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Numero do processo: 13737.000251/90-14
Data da sessão: Fri Aug 25 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Finsocial - Faturamento - Ex. 1986 a 1989- Decorrência - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz é aplicável ao julgamento do processo matriz é aplicável ao julgamento do processo decorrente, dada a relação de causa e efeito que vincula um ao outro.
Numero da decisão: 102-30.133
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatc5rio e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ursula Hansen
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Vistos, relatados e díscutids os presentes autos de recu.rso interposto por INDUSTRIA E COMERCIO DE PAPEIS MARIANA LTDA. ACORDAM os Membros da Seaunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos uermo:::: do relatc5rio e voto que passam a integrar o pre- Sala das Se t: em 23 de agosto de 1995 WALDEVAN A E OLIVEIRA - VICE-PRESIDENTE 14". L / -rm-1-7,(4,1n---' -- - RELATORA, VISTO EM LOUREMEERG 'RIDEIBO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA Fâ SESSA0 DE: ZENDA NACIONAL, 2 2 SET 1995 Farticf,param, ainda, do presente julaamento, os sea.uintes Conseihei- -;:-os: josé Clóvis Alves, Maria Clelia de Andrade Fi_gueíredo, jülio Cé- sar (7-,nm :-1'; :---', iva e jr:)se Carlos Fassuello, MINISTRFIO DA FA7RNDA FRIMRIRO CONSELHO DR CONTRIBUINTES 2. PROCESSO NQ. 13737/000.251/90 -14 RECURSO Na.: 82,748 ACORDA() No.: 102-30,133 RECORRENTE : INDUSTRIA E COMERCIO DE PAPEIS MARIANA LTDA REL..âTOHIQ Versa o presente processo do Auto de infração, fis, 01 e anexos, lavrado em 25/09/90 contra INDUSTRIA E COMERCIO DE PAPEIS MATUTA LTDA, CGC No 29,088,648/0001-43, jurisdicionada à Dele gacia da Receita Federal em. NITEROI - RJ, formalizando a exi gência de FINSO- CIAL FATURAMENTO, relativa aos exercícios de 1986 a 1989, no valor de : 1.660,88 BTNF e correspondentes acréscimos legais, O lançamento, com base no parágrafo primeiro do artigo primeiro do Decreto Lel No 1940/82 e Re gulamento do FINSOCIAL, decor- reu de procedimento de fiscalização em que foram apuradas Irregular! - dades - omissão de receita o peracional, ocasionando insuficiência na determinação da base de cálculo da Contribuição, sendo lançado Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, conforme demonstrado no Processo NQ 13373/000.248/90-00, Inconformada com a exigência fiscal, a contribuinte, apresentou em 25/10/90, sua impugnação de fls. II, fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz. A decisão de Ia instância, de No 02/92, foi proferida às fls. 21, e, em consonância com o decidido no processo matriz, o lançamento foi julgado procedente. Ciente da decisão singular em 12/03/92 (fls. 23), a contribuinte, interpôs recurso voluntário em 08/04/92, reiterando, em suas Razões, aneadas às lis. 24/25, os argumentos formulados na fase impugnatória: O recurso é lido Integralmente em Plenário, , E o relatórín, . ( ,, -----' '----,e' 3. MTNISTERIO DA FA7ENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ. 13737/000,251/90-14 ACORDAI) Ncj.. 102-30,133 M. Q. Conselheira Ursula Hansen Relatora= Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, aele -como connecimen-uo, A exigência fiscal constante deste processo é decorren- te da que foi apurada no processo matriz de No. 13373/000,248/90-00, oa Fessoa uurídica, ao ser apreciado por esta Câmara em sessão reali- zada em 08 de outubro de 1992, foi jul gado improcedente, conforme tas , certo o Acórdão No, 102-27,873, Considerando que, nas Razões de recurso voluntário de que a exigência fiscal decorre daquela formalizada no processo ti-ibuintes, de que o decidido no processo matriz constitue relamão de Brasília - DF, 25 de agosto de 1995. / Urs -1d r ná-6r1 - Relatara. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 15889.000061/2010-86
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Feb 29 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2007 a 30/09/2009
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ENQUADRAMENTO NO CÓDIGO GILRAT - ATO DECLARATÓRIO PGFN 11/2011
Nos termos do Ato Declaratório PGFN nº 11/2011 a aplicação da alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) deve ser aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 2202-003.103
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício.
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Eduardo de Oliveira, Márcio Henrique Sales Parada, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Martin da Silva Gesto, Wilson Antônio de Souza Corrêa (Suplente convocado), José Alfredo Duarte Filho (Suplente convocado).
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Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/06/2007 a 30/09/2009 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ENQUADRAMENTO NO CÓDIGO GILRAT - ATO DECLARATÓRIO PGFN 11/2011 Nos termos do Ato Declaratório PGFN nº 11/2011 a aplicação da alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) deve ser aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro. Recurso de Ofício Negado
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Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Eduardo de Oliveira, Márcio Henrique Sales Parada, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Martin da Silva Gesto, Wilson Antônio de Souza Corrêa (Suplente convocado), José Alfredo Duarte Filho (Suplente convocado). . AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 88 9. 00 00 61 /2 01 0- 86 Fl. 473DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 2 Relatório Tratase de Recurso de Ofício, apresentado contra Acórdão nº 1434.460 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP, que julgou improcedente o lançamento de obrigação tributária principal AIOP nº 37.240.5290, com valor inicial de R$ 1.477.961,41. O crédito tributário corresponde se refere a contribuições devidas à Seguridade Social atinente à quota da empresa destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – SAT/GILRAT, no período 06/2007 a 09/2009. Conforme o Relatório da decisão de primeira instância: De acordo com o relatório fiscal o contribuinte, que é órgão público da administração direta, declarouse no período do débito – competências de 06/2007 a 09/2009 com o CNAE Fiscal 84116– Administração pública em geral , sem no entanto observar a alíquota RAT correspondente a essa classificação, de 2% com vigência a partir da competência 06/2007 – Decreto nº 6.042/2007 – efetuando o recolhimento na alíquota de 1%, pelo quê constituiu o presente auto pela diferença do recolhimento devido para o efetivado, conforme planilha demonstrativa anexa aos autos. Informa ainda o relato fiscal que efetuou a comparação das penalidades passíveis de serem aplicadas ao contribuinte de maneira a aplicar a que lhe fosse favorável, tendo em vista as alterações no ordenamento jurídico promovida pela MP nº 449/2008 e em consonância com o princípio da retroatividade benigna expresso no art. 106, II, ‘c’ do Código Tributário Nacional, fato que redundou na aplicação da chamada ‘multa de ofício’ na presente autuação, conforme se demonstra em anexo específico em que as referidas comparações são demonstradas. O período do débito, conforme o Relatório Discriminativo de Débitos DD é de 06/2007 a 09/2009. A Recorrente teve ciência das autuações em 24.03.2010, conforme fls. 01. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva, conforme o Relatório da decisão de primeira instância: O contribuinte, através de representante legalmente constituído, apresentou impugnação reputada tempestiva pelo órgão preparador em que discorda do lançamento fiscal basicamente porque, considerandose a atividade preponderante da Impugnante, a alíquota aplicável foi justamente aquela sob a qual efetuouse os recolhimentos. Nesse compasso menciona o arcabouço legal e normativo que entende aplicável ao caso para concluir que a atividade considerada preponderante exercida Fl. 474DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 15889.000061/201086 Acórdão n.º 2202003.103 S2C2T2 Fl. 473 3 pelo contribuinte correspondente ao CNAE 84116/ 00 – Administração Pública em geral – não ocupa o maior número de segurados empregados, estando ele melhor representado pelas atividades identificadas pelo CNAE 85139/ 00, relacionado às atividades desenvolvidas com a educação fundamental, cujo enquadramento se daria na alíquota de 1%, aplicada e recolhida. Em apoio ao quanto alegado anexa aos autos todos os 26 departamentos da Impugnante listados com os respectivos segurados contratados e mídia digital com todas as folhas de pagamento do período auditado, requerendo perícia que corrobore sua assertiva, indicando perito e formulando quesitos. Posto nesses argumentos, requereu a suspensão da exigibilidade do crédito até final decisão do presente Recurso e o posterior cancelamento do lançamento, reputado improcedente. Houve uma primeira solicitação de DiligÊncia Fiscal pelo Órgão Julgador de Primeira instância, às fls. 398: Em análise preliminar do processo e da defesa entendeu este Relator haver elementos suficientes nos autos para suscitar diligência à autoridade lançadora para que essa apreciasse os elementos acostados aos autos pelo contribuinte, “... especificamente para esclarecer se a atividade que ocupa o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulso da Impugnante é correspondente ao CNAE Fiscal 85139/ 00 – Ensino Fundamental”. Em resposta ao diligenciado pronunciouse a fiscalização reafirmando seu entendimento de que a autuação seria mantida sem alterações posto que o enquadramento somente seria cabível no CNAE identificado à Administração Pública, citando julgado administrativo em apoio à sua tese, porem sem análise dos elementos fáticos acostados aos autos pelo contribuinte. Por sua vez, esse, cientificado do feito e com prazo reaberto para manifestação, pronunciouse tempestivamente apontando o não cumprimento da diligência e reafirmando sua convicção pela impertinência do lançamento, tendo em vista o arcabouço legal já citado em sua impugnação. Houve uma segunda solicitação de Diligência Fiscal pelo Órgão Julgador de primeira instância, às fls. 398: Retornaram os autos para prosseguimento do contencioso administrativo, oportunidade na qual, agora por RESOLUÇÃO unânime do pleno da 6ª Turma de Julgamento desta Delegacia especializada, em Ribeirão Preto (SP), decidiuse pelo retorno do processo ainda outra vez à Delegacia de origem considerandose a diligência inicialmente suscitada por não cumprida e “(...) para que submeta novamente à apreciação fiscal os elementos probatórios ofertados pelo sujeito passivo e Fl. 475DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 4 conclua, agora em outros dizeres, se é procedente a declaração do contribuinte de que 54% do total dos servidores do Município/Prefeitura de Botucatu estão alocados ou vinculados à Secretaria Municipal de Educação”(grifos no original). Retornam os autos com a Informação Fiscal que nos dá conta de que, “ (...) confrontados os dados obtidos nas Folhas de Pagamento com os dados contidos na Relação de segurados alocados na área da educação, ambos fornecidos pelo contribuinte” em planilha na qual se discriminam os empregados identificados nas áreas de Educação, Saúde, Garagem Municipal e Diversos e, ainda, considerando apenas os trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência, dados consolidados em números de segurados e por competência, concluiuse que “(...) para as competências 06/2007 a 07/2008 o número de segurados alocados na área da Educação é menor que o número de segurados alocados nas outras áreas, já para as competências 08/2008 a 09/2009 o número de segurados alocados na área de Educação é maior que o número total de segurados das áreas diversas”(destacados no original) Por seu turno o contribuinte, cientificado da nova informação fiscal e com prazo para manifestação restituído, pronunciouse agora referendando a conclusão fiscal no tocante ao período em que considerou maior o número de segurados alocados na área da Educação, postulando pela alíquota de 1%, e contestando a conclusão fiscal no tocante às competências em que considerou menor o número de segurados da Educação uma vez que a comparação foi efetivada com todas as outras áreas juntas, a qual denomina como pastas diversas, compreendendo CNAEs de saúde, obras, administração, etc, o que impossibilitou a identificação do CNAE preponderante, uma vez que a comparação deveria ser efetivada com cada área de forma segregada. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando improcedente a autuação, conforme Ementa do Acórdão nº 1434.460 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP, a seguir: Acórdão 1436.460 7 ª Turma da DRJ/RPO Sessão de 30 de janeiro de 2012 Processo 15889.000061/201086 Interessado MUNICÍPIO DE BOTUCATU PREFEITURA MUNICIPAL CNPJ/CPF 46.634.101/000115 Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/06/2007 a 30/09/2009 Ementa: ÓRGÃO PÚBLICO. EQUIPARAÇÃO ÀS EMPRESAS EM GERAL. Fl. 476DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 15889.000061/201086 Acórdão n.º 2202003.103 S2C2T2 Fl. 474 5 Os órgãos e entidades da Administração Pública direta são equiparados às demais empresas em geral, para efeito do custeio da Seguridade Social. CNAE. GILRAT. O enquadramento da empresa no código GILRAT, destinado ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho, dáse em função da atividade preponderante da empresa, assim entendida aquela que ocupa o maior número de seus segurados empregados ou trabalhadores avulsos. Impugnação Procedente Crédito Tributário Exonerado Acórdão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros da 7ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar PROCEDENTE A IMPUGNAÇÃO e exonerar o contribuinte do crédito tributário aqui constituído, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Recorrese de Ofício desta Decisão, haja vista que o valor exonerado é superior ao limite de alçada. Cientifiquese o Contribuinte do teor do presente Acórdão, nos termos da legislação vigente . Remetase cópia, também, à Delegacia de origem, para as providências que entender cabíveis. Sala de Sessões, em 30 de janeiro de 2012. Desta forma, pelo fato do valor exonerado ser maior que o limite de alçado, o Órgão Julgador de Primeira Instância Recorreu de Ofício. Em julgamento do Recurso de Ofício no CARF, a 3a Turma Ordinária da 4a Câmara do CARF, na Resolução 2403000.231, baixou o processo em Diligência para a Unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do contribuinte nestes termos: CONVERTER o presente processo em DILIGÊNCIA para que a Unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do Recorrente informe: (i) por estabelecimento do sujeito passivo, individualizado por CNPJ, qual a atividade preponderante e qual o grau de risco associado em cada competência objeto do lançamento fiscal, qual seja, de 06/2007 a 09/2009; (ii) se o resultado do item (i) altera o lançamento fiscal efetuado e em que medida; Fl. 477DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 6 (iii) considerandose o resultado do item (i), em cada competência objeto do lançamento fiscal, qual seja, de 06/2007 a 09/2009, qual o valor devido pelo sujeito passivo em relação à obrigação principal e à acessória. (iv) no caso de existência de um único CNPJ individualizado para o sujeito passivo, ou seja, não houve a individualização de estabelecimentos com distintos CNPJ, qual seria a atividade preponderante em cada competência. Em atendimento à Diligência, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Bauru SP emitiu Informação Fiscal, às fls. 450 a 454, concluindo que o setor de Educação seria a atividade preponderante para todo o período abarcado pelo lançamento, ou seja de 06/2007 a 09/2009: 2 – O sujeito passivo em questão é o Município de Botucatu – Prefeitura Municipal, o qual desenvolve suas atividades em inúmeras instalações dispersas pela cidade (escolas, creches, ambulatórios médicos, unidades de saúde e outros), porém todos os seus empregados/segurados estão vinculados ao CNPJ 46.634.101/000115. 3 Assim sendo, entendo que se está na hipótese do item “iv”, das solicitações da Resolução (disposições finais), “uma vez que não houve a individualização de estabelecimentos com distintos CNPJ”. 4 Restaria então, como finalidade da presente Diligência, a demonstração de qual a atividade preponderante, em cada uma das competências. 5 Tendo como ponto de partida a própria tabulação utilizada no Acórdão no. 1436.460 7a Turma da DRJ/POR, teríamos: 6 Como já detectado pelo julgador de primeira instância, é inegável que, para as competências 08/2008 a 09/2009, a quantidade de segurados na atividade da Educação supera em números brutos, a somatória de todas as demais (vide “Quadro A”, acima). Porém restaria, ainda, por demonstrar de forma inequívoca, o que se daria para as demais competências (06/2007 a 07/2008). (...) 10 – Para aquele período em que pairava dúvida (06/2007 a 07/2008), resta que o maior quantitativo em “pastas diversas” ocorre em 09/2007 com 583, que é menor que o quantitativo da “Pasta Educação” com 779 segurados. O mesmo se repete para as demais competências do período (vide Quadro B, acima). Conclusão lógica inevitável, à luz das tabulações acima: a Educação seria a atividade preponderante para todo o período abarcado pelo lançamento, ou seja de 06/2007 a 09/2009. O contribuinte foi regularmente intimado da Informação Fiscal às fls. 458. Fl. 478DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 15889.000061/201086 Acórdão n.