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Numero do processo: 00008.450511/46-80
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Numero do processo: 10845.005642/86-24
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RP/302-0.362 Recorrente FAZENDA NACIONAL RecorTicla. SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: TRANSATLANTIC CARRIERS (AGENCIAMENTO) LTDA. VISTORIA ADUANEIRA. Produto perecível descarregado sob termo de avaria mas vistoriado três meses após a descarga, período no qual permaneceu no armazém portuário, sem observãncia das normas especificas de conservação. Deteriora- ção do produto que não pode ser atri- buída ao transportador. Recurso espe- cial desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presente autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis_ cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos ter_ mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessão(DF), em 22 de agosto de 1988. - -2L.Ag,LV URGEL PEREIRA ,f, PE , - PRESIDENTE /2 AM • Dr A DANTi 5- RELATOR / 2/41ng MAR o ffi ONIO MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZENDA NA-., CIONAL _ v.v Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR, HÉLIO LOYOLLA_DE ALEff CASTRO, JOSÉ FAÇANHA NAMEDE, PAULO CÉSAR DE ÃVILA E SILVA, EDWALD5 REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. ç'k SERVIÇO POBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10845/005.642/86-24 RECURSO N9: RP/302- 0. 362 ACÓRDÃO N9 CSRF/03-01.549 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: TRANSATLANTIC CARRIERS (AGENCIAMENTO) LTDA. RELATORIO Recorre a Fazenda Nacional contra decisão da egré- gia 2a. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes constante do Acõrdão 302-31.013, assim ementada: "AVARIA E EXTRAVIO DE MERCADORIA IMPORTADA.Vis tona aduaneira: prazo para sua realização. Leite em pO acondicionado em sacos plásticos vindos em pal- lets descarregados no destino, com ressalva em Ter- mo de Avaria pela depositária, com a anotação "con- sertado". Mercadoria perecivel. A legislação tribu- tária, apesar de não fixar prazo para a realização da vistoria, obriga a autoridade aduaneira a tomar precauçOes de acordo com a natureza da mercadoria,a gindo de oficio quando necessário (arts. 468, § 1,--?- e 472 do Decreto 91.030/85 - Regulamento Aduaneiro). A ressalva "pallet" consertado" inserido nos aludi- dos Termos de Avaria, não permite avaliação conclu- siva quanto a existencia de dano em seuconteildo(lei._ te em p6 acondicionado em sacos plásticos)." A decisão recorrida considerou que o período detrás meses entre a descarga e a vistoria aduaneira, mantida a mercado- ria - leite em pó desnatado - em más condiçOes de estocagem, foi de — importância decisiva para a sua deterioração, do que não teve cul- A), nms• nr /1,, (- (- c ,- , ,,,,,,-,, ~OPUBLICOHDERAL PROCESSO N9 10845/005.642186-24 2. Acórdão n9-CSRF/03-01.549 pa o transportador, visto que a mercadoria encontrava-se, todo es se tempo, aos cuidados da depositaria. Nas suas razões, diz o pro curador da Fazenda Nacional que "a demora na realização da visto- ria, embora condenavel, é fato irrelevante neste caso quanto causa das avarias e seu agravamento, pois ficou provado que estas ocorreram antes da descarga e são responsabilidade do transporta- dor e que não houve agravamento, pois foi declarado impróprio pa- ra uso humano só o leite em p6 contido nos sacos rasgados." Res- salta que, no termo de vistoria, consta que foram notados sinais externos de avaria, mas que a embalagem era adequada. Nas contra-razões (fls. 109 e segs.),diz, em siri- tese, o sujeito passivo: a) que, na vistoria, não foi observado o disposto no art. 472 do R.A., relativamente às precauções exigidas pela natureza da mercadoria; b) que, dada ainda a natureza perecível da mercado ria, competia, nos termos da lei, ã autoridade pú- blica, realizar vistoria "ex-officio", o que não ocorreu; c) que, a própria importadora acusou de responsa- vel pelo evento a administração fazendaria, confor me documento nos autos; d) que também a imprensa denunciou a irregularida- de, culpando a administração (prova anexa). É o relatório. 4, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 108451005.642/86-24 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.549 VOTO Conselheiro HAMILTON DE S.A DANTAS, Relator A matéria objeto do presente recurso, descarga e vistoria de leite em pó desnatado, em mas condições de estocagem, fato decisivo como fator de deterioração, em tudo e por tudo se assemelha ao julgado neste Colegiado, ex vi do Acórdão n9 CSRF/ /03-01.514, de 24 de março do corrente ano (1988). Dada a identificação dos fatos e fundamentos juri- dicos, deste recurso com aquele julgado, adoto o voto então profe rido, naquela oportunidade, pelo ilustre Conselheiro JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, acolhida à unanimidade, nos seguintes termos: "Nos Termos de Avaria (f is. ) esta expressa- mente declarado que alguns volumes (pallets conten do sacos de leite em p6) descarregaram rotos. No-s- considerandos de sua decisão, diz a autoridade jul gadora de la. instancia que "era de esperar-se que- o leite em pó descarregado em sacos rotos estives- se contaminado e não mais pudesse ser destinado ao consumo humano." No entanto, prossegue a mesma au- toridade, "do total das mercadorias avariadas (211. 034 quilos), estavam impróprios para consumo huma- no apenas 31.434,48 quilos." Tais afirmações, con- tidas na própria decisão do feito pela autoridade local, reforçam os fundamentos da decisão da Cama- ra recorrida que considerou como causa efetiva da deterioração da mercadoria a sua longa permanência no armazém portuario, sem condições adequadas de conservação ou, como alega o sujeito passivo, com inobservancia das prescrições especificas para ar- mazenagem desse tipo de produto (local ventilado e imune de umidade). Assim, visto que a própria Comissão de Visto ria proclamou a adequação da embalagem do produto e que o simples fato de o Termo de Avaria ter acu- sado a descarga de alguns volumes (pallets com sa- cos) rotos não é suficiente para comprovar que o conteúdo estivesse deteriorado, fato que, provavel - mente, só ocorreu pelas apontadas circunstancia-s- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 108451005.642186-24 4. Acórdão n9-CSRF/03-01.549 posteriores à descarga (má conservação do produ- to), voto no sentido de negar provimento ao recur- so especial." Também esposando o mesmo ponto de vista jurídico, entendo que nenhuma imputação, em termos de responsabilidade tri- butária, recai sobre o transportador, razão pela qual inacolho, vista dos mesmos fatos e fundamentos, o recurso especial da Fazen da Nacional. Brasília-DF, em 22 de agosto de 1988. / '41'4"14' i MPTON DE SÃ Dá n '-S - RELATOR // Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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SUJEITO PASSIVO: GRADIENTE INDUSTRIAL S/A i ' , A emissão de Guia de Importação mesmo após a entrada do produto estrangeiro no território nacio- nal não configura infração por . ausência dela. - Aplica-se a penalidade por embar que da mercadoria no exterior an tes da expedição da Guia. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar opresentejul gado. =ala:as S , s /, ,-Oes (DF), em 27 de novembro de 1991. - ,„. MA't.AM 1000r , - PRESIDENTE - , ULDAFF0 DE :•••- rá á JÚNIOR - RELATOR i ..,. IRAN E LIMA - PROCURADOR DA FA , ZENDA NACIONAL -. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: ITAMAR VIEIRADACOSTA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, UBALDU CAMPELO NETO, JOSÊ ALVES DA FONSECA, JOÃO HOLANDA DA COSTA e SEBAS TIA() RODRIGUES CABRAL. Presente ao julgamento o advogado da inter ressada, Dr. Jorge de Souza Ramalho - OAB/SP 11.Q. 76.418 - A/84 .- Pk DAMEFP/OF- SECO9 N9 064/90 4,-":•"" . : f ,,...:;;'¡:•0,*:', ... •,-.,,-. ,,, .47W,Á, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10283/002.708/90-41 RECURSO P49 : RP/303-01.136 ACORDAON9 : CSRF/03-01.842 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: GRADIENTE INDUSTRIAL S/A ' RELATÕRIO , A 3a. Câmara deste Conselho, em decisão adotada por maioria de votos, em Acardão que leio em sessão e que considero co _ mo se neste estivesse transcrito, desclassificou a penalidade im- posta por importação não amparada por GI para a de embarque de mer cadoria no exterior _antes da emissão da competente GI. Dessa decisão recorre a douta Procuradoria da Fazenda Nacional alegando, em síntese, o seguinte. Se acontece o embarque no exterior, antes de expedi- da a GI, mas se ela é obtida anteriormente ã entrada dbs bens no territario nacional, a infração cometida e a descrita no inciso VI do ART. 526 do RA. Se ela não estiver emitida no momento da entra- da, fica confirmada a ocorrência da infração capitulada no inciso II desse mesmo artigo. Assim, forçosamente, acontecem as duas in- fraçOes mas, por força do § 49 desse dispositivo, sera imputada a penalidade mais grave, ou seja, a do inciso II. , A emissão da GI posteriormente ã entrada dos produtos no territõrio brasileiro, pratica essa normatizada pela PortariaME 222/81 e IN SRF 89/83, que visam a dar cobertura ã formalização do _ , Á \,. DAMEFP/DF- SECOS $2 065/90 \ SERVIÇO PUBLICOFEDERAL PROCESSO N9 10283/002.708/90-41 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.842 despacho aduaneiro, evitando até, a decretação