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Numero do processo: 10980.004265/2007-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004, 01/02/2004 a 28/02/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Identificada: omissões e contradição no acórdão guerreado, acolhem-se os embargos de declaração para sanar a contradição, dando-lhes efeitos infringentes.
APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA. PAGAMENTO A DESTEMPO. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA. INAPLICABILIDADE.
0 recolhimento de tributo a destempo deve se fazer acompanhado do acréscimo de multa de mora, segundo ordenamento jurídico vigente, o qual também prevê a cobrança de oficio da parcela não solvida, integral ou complementarmente. O instituto da denúncia espontânea (CTN, art. 138) não exclui a multa de more quando o fato gerador do tributo encontra-se regularmente consignado nos livros comerciais e fiscais da contribuinte, ou então, quando a hipótese de incidência do tributo esteja retratada em documentos fiscais ou de compra e venda no caso de se tratar de microempresas e empresas de pequeno porte dispensadas de escrituração, sendo irrelevante A questão a distinção doutrinária entre caráter indenizatório ou punitivo da sua exigência.
Numero da decisão: 1102-000.452
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, acolher os embargos interpostos pelo Relator, concedendo-lhe efeitos infringentes, e, nessa conformidade retificar o Acórdão 1102-00.404, de 22 de fevereiro de 2011, para negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Silvana Rescigno Guerra Barretto e Manoel Mota Fonseca.
Nome do relator: José Sérgio Gomes
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PRI:v1EIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10980.004265/2007-29 RcKro :f 176.895 Voluntário Acórdão n° 1102-00.452 — la Câmara / r Turma Ordinária Sessão de 26 de maio de 2011 Matéria IRPJ Recorrente AMBIENTAL PARANÁ FLORESTAS S/A Recorrida ia TURMA DE JULGAMENTO DA DRJ EM CURITIBA - PR ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004, 01/02/2004 a 28/02/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Identificada: omissões e contradição no acórdão guerreado, acolhem-se os embargos de declaração para sanar a contradição, dando-lhes efeitos infringentes. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA. PAGAMENTO A DESTEMPO. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA. 1NAPLICABILIDADE. 0 recolhimento de tributo a destempo deve se fazer acompanhado do acréscimo de multa de rrora, segundo ordenamento jurídico vigente, o qual também prevê a cobrança de oficio da parcela não solvida, integral ou complementarmente. 0 instituto da denúncia espontânea (C'TN, art. 138) não exclui a multa de more quando o fato gerador do tributo encontra-se regularmente consignado nos livros comerciais e fiscais da contribuinte, ou então, quando a hipótese de incidência do tributo esteja retratada em documentos fiscais ou de compra e venda no caso de se tratar de microempresas e empresas de pequeno porte dispensadas de escrituração, sendo irrelevante A questão a distinção doutrinária entre caráter indenizatório ou punitivo da sua exigência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, acolher os embargos interpostos pelo Relator, concedendo-lhe efeitos infringentes, e, nessa conformidade retificar o Acórdão 1102-00.404, de 22 de fevereiro de 2011, para negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Silvana Rescigno Guerra Barrett° e Manoel Mota Fonseca. assinado digitalmente Assinado digitalmente em 30/0512011 por JOSE SERGIO GOMES, 20/06/2011 por I VETE MALAQUIAS r S SO A MON TEIRO Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por JOSE SERGIO GOMES Impresso em 21/07/2011 por IVANA CLAUDIA SILVA CASTRO DF CARE MF Fl. li Processo n° 10980.004265/2007-29 SI-CI 1 2 Acórdão n.° 1102-00.452 Fl. 230 IVETE MAEQUIAS PESSOA MONTEIRO - Presidente. assinado digitalmente JOSÉ SÉRGIO GOMES - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), Silvana Rescigno Guerra Barreto (Vice-Presidente), Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, José Sergio Gomes (Relator), Joao Otávio Oppermann Thome e Manoel Mota Fonseca. Relatório Os presentes autos de embargos de declaração ao Acórdão 1102-00.404, de 22 de fevereiro de 2011, interpostos pelo por este Relator, são submetidos a este Colegiado para apreciar a contradição e as omissões seguintes: O Acórdão entendeu pela exoneração da multa de mora em face de denúncia espontânea a que alude o artigo 138 do Código Tributário Nacional. Em verdade, por força da Portaria MF 586, de 22 de dezembro de 2010, a qual introduziu o artigo 62-A no Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF 256 de 22 de junho de 2009, no sentido de que as decisões dos tribunais superiores havidas na sistemática da repercussão geral vinculam esta Corte Administrativa, houve este Colegiado por aplicar o entendimento exarado pelo Superior Tribunal de Justiça no Recurso Especial n°. 1.149.022 - SP (2009/0134142-4). Enuncia aquele julgado que conquanto a denúncia espontânea não resta caracterizada nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento à vista ou parceladamente ela configura- se na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário sujeito a lançamento por homologação e proceder ao respectivo pagamento integral, retifica a declaração antes de qualquer procedimento da Administração Tributária noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação desta se da concomitantemente coin um segundo pagamento ou pagamento suplementar do tributo. A contradição a ser sanada reside no fato de que os pagamentos efetuados sem a multa de mora, cuja exigência fora levada a cabo pelo Fisco e contra a qual se insurge a contribuinte ao abrigo da tese exteriorizada pelo STJ, não se revestem da condição de segundos pagamentos ou recolhimentos suplementares, tratando-se, isso sim, de pagamentos originários, apesar da existência de Declaração Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) retificadora. É o relatório. Assinado clIgitalmente em 30/05/2011 por JOSE SERGIO GOMES. 20/06/2011 por I VETE MALAQUIAS PESSOA MON TEIRO Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por JOSE SERGIO GOMES 2 Impresso em 21/07/2011 por IVANA CLAUDIA SILVA CASTRO DF CARF MF FL 12 Processo n° 10980.004265/2007-29 S1-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.452 Fl. 231 Voto Conselheiro JOSÉ SÉRGIO GOMES, Relator A contribuinte apresentou DCTF originária, entregue em 13/05/2004, e nela confessou ditos de estimativa de IRPJ (código de receita n°. 5993) dos meses de janeiro e fevereiro de 2004, vencimentos em 27/02/2004 e 31/03/2004, nos valores de R$ 14.521,93 e R$ 8.407,48, respectivamente. Posteriormente, 08/10/2004, apresentou DCTF retificadora e nesta modificou vários dados anteriormente informados sem alterar, contudo, o quantum e períodos de apuração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) cujos pagamentos se fizeram sem a multa de mora. Por sua vez, o auto de infração instrumentalizou a exigência da multa de mora e se fulcrou nos pagamentos de R$ 14.521,93 e R$ 8.407,48 efetuados em 29/04/2004 por conta dos débitos em comento, fls. 162/171. Como visto, a circunstância é diversa da tese adotada pelo STJ e que vinculou o decisório deste Colegiado, ou seja, não se tratam de pagamentos suplementares, mas sim de adimplementos originários, vinculados a débitos que, não obstante insertos em declaração retificadora, não foram objeto de qualquer alteração quantitativa. Ao caso não se aplica, pois, o entendimento vinculatório. Repriso, então, meu entendimento originário. Verifico que não há controvérsia quanto ao fato dos recolhimentos terem sido efetuados a destempo, cingindo-se a discussão em questões unicamente de direito, quais sejam, o afastamento da multa de mora em face da denúncia espontânea versada no artigo 138 do Código Tributário Nacional (CTN). 0 invocado preceito possui a seguinte dicção: "Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o inicio de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Noutro prisma, a exigência para que o pagamento ou o recolhimento de tributo se faça acompanhado de multa de mora em face da realização após o vencimento legal de há muito está prevista em lei. Atualmente, trata do assunto o artigo 61 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a ver: "Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Assinado digitalmente em 30/05/2011porSYWEISREq°Z0t9P)S2gF,T#1. ' iqr 'g_Krr.,rpel,QcJi,R)C1/1-A'6EIK t,(SN de TEIRO Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por JOSE SERGIO GOMES Impresso em 21/07/2011 por IVANA CLAUDIA SILVA CASTRO DF CARF MF Fl. 13 Processo n° 10980.004265/2007-29 l T2 Acórdão n.° 1102-00.452 Fl. 232 janeiro (fr? 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada 5 taxa cio trinta o três centésimos por cento, por dia de atraso. §/O A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2° 0 percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. Neste contexto, não sendo razoável admitir-se que o legislador ordinário estaria confrontando o CTN, tenho que o afastamento do acréscimo não se aplica aos pagamentos trazidos pela Recorrente, já que não ficou provado tenham eles origem em obrigação tributária A margem da escrituração completa ou simplificada. Com efeito, não há falar na aplicação da excludente no caso em que o fato gerador do tributo encontra-se regularmente consignado nos livros comercias e fiscais da contribuinte, ou então, quando a hipótese de incidência do tributo esteja retratada em documentos fiscais ou de compra e venda no caso de se tratar de microempresas e empresas de pequeno porte dispensadas de escrituração, independentemente de essas ocorrências serem ou não trazidas ao conhecimento do Fisco mediante as declarações de cunho obrigatório (DCTF, DIRPJ, SIMPLES, etc). Significa dizer, pois, que ainda inexistentes as declarações, o simples fato da operação econômica praticada pela contribuinte constar em sua escrituração ou em documentos por ela emitidos, suficientes, portanto, para caracterizar o fato gerador do tributo, já se encontra nascida a obrigação tributária, embora pendente de corporificação em forma de crédito público que se deu, na hipótese, com o voluntário pagamento, dai aflorando, inclusive, o primeiro ato tendente ao lançamento por homologação a que alude o artigo 150 do CTN. Portanto, a espontaneidade de que fala o artigo 138 do codex não se aplica, evidentemente, a estas ocorrências, pois seria restringir o conceito de espontaneidade ao ato de levar-se ou não ao conhecimento fiscal o tributo retratado na própria escrita contábil ou elementos de cunho fiscal que o valha, quando em realidade a norma instiga o contribuinte a denunciar aquilo que dela foi omitido, a revelar a conduta ilícita ou culposa, beneficiando-lhe em forma de exoneração do encargo moratório. Neste sentido já sinalizou o próprio Superior Tribunal de Justiça, embora atualmente tenha vingado tese parcialmente diversa: " I - O instituto da denúncia espontânea exige que nenhum lançamento tenha sido feito, isto é, que a infração naG tenha sido identificada pelo Fisco nem se encontre registrada nos livros fiscais e/ou contábeis do contribuinte. II. A denúncia espontânea não foi prevista para que favoreça o atraso do pagamento do tributo. Ela existe como incentivo ao contribuinte para denunciar situações de ocorrência de fatos geradores que foram omitidas, como é o caso de aquisição de mercadorias sem nota fiscal, de venda coin preço registrado aquém do real etc.. Assinado digitalmente em 30/05/2011 por JOSE SERGIO GOMES, 20/06/2011 por I VETE MALAQUIAS PESSOA MON TEIRO Autenticado digrtalmente em 30/05/2011 por JOSE SERGIO GOMES Impresso em 21/07/2011 por IVANA CLAUDIA SILVA CASTRO 4 DF CARF MF Fl. 14 Processo n° 10980.004265/2007-29 SI-Cl 12 Acórdão n. ° 1102-00.452 Fl. 233 (ST1. REsp 516337/R.J. Rel.: Min. José Delgado. 1' Turma. Decisão: 17/06/03. DJ de 15/09/03, p. 268.) Em decorrência, entendo infrutífera a discussão quanto ao caráter compensNtório/indenizatório ou punitivo do encargo legal denominado multa de mora, data venia, pois seria cerrar o debate no efeito em menosprezo à causa. Pelas razões discorridas, VOTO pelo acolhimento dos embargos decla! atórios, com efeitos infringentes, e retificar o Acórdão 1102-00.404, de 22 de fevereiro de 2011, negando provimento ao recurso. assinado digitalmente José Sérgio Gomes Assinado digitalmente em 30/05/2011 por JOSE SERGIO GOMES, 20/06/2011 por I VETE MALAQUIAS PESSOA MON TEIRO Autenticado digitalmente em 30105/2011 por JOSE SERGIO GOMES 5 Impresso em 21/07/2011 por IVANA CLAUDIA SILVA CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 12045.000365/2007-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1996
EMBARGOS OMISSÃO/ CONTRADIÇÃO PROPOSITURA PELA PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL.
Com fulcro no art. 64, I e 65 e seguintes do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1996
PREVIDENCIÁRIO. PRAZO DECADENCIAL. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO PELO FISCO DA AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CONTAGEM A PARTIR DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR
Não se podendo constatar, com esteio nos elementos constantes dos autos, se houve ou não antecipação de pagamento das contribuições, aplica-se, para fins de contagem do prazo decadencial, o critério previsto no § 4.º do art. 150 do CTN, ou seja, cinco anos contados da ocorrência do fato gerador.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1996
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.
O contratante de serviços de construção civil, qualquer que seja a modalidade de contratação, responde solidariamente com o prestador pelas obrigações previdenciárias decorrentes da Lei nº 8.212/91, conforme dispõe o art. 30, inciso VI da citada lei.
A não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos da NFLD. A mera alegação desprovida de provas e documentos não é capaz de desconstituir o lançamento.
A não apresentação de documentos durante o procedimento fiscal, enseja inversão do ônus da prova, cabendo ao recorrente apresentar provas suficientes para refutar o lançamento, o que não restou demonstrado no caso em questão.
APURAÇÃO PRÉVIA JUNTO AO PRESTADOR DESNECESSIDADE
Em se tratando de responsabilidade solidária o fisco tem a prerrogativa de constituir os créditos no tomador de serviços mesmo que não haja apuração prévia no prestador de serviço.