º 2202003.103 S2C2T2 Fl. 475 7 No Despacho, às fls. 461, informase que o sujeito passivo não apresentou manifestação no prazo determinado. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 479DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O Recurso de Ofício atende ao limite de alçada, portanto deve ser conhecido. Avaliados os pressupostos, passo para o Mérito. DO MÉRITO. DA AUTUAÇÃO FISCAL Tratase de Recurso de Ofício, apresentado contra Acórdão nº 1434.460 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP, que julgou improcedente o lançamento de obrigação tributária principal AIOP nº 37.240.5290, com valor inicial de R$ 1.477.961,41. O crédito tributário corresponde se refere a contribuições devidas à Seguridade Social atinente à quota da empresa destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – SAT/GILRAT, no período 06/2007 a 09/2009. DA CONTROVÉRSIA A controvérsia está centrada na questão da atividade preponderante que, por um lado, foi considerada pela AuditoriaFiscal como um todo para o sujeito passivo sendo enquadrado na classificação CNAE como "órgão da administração pública" (alíquota de 2 %), enquanto que o Órgão Julgador de primeira instância aduz que deveria ter sido considerado a atividade preponderante, o relativo ao setor de Educação, em detrimento do enquadramento como "órgão da administração pública". Na linha de se mensurar o grau de risco pela atividade preponderante de cada estabelecimento, individualizado pelo CNPJ, temse a jurisprudência dominante do STJ veiculada na Súmula STJ nº 351: A alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) é aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de Fl. 480DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 15889.000061/201086 Acórdão n.º 2202003.103 S2C2T2 Fl. 476 9 risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro. Ainda assim, devemos observar o art. 62, parágrafo primeiro, II, c do Anexo II do Regimento Interno do CARF RICARF: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 1º O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; II que fundamente crédito tributário objeto de: a) Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 103A da Constituição Federal; b) Decisão do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos do art. 543B ou 543C da Lei nº 5.869, de 1973 Código de Processo Civil (CPC), na forma disciplinada pela Administração Tributária; c) Dispensa legal de constituição ou Ato Declaratório da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) aprovado pelo Ministro de Estado da Fazenda, nos termos dos arts. 18 e 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; d) Parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, nos termos dos arts. 40 e 41 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993; e e) Súmula da AdvocaciaGeral da União, nos termos do art. 43 da Lei Complementar nº 73, de 1973. § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973 Código de Processo Civil (CPC), deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Neste sentido, o Ato Declaratório PGFN nº 11/2011 declara que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que discutam a aplicação da alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT), aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, Fl. 481DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 10 individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro.” DA INFORMAÇÃO FISCAL Em julgamento do Recurso de Ofício no CARF, a 3a Turma Ordinária da 4a Câmara do CARF, na Resolução 2403000.231, baixou o processo em Diligência para a Unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do contribuinte nestes termos: CONVERTER o presente processo em DILIGÊNCIA para que a Unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do Recorrente informe: (i) por estabelecimento do sujeito passivo, individualizado por CNPJ, qual a atividade preponderante e qual o grau de risco associado em cada competência objeto do lançamento fiscal, qual seja, de 06/2007 a 09/2009; (ii) se o resultado do item (i) altera o lançamento fiscal efetuado e em que medida; (iii) considerandose o resultado do item (i), em cada competência objeto do lançamento fiscal, qual seja, de 06/2007 a 09/2009, qual o valor devido pelo sujeito passivo em relação à obrigação principal e à acessória. (iv) no caso de existência de um único CNPJ individualizado para o sujeito passivo, ou seja, não houve a individualização de estabelecimentos com distintos CNPJ, qual seria a atividade preponderante em cada competência. Em atendimento à Diligência, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Bauru SP emitiu Informação Fiscal, às fls. 450 a 454, concluindo que o setor de Educação seria a atividade preponderante para todo o período abarcado pelo lançamento, ou seja de 06/2007 a 09/2009: 2 – O sujeito passivo em questão é o Município de Botucatu – Prefeitura Municipal, o qual desenvolve suas atividades em inúmeras instalações dispersas pela cidade (escolas, creches, ambulatórios médicos, unidades de saúde e outros), porém todos os seus empregados/segurados estão vinculados ao CNPJ 46.634.101/000115. 3 Assim sendo, entendo que se está na hipótese do item “iv”, das solicitações da Resolução (disposições finais), “uma vez que não houve a individualização de estabelecimentos com distintos CNPJ”. 4 Restaria então, como finalidade da presente Diligência, a demonstração de qual a atividade preponderante, em cada uma das competências. 5 Tendo como ponto de partida a própria tabulação utilizada no Acórdão no. 1436.460 7a Turma da DRJ/POR, teríamos: Fl. 482DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 15889.000061/201086 Acórdão n.º 2202003.103 S2C2T2 Fl. 477 11 6 Como já detectado pelo julgador de primeira instância, é inegável que, para as competências 08/2008 a 09/2009, a quantidade de segurados na atividade da Educação supera em números brutos, a somatória de todas as demais (vide “Quadro A”, acima). Porém restaria, ainda, por demonstrar de forma inequívoca, o que se daria para as demais competências (06/2007 a 07/2008). (...) 10 – Para aquele período em que pairava dúvida (06/2007 a 07/2008), resta que o maior quantitativo em “pastas diversas” ocorre em 09/2007 com 583, que é menor que o quantitativo da “Pasta Educação” com 779 segurados. O mesmo se repete para as demais competências do período (vide Quadro B, acima). Conclusão lógica inevitável, à luz das tabulações acima: a Educação seria a atividade preponderante para todo o período abarcado pelo lançamento, ou seja de 06/2007 a 09/2009. DA ATIVIDADE PREPONDERANTE Portanto, a unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do contribuinte conclui que para a totalidade do período objeto da autuação fiscal, 06/2007 a 09/2009, a atividade preponderante do contribuinte é desenvolvida no CNAE Fiscal 85139/ 00 – Educação Básica. Desta forma, com fundamento no art. 62, parágrafo primeiro, II, c do Anexo II do RICARF com o Ato Declaratório PGFN nº 11/2011, considero que a atividade preponderante do contribuinte no período objeto da autuação, 06/2007 a 09/2009, foi desenvolvida no CNAE Fiscal 85139/ 00 – Educação Básica. Diante do exposto, com fundamento no art. 62, parágrafo primeiro, II, c do Anexo II do RICARF com o Ato Declaratório PGFN nº 11/2011, considero a decisão de primeira instância correta de forma a não dar provimento ao Recurso de Ofício. Fl. 483DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 12 CONCLUSÃO Voto no sentido de negar provimento ao Recurso de Ofício, ao considerar que a atividade preponderante do contribuinte é a relacionada ao CNAE Fiscal 85139/ 00 – Educação Básica, com fundamento no art. 62, parágrafo primeiro, II, c do Anexo II do RICARF com o Ato Declaratório PGFN nº 11/2011. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 484DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/02/2016 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/02/2016 por MARCO AUR ELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
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Numero do processo: 11128.006062/2004-47
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: null
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Numero da decisão: 3201-001.356
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos da relatora.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos da relatora. JOEL MIYAZAKI Presidente. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 60 62 /2 00 4- 47 Fl. 129DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI 2 Relatório Bem como o interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: “A interessada foi autuada em face da infração “embaraço ou impedimento à ação da fiscalização, inclusive não atendimento à intimação”, por ter deixado de registrar os dados de embarque de mercadorias exportadas, na forma e no prazo previstos no artigo 37 da Instrução Normativa SRF nº 28/1994 e na Notícia Siscomex nº 105/1994. Foi aplicada a multa capitulada no artigo 107, IV, “c”, do DecretoLei nº 37/1966. Intimada em 22/11/2004, a interessada apresentou impugnação em 17/12/2004 (fls. 41 e ss.). Alega, em síntese: A autoridade autuante não apontou qual foi o embaraço ou dificuldade causada à fiscalização em razão do atraso no registro das informações. Entende que não houve embaraço nem impedimento à fiscalização. Razões alheias à vontade da impugnante, como o atraso de terceiros, as declarações de exportação não puderam ser entregues dentro do prazo estabelecido. A própria interessada comunicou à Alfândega o registro das declarações. A fiscalização não havia reparado a sua falta. A conduta da interessada não encontra tipicidade no artigo 107, IV, “c”, do DecretoLei nº 37/1966. A administração possui 5 anos para apurar eventuais infrações, não sendo alguns dias de atraso na entrega das declarações de exportação que impedem a fiscalização. É inaplicável a penalidade imputada pois documento apresentado a destempo não é a mesma coisa que documento não apresentado, que possa impedir ou dificultar a fiscalização. É aplicável à espécie o disposto no artigo 646, III, “b”, do Regulamento Aduaneiro. O prazo de 24 horas não era suficiente para a requerente recolher as informações necessárias e registrálas no Siscomex. Somente o terminal de embarque poderia verificar, em tão exíguo prazo, as cargas que efetivamente foram embarcadas. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006062/200447 Acórdão n.º 3201001.356 S3C2T1 Fl. 130 3 Há ainda o problema da transmissão eletrônica de dados, vez que nem sempre o sistema está em perfeito funcionamento, podendo, eventualmente, ficar horas sem que os agentes marítimos tenham acesso. O prazo de 24 horas não é razoável. O princípio da razoabilidade determina à administração o dever de atuar em plena conformidade com critérios racionais, sensatos e coerentes. Por isso, o prazo foi ampliado para 7 dias em norma posterior. Houve denúncia espontânea pois as declarações foram inseridas no Siscomex antes da lavratura do auto de infração (artigo 138 do Código Tributário Nacional). A multa não poderia ser superior a R$ 5.000,00 por veículo, nos termos do artigo 647, incisos I e II, do Regulamento Aduaneiro. Recebida a impugnação pela repartição a quo em face da tempestividade e aspectos formais, os autos foram remetidos a esta Delegacia de Julgamento e posteriormente distribuídos a este relator, com 71 fls.” O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/SPO II no 1725.655, de 10/06/2008, proferida pelos membros da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP, cuja ementa dispõe, verbis: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador:28/02/2004 EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO. DESPACHO DE EXPORTAÇÃO. No despacho de exportação o transportador deve registrar os dados do embarque no Siscomex, dentro do prazo previsto na legislação aduaneira. O desatendimento constitui embaraço à fiscalização. Lançamento Procedente.” O julgamento foi no sentido de indeferir o pedido da contribuinte, devendo se manter os valores apurados pela fiscalização. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Em sede de recurso voluntário, argumenta ilegitimidade passiva e a impossibilidade de autuação do agente marítimo, pois a responsabilidade deve recair sobre o transportador ou exportador. É o relatório. Voto Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM O recurso voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI 4 Inicialmente, quanto à preliminar , fazse um registro que no RESP 1129430, Relator Ministro Luiz Fux (Matéria julgada pelo STJ no regime do art. 543C / Recursos Repetitivos), ficou assentado que o agente marítimo, no exercício exclusivo de atribuições próprias, no período anterior à vigência do DecretoLei 2.472/88 (que alterou o artigo 32, do DecretoLei 37/66), não ostentava a condição de responsável tributário, porquanto inexistente previsão legal para tanto. Entretanto, a partir da vigência do DecretoLei No. 2.472/88 já não há mais óbice para que o agente marítimo figurasse como responsável tributário. Logo, afastase a preliminar que o agente de navegação marítima não pode ser responsabilizado como transportador marítimo. Passando ao mérito, resta analisar a questão da aplicação da multa face ao descumprimento do prazo previsto na legislação para o registro de dados do embarque de mercadorias para exportação no SISCOMEX. Pois bem, o cerne do litígio reside então em se verificar se o atraso na entrega das informações criou embaraços, dificultando ou impedindo a ação da fiscalização aduaneira e se a conduta da requerente encontrase tipificada na alínea “c” do inciso IV do artigo 107 do DecretoLei nº. 37/66, com redação dada pelo artigo 77 da Lei nº. 10.833/03, conforme abaixo: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº. 10.833, de 29.12.2003) I – (...); II – (...); III – (...); IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Redação dada pela Lei nº. 10.833, de 29.12.2003) a) (...); b) (...); c) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de nãoapresentação de resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fiscal; d) (...); e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; e (...)” O artigo 37 da Instrução Normativa SRF n°28/94 (forma e ao prazo para informação de dados no SISCOMEX), dispõe: Fl. 132DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006062/200447 Acórdão n.º 3201001.356 S3C2T1 Fl. 131 5 Art. 37. Imediatamente após realizado o embarque da mercadoria, o transportador registrará os dados pertinentes, no S1SCOMEX, com base nos documentos por ele emitidos Parágrafo único. Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no SISCOMEX, será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos à unidade da SRF de despacho.(grifei) A Notícia SISCOMEX de 27/07/1994 esclareceu o termo "imediatamente", ou seja : “27/07/1994 0002 INFORMAÇÃO DE DADOS DE EMBARQUE NO SISCOMEX 2) POR OPORTUNO, ESCLARECEMOS QUE O TERMO "IMEDIATAMENTE” CONTIDO NO ART. 37 DA IN 28/94, DEVE SER INTERPRETADO COMO "EM ATE 24 HORAS DA DATA DO EFETIVO EMBARQUE DA MERCADORIA O TRANSPORTADOR REGISTRARA OS DADOS PERTINENTES NO SISCOMEX COM BASE NOS DOCUMENTOS POR ELE EMITIDOS". SALIENTAMOS O DISPOSTO NO ART. 44 DA REFERIDA IN, OU SEJA, A PREVISÃO LEGAL PARÁ AUTUAÇÃO DO TRANSPORTADOR NO CASO DE DESCUMPRIMENTO DO PREVISTO NO ARTIGO ACIMA REFERENCIADO”. Posteriormente, a IN SRF n° 510/05 , deu nova redação ao artigo 37 da Instrução Normativa SRF n° 28/94, estabelecendo o prazo de 7 dias, para a via de transporte marítimo, verbis: Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque. § 1° Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no Siscomex,será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos na unidade da SRF de despacho. § 2° Na hipótese de embarque marítimo, o transportador terá o prazo de sete dias para o registro no sistema dos dados mencionados no caput deste artigo. Assim sendo, de fato, a prestação de informações de embarque das DDE foi com atraso. No entanto, este atraso não pode ser interpretado como embaraço, ou dificuldade ou impedimento à ação da fiscalização aduaneira. Concluise, portanto, que a autuação carece de motivação, uma vez que a determinação contida no artigo 107, inciso IV, alínea “c” do DecretoLei nº. 37/66, com Fl. 133DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI 6 redação dada pelo artigo 77 da Lei nº. 10.833/03 não comporta a hipótese fática delineada na autuação fiscal. Pelo exposto e por tudo o mais que do processo consta, dou provimento ao recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 134DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 10707.001542/2006-08
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 1989, 1990, 1991, 1992
ILL. COMPENSAÇÃO. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO.
A execução administrativa de decisão judicial transitada em julgado deve obedecer as suas disposições sem inovações ou interpretações descabidas.