do perdimento da mercadoria, não elide a infração jã caracterizada. Pede a reforma dessa decisão para se manter a de la. Instãncia, citando Acórdãos de 1988 dessa mesma Câmara nesse sen tido. Acolhido esse Recurso Especial, é dada vista à interes sada que oferece contra razEies. Nelas é mencionado o voto vencedor e arguido que, na forma do ART. 528 do RA, é considerado ter ocorrido o embarque na data da emissão do conhecimento internacional de transporte,o que aconteceria em uma importação via aérea quando o conhecimen- to fosse datado num domingo à noite, em um pais da Europa, che- gando a mercadoria na 2a. feira às 8 horas damanhã ao Brasil, an tes do inicio do expediente normal do órgão emissor da GI. Neste caso não cré que fosse de se aplicar a penalidade do inciso II do ART. 526 do RA, em razão do § 49 do mesmo artigo, pois a GI não poderia ser obtida antes desse horário. Esse exemplo serve para demonstrar que se fosse inten- ção do legislador agir com tal vigor etário, ele não teria cria- do o § 29, II, desse ART. 526 que gradua e limita a aplicação da pena para infraçOes formais e menores como as contidas nos inci- - sos IV e VII desse mesmo artigo, todas com GI emitidas. Cita voto vencedor em muitos Recursos Voluntários seme lhantes e pede seja mantidana decisão recorrida. í ) t o relatório. &/' w SERVIÇOPUBLICOFEDERAL PROCESSO N9 10283/002.708/90-41 4. Acórdão n9-CSRF/03-01.842 VOTO Conselheiro PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JONIOR, relator. Entendo que a importação não ocorreu a descoberto de GI. A mesma, emitida após a entrada dos bens no território nacio_ nal, existe. Só se configuraria a hipótese da penalidade prevista no ART. 526, II, do RA, se a Guia não fosse expedida. Ora, se ela foi pedida e o órgão competente para esse controle autoriza sua edição, descabe falar-se em importação ao desamparo de GI. Face ao exposto, nego provimento ao Recurso, mantendo- -se a decisão recorrida. BrasIli - D., em 27 de setembro de 1991. f) 0PAULO AFFONSECA DE B., Ri S FARIA JÚNIOR - RELATOR \NA ‘4" _ ,,; Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Sua equiparação â fatura comercial (art. 45 do De creto-lei n9 37/66) depende de nele se encontrarem os dados minimos in dispensáveis ao controle aduaneiro, especialmente o preço da mercado- ria. Não tendo sido satisfeito esse requisito, no caso, nega-se provi mento ao recurso especial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SPERRY RAND DO BRASIL S.A. - DIVISÃO UNI VAC: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidate de votos, negar provimento ao recurso es pecial de divergência. Sala -r -s es-.,8-?'(DF), em 27 de outubro de 1980 / AMADOR • PRESIDENTE 1PAU 0 MEIDA RELATOR /' LEON FREJDAt4O •OWSKY PROCURADOR DA FAZEN DA NACIONAL Participaram, ainda, :o pre -nt-loulgamento, os seguintes Conselhei ros: HINDEMBURGO DOBAL -- 'EIRA, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, RANDOT1 FO HENRIQUE DE SOUZA NETO e EDWALDO REIS DA SILVA. Ausente os Cons. ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. 1Wlik*" SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0831/050.996/79 RECURSO re, -RD/303-0.007 m~o N.°, -CSRF/03-0.179 RECORRENTE: SPERRY RAND DO BRASIL S.A. - DIVISÃO UNIVAC Interessada: FAZENDA NACIONAL , RELATÓRIO O recurso especial é contra o Acórdão n9 19.039, proferido pela douta 3a. Câmara do Terceiro Conselho de Contri_ buintes, no julgamento do Recurso n9 94.034, divergente do deci_ dido pela mesma Câmara, conforme Acórdão n9 18.940, de interesse da própria ora recorrente, assim como pelo antigo 49 Conselho de Contribuintes nos Acórdãos n9s 20.220 e 20.279, e, ainda, por es_ ta própria Câmara Superior, consoante acórdão 03-0.132. A divergência resultaria de ter o acórdão recor rido declarado que somente o conhecimento aéreo contendo todos os elementos da fatura comercial a esta se equipara para aplica ção do art. 45 do Decreto-lei n9 37/66, enquanto os demais cita_ dos aceitaram a equiparação irrestrita. Decisão judicial que in dica também corrobora este último ponto de vista. Leio os acórdãos citados no recurso (fls. 46/47 e 51). O culto Procurador da Fazenda Nacional junto à Câmara recorrida manifesta-se pelo desprovimento (fls. 53/57), ar gumentando que tanto o Parecer Normativo n9 CST 92/77, como a Instrução Normativa SRF n9 40/74, fazem depender a equiparação - do conhecimento aéreo ã fatura comercial da existência naq ,le\ I) '\ / ..---; A -§ D M F - RJ/1.° C - C - Se‘af - 1600/75 2, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0831/050.996/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.179 de todos os elementos que desta devem constar, acentuando que es ses atos normativos são normas legais complementares, de confor- midade com o art. 100 do Código Tributário Nacional. O problema, portanto, "é pura e simplesmente de prova, tornando cada Conhecimento Aéreo apresentado, um caso a ser examinado, quanto aos elementos ali consignados, convencen_ do a cada Conselheiro, do atendimento das exigências legais, ou seja, da aceitação das informações como satisfatórias aos neces_ sários e imprescindíveis requisitos básicos que possibilitarão a sua equiparação à fatura comercial." O ilustre Procurador do Contencioso Administra ._ tivo (f is. 59/60) também propôs o desprovimento, sob o fundamen_ to de que "não se nega a equiparação do conhecimento aéreo à fa_ tura comercial: o que se afirma e que, para tanto, deve ele con ter todos os elementos próprios da fatura comercial, por forma a possibilitar a ação do Fisco no que diz respeito à indentifi- cação da mercadoria a que se refere, mormente a indicação do pre ço ou do valor, elementos essenciais para efeito de tributação.- Destarte, quando se afirma, em determinado julgamento, que o co_ nhecimento aéreo supre a fatura comercial, contém esta afirmati va, implicitamente, o entendimento de que aquele documento está em condições de se equiparar à fatura comercial por conter todos os elementos necessários à ação da Fiscalização, que não pode fi car tolhida diante de documentação imprestável para tal fim" - como no caso do recurso. De notar-se que ambos os Procuradores levantam preliminares de cabimento do recurso especial, o primeiro por se tratar de decisão de mesma Câmara prolatora do acórdão recorrido ou de Câmara equivalentes do antigo 49 Conselho de Contribuintes; o segundo por não ter sido juntada cO r p . /da íntegra da decisão divergente (Acórdão CSRF/03.0.132). ,-, , . É o relatório. r'\\ , . . ,,, : , 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0831/050.996/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.179 VOTO Conselheiro PAULO DE ALMEIDA, Relator: Quanto às preliminares: no que se refere à diver_ gência autorizadora do recurso especial (Portaria Ministerial n9 434/79), basta o Acórdão n9 03.0.132 desta Câmara Superior, sem dúvida nenhuma discrepante do acórdão recorrido, para comprová -1a; e quanto à não juntada da reprodução integral do referido acórdão divergente, penso não se deva ser tão extremadamente for_ malista, já que sua localização e reprodução, na Secretaria des ta Câmara Supeior, não oferece nenhuma dificuldade. No mérito, sempre entendi que, "data venia" dos rigorosos atos administrativos invocados no recurso, o conheci_ mento aéreo que, alem de outros requisitos usuais, traga indica_ ção do valor, pode ser aceito em substituição à fatura comercial, no desembaraço aduaneiro - mesmo porque a esse momento se reduz a aparentemente muito ampla expressão "para todos os efeitos"do art. 45 do Decreto-lei n9 37/66, por isso que desembaraçada a mercadoria, o conhecimento aéreo não tem mais efeito nenhum. Votei repetidas , vezes nesse sentido, quando ti- ve a honra de participar do julgamento da 2a. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes e já' aqui nesta Câmara Superior, no julgamento do Recurso n9 RP/302-0.006 (Acórdão n9 03-0.132) votei pelo desprovimento, porque, como consta do relatório, "foram trazidas ao processo cópia autenticada da fatura comercial e c6_ pia do conhecimento aéreo fornecida pelo transportador, documen tos que em tudo confirma o de fls. 40, impugnado pelo recorrente por falta de autenticação. O exame das três peças revela a mesma descrição da mercadoria, peso, quantidade e número da G.I., além de consignarem o preço idêntico de US$ 18.216,00". (grifei) No caso do processo, porém, o conhecimento aéreo . de fls. 08 não traz nenhum valor, quer para efeito de tra -15or-f\, 4P '''' ',,' \\ :>'-...------5 4. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0831/050.996/79 Acórdão n9 -CSRF/03 -0.179 te, quer para fim aduaneiro, não contendo, portanto, o dado es_ sencial para o controle aduaneiro básico.5 Nego, por isso, provimento ao recurso:~ Brasília - DF, 27 de outubro de 1980 r __ _.._ e -) 7 _ // .-- PAULO DE Aí24EIDA - RELATOR. - - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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ACRÉSCIMO DE VOLUMES AO MANIFESTO: 1 egalicla de da aplicação da multa fixa prevista n5 art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37, de 18/11/66 (com a nova redação do art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), em seu valor atu alizado anualmente pela autoridade competeri_ te, por força de previsão legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Cons. Randolfo Henrique de Souza Neto, Enila Leite de Freitas Chagas e Euvaldo Carvalho Silva. Sala das Seigsaip /DF), em 22 de junho de 1981. ti, IX/ AMADOR OU" ''" i ' ' : h, À À1 sE - PRESIDENTE 9C,i 4/, ,,.. ,, k,. 