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Numero do processo: 13603.002762/2008-69
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2003
PRELIMINAR - CERCEAMENTO DE DEFESA - PROVA TESTEMUNHAL.
O princípio do devido processo legal possui como núcleo mínimo o respeito às formas que asseguram a dialética sobre fatos e imputações jurídicas enfrentadas pelas partes. Para que ocorra cerceamento de defesa é necessário que o descumprimento de determinada forma cause prejuízo à parte, e que lhe seja frustrado o direito de defesa. Ausente previsão, no Processo Administrativo Fiscal, de audiência de instrução em que possam ser arroladas testemunhas. Não há falar em cerceamento de defesa ante a ausência de prova testemunhal, porquanto os testemunhos podem ser trazidos na forma de declarações, para serem analisados em conjunto com as demais provas.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ORIGEM DE RENDIMENTOS DISCRIMINADA EM EXTRATOS BANCÁRIOS.
Conforme art. 42 da Lei n. 9.430/96, será presumida a omissão de rendimentos toda a vez que o contribuinte, titular da conta bancária, após regular intimação, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores creditados em suas contas de depósito ou de investimento. Não deve ser considerado como base de cálculo de IRPF o montante de rendimentos bancários cuja origem restar comprovada na descrição do histórico dos extratos bancários que embasaram a autuação, devendo a Fiscalização, para estes, lançar o tributo de acordo com as regras específicas para o rendimento omitido em questão.
ART. 42 DA LEI Nº 9.430/96 - IDENTIFICAÇÃO DOS DEPOSITÁRIOS, INAPLICABILIDADE.
Identificada a origem dos depósitos, a apuração do imposto deve obedecer as regras específicas do rendimento apurado (omissão de rendimento de pessoa jurídica ou de pessoa física), não subsistindo o lançamento com fundamento na presunção prevista no art. 42 da Lei nº 9.430/96.
Recurso Voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 2202-002.459
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo o valor de R$ 548.264,04.
(Assinado digitalmente)
Pedro Paulo Pereira Barbosa - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Rafael Pandolfo - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Pedro Anan Junior, Camilo Balbi, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez e Rafael Pandolfo.
Nome do relator: RAFAEL PANDOLFO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2003 PRELIMINAR - CERCEAMENTO DE DEFESA - PROVA TESTEMUNHAL. O princípio do devido processo legal possui como núcleo mínimo o respeito às formas que asseguram a dialética sobre fatos e imputações jurídicas enfrentadas pelas partes. Para que ocorra cerceamento de defesa é necessário que o descumprimento de determinada forma cause prejuízo à parte, e que lhe seja frustrado o direito de defesa. Ausente previsão, no Processo Administrativo Fiscal, de audiência de instrução em que possam ser arroladas testemunhas. Não há falar em cerceamento de defesa ante a ausência de prova testemunhal, porquanto os testemunhos podem ser trazidos na forma de declarações, para serem analisados em conjunto com as demais provas. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ORIGEM DE RENDIMENTOS DISCRIMINADA EM EXTRATOS BANCÁRIOS. Conforme art. 42 da Lei n. 9.430/96, será presumida a omissão de rendimentos toda a vez que o contribuinte, titular da conta bancária, após regular intimação, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores creditados em suas contas de depósito ou de investimento. Não deve ser considerado como base de cálculo de IRPF o montante de rendimentos bancários cuja origem restar comprovada na descrição do histórico dos extratos bancários que embasaram a autuação, devendo a Fiscalização, para estes, lançar o tributo de acordo com as regras específicas para o rendimento omitido em questão. ART. 42 DA LEI Nº 9.430/96 - IDENTIFICAÇÃO DOS DEPOSITÁRIOS, INAPLICABILIDADE. Identificada a origem dos depósitos, a apuração do imposto deve obedecer as regras específicas do rendimento apurado (omissão de rendimento de pessoa jurídica ou de pessoa física), não subsistindo o lançamento com fundamento na presunção prevista no art. 42 da Lei nº 9.430/96. Recurso Voluntário provido em parte.
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O princípio do devido processo legal possui como núcleo mínimo o respeito às formas que asseguram a dialética sobre fatos e imputações jurídicas enfrentadas pelas partes. Para que ocorra cerceamento de defesa é necessário que o descumprimento de determinada forma cause prejuízo à parte, e que lhe seja frustrado o direito de defesa. Ausente previsão, no Processo Administrativo Fiscal, de audiência de instrução em que possam ser arroladas testemunhas. Não há falar em cerceamento de defesa ante a ausência de prova testemunhal, porquanto os testemunhos podem ser trazidos na forma de declarações, para serem analisados em conjunto com as demais provas. OMISSÃO DE RENDIMENTOS ORIGEM DE RENDIMENTOS DISCRIMINADA EM EXTRATOS BANCÁRIOS. Conforme art. 42 da Lei n. 9.430/96, será presumida a omissão de rendimentos toda a vez que o contribuinte, titular da conta bancária, após regular intimação, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores creditados em suas contas de depósito ou de investimento. Não deve ser considerado como base de cálculo de IRPF o montante de rendimentos bancários cuja origem restar comprovada na descrição do histórico dos extratos bancários que embasaram a autuação, devendo a Fiscalização, para estes, lançar o tributo de acordo com as regras específicas para o rendimento omitido em questão. ART. 42 DA LEI Nº 9.430/96 IDENTIFICAÇÃO DOS DEPOSITÁRIOS, INAPLICABILIDADE. Identificada a origem dos depósitos, a apuração do imposto deve obedecer as regras específicas do rendimento apurado (omissão de rendimento de pessoa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 27 62 /2 00 8- 69 Fl. 168DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 2 jurídica ou de pessoa física), não subsistindo o lançamento com fundamento na presunção prevista no art. 42 da Lei nº 9.430/96. Recurso Voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo o valor de R$ 548.264,04. (Assinado digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Pedro Anan Junior, Camilo Balbi, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez e Rafael Pandolfo. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 13603.002762/200869 Acórdão n.º 2202002.459 S2C2T2 Fl. 169 3 Relatório 1 Procedimento de Fiscalização Após verificar a incompatibilidade entre a movimentação financeira do recorrente, no anocalendário de 2003, informada pela instituição financeira à Secretaria da Receita Federal e a não apresentação da Declaração de Ajuste Anual do exercício 2004 pelo recorrente, a Fazenda Nacional decidiu iniciar procedimento de verificação em relação ao IRPF do anocalendário de 2003 (fls.0710). O recorrente foi intimado de termo de início de fiscalização, em 07/03/07, requisitando, referente à movimentação de R$ 2.262.619,71 em sua conta corrente no Banco Bradesco S/A: i) a apresentar extratos bancários relativos às contas bancárias que deram origem às movimentações financeiras; ii) apresentar os nomes dos cotitulares das contas bancárias solicitadas e seus respectivos números de CPF; iii) comprovar, mediante documentação hábil, da origem dos recursos depositados nas contas bancárias; iv) apresentar os comprovantes de rendimentos pagos e de imposto de renda retido na fonte do período de 20032004.(fls.1314). Os extratos bancários da conta corrente vinculada do Banco Bradesco S/A foram apresentados em 22/03/07 pelo recorrente. (fls.1673) Posteriormente, o recorrente foi intimado, em 07/05/07, a comprovar, mediante apresentação de documentação hábil e idônea, coincidente em datas e valores, a origem dos recursos relacionados ao Termo de Intimação Fiscal n. 224/07, creditados, no ano calendário 2003, em sua conta corrente administrada pelo Banco Bradesco S/A. (fls.7483). Em resposta, o recorrente alegou que exerceu, com habitualidade, no ano calendário de 2003, a prática de intermediação de compra e venda de produtos hortigranjeiros no entreposto comercial da CEASA/MG, na cidade de Contagem, mas que é usual e costumeiro entre os comerciantes de produtos rurais o exercício da atividade de modo informal, sem a emissão de documentos fiscais, de modo que não teria como atender à intimação, pois não possuía os documentos requeridos. Ressaltou que a atividade de compra e venda de produtos rurais lhe proporcionou baixa rentabilidade. (fl.85). Foi lavrado Termo de Intimação e de Prosseguimento da Ação Fiscal (fl.90), da qual o recorrente tomou ciência em 16/07/07. Em seguida, o recorrente foi intimado por novo Termo de Intimação Fiscal, em 02/01/08, a agendar horário para comparecer à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Contagem para prestar esclarecimentos relacionados às movimentações financeiras registradas nos extratos bancários por ele apresentados, efetuadas em sua conta no Banco do Brasil S/A no anocalendário 2003. (fl.9394). Fl. 170DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 4 2 Notificação do Lançamento Em 27/06/08, a autoridade administrativa lavrou lançamento de ofício (fls.01 06), embasado no argumento de que houve omissão de rendimentos caracterizada pelo valor de R$ 2.550.892,03 creditados em conta de depósitos bancários aos quais o recorrente, regularmente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Desta forma, foi estabelecido o valor total de R$ 2.550.892,03 como base de cálculo, sobre a qual foi aplicada alíquota de 27,5%, sendo deduzida do imposto apurado a parcela de R$ 5.076,90, correspondente à parcela dedutível da tabela progressiva do IR para o anocalendário de 2003. O valor calculado do imposto foi de R$ 696.418,40, sobre o qual foi aplicada multa de 75%. Considerando o período apurado, o crédito tributário restou constituído no montante de R$ 1.619.312,06, incluídos IRPF, multa de ofício de 75% e juros moratórios calculados até 30/05/08. O contribuinte tomou ciência da notificação em 02/07/08. 3 Impugnação Indignado com a autuação, o recorrente apresentou impugnação (fls.98100) tempestiva, esgrimindo os seguintes argumentos: a) embora tenha declarado que a origem da movimentação se deu em função da compra e venda de produtos hortigranjeiros, a Receita Federal não considerou em seu sistema que um produto que é comprado por R$ 50,00 e vendido por R$ 52,00 geraria um lucro tributável de apenas R$ 2,00; b) a falta de constatação de lucros e mark up agregados ao produto, gerou uma super tributação, como se toda a movimentação fosse lucro líquido, esquecendose das despesas e do capital do negócio; c) a impossibilidade de comprovação, através de documentação hábil e idônea, das movimentações financeiras, uma vez que o estado de Minas Gerais isenta a obrigação de acobertamento de documentos fiscais para o transporte e comercialização de produtos hortigranjeiros dentro de seu território; d) não atingiu valores líquidos que ensejassem o recolhimento do IRPF no período de apuração em análise; e) o débito cobrado pelo fisco no valor de R$ 69.418,40 é exatamente 27,5% de toda a sua movimentação financeira no ano fiscal em epígrafe f) a insubsistência do auto de infração, pois, hipoteticamente, para se comprar um caminhão de batatas com 240 sacas de 50 kg, necessariamente se precisaria de um investimento de R$ 12.000,00 e se projetasse um mark up de R$ 2,00 em cada saca, o lucro bruto seria de R$ 480,00. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 13603.002762/200869 Acórdão n.º 2202002.459 S2C2T2 Fl. 170 5 4 Acórdão de Impugnação O lançamento foi julgado procedente pela 9ª Turma da DRJ/BHE, por unanimidade, (fls.147152 do eprocesso) sendo mantido o crédito tributário. Os fundamentos foram os seguintes: a) o recorrente, devidamente intimado, não comprovou a origem dos depósitos bancários relativamente a contas correntes de sua titularidade, o que caracterizou a presunção legal de omissão de receitas; b) o Art. 42 da Lei n.º 9.430/96 define que os depósitos bancários, de origem não comprovada, caracterizam omissão de receita ou de rendimentos, tendo o contribuinte o ônus de elidir a imputação mediante a comprovação da origem dos recursos; c) ao contrário do que entende a defesa, o presente auto de infração não está cobrando impostos sobre lucro de vendas, pois tais tributos incidem sobre a movimentação financeira da pessoa jurídica, enquanto que o auto de infração trata de movimentação financeira da pessoa física que, em atendimento ao princípio contábil da entidade, não deve se confundir com a da pessoa jurídica; d) estabelece o princípio da entidade que a pessoa jurídica tem personalidade própria, distinta da pessoa de cada um de seus sócios, assim seus patrimônios não se confundem, logo, não podem ser confundidas as movimentações financeiras dos sócios com as da própria empresa; e) cabe à pessoa jurídica, que no caso sequer existe formalmente, por meio de seus representantes legais, exercer direitos e contrair obrigações em seu próprio nome, prescindindo para tal finalidade, da utilização de uma conta corrente em nome do sócio. 5 Recurso Voluntário Notificado da decisão em 16/02/12, o recorrente, não satisfeito com o resultado do julgamento, interpôs recurso voluntário (fls.157163 do eprocesso) em 15/03/12, repisando os argumentos da impugnação, com os quais foram acrescentados os seguintes pontos: a) o cerceamento de defesa, uma vez que o entendimento da 9ª Turma da DRJ de Belo Horizonte entendeu que ele não fez prova de suas alegações, o que somente poderia acontecer com a oitiva de testemunhas, uma vez que os produtos hortigranjeiros no estado de Minas Gerais são isentos de qualquer documentação fiscal para o transporte e comercialização dentro do Estado, conforme previsto no item 12 c/c subitem 12.2, Parte 1, Anexo I do RICMS/2002, ou seja, a prova a ser produzida somente poderia ser feita de forma oral, o que não lhe foi oportunizado; Fl. 172DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 6 b) a ausência de análise das alegações postas na impugnação ao ato de fiscalização, tendo a turma julgadora concluído de forma diversa daquela colocada na peça de impugnação ao afirmar que houve confusão dos sócios com a empresa, sendo que não existe “empresa” no caso; c) por se tratar o produto hortigranjeiro altamente perecível, o seu comércio é muito dinâmico e se realiza em uma velocidade tamanha que o produtor/comerciante gira o seu capital no mínimo três vezes por semana; d) a impossibilidade de considerar que o mesmo capital que girou três ou quatro vezes na mesma semana seja tributado tantas quantas vezes foram ao banco, sendo que o lucro se dá em cima de uma pequena parte desse capital, excetuando as despesas com os custos operacionais. É o relatório. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 13603.002762/200869 Acórdão n.º 2202002.459 S2C2T2 Fl. 171 7 Voto Conselheiro Rafael Pandolfo O lançamento lastreado em omissão de rendimentos baseado em depósitos bancários de origem não comprovada. Para alcançar seu desiderato, o Fisco utilizouse dos extratos bancários apresentados pelo recorrente (fls.1673). Diante da ausência de comprovação da origem dos depósitos bancários arrolados e da não apresentação da Declaração de Ajuste Anual do anocalendário 2003 pelo recorrente, iniciouse o procedimento fiscal que culminou no auto de infração. 