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Numero do processo: 37178.001244/2003-49
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1998
Ementa:PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL E PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE SOLIDARIEDADE POR FORÇA DO PARECER AGU N° 8/2006.
Não há responsabilidade solidária da pessoa jurídica de direito público com as construtoras, por força do Parecer AGU n° 8/2006.
Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 206-00.029
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Siape 751683 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 37178.001244/2003-49 Recurso n° 141.237 De Oficio Matéria RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Acórdão n° 206-00.029 Sessão de 09 de outubro de 2007 Recorrente SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - RORAIMA Interessado ESTADO DE RORAIMA — DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE RORAIMA EM EXTINÇÃO Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1998 Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO — NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO —- CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL E PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE SOLIDARIEDADE POR FORÇA DO PARECER AGU N° 8/2006. Não há responsabilidade solidária da pessoa jurídica de direito público com as construtoras, por força do Parecer AGU n° 8/2006. Recurso de Oficio Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. r CC/MF - Sexta Centaca CONFERE COMO ORKIINA. Processo n.° 37178.001244/2003-49 Brasília, 23 /O_/ CCO2/C06• Acórdão n.° 206-00.029 Maria de Fátima F- ra de rvalho Fls. 159 Matr. Siape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO • DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente eiCÁÁd E AINE CRISTINA MONTEIRO A VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n°37178.001244/200349 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.029 2 OCOMP - Santa Cismara CONFERE COMO ORIGINAL Fls. 160 Brasília, 23 razia. rC8 —Erni Mana de Falena Farreara det-a—r;aWèj• ~N.. Stade 751683 Relatório A preSente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, bem como da parcela relativa aos segurados. O período do presente levantamento abrange as competências maio a novembro de 1995, fevereiro a novembro de 1996, fevereiro a novembro de 1997, janeiro, maio, julho e setembro a dezembro de 1998, fls. 04 a 12; decorrente da responsabilidade solidária com a empresa S.P.A. TERRAPLANAGEM LTDA. Conforme descrito no relatório fiscal, fl. 46, a notificação foi lavrada diretamente no ente público estadual — ESTADO DE RORAIMA, por encontrar-se o DEPARTAMENTO DE ESTRADAS E RODAGEM DO ESTADO DE RORAIMA, autarquia estadual, em fase de extinção, conforme previsto em Lei Estadual n°332 de 30 de abril de 2002 e Decreto Estadual n° 4731-E, de 30 de abril de 2002, tendo sido cópia da NFLD encaminhada ao Procurador Geral do Estado de Roraima. Não conformado com a notificação, foi apresentada defesa, fls. 66 A 134, pela S.P.A. TERRAPLANAGEM LTDA Foi comandada diligência fiscal, a fim de esclarecer as alegações apresentadas pelo notificado quando da apresentação da defesa, devendo a fiscalização manifestar-se acerca: se as obras se enquadram nas hipóteses de não existir necessidade de GRPS específica para elidir a resp. solidária, se existem hipóteses de elisão da responsabilidade solidária, existência de recolhimentos a serem aproveitados, encaminhamento de relatório fiscal complementar com a fundamentação legal do arbitramento. A fiscalização emitiu o relatório complementar às fls. 144 a 145, atendendo as solicitações pretendidas e encaminhando ao contribuinte relatório complementar com a fundamentação legal solicitada, tendo sido reaberto prazo para impugnação, fl. 143. A Decisão-Notificação determinou a improcedência do lançamento tendo em vista a publicação do parecer da Advocacia Geral do União — AC 55 de 24/11/2006, que determina que a Administração Pública não responde solidariamente pelas obrigações da empresa contratada para execução de obras de construção civil por empreitada total, desde a edição do Decreto Lei n° 2.300/86, fls. 148 a 157. A unidade da SRP apresenta Recurso de Oficio para o Conselho de Recursos da Previdência Social, nos termos do art. 366, § 2°, do RPS e art. 10,1 da Portaria MPS n° 158, de 11 de abril de 2007. Decide, também, notificar o contribuinte acerca da decisão recorrida, fl. 157. É o Relatório. ti Processo n.° 37178.001244/2003-49 • CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.029 2° CC/MF - Sexta Câmara Fls. 161CONFERE COM O ORIGINAL Brasília a2CIL Maria de Fatima mata de Carvalho • Matr. Siape 751683 Voto - Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Trata-se de Recurso de Oficio apresentado pela unidade local da SRP, nos termos do art. 366, § 2°, do RPS e art. 1°, Ida Portaria MPS n° 158, de 11 de abril de 2007, por ter sido declarado a improcedência de notificação fiscal de lançamento de débito - NFLD contra o Ente Público Estadual — ESTADO DE RORAIMA, na qualidade de responsável solidário na construção civil. DO MÉRITO: • Com a publicação em 24 de novembro de 2006 no DOU do Parecer n° AGU/MS-08/2006 adotado pelo Advogado-Geral da União e aprovado pelo Presidente da República, toda a Administração Federal está vinculada ao cumprimento da tese jurídica nele fixada, conforme previsão nos arts. 40 e 41 da Lei Complementar n°73/1993. Do referido Parecer infere-se o seguinte: entre a vigência do Decreto-Lei n° 2.300/86, até a Lei n° 9.032/1995, a Administração Pública não responde solidariamente, em nenhuma hipótese, pelas contribuições previdenciárias. Os arts. 30, VI, e 31 da Lei de Custeio são inaplicáveis ante a norma específica referente a licitações e contratos públicos (Decreto-Lei n°2.300/86 e Lei n°8.666/93). Com a entrada em vigor da Lei n° 9.032, de 28 de abril de 1995, que conferiu nova redação ao § 2° do art.71 da Lei n° 8.666/93; há remissão expressa somente ao art.31 da Lei de Custeio, porém, sem alteração do caput e do § 1°. Desse modo, a responsabilidade solidária prevista no art. 30, VI, da Lei de Custeio continuaria inaplicável à Administração Pública. Nesse sentido é o disposto no caput e no §1 0 do art. 71 da Lei n° 8.666/93, nestas palavras: "Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato. sç 1° A inadimplência do contratado, com referência aos encargos referidos neste artigo, não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e uso das obras e edificação, inclusive perante o Registro de Imóveis". Por sua vez, o disposto no art. 31 da Lei de Custeio (responsabilidade solidária na cessão de mão-de-obra) somente é aplicável a partir da vigência do novo § 2° do art. 71 da Lei n°8.666/93, na redação conferida pela Lei n°9.032/1995, e até 31/01/1999 (quando passa a viger a retenção de 11% (onze por cento) a partir de 01/02/99, conforme a Lei n° 9.711/1998, nestas palavras: Lv • 2 CC/MF - Sexta Câme.n. • CONFERE COMO ORIGINA. • Processo n.° 37178.001244/2003-49 . Brasilia 2_? Sia / 04" CCO2/C06 "Ur /Acórdão n.° 206-00.029 Maria de Fátima F, • ra • • - rva ho Fls. 162 matr. siar). 751683 • ".§. 2° A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciá rios resultantes da execução do contrato, nos termos do art. 31 da Lei n°8.212, de 24 de julho de 1991. (redação dada pela Lei n°9.032/95)". Uma vez que o presente lançamento foi baseado na solidariedade do art. 30, inciso VI da Lei de Custeio, fls. 17 a 20; e diante da força vinculante do Parecer da AGU, ratifico o procedimento adotado pela unidade local da Secretaria da Receita Previdenciária em Boa Vista, não existindo como sustentar o presente lançamento em nome do ESTADO DE RORAIMA. Desse modo, a apuração do crédito previdenciário resultante desta NFLD deve ser efetuada junto à empresa contratada para execução da obra. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso de oficio para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO, RATIFICANDO A IMPROCEDENCIA DO LANÇAMENTO. O lançamento não poderia ter sido realizado junto ao ente público estadual, em função da inexistência de responsabilidade solidária na construção civil. É como voto. Sala das Sessões, em 09 de outubro de 2007. -ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Page 1 _0018700.PDF Page 1 _0018800.PDF Page 1 _0018900.PDF Page 1 _0019000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10768.005859/88-11
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 01 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed Sep 01 00:00:00 UTC 1993
Ementa: Nos termos do art. 26 do Regimento Interno, as inexatidões
materiais devidas a lapso manifesto são retificadas pela Câmara.
Numero da decisão: 303-27.718
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em fazer correção da folha de rosto do Acórdão 3031-27.275, de 13.05.92: onde se lé: "Dar Provimento", leia-se: "Negar provimento", na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MARIA FARONI
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score : 1.0
Numero do processo: 13736.001132/2007-81
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2002
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA.
