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Numero do processo: 10283.008247/87-97
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 303-00.321
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos em converter o julgamento do processo em diligência à origem, nos termos do voto do relator.
Ausente, justificadamente, o Cons. Luiz Eduardo Sá Roriz. Ausente, também, o Cons. Evandro Neiva de.Amorim.
Nome do relator: HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO
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IRF - PORTO DE MANAUS - AM R E S O L U ç à O N 2 303-0.321 VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos de r~ curso interposto por TELEFUNKEN DA AMAZÔNIA S.A. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Corr selho de Contribuintes, por unanimidade de votos em converter o julg£ menta do processo em diligência à origem, nos termos do voto do rela- tor. Ausente, justificadamente, o Cons. Luiz Eduardo sá, RO.rÍz. Auserr te, também, o Cons. Evandro N~iva de.Amorim. • de 1990. - Presidente \.Jf./~~ HUMBERTO ESMERAnDO BARRETO FILHO - Relator - Proc. da Faz. Nac. •.... .1AA.~ r CLÁUDIO BRANDT DA SILVA SOBRINHO 22 JUN 1990VISTO EMSESSÃO DE: Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA, JOSÉ ALVES DA FONSECA, PAULO AFFON SECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, MALVINA' CORUJO DE AZEVEDO LOPES , FLÚVIO CÁSSIO DE MELLO E SOUZA (Suplente) e ZORILDA LEAL SCHALL(Suplente). •• ~. • RECURSO: 111.198 RESOLUçlo:303-0~321 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECORRENTE TELEFUNKEN DA AMAZÔNIA S.A. RECORRIDA IRF/PORTO DE MANAUS-AM RELATOR HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO R E L A T Ó R I O E v O T O • • e. • Dando curso a Programa de Revisão dos Demonstrativos do Coeficiente de Redução efetuado na empresa em epígrafe, com vistas ao período 1986-1987, verificou a fiscalização a ocorrência de irregula- ridades em operaç6es de internação, o que a conduziu a apontar a fal- ta de 9.599 cinescápios importados com a isenção prevista no art. 32 do Decreto-Lei n2 288/67, com a conseqüente lavratura de Auto de I~ fração que formalizou a exigência de crédito tributário constituído pelo Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializàdos incidentes, acrescidos de correção monetária e juros de mora,alé~-dàs multas estipuladas nos arts. 521, inciso I, alíneas "a" e "b", do De- creto n2 91.030/85 e 364, inciso II,~ 12, inciso III, ~ 22 do Decreto n2 87..981/82. Na apuração em pauta, a fiscalização confrontou 'os r~ gistros de ingresso dos cinescápios importados, separadamente para cada período examinado, com os de internaç6es e saídas para a Zona Franca de Manaus e Amazônia Ocidental, reputando, ainda, as quebrash£ vidas no processo de industrialização .m00cotedordas_guantid~des assim verificadas e o respectivo estoque final referente ao ano de 1986, bem como o observado em contagem física efetuada na empresa ln- teressada, atinente ao ano de 1987, resultou a apontada falta . A autuada, ao contestar a pretensão fiscal, alegou que, no que toca ao ano de 1986, a operação promovida pela fiscalizaçãode£ considerou as perdas efetivamente ocorridas no processo industrial e as saídas de produtos acabados para a Zona Franca de Manaus e Amazô- nia Ocidental. Requereu, neste passo, revisão do trabalho de fiscali zação, apresentando demonstrativos que alcançam resultados bastantes divergentes dos expostos na autuação. Ressaltou que a divergência a- pontada não poderia ser sequer contrarrazoada quanto as saídas de mercadorias para a Zona Franca e Amazônia Ocidental, pois o crifério esposado, neste particular, na apuração criticada, não restara expli citado, se colocando, deste modo, a salvo de qualquer contestação oQ • •e -RESbnuçÃO:303-0.321 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL jetiva. J~ no respeitante às perdas havidas por quebras na ind0striª lização, aduziu que o índice adotado pela fiscalização foi bastante in ferior ao que se verificou de fato, sendo assim imperiosa a realização de perícia que amaine esta discrep~ncia, como preceitua o art. 344 do Decreto n2 87.981/82, e conforme entendimento j~ consagrado no Pare- cer Normativo CST n2 45/77 e na consulta objeto do processo MF n2 •••• 10283.003696/86-12, cuja cópia foi juntada aos presentes autos. Rebateu, ainda, o procedimento adotado na verificação física do estoque de cinescópios importados existentes na empresa, que resultou no Termo de Verificação de fI. 25, por entender que a con- tagem foi acompanhada por funcion~rios desqualifica,dos,'sob 6 pontod-~ vista técnico, para a exata identificação dos insumos p~ocurad6s. Especificamente quanto à exigência do Imposto ,sobre PrQ dutos Industrializados, argumentou que a isenção relativa a tal tri buto tem car~ter eminentemente objetivo, segundo o art. 92 da Lei n2 4.502/64, referindo-se exclusivamente ao produto, que foi,no caso' ve£ tente , comprovadamente fabricado, padecendo da devida caracterização o alegado desvio. No que tange ao Imposto de Importação, aduziu que sua cobrança, como posta na autuação, carece de amparo legal,pois haveria de observar a redução legal prevista no art. 72 do Decreto-Lei n2 •••• 288/67. Por derradeiro, postulou a redução dos percentuais fixª dos nas multas aplicadas, em vista das atenuantes ocorridas. A autoridade autuante, ao comentar a contestação apr~ sentada, menCl0nou que a apuração criticada foi arrimada am documentª ção fornecida pela própria contribuinte, rejeitando-se apenas o índi- ce de "perdas na industrialização", que foi substituído pelo forneci do:pela SUFRAMA. Acrescentou que a impugnação nao traz n~meros que desmereçam os alcançados pela fiscalização, e que a contagem~física realizada na empresa atestou a precariedade dos registros internosanª lisados, lembrando ainda, que os agentes fiscais que empreenderam es- ta operação estavam para ela plenamente capacitados. Despacho lançado à fI. 118, da lavra da autoridade paradora, propôs o deferimento do pedido de revisão encaminhado interessada, em face das discrep~ncias e das perdas denunciadas. pr~ pela o pleito restou, todavia, denegado pela Informação Fi~ cal, ao fundamento de que a autuada não apresentara n~meros divergen RESOLUÇÃO: 303-0. 321 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL tes dos exibidos pela fiscalização , no que pertine às saídas de prQ dutos para a Amazônia Ocidental e Zona Franca de Manaus. A decisão singular (fI.'.120) julgou procedente a fiscal, arrimando-se nas razões que leio em sessão. açao Irresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário perante este Eg. Conselho, no qual afirma a inconsistência do traba- lho fiscal, que se baseou em meras presunções, abstendo-se do minudeg te exame dos elementos contábeis que lhe foram franqueados. Acosta ao recurso, para comprovar sua assertiva, documentação que informa a in- ternação de 700 televisores de 16' ,cujas DI's não figuram dentre; as relacionadas pela fiscalização. Atacando a questão do índice observado para as quebras havidas no processo de industrialização, reitera que a divergência instalada entre o percentual efetivamente verificado e o considerado pelo Fisco impunha, por determinação legal, a elaboração de laudo té£ nico que dirimisse a dúvida. Quanto ao levantamento físico realizado em suas depeg dências, articula a recorrente com o inciso 11 do art. 112 do C6digo Tributário Nacional, alegando que a fiscalização não poderiaéfirmar com certeza se todos os cinesc6pios remanescentes no estoque eram de fabricação nacional ou importados. Calculada nesta argumentação, e reiterando, em ao mérito, o veiculado na impugnação já apresentada, requer o mento do apelo. relação provi- A repartição de origem, atenta _ ao que disposto nas razoes de recurso, procedeu à juntada dos originais da documen- tação relativa à internação de televisores de 16' produzidos com c~ ne~c6pi~~ i~portad~s, que não G:onstam;com efeito, do demonstrativo 1 de fls. 18. Entendo, assim, ser indispensável o pronunciamento da repartição de origem acerca dos novos elementos fáticos trazidos aos autos. Objetivando, pois, a manifestação, mais completa e abrangen- te possível , da repartição de origem sobre os documentos de fls.148 à 169, voto no sentido de converter o julgamento em diligência,deteI~ minando seja baixado o processo para atendimento do que ora proposto. Sala das Sessões,em 27 de março de 1990. \..A-.( ~~ HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO - Relator 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 13888.001652/2003-26
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Ano-calendário: 1998
LANÇAMENTO. AUDITORIA DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS EM DCTF. PAGAMENTO.
É procedente o lançamento de valores apurados em auditoria de informações prestadas em DCTF, quando resta não comprovado o alegado pagamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.394
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Ano-calendário: 1998 LANÇAMENTO. AUDITORIA DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS EM DCTF. PAGAMENTO. É procedente o lançamento de valores apurados em auditoria de informações prestadas em DCTF, quando resta não comprovado o alegado pagamento. Recurso Voluntário Negado.
