Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,712)
- Primeira Turma Ordinária (16,211)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,078)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,784)
- Segunda Turma Ordinária d (14,416)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,379)
- Segunda Turma Ordinária d (12,361)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,416)
- Quarta Câmara (84,742)
- Terceira Câmara (67,310)
- Segunda Câmara (55,745)
- Primeira Câmara (20,136)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,275)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,843)
- Segunda Seção de Julgamen (114,408)
- Primeira Seção de Julgame (76,513)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,882)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,918)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,503)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,419)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13830.900940/2009-16
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2006
ESTIMATIVAS. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO.
O art. 11 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008, que admite a restituição ou a compensação de valor pago a maior ou indevidamente de estimativa, é preceito de caráter interpretativo das normas materiais que definem a formação do indébito na apuração anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aplicando-se, portanto, aos PER/DCOMP originais transmitidos anteriormente a 1º de janeiro de 2009 e que estejam pendentes de decisão administrativa. (SCI Cosit nº 19, de 2011)
Numero da decisão: 1803-001.755
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação, por ausência de análise do mérito pela autoridade preparadora, com o consequente retorno dos autos ao órgão de origem, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Presidente-substituto
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Roberto Armond Ferreira da Silva e Maria Elisa Bruzzi Boechat.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2006 ESTIMATIVAS. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O art. 11 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008, que admite a restituição ou a compensação de valor pago a maior ou indevidamente de estimativa, é preceito de caráter interpretativo das normas materiais que definem a formação do indébito na apuração anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aplicando-se, portanto, aos PER/DCOMP originais transmitidos anteriormente a 1º de janeiro de 2009 e que estejam pendentes de decisão administrativa. (SCI Cosit nº 19, de 2011)
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13830.900940/2009-16
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5292410
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1803-001.755
nome_arquivo_s : Decisao_13830900940200916.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SERGIO RODRIGUES MENDES
nome_arquivo_pdf_s : 13830900940200916_5292410.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação, por ausência de análise do mérito pela autoridade preparadora, com o consequente retorno dos autos ao órgão de origem, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Presidente-substituto (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Roberto Armond Ferreira da Silva e Maria Elisa Bruzzi Boechat.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5065353
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174277042176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1428; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 179 1 178 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13830.900940/200916 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803001.755 – 3ª Turma Especial Sessão de 10 de julho de 2013 Matéria CSLL COMPENSAÇÃO Recorrente AUTO POSTO ROTA SUL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2006 ESTIMATIVAS. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O art. 11 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008, que admite a restituição ou a compensação de valor pago a maior ou indevidamente de estimativa, é preceito de caráter interpretativo das normas materiais que definem a formação do indébito na apuração anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aplicando se, portanto, aos PER/DCOMP originais transmitidos anteriormente a 1º de janeiro de 2009 e que estejam pendentes de decisão administrativa. (SCI Cosit nº 19, de 2011) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 0. 90 09 40 /2 00 9- 16 Fl. 179DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13830.900940/200916 Acórdão n.º 1803001.755 S1TE03 Fl. 180 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação, por ausência de análise do mérito pela autoridade preparadora, com o consequente retorno dos autos ao órgão de origem, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidentesubstituto (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Roberto Armond Ferreira da Silva e Maria Elisa Bruzzi Boechat. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13830.900940/200916 Acórdão n.º 1803001.755 S1TE03 Fl. 181 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 83 e 84): Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face de Despacho Decisório em que foi apreciada a PER/DCOMP de nº 09817.33754.061006.1.3.04 4873, por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débito de CSLL (código de receita: 2484) de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (CSLL: 2484). Por intermédio do despacho decisório de fl. 06, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que não foi confirmada a existência do crédito informado, “por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período”. Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls. 11/19, acompanhada dos documentos de fls. 20/80, na qual alega, em síntese, que: a) a PER/Dcomp tem como objeto a compensação de valores recolhidos indevidamente na competência de julho de 2005; b) tal pedido foi requerido em razão do equívoco da contribuinte quando da emissão da guia para pagamento do tributo; c) o valor foi recolhido indevidamente, pois como a apuração do referido período foi realizada por balancete de suspensão/redução, não haveria saldo de tributo a recolher; d) como estipula a legislação vigente, a impugnante requereu a compensação de valores para suprir os débitos relativos à CSLL (código de receita: 2484), do mês de fevereiro de 2006; e) enviouse a Dcomp em questão à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), tendo esta indeferido a alegada compensação; f) transcreve os artigos 165 e 170 do Código Tributário Nacional, que foram citados no despacho decisório; g) reproduz também os artigos 10 da IN/SRF nº 600/2005, bem como o artigo 74 da Lei nº 9.430/96; h) ratifica que a compensação requerida foi amparada por legislação em vigor na época da compensação; i) cita e transcreve o artigo 2º da IN/SRF nº 360/2003; j) conclui que os créditos objeto de compensação referemse a pagamentos indevidos de IRPJ e CSLL, e não de saldo negativo de IRPJ e CSLL, conforme se comprovam com as cópias do Livro Lalur e DIPJ apresentados. Ao final, requer o afastamento da referida decisão de indeferimento, por falta de amparo legal, julgando o PER/Dcomp aqui guerreado como legal, homologando as referidas compensações. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 82 e 83): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Data do fato gerador: 30/08/2005 Fl. 181DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13830.900940/200916 Acórdão n.º 1803001.755 S1TE03 Fl. 182 4 CSLL. ANTECIPAÇÕES DO TRIBUTO DEVIDO NO FINAL DO ANO CALENDÁRIO. COMPENSAÇÃO. Os recolhimentos mensais da CSLL, quer calculados sobre a receita bruta auferida nesses períodos, quer a partir de balanços ou balancetes de suspensão ou redução, as denominadas estimativas, não caracterizam pagamentos do tributo a ser apurado com o balanço patrimonial levantado no final do anocalendário, mas sim meras antecipações. A feição de pagamento, modalidade extintiva da obrigação tributária, só se exterioriza em 31 de dezembro, pois aí ocorrente o fato gerador da contribuição social sobre o lucro líquido da pessoa jurídica optante pelo regime de tributação anual. Do confronto entre o montante antecipado ao longo do anocalendário e o quantum do tributo apurado em 31 de dezembro, poderá resultar saldo de contribuição a pagar ou saldo negativo de CSLL, este último, pagamento a maior que o devido, é passível de restituição ou compensação, sobre o qual serão acrescidos de juros à taxa Selic contados a partir de 1º de janeiro subsequente. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/08/2005 ILEGALIDADE DOS ATOS NORMATIVOS TRIBUTÁRIOS. A discussão sobre legalidade dos atos normativos tributários é matéria reservada ao Poder Judiciário. O julgador deve observar o entendimento da Secretaria da Receita Federal do Brasil expresso em atos tributários. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3. Cientificada da referida decisão em 18/02/2011 (fls. 93 numeração digital ND), a tempo, em 18/03/2011, apresenta a interessada Recurso de fls. 94 a 103 (ND), instruído com os documentos de fls. 104 a 177 (ND), nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos e aduzindo mais os seguintes: a) que o pagamento não se refere a pagamento por estimativa (apuração do lucro real), e sim a um pagamento “solto” que, por um erro no sistema de informática, gerou a referida guia, que foi recolhida pelo contribuinte e, depois de verificado o erro e levantado o seu crédito, efetuou a referida compensação; e b) que o pedido administrativo de PER/DCOMP, apresentado para a compensação do imposto, tratase, simplesmente, de um DARF, recolhido indevidamente, sob um código de DARF que confundiu o julgamento da Delegacia da Receita Federal de Primeira Instância, levandoos a julgar como improcedente. Em mesa para julgamento. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13830.900940/200916 Acórdão n.º 1803001.755 S1TE03 Fl. 183 5 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 4. A decisão recorrida não homologou a compensação declarada mediante Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), com fundamento no art. 10 da Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro de 2005. 5. Observo, contudo, a superveniência do entendimento contido na Solução de Consulta Interna Cosit nº 19, de 5/12/2011, assim ementada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ESTIMATIVAS. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O art. 11 da IN RFB nº 900, de 2008, que admite a restituição ou a compensação de valor pago a maior ou indevidamente de estimativa, é preceito de caráter interpretativo das normas materiais que definem a formação do indébito na apuração anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aplicandose, portanto, aos PER/DCOMP originais transmitidos anteriormente a 1º de janeiro de 2009 e que estejam pendentes de decisão administrativa. 6. Esse entendimento, porém, tem por pressuposto a ocorrência de erro no cálculo ou no recolhimento da estimativa, não abrangendo a mera mudança de opção (com base na receita bruta e acréscimos ou em balanços ou balancetes de suspensão ou redução). 7. Claro está, também, que o sujeito passivo, quando do encerramento do ano calendário, deve confrontar, apenas, as estimativas que considerou devidas, sob pena de duplo aproveitamento do mesmo crédito. 8. Dessa forma, a homologação expressa exige que o sujeito passivo comprove, perante a autoridade administrativa que o jurisdiciona: (a) o erro cometido no cálculo ou no recolhimento da estimativa; (b) a sua adequação para a formação do indébito; e (c) a correspondente disponibilidade, mediante prova de que já não se valeu desse indébito para liquidação do IRPJ devido no ajuste anual ou para formação do correspondente saldo negativo. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13830.900940/200916 Acórdão n.º 1803001.755 S1TE03 Fl. 184 6 Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação, por ausência de análise do mérito pela autoridade preparadora, com o consequente retorno dos autos ao órgão de origem, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 184DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10980.924406/2009-93
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 02 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3803-000.309
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a repartição de origem intime a Contribuinte a apresentar seus registros contábeis e apure se o valor do crédito é suficiente para a extinção do débito compensado. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 02 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10980.924406/2009-93
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5287371
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 02 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-000.309
nome_arquivo_s : Decisao_10980924406200993.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 10980924406200993_5287371.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a repartição de origem intime a Contribuinte a apresentar seus registros contábeis e apure se o valor do crédito é suficiente para a extinção do débito compensado. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5042683
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:08 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174306402304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1990; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 45 1 44 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.924406/200993 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3803000.309 – 3ª Turma Especial Data 26 de junho de 2013 Assunto COMPENSAÇÃO COFINS Recorrente MULTIPETRO COMÉRCIO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a repartição de origem intime a Contribuinte a apresentar seus registros contábeis e apure se o valor do crédito é suficiente para a extinção do débito compensado. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. RELATÓRIO Esta Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação DComp nº 15981.30164.140906.1.3.040056, fls. 6/10, em que utilizou como crédito pagamento a maior de Cofins cumulativo relativo ao período de apuração JULHO de 2001, no valor de R$ 1.164,84. Por meio do Despacho Decisório eletrônico de fl. 2/5, a DRF/Curitiba não homologou a compensação por ter identificado que o pagamento correspondente ao DARF indicado na DComp, no valor de R$ 2.209,11, encontravase integralmente utilizado para RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .9 24 40 6/ 20 09 -9 3 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.924406/200993 Resolução nº 3803000.309 S3TE03 Fl. 46 2 quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação declarada. Em manifestação de inconformidade apresentada, fls. 11/16, a Interessada alegou, em síntese, que o crédito decorre da declaração de inconstitucionalidade pelo STF do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998 no RE 357.950, e que aproveitou o referido crédito nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Demonstrou numericamente a origem do crédito e diz estar amparada pelo art. 170 do CTN. Citou e transcreveu jurisprudência administrativa e judicial, que entende pertinente ao caso, e, ressaltou o contido no art. 165 do CTN, insiste no direito à restituição. Em julgamento da lide, a DRJ/Curitiba, fls. 30/33, não apreciou o mérito da questão em face do argumento manejado tratar de matéria constitucional, esta reservada apenas ao Poder Judiciário, não restando amparo, inclusive, para fazêlo à luz do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, que determina a observância uniforme pela Administração Pública Federal direta e indireta das decisões do Supremo Tribunal Federal que fixem, de forma inequívoca e definitiva, interpretação do texto constitucional. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 14/09/2006 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. O julgador da esfera administrativa deve limitarse a aplicar a legislação vigente, restando, por disposição constitucional, ao Poder Judiciário a competência para apreciar inconformismos relativos à sua validade ou constitucionalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente Cientificada da decisão em 08 de novembro de 2011, irresignada, apresentou recurso voluntário, fls. 37/41, em 1º de dezembro de 2011, em que, reiterou os exatos termos da manifestação de inconformidade. É o relatório. VOTO Conselheiro Belchior Melo de Sousa – Relator O recurso é tempestivo, e atende a todos os requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A matéria versada nos autos tem como pano de fundo a declaração da inconstitucionalidade do § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sob o amparo dessa decisão, créditos de pagamento de Cofins teriam surgido para esta Contribuinte, que os aproveitou na DComp sob exame. O Pleno do Colendo Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, e Fl. 46DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.924406/200993 Resolução nº 3803000.309 S3TE03 Fl. 47 3 n.º 346.0846/ PR, Relator Ministro Ilmar Galvão, em sessão realizada em 9 de novembro de 2005, pacificou o conflito e declarou a inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98. Os aludidos acórdãos foram assim ementados: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. A Corte Suprema, em 10 de setembro de 2008, ao apreciar o recurso extraordinário nº 585235, DJ nº 227 do dia 28/11/2008, reconheceu, por unanimidade, a existência de Repercussão Geral e reafirmou a jurisprudência no sentido da mencionada inconstitucionalidade, conforme decisão transcrita abaixo: O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a repercussão geral da questão constitucional, reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 e negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto do Relator. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que entendia ser necessária a inclusão do processo em pauta. Em seguida, o Tribunal, por maioria, aprovou proposta do Relator para edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor será deliberado nas próximas sessões, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que reconhecia a necessidade de encaminhamento da proposta à Comissão de Jurisprudência. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, a Senhora Ministra Ellen Gracie e, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 10.09.2008. O acórdão proferido no referido Recurso Extraordinário, publicado no DJ em 28 de novembro de 2008, teve a seguinte ementa: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.924406/200993 Resolução nº 3803000.309 S3TE03 Fl. 48 4 COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. A Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, introduziu o art. 26A no Decreto nº 70.235/72, que rege o Processo Administrativo Fiscal (PAF), estabelece que: Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade (...) §6º O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (...). Na mesma direção andou a alteração produzida pela Portarias 586/2010, ao introduzir o art. 62A no Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, dispondo que as decisões do STF proferidas na sistemática da repercussão geral devem ser reproduzidas pelos Conselheiros, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Observo, à fl. 5 destes autos, que o despacho decisório não foi precedido de intimação eletrônica para que a Contribuinte tivesse ciência da integral alocação do DARF indicado como originário do crédito, procedimento ocorrente em inúmeras situações que apontavam para a inconsistência das informações prestadas na DComp e as constantes dos registros da RFB. A providência permitiria a Contribuinte retificar sua DCTF ou na hipótese de não servir como nova base de dados para o processamento automático da DComp pudesse esclarecer o fundamento do pagamento indevido e, com isso, suscitar o tratamento manual da DComp. A Contribuinte não cuidou, na manifestação de inconformidade, de demonstrar a formação do seu crédito com a anexação de planilha indicando as bases de cálculo da contribuição, com exclusão das receitas financeiras, a teor do que o exige o art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/721, em que pese ter afirmado que o crédito utilizado era decorrente da declaração da inconstitucionalidade do § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98, pelo STF. 1 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) Fl. 48DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.924406/200993 Resolução nº 3803000.309 S3TE03 Fl. 49 5 À data da sua decisão, 14 de setembro de 2011, a DRJ/Curitiba já estava vinculada ao cumprimento da ressalva contida no § 6º, do art. 26A, do Decreto nº 70.235/72, introduzido pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, que permitia o afastamento da aplicação de lei declarada inconstitucional em decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, citado retro. No entanto, sua decisão passou ao largo deste preceito legal, tendo assentado a incompetência do julgador de primeira instância em apreciar argumento de cunho constitucional. Sob este entendimento, o Colegiado a quo deixou de enfrentar a matéria de prova, passível de ser suprida mediante diligência, instrução justificada pela forma lacônica do despacho decisório eletrônico, que obstaculiza a instrumentalização da defesa da Contribuinte. Dessarte, ao circunscrever a razão de decidir à matéria de Direito, a Recorrente uma vez mais não tem como se ver instada a aparelhar a sua defesa com os elementos de prova a ser consubstanciada na oferta das receitas hábeis à incidência da contribuição em apreço e as excludentes. Sob a óptica da prova, temos o fato de que os contribuintes não dispõem de meio de jungir ao seu procedimento de transmissão eletrônica da compensação a prova efetiva (documental) do seu direito, por não ser providência exigida. Ao tempo da transmissão da presente DComp a possibilidade de o contribuinte comprovar a redução da base de cálculo com consequente indébito compunha o acervo de prerrogativas da Administração Tributária na apreciação da legitimidade do crédito, a teor do art. 4º da IN SRF 600/20052, prerrogativa esta não mais reproduzida na IN RFB 900/2008, revogadora daquela e vigente ao tempo do Despacho Decisório. Sem embargo dessa nova disciplina, não se encontra dispositivo regulamentar que determine o não reconhecimento de direito creditório ante a ausência de retificação da DCTF, implicando dizer que esse reconhecimento não está materialmente dependente do cumprimento dessa obrigação pelo contribuinte. A ausência dessa formalidade apenas impede a emissão automática da decisão administrativa favorável ao contribuinte, por não reduzir o registro do débito no sistema, deixando de ressaltar o indébito como valor disponível, habilitandoo à utilização em DComp. Por essas razões, entendo que o processo deve ainda ser instruído com a apresentação, pelo contribuinte, de demonstrativo de suas receitas que correspondam ao conceito de faturamento, com destaque das receitas financeiras, do decorrente valor da a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) 2 Art. 4 º A autoridade da SRF competente para decidir sobre a restituição poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.924406/200993 Resolução nº 3803000.309 S3TE03 Fl. 50 6 contribuição devida e do indébito, acompanhado dos respectivos registros contábeis que justifiquem as exclusões. Em vista do exposto, nos termos do art. 18 do Decreto nº. 70.235/72, voto por converter o julgamento em diligência, para que a DRF/Curitiba intime a Contribuinte à apresentação de planilha e registros contábeis, na forma acima expendida, e ateste a quanto alcança o seu crédito e a medida da sua suficiência para a extinção do crédito tributário compensado pela Contribuinte e não homologado. Após a apuração, dêse ciência à Contribuinte para que se manifeste no prazo regulamentar. Sala das sessões, 26 de junho 2013 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 50DF CARF MF Impresso em 02/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/07/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 13605.000336/2008-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.371
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva Relator
Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13605.000336/2008-71
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285507
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2301-000.371
nome_arquivo_s : Decisao_13605000336200871.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MAURO JOSE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13605000336200871_5285507.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
id : 5026579
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174332616704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1263; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 261 1 260 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13605.000336/200871 Recurso nº 999.999Voluntário Resolução nº 2301000.371 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 16 de abril de 2013 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente CONSTRUTORA LINHARES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva – Relator Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 05 .0 00 33 6/ 20 08 -7 1 Fl. 262DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 13605.000336/200871 Resolução nº 2301000.371 S2C3T1 Fl. 262 2 Relatório: Tratase de Recurso Voluntário contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela(o) interessada(o). O processo teve início com o Requerimento de Restituição da Retenção(RRR) na qual a interessada pleiteou a restituição de valores retidos em suas notas fiscais e que se revelaram excessivos em relação à contribuição devida no período de 08 a 10/2007 no valor total de R$ 2.070,25. A DRF/Belo Horizonte, no Despacho Decisório de fls. 144/146, indeferiu o pedido de restituição, tendo a requerente sido cientificada em 13/12/2010, fls. 148. O fundamento para o indeferimento foi a identificação de compensações em outro estabelecimento que teriam utilizado os créditos apontados pela requerente. As justificativas da interessada para esclarecer tal fato conflitavam com as informações constantes da GFIP. Irresignada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade de fls. 149/153, insistindo em seu direito à restituição e apresentando tabela de retenções e compensações feitas. A 8ª Turma da DRJ/Belo Horizonte, no Acórdão de fls. 162/163, julgou a manifestação de inconformidade improcedente, tendo a recorrente sido considerada cientificada do decisório em 12/05/2011, fls. 166. O Acórdão a quo apontou que as informações prestadas na GFIP e a falta de outras provas impediam o reconhecimento do direito creditório. O recurso voluntário, apresentado em 13/06/2011, fls. 172/175, apresentou argumentos conforme a seguir resumimos. Informa que, após a emissão do Acórdão a quo, retificou as GFIPs de modo a esclarecer as retenções e compensações realizadas, bem como elaborou planilhas que comprovam seu direito creditório. Em vista de o principal motivo para o indeferimento da restituição ter sido, nas duas decisões anteriores, o conteúdo de informações da GFIP, e diante da informação da interessada de que retificou as GFIPs, propomos que sejam realizadas diligências de modo a apurar se houve a retificação alegada e se, a partir disso, é possível deferir a restituição. Assim sendo, propomos a CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que a autoridade fiscal designada apure se houve a retificação das GFIPs e, em caso positivo, se é possível concluir pela existência de direito creditório. Fl. 263DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 13605.000336/200871 Resolução nº 2301000.371 S2C3T1 Fl. 263 3 Após a diligência, a interessada deve ser intimada a apresentar sua manifestação no prazo de trinta dias, conforme previsto no art. 35 do Decreto .7.574/2011. Por fim, retornem os autos para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 264DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por MAURO JOSE SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10183.005826/2005-31
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2001
NORMAS PROCEDIMENTAIS/REGIMENTAIS. RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA CONTEMPLANDO FATOS DIVERSOS DO QUE TRATA O DECISUM RECORRIDO. AUSÊNCIA PREQUESTIONAMENTO. NÃO CONHECIMENTO.
