Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10970.720096/2012-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Oct 07 00:00:00 UTC 2021
Numero da decisão: 3302-001.862
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Denise Madalena Green - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Lima Abud, Walker Araujo, Larissa Nunes Girard, Jose Renato Pereira de Deus, Paulo Regis Venter (suplente convocado(a)), Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Vinicius Guimaraes, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Paulo Regis Venter.
Nome do relator: DENISE MADALENA GREEN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202108
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 07 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10970.720096/2012-54
anomes_publicacao_s : 202110
conteudo_id_s : 6494599
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 07 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3302-001.862
nome_arquivo_s : Decisao_10970720096201254.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : DENISE MADALENA GREEN
nome_arquivo_pdf_s : 10970720096201254_6494599.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Denise Madalena Green - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Lima Abud, Walker Araujo, Larissa Nunes Girard, Jose Renato Pereira de Deus, Paulo Regis Venter (suplente convocado(a)), Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Vinicius Guimaraes, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Paulo Regis Venter.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2021
id : 9009015
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:40:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565700124672
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-30T19:02:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-30T19:02:02Z; Last-Modified: 2021-09-30T19:02:02Z; dcterms:modified: 2021-09-30T19:02:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-30T19:02:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-30T19:02:02Z; meta:save-date: 2021-09-30T19:02:02Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-30T19:02:02Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-30T19:02:02Z; created: 2021-09-30T19:02:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2021-09-30T19:02:02Z; pdf:charsPerPage: 2155; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-30T19:02:02Z | Conteúdo => 0 S3-C 3T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10970.720096/2012-54 Recurso Voluntário Resolução nº 3302-001.862 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de agosto de 2021 Assunto DILIGÊNCIA Recorrente UNIAO-COMERCIO IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Denise Madalena Green - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Lima Abud, Walker Araujo, Larissa Nunes Girard, Jose Renato Pereira de Deus, Paulo Regis Venter (suplente convocado(a)), Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Vinicius Guimaraes, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Paulo Regis Venter. Relatório Contra a interessada foram lavrados autos de infração de Cofins no valor total de R$ 6.214.835,62 (fls. 03/11) e de PIS/Pasep no valor total de R$ 1.349.273,42 (fls. 11/20), relativos ao período de abril/2007 a dezembro/2007. No Termo de Verificação Fiscal de fls. 21/37, restou consignando que foram apuradas infrações de glosa de créditos sobre despesas de fretes em operações de vendas e omissão de receitas por bonificações recebidas, além de redução do saldo de créditos a descontar em razão de lançamentos promovidos nos Autos de Infração de nº 10970.000.981/201051, 10970.720.021/201192, 10970.720.069/201109, 10970.720.173/201195 e 10970.720.025/2012 51. A empresa apresenta impugnação de Cofins às fls. 761/815 e de PIS às fls. 672/726, nas quais alega, em síntese: a) REUNIÃO DE PROCESSOS CONEXÃO; b) NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO OU FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO – CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 70 .7 20 09 6/ 20 12 -5 4 Fl. 1014DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3302-001.862 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10970.720096/2012-54 c) A NATUREZA MISTA DAS OPERAÇÕES E ATIVIDADES EXERCIDAS PELA IMPUGNANTE (ATACADISTA – DISTRIBUIDORA) – REVENDA E SERVIÇOS DE TRANSPORTE, LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO; d) ILEGALIDADE DA GLOSA DE CRÉDITOS RELATIVOS AS DESPESAS COM COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES; e) DA SUPOSTA OMISSÃO DE RECEITAS À TRIBUTAÇÃO DO PIS E COFINS: BONIFICAÇÕES RECEBIDAS EM DISPONIBILIDADES; f) A BASE DE CÁLCULO DO PIS/COFINS À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DAS LEIS ORDINÁRIAS 10.833/2003 E 10.867/2002; G) DESCONTOS OBTIDOS: RECEITAS FINANCEIRAS ISENTAS DE TRIBUTAÇÃO DE PIS/COFINS NÃO CUMULATIVAS; A lide foi decidida pela 2ª Turma da DRJ em Juiz de Fora/MG, nos termos do Acórdão nº 0945492, de 14/08/2013 (fls.854/859), que, por unanimidade de votos, concluiu pela improcedência da impugnação apresentada, com a manutenção integral do crédito lançado, conforme ementa que segue: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2007 SOBRESTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal para o sobrestamento do julgamento de processo administrativo, dentro das normas reguladoras do Processo Administrativo Fiscal. A administração pública tem o dever de impulsionar o processo até sua decisão final (Princípio da Oficialidade). PIS/PASEP COFINS. CRÉDITO SOBRE FRETE Somente os valores das despesas realizadas com fretes contratados para a entrega de mercadorias diretamente aos clientes adquirentes, desde que o ônus tenha sido suportado pela pessoa jurídica vendedora, é que podem gerar direito a créditos a serem descontados das Contribuições. PIS/PASEP COFINS. OMISSÃO DE RECEITAS Bonificações recebidas em moeda corrente integram a base de cálculo das contribuições, nos termos da legislação de regência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada, a autuada interpôs Recurso Voluntário (fls.865/930), em peça semelhante à protocolizada em primeira instância, alegando, em síntese, reunião dos processos para julgamento em conjunto, em razão da existência de conexão, além de nulidade do auto de infração por falta de motivação, da natureza mista das operações praticadas pela recorrente, da ilegalidade da glosa de crédito relativo a combustíveis e lubrificantes, a ilegalidade da tributação de bonificações recebidas. Em 27 de julho de 2017, esta Turma, por meio da Resolução nº 3302000.651, converteu o julgamento do processo em diligência, para sobrestar o julgamento e encaminhar o processo para a SECAM, a fim de que se aguarde a formação de lote com os processos 10970.000981/2010-51, 10970.720021/2011-92, 10970.720069/2011-09, 10970.720173/2011- 95, 10970.720025/2012-51 e 10970.720014/2013-52, para que, então, retorne ao ex-Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, para julgamento em conjunto (fls.937/940). Fl. 1015DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3302-001.862 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10970.720096/2012-54 Em resposta às fls.1012/1013, a Coordenação-Geral de Gestão do Julgamento – Cojul e a Divisão de Análise de Retorno e Distribuição de Processos – Dipro, apresentaram a situação dos referidos processos , conforme abaixo: Consultando a situação dos referidos processos, verifica-se: Processo 10970.000981/2010-51: Recurso Voluntário julgado pela 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento em 27/07/2018, resultando no Acórdão 1201- 002.325, cuja decisão foi por dar-lhe provimento. Cientificada, a PGFN não apresentou recurso especial e o processo encontra-se na VR 06RF DEFIS para cálculo do valor da redução após o acórdão proferido pelo CARF; Processo 10970.720021/2011-92: Recurso Voluntário julgado pela 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento em 27/02/2018, resultando no Acórdão 3402- 004.937, cuja decisão foi por negar-lhe provimento. Cientificado, o contribuinte não apresentou recurso especial e o processo encontra-se na PSFN Uberlândia; Processo 10970.720069/2011-09: Recurso Voluntário julgado pela 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento em 27/02/2018, resultando no Acórdão 3402- 004.939, cuja decisão foi por negar-lhe provimento. Cientificado, o contribuinte não apresentou recurso especial e o processo encontra-se na PSFN Uberlândia; Processo 10970.720173/2011-95: Recurso Voluntário julgado pela 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento em 27/02/2018, resultando no Acórdão 3402- 004.940, cuja decisão foi por negar-lhe provimento. Cientificado, o contribuinte não apresentou recurso especial e o processo encontra-se na PSFN Uberlândia; Processo 10970.720025/2012-51: Recurso Voluntário julgado pela 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento em 27/02/2018, resultando no Acórdão 3402- 004.938, cuja decisão foi por negar-lhe provimento. Cientificado, o contribuinte não apresentou recurso especial e o processo encontra-se na PSFN Uberlândia; Processo 10970.720014/2013-52: Resolução 3302-000.650, de 27/07/2017, determinou o seu sobrestamento com encaminhamento à então Secam, a fim de que se aguarde a formação de lote com os processos 10970.000981/2010-51, 10970.720021/2011-92, 10970.720069/2011-09, 10970.720173/2011-95 e 10970.720025/2012-51, inclusive com este, para que, então, retorne ao ex-Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, para julgamento em conjunto. Como se pode ver, à exceção deste processo e do de nº 10970.720014/2013-52, os demais processos encontram-se julgados, com decisões definitivas, cujas cópias foram juntados às fls. 941 a 1.008 destes autos. Assim, considerando que o então Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, relator originário destes autos, não mais integra nenhum dos colegiados da Seção, encaminhe- se à 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, para novo sorteio no âmbito da referida turma. PARA APURAR OS REFLEXOS Na forma regimental, o processo foi distribuído a esta relatora. É o Relatório. Voto Conselheiro Denise Madalena Green , Relator. Fl. 1016DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3302-001.862 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10970.720096/2012-54 A Recorrente foi intimada da decisão de piso em 28/08/2013 (fl.863) e protocolou Recurso Voluntário em 27/09/2013 (fl.865) dentro do prazo de 30 (trinta) dias previsto no artigo 33, do Decreto 70.235/72 1 . Desta forma, considerando que o recurso preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como relatado, trata o presente processo de Autos de Infração de PIS/Pasep e Cofins não-cumulativos, relativos ao período de abril/2007 a dezembro/2007em razão de glosa de créditos sobre despesas de fretes em operações de vendas e omissão de receitas por bonificações recebidas, além de redução do saldo de créditos a descontar em razão de lançamentos promovidos nos Autos de Infração de nº 10970.000.981/2010-51, 10970.720.021/2011-92, 10970.720.069/2011-09, 10970.720.173/2011-95 e 10970.720.025/2012-51, conforme trecho abaixo: Isto, em virtude das infrações constatadas neste Auto de Infração e da redução do saldo de créditos a descontar oriundo dos anos de 2004, 2005, 2006 e Io trimestre de 2007, que foi promovida pelos lançamentos constantes dos Autos de Infração de nos. 10970.000.981/2010-51, 10970.720.021/2011-92, 10970.720.069/2011-09, 10970.720.173/2011-95 e 10970.720.025/2012-51, cujos demonstrativos de apuração encontram-se respectivamente nos Documentos a [...]. Como resultado, houve a ocorrência de débitos a pagar de PIS e COFINS, em alguns meses do período auditado, abril a dezembro de 2007, objeto deste Auto de Infração. Inicialmente cumpre esclarecer que o presente processo foi baixado em diligência conforme voto do Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède (fls.937/940), em virtude da conexão verificada, nos termos do artigo 6º, §1º, inciso II do Anexo II do RICARF, requereu-se a reunião de todos os processos para julgamento em conjunto. Após o pedido de diligência que resultou a informação (fls. 1012/1013), foram juntados aos autos as decisões definitivas dos Processos: 10970.000981/2010-51, 10970.720021/2011-92, 10970.720069/2011-09, 10970.720173/2011-95 e 10970.720025/2012- 51. Compulsando as mencionadas decisões, constata-se que o sujeito passivo obteve êxito com o reconhecimento parcial de créditos glosados inicialmente pela Fiscalização, nos autos do Processo nº 10970.000981/2010-51. Ocorre que para identificar os valores dos créditos reconhecidos pelas instâncias administrativas e o reflexo do que foi decidido naqueles neste processo de auto de infração, é imperioso que se faça a liquidação dos acórdãos proferidos nos autos dos processos nºs 10970.000981/2010-51, 10970.720021/2011-92, 10970.720069/2011-09, 10970.720173/2011-95 e , 10970.720025/2012-51. Pelo exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que o órgão de origem efetue a liquidação das decisões definitivas proferidas nos processos nºs 10970.000981/2010-51, 10970.720021/2011-92, 10970.720069/2011-09, 10970.720173/2011-95 e , 10970.720025/2012-51, apure os reflexos daqueles processos neste processo ora em análise e, por fim, elabore relatório fiscal conclusivo, facultando a recorrente o prazo de trinta dias para se 1 Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Fl. 1017DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 3302-001.862 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10970.720096/2012-54 pronunciar sobre os resultados obtidos, nos termos do parágrafo único do artigo 35 do Decreto nº 7.574/2011 2 . Após esses procedimentos, que os autos sejam devolvidos ao CARF para prosseguimento do rito processual. (documento assinado digitalmente) Denise Madalena Green 2 Parágrafo único. O sujeito passivo deverá ser cientificado do resultado da realização de diligências e perícias, sempre que novos fatos ou documentos sejam trazidos ao processo, hipótese na qual deverá ser concedido prazo de trinta dias para manifestação (Lei nº 9.784, de 1999, art. 28). Fl. 1018DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 16592.729941/2016-11
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2017
SIMPLES NACIONAL. VEDAÇÃO. EXISTÊNCIA DE DÉBITOS. EXCLUSÃO.
Não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Não tendo sido regularizada a totalidade dos débitos no prazo de 30 (trinta) dias da ciência do ADE, deve ser mantido o efeito da exclusão do Simples Nacional no processo administrativo fiscal de controle de legalidade do ato administrativo.
Numero da decisão: 1002-002.187
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário .
(documento assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Rafael Zedral- Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Lucas Issa Halah.
Nome do relator: RAFAEL ZEDRAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202108
ementa_s : ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2017 SIMPLES NACIONAL. VEDAÇÃO. EXISTÊNCIA DE DÉBITOS. EXCLUSÃO. Não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Não tendo sido regularizada a totalidade dos débitos no prazo de 30 (trinta) dias da ciência do ADE, deve ser mantido o efeito da exclusão do Simples Nacional no processo administrativo fiscal de controle de legalidade do ato administrativo.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 16592.729941/2016-11
anomes_publicacao_s : 202109
conteudo_id_s : 6463792
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 1002-002.187
nome_arquivo_s : Decisao_16592729941201611.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : RAFAEL ZEDRAL
nome_arquivo_pdf_s : 16592729941201611_6463792.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário . (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Lucas Issa Halah.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021
id : 8959409
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:39:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565714804736
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-08-24T13:38:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-08-24T13:38:49Z; Last-Modified: 2021-08-24T13:38:49Z; dcterms:modified: 2021-08-24T13:38:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-08-24T13:38:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-08-24T13:38:49Z; meta:save-date: 2021-08-24T13:38:49Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-08-24T13:38:49Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-08-24T13:38:49Z; created: 2021-08-24T13:38:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2021-08-24T13:38:49Z; pdf:charsPerPage: 1806; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-08-24T13:38:49Z | Conteúdo => S1-TE02 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 16592.729941/2016-11 Recurso Voluntário Acórdão nº 1002-002.187 – 1ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 11 de agosto de 2021 Recorrente RELIQUIA COMERCIAL E DITRIBUIDORA LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2017 SIMPLES NACIONAL. VEDAÇÃO. EXISTÊNCIA DE DÉBITOS. EXCLUSÃO. Não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Não tendo sido regularizada a totalidade dos débitos no prazo de 30 (trinta) dias da ciência do ADE, deve ser mantido o efeito da exclusão do Simples Nacional no processo administrativo fiscal de controle de legalidade do ato administrativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário . (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Lucas Issa Halah. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ que não deu provimento à recurso impetrado pela recorrente contra ato declaratório de exclusão do Simples Nacional. Trata-se de Ato Declaratório Executivo-ADE, de exclusão do Simples Nacional a partir de 01.01.2017 motivado pela existência de débitos para com a fazenda pública com exigibilidade não suspensa, no caso, um débito de multa por atraso na transmissão de GFIP: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 59 2. 72 99 41 /2 01 6- 11 Fl. 58DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.187 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16592.729941/2016-11 Cientificada da sua exclusão, protocola a recorrente documento que foi tratado como recurso administrativo, no qual expõem sua defesa conforme parágrafo abaixo reproduzido (e-fls. 2): A unidade de origem emitiu relatório (e-fls. 20) informando que “a interessada foi devidamente cientificada do ADE DERAT/SPO nº 2422777 em 14/11/2016 deveria ter regularizado a totalidade dos débitos acima relacionados até 15/12/2016”. No entanto, a empresa não teria regularizado os débitos dento do prazo legal. Em sessão de 27 de fevereiro de 2019 , a DRJ julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte, nos termos da ementa abaixo reproduzida: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2017 ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO. MULTA ATRASO GFIP. PRAZO LEGAL REGULARIZAÇÃO. NÃO OBSERVÃNCIA. Não conterá ementa o acórdão resultante de julgamento de processo administrativo fiscal decorrente de despacho decisório emitido por processamento eletrônico (Portaria RFB nº 2.724, de 27 de setembro de 2017, art.2º, inciso II). Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Fl. 59DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.187 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16592.729941/2016-11 Entenderam os julgadores que não procede a alegação de que o débito motivador da exclusão estaria sendo discutido em outro processo administrativo pois a referida contestação foi protocolada intempestivamente e o débito continua exigível no PAF 16592.721.398/2016-12. Ciente da decisão de primeira instância em 16/05/2016 (e-fls. 42) , o ora Recorrente apresenta Recurso Voluntário em 30/05/2019 (e-fls. 46 ), no qual expõe os fundamentos de fato e de direito a seguir reproduzido: Ao final, pede a revisão do Acórdão da DRJ no sentido de que seja deferido seu pleito. É o relatório. Voto Conselheiro Rafael Zedral, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF nº 329/2017. Demais disso, observo que o recurso e atende os outros requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Fl. 60DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.187 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16592.729941/2016-11 DO MÉRITO Quanto ao mérito, o recurso deve ser indeferido. A empresa recorrente teve indeferido seu pedido de opção ao Simples Nacional por meio do termo de Indeferimento de Opção ao Simples Nacional de e-fls. 8 motivado pela existência de débitos com exigibilidade não suspensa fundamentado no artigo 17, inciso V da lei Complementar 123/2006: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: V - que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; Em sede de recurso voluntário a recorrente apresenta como argumento a existência de tramitação de um suposto projeto que tramita na “justiça federal em Brasília. Trata-se do Projeto de Lei 7512/2014” que pretende anular os lançamentos de multa por atraso/falta entrega de GFIP e conforme site da Câmara Federal (link) ainda segue tramitando no Congresso Nacional, não possuindo qualquer força normativa visto que sequer se trata de norma jurídica, mas apenas um projeto de lei. Portanto, entendo justificada a exclusão da recorrente visto que não regularizou os débitos indicados no ADE, o que provoca a aplicação do artigo 17 da lei complementar 123/2006: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: V - que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; A recorrente claramente não regularizou as pendencias impeditivas, motivo pelo qual voto pelo indeferimento do Recurso Voluntário, confirmando o Acórdão recorrido nos seus termos. Fl. 61DF CARF MF Documento nato-digital https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=614512 Fl. 5 do Acórdão n.º 1002-002.187 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16592.729941/2016-11 DISPOSITIVO Diante do exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário para, no mérito, negar-lhe provimento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral – relator. Fl. 62DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 19647.003713/2008-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-001.312
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário e declinar da competência à Primeira Seção de Julgamento.
(Assinado com certificado digital)
Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente.
(Assinado com certificado digital)
Maysa de Sá Pittondo Deligne - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Olmiro Lock Freire, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: MAYSA DE SA PITTONDO DELIGNE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 19647.003713/2008-13
anomes_publicacao_s : 201909
conteudo_id_s : 6057375
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3402-001.312
nome_arquivo_s : Decisao_19647003713200813.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : MAYSA DE SA PITTONDO DELIGNE
nome_arquivo_pdf_s : 19647003713200813_6057375.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário e declinar da competência à Primeira Seção de Julgamento. (Assinado com certificado digital) Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente. (Assinado com certificado digital) Maysa de Sá Pittondo Deligne - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Olmiro Lock Freire, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2018
id : 7883769
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:38:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565727387648
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1329; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 349 1 348 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.003713/200813 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3402001.312 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 22 de março de 2018 Assunto COMPETÊNCIA 1ª SEÇÃO Recorrente LOJAS EXOTICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário e declinar da competência à Primeira Seção de Julgamento. (Assinado com certificado digital) Jorge Olmiro Lock Freire Presidente. (Assinado com certificado digital) Maysa de Sá Pittondo Deligne Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Olmiro Lock Freire, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto. Relatório Tratase de Auto de Infração para a cobrança do PIS e da COFINS que foram declarados a menor em DCTF, em desconformidade com as DIPJs e DACONs apresentadas ao longo do ano de 2003. Como indicado no Termo de Constatação e Verificação Fiscal, a mesma RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 96 47 .0 03 71 3/ 20 08 -1 3 Fl. 349DF CARF MF Processo nº 19647.003713/200813 Resolução nº 3402001.312 S3C4T2 Fl. 350 2 ação fiscal igualmente originou Autos de Infração de IRPJ e CSLL, em relação aos quais não foram identificados os respectivos números de processo: "Diante das infrações constatadas na revisão Malha PJ, procedemos os lançamentos dos valores declarados e não recolhidos conforme demonstrativos IRPJ, CSLL, COFINS e PIS acima citados e anexados a este termo. Diante das alterações efetuadas no Demonstrativo da Compensação de Prejuízos Fiscais ( SAPLI ) e Demonstrativo da Base de Cálculo Negativa da CSLL ( SAPLI ) deste anocalendário de 2003, i n t i m a m o s o Contribuinte a proceder no LALUR — Livro de Apuração do Lucro Real da empresa , tais alterações. Da ação fiscal realizada resultou Autos de Infração de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS com créditos tributários nos valores de R$ 224.044,58, R$ 85.786,47, R$ 152.381,75 e R$ 192.166,59" (efl. 20) Inconformada, a empresa apresentou Impugnação Administrativa, julgada improcedente pelo Acórdão n.º 1130.678 da 28ª Turma da DRJ/REC, ementado nos seguintes termos: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003, 01/06/2003 a 30/06/2003,01/08/2003 a 31/08/2003, 01/10/2003 a 31/10/2003, 01/12/2003 a 31/12/2003 Ementa: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). NULIDADE. O Mandado de Procedimento Fiscal, é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos fiscais, não implicando nulidade dos procedimentos fiscais as eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento. DECLARAÇÃO RETIFICADORA. DIPJ. DACON. MEIOS DE ENTREGA. A DIPJ e o DACON para o exercício 2004 podem ser retificados e devem ser apresentadas pela Internet ou em disquete nas agências do Banco do Brasil ou Caixa Econômica. IMPUGNAÇÃO. REQUISITOS. A impugnação mencionará os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. As diferenças apuradas nos valores declarados devem ser lançados de ofício pela fiscalização, sendo considerados no levantamento dos créditos os recolhimentos devidamente comprovados. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. As decisões administrativas sem uma lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares do Direito Tributário e não podem ser estendidas genericamente a outros casos, pois somente se aplicam sobre a questão em análise naquelas lides, vinculando apenas partes envolvidas naqueles litígios. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003 Ementa: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). NULIDADE. O Mandado de Procedimento Fiscal, é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos fiscais, não implicando nulidade dos procedimentos fiscais as eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento. DECLARAÇÃO RETIFICADORA. DIPJ. DACON. MEIOS DE ENTREGA. A DIPJ e o DACON para o exercício 2004 podem ser retificados e devem ser apresentadas pela Internet ou em disquete nas agências do Banco do BraSil ou Caixa Econômica. IMPUGNAÇÃO. REQUISITOS. A impugnação mencionará os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. Fl. 350DF CARF MF Processo nº 19647.003713/200813 Resolução nº 3402001.312 S3C4T2 Fl. 351 3 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. As diferenças apuradas nos valores declarados devem ser lançados de ofício pela fiscalização, sendo considerados no levantamento dos créditos os recolhimentos devidamente comprovados. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. As decisões administrativas sem uma lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares do Direito Tributário e não podem ser estendidas genericamente a outros casos, pois i somente se aplicam sobre a questão em análise naquelas lides, vinculando apenas partes envolvidas naqueles litígios. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido" (efls. 305/306) Intimada desta decisão em 09/03/2011 (efl. 321), a empresa apresentou Recurso Voluntário em 08/04/2011 especificamente quanto às seguintes questões: (i) A nulidade do Auto de Infração em razão da ausência de Mandado de Procedimento Fiscal MPF na ação fiscal; (ii) o erro no cálculo pela auditoria fiscal que deve acatar a DIPJ retificadora apresentada na Impugnação e a indevida consideração de receitas não operacionais na base de cálculo dos tributos. Em seguida, os autos foram direcionados a este Conselho. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Maysa de Sá Pittondo Deligne. Uma vez que o presente lançamento foi formalizado com base nos mesmos elementos de prova de lançamento de IRPJ, como verdadeiro lançamento reflexo deste imposto (mesma ação fiscal e mesmos dados constantes da DIPJ), a competência para seu processamento, apreciação e julgamento é da 1ª Seção de Julgamento, na forma do art. 2º, IV, do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria n.º 343/2015, na redação dada pela Portaria MF nº 152/2016: "Art. 2º À 1ª (primeira) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância que versem sobre aplicação da legislação relativa a: (...) IV CSLL, IRRF, Contribuição para o PIS/Pasep ou Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), quando reflexos do IRPJ, formalizados com base nos mesmos elementos de prova; (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016);" (grifei) Cumpre salientar que o número do(s) processo(s) correspondente(s) ao IRPJ e CSLL referente aos mesmos fatos do presente processo não foi(foram) localizado(s). Desta forma, diante da incompetência desta Turma para julgamento do processo, não tomo conhecimento do Recurso e declino da competência para a 1ª Seção de Julgamento deste Conselho. Fl. 351DF CARF MF Processo nº 19647.003713/200813 Resolução nº 3402001.312 S3C4T2 Fl. 352 4 É como voto a presente resolução. Maysa de Sá Pittondo Deligne Relatora Fl. 352DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.723245/2014-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 19 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Aug 16 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 3302-000.531
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, por unanimidade de votos, o processo foi convertido em diligência, nos termos do voto da Relatora.
(assinatura digital)
Ricardo Paulo Rosa
Presidente
(assinatura digital)
Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza
Relatora
Participaram do julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Déroulède, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza e Walker Araujo.
