovar que os recibos emitidos por si em 03/03/2006 e 15/03/2006, com valores respectivos de R$ 100.000,00 (cem mil reais) e R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), em favor da Indústria de Carnes Minerva LTDA., efetivamente tenha decorrido de venda a prazo de produto da Atividade Rural. b).Ousamos discordar. Como é costume no meio rural, às vezes, quando o pecuarista necessita de algum reforço no caixa, e possui gado pronto para o abate, negocia com os frigoríficos adiantamentos, que deverão ser abatidos quando da negociação do rebanho. c) Foi o que aconteceu no presente caso, o Investigado/defendente, procurou o frigorífico com o qual já estava habituado a negociar a venda de seus bois, e pediu um adiantamento no valor de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais), isto em duas parcelas no mês de março de 2006. d) O gado só estaria pronto para abate no mês de junho do mesmo ano, época da eletiva venda, conforme se comprova pela várias cópias de notas fiscais em anexo. e) A venda total em junho de 2006, de bois para a Indústria de Carnes Minerva, foi de R$ 323.000,00 (trezentos e vinte c três mil reais), sendo que quando do pagamento só foi repassado para o Investigado/defendente a importância de R$ 73.000,00 (setenta e três mil reais), uma vez. que o restante já havia sido adiantado no mês de março.). f) Verificando o livro caixa do Investigado/defendente, cuja cópia também está em anexo, vamos observar que no mês de março houve a entrada de R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais), e no mês de junho a entrada de R$ 73.000,00 (setenta e três mil reais), todos lançados como renda de venda de bois. somando os valores chegaremos à importância de R$ 323.000,00 (trezentos e vinte e três mil reais) que é o montante constante nas notas fiscais de saídas emitidas em junho em favor da Indústria de Carnes Minerva. As próprias notas fiscais comprovam a venda dos bovinos, portanto, já fica caracterizando que o valor adiantado em março de uma venda só efetivada em junho são frutos da atividade agrícola, o que por si só, já serviria para determinar a improcedência do julgamento feito pela Agente Fiscalizadora. Nunca houve fraude ao fisco federal, e nem mesmo a sua intenção em fazê-lo. tanto é. que a entrada do dinheiro obtido com as vendas dos bois, foi anotada no livro caixa no seu valor correio sem qualquer camuflagem, apenas dividido em duas partes, na forma como ocorreu. Fl. 272DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-007.862 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10280.720369/2010-77 Poderia muito bem o Investigado/defendente lançar apenas o montante de RS 323.000,00 (trezentos e vinte c três mil reais) no mês de junho de 2006, data do efetivo pagamento, e ninguém saberia da existência dos adiantamentos, porém como quis representar a realidade do que ocorreu, padece hoje o contribuinte pela sua honestidade. Pela confrontação das notas fiscais emitidas, bem como pelo livro caixa, resta claro e evidente, que não houve irregularidade alguma na declaração de Imposto de Renda do exercício de 2006, e que os valores lançados como adiantamentos no mês de março de 2006 são oriundos de uma venda que só foi se efetivar em junho do mesmo ano, e que esta venda tem origem na atividade rural do Investigado/defendente. Desta feita, não há porque persistir o auto de infração, vez que a origem dos valores é clara, e que foram oriundos da atividade rural, sem a necessidade de qualquer reclassificação dentro da declaração firmada no exercício do ano de 2006, e por consequência, sem qualquer ônus para o contribuinte. A DRJ considerou a impugnação improcedente e manteve o crédito tributário Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário com as mesmas alegações da impugnação. É o relatório Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade Do mérito Tendo em vista que, sendo coincidentes as razões recursais e as deduzidas ao tempo da impugnação, a análise do recurso pode ser feita utilizando-se da prerrogativa conferida pelo Regimento Interno do CARF. De acordo com o disposto no § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 – RICARF, não tendo sido apresentadas perante a segunda instância administrativa novas razões de defesa, adotam-se os fundamentos da decisão recorrida, mediante transcrição dos trechos do voto que guardam pertinência com as questões recursais ora tratadas Fl. 273DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-007.862 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10280.720369/2010-77 5. Segundo o Impugnante os recibos teriam como origem as vendas representadas pela notas fiscais emitidas em junho, que já constam como receita de atividade rural tributada. Esses valores teriam sido recebidos nas datas dos recibos, porém a mercadoria só teria sido entregue nos meses de junho e julho. 6. Reza o art. 6°da IN SRF 017/96: “Art. 6° A receita bruta da atividade rural, decorrente da comercialização dos produtos, deverá ser sempre comprovada por documentos usualmente utilizados nessas atividades, tais como Nota Fiscal de produtor, Nota Fiscal de Entrada, Nota Promissória Rural vinculada á Nota Fiscal de produtor e demais documentos oficialmente reconhecidos pelas fiscalizações estaduais.” 7. A princípio os recibos (fls. 61/62) comprovam atividade comercial de venda do Impugnante para a empresa MINERVA, no total de R$ 250.000,00. Para se configurar também como faturamento de receitas de atividade rural deveria cumprir com o prescrito no art. 6°da IN SRF 017/96. Mas o Impugnante não consegue cumprir com este intento. Deveriam os recibos mostrar coincidência com datas e valores com as notas fiscais apresentadas pelo Impugnante. Mas não há esta coincidência. Os valores foram recebidos em datas anteriores às constantes nas notas fiscais. Não há como considerar que os pagamentos são antecipações de vendas de boi. A própria beneficiária nega recebimento a este título. Como os recibos não tem o mesmo valor das notas fiscais e demais documentos apontados no art. 6°da IN SRF 017/96 (para o fim de comprovação de que se refere à faturamento de atividade rural), resta a tributação do ato comercial sem qualquer benefício, com base no art. 111, II, do CTN. Do exposto, voto por negar provimento ao recurso (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 274DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10680.005761/2001-99
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 303-00.956