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AUDITORIA DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS EM DCTF. PAGAMENTO. É procedente o lançamento de valores apurados em auditoria de informações prestadas em DCTF, quando resta não comprovado o alegado pagamento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Fl. 161DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13888.001652/200326 Acórdão n.º 280102.394 S2TE01 Fl. 149 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 5ª Turma da DRJ/RPO/SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Tratase de lançamento consubstanciado em auto de infração, lavrado em 16/06/2003, em virtude de apuração de irregularidades quanto a quitação de débitos declarados em Declaração de Contribuições e Tributos federais (DCTF), para exigir da autuada o recolhimento do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) no valor de R$ 302.769,30, originado em rendimentos do trabalho assalariado, rendimentos do trabalho sem vinculo empregatício, remuneração de serviços profissionais prestados por pessoa jurídica, comissões e corretagens pagas à pessoa jurídica, royalties e pagamentos de assistência técnica no exterior e juros e comissões em geral pagos ao exterior, códigos de receita n's 0561, 0588, 1708, 8045, 0422 e 0481, respectivamente, apurados na quinta semana de abril, terceira semana de maio, quinta semana de maio, terceira semana de junho, quarta semana de junho, primeira semana de julho, segunda semana de julho, terceira semana de julho, quarta semana de julho, quinta semana de julho, quarta semana de agosto, quinta semana de agosto, primeira semana de setembro, segunda semana de setembro, primeira semana de abril e quinta semana de novembro, todos de 1998, bem como nas datas de 17/04/1998, 14/05/1998 e 11/12/1998, acrescido de multa de oficio de 75% (setenta e cinco por cento), na quantia de R$ 227.076,98 e juros de mora na importância de R$ 294.180,79 e também para exigir multa isolada, no valor de R$ 60.783,94, em face de recolhimento a destempo de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) sem o pagamento da multa de mora e juros, sobre juros e comissões remetidos ao exterior, código de receita n° 0481, apurado na data de 09/08/1998. Regularmente cientificada a autuada ingressou com a impugnação de fls. 01/04, acompanhada dos documentos de fls. 05/53, por meio da qual fustiga a exigência argumentando, em síntese, que os impostos encontramse devidamente quitados, conforme comprovantes juntados. Quanto à multa isolada nada argüiu. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Piracicaba/SP juntou o "extrato do processo" de fls. 76/81, concluindo pela extinção parcial dessa parcela, incluindo multa de oficio e juros incidentes. Contudo, não fez juntada do competente ato administrativo (despacho decisório) que consolidasse a revisão de oficio do lançamento.” O lançamento foi julgado procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 84/88, para excluir da exigência constante no item 4.1 do auto de infração o valor de R$ 292.119,75 e a multa de oficio na importância de R$ 227.076,98, bem como, para mitigar a multa isolada tratada no item 4.2 à cifra de R$ 8.290,92, conforme cálculos de fl. 14. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13888.001652/200326 Acórdão n.º 280102.394 S2TE01 Fl. 150 3 Regularmente cientificada daquele Acórdão em 15/04/2010 (fl. 91), a interessada, representada por seus procuradores (fl. 96), interpôs o recurso de fls. 93/95, em 14/05/2010. Em sua defesa, insurgese contra a exigência referente ao débito nº 8041527, no valor de R$ 10.649,55, por ser totalmente indevida, vez que foi recolhida em 01/07/1998, por meio de DARF, sob código de receita 8045, consoante documento anexo (doc. 04), que apresenta novamente, posto não ter sido apreciado pela decisão recorrida. Diz, ainda, que concorda com as exigências referentes aos juros pagos a menor, no valor de R$ 810,45, e à multa de oficio, no valor de R$ 8.290,92, apresentando os comprovantes de recolhimentos desses débitos. É o relatório. Voto O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à discordância da recorrente quanto à exigência do débito n° 8041527, no valor R$ 10.649,55, que, segundo ela, teria sido recolhido em 01/07/1998, por meio de DARF, sob código de receita 8045. Ocorre que o DARF recolhido em 01/07/1998 referido pela contribuinte, que já constava dos autos, à fl. 25, e foi apresentado novamente, à fl. 135, encontrase alocado para débito referente ao PA 0406/1998 conforme registrado pela autoridade responsável pela revisão de ofício, à fl. 82, consoante consta da cópia da DCTF da 4ª semana de junho de 1998, à fl. 70, e da análise de valores dos sistemas da Secretaria da Receita Federal, à fl. 72. Observase, à fl. 71, que a contribuinte declarou, na DCTF da 1ª semana de julho/1998 – PA 0107/1998, débito de mesma natureza e valor, vinculando também pagamento com vencimento em 01/07/1998. Contudo, não foi apresentado o comprovante/DARF do correspondente recolhimento. Isto é, a recorrente declarou débitos de mesma natureza e valor para os períodos de apuração 0406/1998 e 0107/1998, mas somente comprovou o pagamento do débito referente ao PA 0406/1998, mediante o DARF de fl. 25 ou 135. Portanto, restando não comprovado o recolhimento referente ao PA 01 07/1998, é de se considerar procedente a correspondente exigência reclamada. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 163DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13888.001652/200326 Acórdão n.º 280102.394 S2TE01 Fl. 151 4 Fl. 164DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 10830.000851/87-68
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Guia de Importação genérica. Atraso na apresentação dos correspondentes anexos discriminativos dos produtos importados. Comprovada a responsabilidade exclusiva do órgão emissor de tais documentos, não se pode penalizar a importadora com a multa prevista no art. 526, inciso VII do Regulamento Aduaneiro, em face do atraso verificado na respectiva entrega. Incidência da Instrução Normativa SRF n. 96/89.
Recurso provido.
Numero da decisão: 303-27.452
Decisão: ACORDAM os membros da Terceira Câmara do terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO
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score : 1.0
Numero do processo: 16542.000156/2009-40
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RETIFICAÇÃO.
A retificação da declaração por iniciativa da própria declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.637
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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RETIFICAÇÃO. A retificação da declaração por iniciativa da própria declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Marcelo Vasconcelos de Almeida. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 55DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 16542.000156/200940 Acórdão n.º 2801002.637 S2TE01 Fl. 56 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 5ª Turma de Julgamento da DRJ/FNS/SC. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Tratase de notificação de lançamento resultante da revisão da declaração de ajuste anual do Interessado relativa ao ano calendário 2003 (exercício 2004), onde se exige Imposto de Renda Pessoa Física de R$ 6.697,85, acrescido de multa de mora e juros de mora. Da leitura da "Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal" (fl. 23), observase que a referida revisão decorreu da apuração de compensação indevida de imposto de renda retido na fonte (o contribuinte declarou que o imposto de renda retido na fonte pela Perdigão Agroindustrial SA totalizou R$ 10.819,00, mas tal montante não foi informado em DIRF pela citada sociedade empresária). Irresignado, o Interessado apresentou a impugnação de fls. 02/03, instruída com os documentos de fls. 05 a 24, na qual aduz que: Eu tinha uma causa trabalhista contra a Perdigão S.A, a qual o juiz mandou liberar parte dos valores a que eu tinha direito no ano de 2003, e o restante que a Perdigão pedia revisão seguiu para Brasília. Como a causa estava ainda em andamento, eu não sabia se deveria ou não lançar este valor recebido no ano de 2003, por via das dúvidas lancei e como o processo estava em Brasília, eu não tinha acesso a retenção de Imposto de Renda, só fui saber em 2008 quando uma pessoa da Secretaria da Receita Federal me informou que eu deveria lançar este valor no exercício de 2007/2008 quando recebi o final da ação trabalhista e só ali foi retido o imposto de renda. Como cai na malha fina em 2008 também, procurei a Receita Federal e a pessoa que me atendeu me pediu os documentos da ação trabalhista e os comprovantes de pagamento e me pediu para fazer uma retificação no Imposto de Renda de 2007/2008, incluindo os valores que recebi em 2003, que seria revisado e acertado os dois anos (2003/2004 e 2007/2008) mas só foi acertado o de 2007/2008, então voltei a Receita Federal e peguei esta notificação. Resumindo: lancei o valor recebido em 2003 nos dois Imposto de Renda (2003/2004 e 2007/2008) conforme instrução do atendente da Receita Federal de Florianópolis, pois o atendente me informou que eu não deveria ter lançado em 2003/2004, pois o processo não havia terminado e sendo assim não haveria retenção do Imposto. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 16542.000156/200940 Acórdão n.º 2801002.637 S2TE01 Fl. 57 3 Vou juntar a este os documentos do processo e os dois anos do Imposto de Renda para que o Sr. Ilmo Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil, constante que eu não agi de má fé e sim por falta de instrução, sendo que estou sendo onerado por um valor lançado em duplicidade (2003 e 2007). Por fim, requereu o cancelamento do "débito fiscal reclamado".” A impugnação foi considerada improcedente, conforme Acórdão de fls. 34/37. Regularmente cientificado daquele acórdão em 20/06/2011 (fl. 38), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 42, em 08/07/2011, no qual, em síntese, alega que o seu único erro foi lançar no imposto de renda 2003/2004, parte que recebeu de uma causa trabalhista, já que deveria ter declarado o referido rendimento somente em 2007, quando recebeu o restante da causa. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O lançamento cuida da glosa do imposto de renda retido na fonte informado na declaração em tela, no valor de R$ 10.819,00, referente aos rendimentos recebidos da Perdigão Agroindustrial S/A. O recorrente alega que os rendimentos referentes à fonte pagadora Perdigão Agroindustrial S/A foram informados equivocadamente na DIRPF/2004 sob exame, entendendo que deveria têlos informados na DIRPF/2008, tendo em vista que se refere a causa trabalhista cujo última parcela foi recebida em 2007. Ocorre que, pelos documentos constantes dos autos, não há dúvida de que o contribuinte efetivamente recebeu, em 2003, o valor declarado oriundo da referida reclamação trabalhista. Neste sentido, não merece reparos a decisão recorrida, que assim se manifestou a respeito: “À vista da impugnação de fls. 02/03, inferese que o Interessado alega que a presente notificação de lançamento deve ser cancelada porque o valor declarado a título de rendimentos tributáveis recebidos da Perdigão Agroindustrial S.A., no ano de 2003 (exercício 2004), em decorrência da ação trabalhista n° 2592/1997 – 2ª Vara do Trabalho de São José/SC (R$ 67.639,30), também teria sido incluído em sua declaração de ajuste anual do exercício 2008 (anocalendário 2007). Fl. 57DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 16542.000156/200940 Acórdão n.