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Numero do processo: 10940.900487/2006-60
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Feb 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 18/02/2000
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.254
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 18/02/2000 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório Staroi Distribuidora de Alimentos Ltda. transmitiu, em 7/25/2003, o Pedido Eletrônico de Ressarcimento/Declaração de Compensação PER/DCOMP nº 38685.84869.250703.1.3.040037, visando à compensação do débito próprio com direito creditório oriundo do pagamento a maior efetuado em 18/02/2000. A DRF/Ponta Grossa, por meio do Despacho Decisório 763943708, de 16/06/2008 (fl. 28), indeferiu o pleito de restituição porque o DARF aventado não foi localizado nos sistemas da Administração Tributária. Via de consequência, não homologou a compensação declarada. Sobreveio Manifestação de Inconformidade , fls. 1 a 11, por meio da qual alega: Fl. 63DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 a) que os débitos opostos na compensação declarada já estão sendo analisados na representação nº 74/2003, consubstanciada no procedimento administrativo fiscal nº 16408.000831/200632, e que a lavratura deste novo procedimento implicará um segundo lançamento dos mesmos valores, razão pela qual caberá tãosomente a esta autoridade declarar a sua nulidade; b) a inconstitucionalidade, ilegalidade e invalidade da legislação vigente, ao instituir a incidência das contribuições PIS e Cofins sobre os valores recebidos e repassados ao Governo Estadual a título de ICMS, extrapolando a competência constitucional outorgada, tanto nos limites do conceito de aquisição de receita, como no de faturamento, e; c) seu direito à restituição dos valores de PIS e Cofins que recolheu, mensalmente, desde o início de suas operações mercantis; relativamente à incidência dessas contribuições sobre o ICMS devido, e ao seu aproveitamento em compensação de débitos próprios; A DRJ/CTA1ª Turma julgou a reclamação improcedente. O Acórdão nº 06 26.273, de 22 de abril de 2010, fls. 36 a 39, teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2000 NULIDADE. Além de não se enquadrar nas causas enumeradas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, é incabível falar em nulidade do lançamento quando não houve transgressão alguma ao devido processo legal. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 2000 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SOB CONDIÇÃO RESOLUTÓRIA DE SUA ULTERIOR HOMOLOGAÇÃO. A compensação declarada pelo sujeito passivo, na qual constam informações relativas aos créditos utilizados e aos débitos a serem compensados, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. PIS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICM. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste previsão legal para excluir da base de cálculo do PIS o valor do ICMS, o qual está incluso no preço da mercadoria, que, por sua vez, compõe a receita bruta de vendas. INCONSTITUCIONALIDADE. Falece competência legal à autoridade julgadora de instância administrativa para se manifestar acerca da constitucionalidade ou legalidade de normas legais regularmente editadas segundo o Fl. 64DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10940.900487/200660 Acórdão n.º 380301.254 S3TE03 Fl. 59 3 processo legislativo estabelecido, tarefa essa reservada constitucionalmente ao Poder Judiciário. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO NO PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado no PER/DCOMP, é de se considerar nãohomologada a compensação declarada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 1ª Turma da DRJ/CTA. O arrazoado de fls. 43 a 49, depois de dispensarse do depósito prévio ou do arrolamento de bens e de protestar pela sua tempestividade, argui, em sede de preliminar, a nulidade formal do procedimento, porque os valores discutidos no presente processo já são objeto de cobrança em outro, o que redundará em cobrança dúplice. Esclarece, na continuação a gênese do indébito que busca repetir e aproveitar: o pagamento a maior a título de contribuição, na parcela da base de cálculo relativa aos valores recebidos e repassados ao erário estadual a título de ICMS. Discorre sobre a inconstitucionalidade da incidência do PIS e da Cofins sobre essa parcela. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Conclui, requerendo o provimento de seu recurso, reformando a decisão recorrida, para o efeito de se acolher a compensação declarada com os créditos decorrentes da exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições sociais. É o relatório. Voto Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 43 a 49 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJCTA1ª Turma nº 0626.273, de 22 de abril de 2010. Preliminar de nulidade Rejeito a preliminar. Não há o menor risco de que se efetue cobrança em dobro do(s) débito(s) confessado(s) na DCOMP ora sub judice, visto que de cobrança não se trata no presente procedimento. Ademais, como exaustivamente demonstrado na decisão recorrida, não houve qualquer infração ao art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 – PAF: o Despacho Decisório nº 763943708 foi lavrado por AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil em pleno exercício de suas atribuições, razão pela qual não há se falar em incompetência da autoridade fiscal. Tampouco ocorreu cerceamento do direito de defesa: o requerente (fl. 19) foi intimado a retificar os dados informados na Ficha DARF do PER/DCOMP e lhe facultada a apresentação de reclamação e de recurso voluntário, respectivamente, contra a nãohomologação da Fl. 65DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 compensação declarada e contra a decisão que julgou improcedente a sua Manifestação de Inconformidade . Mérito – reconhecimento de indébito decorrente da inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições sociais O recorrente pede que sejam considerados os créditos apurados com base no recolhimento indevido, efetuado seja com base no regime da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, seja no regime da nãocumulatividade. Pergunto: que créditos? Que apuração? Penso ser até intuitivo, não basta a existência "em tese" de uma declaração de inconstitucionalidade de lei instituidora de um tributo para que surja um direito de crédito. Há de se verificar, primeiramente, se o pagamento reputado posteriormente como indevido em razão da declaração de inconstitucionalidade da lei realmente existiu. O Despacho Decisório nº 763943708 dá conta de que o pagamento referido no PERDcomp não foi localizado. Contra essa constatação, o recorrente nada – absolutamente nada – opõe. Silencia solenemente. Ainda que existisse o referido DARF, haveria de comprovar o pagamento a maior, demonstrando cabalmente a base de cálculo correta, em síntese, quanto foi pago a maior. Ora, se o próprio fisco precisa instaurar um procedimento administrativo para que se reconheça a existência do fato gerador, por que poderia o particular ter um "crédito" em face do fisco apenas em razão de hipotéticos pagamentos? Essa é a pretensão do recorrente: restituirse de um indébito apenas em face de uma tese, sem ao menos comprovar que recolheu algo ao fisco. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 28 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern Fl. 66DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10940.900487/200660 Acórdão n.º 380301.254 S3TE03 Fl. 60 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10940900487200660 Interessada: STAROI DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.254, de 28 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 28 de fevereiro de 2011. [assinado digitalmente] _____________________________ Alexandre Kern Presidente da 3a Turma Especial da 3a Seção Fl. 67DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10880.043565/90-51
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 02 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 303-00.534
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em converter o julgamento à CTIC, através da Repartição de Origem, vencido o Cons. Humberto Esmeraldo Barreto Filho, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA
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MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTR Ieu IN T E S TERCEIRA CÂMARA . Sessão do02 de dezembrode 1.991- ACORDA0 N! _ I• • -I I Recurso n~. : Re corrente: Re corrid 115.082 MICRODIGITAL ELETRÔNICA LTDA. DRF-sAo PAULO~SP R E S O L U ç A O N º 303-0.534 • VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ,RESOLVEM os Membros da Tercei ra Câmara do Tercei ro Conselho de Contribuintes,por maioria de votos, em converter o jul gamento ~ CTIC, atrav~s da Repartiç~o de Origem, vencido o Cons. Humberto Esmeraldo Barreto Filho, na fDrma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-Dl em D2 de dezembro de 1992. JO~~STA - Presidente . . IL,.LJ';:rh ~ ~Cd _~ -AN6rÁÕE~~ FONSECA - Relatora " ':JO ~ .MILBERT DE OLIVEIRA MACAU - Proc. da Faz. Naciona ~~~~~OE~E: 02 FEV1993 Participaram,ainda,do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Malvina Corujo de Azevedo Lopes, Rosa Marta Magalh~es de Oliveira , Milton de Souza Coelho. Ausentes, os Cons. Leopoldo César Fontenel- le e Sandra Maria Faroni. q u~:.)~:;t. ~XCo !' de U~:;~I; Co Vi:\ 1Cl r' • • SERViÇO PUBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CAMARA F~~ECUF~SO1\1.. :1.:1.;:.:,..OB~':~....F~t:::~:mLUçl~O1'1..:::")0;.:)....0 ..;:.\;':)4 RECORRENTE ..MICRODIGITAL ELETRONICA LTDA .. RECORRIDA ; DRF - SAO PAULO/SP RELATORA ..DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA R E L A T O R I O Contra a empresa acima qualificada foi 1,:1.V I"',:H:Io o (luto C/(.:.~ In'1'I"',:i.\;~'?