O direito de pleitear a restituição de imposto de renda retido indevidamente na fonte extingue-se após o transcurso do prazo de 05 (cinco) anos, contados da data do pagamento do imposto.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.624
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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DECADÊNCIA. O direito de pleitear a restituição de imposto de renda retido indevidamente na fonte extinguese após o transcurso do prazo de 05 (cinco) anos, contados da data do pagamento do imposto. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 73 6. 00 11 32 /2 00 7- 81 Fl. 71DF CARF MF Excluído Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10066.1KCL. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13736.001132/200781 Acórdão n.º 2801002.624 S2‐TE01 Fl. 80 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Em 08/10/2007, o interessado ingressou com o pedido de restituição do Darf IRPF, no valor de R$ 861,30, pago em 25/04/2002. Por meio do Parecer SEORT/DRF/NIT (fls. 27/29) foi indeferido o pleito do contribuinte com base na decadência (§1°, art. 150, incisos I e II, art. 165 e inciso I, art. 168, da Lei n°5.172, de 25 de outubro de 1996 Código Tributário Nacional) e art. 3° da Lei Complementar n° 118/2005. Em 26/06/2008, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fls.32/34, alegando, em síntese, que: 1. equivocadamente requereu "a priori" a restituição dos 13os. Salários relativos aos exercícios 2000 a 2005, quando ao certo seria requerer a restituição dos Darf pagos referentes aos períodos de apuração dos anos de 31/12/2001, 31/12/2002 e 31/12/2003; 2. ressalta, no entanto, que, no espaço do protocolo, relativo a informações referente ao processo em epígrafe, consta anotado pelo 10. datador, o seguinte: " restituição 13° salário IR Fonte e Rendimentos Isentos", conforme cópia do documento em anexo; 3. salienta que o pedido de restituição e isenção do imposto de renda na fonte se dá pelo fato de o contribuinte ser portador de moléstia grave; 4. argui que, conforme farta documentação acostada o interessado é portador de moléstia grave desde ante do ano de 2001, razão pela qual a presente se impõe; 5. em face do exposto, requer a reconsideração da decisão de indeferimento, no sentido de deferir a restituição ora pleiteada. Em 18/11/2009, foi solicitada prioridade na tramitação do processo com base no Estatuto do Idoso (fl.64).” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA O direito de pleitear a restituição de imposto de renda retido indevidamente na fonte extinguese após o transcurso do prazo de cinco anos, contados da data da retenção do imposto. Manifestação de Inconformidade Improcedente" Fl. 72DF CARF MF Excluído Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10066.1KCL. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13736.001132/200781 Acórdão n.º 2801002.624 S2‐TE01 Fl. 81 3 Direito Creditório Não Reconhecido” Diante daquela decisão, foi interposto Recurso Voluntário reiterando os argumentos da Impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Conheço do Recurso, pois presentes os seus requisitos de admissibilidade. Tratase, na origem, de Pedido de Restituição de Imposto de Renda recolhido a maior pelo Recorrente em 30 de abril de 2002, no montante de R$ 816,30. Referido pleito de restituição, por sua vez, como se apura da primeira folha do processo, foi protocolado em 08 de setembro de 2007. O art. 165, inciso I c/c 168, inciso I, ambos do Código Tributário Nacional, dão conta que o direito do contribuinte pleitear a restituição de tributo eventualmente pago a maior extinguese nos 05 (cinco) anos posteriores à quitação. Vejase: “Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; (...) Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário;” Tendo em vista que o pedido de restituição do crédito tributário pelo Recorrente deuse após o transcurso dos 05 (cinco) anos previstos na lei complementar, encontrase inegavelmente decaído o seu direito. Diante do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 73DF CARF MF Excluído Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10066.1KCL. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13736.001132/200781 Acórdão n.º 2801002.624 S2‐TE01 Fl. 82 4 Fl. 74DF CARF MF Excluído Documento de 21 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10066.1KCL. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por SANDRO MACHADO DOS REIS em 12/03/2013 16:11:27. Documento autenticado digitalmente por SANDRO MACHADO DOS REIS em 12/03/2013. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 12/03/2013 e SANDRO MACHADO DOS REIS em 12/03/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.10066.1KCL Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: D1B6E2D459338F9958A8871DDA4909BE7C4152CB Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13736.001132/2007-81. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13502.000819/2001-57
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI.
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
CRÉDITO PRESUMIDO. REGIME ORIGINAL. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÕES DE INSUMOS QUE NÃO SE SUBSUMEM NO CONCEITO DE MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO OU MATERIAL DE EMBALAGEM.
Incluem-se entre os insumos para Fins de crédito do IPI os bens não classificados no ativo permanente que, embora não se integrando ao produto em fabricação, forem consumidos, desgastados ou alterados no processo de industrialização, em Função de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação ou deste sobre aquele.
O hidrogênio, quando empregado no processo de redução dito hidrogenação, para industrialização do hidrocarboneto buteno-1, por ser consumido em contato direto com o produto final, enquadra-se como insumo consoante à legislação do IPI e por isto é computado na base de cálculo do benefício fiscal.
Numero da decisão: 3803-000.700
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para admitir a inclusão dos gastos com hidrogênio na base de cálculo do crédito presumido de IPI, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin, que reconheceu o direito ao crédito presumido sobre as aquisições de vapor, ar de serviço e ai de instrumentos. Fez sustentação oral: Drª. Fernanda Rocha Taboada Fontes OAB/BA n° 16.340.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 CRÉDITO PRESUMIDO. REGIME ORIGINAL. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÕES DE INSUMOS QUE NÃO SE SUBSUMEM NO CONCEITO DE MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO OU MATERIAL DE EMBALAGEM. Incluem-se entre os insumos para Fins de crédito do IPI os bens não classificados no ativo permanente que, embora não se integrando ao produto em fabricação, forem consumidos, desgastados ou alterados no processo de industrialização, em Função de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação ou deste sobre aquele. O hidrogênio, quando empregado no processo de redução dito hidrogenação, para industrialização do hidrocarboneto buteno-1, por ser consumido em contato direto com o produto final, enquadra-se como insumo consoante à legislação do IPI e por isto é computado na base de cálculo do benefício fiscal.
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decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para admitir a inclusão dos gastos com hidrogênio na base de cálculo do crédito presumido de IPI, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin, que reconheceu o direito ao crédito presumido sobre as aquisições de vapor, ar de serviço e ai de instrumentos. Fez sustentação oral: Drª. Fernanda Rocha Taboada Fontes OAB/BA n° 16.340.
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COMPENSAÇÃO Recorrente COPENE MONÔMEROS ESPECIAIS S/A (Sucedida por Braskem S/A) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/2001 a .30/09/2001 CRÉDITO PRESUMIDO, REGIME ORIGINAL. BASE DE. CÁLCULO, AQUISIÇÕES DE 1NSUMOS QUE NÃO SE SUBSUMEM NO CONCEITO DE MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO OU MATERIAL DE EMBALAGEM. Incluem-se entre os insumos para Fins de crédito do IPI os bens não classificados no ativo permanente que, embora não se integrando ao produto em fabricação, forem consumidos, desgastados ou alterados no processo de industrialização, em Função de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação. ou deste sobre aquele. O hidrogênio, quando empregado no processo de redução dito hidrogenação, para industrialização do hidrocarboneto buteno-1, por ser consumido em contato direto com o produto final, enquadra-se como insumo consoante à legislação do IPI e por isto é computado na base de cálculo do benefício Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para admitir a inclusão dos gastos com hidrogênio na base de cálculo do crédito presumido de CPI, nos termos do voto do relator.. Vencido o Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin, que reconheceu o direito ao crédito presumido sobre as aquisições de vapor, ar de serviço e ai de instrumentos. Fez sustentação oral: Dr", Fernanda Rocha Taboada Fontes OAB/BA n° 16,3410. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci F iorin. Relatório O presente processo trata de pedido de ressarcimento do Crédito Presumido de IPI — CP-1PI, instituído pela Lei n 2 9.363, de 13 de dezembro de 1996, regulamentado pela Portar ia ME n2 38, de 27 de fevereiro de 1997, relativamente ao 3' trimestre de 2001 (El 1), cumulado com declarações de compensação do crédito com débitos próprios do requerente (DCOMP, lis, 72, 96 a 99 e 106). O pedido foi parcialmente deferido em razão da inclusão, na base de cálculo do CP-(P1, do valor das aquisições de insumos (vapor a 3,5 kgf/cm2, vapor a 15 kgf/cm2, energia elétrica, ar de serviço, ar de instrumentos, hidrogênio e água desmineralizada) que não se subsumem no conceito de matéria-prima — MP, produto intermediário (P1) e material de embalagem - ME esposado pela legislação do imposto, tudo nos termos do Despacho Decisório da DRUCCI de fls. 135 e l36). Sobreveio reclamação, julgada improcedente pela DRJ/SDR-4" Turma, O Acórdão n2 15-16.781, de 3 de setembro de 2008, fls. 206 a 209, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO • IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS— IPI Data do fato gentio,. • 30/06/2003 CRÉDITO PRESUMIDO BASE DE CÁLCULO Somente as matérias-primas, pr °chilas irnermediát ias e materiais de embalagem, conforme a concentração albergado pela legislação tributária, podem ser computados na apuração da base de cálculo do incentivo fiscal. Res-t/Ress Indeferklo - C01111) não homologada Cuida-se agora de recurso contra a decisão da DRJ/SDR-4" Turma, protocolado em 15/10/2008. O arrazoado de fls.. 215 a 243, após resumo dos fatos relacionados com o processo, articula a exegese das normas regentes da matéria (Lei n 2 9..363, de 1996 e Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados — IP1, aprovado pelo Decreto n° 4,544, de 26 de dezembro de 2002 — RIP1/2002) com excertos de doutrina e ,jurisprudência administrativa, para rechaçar as glosas procedidas com base no Parecer . Normativo CST n2 65, de 1979 (D.O,U. de 06-11-1979), insistindo na possibilidade de creditamento presumido de IP1 nas aquisições dos insumos, posto que os mesmos desgastam-se e são imprescindíveis no processo produtivo executado no estabelecimento. Ilustra o argumento com a descrição do emprego dado a cada um dos insumos, à exceção da água desmineralizada. Pede refbrma da decisão da DRJ/SDR, para que seja reconhecido integralmente o direito creditório pleiteado e homologadas as compensações declaradas. Modo sintético, é o Relatório. 