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares, negar provimento ao recurso quanto à classificação fiscal e remeter o processo ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes para apreciar as demais questões de sua competência exclusiva, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-10T14:01:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-10T14:01:02Z; Last-Modified: 2013-10-10T14:01:02Z; dcterms:modified: 2013-10-10T14:01:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:345fc1bb-a705-45cc-95d8-e54b0c0dbb64; Last-Save-Date: 2013-10-10T14:01:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-10T14:01:02Z; meta:save-date: 2013-10-10T14:01:02Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-10T14:01:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-10T14:01:02Z; created: 2013-10-10T14:01:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2013-10-10T14:01:02Z; pdf:charsPerPage: 1888; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-10T14:01:02Z | Conteúdo => 5iieW MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 10680.005761/2001-99 07 de julho de 2004 127.604 VELOX PERSIANAS LTDA. DRJ/JUIZ DE FORA/MG RESOLUÇÃO N9- 303 - 00.956 CLASSIFICAÇÃO DE PRODUTOS. Persiana horizontal de alumínio, usada como controle de luminosidade e visibilidade com efeito decorativo, classifica-se no código 7616.99.00 da TIPI conforme Solução de Consulta SRRF/6a RF/DIANA n° 23, de 20 de março de 2001, Processo n° 10680.010403/00-28. A classificação fiscal errônea, decorrente da observância da orientação prestada pelo plantão fiscal, exclui a imposição de penalidades e a cobrança de juros de mora no período compreendido entre a data da manifestação do Plantão Fiscal e a data da publicação da Solução de Consulta, devendo ser exigido, nesse período, tão-somente o valor do IPI, conforme art. 100, parágrafo único, do CTN. PEDIDO DE PERÍCIA. 0 deferimento do pedido de perícia e/ou diligência não se justifica se os elementos contidos nos autos são suficientes para o deslinde da questão. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Descabe ao julgamento administrativo apreciar questões de ordem constitucional ou doutrinária, mas tão-somente aplicar o direito tributário positivo, desde que pautado no entendimento da Secretaria da Receita Federal. Rejeitadas as preliminares e negado provimento ao recurso quanto classificação Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares, negar provimento ao recurso quanto à classificação fiscal e remeter o processo ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes para apreciar as demais questões de sua competência exclusiva, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MA/3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 127.604 303-00.956 Brasilia-DF, em 07 de julho de 2004 JOÃO &L ACOSTA Preside te e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, SERGIO DE CASTRO NEVES, NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARECELOS FIÚZA e DAVI EVANGELISTA (Suplente). Ausente o Conselheiro ZENALDO LOIBMAN. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional ANDREA KARLA FERRAZ. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° 127.604 RESOLUÇÃO N° : 303-00.956 RECORRENTE : VELOX PERSIANAS LTDA. RECORRIDA : DRJ/JUIZ DE FORA/MG RELATOR(A) : JOÃO HOLANDA COSTA RELATÓRIO Contra Velox Persianas Ltda. foi lavrado auto de infração, em 13/06/2001, sendo, na mesma data, do seu teor, formalmente cientificado o contribuinte. Transcrevo, dada a estrita fidelidade aos fatos, o bem elaborado relatório integrante do Acórdão DRJ/JFA N° 338, de 29/11/2001, da 3' Turma de Julgamento da DRJ em Juiz de Fora/MG: "Trata o presente processo do Auto de Infração, de fls. 08/16, lavrado contra a contribuinte supra identificada, em 13/06/2001, para exigência do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, no valor de R$ 129.687,95, da multa proporcional passível de redução de R$ 97.265,22, da multa sobre IP1 não lançado com cobertura de crédito de R$ 7.507,95, bem como dos acréscimos moratórios devidos el época do pagamento. Tal autuação originou-se de procedimento fiscal para verificação do cumprimento das obrigações tributárias pela contribuinte, nos termos dos MPFs encontrados as fls. 01/06, quando a autoridade autuante apurou as seguintes infrações: 1) falta de recolhimento de IPI lendo em vista que o estabelecimento industrial ou equiparado a industrial promoveu a saída de produtos tributados com falta ou insuficiência de lançamento do imposto em decorrência de erro de classificação fiscal e/ou alíquota, bem como por ter promovido saídas a titulo de doação, no período fevereiro de 1996 a agosto de 2000. Enquadramento Legal: artigos 15, 16, 17, 22, II, 29, II, 54, 55, I, "b" e II, "c", 59, 62, 63, II, 107, II e 112, IV, do RIPI aprovado pelo Decreto n° 87.981/82, c/c arts. 15, 16, 17, 23, II, 32, II, 109, 110, I, "b", 110, II, "c", 114, 117, 118, II, 183, IV e 185, III, do RIPI/98 aprovado pelo Decreto 2.637/1998. O • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 127.604 : 303-00.956 2) o estabelecimento industrial ou equiparado não recolheu o IPI por ter escriturado créditos relativos a produtos acabados adquiridos para comércio, no período de janeiro de 1999 a agosto de 2000. Enquadramento Legal: artigos 32, II, 109, 114, caput e parágrafo único, 117, 174, 182, 183, IV, e 185, III, do RIPI/98 (Decreto 2.637/1998). 3) o estabelecimento industrial ou equiparado não recolheu o IPI por ter se utilizado de crédito básico indevido decorrente de matéria-prima, produto intermediário e/ou material de embalagem utilizados em produtos saídos com alíquota zero, bem como de produtos adquiridos para revenda, no periodo de janeiro de 1996 a dezembro de 1998. Enquadramento Legal: artigos 29, II, 54, 59, 62, 82, I, 100, I, "a", 107, IL 112, IV, do RIPI/82 aprovado pelo Decreto n°87.981/1982, c/c arts. 32, II, 109, 114, caput e parágrafo único, 117, 147, 182, 183, We 185, III, do RIPI/98, aprovado pelo Decreto 2.637/1998. Constituem parte integrante do Auto de Infração, além do Mandado de Procedimento Fiscal n° 2000.00574-6 e suas sucessivas prorrogações, os Termos de Intimação Fiscal lavrados e suas respostas, os mapas demonstrativos "Procura Produto/Insumo", "Demonstrativo da Base de Cálculo" e "Demonstrativo de Glosa de Créditos". Conforme exposto no Termo de Verificaçeio Fiscal de fls. 80/83, a autuada possui contrato de representação exclusiva dos produtos "Luxaflex" coin a empresa Hunter Douglas do Brasil Ltda., (CNPJ n° 48.775.191/0001-90), firmado em 15 de dezembro de 1992, e tem por atividade a transformação e a montagem de persianas e cortinas, bem como a revenda dos produtos Rolõ, Silhouette, Vignette, Plissada, Luminette, Premium, Ondulette e Madeira. Durante o curso da auditoria fiscal realizada, verificou-se que a empresa adotava diversas posições fiscais para um mesmo produto, bem como dava saida a persianas de alumínio a titulo de doação com alíquota zero. Tomando por base Decisões em consulta formulada pela autuada, e pela Hunter Douglas do Brasil Lida acerca da classificação fiscal adequada para os produtos it 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.604 RESOLUÇÃO : 303-00.956 fabricados pela contribuinte, a autoridade fiscal adotou as seguintes classificações fiscais em seu levantamento: TABELA DE INCIDÊNCIA DO IPI - DECRETO 97.410/1988 Persianas, gelosias e estores 7616.90.0300...10% Lâminas p/persianas, gelosias e estores 7616.90.9001... 