COMPENSAÇÃO DE DARF AUTENTICADO NÃO HOMOLOGADA.
A cópia autenticada de documento tem fé pública, nos termos do inciso III do art. 365 do CPC e por isso deve ser aceita a sua compensação
Numero da decisão: 1302-001.176
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto e relatório proferidos pelo Relato, vencido o Conselheiro Waldir Veiga Rocha que dava provimento em menor extensão.
(assinado digitalmente)
ALBERTO PINTO DE SOUZA JUNIOR - Presidente.
(assinado digitalmente)
GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Eduardo de Andrade, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Alberto Pinto Souza Junior.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
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COMPENSAÇÃO. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. A execução administrativa de decisão judicial transitada em julgado deve obedecer as suas disposições sem inovações ou interpretações descabidas. COMPENSAÇÃO DE DARF AUTENTICADO NÃO HOMOLOGADA. A cópia autenticada de documento tem fé pública, nos termos do inciso III do art. 365 do CPC e por isso deve ser aceita a sua compensação Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto e relatório proferidos pelo Relato, vencido o Conselheiro Waldir Veiga Rocha que dava provimento em menor extensão. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO DE SOUZA JUNIOR Presidente. (assinado digitalmente) GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Eduardo de Andrade, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Alberto Pinto Souza Junior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 70 7. 00 15 42 /2 00 6- 08 Fl. 580DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Relatório Trata o processo de manifestação de inconformidade interposta contra o Despacho Decisório de fl. 202 da DERAT/RJO. De acordo com o despacho decisório, de fls. 397/398, foi indeferida à manifestação de inconformidade e intimada à interessada para pagar. Irresignada, a interessada obteve a liminar de fls. 402/407 que determinou que: "para que a autoridade impetrada processe a manifestação de inconformidade da impetrante, apresentada no processo n° 10707.001542/200608, de acordo com a sistemática vigente nos termos do art. 74, §11, da Lei n° 9.430/96 e na mesma forma como procede para as manifestações de inconformidade recebidas contra o indeferimento das declarações de compensação integralmente processadas nos termos da nova legislação". Assim o processo foi encaminhado para a DRJ, para apreciar a manifestação de inconformidade. No relatório fiscal de fls 194 a 201, proferido no processo administrativo n° 10768.004740/200510, que tratou do acompanhamento judicial da ação ordinária n° 99.00031032, a autoridade administrativa esclarece que: a ação foi ajuizada com pedido de antecipação de tutela para efetuar a compensação dos valores recolhidos a título de IRRF incidente sobre o Lucro Líquido, relativo às parcelas do lucro que não foram efetivamete distribuídos aos seus acionistas. foi indeferida a antecipação de tutela e o pedido de reconsideração da decisão. Foi então interposto agravo de instrumento. em 31/03/99, a decisão de lª instancia julgou procedente em parte o pedido, declarando o direito da autora compensar os valores indevidamente recolhidos a título de ILL relativamente à parcela dos lucros não distribuídos aos acionistas, com imposto de renda, corrigidos pela OTN até o advento da Lei n° 7.730/89, seguindose o IPC e o INPC até dezembro de 91, UFIR até dezembro de 1995 e Selic a partir de janeiro de 1996. inconformadas, a Procuradoria e a Contribuinte apelaram. A primeira sustentando prescrição do pedido da parte autora, e a segunda aduzindo fazer jus à aplicação da correção monetária nos meses de julho e agosto de 1994 nos percentuais de 37,44% e 5,32%. a decisão do TRF, em 19/03/2001, deu provimento ao recurso do contribuinte e negou provimento ao recurso da União, que apresentou Recurso Especial, que teve o seguimento negado no Superior Tribunal de Justiça, tendo ocorrido o transito em julgado em 16/02/2004. dessa forma, foi concedido à interessada o direito de compensar os valores indevidamente recolhidos a título de ILL, relativamente à parcela dos lucros que não Fl. 581DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10707.001542/200608 Acórdão n.º 1302001.176 S1C3T2 Fl. 594 3 foram distribuídos aos acionistas, com imposto de renda, corrigidos pelo IPC e INPC até o mês de dezembro de 1991, UFIR de janeiro de 1992 até dezembro de 1995, incluindose também os índices de 37,44% e 5,32% relativos aos meses de julho e agosto de 1994, e, a partir de janeiro de 1996, juros Selic. com fim de verificar se as compensações foram corretamente efetuadas, foi intimada a interessada a apresentar o demonstrativo detalhado d as compensações efetuadas com base na ação judicial, assim como todos os DARF recolhidos à título de ILL e comprovação da distribuição de dividendos. a interessada apresentou cópias autenticadas dos DARF, mas é imprescindível a apresentação dos originais efetuados antes de 1991, uma vez que esses não eram registrados no sistema Sinal. intimada, a interessada informou não ter localizado o DARF original relativo ao pagamento de ILL do período de apuração de 1989, no valor de Cr$ 714.769.999,09. a exigência está determinada na Circular Ministerial n° 10/1934. dos cálculos apresentados em resposta à intimação, vêse que a interessada recolheu o ILL à alíquota de 8% sobre os dividendos distribuídos. entretanto, a decisão judicial, ao declarar a inconstitucionalidade da expressão "o acionista" no art. 35 da Lei n° 7.713/88, afastou a incidência do ILL apurado no ano base, mas não teve o condão de excluir os demais efeitos inerentes ao caráter ex tunc do reconhecimento de inconstitucionalidade, entre eles a repristinação da legislação que regia a forma de tributação que fora suprimida pela criação do ILL. o Imposto de Renda na Fonte sobre os "dividendos, bonificações em dinheiro, lucros e outros interesses", foi instituído pelo Decretolei n° 1.790/80, nos seus arts. 1° a 3°, à alíquota de 15%, quando distribuídos a pessoas físicas ou jurídicas por companhias abertas e posteriormente aumentado para 23% pelo a rt. 1°, inciso I, alínea "a", do Decreto n'2.065/83. o caráter ex tunc da declaração de inconstitucionalidade implica a nulidade de todos os efeitos produzidos pela norma fulminada, inclusive a revogação da legislação que lhe antecedeu. a Resolução do Senado Federal n° 82, de 1996, que retirou a expressão "o acionista" do ar. 35 da Lei n° 7.713/88, não contém qualquer referência que permita elidir a conseqüente repristinação da legislação que teve seus efeitos parcialmente sobrestados pela vigência de tal expressão. o ILL e o IRRF sobre os dividendos distribuídos são tributos impostos sobre a renda e incidem sobre a mesma base de cálculo. assim seria uma contradição a aplicação da alíquota de 8% própria do ILL sobre o IRRF. Fl. 582DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR 4 se é devido o IRRF sobre dividendos deverá ser pela aplicação da alíquota que lhe é própria. que o IRRF referido no parágrafo único do art. 36 da Lei n° 7.713/88, não é o ILL instituído pelo 35. não havendo disposição expressa em sentido contrário, o acionista da companhia de capital aberto é o responsável pelo recolhimento do IRRF incidente sobre os dividendos recebidos, conforme determina o Decretolei n° 1.790/80, com a alíquota aumentada para 23% pelo Decretolei n° 2.065/83. em decorrência, os créditos a que tem direito o contribuinte, em virtude da decisão judicial, serão o excedente do que ele pagou a título de ILL sobre os valores de IRRF assim determinados. assim à compensação efetuada pela contribuinte só era suficiente para extinguir os débitos de IRPJ de 1996, de abril, maio e julho de 1999, de janeiro de 2000 e parte do débito de fevereiro de 2000, conforme planilhas de fls.192 e 193. as compensações efetuadas em 1999 e 2000 e declaradas apenas em DCTF, estão sendo controladas pelo processo 10707.001542/200608. Com base no Relatório Fiscal, a autoridade administrativa, pelo Despacho Decisório de fl. 202 reconheceu o direito creditório de R$ 44.363.233,73, declarou extintos os débitos compensados até este limite, e determinou a cobrança do excedente. Intimada da decisão em 17/03/2008 a interessada apresentou, a manifestação de inconformidade de fls. 208 a 239, one alega, em síntese: preliminarmente, a nulidade da exigência do IRRF, por erro na identificação do sujeito passivo. que ao contrário do que pretende o Despacho Decidório, o IRRF é uma antecipação do devido na declaração. tendo a ação fiscal sido desenvolvida após a entrega da Declaração de Ajuste Anual dos beneficiários, é incabível a exigência do IRRF da pessoa jurídica pagadora dos rendimentos nos termos do Parecer Normativo Cosit n° 1/2002. os lançamentos foram homologados à alíquota de 8%, nos temos do §4° do art. 150 do CTN. mesmo que se reconhecesse, a incidência do IRRF à alíquota de 23%, há que se verificar que os supostos débitos nunca foram objeto de declaração por parte do contribuinte ou de constituição mediante o competente lançamento por parte da autoridade administrativa. o despacho decisório não indica como ou quando os referidos débitos foram constituídos, não há número de processo administrativo, não há Notificação de Lançamento, nem qualquer ato do contribuinte ou do Fisco, que justifique ou legitime a exigência. Fl. 583DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10707.001542/200608 Acórdão n.º 1302001.176 S1C3T2 Fl. 595 5 a contraposição de supostos débitos, à alíquota de 23%, consubstancia flagrante descumprimento da decisão Judicial. a própria SRFB no PA n° 15374.000548/0052, expressamente reconheceu o crédito de R$ 99.253.121,55. por fim, o despacho decisório glosa o DARF autenticado relativo ao período de apuração de 1989, porém a juntada de documento autenticado, associada à verificação nos registros da Administração do efetivo pagamento e respectiva restituição, supera as limitações impostas pelo Despacho. A 1ª Turma da DRJ/RJO1, através do acórdão nº 1220.134 de 29/07/2008, por maioria de votos, indeferiu a solicitação da Contribuinte, não homologando direitos creditórios superiores aos já concedidos pela DERAT/RJO, até o limite de R$ 44.363.233,73, conforme ementa anexa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 1989, 1990, 1991, 1992 ILL. COMPENSAÇÃO. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. A execução administrativa de decisão judicial transitada em julgado deve obedecer estritamente as suas disposições, assim com também devese observar o cumprimento das leis tributárias vigentes para a determinação do quantum exequatur. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1989, 1990, 1991, 1992 DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. A determinação do quantum exequatur de decisão judicial transitada em julgado não representa lançamento de oficio, mas tãosomente a apuração do montante devido ao exeqüente. Por não ter havido a constituição de crédito tributário, por se tratar de execução de decisão judicial, não há que se falar em decadência. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. COBRANÇA DECORRENTE. Se o próprio contribuinte requer a subsunção à legislação de regência da compensação tributária administrativa, ele fica sujeito a todos os seus efeitos, inclusive a cobrança de valores de compensações não homologadas. Solicitação Indeferida. Vencido o relator original, o AFRFB Bernardo Schmidt que dava provimento parcial e a AFRFB Ylza Maria Lemos de Souza Lima que aceitava à cópia autenticada do Darf de fl. 67 como prova válida. Como o direito creditório reconhecido pela decisão judicial também foi utilizado em DCOMPs não homologadas, controlados pelo processo administrativo n° 12142.000295/200763, foi apreciado na mesma sessão de julgamento. Fl. 584DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR 6 Intimado da decisão da DRJ apresentou recurso voluntário, onde reitera as alegações da impugnação e acrescenta basicamente o seguinte: preliminar erro de identificação do sujeito passivo e nulidade da exigência do IRRF, tendo em vista a impossibilidade da exigência do IRRF da fonte pagadora, no caso a recorrente. que o parecer COSIT nº 1/2002 expressamente determina que o tributo, multa e juros devem ser exigidos do contribuinte do imposto quando constatada a falta da retenção, posicionamento este adotado pelo Conselho. que estando o IRRF incidente sobre o LL sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial para a constituição de eventual crédito pelo Fisco deve ser contado de acordo com o disposto no artigo 150, parágrafo 4 0 do Código Tributário Nacional. que portanto houve a homologação tácita das compensações praticadas nos períodos de maio de 1999 a junho de 2000 e por isso o fisco não tem o direito de exigir supostas diferenças. que segundo jurisprudência colacionada do Conselho, o prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Os pedidos de compensação uendentes de apreciação pela autoridade administrativa devem ser considerados declaração de compensacão, desde o seu protocolo, para os efeitos de contagem do prazo de homologação da compensarão. que o fato de ter postulado em juízo a recuperação do ILL, não implica na conclusão de que poderia figurar no pólo passivo de uma cobrança de IRRF. que o ILL e o IRRF são tributos absolutamente distintos. que este é o entendimento reiteradamente manifestado pelo Primeiro Conselho de Contribuintes, senão vejamos: Número do Recurso: 125966 Decisão:Acórdão 10245717 Resultado : DAR PROVIMENTO PARCIAL POR UNANIMIDADE Texto da Decisão:Por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares argüidas, e, no mérito DAR provimento PARCIAL ao recurso. Ementa : IRRF PRELIMINAR NULIDADE RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA O contribuinte do imposto de renda é o adquirente da disponibilidade econômica ou jurídica da renda ou de proventos de qualquer natureza. A responsabilidade atribuída a fonte pagadora tem caráter apenas supletivo, não exonerando o contribuinte da obrigação de oferecer os rendimentos à tributação. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE A TÍTULO DE ANTECIPAÇÃO DO IMPOSTO DEVIDO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL AÇÃO FISCAL INICIADA APÓS A OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR E DATA DA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL – BENEFICIÁRIOS IDENTIFICADOS EXCLUSÃO DA RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA PELO RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DEVIDO Sendo 0 imposto de renda na fonte tributo devido mensalmente pelo beneficiário do Fl. 585DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10707.001542/200608 Acórdão n.º 1302001.176 S1C3T2 Fl. 596 7 rendimento, cujo "quantum" deverá ser informado na Declaração de Ajuste Anual para a determinação de diferenças a serem pagas ou restituídas, e se a ação fiscal desenvolveuse após a ocorrência do fato gerador e data da entrega da Declaração de Ajuste Anual, incabível a constituição de crédito tributário através do lançamento de imposto de renda na fonte na pessoa jurídica pagadora dos rendimentos. O lançamento, a título de imposto de renda pessoa física , se for o caso, há que ser efetuado em nome do sujeito passivo direto da obrigação tributária, ou seja, o beneficiário e titular da disponibilidade jurídica e econômica do rendimento, exceto no regime de exclusividade do imposto na fonte. A falta de retenção do imposto de renda na fonte pela fonte pagadora não exonera o beneficiário dos rendimentos da obrigação de incluílos, para fins de tributação, na Declaração de Ajuste Anual. Esta inclusão deverá ser efetuada pelo sujeito passivo direto da obrigação tributária ou, "exoffício", pela Autoridade Fiscal. ( ... )" que tendo os lucros distribuídos aos acionistas sido efetivamente tributados pelo ILL não estarão sujeitos à incidência do IRRF. que o pedido formulado na Ação versa exclusivamente sobre a inconstitucionalidade da exigência do ILL. que a solicitação feita da juntada do DARF original relativo ao período de apuração de 1989, para o aceite da compensação é incabível e ilegal. que ainda que se entenda correta a utilização da taxa Selic para cobrança dos juros de mora incidentes sobre o tributo, o que se alega apenas a título argumentativo, é certo que os juros calculados com base nessa taxa não poderão ser exigidos sobre a multa de mora, por absoluta ausência de previsão legal. não se pode confundir os conceitos de tributo e de multa. Multa é penalidade pecuniária, não é tributo. É o relatório. Fl. 586DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR 8 Voto Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da SilvaRelator Apesar do AR de fls. 428 informar que o Recorrente foi cientificado em 07/05/2008 e este ter protocolizado seu recurso somente em 02/09/2008, o recebo como tempestivo em respeito ao principio da verdade material, visto que a própria Carta Cobrança de fls. 424, foi emitida e assinada em 05/08/2008 e o acórdão da DRJ é da sessão do dia 29/07/2008, portanto impossível a cientificação do dia 07/05. Conforme relatado, a interessada teve reconhecido o direito de compensar os valores indevidamente recolhidos a título de ILL, relativa à parcela dos lucros não fdistribuídos aos acionistas em decorrência de decisão judicial transitada em julgado. Assim dispôs a sentença confirmada pelo TRF da 2ª Região: "Isto posto, julgo procedente em parte o pedido para: I) declarar o direito da autora de compensar os valores indevidamente recolhidos a título de IRLL (art. 35 da Lei 7.713188) relativamente à parcela dos lucros que não foram efetivamente distribuídos aos seus aciõncstãs (...)” Em cumprimento da decisão, a autoridade administrativa reconheceu direito creditório menor do que o pleiteado pela Recorrente por entender que a decisão judicial, ao declarar incidentalmente a inconstitucionalidade da expressão "o acionista" no art. 35 da Lei n° 7.713/88, teve como um de seus efeitos a repristinação das normas de incidência do IRRF, na forma do Decretolei 1.790/80, e com isso abateu do crédito a parcela dos lucros efetivamente distribuídos aos acionistas, já que não era objeto da ação judicial. Por esse motivo, do valor recolhido relativamente à parcela dos lucros que não foram distribuídos aos acionistas, deduziu o valor referente à diferença entre a alíquota de 23%, prevista no Decretolei 1.790/80, e a alíquota de 8%, prevista no art. 35 da Lei n° 7.713/88, utilizada pela Recorente quando da retenção sobre os dividendos efetivamente distribuídos aos acionistas. A decisão judicial diz respeito tãosomente à não incidência do ILL sobre a parcela dos lucros que não foram efetivamente distribuídos aos seus acionistas, e não faz qualquer menção à parcela dos lucros distribuída. Como a tributação da parcela dos lucros distribuídos não foi objeto da decisão judicial, há que se reconhecer, a razão da Recorrente quando alega que o direito de a fazenda constituir o crédito tributário daquela parcela estava decaído, uma vez que tratamse de fatos geradores ocorridos entre 1989 e 1992. Ressaltese que a contra posição de supostos débitos de IRRF nunca foram objeto de constituição, de ofício ou por declaração da Recorrente, nem foram objeto da discussão judicial, configurando a perda do direito de cobrança neste momento e o descumprimento da decisão judicial. A Recorrente antecipou o pagamento à alíquota de 8%, nos termos do art. 150 do Código Tributário, tendo por base a legislação vigente, qual seja, o art. 35 da Lei n° 7.713/88 e caberia a autoridade administrativa efetuar o lançamento no prazo de cinco anos contados do fato gerador caso não concordasse. Fl. 587DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10707.001542/200608 Acórdão n.º 1302001.176 S1C3T2 Fl. 597 9 Resta claro, portanto, que o fato de a sentença judicial declarar incidentalmente a inconstitucionalidade da expressão "o acionista" no art. 35 da Lei n° 7.713, ainda que tivesse o efeito de repristinar a legislação anterior, não autoriza de maneira nenhuma a constituição de crédito tributário após o prazo decadencial, ainda mais se relativo a parcela não objeto da referida ação judicial. Nesse sentido, é totalmente incabível o procedimento adotado, que deduziu dos valores indevidamente recolhidos a título de ILL da parcela dos lucros não distribuídos aos acionistas, autorizados judicialemente, com suposto débito tributário não constituído, correspondente à diferença entre a alíquota de 8% utilizada pela interessada e a alíquota de 23%, prevista no Decretolei 1.790/80, relativa à parcela dos lucros que foram distribuídos aos acionistas. A Recorrente contesta também à glosa de um único Darf datado de 30/04/1990. A decisão recorrida não aceitou o DARF porque à época do seu recolhimento eles não eram registrados eletronicamente junto a Receita Federal, e tendo sido a Recorrente intimada a apresentar o original não o fez. A DRJ entendeu que o DARF não deveria ser aceito e que se deveria aplicar a Circular Ministerial nº 10 de 1934 que somente aceitava DARF´s originais com o intuito de evitar dupla restituição ou pedido. Neste caso me parece que a decisão está querendo se furtar de cumprir a decisão judicial e reconhecer os créditos da Recorrente por conta de suposta dificuldade de controle de pagamento. Ora a Recorrente registrou todas as compensações em sua contabilidade com base nos documentos fiscais registrados na própria SRF. Entendo que o citado DARF deve será aceito, assim como todos os demais originais apresentados, pelo principio da verdade material, visto que em nenhum momento foi oposta dúvidas do mesmo. Nos autos não consta nenhuma referencia de levantamento sobre o pagamento e de que o mesmo não foi encontrado, além do mais a Recorrente à época do recolhimento era uma empresa pública. Mesmo assim não fora a jurisprudência dos tribunais segue este mesmo entendimento de que a cópia autenticada de documento tem fé pública, nos termos do inciso III do art. 365 do CPC, conforme ementas a seguir: Data de publicação: 02/09/2010 AÇÃO ORDINÁRIA EXTINÇÃO PARCIAL DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO REMESSA OFICIAL NÃO CONHECIDA CÓPIAS DAS DARF'S AUTENTICADAS DOCUMENTO IDÔNEO PARA O FIM DE COMPROVAR O RECOLHIMENTO DA EXAÇÃO PRESCRIÇÃO QUINQUENAL AFASTADA COFINS SOCIEDADES CIVIS PRESTADORAS DE SERVIÇOS REVOGAÇÃO DE ISENÇÃO LEGITIMIDADE SÚMULA 276 DO STJ CANCELADA. Fl. 588DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR 10 ..... 3 Todas as cópias de DARF´s acostadas aos autos encontramse devidamente autenticadas, sendo desnecessária a juntada do original, uma vez que a autenticação conferida por Cartório de Títulos e Documentos possui fé pública. Data de publicação: 14/11/2008 TRIBUTÁRIO EMBARGOS À EXECUÇÃO FUNDO DE INVESTIMENTO SOCIALFINSOCIAL REPETIÇÃO DE INDÉBITO EXECUÇÃO INSTRUÍDA SEM DOCUMENTOS ORIGINAIS (CÓPIAS DE DOCUMENTO DE ARRECADAÇÃO DE RECEITAS FEDERAISDARF) POSSIBILIDADE HONORÁRIOS SOBRE O VALOR DOS PAGAMENTOS CABIMENTO LITIGÂNCIA DE MÁFÉ NÃO CARACTERIZADA DEMONSTRATIVO DE CÁLCULO DA CONTADORIA JUDICIAL ADEQUADA ELABORAÇÃO CORRETA INDICAÇÃO DOS VALORES DEVIDOS EMBARGOS REJEITADOS. ...... 1 A apresentação do Documento de Arrecadação de Receitas Federais DARF mediante cópia autenticada é adequada para repetição de valores do Fundo de Investimento SocialFINSOCIAl, não havendo que se cogitar de inobservância do Princípio da Cartularidade por não versar a espécie Título de Crédito, nem de necessidade do original por falta de previsão legal. Data de publicação: 15/06/2005 MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUTÁRIO. PIS. DECRETOS LEIS NºS 2.445 /88 E 2.449 /88. COMPENSAÇÃO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. DOCUMENTO. CÓPIA. DARF. PEDIDO CERTO. POSSIBILIDADE JURÍDICA. DECADÊNCIA. PRESCRIÇÃO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA. IPC. TAXA SELIC. ..... 2. A ação mandamental foi devidamente instruída com as guias de recolhimento (DARF), que se consubstanciam em prova hábil a demonstrar o pagamento do tributo cuja compensação se busca, não havendo que se falar em ausência de liquidez e certeza do crédito discutido. 3. Cópias autenticadas fazem a mesma prova dos documentos originais, nos termos do art. 365 , inc. III , do CPC . Isto posto, voto por dar provimento ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório no que se refere à parcela dos lucros que não foram efetivamente distribuídos aos seus acionistas, aplicandose os índices de atualização monetárias conforme estabelecido na decisão judicial transitada em julgada conforme requerido, inclusive com a aceitação do referido DARF autenticado. Fl. 589DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10707.001542/200608 Acórdão n.º 1302001.176 S1C3T2 Fl. 598 11 O valor deve ser aproveitado, até o seu limite, para extinguir os débitos do presente processo e, posteriormente, se ainda houver as DCOMPs de que trata o processo administrativo n° 12142.000295/200763. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da SilvaRelator Relator Fl. 590DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 20/09/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10983.000061/93-13
Data da sessão: Fri Aug 19 00:00:00 UTC 1994
Ementa: IRPF - URP - São tributáveis OS rendimentos auferidos por determinação do Decreto Lei 2.335/87, concedidos através de ação trabalhista, por corresponderem a reposição de perda salarial, vez que não estão elencados como rendimentos não tributáveis no artigo 22 do RIR/80, não havendo respaldo legal para isentá-los.
