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Numero do processo: 11128.005266/2010-17
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Oct 23 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2010
NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. OMISSÃO. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
Há de ser decretada a nulidade de decisão recorrida por preterição do direito de defesa do contribuinte em virtude da ausência de motivação conforme determina o art. 59 do Decreto nº 70.235/1972.
Numero da decisão: 3001-001.512
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar parcialmente as preliminares suscitadas para fins de decretar a nulidade do acórdão recorrido e, por conseguinte, determinar o retorno dos autos à DRJ para que seja proferida nova decisão em que sejam analisados os argumentos constantes da impugnação apresentada.
(documento assinado digitalmente)
Marcos Roberto da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva, Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi.
Nome do relator: MARCOS ROBERTO DA SILVA
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2010 NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. OMISSÃO. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Há de ser decretada a nulidade de decisão recorrida por preterição do direito de defesa do contribuinte em virtude da ausência de motivação conforme determina o art. 59 do Decreto nº 70.235/1972.
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OMISSÃO. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Há de ser decretada a nulidade de decisão recorrida por preterição do direito de defesa do contribuinte em virtude da ausência de motivação conforme determina o art. 59 do Decreto nº 70.235/1972. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar parcialmente as preliminares suscitadas para fins de decretar a nulidade do acórdão recorrido e, por conseguinte, determinar o retorno dos autos à DRJ para que seja proferida nova decisão em que sejam analisados os argumentos constantes da impugnação apresentada. (documento assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva, Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi. Relatório Por economia processual reproduzo o relatório da decisão de piso: Versa o processo sobre a controvérsia instaurada em razão da lavratura pelo fisco de auto de infração para exigência de penalidade prevista no artigo 107, inciso IV, alínea “e” do Decreto-lei nº 37/1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833/2003. Os fundamentos para esse tipo de autuação nesse conjunto de processos administrativos fiscais são os seguintes: As empresas responsáveis pela desconsolidação da carga lançaram a destempo o conhecimento/manifesto eletrônico, pois segundo a IN SRF nº 800/2007 (artigo 22), o AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 52 66 /2 01 0- 17 Fl. 158DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3001-001.512 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.005266/2010-17 prazo mínimo para a prestação de informação acerca da conclusão da desconsolidação é de 48 horas antes da chegada da embarcação no porto de destino. Caso não se concluindo nesse prazo é aplicável a multa. Devidamente cientificada, a interessada traz como alegações, além das preliminares de praxe, como ocorrência de denúncia espontânea, ausência de tipicidade, ilegitimidade passiva, ausência de motivação. Também, em outros do mesmo tipo, os quais tenho julgado em bloco, eis que possuem a mesma natureza da penalidade imposta no auto de infração, são levantadas pelos sujeitos passivos questões que destacam infringência a princípios constitucionais e até em alguns casos ocorre a solicitação de relevação da penalidade. Ou seja, são suscitados questionamentos que tragam ao auto de infração a ineficiência do instrumento de lançamento e a desconstrução do verdadeiro cerne da autuação que foi o descumprimento dos prazos estabelecidos em legislação norteadora acerca do controle das importações. O contribuinte argumentou, em sua impugnação, em síntese, que não deixou de prestar a informação dentro do prazo, mas apenas efetuou a retificação (necessidade de incluir containers HIGH CUBE REEFERS vazios para descarga no Porto de Santos). Alegou ainda a ausência da tipicidade tendo em vista que não deixou de prestar as informação dentro do prazo, que não é empresa de transporte internacional e tampouco um agente de carga. Também afirma não ser parte legítima para figurar no polo passivo por ser mero agente marítimo e, por isso, não pode responder pelas obrigações tributárias de seu representado. Por fim, alega a ocorrência da denúncia espontânea em virtude de as informações retificadas terem sido inseridas no SISCOMEX antes da lavratura do auto de infração, invoca a boa-fé na retificação dos dados e inobservância dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Ao analisar o caso, a DRJ entendeu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a impugnação mantendo o crédito tributário. Os fundamentos do seu voto condutor foram os seguintes: deixar de acolher preliminares aduzidas pelo contribuinte; sequer se pode imaginar a ocorrência de denúncia espontânea; qualquer alegação de ausência de tipicidade e motivação também devem cair por terra, ou mesmo sobre ilegitimidade passiva ou mesmo de requerimento de relevação de penalidade, pois em nenhum dos casos há coaduação com o que se verifica dos autos. Em seguida, discorreu sobre a necessidade de se respeitar os prazos estabelecidos no artigo 22 da IN SRF 800/2007 para possibilitar o controle aduaneiro. Prosseguiu afirmando que os registros devem representar fielmente as mercadorias para se possibilitar que a aduana defina no tratamento a ser dado em cada caso, racionalizando os procedimentos e agilizando o despacho. Concluiu que o julgador administrativo está adstrito ao Decreto-lei n o 37/66, que prevê as penalidades administrativas. Inconformada com a decisão da DRJ, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário contra a decisão de primeira instância trazendo, em síntese, os mesmos argumentos apresentados em sede de impugnação. Entretanto, em sede de preliminares, alega ainda a nulidade do acórdão recorrido em virtude da utilização de fundamentação genérica em sua decisão, requerendo, por isso, a sua reforma. Dando-se prosseguimento ao feito o presente processo foi objeto de sorteio e distribuição à minha relatoria. Fl. 159DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3001-001.512 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.005266/2010-17 É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Roberto da Silva, Relator. Da competência para julgamento do feito O presente colegiado é competente para apreciar o presente feito, em conformidade com o prescrito no artigo 23B do Anexo II da Portaria MF nº 343, de 2015, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, com redação da Portaria MF nº 329, de 2017. Conhecimento O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Preliminar A Recorrente alega, em sede de preliminar, nulidade da decisão proferida pela 4ª Turma de Julgamento da DRJ do Rio de Janeiro tendo em vista que afastou, sem qualquer fundamentação, todos os argumentos da recorrente. Afirma ainda que a decisão combatida se limitou a reproduzir entendimento aplicável a qualquer caso sem adentrar nas peculiaridades fáticas e de direito do presente caso. Juntamente com os argumentos preliminares de nulidade, a Recorrente afirma ser inaplicável a multa tendo em vista a mera retificação da informação no SISCARGA, conforme demonstrado nas alegações de mérito, e por isso vindica a aplicação do §3º do art. 59 do Decreto n o 70.235/72 de modo que decida a seu favor pelo cancelamento do auto de infração sem que o processo retorne à primeira instância para novo julgamento. A Recorrente reforça que a decisão recorrida também não adentrou na discussão relacionada a ilegitimidade passiva, apresentando tão somente argumentos genéricos e sem fundamentos para o seu afastamento. Vejamos, então, o que o acórdão recorrido apresenta em seu conteúdo como argumentos para indeferimento da impugnação. Primeiramente percebe-se através de excertos extraídos do seu relatório que algumas expressões de fato sugerem ser uma decisão genérica conforme seguintes trechos: Os fundamentos para esse tipo de autuação nesse conjunto de processos administrativos fiscais são os seguintes: Fl. 160DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3001-001.512 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.005266/2010-17 As empresas responsáveis pela carga lançaram a destempo o conhecimento/manifesto eletrônico, pois segundo a IN SRF nº 800/2007 (artigo 22), o prazo mínimo para a prestação de informação acerca da conclusão da desconsolidação é de 48 horas antes da chegada da embarcação no porto de destino. Caso não se concluindo nesse prazo é aplicável a multa. Devidamente cientificada, a interessada traz como alegações neste tipo de processo questões preliminares, como ocorrência de denúncia espontânea, ausência de tipicidade, ilegitimidade passiva, ausência de motivação. Também, em outros do mesmo tipo, os quais tenho julgado em bloco, eis que possuem a mesma natureza da penalidade imposta no auto de infração, são levantadas pelos sujeitos passivos questões que destacam infringência a princípios constitucionais e até em alguns casos ocorre a solicitação de relevação da penalidade. Já no voto condutor da decisão, percebe-se mais uma vez que de fato não houve uma análise dos argumentos apresentados pela impugnação e reproduzidos no relatório deste Acórdão de Recurso Voluntário, quais sejam: que não deixou de prestar a informação dentro do prazo, mas apenas efetuou a retificação; ausência da tipicidade, tendo em vista que não deixou de prestar a informação dentro do prazo; que não é empresa de transporte internacional e tampouco um agente de carga; que não é parte legítima para figurar no polo passivo por ser mero agente marítimo; a ocorrência da denúncia espontânea em virtude de as informações retificadas terem sido inseridas no SISCOMEX antes da lavratura do auto de infração. Com isso novamente se percebe a utilização de argumentos genéricos nos quais, por vezes, até possuem alguma relação com a impugnação, mas sem rebatê-la, mesmo que indiretamente. Vejamos trechos relevantes da decisão que levaram ao indeferimento da impugnação: Deixo de acolher as preliminares trazidas pela interessada, eis que buscam sustentar, através da desconstrução do instrumento de lançamento, a improcedência da aplicação da penalidade, quando o verdadeiro cerne da autuação encontra guarida na necessidade do controle das importações e dos prazos que devem ser cumpridos, antes ainda do respectivo Registro da DI. Nesse sentido, sequer se pode imaginar a ocorrência de denúncia espontânea, que justamente é regulada no artigo 138 do CTN e tem seu escopo na infração que enseja o pagamento de tributo, não se aplicando esse instituto ao caso concreto. De outra feita, qualquer alegação acerca de ausência de tipicidade e motivação também devem cair por terra, ou mesmo sobre ilegitimidade passiva ou mesmo de requerimento de relevação de penalidade, pois em nenhum dos casos há coaduação com o que se verifica dos autos, eis que o controle das importações deve ser feito pela autoridade aduaneira e seus prazos precisam ser cumpridos, até porque as multas nesses casos são aplicadas exatamente pelo fato de não possuir condições de realizar o efetivo controle se os prazos deixarem de ser cumpridos, no que toca, em especial, aos lançamentos extemporâneos dos conhecimentos eletrônicos, seja house, seja mercante ou do próprio manifesto em si. Senão vejamos. (...) Apenas para efeito de esclarecimento, informa-se que o fornecimento das informações exigidas, no âmbito do transporte internacional de cargas, objetiva proporcionar à Aduana subsídios para a análise de risco dessas operações, a ser realizada previamente ao embarque ou desembarque das mercadorias no País, de forma a racionalizar Fl. 161DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3001-001.512 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.005266/2010-17 procedimentos e agilizar o despacho aduaneiro. Daí a necessidade de os dados exigidos serem prestados correta e tempestivamente. Observa-se que, o foco principal dessa obrigação é o controle aduaneiro, mas ela também interessa à administração tributária. Com base nas informações exigidas muitas vezes são constatadas infrações como o subfaturamento de preços; o erro no enquadramento tarifário, objetivando obter tratamento mais favorável; a ausência de recolhimento de direitos antidumping ou compensatório. Ademais, não se pode negar que um dos objetivos da Aduana é justamente proteger a economia nacional contra a concorrência desleal de produtos estrangeiros. Observe que a decisão recorrida dá ênfase na importância da prestação de informações e dos controles de prazos nos procedimentos anteriores a declaração de importação para fins de controle aduaneiro, sem adentrar especificamente no mérito das questões alegadas na impugnação. Constata-se de fato a caracterização do vício instransponível de motivação específica nos termos constantes do voto condutor da decisão recorrida, conforme alegado pela Recorrente. Resta-se, portanto, configurada a nulidade da citada decisão em virtude da preterição do direito de defesa segundo o entendimento deste relator, conforme dispõe o art. 59 do Decreto n o 70.235, reproduzido a seguir: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993). Sendo superados os argumentos de nulidade da decisão recorrida, a Recorrente afirma ainda que restou caracterizado o cerceamento ao seu direito de defesa quando da edição do auto de infração por ausência da descrição sumária da infração e por erro no enquadramento legal da infração. Neste ponto não assiste razão à Recorrente. O auto de infração constante do presente processo preenche os requisitos estabelecidos pelo art. 10 do Decreto-lei n o 70.235/72, quais sejam, a qualificação do autuado; o local, a data e a hora da lavratura; a descrição do fato; a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias; a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Destaque-se que na descrição dos fatos e enquadramentos legais a autoridade fiscal informa que houve o descumprimento dos prazos estabelecidos para prestar informações referentes aos manifestos e escalas conforme determinado pelo art. 22, II da IN RFB n o 800/2007. Fl. 162DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3001-001.512 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.005266/2010-17 Em sintonia com as determinações legais e regulamentares, foram informados na autuação os números dos manifestos, os navios e as escalas no corpo do auto de infração e nos documentos anexos (pedido de desbloqueio e/ou extrato do manifesto), contrariando as alegações apresentadas pela Recorrente. Por derradeiro, ressalto a inocorrência do cerceamento de defesa tendo em vista que a própria Recorrente questiona a autuação justificando o motivo pelo qual houve a vinculação/alteração do manifesto fora dos prazos estabelecidos na IN RFB n o 800/07. Em face da decretação da nulidade do acórdão recorrido restaram prejudicadas as análises dos demais argumentos suscitados no Recurso Voluntário, não se aplicando o disposto no §3º do art. 59 do Decreto n o 70.235/72. Diante do exposto, voto por acatar parcialmente as preliminares suscitadas para fins de decretar a nulidade do acórdão recorrido e, por conseguinte, determinar o retorno dos autos à DRJ para que seja proferida nova decisão em que sejam analisados os argumentos constantes da impugnação apresentada. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Fl. 163DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13016.000953/2007-25
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005
CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP.
