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Numero do processo: 10980.914104/2009-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO
DECLARANTE.
É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratando-se de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido.
Assunto: Normas de Direito Tributário
Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE
COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada.
Numero da decisão: 3803-003.240
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO DECLARANTE. É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratando-se de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido. Assunto: Normas de Direito Tributário Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO DECLARANTE. É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratandose de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido. Assunto: Normas de Direito Tributário Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0633.740, de 14 de setembro de 2011, da DRJCuritiba/PR, fls. s/nº, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade. A Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação nº 22752.78358.020506.1.7.04-8726, fl. 05 a 10, em 02/06/2006, por meio da qual compensou débitos de PIS e COFINS de março de 2006. Na DComp foi utilizado o crédito de pagamento indevido no valor de R$ 5.895,45, relativo à Cofins do mês de novembro/2004, do total recolhido de R$ 30.597,66. A DRFCuritiba, não homologou a compensação, por meio do despacho decisório de 11/05/2009, fl. 01, fundada no fato de que o DARF discriminado na DComp fora integralmente utilizado para quitação do débito de Cofins do período de apuração de novembro de 2004, não restando saldo de crédito disponível para a compensação do débito indicado. A interessada apresentou manifestação de inconformidade, fls. 11 a 16, em que alegou que: a) dentre as atividades desenvolvidas, realiza a prestação de serviços para armadores estrangeiros e, até pouco tempo, desconhecia a lei que traz o benefício da não incidência da contribuição para o Pis/Pasep e da Cofins sobre receitas decorrentes das operações de prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; b) os armadores estrangeiros são representados no território nacional por empresas brasileiras. Os pagamentos efetuados a estes representantes são suportados pelo primeiro, conforme a legislação brasileira, que remete previamente ao país divisas suficientes para fazer frente às despesas assumidas com a passagem de seus navios por águas e portos nacionais; c) as Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003 exigem somente duas condições para a não incidência das contribuições: que o tomador, pessoa física ou jurídica, esteja domiciliado no exterior, e que o pagamento seja realizado em moeda conversível; d) os serviços prestados para armadores estrangeiros atendem a estas duas condições, embora o serviço seja executado totalmente em território brasileiro e aqui seja verificado o seu resultado, uma vez que o tomador está domiciliado no exterior e sua contraprestação acarreta a entrada de divisas; e) os representantes são meros repassadores de recursos do exterior, atuando em nome dos armadores, por imposição das leis brasileiras, e que esta intermediação não é suficiente para descaracterizar a não incidência das contribuições, uma vez que toda atividade exercida pela empresa é desenvolvida exclusivamente para uma empresa estrangeira; f) existe um nexo causal entre o pagamento que representa a entrada de divisas e a prestação de serviços à pessoa estrangeira, e que este nexo é evidenciado pela legislação do Bacen, a qual autoriza esse tipo de transação; Fl. 98DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10980.914104/200915 Acórdão n.º 3803003.240 S3TE03 Fl. 2 3 g) preenche todos os requisitos para fazer jus ao benefício e relatou que ingressara com o pedido de restituição e compensação dos valores não prescritos. Indicou o valor do faturamento com a prestação de serviços ao armador estrangeiro, o valor da contribuição que entende ter pago indevidamente e a correção do indébito até a data da apresentação da DComp. h) ressaltou que as notas fiscais de prestação de serviços permitem correlacionar a atividade que desenvolve à desenvolvida pelos armadores estrangeiros em águas nacionais e que as disponibilizará para conferência no momento em que forem requisitadas. Com esses argumentos a interessada requereu o acolhimento da manifestação de inconformidade, o cancelamento do procedimento administrativo adotado pela DRF/Curitiba e a homologação da compensação declarada. Em julgamento da lide, a DRJCuritiba destacou que a compensação tributária pressupõe que o sujeito passivo tenha um crédito líquido e certo contra a Fazenda Pública, conforme dispõe o art. 170 do Código Tributário Nacional (CTN). Sob essa premissa legal, sustentou que a Contribuinte não trouxe ao processo qualquer prova material ou documental para amparar sua principal alegação de direito ao crédito decorrente da não incidência da contribuição sobre as receitas de prestação de serviços a pessoa jurídica domiciliada no exterior, conforme exigida pelo art. 16, III, do Decreto n° 70.235/72 e do artigo 333, do Código de Processo Civil. Aduziu que a manifestante fez juntar ao processo um simples demonstrativo de apuração do crédito, o qual traz a indicação das notas fiscais relativas aos serviços prestados, tendose colocado à disposição para a sua apresentação posterior. Cientificada da decisão em 15 de dezembro de 2011, irresignada, a interessada apresentou recurso voluntário em 09 de janeiro de 2012, em que repisa os mesmos termos da manifestação de inconformidade e anexa cópias dos contratos anuais de prestação de serviço de agenciamento marítimo, firmados com o armador estrangeiro, P&O Nedlloyd. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, e atende a todos os requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A suma dos argumentos da Recorrente é que o pagamento da COFINS utilizado como crédito na DComp sob análise foi calculado sobre receitas de prestação de serviços para pessoa jurídica localizada no exterior, representativa ingresso de divisas, não sujeitas à incidência das contribuições, a teor do do art. 6º, inciso II, da Lei nº 10.833/2003, verbis: Fl. 99DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Art. 6º A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: [...] II prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) A razão de decidir da DRJ/Curitiba resumese na falta de comprovação do alegado pela manifestante. Com efeito, a Interessada não respaldou a defesa com documentação contábil e fiscal, únicos elementos autorizados legalmente para aferição de bases de cálculo, para identificação das receitas, de sorte a, no caso, viabilizar a verificação de não incidência da contribuição sobre a exclusiva receita de prestação de serviços ao armador estrangeiro que a Interessada representa no Brasil. A decisão recorrida observou: “a contribuinte [...] juntou ao processo, desacompanhado de documentação contábil e fiscal comprobatória, um simples demonstrativo de apuração do crédito”. No recurso voluntário, reitero, a declarante replica o mesmo argumento trazido na manifestação de inconformidade, e nele agrega o mesmo demonstrativo do crédito utilizado na DComp, em que apresenta a receita auferida do armador estrangeiro e o valor do pagamento indevido da contribuição. Informou a Defendente, em ambas as instâncias, que “dentre as atividades desenvolvidas realiza a prestação de serviços para armadores estrangeiros”. Suas atividades estão descritas no objeto social, constante da cláusula terceira do contrato social consolidado, fl. 24, anexo ao recurso voluntário, ipsis litteris: Agência Marítima, Entidade Estivadora, Operadora Portuária, Agenciamento de navios, Representações Comerciais, Comissária de Despachos Aduaneiros, Prestação de Serviços e Assessoria Técnica em cargas e encomendas e Participações Societárias em outras empresas. Como representante do armador, esta pessoa jurídica, além de angariar cargas para a sua Contratante, executa todos os procedimentos que têm pertinência com o movimento dessas cargas, inclusive quanto à contratação de transporte rodoviário e serviços de armazéns, segundo os termos do contrato de prestação de serviços firmado com a P&O Nedlloyd. Para fazer frente ao cumprimento do contrato, a Agência Marítima Transatlântica movimenta duas contas bancárias. A primeira, para controle do custeio da atividade da Contratante, P&O Nedlloyd, intermediada pela Contratada. A segunda, para as remessas de receitas da Contratante. Os registros contábeis, notadamente contas a pagar, contas a receber e caixa, são feitos separadamente dos da Contratada, de modo que a posição financeira líquida da Contratante possa ser estabelecida a qualquer tempo, consoante cláusula do contrato. Dos termos avençados no contrato deflui a preponderante característica da Agência Marítima Transatlântica como repassadora de recursos financeiros da P&O Nedlloyd para cobertura dos custos e despesas desta nas operações relativas aos fretamentos, serviços de intermediação pelos quais, podese ter como certo, aufere suas próprias receitas representantes de ingressos de divisas. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10980.914104/200915 Acórdão n.º 3803003.240 S3TE03 Fl. 3 5 Contudo, não se perca de vista o leque de atividades previsto no objeto social da Agência Marítima Transatlântica Ltda., a indicar a possibilidade da existência de outras relações de negócios, além da que estabelece com a P&O Nedlloyd, sujeitas à incidência da contribuição, como o prova o débito que a Interessada reconhece como efetivo em cada período de apuração. Dessas observações acima registradas, ressalta a insuficiência do único elemento que a Defendente trouxe na manifestação de inconformidade, vale dizer, o demonstrativo espelhado acima, para demonstrar a propriedade e a medida das receitas de prestação de serviços desta Contratada exclusivamente decorrente do contrato em foco. Mesmo indicado na decisão recorrida que os elementos de prova consubstanciavamse na escrita ou documentação contábil e fiscal, a Recorrente não suprimiu esta lacuna no recurso voluntário, limitandose a anexar cópias dos contratos de prestação de serviços à P&O Nedlloyd, ineptos para aferição dos valores controversos e, portanto, para ateste da verossimilhança das alegações. Assim, nada a reparar na decisão recorrida, que a mantenho por seus próprios fundamentos, o art. 16 do Decreto nº 70.235/72 e a art. 333 do CPC1, segundo os quais é ônus da Defendente carrear aos autos a prova de sua alegação de ser detentora de crédito perante a RFB, não cabendo a este Órgão provêla em substituição àquela, mediante diligência, coligindo os elementos de sua escrita contábil e fiscal, que são de privativo conhecimento da Interessada e se encontram sob seu estrito controle. Em vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 18 de julho 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa 1 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. (...) Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10980.914104/200915 Interessada: AGENCIA MARÍTIMA TRANSATLÂNTICA LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803003.240, de 18 de julho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 18 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 102DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 16327.002929/2001-10
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 15 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Aug 15 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 101-02.666
Decisão: RESOLVEM os membros da primeira câmara do primeiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: VALMIR SANDRI