Numero da decisão: 102-29.321
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e Voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Maria Clelia de Andrade Figueiredo
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CARLOS AUGUSTO MONGUILHOTT REMOR. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e V0t'D que passam a inte grar o presente julgado. sêk. 1 a de i994 ---wwn iew ~I _..------ c, -- 01 r 1 c- n:: h' '''. -,--...-.,-;;;;;..idi~la ,. ..41-, o s /:::: p., 1 v pi PRES I. DEN rE ANDRADE F.: IONE:IREM) REL A TORA .. _.,—, VIS10 EM FRANCISCfl 'VAREM° DA ROCHA NEro - PROCURADOR DA Fe. S E. aS MO I) E N o ;,, , ,! ,.,.) . ,.. ,,. a o i Z ENDA N A c:: 1. O N A 1. . W,,, Participaram, atnda, do presente julgamento, os seguintes Canse [hei FOSN Waidevan Alves de Oliveira, Francisco de Paula Correa Carneiro Giffoni, Ursula Hansen, Júlio César Gomes da Silva e José Carlos P2S' suelto. , MINISTERIO DA FAZENDA 2. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 10983/000.061/95-13 RECURSO No,: 78.525 ACORDA0 No.: 102 29.321 RECORRENTE : CARLOS AUGUS10 MONOUTLHOIT REMOR RELATOR 1O CARLOS Aususro MONGUILHOTT REMOR, jurisdicionado pela DRF em Florianópolis - SC, foi notificado da exigÊncia do imposto su- plementar a ser pago em UFIR, mais os devidos encargos legais. A exigOncia tributária teve origem na ausOncia de Uri- butação da importância recebida pelo contribuinte em decorrância de ação trabalhista relativa ao ano' base de 1991. Inconformado, o interessado apresentou impugnaçãn, tem- pestiva, alegando em sinteseN que em 19/09/89, o Sindicato Nacional das institubes de Ensino Su- perior - ANDES, na qualidade de substituto processual dos professores da UESC, que faziam parte do quadro de pessoal da instituição Federal de Ensino, ing p essou com Reclamação irabalhista perante a 3a Junta de Conciliação f2? Julgamento local., com o objetivo de c cIns c7?guir fr-'?AjtActfe salarial de 26,05% sobre a remuneração de janeiro/89, tendo sido pra- latada a sentença de primeira instância julgado procedente em parte o pedido, mantida nemntegra pelo fribunal Regional do lerabalhoN - por ocasião da Liquidação da sentença, em outubro/90, a junta de conciliação e julgamento determinou qUe a Universidade Federal de San- ta Catarina incluifse em sua folha de pagamento do Mesmo MêS o percen- tual de , MINISTERIO DA FAZENDA 3. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 10983/000.061/93-13 ACORDO No. 102-29.321 - razão pela qual os reclamantes receberam as diferenças salariais e seus reflexos relativas ao período de fevereiro/89 a setembro/90, mais acréscimos legais pertinentes. A partir . desse mês, os valores indeni - zatórios feram, simplesmente, corrigidos monetariamente, acompanhando a inflação; - que a UFSC depositou em juizo 50,79%, em adosto de 91, do total de- vido a cada reclamante, tendo por determinação judicial o referido va- lor sido transferido para conta renumerada da agéncía da Caixa Econô- mica Federal, ato continuo houve expedição de Alvará, em nome de cada professor . da UFSC; - que ao fornecer os comprovantes de rendimentos pagos e de retenção do imposto de renda na fonte do ano-base de 1991, a UFSC deixou de in- cluir os valores . pagos em decorrência da mencionada ação trabalhista. e o próprio juizo não informou se a importãncia a ser recebida era na valor liquido ou bruto da indenização; , - que havia inúmeras dúvidas e os beneficiários dos rendimentos obti- veram várias orientaçbes, inclusive, através do Boletim Informativo No 34, de 27/04792, o óroão de classe da categoria aconselhou que os va-- lares recebidos fossem declarados como rendimentos isentos e não tri- butáveis, e a própria Delegaria da Receita Federal em Florianópolis não esclareceu as consultas que lhe foram feitas através . do professar NELSON AGUIAR ROCHA, relativas á tributação da URP de fevereiro/89, inclusive, aceitou retificaçbes de deciaraçbes de rendimentos de al- guns professores em idêntica situação; e o . BOLETIM já mencionado de Ng., 36, de 21/05/92, noticiou o fato e confirmou que a parte tri,buUkv de tais remiilmwtos era tão somente quanto ao principal, após inúmeros pareceres de profissionais da áre;7.-Ç do direito tributári o , divergente, o artigo 22 do RIR /80, dispondo que o FGTS, entre outras parcVas denizatórias, não entrw-ão no cômputo do rendimento bruto; /1. "2.• _ ,, , , , , , MINISTERIO DA FAZENDA 4. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 10983/000.061/93-13 . ACORDO N. 10'.',:'.-29.321 - que tanto a UFSC quanto a 3a. junta de Conciliação e julgamento, ti- nham a obrigação de efetuar a retenção na fonte e não o fizeram, razão P0 la qual solicita de forma alternativa que seja retificado o larlça- mento suplementar, restringindo-o ao período compreendido entre .~- reiro/S9 e setembro/90, sem acréscimo de multa, vez que a partir de outubro/90, não houve pagamento d g., diferenças salariais, mas tão so- mente correção monetária, devendo ser excluída da importància triblita,- da o montante referente ao FGTS e seus reflexos, que estão isentos por. lei. Requer finalmente, que seja anulada a multa aplicada, uma vez que a DRF negouu-se a esclarecer os fatos, sendo o pagamento do imposto suplementar acrescido apenas dos juros de mora. Ciente da decisão de primeiro grau, n contribuinte, recorreu, tempestivamente a este colegiadodpr .. ...Ár/.-.' Recurso lido na Inbegra em sessão. E o relatório. Tr _ , , MINISTERIO DA FAZENDA 5. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 10993/000.061/93-13 ACORDO Na. 102-29.321 ',OTO Conselheira Maria Clélia de Andrade Figueiredo - Relatora O reCUrS0 está revestido das formalidades legais, razão porque dele conheço. A controvérsia estabelecida nos autos é relativa a omissão de rendimentos na declaração do exercício financeiro de 1991, recebidos em decorrOncia da propositura de ação trabalhista objetivarr do o recebimento da ORP a partir de fevereiro de 1999. A questão é relevante, não só pela solução especIfic;41 a ser adotada no caso concreto, como surge a possibilidade de ser criado um precedente para outras situaçbes análogas, cabendo pois, desde lo- go, esclarecer alguns pontos da questão. Os comentários anteriores foram desenvolvidos com o ob- jetivo de esclarecer inicialmente que, no presente caso, a matéria ob- jeto da Reclamação trabalhista trata-se de reposição de percentual so lira perda salarial e não de verbas indenizatórias como alega o recor- rente, logo, não há parcelas a discriminar. lal reposição foi concedi- da peio juízo Trabalhista atendendo ao disposto no artigo 3g, do De.... cretc,leí Ng 2.335, de 12/06/1987, que determinou reajuste salarial pelo índice de 26,05"/:. Ora, ê imperativo que seja garantido ao trabalhador, no tí:NripOs a reparação do dano sofrido, no caso, a justa correção monetá- ria acrescida de juros„ com a final idade de restabelecer. a situaç:::"N. O t: feriar a que fazia jus por deter fninação legal e que foi descumpr ida pelo empregador, sendo indispensável o a:uizamento de ação própria pa- ra reaver os seus direitos ignoradnvgp , 6. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 10983/000.061/93-13 ACORDA° No, 102-29.321 Conforme assinala a decisão recorrida, à fls. 42, n Bo- letim No 23 da associação de classe dos professores da Universidade Federal de Santa Catarina publicou que a orientação da Receita Federal foi de que o valor liquido, após deduzida a parcela pada a titulo . de honorários advocatícios, seria tributável na declaração de rendimen- tos anuais. Aduz que, mesmo antes de terem disponíveis . os rendimentos relativos a URP, as professores já haviam comparecido em nossa Delega.- cia local da Receita Federal e . foram alertados de que deveriam afere- cer tais rendimentos à tr.M .Jutação. Em virtude de discordarem de tal orientação, foi designado um servidor . para ir â Associação dos profes- sores para prestar-lhes esclarecimentos, fato esse que deu origem à publicação sobre a matéria no já mencionado Boletim de No 23. Ent....rc.:,,,-- tanto, os Boletins seguintes da Associação . de Classe publicaram várias informaçbes errôneas que levaram seus associados a prestarem declara- ção inexata- A mais comum observação demonstra, que as razbes de de- fesa alegadas pelo recorrente não podem prosperar pelo simples fato de que não houve comprovação de seus argumentos que convencessem a Rela- tara de modo a propor a modificação. da decisão recorrida. Como contra argumento a colocação feita pelo sujeito passivo, de que vários professores ingressaram na DRF com retificação de suas deciaraçf.:5.es de rendimentos e que foram aceitas, e nem poderia ser de outra forma, esqueceu -SP o interessado que Q fato de a Receita Federal recepcionar as deciaraçbes retificadores, dentro do prazo le- dalmente estabelecido, não significa que es alteraçbes pretendidas se- jam aceitas. Tanto que, a bem elaborada decisão "a quo" esclarece que das retificeçbes apresentadas, nenhuma foi aceita, vez que não havia como excluir. da tributação o rendimento em questão, entretanto, tais contribuintes foram beneficiados em relação a multa de lançamento de ofício de 100%, em razão cl . .. espontaneidade com que ofereceram seus i ,. rendmento r ts à tibua oçã...// ..-/- . /-'....' .. .,: , - MINISTERIO DA . FAZENDA 7. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 10983/000,061/93-13 ACORDO No, 102-29.321 E importante verificar que tanto a decisão de primeiro grau, quanto o contribuinte nas peças de defesas apresentadas, recor- rem à legislação que entendem pertinente, a jurisprudência e até a pa-- receres de juristas especializados na área tributária, havendo um oh- jetiva comum entre as partes que equivocadamente enfocam INDENIZAÇOES TRABALHISTAS. A maioria dos .trib.utaristas ao elaborarem pareceres so-- bre a matéria, em geral, discordam entre si sobre o mesmo tema e al- guns tribunais que se manifestam sobre a parte tributária as vezes não são feLLzes na forma de decidir, claro está que, em matéria de Imposto de Renda o órgão abalizado para orientar os contribuintes é a Receita Federal. Em decorrência dessa concepção, não é demais sublinhar o entendimento dá Relatara IN CASU, Indenização Trabálhista consoante se indique no art. 22, inciso V, do RIR/80, está ligada a verbas pagas por despedida. e/ou rescisão da contrato de trabalho, integra o patri- mênio do contribuinte que faz jus pelo seu trabalho e o pagamento deve ser feito através de acordo homologado na forma legal, e a partir de lo/01/89, a Led 7.713/88, art. 3q parágrafo 5o, isentou-a até o li- mite garantido por lei, que e de 10% da remuneração, considerando-se a valor. excedente como rendimito tributável (PN 12/85)g Assim, entendo que no caso da URP/89, a parcela em dis- cussão nos autos está cristalinamente caracterizada como REPOSIÇA0 SA- LARIAL, concedida pelo Decreto-Lei 2.335/87, objetivando, especialmen- te, miminizar o desfalque sofrido pelos assalariados em face a infla- ção galopante existente no período de sua vigência, seu perfil á o de repor parte do salário do empregado que encontrava-se totalmente defa- sedo face a politica salarial existente, comparável a um dissidio co- letivo, evidentemente com nuance/diferenciadas, sendo a URP uma for- ma de complementação salarial Á'r :,. __ _ 8. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N. 10983/000.061/93-13 ACORDO No. 102-29.321 Conforme inserido no relatório que integra o presente voto, a única argumentação cor reta do contrlbuinte e a de que a fonte pagadora É que estaria obrigada a retenção do imposto na fonte na qua- lidade de responsavel tributária, e que deixou de fazÊ-lo em decorrân- cia da ação trabalhista e que o próprio juízo não informou se a impor- tância recebida era no valor liquido ou bruto, entretanto, pecou o re- corrente em esquecer que a Lei é Taxativa "Na falta de retenção do imposto pela fonte paga- dora não exonera o beneficiário de inclui-lo na declaração de rendimentos para tributação." Com base nessas consideraçbes, entendo correta a deci- . são de primeira instància no que concerne a declarar como tributàvel os rendimentos auferidos pelo sujeto passivo e que não foram ofereci-. dos à tributação, devendo ser mantida, inclusive, a multa aplicada por expressa deter inação legal. Em face do exposto, oriento o meu voto no sentido de negar provimento ao recurso illhe~-1. Brasília - DF, 19 de agosto de 1994 ; •.";) Maria Clélia .01' Andrade Figueiredo -- Relatora _ ,, _ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Numero do processo: 13851.000790/2005-77
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Data do fato gerador: 10/05/1999
PIS. PRESCRIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR N. 118/05. APLICAÇÃO RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. TESE DOS CINCO MAIS CINCO. Nos casos de tributo sujeito a lançamento por homologação, a prescrição da pretensão relativa à sua restituição, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar n. 118/05 (em 9.6.2005), somente ocorre após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita.
INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1O.DO ART. 3O. DA LEI 9.718/1998
Nos termos já sedimentados pelo Supremo Tribunal Federal, não deve compor a base de cálculo do PIS as receitas financeiras.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3801-001.927
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso no sentido de afastar a decadência e reconhecer o direito à restituição dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, referente ao período de apuração em discussão e determinar à Delegacia de origem a apuração do crédito. Fez sustentação oral, pela recorrente, o Dr. Felipe Ribeiro Kneipp Salomonr Castro, OAB/DF 38.308.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereida da Silva Murgel - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Guilherme Déroulède (Suplente), Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Sidney Eduardo Stahl e Maira Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 10/05/1999 PIS. PRESCRIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR N. 118/05. APLICAÇÃO RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. TESE DOS CINCO MAIS CINCO. Nos casos de tributo sujeito a lançamento por homologação, a prescrição da pretensão relativa à sua restituição, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar n. 118/05 (em 9.6.2005), somente ocorre após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1O.DO ART. 3O. DA LEI 9.718/1998 Nos termos já sedimentados pelo Supremo Tribunal Federal, não deve compor a base de cálculo do PIS as receitas financeiras. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso no sentido de afastar a decadência e reconhecer o direito à restituição dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, referente ao período de apuração em discussão e determinar à Delegacia de origem a apuração do crédito. Fez sustentação oral, pela recorrente, o Dr. Felipe Ribeiro Kneipp Salomonr Castro, OAB/DF 38.308. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereida da Silva Murgel Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 1. 00 07 90 /2 00 5- 77 Fl. 255DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13851.000790/200577 Acórdão n.º 3801001.927 S3TE01 Fl. 12 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Guilherme Déroulède (Suplente), Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Sidney Eduardo Stahl e Maira Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel. Relatório Trata o presente de pedido de restituição de pagamento indevido para a contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), efetuado em 10.05.1999, no valor de R$ 14.056,66. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Araraquara indeferiu o pedido com base na ocorrência da decadência do direito de pedir, previsto no art. 168 do Código Tributário Nacional — CTN, uma vez que o pedido foi protocolado em prazo superior a cinco anos contados do fato gerador. Cientificado da decisão, o interessado apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese: i) Que nos autos do Mandado de Segurança n° 1999.61.02.00070375 obteve provimento jurisdicional, vigente até a presente data, autorizandolhe a calcular e recolher o PIS sem a expansão da base de cálculo estabelecida no art. 3°, § 1°, da Lei n°9.718, de 1998; ii) referida demanda judicial encerrouse em 30/05/2008 com o trânsito em julgado favorável ao contribuinte (Recurso Extraordinário n° 491.6584); iii) corno no apontado período de apuração as receitas obtidas corresponderam a receitas financeiras e outros rendimentos que não oriundos da venda de bens e serviços (faturamento), o recolhimento efetuado afigurase indevido, o que motivou o requerente a apresentar o pedido de restituição; iv) que o prazo decadencial para pleitear a restituição de tributos e contribuições sujeitos ao lançamento por homologação, previsto no art. 150, § 4°, do CTN é de dez anos, conforme jurisprudência consolidada no STJ; A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto entendeu por bem manter a decisão da DRF em Araraquara ao argumento de que, até a data do protocolo do pedido de restituição, as decisões prolatadas na referida ação judicial somente garantiam ao interessado o direito da suspensão da exigibilidade dos créditos tributários referentes aos recolhimentos efetuados em desacordo com a legislação vigente, no caso, a Lei n°9.718, de 1998. Não havia, na ação, qualquer pedido de repetição de indébito, nem tampouco decisão judicial que declare tal situação para os recolhimentos efetuados. Assim, o presente pedido de restituição não teria qualquer relação com a ação judicial, ainda em andamento na data do protocolo. Sem essa relação, argüiu que deve ser apreciado como simples pedido de restituição. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13851.000790/200577 Acórdão n.