10% Qualquer outra .7616.90.9099..10% Persianas(PVC) _3925.30.0100..15% TABELA DE INCIDÊNCIA DO IPI- DECRETO 2.092/1996 Persianas, lâminas para persianas e qualquer outra 7616.99.00..10% Persianas 3925.30.00..15% Além disso, em face das infrações descritas nos itens 2) e 3), foi efetuada a glosa de créditos de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados em produtos saídos com aliquota zero, e a glosa de créditos relativos a produtos adquiridos para revenda. Notificada em 13/06/2001, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 227/289, em 13/07/2001, cujo conteúdo pode ser assim resumido: o entendimento agasalhado pelo presente Auto de Infração, e alicerçado pelo inteiro teor da Solução de Consulta SRRF/6 0 RF/DIANA n° 23, de 20 de março de 2001, processo n° 10680.010403/00-28, apresenta-se absolutamente equivocado diante da especificidade primaria, material e morfológica dos produtos industrializados e comercializados pela inzpugnante, qual seja, chapas ou tiras delgadas retangulares, cujo formato, por si só, imporia o enquadramento desses produtos no Código 7607, na posição genérica 19.90, consoante a aplicação da regra 3 a), das Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado. Pede que o processo seja baixado em dilige'ncia para fins de apuração junto ao INMEIRO das características fisicas e morfológicas dos produtos por ela industrializados elou comercializados, bem como requer produção de prova pericial a fim de evidenciar este fato, de forma complementar, definitiva e cabal; ao fixar a classificação fiscal de tais produtos como sendo 7616.99.00, ou seja, "Outras obras de alumínio", a mencionada 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° . 127.604 : 303-00.956 Solução de Consulta desconsiderou precedente orientação formal emanada pelo Plantão Fiscal da DRF/BHE. Isto posto, requer, por uni lado, seja reconhecida a propriedade do enquadramento ou classificaçâo fiscal por ela adotada no que concerne às persianas horizontais de alumínio, conforme manifestação da própria Secretaria da Receita Federal através de seus Plantão Fiscal, em 31 de março de 1999, com o conseqüente cancelamento dos lançamentos ora impugnados, e, por outro lado, apenas ad cautelam, a aplicação do artigo 50 do Decreto n° 70.235/1972 a fim de desconstituir os lançamentos referentes ao período compreendido entre a data da primeira decisão (31 de março de 1999) até a data da publicação da Solução de Consulta SRRF7'6° RE/DIANA n° 23, de 20 de março de 2001; em face dos principios da isonomia ou igualdade tributária, e da não-cumulatividade, insculpidos na Constituição Federal, impõe-se reconhecer o direito da impugnante de se creditar, na qualidade de estabelecimento industrial, do crédito do IPI decorrente da aquisição de produtos acabados para revenda; tendo em vista o principio constitucional da não-cumulatividade do IPI, o qual objetiva exatamente exonerar o contribuinte e o próprio consumidor final do pagamento em cascata do imposto em comento, independentemente que essa cumulação se verifique na entrada ou na saída do produto industrializado, e considerando a jurisprudência administrativa e judicial assentada sobre a matéria, impõe-se seja reconhecido o direito de crédito da impugnante decorrente de suas aquisições tributadas de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados em produtos por ela industrializados e &lidos com isenção do IPI ou tributados cr al/quota zero." A decisão de primeira instância foi no sentido julgar procedente em parte o lançamento, havendo concluído da seguinte maneira . "Do exposto, conclui-se que, por expressa determinação legal, até 31/12/1998 a contribuinte estava obrigada a estornar de sua escrita fiscal os créditos de IPI referentes aos insumos que entraram em seu estabelecimento e que foram empregados na industrialização dos produtos sujeitos a aliquota zero, isentos, não tributados e imunes. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 127.604 : 303-00.956 Portanto, o direito ao aproveitamento do crédito referido pelo art. 11 da Lei n.° 9.779, de 1999, aplica-se exclusivamente aos insumos recebidos pelo estabelecimento industrial, a partir de 01/01/1999, descabendo a este julgador, conforme já destacado, apreciar questões de ordem constitucional ou doutrinária, mas tão-somente aplicar o direito tributário positivo. Isto posto, deve ser mantida a autuação resultante da glosa destes créditos. Destarte, voto pela procedência parcial do lançamento, a .fim de excluir a multa de oficio e juros de mora da autuação por erro de classificação fiscal e/ou al/quota das persianas horizontais de alumínio (código TIPI 7616.99.00) fabricadas e comercializadas pela autuada, no período compreendido entre o dia 31/03/1999 e o dia 20/03/2001, e winter o restante da exigência formalizada no Auto de Infração de fls. 08/16." A ementa tem a seguinte redação: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI Ano-calendário: 1996, 1997, 1998, 1999, 2000 Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE PRODUTOS. Persiana horizontal de alumínio, usada como controle de luminosidade e visibilidade corn efeito decorativo, classifica-se no código 7616.99.00 da TIPI conforme Solução de Consulta SRRF/6 0 RE/DIANA n° 23, de 20 de março de 2001, processo n° 10680.010403/00-28. A classificação .fiscal errônea, decorrente da observância da orientação prestada pelo plantão fiscal, exclui a imposição de penalidades e a cobrança de juros de mora no período compreendido entre a data da manifestação do Plantão Fiscal e a data da publicação da Solução de Consulta, devendo ser exigido, nesse período, tão-somente, o valor do IPI, conforme art. 100, parágrafo Unico, do C7V. PEDIDO DE PERICIA. O deferimento do pedido de perícia e/ou diligencia não se justifica se os elementos contidos nos autos são suficientes para o deslinde da questão. JULGAMENTO ADMINISTRA TWO. COMPETÊNCIA. Descabe ao julgamento administrativo apreciar questões de ordem constitucional ou doutrinária, mas tão-somente aplicar o direito MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 127.604 : 303-00.956 tributário positivo, desde que pautado no entendimento da Secretaria da Receita Federal APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE. Incabível, por falta de previsão legal, o aproveitamento de créditos decorrentes