2 Processo n" 13502 0008 19/200 I -57 S3-1"013 Acórdão n " 3803-00:700 1--1 256 Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fis, 215 a 243 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DR.I-SDR-4" Turma n 2 15-16.781, de .3 de setembro de 2008.. Circunscreva-se o litígio à inclusão na base de cálculo do CP-IP1, no regime originalmente instituído pela Lei n2 9.363, de 1996, do valor das aquisições dos insumos vapor a 3,5 kgf/cm 2, vapor a 15 kgf/cm2, energia elétrica, ar de serviço, ar de instrumentos, hidrogênio e água desmineralizada. Reporto-me, nesse sentido, às descrições sobre a utilização desses insumos no processo produtivo do estabelecimento industrial-exportador, oferecidas na peça recusai. Extrai-se que o vapor d'água, sob qualquer das pressões, é injetado nas máquinas trocadoras de calor, como fluido de aquecimento; a energia elétrica, como força eletromotriz dos equipamentos industriais; o ar de serviço é injetado no leito dos catalisadores, para extração do coque depositado de paládio dos reatores; o "ar de instrumentos" é o ar comprimido para acionamento de equipamentos pneumáticos; o hidrogênio é alimentado com o propadieno, butadieno e acetilenos, na industrialização do Buteno-1, agregando-se à corrente de hidrocarbonetos. A água desmineralizada, por sua vez, muito embora não tenha sido abordada na peça recursal, sabe-se ser empregada na remoção de contaminantes por contato direto com a corrente de isopreno.. A base de cálculo do beneficio fiscal de que se trata é composta pelo valor das "...aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo ", consoante o art. 1 0 da Lei instituidora. A definição do que sejam matéria-prima — MP, produto intermediário (PI) e material de embalagem - ME é remetida à legislação do IPI (parágrafo único do art. 3 0 da Lei). Em sentido stricto, MP, PI e ME são os insumos que se integram ao produto em fabricação, consoante a inteligência do art. 25, Inc. 1, da Lei n 2 4.502, de 30 de novembro de 1964 (base legal do art 147 do Regulamento do Imposto sobre Produtos industrializados - !PI, aprovado pelo Decreto n2 2.637, de 25 de junho de 1998 — RIP1/98; do art. 164 do RIPI/2002, e do art. 226 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, aprovado pelo Decreto n 7.212, de 15 de junho de 2010 —DOU de 16-06-2010). Entretanto, o próprio dispositivo estende essa definição, incluindo no conceito de MP, PI e ME os insumos que, ".,.embora não .se integrando ao novo produto, Ibrem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente". Embora o Recorrente discorde, a interpretação do alcance da expressão "consumidos no processo produtivo" é controversa e demandou a edição de dois pareceres da Coordenação do Sistema de Tributação da então Secretaria da Receita Federal.. Refiro-me ao PN-CST n2 181, de 1974, e ao PN-CST n2 65, de 1979, este último . já alçado à condição de norma complementar da legislação tributária, consoante o inc.. 111 do art.. 100 do CTN, em face da reiteração da sua aplicação. 3 Peço vênia para repisar matéria por demais debatida nos autos: MP, Pi e ME é aquilo que se incorpora ao produto em fabricação no GUISO do processo produtivo. Sem perder essa noção básica de vista, o PN-CST n 2 65, de 1979, esclareceu que também se incluem entre as MP e os Pl, como se incorporados ao produto em fabricação Fossem, os insumos que, embora não se incorporando ao produto, desgastam-se no processo de fábricação Não se trata aqui de qualquer desgaste, qualquer consumição, mas daquele resultante da ação física reciproca entre pioduto e insumo. Evidentemente, esse alargamento do conceito não se aplica quando o insumo for classificável como bem do ativo permanente, Pica claro, portanto, que não é qualquer instou() utilizado no processo produtivo que se caracteriza como MP, P1 ou ME, como pretende o recorrente. Ao caso concreto: desde logo, salta aos olhos que os insumos (a) vapor a 3,5 kgf/cm2 ; (b) vapor a 15 Icsf/cm 2 , (c) energia elétrica, (d) ar de serviço, (e) ar de instrumentos, e (e) água desmineralizado não se subsumem nem mesmo no conceito lato de MP ou de Pl. No caso da energia eléti ica, aplica-se inclusive a Súmula CARE n2 19, publicada no DOU de 22/12/2009: Súmula CARF nE 19 Não integram a base de cálculo do ci édito pi esumido da Lei N. 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e eneigia elétrica uma vez que nãO são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-pi ima ou pi oduto intermediário As aquisições cio insumo hidrogênio terão melhor sorte. Esse insumo, empregado na hidrogenação (redução pelo hidrogênio, em presença de catalisadores) seletiva por contato direto na corrente de buteno-1 no reator DC-5101 e DC-5102 com os contaminantes metil acetileno e propadieno, possibilitando a especificação clo buteno-1, é consumido no processo de produção deste hidrocarboneto, sofrendo transFormação por contato direto com este produto final. Por isto deve ser considerado no cálculo do beneficio. CONCLUSÃO Pelo exposto, dou provimento parcial ao recurso para admitir a inclusão, na base de cálculo do CP-IPI do trimestre em questão, apenas os valores das aquisições de hidrogênio empregado na hidrogenação do buteno-l. Sala das Sessões, em 29 de setembro de 2010 Alexandre Kern 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Câmara CAR}-M1' Processo n9 : 13502,000819/2001-57 Interessada : COPENE MONÔMEROS ESPECIAIS S/A TERMO DE. INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § LI° do art. 63 e no § 3 9 do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n 9 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n 2 3803-000300 (lis. / Brasília - DF, em de de 2010. (assinado digitalmente) Areovaldo Mariano Tavares Chefe de Secretaria da Primeira Câmara Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em / /
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Numero do processo: 10830.000847/87-91
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Sep 21 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 303-00.404
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em acolher a preliminar de conversão do julgamento em diligência à Coordenação de Intercâmbio Comercial do Ministério da Economia,Fazenda e Planejamento, levantada de ofício pelo Conselheiro José Alves da Fonseca, vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton(suplente) Relator designado o Conselheiro José Alves da Fonseca.
Nome do relator: RONALDO LINDIMAR JOSE MARTON
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Recurso n.O Recorrente Recorrid 111.483 - Processo nº 10830/000847/87-91 IBM - INDÚSTRIA, MÁQUINAS E SERVIÇOS LTDA DRF - CAMPINAS RESOLUÇÃO Nº 303 - 0.404 • " V I 5 T O 5, relatados e discutidos os presentes autos de recurso, interposto por IBM BRASIL -I~IDÚSTRIAS, MÁQUINAS E 'SERVI ÇOS LTDA; A C O R D A M os Membros da Terceira Câmara do Te£ ceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em acolher a preliminar de conversão do julgamento em diligência à Coordena - ção de Intercâmbio Comercial do Ministério da Economia,Fazenda e Planejamento, levantada de ofício pelo Conselheiro José Alves da Fonseca, vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton(suplen te). Relator designado o Conselheiro José Alves da Foanseca. Brasília -DF, em 21 setembro de 1990 JOÃO ANDA COSTA - Presidente ".~d<-~ JOS~ ALV DA FONSECA - Relator designado -JL~ ROSA MARIA SALVI DA CARVALHEIRA - Proc. da Faz.Nac. V 1ST O EM S E S SÃO DE: 1 J M,l\R 1991 Participaram,ainda,do presente julgamento,os seguintes Conselhei - ros: v. V •• '.~~._.... PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR MILTON DE SOUZA COELHO ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA Ausentes,justificadamente, os Conselheiros: CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES ,"'.1'1 ~:,; ,'J'- , ", j •.~ '..: -j t J.' ~ , ""y: . . t -,o. ;'r A~ : ~,' 3" :;. h r.. -, 'J , : ". r -. •.• ,'-, 1-. i . : .~ ,. •• • • .-... ~, . ~-~ -' • ~ ',~ ..: -' .p ". . I~ • ;.: _:;, ~_ a' ',- ./ :: ' RESOLUÇÃO Nº RECORRENTE: RECORRIDA RELATOR designado: • • SERVICO púBlico FEDERAL ME - FAZENDA E PLANEJAMENJO, RECURSO Nº 111. 183 303 - O'. 404 IBM BRASIL - INDÚSTRIA, DRF - CAMPINAS - SP JOS~ ALVES DA FONSECA RELATÓRIO E VOTO MÁQUINAS E SERVIÇOS LTDA • A empresa em epígrafe apresentou correspondência de fls. 01 ao Delegado da Receita Federal de Campinas, -justificando antecipadamente a nio apresentaçio do anexo da GI abaixo rel'acio- nado dentro do prazo estabelecido na alínea A do Telex de Brasí - lia, BSA SRF 00134, de 13.01.85, do Sr. Secretário da Receita F~ deral, por ter-se expirado o referido prazo sem que a CACEX tenha emitido o competente anexo da GI. Atrav~s do documento de fls. 5, a empresa foi intima- da a reco,lher atrav~s de DCI, no prazo de 30 dias,a,rul~ estabele cida no inciso VII do artigo 526 do RA, aprovado pelo Decreto nº 91.030/85, pelo fato de o Anexo da GI ter sido apresentado fora do prazo legal. Em 25/04/89 foi lavrado auto de infraçio para recolhi menta de multa estabelecida pelo artigo 526, VII, do RA, que foi tempestivamente impugnado. Alega o contribuinte que o atraso na entrega do anexo referido,que deveria ter sido apresentado no prazo de 60 dias,con forme compromisso assumido, deu-se por motivos alheios à ivontade do importador. Afirma ainda que, após demoradas negociações, os anexos foram integralmente emitidos, por~m fora do prazo. A autoridade de lªinstincia mant~m a exigência,consi derando que o atraso da apresentaçio do anexo cancela automatica- mente a autorização dada pelo Telex BSA/SRF 134/83, saJvo justifi cativa aceita exepcionalmente pelo Delegado. Considerou-se,ainda, que é de responsabilidade da autuada o ,retardamento pela emissão do anexo. Em recurso tempestivo o contribuinte reitera os argu- mentos levantados na impugnaçioJ ressaltando que remeteu à CACEX, ~. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Recurso nº ';"'1H.483; Res. nº 303 - 0.404 telexesrelativamente à emissão dos anexos, sete cartas e cinco assinados ~elo Vice-Presidente da recorrente. Com o objetivo de afirmar minha convicção sobre assunto, voto no sentido de transformar o presente julgamento diligência à Coordenação de Intercâmbio Comercial do MEFP, que aquele órgão informe se a recorrente contribuiu de forma ta ou indireta :' para a ocorrência do atraso na emissão anexo que deu origem ao presente litigio. Sala das Sessões, em 21 setembro de 1990 ~\)t~.~ JOSt ALVES DA FONSECA - Relator designado o em para dire- do SERViÇO PÚBLICO FEDERAL VOTO VENCIDO Recurso 111.483 Res. 303 -0.404 °e • Conforme se verifica, a autuada confessa ter assumido o compromisso de apresentar o Anexo à Guia Genérica dentro do prazo de sessenta dias, a contar do registro da D.A. (nos termos do telex BS8/SRF 00111/A3), confessando, também, n~o ter cumprido o;prazo estipulado. O registro da D.A. ocorreu em rS~12/86 , o Anexp foi emitido em9/11/87 e entregue à autoridade aduaneira em 15/dez/67 Toda argumentaç~o da autuada é no sentido de respons~ bilizar a CACEX pelo atraso na emiss~o do referido Anexo, o que teria impossibilitado à autuada cumprir o prazo a que se obriga~. Em conseqUência, e sustentando n~o ter a infraç~o apontada caráter tributário, a recorrente pretende escudar-se na excludente de força maior, para eximir-se da responsabilidade pe- la entrega intempestiva do documento em quest~o. Todavia, mesmo que fos~em aceitos os documentos e as explicaç~es fornecidas pela autuada, a invocaç~o da excludente de força maior, caso aplicável à espécie, apenas dilataria o termo fi- nal para a entrega do documento, que deveria ser diligentemente efetivada logo ap6s suaemiss~o pela CACEX. Os autos demonstram que, já de posse do Anexo questiQ nado ( 9/nov/87 ), a recorrente, semoqualq~er justificativa e, portanto, por sua culpa, apenas em 15/d~z/87 o entr~gouà aQ toridade aduaneira, IIdenotando negligência de suao partell, confor- me a autoridade de primeira inst~ncia observou em um de seus consideranda. a diligência. 1990 MARTON - Relator vencido OLS/CF 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 13821.000115/2003-33
Data da sessão: Mon Aug 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 15/01/1998
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DIREITO À REPETIÇÃO DO
INDÉBITO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
PRESCRIÇÃO.
É de cinco anos, contados a partir da data do pagamento antecipado, o prazo para pleitear a repetição de indébito relativo a tributo sujeito ao lançamento por homologação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.566
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/01/1998 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. É de cinco anos, contados a partir da data do pagamento antecipado, o prazo para pleitear a repetição de indébito relativo a tributo sujeito ao lançamento por homologação. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-24T16:34:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-24T16:34:02Z; Last-Modified: 2010-11-24T16:34:02Z; dcterms:modified: 2010-11-24T16:34:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c6353fcc-ca06-47d9-b061-9372e0d2c44b; Last-Save-Date: 2010-11-24T16:34:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-24T16:34:02Z; meta:save-date: 2010-11-24T16:34:02Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-24T16:34:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-24T16:34:02Z; created: 2010-11-24T16:34:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-11-24T16:34:02Z; pdf:charsPerPage: 1290; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-24T16:34:02Z | Conteúdo => e Kern - Presidente e Relator S3-TE03 F1 128 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13821,000115/2003-33 Recurso n" 248.521 Voluntário Acórdão n" 3803-00.566 — 3" Turma Especial Sessão de 23 de agosto de 2010 Matéria PIS - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO Recorrente VALTENO DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/01/1998 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. É de cinco anos, contados a partir da data do pagamento antecipado, o prazo para pleitear a repetição de indébito relativo a tributo sujeito ao lançamento por homologação, Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório Trata-se de declaração de compensação, fls. 1 e 2, dos valores recolhidos a titulo de PIS, no importe de R$ 3.112,52, com débito do SIMPLES administrado pela Secretaria da Receita Federal, sob a alegação de que tais recolhimentos foram indevidos à vista da ADIn 1417-0, que declarou inconstitucional o art. 17 da Medida Provisória. n2 L212, de 28 de novembro de 1995, e reedições, e da Instrução Normativa SRF n2 6 de 19 de janeiro de 2000, que vedou a constituição de crédito tributário e determinou o cancelamento de lançamentos baseados na aplicação do disposto nessa MP, de 1995, a fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 10 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996. A DRF-Araçatuba/SP, por meio do Despacho Decisório de fls. 57 a 59, não homologou a compensação declarada porque julgou inexistente o direito creditório, sob o entendimento de que a declaração de inconstitucionalidade mencionada aludia apenas ao efeito retroativo imprimido à vigência da Contribuição para o PIS na parte final do art, 15 da MP 1.212, de 1995, e ao prazo de 90 dias após a edição da mesma. Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fis, 66 a 78, julgada improcedente pela 1" Turma da DM-Ribeirão Preto, nos termos do Acórdão ng 10.846, de 6 de março de 2006, fls. 85 a 89, cuja ementa foi lavrada nos seguintes termos: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerado;'.31/07/2003 Ementa DECLARAÇÃO DE COMPENSA çÃo HOMOLOGAÇÃO. A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio sujeito passivo, mediante entrega de declaração de compensação (Dcomp), depende da comprovação da certeza e liquidez dos indébitos fiscais utilizados por ele. Assunto; Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador. 31/12/1998, 31/01/1999, 28/02/1999 Ementa: FUNDAMENTO LEGAL. A partir de 1" de março de 1996, a contribuição para o PIS passou a ser devida de confim-miriade com a Medida Provisória 1.212, de 28 de novembro de 199.5, e suas reedições, que elegeram como base de cálculo dessa contribuição o faturamento mensal da pessoa jurídica Solicitação Indeferida Cuida-se agora de recurso (fls. 95 a 120) interposto pelo contribuinte contra a referida decisão de primeira instância, defendendo as razões a seguir resumidas. O recorrente discorre sobre o direito à compensação de indébitos tributários, para argumentar que não se aplica o lapso prescricional previsto no art. 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional - CTN, que diria respeito tão-somente ao direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente,. Segundo a recorrente, o direito à compensação independe da vontade de outrem e pode mesmo dar-se à revelia da vontade da Fazenda Pública, Aduz que a lei não exige que se trate de créditos líquidos e certos. Na continuação, digressiona sobre as modalidades de lançamento previstas no CTN, para pugnar pela aplicação da tese que ficou conhecida como "5+5" para a apuração do prazo prescricional para a compensação de tributos lançados pelo regime de homologação. O recorrente faz então um apanhado da evolução da legislação da contribuição e das polêmicas levadas ao conhecimento do poder judiciário, mencionando a Processo n" 13821 000115/2003-3.3 S3-TE03 Acórdão n "3803-00566 F I 129 declaração da inconstitucionalidade do Decreto-Lei n 2 2.445, de 29 de junho de 1988, e do Decreto-Lei n2 2.449, de 21 de julho de 1988; e a tese da semestralidade da base de cálculo. Refere-se ainda a um "acórdão anulado anteriormente" (fl. 113), para rechaçar a tese de que o termo inicial do prazo prescrieional seja a data da publicação da Resolução n 2 49 do Senado Federal, em 1995. Retoma a discussão sobre o seu direito de compensar e de seu fundamento constitucional, para concluir que o mesmo não se extinguiu pelo tempo. Pede provimento para seu recurso, para o efeito de homologação da compensação declarada, É o Relatório, Voto Conselheiro Alexandre K.ern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls.. 104 a 130 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão n° 10.845, de 6 de março de 2006, da DRJ/RPO-1 a Turma, fls. 94 a 100. O prazo para pleitear a restituição de pagamento indevido é tratado no art. 168 do CTN, que assim estabelece: Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de .5 (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos 1 e II do artigo 16.5, da data da extinção do crédito tributário, - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em Julgado a decisão .judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória, Ora, da literalidade das disposições acima transcritas infere-se que o prazo de decadência em questão é qüinqüenal e seu termo inicial é a data da extinção do crédito tributário. A polêmica incitada pela peça recursal diz respeito então ao marco temporal dessa extinção, defendido pelo recorrente como sendo o momento em que se resolve a condição referida no art. 150, § 1", acima transcrito, pela homologação do lançamento. Sendo assim, na hipótese de homologação tácita, esse marco temporal ocorreria 'no quinto ano do fato gerador correspondente ao pagamento efetuado, em consonância com o § 4" desse mesmo art. 150. Para fixar o termo inicial do prazo em questão, o art. 168 do CTN diferenciou apenas hipóteses de indébito tributário, não fazendo distinção entre extinção do crédito tributário sem condição e sob condição. Ocorre, porém, que, ao tratar da extinção do crédito tributário, o art. 156 desse mesmo Código estabeleceu, ipsis litteris: Art. 1.56. Extinguem o crédito tributário.. 