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Recorrida 8° Turma da DRJ de São Paulo - SP - I RESOLUÇÃO N.° 101-02.666 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da primeira câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. A /ONI PRAGA PRESIDENTE ANDRI RELATOR FORMALIZADO EM: 2 -4 SET 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SANDRA MARIA FARONI, CAIO MARCOS CÂNDIDO. MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI e SIDNEY FERRO BARROS (Suplentes Convocado). Ausentes justificadamente os Conselheiros JOÃO CARLOS DE LIMA JÚNIOR, JOSÉ RICARDO DA SILVA, ALOYSIO JOSÉ PERCINIO DA SILVA e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. • Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCOI/C01 Resoluçâo n.° 101-02.666 Fls. 2 Relatório BANCO BMC S.A., já qualificado nos autos, recorre da decisão proferida pela r Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo - SP, que, por unanimidade de votos indeferiu a solicitação feita pelo contribuinte. Trata-se o presente processo de Pedido de Restituição de IRPJ, protocolado pelo contribuinte em 27/12/2001, fls. 01, no valor de RS 2.577.887,84, por entender que recolheu a maior o Imposto de Renda Pessoa Jurídica no ano-calendário 2000, conforme consta na Ficha 12B — Linha 13 da sua declaração de rendimentos, fls. 30. Posteriormente, o contribuinte protocolou também Pedidos de Compensação (com débitos de IRRF, 10F, CPMF, PIS e COFINS), fls. 62/67, 72, 79/83 e 87/89, que foram convertidos em Declaração de Compensação, nos termos do art. 74, §5° da Lei n° 9.430/96, com redação dada pelo art. 49, da Lei n° 10.637/02 c/c arts. 1° e 2° da IN/SRF 233/2002. Após analisar a solicitação, a DRF exarou em 25.04.2003 o Despacho Decisório de fls. 153/158, indeferindo parcialmente a solicitação feita pelo Contribuinte, por entender que parte do crédito alegado não possui o atributo da certeza mencionado no art. 170 do CTN, uma vez que teve origem em compensação anterior não homologada pela autoridade administrativa, além de que se refere à parcela de recolhimento em DARF de aplicação de investimento incentivado FINOR, que não possui natureza de tributo, não sendo, portanto, compensável nos moldes da legislação pertinente. Destacaram, ainda, que outra parte do crédito teve origem em Processo Administrativo decorrente de decisão judicial ainda não transitada em julgado, ou seja, não ostenta o atributo da certeza previsto no art. 170 do CTN para fins de restituição ou compensação tributária. Sendo assim, homologaram apenas as compensações levadas a feito pelo contribuinte em relação aos débitos nomeados nas Declarações de Compensação às fls. 62, 65, 66, 67, 72, 79, 80, 81, 82 e 83, e dos dois primeiros débitos e parte do terceiro da Declaração de fls. 63, conforme tabela às fls. 137/138, para o que foi suficiente o crédito de R$ 1.267.435,14, correspondente à parcela do saldo negativo de IRPJ a pagar do ano-calendário 2000, originária de antecipações em DARF, de IRPJ - estimativa, código 2319, em decisão assim ementada: "A autoridade administrativa está impedida de homologar Declaração de Compensação se o crédito alegado pelo contribuinte contra a Fazenda Nacional, entre outras razões, não existir ou não possuir o atributo da certeza, consoante determina o artigo 170 do Código Tributário Nacional — CTN. In casu, parcela do pretenso crédito é originária de compensação anterior não homologada; parcela, de recolhimento em DARF de aplicação de investimento incentivado FINOR, que não possui natureza de tributo, não sendo, portanto, compensável nos moldes da legislação pertinente; e outra parcela, decorrente de compensação autorizada por medida judicial não transitada em julgado, portanto, carecendo da certeza requerida pelo mencionado artigo do CTN. 7 -V era.: 2 Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCOI/C01 Resoluçio n.° 101-02.666 Fls. 3 COMPENSAÇÃO PARCIALMENTE HOMOLOGADA." Inconformado com a referida decisão, da qual tomou conhecimento em 17.06.2003, fls. 162, o Contribuinte apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade em 16.07.2003, às fls. 163/166, alegando em síntese que: Inicialmente, destaca que em 31.12.2000 apurou saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 2.228.271,97, que teve origem em antecipações mensais efetuadas pelo contribuinte através de recolhimento de DARF's no valor de R$ 1.426.834,91 e através de Pedidos de Restituição e Compensação (Processos ti% 16327.00011739/00-04 e 104140003203/0-35), no valor de R$ 801.437,06. Esclarece que o Processo Administrativo n° 16327.001739/00-04, refere-se ao Pedido de Restituição e Compensação de IRPJ relativo ao ano-calendário 1998, que não obstante tenha sido julgado improcedente pela DIORT, encontra-se com a sua exigibilidade em razão do recurso apresentado, nos termos do art. 151, II do CTN. Afirma, ainda, que o processo Administrativo n° 10410.003203/00-35, refere-se ao Pedido de Compensação de crédito com Débito de Terceiro, a título de crédito prêmio de IPI, nos termos do Decreto-Lei n° 491/69, tendo sido emitido em favor do contribuinte, na qualidade de titular dos débitos compensados o respectivo "Documento Comprobatório de Compensação — DCC", livre de qualquer ressalva, fl. 174. Sendo assim, requer a homologação do presente pedido de restituição, uma vez que os débitos tributários provenientes das compensações já efetuadas por ele, atinentes aos meses de março e maio de 2000, bem como as respectivas parcelas destinadas ao FINOR, respectivamente, encontram-se suspensos (competência março de 2000) ou extintos (competência maio de 2000). Requer, ainda, seja suspenso o presente feito até o julgamento definitivo do Pedido de Restituição n° 16327.001739/00-04, referente ao crédito tributário apurado no ano- calendário 1998. À vista da Manifestação de Inconformidade, a 8 a. Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas - SP, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação feita pelo Contribuinte. Em suas razões de decidir, destacaram que não merece ser acolhido o pleito do contribuinte quanto ao sobrestamento do presente processo até julgamento definitivo do Processo Administrativo n° 16327.00011739/00-04, tendo em vista que o Decreto n° 70.235/1972, que regulamenta o processo administrativo fiscal não traz qualquer dispositivo nesse sentido, além do que a administração pública tem a obrigação de impulsionar o processo até a sua decisão final, não podendo a autoridade executiva sobrestar o julgamento na inexistência de impeditivo legal. Corroborando este entendimento transcreveram jurisprudência do Conselho de Contribuintes. Salientaram que está correto o entendimento exarado no Despacho Decisório quanto ao não aproveitamento dos valores dos meses de março e maio de 2000, uma vez que estes valores encontram-se pendente de apreciação na esfera administrativa, respectivamente nos processos n's 16327.011739/00-04 e 10410.003203/00-35 não possuindo, portanto, a certeza exigida no art. 170 do CTN. Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCOI/C01 Resolucio n.• 101-02.666 Fls. 4 Pelo exposto, os julgadores de primeira instância indeferiram o sobrestamento do julgamento do presente processo, bem como indeferiram a solicitação feita pelo contribuinte, em decisão assim ementada: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2000 Ementa: Processo Administrativo Fiscal. Sobrestamento. Impossibilidade. O processo administrativo fiscal é regido por princípios, dentre os quais o da oficialidade, que obriga a administração a impulsionar o processo até sua decisão final." Solicitação Indeferida. Ciente da decisão de primeira instância às fls. 202, o Contribuinte apresentou recurso voluntário em 17.11.2005, tempestivamente às fls. 189/197, juntando, ainda, os documentos de fls. 198/207, alegando em síntese que: Inicialmente, faz um breve relato dos fatos e fundamentos que deram origem ao presente processo, reafirmando que em 31.12.2000 apurou saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 2.228.271,97, valor este que teve origem em antecipações mensais efetuadas pelo contribuinte através de recolhimento de DARF's no valor de R$ 1.426.834,91 e através de Pedidos de Restituição e Compensação (Processos n's 16327.001739/00-04 e 10410.003203/00-35), no valor de R$ 801.437,06. Ressalta que a Delegacia da Receita federal de Julgamento, homologou apenas a importância de R$ 1.267.435,14, razão pela qual foi apresentado o presente recurso com efeito suspensivo. Nesse sentido, transcreve o art. 64 da IN/SRF n° 460/04, arts. 49 e 68 da Lei n° 10.637/02 e art. 17 da Lei n° 10.833/03. Afirma que em 01.10.2002 não havia sido exarada qualquer decisão por parte da autoridade administrativa, o que somente ocorreu em 17.06.03. Dessa forma, por força dos dispositivos legais mencionados, o Pedido de Restituição foi convertido em Declaração de Compensação já naquela data (01.10.2002), com efeitos retroativos desde o seu protocolo em 27.12.2001. Prossegue afirmando que do saldo remanescente (valores não homologados pela autoridade administrativa), no montante de R$ 801.437,06, recolhido através de compensações tributárias, nos termos e condições previstas na IN/SRF n°21/97 e suas alterações posteriores, o valor de R$ 244.593,42 não será objeto do presente recurso, posto que já tem destinação específica ao FINOR. Dessa forma, acredita o contribuinte que subtraído do montante principal o valor referente ao FINOR e aquele já homologado pela DRJ-SP, existe um saldo de R$ 716.243,41, passível de compensação, conforme exposto às fls. 195. Alega o contribuinte que teve parte de sua solicitação indeferida, pois a DRJ entendeu em síntese que esses valores não possuíam a certeza exigida no art. 170 do CTN, uma vez que se encontravam pendentes de homologação na esfera administrativa, Processos Ifs 16327.001739/00-04 e 10410.005279/99-62. - <:;51---d 4 . . Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCOI/C01 Resolução n.° 101-02.666 Fls. 5 Esclarece que a antecipação referente ao mês de março de 2000, no valor de R$ 450.972,86, foi recolhida por compensação realizada nos autos do Processo Administrativo n° 16327.001739/00-04, relativo ao saldo negativo do IRPJ pago a maior ou indevidamente pelo contribuinte, atinente ao ano-calendário 1998. Afirma que não obstante tenha sido julgado improcedente a sua solicitação, em 24.02.2003, foi apresentada manifestação de inconformidade que se encontra pendente de julgamento, conforme documento acostado aos autos. Em relação à antecipação referente ao mês de maio do ano-calendário 2000, no valor de R$ 265.270,55, aduz que tal antecipação foi recolhida por compensação nos autos do Processo Administrativo n° 10410.005279/99-62, na modalidade de "Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Terceiro", formulado pelo contribuinte Central Açucareira Santo Antonio S.A., inscrito no CNPJ n° 12.718011/0001-90. Dessa forma, tendo sido expedido pela unidade competente da Secretaria da Receita Federal de Maceió — AL, o competente "Documento Comprobatório de Compensação — DCC", afirma o contribuinte que resta extinto de pleno direito, nos termos do anexo V da IN/SRF n°21/97, o débito de IRPJ recolhido por compensação, a titulo de antecipação devida no mês de maio do ano-calendário 2000. Pelo exposto, requer seja homologada a parcela remanescente do saldo negativo de IRPJ, no valor de R$ 716.243,41, bem como seja reconhecida à extinção dos débitos tributários compensados. É o relatório. Voto Conselheiro VALMIR SANDRI, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos para a sua admissibilidade. Dele, portanto, tomo conhecimento. Conforme se depreende do relatório, trata-se o presente processo de Pedido de Restituição, cumulado com Pedido de Compensação protocolado pelo contribuinte em 27/12/2001, fls. 01, no valor inicial de R$ 2.577.887,84, por entender que recolheu a maior o Imposto de Renda Pessoa Jurídica no ano-calendário de 2000. Deferida parcialmente a solicitação feita pelo contribuinte (R$ 1.267.435,14), e a parte destinada ao FINOR (R$ 244.593,42), do qual o contribuinte reconhece que não deve ser objeto do presente recurso, restou um saldo remanescente no valor de R$ 716.243,41, que deseja ser reconhecido no presente recurso. Sendo assim, a questão cinge-se ao montante de R$ 716.243,41, não homologado pela decisão recorrida, por considerar que o suposto débito da Fazenda Nacional carece de certeza nos termos do art. 170 do CTN, tendo em vista que ainda é objeto de Processos Administrativos pendentes de julgamento definitivo. 