Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 15374.916872/2008-86
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jan 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/01/2001
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS. DÉBITOS. INEXISTÊNCIA. COBRANÇA. SALDOS.
Verificado que a declaração de compensação apresentada busca compensar créditos inexistentes (pagamentos já alocados) com débitos em parte igualmente inexistentes (porque saldados mediante pagamento), cabe a cobrança somente do saldo de débitos para os quais não se comprovou ter existido pagamento, nem hipótese legal de afastamento de incidência.
Numero da decisão: 3403-003.478
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da cobrança decorrente da não homologação da compensação a quantia correspondente ao débito de R$ 287.768,40, e os juros e multa correspondentes. A Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios participou do julgamento em substituição ao Conselheiro Alexandre Kern
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
ROSALDO TREVISAN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Mônica Monteiro Garcia de los Rios (em substituição a Alexandre Kern), Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201412
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2001 a 31/01/2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS. DÉBITOS. INEXISTÊNCIA. COBRANÇA. SALDOS. Verificado que a declaração de compensação apresentada busca compensar créditos inexistentes (pagamentos já alocados) com débitos em parte igualmente inexistentes (porque saldados mediante pagamento), cabe a cobrança somente do saldo de débitos para os quais não se comprovou ter existido pagamento, nem hipótese legal de afastamento de incidência.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 05 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 15374.916872/2008-86
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5414417
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3403-003.478
nome_arquivo_s : Decisao_15374916872200886.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : ROSALDO TREVISAN
nome_arquivo_pdf_s : 15374916872200886_5414417.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da cobrança decorrente da não homologação da compensação a quantia correspondente ao débito de R$ 287.768,40, e os juros e multa correspondentes. A Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios participou do julgamento em substituição ao Conselheiro Alexandre Kern ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente. ROSALDO TREVISAN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Mônica Monteiro Garcia de los Rios (em substituição a Alexandre Kern), Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
dt_sessao_tdt : Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
id : 5778730
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477174665216
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1996; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 217 1 216 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.916872/200886 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403003.478 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 12 de dezembro de 2014 Matéria PER/DCOMP DDE Recorrente EMPRESA CINEMA SÃO LUIZ S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2001 a 31/01/2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS. DÉBITOS. INEXISTÊNCIA. COBRANÇA. SALDOS. Verificado que a declaração de compensação apresentada busca compensar créditos inexistentes (pagamentos já alocados) com débitos em parte igualmente inexistentes (porque saldados mediante pagamento), cabe a cobrança somente do saldo de débitos para os quais não se comprovou ter existido pagamento, nem hipótese legal de afastamento de incidência. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da cobrança decorrente da não homologação da compensação a quantia correspondente ao débito de R$ 287.768,40, e os juros e multa correspondentes. A Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios participou do julgamento em substituição ao Conselheiro Alexandre Kern ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. ROSALDO TREVISAN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Mônica Monteiro Garcia de los Rios (em substituição a Alexandre Kern), Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 68 72 /2 00 8- 86 Fl. 217DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN 2 Relatório Versa o presente sobre formalização de pedido de ressarcimento/restituição cumulado com declaração de compensação PER/DCOMP transmitido em 04/11/2004 (fls. 3 a 7)1, decorrente de crédito de COFINS não cumulativa (arrecadação em 15/02/2001), no valor de R$ 290.913,72, a ser compensado com débitos da mesma contribuição, relativos a janeiro (R$ 287.768,40), fevereiro (R$ 2.920,32) e março/2001 (R$ 225,00). No despacho decisório eletrônico de fl. 8, emitido em 12/08/2008, informa se que foi localizado o pagamento, mas que este foi integralmente utilizado para quitação de outros débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação pleiteada. Em sua manifestação de inconformidade (fls. 9 a 13), empresa alega que após efetuar o pagamento da contribuição no valor de R$ 290.913,72, verificou que o recolhimento era insuficiente (deveria ter recolhido R$ 295.753,51), tendo complementado o pagamento em 15/03/2001, quando recolheu R$ 5.335,37 (R$ 4.839,79 a título de principal, com R$ 447,19 de multa e R$ 48,39 de juros). Para comprovar o alegado anexa ambos os DARF, afirmando que os totais são compatíveis com o declarado em DIPJ. Assim, a DCOMP transmitida informou equivocadamente a utilização de crédito da ordem de R$ 290.913,72. E informou ainda débitos da mesma contribuição referentes aos períodos de janeiro, fevereiro e março/2001, com valores de R$ 287.768,40 (que era na verdade valor devido referente a janeiro), e de R$ 2.920,32 e R$ 225,00 (que eram, na verdade, créditos originados de IRRF retido por instituição do governo federal “Ministério da Educação e Desportos”, como informado no verso dos DARF correspondentes). Ao final, informa anexar cópias autenticadas de todos os pagamentos da contribuição em 2011, pois constatou em auditoria interna que todos os recolhimentos foram a maior. Anexa ainda planilhas de cálculo e planilhas comparativas com os dados declarados em DIPJ em 2001. Por fim, destaca que o equívoco no preenchimento do PER/DCOMP não ocasionou qualquer prejuízo à Fazenda, mas apenas à própria contribuinte. Pede assim que sejam desconsiderados os dados contidos na PER/DCOMP, que não correspondem à verdade material comprovada, reconhecendo a inexistência de qualquer “valor devedor”, a nenhum título, eis que comprovado de forma cabal e inequívoca o integral recolhimento não só da COFINS relativa ao período de apuração de janeiro de 2001, mas também de todo o ano de 2001. Em 29/06/2011, ocorre o julgamento de primeira instância (fls. 92 a 95), acordandose unanimemente pelo não conhecimento da manifestação de inconformidade, reenviando o processo à unidade local, para que analisasse o pedido de cancelamento do PER/DCOMP (matéria que não é de competência regimental das DRJ, mas dos Delegados das DRF, conforme Regimento Interno da RFB). A DRJ verifica que não há litígio sobre o não reconhecimento do direito creditório externado no despacho decisório eletrônico, mas pedido de desistência da compensação em virtude da alegação de inexistência de débitos declarados como compensados e transmissão equivocada do PER/DCOMP. Cientificada da decisão de piso em 14/09/2011 (cf. AR de fl. 214), a empresa apresenta recurso voluntário em 14/10/2011 (fls. 100 a 114), onde a empresa se insurge em relação a informação constante no DARF anexo ao Acórdão, sobre o período de apuração a ser indicado no recolhimento, e sustenta que: (a) houve nulidade na decisão da DRJ, que não se 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). Fl. 218DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15374.916872/200886 Acórdão n.º 3403003.478 S3C4T3 Fl. 218 3 manifestou sobre os demais pedidos feitos na manifestação de inconformidade (como a comprovação dos recolhimentos em 2001, e as demonstrações efetuadas, planilhas e DIPJ apresentadas); e (b) em nenhum momento formulou pedido de cancelamento de PER/DCOMP (que a DRJ entende ser o único pedido da empresa), mas apenas que “se desconsiderem os dados contidos na PER/DCOMP em referência que não correspondem à verdade material comprovada”. No mais, endossa e complementa a argumentação expressa na manifestação de inconformidade sobre a comprovação do equívoco cometido e de que não houve pagamento a menor em nenhum período de 2001, e complementa informando que ainda que houvesse débitos, estariam atingidos pela decadência. O processo, no CARF, é distribuído por sorteio ao Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte, que não mais faz parte deste colegiado, e redistribuído, em novo sorteio, a mim, em setembro de 2014. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. É matéria preliminarmente controversa eventual nulidade da decisão de piso por cerceamento do direito de defesa, por ter interpretado a DRJ que o pedido se resumia a cancelamento de DCOMP, não se analisando a documentação acostada pela empresa no sentido de que ocorreu erro na DCOMP, buscando identificar os dados efetivamente corretos. No mérito, discutese não só a existência do direito creditório, mas também a existência dos próprios débitos declarados na DCOMP, à luz dos documentos e explicações apresentados pela recorrente. Na decisão de piso acordouse por não conhecer da manifestação de inconformidade. Isso porque se fez a seguinte leitura do pleito da empresa (fls. 94/95): “8. Alega a impugnante que houve equivoco no preenchimento do PER/DCOMP n° 19621.65934.041104.1.3.041602, já que, conforme comprova a documentação anexada, inexistem os débitos nele informados como compensados. Devido a isso, requer que sejam desconsideradas as compensações declaradas no referido PER/DCOMP. 9. Conforme pode ser observado, a Impugnante não discorda do Despacho Decisório recorrido, no que se refere ao não reconhecimento do direito ao crédito informado no PER/DCOMP n° 19621.65934.041104.1.3.041602, em virtude da sua inexistência, já que o pagamento do qual seria oriundo foi integralmente utilizado para quitar a Cofins (cód. 2172), atinente ao período de apuração 01/2001, fato esse confirmado pela interessada em sua peça impugnatória. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN 4 10. Como a inexistência do crédito informado foi o que motivou a não homologação da compensação declarada no PER/DCOMP apreciado, temse, por conseqüência, a concordância da Interessada com essa parte da decisão, ou seja, diante das informações por ela fornecidas no PER/DCOMP o Despacho Decisório estaria correto. 11. Diante disso, é de se constatar a ausência de litígio em relação ao não reconhecimento do direito ao crédito informado no PER/DCOMP n° 19336.24946.041104.1.3.047852, que motivou a não homologação da compensação nele declarada. 12. Não obstante tal concordância, requer a Interessada que sejam desconsideradas as compensações declaradas no referido PER/DCOMP, alegando a inexistência dos débitos declarados como compensados e a transmissão equivocada do referido PER/DCOMP. 13. Assim, em face do requerido, é de se concluir que a pretensão da Impugnante é o cancelamento do PER/DCOMP apreciado. 14. Ocorre que, não se inclui dentre as atribuições desta Delegacia a apreciação de pedido de cancelamento de PER/DCOMP, ex vi do. art. 229 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF n° 587, de 21/12/2010, (...)” (grifo nosso) Diante da decisão da DRJ, cabe destacar que a unidade local não efetuou qualquer análise em relação a eventual pedido de cancelamento da compensação. Limitouse a cientificar a recorrente da decisão, e encaminhar a peça recursal apresentada a este CARF. E na peça recursal a empresa expressamente afirma (fl. 106) que: E que, na verdade, o que solicitou em sua manifestação de inconformidade foi (fls. 106/107) que: Fl. 220DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15374.916872/200886 Acórdão n.º 3403003.478 S3C4T3 Fl. 219 5 Assim, cabe analisar preliminarmente se de fato houve cerceamento de defesa pela não análise na instância de piso das argumentações trazidas pela empresa em sua manifestação de inconformidade. É inequívoco que houve o pagamento (DARF de R$ 290.913,72, como já reconhecia o despacho decisório, que informa ter sido o montante pago alocado “para quitação de débitos do contribuinte”. Contudo, não informa o despacho decisório precisamente a qual débito teria sido alocado o pagamento. Segundo a empresa, o montante pago em 15/02/2001 (DARF de R$ 290.913,72, referente ao período de apuração de janeiro) deveria ter sido alocado exatamente para o período de apuração de janeiro. E ao invés de ser a maior ou indevido (como se afirma no PER/DCOMP), o pagamento foi, na verdade, a menor, tendo sido complementado em 15/03/2001. Assim, resta claro (e incontroverso) ser inexistente o crédito, que não resultou de pagamento a maior. Contudo, a empresa sustenta ainda que não existem os débitos a compensar, relativos a janeiro (R$ 287.768,40), fevereiro (R$ 2.920,32) e março (R$ 225,00). O primeiro, porque saldado com o pagamento efetuado. E os demais, porque se referem em verdade a créditos originados de IRRF retido por instituições do governo federal (“Ministério da Educação e Desportos”) do período de janeiro de 2001. Ou seja, na prática, a empresa sustenta que todos os dados informados na DCOMP estão incorretos: débitos e créditos, não espelhando a DCOMP a efetiva operação que desejava ter efetuado a empresa. A DRJ, assim, não teve dúvidas de que a empresa, ao assumir que o pagamento constante como crédito na DCOMP foi efetuado a menor (e não a maior), tendo sido complementado de forma a não restar saldo para o débito indicado, estava a concordar com o teor do despacho decisório: de que o valor pago havia sido integralmente alocado a débitos do contribuinte (isso fica claro nos itens 9 a 11 do voto condutor, aqui já transcrito). Não havia, assim, contencioso em relação à matéria principal: o direito creditório. E também não teve dúvidas o julgador de piso ao entender que a empresa desejava na verdade o cancelamento do PER/DCOMP, pois a empresa, ao mesmo tempo em que informava não deter o crédito, também reconhecia serem equivocados o débitos por ela declarados na DCOMP, pedindo que “fossem desconsiderados os dados contidos na PER/DCOMP” (sic), que “não correspondem à verdade material comprovada”. Se não existia o crédito, nem eram devidos os valores indicados a título de débito, não restaria função para o PER/DCOMP. Assim, não se rechaça de plano o entendimento da DRJ de que o que desejava a empresa de fato era o cancelamento do PER/DCOMP. Afinal de contas, atender ao pedido da empresa para que “fossem desconsiderados os dados contidos na PER/DCOMP” (sic), que “não correspondem à verdade material comprovada”, ou seja, todos os dados (débitos e créditos), estaria a DRJ, em verdade a apreciar ou o efetivo cancelamento do PER/DCOMP (como entendeuse no voto condutor) ou matéria alheia à submetida ao despacho decisório, distanciandose do objeto do presente processo. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN 6 E não podemos nos olvidar do objeto do presente processo. Não se está aqui a fiscalizar ou verificar a regularidade da COFINS do período de 2001 da empresa (e nem se poderia fazêlo, seja pelo decurso de prazo, ou ainda por que carece de competência o órgão julgador administrativo para apreciar além do pedido inicialmente efetuado, e jamais retificado, que constitui o objeto do processo). O pedido apresentado em 04/11/2004 é de compensação de crédito de COFINS (arrecadação em 15/02/2001), no valor de R$ 290.913,72, com débitos da mesma contribuição, relativos a janeiro (R$ 287.768,40), fevereiro (R$ 2.920,32) e março (R$ 225,00). E a decisão denegatória da compensação informa que o pagamento foi encontrado, mas que foi integralmente utilizado para quitação de outros débitos do contribuinte, não restando crédito disponível. Assim, não se vê nulidade da decisão da DRJ, que não conhece da manifestação de inconformidade, interpretando que o que desejava de fato a empresa era o cancelamento de seu PER/DCOMP. Na linha adotada pela DRJ, seria absolutamente irrelevante a busca pela “verdade material”, analisandose os documentos (DARF e DIPJ) e as planilhas apresentados, pois ainda que se chegasse aos valores corretos de crédito e débito, estes não corresponderiam (como reconhece a própria empresa) aos constantes do PER/DCOMP tratado no despacho decisório. E a Instrução Normativa (IN) editada pela SRF/RFB que tratava da matéria à época da transmissão das DCOMP (em 04/11/2004), de no 460, de 18/10/2004, dispunha, em seus arts. 55 a 60 sobre retificação do PER/DCOMP, e em seus arts. 61 e 62, sobre desistência de PER e cancelamento de DCOMP, sendo a competência da unidade local da RFB jurisdicionante (atendidos os requisitos ali estabelecidos). Assim, a DRJ, ao decidir que a solução demandada era de fato o cancelamento, não cerceou o direito de defesa. Pelo contrário, possibilitou que a matéria fosse eventualmente apreciada pela unidade local da RFB, o que acabou não ocorrendo, pois foi esclarecido em sede recursal que a empresa divergia da interpretação da DRJ de que pretendia um “cancelamento da DCOMP”, aclarando que desejava efetivamente que a DCOMP fosse considerada, mas com os dados corretos (o que se assemelharia mais a uma retificação). Afastada a nulidade do julgamento de piso, passo de imediato a refletir sobre algo intrigante, já atrelado às razões de mérito do recurso voluntário. Realmente, é intrigante (curioso ou até estranho) que a empresa apresente um DARF de R$ 290.913,72, pago em 15/02/2001 (código de receita 2172), referente a COFINS relativa a janeiro de 2001 como crédito para compensar com um débito com data de vencimento também em 15/02/2001, e igualmente referente a COFINS relativa a janeiro de 2001 (código 2172). A situação assemelhase mais a pagamento do que a compensação. E o DARF apresentado, que trata a nosso ver de “pagamento” relativo a janeiro/2001, é indicado ainda para compensar R$ 2.920,32, referentes à COFINS de fevereiro/2001 e R$ 225,00, referentes a COFINS de março/2001 (ambas também com o código de receita 2172, e com vencimentos em 15/03/2001 e 12/04/2001, respectivamente). A efetivação do pagamento de R$ 290.913,72, como já dito, é incontroversa: fisco e contribuinte confirmam o recolhimento. A empresa, no entanto, afirma que verificou que os R$ 290.913,72, ao invés de recolhimento a maior, tratavase de fato de recolhimento a menor, de R$ 4.839,79, pois a contribuição devida em janeiro seria de R$ 295.753,51. E que, por isso, complementou o pagamento referente ao período de apuração de janeiro em 15/03/2001 (com DARF de R$ 5.335,37, que corresponde ao principal de R$ 4.839,79, Fl. 222DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15374.916872/200886 Acórdão n.º 3403003.478 S3C4T3 Fl. 220 7 acrescido de multa de R$ 447,19 e juros de R$ 48,39). E, com base nos DARF (fl. 34), e na DIPJ (fl. 18) correspondentes, assume verossimilhança a versão apresentada pela empresa. Passo, assim, em nome da verdade material, a verificar o que realmente aconteceu, embora compreenda, como já exposto, as razões de a DRJ não têlo feito. Isso porque até o momento nenhum ser humano verificou efetivamente as compensações demandadas, tendo sido o despacho decisório emitido de forma eletrônica/massiva, e a decisão de piso sido paralisada em aspectos formais/preliminares. Como ensina JAMES MARINS, a verdade material é ladeada pelo dever de investigação (da Administração tributária, que encontra limitações de ordem constitucional), e pelo dever de colaboração (por parte do contribuinte e de terceiros): “As faculdades fiscalizatórias da Administração tributária devem ser utilizadas para o desvelamento da verdade material e seu resultado deve ser reproduzido fielmente no bojo do procedimento e do Processo Administrativo. O dever de investigação da Administração e o dever de colaboração por parte do particular têm por finalidade propiciar a aproximação da atividade formalizadora com a realidade dos acontecimentos.” 2 É nessa linha que se passa a verificar qual é de fato a matéria que compõe o contencioso, formandose a convicção à luz do exposto pelo fisco e dos documentos/elementos agregados pela parte, sendo um bom começo para verificar o que efetivamente ocorreu o cotejo dos valores declarados em DIPJ com os valores pagos por DARF (dados disponíveis no processo). Como resultado, teríamos a seguinte tabela, para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2001 (suficientes para a análise do pleito): Período de Apuração Valor DARF (data de arrecadação fl.) Valor declarado em DIPJ (fl.) Janeiro/2001 R$ 290.913,72 (15/02/2001 fl. 17) R$ 4.839,79 (15/03/2001 fl. 17) 3 R$ 295.753,51 (fl. 32) Fevereiro/2001 R$ 190.697,54 (15/03/2001 fl. 18) R$ 3.816,95 (11/04/2001 fl. 18) 4 R$ 197.434,81 (fl. 18) Março/2001 R$ 223.097,70 (12/04/2001 fl. 20) R$ 5.173,76 (15/05/2001 fl. 20) 5 R$ 228.380,80 (fl. 162) Assim, percebese que os pagamentos efetuados (todos confirmados com comprovantes de arrecadação fls. 137 a 142), inclusive o indicado como crédito na compensação demandada no presente processo (R$ 290.913,72), estão realmente já alocados, e 2 MARINS, James. Direito Processual Tributário Brasileiro (Administrativo e Judicial). 6.ed. São Paulo: Dialética, 2012, p.154. 3 Valor principal. Foram ainda recolhidos multa (R$ 447,19) e juros (R$ 48,39) de mora, em função do atraso no pagamento. 4 Valor principal. Foram ainda recolhidos multa (R$ 352,69) e juros (R$ 38,16) de mora, em função do atraso no pagamento. 5 Valor principal. Foram ainda recolhidos multa (R$ 512,20) e juros (R$ 51,73) de mora, em função do atraso no pagamento. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN 8 especificamente à parcela do período de apuração de janeiro/2001 dos débitos que se buscou compensar. No período de apuração de janeiro/2001, a soma dos valores dos DARF equivale exatamente ao débito declarado em DCTF (débito esse que é superior ao reconhecido/confessado na compensação para o período R$ 287.768,40). No período de fevereiro/2001, a soma dos DARF resulta em R$ 194.514,50, valor inferior ao declarado em DIPJ (R$ 197.434,80), sendo a diferença de R$ 2.920,32, exatamente o montante que se explica, no verso do DARF de fls. 18/19, corresponder à dedução referente ao período de janeiro de 2001 (“Ministério da Educação e Desportos”). E, no período de março/2001, a soma dos DARF resulta em R$ 228.271,46, valor inferior ao declarado em DIPJ (R$ 228.380,80), sendo a diferença de R$ 109,34, que não guarda relação com o montante (R$ 225,00) que se explica, no verso do DARF de fls. 20/21, corresponder à dedução referente ao período de janeiro de 2001 (“Ministério da Educação e Desportos”). Assim, as deduções, de R$ 2.920,32 e R$ 225,00, não são visíveis no demonstrativo de fl. 32, referente a janeiro, nem justificadas/embasadas na planilha de fl. 33. Assim, entendese que não restaram afastados tais débitos na compensação pleiteada. As verificações aqui efetuadas, como dito, objetivam tão somente atestar a existência do crédito e dos débitos indicados na DCOMP. E foi possível verificar que o crédito (R$ 290.913,72) é inexistente, assim como o débito referente a janeiro de 2001 (R$ 287.768,40). Ou melhor, ambos existiam, e o crédito foi alocado ao débito. Contudo, os elementos apresentados pela recorrente não são conclusivos a ponto de afastar os débitos confessados de R$ 2.920,32 e R$ 225,00. Nesse contexto, é ainda pertinente destacar a irrelevância da formalidade apontada no documento de cobrança apresentado (DARF), que espelha o débito confessado em DCOMP, porque se alocado indevidamente o pagamento por cumprimento da determinação do fisco, não pode existir qualquer ônus ao contribuinte. Assim, merece ser revisto o despacho decisório não em relação ao crédito, que é inexistente, mas em relação aos débitos (que deveriam ser de R$ 3.145,32, e não de R$ 290.913,72), havendo demonstração nos autos de que parte dos débitos confessados (R$ 287.768,40) já havia sido saldada mediante pagamento. E, verificado que a declaração de compensação apresentada busca compensar créditos inexistentes (pagamentos já alocados) com débitos em parte igualmente inexistentes (porque saldados mediante pagamento), cabe a cobrança somente do saldo de débitos para os quais não se comprovou ter existido pagamento, nem hipótese legal de afastamento de incidência. Diante do exposto, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário apresentado, devendo ser excluída da cobrança decorrente da não homologação da compensação a quantia correspondente ao débito de R$ 287.768,40, e multas/juros decorrentes. Rosaldo Trevisan Fl. 224DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15374.916872/200886 Acórdão n.º 3403003.478 S3C4T3 Fl. 221 9 Fl. 225DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por ROSALDO TREVISAN
score : 1.0
Numero do processo: 13971.720022/2005-77
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. VENDAS PARA O EXTERIOR DE MERCADORIAS ADQUIRIDAS DE TERCEIROS. RELAÇÃO PERCENTUAL. EXCLUSÃO DO NUMERADOR E DO DENOMINADOR DA FRAÇÃO.