3 1- o pagamento, ) VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus ff 1"e 4", ) Observe-se, pois, que o art, 156 do CTN, em seus incisos 1 e VII, caracterizou e bem diferenciou o mero pagamento, concernente aos tributos em geral, e o pagamento antecipado, intrinsecamente relacionado aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, para definir o momento em que ocorre a extinção do crédito tributário. Ora, na redação do referido inc. VII, utilizou-se do conectivo "e" para afirmar a necessidade de concorrência de duas condições para se operar a extinção do crédito tributário na hipótese de lançamento por homologação, quais sejam, o pagamento antecipado e a homologação do lançamento.. Destarte, à luz apenas dessas disposições do CTN, poder-se-ia dizer que assiste razão à recorrente relativamente à defesa do prazo decenal, contado a partir do fato gerador', para repetição de indébito sujeito ao lançamento por homologação, na hipótese em que tratar-se de homologação tácita, Entretanto, não se pode olvidar que a Lei Complementar n° 118, de 2005, estabeleceu que a extinção do crédito tributário ocorre no momento do pagamento antecipado, conforme dicção da seu art. 3", que assim dispõe: Art 3 Para eleito de inteipretação do inciso Ido art, 168 da Lei no 5,172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo ,suj"eito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o áç lo do art. 150 da referida Lei Cabe também sublinhar a cláusula de vigência desse mesmo diploma legal assim formulada no seu art. 4° que prescreve: Art. 4' Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no ar!. 106, inciso I, da Lei no 5,172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional. Ora, o art, 106, inc. 1, do CTN trata exatamente da aplicação retroativa de lei, com a seguinte dicção: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito' - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à inlíaçâo dos dispositivos inteipretados; ) Quanto a eventuais aduções de ilegalidade da Lei Complementar n" 118, de 2005, não cabe ao órgão julgador administrativo exercer o controle de constitucionalidade das leis, que é atividade exclusiva do Poder Judiciário, devendo o Poder Executivo, em face da estrita vinculação legal de sua atividade, aplicar as leis vigentes enquanto não afastadas do ordenamento jurídico pelo Poder competente. 4 Por todo o exposto, voto por que se negue provimento ao recurso. ndre Kern Processo n" 13821.000115/2003-33 S3-T E03 Acórdão n " 3803-00.566 Fl 130 No caso concreto, tratando-se de pedido protocolado em 20/08/2003, o direito em questão já havia prescrito, relativamente aos pagamentos indevidos ou a maior efetuados antes de 20/08/1998, o que alcança o pagamento efetuado em 15/01/1998. Nada obstante, em que pesem as digressões entabuladas na peça recursal, quedou controvertida, exclusivamente, a matéria atinente à prescrição do direito de pleitear restituição. O recorrente silenciou quanto à materialidade de seu direito creditório, refutado expressamente pela decisão de piso, fls. 99 e 100, motivo pelo qual tenho a questão como definitivamente julgada,. Com efeito, a decisão a quo, fl. 89, defendeu o entendimento de que, no julgamento da ADIn n2 14170, o STF declarou a inconstitucionalidade apenas da retroação dos efeitos da MP n2 1.212, de 1995, em face da ofensa do principio da inetroatividade das leis e de que, ao contrário do entendimento do requerente, ora recorrente, nos meses de competência de março de 1996, em diante, a contribuição para o PIS era devida nos termos da MP n" 1112, de 1995, e suas reedições, posteriormente, convertidas na Lei n°9.715, de 1998, posteriormente alterada pela Lei n" 9.718, de 1998. Dessa forma, a contribuição apurada e recolhida por ele, nos termos destes diplomas legais, era devida e não constitui indébito tributário. Contra esse entendimento, o recorrente não se insurgiu. CONCLUSÃO 5
score : 1.0
Numero do processo: 10830.901795/2006-50
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002
CREDITAMENTO. FORNECEDOR OPTANTE PELO SIMPLES.
Existe vedação legal à transferência de créditos ao IPI relativamente aos valores recolhidos pelas empresas fornecedoras optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos - Simples.
ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA.
Há determinação legislativa para a exigência de juros de mora em relação a tributo não pago no prazo legal.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002
APRECIAÇÃO DE ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE NA
ESFERA ADMINISTRATIVA.
Não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei. Não configurada nenhuma das exceções previstas na legislação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.615
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 CREDITAMENTO. FORNECEDOR OPTANTE PELO SIMPLES. Existe vedação legal à transferência de créditos ao IPI relativamente aos valores recolhidos pelas empresas fornecedoras optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos - Simples. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. Há determinação legislativa para a exigência de juros de mora em relação a tributo não pago no prazo legal. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 APRECIAÇÃO DE ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE NA ESFERA ADMINISTRATIVA. Não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei. Não configurada nenhuma das exceções previstas na legislação. Recurso Voluntário Negado.
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S3-TE03 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10830,901795/2006-50 Recurso n" Voluntário Acórdão n" 3803-00.615 — 3" Turma Especial Sessão de 24 de agosto de 2010 Matéria IPI - RESSARCIMENTO Recorrente CLOROETIL SOLVENTES ACÉTICOS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 CREDITAMENTO. FORNECEDOR OPTANTE PELO SIMPLES. Existe vedação legal à transferência de créditos ao IPI relativamente aos valores recolhidos pelas empresas fornecedoras optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos - Simples, ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. Há determinação legislativa para a exigência de juros de mora em relação a tributo não pago no prazo legal, ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 APRECIAÇÃO DE ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE NA ESFERA ADMINISTRATIVA. Não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei. Não configurada nenhuma das exceções previstas na legislação. Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado, TyrY Hélcio Lafetá Reis - Relator. EDITADO EM: 21/09/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Daniel Maurício Fedato e Rangel PeITUCCi Fiorin Relatório Em 15 de setembro de 2003, o contribuinte transmitiu à Receita Federal Pedidos de Ressarcimento ou Restituição e Declarações de Compensação relativos a créditos decorrentes de Ressarcimento de IPI (fls. 1 a 59), que foram parcialmente homologados, tendo havido glosa de créditos relativos a aquisições de insumos de pessoa jurídica optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microernpresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples (fls. 60 a 68). Não concordando com o teor do despacho decisório, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls.. 69 a 89) e requereu o reconhecimento da validade do crédito glosado e a procedência da homologação da totalidade da compensação, alegando, em síntese, o seguinte: a) o pedido de ressarcimento e de compensação se referiria a crédito acumulado de IPI; b) o entendimento esposado no despacho decisório feriria a Constituição Federal, tendo em vista que a matéria relativa a creditamento somente poderia ser veiculada por meio de lei complementar; c) a Constituição Federal não criou nenhuma restrição à não-cumulatividade do IPI, de forma que sua aplicação deveria se dar de forma ampla e irrestrita; d) indevida aplicação da taxa Selic sobre o débito remanescente. A DRJ Ribeirão Preto/SP indeferiu a solicitação (fls. 91 a 93), considerando que inexistiria autorização legal para o creditamento de IPI em relação às aquisições de empresas comerciais varejistas não equiparadas a industrial e estabelecimentos optantes pelo Simples, bem como pela impossibilidade de a autoridade administrativa se manifestar acerca de inconstitucionalidade de lei, inclusive em relação à aplicação da taxa Selic Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 101 a 119) e reitera seu pedido, repisando os mesmos argumentos e solictando que se reconhecesse ao menos o crédito correspondente a 0,5% sobre as aquisições glosadas, crédito esse que corresponderia à parcela do IPI inclusa nos valores efetivamente pagos pelo fornecedor a título de recolhimento pelo Simples. É o relatório. () 2 Processo n° 10830 901795/2006-50 Acórdão n " 3803-00.615 83-TE03 Fl. 2 Voto Conselheiro Melei° Lafetá Reis, Relator O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele torno conhecimento. De início, registre-se que não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei, nos termos contidos no art. 26-A e parágrafo único do Decreto n° 70.235/1972 (PAF), com redação dada pela Lei IV 11,941/2009, bem corno no art. 62 e parágrafo único do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. O presente caso não se subsume em nenhuma das exceções que autorizam o afastamento da aplicação de lei, tratado internacional ou decreto por parte dos julgadores administrativos, exceções essas previstas nos atos normativos identificados no parágrafo anterior e assim definidas: — norma que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II — norma que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei ri° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar 11'7.3, de 10 de fevereiro de 1993; ou c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar IV 73, de 10 de fevereiro de 1993, 1. IPI. Não-eumulatividade Creditamente. Optantes pelo Simples. Como bem destacou o relator a quo, a sistemática da não-cumulatividade do IPI, prevista pela Constituição Federal, tem seu disciplinamento na legislação tributária, inclusive no Código Tributário Nacional (CTN), no sentido de autorizar aos contribuintes o creditamento do imposto pago nas etapas anteriores do processo produtivo, abarcando alguns casos relativos a incentivos fiscais, dentre os quais não se inclui a possibilidade de aproveitamento de créditos em relação a aquisições de fornecedores optantes pelo Simples, A Lei n" 9.317/1996, art. 5', § 5 0, veda, expressamente, a transferência de créditos ao IPI relativa aos valores pagos pelas empresas optantes pela sistemática simplificada de pagamentos de tributos. A pessoa jurídica optante pelo Simples desfruta de tratamento especial, - . . . mexistmdo a incidência do IPI em sua real conformação quando da saída de produtos do•-,--, estabelecimento. Logo, inexistindo o imposto na aquisição de produtos de empresas 1,.antes — ) (": 3 t 3 o que se torna ainda mais evidente por não haver destaque do imposto na nota fiscal não há que se falar em creditamento na sistemática da não-cumulatividade. O Tribunal Regional Federal da 1" Região já decidiu nesse sentido, conforme se depreende da ementa a seguir transcrita: AR 0008576-75,2004,4,01,0000/MG, AÇÃO RESCISORIA 02/08/2010 e-DJFI p11 - 21/07/2010 PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO, AÇÃO RESCISÓRIA. PRELIMINARES AFASTADAS IPI CREDITAMENTO PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDA.DE. MATÉRIA-PRIMA E INSUMO ISENTOS OU SUJEITOS À ALIO UOTA ZERO PRODUTO FINAL ONERÁVEL. OPERAÇÕES REALIZADAS COM EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES IMPOSSIBILIDADE, PEDIDO RESCISÓRIO IMPROCEDENTE-, 3, Inviável a pretensão da autora de crédito do IPI sobre operações realizadas com empresas optantes