1 PRELIMINAR: Do Cerceamento de Defesa O direito à ampla defesa é um dos pilares do devido processo legal. Princípio estruturante do Estado Democrático de Direito, está explicitado na Constituição em diversos incisos do art. 5º, dentre os quais os abaixo produzidos: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: LIV ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. No âmbito do processo administrativo federal, o direito ao contraditório tem seu conteúdo mínimo definido na Lei nº 9.784/99, que consolida institutos identificados pela doutrina como: o direito de petição, a razoável duração do processo, o direito à ampla defesa, a instrumentalidade das formas, dentre outros: Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: II ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; Fl. 174DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 8 III formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; IV fazerse assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. § 1º Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. § 2º Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. § 1º Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. § 2º Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Como se observa, o princípio do devido processo legal possui como núcleo mínimo o respeito às formas que asseguram a dialética a respeito dos fatos e imputações jurídicas enfrentadas pelas partes. A forma está ligada a uma finalidade (contraditório, ampla defesa, imparcialidade, etc.) da qual constitui instrumento. Assim, é assentado da doutrina o entendimento de que o descumprimento de determinada forma, desde que não cause prejuízo ao contribuinte, não acarreta nulidade do procedimento (princípio da instrumentalidade). No caso em análise, o recorrente sustenta que somente poderia fazer prova de suas alegações, e assim, da origem dos depósitos bancários que ensejaram a lavratura do auto de infração, mediante a oitiva de testemunhas e aduz que tal faculdade não lhe foi ofertada. Observo, contudo, que não deve prosperar a alegação de que em virtude disso restou cerceado seu direito de defesa, pois em momento algum foi solicitado pelo recorrente, seja em sua impugnação, seja em seu recurso voluntário, seja em outra oportunidade, o arrolamento de quaisquer testemunhas. Ademais, este Conselho já consolidou entendimento no sentido de que não há previsão, no processo administrativo fiscal, de audiência de instrução em que possam ser ouvidas testemunhas que o contribuinte possa arrolar em seu favor. Neste sentido: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA TESTEMUNHAL. Inexiste previsão, no Processo Fl. 175DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 13603.002762/200869 Acórdão n.º 2202002.459 S2C2T2 Fl. 172 9 Administrativo Fiscal, para uma audiência de instrução em que sejam ouvidas testemunhas que o contribuinte por ventura tenha a seu favor. Eventuais testemunhas poderão ser objeto de declarações escritas, as quais serão consideradas em conjunto com as demais provas acostadas. OMISSÃO DE RENDIMENTO – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Se o contribuinte não traz aos autos comprovação materialmente adequada de que repassou honorários a outros profissionais, e/ou de que os valores apurados pelo Fisco foram entregues aos respectivos clientes, como resultado de ação trabalhista, o lançamento deve ser mantido. MULTA ISOLADA – CUMULATIVIDADE COM MULTA DE OFÍCIO Deve ser afastada a multa isolada quando a sua aplicação cumulativa com a multa de ofício implica dupla penalização pelo mesmo fato. Recurso parcialmente provido. (Primeiro Conselho de Contribuinte. 2ª Câmara. Turma Especial. Acórdão n.º 19200050 do Processo 11543000954200271, data: 90/09/2008) grifei. Pertinente à tese de que o acórdão n.º 0236.901 proferido pela 9ª Turma da DRJ/BHE não analisou as alegações postas na impugnação, tenho que argumento não coaduna com a realidade. Embora a Relatora tenha feito referência ao princípio da entidade para motivar o entendimento de que a pessoa jurídica (inexistente no caso em análise) tem personalidade própria, distinta da pessoa de cada um dos seus sócios, de modo que seus patrimônios e suas movimentações financeiras não podem ser confundidos, a mesma fundamentou a decisão na ausência de comprovação da origem dos valores creditados na conta corrente do recorrente, conforme trecho de seu voto: “ Verificase do exame das peças constituintes dos autos que o interessado não logrou comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores creditados na conta corrente mantida no Banco Bradesco consolidados nos demonstrativos de fls. 16. (...) Destarte, não comprovada a origem dos recursos, tem a autoridade fiscal o poder/dever de autuar a omissão no valor dos depósitos bancários recebidos. Nem poderia ser de outro modo, ante a vinculação legal decorrente do Princípio da Legalidade que rege a Administração Pública, cabendo ao agente tão somente a inquestionável observância do novo diploma.” (fl.151). Assim, entendo que não ocorreu, em momento algum, desrespeito à forma, nem prejuízo ao direito de defesa da recorrente. Desse modo, não procede a arguição do recorrente de cerceamento de defesa. 2 Da Omissão de Rendimentos O recorrente aduz que não pode comprovar a origem da movimentação financeira, pois oriunda de atividade de compra e venda de produtos hortigranjeiros constantes Fl. 176DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 10 em lista estabelecida no item 12, Parte 1, Anexo I do RICMS/2002, livre de emissão de nota fiscal, conforme determinação contida no subitem 12.2 do item citado. Quanto à omissão de rendimentos constatada com base em depósitos bancários sem origem comprovada, sustenta que os depósitos bancários, por si só, não representavam rendimentos a sofrer a incidência do imposto de renda. Nesta senda, o Tribunal Federal de Recursos sumulou entendimento com esta exata interpretação (Súmula 182 do TFR), bem como o art. 90, VII, do DecretoLei n° 2.471/88 determinavam o arquivamento de processos administrativos relativos a débitos de imposto de renda arbitrado com base exclusivamente em valores de extratos ou comprovantes de depósitos bancários. Entretanto, com o advento do art. 6°, § 5°, da Lei n° 8.021/90, autorizouse o arbitramento de rendimentos com base em depósitos ou aplicações em instituições financeiras, mediante utilização dos sinais exteriores de riqueza, quando o contribuinte não pudesse comprovar a origem dos recursos utilizados nessas operações. Não obstante, a jurisprudência administrativa passou a obrigar que a fiscalização comprovasse o consumo da renda pelo contribuinte, representada pelos depósitos bancários de origem não comprovada, a transparecer sinais exteriores de riqueza (acréscimo patrimonial ou dispêndio), incompatíveis com os rendimentos declarados. Este cenário foi profundamente alterado pelo art. 42 da Lei n° 9.430/96, com incidência sobre os fatos geradores ocorridos a partir de 1°/01/97. O art. 42 da Lei 9.430/96 estipula, in verbis: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. “ Tratase de presunção legal, que permite à Fazenda tributar depósitos bancários sem origem e/ou tributação justificados, cabendo prova em contrário, por parte da contribuinte. Como bem ensina Alfredo Augusto Becker, presunção é o resultado de processo lógico mediante o qual do fato conhecido cuja existência é certa se infere o fato desconhecido cuja existência é provável (Teoria Geral do Direito Tributário, 3. ed. São Paulo : Lejus. 1998. pg. 508). No caso da técnica de apuração baseada em presunção estabelecida pelo art. 42 da Lei 9.430/96, o fato conhecido é a existência de depósitos bancários, que denotam, a priori, acréscimo patrimonial. Tendo em vista que renda, para fins de imposto de renda, é considerada como o acréscimo patrimonial em determinado período de tempo, a existência de depósitos sem origem e sem tributação comprovados levam à presunção de que houve acréscimo patrimonial não oferecido à tributação; logo, omitido o fato desconhecido de existência provável. Por ser presunção relativa, é necessário que o contribuinte seja intimado regularmente, principalmente do resultado da apuração dos depósitos discriminados individualmente, de modo a possibilitar a defesa, o que ocorreu no presente procedimento. Com a novel legislação acima, a jurisprudência administrativa chancelou as autuações que imputavam aos contribuintes o imposto de renda sobre a omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Esse entendimento encontrase pacificado no âmbito da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 13603.002762/200869 Acórdão n.º 2202002.459 S2C2T2 Fl. 173 11 Como exemplo, por todos, vejase o Acórdão n° CSRF/0400.164 (Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais), sessão de 13 de dezembro de 2005, relatora a Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, unânime, que restou assim ementado: IRPF DEPÓSITOS BANCÁRIOS OMISSÃO DE RENDIMENTOS Presumese a omissão de rendimentos sempre que o titular de conta bancária, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em suas contas de depósito ou de investimento (art. 42 da Lei e. 9.430, de 1996). A aplicação da presunção contida no art. 42 da Lei n° 9.430/96, como se observa, não apresenta maiores dificuldades. Ocorre que a análise dos extratos apresentados pelo recorrente (fls.1773) e dos valores creditados, no anocalendário 2003, em sua conta corrente administrada pelo Banco Bradesco S/A, revela que os depósitos abaixo alinhados tiveram sua origem identificada: ITEM DATA HISTÓRICO/ORIGEM DOCUMENTO VALOR 3 02/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0291082 3.942,36 4 02/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH POMAGRI 1001736 795,00 5 02/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH AGRO SUDESTE 1021591 236,50 13 06/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0315430 3.875,81 14 06/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC CHQ/ DINHEIRO AGOSTINHO 1012176 2.999,50 15 06/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH GERALDO S PINHEIRO 1060987 399,00 16 06/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZINHO 1080113 7.485,00 18 07/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0315402 1.747,46 21 08/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0326630 2.800,50 22 08/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO MARCOGEL ALVES DE SOUZA 0986001 14.800,00 23 08/01/2003 TRANS ENTRE AGENC DINH POMAGRI FRUTAS 1001736 1.375,00 24 09/01/2003 TRANS ENTRE AGENC CHEQUE MARCIO AKIRA MUNAKATA 1120502 5.275,00 27 10/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0355122 2.016,30 30 13/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0362769 1.220,38 34 14/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0371558 1.859,88 35 14/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC CHEQUE AGOSTINHO 1012176 3.200,00 38 15/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0381658 3.000,48 40 16/01/2003 TRANSF ENTRE AG CHQ/DINH VIERA TANNUS 1103467 3.500,00 41 16/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH POMAGRI 1001736 720,00 42 16/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINHE GERALDO SEVERINO PINHEIRO 1020987 260,00 46 17/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0402139 1.699,52 48 20/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0412294 2.137,56 Fl. 178DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 12 49 20/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINHE GERALDO SEVERINO PINHEIRO 1090987 250,00 51 21/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO CLARINDO JOÃO MILANEZI E 0193589 6.738,58 52 21/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0421612 1.095,80 53 21/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC CHEQUE VIEIRA TANNUS 1103467 5.607,00 55 22/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO CLARINDO JOÃO MILANEZI E 0193567 6.738,58 56 22/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0434452 2.294,07 57 23/01/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH VIEIRA TANNUS 1103467 2.366,00 62 27/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0459443 2.901,31 66 29/01/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0474763 940,94 74 03/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0497577 784,90 75 04/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0506982 1.458,88 79 05/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0517460 322,42 82 07/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0540876 338,40 84 10/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0560931 1.702,34 89 11/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0565750 1.911,21 91 12/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0577038 885,48 92 12/02/2003 TRANSF ENTRE AG DINH VALDECI CELESTINO 1062507 903,00 98 13/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0594593 1.551,00 105 17/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0605219 253,00 109 18/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0611868 1.523,74 113 19/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0623066 2.950,66 114 19/02/2003 TRANSF ENTRE AGENC CHQ/DINH DOCES MIRAY 1042571 884,00 122 21/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0642075 234,06 126 24/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0652247 228,42 132 25/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0661270 404,20 135 26/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0670817 1.786,00 136 26/02/2003 TRANS ENTRE AGENC CHQ/DINH GERALDO S PINHEIRO 1090987 660,00 137 26/02/2003 TRANSF ENTRE AG CHQ/DINH VIERA TANNUS E CIA 1093467 7.806,00 146 28/02/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0687923 2.173,28 148 28/03/2003 TRANSF ENTRE AGENC CHQ/DINH GERALDO S PINHEIRO 1090987 240,00 151 05/03/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 1229279 6.584,14 158 07/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0734309 1.030,24 159 07/07/2003 TRANS ENTRE AGENC DINH GERALDO 1090987 516,00 Fl. 179DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 13603.002762/200869 Acórdão n.