º 2801002.637 S2TE01 Fl. 58 4 Sucede que, analisando os documentos trazidos aos autos e as declarações de ajuste anual entregues pelo Interessado nos exercícios 2004 (anocalendário 2003) e 2008 (anocalendário 2007), constatase que não há como se dar razão ao mesmo (Interessado). A declaração de ajuste anual retificadora do exercício 2008 (anocalendário 2007) de ND 09/35.184.012 (que consta nos sistemas informatizados da RFB) registra que o valor declarado pelo Interessado a título de rendimentos tributáveis recebidos da Perdigão Agroindustrial S.A., no ano de 2007, em decorrência da ação trabalhista n° 2592/1997 – 2ª Vara do Trabalho de São José/SC, que foi de R$ 126.355,13, corresponde exatamente ao crédito líquido que o demonstrativo da Justiça do Trabalho reproduzido à fl. 06 deixa transparecer que foi pago ao Interessado no ano de 2007 em decorrência do referido processo judicial. Já a declaração de ajuste anual retificadora do exercício 2004 (anocalendário 2003) de ND 09/34.434.638 (que consta nos sistemas informatizados da RFB) registra que o valor declarado pelo Interessado a título de rendimentos tributáveis recebidos da Perdigão Agroindustrial S.A., no ano de 2003, em decorrência da ação trabalhista n° 2592/1997 – 2ª Vara do Trabalho de São José/SC, que foi de R$ 67.639,30, é um pouco inferior ao crédito líquido que o demonstrativos da Justiça do Trabalho reproduzidos às fls. 07 e 13 deixam transparecer que foi pago ao Interessado no ano de 2003 (R$ 67.781,49) em decorrência do referido processo judicial. Resta evidente, portanto, que o Interessado não conseguiu comprovar sua alegação, já que os documentos trazidos aos autos deixam transparecer que os rendimentos tributáveis recebidos em decorrência de ação trabalhista no ano de 2003 foram devidamente declarados em DIRPF do exercício 2004 (anocalendário 2003), e que os recebidos no ano de 2007 foram devidamente declarados em DIRPF do exercício 2008 (ano calendário 2007). Devese ressaltar que mesmo que o Interessado tivesse conseguido comprovar sua alegação (de que rendimentos recebidos no ano de 2003 foram informados em sua declaração de ajuste anual do exercício 2008), o que não ocorreu, não caberia qualquer revisão na presente notificação de lançamento, já que os rendimentos recebidos no ano de 2003 devem ser tributados na declaração de ajuste anual do exercício 2004 (anocalendário 2003) por força do disposto no artigo 83, inciso I, do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto n° 3.000/1999). É importante frisar, também, que não há qualquer reparo a ser feito na glosa de imposto retido na fonte efetuada pela fiscalização, visto que os demonstrativos da Justiça do Trabalho reproduzidos às fls. 06/07, juntamente com a declaração de ajuste anual retificadora do exercício 2008 (ano Fl. 58DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 16542.000156/200940 Acórdão n.º 2801002.637 S2TE01 Fl. 59 5 calendário 2007) de ND 09/35.184.012 (que consta nos sistemas informatizados da RFB), deixam transparecer que todo o imposto renda retido na fonte referente à citada ação trabalhista (n° 2592/1997 – 2ª Vara do Trabalho de São José/SC) foi retido no ano de 2007 (conforme admitido na própria impugnação de fls. 02/03) e declarado pelo Interessado no exercício 2008 (anocalendário 2007).”(grifos acrescidos). Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 59DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 10865.720023/2008-83
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2004
RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO.
Não se conhece do recurso voluntário interposto após o prazo de trinta dias, contado da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-003.157
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
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NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece do recurso voluntário interposto após o prazo de trinta dias, contado da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Marcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 72 00 23 /2 00 8- 83 Fl. 158DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10525.D3GY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10865.720023/200883 Acórdão n.º 2801003.157 S2TE01 Fl. 159 2 Em desfavor do contribuinte recorrente foi lavrada Notificação de Lançamento de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural nº 08112100011/2008 relativa ao exercício de 2004. Observase que existiam, no demonstrativo do crédito tributário, o imposto – suplementar, de R$ 38.407,94, mais multa de ofício de 75% e juros de mora calculados pela taxa Selic. Assentou a autoridade fiscal que procedeu à revisão da DITR e ao lançamento que considerou o Valor da Terra Nua declarado não comprovado, não efetuando outras alterações exofficio nas informações constantes da Declaração, nos seguintes termos: “Após regularmente intimado, o sujeito passivo não comprovou por meio de Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.6533 da ABNT, o valor da terra nua declarado. No Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT), o valor da terra nua foi arbitrado, tendo como base as informações do Sistema de Preços de Terra – SIPT da RFB. Os valores do DIAT encontramse no Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, em folha anexa”. Tal Notificação de Lançamento foi recebida em 16/05/2008 (fl. 07) e impugnada pelo contribuinte tempestivamente, como informa a Unidade preparadora, na fl. 128, em manifestação considerada regular pela primeira instância de julgamento, que dela tomou conhecimento. Desta feita, foi proferido o Acórdão de 1ª instância, cuja ementa foi a seguinte: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. VALOR DA TERRA NUA. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ÁREA UTILIZADA. ALTERAÇÃO. É possível a alteração da área utilizada do imóvel, mediante a comprovação, nos Autos, de que a utilização ocorreu em níveis superiores ao considerado no lançamento. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte” Inconformado, na parte que lhe foi desfavorável, o contribuinte apresentou recurso voluntário onde manifesta sua insatisfação com a decisão a quo, em síntese, alegando que: Na analise da mencionada impugnação, não foram aceitas as áreas informadas como sendo de agricultura de subsistência 45,0 ha (quarenta e cinco) hectares e Fl. 159DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10525.D3GY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10865.720023/200883 Acórdão n.º 2801003.157 S2TE01 Fl. 160 3 áreas de pastagens 58,2 ha (cinqüenta e oito virgula dois) hectares com isso prejudicou o calculo do grau de aproveitamento da propriedade, sendo então calculado em 67,5%, quando o correto e mais coerente seria 100,0% (cem por já que as áreas aproveitáveis da propriedade são integralmente ocupadas; Como mencionado na impugnação inicial, a área de 45,0 (quarenta e cinco) hectares é ocupada com diversas culturas, sem finalidade econômica; Quanto à área ocupada com pastagens ela é obrigatória para fins de certificação de cafés orgânico pelo IBD (Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural), pois nesse tipo de cultura não se permite aplicação de insumos. Ainda em relação à área de pastagens há que se considerar que as famílias que residem na propriedade tem permissão para manter o rebanho próprio; Quanto ao quantitativo de animais, está informado na simulação da DITR 2005 anexada à impugnação; Há de se considerar também a falta de uma legislação que objetive disciplinar as formas de comprovação do uso da propriedade, principalmente na agricultura de subsistência. Assim, requer a reformulação da decisão administrativa, “com a retificação da Notificação Lançamento Fiscal”, bem como o cancelamento de quaisquer multas ou penalidades. É o relatório. Voto Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, Relator. PRELIMINAR. A numeração de folhas a que me refiro a seguir é a identificada após a digitalização do processo, transformado em meio eletrônico (arquivo.pdf). Na folha 136 consta que a Intimação nº 124/10 foi emitida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Limeira – SP, com a finalidade de dar ciência ao interessado do Acórdão 0420.922 e, considerando a decisão da Turma de Julgamento, intimálo a recolher, no prazo de 30 (trinta dias), contados a partir da data do recebimento (assinatura do AR) os débitos que discriminou em anexo. Foramlhe facultados vista do processo e a possibilidade de recurso administrativo, no mesmo prazo. Na folha 138 consta a cópia do Aviso de Recebimento, entregue no endereço R.Alferes Pedrosa, 203, Centro, MococaSP, CEP: 13730400, firmado por Sônia Maria Porto, em 27/07/2010, que, observamos, tratouse de um dia de terçafeira, onde não consta feriado. Vale, assim, transcrever a Súmula CARF Nº 9 – “É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada Fl. 160DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10525.D3GY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10865.720023/200883 Acórdão n.º 2801003.157 S2TE01 Fl. 161 4 com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.” Na folha 143 a DRFB Limeira/SP chegou a lavrar um Termo de Perempção, dando conta do transcurso do prazo regulamentar de trinta dias, sem a interposição de recurso, datado de 01/09/2010. Na folha 144, observase que a ARF São José do Rio Pardo apôs carimbo de protocolo no Recurso Voluntário em 03/09/2010. Contudo, na fl. 155 observase que o Recurso fora postado, conforme carimbo da ECT, em 30/08/2010, em Guaxupé/MG, onde possui endereço comercial o procurador constituído Antônio Carlos de Oliveira (v. fl 141). Verificase ainda que o Recurso foi assinado pelo contribuinte em 30 de agosto de 2010, mesma data em que foi reconhecida sua firma, pelo Cartório. (fl. 147) Na fl. 157, a ARF em São José do Rio Pardo/SP, dessa vez sem manifestarse sobre a tempestividade do Recurso, como grifara por ocasião da Impugnação, encaminhou o mesmo para este CARF. O art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, que trata do prazo da interposição de recurso contra decisão de primeira instância, assim dispõe: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão” Por sua vez, o art. 5º do mesmo Decreto disciplina como deve ser feita a contagem dos prazos. “Art. 5o. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindo se o do vencimento Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato”. Desta feita, considerando a ciência no dia 27 de julho (terça feira) e o início da contagem no dia 28 de julho de 2010 (quarta feira), o trigésimo dia posterior deuse em 26 de agosto de 2010 (quintafeira), tendo sido o recurso postado em 30 de agosto de 2010. Cumpre informar que o Recorrente não se manifestou sobre a (in)tempestividade de sua peça recursal. Face ao exposto, voto por não conhecer do presente Recurso. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Fl. 161DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10525.D3GY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10865.720023/200883 Acórdão n.º 2801003.157 S2TE01 Fl. 162 5 Fl. 162DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10525.D3GY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA em 16/09/2013 10:41:22. Documento autenticado digitalmente por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA em 16/09/2013. Documento assinado digitalmente por: TANIA MARA PASCHOALIN em 22/09/2013 e MARCIO HENRIQUE SALES PARADA em 16/09/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.10525.D3GY Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 788AF46F9AA4F23EF3579BE997B6BE8BC7F4A32D Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10865.720023/2008-83. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 11543.004275/00-84
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2000
OMISSÃO. RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL ANTECIPAÇÃO
RESPONSABILIDADE TRIBUTARIA. SÚMULA CARF N 12.