Nome do relator: SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201607
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 16 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10880.723245/2014-16
anomes_publicacao_s : 201608
conteudo_id_s : 5620185
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 17 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 3302-000.531
nome_arquivo_s : Decisao_10880723245201416.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10880723245201416_5620185.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, por unanimidade de votos, o processo foi convertido em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Presidente (assinatura digital) Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Déroulède, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza e Walker Araujo.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 19 00:00:00 UTC 2016
id : 6466493
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:37:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565744164864
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 19; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1873; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.723245/201416 Recurso nº De Ofício e Voluntário Resolução nº 3302000.531 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 19 de julho de 2016 Assunto Solicitação de diligência Recorrentes COSAN S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, por unanimidade de votos, o processo foi convertido em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Presidente (assinatura digital) Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Déroulède, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza e Walker Araujo. Relatório Tratase de recursos de ofício e voluntário, advindo de auto de infração que originou lançamento de contribuição ao PIS e à COFINS no ano de 2010. A presente fiscalização originouse da emissão do MPF Diligência 08103002013003694, em 16/05/2013, para verificação de compensações e ressarcimentos dos créditos de PIS e Cofins apurados no regime não cumulativo no ano calendário 2010 A Recorrente atua, preponderantemente, no ramo de fabricação de açúcar e álcool para uso carburante. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .7 23 24 5/ 20 14 -1 6 Fl. 10999DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 3 2 Do Termo de Verificação Fiscal, fls. 62/77, extraemse alguns trechos, em especial aqueles que se referem às glosas, que foram realizadas pela fiscalização1: 1. Agrícola Contem despesas de notas fiscais de prestação de serviços pagas a fornecedores pessoas jurídicas, com atividades de transporte, fornecimento de mão de obra, máquinas e equipamentos utilizados no plantio, cultivo, fertilização, colheita, corte, carregamento e transporte da cana de açúcar e serviços gerais na lavoura. Não foram aceitas como base de créditos por estarem todas vinculadas aos centros de custos agrícolas identificados como: Administração, Alojamento Agrícola, Carregamento/Reboque de Cana, Colhedeira de Cana Picada, Colheita de Cana, Colheita de Cana Picada, Colheita de Cana Fornecedores, Colheita de Cana Terceirizada, Corte Mecanizado Cana Administrada, Corte Mecanizado Cana Fornecedores, Desenvolvimento Agronômico, Estradas/Cercas/Pontes, Mecanização Agrícola, Mão de Obra Agrícola, Oficina de Implementos, Outras Culturas Agrícola, Projeto Sorgo, Plantio, Plantio Contratos, Plantio Mecanizado, Portos, Preparo do Solo, Preparo e Plantio Mecanizado, Reboque de Cana, Replanta Cana Soca, Serviços Auxiliares, Serviços de Fornecedores de Cana, Serviços Habitação, Transporte Cana, Trato Cana, Trato Planta, Trato da Soca e Vinhaça. (...) 2. Arrendamento Agrícola Constam, nessa planilha, despesas contidas em documentos contábeis com serviço de arrendamento agrícola vinculados ao centro de custo cana de açúcar produção própria, entrada de notas fiscais de prestação de serviços, portanto, despesas com a cultura da cana de açúcar, não sendo permitido o crédito em razão de não se tratar de insumos de fabricação do produto. Os documentos contábeis estão lançados na conta “Despesas Operacionais – Aluguéis e Arrendamento – Arrendamento Agrícola”. Tratamse de pagamentos baseados em contrato intitulados ‘Instrumento Particular de Contrato de Parceria Agrícola”, “Instrumento Particular de Contrato de Arrendamento” ou “Instrumento Particular de Contrato de Venda e Compra de Cana de Açúcar”. Os contratos de parceria agrícola prevêem a partilha de frutos, geralmente, na proporção de 10% para a parceira proprietária e 90% para a parceira agricultora (Cosan) garantindo uma quantidade mínima de toneladas de cana por alqueire/safra para o proprietário. Nos contratos de arrendamento o arrendante recebe um valor fixo de toneladas de cana de açúcar, sendo o preço da tonelada de cana calculada nos termos do regulamento do Conselho dos Produtores de Cana de Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo – Consecana. Não se tratam de contratos de arrendamento mercantil, pois a Cosan S/A Açúcar e Álcool não é uma instituição de operação de créditos (regulada pelo Banco Central). 1 Todas as páginas descritas no voto são referente ao e processo. Fl. 11000DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 4 3 O arrendamento de terras não pode ser enquadrado como aluguéis de prédios utilizados nas atividades da empresa, previsto nos incisos IV dos artigos 3º das Leis 10637/02 e 10833/03, entendendose prédio como uma edificação e não áreas de terras para cultivo agrícola, ou seja, não se pode ampliar os direitos aos créditos através de uma interpretação ampla de uma palavra contida na lei. Dessa forma entendeuse que essas despesas não se enquadram em nenhum fundamento legal para apuração de créditos. A seguir os totais mensais apresentados e glosados: (...) 3. Cana Notas fiscais de entrada de cana de açúcar adquirida de pessoas físicas e pessoas jurídicas. É permitido a dedução de crédito presumido da contribuição devida de PIS e Cofins sobre as aquisições de cana de açúcar utilizada na produção do açúcar (produtos destinados à alimentação humana), calculado sobre o valor dos insumos adquiridos de pessoas físicas ou recebidos de cooperados pessoas físicas, além daqueles adquiridos com suspensão de pessoa jurídica que exerça atividade agropecuária. Foram encontradas aquisições de cana de açúcar de empresas com atividade de transporte rodoviário de cargas, de incorporação imobiliária e de fabricação de álcool, que não foram aceitas como base de cálculo do crédito presumido por não se tratar de pessoas jurídicas que exercem atividade agropecuária. Também consta aquisição de cana de açúcar em 29 de janeiro 2010, período em que não há produção nas usinas (entressafra). 4. Revenda Óleo Diesel Composta por notas fiscais de venda de óleo diesel, que são descontadas dos créditos nas aquisições de óleo diesel, devido à impossibilidade da identificação no momento da aquisição do óleo. A empresa adquire óleo diesel de acordo com as notas fiscais de entrada constantes na planilha “Notas Fiscais” e, revende parte desse combustível, emitindo notas fiscais de saída com CFOP 5656 ou 6656 (venda de combustível ou lubrificante, adquiridos ou recebidos de terceiros, destinados ao consumidor ou usuário final). O óleo diesel é combustível consumido pelas máquinas agrícolas, na cultura da cana de açúcar, e pelos caminhões, no transporte desta até a usina, portanto não é combustível utilizado na produção do açúcar e do álcool. A indústria utilizase do vapor d’água, gerado com a queima do bagaço da cana para mover picadores, desfibradores, moendas, destilarias, etc, bem como de energia elétrica necessária em vários setores da indústria. Dessa forma as aquisições de óleo diesel foram glosadas na planilha “Nota Fiscal” e como conseqüência não foram consideradas as deduções na base de créditos dos totais da planilha “óleo diesel”. (...) 7.1 Centros de Custos Identificados Fl. 11001DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 5 4 Foram selecionados os itens vinculados a centros de custos que não estão ligados diretamente com a produção, não podendo ser considerados bens e serviços utilizados como insumo na produção do açúcar e álcool. São aquisições utilizadas na área agrícola, setores administrativos da empresa ou de apoio, não ligados diretamente com a fabricação dos produtos destinados à venda 7.1.1 cc agrícola Glosadas as despesas vinculadas aos seguintes centros de custos da área agrícola: Abertura de Eito, Balsa COPI, Balsa DIAM, Cana Açúcar Prod. Terceirizada B.RET, Carreg/ Reboque Cana Inteira Admi RAF, Carreg/ Reboque Cana Inteira Admi DIAM, Carreg/ Reboque Terc Cana Inteira DIAM, Carreg/ Reboque Terc. Cana Inte SERRA, Carregamento Próprio RAF, Carregamento Próprio MUND, Carrg/ Reboque Fornec Cana Int DIAM, Colhedeira de Cana Picada B.RE, Colhedeira de Cana Picada COPI, Colhedeira de Cana Picada DIAM, Colhedeira de Cana Picada IASF, Colhedeira de Cana Picada JUNQ, Colhedeira de Cana Picada MUND, Colhedeira de Cana Picada RAF, Colhedeira de Cana Picada SERRA, Colhedeira de Cana Picada USH, Colheita de Cana B.RET, Colheita de Cana COPI, Colheita de Cana DIAM, Colheita de Cana – JUNQ, Colheita de Cana MUND, Colheita de Cana RAF, Colheita de Cana SERRA, Colheita de Cana Fornecedores DIAM, Colheita de Cana Fornecedores MUND, Colheita de Cana Terceirizada COPI, Colheita de Cana Terceirizada DIAM, Colheita de Cana Terceirizada SERRA, Comboio de Abastecimento B.RET , Comboio de Abastecimento COPI , Comboio de Abastecimento DIAM , Comboio de Abastecimento IASF , Comboio de Abastecimento JUNQ , Comboio de Abastecimento MUND , Comboio de Abastecimento RAF , Comboio de Abastecimento SERRA , Comboio de Abastecimento USH , Corrrega / Reboque Cana Adm Inte SERRA , Corte Mecanizado Administrado SERRA , Corte Mecanizado Cana Administrada DIAM , Corte Mecanizado Cana Fornecedor DIAM , Corte Mecanizado Cana Fornecedor SERRA , Corte Mecanizado Cana Orgânica JUNQ , Estaleiro DIAM , Implementos Agrícolas B.RET, Implementos Agrícolas COPI, Implementos Agrícolas DIAM, Implementos Agrícolas IASF, Implementos Agrícolas JUNQ, Implementos Agrícolas MUND, Implementos Agrícolas RAF, Implementos Agrícolas SERRA , Implementos Agrícolas USH , Irrigação ,Laboratório Meristema IASF , Laboratório Meristema RAF, M.Obra Agrícola Colheita Migrantes, Manutenção Mecânica B.RET , Manutenção de Campo COPI, Manutenção de Campo DIAM, Manutenção de Campo IASF, Manutenção de Campo JUNQ , Manutenção de Campo MUND , Manutenção de Campo RAF , Manutenção de Campo SERRA , MdO Agrícola ColheitaRegionais DIAM , MdO Agrícola ColheitaRegionais JUNQ , MdO Agrícola ColheitaRegionais MUND , MdO Agrícola ColheitaRegionais SERRA, Mecanização Agricola Colheita COPI , Mecanização Agricola Colheita SERRA , Mecanização Agricola Colheita USH , Mecanização Agrícola B.RET, Mecanização Agrícola COPI , Mecanização Agrícola DIAM , Mecanização Agrícola IASF , Mecanização Agrícola JUNQ , Mecanização Agrícola MUND, Mecanização Agrícola RAF , Mecanização Agrícola SERRA , Mecanização Agrícola USH , Mecanização Maquinas Extra Pesadas B.Ret , Mecanização Maquinas Extra PesadasCopi , Mecanização Maquinas Extra PesadasIASF , Mecanização Maquinas Extra Fl. 11002DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 6 5 PesadasJunqu , Mecanização Maquinas Extra PesadasMundi , Mecanização Maquinas Extra PesadasRafar , Mecanização Maquinas Extra PesadasSerra , Mecanização Maquinas Extra PesadasUSH , Mecanização Máquinas Amarelas B.Retiro , Mecanização Máquinas Amarelas Copi , Mecanização Máquinas Amarelas Diamante , Mecanização Máquinas Amarelas IASF , Mecanização Máquinas Amarelas Junqueir , Mecanização Máquinas Amarelas Rafard , Mecanização Máquinas Amarelas Serra , Mecanização Máquinas Amarelas USH , Mecanização Máquinas Leves B.RET , Mecanização Máquinas Leves COPI, Mecanização Máquinas Leves DIAM , Mecanização Máquinas Leves IASF, Mecanização Máquinas Leves JUNQ , Mecanização Máquinas Leves MUND , Mecanização Máquinas Leves RAF , Mecanização Máquinas Leves SERRA , Mecanização Máquinas Leves USH , Mecanização Máquinas Médias B.RET , Mecanização Máquinas Médias COPI , Mecanização Máquinas Médias DIAM , Mecanização Máquinas Médias IASF , Mecanização Máquinas Médias JUNQ , Mecanização Máquinas Médias MUND , Mecanização Máquinas Médias RAF , Mecanização Máquinas Médias SERRA , Mecanização Máquinas Médias USH , Mecanização Máquinas Pesadas B.RET , Mecanização Máquinas Pesadas COPI , Mecanização Máquinas Pesadas DIAM , Mecanização Máquinas Pesadas IASF , Mecanização Máquinas Pesadas JUNQ , Mecanização Máquinas Pesadas MUND , Mecanização Máquinas Pesadas RAF , Mecanização Máquinas Pesadas SERRA , Mecanização Máquinas Pesadas USH , Mecanização Plantio Mecanizado COPI , Mecanização Plantio Mecanizado DIAM , Mecanização Plantio Mecanizado JUNQ, Mecanização Plantio Mecanizado MUND , Mecanização Plantio Mecanizado RAF , Mecanização Plantio Mecanizado SERRA , Mão Obra Agric.ColheitaMineiros SERRA , Mão Obra Agrícola Colheita MineirosDIAM, Mão Obra Agrícola ColheitaMineiros USH , Mão de Obra Agr.ColheitaMineiros MUND , Mão de Obra Agr.ColheitaMineiros B.RET , Mão de Obra Agric.ColheitaMineiros RAF , Mão de Obra Agríc.ColheitaMineiros COPI , Mão de Obra Agrícola B.RET , Mão de Obra Agrícola COPI , Mão de Obra Agrícola DIAM , Mão de Obra Agrícola IASF , Mão de Obra Agrícola JUNQ , Mão de Obra Agrícola MUND, Mão de Obra Agrícola RAF , Mão de Obra Agrícola SERRA , Mão de Obra Agrícola USH, Mão de Obra Agrícola Apoio SE, Outras Culturas Agrícolas MUND , Plantio B.RET , Plantio DIAM , Plantio IASF, Plantio JUNQ , Plantio MUND , Plantio RAF , Plantio SERRA , Plantio USH , Plantio Contratos SERRA , Plantio Inden.TerceirizadoRafard , Plantio Inden.TerceirizadoSão Francisco , Plantio Mecanizado JUNQ , Portos DIAM, Preparo do Solo B.RET, Preparo do Solo COPI , Preparo do Solo DIAM , Preparo do Solo IASF , Preparo do Solo MUND , Preparo do Solo RAF, Preparo do Solo SERRA, Preparo do Solo USH , Preparo e Plantio Terceirizado DIAM , Preparo e Plantio Terceirizado RAF , Reboque COPI, Reboque B.RET , Reboque DIAM , Reboque IASF , Reboque JUNQ , Reboque MUND , Reboque RAF , Reboque SERRA , Reboque USH , Reboque Cana Adm Picada SERRA, Reboque Cana Orgância Picada DIAM , Reboque Cana Picada Administrada DIAM , Reboque Cana Picada Administrada JUNQ , Reboque Fornecedor Cana Picada DIAM , Reboque Terceirizado Fl. 11003DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 7 6 Cana Picada DIAM , Serviços Fornecedores de Cana DIAM, Serviços Fornecedores de Cana USH , Serviços de Tratos Culturais B.RET , Serviços de Tratos Culturais COPI , Serviços de Tratos Culturais DIAM , Serviços de Tratos Culturais IASF , Serviços de Tratos Culturais JUNQ , Serviços de Tratos Culturais MUND , Serviços de Tratos Culturais RAF , Serviços de Tratos Culturais SERRA , Serviços de Tratos Culturais USH , Tr Administrada Mecânico SERRA , Transp Cana Picada Terceirizada DIAM , Transp Cana Picada Terceirizada SERRA , Transp. Colheita IASF , Transp. Fornecedor Cana Picada DIAM , Transporte Adm. Manual SERRA , Transporte Agrícola B.RET , Transporte Agrícola COPI , Transporte Agrícola DIAM , Transporte Agrícola IASF , Transporte Agrícola JUNQ , Transporte Agrícola MUND , Transporte Agrícola RAF , Transporte Agrícola SERRA , Transporte Agrícola USH , Transporte Agrícola Colheita B.RET , Transporte Agrícola Colheita COPI , Transporte Agrícola Colheita DIAM , Transporte Agrícola Colheita IASF , Transporte Agrícola Colheita JUNQ , Transporte Agrícola Colheita MUND , Transporte Agrícola Colheita RAF , Transporte Agrícola Colheita SERRA , Transporte Agrícola Colheita USH , Transporte Colheita COPI , Transporte Colheita B.RET , Transporte Colheita DIAM , Transporte Colheita JUNQ , Transporte Colheita MUND , Transporte Colheita RAF , Transporte Colheita USH, Transporte Manula Cana Administrad RAF , Transporte Terceirizado Cana Int SERRA, Transporte de Colheita SERRA , Tratamento da Calda de Açúcar IASF , Trato Cana Administrada Manual USH, Trato Cana Fornecedor Inteira SERRA , Trato Fornecedor Cana Inteira DIAM , Trato Manual Cana Administrada DIAM , Trato Planta COPI , Trato Planta DIAM , Trato Planta JUNQ, Trato Planta SERRA , Trato Planta USH , Trato Soca B.RET , Trato Soca COPI , Trato Soca DIAM , Trato Soca IASF , Trato Soca JUNQ , Trato Soca MUND , Trato Soca RAF , Trato Soca SERRA , Trato Soca USH , Trato Soca Terceirizada COPI , Trato Soca Terceirizada DIAM, Trato Soca Terceirizada IASF, Trato Soca Terceirizada USH , Trato Terceirizado Cana Inteira DIAM , Vinhaça COPI , Vinhaça IASF , Vinhaça B.RET , Vinhaça DIAM , Vinhaça JUNQ , Vinhaça MUND , Vinhaça RAF , Vinhaça SERRA , Vinhaça USH. São basicamente aquisições de peças, equipamentos, acessórios utilizados em caminhões e máquinas agrícolas, e também, serviços aplicados na manutenção das máquinas e caminhões ou diretamente na lavoura. 7.1.2 cc não lig prod Glosadas as despesas vinculadas aos centros de custos administrativos e não ligados diretamente com a produção, composto por aquisições de peças de máquinas, materiais de laboratórios, serviços de análises, manutenção de máquinas e veículos, transportes, limpeza, etc. Administrativos: almoxarifado, eventos, P&D, vice presidência operações. Centros de custos não ligados diretamente com a produção: águas residuais, armazém de açúcar externo, armazém de açúcar interno, Fl. 11004DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 8 7 balança de cana, captação de água, central de ar comprimido, manutenção de balanças, mecanização industrial, serviços de apoio armazéns e tratamento de água. 7.1.3 ccp mat n prod Nos centros de custos ligados à produção foram glosadas aquisições de peças e componentes de máquinas agrícolas e serviços de limpezas, identificados na coluna descrição grupo de mercadorias como: CARREGADEIRA DE CANA MOTOCANA, CAT TRANSM. FORCA EIXO TRAS/DIANT. SIST. FREIO DIRECAO, CATEEPILLAR EMBREAGEM PRINCIPAL E TRANSMISSAO, CATERPILLAR COMANDO FINAL SISTEMA DIFERENCIAL, SISTEMA FREIO, CATERPILLAR COMPONENTES E ACESSORIOS MOTOR EXPLOSAO, CATERPILLAR CONTROLE ACESS OPERACAO C/ LAMINA ESCARIFICADOR, CATERPILLAR MAT. RODANTE,CHAS ARM. SUSP/DIANT CAB BAR TRACAO, CATERPILLAR PAINEL INSTRUMENTOS, EQUIP. INSTALACAO ELETRICA, COLHEITADEIRA DE CANA PICADA CASE, COLHEITADEIRA DE CANA PICADA CLAAS, COLHEITADEIRA DE CANA PICADA JOHN DEERE, EQUIPAMENTOS COMPONENTES ACESS COMBATE DE PRAGAS (PULVERIZ.), EQUIPAMENTOS COMPONENTES E ACESSORIOS DE IRRIGACAO, EQUIPAMENTOS COMPONENTES E ACESSORIOS DISTR. BENZ TRANSMISSAO DE FORCA E EIXO TRASEIRO, MF CHASSIS, ARMACAO, CARROCERIA, CABINA E BARRAS TRACAO, MF COMPONENTES E ACESSORIOS MOTOR DE EXPLOSAO, MF RODAS DIANTEIRAS TRASEIRAS E PESOS, MF SISTEMA HIDRAULICO PRINCIPAL, LEVANTE E CONTROLE REMOTO, MFTRANSM. FORCA EIXO TRAS/DIANT. SIST. FREIO E DIRECAO, SCANIA CHASSIS, CABINAS, CARROCERIAS, SUSP, DIANT TRASEIRA, SCANIA COMPONENTES E ACESSORIOS MOTOR DE EXPLOSAO, SCANIA PAINEL, INSTR, EQUIP. INSTALACAO ELETRICA ACESSORIOS, SCANIA SISTEMAS DE FREIO E DIRECAO, EIXO DIANTEIRO E RODAS, SCANIA TRANSMISSAO DE FORCA E EIXO TRASEIRO, SERVICOS COLETA E TRANSP. SUBPRODUTOS (TORTA/BAGACO), SERVICOS COLETA E TRANSPORTES LIXOS E RESIDUOS, SERVICOS PROFISSIONAIS, VALTRA CHASSIS, ARMACAO, CARROCERIA, CABINA, BARRAS TRACAO, VALTRA RODAS DIANTEIRAS TRASEIRAS E PESOS, VALTRA SISTEMA HIDR. PRINCIPAL, LEVANTE CONTROLE REMOTO, VALTRA TRANSM. FORCA EIXO TRAS/DIANT. SIST. FREIO DIRECAO, VOLVO CHASSIS, CABINAS, CARROCEIRAS, SUSP. DIANT E TRASEIRA, VOLVO CHASSIS/ARM. CARROCERIA, CABINA E BARRAS TRACAO, VOLVO COMPONENTES ACESSORIOS MOTOR DE EXPLOSAO, VOLVO COMPONENTES E ACESSORIOS MOTOR DE EXPLOSAO, VOLVO SISTEMA HIDR PRINCIPAL LEVANTE CONTROLE REMOTO, VOLVO SISTEMAS DE FREIO E DIRECAO, EIXO DIANTEIRO E RODAS, VOLVO TRANSM FORCA EIXO TRAS/DIANT. SIST. FREIO E DIRECAO. 7.2 Centros de Custos não identificados Fl. 11005DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 9 8 Nos itens sem vínculos com centros de custos a análise passou a ser feita através da identificação “descrição grupo mercadoria” e “descrição do material”. 7.2.1 agricola scc (...) 7.2.2 combustivel n prod (...) 7.2.3 lubr/graxas n prod (...) 7.2.4 embalagens (...) 7.2.5 insumos indiretos (...) 7.2.6 não insumo prod (...) 7.2.7 transporte interno (...) 7.2.8 portuárias – NOTAS FISCAIS ME (...) 7.3 – energia 2011 (Cosan S/A Bioenergia) (...) Segundo o inciso II do § 1º do artigo 3º da Lei 10.833/03, o crédito será apurado sobre as despesas de energia elétrica incorrida no mês. Dessa forma, essas aquisições de energia, não podem ser utilizadas para fins de créditos em razão de não estarem apropriadas na contabilidade da Cosan, nos respectivos meses, além da forma que as notas fiscais foram emitidas, todas no mesmo dia, referindose às vendas feitas há mais de dois anos, e ainda apropriouse de despesas com geração de energia, considerando as unidades geradoras como um centro de custo das usinas. 7.4 não é locação Todos os pagamentos de aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos utilizados, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa foram aceitos. Selecionouse na planilha todas as locações, não sendo aceitas os agenciamentos de publicidades, aluguel de palco, artefatos de tapeçaria, áudio e vídeo, bebidas, circo e marionetes, plantas de flores, condomínio, corretagem de aluguel de Fl. 11006DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 10 9 imóveis, eventos como filmagens, shows pirotécnicos, buffet, shows musicais, funerária, gelo, hotel e incorporação imobiliária, por entender que estes pagamentos não estão ligados ás atividades da empresa. 8. Depreciação Como a apuração de créditos em relação aos bens do ativo imobilizado está restrita àqueles adquiridos ou fabricados para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços, e sendo a atividade da empresa fabricação de açúcar e álcool, os valores relativos aos bens não utilizados na área industrial serão glosados. É permitida a apuração de créditos sobre benfeitorias em imóveis utilizados nas atividades da empresa, dessa forma foram mantidas todas as obras informadas. A contribuinte foi cientificada do despacho decisório, sendo que apresentou manifestação de inconformidade, fls. 10285/10358, onde arguiu em síntese: a) Que os créditos desconsiderados pela fiscalização são utilizados no seu processo produtivo, portanto, configuramse como insumos Ademais, na medida em que se referem a bens e serviços utilizados como insumos de sua produção de açúcar e álcool, estando em consonância com o disposto nas Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03. Transcreveu jurisprudência do CARF, que corroboraria seu entendimento, no sentido de que os créditos apurados pela Recorrente estão todos vinculados à sua atividade produtiva. Explica que o termo insumo e custo são sinônimos; b) Ela descreve as várias etapas do seu processo produtivo, tentando demonstrar que os créditos glosados são insumos e anexa um laudo técnico, onde detalha as etapas do processo produtivo; c) No tocante aos “créditos de arrendamento agrícola”, alegou que o conceito de aluguel de prédio engloba também o arrendamento de propriedades rurais; d) Em relação às glosas com aquisição de canadeaçúcar, ela questiona a glosa do mês de agosto de 2010, demonstrando que há um erro material. Ademais, a contribuinte colaciona de forma exemplificativa diversos contratos, atestando que a cana foi efetivamente adquirida das empresas mencionadas, comprovando ainda que a cana adquirida foi produzida mediante contratos de parceria agrícola, o que evidencia que as referidas empresas encontravamse exercendo legítima atividade agropecuária na ocasião em apreço, não podendo haver qualquer penalização decorrente de possíveis falhas de cadastramento das empresas fornecedoras da cana; e) Sobre o óleo diesel, argumentou que sua utilização em maquinário agrícola, que participa do processo produtivo agroindustrial como já explicado, justifica a apropriação de créditos, e aplica o mesmo raciocínio à graxa; f) Em relação ao tópico “Créditos de Notas Fiscais e Notas Fiscais ME” (item 6 do Termo de Verificação Fiscal), reiterou sua argumentação no sentido de incluir os valores do “centro de custo agrícola”; g) As despesas relacionadas às atividades incorridas em laboratório, para desenvolvimento eficaz do plantio e colheita da cana, assim como todos os custos incorridos Fl. 11007DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 11 10 com manutenção do maquinário utilizado para o seu processamento e transporte, afiguramse nitidamente essenciais e indispensáveis ao desempenho das suas atividades, razão pela qual lhe assiste direito ao crédito de PIS e COFINS decorrentes de tais despesas; h) Em relação ao tópico “Créditos de Notas Fiscais e Notas Fiscais ME” (item 7 do Termo de Verificação Fiscal), reiterou sua argumentação no sentido de incluir os valores do “centro de custo agrícola”. Também por estarem relacionadas à produção de açúcar e álcool, as despesas relacionadas pela fiscalização como “7.1.2 cc não lig prod” (limpeza operativa, administração de pessoas, águas residuais, almoxarifado, armazéns, laboratórios etc) ensejariam o aproveitamento de créditos; i) Reiterou a argumentação relativo à essencialidade dos insumos, mesmo que ligados à atividade agrícola, em relação aos itens “7.1.3 – ccp mat n prod”, “7.2.1 agrícola”, “7.2.2 combustível não prod” e “7.2.3 graxas e lubr não útil. prod”; j) No tocante ao item “7.2.4 embalagens”, alegou que, mesmo não integrando o produto final, as embalagens configuram custos imprescindíveis à individualização e transporte do produto em processamento, razão pela qual se enquadram ao conceito de insumo firmado pelo CARF. l) As glosas sob rubrica “7.2.5 insumos indiretos” seriam igualmente improcedentes, pois a fiscalização glosou itens que reconheceu serem utilizados no processo produtivo, mas que alega não possuírem utilização direta no produto, valendose de conceito aplicável somente ao IPI; m) Quanto ao item “7.2.6 não insumo prod”, informa trataremse de produtos químicos utilizados nos laboratórios, limpeza do maquinário e no tratamento de efluente, atividades essenciais ao desenvolvimento das atividades da empresa; n) Refutou as glosas de créditos sobre as despesas dos itens “7.2.7 – transporte interno” e “7.2.8 – portuárias – Notas Fiscais ME”, pois não se pode restringir o direito de crédito relativo às despesa com frete nas operações de venda, sob pena de ignorar a relação direta que esse tipo de despesa tem com o processo produtivo da Peticionária; o) Quanto às despesas de energia elétrica (7.3 – energia 2011 (Cosan Bioenergia S/A)), percebese que a glosa decorreu de equívoco da fiscalização quanto aos fatos ocorridos. Isto porque as notas fiscais comprovam que as despesas de energia elétrica foram incorridas no mesmo período em que foram apropriados os créditos, apenas sendo emitidas as notas um ano depois devido a falha no cumprimento da obrigação acessória por parte da prestadora de energia; p) Também seria improcedente a glosa sobre aluguel e condomínio de espaço (7.4 – não é locação), pois são todos eles utilizados nas atividades da empresa, não fazendo o inciso IV, do artigo 3º, da Lei nº 10.833/03 qualquer distinção sobre que tipo de atividade (industrial, comercial, ou administrativa) deve ser exercida no local. Novamente menciona acórdão do CARF; q) Sobre os créditos relativos à depreciação, reiterou que a atividade agrícola é parte integrante de seu processo produtivo, e a depreciação das máquinas nela empregadas dão, conseqüentemente, direito a crédito. Fl. 11008DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 12 11 r) Solicitou a realização de perícia. Da manifestação de inconformidade, sobreveio o acórdão, fls. 10804/10836, da DRJ/Rio de Janeiro, cuja ementa é colacionada abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2010 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. Para efeitos da apuração de créditos a serem descontados da contribuição pela sistemática da não cumulatividade, consideramse insumos as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2010 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. Para efeitos da apuração de créditos a serem descontados da contribuição pela sistemática da não cumulatividade, consideramse insumos as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2010 JUROS SOBRE MULTA DE OFÍCIO. A multa de ofício, sendo parte integrante do crédito tributário, está sujeita à incidência dos juros de mora a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao do vencimento. Cientificada da decisão do acórdão da impugnação, a contribuinte ingressou com recurso voluntário, no qual repisou os argumentos já explicitados anteriormente. É o relatório. Voto Conselheira Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Relatora. 