5 . . , • . • Processo n.° 16327.002929/2001-10 CCO I/C01 Resolução n.° 101-02.666 Fls. 6 No caso em tela, pretende o contribuinte compensar créditos que ainda encontram-se pendente de recurso na esfera administrativa, como ele mesmo reconhece em seu recurso ao afirmar que: "Foram aplicados nessa compensação créditos tributários pleiteados, em nome próprio ou por terceiro, no âmbito dos Pedidos de Restituição formulados, respectivamente, sob os es 16327.001739/00-04 e 10410.005279/99-62". Ou seja, tendo em vista que o Processo n°16327.001739/00-04, no qual foi efetuada a antecipação referente ao mês de março do ano-calendário 2000, no valor de R$ 450.972,86, encontra-se pendente de julgamento na Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, não há que se falar em crédito liquido e certo como pretende o contribuinte. Da mesma forma em relação ao Processo Administrativo n° 10410.005279/99- 62, eis que se encontra pendente de julgamento na esfera administrativa, pois não obstante tenha sido expedido o "Documento Comprobatório de Compensação — DCC", conforme juntado pelo próprio contribuinte às fls. 203, não há informações nos presentes autos de que o mesmo transitou em julgado. Pelo acima exposto, entendo que o presente processo deve retomar a DRF de origem até decisão definitiva proferida na esfera administrativa nos mencionados processos, para só então retomar a esta E. Câmara, acompanhado de cópias das decisões definitivas daqueles processos, para dar seguimento ao julgamento da presente lide. É como voto. Sala das Sessões - DF, em 15 de agosto de 2008 ., A RI (""L 6 Page 1 _0032900.PDF Page 1 _0033000.PDF Page 1 _0033100.PDF Page 1 _0033200.PDF Page 1 _0033300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10880.006302/99-81
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.005
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator vencidos os Conselheiros Nanci Gama e Silvio Marcos Barcelos Fiúza que davam provimento.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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Numero do processo: 13134.000018/2001-27
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 28 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Mar 28 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1995
Ementa: ALÍQUOTA. Comprovadas, por meio de laudo, áreas que demonstram percentual de utilização efetiva da terra aproveitável que leva à alíquota de ITR de 0,4%, pleiteada pela recorrente. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo do imposto relativo aos exercícios de 1994, 1995 e 1996 é o VTN mínimo e não o VTN tributado introduzido pela Lei nº 9.393/1996.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
Numero da decisão: 303-34.165
Decisão: Acordam os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, pelo voto de qualidade, dar provimento parcial ao recurso para acolher a alíquota de 0,4% pleiteada pela contribuinte,nos termos do voto da relatora, vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman, Sérgio de Castro Neves, Marciel Eder Costa e Nilton Luiz Bartoli, que excluíam também da tributação a área de reserva legal.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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decisao_txt : Acordam os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, pelo voto de qualidade, dar provimento parcial ao recurso para acolher a alíquota de 0,4% pleiteada pela contribuinte,nos termos do voto da relatora, vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman, Sérgio de Castro Neves, Marciel Eder Costa e Nilton Luiz Bartoli, que excluíam também da tributação a área de reserva legal.
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Numero do processo: 35423.000581/2006-97
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/1999 a 30/10/2005
COMPENSAÇÃO. OBRIGAÇÕES AO PORTADOR EMITIDAS PELA ELETROBRÁS. FALTA DE PREVISÃO LEGAL.
Não há previsão legal para a compensação de créditos tributários com obrigações ao portador emitidas pela ELETROBRÁS. Pelo Princípio da Legalidade a Administração Pública só pode agir de acordo com o que a lei determina, sendo-lhe vedado afastar, sob fundamento de inconstitucionalidade, normas legais vigentes.
SÚMULA CARF Nº 24. Incompetência da SRF para promover compensação
entre créditos derivados de obrigações da Eletrobrás e débitos tributários como as contribuições previdenciárias. vinculação dos membros do CARF à jurisprudência consubstanciada em súmula.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.681
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1999 a 30/10/2005 COMPENSAÇÃO. OBRIGAÇÕES AO PORTADOR EMITIDAS PELA ELETROBRÁS. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. Não há previsão legal para a compensação de créditos tributários com obrigações ao portador emitidas pela ELETROBRÁS. Pelo Princípio da Legalidade a Administração Pública só pode agir de acordo com o que a lei determina, sendo-lhe vedado afastar, sob fundamento de inconstitucionalidade, normas legais vigentes. SÚMULA CARF Nº 24. Incompetência da SRF para promover compensação entre créditos derivados de obrigações da Eletrobrás e débitos tributários como as contribuições previdenciárias. vinculação dos membros do CARF à jurisprudência consubstanciada em súmula. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
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OBRIGAÇÕES AO PORTADOR EMITIDAS PELA ELETROBRÁS. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. Não há previsão legal para a compensação de créditos tributários com obrigações ao portador emitidas pela ELETROBRÁS. Pelo Princípio da Legalidade a Administração Pública só pode agir de acordo com o que a lei determina, sendolhe vedado afastar, sob fundamento de inconstitucionalidade, normas legais vigentes. SÚMULA CARF Nº 24. Incompetência da SRF para promover compensação entre créditos derivados de obrigações da Eletrobrás e débitos tributários como as contribuições previdenciárias. vinculação dos membros do CARF à jurisprudência consubstanciada em súmula. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Wilson Antonio de Souza Corrêa, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35423.000581/200697 Acórdão n.º 280300.681 S2TE03 Fl. 336 2 Relatório Trata o presente, de recurso contra a decisão administrativa proferida em 11/08/2006, fls. 293/295, que indeferiu pedido de compensação efetuado pela empresa, de débitos previdenciários apurados no processo de Lançamento de Débito Confessado – LDC, no período de 10/1999 a 10/2005, intermitente, com créditos decorrentes de empréstimo compulsório junto à Eletrobrás. Nas razões o contribuinte pede o efeito suspensivo do recurso; argúi que a União é legítima para figurar no pólo passivo; que não ocorreu a prescrição do direito de ação de restituição do empréstimo compulsório incidente sobre a energia elétrica; comenta sobre a liquidez e certeza do crédito; faz breve um histórico do empréstimo compulsório cobrado nas contas de energia elétrica; que as contribuições sociais são tributos; que a compensação independe do assentimento do fisco e discorre sobre os débitos que serão compensados. Por fim, requer, frente ao efeito suspensivo do recurso, que não sofra restrições, nem seja incluído no CADIN e que seja homologado o pedido. A autoridade fiscal apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção do indeferimento do pleito. É o relatório. Voto Conselheiro LIEGE LACROIX THOMASI, Relator Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame. De acordo com os elementos constantes do processo, a requerente protocolou pedido de compensação de débitos confessados em LDC Lançamento de Débito Confessado, com o crédito consubstanciado nas Obrigações da Eletrobrás, oriundos da materialização do empréstimo compulsório sobre as contas de energia elétrica. Diante do indeferimento do pedido de compensação em razão da impossibilidade jurídica do pedido administrativo, o contribuinte interpôs o presente recurso. Todavia, não há reparos a fazer na decisão recorrida. A compensação das contribuições previdenciárias com títulos da Eletrobrás, não pode ser aceita administrativamente pelo INSS. As hipóteses de compensação estão elencadas na Lei n.º 8.212/91, em seu artigo 89, dispondo que a possibilidade restringese aos casos de pagamento ou recolhimento Fl. 2DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35423.000581/200697 Acórdão n.º 280300.681 S2TE03 Fl. 337 3 indevidos. Não ocorreu recolhimento ou pagamento indevidos de contribuições previdenciárias, no presente caso. A Lei n ° 8.212/1991 está em perfeita consonância com o ordenamento jurídico, haja vista o próprio CTN dispor em seu artigo 97, inciso VI, que as hipóteses de extinção do crédito tributário, entre essas a compensação e a dação em pagamento, são de estrita reserva legal. Assim, para verificar a possibilidade de compensação e de dação em pagamento há que ser remetido para os permissivos legais. Conforme prevê o art. 89, § 2º da Lei n ° 8.212/1991, somente pode ser compensados nas contribuições previdenciárias os valores referentes a contribuições previdenciárias. Não há previsão legal para que sejam aceitos outros créditos; não importa, portanto, o argumento de que a União e o INSS possuem relação estrita, devendo o INSS aceitar e compensar seus créditos com débitos da União. Ademais, este órgão colegiado já firmou entendimento sobre a matéria em questão, a partir da edição da Súmula CARF nº 24, senão vejamos: Súmula CARF nº 24: “Não compete à Secretaria da Receita Federal promover a restituição de obrigações da Eletrobrás, nem sua compensação com débitos tributários”. De acordo com a determinação contida no caput do art. 72 do Anexo II do Regimento Interno do CARF Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria nº 446, de 27 de agosto de 2009, as súmulas vinculam os membros do Conselho, devendo ser aplicado o entendimento exarado na orientação supramencionada. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI Fl. 3DF CARF MF Emitido em 18/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 13/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000912/2010-93
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Ano-calendário: 2007
Ementa: INSUMOS. TERMO. ALCANCE.
São "insumos", para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003, todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam, processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser diretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes.
EMBALAGEM PARA TRANSPORTE. POSSIBILIDADE DE
CREDITAMENTO.
Se o serviço de transporte das mercadorias fizer parte da operação de venda, e tiver seus custos suportados pelo produtor, as embalagens de transporte serão necessárias para a preservação da integridade dos bens durante o transporte e gerarão direito a crédito.
ENCARGOS COM DEPRECIAÇÃO DE BENS DO ATIVO
IMOBILIZADO. CREDITAMENTO.
A pessoa jurídica poderá descontar créditos da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS relativos aos encargos com depreciação de bens e equipamentos incorporados ao ativo imobilizado que efetivamente participem do processo produtivo da empresa.
PER/DCOMP. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO.
COMPROVAÇÃO.