º 2202002.459 S2C2T2 Fl. 174 13 162 10/03/2003 TRANSF ENTRE AG CHQ/DINH VIERA TANNUS E CIA 1103467 3.500,00 165 11/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0759108 3.197,88 168 12/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0768219 2.589,70 174 14/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0788031 2.248,48 177 17/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0800886 1.556,64 182 18/03/2003 TRANSF ENTRE AG DINH GERALDO S PINHEIRO 1020987 600,00 184 19/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0814421 352,50 187 19/03/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH MANDALA 1072507 3.500,00 196 21/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0834113 873,26 197 21/03/2003 TRANSF ENTRE AG DINH GERALDO S PINHEIRO 1090987 865,00 202 24/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0846066 691,46 205 24/03/2003 TRANSF ENTRE AG DINH VIEIRA TANNUS 1103467 3.300,00 209 25/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0854118 3.495,86 212 26/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0863565 3.245,82 220 28/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0882077 2.140,38 224 31/03/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0889796 2.437,42 231 02/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0908928 411,72 237 04/04/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 1579167 11.200,57 242 07/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0942098 753,88 243 07/04/2003 TRANSF ENTRE AG CHQ/DINH VIEIRA E TANNUS E CIA 1103467 3.130,00 252 09/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0965634 989,82 257 14/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0987738 503,84 258 14/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0998176 1.488,96 267 16/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0019758 1.171,24 273 22/04/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 1454874 6.095,19 280 23/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0056427 2.009,25 284 25/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0079893 1.750,28 293 28/04/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 1825496 5.101,38 300 30/04/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0107966 2.579,36 303 02/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0116348 4.340,92 304 02/05/2003 TRANSF ENTRE AG CHQ/DINH AGRO SUDESTE 1042868 375,00 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 14 312 05/05/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 1903551 5.692,17 319 07/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0158264 4.762,98 328 09/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0180912 2.482,54 338 12/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0098424 1.810,06 340 13/05/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH JORGE LUIZ 1020694 1.875,00 343 14/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0224205 1.099,80 349 16/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0248798 922,14 352 16/05/2003 TRANF CP AUTOAT LILIAN SERAFIM DE ALBUQUERQUE 6446904 1.200,00 358 19/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0256556 4.106,39 359 19/05/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH DOCES MIRAI 1022571 3.841,00 360 19/05/2003 TRANF CP AUTOAT LILIAN SERAFIM DE ALBUQUERQUE 0172861 111,00 361 19/05/2003 TRANF CP AUTOAT LILIAN SERAFIM DE ALBUQUERQUE 0172865 1.000,00 364 21/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0280528 4.909,62 370 23/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0301498 1.846,63 375 26/05/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 2169732 6.635,46 379 26/05/2003 DEPOS CHQ/DINH CB GILSON ANTÔNIO SICUPIRA 0917061 300,00 385 28/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0329496 955,04 386 28/05/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 280,00 387 28/05/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 388 28/05/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 389 28/05/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 390 28/05/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 391 28/05/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 398 30/05/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0345140 543,32 403 02/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0357084 717,22 412 04/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0379610 1.048,10 413 04/06/2003 DEPOS CHQ DINH CB GILSON ANTÔNIO SICUPIRA 0917061 420,00 419 06/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0402239 799,94 424 09/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0415142 2.574,28 429 11/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0437298 2.368,80 433 13/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0457429 689,02 436 16/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0467855 4.667,01 Fl. 181DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 13603.002762/200869 Acórdão n.º 2202002.459 S2C2T2 Fl. 175 15 442 18/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0485393 4.285,57 444 23/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0507762 1.265,24 449 25/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0530231 1.051,86 450 25/06/2003 DEP DINH CORRESP BANC MIRIAN SANTANA PENA FORTE 1889060 300,00 458 27/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0549231 454,02 462 30/06/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0558304 1.065,02 469 02/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0579637 3.424,42 477 04/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0600550 746,36 481 07/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0614996 2.475,96 487 08/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0642214 1.776,60 494 10/07/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH DISTRIBUIDORA SÃO MIGUEL 1070113 4.283,00 497 11/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0662834 634,50 499 11/07/2003 TRANF ENTRE AG CHQ IRMAOS MUNAKATA LTDA 1290502 4.810,00 504 14/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 2800331 5.545,06 511 16/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0695900 2.132,86 518 18/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0717928 1.095,57 532 23/07/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0772035 4.534,18 533 23/07/2003 TRANS ENTRE AG CHQ/DINH EDGARD TIXEIRA B FILHO 1030694 1.148,00 534 23/07/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 200,00 535 23/07/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 538 24/07/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZ 1080113 787,00 539 24/07/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZ 1080113 3.213,00 545 24/07/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZ 1080113 787,00 548 24/07/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZ 1080113 3.213,00 558 01/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO COMERCIAL AGRICOLA W.T L ME 0000001 2.539,00 559 01/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0833667 2.812,86 561 01/08/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZ 1093065 1.400,00 564 04/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0838498 3.017,21 573 06/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0855511 2.348,87 578 08/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0864894 642,96 584 11/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0879741 1.073,10 Fl. 182DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 16 590 13/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0901958 1.937,81 594 14/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0915218 1.203,20 599 18/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0927131 2.992,96 610 20/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0958497 1.947,68 611 20/08/2003 TRANF ENTRE AG CHQ/DINH VIEIRA E TANNUS E CIA 1093467 3.135,23 616 22/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0983234 1.200,00 619 25/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0992966 2.707,86 623 27/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0014811 2.305,44 628 29/08/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0034655 956,54 629 29/08/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZINHO 1070113 4.024,00 632 01/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0046378 2.197,16 638 03/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0065987 1.932,64 640 03/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON 0917061 100,00 641 03/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 642 03/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 649 05/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0090956 1.392,14 655 08/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0100891 3.525,19 659 09/09/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZINHO 1070113 3.610,00 664 10/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0014216 2.983,18 666 10/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON 0917061 100,00 667 10/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON 0917061 300,00 668 10/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON 0917061 300,00 672 12/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0154123 495,38 676 15/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0165114 2.753,49 681 17/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0186914 2.349,06 685 19/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0212222 1.449,48 687 22/09/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 3774544 5.234,58 694 24/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0239254 4.254,67 695 24/09/2003 TRANSF ENRE AGENC CHEQUE IRMÃOS MUNAKATA LTDA 1150502 4.692,00 697 24/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON 0917061 150,00 698 24/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON 0917061 250,00 699 24/09/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON 0917061 300,00 702 25/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0250316 347,33 706 26/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0262980 2.343,42 Fl. 183DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 13603.002762/200869 Acórdão n.º 2202002.459 S2C2T2 Fl. 176 17 710 29/09/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 2833467 3.095,89 711 29/09/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZINHO 1080113 4.569,00 716 01/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0305066 3.991,05 717 01/10/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZINHO 1070113 4.760,00 723 03/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0327166 1.896,07 729 06/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0337917 2.829,78 730 06/10/2003 TRANSF ENTRE AGENC DINH LUIZINHO 1080113 5.115,00 737 08/10/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 4028225 5.326,04 739 08/10/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON 0917061 200,00 740 08/10/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 741 08/10/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 746 10/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0391838 1.604,58 748 13/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0401372 2.082,10 750 14/10/2003 TRANSF ENTRE AG CHQ/ DINH ORPIL 1001865 270,00 755 15/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0044036 1.136,46 759 15/10/2003 DEPOSITO CHQ COR BANC CITRO TERRA 1617060 350,00 765 17/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0453110 2.085,80 768 20/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0453110 2.927,16 774 22/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0488268 2.101,84 775 22/10/2003 DEP DINH CORRESP BANC DOUGLAS GONÇALVES 0917061 50,00 776 22/10/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 777 22/10/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 783 24/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0507652 1.572,15 787 27/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0518367 1.966,48 792 29/10/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 4340894 7.596,84 799 31/10/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0558958 1.825,01 805 03/11/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0571695 2.103,25 806 03/11/2003 TRANSF ENTRE AG CHQ/DINH DENILSON 1021865 449,80 812 05/11/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0596828 389,16 814 05/11/2003 DEP DINH CORRESP BANC DEISE MARIA BORGES SOARES 0917061 250,00 815 05/11/2003 DEP DINH CORRESP BANC CAROLINE NUNES TENORIO PITA 0917061 300,00 816 05/11/2003 DEP DINH CORRESP BANC GILSON ANTONIO SICUPIRA 0917061 300,00 Fl. 184DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 18 823 07/11/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0626630 661,76 826 10/11/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0640131 1.151,69 830 11/11/2003 DEPOSITO CHQ COR BANC DIRCEU RIBEIRO BORGES 0514061 1.335,00 834 12/11/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. LTDA 4564575 7.517,65 842 14/11/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0690612 770,80 847 17/11/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 4625090 8.301,14 855 19/11/2003 DEPOS CHQ/DINH CB GILSON 0917061 347,90 858 20/11/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0740148 2.949,72 863 21/11/2003 DOC CREDITO AUTOMATICO IRMAOS BRETAS FILHOS E CIA 0752344 1.684,67 868 24/11/2003 TED TRAN ELET DISPON REM. IRMÃOS B. FILH C. 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Desse modo, verificase o erro da Fiscalização ao lançar o tributo com base no art. 42, da Lei n. 9.430/96, porquanto era possível verificar, do embate entre as informações prestadas pelo contribuinte durante o procedimento de fiscalização e os registros das movimentações nos extratos, que os fatos descritos pelo recorrente — atividade de revendedor de produtos hortifrutigranjeiros — eram verossímeis. Uma vez identificada a origem dos depósitos, a Fiscalização deveria proceder à apuração do imposto de acordo com as regras específicas do rendimento apurado, conforme jurisprudência desse Conselho: DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM COMPROVADA ART. 42 DA LEI Nº 9430/96 PRESUNÇÃO DE RENDIMENTO OMITIDO – A presunção do art. 42 da Lei nº 9.4.30/96 é relativa, podendo ser afastada pela comprovação da origem do depósito bancário, quando, então, a autoridade autuante submeterá o rendimento outrora omitido às normas específicas de tributação, previstas na legislação vigente à época em que o rendimento foi auferido ou recebido. No caso em questão há comprovação da origem dos depósitos bancários. (CARF. 2ª Seção de Julgamento. 2ª Câmara. 2ª Turma Ordinária. Ac. 220200.198. Red. Conselheiro Pedro Anan Júnior. Julg. 19/08/09). Assim, relativamente aos depósitos acima transcritos, entendo que o lançamento padece de capitulação legal e fundamentação válidas, quais sejam: omissão de rendimentos de pessoa física e omissão de rendimentos de pessoa jurídica. Sendo assim, entendo que o total de R$ 548.264,04, composto por depósitos cuja origem restou configurada, deve ser excluído da base de cálculo do tributo constituído no auto de infração. Diante do exposto, voto para que sejam REJEITADAS AS PRELIMINARES e, no mérito, SEJA DADO PARCIAL PROVIMENTO ao recurso interposto, para que seja excluído da base de cálculo o valor de R$ 548.264,04. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo Fl. 186DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO 20 Fl. 187DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por RAFAEL PANDOLFO
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Numero do processo: 10875.908347/2009-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/11/2006 a 30/11/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL (PAF). RECURSO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO PROLATADA.
O recurso interposto após o prazo 30 (trinta) dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, na forma do Decreto nº 70.235/72, não deve ser conhecido pelo colegiado ad quem, convolando-se em definitiva a decisão de primeira instância administrativa.
Recurso voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3401-002.322
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em não se conhecer por intempestividade.