\od(,.)'1'l~:;..1 POI'" tE'I'",:l iIH.,:'~::.m,:I.:i.m.... portado componentes eletr~nicos para microcomputadores, sob regime aduaneiro especial de Drawback, na modalidade de sus- pensâo,com base no Ato Concessório n.. 18-87/1195 de 18/11/87, sem contudo fazer as exporta~ôes correspondentes, estando com inadimp1éncia total de seus compromissos há mais cl(.:.~ do:i.~"..::\no~:;..I,rrot(':')I"l(:loI"'(,.~colh:i.dor::)~:; 'l:i-"ibut.o~:;~:;u~:;p~:.)n~:;o''';!lI"H:.~m tomado nenhuma outra providéncia no prazo previsto no artigo 319 do Decreto 91 ..030/85, tornando-se devedora daqueles im- po~:;to~:;!l,:\C I'" (:-)~".cido~:;d~:.)co r'I'"(:-~\;:;-,\'omo nf..)t.-:fl,rii:\!1.:i u I'"o~:;d~:~mo I'"<:\(.:.)<:\~:; multas de 20~ do Imposto de Importa~âo, prevista no artigo 53() (:1 C) I)e(::('"e"tcJ '")" 9:L,,()3()/f~5, CC)nl a 1'}(Jva ,:'ecfa~~âo(:Iac:la 1:)e:I.(:) art ..74 da Lei 7 ..799/89 e de 100~ do IPI, prevista no artigo 364, 11, do Decreto 87 ..981/82 .. ":":i (,.~ mp I'" (.:.:,~:; ':". ,:\ 1..1. tu ,:H:Ii:,. ':'0.1:)1"" (.,) .,,; ~,:' n t.o u ,':l :i.mp 1..1. r:.:J n i:\ \;)rcl d (.:.) f1s ..72 a 96/5 , alegando, em síntese; ....quo;:.:',:\Ir,,:~'f'o:.:':'I'":i.d,:\,:lUtu,:\\j);'\oé '1'Ir ,:1.(;) O 1"'0':::'<:'.1"1"1.:.,)1"'1 tf.':'i:\ r ..... bitrária e ilegal, tornando-se por esse moti- vo imperiosa a sua anu1a~âo; -que a empresa com sua política mercadológica agressiva, desenvolvida na America Latina, clbt.(,')V(',:' (,.~xpI"'(.:.)~:;.::;ivos .,,;uP(;':'1"'/\v:i. ts(',HIit.oelos o~:;~:;~:.)I..lS atos concessórios e jamais eleixou ele honrar qualquer compromisso assumido; -que ao amparo elo ato concessório em realizou exporta~ôes no valor 56 ..000,00 que ultrapassou em muito :i.mp0l"t.,:\do; -que o AFTN autuante, apanas se baseou em in- '1'o r' fll<:\ \;:0 (:-! ~:; n.:.)c (.,)b :i. eIi:iS d (,.~ ou t n:) ~:; Ó I'" (I~:Yo~:;!' ~:;(,.)(li h <:\ •... v (.:.)Ir V (,.~I" :i. '1' :i. c,:".d O <:1. C O mp 1'" O V ,:\ ~: ~.?\Cl cf ,:\ ~:; (.:.)X pO 1" t <:\ \;: (:Y(,.~~:; realmente efetivadas .. -Anexa as fls ..92 a 95, cópias de GIs averba- das pela autoridade aduaneira, para comprovar ,':\ (.:.)x p(;)r' t ,:ll,:;;\'o ("! ~:;o 1:i. c:i. t. ':\!I n o '1' :i. n ,:\I!, "'. :i. mp 1'" o c (.:.).... d(~nci<:i.d<:1.(.:.)x :i.(I(~"nci i:\ t 1'" :i. bu t.,~i.l'" i,~... Encaminhado o processo ao AFTN autuante para aprecia~âo, este propôs ouvir a CACEX para constatar sobre o cumprimento das obriga~ôes assumidas no ato concessório 1 ..19 !j/B'? \:,~~:;(.:.)<:15GE ~:;j un t.<:\.di:\ ~:; p(.:,<I.<:\d (.:.~"h:':."::;i:\ s~'?ío,:i.1..I.tt~nt:i.c,:\~::'!'.::;(.:~ se referem àquele Ato Concessório, e se sâo suficientes para cobrir os US$ 56 ..000,00 alegados pela autuada .. - 2 - • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL o'" .-::. Em resposta, o Banco do Brasil às ~ls. 102 informou que o referido Ato Concessório foi prorrogado para :':-;O./OB/B?!,corl"f:ol"(IH:'~,':1.1.1.t.eH"i;(':,:1.")?(O<:1,:1.CTIC ....Cool"dc.~n,':l.\;:i:\'oTécn :i. C,':1. de Interc~mbio Comercial, com o propósito de permitir a bai- xa e acolhimento das GEs, cujos embarques ocorreram eOl 3I/05/B?, 24/07/B?, 02/0B/89 e 04/08/89, e que a empresa n~J ,:q:)I"'(,:,:"::;~:~ntou ,':H:I:i. t.:i.vo el<-:.:.,:d.'I:.~:;'I",':1.\i:~'?(Oel<-:~p I"~,:1. Z o p,':l.f""<":"1 Io""(':~qu :L":u-":i.z,:qj:;-ro do ato concessório. Retornando o processo ao AFTN autuante, este relata em sintese: ....q u(.:.~o ,':1.Uto d (.:.~:i.n'f,.,.,':1. ~;: ;':\'0 '1'0 :i.1 ê'lV I".::1do (.:,'mv:i.lo""tu .... de do oficio n. 597 de 25/05/?0 do Banco do BrasiI-ADCEX/SETIF, que comunicou o inadim- plemento total da empresa; -que a prorroqa~âo para 30/0B/B?, muito embo- ra a autuada nâo tivesse entrado com aditivo de prorroga~âo, carece de amparo leqal, uma V(.:.~:~: qU(':'~!1VE.ncido o P"',:1.Z<:)p,':l.l",:1.(.:.~xP<:H"'I:.,':1..,:~\o!1S(.:.~ ni:\'o I:H"Olo""I'"o(;)<":H:Io (,:,:'m t.(.:.~mpoh,fd:J:i.l!1t.OI'Tli:'::H:.~ .1',:' . 'L':1.1;; -que como a impugnante nâo apresentou aditivo <:1<.:.:'PI"OI'TOq":I\;)?(O(.:.~o I:H",:1.~~<:)p,':l.f"",:1.~~':>:POI"t.,':1.~;:;':\,o(;~~:;"" gotou-se, ficou sujeita ao recolhimento dos tribut.os suspensos e demais qravames. A autoridade de primeira inst~ncia julqou procedente a a~âo fiscal considerando, especialmente: -que a autua~âo, ao contrário do que afirma a d(,:,~'f(,::'s,':1.!1n~:Yo é ,:ll"b:i.t.1"/1.I":i.,':ln(,:,:'m:i.I~:~(.:.1,:1.1!I v:i.~:;to que se embasou em oficio do Banco do Brasil S •f.l.!,cl(.:.~c :U:uo"",:\("ld o ,:1.:i.n ,:1.<:1 im p :U~~nc :i.,:\cl,:,o p(.:.:.1" ,:1 ~;:~.:\,<:);, -que, com o vencimento do ato concessório 1.195/87u de l8/11/B8, ficou a impugnante, sujeita ao recolhimento do débito no prazo de 30 dias, conforme estabelece <:)art. 319 do I)(-:~c.91. O:':)O/B~.'.i!i '~que as GEs apresentadas para comprovar as exporta~ôes, foram averbadas pelas autorida- des aduaneiras, após vencimento do ato con- C(,:,~ssól"':i.o!i ....q u~:.:. ,:1. ,:1.U t.o I'" :i. Z ,:1.\.)?( o cIo CTIC !I P1"'0 I" I"CH;.1 ,':l.n d<:) o prazo, sem haver pedido do interessado, ape- nas para permitir o acolhimento das GEs, foi extempor~neo, tornando-se inócuo para sua fi- n ,:1. 1:i. cl ,:1. d (.:.~• Em recurso tempestivo a este Colegiado, a in- teressada argumenta em sintese: que a decisâo recorrida, recha~ou a docu- mentaçâo juntada pela empresa; -que a a~âo fiscal, diante da prova apresen- t.,:'I.d,:t!,n;Xo 'foi d(.:.~....d.d,:l.iIH.:m'b:.:~~:'~I"l"fn.:.~nt,:H:I,:t!1(.:.~:i.mp(J(.:.:. ,':1.':I.f:l1:i.c<.:t\;:~.?(ociD "l:w:i.nc:f.piodo :i.r)'f:ol"m,':I.li':::.mocio p ""o c(.::.~:;s o <':\eIm :i,n :i.~:;t.""<':'.t :i.v o '1' i~:;c<':1.1" li -que importou em 18/11/87, componentes para fabrica~âo ele microcomputadores, amparada pe- lo Ato Concessório 18-87/1195, com vencimento previsto para 16/07/88, prorrogado para lB/ll/88, em face das dificuldades surgidas '. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Res.303-0.534 no mercado da informática; ....q \.I. (.:,' no ,:)(,':',...:r.Delo E,'h,.~tu ou i (fipo ""t.<":"!~;:(J'(.:.~~:;no m on .... tante aproximadamente de US$ 25.000,00 que ....d. ~:;<:!\1<:\ ,\ ccm c 1 u ~:;~'~ío '1':i.n <:1.1d (.:.~(.,:'q1..1. :i.pam(,.~nto'::; <:! serem exportados, ao amparo elesse ato conces'- ':::.(~'I"" :i.();: -que das referidas exporta~ôes, resultou n saldo equivalente a US$ lu133,00, ]a naciona- lizadas conforme comprovante do ICMS em ane- • • '~ XC) H ....ql.((.:.~C) Ik~cl""'(.:-d:o"'-:I.(,d.n. 1. 7~:~~':~/89!1,.:!)'.t.'{~.!Ip,.:!.... "",:'!q1"',:"d:Dún :i.CO!I ,:H:lffl:i. 'I:.~,)<:\pn::)I")"oÇJ<:\~i:~'rOdo PI",;l.:U] d (.:.:,Sl..l.~:;p(.,)ns~'ro p,:\,...<:1.~j <:I.nO':::'!Ino c<":"!~:;o d (.:.:,:i.m po ,...t<:\.... !i:~'~\o cI(.:.~(fi (.:.:"...c <:\dolo (I i ,:1.~:;d E' ~:; t i n <:\d ,:1.s ,\"!p 1" o d u ~ ;:\'0d (.:.~ bens de capital , e os produtos a que se re- fere o Ato Concessório 18-87/1195 sào consi- derados e classificados como bens de capital; ....q u (.:.)c o m p (.:.)t (.:.),;l,C foIC EX!I nos t (,,)I"m o ~:;d <:\F,:(.:.) ~:; o 1 u \;:;:\'0 n. 1 .0:::-;::-;/'71li <:1.conc(.,)~;;~::.;'roelo~:;1:)(':')1"11:,,)'1':1.c:io~:;'1':i.s .... C<:!:1.5 d ~:.)~::.tq:H:.m~:;~.?(o(~) :i.s~:.)n~j:irod(.,)t ".:i. bu tO~:;!1 l:H-:~ITI como a verifica~ào do adimplemento do compro- misso ele exportar; -que importDu e exportou produtos dentro do prazo leqal - 18/11/87 até 04/08/89; -que pediu prorroga~âo do prazo à CACEX, mas só obteve resposta positiva em 1991, através da correspondência GECEX/SETIF -1420, de 10/09/91, ao Sr. Delegado da Receita Federal ~:HIlS~'?ío P<:"!l.t1 o ;i -que, enquanto tramitava o pedido, envidou todos 05 esfor~os no sentido de realizar as exporta~ôes, providenciando a baixa junto à C(:ICEX; -que em 29/05/91, o Banco do Brasil (CACEX) comun :i. COI..I. à I'"(.,H::CH"I"(.:.mt(.:.),;"!l<':.I'..tm<:\~:;con"'(.:)~;:b'(.:.)~:;,:1. serem feitas nos dDcumentos relativos à baixa '1':i.I"i<:d.li 1::0(.:.)mcomo ~:;o1 :i. ci.tOI..l.,:"! n <:1.<:::i.on <:..:1.:i. z ,;'!~j:~'?ú:) elas peias nâo exportadas (flsu 143); ....qU(,.) <:\b,:d.>U:\ 'f:i.n,:d.l' com <:\n <H:::i.on <:11:i.:<':<:l,~i:~XOd,:\s peias restantes nâo se deu, em virtude da in- justa autuaiâo fiscal da Receita Federal; ....qU(.:.)!1 :i.nel!::':'P(,:,:'nd(.:.)nt(':')('H.:.m-1:.(':') d<:I.sPI'''(),''n:)q,:"!~j:t:í!:,)~:;<~u.... tDrizadas e aceitas pela CACEX , as exporta- ~ f)(~)~:; c!<:1, ,... (,.~ c<:H" /'. (,.) n t(.,)(,.)~:;t. ;'?ío cI (.:.)1") t. n::o cI(;) P,...<:\1: o co n .... ferido pelo Decreto-lei nu lu722/89 (5 anos); -que a falta de cumprimento de uma formalida- d (.:.)li ou d (.:.)'::;I..l.<:1.(.:,)x t (.:.)m p CH" <:HH:'):i.d <:1.<:1(':",n i~~op (]d (.:.)1 (.:.).... var a penalizar a empresa que cumpriu riqoro- ~:;,:'1.(IH:,)n 'h:,:),;"!~:;(,.)x p o 'o" t.<:!~i:f)'(.:.) s n o p 1" <:"!:(:o d <:\1 (.:.):i.;: ....q 1..1.(.:.) S(.:.).:i<:1.1"(-;.)'1'01"f1l<:l.<:1<:\<:1.d f':' c :i. ~:;~:Yo1"(,.)co "'1'":i.d <:1.!I com o cancelamento da exiqênciau E o 1'"(.:.)1<:\ t.ól":i.ou • • - ~ - SERViÇO PUBLICO FEOERAL Fú:.:' C •• :I. :I. ~:.i••O B ~':~ F;:(,.~'::;.• ;.:")0:..:")....0 .. !j:":")4 ~_...P.._.....:L....P o documento do Banco do Brasi1-GECEX/SETIF- 1420, de 10/09/91 (f1s ..1(2) informa que o ato concessório n.. 1B-B7/1195-5, teve seu prazo prorrogado para 30/08/89, cord:cn"(I)(.:~"'.utOI":i.Z,,'\~i:;,Yod,,\cru:;.. .. CocH"d(,.~r'I,:\~:~roT(.~:'cn:i. c,:\dE' In t(.:.~.... câmbio Comercial, com o próposito de permitir a baixa e aco- lhimento das GEs. Anexa cópia das GEs que atestam os embar- ques tempestivos .. Face ao exposto, converto o Julgamento em di- I :i. (.:./(~n c::Í-<":\ '~". CT I C !I. ,,\ t Ir ,,\ V Ó~;; d "L 1""'0~P "H" t. :i. ~j:~rO d (,.~ <:H" :i. 0:.:./ (~!m!' ,:\ '1'i m d E'~ que aquela Coordenaiâo anexe o documento original que auto- v':i.zou"~i. pn:n"I"'O(;)':\i;'i\ocio dl",:H\I!J,:\(::k"!1d(.:.~qu(.:~tl",:\t,,\o ,:H..t .. ;TI.)' do Decreto n ..91 ..030/B5 .. Sala das Sessôes, em 02 de dezembro de 1992 .. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10783.720125/2010-23
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2006
ÁREAS ISENTAS. TRIBUTAÇÃO.