pelo Simples, em razão do impedimento previsto no art. 5", § 5", da Lei ti 9,317/96 e art. 149 do Decreto 2.637/98. Mais ainda, a adesão ao referido beneficio fiscal obriga a empresa optante a recolher o imposto mensalmente em conjunto com demais impostos e contribuições-, Precedentes do STJ e deste Tribunal Quanto ao pedido do Recorrente de se acatar, pelo menos, o crédito correspondente ao percentual de 0,5% incluso na parcela paga pelo fornecedor optante, esclareça-se que inexiste autorização legislativa nesse sentido que excepcione a regra acima refèrerenciada. Por fim, saliente-se que a restrição prevista no art. 146, III, "b", da Constituição Federal, quanto à delimitação das matérias sujeitas ao disciplinamento por lei complementarar, que o termo "crédito" ali versado se refere ao "crédito tributário", muito bem trabalhado no Titulo III do Código Tributário Nacional (CTN), não guardando similitude com o creditamento do montante pago nas operações anteriores na apuração do saldo a recolher no regime da não-cumulatividade, Dessa fbnna, por falta de autorização legal, não se acata o pedido do Recorrente de reforma da decisão a quo denegativa de seu pleito, II. Acréscimos legais. Juros de mora. Quanto aos juros de mora a serem exigidos juntamente com os tributos não pagos no vencimento, o CTN assim dispõe: Art 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual . fOr o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária, § I" Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. s 4 Processo n" 10830.901795/2006-50 S3-1E03 Acórdão n " 3803-00615 El 3 Constata-se que a fixação dos juros em 1% ao mês nos termos acima transcritos somente se aplica se a lei não dispuser de modo diverso. A Lei n° 9,06511995 lixa os juros a serem aplicados no caso de pagamento extemporâneo de qualquer tributo da competência da União nos seguintes termos: Art. 13.A partir de 1" de abril de 199.5, os juros de que tratam a alínea c do parágrafb único do art. 14 da Lei 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6" da Lei n" 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei n" 8.981, de 1995, o art. 84, inciso 1, e o art. 91, parágrafo única, alínea a.2, da Lei n" 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensahnente.(grifei) O art. 84, inciso 1, da Lei if 8.981/1995, acima referenciado, trata dos juros a serem acrescidos aos tributos e contribuições sociais arrecadados pela Secretaria da Receita Federal não pagos nos prazos previstos na legislação tributária, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 1° de janeiro de 1995. Também a Lei n° 9.4.30/1996 prevê a exigência de juros de mora da seguinte forma: Ari. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1" de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. ) 3" Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3" do art. 5", a partir do primeiro dia do mês- subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei n" 9.716, de 1998)_ Referida matéria, inclusive, já se encontra sumulada neste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ia verbis: Súmula CARF n° 4 A partir . de 1" de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal da Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SEL1C para títulos fèderais Portanto, constata-se inexistir autorização legislativa para a dispensa dos juros de mora em relação aos tributos não pagos no prazo legal.. n)a. III. Conclusão. 5 Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, por haver proibição legal ao creditamento, no âmbito do regime da não-eumulatividade, relativo a produtos e insumos adquiridos de fornecedores optantes pelo Simples, bem como inexistir autorização legislativa que dispense a exigência de juros de mora nos pagamentos fora do prazo. d'S -á- - 1-Meio Lafetá ennin vntnÉ como voto. 6
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Numero do processo: 10935.003429/2004-01
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002, 2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E ERRO MATERIAL.
Cabem embargos de declaração quando verificado, no acórdão hostilizado, a existência de omissão, embora sem alteração no resultado do julgamento, bem como para corrigir inexatidão material devida a lapso manifesto.
LIVRO CAIXA. DESPESAS COM COMBUSTÍVEIS.
As despesas com combustíveis somente são dedutíveis no livro caixa no caso de trabalho não assalariado desempenhado por representante comercial autônomo.
Embargos Acolhidos em Parte, sem Efeitos Infringentes
Numero da decisão: 2801-003.093
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer parcialmente dos embargos para esclarecer que as despesas com combustíveis somente são dedutíveis no caso de trabalho não assalariado desempenhado por representante comercial autônomo e para reconhecer que a expressão "Referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente" foi inserida no voto vencedor por mero equívoco (erro material) do Relator, haja vista que a negativa de provimento ao recurso foi motivada em cláusula do contrato celebrado entre o Embargante e a empresa contratante.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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OMISSÃO E ERRO MATERIAL. Cabem embargos de declaração quando verificado, no acórdão hostilizado, a existência de omissão, embora sem alteração no resultado do julgamento, bem como para corrigir inexatidão material devida a lapso manifesto. LIVROCAIXA. DESPESAS COM COMBUSTÍVEIS. As despesas com combustíveis somente são dedutíveis no livrocaixa no caso de trabalho não assalariado desempenhado por representante comercial autônomo. Embargos Acolhidos em Parte, sem Efeitos Infringentes Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer parcialmente dos embargos para esclarecer que as despesas com combustíveis somente são dedutíveis no caso de trabalho não assalariado desempenhado por representante comercial autônomo e para reconhecer que a expressão "Referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente" foi inserida no voto vencedor por mero equívoco (erro material) do Relator, haja vista que a negativa de provimento ao recurso foi motivada em cláusula do contrato celebrado entre o Embargante e a empresa contratante. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 00 34 29 /2 00 4- 01 Fl. 1270DF CARF MF Documento de 7 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10468.MO1A. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10935.003429/200401 Acórdão n.º 2801003.093 S2TE01 Fl. 639 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar. Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fls. 1.258/1.263 deste processo digital) opostos em face do Acórdão nº 380400.007 (fls. 1.246/1.250) que negou provimento, por unanimidade de votos, ao recurso interposto pelo Recorrente. Em suas razões o Embargante aponta, no acórdão hostilizado, os seguintes vícios: CONTRADIÇÃO DO JULGADO Alega que demonstrou que as despesas glosadas eram imprescindíveis para a obtenção da receita e cita precedentes deste Conselho no sentido de que basta a demonstração da respectiva necessidade e efetividade para que seja reconhecida a dedutibilidade de despesas. Aduz que o acórdão embargado declarou que “referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente”, o que, a teor do art. 6º, caput e inciso II, da Lei nº 8.134/1990, já ensejaria, por si só, a dedutibilidade das despesas. Se o acórdão recorrido reconheceu que "referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente”, era imperioso o provimento do recurso, a teor da remansosa jurisprudência do CARF. Do contrário, deveria ser expressamente justificado porque não foi contemplada a interpretação do art. 6º, caput e inciso II, da Lei nº 8.134/1990, de longa data assentada neste Tribunal Administrativo. Assim, o acórdão recorrido padece de contradição entre seus fundamentos e o dispositivo decisório, pois, ao mesmo tempo em que reconhece e declara que a despesa é decorrente da atividade do Recorrente (art. 6°, inciso II, da Lei n° 8.134/90), nega provimento ao Recurso Voluntário sem apresentar qualquer justificativa para a divergência instaurada com a interpretação do dispositivo legal firmada no âmbito deste Conselho. OMISSÕES Os nobres julgadores não apreciaram os pedidos específicos referentes ao: a) item III do Recurso Voluntário p. 32 da petição: despesas com veículo no período de Outubro de 2001 a Agosto de 2002; b) item IV do Recurso Voluntário p. 33 da petição: identificação do comprador despesas usuais e inerentes à atividade do contribuinte dedutibilidade; c) item V do Recurso Voluntário p. 36 da petição: glosa das despesas com hospedagem nos valores de R$ 430,20; R$ 387,70 e R$ 507,00. Os pedidos retro são independentes e deveriam ter sido apreciados explicitamente pelo acórdão recorrido, pena de nulidade por omissão. Fl. 1271DF CARF MF Documento de 7 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10468.MO1A. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10935.003429/200401 Acórdão n.º 2801003.093 S2TE01 Fl. 640 3 OBSCURIDADE O Relator afirmou que: a) do “acordo de distribuição celebrado entre o Recorrente e a empresa a qual presta serviços, constandose que o Recorrente na verdade, é um distribuidor individual"; e b) "não há obrigatoriedade do fornecimento de materiais didáticos, alimentação, hospedagem, e uso de equipamentos e instalações de ponta". Das passagens retro transcritas o Embargante não conseguiu discernir se os nobres julgadores estimam que suas receitas decorrem, exclusivamente, das comissões recebidas pelas vendas que ele mesmo realizou ou se reconhecem a percepção dos royalties nos moldes explicitados nos fundamentos do recurso. Uma vez que se reconheça a existência de receitas decorrentes do recebimento dos royalties que são recebidos em razão das vendas efetuadas pelas pessoas que foram treinadas pelo Embargante é temerário e desarrazoado afirmar que as despesas glosadas não são necessárias à percepção da renda tão somente em razão de que o contrato não prevê a obrigatoriedade do pagamento de todas aquelas despesas às equipes em treinamento. PEDIDOS Requer, ao final, o conhecimento e o provimento dos presentes Embargos de Declaração, atribuindoselhes, excepcionalmente, o caráter infringente para sanar a contradição existente entre os fundamentos do julgado que reconhecem que as despesas são decorrentes da atividade do Embargante e a conclusão do dispositivo, dandose provimento ao Recurso Voluntário por força da interpretação fixada por este Conselho ao art. 6°, inciso II, da Lei nº 8.134/1990. Pleiteia, outrossim, sejam enfrentados os pontos omissos apontados. Solicita, por fim, que sejam esclarecidas as questões trazidas ao conhecimento deste Colegiado sob a ótica do principio da verdade real e da razoabilidade, atentandose para o fato de que parcelas das receitas recebidas decorrem dos royalties auferidos pelo trabalho das pessoas formadas pelo Embargante e que, para auferir essas receitas, as despesas glosadas são absolutamente necessárias e pertinentes à atividade, não sendo lícito tratar o Embargante como mero "distribuidor individual". Os embargos foram parcialmente acolhidos por intermédio do despacho de fls. 1.265/1.269. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos Almeida, Relator Os embargos são tempestivos e vieram subscritos por procurador regularmente constituído nos autos (fl. 711). Fl. 1272DF CARF MF Documento de 7 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10468.MO1A. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10935.003429/200401 Acórdão n.º 2801003.093 S2TE01 Fl. 641 4 CONTRADIÇÃO Afirma o Embargante que o acórdão recorrido padece de contradição entre seus fundamentos e o dispositivo decisório, pois, ao mesmo tempo em que reconheceu e declarou que "referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente”, negou provimento ao Recurso Voluntário sem apresentar qualquer justificativa para a divergência instaurada entre o que foi reconhecido pelo Relator e a interpretação do art. 6º, inciso II, da Lei nº 8.134/1990, firmada no âmbito deste Conselho. Sem razão o Embargante. É que, não obstante constar do corpo da decisão recorrida que "referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente”, a motivação para a negativa de provimento ao recurso está inserida, de forma cristalina, no voto do Relator do acórdão embargado, a ver: Desprendese ainda do contrato entre o Recorrente e a empresa Herbalife, que o encargo que o recorrente teria seria o "treinamento básico", não havendo obrigatoriedade do fornecimento de materiais didáticos, alimentação, hospedagem, e uso de equipamentos e instalações de ponta. Portanto as despesas glosadas, o qual o Recorrente insurge como telefone, contador, materiais de expediente, material publicitário, folhetos, etc., não podem ser classificadas como custos necessários, de caráter essencial, incorreto tornase a classificação de tais como despesas de custeio passível de dedução. Referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente. Por todo o exposto, NEGO provimento ao recurso, mantendose a decisão da DRJ. A leitura do exceto transcrito revela que não existe contradição entre a fundamentação e o dispositivo do acórdão recorrido, mas mero equívoco do Relator (erro material) ao mencionar, antes da parte dispositiva, que “Referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente”, haja vista que a negativa de provimento foi motivada em cláusula contratual que previa o “treinamento básico”, o que, na visão do Relator, tornaria desnecessário o fornecimento de determinados bens e serviços às pessoas treinadas. Por outro lado, oportuno observar que a divergência entre o entendimento exarado no acórdão recorrido e a interpretação firmada em outros julgados proferidos no âmbito deste Conselho, em relação à norma inserta no art. 6º, inciso III, da Lei nº 8.134/1990 (e não inciso II, como apontado pelo Embargante), não é servil à interposição dos embargos declaratórios, senão apenas ao recurso especial previsto no art. 67 do Regimento Interno do CARF. Neste tópico, portanto, sou pelo conhecimento dos embargos apenas para reconhecer que a expressão “Referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente” foi inseria no voto vencedor por mero equívoco (erro material) do Relator, haja vista que a negativa de provimento ao recurso foi motivada em cláusula do contrato celebrado entre o Embargante e a empresa Herbalife. OMISSÕES Fl. 1273DF CARF MF Documento de 7 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10468.MO1A. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10935.003429/200401 Acórdão n.º 2801003.093 S2TE01 Fl. 642 5 Aponta o Interessado, no acórdão embargado, omissões em relação a despesas de combustíveis e de hospedagem (itens III, IV e V do recurso voluntário, às fls. 32/36 deste processo digital). No concernente às despesas de hospedagem, o acórdão recorrido é expresso ao refutálas como custos necessários à atividade do Embargante, de forma de não há omissão a ser suprida neste ponto. Confira: Desprendese ainda do contrato entre o Recorrente e a empresa Herbalife, que o encargo que o recorrente teria seria o "treinamento básico", não havendo obrigatoriedade do fornecimento de materiais didáticos, alimentação, hospedagem, e uso de equipamentos e instalações de ponta. Portanto as despesas glosadas, o qual o Recorrente insurge como telefone, contador, materiais de expediente, material publicitário, folhetos, etc., não podem ser classificadas como custos necessários, de caráter essencial, incorreto tornase a classificação de tais como despesas de custeio passível de dedução. Em relação às despesas com combustíveis (itens III e IV do recurso voluntário), no entanto, não há qualquer menção no acórdão recorrido. Foram glosadas despesas com combustível no valor de R$ 192,00, período de 15/10/2001 a 23/10/2001, no valor de R$ 1.536,76, período de 26/10/2001 a 23/12/2001, e R$ 4.157,42, período de 02/01/2002 a 19/08/2002. A dedução de despesas da receita auferida por trabalhador não assalariado está regulada no artigo 6° da Lei nº 8.134/1990, cuja redação, na parte que interessa, é a seguinte: Art. 6° O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho não assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do exercício da respectiva atividade: (...) III as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. § 1° O disposto neste artigo não se aplica: (...) b) a despesas de locomoção e transporte, salvo no caso de representante comercial autônomo.(Redação dada pela Lei nº 9.250, de 1995) Depreendese, da leitura do trecho em destaque, que as despesas de transporte somente são dedutíveis da receita auferida por representante comercial autônomo. O Acordo firmado entre a empresa Herbalife e o “Distribuidor” (nome atribuído ao Embargante no “Acordo de Distribuição”, à fl. 717) estabelece, em seu item 2, Fl. 1274DF CARF MF Documento de 7 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10468.MO1A. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10935.003429/200401 Acórdão n.º 2801003.093 S2TE01 Fl. 643 6 que: “O Distribuidor é um contratante independente (para todos os fins, inclusive fiscais e outros), e não é empregado, representante legal ou agente da Herbalife ou de qualquer outro Distribuidor da Herbalife”. A correspondência enviada pela Herbalife à Delegacia da Receita Federal em Cascavel, acostada aos autos em fls. 1.086/1.087, afirma, com todas as letras, que “Tal relação não qualifica, em nenhuma hipótese, contrato de trabalho (vinculo empregatício) ou mesmo de representação”. Verificase, assim, que o Embargante não revestia a qualidade de representante comercial autônomo em sua relação profissional com a empresa Herbalife, sendo incabível, por conseguinte, a dedução de despesas com combustíveis das receitas por ele auferidas, em face do disposto na alínea “b” do parágrafo 1º do art. 6º da Lei nº 8.134/1990. Neste tópico, portanto, sou pelo conhecimento dos embargos apenas para explicitar que as despesas com combustíveis somente são dedutíveis no caso de trabalho não assalariado desempenhado por representante comercial autônomo, que não é o caso do Embargante. OBSCURIDADE O Embargante requereu fosse explicitado se os nobres julgadores consideraram a receita decorrente do recebimento dos royalties ou estimaram que os seus ganhos limitaramse às comissões decorrentes das vendas realizadas por ele próprio. Segundo a sua tese, caso se reconheça a existência de receitas decorrentes dos royalties (receitas das vendas efetuadas pelas pessoas por ele treinadas), seria temerário e desarrazoado afirmar que as despesas glosadas não são necessárias à percepção da renda somente porque o contrato não prevê a obrigatoriedade do pagamento de todas aquelas despesas às equipes em treinamento. Como se percebe, pretende o Embargante rediscutir, por via transversa, o mérito da causa, o que não se admite nos embargos declaratórios. É notório que a insurgência consubstancia mero inconformismo em face da decisão que lhe foi contrária e cuja motivação se deu, na visão dos julgadores da instância recursal, porque o Interessado estava obrigado a fornecer apenas treinamento básico às pessoas por ele treinadas, o que não viabilizaria a dedução de despesas relacionadas a fornecimento de materiais didáticos, alimentação, hospedagem e uso de equipamentos e instalações de ponta (fl. 1250 deste processo digital). Por este motivo, os embargos não foram conhecidos, nesta parte, pelo despacho de fls. 1.265/1.269. CONCLUSÃO Face ao exposto, voto no sentido de conhecer parcialmente dos embargos para esclarecer que as despesas com combustíveis somente são dedutíveis no caso de trabalho não assalariado desempenhado por representante comercial autônomo e para reconhecer que a expressão “Referidos custos são decorrentes da atividade do Recorrente” foi inseria no voto vencedor por mero equívoco (erro material) do Relator, haja vista que a negativa de provimento ao recurso foi motivada em cláusula do contrato celebrado entre o Embargante e a empresa contratante. Fl. 1275DF CARF MF Documento de 7 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10468.MO1A. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10935.003429/200401 Acórdão n.º 2801003.093 S2TE01 Fl. 644 7 Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos Almeida Fl. 1276DF CARF MF Documento de 7 página(s) confirmado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.10468.MO1A. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento juntado ao processo decorrente de ato do servidor habilitado e reconhecido via certificado digital. Corresponde à fé pública do servidor. Histórico de ações sobre o documento: Documento assinado digitalmente por: TANIA MARA PASCHOALIN em 25/06/2013 e MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA em 25/06/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.10468.MO1A Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: BDCF03F8DB478774C21CD221ECF57BFA066BA9BC Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10935.003429/2004-01. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10814.004251/87-77
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 303-00.407
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do processo em diligência à CIC, nos termos do voto do relator. outubro de 1990
Nome do relator: JOSE ALVES DA FONSECA
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Numero do processo: 10768.006271/2008-16
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL RETIFICADORA. SUBSTITUIÇÃO AUTOMÁTICA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL ORIGINAL.