7AT' ALDO RE :ia ,Á, -n, LV' i ,, - RELATOR ADHEMILSON : : OS D. AR ALHO - PROCURADOR DA FA- 7/ I ' ZENDA NACIONAL L Participaram, ainda, do presente ju,gawnto, os seguintes Conselhei- 1 v.v. ros: HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE ALMEIDA e SEBASTIÃO RODRI- GUES CABRAL. 1W24 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0845/064.503/79 RECURSO N.° : RP/303-0.102 ACÓRDÃO N.° : cSRF/ 03-0.369 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: NAUTILUS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. RELATÓRIO Em ato de conferência final de manifesto do navio " HYDRA " , aportado em Santos a 06/05/ 75, apurou o 'ór- gão fiscal da jurisdição "faltas" e "acréscimos" de mercadorias estrangeiras importadas, sendo responsabilizada pelas ocorrên- cias a empresa transportadora, da qual se exige a devida indeni- zação do valor do Imposto de Importação correspondente às "fal- tas", e respectiva penalidade prevista no art. 106, inciso II, a línea "d", do Decreto-lei n9 37, de 18.11.66, além da multa fixa do art. 107, inciso VI, do mesmo Decreto-lei (na redação dada pe lo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), por "volume acrescido" ao manifesto. A responsabilizada discorda da autoridade aduaneira quanto ao cãlculo e determinação do valor do tributo devido, que entende deva ter por base a taxa de conversão cambial (dólar fis cal) e alíquotas tarifárias em vigor à época da importação, pre- tendendo, ainda, seja aplicada aosacrescimosa penalioade fixa , mas em seu valor também vigorante naquela dat a D M F - RJ/ ,' C - C - Secgraf - 1600175 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/064.503/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.-369, Daí o recurso voluntário à instância colegiada, ten do sido efetuado o depósito das quantias exigidas. A 3a. Câmara do Egrégio 39 Conselho de Contribuin- tes, por maioria de votos, deu provimento parcial ao apelo ape- nas quanto à multa fixa referente ao acrescimo de volumes, con- forme se vê do Acórdão n9 19.728, de 20-11r80 (fls.27/29 ). Dessa decisão recorre, com guarda de prazo, o Sr. - Procurador da Fazenda Nacional junto àquele órgão. Em suas ra- zOes de fls.31/33 , que leio na íntegra em plenário (1e), enten- de o ilustre recorrente deva ser restabelecida a aludida multa i solada, por acrescimo de volumes, porque sua aplicação em valor atualizado corresponde à correção monetária instituída pela Lei n9 4.357/64, alem de ter amparo nos arts. 105 do Código Tributá- rio Nacional e 110 do Decreto-lei n9 37/66. A interessada não ofereceu contra-razOes É o relatório../w/ _= 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/064.503/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.369 VOTO_ Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, Relator: Cinge-se o litígio, exclusivamente, à cominação da multa fixa prevista no art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37/66 (na redação dada pelo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), em caso de acréscimo de volumes ao manifesto. Em numerosas e reiteradas decisões, esta Câmara Su- perior já firmou o entendimento de que aludida penalidade é de ser aplicada em seu valor atualizado monetariamente na data do respectivo lançamento, nos precisos termos do disposto no artigo 99 da Lei n9 4.357/64 e art. 110 do Decreto-lei n9 37/66. No presente caso, entendo bem e legalmente aplicada dita penalidade, através do lançamento efetuado pelo Auto de In- fração e Notificação Fiscal de fl. 1-v, eis que, na ocasião, seu valor já se achava atualizado monetariamente por ato administra- tivo que, na forma da lei, estabeleceu os novos valores desse ti po de multa (fixada em cruzeiros), destinados a vigorar durante o exercício de 1980. O depósito da quantia exigida produz unica- mente o efeito de evitar a correção monetária do valor exigido e depositado. A Isto posto, dou provimento ao recurso especial o ; ç ED ,ALDO REIS DA SIA RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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MINISTÉRIO DA FAZENDA JRL Sessão de 22 .de junho. de 19 8.1. ACORDÃO N° ..-.-.W.1F/03-0. 379 Recurso n° RP/ 303-0.207 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MAIdTD/JAASHBY LTDA. ACRÉSCIMO DE VOLUMES AO MANIFESTO: legalida de da aplicação da multa fixa prevista no art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37, de 18/11/66 (com a nova redação do art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), em seu valor atu alizado anualmente pela autoridade competen" te, por força de previsão legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Cons. Randolfo Henrique de S yza Neto, Enila Leite de _ Freitas Chagas e Euvaldo Carvalho Silva 44(/ I Sala das S- soes DF), e 22 de junho de 1981. 0/1 AMADOR O "4 • FE-1 ; DEZ - PRESIDENTE WALDO S D ! A, - RELATOR ADHEMILSON BASITO, DE C 'V, HO - PROCURADOR DA FA- ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os r.eguintes Conselhei- . v.v. ros: HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE ALMEIDA e SEBASTIÃO RODRI- GUES CABRAL. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.9 0845/063.733/79 RECURSO N.°: RP/ 303-0.207 ACÓRDÃO N.°: CSRF/03-0.379 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: AGÊNCIA MARÍTIMA ASHBY LTDA. RELATÓRIO Em ato de conferência final de manifesto do navio " TENACITY " , aportado em Santos a23 / 75 , apurou o 6r- g° fiscal da jurisdição "faltas" e "acréscimos" de mercadorias estrangeiras importadas, sendo responsabilizada pelas ocorrên- cias a empresa transportadora, da qual se exige a devida indeni- zação do valor do Imposto de Importação correspondente às "fal- tas", e respectiva penalidade prevista no art. 106, inciso II, a línea "d", do Decreto-lei n9 37, de 18.11.66, além da multa fixa do art. 107, inciso VI, do mesmo Decreto-lei (na redação dada pe -- lo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), por "volume acrescido" ao manifesto. A responsabilizada discorda da autoridade aduaneira quanto ao cálculo e determinação do valor do tributo devido, que entende deva ter por base a taxa de conversão cambial (dOlar fis cal) e aliquotas tarifárias em vigor à época da importação, pre- tendendo, ainda, seja aplicada aosacrescimcsa pe , -lidade fixa mas em seu valor também vigorante naquela data l) D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 3. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/063.733/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.379 Daí o recurso voluntário à instância colegiada, ten do sido efetuado o depósito das quantias exigidas. A 3a. Câmara do Egrégio 39 Conselho de Contribuin- tes, por maioria de votos, deu provimento parcial ao apelo ape- nas quanto à multa fixa referente ao acréscimo de volumes, con- forme se vê do Acórdão n9 19.798, d.e 21-11-80 (fls.34/36 ). Dessa decisão recorre, com guarda de prazo, o Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto àquele órgão. Em suas ra- z8es de fls.38/40 , que leio na integra em plenário (1é), enten- de o ilustre recorrente deva ser restabelecida a aludida multa i solada, por acréscimo de volumes, porque sua aplicação em valor atualizado corresponde à correção monetária instituída pela Lei n9 4.357/64, além de ter amparo nos arts. 105 do Código Tributá- rio Nacional e 110 do Decreto-lei n9 37/66. A interessada não ofereceu contra-razaes É o relatório.jw/ 4. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0845/063.733/79 Acórdão n9-CSRF/03-0. 3 75' - -- VOTO Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, Relator: - Cinge-se o litígio, exclusivamente, â cominação da multa fixa prevista no art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37/66 (na redação dada pelo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), em caso de acréscimo de volumes ao manifesto. . Em numerosas e reiteradas decis8es, esta Câmara Su- perior já firmou o entendimento de que aludida penalidade é de ser aplicada em seu valor atualizado monetariamente na data do respectivo lançamento, nos precisos termos do disposto no artigo 99 da Lei n9 4-357/64 e art. 110 do Decreto-lej. n9 37/66. No presente caso, entendo bem e legalmente aplicada dita penalidade, através do lançamento efetuado pelo Auto de In- fração e Notificação Fiscal de fl. 1-v, eis que, na ocasião, seu valor já se achava atualizado monetariamente por ato administra- tivo que, na forma da lei, estabeleceu os novos valores desse ti - po de multa (fixada em cruzeiros), destinados a vigorar durante o exercício de 1980. O depósito da quantia exigida produz unica- mente o efeito de evitar a correção monetária do valor exigido e depositado. Isto posto, dou provimento ao recurso especial ALDO REIS DA SILVA RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.011517/2004-16
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2002
AÇÃO JUDICIAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. MULTA DE MORA. CABIMENTO.
O prazo para os contribuintes recolherem o tributo objeto de ação judicial desfavorável é de trinta dias e começa a fluir a partir do acórdão proferido na Apelação, ainda que haja a interposição de embargos de declaração, sem que haja sido expressamente requerido os efeitos suspensivos deste recurso.
