Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,954)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,892)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,944)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,143)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,303)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,526)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13603.723689/2010-87
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Dec 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2007
NÃO INCIDÊNCIA. INDENIZAÇÃO POR SUPRESSÃO DE HORAS EXTRAS HABITUAIS,
A indenização prevista na súmula n. 291 do tribunal superior do trabalho, em face da natureza que ostenta, não atrai a incidência de contribuições previdenciárias
ABONO DE FÉRIAS. ACORDO COLETIVO. NÃO INCIDÊNCIA.
Abono de férias reduzido em razão da assiduidade do empregado, concedido em virtude de convenção coletiva, desde que não excedente de vinte dias do salário, não integra a remuneração do empregado para os efeitos da previdência social, conforme dispõe o artigo144 daCLT, não estando, portanto, sujeito à incidência da contribuição previdenciária.
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E FUNCIONÁRIOS. VALOR FIXO. CRITÉRIOS.
Para fins de não incidência sobre as verbas pagas aos empregados a título de PLR, é necessário que os critérios seja vinculados à resultado e lucro, com metas bem definidas.
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei n º 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, deve-se aplicar a norma mais benígna ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-003.692
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, no sentido de reformar a decisão a quo e o lançamento para cancelar e declarar insubsistente os créditos constituídos com base nas indenizações pela supressão de horas extras e no abono de férias (art. 144, da CLT), bem como quanto aos fatos geradores remanescentes que o sujeito passivo deixou de declarar a sanção deve ser regida pela multa estabelecida no artigo 32-A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2007 NÃO INCIDÊNCIA. INDENIZAÇÃO POR SUPRESSÃO DE HORAS EXTRAS HABITUAIS, A indenização prevista na súmula n. 291 do tribunal superior do trabalho, em face da natureza que ostenta, não atrai a incidência de contribuições previdenciárias ABONO DE FÉRIAS. ACORDO COLETIVO. NÃO INCIDÊNCIA. Abono de férias reduzido em razão da assiduidade do empregado, concedido em virtude de convenção coletiva, desde que não excedente de vinte dias do salário, não integra a remuneração do empregado para os efeitos da previdência social, conforme dispõe o artigo144 daCLT, não estando, portanto, sujeito à incidência da contribuição previdenciária. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E FUNCIONÁRIOS. VALOR FIXO. CRITÉRIOS. Para fins de não incidência sobre as verbas pagas aos empregados a título de PLR, é necessário que os critérios seja vinculados à resultado e lucro, com metas bem definidas. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei n º 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, deve-se aplicar a norma mais benígna ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 05 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13603.723689/2010-87
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5404431
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 05 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.692
nome_arquivo_s : Decisao_13603723689201087.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : GUSTAVO VETTORATO
nome_arquivo_pdf_s : 13603723689201087_5404431.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, no sentido de reformar a decisão a quo e o lançamento para cancelar e declarar insubsistente os créditos constituídos com base nas indenizações pela supressão de horas extras e no abono de férias (art. 144, da CLT), bem como quanto aos fatos geradores remanescentes que o sujeito passivo deixou de declarar a sanção deve ser regida pela multa estabelecida no artigo 32-A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
id : 5749291
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474017402880
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2175; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 211 1 210 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13603.723689/201087 Recurso nº 13.603.723689201087 Voluntário Acórdão nº 2803003.692 – 3ª Turma Especial Sessão de 7 de outubro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente METALSIDER LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2007 NÃO INCIDÊNCIA. INDENIZAÇÃO POR SUPRESSÃO DE HORAS EXTRAS HABITUAIS, A indenização prevista na súmula n. 291 do tribunal superior do trabalho, em face da natureza que ostenta, não atrai a incidência de contribuições previdenciárias ABONO DE FÉRIAS. ACORDO COLETIVO. NÃO INCIDÊNCIA. Abono de férias reduzido em razão da assiduidade do empregado, concedido em virtude de convenção coletiva, desde que não excedente de vinte dias do salário, não integra a remuneração do empregado para os efeitos da previdência social, conforme dispõe o artigo144 daCLT, não estando, portanto, sujeito à incidência da contribuição previdenciária. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E FUNCIONÁRIOS. VALOR FIXO. CRITÉRIOS. Para fins de não incidência sobre as verbas pagas aos empregados a título de PLR, é necessário que os critérios seja vinculados à resultado e lucro, com metas bem definidas. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, devese aplicar a norma mais benígna ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 72 36 89 /2 01 0- 87 Fl. 210DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.723689/201087 Acórdão n.º 2803003.692 S2TE03 Fl. 212 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator, no sentido de reformar a decisão a quo e o lançamento para cancelar e declarar insubsistente os créditos constituídos com base nas indenizações pela supressão de horas extras e no abono de férias (art. 144, da CLT), bem como quanto aos fatos geradores remanescentes que o sujeito passivo deixou de declarar a sanção deve ser regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.723689/201087 Acórdão n.º 2803003.692 S2TE03 Fl. 213 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca a reforma de decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento que manteve integralmente o lançamento do crédito tributário oriundo sanção por infringência ao que dispunha, na época da infração, a Lei nº 8.212, de 24/7/1991, artigo 32, inciso IV e § 5º, combinado com disposto no Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048, de 6/5/1999, artigo 225, inciso IV e § 4. Isso, por não ter declarado fatos geradores de contribuições previdenciárias por meio de GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social, referentes à valores pagos a segurados empregados que lhes foram pagas, sendo descaracterizadas da natureza indenizatória e nãoremuneratória a título de supressão de horas extras, abono de férias vinculadas à assiduidade, e participação de resultados e lucros (Lei n. 10.101/2000) por entender que irregularidades perante a legislação, no exercício do ano de 2007, a ciência do lançamento foi em 17.12.2008. O recurso foi tempestivo, e alegou a natureza não remuneratória das verbas pagas, bem como não haveria irregularidades nos acordos coletivos que lhe deram base. Os autos vieram a presente 3ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARFMF para apreciação e julgamento do recurso voluntário. Os autos vieram à turma especial. É o relatório. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.723689/201087 Acórdão n.º 2803003.692 S2TE03 Fl. 214 4 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato 1) O recurso é tempestivo, preenchendo os requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. 2) Quanto à incidência de contribuições previdenciárias e destinadas ao SAT sobre a indenização por supressão de horas extras pagas aos funcionários, ao contrário entendimento da decisão recorrida, tem natureza tipicamente indenizatória, penalizadora do empregador, nãoremuneratória. Ao contrário o pagamento de verbas a título de horas extras trabalhadas (art. 59, §3º, da CLT), que têm cunho remuneratório, a indenização por supressão é um acréscimo oriundo pelo não pagamento integral das primeiras (Enunciado 291, do TST), tanto que seu cálculo é diverso daquelas. A jurisprudência, inclusive o TST e STJ reconhecem que tais verbas são de cunho indenizatório, não remuneratório, como exemplo: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. VERBAS INDENIZATÓRIAS. RESCISÃO PARCIAL DE CONTRATO. HORAS EXTRAS. 1. Não incide imposto de renda sobre as verbas percebidas em decorrência de rescisão sem justa causa de contrato de trabalho por iniciativa do empregador. Precedentes do STJ. 2. A verba percebida em face de rescisão do contrato de prestação de horasextras tem natureza indenizatória, não sendo fato gerador do Imposto de Renda Pessoa Física. 3. Recurso especial improvido. (STJ , Relator: Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Data de Julgamento: 19/09/2006, T2 SEGUNDA TURMA) INDENIZAÇÃO POR SUPRESSÃO DE HORAS EXTRAS. SÚMULA N. 291 DO TST. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. NÃO INCIDÊNCIA. A INDENIZAÇÃO DECORRENTE DA SUPRESSÃO DE HORAS EXTRAS HABITUAIS, PREVISTA NA SÚMULA N. 291 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, EM FACE DA NATUREZA QUE OSTENTA, NÃO ATRAI A INCIDÊNCIA DE CONSTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AGRAVO IMPROVIDO. (TRT19 AGVPET: 204200000319004 AL 00204.2000.003.19.004, Relator: Pedro Inácio, Data de Publicação: 17/12/2009) Fl. 213DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.723689/201087 Acórdão n.º 2803003.692 S2TE03 Fl. 215 5 O campo de incidência das contribuições previdenciárias sobre valores pagos a segurados empregados está adstrito ao posto no art. 28, I, da Lei n. 8.212/1991, em que determina que somente incidirá a normatributária sobre pagamentos que representem contraprestação (remuneração) a prestação efetiva de serviços por parte do empregado. Ou seja, não havendo natureza de contraprestação, não há em de se falar em incidência da indicada contribuição. Assim, é insubsistente o lançamento que constituiu créditos tributários com base nas indenizações pela supressão de horas extras. 3) Quanto à incidência de contribuições previdenciárias incidente a verbas pagas título abono de férias, por terem sido desenquadradas dos artigos 143 e 144 da CLT em razão de critério de assiduidade, o que teria perdido a sua natureza indenizatória, novamente, a decisão a quo merece ser reformada. Entendo que o pagamento de abonos de férias, desde previsto em Convenção e Acordo Coletivo, na forma do art. 144, da CLT, desde que não exceda 20(vinte) dias do salário, não é considerado remuneração e, conseqüentemente, fato gerador/base de cálculo de contribuições previdenciárias. Observese que o cálculo de assiduidade não desnatura as férias, nem seus consecutários, sendo permitido pelo art. 130, da CLT, o desconto de dias de férias em razão da assiduidade, nada proíbe que o abono não lhe seja proporcional. Ou seja, abono de férias reduzido em razão da assiduidade do empregado, concedido em virtude de convenção coletiva, desde que não excedente de vinte dias do salário, não integra a remuneração do empregado para os efeitos da previdência social, conforme dispõe o artigo 144 da CLT, não estando, portanto, sujeito à incidência da contribuição previdenciária, na forma do art. 28, §9º, e, 5, da Lei n. 8.212/1991. No mesmo tom está jurisprudência do STJ é clara e maciça: TRIBUTÁRIO. VERBAS INDENIZATÓRIAS. ADICIONAL EM CASO DE DISPENSA E INCENTIVO À APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÃOINCIDÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DO ART. 28, § 9º, ALÍNEA E, ITEM 5 DA LEI Nº 8.212/91. 1. Tratase de mandado de segurança preventivo impetrado por SHELL DO BRASIL S/A objetivando que a autoridade coatora se abstivesse de autuar a ora recorrida pelo não recolhimento de contribuição previdenciária no percentual de 28%, com base nas alterações introduzidas pela Lei 8.212/91 e na CLT, pela MP nº 1.523/97. Sobreveio a sentença concedendo em parte a segurança, entendendo exigível a contribuição previdência somente quanto à parcela da gratificação para o gozo de férias (art. 144 da CLT), por entender que a referida verba não possui natureza indenizatória. Em sede de apelação, foi mantido o posicionamento firmado pela Primeira Instância. Nesta via recursal, a Autarquia Previdenciária recorrente alega negativa de vigência ao artigo 28, § 9º, alínea e, item 5 da Lei nº 8.212/91 sob o argumento de que a legislação referida expressamente aponta as importâncias que são excluídas da incidência de contribuição previdenciária, não se enquadrando, na espécie, as previstas na convenção coletiva de trabalho da categoria (indenização ao adicional em caso de dispensa e às vésperas da aposentadoria), por serem de Fl. 214DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.723689/201087 Acórdão n.º 2803003.692 S2TE03 Fl. 216 6 natureza ressarcitórias, não se confundindo estas com as verbas recebidas a título de incentivo à demissão. 2. As verbas discutidas, como firmado pelo acórdão recorrido, são oriundas da cessação do contrato de trabalho, tendo, portanto, natureza indenizatória e não remuneratória, razão pela qual ser indevida a contribuição previdenciária. Interpretação em consonância com o que dispõe o art. 28, § 9º, alínea e, item 5 da Lei nº 8.212/91. 3. Recurso especial improvido (STJ REsp: 663082 RJ 2004/00738499, Relator: Ministro JOSÉ DELGADO, Data de Julgamento: 17/02/2005, T1 PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 28.03.2005 p. 216) Dessa forma, Assim, é insubsistente o lançamento que constituiu créditos tributários com base no abono de férias (art. 144, da CLT) 4) Quanto ao lançamento com base no PLR, passase a considerar: O procedimento adotado para fins de formalização das vontades entre empregador e empregado, o mesmo foi feito de forma adequada na forma do art. 2º, II, da Lei n. 10101/2001. Observese que a lei coloca que o acordo deve ser feito de forma alternativa, ou por uma comissão de empregados, ou convenção ou acordo coletivo. A sua assinatura sucessiva não afeta a forma legal, como tenta demonstrar a decisão a quo. No tangente aos critérios serem claros ou não há várias nuancias. Efetivamente, a pactuação de valores fixos de pagamento aos funcionários, desnatura a finalidade da legislação, que vincula tais pagamentos aos resultados e lucros da empresa. A determinação de valores fixos, desnatura a forma definida em lei, que determina no art. 2º, da Lei n. 10.101/2001 e art. 28, §9º, j, da Lei n. 8.212/1991, que são claros a vinculação dos valores aos lucros ou ao resultado. Assim, tais valores fixos efetivamente são remuneração (contraprestação) pelos serviços, na forma do art. 28, I, da Lei n. 8.212/1991, constituindo hipótese de incidência das contribuições previdenciárias em questão. Quanto à parte variável, vinculada a manutenção das certificações ISO9000/ISO14000 e assiduidade, efetivamente não foi identificada a forma de cumprimento de metas individuais, assim adotamos o voto da decisão recorrida: Portanto, em relação a essas quantias é inconteste que não houve negociação prévia fixando metas e resultados que deveriam ser perseguidos pelos empregados em favor do empregador durante um determinado lapso temporal. Tal circunstância não se coaduna com a natureza da PLR prevista pela Constituição da República de 1988, segundo a qual, conforme já mencionado, a concessão desse direito pressupõe o envolvimento/participação dos empregados por um determinado período de tal forma a influenciar os lucros ou resultados favoráveis à empresa. As informações contidas nos ACT (juntados aos autos) corroborando as informações prestadas pela fiscalização indicam que uma das metas fixadas nos instrumentos de negociação coletiva foi denominada “irregularidades”. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.723689/201087 Acórdão n.º 2803003.692 S2TE03 Fl. 217 7 Da análise dos documentos denominados “Anexo I” que detalhariam as metas nomeadas nos ACT, constatase que para que o empregado recebesse integralmente a parcela restante da verba denominada PLR, além de ter obtido pontuação máxima em relação à meta assiduidade (nenhuma falta), deveria inexistir o registro, em documento específico, de irregularidades (advertência ou não conformidade). Sendo que, o registro de uma a três irregularidades resultaria no estabelecimento de uma pontuação menor e, por conseqüência, o empregado receberia menores valores relativamente à segunda parcela de PLR. Verificase, porém, conforme comprovam cópias das atas das reuniões de apuração das metas individuais da PLR às fls. 180/197, que apesar de constarem tais parâmetros nas ACT, os valores da última parcela da verba denominada PLR foram estabelecidos à revelia dos critérios previstos no instrumento de negociação coletiva, sob a justificativa de que, em face dos resultados positivos relativos à renovação das certificações ISO, todos os empregados seriam avaliados com a nota máxima em relação à meta “irregularidades”. Portanto, fica demonstrado, de forma inequívoca, que o único elemento considerado para pagamento da segunda e última parcela da verba PLR foi o grau de assiduidade do empregado. Ora, considerandose o exposto relativamente a finalidade da PLR, o pagamento de uma verba em razão de um fator como assiduidade não se configura como participação nos lucros ou resultados possuindo uma natureza mais próxima de uma premiação ou de remuneração extra devidas em razão de maior disponibilidade do empregado. Assim, neste ponto, não se pode acolher o pedido. 5) Todavia, por dever de ofício, ao se verificar a multa aplicada por descumprimento de obrigação acessória prevista no art. 32, IV, §§5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, devese atentar às alterações legais implementadas por esta e sua lei de conversão (Lei n. 11.941/2009), que revogou os parágrafos e incluiu o art 32A, I,. Recentemente, as normas sancionatórias relativas à GFIP foram alteradas pela lei n º 11.941/09, e provavelmente beneficiam a Recorrente. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, in verbis: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da Fl. 216DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.723689/201087 Acórdão n.º 2803003.692 S2TE03 Fl. 218 8 declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Toda multa tributária é uma sanção, ou seja tem natureza primária punitiva, ou de penalização. Contudo, ainda assim podem ser classificadas em multa moratória, decorrente do simples atraso na satisfação da obrigação tributária principal, e multa punitiva em sentido estrito, quando decorrente de infração à obrigação instrumental cumulada ou não com a obrigações principais. Tal classificação é necessária pois, apesar de não terem natureza remuneratória, mas sancionatória, os tribunais brasileiros admitem que as multas tributárias devem ser classificadas em moratórias e punitivas (sentido estrito), em razão da existência de tratamentos diversos para cada espécie pelo próprio Código Tributário Nacional e legislação esparsas. (RESP 201000456864, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 29/04/2010; PAULSEN, Leandro. Direito tributário, constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª Ed., Porto Alegre : Livraria do Advogado, 2010, p.1103 1109) Assim, coloco como premissa que a diferença entre multa moratória e multa punitiva em sentido estrito. Como supra colocado, a primeira decorre do mero atraso da obrigação tributária principal, podendo sendo constituída pelo próprio contribuinte inadimplente no momento de sua apuração e pagamento. Já, a segunda espécie de multa, a punitiva em sentido estrito, demanda constituição pelos instrumentos de lançamento de ofício por parte dos agentes fiscais (art. 149, do CTN), em que se apura a infração cometida e a Fl. 217DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.723689/201087 Acórdão n.º 2803003.692 S2TE03 Fl. 219 9 penalidade a ser aplicada. Inclusive a estipulação e definição da espécie de multa é dado exclusivamente pela lei, fato ressaltado em face do principio da estrita legalidade a que se regula o Direito Tributário e suas sanções (art. 97, V, do CTN). A mudança de natureza para fins de comparação no tempo, não pode ser realizada sem autorização legal, e por isso não se poderia comparar com multas punitiva em sentido estrito (referente à descumprimento de obrigação exclusivamente instrumental) com multas de natureza moratória a exemplo com a nova redação do art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação a partir da Medida Provisória n. 449/2008. Devido ao disposto no art. 112, IV, do CTN, a legislação tributária que define as infrações e comina suas penalidades deve ser interpretada de forma mais favorável ao contribuinte em casos de dúvidas quanto à natureza das infrações e suas penalidades. Interpretação que deve ser conjugada com a retroatividade benígna prevista no art. 106, II, a e c, do CTN, de forma a reduzir ou extinguir penalidades sempre quando lei posterior estabeleça pena menos grave ou não entenda mais como infração tal conduta. Portanto, também deve ser colocado como premissa, que além de retroagir a aplicação de dispositivo legal mais favorável essa retroação também deve sempre buscar uma aplicação mais favorável ao contribuinte. Assim, em razão do princípio da retroatividade benigna (art. 106, do CTN), como o entendimento que a aplicação da sanção deve ser regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §5º da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. 6) Isso posto, voto por conhecer o recurso, para, no mérito, darlhe parcial provimento, no sentido de reformar a decisão a quo e o lançamento para cancelar e declarar insubsistente os créditos constituídos com base nas indenizações pela supressão de horas extras e no abono de férias (art. 144, da CLT), bem como quanto aos fatos geradores remanescentes a passivo deixou de declarar a sanção deve ser regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. (assinado digitalmente) Gustavo Vettorato – Relator Fl. 218DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 11020.002246/2006-06
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2202-000.196
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto da Conselheira Relatora. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Nome do relator: MARIA LÚCIA MONIZ DE ARAGÃ0 CALOMINO ASTORGA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 11020.002246/2006-06
conteudo_id_s : 6384277
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 18 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2202-000.196
nome_arquivo_s : 220200196_11020002246200606_201203.pdf
nome_relator_s : MARIA LÚCIA MONIZ DE ARAGÃ0 CALOMINO ASTORGA
nome_arquivo_pdf_s : 11020002246200606_6384277.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto da Conselheira Relatora. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
id : 5751190
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474021597184