Júlio César Alves Ramos Presidente
Robson José Bayerl Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/2006 a 30/11/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL (PAF). RECURSO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO PROLATADA. O recurso interposto após o prazo 30 (trinta) dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, na forma do Decreto nº 70.235/72, não deve ser conhecido pelo colegiado ad quem, convolandose em definitiva a decisão de primeira instância administrativa. Recurso voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em não se conhecer por intempestividade. Júlio César Alves Ramos – Presidente Robson José Bayerl – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 83 47 /2 00 9- 11Fl. 104DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Cuidase, na espécie, de despacho decisório eletrônico de não homologação de compensação, relativo ao PER/DCOMP 35626.82073.210709.1.3.045937, em virtude de direito de crédito integralmente alocado a outro débito de titularidade do contribuinte. Em manifestação de inconformidade o contribuinte, preliminarmente, contestou a intimação por via editalícia; asseverou a nulidade do despacho decisório por falta de motivação da não homologação da compensação, citando jurisprudência administrativa, e conseqüente cerceamento do direito de defesa. No mérito, afirmou a legitimidade do direito creditório, decorrente de modificação do conceito de faturamento, e pugnou pela produção de prova em momento posterior. A DRJ Campinas/SP conheceu do recurso, suprindo o suposto defeito de intimação, e afastou as preliminares argüidas alegando que o recorrente entendeu perfeitamente as razões da não homologação da compensação, e, no mérito, indeferiu a produção superveniente de prova com fulcro nas disposições do art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235/72 e, por via reflexa, o próprio pleito, por ausência de provas. Em recurso voluntário o contribuinte insiste na nulidade do despacho decisório por cerceamento de defesa, por desconhecimento amplo dos fatos, e inobservância dos princípios constitucionais da motivação dos atos administrativos e ampla defesa. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator Principio por examinar os requisitos formais do recurso interposto e, nesta etapa, verifico que a ciência da decisão administrativa guerreada ocorreu em 11/06/2012, por via postal, com aviso de recebimento (fls. 78/79), sendo o apelo recursal protocolado apenas em 07/08/2012 (fl. 81), quando já transcorrido interregno superior a 30 (trinta) dias desde a data da ciência, contado na forma dos arts. 5º e 23 do Decreto nº 70.235/72, cujo termo final ocorreu 11/07/2012. Tendo em conta a inobservância do prazo estipulado no art. 33 do mesmo diploma, resta indiscutível a perempção da peça interposta. Não é pelo fato de ser o processo administrativo fiscal regido, dentre outros, pelo princípio da informalidade que se chegará às raias de se eliminar um dos requisitos extrínsecos do recurso, que á a tempestividade. A este rito processual mínimo a doutrina denominou “informalismo moderado” que “deve ser um valor a informar o processo administrativo fiscal, observada, contudo, a sistematização necessária à sua condução eficiente” 1. 1 Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. 2ª edição. Editora Dialética. São Paulo: 2004. pág. 77 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10875.908347/200911 Acórdão n.º 3401002.322 S3C4T1 Fl. 11 3 Em face do acima exposto, voto por não conhecer do recurso. Robson José Bayerl Fl. 106DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 15374.907838/2008-11
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/02/2000 a 29/02/2000
PER/DCOMP. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DIREITO CREDITÓRIO. INDÉBITO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
A compensação é condicionada à prova da liquidez e da certeza do direito creditório. Ausentes quaisquer desses pressupostos, não cabe a homologação.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-001.720
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
REGIS XAVIER HOLANDA - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Jose´ Fernandes do Nascimento e Solon Sehn.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/02/2000 a 29/02/2000 PER/DCOMP. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DIREITO CREDITÓRIO. INDÉBITO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. A compensação é condicionada à prova da liquidez e da certeza do direito creditório. Ausentes quaisquer desses pressupostos, não cabe a homologação. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
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AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DIREITO CREDITÓRIO. INDÉBITO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. A compensação é condicionada à prova da liquidez e da certeza do direito creditório. Ausentes quaisquer desses pressupostos, não cabe a homologação. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) REGIS XAVIER HOLANDA Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento e Solon Sehn. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 90 78 38 /2 00 8- 11 Fl. 184DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Rio de Janeiro II/RJ, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa a seguir: “ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/02/2000 a 29/02/2000 PERÍCIA/DILIGÊNCIA DENEGADAS A perícia e a diligência se reservam à elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde de litígio, não se justificando a sua realização quando o fato probando puder ser demonstrado pela juntada de documentos. PROVA. MOMENTO. PRECLUSÃO. A prova do crédito, que suporta Declaração de Compensação, cabe à contribuinte, devendo ser apresentada até o momento da Manifestação de Inconformidade, sob pena de preclusão, salvo em casos excepcionais legalmente previstos. INDÉBITO FISCAL. COMPENSAÇÃO. Somente com a comprovação da extinção ou do pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido, em face da legislação tributária aplicável, cogitase o reconhecimento de indébito fiscal, e da sua utilização na compensação de outros tributos e contribuições. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Por bem resumir a controvérsia até a presente fase processual, transcrevese parte do relatório do acórdão da DRJ: “Tratase de Declaração de Compensação Eletrônica nº 40095.32703.270904.1.7.048099 (fls. 03/07), transmitida em 27/09/2004, de débitos de COFINS (cód. 2172), relativos aos períodos de apuração de fevereiro a março de 2004, com crédito oriundo de pagamento a maior, a título de COFINS (cód. 2172), recolhido em 15/03/2000, atinente ao Período de Apuração: 29/02/2000, tudo conforme se verifica na cópia da PerdComp constante dos autos. Por meio do Despacho Decisório (fl. 10) emitido eletronicamente, a DERATRio de JaneiroRJ, não homologou a compensação declarada, alegando não restar crédito disponível para a compensação dos débitos informados, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificada em 30/07/2008 (fl. 11), a interessada ingressou, em 28/08/2008, com manifestação de inconformidade (fls. 12/21), na qual alega, em síntese, que: Fl. 185DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 15374.907838/200811 Acórdão n.º 3802001.720 S3TE02 Fl. 185 3 1. As receitas relativas às atividades próprias das instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, cientifico e as associações, civis que prestem os serviços para os quais foram instituídas e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos, são isentas da COFINS; 2. Alega que é uma associação civil sem fim lucrativo e portanto, é isenta da COFINS; 3. Atividades próprias das associações seriam aquelas para as quais elas tenham sido criadas, ou seja, aquelas previstas em seu estatuto social, cita o parecer normativo CST nº 162/74; 4. As atividades exercidas são aquelas que constam do Estatuto social; 5. Em 2006 tentou retificar sua DCTF e não conseguiu; 6. Caberia a autoridade administrativa ter diligenciado no sentido de analisar os documentos e escritas fiscais do Manifestante a fim de averiguar a proveniência de tais créditos; Encerra a manifestação, requerendo seu provimento, para reformar a decisão a quo e homologar a compensação efetuada por intermédio da declaração de compensação objeto do presente processo. Acrescenta que não sendo este o entendimento, requer seja o julgamento convertido em diligência a fim de que a autoridade fiscal apure o montante das receitas próprias indevidamente incluído em setembro de 1999 na base de cálculo da COFINS.” A Recorrente, nas razões de fls. 136 e ss., reitera os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade, requerendo, por fim, o provimento do recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 24/04/2012 (fls. 134), interpondo recurso tempestivo em 22/05/2012 (fls. 136). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. A Recorrente, ao transmitir o PER/Dcomp, deixou de retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) do período correspondente, o que fez com que a mesma continuasse atrelada à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação, consoante o despacho decisório a seguir: “3 FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL [...] A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito Fl. 186DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” Em casos dessa natureza, a Turma tem reconhecido o direito à compensação, desde que o contribuinte: (i) retifique a Dctf antes da ciência do despacho decisório; ou (ii) ainda que a posteriormente, o faça antes da inscrição do débito em dívida ativa e comprove, de plano, a existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes acórdãos, de nossa relatoria, acompanhados pela unanimidade do colegiado: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS PROLAÇÃO DA DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. POSSIBILIDADE. NATUREZA DO INDÉBITO NÃO DEMONSTRADA. PROVA INSUFICIENTE. RECURSO DESPROVIDO. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Sendo insuficiente a prova apresentada, não há como se homologar a compensação. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.125. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 28/07/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (Carf. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser Fl. 187DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 15374.907838/200811 Acórdão n.º 3802001.720 S3TE02 Fl. 186 5 apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido.”(Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). Contudo, no presente caso, verificase que o interessado não retificou a Dctf do período correspondente. Por outro lado, limitouse a juntar aos autos seus estatutos sociais, alegando que, devido a sua natureza jurídica, não estaria sujeito à incidência da contribuição. Não há, ademais, qualquer prova da liquidez e da certeza do direito creditório nem mesmo a demonstração de que houve o pagamento gerador do indébito que se pretende repetir por meio da compensação. Assim, devido à ausência de prova da liquidez e da certeza do direito creditório, votase pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 188DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
score : 1.0
Numero do processo: 10620.000778/2005-98
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2001
RECURSO ESPECIAL. NORMAS PROCESSUAIS. ADMISSIBILIDADE. A falta de similitude entre o substrato fático da situação guerreada e aquele do acórdão paradigma impede o conhecimento do recurso especial em face da não caracterização da divergência.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-002.900
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Gustavo Lian Haddad Relator
EDITADO EM: 13/09/2013
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: GUSTAVO LIAN HADDAD
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres - Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Relator EDITADO EM: 13/09/2013 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
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NORMAS PROCESSUAIS. ADMISSIBILIDADE. A falta de similitude entre o substrato fático da situação guerreada e aquele do acórdão paradigma impede o conhecimento do recurso especial em face da não caracterização da divergência. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad – Relator EDITADO EM: 13/09/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 62 0. 00 07 78 /2 00 5- 98 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage. Relatório Em face de Cia Paulista de Ferro Ligas, foi lavrado Auto de Infração de fls. 01/10 para cobrança do Imposto Territorial Rural ITR incidente sobre o imóvel rural denominado “Fazenda Lagoinha” (NIRF 4.918.0634), com área de 3.954,3 ha, localizado no município de Buritizeiro – MG, relativo ao exercício de 2001. A Segunda Câmara da Segunda Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, ao apreciar o recurso voluntário interposto pela contribuinte, exarou o acórdão n° 220200.858, que se encontra às fls. 160/168 e cuja ementa é a seguinte: "Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2001 ILEGITIMIDADE PASSIVA. PERDA DA POSSE OU DO DOMÍNIO ÚTIL. O proprietário rural é, a princípio, o contribuinte do ITR até o momento em que se prove que terceiro detém o domínio útil ou a posse, situação em que este (terceiro) assume o pólo passivo da obrigação tributária.” A anotação do resultado do julgamento indica que a Turma, por maioria de votos, acolheu a preliminar de ilegitimidade passiva alegada pela contribuinte, declarando extinto o crédito tributário lançado para cobrança do ITR por considerar como sujeito passivo aquele que detém o domínio útil ou a posse do imóvel rural em casos em que, assim como o presente, houve a imissão na posse de terceiro em razão de contrato de compra e venda. Intimada do acórdão em 05/05/2011 (fls. 169), a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs o recurso especial de fls. 172/181, por meio do qual requereu a reforma do acórdão proferido em razão da divergência entre ele e o acórdão n° 30329823, que concluiu que são contribuintes do ITR o proprietário, o possuidor ou o detentor a qualquer título de imóvel rural definido em lei, facultando ao Fisco exigir o recolhimento do imposto de qualquer um deles, sem benefício de ordem. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme Despacho nº 2202 00.619, de 07 de julho de 2011 (fls. 207/209). Intimada sobre a admissão do recurso especial interposto pela Procuradoria, (fls. 199), a contribuinte deixou de apresentar contrarrazões (fls. 213). É o Relatório. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10620.000778/200598 Acórdão n.º 9202002.900 CSRFT2 Fl. 6 3 Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad, Relator Inicialmente analiso a admissibilidade do recurso especial interposto pela Procuradoria. O recurso especial objetiva reformar a decisão que declarou extinto o crédito tributário consubstanciado no presente lançamento haja vista que a contribuinte não mais detinha a posse do imóvel à época da ocorrência do fato gerador (2001), pois essa havia sido transferida por meio de compromisso de compra e venda celebrado em 09/08/2000 (fls. 17/29) para terceiro. Para demonstrar a divergência, foi apresentado como paradigma o acórdão n° 30329823, o qual encontrase assim ementado: “ITR – EXERCICIO DE 1993 NULIDADE: não acarretam nulidade os vícios sanáveis do litígio. SUJEITO PASSIVO DO ITR São contribuintes do ITR o proprietário, o possuidor ou o detentor a qualquer título de imóvel rural assim definido em lei, sendo facultado ao Fisco exigir o tributo, sem benefício de ordem, de qualquer deles.” Examinando o acórdão colacionado como paradigma, verificase que a situação enfrentada pela Terceira Câmara do antigo Terceiro Conselho de Contribuintes foi diferente daquela do acórdão recorrido. Nesse sentido, transcrevo a fundamentação do voto, in verbis: “(...) Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu possuidor, a qualquer título. As peculiaridades verificadas na utilização do imóvel rural em nosso País justificam o desdobramento da figura do sujeito passivo, no caso do ITR. Claro está que o objeto contido na norma do artigo 31, acima, é abranger todas as situações possíveis, no que tange à exploração da terra, para que seja garantida a liquidez e certeza do crédito tributário. Cabe, pois, a autoridade administrativa responsável pelo lançamento, operar a correlação entre a situação real da terra, e a pessoa de quem será exigido o tributo. No caso em questão, não há dúvida de que a recorrente é a proprietária do imóvel rural, fato este reconhecido por ela própria. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Resta saber se a situação deste ensejaria dúvidas sobre a determinação do sujeito passivo da obrigação tributária de que se trata. Compulsandose os autos, não há prova de que o imóvel aqui focalizado se encontre fora do domínio pleno da recorrente, uma vez que não foi apresentado qualquer contrato de enfiteuse ou aforamento. Portanto, não se configura, no caso, a hipótese de titularidade do domínio útil.” Verificase do trecho acima transcrito que a ilegitimidade passiva foi afastada pela falta de comprovação de que o proprietário do imóvel rural não possuía o domínio pleno de tal imóvel. No presente caso restou entendido que, nas hipóteses em que firmado compromisso de compra e venda anteriormente ao fato gerador, em que haja imissão na posse, o ITR deve ser cobrado de quem possui o domínio útil ou a posse da propriedade, eis que o domínio pleno já não é mais do proprietário. Com base no contrato de compra e venda acostado aos autos (fls. 17/22), o imóvel objeto do presente lançamento foi alienado em 09/08/2000 ao Sr. Carlos Teodor Garcia Stein, que, por meio deste ato, foi imitido na posse do referido bem, in verbis (fls. 21): “CLÁUSULA OITAVA – IMISSÃO NA POSSE Neste ato e mediante o pagamento do sinal avençado, a PROMITENTE VENDEDORA, emite o PROMISSÁRIO COMPRADOR na posse o imóvel objeto deste negócio jurídico, com todas as acessões e benfeitorias.” De fato, o v. acórdão recorrido analisou caso em que, muito embora a transferência da propriedade tenha se dado por meio de escritura pública registrada somente em 06/06/2003 (fls. 45), ou seja, posteriormente ao fato gerador que se perfez no exercício de 2001, o contribuinte autuado já não mais detinha a posse do imóvel desde 09/08/2000, data em que firmado o indigitado contrato de compra e venda. O acórdão paradigma não apresentou entendimento jurídico diverso. Concluiu que não havia prova de que o “domínio pleno” do imóvel não estava na titularidade do contribuinte autuado naquele caso, dando a entender que se houvesse prova de posse por terceiro ela afastaria a sujeição passiva do proprietário. Em outras palavras, a matéria aventada no recurso especial possui substrato fático diverso daquela enfrentada no acórdão recorrido, ao que, como se sabe, não se presta o recurso especial de divergência. Destarte, entendo que não foram atendidos os pressupostos de admissibilidade do recurso especial do contribuinte, razão pela qual deixo de conhecêlo. (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Fl. 4DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10620.000778/200598 Acórdão n.º 9202002.900 CSRFT2 Fl. 7 5 Fl. 5DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 15983.001159/2010-82