Numero da decisão: 1801-001.365
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Ana Clarissa Masuko dos Santos, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que dão provimento ao recurso. O Conselheiro João Carlos de Figueiredo Neto apresentará Declaração de Voto.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2002 AÇÃO JUDICIAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. MULTA DE MORA. CABIMENTO. O prazo para os contribuintes recolherem o tributo objeto de ação judicial desfavorável é de trinta dias e começa a fluir a partir do acórdão proferido na Apelação, ainda que haja a interposição de embargos de declaração, sem que haja sido expressamente requerido os efeitos suspensivos deste recurso.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Ana Clarissa Masuko dos Santos, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que dão provimento ao recurso. O Conselheiro João Carlos de Figueiredo Neto apresentará Declaração de Voto. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1987; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.011517/200416 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.365 – 1ª Turma Especial Sessão de 09 de abril de 2013 Matéria Compensação Saldo Negativo de IRPJ Recorrente BANCO MERCANTIL DO BRASIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2002 AÇÃO JUDICIAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. MULTA DE MORA. CABIMENTO. O prazo para os contribuintes recolherem o tributo objeto de ação judicial desfavorável é de trinta dias e começa a fluir a partir do acórdão proferido na Apelação, ainda que haja a interposição de embargos de declaração, sem que haja sido expressamente requerido os efeitos suspensivos deste recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Ana Clarissa Masuko dos Santos, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que dão provimento ao recurso. O Conselheiro João Carlos de Figueiredo Neto apresentará Declaração de Voto. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 15 17 /2 00 4- 16 Fl. 326DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO 2 A empresa recorre do Acórdão nº 0213.476/07 exarado pela Terceira Turma de Julgamento da DRJ em Belo Horizonte/MG, fls. 270 a 281, que não homologou todas as compensações pretendidas, com o crédito integralmente reconhecido pela autoridade a quo, formalizadas nos Per/Dcomp (pedidos de restituição e declaração de compensação) – fls. 02 a 57. Aproveito trechos do relatório e voto do aresto vergastado para historiar os fatos: O contribuinte acima identificado informa por via de . PERDCOMP a compensação de vários débitos, mediante a utilização de Saldo Negativo de IRPJ apurado em 31/12/2002, no valor de R$ 2.763.152,88. As "Declarações de Compensação" apresentadas pelo contribuinte encontramse anexadas às fls 02 a 57 deste processo. [...] Aos 22 de novembro de 2005 a DRF/Belo HorizonteMG emite novo Despacho Decisório, anexado às fls. 157 a 159, reexaminando o Despacho Decisório já prolatado, do qual transcrevo: Considero validada, portanto, as retenções de IRPJ efetuadas por Órgãos Públicos no valor total de RS 148.368,13... o qual corresponde à soma dos valores lançados pelo contribuinte nas linhas 11/09 e 12B/09 da DIPJ/2003. [...] ... o reconhecimento do direito de utilização pelo contribuinte de crédito de saldo negativo de IRPJ apurado em declaração de rendimentos (DIPJ/2003) ajustado conforme item 2 acima, no valor original de RS 2.763.152,88, onde anteriormente era RS 2:721.537,10, ocorrendo, portanto, um complemento de RS 41.615,78. Efetuado o "Encontro de Contas", a DRF envia ao contribuinte, aos 16/12/2005, o Extrato do Processo e a Carta de Cobrança informando os débitos remanescentes (fls. 168/169). Em resposta, o contribuinte apresenta novas alegações, consubstanciadas no documento anexado às fls. 170 à 173, nos seguintes termos: · Aos 04/06/1998 o contribuinte impetrou Mandado de Segurança, no intuito de afastar a aplicação da norma do parágrafo único do art. 1o da Lei n° 9.316, de 1997; a liminar foi deferida em 12/06/1998 e confirmada pela sentença publicada em 04/12/1998. · Ao analisar o Recurso de Apelação interposto pela Fazenda Nacional, o TRF1 reformou a sentença concessiva da segurança, em Acórdão publicado em 01/10/2001. Foram opostos Embargos de Declaração, rejeitados em Acórdão publicado em 22/05/2003. · Antes dos 30 dias contados da publicação do Acórdão dos Embargos de Declaração, nos termos do § 2o do art. 63 da Lei n° 9.430, de 1996, a requerente procedeu à quitação dos valores de IRPJ em aberto em razão do aproveitamento da decisão obtida no Mandado de Segurança em comento, mediante compensação. · Quando da apreciação das compensações efetuadas no presente processo, o fisco computou a incidência de multa de mora de 20% sobre os débitos de IRPJ mencionados, resultando na insuficiência do crédito utilizado na compensação. Fl. 327DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO Processo nº 10680.011517/200416 Acórdão n.º 1801001.365 S1TE01 Fl. 3 3 · O dispositivo legal invocado garante a não incidência da multa moratória quanto o tributo anteriormente com exigibilidade suspensa é recolhido em até 30 dias da decisão que revoga a causa de suspensão (ou que a complementa, como é o caso do Acórdão dos Embargos de Declaração). Por fim, pleiteia a homologação integral das compensações declaradas neste processo, excluindo a aplicação da multa moratória cobrada, bem como o cancelamento da cobrança de débitos recebida em 16/12/2005. Aos 27/01/2006 a DRF/Belo HorizonteMG encaminha correspondência à Procuradoria da Fazenda Nacional PFN no intuito de obter esclarecimentos acerca da data limite para a quitação dos débitos de IRPJ objeto de discussão judicial, com o benefício da não incidência da multa de mora (fl. 225). Em resposta, a PFN anexa ao processo o documento às fls. 226 a 229, de onde se extrai: "No caso concreto, portanto, evidenciase que, não efetuado o pagamento no prazo de trinta dias contados da data de publicação do Acórdão na apelação (01/10/2001), a cobrança da multa de mora tornase devida, mesmo diante da interposição de embargos de declaração, merecendo registro, outrossim, que o referido recurso em nada modificou o julgado (fls. 465/466) ". (os grifos são do original) O contribuinte foi cientificado do documento elaborado pela PFN, e novamente intimado a efetuar o pagamento dos débitos indevidamente compensados (fls. 233/234). Diante desta ciência, apresenta nova manifestação de inconformidade, anexada às fls. 235 a 247, onde, resumidamente alega: : · • O cumprimento da exigência do art. 33 da Lei n° 10.522, de 2002, mediante apresentação de relação de bens correspondentes a 30% do crédito tributário contestado · Segundo a sistemática do Código de Processo Civil, todos os recursos possuem, em regra, efeitos devolutivo e suspensivo.Existem alguns casos em que somente o efeito devolutivo deve ser atribuido, mas estes estão expressamente previstos no Código, de forma taxativa (art. 520 e art. 542, § 2a). O mesmo não ocorre com os Embargos de Declaração. Embora o Código o considere um recurso, não há menção alguma sobre qual efeito lhe seria atribuido. Destarte, concluise que, na falta de alusão expressa, deve ser aplicada a regra geral de suspensibilidade. (grifo do original) · Para amparar seu entendimento, transcreve diversas passagens de renomados juristas, e de Voto condutor de Acórdão prolatado pelo Conselho de Contribuintes. Por fim, reitera seu pedido de homologação total das compensações, mediante a exclusão da multa de mora lhe imputada, e conseqüentemente o cancelamento da cobrança dos débitos exigidos. [...] VOTO Fl. 328DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO 4 [...] O julgamento em primeira instância de processos administrativos fiscais referentes à manifestação de inconformidade relativas ao indeferimento da restituição e contra a não homologação da compensação apresentada pelo contribuinte, contra apreciações dos Delegados/Inspetores da Receita Federal relativas aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, compete às Delegacias da Receita Federal de Julgamento, conforme dispõe a Portaria MF n° 030, de 25 de fevereiro de 2005. IDENTIFICAÇÃO DO LITÍGIO O crédito utilizado pelo contribuinte foi totalmente reconhecido pela DRF na Revisão de Ofício às fls. 157 a 159. Após a revisão mencionada o contribuinte não mais se manifesta acercado crédito utilizado nas DCOMP's. Assim sendo, o crédito reconhecido não está em discussão. Contudo, ao operacionalizar a compensação declarada (Encontro de Contas), a DRF constata a insuficiência do crédito utilizado (e reconhecido) na extinção dos débitos compensados. O Extrato do Processo às fls. 180 a 185 indica detalhadamente os débitos extintos pela compensação, o crédito utilizado na extinção de cada débito e o saldo de débitos remanescentes. O contribuinte contesta o aproveitamento do crédito, insurgindose quanto à aplicação da multa de mora aos débitos de IRPJ (complemento de estimativa mensal). Invoca o art. 63 da Lei n° 9.430, de 1996 para pleitear o cancelamento da multa lhe imputada, argumentando que "mencionado dispositivo garante a não incidência da multa moratória quando o tributo anteriormente com exigibilidade suspensa é recolhido em até 30 dias contados da decisão que revoga a causa de suspensão". Percebese então que a lide neste processo diz respeito à aplicabilidade da multa de mora aos débitos de IRPJ, pretensamente suspensos por Liminar em Mandado de Segurança, recolhidos no prazo de 30 dias da cassação desta suspensão.Então vejamos: MULTA DE MORA A multa de mora imputada ao contribuinte encontra previsão na Lei n° 9.430, de 1996, nos seguintes termos: [...] Contudo, esta mesma lei determinou, quanto aos débitos com exigibilidade suspensa: Art. 63. Não caberá lançamento de multa de ofício na constituição do crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributos e contribuições de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma do inciso IV do art. 151 da Lei n° 5.172.. de 26.de outubro de 1966. (Vide Medida Provisória n° 2.15835. de 2001) § 1º O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de oficio a ele relativo. Fl. 329DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO Processo nº 10680.011517/200416 Acórdão n.