O incentivo visa desonerar as exportações de produtos nacionais e a expressão produtora e exportadora contida na lei, obviamente, não abrange produtos (mercadorias) que não tenham sido industrializados por quem quer se beneficiar do referido incentivo, como, por exemplo, as mercadorias adquiridas de terceiros, mas que, cujo destino, foi também o exterior.
Assim, não presente um dos requisitos básicos, que o produto exportado tenha também sido produzido pelo exportador, correta é, para fins de estabelecimento da relação percentual que definirá a base de cálculo do incentivo, a retirada das Receitas de Exportação, das receitas de vendas de mercadorias adquiridas no mercado interno. Da mesma forma, tal exclusão deve se dar também no dividendo, ou no denominador, já que, se o que se busca é conceder um incentivo em face dos produtos exportados, ou seja, quanto mais se exportar, mais se será contemplado com o beneficio, e, de outro lado, se se deseja que tal beneficio leve em consideração o montante dos insumos efetivamente empregados nesses produtos exportados, nada mais coerente e justo que não sejam considerados na Receita Operacional Bruta os valores das receitas de vendas daqueles produtos para os quais não foram utilizados quaisquer insumos, que é o que ocorre com as mercadorias adquiridas de terceiros e vendidas ao exterior.
Recurso Especial do Procurador Negado
Numero da decisão: 9303-003.135
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Maria Teresa Martínez López - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Antonio Carlos Atulim, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. VENDAS PARA O EXTERIOR DE MERCADORIAS ADQUIRIDAS DE TERCEIROS. RELAÇÃO PERCENTUAL. EXCLUSÃO DO NUMERADOR E DO DENOMINADOR DA FRAÇÃO. O incentivo visa desonerar as exportações de produtos nacionais e a expressão produtora e exportadora contida na lei, obviamente, não abrange produtos (mercadorias) que não tenham sido industrializados por quem quer se beneficiar do referido incentivo, como, por exemplo, as mercadorias adquiridas de terceiros, mas que, cujo destino, foi também o exterior. Assim, não presente um dos requisitos básicos, que o produto exportado tenha também sido produzido pelo exportador, correta é, para fins de estabelecimento da relação percentual que definirá a base de cálculo do incentivo, a retirada das Receitas de Exportação, das receitas de vendas de mercadorias adquiridas no mercado interno. Da mesma forma, tal exclusão deve se dar também no dividendo, ou no denominador, já que, se o que se busca é conceder um incentivo em face dos produtos exportados, ou seja, quanto mais se exportar, mais se será contemplado com o beneficio, e, de outro lado, se se deseja que tal beneficio leve em consideração o montante dos insumos efetivamente empregados nesses produtos exportados, nada mais coerente e justo que não sejam considerados na Receita Operacional Bruta os valores das receitas de vendas daqueles produtos para os quais não foram utilizados quaisquer insumos, que é o que ocorre com as mercadorias adquiridas de terceiros e vendidas ao exterior. Recurso Especial do Procurador Negado
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13971.720022/2005-77
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5424300
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9303-003.135
nome_arquivo_s : Decisao_13971720022200577.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
nome_arquivo_pdf_s : 13971720022200577_5424300.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Maria Teresa Martínez López - Relatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Antonio Carlos Atulim, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5807112
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477178859520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2474; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 443 1 442 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13971.720022/200577 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303003.135 – 3ª Turma Sessão de 24 de setembro de 2014 Matéria IPI Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado K&F EXPORTAÇÕES LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. VENDAS PARA O EXTERIOR DE MERCADORIAS ADQUIRIDAS DE TERCEIROS. RELAÇÃO PERCENTUAL. EXCLUSÃO DO NUMERADOR E DO DENOMINADOR DA FRAÇÃO. O incentivo visa desonerar as exportações de produtos nacionais e a expressão produtora e exportadora contida na lei, obviamente, não abrange produtos (mercadorias) que não tenham sido industrializados por quem quer se beneficiar do referido incentivo, como, por exemplo, as mercadorias adquiridas de terceiros, mas que, cujo destino, foi também o exterior. Assim, não presente um dos requisitos básicos, que o produto exportado tenha também sido produzido pelo exportador, correta é, para fins de estabelecimento da relação percentual que definirá a base de cálculo do incentivo, a retirada das Receitas de Exportação, das receitas de vendas de mercadorias adquiridas no mercado interno. Da mesma forma, tal exclusão deve se dar também no dividendo, ou no denominador, já que, se o que se busca é conceder um incentivo em face dos produtos exportados, ou seja, quanto mais se exportar, mais se será contemplado com o beneficio, e, de outro lado, se se deseja que tal beneficio leve em consideração o montante dos insumos efetivamente empregados nesses produtos exportados, nada mais coerente e justo que não sejam considerados na Receita Operacional Bruta os valores das receitas de vendas daqueles produtos para os quais não foram utilizados quaisquer insumos, que é o que ocorre com as mercadorias adquiridas de terceiros e vendidas ao exterior. Recurso Especial do Procurador Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 72 00 22 /2 00 5- 77 Fl. 443DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 13/ 11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13971.720022/200577 Acórdão n.º 9303003.135 CSRFT3 Fl. 444 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Maria Teresa Martínez López Relatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Antonio Carlos Atulim, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Tratase de recuso especial interposto pela Fazenda Nacional contra Acórdão nº 20313.327, proferido pelo Segundo Conselho de Contribuintes que deu provimento parcial ao recurso voluntário interposto. A ementa da decisão guerreada está assim redigida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITO_PRESUMIDO DE IPI VENDAS PARA O EXTERIOR DE MERCADORIAS ADQUIRIDAS DE TERCEIROS RELAÇÃO PERCENTUAL. EXCLUSÃO DO NUMERADOR E DO DENOMINADOR DA FRAÇÃO. O incentivo visa desonerar as exportações de produtos nacionais e a expressão produtora e exportadora contida na lei, obviamente, não abrange produtos (mercadorias) que não tenham sido industrializados por quem quer se beneficiar do referido incentivo, como, por exemplo, as mercadorias adquiridas de terceiros, mas que, cujo destino, foi também o exterior. Assim, não presente um dos requisitos básicos, que o produto exportado tenha também sido produzido pelo exportador, correta é, para fins de estabelecimento da relação percentual que definirá a base de cálculo do incentivo, a retirada das Receitas de Exportação, das receitas de vendas de mercadorias adquiridas no mercado interno. Da mesma forma, tal exclusão deve se dar também no dividendo, ou no denominador, já que, se Fl. 444DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 13/ 11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13971.720022/200577 Acórdão n.º 9303003.135 CSRFT3 Fl. 445 3 o que se busca é conceder um incentivo em face dos produtos exportados, ou seja, quanto mais se exportar, mais se será contemplado com o beneficio, e, de outro lado, se se deseja que tal beneficio leve em consideração o montante dos insumos efetivamente empregados nesses produtos exportados, nada mais coerente e justo que não sejam considerados na Receita Operacional Bruta os valores das receitas de vendas daqueles produtos para os quais não foram utilizados quaisquer insumos, que é o que ocorre com as mercadorias adquiridas de terceiros e vendidas ao exterior. AQUISIÇÕES DE INSUMOS. PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS A falta de Comprovação de aquisições de insumos e prestações de serviços de forma peremptória inibe seu direito ao beneficio fiscal. Recurso provido em parte. Ciente do Acórdão n° 20313.327, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial de divergência, onde protestou contra a exclusão das receitas obtidas com a exportação dos produtos adquiridos de terceiros da “Receita Operacional Bruta” da empresa para o cálculo do crédito presumido do IPI, alegando divergência entre o presente julgado e o Acórdão n° 20179.254. Pelo Despacho nº 203037, sob o entendimento de que o recurso atende às formalidades legais, deuse seguimento ao recurso. No confronto entre os acórdãos recorrido e o indicado como paradigma, a Câmara recorrida determinou a exclusão dos valores oriundos da exportação de mercadorias adquiridas de terceiros da Receita de Exportação e da Receita Operacional Bruta da empresa, para o cálculo do incentivo fiscal em comento, enquanto que o acórdão apontado como divergente determinou a retirada desses valores apenas da Receita de Exportação, caracterizando o dissídio jurisprudencial. É o relatório. Voto Conselheira Maria Teresa Martínez López, Relatora O recurso atende aos requisitos legais e dele tomo conhecimento. Tratase o presente caso de pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI de que trata a Lei 9.363/96, devido no período compreendido entre 01/07/2002 a 30/09/2002. A matéria submetida à apreciação deste Eg. Conselho cingese na definição do fator a ser aplicado à base de cálculo para fins do determinar o crédito presumido previsto na Lei n° 10.276/2001. Fl. 445DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 13/ 11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13971.720022/200577 Acórdão n.º 9303003.135 CSRFT3 Fl. 446 4 Na verdade, (i) ou a receita de exportação (RE) de mercadorias adquiridas de terceiros entra na composição da RE como um todo ou (ii) não entra em nenhuma das rubricas. Neste caso, temos a seguinte situação: A Fiscalização (posição da recorrente) glosou as receitas oriundas de exportação de revendas de mercadorias destinadas ao mercado interno sem, contudo excluir do total da receita operacional bruta. A decisão recorrida deu provimento para também efetuar a mesma glosa no denominador e não apenas no numerador, para fins de estabelecimento da relação percentual acima referida. Penso não assistir razão à recorrente. Explico. O procedimento adotado pela fiscalização, invocado pela recorrente, reduziu o percentual que determina a base de cálculo para aplicação do incentivo (receita de exportação/receita operacional bruta do produtor exportador). Este tema foi brilhantemente analisado pelo ilustre Conselheiro José Antonio Francisco no voto condutor do Acórdão nº 20180.320, Recurso n º 136.395, na sessão de 24 de maio de 2007, cujos excertos reproduzo a seguir: A Portaria MF nº 38, de 1997, referiuse à receita operacional bruta como se representasse o produto de venda de bens e serviços, o que causou o surgimento de uma linha de interpretação literal das disposições da Portaria, segunda a qual a receita bruta, para efeito do cálculo, abrangeria também a receita de exportação de produtos adquiridos de terceiros. Nesse ponto, as Portarias MF nºs 64, de 2003, e 93, de 2004, art. 3°, parágrafo 12, II, antes de inovarem a ordem jurídica, já que não houve alteração legal, objetivaram afastar essa linha de interpretação, para deixar claro que receita operacional bruta representa apenas a de produtos industrializados pela pessoa jurídica. Se é assim, a definição da receita de exportação também deve seguir no mesmo sentido. Notese que sequer a expressão 'receita operacional bruta' foi alterada, o que exige que se reconheça que se trata apenas de receita de produtos industrializados pelo contribuinte. Dessa forma, o valor das mercadorias revendidas no exterior deve ser excluído tanto da receita de exportação como da receita operacional bruta, para que não haja distorção na proporção. De fato, como exposto no voto guerreado, a Lei n° 10.276/2001 fez nascer um regime alternativo ao da Lei n° 9.363/1996. A empresa produtora exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do IPI, como ressarcimento das contribuições ao PIS/PASEP e à Cofins incidentes sobre as aquisições, no mercado interno, de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. A base de cálculo do referido incentivo será determinada mediante a aplicação, Fl. 446DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 13/ 11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO Processo nº 13971.720022/200577 Acórdão n.º 9303003.135 CSRFT3 Fl. 447 5 sobre o valor das referidas aquisições de MP, PI e ME, de um percentual obtido da relação existente entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. Ora, se o incentivo visa desonerar as exportações de produtos nacionais, produzidos e exportados, obviamente que não está a se referir a produtos (mercadorias) que não tenham sido industrializados por quem quer se beneficiar do referido incentivo, como, por exemplo, as mercadorias adquiridas de terceiros, mas que, cujo destino, foi também o exterior. Assim, não presente um dos requisitos básicos, que o produto exportado tenha também sido produzido pelo exportador, correta é, para fins de estabelecimento da relação percentual que definirá a base de cálculo do incentivo, a retirada das Receitas de Exportação, das receitas de vendas de mercadorias adquiridas no mercado interno. Da mesma forma, tal exclusão deve se dar também no dividendo, ou no denominador, já que, se o que se busca é conceder um incentivo em face dos produtos exportados, ou seja, quanto mais se exportar, mais se será contemplado com o beneficio, e, de, outro lado, se se deseja que tal benefício leve em consideração o montante dos insumos efetivamente empregados nesses produtos exportados, nada mais coerente e justo que não sejam considerados na Receita Operacional Bruta os valores das receitas de vendas daqueles produtos para os quais não foram utilizados quaisquer insumos, que é o que ocorre com as mercadorias adquiridas de terceiros e vendidas ao exterior. Em outras palavras, o que a relação percentual visa determinar é o quanto dos produtos efetivamente industrializados que integram a receita operacional bruta – foi vendido para o exterior, daí não podermos, neste caso, ficarmos presos ao significado da expressão “receita operacional bruta do exportador” no seu sentido estrito. CONCLUSÃO Em razão de todo o acima exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Maria Teresa Martínez López Fl. 447DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 13/ 11/2014 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CAR TAXO
score : 1.0
Numero do processo: 11052.000307/2010-00
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
VALE-TRANSPORTE
Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia. Súmula n.º 60 da AGU, de 08/12/2011, DOU de 09/12/2011.
ALIMENTAÇÃO. PAGAMENTO EM PECÚNIA.
A não incidência da contribuição previdenciária sobre alimentação restringe-se ao seu fornecimento in natura ou à hipótese de inscrição no PAT. A alimentação fornecida em pecúnia ou em ticket sem a devida inscrição no PAT sofre a incidência da contribuição previdenciária. Inteligência do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2.117/2011.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2302-003.485
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento as rubricas "vale-transporte", nos termos da Súmula n.º 60, da AGU e "alimentação in natura", conforme Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011.
(assinado digitalmente)
LIEGE LACROIX THOMASI Presidente
(assinado digitalmente)
ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Leo Meirelles do Amaral e André Luís Mársico Lombardi.