Para a exclusão da tributação do ITR sobre a área de preservação permanente e de utilização limitada, é necessária a comprovação efetiva da existência dessas áreas, através de Laudo Técnico que comprove a existência das áreas de preservação permanente e da averbação no registro de imóveis, no caso da área de utilização limitada, no prazo previsto na legislação tributária.
Numero da decisão: 2201-009.638
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Francisco Nogueira Guarita - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fofano dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Marco Aurelio de Oliveira Barbosa, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: Francisco Nogueira Guarita
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TRIBUTAÇÃO. Para a exclusão da tributação do ITR sobre a área de preservação permanente e de utilização limitada, é necessária a comprovação efetiva da existência dessas áreas, através de Laudo Técnico que comprove a existência das áreas de preservação permanente e da averbação no registro de imóveis, no caso da área de utilização limitada, no prazo previsto na legislação tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Francisco Nogueira Guarita - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fofano dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Marco Aurelio de Oliveira Barbosa, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório O presente processo trata de recurso voluntário em face do Acórdão nº 04-33.810 - 1ª Turma da DRJ/CGE, fls. 88 a 93. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 78 3. 72 01 25 /2 01 0- 23 Fl. 118DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-009.638 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10783.720125/2010-23 Trata de autuação referente a Imposto Territorial Rural e, por sua precisão e clareza, utilizarei o relatório elaborado no curso do voto condutor relativo ao julgamento de 1ª Instância. Lançamento Trata o presente processo de impugnação à exigência formalizada mediante notificação de lançamento, f. 43-46. através do qual se exige o crédito tributário R$ 5.808,11- assim discriminado: A exigência se refere ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural -ITR do exercício 2006, incidente sobre o imóvel rural denominado Fazenda Cafundó, com área total de 1.352.8 ha., Número de Inscrição - NTRF 2.323.426-1, localizado no município de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Segundo descrição dos fatos e enquadramento legal, o lançamento de ofício decorreu da alteração da Declaração de Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural -DITR em relação ao seguinte fato tributário: Valor da Terra Nua - VTN: regularmente intimado, o contribuinte deixou de apresentar laudo técnico de avaliação do valor da terra nua do imóvel, motivo pelo qual o VTN declarado foi substituído pelo VTN constante do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal - SIPT. Em razão do constatado, foi efetuado lançamento do imposto, acrescido de juros moratórios e multa de ofício. Impugnação Em 14/06/2012, o interessado apresentou impugnação, f. 48-54, e após relatar os motivos da autuação, passou a tecer suas alegações, cujos pontos relevantes para a solução do litígio são: Alega que a multa aplicada tem caráter confiscatório, o que audita o art. 150 inciso V da Constituição Federal. Sustenta que incorreu em erro de preenchimento da Declaração do ITR em relação à área de preservação permanente, pois essa área corresponde a 332,45 hectares e não aos 183,8 hectares declarados, conforme comprova o laudo técnico em anexo. Argumenta que no lançamento tributário foi considerada isenta apenas a área declarada de 183.8 hectares, o que resultou em indevida redução do grau de utilização do imóvel e na indevida cobrança de ITR suplementar. Sustenta que, pelo art. 2 o do Código Florestal, para que a área seja de preservação permanente, basta que se enquadre nos requisitos previstos no dispositivo, independentemente de declaração do proprietário ou de reconhecimento do Poder Público e cita entendimento do STJ nesse sentido. Pede a revisão do crédito tributário lançamento, ou. eventualmente, que seja anulado o lançamento. Fl. 119DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-009.638 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10783.720125/2010-23 É o relatório. Ao analisar a impugnação, o órgão julgador de 1ª instância, decidiu que não assiste razão ao contribuinte, de acordo com a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2006 NIRF: 2.323.426-1 - Fazenda Cafundó MULTA DE OFÍCIO. INCONSTITUCIONALIDADE. É vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. VALOR DA TERRA NUA. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considera-se incontroversa a matéria não expressamente contestada pelo sujeito passivo. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL TEMPESTIVO. AUSÊNCIA. NÃO RECONHECIMENTO DA ISENÇÃO. A não incidência de ITR sobre as áreas de interesse ambiental depende da prova da existência dessas áreas, nos termos da legislação ambiental, e da prova da entrega tempestiva do Ato Declaratório Ambiental - ADA perante o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. ÁREA DE FLORESTA NATIVA. PERÍODO DE ISENÇÃO. A isenção do ITR sobre as áreas de florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração passou a vigorar somente a partir do exercício 2007, com o advento da Lei 11.428 de 22/12/2006. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O interessado interpôs recurso voluntário às fls. 98 a 114 , refutando os termos do lançamento e da decisão de piso. Voto Conselheiro Francisco Nogueira Guarita, Relator. O presente Recurso Voluntário foi formalizado dentro do prazo a que alude o artigo 33 do Decreto n. 70.235/72 e preenche os demais pressupostos de admissibilidade, daí por que devo conhecê-lo e, por isso mesmo, passo a apreciá-lo em suas alegações. Observo, de logo que, o único motivo da autuação foi o valor da terra nua declarado, pois, a fiscalização, ao analisar a declaração do contribuinte, fez intimação a fim de Fl. 120DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-009.638 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10783.720125/2010-23 que fosse comprovada a área de preservação permanente e o valor da terra nua declarada, cujo resultado da análise dos elementos apresentados, foi a consideração das áreas de isenção declarados e a autuação com base no sistema SIPT de avaliação. Em sua impugnação, percebe-se que o contribuinte não se insurgiu em relação ao valor da terra nua, no entanto, tenta alterar para maior o valor da área de preservação permanente declarada, além de questionar o valor supostamente confiscatório da multa de ofício aplicada. A decisão recorrida, por sua vez, confirmou a autuação, pois, segundo o seu entendimento, ainda que a área de matas pudessem ser incluídas como de isenção, o contribuinte não comprovou a protocolização tempestiva do ADA junto ao Ibama, mencionando também que o contribuinte não se insurgiu em relação ao valor da terra nua arbitrado pela fiscalização, através da utilização do sistema SIPT de avaliação de terras. Em seu recurso, o único questionamento do contribuinte diz respeito à exigência do ADA para a comprovação da área de preservação permanente existente na propriedade. Em relação à exigência do ADA, para a comprovação da área de preservação permanente, discordo da decisão recorrida, pois, de acordo com a sumula 122 deste Conselho e com a Portaria PGFN nº 502/2016, entendo que seja dispensada a exigência do ADA para as referidas áreas, pois, apesar das decisões deste Conselho não serem vinculadas ao entendimento da PGFN, neste caso, não tem sentido em se posicionar de forma contrária, haja vista a manifestação da Procuradoria da Fazenda Nacional, em que restou dispensada a apresentação de contestação, oferecimento de contrarrazões, interposição de recursos, bem como recomendando a desistência dos já interpostos. Sobre a exigência do ADA, para as áreas de preservação permanente, tem-se a seguir transcrita, a súmula CARF 122: A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA). Portanto, no que diz respeito à área de preservação permanente, entendo que deve ser mantida igualmente declarada e considerada pela fiscalização, pois, a alteração da mesma, conforme negado pela decisão recorrida, não é possível, além das áreas suscitadas não serem caracterizadas como de preservação permanente, não se enquadram no caso de erro de fato a fim de que se possa alterar os valores originalmente declarados pelo contribuinte, apesar de que, a falta de protocolização tempestiva do ADA junto ao Ibama, já ser entendimento dessa turma de julgamento no sentido da dispensa do respectivo registro, devendo, portanto, ser considerada a área declarada pelo contribuinte. Conclusão Por todo o exposto e por tudo o que consta nos autos, conheço do presente recurso, para NEGAR-LHE provimento. (documento assinado digitalmente) Francisco Nogueira Guarita Fl. 121DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2201-009.638 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10783.720125/2010-23 Fl. 122DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 11080.908540/2009-53
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/1999 a 31/12/1999
DECISÃO NÃO CONTESTADA.
Considerar-se-á não recorrida a matéria que não for expressamente
contestada pelo interessado.