Com arrimo no artigo 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial, escorado naquele dispositivo regimental, quando devidamente comprovada a divergência arguida entre o Acórdão recorrido e o paradigma, a partir da demonstração fundamentada, acompanhada da cópia da publicação da ementa do Acórdão paradigma ou do seu inteiro teor, impondo, ainda, a comprovação do prequestionamento a respeito do tema. Não se presta à comprovação/caracterização da divergência de teses pretendida o Acórdão paradigma que analisa fatos diversos daqueles adotados no decisório combatido, na esteira dos preceitos contidos no § 6o do dispositivo regimental supra.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-002.868
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
(Assinado digitalmente)
Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira - Relator
EDITADO EM: 13/09/2013
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2001 NORMAS PROCEDIMENTAIS/REGIMENTAIS. RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA CONTEMPLANDO FATOS DIVERSOS DO QUE TRATA O DECISUM RECORRIDO. AUSÊNCIA PREQUESTIONAMENTO. NÃO CONHECIMENTO. Com arrimo no artigo 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial, escorado naquele dispositivo regimental, quando devidamente comprovada a divergência arguida entre o Acórdão recorrido e o paradigma, a partir da demonstração fundamentada, acompanhada da cópia da publicação da ementa do Acórdão paradigma ou do seu inteiro teor, impondo, ainda, a comprovação do prequestionamento a respeito do tema. Não se presta à comprovação/caracterização da divergência de teses pretendida o Acórdão paradigma que analisa fatos diversos daqueles adotados no decisório combatido, na esteira dos preceitos contidos no § 6o do dispositivo regimental supra. Recurso especial não conhecido.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10183.005826/2005-31
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5302060
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 24 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9202-002.868
nome_arquivo_s : Decisao_10183005826200531.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10183005826200531_5302060.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira - Relator EDITADO EM: 13/09/2013 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5130960
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174378754048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1984; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 9 1 8 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10183.005826/200531 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202002.868 – 2ª Turma Sessão de 10 de setembro de 2013 Matéria ITR ÁREA INDÍGENA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado BERNECK AGLOMERADOS S/A ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2001 NORMAS PROCEDIMENTAIS/REGIMENTAIS. RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO PARADIGMA CONTEMPLANDO FATOS DIVERSOS DO QUE TRATA O DECISUM RECORRIDO. AUSÊNCIA PREQUESTIONAMENTO. NÃO CONHECIMENTO. Com arrimo no artigo 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial, escorado naquele dispositivo regimental, quando devidamente comprovada a divergência arguida entre o Acórdão recorrido e o paradigma, a partir da demonstração fundamentada, acompanhada da cópia da publicação da ementa do Acórdão paradigma ou do seu inteiro teor, impondo, ainda, a comprovação do prequestionamento a respeito do tema. Não se presta à comprovação/caracterização da divergência de teses pretendida o Acórdão paradigma que analisa fatos diversos daqueles adotados no decisório combatido, na esteira dos preceitos contidos no § 6o do dispositivo regimental supra. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 00 58 26 /2 00 5- 31 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Relator EDITADO EM: 13/09/2013 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage. Relatório BERNECK AGLOMERADOS S/A, contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já devidamente qualificada nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavrado Auto de Infração, em 09/12/2005 (AR fl. 109), exigindolhe crédito tributário concernente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, em relação ao exercício de 2001, incidente sobre o imóvel rural denominado “Fazenda Berneck I”, localizado no Município Cotriguaçu/ MT, inscrita na RFB sob nº 16358210, conforme peça inaugural do feito, às fls. 01/09, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário à Segunda Seção de Julgamento do CARF contra Decisão da 1a Turma da DRJ em Campo Grande/MS, Acórdão nº 0410.350/2006, às fls. 153/176, que julgou procedente o lançamento fiscal em referência, a Egrégia 2ª Turma Ordinária da 2a Câmara, em 12/05/2011, por unanimidade de votos, achou por bem DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO VOLUNTÁRIO DA CONTRIBUINTE, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão nº 2202 01.156, sintetizados, na parte que nos interessa nesta oportunidade, na seguinte ementa: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2001 PAF: Nulidade da decisão/cerceamento do direito de defesa o julgador não está obrigado a contestar, item por item, os argumentos expendidos pela parte quando analisa a matéria: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR. Restando comprovado nos autos que a área em que se Fl. 2DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Processo nº 10183.005826/200531 Acórdão n.º 9202002.868 CSRFT2 Fl. 10 3 localiza o imóvel cujo ITR está sob litígio, está contida em Área Indígena cuja demarcação foi homologada administrativamente, fica afastada a incidência do ITR sobre aquele imóvel, a partir da data de publicação do citado Decreto. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). IMPRESCINDIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Rural ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA / RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. A área de utilização limitada/reserva legal, para fins de exclusão do Imposto sobre a Propriedade Rural ITR se faz necessária ser reconhecida como de interesse ambiental pelo IBAMA/órgão conveniado, ou pelo menos, que seja comprovada a protocolização, em tempo hábil, do requerimento do competente Ato Declaratório Ambiental (ADA) Ato Declaratório Ambiental (ADA), fazendose, também, necessária a sua averbação à margem da matrícula do imóvel até a data do fato gerador do imposto. Preliminar rejeitada. Recurso provido em parte.” Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 338/350, com arrimo nos artigos 64, inciso II, e 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurgese contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado entendimento levado a efeito por outras Câmaras do Conselho a respeito da mesma matéria, conforme se extrai dos Acórdãos nºs 20171.530 e 20172.360, impondo seja conhecido o recurso especial da recorrente, porquanto comprovada a divergência arguida. Sustenta que o entendimento inscrito nos Acórdãos encimados, ora adotados como paradigmas, diverge do decisum guerreado, uma vez assentar que o Decreto Presidencial que reconheceu a área indígena não é suficiente para excluíla da base de cálculo do ITR, ao contrário da tese adotada pela Turma recorrida. Com arrimo nos dispositivos legais transcritos na peça recursal, infere que o legislador constituinte elegeu como contribuinte de referido imposto o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título, nada dispondo acerca de qual dos sujeitos apontados nas normas transcritas será cobrado o tributo em referência, na linha da jurisprudência do STJ firmada em sede de Recurso Representativo de Controvérsia, de observância obrigatória pelo CARF. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA 4 Reitera que a jurisprudência do STJ, consagrada pelo Acórdão exarado nos autos do Resp n° 1073846/SP, consolidou o entendimento no sentido de que havendo a concomitância entre a posse direta do titular do domínio útil ou possuidor e a posse indireta do proprietário – no caso, a União , o “imposto sobre o patrimônio poderá ser exigido de qualquer um dos sujeitos passivos “coexistentes”, exegese aplicável à espécie, por força do princípio de hermenêutica ubi eadrm ratio ibi eadem leis dispositio.” Acrescenta que a confusão sustentada pela Turma recorrida, inscrita no artigo 381 do Código Civil, somente se operaria na hipótese de o imposto ter sido lançado em face da União. Suscita que a contribuinte exercia a posse de fato sobre o bem imóvel, com animus domini, à época do fato gerador, consoante restou circunstaciadamente demonstrado nos autos do processo, de onde se extrai que naquele momento o bem encontravase registrado em nome da autuada e, somente em 30 de abril de 2002, a FUNAI aprovou a plotagem da terra indígena e, no ano de 2003, o INCRA expediu certidão confirmando o alcance da propriedade sobre a Terra Indígena Escondido. Explicita que a própria contribuinte reconhece que à época da ocorrência do fato gerador não se tinha conhecimento dos limites da área indígena, já que infelizmente o ato que homologou a reserva indígena deuse apenas de direito (no papel) e não de fato. Neste sentido, aduz que a contribuinte se apresentava, por ocasião do fato gerador do imposto, como possuidora do imóvel sob análise, o qual, inclusive, se encontrava registrado em seu nome, não havendo dúvidas, portanto, da sua sujeição passiva. Argumenta que somente após o cancelamento do registro ou transferida a propriedade do imóvel rural é que a contribuinte deixaria de ser proprietária do bem em comento, nos termos do artigo 252 da Lei n° 6.015/73. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, o ilustre Presidente da 2ª Câmara da 2a SJ do CARF, entendeu por bem admitir o Recurso Especial da Fazenda Nacional, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão guerreado divergiu de outras decisões exaradas pelas demais Câmaras dos Conselhos de Contribuintes/CARF a propósito da mesma matéria, conforme Despacho n° 220000.821/2011, às fls. 367/371. Instada a se manifestar a propósito do Recurso Especial da Fazenda Nacional, a contribuinte não apresentou suas contrarrazões. É o Relatório. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Processo nº 10183.005826/200531 Acórdão n.º 9202002.868 CSRFT2 Fl. 11 5 Voto Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator Com a devida vênia ao ilustre Presidente da 2a Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, ouso divergir do despacho que deu seguimento ao Recurso Especial da Procuradoria, por não vislumbrar na hipótese vertente requisito regimental amparando a pretensão da recorrente, não merecendo ser conhecida sua peça recursal, como passaremos a demonstrar. Conforme se depreende da análise do Recurso Especial, pretende a recorrente a reforma do Acórdão em vergasta, alegando, em síntese, que as razões de decidir ali esposadas contrariaram os Acórdãos n°s 20171.530 e 20172.360, ora adotados como paradigmas, bem como a legislação de regência, além da jurisprudência do STJ consagrada em sede de Recurso Repetitivo. Sustenta que os Acórdãos paradigmas divergem do decisum guerreado, uma vez assentar que o Decreto Presidencial que reconheceu a área indígena não é suficiente para excluíla da base de cálculo do ITR, ao contrário do entendimento da Turma recorrida. A fazer prevalecer sua tese, infere que o legislador constituinte elegeu como contribuinte de referido imposto o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título, nada dispondo acerca de qual dos sujeitos apontados nas normas transcritas será cobrado o tributo em referência, na linha da jurisprudência do STJ firmada em sede de Recurso Representativo de Controvérsia, de observância obrigatória pelo CARF. Reitera que a jurisprudência do STJ, consubstanciada no Acórdão exarado nos autos do Resp n° 1073846/SP, consolidou o entendimento no sentido de que havendo a concomitância entre a posse direta do titular do domínio útil ou possuidor e a posse indireta do proprietário – no caso, a União , o “imposto sobre o patrimônio poderá ser exigido de qualquer um dos sujeitos passivos “coexistentes”, exegese aplicável à espécie, por força do princípio de hermenêutica ubi eadrm ratio ibi eadem leis dispositio.” Acrescenta que a confusão sustentada pela Turma recorrida, inscrita no artigo 381 do Código Civil, somente se operaria na hipótese de o imposto ter sido lançado em face da União. Suscita que a contribuinte exercia a posse de fato sobre o bem imóvel, com animus domini, à época do fato gerador, consoante restou circunstaciadamente demonstrado nos autos do processo, de onde se extrai que naquele momento o bem encontravase registrado em nome da autuada e, somente em 30 de abril de 20002, a FUNAI aprovou a plotagem da terra indígena e, no ano de 2003, o INCRA expediu certidão confirmando o alcance da propriedade sobre a Terra Indígena Escondido. Explicita que a própria contribuinte reconhece que à época da ocorrência do fato gerador não se tinha conhecimento dos limites da área indígena, já que infelizmente o ato que homologou a reserva indígena deuse apenas de direito (no papel) e não de fato. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA 6 Neste sentido, aduz que a contribuinte se apresentava, por ocasião do fato gerador do imposto, como possuidora do imóvel sob análise, o qual, inclusive, se encontrava registrado em seu nome, não havendo dúvidas, portanto, da sua sujeição passiva. Em defesa de sua pretensão, argumenta que somente após o cancelamento do registro ou transferida a propriedade do imóvel rural é que a contribuinte deixaria de ser proprietária do bem em comento, nos termos do artigo 252 da Lei n° 6.015/73. Como se observa, resumidamente, o cerne da questão posta nos autos é a discussão a propósito da incidência de ITR sobre áreas indígenas reconhecidas pelo Poder Público, o que passaremos a analisar. Não obstante o esforço da recorrente, corroborado quanto ao conhecimento pelo nobre Presidente subscritor do Despacho que deu seguimento ao especial, seu inconformismo, contudo, não tem o condão de prosperar. Da análise dos elementos que instruem o processo, constatase que a Procuradoria não logrou comprovar a divergência entre teses arguida, na forma que os dispositivos regimentais exigem, in verbis: “Art. 67. Compete à CSRF, por suas turmas, julgar recurso especial interposto contra decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria CSRF. § 1º Para efeito da aplicação do caput, entendese como outra câmara ou turma as que integraram a estrutura dos Conselhos de Contribuintes, bem como as que integrem ou vierem a integrar a estrutura do CARF. § 2º Não cabe recurso especial de decisão de qualquer das turmas que aplique súmula de jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, da Câmara Superior de Recursos Fiscais ou do CARF, ou que, na apreciação de matéria preliminar, decida pela anulação da decisão de primeira instância. § 3º O recurso especial interposto pelo contribuinte somente terá seguimento quanto à matéria prequestionada, cabendo sua demonstração, com precisa indicação, nas peças processuais. § 4º Na hipótese de que trata o caput, o recurso deverá demonstrar a divergência arguida indicando até duas decisões divergentes por matéria. § 5º Na hipótese de apresentação de mais de dois paradigmas, caso o recorrente não indique a prioridade de análise, apenas os dois primeiros citados no recurso serão analisados para fins de verificação da divergência. § 6º A divergência prevista no caput deverá ser demonstrada analiticamente com a indicação dos pontos nos paradigmas colacionados que divirjam de pontos específicos no acórdão recorrido. § 7º O recurso deverá ser instruído com a cópia do inteiro teor dos acórdãos indicados como paradigmas ou com cópia da publicação em que tenha sido divulgado ou, ainda, com a apresentação de cópia de publicação de até 2 (duas) ementas. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Processo nº 10183.005826/200531 Acórdão n.º 9202002.868 CSRFT2 Fl. 12 7 § 8º Quando a cópia do inteiro teor do acórdão ou da ementa for extraída da Internet deve ser impressa diretamente do sítio do CARF ou da Imprensa Oficial. § 9º As ementas referidas no § 7º poderão, alternativamente, ser reproduzidas no corpo do recurso, desde que na sua integralidade e com identificação da fonte de onde foram copiadas. § 10. O acórdão cuja tese, na data de interposição do recurso, já tiver sido superada pela CSRF, não servirá de paradigma, independentemente da reforma específica do paradigma indicado.” Como se verifica, a Procuradoria ao formular o Recurso Especial utilizou como fundamento à sua empreitada os dispositivos encimados, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, sem conquanto observar os requisitos ali insculpidos, especialmente aqueles constantes do § 6o, capaz de ensejar o conhecimento de sua peça recursal. Com efeito, perfunctória leitura do especial da Procuradoria, conjugada com os Acórdãos confrontados, é capaz de demonstrar que os pressupostos para conhecimento de seu recurso, insculpidos nas normas supratranscritas, não foram observados. Isto porque a situação contemplada pelo Acórdão recorrido não encontra consonância com as hipóteses tratadas nos decisórios paradigmas, de maneira a demonstrar a divergência de teses pretendida, partindo de uma mesma situação fática. De início, ressaltase que em nenhum momento a Turma recorrida contemplou a questão aventada pela Procuradoria e fundamento dos Acórdãos paradigmas, qual seja, a eventual ilegitimidade passiva da autuada, em face da discussão se a responsabilidade pelo tributo recai sobre o proprietário do imóvel rural, o titular do domínio útil ou o seu possuidor. A rigor, a autuação se deu em razão da glosa das áreas declaradas como de utilização limitada e preservação permanente, tendo a contribuinte, desde a primeira instância, argumentado que a área indígena de 22.196,1029 ha, reconhecida por ato do Poder Público, se enquadra para todos os efeitos da lei como área de preservação permanente, nos termos do artigo 3°, alínea g, e § 2°, da Lei n° 4.771/65, razão da exclusão da base de cálculo do ITR. Destarte, em momento algum se discutiu a legitimidade passiva da contribuinte em face da área indígena, diante da propriedade, domínio útil ou posse (base da argumentação da Procuradoria), como se verifica das razões de decidir do Acórdão recorrido abaixo transcritas: “[...] Da Exclusão da Área Total. No que toca a área indígena é de se excluir o montante relativo a mesma, no montante de 22.196,10 há. que se referem a área indígena, uma vez que não incide ITR sobre área indígena, cuja formalização se deu por ato do poder público — Decreto Fl. 7DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA 8 Presidencial n°. 