As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.857
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP. As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados. Recurso Voluntário Negado
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As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 13016.000953/200725 Acórdão n.º 280300.857 S2TE03 Fl. 171 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 13016.000953/200725 Acórdão n.º 280300.857 S2TE03 Fl. 172 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal lavrada, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos a segurados apurados em GFIP e folhas de pagamento. A DecisãoNotificação – fls 114 e ss, conclui pela procedência parcial da impugnação apresentada, retificando a Notificação lavrada. Em razão da decadência reconhecida, restaram duas competências – 10 e 12/2005. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • De fato, foi verificada a divergência de informações e, por esta razão, a Requerente realizou a retificação da GFIP das competências outubro e dezembro de 2005 (documento anexo). As retificações apontam para a existência de diferenças a serem recolhidas em valores diversos aos apontados na NFLD, que foram corretamente recolhidos, com os acréscimos legais (documento em anexo). • Considerando a correção dos dados informados, dentro do prazo de impugnação e recolhimento da diferença apurada com os acréscimos legais, resta claro que também incidiu em erro o Senhor Fiscal, porque lançou débito exclusivamente com base na GFIP — cujo preenchimento no momento da ação fiscal, continha erro de informações — induzindoo ao lançamento indevido de débitos. A prova documental acostada indica que a retificação promovida está dentro da mais absoluta exatidão de informações. • Pugna pelo provimento do recurso, para declarar a inexigibilidade dos valores lançados, acolhendo os efeitos da retificação da GRP já promovida, dos valores já recolhidos, tomando sem efeito os valores lançados. É o relatório. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 13016.000953/200725 Acórdão n.º 280300.857 S2TE03 Fl. 173 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DOS FATOS GERADORES DECLARADOS EM GFIP O presente débito fundamentouse nos dados declarados na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social – GFIP, documento elaborado pelo próprio recorrente, onde informa todos os fatos geradores de contribuições sociais, sendo instrumento bastante para a lavratura da respectiva notificação uma vez que contém todos os elementos necessários ao lançamento. O decreto n° 3.048/99, em seu art. 225 §1°, determina ainda que a GFIP se constitui em termo de confissão de dívida caso os valores declarados no referido documento não tiverem sido recolhidos, transcrevemos: Art. 225. (...) §1°. As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos beneficios previdenciários, bem como constituir seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento. A retificação da GFIP, após o início da ação fiscal, não tem o condão de afastar o lançamento efetuado, como pretende a recorrente, por falta de expressa previsão legal nesse sentido. Fica assim demonstrado que o contribuinte não trouxe nenhum elemento que desconstituísse o que declarado em GFIP e devidamente lançado. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 13016.000953/200725 Acórdão n.º 280300.857 S2TE03 Fl. 174 5 assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Numero do processo: 10840.004062/2002-22
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.179
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NANCI GAMA
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Numero do processo: 15504.001038/2008-61
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 9202-000.243
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à DIPRO/COJUL, para que seja desentranhado o Acórdão nº 2301-01.540, de 10/06/2010 (e-fls. 414 a 432) e anexado o Acórdão nº 2301-001.537, da mesma data, conforme ata de julgamento constante do sítio do CARF. Após, o processo deverá seguir o seu curso normal, com a ciência do acórdão às partes e os desdobramentos cabíveis.
(documento assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício
(documento assinado digitalmente)
Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à DIPRO/COJUL, para que seja desentranhado o Acórdão nº 2301-01.540, de 10/06/2010 (e-fls. 414 a 432) e anexado o Acórdão nº 2301-001.537, da mesma data, conforme ata de julgamento constante do sítio do CARF. Após, o processo deverá seguir o seu curso normal, com a ciência do acórdão às partes e os desdobramentos cabíveis. (documento assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em Exercício (documento assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Relatório Trata-se de Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra o Acórdão n.º 2301-01.540, proferido pela 1ªTurma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, em 10 de junho de 2010, no qual restou consignado o seguinte trecho da ementa, fls. 440: O STF, através da Súmula Vinculante n.º 8, declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei 8.212/910. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o art. 150, § 4º; caso contrário, aplica-se o disposto no art. 173, I. Considera-se pagamento, para tal fim, valores recolhidos em relação a quaisquer das rubricas que compõem a base de cálculo do tributo, conforme jurisprudência da Segunda Turmas da CSRF, precedente no acórdão n.º 9202-00.495. No que se refere ao Recurso Especial, fls. 435 e seguintes, houve sua admissão, por meio do Despacho de fls. 443 e seguintes, para rediscutir o prazo decadencial aplicado. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 04 .0 01 03 8/ 20 08 -6 1 Fl. 513DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 9202-000.243 - CSRF/2ª Turma Processo nº 15504.001038/2008-61 Em seu recurso, aduz a Procuradoria, em síntese, que: a) para o exame da ocorrência de pagamento antecipado parcial, para os fins ora colimados, afigura-se óbvia necessidade de verificar-se se o contribuinte pagou parte do débito tributário objeto de cobrança, e não daqueles afetos a outros fatos; b) os discriminativos apresentados pela fiscalização demonstram que a antecipação do recolhimento dos tributos não ocorreu nas competências BLS, ET2, GF2, GF3, competência 05/02 do lançamento AD2, competência 04/02 do lev. AJ2, competências 02/12 e 10/02, do lev. GT1, nas filiais 0004-00 e 0005-90, respectivamente, motivo pelo qual torna-se necessária a aplicação do prazo decadencial previsto no art. 173, I, do CTN e não do art. 150, § 4º, do CTN. Intimada, a Contribuinte apresentou Contrarrazões, como se observa das fls. 464 e seguintes: a) a base de cálculo das contribuições previdenciárias é composta de várias rubricas de natureza salarial, assim, a Segunda Turma da CSRF entendeu corretamente que se considera pagamento, para tal fim, valores recolhidos em relação a quaisquer das rubricas que compõem a base de cálculo do tributo, considerando, assim, que a FEOP realizou o pagamento parcial das contribuições previdenciárias; b) deve ser mantida a decisão recorrida, mantendo-se a aplicação do art. 150, § 4º, do CTN, e a exclusão do lançamento dos valores correspondentes ao período de 01/1997 a 11/2002 por decadência. É o relatório. Voto Conselheira Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora Com a análise dos autos, observa-se que o acórdão recorrido, que serviu de base para a análise da admissibilidade do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, não foi o originado na sessão de julgamento relativa ao julgamento do Recurso Voluntário, ocorrida em 10/06/2010, pois houve equívoco na juntada do acórdão aos autos. O Acórdão n.º 2301-01.537 é o correto, que se refere ao presente processo, e está disponível no site do CARF, no qual, por unanimidade de votos, foram rejeitadas as preliminares e, no mérito, foi negado provimento ao recurso voluntário. Diante do referido lapso, o Colegiado entendeu pela conversão do julgamento em diligência à DIPRO/COJUL, para que seja desentranhado o Acórdão nº 2301-01.540, de 10/06/2010 (e-fls. 414 a 432) e anexado o Acórdão nº 2301-001.537, da mesma data, conforme ata de julgamento constante do sítio do CARF. Após, o processo deverá seguir o seu curso normal, com a ciência do acórdão às partes e os desdobramentos cabíveis. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Fl. 514DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13827.000385/2001-22
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jul 07 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Jul 07 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.442
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-10T13:24:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-10T13:24:52Z; Last-Modified: 2013-10-10T13:24:52Z; dcterms:modified: 2013-10-10T13:24:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:23720a84-db70-48e7-9356-8be9e9b76f79; Last-Save-Date: 2013-10-10T13:24:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-10T13:24:52Z; meta:save-date: 2013-10-10T13:24:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-10T13:24:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-10T13:24:52Z; created: 2013-10-10T13:24:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-10-10T13:24:52Z; pdf:charsPerPage: 833; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-10T13:24:52Z | Conteúdo => Processo n° Recurso no Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 13827.000385/2001-22 135.763 Solicitação de Diligência 303-01.442 07 de julho de 2008 SUPERCOURO ACABAMENTOS LTDA. DRJ-RIBEIRÃO "AO PRETO/SP CC03/013 Fls. 115 RESOLUÇÃO W. 303-01.442 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. ANELISE/ AUDT PRIETO President" LUISMARCELO GUERRA DE CASTRO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque, Heroldes Bahr Neto, Celso Lopes Pereira Neto e Tardsio Campelo Borges. Processo n.° 13827.000385/2001-22 Resolução n.° 303-01.442 CC03/CO3 Fls, 116 RELATÓRIO Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou a decisão recorrida, que passo a transcrever: "A interessada foi excluida do Simples (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte), em razão de apresentar pendências junto ao INSS. Ingressou com pedido de Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão à opção pelo Simples, que foi indeferido, em razão da falta de apresentação da Certidão Negativa ou Positiva com efeitos de Negativa do INSS. Manifestou inconformisino com o ato do Sr. Delegado da DRF/Bauru, alegando que teria impetrado Mandado de Segurança contra o Instituto Nacional de Seguridade Social, tendo em vista a negativa daquele Instituto em deferir o seu pedido de parcelamento em 240 meses. Afirmou que não poderia ter sido excluída do Simples, porque estaria aguardando a prestação jurisdicional. O processo foi encaminhado para diligência a fim de serem anexados os documentos relativos ao andamento da ação judicial. Retomou com a informação dell. 25, na qual consta que a impetrante não obteve a liminar pleiteada, bem como a ação foi julgada improcedente em 1" Instância, o que acarretou a interposição de Recurso de Apelação, que se encontra atualmente no Tribunal Regional Federal da 3" Regido (SP), para julgamento. Ponderando os fundamentos expostos na manifestação de inconformidade, decidiu o &O.° julgador de la instancia por, nos termos do voto do relator, indeferir o pedido de revisão da exclusão. Mantendo sua irresignação, comparece a recorrente aos autos para, em sede de Recurso Voluntário, sinteticamente, reiterar suas razões de inconformidade e juntar aos autos documentos que comprovariam a adesão a programa de parcelamento deferido nos termos da Lei n° 10.684/2003 (cópia do Termo de Adesão firmado em outubro de 2003 à fl. 70). Percebendo que não foi juntada aos autos copia do Ato Declaratório objeto do presente processo, decidiu esta Terceira Camara, nos tennos da Resolução n° 303-01.334, de 3 de julho de 2007, converter o julgamento do presente recurso de diligência à repartição de origem, a fim de que esta: 1 - se manifeste a respeito da ausência do Ato Declaratório de Exclusão, informando a razão da ausência e • 2 - se possível, supra a sua falta. Processo n.° 13827.000385/2001-22 Resolução n.° 303-01.442 CC03/CD3 Fls. 117 Conforme se observa no voto condutor, tal medida tinha como objetivo averiguar o cumprimento das formalidades extrínsecas do ato de exclusão. Em cumprimento a tal determinação, a autoridade preparadora juntou aos autos telas do Sistema de Vedações e Exclusão do Simples (Sivex) de fls. 110 a 112. Na oportunidade, esclareceu, por meio do despacho de fl. 113, que , nos termos das orientações consignadas no sistema que gerencia o atendimento de contribuintes (Siscac), que a juntada de cópia do Ato Declaratório de Exclusão seria dever do contribuinte que pleiteia revisão de sua exclusão (SRS) e, na cópia, e na hipótese de não ser providenciada esta juntada, a mesma seria suprida por meio das correspondentes telas do sistema Sivex. Entendeu, portanto, que, pela juntada das respectivas telas, estaria suprida a omissão consignada pelo então relator deste processo, o i. Conselheiro Marciel Eder Costa. Em razão do encerramento do mandato do relator original, foram os autos redistribuidos a este conselheiro por meio de despacho de fl. 113 o Relatório a O 3 Processo n.° 13827.000385/2001-22 Resolução n.° 303-01.442 CC03/CO3 Fls, 118 VOTO Conselheiro LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Relator Com o máximo respeito, discordo da r. autoridade preparadora. A meu ver, os documentos juntados serviriam, quando muito, para esclarecer a motivação da exclusão, matéria que, s.m.j. não recai controvérsia: a recorrente reconheceu tinha conhecimento de seus débitos para corn a Previdência Social. 0 objetivo do relator da já mencionada resolução, corno restou consignado, era avaliar o cumprimento das exigências do ato de exclusão, consignadas na legislação que disciplina o Processo Administrativo Fiscal (Decreto n° 70.235/72), avaliação que, por óbvio, não pode ser realizada com os documentos juntados. Note-se que não foi esclarecido o motivo da ausência de juntada do documento objeto de diligência. Nessa esteira, voto no sentido de converter novamente o presente processo em diligencia a fim de que: 1- seja esclarecido se a unidade da RFB de jurisdição dispõe ou não de cópia do Ato Declaratório de Exclusão em seus arquivos; 2- caso disponha, seja juntada ao presente processo cópia desse documento. Sala das Sessões, em 07 de julho de 2008. ELO GUERRA DE CASTRO - Relator 4 S
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Numero do processo: 13953.000172/2007-41
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Sep 16 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2003
DEDUÇÃO DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Os recibos de pagamento não tem valor absoluto para comprovação do efetivo pagamento de despesas médicas, podendo a Fiscalização exigir outros meios de prova.
CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE.
O ato de lançamento tributário é atividade administrativa plenamente vinculada à lei, não havendo espaço para discricionariedade nem dosimetria da pena ao aplicar a multa tributária. Estando a multa em conformidade com a lei, questionamentos relacionados à desproporcionalidade da multa só podem ser analisados pelo prisma de princípios constitucionais tributários, o que não é possível na esfera administrativa. O CARF é incompetente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da lei tributária (Súmula CARF nº 2).