Numero da decisão: 3803-001.362
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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Considerarseá não recorrida a matéria que não for expressamente contestada pelo interessado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1024.211, de 4 de março de 2010, da DRJPorto Alegre/RS, fls. 23 a 24, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Fl. 148DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 A nãohomologação da compensação declarada fundamentase na falta de comprovação do pagamento indicado na declaração de compensação. Na manifestação de inconformidade apresentada a interessada “contesta o Despacho alegando que, ao fazer levantamento de importâncias pagas a título de Pis e Cofins, constatou a existência de valores pagos a maior a título das contribuições. Afirma que houve tributação indevida sobre valores repassados a terceiros, que deveriam ter sido excluídos da base tributável da contribuição com base no disposto no art. 3º, §2º, inciso III, da Lei n° 9.718/1998, o que teria gerado indébitos compensáveis. Transcreve decisões judiciais favoráveis ao seu pleito. Não traz ao processo qualquer comprovação da existência do DARF indicado na DCOMP.”, nos termos do relatório do acórdão recorrido. Em seu julgamento, a DRJ/Porto Alegre, considerou inexistente o direito creditório, seja pela falta de comprovação do recolhimento indicado, seja pela impossibilidade de conferir eficácia ao dispositivo legal que, não tendo o atributo da autoexecutoriedade, foi revogado pela Medida Provisória n° 1.99118, de 2000. Cientificada da decisão em 05 de maio de 2010, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 34 a 43, em 21 de maio de 2010, em que não se contrapõe à decisão recorrida, mas busca alcançar por meio do recurso outro fim, nos termos como registra a seguir o seu pedido: “antes de adentrar (mos) aos fatos do presente recurso fazse necessário deixar claro que a empresa não busca a reforma da decisão que manteve a decisão de não homologação dos créditos tributários, exarada pela Delegacia da Receita.”. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, porém não atende a todas as condições de admissibilidade. No requerimento de fl. 24, dirigido ao Delegado da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre, a empresa informa que aderiu ao parcelamento instituído pela Lei n.°11.941/2009, que se deu em 21 de setembro de 2009. A Agência da Receita Federal em Guaíba, órgão jurisdicionante da contribuinte, atendendo o recomendado pelo SEORT/DRF/Porto Alegre intimou a requerente do resultado do seu pleito de desistência de interpor recurso voluntário, para confirmar a adesão no dito parcelamento, nos termos abaixo: Informar, que referente a Desistência do direito a interpor Recurso Voluntário, protocolada em 19/03/2010, não há de se considerar, tendo como base a Portaria Conjunta PGFN/RFB n o 13, de 19 de novembro de 2009, Art. 29 que determina: "Os prazos para desistência de impugnação ou recurso administrativos ou de ação judicial de que batam o caput do art 13e o § 40 do art. 32 da Portaria Conjunta PGFN/RFI3 No 6, de 2009, ficam prorrogados para 28 de fevereiro de 2010." Fl. 149DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 11080.908540/200953 Acórdão n.º 3803001.362 S3TE03 Fl. 139 3 Informar, ainda, que é facultado à interessada, no mesmo prazo de 30 dias da intimação, o direito de recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. [grifos do original] A recorrente expressamente declara que não contesta a decisão de primeira instância, que não homologou as compensações, e o que almeja – completa: e sim pretende ver CONSOLIDADA SUA ADESÃO AO PARCELAMENTO INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/09, inobstante não ter havido protocolo de petição de desistência dos recursos administrativos dentro do prazo estipulado pela Portaria Conjunta n°. 13/2009, pelas razões de fato e de direito que passa a expor. Na linha do que enuncia o art. 14 do Decreto nº 70.235, de 1972, “A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento.”, o recurso voluntário permite a continuidade do litígio na esfera de julgamento de segundo grau, vale dizer, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Assim deixa claro o art. 56 da Lei nº 9.784, de 1999, litteris: Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. No mesmo diapasão do art. 17, que estabelece: que “considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997), matéria que não houver sido expressamente contestada na decisão de piso, será considerada não recorrida. Não é escopo deste processo decidir acerca da inclusão ou não de débitos em programa de parcelamento. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso. Sala das sessões, 02 de março de 2.011 Belchior Melo de Sousa Fl. 150DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11080.908540/200953 Interessada: SINALIZADORA RODOVIARIA LTDA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803001.362, de 02 de março de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 02 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 151DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 11128.000838/94-46
Turma: Terceira Turma Superior
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2004
Ementa: MULTA DE OFÍCIO ART. 4º, INCISO I, DA LEI Nº 8.218/91. Somente é passível de dispensa a multa de ofício aplicada conforme entendimento expresso no Ato Declaratório (normativo) nº 10/97, quando a descrição do produto importado tenha sido feita com a indicação de elementos suficientes à sua perfeita identificação, para fins de classificação tarifária.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: CSRF/03-04.006
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Carlos Henrique Klaser Filho (Relator) e Nilton Luiz Bartoli que negaram provimento ao
recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO
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ementa_s : MULTA DE OFÍCIO ART. 4º, INCISO I, DA LEI Nº 8.218/91. Somente é passível de dispensa a multa de ofício aplicada conforme entendimento expresso no Ato Declaratório (normativo) nº 10/97, quando a descrição do produto importado tenha sido feita com a indicação de elementos suficientes à sua perfeita identificação, para fins de classificação tarifária. Recurso especial provido.
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Sessão de : 06 de julho de 2004 Acórdão n° : CSRF/03-04,006 MULTA DE OFÍCIO ART. 4 0 , INCISO I, DA LEI N° 8,218/91. Somente é passível de dispensa a multa de ofício aplicada, conforme entendimento expresso no Ato Declaratório (normativo) n° 10/97, quando a descrição do produto importado tenha sido feita com a indicação de elementos suficientes à sua perfeita identificação, para fins de classificação tarifária. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Carlos Henrique Klaser Filho (Relator) e Nilton Luiz Bartoli que negaram provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Otacílio Dantas Cartaxo. MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE *Ir * NI‘v OTACÍLIO DAN CARTAXO REDATOR-DESIG à DO FORMALIZADO EM: O 1 JUN 2007 RP/303-117340"msr*03/09/04 Processo n° : 11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04.006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: HENRIQUE PRADO MÉGDA, PAULO ROBERTO CUCCO ANTUNES, JOÃO HOLANDA COSTA e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. \\T-s-)' 2 RP/303-117340*msr*03/09/04 Processo n° : 11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04.006 Recurso n° : RP/303-117340 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo: METCO COMERCIAL IMPORTADORA E EXPORTADORA LTDA. RELATÓRIO Trata-se de Recurso Especial interposto pela União Federal (Fazenda Nacional) às fls. 115/122, com base no artigo 5°, inciso I, da Portaria MF 55/98, contra decisão da d. 3' Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes que, por maioria de votos, acolheu o Recurso Voluntário apresentado pelo interessado, ao julgar procedente o lançamento consubstanciado no Auto de Infração, mas excluindo a multa do inciso Ido art. 4 da Lei n. 8.218/91. Sustenta a Fazenda em suas razões de recurso, em síntese, que deve ser mantida a exigência da multa capitulada no art. 4 da Lei n. 8.218/91 é inequívoco o erro na descrição da mercadoria por parte do contribuinte, não havendo como ser invocado o Ato Declaratório n. 10/97 da COSIT. O Recurso Especial foi contra-arrazoado pelo interessado às fls. 127/147, o qual pleiteia a manutenção da decisão atacada. Preenchidos os requisitos legais, foi determinado o processamento do recurso a essa E. Turma. É o Relatório. 3 RP/303-117340*msr03109104 Processo n° : 11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04.006 VOTO VENCIDO Conselheiro CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO, Relator O Recurso Especial interposto pela Recorrente é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A discussão, no presente caso, cinge-se ao cabimento da multa prevista no art. 4, inciso I, da Lei n. 8.218/91, tendo em vista falta de recolhimento do Imposto de Importação pelo contribuinte em razão de utilização de "ex" tarifário indevido. Relativamente à matéria em questão, vale destacar que existe ato normativo específico determinando que não se aplique a multa prevista no art. 40 , inciso I, da Lei n.° 8.218/91, conforme se pode depreender da leitura do Ato Declaratório (Normativo) COSIT n.° 10/97, a seguir transcrito: "O Coordenador-Geral do Sistema de Tributação, no uso das atribuições que lhe confere o item II da Instrução Normativa n.° 324, de 18 de setembro de 1974, e tendo em vista o disposto no art. 112 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n.° 91.030, de 5 de março de 1985, e art. 107, inciso I, do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados aprovado pelo Decreto n.° 87.981, de 23 de dezembro de 1982. Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que não constitui infra ão .univel com as multas previstas no art. 4°, da Lei n.° 8.218, de 29 de agosto de 1991 e no art. 44, da Lei n.° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a solicitação, feita no despacho aduaneiro, de reconhecimento de imunidade tributária, isenção ou redução do imposto de importação e preferência percentual negociada em acordo internacional, quando incabíveis, bem assim a classificação tarifária errônea ou a indicação indevida de destaque (ex), desde que o produto esteja corretamente descrito, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado, e que não se constate, em qualquer dos casos, intuito doloso ou má fé por parte do declarante.(grifei)_ -1 4 RP/303-117340*msr*03/09104 Processo n° : 11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04.006 Tendo em vista a existência de um ato normativo, expedido por autoridade administrativa competente, qual seja, o Coordenador-Geral da COSIT, destinado a uniformizar a aplicação da legislação tributária, nos termos do art. 221 da Portaria MF n.° 259, de 24.08.01, indiscutível que possui o mesmo eficácia perante os administrados e impõe-se perante os servidores da Administração Pública. Acresce que, dispõe o artigo 100, inciso I, do Código Tributário Nacional, que são normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos, dentre outras, constituindo fontes secundárias do Direito Tributário, os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. Com efeito, as normas complementares são formalmente atos administrativos e materialmente leis, que, nas palavras de Celso Bastos, "veiculam, portanto, normas genéricas e abstratas, com o propósito de tornar o regulamento ainda mais minudente. São normas expedidas pelas autoridades administrativas, e muitas vezes interpretam determinado ponto sujeito à autuação administrativa. Nesse ponto o ato administrativo aproveita o contribuinte que o cumpre.' Por seu turno, Hely Lopes Meirelles assevera: "Atos administrativos normativos são aqueles que contêm um comando geral do Executivo, visando à correta aplicação da lei. O objetivo imediato de tais atos é explicitar a norma legal a ser observada pela Administração e pelos administrados. Esses atos expressam em minúcia o mandamento abstrato da lei e o fazem com a mesma normatividade da regra legislativa, embora sejam manifestações tipicamente administrativas".2 (grifei) Aliás, sobre a legislação tributária, mister se faz ressaltar que esta aplicar-se-á de forma retroativa nos casos expressamente estabelecidos no artigo 106, do CTN, que determina em seu inciso II, alínea "c", o seguinte: "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: II— tratando-se de ato não definitivamente julgado:9( 1 BASTOS, Celso Ribeiro, Curso de Direito Financeiro e Direito Tributário, São Paulo, Saraiva, 1991, pág. 173/174 2 MEIRELLES, Hely Lopes, Direito Administrativo Brasileiro, São Paulo, Ed Revista dos Tribunais, 1977, 5 a ed , pág47/148 5 RP/303-117340"msr*03/09104 Processo n° : 11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04.006 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática." As possibilidades de "retroação" consagrada no artigo supra referido, possuem o objetivo de beneficiar o contribuinte, preservando a segurança das relações entre a Administração e administrados, bem como o legítimo direito de que os súditos têm de não verem agravada a situação jurídica anteriormente configurada, à semelhança do que ocorre com a lei penal, consoante disposto nos artigos 5°, Inciso XL, da Constituição Federal e 2°, parágrafo único, do Código Penal. Trata-se, portanto, de princípio salutar de política fiscal no campo da legislação tributária, e que busca atos não definitivamente julgados, podendo ser interpretado como compreensivo dos julgamentos de qualquer jurisdição. Desta forma, conclui brilhantemente Zelmo Denari, "se a lei tributária nova reduziu ou excluiu a multa fiscal imposta ao contribuinte, não se furtarão de aplicá-la os juizes e tribunais, administrativos ou judiciais, se o processo de cobrança pender de julgamento. É a exegese mais ampla, mais benévola, que se extrai da superfície literal do texto."' Por este motivo, levando-se em consideração a existência de uma norma complementar, que exclui especificamente a multa fiscal imposta ao contribuinte, e que o processo de cobrança ainda pende de julgamento, é obrigatória por parte dos julgadores, tanto da esfera judicial quanto da esfera administrativa, a aplicação de tal norma, pois, caso contrário, embora dotada de vigência, será ineficaz. Destarte, impõe-se, neste caso, a aplicação do Ato Declaratório (Normativo) n.