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-03-09T16:51:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - APV2202_11020002246200606_JosaneMariaLucena.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: 80298141787; dcterms:created: 2012-03-27T14:52:04Z; Last-Modified: 2020-03-09T16:51:15Z; dcterms:modified: 2020-03-09T16:51:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - APV2202_11020002246200606_JosaneMariaLucena.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:080b8eee-1d5a-44cc-862d-abeddc279fdb; Last-Save-Date: 2020-03-09T16:51:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-03-09T16:51:15Z; meta:save-date: 2020-03-09T16:51:15Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - APV2202_11020002246200606_JosaneMariaLucena.doc; modified: 2020-03-09T16:51:15Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: 80298141787; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: 80298141787; meta:author: 80298141787; meta:creation-date: 2012-03-27T14:52:04Z; created: 2012-03-27T14:52:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2012-03-27T14:52:04Z; pdf:charsPerPage: 1727; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: 80298141787; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2012-03-27T14:52:04Z | Conteúdo => S2-C2T2 Fl. 1 1 S2-C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.002246/2006-06 Recurso nº 910.569 Resolução nº 2202-00.196 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 13 de março de 2012 Assunto Sobrestamento de Julgamento Recorrente JOSANE MARIA LUCENA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto da Conselheira Relatora. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga - Relatora Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 314DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/03/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 11020.002246/2006-06 Resolução n.º 2202-00.196 S2-C2T2 Fl. 2 2 Relatório Contra o contribuinte acima qualificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 158 e 159, integrado pelos demonstrativos de fls. 156 e 157, pelo qual se exige a importância de R$581.796,80, a título de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, acrescida de multa de ofício de 75% e juros de mora, em virtude da apuração de rendimentos classificados indevidamente na DIRPF, anos-calendário 2004. DA IMPUGNAÇÃO Inconformado, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 172 a 192, instruída com os documentos de fls. 193 a 213, cujo resumo se extraí da decisão recorrida (fls. 218 a 220): A contribuinte, às fls. 172 a 192, impugna total e tempestivamente o auto de infração, juntando os documentos de fls. 193 a 213, e fazendo, em síntese, as alegações a seguir descritas. O Auto de Infração atacado é insubsistente, eis que em se tratando de recebimento acumulado decorrente da conduta ilegal do Réu - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - impõe-se seja obedecida a legislação vigente em cada período, sob pena de afronta aos princípios constitucionais da legalidade e da isonomia. A impugnante não pode ser penalizada pela ilegalidade cometida pela Autarquia previdenciária. Aliás, esse é o entendimento da jurisprudência judicial reinante. Todavia, ainda que se tenha assentado o entendimento de que o artigo 46 da Lei n° 8.541/92 é auto-aplicável, merece prevalecer o entendimento segundo o qual. o pagamento decorrente de ato ilegal da Administração não pode constituir fato gerador de imposto, posto que inadmissível o Fisco aproveitar-se da própria torpeza em detrimento do segurado social. Deveras, a hipótese in foco versa proventos de aposentadoria recebidos incorretamente e não rendimentos acumulados, à luz da tipicidade estrita, inerente ao direito tributário. O Direito Tributário admite na aplicação da lei o recurso à equidade, que é a justiça no caso concreto. Ora, se os proventos, mesmos revistos, não seriam tributáveis no mês em que implementados, também não devem sê-lo quando acumulados pelo pagamento a menor pela entidade pública. Ocorrendo o equívoco da Administração, o resultado judicial da ação não pode servir de base à incidência, sob pena de sancionar- se o contribuinte por ato do Fisco, violando os princípios da Legalidade e da Isonomia. Assim, o cálculo do desconto do imposto de renda deverá ser efetuado em observância das tabelas e alíquotas vigentes "nos meses a que se referirem". O imposto de renda não deve incidir sobre o valor total devido, mas sobre cada uma das parcelas devidas e não pagas na época própria, observando-se as alíquotas e faixas de isenção vigentes naquela época. Os recorridos não podem ser prejudicados em face da conduta ilegal do INSS relativa ao não pagamento no momento oportuno. Fl. 315DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/03/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 11020.002246/2006-06 Resolução n.º 2202-00.196 S2-C2T2 Fl. 3 3 Destarte, forçoso concluir que, nos casos de valores recebidos, decorrentes da procedência de ação judicial de revisão de aposentadoria, a interpretação literal da legislação tributária implica afronta aos princípios constitucionais da isonomia e da capacidade contributiva, pois a renda que deve ser tributada deve ser aquela auferida mês a mês pelo contribuinte, sendo descabido 'puni-lo' com a retenção a título de IR sobre o valor dos benefícios percebidos de forma acumulada por mora da Autarquia Previdenciária." Segundo o art. 12 da Lei 7.713/88 o imposto de renda incidirá no mês da ocorrência do acréscimo patrimonial (art. 43 do CTN), ou seja, quando o respectivo valor se torna disponível para o contribuinte. Dessa forma, inexiste qualquer valor a ser tributado pelo Imposto de Renda Pessoa Física e, em pior hipótese, que se admite somente por apego ao debate, seria o caso de aplicação - ano a ano - das tabelas de incidência vigentes à época da apresentação das respectivas declarações de rendimento ou de ajuste anual, conforme o caso, com os correspondentes abatimentos. De outra banda, impõe-se seja levado em conta que a atualização monetária acompanha o principal; ou seja, se isento o rendimento, não há que ser tributada em separado a correção monetária que, na verdade, representa um minus e não um plus. Dessa forma, não constitui rendimento a correção monetária por não configurar acréscimo patrimonial ou renda. E os juros, por serem compensatórios e não remuneratórios também não sofrem tributação. Inobstante, mesmo que se entenda que os juros constituem parcela autônoma e por isso tributáveis isoladamente, o IRPF que seria eventualmente devido restaria coberto pelo que foi retido na fonte quando do recebimento do precatório. Por fim, não é o caso de aplicação de multa de ofício, já que o valor em questão foi incluído na declaração de ajuste anual da impugnante, embora não tributado. Isto demonstra não ter havido o intuito de fraude. A impugnante transcreve o enunciado n° 15 da Súmula do 1o Conselho de Contribuintes, sobre a qualificação da multa de ofício. Forte no princípio que garante "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes" [CF, art. 5o , LV], a Impugnante requer lhe seja deferida a produção de prova pericial contábil, através da qual pretende demonstrar: a) o desdobramento do montante recebido em principal, atualização monetária e juros; b) a isenção mês a mês do rendimento, considerada a legislação vigente à época e as deduções permitidas; c) que nenhum valor é devido a título de imposto de renda de pessoa física. Pleiteia, ainda, como meio de prova, que seja intimada a Advogada Sandra Terres Costa, CPF(MF) n° 424.453.100-91, para que se manifeste sobre o montante de honorários efetivamente recebido da Impugnante, eis que no Auto de Infração foi considerado como dedutível valor menor do que o efetivamente desembolsado. Ante o exposto, a contribuinte REQUER que: Fl. 316DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/03/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 11020.002246/2006-06 Resolução n.º 2202-00.196 S2-C2T2 Fl. 4 4 a) seja deferida a produção das provas indicadas nos itens antecedentes; b) seja o auto de infração julgado insubsistente, cancelando-se o lançamento tributário. DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA Apreciando a impugnação apresentada pelo contribuinte, a 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre (RS) manteve integralmente o lançamento, proferindo o Acórdão no 10-30.376 (fls. 217 a 223), de 24/03/2011, assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 INCONSTITUCIONALIDADE. O exame da constitucionalidade ou legalidade das leis é tarefa estritamente reservada aos órgãos do Poder Judiciário. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas, mesmo as proferidas por Conselhos de Contribuintes, e as judiciais, excetuando-se as proferidas pelo STF sobre a inconstitucionalidade das normas legais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. PEDIDO DE PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de perícia. REGIME DE CAIXA. Com a edição da Lei n° 7.713, de 1988, a apuração do imposto de renda das pessoas físicas passou a ser efetuada pelo "regime de caixa", ou seja, os rendimentos são tributados na medida em que forem recebidos. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá no mês do recebimento, sobre o total dos rendimentos, inclusive juros e atualização monetária. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Notificado do Acórdão de primeira instância, em 27/04/2011 (vide AR de fl. 226), o contribuinte interpôs, em 25/05/2011, tempestivamente, o recurso de fls. 294 a 308, firmado por seu procurador (vide instrumento de mandato de fl. 193), expondo as razões de sua irresignação, que não serão aqui minudentemente relatadas em razão do que se prolatará no voto desta Resolução. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/03/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 11020.002246/2006-06 Resolução n.º 2202-00.196 S2-C2T2 Fl. 5 5 DA DISTRIBUIÇÃO Processo que compôs o Lote no 02, distribuído para esta Conselheira na sessão pública da Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais de 25/07/2011, veio digitalizado até à fl. 3131. 1 Processo digital. Numeração do e-processo. O processo físico foi numerado até a fl. 226 (fl. 293 da digitalização). Fl. 318DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/03/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 11020.002246/2006-06 Resolução n.º 2202-00.196 S2-C2T2 Fl. 6 6 Voto Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Relatora. A apreciação do presente recurso encontra-se prejudicada por uma questão preliminar, suscitada de ofício por esta relatora com fulcro no art. 62-A, §1o, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (aprovado pela Portaria MF no 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações introduzidas pela Portaria MF no 586, de 21 de dezembro de 2010). Com o advento da Portaria MF no 586, de 21 de dezembro de 2010, que alterou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF (aprovado pela Portaria MF no 256, de 22 de junho de 2009), os julgados no âmbito deste Tribunal deverão observar o disposto nas decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C do Código de Processo Civil, devido a inclusão do art. 62-A, in verbis: Art. 62-A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543- C da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1o Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543- B. §2o O sobrestamento de que trata o §1o será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Trata-se de lançamento de rendimentos recebidos acumuladamente, por pessoa física, em virtude de decisão judicial, a título de diferenças de pensões, relativo ao ano- calendário 2004, conforme consignado do Termo de Verificação Fiscal de fls. 162 a 168. Sobre o assunto, importa trazer à colação o julgamento dos Recursos Especiais nos 614.232/RS e 614.406/RS, de 20/10/2010, em que o Superior Tribunal Federal - STF reconheceu a existência de repercussão geral, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil, no que diz respeito à constitucionalidade do art. 12 da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que trata dos rendimentos recebidos acumuladamente. O mérito da questão não foi ainda julgado e, portanto, os demais processos que versam sobre a mesma matéria encontram- se sobrestados até o pronunciamento definitivo daquele Tribunal, de acordo com o disposto no art. 543-B, §1o, do Código de Processo Civil. Conclui-se, assim, que parte da discussão no presente processo refere-se à matéria reconhecida como de repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal, pendente de decisão definitiva daquele tribunal. Fl. 319DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/03/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 11020.002246/2006-06 Resolução n.º 2202-00.196 S2-C2T2 Fl. 7 7 Diante de todo o exposto, voto no sentido de SOBRESTAR o julgamento do presente recurso, conforme previsto no art. 62, §1o e 2o, do RICARF. (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga Fl. 320DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/03/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/03/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA
score : 1.0
Numero do processo: 13888.908802/2012-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/03/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-002.449
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez, Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas e Sidney Eduardo Stahl.
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/03/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13888.908802/2012-15
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5406986
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3301-002.449
nome_arquivo_s : Decisao_13888908802201215.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 13888908802201215_5406986.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez, Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas e Sidney Eduardo Stahl.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2014
id : 5760026
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474025791488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1667; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 2 1 1 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.908802/201215 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301002.449 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de outubro de 2014 Matéria Compensação Recorrente A FRIEDBERG DO BRASIL INDUSTRIA E COMERCIO LIMITADA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/03/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez, Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas e Sidney Eduardo Stahl. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 90 88 02 /2 01 2- 15 Fl. 129DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.908802/201215 Acórdão n.º 3301002.449 S3C3T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de pedido de compensação formulado pela Recorrente que foi não homologado diante da inexistência de crédito. A Recorrente apresentou em face do indeferimento, Manifestação de Inconformidade alegando que o seu crédito é oriundo de bens e serviços utilizados como “insumos” na prestação de serviços e na produção ou fabricação de produtos destinados à venda e que após um levantamento contábil minucioso apurou um crédito que não havia sido anteriormente aproveitado. A DRJ de Belo Horizonte julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/03/2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Em Recurso Voluntário a Recorrente aponta que possui os créditos pleiteados, que o seu crédito é oriundo de bens e serviços utilizados como “insumos” na prestação de serviços e na produção ou fabricação de produtos destinados à venda e que após um levantamento contábil minucioso apurou um crédito que não havia sido anteriormente aproveitado e que somente não retificou as declarações de modo que os mesmos devem ser homologados. É o que importa relatar. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.908802/201215 Acórdão n.º 3301002.449 S3C3T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. No presente caso, apesar da contribuinte reiteradamente se manifestar acerca do seu direito creditório e ter sido avisada pela DRJ de que deveria comproválo, conforme consta reiteradamente no acórdão da Manifestação de Inconformidade, a mesma não apresentou nenhuma prova. Prova conforme o velho e conhecido Aurélio Buarque de Holanda é aquilo que atesta a veracidade ou a autenticidade de alguma coisa; uma demonstração evidente. Prova, portanto, serve para demonstrar uma verdade, quer da Fazenda, quer da Contribuinte com relação aos fatos apresentados. Lembremonos que estamos diante de um pedido de compensação e que cabe ao contribuinte administrado apresentar as provas do seu direito creditório. Tratase de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicável ao PAF, vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Assim, na hipótese da compensação pleiteada, recairia sobre a interessada o ônus de provar a pretensão deduzida; provar que tinha o crédito para realizar a compensação declarada. Logo, seria imprescindível que provas e argumentos fossem carreados aos autos, no sentido de refutar o procedimento fiscal, e que essas provas se revestissem de toda força probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. Consignese que o artigo 170 da Lei n.º 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e certo. No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não comprovou por meio de demonstrativos, da escrituração fiscal e dos lançamentos contábeis ou quaisquer outros documentos o valor de seu crédito. Nesse sentido voto por julgar improcedente o presente Recurso Voluntário. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 131DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.908802/201215 Acórdão n.º 3301002.449 S3C3T1 Fl. 5 4 Fl. 132DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10980.725985/2011-16
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Data do fato gerador: 31/07/2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO E OMISSÃO DESCABIMENTO.
Não havendo omissão e contradição ou erro material quando o acórdão embargado não apreciou questões objeto de decisão judicial transitada em julgado.
Numero da decisão: 3201-001.789
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos e rejeitá-los, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Winderley Morais Pereira. Ausência momentânea Conselheiro Daniel Mariz Gudino.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 31/07/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO E OMISSÃO DESCABIMENTO. Não havendo omissão e contradição ou erro material quando o acórdão embargado não apreciou questões objeto de decisão judicial transitada em julgado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10980.725985/2011-16
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5404617
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3201-001.789
nome_arquivo_s : Decisao_10980725985201116.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 10980725985201116_5404617.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos e rejeitá-los, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Winderley Morais Pereira. Ausência momentânea Conselheiro Daniel Mariz Gudino.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
id : 5749869
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474053054464
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1677; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 93 1 92 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.725985/201116 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3201001.789 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de outubro de 2014 Matéria CPMF Embargante HSBC FINANCE (BRASIL) S/A BANCO MÚLTIPLO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 31/07/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO E OMISSÃO DESCABIMENTO. Não havendo omissão e contradição ou erro material quando o acórdão embargado não apreciou questões objeto de decisão judicial transitada em julgado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos e rejeitálos, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Winderley Morais Pereira. Ausência momentânea Conselheiro Daniel Mariz Gudino. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 59 85 /2 01 1- 16 Fl. 3112DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 05/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 2 Relatório Tratamse de Embargos de Declaração opostos pelo contribuinte, por alegada existência de omissão e contradição na decisão recorrida, que tratou de pedido de compensação, anocalendário de 2007, homologado parcialmente, de crédito de CPMF obtido em decisão judicial favorável no Mandado de Segurança nº 2000.70.00.0023476, cuja causa de pedir era o direito à alíquota zero da contribuição referente a operações de “leasing”. A Delegacia de Julgamento julgou improcedente a manifestação de inconformidade, para que, com observância da decisão judicial transitada em julgado, fosse autorizada a compensação os valores recolhidos, à título de CPMF, sobre as operações estritamente vinculadas à qualidade de arrendadora da entidade. Essa Turma de Julgamento, em sessão de julgamento de 20 de janeiro de 2014, por maioria de votos, julgou improcedente o recurso voluntário apresentado, em decisão assim ementada: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 31/07/2007 CPMF. ALÍQUOTA ZERO. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ENTIDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL. COISA JULGADA MATERIAL. Se pela decisão judicial transitada em julgado foi reconhecida a redução da alíquota a zero da CPMF apenas sobre as operações estritamente vinculadas à qualidade de arrendadora da entidade, atividades tais como “aplicações”, “câmbio financeiro”, “câmbio importação”, “compra de ouro”, “resultado CETIP” e “operações swap” realizadas pela contribuinte em sua gestão patrimonial, destinadas à administração, investimento e formação de recursos necessários à aquisição dos bens a serem arrendados, não dão direito creditório. Entende a Embargante que a decisão embargada, contém omissão e contradição, nos seguintes termos: (i) omissão: não foi analisada a alegação de que as referida operações praticadas pela Embargante consistiam em operações de funding da própria atividade de arrendamento mercantil (ou seja, constituíam em atividadesmeio para realização da atividadefim); (ii) contradição: tendo sido adotada a premissa (pelo acórdão embargado) de que a referida decisão judicial alcançava apenas as operações de arrendamento mercantil em sentido estrito (não alcançando as atividadesmeio), é incongruente a conclusão (adotada pelo acórdão embargado) de que o CARF estaria impedido de Fl. 3113DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 05/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10980.725985/201116 Acórdão n.º 3201001.789 S3C2T1 Fl. 94 3 apreciar a matéria acerca da aplicação da alíquota zero da CPMF às referidas atividadesmeio (quais sejam: "Aplicações", "Câmbio Financeiro", "Câmbio Importação", "Compra de ouro", "Resultado CETIP" e "Operações Swap"); isso porque, se a decisão que transitou em julgado no Judiciário não decidiu acerca da aplicação da alíquota zero de tais atividades, essa questão pode ser livremente apreciada na esfera administrativa. Ademais, requer a Embargante requer que esta Turma se manifeste “sobre a relativização da coisa julgada, tendo em vista a que a matéria em questão já está pacificada no âmbito do C. Superior Tribunal de Justiça e inclusive existe dispensa de recurso sobre essa matéria pela PGFN”. Em face destes elementos, as Embargantes requerem que sejam acolhidos os embargos, para o fim de que sejam sanadas a contradição e omissão arguidas, para o fim de restringir. É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso preenche as condições de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Conforme se depreende do relatório, a decisão ora embargada fundouse no quanto decidido nos autos do mandado de segurança n° 2000.70.00.0023476, a origem do direito creditório, cujo dispositivo assim dispôs: 3. DISPOSITIVO Em face do exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na inicial por HSBC LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL (BRASIL) S.A., contra ato ato do Delegado da Receita Federal em Curitiba/Pr, para CONCEDER A SEGURANÇA pretendida, julgando extinto o feito com julgamento do mérito, com fulcro no artigo 269, I, do Código de Processo Civil. Observese que as alegadas “omissões” e “contradições” aventadas, poderiam ser discutidas no decorrer da própria ação judicial, especialmente para que se buscasse o seu alcance para as referidas atividades –meio. Fl. 3114DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 05/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 4 Todavia, como explicitado na decisão embargada, a matéria chegou até o Superior Tribunal de Justiça, sem que se questionasse a limitação imposta pela decisão de primeira instância, que, portanto, transitou em julgado. Portanto, não há a contradição ou omissão na decisão recorrida como quer a Embargante, apenas o inconformismo em face da superveniência de jurisprudência judicial mais favorável, após o trânsito em julgado de sua ação. É dizer, o que chama de “omissão” e “contradição”, em verdade, é a simples ausência de apreciação do direito à alíquota zero de CPMF para atividadesmeio dos contratos de leasing, contudo, legitimada pela falta de competência do órgão julgador administrativo. Nesse contexto, resta claro que o tema “relativização da coisa julgada”, para os que defendem a sua possibilidade, apenas poderia ser apreciada no âmbito do próprio Poder Judiciário, mais uma vez aqui frisando que o limite está no Principio da Unicidade de Jurisdição, vigente na ordem jurídica brasileira. Se o controle de legalidade com foros de imutabilidade é de competência exclusiva do Judiciário, o seu desfazimento apenas poderá ocorrer nessa esfera, e por instrumentos próprios previstos no ordenamento jurídico, como a ação rescisória e não nos estritos limites do pedido de habilitação de crédito. Em face do exposto, voto no sentido de conhecer dos embargos de declaração para, no mérito rejeitálos, mantendo a decisão do r. acórdão embargado. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 3115DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 05/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 14098.000215/2009-40
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004, 2005
DECADÊNCIA. CONDUTA DOLOSA. ART. 173, I, CTN.
O prazo de decadência, nos tributos sujeito a lançamento por homologação, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos de dolo, fraude ou simulação.
RECEITAS DE EXPORTAÇÕES.
Há que se manter o lançamento quando a recorrente não traz qualquer argumento específico capaz de desconstituir a evidência de omissão de receitas comprovada a partir do cotejo entre os dados do Siscomex e da DIPJ.
RECEITAS OMITIDAS. EMPRESAS DE FACHADAS.
Os depoimentos de terceiros e os documentos juntados aos autos são prova inconteste do uso de empresas de fachada pela recorrente, para sonegar tributos, mormente quando, em sua peça de defesa, a recorrente não aduz qualquer argumento que tenha o condão de desconstituir esse robusto conjunto probatório.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.
Há solidariedade tributária passiva, quando a situação que se constitui como fato gerador do tributo proporciona ganho ou vantagem para aqueles que realizaram o fato.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. PIS. COFINS.
Tratando-se da mesma situação fática e do mesmo conjunto probatório, a decisão prolatada quanto ao lançamento do IRPJ é aplicável, mutatis mutandis, ao lançamento da CSLL, Contribuição para o PIS e Cofins.