1. Dos requisitos de admissibilidade O Recurso Voluntário foi apresentado de modo tempestivo, a ciência do acórdão ocorreu em 15 de maio de 2015 e o recurso foi protocolado em 15 de maio de 2015. Tratase, portanto, de recurso tempestivo e de matéria que pertence a este colegiado. 2. Da necessidade de diligência Observase ao analisar o Termo de Verificação Fiscal, que há muitas despesas dentro de um mesmo centro de custos, sendo impossível realizar uma segregação de despesas, a fim de analisar se o insumo participa ou não do processo produtivo. Por exemplo, no item IV Fl. 11009DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 13 12 Glosas, 1. Agrícola, observase dentro das glosas, os seguintes termos: Administração, Portos. Como estariam tais custos vinculados às glosas agrícolas? Assim, diante do impasse verificado, fazse necessária a conversão do feito em diligência para: 1. identificar a natureza (descrição do serviço ou bem adquirido, sua finalidade, local de aplicação) dos itens abaixo glosados, especificando a conta contábil a que se refere; IV Glosas 1. Agrícola Contem despesas de notas fiscais de prestação de serviços pagas a fornecedores pessoas jurídicas, com atividades de transporte, fornecimento de mão de obra, máquinas e equipamentos utilizados no plantio, cultivo, fertilização, colheita, corte, carregamento e transporte da cana de açúcar e serviços gerais na lavoura. Não foram aceitas como base de créditos por estarem todas vinculadas aos centros de custos agrícolas identificados como: Administração, Alojamento Agrícola, Carregamento/Reboque de Cana, Colhedeira de Cana Picada, Colheita de Cana, Colheita de Cana Picada, Colheita de Cana Fornecedores, Colheita de Cana Terceirizada, Corte Mecanizado Cana Administrada, Corte Mecanizado Cana Fornecedores, Desenvolvimento Agronômico, Estradas/Cercas/Pontes, Mecanização Agrícola, Mão de Obra Agrícola, Oficina de Implementos, Outras Culturas Agrícola, Projeto Sorgo, Plantio, Plantio Contratos, Plantio Mecanizado, Portos, Preparo do Solo, Preparo e Plantio Mecanizado, Reboque de Cana, Replanta Cana Soca, Serviços Auxiliares, Serviços de Fornecedores de Cana, Serviços Habitação, Transporte Cana, Trato Cana, Trato Planta, Trato da Soca e Vinhaça. (...) 7. Notas Fiscais e Notas Fiscais ME (...) 7.1 Centros de Custos Identificados (...) 7.1.1 cc agrícola Foram selecionados os itens vinculados a centros de custos que não estão ligados diretamente com a produção, não podendo ser considerados bens e serviços utilizados como insumo na produção do açúcar e álcool. São aquisições utilizadas na área agrícola, setores administrativos da empresa ou de apoio, não ligados diretamente com a fabricação dos produtos destinados à venda 7.1.1 cc agrícola Glosadas as despesas vinculadas aos seguintes centros de custos da área agrícola: Abertura de Eito, Balsa COPI, Balsa DIAM, Cana Açúcar Prod. Terceirizada B.RET, Carreg/ Reboque Cana Inteira Admi RAF, Carreg/ Reboque Cana Inteira Admi DIAM, Carreg/ Reboque Terc Cana Inteira DIAM, Carreg/ Reboque Terc. Cana Inte SERRA, Carregamento Próprio RAF, Carregamento Próprio Fl. 11010DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 14 13 MUND, Carrg/ Reboque Fornec Cana Int DIAM, Colhedeira de Cana Picada B.RE, Colhedeira de Cana Picada COPI, Colhedeira de Cana Picada DIAM, Colhedeira de Cana Picada IASF, Colhedeira de Cana Picada JUNQ, Colhedeira de Cana Picada MUND, Colhedeira de Cana Picada RAF, Colhedeira de Cana Picada SERRA, Colhedeira de Cana Picada USH, Colheita de Cana B.RET, Colheita de Cana COPI, Colheita de Cana DIAM, Colheita de Cana – JUNQ, Colheita de Cana MUND, Colheita de Cana RAF, Colheita de Cana SERRA, Colheita de Cana Fornecedores DIAM, Colheita de Cana Fornecedores MUND, Colheita de Cana Terceirizada COPI, Colheita de Cana Terceirizada DIAM, Colheita de Cana Terceirizada SERRA, Comboio de Abastecimento B.RET , Comboio de Abastecimento COPI , Comboio de Abastecimento DIAM , Comboio de Abastecimento IASF , Comboio de Abastecimento JUNQ , Comboio de Abastecimento MUND , Comboio de Abastecimento RAF , Comboio de Abastecimento SERRA , Comboio de Abastecimento USH , Corrrega / Reboque Cana Adm Inte SERRA , Corte Mecanizado Administrado SERRA , Corte Mecanizado Cana Administrada DIAM , Corte Mecanizado Cana Fornecedor DIAM , Corte Mecanizado Cana Fornecedor SERRA , Corte Mecanizado Cana Orgânica JUNQ , Estaleiro DIAM , Implementos Agrícolas B.RET, Implementos Agrícolas COPI, Implementos Agrícolas DIAM, Implementos Agrícolas IASF, Implementos Agrícolas JUNQ, Implementos Agrícolas MUND, Implementos Agrícolas RAF, Implementos Agrícolas SERRA , Implementos Agrícolas USH , Irrigação ,Laboratório Meristema IASF , Laboratório Meristema RAF, M.Obra Agrícola Colheita Migrantes, Manutenção Mecânica B.RET , Manutenção de Campo COPI, Manutenção de Campo DIAM, Manutenção de Campo IASF, Manutenção de Campo JUNQ , Manutenção de Campo MUND , Manutenção de Campo RAF , Manutenção de Campo SERRA , MdO Agrícola ColheitaRegionais DIAM , MdO Agrícola ColheitaRegionais JUNQ , MdO Agrícola ColheitaRegionais MUND , MdO Agrícola ColheitaRegionais SERRA, Mecanização Agricola Colheita COPI , Mecanização Agricola Colheita SERRA , Mecanização Agricola Colheita USH , Mecanização Agrícola B.RET, Mecanização Agrícola COPI , Mecanização Agrícola DIAM , Mecanização Agrícola IASF , Mecanização Agrícola JUNQ , Mecanização Agrícola MUND, Mecanização Agrícola RAF , Mecanização Agrícola SERRA , Mecanização Agrícola USH , Mecanização Maquinas Extra Pesadas B.Ret , Mecanização Maquinas Extra PesadasCopi , Mecanização Maquinas Extra PesadasIASF , Mecanização Maquinas Extra PesadasJunqu , Mecanização Maquinas Extra PesadasMundi , Mecanização Maquinas Extra PesadasRafar , Mecanização Maquinas Extra PesadasSerra , Mecanização Maquinas Extra PesadasUSH , Mecanização Máquinas Amarelas B.Retiro , Mecanização Máquinas Amarelas Copi , Mecanização Máquinas Amarelas Diamante , Mecanização Máquinas Amarelas IASF , Mecanização Máquinas Amarelas Junqueir , Mecanização Máquinas Amarelas Rafard , Mecanização Máquinas Amarelas Serra , Mecanização Máquinas Amarelas USH , Mecanização Máquinas Leves B.RET , Mecanização Máquinas Leves COPI, Mecanização Máquinas Leves DIAM , Mecanização Máquinas Leves IASF, Mecanização Máquinas Leves JUNQ , Mecanização Máquinas Leves MUND , Mecanização Fl. 11011DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 15 14 Máquinas Leves RAF , Mecanização Máquinas Leves SERRA , Mecanização Máquinas Leves USH , Mecanização Máquinas Médias B.RET , Mecanização Máquinas Médias COPI , Mecanização Máquinas Médias DIAM , Mecanização Máquinas Médias IASF , Mecanização Máquinas Médias JUNQ , Mecanização Máquinas Médias MUND , Mecanização Máquinas Médias RAF , Mecanização Máquinas Médias SERRA , Mecanização Máquinas Médias USH , Mecanização Máquinas Pesadas B.RET , Mecanização Máquinas Pesadas COPI , Mecanização Máquinas Pesadas DIAM , Mecanização Máquinas Pesadas IASF , Mecanização Máquinas Pesadas JUNQ , Mecanização Máquinas Pesadas MUND , Mecanização Máquinas Pesadas RAF , Mecanização Máquinas Pesadas SERRA , Mecanização Máquinas Pesadas USH , Mecanização Plantio Mecanizado COPI , Mecanização Plantio Mecanizado DIAM , Mecanização Plantio Mecanizado JUNQ, Mecanização Plantio Mecanizado MUND , Mecanização Plantio Mecanizado RAF , Mecanização Plantio Mecanizado SERRA , Mão Obra Agric.ColheitaMineiros SERRA , Mão Obra Agrícola Colheita MineirosDIAM, Mão Obra Agrícola ColheitaMineiros USH , Mão de Obra Agr.ColheitaMineiros MUND , Mão de Obra Agr.ColheitaMineiros B.RET , Mão de Obra Agric.ColheitaMineiros RAF , Mão de Obra Agríc.ColheitaMineiros COPI , Mão de Obra Agrícola B.RET , Mão de Obra Agrícola COPI , Mão de Obra Agrícola DIAM , Mão de Obra Agrícola IASF , Mão de Obra Agrícola JUNQ , Mão de Obra Agrícola MUND, Mão de Obra Agrícola RAF , Mão de Obra Agrícola SERRA , Mão de Obra Agrícola USH, Mão de Obra Agrícola Apoio SE, Outras Culturas Agrícolas MUND , Plantio B.RET , Plantio DIAM , Plantio IASF, Plantio JUNQ , Plantio MUND , Plantio RAF , Plantio SERRA , Plantio USH , Plantio Contratos SERRA , Plantio Inden.TerceirizadoRafard , Plantio Inden.TerceirizadoSão Francisco , Plantio Mecanizado JUNQ , Portos DIAM, Preparo do Solo B.RET, Preparo do Solo COPI , Preparo do Solo DIAM , Preparo do Solo IASF , Preparo do Solo MUND , Preparo do Solo RAF, Preparo do Solo SERRA, Preparo do Solo USH , Preparo e Plantio Terceirizado DIAM , Preparo e Plantio Terceirizado RAF , Reboque COPI, Reboque B.RET , Reboque DIAM , Reboque IASF , Reboque JUNQ , Reboque MUND , Reboque RAF , Reboque SERRA , Reboque USH , Reboque Cana Adm Picada SERRA, Reboque Cana Orgância Picada DIAM , Reboque Cana Picada Administrada DIAM , Reboque Cana Picada Administrada JUNQ , Reboque Fornecedor Cana Picada DIAM , Reboque Terceirizado Cana Picada DIAM , Serviços Fornecedores de Cana DIAM, Serviços Fornecedores de Cana USH , Serviços de Tratos Culturais B.RET , Serviços de Tratos Culturais COPI , Serviços de Tratos Culturais DIAM , Serviços de Tratos Culturais IASF , Serviços de Tratos Culturais JUNQ , Serviços de Tratos Culturais MUND , Serviços de Tratos Culturais RAF , Serviços de Tratos Culturais SERRA , Serviços de Tratos Culturais USH , Tr Administrada Mecânico SERRA , Transp Cana Picada Terceirizada DIAM , Transp Cana Picada Terceirizada SERRA , Transp. Colheita IASF , Transp. Fornecedor Cana Picada DIAM , Transporte Adm. Manual SERRA , Transporte Agrícola B.RET , Transporte Agrícola COPI , Transporte Agrícola DIAM , Transporte Agrícola IASF , Transporte Fl. 11012DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 16 15 Agrícola JUNQ , Transporte Agrícola MUND , Transporte Agrícola RAF , Transporte Agrícola SERRA , Transporte Agrícola USH , Transporte Agrícola Colheita B.RET , Transporte Agrícola Colheita COPI , Transporte Agrícola Colheita DIAM , Transporte Agrícola Colheita IASF , Transporte Agrícola Colheita JUNQ , Transporte Agrícola Colheita MUND , Transporte Agrícola Colheita RAF , Transporte Agrícola Colheita SERRA , Transporte Agrícola Colheita USH , Transporte Colheita COPI , Transporte Colheita B.RET , Transporte Colheita DIAM , Transporte Colheita JUNQ , Transporte Colheita MUND , Transporte Colheita RAF , Transporte Colheita USH, Transporte Manula Cana Administrad RAF , Transporte Terceirizado Cana Int SERRA, Transporte de Colheita SERRA , Tratamento da Calda de Açúcar IASF , Trato Cana Administrada Manual USH, Trato Cana Fornecedor Inteira SERRA , Trato Fornecedor Cana Inteira DIAM , Trato Manual Cana Administrada DIAM , Trato Planta COPI , Trato Planta DIAM , Trato Planta JUNQ, Trato Planta SERRA , Trato Planta USH , Trato Soca B.RET , Trato Soca COPI , Trato Soca DIAM , Trato Soca IASF , Trato Soca JUNQ , Trato Soca MUND , Trato Soca RAF , Trato Soca SERRA , Trato Soca USH , Trato Soca Terceirizada COPI , Trato Soca Terceirizada DIAM, Trato Soca Terceirizada IASF, Trato Soca Terceirizada USH , Trato Terceirizado Cana Inteira DIAM , Vinhaça COPI , Vinhaça IASF , Vinhaça B.RET , Vinhaça DIAM , Vinhaça JUNQ , Vinhaça MUND , Vinhaça RAF , Vinhaça SERRA , Vinhaça USH. São basicamente aquisições de peças, equipamentos, acessórios utilizados em caminhões e máquinas agrícolas, e também, serviços aplicados na manutenção das máquinas e caminhões ou diretamente na lavoura. (...) 7.1.2 cc não lig prod Glosadas as despesas vinculadas aos centros de custos administrativos e não ligados diretamente com a produção, composto por aquisições de peças de máquinas, materiais de laboratórios, serviços de análises, manutenção de máquinas e veículos, transportes, limpeza, etc. Administrativos: almoxarifado, eventos, P&D, vice presidência operações. Centros de custos não ligados diretamente com a produção: águas residuais, armazém de açúcar externo, armazém de açúcar interno, balança de cana, captação de água, central de ar comprimido, manutenção de balanças, mecanização industrial, serviços de apoio armazéns e tratamento de água. (...) 7.1.3 não é ins prod ccc Nos centros de custos ligados à produção foram glosadas aquisições de peças e componentes de máquinas agrícolas e serviços de limpezas, identificados na coluna descrição grupo de mercadorias como: Fl. 11013DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 17 16 CARREGADEIRA DE CANA MOTOCANA, CAT TRANSM. FORCA EIXO TRAS/DIANT. SIST. FREIO DIRECAO, CATEEPILLAR EMBREAGEM PRINCIPAL E TRANSMISSAO, CATERPILLAR COMANDO FINAL SISTEMA DIFERENCIAL, SISTEMA FREIO, CATERPILLAR COMPONENTES E ACESSORIOS MOTOR EXPLOSAO, CATERPILLAR CONTROLE ACESS OPERACAO C/ LAMINA ESCARIFICADOR, CATERPILLAR MAT. RODANTE,CHAS ARM. SUSP/DIANT CAB BAR TRACAO, CATERPILLAR PAINEL INSTRUMENTOS, EQUIP. INSTALACAO ELETRICA, COLHEITADEIRA DE CANA PICADA CASE, COLHEITADEIRA DE CANA PICADA CLAAS, COLHEITADEIRA DE CANA PICADA JOHN DEERE, EQUIPAMENTOS COMPONENTES ACESS COMBATE DE PRAGAS (PULVERIZ.), EQUIPAMENTOS COMPONENTES E ACESSORIOS DE IRRIGACAO, EQUIPAMENTOS COMPONENTES E ACESSORIOS DISTR. BENZ TRANSMISSAO DE FORCA E EIXO TRASEIRO, MF CHASSIS, ARMACAO, CARROCERIA, CABINA E BARRAS TRACAO, MF COMPONENTES E ACESSORIOS MOTOR DE EXPLOSAO, MF RODAS DIANTEIRAS TRASEIRAS E PESOS, MF SISTEMA HIDRAULICO PRINCIPAL, LEVANTE E CONTROLE REMOTO, MFTRANSM. FORCA EIXO TRAS/DIANT. SIST. FREIO E DIRECAO, SCANIA CHASSIS, CABINAS, CARROCERIAS, SUSP, DIANT TRASEIRA, SCANIA COMPONENTES E ACESSORIOS MOTOR DE EXPLOSAO, SCANIA PAINEL, INSTR, EQUIP. INSTALACAO ELETRICA ACESSORIOS, SCANIA SISTEMAS DE FREIO E DIRECAO, EIXO DIANTEIRO E RODAS, SCANIA TRANSMISSAO DE FORCA E EIXO TRASEIRO, SERVICOS COLETA E TRANSP. SUBPRODUTOS (TORTA/BAGACO), SERVICOS COLETA E TRANSPORTES LIXOS E RESIDUOS, SERVICOS PROFISSIONAIS, VALTRA CHASSIS, ARMACAO, CARROCERIA, CABINA, BARRAS TRACAO, VALTRA RODAS DIANTEIRAS TRASEIRAS E PESOS, VALTRA SISTEMA HIDR. PRINCIPAL, LEVANTE CONTROLE REMOTO, VALTRA TRANSM. FORCA EIXO TRAS/DIANT. SIST. FREIO DIRECAO, VOLVO CHASSIS, CABINAS, CARROCEIRAS, SUSP. DIANT E TRASEIRA, VOLVO CHASSIS/ARM. CARROCERIA, CABINA E BARRAS TRACAO, VOLVO COMPONENTES ACESSORIOS MOTOR DE EXPLOSAO, VOLVO COMPONENTES E ACESSORIOS MOTOR DE EXPLOSAO, VOLVO SISTEMA HIDR PRINCIPAL LEVANTE CONTROLE REMOTO, VOLVO SISTEMAS DE FREIO E DIRECAO, EIXO DIANTEIRO E RODAS, VOLVO TRANSM FORCA EIXO TRAS/DIANT. SIST. FREIO E DIRECAO. (...) 7.2 Centros de Custos não identificados (...) 7.2.5 insumos indiretos Foram apresentados diversos itens utilizados em diferentes tipos de máquinas e equipamentos existentes tanto na área agrícola como no parque industrial, como pinos, ferramentas, arruelas, acoplamentos, anéis, buchas, correias, correntes, cordas, cotovelos, discos, escovas, fitas isolantes, gaxetas, lixas, mancais, mangueiras, manômetros, Fl. 11014DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 18 17 niples, porcas, parafusos, retentores, rolamentos, válvulas, filtros, terminais, barras de aço, vigas de aço, adesivos, grampos, borrachas, conexões, tubos, flanges, dentre outros, para os quais a empresa não apresentou detalhes técnicos que garantam a sua utilização em máquinas que produzam diretamente álcool e açúcar, nem estão vinculados a centros de custos de produção. Em consequência, foram tratados como itens genéricos utilizados em diferentes tipos de máquinas e equipamentos existentes no seu parque agrícola e industrial; assim sendo, tratamse de insumos indiretos de produção que não geram direito a crédito da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. Estão identificados em “descrição grupo mercadoria” como: ACESSORIOS PARA ROLAMENTOS; BARRAS METALICAS FERROSOS; BARRAS METALICAS NAO FERROSOS; BORRACHAS SISNTETICAS E NATURAL; CABOS DE ACO E ACESSORIOS; CHAPAS METALICAS FERROSOS; CHAPAS METALICAS NAO FERROSOS; COMPRESSORES DIVERSOS; CONEXOES METALICOS FERROSOS; CONEXOES METALICOS NAO FERROSOS; MANCAIS (CAIXAS/ FLANGES); PARAFUSOS, PORCA, ARRUELA E PRISIONEIROS; PERFIS ESTRUTURAIS METALICAS NAO FERROSOS; PERFIS ESTRUTURAIS METALICOS FERROSOS; PLASTICOS, POLIETILENO, POLIPROPILENO, ACRILICOS E ISOPOR; PREGOS, REBITES, GRAMPOS E ILHOSES; ROLAMENTOS AGULHAS; ROLAMENTOS ESFERAS; ROLAMENTOS ROLOS CILINDRICOS; ROLAMENTOS ROLOS CONICOS; TECIDOS METALICOS FERROSOS; TECIDOS METALICOS NAO FERROSOS; TUBOS METALICOS FERROSOS; TUBOS METALICOS NAO FERROSOS; VALVULAS AUTOMATICAS E ACESSORIOS; VALVULAS DE SEGURANCA E ACESSORIOS; VALVULAS MANUAIS E ACESSORIOS. (...) 7.2.6 não insumo prod Também foi considerado como não sendo insumo as despesas pertencentes aos grupos de mercadorias: MATERIAIS DE LABORATORIO; MATERIAIS FERROVIARIOS; PRODUTOS QUIMICOS DIVERSOS; PRODUTOS QUIMICOS P/ ANALISE (REAGENTES E CORANTES); PRODUTOS QUIMICOS P/ TRATAMENTO DE AGUA; TRANSFORMADORES; VIDRARIA DE LABORATORIO. Composto por produtos utilizados em tratamento de agua, análises laboratoriais, limpeza e outros fins não ligados à produção. (...) 7.2.7 transporte interno Notas fiscais identificadas em “descrição grupo mercadoria” serviços transporte de carga pessoa jurídica e constando como materiais diárias de caminhões usina me. As despesas são pagamentos de diárias de caminhões, sem previsão legal para apropriação de créditos. Existe direito ao credito quando se trat77ar de fretes ligado necessariamente a uma operação de venda, que não é o caso. Dessa forma, a Fl. 11015DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 19 18 movimentação de mercadorias entre os estabelecimentos, ou de produtos acabados dentro da indústria, não geram créditos. (...) 7.2.8 portuárias – NOTAS FISCAIS ME Em “descrição grupo mercadoria” serviços, contendo como “descrição do material” serviços desp elev port me, serviços estufagem me, serviços hora extra estufagem me, inspeção de carga me, serviços pegas container, serviço prestackingme. Estas despesas não estão previstas no inciso IX do artigo 3º da Lei 10.833/03, que prevê apenas os fretes e a armazenagem na operação de venda, não incluindo despesas com movimentação, liberação, análise, inspeção, agenciamento das cargas. (...) 8. Depreciação (...) 8.2 não utiliz prod Glosados as esmerilhadeiras, talhas, agitadores, amostradores, analisadores, autoclaves, balanças, bombas, câmaras frias, carretas, centrifugadores, densimetros, defibradores, destiladores, digestores, espectrofotômetro, estabilizadores, estufas, filtros, fornos, lavadores, manômetros, medidores, microscópios, motores elétricos, painéis, redutores, sondas, tanques, tornos, transceptores, veículos, etc vinculados aos centros de custos: Águas Residuais; Águas Residuais B.RET; Águas Residuais COPI; Águas Residuais DIAM; Águas Residuais IASF; Águas Residuais JUNQ; Águas Residuais MUND; Águas Residuais SERRA; Águas Residuais USH; Balança de Cana; CSC DEDINI; Escritório Comercial Cosan; Expedição; Faturamento/Balança; Faturamento/Balança B.RETIRO; Faturamento/Balança DIAMANTE; Faturamento/Balança IASF; Faturamento/Balança JUNQUEIRA; Faturamento/Balança MUNDIAL; Faturamento/Balança RAFARD; Faturamento/Balança USH; Higiene e Medicina do Trabalho; Instrumentação; Instrumentação B.RET; Instrumentação COPI; Instrumentação DIAM; Instrumentação IASF; Instrumentação JUNQ; Instrumentação MUND; Instrumentação SERRA; Instrumentação USH; Jurídico; Labor.Industrial/Microbiológico B.RET; Labor.Industrial/Microbiológico COPI; Labor.Industrial/Microbiológico DIAM; Labor.Industrial/Microbiológico IASF; Labor.Industrial/Microbiológico JUNQ; Labor.Industrial/Microbiológico MUND; Labor.Industrial/Microbiológico RAF; Labor.Industrial/Microbiológico SERRA; Labor.Industrial/Microbiológico USH; Laboratório Industrial e Microbiológico; Laboratório Meristema; Laboratório Meristema IASF; Laboratório Meristema RAF; Laboratório Teor Sacarose; Laboratório Teor Sacarose B.RET; Laboratório Teor Sacarose COPI; Laboratório Teor Sacarose DIAM; Laboratório Teor Sacarose Fl. 11016DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA Processo nº 10880.723245/201416 Resolução nº 3302000.531 S3C3T2 Fl. 20 19 IASF; Laboratório Teor Sacarose JUNQ; Laboratório Teor Sacarose MUND; Laboratório Teor Sacarose RAF; Laboratório Teor Sacarose SERRA; Laboratório Teor Sacarose USH; Limpeza Operativa COPI; Limpeza Operativa DIAM; Limpeza Operativa MUND; Saúde e Segurança ISO 18000; Saúde e Segurança ISO 18000 B.RET; Saúde e Segurança ISO 18000 JUNQ; Saúde e Segurança ISO 18000 RAF; Saude e Segurança Ocupacional; Saude e Segurança Ocupacional Unidade; Servidores; Sistemas Corporativos; Suporte Corporativo; Suporte TI; Suporte Vdas Varejo; Tecnologia Corporativo; Tecnologia da Informação; Tecnologia Unidade BOM RETIRO; Tecnologia Unidade DIAM; Tecnologia Unidade IASF; Tecnologia Unidade JUNQUEIRA; Tecnologia Unidade RAFARD; Tecnologia Unidade SERRA; Tecnologia Unidade USH; Upstream; Vendas Varejo – COSAN. 2. Ademais, no que concerne aos centros de custos agrícolas, item IV Glosas, 7.1.1. cc agrícolas, do Termo de Verificação Fiscal, deve ser realizada a separação entre os custos dos bens e dos serviços aplicados diretamente na produção agrícola; 3. No que se refere aos custos indiretos de produção agrícola e industrial, item IV Glosas, 7.1.2 cc não lig prod, 7.1.3 não é ins prod ccc, 7.2.5 insumos indiretos, 7 .2.6 não insumo prod, do Termo de Verificação Fiscal, informar se eles integram os custos dos insumos de produção; 4. Em relação aos serviços de transportes nas compras, item IV Glosas, 7.2.7 transporte interno, do Termo de Verificação Fiscal, a separação entre os serviços de transportes de insumos de produção dos demais serviços de transportes (máquinas, equipamentos, trabalhadores, etc.); 5. Nos encargos de depreciação, , item IV Glosas, 8.2 não utiliz prod, do Termo de Verificação Fiscal, informar se os bens foram registrados no ativo imobilizado ou não, assim como se são bens de produção ou utilizados nas demais atividades da empresa. 6. Para a realização do trabalho, a fiscalização poderá solicitar as informações necessárias ao atendimento da diligência; 7. Que a contribuinte seja cientificada dessa decisão e do relatório final do resultado da diligência e possa, em cada caso, apresentar sua manifestação, no prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/2011. Ao final, seja o processo encaminhado à consideração do CARF. Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza Fl. 11017DF CARF MF Impresso em 16/08/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA, Assinado di gitalmente em 15/08/2016 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/08/2016 por SARAH MARIA LINHARES DE ARAUJO PAES DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 10940.900338/2017-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 28 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Sep 20 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/04/2014 a 30/06/2014
PRECLUSÃO. FATO CONSTITUTIVO DE DIREITO.
