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Ano-calendário: 2019
IRPF. COMPENSAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE DE RENDIMENTOS. ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE.
Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.

Assinado Digitalmente
CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL – Relator

Assinado Digitalmente
MARCELO DE SOUSA SÁTELES – Presidente
Participaram do presente julgamento os conselheiros João Mauricio Vital, André Barros de Moura, Ricardo Chiavegatto de Lima, Carlos Eduardo Ávila Cabral, Henrique Perlatto Moura (substituto[a] integral) e Marcelo de Sousa Sáteles (Presidente).
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  19613.750856/2022-63  

ACÓRDÃO 2002-009.263 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA    

SESSÃO DE 13 de fevereiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE JUVENAL BORGES DE CARVALHO 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF 

Ano-calendário: 2019 

IRPF. COMPENSAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE DE 

RENDIMENTOS. ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE. 

Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos 

portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de 

aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve 

ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço 

médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios  

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento 

ao Recurso Voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL – Relator 

 

Assinado Digitalmente 

MARCELO DE SOUSA SÁTELES – Presidente 

Participaram do presente julgamento os conselheiros João Mauricio Vital, André 

Barros de Moura, Ricardo Chiavegatto de Lima, Carlos Eduardo Ávila Cabral, Henrique Perlatto 

Moura (substituto[a] integral) e Marcelo de Sousa Sáteles (Presidente). 

 
 

Fl. 1324DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  2002-009.263 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  19613.750856/2022-63 

 2 

RELATÓRIO 

Trata-se na origem de notificação de lançamento de IRPF decorrente da(s) 

infração(es) detalhadas no anexo “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal”: 

Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte Sobre 

Rendimentos Declarados Como Isentos por Moléstia Grave ou por Acidente em 

Serviço ou por Moléstia Profissional - Não Comprovação da Moléstia ou sua 

Condição de Aposentado, Pensionista ou Reformado ou não comprovação da 

retenção do Imposto de Renda na Fonte sobre rendimentos Isentos  

Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte e/ou 

das informações constantes dos sistemas da Receita Federal do Brasil, constatou-

se a compensação indevida do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre 

rendimentos declarados como Isentos e Não Tributáveis em decorrência de 

proventos de aposentadoria, pensão, ou reforma por moléstia grave, ou 

aposentadoria ou reforma por acidente em serviço ou por moléstia profissional, 

no valor de R$ 312.667,53, glosa esta referente às fontes pagadoras abaixo 

relacionadas. 

O contribuinte não comprovou ser portador de moléstia considerada grave, ou 

sua condição de aposentado, pensionista ou reformado, nos termos da legislação 

em vigor, ou não comprovou a efetiva retenção do Imposto de Renda sobre 

rendimentos isentos e/ou não tributáveis, para fins da compensação pleiteada. 

(...) 

Complementação da Descrição dos Fatos  

IRRF ---- Não consta pagamento do imposto de renda tampouco há DIRF 

apresentada pela Fonte pagadora que ratifique o efetivo recolhimento IRRF. 

Acrescente-se a isto que a isenção aventada é válida para benefício do INSS e para 

benefício de previdência privada nos casos de aposentadoria devidamente 

comprovada. 

A descrição dos fatos ainda apresenta os seguintes detalhes: 

a) Os valores das colunas "Declarados" da presente infração foram obtidos da 
Declaração apresentada pelo Contribuinte, oriundos da ficha "Rendimentos 
Isentos e Não Tributáveis" da Linha "Pensão, Proventos de Aposentadoria ou 
Reforma por Moléstia Grave ou Aposentadoria ou Reforma por Moléstia em 
Serviço”. 
 

b) Enquadramento Legal: Arts. 1º a 3º e 6º, incisos XIV e XXI, da Lei nº 7.713/88; 
arts. 1º a 3º da Lei nº 8.134/90; art. 47 da Lei nº 8.541/92; arts. 12, inciso V e 30 
da Lei nº 9.250/95; arts. 1º e 15 da Lei nº 10.451/2002; arts. 35, inciso ||, 
alíneas “b” e “c”, $$ 3º e 4º, e 36 a 47 do Regulamento do Imposto de Renda 
(RIR/2018), aprovado pelo Decreto nº 9.580/2018. 

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ACÓRDÃO  2002-009.263 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  19613.750856/2022-63 

 3 

A DRJ ao analisar a impugnação apresentada pelo sujeito passivo proferiu a 

seguinte decisão: 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF  

Ano-calendário: 2019  

COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. 