Embargos Acolhidos
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2401-001.782
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para retificar o Acórdão nº 240100.444, passando a: I) Por maioria de votos declarar a decadência até a competência 04/1996. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que rejeitava a preliminar de decadência. II) Por unanimidade de votos rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento. III) por maioria de
votos, no mérito, negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Marcelo Freitas de Souza Costa, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o(a) Conselheiro(a) Kleber Ferreira de Araújo
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1996 EMBARGOS OMISSÃO/ CONTRADIÇÃO PROPOSITURA PELA PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL. Com fulcro no art. 64, I e 65 e seguintes do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1996 PREVIDENCIÁRIO. PRAZO DECADENCIAL. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO PELO FISCO DA AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CONTAGEM A PARTIR DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR Não se podendo constatar, com esteio nos elementos constantes dos autos, se houve ou não antecipação de pagamento das contribuições, aplica-se, para fins de contagem do prazo decadencial, o critério previsto no § 4.º do art. 150 do CTN, ou seja, cinco anos contados da ocorrência do fato gerador. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1996 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. O contratante de serviços de construção civil, qualquer que seja a modalidade de contratação, responde solidariamente com o prestador pelas obrigações previdenciárias decorrentes da Lei nº 8.212/91, conforme dispõe o art. 30, inciso VI da citada lei. A não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos da NFLD. A mera alegação desprovida de provas e documentos não é capaz de desconstituir o lançamento. A não apresentação de documentos durante o procedimento fiscal, enseja inversão do ônus da prova, cabendo ao recorrente apresentar provas suficientes para refutar o lançamento, o que não restou demonstrado no caso em questão. APURAÇÃO PRÉVIA JUNTO AO PRESTADOR DESNECESSIDADE Em se tratando de responsabilidade solidária o fisco tem a prerrogativa de constituir os créditos no tomador de serviços mesmo que não haja apuração prévia no prestador de serviço. Embargos Acolhidos Recurso Voluntário Provido em Parte
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Com fulcro no art. 64, I e 65 e seguintes do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1996 PREVIDENCIÁRIO. PRAZO DECADENCIAL. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO PELO FISCO DA AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CONTAGEM A PARTIR DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR Não se podendo constatar, com esteio nos elementos constantes dos autos, se houve ou não antecipação de pagamento das contribuições, aplicase, para fins de contagem do prazo decadencial, o critério previsto no § 4.º do art. 150 do CTN, ou seja, cinco anos contados da ocorrência do fato gerador. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1996 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. O contratante de serviços de construção civil, qualquer que seja a modalidade de contratação, responde solidariamente com o prestador pelas obrigações Fl. 244DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 previdenciárias decorrentes da Lei nº 8.212/91, conforme dispõe o art. 30, inciso VI da citada lei. A não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos da NFLD. A mera alegação desprovida de provas e documentos não é capaz de desconstituir o lançamento. A não apresentação de documentos durante o procedimento fiscal, enseja inversão do ônus da prova, cabendo ao recorrente apresentar provas suficientes para refutar o lançamento, o que não restou demonstrado no caso em questão. APURAÇÃO PRÉVIA JUNTO AO PRESTADOR DESNECESSIDADE Em se tratando de responsabilidade solidária o fisco tem a prerrogativa de constituir os créditos no tomador de serviços mesmo que não haja apuração prévia no prestador de serviço. Embargos Acolhidos Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para retificar o Acórdão nº 240100.444, passando a: I) Por maioria de votos declarar a decadência até a competência 04/1996. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que rejeitava a preliminar de decadência. II) Por unanimidade de votos rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento. III) por maioria de votos, no mérito, negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Marcelo Freitas de Souza Costa, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o(a) Conselheiro(a) Kleber Ferreira de Araújo. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Kleber Ferreira de Araújo – Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 245DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12045.000365/200781 Acórdão n.º 240101.782 S2C4T1 Fl. 236 3 Relatório Considerando a propositura de embargos com fulcro no art. 64, I do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, a Fazenda Nacional, opõe, tempestivamente, Embargos de Declaração contra o Acórdão nº 240100.444 de 05 de junho de 2009 . Tratase de embargos opostos pela procuradoria por entender que o acordão prolatado apresenta omissão/contradição, conforme descrito abaixo. Conforme descrito pela ilustre procuradora do exame da decisão sob enfoque observase omissão/obscuridade visto que a decisão olvidou a análise de fato indispensável ao deslinde da controvérsia posta à apreciação, relativo ao caráter substitutivo do lançamento formalizado nestes auto. O lançamento que se tomou em conta para verificar a ocorrência da decadência reconhecida na espécie foi lavrado em substituição de nº 35.356.2416 anulada pela Decisão nº 08.401.4/0237/2002, segundo descrito no relatório fiscal. Assim, ante a possível existência de lançamento anterior que foi objeto de revisão administrativa, seria imprescindível, para aferição da decadência ventilada nos autos que se investigasse o cumprimento dos prazos decadenciais com base na respectiva NFLD. Forçoso ainda reconhecer que a verificação da decadência na espécie deve ter como parâmetro a regra estampada no art. 173, II e não a veiculada no art. 173, I ou mesmo §4º do art. 150 do CTN. Para fins de se fixar o termo a quo do prazo decadencial, bem como verificar se existe decadência parcial, revelase necessário observar a data da NFLD declarada nula, bem como da Decisão Notificação que determinou a nulidade. Requer a União (Fazenda Nacional) que sejam recebidos e acolhidos os presentes embargos, para suprir a omissão e sanar a contradição apontados. Contudo para adentrar aos pontos que entende a relatora geraram contradição, transcrevo abaixo o relatório do acordão que não sofreu qualquer alteração. Tratase de retorno de diligência comandada por meio da Resolução nº 206 00.077 desta 6ª Câmara de Julgamento no intuito de identificar a existência de fiscalização na empresa prestadora de serviços, evitando dessa forma, a possibilidade de cobrança em duplicidade, fls. 126 a 129. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 12/08/2004, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido em 24/08/2004. Os fatos geradores ocorreram entre as competências. Para retomar as informações pertinentes ao processo , importante destacar as informações acerca do lançamento efetuado. A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social em virtude do instituto da responsabilidade solidária, Fl. 246DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 previsto no art. 30, VI, da Lei n ° 8.212/1991. O período compreende as competências 03/1996 a 08/1996. A base de cálculo dos segurados utilizados na prestação de serviços pela empresa JHR CONSTRUTORA LTDA foram obtidas mediante análise das notas fiscais de serviços. O percentual foi aplicada sobre o valor das notas fiscais de serviços, de acordo com o serviço prestado, conforme descrito no relatório fiscal. Não conformada com a notificação, a empresa apresentou defesa, fls. 39 A 51. Foi emitido relatório fiscal complementar às fls. 65 a 66. Foi emitida DecisãoNotificação confirmando a procedência do lançamento, fls. 87 a 98. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 108 a 116. Tendo o processo sido baixado em diligência, foi emitida informação fiscal destacando que a empresa prestadora não foi submetida a procedimento fiscal anterior. A empresa devidamente cientificada alega que: o contribuinte, principal sujeito passivo, detentor dos documentos não foi fiscalizado, a solidariedade foi confundida com a substituição tributária, assim como empreitada foi confundido com cessão de mão de obra, o crédito foi apurado indevidamente por aferição indireta. Os serviços executados podem ser enquadrados na exceções da OS 165/97, visto que a lista é apenas exemplificativa. O processo foi encaminhado após o cumprimento da diligência. É o Relatório. Em tendo sido acatados os embargos e da análise do documentos constantes do processo, houvese por bem, converter o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal, identificasse a data de lavratura da NFLD declarada nula, bem como fossem acostados aos autos cópia da Decisão Notificação declarada nula. Devidamente, cientificado o recorrente manifestouse às fls. 230 a 232, aduzindo em síntese ser incabível a aplicação do art. 173, II do CTN, tendo em vista que a NFLD n. 35.356.2416, de 30/04/2001, foi anulada pela autoridade julgadora em virtude de vício material. É o relatório. Fl. 247DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12045.000365/200781 Acórdão n.º 240101.782 S2C4T1 Fl. 237 5 Voto Vencido Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Os pressupostos já foram devidamente apreciados quando do julgamento realizado, ora objeto de embargos. DA ANÁLISE DOS EMBARGOS Considerando os embargos opostos pela Fazenda Nacional, entendo que realmente existe uma omissão/contradição entre o acolhimento da decadência qüinqüenal total do lançamento e o fato de tratarse de lançamento substitutivo, tendo em vista não ter sido observado a data da lavratura da NFLD declarada nula. Na verdade, por tratarse de retorno de diligência, acabouse por adotar o relatório do relator que determinou a baixa em diligência para prestar esclarecimentos sobre o prestador, sem qualquer informação a respeito de tratarse de NFLD substitutiva, talvez porque a luz do art. 45 da lei 8212/91, este fato não se fazia relevante. Face o exposto, entendo que devem ser acatados os embargos propostos pela procuradoria, para que a decadência seja apreciada considerando tratarse de NFLD substitutiva. Notese que o ponto devolvido para análise diz respeito a aplicação da decadência a luz do art. 173, II do CTN, tendo em vista ter sido identificado tratarse de NFLD substitutiva, por ter sido a anterior declarada nula, face a ausência de indicação correta dos responsáveis solidários, conforme se depreende do resultado proferido no acórdão anexado aos autos: EMENTA SOLIDARIEDADE. FORMALIZAÇÃO DO CRÉDITO INCORRETA CERCEAMENTO DE DEFESA E ILEGALIDADE. NFLD lavrada somente em nome do solidário. Nas Notificações Fiscais de Lançamento de Débito por solidariedade, esta deve ser caracterizada e todos os solidários devem ser notificados. Contribuintes de direito, sem liames de solidariedade entre si, não devem ser incluídos na mesma relação jurídica. A exclusão dos contribuintes do pólo passivo caracteriza substituição tributária não prevista no art. 30, VI, da Lei n° 8.212/91. O INSS carece de norma procedimental a respeito da lavratura de débitos por solidariedade. LANÇAMENTO NULO TRECHO DO VOTO PROFERIDO Fl. 248DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Tendo em vista que o débito presente padece de vícios insanáveis, não se reveste da imprescindível legalidade, não se conforma aos critérios da lei que o fundamenta, resta necessária a declaração de sua nulidade. Uma vez que tal juízo se dá por vícios meramente formais, fazse imperioso que a administração providencie, com base no Art. 140 do CTN, a recuperação do crédito via novos lançamentos (necessariamente, mais de um, W tendo em vista que contribuintes que executam obras diferentes não são solidários entre si). É certo, ainda, que o INSS carece da norma procedimental cuja criação foi determinada pela Consultoria Jurídica do MPAS no Parecer MPAS/CJ n° 2376, de 21 de dezembro de 2000, em seu item 29. Daí, nada se poder falar contra o procedimento adotado pelos notificantes: eles constituíram o crédito da forma que reputavam correta. Apenas tal forma não é a correta, dada a falta da referida norma procedimental. ANÁLISE DA DECADÊNCIA APÓS O ACOLHIMENTO DOS EMBARGOS. Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, entendo cabível a sua apreciação. Nesse sentido, quanto a aplicação da decadência qüinqüenal, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, profiro meu entendimento. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Citese o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela 1a Fl. 249DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12045.000365/200781 Acórdão n.º 240101.782 S2C4T1 Fl. 238 7 Seção no Recurso Especial de n º 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE DA CDA. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETO LEI Nº 406/68. ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA. FIXAÇÃO. OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO § 3.º DO ART. 20 DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICOPROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. ARTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN. 1. O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cujo fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. 2. A lista de serviços anexa ao Decretolei n.º 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindose, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361829/RJ, publicado no DJ de 24.02.2006; Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006). 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao DecretoLei 406/68 demanda o reexame do conteúdo fático probatório dos autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/STJ (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no DJ de 01.09.2006). 4. Deveras, a verificação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria fáticoprobatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ). 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n.º 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nos autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência. 6. Vencida a Fazenda Pública, a fixação dos honorários advocatícios não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20%, podendo ser Fl. 250DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 adotado como base de cálculo o valor dado à causa ou à condenação, nos termos do artigo 20, § 4º, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado no DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592.430/MG, publicado no DJ de 29.11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para a fixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do STJ, e no entendimento sumulado do Pretório Excelso: "Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF).8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, contase do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, I, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), quando não prevê a lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como inexistindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fisco. No particular, cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido Fl. 251DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12045.000365/200781 Acórdão n.º 240101.782 S2C4T1 Fl. 239 9 efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do CTN, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal. 12. Por seu turno, nos casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos sujeitos a lançamento de ofício) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso I, do artigo 173, do CTN. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 4º, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidamse simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de ofício" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigurase como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casu, reiniciado. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação formalizadora do ilícito, operarseá ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de ofício, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do CTN e a extinção do crédito tributário em razão da homologação tácita do pagamento antecipado" (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 171). 