Nome do relator: ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 VALE-TRANSPORTE Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia. Súmula n.º 60 da AGU, de 08/12/2011, DOU de 09/12/2011. ALIMENTAÇÃO. PAGAMENTO EM PECÚNIA. A não incidência da contribuição previdenciária sobre alimentação restringe-se ao seu fornecimento in natura ou à hipótese de inscrição no PAT. A alimentação fornecida em pecúnia ou em ticket sem a devida inscrição no PAT sofre a incidência da contribuição previdenciária. Inteligência do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2.117/2011. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 11052.000307/2010-00
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5414726
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2302-003.485
nome_arquivo_s : Decisao_11052000307201000.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
nome_arquivo_pdf_s : 11052000307201000_5414726.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento as rubricas "vale-transporte", nos termos da Súmula n.º 60, da AGU e "alimentação in natura", conforme Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011. (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI Presidente (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Leo Meirelles do Amaral e André Luís Mársico Lombardi.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
id : 5779039
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477180956672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2065; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 124 1 123 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11052.000307/201000 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2302003.485 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 5 de novembro de 2014 Matéria Terceiros Recorrente FORJA RIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 VALETRANSPORTE Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia. Súmula n.º 60 da AGU, de 08/12/2011, DOU de 09/12/2011. ALIMENTAÇÃO. PAGAMENTO EM PECÚNIA. A não incidência da contribuição previdenciária sobre alimentação restringe se ao seu fornecimento in natura ou à hipótese de inscrição no PAT. A alimentação fornecida em pecúnia ou em ticket sem a devida inscrição no PAT sofre a incidência da contribuição previdenciária. Inteligência do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2.117/2011. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento as rubricas "vale transporte", nos termos da Súmula n.º 60, da AGU e "alimentação in natura", conforme Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 05 2. 00 03 07 /2 01 0- 00 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 17/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 2 (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI – Presidente (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Leo Meirelles do Amaral e André Luís Mársico Lombardi. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 17/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 11052.000307/201000 Acórdão n.º 2302003.485 S2C3T2 Fl. 125 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação da recorrente, mantendo o crédito tributário lançado. Adotamos trecho do relatório do acórdão do órgão a quo (fls. 95), que bem resume o quanto consta dos autos: Tratase de Auto de Infração (AI DEBCAD 37.264.0826) lavrado em 16/07/2010, no valor de R$ 131.929,03, acrescidos de juros e multa, referente às competências 01/2006 a 12/2006, contra a empresa acima identificada, que, de acordo com o Relatório Fiscal (fls. 28/36), correspondem às contribuições a cargo da empresa, destinadas ao custeio do FNDE, INCRA, SESI, SENAI e SEBRAE, incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados constantes em folha de pagamento e não declaradas em GFIP, bem como sobre os valores referentes às rubricas alimentação e valetransporte pagos em desacordo com a legislação. (destaques nossos) Como afirmado, a impugnação apresentada pela recorrente foi julgada improcedente, tendo a recorrente apresentado, tempestivamente, o recurso de fls. 74 e seguintes, no qual alega, em apertada síntese, que: * o valetransporte pago em espécie e o fornecimento de alimentação em desacordo com o PAT não retiram a natureza indenizatória das rubricas; * inaplicabilidade da taxa Selic. É o relatório. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 17/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 4 Voto Conselheiro Relator André Luís Mársico Lombardi ValeTransporte. No Relatório Fiscal, apontase a verificação, nas folhas de pagamento, do pagamento em dinheiro a titulo de valetransporte aos empregados da interessada. Alega a recorrente que o fato de o valetransporte ser pago em espécie não retiraria a sua natureza indenizatória. Razão assiste à recorrente. Estabelece a Súmula nº 60, da Advocacia Geral da União – AGU, que: Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba . (de 08/12/2011, publicada no DOU em 09/12/2011, pág.32) Assim, sem maiores considerações sobre o acerto de tal entendimento, em cumprimento à referida Súmula, deve ser excluído do lançamento o levantamento referente ao valetransporte pago em pecúnia. Alimentação. Consoante Relatório Fiscal, a empresa forneceu alimentação in natura aos seus empregados, não tendo providenciado sua inscrição no Programa de Alimentação ao Trabalhador — PAT para o exercício de 2006. Alega a recorrente que o fornecimento de alimentação in natura, mesmo que em desacordo com o PAT não retira a sua natureza indenizatória. Novamente assiste razão à recorrente, como se demonstrará a seguir. Levandose em conta o campo de incidência das contribuições previdenciárias, que se extrai da conjugação do artigo 195, I, a, com os artigos 11, 22 e 28 da Lei n° 8.212/91, depreendese que os pagamento a título de fornecimento de alimentação são fatos geradores de contribuição previdenciária. No entanto, a norma inscrita no art. 28, § 9º, alínea “c” estabelece que não integra o salário de contribuição “a parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976”. Esta Lei, dispõe em seu art. 3º que: Art 3º Não se inclui como salário de contribuição a parcela paga ´in natura´, pela empresa, nos programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho. À evidência dos preceitos legais em comento, concluise que sobre o valor da alimentação fornecida pela empresa aos trabalhadores não incidem contribuições previdenciárias, quando, nos termos da Lei n° 6.321, de 1976, o fornecimento ocorra de acordo com programa de alimentação previamente aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Fl. 93DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 17/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 11052.000307/201000 Acórdão n.º 2302003.485 S2C3T2 Fl. 126 5 A adesão ao PAT não constitui mera formalidade. É através do conhecimento da existência do programa em determinada empresa que o Ministério do Trabalho e Emprego, por seu órgão de fiscalização, verificará o cumprimento do disposto no artigo 3° acima transcrito. Ao incentivo fiscal há uma contraprestação por parte da empresa: fornecimento de alimentação com teor nutritivo adequado em ambiente que atenda as condições aceitáveis de higiene. É preciso considerar ainda que o Parecer PGFN/CRJ/Nº 2.117/2011, aprovado pelo Ministro da Fazenda em Despacho de 24/11/2011, concluiu pela dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e pela desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, com relação às ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária.. Assim, não incidência da contribuição previdenciária sobre alimentação restringese ao seu fornecimento in natura ou à hipótese de inscrição no PAT. A alimentação fornecida em pecúnia ou em ticket sem a devida inscrição no PAT sofre a incidência da contribuição previdenciária. No caso sob exame, a despeito do fato de a recorrente não estar inscrita no programa no período do lançamento, em razão da alimentação ter sido fornecida in natura, a verba correspondente não pode sofrer incidência de contribuições previdenciárias, devendo este levantamento ser excluído do Auto de Infração. Taxa Selic. Aduz a recorrente a inaplicabilidade da taxa Selic. Especificamente quanto à aplicação da Taxa Selic como juros moratórios temse a Súmula CARF n° 4: Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, não há qualquer viabilidade jurídica para o acatamento, por esta instância recursal, do pleito da recorrente. Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, para excluir do lançamento os valores relativos ao valetransporte pago em dinheiro (Súmula n.º 60 da AGU) e à alimentação fornecida in natura (Parecer PGFN/CRJ/Nº 2.117/2011, aprovado pelo Ministro da Fazenda em Despacho de 24/11/2011). (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Fl. 94DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 17/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 6 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 17/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI
score : 1.0
Numero do processo: 10880.721251/2012-69
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2301-000.485
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado: I) Por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
(assinado digitalmente)
WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio De Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior.
Nome do relator: WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10880.721251/2012-69
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5424129
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2301-000.485
nome_arquivo_s : Decisao_10880721251201269.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 10880721251201269_5424129.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: I) Por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA - Presidente. (assinado digitalmente) WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio De Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2014
id : 5806459
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477191442432
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1326; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.721251/201269 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2301000.485 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 09 de outubro de 2014 Assunto Contribuição Previdenciária Recorrente RAIZEN ENERGIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: I) Por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente. (assinado digitalmente) WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio De Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .7 21 25 1/ 20 12 -6 9 Fl. 11890DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 09/01/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por MARCELO OLIVE IRA Processo nº 10880.721251/201269 Resolução nº 2301000.485 S2C3T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Auto de Infração de obrigação principal, relativo às contribuições devidas à Seguridade Social, parte patronal e GILRAT, incidente sobre receita de exportação da produção rural realizada por intermédio de empresa interposta (‘trading companies’). Informanos o Relatório Fiscal que a incidência tributária decorre do fato de a Recorrente (agroindústria), contribuir para a Seguridade Social mediante o valor da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção rural, como dispõe o art. 22A da Lei nº 8.212/91. Tratase de incidência sobre as receitas de exportação da produção rural realizadas por intermédio de empresas interpostas (exportação indireta) não oferecidas à tributação, conforme diz a Fiscalização. A basedecálculo utilizada foi aquela informada diretamente pela Recorrente, quando intimada pela Fiscalização, onde se aplicou a alíquota pertinente (2,6%, correspondente à quota Previdenciária adicionada do Seguro Acidente de Trabalho – SAT/GILRAT). Destacase que a Recorrente não procedeu aos recolhimentos desses valores por se encontrar amparada em decisões judiciais prolatadas em autos de Mandados de Segurança ainda em tramite perante a Justiça Federal (que menciona e especifica), pelo que entende que o presente Auto de Infração encontrase lavrado com exigibilidade suspensa e deve ficar sobrestado até julgamento definitivo das lides. Noticiada do lançamento apresentou impugnação com suas razões, cujas quais não foram suficientes para modificarem o lançamento. Em 14.01.2013 tomou conhecimento da decisão de piso, objurgandoa em 08.02.2013 nas seguintes razões: i) tempestividade; ii) síntese dos fatos; iii) cerceamento ao direito de defesa – agressão aos princípios do contraditório, ampla defesa e da verdade material e real; iv) erro de fato – apuração equivocada da base de cálculo pela fiscalização – nulidade da autuação, pois macula a sua fundamentação. É a síntese do necessário. Fl. 11891DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 09/01/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por MARCELO OLIVE IRA Processo nº 10880.721251/201269 Resolução nº 2301000.485 S2C3T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Wilson Antonio de Souza Corrêa – Relator O Recurso aviado é tempestivo, e dele conheço, passando à analise. Antes de adentrar aos quesitos de defesa, urge trazer à baila uma questão de Ordem Pública, ou seja, a necessidade de manifestação expressa da DRJ no sentido de saber, com base nos documentos que corroboram os autos, se ela considerou as exportações realizadas como sendo de maneira direta ou indireta. Isto é de suma importância, eis que reflete na obrigação ou não da contribuição exigida no presente lançamento. Ao expressar a consideração acima, deverá a Autoridade Preparadora providenciar notificação da Recorrente para que ela se manifeste quanto ao pronunciamento da DRJ, relativo a consideração realizada, ou seja, se foram consideradas como exportação direta ou indireta. CONCLUSÃO Diante do acima exposto, como o presente recurso voluntário atende os pressupostos de admissibilidade, dele conheço para convertêlo em diligência a fim de que a DRJ pronuncie se considerou em sua decisão as exportações realizadas como sendo de forma direta ou indireta, devendo após dar ciência ao Recorrente/Contribuinte. É como Voto. WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA – Relator (assinado digitalmente) Fl. 11892DF CARF MF Impresso em 05/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 09/01/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por MARCELO OLIVE IRA
score : 1.0
Numero do processo: 13971.905478/2010-72
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2006
DÉBITO INFORMADO EM DCTF. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO.
A simples retificação de DCTF para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não pode ser admitida para modificar Despacho Decisório.
COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA.
Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado à época da transmissão da Declaração de Compensação, cabe a este o ônus de comprovar que o crédito pretendido já existia naquela ocasião.
Numero da decisão: 3201-001.713
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
DANIEL MARIZ GUDIÑO - Relator.
EDITADO EM: 03/01/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, e Mônica Elisa de Lima. Ausente justificadamente a conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2006 DÉBITO INFORMADO EM DCTF. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO. A simples retificação de DCTF para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não pode ser admitida para modificar Despacho Decisório. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado à época da transmissão da Declaração de Compensação, cabe a este o ônus de comprovar que o crédito pretendido já existia naquela ocasião.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13971.905478/2010-72
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5419098
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3201-001.713
nome_arquivo_s : Decisao_13971905478201072.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : DANIEL MARIZ GUDINO
nome_arquivo_pdf_s : 13971905478201072_5419098.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) JOEL MIYAZAKI - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) DANIEL MARIZ GUDIÑO - Relator. EDITADO EM: 03/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, e Mônica Elisa de Lima. Ausente justificadamente a conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
id : 5786896
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477204025344
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1723; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 72 1 71 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13971.905478/201072 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.713 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de agosto de 2014 Matéria COMPENSAÇÃO COFINS Recorrente HABITARK ENGENHARIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2006 DÉBITO INFORMADO EM DCTF. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO. A simples retificação de DCTF para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não pode ser admitida para modificar Despacho Decisório. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado à época da transmissão da Declaração de Compensação, cabe a este o ônus de comprovar que o crédito pretendido já existia naquela ocasião. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) JOEL MIYAZAKI Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) DANIEL MARIZ GUDIÑO Relator. EDITADO EM: 03/01/2015 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 90 54 78 /2 01 0- 72 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, e Mônica Elisa de Lima. Ausente justificadamente a conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo. Relatório Por bem descrever os fatos ocorridos até o julgamento da instância a quo, transcrevese abaixo o relatório do acórdão recorrido, seguido da sua ementa e das razões recursais: Trata o presente processo de Declaração de Compensação – DCOMP apresentada pela contribuinte acima qualificada. Em análise da compensação intentada, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Blumenau/SC entendeu de não homologá la, em razão de que o valor recolhido via DARF, indicado como fonte do crédito contra a Fazenda Nacional, já havia sido integralmente utilizado para o pagamento de débitos da própria contribuinte. Irresignada com a não homologação de sua compensação, encaminhou a contribuinte manifestação de inconformidade, na qual alega que a razão para a não homologação é a de que alocou incorretamente, em DCTF apresentada, recolhimentos anteriormente efetuados. Com a decisão da DRF/Blumenau/SC, tratou de retificar a DCTF para fins de corrigir o erro. Pede, assim, a homologação da compensação. A instância a quo julgou improcedente a manifestação de inconformidade nos termos do já citado acórdão, que restou assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 73DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 13971.905478/201072 Acórdão n.º 3201001.713 S3C2T1 Fl. 73 3 Novamente inconformada com o resultado do julgamento, a Recorrente interpôs recurso voluntário tempestivamente, reiterando, em suma, os argumentos suscitados em sua defesa original. O processo foi distribuído e sorteado a este Conselheiro, seguindo o rito regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Daniel Mariz Gudiño O recurso voluntário atende os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações posteriores, razão pela qual deve ser conhecido. Conforme se depreende do relatório, o núcleo do presente contencioso cinge se aos efeitos do procedimento adotado pela Recorrente no sentido de retificar a sua DCTF para legitimar o crédito informado em DCOMP pretérita. A instância a quo, sem entrar no mérito da existência do crédito, entendeu que a compensação é indevida, pois o crédito utilizado pela Recorrente somente passou a existir formalmente após a retificação da DCTF. Por outro lado, a Recorrente alega que o direito creditório sempre existiu, tendo havido apenas um erro formal na DCTF original, o que pode ser verificado pela fiscalização em seus registros contábeis. É certo que o contencioso administrativo fiscal deve ser guiado pelo princípio da verdade material, segundo o qual os formalismos exacerbados devem ser afastados para que prevaleça a realidade dos fatos. Os fatos relacionados ao caso concreto sucederamse da seguinte forma: o DARF que originou o crédito em discussão foi pago em 13/12/2006, a DCOMP foi transmitida em 16/02/2007, o despacho decisório foi proferido em 05/10/2010, e a retificação da DCTF ocorreu em 04/11/2010. A partir da análise dos fatos, percebese que, ao tempo em que a DCOMP foi transmitida, a informação de que a Receita Federal dispunha era o pagamento do DARF para a quitação do débito de Cofins referente à competência 11/2006, não havendo, até a emissão do despacho decisório, qualquer informação de que o referido débito não era devido. Por essa razão, o despacho decisório não mereceria reparos. A questão que se coloca aqui é outra. Tendo verificado o suposto erro na informação prestada em sua DCTF, quando da ciência do despacho decisório, a Recorrente procedeu à retificação imediata e apresentou manifestação de inconformidade reconhecendo o equívoco cometido, bem como informando que o valor correto do débito de Cofins na Fl. 74DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO 4 competência de 11/2006 era R$ 4.055,25, e não R$ 5.420,15. Logo, haveria um crédito decorrente de recolhimento a maior no valor de R$ 1.365,00. Além da DCTF retificadora, a Recorrente não juntou qualquer outra prova de que o valor do débito da Cofins na competência de 11/2006 é o valor informado em sua manifestação de inconformidade. A jurisprudência deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF tem sido flexível acerca do assunto, admitindo a retificação extemporânea da DCTF, desde que o interessado prove o equívoco cometido, ou seja, a existência do crédito à época em que a DCOMP foi transmitida. Confirase: PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. DESPACHO DECISÓRIO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação. (Acórdão nº 3802002.345, Rel. Cons. Solon Sehn, Sessão de 29/01/2014) ......................................................................................................... DCTF RETIFICADORA APRESENTADA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. EFEITOS. A DCTF retificadora apresentada após a ciência da contribuinte do Despacho Decisório que indeferiu o pedido de compensação não é suficiente para a comprovação do crédito tributário pretendido, sendo indispensável à comprovação do erro em que se funde o que não ocorreu. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis erro na DCTF. (Acórdão nº 3801002.926, Rel. Cons. Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Sessão de 25/02/2014) ......................................................................................................... DÉBITO INFORMADO EM DCTF. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO. A simples retificação de DCTF para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não pode ser admitida para modificar Despacho Decisório. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado à época da transmissão da Declaração de Compensação, cabe a este o ônus de comprovar que o crédito pretendido já existia naquela ocasião. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 13971.905478/201072 Acórdão n.º 3201001.713 S3C2T1 Fl. 74 5 (Acórdão nº 3302002.124, Rel. Cons. Alexandre Gomes, Sessão de 22/05/2013) Considerando que, no caso concreto, a Recorrente juntou somente a DCTF retificadora para provar que o valor do débito da Cofins na competência de 11/2006 é o valor informado em sua manifestação de inconformidade, e não aquele informado na DCTF original, não se pode acolher a sua pretensão. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário, deixando de reconhecer o direito creditório da Recorrente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Daniel Mariz Gudiño Relator Fl. 76DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 03/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO
score : 1.0
Numero do processo: 15374.963835/2009-48
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2008
Indébito Tributário. Prova. Necessidade.
A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Decorre daí que o pedido seja, necessariamente, instruído com as provas do indébito tributário do qual se pretende o aproveitamento, sob pena de indeferimento do pleito.