de insumos recebidos no estabelecimento industrial ou equiparado, antes de 01/01/1999, e aplicados na industrialização de produto isento ou tributado à aliquota zero, bem como o aproveitamento de créditos relativos a produtos acabados adquiridos de terceiros para revenda. CRÉDITO INDEVIDO. Verificada a falta de recolhimento após a glosa de créditos indevidos, é licita a exigência do imposto." Inconformada, a empresa vem interpor recurso voluntário para este Terceiro Conselho de Contribuintes, expondo as mesmas razões desenvolvidas na impugnação, aditando, porém, que o indeferimento do seu pedido de perícia técnica veio obstaculizar a comprovação efetiva das características fisico-morfológicas dos produtos de sua industrialização. Diz que tal atitude representa descumprimento de normas constitucionais sobre a ampla defesa e o contraditório, motivo do pedido de nulidade pleno júris (sic) da decisão de primeira instância. Ao final do documento, após haver reeditando, muitas vezes com as mesmas palavras, os diversos itens da impugnação, o contribuinte, a partir dos itens 58 até 62, traz as seguintes questões: A) O acórdão deixou de apreciar questões trazidas na impugnação sob o pretexto de que não cabe ao julgador administrativo julgar questões de ordem constitucional ou doutrinária. Tal entendimento afronta os princípios constitucionais da moralidade, da legalidade e do devido processo legal. B) Pede a reforma do citado Acórdão para efeito de: B.1) Em preliminar, ser reconhecida a nulidade do acórdão por violar o principio da ampla defesa e do contraditório. B.2) Caso não seja aceita a preliminar, seja reformado o acórdão de modo que seja reconhecida a propriedade e adequabilidade classificatória adotada pelo contribuinte para seus produtos, objeto da ação fiscal — persianas horizontais Luxaflex, Modelos Original 16, Original 25 e Perfect (fls. 406/407). B.3) Seja reconhecido o direito do contribuinte ao crédito do IPI decorrente da aquisição de produtos acabados para revenda, tudo sob pena de expressa e formal ofensa ao principio da isonomia ou igualdade tributária e ainda ao 8 L MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 127.604 : 303-00.956 principio da não cumulatividade, insculpidos, respectivamente, no art. c.c. 153, inciso IV, inciso H, ambos da CF/1988. B.4) Sejam desconstituidos os lançamentos complementares ex officio de Infração E o relatório. 150, inciso II, objeto do auto • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 127.604 : 303-00.956 VOTO 0 recurso atende aos requisitos de admissibilidade, uma vez que é tempestivo, versa sobre matéria de competência desta Camara e foi feito, comprovadamente, o depósito recursal de 30% do crédito tributário exigido. São trazidas questões preliminares e de mérito. I - Preliminares: 1. Nulidade do acórdão recorrido em vista do indeferimento do seu pedido de perícia técnica entendendo que assim foram descumpridas normas constitucionais sobre a ampla defesa e o contraditório. Como posto no voto do acórdão ora contestado, os autos já dispõem de todos os elementos necessários e suficientes para decidir-se da correta classificação dos produtos industrializados na Tabela do IPI, incluindo a solução da consulta formulada pelo contribuinte a respeito dessas matérias, sendo assim absolutamente desnecessário promover a perícia técnica solicitada. 0 Decreto n° 70.235/72, nos art. 18 e 28, trata desta questão, e autoriza a autoridade administrativa a indeferir tal pleito se entender desnecessária a realização da perícia para o seu convencimento. Não havendo, conseqüentemente, vislumbre de cerceamento de defesa, rejeito a preliminar. 2. Outra afirmativa que faz o contribuinte é que o acórdão contestado teria deixado de apreciar questões trazidas na impugnação sob o pretexto de que não cabe ao julgador administrativo julgar questões de ordem constitucional ou doutrinária. De fato, estas questões não cabe ao julgador administrativo decidir por se tratar de matéria da competência privativa do Poder Judiciário. II - Mérito: Pretende a empresa deva ser reformado o acórdão para que se reconheça como correta a classificação dada pelo contribuinte para seus produtos — persianas horizontais Luxaflex, Modelos Original 16, Original 25 e Perfect, no código TIPI 7607.19.90, como sendo chapas ou tiras delgadas retangulares cujo formato exige tal enquadramento, invocando o comando da RGI no 3 — "a", ao passo que a fiscalização entende que se trata de outra mercadoria como demonstra, na conformidade da solução de consulta administrativa formulada por ela própria. 1 0 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 127.604 : 303-00.956 Na verdade, esta comprovado nos autos, que se trata de "persianas horizontais de alumínio, por ela fabricadas e comercializadas", as quais têm classificação pelo código 7616.99.00 da TIPI do Decreto n° 2.092/1996, conforme a solução de consulta acima referida cujo entendimento transcrevo, nesta parte: "Diz a Regra Geral n.° 1 para a Interpretação do Sistema Harmonizado (RGI(SH)1), que "para os efeitos legais a classificação é determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capitulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e Notas, pelas outras regras gerais". A posição eleita pelo consulente, 7607, dita: "Folhas e Tiras, delgadas, de alumínio (mesmo impressas ou com suporte de papel, cartão, plásticos ou semelhantes), de espessura não superior a 0,2 mm ('excluído o suporte) As Notas Explicativas (NESH) da posição 7607 esclarecem que essa posição abrange os produtos definidos na Nota I d) do Capitulo 76, com espessura não superior a 0,2 mm. A Nota I d) preceitua que: "Estero incluídas nas posições 7606 e 7607 as chapas, tiras e folhas, que apresentem motivos (por exemplo: ranhuras, estrias, gofragens, lágrimas, botões, losangos) e as que tenham sido perfuradas, onduladas, polidas ou revestidas, desde que esses trabalhos não lhes confiram as características de artefatos ou obras incluídos em outras posições." Como podemos constatar, o produto consultado é uma obra de alumínio, ou seja, as persianas são obras de alumínio, no caso lâminas de alumínio de espessura não superior a 0,2 mm. Segundo a consulente, e folheto apresentado, são adquiridas, por meio de importação, bobinas de alumínio e as lâminas são cortadas e furadas e as persianas são montadas. Não se pode classificar urna obra de alumínio em uma posição que se refere ao material do que é feito o artefato, no caso a persiana, que está incluída em outra posição. A posição 7616 "OUTRAS OBRAS DE ALUMÍNIO" é a correta para o produto consultado. Vejamos porque. Segundo as Notas Explicativas do sistema Harmonizado — NESH, nas considerações gerais do capitulo 76, o capitulo compreende o alumínio e suas respectivas ligas e dita ainda que: 11 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO RESOLUÇÃO N° : 127.604 : 303-00.956 "0 presente capitulo compreende: D) Nas posições 76.08 a 76.15, alguns artefatos bem caracterizados e, na posição 7616, um conjunto de obras que não se incluem nem nas posições precedentes deste Capitulo, nem nos Capítulos 82 ou 83 desta Seção ou mais especificamente em qualquer outra parte da Nomenclatura." A .NESH da posição 76. 