88.599/1983 — ainda que o registro do imóvel perdure em nome do ora proprietário. Inteligência dos artigos 150, inciso ta, alínea 'a'; 20, inciso XL e 231, fls. 2° e 4°, da Constituição Federal. A União Federal é a legítima proprietária das reservas indígenas e os índios possuidores na condição de usufrutuários. Assim, é improcedente a cobrança de ITR em razão do instituto da "confusão" entre credor e devedor, conforme artigo 381 do Código Civil. [...]” Neste sentido, não há se falar em prequestionamento da matéria aventada pela Procuradoria (ilegitimidade passiva), para efeito de comprovação de divergência entre teses, sobretudo sobre o enfoque da propriedade, domínio útil ou posse. Não bastasse isso, ainda que se entendesse comprovada a divergência em relação a matéria acima suscitada pela Fazenda Nacional, o recurso especial da Procuradoria, igualmente, não merece ser conhecido por conta de outra razão, como segue. Da simples leitura dos Acórdãos confrontados, constatase que tratam de fatos absolutamente distintos. De um lado, o recorrido admite a existência da área indígena diante da edição do Decreto Presidencial n° 88.599/1983, c/c o Decreto que homologou a demarcação administrativa da Terra Indígena Escondido, localizada no Município de Cotriguaçu, Estado de Mato Grosso, de fl. 25. Ou seja, na hipótese dos autos, havia ato do Poder Público reconhecendo a terra indígena, bem como homologando a demarcação administrativa formulada pela FUNAI, anteriormente à ocorrência do fato gerador do tributo lançado. Mais a mais, a posição do imóvel rural, encravado em referida área indígena fora devidamente comprovada, sem qualquer objeção a respeito por parte das autoridades fazendárias. Em outra via, nos Acórdãos paradigmas, uma das razões de decidir que levou os julgadores a não afastar a incidência do ITR sobre as áreas discutidas, foi que a demarcação da área indígena ocorrera posteriormente ao fato gerador, ou mesmo porque o contribuinte não logrou comprovar que seu imóvel rural estava encravado em área interditada, senão vejamos: Acórdão n° 20172.360 “[...] Todavia, como informa o recorrente (fl. 19), a demarcação da área indígena só operouse em 20/08/93, pela publicação do Decreto homologatório da demarcação, o qual não foi juntado aos autos, embora assim afirme o defendente. Em face da tal, não vislumbro nos autos prova suficiente a ensejar a anulação do ITR/91, ônus este do peticionante.[...]” Acórdão n° 20171.530 [...] Como se vê, o proprietário do imóvel rural é Contribuinte do imposto. O Recorrente ainda é proprietário do imóvel, pois não trouxe nenhuma prova que descaracterizasse essa sua condição. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Processo nº 10183.005826/200531 Acórdão n.º 9202002.868 CSRFT2 Fl. 13 9 Ademais, o Contribuinte, também, não prova que sua terra esteja incluída na área interditada. [...]” Como se observa, inexiste qualquer identidade fática nos julgados sob análise, tendente a amparar a divergência suscitada pela nobre Procuradoria da Fazenda Nacional. Na esteira desse entendimento, não se pode cogitar em dissídio jurisprudencial na hipótese dos dois julgados confrontados analisarem fatos absolutamente distintos, inclusive, com resultados, igualmente, diversos. Nesse sentido, com a devida vênia ao ilustre Presidente subscritor do r. Despacho que deu seguimento ao Recurso Especial da Procuradoria, não entendemos ser possível (regimentalmente) admitir aludida peça recursal quando não estiverem presentes os requisitos regimentais para tanto, os quais não podem ser afastados, sob pena de se estabelecer uma análise de admissibilidade pautada em subjetividade. Assim, escorreito o Acórdão recorrido devendo ser mantido o provimento parcial ao recurso voluntário da contribuinte, na forma decidida pela 2ª Turma Ordinária da 2a Câmara da 2a SJ do CARF, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base ao decisório atacado, mormente em relação os requisitos de admissibilidade de seu recurso. Por todo o exposto, estando o Recurso Especial da Procuradoria em dissonância com as normas regimentais, VOTO NO SENTIDO DE NÃO CONHECÊLO, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Fl. 9DF CARF MF Impresso em 24/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/10/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10875.903594/2009-13
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, PRECLUSÃO.
O contencioso administrativo instaura-se com a impugnação, que deve ser expressa, considerando-se não impugnada a matéria que não tenha sido diretamente contestada pelo impugnante. Inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo. Não se conhece do recurso quando este pretende alargar os limites do litígio já consolidado, sendo defeso ao contribuinte tratar de matéria não discutida na impugnação
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA
Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.072
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não sobrestar o processo e na seqüência, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flavio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio e Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, PRECLUSÃO. O contencioso administrativo instaura-se com a impugnação, que deve ser expressa, considerando-se não impugnada a matéria que não tenha sido diretamente contestada pelo impugnante. Inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo. Não se conhece do recurso quando este pretende alargar os limites do litígio já consolidado, sendo defeso ao contribuinte tratar de matéria não discutida na impugnação PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10875.903594/2009-13
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5290132
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3801-002.072
nome_arquivo_s : Decisao_10875903594200913.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 10875903594200913_5290132.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não sobrestar o processo e na seqüência, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio e Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator)
dt_sessao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
id : 5053370
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174395531264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2025; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 102 1 101 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10875.903594/200913 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801002.072 – 1ª Turma Especial Sessão de 22 de agosto de 2013 Matéria Compensação Recorrente TRANSPORTADORA BELMOK LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, PRECLUSÃO. O contencioso administrativo instaurase com a impugnação, que deve ser expressa, considerandose não impugnada a matéria que não tenha sido diretamente contestada pelo impugnante. Inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo. Não se conhece do recurso quando este pretende alargar os limites do litígio já consolidado, sendo defeso ao contribuinte tratar de matéria não discutida na impugnação PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não sobrestar o processo e na seqüência, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 35 94 /2 00 9- 13 Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10875.903594/200913 Acórdão n.º 3801002.072 S3TE01 Fl. 103 2 (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio e Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl (Relator) Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10875.903594/200913 Acórdão n.º 3801002.072 S3TE01 Fl. 104 3 Relatório Trata o presente processo de declaração de compensação da Recorrente com base em suposto pagamento a maior. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débito do contribuinte. Cientificada do despacho decisória a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade na qual alega que realizou um pagamento a maior e que tem direito ao crédito pleiteado. A DRJ de Campinas não reconheceu o crédito da Recorrente com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada a Recorrente apresentou Recurso Voluntário a esse Conselho alegando, em síntese, que identificou recolhimentos a maior decorrentes de alargamento da base de cálculo de PIS/COFINS com base no artigo 3º da Lei n.º 9.718/1998 e com base de exclusão na base de cálculo dessas mesmas contribuições de créditos decorrentes do regime de substituição tributária e incidência monofásica aplicáveis sobre operações com combustíveis e, ainda, da exclusão do ICMS e do ISS sobre a base de cálculo dos tributos, requerendo, a final, o reconhecimento dos créditos É o relatório. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10875.903594/200913 Acórdão n.º 3801002.072 S3TE01 Fl. 105 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Por atender os requisitos de admissibilidade conheço do presente recurso no que refere à alegação de existência de crédito a compensar. Pelo que pode ser visto nas alegações do recurso voluntário a recorrente informou possuir crédito decorrente do alargamento da base de cálculo de PIS/COFINS com base na declaração de inconstitucionalidade do artigo 3º da Lei n.