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO - INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - GFIP - APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS OMISSÕES OU INCORREÇÕES
Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a declaração - GFIP a que se refere a Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/1997, com a redação da MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009, com incorreções ou omissões.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-002.029
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2009 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO - INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA - NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - GFIP - APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS OMISSÕES OU INCORREÇÕES Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a declaração - GFIP a que se refere a Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/1997, com a redação da MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009, com incorreções ou omissões. Recurso Voluntário Negado
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS OMISSÕES OU INCORREÇÕES Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a declaração GFIP a que se refere a Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/1997, com a redação da MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009, com incorreções ou omissões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 11 59 /2 01 0- 82 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001159/201082 Acórdão n.º 2403002.029 S2C4T3 Fl. 71 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas SP, Acórdão nº 0534.723 6ª Turma, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, AIOA nº. 37.309.1877, com valor consolidado de R$ 500,00. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração, Código de Fundamentação Legal – CFL 78, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter apresentado a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP relativa à competência 11/2008 com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Segundo o Relatório Fiscal da infração, a omissão trata da ausência de declaração aos serviços que lhe são prestados por intermédio de cooperativas de trabalho Cooperativa de Saúde UNIMED: 1 A empresa apresentou a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações â Previdência Social GFIP, com informações omissas no que concerne ao recolhimento sobre serviços prestados por cooperativas de trabalho, preceituado nos artigos 219, 220 e 221 da INRFB 971 de 13 de novembro de 2009. As Cooperativas de Trabalho intermedeiam a prestação de serviços de seus cooperados expressos em forma de tarefa, obra ou serviço, com seus contratantes, não havendo restrição quanto ao ramo de atividade, sendo mais comuns nas áreas de saúde, habitação, transporte, trabalhadores avulsos portuários e serviços em geral. Ocorre que a empresa tomou serviços de saúde da Cooperativa UNIMED e não declarou recolhimento devido em GFIP. 2 0 procedimento supracitado constitui infração à Lei 8.212/91, de 24.07.91, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei 9.528 de 10.12.97, e redação dada pela Medida Provisória 449, de 03.12.2008, convertida na Lei 11.941, de 27.05.2009, com informações incorretas ou omissas. Conforme o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa: A forma e o valor total da cálculo utilizados para o estabelecimento do valor total da multa aplicada se citados no quadro demonstrativo ern anexo "Multa Calculada por Omissão de Fatos Geradores CFL 78, onde consta de forma discriminada a multa aplicada em que ficou comprovada a omissão ou incorreção dos campos da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência SocialGFIP. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 2 Em decorrência do citado anteriormente, foi aplicada a multa de acordo com as determinações contidas na Lei 8.212, de 24.07.91, art. 32A, "Caput", inciso II e § e 30com redação dada pela Medida Provisória 449, de 03.12.08, convertida na Lei 11.941 de 27/05/2009, respeitado o disposto no art 106, inciso II ,alínea "c", da Lei 5.172, de 25.10.66 (CTNCódigo Tributário Nacional. 3 Portanto, de acordo com os valores discriminados no quadro demonstrativo em anexo, houve a aplicação da • multa no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) para o mês de 11/2008. O período objeto do AIOA, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 05, é na competência 11/2008. A Recorrente teve ciência do AIOA no dia 08.12.2010, conforme fls. 01. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva, na qual alega, conforme o Relatório da decisão de primeira instância: Regularmente cientificado do lançamento, o sujeito passivo impugnouo em 06/01/2011, por meio de expediente em que postula o julgamento de improcedência e o conseqüente arquivamento do presente auto de infração, mediante a alegação de que não está obrigado a prestar as informações mencionadas no item 1.2 do Relatório Fiscal da Infração, face à inconstitucionalidade do inciso IV do art. 22 da Lei n° 8.212/91, acrescentado a este normativo por meio da Lei no 9.876, de 26/11/1999, por afronta ao disposto nos art. 195, inciso I, alínea "a", e 154, inciso I, da Constituição Federal. Para reforçar sua tese, a autuada reproduz parte da manifestação do Ministro Cesar Peluso na Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 25945/600, da qual é Relator, e das sentenças relativas aos processos n° 2000.72.01.0059198 e 2000.61.19.015516 5, em que as autoridades judiciais expressaram seu entendimento no sentido de que a exação em apreço somente poderia ser instituída por meio de lei complementar, não sendo válida, portanto, a sua veiculação pela Lei n° 9.876/1999, que não desfruta daquele status. A Recorrida, conforme o Acórdão nº 0534.723 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas SP analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2008 a 30/11/2008 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRESTAR INFORMAÇÕES DE INTERESSE DO INSS, POR INTERMÉDIO DA GFIP. DESCUMPRIMENTO. MULTA. Constitui infração, punível com multa pecuniária, a empresa omitir, na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações A Previdência Social GFIP, valores que constituam fatos geradores de contribuições previdenciárias, ou Fl. 73DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001159/201082 Acórdão n.º 2403002.029 S2C4T3 Fl. 72 5 inserir, na mesma Guia, dados incorretos que provoquem alteração no cálculo das contribuições devidas. CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. RECONHECIMENTO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. IMPOSSIBILIDADE. Descabe As autoridades que atuam no contencioso administrativo proclamar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal regularmente posto e em vigor, vez que tal mister incumbe tab somente aos órgãos do Poder Judiciário. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, combatendo a decisão de primeira instância e reiterando o aduzido em sede de Impugnação, em apertada síntese: (i) da inconstitucionalidade da legislação (art. 22, IV, lei 8.212/1991) que fundamentou o presente Auto de Infração com base na inconstitucionalidade reconhecida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 25945/600. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 66. É o Relatório. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 66. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (i) da inconstitucionalidade da legislação (art. 22, IV, lei 8.212/1991) que fundamentou o presente Auto de Infração com base na inconstitucionalidade reconhecida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 25945/600. Analisemos. O previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 75DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001159/201082 Acórdão n.º 2403002.029 S2C4T3 Fl. 73 7 I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (i.1) Andamento no STF do julgamento da ADI 2954 – que questiona o art. 22, IV, Lei 8.212/1991 Outrossim, em relação à Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 2954, em consulta ao site do Supremo Tribunal Federal – STF (http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=2594&proce sso=2594) em 09.03.2013, observase que encontrase aguardando julgamento tanto o pedido de liminar quanto o julgamento do mérito em si. Segue a última movimentação processual em 12.09.2012: Retirado de pauta ante a aposentadoria do Ministro Cezar Peluso (Relator). Ausentes, nesta assentada, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 12.09.2012. Diante do exposto, não prospera a argumentação do Recorrente. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 (ii) Da regularidade do lançamento. Analisemos. Notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração, Código de Fundamentação Legal – CFL 78, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter apresentado a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP relativa à competência 11/2008 com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Segundo o Relatório Fiscal da infração, a omissão trata da ausência de declaração aos serviços que lhe são prestados por intermédio de cooperativas de trabalho Cooperativa de Saúde UNIMED: 1 A empresa apresentou a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações â Previdência Social GFIP, com informações omissas no que concerne ao recolhimento sobre serviços prestados por cooperativas de trabalho, preceituado nos artigos 219, 220 e 221 da INRFB 971 de 13 de novembro de 2009. As Cooperativas de Trabalho intermedeiam a prestação de serviços de seus cooperados expressos em forma de tarefa, obra ou serviço, com seus contratantes, não havendo restrição quanto ao ramo de atividade, sendo mais comuns nas áreas de saúde, habitação, transporte, trabalhadores avulsos portuários e serviços em geral. Ocorre que a empresa tomou serviços de saúde da Cooperativa UNIMED e não declarou recolhimento devido em GFIP. 2 0 procedimento supracitado constitui infração à Lei 8.212/91, de 24.07.91, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei 9.528 de 10.12.97, e redação dada pela Medida Provisória 449, de 03.12.2008, convertida na Lei 11.941, de 27.05.2009, com informações incorretas ou omissas. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOA nº 37.309.1877 que, conforme definido nos artigos 460, 467 e 468 da IN RFB n° 971/2009, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela RFB, apuradas mediante procedimento fiscal: Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o nãorecolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). IN RFB n° 971/20095 Art. 460. São documentos de constituição do crédito tributário relativo às contribuições de que trata esta Instrução Normativa: Fl. 77DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001159/201082 Acórdão n.º 2403002.029 S2C4T3 Fl. 74 9 I Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), é o documento declaratório da obrigação, caracterizado como instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário; II Lançamento do Débito Confessado (LDC), é o documento por meio do qual o sujeito passivo confessa os débitos que verifica; III Auto de Infração (AI), é o documento constitutivo de crédito, inclusive relativo à multa aplicada em decorrência do descumprimento de obrigação acessória, lavrado por AFRFB e apurado mediante procedimento de fiscalização; IV – Notificação de Lançamento (NL), é o documento constitutivo de crédito expedido pelo órgão da Administração Tributária; V Débito Confessado em GFIP (DCG), é o documento que registra o débito decorrente de divergência entre os valores recolhidos em documento de arrecadação previdenciária e os declarados em GFIP; e Art. 467. Será lavrado Auto de Infração ou Notificação de Lançamento para constituir o crédito relativo às contribuições de que tratam os arts. 2º e 3º da Lei nº 11.457, de 2007. Art. 468. A autoridade administrativa competente para a lavratura do Auto de Infração pelo descumprimento de obrigação principal ou acessória, nos termos dos arts. 142 e 196 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN), e art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, é o AFRFB que presidir e executar o procedimento fiscal. Parágrafo único. Considerase procedimento fiscal quaisquer das espécies elencadas no art. 7º e seguintes do Decreto nº 70.235, de 1972, observadas as normas específicas da RFB. (grifo nosso) Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991, os artigos 232 e 233 do decreto 3.048/1991, bem como dos artigos 113, 115 e 122 do Código Tributário Nacional. O artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991: Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) Fl. 78DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 § 2o A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de ofício a importância devida.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Os arts. 232 e 233, Decreto 3.048/1999: Art. 232. A empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante legal, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento. Art. 233. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas de sua competência, lançar de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa, ao empregador doméstico ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Parágrafo único. Considerase deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira. O art. 113, CTN, estabelece que: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. O art. 115, CTN, estabelece que: Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001159/201082 Acórdão n.º 2403002.029 S2C4T3 Fl. 75 11 O art. 122, CTN, estabelece que: Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: A autorização por meio da emissão de TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento, bem como a intimação para que o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instrução para o Contribuinte, onde constam as instruções necessárias à empresa no tocante ao recolhimento, parcelamento, apresentação de defesa e demais informações; b. VÍNCULOS Relação de Vínculos, que relaciona todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração previdenciária em razão do seu vínculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando o tipo de vínculo existente e o período correspondente; c. REFISC – Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Desta forma, o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não prosperando as alegações da Recorrente. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso para negar provimento ao recurso. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 81DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10680.915827/2009-16
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 31/07/2003
COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. INTEMPESTIVIDADE. AUSÊNCIA DE PROVA.
É ineficaz a DCTF retificadora transmitida após o decurso do prazo de 5 anos contados do fato gerador ou da entrega da declaração para fins de comprovação de pagamento indevido passível de compensação. O prazo para constituição do crédito tributário deve ser o mesmo para o Fisco e para o contribuinte. Também ineficaz a DCTF retificadora se desacompanhada de documentação comprobatória hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado.