16 — OUTRAS OBRAS DE ALUMÍNIO — determina que: "A presente posiceio abrange, entre outros: 5) As obras de alumínio do tipo das mencionadas nas Notas Explicativas das posições 73.25 e 73.26." Ora, a NESH da posição 73.26— OUTRAS OBRAS DE FERRO OU AÇO (+) diz que: "Incluem na presente posição, entre outros: 1) As ferraduras, ferragens para saltos (tacões*) e protetores para calçados (mesmo com pontas), ganchos e grampos para subir cis árvores, portinholas de ventilação não mecânicas, estores (venezianas) formados por lâminas " Estore, segundo o Dicionário Aurélio da Lingua Portuguesa "cortina para janelas, que se enrola e desenrola por meio de mecanismo apropriado", que vem a ser semelhante et persiana, produto consultado, ou seja, obras de alumínio do tipo de estores. Assim, as persianas de alumínio se classificam na posição 7616. Diz também a Regra Geral 6 (RGI(SH) 6) que "a classificação de mercadorias nas subposições de unia mesma posição é determinada, para efeitos legais, pelos textos dessas subposições e das Notas de Suposição respectivas, assim como, mutatis mutantis, pelas Regras precedentes, entendendo-se que apenas são comparáveis subposições de mesmo nível." 12 ,r- MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RE SOLUÇÃO N° : 127.604 : 303-00.956 A posição 7616 tem três subposições completas. A subposição 7616.99 "Outras" é a adequada por não se enquadrar o produto consultado nas especificaOes das outras subposições. O código 7616.99.00 "Outras" é o correto por não ter subdivisão em item, nem em subitem, por se tratar de persiana horizontal de alumínio. " As outras questões de mérito diz respeito (1) ao não recolhimento de IPI pelo fato de haver o contribuinte escriturado créditos relativos a produtos acabados adquiridos para comércio, no período de janeiro a agosto de 2000 e (2) ao fato de o contribuinte deixar de recolher o IPI por se ter utilizado de crédito básico indevido decorrente de matéria-prima, produto intermediário e/ou material de embalagem utilizados em produtos saídos com aliquota zero, bem como de produtos adquiridos para revenda no período de janeiro/1996 a dezembro/1996. 0 julgamento dessas matérias pertence na forma do regimento dos conselhos de contribuintes ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes. Por todo o exposto, pelas razões acima desenvolvidas, que adoto na sua integralidade, voto para (1) rejeitar as preliminares de nulidade e no mérito, (2) quanto à classificação fiscal das mercadorias, para negar provimento ao recurso voluntário, (3) declinando, porém, de apreciar as matérias que pertencem A. Area de julgamento do Segundo Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, em 07 de julho de 2004 JOÃO HbLA1DA COSTA - Relator 13
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Numero do processo: 36216.000043/2006-19
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/1999 a 31/05/2003
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. TRANSPORTE DE CARGA. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. OCORRÊNCIA. RETENÇÃO 11% JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECLARAÇÃO. VEDAÇÃO.
1- De acordo com o artigo 34 da Lei nº 8212/91, as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas elo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal e lançamento, pagas com atraso ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia -SELIC incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável.
2- A teor do disposto no art. 49 do Regimento Interno deste Conselho é vedado ao Conselho afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto sob o fundamento de inconstitucionalidade, sem que tenham sido assim declaradas pelos órgãos competentes. A matéria encontra-se sumulada, de acordo com a Súmula nº 2 do 2º Conselho de Contribuintes.
3- Nos termos do art. 31 da Lei nº 8212/91, com a redação dada pela Lei nº 9711/98, a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, deverá reter 11% do valor bruto da Nota Fiscal ou Fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês.
4- Não havendo comprovação da mão de obra cedida, na forma definida pelo § 3º do citado artigo 31, não cabe aplicação da retenção.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 206-00.258
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Nome do relator: CLEUSA VIEIRA DE SOUZA
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SEXTA CÂMARA Processo n° 36216.000043/2006-19 Recurso n° 145.171 Voluntário con~ Matéria RETENÇÃO coseirocte-,,,,n .segu" chNoo _ Acórdão n° 206-00.258 PubIttati. —3-CL --- ator" Sessão de 11 de dezembro de 2007 Recorrente BASF S/A Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/12/1999 a 31/05/2003 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. TRANSPORTE DE CARGA. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. OCORRÊNCIA. RETENÇÃO 11% JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECLARAÇÃO. VEDAÇÃO. 1- De acordo com o artigo 34 da Lei n°8212/91, as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas elo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal e lançamento, pagas com atraso ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia -SELIC incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. 2- A teor do disposto no art. 49 do Regimento Interno deste Conselho é vedado ao Conselho afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto sob o fundamento de inconstitucionalidade, sem que tenham sido assim declaradas pelos órgãos competentes. A matéria encontra-se sumulada, de acordo com a Súmula n° 2 do 2° Conselho de Contribuintes. 3- Nos termos do art. 31 da Lei n° 8212/91, com a redação dada pela Lei n° 9711/98, a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, deverá reter 11% do valor bruto da Nota Fiscal ou Fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês. • • MF - SEGUNDO CON,ct.HO DE CONTRIBUINTES CONFE I tt: I.:0M O ORIGINAL • Processo n.° 36216.000043/2006-19 Brasília. o, : •o • 1 iça CCO2/036 Acórdão n.° 206-00.258 SI Fls. 391/ Silme Al - • - %eira Mat.: Merm ene82 4- Não havendo comprovação da mão de obra cedida, na forma definida pelo § 30 do citado artigo 31, não cabe aplicação da retenção. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. 37------% ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente ÇkÁ--CLEUSA V IRAT;;UZA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.