O decreto de preclusão é apenas concebível naquelas matérias de disponibilidade exclusiva das partes, isto é, cabe preclusão para as teses em que seu conhecimento dependa de manejo da parte, dentre elas, a pertinente a fato constitutivo de direito.
DILIGÊNCIA. HIPÓTESES.
Diligência, no âmbito do processo administrativo fiscal, presta-se a sanar dúvida sobre a(s) realidade(s) apontada(s) pelas provas produzidas, isto é, documentalmente demonstrada versões desarmônicas, necessária a diligência para produção de prova. Desta forma, a diligência não se presta a matéria de direito e, tampouco a suprimir encargo probatório das partes.
INSUMOS. MATERIAL DE EMBALAGEM.
O material de embalagem segue o mesmo tratamento dado a qualquer dispêndio, ou seja, essencial ou relevante ao processo produtivo é insumo, caso contrário, não. Destarte, é possível a concessão de crédito não cumulativo das contribuições não cumulativas ao material de embalagem, quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique na perda do produto ou da qualidade do mesmo (contêiner refrigerado em relação à carne congelada), ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem.
INSUMOS. ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA.
A permissão de crédito é sobre aquisição de energia elétrica consumida, logo os acessórios desta aquisição não geram direito ao crédito.
CRÉDITOS. AQUISIÇÕES. ALÍQUOTA ZERO. IMPOSSIBILIDADE.
O artigo 16 da Lei 11.116/05 permite o crédito das contribuições na forma do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, sendo que os §§ 2° dos artigos 3 das Leis 10.637/02 e 10.833/03 proíbem o creditamento da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição.
Numero da decisão: 3401-009.385
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reverter as glosas dos créditos referentes às aquisições de material de embalagem. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-009.370, de 28 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 10940.900312/2017-13, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente).
Nome do relator: RAFAELLA DUTRA MARTINS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202107
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2014 a 30/06/2014 PRECLUSÃO. FATO CONSTITUTIVO DE DIREITO. O decreto de preclusão é apenas concebível naquelas matérias de disponibilidade exclusiva das partes, isto é, cabe preclusão para as teses em que seu conhecimento dependa de manejo da parte, dentre elas, a pertinente a fato constitutivo de direito. DILIGÊNCIA. HIPÓTESES. Diligência, no âmbito do processo administrativo fiscal, presta-se a sanar dúvida sobre a(s) realidade(s) apontada(s) pelas provas produzidas, isto é, documentalmente demonstrada versões desarmônicas, necessária a diligência para produção de prova. Desta forma, a diligência não se presta a matéria de direito e, tampouco a suprimir encargo probatório das partes. INSUMOS. MATERIAL DE EMBALAGEM. O material de embalagem segue o mesmo tratamento dado a qualquer dispêndio, ou seja, essencial ou relevante ao processo produtivo é insumo, caso contrário, não. Destarte, é possível a concessão de crédito não cumulativo das contribuições não cumulativas ao material de embalagem, quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique na perda do produto ou da qualidade do mesmo (contêiner refrigerado em relação à carne congelada), ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem. INSUMOS. ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA. A permissão de crédito é sobre aquisição de energia elétrica consumida, logo os acessórios desta aquisição não geram direito ao crédito. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES. ALÍQUOTA ZERO. IMPOSSIBILIDADE. O artigo 16 da Lei 11.116/05 permite o crédito das contribuições na forma do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, sendo que os §§ 2° dos artigos 3 das Leis 10.637/02 e 10.833/03 proíbem o creditamento da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 20 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10940.900338/2017-53
anomes_publicacao_s : 202109
conteudo_id_s : 6477514
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 20 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3401-009.385
nome_arquivo_s : Decisao_10940900338201753.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : RAFAELLA DUTRA MARTINS
nome_arquivo_pdf_s : 10940900338201753_6477514.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reverter as glosas dos créditos referentes às aquisições de material de embalagem. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-009.370, de 28 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 10940.900312/2017-13, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Jul 28 00:00:00 UTC 2021
id : 8979384
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:40:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565751504896
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-13T16:01:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-13T16:01:05Z; Last-Modified: 2021-09-13T16:01:05Z; dcterms:modified: 2021-09-13T16:01:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-13T16:01:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-13T16:01:05Z; meta:save-date: 2021-09-13T16:01:05Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-13T16:01:05Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-13T16:01:05Z; created: 2021-09-13T16:01:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2021-09-13T16:01:05Z; pdf:charsPerPage: 2173; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-13T16:01:05Z | Conteúdo => S3-C 4T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10940.900338/2017-53 Recurso Voluntário Acórdão nº 3401-009.385 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 28 de julho de 2021 Recorrente MACROFERTIL INDUSTRIA E COMERCIO DE FERTILIZANTES S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2014 a 30/06/2014 PRECLUSÃO. FATO CONSTITUTIVO DE DIREITO. O decreto de preclusão é apenas concebível naquelas matérias de disponibilidade exclusiva das partes, isto é, cabe preclusão para as teses em que seu conhecimento dependa de manejo da parte, dentre elas, a pertinente a fato constitutivo de direito. DILIGÊNCIA. HIPÓTESES. Diligência, no âmbito do processo administrativo fiscal, presta-se a sanar dúvida sobre a(s) realidade(s) apontada(s) pelas provas produzidas, isto é, documentalmente demonstrada versões desarmônicas, necessária a diligência para produção de prova. Desta forma, a diligência não se presta a matéria de direito e, tampouco a suprimir encargo probatório das partes. INSUMOS. MATERIAL DE EMBALAGEM. O material de embalagem segue o mesmo tratamento dado a qualquer dispêndio, ou seja, essencial ou relevante ao processo produtivo é insumo, caso contrário, não. Destarte, é possível a concessão de crédito não cumulativo das contribuições não cumulativas ao material de embalagem, quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique na perda do produto ou da qualidade do mesmo (contêiner refrigerado em relação à carne congelada), ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem. INSUMOS. ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA. A permissão de crédito é sobre aquisição de energia elétrica consumida, logo os acessórios desta aquisição não geram direito ao crédito. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES. ALÍQUOTA ZERO. IMPOSSIBILIDADE. O artigo 16 da Lei 11.116/05 permite o crédito das contribuições “na forma do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 03 38 /2 01 7- 53 Fl. 176DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-009.385 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10940.900338/2017-53 dezembro de 2003”, sendo que os §§ 2° dos artigos 3 das Leis 10.637/02 e 10.833/03 proíbem o creditamento “da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição”. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reverter as glosas dos créditos referentes às aquisições de material de embalagem. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo- lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-009.370, de 28 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 10940.900312/2017-13, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário, interposto em face de acórdão de primeira instância que julgou improcedente Manifestação de Inconformidade, cujo objeto era a reforma do Despacho Decisório exarado pela Unidade de Origem, que acolhera em parte o Pedido de Ressarcimento apresentado pelo Contribuinte. O pedido é referente a créditos na apuração não cumulativa do(a) CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP não cumulativo, auferidos no Período de apuração: 01/04/2014 a 30/06/2014. Os fundamentos do Despacho Decisório da Unidade de Origem e os argumentos da Manifestação de Inconformidade estão resumidos no relatório do acórdão recorrido. Na sua ementa estão sumariados os fundamentos da decisão, detalhados no voto: (a) no âmbito do processo administrativo fiscal não se admite a negativa geral, pois a defesa deve conter os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir, operando-se a preclusão processual relativamente à matéria que não tenha sido expressamente contestada na defesa apresentada; assim, consideram-se consolidadas na esfera administrativa as glosas que não foram objeto de contestação específica; (b) a prova documental deve ser apresentada no momento da impugnação, a menos que demonstrado, justificadamente, o preenchimento de um dos requisitos constantes do art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235, de 1972, o que não se logrou atender neste caso; indefere-se o pedido de diligência ou perícia quando se trata de matéria passível de prova documental a ser apresentada no momento da manifestação de inconformidade, bem como quando presentes elementos suficientes para a formação da convicção da autoridade julgadora; (c) as decisões judiciais e administrativas Fl. 177DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-009.385 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10940.900338/2017-53 relativas a terceiros não possuem eficácia normativa, uma vez que não integram a legislação tributária de que tratam os artigos 96 e 100 do Código Tributário Nacional; (d) declarada pelo Superior Tribunal de Justiça - STJ, em sede de recurso repetitivo, a ilegalidade das IN SRF nº 247/02 e nº 404/04, adotam-se as balizas constantes do correspondente julgado (REsp nº 1.221.170/PR), da Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFN-MF, de 26/09/2018, e do Parecer Normativo Cosit/RFB nº 05, de 17/12/2018, no que concerne ao conceito de insumo); (e) conforme estabelecido pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no Recurso Especial 1.221.170/PR, o conceito de insumo para fins de apuração de créditos da não cumulatividade da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou da relevância do bem ou serviço para a produção de bens destinados à venda ou para a prestação de serviços pela pessoa jurídica; somente podem ser considerados insumos itens aplicados no processo de produção de bens destinados à venda ou de prestação de serviços a terceiros; excluem-se do conceito de insumo: itens utilizados nas demais áreas de atuação da pessoa jurídica, como administrativa, jurídica, contábil etc.; itens relacionados à atividade de revenda de bens; itens utilizados posteriormente à finalização dos processos de produção de bens e de prestação de serviços, salvo exceções justificadas; itens utilizados em atividades que não gerem esforço bem sucedido, como em pesquisas, projetos abandonados, projetos infrutíferos, produtos acabados e furtados ou sinistrados etc; itens destinados a viabilizar a atividade da mão de obra empregada pela pessoa jurídica em qualquer de suas áreas, inclusive em seu processo de produção de bens ou de prestação de serviços, tais como alimentação, vestimenta, transporte, educação, saúde, seguro de vida etc, ressalvadas as hipóteses em que a utilização do item é especificamente exigida pela legislação para viabilizar a atividade de produção de bens ou de prestação de serviços por parte da mão de obra empregada nessas atividades; (f) palets, caixas de papelão, filme de polietileno e containers big bag utilizados na proteção do produto acabado durante seu armazenamento e seu transporte até os clientes, correspondem a “embalagem de transporte”, caracterizando dispêndios com materiais utilizados em etapas posteriores à fabricação dos produtos destinados à venda; portanto, não se enquadram como insumos e, consequentemente, não conferem direito a créditos da não cumulatividade; (g) não dará direito a crédito, para fins de determinação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, o valor da aquisição de bens e serviços sujeitos à incidência de alíquota zero, independentemente da destinação dada pelo adquirente a esses bens ou serviços; (h) somente dão direito a crédito no âmbito do regime da não-cumulatividade os valores gastos com o consumo de eletricidade, não sendo considerados créditos os valores pagos a outro título as empresas concessionárias de energia elétrica. Cientificado do acórdão recorrido, o Contribuinte interpôs Recurso Voluntário, reiterando o quanto descrito em Manifestação de Inconformidade somado ao seguinte: Contestou a glosa de combustíveis e lubrificantes, que, de todo modo, deve ser analisada em respeito ao princípio da verdade real; Nulidade por deixar de realizar a diligência pleiteada que, não obstante não cumpra os requisitos legais, deveria ser analisada em respeito ao princípio da verdade real; “As decisões judiciais e administrativas são de suma importância para a melhor interpretação do sistema jurídico administrativo e tributário, garantindo eficiência, racionalidade, celeridade e transparência nas relações entre Fisco e contribuinte”; Fl. 178DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-009.385 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10940.900338/2017-53 “É imprescindível o uso de embalagens para armazenamento, transporte, apresentação, venda e manuseio do produto” vez que as embalagens trazem instruções de manuseio do produto. Ao final, pugna pelo provimento do recurso. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: 2.1. A fiscalização de solo glosou os créditos decorrentes de aquisição de COMBUSTÍVEIS pois, em seu entender, este “é utilizado para o transporte de insumos, assim como dos produtos industrializados”. Em Manifestação de Inconformidade a Recorrente defendeu um conceito amplo de insumos, porém, nada disse acerca do uso efetivo dos combustíveis e, tampouco sua vinculação ao processo produtivo, o que levou a DRJ a declarar preclusa a matéria. 2.1.1. Em Voluntário, a Recorrente alega que argumentou de forma ampla sobre o tema (no tópico sobre o conceito de insumos) e que, de todo modo, em respeito ao princípio da verdade real o tema deveria ter sido conhecido e enfrentado pela DRJ. 2.1.2. PRECLUSÃO é – na escorreita lição de CHIOVIENDA – perda de uma faculdade processual das partes. Portanto, o decreto de preclusão é apenas concebível naquelas matérias de disponibilidade exclusiva das partes, isto é, cabe preclusão para as teses em que seu conhecimento dependa de manejo da parte. 2.1.3. Como sabido, ao lado das teses disponíveis às partes, há outras chamadas de ordem pública, matérias que transcendem o interesse das partes conflitantes, disciplinando relações que as envolvam mas fazendo-o com atenção ao interesse público (DINAMARCO). Com isto temos que as matérias de ordem pública são aquelas que antecedem ou impedem a análise do conflito de interesses em juízo; são relações regulamentadas por normas jurídicas cuja observância é subtraída, em medida mais ou menos ampla, segundo os casos, à livre vontade das partes e à valorização arbitrária que as mesmas podem fazer de seus interesses individuais (CALAMANDREI). 2.1.4. No presente caso há um debate sobre fato constitutivo, especificamente, vinculação do combustível adquirido pela Recorrente com tal ou qual serviço ou processo produtivo. Fato constitutivo de direito (sem discorremos acerca da correção ou não do mesmo) é matéria disponível às partes, é tema de direito material que não antecede a análise do conflito, pelo contrário, é o próprio conflito posto. 2.1.5. É claro que casos há em que a aplicação de determinado Precedente obrigatório é automática, não depende de qualquer juízo lógico do julgador sobre as provas – e daí restaria afastada a preclusão. Todavia, não obstante o precedente vinculante, para se chegar a uma conclusão do uso do combustível no processo produtivo, necessário, primeiro, argumento e depois prova – e não há um ou outro quer em Manifestação de Inconformidade, quer em Voluntário. Portanto, houve preclusão consumativa da matéria serôdia. Fl. 179DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3401-009.385 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10940.900338/2017-53 2.2. DILIGÊNCIA, no âmbito do processo administrativo fiscal, presta-se a sanar dúvida sobre a(s) realidade(s) apontada(s) pelas provas produzidas, isto é, documentalmente demonstrada versões desarmônicas, necessária a diligência para produção de prova – entendimento aparentemente compartilhado pela Recorrente uma vez que descreve em seu pedido que caso seja o entendimento deste Órgão Julgador, o processo deve ser convertido em diligência. Desta forma, a diligência não se presta a matéria de direito e, tampouco a suprimir encargo probatório das partes. E é justamente o que pretende a Recorrente com os pedidos de diligência. b) Caso seja o entendimento, seja o julgamento convertido em diligência para que se faça uma adequada análise dos elementos necessários ao convencimento desse Juízo, inclusive com a intimação da Recorrente para que apresente novos documentos que esse órgão julgador entenda indispensável a comprovação do alegado; e 2.2.1. De mais a mais, como bem assevera a DRJ, o pedido de PERÍCIA (que não é o mesmo que diligência, sem prejuízo de compartilhar alguns dos fundamentos) em processo administrativo fiscal deve cumprir os requisitos legais, aqui, absolutamente ignorados pela Recorrente. Com a máxima vênia, porém o contraditório não é inesgotável encontra barreira na necessidade, na praticidade da produção da prova e, também em Lei. 2.3. A fiscalização glosa os créditos das embalagens – nomeadamente, big bags, sacos de polipropileno e lacres de segurança – por entender serem de transporte, que não é incorporada ao produto final, não sendo, portanto insumos das contribuições. Em sentido semelhante, a DRJ afasta o creditamento pois a embalagem de transporte é utilizada após o processo produtivo. A Recorrente, a seu turno, defende que insumos são todas as despesas essenciais e relevantes ao processo produtivo e que as embalagens que sofreram a glosa assim o são, especialmente por conterem indicações do uso do produto. 2.3.1. O MATERIAL DE EMBALAGEM segue o mesmo tratamento dado a qualquer dispêndio, ou seja, essencial ou relevante ao processo produtivo é insumo, caso contrário, não. Destarte, é possível a concessão de crédito não cumulativo das contribuições não cumulativas ao material de embalagem, quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique na perda do produto ou da qualidade do mesmo (contêiner refrigerado em relação à carne congelada), ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem. 2.3.2. Fixado o antedito, a própria fiscalização chega à conclusão de que a Recorrente fornece a seus clientes o produto final em sacos de polipropileno de 50Kg e big bags de uma tonelada; logo tais bens são utilizados como embalagem primária do produto final, sendo de rigor o creditamento. 2.3.3. Não fosse suficiente, a Recorrente traz aos autos layout das embalagens. Nestes pode-se ver claramente que as embalagens contém informações de manuseio o que é relevantíssimo em se tratando de fertilizantes, não porque apenas porque assim dispõe a legislação (Instrução Normativa MAPA 61/2020) bem como porque trata-se de material com elevada toxicidade – o que leva a reversão da glosa também para os lacres de segurança das embalagens. 2.4. A Recorrente ressalta que ACESSÓRIOS DE ENERGIA ELÉTRICA (multas, impostos, parcelamentos) são passíveis de creditamento pois esse custo foi efetivamente suportado pela Recorrente e, excluí-lo, torna o custos dos produtos vendidos irreal além disso, tais valores sofreram incidência da contribuição. Fl. 180DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3401-009.385 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10940.900338/2017-53 2.4.1. Em resposta a DRJ assevera que a legislação de regência não permitiu o desconto da base de cálculo das contribuições sociais correspondente a penalidades e demais encargos com a energia elétrica como parcelamentos, multa, juros, doações e outros tributos, mas tão somente, o consumo de energia com vistas a viabilizar o processo produtivo da empresa. 2.4.2. Pouco pode ser adicionado ao descrito pela DRJ. Efetivamente a permissão de crédito é sobre aquisição de energia elétrica consumida, logo os acessórios desta aquisição não geram direito ao crédito – menos ainda quando atrelados à mora. Igualmente, ainda que custo suportado pela Recorrente, o acessório da energia elétrica não é essencial ou relevante ao consumo da mesma e, consequentemente ao processo produtivo, sendo de rigor a manutenção da glosa. 2.5. No curso do procedimento fiscal foi detectado que parte dos serviços de industrialização por encomenda adquiridos pela Recorrente foram tributados com ALÍQUOTA ZERO e, por tal motivo, foram glosados – forte no art. 3º, § 2º, II da Lei nº 10.833, de 2003. 2.5.1. Em sua peça de irresignação a Recorrente assevera que o método de apropriação de crédito das contribuições é o subtrativo indireto, logo, não importa se não houve recolhimento das contribuições na operação anterior. 2.5.1.1.“Especialmente no que concerne à alíquota zero, a referida vedação se revela injusta e onerosa ao contribuinte quando os insumos são aplicados na industrialização de produtos cuja receita decorrente da venda será submetida à tributação de PIS a 1,65% e de COFINS a 7,6%”. Nesta situação, ao tributar integralmente o faturamento vinculado com aquisição a alíquota zero, se estaria recompondo, integralmente, a tributação anterior, em quebra da não cumulatividade. 2.5.2. O pedido da Recorrente esbarra na dicção expressa do caput do artigo 16 da Lei 11.116/05 que permite o crédito em voga “na forma do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003”, sendo que os §§ 2° dos artigos 3 das Leis 10.637/02 e 10.833/03 proíbem o creditamento “da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição”. 2.5.3. De qualquer forma, a preocupação da Recorrente com a injustiça da tributação na operação de venda de produto que em sua composição apresente insumo adquirido sem o pagamento das contribuições não tem lugar; em primeiro porque, tratamos de pedido de ressarcimento vinculado com receitas não tributadas; em segundo pois o seu fornecedor creditou-se integralmente das contribuições incidentes sobre os insumos dos produtos que lhe vendeu, logo, o valor do tributo em cadeia não deveria ter impacto no preço do insumo adquirido pela Recorrente. Longe de ser um paradoxo, o artigo 17 da Lei 11.033/04 encerra o sistema de forma perfeita: se de um lado o adquirente de produto não tributado não pode se creditar, de outro vendedor do mesmo produto pode usufruir dos créditos em sua integralidade, retirando o custo tributário do preço. Desta forma, nem vendedor (que usufrui o crédito em sua integralidade), nem o comprador (que não tem no custo de compra o valor do tributo) e tampouco o Estado (que não paga créditos por duas vezes pela mesma operação) saem perdendo. 3. Pelo exposto, admito, porquanto tempestivo, e conheço do Recurso Voluntário e a ele dou parcial provimento para reverter as glosas das aquisições de material de embalagem. Fl. 181DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3401-009.385 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10940.900338/2017-53 CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento parcial ao recurso para reverter as glosas dos créditos referentes às aquisições de material de embalagem. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Fl. 182DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10850.722900/2013-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 27 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.050
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator.
Winderley Morais Pereira - Presidente substituto e Relator.
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Marcelo Giovani Vieira.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201709
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10850.722900/2013-87
anomes_publicacao_s : 201911
conteudo_id_s : 6088987
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-001.050
nome_arquivo_s : Decisao_10850722900201387.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : WINDERLEY MORAIS PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10850722900201387_6088987.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator. Winderley Morais Pereira - Presidente substituto e Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Marcelo Giovani Vieira.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 27 00:00:00 UTC 2017
id : 7978563
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:38:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565755699200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1441; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 2 1 1 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10850.722900/201387 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3201001.050 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 27 de setembro de 2017 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente HYPERMARCAS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator. Winderley Morais Pereira Presidente substituto e Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Marcelo Giovani Vieira. Relatório Trata o presente processo de exigência de multa de 50% por pedido de ressarcimento indevido que originalmente estava apensado ao Processo Administrativo nº 12585.000287/201011. Consultando os autos, verificouse que os processos foram objeto de impugnação e manifestação de inconformidade, sendo julgados pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, que negou provimento em ambos os processos. O contribuinte irresignado com as decisões da primeira instância, interpôs recursos voluntários em cada um RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 50 .7 22 90 0/ 20 13 -8 7 Fl. 217DF CARF MF Processo nº 10850.722900/201387 Resolução nº 3201001.050 S3C2T1 Fl. 3 2 dos processos, que posteriormente foram apensados pela Unidade de origem antes do envio ao CARF. Os processos possuem decisões da DRJ e recursos voluntários individualizados e pendentes de julgamento. Assim, para que fossem realizadas a apreciação individualizada dos processos foi necessária a desapensação do processo referente a multa por pedido de ressarcimento indevido. Ao apreciar os processos a turma de julgamento resolveu converter o processo referente ao ressarcimento em diligência e o processo referente a multa de 50% foi retirado de pauta por pedido de vista. Após as conclusões da diligência o julgamento do processo principal que controla o pedido de compensação foi novamente submetido a diligência para ciência do relatório de diligência. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. A teor do relatado, a multa controlada no presente processo referese ao pedido de ressarcimento constante do Processo Administrativo nº 12585.000287/201011, que encontrase em diligência para cumprimento de resolução deste conselho Em que pese a posição anterior de fazer o julgamento da multa de forma separada do julgamento do pedido de ressarcimento. O novo Regimento Interno do CARF determinou de forma expressa, que existindo conexão, os processo deverão ser vinculados para que o julgamento ocorra em conjunto. A determinação consta do art. 6º do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015. Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: § 1º Os processos podem ser vinculados por: I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e Fl. 218DF CARF MF Processo nº 10850.722900/201387 Resolução nº 3201001.050 S3C2T1 Fl. 4 3 III reflexo, constatado entre processos formaliza dos em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos. § 2º Observada a competência da Seção, os processos poderão ser distribuídos ao conselheiro que primeiro recebeu o processo conexo, ou o principal, salvo se para esses já houver sido prolatada decisão. § 3º A distribuição poderá ser requerida pelas partes ou pelo conselheiro que entender estar prevento, e a decisão será proferida por despacho do Presidente da Câmara ou da Seção de Julgamento, conforme a localização do processo. § 4º Nas hipóteses previstas nos incisos II e III do § 1º , se o processo principal não estiver localizado no CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para a unidade preparadora, para determinar a vinculação dos autos ao processo principal. § 5º Se o processo principal e os decorrentes e os reflexos estiverem localizados em Seções diversas do CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para determinar a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo na Câmara, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. § 6º Na hipótese prevista no § 4º , se não houver recurso a ser apreciado pelo CARF relativo ao processo principal, a unidade preparadora deverá devolver ao colegiado o processo convertido em diligência, juntamente com as informações constantes do processo principal necessárias para a continuidade do julgamento do processo sobrestado. § 7º No caso de conflito de competência entre Seções, caberá ao Presidente do CARF decidir, provocado por resolução ou despacho do Presidente da Turma que ensejou o conflito. § 8º Incluemse na hipótese prevista no inciso III do § 1º os lançamentos de contribuições previdenciárias realizados em um mesmo procedimento fiscal, com incidências tributárias de diferentes espécies. (grifo nosso) Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que o processo seja sobrestado na Secretária desta Segunda Câmara até o retorno da diligência do processo que controla o pedido de compensação para prosseguimento do julgamento. Winderley Morais Pereira Fl. 219DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10976.000585/2008-50
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Sep 08 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
REEXAME DE PERÍODO JÁ FISCALIZADO. EMISSÃO DE MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. AUTORIZAÇÃO DE REEXAME. EQUIVALÊNCIA.
Em relação ao mesmo exercício, só é possível um segundo exame, mediante ordem escrita do Superintendente, do Delegado ou do Inspetor da Receita Federal. A emissão do Mandado de Procedimento Fiscal torna desnecessária a autorização para segundo exame, já que as autoridades competentes para a emissão do Mandado de Procedimento Fiscal também o são para a autorização do segundo exame. Assim, a revisão do lançamento em reexame de exercício já fiscalizado, se presente à autorização para a realização do procedimento fiscal, firmada por autoridade competente, não acarreta a nulidade do auto de infração. Observância da Súmula CARF nº 111.
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RESULTADO DO JULGAMENTO DO PROCESSO RELATIVO À OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL.
A fim de evitar decisões conflitantes e de propiciar a celeridade dos julgamentos, o Regimento Interno deste Conselho (RICARF) preleciona que os processos podem ser vinculados por conexão, decorrência ou reflexo, devendo ser replicado ao presente julgamento, relativo ao descumprimento de obrigação acessória, o resultado do julgamento do processo atinente ao descumprimento da obrigação tributária principal, que se constitui em questão antecedente ao dever instrumental.