Compete ao contribuinte a apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal ou de documentos hábeis e idôneos à comprovação do alegado sob pena de acatamento do ato administrativo realizado.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Direito Creditório Reconhecido em Parte.
Numero da decisão: 3803-003.299
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Acompanhou o julgamento: Drª Denise da Silveira Peres de Aquino Costa, OAB/SC nº 10264.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 2007 Ementa: INSUMOS. TERMO. ALCANCE. São "insumos", para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003, todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam, processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser diretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. EMBALAGEM PARA TRANSPORTE. POSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO. Se o serviço de transporte das mercadorias fizer parte da operação de venda, e tiver seus custos suportados pelo produtor, as embalagens de transporte serão necessárias para a preservação da integridade dos bens durante o transporte e gerarão direito a crédito. ENCARGOS COM DEPRECIAÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. CREDITAMENTO. A pessoa jurídica poderá descontar créditos da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS relativos aos encargos com depreciação de bens e equipamentos incorporados ao ativo imobilizado que efetivamente participem do processo produtivo da empresa. PER/DCOMP. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. Compete ao contribuinte a apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal ou de documentos hábeis e idôneos à comprovação do alegado sob pena de acatamento do ato administrativo realizado. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.
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nome_relator_s : JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Acompanhou o julgamento: Drª Denise da Silveira Peres de Aquino Costa, OAB/SC nº 10264.
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TERMO. ALCANCE. São "insumos", para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003, todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam, processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser diretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. EMBALAGEM PARA TRANSPORTE. POSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO. Se o serviço de transporte das mercadorias fizer parte da operação de venda, e tiver seus custos suportados pelo produtor, as embalagens de transporte serão necessárias para a preservação da integridade dos bens durante o transporte e gerarão direito a crédito. ENCARGOS COM DEPRECIAÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. CREDITAMENTO. A pessoa jurídica poderá descontar créditos da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS relativos aos encargos com depreciação de bens e equipamentos incorporados ao ativo imobilizado que efetivamente participem do processo produtivo da empresa. PER/DCOMP. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. Compete ao contribuinte a apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal ou de documentos hábeis e idôneos à comprovação do alegado sob pena de acatamento do ato administrativo realizado. Recurso Voluntário Provido em Parte. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Direito Creditório Reconhecido em Parte. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Acompanhou o julgamento: Drª Denise da Silveira Peres de Aquino Costa, OAB/SC nº 10264. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues. Relatório O Contribuinte transmitiu Declaração de Compensação da contribuição para o PIS nãocumulativo, no valor de R$ 13.481,71, decorrente de operações no mercado externo, que remanesceram ao final do 2º trimestre de 2007, após as deduções do valor das contribuições a recolher, concernentes às demais operações no mercado interno. A DRF em Joaçaba adotou como razão de decidir Parecer Fiscal elaborado por aquela Delegacia, homologando a compensação de parcela do crédito pleiteado, no valor de R$ 9.234,81. Ademais, a autoridade de piso se manifestou pela glosa da base de cálculo da contribuição, o crédito referente às operações de aquisição de embalagens de transporte; gastos com bens e serviços que não são considerados insumos e encargos com depreciação de bens do ativo imobilizado que não são diretamente utilizados no processo produtivo. Cientificado, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, na qual defende que a Receita Federal do Brasil passou a considerar como insumo todo aquele bem ou serviço aplicado no processo produtivo da empresa, de modo que geram créditos os gastos e despesas com todos os bens, produtos e serviços utilizados para a consecução da atividade da empresa, seja participando do processo produtivo efetivamente, desgastandose ou não, em contato ou não com o produto final industrializado, bem como com os serviços primordiais cuja contratação é necessária para a efetivação das atividades desenvolvidas pela empresa. Em relação aos materiais utilizados na embalagem dos produtos, a contribuinte afirma que para "efetuar a comercialização de seus produtos, bem como o transporte e venda dos mesmos, é indispensável realizar a sua proteção, por meio de insumos adquiridos especificamente para esta finalidade, tais como chapas de papelão ondulado, etiqueta adesiva, cantoneiras, entre outros". Defende, então, que "os materiais adquiridos para a confecção das embalagens participam da venda do produto, pois necessitam ser devidamente embalados, de forma a garantir a integridade da mercadoria que seguirá até seu destino final". Fl. 137DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10925.000912/201093 Acórdão n.º 380303.299 S3TE03 Fl. 2 3 No que concerne aos bens e serviços, cujos valores foram glosados por não consistem de insumo, a interessada reclama que os valores a estes relacionados não poderiam ser glosados em razão de sua descrição genérica e afirma que cabia a Autoridade Fiscal buscar a verdade, não estando este obrigado a restringir seu exame ao que foi alegado, trazido ou provado. Afirma que os serviços prestados por HEMERSON LEONILDO OLENKA ME, cuja atividade envolve o cultivo de pinus e o apoio à produção florestal, e por ZAMARI SERVIÇOS RURAIS LTDA, que atua na produção de serviços rurais, estão perfeitamente integrados ao seu processo produtivo, o que poderia ter sido verificado numa simples verificação in loco do processo produtivo. Quanto a glosa referente aos bens do ativo imobilizado, defende o direito a crédito em relação a: 1. equipamentos/máquinas adquiridos para manter usina termoelétrica, responsáveis pela produção da energia consumida no parque fabril; 2. equipamentos e máquinas que realizam o trabalho de exaustão, como os equipamentos filtrantes MIB 02 (Exautores) MCA Brandt, cavalete para o exaustor, e todas as peças de reposição adquiridas para a manutenção destes equipamentos; 3. equipamentos que realizam a medição de ruídos (como o decibilimetro ESC 35 a 130 DB Mod. DEC405), utilizado dentro das dependências da empresa, para realizar o trabalho de manutenção das condições locais, para o bom desempenho das atividades dos funcionários que estão em contato direito com o processo produtivo no parque fabril; 4. máquinas que efetuam os pacote das embalagens, qual seja a máquina de arquear Blancks, máquinas de prensar, aparelho CH 48 (utilizado para a realização do lacre das embalagens e tem por finalidade amarrar a madeira), aparelho esticador (utilizado para a aplicação do filme plástico nas embalagens); 5. máquinas que realizam o deslocamento dos produtos dentro das instalações da empresa, como é o caso das empilhadeiras Hyster Mod. H80J e empilhadeiras MCA Clark C interno 122, carro hidráulico para pallets; 6. equipamento controlador fitosanitário, utilizado na secagem de madeiras dentro das estufas, que realiza o trabalho de manter o produto (madeiras) sem a presença de fungos, sendo aplicado diretamente sobre ele. Ao final, requereu a atualização dos créditos pela taxa SELIC, a partir da data de protocolo do respectivo pedido administrativo de ressarcimento; a oportunidade de provar o alegado por meio de todos as prova em direito admitidas, principalmente através da juntada de novos documentos e o reconhecimento integral do crédito pleiteado e homologação das compensações declaradas. A DRJ em Florianópolis indeferiu a manifestação e não reconheceu o direito creditório pleiteado. Eis a ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano calendário: 2007 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. ONUS DA Fl. 138DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN 4 PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório pleiteado. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. ONUS DO CONTRIBUINTE. Nos processos administrativos referentes a repetição de indébito, cabe ao contribuinte, em sede de Manifestação de Inconformidade, provar o teor das alegações que contrapõe aos argumentos postos pela Autoridade Fiscal para não acatar, ou acatar apenas parcialmente o pleito repetitório. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Ano calendário: 2006 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. A legislação é exaustiva ao enumerar os custos e encargos passíveis de creditamento: somente dão direito A. crédito os custos com bens e serviços tidos como insumos &retamente aplicados na produção de bem destinado A. venda e as despesas e os encargos expressamente previstos na legislação de regência. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade da contribuição, para fins de creditamento de valores, somente são considerados como insumos: as matérias primas, os produtos intermediários e o material de embalagem, que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades fisicas ou químicas, em função de sua aplicação direta no processo produtivo do bem destinado à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no Pais, aplicados diretamente na produção ou fabricação do produto destinado à venda. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. EMBALAGENS. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Apenas as embalagens que se caracterizam como insumos, que são incorporadas ao produto destinado A venda durante o processo de industrialização (embalagens de apresentação) dão direito a crédito. As agregadas ao produto apenas depois de concluído o processo produtivo e que se destinam tãosomente ao transporte dos produtos acabados (embalagens para transporte), não podem gerar direito a creditamento relativo As suas aquisições. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. No âmbito do regime da nãocomutatividade, a pessoa jurídica poderá descontar créditos a titulo de depreciação de máquinas, equipamentos e outros bens, adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no Pais e incorporados ao ativo imobilizado, que estejam diretamente associados ao processo produtivo de bens destinados A venda. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10925.000912/201093 Acórdão n.º 380303.299 S3TE03 Fl. 3 5 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário no qual, em apertada síntese repisa os mesmos argumentos da Manifestação de Inconformidade, requerendo a reforma do julgado hostilizado para que seja homologada a compensação declarada. Trouxe, ainda, notas fiscais de serviços prestados pela pessoa jurídica Zamaris Serviços Rurais LTDA e Empreiteira Pedroso LTDA, para contrapor os argumentos expostos pela DRJ em Florianópolis para manter a glosa efetuada pela DRF em Joaçaba. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A contribuinte já identificada acima buscou via Per/Dcomp a compensação de crédito, decorrente de operações no mercado externo, remanescentes após as deduções do valor das contribuições a recolher, concernentes às demais operações no mercado interno. Sua pretensão foi parcialmente reconhecida pela delegacia de origem o que ensejou o presente inconformismo. Quanto da análise do crédito, a autoridade fiscal entendeu que a contribuinte não faria jus à exclusão da base de cálculo das contribuições sociais concernentes a algumas operações realizadas por esta no mercado interno. Tais glosas foram objeto de impugnação no recurso voluntário, uma vez que foram mantidas pela DRJ em Florianópolis, e serão objeto de apreciação neste voto. DO CONCEITO DE INSUMOS No tocante ao mérito da lide, a qual desemboca para o conceito de insumos defendido pela receita federal e contraposto pela contribuinte, pedimos vênia para discordar da primeira e fazer as considerações iniciais que consideramos relevantes para a compreensão desta decisão. A Madecal Agro Industrial LTDA. tem por objeto social a implantação, manutenção e comércio de florestas e a exploração da indústria e comércio de madeiras, bem como a industrialização, comercialização, importação e exportação de resíduos e compostos de madeira e plástico na forma granulada, e de produtos na forma extrudada ou injetada. Busca a contribuinte através de declaração de compensação, compensar seus débitos com crédito de PIS nãocumulativo relativo ao 2º trimestre de 2007. Seu pleito foi parcialmente deferido, tendo a autoridade fiscal oportunamente esclarecido que os valores glosados dizem respeito à aquisições que estariam fora do conceito de insumos tendo em vista que não configuram matéria prima, produto intermediário, material de embalagem e também não são serviços aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Em 29 de agosto de 2002, foi editada a Medida Provisória nº. 66, que instituiu a sistemática da não cumulatividade do Pis/Pasep, reproduzindoa na Lei n. 10.637, de 30 de dezembro de 2000. Em seu art. 3º, inciso II, a referida lei autoriza a apropriação de créditos calculados em relação a bens e serviços utilizados como insumos na fabricação de produtos destinados à venda. In verbis: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: [...] II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (grifamos) Da mesma forma, a Medida Provisória n. 135, de 30 de outubro de 2003, convertida na Lei 10.833, de 29 de dezembro de 2003, instituiu a sistemática da não cumulatividade da Cofins, destacando o aproveitamento de créditos decorrentes da aquisição de insumos em seu art. 3º, inciso II, de redação idêntica àquela do Pis/Pasep senão vejamos: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: [...] II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Por intermédio da Emenda Constitucional n. 42/2003, de 31 de dezembro de 2003, o princípio da nãocumulatividade das contribuições sociais alcançou o plano constitucional através da inserção do § 12 ao art. 195, que assim dispôs: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) [...] b) a receita ou o faturamento; [...] Fl. 141DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10925.000912/201093 Acórdão n.