TAXA SELIC. INCIDÊNCIA.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4)
Numero da decisão: 2001-003.515
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Fabiana Okchstein Kelbert, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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COMPROVAÇÃO. Os recibos de pagamento não tem valor absoluto para comprovação do efetivo pagamento de despesas médicas, podendo a Fiscalização exigir outros meios de prova. CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. O ato de lançamento tributário é atividade administrativa plenamente vinculada à lei, não havendo espaço para discricionariedade nem dosimetria da pena ao aplicar a multa tributária. Estando a multa em conformidade com a lei, questionamentos relacionados à desproporcionalidade da multa só podem ser analisados pelo prisma de princípios constitucionais tributários, o que não é possível na esfera administrativa. O CARF é incompetente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da lei tributária (Súmula CARF nº 2). TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Fabiana Okchstein Kelbert, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 95 3. 00 01 72 /2 00 7- 41 Fl. 140DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.515 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13953.000172/2007-41 Relatório Trata-se de lançamento suplementar de imposto de renda de pessoa física no valor de R$ 2493,05, lavrada em outubro de 2007, da qual exige-se do Recorrente o valor R$ 1869, 78, a título de IRPF, ano-calendário 2003, exercício 2004, acrescido de multa de ofício e demais consectários legais, efetuado através de notificação de lançamento. As notificações de lançamento correspondem a glosa no valor de R$ 2.121, 55, referente à dedução indevida a título de despesas com instrução e glosa no valor de R$ 17.712,80 proporcional à dedução a título de despesas médicas. O contribuinte foi intimado a apresentar comprovantes das despesas com instrução e médicas, e também a apresentar documentação hábil e idônea, comprobatória da efetiva utilização dos serviços profissionais, bem como do efetivo pagamento dos serviços. O contribuinte não logrou êxito em comprovar o solicitado, sendo assim apresentada a autuação. Devidamente notificado do lançamento, o Recorrente apresenta impugnação alegando, em síntese: a) a notificação de lançamento estava desacompanhada da cópia integral do procedimento de fiscalização, o que inviabiliza o pleno exercício do direito de defesa. Aponta a necessidade da juntada do procedimento administrativo que deu origem ao crédito, sendo o centro desta lide, razão pela qual se pede nulidade da notificação de lançamento ou entrega ao Impugnante das cópias do processo administrativo para assim ser reaberto o prazo para complementação da impugnação; b) o contribuinte alega que comprovou as despesas médicas e de instrução glosadas, conforme determina a legislação; c) solicita redução da multa à 2% caso as pretensões não sejam acatadas e aponta que a aplicação de 75% é uma medida excessiva de ação administrativa, de caráter arrecadatório ao invés de reparatório que visasse à preservação da ordem e da tranquilidade da sociedade; d) enxerga a taxa Selic como algo que fere o Estado de Direito e invoca o princípio da legalidade para sustentar o seu descontentamento, sugere que seja aplicado o juros de mora a 1% em substituição. O Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) documento de identificação (fls. 22); (ii) cópia da certidão de casamento (fls. 48); (iii) cópia da certidão de nascimento dos dois filhos (fls. 49 e 50); (iv) cópia dos recibos de instrução (fls. 51 a 55); (v) cópia dos recibos despesas médicas (fl. 56 a 66). Na ocasião do julgamento da Impugnação apresentada pelo ora Recorrente, a 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR), proferiu o acórdão nº 06-24.697 – 2ª Turma da DRJ/CTA, rejeitando a preliminar de nulidade suscitada e julgar a impugnação procedente em parte, exonerando em parte o crédito tributário, remanescendo lançamento suplementar imposto de renda da pessoa física no valor de R$ 1.687,56, com multa de ofício no valor de R$ 1.263,42, por entender, em síntese que houve dedução indevida em grande parte a título de despesas médicas, que para melhor compreensão do entendimento da DRJ, colaciona-se a tabela abaixo. Fl. 141DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.515 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13953.000172/2007-41 Profissional Médico Valor da Dedução Resultado DRJ André Pfeiffer da Silva R$4.900,00 Glosa Mantida Marcelo M. de Menezes R$5.000,00 Glosa Mantida Clínica Ortodôndica Social Especializada R$2.940,00 Dedução Restaurada Centro Odontológico Sta Rita R$5.040,00 Glosa Mantida Irresignado com o v. acórdão a quo, o Recorrente interpôs recurso voluntário para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, alegando, em síntese: o Recorrente comprovou efetivamente as despesas médicas e de instrução glosadas pelo Fisco. Não há dúvidas que a legislação de regência estabelece que na declaração de ajuste anual poderão ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda os pagamentos feitos no ano-calendário à médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, vem como despesas provenientes de exames laboratoriais e serviços radiológicos, restringindo-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativo ao seu tratamento e ao de seus dependentes; no caso controvertido verifica-se a existência de todos os dados necessários para se proceder à identificação das pessoas físicas que prestaram os serviços; o Recorrente relacionou as despesas médicas em sua declaração, bem como apresentou os recibos e os prestadores de serviços confirmaram a realização da incumbência, sendo cumpridos todos os itens exigidos pela legislação, nada mais podendo ser exigido do contribuinte; apresenta os mesmos argumentos sobre a SELIC já mencionados neste relatório; solicita o cancelamento a exigência do crédito tributário, uma vez que o contribuinte já comprovou o gasto. Caso seja negado provimento, requer a redução da multa e exclusão da aplicação da taxa SELIC. É a síntese do necessário, passo ao voto. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. Fl. 142DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-003.515 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13953.000172/2007-41 O recurso é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme descrito linhas acima, cinge-se a controvérsia sobre (i) a dedução indevida de despesas médicas com os profissionais André Pfeiffer da Silva (R$ 4.900,00); Marcelo M. de Menezes (R$ 5.000,00); Centro Odontológico Sta.Rita (R$ 5.040,00) da base de cálculo do IRPF; (ii) alegado caráter excessivo da multa de ofício; e (iii) alegada ilegitimidade da incidência da taxa SELIC. Assim, considerando que são múltiplos os argumentos recursais, para facilitar a compreensão dos fundamentos que conduzem o presente voto, passo a analisar, isoladamente, cada uma das alegações apresentadas pelo Recorrente. Despesas médicas Como é sabido, as deduções de despesas médicas estão condicionadas à comprovação, por meio de recibo com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC de quem os recebeu, é o que estabelece o art. 8º, §2º, III, da Lei nº 9.250/1995. Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: I - de todos os rendimentos percebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II - das deduções relativas: (...) § 2º O disposto na alínea a do inciso II: (...) III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Ademais disso, estabelece o art. 73, do RIR/99, que “todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.”, sendo certo que também merece destaque a norma do § 1º, do mesmo art. 73, que permite a glosa, sem audiência do contribuinte, de dedução exagerada. Veja-se. Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). Fl. 143DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5844.htm#art11%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5844.htm#art11%C2%A74 Fl. 5 do Acórdão n.º 2001-003.515 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13953.000172/2007-41 Portanto, cabe à Autoridade Fiscal, quando do procedimento de fiscalização, verificar se as informações e recibos apresentados pelo contribuinte são suficientes para comprovar a despesa médica, podendo, caso julgue necessário, exigir a comprovação do efetivo pagamento das despesas médicas. Neste sentido, este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ao julgar caso análogo, manifestou entendimento de que a apresentação de recibos e declaração do profissional não é suficiente para comprovação da despesa médica, sendo necessário que o contribuinte apresente outros elementos de comprovação quando solicitado pela Autoridade Fiscal. Veja-se. Numero do processo: 13706.000168/2009-66 Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção Seção: Segunda Seção de Julgamento Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 BRT 2019 Data da publicação: Thu Sep 19 00:00:00 BRT 2019 Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano- calendário: 2004 DESPESAS MÉDICAS . COMPROVAÇÃO. A dedução com despesas médicas somente é admitida se comprovada com documentação hábil e idônea. Os recibos não fazem prova absoluta da ocorrência do pagamento, devendo ser apresentados outros elementos de comprovação, quando solicitados pela autoridade fiscal. Numero da decisão: 2001-001.426 Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para manter as glosas das deduções feitas a título de despesas médicas referentes aos prestadores Isabel de Souza Leão, Clinica P. Medeiros e Oral Clinica Odontologia, totalizando R$ 7.890,00, e manter o crédito tributário lançado correspondente acrescido da multa de ofício de 75% e juros de mora, e para restabelecer a dedução de despesas médicas pagas ao plano Itauseg Saúde SA, no valor de R$ 8.414,64. (assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Honório Albuquerque de Brito, Fernanda Melo Leal e Marcelo Rocha Paura. Nome do relator: HONORIO ALBUQUERQUE DE BRITO No caso em tela, merece destaque o fato de que a autuação se baseou na falta da comprovação da efetividade dos pagamentos. Nesse sentido, veja-se a fundamentação utilizada pela Autoridade Fiscal para motivar o ato de lançamento: Assim, a comprovação do efetivo pagamento aos profissionais de saúde, quando solicitada pelo Agente Fiscal, é elemento essencial para comprovação da higidez das despesas Fl. 144DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2001-003.515 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13953.000172/2007-41 médicas, sem a qual a dedução não pode ser admitida. Os documentos trazidos aos autos não são hábeis para atestar gastos dedutíveis, posto que não os acompanha qualquer comprovação de que realmente houve o desembolso de recursos com as despesas de saúde alegadas. Proporcionalidade da multa aplicada Alega a Recorrente, que as multas aplicadas violam o princípio da razoabilidade e proporcionalidade, previstos no caput do art. 2º, da Lei nº 9.784/1999 transcrito abaixo. Art. 2 o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Ocorre que os atos praticados pela Administração Tributária são vinculados à lei, não havendo espaço para a discricionariedade na aplicação das normas jurídicas tributárias. É o que se verifica da redação do art. 3º e 142, parágrafo único, ambos do Código Tributário Nacional, veja-se: Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. (...) Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Portanto, diferentemente do que ocorre no direito penal, não cabe ao aplicador das normas jurídicas tributárias sancionadoras proceder à dosimetria da pena. Neste sentido, veja-se que a norma jurídica em questão estabelece critérios objetivos para aplicação da multa de ofício, não podendo o Agente Fiscal aplicar uma multa maior ou menor da prevista em lei, em virtude do princípio da legalidade, também previsto no art. 2º, da Lei nº 9.784/1999, referido pela Recorrente. Por outro lado, a análise da proporcionalidade da multa é possível sob o prisma do princípio da vedação ao confisco, que, como é curial proíbe a aplicação de multa que ultrapassa o limite da proporcionalidade para desestimular a conduta ilícita e punir o infrator. Neste sentido, veja-se o que ensina Maria Ângela Lopes Paulino Padilha: Não obstante a possibilidade de cogitar-se multas fiscais confiscatórias, sua aplicação há de ser conformada ao devido processo legal substantivo, configurando medida punitiva extrema, autorizada em cursos excepcionais, cuja ilicitude comprovada seja de alta reprovação. Queremos, com isso, dizer que a multa confiscatória, isto é, a sanção pecuniária que constranja substancialmente o patrimônio do sujeito passivo é vedada pelo Fl. 145DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2001-003.515 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13953.000172/2007-41 ordenamento quando sua exigência ultrapassa os limites da proporcionalidade para desestimular a conduta ilícita do infrator 1 Ocorre que, se a pretensão do Recorrente é ver afastada a aplicação de lei tributária sob o fundamento de inconstitucionalidade, melhor sorte não lhe assiste, uma vez que a referida análise é vedada aos Órgãos Julgadores Administrativos, por força do art. 26-A, do Decreto 70.235/1972. Ademais disso, no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a vedação encontra fundamento, também, no art. 62 do RICARF e Súmula carf Nº 2. Veja-se: RICARF Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Portanto, não deve prevalecer o argumento da Recorrente com relação à violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Juros de Mora – aplicabilidade da Taxa Selic O Recorrente insurge-se, ainda, contra a aplicação da taxa de juros Selic, invocando o princípio da legalidade. Considerando que o Recorrente não inova as suas razões recursais neste ponto, entendo ser plenamente aplicável o art. 57, §3º do Regimento Interno do CARF, que assim prescreve: Art. 57. Em cada sessão de julgamento será observada a seguinte ordem: (...) § 3º A exigência do § 1º pode ser atendida com a transcrição da decisão de primeira instância, se o relator registrar que as partes não apresentaram novas razões de defesa perante a segunda instância e propuser a confirmação e adoção da decisão recorrida. (Redação dada pela Portaria MF nº 329, de 2017). Portanto, deve ser mantido o entendimento apresentado no julgamento da DRJ/CTA. Veja-se: Quanto aos percentuais de juros com na taxa Selic, o Código Tributário Nacional, em seu art. 161, § 1º, abaixo transcrito, permite, por autorização legal, exigência de juros de mora em valor superior a 1% ao mês: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. 1 PADILHA, Maria Ângela Lopes Paulino. As sanções no direito tributário. São Paulo: Noeses, 20105. p. 149. Fl. 146DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2001-003.515 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13953.000172/2007-41 § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de (um por cento) ao mês. Com efeito, sobre a matéria, a lei dispôs de modo diverso, ao prever, no art. 61, da Lei n° 9.430, de 1996, o seguinte: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Desta forma, os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, sujeitam-se, a partir de 10 de janeiro de 1997, a juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia para títulos federais - Selic, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e de 1% no mês de pagamento. Em outras palavras, a taxa referencial Selic para títulos federais, por refletir o custo de rolagem da dívida interna pelo Tesouro Nacional, foi escolhida pelo legislador ordinário para fazer o cálculo, a partir de 01/01/1997, dos juros moratórios decorrentes da impontualidade do sujeito passivo no inadimplemento da obrigação tributária. Nestes termos, o lançamento seguiu estritamente o que determina a legislação em vigor, devendo a autoridade lançadora, por dever de ofício, agir na forma que dispõe a legislação tributária, sob pena de, em não assim procedendo, sofrer responsabilização funcional. Ademais, registra-se que a validade da aplicação da taxa Selic é entendimento pacífico na jurisprudência do Conselho de Contribuintes, que, recentemente, proferiu o Enunciado n° 4, autorizado pela Portaria n° 4, de 19 de maio de 2006, que estabelece procedimentos para a votação e a aprovação de enunciados de súmulas pelo Conselho Pleno do Primeiro Conselho de Contribuintes e dá outras providências, com o seguinte teor: IV - Enunciado n° 4 - A partir de 1' de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais; Ainda que assim não fosse, deve-se dizer que, como bem observado pelo acórdão a quo parcialmente transcrito acima, este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais já consolidou entendimento no sentido de que desde 1º de abril de 1995, os juros moratórios são devidos à Taxa SELIC para títulos federais. Neste sentido, veja-se o enunciado da Súmula CARF nº 4: Súmula CARF nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Fl. 147DF CARF MF Documento nato-digital http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf Fl. 9 do Acórdão n.º 2001-003.515 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13953.000172/2007-41 Assim, não assiste razão o Recorrente em sua pretensão de ver afastada a taxa SELIC. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer o recurso voluntário e, no mérito, negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 148DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11128.004410/96-52