° 10/97, uma vez que tendo a Administração Pública conhecimento do referido ato normativo, não pode deixar de aplicá-lo, sob pena de se estar negando eficácia a uma norma complementar e violando, por conseguinte, o princípio da obrigatoriedade da lei tributária, segundo o qual a norma jurídica tributária tem força obrigatória dentro do âmbito jurisdicional e temporal de sua aplicação, devendo ser respeitada sempre que, em determinado momento, tenham lugar as situações 3 DENARI, Zelmo, Ouso de Direito Tributátio, r ed , Rio de Janeiro, Ed. Forense, 1991, pág. 182 6 RP/303-117340*msr03109104 Processo n° : 11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04.006 tipificadas, e ainda, o estatuído no artigo no artigo 103, inciso 1, do CTN, o qual dispõe que os atos administrativos a que se refere o inciso I, do artigo 100, do CTN, entram em vigor na data de sua publicação. Acresce que, não pode ser mantida a multa aplicada porque não havendo qualquer intuito doloso ou má fé do contribuinte, uma vez que não houve fraude, mas tão somente uma divergência de entendimento entre fisco e contribuinte quanto à correta classificação fiscal da mercadoria desembaraçada que, inclusive, encontra-se corretamente descrita nos documentos de importação, com todos os elementos necessários à sua identificação, razões que levam à aplicação do Ato Declaratório (Normativo) COSIT n.° 10/97. Por fim, a multa aplicada ao contribuinte também se mostra indevida, eis que não se coaduna com a infração apontada: erro de classificação fiscal. Como é sabido, para a aplicação de qualquer penalidade em matéria tributária, assim como no Direito Penal, mister se faz a observância do princípio da estrita legalidade, e na presente autuação a multa imposta não se adequa ao caso. E mais, o direito penal tributário também está submetido ao princípio da tipicidade da norma legal, isto é, não há crime sem lei anterior que o preveja, princípio do direito do cidadão esculpido no art. 50, inciso XXXIX, da Constituição Federal. Desta forma, o fato tido como delituoso tem que estar claramente identificado na norma jurídica. É isso que ensina Damásio E. de Jesus (In "Comentários ao Código Penal), ou seja, que o fato delituoso é aquele que se amolda à conduta criminosa descrita pelo legislador. Assim sendo, mesmo admitindo que houvesse sido praticada a infração apontada, não há que se falar em aplicação da multa cominada ao contribuinte, prevista no artigo 4°, inciso I, da Lei n.° 8.218/91, pois incabível a aplicação de multa por analogia ou extensão. Por estes motivos acima expendidos, entendo que deve ser excluída a exigência relativa à multa do artigo 4°, inciso I, da Lei n.° 8.218/91, na esteira do 7 c/( RP/303-117340*msr"03/09/04 Processo n° :11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04.006 entendimento pacífico do Terceiro Conselho de Contribuintes e desta E. Câmara Superior de Recursos Fiscais. Isto posto, voto no sentido de conhecer do recurso especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional e, no mérito, negar-lhe provimento, mantendo a decisão proferida pela 3 a Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes no acórdão 303-29.502. É como voto. Sala da/g-Sess. es - DF, em 05 de jUltct\de 2004 CARL- 'o 3 13(-L-A FILHO 8 RP/303-117340*msr* 03109/04 Processo n° 11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04 006 VOTO VENCEDOR Conselheiro Redator OTACíLIO DANTAS CARTAXO, designado. O presente recurso restringe-se unicamente a aplicação da multa de ofício prevista no artigo 4°, inciso I, da Lei 8.212/91, excluída do lançamento pela câmara recorrida que entendeu que" na Dl, a descrição das mercadorias está correta, e mais, constata-se, e ninguém contesta, que tal descrição está em perfeita consonância com a exata especificação apurada no laudo." O equipamento importado foi periciado pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, conforme documentos de fls. 99/100, datado de 08.02.2000. Conclui o referido documento que "não há nenhuma evidência de que os aparelhos sejam isocinéticos; havendo sim indicações de que não são isocinéticos". Ora a empresa autuada ao descrever os referidos equipamentos como "sistemas isocinéticos de exercícios fisioterápicos para medidas recíprocas de articulações isoladas", correspondente ao código TAB 9019.10 9900, descreveu-os de forma equivocada, há vista, que ficou provado que os aparelhos não são isocinéticos, já que "variam a velocidade ao variar a resistência, e ainda nem são para medidas recíprocas de articulações isoladas, pois não há mecanismos de medição". A descrição apresentada na Cl e na Dl induziram o fisco a aceitar a aplicação do EX 001 da citada Portaria MF 152/94. Destarte não é aplicável à espécie o entendimento expresso no Ato Declaratório (normativo) n° 10/97, que estabelece: "O Coordenador-Geral do Sistema de Tributação, no uso das atribuições que lhe confere o item II da Instrução Normativa n° 324, de 18 de setembro de 1974, e tendo em vista o disposto no art, 112 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n° 91.030, de 5 de março de 1985, e art. 107, inciso I, do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados aprovado pelo Decreto n° 87.981, de 23 de dezembro de 1982. Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que não constitui infração punível com as multas previstas no art. 4°, da Lei n° 8.218, de 29 de agosto de 1991, e no art. 44, da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a solicitação, feita no despacho aduaneiro, de reconhecimento de imunidade tributária, isenção ou redução do imposto de importação e preferência percentual negociada em acordo internacional, quando incabíveis, bem assim a classificação tarifária 9 01, RP/303-117340"msr"03/09/04 Processo n° : 11128.000838/94-46 Acórdão n° : CSRF/03-04.006 errônea ou a indicação indevida de destaque (ex), desde que o produto esteja corretamente descrito, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado, e que não se constate, em qualquer dos casos, intuito doloso ou má fé por parte do declarante." No caso sub judice, aconteceu exatamente o contrário, o produto não foi corretamente descrito com todas os elementos necessários a sua identificação para efeito de enquadramento tarifário. De tal sorte, tem razão a Procuradoria da Fazenda Nacional, quando fundamentou seu recurso no artigo 5°, inciso I, do Regimento Interno dessa Câmara Superior de Recursos Fiscais, alegando contrariedade às provas acostadas aos autos. Diante do exposto dou provimento ao recurso, para restabelecer a multa de ofício lançada. É assim que voto. Sala de S- _ ões, em 06 de julho de 2004. N.. OTACLIO DA A.S CARTAXO 10 RP/303-117340*msr*03/09/04 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1
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Numero do processo: 11080.905125/2009-48
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS
CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.133
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado Fl. 87DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 – fez sustentação oral. Relatório Centro Clínico Canoas Ltda. transmitiu, em 16/06/2005, o Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação PER/DCOMP no 28829.32460.160605.1.3.040813, visando a restituirse de indébito ocasionado pelo pagamento de no 1290207711 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente com débitos de PISdo período de apuração de jul/2002. O Despacho Decisório no 825065327, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi parcialmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para a compensação dos débitos informados no PER/Dcomp para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio Manifestação de Inconformidade, fls. 6 a 10, por meio da qual o requerente alega que: a) o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento do tributo. Pagamento este comprovado a partir da guia DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu o pagamento; b) o documento legitimador do crédito é a respectiva DARF e não a DCTF e/ou DIPJ; c) o pagamento indevido decorreu de equívoco constatado na apuração do valor devido a título de PIS, período de apuração: jul/2002, que não corresponde ao valor constante da DARF de pagamento. Logo, apenas a instituição fazendária é capaz de autorizar o contribuinte a retificar a DCTF, com isso, restará explícito o direito creditório que a empresa possui. A DRJ/POA2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o direito creditório pleiteado. O Acórdão no 1023.461, de 16 de dezembro de 2009, fls. 30 e 31, teve emente vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação do contribuinte comprovar suas alegações, nos termos do art.333, inciso II do Código de Processo Civil. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.905125/200948 Acórdão n.º 380301.133 S3TE03 Fl. 65 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/POA2a Turma. O arrazoado de fls. 36 a 47, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos arts. 2° e 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999. No mérito, sinteticamente, pede reforma, alegando que: a) a instituição fazendária tem o dever de intimar a recorrente para apresentar os documentos contábeis e fiscais para comprovar o erro ocasionado no preenchimento da DCTF, sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade; b) conforme entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, a cópia autenticada do DARF é suficiente para comprovação do recolhimento indevido de tributo; c) o pagamento indevido decorreu do equívoco decorrente da apuração do valor devido a título de PIS, na competência de jul/2002; d) apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus argumentos para que seja possível sanar o erro cometido. Conclui, pedindo anulação do acórdão ora recorrido e, alternativa e sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a existência do DARF legitimador do direito creditório. Requer, por derradeiro, sejam, todas as intimações e comunicações do presente procedimento administrativo, inclusive para fins de sustentação oral, realizadas sempre em nome dos procuradores signatários. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 30 e 31 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 1023.461, de 16 de dezembro de 2009. Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao endereço do patrono da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Fl. 89DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Preliminar de nulidade da decisão recorrida O recorrente infirma a decisão de piso sob o argumento de que apresentou novo fundamento para o indeferimento do pleito, em infração ao art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999. O argumento recursal é o de que, enquanto o Despacho Decisório no 825065327 considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do DARF teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte, a decisão recorrida julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que a ora recorrente deveria comprovar, por meio de documentos contábeis e fiscais que houve erro no preenchimento da DCTF. A argüição de nulidade não prosperará simplesmente porque inexistiu a alegada inovação. Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição e para a nãohomologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no 1290207711 na extinção de débitos do próprio contribuinte. Tratandose de julgamento de reclamação formulada pelo requerente, fundada na alegação de erro no preenchimento da Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgoua improcedente porquanto inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para o indeferimento do pleito, visàvis o motivo original, mas, tãosomente, de refutação expressa de argumento brandido na reclamação. Rejeito a preliminar. Mérito – A comprovação do indébito O recorrente está prenhe de razão: constatando que houve equívoco na apuração da base de cálculo de um tributo ou contribuição, o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.: “Ementa: .... I. Demonstrado o pagamento indevido de tributo, em razão de erro– depósito judicial feito por equívoco, mas convertido em renda da União – impõese a restituição (art. 165, II, do CTN). ....” (TRF1ª Região. AC 2000.01.00.0958800/MA. Rel.: Des. Federal Olindo Menezes. 3ª Turma. Decisão: 29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.) “Ementa: .... É clara a autorização normativa à restituição de tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF2ª Região. AC 1999.02.01.0351647/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.) Fl. 90DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.905125/200948 Acórdão n.º 380301.133 S3TE03 Fl. 66 5 “Ementa: .... III. A restituição do tributo recolhido indevidamente encontra arrimo no art. 165, I, do CTN. ....” (TRF5ª Região. AC 2002.05.00.0177105/PE. Rel.: Des. Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria. Decisão: 17/12/02. DJ de 16/04/03, p. 407.) Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu oporse a esse direito. O recorrente, no entanto, articula argumento falacioso, ao pugnar por seu direito à restituição, bradando que o mesmo “.., consoante dispõe o art. 165, inc. I do CTN decorre da ‘cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ...", e não dos valores declarados pelo contribuinte em DIPJ, DCTF...”. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp nº 28829.32460.160605.1.3.040813 comprova um recolhimento, de outro, como bem destacou a decisão recorrida, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento nº 1290207711 seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC), já referido pela decisão recorrida. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e Fl. 91DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN 6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) Ao contrário, em face da legislação tributária aplicável, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento nº 1290207711 não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp nº 28829.32460.160605.1.3.040813 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria Fl. 92DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.905125/200948 Acórdão n.º 380301.133 S3TE03 Fl. 67 7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. O recorrente, contudo, não se dignou a fazêlo, talvez esperando que a autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o requerente justamente com a usual dilação temporal do processo administrativo com o propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como permite supor a sua insistência nos requerimentos de suspensão da exigibilidade do débito oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da edição da Medida Provisória no 66, de 2002. Seja como for, tranqüilizese o contribuinte. Caso realmente disponha do direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tem cinco anos, contados da data do pagamento indevido – desde que devidamente comprovada essa circunstância – para buscar seu direito. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 93DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11080905125200948 Interessada: CENTRO CLÍNICO GAÚCHO LTDA. Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.133, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 2 de fevereiro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 94DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10680.906185/2013-32
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/10/2011 a 31/12/2011
RETIFICAÇÃO DE DCTF. ERRO DE FATO PROVADO. ADMISSIBILIDADE.