° 36216.000043/2006-19 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.258 ME - SEGUNDO Cr:N.:ai-10 CONTRIBuums Fls. 392 CONFER I_ CuM O OPONAl_ Brasão, / AL," $iirea •• • Okaaira Relatório Mat.: Siape 877862 Trata-se de Crédito Previdenciário lançado contra a empresa em epígrafe, que, de acordo com o relatório fiscal, fls. 43/47, refere-se às contribuições previdenciárias devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social - 11455 e destinadas à Seguridade Social, na forma da legislação em vigor, relativas à retenção de 11%, incidentes sobre o valor bruto dos serviços contidos nas notas fiscais, faturas ou recibos, na contratação de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra, no período de 1211999 a 05/2003, conforme disposto no art. 31, § 3° da Lei n°8212/91, com a redação dada pela Lei n°9.711/98. Segundo o Relatório Fiscal, constituem os fatos geradores das contribuições objeto do presente lançamento, os pagamentos efetuados a empresa SUPORT CARGO LTDA., CNPJ n° 02.983.304/0001-41, pelos serviços de transporte de carga a BASF S/A, nos seus estabelecimentos Jaboatão (CNPJ 48.539.407/0075-54) e Demarchi (CNPJ n° 48.539.407/0073-92), conforme contrato e Conhecimentos de Transporte apresentados. Nos arquivos digitais fornecidos não houve especificação dos estabelecimentos tomadores de serviços, portanto, para fins de levantamento, foi considerado o estabelecimento Jaboatão. Serviram de base para emissão da presente NFLD os registros contábeis apresentados via magnético, as cópias das notas fiscais/faturas/recibos de prestação de serviços apresentadas e o Contrato de Prestação de Serviços. Informou, ainda, o citado Relatório Fiscal que os serviços prestados pela empresa SUPORT CARGO LTDA. é de transporte efetuando a distribuição dos produtos acabados para os estados das regiões Norte e Nordeste e se enquadram de acordo com o art. 100, §§ 1°, 2° e 3° da Instrução Normativa 71/2002, que revogou a Ordem de Serviço n° 209/99; que os serviços foram tomados periodicamente, constituindo-se uma necessidade permanente, isto é dentro do conceito de cessão de mão-de-obra. De fato, as notas fiscais são emitidas para praticamente todos os meses, não se enquadrando, portanto, em uma empreitada. Além disso, observou-se que a empresa está sempre a disposição da BASF S/A. Informou, outrossim, que o presente lançamento teve como base de cálculo 30% do valor bruto da nota fiscal de serviços, conforme art. 106, inciso II da IN n° 71/2003, pois na apresentação da descrição dos pedidos apresentados houve a previsão de fornecimento de material ou equipamento. Os pagamentos dos serviços, juntamente com as alíquotas aplicadas, constam do Relatório "Discriminativo Analítico do Débito". O crédito lançado encontra-se fundamentado na legislação constante do anexo "Fundamentos Legais". Tempestivamente, a empresa contratante apresentou sua defesa, trazendo dentre outras, as alegações de que a atividade contratada (transporte de cargas) não teve como objeto a cessão de mão-de-obra; que para aplicação da retenção de 11% é necessário que haja cessão de mão-de-obra de acordo com sua definição legal Trouxe à colação diversos julgados do STJ sobre a matéria e por último argüiu a inconstitucionalidade da aplicação da taxa SELIC e concluiu requerendo seja declarada insubsistente a Notificação Fiscal de lançamento de Débito —NFLD, desconstituindo-se o crédito tributário apurado. Juntou aos autos cópia do contrato de prestação de serviços (fls 78/117); cópias de julgados do STJ, sobre o assunto (fls.118/197); outros documentos da empresa contratada (fls.198/217). MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO OltiGINAL • Processo n.° 36216.000043/2006-19 Brasília, , 05 / O g CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.258 Fls. 3931• Santa Mas de Oliveira Mat.: Sisas 877862 A Delegacia da Receita Previdenciária em São Bernardo do Campo por meio da Decisão-Notificação n° 21.434.4/0073/2006, julgou procedente o lançamento, cuja decisão trouxe a seguinte ementa: "DIREITO PREVIDENCIÁRIO RETENÇÃO. OBRIGATORIEDADE. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. COMPROVAÇÃO. OBRIGAÇÃO DE EMPRESA CONTRATANTE. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTO. INDEFERIMENTO. JUROS SELIC. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECLARAÇÃO. VEDAÇÃO. Comprovada a cessão de mão-de-obra a empresa contratante dos serviços assim executados é obrigada a reter 11% (onze por cento) sobre o valor da nota fiscal, fatura ou recibo e é obrigada a recolher o valor retido à previdência Social, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento. É obrigatória a retenção de 11% na contratação dos serviços de transportes, caso executados mediante cessão de mão-de-obra, no período até 05/2003. Indefiro o prazo para apresentação de documentos por não estarem configuradas as hipóteses legais que permitem a apresentação de prova documental após a impugnação. Indefiro o pedido de prazo para apresentação de documentos por não estarem configuradas as hipóteses legais que permitem a apresentação de prova documental após a impugnação. Os acréscimos legais são cobrados em virtude de determinação legal de caráter irrelevável. É vedado ao julgador administrativo declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo". Intimado da decisão e com ela não se conformando, o interessado ingressou com recurso a este Conselho, reproduzindo os argumentos aduzidos em sua impugnação, donde se destaca, em síntese, o seguinte: Que a recorrente, por ocasião de sua impugnação, requereu inicialmente a dilação do prazo para juntada de documentos e aditamento à defesa, vez que, considerando que a mesma fora autuada em época de férias coletivas, o que implicava em dificuldades na localização dos documentos. Tais documentos visavam demonstrar que nada é devido ao Instituto Previdenciária, vez que a prestadora de serviços recolheu a totalidade dos tributos sem efetuar abatimento da retenção de 11% na sua GFIP, mesmo porque, nunca foi o caso de retenção. Que em que pese o douto conhecimento do Ilm° Auditor Fiscal, a r. decisão merece reforma, vez que, não foi aplicado corretamente o direito ao caso concreto; porquanto, contrariamente ao entendido pelo Ilm° Auditor Fiscal, nunca houve a prestação de serviços mediante cessão de mão-de-obra; ME - SEGUNDO CONSELHO CE CONTRIBUINTES • Processo n.