º 380303.299 S3TE03 Fl. 4 7 § 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão nãocumulativas. O art 3º, inciso II das Leis nos 10.637/02 e 10.833/03, dispõe sobre a possibilidade de a pessoa jurídica descontar créditos relacionados a bens e serviços, utilizados como “insumo” na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Buscando normatizar o conteúdo da legislação fiscal em comento, a Secretaria da Receita Federal veiculou, através das Instruções Normativas ns. 247/02 (redação alterada pela Instrução Normativa 358/2003), e 404/04, estabelecendo, para fins de aproveitamento de créditos, o alcance do termo "insumo", vejamos: Instrução Normativa SRF n. 247/2002 PIS/Pasep Art. 66. A pessoa jurídica que apura o PIS/Pasep não cumulativo com a alíquota prevista no art. 60 pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I – das aquisições efetuadas no mês: [...]b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: (Redação dada pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.1) na fabricação de produtos destinados à venda; ou (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.2) na prestação de serviços; (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) [...]§ 5º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entendese como insumos: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) a) as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) II utilizados na prestação de serviços: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) Fl. 142DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN 8 a) os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado; e (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço. (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) (grifamos) Instrução Normativa SRF n. 404/2004 Cofins Art. 8º Do valor apurado na forma do art. 7º, a pessoa jurídica pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I das aquisições efetuadas no mês: [...]b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: b.1) na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; ou b.2) na prestação de serviços; [...]§ 4º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entendese como insumos: I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: a) a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; II utilizados na prestação de serviços: a) os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado; e b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço. (grifamos) [...] O que se extrai da leitura dos dispositivos acima transcritos é que o creditamento das contribuições sociais encontramse adstritas aos bens utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda, à matériaprima, ao produto intermediário, ao material de embalagem e quaisquer outros que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10925.000912/201093 Acórdão n.º 380303.299 S3TE03 Fl. 5 9 Em se tratando de serviços, os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, necessário, ainda, que os bens não estejam incluídos no ativo imobilizado, bem assim, os serviços sejam prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, sendo aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto ou prestação do serviço. Como se observa, a interpretação conferida pelos atos normativos da Receita Federal, em muito se assemelha ao conceito de “insumos” conferido pela legislação do IPI, o qual se transcreve abaixo a título comparativo: Decreto n. 7.212/2010 RIPI/2010 Art.226.Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): I do imposto relativo a matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e os produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; Todavia, não concebo a idéia de que a sistemática do Pis/Pasep e da Cofins possa em tanto se assemelhar àquela adotada pela legislação que regulamenta o IPI. O regime da nãocumulatividade do IPI, cujo critério material é a operação relativa à produtos industrializados, encontra respaldo no art. 153, § 3º, II, da Constituição Federal, o qual permite "a compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores", a fim de impedir a tributação em cascata. Desse modo, na sistemática da nãocumulatividade, temos o desconto do débito da saída do produto com o valor do crédito da entrada do insumo que foi aplicado no produto industrializado, fazendo com que haja a compensação dos valores cobrados nas etapas anteriores. Por tal razão, o conceito de "insumos" para fins de nãocumulatividade do IPI, restringese basicamente às matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, bem como aos produtos que são consumidos no processo de industrialização, que tenham efetivo contato com o produto. Por outro lado, no caso do Pis/Pasep e da Cofins, o legislador não restringiu a apropriação de créditos de Pis/Pasep aos parâmetros adotados no creditamento de IPI. No inciso II do artigo 3º da Lei 10.637/2002, o legislador incluiu no conceito de insumos os serviços contratados pela pessoa jurídica. Esse dispositivo legal também considerou como insumo combustíveis e lubrificantes, o que, no âmbito do IPI, jamais se conceberia. Entrementes, não podemos admitir que se amplie tal conceito ao ponto de permitir o abatimento de toda e qualquer despesa necessária à manutenção da atividade empresarial (despesas operacionais), conforme preceitua o RIR (Decreto 3000/99) nos arts. 290 e 299. A autorização para a dedução de despesas operacionais equipararia o PIS e a COFINS ao imposto de renda, o que não seria adequado, já que, além das contribuições incidirem sobre o lucro, e não sobre a receita, o IR onera o produtor, sem levar em consideração a especificidade de suas atividades, o que não pode ser aplicado para o caso das contribuições em questão. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN 10 Desta forma, pactuo do entendimento que o termo “insumos” utulizado pelo legislador na apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP, PI e ME relacionados ao IPI. Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as depesas necessárias à atividade da empresa. Imprescindível salientar que também não se pode entender como insumo tão somente os gastos com bens ligados à “essencialidade ao processo produtivo” ante o seu inegável subjetivismo. Assim, creio que o critério que mais confere segurança jurídica para a Administração Fazendária e seus administrados é o da aplicação direta do bem no processo produtivo, todavia, não basta que o bem seja aplicado diretamente no processo do produção do produto industrializado, mas que a subtração deste obste a atividade da empresa ou implique em substancial perda da qualidade do produto ou serviço daí resultante, além de que tal bem não integre o ativo imobilizado da empresa, o que impossibilitaria o creditamento. O mesmo, também encontrase reproduzido no Resp 1.246.317 MG de relatoria do Min. Mauro Campbell e foi adotado por esta Turma Especial para fins de interpretação do conceito de “insumos” na legislação das contribuições sociais. Desta forma, como outrora demonstrado, a abrangência do termo “insumos”para fins de creditamento do Pis/Pasep e da Cofins vai além daquele estabelecido pela legislação do IPI (MP, PI e ME), porém, aquém do alcance estabelecido pela legislação do IR, ressaltando que o gasto necessita ser essencial ao processo produtivo, de forma que sua subtração importe na impossibilidade da prestação do serviço ou da produção, isto é, obste a atividade da empresa, ou implique em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultante, e que aquele bem tenha sido aplicado diretamente no processo produtivo. DA GLOSA REFERENTE ÀS EMBALAGENS APLICADAS AOS PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS DESTINADOS AO TRANSPORTE O Despacho Decisório sustentou que as embalagens para o fim de transporte não geram direito ao creditamento tendo em vista que a legislação de regência conceitua o processo de industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo. No entender da autoridade fiscal atuante, as embalagens que se destinam ao transporte dos produtos elaborados não compõem o processo de industrialização, diferentemente das embalagens de apresentação. Muito embora a autoridade fiscal entenda que as embalagens de transporte possam eventualmente se prestar também à garantia da integridade de seu conteúdo, ainda assim, justificou que por não conterem rótulos indispensáveis ou indicações promocionais que impliquem despesas mais elevadas em sua elaboração, não possuem o objetivo de, por si só, motivar a compra do produto nelas acondicionado ou valorizálos em razão dos materiais e acabamentos nelas empregados, que é o que caracteriza uma embalagem de apresentação. A DRJ perfilhou o mesmo entendimento esposado pela DRF em Joaçaba e manteve a glosa referente às embalagens aplicadas aos produtos industrializados destinados ao transporte. Em sua defesa, a Recorrente aduziu que os produtos industrializados compõemse de madeira e para efetuar a comercialização e o transporte dos seus produtos, é necessário efetuar a proteção, o que somente é possível mediante a aquisição de insumo adquiridos para Fl. 145DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10925.000912/201093 Acórdão n.º 380303.299 S3TE03 Fl. 6 11 esta finalidade, tais como chapas de papelão ondulado, etiqueta adesiva, cantoneiras entre outros. Os insumos glosados pela autoridade administrativa foram: a) etiquetas adesivas; b) chapa de papelão ondulado c) cantoneiras d) filme stretch e) fita de aço A Madecal em seu recurso, explicou que todos esses produtos são necessário para a proteção do produto comercializado para que o mesmo chegue em bom estado ao consumidor final. As etiquetas adesivas são legalmente exigidas para produtos destinados ao exterior e coladas na madeira, a chapa de papelão ondulado é utilizada como proteção superior, inferior e laterais do produto embalado como proteção, as cantoneiras servem para proteger as laterais do pacote, o filme stretch e a fita de aço possuem a finalidade de amarrar este pacote. Não há como concordar com o posicionamento adotado pela delegacia de origem e de julgamento. Isto porque, a embalagem de transporte integra o custo de venda do produto e faz parte do processo de industrial, que só se encerra com a aquisição pelo consumidor final. A embalagem destinada ao transporte visa a conservação e proteção do produto durante o transporte contra agentes externos indesejáveis. Se o serviço de transporte das mercadorias integra a operação de venda, com custos suportados pelo produtor, tais embalagens se mostram imprescindíveis para a proteção e manutenção da integridade da madeira durante seu transporte, bem como, para garantir que o consumidor adquira um produto de qualidade, devem ser consideradas como insumos deste. Numa interpretação extensiva, podese considerar o material de transporte insumo sempre que a operação de venda incluir o transporte das mercadorias, nos termos definidos no art. 3º, inciso II, da Lei nº 10.637/02 e 10.833/03. No caso das contribuições sociais, as Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 deixaram bem clara esta intenção quando incluiu os serviços de armazenagem de mercadoria e de frete, quando suportados pelo vendedor. A própria lei mais recente, ao dar efetividade ao princípio da nãocumulatividade expresso no art. 195, §12, da Constituição Federal, visando sempre diminuir os custos finais do produto, pelo nãorepasse a este destes tributos cobrados em toda cadeia produtiva, considerou a situação de o próprio produtor arcar com os custos de armazenagem e de frete, descontandose os créditos de PIS e COFINS destes serviços da base de cálculo das contribuições sociais. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e desta Turma Especial, julgados em 19/08/2009 e 23/05/2012, respectivamente.1 Da mesma forma, entendo que a IN SRF 358, de 09/09/2003 ao incluir no conceito de insumos o material de embalagem utilizado no processo produtivo, não fez 1 Resp nº 1125253/SC. Relatoria do Min. Humberto Martins. Acórdão nº 380302.983, da 3ª Turma Especial, da 3ª Seção. Relatoria do I. Cons. Jorge Victor Rodrigues. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN 12 qualquer distinção se para apresentação ou para transporte de mercadorias. Justamente por ser genérico, pretendeu o legislador com o art. 8º § 4º, I da IN SRF nº 404/04, autorizar o creditamento de todo e qualquer material de embalagem desde que comprovadamente utilizado no processo de produção do bem. Desta feita, voto para reformar as decisões hostilizadas no sentido de considerar as aquisições de materiais que compõem as embalagens utilizadas no transporte dos produtos industrializados pela empresa. DA GLOSA REFERENTE AOS DEMAIS BENS E SERVIÇOS NÃO CONSIDERADOS INSUMOS Compulsando o Parecer Fiscal que motivou o reconhecimento parcial do crédito pleiteado pela Recorrente, observase que os valores constantes do Quadro 2 foram glosados pela Receita Federal tendo em vista a descrição genérica da contribuinte, o que impossibilitou a identificação de certos bens e serviços como insumos do processo produtivo da madeira. O Colegiado a quo manteve o decisum, justificando que nos casos de repetição de indébito a incumbência do ônus probandi é do próprio contribuinte, o qual alega a existência de crédito a seu favor. Neste ponto, não há o que repreender na decisão proferida pela DRJ em Florianópolis. Como regra, impende a quem alega o ônus da prova. A ambos, administração fazendária e contribuintes, cabe a produção de provas que proporcionem condições de convicção ao julgador favoráveis à sua pretensão. Em casos como este, em que o contribuinte alega a existência de crédito, sobre este recai a responsabilidade da apresentação de todos os elementos de provas que demonstrem a cabal existência do crédito pretendido, desta forma, a apresentação de tais documentos oferecem maior possibilidade de apreciação objetiva e segura quanto às conclusões extraídas de seus resultados, assegurando ampla defesa ao contribuinte, para que o mesmo não seja maculado além do expressamente previsto na legislação tributária. De outro turno, em sede de Manifestação de Inconformidade entendeu aquele Órgão que não logrou a contribuinte comprovar o teor de suas alegações: “dos serviços glosados não constam serviços prestados pela empresa HEMERSON LEONILDO OLENICA ME; consta do campo DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS das notas n° 35 e 36 emitidas pela empresa ZAMARI SERVIÇOS RURAIS LTDA, que se encontram juntadas nos autos do processo 10925.001731/200860 (Cofins do mesmo período), a descrição "Locação de 03 máquinas c/ implemento"”. Para contrapor os argumentos até então expendidos em seu desfavor, trouxe a Madecal notas fiscais de prestação de serviços bem como comprovantes de situação cadastral das empresas Zamari Serviços Rurais LTDA. e Empreiteira Pedroso LTDA, com o fito de comprovar, por meio destes, que os serviços contratados destas pessoas jurídicas são insumos no processo produtivo da madeira comercializada pela ora Recorrente. Destarte, não se presta a instância recursal à analise de provas posto que tal feito já é realizado, a priori, pela SRF e em momento posterior pela DRJ. Competência esta delegada pelo art. 15, incisos I e V do Decreto 7.482, de 16 de maio de 2011 e art. 25, inciso I da Lei nº 70.235 de 06 de março de 1972. Vide: Art. 15. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete: Fl. 147DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10925.000912/201093 Acórdão n.º 380303.299 S3TE03 Fl. 7 13 I planejar, coordenar, supervisionar, executar, controlar e avaliar as atividades de administração tributária federal e aduaneira, inclusive as relativas às contribuições sociais destinadas ao financiamento da seguridade social e às contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, na forma da legislação em vigor; V preparar e julgar, em primeira instância, processos administrativos de determinação e exigência de créditos tributários e de reconhecimento de direitos creditórios, relativos aos tributos por ela administrados; Art. 25. O julgamento do processo de exigência de tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal compete: I em primeira instância, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento, órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da Receita Federal; Nesse sentido, o Contribuinte contou com dois momentos distintos e oportunos para apresentar a devida documentação que comprovasse suas alegações, visto que, por tratarse de repetição de indébito, incumbe ao próprio Contribuinte a prova de fato constitutivo de seu direito. Outrossim, reza o parágrafo 4º, do art. 16, do Decreto nº 70.235/72 que “a prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual”. Preceitua, ainda, o mesmo artigo 16 que da impugnação constará os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que comprovem o direito do impugnante. Como se percebe, o momento processual para a apresentação das provas que a Recorrente entendessem cabíveis foi a Manifestação de Inconformidade, de modo que não se conhecerá dos documentos acima elencados nesta instância recursal. Observese que não se presta esta instância à análise probatória, entendimento já consolidado no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Da Glosa Referente aos Bens do Ativo Imobilizado A Autoridade Fiscal glosou encargos com depreciação de bens do ativo imobilizado não aplicados diretamente no processo produtivo de bens destinados à venda. O argumento utilizado foi que “vários dos bens declarados na linha 09 não encontram relação com o processo produtivo da interessada”. A contribuinte contesta a glosa procedida pela Autoridade Fiscal alegando que “existem algumas máquinas/equipamentos nas dependências da empresa que participam do processo produtivo, embora a ele não se integrem”. Observase que a DRJ de piso manteve a decisão da DRF neste ponto, tendo em vista que a contribuinte não logrou êxito em comprovar nos autos a efetiva participação, no processo produtivo da madeira, das máquinas que compõem o ativo imobilizado da empresa. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN 14 Considerou o Colegiado que a contribuinte deveria ter trazido junto à Manifestação de Inconformidade as notas fiscais de aquisição dos bens que menciona, o que possibilitaria a verificação da origem de cada um dos bens objeto da presente glosa (notese que da listagem de bens fornecida pela contribuinte não constam o nome e nem o CNPJ dos fornecedores) e a aferição da natureza (aplicação dentro da empresa) de cada um deles. Temendo a insuficiência da argumentação para reformar o julgado anterior, a ora Recorrente retificou o erro cometido em primeiro grau, apresentando no Recurso Voluntário novos instrumentos de prova, qual seja, cópias das notas fiscais de aquisição dos bens que compõem o ativo imobilizado e que ao seu entender participam ativamente do processo produtivo dos bens comercializados pela empresa. Cotejando as glosas realizadas pela autoridade atuante que constam no Parecer Fiscal com o conceito de insumos expendido mais acima, observamos de pronto que a decisão proferida pela DRJ merece reparos. Novamente reportome ao objeto social da ora Recorrente: a implantação, manutenção e comércio de florestas e a exploração da indústria e comércio de madeiras, bem como a industrialização, comercialização, importação e exportação de resíduos e compostos de madeira e plástico na forma granulada, e de produtos na forma extrudada ou injetada. Percebe se então que a renda e os lucros da empresa provém, basicamente, da comercialização de madeiras. De antemão observo que nem todos os bens glosados pela autoridade fiscal são passíveis de creditamento, ou tiveram sua participação no processo produtivo comprovados. Compulsando os autos é possível perceber que no Parecer Fiscal o parecerista tomou o cuidado de descrever a função de cada equipamento glosado no estabelecimento comercial da empresa. Por outra via, em seu recurso voluntário, a contribuinte defende o direito a crédito de equipamentos como a empilhadeira Hyster, carro hidráulico, máquina de arquear blanks, cortador de grama dirigível, roçadeira, aparelho CH 48, aparelho esticador, laminadora polaseal, kit controlador fitosanitário. Assim, entendo que o contribuinte faz jus ao desconto da base de cálculo da contribuição social em questão dos valores glosados constantes do Parecer Fiscal referentes ao encargo com depreciação dos bens do ativo imobilizado, com exceção dos seguintes bens e equipamentos: cortador de grama; equipamento para combate de incêndio; roçadeira; macaco; módulo solar; torres para comunicação; equipamento de proteção para incêndio; cancela automática; máquina para cortar asfalto; sistema para armazenamento de combustível. Conclusão Ante o exposto, voto por dar PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, para que sejam descontados da base de cálculo da contribuição social em questão, os valores expendidos com embalagem de transporte e com despesas com bens do ativo imobilizado, com exceção dos seguintes bens e equipamentos: cortador de grama; equipamento para combate de incêndio; roçadeira; macaco; módulo solar; torres para comunicação; equipamento de proteção para incêndio; cancela automática; máquina para cortar asfalto; sistema para armazenamento de combustível, tendo em vista que não tiveram aplicação direta no processo produtivo ou cuja aplicação não foi comprovada. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 149DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10925.000912/201093 Acórdão n.º 380303.299 S3TE03 Fl. 8 15 Fl. 150DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN 16 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 10925.000912/201093 Interessada: MADECAL AGRO INDUSTRIAL LTDA TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380303.299, de 19 de julho de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 19 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 151DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/ 08/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 18088.000541/2007-65
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Aug 16 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Aug 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998
DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade
declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional,
conforme o Modalidade de lançamento.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.202
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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PRAZO QUINQUENAL. Em face da inconstitucionalidade declarada do art. 45 da Lei n. 8.212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n. 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4', ou do art. 17.3, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o Modalidade de lançamento, Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). (friciparam do presente .julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contrário à manutenção parcial de NELD que foi pela decisão recorrida, A NFLD constituiu créditos tributários oriundos da incidência de contribuições previdenciárias das competências 01/1997 a 13/1998, de fiscalização dos períodos de 01/1997 a 13/2001, que foi cientificada em 26.092007. Notificada, a Recorrente impugnou o lançamento, alegando decadência dos créditos em base do prazo quinqüenal, e erros da aplicação da lei. A decisão da DRT-Ribeirão Preto-SP entendeu corno parcialmente procedente o lançamento, em atenção ao prazo de 10 anos para decadência para constituição dé créditos oriundos de contribuições sociais, excluindo as contribuições destinadas às terceiras entidades, SESI e SENAI. Inconformada com a decisão a quo, a Recorrente apresentou tempestivamente Recurso Voluntário, repetindo os argumentos trazidos em impugnação. Os autos vieram à presente Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do CARF. É o Relatório Voto Conselheiro GUSTAVO VETTORATO, Relator. O presente Recurso Voluntário preenche os requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. Da Decadência Em face à análise do Recurso, preliminarmente, atenta-se à extinção de todos os créditos constituídos em razão da ocorrência de decadência, contudo por outros motivos. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n " 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n " 8..212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n" 8"São inconstitucionais os parágrafo ÚlliC0 do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tri binário . Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal a Súmula de n " 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado Ai, 103-A O Supremo Tribunal .Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá ekito vinctdante em relação aos demais órgãos do 2 Processo n" 18088.000541/2007-65 Acórdão n 2803-00.202 S2-TE03 Fl 2 Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, esferas .federal, estadual e municipal, bem como proceder à rua revisão ou cancelamento, na .fbrnia estabelecido em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n " 8,212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. • Observe-se a NFLD é referente às fatos geradores declarados e contribuições pagas parcialmente, o que corre com vários períodos de 01/01/1997 a 31/12/1998.. Neste caso, considerando a natureza das contribuições tendentes ao lançamento por homologação, houve declaração pelos meios cabíveis e pagamento parcial da contribuição, isso é uni caso de lançamento por homologação de pagamento (art. 150, §4" do CTN). As contribuições previdenciárias, em regra, são tributos lançados por homologação, assim devem observar o disposto no art. 1 50, parágrafo 4" do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observar- se-á a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN, contando o prazo de 5(cinco) anos da data do fato gerador. A cientificação da NFLD foi em 26.09,2007, estarão extintos os créditos oriundos da incidência da norma tributária sobre fatos geradores anteriores à 26.09.2002. De qualquer forma, mesmo que o lançamento efetuado fosse considerado de oficio, o resultado da ocorrência do prazo decadencial seria o mesmo, por incidência do art, 173, 1, do CTN. Pela aplicação desse dispositivo, todos os créditos oriundos de fatos geradores ocorridos anteriormente a 01.01,2002 também estariam caducos. Ou seja, considerando que os períodos alcançados pelo lançamento são dos exercícios de 1997 e 1998, não resta dúvida quanto à extinção dos créditos constituídos. Do Dispositivo do Voto Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso do notificado, para no mérito CONCEDER-LHE TOTAL PROVIMENTO, reformando a decisão recorrida, declarando a improcedência do lançamento e decretando a nulidade material da NFLD objeto do presente processo administrativo, no sentido de reconhecer a decadência dos créditos tributários nele lançados. • 7y) ETTORATO --Relator. / 3
score : 1.0
Numero do processo: 10183.005046/96-20
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2002
Ementa: ITR - NULIDADE DO LANÇAMENTO.