Numero da decisão: 2401-009.750
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo Lopes Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Rayd Santana Ferreira, Andrea Viana Arrais Egypto, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Rodrigo Lopes Araújo
Nome do relator: RODRIGO LOPES ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202108
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 REEXAME DE PERÍODO JÁ FISCALIZADO. EMISSÃO DE MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. AUTORIZAÇÃO DE REEXAME. EQUIVALÊNCIA. Em relação ao mesmo exercício, só é possível um segundo exame, mediante ordem escrita do Superintendente, do Delegado ou do Inspetor da Receita Federal. A emissão do Mandado de Procedimento Fiscal torna desnecessária a autorização para segundo exame, já que as autoridades competentes para a emissão do Mandado de Procedimento Fiscal também o são para a autorização do segundo exame. Assim, a revisão do lançamento em reexame de exercício já fiscalizado, se presente à autorização para a realização do procedimento fiscal, firmada por autoridade competente, não acarreta a nulidade do auto de infração. Observância da Súmula CARF nº 111. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RESULTADO DO JULGAMENTO DO PROCESSO RELATIVO À OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL. A fim de evitar decisões conflitantes e de propiciar a celeridade dos julgamentos, o Regimento Interno deste Conselho (RICARF) preleciona que os processos podem ser vinculados por conexão, decorrência ou reflexo, devendo ser replicado ao presente julgamento, relativo ao descumprimento de obrigação acessória, o resultado do julgamento do processo atinente ao descumprimento da obrigação tributária principal, que se constitui em questão antecedente ao dever instrumental.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 08 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10976.000585/2008-50
anomes_publicacao_s : 202109
conteudo_id_s : 6466417
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 08 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-009.750
nome_arquivo_s : Decisao_10976000585200850.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : RODRIGO LOPES ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 10976000585200850_6466417.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier - Presidente (documento assinado digitalmente) Rodrigo Lopes Araújo - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Rayd Santana Ferreira, Andrea Viana Arrais Egypto, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Rodrigo Lopes Araújo
dt_sessao_tdt : Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021
id : 8962961
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:39:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565757796352
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-03T17:05:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-03T17:05:29Z; Last-Modified: 2021-09-03T17:05:29Z; dcterms:modified: 2021-09-03T17:05:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-03T17:05:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-03T17:05:29Z; meta:save-date: 2021-09-03T17:05:29Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-03T17:05:29Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-03T17:05:29Z; created: 2021-09-03T17:05:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2021-09-03T17:05:29Z; pdf:charsPerPage: 2112; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-03T17:05:29Z | Conteúdo => S2-C 4T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10976.000585/2008-50 Recurso Voluntário Acórdão nº 2401-009.750 – 2ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 11 de agosto de 2021 Recorrente TRANCIL TRANSFORMADORES COMERCIO INDUSTRIA LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 REEXAME DE PERÍODO JÁ FISCALIZADO. EMISSÃO DE MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. AUTORIZAÇÃO DE REEXAME. EQUIVALÊNCIA. Em relação ao mesmo exercício, só é possível um segundo exame, mediante ordem escrita do Superintendente, do Delegado ou do Inspetor da Receita Federal. A emissão do Mandado de Procedimento Fiscal torna desnecessária a autorização para segundo exame, já que as autoridades competentes para a emissão do Mandado de Procedimento Fiscal também o são para a autorização do segundo exame. Assim, a revisão do lançamento em reexame de exercício já fiscalizado, se presente à autorização para a realização do procedimento fiscal, firmada por autoridade competente, não acarreta a nulidade do auto de infração. Observância da Súmula CARF nº 111. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RESULTADO DO JULGAMENTO DO PROCESSO RELATIVO À OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL. A fim de evitar decisões conflitantes e de propiciar a celeridade dos julgamentos, o Regimento Interno deste Conselho (RICARF) preleciona que os processos podem ser vinculados por conexão, decorrência ou reflexo, devendo ser replicado ao presente julgamento, relativo ao descumprimento de obrigação acessória, o resultado do julgamento do processo atinente ao descumprimento da obrigação tributária principal, que se constitui em questão antecedente ao dever instrumental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier - Presidente (documento assinado digitalmente) AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 97 6. 00 05 85 /2 00 8- 50 Fl. 316DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2401-009.750 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10976.000585/2008-50 Rodrigo Lopes Araújo - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Rayd Santana Ferreira, Andrea Viana Arrais Egypto, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Rodrigo Lopes Araújo Relatório Trata-se, na origem, de auto de infração por descumprimento de obrigação acessória: apresentação da Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social – GFIP - com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. De acordo com o relatório fiscal (e-fl.16-17): O sujeito passivo deixou de registrar na Guia de Recolhimento do FGTS e informações à Previdência Social-GFIP o valor das mensalidades escolares no curso superior de engenharia, administração e economia, pagas em favor dos funcionários relacionados no ANEXO I Demonstrativo de Valores Pagos Mensalidades Escolares , lançados nos livros Diário n. 29, Reg. 56032046 e Razão da empresa na conta 3.I.0I.02.0054-8 - AUXÍLIO MENSALIDADE ESCOLAR, no período de 0l/2004 a I2/2004 e também dos funcionários relacionados no ANEXO II, valores da participação nos resultados relacionados no Demonstrativo de Valores Pagos PLR, lançados nas contas 3.1.01 .02.005 I, 5. I .OI .02.00l2 e 5.l.0I.03.00I2 - PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS, nas competências 04/2004 e I0/2004. Ciência pessoal do auto de infração no dia 27/11/2008, conforme data no Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal (e-fls. 14-15). Impugnação (e-fls.42-66) na qual a autuada contesta fundamentalmente os seguintes pontos: Inexistência de Mandado de Procedimento Fiscal autorizando a refiscalização, o que implica nulidade da autuação; Dupla punição pelo mesmo fato, tendo em vista autuação exigindo os créditos tributários das obrigações principais. Os cursos superiores custeados têm total afinidade com as funções exercidas pelos trabalhadores beneficiados, não integrando o salário-de- contribuição Fl. 317DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2401-009.750 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10976.000585/2008-50 Para pagamento das PLR, não há proibição a implementação de meta individual de assiduidade, além do que esta seria secundária, sendo a mais importante a meta global. Revogação do art. 32, §º da Lei 8.212, pela MP 449/08. O lançamento foi julgado procedente pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ), conforme acórdão e-fls 233-252. Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 Ementa: INFRAÇAO A LEGISLACAO PREVIDENCIARIA. GFIP. OMISSAO DE FATOS GERADORES DE CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS. Constitui infração à legislação previdenciária, a apresentação de Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. LIMITES. Para o cálculo dos valores devidos pelos segurados empregados deverãoser observados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição. Incide contribuição previdenciária sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título aos segurados empregados, nos termos da legislação previdenciária. VALORES PAGOS A TÍTULO DE AUXÍLIO EDUCAÇÃO Integra o salário de contribuição os valores relativos a curso superior, graduação e pós- graduação, de que tratam os art. 43 a 57 da Lei n° 9.394, de 1996. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. INOBSERVÂNCIA DAS NORMAS. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada em desacordo com a lei específica, integra o salário de contribuição, Lei 8.212/91, artigo 28, §9 °, alínea `j'. APURAÇÃO DE VALORES DEVIDOS EM PERÍODO JÁ FISCALIZADO. POSSIBILIDADE. Reserva-se ao fisco o direito de, a qualquer tempo, cobrar as importâncias que sejam consideradas devidas, independentemente, do período já ter sido fiscalizado e` tal lançamento não se configura como refiscalização ou revisão. PROCEDIMENTOS FISCAIS. SELEÇÃO E CLASSIFICAÇÃO EM FUNÇÃO DO FATO GERADOR. As operações fiscais são comandadas e classificadas pelo competente setor de Planejamento das Ações Fiscais e são selecionadas em função do fato gerador que se pretende apurar. Fl. 318DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2401-009.750 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10976.000585/2008-50 O MPF e o TIAF são os documentos próprios para instaurar o procedimento fiscal na empresa e determinar a abrangência e o tipo de procedimento a ser realizado. REFISCALIZAÇÃO OU REVISÃO. INOCORRÊNCIA. O procedimento fiscal desenvolvido na empresa não se refere a refiscalização e nem a revisão de lançamento. ALTERAÇÃO NORMATIVA. MP 449- LEI ll.491/2009 NORMA MAIS BENEFICA. RETROATIVIDADE. APLICAÇAO AOS CASOS PENDENTES DE JULGAMENTO A referida norma incluiu, na Lei n° 8.212/91 o artigo 32-A, que alterou toda a sistemática de aplicação de multa relativa a infração em tela (omissão de fato gerador- GFIP). De acordo com o CTN aplica-se a nova norma aos casos passados, pendentes de julgamento quando se tratar de norma que defina penalidade mais benéfica. A definição de qual legislação deverá ser aplicada em relação aos lançamentos efetuados contra 0 contribuinte se dará por ocasião da extinção do crédito tributário, nas modalidades previstas no art. 156 do CTN ou em fase de execução fiscal da dívida. O calculo deverá ser feito pelo órgão competente, conforme o caso. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Observou a DRJ que o Auto de Infração que lançou as diferenças devidas por segurados empregados foi julgado procedente em parte. Todavia, como a multa foi cobrada no limite mínimo previsto pela legislação, o valor excluído não alterou o valor dessa penalidade. A procedência em parte se deu por conta do reconhecimento da necessidade de recálculo da multa, para aplicação da retroatividade benigna. Ciência do acórdão em 23/01/2010, por via postal, conforme aviso de recebimento (AR - e-fl. 313). Recurso Voluntário (e-fls. 265-288) apresentado em 23/02/2010. Reitera os argumentos da impugnação da seguinte forma: A fiscalização anterior (que também abrangeu o ano de 2004) foi ampla (e não restrita e seletiva, como diz a DRJ); O Mandado de Procedimento Fiscal lavrado tinha sustentação na Portaria RFB 11.371/2007; Às contribuições previdenciárias se aplica o art. 906 do RIR/99, prevendo que um segundo exame só é possível mediante ordem escrita do Superintendente, Delegado ou Inspetor da Receita Federal; Fl. 319DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2401-009.750 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10976.000585/2008-50 A lavratura de um simples MPF (sem expressa permissão para uma nova fiscalização) não é suficiente a validar o reexame; Se um agente público/fiscal pratica ato sem autorização expressa do seu superior hierárquico estará ele agindo sem competência no caso concreto; A Recorrente já foi autuada e devidamente o penalizada por não descontar/recolher as contribuições incidentes sobre as bolsas de estudo e sobre os valores pagos a título de PLR, o que, evidentemente, impede que ela, pelo mesmíssimo fato, seja novamente punida. A alínea "t" do § 9° do art. 28 da Lei n° 8.212/91 é claríssima no sentido de que o valor relativo ao plano educacional que vise educação básica nos termos do art. 21 da Lei no 9.394/968 e a cursos de capacitação e qualificação profissional vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa não integra o salário-de-contribuição Os cursos de capacitação e qualificação profissionais podem se inserir tanto na educação básica quanto na superior; Firmou com os empregados beneficiados com bolsa de estudos um "Termo de Cooperação na Formação Profissional e Escolar no qual está expressamente registrado que o beneficio concedido pela empresa tem "o objetivo de melhorar o nível de qualificação de seus funcionários; A única restrição é que o curso de capacitação/qualificação superior deve contemplar área do conhecimento compatível com a função exercida pelo trabalhador na fábrica. não há nenhuma proibição à implementação de "meta individual' de assiduidade. Além da "meta individual', foram previstas outras duas. A primeira (e mais importante) é a "meta global' (cláusula V, parágrafo I, do Termo de Acordo), que institui três patamares distintos de faturamento liquido l2 mensal a serem atingidos. Essa, ao contrário do que afirma a DRJ, é a meta fundamental para que haja a distribuição de participação nos resultados. Além dessa "meta global', foi instituída a "meta desafiadora do faturamento”, que se encarrega de incentivar o trabalhador com uma participação maior não é lógico e justo que um empregado frequente (que contribui ativamente para o atingimento das metas) seja incentivado de forma idêntica àquele faltoso. fato de um funcionário não comparecer ao trabalho uma ou duas vezes não significa a perda de todo o beneficio. Em primeiro lugar, deve-se destacar Fl. 320DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2401-009.750 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10976.000585/2008-50 que as faltas justificadas e não justificadas são valoradas de forma diferente. Por outro lado, as ausências são contabilizadas mês a mês, de forma que, caso um trabalhador falte em determinado mês e seja frequente no subsequente, garantirá parte da participação nos resultados Se algum empregado "perder" a participação nos resultados, o valor correspondente não fica para a empresa atingida a "meta global', o montante respectivo será distribuído aos empregados. existe na Trancil um beneficio especifico para a "presença" do empregado, chamado "Prêmio Assiduidade" (docs. anexados aos autos), o qual já integra o salário-de-contribuição no percentual de 10% do salário. Esse prêmio, pago durante todos os meses de 2004 (resumos das folhas de pagamento anexados aos autos), remunera, efetivamente, o trabalho Revogação da penalidade exigida no auto de infração, por conta das alterações trazidas pela Lei 11.941/09 É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Lopes Araújo, Relator. Análise de admissibilidade O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, de modo que deve ser conhecido. Mandado de Procedimento Fiscal - Reexame A recorrente alega que já havia sido fiscalizada quanto às contribuições sociais do ano de 2004, que resultou no lançamento formalizado sob o DEBCAD 34.041.623-6. Entende que, após a unificação da Secretaria da Receita Previdenciária com a Secretaria da Receita Federal, convergiram as normas processuais, entre as quais o art. 906 do Decreto 3.000/99, prevendo que “Em relação ao mesmo exercício, só é possível um segundo exame, mediante ordem escrita do Superintendente, do Delegado ou do inspetor da Receita Federal do Brasil”. O art. 906 do Decreto 3.000/99, vigente à época do fato gerador, é a reiteração do art. 7º da Lei 2.354/54: Fl. 321DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2401-009.750 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10976.000585/2008-50 Art. Os agentes fiscais do impôsto de renda procederão ao exame dos livros e documentos de contabilidade dos contribuintes e realizarão as diligências e investigações necessárias para apurar a exatidão das declarações, balanços e documentos apresentados, e das informações prestadas e verificar o cumprimento das obrigações.” § 1º Iniciada a perícia contábil, nos têrmos dêste artigo, os agentes fiscais do impôsto de renda ficam obrigados a fazer a necessária comunicação à repartição a que estiverem jurisdicionados dentro do prazo de 10 (dez) dias.” § 2º Em relação ao mesmo exercício só é possível um segundo exame da escrita mediante ordem escrita dos delegados seccional ou regional ou do diretor da Divisão do Impôsto de Renda. Veja-se que o início da perícia contábil se dava com a ação direta da autoridade fiscal e posterior comunicação ao órgão de circunscrição do contribuinte. Por isso a previsão de que, para o segundo exame da contabilidade, necessária primeiramente a ordem escrita do responsável pela repartição do órgão. A sistemática do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF), contudo, previa, via de regra, a emissão prévia do mandado pelos responsáveis administrativos do órgão, para ciência ao sujeito passivo já no início do procedimento fiscal. A Portaria RFB 11.371/2007 – normativo que amparou o procedimento fiscal – previa, no seu art. 6º: Art. 6º O MPF será emitido, observadas suas respectivas atribuições regimentais, pelas seguintes autoridades: (...) IV - Superintendente da Receita Federal do Brasil; V - Delegado de Delegacia da Receita Federal do Brasil, de Delegacia da Receita Federal do Brasil de Fiscalização, de Delegacia Especial de Instituições Financeiras e de Delegacia Especial de Assuntos Internacionais; e VI - Inspetor-Chefe das unidades constantes do Anexo IV. Fica claro, portanto, que a emissão do MPF por um desses responsáveis supre a necessidade de ordem escrita prevista no art. 7º da Lei 2.354/54. No caso, o MPF foi assinado eletronicamente pelo delegado da Receita Federal do Brasil em Contagem, como se comprova da e-fl. 269. Observância da Súmula CARF nº 111, com o seguinte enunciado: O Mandado de Procedimento Fiscal supre a autorização, prevista no art. 906 do Decreto nº 3.000, de 1999, para reexame de período anteriormente fiscalizado. Mérito – Obrigações acessórias – Resultado do julgamento das obrigações principais Fl. 322DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2401-009.750 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10976.000585/2008-50 No mérito, em boa parte de seu recurso voluntário a recorrente se limita a reproduzir as alegações apresentadas no processo relativo às obrigações principais (processo 10976.000584/2008-13). Isso porque, no âmbito do mesmo procedimento fiscal que deu origem à autuação sob exame, a fiscalização efetuou lançamento de contribuições sociais previdenciárias que se deu, em síntese, após a constatação de que a contribuinte havia efetuado pagamentos a título de auxílio educação e de participação nos lucros e resultados (PLR), considerados pela fiscalização como integrantes do salário-de-contribuição. A fim de evitar decisões conflitantes e de propiciar a celeridade dos julgamentos, o Regimento Interno deste Conselho (RICARF) preleciona que os processos podem ser vinculados por conexão, decorrência ou reflexo, devendo ser replicado ao presente julgamento, relativo ao descumprimento de obrigação acessória, o resultado do julgamento do processo atinente ao descumprimento da obrigação tributária principal, que se constitui em questão antecedente ao dever instrumental. Desse modo, o resultado do julgamento do processo 10976.000584/2008-13 deve aqui ser observado: afastada a exigência relacionada às contribuições previdenciárias, não há que se falar em descumprimento das respectivas obrigações acessórias. Portanto, não subsiste o presente lançamento. Conclusão Pelo exposto, voto por: CONHECER do Recurso Voluntário; e No mérito, DAR PROVIMENTO ao Recurso. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Lopes Araújo Fl. 323DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 2401-009.750 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10976.000585/2008-50 Fl. 324DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10880.722093/2018-50
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2017
SIMPLES NACIONAL. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE VEDADA. NÃO COMPROVAÇÃO. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF Nº 134 POR ANALOGIA.
Conforme Súmula Carf nº 134, aplicada aqui por analogia, para a exclusão de empresa do regime simplificado não basta a mera percepção de atividade vedada formalmente incluída no contrato social da empresa, sendo necessário que se demonstre o seu efetivo exercício para a exclusão da contribuinte do Simples Nacional.
Numero da decisão: 1002-002.183
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões o conselheiro Ailton Neves da Silva. .
(documento assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Rafael Zedral- Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Lucas Issa Halah.
Nome do relator: RAFAEL ZEDRAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202108
ementa_s : ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2017 SIMPLES NACIONAL. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE VEDADA. NÃO COMPROVAÇÃO. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF Nº 134 POR ANALOGIA. Conforme Súmula Carf nº 134, aplicada aqui por analogia, para a exclusão de empresa do regime simplificado não basta a mera percepção de atividade vedada formalmente incluída no contrato social da empresa, sendo necessário que se demonstre o seu efetivo exercício para a exclusão da contribuinte do Simples Nacional.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10880.722093/2018-50
anomes_publicacao_s : 202109
conteudo_id_s : 6463788
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 03 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 1002-002.183
nome_arquivo_s : Decisao_10880722093201850.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : RAFAEL ZEDRAL
nome_arquivo_pdf_s : 10880722093201850_6463788.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões o conselheiro Ailton Neves da Silva. . (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Lucas Issa Halah.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021
id : 8959398
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:39:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565759893504
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-08-24T12:12:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-08-24T12:12:10Z; Last-Modified: 2021-08-24T12:12:10Z; dcterms:modified: 2021-08-24T12:12:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-08-24T12:12:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-08-24T12:12:10Z; meta:save-date: 2021-08-24T12:12:10Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-08-24T12:12:10Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-08-24T12:12:10Z; created: 2021-08-24T12:12:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2021-08-24T12:12:10Z; pdf:charsPerPage: 1762; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-08-24T12:12:10Z | Conteúdo => S1-TE02 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10880.722093/2018-50 Recurso Voluntário Acórdão nº 1002-002.183 – 1ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 11 de agosto de 2021 Recorrente KR LOCADORA DE VEICULOS EIRELI - EPP Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2017 SIMPLES NACIONAL. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE VEDADA. NÃO COMPROVAÇÃO. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF Nº 134 POR ANALOGIA. Conforme Súmula Carf nº 134, aplicada aqui por analogia, para a exclusão de empresa do regime simplificado não basta a mera percepção de atividade vedada formalmente incluída no contrato social da empresa, sendo necessário que se demonstre o seu efetivo exercício para a exclusão da contribuinte do Simples Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões o conselheiro Ailton Neves da Silva. . (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Lucas Issa Halah. Relatório Por bem descrever o ocorrido, valho-me do relatório elaborado por ocasião do julgamento em primeira instância, a seguir transcrito: A empresa acima qualificada foi excluída do Simples Nacional pelo fato de constar no seu contrato social atividade vedada (CNAE 4929-9/02 - transporte rodoviário coletivo de passageiros sob regime de fretamento, intermunicipal) nos termos da Lei AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 72 20 93 /2 01 8- 50 Fl. 161DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.183 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.722093/2018-50 Complementar nº 123, de 14/12/2006, art. 17, inciso VI, conforme Termo de Exclusão do Simples Nacional nº 68/2018. A empresa apresentou manifestação de inconformidade no qual alega que solicitou registro na ARTESP, visando à regulamentação da sua atividade quanto à realização do transporte Urbano Intermunicipal coletivo de passageiros por fretamento. Afirma que realiza atividade de: 1. Locação de automóveis sem condutor, 2. serviço de transporte de passageiros e 3. locação de automóveis com motorista, utilizando os CNAE 49.29- 9/02, 49.29-9/01, 77.11-0/00 e 49.23-0/02, tendo como ambíguo o 49.29-9-02. Explica que a ARTESP comete grave erro de interpretação tributária ao alegar que as empresas por ela registradas somente poderiam realizar serviços entre municípios do estado de São Paulo, exceto entre os de mesma região metropolitana. Entende que quando a empresa se associa a ARTESP, terá várias possibilidades em seu objetivo social e CNAE, não estando sujeitas a interpretações limitadas de atividades, uma vez que a recorrente têm vários CNAE´s para serem explorados, o que não significa dizer que somente explorou a atividade x ou y. Aduz que explorou atividade de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros por fretamento, possuindo características de transporte urbano ou metropolitano, o que demonstra de forma cristalina a possibilidade de permanência no Simples Nacional. Esclarece que o CNAE 4929-9/02 integra o rol de atividades ambíguas, que abrangem concomitantemente atividades impeditivas e permitidas ao Simples Nacional. Neste sentido, foi o entendimento da Solução de Consulta nº 26 da COSIT de 16 de janeiro de 2017. Assevera que as vendas dos serviços da recorrente atendem aos dispositivos legais, principalmente o inciso II do §6º da Resolução nº 117/14, conforme podemos aferir nas notas fiscais de serviços do ano de 2017 e 2018, que juntamos a presente manifestação. Alega que na LC nº 123/06 não tem exigência adicional para os contribuintes que se encontram concomitantemente em situações impeditivas e permitidas. Por fim, pede o cancelamento da exclusão da empresa no Simples Nacional. Em sessão de 26 de abril de 2019 a DRJ julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte. Ciente da decisão de primeira instância, o ora Recorrente apresenta Recurso Voluntário (e-fls.155 ), no qual expõe os fundamentos de fato e de direito a seguir sintetizados. Fl. 162DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.183 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.722093/2018-50 Afirma que realizou cadastro na agencia estadual ARTESP para “a regularização de sua atividade de transporte urbano intermunicipal coletivo de passageiros por fretamento perante a ARTESP, utilizando-se os CNAE 49.29-9-02, 49.29-9-01, 77.11-0-00 e 49.23-0-02, tendo utilizado subsidiariamente o CNAE ambíguo 49.29-9-02.” e que “a inclusão de várias atividades mencionadas no objeto social ou demasiados CNAE, não significa na pratica que a recorrente realizou todos os serviços mencionados no CNAE registrados.” grifei Destaca uma nota fiscal de serviços prestados à uma produtora de vídeo Ao final, pede a revisão do Acórdão da DRJ no sentido de que seja deferido seu pleito. É o relatório. Voto Conselheiro Rafael Zedral, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF nº 329/2017. Demais disso, observo que o recurso e atende os outros requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. DO MÉRITO De início, cumpre observar que os autos administrativos possuem 44 páginas numeradas até o Aviso de recebimento (AR) da comunicação da decisão de exclusão do simples nacional. Dito isto, vemos que constam nos autos até a e-fls. 44 apenas informações extraídas de sites e sistemas da RFB, como o cadastro CNPJ, extrato da junta comercial de São Paulo e o que parece ser um folheto informativo sobre a ARTESP –Agencia de Transporte do estado de São Paulo. Não consta nos autos qualquer intimação à recorrente para que apresente documentos suficientes à formação da convicção da autoridade fiscal sobre a atividade realmente exercida pela empresa. A exclusão da recorrente está calcada exclusivamente em função do seu registro em uma agência reguladora estadual de transportes. E o procedimento de exclusão foi iniciado após o recebimento de um ofício da ARTESP, dando notícia de que a empresa possui registro em seu cadastro e, por este motivo, não poderia optar ao Simples Nacional pois a agencia reguladora controla apenas atividades econômicas vedadas à opção. Fl. 163DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.183 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.722093/2018-50 A decisão da DRF inclusive estabeleceu o termo inicial da exclusão a partir do “1º dia do mês seguinte à data da obtenção do registro junto à ARTESP.” (e-fls. 37), estabelecendo que a causa da exclusão é o simples registro na agência reguladora: “Por todo o exposto e com base no artigo 17, inciso VI, artigo 29, inciso I do caput e artigo 31, inciso II e § 5º da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 e do artigo 15, inciso XVI, alínea “b”, item 2 e do artigo 76, inciso I, § 5º, ambos da Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94, de 29 de novembro de 2011, concluo pela exclusão da empresa do Simples Nacional com efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da ocorrência da situação de vedação, a saber: 1º dia do mês subsequente ao do registro da empresa junto à ARTESP.” No entanto, não há registros de que o Comitê Gestor do Simples Nacional tenha atribuído à referida agência reguladora ARTESP a competência para disciplinar e/ou decidir sobre questões relacionadas ao Simples Nacional. E para justificar a exclusão, a Fiscalização lança a seguinte pergunta: “Qual a razão da introdução do CNAE 49.29-9-02 no CNPJ da empresa e o registro da empresa junto a ARTESP (órgão que tem incumbência de fiscalizar e regulamentar o transporte intermunicipal no Estado de São Paulo, exceto dentro das regiões metropolitanas), senão o de exercer tal atividade?” De fato, é uma pergunta pertinente num trabalho de fiscalização, quando efetivamente realizado, que objetive constatar a real atividade exercida por uma empresa. Ocorre que a fiscalização não respondeu a esta pergunta por ela mesma formulada e nem sequer buscou a resposta à quem melhor poderia fornecê-la: a recorrente. E quanto a este ponto, reproduzo o seguinte trecho do Recurso Voluntário: “2.3. Deste modo, nos deixa claro que houve equivoco realizado pela ARTESP. É sabido que a inclusão de várias atividades mencionadas no objeto social ou demasiados CNAE, não significa na pratica que a recorrente realizou todos os serviços mencionados no CNAE registrados.” Grifei Trata-se de argumento que está em perfeita sintonia com o entendimento dominante nesta 2ª Turma Extraordinária, visto que aplicamos por analogia o disposto na Súmula 134 deste CARF: “Súmula CARF 134 “a simples existência, no contrato social, de atividade vedada ao Simples Federal não resulta na exclusão do contribuinte, sendo necessário que a fiscalização comprove a efetiva execução de tal atividade.” A vedação prevista no inciso VI do art. 17da Lei Complementar n° 123 deve ser interpretada no sentido da efetiva atividade exercida pelo contribuinte. A Solução de Consulta nº 66, emitida pela Coordenação de Tributação – Cosit da RFB em 2013, Fl. 164DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1002-002.183 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.722093/2018-50 que trata justamente de erro do código CNAE no cadastro CNPJ, demonstra o entendimento da RFB de que a exclusão do Simples deve ser motivada pela prova de efetivo exercício: 7. Pois bem, ocorre que a atividade de transporte turístico é inerente à atividade de agência de turismo. Deveras, o § 4º do art. 27 da Lei nº 11.771, de 17 de setembro de 2008, que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo, estabelece que o serviço de transporte turístico é uma atividade complementar das agências de turismo. [...] 8. Essa Lei estabelece, ainda, que as agências de turismo que operam diretamente com frota própria deverão atender aos requisitos específicos exigidos para o transporte de superfície (art. 27, § 7º) e que os prestadores de serviços turísticos estão obrigados ao cadastro no Ministério do Turismo, na forma e nas condições por ela fixadas (art. 22). 9. Pelo exposto, pode-se dizer que quando uma agência de viagem e turismo, no exercício de sua atividade regulamentar, transporta pessoas em veículos próprios, de acordo com as disposições da Lei nº 11.771, de 2008, não ocorre vedação à opção pelo Simples Nacional. Com efeito, nessa hipótese a agência de viagem e turismo está prestando um serviço de transporte turístico, pouco importando se esse transporte ocorre dentro de um município, entre municípios ou entre estados. 10. O fato de o sistema informatizado da RFB vedar a opção pelo Simples Nacional, na hipótese de constar CNAE impeditivo vinculado ao CNPJ da ME ou EPP (nesse caso, o CNAE 4929-9/02 e o CNAE 4929-9/04), constitui dado importante a ser considerado, todavia é a natureza da atividade efetivamente exercida pela empresa, confrontada com as vedações e permissões estabelecidas em lei que devem determinar a possibilidade ou não de sua opção pelo Simples Nacional. [grifos nossos] Não consta nos autos que tenha havido qualquer procedimento fiscalizatório para investigar se a recorrente exercia a atividade condizente com o CNAE indicado. Não é possível considerar como procedimento de fiscalização a juntada de telas de sistema e páginas de sites de internet. Assim, o objeto social informado no Contrato Social e o código CNAE constante no cadastro CNPJ deveriam ser confrontados com o resultado de um procedimento fiscalizatório que objetive verificar as atividade efetivamente realizadas pela empresa. A recorrente esforçou-se em demonstrar sua real atividade exercia no dia a dia, apresentando espontaneamente cópias de notas fiscais. Em que pese o empenho da defesa, deixo de analisar tais documentos pois entendo que cabe à fiscalização da RFB, em procedimento devidamente instaurado, a obrigação de demonstrar qual é a atividade que a empresa efetivamente exerce. A decisão tomada pela RFB colocou a empresa em posição defensiva, invertendo o ônus da prova, obrigando-a a fazer a instrução probatória que não foi realizada pela Fiscalização. É certo que a pessoa jurídica deve fazer prova do cumprimento dos requisitos para usufruir de um tratamento fiscal mais benéfico, como é o simples nacional. Mas esta prova não é exigida no momento da opção, ainda que se possa exigir posteriormente, em procedimento de fiscalização. Ocorre que no presente caso houve uma exclusão baseada na simples presunção de Fl. 165DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1002-002.183 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.722093/2018-50 que o registro da empresa em uma agência reguladora comprovaria o exercício de atividade vedada, o que não se pode admitir. Desse modo, na ausência de um procedimento fiscalizatório que demonstre a real atividade exercida pela empresa, mostra-se incorreta a exclusão da recorrente do Simples Federal levada a efeito pela unidade de origem, devendo se restabelecer seu direito de enquadrar-se no regime diferenciado de tributação. DISPOSITIVO Diante do exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário para, no mérito, dar- lhe provimento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral – relator. Fl. 166DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10120.729209/2012-98
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3301-000.857
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência, para que o processo seja redistribuído, por conexão, á Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara desta Terceira Seção.
assinado digitalmente
Winderley Morais Pereira - Presidente.