º 1801001.365 S1TE01 Fl. 4 5 § 2o A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. (O grifo não é do original) Notese que, a mesma lei que impõe a aplicação da multa de mora aos tributos recolhidos intempestivamente, dispensa os contribuintes com débitos suspensos em função de medida liminar do pagamento desta multa, até 30 dias da publicação da decisão judicial que passa a considerar devido o tributo até então suspenso. Este é o dispositivo legal invocado pelo contribuinte para alegar aplicação indevida da multa moratória quando do encontro de contas. Então vejamos: SITUAÇÃO FÁTICA DO PROCESSO Em 1998 o contribuinte requer na via judicial a concessão de Medida Liminar a fim de recolher o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica tão somente após a dedução da contribuição Social sobre o Lucro (fl. 201). A liminar foi DEFERIDA em junho/1998 (fls. 220). A Justiça Federal de 1a Instância, em sentença prolatada no processo 98.244991 ratificou a concessão da segurança em dezembro de 1998. A Fazenda Nacional, em recurso de Apelação consegue a reforma da sentença com a denegação da segurança, em Acórdão publicado em 011/012001 (fls. 261 a 264 e 223). Notese que, nesta data, o tributo até então, suspenso, passa a ser devido. "A empresa opôs Embargos de Declaração, cuja Decisão, publicada em 22/05/2003, não alterou o julgamento original" (PFN à fl. 474). O manifestante alega que, somente com a publicação desta Decisão o tributo passou a exigível, de modo que, dispensado da multa de mora até que transcorridos 30 dias a partir de 22/05/2003. Considerando as DCOMP's apresentadas em 20/06/2003, afirma que as multas de mora lhe imputadas quando do encontro de contas são indevidas. Diante do acima descrito, percebese que para a solução da lide tornase necessário identificar.com precisão a data em que o IRPJ suspenso pela liminar em mandado de segurança passou a DEVIDO. [...] Como se vê, dentre as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, temse a "concessão de medida liminar em mandado de segurança". Neste contexto, a apuração do IRPJ na forma como pleiteada pelo contribuinte estava amparada por liminar em mandado de segurança até 01/10/2001 (data da publicação da sentença), quando então, o TRF1, na Apelação em Mandado de Segurança n° 1999.00.0505214MG: "...dou provimento à apelação e a remessa oficial, para denegar a segurança" Publicado o Acórdão que reformou a decisão anterior, denegando a segurança ao contribuinte, o tributo passa a ser exigível na forma como prescrita na lei. Vale dizer, o IRPJ recolhido a menor em função da dedução da CSLL passou a devido em 01/10/2001. O contribuinte apresenta tese em que alega que a oposição de Embargos de Declaração mantive os efeitos da sentença reformada, conferindo ao tributo contestado a mesma característica de inexigível, enquanto não prolatada a decisão Fl. 330DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO 6 final destes embargos. O seu entendimento advém da atribuição do efeito suspensivo aos Embargos de Declaração. Acerca deste assunto, a PFN já se manifestou, de forma esclarecedora às fis. 226 a 477. Deste documento, extraise: Os embargos de declaração constituem instrumento processual cuja finalidade é eliminar do julgamento eventual obscuridade, contradição ou omissão porventura constatados, servindo, desta forma, como aperfeiçoamento do julgado(art. 535 CPC). Os embargos de declaração interrompem somente o prazo para interposição de outros recursos, por qualquer das partes, a teor do art. 538, "caput", do CPC; não se pode inferir da interrupção do curso de prazo recursal a suspensão dos efeitos da decisão embargada. O pronunciamento da PFN tem amparo no Código de Processo Civil CPC, nos seguintes artigos: Art. 535. Cabem embargos de declaração quando: (Redação dada pela Lein0 8.950. de 13.12.1994) 1 houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade ou contradição; (Redação dada pela Lei n° 8.950. de 13.12.1994) II for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse o juiz ou tribunal. (Redação dada pela Lein° 8.950. de 13.12.1994) [...] Art. 538. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos, por qualquer das partes. (Redação dada oela Lei n° 8.950. de 13.12.1994) Como se vê, inexiste na legislação vigente qualquer dispositivo que confira expressamente aos Embargos de Declaração os efeitos suspensivos atribuídos pelo impugnante. Neste contexto, a PFN manifestase à fl. 228: No caso concreto, portanto, evidenciase que, não efetuado o pagamento no prazo de trinta dias contados da data de publicação do acórdão na apelação(01/l0/2001), a cobrança da multa de mora tornase devida, mesmo diante da interposição de embargos de declaração. merecendo registro, outrossim, que o referido recurso em nada modificou o julgado (fls. 465/466). Ratificando as informações prestadas pela PFN, o conteúdo do art. 63 da Lei n° 9.430, de 1996, temos: § 2° A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. (O grifo não é do original) Notese que a dispensa da multa de mora está condicionada à ação judicial favorecida com medida liminar. A multa de mora prevista na legislação vigente quando do pagamento extemporâneo da obrigação somente pode ser dispensada nos Fl. 331DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO Processo nº 10680.011517/200416 Acórdão n.º 1801001.365 S1TE01 Fl. 5 7 casos expressamente elencados na legislação tributária vigente. Considerando as determinações do art. 111 do CTN nenhuma outra interpretação pode ser dada ao dispositivo transcrito senão aquele literalmente expresso. O dispositivo transcrito não faz qualquer menção à definitividade da demanda judicial, tão somente contempla àquelas com medida liminar vigente, estendendo seus efeitos até trinta dias da sua invalidação. Considerando que em 01/10/2001 a segurança concedida ao contribuinte foi denegada (fl. 263), a dispensa da multa de mora somente estava prevista na legislação vigente até 31/10/2001. As DCOMP's indicando a compensação do IRPJ em discussão somente foram apresentadas após 20/06/2003, quando a exclusão da multa de mora já não encontrava mais amparo na lei. [...] Assim sendo, considerando que parte das compensações já foram homologadas pela DRF, mantémse a não homologação das compensações dos débitos identificados à fi. 175, objeto de litígio neste processo.” (grifos pertencem ao original) A empresa interpôs tempestivamente (AR – 21/03/07, fls. 284; Recurso – 20/04/07, fls. 285) o Recurso de fls. 285 a 299, reiterando os termos da defesa exordial. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. O cerne do litígio está em decidir se os embargos de declaração interpostos pela empresa no Mandado de Segurança nº1998.38.00.0244991 possui os efeitos suspensivos e devolutivos ou não, e, em conseqüência, o cabimento da exigência da multa moratória sobre débitos do IRPJ discutidos na demanda judicial. A recorrente traz várias argumentações para convencer que a demanda judicial se deu por encerrada, definitivamente, após os embargos de declaração por ela interpostos não serem admitidos no Tribunal em questão. Em contra posição, a Administração Tributária defende o cabimento da aplicação da multa moratória por entender que a recorrente ultrapassou o prazo de trinta dias para recolher o principal e juros, contado este prazo após o acórdão desfavorável a sua causa ter sido proferido (na Apelação) anteriormente aos embargos interpostos. Para o fisco a data a ser considerada é 01/10/2001 – data da publicação, enquanto a recorrente requer a data da publicação do indeferimento dos embargos declaratórios, em 18/06/03. Fl. 332DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO 8 A demanda, pois, remete aos efeitos dos embargos de declaração e seu alcance. Diz que nada mais lógico do que suspender a eficácia do acórdão proferido na Apelação até o julgamento definitivo dos embargos interpostos. Dispõe o parágrafo 2º do artigo 63 da Lei nº 9.430/96: Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) [...] § 2º A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. O Parecer Normativo SRF nº 01, de 24 de setembro de 2002, ao cuidar da matéria, prescreve: 19.1. A multa de mora fica interrompida desde a concessão da medida judicial até o trigésimo dia de sua cassação, nos termos do § 2º do art. 63 Lei nº 9.430, de 1996: [...] 19.2. No caso de pagamento após o prazo referido no subitem anterior, a contagem da multa de mora será reiniciada a partir do trigésimo primeiro dia, considerando, inclusive e se for o caso, o período entre o vencimento originário da obrigação e a data de concessão da medida judicial. As normas são claras quanto ao prazo, mas a questão ora proposta foge à mera leitura destas, pois o que devese investigar é se os embargos de declaração propostos pela recorrente na demanda judicial impediram, como prefere a melhor doutrina processual civil, que a sentença proferida na Apelação proposta pela Fazenda Nacional, cuja sentença foi lhe favorável, produzisse qualquer efeito. A matéria é instigante e objeto de diversas discussões doutrinárias em virtude do silêncio do CPC sobre os efeitos dos embargos declaratórios.. A orientação pesquisada é que os embargos de declaração por não terem o condão de modificar o resultado da decisão de mérito, em regra, devem seguir os efeitos do recurso que sucedem. A regra comporta exceções, todavia, pois há obscuridades, contradições ou omissões que impedem o cumprimento da decisão prolatada, o que não se verifica no caso. Os magistrados também tem liberdade para deferir ou não pedido das partes para que a este recurso seja atribuído o efeito suspensivo. No ensino da processualista Teresa Arruda Alvim Wambler1, que adoto: 1 WAMBIER, Teresa Arruda Alvim. Os embargos de declaração têm mesmo efeito suspensivo? Panóptica, Vitória, ano 1. n. 7, mar. – abr., 2007, p. 7083. Disponível em: <http://www.panoptica.org>. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO Processo nº 10680.011517/200416 Acórdão n.