Numero da decisão: 1801-002.228
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido de votar o Conselheiro Fernando Daniel de Moura Fonseca.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2008 Indébito Tributário. Prova. Necessidade. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Decorre daí que o pedido seja, necessariamente, instruído com as provas do indébito tributário do qual se pretende o aproveitamento, sob pena de indeferimento do pleito.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 15374.963835/2009-48
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5426640
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1801-002.228
nome_arquivo_s : Decisao_15374963835200948.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARIA DE LOURDES RAMIREZ
nome_arquivo_pdf_s : 15374963835200948_5426640.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido de votar o Conselheiro Fernando Daniel de Moura Fonseca. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
id : 5812887
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:36:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477237579776
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1861; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.963835/200948 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801002.228 – 1ª Turma Especial Sessão de 3 de fevereiro de 2015 Matéria Compensação Recorrente INFOGLOBO COMUNICAÇÕES S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2008 INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PROVA. NECESSIDADE. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Decorre daí que o pedido seja, necessariamente, instruído com as provas do indébito tributário do qual se pretende o aproveitamento, sob pena de indeferimento do pleito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Declarouse impedido de votar o Conselheiro Fernando Daniel de Moura Fonseca. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich– Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 96 38 35 /2 00 9- 48 Fl. 368DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 10/02/ 2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 A empresa recorrente transmitiu, em 31/01/2008, DCOMP com o objetivo de compensar débitos próprios de CSLL do ano de 2007, com direito creditório a título de pagamento indevido ou a maior de CSLL apurada em 30/06/2007, no valor de R$ 1.520.715,48. A DERAT/RJ proferiu despacho decisório pelo qual não reconheceu o direito creditório e não homologou as compensações, pois o DARF indicado como tendo sido pago indevidamente ou a maior já havia sido alocado a um débito indicado pela empresa no mesmo valor, o que denotou a indisponibilidade do crédito alegado. Em manifestação de inconformidade tempestivamente apresentada alegou a empresa que: a) em revisão efetuada em dezembro de 2007 constatou que para alguns meses do anocalendário de 2007 teria efetuado pagamentos de estimativas de IRPJ/CSLL a maior, e em outros, a menor; b) em decorrência da revisão efetuada, o valor devido em junho (CSLL) foi reduzido de R$ 1.520.715,48, para R$ 1.058.746,95; c) já teria sido retificada a DCTF que se encontrava em desacordo com a apuração final informada na DIPJ de 2008. d) em tributos sob a modalidade de lançamento por homologação, a liquidez e certeza do crédito tributário não seriam prérequisitos para o exercício da compensação do indébito tributário, já que apurados pelo agente administrativo no momento da homologação; | e) a DCTF retificadora comprovaria a liquidez e a certeza do crédito pleiteado. Reproduziu excerto de julgamento em ação ordinária e pediu a reforma do Despacho Decisório, com a homologação da compensação pleiteada. A Turma Julgadora de 1a. Instancia consignou que nos termos do Decreto n º 70.235, de 1972, é ônus do contribuinte juntar, à manifestação de inconformidade, as provas que alega possuir. Nesse sentido seria entendimento da defesa que a prova do indébito se daria pela DCTF retificadora apresentada. Contudo, o CTN determinaria que retificação de declaração, por iniciativa do declarante, visando reduzir ou excluir tributo, só seria admissível mediante a comprovação do erro (art. 147, § 1°), e quando apresentada antes de notificado do lançamento. Assinalou que no presente caso a prova do erro veiculado na DCTF retificadora não teria sido apresentada, e a notificação do Despacho Decisório denegatório da compensação teria sido cientificada em 20/10/2009, antes, portanto, da apresentação da retificadora, em 09/11/2009. Consignou, ainda, que nos termos da IN SRF n º 900, de 2008, a retificação de DCOMP somente pode ser formalizada antes da ciência do Despacho Decisório. Nestes termos a manifestação de inconformidade foi indeferida. Ao final, salientou aquela autoridade: Por fim, cabe observar à autoridade lançadora, para as providências revisionais que julgar cabíveis., que, de acordo com a consultaSief às fls.88, no darf apontado como sendo a fonte do direito creditório, há saldo disponível. E o meu voto. Fl. 369DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 10/02/ 2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 15374.963835/200948 Acórdão n.º 1801002.228 S1TE01 Fl. 3 3 Cientificada da decisão, em 02/08/2011, apresentou a interessada, em 29/08/2011, recurso voluntário. Em preliminares invoca a nulidade da decisão, caracterizada pelo cerceamento do direito de defesa em face da não apreciação de prova, no caso, a DIPJ de 2008. No mérito, reafirma que reviu os cálculos da apuração do indébito e concluiu, pela contabilidade, DIPJ 2008 e DCTF retificadora, que a estimativa de CSLL de junho de 2008, recolhida ao valor de R$ 1.520.715,48, na verdade seria devida ao valor de R$ 1.058.746,95, tendo havido parcela recolhida a maior, e que a restituição desse valor seria assegurada pelo CTN, pela Constituição Federal e pela jurisprudência judicial e administrativa. Afirmou que, além da DCTF retificadora, não acatada como prova do indébito pela Turma Julgadora de 1a. Instância, teria acostado aos autos a DIPJ de 2008 com a informação do valor correto da CSLL de junho de 2008, de R$ 1.058.746,95, que teria sido ignorada por aquela autoridade. Salienta que, como prova derradeira do indébito, estaria a anexar cópia do Balancete do mês de junho de 2007 que atestaria o débito de CSLL no montante de R$ 1.058.746,95, além da DIPJ2008 e DCTF retificadora já colacionadas . Discorre sobre o princípio da moralidade administrativa para concluir que a decisão “a quo” deve ser reformada. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Dr. Rafael Bastos Martins, OAB/RJ nº 152.605 É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como se verifica dos autos a recorrente formalizou DCOMP objetivando compensar débitos próprios com direito creditório relativo a CSLL apurada por estimativa em junho de 2007, com base em balanço/balancete de suspensão/redução. O indébito apontado somou R$ 461.968,53 e está inserido no DARF indicado como tendo sido pago em valor maior que o devido, de R$ 1.520.715,48. O valor do indébito, de R$ 461.968,53, seria a diferença entre o valor recolhido, de R$ 1.520.715,48, e o efetivamente devido, de R$ 1.058.746,95, nos termos das razões de defesa. Por despacho decisório da DERAT/RJ o indébito não foi reconhecido porque o DARF indicado pela recorrente, no valor de R$ 1.520.715,48, já havia sido totalmente Fl. 370DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 10/02/ 2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 alocado a outro débito de mesmo valor, também indicado pela recorrente na DCTF original. Depois de cientificada do despacho denegatório a recorrente apresentou DCTF retificadora, que não foi aceita como prova do indébito pela Turma Julgadora de 1a. Instância, porque não lastreada em outro tipo de elemento, e porque a legislação de regência não admite a retificação de declaração depois que a autoridade administrativa notifica a parte sobre o fato. No recurso voluntário a recorrente alega que a decisão da Turma Julgadora de 1a. Instância foi proferida com cerceamento do seu direito de defesa e, assim, seria nula. O cerceamento teria se materializado na não apreciação de prova, no caso, parte da Ficha 16 da DIPJ de 2008. Nesse contexto cumpre reconhecer que não houve cerceamento do direito de defesa que alega a parte. O cotejo entre a DIPJ e a DCTF apenas denotam haver inconsistências nos valores apurados. Não fazem prova do erro cometido na apuração. Essa prova, se houver, se encontra na contabilidade, sobre a qual tanto a DIPJ quanto a DCTF devem estar baseadas. Dito de outra forma, a DIPJ e a DCTF devem retratar a apuração contábil e fiscal. Assim, andou bem a Turma Julgadora de 1a. Instância que não admitiu a DCTF retificadora, apenas, como prova do indébito. No mérito a recorrente discorre extensamente a respeito do direito à restituição de valores pagos indevidamente ou em valores maiores que os devidos. E afirma, também, acostar aos autos o Balancete do mês de junho de 2007, que atestaria o débito de CSLL apurado em R$ 1.058.746,95. O referido balancete se encontra à efls. 196 e ss. O documento (Doc. 03) tem por título “Balanço Patrimonial Infoglobo Com. Part. Dem Fin”. Ou seja, não se trata de documento da recorrente – INFOGLOBO COMUNICAÇÕES S/A – CNPJ 00.396.253/00126, mas sim de INFOGLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A – CNPJ 60.452.752/000115. E não há provas nos autos de que a recorrente tenha sido incorporada em 2007. A informação disponível nos autos demonstra que somente em 2008 a recorrente foi incorporada pela Empresa Jornalística Diário de São Paulo S/A, que posteriormente foi alterada (31/12/2008) para Infoglobo Comunicações e Participações. Além disso, o referido demonstrativo não é claro quanto aos períodos a que se refere. Ainda assim, nenhum dos valores discriminados a título de CSLL estimada “Contrib Soc Estimada”, seja na coluna "TotPerRel", seja na coluna "TotPerComp", ou na coluna "Desv. abs.", confere com aquele alegado pela recorrente, de R$ 1.058.746,95. Portanto, o “balanço” apresentado, por si só, não faz prova do alegado direito ao indébito. E a recorrente não carreou aos autos qualquer outro elemento ou documento a fim de demonstrar a certeza e liquidez do crédito alegado. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 371DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 10/02/ 2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 15374.963835/200948 Acórdão n.º 1801002.228 S1TE01 Fl. 4 5 Fl. 372DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 10/02/ 2015 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10880.904532/2009-50
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 01 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1802-000.565
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Correa - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nelso Kichel- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel, Luís Roberto Bueloni Santos Ferreira e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente justificadamente o conselheiro Marciel Eder Costa.
Relatório
Nome do relator: NELSO KICHEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 01 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.904532/2009-50
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5402878
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1802-000.565
nome_arquivo_s : Decisao_10880904532200950.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : NELSO KICHEL
nome_arquivo_pdf_s : 10880904532200950_5402878.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Correa - Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel- Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel, Luís Roberto Bueloni Santos Ferreira e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente justificadamente o conselheiro Marciel Eder Costa. Relatório
dt_sessao_tdt : Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5740734
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477283717120
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1328; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 252 1 251 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.904532/200950 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1802000.565 – 2ª Turma Especial Data 24 de setembro de 2014 Assunto Solicitação de diligência Recorrente CLARIANT S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Correa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel, Luís Roberto Bueloni Santos Ferreira e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente justificadamente o conselheiro Marciel Eder Costa. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 04 53 2/ 20 09 -5 0 Fl. 252DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 253 2 Relatório Cuidam os autos do Recurso Voluntário de efls.149/165 contra decisão da 5ª Turma da DRJ/São Paulo I (efls. 133/145) que julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. Quanto aos fatos, consta que em 10/12/2007 a Contribuinte transmitiu eletronicamente via internet, por meio do Programa PER/DCOMP, a declaração de compensação tributária nº 42505.52217.101207.1.3.041792 (fls.03/04), onde consta: a) débito informado (confessado): CSLL estimativa mensal, código de receita 2484, do PA novembro/2007, data de vencimento 28/12/2007, assim especificado: principal: R$ 93.898,94; multa moratória: R$ 0,00; juros de mora: R$ 0,00; Total : R$ 93.898,94. b) crédito utilizado: a contribuinte pleiteou o aproveitamento de suposto direito creditório de R$ 61.735,00 (valor original), referente pagamento indevido ou a maior de CSLL estimativa mensal, código de receita 2484, do PA 30/04/2004, DARF valor de R$ 1.115.627,15 (valor original), data do recolhimento 31/05/2004 (efl. 67). Crédito original na data da transmissão da DCOMP R$ 851.284,40. Obs: outra DCOMP utilizando crédito do referido DARF (inicial): DCOMP nº 120559.06337.261107.1.3.049304. Entretanto, na DIPJ 2005, anocalendário 2004 (Ficha 16), constaria, quanto ao PA 30/04/2004, débito informado da CSLL estimativa mensal o valor de R$ 1.115.627,15 Pagamento integralmente vinculado/consumido pelo débito declarado. Por isso, o despacho decisório da DERAT /São Paulo, de 23/10/2009, não reconheceu o direito creditório pleiteado, não homologando a compensação tributária informada, pois o recolhimento citado está vinculado ao débito do respectivo PA informado na respectiva DIPJ e DCTF. A propósito, transcrevo o disposto no Despacho Decisório eletrônico – Derat/São Paulo, de 23/10/2009 (efls. 09), in verbis: (...) 3FUNDAMENTAÇAO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 851.284,40. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do Fl. 253DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 254 3 contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NAO HOMOLOGO a compensação declarada. (...) Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 06/11/2009 (efl.13), a Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 04/12/2009 (efls. 15/29), cujas razões, em síntese, são as seguintes: que, relativamente ao anocalendário 2004, por estar submetida ao regime de apuração do lucro real anual, antecipou pagamentos do IRPJ e da CSLL, a título de estimativa mensal; que, nesse anocalendário 2004, realizou operações de exportação para clientes situados na américa latina; que a receita de exportação é imune da CSLL pela Constituição Federal (art. 149, § 2º, I), conforme redação dada pela EC nº 33/2001; que, em 09/08/2004, buscou a aplicação dessa imunidade, prevista constitucionalmente, para a CSLL sobre as receitas de exportação, impetrando Ação de Mandado de Segurança Preventivo (efls. 85/129), Processo Judicial nº 2004.61.00.0220237, sendo deferida liminar, em 26/08/2004, pelo TRF/3ª Região para todo o período do ano alendário 2004 e anos seguintes, inclusive com efeito retroativo de janeiro a julho/2004, suspendendo a exigibilidade de eventual constituição de crédito tributário pelo fisco (efls. 71/77); que, a partir da obtenção dessa liminar, excluiu da base de cálculo da CSLL as receitas de exportação; que, entretanto, antecipara recolhimentos da CSLL – estimativa mensal dos meses anteriores à concessão da liminar sem exclusão das receitas de exportação da base de cálculo da CSLL; que na DCOMP, objeto dos autos, utilizou crédito de pagamento indevido ou a maior da CSLL – estimativa mensal do PA abril/2004 (pagamento indevido, ocorrido antes da obtenção da liminar, sobre as receitas de exportação); que, porém, a DERAT/São Paulo não deferiu o crédito pleiteado e não homologou a compensação; que, diversamente do entendimento do Fisco, tem direito de refazer os débitos informados da CSLL – estimativa mensal dos PA de janeiro/2004 a julho/2004 (períodos anteriores à obtenção da liminar); que, como já dito, a liminar foi concedida em 26/08/2004, nos autos de Agravo de Instrumento no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Agravo sob n° 2004.03.00.048485 7 (efls.71 /77); Fl. 254DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 255 4 que a liminar foi mantida por sentença de mérito de 11/12/2007, do juízo da 19ª Vara Cível Federal1ª Subseção Judiciária de São Paulo, que concedeu a segurança autos do processo nº 2004.61.00.0220237 (efl. 79/83); que não efetuou o pagamento do débito confessado na DCOMP objeto dos presentes autos, pois utilizou direito creditório para extinguilo mediante DCOMP, atinente a pagamento indevido ou maior da CSLL –estimativa mensal do PA abril/2004, em face desse provimento jurisdicional que amparou a não cobrança da CSLL do anocalendário 2004 acerca de receitas de exportação (pagamento indevido ou maior de CSLL – estimativa mensal sobre receitas de exportação); que o débito da CSLL, informada na DCOMP não homologada, está sendo cobrado, com multa e juros de mora; que, entretanto, a compensação tributária configura modalidade de extinção do crédito tributário (CTN, arts. 156, II e 170; Lei nº 9.430/96, art. 74); que, como visto, a lei autoriza a compensação tributária de débitos vencidos ou vincendos, com créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública; que, existindo lei disciplinando o procedimento de compensação tributária, o Fisco não pode obstaculizar a concretização dessa forma de extinção do crédito tributário; Por fim, com base nessas razões da manifestação de inconformidade, a Contribuinte pediu o reconhecimento do crédito pleiteado, homologação da compensação tributária, extinção do débito confessado na DCOMP e arquivamento dos autos. A 5ª Turma da DRJ/São Paulo I julgou a manifestação de inconformidade improcedente, conforme Acordão de 17/11/2010 (efls. 133/145), cuja ementa transcrevo a seguir, in verbis: (...) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Data do fato gerador: 31/05/2004 PER/DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO. DECISÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO. O crédito reconhecido em decisão judicial não transitada em julgado não apresenta o atributo da certeza, que é necessário à utilização do crédito pela contribuinte mediante restituição ou compensação na via administrativa. SUBSUNÇÃO DA HIPÓTESE AO PROVIMENTO JUDICIAL. O crédito sobre o pagamento considerado indevido na esfera judicial deve ser reconhecido na via administrativa somente se a requerente comprovar que o referido pagamento corresponde, de fato, à CSLL cuja exigibilidade restou afastada pela decisão judicial obtida, qual seja, aquela incidente sobre receitas de exportação. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 256 5 ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO INDEVIDO. UTILIZAÇÃO. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real que efetuar pagamento indevido ou a maior a título de estimativa mensal somente poderá utilizar o valor pago na dedução do tributo devido ao final do período de apuração. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido (...) Ciente desse decisum em 06/01/2011 (efl. 148), a Contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 01/02/2011 (efls. 149/165), cujas razões, em síntese, são as seguintes: que, como já aduzido na primeira instância de julgamento, impetrou, preventivamente, Ação de Mandado de Segurança – processo n° 2004.61.00.022.0237 – para exclusão das receitas de exportação da base de cálculo da CSLL do anocalendário 2004 (efls. 85/129); que por meio de decisão liminar do TRF/3ª Região, proferida em 26/08/2004, nos autos do Agravo de Instrumento n° 2004.03.00.0484857, restou garantida, judicialmente, a suspensão da exigibilidade dessa exação fiscal quanto às receitas de exportação do ano calendário 2004 e seguintes, resguardando a contribuinte de eventual lavratura de auto de infração pelo fisco (efls.175/181); que a liminar foi mantida por sentença de mérito de 11/12/2007, do juízo da 19ª Vara Cível Federal1ª Subseção Judiciária de São Paulo, que concedeu a segurança nos autos do processo nº 2004.61.00.0220237 (efls. 79/83); que excluiu da base de cálculo da CSLL as receitas de exportação, quanto ao anocalendário 2004 e seguintes; que os valores da CSLL, que haviam sido recolhidos pelo regime de estimativa nos meses anteriores à concessão da liminar, foram objeto de pedido de restituição/compensação tributária; que, para sua surpresa, nos presentes autos, o Fisco indeferiu o direito creditório pleiteado e a compensação tributária informada, sob os seguintes argumentos: a) ausência de trânsito em julgado da decisão judicial; b) não comprovação de que os créditos utilizados tratavam de CSLL sobre exportação; c) impossibilidade de utilização de crédito relativo à antecipação de pagamento por estimativa mensal, mas apenas do saldo negativo apurado no final do anocalendário. que, diversamente do entendimento do Fisco, a decisão recorrida não merece prosperar, pelo seguinte: a) o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo pago espontaneamente, quando indevido ou a maior, seja qual for a modalidade do seu pagamento (CTN, art. 165); Fl. 256DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 257 6 b) o procedimento de compensação encontrase regulado, disciplinado no art. 74 da Lei nº 9.430/96; c) o direito creditório pleiteado foi apurado em consonância com a legislação tributária, sendo utilizado na compensação tributária para extinção de débito tributário; d) apenas no encerramento do anocalendário 2004, a Recorrente excluiu as receitas de exportação da base de cálculo da CSLL, porque, desde 26 de agosto de 2004, detinha uma medida liminar que garantia tal direito; e) diversamente do entendimento do Fisco, não houve afronta ao artigo 170 do CTN, pois o direito creditório foi apurado e utilizado após a obtenção da liminar e, ainda, após o encerramento do anocalendário 2004; f) restou consignado na decisão recorrida que não produzira prova (em sua manifestação de inconformidade) quanto às receitas de exportação que foram excluídas da base de cálculo da CSLL. No entanto, tal argumentação ou fundamentação da decisão ora atacada também não merece prosperar; que no processo administrativo fiscal aplicase o princípio da verdade material; que, por conseguinte, se o Fisco tem dúvida da existência do direito creditório pleiteado, então, que a fiscalização efetue diligência fiscal; g) o fisco, até agora, desconsiderou em absoluto a realidade dos fatos; que se encontram em poder da fiscalização (DIPJ, DCTF e autos do Processo Administrativo n° 12157.000757/200945) que comprovam, evidentemente, a validade e conferência dos valores objeto da restituição/compensação efetuada pela recorrente; que os valores aqui pleiteados são oriundos da exclusão das receitas de exportação da base de cálculo da CSLL do anocalendário 2004, sendo assim, todas as declarações apresentadas pela recorrente, relativas as suas informações fiscais (DIPJ e DCTF) demonstram a composição desses valores, além das informações contidas na planilha anexa ao Recurso Voluntário (efls.53, 69 e 183); h) não obstante, a medida liminar que garantiu a exclusão das receitas de exportação da base de cálculo da CSLL foi cassada em setembro de 2010, razão pela qual a Recorrente efetuou o pronto recolhimento de todos os valores que, ate então, se encontravam suspensos (inclusive foram recolhidos, novamente, de forma inadvertida, os valores da CSLL – estimativa mensal relativos aos meses do anocalendário 2004 anteriores à concessão da liminar revogada vide documento em anexo ao Recurso Voluntário – cópia de DARF– efls. 185/247), mormente quanto ao PA abril/2004; que a comprovação desses recolhimentos encontrase também acostada nos autos do processo administrativo n° 12157.000757/200945, o qual tratou exclusivamente dos valores objeto da ação judicial n° 2004.61.00.022.0237; i) todos os cálculos da composição dos valores aqui discutidos já se encontram em poder da própria fiscalização (DIPJ, DCTF e autos do Processo Administrativo n° 12157.000757/200945), motivo pelo qual deve ser reformado a respeitavél decisão recorrida, em respeito ao princípio da verdade material dos fatos; j) se não autorizada a restituição/compensação dos valores aqui em discussão, a Recorrente se sujeitará a uma dupla exigência da CSLL sobre as receitas de exportação no ano calendário de 2004, mormente quanto ao PA abril/2004, conforme DARF – recolhimento de 30/04/2004 (efl. 67) de que trata o despacho decisório (efl. 09), razão pela qual é imperiosa a reforma da respeitável decisão recorrida; Fl. 257DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 258 7 k) possibilidade de utilização de crédito de estimativas mensais recolhidas indevidamente ou a maior na DCOMP. No que tange às alegações da autoridade fiscal no sentido de que a Instrução Normativa n° 600, de 2005, vigente à época das compensações, vedava tais procedimentos, da mesma forma não merecem guarida tais alegações, pois a vedação imposta pela legislação em referência encontravase em total discordância com Código Tributário Nacional e com a Lei n° 9.430, de 1996; que, por isso, foi revogada. Com base nessas razões, a Recorrente requer o reconhecimento do direito creditório pleiteado (decorrente de pagamento em duplicidade da CSLL do PA abril/2004, cópia – DARF efls. 65 e 197) e, por conseguinte, a homologação da compensação tributária informada. Em suma, a Recorrente requer o reconhecimento do direito creditório suscitado, não pelo fundamento inicial invocado pagamento indevido ou a maior sobre as receitas de exportação, mas sim pela duplicidade de pagamento da CSLL do PA abril/2004 e, por conseguinte, que seja homologada a compensação tributária informada. É o relatório Fl. 258DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 259 8 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos para sua admissibilidade. Por conseguinte, dele conheço. Conforme relatado, os autos tratam de processo de compensação tributária. Quando da transmissão da DCOMP, em 10/12/2007 (fls. 03/04), o fundamento da razão de pedir do direito creditório era pagamento indevido ou a maior de CSLL – Estimativa Mensal do PA abril/2004, sob a alegação que, quando da apuração do débito desse período, foram computadas na base de cálculo da CSLL as receitas de exportação que seriam imunes dessa exação fiscal. Vale dizer, a Recorrente pleiteou a utilização, aproveitamento, de crédito no valor de R$ 61.735,00 (valor original), referente pagamento indevido ou maior de CSLL – Estimativa Mensal, código de receita 2484, do PA abril/2004, no valor de R$ 1.115.627,15 (valor original) – data de arrecadação – DARF de 31/05/2004, para quitação do débito da CSLL – Estimativa Mensal, código de receita 2484, do PA novembro/2007, valor do principal R$ 93.898,94. O direito creditório (crédito pleiteado), entretanto, estava sub judice, quando da transmissão da DCOMP, em 10/12/2007, pois a Recorrente detinha, como visto no relatório, provimento jurisdicional provisório (primeiro, uma liminar e, depois, uma sentença de mérito reformável) que asseguravam a suspensão da exigibilidade de eventual crédito tributário que fosse constituído de ofício acerca da CSLL sobre as receitas de exportação do anocalendário 2004 e seguintes, em face de demanda, deduzida em juízo, que tencionava o reconhecimento de imunidade às receitas de exportação. Como a liminar foi deferida em 26/08/2004, com efeito a partir de janeiro/2004 (ou seja, com efeito retroativo), os recolhimentos da CSLL – Estimativa Mensal anteriores à concessão da liminar ocorrerram sem exclusão das receitas de exportação da base de cálculo da CSLL. Por isso, nos presentes autos, a Recorrente pediu o aproveitamento de suposto pagamento indevido ou maior de CSLL – Estimativa Mensal do PA abril/2004 (período de apuração anterior à concessão da liminar). O despacho decisório da DERAT/São Paulo, de 23/10/2009 (efl. 09), denegou o direito creditório pleiteado, pois o valor recolhido (data de arrecadação 31/05/2004 está totalmente vinculado e consumido pelo débito da CSLL confessado na DCTF do PA abril/2004. Entretato, não consta dos autos cópia da DCTF e da DIPJ relativamente a esse período de apuração. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 260 9 Na sequência, em face de Manifestação de Inconformidade manejada pela contribuinte, a DRJ/São Paulo I, conforme Acórdão de 17/11/2010 (fls 133/145), denegou o direito creditório, pelos seguintes fundamentos: a) ausência de trânsito em julgado da decisão judicial, na data de transmissão do declaração de compensação; b) não comprovação de que os pretensos créditos utilizados tratavam de CSLL sobre exportação; c) impossibilidade de utilização de pretenso crédito relativo à antecipação de pagamento por estimativa mensal, mas apenas do saldo negativo apurado no final do ano calendário. Inconformado com a decisão a quo, a Recorrente apresentou recurso voluntário, pedindo a reforma da decisão recorrida, argumentando nas suas razões: que a liminar, que estava amparando a exclusão da receitas de exportação da base de cálculo da CSLL a partir de janeiro do anocalendário 2004, foi revogada em setembro/2010, ou seja, antes da sessão de julgamento do Acórdão da 5ª Turma da DRJ/São Paulo I que é de 17/11/2010, quando julgou a manifestação de inconformidade improcedente (efls. 133/145); (Obs: a Contribuinte não juntou cópia aos autos da decisão judicial que revogou a liminar, nem informou se desistiu da demanda judicial); que, não obstante, existe pagamento em duplicidade da CSLL (estimativa mensal) do PA 30/04//2004 (abril/2004), e que não se justifica a denegação do crédito pleiteado e a não homologação da compensação informada/efetuada, nos presentes autos. Ou seja: A Recorrente argumentou nos autos que, em face da revogação da liminar de imediato, efetuou o pagamento da CSLL – Estimativa Mensal dos períodos que estavam com exigibilidade suspensa desde 2004, inclusive teria efetuado, novamente, o recolhimento do débito da CSLL – Estimativa Mensal do PA abril/2004, conforme cópia do DARF – data de arrecadação 29/10/2010 (e fl. 197). (Obs: ocorre que o 1º pagamento do PA abril/2004 já havia sido feito, antes da obtenção da liminar, sobre a base de cálculo cheia, integral, daí a duplicidade de pagamento desse PA). Como visto, a Recorrente invoca pagamento em duplicidade da CSLL – Estimativa Mensal do PA abril/2004, pois, além da arrecadação de 29/10/2010 – cópia do DARF (fl. 197), o despacho decisório alude a outro recolhimento da CSLL – Estimativa Mensal do PA abril/2004 – data de arrecadação 31/05/2004 (efls. 09 e 67). Por conseguinte, o fundamento do pedido de restituição/aproveitamento do direito creditório, no caso, pelas razões do recurso, seria pagamento indevido ou a maior (duplicidade de pagamento) do débito do PA abril/2004 (Obs: porém, quando da apresentação da DCOMP o fundamento, a razão de pedir do aproveitamento do crédito foi por pagamento indevido da CSLL sobre as receitas de exportação que seriam não tributadas pela CSLL, em face de liminar obtida na Justiça Federal somente após a realização do pagamento , cuja decisão teria efeito retroativo). Não obstante, compulsando os autos, observase falhas de instrução processual que não permitem, neste momento, ao julgador a formação de convicção quanto ao mérito da lide (aferir a liquidez e certeza do crédito pleiteado), pois: Fl. 260DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 261 10 a) falta confirmação dos alegados recolhimentos da CSLL relativo ao PA abril/2004 (se houve ou não a alegada duplicidade); b) não há nos autos cópia da escrituração contábil/fiscal do anocalendário 2004 acerca de qual seria o débito apurado da CSLL do PA abril/2004; c) não há cópia da DCTF e da DIPJ. d) não há documentos da situação atual da demanda judicial. A Contribuinte sequer juntou aos autos cópia decisão que revogou a liminar. Tornase necessário, por conseguinte, o saneamento do processo (instrução complementar). Assim, em face do princípio da verdade material e da Súmula CARF nº 84, propugno pela conversão do julgamento em diligência para retorno dos autos à DERAT/São Paulo, para a fiscalização: a) intimar a Contribuinte para, à luz da escrituração contábil/fiscal do ano calendário 2004, comprove pagamento em duplicidade do débito da CSLL – Estimativa Mensal do PA abril/2004; b) intimar a Contribuinte para juntar aos autos cópia da decisão judicial que revogou a liminar que amparava a exclusão das receitas de exportação da base de cálculo da CSLL a partir de janeiro/2004; c) intimar a Contribuinte para informar nos autos, fornecer documentos atualizados, da situação atual do processo judicial em que discute a suposta imunidade da CSLL para receitas de exportação, a partir do anocalendário 2004; (se há recurso pendente de apreciação e em qual Tribunal, se desistiu da lide, se há decisão transitada em julgado etc). (em qualquer caso, além de comprovar a situação atual do processo, juntar também cópia da decisão que revogou a liminar, juntar cópia da peça recursal pendente de apreciação ou julgamento, se há decisão de mérito transitada em julgado, juntar cópia dessa decisão). d) juntar aos autos cópia da DIPJ 2005, anocalendário 2004; e) juntar cópia da DCTF do período de apuração abril/2004. Por fim, concluída a diligência fiscal, a fiscalização da DERAT/SP deverá: 1) lavrar relatório circunstanciado, pormenorizado e conclusivo dos resultados apurados, expondo, caracterizando: a) se houve, ou não, pagamento indevido ou em duplicidade da CSLL – Estimativa Mensal do PA abril/2004; b) na hipótese de existência de pagamento indevido ou em duplicidade relativo ao PA abril/2004, existia ou não o crédito utilizado na DCOMP na data da transmissão da DCOMP; c) se, eventualmente, o crédito alegado nas razões do recurso passou a existir apenas algum tempo após a entrega da DCOMP, ou seja, a origem do crédito é posterior à Fl. 261DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.904532/200950 Resolução nº 1802000.565 S1TE02 Fl. 262 11 transmissão da DCOMP, verificar também se está disponível para aproveitamento, redução do débito objeto dos autos e, quanto à demanda judicial da Contribuinte, caracterizar a situação atual. 2) intimar a Contribuinte do relatório da diligência, contendo as conclusões/resultados, abrindo prazo de 30 (trinta) dias a partir da ciência, para apresentar razões de defesa. Transcorrido o lapso temporal com ou sem manifestação da Contribuinte, retornem os autos a este CARF, para julgamento. Por tudo que foi exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência, conforme proposto. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 262DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por NELSO KICHEL
score : 1.0
Numero do processo: 36624.014051/2006-22
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 20/10/2006
AUTUAÇÃO. DESCUMPRIMENTO E OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO.
É inconstitucional o artigo 45 da Lei n° 8.212/1991, que trata de decadência de crédito tributário. Súmula Vinculante n° 8 do STF.
TERMO INICIAL: (a) Primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4o).
No caso, trata-se de autuação por descumprimento de obrigação acessória, procedimento de ofício, sem antecipação de pagamento. Aplicável, portanto, a regra do art. 173,1 do CTN.
MULTA APLICADA
Nos casos mais benéficos ao sujeito passivo, consoante o disposto no artigo 106 do CTN, a multa deve ser reduzida para adequá-la ao artigo 32-A, da Lei n. 8.212/91.
Numero da decisão: 2301-003.186
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado: I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32-A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35-A da Lei 8.212/1991, deduzindo-se as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redator designado: Damião Cordeiro de Moraes.
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA - Presidente e Relator
(assinado digitalmente)
Damião Cordeiro de Moraes - Redator Designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Wilson Antonio de Souza Correa.
Nome do relator: Marcelo Oliveira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 20/10/2006 AUTUAÇÃO. DESCUMPRIMENTO E OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. É inconstitucional o artigo 45 da Lei n° 8.212/1991, que trata de decadência de crédito tributário. Súmula Vinculante n° 8 do STF. TERMO INICIAL: (a) Primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4o). No caso, trata-se de autuação por descumprimento de obrigação acessória, procedimento de ofício, sem antecipação de pagamento. Aplicável, portanto, a regra do art. 173,1 do CTN. MULTA APLICADA Nos casos mais benéficos ao sujeito passivo, consoante o disposto no artigo 106 do CTN, a multa deve ser reduzida para adequá-la ao artigo 32-A, da Lei n. 8.212/91.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 36624.014051/2006-22
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5424842
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2301-003.186
nome_arquivo_s : Decisao_36624014051200622.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : Marcelo Oliveira
nome_arquivo_pdf_s : 36624014051200622_5424842.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado: I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32-A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35-A da Lei 8.212/1991, deduzindo-se as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redator designado: Damião Cordeiro de Moraes. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA - Presidente e Relator (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes - Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Wilson Antonio de Souza Correa.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
id : 5809794
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477299445760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1707; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 110 1 109 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 36624.014051/200622 Recurso nº 158.931 Voluntário Acórdão nº 2301003.186 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de novembro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente SOCIEDADE DE INSTRUÇÃO E BENEFICÊNCIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 20/10/2006 AUTUAÇÃO. DESCUMPRIMENTO E OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. É inconstitucional o artigo 45 da Lei n° 8.212/1991, que trata de decadência de crédito tributário. Súmula Vinculante n° 8 do STF. TERMO INICIAL: (a) Primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4o). No caso, tratase de autuação por descumprimento de obrigação acessória, procedimento de ofício, sem antecipação de pagamento. Aplicável, portanto, a regra do art. 173,1 do CTN. MULTA APLICADA Nos casos mais benéficos ao sujeito passivo, consoante o disposto no artigo 106 do CTN, a multa deve ser reduzida para adequála ao artigo 32A, da Lei n. 8.212/91. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 62 4. 01 40 51 /2 00 6- 22 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado: I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A da Lei 8.212/1991, deduzindose as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redator designado: Damião Cordeiro de Moraes. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente e Relator (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Wilson Antonio de Souza Correa. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 36624.014051/200622 Acórdão n.º 2301003.186 S2C3T1 Fl. 111 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado pelo sujeito passivo, fls. 046, contra decisão de primeira instância, fls. 035, que decidiu pela procedência da autuação. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 008, a autuação deuse, em síntese, pela Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), elaborada pelo sujeito passivo, no período de 01/1999 a 12/2005, ter sido preenchida com o código FPAS 639 (Entidade Isenta). Ocorre que a isenção que o sujeito passivo detinha foi cancelada, pelo instrumento próprio, para o período em questão, motivo ensejador da autuação. Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos da autuação. Contra a autuação, a recorrente apresentou impugnação, fls. 021, acompanhada de anexos, argumentando, em síntese, que: 1. A questão da isenção está sendo tratada em lançamento próprio; 2. Portanto, não há infração alguma, até que se decida a questão contida às constituições de créditos correspondentes; 3. Diante do exposto, requer a insubsistência da infração. A Delegacia analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 01680 a 01687, acompanhado de anexos. No recurso, a recorrente alega, em síntese, que: 1. O descumprimento da norma jurídica esta sendo exaustivamente discutida nos autos das NFLD lavradas, logo o presente Auto de Infração, não poderia ser ainda lavrado, já que a questão da imunidade — isenção da ora Recorrente não foi definitivamente julgada. Assim como as questões relativas à incidência ou não incidência; 2. É a condição de imune ou isenta, incidência ou não incidência, que vão determinar se as Notificações Fiscais de Lançamento de Débito são ou não subsistentes e, por via de conseqüência, se os Autos de Infração lavrados devem ou não ser anulados; Fl. 130DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 3. Tendo em vista op exposto, espera e requer o provimento de seu recurso. Os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. Na análise da Segunda Turma, da Quarta Câmara, da Segunda Seção de Julgamento do CARF decidiuse pela conversão do julgamento em diligência, a fim de obter, em síntese, informação sobre a decisão quanto ao lançamento por descumprimento de obrigação principal, fls. 083. A Delegacia de origem prestou á informações solicitada na diligência, fls. 090, e cientificou o sujeito passivo, que não apresentou novos argumentos. É o Relatório. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 36624.014051/200622 Acórdão n.º 2301003.186 S2C3T1 Fl. 112 5 Voto Vencido Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos. DA PRELIMINAR Quanto às preliminares, devemos verificar a questão da decadência. Os motivos da autuação estão descritos no RF: apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação, no período de 01/1999 a 12/2005, fls. 007. Primeiramente, cabe esclarecer que a autuação foi motivada por descumprimento de obrigação acessória tributária. A finalidade do ato é que define a regularidade da obrigação imposta pela Administração aos administrados. No caso da presente obrigação acessória a finalidade, na esfera tributária, é a verificação do adimplemento quanto à obrigação principal. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal, a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN e decorre da conjugação de dois fatores essenciais: o decurso de certo lapso de tempo e a inércia do titular de um direito. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 Esses fatores resultarão, para o sujeito que permaneceu inerte, ou na extinção de seu direito material. Em Direito Tributário, a decadência está disciplinada no art. 173 e no art. 150, § 4º, do CTN (este último diz respeito ao lançamento por homologação). A decadência, no Direito Tributário, é modalidade de extinção do crédito tributário. Aplicase a regra do § 4°, Art. 150 do CTN a lançamentos por homologação, quando houve recolhimento parcial. Já a regra do I, Art. 173 do CTN aplicase a lançamento de ofício, sem recolhimento parcial efetuado. Esse posicionamento possui amparo em decisões do Poder Judiciário. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Como não se trata de lançamento por homologação, pois não há recolhimentos há homologar, aplicase a regra do lançamento de ofício, já que por ser autuação sua natureza sempre será de ofício. CTN: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito Fl. 133DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 36624.014051/200622 Acórdão n.º 2301003.186 S2C3T1 Fl. 113 7 tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Portanto: o direito de constituir o crédito extinguese em cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido efetuado o lançamento. Na presente autuação, a ciência do sujeito passivo ocorreu em 10/2006 e os fatos geradores ocorreram nas competências 01/1999 a 12/2005. Logo, a recorrente não poderia ter sido autuada pelos motivos anteriores a 12/2000, pois o direito do Fisco nas competências até 11/2000 já estava extinto. Esclarecemos que a competência 12/2000 não deve ser excluída do cálculo da multa porque a exigibilidade das informações sobre essa competência somente ocorrerá a partir de 01/2001, não decadente, quando poderia ter sido efetuada a autuação. Por todo o exposto, acato a preliminar ora examinada, e voto em dar parcial provimento ao recurso. DO MÉRITO Quanto ao mérito, o sujeito passivo somente propõe que a definição do presente processo deve seguir a definição do processo constante do lançamento por descumprimento de obrigação principal. Nesse sentido, houve a conversão do julgamento em diligência, que trouxe a decisão proferida, elaborada pela nobre Conselheira Ana Maria Bandeira, que utilizo como razões de decidir: “A recorrente teve a isenção cancelada pelo INSS em razão de o CEBAS da mesma não ter sido renovado pelo CNAS. Em suas razões recursais, a entidade argumenta tão somente questões relativas perda da isenção. A NFLD em tela trata do lançamento da contribuição patronal, a qual o órgão pode efetuar o lançamento em razão do ato cancelatório emitido. Vale salientar que da decisão de cancelamento de isenção por descumprimento do inciso II (perda do CEBAS) não se admite recurso, conforme dispõe o § 9 o do art. 206 do Decreto n° 3.048/1999. Entretanto, as alegações apresentadas pela recorrente não demonstram que a mesma seria uma entidade isenta de tal sorte a desconstituir o lançamento efetuado. Ao contrário do que argüiu a recorrente, o requisito de que trata o inciso II do art. 55 da Lei n° 8.212/1991, se refere à entidade ser possuidora do registro e do certificado. A redação do dispositivo, mencionado pela recorrente, que determina que a entidade tenha o registro ou o certificado, já não vige desde que o mesmo foi alterado pela Lei 9.429/96. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 Tampouco se pode acolher a alegação de que a entidade teria direito adquirido a isenção nos termos do § Iº do art. 55 da Lei n° 8.212/1991 ou que fizesse jus à imunidade independente do cumprimento de quaisquer requisitos. Entendo ser conveniente efetuar breve histórico da situação que ensejou o direito adquirido mencionado no § 1º do art. 55 da Lei n° 8.212/91. A concessão de isenção de contribuições previdenciárias teve início com a Lei n° 3.577, de 04/07/1959 e abrangia as entidades de fins filantrópicos, reconhecidas como de utilidade pública, cujos membros de suas diretorias não percebessem remuneração. Posteriormente, com a edição do DecretoLei n° 1.572 de 01/09/1977, que revogou a Lei n° 3.577/1959, ficou resguardado o direito à isenção das entidades que tinham sido reconhecidas como de utilidade pública pelo Governo Federal até a data de publicação do citado DecretoLei e que fossem portadoras do certificado de entidade de fins filantrópicos com validade por prazo indeterminado. Ressaltese que as entidades filantrópicas criadas após a publicação do Decreto Lei n° 1.572 de 01/09/1977 não puderam fazer jus à isenção por falta de amparo legal. Em 1988, a Constituição Federal veio disciplinar sobre a isenção de contribuições previdenciárias em seu art. 195, § 7°, dispondo que serão isentas de tais contribuições, as entidades beneficentes de assistência social que atendam às condições estabelecidas em lei. A lei que estabeleceu as condições para que uma entidade fosse isenta das contribuições previdenciárias foi a Lei n° 8.212/91 que dispôs em seu art. 55 os requisitos para o benefício. Portanto, a entidade que, em 1º de setembro de 1977, data da vigência do DecretoLei n° 1.572, detinha Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos, era reconhecida como de Utilidade Pública Federal, encontravase em gozo de isenção e cujos diretores não percebiam remuneração, nos termos da Lei n° 3.577, de 04 de julho de 1959, teve garantido o direito à isenção até 31/10/1991, independente de qualquer outro requisito. A partir daí, para a manutenção da isenção passou a ser obrigada a observar os requisitos do art. 55 da Lei n° 8.212/1991. Seria esse o direito adquirido a que se refere o § 1° do artigo 55, cuja interpretação foi objeto do Parecer CJ/MPS n° 2.901/2002 que dispôs o seguinte: "Os atos cancelatórios eventualmente feitos pelo INSS com base única e exclusivamente no fato de entidade isenta antes da Lei n.° 8.212, de 1991, não ter requerido novamente a isenção, afrontam o § 1º do art. 55, e devem ser de pronto revistos. Ante o exposto, concluise que, administrativamente, a melhor Fl. 135DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 36624.014051/200622 Acórdão n.º 2301003.186 S2C3T1 Fl. 114 9 interpretação para o § 1º do art. 55 da Lei n.° 8.212, de 1991, è aquela que garante às entidades isentas pela Lei n." 3.577, de 1959, que continuaram a usufruir o beneficio após o DecretoLei n.° 1.572, de 1977, o direito de não precisarem requerer novamente a isenção ao INSS devendo contudo se adequar a todos os requisitos da nova legislação, ficando sujeita a fiscalização posterior. Também se Jaz necessários que o INSS revise todos os cancelamentos de isenções que contrariem este Parecer." (g.n.). De igual sorte, não há que se falar em imunidade concedida pela Constituição sem o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei, cuja existência a própria Carta Magna prevê no 195, § 7o, no sentido de que farão jus à isenção as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. Como tais exigências foram definidas na Lei n° 8.212/91 em seu artigo 55, para manter o usufruto do beneficio, a entidade deve cumprilas, cumulativamente. A necessidade de cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei prevista na Constituição Federal para o gozo de isenção já foi objeto de manifestação do Supremo Tribunal Federal, conforme se verifica do trecho extraído do voto do Ministro do STF Moreira Alves no julgamento do Mandado de Injunção n° 232/RJ impetrado em razão da mora em que se encontrava o Congresso Nacional em cumprir a obrigação de legislar decorrente do art. 195, 7o da Constituição Federal: "Sucede, porém, que, no caso, o parágrafo 7" do ari. 195 não concedeu o direito de imunidade às entidades beneficentes de assistência social, direito esse que apenas não pudesse ser exercido por falta de regulamentação, mas somente lhes outorgou a expectativa de, se vierem a atender as exigências a ser estabelecidas em lei, farão nascer, para si, o direito em causa, o que implica dizer que esse direito não nasce apenas do preenchimento da hipótese de incidência contida na norma constitucional, mas, depende, ainda, das exigências fixadas pela lei ordinária, como resulta claramente do disposto no referido parágrafo 7"." Tampouco merece acolhida a alegação de que os requisitos para isenção de que trata o § 7° do art. 193, deveriam ser regulados por lei complementar. O legislador constitucional, em outras situações, quando quis remeter a regulação de matéria à lei complementar, o fez expressamente. Ademais, tal discussão não caberia no âmbito administrativo, uma vez que pelo Princípio da Legalidade, não cabe à autoridade administrativa desconsiderar disposições legais vigentes sob a alegação de que seriam inconstitucionais ou que afrontariam legislação hierarquicamente superior. Diante do exposto, podese concluir que a entidade não se encontra em gozo de isenção do período do lançamento e este deve prevalecer. Portanto, Fl. 136DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO.” Nesse sentido, acompanho as razões expostas acima, e nego provimento ao recurso. Quanto à multa lavrada, há questão que devemos decidir. Houve alteração na legislação que disciplina o cálculo da presente multa. A Medida Provisória (MP) 449/08, convertida na Lei 11.941/2009, revogou o dispositivo que fundamentava o cálculo da multa: Art. 32, § 4º, da Lei 8.212/91. O Código Tributário Nacional (CTN) possui determinação sobre o procedimento a ser adotado em caso de alteração no cálculo de multas, em processo não definitivamente julgados, como no presente caso. CTN: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Portanto, pelo CTN, tornase obrigatório verificar se a penalidade é menos severa, pois o ato não foi devidamente julgado. Assim, no que tange ao cálculo da multa, são necessários esclarecimentos, face à nova legislação. A citada MP alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. MP 449/2008: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3o; e Fl. 137DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 36624.014051/200622 Acórdão n.º 2301003.186 S2C3T1 Fl. 115 11 II de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos.” (NR) ... Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996.” Lei 9.430/1996: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I – de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata “ Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. No caso da notificação conexa e já julgada, prevaleceu o valor de multa aplicado nos moldes do art. 35, inciso II, revogado pela MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. No caso da autuação em tela, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, § 5º, da Lei nº 8.212/1991 também revogado, o qual previa uma multa no valor de cem por cento da contribuição não declarada, limitada aos limites previstos no § 4º do mesmo artigo. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 12 Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte: 1. Norma anterior, pela soma da multa aplicada nos moldes do art. 35, inciso II, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, § 5º, observada a limitação imposta pelo § 4º do mesmo artigo, ou 2. Norma atual, pela aplicação da multa de setenta e cinco por cento sobre os valores não declarados, sem qualquer limitação, excluído o valor de multa mantido na notificação. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade executora do acórdão deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao sujeito passivo. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, para, nas preliminares, excluir do cálculo da multa os fatos que a ensejaram até 11/2000, anteriores a 12/2000, nos termos do voto. Quanto ao mérito, voto em dar provimento parcial ao recurso, para recalcular o valor da multa, se mais benéfico ao sujeito passivo, de acordo com o disciplinado no art. 44, I, da Lei n 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa nos lançamentos pro descumprimento de obrigações principais correlatos, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 139DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 36624.014051/200622 Acórdão n.º 2301003.186 S2C3T1 Fl. 116 13 Voto Vencedor Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes 1. No que tange ao valor da multa aplicada, não posso concordar com o posicionamento adotado pelo nobre relator, tendo em vista a superveniência de legislação mais benéfica no que se refere à penalidade por descumprimento de obrigação acessória. 2. Ocorre que a Lei n.º 11.941, de 2009, alterou a Lei n.º 8.212/91 para abrandar os valores da multa aplicada: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e. II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3º deste artigo. § 1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2º Observado o disposto no § 3º deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou . II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e. II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” 3. Diante da regulamentação acima exposta, é possível identificar as regras do artigo 32A: Fl. 140DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 14 a) é regra aplicável a uma única espécie, dentre tantas outras existentes, de declaração: a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP; b) é possibilitado ao sujeito passivo entregar a declaração após o prazo legal, corrigila ou suprir omissões antes de algum procedimento de ofício que resultaria em autuação; c) regras distintas para a aplicação da multa nos casos de falta de entrega/entrega após o prazo legal e nos casos de informações incorretas/omitidas; sendo no primeiro caso, limitada a vinte por cento da contribuição; d) desvinculação da obrigação de prestar declaração em relação ao recolhimento da contribuição previdenciária; e) reduções da multa considerando ter sido a correção da falta ou supressão da omissão antes ou após o prazo fixado em intimação; e f) fixação de valores mínimos de multa. 22. Nesse momento, passo a examinar a natureza da multa aplicada com relação à GFIP, sejam nos casos de “falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo” ou “informações incorretas ou omitidas”. 23. O inciso II do artigo 32A manteve a desvinculação entre as obrigações do sujeito passivo: acessória, quanto à declaração em GFIP e principal, quanto ao pagamento da contribuição previdenciária devida: II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. 24. Dessa forma, depreendese da leitura do inciso que o sujeito passivo estará sujeito à multa prevista no artigo, mesmo nos casos em que efetuar o pagamento em sua integralidade, ou seja, cem por cento das contribuições previdenciárias. 25. E fazendo uma comparação do referido dispositivo com o artigo 44 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996 (que trata das multas quando do lançamento de ofício dos tributos federais) percebese que as regras diferem entre si, pois as multas nele previstas incidem em razão da falta de pagamento ou, quando sujeito a declaração, pela falta ou inexatidão da declaração: LEI Nº 9.430, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1996. Dispõe sobre a legislação tributária federal, as contribuições para a seguridade social, o processo administrativo de consulta e dá outras providências. ... Seção V Normas sobre o Lançamento de Tributos e Contribuições ... Fl. 141DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 36624.014051/200622 Acórdão n.º 2301003.186 S2C3T1 Fl. 117 15 Multas de Lançamento de Ofício Art.44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II cento e cinquenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. 26. Outra diferença é que as multas elencadas no artigo 44 justificamse pela necessidade de realização de lançamento pelo fisco, já que o sujeito passivo não efetuou o pagamento, sendo calculadas independentemente do decurso do tempo, eis que a multa de ofício não se cumula com a multa de mora. A finalidade é exclusivamente fiscal, diferentemente do caso da multa prevista no artigo 32A, em que independentemente do pagamento/recolhimento da contribuição previdenciária, o que se pretende é que, o quanto antes (daí a gradação em razão do decurso do tempo), o sujeito passivo preste as informações à Previdência Social, dados esses que viabilizam a concessão dos benefícios previdenciários. 27. Feitas essas considerações, tenho por certo que as regras postas no artigo 44 aplicamse aos processos instaurados em razão de infrações cometidas sobre a GFIP. No que se refere à “falta de declaração e nos de declaração inexata”, devese observar o preceito por meio do qual a norma especial prevalece sobre a geral, uma vez que o artigo 32A da Lei n° 8.212/1991 traz regra aplicável especificamente a uma espécie de declaração que é a GFIP, devendo assim prevalecer sobre as regras do artigo 44 da Lei n° 9.430/1996 o qual se aplicam a todas as demais declarações a que estão obrigados os contribuintes e responsáveis tributários. Pela mesma razão, também não pode ser aplicado o artigo 43 da mesma lei: “Auto de Infração sem Tributo Art.43.Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.” 28. Resumindo, é possível concluir que para a aplicação de multas pelas infrações relacionadas à GFIP devem ser observadas as regras do artigo 32A da Lei n° 8.212/1991 que regulam exaustivamente a matéria, sendo irrelevante a existência ou não pagamento/recolhimento e qual tenha sido a multa aplicada no documento de constituição do crédito relativo ao tributo devido. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 16 29. Quanto à cobrança de multa nesses lançamentos, realizados no período anterior à MP n° 449/2008, entendo que não há como aplicar o artigo 35A, pois poderia haver retroatividade maléfica, o que é vedado; nem tampouco a nova redação do artigo 35. 30. Os dispositivos legais não são interpretados em fragmentos, mas dentro de um conjunto que lhe dê unidade e sentido. As disposições gerais nos artigos 44 e 61 são apenas partes do sistema de cobrança de tributos instaurado pela Lei n° 9.430/1996. Quando da falta de pagamento de tributos são cobradas, além do principal e juros moratórios, valores relativos às penalidades pecuniárias, que podem ser a multa de mora, quando embora a destempo tenha o sujeito passivo realizado o pagamento/recolhimento antes do procedimento de ofício, ou a multa de ofício, quando realizado o lançamento para a constituição do crédito. Essas duas espécies são excludentes entre si. Essa é a sistemática adotada pela lei. As penalidades pecuniárias incluídas nos lançamentos já realizados antes da MP n° 449/1996 são, por essa nova sistemática aplicável às contribuições previdenciárias, conceitualmente multa de ofício e pela sistemática anterior multa de mora. Do que resulta uma conclusão inevitável: independentemente do nome atribuído, a multa de mora cobrada nos lançamentos anteriores à MP n° 449/1996 não é a mesma da multa de mora prevista no artigo 61 da Lei n° 9.430/1996. Esta somente tem sentido para os tributos recolhidos a destempo, mas espontaneamente, sem procedimento de ofício. Seguem transcrições: “Art.35.Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 1996. Art.35A.Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996. Seção IV Acréscimos Moratórios Multas e Juros Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. Redação anterior do artigo 35: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: Fl. 143DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 36624.014051/200622 Acórdão n.º 2301003.186 S2C3T1 Fl. 118 17 I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; b) quatorze por cento, no mês seguinte; c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa;” 31. No que tange aos autos de infração referentes à GFIP, que foram lavrados antes da MP n° 449/1996, importa que seja feita a análise quanto à aplicação do artigo 106, inciso II, alínea “c” do CTN: “Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: ... II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” 32. E como pode ser notado, as novas regras trazidas pelo artigo 32A são, a priori, mais benéficas que as anteriores, posto que nelas há limites inferiores, senão vejamos: no caso da falta de entrega da GFIP e omissão de fatos geradores, a multa não pode exceder a 20% da contribuição previdenciária, no primeiro caso; e será de R$ 20,00 por grupo de 10 informações omitidas ou incorretas, no segundo caso. 33. Portanto, nos casos mais benéficos ao sujeito passivo, consoante o disposto no artigo 106 do CTN, a multa deve ser reduzida para adequála ao artigo 32A. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 18 Porém, nos casos em a multa contida no autodeinfração é inferior à que seria aplicada pelas novas regras, não há como se falar em retroatividade. 34. Aplicase, portanto, a regra inovadora da legislação previdenciária, haja vista que os autos informam que a espécie é de declaração de GFIP, conforme colho do voto do douto relator: “Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 008, a autuação deuse, em síntese, pela Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), elaborada pelo sujeito passivo, no período de 01/1999 a 12/2005, ter sido preenchida com o código FPAS 639 (Entidade Isenta). Ocorre que a isenção que o sujeito passivo detinha foi cancelada, pelo instrumento próprio, para o período em questão, motivo ensejador da autuação.” 35. Razão pela qual entendo que os valores impostos pelo fisco devem ser retificados, conforme o novo regramento do citado artigo 32A, eis que mais benéfico para o contribuinte. 36. Neste ponto, dou provimento parcial ao recurso. CONCLUSÃO 37. Ante ao exposto, CONHEÇO do recurso voluntário, para, neste ponto específico, DARLHE PROVIMENTO, apenas para que seja aplicada a multa prevista no artigo 32A, da Lei 8.212/91, caso seja mais benéfica da norma em favor do contribuinte. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Redator Fl. 145DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.006172/2004-96
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1999
RECURSO ESPECIAL. LANÇAMENTO. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR). ISENÇÃO. ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.
Para fins de exclusão da área tributável, a área de reserva legal (ARL) do imóvel rural deve ser averbada antes da ocorrência do fato gerador.
No presente caso, ARL não foi averbada até a data de ocorrência do fato gerador, motivo do provimento do recurso.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). EXERCÍCIO ANTERIOR A 2001. DESNECESSIDADE. SÚMULA.
De conformidade com os dispositivos legais que regulamentam a matéria, vigentes à época da ocorrência do fato gerador, notadamente a Lei nº 9.393/1996, c/c Súmula no 41 do CARF, inexiste previsão legal exigindo a apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) para fruição da isenção do ITR relativamente às áreas de reserva legal e/ou preservação permanente até o exercício 2000, inclusive.
Numero da decisão: 9202-003.504
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso em relação à àrea de preservação permanente.