Assinado digitalmente
Ari Vendramini - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semiramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Salvador Cândido Brandão Junior, Ari Vendramini (Relator)
Nome do relator: ARI VENDRAMINI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201809
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10120.729209/2012-98
anomes_publicacao_s : 201906
conteudo_id_s : 6022390
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3301-000.857
nome_arquivo_s : Decisao_10120729209201298.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ARI VENDRAMINI
nome_arquivo_pdf_s : 10120729209201298_6022390.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência, para que o processo seja redistribuído, por conexão, á Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara desta Terceira Seção. assinado digitalmente Winderley Morais Pereira - Presidente. Assinado digitalmente Ari Vendramini - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semiramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Salvador Cândido Brandão Junior, Ari Vendramini (Relator)
dt_sessao_tdt : Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2018
id : 7791888
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:38:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565763039232
conteudo_txt : Metadados => date: 2018-10-30T15:52:06Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2018-10-30T15:52:06Z; Last-Modified: 2018-10-30T15:52:06Z; dcterms:modified: 2018-10-30T15:52:06Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:e55426a7-68d8-466f-9773-883b3a16de30; Last-Save-Date: 2018-10-30T15:52:06Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2018-10-30T15:52:06Z; meta:save-date: 2018-10-30T15:52:06Z; pdf:encrypted: true; modified: 2018-10-30T15:52:06Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2018-10-30T15:52:06Z; created: 2018-10-30T15:52:06Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2018-10-30T15:52:06Z; pdf:charsPerPage: 1517; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2018-10-30T15:52:06Z | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 269 1 268 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.729209/201298 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3301000.857 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 25 de setembro de 2018 Assunto RESSARCIMENTO CRÉDITOS PIS/COFINS NÃO CUMULATIVOS Recorrente CARAMURU ALIMENTOS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência, para que o processo seja redistribuído, por conexão, á Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara desta Terceira Seção. assinado digitalmente Winderley Morais Pereira Presidente. Assinado digitalmente Ari Vendramini Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semiramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Salvador Cândido Brandão Junior, Ari Vendramini (Relator) Relatório Conselheiro Ari Vendramini (Relator) 1. Por bem descritos os fatos o relatório do Acórdão nº 1462.141, exarado pela 4ª Turma da DRJ/RIBEIRÃO PRETO, objeto do Recurso Voluntário, adotamos e transcrevemos seus termos : Tratase de Manifestação de Inconformidade apresentada pela empresa acima identificada contra o Despacho Decisório que indeferiu RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 20 .7 29 20 9/ 20 12 -9 8 Fl. 270DF CARF MF Processo nº 10120.729209/201298 Resolução nº 3301000.857 S3C3T1 Fl. 270 2 o Pedido de Ressarcimento e não homologou a Declaração de Compensação.. O Pedido de Ressarcimento PER e/ou a Declaração de Compensação DCOMP formulados pela contribuinte e/ou os valores antecipados1, deferidos e/ou homologados pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Goiânia DRF/GOI, em síntese, são: Ressarcimento: CRÉDITO PRESUMIDO DE COFINS MERCADO EXTERNO (FARELO DE SOJA) Período 1º Trimestre de 2011 Pedido de Ressarcimento formulado …..(R$) 2.213.559,33 Crédito Reconhecido pela DRF ………...(R$) 0,00 Antecipação Portaria nº 348/2010 ……...(R$) 0,00 Saldo a ressarcir/compensar (*) ………...(R$) 0,00 DCOM Nº – DCOMP Nº 38682.96904.260213.1.3.095001 Declaração de Compensação formulada (R$) 1.881.525,43 Compensação Homologada (R$) 0,00 Tabela 1 Pedidos de ressarcimento e Declarações de Compensação DO DESPACHO DECISÓRIO Consta no Despacho Decisório da DRF/GOI que as análises fáticas e de direito dos Pedidos de Ressarcimentos e de Compensações formulados foram realizadas pelo Serviço de Fiscalização que emitiu parecer conclusivo (Relatório de Fiscalização – PER e Relatório de Fiscalização– Processos). Diante das informações consubstanciadas no Relatório de Fiscalização – PER e Relatório de Fiscalização – Processos, a autoridade administrativa deferiu parcialmente o Pedido de Ressarcimento e não homologou a Declaração de Compensação. Nos relatórios supracitados, a autoridade fiscal informa que a finalidade da fiscalização é verificar a correta apuração dos valores constantes dos pedidos de ressarcimento (PERs) de PIS e Cofins, do período de 04/2010 a 06/2012. Informa também que, após extenso procedimento de fiscalização, no qual a empresa pôde se manifestar acerca de todos os fatos e valores apurados, verificou divergências — em relação às informações prestadas pelo contribuinte nos Demonstrativos de Apuração das Contribuições Sociais DACON, na Escrituração Fiscal Digital das Contribuições – EFD Contribuições, nos arquivos digitais de notas fiscais transmitidas por força do que dispõe o art. 65, § 1º, da Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil RFB nº 900/2008 e nos próprios PER — e concluiu que a contribuinte não tem direito a créditos de PIS e COFINS nas operações a seguir listadas (sintetizadas): 1. Despesas de Armazenagem e Fretes: a. Fretes entre estabelecimentos CFOPS 6501/6502: não se amoldam às hipóteses legais de bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, nem a frete na operação de venda, visto que não se trata de venda, mas apenas remessa de mercadorias entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica; Fl. 271DF CARF MF Processo nº 10120.729209/201298 Resolução nº 3301000.857 S3C3T1 Fl. 271 3 b. Fretes Glosas Diversas: o conhecimento de transporte nº 85372, de 31/05/2012, do emitente CNPJ nº 00.924.429/000175, no valor de R$ 179.449,04, referese a um frete na aquisição de bens utilizados como insumo (entrada), e não de saída como apurado pela autuada; c. Despesas de armazenagem não comprovadas: apuração de créditos de notas fiscais estornadas nas competências 04, 09 e 10/2010; d. Despesas de armazenagem extemporâneas (06/2011): apropriação de despesas com armazenagem incorridas no período de fevereiro/2004 a junho/2011 (R$ 229.245.228,95) na competência junho/2011, sem a retificação das DACON, bem como o aproveitamento de créditos prescritos; 2. Serviços Utilizados como insumos; 3. Despesas de Energia Elétrica (01/2011): valor apurado a maior pela contribuinte 4. Bens Utilizados como Insumos: notas fiscais de pessoas físicas e/ou não encontradas; 5. Créditos Presumidos: a. aquisição de sebo destinadas à produção de biodiesel no período anterior a 15 de dezembro de 2011: art. 47B da Lei nº 12.546/2011 c/c o art. 8º da Lei nº 10.925/2004; b. estornos de crédito presumido, decorrente da venda no mercado interno de farelo de girassol: arts. 54 e 55, §5º da Lei nº 12.350/2010; c. estornos de crédito presumido, decorrente da venda no mercado interno de farelo de soja: arts. 54 e 55, §5º da Lei nº 12.350/2010 (anteriormente à publicação da Lei nº 12.431/2011); d. glosa parcial de crédito presumido da soja adquirida para produção de farelo: a parcela de soja utilizada na produção de biodiesel não proporciona o direito de a empresa se beneficiar dos créditos do art. 8º da Lei nº 10.925/2004. Ainda em relação aos relatórios elaborados pela fiscalização, a autoridade fiscal informa que, após fazer os levantamentos dos montantes dos créditos de todos os tipos, elaborou diversas planilhas, quais são: a) “Dacons Processamento Novos Valores”; b) “Créditos Apurados Por Mês”; c) “Demonstrativo de Utilização – [Tipo_do_Crédito]”; d) “Cálculo Ressarcimento – Cofins” e “Cálculo Ressarcimento – PIS”; e) “Valores Utilizados Dentro e Fora do Mês de Formação do Crédito – [Tributo]”; e f) “Consolidação dos Saldos Créditos/Débitos Apurados” Fl. 272DF CARF MF Processo nº 10120.729209/201298 Resolução nº 3301000.857 S3C3T1 Fl. 272 4 Esclarece também que os aproveitamentos de ofício de créditos foram feitos de forma a beneficiar a contribuinte e que os créditos de sucedidas informados no Dacon de agosto de 2011 e descontados pela empresa fiscalizada (sucessora) nos meses de novembro/2002 a janeiro/2003 não foram aproveitados de ofício (prescritos). Importa esclarecer que o objeto da manifestação de inconformidade neste processo referese apenas ao item 5, alíneas "c" e "d", acima mencionado. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE A ciência do Despacho Decisório foi dada à contribuinte em 24/09/2015 (fl. 119). Dentro do prazo regulamentar, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando, em apertada síntese, o que se segue: Da Preliminar de cerceamento do direito de defesa A manifestante afirma que — como o Despacho Decisório que indeferiu os pleitos da Requerente não possui qualquer fundamentação, apenas remete as razões de decidir ao Relatório de Fiscalização acostado, que é confuso e de difícil compreensão, possui motivação genérica, englobando matérias não afetas ao presente pedido de ressarcimento —seu direito de defesa foi cerceado e, por conseguinte, o Despacho Decisório em debate deve ser declarado nulo. Da relação de causa e efeito existente entre este e o processo administrativo Nº 10120.725.254/201516 A contribuinte entende que a manifestação de inconformidade deste processo deve ser julgada conjuntamente com a impugnação do processo n° 10120.725254/201516 (auto de infração), uma vez que as causas do indeferimento do pedido de ressarcimento são aquelas constantes do "Relatório de Fiscalização – PER" e do "Relatório de Fiscalização– Processos", nos quais estão a fundamentação para a lavratura do auto de infração. Créditos Presumidos (item V do Relatório Fiscal) Em relação à manifestação de inconformidade sobre os estornos de crédito presumido, decorrente da venda de farelo de soja e sobre glosa parcial de crédito presumido da soja adquirida para produção de farelo, a impugnante apresenta as seguintes defesas: Do estorno do crédito presumido decorrente de venda com suspensão no mercado interno de farelo de soja (item VI, alínea "a", do Relatório de Fiscalização Processos) Quanto ao estorno de créditos presumidos decorrentes de venda de farelo de soja com suspensão de PIS e Cofins no mercado interno, a contribuinte diz que: Segundo a Lei Complementar nº 95/1998, a vigência da lei será sempre indicada de forma expressa e as disposições normativas serão regidas com clareza, precisão e ordem lógica; A Lei nº 12.431/2011 alterou alguns dispositivos da Lei nº 12.350/2010, mas não modificou o art. 64, que vincula a vigência da lei à data da sua publicação. Fl. 273DF CARF MF Processo nº 10120.729209/201298 Resolução nº 3301000.857 S3C3T1 Fl. 273 5 Discorre ainda sobre a vigência dos atos legais no tempo e sobre o princípio da repristinação: "a norma que promove alteração ou revogação de outra se desvincula da norma alterada, de forma que nem mesmo a sua revogação posterior pode trazer consequências para a norma principal". Afirma que esse entendimento foi impresso na Instrução Normativa RFB nº 1.157/2011, art. 22, ao determinar a produção de efeitos da norma a partir de 1º de janeiro de 2011, e que este ato integra a legislação tributária. Ao final do tópico, conclui que tem direito ao crédito presumido a partir de janeiro de 2011, nos termos do art. 64 da Lei nº 12.350/2010 e art. 22 da Instrução Normativa nº 1.157/2011. Da glosa parcial de crédito presumido da soja adquirida para produção de farelo (item 14 do Relatório de Fiscalização Processos) Relata a contribuinte que a fiscalização glosou parcialmente créditos presumidos da soja adquirida, pois, esta entende que a parcela de soja utilizada na produção de biodiesel não proporciona o direito de a empresa se beneficiar dos créditos do art. 8º da Lei Nº 10.925/2004 (há direito ao crédito apenas quando a soja é aplicada na produção de mercadoria de origem animal ou vegetal destinada à alimentação humana ou animal). Afirma que demonstrou que toda a soja, sem exceção, foi utilizada na produção de mercadoria destinada à alimentação humana ou animal, sendo que o óleo resultante do mesmo processo não interferiu na produção do farelo de soja, produto este que faz jus ao crédito. Assevera que o aproveitamento parcial dos créditos somente seria aplicado se a empresa destinasse uma parte da soja para produção de farelo e a outra para produção de biodiesel. Após citar o art. 47 da Lei nº12.546/2011 e o art. 8º da Lei nº 10.925/2004, conclui: "a empresa tem direito ao credito integral uma única vez, seja com base no art. 8o, da Lei n° 10.925/2004, ou com fundamento no art. 47B, da Lei n° 12.546/2011, mas jamais tomálo em dobro. Foi apenas isso que o legislador intencionou limitar". Fato contínuo, diz que não há previsão legal que ampare o rateio de crédito empregado pela fiscalização e que a analogia não pode criar restrições, nem resultar em cobrança de tributos não previsto em lei. Afirma que, por se tratar de norma especial, a única exceção (vedação ao aproveitamento do crédito presumido) encontrase taxativamente prevista no §4º do art. 8º da Lei nº 10.925/2004. Na sequência, discorre sobre o aproveitamento parcial com base em rateio ou o estorno completo ou parcial dos créditos e conclui o tópico dizendo: 3.9.16. Assim, tendo em vista que toda a matériaprima advinda de grãos de soja utilizada na fabricação de produtos destinados à alimentação animal (farelo de soja), nos termos preconizados no art. 8o da Lei n° 10.925/2004, e considerando a ausência de previsão legal Fl. 274DF CARF MF Processo nº 10120.729209/201298 Resolução nº 3301000.857 S3C3T1 Fl. 274 6 que Imponha o aproveitamento proporcional em razão da pluralidade de produtos resultantes do mesmo processo e matériaprima, é de se concluir que a Impugnante tem direito ao crédito presumido integral. 3.9.17. Por todo o exposto, temse que não houve apropriação em duplicidade, porquanto a Impugnante aplicou o percentual para obtenção do crédito presumido uma única vez sobre o valor dos insumos (soja). Além disso, a matériaprima em questão foi integralmente empregada na produção de alimentação humana ou animal. 3.9.18. Ou seja, todos os produtos obtidos com o emprego da soja dão direito à manutenção do crédito, daí a razão por que devese assegurar a apropriação do CP de forma integral, sem nenhum estorno. 2. A DRJ/RIBEIRÃO PRETO, ao analisar os argumentos apresentados, assim decidiu, na ementa do Acórdão : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2011 a 31/03/2011 CRÉDITO PRESUMIDO DA ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. INSUMO. PRODUTOS DESTINADOS A ALIMENTAÇÃO. O crédito presumido proveniente da atividade agroindustrial de que trata o art. 8º da Lei nº 10.925/2004 é apurado somente em relação aos insumos utilizados na fabricação de produtos destinados à alimentação humana ou animal, classificados nos capítulos e posições da NCM neles previstos. ESTORNO DE CRÉDITO PRESUMIDO. VENDA COM SUSPENSÃO. FARELO DE SOJA. É vedado o aproveitamento de créditos em relação a receitas de vendas efetuadas com suspensão às pessoas jurídicas sujeitas ao crédito presumido de farelo de soja (NCM 23.04) anteriormente à publicação da Lei nº 12.431/2011 (Publicada em 27.06.2011) Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3. Inconformada com a decisão da DRJ, a requerente interpôs Recurso Voluntário, tempestivamente, repisando as razões apresentadas na impugnação, nos seguintes itens, já bem descritos no reproduzido relatório da DRJ (observese que os números dos itens são os do recurso voluntário apresentado) : I Dos fatos II – Dos fundamentos para reforma do Acórdão 2.1.1 – Preliminar – cerceamento do direito de defesa 2.2 – Do estorno do crédito presumido decorrente da venda, com suspensão, de farelo de soja (item “6”, alínea “a”, da página 91, do Relatório do FiscalizaçãoProcessos) 2.3 – Da glosa parcial presumido da soja adquirida para produção de farelo (item 14, página 92, do Relatório de FiscalizaçãoProcessos). III – Dos pedidos I – recebimento e conhecimento do presente recurso; II – seja declarado nulo o Acórdão DRJ, uma vez que o Despacho Decisório, por possuir fundamentação deficiente, atenta contra os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório; III – se não, que seja reformado o Acórdão DRJ, de sorte que, aceitos Fl. 275DF CARF MF Processo nº 10120.729209/201298 Resolução nº 3301000.857 S3C3T1 Fl. 275 7 os argumentos apresentados, seja reconhecido o direito creditório da Recorrente. 4. O processo foi a mim distribuído. 5. É o relatório. Voto 6. O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, dele, portanto, tomo conhecimento. 7. Entretanto, diante da petição de fls. 245, apresentada pela recorrente, verificase que já existe processo vinculado a este, por conexão, em trâmite pela 1ª Turma Ordinária da Quarta Câmara da 3ª Seção deste CARF, de nº 10120.725254/201516. CONCLUSÃO 8. Assim, diante deste fato, deve ser este processo redistribuído, por conexão, para a Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara desta Terceira Seção. assinado digitalmente Ari Vendramini Relator Fl. 276DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11128.004315/2009-52
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 20 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Sep 15 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 08/07/2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LEI ESPECÍFICA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE. SÚMULA CARF Nº 11.
Nos termos da Súmula CARF nº 11, não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal, regido por lei específica.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 08/07/2008
ILEGITIMIDADE PASSIVA. INOCORRÊNCIA DE DUPLA PENALIDADE. OBRIGATORIEDADE DE INFORMAÇÕES. INFRAÇÃO ADUANEIRA.
O artigo 37, do Decreto-lei 37/1966, dispõe sobre a responsabilidade do agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas.
Numero da decisão: 3002-002.005
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Acordam, ainda, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de prescrição intercorrente, suscitada de ofício pela conselheira Mariel Orsi Gameiro (relatora), e, no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Designado para redigir o voto vencedor, quanto à preliminar de prescrição intercorrente, o conselheiro Paulo Régis Venter.
(assinado digitalmente)
Paulo Regis Venter Presidente
(assinado digitalmente)
Mariel Orsi Gameiro Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mariel Orsi Gameiro, Carlos Alberto da Silva Esteves e Paulo Regis Venter (Presidente).