Constatada a omissão de rendimentos sujeitos a incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido a respectiva retenção.
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-002.982
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 OMISSÃO. RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL ANTECIPAÇÃO RESPONSABILIDADE TRIBUTARIA. SÚMULA CARF N 12. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos a incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido a respectiva retenção. Recurso Voluntário negado.
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RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL ANTECIPAÇÃO RESPONSABILIDADE TRIBUTARIA. SÚMULA CARF N 12. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos a incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido a respectiva retenção. Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 42 75 /0 0- 84 Fl. 273DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11543.004275/0084 Acórdão n.º 2801002.982 S2TE01 Fl. 274 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 2a Turma da DRJ/RJOII (Fls. 125 a137) na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Em cumprimento ao oficio n° 009/2000DS/78 da Justiça Federal (fl.5), foi aberto procedimento fiscalizatório em face do contribuinte supra qualificado, com o intuito de se apurar a existência de rendimentos tributáveis auferidos e não declarados. Com amparo no Mandado de Procedimento Fiscal — Fiscalização n° 0720100 2000 004278 (fls. 01 e 02), foi lavrado o Termo de Intimação de fl. 15, solicitando que o interessado em epígrafe apresentasse a documentação comprobatória de todos os rendimentos recebidos durante os anoscalendário de 1995, 1996, 1997, 1998 e 1999, e de todas as despesas computadas como dedução na declaração de ajuste anual do exercício 2000. Em resposta à intimação efetuada, o contribuinte juntou aos autos os elementos de fls. 17 a 31. Considerando a documentação apresentada pelo interessado insuficiente, a Fiscalização enviou novo Termo de Intimação (fl.32), requerendo que o contribuinte informasse os valores auferidos oriundos de ações judiciais em que atuou como advogado. Tendo em vista à notificação recebida, o contribuinte apresentou os esclarecimentos de fl. 35, juntamente com os documentos de fls. 36 a 44, afirmando que todos os valores por ele percebidos teriam sido pagos pelo Sindicato dos Trabalhadores no Comércio no Espírito Santo — Sindicomerciários, responsável pela retenção de qualquer importância devida a titulo de imposto. Após isso, a Fiscalização expediu o Termo de Constatação e Intimação de fls. 45 a 47, solicitando que o contribuinte comprovasse a origem do depósito de R$ 99.705,73, efetuado em conta bancária de sua titularidade durante o anocalendário de 1999. Às fls. 49 a 52, o contribuinte veio esclarecer que a importância em questão diria respeito a honorários sucumbenciais que teriam sido pagos pelo Sindicomerciários em virtude da atuação do interessado como advogado na Reclamação Trabalhista n° 273/95. Depois de tais esclarecimentos, o contribuinte voltou a ser intimado (fl. 53), sem, porém, trazer novas informações aos autos. Fl. 274DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11543.004275/0084 Acórdão n.º 2801002.982 S2TE01 Fl. 275 3 Com base, então, nos elementos e informações obtidas, a Fiscalização apurou: 1) omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, no valor de R$ 99.705,73, com fulcro nos arts. I° a 3° da Lei n° 7.713, de 1988, arts. 1 a 3° da Lei n°8.134, de 1990 e art. 21 da Lei n°9.532, de 1997; 2) dedução indevida de despesas de livro caixa, no valor de R$ 6.498,17, com fundamento no art. 11, § 3°, do Decretolei n° 8.844, de 1943, art. 6° da Lei n°8.134, de 1990, e art. 8°, II, alínea "g", da Lei n°9.250, de 1995. Tais infrações resultaram no lançamento de R$ 27.335,16 de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRFIF, acrescido de multa de oficio de 150% sobre o valor do imposto apurado com base no rendimento omitido e de 75% sobre o imposto oriundo da dedução indevida de despesas de livro caixa, além dos juros de mora legalmente estabelecidos. Em apenso aos autos, segue representação fiscal para fins penais processo n° 11543.004276/0047, apontando a ocorrência de fatos que, em tese, configurariam crime contra a ordem tributária. Cientificado do auto de infração de fls. 74 a 91, o contribuinte tempestivamente impugnou as exigências lançadas valendose, em síntese, dos seguintes argumentos: a) o valor de R$ 99.705,73 teria sido pago pelo Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado do Espírito Santo — Sindicomerciários a título de serviços prestados na qualidade de advogado nos autos da RT n° 273/95 na 78 Vara do Trabalho de VitóriaES; b) se o Sindicomerciários se omitiu e não recolheu o imposto relativo ao valor de R$ 99.705,73 recebido pelo contribuinte, deve o referido sindicato ser intimado a esclarecer tal omissão, em razão de ser o responsável pela retenção e recolhimento do imposto na fonte; c) o artigo 517 do R1R/1980 estabeleceria a obrigatoriedade de retenção pelas fontes pagadoras do imposto incidente sobre o trabalho assalariado, passando a fonte pagadora a ser depositária do tributo, conforme a regra do art. 748 do RIR/1980; d) no caso do trabalho assalariado, o beneficiário dos rendimentos não teria qualquer responsabilidade pela retenção ou pelo recolhimento do imposto, sendo um como o outro de responsabilidade exclusiva da fonte pagadora, conforme as regras dos arts. 128 do CTN e 576 do R1R/1980, cabendo, ainda, às fontes pagadoras a obrigação de fornecer o respectivo comprovante de retenção sobre os rendimentos do beneficiário; e) o contribuinte teria cumprido seu dever ao apresentar o documento de retenção referente ao anocalendário de 1999; Fl. 275DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11543.004275/0084 Acórdão n.º 2801002.982 S2TE01 Fl. 276 4 f) se o documento de retenção na fonte apresentado pelo interessado fosse falso ou incorreto, deveria a repartição lançadora cobrar o imposto da fonte pagadora em razão de ser essa a responsável pelo imposto que deixou de ser recolhido, estando inteiramente exonerado de qualquer responsabilidade o beneficiário do rendimento; g) a própria Secretaria da Receita Federal — SRF, quando do processamento da declaração do imposto de renda, teria aceito as informações acerca dos rendimentos pagos ao contribuinte durante o anocalendário de 1999; h) o lançamento em tela seria absurdo, pois o Fisco teria se baseado apenas em um comprovante de depósito bancário de R$ 99.705,73, que não significaria, por si só, riqueza auferida pelo titular da conta, tendo sido adotado um critério arbitrário que não serviria para acusar rendimentos de ninguém, devendo a Súmula 182 do Tribunal Federal de Recursos TFR ser aplicada ao presente caso; i) as multas de 75% e 150% seriam indevidas, pois o contribuinte não teria se furtado de apresentar ao Fisco todas as informações e documentos solicitados, não agindo jamais com máfé nem obstruindo a ação fiscal; j) se a SRF recebeu a declaração do contribuinte e verificou a irregularidade, deveria ter comunicado imediatamente ao contribuinte, fato que não teria ocorrido; k) o contribuinte teria verificado a existência de algumas incorreções em seu livro caixa e providenciará uma declaração retificadora, contudo, apesar disso, reafirma a validade de seu livro caixa, não compartilhando do auto de infração que deseja invalidálo; 1) o contribuinte ao deduzir de seu livro caixa despesas escrituradas, o fez com amparo nas próprias informações relativas ao Imposto de Renda, não agindo de máfé, procedendo de tal maneira em virtude de sua inexperiência em declarações de renda e por excesso de simplicidade na interpretação das normas pertinentes à declaração de renda. O impugnante juntou também à sua defesa citações jurisprudenciais que reforçariam as teses por ele esposadas. Encerrando sua petição, o interessado requereu fosse julgada procedente sua impugnação. Passo adiante, 2a Turma da DRJ/RJOII entendeu por bem julgar improcedente a impugnação, em decisão que restou assim ementada: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2000 Ementa: RENDIMENTOS OMITIDOS NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL Fl. 276DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11543.004275/0084 Acórdão n.