Numero da decisão: 3802-001.457
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/07/2003 COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. INTEMPESTIVIDADE. AUSÊNCIA DE PROVA. É ineficaz a DCTF retificadora transmitida após o decurso do prazo de 5 anos contados do fato gerador ou da entrega da declaração para fins de comprovação de pagamento indevido passível de compensação. O prazo para constituição do crédito tributário deve ser o mesmo para o Fisco e para o contribuinte. Também ineficaz a DCTF retificadora se desacompanhada de documentação comprobatória hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 58 27 /2 00 9- 16 Fl. 39DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório A contribuinte GEMAPE MÁQUINAS E PEÇAS LTDA., se insurge no presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 0232.207, proferido em primeira instância pela 1ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM BELO HORIZONTE – DRJ/BHE, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, negando o direito creditório pleiteado e indeferindo a compensação efetuada, conforme consignado na ementa abaixo: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/07/2003 DCTF RETIFICADORA. APRESENTADA FORA DO PRAZO LEGAL. COMPENSAÇÃO INDEFERIDA. O prazo estabelecido pela legislação para o direito de constituir o crédito tributário deve ser o mesmo para que o contribuinte proceda à retificação da respectiva declaração. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” De acordo com o órgão julgador a quo “a DCTF na qual foi retificado o débito referente ao período de apuração de 31/07/2003 foi enviada pelo contribuinte apenas em 20/05/2009 sendo que a DCTF originariamente apresentada foi transmitida em 14/11/2003, após cinco anos, portanto, contados da ocorrência do fato gerador.”. Além disso, “não tendo sido apresentada pelo contribuinte qualquer prova que demonstre a existência do direito creditório, não se pode considerar, por si só, a DCTF retificadora como sendo instrumento hábil, capaz de conferir certeza ao crédito indicado na declaração de compensação.”. Por bem explicitar os atos e fases processuais ultrapassados até o momento da análise da Manifestação de Inconformidade pela 1ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM BELO HORIZONTE – DRJ/BHE, tomase de empréstimo o relatório proferido pela D. Autoridade julgadora de primeira instância: “O interessado transmitiu Per/Dcomp visando a compensar o(s) débito(s) nela declarado(s), com crédito proveniente de pagamento a maior de PIS, relativo ao fato gerador de 31/07/2003. A Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico (fl. 02) no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10680.915827/200916 Acórdão n.º 3802001.457 S3TE02 Fl. 6 3 Irresignado com o indeferimento do seu pedido, o contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fl. 01, com os argumentos a seguir resumidos. Alega possuir créditos referentes ao PIS e à Cofins recolhidos a maior no período de 11/2002 a 09/2005, e que, após a constatação da existência de tais créditos, procedeu à sua compensação com impostos federais, por meio de PER/Dcomp, conforme legislação em vigor. Ressalta que, por conta do equívoco incorrido quanto às informações que figuraram na DCTF entregue em 14/11/2003, efetuou as devidas correções via DCTF retificadora, transmitida em 20/05/2009, demonstrando a existência do crédito. Por fim, requer o reconhecimento do crédito a que faz jus e a conseqüente homologação da compensação realizada. É o relatório.” Cientificada da decisão de primeira instância, o sujeito passivo interpôs o Recurso Voluntário alegando como razões para homologação do pedido de compensação objeto do presente processo o cumprimento de todas as obrigações, quais sejam, a principal de pagar o tributo e a acessória de informar, e a comprovação cabal de ter recolhido a maio o valor do tributo compensado. Acosta aos autos, com o intuito de corroborar suas afirmações: i) relatório sintético do valor total de peças sob alíquota zero faturadas diariamente no período entre 01 a 31 de julho de 2003; e ii) relatório analítico por dia com descrição detalhada de todas as peças faturadas sob alíquota zero por cento. É o relatório. Voto Tempestivamente interposto e atendidos os requisitos de admissibilidade do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. Compulsando os autos, constatase que a Recorrente busca reformar a decisão de 1ª instância com base em precária e insubsistente argumentação, bem como através da juntada intempestiva de pretensos documentos comprobatórios, motivos pelos quais, como se demonstrará, não merece provimento o presente Recurso Voluntário. Consoante defendido pela interessada, a transmissão de DCTF retificadora, para correção do montante devido a título de PIS em função da equivocada inclusão na apuração do tributo de peças tributadas pela contribuição à alíquota zero, seria conduta suficiente para demonstrar a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Ocorre que, como já assentado pela autoridade julgadora a quo, a DCTF originária referente ao fato gerador de 31/07/2003 foi encaminhada em 20/05/2009, ou seja, a retificação para alteração do valor do débito de PIS somente se deu depois de passados 5 (cinco) anos da ocorrência do fato gerador, sendo, portanto, intempestiva e ineficaz para os fins pretendidos pela Recorrente. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 Nesse sentido é jurisprudência pacífica deste Colegiado, da qual se trazem, a título exemplificativo, as ementas abaixo colacionadas: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ. Anocalendário: 2001 IRPJ. RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. PRAZO PARA RETIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO ORIGINAL. Nos termos do art. 150 do CTN, é de 5 anos o prazo para homologação do autolançamento. Tendo o contribuinte apresentado espontaneamente e tempestivamente a DIPJ e DCTF , bem como realizado os respectivos recolhimentos, incabível após esse prazo de 5 anos, a retificação do auto lançamento, mediante apresentação declarações retificadoras, visando aflorar "pagamentos indevidos", passíveis de compensação/restituição. O prazo decadencial de 5 anos operase tanto para o Fisco quanto para o contribuinte. Recurso Voluntário Negado. (CARFG, 1ª Seção, 2ª Turma, 4ª Câmara, Acórdão 1402.00.706, Julgamento 05/08/2011, Publicação 28/03/2012) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Exercício: 1999 (...) RETIFICAÇÃO DA DCTF. Não é possível a retificação da DCTF realizada após o lançamento de oficio e após o decurso do prazo de cinco anos da data da entrega da declaração e do fato gerador, conforme já decidiu o antigo 1° CC, através do ACÓRDÃO Nº 105 12.929/99, publicado no Diário Oficial da União de 11 de fevereiro de 2000. Recurso Voluntário Negado. (CARF, 1ª Seção, 1ª Turma especial, Acórdão 180100.116, Julgamento 03/11/2009, Publicação 24/01/2011) Ainda que houvesse sido tempestivamente apresentada a DCTF retificadora, sua simples transmissão com redução do valor do débito anteriormente confessado, não é documentação hábil para legitimar a compensação efetuada, sendo necessária a juntada de prova inquestionável de que houve erro no preenchimento da DCTF e de que o valor de PIS efetivamente devido é aquele consignado na retificadora. Ademais, cumpre observar que a Recorrente foi notificada do Despacho Decisório de não homologação da compensação, procedendo à retificação da DCTF apenas em 20/05/2009, sendo uma vez mais ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado. Não bastasse isso, a interessada não anexou ao processo qualquer documentação hábil e idônea para comprovar a existência e disponibilidade do crédito reclamado. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10680.915827/200916 Acórdão n.º 3802001.457 S3TE02 Fl. 7 5 Com efeito, a contribuinte já em sede recursal acostou aos autos relatório sintético do valor total de peças sob alíquota zero faturadas diariamente no período entre 01 a 31 de julho de 2003; e relatório analítico por dia com descrição detalhada de todas as peças faturadas sob alíquota zero por cento; pretendendo, assim, demonstrar através de documentos a exatidão do débito indicado na declaração retificadora e, via de consequência, a legitimidade do direito creditório. Todavia, relatórios sintéticos internos não são oponíveis ao fisco, por si só, como elementos comprobatórios da materialidade do crédito do sujeito passivo, sendo sim um arrazoado destinado a permitir a compreensão e a visualização da prova a ser juntada – documentos fiscais e/ou contábeis que permitam a verificação do direito de crédito pleiteado. Assim sendo, tendo transmitido a destempo a DCTF retificadora e disposto de todas as oportunidades para comprovar seu direito creditório, e não o fazendo no momento devido, limitandose a Recorrente em trazer arguições perfunctórias e destituídas de validade jurídica para fins de apuração da liquidez e certeza do direito creditório pleiteado e, por conseguinte, da compensação declarada, deve ser negado provimento ao Recurso Voluntário ora analisado. Conclusão Pelo exposto, conheço do Recurso Voluntário para NEGARLHE provimento. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 43DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
score : 1.0
Numero do processo: 10480.720120/2007-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2005
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ADA EXTEMPORÂNEO. LAUDO TÉCNICO COMPROVANDO A EXISTÊNCIA DA ÁREA DE INTERESSE AMBIENTAL. DEFERIMENTO DA ISENÇÃO.
Havendo Laudo Técnico a comprovar a existência da área de preservação permanente, o ADA extemporâneo, por si só, não é condição suficiente para arrostar a isenção tributária da área de preservação permanente.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2102-002.635
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso.
Assinado digitalmente.
Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente
Assinado digitalmente.
Rubens Maurício Carvalho Relator.
EDITADO EM: 05/09/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Jose Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, e Rubens Maurício Carvalho. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Atílio Pitarelli e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti.
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2005 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ADA EXTEMPORÂNEO. LAUDO TÉCNICO COMPROVANDO A EXISTÊNCIA DA ÁREA DE INTERESSE AMBIENTAL. DEFERIMENTO DA ISENÇÃO. Havendo Laudo Técnico a comprovar a existência da área de preservação permanente, o ADA extemporâneo, por si só, não é condição suficiente para arrostar a isenção tributária da área de preservação permanente. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Mantido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. EDITADO EM: 05/09/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Jose Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, e Rubens Maurício Carvalho. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Atílio Pitarelli e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti.
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ADA EXTEMPORÂNEO. LAUDO TÉCNICO COMPROVANDO A EXISTÊNCIA DA ÁREA DE INTERESSE AMBIENTAL. DEFERIMENTO DA ISENÇÃO. Havendo Laudo Técnico a comprovar a existência da área de preservação permanente, o ADA extemporâneo, por si só, não é condição suficiente para arrostar a isenção tributária da área de preservação permanente. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Mantido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Jose Raimundo Tosta Santos Presidente Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho – Relator. EDITADO EM: 05/09/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alice Grecchi, Jose Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, e Rubens Maurício Carvalho. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Atílio Pitarelli e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 72 01 20 /2 00 7- 18 Fl. 325DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/09/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10480.720120/200718 Acórdão n.º 2102002.635 S2C1T2 Fl. 11 2 Relatório Trata o presente processo de autuação do ITR decorrente de retificações de ofício. Os valores declarados, retificados de ofício e julgados na DRJ seguiram o seguinte histórico: ITR 2005 Declarado, fl. 03 Retificação de ofício Acórdão DRJ, fl. 23 02 Área de Preservação Permanente 215,7 ha 0,0 ha 0,0 ha 22 Valor da Terra Nua R$ 280.000,00 R$ 3.533.765,65 R$ 3.533.765,65 Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto de forma livre o relatório do acórdão da instância anterior de fls. 132 a 142: Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01/04, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, exercício 2005, relativo ao imóvel denominado "Timbó Fosfato", localizado no município de Paulista PE, com área total de 215,7 ha, cadastrado na RFB sob o n° 1.676.2266, no valor de R$ 116.604,26 (cento e dezesseis mil seiscentos e quatro reais e vinte e seis centavos), acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora, calculados até 30/11/2007, perfazendo um critério tributário total de R$237.826,04 (duzentos e trinta e sete mil oitocentos e vinte e seis reais e quatro centavos). 2. A contribuinte foi intimada a apresentar esclarecimentos e documentos para comprovação dos valores declarados na Declaração do ITR DITR/2005. Depois de várias tentativas para dar ciência do Termo de Intimação Fiscal TIF n° 04101/00009/2007, fls. 10/24, foi publicado o Edital n. 1 em 4 de outubro de 2007 com data da ciência em 19/10/2007, fl. 25. 3. Foi solicitado prorrogação do prazo para atendimento ao TIF sendo deferido, fls. 26/27. A contribuinte confirma que o imóvel sob fiscalização é de sua propriedade e anexa Ato Declaratório Ambiental ADA, fls. 26/29. 4. No procedimento de análise e verificação das informações declaradas na DITR/2005 e dos documentos coletados no curso da ação fiscal, conforme Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido ITR, fl. 03, a fiscalização apurou as seguintes infrações: a) declaração, indevida, total de 215,7 ha de área de preservação permanente; b) subavaliação do Valor da Terra Nua. 5. O Auto de Infração foi postado nos correios tendo a contribuinte tomado ciência em 28/11/2007, conforme cópia do Aviso de Recepção AR, fl. 36, e tela de consulta postagem, fl. 35. 6. Não concordando com a exigência a contribuinte apresentou impugnação de fls. 40/95, em 27/12/2007, fl, 40, alegando em síntese: I juntou aos autos requerimento para expedição cie Ato Declaratório Ambiental datado de 1998; Fl. 326DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/09/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10480.720120/200718 Acórdão n.º 2102002.635 S2C1T2 Fl. 12 3 II Certidão de Registro Geral de Imóveis de Paulista, certificando o desmembramento da área', III a área de 215, 7 ha, é cortada pelo Rio Barro Branco, integrante da Bacia Hidrográfica Timbó e é área totalmente coberta por vegetação de Mata Atlântica, ou seja, é área de preservação permanente; IV a área denominada Timbó foi objeto do auto de infração n. 19647.010987/200605 ao qual foram juntados documentos comprobatorios de que toda a área da bacia do Rio Timbó é área de preservação permanente; V janta Parecer Técnico relevante à comprovação do alegado no processo acima discriminado, em face da similitude das áreas, em espacial pela continuidade com a referida área, VI existe lei estadual que determina ser a área de preservação permanente; VII o prazo ofertado pelo órgão autuante foi por demais escasso, tendo em vista a complexidade da documentação exigida atualmente para a expedição do ADA, principalmente a planta georeferenciada; sendo a área de preservação permanente não tem rendimento econômico que suporte os altíssimos custos dos levantamentos exigidos para a expedição do ADA; VIII o rio Barro Branco, que delimita a propriedade, integra a Bacia Hidrográfica Timbó e consta do Quadro 1 do Anexo I da Lei Estadual n. 9.860/86; IX apesar de citar vários dispositivos legais, o autuante, em nenhum momento, ata qual seria o dispositivo legal que estabelece a obrigação do contribuinte de provar a veracidade das declarações referentes à área de preservação permanente; X o autuante fundamenta o seu entendimento de obrigatoriedade do ADA apenas em disposições normativas que não invoca; XI da redação do parágrafo 7 do art. 10 da Lei 9.393/96 não existe necessidade de comprovação prévia da veracidade das declarações prestadas pelo contribuinte; XII transcreve ementas do Conselho de Contribuintes; XIII transcreve ementas de decisões judiciais. Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando, em relação a APP, que os argumentos da recorrente não foram acompanhados de provas suficientes, para desconstituir os fatos postos nos autos. O reajustamento do VTN, foi considerado como matéria não contestada. O Acórdão da DRJ foi resumido na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2005 ' AREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. A exclusão de áreas declaradas como de preservação permanente e de utilização limitada da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada a Fl. 327DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/09/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10480.720120/200718 Acórdão n.º 2102002.635 S2C1T2 Fl. 13 4 existência das áreas e ao protocolo do Ato Declaratório Ambiental ADA no Ibama ou em órgão estadual competente, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. ÁREAS OCUPADAS POR JAZIDAS OU MINAS. Área aproveitável do imóvel rural ocupada por jazidas ou minas é considerada área nãoutilizada pela atividade rural. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. VALOR DA TERRA NUA. Reputase não impugnada a matéria quando verificada a ausência de nexo entre a defesa apresentada e o fato gerador do lançamento apontado na peça fiscal. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no âmbito da Secretaria da Receita Federal, possui como pressuposto a existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal acerca da inconstitucionalidade da lei que esteja em litigio e, ainda assim, desde que seja editado ato específico do Sr. Secretário da Receita Federal do Brasil nesse sentido. Não estando enquadradas nesta hipótese, as sentenças judiciais só produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados não se constituem em normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. A legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. Assunto: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2005 PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Nos termos do artigo 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, cumpre ao contribuinte instruir a peça impugnatória com todos os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa, precluindo o direito de fazêlo em data posterior. Impugnação Improcedente s Crédito Tributário Mantido Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 315 a 320, cujo conteúdo se resume nos seguintes pedidos: PROCLAMAR a reforma do julgamento n° 1133.893, mediante nova decisão colegiada que proveja o recurso voluntário interposto, determinando a extinção do crédito tributário combatido, baseado na evidente ausência de legitimidade do seu pressuposto lógico, uma vez que, para a área de preservação ambiental permanente do imóvel 'Timbó Fosfato", com 215,7 ha, cadastrado na RFB sob o n° 1.676.2266, é inexigível a apresentação de ato declaratório do IBAMA/CPRIIPE («o caso, respectivamente, datados em 18/09/1998 e 26/02/2008) ou da averbação dessa condição à margem do registro do imóvel {certidão CRI àsfls. 68/70). Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. Fl. 328DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/09/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10480.720120/200718 Acórdão n.º 2102002.635 S2C1T2 Fl. 14 5 É O RELATÓRIO. Voto Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. VALOR DA TERRA NUA VTN. Acerca desse tema, já em primeira instância foi considerada matéria não contestada. Assim, tampouco fazendo parte dos pedidos do recorrente, declaro definitiva essa questão na esfera do contencioso administrativo fiscal. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE – APP Resta controverso a existência da Área de Preservação Permanente, nessa questão vejo que o documento da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos — CPRH, do Governo de Pernambuco, à fl. 130, deixa claro a existência dessa área no valor de 215,7 ha. Em relação a apresentação do ADA, essa questão já foi objeto de julgamento recente nessa Turma, v.g., o Acórdão n° 210200.528, de 14 de abril de 2010, tendo como relator do voto o Conselheiro Presidente Giovanni Christian Nunes Campos , cujo julgado se amoldando com perfeição ao caso em debate, utilizamos sua conclusão como fundamento para nossa decisão, nos seguintes termos: (...) Mais uma vez, entretanto, como a Lei nº 6.938/81 não fixou prazo para apresentação do ADA, parece descabida a exigência feita pelo fisco federal de apresentação do ADA contemporâneo à entrega da DITR, sendo certo apenas que o sujeito passivo deve apresentar o ADA, mesmo extemporâneo, desde que haja provas outras da existência das áreas de preservação permanente e de utilização limitada. Destaco que à fl. 28 dos autos, consta ADA entregue em 18/09/2008, indicando o valor de APP de 215,7ha. Assim sendo, atendidos os requisitos para a isenção da Área de Preservação Permanente, concluo que a glosa seja revista e restabelecida a Área de Preservação Permanente no valor de 215,7 ha. CONCLUSÃO Pelo exposto, VOTO PELO PROVIMENTO DO RECURSO, para que seja aceita a Área de Preservação Permanente declarada de 215,7 ha. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 329DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/09/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10480.720120/200718 Acórdão n.º 2102002.635 S2C1T2 Fl. 15 6 Fl. 330DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 05/09/ 2013 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 21/09/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S
score : 1.0
Numero do processo: 10680.933019/2009-22
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/08/2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO COMPROVADO
Compete àquele quem pleiteia o direito o ônus de sua comprovação, devendo ser indeferido pedido de compensação que se baseia em mera alegação de crédito sem que faça prova de sua liquidez e certeza.