Data da sessão: Thu Mar 18 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3101-000.083
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. - Hemique Pinheiro Torres - Presidente Vanessa Albuquerque Valente — Relatora EDITADO EM: 08/04/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tardsio Campelo Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente e Valdete Aparecida Marinheiro. RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da autoridade julgadora de primeira instância, que transcrevo a seguir: A empresa acima qualificada importou, mediante o registro da DI 089921/95 (folhas 10 a 13), o que declarou ser "Matéria-prima para industrialização composto de função amida do acido carbônico, amida E (Cromamide ER) Refined Erucamide Powder. Nome químico: ducosenoamida C22H43N0. Pureza — 96% a 98%", classificando tal produto no código 2924.10.9900 referente a "Compostos de função carboxiamida; compostos de função amida do acido carbônico — Amidas (incluindo os carbamatos) aciclicas e seus derivados; sais destes produtos — Outras". A fiscalização solicitou a análise do produto e o LABANA, a folha 20, emitiu o laudo técnico 4801/96, esclarecendo tratar-se de uma "mistura de amidas graxas, com predominância em Erucamida ( aproximadamente 85%) e com características de cera". Assim, a fiscalização considerou que o produto enquadrava-se no código 3404.90.0200, referente a "Ceras artificiais e ceras preparadas — Outras ceras preparadas". Foi então lavrado o auto de infração (folhas 01 a 06) e cobrada a diferença de II, IPI, seus juros de mora e as multas por declaração inexata do artigo 4°, I, da Lei 8.218/91 e do artigo 364, II do RIPI. Em sua impugnação, a interessada alega, em suma, que: 1) trata-se de um composto de constituição química definida, pois possui um elemento de teor elevado, apresentado pela Oleamida, o que possibilita sua classificação numa posição espec(ica; 2) a posição especifica prevalece sobre a mais genérica, nos termos das NESH; 3) laudos do IPT corroboram com a classificação tarifária pretendida ao tratar de produto semelhantes (Kemamide E e Unislip 1757); 4) a COSIT manifestou-se pela classificação tarifária no código 29.25.99.00, relativamente ao produto de nome Cromamide-ER; A antiga DRI/SPO, as folhas 73 e 74, solicitou maiores esclarecimentos do LABANA, relativamente aos termos químicos utilizados e a possibilidade das demais amidas graxas tratarem-se de impurezas. 0 LABANA, as folhas 79 A 81, traz a Informação Técnica 062/2000, informando, em síntese, que: 1)Erucamida e Ducosenoamida são a mesma substância com fórmula química C22H43N0; 2) Oleamida é uma outra substância de fórmula química CH31135NO; 3) a Erucamida em questão foi obtida pela reação do(s) acido(s) graxo(s) com a Amônia. Desta forma, se a matéria-prima de partida for uma mistura de ácidos graxos, o produto da reação com a amônia sera a amida destes mesmos ácidos graxos; 4) as amidas graxas desta natureza são utilizadas, como agentes deslizantes ou anti-bloqueio e lubrificante, que são aplicações típicas das ceras. Intimada a manifestar-se a interessada não o fez. Processo n° 11128.004410/96-52 S3-C1T1 Resolucao n.° 3101-00.083 Fl. 2 A 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Sao Paulo —SP, ao apreciar as razões aduzidas na Impugnação, decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência em parte do lançamento, conforme Decisão DRJ/SPOII N.° 5.185, de 27 de novembro de 2003, assim ementada: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 04/08/1995 Ementa: 0 produto "Mistura de Amidas Graxas com predominância em Erucamida e com características de cera "se classifica na posição 3404.90 em razão de não possuir constituição química definida e não se apresentar isoladamente. As demais aminas encontradas no produto não se caracterizam como impurezas nos termos da Notas ao Capitulo 29. Redução das multas por declaração inexata conforma a Lei 9.430/96. Lançamento Procedente em Parte. Ciente da decisão de la Instância, a Contribuinte, em 15 de janeiro de 2004, interpôs Recurso Voluntário (fls. 115/125), repisando os argumentos e fundamentos apresentados em sua Impugnação. 0 processo foi a julgamento na Sessão de 07 de dezembro de 2005, com Relatório de autoria do Conselheiro Zenaldo Loibman, que, através da Resolução N° 303- 01.082, decidiram converter o julgamento do feito em Diligência ao LABOR do Porto do Rio de Janeiro, via repartição de origem, para emissão de Parecer Técnico, nos mesmos termos dispostos no voto condutor da Resolução N° 303-01.079, da lavra do Cons. Sérgio Castro Neves, referente ao Recurso N° 129.353, da mesma Contribuinte, cuja matéria é a mesma. Devidamente intimada, a Recorrente, peticiona aos autos, fls. 195/198, apresentando os seus quesitos. Tendo em vista o despacho do chefe do LABOR — RJ, fls. 210, o processo retornou ao Terceiro Conselho de Contribuintes, para que fosse direcionada a diligência a outro órgão técnico. A Resolução N° 303-01.247, de 06 de dezembro de 2006, transformou o julgamento do processo em nova diligência, desta vez ao Instituto Nacional de Tecnologia - INT, a fim de que referido órgão técnico emitisse parecer sobre as questões colocadas tanto pelo Colegiado, bem como, sobre os quesitos apresentados pela Recorrente. Através da Notificação N° 24/2008, fls. 226, expedida pelo Grupo de Acompanhamento de Laudos Técnicos - GRALT, ao Laboratório L.A Falcão Bauer Centro Tecnológico Controle Qualidade Ltda., foi solicitado a localização da amostra contraprova do produto "CRODAMINE ER", para posterior envio ao Instituto Nacional de Tecnologia. Conforme Informação Técnica n° 146/08, atravessada aos autos às fls. 227, a contraprova da mercadoria denominada "DUCOSENOAMIDA - CRODAMINE ER", referente ao Laudo de Análises n°4801/95 do Pedido de Exame 297/200, D.I. 89.291/95, foi localizada e encaminhada à Alrandega do Porto dos Santos. Todavia, a contraprova referente ao Laudo de Análises n° 4802/95 do Pedido de Exame 109/200, D.I. 046.793/95, não foi localizada. 3 Devidamente cientificada da Intimação GRALT N° 006/2008, a Recorrente, em 09 de fevereiro de 2009, peticiona aos autos, fis. 235/237, argüindo, em síntese: 1. que o Laudo Técnico utilizado para instruir o Auto de Infração não serve para sustentar a desclassificação da mercadoria; 2. quanto a inviabilidade de se fazer analise com a mesma amostra colhida pela Alfândega do Porto de Santos, no momento da lavratura do auto de infração, vez que, de acordo com Declaração da área Técnica desta, o produto "CRODAMIDE ER" possui prazo de validade de até 365 dias, encontrando-se, portanto, vencido; 3. que se tal exame fosse realizado o mesmo ocasionaria prejuízo Recorrente; 4. Requer, pois, a apresentação de nova amostra a fim de permitir a elaboração de um novo Laudo Técnico. o Relatório. VOTO Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, Relatora Conforme se verifica, discute-se, no presente processo, a correta classificação fiscal do produto importado Erucamida (C221-143N0), em pó, com grau de pureza de 96% a 98%, de nome comercial "CRODAMIDE ER". A Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, através da Resolução N° 303 -01.082, converteu o julgamento do feito em diligência ao LABOR, do Porto do Rio de Janeiro, via repartição de origem, a fim de que fosse emitido parecer técnico a respeito das seguintes questões: a) As substancias diferentes da erucamida (C22H43N0), e presentes no produto em causa, podem ser consideradas impurezas, decorrentes quer do processo de fabricação, quer de já se encontrarem presentes nas matérias-primas, que de qualquer outra causa? b) Em caso afirmativo, ditas impurezas foram provavelmente ai deixadas com o objetivo de tornar o produto particularmente mais apto a uma finalidade determinada, em detrimento de seu uso geral? c) Em caso negativo de (a) acima, a que se pode atribuir a presença de compostos diferentes do C22H437\[O no produto importado Em razão do TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL / SACAT, a Recorrente, ciente do inteiro teor da Resolução N° 303-01.082, apresenta os seguintes quesitos: QUESITOS 01 — Qual é a matéria prima importada para industrialização sob análise? 02 — A ERUCAMIDA e a DUCOSENOAMIDA são a mesma substância? Qual é a sua fórmula química? Processo n° 11128.004410/96-52 S3-C1T1 Resolução n.° 3101 -00.083 Fl. 3 3- A ERUCAMIDA possui substâncias diferentes que PODEM ser consideradas IMPUREZAS? 4- A ERUCAMIDA possui substâncias diferentes que podem ser consideradas MISTURAS? 5- Ainda que existam IMPUREZAS na ERUCAMIDA, esta ainda se constitui numa SUBSTÂNCIA QUIMICA DEFINIDA? 6- Caso as susbstâncias diferentes da ERUCAMIDA importada, mas presentes na mesma, sejam consideradas impurezas decorrentes de : a) processo de fabrica cão ou; b) porque já se encontram presentes na ERUCAMIDA ou; c) por qualquer outra causa; Pergunta-se: Tais impurezas consistem de sub-produtos inerentes ao processo de produção da ERUCAMIDA importada? 07— Em caso de resposta afirmativa ao quesito anterior (quesito 6), as matérias-primas disponíveis e o processo de fabricação atual da ERUCAMIDA utilizados pelo fornecedor permitiriam obter o produto com menor teor de contaminantes, ou seja, em um grau de pureza superior ao obtido para o produto em questão desta avaliação? 08 — 0 que se origina do ácido grazo C22? 0 ácido C22 origina a ERUCAMIDA? Da análise do anexo ER Statement for Braskem.doc emitido pelo Fornecedor CRODA da ERUCAMIDA, pode-se concluir que a mesma é composta majoritariamente pelo ácido-graxo C22? 09 — Qual é o padrão de teor de IMPUREZAS para conceituar uma substância química como sendo CONSTITUIDA MAJORITARIAMENTE PELA ERUCAMIDA? 10— Qual é o estado fisico da ERUCAMIDA? 11 — A ERUCAMIDA pode se apresentar sob outro estado fisico que não o PÓ? Em caso positivo, a Braskem poderia utilizar a ERUCAMIDA em outro estado fisico em seu processo produtivo? 12 — A ERUCAMIDA, em estado fisico de PÓ, pode apresentar características fisico-químicas semelhantes às da Céra? 13 — A ERUCAMIDA, em estado fisico de PC) pode ser destinada a promover o efeito deslizante em filmes de poliolefinas? 14 — A matéria prima de partida da ERUCAMIDA é uma mistura de composigei o química definida? 15— Caso a resposta ao quesito anterior seja positiva, pode-se afirmar que a ERUCAMIDA é uma mistura que tem composição química definida? 5 16 — A ERUCAMIDA é uma CERA ARTIFICIAL ou CERA PREPARADA? 17 — CASO a ERUCAMIDA NA-0 seja uma CERA ARTIFICIAL ou PREPARADA, ela também pode ser utilizada como agente anti- deslizante ou anti-bloqueio e lubrificante? 18 — Da análise do Exame Laboratorial anexo (DOCTO. 02), realizado em caso análogo, pelo Laboratório de Análises da FUNCAMP a pedido da Alfcindega do Porto de Santos, também sobre a amostra do produto objeto da matéria dos autos, pode-se extrair que o composto químico ERUCAMIDA em questão também pode possuir características de CERA e ser um composto orgânico de constituição química definida? Para análise conjunta dos quesitos apresentados, a Contribuinte, ainda, fez anexar aos autos os documentos de fls. 199 a 202. Como visto, em virtude do despacho de fls. 210, o processo retornou ao Terceiro Conselho de Contribuintes, que, por sua vez, através da Resolução N° 303 -01.247, converteu novamente o julgamento em diligência, desta vez ao Instituto Nacional de Tecnologia — NT, para emissão de parecer técnico sobre as questões apresentadas tanto por aquele Colegiado, quanto pela Contribuinte. Ocorre que, em razão da Intimação GRALT N° 006/2008 , a Recorrente, protocolou petição, As fls. 235/237 dos autos, na qual argúi quanto A. inviabilidade da análise da amostra do produto localizado, sob o argumento de que referido produto encontra-se vencido. Ante tais alegações, requer, a Recorrente, o deferimento da apresentação de nova amostra do produto "CRODAMINE ER", para emissão de um novo Laudo Técnico. Na presente questão, analisando as peças que substanciam os autos, entendo que não há, no presente processo, elementos suficientes para dirimir sobre a correta classificação fiscal do produto em discussão. Nesse contexto, portanto, entendo imprescindível para o deslinde da questão a realização da diligência, objeto da Resolução de N° 303 -01.247, As fls. 213/214. Desta feita, VOTO no sentido de CONVERTER o presente julgamento em DILIGÊNCIA, com o respectivo retorno dos autos a repartição fiscal de origem, para que esta intime o NT - Instituto Nacional de Tecnologia a informar e verificar acerca da possibilidade de responder, com base em Literatura Técnica, aos quesitos dispostos na Resolução de N° 303- 01.082, As fls. 189/190, bem como, aos apresentados pela Recorrente, As fls. 196/198. Em caso afirmativo, respondê-los. Após a conclusão da diligencia, intimem-se as partes para manifestações, se desejarem, sobre o laudo técnico produzido. anessa Albuquerque Valente r 6
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Numero do processo: 11020.720515/2009-54
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
Ementa: INSUMOS. ALCANCE DO TERMO.
São insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003, todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam, o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser diretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade da
prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço dela resultantes.
CREDITAMENTO. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES UTILIZADOS
NO PROCESSO PRODUTIVO. POSSIBILIDADE.
Somente os gastos expendidos com combustível que efetivamente incidiram no processo produtivo darão direito ao creditamento do COFINS pleiteado.
CREDITAMENTO. EMBALAGEM DE TRANSPORTE. CUSTO DE
VENDA DA EMPRESA. POSSIBILIDADE.
Se o serviço de transporte das mercadorias faz parte da operação de venda, tendo seus custos suportados pelo produtor, as embalagens de transporte serão necessárias para a preservação da integridade dos bens durante o transporte, e geram direito a crédito.
CREDITAMENTO. PRODUTOS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO.
IMPOSSIBILIDADE.
Não dará direito a crédito o valor da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota zero, isentos ou não alcançados pela contribuição.
ART. 62-A DO RICARF. REPRODUÇÃO PELOS CONSELHEIROS
QUANDO DO JULGAMENTO DE RECURSOS NO ÂMBITO DO CARF.
As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B
e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Direito Creditório Reconhecido em Parte.
Numero da decisão: 3803-002.863
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 Ementa: INSUMOS. ALCANCE DO TERMO. São insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003, todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam, o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser diretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço dela resultantes. CREDITAMENTO. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES UTILIZADOS NO PROCESSO PRODUTIVO. POSSIBILIDADE. Somente os gastos expendidos com combustível que efetivamente incidiram no processo produtivo darão direito ao creditamento do COFINS pleiteado. CREDITAMENTO. EMBALAGEM DE TRANSPORTE. CUSTO DE VENDA DA EMPRESA. POSSIBILIDADE. Se o serviço de transporte das mercadorias faz parte da operação de venda, tendo seus custos suportados pelo produtor, as embalagens de transporte serão necessárias para a preservação da integridade dos bens durante o transporte, e geram direito a crédito. CREDITAMENTO. PRODUTOS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO. IMPOSSIBILIDADE. Não dará direito a crédito o valor da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota zero, isentos ou não alcançados pela contribuição. ART. 62-A DO RICARF. REPRODUÇÃO PELOS CONSELHEIROS QUANDO DO JULGAMENTO DE RECURSOS NO ÂMBITO DO CARF. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.