Admite-se a retificação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais quando fundamentada na correção de erro de fato originalmente cometido e comprovado mediante documentação hábil e idônea.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Período de apuração: 01/10/2011 a 31/12/2011
PAGAMENTO EFETUADO A MAIOR. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE.
É reconhecido o direito à repetição de indébito ao contribuinte, e homologa-se a compensação declarada, quando o correspondente crédito ofertado reúne os atributos de certeza e liquidez.
Numero da decisão: 1001-002.726
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Fernando Beltcher da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Fernando Beltcher da Silva (Presidente), José Roberto Adelino da Silva e Sidnei de Sousa Pereira.
Nome do relator: Fernando Beltcher da Silva
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/10/2011 a 31/12/2011 RETIFICAÇÃO DE DCTF. ERRO DE FATO PROVADO. ADMISSIBILIDADE. Admite-se a retificação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais quando fundamentada na correção de erro de fato originalmente cometido e comprovado mediante documentação hábil e idônea. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Período de apuração: 01/10/2011 a 31/12/2011 PAGAMENTO EFETUADO A MAIOR. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE. É reconhecido o direito à repetição de indébito ao contribuinte, e homologa-se a compensação declarada, quando o correspondente crédito ofertado reúne os atributos de certeza e liquidez.
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ERRO DE FATO PROVADO. ADMISSIBILIDADE. Admite-se a retificação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais quando fundamentada na correção de erro de fato originalmente cometido e comprovado mediante documentação hábil e idônea. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Período de apuração: 01/10/2011 a 31/12/2011 PAGAMENTO EFETUADO A MAIOR. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE. É reconhecido o direito à repetição de indébito ao contribuinte, e homologa-se a compensação declarada, quando o correspondente crédito ofertado reúne os atributos de certeza e liquidez. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Fernando Beltcher da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Fernando Beltcher da Silva (Presidente), José Roberto Adelino da Silva e Sidnei de Sousa Pereira. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o Acórdão 09-72.551, da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora (MG), que considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 61 85 /2 01 3- 32 Fl. 81DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1001-002.726 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.906185/2013-32 Na origem, a pessoa jurídica apresentara Declaração de Compensação (“DCOMP”) n° 36935.74032.231112.1.7.04-7020, objetivando liquidar débito próprio com crédito decorrente de pagamento efetuado a maior que o devido, a título do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica do 4º trimestre de 2011. A Unidade de jurisdição, ao processar a DCOMP em questão, denegou o crédito ofertado pelo contribuinte, posto que o valor pago fora integralmente alocado ao débito outrora confessado em Declaração de Débitos e Créditos Federais (“DCTF”). Ciente do Despacho Decisório, a pessoa jurídica manifestou inconformidade, alegando ter se equivocado na apuração do IRPJ do 4º trimestre de 2011. Retificou a DCTF e instruiu seu recurso inaugural com a referida declaração retificadora, bem como forneceu cópia da respectiva Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (“DIPJ”). O colegiado a quo, ao se debruçar sobre o recurso, julgou-o improcedente, sob o fundamento de que o contribuinte não lograra êxito em comprovar o cometimento de erro de fato no preenchimento da DCTF original: Assim, cabe à manifestante a prova de que cometeu erro de preenchimento na referida DCTF e que o valor efetivamente devido é o alegado por ela. Em situações tais como a analisada, o crédito pretendido poderia ser comprovado por meio da escrituração contábil e fiscal, bem como pelos documentos que a respalde. Outrossim, de acordo com o § 11 do art. 74 da Lei n.º 9.430/96, aplica-se ao presente processo o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Esse Decreto, com força de Lei, determina em seu art. 16 que a impugnação (manifestação de inconformidade) “mencionará os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir”. No mesmo sentido, a Lei n.º 9.784/99, de aplicação subsidiária ao rito processual do Decreto n.º 70.235/72, estabelece, em seu art. 36, que cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, em consonância, ainda, com o artigo 373, inciso I, do Código de Processo Civil (CPC), que afirma que o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito. Com efeito, cumpre elucidar ainda que, nos moldes do art. 214, do Código Civil (CC), para a desconsideração da confissão de dívida por erro de fato, o equívoco deve ser devidamente comprovado, sendo do sujeito passivo (assim como ocorre em relação à comprovação do indébito) o encargo probante da circunstância, por aplicação do já comentado art. 373, I, do CPC. E isto deve ser feito por intermédio de documentos robustos, especialmente dos assentamentos contábeis/fiscais do contribuinte, não sendo suficiente, por si só, como prova a mera apresentação de DIPJ que, pelo seu caráter meramente informativo, não tem o condão de alterar o débito confessado em DCTF. Irresignada, recorre a pessoa jurídica a este Conselho, reafirmando o cometimento de erro original na apuração do IRPJ devido. Apresenta, em sede do Recurso Voluntário, memória de cálculo do imposto, peças contábeis, comprovantes de retenções sofridas na fonte e de pagamentos efetuados para o tributo em referência. Registre-se que a estes autos está apensado o processo n° 10680.907534/2013-33, contendo mera reprodução dos documentos acostados ao principal. É o Relatório. Fl. 82DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1001-002.726 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.906185/2013-32 Voto Conselheiro Fernando Beltcher da Silva, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos para sua admissibilidade. Logo, dele conheço. Preliminarmente, tenho que os novos documentos carreados aos autos devam ser plenamente recebidos, em razão do que reza o art. 16, § 4º, alínea “c”, do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, para que surtam os efeitos almejados pelo contribuinte, qual seja, a prova do erro cometido no cálculo do IRPJ confessado na DCTF original. O contribuinte comprova ter efetuado 3 (três) pagamentos distintos para o IRPJ do 4º trimestre de 2011, um deles em duplicidade, todos na mesma data, totalizando R$ 23.940,24: Código de Receita Período de Apuração Data de Vencimento Data de Arrecadação Número do Documento Valor pago 2089 31/12/2011 31/01/2012 31/01/2012 10100803863021234 9.854,08 2089 31/12/2011 31/01/2012 31/01/2012 10100803863021252 4.232,08 2089 31/12/2011 31/01/2012 31/01/2012 10100803863021299 9.854,08 Na DCTF original, confessara o débito no montante de R$ 9.854,08. Retificou a DCTF, reduzindo o IRPJ devido no período para R$ 7.424,31. Na DCTF retificadora, vinculou dois pagamentos ao débito: Valor pago Valor alocado ao débito Saldo do pagamento 4.232,08 4.232,08 - 9.854,08 3.192,23 6.661,85 9.854,08 - 9.854,08 Totais 23.940,24 7.424,31 16.515,93 Embora não haja uma identificação precisa do recolhimento de R$ 9.854,08 referido na DCTF e na DCOMP (efetuado em duplicidade), o contribuinte gerou e forneceu controle de uso do indébito total, de R$ 16.515,83. Deste montante, utilizara, na DCOMP em apreço, R$ 1.319,78 e, consideradas todas as compensações vinculadas, restara crédito sem qualquer emprego. Assim sendo, reputo suficientemente comprovada a procedência do crédito pleiteado pela Recorrente, posto que: (i) o levantamento da base de cálculo do IRPJ devido para o 4º trimestre de 2011 está em harmonia com as receitas contabilizadas; (ii) as retenções do imposto sofridas na fonte foram satisfatoriamente confirmadas; (iii) os rendimentos que deram azo às retenções foram contabilizados e levados à tributação; (iv) os pagamentos efetuados restam plenamente evidenciados; e (v) havia saldo disponível do indébito para dar cobertura à compensação declarada. Na hipótese dos autos, admite-se a retificação de DCTF, nos termos das orientações emanadas da própria Administração Tributária por meio do Parecer Normativo Cosit n° 2, de 28 de agosto de 2015. Fl. 83DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1001-002.726 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.906185/2013-32 Atendidos, portanto, os requisitos de liquidez e certeza do crédito ofertado à compensação (art. 170 do Código Tributário Nacional). Pelo exposto, voto por dar provimento ao Recurso Voluntário, reconhecendo à Recorrente o direito creditório de R$ 1.319,78 (um mil, trezentos e dezenove reais e setenta e oito centavos) e homologando a compensação declarada até o limite do direito creditório ora reconhecido. É como voto. (documento assinado digitalmente) Fernando Beltcher da Silva Fl. 84DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10950.003136/2006-90
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
IRPF. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA.
O imposto de renda das pessoas físicas é tributo sujeito ao lançamento por homologação. Em assim sendo, o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador, que, como regra, ocorre em 31 de dezembro de cada anocalendário.
IMPOSTO DE RENDA TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVAMENTE COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS POSSIBILIDADE
A partir da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/96, o fisco não mais ficou obrigado a comprovar o consumo da renda representado pelos depósitos bancários de origem não comprovada, a transparecer sinais exteriores de riqueza (acréscimo patrimonial ou dispêndio), incompatíveis com os rendimentos declarados, como ocorria sob égide do revogado parágrafo 5º do art. 6º da Lei
nº 8.021/90. Agora, o contribuinte tem que comprovar a origem dos depósitos bancários, sob pena de se presumir que esses são rendimentos omitidos, sujeitos à aplicação da tabela progressiva.
Numero da decisão: 2802-000.569
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR
PROVIMENTO ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 IRPF. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. O imposto de renda das pessoas físicas é tributo sujeito ao lançamento por homologação. Em assim sendo, o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador, que, como regra, ocorre em 31 de dezembro de cada anocalendário. IMPOSTO DE RENDA TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVAMENTE COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS POSSIBILIDADE A partir da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/96, o fisco não mais ficou obrigado a comprovar o consumo da renda representado pelos depósitos bancários de origem não comprovada, a transparecer sinais exteriores de riqueza (acréscimo patrimonial ou dispêndio), incompatíveis com os rendimentos declarados, como ocorria sob égide do revogado parágrafo 5º do art. 6º da Lei nº 8.021/90. Agora, o contribuinte tem que comprovar a origem dos depósitos bancários, sob pena de se presumir que esses são rendimentos omitidos, sujeitos à aplicação da tabela progressiva.