A dedução a título de IRRF somente será possível caso o rendimento 

correspondente tenha sido oferecido à tributação, quando for o caso, e mediante 

a comprovação da retenção do imposto por meio do comprovante de 

rendimentos emitido pela fonte pagadora. 

Impugnação Improcedente  

Direito Creditório Não Reconhecido 

Irresignado, o sujeito passivo apresentou Recurso Voluntário sustentando que em 

síntese que tem direito à isenção de IRPF nos termos da IN SRF nº 1500/2014 e do art. 6º da Lei nº 

7.713/1998, juntando na oportunidade documentos que a seu ver comprovariam a condição. 

É o relatório. 

 
 

VOTO 

Conselheiro CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL, Relator 

Admissibilidade  

O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade 

previstos no Decreto n° 70.235/72. Portanto, dele tomo conhecimento.  

O Processo Administrativo Fiscal, regulado pelo Decreto nº 70.235/72, além de ser 

informado pelo princípio da verdade material, deve atender formalidade moderada, com 

adequação entre os meios e os fins, assegurando-se aos contribuintes a produção de provas e, 

principalmente, resguardando-se o cumprimento à estrita legalidade, para que só sejam mantidos 

lançamentos tributários que efetivamente atendam a exigência legal. 

Ademais, é o próprio decreto, mais precisamente no § 4º de seu art. 16, que 

autoriza o recepcionamento de novas provas nas hipóteses ali elencadas. 

Assim, considerando que a documentação trazida aos autos com o recurso possui o 

condão de se contrapor aos fundamentos da decisão recorrida, em especial a documentação 

pertinente ao laudo pericial oficial em que comprova a moléstia grave, admito as provas carreadas 

acima elencadas. 

Fl. 1326DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  2002-009.263 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  19613.750856/2022-63 

 4 

Os pressupostos básicos para reconhecimento de isenção de IRPF sobre 

rendimentos para portadores de moléstia grave são: (a) que os rendimentos decorram de 

proventos de aposentadoria, reforma ou pensão; e (b) que seja a moléstia grave comprovada por 

laudo pericial emitido por serviço médico oficial. 

No caso em apreço, quanto ao primeiro pressuposto, não há dúvidas de que os 

rendimentos auferidos são decorrentes de aposentadoria. A própria DRJ reconhece o 

preenchimento de tal requisito. Colha-se: 

Primeiramente, ao se analisar a documentação contida nos autos, inclusive os 

elementos relativos à ação judicial contra a Fundação Cesp, tendo o impugnante 

requerido complementação de aposentadoria, foi possível concluir que de fato a 

verba recebida se refere à complementação de aposentadoria. Inclusive, também 

foi trazida à colação o comprovante de arrecadação do IRRF no valor de R$ 

312.667,53, de acordo com o documento de fl. 1212. 

Já quanto ao segundo requisito, a comprovação por laudo pericial médico oficial, 

entendeu a DRJ que não houve, sob o fundamento de que os documentos apresentados não 

teriam demonstrado qual seria o serviço médico oficial responsável pela emissão. 

Neste ponto, entendo que não assiste razão à DRJ. 

Analisando a documentação referida pela DRJ, de fácil constatação que o serviço 

médico oficial que emitiu o laudo é o da Prefeitura Municipal de Carvalhópolis, Estado de Minas 

Gerais. 

Ademais, a auditora fiscal Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, 

que apresentou voto divergente quando do julgamento pela DRJ, informou que realizou consulta 

ao CNES e constatou que o médico que emitiu o laudo possui vínculo empregatício com a 

Prefeitura de Carvalhópolis, o que ao meu sentir afasta qualquer dúvida quanto ao documento 

apresentado. Eis o que informa a auditora: 

Dados esses fatos e as considerações do relator, entendo relevante consignar 

ainda que, em consulta ao CNES, constata-se que o médico emitente do laudo de 

fl.9 tem vínculo empregatício com a Prefeitura de Carvalhópolis. 

Assim, entendo que os pressupostos para o reconhecimento da isenção restaram 

preenchidos. 

Conclusão. 

Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, dou 

provimento. 

 

Assinado Digitalmente 

CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL 

Fl. 1327DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  2002-009.263 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  19613.750856/2022-63 

 5 

 
 

 

 

Fl. 1328DF  CARF  MF

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	Acórdão
	Relatório
	Voto

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