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ALCANCE DO TERMO. São insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003, todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam, o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser diretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço dela resultantes. CREDITAMENTO. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES UTILIZADOS NO PROCESSO PRODUTIVO. POSSIBILIDADE. Somente os gastos expendidos com combustível que efetivamente incidiram no processo produtivo darão direito ao creditamento do COFINS pleiteado. CREDITAMENTO. EMBALAGEM DE TRANSPORTE. CUSTO DE VENDA DA EMPRESA. POSSIBILIDADE. Se o serviço de transporte das mercadorias faz parte da operação de venda, tendo seus custos suportados pelo produtor, as embalagens de transporte serão necessárias para a preservação da integridade dos bens durante o transporte, e geram direito a crédito. CREDITAMENTO. PRODUTOS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO. IMPOSSIBILIDADE. Não dará direito a crédito o valor da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota zero, isentos ou não alcançados pela contribuição. Fl. 821DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 ART. 62A DO RICARF. REPRODUÇÃO PELOS CONSELHEIROS QUANDO DO JULGAMENTO DE RECURSOS NO ÂMBITO DO CARF. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 02/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de pedido de ressarcimento de crédito de COFINS não – cumulativo – Exportação, transmitido em 13/02/2008, relativo ao segundo trimestre de 2007, no valor de R$ 145.872,29. Também consta pedido de compensação para este crédito. A unidade de origem, após diligência junto ao estabelecimento da contribuinte, buscando a apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, emitiu Despacho Decisório embasado em Relatório Fiscal, por meio do qual reconheceu parcela do crédito invocado no valor de R$ 48.834,92 e homologou a compensação no limite do crédito reconhecido. Consta ainda que foram glosadas as seguintes despesas: a) Despesas com empilhadeiras (aquisição de GLP e manutenção); Fl. 822DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.720515/200954 Acórdão n.º 380302.863 S3TE03 Fl. 2 3 b) Despesas com aquisição de combustíveis e lubrificantes não utilizados na produção; c) Produtos sujeitos à alíquota zero; d) Bens diversos (partes, peças, bens destinados ao imobilizado, peças diversas); e) Materiais de Transporte; Cientificada em 17.12.2009, apresentou manifestação de inconformidade na qual impugna todas as glosas efetuadas pelo auditor fiscal e acima elencadas, e alega, em apertada síntese: a) Pretende o auditor aplicar o conceito do IPI para definição de insumos na apuração dos créditos de COFINS, para fins da nãocumulatividade, quando inexiste lei formal permissiva para tal extensão interpretativa; b) O entendimento aplicado ao caso vai de encontro ao externado em decisões administrativas em situações análogas. Oportunamente colaciona decisões administrativas e judiciais favoráveis aos seus interesses; A DRJ em Belém não reconheceu a parcela do crédito impugnada (R$ 97.037,37) nem homologou a compensação declarada, conforme se observa da ementa que transcrevemos abaixo: ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 PAF. DECISÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. São improfícuos os julgados judiciais e administrativos trazidos pelo sujeito passivo, por lhes falecer eficácia normativa, na forma do artigo 100, II, do Código Tributário Nacional. PAF. PERÍCIA. REQUISITOS. Considerase não formulado o pedido de perícia que deixa de atender aos requisitos previstos no art. 16 do Decreto n° 70.235, de 1972. Também descabe a realização de perícia quando presentes nos autos os elementos necessários e suficientes à dissolução do litígio administrativo e, ainda, quando a produção probatória invocada pelo sujeito passivo não necessita de qualquer conhecimento técnico especializado. COFINS NÃOCUMULATIVO.CRÉD1TOS. INSUMOS. Fl. 823DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 No cálculo do PIS NãoCumulativo somente podem ser computados créditos calculados sobre valores correspondentes a insumos, assim entendidos os bens ou serviços aplicados ou consumidos diretamente na produção ou fabricação de bens e na prestação de serviços. DCOMP. DIREITO CREDITÓRIO. QUANTUM RECONHECIDO. A declaração de compensação, por vincularse à existência de determinado crédito, somente pode ser homologada na exata medida do direito creditório que tenha sua liquidez e certeza reconhecidas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada, apresentou voluntariamente recurso em 13/06/2011 para este Conselho, no qual repisa os argumentos aduzidos na manifestação de inconformidade e, pleiteia a reforma do julgado recorrido, com o deferimento do pedido de ressarcimento, considerando que a Recorrente planta, produz e comercializa maçãs, e demais atividades agropastoris. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A Rasip Agropastoril S.A. tem por objeto social a produção agrícola e pastoril, a fruticultura e apicultura; a criação de rebanhos de diversas espécies; a indústria, o comércio, a importação e a exportação de produtos alimentícios, de produtos da agricultura, da fruticultura e da pecuária, inclusive derivados do leite; a elaboração e execução de projetos e atividades de fruticultura, florestamento e reflorestamento; a produção e comercialização de produtos agrícolas, sementes e mudas; e, a prestação de serviços inerentes a essas atividades. Busca a contribuinte a repetição do indébito relativo ao Cofins não cumulativo – exportação, relativo ao segundo trimestre de 2007, por meio de Per/Dcomp. Seu pleito foi parcialmente deferido, tendo a autoridade fiscal oportunamente esclarecido que os valores glosados dizem respeito à aquisições que estariam fora do conceito de insumos tendo em vista que não configuram matéria prima, produto intermediário, material de embalagem e também não são serviços aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. A Recorrente utiliza como argumento, em suma, que todos os elementos objetos de glosa pelo auditor fiscal fazem parte do processo produtivo da empresa, de modo que os gastos e custos de produção devem gerar crédito de Pis/Pasep e COFINS. Sobre o tema central da discussão, em 29 de agosto de 2002, foi editada a Medida Provisória nº. 66, que instituiu a sistemática da não cumulatividade do Pis/Pasep, reproduzindoa na Lei n. 10.637, de 30 de dezembro de 2000. Em seu art. 3º, inciso II, a Fl. 824DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.720515/200954 Acórdão n.º 380302.863 S3TE03 Fl. 3 5 referida lei autoriza a apropriação de créditos calculados em relação a bens e serviços utilizados como insumos na fabricação de produtos destinados à venda. In verbis: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: [...] II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (grifamos) Da mesma forma, a Medida Provisória n. 135, de 30 de outubro de 2003, convertida na Lei 10.833, de 29 de dezembro de 2003, instituiu a sistemática da não cumulatividade da Cofins, destacando o aproveitamento de créditos decorrentes da aquisição de insumos em seu art. 3º, inciso II, de redação idêntica àquela do Pis/Pasep senão vejamos: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: [...] II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Por intermédio da Emenda Constitucional n. 42/2003, de 31 de dezembro de 2003, o princípio da nãocumulatividade das contribuições sociais alcançou o plano constitucional através da inserção do § 12 ao art. 195, que assim dispôs: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) [...] b) a receita ou o faturamento; [...] Fl. 825DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN 6 § 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão nãocumulativas. O art 3º, inciso II das Leis nos 10.637/02 e 10.833/03, dispõe sobre a possibilidade de a pessoa jurídica descontar créditos relacionados a bens e serviços, utilizados como “insumo” na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Buscando normatizar o conteúdo da legislação fiscal em comento, a Secretaria da Receita Federal veiculou, através das Instruções Normativas ns. 247/02 (redação alterada pela Instrução Normativa 358/2003), e 404/04, estabelecendo, para fins de aproveitamento de créditos, o alcance do termo "insumo", vejamos: Instrução Normativa SRF n. 247/2002 PIS/Pasep Art. 66. A pessoa jurídica que apura o PIS/Pasep não cumulativo com a alíquota prevista no art. 60 pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I – das aquisições efetuadas no mês: [...]b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: (Redação dada pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.1) na fabricação de produtos destinados à venda; ou (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.2) na prestação de serviços; (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) [...]§ 5º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entendese como insumos: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) a) as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) II utilizados na prestação de serviços: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) a) os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado; e (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) Fl. 826DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.720515/200954 Acórdão n.º 380302.863 S3TE03 Fl. 4 7 b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço. (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) (grifamos) Instrução Normativa SRF n. 404/2004 Cofins Art. 8º Do valor apurado na forma do art. 7º, a pessoa jurídica pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I das aquisições efetuadas no mês: [...]b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: b.1) na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; ou b.2) na prestação de serviços; [...]§ 4º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entendese como insumos: I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: a) a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; II utilizados na prestação de serviços: a) os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado; e b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço. (grifamos) [...] O que se extrai da leitura dos dispositivos acima transcritos é que o creditamento das contribuições sociais encontramse adstritas aos bens utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda, à matériaprima, ao produto intermediário, ao material de embalagem e quaisquer outros que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Fl. 827DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN 8 Como se observa, a interpretação conferida pelos atos normativos da Receita Federal, em muito se assemelha ao conceito de “insumos” conferido pela legislação do IPI, o qual se transcreve abaixo a título comparativo: Decreto n. 7.212/2010 RIPI/2010 Art.226.Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): I do imposto relativo a matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e os produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; Todavia, não concebo a idéia de que a sistemática do Pis/Pasep e da Cofins possa em tanto se assemelhar àquela adotada pela legislação que regulamenta o IPI. O regime da nãocumulatividade do IPI, cujo critério material é a operação relativa à produtos industrializados, encontra respaldo no art. 153, § 3º, II, da Constituição Federal, o qual permite "a compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores", a fim de impedir a tributação em cascata. Desse modo, na sistemática da nãocumulatividade, temos o desconto do débito da saída do produto com o valor do crédito da entrada do insumo que foi aplicado no produto industrializado, fazendo com que haja a compensação dos valores cobrados nas etapas anteriores. Por tal razão, o conceito de "insumo" para fins de nãocumulatividade do IPI, restringese basicamente às matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, bem como aos produtos que são consumidos no processo de industrialização, que tenham efetivo contato com o produto. Por outro lado, no caso do Pis/Pasep e da Cofins, o legislador não restringiu a apropriação de créditos de Pis/Pasep aos parâmetros adotados no creditamento de IPI. No inciso II do artigo 3º da Lei 10.637/2002, o legislador incluiu no conceito de insumos os serviços contratados pela pessoa jurídica. Ademais, a tributação do IPI se relaciona com o produto, enquanto que a do PIS/Pasep e a COFINS se relaciona com a produção. Entrementes, não podemos admitir que se amplie tal conceito ao ponto de permitir o abatimento de toda e qualquer despesa necessária à manutenção da atividade empresarial, conforme preceitua os arts. 290 e 299 do RIR (despesas operacionais). A autorização para a dedução de despesas operacionais equipararia o PIS e a COFINS ao imposto de renda, o que não seria adequado, já que, além das contribuições incidirem sobre o lucro, e não sobre a receita, o IR onera o produtor, sem levar em consideração a especificidade de suas atividades, o que não pode ser aplicado para o caso das contribuições em questão. Desta forma, pactuo do entendimento que o termo “insumos” utulizado pelo legislador na apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP, PI e ME relacionados ao IPI. Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as depesas necessárias à atividade da empresa. Assim, tal qual o Estudo realizado pela PGFN/COCAT, elaborado pela D. Procuradora Bruna Garcia Benevides, acerca do alcanse do termo “insumos” pra fins de creditamento das contribuições aqui abordadas, Fl. 828DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.720515/200954 Acórdão n.º 380302.863 S3TE03 Fl. 5 9 entendo que “apenas os dispêndios diretamente ligados aos processos de prestação de serviços e de fabricação de bens dos quais decorrem o auferimento de uma receita é que podem ser considerados insumos. Se entre tais dispêndios e os respectivos processos produtivos houver uma inerência direta, haverá, então, direito ao crédito pleiteado.” Imprescindível salientar que também não se pode entender como insumo tão somente os gastos com bens ligados à “essencialidade ao processo produtivo” ante o seu inegável subjetivismo. Neste ponto, faço minhas as palavras do Il. Conselheiro Luiz Marcelo Guerra de Castro, no acórdão nº 310201.143, em trecho que transcrevo a seguir: “Ademais, pedindo vênia ao sujeito passivo, registro minha opinião no sentido de que o texto do já transcrito art. 3º, II, da Lei nº 10.637, de 2002, não dá margem para que se considere a “essencialidade” por si só como critério para a classificação do gasto como insumo. Mais uma vez, reafirmese, o dispositivo legal privilegia a relação de pertinência (ou inerência, segundo o parecer juntado aos autos) com o processo produtivo, não fazendo menção, salvo engano, à essencialidade do gasto. Nessa linha, entendo ser perfeitamente possível que determinado gasto, por alguma circunstância extrínseca ao processo produtivo, seja considerado essencial, mas que por não estar diretamente ligado àquele processo, não possa ser considerado insumo.” Assim, creio que o critério que mais confere segurança jurídica para a Administração Fazendária e seus administrados é o da aplicação direta do bem no processo produtivo. Desta forma, como outrora demonstrado, a abrangência do termo “insumos”para fins de creditamento do Pis/Pasep e da Cofins vai além daquele estabelecido pela legislação do IPI (MP, PI e ME), porém, aquém do alcance estabelecido pela legislação do IR, ressaltando que o gasto necessita ser essencial ao processo produtivo, de forma que sua subtração importe na impossibilidade da prestação do serviço ou da produção, isto é, obste a atividade da empresa, ou implique em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultante, e que aquele bem tenha sido aplicado diretamente no processo produtivo. Tecidas essas considerações, passemos à análise mais específica das glosas procedidas pela autoridade preparadora em fls. 208/216 dos autos. APURAÇÃO DE CRÉDITOS SOBRE DESPESAS COM EMPILHADEIRAS No relatório fiscal, narra o auditor responsável que quando da visita à empresa, verificouse que o contribuinte utilizava as empilhadeiras para descarregamento da fruta vinda dos pomares, carregamento/descarregamento da fruta nas câmaras frias, movimentação pelo packing (local onde a