15. Por fim, o artigo 173, II, do CTN, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial Fl. 252DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 iniciase da data em que se tornar definitiva a aludida decisão anulatória. 16. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do ISSQN pelo contribuinte não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deuse em 27.11.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intributáveis, pelo ISSQN, as atividades apontadas pelo Fisco; e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09.1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contandose o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cinco anos da ocorrência dos fatos imponíveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido.(GRIFOS NOSSOS) Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante nº 8 do STF: Conforme descrito no recurso descrito acima: “A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210) O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 253DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12045.000365/200781 Acórdão n.º 240101.782 S2C4T1 Fl. 240 11 II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. O primeiro ponto a ser apreciado diz respeito a aplicação do art. 173, II do CTN para fins de aplicação da decadência uma vez que identificouse trata de lançamento substitutivo cujo lançamento original fora declarado nulo por vício formal,pela ausência na cientificação de todos os sujeitos passivos no lançamento original. Assim, ao contrário do entendimento pretendido pelo recorrente o vício consubstanciado na incorreta indicação do sujeito passivo diz respeito a requisito de formalização do lançamento, o que enseja nulidade por vício formal. Fl. 254DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 Assim, perfeitamente viável a retomada do prazo para realização do lançamento nos termos do art. 173, II do CTN. Em assim sendo, passamos a aplicação da decadência. No caso, a aplicação do art. 150, § 4º, é possível quando realizado pagamento de contribuições, que em data posterior acabam por ser homologados expressa ou tacitamente. Contudo, antecipar o pagamento de uma contribuição significa delimitar qual o seu fato gerador e em processo contíguo realizar o seu pagamento. Deve ser possível ao fisco, efetuar de forma, simples ou mesmo eletrônica a conferência do valor que se pretendia recolher e o efetivamente recolhido. Neste caso, a inércia do fisco em buscar valores já declarados, ou mesmo continuamente pagos pelo contribuinte é que lhe tira o direito de lançar créditos pela aplicação do prazo decadencial consubstanciado no art. 150, § 4º. Assim, deverseá considerar que houve antecipação para aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, quando ocorreu por parte do contribuinte o reconhecimento do valor devido e o seu parcial recolhimento, sendo em todos os demais casos de não reconhecimento da rubrica aplicável o art. 173 do referido diploma. Entendo que no caso de responsabilidade solidária, ainda mais quando não foi apresentada qualquer manifestação de cumprimento da exigência por parte da prestadora de serviços não há como presumir a existência de recolhimentos, razão porque entendo aplicável a regra contida no art. 173, I do CTN. Assim, no lançamento em questão a lavratura da NFLD em 12/08/2004, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido em 24/08/2004, contudo o lançamento original foi cientificado em 14/05/2001, devendo ser essa a data a ser considerada para cálculo das contribuições excluídas pela decadência. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 03/1996 a 08/1996, dessa forma em aplicandose o art. 173, I não existe decadência a ser declarada. Ao contrário do alegado pelo recorrente, foi realizada a devida cientificação da prestadora de serviços, inclusive para apresentar impugnação e defesa em relação aos fatos geradores alegados. Ao ver do recorrente a cientificação só seria válida, se realizado procedimento na própria prestadora, o que não se coaduna com o disposto na legislação previdenciária. Assim, foi correto o procedimento adotado. Superadas as preliminares, passo a análise do mérito. DO MÉRITO No mérito em síntese todo o argumento da recorrente é no sentido de que incabível o arbitramento na tomadora, tendo em vista ser a prestadora a contribuinte original. Nesse sentido, quanto à alegação de que haveria a obrigação de se constituir o crédito primeiramente contra o prestador de serviços, a mesma não merece ser acolhida. Com relação às alegações da recorrente acerca da responsabilidade solidária, na construção civil, clara é a possibilidade legal nesse sentido. Conforme destacado no art. 30, VI da Lei n ° 8.212/1991, o proprietário, incorporador ou dono da obra não importa qual seja o tipo de contratação é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações perante a previdência social. Assim, descreve o texto legal: Art. 30 (...) Fl. 255DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12045.000365/200781 Acórdão n.º 240101.782 S2C4T1 Fl. 241 13 VI o proprietário, o incorporador definido na Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem; LEI 8212/91 Artigo 30 inciso VI o proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações. Decreto 612 de 21/07/92 Art. 42. O proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono de obra ou o condômino de unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor nas obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra, admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações. § 1° A responsabilidade solidária pode ser elidida, desde que seja exigido do construtor o pagamento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, incluída em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando da quitação da referida nota fiscal ou fatura, na forma estabelecida pelo INSS. Decreto 2173 de 05/03/97 Art. 43. O proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono de obra ou o condômino de unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor nas obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra, admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações. §1° A responsabilidade solidária somente será elidida, se for comprovado pelo executor da obra o recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados Fl. 256DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 14 incluída em nota fiscal ou fatura, quando não comprovadas contabilmente. §2° Para efeito do disposto no parágrafo anterior, o executor da obra deverá elaborar folhas de pagamento e guias de recolhimentos distintas para cada empresa contratante, devendo esta exigir do executor da obra,quando da quitação da nota fiscal ou fatura, cópia autenticada da_guia de recolhimento quitada e respectiva folha de pagamento. (grifamos) §3° Considerase construtor, para os efeitos deste Regulamento, a pessoa física ou jurídica que executa obra sob sua responsabilidade, no todo ou em parte. A recorrente MAIA E BORBA na qualidade de tomadora de serviços contratou a JH CONSTRUTORA, para prestação de diversos serviços. Assim, o contribuinte e o responsável tributário, no caso o recorrente, são solidários em relação à obrigação tributária, não cabendo, nos termos do parágrafo único do artigo 124 do CTN e do art. 30, VI da Lei n ° 8.212/1991, benefício de ordem. Ao não apresentar os documentos durante o procedimento fiscal a empresa tomadora, acabou por inverter o ônus da prova, passando para as empresas notificadas a obrigação de comprovar a inexistência de prestação de serviços mediante cessão de mão de obra. Porém conforme descrito, houve a simples alegação desprovida de provas. Conforme verificase na planilha que solicitou a apresentou dos documentos a empresa não apresentou os contratos inerentes a prestação de serviços, levando a autoridade fiscal a enquadrar no mais condizente com a atividade desenvolvida e os lançamentos realizados. Entendo que ao atribuir responsabilidade solidária pelo cumprimento da obrigação tributária, abriu o legislador a possibilidade de a autoridade previdenciária cobrar a satisfação da obrigação de qualquer das solidárias, sendo desnecessária a averiguação inicial na prestadora dos serviços. Se assim o fosse, estaríamos alterando o instituto jurídico para responsabilidade subsidiária, tornando inócuo o dispositivo legal. Dessa forma, não deve prosperara a alegação do recorrente de mudança do instituto da solidariedade para substituição tributária. Ao contrário da responsabilidade subsidiária onde se obriga a satisfação da obrigação primeiramente do devedor principal, a responsabilidade solidária permite a cobrança da obrigação em relação a cada um dos co obrigados. A constituição do crédito pode ocorrer tanto no prestador como no tomador de serviços. Tal questão foi, inclusive, objeto de apreciação pelo Conselho Pleno do CRPS – Conselho de Recursos da Previdência Social que detinha a competência para julgar os casos da espécie, a qual foi transferida para o Segundo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. Por meio do Enunciado nº 30, editado pela Resolução nº. 1, de 31 de Janeiro de 2007, publicada no DOU de 05/02/2007, o CRPS assim decidiu: “Em se tratando de responsabilidade solidária o fisco previdenciário tem a prerrogativa de constituir os créditos no tomador de serviços mesmo que não haja apuração prévia no prestador de serviços.” O lançamento foi efetuado pelo fato da recorrente haver contratado a prestadora de serviços e não haver apresentado a documentação hábil a elidir a responsabilidade solidária em todas as competências, quais seja, cópia das guias de Fl. 257DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12045.000365/200781 Acórdão n.º 240101.782 S2C4T1 Fl. 242 15 recolhimentos quitadas e respectivas folhas de pagamento elaboradas distintamente pelo executor em relação a cada contratante. Não logrou o recorrente demonstrar que os serviços encontravamse descritos no rol da OS n. 165. O fato da ordem de serviços abrir a possibilidade de inclusão de outros serviços além dos ali enumerados, não lhe concede o direito de incluir, pelo seu entender quais os serviços adicionais, tendo em vista inclusive, que o dispositivo ressalta que a inclusão será feita pela autoridade previdenciária, por meio de seus atos normativos. Como a ação fiscal foi realizada na tomadora, a base de cálculo foi apurada por aferição indireta, tomando por base as notas fiscais de serviços emitidas pela prestadora, em procedimento previsto no § 3º do art. 33 da Lei nº 8212/1991, que dá à auditoria fiscal a prerrogativa de ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Pelas disposições legais, se a MAIA E BORBA não apresenta a guia de recolhimento quitada, vinculada à nota fiscal/fatura, bem como os demais documentos enumerados na Legislação, assume a obrigação contributiva por solidariedade, não havendo qualquer ilegalidade quando da cobrança pelo autoridade previdenciária. O fato de existirem recolhimentos na prestadora não são capazes de provocar qualquer alteração do lançamento, uma vez que foram constatados apenas recolhimentos genéricos, e não específica em relação ao contrato com a empresa MAIA E BORBA, o que não atende a legislação para elidir a responsabilidade solidária. No que tange a argüição de ilegalidade/inconstitucionalidade de legislação previdenciária que dispõe sobre a exigência de guias específicas, (Decreto 612/92), frisese que incabível seria sua análise na esfera administrativa. Não pode a autoridade administrativa recusarse a cumprir norma cuja constitucionalidade ou mesmo legalidade vem sendo questionada, razão pela qual são aplicáveis os prazos regulados na Lei n ° 8.212/1991 e Decretos 612/92 e Decreto 2173/97. Toda lei presumese constitucional e, até que seja declarada sua inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário para tal declaração ou exame da matéria, deve o agente público, como executor da lei, respeitála. Nesse sentido, entendo pertinente transcrever trecho do Parecer/CJ n ° 771, aprovado pelo Ministro da Previdência Social em 28/1/1997, que enfoca a questão: Cumpre ressaltar que o guardião da Constituição Federal é o Supremo Tribunal Federal, cabendo a ele declarar a inconstitucionalidade de lei ordinária. Ora, essa assertiva não quer dizer que a administração não tem o dever de propor ou aplicar leis compatíveis com a Constituição. Se o destinatário de uma lei sentir que ela é inconstitucional o Pretório Excelso é o órgão competente para tal declaração. Já o administrador ou servidor público não pode se eximir de aplicar uma lei, porque o seu destinatário entende ser inconstitucional, quando não há manifestação definitiva do STF a respeito. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Fl. 258DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 16 Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições. No mesmo sentido, posicionase este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, editar a súmula nº2. SÚMULA N. 2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, entendo que os argumentos apontados pelo recorrente são insuficientes para desconstituir o lançamento. CONCLUSÃO: Pelo exposto e tudo mais que consta dos autos, voto por ACOLHER OS EMBARGOS propostos, para retificar os termos do acórdão 240100.444, para rejeitar as preliminares e no mérito NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 259DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12045.000365/200781 Acórdão n.º 240101.782 S2C4T1 Fl. 243 17 Voto Vencedor Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Redator Designado Em que pese a boa fundamentação apresentada pela relatora, concluo de forma diversa no que diz respeito ao critério para fixação do prazo decadencial. Passarei, de imediato, a expressar meu entendimento, posto que a legislação aplicável já foi suficientemente mencionada no voto da Conselheira Elaine Cristina Vieira. A bem da verdade, tanto esse Conselheiro quanto a Ilustre Relatora entendemos que havendo recolhimento antecipado da contribuição, há de se contar o prazo decadencial pela norma do art. 150, § 4. do CTN, qual seja, cinco anos contados da ocorrência do fato gerador. Divergimos, todavia, para os casos em que o Fisco não demonstra cabalmente a inexistência de recolhimento, mormente nas situações em que a apuração fiscal se dá, não no devedor direto, mas no seu tomador de serviços. Nesses casos, a Conselheira Elaine Cristina pondera que a dúvida porventura existente, no que diz respeito à ocorrência ou não de pagamento antecipado, deve ser resolvida em favor da Fazenda, ou seja, considerase a não ocorrência de antecipação de recolhimento, aplicandose para a contagem da decadência o art. 173, I, do CTN. Ouso divergir dessa tese. Verificandose que nem do Relatório, nem dos demais anexos, haja como se concluir pela existência ou não de recolhimentos, pelo fato da NFLD ter sido lavrada por solidariedade, em ação fiscal desenvolvida no prestador, não há como se saber se o devedor direto, o contratado para executar os serviços, efetuou algum recolhimento. Nessas situações, o entendimento que tem prevalecido nessa Turma de Julgamento é que se aplique o § 4. do art. 150 do CTN para contagem do prazo decadencial, posto que, não tendo o fisco expressamente se manifestado sobre a inexistência de pagamentos pelo sujeito passivo, deve a dúvida militar em favor desse. Assim, considerandose que a ciência da NFLD substituída deuse em 14/05/2001, e que as competências em discussão referemse ao período de 03 a 08/1996, voto pela declaração de decadência para as competências 03 e 04/1996. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 260DF CARF MF Emitido em 27/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 10/05/2011 por KLEBER FERREI RA DE ARAUJO, 19/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 13888.002415/2007-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de Apuração: 01/01/1997 a 28/02/2007
DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO.
Quando a multa cominada pela inobservância de obrigação acessória incidir uma única vez, é irrelevante o prazo decadencial, pois não é fixada tomando como parâmetro os períodos em que houve a infração à lei. Se o valor da multa independe das competências, não há que se falar em decadência.
RECURSO GENÉRICO. PRECLUSÃO PROCESSUAL.
Reputa-se não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado que não configure matéria de ordem pública, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em
que não foi contestado.
RELEVAÇÃO DA MULTA. REQUISITOS.
A multa somente será relevada se o infrator primário não tiver incorrido em agravantes, corrigir a falta e requerer a relevação durante o prazo para impugnação, nos termos do artigo 291, § 1º do Regulamento da Previdência Social.