º 3801001.927 S3TE01 Fl. 13 3 Por essa razão, sustenta a DRJ que teria ocorrido a decadência do direito de pedir a restituição, aplicada para os recolhimentos efetuados anteriormente a 27/06/2000, ou seja, cinco anos antes da data do protocolo do processo. Em seu Recurso, a Recorrente reforça que o prazo para se pleitear a repetição de indébito de tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de 10 (dez) anos, contados a partir do recolhimento indevido, e não 5 (cinco) anos, conforme o disposto no artigo 150, § 4°, do CTN. E que o art. 3° da Lei Complementar n° 118/05, ao dispor que o prazo prescricional não seria mais contado a partir da homologação tácita, mas sim do pagamento antecipado, modificou, e não apenas interpretou o Código Tributário Nacional. E, por essa razão o referido dispositivo não pode ser aplicado aos pedidos apresentados anteriormente à entrada em vigor de dita lei, o que ocorreu em 9 de junho de 2005. E considerando que o pedido de restituição foi apresentado em 07/06/2005, antes, portanto, da entrada em vigor da Lei Complementar n° 118/05, não haveria que se falar em decurso do prazo para a formulação do pedido. Requer, portanto, a total procedência de seu pedido. É o relatório. Voto Conselheiro Maria Inês Caldeira Pereida da Silva Murgel O Recurso é tempestivo e preenche os requisitos para sua admissibilidade. Portanto, dele conheço. Com relação ao prazo decadencial, assiste razão ao Recorrente. Como se denota da documentação acostada aos autos, o Pedido de Restituição foi protocolizado em 07/06/2005, tendo como fundamento o reconhecimento judicial da inconstitucionalidade da majoração da base de cálculo do PIS promovida pelo artigo 3o., § 1o., da Lei 9.718/98. Ou seja, o pedido de restituição se deu dentro do prazo de 10 anos, contados desde a ocorrência do fato gerador. E é este, in casu, o prazo que deve ser aplicado. Explicase. Até o advento da Lei Complementar 118 de 09 de Fevereiro de 2005 era pacífico nos Tribunais entendimento de que o prazo para requerer a restituição de tributos sujeitos ao lançamento por homologação seria de 10 anos (tese dos 05 mais 05). Em reiterados julgados, os Tribunais ratificaram o entendimento de que a data de extinção do crédito tributário, para fins de contagem do prazo previsto no artigo 168, I do CTN (Lei 5.172/66), se daria depois decorridos 05 anos contados da ocorrência do fato gerador do tributo (homologação tácita). Após este prazo se iniciaria o prazo de 05 anos definidos no CTN para que fosse requerida a restituição do indébito tributário. Neste sentido, vejase, como exemplo, o julgado do Superior Tribunal de Justiça abaixo transcrito: Fl. 257DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13851.000790/200577 Acórdão n.º 3801001.927 S3TE01 Fl. 14 4 TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. LEI COMPLEMENTAR N. 118/05. APLICAÇÃO RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. TESE DOS CINCO MAIS CINCO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ISS. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. 1. Consolidado no âmbito desta Corte que, nos casos de tributo sujeito a lançamento por homologação, a prescrição da pretensão relativa à sua restituição, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar n. 118/05 (em 9.6.2005), somente ocorre após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita. (...) (REsp 1109559/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 02/08/2011, DJe 09/08/2011) Todavia, com o advento da citada Lei Complementar 118/05, houve mudança no entendimento. A legislação em referência determinou, em seu artigo 3º, que a extinção do crédito tributário se daria com o pagamento e não com a homologação tácita do crédito tributário declarado pelo contribuinte. E mais, pretendeu dar efeitos retroativos à aludida interpretação. Confirase a redação dos artigos 3º e 4º da Lei: Art. 3o Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. Neste diapasão, sem adentrar, neste momento, em todas as discussões travadas pela doutrina e pelos Tribunais acerca do alcance da referida interpretação, registrese que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar a questão, considerou que o prazo reduzido para requerer a restituição só se daria após a entrada em vigor da Lei Complementar. Vejase a ementa do julgado proferido pela Corte Suprema: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados Fl. 258DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13851.000790/200577 Acórdão n.º 3801001.927 S3TE01 Fl. 15 5 do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (RE 566621, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe195 DIVULG 10102011 PUBLIC 11102011 EMENT VOL02605 02 PP00273) Como mencionado alhures, o pedido de restituição do Recorrente foi protocolizado em 07/06/2005, junto à Delegacia da Receita Federal de Araraquara, e o crédito indicado como pago indevidamente é do período de março de 1999. Ou seja, o pedido foi realizado dentro do prazo estipulado pela legislação (interpretação dada pelos Tribunais) vigente à época. Portanto, in casu, não se aplica a decadência invocada pela fiscalização, ficando essa desde já afastada. O segundo ponto que deve ser abordado nesta decisão é se o Recorrente tem direito ao crédito de PIS pago com base no § 1o., do artigo 3o., da Lei 9.718/98., que foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13851.000790/200577 Acórdão n.º 3801001.927 S3TE01 Fl. 16 6 Conforme verificase nos autos, a Recorrente obteve provimento judicial no Mandado de Segurança n° 1999.61.02.00070375, já transitado em julgado, que lhe assegurou o direito de recolher a PIS sobre a base de cálculo correspondente ao seu faturamento, afastandose a incidência da referida contribuição sobre receitas que não sejam decorrentes da venda de bens e prestação de serviços, como, por exemplo, as receitas financeiras. Realmente, apesar de a ação não abranger pedido de restituição dos valores indevidamente recolhidos no passado, o pedido formulado na ação importa no reconhecimento incidental, pelo Judiciário, da inconstitucionalidade da exigência como um todo, o que permitiria, em última análise, na admissão de que todos os recolhimentos efetuados sobre a base de cálculo expandida da PIS desde que a Lei n° 9.718/98 passou a produzir efeitos foram indevidos. Entretanto, independentemente dos efeitos da coisa julgada da mencionada decisão proferida em sede de Mandado de Segurança, fato é que o Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, e n.º 346.0846/PR, do Ministro Ilmar Galvão, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo das contribuições destinadas ao PIS e à COFINS, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98. Os aludidos acórdãos foram assim ementados: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. Em outra oportunidade, a Excelsa Corte (STF), por unanimidade, ao apreciar o Recurso Extraordinário nº 585235, DJ nº 227 do dia 28/11/2008, reconheceu a existência de repercussão geral e reafirmou a jurisprudência no sentido da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, conforme decisão transcrita abaixo: Fl. 260DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13851.000790/200577 Acórdão n.º 3801001.927 S3TE01 Fl. 17 7 O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a repercussão geral da questão constitucional, reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 e negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto do Relator. (....)(grifouse) O acórdão proferido no referido recurso extraordinário, DJ 28112008, teve a seguinte ementa: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Outrossim, o Decreto nº 70.235/72, que rege o processo fiscal, estabelece: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade* (...) §6º O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:* I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal;* (...)” *Nova redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 Destarte, são inúteis e desnecessárias eventuais discussões acerca da alcance do trânsito em julgado da Recorrente. As autoridades administrativas têm que se submeter ao entendimento do Supremo Tribunal Federal e, de fato, atribuir eficácia em relação ao mérito. Neste sentido, alterouse o Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria nº 256/2009 do Ministro da Fazenda, com alterações das Portarias 446/2009 e 586/2010. O artigo 62A dispõe que os Conselheiros têm que reproduzir as decisões do STF proferidas na sistemárica da repercussão geral, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. {*} (...) Fl. 261DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13851.000790/200577 Acórdão n.º 3801001.927 S3TE01 Fl. 18 8 {*} alteraçãos introduzida pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010 ( grifouse) Concluise, facilmente, que o pedido de restituição do crédito de PIS foi efetuado dentro dos regramentos legais que regem a matéria, devendo ser acolhido em sua totalidade com relação às receitas financeiras da Recorrente, nos termos dos conceitos já firmados pelo Supremo Tribunal Federal. Porém, é também fato que não houve uma análise da efetiva existência do crédito declarado como pago indevidamente. Desta forma, para que não haja supressão de instância no presente julgamento, deverão os autos retornar à Delegacia de Origem em Araraquara para que, considerando o prazo decadencial de 10 anos para requerimento da restituição dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, e o direito à restituição dos valores pagos a título de PIS sobre receitas que não correspondam ao faturamento da Recorrente, verifique se o crédito que se pretende ter restituído está correto. Importante ressaltar que, em atendimento ao princípio da verdade material, que rege o processo administrativo fiscal, caso haja necessidade, a Delegacia de Julgamento poderá requerer informações e documentos à Recorrente, afim de verificar a origem e a autenticidade dos créditos apontados no pedido de restituição. Por tudo, voto pelo conhecimento e parcial provimento do Recurso Voluntário apresentado para: (i) afastar a decadência do direito de o Recorrente requerer a restituição do crédito de PIS pago indevidamente ou a maior; (ii) determinar o retorno dos autos à Delegacia de Origem em Araraquara para que, com base na documentação apresentada pelo contribuinte, apurar o crédito do Recorrente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereida da Silva Murgel Relator Fl. 262DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 18/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 11060.000013/89-22
Data da sessão: Thu Feb 15 00:00:00 UTC 1990
Ementa: DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO
Corrigida a instância no processo principal,
seus decorrentes devem,se submeter ao mesmo destino.
Numero da decisão: 103-10.153
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em determinar a correção de instância
Nome do relator: Ilcenil Franco
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Numero do processo: 10855.003159/99-47
Data da sessão: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/1991 a 01/09/1995 DECADÊNCIA. PIS/FATURAMENTO. Decai em cinco anos o direito à Fazenda Nacional de constituir os créditos relativos para a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), contados da forma estabelecida no art. 150, § 4º, do CTN.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: CSRF-02-02.599
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Antonio Bezerra Neto (Relator) que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto
Nome do relator: Antonio Bezerra Neto
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/1991 a 01/09/1995 DECADÊNCIA. PIS/FATURAMENTO. Decai em cinco anos o direito à Fazenda Nacional de constituir os créditos relativos para a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), contados da forma estabelecida no art. 150, § 4º, do CTN. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Antonio Bezerra Neto (Relator) que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Antonio Bezerra Neto - Relator Antonio Carlos Atulim - Redator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Gileno Gurjão Barreto, Antonio Carlos Atulim, Maria Teresa Martínez López, Fl. 308DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/07/201 5 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 22/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10855.003159/99-47 Acórdão n.º 02-002.599 CSRF/T02 Fls. 309 _________ 2 Antonio Bezerra Neto, Henrique Pinheiro Torres, Flávio de Sá Munhoz, Mário Junqueira Franco Júnior e Manoel Antônio Gadelha Dias (Presidente à época do julgamento). Relatório Trata o processo de Auto de Infração de fls. 1 a 9, lavrado em 23/09/1999, em decorrência de insuficiência de recolhimento da contribuição ao Programa de Integração Social – PIS, referente aos períodos de apuração compreendidos entre Outubro de 1991 a Setembro de 1995. A autoridade Delegada de primeira instância julgou procedente o lançamento, nos termos da decisão de fls. 117 a 128, onde a autoridade deu prosseguimento a ação fiscal iniciada em 31/05/99, após analisada documentação apresentada e consulta a legislação considerou que, a contribuinte obteve na justiça liminar autorizando a depositar judicialmente as quantias referentes ao PIS na forma estabelecida da Lei Complementar 07/70. Tal ação transitou em julgado conforme Certidão de Objeto e pé de fls .61 . A descrição dos fatos encontra-se no Termo de Constatação de fl. 63 e as cópias das Guias de Depósitos estão nas fls.34/59. O presente auto foi lavrado sem suspensão de exigibilidade pois trata das diferenças entre os valores pagos e os valores devidos depositados, onde teria sido considerado como pagos os valores depositados, restando os valores referentes à insuficiência de depósitos efetuados, sobre os quais não se cogita suspensão da exigibilidade. Irresignada com a decisão da DRJ em Ribeirão Preto-SP, a interessada interpôs Recurso Voluntário , de fls. 135 a 152, a este Conselho de Contribuintes, onde alegou e fundamentou, em suma, que: 1) A base de cálculo utilizada no auto é faturamento da empresa no próprio mês do fato gerador, critério este que destoa da sistemática da Lei complementar n.º 07/70. 2) Segundo decisão transitada em julgado, a empresa está sujeita ao recolhimento do PIS à alíquota de 0,75% sobre o seu faturamento auferido no sexto mês anterior ao vencimento dessa contribuição social. São claros os termos do art 6º, §único, da LC 07/70 ao determinar que a contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto, com base no faturamento de fevereiro, e assim sucessivamente e que não houve qualquer modificação da base de cálculo do PIS pela legislação superveniente. 3) Ao desrespeitar um dispositivo legal, o auto de infração feriu o art 5º, XXXVI da Constituição Federal. Os membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, através da decisão de fls. 217 a 220, acordaram, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos da seguinte ementa: “PIS/FATURAMENTO.DECADÊNCIA Fl. 309DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/07/201 5 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 22/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10855.003159/99-47 Acórdão n.º 02-002.599 CSRF/T02 Fls. 310 _________ 3 Decai em cinco anos, na modalidade de lançamento de ofício, o direito à fazenda Nacional de constituir os créditos relativos para a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetivado. Os Lançamentos feitos após esse prazo de cinco anos são nulos. LEI COMPLEMENTAR Nº 7/70 Ao analisar o disposto no art. 6º, parágrafo único, da Lei Complementar n º 7/70, há de se concluir que “faturamento” representa a base de cálculo do PIS (faturamento do sexto mês anterior), inerente ao fato gerador( de natureza eminentemente temporal, que ocorre mensalmente) relativo à realização de negócios jurídicos ( venda de mercadorias e prestação de serviços). Recurso ao qual se dá parcial provimento.” Às fls. 224 a 249, o representante da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial de divergência, cujos acórdãos paradigmas abraçam o prazo decadencial de 10 anos para o fisco efetuar o lançamento da contribuição social em causa, ex vi art. 45 da Lei nº 8.212/91. Contra-razões de fls. 268 a 286. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator O recurso especial da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional pode ser admitido nos termos do art. 32, II, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF nº 55/98, e, portanto, dele tomo conhecimento. Como relatado, no recurso especial apresentado a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais, a PGFN pede a aplicação do prazo de dez anos na decadência do direito da Fazenda Nacional em constituir crédito tributário relativo à contribuição para o Programa de Integração Social PIS. Sendo o PIS Contribuição sujeita ao lançamento por homologação, o prazo para extinção do direito de a fazenda Pública constituir o crédito é definido pelo § 4º do art. 150 do CTN, que via de regra o fixa em 5 anos. “Art. 150. O lançamento por homologação (...) § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” (grifei) Fl. 310DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/07/201 5 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 22/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10855.003159/99-47 Acórdão n.