maçã é selecionada, limpada e embalada), bem como no carregamento das caixas de maçãs na saída dos produtos do estabelecimento. Assim, pelo critério da essencialidade, observase que as empilhadeiras, participam efetivamente do processo produtivo da empresa uma vez que trabalham diretamente no produto, movimentando a maçã desde à produção até a expedição. Fl. 829DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN 10 Neste sentido, tendo em vista que a subtração do serviço importa em óbice à atividade da empresa, entendo que as despesas com as empilhadeiras devem gerar o creditamento . APURAÇÃO DE CRÉDITOS SOBRE DESPESAS COM AQUISIÇÕES DE COMBUSTÍVEL E LUBRIFICANTE Continua a narrativa do fiscal atuante, desta vez no tocante aos gastos oriundos de despesas com aquisições de combustíveis e lubrificantes sobre os quais tenta a empresa se creditar: A aquisição de combustíveis e lubrificantes constitui parcela vultosa do total de créditos escriturados pela contribuinte, de acordo com a memória de cálculo apresentada pela contribuinte. Durante a execução da diligência fiscal à empresa constatamos que grande parte destes combustíveis e lubrificantes é destinada a uso em tratores. Contudo, há de se lembrar que a contribuinte utiliza tais tratores tanto em pomares em produção, quanto em pomares ainda não produtivos. Tal constatação é embasada pelas informações contábeis da empresa, em especial no grupo de contas 13214 MOBILIZAÇÕES EM ANDAMENTO. Analisando o razão das contas de nível inferior (nível 5), constatamos que nas contas referentes aos pomares ainda i não produtivos ("POMAR NOVO") existem lançamentos a débito cujas contrapartidas estão localizadas nas contas de estoque, em especial na conta 11701009 ESTOQUE DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES. Ou seja, a contribuinte adquire os combustíveis e lubrificantes, realizando um lançamento a crédito em fornecedores e a débito nas contas de estoque e PIS/COFINS a recuperar. Contudo, parcela deste estoque de combustíveis não é efetivamente utilizada como insumo, pois acaba destinada ao ativo imobilizado. Seguindo o mesmo raciocínio do tópico anterior, somente os gastos expendidos com combustível que efetivamente incidiram no processo produtivo darão direito ao creditamento da Cofins pleiteado pela contribuinte. Assim, do estoque de combustíveis que não foram efetivamente utilizados como insumos e foram, portanto, destinados ao ativo imobilizado, destes valores não poderá a empresa se creditar. APURAÇÃO DE CRÉDITOS SOBRE BENS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO No que tange ao aproveitamento dos créditos relativos a bens sujeitos à alíquota zero, transcrevemos a vedação expressa apresentada pelo inciso II, §2° do art. 3º das Leis n° 10.833, de 2003 e 10.637, de 2002: § 2º Não dará direito a crédito o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I de mãodeobra paga a pessoa física; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou Fl. 830DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.720515/200954 Acórdão n.º 380302.863 S3TE03 Fl. 6 11 serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) Percebese que o que a somente possibilita a tomada de crédito relativamente a bens e serviços sujeitos ao pagamento da contribuição. Vale dizer: se sobre a receita gerada na operação anterior, quando da aquisição do bem ou serviço, não incidiram (ou estavam isentos ou sujeitos à alíquota zero) o PIS e a COFINS, não há que se falar em crédito na operação seguinte. 1 Este mesmo entendimento foi refletido no julgamento do Resp nº 1.134.90300/SP, submetido ao crivo dos recursos repetitivos (543C do CPC), que por força do art. 62A do RICARF estamos obrigados a reproduzir: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. DIREITO AO CREDITAMENTO DECORRENTE DO PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. INSUMOS OU MATÉRIASPRIMAS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO OU NÃO TRIBUTADOS. IMPOSSIBILIDADE. JURISPRUDÊNCIA FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A aquisição de matériaprima e/ou insumo não tributados ou sujeitos à alíquota zero, utilizados na industrialização de produto tributado pelo IPI, não enseja direito ao creditamento do tributo pago na saída do estabelecimento industrial, exegese que se coaduna com o princípio constitucional da não cumulatividade (Precedentes oriundos do Pleno do Supremo Tribunal Federal: (RE 370.682, Rel. Ministro Ilmar Galvão, julgado em 25.06.2007, DJe165 DIVULGADO 18.12.2007 PUBLICADO 19.12.2007 DJ 19.12.2007; e RE 353.657, Rel. Ministro Marco Aurélio, julgado em 25.06.2007, DJe041 DIVULGADO 06.03.2008 PUBLICADO 07.03.2008). 2. É que a compensação, à luz do princípio constitucional da nãocumulatividade (erigido pelo artigo 153, § 3º, inciso II, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988), dar seá somente com o que foi anteriormente cobrado, sendo certo que nada há a compensar se nada foi cobrado na operação anterior. 1 Vide: AMS 2006.32.00.0026522/AM, Rel. Desembargador Federal Reynaldo Fonseca, Conv. Juíza Federal Gilda Sigmaringa Seixas (conv.), Sétima Turma,eDJF1 p.236 de 27/11/2009; IPI INSUMO ALÍQUOTA ZERO AUSÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. Conforme disposto no inciso II do § 3º do artigo 153 da Constituição Federal, observase o princípio da nãocumulatividade compensandose o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, ante o que não se pode cogitar de direito a crédito quando o insumo entra na indústria considerada a alíquota zero. IPI INSUMO ALÍQUOTA ZERO CREDITAMENTO INEXISTÊNCIA DO DIREITO EFICÁCIA. Descabe, em face do texto constitucional regedor do Imposto sobre Produtos Industrializados e do sistema jurisdicional brasileiro, a modulação de efeitos do pronunciamento do Supremo, com isso sendo emprestada à Carta da República a maior eficácia possível, consagrandose o princípio da segurança jurídica. (RE 353657, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 25/06/2007, DJe041 DIVULG 06032008 PUBLIC 07032008 EMENT VOL0231003 PP00502 RTJ VOL0020502 PP00807) Fl. 831DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN 12 3. Deveras, a análise da violação do artigo 49, do CTN, revela se insindicável ao Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista sua umbilical conexão com o disposto no artigo 153, § 3º, inciso II, da Constituição (princípio da nãocumulatividade), matéria de índole eminentemente constitucional, cuja apreciação incumbe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal. 4. Entrementes, no que concerne às operações de aquisição de matériaprima ou insumo não tributado ou sujeito à alíquota zero, é mister a submissão do STJ à exegese consolidada pela Excelsa Corte, como técnica de uniformização jurisprudencial, instrumento oriundo do Sistema da Common Law e que tem como desígnio a consagração da Isonomia Fiscal. 5. Outrossim, o artigo 481, do Codex Processual, no seu parágrafo único, por influxo do princípio da economia processual, determina que "os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário, ou ao órgão especial, a argüição de inconstitucionalidade, quando já houver pronunciamento destes ou do plenário, do Supremo Tribunal Federal sobre a questão" . 6. Ao revés, não se revela cognoscível a insurgência especial atinente às operações de aquisição de matériaprima ou insumo isento, uma vez pendente, no Supremo Tribunal Federal, a discussão acerca da aplicabilidade, à espécie, da orientação firmada nos Recursos Extraordinários 353.657 e 370.682 (que versaram sobre operações não tributadas e/ou sujeitas à alíquota zero) ou da manutenção da tese firmada no Recurso Extraordinário 212.484 (Tribunal Pleno, julgado em 05.03.1998, DJ 27.11.1998), problemática que poderá vir a ser solucionada quando do julgamento do Recurso Extraordinário 590.809, submetido ao rito do artigo 543B, do CPC (repercussão geral). 7. In casu, o acórdão regional consignou que: "Autorizase a apropriação dos créditos decorrentes de insumos, matériaprima e material de embalagem adquiridos sob o regime de isenção, tão somente quando o forem junto à Zona Franca de Manaus, certo que inviável o aproveitamento dos créditos para a hipótese de insumos que não foram tributados ou suportaram a incidência à alíquota zero, na medida em que a providência substancia, em verdade, agravo ao quanto estabelecido no art. 153, § 3°, inciso II da Lei Fundamental, já que havida opção pelo método de subtração variante imposto sobre imposto, o qual não se compadece com tais creditamentos inerentes que são à variável base sobre base, que não foi o prestigiado pelo nosso ordenamento constitucional." 8. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. APURAÇÃO DE CRÉDITOS SOBRE BENS DIVERSOS Fl. 832DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.720515/200954 Acórdão n.º 380302.863 S3TE03 Fl. 7 13 Restou apurado pela autoridade fiscal que a contribuinte , registra créditos sob a rubrica "Outras Operações com Direito a Crédito" em seus DACONs. Através da análise da memória de cálculo, constatouse que tais créditos provêm de despesas com serviços, partes e peças de manutenção de máquinas e equipamentos, entre outros. Consta ainda que a fiscalizada trouxe neste momento nova memória de cálculo adicionando colunas para o número do bem aplicado, a descrição do bem, centro de custo, bem como a respectiva descrição de cada um dos itens inclusos como "Outros créditos". No tocante ao Centro de custos MAPE (máquinas pesadas), MACE (manutenção civil e elétrica), DIFR e MANU, tenho que as despesas vinculadas a estes centros de custos não podem ser consideradas insumos para fins de creditamento, tendo em vista que tais receitas descritas como "Oficina (geral)", "Conservação de maquinas (Geral)", incluindo até mesmo manutenção em veículos leves, ou seja, são utilizadas de diversas formas que não, diretamente e especificamente no processo produtivo que ora se analisa. As despesas com manutenção de veículos Gol, Ford Courier, Kombi e Meriva, bens destinados a estoque/oficinas,também seguem as considerações tecidas acima. Por sua vez, tomando por vista que a Interessada também é produtora de queijo e derivados do leite, e portanto necessita de todo um cuidado quanto ao gado, para que o produto comercializado e fornecido ao consumidor final seja de boa qualidade, despesas com materiais de limpeza e higienização, cerca para rebanhos e manutenção de laboratório dado seu contato direto com o produto e participação efetiva no processo produtivo devem ser aproveitadas pela empresa. Os demais insumos lançados na rubrica "Insumos Linha 2" e descritos pelo fiscal como estacas e fita para enxertia bem que deve ser destinado ao imobilizado; telhado, areia, palitos, lonas, detergentes, sabonetes, medicamentos e sucos de uva não serão considerados por não apresentarem características de insumo. APURAÇÃO DE CRÉDITOS SOBRE MATERIAL DE TRANSPORTE Outrossim, a autoridade fiscal glosou, ainda, o que considerou “embalagem de transporte”. Em sua justificativa, a glosa se fundou na impossibilidade de enquadrar a respectiva nas hipóteses previstas no art. 3º das Leis 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003, seja como insumo da produção (inciso II), seja como despesas de fretes na operação de venda (inciso IX). Para tanto, utilizouse da legislação do IPI, que distingue a embalagem de apresentação e a de acondicionamento para transporte, pois separam a que pode ser considerada insumo e a que não pode. Constam na glosa itens como Cantoneiras – utilizadas para evitar o amassamento das caixas de papelão pelas amarras durante o transporte do produto; Pallets e seus acessórios – pregos e etiquetas – utilizados para o empilhamento de caixas para armazenamento e transporte; Fitas/Amarras – usadas para amarrar as caixas de papelão sobre os pallets. Não poderíamos concordar com tal decisão. Isso porque a embalagem de transporte, de fato, faz parte do custo de venda daquele produtor. Elas visam a conservação proteção do produto durante o transporte contra agentes externos indesejáveis como choques mecânicos, poeira, outros agentes contaminantes, água, umidade, etc, mormente porquanto será manuseada por pessoal não especializado. Fl. 833DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN 14 Assim, se o serviço de transporte das mercadorias faz parte da operação de venda, tendo seus custos suportados pelo produtor, as embalagens em questão serão necessárias para a preservação da integridade dos bens durante o transporte, e podem ser consideradas como insumos deste. Numa interpretação extensiva, podese considerar o material de transporte insumo sempre que a operação de venda incluir o transporte das mercadorias, nos termos definidos no art. 3º, inciso II, das Leis n. 10.637/2002. No caso da COFINS, o inciso IX deixou bem clara esta intenção quando incluiu os serviços de armazenagem de mercadoria e de frete, quando suportados pelo vendedor. A própria lei mais recente, ao dar efetividade ao princípio da nãocumulatividade expresso no artigo 195, § 12, da Constituição Federal, visando sempre diminuir os custos finais do produto, pelo nãorepasse a este de tributos cobrados em toda da cadeia produtiva, considerou a situação de o próprio produtor arcar com os custos de armazenagem de frete, descontandose os créditos de PIS e COFINS referentes a estes serviços da apuração do tributo correspondente. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. 2 APURAÇÃO DE CRÉDITOS SOBRE OS BENS DO ATIVO IMOBILIZADO No que tange à defesa destinadas aos bens do ativo imobilizado, embora o relatório fiscal tenha detalhado a contabilidade apresentada pela Recorrente e identificado cada uma das glosas, percebese que a mesma limitouse a tecer considerações genéricas em relação ao ponto impugnado, alegando que a impossibilidade de verificação e identificação dos valores que compõem a glosa que nos dizeres do julgador de piso, se encontraram “em frontal antagonismo à evidente clareza e precisa descrição constante do ato impugnado”. Consequentemente, meras objeções genéricas e desacompanhadas de provas não serão conhecidas por inobservância do disposto no art. 16, III, do Decreto n° 70.235, o qual exige impugnação específica dos pontos em que haja discordância. Ante o exposto, voto por dar PARCIAL PROVIMENTO ao presente recurso voluntário para reconhecer o direito a crédito e autorizar o ressarcimento quanto às a) despesas com empilhadeiras; b) despesas com aquisições de combustíveis e lubrificantes desde que efetivamente comprovada pela contribuinte sua participação no processo produtivo e segregada do lançamento contabilizado em 11701009 ESTOQUE DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES; c) despesas com materiais de limpeza e higienização, cerca para rebanhos, manutenção de laboratório d) despesas com serviços de manutenção de máquinas, tratores, retroescavadeiras e pulverizadores quanto as maquinas que comprovadamente tiveram contato direto com o produto e foram essenciais ao processo de produção; e) despesas com embalagem de transporte (material de transporte), bem como, homologar a compensação no limite do crédito reconhecido. Por outro lado não reconheço a parcela do crédito pleiteado decorrente de despesas contabilizadas como ativo imobilizado, manutenção de instalações (colchão, areia, tinta), créditos sobre bens diversos que não tiveram contato direto com o produto e não foram essenciais para a produção, ou seja, que foram genericamente utilizados pela empresa, assim como, apuração de créditos quanto aos produtos sujeitos à alíquota zero e a parcela segregada do combustível/ lubrificante que integralizou o ativo imobilizado da Interessada (conta 11701009 ESTOQUE DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES). [assinado digitalmente] 2 REsp 1125253/SC. Relatoria do Min. Humberto Martins. Julgado em 19/08/2009. Fl. 834DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.720515/200954 Acórdão n.º 380302.863 S3TE03 Fl. 8 15 Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 835DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10980.008701/2003-13
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL- ITR
Exercício: 2005
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO ADMINISTRATIVA. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, tomando-se preclusa na esfera administrativa.
Não se conhece do recurso quando este pretende alargar os
limites do litígio já consolidado, sendo defeso ao contribuinte
tratar de matéria não discutida na impugnação.