A falta do preenchimento dos requisitos essenciais do lançamento,
constantes do artigo 11 do Decreto 70.235/72, acarreta a nulidade do lançamento (aplicação do artigo 6°. da IN SRF 54/97).
DECLARDA A NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO POR MAIORIA
Numero da decisão: 301-30.441
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, declarar a nulidade da Notificação de Lançamento, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Roberta Maria Ribeiro Aragão.
Nome do relator: MARCIA REGINA MACHADO MELARE
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ementa_s : ITR - NULIDADE DO LANÇAMENTO. A falta do preenchimento dos requisitos essenciais do lançamento, constantes do artigo 11 do Decreto 70.235/72, acarreta a nulidade do lançamento (aplicação do artigo 6°. da IN SRF 54/97). DECLARDA A NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO POR MAIORIA
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Numero do processo: 10120.728611/2015-06
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 13 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Thu Aug 27 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2016
EXCLUSÃO DO SIMPLES. PENDÊNCIA DE DÉBITOS. PRAZO PARA REGULARIZAÇÃO. ERRO ESCUSÁVEL.
Cancela-se a exclusão do Simples Nacional quando comprovado que o contribuinte cumpriu os trinta dias de prazo para pagamento do débito, incorrendo, apenas, em erro absolutamente escusável acerca de acréscimos moratórios subsequentemente reparados.
Numero da decisão: 1302-004.748
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo, que negava provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Ricardo Marozzi Gregorio - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, Mauritania Elvira de Sousa Mendonça (suplente convocada) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: RICARDO MAROZZI GREGORIO
1.0 = *:*
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PENDÊNCIA DE DÉBITOS. PRAZO PARA REGULARIZAÇÃO. ERRO ESCUSÁVEL. Cancela-se a exclusão do Simples Nacional quando comprovado que o contribuinte cumpriu os trinta dias de prazo para pagamento do débito, incorrendo, apenas, em erro absolutamente escusável acerca de acréscimos moratórios subsequentemente reparados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo, que negava provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Ricardo Marozzi Gregorio - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, Mauritania Elvira de Sousa Mendonça (suplente convocada) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por CLIMA COMERCIO LTDA - ME contra acórdão que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada diante de sua exclusão do regime do SIMPLES NACIONAL promovida pela DRF/Goiânia. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 72 86 11 /2 01 5- 06 Fl. 57DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1302-004.748 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.728611/2015-06 Em seu relatório, a decisão recorrida assim descreveu o caso: Trata o presente processo de contestação à exclusão do Simples Nacional, através do ADE nº 1347508, de 2015, apresentada em 09/10/2015, fls. 2/22, através da qual o contribuinte alega que teria parcelado os débitos vencidos do Simples e o débito inscrito em DAU, além de ter pago a multa por atraso da DIRF em 06/10/2015. Solicitou que se decretasse a nulidade do ADE. A ciência da exclusão ocorreu em 15/09/2015, fl. 32. Os efeitos da exclusão se iniciariam em 01/01/2016. Conforme extrato do Sistema de Vedações e Exclusões do Simples, fl. 27, os débitos geradores do ADE foram a multa por atraso na entrega da Dirf de 03/03/2014, débito em cobrança na PGFN, através da inscrição nº 00000011615002972, valor consolidado R$ 1.7220,24, e os débitos de Simples Nacional dos períodos de apuração 01 a 05/2015. A DRJ/Ribeirão Preto-SP proferiu, então, acórdão cuja ementa assim figurou: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2016 EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL POR DÉBITO. PRAZO PARA PAGAMENTO OU PARCELAMENTO. Mantém-se a exclusão da empresa do Simples Nacional, motivada por débitos com a Fazenda Pública Federal, quando tais débitos não forem pagos ou parcelados até 30 dias da ciência do Ato Declaratório Executivo que operou a exclusão. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Cumpre esclarecer que o único motivo para a instância a quo ter mantido a exclusão foi o fato de o pagamento dos acréscimos legais do débito da multa por atraso na entrega da DIRF, no valor de R$ 12,39, ter sido efetuado no dia 30/10/2015. Assim, tal parcela foi paga após a data de 15/10/2015, prevista como termo final do prazo de trinta dias estabelecido no § 2º, do art. 31, da Lei Complementar nº 123/2006. Inconformada, a interessada apresentou recurso voluntário onde, essencialmente, alega que ocorreu um erro por parte da sua contabilidade ao emitir a guia para pagamento da referida multa. A guia foi emitida para pagamento no prazo (em 06/10/2015) sem os devidos acréscimos de multa e juros. Porém, tão logo constatado, estes foram imediatamente pagos em 30/10/2015. Pugna pelo princípio da insignificância no tratamento da pequena empresa haja vista o pagamento do principal ter sido tempestivo. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Marozzi Gregorio, Relator Fl. 58DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1302-004.748 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.728611/2015-06 O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Como visto, o litígio resume-se a decidir se o pagamento em atraso de meros R$ 12,39, a título de acréscimos moratórios do débito da multa por atraso na entrega de DIRF, pode ser aceito para fins do cumprimento do requisito estabelecido no § 2º, do art. 31, da Lei Complementar nº 123/2006, verbis: § 2 o Na hipótese dos incisos V e XVI do caput do art. 17, será permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito ou do cadastro fiscal no prazo de até 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da comunicação da exclusão. Portanto, a norma exige que os débitos que motivaram a exclusão do regime tivessem sido regularizados no prazo de trinta dias contados da ciência da comunicação da exclusão. A referida ciência, conforme relatado, foi promovida em 15/09/2015. Em sua manifestação de inconformidade, a interessada alegou que efetuou o parcelamento e/ou pagamento de todos os débitos relacionados no ato de exclusão dentro do referido prazo. A DRJ, entretanto, não concordou com a regularização do débito unicamente porque constatou que o pagamento da parcela de R$ 12,39, referente aos acréscimos de multa e juros da multa por atraso na entrega de DIRF, havia ocorrido em 30/10/2015. Extrapolando, portanto, aqueles trinta dias. Ora, o equívoco apontado pela recorrente, a meu ver, é absolutamente escusável. Houve a intenção clara da regularização no sentido de acatar o prazo legal estabelecido pela norma. Neste sentido, a interessada promoveu adesão a parcelamentos de alguns dos débitos que motivaram a exclusão e o próprio pagamento dos outros (fls. 8 a 16). Equivocou-se, tão somente, quanto aos R$ 12,39 referentes aos acréscimos legais da multa por atraso na entrega de DIRF. Nada obstante, o principal desta multa, no valor de R$ 397,06, foi paga em 06/10/2015, dentro do prazo (cf. fls. 15 e 16). Ademais, salvo melhor juízo, a relação de débitos que acompanhou o ato de exclusão induzia o contribuinte ao erro ao não indicar expressamente os acréscimos legais que deveriam ser incluídos no pagamento (cf. fls. 8). Portanto, a interessada cumpriu com diligência o prazo estabelecido na lei. Apenas, cometeu um erro absolutamente escusável acerca de acréscimos moratórios. Neste sentido, também, o brilhante voto da Conselheira Edeli Pereira Bessa, proferido no Acórdão nº 1101-001.103, ao tratar de caso semelhante. Confira-se: INDEFERIMENTO DE OPÇÃO. PENDÊNCIA DE DÉBITOS. FALTA DE RECOLHIMENTO DOS JUROS DE MORA SOBRE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DCTF. RECOLHIMENTO COMPLEMENTAR ANTES DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. Admitido e regularizado o erro no recolhimento do débito apontado como pendência impeditiva da opção, deve ser deferida a opção da contribuinte pelo ingresso no Simples Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 59DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1302-004.748 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.728611/2015-06 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (...) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente em exercício), Luiz Tadeu Matosinho Machado, Benedicto Celso Benício Júnior, José Sérgio Gomes, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Antônio Lisboa Cardoso. (...) Observa-se no Termo de Indeferimento da Opção pelo SIMPLES Nacional que o valor de R$ 500,00 foi ali indicado como saldo devedor de débito referente ao período de apuração 2009. Não houve indicação da data de vencimento do débito ou referência ao seu valor original, permitindo a inferência de que naquele momento seria devido, apenas, o valor indicado como saldo devedor. Por sua vez, à fl. 15 dos autos consta o extrato de débitos mencionado pela recorrente, indicando que o valor original do débito seria igual ao saldo devedor de R$ 500,00, mas apontando seu vencimento em 29/05/2009, e consignando nota de seguinte teor: “Saldo devedor – diferença entre Valor Original (devido) e o Valor Pago, sem acréscimos legais (juros e multa)”. Ao final da linha indicativa do débito há um link identificado como “Emitir Darf”, em razão do qual a contribuinte assevera que lhe foi apresentado o DARF de recolhimento sem os acréscimos que seriam devidos. Caso se tratasse de um débito de tributo não recolhido, seria razoável presumir que a contribuinte não poderia desconhecer o cabimento de juros de mora em razão do atraso de seu recolhimento. Contudo, trata-se de débito de multa por atraso na entrega de DCTF, e é notório neste Conselho a divergência quanto ao cabimento de juros de mora sobre tais valores. Razoável, portanto, admitir que o contribuinte de pequeno porte, optante pelo Simples Nacional, desconhecesse a necessidade de acréscimo de juros no caso de recolhimento em atraso de débito correspondente a multa. Mais recentemente, esta própria Turma, posto que por maioria, se pronunciou de forma equivalente. Veja-se, neste sentido, a ementa do Acórdão nº 1302-004.619 resultante do voto vencedor do Conselheiro Flávio Machado Vilhena Dias: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Data do fato gerador: 29/01/2016 SIMPLES NACIONAL. SOLICITAÇÃO DE OPÇÃO. EXISTÊNCIA DE DÉBITO PARA COM A FAZENDA NACIONAL. INDEFERIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA CONFIANÇA. A relação entre o contribuinte e a Fazenda Nacional deve ser regida, dentre outros princípios, pela confiança. Não se pode admitir que o recolhimento a menor de um débito, motivado por erro na informação prestada pela própria Receita Federal do Brasil, seja o fundamento para o indeferimento da opção pelo Simples Nacional. Sendo comprovado, nos autos, que o contribuinte confiou na informação prestada pela Receita Federal do Brasil, recolhendo o “saldo devedor” por esta informado, não há que se falar na existência de débito capaz de provocar o indeferimento da opção feita pelo contribuinte. Não vejo razão, destarte, para manter a exclusão do regime. Fl. 60DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1302-004.748 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.728611/2015-06 Pelo exposto, oriento o meu voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Marozzi Gregorio Fl. 61DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 12045.000242/2007-41
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003
Ementa: NORMAS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO. INTEMPESTIVIDADE. Nos termos do art. 305, § 1º, do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, c/c art. 23, § 1º, da Portaria MPS 520/2004, o prazo para recorrer da decisão administrativa de primeira instância é de 30 (trinta) dias, contados a partir da data em que o contribuinte foi cientificado da decisão, não sendo conhecido o recurso interposto fora do trintídio legal.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 206-00.092
Decisão: ACORDAM o Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em razão da intempestividade.