DCTF. RETIFICAÇÃO. PRAZO QUINQUENAL.
Por aplicação do parágrafo único do art 149 do CTN, as novas informações trazidas em DCTF retificadora somente produzem efeito se a retificação ocorrer dentro do prazo de cinco anos, contados da data da ocorrência do fato gerador.
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 3202-000.866
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/08/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO COMPROVADO Compete àquele quem pleiteia o direito o ônus de sua comprovação, devendo ser indeferido pedido de compensação que se baseia em mera alegação de crédito sem que faça prova de sua liquidez e certeza. DCTF. RETIFICAÇÃO. PRAZO QUINQUENAL. Por aplicação do parágrafo único do art 149 do CTN, as novas informações trazidas em DCTF retificadora somente produzem efeito se a retificação ocorrer dentro do prazo de cinco anos, contados da data da ocorrência do fato gerador. Recurso Voluntário negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1842; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 68 1 67 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.933019/200922 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202000.866 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de agosto de 2013 Matéria COFINS. PER/DCOMP. Recorrente HOSPITAL MATER DEI S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/08/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO COMPROVADO Compete àquele quem pleiteia o direito o ônus de sua comprovação, devendo ser indeferido pedido de compensação que se baseia em mera alegação de crédito sem que faça prova de sua liquidez e certeza. DCTF. RETIFICAÇÃO. PRAZO QUINQUENAL. Por aplicação do parágrafo único do art 149 do CTN, as novas informações trazidas em DCTF retificadora somente produzem efeito se a retificação ocorrer dentro do prazo de cinco anos, contados da data da ocorrência do fato gerador. Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 93 30 19 /2 00 9- 22 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “O interessado transmitiu o Pedido Eletrônico de Restituição ou Ressarcimento e da Declaração de Compensação (Per/Dcomp) visando a compensar o(s) débito(s) nele declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, relativo ao fato gerador de 31/08/2003. A Delegacia da Receita Federal (DRF) em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório eletrônico no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Irresignado com o indeferimento do seu pedido, o contribuinte apresentou, em 19/11/2009, manifestação de inconformidade de fls. 1 a 4, a seguir resumida. Alega que a compensação realizada não contempla as situações impeditivas previstas no art.74 parágrafo 3o da Lei n° 9.430, de 1996, e que tem o direito de retificar as Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e demais obrigações acessórias. Requer que seja acolhida a presente Manifestação de inconformidade.” A DRJBelo Horizonte/MG julgou improcedente a manifestação de inconformidade (efls. 24/26), nos termos da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/08/2003 DCTF RETIFICADORA APRESENTADA FORA DO PRAZO LEGAL. COMPENSAÇÃO INDEFERIDA. O prazo estabelecido pela legislação para o direito de constituir o crédito tributário deve ser o mesmo para que o contribuinte proceda à retificação da respectiva declaração. Não tendo sido apresentada pelo contribuinte qualquer prova que demonstre a existência do direito creditório, não se pode considerar, por si só, a DCTF retificadora como sendo instrumento hábil, capaz de conferir certeza ao crédito indicado na declaração de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário perante este Colegiado (efls. 30/51), alegando, em síntese: que promoveu a compensação de tributos federais com crédito decorrente de pagamento a maior referente a COFINS e PIS; Fl. 69DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10680.933019/200922 Acórdão n.º 3202000.866 S3C2T2 Fl. 69 3 que possui direito ao crédito pleiteado, pois incluiu erroneamente, na base de cálculo do PIS e da COFINS, o valor de medicamentos sujeitos à alíquota zero, recolhendo, indevidamente, as referidas contribuições às alíquotas de 3% e 0,65%, respectivamente; que a DCTF retificadora não foi conhecida sumariamente pela DRJ, para os fins da comprovação pretendida, ao fundamento principal de que teria sido apresentada após o prazo de 05 anos; afirma que o procedimento de compensação de que trata o art. 74 da Lei nº. 9.430/96 não exige a retificação da DCTF, mas que, mesmo assim, anos depois de efetuada a copensação, procedeu a devida retificação da DCTF para evitar o desencontro de informações; que seguiu as regras legais, não sendo possível o indeferimento da compensação pretendida simplesmente pelo fato de que a DCTF foi entregue após o prazo de 5 anos, vez que o art. 11 da IN 900/2008, ato normativo vigente à época da formalização e transmissão da DCTF retificadora, não prevê que a mencionada declaração, enviada após p prazo de cinco não, não terá qualquer validade. Ao contrário, a referida norma complementar dispoõe expressamente, sem impor qualquer limite temporal, que a DCTF retificadora terá os mesmo efeitos da DCTF retificada; que a única conseqüência que se poderia aceitar pelo envio extemporâneo da DCTF retificadora seria eventual imposição de multa por descumprimento de obrigação acessória; que se, da DCTF retificadora, adviesse aumento do valor dos débitos do contribuinte e não houvesse o correspondente pagamento da diferença, acrescido de juros e multa, certamente tal declaração teria validade e, como forma de confissão de dívida, serviria para a Receita Federal exigir, diretamente e sem qualquer processo administrativo prévio, o valor do crédito extemporaneamente declarado. Assim, se tal declaração é válida para amparar o procedimento de cobrança pelo Fisco, também é legítima para fundamentar o pedido de compensação; que aos julgadores administrativos é conferido o livre convencimento na apreciação da prova e que, uma vez que o fim da instrução do processo é a busca da verdade material, quando os elementos do PAF mostram dúvida irredutível quanto à existência de determinado fato, é cabível a realização de diligência com o intuito de esclarecer esse fato. Deste modo, deveria ter sido, no mínimo, realizado diligência para apurar a existência do pagamento a maior realizado, pois, além de não ter sido homologada a compensação efetuada, houve o lançamento de ofício de crédito tributário. que mesmo que a DCTF retificadora não sirva para comprovar o crédito alegado pelo contribuinte, ela promove uma alteração na declaração anterior que não pode ser sumariamente rejeitada e tratada como se não existisse. Dessa forma, não é válida a cobrança do crédito tributário lançado, pois o seu valor está em confronto com a nova declaração – que faz prova a favor e contra o contribuinte; que a origem dos créditos utilizados na compensação referese à revisão contábil feita pelo contribuinte de recomposição das bases de cálculos dos períodos de 2002 e 2003, em razão da necessária exclusão dos medicamentos submetidos à alíquota zero; e Fl. 70DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 4 que a Lei nº. 10.147/2000 criou o regime de tributação monofásico do PIS e da COFINS, no qual a incidência das contribuições sobre a circulação de uma grande quantidade de medicamentos ocorre uma única vez, justamente na fase de industrialização ou na importação (início da cadeia de circulação do produto). Faz longo arrazoado para demonstrar que tem direito à alíquota zero e que efetuou pagamento a maior. Informa que existem outros 24 processos administrativos em que se discute idêntica matéria, razão pela qual requer que os 25 processos sejam vinculados e distribuídos a um único relator, para que sejam julgados conjuntamente. Requer, ao final, o provimento do recurso voluntário, para que seja reconhecida a DCTF retificadora para fins de validar o procedimento de compensação e, com isso, sejalhe reconhecido o direito creditório e homologada a compensação realizada. Sucessivamente, requer a nulidade da decisão de primeira instância, para que a DRFBelo Horizonte/MG efetue diligência para verificação da existência do crédito alegado. É o Relatório. Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Tratase de PER/DCOMP apresentada pela contribuinte, a qual alega possuir crédito relativo à Cofins, referente a fato gerador ocorrido em 31/08/2003, decorrente de pagamento a maior que teria efetuado em razão incluir, na base de cálculo da Cofins, o valor de medicamentos que seriam sujeitos à alíquota zero. Tal recolhimento a maior geraria crédito de Cofins para utilização na compensação pleiteada. Nos termos do art. 170 do CTN, para fins de compensação, é certo que o ônus da prova da existência do crédito alegado cabe exclusivamente à contribuinte, que deve demonstrar ser possuidora de crédito tributário líquido e certo contra a Fazenda Nacional, a fim de que tal crédito possa ser utilizado em compensação. No caso em questão, pretende a recorrente seja aceita como prova do crédito que alega possuir, referente a fato gerador da Cofins ocorrido em 31/08/2003, as informações constantes de DCTF retificadora enviada em 11/11/2009, há mais de cinco anos, portanto, da ocorrência do fato gerador. As informações constantes da DCTF, que é instrumento que formaliza o cumprimento de obrigação acessória, têm efeito de confissão de dívida, constituindose tal Declaração em instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário nele declarado, conforme dispõe o art. 5º do Decretolei nº. 2.124/84: Art. 5º O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10680.933019/200922 Acórdão n.º 3202000.866 S3C2T2 Fl. 70 5 § 1. O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. § 2°. Não pago no prazo estabelecido pela legislação, o crédito, corrigido monetariamente e acrescido multa de vinte por cento e dos juros de mora devidos, poderá ser imediatamente inscrito em dívida ativa, para efeito de cobrança executiva, observado o disposto no § 2° do artigo 70 do Decretolei n°2.065, de 26 de outubro 1983. § 3°. Sem prejuízo das penalidades aplicáveis pela inobservância da obrigação principal, o não cumprimento da obrigação acessória na forma da legislação sujeitará o infrator à multa de que tratam os §§ 2°, 3° e 4° do artigo 11 do Decretolei n°1.968, de 23 de novembro de 1982, com a redação que lhe foi dada pelo Decretolei n°2.065 de 26 de outubro de 1983. (grifo não constante do original) Enganase a recorrente ao afirmar que, no caso, o único efeito da entrega extemporânea da DCTF seria a imposição de multa por descumprimento de obrigação acessória. Tal multa, de fato, existe, mas não se adequa ao caso, vez que a contribuinte não deixou de apresentar a DCTF no prazo legal, antes pelo contrário, apresentoua, e, a partir daquele momento, as informações ali constantes passaram a constituirse em confissão de dívida. É claro que as informações prestadas na DCTF podem ser alteradas e, com isso, alterarse a dívida confessada naquele instrumento. Acontece, porém, que, da mesma forma como existe prazo limite de cinco anos para a Fazenda Pública constituir crédito tributário contra o contribuinte, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação (§4º art. 150 do CTN), também há de se obedecer o mesmo prazo qüinqüenal para que o contribuinte possa exigir da Fazenda qualquer crédito tributário que porventura detenha. A segurança jurídica é via de mão dupla, tanto para o contribuinte quanto para a Fazenda Pública. Quanto a esta matéria, adoto, ainda, como razões de decidir, o voto condutor do Acórdão nº. 140200.170, proferido nos autos do processo nº 10825.900563/200815, de lavra do i. Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, cujo teor transcrevo abaixo excertos: “........................................................................................................................... Nos termos do artigo 147 e seguintes do, Código Tributário Nacional, o lançamento pode darse por a) declaração; b) homologação e c) de ofício. No caso, interessanos o lançamento por homologação que à luz do artigo 150, do CTN, ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de identificar a matéria tributável, apurar o quanto devido e realizar o pagamento, cabendo à autoridade administrativa homologar a atividade praticada pelo sujeito passivo ou, em discordando, efetuar o lançamento de ofício. Quando o sujeito passivo, no lançamento por homologação, identifica a matéria tributável, apura a base de cálculo e calcula o valor do tributo devido, informandoo à Administração Tributária por meio de DCTF, temse a constituição Fl. 72DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 6 de um crédito em favor do Fisco. Neste caso é o sujeito passivo que apura o valor que reconhece devido ao sujeito ativo. Por outro lado, quando o Fisco, em lançamento por declaração ou de ofício, apura o valor do imposto devido e notifica ao sujeito passivo, tem o credor o prazo de cinco anos para exigir o respectivo tributo, sob pena de prescrição. Pelo que se depreende do artigo 149, parágrafo único, do CTN, este lapso temporal de 5 (cinco) anos também se verifica nos casos em que o sujeito passivo, nos lançamentos por homologação, comete erros na constituição do crédito. Por hipótese, se constituiu crédito tributário considerando base de cálculo além da devida, lhe é assegurado o prazo de cinco anos para retificar o ato de constituição do débito, no caso a DCTF. O prazo quinquenal de que trata o artigo 150, [§4º] do CTN, é prazo aplicável tanto em favor do Fisco quanto do contribuinte para retificarem o lançamento, nas hipóteses admitidas em lei. Decorrido tal prazo não é lícito o fisco fazer exigência em face do contribuinte e, tampouco, este pode retificar DCTF para diminuir o valor anteriormente constituído. O que o contribuinte precisa entender é que ao entregar a DCTF constitui crédito em favor do Fisco, podendo retificála no prazo de 5 (cinco) anos. Decorrido tal prazo extinguese o direito da parte em retificar a DCTF.” (negrito não constante do original) Desta forma, a despeito do extremo inconformismo demonstrado pela contribuinte em relação à não aceitação da DCTF retificadora para fins de comprovação do crédito que alega possuir, nada há nos autos que possa socorrer a pretensão da autora. Por se tratar de crédito tributário definitivamente constituído contra a contribuinte, também se mostra inócua a diligência requerida pela querelante, vez que, qualquer que seja a conclusão a que se chegue por conta da diligência, os valores informados na DCTF originária não mais podem ser alterados. De outro giro, entendo também inexistente qualquer nulidade na decisão recorrida, vez que não se trata de nenhum dos casos previstos no art. 59 do Decreto nº. 70.235/72. Demais disso, como afirmado pela própria recorrente em seu recurso voluntário, temse que a autoridade julgadora é livre na formação de sua convicção e na análise das provas constantes dos autos, não lhe sendo obrigado requerer diligência em razão de a recorrente entendêla necessária. Por fim, não há no Regimento Interno do CARF qualquer dispositivo que impeça julgamentos diversos, proferidos por diferentes Câmaras e/ou Turmas, em processos administrativos distintos que versem sobre idêntica matéria e refiramse ao mesmo contribuinte, de forma que não há suporte à pretensão da recorrente quanto ao pedido de julgamento único dos 25 processos que alega tramitarem no CARF . Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres] Fl. 73DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10680.933019/200922 Acórdão n.º 3202000.866 S3C2T2 Fl. 71 7 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 08/09/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10680.722815/2009-31
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007, 2008
DEPENDENTES E DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEDUÇÕES. GLOSA.