Numero da decisão: 303-35.846
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por maioria de votos, acolheram-se os embargos de declaração, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli, Heroldes Bahr Neto e Vanessa Albuquerque Valente. Por maioria de votos, declarou-se a preclusão da matéria relativa à glosa da área de preservação permanente, vencido o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário, quanto à multa de oficio e aos juros de mora. Designado para redigir o voto o Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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PRECLUSÃO ADMINISTRATIVA. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, tomando-se preclusa na esfera administrativa. Não se conhece do recurso quando este pretende alargar os limites do litígio já consolidado, sendo defeso ao contribuinte tratar de matéria não discutida na impugnação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, acolheram-se os embargos de declaração, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli, Heroldes Bahr Neto e Vanessa Albuquerque Valente. Por • maioria de votos, declarou-se a preclusão da matéria relativa à glosa da área de preservação permanente, vencido o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário, quanto à multa de oficio e aos juros de mora. Designado para redigir o voto o Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto. ANELISE DAUDT PRI ETO - Presidente CELSO t..OPES PEREIRA NETO - Redator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Luis Marcelo Guerra de Castro e Tarásio Campeio Borges. • Processo n° 10980.008701/2003-13 CCO3/CO3 Acórdão n.°303-35.846 Fls. 146 Relatório Tornam os autos a julgamento por esta Eg. Câmara, tendo em vista Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional — fls. 131/133, em face de decisão proferida por este Colegiado, consubstanciada no Acórdão n°. 303-34.678 (fls. 117/125). Aduz a embargante, em síntese, que o aresto embargado se mostra omisso por não analisar questão relativa à preclusão da discussão com respeito às áreas glosadas pela fiscalização. Defende a embargante que "como se depreende de fls. 59 a 69, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande/MS entendeu que a única matéria objeto da impugnação da contribuinte foi a questão da multa aplicada no procedimento fiscal, tendo restado preclusa a discussão no tocante à glosa das áreas supostamente isentas." Em que pese minha pessoal análise acerca da alegação da embargante, diante da qual me manifestei no Despacho de fls. 137/142, no qual rejeito os Embargos de Declaração, posterior Despacho proferido pela ilustre Presidente desta Eg. Câmara, Dra. Anelise Daudt Prieto, conclui pela admissão do referido recurso. Segundo entende a r. Presidente, se verifica que tanto no voto como no dispositivo do acórdão, a questão da preclusão não foi objeto de discussão. Assim, determinou-se a submissão dos autos à apreciação deste Eg. Colegiado. É o relatório. QAY. Processo n° 10980.008701/2003-13 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.846 Fls. 147 Voto Vencido Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator A principio, peço vénia para discordar do entendimento manifestado pela r. Presidente desta Eg. Câmara, pois entendo que, de fato, não há que se falar em omissão do aresto embargado quanto à suposta matéria preclusa. É que, como alhures exposto no Despacho de fls. 137/142, entendo que no v. Acórdão embargado não se analisou matéria preclusa, além de se encontrar no mesmo os fundamentos que formaram a convicção do julgador. Com efeito, em que pese o entendimento da r. decisão de primeira instância, reiterado como argumento da r. embargante, a questão da glosa da área declarada como de preservação permanente foi objeto de impugnação do interessado, ainda que o tenha sido de forma implicita. A saber, aduz o Recorrente, ainda quando de sua impugnação, que o tributo exigido no Auto de Infração em discussão havia sido objeto de Declaração de Compensação, o que veio a ser esclarecido em sede de Recurso Voluntário, quando alega ter preenchido erroneamente sua DITR, pois a real dimensão da área de preservação permanente seria de 45,10 ha., e não 450,10 ha., inicialmente declarado. Assim, diante do conjunto de informações constantes dos autos, torna-se imperioso concluir que o contribuinte, por alegado erro no preenchimento da DITR, reconhece dever tributo — ITR — à administração tributária — diante do que procedeu à compensação informada em sua impugnação. Portanto, ainda que o procedimento do contribuinte na apresentação da compensação seja questionável, não se pode ignorar que informou o procedimento na impugnação, vindo a esclarecer o motivo que o levara à compensação no Recurso Voluntário. Por tal razão, entendo que não há que se falar em preclusão da referida questão, já ventilada pelo contribuinte, mesmo que de forma implicita, na impugnação. Além disso, impõe-se observar o que prescreve o Código de Processo Civil, nos seguintes termos: "Art. 515. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. §1° Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro. §2° Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. • Processo n° 10980,008701f2003-13 CCO3/CO3 Acórdão n.°303-35.846 Fls. 148 (—) Art. 516. Ficam também submetidas ao tribunal as questões anteriores à sentença, ainda não decididas." Isto posto, entendo que não há que se falar em preclusão quanto à matéria atinente à glosa da área declarada pelo contribuinte como de preservação permanente, já que abordou-se a questão na fase impugnatória, mediante arguição de que fora compensado o tributo devido. E, a questão da compensação é objeto da decisão de primeira instância. Concluo, pois, que a matéria atinente à glosa da área de preservação permanente não se encontra sob o manto da preclusão, de forma que este Eg. Colegiado se encontra habilitado ao seu julgamento. Acaso, no entanto, não me acompanhem os pares deste Eg. Conselho em tal posicionamento, restará à Câmara analisar o pedido de exclusão de penalidades apresentado pelo interessado, fundamentado em apresentação de Declaração de Compensação. Neste aspecto, não assiste razão ao Recorrente, mostrando-se acertada a r. decisão de primeira instância. Com efeito, conforme se observa da documentação juntada aos autos, o contribuinte fora intimado (fls. 11/16) à apresentar documentos que pudessem viabilizar a análise dos dados informados em sua DITR/99, em 10/06/03, e em 07/07/03. A entrega da Declaração de Compensação pretendida, no entanto, ocorreu apenas em 16/07/2003 (fl. 43). Não há, pois, sob o argumento defendido pelo interessado — qual seja, o de ter procedido à entrega de declaração de compensação, como excluir a penalidade que lhe fora imposta na autuação, haja vista que sua iniciativa é posterior ao inicio do procedimento de verificação fiscal. Com efeito, dispõe o artigo 138 do Código Tributário Nacional: "Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o inicio de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração." Outrossim, é de se observar que sequer fora aceita referida Declaração de Compensação, conforme se observa do Despacho Decisório de fls. 113/114, através do qual, "com base no inciso VIII do par. 3° do art. 26 c/c o inciso I do par. 1° do art. 31 da IN-SRF n° 600/2005", foram consideradas como não declaradas as compensações elencadas na Declaração de Compensação intentada pelo contribuinte (declaração n° 19182.21804.160703.1.3.57-1003 — vide fls. 43, 52/57 e 85). Y-/e4 • Processo n° 10980.008701/2003-13 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.846 Fls. 149 Cite-se, por oportuno, jurisprudência deste Eg. Conselho de Contribuintes: Número do Recurso: 157399 Câmara: TERCEIRA CAMARA Número do Processo: 13603.000596198-13 Ti. o do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: IRPJ Recorrente: RHEA PARTICIPA OES LTDA. Recorrida/Interessado: 3 a TURMAIDRJ-BELO HORIZONTE/MG Data da Sessão: 25/06/2008 00:00:00 Relator: Antonio Carlos Guidoni Filho Decisão: Acórdão 103-23499 Resultado: NPU - NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão: Por unanimidade de votos, NÃO CONHECERAM da preliminar de decadência e, no mérito, NEGARAM • rovimento ao recurso. Ementa' Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJExercicio 1999, 2000 COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Para que seja admitida a compensação, os débitos tributários precisam estar adequadamente apurados, mediante identificação precisa da origem (código), do valor e da data de vencimento respectivo (período de apuração), ainda que não estejam vencidos quando da data da formulação do pedido ou da realização do procedimento. A expressão contida na norma regulamentar (tributos vincendos) permite apenas a compensação de débitos apurados, mesmo que ainda não vencidos quando da data do pedido respectivo. De tais assertivas decorre que a falta de discriminação dos tributos que a Recorrente pretendia compensar com seus alegados créditos impede a ocorrência da homologação tácita da compensação pleiteada pelo contribuinte.DENUNCIA ESPONTÂNEA. MULTA. É inadmissível a aplicação do art. 138 do CTN para afastar a imposição de multa de mora nos casos em que o contribuinte declara a divida (de tributo sujeito a lançamento por homologação) e efetua o pagamento respectivo a destempo, à vista ou parceladamente. (STJ, AgRg no Ag 795574/SP, Relator Min. Luiz Fux, 1 a Turma, DJ 18.12.2006; AgRg no EREsp 636.0641SC, Rel. Min. CASTRO MEIRA, i a Seção, DJ 05.09 2005). Recurso a que se nega provimento. Publicado no D O.0 n° 193 de 06/10/2008. Por conseguinte, não há como acatar o pleito da Recorrente. Isto posto, consigno que o lançamento de oficio, em caso de informações inexatas, encontra amparo no artigo 14 da Lei n°9.393/96, in verbis: "Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. §1° As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, §1 0, inciso II da Lei n° 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão j\ fr 5 1\ Processo n° 10980.008701/2003-13 CCO3/CO3 Acórdão n.°303-35.846 Fls. 150 levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. §2° As multas cobradas em virtude do disposto neste artigo serão aquelas aplicáveis aos demais tributos federais. In casu, o contribuinte fora intimado em duas oportunidades para apresentação de documentos (fis. 12/13 e 16), quedando-se inerte, o que justifica a aplicação da multa imposta no AI, capitulada no artigo 44, §2°, da Lei n° 9.430/96, in verbis: Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I — de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, executada a hipótese do inciso seguinte; II — cento e cinquenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n°4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis; §1° As multas de que trata este artigo serão exigidas: I — juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; II — isoladamente, quando o tributo ou a contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; III — isoladamente, no caso de pessoa física sujeita ao pagamento mensal do imposto (carne-leão) na forma do art. 8° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de fazê-lo, ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste; IV — isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro liquido, na forma do art. 2°, que deixar de fazê- lo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente; V — isoladamente, no caso de tributo ou contribuição social lançado, que não houver sido pago ou recolhido. §2° Se o contribuinte não atender, no prazo marcado, a intimação para prestar esclarecimentos, as multas a que se referem os incisos I e II do caput passarão a ser de cento e doze inteiros e cinco décimos por cento e de duzentos e vinte e cinco por cento, respectivamente. §3° Aplicam-se às multas de que trata este artigo as reduções previstas no art. 6° da Lei n° 8.218, de 29 de agosto de 1991, e no art. 60 da Lei n° 8.383, de 30 de dezembro de 1991. 6 • Processo n° 10980.008701/2003-13 CCO3/CO3 Acórdão n.°303-35.846 Fls. 151 §4° As disposições deste artigo aplicam-se, inclusive, aos contribuintes que derem causa a ressarcimento indevido de tributo ou contribuição decorrente de qualquer incentivo ou beneficio fiscal. Por fim, no que tange aos juros de mora, consigno entendimento do eminente tratadista do Direito Tributário, Paulo de Barros Carvalho, in Curso de Direito Tributário, 9. edição, Editora Saraiva, São Paulo, 1997, p. 337, ao discorrer sobre as características distintivas entre a multa de mora e os juros moratórios: "h) As multas de mora são também penalidades pecuniárias, mas destituídas de nota punitiva. Nelas predomina o intuito indenizatório, pela contingência de o Poder Público receber a destempo, com as inconveniências que isso normalmente acarreta, o tributo a que tem direito. ( ) c) Sobre os mesmos fundamentos, os juros de mora, cobrados na base de 1% ao mês, quando a lei não dispuser outra taxa, são tidos por acréscimo de cunho civil, à semelhança daqueles usuais nas avenças de direito privado. Igualmente aqui não se lhes pode negar feição administrativa. Instituídos em lei e cobrados mediante atividade administrativa plenamente vinculada, distam de ser equiparados aos juros de mora convencionados pelas partes, debaixo do regime da autonomia da vontade. Sua cobrança pela Administração não tem fins punitivos, que atemorizem o retardatário ou o desestimule na prática da dilação do pagamento. Para isso atuam as multas moratórias. Os juros adquirem um traço remuneratório do capital que permanece em mãos do administrado por tempo excedente ao permitido. Essa particularidade ganha realce, na medida em que o valor monetário da dívida se vai corrigindo, o que presume manter-se constante com o passar do tempo. Ainda que cobrados em taxas diminutas (1% do montante devido, quando a lei não dispuser sobre outro valor percentual), os juros de mora são adicionais à quantia do débito, e exibem, então, sua essência remuneratória, motivada pela circunstância de o contribuinte reter consigo importância que não lhe pertence." (grifei) Deste modo, entendo ser cabível a aplicação dos juros de mora, vez que não se revestem de qualquer vestígio de penalidade pelo não pagamento do débito fiscal, mas sim de caráter compensatório pela não disponibilização do valor ao Erário, posição corroborada também pelas determinações do artigo 5° do Decreto-lei n° 1.736, de 20//12/79. Aliás, trata-se de questão já sumulada no âmbito do Terceiro Conselho de Contribuintes, nos seguintes termos: • Processo n° 10980.008701/2003-13 CCO3/CO3 Acórdão n.°303-35.846 Fls. 152 "Súmula 3° CC n° 7 — São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral." "Súmula 3° CC n° 4 — A partir de 1° de abril de 1995 é legitima a aplicação/utilização da taxa Selic no cálculo dos juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal." Pelas razões expostas, se vencido na questão relativa à alegada preclusão quanto à área de preservação permanente, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO. É como voto. Sala das Sessões, em 10 ezembro de 2008 Nyll'ON LU ARTOO—Relator 01/4 V 13;. . ' • Processo n° 10980.008701/2003-13 CCO3/CO3 Acórdão n.°303-35.846 Fls. 153 Voto Vencedor Conselheiro CELSO LOPES PEREIRA NETO, Redator Com o respeito e admiração de sempre, divirjo do entendimento do ilustre Conselheiro-relator Nilton Luiz Bartoli. A discordância em relação ao ilustre relator prende-se ao fato de que entendo que houve omissão no aresto embargado por não analisar questão relativa à preclusão da discussão com respeito às áreas glosadas pela fiscalização. Defende a embargante que "como se depreende de fls. 59 a 69, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande/MS entendeu que a única matéria objeto da impugnação da contribuinte foi a questão da multa aplicada no procedimento fiscal, tendo restado preclusa a discussão no tocante à glosa das áreas supostamente isentas." Da impugnação apresentada pela ora embargante (fls. 37), observa-se que a defesa restringe-se a atacar a procedência da multa imposta, uma vez que teria apresentado Declaração de Compensação antes da lavratura do Auto de Infração. Somente em sede de recurso voluntário (fls. 70/72), a recorrente fala sobre a área de preservação permanente, retificando o seu valor e defendendo o reconhecimento de sua existência Vê-se, com isso, que pretende o recorrente alargar os limites do litígio, já instaurado por meio da impugnação. Entretanto, não lhe é licito inovar na postulação recursal, incluindo questão diversa daquela que foi originariamente deduzida quando da impugnação do lançamento na instância a quo, pois o duplo grau de jurisdição assegura a devolução à autoridade ad quem apenas da matéria impugnada. Assim, se o auto de infração trata de uma ou mais matérias, na impugnação existia o ônus de impugnar cada uma destas questões. Portanto, em relação à matéria não impugnada não se instaurou o litígio, ocorrendo a incidência do fenômeno da preclusão, razão pela qual não se deve tomar conhecimento do recurso. Quanto à multa de oficio e aos juros de mora, concordo com os argumentos do i. relator, considerando cabível a incidência de ambos sobre os valores impagos. Ante o exposto, voto por ACOLHER OS EMBARGOS de declaração, para RETIFICAR o Acórdão n°. 303-34.678 embargado, para DECLARAR A PRECLUSÃO da matéria relativa à glosa da área de preservação permanente. Sala das Sessões, em 10 de dezembro de 2008 jl‘~ CELSO LOPES PEREIRA NETO - Redator Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.010840/2001-11