° 36216.000043/2006-19 CONFERL COM O ORIGINAL CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.258 Brasília, 0 ! () Fls. 394 Urna A' de Oben Mal: Siam 877862 Que a recorrente não pode concordar com a referida autuação, •em como com a decisão proferida pelo limo Auditor Fiscal, vez que tanto a autuação como a decisão administrativa, entenderam que é devida a contribuição previdenciária com base em premissa que não se sustenta, vez que ambos presumiram que houve cessão de mão-de-obra na prestação de serviços de transporte, o que não corresponde à realidade fática. A recorrente esclarece que possui contrato com a empresa, o qual demonstra que o serviço prestado trata-se apenas de transporte de produtos, sendo certo que não há sequer como argumentar a existência de cessão de mão-de-obra nesta contratação. Que a contratada somente transporta produtos de propriedade da contratante, podendo, inclusive, prestar este tipo de serviço simultaneamente para várias empresas, que a presunção somente pode ser contrária à presunção do d. agente fiscal, de que não há que se cogitar na existência de cessão de mão-de-obra, requisito básico pra a aplicação da retenção de 11%, que a prestação simultânea de serviços a mais de um tomador, por si só já afastaria o entendimento de se tratar a contratação de cessão de mão-de-obra; Que a contratada não coloca empregados seus, sob o poder de comando do tomador, de forma continua; que a empresa contratada tem como objeto, a prestação de transporte de produtos; que esses serviços são prestados de forma eventual; que a empresa contratada não é oferecedora de mão-de-obra, mas realiza serviços de transporte de carga; Além desses argumentos, faz um histórico sobre a retenção, ressaltando que o dispositivo legal que trata a matéria deveria ser interpretado observando-se de plano a premissa que os serviços somente estariam sujeitos à retenção "quando executados mediante cessão de mão-de-obra", como definida no § 3° do art. 31 da Lei n° 8212/91. Para corroborar sua tese, a recorrente citou Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, transcreveu algumas delas. Argumentou, ainda, que a empresa contratada sempre recolheu integralmente suas contribuições para a Previdência Social, sem efetivar a compensação dos 11%, conforme documentos juntados aos autos. Por derradeiro, argüiu a inconstitucionalidade da aplicação da Taxa SELIC, uma vez que essa forma de cálculo não se encontra prevista em lei, desrespeita-se a reserva absoluta da lei formal, ofendendo-se deste modo, o art. 150, I da Constituição Federal, combinado com o art. 97, inciso V do CTN. Requereu a desconstituição do lançamento e débito objeto da presente e o devido arquivamento do presente processo. Juntou aos autos, Extratos dos Andamentos Processuais e Certidões de Objeto e Pé, das decisões citadas no presente recurso (fls. 280/297). Foi efetuado o depósito recursal, nos termos da legislação em vigor, fls. 279. A Secretaria da Receita Previdenciária em São Bernardo do Campo ofereceu contra-razões, alegando que os argumentos ora apresentados já foram devidamente apreciados quando da emissão da Decisão recorrida. ME - SEGUNDO COI . • E .,140 DE CONTRIBUINTES • Processo n.° 36216.000043/2006-19 COANFEIC._ -;G1 O OR I GINAL. CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.258 Bradá, 79- ______________i As. 395 Sena de Oben Mat.. Sapo 877862 Estes autos foram obje.o de julgamento pela 4" Câmara de Julgamento do CRPS, que por meio do Voto Divergente Vencedor, Decisão n° 273/2006, o Julgamento foi convertido em diligência, para que a autoridade lançadora informasse se os contratos objeto da presente NFLD seriam aqueles juntados pela Recorrente, caso não sejam, que juntasse cópias desses contratos, bem como das notas fiscais referentes aos serviços prestados. Em cumprimento ao solicitado foram juntados os documentos de fls.318/351. Consta a informação fiscal de que os contratos de prestação de serviços apresentados em processo cobriam apenas parte do período levantado (de 04/2003 a 09/2005), que foram solicitadas cópias dos contratos de prestação de serviços abrangendo o período completo do levantamento de 12/2001 a 05/2003, os quais não foram apresentados. Que conforme contrato de prestação de serviços, observou-se certas obrigações da contratada características na cessão de mão-de-obra e nunca em uma empreitada. A fiscalização lembra que o levantamento foi efetuado até 05/2003, conforme legislação em vigor na época, que previa a cessão de mão-de- obra para os serviços de transporte de carga. A empresa, intimada do resultado da diligência, manifestou-se no sentido de ratificar as razões anteriormente apresentadas alegando que deveria restar demonstrado de forma minuciosa, detalhada que os serviços prestados efetivamente se enquadravam na previsão legal de cessão de mão-de-obra, com a exposição dos motivos que formaram sua convicção, tudo de forma a permitir à E. Câmara uma melhor visualização e contextualização da situação levantada, e assim julgar com a imparcialidade que lhe compete. É o Relatório. ' Processo n.° 36216.000043/2006-19 MF - SEGUNDO CONM.NO DE CONTRIBUINTES CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.258 CONFERE COM O OR:GINAL Fls. 396 Brasilie, n• / 5 „QL. Uma Alves de aiveita Mit 5;ape 877862 Voto Conselheira CLEUSA VIEIRA DE SOUZA, Relatora Presentes os pressupostos de admissibilidade, porquanto o recurso é tempestivo e preparado com o depósito prévio nos termos da legislação em vigor. Antes de procedermos à análise de mérito das razões do presente recurso, cumpre apreciar a argüição de inconstitucionalidade trazida pela recorrente, quanto à aplicação da taxa de SELIC no cálculo dos juros de mora. Alega a Recorrente que a forma de cálculo da SELIC não se encontra prevista em lei, o que ofende o art. 150, inciso I da Constituição, combinado com o art. 97, inciso V do CTN e que por outro lado, encontra-se no art. 161 do CTN, a norma que determina que os tributos não integralmente quitados serão acrescidos de juros de mora calculados à taxa de 1% ao mês, exceto dispositivo contrário. Nesse sentido vale salientar que os juros de mora exigidos no presente lançamento, de fato, decorrem de legislação específica, em plena vigência, conforme fundamentada no artigo 34 da Lei n° 8212/91, que assim estabelece: ''Art. 34 - As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à tara referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei n°9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos em caráter irrelevável". Cumpre destacar, outrossim, que nos termos do artigo 49 do Regimento Interno dos Conselhos dos Contribuintes, no julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob o fundamento de inconstitucionalidade. Além disso, a matéria encontra-se sumulada, conforme Súmula n° 02 deste 2° Conselho de Contribuintes, nos seguintes termos: "O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária". Com isso, rejeito a preliminar de inconstitucionalidade de aplicação da taxa SELIC, no cálculo dos juros de mora. Superada a liminar, passo à análise das razões de