Por maioria de votos, em dar provimento ao recurso em relação à área reserva Legal. Vencidos os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (Relator), Alexandre Naoki Nishioka e Pedro Anan Junior (suplente convocado). Votaram pelas conclusões os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior e Gustavo Lian Haddad. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcelo Oliveira.
(Assinado digitalmente)
Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Relator
(Assinado digitalmente)
Conselheiro Marcelo Oliveira Redator-Designado
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente em exercício), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201412
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1999 RECURSO ESPECIAL. LANÇAMENTO. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR). ISENÇÃO. ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Para fins de exclusão da área tributável, a área de reserva legal (ARL) do imóvel rural deve ser averbada antes da ocorrência do fato gerador. No presente caso, ARL não foi averbada até a data de ocorrência do fato gerador, motivo do provimento do recurso. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). EXERCÍCIO ANTERIOR A 2001. DESNECESSIDADE. SÚMULA. De conformidade com os dispositivos legais que regulamentam a matéria, vigentes à época da ocorrência do fato gerador, notadamente a Lei nº 9.393/1996, c/c Súmula no 41 do CARF, inexiste previsão legal exigindo a apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) para fruição da isenção do ITR relativamente às áreas de reserva legal e/ou preservação permanente até o exercício 2000, inclusive.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10980.006172/2004-96
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5421924
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9202-003.504
nome_arquivo_s : Decisao_10980006172200496.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10980006172200496_5421924.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso em relação à àrea de preservação permanente. Por maioria de votos, em dar provimento ao recurso em relação à área reserva Legal. Vencidos os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (Relator), Alexandre Naoki Nishioka e Pedro Anan Junior (suplente convocado). Votaram pelas conclusões os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior e Gustavo Lian Haddad. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcelo Oliveira. (Assinado digitalmente) Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Relator (Assinado digitalmente) Conselheiro Marcelo Oliveira Redator-Designado Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente em exercício), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2014
id : 5797070
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477326708736
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1948; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 206 1 205 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10980.006172/200496 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202003.504 – 2ª Turma Sessão de 11 de dezembro de 2014 Matéria ITR ARL E APP AVERBAÇÃO E ADA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado BENVENUTO MIGUEL GUSSO ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1999 RECURSO ESPECIAL. LANÇAMENTO. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR). ISENÇÃO. ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Para fins de exclusão da área tributável, a área de reserva legal (ARL) do imóvel rural deve ser averbada antes da ocorrência do fato gerador. No presente caso, ARL não foi averbada até a data de ocorrência do fato gerador, motivo do provimento do recurso. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). EXERCÍCIO ANTERIOR A 2001. DESNECESSIDADE. SÚMULA. De conformidade com os dispositivos legais que regulamentam a matéria, vigentes à época da ocorrência do fato gerador, notadamente a Lei nº 9.393/1996, c/c Súmula no 41 do CARF, inexiste previsão legal exigindo a apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) para fruição da isenção do ITR relativamente às áreas de reserva legal e/ou preservação permanente até o exercício 2000, inclusive. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 61 72 /2 00 4- 96 Fl. 206DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso em relação à àrea de preservação permanente. Por maioria de votos, em dar provimento ao recurso em relação à área reserva Legal. Vencidos os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (Relator), Alexandre Naoki Nishioka e Pedro Anan Junior (suplente convocado). Votaram pelas conclusões os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior e Gustavo Lian Haddad. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcelo Oliveira. (Assinado digitalmente) Marcos Aurélio Pereira Valadão Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira – Relator (Assinado digitalmente) Conselheiro Marcelo Oliveira – RedatorDesignado Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente em exercício), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10980.006172/200496 Acórdão n.º 9202003.504 CSRFT2 Fl. 207 3 Relatório BENVENUTO MIGUEL GUSSO, contribuinte, pessoa física, já devidamente qualificado nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavrado Auto de Infração, em 24/08/2008 (AR fl. 31), exigindolhe crédito tributário concernente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, em relação ao exercício de 1999, incidente sobre o imóvel rural denominado “Fazenda Xapadão”, localizado no município de Bocaiuva do Sul/PR, inscrita na RFB sob nº 9837728, conforme peça inaugural do feito, às fls. 21/29, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário à Segunda Seção de Julgamento do CARF contra Decisão da 1a Turma da DRJ em Campo Grande/MS, Acórdão nº 0410.205/2006, às fls. 62/69 que julgou procedente o lançamento fiscal em referência, a Egrégia 2ª Turma Ordinária da 2a Câmara, em 12/04/2011, por unanimidade de votos, achou por bem DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO VOLUNTÁRIO DO CONTRIBUINTE, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão nº 2202 01.118, sintetizados na seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL I TR Exercício: 1999 RESERVA LEGAL AVERBAÇÃO. A área de reserva legal, para fins de exclusão da tributação, deve estar averbada à margem da inscrição da matrícula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente ou comprovado por laudo técnico com as especificações exigidas pela legislação tributária. RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. PRAZO. Dispensável a averbação da reserva legal no exercício em que tenha sido informada. ADA INTEMPESTIVO. VERDADE MATERIAL. A vistoria realizada pelo IBAMA se sobrepõe à apresentação intempestiva do Ato Declaratório Ambiental. Recurso parcialmente provido.” Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 120/140, com arrimo nos artigos 64, inciso II, e 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurgese contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado entendimento levado a Fl. 208DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 4 efeito por outras Câmaras dos Conselhos/CARF a respeito das mesmas matérias, conforme se extrai dos Acórdãos nºs 30236.278 (ADA) e 30239.070 (Necessidade Averbação Tempestiva ARL), impondo seja conhecido o recurso especial da recorrente, porquanto comprovada a divergência arguida. Infere que a Lei nº 4.771/1965 (Código Florestal), na redação dada pela Lei nº 7.803/1989, impõe que a comprovação da existência de área de reserva legal, para fins de não incidência do ITR, depende de prévia averbação tempestiva à margem da matrícula do imóvel. Em defesa de sua pretensão, assevera que a exigência encimada foi expressamente inserida no art. 10, § 4º, inciso I, da IN/SRF/nº 43/1997, (que disciplinou a Lei 9.363/96), com redação do art. 1º, inciso II, da IN/SRF nº 67/1997. Aduz que a Medida Provisória nº 2.166/2001, a qual dispôs sobre a declaração das áreas na Lei nº 9.393/1996, utilizada como esteio ao Acórdão atacado, em nada alterou a necessidade da averbação tempestiva da reserva legal junto à matrícula do imóvel, eis que, igualmente, contemplou essa exigência, remetendo às disposições do Código Florestal, instituído pela Lei nº 4.771/1965. Tece comentários a propósito do conceito e finalidade da “Reserva Legal”, traçando histórico da legislação que regulamenta a matéria, notadamente Código Florestal, aprovado pela Lei nº 4.771/1965, bem como Lei nº 7.803/1989, a qual estabeleceu a necessidade da averbação ou registro da reserva legal à margem da inscrição da matrícula do imóvel, concluindo que aludida exigência visa justamente atender o fim precípuo da reserva legal, a partir da publicidade dessa situação de fato e de direito. Contrapõese ao entendimento da Turma recorrida, aduzindo para tanto que áreas de reserva legal são aquelas definidas pelo citado Código Florestal em seu artigo 16 e que, para serem consideradas como tal não bastam apenas “existir” no mundo fático, mas devem “existir” também no mundo jurídico quando averbadas na matrícula do imóvel, mormente quando referida exigência decorre da legislação de regência, mais precisamente a Lei nº 4.771/65, que deverá ser interpretada literalmente, com arrimo no artigo 111 do Códex Tributário. Elucida, ainda, para fins de não incidência do ITR, que a averbação da reserva legal junto à matrícula do imóvel, deve ser procedida antes do fato gerador do tributo, somente passando a produzir efeitos a partir de tal providência, não retroagindo, portanto, a fatos geradores ocorridos anteriormente a esse ato, em observância ao disposto no artigo 144 do Código Tributário Nacional, com vistas a assegurar os interesses coletivos relativamente à proteção do meio ambiente. Relativamente à área de Preservação Permanente, defende que para comprovação das referidas áreas, não se pode prescindir do Ato Declaratório Ambiental (ADA), protocolado junto ao IBAMA, no prazo estipulado na legislação. O que se presta, igualmente, para reserva legal. Infere que a Receita Federal do Brasil já se manifestou por diversas oportunidades a propósito do assunto, firmando o entendimento de que a não incidência de ITR sobre as áreas de preservação permanente e reserva legal está condicionada ao reconhecimento como tal por parte do Poder Público, por intermédio do ADA, devendo existir em cada imóvel informação específica da parte reservada, como estabelecem as normatizações internas da SRF, Fl. 209DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10980.006172/200496 Acórdão n.º 9202003.504 CSRFT2 Fl. 208 5 notadamente o artigo 10, § 4º, inciso I, da IN SRF nº 43/1997, que disciplinou a Lei nº 9.393/1996, com redação do artigo 1º, inciso II, da Instrução Normativa SRF nº 67/1997. Assim, inexistindo na hipótese dos autos provas de que a contribuinte procedeu tempestivamente à averbação em comento e a protocolização atempada do requerimento do ADA, impõese à manutenção da glosa realizada pela fiscalização. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, o ilustre Presidente da 2ª Câmara da 2a SJ do CARF, entendeu por bem admitir o Recurso Especial da Fazenda Nacional, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão guerreado divergiu de outras decisões exaradas pelas demais Turmas/Câmaras dos Conselhos de Contribuintes/CARF a propósito das mesmas matérias, conforme Despacho n° 220000.534/2011, às fls. 159/164. Instado a se manifestar a propósito do Recurso Especial da Fazenda Nacional, o contribuinte não apresentou suas contrarrazões. Entrementes, o contribuinte interpôs Recurso Especial, às fls. 175/176, suscitando basicamente a nulidade do lançamento, não tendo, porém, obtido êxito em sua empreitada relativamente ao conhecimento da peça recursal, diante da não comprovação de qualquer divergência, como se verifica do Despacho S/N, de fls. 190/192, ratificado pelo Despacho S/N, de fl. 193/194, da lavra do nobre Presidente da CSRF, em face de reexame necessário. É o Relatório. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 6 Voto Vencido Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e acatada pelo ilustre Presidente da 2ª Câmara da 2a SJ do CARF as divergências suscitadas pela Fazenda Nacional, conheço do Recurso Especial e passo ao exame das razões recursais. Conforme se depreende da análise do Recurso Especial, pretende a recorrente a reforma do Acórdão em vergasta, alegando, em síntese, que as razões de decidir ali esposadas contrariaram a jurisprudência administrativa traduzida nos decisórios paradigmas trazidos à colação, bem como a legislação de regência, os quais exigem a averbação tempestiva da reserva legal à margem da matrícula do imóvel e, bem assim, o protocolo do requerimento de ato declaratório junto ao IBAMA no prazo legal, capaz de justificar a isenção do ITR na forma inscrita no decisum guerreado. Sustenta, ainda, a PFN que ao desconsiderar a exigência da prévia averbação de reserva legal e requerimento tempestivo do ADA para fins da benesse isentiva, a Turma recorrida malferiu as normas insertas nas Leis n°s 9.393/1996, 6.938/1981 e 10.165/2000, mormente tratandose do exercício de 2001, posteriormente ao advento da alteração do artigo 17O, § 1º, da Lei nº 6.938/81, na redação dada pelo artigo 1º da Lei nº 10.165/2000. Como se observa, resumidamente, o cerne da questão posta nos autos é a discussão a propósito da necessidade de averbação tempestiva da reserva legal junto à matrícula do imóvel antes da ocorrência do fato gerador do tributo, bem como a exigência do requerimento do Ato Declaratório Ambiental – ADA dentro do prazo legal, quanto às áreas de preservação permanente e reserva legal, para fins de não incidência do Imposto Territorial Rural ITR. Consoante se infere dos autos, concluise que a pretensão da Fazenda Nacional não merece acolhimento, por não espelhar a melhor interpretação a respeito do tema, contrariando a farta e mansa jurisprudência administrativa. Do exame dos elementos que instruem o processo, constatase que o Acórdão recorrido apresentase incensurável, devendo ser mantido em sua plenitude, como passaremos a demonstrar. DA AVERBAÇÃO DA RESERVA LEGAL DESNECESSIDADE Antes mesmo de se adentrar ao mérito, cumpre trazer à baila a legislação tributária específica que regulamenta a matéria, mais precisamente artigo 10, § 1º, inciso II, e parágrafo 7º, da Lei nº 9.393/1996, na redação dada pelo artigo 3º da Medida Provisória nº 2.166/2001, nos seguintes termos: “Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: I VTN, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: Fl. 211DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10980.006172/200496 Acórdão n.º 9202003.504 CSRFT2 Fl. 209 7 a) construções, instalações e benfeitorias; b) culturas permanentes e temporárias; c) pastagens cultivadas e melhoradas; d) florestas plantadas; II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; [...] § 7o A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1o, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001)” (grifamos) Conforme se extrai dos dispositivos legais encimados, a questão remonta a um só ponto, qual seja: a exigência de assentamento nos registros cartorários, de reserva legal em imóvel rural, não é, em si, condição eleita pela Lei para que o proprietário rural goze do direito de isenção do ITR relativo à gleba de terra destinada à proteção ambiental, na linha do que restou decidido no Acórdão recorrido. Melhor elucidando, a norma concessiva do beneficio fiscal em apreço, acima transcrita, sequer fala em necessidade de comprovação por parte do declarante, para fins de afastar a tributação do ITR da parcela destinada à reserva ambiental. Apenas reconhece que a simples declaração do contribuinte, no sentido de que determinada gleba destinase a proteção, é suficiente para assegurar o direito à isenção, sem prejuízo, é obvio, de eventual constatação contrária. Tratase, pois, do conhecido lançamento por homologação, promovido pelo contribuinte sujeito a posterior exame da autoridade fazendária. Com efeito, a partir do momento em que a norma isentiva não exige sequer a comprovação da existência da reserva legal propriamente dita, não há sentido lógico que sustente a exigência do prévio assentamento no Cartório de Registro de Imóveis – CRI, como condição para exclusão da incidência do ITR. Destarte, não sendo legalmente viável exigir a comprovação da existência da área destinada à proteção ambiental, muito menos poderá condicionar a isenção a prévio assentamento cartorário. É preciso reconhecer que ao desvincular a isenção em comento, da necessidade de comprovação da existência da área de reserva legal, a legislação de regência prestigia a destinação ambiental a ser dada à gleba destacada da propriedade rural, em clara Fl. 212DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 8 preterição a procedimentos burocráticos, que apenas frustrariam o objetivo legal maior, consubstanciado no alcance da exploração consciente e adequada do meio rural, preservando se as condições mínimas para o saudável equilíbrio do meio ambiente. Sob o enfoque da análise de uma norma concessiva de isenção fiscal, a interpretação conferida pela autoridade lançadora, corroborada pela decisão da douta DRJ e defendida pela PFN, no sentido de condicionar a isenção do ITR a prévio registro em cartório da área de proteção ambiental, criando exigências onde a própria Lei instituidora não as criou, apenas limita o alcance da norma de isenção em apreço, mediante interpretação extensiva de uma condição não legalmente prevista, o que em letras frias significa clara afronta ao artigo 111, I e II do CTN, que exige uma interpretação literal de tais normas. Não se pode perder de vista ainda o fato de que a isenção, a teor do artigo 176 do CTN, e na esteira da previsão contida no § 6º do artigo 150 da Constituição Federal, decorre da lei que a instituiu, e que especificará, dentre outros aspectos, as condições e os requisitos exigidos para sua concessão, ou seja, a lei instituidora da isenção será especifica e trará todos os elementos necessários para o gozo do beneficio fiscal que está concedendo. Ao que nos parece, o texto codificado lança o alerta de que a isenção reporta se apenas a legislação que a contemplou, estando vinculada aos eventuais requisitos e condições nela expressamente delimitados, marcando sua natureza exclusiva. Tal alerta, vale lembrar, tem dois focos distintos, um direcionado ao sujeito passivo, assegurandolhe o beneficio fiscal se comprovada à observância das condicionantes previstas na legislação que o concedeu, e outro voltado ao sujeito ativo, no sentido de reforçalhe a certeza de que apenas ao legislador especifico é outorgado o direito de condicionar a isenção por ele instituída. Essa natureza exclusiva da norma que concede a isenção fiscal é passo fundamental para bem compreendermos que leis diversas, reguladoras de matérias estranhas à isenção propriamente dita, tais como Direito Civil, Penal, Florestal, etc., não podem servir de fundamento legal nem para o seu gozo, assim como para criar obrigação ou condição que frustre o usufruto do seu direito1. A Lei que concede a isenção, e apenas ela, pode condicionar a sua fruição. Por essas razões, não merece ressalvas o voto condutor do Acórdão ora guerreado, ao rechaçar o entendimento do Fisco/Fazenda Nacional, escorado no Código Florestal, para se exigir prévio registro da área de reserva ambiental no competente CRI, como condição para isenção do ITR, porquanto tal exigência não se reporta à legislação que instituiu o favor fiscal, mas outra que lhe é entranha. Somente a título elucidativo, não sendo o prévio assentamento da reserva legal em Cartório condição legal para obtenção do beneficio isentivo que ora cuidamos, e na linha do que fora exposto no Acórdão atacado, nos parece coerente reconhecer que a ausência de tais elementos apenas confere a auditoria fiscal à possibilidade de presumir a inexistência da parcela de proteção ambiental e assim considerála como sendo área passível de aproveitamento, e, portanto, tributável. Contudo, ainda que a legislação exigisse a comprovação por parte do contribuinte, ad argumentandum tantum, o reconhecimento da inexistência de reserva legal decorrente de um raciocínio presuntivo, não torna essa condição absoluta, sendo perfeitamente possível que outros elementos probatórios demonstrem a efetiva destinação de gleba de terra para fins de proteção ambiental. Em outras palavras, a mera inscrição em Cartório não se perfaz no único meio de se comprovar a existência ou não de reserva legal. 1 Misabel Derzi, Comentários de atualização da 11ª Edição da Obra Direito Tributário Brasileiro, do mestre Aliomar Baleeiro, a sua pág. 932. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10980.006172/200496 Acórdão n.