º 02-002.599 CSRF/T02 Fls. 311 _________ 4 Porém da simples leitura do § 4º, verifica-se que o CTN, em verdade, também faculta à lei a prerrogativa de estipular prazo diverso, maior ou menor, para a ocorrência da extinção do direito da Fazenda Pública. E razoável é que assim seja, posto que, como se sabe, cada exação, além de possuir distintos níveis de complexidade – demandando, portanto, procedimentos de administração, fiscalização e arrecadação de características também distintas -, pode trazer atrás de si interesses públicos de diferenciados matizes, justificando tais circunstâncias a adoção de diferentes prazos decadenciais (como é o caso do FGTS, que por voltar-se à proteção do trabalhador, possui o prazo bem mais amplo de 30 anos, ou as próprias contribuições sociais, que por destinarem-se ao financiamento da seguridade social – função estatal de indiscutível relevância e prioridade -, tiveram o prazo estendido para 10 anos). Dessa forma, deve-se aplicar à Contribuição para o PIS as regras gerais das Contribuições para a Seguridade Social, que estão dispostas na Lei nº 8.212/91. Sobre decadência, dispõe o art. 45, I da Lei nº 8.212/91, verbis: “Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: I – do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído.” E não se venha alegar que o PIS não estaria abrangido pelo prazo de dez anos previsto na referida Lei, vez que este diploma não mencionaria expressamente predita contribuição social, senão vejamos. O PIS classifica-se como Contribuição para a Seguridade Social. Nesse sentido manifesta o Excelentíssimo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dr. Carlos Veloso, no voto do julgamento do RE nº 138284-8/CE: "O PIS e o PASEP, passam, por força do disposto no art. 239 da Constituição, a ter destinação previdenciária. Por tal razão, as incluímos entre as contribuições de seguridade social. Sua exata classificação seria entretanto, ao que penso não fosse a disposição inscrita no art. 139 da Constituição, entre as contribuições sociais gerais.” Confirma essa tese o fato de que, nos termos do 239 da Constituição Federal, a contribuição para o PIS destina-se ao financiamento do abono salarial e do seguro desemprego, que são atribuições da previdência social, nos termos do art. 201, incisos III e IV da Constituição Federal, in verbis: Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (...) Fl. 311DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/07/201 5 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 22/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10855.003159/99-47 Acórdão n.º 02-002.599 CSRF/T02 Fls. 312 _________ 5 III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) Outrossim, o PIS é uma contribuição social incidente sobre o faturamento, que é uma das bases de financiamento da seguridade social, ex vi art. 195, da Carta Magna. Portanto, o art. 45 da referida Lei inclui também nesse prazo o PIS. Observa-se, também, que esse entendimento está em consonância com o art. 146, III, “b”, da Constituição Federal de 1988, uma vez que o CTN dispõe sobre normas gerais em matéria de decadência, ao passo que a Lei nº 8.212, de 1991, contém normas específicas, expressamente previstas no § 4º do art. 150 do CTN. Roque Antônio Carraza leciona nesse sentido, quando afirma que à lei de normas gerais não cabe fixar prazos decadencial e prescricional. “... a lei complementar, ao regular a prescrição e decadência tributárias, deverá limitar-se a apontar diretrizes e regras gerais (...) Não é dado, porém, a esta mesma lei complementar entrar na chamada ‘economia interna’, vale dizer, nos assuntos de peculiar interesse das pessoas políticas. (...) a fixação dos prazos prescricionais e decadenciais depende de lei da própria entidade tributante. Não de lei complementar. (...) Falando de modo mais exato, entendemos que os prazos de decadência e prescrição das ‘contribuições previdenciárias’, são agora, de 10 (dez) anos, a teor, respectivamente, dos arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que, segundo procuramos demonstrar, passam pelo teste de constitucionalidade.” (Apud Leandro Paulsen, Direito Tributário. Constituição e Código Tributário à luz da Doutrina e da Jurisprudência, 6. ed. Ver. Atual., Porto Alegre, Livraria do Advogado. ESMAFE, 2004, p. 1182) Não é só na doutrina que tal entendimento tem se mostrado presente. Exemplar neste sentido é a recente decisão unânime da 1.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, prolatada nos autos do Recurso Especial n.º 189.151/SP, de 02/08/1999, que teve como relator o Min. Humberto Gomes de Barros, e que ficou assim ementada: PROCESSUAL TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO DA COBRANÇA DE TRIBUTOS FISCAIS (Lei 6.830/80). POSSIBILIDADE DE SER TRATADA EM LEI ORDINÁRIA. Os dispositivos que tratam da prescrição da ação de cobrança de tributos não constituem normas gerais de direito tributário. Podem, assim ser tratados em lei federal ordinária. Precedentes do STJ. Como se percebe, também no âmbito de nossos tribunais superiores a tese exposta encontra acolhida. Certo é que o acórdão refere-se à prescrição, mas a analogia com a decadência é evidente. Por seu turno, vale acrescentar que o Decreto nº 4.524, de 17 de dezembro de 2002 (DOU de 18/12/2002), que regulamenta a Contribuição para o PIS/PASEP e a COFINS devidas pelas pessoas jurídicas em geral, reza: Fl. 312DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/07/201 5 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 22/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10855.003159/99-47 Acórdão n.º 02-002.599 CSRF/T02 Fls. 313 _________ 6 “Art. 95. O prazo para constituição de créditos do PIS/Pasep e da Cofins extingue-se após 10 (dez) anos, contados (Lei nº 8.212, de 1991, art. 45): I – do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído;” Dessa forma, verifico que não houve a decadência dos créditos da Contribuição para o PIS relativos aos períodos de apuração 01/10/1991 a 30/09/1995, já que a Contribuinte teve ciência do Auto de Infração em 10/01/2001, antes do prazo de dez anos do art. 45, I, da Lei nº 8.212/91. Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É assim como voto. Antonio Bezerra Neto Voto Vencedor Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Redator ad hoc Nos termos do art. 17, III, do RICARF 1 , incumbiu-me o Senhor Presidente do Colegiado de formalizar o Acórdão CSRF/02-02.599, tendo em vista que o redator designado, Conselheiro Gileno Gurjão Barreto deixou o colegiado antes da formalização e assinatura deste acórdão. Para tal fim, adoto a minuta de voto entregue à secretaria pelo Conselheiro Gileno Gurjão Barreto na ocasião do julgamento, in verbis: "No que diz respeito ao prazo decadencial para lançamento do tributo, adoto como razões de decidir os argumentos utilizados pelo I. Conselheiro Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, transcritos a partir da decisão a quo: “Com efeito, entendo assistir razão à recorrente quanto ao fato de terem decaídos os fatos geradores anteriores a agosto de 1994, pois a jurisprudência deste Colegiado, a propósito do tema em apreço assim já se consolidou, friso, com respaldo da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Conselho de Contribuintes': 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III - designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazê-lo ou não mais componha o colegiado; Fl. 313DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/07/201 5 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 22/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10855.003159/99-47 Acórdão n.º 02-002.599 CSRF/T02 Fls. 314 _________ 7 "Ementa: DECADÊNCIA — PIS/FATURAMENTO — Decai em cinco anos, na modalidade de lançamento de oficio, o direito à Fazenda Nacional de constituir os créditos relativos para a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetivado. Os lançamentos feitos após esse prazo de cinco anos são nulos." Assim, com observação ao artigo 150, parágrafo 4°, do CTN, voto pela revisão e reforma do acórdão recorrido, pois extinto o crédito tributário relacionado aos fatos geradores do período de outubro de 1991 a agosto de 1994, uma vez que a lavratura do auto de infração ocorreu em setembro de 1999.” Isso posto, voto por negar provimento ao Recurso Especial do Procurador quanto ao prazo decadencial para lançamento do tributo. É como voto." Com esses fundamentos, o colegiado negou provimento ao recurso especial da Procuradoria da Fazenda Nacional. Antonio Carlos Atulim Fl. 314DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/07/201 5 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/06/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 22/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Relatório Voto
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Numero do processo: 10670.000322/90-59
Data da sessão: Sat Apr 17 00:00:00 UTC 1993
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL- NULIDADE DE DECISÃO - A não apreciação integral da impugnação caracteriza cerceamento do direito de defesa. Anulada a decisão, o recurso interposto será apreciado como impugnação.
Numero da decisão: 102.28.038
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, anular a decisão de primeira instância por cerceamento do direito de defesa, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ursula Hansen
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DE AWM DE 1993 ACóRDA0 N2 J02 28.038 RECURSO 6/../51 1RPF - EXS.JJ DE 1986 a 1989. RECORRENTE: ' f.:iFf r,91111H1 OfklçAi VES DOS SANfOS RECORRIDA o „ re. „ 1:: „ r.:,!in 1' i ( Á ;,1 1 ES ( ::1 s.:.:.F.,.1.:V:::'. - ;10 PROCESSO ADMINISTRATIVO F ISCAI_ -- NUL I DADE DE DEC I SA0 - A 1-1 S's e .s,. p r- kz,.. c.: Á iFÁ c; iá (:Á Á n t. ÇÁ-Át.1 ra I. da impugnação carãcterja cerceamento do direito de defeva. Anulada a decilsão, o LeCtArS0 interpolo e .J' . 4t apreciado como impiAgnação. V i:-'::. I: drs. „ ? el e. 1 éR ri c...)E.:, e c.:1 Á. s di ttid c...., s.-,:. o .1:à:. p t- e -E.:. ce; .tt. éz:., is Jau t.. tp s. cl:::, t c:Ác:( (J . s.ci in 1. i...,., i' pcÁs 1.X:5 ç.ic...;; 1:W: . .i dl i l ; 1 (3 0i. )1 i i,:;: i-"W k."1::.S DOS .:...;(2•IN ft tS „ ACORDAM o s. tif:::: ta f.:Á t ç,...)::::.c..1:.::', E3 e c; 1. (; 'i da . t::::ã fri:T:'‘ 1' .i::',. de, Fr Á In e:. 1 PC) f :: on ::::. f.:.....? I. he:-.Á de f. ::(:-...,n Lr Á ;31. t i I 'I t: e Es , por lin an umidade de ,../cp t.c::(s. „ ià.int tlar a cl CÁ c: i s. :á c..... d s.! .ip .i.fBefit• ....:Á i 1" .! !::. t' 2.,..i r!!.. ta !".3 C ." ? l.... e I., . e El. inerlt c:-Á ci {5 c.1 Á. r e Á I:: c:Á de defes,-,R „ ri e 5 t: e r Me SS d o ? e 1 ;..R 1.... (5 ?" i. Ca e -,./ 0 1I que p • s. sa. fri st ánted t . .f...Á. t c. pte .:JJenie jnJgado. !!' !,... i:'. E.:• :,.i ,...:: I ri .! 7 de ni :.:', i • (....; (:) el f:''..- I 99'3 „41 1R:ilk:IJ -SP"PUNIER • 1::'1:;:.E.. S 1 DE. H ...i E: ' i 4 ,------ , Sviee/tt- £,,C-tA-r,, ,9te, `1-2,6, ae, ‘ E: 1 , 1 I:d T:":.:.! 1 11(.3 .r A DE ;"::'A; 1 ; (..:) r.); .; ,..);:::11. R.A .í.)i..:';; n ;:',...f:-.4,íií'jr...f.(::.'t j.)A SESSA0 DEI', FAZENDA NACIONAL f? ; h `i t", ''') .1 ,"lrI í •-i'.., 011Ak '..:..i',-.“4 :'.st. t 1... Á di par am„ a I ; .f. d -e „ do o 1, - o E-.., en te ) 1. ; Á. (..,1 i.-R in e! .5 t. C..! „ os SE. q 1..k i. r! 1: e 5 i.: :: f.:M Selfits, itos HAL DE. '...)A 1'1 A ; . ',..-)F...": S DIE til Á '..,"E 1 l'','. A „ E EA 11 ( 3 1 51.;13 DE FOI 11... O ; ''. t ÁRRE"s?".Á 1: ORNE T;";,.1"3 G 1F F:. ;.)1\11. KA Mi(' I 51-1 11 , ; :: PI R ! .(:1S R. t3 BER 03 11131\1 1 E I R (. ; .E;I:..1.< 1 A Z I • ,..1 r. 3 i 1 ::, 1. ..*. iSSA R E= OmE s •ir,, s ti i,,, Pl e il (..'! R I A (1..1... Ét. 1 A DE ANDRADE FIGUEIREDO. 1 I i 1 ,.. Op MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 . , Itáje PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '':-',•-áà.', ioo PROCESSO N r.:2„, 106.70/000.322/90-59 RECURSO N2 g 67./51 ACóRDA0 N 47.2 g 102-28.03S RECORRENTEE. OERMTNIO OONçAi»,./ES DOS SANTOS RELAT6RI O Sendo apurado acréscimo patrimonial a descoberto em decorr-éncia. de procedimento de revisão interna das Dor:. ar de Rendimentos referentes aos exercícios de 1986 a 1989, anos base 1965 a 1988, GERMINTO BONçALVES DOS SANTOS, CM'. NP 501473238-W), sdicionado à Delegacia da Receit.a Federal em Montes Claros, MO, foi notificado a. recolho'f- Imposto de Renda, conforme notificaçb'es 073/90 a 076/90 .'''-' eo 1986 --- 1505,97 BTNFs, ex 1967 -. 2.589,99 DINFsp ex 1988 '-' 1.861,00 WINF's e ex 1989 -- 090,73 BINFS, acrescido das correspondent.es gravemos legais. Impugnndo a feito, através de patrono e no prazo prorrogado nos termos do inciso I do Artigo 62 da Docreto n2 7i."1...25,7-72, o contribuinte alega, em síntese, com relação ao acréscimo ,.. iJatrimonial que lhe foi 1mpu1: ado2 -'' que, em junho/05, vendeu. à Empresa 'Ouajajaras Veículos 1...I1)11" um veículo '.• KOMBI -- adquirido em 06.05.853 não possuindo documen£ p comprobatório da negociação -'''' qu.0 :','1.1.. j .. Cl) ell.. . i. C) '-...-`.-::: :í. C:k..i. j . C) -- KOHP . ..1. • • d 1:::, p 1..i.i.s.. (/ adquiridO ' em 29.04.86, em junho de 198'...) :. , ,. , „.. ; MINISTÉRIO DA FAZENDA 3 . , PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10.620/000.322/90-59 ACÓRDA0 N2: 102 -28„032 ---- que o caminhão Mercedes Benz, tipo caçamba L-1 -313, foi vendido em 01/88 para José Gilson Velos° Caldeira, e por . estetransferido para a empresa AN1A9:ES, tendo ane .xado copia do cadastro do veículo, fornecido pelo Detran/MO, e da Declaração de Rendas de JOSÉ G f 1... SON V E t.... 890 CAl....1)12.:HIRAN -- COM relação à cobrança de imposto de renda sobre a avaliação do imóvel do Rua Ampere 91 - Bairro de Lourdes, que a fabela do Sindicato da íkwIstrução Civil de Minas Gerais nãc . é condizente com a região, não servindo de apoio para a avaliaçoo, F..5 ainda, que não deve ser. considerado como construçao O 39 pavimento do imóvel, por. trator-s.e apenas de paredes laterais à altura de 2,40 MPU - 095:., cobertos de telhas, sem divisórias internas. Apreciando a impugnação, a. revisora afirmo que a impugnação devera ser formalizada por escrito e instruída com OS documentos em que se fundamentar. e ser de responsabilidade do contribuinte a guarda do5 documentos e ou comprovantes que serviram de base à sua Declaração, não se justificando pedido de deligência para comprovação de alienação de veículos, Afirma que o arbitramento ao custo da construç,J ia foi feito com base no tabela de Custo unitários de Edificaçbes dabitacionais elaborado pelo Sindicato do indústria de Construção Civil noE'..stado de ::.. ,5 ¡Ser a i o „ e in com !:::: r- .i.. iitc:::.? 1.:. o .:.:Tt. (:::i a r- I:. :: rt 9 94 d Et I__ e .L 4 `...'t 9 I ci 17.-:.? 11„ / i niaMi- - MINISTÉRIO DA FAZENDA 4. W PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRnr4= 5:1Rn No- 1.0.670-000.322/90-59 ACóRnA0 No :;:- 1.02-28.0:38 Cansiderãndo terem sido emitidos NotificaçCes distintas para cada exercício e que o contribuinte ao requerer . prorrogaçào de prazo para impugnação, (Tis /2) o fizerã apenas em relação à Notificação no 076/90 correspondente ao exercício 1989, ano base 1988, a autoridade julgadora decidiu não tomor conhecimento das justificativas . fcmmAiodas quanto aos demais exercícios, por intempestivo a impugnação. Com relação ao exercício de 1989, no que se refere ao acréscimo patrimcmiol opurãdo em artdtramento do custo da construção do imóvel situado à Av. Ampere n g 01 julga tf..Y.?c... amparo legal o aplicação da rabeio do SINDUSCON, como base de cálculo, foce • à não comprovação do custo, considerãndo ser O ..5g. pavimento área construido, independente de divisorias internos, devendo portanto SOr inserido na ároa total do imóvel. Cita diversos acórdãos deste Conselho de Contribuintes:: 102- .23.015/88, 23.016/82 e 23.047/08, 106- 600/88 2 106-1.534/89 5 que reforçariam seu entendimento. irreSignado, o contribuinte recorre a este Colegiado estando suas Razbes de recurso voluntário • acostados a fls. 93 a 96. É o roltóriO. ..... Ur' 1 I l' og-4.4 MINISTÉRIO DA FAZENDA %,..~ PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 5. PROCESSO Ng t. 10670/000„... - 2/90' 59 ACÔRDA0 N2 g 102 20„0.30 VOTO Conselheira URSUL( HANSEN, Relatorag Estando o recurso revestida de todas as formalidades legais, de.ie Lomo Considerando que foram epnaidas A (quatro) NoLificaçbes referentes aos exercicios de .i 98 à 989, recebidas pelo 0......inur1bu1nte em conjunto, conforme comprova o AR dV:? fH5. ConsiderandocI nE ci Cf:01ILY boi. ole a rir esent.c.d.1 I f.a 1: ivamef 1 cc na impugnai.....: â, C) :3 (...= E j' O f.:1 .0 prazo cc C:4 ir cigadc .i nos 1 iii r a CS do Utem do Artigo 62 do Decretn lei n o 702.).:5/72',1 l,lonsiderando que a Autoridade "a quo' deixou de tnmar conhecimento da impugnação com relação às Notificaçbes de n2 07l1/90 e 075/90, por intempestivas 1, der no entanto, que El.° comunicar ao C.CJi 11' ouinte o aten CLÃ. MRJ 1. o ao SEU remq Lue.y., V 1.. mento a a At'oriciade 1...irie.paradora prorrw,....lou o prazo para impugnação do dobi10 "ConstanLe no proc:,ccsscc n o .1. / O O (...) .322/9o- 59:: F..?!cci oc.ce o f .2: 0 7 ) „ crer e ... o ci cc fc j f.C.? o to a cioc:.isàcc ci o 1 0 1. n st. EjJ. ccv' _ r e e: or . r á -da na parte p. efer en I .. e à iiec. lar ação de i Loa p E''ES ad o parcial da impugnação face A proi-rowação do prazo para O 2rocesso. '.....S.onsiderando o acima EJ .:0051:0, se, ievifica LR!' ocorrido "C.ErCEãMEH i.'0 ao aireiuo de drPSA ao contribuimlie„ - .0.p MINISTÉRIO DA FAZENDA 6. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No O 6 000 90 AC6RDA0 N -2 „ c•C8 s % I Cl O iYik .1 " )1 I à'ik ' Ci E' C: C.;k I O para til t %' r istEi o iittt t - .t 1. ti r.) itttti ;ri et fk i % I %%':‘ ki L'E% 1 2 2 b 1 A r.r.: - RE I Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10880.909358/2006-99
Data da sessão: Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/12/2003
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. VENDA A EMPRESA COMERCIAL EXPORTADORA. FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO PARA O EXTERIOR.