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LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. O imposto de renda das pessoas físicas é tributo sujeito ao lançamento por homologação. Em assim sendo, o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador, que, como regra, ocorre em 31 de dezembro de cada anocalendário. IMPOSTO DE RENDA TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVAMENTE COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS POSSIBILIDADE A partir da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/96, o fisco não mais ficou obrigado a comprovar o consumo da renda representado pelos depósitos bancários de origem não comprovada, a transparecer sinais exteriores de riqueza (acréscimo patrimonial ou dispêndio), incompatíveis com os rendimentos declarados, como ocorria sob égide do revogado parágrafo 5º do art. 6º da Lei nº 8.021/90. Agora, o contribuinte tem que comprovar a origem dos depósitos bancários, sob pena de se presumir que esses são rendimentos omitidos, sujeitos à aplicação da tabela progressiva. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso. (assinado digitalmente) VALÉRIA PESTANA MARQUES Presidente. (assinado digitalmente) ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valéria Pestana Marques (presidente), Carlos Nogueira Nicácio , Sidney Ferro Barros, Jorge Cláudio Duarte Cardoso e Lúcia Reiko Sakae.. Relatório Contra o contribuinte foi lavrado o auto de infração, tendo em vista que foi apurada omissão de rendimentos, caracterizada por depósitos bancários cujas origens não foram comprovadas, referente ao anocalendário 2001. A DRJ de Curitiba julgou o lançamento procedente nos termos da ementa abaixo transcrita: DECADÊNCIA. RENDIMENTOS SUJEITOS À DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. O fato gerador do imposto de renda em relação aos rendimentos sujeitos à declaração de ajuste anual ocorre em 31 de dezembro, quando não declarados, para efeito de lançamento de ofício, o termo inicial do prazo decadencial é contado do primeiro dia do exercício seguinte ao que poderia o fisco ter feito o lançamento (CTN, art. 173, I). ESTRANGEIRO.RESIDENTE.CONTRIBUINTE. Sujeitase à tributação pelo imposto de renda, como residente, a pessoa física que ingressar no Brasil, por qualquer motivo, e permanecer por período superior a cento e oitenta e três dias, consecutivos ou não, contado, dentro de um intervalo de doze meses, da data de qualquer chegada, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do dia subseqüente àquele em que se completar referido período de permanência; PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. Nos termos do artigo 16 do Decreto 70.235/1972, cumpre ao contribuinte instruir a peça impugnatória com todos os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa, precluindo o direito de fazêlo em data posterior. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. ARTIGO 42 DA LEI 9.430 DE 1996. O art. 42, da Lei 9430, de 1996, determina o lançamento com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. O contribuinte foi intimado do Acórdão da DRJ através de AR (fls. 165) em 06/11/2007 e apresentou Recurso Voluntário em 05/12/2007, onde aduz em sua defesa: a. Preliminarmente a decadência do direito de constituição do crédito pela Fazenda Pública,porque os depósitos bancários constituidores do fato gerador foram feitos há mais de 5 anos da data da ciência do auto de infração; b. Que o auto de infração teve como base mera presunção, pois não veio instruído com nenhuma prova material de que a verba Fl. 2DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Processo nº 10950.003136/200690 Acórdão n.º 280200.569 S2TE02 Fl. 2 3 movimentada na conta bancária mantida pelo recorrente em Portugal, tivera origem no Brasil. c. Acrescenta que é um cidadão português, com domicílio em Portugal e no Brasil, e não há razão para que tenha que prestar contas ao fisco do Brasil, ou pagar tributos sobre verba mantida em seu país de origem, ainda mais quando esta verba não foi remetida ao Brasil; d. Que nos últimos anos, em função de sua idade avançada (80 anos), não possui nenhuma fonte de rendimentos, quer seja em Portugal, ou no Brasil; e. Que o auto de infração foi lavrado sem nenhuma prova material de que o recorrente tivesse feito remessa das verbas existentes em sua conta bancária mantida junto ao Banco Português de Negócios do Brasil para Portugal, tendo sido lavrado com base em mera presunção; f. Que os depósitos bancários referidos pelo Sr. Auditor Fiscal foram efetuados em Portugal, em Banco Português, por um cidadão português, com domicílio em Portugal; g. Que o valor movimentado em sua conta bancária mantida junto ao Banco Português de Negócios em Portugal, teve origem em Portugal Voto Conselheiro ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN O Recurso é tempestivo e preenche os demais pressupostos legais e portanto dele conheço. 1) PRELIMINAR DE DECADÊNCIA Com relação a alegação de decadência, não assiste razão ao contribuinte uma vez que foi cientificado pessoalmente (fls. 121) da exigência litigada em 11/12/2006. E o fato gerador do IRPF da parcela da infração em lide teria se dado em 31/12 do anocalendário de 2001. Nesse diapasão, terseiam decorridos 5 (cinco) anos – completados em 31/12/2006 quando da ciência pelo pólo passivo da exigência litigada. Desta forma, o lançamento foi efetuado dentro do prazo decadencial do art. 150, § 4º do CTN. 2) NO MÉRITO Fl. 3DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN 4 Contra o contribuinte foi lavrado o auto de infração, tendo em vista que foi apurada omissão de rendimentos, caracterizada por depósitos bancários cujas origens não foram comprovadas, referente ao anocalendário 2001. O contribuinte afirma que é um cidadão português, com domicílio em Portugal e no Brasil, e não há razão para que tenha que prestar contas ao fisco do Brasil, ou pagar tributos sobre verba mantida em seu país de origem, ainda mais quando esta verba não foi remetida ao Brasil. Nesse ponto, é importante mencionar o conceito de residente no Brasil para fins tributários? Nos termos da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 12, da Instrução Normativa SRF nº 208, de 27 de setembro de 2002, art. 2º, com a alteração dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.008, de 9 de fevereiro de 2010. Considerase residente no Brasil a pessoa física: I que resida no Brasil em caráter permanente; II que se ausente para prestar serviços como assalariada a autarquias ou repartições do Governo brasileiro situadas no exterior; III que ingresse no Brasil: a) com visto permanente, na data da chegada; b) com visto temporário: 1. para trabalhar com vínculo empregatício, na data da chegada; 2. na data em que complete 184 dias, consecutivos ou não, de permanência no Brasil, dentro de um período de até doze meses; 3. na data da obtenção de visto permanente ou de vínculo empregatício, se ocorrida antes de completar 184 dias, consecutivos ou não, de permanência no Brasil, dentro de um período de até doze meses; IV brasileira que adquiriu a condição de nãoresidente no Brasil e retorne ao País com ânimo definitivo, na data da chegada; V que se ausente do Brasil em caráter temporário, ou se retire em caráter permanente do território nacional sem entregar a Comunicação de Saída Definitiva do País, durante os primeiros doze meses consecutivos de ausência. A partir de 1º de janeiro de 2010, observar as disposições constantes da Instrução Normativa RFB nº 1.008, de 9 de fevereiro de 2010). Portanto, tendo em vista que o recorrente preencheu os requisitos do inciso III, 3, o mesmo é considerado contribuinte no Brasil para fins tributários. Superada esta questão, devese abordar agora aspecto relativo ao início da fiscalização e posterior lavratura do auto de infração. No presente processo, o início da fiscalização deuse tendo em vista uma ordem de pagamento feita pelo contribuinte, ao Banco de Negócios de Portugal, e que ele Fl. 4DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Processo nº 10950.003136/200690 Acórdão n.º 280200.569 S2TE02 Fl. 3 5 próprio afirma, tratarse de um auxíliofamiliar que remete para parentes e amigos que residem em Portugal. Após ser intimado a prestar esclarecimentos o próprio contribuinte traz um extrato do Banco de Negócios de Portugal no Brasil, que comprovam referido depósito bancário no exterior, remessa do Brasil para Portugal. Posteriormente, após ser intimado novamente, desta vez a comprovar a origem destes valores, o mesmo não logrou êxito em fazêlo, somente afirmando que tais valores tiveram origem em Portugal. Desta forma, tendo em vista que a ocorrência de depósito bancário com recursos de origem não comprovada, caracteriza a presunção legal relativa à omissão de receita; tendo em vista que a fiscalização possibilitou ao contribuinte a ampla defesa; e, tendo em vista que o contribuinte não logrou êxito em comprovar a origem dos valores depositados na conta corrente do Banco de Negócios de Portugal, não há como prosperar a irresignação do contribuinte. Diante do exposto, não acolho a preliminar de decadência e no mérito, nego provimento ao Recurso Voluntário. Brasília/DF, 1 de dezembro de 2010. (assinado digitalmente) ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Relator Fl. 5DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN
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Numero do processo: 10480.005941/96-62
Data da sessão: Wed Jun 09 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Constatada a regularidade da documentação, não cabe penalizar o
contribuinte.
RECURSO DE OFICIO DESPROVIDO
Numero da decisão: 301-29.023
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LEDA RUIZ DAMASCENO
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ementa_s : Constatada a regularidade da documentação, não cabe penalizar o contribuinte. RECURSO DE OFICIO DESPROVIDO
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Numero do processo: 11080.733300/2014-56
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Nov 03 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2010
ATIVIDADE VEDADA. EXCLUSÃO DO SIMPLES.
Comprovada nos autos a prestação de serviços de ginástica laboral, atividades vedadas à opção do Simples Nacional até 31/12/2014, deve a empresa ser excluída do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, conforme disposto no Ato Declaratório contestado.
Numero da decisão: 1002-002.450
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Fellipe Honório Rodrigues da Costa- Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral, Fellipe Honório Rodrigues da Costa, Miriam Costa Faccin.
Nome do relator: Fellipe Costa
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ementa_s : ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2010 ATIVIDADE VEDADA. EXCLUSÃO DO SIMPLES. Comprovada nos autos a prestação de serviços de ginástica laboral, atividades vedadas à opção do Simples Nacional até 31/12/2014, deve a empresa ser excluída do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, conforme disposto no Ato Declaratório contestado.