Numero da decisão: 1302-001.564
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Márcio Frizzo e Hélio Araújo.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Waldir Rocha, Hélio Araújo e Márcio Frizzo.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2004, 2005 DECADÊNCIA. CONDUTA DOLOSA. ART. 173, I, CTN. O prazo de decadência, nos tributos sujeito a lançamento por homologação, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos de dolo, fraude ou simulação. RECEITAS DE EXPORTAÇÕES. Há que se manter o lançamento quando a recorrente não traz qualquer argumento específico capaz de desconstituir a evidência de omissão de receitas comprovada a partir do cotejo entre os dados do Siscomex e da DIPJ. RECEITAS OMITIDAS. EMPRESAS DE FACHADAS. Os depoimentos de terceiros e os documentos juntados aos autos são prova inconteste do uso de empresas de fachada pela recorrente, para sonegar tributos, mormente quando, em sua peça de defesa, a recorrente não aduz qualquer argumento que tenha o condão de desconstituir esse robusto conjunto probatório. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Há solidariedade tributária passiva, quando a situação que se constitui como fato gerador do tributo proporciona ganho ou vantagem para aqueles que realizaram o fato. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. PIS. COFINS. Tratando-se da mesma situação fática e do mesmo conjunto probatório, a decisão prolatada quanto ao lançamento do IRPJ é aplicável, mutatis mutandis, ao lançamento da CSLL, Contribuição para o PIS e Cofins.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 14098.000215/2009-40
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5403828
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1302-001.564
nome_arquivo_s : Decisao_14098000215200940.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 14098000215200940_5403828.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Márcio Frizzo e Hélio Araújo. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Waldir Rocha, Hélio Araújo e Márcio Frizzo.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5746044
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474061443072
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2180; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 1.178 1 1.177 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14098.000215/200940 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302001.564 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de outubro de 2014 Matéria IRPJ e CSLL. Recorrente Frigosafra Empreendimentos Ltda; Valore Participações e Empreendimentos Ltda; e Unifrigo Indústria e Exportação Ltda. Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004, 2005 DECADÊNCIA. CONDUTA DOLOSA. ART. 173, I, CTN. O prazo de decadência, nos tributos sujeito a lançamento por homologação, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos de dolo, fraude ou simulação. RECEITAS DE EXPORTAÇÕES. Há que se manter o lançamento quando a recorrente não traz qualquer argumento específico capaz de desconstituir a evidência de omissão de receitas comprovada a partir do cotejo entre os dados do Siscomex e da DIPJ. RECEITAS OMITIDAS. EMPRESAS DE FACHADAS. Os depoimentos de terceiros e os documentos juntados aos autos são prova inconteste do uso de empresas de fachada pela recorrente, para sonegar tributos, mormente quando, em sua peça de defesa, a recorrente não aduz qualquer argumento que tenha o condão de desconstituir esse robusto conjunto probatório. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Há solidariedade tributária passiva, quando a situação que se constitui como fato gerador do tributo proporciona ganho ou vantagem para aqueles que realizaram o fato. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. PIS. COFINS. Tratandose da mesma situação fática e do mesmo conjunto probatório, a decisão prolatada quanto ao lançamento do IRPJ é aplicável, mutatis mutandis, ao lançamento da CSLL, Contribuição para o PIS e Cofins. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 09 8. 00 02 15 /2 00 9- 40 Fl. 1178DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Márcio Frizzo e Hélio Araújo. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Waldir Rocha, Hélio Araújo e Márcio Frizzo. Relatório Versa o presente processo sobre recursos voluntários interpostos pela Frigosafra Empreendimentos Ltda (doc. a fls. 1083 e segs.) e pelas Valore Participações e Empreendimentos Ltda. e Unifrigo Indústria e Exportação Ltda. (doc. a fls. 1023 e segs.) em face do Acórdão n˚ 0421.290 da 2ª Turma da DRJ/CGE, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004, 2005 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO. DOLO, FRAUDE, SIMULAÇÃO. TERMO INICIAL. O prazo de decadência, nos tributos sujeito a lançamento por homologação, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em o lançamento poderia ter sido efetuado, quando não houver a antecipação do pagamento na forma do caput do art. 150 do CTN, ou nos casos de dolo, fraude ou simulação. FASE DE FISCALIZAÇÃO. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. INAPLICABILIDADE. Na fase de fiscalização, por inexistir formalmente imputação de responsabilidade pela prática de ato ilícito, não se cogita de ampla defesa, nem de contraditório, que ficam postergados para o momento da impugnação, quando ao contribuinte se assegura o direito de alegar toda matéria de defesa que lhe parecer cabível. SOLIDARIEDADE TRIBUTÁRIA. INTERESSE COMUM. PROVEITO PARA TODOS OS QUE PARTICIPARAM DO FATO. Existe interesse comum, dando ensejo à solidariedade tributária passiva, quando a situação que se constitui como fato gerador do tributo proporciona ganho ou vantagem para aqueles que realizaram o fato. SOLIDARIEDADE TRIBUTARIA. BENEFÍCIO DE ORDEM. INEXISTÊNCIA. A solidariedade tributária passiva não comporta beneficio de ordem, podendo a autoridade lançadora constituir o crédito tributário contra todos os devedores ou apenas alguns, sem que desse fato decorra qualquer nulidade para o lançamento. Impugnação Improcedente. O Termo de Verificação Fiscal (a fls. 379 e segs.) informa, em apertada síntese, o que se segue: a) com relação aos fatos apurados, que: Fl. 1179DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.179 3 “A presente exação tributária se fundamenta no fato de que o sujeito passivo, doravante denominado FRIGOSAFRA, utilizou o nome e CNPJ de pessoas jurídicas inexistentes de fato com o fito de omitir receitas operacionais próprias. Essas pessoas jurídicas são as seguintes (fls. 22 e 23): 1* SECULAR COMÉRCIO DE CARNES LTDA., doravante denominada SECULAR; e 2* MT COMÉRCIO E TRANSPORTES DE CARNES LTDA., doravante denominada MT CARNES. Tais fatos, apoiados em robustas provas, foram apurados no processo n° 10183.001946/200992 apenso a este, originado do procedimento de fiscalização n° 298/2008 da DRF/CBA/MT contra MT CARNES e dos elementos coletados inicialmente no procedimento de fiscalização n° 227/2007 da DRF/BLU/SC contra SECULAR. No volume principal do dito processo, composto por vários anexos, está o Termo de Verificação Fiscal lavrado em 25/03/2009 (fls. 200 a 210 daqueles autos), onde estão circunstanciados as evidências e provas de que todas as receitas operacionais da atividade frigorifica exercida no estabelecimento situado no município de Mirassol D'Oeste, sito a Rodovia Transefônica, km 04, Zona Rural, são de FRIGOSAFRA, ora auferidos em nome próprio, ora em nome das pessoas jurídicas inexistentes.”; b) com relação ao arbitramento do lucro, que: “Conforme abaixo, FRIGOSAFRA apresentou todas as declarações pelo regime de tributação do lucro presumido e efetuou pagamentos no ano calendário a partir do segundo trimestre de apuração no código de receita 2089 – Lucro Presumido, bem como no código 2372 CSLL Demais. Todavia, o limite de receita anual até o anocalendário anterior para opção por esse regime de tributação é de R$ 48.000.000,00, consoante art. 13 da Lei n° 9.718/1998 alterado pelo art. 46 da Lei n° 10.637/2002. Assim, para os anoscalendário de 2003 e 2004 a tributação poderia ser pelo lucro presumido e para 2005 poderia ser pelo lucro real, mas como não foi apresentada a escrituração comercial, tampouco o livro caixa, o regime adotado para todos os períodos é o do lucro arbitrado.”. c) com relação à sujeição passiva, que: “Acerca da responsabilidade pelo pagamento do crédito tributário, verificase que não existe possibilidade legal de atribuíla às pessoas jurídicas utilizadas por FRIGOSAFRA para acobertar suas operações (SECULAR e MT CARNES), como se depreende da leitura dos arts. 128 a 138 do CTN. Dessa forma, a identificação de FRIGOSAFRA e seus solidários como sujeitos passivos para fins de constituição do crédito tributário atende perfeitamente o art. 142 do CTN:....” “Além de FRIGOSAFRA são identificados como sujeitos passivos solidários na presente exação, os seguintes: VALORE PARTICIPAÇÕES E EMPREENDIMENTOS, CNPJ 07.454.500/000142; UNIFRIGO INDUSTRIA COMERCIO IMPORTACAO E EXPORTAÇÃO LTDA., CNPJ 42.947.465/000102; e JOSÉ DETONI NETO, CPF 514.260.80620.” “As razões para a conclusão de que houve interesse comum nas operações de FRIGOSAFRA, por parte desses sujeitos passivos solidários são as seguintes, Fl. 1180DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 conforme apurado no processo n° 10183.001946/200992, anotado no inicio deste tópico "II". Como demonstrado no referido processo, José Detoni sempre atuou nos bastidores do frigorífico instalado no município de Mirassol D'Oeste/MT, a partir de sua exclusão do quadro societário de FRIGOSAFRA em 16/11/2000, aparecendo em diversas operações usuais da unidade frigorífica como se vê nos relatórios dos Anexos I, II e III. Em 2003 e 2004, FRIGOSAFRA teve as operações acobertadas pela empresa inexistente SECULAR, sendo esta substituida posteriormente, ainda em 2004, pela outra empresa inexistente MT CARNES, que foi utilizada até 2005 para acobertar as operações. Em meados de 2005 FRIGOSAFRA vendeu para VALORE a marca, o imóvel e todas as instalações da planta frigorífica. Esta, imediatamente arrendou a planta frigorifica para UNIFRIGO, fato que durou até 2007 quando todos os bens foram vendidos para PERDIGÃO AGROINDUSTRIAL S/A (ANEXO I). Vejase que VALORE foi constituída justamente no ano de 2005, em 10 de junho. Em todos esses períodos, pelas diligencias efetuadas (ANEXOS II e III), José Detoni (principalmente) e outras pessoas que serão citadas adiante, sempre aparecem nas operações das empresas que efetivamente utilizaram a planta frigorifica (FRIGOSAFRA e UNIFRIGO), bem assim nas operações feitas em nome das empresas inexistentes acobertando FRIGOSAFRA (SECULAR e MT CARNES). Dentre os documentos obtidos nas aludidas diligências, que comprovaram a inexistência das empresas SECULAR (feita pela DRF/BLUMENAU/SC) e MT CARNES (feita pela DRF/CUIABÁ/MT), bem assim determinaram que FRIGOSAFRA é quem operou a planta frigorifica até a venda para UNIFRIGO, destaquei do ANEXO I os contratos firmados com a concessionária de energia elétrica CEMAT referentes a fornecimento de energia elétrica para FRIGOSAFRA que foram assinados por José Detoni (01/11/2000) e por José Ribeiro Junqueira Neto (07/01/2005), ao passo que o contrato com UNIFRIGO (23/09/2005) foi assinado por José Detoni, como procurador com amplos poderes para administrar o estabelecimento (fls. 80 a 136). Para coroar o interesse comum nas atividades de FRIGOSAFRA, quando a planta frigorifica foi vendida para VALORE, a transação foi de R$ 4.550.000,00, mas na venda que VALORE efetuou para PERDIGÃO a quantia foi de R$ 110.500.000,00 (ANEXO I). Do valor de compra junto a FRIGOSAFRA (R$ 4.550.000,00), VALORE vendeu 25% para Jose Detoni por R$ 1.050.000,00, já sob arrendamento para UNIFRIGO. Na transação de venda para PERDIGÃO, Jose Detoni recebeu R$ 27.625.000,00, que segundo esclarecimentos da VALORE era devido a ele por venda/cessão em contrapartida a sua participação na negociação de venda de todos os ativos (unidade industrial e imóvel) para PERDIGÃO.” ............................................................................................................................. “Jose Ribeiro Junqueira Neto, foi sócio da MT CARNES, FRIGOSAFRA e FRIGOSSAFRA (sem atividade) juntamente com Jose Detoni nos mesmos períodos. Atualmente consta como sócio de FRIGOSAFRA e FRIGOSSAFRA. No mesmo sentido, José Ribeiro foi procurador de SECULAR. O contrato de arrendamento da planta frigorifica de VALORE para UNIFRIGO data de 11/07/2005, mas a escritura de compra data de 30/05/2007. Questionada sobre essa disparidade de datas, revelou que a compra efetuada junto a FRIGOSAFRA ocorreu em 30/06/2005 mediante contrato (ANEXO I). Fl. 1181DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.180 5 O contrato dessa transação (compra da indústria frigorifica de FRIGOSAFRA) é revelador. Além do baixo valor quando comparado ao valor de venda para PERDIGÃO, consta que FRIGOSAFRA arrendava a planta para MT CARNES e que ambas rescindiram o contrato de arrendamento por conta da transação de venda para VALORE. Ora, se MT CARNES nunca operou no local, ao passo que FRIGOSAFRA operou e fez exportações nesse período, é evidente que esse arrendamento nunca existiu, sendo mais um instrumento para acobertar os reais beneficiários: FRIGOSAFRA, UNIFRIGO e VALORE.” ............................................................................................................................. “Nessa esteira concomitantemente depois de adquirir o imóvel e a unidade industrial frigorífica de FRIGOSAFRA, VALORE arrendou as instalações para UNIFRIGO, como já anotado, até a venda para PERDIGÃO, sendo que, em verdade, UNIFRIGO poderia ter adquirido as instalações, no preço ‘simbólico’, mas para descaracterizar ao máximo a possível sucessão tributária, a aquisição foi feita por VALORE, que sem prosseguir na exploração da atividade, imediatamente arrendou para a outra empresa do grupo; Os empregados de FRIGOSAGRA foram transferidos, sem intervalos que indicassem paralisação de atividades do frigorifico, para SECULAR; desta foram migrados para MT CARNES; e, por fim, os empregados da MT CARNES passaram a compor a força de trabalho de UNIFRIGO a partir de agosto/2005, ou seja, eram registrados em empresas inexistentes até a formalização da sociedade, quando foram registrados como empregados da UNIFRIGO;” “Nos documentos do Oficial do Registro de Imóveis de Mirassol D'Oeste verificase a estreita ligação entre José Detoni e VALORE na aquisição conjunta de três imóveis (ANEXO I): em 2006 (matricula 9.495), em 2007 (matricula 6.404) e também em 2007 referente o contrato particular (matrícula 4.591, vendida para PERDIGÃO); Enéias Damaso Brito Nunes da Silva, sócio de MT CARNES, consta como empregado de FRIGOSAFRA, SECULAR e UNIFRIGO, segundo dados dos sistemas previdenciários (ANEXO VI); Há dois casos de que as pessoas físicas intimadas nas diligências do caso SECULAR (ANEXO III) declararam ter efetuado negócios com outras empresas (abril/2003), mas que as notas fiscais ou os pagamentos foram emitidos ou feitos, respectivamente, por SECULAR (as empresas são a TAURUS COMÉRCIO DE BOVINOS inapta e PLENA ALIMENTOS incorporada por GENE ALIMENTOS; TAURUS teve endereço inicial igual ao de MT CARNES e de FRIGOSAFRA atuais: Rua Professor Odélio da Silva Barbosa, s/n, Centro, Mirassol D'Oeste/MT); Há um caso de pagamento efetuado para SECULAR, sendo que a venda foi realizada com nota fiscal da PLENA ALIMENTOS (ANEXO III) (abril/2003). Todas as evidências apontam para a conclusão de que as empresas que existiam de fato utilizaram MT CARNES e SECULAR para acobertar as atividades de frigorifico exercidas por FRIGOSAFRA, sendo que UNIFRIGO e VALORE, empresas de um mesmo grupo familiar, associadas a José Detoni Neto, sempre tiveram interesse comum nos negócios de FRIGOSAFRA até a finalização da transação com PERDIGÃO, sobremaneira pelo fato da compra com valor inferior ao de mercado da FRIGOSAFRA por VALORE e imediato arrendamento desta, constituída em data vizinha ao fato, em favor de UNIFRIGO.” Fl. 1182DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 As relações societárias evidenciadas no demonstrativo "FLUXOS SOCIETÁRIOS", examinadas em conjunto com os demais elementos de prova e indícios relatados no presente Termo e no Termo constante do processo n° 10183.001946/200992, indicam que Jose Detoni Neto, Jose Ribeiro Junqueira Neto, Jefferson Nunes da Silva, Silvio Luiz Anzolin e pessoas da Família Faria Maia, por meio de suas empresas PLENA ALIMENTOS, UNIFRIGO e VALORE, sempre estiveram operando a empresa que realmente existiu como frigorifico estabelecido na Rodovia Transefônica, km 04, Zona Rural, Mirassol D'Oeste/MT:o FRIGOSAFRA. Da negociação em torno do imóvel e da unidade industrial depreendese que essas pessoas, mais as pessoas interpostas (Waldir Vieira e Enéias Damaso Brito Nunes da Silva na MT CARNES; Jefferson Dutra Avila, Abelardo Sampaio de Oliveira, Maria Sampaio de Oliveira, Jailson Curvelo da Silva, Ailton Nascimento e Carme Zeni na SECULAR) sempre operaram o "brag() frigorifico" de sua sociedade informal, que passou à formalidade com a assunção dos negócios por UNIFRIGO, como se vê no quadro demonstrativo à fl. 172 do processo n° 10183.001946/200992 (aumento acentuado da receita bruta de UNIFRIGO a partir de 2004). c) com relação às infrações à legislação tributária, que: “Em razão das omissões, além das infrações de IRPJ, ocorrem os reflexos de CSLL, PIS e Cofins, sendo que em relação a essas duas últimas contribuições não há tributação na parcela relativa às exportações.” ................................................................................................................... Tratamse dos valores das exportações em nome próprio, extraídas do SISCOMEX. Assim, sobre os tributos incidentes sobre essas receitas aplicase a multa de 75%, posto que a conduta de nada declarar em DIPJ ou DACON — não resulta em sonegação porque a Administração Fazendária tinha à disposição nos seus bancos de dados as informações de ocorrência dos respectivos fatos geradores, pelas declarações de exportações.” .................................................................................................................. “Tratamse dos valores das receitas auferidas em nome das empresas MT CARNES e SECULAR. Utilizando o artificio de auferir receitas próprias em nome de outras empresas, fica evidente o intuito de ocultar o valor das mesmas para eximirse parcialmente do pagamento dos tributos, de modo que sobre estes resta aplicar a multa de 150%, nos seguintes termos:...”. A fls. 1023 e segs. dos autos, consta o recurso voluntário interposto por Valore Participações e Empreendimentos Ltda. e Unifrigo Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda., no qual são aduzidos os seguintes argumentos de defesa: que o recurso voluntário é tempestivo, pois foram intimadas da decisão referente à impugnação apresentada, referente ao auto de infração que deu causa ao processo administrativo tributário sob n° 14.098.000.215/200940, por Aviso Postal de Recebimento sob n. "RO 396563922 BR", na data de 02/10/2010 (sábado), sendo contado como se procedido em 04/10/2010 (segundafeira, 1° dia útil subsequente), nos termos do art. 66 da Lei 9.784/991; que o acórdão recorrido não respondeu aos itens 06 a 08 da impugnação, pois se omitiu em responder onde se localiza nos autos a comprovação de que teria havido a prévia intimação da pessoa jurídica — FRIGOSAFRA — para que ela apresentasse, prestasse ou procedesse aos atos alegados como a ela determinados e não cumpridos; que os comandos normativos (no Decreto nº 70.235/72, na Lei nº 9.784/99 e no CPC) exigem a entrega ao próprio interessado da intimação, ainda que por via postal, Fl. 1183DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.181 7 logicamente com a prévia comprovação de que ela foi enviada ao interessado, o que parece não ter ocorrido nestes autos, sendo nulo de pleno direito o lançamento; que, instado o autuante, pela impugnação, a demonstrar porque apelou à via do edital, bem como o porquê de não ter comprovado no processo ou o porquê de não ter apontado, onde aqueles atos prévios de intimação se deram, nada disse omitiuse, fazendose ausente a reunião necessária de elementos que justifiquem e autorizem o procedimento de lançamento e posterior redirecionamento; que não se encontra, nos autos, sequer uma única tentativa de intimação dos sócios da pessoa jurídica FRIGOSAFRA responsável pelo crédito alegado, e isto sem qualquer justificativa, seja legal, seja fática; que o edital somente é passível de invocação pela autoridade, quando por ela for apurada e comprovada conduta fraudulenta do contribuinte, onde comprovadamente se esquivava de receber as intimações para as diligências e/ou o lançamento, o que não parece ser o caso, pois, ausentes as intimações, nas formas preliminares; que, também, pode se dizer cabível o uso da intimação por edital, quando reste apurado que o contribuinte esteja em lugar incerto, ignorado ou inacessível; se o endereço informado pelo mesmo não corresponder a logradouro em que ele possa ser encontrado, e não tenha sido possível determinar outro em que poderia ser encontrado, como no caso, se vê explicitamente impossível, pois os sócios da pessoa jurídica responsável FRIGOSAFRA como já apontado, tem endereço e outras pessoas jurídicas em pleno funcionamento e sua intimação não foi procedida sem qualquer motivação válida; que o autuante declarou que “no exercício das atribuições legais” deu início ao procedimento contra o sujeito passivo acima identificado lavrando o Termo de início de fiscalização em 27/03/2009 (fls/ 02 a 05), mas que não houve a intimação dos responsáveis solidários ora recorrentes; que a intimação do Termo de Início se processou por Edital, mas não há comprovação da prévia intimação por carta, o qua causa a nulidade do processo; que a Planta Frigorifica" — foi arrendada para empresa — UNIFRIGO — (Recorrente), pois a VALORE não tem como objeto e atividade vide contrato social a operação de frigoríficos e sim a participação em outras empresas e a compra, venda e locação de imóveis; que a UNIFRIGO — (ora 2ª Recorrente) — tem suas raizes estabelecidas no município de Pará de Minas, Estado de Minas Gerais, onde foi constituída em 01/09/1992, tendo Contrato Social registrado na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais — JUCEMG sob o no 31203973831 em 29/09/1992 — fato que se sabe a disposição da autuante, em seus registroscontrole; que os sócios Dénio Altivo de Oliveira e Cláudio Ney de Faria Maia ingressaram na UNIFRIGO em 22/01/1997 e 14/10/2003, respectivamente, conforme a 6ª e 10ª alterações contratuais da empresa; que, para que o arrendamento do referido imóvel fosse feito para a UNIFRIGO o fato dos sócios desta empresa Srs. Dénio Altivo de Oliveira e Cláudio Ney de Faria Maia serem os administradores nomeados para gerir também a empresa VALORE proprietária do imóvel facilitou o fato, conforme pode ser observado na 3ª alteração contratual desta empresa, que fora juntada com a impugnação procedida; Fl. 1184DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 8 que a relação da empresa UNIFRIGO com a pessoa do Sr. José Detoni Neto iniciouse em 2005, quando pelo fato dele ser no local município de Mirassol D'oeste MT a 380 KM de CuiabáMT aquele que se mostrava como o único com capacidade de gerir a referida filial foi por ela UNIFRIGO contratado para a função de diretor da nova unidade da dita empresa, onde está a estabelecida a "Planta Frigorifica" por ela arrendada da empresa VALORE; que, devido às atribuições e responsabilidades de seu cargo na empresa UNIFRIGO esta entendeu por necessário a outorga de poderes ao referido Sr. José Detoni Neto