º 2801002.982 S2TE01 Fl. 277 5 São tributáveis os rendimentos comprovadamente recebidos pelo contribuinte e omitidos em sua declaração de ajuste anual. FALTA DE RETENÇÃO DO IMPOSTO A falta de retenção do imposto pela fonte pagadora não exonera o beneficiário dos rendimentos da obrigação de incluilos, para tributação, na declaração de ajuste anual. GLOSA DE DEDUÇÕES DE DESPESAS DE LIVRO CAIXA Inexistindo rendimentos do trabalho não assalariado na declaração de ajuste anual, devem ser glosadas as deduções de despesas de livro caixa efetuadas pelo contribuinte. MULTA QUALIFICADA É devida a multa qualificada de 150% nos casos de comprovação de dolo, fraude ou simulação. O Recorrente foi Cientificado em 27/02/2002 (Fls.139). Na data seguinte, em 28/02/2002 (fls.140), o Recorrente protocolizou na Delegacia da Receita Federal em VitóriaES, um comunicado, onde alega basicamente: Senhor Delegado da Receita Federal! Tendo recebido o aviso de cobrança, onde conta o valor total do débito de R$ 40.767,60, tenho a informar e esclarecer que tal débito é referente a um auto de infração que já está sendo discutido na esfera administrativa nesta secretaria, estando o mesmo pendente de decisão, conforme faz prova os documentos em anexo. Desta forma, a cobrança do valor acima não pode prosperar, pois como já se disse, além de constituir no bis in idem, acrescentaríamos que o crédito tributário não se encontra ainda efetivamente constituido. Logo, gostaríamos que fosse observado o trânsito em julgado da decisão administrativa acerca do referido débito, que como já se disse está sendo discutido administrativamente. Juntando em anexo: Cópia do Aviso de cobrança, Conta corrente Pessoa Física; Extrato do Processo via COMPROT; Cópia do Auto de Infração; Cópia da Impugnação; Cópia de página do Proc. n° 99.00039947, da da 7a Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Espírito SantoES; Extrato demonstrativo de créditos tributários. Fl. 277DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11543.004275/0084 Acórdão n.º 2801002.982 S2TE01 Fl. 278 6 Em 25/03/2002, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário (Fls. 164 a 174), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. Em 16/05/2002, o Recorrente foi intimado pela Delegacia da Receita Federal em Vitória – ES, através da Intimação SECAT/DRF/VIT N° 287 (Fls. 199 a 201) que: Para que se possa dar seguimento ao recurso voluntário interposto por V.Sa em 25/03/2002, contra o Acórdão DRJ/RJO II n° 127/2002, é necessário o recolhimento do depósito recursal (no valor mínimo de 30% do crédito tributário consolidado na data do depósito), conforme dispõe o art. 32 da Medida Provisória 197357 e suas reedições posteriores. Alternativamente ao depósito acima mencionado, há a possibilidade de arrolamento de bens e direitos ou o oferecimento de garantias, conforme dispõe a Instrução Normativa SRF 26, de 06 de março de 2001. Desta forma, fica V.Sa intimado a efetuar o recolhimento do depósito recursal ou prestar as garantias necessárias para o envio do processo ao Conselho de Contribuintes. O não atendimento desta Intimação, no prazo de 10 (dez) dias contados do seu recebimento, implicará na adoção das medidas legais cabíveis. Em 10/06/2002 (Fls. 202), foi lavrado Termo de Perempção por ter Transcorrido o prazo regulamentar e o Contribuinte não ter apresentado Recurso à Instancia Superior. O chefe do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SECAT da Delegacia da Receita Federal em Vitória – Es, despachou com parecer negando o seguimento do Recurso Voluntário (Fls. 205), sendo o despacho acolhido pelo delegado. Em 01/07/2002 (fls. 210) o Recorrente recebeu nova carta de cobrança. Verificase às Fls. 214 a 223, que o Recorrente entrou com Mandado de Segurança, tendo sido defiro o Pedido de Liminar, para determinar que receba e processe o recurso administrativo. Em 22/07/2002 (fls. 225) o Processo foi direcionado ao antigo Primeiro Conselho de Contribuintes. Em 26/07/2002 (fls.228) o Recorrente entrou junto a Delegacia da Receita Federal em VitóriaES, com comunicado, onde alega basicamente: (...) Senhor Delegado da Receita FederalES!!, tendo recebido a carta de cobrança onde consta o valor do debito em R$ 85.127,59 (oitenta e cinco mil cento e vinte e sete reais e cinqüenta e nove centavos), tenho a informar e esclarecer que tal suposto debito e referente a um auto de infração que está sendo Fl. 278DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11543.004275/0084 Acórdão n.º 2801002.982 S2TE01 Fl. 279 7 discutido nesta esfera administrativa nesta secretaria, estando o mesmo pendente de processamento e posterior julgamento. Na oportunidade juntamos à presente cópia de uma decisão (Liminar) exarada nos autos do MS 2002.50.01.0035192, exarada pelo Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da 2 Vara de VitóriaES. Informamos outrossim, que não ocorreu ainda o transito em julgado da decisão administrativa acerca do referido débito, o que impede, ate ulterior decisão judicial e ou administrativa a exigência do referido credito tributário ( Art. 151, inciso III do CTN) Em 07/05/2003 (Fls. 245 a 250) a sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuinte entendeu por bem julgar parcialmente procedente o Recurso Voluntário, em decisão que restou assim ementada: IRF — RESPONSABILIDADE — A legislação tributária transfere à fonte pagadora a responsabilidade tributária em casos específicos. Quando isso ocorre, a autuação não deve recair sobre o beneficiário, mas sobre o sujeito passivo da obrigação, que é a fonte pagadora. LIVRO CAIXA — DEDUÇÃO DE DESPESAS — A dedução de despesas no Livro Caixa deve obedecer os limites da lei, bem como serem devidamente comprovadas, sob pena de sua glosa. Em 20/08/2004 (fls. 252) o Procurador da Fazenda Nacional se deu por intimado da decisão e apresentou Recurso Especial (Fls. 253 a 259). O Recorrente foi Cientificado do Acórdão em 30/11/2004 (fls. 262). Em 19/11/2010 (fls. 265 a 267) a Câmara Superior de Recursos Fiscais julgou o Recurso Especial da Fazenda Nacional, dando provimento para afastar a declaração de ilegitimidade passiva do Contribuinte e determinar o retorno dos autos ao colegiado a quo para apreciação do mérito, em decisão que restou assim ementada: RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL ANTECIPAÇÃO RESPONSABILIDADE TRIBUTARIA. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos A incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido A respectiva retenção. (Súmula 1° CC n.° 12 / Súmula CARF n° 12). Precedentes STJ. Desta forma o processo retornou a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Vitória – ES, e esta encaminhou ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, sendo posteriormente direcionado a este conselheiro. É o relatório. Fl. 279DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11543.004275/0084 Acórdão n.º 2801002.982 S2TE01 Fl. 280 8 Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. De início, cabe esclarecer que a matéria relativa as despesas do livro caixa já transitou em julgado, sendo o resultado desfavorável ao contribuinte, não cabendo mais qualquer apreciação sobre o tema. Quanto a omissão de rendimentos, de acordo com as provas trazidas aos autos, verificase que o valor em discussão foi levantado, em juízo, pelo próprio SINDCOMERCIARIOS (fl. 39), e, em momento posterior, depositado na conta concorrente do Contribuinte (fl. 47). Resta cabalmente demonstrado, então, que a fonte pagadora não foi a Justiça do Trabalho, mas o contratante dos serviços advocaticios do Recorrente. O Recorrente não nega o recebimento dos valores, mas alega a responsabilidade da fonte pagadora pela retenção e recolhimento do Imposto de Renda. Ocorre que, nos termos da SÚMULA CARF 12, de aplicação obrigatória pelos Conselheiros do CARF, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, mesmo que a fonte pagadora não tenha procedido a retenção do imposto; in verbis: Súmula CARF n° 12: "Constatada a omissão de rendimentos sujeitos a incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legitima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido á respectiva retenção." Assim, resta que, constatada a o missão dos rendimentos, correto foi o lançamento. Ante tudo acima exposto e o que mais contam nos autos, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 280DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11543.004275/0084 Acórdão n.º 2801002.982 S2TE01 Fl. 281 9 Fl. 281DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10361.ZJQO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE em 26/04/2013 16:19:31. Documento autenticado digitalmente por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE em 26/04/2013. Documento assinado digitalmente por: TANIA MARA PASCHOALIN em 29/04/2013 e CARLOS CESAR QUADROS PIERRE em 26/04/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.10361.ZJQO Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 10ED12B69F631936FF9C5BD253749642A15D66B4 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 115430042750084. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13881.000158/2009-08
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
IRPF. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS.