º 1801001.365 S1TE01 Fl. 6 9 Por tudo o quanto se disse, parece que o efeito suspensivo dos embargos de declaração devem decorrer de uma única circunstância que é o pedido expresso formulado pela parte fundada na impossibilidade real de que a decisão seja cumprida ou na probabilidade de integral alteração da decisão em virtude do acolhimento dos embargos. Não se deve entender, em nosso sentir, que a interposição dos embargos de declaração, por si só, geraria a cessação dos efeitos da decisão. Na verdade, a interposição dos embargos não altera a situação criada pelo recurso principal, que é cabível no caso concreto. No caso de se tratar de decisão agravável, que, portanto, produz efeitos imediatos, em face da perspectiva, por exemplo, de não poder cumprir a decisão impugnada, deve o próprio embargante formular pedido de que ao seu recurso seja atribuído efeito suspensivo. E, por certo – até mesmo para que haja utilidade no pedido de suspensão dos efeitos formulado – deferido o pedido, os efeitos deste deferimento reportarseão ao momento da interposição dos embargos de declaração. A razão em virtude da qual nos parece que se deve entender que de regra os embargos de declaração não têm efeito suspensivo está ligada à urgência que, de regra, as decisões submetidas a recurso sem efeito suspensivo supõem. Ou seja, por detrás das sentenças que estão sujeitas a apelação sem efeito suspensivo e das liminares, que são, por assim dizer, as interlocutórias mais relevantes, há urgência. [...] Nada obsta, no sistema, que com a interposição dos embargos de declaração realmente fiquem suspensos os efeitos da decisão. Nada impede, tampouco, que a decisão produza de imediato seus efeitos. [...] Flávio Cheim Jorge, em excelente obra2 sublinha que, embora os embargos de declaração devam ser considerados um recurso, já que como tais foram incluídos no rol do art. 496 do Código de Processo Civil que permitem o reexame da matéria impugnada pelo Poder Judiciário, são remédio voluntário, impedem a coisa julgada etc, devem também ser vistos como um recurso peculiar, já que não visam a anular ou reformar a decisão recorrida. [...] Diz com acerto que, por isso, não se deve simplesmente afirmar que os embargos têm, ou que não têm, efeito suspensivo. Os embargos de declaração são interponíveis de todos os tipos de pronunciamentos judiciais, portanto, de pronunciamentos que ensejam também a interposição de outro recurso. Por isso é que se deve levar em conta, segundo citado autor, o recurso cabível (próprio) contra a decisão que se quer impugnar, num primeiro momento, por meio dos embargos de declaração. Assim, os embargos de declaração não teriam o condão de alterar a situação criada pelo recurso próprio: se se trata de hipótese em que os efeitos da decisão não se estão produzindo, porque esta está sujeita a recurso COM efeito suspensivo, estes não se produzirão; se já há efeitos no mundo empírico porque se trata,v.g., de uma liminar (impugnável por agravo) não é a interposição dos embargos de declaração que fará com que estes cessem. Concordamos integralmente com o autor, mas pensamos, também, que mesmo nos casos em que a decisão normalmente produziria efeitos, NADA OBSTA que a parte 2 Teoria Geral dos Recursos Cíveis, Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2003, item 11.6.2.4,p. 295 e ss. Fl. 334DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO 10 PLEITEIE O EFEITO SUSPENSIVO, nos casos antes mencionados e nos demais, que venham a ocorrer no plano empírico, já que a riqueza do mundo real suplanta infinitamente a imaginação do legislador e da doutrina. (grifos pertencem ao original) Somo à doutrina acima, aquela esposada na informação da Procuradoria da Fazenda Nacional, de Pontes de Miranda – fls. 226 a 229. Em face às doutrinas esposadas, verificase nos autos, às fls. 214 a 215, que os embargos de declaração em tela não foram recepcionados com os efeitos suspensivos, que, ao meu ver, deveriam ter sido expressamente requeridos pela embargante dado o silêncio do Código de Processo Civil quanto aos seus efeitos e a discussão doutrinária sobre a matéria. Destarte, adoto as razões de decidir da turma de julgamento de primeira instância, escorada no pronunciamento da Procuradoria da Fazenda Nacional, e não considero aos embargos de declaração os efeitos suspensivos, porém somente devolutivos, por tratar esta peça processual de esclarecimentos de omissões, obscuridades e/ou contradições, que, em regra, não alteram significativamente o decidido. Voto em negar provimento e não homologar as compensações requeridas no recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Declaração de Voto Não é possível silenciarse frente a tal fato até porque a obrigação fiscal foi cumprida pela recorrente. Ou seja, aqui o cerne da questão não está na desobediência da sentença judicial que definiu negativamente o pleito da recorrente, até porque a mesma cumpriu referida determinação. Encontrase, sim, na própria obscuridade que norteia os efeitos dos Embargos de Declaração. A sentença judicial aperfeiçoase após a manifestação sobre os Embargos de Declaração apresentados, haja vista que podem resultar em alteração da mesma. Logo, sob a natureza de recurso, precisam ser respeitados seus efeitos, ou seja, suspensivo e devolutivo. Objetivamente, o não reconhecimento dos efeitos suspensivo e devolutivo para os embargos de declaração não foi excepcionado pela lei. Ao contrário, nas Disposições Gerais do nosso Código de Processo Civil (Título X, Capítulo I), legislação específica à matéria, as exceções são cristalinamente conhecidas. Se o legislador não o fez, não cabe isto ao intérprete. Sob a natureza a que pertence – Recurso – e sob a finalidade de esclarecer alguma obscuridade, sanar omissão ou contradição, a fim de que a decisão possa ser Fl. 335DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO Processo nº 10680.011517/200416 Acórdão n.º 1801001.365 S1TE01 Fl. 7 11 adequadamente cumprida, negarlhe efeito suspensivo aos Embargos de Declaração seria permitir o risco no cumprimento incorreto de decisão proferida. A instabilidade jurídica estaria instaurada. O dano e a perda estariam sendo privilegiados. Não basta a alegação que a recorrente, em caso de alteração do julgado, teria o direito de buscar de volta algum valor indevidamente pago. Ao Erário cabe arrecadar os valores que lhe são devidos. Se a decisão é passiva de revisão, não há o que se falar em pagarse “adiantado” qualquer valor. Referido entendimento já vem sendo discutido por este E. Conselho, como podemos citar os Processos nº 18471.002314/200317 e nº 10680.021762/9987, este aqui citamos parte: “A regra processual esculpida no Código de Processo Civil tem como regra geral a suspensividade dos recursos, negandolhe expressamente tal efeito em casos específicos, como no Recurso Especial e Extraordinário3. Se a lei processual silencia a respeito dos efeitos aplicáveis aos embargos declaratórios, não há como deixar de aplicarlhes a regra geral. Humberto Theodoro Junior4 assim ensina: Certo que em alguns casos a lei, prevendo a conveniência de autorizar a execução provisória, estatui que o recurso somente terá efeito devolutivo. Isto, porém, representa situação de exceção, que, por isso mesmo, se presta a confirmar a regra geral de que o efeito natural, na espécie, é o de suspender a eficácia do ato judicial impugnado. (...)” Assim, respeitando o voto proferido pela Relatora, ouso sustentar posição divergente. (assinado digitalmente) João Carlos de Figueiredo Neto 3 1 Art. 497. O recurso extraordinário e o recurso especial não impedem a execução da sentença; a interposição do agravo de instrumento não obsta o andamento do processo, ressalvado o disposto no art. 558 desta Lei. 4 Humberto Theodoro Júnior, Os Embargos de Declaração e Seus Efeitos, Juris Síntese 36, 08/02 (http://www.direitointegral.com/2008/12/embargosdeclaracaoefeitosuspensivo.html) Fl. 336DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JOAO CARLOS DE FIGUEIREDO N ETO
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Numero do processo: 13818.000044/84-03
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CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: ABDALLA CHIEDDE (ESPÓLIO) • IRPF — LANÇAMENTO — NULIDADE RELATIVA — CON- TRIBUINTE CUJO FALECIMENTO A AUTORIDADE LAN- ÇADORA IGNORAVA — IMPUGNAÇÃO DO ESPNR).)—IDEN TIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO — ERRO SANADO.— Face ao pragmatismo subjacente na tributação do espólio, o lançamento contra contribuinte cujo falecimento a autoridade lançadora igno rava,- mas impugnado, no mérito, pela inventa riante, teve sua nulidade relativa sana:da,CI ce aos princípios da finalidade (atingida) e, do prejuízo Xinexisténte para as partes), o que torna insubsistente a tese de _nulidade (absoluta) do lançamento por erro na identi- ficação do sujeito passivo. Reforma dó Acórdão recorrido e retorno dos autos ã Câmara de origem para apreciação do mérito do litígio.. • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL ! . —e-- t. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de RecurgosFis cais, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, especial para, reformando a decisão recorrida, devolver os autos ã Câmara, a quo para a apreciação do mérito do litígio, nos termos do •relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselhei ro Pedro Martins Fernandes, • Sala das S;..-õeem 13 de dezembro de 1985 410 •• AMADOR O RELI F •NANDEZ PRESIDENTE 1 ,, /1 U m '. m ):', I rrii LOPE- _ RELATOR 40101090004f LUIZ FERNANDO O'IVEIRA DE MORAES PROCURADOR DA FAZENDA_NAC10_ NAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse lheiros: RAUL PIMENTEL, JACINTO DE MEDEIROS CALMON, WALDEVAN AL VES DE OLIVEIRA, ANTONIO DA SILVA CABRAL, CARLOS ROBERTO NONTEI *RO BERTAZI, JOSÉ AUGUSTO SALLES DE CARVALHO, CARLOS AGOSTINHO ALÉSSIO OLIVETO, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL .e LUIZ MIRANDA. , , , , , , _ , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N q 13818/000.044/84-03 RECURSO N9: R13 / 104-0.158 / ACÓRDÃO N9: CSRF/ 0l0.620 RECORRENTEM: FAZENDA'NACIONAL RECORRIDA: 4 CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEIRO PASSIVO: ABDALLA CHIEDDE (ESPÓLIO) RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por seu Procurador junto ã Câmara, recorre para esta Câmara Superior pleiteando a reforma do Acórdão n9 104-04.929, de 29.01.85, prolatado no julgamento do re- curso voluntário n944.156, interposto por ABDALLA CHIEDDE (:ESPÓ- LIO). 