o que foi procedido por procuração pública — que dá e deu publicidade ao ato portanto, não se ocultou o fato, mas o fez em caráter público, sendo a cópia juntada com a impugnação, já que o ente fiscal, ora Recorrido, não requereu que fosse apresentado anteriormente; que, com relação aos contratos firmados com a CEMAT, para fornecimento de energia para a Frigosafra e, posteriomente, para a Unifrigo, cabe esclarecer que: a) em 01/11/2000 , José Detoni Neto era sócio da Frigosafra e assinou o documento em nome dela; b) em 07/01/2005, José Ribeiro Junqueira Neto era sócio da Frigosafra e assinou o documento em nome dela; c) em 23/09/2005, José Detoni Neto era procurador da Unifrigo arrendatária –e assinou o documento; e que o autuante fez afirmação inveridica e equivocada quando diz que a procuração dá "amplos poderes", pois como acima indicado, os poderes são para atos de expediente, da administração local da filial; que o valor de aquisição do estabelecimento da Frigosafra pela Valore decorreu do fato de que a planta frigorífica estava completamente corroída e em péssimo estado de uso e conservação, além disso, possuía estrutura velha e desgastada – suficiente, se reformada, para o abate de apenas 300 cabeças de bovinos por dia; que, durante o período que a planta frigorífica estava arrendada a Unifrigo, ela, com autorização da proprietária – Valore, executou várias benfeitorias no referido imóvel, melhorando e reformando as instalações, obras e equipamentos; treinamento de pessoal, ampliando a capacidade de abate para 500 cabeças de gadodia; investindo em sistemas de gestão; móveis e equipamentos para os diversos setores da empresa, ou seja, refez o frigorífico, o reestruturou totalmente, o que consequentemente aumenta o valor de mercado; que, além dos investimentos feitos pela arrendatária – Unifrigo, a Valore se comprometeu a entregar a planta frigorífica à Perdigão com as obras, ampliações e equipamentos necessárias para uma capacidade instalada para o abate de 2000 cabeças de gado por dia; que para cumprir tais cláusulas contratuais, a Valore desmbolsou, após a efetivada a venda, um montante superior a 9 milhões de reais, conforme pode ser observado nos registros contábeis e comprovantes de pagamentos que juntamos a esta impugnação, todos procedidos pela Valore à Unifrigo, empresa esta que foi encarregada de gerir as obras de ampliação; que a alteração de 300 para 2000 cabeças de gadodia importa em aumentar em 7 vezes a capacidade de abate da planta frigorífica – aumentando seu valor agregado muito além da mera aritmética processada; que, quando o contrato foi fechado, foi paga a quantia de R$ 22 milhões e todo o restante do valor seria pago em 5 parcelas a medida em que cada etapa de ampliação fosse concluída; que que sobre os valores recebidos pela VALORE referentes a sua parte na venda do frigorifico, houve a regular incidência de tributos como IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, que foram apurados e recolhidos, na forma da lei; Fl. 1185DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.182 9 que em caso de venda por valor superior ao predeterminado a situação importaria em participação do Sr. José Detoni Neto no negócio da venda, daí a participação de José Detoni na venda da planta frigorífica para a Perdigão; que foi acordado entre os administradores da VALORE e o Sr. José Detoni Neto, que, caso a venda fosse efetivada por valor acima de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais), pela sua iniciativa e intermediação da operação, lhe seria devido 25% (vinte e cinco por cento) do valor bruto conseguido na venda; que não se pode atribuir responsabilidades tributárias de empresas que o Sr. José Detoni Neto foi sócio ou participou como gerente, diretor ou procurador nos anos de 2003 a inicio de 2005 às Recorrentes UNIFRIGO e VALORE pois a relação destas com o Sr. José Detoni Neto, como já foi demonstrado, iniciouse em 2006 com sua contratação como funcionário da Unifrigo, e antes como empregado da empresa que anteriormente ali estava estabelecida; que o simples fato de que um dos sócios e/ou representantes daquelas empresas, no caso o Sr. José Detoni Neto, ter sido funcionário da UNIFRIGO e, mais tarde, administrador de uma empresa da qual a VALORE é sócia, não podem ser responsabilizadas por atos que porventura houvesse sido praticados por tal pessoa, ou mesmo por seus sócios, a anos atrás, quando não existia nenhuma relação entre ele e estas empresas; que a PERDIGÃO contratou o Sr. Detoni Neto igualmente e sequer foi chamada neste processos, nem os sócios da Frigosafra apareceram aqui como devedores solidários; que o autuante escolheu caminho ilegal de imposição tributária — impor a alguns fato inexistente e proteger outros porque será? que não há um único sócio que tenha tido participação nas empresas administradas pelos membros da "família faria maia" (expressão criada por ele), e as empresas autuadas no processo: FRIGOSSAFRA EMPREENDIMENTOS LTDA, SECULAR COMÉRCIO DE CARNES LTDA e MT COMÉRCIO E TRANSPORTES DE CARNES LTDA, ou viceversa; que, com relação ao fato de que a Unifrigo e a Valore terem o mesmo endereço, que decorre do fato de que as duas empresas são administradas pelas mesmas pessoas físicas; que a UNIFRIGO ao arrendar e iniciar sua operação no local necessitaria de empregados e outros agentes para tanto, e, considerando a escassa oferta de mão de obra especializada da região, pois o frigorifico encontrase ás margens de uma rodovia próximo à zona urbana da pequena cidade de Mirassol D'oeste, no interior do Estado do Mato Grosso, a melhor alternativa encontrada foi a contratação da maior parte dos empregados, que possuíssem experiência na prática das atividades que a empresa passaria a operar naquele local; contratação de pessoas locais que eram empregados das empresas que ali operavam a Planta Frigorifica, não pode ser considerado motivo para responsabilizar a UNIFRIGO pelas contingências tributárias; que caracterizada a situação fática tãosomente como uma perseguição fiscal em relação às Recorrentes, pois não utilizou de critérios igualitários para considerar apenas a UNIFRIGO e não também a PERDIGÃO, como responsável solidária por tais débitos, frente a terem estas duas empresas utilizado de mesmo expediente — que não deve ter Fl. 1186DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 10 outro que não seja dar preferência às pessoas locais que contavam com condições para desempenhar as atividades praticadas pelas adquirentes; a UNIFRIGO, está sempre adquirindo matérias primas de novos fornecedores e vendendo produtos para novos clientes, logo, as ocorrências de compras e vendas de mercadorias apontadas, nos anos de 2003 e 2005 em relação às empresas MT CARNES e SECULAR, o que consequentemente geraram as movimentações financeiras respectivas, e que foram indicadas nas páginas 170 e 171 do processo 10183.001946/200992, as quais tiveram uma representação minima em relação aos negócios da empresa naqueles anos; que a alegação de que Enéias Damaso Brito Nunes da Silva, sócio de MT CARNES, consta como empregado de FRIGOSAFRA, SECULAR e UNIFRIGO, segundo dados dos sistemas previdenciarios nada mais é do que a utilização de dois critérios diferentes, pois esta pessoa trabalhou ou trabalha para a Perdigão e nem por isso ela foi considerada devedora solidária; que é absurda a dedução do Fiscal de que a Plena Alimentos e a Secular seriam do mesmo grupo econômico, porque a Plena vendeu para o Fridel Ltda e o cheque foi depositado na conta da Secular, pois, conforme informou os produtos foram adquiridos da Secular e, para tanto juntou cópia das notas de compra (fls. 381 a 384 do anexoII); que, além disso, tratase de uma única movimentação financeira ao longo de anos, onde o cheque nominal à PLENA foi depositado na conta da SECULAR; que a operação foi acobertada por documento fiscal da PLENA e o cheque foi emitido nominal à PLENA; que a PLENA adquiria eventualmente produtos da SECULAR; que era usual pelas empresas receberem cheques de terceiros e utilizarem destes cheques para pagarem a fornecedores sem movimentar os valores em suas contas para minimizar os gastos com CPMF; que o cheque foi emitido pelo FRIDEL em 27/03/2003 e apenas foi depositado na conta da SECULAR em 10/04/2003, ou seja, 14 dias após sua emissão; que não existe nenhuma prova de que as empresas do "GRUPO PLENA" tiveram qualquer ligação com a administração do frigorifico em questão antes da data da compra do mesmo pela VALORE; que não existe e não existiu, em qualquer tempo, nenhuma relação entre os sócios e administradores da UNIFRIGO e VALORE com as empresas autuadas, sendo que nenhuma delas ou seus sócios, nunca foram sócios, procuradores ou funcionários daquelas empresas, anteriormente ao fato da compra e venda; que aumento nas receitas da UNIFRIGO no ano de 2004, deuse exclusivamente pela abertura de uma filial no município de Contagem (MG), inscrita no CNPJ sob o n° 42.947.465/000447, conforme a 12ª alteração contratual desta empresa, datada de 02/01/2004, cuja copia juntamos a esta impugnação, sendo que esta filial possui mais de 400 (quatrocentos) funcionários e distribui seus produtos para clientes em todos os territórios do Pais, além de ser responsável até os dias de hoje por cerca de 85% (oitenta e cinco por cento) do faturamento bruto da empresa (dados do ano de 2009); que, quanto ao faturamento da UNIFRIGO na filial aberta em Mirassol D'oeste, só teve início em setembro de 2005, após o arrendamento por decorrência da aquisição daquela unidade frigorifica pela VALORE e que, naquele ano, as receitas com vendas de produtos naquela filial somaram o montante de R$ 30.521.156,16 (trinta milhões, quinhentos e vinte e um mil, cento e cinquenta e seis reais, dezesseis centavos), representando apenas 16,9% (dezesseis virgula nove por cento) do total do faturamento da UNIFRIGO; sócios da UNIFRIGO e administradores da VALORE, Srs. Cláudio Ney de Faria Maia e Dênio Altivo de Oliveira, nunca se utilizaram de pessoas interpostas para figurar Fl. 1187DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.183 11 como sócios em suas empresas; sempre declararam seus rendimentos e participações societárias em suas declarações de imposto de renda, e sempre possuíram renda compatível com seu patrimônio; que nada foi dito sobre o fato de que a sucessão — com caráter de solidariedade não se aplica a penalidade ao sucessor que em nada aproveitou dos atos dito produzidos pelas empresas autuadas; não se indicou que os sócios das pessoas jurídicas – autuadas que até hoje são sócios se mantém no mercado e seus bens não se encontram afetados pela presente autuação por quê? que haja sujeição passiva solidária necessário estar presente — interesse comum ao tempo dos fatos geradores bem como que este interesse constitua fato gerador de obrigação tributária vinculado ao interesse e o tributo pretendido pela autuação; nenhuma Recorrente adquiriu por nenhum meio a empresa autuada — que se mantém no mercado por seus sócios e estas outras indústrias e ativos capazes de responder pelos valores ditos como devidos; que é é útil lembrar um critério que vem consagrado no PN 2/72 e no PN 20/82, eis que, ao se pronunciar sobre a responsabilidade tributária prevista do artigo 133 do CTN, no caso de aquisição de bens isoladamente considerados, conclui que esta mera aquisição não configura aquisição de estabelecimento; que o objeto da autuação — imposto sobre a renda — CSLL, PIS e COFINS não configuram tributos relativos ao estabelecimento ou fundo e, por isso, a simples aquisição deste não gera sucessão daquele; que sobre as situações preconizadas no artigo 124 e artigo 133, ambos do CTN, a aquisição de estabelecimento ou fundo de comércio frente aos fatos que abaixo se detalha, não enseja responsabilidade por sucessão do adquirente em relação a débito dos tributos que se diz devidos pela empresa autuada principal FRIGOSAFRA. A fls. 1083 e segs. dos autos, consta o recurso voluntário interposto por Frigosafra Empreendimentos Ltda., no qual são aduzidos os seguintes argumentos de defesa: que, ao considerarse a afixação do Edital no átrio da Receita Federal do Brasil em Cuiabá, no dia 17 de agosto de 2009, admitiuse a data limite de 16 de agosto de 2004 para vincularse qualquer tributo pretendido pela autoridade fiscal, logo, qualquer fato gerador ocorrido anteriormente a essa data, devem, de plano, ser desconsiderados, inclusive a pretendida relação com a sociedade empresária Secular Comércio de Carnes Ltda, que, como se comprova com o documento acostado, essa relação foi finalizada em março de 2004, quando passou a arrendar seu complexo industrial para a empresa MT Comércio e Transportes de Carnes Ltda; que, há de serem respeitadas a características dos tributos objeto desse Auto de Infração, quais sejam IRPJ, CSSL, Pis e Cofins, considerandoos tributos lançados por homologação, onde a contagem prescricional deslocase da regra geral para o § 4o do artigo 150 do CTN, hipótese em que o termo inicial se dá na data do fato gerador; que, devido à própria natureza jurídica do contrato de arrendamento mantido entre a Impugnante e a sociedade empresária MT Comércio e Transportes de Carnes Ltda., cabe a essa, quaisquer responsabilidades sobre os atos mercantis por ela praticados, inclusive aqueles mantidos com a recorrente; Fl. 1188DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 12 que a solidariedade não admite presunção e a participação do mesmo sócio em diversas sociedades empresárias, a constituição de um mesmo procurador ou a participação societária de antigos funcionários, não servem de premissa à falsidade dos instrumentos apresentados; que a autoridade fiscal confundiu a sociedade empresária com o estabelecimento comercial/industrial; que a Frigosafra como reconhecido pela fiscalização, é cumpridor de toda e qualquer obrigações fiscal e tributária, tendo apresentado suas DCTF's e DIPJ's, recolhendo todos os tributos devidos em suas operações; que a recorrente não não tem qualquer acesso a escrituração contábil das sociedades empresarias a quem arrendou seu parque industrial; que o Fiscal incorre em irregularidade quando, indiscriminadamente, sem atentarse aos nuances peculiares do setor, utilizase do regime de lucro por arbitramento para impor a presente exação; que deve a Fiscalização, a bem da justiça, considerar, quando muito 50% (cinquenta por cento) da movimentação financeira como faturamento, pois são empresas extremamente alavancadas pelas instituições financeiras; que foi considerado como receita, todos os depósitos realizados por empresas de fomento, como demonstra os documentos acostados às fls. 101/110, do Anexo II V3, assim como no Anexo II, V1; que o Fiscal errou em não considerar as notas fiscais de simples remessas para salga, uma vez que a venda era realizada aos curtumes, duplicando assim o faturamento proposto; que Sr. Enéas Damaso, outrora comprador de boi e funcionário da Impugnante, devido a vasta experiência no ramo, teve por bem incursionar pelo ramo empresarial, assumindo sociedade empresária que arrendou o parque industrial da Impugnante; que não existe o menor fundamento em relacionar a administração e a responsabilidade de sócios ou exsócios do Frigosafra com a sociedade que arrendava a planta industrial; que nada a se questionar também quanto ao pagamento de contas da empresa Impugnante pelas arrendatárias, uma vez que aquela sempre esteve credora dessas e nada mais normal que a assunção de dividas outras que viessem a amortizar os valores devidos pelo arrendamento; que a recorrente adquiria matéria prima para exportação de quaisquer frigoríficos, também daqueles a quem arrendava sua planta industrial, motivo pelo qual, nada mais comum que estar comprovado transações comerciais entre ambos; que o nome “Frigosafra” por ter sido aquele que constituiu a fama daquela planta industrial foi usado subsidiariamente por todas as sociedades empresárias que por ali passaram; que pelas notas fiscais trazidas pelas pessoas intimadas, percebese que todas elas são contemporâneas às atividades de cada uma das sociedades empresárias que arrendaram o complexo industrial: Secular Comércio de Carnes Ltda., até abril de 2004 e MT Comércio e Transporte de Carnes Ltda., após maio de 2004; que, à vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, por preencher as formalidades legais, requer seja recebido o presente Recurso Fl. 1189DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.184 13 Voluntário, sendo ao final julgado procedente, com o consequente cancelamento do Auto de Infração e do lançamento dele proveniente. Intimado da decisão recorrida em 11/10/2010 (AR a fls. 1090), não consta, dos autos, recurso voluntário interposto pelo responsável tributário Sr. José Detoni Neto. Na Sessão de Julgamento de 6 de março de 2013, esta Turma converteu julgamento em diligência (Resolução nº 1302000.224 a fls. 1169 e segs.), para que a unidade preparadora informasse: a) quando e por qual meio deu ciência do Acórdão no 0421.290 da 2a Turma da DRJ/CGE à Frigosafra Empreendimentos Ltda., justificando, se for o caso, porque desconsiderou o AR a fls. 1011; b) quais pendências a serem regularizadas ensejaram a intimação da Frigosafra Empreendimentos Ltda., por meio do Edital no 006/2010. Em resposta à diligência, a Agência da RFB em Mirassol D’Oeste, por meio do despacho a fls. 1406, informou o seguinte: “Esclarecemos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais —CARF, 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária, que, foi enviado uma comunicação do resultado do julgamento do acórdão, ao contribuinte supra citado, qual foi recebido em 26/08/2010, conforme AR anexo ao processo, página 1011, no endereço do contribuinte conforme a base de dados da RFB. Entretanto, foi enviado novamente para seu endereço e foi devolvido pelo ECT, por motivo de mudança de endereço; Emitiuse outra comunicação de forma editalícia, e após, o prazo de afixação ter se esgotado, foi recebido por esta unidade, fax do procurador do contribuinte, solicitando que fosse enviado para o endereço do escritório de advocacia, toda e qualquer correspondência referente a seu cliente especificamente. Sendo assim, fizemos a comunicação novamente do resultado do acórdão, para o endereço que o representante nos informou. Contudo, esse foi o procedimento desta agência.”. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. DO RECURSO VOLUNTÁRIO DA FRIGOSAFRA Verificado que a Unidade Preparadora, conforme despacho à fls. 1406, sequer consegue precisar a data em que a recorrente foi cientificada do acórdão recorrido, tomo o recurso por tempestivo, razão pela qual dele conheço. DA DECADÊNCIA Alega a recorrente que, ao considerarse a afixação do Edital no átrio da Receita Federal do Brasil em Cuiabá, no dia 17 de agosto de 2009, admitiuse a data limite de Fl. 1190DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 14 16 de agosto de 2004 para vincularse qualquer tributo pretendido pela autoridade fiscal, logo, qualquer fato gerador ocorrido anteriormente a essa data, devem, de plano, ser desconsiderados, inclusive a pretendida relação com a sociedade empresária Secular Comércio de Carnes Ltda, que, como se comprova com o documento acostado, essa relação foi finalizada em março de 2004, quando passou a arrendar seu complexo industrial para a empresa MT Comércio e Transportes de Carnes Ltda. Confundese a recorrente, pois o referido Edital a fls. 452 foi o meio pelo qual lhe foi dada ciência do auto de infração, do Termo de Verificação Fiscal e do Termo de Encerramento, já que restou baldada a tentativa de intimação por via postal, sendo relevante a data de sua afixação, apenas, para verificação do prazo decadencial, ou seja, do lapso temporal legal, para que o Fisco exerça o seu direito potestativo de efetuar o lançamento tributário. Da mesma forma, a recorrente confundese na contagem do prazo decadencial, pois, em direito tributário, o dies a quo será ou o dia do fato gerador (art. 150, § 4º, CTN) ou o primeiro dia do exercício seguinte ao que o Fisco poderia ter feito o lançamento (art. 173, I, CTN). Sobre a definição do dies a quo do prazo decadencial, vale trazer a lume o seguinte excerto da ementa do REsp 973733/SC, in verbis: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). ............................................................................................................................” Ora, notese que os tributos federais em tela são submetidos, pela respectiva legislação de regência, a lançamento por homologação. Assim, para sabermos, in casu, qual o dies a quo do prazo decadencial, há que se perquirir, antes de mais nada, se estamos diante de uma conduta dolosa, fraudulenta ou simulada, pois, nessa hipótese, afastase a aplicação do art. 150, § 4º, e aplicase o art. 173, I, ambos do CTN. Como restará demonstrado mais a frente, há um robusto conjunto probatório demonstrando a conduta dolosa da contribuinte, razão pela qual, de plano, afasto a preliminar de decadência. DO MÉRITO São duas as matérias tributárias a serem analisadas por esse Colegiado, quais sejam: a) os lançamentos de IRPJ e CSLL sobre as receitas de exportação, informadas no Siscomex em nome da recorrente (Frigosafra), nos quais foram aplicadas multas de 75%; e Fl. 1191DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.185 15 b) os lançamentos de IRPJ, CSLL, COFINS e Contribuição para o PIS sobre os receitas omitidas, havidas em nome de empresas inexistentes de fato, nos quais foram aplicadas multas qualificadas. DAS RECEITAS DE EXPORTAÇÃO Por meio da Intimação a fls. 3, a recorrente foi instada a se manifestar “sobre a pretensão da Fiscalização em constituir créditos tributários a partir das receitas operacionais próprias, advindas de exportações extraídas do SISCOMEX, compatíveis com a movimentação financeira (dados da CPMF)”, conforme foi detalhado no Anexo 01 da referida intimação. Tal intimação terminou se processando por edital, uma vez que restou baldada a tentativa de intimação por via postal. À fls. 201 a 207., consta o relatório extraído do Siscomex com as receitas de exportação da própria recorrente, totalizando no R$ 21.668.221,34, valor esse compatível com a sua movimentação financeira R$ 23.387.812,19 no ano de 2004 (vide Dossiê a fls. 26). Importante frisar que a recorrente não informou receita de exportação na DIPJ relativa ao ano calendário de 2004 e informou, em DACON receita de exportação nos seguintes valores: R$ 597.787,41 em janeiro de 2004; R$ 698.247,63 em fevereiro de 2004; R$ 429.631,75 em março de 2004. Em seu recurso voluntário, a recorrente não traz qualquer argumento específico capaz de desconstituir a evidência de omissão de receitas comprovada a partir do cotejo entre os dados do Siscomex e da DIPJ. Por essas razões, voto por manter os lançamentos do IRPJ e da CSLL sobre as receitas de exportação. RECEITAS OMITIDAS HAVIDAS POR PJ INEXISTENTES Com relação a esse ponto, vale trazer à colação o seguinte excerto da decisão recorrida, que bem sintetiza o quadro fático: “Concluiu a Fiscalização, após examinar copiosa quantidade de documentos, que Secular Comércio de Carnes Ltda., MT Comércio e Transportes de Carnes Ltda. e Frigosafra Empreendimentos Ltda. eram, na verdade, uma só empresa, operando a partir do mesmo estabelecimento, ou seja, da mesma planta frigorifica. Os fatos podem ser assim resumidos: A Fiscalização constatou uma vultosa movimentação financeira nas contas bancárias da sociedade empresária denominada Secular Comércio de Carnes Ltda., a qual se declarava inativa perante a Receita Federal. De posse dos extratos bancários e com base nas informações ali existentes, foram intimadas as pessoas beneficiárias dos valores sacados das respectivas contas. Na intimação, solicitavase