mérito. Conforme relatado, trata-se de Crédito Previdenciário lançado contra a empresa em epígrafe, que, de acordo com o relatório fiscal, fls. 43/47, refere-se à contribuições previdenciárias devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e destinadas à Seguridade Social, na forma da legislação em vigor, relativas à retenção de 11%, incidentes sobre o valor bruto dos serviços contidos nas notas fiscais, faturas ou recibos, na contratação de serviços prestados mediante cessão de mão- de-obra, no período de 12/1999 a 05/2003, conforme disposto no art. 31, § 30 da Lei n° 8212/91, com a redação dada pela Lei n°9.711/98. A obrigatoriedade da retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços executados mediante cessão de mão de obra, está prevista no art. 31 da Lei n° 8212/91, com a redação dada pela Lei n° 9711/98, abaixo transcrito, que estabeleceu a responsabilidade tributária por substituição do tomador de serviços executados it)tmediante cessão de mão-de-obra, que confere a esse tomador o dever de antecipar o MF - SEGUNDO CONnELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORiGNAL Processo n.° 36216.000043/2006-19 Brasib, / / g CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.258 (9 Fls. 397 Siima AI de Oliveira Mat: Sege 877862 " recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração percebida pelos segurados da prestadora, na execução dos serviços contratados. "Art. 31- A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de contrato temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mão-de-obra, observado o disposto no § 5° do art. 33. (.). § 3° -para os fins desta lei, entende-se como cessão de mão-de-obra a colocação á disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos relacionados ou não com a atividade fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação". Nesse contexto não é licito à empresa alegar emissão para se eximir do recolhimento da importância retida nos termos do art. 31, capuz da Lei n.° 8.212/91 c/c art. 33 § 5°, in verbis: "Art. 33 § 5 0 0 desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa obrigada, não lhe sendo licito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta lei". Por força do referido dispositivo legal, o contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra passou a ser responsável tributário pelo recolhimento das contribuições sociais decorrentes da prestação de serviços na razão de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, assim a legislação previdenciária lhe comina a responsabilidade pela arrecadação das respectivas contribuições sociais na forma de retenção e, tendo descumprido tal obrigação, toma-se responsável pela importância que deixou de arrecadar. Todavia, para que haja a retenção instituída no caput do citado artigo 31, a própria lei cuidou de eliminar quaisquer dúvidas acerca de sua aplicação, quando no seu § terceiro traz a definição de cessão de mão de obra. Nessa mesma direção, a exemplo do que estabelece o § 4° do citado artigo, o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3048/99, estabeleceu nos incisos do § 2° do art. 219, uma série de serviços que se executados mediante cessão de mão-de-obra estarão sujeitos à retenção. Nesse sentido, é importante esclarecer que para que haja a retenção, não basta que o serviço esteja relacionado no § 2° do art. 219 do RPS, acima mencionado, é necessário, antes que seja demonstrada, pela autoridade lançadora, nos autos do procedimento fiscal, efetivamente a ocorrência de mão-de-obra cedida, da forma como definida no § 3° do art. 31 da Lei n° 8212/91. Esclareça-se por oportuno que todos os entendimentos se convergem no mesmo sentido de que para haver a retenção é imprescindível a demonstração da cessão de mão-de-obra. (Lt MF - SEGUNDO Si .ci CiNTRIBUINTES Processo n.° 36216.000043/2006-19 CprliEt 3 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.258 Brasília. o2 Fls. 398 Siima AEC6rtetra Mat.: Sapo 877862 Com relação aos serviços se transporte de carga, o que muito se discutia e ainda se discute é a possibilidade ou não de tais serviços serem executados mediante cessão de mão de obra. A meu ver, não houve nenhuma modificação da legislação nesse sentido, quando o Decreto n° 4.729/2003, excluiu do rol do § 2° do artigo 219, o serviço transporte de carga. Entendo que o que houve foi tão somente o reconhecimento pelo novo decreto de que na prestação desse serviço, pela própria natureza, não configura a cessão de mão-de-obra. Estas questões, aliás, foram sobejamente debatidas nos presentes autos, porém, como se vê todos os entendimentos convergem na mesma direção, como já dito, de que é imprescindível a demonstração efetiva da cessão da mão-de-obra, o que inclusive motivou a conversão do julgamento em diligência, justamente para que fosse demonstrada a configuração da mão de obra cedida. De sorte que, independentemente de se fazer retroagir os efeitos do Decreto n° 4.729/2003, resta evidente e indiscutível, a conclusão de que para que haja a aplicação da retenção é necessário que os serviços contratados sejam executados mediante a cessão de mão- de-obra; que não basta apenas a afirmação pela autoridade lançadora, mas sua demonstração efetiva, na forma definida no citado § 3° do art. 31 da Lei n°8212/91. É imperioso que haja a colocação, pela contratada, de segurados à disposição da contratante, que realizem trabalhos contínuos, em suas dependências ou nas de terceiros; e ainda que os empregados fiquem sob o comando do contratante. O que no presente caso não ocorreu, até porque, conforme se verifica dos autos, a contratada realizou serviços de transporte de carga, efetuando fretes para a contratante, não se verificando nesses serviços a colocação de mão-de-obra à disposição do contratante. Registre-se, por oportuno, que a diligência realizada para esse fim não logrou êxito, em demonstrar a efetiva cessão da mão-de-obra, uma vez que os documentos juntados e o relatório da diligência, nada acrescentaram aos elementos já constantes dos presentes autos. Por fim, não sendo configurada, nos termos da legislação pertinente, a cessão de mão-de-obra, não cabe aplicação da retenção prevista no caput do artigo 31 da Lei n° 8212/91, com a redação dada pela Lei n°9.711/98. Isto posto; e CONSIDERANDO tudo mais que dos autos consta. CONCLUSÃO: pelo exposto VOTO no sentido de CONHECER DO RECURSO, para no mérito, DAR-LHE PROVIMENTO, reformando, em conseqüência, a Decisão Notificação — DN n°21.434.4/0073/2006. Sala das Sessões, em 11 de dezembro de 2007 40 a CLEUSA VIEI E SCA Page 1 _0057500.PDF Page 1 _0057600.PDF Page 1 _0057700.PDF Page 1 _0057800.PDF Page 1 _0057900.PDF Page 1 _0058000.PDF Page 1 _0058100.PDF Page 1 _0058200.PDF Page 1
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