Mantêm-se a glosa de deduções lançadas na declaração de ajuste anual quando o contribuinte não comprova, por documentação hábil e idônea, as respectivas despesas realizadas.
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÕES. GLOSA.
A dedução de despesas médicas lançadas na declaração de ajuste anual pode ser condicionada, pela Autoridade lançadora, à comprovação do efetivo dispêndio, desde que o sujeito passivo tenha prévio conhecimento daquilo que o Fisco está a exigir, proporcionando-lhe, antecipadamente à constituição do crédito tributário, a possibilidade de atendimento do pleito formulado.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-003.020
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007, 2008 DEPENDENTES E DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEDUÇÕES. GLOSA. Mantêm-se a glosa de deduções lançadas na declaração de ajuste anual quando o contribuinte não comprova, por documentação hábil e idônea, as respectivas despesas realizadas. DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÕES. GLOSA. A dedução de despesas médicas lançadas na declaração de ajuste anual pode ser condicionada, pela Autoridade lançadora, à comprovação do efetivo dispêndio, desde que o sujeito passivo tenha prévio conhecimento daquilo que o Fisco está a exigir, proporcionando-lhe, antecipadamente à constituição do crédito tributário, a possibilidade de atendimento do pleito formulado. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar.
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DEDUÇÕES. GLOSA. Mantêmse a glosa de deduções lançadas na declaração de ajuste anual quando o contribuinte não comprova, por documentação hábil e idônea, as respectivas despesas realizadas. DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÕES. GLOSA. A dedução de despesas médicas lançadas na declaração de ajuste anual pode ser condicionada, pela Autoridade lançadora, à comprovação do efetivo dispêndio, desde que o sujeito passivo tenha prévio conhecimento daquilo que o Fisco está a exigir, proporcionandolhe, antecipadamente à constituição do crédito tributário, a possibilidade de atendimento do pleito formulado. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 28 15 /2 00 9- 31 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10680.722815/200931 Acórdão n.º 2801003.020 S2TE01 Fl. 71 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar. Relatório Tratase de Auto de Infração relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF por meio do qual se exige crédito tributário no valor de R$ 22.394,86, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. O crédito tributário foi constituído em razão de ter sido verificado, nas Declarações de Ajuste Anual do contribuinte, exercícios 2005, 2006, 2007 e 2008, os seguintes fatos: Dedução indevida de dependentes. Dedução indevida de despesas médicas. Dedução indevida de despesas com instrução. Consta do Termo de Verificação Fiscal, às fls. 13/14 deste processo digital, que o contribuinte foi intimado a apresentar os comprovantes das despesas médicas (notas fiscais, extratos emitidos pelos planos de saúde e microfilmagem de cheques para serviços prestados por pessoas físicas), das despesas com instrução, as certidões de nascimento dos dependentes e a cópia da sentença que determinou o pagamento de pensão alimentícia, relativos aos anos de 2004 a 2007. As despesas não comprovadas foram objeto de glosa e estão elencadas no Termo de Verificação Fiscal. A impugnação apresentada pelo contribuinte, que se restringiu às infrações de deduções indevidas de dependentes e de despesas médicas, foi julgada improcedente. Entenderam os julgadores da instância de piso que o contribuinte não apresentou qualquer prova que pudesse elidir o procedimento fiscal, ainda que parcialmente. Cientificado da decisão de primeira instância em 07/10/2010 (fl. 54), o Interessado interpôs o recurso de fls. 57/58, que foi recebido na DRJ em 27/10/2010. Na peça recursal aduz, em síntese, que: A intimação da decisão de piso foi envida para o seu endereço antigo e não foi por ele recebida pessoalmente, que tomou conhecimento somente em 20/10/2010, o que comprometeu o prazo de produção de provas. Em virtude da guarda compartilhada, sempre teve de arcar com despesas extras de alimentação, educação, vestuário e habitação das filhas, conforme pode ser comprovado pelas testemunhas que elenca em documento anexo ao recurso. O cirurgiãodentista Welker Gomes Bachur informa que efetivamente prestou serviços odontológicos no valor de R$ 4.300,00, recebendo os valores das parcelas mensais em dinheiro. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10680.722815/200931 Acórdão n.º 2801003.020 S2TE01 Fl. 72 3 O cirurgiãodentista Seme Raman Mattar informa que efetivamente prestou serviços odontológicos ao contribuinte, sendo o documento emitido por profissional legalmente habilitado e o pagamento efetuado em dinheiro. O profissional alegou no início da ação fiscal que quando intimado pela RFB apresentaria os livros fiscais que comprovam o lançamento tributário. Ao final, pleiteia: A dilação do prazo para produção das provas necessárias, por não ter sido intimado pessoalmente. A procedência das deduções com dependentes e gastos com instrução dos mesmos, em face do acordo judicial, bem como seja considerado, como pensão alimentícia, os pagamentos mensais de R$ 146,82 com financiamento habitacional. A remissão dos débitos tributários com dependentes por motivo de erro de entendimento escusável do requerente e inequívoco atendimento aos requisitos do art. 172 do CTN. A intimação dos profissionais Seme Raman Mattar e Welker Gomes Bachur para apresentar os livros fiscais que comprovam a materialidade e efetividade dos serviços profissionais. Alternativamente a concessão de todos os benefícios cabíveis para aplicação da lei em fatos pretéritos (CTN, art. 106, II, “c”), com a concessão de parcelamento (Lei nº 11.941/2009, art. 1º, § 3º). Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. DILAÇÃO DO PRAZO PARA PRODUÇÃO DE PROVAS O Recorrente foi intimado a apresentar a comprovação das despesas lançadas em suas declarações em 18/05/2009 (Termo de Intimação à fl. 15). Por têlo feito apenas parcialmente, foram glosadas despesas com dependentes, despesas com instrução e despesas médicas. Na impugnação não apresentou qualquer documento que pudesse desconstituir o lançamento fiscal, tampouco nessa fase recursal (exceto despesas médicas, que será objeto de análise em tópico específico). Nesse contexto, entendo desnecessária a dilação de prazo para produção de provas pleiteada pelo Interessado, haja vista que, nas duas oportunidades que lhe foram ofertadas (impugnação e recurso), não se desincumbiu do seu ônus probatório. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10680.722815/200931 Acórdão n.º 2801003.020 S2TE01 Fl. 73 4 Observo, ainda, por oportuno, que o Recorrente sequer utilizou o prazo de 30 dias para apresentação do recurso, o que evidencia, a meu ver, a natureza protelatória do pedido de dilação de prazo para produção de novas provas. DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS COM DEPENDENTES E INSTRUÇÃO A oitiva de testemunhas no processo administrativo fiscal somente tem cabimento, em meu entendimento, se precedida, pelo menos, do início de prova material (prova materializada em algum tipo de documento) insuficiente à comprovação, de forma inequívoca, de um fato alegado pelo contribuinte. O Interessado não colacionou aos autos nenhum documento que comprovasse a relação de dependência das pessoas lançadas em suas declarações de ajuste anual, tampouco das despesas de instrução glosadas pela Fiscalização. Nessa situação, sou pelo indeferimento da oitiva de testemunhas e pela manutenção das glosas de dependentes e de instrução efetuadas pela Autoridade lançadora. DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS No processo administrativo fiscal a exigência de comprovação de um fato está ligada ao modo como se distribui o ônus da prova entre as partes interessadas na proteção de seus direitos. Tratandose de processo relativo ao imposto de renda da pessoa física cabe ao Fisco, em regra, provar as alegações sobre omissão de rendimentos e ao contribuinte os fatos que reduzem a base de cálculo do tributo. Logo, compete ao contribuinte provar os fatos que deram origem às despesas médicas, facultandolhe a legislação desincumbirse de tal mister mediante a apresentação de recibos emitidos por profissionais da área da saúde. Nada obsta, no entanto, que a Administração Tributária exija que o interessado comprove o efetivo pagamento das despesas médicas realizadas quando a Autoridade fiscal assim entender necessário, na linha do disposto no art. 73 do Regulamento do Imposto de Renda RIR, aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, cujo teor é o seguinte: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 11, § 3°). Observo, por importante, que tal faculdade deve ser concretizada por meio de um ato cuja materialização se dá com a lavratura de um termo, isto é, de um documento no qual está expressa a pretensão da Administração, de modo que o sujeito passivo tenha prévio conhecimento daquilo que o Fisco está a exigir, proporcionandolhe, antecipadamente à constituição do crédito tributário, a possibilidade de atendimento do pleito formulado. No caso concreto, a Autoridade lançadora explicitou, no Termo de Verificação Fiscal (fls. 13/14), que o cirurgiãodentista Welker Gomes Bachur declarou que não recebeu do Recorrente qualquer importância pela prestação de serviços odontológicos e Fl. 73DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10680.722815/200931 Acórdão n.º 2801003.020 S2TE01 Fl. 74 5 que o cirurgiãodentista Seme Raman Mattar encontravase, à época do lançamento, sob investigação da DRF de origem. Estes fatos, segundo a Autoridade fiscal, determinaram a necessidade de comprovação do efetivo pagamento (não obstante a apresentação dos recibos emitidos por Seme Raman Mattar fls. 67/68), o que foi feito por intermédio do Termo de Intimação Fiscal de fl. 15. Nesse cenário, em que o contribuinte foi intimado a comprovar o efetivo pagamento das despesas médicas, mas não o fez, penso que a glosa das referidas despesas deve ser mantida por falta de comprovação do efetivo dispêndio, uma vez que, nos termos do art. 73 do RIR/1999, acima transcrito, as deduções de despesas médicas “estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora”. PARCELAMENTO DO DÉBITO Registro, por fim, que o processo administrativo fiscal não se presta à análise de pedido de parcelamento. Se o Recorrente tem interesse em parcelar o débito, deve se dirigir à Delegacia da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o seu domicílio tributário. CONCLUSÃO Face ao exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 74DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN
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Numero do processo: 14337.000207/2010-77
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 02 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2403-000.167
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Ivacir Júlio de Souza- Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
RELATÓRIO
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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