Numero da decisão: 2301-002.111
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
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NÃO CONFIGURAÇÃO. Quando a multa cominada pela inobservância de obrigação acessória incidir uma única vez, é irrelevante o prazo decadencial, pois não é fixada tomando como parâmetro os períodos em que houve a infração à lei. Se o valor da multa independe das competências, não há que se falar em decadência. RECURSO GENÉRICO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. Reputase não impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado que não configure matéria de ordem pública, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em que não foi contestado. RELEVAÇÃO DA MULTA. REQUISITOS. A multa somente será relevada se o infrator primário não tiver incorrido em agravantes, corrigir a falta e requerer a relevação durante o prazo para impugnação, nos termos do artigo 291, § 1º do Regulamento da Previdência Social. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes Relator Fl. 1DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 7/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 13888.002415/200714 Acórdão n.º 2301002.111 S2C3T1 Fl. 404 2 Participaram da Sessão de julgamento os conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Mauro Jose Silva, Adriano Gonzales Silverio, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes e Leonardo Henrique Pires Lopes. Relatório Tratase de Auto de Infração, lavrado em 29/05/2007, em desfavor de MOEMPIRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA, sob o fundamento de que a empresa em epígrafe infringiu o disposto no art. 33, §§ 2° e 3°, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 232 e 233, parágrafo único, do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, tendo em vista que deixou de apresentar documentos indispensáveis à verificação do regular cumprimento das obrigações previdenciárias, quais sejam, contratos sociais e alterações, livro diário correspondente ao período de 01/1997 a 12/2006, bem como folhas de pagamento do período de 01/1997 a 02/2007, conforme o Relatório Fiscal de fl. 06. Outrossim, no que tange à multa, esta fora aplicada com base no art. 283, inciso II, alínea “J” e art. 373, do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, combinado com os artigos 92 e 102, da Lei 8.212/91, totalizando o valor de R$ 11.951,21 (onze mil, novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos), calculado sob o fundamento de que a empresa não é reincidente, bem como não houve circunstâncias agravantes. O referido valor fora atualizado pela Portaria MPS/MG 142 de 11 de abril de 2007, art. 9°, inciso VI, conforme o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa (fl. 07). Inconformada, a ora Recorrente ofereceu Impugnação de fl. 15, tendo sido proferido acórdão de fls. 60/65 que julgou procedente o lançamento, conforme se pode observar da ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 29/05/2007 DEIXAR DE EXIBIR LIVRO OU DOCUMENTO. Determina a lavratura de auto de infração deixar a empresa de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei 8.212/91. Lançamento Procedente Irresignada com a r. decisão, a empresa apresentou Recurso Voluntário de fls. 68/73, alegando, em síntese: a) Que quando o contribuinte cumpre, mesmo que extemporaneamente, sem estar sob ação fiscal, a obrigação acessória, há na seara previdenciária a possibilidade daquele, dentro do prazo de defesa à autuação, corrigir a infração, isto é, cumprir a referida obrigação, e requerer a relevação da multa aplicada, nos termos do art. 291, §1°, do RPS, aprovado pelo Decreto no 3.048/99; b) Que realizou a correção da falta, haja vista ter enviado as informações, bem como está na posse de documentação exigida no TIAD, acarretando o cumprimento das exigências emanadas da AuditoriaFiscal; Fl. 2DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 7/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 13888.002415/200714 Acórdão n.º 2301002.111 S2C3T1 Fl. 405 3 c) Que embora torne imprescindível a apresentação dos Documentos e Livros à época da ação fiscal, entretanto, a produção de prova necessária à apuração dos fatos, por todos os meios admitidos poderá identificar o eventual excesso da penalidade, ou até mesmo acarretar a extinção da obrigação. Vieram os autos a este Conselho por meio de Recurso Voluntário. Sem Contrarazões. É o relatório. Voto Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes, Relator Dos Pressupostos de Admissibilidade Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do Recurso e passo ao seu exame. Do Mérito Preliminarmente Da Decadência Antes de entrarmos no exame do mérito propriamente dito, imperioso esclarecer que é irrelevante o exame da decadência ao presente lançamento, vez que o descumprimento de apenas uma única competência acarretaria na imposição da mesma penalidade aplicada. Isto porque a multa cominada para a inobservância da obrigação acessória retratada na presente autuação incide uma única vez e não de forma periódica ou contínua. Desta feita, ainda que excluídas as competências atingidas pelo decurso do prazo decadencial, o valor cobrado pela autoridade fiscal seria exatamente o mesmo. Preclusão sobre matérias não impugnadas O Auto de Infração em apreço versa sobre o descumprimento de obrigação acessória, posto que a empresa deixou de apresentar documentos indispensáveis à verificação do regular cumprimento das obrigações previdenciárias, quais sejam, contratos sociais e alterações, livro diário correspondente ao período de 01/1997 a 12/2006, bem como folhas de pagamento do período de 01/1997 a 02/2007, conforme o Relatório Fiscal de fl. 06. Nas razões recursais ora em apreço, a empresa sequer se defendeu quanto ao mérito da questão acima exposto, tendo em vista que em nenhum momento afastou o motivo da autuação, especificamente quanto ao descumprimento da obrigação acessória, ou seja, Fl. 3DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 7/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 13888.002415/200714 Acórdão n.º 2301002.111 S2C3T1 Fl. 406 4 apresentou uma defesa genérica, não se desincumbindo do ônus da prova em contrário do afirmado pela fiscalização. Pois bem. A despeito de tal discussão, imperioso trazer a baila o que preconiza o art. 9º, §6º da Portaria nº 520, de 19 de maio de 2004, in verbis: Art. 9º A impugnação mencionará: (...) § 6º Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Desta feita, concluise, do acima exposto, que reputase impugnada a matéria relacionada ao lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, o que impede o pronunciamento do julgador administrativo em relação ao conteúdo do feito fiscal com esta matéria relacionado, restando, pois, definitivamente constituído o lançamento na parte em que não foi contestado. Notase, portanto, que houve a preclusão processual, uma vez que não houve insurgência da Recorrente quanto a pretensão externada no lançamento. Ademais, a despeito de tal instituto, importante citar os ensinamentos de Fredie Didier Júnior, in verbis: “Entendese que a preclusão está intimamente relacionada com o ônus, que, como se sabe, é situação jurídica consistente em um encargo do direito. A parte detentora de ônus deverá praticar ato processual em seu próprio benefício, no prazo legal, e de forma correta: se não o fizer, possivelmente este comportamento poderá acarretar conseqüências danosas para ela. (...) a preclusão decorre do não atendimento de um ônus, com a prática de atofato caducificante ou ato jurídico impeditivo, ambos lícitos, conformes com o direito. Com isso, entendo que, no caso em apreço, ocorreu a preclusão consumativa, que é a extinção da faculdade de praticar um determinado ato processual em virtude de já haver ocorrido a oportunidade para tanto, ficando, portanto, o julgador impossibilitado de analisar a questão de mérito, posto que não contestada pela Recorrente. Do pedido de relevação da multa Primeiramente, cumpre esclarecer que a multa punitiva foi aplicada nos estritos termos da legislação, em obediência ao disposto no art. 283, inciso II, alínea “J” e art. 373, do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, combinado com os artigos 92 e 102, da Lei 8.212/91. No caso dos autos, verificase que o contribuinte guerreia pela relevação da referida multa. Contudo, a mesma não poderá ser relevada, tendo em vista não estarem presentes os requisitos do artigo 291, §1º do RPS, in verbis: Art. 291 – Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. §1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 7/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 13888.002415/200714 Acórdão n.º 2301002.111 S2C3T1 Fl. 407 5 Neste diapasão, embora a Recorrente seja primária, não tenha incorrido em circunstâncias agravantes, a mesma não requereu a relevação da multa dentro do prazo destinado à defesa, bem como não juntou os documentos dentro do prazo da mesma, não sendo cabível, portanto, a relevação da multa. Corroborando com o acima exposto, segue abaixo decisões prolatadas em sede de Recurso Voluntário acerca da questão, literris: Nº Recurso 243869 Número do Processo 12045.000074/200793 Órgão Julgador Quinta Câmara/Segundo Conselho de Contribuintes Contribuinte: ESC 90 TELECOMUNICAÇÕES LTDA Tipo do Recurso: Recurso Voluntário Dado Provimento Parcial Por Unanimidade Data da Sessão: 05/11/2008 Relator: Marco André Ramos Vieira Nº Acórdão: 20501317 Tributo / Matéria Ementa Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 20/06/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PENALIDADE PECUNIÁRIA. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. No caso de aplicação de penalidade pecuniária sempre se observa o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial parte dos fatos geradores apurados pela fiscalização. RELEVAÇÃO DA MULTA. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO NÃO REALIZADO NO PRAZO DE DEFESA. A relevação prevista no art. 291, § 1º do RPS necessita dos seguintes requisitos: Pedido no prazo de defesa, mesmo que não contestada a infração; Primariedade do infrator; Correção da falta até a decisão do INSS; Sem ocorrência de circunstância agravante. A relevação não é faculdade da autoridade administrativa, uma vez o infrator atendendo aos requisitos do art. 291, § 1º do RPS, quais sejam: primariedade do infrator; correção da falta e sem ocorrência de circunstância agravante; surge para a autoridade o dever de relevar a multa. Contudo, essa autoridade não pode agir de ofício, é necessária a provocação da parte. Analisando os requisitos e os autos, verificase que não houve o pedido de relevação dentro do prazo de defesa. Assim, fica demonstrada a necessidade de ser identificada de maneira correta cada etapa processual, para fins de definição dos direitos que assistem aos contribuintes. Caso não seja exercido no tempo correto há a preclusão do direito. A fase de recurso não se confunde com a de impugnação. Corroborando esse entendimento foi publicado o Parecer CJ/MPS n ° 3.194/2003. Recurso Voluntário Provido em Parte. *** Nº Recurso: 244947 Número do Processo: 11073.000207/200721 Órgão Julgador Sexta Câmara/Segundo Conselho de Contribuintes Contribuinte: HERMES IENERICH Tipo do Recurso: Recurso Voluntário Negado Provimento Por Unanimidade Data da Sessão: 07/10/2008 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 7/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 13888.002415/200714 Acórdão n.º 2301002.111 S2C3T1 Fl. 408 6 Relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Nº Acórdão: 20601373 Tributo / Matéria Decisão Por unanimidade de votos converteuse o julgamento do recurso em diligência. Ementa Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 14/08/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. ART. 50 LEI Nº 8.212/91. Constitui fato gerador de multa deixar o contribuinte de encaminhar mensalmente ao INSS todos os alvarás para construção civil e documentos de habitese concedidos, de acordo com critérios estabelecidos por referido Instituto, conforme preceitos contidos no dispositivo legal supra, c/c artigo 226, § 1º, do RPS. RELEVAÇÃO DA MULTA. INAPLICABILIDADE. CORREÇÃO PARCIAL INFRAÇÃO. Com fulcro no artigo 291, § 1º, do Regulamento da Previdência SocialRPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99 (redação original), somente será relevada a multa aplicada quando corrigida a infração, com pedido dentro do prazo de defesa, sendo o contribuinte primário e inexistindo circunstância agravante. MATÉRIA NÃO SUSCITADA EM SEDE DE DEFESA/IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. Não devem ser conhecidas as razões/alegações constantes do recurso voluntário que não foram suscitadas na impugnação, tendo em vista a ocorrência da preclusão processual, nos termos do artigo 9º, § 6º, da Portaria nº 520, do Ministério da Previdência Social, e artigo 54, § 5º, inciso V, do Regimento Interno do CRPS, vigentes à época, c/c artigo 17, do Decreto nº 70.235/72. Recurso Voluntário Negado. Deste modo, não pode ser acolhido o pedido da recorrente de relevação da multa. Da Conclusão Ante o exposto, conheço do Recurso Voluntário para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, 7 de junho de 2011 Leonardo Henrique Pires Lopes Fl. 6DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 7/08/2011 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por MARCELO OLIVEIR A
score : 1.0
Numero do processo: 13706.001149/2004-42
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003
IRPF. RESTABELECIMENTO DE DEDUÇÃO DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO.
São dedutíveis na Declaração de Ajuste Anual a título de despesas com instrução, os pagamentos, devidamente comprovados, efetuados a
estabelecimento de ensino, até o limite individual estabelecido em lei.
Numero da decisão: 2201-001.027
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade DAR parcial
provimento ao recurso para restabelecer o valor de R$ 1.998,00, relativo à dedução de despesas com instrução. Ausência justificada da conselheira Janaína Mesquita Lourenço de Souza.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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RESTABELECIMENTO DE DEDUÇÃO DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. São dedutíveis na Declaração de Ajuste Anual a título de despesas com instrução, os pagamentos, devidamente comprovados, efetuados a estabelecimento de ensino, até o limite individual estabelecido em lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade DAR parcial provimento ao recurso para restabelecer o valor de R$ 1.998,00, relativo à dedução de despesas com instrução. Ausência justificada da conselheira Janaína Mesquita Lourenço de Souza. (Assinado Digitalmente) Francisco Assis de Oliveira Júnior Presidente. (Assinado Digitalmente) Eduardo Tadeu Farah Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Eduardo Tadeu Farah, Guilherme Barranco de Souza, Gustavo Lian Haddad e Fl. 43DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Assinado digitalmente em 18/04/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU, 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Janaína Mesquita Lourenço de Souza. Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada Notificação de Lançamento às fls. 02/03, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2003, em que o resultado do ajuste anual foi alterado de Imposto a restituir de R$ 443,25 para imposto a pagar de R$ 456,00. A fiscalização, por meio de revisão da Declaração de Ajuste Anual do contribuinte, apurou dedução indevida a título de dependentes e relativa a despesa de instrução. Cientificado do lançamento, o autuado apresentou Impugnação, alegando, que os valores originais que foram alterados estavam corretos, conforme certidão de nascimento e contrato escolar. Por sua vez, a 3ª Turma de Julgamento da DRJ – Rio de Janeiro II julgou procedente em parte o lançamento, consubstanciado na ementa abaixo transcrita: DEDUÇÃO. DESPESAS COMPROVADAS. As despesas dedutíveis são aquelas comprovadas até o limite previsto na legislação. Lançamento Procedente em Parte Intimado da decisão de primeira instância, o autuado apresenta tempestivamente Recurso Voluntário, sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos postos em sua Impugnação, sobretudo que está apresentando documento que comprova o efetivo pagamento da anuidade referente à filha Alexia de Araújo Figueiredo, no valor de R$ 4.502,04. É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Segundo se colhe dos autos, a controvérsia, nesta segunda instância, cingese, exclusivamente, na glosa efetuada pela autoridade fiscal relativa a despesas com instrução da dependente Alexia de Araújo Figueiredo. Por seu turno, a autoridade recorrida não acatou o contrato de prestação de serviços educacionais carreado a Impugnação, sob o argumento de que o recorrente não juntou ao processo “... nenhum documento que comprove o efetivo pagamento da anuidade ali prevista”. Fl. 44DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Assinado digitalmente em 18/04/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU, 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13706.001149/200442 Acórdão n.º 220101.027 S2C2T1 Fl. 2 3 Contudo, em seu instrumento recursal, informa o suplicante que está juntando aos autos documento que comprova o efetivo pagamento da anuidade referente à despesa com instrução de sua filha Alexia de Araújo Figueiredo, no valor de R$ 4.502,04. Pois bem, compulsando a “Relação dos Pagamentos Efetuados” fornecida pelo Colégio Sant John Ltda, (fls. 33/34), verifico, pois que o recorrente efetivamente pagou, no ano calendário de 2002, o montante de R$ 4.502,04 a título de despesa com instrução para sua filha Alexia de Araújo Figueiredo. Portanto, de acordo com os documentos apresentados entendo estar resolvida à controvérsia instaurada, não restando, desta feita, dúvidas de que o contribuinte de fato suportou o valor R$ 4.502,04, relativa à despesa com instrução da dependente Alexia de Araújo Figueiredo. Ressaltese que, de acordo com a Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, II, "b"; Lei nº 10.451, de 2002, a dedução com despesas de instrução, para o exercício de 2003, está sujeita ao limite anual individual de R$ 1.998,00. Por fim, em homenagem ao princípio da instrumentalidade processual (CPC), ampla defesa, bem como da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário, devem ser aceitas as provas trazidas aos autos nesta fase recursal. Destarte, suprida a falta apontada, não mais subsiste a razão da glosa e, consequentemente, as deduções devem ser restabelecidas. Ante ao exposto, voto no sentido de DAR parcial provimento ao recurso para restabelecer o valor de R$ 1.998,00, relativo à dedução de despesas com instrução. (Assinado Digitalmente) Eduardo Tadeu Farah MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Fl. 45DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Assinado digitalmente em 18/04/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU, 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH 4 SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 13706.001149/200442 Recurso nº: 165.776 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovados pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto a Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 220101.027. Brasília/DF, 16 de março de 2011. ______________________________________ FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNIOR Presidente da Segunda Câmara / Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 46DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Assinado digitalmente em 18/04/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU, 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 13558.001363/2007-92
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano calendário: 2002
CSLL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. Não havendo antecipação do tributo, a homologação do lançamento ocorrerá no
prazo de cinco anos, a contar do 1o. dia do ano seguinte, na forma do artigo 173, I do CTN.
AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Tendo o auto de infração preenchido
os requisitos legais e o processo administrativo proporcionado plenas condições à interessada de impugnar o lançamento, descabe a alegação de nulidade.
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE.. O Mandado de
Procedimento Fiscal MPF foi concebido com o objetivo de disciplinar a execução dos procedimentos fiscais relativos aos tributos e contribuições sociais administrados pela Secretaria da Receita Federal, não atingindo a competência impositiva dos seus auditores fiscais não implicando nulidade do lançamento as eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento.
FALTA DE RECOLHIMENTO. LANÇAMENTO.
Cabível a realização de lançamento para a constituição do crédito tributário apurado em procedimento de ofício quando o contribuinte não recolhe e nem declara em DCTF a contribuição escriturada e informada na DIPJ.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1402-000.447
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e de decadência, e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Antonio José Praga de Souza
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2002 CSLL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. Não havendo antecipação do tributo, a homologação do lançamento ocorrerá no prazo de cinco anos, a contar do 1o. dia do ano seguinte, na forma do artigo 173, I do CTN. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Tendo o auto de infração preenchido os requisitos legais e o processo administrativo proporcionado plenas condições à interessada de impugnar o lançamento, descabe a alegação de nulidade. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE.. O Mandado de Procedimento Fiscal MPF foi concebido com o objetivo de disciplinar a execução dos procedimentos fiscais relativos aos tributos e contribuições sociais administrados pela Secretaria da Receita Federal, não atingindo a competência impositiva dos seus auditores fiscais não implicando nulidade do lançamento as eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento. FALTA DE RECOLHIMENTO. LANÇAMENTO. Cabível a realização de lançamento para a constituição do crédito tributário apurado em procedimento de ofício quando o contribuinte não recolhe e nem declara em DCTF a contribuição escriturada e informada na DIPJ. Recurso Voluntário Negado.
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AÇÃO FISCAL LUCRO REAL Recorrente PRAIA DO PRADO EMPREENDIMENTOS HOTELEIROS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002 CSLL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. Não havendo antecipação do tributo, a homologação do lançamento ocorrerá no prazo de cinco anos, a contar do 1o. dia do ano seguinte, na forma do artigo 173, I do CTN. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Tendo o auto de infração preenchido os requisitos legais e o processo administrativo proporcionado plenas condições à interessada de impugnar o lançamento, descabe a alegação de nulidade. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE.. O Mandado de Procedimento Fiscal MPF foi concebido com o objetivo de disciplinar a execução dos procedimentos fiscais relativos aos tributos e contribuições sociais administrados pela Secretaria da Receita Federal, não atingindo a competência impositiva dos seus auditores fiscais não implicando nulidade do lançamento as eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento. FALTA DE RECOLHIMENTO. LANÇAMENTO. Cabível a realização de lançamento para a constituição do crédito tributário apurado em procedimento de ofício quando o contribuinte não recolhe e nem declara em DCTF a contribuição escriturada e informada na DIPJ. Recurso Voluntário Negado. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13558.001363/200792 Acórdão n.º 140200.447 S1C4T2 Fl. 0 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, , rejeitar a preliminar de nulidade e de decadência, e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Relatório PRAIA DO PRADO EMPREENDIMENTOS HOTELEIROS LTDA recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela DRJ em primeira instância, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida: Trata o presente processo, do auto de infração de fls. 09 a 16, para cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, no valor de R$ 4.431,28 (quatro mil e quatrocentos e trinta e um reais e vinte e oito centavos), relativa ao anocalendário de 2002, além da multa de ofício e dos juros de mora calculados até 31/07/2007. De acordo com a descrição dos fatos do auto de infração em análise o lançamento foi efetuado sob a seguinte alegação: Diferença apurada entre o valor declarado e o valor pago – Durante o procedimento de verificações obrigatórias foi constatado que o contribuinte optou durante o exercício de 2003, anocalendário de 2002 pela tributação do Lucro Real Trimestral apurandose IRPJ a recolher no 1º e 3º trimestres nos valores de R$ 689,47 e R$ 3.741,81 respectivamente. Estes valores, contudo, não foram declarados na DCTF nem pagos. O contribuinte foi cientificado do lançamento em 05/09/2007, e em 01/10/2007 protocoliza defesa, fls. 26 a 29 apresentando, em síntese, as seguintes alegações: anexando doutrina e jurisprudência, preliminarmente “com fundamento nos artigos. 173 e 174, ambos do Código Tributário Nacional, requer a decretação da Decadência ou da Prescrição do crédito de IRPJ ora exigido, referente ao ano calendário de 2002, uma vez que a ação para cobrança do crédito tributário Fl. 2DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13558.001363/200792 Acórdão n.º 140200.447 S1C4T2 Fl. 0 3 prescreve em 05 (cinco) anos, contados da data da sua constituição definitiva.Dessa forma, ante as razões acima, requer de V. Exª que se digne a acolher a preliminar acima lançada e declarado prescrito o crédito tributário do IRPJ e da CSLL do 1º trimestre de 2002, excluindo, conseqüentemente do auto de infração ora combatido”; “ainda em tempo, convém, no uso do direito de defesa e com base na Portaria 6.087 de 21/11/2005, requerer a anulação dos efeitos do Procedimento Fiscal MPFF nº 0510500/00158/04 tendo em vista que o período de apuração referente ao anocalendário de 2002 não fez parte do exercício fiscalizado, bem como houve expiração do prazo para sua execução”; que houve prejuízo fiscal apurado no exercício de 2003, anocalendário de 2002, motivo pelo qual não houve imposto a recolher, como demonstrado conforme declaração do Imposto de Renda deste período, a qual segue anexa a esta defesa”; Pede ao final a “o provimento da sua impugnação, para anular o lançamento do crédito tributário, declarando insubsistente o auto de infração lavrado, acatando as preliminares levantadas”. A decisão recorrida está assim ementada: CSLL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito Tributário, relativamente à CSLL, na ausência de pagamentos, vinculase à regra do art. 173, inc. I do CTN, segundo a qual a contagem do prazo decadencial iniciase a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Tendo o auto de infração preenchido os requisitos legais e o processo administrativo proporcionado plenas condições à interessada de impugnar o lançamento, descabe a alegação de nulidade. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. O Mandado de Procedimento Fiscal MPF foi concebido com o objetivo de disciplinar a execução dos procedimentos fiscais relativos aos tributos e contribuições sociais administrados pela Secretaria da Receita Federal, não atingindo a competência impositiva dos seus auditores fiscais não implicando nulidade do lançamento as eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento. FALTA DE RECOLHIMENTO. LANÇAMENTO. Cabível a realização de lançamento para a constituição do crédito tributário apurado em procedimento de ofício quando o contribuinte não recolhe e nem declara em DCTF a contribuição escriturada e informada na DIPJ. Lançamento Procedente. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13558.001363/200792 Acórdão n.º 140200.447 S1C4T2 Fl. 0 4 Voto Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Tratase de exigência da CSLL em razão de falta de declaração e pagamento do tributo, apurado pela própria contribuinte. No recurso voluntário a contribuinte transcreve na literalidade as alegações da peça impugnatória que, a meu ver, foram adequadamente enfrentadas pela decisão de 1a. instancia, cujos fundamentos abaixo transcritos não merecem reparos: Da argüição de decadência Em sua defesa, a Impugnante alega que o lançamento não poderia atingir fatos ocorridos no 1º trimestre de 2002, por já ter sido alcançado pela decadência. Anexa ao processo doutrina e jurisprudência atribuindo a contagem do prazo decadencial em 05 anos a contar do fato gerador (art. 150, § 4º do CTN). (...) As orientações do Parecer PGFN/CAT Nº 1617, podem ser resumidas da seguinte forma: (...) d) para fins de cômputo do prazo de decadência, não tendo havido qualquer pagamento, aplicase a regra do art. . 173, inc. I do CTN, pouco importando se houve ou não declaração, contandose o prazo do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; e) para fins de cômputo do prazo de decadência, tendo havido pagamento antecipado, aplicase a regra do § 4º do art. 150 do CTN; f) para fins de cômputo do prazo de decadência, todas as vezes que comprovadas as hipóteses de dolo, fraude e simulação devese aplicar o modelo do inciso I, do art. 173, do CTN; (..) A autoridade Fiscal esclarece na fl. 10 do auto de infração, que o contribuinte apurou IRPJ e CSLL a pagar no 1º e 3º trimestres de 2002. Estes valores, contudo não foram declarados nem pagos. Anexa como prova o documento de fl. 16, com o resumo geral dos débitos e créditos da declaração, onde constam apenas pagamentos de PIS/PASEP e COFINS. Logo, ante a inexistência de qualquer pagamento, aplicase ao caso, a regra do art. 173, inc. I do CTN, contandose o prazo decadencial, a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Com referência aos lançamentos de IRPJ e CSSL do anocalendário de 2002, como o contribuinte optou pelo lucro real trimestral, o vencimento da obrigação Fl. 4DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13558.001363/200792 Acórdão n.º 140200.447 S1C4T2 Fl. 0 5 tributária do 1º e 3º trimestres de 2002, ocorreria em 30/04/2002 e 31/10/2002, respectivamente, e o lançamento poderia ser efetuado dentro do próprio ano calendário em que ocorreu o vencimento (2002), iniciando a contagem do prazo para decadência, em 2003, com final em 31/12/2007. Como a empresa foi cientificada do lançamento em 05/09/2007 (fl. 20) com referência ao IRPJ e a CSLL, inexiste qualquer período alcançado pela decadência. Nulidade – MPF Com base na Portaria 6.087 de 21/11/2005, requer ainda a Impugnante, a “anulação dos efeitos do Procedimento Fiscal MPFF nº 0510500/00158/04 tendo em vista que o período de apuração referente ao anocalendário de 2002 não fez parte do exercício fiscalizado, bem como houve expiração do prazo para sua execução”. Com referência ao tema, o Decreto n° 70.235, de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal estabelece em seu art. 59, o seguinte: Art. 59 São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Assim, observase que, quanto ao lançamento, o referido art. 59 do Decreto n.º 70.235, de 1972, somente admite nulidade por incompetência do agente, uma vez que a hipótese do inciso II, relativa a cerceamento do direito de defesa não se aplica ao auto de infração ou notificação de lançamento. Ressaltese que lançamento é o ato privativo da Administração Pública que verifica e registra a ocorrência do fato gerador, com a finalidade de apurar o quantum devido pelo sujeito passivo da obrigação tributária prevista no art. 113 do CTN. Este ato, praticado no presente processo, revestiuse de todas as formalidades para sua validade, estando a infração e os fatos que ensejaram o lançamento, claramente descritos no auto de infração e demonstrativos anexos, não se configurando, portanto, a aludida ofensa a qualquer princípio constitucional. O MPF foi criado pela Portaria SRF nº 1.265, de 22 de novembro de 1999, com fundamento no art. 190, inciso III do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria MF nº 227, de 03 de setembro de 1998; art. 196 do Código Tributário nacional (CTN), e art. 6º da Medida Provisória nº 1.9153, de 24 de setembro de 1999, tendo em vista a necessidade de disciplinar a execução dos procedimentos fiscais. No período da conclusão da presente fiscalização, o MPF era regido pela Portaria SRF nº 6.087, de 21 de novembro de 2005 e atualmente vigora a Portaria RFB nº 11.371, de 12 de dezembro de 2007. A simples falta ou imperfeição do MPF não tem o condão de anular auto de infração que atenda a todos os requisitos fixados no art. 142 do CTN, combinado com o art. 10 do Decreto n° 70.235/1972. O MPF é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos fiscais, relativos aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Consiste em ordem emanada por dirigentes das unidades, designando determinados auditores fiscais a executarem tarefas tendentes à verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo sujeito passivo. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13558.001363/200792 Acórdão n.º 140200.447 S1C4T2 Fl. 0 6 De outra parte, o MPF confere ao contribuinte a oportunidade de apurar a “veracidade” da fiscalização à qual está sendo submetido, salvaguardandoo de eventuais desvios ou abusos. A autoridade fiscal, ao depararse com infração definida em lei como suficiente ao lançamento de ofício, deve obrigatoriamente formalizar o lançamento – atividade privativa e vinculada da autoridade administrativa –, sob pena de responsabilidade funcional (art. 142 do CTN): Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. As portarias da SRF sobre o MPF constituemse em atos administrativos de hierarquia inferior ao CTN, portanto, não têm o condão de determinar a nulidade do lançamento. Esse tem sido o entendimento reiterado do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL NULIDADES [...] O Mandado de Procedimento Fiscal, sob a égide da Portaria que o criou, é mero instrumento de controle administrativo (1º CC, 7ª Câmara, ac.10706276). NORMAS PROCESSUAIS FALTA MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL NULIDADE DO LANÇAMENTO INEXISTÊNCIA A Portaria SRF n° 1.265, de 1999, que instituiu o Mandado de Procedimento Fiscal MPF, em virtude do princípio da legalidade (CF, art. 5º, inc. II) e da hierarquia das leis, não se sobrepõe às disposições do Código Tributário Nacional CTN, às do Decreto n° 70.235, de 1972, em especial às dos arts. 7º e 59, que versam, respectivamente, sobre o início do procedimento fiscal e sobre as hipóteses de nulidade do lançamento. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL O Mandado de Procedimento Fiscal é apenas um instrumento gerencial de controle administrativo da atividade fiscal, que tem também como função oferecer segurança ao sujeito passivo, ao lhe fornecer informações sobre o procedimento fiscal contra ele instaurado e possibilitarlhe confirmar, via Internet, a extensão da ação fiscal e se está sendo executada por servidores da Administração Tributária e por determinação desta. (1° CC, 2ª Câmara, ac. 10246676, relator Micael Heber Mateus, 16/03/05.) Assim, rejeito a argüição de nulidade do lançamento em razão de possíveis irregularidades no Mandado de Procedimento Fiscal. Da base de cálculo negativa Nos seus argumentos de defesa, a Impugnante alega genericamente que “houve prejuízo fiscal apurado no exercício de 2003, anocalendário de 2002, motivo pelo qual não houve imposto a recolher, como demonstrado conforme declaração do Imposto de Renda deste período, a qual segue anexa a esta defesa”. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13558.001363/200792 Acórdão n.º 140200.447 S1C4T2 Fl. 0 7 O exame da DIPJ do anocalendário de 2002, anexada aos autos pelo próprio contribuinte, especialmente a Ficha 09 A – Demonstração do Resultado (fls. 56 e 58), não indica qualquer base negativa a compensar, e os valores de CSLL informados pela própria impugnante na Ficha 17 da DIPJ (fls 63 e 66), são exatamente iguais aos valores lançados no auto de infração. (...) Ante o exposto, afasto a alegação de que o não pagamento dos tributos informados na DIPJ decorreu da existência de prejuízos fiscais de períodos anteriores. Conclusão: voto no sentido de rejeitar a preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 7DF CARF MF Emitido em 16/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 16/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 07/03/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 11080.104217/2004-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri May 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 1999
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DIPJ.