º 9202003.504 CSRFT2 Fl. 210 9 Assim, realizado o lançamento de ITR decorrente da glosa de reserva legal, a partir de um enfoque meramente formal, ou seja, pelo não assentamento prévio em cartório, e demonstrada, por outros meios de prova, a existência da destinação de área para fins de proteção ambiental, deverá ser restabelecida a declaração do contribuinte, e lhe ser assegurado o direito de excluir do cálculo do ITR à parte da sua propriedade rural correspondente à reserva legal. Aliás, a jurisprudência Judicial que se ocupou do tema, notadamente após a edição da Lei n° 10.165/2000, corrobora o entendimento encimado, ressaltando, inclusive, que a MP n° 2.166/2001, por ser posterior ao primeiro Diploma Legal, o revogou, fazendo prevalecer, assim, a verdade material. Ou seja, ainda que não procedida à averbação tempestiva, conquanto que o contribuinte comprove a existência das áreas declaradas como de reserva legal, mediante documentação hábil e idônea, quando intimado para tanto ou mesmo autuado, devese admitilas para fins de apuração do ITR, consoante se extrai dos julgados assim ementados: “TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR. LEI N. 9.393/96 E CÓDIGO FLORESTAL (LEI N. 4.771/65). ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E RESERVA LEGAL. DESNECESSIDADE DE ATO DECLARATÓRIO DO IBAMA. MP. 2.16667/2001. APLICAÇÃO DO ART. 106 DO CTN. 1. "Ilegítima a exigência prevista na Instrução Normativa SRF 73/2000 quanto à apresentação de Ato Declaratório Ambiental ADA comprovando as áreas de preservação permanente e reserva legal na área total como condição para dedução da base de cálculo do Imposto Territorial Rural ITR, tendo em vista que a previsão legal não a exige para todas as áreas em questão, mas, tãosomente, para aquelas relacionadas no art. 3º, do Código Florestal" (AMS 2005.35.000112067/GO, Rel. Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso, DJ de 10.05.2007). 2. A Lei n. 10.165/00 inseriu o art. 17O na Lei n. 6.938/81, exigindo para fins de exclusão das áreas de preservação permanente e de reserva legal da área tributável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA). 3. Consoante a jurisprudência do STJ, a MP 2.16667/2001, que dispôs sobre a exclusão do ITR incidente sobre as áreas de preservação permanente e de reserva legal, consoante o § 7º do art. 10 da Lei 9.393/96, veicula regra mais benéfica ao contribuinte, devendo retroagir, a teor disposto nos incisos do art. 106 do CTN, porquanto referido diploma autoriza a retrooperância da lex mitior, dispensando a apresentação prévia do Ato Declaratório Ambiental no termos do art. 17O da Lei n. 6.938/81, com a redação dada pela Lei n. 10.165/00. 4. Apelação provida.” (8ª Turma do TRF da 1ª Região AMS 2005.36.00.0087250/MT eDJF1 p.334 de 20/11/2009) “EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IMPOSTO TERRITORIAL RURAL ITR. ÁREAS DE RESERVA LEGAL. APRESENTAÇÃO ADA. AVERBAÇÃO MATRÍCULA. DESNECESSIDADE. ÁREAS DE PASTAGENS. DIAT Fl. 214DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 10 DOCUMENTO DE INFORMAÇÃO E APURAÇÃO. DEMOSTRAÇÃO DE EQUÍVICO. ÔNUS DO FISCO. 1. Não se faz mais necessária a apresentação do ADA para a configuração de áreas de reserva legal e consequente exclusão do ITR incidente sobre tais áreas, a teor do § 7º do art. 10 da Lei nº 9.393/96 (redação da MP 2.16667/01). Tal regra, por ter cunho interpretativo (art. 106, I, CTN), retroage para beneficiar os contribuintes. 2. A isenção decorrente do reconhecimento da área não tributável pelo ITR não fica condicionada à averbação, a qual possui tão somente o condão de declarar uma situação jurídica já existente, não possuindo caráter constitutivo. 3. A falta de averbação da área de reserva legal na matrícula do imóvel, ou a averbação feita alguns meses após a data de ocorrência do fato gerador, não é, por si só, fato impeditivo ao aproveitamento da isenção de tal área na apuração do valor do ITR, ante a proteção legal estabelecida pelo art. 16 da Lei nº 4.771/65. 4. Cabe ao Fisco demonstrar que houve equívoco no DIAT Documento de Informação e Apuração do ITR, passível de fundamentar o lançamento do débito de ofício, de conformidade com o art. 14, caput, da Lei nº 9.393/96, o que não restou evidenciado na hipótese dos autos. 5. Apelação e remessa oficial desprovidas.” (2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região APELAÇÃO CÍVEL Nº 2008.70.00.0062742/PR 28 de junho de 2011) Como se observa, em face da legislação posterior (MP n° 2.166/2001) mais benéfica, dispensando o contribuinte de comprovação prévia das áreas declaradas em sua DITR, não se pode exigir a averbação à margem da matrícula do imóvel para fins do benefício fiscal em epígrafe, mormente em homenagem ao princípio da retroatividade benigna da referida norma, em detrimento a alteração introduzida anteriormente pela Lei n° 10.165/2000. Mais a mais, com esteio no princípio da verdade material, o formalismo não deve sobrepor à verdade real, notadamente quando a lei disciplinadora da isenção assim não estabelece. In casu, o que torna ainda mais digno de realce, relativamente à área de reserva legal, de 150,0 ha, é que o contribuinte trouxe à colação documentos comprobatórios de sua existência, conforme se extrai da Declaração do IBAMA, de fls. 107/108, de 30/06/2009, atendendo a diligência determinada pela então 1a Câmara do 3o Conselho de Contribuintes, reconhecendo a existência de aludida área, corroborada pelo Termo de Compromisso de Proteção de Reserva Legal, às fls. 50/51, firmado junto ao Instituto Ambiental do Paraná – IAP (Não Averbado), datado de 23/09/2005, e Laudo Pericial de fls. 77/83 e ART, de fl. 84, rechaçando de uma vez por todas a pretensão da Fazenda Nacional. Assim, impõese manter a ordem legal no sentido de reconhecer a área de reserva legal declarada pelo contribuinte, circunstanciadamente demonstrada nos autos, estando fora, portanto, da tributação do ITR. DO ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL – EXERCÍCIO 1999 Não bastasse isso, em relação à exigência da protocolização atempada do ADA, mister ressaltar que este Egrégio Colegiado já sedimentou o entendimento de que inexiste previsão legal, anteriormente à vigência da Lei no 10.165, de 28/12/2000, Fl. 215DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10980.006172/200496 Acórdão n.º 9202003.504 CSRFT2 Fl. 211 11 contemplando a exigência do ADA para efeito de não incidência de ITR sobre as áreas de preservação permanente e reserva legal, o que se vislumbra na hipótese vertente (Exercício 1999). Aliás, o Pleno da CSRF, em 08/12/2009, aprovou Enunciado da Súmula CARF n° 41, contemplando o tema, afastando qualquer dúvida quanto à matéria, nos seguintes termos: “A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000.” Neste sentido, em que pese o contribuinte ter trazido à colação documentos comprobatórios da existência das áreas de preservação permanente e reserva legal admitidas pelo Acórdão recorrido, especialmente Declaração do IAP, o certo é que à época da ocorrência do fato gerador do tributo em comento (1999), não se poderia exigir o ADA tempestivo ou não para fins de gozo do benefício fiscal sob análise, reforçando a tese levada a efeito do decisório guerreado. Partindo dessas premissas, tratandose de áreas de reserva legal e preservação permanente, devidamente comprovadas mediante documentação hábil e idônea trazida à colação pela contribuinte, ainda que não apresentado o ADA, impõese o restabelecimento de referidas áreas, glosada pela fiscalização, para efeito da fruição da isenção em comento, sob pena se fazer prevalecer o formalismo em detrimento do princípio da verdade material. Dessa forma, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantido o provimento parcial ao recurso voluntário do contribuinte, na forma decidida pela 2ª Turma Ordinária da 2a Câmara da 2a Seção de Julgamento do CARF, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base ao decisório atacado. Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA PROCURADORIA, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Fl. 216DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 12 Voto Vencedor Conselheiro Marcelo Oliveira, Designado Com todo respeito ao nobre relator, divirjo de sua decisão em relação à área de reserva legal(ARL), pela ausência de sua averbação antes da ocorrência do fato gerador. Cabe deixar expresso que a exigência de averbação da reserva legal é determinação da legislação. Lei 4.771/1965: Art. 16. As florestas de domínio privado, não sujeitas ao regime de utilização limitada e ressalvadas as de preservação permanente, previstas nos artigos 2° e 3° desta lei, são suscetíveis de exploração, obedecidas as seguintes restrições: ... § 2º A reserva legal, assim entendida a área de , no mínimo, 20% (vinte por cento) de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso, deverá ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada, a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área. (Incluído pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) Essa determinação sofreu alteração pela Medida Provisória 2.166/2001, mas continuou obrigatória a averbação, demonstrando, de forma clara e reiterada a vontade do legislador. Lei 4.771/1965: Art. 16. As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) ... § 8o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) Fl. 217DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10980.006172/200496 Acórdão n.º 9202003.504 CSRFT2 Fl. 212 13 A averbação, portanto, é condição para o usufruto da isenção e deve ser realizada até a data de ocorrência do fato gerador. É, por exemplo, como no caso da legislação exigir a emissão de um certificado, de uma decisão, de uma informação para usufruto de uma isenção e a empresa não possuir essa exigência para certo período, levando a correta conclusão de que não há que se conceder o benefício, por ausência de um dos seus requisitos exigidos. Não se trata aqui de verdade material, até pelo motivo de não termos como concluir sobre a verdade existente à época. Tratase de requisito determinado pela legislação, que deve ser cumprido, em respeito à Legalidade. Em nosso entender, a averbação junto ao registro de imóveis competente é essencial para a sua constituição como tal, o que implica a inclusão na base de cálculo do ITR da área ainda não averbada quando da ocorrência do fato gerador do tributo. Chegamos à essa conclusão pela determinação contida na legislação acima (Art 16), assim como por decisão do Supremo Tribunal Federal (Mandado de Segurança nº 22.688/PB), que decidiu que a área só pode ser considerada como de reserva legal com sua averbação. EMENTA: Mandado de segurança. Desapropriação de imóvel rural para fins de reforma agrária. Preliminar de perda de objeto da segurança que se rejeita No mérito, não fizerem os impetrantes prova da averbação da área de reserva legal anteriormente à vistoria do imóvel, cujo laudo (fls. 71) é de 09.05.96, ao passo que a averbação existente nos autos data de 26.11.96 (fls. 73 verso), posterior inclusive ao Decreto em causa, que é de 06.09.96. Mandado de segurança indeferido. Cabe ressaltar voto vista do Ministro Sepúlveda Pertence, no julgado acima, em que há a decisão de que sem a averbação determinada pelo art. 16 da lei nº 4.771/1965 não existe reserva legal. “A questão, portanto, é saber, a despeito de não averbada se a área correspondente à reserva legal deveria ser excluída da área aproveitável total do imóvel para fins de apuração da sua produtividade (...) A reserva legal não é uma abstração matemática. Há de ser entendida como uma parte determinada do imóvel. Sem que esteja determinada, não é possível saber se o proprietário vem cumprindo as obrigações positivas e negativas que a legislação ambiental lhe impõe. Por outro lado, se sabe onde concretamente se encontra a reserva, se ela não foi medida e demarcada, em caso de divisão ou desmembramento de imóvel o que dos novos proprietários só estaria obrigado a preservar vinte por cento da sua parte. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 14 Desse modo, a cada nova divisão ou desmembramento, haveria uma diminuição do tamanho da reserva, proporcional à diminuição do tamanho do imóvel, com o que restaria frustrada a proibição da mudança de sua destinação nos casos de transmissão a qualquer título ou de desmembramento, que a lei florestal prescreve. Estou assim em que, sem a averbação determinada pelo §2º do art. 16 da lei nº 4.771/1965 não existe reserva legal.” Destacamos, pois importante, que o prazo para a averbação está determinado §1º, Art. 12, do Decreto n° 4.382, de 19 de setembro de 2002 (Regulamento do ITR), que consolidou toda a legislação do ITR, da seguinte forma: “Art. 12. São áreas de reserva legal aquelas averbadas à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, nas quais é vedada a supressão da cobertura vegetal, admitindose apenas sua utilização sob regime de manejo florestal sustentável (Lei nº 4.771, de 1965, art. 16, com a redação dada pela Medida Provisória nº 2.166 67, de 2001). § 1º Para efeito da legislação do ITR, as áreas a que se refere o caput deste artigo devem estar averbadas na data de ocorrência do respectivo fato gerador. Cabe destacar, também, decisão recente do Superior Tribunal de Justiça, sobre a necessidade de averbação da ARL: Para o STJ, para ocorrer a isenção tributária para ARL é imprescindível que haja averbação junto à matrícula do imóvel. O entendimento foi proferido pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao julgar agravos regimentais da Fazenda Nacional e do contribuinte sobre o assunto. De acordo com o ministro Mauro Campbell Marques, a isenção do ITR relacionada às áreas de reserva legal está condicionada à prévia averbação de tal espaço no registro do imóvel. Ora, prévia é antes de algo e se é o benefício fiscal que se busca, deve ocorrer, portanto, antes do fato gerador. Campbell citou precedente da relatoria do ministro Benedito Gonçalves, no EREsp 1.027.051, quando foi pacificado tal entendimento na Primeira Seção. Dessa forma, os ministros da Segunda Turma ponderaram que, não havendo o registro, que tem por finalidade a identificação do perímetro da reserva legal, seria impossível cogitar a regularidade da área protegida e, por conseguinte, o direito à isenção tributária correspondente. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10980.006172/200496 Acórdão n.º 9202003.504 CSRFT2 Fl. 213 15 Com a necessidade de averbação da área de reserva legal antes da ocorrência do fato gerador e como a averbação não foi efetuada,, chegamos à conclusão sobre a improcedência da conceituação da área como reserva legal, motivo do provimento do recurso da PGFN. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, discordo, somente, do voto do relator quanto á ausência de obrigatoriedade de necessidade de averbação da ARL e, neste ponto, voto em dar provimento ao recurso da PGFN, nos termos do voto (Assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 220DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, A ssinado digitalmente em 26/01/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 13884.904255/2008-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003
COMPENSAÇÃO. SALDO DISPONÍVEL DE DIREITO CREDITÓRIO. HOMOLOGAÇÃO.
Constatada a existência de saldo de direito creditório reconhecido, homologa-se a compensação até o seu limite.
Numero da decisão: 3201-001.750
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
DANIEL MARIZ GUDIÑO - Relator.
EDITADO EM: 09/01/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 COMPENSAÇÃO. SALDO DISPONÍVEL DE DIREITO CREDITÓRIO. HOMOLOGAÇÃO. Constatada a existência de saldo de direito creditório reconhecido, homologa-se a compensação até o seu limite.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13884.904255/2008-52
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5419100
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3201-001.750
nome_arquivo_s : Decisao_13884904255200852.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : DANIEL MARIZ GUDINO
nome_arquivo_pdf_s : 13884904255200852_5419100.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) JOEL MIYAZAKI - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) DANIEL MARIZ GUDIÑO - Relator. EDITADO EM: 09/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
id : 5786898
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047477333000192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1644; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 79 1 78 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13884.904255/200852 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.750 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de setembro de 2014 Matéria COFINS COMPENSAÇÃO Recorrente HELBOR EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 COMPENSAÇÃO. SALDO DISPONÍVEL DE DIREITO CREDITÓRIO. HOMOLOGAÇÃO. Constatada a existência de saldo de direito creditório reconhecido, homologa se a compensação até o seu limite. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) JOEL MIYAZAKI Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) DANIEL MARIZ GUDIÑO Relator. EDITADO EM: 09/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 4. 90 42 55 /2 00 8- 52 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por Helbor Empreendimentos Imobiliários Ltda., doravante apenas Recorrente, em razão do Acórdão nº 0537.432, de 15/03/2010, proferido pela 3ª Turma da Delegacia de Julgamento em Campinas (SP). Por bem descrever os fatos ocorridos até o julgamento da instância a quo, transcrevese abaixo o relatório do acórdão recorrido: Tratase de Declaração de Compensação – DCOMP nº 04256.78870.150104.1.3.0449092, com base em suposto crédito de Cofins do período de apuração 01/2003, decorrente de pagamento indevido ou a maior. A DRF de origem emitiu Despacho Decisório eletrônico de não homologação da compensação, fundamentando: Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão do PER/DCOMP: 4.734,40 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada desse despacho, a interessada apresentou sua manifestação de inconformidade alegando que: 3. Ocorre que, no entendimento deste peticionário, o crédito apresentado no PER/DCOMP é correto e sua origem é de pagamento efetuado a maior, quando do recolhimento da COFINS (21721), período de apuração Janeiro de 2003, recolhida em 14 de fevereiro de 2003, pelas guias Darfs de R$ 7.397,54 (Sete mil, trezentos e noventa e sete Reais e cinqüenta e quatro centavos) e R$ 82.682,57 (Oitenta e dois mil, seiscentos e oitenta e dois Reais e cinqüenta e sete centavos), sendo que o valor do débito apurado para o período de apuração Janeiro de 2003 foi de R$ 83.619,28 (Oitenta e três mil, seiscentos e dezenove Reais e vinte e oito centavos), (Doc. 5) 4. Desde débito, o valor de R$ 12.988,40 (Doze mil, novecentos e oitenta e oito Reais e quarenta centavos), tinha sua exigibilidade suspensa pelo processo 1999.61.00.0095172, cabendo então o recolhimento no valor de R$ 70.630,88 (Setenta mil seiscentos e trinta Reais e oitenta e oito centavos). 5. No PERD/COMP 37976.28901.300503.1.3.04.4164 foi utilizado o valor original de R$ 9.300,89 (Nove mil, trezentos Reais e oitenta e nove centavos), restando um saldo original de Fl. 80DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 13884.904255/200852 Acórdão n.º 3201001.750 S3C2T1 Fl. 80 3 R$ 10.148,34 (Dez mil cento e quarenta e oito Reais e trinta e quatro centavos). (doc. 2) 6. No PERD/COMP 40901.96493.210703.1.7.04.8482 foi utilizado o valor original de R$ 5.413,99 (cinco mil quatrocentos e treze reais e noventa e nove centavos), restando ainda um saldo original de R$ 4.734,35 (quatro mil setecentos e trinta e quatro reais e trinta e cinco centavos). (doc.3) 7. No PERD/COMP 04256.78870.150104.1.3.0449092 foi utilizado o valor original de R$ 4.734,40 (quatro mil setecentos e trinta e quatro reais e quarenta centavos). (doc. 4) 8. Pelo demonstrado, fica claro que foi recolhido o valor a maior de R$ 19.449,23 (Dezenove mil quatrocentos e quarenta e nove Reais e vinte e três centavos). A instância a quo julgou parcialmente procedente a manifestação de inconformidade nos termos do já citado acórdão, que restou assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 COMPENSAÇÃO. SALDO DISPONÍVEL DE DIREITO CREDITÓRIO. HOMOLOGAÇÃO. Constatada a existência de saldo de direito creditório reconhecido, homologase a compensação até o seu limite. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Inconformada com a manutenção parcial do despacho decisório, a Recorrente interpôs recurso voluntário tempestivamente, reiterando, em suma, os argumentos suscitados em sua defesa original quanto à parcela do direito creditório que não foi reconhecida. O processo foi distribuído e sorteado a este Conselheiro, seguindo o rito regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Daniel Mariz Gudiño O recurso voluntário atende os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações posteriores, razão pela qual deve ser conhecido. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO 4 A Recorrente alega que os membros do colegiado a quo interpretaram equivocadamente o valor original compensado. Isso porque na intimação da decisão ora recorrida constava o valor de R$ 5.603, 64, quando, em verdade, o valor era R$ 4.734,40. Compulsando os autos do processo (efls. 26 e 66), verificase que assiste razão à Recorrente. Diante do exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário para reconhecer o direito creditório pleiteado integralmente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Daniel Mariz Gudiño Relator Fl. 82DF CARF MF Impresso em 22/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 21/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/01/2015 por DANIEL MARIZ GUDINO
score : 1.0