Para fazer jus ao crédito presumido de IPI, como ressarcimento das contribuições PIS e COFINS instituídas pela Lei Complementar nº 7 de 1970 e 8 de 1970, no caso de venda a empresa comercial exportadora,deve ser comprovado que a operação ocorreu com o fim específico de exportação para o exterior, nos termos do parágrafo único da Lei nº 9.363, de 1996.
Recurso Improvido.
Numero da decisão: 3301-000.049
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos no sentido de rejeitar a realização de diligência, vencido o relator, para no mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral pela contribuinte o Dr. Roberto Quiroga Mosqueira, OAB/SP nº 83.755 e pela Fazenda Nacional o Dr. Marco Aurélio Zorteia Marques.
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Presidente.
ANTÔNIO LISBOA CARDOSO - Relator.
EDITADO EM: 28/02/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Maurício Taveira e Silva, Rodrigo Pereira de Mello, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: Antônio Lisboa Cardoso
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VENDA A EMPRESA COMERCIAL EXPORTADORA. FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO PARA O EXTERIOR. Para fazer jus ao crédito presumido de IPI, como ressarcimento das contribuições PIS e COFINS instituídas pela Lei Complementar nº 7 de 1970 e 8 de 1970, no caso de venda a empresa comercial exportadora,deve ser comprovado que a operação ocorreu com o fim específico de exportação para o exterior, nos termos do parágrafo único da Lei nº 9.363, de 1996. Recurso Improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos no sentido de rejeitar a realização de diligência, vencido o relator, para no mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral pela contribuinte o Dr. Roberto Quiroga Mosqueira, OAB/SP nº 83.755 e pela Fazenda Nacional o Dr. Marco Aurélio Zorteia Marques. RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Presidente. ANTÔNIO LISBOA CARDOSO Relator. EDITADO EM: 28/02/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 90 93 58 /2 00 6- 99 Fl. 379DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Maurício Taveira e Silva, Rodrigo Pereira de Mello, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Cuidase de recurso em face do acórdão nº Acórdão 1425.020 2 Turma da DR.FRPO, prolatado na sessão de 1º de julho de 2009, que indeferiu as compensações das DCOMP eletrônicas nº 18058.17231.151003.1.7.016197, nº 06915.06189.101103.1.3.012273 e nº 15180.77849.130104.1.3.010617, destinadas à compensação de valores decorrentes de crédito presumido de IPI, do 3º e 4º trimestres de 2003, com débitos de COFINS do período de apuração de 01/09/2003 a 31/12/2003, conforme sintetizado através da seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 31/12/2003 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. VENDAS PARA EXPORTAÇÃO. REQUISITOS. Não demonstrado pela contribuinte haver remetido as mercadorias,diretamente para embarque de exportação, ou efetuado o depósito em entreposto, sob regime aduaneiro de exportação, há que se desconsiderar o crédito presumido correspondente. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO Inexistente o crédito que lastreia a compensação, deixase de homologar a compensação declarada. Solicitação Indeferida.” Consta da decisão recorrida tratarse de crédito presumido de IPI, instituído pela Lei n° 9.363/96, para ressarcimento do PIS e da COFINS incidentes sobre os insumos aplicados em produtos exportados, conforme a própria manifestante relata às fls. Todavia, o direito ao crédito presumido de IPI está inteiramente condicionado à realização das exportações dos produtos, e no caso, não existe o direito sem que tenham ocorrido as exportações. De acordo com o Anexo n° 06 do Termo de Verificação Fiscal e de Ciência de Sujeição Passiva Solidária n° 592/2006 (fls. 28/29) a empresa CANORP apenas intermediou transações de exportação entre empresas vinculadas, por exemplo, comprou soja da Bunge do Brasil e exportou para a Bunge nas Ilhas Cayman. Conseqüentemente, não poderia ter realizado qualquer operação de exportação para a Companhia Brasileira de Distribuição. Para adquirir o direito ao crédito, a contribuinte deve demonstrar, conto preceitua o parágrafo único do art. 1º da Lei n° 9.363/96, que a venda à empresa comercial exportadora teve o fim específico de exportação. Assim preconiza o DecretoLei n° 1.248/72, ao conceituar a expressão "fim específico de exportação": Fl. 380DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 10880.909358/200699 Acórdão n.º 3301000.049 S3C3T1 Fl. 380 3 ”Art. I° As operações decorrentes de compra de mercadorias no mercado interno, quando realizadas por empresa comercial exportadora, para o fim específico de exportação, terão o tratamento tributário previsto neste DecretoLei. Parágrafo único. Consideramse destinadas ao fim especifico de exportação as mercadorias que forem diretamente remetidas do estabelecimento do produtor vendedor para: a) embarque de exportação por conta e ordem da empresa comercial exportadora; b) depósito em entreposto, , por conta e ordem da empresa comercial exportadora, sob regime aduaneiro extraordinário de exportação, nas condições estabelecidas em regulamento.” Cientificada em 14/09/2010 (AR – fl. 173), a recorrente alega no recurso voluntário de fls. 174/198, protocolado em 09/10/2009, sustentando inicialmente, que a decisão ora recorrida, assim como a anteriormente proferida pela DIORT, carecem de motivação adequada. Com efeito, conforme mencionado anteriormente, para justificar a afirmação, no sentido de que as exportações que geraram créditos de IPI eram "fictícias", bem como a conseqüente não homologação das compensações. Analisadas, a DIORT, limitouse a citar notícias extraídas da internet e relatos constantes de processo administrativo formalizado em face da CANORP. De fato, para evitar o cometimento de abusos por parte do Poder Público, o Legislador Constituinte expressamente estabeleceu a motivação como um requisito de validade de qualquer decisão administrativa, no artigo 93, inciso X, verbis: "Artigo 93. (...) (...) X as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta dos seus membros". (g.n.) Sustenta que a discussão acerca da legalidade e da efetiva existência da operação, que deu origem ao crédito de IPI utilizado nas presentes compensações, está sendo realizada nos autos do processo administrativo n o 19515.000982/200661, que ainda está pendente de decisão final e com a exigibilidade suspensa (doc. 04). Entretanto, de forma meramente supletiva, caso esse E. Conselho entenda não ser o caso de reunião dos processos, requer seja deferido o sobrestamento do presente processo até o julgamento final daquele indicado neste tópico. Isso é possível, pois, nos termos do artigo 265, IV, do Código de Processo Civil. Em relação ao mérito, defende a regularidade/legalidade das operações praticadas pela recorrente e a efetiva existência dos créditos de IPI Fl. 381DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 4 Inicialmente, no que tange a esse ponto, entendeu a DRJ, de forma equivocada, pela inexistência do direito ao crédito, conforme se observa dos trechos abaixo transcritos: "(...) a empresa CANORP apenas intermediou transações de exportação entre empresas vinculadas, por exemplo, comprou soja da Bunge do Brasil e exportou para a Bunge das Ilhas Cayman. Consequentemente, não poderia ter realizado qualquer operação de exportação para a Companhia Brasileira de Distribuição." (fls. 171) "Outro aspecto essencial é que não basta a comprovação da exportação. Mesmo que ficasse provada a venda para a CANORP, para que essa empresa realizasse a exportação, ainda assim não estaria garantido o direito ao crédito de IPI. Isto porque, para adquirir o direito ao crédito, a • contribuinte deve demonstrar, como preceitua o parágrafo único do art. 10 da Lei no 9.393/96, que a venda à empresa comercial exportadora teve o fim específico de exportação." (fls. 171) "É fato que não há provas nos autos deste processo da ocorrência da exportação, bem assim o contribuinte não comprovou o necessário atendimento ao precitado DecretoLei, demonstrando haver remetido diretamente para embarque de exportação ou efetuado o depósito em entreposto, sob regime aduaneiro de exportação." (fls 172) Desta forma, conforme demonstrado pelo gráfico anterior, havia a execução das seguintes etapas: a) Compra da soja em grãos de uma empresa atacadista desse produto, no caso a Centúria S.A Industrial, Comercial e Agrícola ("Centúria"); b) Como a operação tinha por intenção a exportação de farelo e óleo de soja, a compra se traduziu na operação simbólica de recebimento da soja, ao passo que a mercadoria efetiva foi diretamente entregue a uma sociedade industrial, a Rubi, por conta e ordem da Recorrente. c) De sua parte, a Recorrente encomendou à Rubi a industrialização da soja entregue ou já existente em seus armazéns (sempre adquiridos da Centúria, conforme discriminado no documento fiscal que recebia). d) Com isso foram obtidos os produtos a serem exportados, os quais foram vendidos com a finalidade específica de exportação, novamente remetidos de forma simbólica pela Recorrente à Cooperativa Agropecuária Norte Pioneira ("CANORP"). e) A Rubi se encarregava de enviar os derivados da soja diretamente para a CANORP que, em nome próprio, estava encarregada de efetuar a exportação. Ainda, cumpre informar que estas operações de compra, industrialização e exportação de soja foram realizadas rotineiramente pela Recorrente há mais de 20 anos. Em outras palavras, a Recorrente não praticou operações distintas daquelas que habitualmente realiza, os memorandos comprovam sim a realização da exportação. Inclusive, eles são os documentos adequados para comprovar essa operação. Todas as provas a que se refere a Recorrente fazem parte do processo administrativo n0 19515.000982/200661. Fl. 382DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 10880.909358/200699 Acórdão n.º 3301000.049 S3C3T1 Fl. 381 5 Alega que agiu com boafé, diante da aparente idoneidade das empresas envolvidas e dos documentos de exportação (memorandos) e notas fiscais de exportação apresentados, eventual irregularidade por parte de alguma delas não pode prejudicar a Recorrente, sendo inequívoco que a decisão ora combatida merece ser reformada, de modo que sejam reconhecidos os créditos de IPI compensados nos , presentes autos e homologadas, por conseqüência, as compensações realizadas. Requer, por fim o provimento do recurso, ou alternativamente, seja determinado o sobrestamento do presente processo até que haja decisão definitiva no processo administrativo no 19515.000982/200661. É o relatório. Voto Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso O recurso é tempestivo e revestido dos demais pressuposto de admissibilidades. Inicialmente propus que o julgamento fosse convertido em diligência, a fim de que se aguardasse a conclusão do processo nº 19515.000982/200661, por entender que, mesmo não se referindo aos créditos alegados, poderia ser que com a conclusão do referido processo fosse julgado, poderiam ser comprovadas as exportações alegadas pela Recorrente. Entretanto, como este colegiado rejeitou a proposta de realização da diligência, por entender que mesmo sendo comprovadas as exportações pela Cooperativa Agropecuária Norte Pioneira – CANORP, tal comprovação não beneficiaria a Recorrente, uma vez que a referida cooperativa não é Comercial Exportadora, nos termos do art. 1º, parágrafo único, alínea “a” do DecretoLei nº 1.248/72: ”Art. 1° As operações decorrentes de compra de mercadorias no mercado interno, quando realizadas por empresa comercial exportadora, para o fim específico de exportação, terão o tratamento tributário previsto neste DecretoLei. Parágrafo único. Consideramse destinadas ao fim especifico de exportação as mercadorias que forem diretamente remetidas do estabelecimento do produtor vendedor para: a) embarque de exportação por conta e ordem da empresa comercial exportadora; b) depósito em entreposto, , por conta e ordem da empresa comercial exportadora, sob regime aduaneiro extraordinário de exportação, nas condições estabelecidas em regulamento.” Em relação ao mérito, entretanto, melhor sorte não assiste à Recorrente, porquanto uma vez não comprovadas as operações de exportação através de comercial exportadora, não faz jus ao crédito presumido de IPI, instituído pela Lei n° 9.363/96, para Fl. 383DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 6 ressarcimento do PIS e da COFINS incidentes sobre os insumos aplicados em produtos exportados. O direito ao crédito presumido de IPI está inteiramente condicionado à realização das exportações dos produtos, e no caso, não existe o direito sem que tenham ocorrido as exportações. De acordo com o Anexo n° 06 do Termo de Verificação Fiscal e de Ciência de Sujeição Passiva Solidária n° 592/2006 (fls. 28/29) a empresa CANORP apenas intermediou transações de exportação entre empresas vinculadas, por exemplo, comprou soja da Bunge do Brasil e exportou para a Bunge nas Ilhas Cayman, logo, não poderia ter realizado qualquer operação de exportação para a Companhia Brasileira de Distribuição. Ademais, para adquirir o direito ao crédito, a contribuinte deve demonstrar, nos termos do parágrafo único do art. 1º da Lei n° 9.363/96, que a venda à empresa comercial exportadora teve o fim específico de exportação, o que no caso, não restou comprovado. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Antônio Lisboa Cardoso Relator Fl. 384DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO
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