A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (Súmula CARF nº 68).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.638
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (Súmula CARF nº 68). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Marcelo Vasconcelos de Almeida. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 48DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13881.000158/200908 Acórdão n.º 2801002.638 S2TE01 Fl. 49 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma de Julgamento da DRJ/SP2/SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento de fls. 16/20, que exige crédito tributário referente ao anocalendário de 2004, no montante de R$ 1.021,60, sendo R$ 434,34, a título de imposto de renda pessoa física suplementar; R$ 325,75, de multa de ofício; R$ 234,28, de juros de mora, calculados até 29/05/2009; R$ 15,66, de imposto de renda pessoa física (sujeito à multa de mora); R$ 3,13, de multa de mora; e R$ 8,44 de juros de mora, calculados até 29/05/2009. Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 17/18), o procedimento resultou na apuração das seguintes infrações: 1. Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica Confrontando o valor dos Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Jurídica declarados com o valor dos rendimentos informados pelas fontes pagadoras em Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), para o titular e/ou dependentes, constatouse omissão de rendimentos no valor de R$ 61.565,34, recebidos do Ministério da Justiça, CNPJ n° 00.394.494/011251. 2. Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte Glosa do valor de R$ 450,00, correspondente à diferença entre o valor declarado pelo contribuinte (R$ 15.300,82) e o valor informado em DIRF pela fonte pagadora (R$ 14.850,82). Cientificado da autuação em 01/06/2009 (fls. 30), o interessado apresentou, em 10/06/2009, a impugnação de fls. 01/06, trazendo, em síntese, as seguintes alegações: 1. o requerente se ativava como funcionário público federal no Departamento de Polícia Rodoviária Federal, recebendo seus vencimentos já com as deduções na fonte do Imposto de renda, deduções estas calculadas sobre a somatória das verbas contidas em sue demonstrativo de pagamentos; 2. com o advento da Lei n° 8.852, de 04 de fevereiro de 1994, ficou disciplinado que não entrariam no cômputo da remuneração parcelas tidas como indenizatórias (art. 1º , inciso III, alínea “r”); 3. no caso em tela, o servidor possui as seguintes parcelas indenizatórias: Gratificação por Atividade Executiva, Gratificação de Atividade de Polícia Rodoviária Federal, Gratificação por Desgaste Físico e Mental, Gratificação de Fl. 49DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13881.000158/200908 Acórdão n.º 2801002.638 S2TE01 Fl. 50 3 Atividade de Risco, Gratificação de Operações Especiais e Adicional por Tempo de Serviço; 4. não há fato gerador a justificar a incidência de imposto de renda sobre parcelas pagas a título de indenizações especiais com a finalidade única de minorar os efeitos das condições de trabalho a que estão sujeitos tais obreiros, posto que pagas para compensar danos, inclusive aos já aposentados; 5. tais parcelas estariam isentas de tributação por não se caracterizarem, ao teor da lei, como remuneração, o que, de per si, já está a justificar a Declaração Retificadora, não havendo porque se falar em omissão de rendimentos posto que estes estão revestidos de caráter indenizatório, muito menos de imposto suplementar, visto que o contribuinte tem restituição a receber, relativa aos descontos indevidos; 6. deste modo, o requerente teve sua base de cálculo de Imposto de Renda Pessoa Física, para efeito de retenção na fonte, alterada, o que lhe causou uma cobrança de imposto maior do que a efetivamente devida e, por conseguinte, uma restituição, menor da que deveria acontecer; 7. não há que se falar em imposto suplementar e acréscimos, no valor de R$ 1.021,60, posto que a diferença apontada na NL foi causada por falha no sistema do IRPF da Receita Federal, que não promoveu o correto transporte das deduções autorizadas; 8. traz à colação jurisprudência sobre o assunto; 9. em face do princípio da igualdade expresso no art. 5º da Constituição Federal, requer o mesmo tratamento dado aos parlamentares com relação a suas verbas indenizatórias, as quais, como sobejamente sabido, encontramse absolutamente isentas de tributação por se tratar de valores necessários ao desempenho de sua atividade parlamentar; 10. isto posto, requer a retificação do lançamento em epígrafe, acolhendo a nova Declaração de Ajuste Anual apresentada. Visando instruir o presente processo, foi juntado o documento de fls. 30.” A impugnação foi considerada improcedente, conforme Acórdão de fls. 32/38, que restou assim ementado: COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. Uma vez não comprovada a efetividade da dedução pleiteada a título de imposto de renda retido na fonte, cabe manter a glosa efetuada. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de Fl. 50DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13881.000158/200908 Acórdão n.º 2801002.638 S2TE01 Fl. 51 4 IRPF, que requerem, em obediência ao princípio da legalidade em matéria tributária, disposição legal específica. Regularmente cientificado daquele acórdão em 31/05/2011 (fl. 41), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 43/46, em 10/06/2011, no qual, em síntese, sustenta os argumentos expendidos na impugnação no sentido de que, com o advento da Lei n° 8.852, de 4 de fevereiro de 1994, ficou disciplinado que não entrariam no computo da remuneração parcelas tidas como indenizatórias. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Do exame das peças processuais, constatase que o litígio cingese à discussão acerca da interpretação da Lei nº 8.852, de 04/02/1994, especialmente no tocante à tributação de valores (rendimentos) recebidos pelo interessado no anocalendário 2004, sobre os quais sustentou em sua defesa que não deveria incidir o Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF). Ocorre que, da análise da referida legislação, inferese claramente que as alíneas “a” até “r” do inciso III, do art. 1°, da Lei n° 8.852/94, tratam de exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, ou seja, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. Assim, os rendimentos destacados pelo recorrente encontramse incluídos no rol dos rendimentos tributáveis, entre aqueles elencados no artigo 3º, § 1°, da Lei n° 7.713, de 1988. Nesse sentido, foi editada a Súmula CARF nº 68, de aplicação obrigatória no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Logo, é de se considerar acertado o lançamento em tela. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 51DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13881.000158/200908 Acórdão n.º 2801002.638 S2TE01 Fl. 52 5 Fl. 52DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 10865.902106/2008-99
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/1999 a 30/06/1999
CREDITAMENTO, FORNECEDOR OPTANTE PELO SIMPLES.
Existe vedação legal à transferência de créditos ao IPI relativamente aos valores recolhidos pelas empresas fornecedoras optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos - Simples.
ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA.
Há determinação legislativa para a exigência de juros de mora em relação a tributo não pago no prazo legal.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/1999 a 30/06/1999
APRECIAÇÃO DE ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE NA
ESFERA ADMINISTRATIVA.
Não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei. Não configurada nenhuma das exceções
previstas na legislação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.623
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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Existe vedação legal à transferência de créditos ao IPI relativamente aos valores recolhidos pelas empresas fornecedoras optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos - Simples. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. Há determinação legislativa para a exigência de juros de mora em relação a tributo não pago no prazo legal, ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1999 a 30/06/1999 APRECIAÇÃO DE ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE NA ESFERA ADMINISTRATIVA, Não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei. Não configurada nenhuma das exceções previstas na legislação. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. Alexanke Kem - residente. H-. n .) é. c ioio Lafetá Reis - Relator, EDITADO EM: 28/10/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior -Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Daniel Mauricio Fedato e Rangel Permeei .Fiorin. Relatório Em 15 de dezembro de 2003, o contribuinte transmitiu à Receita Federal Pedido de Ressarcimento ou Restituição e Declaração de Compensação relativo a créditos decorrentes de Ressarcimento de IPI (fls. 1 a 105), que foi parcialmente homologado, tendo havido glosa de créditos relativos a aquisições de insumos de pessoa jurídica optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples (fls.. 106 a 113). Não concordando com o teor do despacho decisório, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconfonnidade (fls. 114 a 135) e requereu o reconhecimento da validade do crédito glosado e a procedência da homologação da totalidade da compensação, alegando, em síntese, o seguinte: a) o pedido de ressarcimento e de compensação se referiria a crédito acumulado de IPI; b) o entendimento esposado no despacho decisório feriria a Constituição Federal, tendo em vista que a matéria relativa a creditamento somente poderia ser veiculada por meio de lei complementar; c) a Constituição Federal não criou nenhuma restrição à não-cumulatividade do IPI, de forma que sua aplicação deveria se dar de forma ampla e irrestrita; d) indevida aplicação da taxa Selic sobre o débito remanescente. A DRJ Ribeirão Preto/SP indeferiu a solicitação (fls, 138 a 140), considerando que inexistiria autorização legal para o creditamento de IPI em relação às aquisições de empresas comerciais varejistas não equiparadas a industrial e estabelecimentos optantes pelo Simples, bem como pela impossibilidade de a autoridade administrativa se manifestar acerca de inconstitucionalidade de lei, inclusive em relação à aplicação da taxa Selic. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (tis. 153 a 171) e reitera seu pedido, repisando os mesmos argumentos e solidando que se reconhecesse ao menos o crédito correspondente a 0,5% sobre as aquisições glosadas, crédito esse que corresponderia à parcela do IPI inclusa nos valores efetivamente pagos pelo fornecedor a titulo de recolhimento pelo Simples. É o relatório. 2 3 Processo n" 10865 902106/2008-99 S3-TE03 Acórdão n " 3803-0(L623 Fl 2 Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Relator O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. De início, registre-se que não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei, nos termos contidos no art, 26-A e parágrafo único do Decreto n° 702.35/1972 (PAF), com redação dada pela Lei n° 1 L941/2009, bem como no art. 62 e parágrafo único do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. O presente caso não se subsume em nenhuma das exceções que autorizam o afastamento da aplicação de lei, tratado internacional ou decreto por parte dos julgadores administrativos, exceções essas previstas nos atos normativos identificados no parágrafo anterior e assim definidas: I — norma que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II — norma que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n a 10.522, de 19 de julho de 200.2; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar 11'73, de 10 de fevereiro de 199.3; ou c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n a 7.3, de 10 de fevereiro de 199.3, L IPL Não-eumulatividade Creditamente. Optantes pelo Simples. Como bem destacou o relator a quo, a sistemática da não-cumulatividade do 1PI, prevista pela Constituição Federal, tem seu disciplinamento na legislação tributária, inclusive no Código Tributário Nacional (CTN), no sentido de autorizar aos contribuintes o creditamento do imposto pago nas etapas anteriores do processo produtivo, abarcando alguns casos relativos a incentivos fiscais, dentre os quais não se inclui a possibilidade de aproveitamento de créditos em relação a aquisições de fornecedores optantes pelo Simples. A Lei n° 9317/1996, art. 5 0, § 50, veda, expressamente, a transferência de créditos ao IPI relativa aos valores pagos pelas empresas optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos. A pessoa jurídica