Nome do relator: MARIEL ORSI GAMEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202107
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 08/07/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LEI ESPECÍFICA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE. SÚMULA CARF Nº 11. Nos termos da Súmula CARF nº 11, não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal, regido por lei específica. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 08/07/2008 ILEGITIMIDADE PASSIVA. INOCORRÊNCIA DE DUPLA PENALIDADE. OBRIGATORIEDADE DE INFORMAÇÕES. INFRAÇÃO ADUANEIRA. O artigo 37, do Decreto-lei 37/1966, dispõe sobre a responsabilidade do agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 15 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 11128.004315/2009-52
anomes_publicacao_s : 202109
conteudo_id_s : 6473323
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 16 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3002-002.005
nome_arquivo_s : Decisao_11128004315200952.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : MARIEL ORSI GAMEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 11128004315200952_6473323.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Acordam, ainda, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de prescrição intercorrente, suscitada de ofício pela conselheira Mariel Orsi Gameiro (relatora), e, no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Designado para redigir o voto vencedor, quanto à preliminar de prescrição intercorrente, o conselheiro Paulo Régis Venter. (assinado digitalmente) Paulo Regis Venter Presidente (assinado digitalmente) Mariel Orsi Gameiro Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mariel Orsi Gameiro, Carlos Alberto da Silva Esteves e Paulo Regis Venter (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Jul 20 00:00:00 UTC 2021
id : 8974559
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:40:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610565822808064
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-13T12:41:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-13T12:41:44Z; Last-Modified: 2021-09-13T12:41:44Z; dcterms:modified: 2021-09-13T12:41:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-13T12:41:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-13T12:41:44Z; meta:save-date: 2021-09-13T12:41:44Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-13T12:41:44Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-13T12:41:44Z; created: 2021-09-13T12:41:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 24; Creation-Date: 2021-09-13T12:41:44Z; pdf:charsPerPage: 1943; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-13T12:41:44Z | Conteúdo => S3-TE02 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11128.004315/2009-52 Recurso Voluntário Acórdão nº 3002-002.005 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 20 de julho de 2021 Recorrente VANGUARD LOGISTICS SERVICES DO BRASIL LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 08/07/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LEI ESPECÍFICA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE. SÚMULA CARF Nº 11. Nos termos da Súmula CARF nº 11, não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal, regido por lei específica. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 08/07/2008 ILEGITIMIDADE PASSIVA. INOCORRÊNCIA DE DUPLA PENALIDADE. OBRIGATORIEDADE DE INFORMAÇÕES. INFRAÇÃO ADUANEIRA. O artigo 37, do Decreto-lei 37/1966, dispõe sobre a responsabilidade do agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa. Acordam, ainda, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de prescrição intercorrente, suscitada de ofício pela conselheira Mariel Orsi Gameiro (relatora), e, no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Designado para redigir o voto vencedor, quanto à preliminar de prescrição intercorrente, o conselheiro Paulo Régis Venter. (assinado digitalmente) Paulo Regis Venter – Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 43 15 /2 00 9- 52 Fl. 196DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Mariel Orsi Gameiro – Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mariel Orsi Gameiro, Carlos Alberto da Silva Esteves e Paulo Regis Venter (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o Acórdão 07-39.927, da DRJ/FNS, que manteve integralmente o crédito lançado pelo Auto de Infração, que exige do contribuinte a multa pelo atraso na prestação de informações sobre veículo ou carga nele transportada, penalidade prevista no art. 107, inciso IV, alínea "e", do Decreto-Lei nº 37, de 1966, cuja redação foi alterada pela Lei 10.833, de 2003. Inconformada com a autuação, a contribuinte apresentou impugnação, em 06 de agosto de 2009, arguindo, em síntese: i) responsabilidade de terceiro – nos termos do artigo 137, do CTN; e, ii) irretroatividade da IN 800/07. A DRJ/FNS, em 20 de junho de 2017, julgou improcedente a impugnação, considerando que o parágrafo único, do inciso II, do artigo 50, da IN 899/08, estabelece que, a despeito dos prazos passarem a viger na data determinada, isso não exime o transportador da obrigação de prestar informações sobre as cargas transportadas, antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País. Após cientificado da decisão, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, em 10 de agosto de 2017, no qual defendeu, em síntese: i) ocorrência da prescrição intercorrente; e, ii) dupla penalidade sobre o mesmo fato (responsabilidade). É o relatório, em síntese. Voto Vencido Conselheira Mariel Orsi Gameiro, Relatora. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende os requisitos de admissibilidade, e, portanto, dele tomo parcial, pelas seguintes razões. A controvérsia reside em dois pilares argumentativos, o primeiro relativo à preliminar de mérito, quanto à ocorrência da prescrição intercorrente, e o segundo em relação ao mérito, quanto à responsabilidade. Pois bem. Preliminar de mérito Da ocorrência da prescrição intercorrente Fl. 197DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Conforme já esposado em outros casos de multas aduaneiras, entendo no sentido da ocorrência da prescrição intercorrente, prevista no artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei 9.873/1999, tendo em vista a natureza não tributária do crédito discutido, afastando, em consequência, a aplicabilidade da Súmula CARF º 11, conforme as razões a seguir expostas Desde logo, é essencial trazer o conteúdo da respetiva súmula à lume, para que possamos entender, dentro de cada uma das figuras jurídicas que habitam seu conteúdo, a razão pela qual não se aplica ao caso concreto: Súmula CARF nº 11 Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. O conteúdo da súmula refere-se à prescrição intercorrente prevista no artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei 9.873/1999: Art. 1o Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado. § 1o Incide a prescrição no procedimento administrativo paralisado por mais de três anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte interessada, sem prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da paralisação, se for o caso. Nota-se que a prescrição acima aludida refere-se ao lapso temporal de três anos, em procedimento administrativo, quanto à desídia da Administração Pública em sua pretensão punitiva, contados a partir do ato que depende de julgamento ou de despacho, e que podem/devem ser arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte interessada. Como costumeiramente feito em meus votos, tratarei em partes, inclusas as duas questões pontuadas expressamente acima, com a seguinte ordem: i) a diferença e ligação entre processo e procedimento; ii) a diferença entre crédito tributário e crédito não tributário, bem como entre direito tributário e aduaneiro; iii) a diferença entre prescrição e prescrição intercorrente; vi) a ratio decidendi dos acórdãos utilizados para formação da Súmula CARF nº 11 e o distinguishing na perspectiva da Teoria dos Precedentes; vii) Precedentes judiciais sobre a prescrição intercorrente da Lei 9.873/1999 com relação às multas aduaneiras; Fl. 198DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 vii) e, finalmente, a conclusão compilada das exaustivas razões pelas quais entendo ser devido o afastamento da Súmula CARF nº 11 às multas aduaneiras, exatamente a multa aqui tratada. Pois bem. i) Processo x Procedimento O primeiro ponto que nos interessa diz respeito ao cotejo entre os termos procedimento e processo, esse contido no teor da Súmula CARF supracitada, e aquele contido na norma relativa à prescrição intercorrente aplicada em âmbito administrativo. Todo processo tem um procedimento. Tal afirmativa é resultado da prevalência, no ordenamento jurídico brasileiro, da Teoria da Relação Jurídica, abordada por Oskar von Bülow, em 1868, na obra “Teoria das Exceções e dos Pressupostos Processuais”, escrita em 1868 1 . Ainda, James Godschmidt, mesmo que crítico à teoria de Bulow – aceita à época, contudo, superada pela decorrência natural do tempo e do desenvolvimento da dogmática jurídica, afirma que “o processo civil é um procedimento, um caminhar concebido, desde a Idade Média, para aplicação do Direito.” 2 Nesse mesmo sentido, processo é o veículo/instrumento pelo qual o Estado-juiz, exerce a jurisdição, o autor o direito de ação e o réu o direito de defesa, enquanto que o procedimento é a faceta dinâmica do processo, é o modo pelo qual os diversos atos processuais se relacionam na série constitutiva do processo. 3 Em que pese o reconhecimento de que não há identidade integral entre os dois termos – processo e procedimento, é necessário entender que existe uma relação de inclusão. Processo tem procedimento, de modo que, a matéria processual, ao menos no ordenamento jurídico brasileiro, abarca a matéria procedimental, mas nela não se esgota. Para o presente caso, a elucidação de que todo processo tem procedimento, reside justamente na utilização de ambos os institutos, conforme ilustrado no início da discussão, em 1 O processo é uma relação jurídica que avança gradualmente e se desenvolve passo a passo. (...) Porém, nossa ciência processual deu demasiada transcendência a esse caráter evolutivo. Não se conformou em ver nele somente uma qualidade importante do processo, mas desatendeu precisamente outra não menos transcendente ao processo como uma relação de direito público, que se desenvolve de modo progressivo, entre o tribunal e as partes, destacou sempre unicamente, aquele aspecto da noção de processo que salta aos olhos da maioria: sua marcha ou adiantamento gradual, o procedimento:(...). BÜLOW, Oscar von. Teoria das Exceções e dos Pressupostos Processuais. Tradução e noras de Ricardo Rodrigues Gama. Campinas, LZN. 2003. 2 GOLDSCHMIDT, 2003. P. 21. Vide uma crítica à teoria da situação jurídica de Goldschmidt em DINAMARCO, Execução Civil, p. 120-121: COUTURE. 2002. P. 110-113. 3 GAJARDONI, Fernando da Fonseca. Procedimento. Enciclopédia jurídica da PUC-SP. Celso Fernandes Campilongo, Alvaro de Azevedo Gonzaga e André Luiz Freire (coords.). Tomo: Processo Civil. Cassio Scarpinella Bueno, Olavo de Oliveira Neto (coord. de tomo). 1. ed. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2017. Disponível em: https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/199/edicao- 1/procedimento Fl. 199DF CARF MF Documento nato-digital https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/199/edicao-1/procedimento https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/199/edicao-1/procedimento Fl. 5 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 que a Súmula CARF nº 11, em seu conteúdo, se utiliza do PROCESSO administrativo fiscal, enquanto que o parágrafo 1º, do artigo 1º, da Lei 9.873/1999, utiliza-se do PROCEDIMENTO administrativo. Ora, se todo processo tem procedimento, em que um é gênero e outro espécie, não há que se falar em qualquer delimitação de natureza exclusiva e integralmente diferenciada de tais institutos. Não adentrarei sequer nas inúmeras vezes em que há expressa menção do termo procedimento nas normas que cotidianamente lidamos – por exemplo, Título II, artigo 46 e seguintes, do próprio Regulamento deste Tribunal - RICARF, utilizado nos moldes conceituais acima. Pois bem, superada a questão da ferramenta utilizada – processo/procedimento, e demonstrado que o argumento de segregação integral dos conceitos é inválido, para tratativa do direito material, há de se estabelecer a partir de agora, uma das principais questões para o deslinde dos próximos argumentos: a prescrição intercorrente é instituto de direito material – artigo 487, inciso II, do Código de Processo Civil. Dessa premissa, conclui-se: o direito processual percorrido e arguido para sustentar a aplicação da Súmula CARF nº 11 aos processos que tratam de créditos de natureza não tributária, é equivocado, pois difere-se, quase que por óbvio, do direito material. Ou seja, a despeito do esclarecimento quanto à espécie/gênero que foi tratada no presente tópico, quanto à acepção jurídica de processo e procedimento, na Lei 9.873/99 e na Súmula supracitada, será demonstrado, em seguida, o delineamento do respectivo direito material. Para tal delineamento, valho-me, especialmente, dos limites traçados entre créditos de natureza tributária e créditos de natureza não tributária, que são reflexos das meças entre direito aduaneiro e direito tributário. ii) Crédito Tributário x Crédito não tributário Esse tópico inaugura o segundo ponto a ser tratado, e o principal argumento quanto à (in)aplicabilidade da Súmula CARF nº 11: a prescrição intercorrente, como direito material, é excepcional aos créditos de natureza tributária, e deve, portanto, ser aplicada aos créditos de natureza não tributária, contidos no direito aduaneiro. Para além das devidas peculiaridades de cada um dos casos, certo que é que as normas aduaneiras carregam, em si, créditos de natureza tributária e não tributária. No primeiro momento, é válido distinguir o direito tributário do direito aduaneiro. Essa é uma afirmação de fácil comprovação. Basta que se investiguem as finalidades de cada atividade. Enquanto a administração tributária busca arrecadar recursos para suprir as necessidades do Estado, a administração aduaneira busca proteger os bens tutelados por esse mesmo Estado, exercendo de forma efetiva um controle sobre o fluxo de comércio exterior, inclusive por meio da imposição de tributos. Fl. 200DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Na própria Carta Magna, há contundente distinção dos dispositivos que tratam a esfera tributária – com início no artigo 145, que inaugura o Título VI, “Da tributação e do Orçamento, Capítulo I, Do Sistema Tributário Nacional, e vai até o artigo 162, da esfera aduaneira, como supracitada acima, pelo artigo 237 4 . Além de outros institutos inseridos em diversas discussões de notória diferenciação entre o regime tributário e regime aduaneiro: aplicação do instituto da denúncia espontânea – que existe tanto no Regulamento Aduaneiro (Art. 102, Decreto-lei 37/1966), quanto no Código Tributário Nacional (artigo 138, CTN), responsabilidade de terceiros, interposição fraudulenta etc. A despeito da evidente segregação, é essencial destacar que, enquanto o tributário trata unicamente de créditos tributários, o direito aduaneiro se encarrega, além desses, de créditos não tributários, classificados dessa forma em razão de sua natureza administrativa – como as sanções aplicadas em descumprimento às regras de controle de entrada e saída de mercadorias no país. Tais figuras muito se confundem em razão da utilização da mesma ferramenta procedimental/processual para percorrer o caminho de sua punibilidade e exigibilidade, contudo, são evidentemente diferenciadas. Em que pese exaustivamente tratados na doutrina e na jurisprudência – inclusive do CARF, traço breves considerações sobre o conceito de créditos tributários e não tributários, com objetivo de uma construção lógica do posicionamento inicialmente abordado. No ordenamento jurídico brasileiro, a análise deve iniciar-se mediante o disposto no artigo 39, da Lei 4.320/1964: Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária serão escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados nas respectivas rubricas orçamentárias. § 1º - Os créditos de que trata este artigo, exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento, serão inscritos, na forma da legislação própria, como Dívida Ativa, em registro próprio, após apurada a sua liquidez e certeza, e a respectiva receita será escriturada a esse título. § 2º – Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza, proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas, e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, alugueis ou taxas de ocupação, custas processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos, indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda estrangeira, de subrogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia, de contratos em geral ou de outras obrigações legais” O parágrafo segundo, acima colacionado determina de forma bem delimitada que o crédito tributário necessariamente se dá pela relação obrigacional existente com essa natureza – 4 Art. 237. A fiscalização e o controle sobre o comércio exterior, essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais, serão exercidos pelo Ministério da Fazenda. Fl. 201DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 tal como se verifica nas figuras que se enquadram no conceito de tributo (art. 3º, CTN), bem como pelo lançamento (art. 142, CTN), obrigações principais e acessórias (art. 113, CTN), ou ainda seus adicionais e multas oriundos de tal ligação. Por sua vez, os créditos não tributários – ainda que pareça óbvio dizer sobre o suposto lado oposto da relação tributária, são os demais créditos, que, por exclusão, não carregam qualquer peculiaridade ou característica intrínseca à relação tributária, como por exemplo, as multas aduaneiras. Ainda, e apenas para melhor ilustrar a relevância de tal diferenciação, bem como a forma pela qual ela se opera nas decisões proferidas por este Tribunal Administrativo, temos claramente uma segregação das espécies de processos julgados em razão da alteração do voto de qualidade – conforme artigo 19-E, da Lei 10.522/2002, e consequente Portaria ME nº 260/2020, que regulamentou a proclamação do resultado nas hipóteses de empate na votação. A norma determina, em seu artigo 2º, parágrafo 1º, que o resultado será proclamado em favor do contribuinte, na forma do art. 19-E da Lei 10.522, de 19 de julho de 2020, quando ocorrer empate no julgamento do processo administrativo de determinação e exigência do crédito tributário, assim compreendido aquele em que há exigência de crédito tributário por meio de auto de infração ou de notificação de lançamento. Posto tal contraste, é importante dizer também que o crédito – tributário ou não, em que pese utilizarem-se da mesma ferramenta processual/procedimental para o percurso de sua pretensão, não perdem, em sua essência, ou permutam sua natureza, por tal razão. Diferencia-se, quase de forma cartesiana, as figuras contidas no processo administrativo, que são ou serão objetos do contencioso – o conteúdo relativo ao direito material, do processo em si, que é feito das regras de natureza evidentemente processual e que tratarão apenas das ferramentas utilizadas para o desenvolvimento e encerramento do litígio. Inclusive, a aplicação do processo administrativo fiscal à condução de créditos não tributários é feita mediante remissões legais, determinadas por leis específicas, o que não implica, tão menos justifica, a confusão que vem sendo tecida sobre os institutos tratados. E, nesse passo, em que direito tributário não é aduaneiro, e que os créditos não tributários são tratados por este, ainda que pela mesma ferramenta procedimental/processual, é que reside o meu entendimento sobre a aplicação da Súmula CARF nº 11, resguardado o peso dos demais argumentos que se complementam. Explico: Veja, a Lei 9.873/1999, em seu artigo1º, §1º e em seu artigo 5º, afirma que: Artigo 1º — Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado. §1º. Incide a prescrição no procedimento administrativo paralisado por mais de três anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte interessada, sem Fl. 202DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da paralisação, se for o caso. (...) Artigo 5º — O disposto nesta Lei não se aplica às infrações de natureza funcional e aos processos e procedimentos de natureza tributária. As normas acima colacionadas nos dizem que: há prescrição intercorrente em procedimento administrativo – quanto à pretensão punitiva do Estado, se decorridos três anos sem qualquer movimento relevante, contados de ato dependente de despacho/julgamento, mas tal instituto não se aplica em casos de natureza tributária. Ora, a exceção – contida no artigo 5º, da Lei 9.873/99, é expressa ao se referir aos créditos tributários, enquanto que, os créditos não tributários não são tratados nessa reserva, o que, consequentemente, leva-os à regra geral: aplicação da prescrição intercorrente. Nesse sentido, o tratamento dispendido pelo conteúdo da Súmula CARF nº 11- que afirma não se aplicar a prescrição intercorrente para o processo administrativo fiscal, deve seguir a mesma diferenciação: aplica-se a prescrição intercorrente para os créditos de natureza não tributária, ao mesmo passo que o artigo 5º expressamente veda tal observação para os créditos de natureza tributária. Até aqui, já superado, portanto: a diferenciação – mas interligação de gênero e espécie, entre processo e procedimento; delineado e pontuado que a prescrição intercorrente é instituto de direito material e não processual; e que, quanto a esse ponto, a norma faz expressa exceção à sua aplicação aos créditos de natureza tributária, e, consequentemente, é aplicável aos créditos de natureza não tributária. Em que pese essenciais – e penso que, protagonistas do meu entendimento, outros pontos, tratados em seguida, merecem atenção: a razão pela qual não há que se confundir prescrição com prescrição intercorrente – como levantei, inclusive, em voto proferido em sessão de julgamento sobre o tema 5 , tão menos a suspensão da exigibilidade do crédito tributário à impossibilidade de afastar a Súmula; as razões utilizadas nos acórdãos que embasaram a Súmula CARF nº11, ainda, e apenas para rememorar a condução técnica que lhe é devida, tratarei rapidamente de como se dá a aplicação das Súmulas na esfera administrativa, especialmente neste Tribunal, e como lidar com as figuras da Teoria dos Precedentes (overruling, distinguishing, ratio decidendi, etc) – tão bem postas pelo novo Código de Processo Civil – e frequentemente utilizadas pelos Conselheiros. E, por fim, serão demonstrados os precedentes judiciais sobre o tema. iii) Prescrição x prescrição intercorrente e a suspensão da exigibilidade do crédito tributário 5 Sessão de julgamento ocorrida no dia 25 de março de 2021, na 1º Turma Ordinária, da 4ª Câmara, 3ª Seção de Julgamento – CARF. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DYKuUOE2R3I. Fl. 203DF CARF MF Documento nato-digital https://www.youtube.com/watch?v=DYKuUOE2R3I Fl. 9 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Como dito no tópico anterior, minha afirmação proferida em sessão de julgamento segue a mesma, e presta-se ao início desse terceiro ponto: prescrição não é prescrição intercorrente 6 . Como bem esclarecido pelo ex-conselheiro Carlos Daniel, em artigo publicado sobre o tema 7 : Há que se distinguir com clareza o que é a prescrição do que é a prescrição intercorrente. A existência de processo administrativo não é impeditiva à ocorrência da prescrição intercorrente, pelo contrário é condição necessária para tanto! Em outras palavras, prescrição intercorrente pressupõe a existência de um processo, como a lição de Arruda Alvim esclarece: “A prescrição intercorrente é aquela relacionada com o desaparecimento da proteção ativa, no curso do processo, ao possível direito material postulado, expressado na pretensão deduzida: quer dizer, é aquela que se verifica pela inércia continuada e ininterrupta no curso do processo por segmento temporal superior àquele em que ocorre a prescrição em dada hipótese”. Nesse sentido, não há dúvida de que se trata de institutos absolutamente distintos, com condições particulares de verificação em concreto, e definições próprias consolidadas na doutrina e na jurisprudência. (...) O argumento em questão é absolutamente válido para o âmbito dos créditos tributários, onde efetivamente inexiste regra que preveja a prescrição intercorrente durante os processos administrativos, mas perde completamente o sentido para análise de créditos não tributários, sancionatórios, que possuem regime próprio, regulado pela Lei nº 9.873/99, e com a previsão específica de prescrição intercorrente. O equívoco se instaura no momento em que o artigo 174, do Código Tributário Nacional, é aplicado aos casos de forma totalmente equivocada, considerando que os institutos protegidos, e em discussão, são completamente diferentes. Enquanto a prescrição intercorrente necessariamente demanda a existência de um procedimento/processo administrativo em curso, contudo sem qualquer movimentação considerada como válida (meros despachos não são relevantes para tanto), a prescrição tem seu início marcado pelo fim do respectivo processo e consequente constituição definitiva do crédito tributário. Para além disso, a prescrição atinge a pretensão executória da Administração Pública, enquanto a prescrição intercorrente atinge a pretensão punitiva. Não só, como já posto, inexiste em âmbito administrativo uma regra que determine o lapso temporal de desídia da Administração para os créditos tributários, constante tão somente 6 Sessão de julgamento ocorrida no dia 25 de março de 2021, na 1º Turma Ordinária, da 4ª Câmara, 3ª Seção de Julgamento – CARF. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DYKuUOE2R3I. 7 Súmula 11 do Carf: entre o argumento de autoridade e a autoridade do argumento. Disponível em: https://www.conjur.com.br/dl/direto-carf.pdf Fl. 204DF CARF MF Documento nato-digital https://www.youtube.com/watch?v=DYKuUOE2R3I https://www.conjur.com.br/dl/direto-carf.pdf Fl. 10 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 no artigo 40, da Lei de Execuções Fiscais. E, ainda, destaco que é de suma importância que o termo e o instituto da “prescrição” sejam devidamente analisados, apontando-se a distinção, sob a perspectiva de disposição não só no Código Tributário Nacional, mas também na própria lei 9.873/1999. Em suma: há que se tomar cuidado com a confusão conceitual e o resguardo das evidentes diferenças técnicas – origem normativa, institutos protegidos pela figura jurídica em questão (como por exemplo, pretensão punitiva e pretensão executória), a observância da correta aplicação dos prazos, considerando i) a figura da prescrição prevista no artigo 174, do Código Tributário Nacional, ii) a figura da prescrição prevista no artigo 1º, da Lei 9.873/1999, e iii) a figura da prescrição intercorrente prevista no parágrafo 1º, do artigo 1º, da Lei 9.873/1999. E, feitas tais considerações, para relevância da aplicação (ou não) das diferentes prescrições acima descritas e dos respectivos prazos, indago: e a suspensão da exigibilidade do crédito tributário? A suspensão da exigibilidade em nada interfere na ocorrência da prescrição intercorrente prevista na Lei 9.873/1999, considerando que a existência e a forma pela qual se desenvolve o processo administrativo são condições necessárias à sua configuração. Isso porque, conforme pontuado no presente tópico, é necessário conceituar corretamente os institutos da prescrição e da prescrição intercorrente, ambos presentes na Lei 9.873/1999. Veja, a prescrição intercorrente ocorre justamente porque o crédito não é exigível – e essa inexigibilidade está relacionada à pretensão executória, e não à pretensão punitiva, eis, portanto, a razão pela qual as prescrições determinadas pela lei supracitada são diferenciadas, tanto quanto ao prazo, quanto ao momento de sua aplicação Ademais, não há regra específica sobre a suspensão da exigibilidade de créditos não tributários, contrário do que determina o artigo 151, do Código Tributário Nacional, que carrega expressa menção à créditos tributários. Como já entendeu o Superior Tribunal de Justiça 8 , respectivo instituto se aplica de forma análoga, bem como, já mencionado nos tópicos anteriores, o caminho processual a ser percorrido pela multa administrativa será aquele disposto no Decreto 70.235/1972, por remissão, assim como outros institutos também são tratados por tal rito 9 . 8 Resp 1.381.254: (...) 16. Sendo assim, vislumbra-se claro não subsistir previsão legal de suspensão de exigibilidade de crédito não tributário no arcabouço jurídico brasileiro. 17. É importante registrar, diante dessa constatação, que a norma jurídica não pode regular todas as situações possíveis e imagináveis da convivência humana. Nesses casos, há ocorrência de lacuna normativa e, não havendo lei prévia tratando do tema, a situação se resolve mediante as técnicas de integração normativa de correção do sistema previstas no art. 4o. da LINDB, quais sejam: a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito; assim, colmatando o sistema jurídico e tornando-o prático e abstratamente pleno (sem lacunas). (...)25. Cabe mencionar, por fim, que o crédito não tributário, diversamente do crédito tributário, o qual não pode ser alterado por Lei Ordinária em razão de ser matéria reservada à Lei Complementar (art. 146, III, alínea b da CF/1988), permite, nos termos aqui delineados, a suspensão da sua exigibilidade mediante utilização de diplomas legais de envergaduras distintas por meio datécnica integrativa da analogia. 9 Exemplo disso são as disposições do art. 3º, II da Lei nº 6.562/78; art. 23, §3º do DL nº 1.455/76; art. 74, §11, da Lei nº 9.430/96; art. 7º, §5º, da lei nº 9.019/1995; art. 32, §7º, da Lei nº 9.430/96; art. 8º, §6º, da lei nº 9.317/95; art. 39 da LC nº 123/2003). Fl. 205DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Portanto, o argumento relacionado à suspensão da exigibilidade durante o processo administrativo fiscal atinge somente a pretensão executória, bem como, apenas complementa a razão pela qual as prescrições contidas na Lei 9.873/1999 são de naturezas distintas, e que a intercorrente demanda, de forma condicional, o curso de tal processo. iv) A ratio decidendi nos acórdãos utilizados para criação da Súmula CARF nº 11, o distinguishing e a Teoria dos Precedentes As decisões judiciais ou administrativas, quando abordam um precedente um ou enunciado de súmula, devem adentrar os fundamentos determinantes de sua existência e o nexo causal com o caso que está sendo julgado. É isso que determina o artigo 489, parágrafo 1º, inciso V, do Código de Processo Civil 10 . Nesse sentido, a primeira análise a ser feita, diz respeito às razões utilizadas nos acórdãos que embasam a criação da Súmula CARF nº 11 – com efeito do conteúdo postulado nos votos dos conselheiros à época dos julgamentos, e não apenas nas ementas das decisões, para que, em um segundo momento, seja analisado se tais razões se enquadram no caso que está sendo julgado (como no presente, às multas administrativas). Antes, importante destacar que: todos os acórdãos foram proferidos em casos de créditos tributários. a) Acórdão nº 103-21113, de 05/12/2002: O relator claramente confunde os institutos de prescrição quando afirma que: É a chamada prescrição intercorrente, e tem seu fundamento na excessiva demora no julgamento dos recursos administrativos pela repartição fazendária. Pleiteia, assim, a Recorrente, diante da inércia do credor do tributo de solucionar a demanda do contribuinte, a perda do direito de realizar a cobrança depois de transcorridos mais de 5 anos do lançamento. Invoca, para sustentar seu entendimento decisão proferida no Supremo Tribunal Federal, em Embargos no Recurso Extraordinário 94.462/SP, que possui a seguinte ementa: "Ementa: PRAZOS DE PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA EM DIREITO TRIBUTÁRIO. Com a Iavratura do auto de infração, consuma-se o lançamento do crédito tributário (art. 142 do CTN). Por outro lado, a decadência só é admissivel no período anterior a sua lavratura; depois, entre a ocorrência dela e até que flua o prazo para a interposição do recurso administrativo, ou enquanto não for decidido o recurso dessa natureza que se 10 Art. 489. São elementos essenciais da sentença: (...) § 1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que: (...) V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; Fl. 206DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 tenha valido o contribuinte, não mais corre prazo para a decadência, e ainda não se iniciou o prazo para a prescrição; decorrido o prazo para interposição do recurso administrativo, sem que ela tenha ocorrido, ou decidido recurso administrativo interposto pelo contribuinte, há a constituição definitiva do crédito tributário, a que alude o art. 174, começando a fluir, dal, o prazo de prescrição da pretensão do Fisco. - É esse o entendimento atual de ambas as turmas do STF. Embargos de divergência conhecidos recebidos.” Após, o relator limita-se a citar os outros acórdãos que entendem pela aplicação da prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Na mesma linha de argumentação, pela aplicação do artigo 174, do CTN, seguem os Acórdão nº 201-76985, de 11/06/2003, Acórdão nº 104-19410, de 12/06/2003, Acórdão nº 104- 19980, de 13/05/2004 e Acórdão nº 105-15025, de 13/04/2005, Acórdão nº 203-02815, de 23/10/1996. b) Acórdão nº 107-07733 (IRPJ), de 11/08/2004: Foi a única decisão que se utilizou da excepcionalidade do artigo 5º, da Lei 9.873/1999, para afastar a prescrição intercorrente (ao meu ver, inclusive, corretamente, tendo em vista a natureza tributária do crédito): A alegação preliminar de prescrição é descabida, não só porque não se tem admitido a chamada prescrição intercorrente no âmbito do processo administrativo (do que, particularmente e em algumas situações, discordo), como, também, porque a lei utilizada pela Recorrente — Lei n.