2. Houve lançamento suplementar referente ao exerci cio de 1983, por omissão de rendimentos na cédula "E" -(aluguéis).A notificação do lançamento indicou como sujeito passivo ABDALLA CHIEDDE, e foi emitida em 13,03.84. 3. A impugnação foi feita pelo Espólio de Abdalla Chiedóee subscrita pela inventariante Matilde Chiedde Portela. 4. A decisão de fls. 46/47 indicou como interessado Abdalla Chiedde (Espólio) e manteve o lançamento. 5. O recurso voluntário de fls. 49/50 também foi apre _ sentado pelo "Espólio de Abdalla Chiedde!'. 6. No acórdão recorrido a Maioria acolheu preliminar levantada pelo Conselheiro Presidente e declarou a nulidad do lan çamento por erro na identificação do sujeito passivo. DMF - DF/19 cgraf - 1600/75 2. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13818/000.044/84-03 Acórdão n9 CSRF/ .01-0.620 ..y 7. A Procuradoria recorre com base no art. 39, I, do Decreto n9 83.304/79. Relata que a declaração de rendimentos do exercí- cio de 1983 foi entregue em 30.03.83, em nome de Abdalla Chiedde. Em nome deste foi expedida a notificação do lançamento, sendo que nos demais atos, impugnação inclusive, já se mencionou o :espólio de Abdalla Chiedde. Salienta que a declaração foi apresentada em no_ me do contribuinte, embora já falecido, fato que, no mínimo, indu ziu a repartição em erro. Assinala que o Decreto n9 70.235/72, por ser um diploma moderno e atualizado, reflete a teoria das nulidades, in- corporadas aos nossos Códigos de Processo Civil de 1939 e 1973,co mo sejam os princípios da finalidade, conversão, prejuízo e re- pressão 'ao dolo processual, além de atribuir poderes :A.nquisitó- › riais ao juiz e estabelecer o suprimento como norma de conduta, tanto para a nulidade como para a anulabilidade, salvo em casos insanáveis. O douto Procurador crê serem pertinentes ao pro- cesso administrativo fiscal os princípios da finalidade e do pre- juízo. , O princípio da finalidade recomenda aproveitar o, ato que, mesmo contendo algum vício, tenha atingido o fim a que ! se destinara. Cita E. D. Moniz Aragão, "in Comentários ao Código de Processo Civil", Forense, II vol., 1Q: ed., págs. 286). „, Quanto ao princípio do prejuízo, esclarece que o ato contaminado de defeito deve ser aproveitado, desde que não ! cause dano a qualquer das partes ou ao ordenamento jurídico. É a aplicação do brocardo francês: "pas de nulité sans grief". 1 ) i I Prossegue desenvolvendo a idéia, com aportes dou- ,, ) . trinários, e termina pedindo que seja declarada a nulidade do I Acórdão, determinando-se 5 Colenda 44 Câmara d exame do Mérito do Irecurso voluntário. /2,-.) Oh 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13818/000.044/84-03 Acórdão n9 CSRF/01-0.620 8. O recurso foi admitido pelo despacho de fls. i70 do Sr. Presidente da 4 Câmara. 9. Ciente em 08.08.85 (AR de fls. 73), o contribuin te ofereceu as contra-razões de fls. 74, com recibo de protocolo •de 26.08.85, valendo transcrever os seguintes tópicos. "c) A procuradoria da Fazenda Nacional, não acei tando a decisão do Conselho de Contribuintes recorreuda mesma, por entender que os objeti vos de identificação do sujeito passivo foi conseguido, sem prejuízo para a defesa. A que teve direito, e o exerceu. d) Em aceitando, portanto, o lançamento conside rado nulo, e não tendo em qualquer .instante - invocado tal anormalidade, o que vem a de-, monstrar a boa fé do contribuinte e, na cer- teza de não ter auferido qualquer rendimento superior ao já oferecido à. tributação, julga nada dever ao fisco." No mais, tece considerações sobre o mérito. É o relatório. VOTO_ Conselheiro URGEL PEREIRA LOPES, Relator: O recurso reúne as condiçaes de admissibilidade, merecendo ser conhecido. 9 Informa BULHÕES PEDEREIRA (in imposto de ,Renda, Rio, 1969, Aprec. Editora, §. 1.a4) que: "Para a lei fiscal a pessoa do contribuinte pes soa física residente no País prolonga-se após a morte, através do seu espólio, até a.p:tilha ou adjudicação dos bens: "aplicam-se ao espólio as normas a que estio sujeitas as pessoas físicas, observadas as disposiçaes especiais da __lei." (DL 5.844, art. 45, par, único, RIR art. 59) ,., • SERVIÇO MOUCO FEDERAL Proce sso n9 1381 a/U.0,044184-03 4. Acórdão n9 CSEF/01-0.620 RazOes de ordem prática exigem essa solução; en- quanto não se conpleta a partilha ou adjudicaçãose -`) ria difícil, senão impossvel, ratear os rendimen- tos do espólio entre meeiros, herdeiros e lega- tários, de _modo a permitir que cada um os incluí- -se na sua renda anual. A lei fiscal trata o espólio como univer- salidade que continua a pessoa do falecido, contri buinte do imposto distinto do meeiro, dos herdei= ros e legatários. O que, aliás, não se ajusta aos dispositivos da lei civil, segundo os quais o cloral nio e a posse da herança transmitam-se aos herdei= xos legítimos e testamentários com a abertura _ da sucessão (C. Civil, art, 1.692)." Define De Plácido e Silva (in Vocabulário Jurídico, 29 vol., Forense, 2a, ed., 1967, pág, 623); " ee • ** • ** 9 • • * *** **** • e Espólio, com o sentido do que resta, que fica, sig hifica-a soma ou a totalidade de bens deixados por uma pessoa, após sua norte. Hoje lhe dão sentido amplo, indicando o acervo he- reditário ou simplesmente os bens deixados pelo falecido, Mas, outrora, integrando-se seu sentido no concei- to de despojo, como tal se entendia simplesmente a herança ou o conjunto de bens deixados pelo fale eido, que não tinha herdeiros usuais. Espólio, assim, é a massa de bens, deixada pelo de cujus e que constitui os bens da herança." (Grifos do original/. O espólio não tem personalidade jurídica. No pla- no jurídico nem e pessoa física nem e pessoa jurídica. Se não é possível o falecido ser polo de relação jurídica após sua morte, o espólio só o poderá ser para os efeitos do imposto de renda, "ex vi legis", não por ser ente jurídico distinto, mas sim como substituto e continuador do contribuinte falecido, por razaes de natureza pragmática, eleitas pelo legislador. Com a morte transmite-se, automaticamente, a heran ça aos herdeiros, segundo a lei civil. Entre a morte e conoomi.r tante transmissão, e a futura homologação da partilha ou adjudi /717, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 1381810 G0,044184-G3 5. Acórdão n? CSI3F/ 01-0.620 câção.dos bens, corre tempo, miaj,s ou menos longo, conforme o caso. Nesse interstício, o conjunto de bens que constitui o espólio produz rendimentos tributãveis, Conforme assinalado no trecho de Bulhóes Pedreira, acima transcrito,seria difícil, senão impossí- vel, ratear os rendimentos entre os meeiros, herdeiros e legatá- rios, tributando cada um individualmente por sua parte na meação, herança ou legado. .Recoxrese, então, com apoio na lei, à tribu- torção do espólio, conjunto de bens deixados, despojos ou __acervo hereditexio, como um prolongamento ou continuação do "de cujus", ou, se preferível, como uma espécie de síntese dos meeiros, her- , deiros e legatârios, em relação a herança, ,meação ou legado. Do ponto de vista fiscal, o interstício citado só poderia eleger o espólio C040 sujeito passivo recorrendo ao pro cesso de técnica legislativa consistente na ficção legal, toman do o que não e como se fosse. Os rendimentos costumeiramente tri- butados no eSpólio, no mundo dos fatos, ou são rendimentos que haviam sido percebidos pelo "de cujus", ou que são percebidos pe- lo meeiros, herdeiros e legatários, que tem o domínio e a posse (mediata ou imediata, conforme o caso) dos bens ou direitos que constituem o espólio e que produzem os rendimentos. O espólio é um conjunto patrimonial composto de bens, direitos, e obriga- Oes, O conjunto patrimonial não pode ser titular de si mesmo. Os bens ou direitos tem titular, que e uma pessoa natural ou uma pes soa jurídica, em sentido estrito, Logo, os rendimentos desses bens ou direitos não podem ser adquiridos pelos próprios bens ou direi tos que os produzem. É o que se passa no mundo dos fatos e de sua interpretação lógica, Contudo, como ja se viu, o legislador elegeu o es- pólio como sujeito passivo, Não o espólio em si próprio. Mas o es pólio de Fulano, ou Ciarano. Assim, é impossível lançamento contra um espólio sem indicação de quem ele provém, pois só dessa maneira se indivi dualiza e identifica um espólio. É neste ponto que a distinção dicotômica estabele- cida no acórdão recorrido pecou, a meu ver, por formalismo, exace, "'") , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13818100.0.044184-03 6. AcôrdÃo n.9 CW.1 01-0.620 } bador pelo enos e .1. Como não á possível tributar o contribuinte faleci- do, porque ele não e .mais, nem seu representante, porque quem deixou de ser não pode ter representação, faz-se o lançamento con tra algo que legalmente lhe da continuação. (O que deixou de ser não pode ger prorrogado ,mas pode ser continuado). Essa continuação, nas circunstâncias especiais do espólio, dentre as quais avulta a do nome do "de cujus" para indi_ car de que espólio se trata, conforme visto acima, permite a ado- ção de procedimentos de ordem pratica eventualmente _inaeeitaveis noutras situaOes de continuação, como, por exemplo, a continua--)- ção do negócio. O pragmatismo subjacente na eleição do espólio como sujeito pasi.,-sro constitul-se arg idéia mestra que só conheceu 1 t por limites, no plano jurídico, as hipóteses que ocasionem danos ou les6e 4 direitos subjetivos. Ou, no caso, mais especificamen- te, a exigência de imposto indevido, Ademais, não perece haver sentido em que uma forma de tributação de caráter' eminentemente pragmatico obrigasse a administração a procedimentos em que todo o pragmatismo cairia por terra, Tal ocorreria, sem dúvida, se a Administração Tributá- ria, antes de efetuar qualquer lançamento de imposto apurado em revisão de declaração de rendimentos, houvesse de cettificar-se de que o sujeito passivo estava vivo quando do lançamento e, pior ainda, continuava vivo ao receber a respectiva notificação em sua casa. Como esta g feita por via postal, com Aviso de Recepção CAR)_ que pode ser assinado por qualquer morador no domicílio do notificado, fácil ê depreender o caos resultante. É ,fato que os paladinos da formalidade objetariam de pronto; se e quando a Repartição tomar conhecimento de que o contribuinte faleceu, revê seu próprio lançamento identificando o espólio como sujeito passivo. , É claro que assim se procede na maioria dos casos, ameu ver por simples cautela, que penso ver excessiva quando o v. ,:xr) • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 138181000_,044184-03 7, 4c6rdão n9 CSW01-0.620 primeiro lançamento obteve concordáncia com o correspondente pa- gamento, ou foi impugnado. Se foi impugnado e o esp6lio não invocou o erro na identificação do sujeito passivo que a autoridade lançadora ignorava, está certIssiMa l a Meu juizo, a tese exposta pelo dou- ' to Procurador da Fazenda Nacional Dr, Geraldo Nagib Nunes no seu recurso especial, na parte em que, com a devida vênia, passo a transcrever; "13 - O exame dessas disposiçOes do pro- cesso administrativo tributário seria _fundamental à decisão, porque sendo o Decreto n9 70.235/72 um diploma moderno e atualizado teria de refletir e de fato reflete - os princípios processuais mais recentes spbre a teoria das nulidades, já incorpo- rados ao nosso COdigo de Processo Civil de 1939 e mantidos no estatuto de 1973, 14 - Pode-se dizer, em visão ampla, que o legislador processual de 1939 (e o de 1973 tamr 7 bem) partiu dos princípios da finalidade, conver são, prejuízo e repressão ao dolo processual, alémi de atribuir poderes inquisitorias ao juiz e estabe lecer o suprimento como norma de conduta, FAn+-5 para a nulidade como para anulabilidade. Mas, há casos que são insanáveis (Galeno Lacerda, Despacho Saneador, 1953, pág. 69). 