optante pelo Simples desfruta de tratamento especial, inexistindo a incidência do JPI em sua real conformação quando da saída de produtos do estabelecimento. Logo, inexistindo o imposto na aquisição de produtos de empresas oantes 4 o que se torna ainda mais evidente por não haver destaque do imposto na nota fiscal —, não há que se falar em creditamento na sistemática da não-cumulatividade. O Tribunal Regional Federal da 1' Região já decidiu nesse sentido, conforme se depreende da ementa a seguir transcrita: AR 0008576-75 2004 4.01 0000/MG, AÇÃO RESCISORIA 02/0812010 e-DJF 1 pJl - 21/07/2010 PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA PRELIMINARES AFASTADAS IPI CREDIT/MENTO, PRINCÍPIO DA NÃO CUiVIULATIVIDADE MATÉRM-PR1MA E INSUMO ISENTOS OU SUJEITOS À ALiOUOTA ZERO, PRODUTO FINAL ONERA' VEL OPERAÇÕES REALIZADAS COM EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES IMPOSSIBILIDADE PEDIDO RESCISÓRIO IMPROCEDENTE 3. Inviável a pretensão da autora de crédito do IPI sobre opera çôes realizadas com empresas optantes pelo Simples, em razão do impedimento previsto no art 5, § 5", da Lei n. 9..317/96 e art. 149 do Decreto 2.637/98. Mais ainda, a adesão ao referido benefício fiscal obriga a empresa optante a recolher o imposto mensalmente em conjunto com demais impostos e contribuições. Precedentes do STJ e deste Tribunal Quanto ao pedido do Recorrente de se acatar, pelo menos, o crédito correspondente ao percentual de 0,5% incluso na parcela paga pelo fornecedor optante, esclareça-se que inexiste autorização legislativa nesse sentido que excepcione a regra acima refererenciada. Por fim, saliente-se que a restrição prevista no art. 146, III, "b", da Constituição Federal, quanto à delimitação das matérias sujeitas ao disciplinamento por lei complementarar, que o termo "crédito" ali versado se refere ao "crédito tributário", muito bem trabalhado no Título III do Código Tributário Nacional (CTN), não guardando similitude com o creditamento do montante pago nas operações anteriores na apuração do saldo a recolher no regime da não-cumulatividade. Dessa forma, por falta de autorização legal, não se acata o pedido do Recorrente de reforma da decisão a gila denegativa de seu pleito. II. Acréscimos legais. Juros de mora. Quanto aos juros de mora a serem exigidos juntamente com os tributos não pagos no vencimento, o CTN assim dispõe: Art. 161, O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1"Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. Processo n" I 0865 9021 06/2008-99 Acórdão n ° 3803-00.623 S3-TE03 Fl 3 Constata-se que a fixação dos juros em 1% ao mês nos termos acima transcritos somente se aplica se a lei não dispuser de modo diverso. A Lei n° 9,065/1995 fixa os juros a serem aplicados no caso de pagamento extemporâneo de qualquer tributo da competência da União nos seguintes termos: Ari_ 13. .4 partir de 1° de abril de 199.5, os juros de que tratam a alínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei n" 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6" da Lei n" 8,8.50, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei n" 8.981, de 1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único, alínea a.2, da Lei n" 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. (grifei) O art. 84, inciso 1, da Lei n° 8,981/1995, acima referenciado, trata dos juros a serem acrescidos aos tributos e contribuições sociais arrecadados pela Secretaria da Receita Federal não pagos nos prazos previstos na legislação tributária, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 10 de janeiro de 1995. Também a Lei n° 9,430/1996 prevê a exigência de juros de mora da seguinte forma: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, ctfjos latas geradores ocorrerem a partir de 1" de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada á taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. ) ,5ç 3" Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calcuhulos à taxa a que se refere o 3" do art. 5", a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei n" 9.716, de 1998) Referida matéria, inclusive, já se encontra sumularia neste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, in verbis: Súmula ('ARE n° 4 A partir de 1" de abril de 199.5, os .juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Portanto, constata-se inexistir autorização legislativa para a dispensa dos juros de mora em relação aos tributos não pagos no prazo legal. 5 HL Conclusão. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, por haver proibição legal ao creditarnento, no âmbito do regime da não-cumulatividade, relativo a produtos e insumos adquiridos de fornecedores optantes pelo Simples, bem corno inexistir autorização legislativa que dispense a exigência de juros de mora nos pagamentos fora do prazo. É como voto. Hélcio é Lafetá Reis
score : 1.0
Numero do processo: 11065.000772/88-73
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 14 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Thu May 14 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Subfaturamento. O pagamento do frete até o destino dos produtos no exterior - cláusula FOB - representa subfaturamento. Infração sujeita à penalidade prevista no artigo 532, I do R.A.
Recurso negado.
Numero da decisão: 303-27.289
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o
presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA
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FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N9 II Oó5 - 000 77 2 / 88-73 mfc Sessõode 14 de ma io de 1.992_ ' ACOROÃO N!_3_0_3_-2_7_._2_89 _ Recurso n~, ' 112 . 182 Recorrente: INDÚSTRIA DE CALÇADOS FLM1A LTDA Recorrid DRF -Novo Hamburgo - RS Subfaturamento. O pagamento do frete até o destino dos produtos no exterior - cláusula FOB - representa subf~ turamento. Infração sujeita à penalidade prevista no ar tigo 532, I do R.~. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Terceira Cimara do Terceiro Canse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 8rasíia-DF. de maio de 1992. NOA COS A - Presidente 'OS' ,~ OlIVEI" - "'.t". ~RUY RODRIGUES DE S~ Procurador da Faz. Naciona V ISTO Er1 m92SESSÃO DE: 2 8 AGO ,•• ' ' Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Sandra Maria Faroni, Milton de Souza Coelho, Leopoldo César Fontenel le, Dione Maria Andrade da Fonseca e Malvina Coruja de Azevedo Lopes Ausente o Conselheiro Humberto Esmeralda Barreto Filho. DANEFP/oF - SECOS H' 041192 - ~','"H'-, --------_- _-o -,-. ----_~~-~~-------1 •• SERViÇO PUBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSElHO' DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECURSO NQ 112.182 - ~CÓRDÃO NQ 303-27.289 RECORRENTE INDÚSTRIA DE CALÇ~DOS FLAMA LTDA RECORRIDA DRF - Novo Hamburgo - RS RELATORA ROSA MARTA MAGALH~ES DE OLIVEIRA Contra a empresa Indústria de Calçados Flama Ltda foi lavrado Auto de Imração de fls. 02"no seguinte teor, in verbis: Em visita ao estabelecimento acima qualificado constataniJs. haver o mesmo exportado mercadorias a preço FOB, conforme Guias de Exportação nºs 653-83/1356, 1355 e 1354, tendo, no entanto, pago o frete no país, atrav~s dos conheciment~a~reos nº3 042-36766133 e 023-87027275 das Ciss Varig e Flying "iger Line, inc, respectivamen te, o que caracteriza um 'subfaturamento equivalente ao valor do frete pago pela empresa exportadora, devendo em consequência recQ Iher a multa de 50%, calculada sobre o valor dos referidos fretes, de conformidade com o Art. 532, inciso I, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 91.030/85, combinado com os Arts. 77, inciso I, 80 inciso lI, 114, inciso I, 449, 500, inciso IV e 541 ~ único, do mesmo diploma legal. A irregularidade, portanto, consiste no pagamento de frete de responsabilidade do importador estrangeiro, em casos em que a exportação foi autorizada pelo preço FOB, caracterizando-se, assim, s~bfaturamento de preços. Impugnando o feito, a autuada, preliminarmente impugna a.ap~icação d~ ~u~ta pelo percen~u~1 máximo, entengendo gue e exi~ tencla de artlflclo doloso na pratIca da pretensa Infraçao nao fOI demonstrada. No m~rito, argui ser da responsabilidade do exportador o pagamento da diferença do valor do frete, isto ~, a diferença en tre o preço do frete marítimo (responsabilidade do importador), e o preço do frete a~reo, quando ocorrer eventuais atrasos na entrega das mercadorias no posto, na data de embarque estabelecida. Emite-se o conhecimento a~reo em nome do exportador, sendo a parte do frete equivalente à parte marítima pago pelo de~ pachante e reembolsado pelo importador. O fiscal autuante mant~m o lançamento. Instada, a CACEX manifesta-se pela existência do sUQ faturamento (fls. 33), in verbis: "cumpre-nos informa-lhe que, à luz dos fatos apresen tados, a,.atitude da empresa caracteriza a 'ocorrência de fraude nas exportaçoes". Baseando-se nos "consideranda" abaixo transcritos a ay toridade de primeiro grau julga procedente a ação fiscal: - "Considerando que o reclamante foi autorizado a reall zar exportações em que a despesa com o transporte da mercadoria p~ ra o exterior ~ encargo do importador; - Considerando que, neste caso, o pagamento do frete por parte da exportador representa subfaturamento decorrente da redução não autorizada da receita de exportação; . Imprensa Nacional '. ReCeo 112.102Ac.: 303-27.289 SERVICO PUBLICO FEDERAL Considerando que a documentação do frete foi emitida em nome do reclamante sem que tenha havido a comprovação do ressarci mento por parte do importador; .- çon~i~~_Landp que consultada a CACEX4 esta manifes!ou-se pala eXlstencla do 's~b!aturamento nas operaçoes de exportaçao; , - Considerando tudo mais que consta do processo julgo im proceden~e.a imp~gna~ã~ para determ~na~ o pross~guimento da cobran ça do credIto trlbutarlo com os acresclmos legaIs correspondentes". Irresignada, a interessada interpõe recurso a este Con selho reiterando as argumentações expendidas nas impugnaçÕes" aduzin do que (fls. 50/51): a - não se ~á de falar em ação fraudulenta, tampouco em subfaturamento de preço de frete por não dispor a autoridade trib~ tante prova constitutiva de tal infração, somente suposições; b- se imração houvesse, a Pena da multa deveria ser fixada em seu nível mínimo por falta de elemento probante que caracteri zasse dolo ou circunstância agravante da conduta do contribuinte; c - é acordado entre o exportador e o importador que haven do atrasos na entrega das mercadorias encomendadas no porto na data do embarque, o exportador se obriga a realizar o embarque por dif~ rente via, responsabilizando-se pelo pagamento de diferença do valor do frete; d - contabiliza, como despesa de frete, exclusivamente o valor do conhecimento emitido pelo despachante embarcador, sempre~ valor inferior ao conhecimento de frete aéreo; e - a CACEX tomou conhecimento da exportação na forma apr~ sentada, com os devidos aditivos modificadores da via de transpoL te. Em sessão de 14 de dezembro de 1990 o presente proce~ so foi relatado e o recurso convertido em diligência à CACEX - Ban co do Brasil, via Repartição de Origem; para que se informasse SQ bre a abertura do inquérito administrativo aludido às fls. 33. Cumprida a diligência retornam os autos com, a infoL ma çao de fI s. 62, aba ixo transcr ita in ver bis: Em resposta ao seu Ofício n~06/048/91, de 10 de abril de 1991, informamos que o processo envolvendo a empresa INDÚSTRIA DE CALÇADOS FLAMA LTDA., encontra-se em fase de análise documental com vistas à instauração do competente inquérito administrativo, fato que não obsta a apl icaçãod:las:sanções cahÍveis, na competência da Secretaria da Receita Federal. t o relatório. ~~ Imprensa NacIonal Rec.: 112.182 Ac.: 303-27.289 !JF.RVIÇO PÚBLICO rEOEAAI Y..QIQ Da análise dos autos verifica-se não assistir razao a ora recorrente, por ser da responsabilidade do importador estran ~geiro o pagamento do frete quando a exportação for autorizada pelo preço FOB. o pagamento do frete pelo exportador representa redQ çao no preço das mercadorias negociadas, caracterizando-se ~;s~bfa="" turamento. ~ sua obrigação se limita_~ entrega das mercadorias nó local do embarque, sendo de responsabilidade do importador as ded pesas com o transporte dali atj o local" de destino no exterior. Isto posto, report0~me às razões da decisão recorrida e voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 14 de maio de 1992. 1~ROS~ MARTA MAGALH~ES DE OLIVEIRA - Relatora ! • Impr(ln$81 Nacional 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 13821.000036/2003-22
Data da sessão: Mon Aug 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 10/07/1996, 10/09/1996
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DIREITO À REPETIÇÃO DO
INDÉBITO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
PRESCRIÇÃO.