ALEGAÇÃO DE INCLUSÃO DE DÉBITOS NO REFIS. Inexiste previsão
legal que dispense a multa por atraso na entrega da DIPJ em razão do parcelamento de débitos no REFIS, mormente se sequer há evidências de que os débitos parcelados estariam informados na DIPJ entregue em atraso.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código
Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração (Súmula CARF nº 49).
REDUÇÃO DA MULTA. Somente está prevista na legislação a redução da penalidade já aplicada no lançamento, equivalente a 50%, no caso de declaração apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício.
INCONSTITUCIONALIDADE. CARÁTER CONFISCATÓRIO. O CARF
não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 02).
Numero da decisão: 1101-000.484
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Edeli Pereira Bessa
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 1999 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DIPJ. ALEGAÇÃO DE INCLUSÃO DE DÉBITOS NO REFIS. Inexiste previsão legal que dispense a multa por atraso na entrega da DIPJ em razão do parcelamento de débitos no REFIS, mormente se sequer há evidências de que os débitos parcelados estariam informados na DIPJ entregue em atraso. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração (Súmula CARF nº 49). REDUÇÃO DA MULTA. Somente está prevista na legislação a redução da penalidade já aplicada no lançamento, equivalente a 50%, no caso de declaração apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. INCONSTITUCIONALIDADE. CARÁTER CONFISCATÓRIO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 02).
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ALEGAÇÃO DE INCLUSÃO DE DÉBITOS NO REFIS. Inexiste previsão legal que dispense a multa por atraso na entrega da DIPJ em razão do parcelamento de débitos no REFIS, mormente se sequer há evidências de que os débitos parcelados estariam informados na DIPJ entregue em atraso. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração (Súmula CARF nº 49). REDUÇÃO DA MULTA. Somente está prevista na legislação a redução da penalidade já aplicada no lançamento, equivalente a 50%, no caso de declaração apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. INCONSTITUCIONALIDADE. CARÁTER CONFISCATÓRIO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 02). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ Presidente. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 26/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDELI PEREIRA BESSA Assinado digitalmente em 04/07/2011 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, 07/06/2011 por EDELI PEREI RA BESSA Processo nº 11080.104217/200401 Acórdão n.º 110100.484 S1C1T1 Fl. 60 2 (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (presidente da turma), Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Edeli Pereira Bessa, José Ricardo da Silva e Nara Cristina Takeda Taga. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 26/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDELI PEREIRA BESSA Assinado digitalmente em 04/07/2011 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, 07/06/2011 por EDELI PEREI RA BESSA Processo nº 11080.104217/200401 Acórdão n.º 110100.484 S1C1T1 Fl. 61 3 Relatório ERGO S A CONSTRUÇÃO E MONTAGEM, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre/RS que, por unanimidade de votos, julgou IMPROCEDENTE a impugnação interposta contra lançamento formalizado em razão da entrega em atraso da DIPJ do ano calendário 1999, somente apresentada em 13/09/2000, resultando em crédito tributário exigido no valor total de R$ 129.436,85. Em impugnação, a contribuinte alegou que, como incluiu a obrigação principal relativa ao exercício de 1998 no REFIS, o acessório deveria seguir o principal. Demais disto, na medida em que a entrega foi espontânea, a penalidade deveria ser excluída em razão do disposto no art. 138 do CTN. A Turma julgadora rejeitou estes argumentos aduzindo que: • A multa lançada referese ao anocalendário 1999, e não guarda qualquer relação com os referidos débitos do exercício 1998, que teriam sido parcelados no âmbito do REFIS. Mas, ainda que assim não fosse, não há previsão para exclusão de multas por descumprimento de obrigações acessórias no caso de inclusão de valores pertinentes à obrigações principais no REFIS, e mostrase inaplicável o princípio de que o acessório segue o principal, pois o litígio instaurado reportase a obrigação principal, e não acessória. • Inaplicável o art. 138 do CTN em caso de descumprimento de obrigação acessória, na medida em que a infração não se consubstancia por um ato de vontade, mas decorre unicamente da passagem do tempo, que é um fato jurídico stricto sensu, como, inclusive, já se manifestou o Superior Tribunal de Justiça e o 1o Conselho de Contribuintes. • Quanto ao caráter confiscatório da multa aplicada, declarou que não compete à Administração Pública o controle repressivo de constitucionalidade das normas. Cientificada da decisão de primeira instância em 13/11/2009 (fl. 56), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 15/12/2009 (fls. 36/43), no qual reprisa os argumentos apresentados na impugnação, reportandose ao fato de ter incluído no REFIS os débitos do exercício de 1998, de ter apresentado espontaneamente a DIPJ e de ser vedada a aplicação de multas confiscatórias. Consigna, ao final, que: Ante o exposto, REQUER a reforma total da decisão proferida pela DRJl aTurma dandose provimento ao presente recurso, para afastar a aplicação da multa pelo atraso na entrega da DIPJ, tendo em vista os argumentos acima expostos, ou ainda, mitigála em obediência aos dispositivos legais dos artigos, 107, 112, 113§1°, 138 todos do CTN, bem como o artigo, 105,1V da CF/88. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 26/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDELI PEREIRA BESSA Assinado digitalmente em 04/07/2011 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, 07/06/2011 por EDELI PEREI RA BESSA Processo nº 11080.104217/200401 Acórdão n.º 110100.484 S1C1T1 Fl. 62 4 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Relativamente à inclusão de débitos no REFIS, nada mais há a acrescentar para além do que a decisão recorrida já expressou: No que tange à inclusão da obrigação principal relativa ao exercício de 1998 no REFIS, este fato em nada influi na imposição da multa questionada. Primeiramente porque tratase de multa por atraso na entrega da DIPJ do exercício 2000, ano calendário 1999, ou seja, dois anos após o exercício 1998. Mesmo que assim não fosse, não há previsão para a exclusão de multas por descumprimento de obrigações acessórias no caso de inclusão de valores pertinentes à obrigações principais no REFIS. Ademais, o REFIS nada mais é do que uma forma de parcelamento dos valores devidos pelos contribuintes. Assim, se determinados valores não constarem neste parcelamento especial, devem prosseguir em sua cobrança regular. E, por outro lado, sequer se pode falar em acessório que segue o principal. Tratandose de direito tributário, as obrigações podem ser principal ou acessória. As obrigações principais encontramse reguladas pelo art. 113, § 1°, do CTN, o qual dispõe que estas surgem "com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente". Portanto, estamos diante de obrigação principal, e não acessória. Quanto aos efeitos da denúncia espontânea, tratase de tema já pacificado no âmbito do CARF: Súmula CARF nº 49. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. E, relativamente ao caráter confiscatório, a penalidade aplicada está em conformidade com as disposições legais citadas no fundamento legal do auto de infração: Lei nº 8.981/95: Art. 88. A falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado, sujeitará a pessoa física ou jurídica: I à multa de mora de um por cento ao mês ou fração sobre o Imposto de Renda devido, ainda que integralmente pago; (Vide Lei nº 9.532, de 1997) [...] Lei nº 9.532/97: Art. 27. A multa a que se refere o inciso I do art. 88 da Lei nº 8.981, de 1995, é limitada a vinte por cento do imposto de renda devido, respeitado o valor mínimo de que trata o § 1º do referido art. 88, convertido em reais de acordo com o disposto no art. 30 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995. [...] Fl. 4DF CARF MF Emitido em 26/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDELI PEREIRA BESSA Assinado digitalmente em 04/07/2011 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, 07/06/2011 por EDELI PEREI RA BESSA Processo nº 11080.104217/200401 Acórdão n.º 110100.484 S1C1T1 Fl. 63 5 O prazo de entrega da declaração expirou em 30/06/2000, a entrega se verificou em 13/09/2000, e a penalidade aplicada equivale a 3% do imposto devido informado na DIPJ (R$ 4.314.561,95). De outro lado, não há porque se cogitar de redução deste valor em razão das novas disposições veiculadas no art. 7o da Lei nº 10.426/2002, pois esta passou a estipular tal penalidade no percentual de 2% ao mês de atraso. A redução prevista em lei, e já aplicada no próprio corpo do Auto de Infração, é aquela incorporada à Lei nº 10.426/2002: Art. 7o [...] § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; [...] § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: [...] II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos. No mais, apenas recordese o que expresso na Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto, o presente voto é no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. EDELI PEREIRA BESSA – Relatora Fl. 5DF CARF MF Emitido em 26/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDELI PEREIRA BESSA Assinado digitalmente em 04/07/2011 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, 07/06/2011 por EDELI PEREI RA BESSA Processo nº 11080.104217/200401 Acórdão n.º 110100.484 S1C1T1 Fl. 64 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 26/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDELI PEREIRA BESSA Assinado digitalmente em 04/07/2011 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QU, 07/06/2011 por EDELI PEREI RA BESSA
score : 1.0
Numero do processo: 10305.001849/96-36
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - CONTRADIÇÃO — CABIMENTO —
INTEGRAÇÃO DO ACÓRDÃO - Acolhem-se os embargos declaratórios quanto existente contradição no acórdão vergastado, devendo esta ser esclarecida.
Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 1102-000.494
Decisão: Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, ACOLHER os EMBARGOS, para corrigir os valores constantes das tabelas anexas ao acórdão 107-07.805, de 20 de outubro de 2004, sem, contudo, alterar a decisão ali consubstanciada, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo 110 10305.001849/96-36 Recurso n° 139145 - Voluntário Acórdão n° 1102-00.494 — P Câmara / 2 0 Turma Ordinária Data 03 de agosto de 2011 Assunto EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante DELEGADO DERAT RJ Embargada Extinta 7a .Cdmara do 1 ° .CC EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - CONTRADIÇÃO — CABIMENTO — INTEGRAÇÃO DO ACÓRDÃO - Acolhem-se os embargos declaratórios quanto existente contradição no acórdão vergastado, devendo esta ser esclarecida. Embargos acolhidos. Vistos relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, ACOLHER os EMBARGOS, para corrigir os valores constantes das tabelas anexas ao acórdão 107-07.805, de 20 de outubro de 2004, sem, contudo, alterar a decisão ali consubstanciada, nos termos do voto da relatora. IV E JI,PESSOA MONTEIRO —Presidente e Relatora EDITADO EM:09/08/2011. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, João Otavio Opperman Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barretto, Manoel Mota Fonseca (Suplente convocado) Leonardo de Andrade Couto, e João Carlos Lima Junior(Vice- Presidente) Processo IV 10305.001849/96-36 SI-CIT2 Acórel5o n.° 1102-00.494 Fl. 2 Relatório: Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo Delegado da DERAT;RJ, em face do Acórdão 107-07.805, de 20;10;2004, lavrado contra Astromaritima Navegação S/A, assim ementado e decidido: LANÇAMENTO DE OFÍCIO - MULTA DE OFÍCIO - DÉBITO DISCUTIDO JUDICIALMENTE - A existência de ação judicial em que se discute débito tributário não impede o lançamento de oficio para evitar a decadência, em face das disposi Oes do art. 141 do CTN. Havendo, à época da autuação, liminar em mandado de segurança, exigibilidade ficará suspensa, com fundamento no art. 151 do CTN, 17C70 cabendo a aplicação da multa de oficio, .face à retroatividade benigna do art. 63 da Lei n° 9.430/96. DISCUSSÃO JUDICIAL CONCOMITANTE COM 0 PROCESSO ADMINISTRATIVO. A submissão da matéria à tutela autônoma e superior do Poder Judiciário, prévia ou posteriormente ao lançamento, inibe o pronunciamento da autoridade administrativa sobre o mérito da incidência tributária em litígio, ma exigibilidade fica adstrita a decisão definitiva do processo judicial. Entretanto não está impedido o julgador de apreciar argumentos relativos a inconsistências materiais que interferem no montante cht exigência. APURAÇÃO DE MATÉRIA TRIBUTÁVEL - RECOMPOSIÇÃO DO LUCRO REAL - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS - Apurando matéria tributável ent pessoa jurídica sujeita a apitragão do lucro real, a fiscalização tem o clever de proceder à completa recomposição das bases de cálculo de todos os períodos abrangidos pela ação _fiscal, levando em conici o estoque de prejuízos fiscais a compensar. CM IPC/BTNF - EFEITOS FISCAIS A DÉBITO - APURAÇÃO DO MONTANTE TIDO COMO INDEVIDAMENTE LANÇADO - Se, quando da ação .fiscal, apessoa jurídica já tinha direito á declução, ainda que parcial, dos efeitos da correção monetária complementar IPCBTNE, a .fiscalização não pode ignorar isso na recomposição das bases de cálculo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ASTROMARITIMA NAVEGAÇÃO S/A ACORDAM os Membros da Sétima Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER da matéria submetida ao poderjudiciário e, também, por 1111alliniidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, quanto a matéria diferenciada, para excluir da exigência a multa de oficio e as seguintes parcelas descritas no voto do relator,. períodos; 12/91 — Cr$506107.239,00;01/93, 10/93, 07/93, 10/94 a 12/94 exclusão total da matéria tributável; 04/93 —0-$3.859.359.219,03, e 11/93 — CRS31996.465,14.. Processo n° 10305.001849/96-36 SI-CIT2 Acórciiio n.° 1102-00.494 Fl. 3 Na execução do acórdão a autoridade preparadora percebeu lapso manifesto na recomposição dos valores remanescentes e opôs as seguintes questões: a) erro na transcrição para planilha (fis.583/585) do valor da matéria tributEivel em fevereiro de 1994, cujo valor correto é de R$ 736.281.013,41(fis.05) ; b)eiTo na elaboração da planilha ao informar o valor de R$ 241.762,00, como lucro real declarado em 12/94, quando consta da DIPJ como lucro real antes da compensação de prejuízo em 12/94 o valor de R$ 5.629.616,00(fls.279); c)desconsideração no prejuízo fiscal recomposto referente a 06/94, R$4.043092.277,90 do saldo de prejuízo fiscal acumulado corrigido monetariamente (fls.584/585). Despacho de fls.600/601 acolhe o pedido de conserto do lapso manifesto. Por redistribuição recebo o processo para conhecimento. Este é o relatório. Processo n° 10305.001849/ 96-36 S -C1T2 Acórclao 11. 0 1102-00.494 Fl. 4 Voto: Conselheiro Ivete Malaquias Pessoa Monteiro , Relatora Os embargos preenchem os pressupostos de admissibilidade e deles conheço. Com razão a embargante ao argüir a contradição no acórdão quanto aos valores que foram objeto da decisão e aqueles apontados nas planilhas anexas ao voto. O acórdão excluiu as multas de oficio e no período referente à 12/91, o valor de Cr$ 506.107.239,00; o total dos lançamentos referentes aos meses de janeiro, março, outubro de 1993; julho e de outubro a dezembro de 1994 excluiu o total da matéria tributdvel. No mesmo sentido, em abril de 1993 excluiu Cr$3.859.359.219,03 e em novembro de 1993, o valor de CR$31.996.465,14. Também reconheceu o direito da Contribuinte compensar parte dos valores lançados, como saldo de seu prejuízo fiscal acumulado(fis.579/581) e procedeu à recomposição dos valores devidos, conforme planilhas de fls.583/585. Todavia nessas planilhas cometeu lapsos manifestos, conforme apontou a autoridade embargante Nesta conformidade devem ser acolhidos os embargos para sanar as divergências apontadas devendo a autoridade executora do acórdão considerar os valores providos, a partir daqueles originalmente informados na DIPJ, observados as exclusões concedidas no acórdão embargado (1" ..e 2a .instancias) Isto posto, voto no sentido de acolher os embargos de declaração, para integrar o acórdão recorrido, visando a correção dos erros apontados, sem contudo, alterar a decisão ali consubstanciada. f ly,e eq—ufas -Pessoa Monteiro 4
score : 1.0
Numero do processo: 13830.000047/2002-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/06/1997
AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. SUPORTE FÁTICO INEXISTENTE.
Comprovada a insubsistência da acusação fiscal, em face da situação fática comprovada nos autos, impõe-se o cancelamento do auto de infração
Numero da decisão: 3402-001.047
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencida a Conselheira Nayra Bastos Manatta, que não conhecia do recurso em parte, por perda do objeto, e, na parte conhecida, negava provimento.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
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Recorrida DRJ em RIBEIRÃO PRETOSP ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1997 a 30/06/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. SUPORTE FÁTICO INEXISTENTE. Comprovada a insubsistência da acusação fiscal, em face da situação fática comprovada nos autos, impõese o cancelamento do auto de infração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencida a Conselheira Nayra Bastos Manatta, que não conhecia do recurso em parte, por perda do objeto, e, na parte conhecida, negava provimento. NAYRA BASTOS MANATTA Presidente. SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA Relatora. EDITADO EM: 11/04/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Angela Sartori, Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Leonardo Siade Manzan e Nayra Bastos Manata Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A 2 Em conseqüência de auditoria interna realizada em Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), contra a contribuinte acima identificada foi emitido o auto de infração eletrônico constante das fls. 14 a 18 para formalizar a exigência de crédito tributário relativo ao Programa de Integração Social (PIS) decorrente dos fatos geradores ocorridos no período de janeiro a junho de 1997, com a multa aplicável nos lançamentos de ofício. O lançamento, com ciência à contribuinte em 05 de dezembro de 2001, foi efetuado em virtude de não se ter encontrado o processo judicial informado nas DCTF auditadas. A exigência tributária foi impugnada e a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão PretoSP (DRJ/RPO) julgou o lançamento procedente em parte, nos termos do Acórdão constante das fls. 95 a 101, para cancelar a exigência da multa de ofício e dos juros de mora relativos ao período de apuração de junho de 1997, visto que o valor do crédito tributário apurado nesse período fora objeto de depósito judicial. A contribuinte interpôs o recurso das fls. 113 a 117 para alegar, em síntese, que: I – a cobrança do tributo está fundamentada em legislação não condizente com a hipótese em questão, visto que, no caso de vendas de álcool etílico hidratado, para fins carburantes, as Medidas Provisórias (MP) nº 1.49511, de 2 de outubro de 1996, e nº 1.546, de 1996, determinaram que somente os distribuidores desse produto estariam obrigados ao recolhimento da caontribuição para o PIS; II – deve ser cancelada a exigência tributária relativa ao mês de junho de 1997, pois ficou comprovado o seu recolhimento; e III – a decisão recorrida reconhece que o crédito tributário relativo aos meses de janeiro a maio de 1997 foi objeto de parcelamento, conforme processo nº 13826.000376/200222, portanto, uma vez parcelada e paga a exigência, deve ser extinto este processo. Ao final, solicitou a recorrente que seja dado provimento ao seu recurso para cancelar integralmente a exigência tributária. Em 07 de maio de 2009, este colegiado decidiu converter o julgamento do recurso em diligência para verificar se o crédito tributário em questão havia sido parcelado, tendo em vista constar destes autos informação da Procuradoria da Fazenda Nacional sobre processo de parcelamento. Na realização da diligência, foi informado que o processo de parcelamento referido estaria arquivado, em virtude da extinção do parcelamento por pagamento e que os valores parcelados referiamse aos débitos de PIS de janeiro a maio de 1997 em valores idênticos aos valores lançados, exceto no período de maio de 1997, que foi parcelado e pago o valor de R$ 8.560,79 (oito mil quinhentos e sessenta reais e setenta e nove centavos), enquanto o valor lançado foi de R$ 8.565,57 (oito mil quinhentos e sessenta e cinco reais e cinquenta e sete centavos). A recorrente foi cientificada da diligência e não se manifestou no prazo regulamentar. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A Processo nº 13830.000047/200212 Acórdão n.º 340201.047 S3C4T2 Fl. 177 3 É o relatório. Voto Conselheira Relatora Sílvia de Brito Oliveira O recurso é tempestivo e seu julgamento está inserto na esfera de competência da 3ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), devendo ser conhecido. Nestes autos, estáse tratando de lançamento de ofício de débito confessado em DCTF e que, portanto, constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para exigência do crédito tributário, nos estritos termos do art. 5º, § 1º, do Decretolei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, que transcrevese: Art. 5º O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. § 1º O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. § 2º Não pago no prazo estabelecido pela legislação o crédito, corrigido monetariamente e acrescido da multa de vinte por cento e dos juros de mora devidos, poderá ser imediatamente inscrito em dívida ativa, para efeito de cobrança executiva, observado o disposto no § 2º do artigo 7º do Decretolei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983 (...) Destarte, seria despiciendo o lançamento. Contudo, eximome de tecer considerações detalhadas sobre essa matéria, visto que, para a solução do litígio, é suficiente discorrer sobre o suporte fático motivador da constituição de ofício do crédito tributário, qual seja, a não comprovação do processo judicial informado. Nesse aspecto, releva considerar que, em atenção a intimação fiscal feita para cumprir a diligência determinada pela instância recorrida, a contribuinte trouxe aos autos cópias de peças do referido processo judicial que permitem concluir que existe o processo judicial nº 94.00117930 que, conforme peça do auto de infração à fl. 16, teria sido declarado sob o nº 94.0117930. Assim sendo e considerando que a falta de um zero à esquerda do número 117930 constitui mero erro formal que em nada obsta a verificação da identidade entre o número declarado e o número real do processo, está comprovada a existência do processo judicial indicado pela recorrente nas DCTF auditadas e verificase, portanto, a ausência do fato motivador do lançamento. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A 4 Ora, uma vez comprovado que a acusação fiscal é improcedente, impõese a decretação da improcedência do lançamento e não a alteração do seu suporte fático ou, como fez a instância recorrida, deixar de conhecer da insurgência da contribuinte quanto às matérias argüidas no processo judicial, em virtude da concomitância, pois, se a acusação fiscal é de inexistência do processo judicial (“proc jud não comprovad”), ao se reconhecer a concomitância entre as vias administrativa e judicial, estáse, com efeito, reconhecendo a existência do processo judicial e, por conseguinte, declarando que a acusação fiscal é insubsistente, pois a situação fática comprovada nos autos é contrária ao suporte fático da autuação. A propósito, por bem expressar o entendimento que, sobre essa matéria, tenho esposado, transcrevo trechos da declaração de voto proferida pelo julgador Jorge Frederico Cardoso de Menezes, da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba PR, nos autos do processo nº 10930.003517/200283: (...) O auto de infração foi lavrado em virtude de não ter sido comprovada a existência da ação judicial informada pelo contribuinte na DCTF, relativamente a débito de COFINS de dezembro de 1997. Ante a incomprovação da existência do processo judicial, o Fisco, ao proceder o lançamento em causa, sequer tomou conhecimento de aspectos que só foram carreados para os autos após a impugnação e que não corroboram, pois, bem ao contrário, até evidenciam a inexatidão do motivo que ensejou a autuação em exame, eis que, em razão da existência da ação judicial que reconheceu haver direito creditório devido ao contribuinte, outros passaram a ser os pressupostos que, em tese, autorizariam a lavratura do feito, além do que, na mesma esteira, a autoridade lançadora tampouco cientificou o contribuinte desses novos pressupostos. No caso dos autos, além de a ação judicial em apreço ter transitado em julgado com sentença favorável ao contribuinte, a meu juízo, afigurase equivocada a tese segundo a qual, ao ingressar com uma ação judicial colimando a convalidação de um determinado critério jurídico, relativo ao procedimento compensatório, o contribuinte teria, em função disso, renunciado à própria faculdade de proceder à compensação espontânea sob sua própria conta e risco, na forma como já lhe havia sido conferida pelo art. 66 da Lei n.º 8.383, de 1991. Além de a referida tese carecer do necessário suporte legal e, de certa forma, inobservar a garantia constitucional incutida no inciso XXXV do art. 5º da Carta da República, é forte na doutrina e na jurisprudência a exegese no sentido de que a compensação efetuada pelo próprio contribuinte nos termos do precitado diploma constitui modalidade diferenciada de extinção do crédito tributário, que não se afeiçoa à compensação prevista pelo art. 170 do CTN, mas sim a uma forma de pagamento antecipado que, em regra, só extingue definitivamente o crédito tributário quando o procedimento é homologado pelo Fisco, ocasião em que a autoridade administrativa deve verificar a liquidez e a certeza do crédito contraposto ao débito que o contribuinte pretendeu compensar. (...) Ademais disso, é bem de ver que o mencionado art. 170A do CTN tampouco foi citado como fundamento legal do auto de Fl. 4DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A Processo nº 13830.000047/200212 Acórdão n.º 340201.047 S3C4T2 Fl. 178 5 infração. Isto é, as razões subjacentes que, no entendimento da relatora, ensejariam a manutenção da exigência, decididamente não inspiraram a lavratura do feito e foram carreadas ao processo tãosomente após o contribuinte ter sido autuado e, então, impugnado o lançamento. (...) O procedimento in casu é totalmente eletrônico e não obstante a sua validade, visto que autorizado por autoridade competente, fundamentase apenas no estreito limite desse cruzamento de informações. A descrição do fato, requisito de validade do auto de infração e elemento essencial ao exercício do direito à ampla defesa do sujeito passivo, encontrase no âmbito de competência da autoridade lançadora, descabendo à autoridade julgadora suprilo, ao argumento de que a exigência seria válida sob o prisma da “falta de recolhimento”. Ora, a falta de recolhimento é, em sentido amplo e via de regra, a razão de qualquer lançamento de ofício efetuado de modo a constituir o crédito tributário. Vale dizer, em linguagem mais simples, que o Fisco não pode, durante o procedimento, atirar no que vê e, então, a autoridade julgadora, já no âmbito do processo, fazêlo acertar no que não viu, subtraindo ao impugnante o direito de opor contrarazões, quaisquer que sejam, sem que isto, pelo menos a meu juízo, resulte na preterição do direito de defesa do contribuinte autuado. É dizer, em uma frase – não se pode autuar primeiro para só fiscalizar depois. (...). Em apertada síntese, estas são as razões pelas quais, não promovido o aludido saneamento processual e ante a insubsistência do fato que ensejou a lavratura do auto de infração em exame, visto que agora seriam outros os pressupostos que o ensejariam, divirjo, respeitosamente, da relatora e dos demais colegas julgadores que votaram pela procedência do feito, eis que, a meu juízo, sem que o processo seja saneado, impõese o cancelamento do auto de infração, cabendo ao Fisco efetuar o lançamento que achar devido, então já sob o pálio de novos pressupostos, e desde que dentro de prazo decadencial. (...) Diante do exposto, voto pelo provimento do recurso voluntário. É como voto. Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 5DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A
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Numero do processo: 17546.000909/2007-88
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 30/11/2006
CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 6.º DA LEI N.º
8.212/1991 C/C ARTIGO 284, III, DO RPS, APROVADO PELO
DECRETO N.º 3.048/99 CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE DE DN
A não apreciação dos argumentos apresentados em sede de impugnação,
enseja o cerceamento do direito de defesa, importando em nulidade da decisão de 1º instância.