que fosse esclarecida a causa jurídica das transferências, bem como que fossem apresentados os documentos comprobatórios. Em resposta, chegaram várias declarações, dando conta de que os valores debitados na conta de Secular se destinavam a pagamento pela aquisição de bovinos realizada por Frigosafra. Tais explicações, associadas As notas fiscais apresentadas, revelavam que, embora a operação tenha sido feita por Frigosafra, a nota fiscal pertencia a Secular e o pagamento foi efetuado por meio de cheque Fl. 1192DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 16 emitido contra a conta bancária de Secular. Provamno os documentos reunidos nos três volumes do Anexo III. Não obstante a farta documentação contida no Anexo III, a certeza de que Secular e Frigosafra eram a mesma empresa veio dos termos da sentença proferida no Processo no 03/2004, do Juizo da la Vara da Comarca de Mirassol d'Oeste, relativo ao pedido de concordata preventiva formulado por ambas, Frigosafra e Secular. Da decisão se extrai o seguinte trecho: Objetivam os credores nominados no preâmbulo, através dos presentes Embargos, bem como dos Embargos que tramitam em apenso (..), elidir os pressupostos de admissibilidade e de procedência das concordatas ajuizadas pelas empresas Frigosafra indústria e Comércio de Alimentos Ltda. e Secular Indústria e Comércio de Carnes Ltda. O embasamento dos presentes Embargos é a existência de atos fraudulentos e de máfé que teriam sido praticados pelas concordatárias, com o intuito de burlar o fisco e lesar os credores, encontrando previsão legal no artigo 143, inciso III, da Lei de Falências. Primeiramente, alegam os embargantes que as duas concordatárias na realidade se tratam de uma única empresa, visto que os credores negociavam com a Frigosafra, porém, muitas vezes as notas fiscais eram emitidas pela Secular. Com efeito, tais suspeitas já existiam desde o inicio, tanto que, ao deferir o processamento da concordata ajuizada pela Secular, a i . juiza que presidia o feito, atendendo solicitação do Ministério Público, determinou a instauração de procedimento para apuração deste fato. Todavia, conforme se pode observar as fls. 74, dos respectivos autos, que levou o n° 739/2003, durante sua tramitação as empresas formularam um acordo perante o Ministério Público, através do qual concordaram em desconstituir a personalidade jurídica da empresa Secular, considerandoa como uma unidade da empresa Frigosafra, tendo esta última, em decorrência, assumido com todo o seu ativo, as dividas daquela. (fls. 735 e 736). Por força de acordo firmado com o Ministério Público, a sociedade empresária Secular foi desconstituida. Nesse momento então, entra em cena MT Comércio e Transportes de Carnes Ltda., para desempenhar exatamente o mesmo papel que antes cabia a Secular. MT Comércio cedeu suas contas bancárias, a fim de que por elas transitasse a movimentação financeira de Frigosafra e emprestou suas notas fiscais para acobertar compras e vendas realizadas por aquele frigorifico. A bem dizer, Secular renasceu na pessoa de MT Comércio. significativo constatar que os empregados da primeira passaram a ter vinculo com a segunda. O relatório de fls. 40 a 42, do Anexo VI, dá conta da transferência de empregados entre Secular, MT Comércio e Frigosafra. Fl. 1193DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.186 17 O Anexo II, com 1.222 folhas, reunidas em quatro volumes, contém farta documentação que comprova as ligações entre Frigosafra e MT Comércio. Sendo impossível, dado o volume, reproduzir todas as informações relevantes, seguem abaixo algumas, apenas para ilustrar o que se afirma: O Frigorifico Mataboi S/A declarou à Fiscalização no documento de fls. 239 a 240 do Anexo II: As mercadorias foram adquiridas diretamente da empresa MT — Indústria e Comércio de Carnes Ltda., porém, conforme carimbo nas próprias notas fiscais que seguem em anexo, tais produtos foram produzidos pela empresa FRIGOSAFRA IND. E COM DE ALIMENTOS LTDA., sem maiores dados da referida empresa. Observese que essa informação contradiz a assertiva de Frigosafra de que mantinha com MT Comércio um contrato de arrendamento da planta frigorifica. A resposta dada por Fuga Couros S/A corrobora a suspeita de MT Comércio é uma pessoa interposta para encobrir aquele que verdadeiramente realiza as operações: 1 Os negócios efetuados com a empresa MT COMÉRCIO E TRANSPORTES DE CARNES LTDA. CNPJ 04.888.448/0001 44 — FOI DE COMPRA DE COUROS BOVINOS IN NATURA, com pagamentos antecipados através de TED E DEPóSITOS BANCÁRIOS, conforme documentos bancários e notas fiscais anexas. Outrossim, informamos que os negócios eram feitos por telefone e em vistia ao estabekimento industrial na RODOV TRANZEFÔNICA KM 4,0 S/N° ZONA RURAL MIRASSOL D'OESTE E TELEFONE 06533241 2921. 1.1 — Os negócios eram realizados com o Sr. JOSÉ DETONE NETO no escritório do Frigorifico FRIGOSSAFRA, conforme endereço acima e telefone descritos. 1.2 — Os couros eram retirados no FRIGOSSAFRA, no endereço acima especificado — Ou seja: RODOV TRANZEFÔNICA KM 4,0 S/N° ZONA RUAL MIRASSOL D 'OESTE — MT, e eram transportados por caminhão próprio e também quando da necessidade por terceiros, cujo contato era feito com o motorista Sr. Edimilson Botelho de Carvalho residente e domiciliado em MIRASSOL D'OESTE, através do telefone 065 99893393. N. 281 Anexo II) O produtor Alair Cândido da Silva, intimado pela Fiscalização, afirmou o que segue abaixo: Em 31 de agosto de 2005, foi creditado em minha conta corrente através de TED o valor de R$ 103.448,00 (centro e três mil quatrocentos quarenta e oito reais), correspondente a venda de 126 bois para abate constante nota fiscal 005446 de 01/08/2005. Fl. 1194DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 18 A transação comercial foi realizada com o Sr. Eneias, que exercia o cargo de comprador de boi, tendo em vista que, o mesmo encontrase na empresa Perdição Agroindustrial S/A, exercendo o mesmo cargo da época, telefone 65 — 32411723. Informo que o gado foi entregue no Frigorifico Frigosafra, com endereço na Rodovia Transefônica Km 04, zona rural, Mirassol D'Oeste, MT N. 590 do Anexo II) Esses dados são suficientes para indicar que MT Comércio e Frigosafi a são a mesma empresa, servindo a primeira de anteparo para a segunda. Basta ver que o patrimônio (a planta frigorifica) está vinculado à Frigosafra, enquanto as operações comerciais que podem render ensejo à responsabilidade patrimonial são realizadas por MT Comércio, sociedade inteiramente destituída de patrimônio que, assim como Secular, se declarava para a Receita Federal como inativa (fls. 971 e 972). Portanto, a movimentação financeira apresentada nas contas bancárias de MT Comércio deve ser imputada à Frigosafra.”. Em sua peça de defesa, a recorrente não aduz qualquer argumento que tenha o condão de desconstituir esse robusto conjunto probatório, em verdade, sequer se contrapõe aos depoimentos feitos por terceiros e nem mesmo se pronuncia sobre o acordo com o Ministério Público, o qual é prova inconsteste do uso da Secular como “empresa de fachada”, tornandose, assim, despiciendas suas alegações de que não tinha acesso à contabilidade da MT e da Secular e que as notas fiscais trazidas pelas pessoas intimadas são contemporâneas às atividades de cada uma das sociedades empresárias que arrendaram o complexo industrial. Na verdade, os depoimentos de terceiros e os documentos juntados aos autos são prova inconteste do uso da MT e da Secular pela recorrente, para sonegar tributos. Noutro ponto, alega que deveria a Fiscalização, a bem da justiça, considerar, quando muito 50% (cinquenta por cento) da movimentação financeira como faturamento, pois são empresas extremamente alavancadas pelas instituições financeiras, todavia, não apresenta sequer um contrato de empréstimo que pudesse suportar tal alegação. Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. DO RECURSO VOLUNTÁRIO DA VALORE E DA UNIFRIGO Alegam as recorrentes, Valore e Unifrigo, que foram intimadas da decisão referente à impugnação apresentada, referente ao auto de infração que deu causa ao processo administrativotributário sob n° 14.098.000.215/200940, por Aviso Postal de Recebimento sob n. "RO 396563922 BR", na data de 02/10/2010 (sábado), sendo contado como se procedido em 04/10/2010 (segundafeira, 1° dia útil subsequ ente), nos termos do art. 66 da Lei 9.784/99. O referido AR não foi juntado aos autos, constando apenas um extrato dos atendimentos realizados no dia 29/09/2010 (doc. a fls. 1092), no qual está relacionado o objeto R0396563922 BR. Logicamente, este extrato de pagamento das postagens não informa a data de entrega delas, razão pela qual nada pode desvelar sobre a data em que foi dada ciência da decisão recorrida a Valore e a Unifrigo. Mais uma vez, fica patente a deficiência da Agência da Receita Federal em Mirassol D’Oeste na realização do preparo dos autos. Assim, não havendo como confirmar nem como refutar, tomo a alegação das recorrentes como verdadeira, razão pela qual conheço do recurso. Fl. 1195DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.187 19 Sobre a sujeição passiva da Valore e da Unifrigo, a decisão recorrida assim foi fundamentada: “As duas impugnantes, Valore Participações e Unifrigo, se insurgiram contra a sujeição passiva, embora admitindo que ambas as sociedades empresárias tenham as mesmas pessoas como sócios e como administradores, e que os empregados de Unifrigo são os mesmos que trabalhavam para Frigosafra. Afirmaram que essa circunstância não induz a presença de interesse comum. O interesse comum entre Valore e Unifrigo decorre, em principio, da ação integrada das duas empresas, que estavam sob controle das mesmas pessoas. As impugnantes buscam estabelecer uma ruptura com os fatos ocorridos antes da pretensa aquisição da planta frigorífica (supostamente, ocorrida no primeiro semestre de 2005). Tentam ainda convencer que nenhuma relação existe entre elas e as operações realizadas por Frigosafra. Essa pretensão, todavia, é desmentida pela prova dos autos. Em primeiro lugar, existem notas fiscais emitidas por MT Comércio no período em que, supostamente, o frigorifico já estava sob a administração de Unifrigo. Existe movimentação bancária nas contas de MT Comércio, ao longo de todo o ano de 2005, a indicar que as operações de Frigosafra, encampadas por MT Comércio, se estenderam durante todo aquele período, no qual a planta frigorifica já estaria sendo operada por Unifrigo. As mesmas pessoas que estiveram à frente das operações de MT Comércio e Frigosafra continuaram atuando, da mesma forma e com a mesma intensidade, no período em que supostamente o frigorifico esteve sob o controle de Unifrigo, em especial, o onipresente José Detoni Neto. Mas o que chama a atenção é que o pretenso contrato de compra e venda da unidade frigorifica, com o qual as impugnantes tentam se eximir da responsabilidade pelos créditos tributários, e o subsequente contrato de arrendamento em favor de Unifiigo não foram levados a registro público, como manda o art. 1.444 do Código Civil. Com isso, ambos os contratos mantiveramse ocultos. Essa circunstância, por si só, já os torna ineficazes perante terceiros, aos quais, dada a falta de publicidade, não pode ser opostos. A situação em exame, porém, se revela mais grave quando se constata que, ao tempo da suposta venda, tramitava processo de concordata preventiva requerida por Frigosafra. A legislação de falência e concordata, vigente à época dos fatos, impunha algumas condições para a alienação de bens imóveis e outros bens sujeitos a cláusula da concordata. Assim dispunha o DecretoLei n° 7.661/1945: Art. 149. (...) Fl. 1196DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 20 Tais dispositivos sugerem que a alienação da planta frigorifica não poderia ter sido efetuada naquele momento, sem autorização do Juizo da concordata, sem parecer do Ministério Público e, sobretudo, sem ouvir os credores, que foram prejudicados com a moratória, já que se viram forçados a ceder seus créditos em condições desfavoráveis. Os contratos de compra e venda do frigorifico e do posterior arrendamento, apresentados pelas impugnantes com o propósito de evidenciar a inexistência de qualquer vínculo com Frigosafra, não provam a existência do negócio jurídico (compra da planta frigorífica), nem tampouco provam a data em que fora celebrado. E, ainda que a avença de fato tenha existido, na forma e condições relatadas pelas impugnantes, estarseia diante de uma afronta direta à lei, razão pela qual não se lhe pode emprestar nenhum efeito translativo da propriedade do frigorifico e muito menos efeitos contra terceiros. Em resumo, para terceiros (entre os quais se inclui o Fisco), é como se não tivesse havido nenhuma venda. Assim, do ponto de vista fático, o que se tem comprovado é a presença de Frigosafra, Valore Participações e Unifrigo operando em conjunto a mesma planta frigorifica. Nessa circunstância, é impossível deixar de reconhecer a existência do interesse comum que enseja a solidariedade tributária. Portanto, devem ser mantidas ambas as impugnantes no polo passivo da relação tributária.”. Parece razoável a ponderação da UNIFRIGO, quando alega que, ao arrendar e iniciar sua operação no local, necessitaria de empregados e outros agentes para tanto, e, considerando a escassa oferta de mão de obra especializada na pequena cidade de Mirassol D'oeste, no interior do Estado do Mato Grosso, a melhor alternativa encontrada foi a contratação da maior parte dos empregados das empresas que ali operavam a Planta Frigorifica. Por outro lado, as recorrentes não conseguem desvincular a Valore da Unifrigo, pois assumem que se tratam de empresas com o mesmo domicílio e administradas pelas mesmas pessoas físicas. Por sua vez, a Valore não apresenta qualquer justificativa para não ter registrado o contrato de compra e venda, nem para que o tenha celebrado por instrumento particular. Ademais, a Frigosafra se encontrava em concordata (Processo nº 257/03 em trâmite na 1ª Vara Cível da Comarca de Mirassol D’Oeste), logo, qualquer alienação de bem imóvel dependeria de autorização judicial e as recorrentes não provam que sequer isso tenha sido requerido em juízo. Tudo isso levanos a conclusão de que tem razão a decisão recorrida quando afirma que do ponto de vista fático, o que se tem comprovado é a presença de Frigosafra, Valore Participações e Unifrigo operando em conjunto a mesma planta frigorifica, razão pela qual há que se reconhecer a existência do interesse comum que enseja a solidariedade tributária. Além disso, as recorrentes não apresentam qualquer justificativa ao fato de que há notas fiscais emitidas por MT Comércio no período em que, supostamente, o frigorifico já estava sob a administração de Unifrigo, nem sobre a movimentação bancária nas contas de MT Comércio, ao longo de todo o ano de 2005, a indicar que as operações de Frigosafra, encampadas por MT Comércio, se estenderam durante todo aquele período, no qual a planta frigorifica já estaria sendo operada por Unifrigo. Independentemente de outros elementos de prova trazidos no TVF, estes pinçados pela decisão recorrida são, ao meu ver, suficientes para concluir pelo interesse Fl. 1197DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14098.000215/200940 Acórdão n.º 1302001.564 S1C3T2 Fl. 1.188 21 comum da Valore e da Unifrigo nas operações da Frigosafra, mormente quando verificado que não foram enfrentados na peça recursal. São despiciendas as alegações que procuram desqualificar as provas dos autos porque os sócios da Frigosafra e a Perdigão não foram colocados no polo passivo. Ainda que se pudesse, efetivamente, responsabilizar os sócios da Frigosafra diante do conjunto probatório coligido aos autos, o fato de os autuantes assim não terem procedido não pode ser motivo para se afastar a responsabilidade dos recorrentes. Não procede a alegação de nulidade das intimações feitas por edital, pois como informado no seu próprio corpo, isso se deu em virtude de restar baldada a intimação por via postal, o que justifica a intimação editalícia, nos termos do § 1º do art. 23 do Decreto 70235/72. Por sua vez, são robustas as provas coligidas nos autos de que as recorrentes se valeram de “empresas de fachada” (Secular e MT) para sonegar tributos, ou seja, assim entendido como toda conduta voltada para retardar ou impedir o conhecimento, pelo Fisco, das condições pessoais dos recorrentes, verdadeiros sujeitos passivos das obrigações em tela, logo há que se manter a multa qualificada e se aplicar a regra decadencial do art. 173, I, do CTN. Por último, tratandose da mesma situação fática e do mesmo conjunto probatório, a decisão prolatada quanto ao lançamento do IRPJ é aplicável, mutatis mutandis, ao lançamento da CSLL, Contribuição para o PIS e Cofins. Em face do exposto, voto por negar provimento aos recursos voluntários da Frigosafra Empreendimentos Ltda; Valore Participações e Empreendimentos Ltda; e Unifrigo Indústria e Exportação Ltda. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 1198DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 19515.720201/2011-16
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIDO.
A apresentação, por protocolo ou via postal, fora do prazo legal de 30(trinta) dias a contar da intimação da decisão de primeira instância administrativa é considerado intempestivo, não preenchendo os requisitos de admissibilidade. Logo, não pode ser conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido - Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-003.389
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em razão da intempestividade.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIDO. A apresentação, por protocolo ou via postal, fora do prazo legal de 30(trinta) dias a contar da intimação da decisão de primeira instância administrativa é considerado intempestivo, não preenchendo os requisitos de admissibilidade. Logo, não pode ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido - Crédito Tributário Mantido
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19515.720201/2011-16
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5406444
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.389
nome_arquivo_s : Decisao_19515720201201116.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : GUSTAVO VETTORATO
nome_arquivo_pdf_s : 19515720201201116_5406444.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em razão da intempestividade. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
id : 5759125
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474071928832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1757; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 122 1 121 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.720201/201116 Recurso nº 19.515.720201201116 Voluntário Acórdão nº 2803003.389 – 3ª Turma Especial Sessão de 16 de julho de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente NEWTIME SERVICOS TEMPORARIOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIDO. A apresentação, por protocolo ou via postal, fora do prazo legal de 30(trinta) dias a contar da intimação da decisão de primeira instância administrativa é considerado intempestivo, não preenchendo os requisitos de admissibilidade. Logo, não pode ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em razão da intempestividade. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 02 01 /2 01 1- 16 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 12/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 11/09/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720201/201116 Acórdão n.º 2803003.389 S2TE03 Fl. 123 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca a reforma de decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento que manteve integralmente o lançamento do crédito tributário oriundo de incidência de contribuições previdenciárias. Do julgamento de primeira instância, foi realizada a ciência do contribuinte no dia 08 de outubro de 2013. O recurso foi protocolizado no dia 08 de novembro de 2013, mediante postagem nesse dia. A autoridade preparadora apontou a intempestividade do protocolo. Os autos vieram a presente 3ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARFMF para apreciação e julgamento do recurso voluntário. Os autos vieram à turma especial. É o relatório. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 12/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 11/09/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720201/201116 Acórdão n.º 2803003.389 S2TE03 Fl. 124 3 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato O recurso foi interposto intempestivamente, o que impede a sua admissibilidade. O contribuinte tomou ciência do Acórdão recorrido em 08 de outubro de 2013 e o prazo para interposição de recurso é de 30 (trinta) dias, considerandose que na contagem é excluído o dia do início, o prazo venceria no dia 07 de novembro de 2013. Contudo, nos autos o comprovante protocolo por meio postal do recurso demonstra a data como 08 de novembro de 2013, no primeiro dia dias após o final do prazo, logo fora do prazo normativo (art. 33 do Decreto n° 70.235/72), preculindose o direito de apresentação do recurso voluntário. Isso posto, voto por NÃO CONHECER O RECURSO VOLUNTÁRIO, por intempestividade, mantendose o lançamento. (assinado digitalmente) Gustavo Vettorato – Relator Fl. 147DF CARF MF Impresso em 12/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 11/09/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10380.726497/2012-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008
RECURSO GENÉRICO. PRECLUSÃO PROCESSUAL.
Reputa-se não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado que não configure matéria de ordem pública, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em que não foi contestado.
AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PENALIDADE PELO DESCUMPRIMENTO. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM.
As multas decorrentes do descumprimento de obrigação tributária principal foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, a qual deu nova redação ao art. 35 e fez acrescentar o art. 35-A à Lei nº 8.212/91.
Na hipótese de lançamento de ofício, por representar a novel legislação encartada no art. 35-A da Lei nº 8.212/91, inserida pela MP nº 449/2008, um tratamento mais gravoso ao sujeito passivo, inexistindo, antes do ajuizamento da respectiva execução fiscal, hipótese de a legislação superveniente impor multa mais branda que aquela então revogada, sempre incidirá ao caso o princípio tempus regit actum, devendo ser aplicada em cada competência a legislação pertinente à multa por descumprimento de obrigação principal vigente à data de ocorrência do fato gerador não adimplido, observado o limite máximo de 75%, salvo nos casos de sonegação, fraude ou conluio.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-003.498
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário para manter a multa de mora como aplicada, com base no artigo 35, inciso II, da Lei nº 8.212/91. Vencidos na votação o Conselheiro Relator e o Conselheiro Leo Meirelles do Amaral, por entenderem que a multa aplicada deve ser limitada ao percentual de 20% em decorrência das disposições introduzidas pela MP nº 449/2008 (art. 35 da Lei nº 8.212/91, na redação da MP nº 449/2008 c/c art. 61 da Lei nº 9.430/96). O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva fará o voto divergente vencedor quanto à multa moratória.
Liege Lacroix Thomasi - Presidente
Leonardo Henrique Pires Lopes Relator
Arlindo da Costa e Silva Redator designado.
Conselheiros presentes à sessão: LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, LEO MEIRELLES DO AMARAL, LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES.