É de cinco anos, contados a partir da data do pagamento antecipado, o prazo para pleitear a repetição de indébito relativo a tributo sujeito ao lançamento por homologação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.565
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/07/1996, 10/09/1996 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. É de cinco anos, contados a partir da data do pagamento antecipado, o prazo para pleitear a repetição de indébito relativo a tributo sujeito ao lançamento por homologação. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TR/BUTÁRIO Data do fato gerador: 10/07/1996, 10/09/1996 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. É de cinco anos, contados a partir da data do pagamento antecipado, o prazo para pleitear a repetição de indébito relativo a tributo sujeito ao lançamento por homologação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. Alexandrk Kern - Presidente e Relatar Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Mauricio Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima eRangel Perrucci Fiorin. Relatório Trata-se de declaração de compensação, fls. 1 e 2, dos valores recolhidos a titulo de PIS, no importe de R$ 1.607.97, com débito do SIMPLES administrado pela Secretaria da Receita Federal, sob a alegação de que tais recolhimentos foram indevidos à vista da ADIn 1417-0, que declarou inconstitucional o art. 17 da Medida Provisória, ri 2 1.212, de 28 de novembro de 1995, e reedições, e da Instrução Normativa SRF n2 6 de 19 de janeiro de 2000, que vedou a constituição de crédito tributário e determinou o cancelamento de lançamentos baseados na aplicação do disposto nessa MP, de 1995, a fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 1 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996 A DRF-Araçatuba/SP, por meio do Despacho Decisório de fls, 59 a 61, não homologou a compensação declarada porque julgou inexistente o direito ereditório, sob o entendimento de que a declaração de inconstitucionalidade mencionada aludia apenas ao efeito retroativo imprimido à vigência da Contribuição para o PIS na parte final do art. 15 da MP n2 L212, de 1995, e ao prazo de 90 dias após a edição da mesma. Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 77 a 89, julgada improcedente pela 1" Turma da DM-Ribeirão Preto, nos termos do Acórdão n 2 10,844, de 6 de março de 2006, fls. 92 a 98, cuja ementa foi lavrada nos seguintes termos: Assunto . Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 10/07/1996, 10/09/1996 Ementa: INDÉBITO FISCAL. RESTITUIÇÃO DECADÊNCIA A decadência do direito de se pleitear restituição de indébito fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador 28/02/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, HOMOLOGAÇÃO. A homologação de compensação de débito fiscal, elètuada pelo próprio sujeito passivo, mediante entrega de declaração de compensação (Dcomp), depende da comprovação da certeza e liquidez dos indébitos fiscais utilizados por ele. Assunto. Contribuição para o PLS/Pasep Data cio ,fato gerador • 30/06/1996, 31/08/1996 Ementa. • FUNDAMENTO LEGAL A partir de I" de março de 1996, a contribuição para o PIS passou a ser devida de conformidade com a Medida Provisória 1.212, de 28 de novembro de 1995, e suas reedições, que elegeram C01710 base de cálculo dessa contribuição o faturamento mensal da pessoa .jurídica. Solicitação Indeferida Cuida-se agora de recurso (tis, 104 a 130) interposto pelo contribuinte contra a referida decisão de primeira instância, defendendo as razões a seguir resumidas. O recorrente discorre sobre o direito à compensação de indébitos tributários, para argumentar que não se aplica o lapso prescricional previsto no art. 168 da Lei n 2 5,172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional - CTN, que diria respeito tão-somente ao direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente. Segundo a recorrente, o direito à compensação independe da vontade de outrem e pode mesmo dar-se à revelia da vontade da Processo n" 13821.000036/200.3-22 S3-1- E03 Acórdão n " 3803-00.565 R 139 Fazenda Pública. Aduz que a lei não exige que se trate de créditos líquidos e certos,. Na continuação, digressiona sobre as modalidades de lançamento previstas no CTN, para pugnar pela aplicação da tese que ficou conhecida como "5+5" para a apuração do prazo prescricional para a compensação de tributos lançados pelo regime de homologação. O recorrente faz então um apanhado da evolução da legislação da contribuição e das polêmicas levadas ao conhecimento do poder judiciário, mencionando a declaração da inconstitucionalidade do Decreto-Lei n i)- 2,445, de 29 de junho de 1988, e do Decreto-Lei 1-12 1449, de 21 de julho de 1988; e a tese da semestralidade da base de cálculo. Refere-se ainda a um "acórdão anulado anteriormente" (fl. 122), para rechaçar a tese de que o termo inicial do prazo prescricional seja a data da publicação da Resolução n 2 49 do Senado Federal, em 1995. Retoma a discussão sobre o seu direito de compensar e de seu fundamento constitucional, para concluir que o mesmo não se extinguiu pelo tempo. Pede provimento para seu recurso, para o efeito de homologação da compensação declarada. É o Relatório, Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relatar Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 104 a 130 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão n" 10,844, de 6 de março de 2006, da DR,T/RPO-1" Turma, fis, 92 a 98, Em que pesem as digressões entabuladas na peça recursal, quedou controvertida, exclusivamente, a matéria atinente à prescrição do direito de pleitear restituição. O recorrente silenciou quanto à materialidade de seu direito creditório, refutado expressamente pela decisão de piso, fis, 96 a 98, motivo pelo qual tenho a questão como preclusa„ O prazo para pleitear a restituição de pagamento indevido é tratado no art. 168 do CTN, que assim estabelece: Ari 168 O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de .5 (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; II - na hipótese do inciso III do artigo 16.5, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condena/ária Ora, da literalidade das disposições acima transcritas infere-se que o prazo de decadência em questão é qüinqüenal e seu termo inicial é a data da extinção do crédito tributário, nk1/2. 3 A polêmica incitada pela peça recursal diz respeito então ao marco temporal dessa extinção, defendido pelo recorrente como sendo o momento em que se resolve a condição referida no art. 150, § I', acima transcrito, pela homologação do lançamento.. Sendo assim, na hipótese de homologação tácita, esse marco temporal ocorreria no quinto ano do fato gerador correspondente ao pagamento efetuado, em consonância com o § 4 0 desse mesmo art. 150. Para fixar o termo inicial do prazo em questão, o art. 168 do CTN diferenciou apenas hipóteses de indébito tributário, não fazendo distinção entre extinção do crédito tributário sem condição e sob condição. Ocorre, porém, que, ao tratar da extinção do crédito tributário, o art. 156 desse mesmo Código estabeleceu, ipsis litteris: Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 1- o pagamento; VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1"e 4"; Observe-se, pois, que o art. 156 do CTN, em seus incisos 1 e VII, caracterizou e bem diferenciou o mero pagamento, concernente aos tributos em geral, e o pagamento antecipado, intrinsecamente relacionado aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, para definir o momento em que ocorre a extinção do crédito tributário. Ora, na redação do referido inc, VII, utilizou-se do conectivo "e" para afirmar a necessidade de concorrência de duas condições para se operar a extinção do crédito tributário na hipótese de lançamento por homologação, quais sejam, o pagamento antecipado e a homologação do lançamento. Destarte, à luz apenas dessas disposições do CTN, poder-se-ia dizer que assiste razão à recorrente relativamente à defesa do prazo decenal, contado a partir do fato gerador, para repetição de indébito sujeito ao lançamento por homologação, na hipótese em que tratar-se de homologação tácita, Entretanto, não se pode olvidar que a Lei Complementar ri° 118, de 2005, estabeleceu que a extinção do crédito tributário ocorre no momento do pagamento antecipado, conforme dicção do seu art. V, que assim dispõe: Art. 30 Para efeito de interpretação cio inciso I do co!, 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1 o do art. 150 da referida Lei. Cabe também sublinhar a cláusula de vigência desse mesmo diploma legal assim formulada no seu art, 4' que prescreve: Art. 4' Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no ar! 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional. n4;pl; 4 andre Kern Processo n" 13821 000036/2003-22 S3-TE03 Acórdão n." 3803-00365 Fl 140 Ora, o art. 106, inc. 1, do CTN trata exatamente da aplicação retroativa de lei, com a seguinte dicção: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretado ) Quanto a eventuais aduções de ilegalidade da Lei Complementar n" 118, de 2005, não cabe ao órgão julgador administrativo exercer o controle de constitucionalidade das leis, que é atividade exclusiva do Poder Judiciário, devendo o Poder Executivo, em face da estrita vinculação legal de sua atividade, aplicar as leis vigentes enquanto não afastadas do ordenamento jurídico pelo Poder competente. No caso concreto, tratando-se de pedido protocolado em 21103/2003, o direito em questão já havia prescrito, relativamente aos pagamentos indevidos ou a maior efetuados antes de 21/03/1998, o que engloba todos os recolhimentos objeto da pretensão, efetuados em julho e setembro de 1996, CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por que se negue provimento ao recurso, 5
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