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P. A. TREINAMENTO FISICO PERSONALIZADO LTDA - ME. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2010 ATIVIDADE VEDADA. EXCLUSÃO DO SIMPLES. Comprovada nos autos a prestação de serviços de ginástica laboral, atividades vedadas à opção do Simples Nacional até 31/12/2014, deve a empresa ser excluída do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, conforme disposto no Ato Declaratório contestado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. (documento assinado digitalmente) Fellipe Honório Rodrigues da Costa- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral, Fellipe Honório Rodrigues da Costa, Miriam Costa Faccin. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra Decisão da Delegacia da Receita Federal em São Paulo que, ao apreciar a manifestação de inconformidade apresentada, entendeu, por unanimidade de votos, julgá-la improcedente. Por bem descrever o ocorrido, valho-me do relatório elaborado por ocasião do julgamento do processo em primeira instância, a seguir transcrito: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 73 33 00 /2 01 4- 56 Fl. 266DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.450 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733300/2014-56 Trata o presente processo administrativo fiscal de contestação (manifestação de inconformidade) (fl. 02) em face do Ato Declaratório Executivo - ADE DRF/POA, de 21/10/2014 (retificado pelo ADE DRF/POA/SEORT nº 04, de 27/10/2014) de Exclusão do Simples Nacional (fls. 4 e 5), interposta pela empresa contribuinte acima identificada em 18/12/2014. 2. O ADE DRF POA, de 21/10/2014, declara que a interessada ficou excluída do Regime Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) em virtude de prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de intermediação, conforme disposto no art. 17, inciso XI, da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, com as alterações da Lei Complementar nº 123, de novembro de 2011 e art. 15, inciso XXI da Resolução CGSN nº 94, de 2011. Os efeitos da exclusão deram-se a partir de 01/02/2010, segundo o art. 31, inciso II, da Lei Complementar nº 123/2006, e conforme fl. 197 do processo 11080.731618/2012-31 (início da atividade em 07/01/2010). 2.1. O corpo da intimação DRF/SEORT nº 2072/2014 (fl. 03), datada em 27/10/2014, além de ressalvar o direito de apresentar contra-razões aos termos da decisão declarada no ADE DRF/POA nº 003/2014, também advertiu sobre a possibilidade de a contribuinte ter vistas ao processo administrativo nº 11080.731618/2012-31. 2.2. As fls. 20 a 242 do presente processo referem-se a documentos extraídos do Processo Administrativo nº 11080.731618/2012-31 que embasam a decisão para emissão do ADE de exclusão do Simples Nacional. Tais documentos referem-se a: - Ofício TJ RS nº 260, de 06/08/2012, apontando que a interessada encontrava-se irregular em face à situação impeditiva de opção pelo Simples Nacional, nos termos do disposto no art. 30, § 1º, inc. II, da Lei Complementar nº 123/2006 (fl. 20), acompanhado de (i) Informação da Assessoria de Gestão Estratégica e de Qualidade a respeito de denúncia de que a interessada estaria descumprindo determinação legal de promover o seu desenquadramento do Programa “Simples Nacional” (fl. 21); (ii) Edital do Pregão Eletrônico – Modalidade Pregão eletrônico nº 100/2011-DEC, para contratação de empresa para a prestação de serviços de atividade laboral compensatória visando à prevenção de incidências por LER/DORT para diversas Comarcas (fls. 22 a 75); (iii) Contrato nº 185/2011 – DEC, celebrado entre a interessada (contratada) e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e notas fiscais de serviços atinentes ao contrato (fls. 76 a 96); (iv) Ofício nº 098/2012- DIR/DESPESA – Poder Judiciário/Tribunal de Justiça - RS, de 19/04/2012, informando à interessada a abertura de expediente de apuração de irregularidade relativamente ao seu enquadramento no Simples Nacional (fls. 97/98); (v) Resposta da Fl. 267DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.450 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733300/2014-56 interessada ao Ofício nº 098/2012-DIR/DESPESA PJ TJ/RS, informando que a empresa não se enquadra em nenhum dos impedimentos listados no edital e que o § 5ºD do art. 18 da Lei Complementar nº 123, de 2006, daria condições de enquadramento das atividades exercidas pela recorrente no Simples Nacional (fls. 93/94); Edital de Pregão Eletrônico nº 22/2012-DEC (fls. 99/100); (vi) Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral da interessada (fl. 106); Documentos Diversos Juntados à resposta ao ofício (fl. 107/118); Aditamento contratual – Processo 8742- 0300/10-0 (fls. 119/130); despacho e Parecer no Proc. 2225-12/000219-0 – PJ-TJ- RS Inf. Nº 079/2012-DIR/Desp acusando a irregularidade relativa ao contrato nº 185/2011-DEC e encaminhando o processo à Direção Geral (fls. 131/143); Consulta CNPJ – CNAE (fl. 144); Consulta de Histórico de eventos no simples nacional (fl. 145); - Protocolo de entrega e Ofício 1819538- RSPOANAA/RSPOANAASECONT, dirigido ao Delegado da Receita Federal em Porto Alegre em que foi comunicado que a interessada presta serviços de ginástica laboral para as Subseções Judiciárias de Bage, Bento Gonçalves, Cachoeira do Sul, Canoas, Carazinho, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Rio Grande e Juizado Especial Avançado de Santa Vitória do Palmar, da Justiça Federal de Io Grau no RS (CNPJ n° 05.442.380/0001-38), nos termos do Contrato n° 001/2012 (fl. 146/147), seguido de despacho (fls. 148/149); Parecer (fls. 150/155) e Contrato nº 01/2010 (fls. 156/184) e Primeiro e Segundo Termos Aditivos (fls. 185/189); - correspondência eletrônica encaminhando Parecer sobre Ginástica Laboral JF RS (fl. 190/191) e Parecer RSPOADIR/RSPOADIRRAJ nº 214/2013 (fl. 193/202); - Contrato nº 01/2010 celebrado entre a Justiça Federal de Primeiro Grau – seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Sul e a interessada (fls. 204 a 234); - Ato Declaratório executivo – ADE DRF/POA, de 21/10/2014 (fl. 236) e Intimação nº 2044/2014 (fl. 237) e; - ADE DRF/POA Retificador, de 27/10/2014 (fl. 238) e intimação (fl. 238) e Intimação DRF/SEORT nº 2072/2014 (fl. 239); - Aviso de Recebimento (A.R.) ref. Int. 2044, com data de entrega em 05/11/2014 (fl. 240); e - Telas extraídas do sistema Simples Nacional (fls. 241/242). Irresignada, a interessada apresentou, em 18/12/2014, a Manifestação de Inconformidade (Contestação) de fls. 02, acompanhada dos documentos de fls 03 a 08. Após argüir a tempestividade da apresentação da peça de defesa, a contribuinte apresenta as suas razões de defesa, nos seguintes termos: “Lei complementar 147 de 07/08/2014 faz uma serie de alterações na lei complementar número 123 de 14/12/2006 e, dentre elas revogou Fl. 268DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.450 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733300/2014-56 expressamente o inciso XI, do artigo 17 que anteriormente vedava o recolhimento de impostos e contribuições na forma do simples nacional por micro empresa ou empresa de pequeno porte que tenham por finalidade a prestação de serviços decorrente do exercício de atividades de natureza intelectual, técnica e desportiva. A lei de custeio da previdência social - Lei número 8212 de 24/07/1991 de termina que a retenção previdenciária incidirá nos serviços prestados incidirá nos serviços prestados por meio de sessão de mão de obra e que integrem além da listagem do seu inciso 4o , o rol exaustivo constante do regulamento da previdência social. Este regulamento, por sua vez, enquadra em seu artigo 219, inciso 2° um rol numerus clausus de uma serie de serviços, dentre os quais, entretanto, não está elencado o serviço de ginástica laboral (Atividade principal da nossa Empresa), dessa forma as atividades praticadas por essa empresa não são enquadradas por meio de sessão de mão de obra, mas sim por meio de simples empreitada. As atividades desenvolvidas por nossa Empresa são as de prestação de serviços de condicionamento físico, podendo estas ser beneficiadas pelo regime simplificado de tributação. Nossa Empresa não possui débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade/ião esteja suspensa.” O processo foi devolvido à Delegacia de origem para que fosse informada a data de ciência do ato administrativo contestado, bem como para que fosse juntado aos autos o documento comprobatório da ciência. 4.1. O Aviso de Recebimento (A.R.) à fl. 18, refere-se à intimação 2072, de 2014, e nele consta que a data da entrega foi efetivada em 18/11/2014. 4.2. Informando a tempestividade da apresentação da peça de defesa, a autoridade administrativa devolveu o processo para prosseguir no julgamento (fl. 19). Na sequência, foi proferido o acórdão recorrido, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2010 ATIVIDADE VEDADA. EXCLUSÃO DO REGIME. Comprovada nos autos a prestação de serviços de ginástica laboral, atividades vedadas à opção do Simples Nacional até 31/12/2014, deve a empresa ser excluída do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, conforme disposto no Ato Declaratório contestado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Fl. 269DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1002-002.450 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733300/2014-56 Ciente do acórdão recorrido, e com ele inconformado, a recorrente apresentou Recurso Voluntário, em suma, sob o fundamento de que “A decisão deve ser reformada em razão das atividades de ginástica laboral não serem a atividade desportiva, mas sim de medicina preventiva, a qual é permitida no Simples Nacional”. É o relatório Voto Conselheiro Fellipe Honório Rodrigues da Costa, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF nº 329/2017. Demais disso, observo que o recurso é tempestivo e atende os outros requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. DO MÉRITO O Simples é um benefício fiscal, já que envolve, dentre outros, tributação com alíquotas favorecidas, recolhimento unificado e centralizado com um único DAS, dispensa de obrigatoriedade de escrituração comercial para fins fiscais, etc. Em suma, consubstancia um regime de normas que concedem isenções tributárias e dispensam o cumprimento de obrigações tributárias acessórias, sendo que os dispositivos legais a ele pertinentes devem ser interpretados literalmente, à luz do art.111 do Código Tributário Nacional (Lei n° 5.172, de 26/10/1966) que preconiza: Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: I - suspensão ou exclusão do crédito tributário; II - outorga de isenção; III - dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.” O Contrato nº 01/2010 firmado pela Recorrente e a União Federal, tem como objeto a “prestação de SERVIÇOS DE GINÁSTICA LABORAL” (fl. 204). No contraditório que se examina a recorrente afirma que “o contrato juntado atesta que o objeto da atividade é a prevenção de lesões nos funcionários do Poder Judiciário” e que “a decisão deve ser reformada em razão das atividades de ginástica laboral não serem a atividade desportiva, mas sim de medicina preventiva, a qual é permitida no Simples Nacional” (fl. 260). Fl. 270DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 1002-002.450 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733300/2014-56 Saliente-se, portanto, que é incontroversa a prestação de serviço de ginástica laboral por parte da Recorrente. Deve-se, dessa forma, apenas analisar se a prestação dessa espécie de serviço é causa para a exclusão do Simples Nacional. Pois bem! O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte relativo aos impostos e às contribuições, estabelecido em cumprimento ao que determina o disposto no art. 179 da Constituição Federal de 1988, pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas. Neste sentido, asseverava a Lei Complementar 123 vigente há época da exclusão, em seu art. 17, inciso XI: Art.17 Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: XI - que tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de intermediação de negócios; A Solução de Consulta DISIT/SRF10 nº 15, de 07 de março de 2013 também chegou a conclusão de que as atividades de prestação de serviços de ginástica laboral impedem a opção pelo Simples Nacional ou a permanência nele, nos termos do inciso XI do art. 17 da Lei Complementar nº 123, de 2006: ASSUNTO: Simples Nacional EMENTA: SIMPLES NACIONAL. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE PERSONAL TRAINER, GINÁSTICA LABORAL, PRÁTICAS ESPORTIVAS, AVALIAÇÃO FÍSICA E POSTURAL. VEDAÇÃO. As atividades de prestação de serviços de personal trainer, ginástica laboral, práticas esportivas, avaliação física e postural, por caracterizarem exercício de atividade intelectual e de natureza técnica, bem como exercício de atividade desportiva, impedem a opção pelo Simples Nacional ou a permanência nele, nos termos do inciso XI do art. 17 da Lei Complementar nº 123, de 2006. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 17, XI e art. 18, § 5º-D. CESAR ROXO MACHADO Auditor-Fiscal p/Delegação de Competência Isto posto, a decisão de primeiro grau não merece reforma. DISPOSITIVO Fl. 271DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 1002-002.450 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733300/2014-56 Ante o exposto, voto por conhecer do presente Recurso Voluntário para, no mérito, negar-lhe provimento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Fellipe Honório Rodrigues da Costa- Relator Fl. 272DF CARF MF Original
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