O contribuinte obrigado à apresentação da Declaração de Ajuste Anual pode retificar a declaração anteriormente entregue mediante apresentação de nova declaração, independentemente de autorização pela autoridade administrativa e essa declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente para todos os efeitos.
MOLÉSTIA GRAVE. TERMO INICIAL DA ISENÇÃO.
Somente estão acobertados pela isenção concedida aos portadores de moléstia grave os rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma percebidos a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.658
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL RETIFICADORA. SUBSTITUIÇÃO AUTOMÁTICA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL ORIGINAL. O contribuinte obrigado à apresentação da Declaração de Ajuste Anual pode retificar a declaração anteriormente entregue mediante apresentação de nova declaração, independentemente de autorização pela autoridade administrativa e essa declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente para todos os efeitos. MOLÉSTIA GRAVE. TERMO INICIAL DA ISENÇÃO. Somente estão acobertados pela isenção concedida aos portadores de moléstia grave os rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma percebidos a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. Recurso Voluntário Negado.
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SUBSTITUIÇÃO AUTOMÁTICA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL ORIGINAL. O contribuinte obrigado à apresentação da Declaração de Ajuste Anual pode retificar a declaração anteriormente entregue mediante apresentação de nova declaração, independentemente de autorização pela autoridade administrativa e essa declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente para todos os efeitos. MOLÉSTIA GRAVE. TERMO INICIAL DA ISENÇÃO. Somente estão acobertados pela isenção concedida aos portadores de moléstia grave os rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma percebidos a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Fl. 216DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10768.006271/200816 Acórdão n.º 2801002.658 S2TE01 Fl. 217 2 Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento às fls. 03/05, referente ao IRPF Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, exercício 2005, anocalendário 2004, para exigência de crédito tributário no montante de R$ 4.479,26, incluídos a multa de ofício e os juros de mora, estes calculados até 29/08/2008. O lançamento decorreu da revisão de oficio da Declaração de Ajuste Anual retificadora apresentada pelo contribuinte ao fisco, em que foi apurada omissão de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, sujeitos à tabela progressiva, no valor total de R$ 68.640,86. Segundo a descrição dos fatos, os rendimentos recebidos no período de janeiro a novembro de 2004 foram indevidamente declarados como isentos do imposto de renda (isenção/portadores de moléstia grave), vez que o contribuinte somente comprovou fazer jus à isenção a partir do mês de dezembro de 2004. Cientificado do lançamento, o interessado apresentou impugnação afirmando ser portador de doença grave, colacionando aos autos a documentação que embasou o lançamento. Após o exame do litígio, a Segunda Turma de Julgamento da DRJ/Rio de Janeiro II/RJ decidiu, por unanimidade de votos, considerar improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão DRJ/RJ2 nº 1334.116, de 08/04/2011, às fls. 78/79, mantendo a exigência do crédito tributário lançado. Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 13/06/2011, nos termos do AR – Aviso de Recebimento à fl. 82, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, em 11/07/2011, alegando que: “(...) durante o ato de retificar as declarações, equivocouse o requerente no preenchimento, deixando de completar campos específicos do formulário, fato que redundou na lavratura de auto de infração que, inobstante à defesa apresentada, gera intimação para pagamento de quantia determinada. Em resumo, achase o requerente obrigado a recolher imposto para o qual possui isenção legal em razão de haver se equivocado quando da retificação de sua declaração, condição que é absolutamente diversa de lançarse cobrança em desfavor de quem efetivamente deixou de recolher imposto devido ou, ainda, que tenha lançado declaração tida fraudulenta. No caso presente, o débito fiscal é originado de erro cometido por absoluta falta de conhecimento, o que, salvo engano, pode ser sanado com a revalidação da declaração original, abrindo se ao requerente a possibilidade, em procedimento próprio, de comprovar sua condição de isento. Fl. 217DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10768.006271/200816 Acórdão n.º 2801002.658 S2TE01 Fl. 218 3 Aliás, tal medida poderia ter sido perfeitamente adotada pelo ilustre auditor que conduziu o procedimento administrativo, por força do disposto no artigo 18, caput e § 3° da Resolução 70.235/72, que possibilita à autoridade julgadora a realização de diligências no curso daquele, em especial quando existirem "incorreções, omissões ou inexatidões de que resultem agravamento da exigência inicial". E quando afirmamos existir tal possibilidade, o fazemos porque houve de fato agravamento da exigência inicial, uma vez que por haver o requerente deixado “em branco” campo para lançamento do IR retido na fonte, foi desdobrado o presente procedimento em outro, que se ocupa de exigir a devolução de restituição tida indevidamente recebida, tudo em referência ao Exercício 2005, já se encontrando este nos registros de dívida ativa inscrição 70 1 09 02560374 – Processo 10735.602489/200964. (...) requerer, por medida de direito, a revalidação da declaração original referente ao Ano 2004/Exercício 2005, anulandose a retificadora apresentada e, por via de consequência, o imposto lançado em desfavor do requerente.” É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. Passase, portanto, ao mérito da questão. A não tributação dos proventos de aposentadoria recebidos por portador de moléstia grave encontrase expresso no art. 6°, inciso XIV, da Lei n° 7.713/88 e alterações posteriores, e regulamentado pelo art. 39, inciso XXXIII, do Decreto n° 3.000/99, onde estão definidos critérios a serem devidamente observados para o reconhecimento da isenção. Diante desse regramento, inferese que, existindo laudo médico emitido na forma especificada na lei, comprovando que, antes ou após a concessão da aposentadoria, o contribuinte contraiu uma das doenças citadas na legislação, a ele cabe o direito à isenção do imposto de renda sobre tais proventos a partir do mês da emissão do laudo ou da data em que a doença foi contraída, quando devidamente identificada no laudo. Conforme assevera o próprio interessado, o laudo médico pericial colacionado aos autos atesta que o início da doença se deu em dezembro de 2004. Deste modo, a isenção a qual o recorrente tem direito somente engloba os proventos de aposentadoria ou reforma percebidos após o reconhecimento da moléstia. Portanto, correta a exigência fiscal formulada no presente processo. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10768.006271/200816 Acórdão n.º 2801002.658 S2TE01 Fl. 219 4 Quanto ao pleito do recorrente no sentido de que seja revalidada a declaração de ajuste anual original entregue para este Exercício (2005), anulandose a declaração retificadora apresentada, cabe destacar que esta declaração retificadora possui a mesma natureza da original anteriormente encaminhada, substituindoa integralmente, inclusive para efeitos de revisão por parte do Fisco, como ocorreu no caso concreto. Assim, agiu com acerto o agente autuante ao efetuar o lançamento a partir dos dados contidos na declaração retificadora entregue pelo contribuinte. Diante do exposto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 219DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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