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008 RECURSO GENÉRICO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. Reputa-se não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado que não configure matéria de ordem pública, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em que não foi contestado. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PENALIDADE PELO DESCUMPRIMENTO. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM. As multas decorrentes do descumprimento de obrigação tributária principal foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, a qual deu nova redação ao art. 35 e fez acrescentar o art. 35-A à Lei nº 8.212/91. Na hipótese de lançamento de ofício, por representar a novel legislação encartada no art. 35-A da Lei nº 8.212/91, inserida pela MP nº 449/2008, um tratamento mais gravoso ao sujeito passivo, inexistindo, antes do ajuizamento da respectiva execução fiscal, hipótese de a legislação superveniente impor multa mais branda que aquela então revogada, sempre incidirá ao caso o princípio tempus regit actum, devendo ser aplicada em cada competência a legislação pertinente à multa por descumprimento de obrigação principal vigente à data de ocorrência do fato gerador não adimplido, observado o limite máximo de 75%, salvo nos casos de sonegação, fraude ou conluio. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10380.726497/2012-68
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5424302
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 06 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2302-003.498
nome_arquivo_s : Decisao_10380726497201268.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
nome_arquivo_pdf_s : 10380726497201268_5424302.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário para manter a multa de mora como aplicada, com base no artigo 35, inciso II, da Lei nº 8.212/91. Vencidos na votação o Conselheiro Relator e o Conselheiro Leo Meirelles do Amaral, por entenderem que a multa aplicada deve ser limitada ao percentual de 20% em decorrência das disposições introduzidas pela MP nº 449/2008 (art. 35 da Lei nº 8.212/91, na redação da MP nº 449/2008 c/c art. 61 da Lei nº 9.430/96). O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva fará o voto divergente vencedor quanto à multa moratória. Liege Lacroix Thomasi - Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes Relator Arlindo da Costa e Silva Redator designado. Conselheiros presentes à sessão: LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, LEO MEIRELLES DO AMARAL, LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2014
id : 5807114
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474075074560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 23; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2648; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 1.055 1 1.054 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.726497/201268 Recurso nº 003.498 Voluntário Acórdão nº 2302003.498 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 06 de novembro de 2014 Matéria Contribuições Previdenciárias Sociais Recorrente MUNICÍPIO DE FORTALEZA PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008 RECURSO GENÉRICO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. Reputase não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado que não configure matéria de ordem pública, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em que não foi contestado. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PENALIDADE PELO DESCUMPRIMENTO. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM. As multas decorrentes do descumprimento de obrigação tributária principal foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, a qual deu nova redação ao art. 35 e fez acrescentar o art. 35A à Lei nº 8.212/91. Na hipótese de lançamento de ofício, por representar a novel legislação encartada no art. 35A da Lei nº 8.212/91, inserida pela MP nº 449/2008, um tratamento mais gravoso ao sujeito passivo, inexistindo, antes do ajuizamento da respectiva execução fiscal, hipótese de a legislação superveniente impor multa mais branda que aquela então revogada, sempre incidirá ao caso o princípio tempus regit actum, devendo ser aplicada em cada competência a legislação pertinente à multa por descumprimento de obrigação principal vigente à data de ocorrência do fato gerador não adimplido, observado o limite máximo de 75%, salvo nos casos de sonegação, fraude ou conluio. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário para AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 64 97 /2 01 2- 68 Fl. 1055DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 manter a multa de mora como aplicada, com base no artigo 35, inciso II, da Lei nº 8.212/91. Vencidos na votação o Conselheiro Relator e o Conselheiro Leo Meirelles do Amaral, por entenderem que a multa aplicada deve ser limitada ao percentual de 20% em decorrência das disposições introduzidas pela MP nº 449/2008 (art. 35 da Lei nº 8.212/91, na redação da MP nº 449/2008 c/c art. 61 da Lei nº 9.430/96). O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva fará o voto divergente vencedor quanto à multa moratória. Liege Lacroix Thomasi Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes – Relator Arlindo da Costa e Silva – Redator designado. Conselheiros presentes à sessão: LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, LEO MEIRELLES DO AMARAL, LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES. Fl. 1056DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.056 3 Relatório Tratase do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Principal, DEBCAD n° 37.327.7598, lavrado em 19/06/2012 em face do MUNICÍPIO DE FORTALEZA – PREFEITURA MUNICIPAL, no valor de R$ 200.742,73 (duzentos mil, setecentos e quarenta e dois reais e setenta e três centavos), referente ao não pagamento das contribuições sociais previdenciárias, parte patronal, bem como, das contribuições destinadas para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, ambas incidentes sobre remunerações apuradas em folha de pagamento, mas não declaradas em GFIP pelo Município no período de 01/07/2007 a 31/12/2007. Tratase, ainda, do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Principal, DEBCAD n° 37.327.7601, lavrado em 19/06/2012 em face do MUNICÍPIO DE FORTALEZA – PREFEITURA MUNICIPAL, no valor de R$ 322.637,62 (trezentos e vinte e dois mil, seiscentos e trinta e sete reais e sessenta e dois centavos), referente ao não pagamento das contribuições sociais previdenciárias, parte patronal, bem como, das contribuições destinadas para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, ambas incidentes sobre remunerações apuradas em folha de pagamento considerado órgão, mas não declaradas em GFIP pelo Município no período de 01/01/2008 a 31/12/2008. Tratase, também, do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Principal, DEBCAD n° 37.327.7610, lavrado em 19/06/2012 em face do MUNICÍPIO DE FORTALEZA – PREFEITURA MUNICIPAL, no valor de R$ 196.879,44 (Cento e noventa e seis mil, oitocentos e setenta e nove reais e quarenta e quatro centavos), referente ao não pagamento das contribuições sociais previdenciárias, parte patronal, bem como, das contribuições destinadas para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, ambas incidentes sobre remunerações apuradas em folha de pagamento não considerado órgão, mas não declaradas em GFIP pelo Município no período de 01/07/2007 a 31/12/2008. E mais, tratase do Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Principal, DEBCAD n° 37.327.7628, lavrado em 19/06/2012 em face do MUNICÍPIO DE FORTALEZA – PREFEITURA MUNICIPAL, no valor de R$ 305.938,99 (Trezentos e cinco reais, novecentos e trinta e oito reais e noventa e nove centavos), referente ao não pagamento das contribuições sociais previdenciárias, parte segurados, incidentes sobre remunerações apuradas em folha de pagamento, mas não declaradas em GFIP pelo Município no período de 01/07/2007 a 31/12/2008. Segundo o relatório fiscal, constatouse que a totalização das folhas de pagamento dos segurados vinculados ao Regime Geral entregues pelo órgão e autenticadas no sistema SVA (Sistema de Validação e Autenticação) e as informadas no SIM (Sistema de Informações Municipais) apresentaram valores divergentes, onde os valores de folha liquidados e pagos (SIM) estavam acima dos informados à fiscalização. Portanto, foram consideradas no levantamento “L11” as diferenças mensais entre as folhas de pagamento Fl. 1057DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 entregues pelo órgão e os valores declarados em GFIP, enquanto foram lançadas nos levantamentos “L21” e “L22” as diferenças mensais entre os valores informados nas folhas de pagamento entregues pelo órgão e os valores contabilizados e informados no SIM. Salientou o Auditor Fiscal que o órgão possui Regime Próprio de Previdência Social, todavia,os valores levantados neste auto de infração se referem somente ao Regime Geral de Previdência Social. Apresentada impugnação pela empresa, o lançamento foi mantido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador/BA, cuja ementa foi proferida nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008 PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO TEMPORAL. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EXERCENTE DE MANDATO ELETIVO. SEGURADO OBRIGATÓRIO. O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social, é segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), na qualidade de segurado empregado, de acordo com a alínea “j”, do inciso I, do art. 12 da Lei 8.212/91, acrescentada pela Lei 10.887, de 18/06/2004, com eficácia a partir de 19.09.2004. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADO. DESCONTO. PRESUNÇÃO. A empresa é obrigada a arrecadar as contribuições dos segurados empregados a seu serviço e a recolhêlas à Previdência Social, conforme art. 30, I, alíneas “a” e “b”, da Lei 8.212/91. O desconto de contribuição legalmente autorizado sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de arrecadar. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. CONTRIBUIÇÃO NÃO RECOLHIDA. VIGÊNCIA DA MP 449, DE 2008. MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA. Nos casos de falta de declaração e falta de recolhimento, a Medida Provisória nº 449 alterou a regra de imposição da multa de mora por lançamento de ofício, anteriormente prevista no art. 35 da Lei n.º 8.212, de 24 de julho de 1991, e por falta de declaração, anteriormente prevista no § 5º do art. 32 da mesma Lei, submetendo o lançamento de ofício à capitulação do art. 44 da Lei n.º 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que versa sobre a multa de 75%, nos casos de falta de recolhimento, de falta de declaração ou de declaração inexata, e de seu agravamento, quando couber. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 1058DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.057 5 Irresignado, o Município interpôs Recurso Voluntário tempestivo, alegando, em síntese que: A casa Legislativa encontravase regularizando as pendências internas em relação ao objeto dos presentes DEBCADs, todavia não foi ofertado prazo suficiente a tal regularização, sendo, pois, sido aplicada sanção desproporcional e desarrazoada. Restou demonstrado que a aplicação da sanção se deu pela não comprovação dos recolhimentos, os quais estavam sendo sanados. Por conseguinte, requereu o recorrente o cancelamento do débito fiscal ou a redução a patamares razoáveis. Sem contrarrazões. Assim vieram os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio de Recurso Voluntário. É o relatório. Fl. 1059DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 Voto Vencido Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes, Relator. Dos Pressupostos de Admissibilidade Sendo o presente Recurso Voluntário tempestivo e apresentado os requisitos de admissibilidade, passo ao seu exame. Do Recurso Genérico O caso não exige delongas nas razões de decidir, vez que a recorrente se limita a aduzir que todas as pendências internas em relação ao objeto dos presentes DEBCADs estavam sendo regularizadas quando da Autuação. Tal alegação, todavia, não poderá ser objeto de deliberação por esta Corte Administrativa eis que a matéria nela aventada não foi oferecida à apreciação da Corte de 1ª Instância, não integrando, por tal motivo, a decisão ora guerreada. Com efeito, compulsando a Peça de Defesa aos Autos de infração em julgamento, verificase que a alegação acima postada inova o processo administrativo Fiscal ora em apreciação. Tal matéria não foi aventada pelo Sujeito Passivo em sede de impugnação administrativa em face do lançamento tributário que ora se discute, não instaurando em relação a ela qualquer litígio, a teor do art. 17 do Decreto n° 70.235/72 Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532/97). Os alicerces do Processo Administrativo Fiscal encontramse fincados no Decreto n° 70.235/72, cujo art. 16, III estipula que a impugnação deve mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta a defesa, , os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. Em plena sintonia com tal preceito normativo processual, o art. 17 dispõe de forma hialina que a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante será considerada legalmente como não impugnada. Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) Fl. 1060DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.058 7 III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir;(Redação dada pela Lei nº 8.748/93) (...) §4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (incluído pela Lei n° 9.532/97) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Incluído pela Lei nº9.532/97) b) refirase a fato ou a direito superveniente; (Incluído pela Lei nº9.532/97) c)destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532/97) As disposições inscritas no art. 17 do Dec. nº 70.235/72 espelham, no Processo Administrativo Fiscal, o princípio processual da impugnação específica retratado no art. 302 do Código de Processo Civil, assim redigido: Código de Processo Civil Art. 302. Cabe também ao réu manifestarse precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Presumemse verdadeiros os fatos não impugnados, salvo: Ise não for admissível, a seu respeito, a confissão; IIse a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público que a lei considerar da substância do ato. IIIse estiver em contradição com a defesa,considerada em seu conjunto. Parágrafo único. Esta regra, quanto ao ônus da impugnação especificada dos fatos, não se aplica ao advogado dativo ao curador especial e ao órgão do Ministério Público. Deflui da normatividade jurídica inserida pelos comandos insculpidos acima, na interpretação conjunta autorizada pelo art. 108 do CTN, que o impugnante carrega como fardo processual o ônus da impugnação específica, a ser levada a efeito no momento processual apropriado, in casu, no prazo da defesa expressamente no Auto de Infração, observadas as condições de contorno assentadas no relatório IPC – Instruções para o Contribuinte. Fl. 1061DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 Cumpre esclarecer, eis que pertinente, que o Recurso Voluntário consubstanciase num instituto processual a ser manejado para expressar, no curso do processo, a inconformidade do sucumbente em face de decisão proferida pelo órgão julgador a quo que lhe tenha sido desfavorável, buscando reformála. Não exige o dispêndio de energias intelectuais no exame da legislação em abstrato a conclusão de que o recurso pressupõe a existência de uma decisão precedente, dimanada por um órgão julgador postado em posição processual hierarquicamente inferior, a qual tenha se decidido, em relação a determinada questão do lançamento, de maneira que não contemple os interesses do Recorrente. Não se mostra despeciendo frisar que o efeito devolutivo do recurso não implica a revisão integral do lançamento à instância revisora, mas, tão somente, a devolução da decisão proferida pelo órgão a quo, a qual será revisada pelo Colegiado ad quem. Com efeito, o objeto imediato do Recurso Voluntário é a decisão proferida pelo Órgão Julgador de 1ª Instância, enquanto que o lançamento em si considerado figura, tão somente como objeto mediato da insurgência. Nas razões recursais ora em apreço, o município sequer se defendeu quanto ao mérito da questão acima exposto, já que em nenhum momento afirma que os valores apontados pela fiscalização não correspondem a fatos geradores de contribuições previdenciárias, ou seja, apresentou uma defesa genérica, não se desincumbindo do ônus da prova em contrário do afirmado pela fiscalização. Pois bem. A despeito de tal discussão, imperioso trazer a baila o que preconiza o art. 9º, §6º da Portaria nº 520, de 19 de maio de 2004, in verbis: Art. 9º A impugnação mencionará: (...) § 6º Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Desta feita, concluise, do acima exposto, que se reputa não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado. Notase, portanto, que houve a preclusão processual, uma vez que não houve insurgência da Recorrente quanto à pretensão externada no lançamento. Ademais, a despeito de tal instituto, importante citar os ensinamentos de Fredie Didier Júnior, in verbis: “Entendese que a preclusão está intimamente relacionada com o ônus, que, como se sabe, é situação jurídica consistente em um encargo do direito. A parte detentora de ônus deverá praticar ato processual em seu próprio benefício, no prazo legal, e de forma correta: se não o fizer, possivelmente este comportamento poderá acarretar conseqüências danosas para ela. (...) a preclusão decorre do nãoatendimento de um ônus, com a prática de atofato caducificante ou ato jurídico impeditivo, ambos lícitos, conformes com o direito. Fl. 1062DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.059 9 Com isso, entendo que, no caso em apreço, ocorreu a preclusão consumativa, que é a extinção da faculdade de praticar um determinado ato processual em virtude de já haver ocorrido a oportunidade para tanto, ficando, portanto, o julgador impossibilitado de analisar a questão de mérito, posto que não contestada pela Recorrente. Da Aplicação da multa de ofício A fiscalização procedeu neste lançamento à comparação das multas, no intuito de aplicar a legislação mais benéfica. Assim, sobre o valor originário das contribuições previdenciárias foi aplicada a multa de ofício de 75%, prevista no art. 44, da Lei nº 9.430/96. Todavia entendo que esta não cabe ao caso, os motivos passo a discorrer. A autuação em comento referese ao descumprimento pelo contribuinte da sua obrigação tributária principal, consistente no dever de recolher a contribuição previdenciária dentro do prazo previsto em lei. Além do pagamento do tributo não recolhido, a legislação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores previa a imposição ao contribuinte da penalidade correspondente ao atraso no pagamento, conforme art. 35 da Lei nº 8.212/1991, que escalonava a multa (I) de 8% a 20%, quando o valor devido não tivesse sido incluído em notificação fiscal de lançamento, (II) de 24% a 50% para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal, e (III) de 60% a 100% nos casos em que o débito já tivesse sido inscrito em dívida ativa. Como se depreende do caput do art. 35 referido (sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos...) a penalidade decorria do atraso no pagamento, independentemente de o lançamento ter sido efetuado de ofício ou não. Em outras palavras, não existia na legislação anterior a multa de ofício, aplicada em decorrência do lançamento de ofício pela auditoria fiscal, mas apenas a multa de mora, oriunda do atraso no recolhimento da contribuição. A punição do art. 35 da referida lei dirigiase à demora no pagamento, sendo mais agravada/escalonada de acordo com o momento em que fosse recolhida. Ocorre que, com o advento da MP nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009, o art. 35 da Lei nº 8.212/1991 foi revogado, tendo sido incluída nova redação àquele art. 35. A análise dessa nova disciplina sobre a matéria, introduzida em dezembro/2008, adquire importância em face da retroatividade benigna da legislação posterior que culmine penalidade mais benéfica ao contribuinte, nos termos do art. 106, II do CTN, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; Fl. 1063DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 10 b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Cabe, portanto, analisar as disposições introduzidas com a referida MP nº 449/2008 e mantidas com a sua conversão na Lei nº 11.941/2009: Art. 35 da Lei nº 8.212/1991 Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Art. 61 da Lei nº 9.430/1996 Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. À primeira vista, a indagação de qual seria a norma mais favorável ao contribuinte seria facilmente resolvida, com a aplicação retroativa da nova redação do art. 35 da Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 61 da Lei nº 9.430/1996, sendo esta última a utilizada nos casos em que a multa de mora excedesse o percentual de 20% previsto como limite máximo pela novel legislação. Contudo, o art. 35A, também introduzido pela mesma Lei nº 11.941/2009, passou a punir o contribuinte pelo lançamento de ofício, conduta esta não tipificada na legislação anterior, calculado da seguinte forma: Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; Fl. 1064DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.060 11 b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. Pela nova sistemática aplicada às contribuições previdenciárias, o atraso no seu recolhimento será punido com multa de 0,33% por dia, limitado a 20% (art. 61 da Lei nº 9.430/1996). Sendo o caso de lançamento de ofício, a multa será de 75% (art. 44 da Lei nº 9.430/1996). Não existe qualquer dúvida quanto à aplicação da penalidade em relação aos fatos geradores ocorridos após o advento da MP nº 449/2008. Contudo, diante da inovação em se aplicar também a multa de ofício às contribuições previdenciárias, surge a dúvida de com que norma será cotejada a antiga redação do art. 35 da Lei nº 8.212/1991 para se verificar a existência da penalidade mais benéfica nos moldes do art. 106, II, “c” do CTN. Isto porque, caso seja acolhido o entendimento de que a multa de mora aferida em ação fiscal está disciplinada pelo novo art. 35 da Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 61 da Lei 9.430/1996, terá que ser limitada ao percentual de 20%. Ocorre que alguns doutrinadores defendem que a multa de mora teria sido substituída pela multa de ofício, ou ainda que esta seria sim prevista no art. 35 da Lei nº 8.212/1991, na sua redação anterior, na medida em que os incisos II e III previam a aplicação da penalidade nos casos em que o débito tivesse sido lançado ou em fase de dívida ativa, ou seja, quando tivesse decorrido de lançamento de ofício. Contudo, nenhum destes dois entendimentos pode prevalecer. Consoante já afirmado acima, a multa prevista na redação anterior do art. 35 da Lei nº 8.212/1991 destinavase a punir a demora no pagamento do tributo, e não o pagamento em razão de ação fiscal. O escalonamento existente era feito de acordo com a fase do pagamento, isto é, quanto mais distante do vencimento do pagamento, maior o valor a ser pago, não sendo punido, portanto, a não espontaneidade do lançamento. Também não seria possível se falar em substituição de multa de mora por multa de ofício, pois as condutas tipificadas e punidas são diversas. Enquanto a primeira relacionase com o atraso no pagamento, independentemente se este decorreu ou não de autuação do Fisco, a outra vinculase à ação fiscal. Por outro lado, não me parece correta a comparação da nova multa calculada conforme o art. 35A da Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 44, I da Lei nº 9.430/1996 (multa de ofício prevista em 75% do valor da contribuição devida) com o somatório das multas previstas no art. 32, §4º e 5º e no revogado art. 35 ambos da Lei nº 8.212/1991. Em primeiro lugar, esse entendimento somente teria coerência, o que não significa legitimidade, caso se entendesse que a multa de ofício substituiu as penalidades tanto pelo descumprimento da obrigação principal quanto pelo da acessória, unificandoas. Nesses casos, concluindose pela aplicação da multa de ofício, por ser supostamente a mais benéfica, os autos de infração lavrados pela omissão de fatos geradores em GFIP teriam que ser anulados, já que a penalidade do art. 44, I da Lei nº 9.430/1996 (multa Fl. 1065DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 12 de ofício) estaria substituindo aquelas aplicadas em razão do descumprimento da obrigação acessória, o que não vem sendo determinado pelo Fisco. Em segundo lugar, não se podem comparar multas de naturezas distintas e aplicadas em razão de condutas diversas. Conforme determinação do próprio art. 106, II do CTN, a nova norma somente retroage quando deixar de definir o ato como infração ou quando cominarlhe penalidade menos severa. Tanto em um quanto no outro caso verificase a edição de duas normas em momentos temporais distintos prescrevendo a mesma conduta, porém com sanções diversas. Assim, somente caberia a aplicação do art. 44, I da Lei nº 8.212/1996 se a legislação anterior também previsse a multa de ofício, o que não ocorria até a edição da MP nº 449/2008. A anterior multa de mora somente pode ser comparada com penalidades que tenha a mesma ratio, qual seja, o atraso no pagamento das contribuições. Revogado o art. 35 da Lei nº 8.212/1991, cabe então a comparação da penalidade aplicada anteriormente com aquela da nova redação do mesmo art. 35, já transcrita acima, que remete ao art. 61 da Lei nº 9.430/1996. Não só a natureza das penalidades leva a esta conclusão, como também a própria alteração sofrida pelo dispositivo. No lugar da redação anterior do art. 35, que dispunha sobre a multa de mora, foi introduzida nova redação que também disciplina a multa de mora, agora remetendo ao art. 61 da Lei nº 9.430/1996. Estes dois dispositivos é que devem ser comparados. Diante de todo o exposto, não é correto comparar a multa de mora com a multa de ofício. Esta terá aplicação apenas aos fatos geradores ocorridos após o seu advento. Para fins de verificação de qual será a multa aplicada no caso em comento, deverão ser cotejadas as penalidades previstas na redação anterior do art. 35 da Lei nº 8.212/1991 com a instituída pela sua nova redação (art. 35 da Lei nº 8.212/1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009, c/c o art. 61 da Lei nº 9.430/1996) aplicandolhe a que for mais benéfica. Conclusão Ante o exposto, conheço do Recurso Voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, apenas para que seja aplicada aos fatos geradores ocorridos até novembro de 2008, a penalidade prevista no art. 35 da Lei nº 8.212/1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009, c/c o art. 61 da Lei nº 9.430/1996, caso seja mais benéfica para o contribuinte, afastando nesse período toda e qualquer aplicação de multa de ofício, em relação aos DEBCADs de n°s 37.327.7598, 37.327.7601, 37.327.7610 e 37.327.7628. É como voto. Sala das Sessões, em 06 de novembro de 2014 Leonardo Henrique Pires Lopes. Relator. Fl. 1066DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.061 13 Voto Vencedor DA PENALIDADE PECUNIÁRIA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL, FORMALIZADA MEDIANTE LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Ouso discordar, data venia, do entendimento esposado pelo Ilustre Relator relativo ao regime jurídico aplicável à determinação da penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação tributaria principal formalizada mediante lançamento de ofício. E para fincar os alicerces sobre os quais será erigida a opinio juris que ora se escultura, atinese que o nomem iuris de um instituto jurídico não possui o condão de lhe alterar ou modificar sua natureza jurídica. JULIET: ”Tis but thy name that is my enemy; Thou art thyself, though not a Montague. What's Montague? it is nor hand, nor foot, Nor arm, nor face, nor any other part Belonging to a man. O, be some other name! What's in a name? that which we call a rose By any other name would smell as sweet; So Romeo would, were he not Romeo call'd, Retain that dear perfection which he owes Without that title. Romeo, doff thy name, And for that name which is no part of thee Take all myself”. William Shakespeare, Romeo and Juliet, 1600. O caso ora em apreciação trata de aplicação de penalidade pecuniária em decorrência do descumprimento de obrigação tributária principal formalizada mediante lançamento de ofício. Urge, de plano, ser destacado que no Direito Tributário vigora o princípio tempus regit actum, conforme expressamente estatuído pelo art. 144 do CTN, de modo que o lançamento tributário é regido pela lei vigente à data de ocorrência do fato gerador, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Código Tributário Nacional CTN Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. §1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos Fl. 1067DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 14 critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. §2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. Nessa perspectiva, dispõe o código tributário, ad litteram, que o fato de a norma tributária haver sido revogada, ou modificada, após a ocorrência concreta do fato jurígeno imponível, não se constitui motivo legítimo, tampouco jurídico, para se desconstituir o crédito tributário correspondente. O princípio jurídico suso invocado, no entanto, não é absoluto, sendo excepcionado pela superveniência de lei nova, nas estritas hipóteses em que o ato jurídico tributário, ainda não definitivamente julgado, deixar de ser definido como infração ou deixar de ser considerado como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo, ou ainda, quando a novel legislação lhe cominar penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. O regramento legislativo relativo à aplicação de aplicação de penalidade pecuniária em decorrência do descumprimento de obrigação tributária principal, vigente à data inicial do período de apuração em realce, encontravase sujeito ao regime jurídico inscrito no art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.876/99. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). II Para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). Fl. 1068DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.062 15 d) cinquenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). §1º Na hipótese de parcelamento ou reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos. §2º Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a multa correspondente à parte do pagamento que se efetuar. §3º O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o §1º deste artigo. §4º Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinquenta por cento. (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). No caso vertente, o lançamento tributário sobre o qual nos debruçamos promoveu a constituição formal do crédito tributário, mediante lançamento de ofício consubstanciado em Auto de Infração de Obrigação Principal, referente a fatos geradores ocorridos nas competências de julho/2007 a dezembro/2008. Nessa perspectiva, tratandose de lançamento de ofício formalizado mediante Auto de Infração de Obrigação Principal, a parcela referente à penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal há que ser dimensionalizada, no período anterior à vigência da MP nº 449/2008, de acordo com o critério de cálculo insculpido no inciso II do art. 35 da Lei nº 8.212/91, que prevê a incidência de penalidade pecuniária, aqui denominada “multa de mora”, variando de 24%, se paga até quinze dias do recebimento da Fl. 1069DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 16 notificação fiscal, até 50% se paga após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, hoje CARF, enquanto não inscrito em Dívida Ativa. Por outro viés, em se tratando de recolhimento a destempo de contribuições previdenciárias não incluídas em lançamentos Fiscais de ofício, ou seja, quando o recolhimento não for resultante de lançamento de ofício, o montante relativo à penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal há que ser dimensionalizado, no horizonte temporal em relevo, em conformidade com a memória de cálculo assentada no inciso I do mesmo dispositivo legal acima mencionado, que estatui multa, aqui também denominada “multa de mora”, variando de oito por cento, se paga dentro do mês de vencimento da obrigação, até vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da exação. Tal discrimen encontrase tão claramente consignado na legislação previdenciária que mesmo um computador, com uma simples instrução IF – THEN – ELSE unchained, consegue determinar, sem erro, qual o regime jurídico aplicável a cada hipótese de incidência: IF lançamento de ofício THEN art. 35, II da Lei nº 8.212/91 ELSE art. 35, I da Lei nº 8.212/91. Traduzindose do “computês” para o “juridiquês”, tratandose de lançamento de ofício, incide o regime jurídico consignado no inciso II do art. 35 da Lei nº 8.212/91. Ao revés, nas demais situações, tal como na hipótese de recolhimento espontâneo de contribuições previdenciárias em atraso, aplicase o regramento assinalado no Inciso I do art. 35 desse mesmo diploma legal. Com efeito, as normas jurídicas que disciplinavam a cominação de penalidades pecuniárias decorrentes do não recolhimento tempestivo de contribuições previdenciárias foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009. Tais modificações legislativas resultaram na aplicação de sanções que se mostraram mais benéficas ao infrator no caso do recolhimento espontâneo a destempo pelo Obrigado, porém, mais severas para o sujeito passivo, no caso de lançamento de ofício, do que aquelas então derrogadas. Nesse panorama, a supracitada Medida Provisória, ratificada pela Lei nº 11.941/2009, revogou o art. 34 e deu nova redação ao art. 35, ambos da Lei nº 8.212/91, estatuindo que os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212/91, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, seriam acrescidos de multa de mora e juros de mora nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430/96. Mas não parou por aí. Na sequência da lapidação legislativa, a mencionada Medida Provisória, ratificada pela Lei nº 11.941/2009, fez inserir no texto da Lei de Custeio da Seguridade Social o art. 35A que fixou, nos casos de lançamento de ofício, a aplicação de Fl. 1070DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.063 17 penalidade pecuniária, então batizada de “multa de ofício”, à razão de 75% sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição, verbis: Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas ‘a’, ‘b’ e ‘c’ do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941/2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941/2009). Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) II de 50% (cinquenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) a) na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; (Incluída pela Lei nº 11.488/2007) b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. (Incluída pela Lei nº 11.488/2007) §1o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) I (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) II (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) III (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) IV (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) V (revogado pela Lei nº 9.716, de 26 de novembro de 1998). (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) §2o Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput e o §1o deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de Fl. 1071DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 18 não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: (Redação dada pela Lei nº 11.488/2007) I prestar esclarecimentos; (Renumerado da alínea "a", pela Lei nº 11.488/2007) II apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8.218, de 29 de agosto de 1991; (Renumerado da alínea "b", com nova redação pela Lei nº 11.488/2007) III apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38 desta Lei. (Renumerado da alínea "c", com nova redação pela Lei nº 11.488/2007) §3º Aplicamse às multas de que trata este artigo as reduções previstas no art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, e no art. 60 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991. §4º As disposições deste artigo aplicamse, inclusive, aos contribuintes que derem causa a ressarcimento indevido de tributo ou contribuição decorrente de qualquer incentivo ou benefício fiscal. Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Como visto, o regramento da penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal a ser aplicada nos casos de recolhimento espontâneo feito a destempo e nas hipóteses de lançamento de ofício de contribuições previdenciárias que, antes da metamorfose legislativa promovida pela MP nº 449/2008, encontravamse acomodados em um mesmo dispositivo legal, citese, incisos I e II do art. 35 da Lei nº 8.212/91, nessa ordem, agora encontramse dispostos em separado, digase, nos artigos 61 e 44 da Lei nº 9.430/96, respectivamente, por força dos preceitos inscritos nos art. 35 e 35A da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009. Nesse novo regime legislativo, a instrução de seletividade invocada anteriormente passa a ser informada de acordo com o seguinte comando: IF lançamento de ofício THEN art. 35A da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009. Fl. 1072DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.064 19 ELSE art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009. Diante de tal cenário, a contar da vigência da MP nº 449/2008, a parcela referente à penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício há que ser dimensionalizada de acordo com o critério de cálculo insculpido no art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela MP nº 449/2008 e convertida na Lei nº 11.941/2009, que prevê a incidência de penalidade pecuniária, aqui referida pelos seus genitores com o nome de batismo de “multa de ofício”, calculada de acordo com o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Por outro viés, em se tratando de recolhimento a destempo de contribuições previdenciárias não resultante de lançamento de ofício, o montante relativo à penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal há que ser dimensionalizado em conformidade com as disposições inscritas no art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela MP nº 449/2008 e convertida na Lei nº 11.941/2009, que estatui multa, aqui também denominada “multa de mora”, calculada de acordo com o disposto no art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Não demanda áurea mestria perceber que o nomem iuris consignado na legislação previdenciária para a penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício, que nas ordens do Ministério da Previdência Social recebeu a denominação genérica de “multa de mora”, art. 35, II da Lei nº 8.212/91, no âmbito do Ministério da Fazenda houvese por batizada com a singela denominação de “multa de ofício”, art. 44 da Lei no 9.430/96 c.c. art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela MP nº 449/2008. Mas não se iludam, caros leitores ! Malgrado a diversidade de rótulos, as suas naturezas jurídicas são idênticas: penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício. No que pertine à penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal não incluída em lançamento de ofício, o título designativo adotado por ambas as legislações acima referidas é idêntico: “Multa de Mora”. Não carece de elevado conhecimento matemático a conclusão de que o regime jurídico instaurado pela MP nº 449/2008, e convertido na Lei nº 11.941/2009, instituiu uma apenação mais severa para o descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício (75%) do que o regramento anterior previsto no art. 35, II da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.876/99 (de 24% a 50%), não havendo que se falar, portanto, de hipótese de incidência da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, ‘c’ do CTN, durante a fase do contencioso administrativo. Código Tributário Nacional Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; Fl. 1073DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 20 II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Daí a divergência inaugurada por este Conselheiro. Em seu voto de relatoria, o insigne Conselheiro Relator defendeu a aplicação retroativa, para as competências anteriores a dezembro/2008, do limite de 20% para a multa de mora previsto no §2º do art. 61 da Lei nº 9.430/96, por entender tratarse de hipótese de retroatividade benigna inscrita no art. 106, II, ‘c’ do CTN. No caso, considerou o preclaro Relator que a comparação das normas deve ocorrer em institutos da mesma natureza. Logo, multa de mora com multa de mora (art. 35 da Lei 8.212/91), não com multa de ofício (art. 35A da Lei nº 8.212/91), por considerar que tal penalidade era inexistente na sistemática anterior à edição da MP 449/2008. Sendo assim, a multa de mora aplicada em face dos autos de infração relacionados às obrigações principais (AIOP) deveria ficar restrita ao percentual de 20% até novembro/2008, permanecendo o percentual de 75% a partir de dezembro/2008. Se nos antolha não proceder o argumento de que a penalidade referente à multa de ofício era inexistente na sistemática anterior à edição da MP 449/2008. Conforme acima demonstrado, a penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício, antes do advento da MP nº 449/2008, encontravase disciplinada no inciso II do art. 35 da Lei nº 8.212/91. De outro eito, após o advento da MP nº 449/2008, a penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício passou a ser regida pelo disposto no art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela citada MP nº 449/2008. Ocorre que ao efetuar o cotejo de “multa de mora” (art. 35, II, da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.876/99) com “multa de mora” (art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela MP nº 449/2008), promoveuse data venia a comparação de nomem iuris com nomem iuris (multa de mora) e não de institutos de mesma natureza jurídica (penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício). De tal equívoco, no entendimento deste Subscritor, resultou no voto de relatoria a aplicação retroativa de penalidade prevista para uma infração mais branda (descumprimento de obrigação principal não inclusa em lançamento de ofício) para uma infração tributária mais severa (descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício). Tal retroatividade não se coaduna com a hipótese prevista no art. 106, II, ‘c’ do CTN, a qual se circunscreve a penalidades aplicáveis a infrações tributárias de idêntica natureza jurídica, in casu, penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício. Lé com lé, cré com cré (Jurandir Czaczkes Chaves, 1967). Fl. 1074DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.065 21 Reiterese que não se presta o preceito inscrito no art. 106, II, ‘c’, do CTN para fazer incidir retroativamente penalidade menos severa cominada a uma infração mais branda para uma transgressão tributária mais grave, à qual lhe é cominado em lei, especificamente, castigo mais hostil, só pelo fato de possuir a mesma denominação jurídica (multa de mora), mas naturezas jurídicas distintas e diversas. Como visto, a norma tributária encartada no art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela MP nº 449/2008 c.c. art. 61 da Lei nº 9.430/96 só se presta para punir o descumprimento de obrigação principal não formalizada mediante lançamento de ofício. Nos casos de descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício, tanto a legislação revogada (art. 35, II, da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.876/99), quanto a legislação superveniente (art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela MP nº 449/2008, c.c. art. 44 da Lei no 9.430/96) preveem uma penalidade pecuniária específica, a qual deve ser aplicada em detrimento da regra geral, em atenção ao princípio jurídico lex specialis derogat generali, aplicável na solução de conflito aparente de normas. Nessa perspectiva, nos casos de lançamento de ofício, o cotejamento de normas tributárias para fins específicos de incidência da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, ‘c’ do CTN somente pode ser efetivado, exclusivamente, entre a norma assentada no art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela MP nº 449/2008, c.c. art. 44 da Lei no 9.430/96 com a regra encartada no art. 35, II da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.876/99, uma vez que estas tratam, especificamente, de penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício, ou seja, penalidades de idêntica natureza jurídica. Nesse contexto, vencidos tais prolegômenos, tratandose o vertente caso de lançamento de ofício de contribuições previdenciárias, o atraso objetivo no recolhimento de tais exações pode ser apenado de duas formas distintas, a saber: a) Tratandose de fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP nº 449/2008: De acordo com a lei vigente à data de ocorrência dos fatos geradores, circunstância que implica a incidência de multa de mora nos termos do art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.876/99, na razão variável de 24% a 50%, enquanto não inscrito em dívida ativa. b) Tratandose de fatos geradores ocorridos após a vigência da MP nº 449/2008: De acordo com a MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, que promoveu a inserção do art. 35A na Lei de Custeio da Seguridade Social, situação que importa na incidência de multa de ofício de 75%. Assim, em relação aos fatos geradores ocorridos nas competências anteriores a dezembro de 2008, exclusive, o cotejo entre as hipóteses acima elencadas revela que a multa de mora aplicada nos termos do art. 35, II da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº Fl. 1075DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI 22 9.876/99, sempre se mostrará menos gravoso ao contribuinte do que a multa de ofício prevista no art. 35A do mesmo Diploma Legal, inserido pela MP nº 449/2008, contingência que justifica a não retroatividade da Lei nº 11.941/2009, uma vez que a penalidade por ela imposta se revela mais ofensiva ao infrator. Dessarte, para os fatos geradores ocorridos até a competência novembro/2008, inclusive, o cálculo da penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício deve ser efetuado com observância aos comandos inscritos no inciso II do art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela lei nº 9.876/99. Na mesma hipótese especifica, para os fatos geradores ocorridos a partir da competência dezembro/2008, inclusive, a penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício deve ser calculada consoante a regra estampada no art. 35A da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009. O raciocínio acima delineado é válido enquanto não for ajuizada a correspondente ação de execução fiscal. Como se depreende do art. 35 da Lei n° 8.212/91, na redação da Lei nº 9.876/99, o valor da multa de mora decorrente de lançamento de ofício de obrigação principal é variável em função da fase processual em que se encontre o Processo Administrativo Fiscal de constituição do crédito tributário. De fato, encerrado o Processo Administrativo Fiscal e restando definitivamente constituído, no âmbito administrativo, o crédito tributário, não sendo este satisfeito espontaneamente pelo Sujeito Passivo no prazo normativo, tal crédito é inscrito em Dívida Ativa da União, pra subsequente cobrança judicial. Ocorre que, após o ajuizamento da execução fiscal, a multa pelo atraso no recolhimento de obrigação principal é majorada para 80% ou 100%, circunstância que torna a multa de ofício (75%) menos ferina, operandose, a partir de então, a retroatividade da lei mais benéfica ao infrator, desde que não tenha havido sonegação, fraude ou conluio. Assim, em relação aos fatos geradores ocorridos nas competências anteriores a dezembro/2008, exclusive, considerando a necessidade de se observar o preceito insculpido no art. 106, II, "c" do CTN concernente à retroatividade benigna, o novo mecanismo de cálculo da penalidade pecuniária decorrente da mora do recolhimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício trazido pela MP n° 449/08 deverá operar como um limitador legal do quantum máximo a que a multa poderá alcançar, in casu, 75%, mesmo que o crédito tributário seja objeto de ação de execução fiscal. Nestas hipóteses, somente irá se operar o teto de 75% nos casos em que não houver ocorrido sonegação, fraude ou conluio. Da conjugação das normas tributárias acima revisitadas concluise que, nos casos de lançamento de ofício de contribuições previdenciárias, a penalidade pecuniária pelo descumprimento da obrigação principal deve ser calculada de acordo com a lei vigente à data de ocorrência dos fatos geradores inadimplidos, conforme se vos segue: a) Para os fatos geradores ocorridos até novembro/2008, inclusive: A penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício deve ser calculada conforme a memória de cálculo exposta no inciso II do art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.876/99, observado o limite máximo de 75%, desde que não estejam presentes situações de Fl. 1076DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10380.726497/201268 Acórdão n.º 2302003.498 S2C3T2 Fl. 1.066 23 sonegação, fraude ou conluio, em atenção à retroatividade da lei tributária mais benigna inscrita no art. 106, II, ‘c’, do CTN. b) Para os fatos geradores ocorridos a partir de dezembro/2008, inclusive: A penalidade pecuniária decorrente do descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício deve ser calculada de acordo com o critério fixado no art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009. No caso dos autos, considerando que o horizonte temporal do lançamento compreende o período de apuração de julho/2007 a dezembro/2008, e considerando não haver sido verificada a presença dos elementos objetivos e subjetivos de conduta que, em tese, qualificase como fraude ou sonegação, tipificadas nos artigos 71 e 72 da Lei nº 4.502/64, respectivamente, resulta que a penalidade pecuniária pelo descumprimento de obrigação tributária principal formalizada mediante o presente lançamento de ofício deve ser aplicada de acordo com o art. 35, II, da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 9.876/99, para as competências até novembro/2008, inclusive, observado neste caso o limite máximo de 75%, em honra à retroatividade da lei tributária mais benigna insculpida no art. 106, II, ‘c’, do CTN, e em conformidade com o art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela MP nº 449/2008, c.c. art. 44, I, da Lei no 9.430/96, para as competências a contar de dezembro/2008, inclusive, em atenção ao princípio tempus regit actum. CONCLUSÃO: Pelos motivos expendidos, voto no sentido de o regramento a ser dispensado à aplicação de penalidade pecuniária pelo descumprimento de obrigação principal formalizada mediante lançamento de ofício obedecer à lei vigente à data de ocorrência do fato gerador, observado em qualquer caso, unicamente, o limite máximo de 75%, em atenção à retroatividade da lei tributária mais benigna inscrita no art. 106, II, ‘c’, do CTN. É como voto Arlindo da Costa e Silva, redator designado Fl. 1077DF CARF MF Impresso em 06/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/ 2015 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por ARLINDO DA COSTA E S ILVA, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 10945.000949/2008-69
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
A propositura de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal, implica na renúncia à instância administrativa.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3801-004.635
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges , Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Sérgio Celani, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Cássio Schappo.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A propositura de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal, implica na renúncia à instância administrativa. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10945.000949/2008-69
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5403537
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-004.635
nome_arquivo_s : Decisao_10945000949200869.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 10945000949200869_5403537.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges , Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Sérgio Celani, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Cássio Schappo.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
id : 5744458
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474093948928
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1608; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 11 1 10 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10945.000949/200869 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801004.635 – 1ª Turma Especial Sessão de 12 de novembro de 2014 Matéria IPI RESSARCIMENTO E COMPENSAÇÃO Recorrente LAJES PATAGÔNIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. MATÉRIA IDÊNTICA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A propositura de ação judicial, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal, implica na renúncia à instância administrativa. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges , Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Sérgio Celani, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Cássio Schappo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 00 09 49 /2 00 8- 69 Fl. 270DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.000949/200869 Acórdão n.º 3801004.635 S3TE01 Fl. 12 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, uma vez que narra bem os fatos: Trata o presente de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório que indeferiu o pedido de ressarcimento do saldo credor do IPI apurado no período em epígrafe e, conseqüentemente, não homologou a compensação declarada. Isso se deu porque a fiscalização ao intimar o contribuinte para apresentar os elementos probantes de seu direito creditório, este, apesar de reintimado deixou de apresentar o arquivo magnético contendo as notas fiscais de entrada e saída. Além disso, deixou de apresentar os Livros Registro de Apuração do IPI de 2001 a 2004 da Matriz e de 1999 a 2004 da Filial, assim impossibilitando verificar se o crédito pleiteado foi devidamente estornado, quando da transmissão da PERDCOMP. Tempestivamente, o interessado se manifestou alegando, em síntese, que tendo se passado nove anos do período relativo ao crédito até o presente, não conseguiu recuperar os arquivos solicitados pela fiscalização, porém, afirma possuir todos os livros impressos, os quais não foram requeridos. Aduz que o procedimento fiscal não seguiu o princípio da eficiência, portanto, novo prazo deveria ser concedido para apresentação da documentação impressa que possui e realização da devida auditoria. Além disso, não poderia apresentar os livros pedidos, na medida em que nos anos de 2001 a 2003 foi optante do SIMPLES. Por fim, tece uma série de considerações sobre a suspensão da exigibilidade dos débitos declarados, em função do contencioso fiscal. A DRJ em Ribeirão Preto (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. É ônus processual da interessada fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito, sendo que a aceitação destas, quando intempestivamente apresentadas, submetese às hipóteses legais. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. A obrigação acessória decorre da legislação tributária (leis, tratados e convenções internacionais, decretos e normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. ) e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.000949/200869 Acórdão n.º 3801004.635 S3TE01 Fl. 13 3 Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com diversos documentos, cujo teor é sintetizado a seguir. Em breve arrazoado apresenta um relato dos fatos destacando que possui todos os livros impressos, porém os mesmos não foram aceitos pela Receita Federal. Esclarece que as notas fiscais de entrada e saída também estão a disposição da fiscalização federal. Em preliminar, sustenta que ajuizou ação anulatória de débitos sob. o nº 2009.70.02.0027454/PR, em trâmite na Primeira Vara Federal de Foz do Iguaçu, requerendo em síntese que fossem declaradas regulares as compensações objeto deste processo administrativo fiscal. Esclarece que em sede de tutela antecipada a recorrente requereu o depósito judicial do valor integral, a fim de possibilitar a emissão de Certidão Positiva de Débitos com efeito de Negativa, a qual foi deferida e suspensão dos processos administrativos pendentes, tal como o presente. No mérito, sustenta a inobservância do princípio da eficiência. Argumenta que tentou entregar todos os documentos comprobatórios de seu direito de modo impresso, contudo em virtude do volume, a própria Receita Federal, não autorizou seu protocolo, aduzindo que os documentos deveriam ser digitais. Com relação ao princípio da eficiência, faz referência ao artigo 37 da Constituição Federal. Destaca que o formalismo não poderia ter impedido a recorrente de juntar os documentos impressos e ainda ter julgado improcedente seu pedido com a alegação de que restavam ausentes os documentos comprobatórios. Ressalta que a recorrente estava enquadradada no SIMPLES no período de 2001 a 2003, desta forma não possui livros de apuração de IPI referente a este período. Postula a juntada de documentos de forma impressa no prazo de 180 dias. Reitera a tese de que os débitos estão com a exigibilidade suspensa em razão de depósito judicial, nos termos do artigo 151 do Código Tributário Nacional. Colaciona doutrina e jurisprudência acerca desta matéria. Por fim, requer preliminarmente a suspensão deste processo administrativo, vez que o objeto do presente encontrase sub judice na Vara Federal de Foz do Iguaçu. No mérito, requer a juntada de documentos impresso em poder da recorrente com o intuito de comprovar a legalidade dos créditos. Sucessivamente postula prazo para reconstituir a escrituração para que seja apresenta de forma eletrônica. Tendo em vista que em preliminar, a recorrente informou que ajuizou uma ação anulatória de débitos, processo nº 2009.70.02.0027454/PR, junto a Primeira Vara Federal de Foz do Iguaçu, requerendo em síntese que fossem declaradas regulares as compensações objeto deste processo administrativo fiscal, o processo foi convertido em diligência para que a Delegacia de origem informasse o andamento processual do processo nº 2009.70.02.0027454, com a juntada da petição inicial e das principais decisões judiciais e eventual suspensão da exigibilidade do crédito tributário em discussão em razão de depósitos judiciais. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.000949/200869 Acórdão n.º 3801004.635 S3TE01 Fl. 14 4 Em atendimento à diligência, a Delegacia de origem após juntar cópia da petição inicial argumentou que os créditos tributários em discussão na Ação Ordinária nº 2009.70.02.0027454/PR referemse àqueles oriundos tãosomente das Declarações de Compensação nº 31712.38227.220405.1.3.013639 e nº 40181.76436.120505.1.3.016656, vinculadas ao Pedido de Ressarcimento nº 03659.70301.140105.1.1.010288, cujo crédito não foi reconhecido no montante apurado pelo interessado. Em razão disso, foi emitido o Despacho Decisório nº 808243504, o qual é o objeto da Ação Ordinária nº 2009.70.02.0027454/PR. Alegou, ainda, que os créditos tributários em cobrança administrativa pelos Processos Administrativos Fiscais (PAF) nº 10945.000941/200801, nº 10945.000944/200836, nº 10945.000946/200825, nº 10945.000948/200814, nº 10945.000949/200869, nº 10945.000950/200893, nº 10945.000951/200838, nº 10945.000952/200882 e nº 10945.000953/200827, os quais se encontram no CARF para julgamento, não se vinculam à Ação Ordinária nº 2009.70.02.0027454/PR, a qual está vinculada tãosomente ao PAF nº 10945.901516/200822. A contribuinte foi devidamente cientificada do teor da diligência, tendo se manifestado após o prazo que lhe foi concedido. A recorrente apresentou cópia da petição inicial, dos depósitos judiciais e do andamento processual. Em relação à referida ação judicial, esclareceu que não há decisões relevantes a serem apresentadas. Assim, os autos administrativos retornaram a esse colegiado para julgamento. É o relatório. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.000949/200869 Acórdão n.º 3801004.635 S3TE01 Fl. 15 5 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes Embora o recurso seja tempestivo e atenda aos demais pressupostos recursais, dele não se toma conhecimento pelas razões a seguir expostas. De início em preliminar, a recorrente noticia que ajuizou uma ação anulatória de débitos, processo nº 2009.70.02.0027454/PR, junto a Primeira Vara Federal de Foz do Iguaçu, requerendo em síntese que fossem declaradas regulares as compensações objeto deste processo administrativo fiscal. Esta matéria foi objeto de diligência fiscal. Em que pese o entendimento divergente da Delegacia de origem, concordase com a tese da interessada de que esta matéria está sub judice, uma vez que este processo administrativo tem o mesmo objeto da ação judicial em referência, homologação de compensação em face de pedido de ressarcimento de IPI. Do exame da petição inicial, constatase que a interessada em seu pedido requer que sejam declaradas regulares as compensações objeto deste processo administrativo, inclusive, discriminou os PER/DCOMP e respectivos períodos de apuração. Assim sendo, as compensações objeto deste litígio administrativo foram contestadas judicialmente. Pertinente é a colocação de Luiz Rodrigues Wambier, Flávio Renato Correia de Almeida e Eduardo Talamini sobre o pedido na petição inicial in Curso Avançado de Processo Civil V. I. 8 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006, p. 271: É o pedido que demonstra o objeto litigioso. É o elemento central da petição inicial, pois expressa o provimento jurisdicional que o autor espera ter. Vale dizer, o pedido é a solução que o autor pretende seja dada à situação reclamada. É para alcançar o que consta do pedido que o autor vem a juízo. Já se disse que o pedido é o modelo de sentença que se aguarda, pois representa o desejo de ver atuar a lei sobre a situação jurídica reclamada.(grifouse) Deste modo, é indubitável que o direito creditório objeto dessa ação judicial é o mesmo deste processo administrativo, ressarcimento e posterior compensação dos valores relativos aos créditos de IPI. Destarte, incide no caso vertente o parágrafo único do art. 38, da Lei nº. 6.830/80, que dispõe: Art. 38 A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é admissível em execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de repetição do Fl. 274DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.000949/200869 Acórdão n.º 3801004.635 S3TE01 Fl. 16 6 indébito ou ação anulatória do ato declarativo da dívida, esta precedida do depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos. Parágrafo Único A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto.(grifouse) O excelso Supremo Tribunal Federal já manifestou acerca da constitucionalidade desse dispositivo, conforme decidido no recurso extraordinário nº 233.582: EMENTA: CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL TRIBUTÁRIO. RECURSO ADMINISTRATIVO DESTINADO À DISCUSSÃO DA VALIDADE DE DÍVIDA ATIVA DA FAZENDA PÚBLICA. PREJUDICIALIDADE EM RAZÃO DO AJUIZAMENTO DE AÇÃO QUE TAMBÉM TENHA POR OBJETIVO DISCUTIR A VALIDADE DO MESMO CRÉDITO. ART. 38, PAR. ÚN., DA LEI 6.830/1980.(...). É constitucional o art. 38, par. ún., da Lei 6.830/1980 (Lei da Execução Fiscal LEF), que dispõe que "a propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo [ações destinadas à discussão judicial da validade de crédito inscrito em dívida ativa] importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto". Recurso extraordinário conhecido, mas ao qual se nega provimento.(STF, RE 233582, DJe088 de 1605 2008).(grifouse) Em relação ao conteúdo desse dispositivo legal, Leandro Paulsen, René Bergmann e Ingrid Schroder explicam: O parágrafo em questão tem como pressuposto o princípio da jurisdição una, ou seja, que o ato administrativo pode ser controlado pelo Judiciário e que apenas a decisão deste é que se torna definitiva, com o trânsito em julgado, prevalecendo sobre eventual decisão administrativa que tenha sido tomada ou pudesse vir a ser tomada. Considerando que o contribuinte tem direito a se defender na esfera administrativa mas que a esfera judicial prevalece sobre a administrativa, não faz sentido a sobreposição dos processos administrativo e judicial. A opção pela discussão judicial, antes do exaurimento da esfera administrativa, demonstra que o contribuinte desta abdicou, levando o seu caso diretamente ao Poder ao qual cabe dar a última palavra quanto à interpretação e à aplicação do Direito, o Judiciário. Entretanto, tal pressupõe a identidade de objeto nas discussões administrativa e judicial". (Leandro Paulsen, René Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka. Direito Processual Tributário: processo administrativo fiscal à luz da doutrina e da jurisprudência. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2010, p. 447 e 448). De fato, se o sujeito passivo recorre ao Poder Judiciário, por uma questão de lógica, ele está desistindo tacitamente da esfera administrativa, visto que a decisão do Poder Judiciário é soberana. Fl. 275DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.000949/200869 Acórdão n.º 3801004.635 S3TE01 Fl. 17 7 Eventuais decisões antagônicas, nas esferas administrativa e judicial, teriam uma única solução, qual seja, prevaleceria a da esfera judicial, em razão do princípio constitucional da jurisdição única, art. 5º, XXXV, da Constituição Federal. Destarte, não faz sentido a continuação da discussão no âmbito administrativo, pois o mérito da questão será decidido pelo Poder Judiciário com efeito de coisa julgada. Corroborando esta teoria, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do recurso especial nº 840.556, assim se pronunciou: TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MANDADO DE SEGURANÇA.AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA DE RECORRER NA ESFERA ADMINISTRATIVA. IDENTIDADE DO OBJETO. ART. 38, PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI Nº 6.830/80. 1. Incide o parágrafo único do art. 38, da Lei nº 6.830/80, quando a demanda administrativa versar sobre objeto menor ou idêntico ao da ação judicial. 2.(...) 3. In casu, os mandados de segurança preventivos, impetrados com a finalidade de recolher o imposto a menor, e evitar que o fisco efetue o lançamento a maior, comporta o objeto da ação anulatória do lançamento na via administrativa, guardando relação de excludência.4. Destarte, há nítido reflexo entre o objeto do mandamus – tutelar o direito da contribuinte de recolher o tributo a menor (pedido imediato) e evitar que o fisco efetue o lançamento sem o devido desconto (pedido mediato) com aquele apresentado na esfera administrativa, qual seja, anular o lançamento efetuado a maior(pedido imediato) e reconhecer o direito da contribuinte em recolher o tributo a menor (pedido mediato).5. Originárias de uma mesma relação jurídica de direito material, despicienda a defesa na via administrativa quando seu objeto subjugase ao versado na via judicial, face a preponderância do mérito pronunciado na instância jurisdicional. (...) (STJ, REsp 840556/AM, DJ 20/11/2006) (grifouse) Assim sendo, a existência de uma ação judicial, por parte da requerente, com o mesmo objeto desse processo administrativo fiscal importa na renúncia à esfera administrativa. Em relação a essa discussão, aplicase a Súmula nº 01 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) que uniformizou o seguinte entendimento: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.(grifouse) Além disso, os Conselheiros têm o dever de observar as súmulas, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009: Fl. 276DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.000949/200869 Acórdão n.º 3801004.635 S3TE01 Fl. 18 8 Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Em face do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso voluntário, visto que a recorrente submeteu à apreciação do Poder Judiciário a matéria objeto desse processo. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 277DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/12/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10517.720002/2013-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3101-000.390
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente
Rodrigo Mineiro Fernandes Relator.