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.030
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade, de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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Eder " " ,',I' , Costél'e Nilton Luiz Bartoli. :".) ,- I" , ' ,'\' 1-; :\ " ',' ' ", ',' " ',Vistos, relatados e discutidos os,'presentes autos.: -/. . ~. j RESOLVEM os 'Membr~sda Terceira ,Câm~ra "do Terceiro " Cónselho deContrilJuintes, p~r unanimidade, de votos,con~erter 9 julga~énto do 'r~cursd etV diligência nos termos do voto dO relator. ' '\ " """'- • _..... "V , \ , , ",/DM . ' , , ~ / Processo n° \.". I ",. . Recurson° " ' ' ,Sessão de , \, <Recorrente , Recorrida Como parte integrante da peça impugnativa, faz acostar o laudo de avaliação de imóveis de fls.' 59 a 111 e seus anexos de fls. 112 a 163. O último dos anexos é a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).levada a efeito junto ao CREA. A propósito do laudo, diz: Segundo' a denúncia fiscal (fl. 4), o lançamento ex officio é conseqüência da glosa da área de preservação permanente-declarada pelo proprietário do imóvel rural, EDMUNDO MORplRA DE MAGALHÃES, e não comprovada mediante apresentação do ato I declaratório do Ibama nem .da protocolização tempestiva do seu pedid<:),a,despeito da intimação de fl. 15. "RELATÓRIO 10680.010840/2001-11 303-01.030 Trata-se de laudo técnico de classificação e de avaliação com a finalidade de comprovar á efetividade da utilização das áreas do imóvel"bem como da distribuição das' mesmas e fixação do VTN, de forma a propiciar as condições ,previstas na legislação de regência para que ocorra a revisão do lançamento constante do \ . Auto de Infração ora impugnado. 2 " Inicialmente, o impugnante refuta genericamente a denuncia fiscal alegando "que as áreas lançadas em sua declaração corre$pondem efetivamente à realidade". Logo depois ..transcreve normas que disciplinam ,a exclusão das áreas de preservação permane~te ede reserva legal, destacando dispositivos inerentes à última bem como o S 7° do art. 10 da Lei 9.393, de,19 de dezembrode 1996,é\crescido pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 24 de agosto de 2001, para concluir que a MP, 2.167-67, de 2001, "não exige sequer a comprovação da averbação da área de reserva legaP'. . . Regularmente intimado da exigência fiscal em 5 de novembro .de 2001, conforme AR de fl. 27, um terceiro, de nome BOAVENTURA JOSÉ DE MAGALHÃES (cédula de' identidade à -fl. 57), constitui procuradores em nome de EDMUNDO MOREIRA DE MAGALHÃES (instrumento particular de fl. 55) e em conjunto com o primeiro dos, outorgados subscreve' a impugnação oferecida em 5 de dezembro de 2001 com as razões de fls. 29 a 54; instruída com os documentos de fls. 56 a 163, um deles (fi. 58) por fotocópia desprovida de autenticação, seja por tabelião. denotas, seja pelo servidor pÍlblico~que o recepcionou. . Processo n° Resolução n° , , Os autos do presente processo tratam da exigência do Imposto sobre a' Propriedade', Territorial Rural (ITR) relativo ao fato gerador ocorrido em 1° de janeiro de 1997, bem como juros de mora e multa ex officio (75%), lançados por ...intermédio do Auto de Infração de fls. 1 a 10, inerentes ao imóvel NIRf 3.204.341-4, localizado no município de São Romão (MG). 3 Art. 10. 10680.01084012001-11 303"'01.030 I - as áreas de reserva legal, para. fins- de .obtençã.o d.o at.o declaratóri.o d.o IBAMA! deverã.o estar averbadas à margem da inscriçã.o da matrícula d.o imóvel n.o. registr.o de imóveis c.ompetente; c.onf.orme preceitua a Lei n° 4.771, de 1965; ~ 4° As áreas de preservaçã.o permanente e as de utilizaçã.o limitada serã.o. rec.onhecidas mediante at.o . d{(claratóri.o d.o IB'AMA, .ou órgã.o' delegad.o através de c.onvêni.o, para fins de apuraçã.o d.o 'ITR, -ob.servad.o .o seguinte: . /, (...) 6. O art. 10, parágraf.o 4°, da IN SRF n.o. 43/67 [sic], c.om n~daçã.o dada pela IN SRF n.o. 67/97 [sic] dispõe assim em relaçã.o às áreas de preservaçã.o permanente: [...] arevisã.o d.o lançament.o doITRrelativ.o a 1997, de c.onf.ormidade c.om .os n.ov.os parâmetr.os .objet.o das inf.ormações apresentadas, seja para desc.onstituiçã.o das gl.osas efetivadas pela aut.oridade autuante, seja pela revisã.o d.o grau de utilizaçã.o e aplicaçã.o dá alíqu.ota do imp.ost.o, seja pela' evidenciaçã.o d.os n.ov.osval.ores de VTN, .o que resultará ná reduçã.o d.o ITR e das demais c.ontribuições admihistradas pela Secretaria da Receita Federal e c.onseqüente càilcelament.o d.o feito. fiscal. 5. A impugnaçã.o é tempestiva e atende as f.ormalidades legais, razã.o I pela qualtp.erece ser c.onhecida. . . A2a Tu11Í1ada DRJ em Brasília, por unanimidade de yotos, julgou procedente o lançamento com os seguintes fundamentos: , . Ainda no corpo da peça impugnativa, transcreve a quase totalidade do laudo de avaliação às fis. 33 a 49, requ~r a realização de perícia, indica seu perito, "reserva-se no direito de apresentar quesitos quandb do deferimento do pedido", transcreve a matriz constitucional e a infraconstitucional do trib':!10e requer: . Processo n° Resolução n° Esclarece "que Fazenda São Joáquim ~ um nome. de fantasia adotado pelos' proprietários desde a aqu\sição do imóvel, que, segundo a escritura, denomina-se Fazenda Boa Vista ou Porteiras e ,Bebedouro", acrescenta que referido imóvel já foi inventariado - terminologia adotada pelo então impugnante - e desde 28 de.junho de 200Q compõe a matrícula 2699, à fi. 69 do Livro 2-J, com informação averbada àniargem ida matrícula 4379, à fi. 290 do Livro 3-F, ambos do Cartório .' Torres de Registro de Imóveis de São Romão (MO). 4 • 1I1 - se o contribuinte não requerer, ou. se o requerimento não for reconhecido pelo 'iBAMA, a Secretaria da Receita Federal fará lancamento suplementar recalculando o ITR devido. (grifei) II -' o contribuinte terá o prazô de seis meses, contado'.. .da data da entregá da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declaratório junto ao. IBAMA; I , /' VTN - no laudo há referência à [sic] negociações ocorridas' no município nos anos de 1995 a 1996 . . Contudo, o laudo 'não está acompanhado dos documentos que comprovam os valores mencionados para cada negociação. Ou seja, o laudo restringe-se a esclarecer onde obteve as informações, sem anexar as 10. Em relação à área de reserva legal constante do laudo técnico, mas não declarada, bem assim ao fato do VTN constante do laüdo ser inferior ao declarado e da área de pastagem do laudo ser superior à declarada, cabe fazer as seguintes obsewações:, Reserva legal - consoante constado laudo, a suposta, área de reserva legal não está averbada à margem da matrícula do imóvel, não atendendo à condição de exclusão da base de cálculo p:çesente nas seguintes normas: Lei no. 4.771/65, art. 16, parágrafo 2°., com redação dada pela Lei no. 7.803/89; Lei no. 9.393/96, art. '10, parágrafo 1°:, incis.o lI; alínea "a", ao fazer referência à Lei no. 4.771/65; e IN SRF no; 43/97, art. 10, parágrafo 4°, inciso I, com redação dada pela IN SRF no: 67/97; 9; Ademais, a presença a [sic] autoridade lançadora na propriedade não contribuiria em nada para alterar a situáção do lançamento, haja vista que em relação à área de preservaçãoperm"mente, a norm';l trrbutária exige prova documentaL 10680.010840/2001-11 303-01.030 8.' Em relação ao pedido de, perícia, inforrllo que o sujeito passivo. descumpriu o disposto no art 16, inciso IV [sic] do Decreto no. 70.235/72, , ao não formular os quesitos. Tal fato ,autoriza considerar o pedido não formulado nos termos do parágrafo 1° do mesmo artigo. . .7. Está clato qu~o documento :t;lecessário e suficiente para comprovação da área de preservação permanente é o Ato' Declaratório Ambiental - ADA do IBAMA, Como o sujeito passivo não apresentou o requerimento do ADAprotocolado até 21/09/1998 (IN SRF no. 56/98), tendo, inclusive, reconhec~do não possuí-lo, conformé fi. 108 (página 50 do làudo), resta considerar o ,lançamento procedente. O laudo técnico não é' documento 'suficiente para servir como prova da existência da área ahtes mencionilda. ( Processo nO Resolução n° . , . ,\ ~. ~/.,' Área de pastagem - \ pretende o sujeito passivo aumentar a área de pastagem declarada de 2.680,0 ha para 3.124,33 ha com base no laudo apresentado, elaborado em dezembro de 2001, aumentando, com isso, o grau de utilização da' propriedade, Ora, não é ,crivel que um engenheiro possa dimensionar com segurança a' área de' pastagem existent~ em 1996, ou seja, cinco anos antes da vistbria feita in loco por ele. Não há qualquer explicação no Jaudo de como Q engenheiro chegou à conclusão da área de pastagem ser quase 500 ha superior à declarada pelo sujeito passivo. Simplesmente, como um passe de' mágica, ele conseguiu vislumbrar a situação da propriedade' há cinco anos atrás (sic] e dizer que o proprietário, que lá estava à época, conseguiu errar a área de pastagem em 16,7%. O sujeito passivo tinha condições de informar . com maior precisão ~ extensão da área de pastagem,' quando do preenchimento da declaração, do que o engenheiro, cinco anos após, 10680.010840/2001-11' 303-01.030 , comprovações das 'mesmás. Não cabe a esta' DRJ produzir provas para o contribuinte; até porque não se trata de matéria objeto do lançamento, mas sim de solicitação de revisão dos dados constantes da declaração. Em que pese sempre se buscar a verdade material, daí, a meu ver, ser possível a revisão de dados declarados" por parte desta DRJ, é imprescindível a prova documental das alegações apresentadas. Saliente-se, também,. que a maioria' das negociações utilizadas como base da avaliação trataram de imóveis em ml;micipio diferente do imóvel do slzljeitopassivo; , \ \ , 12. Por fim, quanto às normas menc;ionadas pelo sujeito passivo, trata-se apenas de um levantamento da legislação, que não interfere no lançamento. Saliente-se que a quase totalidade das normas legais e infralegais apresentadas não se 'aplicam ao fato gerador do presente lançamento. 11. Então, conforme dito, ainda que se procure sempre a busca da verdade material, não é possível alterar informações contidas na declaração do sujeito passivo, em decorrência de supostos equívocos, sem que ele traga as provas document(j.is dos mesmos. Nesse caso, o ônus da prova é do sujeito passivo, haja vista que os valores declarados pel,o 'sujeito passivo não foram contestados pela autoridade lançadora. .Considero o laudo insuficiente para prqceder às retificações solicitadas, não cabendo a esta DRJ tomar providencias no sentido de produzir as provas necessárias. Ciente em 30 de outubro de 2003, do inteiro teor do Acórdão DRJ/BSA 7.842, de 10 de outubro de 2003, o recurs~ voluntário de fls., 180 a 205 é interposto em 25 de novembro de 2003, no qual reitera as razões iniciais, aCrescenta 5 Processo n° Resolução n° 4~- ------------------------~~ . Processo n° , Resolução nO 10680.010840/2001-11 303-01.030 1 I 'j . ~ i 1 1 I 1 J 'I I '.! ~l/i "di' transcrição 40 art 11 da IN sRF 256, de 13 de dezembro de 2002, roga pela sua aplicação retroativa porque entende nela prevista "uma forma de solução 'para pendências" e argumenta: O~a, se o Contribui~te pode assinar um Termo de Ajustamento de Conduta juntá ao IEF, para assegurar a Área de Reserva Legal, nos termos desta IN, ~ão há que se falar na necessidade de apresentação do ADA, uma vez que somente o T~rmo de Ajustamento de Conduta já seria suficiente para o asseguramento destas áreas. , Instrui o recurso voluntário, com o desiderato de garantir a instância recursal, às fls. 206 e 207, o arrolameptó de um imóvel com área aproximada de 54,45 ha, situado no lugar denominado Bocâina, no distrito de São ,Gonçalo do Abaeté (MG), no valor de 40.000,00 (quarenta mil cruzeiros), firmado por Laurindo Gomes Ferreira . É o relatório. / /. .- 6 • I 7 .. " I VOTO 10680.010840/2001-11 303-01.-030 Conselheiro"Tarásio Campelo Borges, Relator Em 5 de dezembro de 2001, BOAVENTURA J,oSÉ DE MAGALHÃES subscreve a impugnação em conjunto com o primeiro dos advogados beneficiários da outorga citada no parágrafo anterior, cujo cartãó de identidade de advogado é acostado à fi. 58 por fotocópia carente de autenticidade aferida pór tabeli~o denotas ou pelo servidor público que a recépcionou. Entretanto, segundo o instrumento particular de fl. 55, na fase de, impugnação da exigência, em 12 de novembro de 2001, BOAVENTURA JOSÉ DE MAGALHÃES2, em nome de EDMUNDO MOREIRA DE MAGALHÃES3, sem enunciar a força jurídica desta representação, outorga a advogados, ,a urna sociedade de advogados e a estagiários acadêmic<?s de Direito, poderes para o foro em geral, inclusive os da cláusula ad judicia, bem corno para representar o outorgante perante. repartições públicas federais, estaduais e municipais, dentre outros poderes. . ' Na fase'recursal, o arrolamento de bens de fls. -206 ê 207 é subscrito em 25 de novembro de 2003 - apenas na sua primeira folha -, por LAURINDO GOMES FERREIRA, sem qualquer identificação formal do subscritor nem indicação da procedência deste.poder de representação. ' . Preliminarmente, entendo necessária a busca de 'solução para alguns fatos' obscuros, mormepte quanto à legitimidade de terceiros intervenientes em deterplinados atos processuais. I Fotocópia autêntica acostada à fi. 56 dos autos deste processo. 2 Cédula de identidad~ acostada à fi. 57 dos autos deste processo, por fotocópia autêntica. 3 Inexiste referência ao espólio. Com efeito, o sujeito passivo da obrigação tributária identificado no .lançamento ex officio é EDMill'q'DO MOREIRA DE MAGALHÃES, falecido em 30 de abril de 1997; conforme Certidão de Obito nO 13.806, lavràda peJo OfiCial do Registro Civil da Comarca de Patos de Minas (MG)l. ' Processo n° Resolução n° , Conforme relatado, ttata o presente processo de recurso voluntário contra acórdão da 2a Turma da DRJ em Brasília que julgou. procedente, por .unanimidáde 'de 'votos, a exigência do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural '(ITR) relativo 'ao fato gerador' ocorrido em 1° de janeiro de 1997,acrescidóde juros de mora e de multa ex officio .(75%), conseqüência da glosa da área de preservação permanente declarada pelo proprietário do imóvel rural. , , 207; e, c) assinar a segunda folha do arrolamento. de bens de fis. 206 e 10680.010840/2001-11 303-01.D30 4 Atentar que' o outorgante identificado no instrumento de fl. 55 não é o espóliq de EDMUNDO MOREIRA DE MAGALHÃES, mas o próprio falecido. S Autenticada por tabelião de notas ou pelo servid~r público que a recepcionar. 8 ~~ TARÁSIO CAMPELO BORGES - Relator Sala das Sessões, em 14 de abril de 2005 Posteriormente, após facúltar ao - recorrente oportunidade de manifestação quanto ao resultado desta diligência, providenciar o retomo dos autos a esta Câmara. . d) fornecer fotocópia5 do documento de ideJ;ltidade do representante legal do recorrente que subscreve o arrolamento. de bens. b) comprovar a legitimidade da intervenção de LAURINDO GOMES FERREl'RA aposta na primeira folha do arrolamento de bens' de fis: 206 'e 207, na qualidade de répresentante legal.do sujeito passivo da Qbrigação tributária;, . a) comprovar a legitimidade da intervenção de. BOAVENTURA JOSÉ DE MAG1\LHÃES no instrumento particular de procuração de fi. 55, no dia 12 de novembro de 2001, na qualidade de representante de EDMUNDO MOREIRA DE MAGALHÃES4, ~alecido em 30 de.abril de 1997; Processo nO Resolução n° . Isso posto, com o objetivo de enriquecer a instrução dos ~utos deste processo, voto pela conversão do julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem.para que autoridade competente emita juízo de valor acerca da autenticidade do cartão de identidade de advogado acostado à fi. 58 e intime o recorrente para: 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008
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