15 - Para o processo administrativo tri- butário, parece-nos que são pertinentes os princí- pios da finalidade e do prejuízo, face ã especifi- cidade dos da conversão e da repressão ao dolo pro cessual, mas sem descartar de todo a aplicação de -s- te último, 16 - O princípio da finalidade recomenda aproveitar o ato que, mesmo contendo algum vicio, tenha atingido o fim a que se destinara. E.D. Mo- , niz de Aragão oferece exemplo típico do estatuto processual civil em tudo semelhante ao caso dos au tos: "O exemplo mais ,característico é o da invalidade da citação inicial que, nada obstante,pro duziu efeito - cientificar 5 reli da propositura da ação - e em razão disso foi apresentada a resposta. Se nesta se argüi, preliminarmente, o vicio de ci tação, não será de acolher-s- - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PrQce so n9 138181000.044184,03 8. Acórdão n9 CSW/01-0.620 nem de se 14e decretar a invali dade pois o fim, que através de- la era visado, foi atingido" (Co nentRrios ao Código de Processo Civil, Forense, II vol., la. ed., pâgs. 2861287). , 17 - Segundo o principio do prejuízo, o ato contaminado de defeito deve ser aproveitado, desde que não causa dano a qualquer das partes ou ao ordenamento jurídico. É a aplicação do brocardo francês "pas de nullité sans grief". 18 - No Direito Processual, os vícios con taminadores dos atos vão desde a inexistência d-6- ato, passando pela nulidade absoluta, nulidade re- lativa, anulabilidade, ate a simples irregularida de. 19 - A inexistência pode referir-se ao que se costuma dizer não-ato (processo forjado ou simulado), ou ao ato que tem aparência de conformi dade com o Direito, nas que é juridicamente inexie - tente, Os comentadores indicam como exemplos 1.0 ar tigo 110 do CPC/39 e art. 37 do CP/73. 20 , A nulidade absoluta ocorre, segundo o Prof, Galeno Lacerda, quando a norma violada con tém princípios ditados pelo interesse público (ob. Og, 72). E o Prof. Moniz de Aragão esclare- ce e exemplifica; "Sempre que a norma tutelar um interesse público, sobre o qual as partes não têm o poder _ de disposição, a infringencia acar retarã nulidade absoluta. É -(5- que sucede, por exemplo, com as regras sobre competência funcio nal,ditadas,no exclusivo intere .e- se do Estado, cujo desrespeit-6" redunda em nulidade absoluta" (n. cit., pâg. 276). 21 , A nulidade relativa resulta da viola ção de uma norma cogente, tuteladora do interesse da parte, De toda pertinência ainda o exemplo for- mulado pelo Prof. Ficmiz de Aragão; "Como exemplo podemos apontar a ilegitimidade processual provo- cada pela falta de _representa- ção, assistência ou autorização. Sendo imperativa a norma que or dena a integração da capacid 7.?• SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL P.V0 cesso n9 13818700.0.044184-03 9. Acórdão n9 CW/01-0.620 não pode o juiz tolerar-lhe o des respeito. Como ela visa a prote- ger o interesse da parte, a conse quencia e que o vício poderã ser sanado. Dai decorre a . faculdade de o juiz proceder de oficio, or- denando o saneamento, pela repeti ção ou ratificação do ato ou pelo suprimento da omissão"(0b. pág. 277). 22 - Nesse ponto, esclarece o ilustre Mes- tre que o bem protegido pela norma é o interesse do Estado, mas sua razão é a consideração com o par ticular, que pode ser o próprio Estado litigante. 23 - A :anulabilidade ocorre com a ,viola- ção de uma norma dispositiva de interesse da parte e dependente de sua alegação. 24 - As irregularidades são vícios de pe- quena importância, sem repercusão sobre o ordenamen to jurídico e que não afetam o interesse do Estado nem da parte. São as inexatidões imateriais, a falta de numeração de folhas, erros de cálculos, e outros. 25 - 11.terligando os conceitos precedentes com as disposições do art. 59 do Decreto n9 70.235/ /72, infere-se que o processo administrativo tribu- tário adaptou as noções de competência e de prejuí- zo como informadoras de nulidades. De fato, como vi m.os de ver, a competência é causa de nulidade insa= nável, do mesmo modo que a preterição do direito de defesa causa dano à parte. 26 - O exame do caso concreto demonstra que a finalidade do ato foi atingida, embora o lançamen to efetuado,em nome do i contribuinte falecido: a in= ventariante, como representante do espólio, respon- deu â exigência tributaria que seria deste. Assegu- rou-se ampla defesa ao espólio, com discussão de to da a matéria de mérito, observando-se todas as fa- ses do processo. Nenhum prejuízo adveio ao espólio, quer de natureza substancial, quer de natureza adje tiva. 27 - Parece-nos, sempre com todo respeito ao entendimento dos doutos, que estamos diante de uma nulidade relativa, violadora da norma cogente de determinação do sujeito passivo, mas de interes- se preponderante da parte, tendo o ato atingido sua finalidade e não causado dano ao contribuinte. 0 ato pode sex sanado em termos gerais; in casu, foi ratificado pela representante legal doesjin: _Ajus ' tam-se ao caso os nsinamentos do Prof. José Frede- rico Marques; SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 138181000.044/84-03 10. Acórdão n9 CSRF/01-0.620 "Quando o defeito ao ato nulo re- side em aspectos subjetivos do ato, como a legitimação para o praticar, a nulidade pode deixar de ser decretada, em alguns ca- sos, com ratifica* do ato pela pessoa legitimada" (instituiçOes de Direito Processual Civil, vol. 2a, ed., págs. 415, grifos originais). 28. O eminente Prof. Moacyr Amaral Santos não discrepa dos doutores, ao falar das nulidades: "Diz-se que Q CPC adotou o siste- ma da finalidade da lei e do Ere juzo. Não deixa de estar certo. Preferimos, entretanto, dizer que o sitema das formas e das nulidades processuais se rege pe lo principio da instrumentalida- de das formas e dos atos proces- — suais, conforme o qual estes são havidos como válidos ou inváli- dos segundo os atos tenham ou não atingido sua finalidade. Im- plicito está no principio que, embora inobservada na forma, não haverá prejuizo, como haverá na hipótese de não haver. atingido" (.Enciclopédia Saraiva do Direi- to, vol. 55, pág. 167, grifos ori ginais). 29 - Esse ilustre Mestre, ao discorrer so- bre o principio da legalidade das formas, ensina que /Ia or..Ma expressa com cominação de nulidade e forma expressa sem cominação de nulidade; se viola- da aquela, o juiz tem o dever de declarar a nulida- de do ato e até do processo, ao passo que, se viola da a segunda, mias alcançada a finalidade do ato ou do processo, não é de se decretar a nulidade (Ibi- dem, págs, 168/169). Se reconhecemos.que o art.. 142 do CTN e uma forma expressa para . o lançamento, te- mos de reconhecer que não há cominação de nulidade para sua violação. Então, se o lançamento feito em nome do falecido atingiu a finalidade de intimar a representante do espólio da exigência tributáriaque lhe ó feita não há razão para se decretar a nulida- de desse ato, 30 - ',et, 99 e 99999 31 Pelo exposto, temos que as nulidades absolutas no processo administrativo tributário são relativas a competência e preterição do direito de defesa. Erro na identificação do sujeito passivo s , SERVIDO PÚBLICO FEDERAL Processo n.9 138181000.044/84-03 Acôrdão n9 CS RF / 01-0.620 como está na respeitável decisão recorrida, é nulidade relativa, que foi convalidada,ten do o ato atingido sua finalidade, sem cau- sar qualquer prejuízo à parte. No mesmo pas so, a forma expressa do lançamento não esta belece cominação de nulidade para sua viol-a- ção, podendo sua decretação causar prejuí- zo à parte." Acolho, por inteiro, as considerações e !conclu- sões transcritas. Cumpre ainda sublinhar a distinção feita pela melhor doutrina entre o Direito Tributário material, relativo obrigação tributária, e o Direito Tributário formal, integrada nas normas processuais atinentes à administração do imposto, aí in- cluído o lançamento. Ora, sendo o lançamento parte da atividade admi- nistrativa de aplicação das leis sobre impostos, de fiscalização dos deveres tributários, dos meios administrativos e judiciais de garantia dos direitos emergentes da relação jurídica ,tributária, conforme assinala ALBERTO XAVIER ("Do Lançamento no Direito Tribu -bário Brasileiro, Ed. Res. Tributária, São Paulo, 1977, pág. 6 ), tudo que lhe diz respeito está informado pelos princípios do Di- reito Processual. Isso, sem dúvida, realça a pertinência da invoca ção dos pressupostos da nulidade absóluta e da nulidade relativa presentes no Direito Processual Civil. Nessas condições, voto no sentido de se dar pro- vimento ao recurso especial para, reformando o Acórdão no 104-4.929, de 29.01.85, devolverem-se ,, s autos à Câmara recorrida para apreciação do mérito do litígio Brasília-DF., 13 de ezembro de 1985 )i URGEL °E — I' á LOPES RELATOR), Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1
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