EDITADO EM: 20/11/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri, Elias Fernandes Eufrasio, José Mauricio Carvalho Abreu e Henrique Pinheiro Torres.
Relatório
Nome do relator: RODRIGO MINEIRO FERNANDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10517.720002/2013-85
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5403797
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3101-000.390
nome_arquivo_s : Decisao_10517720002201385.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : RODRIGO MINEIRO FERNANDES
nome_arquivo_pdf_s : 10517720002201385_5403797.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Henrique Pinheiro Torres - Presidente Rodrigo Mineiro Fernandes Relator. EDITADO EM: 20/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri, Elias Fernandes Eufrasio, José Mauricio Carvalho Abreu e Henrique Pinheiro Torres. Relatório
dt_sessao_tdt : Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
id : 5746013
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474099191808
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1494; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 3 1 2 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10517.720002/201385 Recurso nº 1Voluntário Resolução nº 3101000.390 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 11 de novembro de 2014 Assunto Conversão em diligência Recorrente LUMIAR HEALTH BUILDERS EQUIPAMENTOS HOSPITALARES LTDA. EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Henrique Pinheiro Torres Presidente Rodrigo Mineiro Fernandes – Relator. EDITADO EM: 20/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri, Elias Fernandes Eufrasio, José Mauricio Carvalho Abreu e Henrique Pinheiro Torres. Relatório Trata o presente processo de autos de infração lavrados para a exigência de diferença de tributos aduaneiros, acrescidas de juros e multa de ofício, multa no valor RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 17 .7 20 00 2/ 20 13 -8 5 Fl. 13269DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 20/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10517.720002/201385 Resolução nº 3101000.390 S3C1T1 Fl. 4 2 aduaneiro (art. 23, §3º, do DL 1.455/1976) e multa administrativa pelo descumprimento da obrigação de apresentar documentos de instrução de DI. A fiscalização teve origem na análise de documentos e arquivos magnéticos apreendidos na denominada “Operação Hércules”, realizada em 2009 pela Polícia Federal. Segundo informação fiscal (fls. 12533), a “Operação Hércules” foi deflagrada pela Polícia Federal do Rio Grande do Sul com o propósito de desbaratar duas organizações criminosas que estariam realizando remessas ilegais de divisas para o exterior e de combater crimes financeiros. Dessa operação resultou a apreensão de inúmeros documentos e a instauração de diversos inquéritos policiais contra os denominados “doleiros”, os quais teriam revelado que diversas empresas e pessoas utilizavam os serviços prestados pelas referidas organizações. Dentre as empresas identificadas como supostos clientes do esquema criminoso, segundo o entendimento fiscal, figurava a LUMIAR HEALTH CARE LTDA EPP, razão por que a mesma foi objeto de diligencias policiais e fiscais, tendo sido apreendidos em seu estabelecimento grande quantidade de documentos e copiados arquivos magnéticos dos computadores encontrados no local. Conforme extraise do relatório fiscal (fls. 12.532 a 12.682), foi apurado que o grupo LUMIAR, composto pela empresa LUMIAR HEALTH CARE (LHC), CNPJ 02.008.681/000160, pela empresa LUMIAR HEALTH BUILDERS EQUIPAMENTOS HOSPITALARES LTDA EPP (LHB), CNPJ 05.652.247/000106, e pela empresa LOGÍSTICA H C COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO LTDA EPP, CNPJ 09.346.311/000181, operava no comércio internacional adquirindo materiais e equipamentos de uso médico/hospitalar de diversos fornecedores estrangeiros, mas declarava, de forma contumaz, em seus despachos aduaneiros, preços muito inferiores aos preços efetivamente praticados, com vistas a sonegar tributos incidentes nas importações. Segundo o entendimento fiscal, diversas mensagens dariam conta de que as mercadorias adquiridas da RESPIRONICS, ou de outros fornecedores, eram armazenadas nos EUA e de lá eram consolidadas para embarque com destino ao Brasil. Quando do registro das importações, os despachos eram instruídos com uma fatura comercial, que englobava tudo o que foi embarcado, mas que não guarda nenhuma relação com a efetiva negociação. Verificou se também que mercadorias de fornecedores distintos eram eventualmente embarcadas e declaradas como se fossem todas procedentes da RESPIRONICS. A fiscalização afirma que foram encontrados na empresa inúmeros documentos que comprovariam o envio e o recebimento das mercadorias pelos depositários nos EUA para posterior embarque para o Brasil. Estes documentos estavam acompanhados de Instruções de Embarque, Faturas Comerciais e Packing Ship, todos emitidos pela RESPIRONICS e que indicariam os preços efetivamente praticados pela venda das mercadorias (fl. 12.549). A autoridade fiscal apresenta, em seu relatório, o fluxo operacional das importações (fls 12.550 a 12.552), os números do subfaturamento de produtos (fls. 12.552), e as mensagens trocadas entre as empresas envolvidas, bem como planilhas, nas quais seria evidenciada a remessa de recursos por meios não oficiais (fls. 12.605 a 12.646). Configurado o subfaturamento, foi aplicado o método de valoração, previsto no AVAGATT, tomando como base os preços efetivamente pagos ou a pagar pelo comprador em Fl. 13270DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 20/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10517.720002/201385 Resolução nº 3101000.390 S3C1T1 Fl. 5 3 benefício do vendedor. Nos casos em que não foi possível a perfeita vinculação dos elementos materiais a algumas importações registradas procedeuse ao arbitramento de preços, apropriandose a estas operações os preços de exportação para o Brasil de mercadorias idênticas, importadas pelo próprio fiscalizado. Foi lavrado Termo de Ciência de Sujeição Passiva Solidária – Contribuinte responsável solidário – contribuinte (fls. 12683 a 12684), caracterizando a responsabilidade solidária de que trata o inciso I do artigo 124 do CTN da empresa LUMIAR HEALTH CARE LTDA, cientificandoa da lavratura dos Autos de Infração objeto do presente processo e intimandoa a recolher ou a impugnar os débitos (ciência às fls.12.694 a 12696). Regularmente intimada, a contribuinte LUMIAR HEALTH BUILDERS EQUIPAMENTOS HOSPITALARES LTDA apresentou sua impugnação (intitulada “defesa administrativa”) em 14/8/2013 (fls. 12.724 a 12.749). A empresa LUMIAR HEALTH CARE LTDA não apresentou impugnação. A 24ª turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I proferiu o acórdão nº 1653.864, referente à sessão de julgamento ocorrida em 18 de dezembro de 2013, na qual julgou improcedente a impugnação, por unanimidade de votos. O referido acórdão recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Exercício: 2008, 2009, 2010 SUBFATURAMENTO. Os fatos apontados e as provas coligidas pela fiscalização são contundentes. Implicam a conclusão de que ocorreu subfaturamento dos preços de mercadorias e remessa de divisas de forma ilícita ao exterior em pagamento de tais importações. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA CONFISCATÓRIA. JUROS. Não compete ao julgamento administrativo apreciar questões de inconstitucionalidade de lei. TAXA SELIC. Aplicase a taxa Selic, prevista em lei, conforme Súmula Carf nº 4. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A interessada, regularmente cientificada do Acórdão da DRJ São Paulo I, interpôs o Recurso Voluntário, alegando, em síntese: (i) a impossibilidade de imputação de crime fiscal; (ii) inexistência de subfaturamento, visto que, segundo seu entendimento, a variação de preços demonstrada no Termo de Verificação teria o objetivo de ampliar os negócios, sem cunho sonegatório; (iii) necessidade de diligência; (iv) nulidade do auto de infração, por entender que houve inconsistências nos valores arbitrados; (v) natureza confiscatória das multas aplicadas; e (vi) inconstitucionalidade da taxa de juros Selic. O processo foi encaminhado a esta Seção de Julgamento e posteriormente distribuído a este Conselheiro. Fl. 13271DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 20/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10517.720002/201385 Resolução nº 3101000.390 S3C1T1 Fl. 6 4 É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes, Relator Antes da apreciação da questão meritória dos presentes autos, cumprenos analisar aspectos formais, especialmente quanto à ciência dos atos processuais. Conforme relatado, foi lavrado Termo de Ciência de Sujeição Passiva Solidária – Contribuinte responsável solidário – contribuinte (fls. 12683 a 12684), caracterizando a responsabilidade solidária de que trata o inciso I do artigo 124 do CTN da empresa LUMIAR HEALTH CARE LTDA, cientificandoa da lavratura dos Autos de Infração objeto do presente processo e intimandoa a recolher ou a impugnar os débitos (ciência às fls.12.694 a 12696). Após o julgamento efetuado pela 24ª turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I, foi dada ciência do Acórdão nº 1653.864, pela via eletrônica, em 25/02/2014, por decurso de prazo após a disponibilização na caixa postal da interessada LUMIAR HEALTH BUILDERS EQUIPAMENTOS HOSPITALARES LTDA, CNPJ 05.652.247/000106 (fls. 13094). Entretanto, não identificamos nos presentes autos a ciência do Acórdão nº 16 53.864 à responsável solidária LUMIAR HEALTH CARE LTDA. Diante do exposto, voto por converter o presente processo à unidade lançadora (IRF/Porto Alegre), para que cientifique a empresa LUMIAR HEALTH CARE LTDA, CNPJ 02.008.681/000160, do resultado do julgamento efetuado pela 24ª turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I, Acórdão nº 1653.864, abrindo o prazo para apresentação de seu recurso voluntário. Após os trâmites processuais, os autos deverão ser encaminhados a esta turma de julgamento. Sala das sessões, em 11 de novembro de 2014. [assinado digitalmente] Rodrigo Mineiro Fernandes – Relator Fl. 13272DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 20/11 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
score : 1.0
Numero do processo: 16327.901778/2011-56
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 14 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3802-000.326
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado, Flávio Machado Vilhena Dias. OAB/MG 99.110.
RELATÓRIO
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 14 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 16327.901778/2011-56
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5415703
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 14 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3802-000.326
nome_arquivo_s : Decisao_16327901778201156.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 16327901778201156_5415703.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado, Flávio Machado Vilhena Dias. OAB/MG 99.110. RELATÓRIO
dt_sessao_tdt : Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
id : 5781051
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474102337536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 188 1 187 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.901778/201156 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3802000.326 – 2ª Turma Especial Data 12 de novembro de 2014 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA Recorrente ECONOMUS INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado, Flávio Machado Vilhena Dias. OAB/MG 99.110. RELATÓRIO O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .9 01 77 8/ 20 11 -5 6 Fl. 188DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.901778/201156 Resolução nº 3802000.326 S3TE02 Fl. 189 2 A interessada acima qualificada apresentou Declaração de Compensação nº 08310.82358.130707.1.3.044716 em 13/07/2007 (fls. 110/114), pleiteando a compensação de débitos referentes a impostos e contribuições administrados pela SRF, com créditos decorrentes de pagamento supostamente indevido ou a maior efetuado em 15/10/2004 para o Programa de Integração Social – PIS (código de receita 4574). Apenso a este processo, encontrase o processo de cobrança protocolado sob o nº 16327.902591/201170; e os dossiês de atendimento protocolados sob os nº 10010.004452/061135 e 10010.004963/061157. Observese que os números de folha mencionados no presente processo se referem à numeração digital do processo digital. Por meio do Despacho Decisório de fl. 41, emitido em 04/05/2011 pela DEINF/SP, a compensação declarada não foi homologada, sob o fundamento de que a partir das características do DARF por meio do qual teria ocorrido o pagamento a maior ou indevido, o pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificado da decisão em 13/05/2011, conforme AR (fl. 106), o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 02/11) em 13/06/2011 alegando, em síntese, que: A presente manifestação é tempestiva, uma vez que está sendo apresentada dentro do prazo de 30 (trinta) dias. O Manifestante é entidade fechada de previdência complementar instituída pelo Banco Nossa Caixa S/A, sem fins lucrativos, e tem como objeto social a administração e execução de planos de benefícios de natureza previdenciária e assistenciais à saúde. Em razão de erro quando do preenchimento de DCTF Declaração de Créditos Tributários Federais, seu pedido de compensação não foi homologado. A pretensão do Manifestante era compensar o crédito apurado em virtude de recolhimento de valor superior ao devido no período de apuração de setembro de 2004. O DARF informado na declaração de compensação não foi utilizado integralmente no referido período de apuração. Havia sim crédito restante neste recolhimento e o fato que gerou o despacho denegatório foi o erro de preenchimento na DCTF, em que constou valor maior que o apurado. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.901778/201156 Resolução nº 3802000.326 S3TE02 Fl. 190 3 Cita os cálculos do valor declarado em DCTF e do valor que alega ser realmente devido, para demonstrar o recolhimento a maior e o direito a compensálo. É claro o seu direito à restituição do pagamento realizado a maior, sob pena de afronta ao princípio da moralidade administrativa, tendo em vista que sua negativa configura enriquecimento ilícito por parte do Estado. Cita doutrina para corroborar com seu entendimento. Os equívocos nas declarações do contribuinte não criam tributos, não podendo, uma vez comprovado o erro de fato, gerar obrigação tributária. O valor declarado não existia de fato, uma vez que o Manifestante incorreu em erro material ao preencher sua DCTF, pois incluiu na base de cálculo valores que não deveriam ser incluídos, ocasionando uma apuração maior que a devida. Traz planilha para demonstração da “base real” apurada. O Manifestante recolheu 0,65% de PIS e 3% de COFINS conforme legislação vigente à época, qual seja a de PIS pelo inciso I, do artigo 8 da Lei nº 9.715/98 e de COFINS pelo artigo 8 da Lei n° 9.718/98. Como se observa com a demonstração de suas receitas, que serviram de base de cálculo para o PIS e com os dispositivos que determinam as alíquotas dos referidos tributos, constatase que o valor declarado foi superior ao realmente devido. Pelo fato do Manifestante não ter retificado sua DCTF à época a fim de informar que tinha apurado valor menor do que o declarado, a Receita Federal do Brasil indeferiu o pedido de compensação. Após a expedição de despacho decisório, a lei proíbe o Contribuinte de retificar a declaração, caso fosse permitido, o Manifestante regularizaria esta pendência e esta Secretaria conseguiria visualizar a existência do crédito. Cita o disposto no art. 57 da IN nº 600/2005. O Código Tributário Nacional é expresso ao reconhecer o direito à restituição, independentemente de prévio protesto através de seu art. 165, caput, inciso I. O CTN conferiu ao contribuinte o direito de repetir ou compensar o débito pago a maior fruto de erro no cálculo ou preenchimento de documentos relativos ao pagamento, no caso a DCTF. Requer que a Manifestação de Inconformidade seja julgada procedente, e que seja homologada a compensação declarada, extinguindose o crédito tributário correspondente ao que a Delegacia considerou indevidamente compensado. Fl. 190DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.901778/201156 Resolução nº 3802000.326 S3TE02 Fl. 191 4 É o relatório. O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/SP 1 no 1635.311, de 13/12/2011, proferida pelos membros da 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I/SP, cuja ementa dispõe, verbis: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2004 CITAÇÃO DE DOUTRINA. No julgamento de primeira instância, a autoridade administrativa observará apenas a legislação de regência, assim como o entendimento da Receita Federal do Brasil (RFB), expresso em atos normativos de observância obrigatória, não estando vinculada a opiniões doutrinárias sobre determinadas matérias. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. A manifestação de inconformidade deve ser instruída com os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações da defesa. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 2004 DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE DE PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da existência do crédito declarado, para possibilitar a aferição de sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. NÃO COMPROVAÇÃO. EFEITO. A falta de comprovação do crédito objeto da Declaração de Compensação apresentada impossibilita a homologação da compensação declarada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O julgamento foi no sentido de indeferir a manifestação de inconformidade e não homologar a compensação, por falta de certeza e liquidez. Ainda insatisfeito, o contribuinte protocolizou o Recurso Voluntário, tempestivamente, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Requer a reforma da decisão recorrida, com objetivo de homologar as compensações pleiteadas. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.901778/201156 Resolução nº 3802000.326 S3TE02 Fl. 192 5 Argumenta que é de se notar que os valores declarados não existiam de fato, uma vez que a recorrente incorreu em erro material ao preencher suas DCTF, pois incluiu na base de cálculo valores que não deveriam ser inseridos, de receitas na base de cálculo do PIS e da COFINS, cometendo apenas um equívoco formal, apesar de não ter efetuado a retificação das DCTF. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira. É o Relatório. VOTO Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Pois bem, como é cediço, a entrega de DCTF, sem qualquer tipo de comprovação que demonstre a divergência na apuração do débito, não é suficiente para comprovar o indébito indicado. No entanto, ciente disso e visando comprovar os fatos alegados e primando pelo princípio da verdade material, a Recorrente em fase de Manifestação de Inconformidade, apresentou uma planilha para demonstração da base real apurada para os cálculos do PIS e cópia do Balancete Analítico Consolidado, referente ao período de apuração de setembro de 2004. Agora, no texto do seu Recurso Voluntário, repisa um Demonstrativo, visando demonstrar para a Administração Tributária a “base real” do PIS apurada pelo Recorrente no referido mês, versando que tais documentos são satisfatórios para a comprovação do direito do crédito alegado nos autos, ressaltando que declarou e recolheu valor a maior de PIS para esta competência. Neste passo, não resta dúvida de que a adoção do princípio da verdade material no processo administrativo fiscal consiste numa providência que resulta na melhor aplicação do direito e da justiça e por isso deve sempre ser perseguida. Considerando que o Recorrente argumenta que o fato que gerou o despacho denegatório foi o erro de preenchimento na DCTF, em que constou valor maior que o apurado e que não apresentou DCTF retificadora, pois de acordo com a legislação, após a expedição de despacho decisório, a lei proíbe o contribuinte de retificar a declaração. Com base nessas considerações e o contido no recurso voluntário da recorrente bem como devido às particularidades do caso concreto e antes do julgamento do mérito, com fundamento no art. 29 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), voto pela CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, devendo os autos retornarem à DRF do domicílio tributário da recorrente, para proceder parecer sobre: Fl. 192DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.901778/201156 Resolução nº 3802000.326 S3TE02 Fl. 193 6 a) diligenciar, com base nos dados registrados nos documentos contábeis apresentados (Balancete Analítico Consolidado, referente ao período de apuração do PIS de setembro de 2004, e pronunciarse sobre a veracidade dos cálculos elaborados no demonstrativo do PIS (recurso voluntário), visto que os mesmos foram trazidos extemporaneamente pelo contribuinte e, portanto, não foram analisados pelo Fisco, com isso emitindo informação sobre a comprovação do direito creditório alegado e bem como seu respectivo valor, e b) em seguida, seja cientificada a recorrente, para, querendo, dentro do prazo fixado, manifestese sobre as conclusões exaradas no citado parecer. Após, retornemse os autos a esta 2ª Turma Especial/3ª Seção, para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 193DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