° 9873/99 - como supedâneo para a sua pretensão é taxativa ao dizer que suas disposições não se aplicam à matéria tributária: "Art. 5º. O disposto nesta Lei não se aplica às infrações de natureza funcional e aos processos e procedimentos de natureza tributária". c) Acórdão nº 202-07929, de 22/08/1995 (Imposto único sobre Minerais – IUM) Limita-se a decisão à seguinte razão de decidir, quanto à prescrição intercorrente: No que diz respeito à preliminar da ocorrência da prescrição intercorrente, perfilando a reiterada jurisprudência deste e dos demais Conselhos, entendo-a inadmissível, especialmente em face da não-comprovação da omissão da autoridade administrativa, invocando dita jurisprudência, entre outras decisões, a do Acórdão n° 202-03.600. d) Acórdão nº 203-04404, de 11/10/1997 (Finsocial) O relator do caso invoca a Súmula 153, do TRF 11 : 11 Súmula 153 – Extinto TRF: Constituído, no qüinqüênio, através de auto de infração ou notificação de lançamento, o crédito tributário, não há falar em decadência, fluindo, a partir daí, em princípio, o prazo prescricional, que, todavia, fica em suspenso, até que sejam decididos os recursos administrativos. Fl. 207DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 13 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Deflui, da leitura dos autos, que decorreram mais de 05 (cinco) anos entre a única manifestação da Contribuinte a Impugnação (fls. 31 a 38) e a decisão recorrida. Inclusive, o processo não sofreu nenhuma movimentação entre 27.02.1992 e 04.02.1997, consoante deflui das fls. 42 a 43. Todavia, segundo a inteligência da súmula n° 153, do extinto Tribunal de Recursos — TRF, não se inicia fluência de prazo prescricional, entre a data da lavratura de Auto de Infração e o trânsito em julgado administrativo, em face do crédito tributário encontrar-se suspenso. e) Acórdão nº 201-73615, de 24/02/2000 (ITR) O relator suscita que não existe prescrição intercorrente no processo administrativo federal considerando a legislação que rege a matéria: De outra banda, já assentado nesta Câmara que não existe prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal federal à míngua de legislação que regre a matéria nos termos do que existe hoje no direito penal. E o próprio lançamento ora guerreado, é um bom exemplo de que tal instituto seria penoso à Fazenda, uma vez que, como na hipótese versada nos autos, houve, via Lei n° 8.022/90, uma transferência de competência do ITR, passando sua administração, cobrança e lançamento do INCRA para a Receita Federal. Face a tal, até que a máquina burocrática desses órgãos pudesse implementar a citada legislação, houve demanda de tempo, tempo este que não poderia fulminar o direito subjetivo dos entes públicos de cobrar os tributos que lhe são devidos, mormente quando já devidamente constituídos como no presente caso. Assim, afasto a alegação de prescrição intercorrente. Vê-se, das razões acima expostas, que nenhum processo administrativo fiscal, utilizado como base, tratava de crédito não tributário, tão menos, exauriu o tema constante à Lei 9.873/1999, muitas vezes confundindo a prescrição intercorrente com a prescrição disposta no artigo 174, do Código Tributário Nacional. Se as razões pelas quais a Súmula CARF nº 11 se apoia para inaplicabilidade da prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal restringem-se a casos de créditos tributários, não há que se falar em nexo de tal enunciado com casos que tratam de créditos não tributários – tal como as multas administrativas/regulamentares, aplicáveis em sede do direito aduaneiro. Ademais, súmula não é lei. Como afirma o autor Marcelo Souza, a origem da súmula no Brasil remonta à década de 1960, tendo em vista o acúmulo de processos pendentes de julgamento sobre questões idênticas. A edição da súmula, e seus enunciados, é resultante de um processo específico de elaboração, Fl. 208DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 14 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 previsto regimentalmente, que passa pelas escolhas dos temas, discussão técnico-jurídica, aprovação, e, ao final, publicação para conhecimento de todos e vigência. 12 Nota-se que o iter percorrido para criação de uma súmula – é regimental, que tem como objetivo a celeridade de decisões sobre temas recorrentes e idênticos, além da uniformização da jurisprudência, é diferente do iter percorrido para a criação de uma lei – que deve, necessariamente, obedecer às regras constitucionais e infraconstitucionais do processo legislativo. É presunçoso afirmar que o conteúdo de qualquer Súmula esgota os casos concretos – e as características de cada um, resguardadas suas peculiaridades, com a redação resumida daquilo que costumeiramente é decidido pelos tribunais, seja em sede administrativa, seja em sede judicial. E a análise dos fundamentos determinantes de uma Súmula é essencial ao deslinde de sua (in)aplicabilidade ao caso que está sob julgamento pelo conselheiro ou pelo juiz, especialmente porque não exaure os fatos e os traços contidos no litígio, sendo passível, portanto, de interpretação. Ainda, e enfim, aplicar cegamente o enunciado sem o aprofundamento de suas razões – seja quanto às razões de formação de um precedente, ou quanto à norma que é a base do entendimento técnico, com o devido cotejo àquilo que está sendo julgado, beira o comodismo da função judicante. Nesse ensejo, finalmente, adentro nas afirmações finais, sobre a possibilidade de afastar a supracitada Súmula, em razão da utilização da ferramenta denominada distinguishing, oriunda da Teoria dos Precedentes. Em que pese o desenvolvimento da Teoria dos Precedentes tenha sido feito de forma maciça nos países que adotam o sistema da common law, calcado na doutrina do stare decisis, que compreende o precedente judicial como sendo um instituto vinculante, não só para o órgão judicial que decide, mas para todos os que lhe forem inferiores, entende-se no direito processual contemporâneo, que o ordenamento jurídico brasileiro é miscigenado, e não mais segue a integralmente a tradição romanística. Quando partimos dessa premissa, a mudança disposta no novo CPC apresenta a positivação de vários aspectos relativos aos precedentes, consagrando-os na dogmática jurídica nacional. E um dos princípios tutelados pelos institutos abarcados pela Teoria é a segurança jurídica, considerando tanto o respeito aos precedentes – que diferentemente da jurisprudência, é substantivo singular, quanto à uniformização da jurisprudência, evitando o inconcebível fenômeno da propagação de teses jurídicas diferentes para situações análogas. A primeira figura, essencial ao deslinde de qualquer litígio administrativo ou judicial, é a ratio decidendi (ou holding para os norte-americanos), que se consubstancia nos fundamentos jurídicos da decisão, e se dispõe como a tese jurídica acolhida pelo juiz ao proferir o decisum. 12 SOUZA, Marcelo Alves Dias de. Do precedente judicial à súmula vinculante. Curitiba: Juruá, 2006, p. 253. Fl. 209DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 15 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Importante destacar que a ratio decidendi, sempre deságua e se refere à interpretação – ou raciocínio lógico construído, dado à legislação aplicável ao caso – como o presente, em que tratei do Código Tributário Nacional, a Lei 9.873/1999, o Código de Processo Civil, etc. A segunda figura, que utilizo aqui para afastar a Súmula, é o distinguishing, que, segundo José Rogério Cruz e Tucci, é um método de confronto pelo qual o juiz verifica se o caso em julgamento pode ser ou não análogo ao paradigma, e é disposto nos artigos 489, parágrafo 1º, incisos V e VI, 926, parágrafo 2º, e 927, do Código de Processo Civil, bem como é posto no Manual dos Conselheiros 13 . Nesse contexto, pode o juiz deixar de aplicar o enunciado sumular sem embargo de estar desrespeitando-o, caso contrário, o sistema de precedentes engessaria o contencioso administrativo e judicial, e não haveria necessidade da existência de conselheiros/julgadores. Inclusive, tal ferramenta tem sido utilizada há muito tempo neste Tribunal Administrativo. Exemplifico: o distinguishing foi realizado quanto à Súmula CARF nº 01, nos casos de processos judiciais extintos sem resolução de mérito (acórdão 9303-01.542), ou nos casos de mandado de segurança coletivo (acórdão 3402-004.614); à súmula CARF nº 20 nos casos de produtos imunes (acórdãos 3402-003.012 e 3402-004.689); à súmula CARF nº 29 em caso de co-titular não residente (acórdão 2802-003.123); à Súmula CARF nº 66, nos casos de administração pública indireta (acórdão 9202-006.580); e quanto à Súmula CARF nº 105, nos casos de infrações posteriores à Lei 11.488/2007 (acórdão 9101-005.080). No presente caso, valho-me da prerrogativa de utilização do distinguishing, para afastar a Súmula CARF nº 11 - em que pese aplicável aos casos de natureza tributária, considerando que, a prescrição intercorrente se aplica à multa regulamentar, disposta no artigo 107, do Regulamento Aduaneiro – conforme auto de infração discutido, por configurar-se como crédito não tributário. Há uma terceira figura denominada overruling, que é a superação do enunciado sumular criado com base nos precedentes decisórios dos casos concretos, é a revisão de um entendimento já consolidado, e que não é aplicado na presente questão. Inclusive, não há sequer uma linha tênue que permeia a diferenciação das figuras distinghuishing e overruling, delimitadas de forma pontual: vê-se que, a Súmula CARF nº 11 – que carrega a exceção do artigo 5º, da Lei 9.873/1999, pelo meu entendimento, continua sendo aplicada, neste Tribunal, aos processos que tratam de créditos tributários. Não se trata, portanto, de uma superação do enunciado – isso se dá mediante o procedimento de revisão de Súmulas – que é determinado pelo próprio CARF com os passos procedimentais que lhe são impostos, mas sim, da distinção da aplicação de seu conteúdo sobre um determinado caso, que, embora trate da mesma matéria, implica em características específicas que norteiam respectivo afastamento do enunciado. Ainda, e caminhando ao final, adentro no último ponto que diz respeito às decisões proferidas pelos Tribunais Regionais Federais - no mesmo sentido do entendimento aqui esposado – aplicação da prescrição intercorrente aos casos de natureza não tributária: 13 Quando a matéria tangenciar súmula do CARF e o julgador não a aplicar por entender que os fatos ou direito não se subsumem a ela, é preciso deixar expresso no voto tal entendimento – pág. 51. Fl. 210DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 16 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. PROCESSUAL CIVIL. ADUANEIRO. AGENTE DE CARGA. OBRIGAÇÃO DE PRESTAR INFORMAÇÕES ACERCA DAS MERCADORIAS IMPORTADAS. INCLUSÃO DE DADOS NO SISCOMEX EM PRAZO SUPERIOR AO PERMITIDO PELA LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA. INCIDÊNCIA DA MULTA PREVISTA NO ARTIGO 728, IV, "E", DO DECRETO Nº 6.759/09 E NO ARTIGO 107, IV, "E", DO DECRETO-LEI Nº 37/66. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. DECADÊNCIA NÃO VERIFICADA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE DE PARTE DO DÉBITO MANTIDA. RECURSOS NÃO PROVIDOS. 1. A parte autora afirma que as infrações foram cometidas no período de 02.03.2004 a 27.03.2004, sendo o auto de infração lavrado em 27.01.2009, pelo que não se verifica a decadência do direito da Administração de impor a penalidade em questão. Isso porque os prazos de decadência e prescrição da multa aplicada com fulcro no art. 107, IV, "e", do Decreto nº 37/96 – hipótese dos autos – estão disciplinados nos arts. 138, 139 e 140 do referido diploma legal. 2. Nos termos do o art. 31, caput, do Decreto nº 6.759/09, "o transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado". 3. Na singularidade, consta dos autos que a autora, por diversas vezes, registrou os dados pertinentes ao embarque de mercadoria exportada após o prazo definido na legislação de regência, o que torna escorreita a incidência da multa prevista no art. 107, IV, "e", do Decreto-Lei nº 37/66, com redação dada pela Lei nº 10.833/03. 4. Improcede alegação da autora de nulidade do auto de infração por ausência de prova das infrações, haja vista que a autuação foi feita com base em informações prestadas pela própria empresa no Sistema SISCOMEX. 5. Além disso, o auto de infração constitui ato administrativo dotado de presunção juris tantum de legalidade e veracidade, sendo condição sine qua non para sua desconstituição a comprovação (i) de inexistência dos fatos descritos no auto de infração; (ii) da atipicidade da conduta ou (iii) de vício em um de seus elementos componentes (TRF 3ª Região, SEXTA TURMA, Ap - APELAÇÃO CÍVEL - 1528241 - 0004962-44.2005.4.03.6120, Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL CONSUELO YOSHIDA, julgado em 08/11/2018, e-DJF3 Judicial 1 DATA:22/11/2018). Em outras palavras, cabe ao contribuinte comprovar a inveracidade do ato administrativo, o que não ocorreu no presente caso. 6. Também não há prova suficiente de que a Administração estaria ferindo a isonomia ao afastar a penalidade aplicada à algumas empresas em situação idêntica à da autora. É certo que alegação e prova não se confundem (TRF 3ª Região, SEXTA TURMA, Ap - APELAÇÃO CÍVEL - 1604106 - 0001311- 96.2003.4.03.6112, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL FÁBIO PRIETO, julgado em 22/03/2018, e-DJF3 Judicial 1 DATA:04/04/2018), mormente diante de ato administrativo, cuja legitimidade se presume e só é afastada mediante prova cabal (TRF 3ª Região, SEXTA TURMA, AC - APELAÇÃO CÍVEL - 1861838 - 0005491-87.2009.4.03.6002, Rel. DESEMBARGADORA Fl. 211DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 17 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 FEDERAL CONSUELO YOSHIDA, julgado em 26/02/2015, e-DJF3 Judicial 1 DATA:06/03/2015). 7. O princípio da retroatividade da norma mais benéfica, previsto no art. 106, II, "a", do CTN, não tem qualquer relevância para o caso. A uma, pois estamos diante de infração formal de natureza administrativa, o que torna inaplicável a disciplina jurídica do Código Tributário Nacional. A duas, pois, de qualquer modo, a hipótese dos autos não se amoldaria ao que previsto no referido art. 106, II, do CTN; a novel legislação (IN RFB nº 1.096/10) não deixou de tratar o ato como infração, nem cominou penalidade menos severa, mas apenas previu um prazo maior para o cumprimento da obrigação. 8. Da mesma forma, não procede o pleito quanto à aplicação do instituto da denúncia espontânea ao caso, vez que o dever de prestar informação se caracteriza como obrigação acessória autônoma; o tão só descumprimento do prazo definido pela legislação já traduz a infração, de caráter formal, e faz incidir a respectiva penalidade. 9. A alteração promovida pela Lei nº 12.350/10 no art. 102, § 2º, do Decreto- Lei nº 37/66 não afeta o citado entendimento, na medida em que a exclusão de penalidades de natureza administrativa com a denúncia espontânea só faz sentido para aquelas infrações cuja denúncia pelo próprio infrator aproveite à fiscalização. 10. Na prestação de informações fora do prazo estipulado, em sendo elemento autônomo e formal, a infração já se encontra perfectibilizada, inexistindo comportamento posterior do infrator que venha a ilidir a necessidade da punição. Ao contrário, admitir a denúncia espontânea no caso implicaria em tornar o prazo estipulado mera formalidade, afastada sempre que o administrado cumprisse a obrigação antes de ser devidamente penalizado. 11. O recurso da União Federal também não merece prosperar, pois, diante da natureza administrativa da infração em questão, é evidente a incidência da prescrição intercorrente prevista no § 1º do art. 1º da Lei nº 9.873/99 quanto ao débito objeto do processo administrativo nº 10814008859/2007-21 . Ressalto que a União, em momento algum, argumenta no sentido da não paralisação do processo administrativo por mais de três anos, limitando-se a questionar a aplicação da norma ao caso concreto. 12. A inovação legislativa mencionada pela agravante (artigo 19-E da Lei nº 10.522/2002) não se aplica aos autos; o processo administrativo já se encerrou. 10. Decadência rejeitada. Agravos internos não providos. (TRF 3ª Região, 6ª Turma, ApCiv - APELAÇÃO CÍVEL - 5002763- 04.2017.4.03.6100, Rel. Desembargador Federal LUIS ANTONIO JOHONSOM DI SALVO, julgado em 18/12/2020, e - DJF3 Judicial 1 DATA: 28/12/2020) EMENTA: TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ- EXECUTIVIDADE. AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA POR EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. OCORRÊNCIA. EXTINÇÃO DO FEITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CONDENAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 85 DO CPC. Fl. 212DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 18 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 READEQUAÇÃO. 1. A Lei nº 9.873/99 cuida da sistemática da prescrição da pretensão punitiva e da pretensão executória referidas ao poder de polícia sancionador da Administração Pública Federal. 2. Incide a prescrição prevista no artigo 1º, §1º da lei no procedimento administrativo paralisado por mais de três anos, pendente de julgamento ou despacho que deliberem a respeito de providências voltadas à apuração dos fatos. Meros despachos ordinatórios de encaminhamento ou impulso do processo administrativo não configuram causa interruptiva do prazo prescricional. 3. O valor da verba sucumbencial devida pela União deve ser fixado de acordo com as regras do art. 85, §§ 2º a 5º, do NCPC. (TRF4 5002013-95.2016.4.04.7203, PRIMEIRA TURMA, Relator FRANCISCO DONIZETE GOMES, juntado aos autos em 28/08/2019 Na decisão supracitada, afirma o Desembargador: (...)2. Prescrição. Multa administrativa Destaco, inicialmente, que, sendo o débito constante do Auto de Infração Aduaneiro n. 0910600/13737/04 (Processo Administrativo n.12547.002016/2006-71) relativo a multa prevista no artigo 631 do Regulamento Aduaneiro, sua natureza é não tributária. (...) Desta forma, aplicam-se ao caso as disposições contidas na Lei nº9.873/99, que assim dispõe: Art. 1º Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração PúblicaFederal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurarinfração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no casode infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado. § 1° Incide a prescrição no procedimento administrativo paralisado por maisde três anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serãoarquivados de ofício ou mediante requerimento da parte interessada, semprejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente daparalisação, se for o caso. § 2° Quando o fato objeto da ação punitiva da Administração tambémconstituir crime, a prescrição reger-se-á pelo prazo previsto na lei penal. Art. 1°-A. Constituído definitivamente o crédito não tributário, após o términoregular do processo administrativo, prescreve em 5 (cinco) anos a ação deexecução da administração pública federal relativa a crédito decorrente daaplicação de multa por infração à legislação em vigor. (Incluído pela Lei nº11.941, de 2009) Fl. 213DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 19 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Art. 2° Interrompe-se a prescrição da ação punitiva: (Redação dada pela Leinº 11.941, de 2009) I - pela notificação ou citação do indiciado ou acusado, inclusive por meio deedital; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) II - por qualquer ato inequívoco, que importe apuração do fato; III - pela decisão condenatória recorrível. IV - por qualquer ato inequívoco que importe em manifestação expressa detentativa de solução conciliatória no âmbito interno da administraçãopública federal. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) Também deve ser observada a prescrição intercorrente, prevista noparágrafo 1º do art. 1º da Lei nº 9.873/99, que define o prazo de 3 anos para aduração do trâmite do processo administrativo. No caso em exame, bem destacou a sentença a cronologia dos atospraticados no procedimento administrativo (evento 68 - SENT1): "(...) No presente caso, a excipiente América Micro sustenta a ocorrência daprescrição intercorrente, visto que transcorrido prazo superior a 3 (três) anos sem movimentação do processo administrativo pela Administração PúblicaFederal. Em relação ao processo administrativo nº 12457.002016/2006-71 (evento 56),decorrente do Auto de Infração Aduaneiro nº 0910600/13737/04 (evento56/PROCADM16 - fls. 101/106), extrai-se que a autuada apresentou defesaadministrativa (evento 56/PROCADM16 - fls. 131/196) e em 07/12/2007sobreveio decisão mantendo o crédito tributário exigido (evento56/PROCADM25 - fls. 67/83). Em 11/01/2008 a autuada foi intimada da decisão tendo apresentado recursoem 12/02/2008 (evento 56/PROCADM25 - fls. 91/167) e petição com novosdocumentos em 15/04/2008 (evento 56/PROCADM26 - fls. 57/60), tendo seurecurso voluntário negado em 10/12/2008 (evento 56/PROCADM26 - fls.91/97). Intimada em 18/05/2009 (fls. 104), interpôs embargos de declaração,juntado aos autos em 26/05/2009 (fls. 105/125). Em 11/04/2011 a autuadaprotocolou petição a fim de informar sobre fatos novos. A decisão que apreciouos embargos de declaração foi proferida em 20/08/2014 (fls. 209/223),acolhendo os embargos e suprindo a omissão apontada. Ocorre que entre a decisão condenatória recorrível, proferida em 10/12/2008, cuja intimação da autuada se deu em 18/05/2009 e a decisão final dos embargos em 20/08/2014, transcorreu prazo superior a 03 (três) anos para a Fl. 214DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 20 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 finalização do procedimento, motivo pelo qual resta configurada a prescrição intercorrente a fulminar a pretensão de punir na seara administrativa. A manifestação exarada entre os referidos marcos temporais em nadainfluenciou o curso do prazo extintivo, pois se trata de mera movimentaçãoformal do processo, encaminhando os embargos para análise (evento56/PROCADM26 - fl. 186). Nesse contexto, o tempo corre a favor do administrado e incumbe aoadministrador praticar os atos considerados hábeis a interromper a prescriçãodentro de determinado lapso temporal. Meros atos de movimentaçãoprocessual ou de expediente não são suficientes para afastar a ocorrência daprescrição intercorrente, porque "destituídos de conteúdo valorativo ou semefeito para a solução do litígio na esfera administrativa" (AC 5002952-05.2016.404.7000, Desembargadora Federal VIVIAN JOSETE PANTALEÃOCAMINHA, TRF4 - QUARTA TURMA - Data da decisão:19/07/2017)." Assim, incide a prescrição prevista no artigo 1º, §1º da lei no procedimento administrativo paralisado por mais de três anos, pendente dejulgamento ou despacho que deliberem a respeito de providências voltadas à apuração dos fatos. Meros despachos ordinatórios de encaminhamento ou impulso do processo administrativo não configuram causa interruptiva do prazo prescricional, como ocorrido no caso em análise. Notório, portanto, que a prescrição intercorrente prevista no artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei 9.873/1999, tem sido reconhecida em sede judicial, conforme demonstrado nas decisões acima colacionadas, bem como nas apelações: i) TRF3, Apelação nº 5000518- 71.2018.4.03.6104; ii) TRF4, Apelações nº 5001168-55.2019.4.04.7204; 0010648- 12.2013.4.04.9999 e 5005281-11.2017.4.04.7208; e iii) TRF2. Feitas tais considerações sobre a operacionalidade dos precedentes e o cotejo do conteúdo sumulado com o caso aqui julgado, bem como demonstradas exaustivamente as razões pelas quais entendo tecnicamente pelo afastamento da Súmula CARF nº 11, passo às conclusões. v) Conclusões E, em conclusão, para demonstrar todo exposto: i) Todo processo tem um procedimento, afirmação que respalda o cotejo e a ligação do conteúdo da norma prevista no artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei 9.873/1999, bem como a disposição contida na Súmula CARF nº 11; ii) Prescrição intercorrente é matéria de direito material – conforme dispõe o artigo 487, inciso II, do Código de Processo Civil; iii) Direito Tributário se difere do direito aduaneiro, considerando que aquele dispõe sobre créditos tributários, enquanto que este dispõe sobre créditos tributários e não tributários (multas administrativas); Fl. 215DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 21 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 iv) Prescrição não é prescrição intercorrente, e é necessário observar os prazos a serem obedecidos em cada um dos institutos – resguardada a devida observância também à natureza jurídica, conforme dispõe o artigo 1º, da Lei 9.873/1999 (prescrição da pretensão punitiva do Estado – prazo para fins de constituição do ato infracional e da correlata sanção); o artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei 9.873/1999 (prescrição intercorrente relativa à pretensão punitiva); e o artigo 174, do Código Tributário Nacional (prescrição da pretensão executória ocorrida após constituição definitiva do crédito tributário); v) O artigo 5º, da Lei 9.873/1999 dispõe sobre uma exceção: afirma que a prescrição intercorrente - prevista na mesma lei, não se aplica aos processos/procedimentos que tratam de créditos de natureza tributária. E, consequentemente, tal instituto se aplica aos processos/procedimento que tratam de créditos de natureza não tributária. vi) A suspensão da exigibilidade não é impeditivo à ocorrência da prescrição intercorrente supracitada, tendo em vista que a existência do processo administrativo é condição de sua configuração – especialmente porque a pretensão punitiva é diferente da pretensão executória; vii) Os acórdãos que constituem a ratio decidendi da matéria sumulada – Súmula CARF nº 11, tratam apenas de créditos tributários e confundem, em sua maioria, a prescrição com prescrição intercorrente, sem a formação de uma interpretação que efetivamente se dirija aos conceitos trazidos no decorrer da presente declaração de voto; viii) O afastamento da Súmula CARF nº 11, aos casos em que o processo administrativo fiscal tratar de créditos não tributários (multas administrativas/aduaneiras), é possível mediante exercício do distinguishing, figura da Teoria dos Precedentes – prevista nos artigos 498, parágrafo 1º, incisos V e VI, e 927, do Código de Processo Civil, que justamente diferencia o apoio técnico das razões de decidir e da previsão normativa do precedente às condições fáticas, jurídicas e legais do caso que está sendo julgado; ix) Entendo, por fim, que transcorrido o lapso temporal de três anos, contados da data do ato até despacho/julgamento, é aplicável a prescrição intercorrente, prevista no artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei 9.873/1999, à multa regulamentar aduaneira aqui discutida, por tratar de crédito não tributário, e configurar-se evidente distinção do conteúdo previsto na Súmula CARF nº 11, que se aplica tão somente aos créditos de natureza tributária. No presente caso, considerando que a impugnação foi apresentada em 08 de julho de 2009, e a decisão da DRJ foi proferida em 22 de junho de 2017, decorrido o lapso temporal de mais de três anos entre respectiva defesa e julgamento de primeira instância, entendo pela ocorrência da prescrição intercorrente, e voto pela procedência do Recurso Voluntário. Fl. 216DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 22 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Mérito Se vencida na preliminar supracitada, passo à análise do mérito. Afirma o recorrente que há dupla penalidade, considerando que uma penalidade foi aplicada em relação às informações intempestivas relativas à carga, e outra penalidade foi aplicada em relação às informações intempestivas da desconsolidação, e que essa implica na inexistência de responsabilidade. Dispõe dos artigos 136 e 137, do código Tributário Nacional, sobre os quais argumenta que a responsabilidade confirma a necessidade de busca de quem deu causa à infração. Entendo não há que se falar em dupla penalidade, ainda que sobre a mesma carga, posto que correto o entendimento de que são obrigações distintas quanto à obrigatoriedade de prestação das informações sobre a carga e sobre a desconsolidação, ou desconsolidações, da carga, conforme dispõe o Regulamento Aduaneiro, e a IN RFB nº 800/2007. Para além da co-existência da obrigatoriedade de tais informações, a responsabilidade na esfera aduaneira é prevista em legislação específica, considerando – tal como exaustivamente tratado no entendimento sobre prescrição intercorrente, direito aduaneiro difere-se do direito tributário, inaplicável, portanto, o Código Tributário Nacional. E nesse sentido, nego provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Mariel Orsi Gameiro Voto Vencedor Conselheiro Paulo Régis Venter, Redator. Cumpre-me redigir o voto vencedor quanto à preliminar/prejudicial de mérito arguida pela relatora, acerca da ocorrência da prescrição intercorrente de que trata o artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei nº 9.873/1999, oportunamente transcrito no voto vencido. Em que pesem os robustos fundamentos muito esposados no voto vencido, o entendimento da maioria do colegiado segue em sentido contrário. Isso porque se entende que referido dispositivo legal não se aplica aos processos submetidos ao rito do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências (PAF). Com efeito, o entendimento aqui defendido é no sentido de que a hipótese legal de prescrição intercorrente reporta-se aos específicos processos administrativos de sanções punitivas administrativas sem natureza tributária, como dispôs expressamente o art. 1º-A do diploma legal em referência, incluído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, verbis: Lei nº 9.873/1999: (…) Fl. 217DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 23 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 Art. 1 o -A. Constituído definitivamente o crédito não tributário, após o término regular do processo administrativo, prescreve em 5 (cinco) anos a ação de execução da administração pública federal relativa a crédito decorrente da aplicação de multa por infração à legislação em vigor. Por outro lado, como dito, o processo administrativo fiscal (tributário/aduaneiro), regula-se especificamente pelo Decreto nº 70.235/72, recepcionado pela nova ordem constitucional com força de lei. Prescreve o seu artigo 1º, verbis: Art. 1° Este Decreto rege o processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União e o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal. Ora, o presente processo foi inaugurado justamente para recepcionar auto de infração de exigência de multa regulamentar, no importe de R$ 5.000,00, de natureza tributária (trata-se de crédito tributário). E o artigo 7º do mesmo diploma legal, no seu inciso III, reporta-se especificamente ao procedimento fiscal aduaneiro. Por fim, o artigo 768 do Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009), dispõe expressamente, in litteris: Art. 768. A determinação e a exigência dos créditos tributários decorrentes de infração às normas deste Decreto serão apuradas mediante processo administrativo fiscal, na forma do Decreto nº 70.235, de 1972 (Decreto-Lei n o 822, de 5 de setembro de 1969, art. 2 o ; e Lei nº 10.336, de 2001, art. 13, parágrafo único). Assim, havendo legislação específica para a matéria em litígio, afasta-se a aplicação de lei que não rege os fatos aqui analisados. Demais disso, a matéria da prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal está pacificada neste E. CARF, por meio da Súmula CARF nº 11, cujo verbete segue transcrito: Súmula CARF n o 11 : Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Como se observa, por força da Portaria MF nº 277/2018, referida Súmula tem efeito vinculante em relação à administração tributária federal, abarcando, assim, as decisões proferidas pelas Delegacias de Julgamento da Receita Federal do Brasil (contra a qual a recorrente expressamente se opôs em face do longo transcurso de tempo havido entre o protocolo da sua impugnação e o julgamento pela instância a quo), bem como pela Procuradoria da Fazenda Nacional, além das decisões deste E. CARF, evidentemente. Oportuno registrar, de toda forma, que na reunião do Pleno do CARF, realizada no dia 06/08/2021, foi rejeitada a proposta de alteração do enunciado da Súmula em referência (no sentido de restringir sua aplicação ao processos administrativos fiscais que tratassem especificamente de créditos tributários), afastando assim, no ponto, a hipótese de distinguishing Fl. 218DF CARF MF Documento nato-digital http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf Fl. 24 do Acórdão n.º 3002-002.005 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.004315/2009-52 adotada no voto vencedor, ainda que se considere que a multa regulamentar não tenha natureza tributária, entendimento este que aqui não se compartilha. Nesses termos, rejeito a preliminar/prejudicial de mérito arguida de ofício pela relatora. (assinado digitalmente) Paulo Régis Venter Fl. 219DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