ANULAR DECISÃO DE 1ª INSTÂNCIA
Numero da decisão: 2401-001.938
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, anular a
Decisão de Primeira Instância.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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MANTIQUEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 30/11/2006 CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 6.º DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 284, III, DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE DE DN A não apreciação dos argumentos apresentados em sede de impugnação, enseja o cerceamento do direito de defesa, importando em nulidade da decisão de 1º instância. ANULAR DECISÃO DE 1ª INSTÂNCIA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, anular a Decisão de Primeira Instância. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Walter Murilo Melo Andrade e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 424DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Relatório Trata o presente auto de infração, , lavrado sob n. 37. 044.2628, em desfavor da recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, § 6º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, III do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o Contribuinte apresentou as Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, relativas ao período entre as competências de 01/1999 a 03/2005, com informações inexatas, incompletas ou omissas, em relação a dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. As informações inexatas, incompletas ou omissas referemse aos dados cadastrais incorretos correspondente à atividade da empresa e do segurado empregado, conforme planilha anexa ao AI. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 30/11/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 05/12/2006. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 236 a242 , argumentando que já procedeu a correção das GFIP com dados incorretos. Também questiona o grupo econômico formado. Apresentaram, ainda, impugnação: a) empresa Frigovalpa Comércio e Indústria de Carne Ltda, fls. 244 a 249. b) Empresa FRIGOSEF – Frigorífico SEF de São José dos Campos Ltda, fls. 278 a 282. c) Empresa Tãnia Pereira Lopes – ME, fls. 284 a 287. d) Empresa Monalisa Pereira Lopes Nogueira – ME, fls. 289 a 293. e) Empresa André Luiz Nogueira Jr – ME, fls. 296 a 298. Foi exarada a DecisãoNotificação DN que confirmou a procedência do lançamento, conforme fls327 a 345. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 374 a 377 . Em síntese, a traz as mesmas alegações, quais sejam: A empresa foi autuada por transmitir as Gfips com dados cadastrais incorretos, e as mesmas já foram retificadas conforme cópias dos recibos de entrega anexos aos autos que não foram considerados em decisão. Também questiona o grupo econômico formado. Apresentaram ainda recursos as seguintes empresas: a) FRIGOSEF – Frigorífico SEF de São Jose´dos Campos, fls. 379 a 382. b) Empresa André Luiz Nogueira Jr – ME, fls. 384 a 387 . Fl. 425DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 17546.000909/200788 Acórdão n.º 240101.938 S2C4T1 Fl. 396 3 A Delegacia da Receita Federal do Brasil, encaminhou o processo a este Conselho para julgamento. É o Relatório. Fl. 426DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 267. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Quanto ao mérito entendo que os argumentos apontados pelo recorrente quanto a infração não foram efetivamente apreciados pela autoridade julgadora, que de forma muito profunda apreciou o constituição do grupo econômico de fato, mas acabou pecando quanto a apreciar o falta atribuída no presente auto de infração. Dessa forma, entendo que exista um vício na referida Decisão Notificação, importando sua nulidade face o cerceamento do direito de defesa do recorrente, que inclusive alegou que providenciou a retificação das referidas GFIPs sem que a autoridade julgadora as verificasse. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para ANULAR A DECISÃO NOTIFICAÇÃO. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 427DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 35373.000367/2006-73
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/1998 a 30/11/2000
DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula
Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIO CUB.
A não apresentação da escrituração contábil consubstancia-se
motivo justo, suficiente e determinante para a apuração, por aferição indireta segundo o critério do Custo Unitário Básico, da base de cálculo para as contribuições sociais relativas à mão de obra utilizada na execução de obra ou de serviços de construção civil de responsabilidade de pessoa jurídica, cabendo ao sujeito
passivo o ônus da prova em contrário.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-000.900
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos conceder
provimento parcial à preliminar de extinção do crédito pela homologação tácita prevista no artigo 150, parágrafo 4 do CTN, nos termos do voto da Relatora. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu pois entendeu que deveria ser aplicado no art.173, inciso I do CTN. Quanto a parcela não extinta, por unanimidade de votos, foi negado provimento ao recurso.
Nome do relator: Adriana Sato
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1998 a 30/11/2000 DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIO CUB. A não apresentação da escrituração contábil consubstancia-se motivo justo, suficiente e determinante para a apuração, por aferição indireta segundo o critério do Custo Unitário Básico, da base de cálculo para as contribuições sociais relativas à mão de obra utilizada na execução de obra ou de serviços de construção civil de responsabilidade de pessoa jurídica, cabendo ao sujeito passivo o ônus da prova em contrário. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos conceder provimento parcial à preliminar de extinção do crédito pela homologação tácita prevista no artigo 150, parágrafo 4 do CTN, nos termos do voto da Relatora. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu pois entendeu que deveria ser aplicado no art.173, inciso I do CTN. Quanto a parcela não extinta, por unanimidade de votos, foi negado provimento ao recurso.
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CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIO CUB. A não apresentação da escrituração contábil consubstanciase motivo justo, suficiente e determinante para a apuração, por aferição indireta segundo o critério do Custo Unitário Básico, da base de cálculo para as contribuições sociais relativas à mão de obra utilizada na execução de obra ou de serviços de construção civil de responsabilidade de pessoa jurídica, cabendo ao sujeito passivo o ônus da prova em contrário. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos conceder provimento parcial à preliminar de extinção do crédito pela homologação tácita prevista no artigo 150, parágrafo 4 do CTN, nos termos do voto da Relatora. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu pois entendeu que deveria ser aplicado no art.173, inciso I do CTN. Quanto a parcela não extinta, por unanimidade de votos, foi negado provimento ao recurso. Marco André Ramos Vieira Presidente. Adriana Sato Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/07/2011 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 EDITADO EM: 27/07/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Marco André Ramos Vieira (Presidente), Arlindo Da Costa E Silva, Liege Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Manoel Coelho Arruda Junior, Edgar Silva Vidal. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/07/2011 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 35373.000367/200673 Acórdão n.º 230200.900 S2C3T2 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada em 31/03/2005, cuja ciência do Recorrente ocorreu em 11/04/2005 (fls.01). De acordo com o Relatório Fiscal de fls.15/20 a presente NFLD referese a contribuições sociais destinadas à Seguridade Social e as devidas as Outras Entidades e Fundos, a cargo da empresa e de empregados, provenientes de salários aferidos. O fato gerador das contribuições sociais lançadas é o montante de salários pagos na utilização de mão de obra na execução da construção da obra localizada na Rua João de Biasi, n°320 e 330, Higienópolis, São José do Rio Preto, São Paulo. Ainda de acordo com as informações contidas no Relatório Fiscal, temos que a obra foi fiscalizada em 09/2001, com a liberação da CND, em virtude do cadastro das anotações da fiscalização constar como responsável da matricula junto ao INSS a Construtora Cearo, que foi fiscalizada com base na contabilidade. A revisão foi efetuada na lavratura da NFLD em 31/03/2005, conforme planilha de fls.20 em virtude da conta corrente do CEI 21.499.04657/72 constar dados divergentes dos recolhimentos com os salários informados na GFIP e no CNIS. O contrato de mão de obra total foi desconsiderado pela fiscalização em virtude dos documentos apresentados pelo Recorrente e pela Construtora Cearo. Em razão da desconsideração do contrato de mão de obra total a obra foi considerada como sendo de responsabilidade de pessoa física e o montante dos salários pagos na execução da obra foram aferidos pelo CUB. O recorrente apresentou defesa tempestiva e às fls.128/133 consta a manifestação da fiscalização quanto a uma diligencia fiscal. A DN julgou o lançamento procedente, e, inconformado o recorrente interpôs recurso voluntário: Ás fls.158/160 a fiscalização encaminhou ao Recorrente e aos co responsáveis a cópia da NFLD, do Relatório Fiscal, do Relatório Fiscal Complementar e do resultado da diligência fiscal, concedendo ao Recorrente e aos coresponsáveis prazo para apresentação de defesa. O prazo para defesa expirou sem manifestação e a DRP emitiu nova DN anulando a DN 21.436.4/0084/2005 de fls.135/140 e declarando o contribuinte devedor da Seguridade Social do crédito previdenciário apurado na NFLD. Dois dos três interessados foram cientificados da DN, e, inconformado, o Recorrente Dorival Pedro Bellini apresentou recurso voluntário, alegando em síntese: decadência; são frágeis e equivocados os argumentos que fundamentaram a desconsideração da empreitada firmada com a construtora Cearo; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/07/2011 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 inadmissível a desconsideração da empreitada global, devendo ser julgado improcedente o arbitramento pelo CUB; É o Relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/07/2011 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 35373.000367/200673 Acórdão n.º 230200.900 S2C3T2 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Adriana Sato Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo a análise das questões suscitadas pelo recorrente. Preliminarmente há que ser examinada a questão da decadência argüida pelo recorrente. A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito abrange as competências de 07/1998 a 11/2000 e o Recorrente foi cientificado da lavratura em 11/04/2005. Há que de destacar que nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/07/2011 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 6 Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação e devem, em regra, observar o contido no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento. Assim, caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. Portanto, inclinome à tese jurídica na Súmula Vinculante n° 08 para acatar o prazo decadencial exposto no Código Tributário Nacional, artigo 150, parágrafo 4o do CTN haja vista que na revisão foi efetuada na lavratura da NFLD em 31/03/2005, conforme planilha de fls.20, em virtude da conta corrente do CEI 21.499.04657/72 constar dados divergentes dos Fl. 6DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/07/2011 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 35373.000367/200673 Acórdão n.º 230200.900 S2C3T2 Fl. 4 7 recolhimentos com os salários informados na GFIP e no CNIS. 473, inciso I, uma vez que os valores não foram objeto de recolhimento previdenciário. Ainda no que tange a aplicação do artigo 150, parágrafo 4o do CTN cumpre esclarecer que sua aplicação se dá ao fato da lavratura da NFLD ter ocorrido em virtude de divergência de recolhimento com os salários informados nas GFIP´s e no CNIS, e, por tratarse de divergência, subentendese que houve recolhimento nas competências. No que tange a alegação de que são frágeis e equivocados os argumentos que fundamentaram a desconsideração da empreitada firmada com a construtora Cearo, razão não assiste ao Recorrente haja vista que os documentos apresentados pelo Recorrente à fiscalização demonstraram que a contratante, ora Recorrente, adquiriu concreto e argamassa usinados nos meses de janeiro/98, fevereiro/98, abril/98, a junho/98, julho/99 a setembro/99 e dezembro/2000, conforme Anexo II do Relatório Fiscal, e, a contratada nos meses de 07/98 a 06/99 e 12/99 a 11/2000 não possuía empregados para a realização dos serviços. No mais, de acordo com a documentação apresentada pela contratada, as Notas Fiscais referente ao período de 07/98 a 06/99 foram emitidas somente depois de 30/12/99, data em que a Prefeitura Municipal autorizou a impressão do talonário. Razão não assiste ao Recorrente quanto a sua alegação da desconsideração da empreitada global e a conseqüente aplicação do CUB, haja vista que o cálculo foi efetuado corretamente, pois considerou a tabela fornecida pelo Sinduscon local. Da mesma forma, o Aviso para Regularização de Obra – ARO demonstra de maneira clara que o enquadramento e a utilização da tabela regional foram devidamente observados no lançamento fiscal. O Relatório Fiscal evidenciou o procedimento e a tabela utilizada para o presente lançamento, de modo que dúvida não há quanto à utilização da tabela regional. Nesse sentido, peço licença para transcrever parte da informação do auditor fiscal: “O salário de contribuição referente à execução da obra foi obtido mediante ao cálculo de mãodeobra empregada proporcional à área construída e ao padrão da obra conforme as tabelas regionais do CUB – Custo Unitário Básico, fornecidas pelo Sindicato da Construção Civil, de acordo com o estabelecido na Lei 8.212/91 art. 33, parágrafo 4º e IN/SRP 003, de 14.07.2005, extraído do ARO anexo.” O contribuinte, por sua vez, não juntou aos autos nenhum documento capaz de modificar o cálculo do crédito previdenciário levantado pelo fisco, fato que demonstra a sua conformidade com a situação real da obra realizada. Pelo que foi exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, para excluir as parcelas abrangidas pela decadência, restando como devidas as competências de 02/2000 a 11/2000. Adriana Sato – Relator Fl. 7DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/07/2011 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 8 Fl. 8DF CARF MF Emitido em 12/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/07/2011 por ADRIANA SATO, Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ADR IANA SATO, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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