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 Ementa: NORMAS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO. INTEMPESTIVIDADE. Nos termos do art. 305, § 1º, do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, c/c art. 23, § 1º, da Portaria MPS 520/2004, o prazo para recorrer da decisão administrativa de primeira instância é de 30 (trinta) dias, contados a partir da data em que o contribuinte foi cientificado da decisão, não sendo conhecido o recurso interposto fora do trintídio legal. Recurso não conhecido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:12:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:12:14Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:12:14Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:12:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:12:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:12:14Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:12:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:12:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:12:14Z; created: 2009-08-05T21:12:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-05T21:12:14Z; pdf:charsPerPage: 1120; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:12:14Z | Conteúdo => 1 ME SEGUNDO CON.),„Lit.. CONFERE COM O ORIGINAL CO32/C06 • Ensaia, "4- . Fls. 52 CP;bUho Maria de Rei Ferreira e tt Siape 751683 TEMO DA FAZENDA tor,.- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •;39etr> SEXTA CÂMARA Processo n° 12045.00024212007-41 Recurso n° 141.266 Voluntário d ttlbUrfla Matéria RESTITUIÇÃOc indo COnS CO eitl°21.1 d n a umâo L"'"dd - Acórdão n° 206-00.092 ,nt_, ; Rubrica Sessão de 10 de outubro de 2007 Recorrente ORGANIZAÇÃO PANTANAL TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA. Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - CORUMBÁ/MS Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 Ementa: NORMAS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO. ENTEMPESTIVIDADE. Nos termos do art. 305, § 1°, do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, c/c art. 23, § 1°, da Portaria MPS 520/2004, o prazo para recorrer da decisão administrativa de primeira instância é de 30 (trinta) dias, contados a partir da data em que o contribuinte foi cientificado da decisão, não sendo conhecido o recurso interposto fora do trintídio legal. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. P*17 SEGUNDO CONSELl i‘, ido el...01 , NA.), , . U_____ _1:21 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.092 Fls. $3 . ME - CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 12045.000242/2007-41 - . _23- 1&asilo. - Maria de mFaaatimt. saiaFpeerreuiri 6S9418e3 o .....\ ACORDAM o em ros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em razão da intempestividade. / (., ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente .. RYCARD e 1 ENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA,, Relat o r - Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Cleusa Vieira de Souza • Processo n.° 12045.000242/2007-41 MF • SEGUNDO CONS 7 1.10 DE CONTRISt CONFERE C.,;,1 t.NPIGINAL CCO2/C06 • Acórdão n.° 206-00.092 Fls. 54 Brasilia,23-- — /_01 • •AP,1/4 ep, Maria de Fáti ,v1 Ferreira e Carvalho Relatório Mat. Siupe 751683 i ORGANIZAÇÃO PANTANAL TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA., contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já qualificada nos autos do processo administrativo em referência, recorre a este Conselho da decisão da então Secretaria da Receita Previdenciária em Corumbá/MS, Oficio n° 030/06.001.070 - APSCOR, às fls. 40/41, que indeferiu integralmente seu Pedido de Restituição de valores retidos em notas fiscais de serviço, com espeque no art. 31, da Lei n° 8.212/91 (na redação dada pela Lei n° 9.711/98), em relação a competência de 06/2003. A autoridade recorrida achou por bem indeferir o pleito da recorrente, com fulcro na legislação de regência, acolhendo manifestação da fiscalização consubstanciada na Informação Fiscal, às fls. 39, uma vez que deixou de apresentar o Contrato de Prestação de Serviços, as informações na GFIP de autônomos que possam ter executado os serviços, bem como por constar das folhas de pagamento os sócios sem a devida qualificação necessária a comprovar a participação na execução dos serviços. Inconformada com a Decisão recorrida, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário, às fls. 42, procurando demonstrar sua improcedência, desenvolvendo em síntese as seguintes razões. Insurge-se contra a decisão recorrida, sob o argumento de que os nomes e valores das retenções ao INSS, dos caminhoneiros autônomos constam do Sistema do INSS, lastreado pelas GFIP's apresentadas pela contribuinte. Em defesa de sua pretensão, traz à colação cópias das GFIP's, SEFIP e Movimento de Caixa da empresa, ora recorrente, em relação aos meses de abril de 2003 a novembro de 2003. Por fim, requer seja conhecido e provido o seu recurso voluntário, homologando expressamente a restituição das respectivas contribuições na forma pleiteada. A Secretaria da Receita Previdenciária apresentou contra-razões, às fls. 50, em defesa da decisão recorrida, propondo a sua manutenção, tendo em vista a intempestividade do recurso. É o Relatório. ("'V • b Processo n.° 12045.000242/2007-41 MF - ( .%) SEGU DN O C°N 3 ".• .1 I I ccovco6 • Acórdão n.° 206-00.092 CONFERE C Fls. 55 •• Brasnia,_23--ol o*. LIY as ,' e e Voto Maria de rváltt:Ts.alaFpeen7es iria6d8e3Carvaltio Conselheiro RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Relator O recurso é intempestivo. O prazo para recorrer da decisão de primeira instância, com fulcro no art. 305, § 1°, do RPS c/c art. 23, § 1°, da Portaria MPS 520/2004, aplicáveis ao caso à época, é de 30 (trinta) dias, contados da ciência da decisão recorrida, senão vejamos. "DECRETO 3.048/99 — RPS. Art. 305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social Caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme disposto neste regulamento e no Regimento Interno daquele Conselho. § 1° É de trinta dias o prazo para interposicão de recurso e para o oferecimento de contra-razões, contados da ciência da decisão e da interposicào do recurso, respectivamente." (grifamos). "PORTARIA MPS N°520. Art. 23 Das decisões do Instituto do Seguro Social caberá recurso voluntário, com efeito suspensivo, dirigido ao Conselho de Recursos da Previdência Social. § I" É de trinta dias o prazo para interposição do recurso ou oferecimento de contra-razões, contados respectivamente, da ciência da decisão ou da entrada do processo no órgão responsável pelo julgamento." (grifamos). Como se observa, a contagem do prazo para recurso voluntário inicia-se no primeiro dia após o recebimento da intimação da decisão, com seu encerramento 30 (trinta) dias após. Na hipótese dos autos, conforme se verifica do Oficio, às fls. 40, a recorrente foi notificada da decisão da então Agência da Previdência Social em Corumbá/MS, em 22/03/2004 (Segunda-feira), passando o prazo a fluir no dia 23/03/2004 (terça-feira), encerrando-se o prazo para interposição de recurso voluntário no dia 21/04/2004 (quarta-feira). Assim, tendo a contribuinte interposto recurso voluntário, às fls. 42, em 22/04/2004 (quinta-feira), consoante se infere do Protocolo n° 35094.000204/2004-65, apresenta-se intempestivo, não devendo ser conhecido. MF - SEGUNDO CO"- ...r, . n 1 DE CONTRIE -- S. . CONFERE i . "1 c. " "tICSINAL Processo n.° 12045.000242/2007-41 . CCO2JC06 Acórdão n.° 206-00.092 Brasília, (2—.% ( ( / O 2.- Fls. 56• . tkMaria d.2, ráf.:1 . Ferreira . Ma/ Sia e 751683 Por todo o exp. ., • o • • o - • 1 n . NÃO CONHECER DO RECURSO, em vista das razões encimadas, mantendo incólume a decisão de primeira instância, pelos seus próprios fundamentos. Sala das S -sões, em 10 de outubro de 2007. \ \ n tOra RYCARD ii ENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA I • i I i I, '' - - Page 1 _0060800.PDF Page 1 _0060900.PDF Page 1 _0061000.PDF Page 1 _0061100.PDF Page 1
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