º 9.718/1998, créditos decorrentes do regime de substituição tributária e incidência monofásica aplicáveis sobre operações com combustíveis e, ainda, da exclusão do ICMS e do ISS sobre a base de cálculo dos tributos. Independentemente do exame do mérito dessas questões tenho que não é possível homologar as compensações pleiteadas por dois motivos: o um, porque os motivos que refereciam ao mérito não foram apontados na primeira instância de julgamento e é defeso a esse Conselho examinar questões que não foram impugnadas; o dois, porque a Recorrente não trouxe qualquer prova que substanciasse o seu pedido. Assim, em que pesem todas as argumentações apontadas pela Recorrente em suas razões recursais ela inova quanto aos argumentos que substanciam o seu crédito. A possibilidade de conhecimento e apreciação dessas novas deve ser avaliada à luz dos princípios que regem o Processo Administrativo Fiscal, o Decreto n.º 70.235, de 6 de março de 1972 – PAF, verbis: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (...) Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III – os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: Fl. 115DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10875.903594/200913 Acórdão n.º 3801002.072 S3TE01 Fl. 106 5 a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei no 9.532, de 1997): b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997); c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997). Os textos legais acima colacionados são muito claros. A fase litigiosa somente se instaura se apresentada a manifestação de inconformidade contendo as matérias expressamente contestadas e são os argumentos submetidos à primeira instância que determinam os limites do litígio, não tendo sido apontadas essas questões na Manifestação de Inconformidade, não é possível a essa turma conhecelos. Independentemente disso, considerando que estamos diante de um pedido de compensação, caberia à contribuinte, no mínimo, provar o seu direito creditório. Tratase de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicável ao PAF, vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados aprovarlhe as alegações. Ademais, do mesmo modo que o Decreto n.º 70.235/1972 estabelece, em seu artigo 9°, a obrigatoriedade da autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Seria, desse modo, imprescindível que a Recorrente carreasse aos autos as provas que sustentam seus argumentos no sentido de refutar o procedimento fiscal e comprovar cabalmente o seu crédito. Do exame desse litígio administrativo, verificase que a Recorrente, não apresentou sequer um demonstrativo de cálculo do seu crédito, de que sorte o pedido de compensação nos moldes requeridos não deve prosperar. Consignese que o artigo 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e certo. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10875.903594/200913 Acórdão n.º 3801002.072 S3TE01 Fl. 107 6 No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não comprovou por meio de demonstrativos, da escrituração fiscal e dos lançamentos contábeis ou quaisquer outros documentos o valor de seu crédito. Nesse sentido, voto por julgar improcedente o presente Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 117DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 12670.001973/2008-18
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Simples Nacional
Ano-calendário: 2008
Exclusão do Simples Nacional. Opção do Contribuinte. Erro
Uma vez provado nos autos, pela apresentação pela interessada de elementos de sua escrituração contábil e fiscal, que não foi ultrapassado o limite de receita bruta para ingresso e/ou permanência no Simples Nacional e que a opção pela exclusão foi efetuada por engano pela empresa, deve ser deferido o pedido de permanência na sistemática.
Numero da decisão: 1801-001.528
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : Assunto: Simples Nacional Ano-calendário: 2008 Exclusão do Simples Nacional. Opção do Contribuinte. Erro Uma vez provado nos autos, pela apresentação pela interessada de elementos de sua escrituração contábil e fiscal, que não foi ultrapassado o limite de receita bruta para ingresso e/ou permanência no Simples Nacional e que a opção pela exclusão foi efetuada por engano pela empresa, deve ser deferido o pedido de permanência na sistemática.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 12670.001973/2008-18
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5290747
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-001.528
nome_arquivo_s : Decisao_12670001973200818.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARIA DE LOURDES RAMIREZ
nome_arquivo_pdf_s : 12670001973200818_5290747.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5056932
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174421745664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1778; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12670.001973/200818 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.528 – 1ª Turma Especial Sessão de 10 de julho de 2013 Matéria Simples Nacional Exclusão Recorrente PADARIA E CONFEITARIA KARICIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2008 EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. OPÇÃO DO CONTRIBUINTE. ERRO Uma vez provado nos autos, pela apresentação pela interessada de elementos de sua escrituração contábil e fiscal, que não foi ultrapassado o limite de receita bruta para ingresso e/ou permanência no Simples Nacional e que a opção pela exclusão foi efetuada por engano pela empresa, deve ser deferido o pedido de permanência na sistemática. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 67 0. 00 19 73 /2 00 8- 18 Fl. 560DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Cuidase de recurso voluntário interposto contra acórdão da 1a. Turma de Julgamento da DRJ em Campinas/SP que, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação da interessada de ingressar na sistemática do Simples Nacional com efeitos retroativos. Relatório, conforme extraído do despacho de fl. 131: Trata o presente processo de CONTESTAÇÃO À EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL, protocolizado em 02/12/08, requerendo a reinclusão ao SIMPLES NACIONAL, desde 01/01/08. O representante da interessada alega que a empresa foi excluída do regime do Simples Nacional, por ERRO DE FATO, pelos sistemas da RFB. Informa que a empresa não ultrapassou os limites do faturamento do ano corrente. Consultando o Portal do Simples Nacional, verificamos que a empresa foi excluída por Opção do contribuinte. O interessado informou no site do Simples Nacional na Internet, em 21/10/08, evento de EXCLUSÃO POR COMUNICAÇÃO DO CONTRIBUINTE – EXCESSO DE RECEITA BRUTA FORA DO ANOCALENDÁRIO DE INÍCIO DE ATIVIDADE. NÃO apresentou qualquer documento comprovando o ERRO DE FATO e não juntou documentação contábil como prova do alegado. Foi comunicado em 12/07/10, da decisão que indeferiu o Pedido de Inclusão no Simples Nacional (fls. 37 e 38). Apresentou IMPUGNAÇÃO tempestivamente, em 29/07/10, ratificando a alegação de erro de fato. A Turma Julgadora de 1a. instância indeferiu o pleito ao argumento de que seria factível o equívoco mencionado pela interessada. Entretanto, tal alegação somente poderia ser aceita se acompanhada de documentos que comprovassem o erro cometido, e tais documentos seriam aqueles de sua escrituração contábil e fiscal. Na ausência de provas do alegado engano, o pedido foi indeferido. Notificada da decisão, em 11/04/2011 (AR fl. 135), apresentou a interessada, em 19/04/2011, recurso voluntário, no qual afirma que em nenhum momento seus representantes legais teriam optado por excluir a empresa do Simples Nacional, ainda que por extrapolação do limite de receita bruta. Aduz que sempre recolheu pontualmente os valores devidos pelo Simples Nacional, mediante documento único de arrecadação, como determinado por lei e que, como comprovariam os documentos trazidos aos autos – balanço patrimonial, demonstração do resultado, Extrato do Simples Nacional, cópias do Livro Razão e do Diário – não haveria qualquer fato extrapolação do limite de receita bruta, atividade ou qualquer outra vedação imposta por lei que ensejasse sua exclusão por opção própria ou de ofício. Da mesma forma sempre teria cumprido com as obrigações acessórias exigidas por lei. Alega que somente a Receita Federal poderá informar de onde teria partido o pedido de exclusão da empresa da sistemática do Simples Nacional para comprovação do erro Fl. 561DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 12670.001973/200818 Acórdão n.º 1801001.528 S1TE01 Fl. 3 3 de fato identificandose quem o teria cometido, já que seria inviável fazer prova negativa, ou seja, de que não teria efetuado o pedido de exclusão pela internet. Discorre sobre conceitos doutrinários a respeito de erro de fato e sobre a revisão de ofício ou até a anulação, pela autoridade administrativa, de seus próprios atos, observando que possível anulação do ato de exclusão não traria prejuízos à Fazenda Nacional Ao final pede pela reforma da decisão de 1a. instância com a anulação do ato de exclusão e, paralelamente, que sejam feitas diligências com o objetivo de apurar de onde teria partido o comando para exclusão da empresa do Simples Nacional. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como se verifica do relatório a empresa foi excluída da sistemática do Simples Nacional e tal teria se dado por própria opção da empresa, por alegada extrapolação do limite de receita bruta. Isso é o que constaria dos dados cadastrais da empresa junto à Receita Federal. A recorrente alega que jamais teria efetuado tal opção, pois não haveria qualquer fato que ensejasse sua exclusão da sistemática, seja por iniciativa própria, seja por iniciativa da Administração, veiculando a possibilidade de ter ocorrido erro de fato em tal informação e pedindo para que isso seja apurado, a fim de se identificar a origem do erro. A Turma Julgadora de 1a. instância se pronunciou sobre tal alegação e consignou que seria factível o argumento da recorrente mas que, diante da ausência de provas oriundas de sua escrituração contábil e fiscal, não seria possível acolher a justificativa. A recorrente traz, junto de suas alegações recursais, cópias de elementos de sua escrituração contábil e fiscal. Às fls. 157/299 do processo digital foram juntadas cópias do Livro Diário Geral do período de janeiro a dezembro de 2008 com transcrição, às fls. 287/288 do Balancete Analítico; às fls. 289/290 do Balanço Patrimonial e, das fls. 291/292 da Demonstração do Resultado do Exercício. Desses elementos extraise que no ano de 2008 a empresa teria auferido uma receita bruta no valor de R$ 1.620.873,03. Fl. 562DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Às fls. 300/557 foram juntadas cópias do Livro Razão Analítico no qual, às fls. 433 e ss. se encontra o registro da Conta 3.1.1.01.0001 – 115 – Venda de Mercadorias, com crédito total ao final do ano de R$ 1.620.873,03. Às fls. 80 a 130 do processo encontramse cópias da Declaração Anual do Simples Nacional, assim como Extrato do Simples Nacional que informam que, no ano de 2008, a receita bruta auferida foi de R$ 1.620.873,03 e, no ano de 2007, de R$ 1.431.646,64. Todos os elementos apresentados pela recorrente cotejados com aqueles já constantes dos autos demonstram que, no ano de 2007, a receita bruta total auferida foi de R$ 1.431.646,64 e no ano de 2008, de R$ 1.620.873,03, dentro portanto, do limite imposto pela legislação: Lei Complementar n º 123, de 2006: Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideramse microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que: ... II no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais). ... § 9º A empresa de pequeno porte que, no anocalendário, exceder o limite de receita bruta anual previsto no inciso II do caput fica excluída, no mês subseqüente à ocorrência do excesso, do tratamento jurídico diferenciado previsto nesta Lei Complementar, incluído o regime de que trata o art. 12, para todos os efeitos legais, ressalvado o disposto nos §§ 9ºA, 10 e 12. Assim, em relação ao limite de receita bruta, não se verifica motivo que determine a sua exclusão da sistemática Em relação aos demais requisitos ou vedações, a Administração Tributária não demonstrou ter a recorrente incorrido em qualquer deles. Despiciendo, neste momento, investigar a origem do alegado erro de fato. Isto porque seria de todo improvável que a exclusão por opção do contribuinte pudesse ter sido registrada gratuitamente por qualquer agente da administração tributária, como também é pouco provável que os sistemas internos pudessem gerar “de moto próprio” tal informação. É muito mais provável que um dos representantes da própria recorrente tenha cometido o alegado Fl. 563DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 12670.001973/200818 Acórdão n.º 1801001.528 S1TE01 Fl. 4 5 equívoco. Como consignou a Turma Julgadora de 1a. instância, o erro é admissível, desde que comprovado por documentos da escrituração contábil e fiscal. Uma vez feita a prova esperada, há que se deferir a solicitação. Por todo o exposto voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 564DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10540.001770/2009-62
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004, 2005, 2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. QUEBRA DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA E ILEGITIMIDADE ATIVA DA UNIÃO.
Não é de se conhecer dos embargos quanto a alegada quebra do princípio constitucional da isonomia e ilegitimidade ativa da União, de vez que já suficientemente enfrentada a questão pelo acórdão recorrido, conhecendo-se do recurso quanto aos demais fundamentos nele contidos.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE.
Os Embargos de Declaração tem finalidade própria e cabimento específico (artigo 65 do RICARF). Não é recurso apto a viabilizar a demonstração do inconformismo da parte sucumbente ou obter efeito infringente ao julgado, apenas admitido em caráter excepcional.
O descontentamento da embargante acerca dos fundamentos adotados na decisão, sem a indicação objetiva acerca da omissão (quais seriam os pontos sobre os quais a decisão deveria se manifestar e não o fez) ou o ponto em que há a alegada contradição (incongruência entre fundamentos e a decisão) torna os embargos inadmissíveis.
OMISSÃO. JUROS MORATÓRIOS. APLICAÇÃO DO DECIDIDO EM REPETITIVO.
À época do julgamento, o STJ não havia se pronunciado sobre a natureza jurídica dos juros moratórios em sede de recurso repetitivo, de sorte a impossibilitar a aplicação imediata e de ofício do disposto no artigo 62-A do RICARF.
Embargos acolhidos em parte
Numero da decisão: 2802-002.585
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos ACOLHER EM PARTE os embargos, exclusivamente, para fins de sanar a omissão quanto à não apreciação sobre a alegada "quebra da isonomia", sem efeito modificativo do julgado, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 17/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004, 2005, 2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. QUEBRA DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA E ILEGITIMIDADE ATIVA DA UNIÃO. Não é de se conhecer dos embargos quanto a alegada quebra do princípio constitucional da isonomia e ilegitimidade ativa da União, de vez que já suficientemente enfrentada a questão pelo acórdão recorrido, conhecendo-se do recurso quanto aos demais fundamentos nele contidos. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE. Os Embargos de Declaração tem finalidade própria e cabimento específico (artigo 65 do RICARF). Não é recurso apto a viabilizar a demonstração do inconformismo da parte sucumbente ou obter efeito infringente ao julgado, apenas admitido em caráter excepcional. O descontentamento da embargante acerca dos fundamentos adotados na decisão, sem a indicação objetiva acerca da omissão (quais seriam os pontos sobre os quais a decisão deveria se manifestar e não o fez) ou o ponto em que há a alegada contradição (incongruência entre fundamentos e a decisão) torna os embargos inadmissíveis. OMISSÃO. JUROS MORATÓRIOS. APLICAÇÃO DO DECIDIDO EM REPETITIVO. À época do julgamento, o STJ não havia se pronunciado sobre a natureza jurídica dos juros moratórios em sede de recurso repetitivo, de sorte a impossibilitar a aplicação imediata e de ofício do disposto no artigo 62-A do RICARF. Embargos acolhidos em parte
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10540.001770/2009-62
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5301840
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2802-002.585
nome_arquivo_s : Decisao_10540001770200962.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
nome_arquivo_pdf_s : 10540001770200962_5301840.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos ACOLHER EM PARTE os embargos, exclusivamente, para fins de sanar a omissão quanto à não apreciação sobre a alegada "quebra da isonomia", sem efeito modificativo do julgado, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. EDITADO EM: 17/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
id : 5130776
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174441668608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2217; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 347 1 346 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10540.001770/200962 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2802002.585 – 2ª Turma Especial Sessão de 17 de outubro de 2013 Matéria IRPF Embargante GEAN CARLOS LEAO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. QUEBRA DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA E ILEGITIMIDADE ATIVA DA UNIÃO. Não é de se conhecer dos embargos quanto a alegada quebra do princípio constitucional da isonomia e ilegitimidade ativa da União, de vez que já suficientemente enfrentada a questão pelo acórdão recorrido, conhecendose do recurso quanto aos demais fundamentos nele contidos. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE. Os Embargos de Declaração tem finalidade própria e cabimento específico (artigo 65 do RICARF). Não é recurso apto a viabilizar a demonstração do inconformismo da parte sucumbente ou obter efeito infringente ao julgado, apenas admitido em caráter excepcional. O descontentamento da embargante acerca dos fundamentos adotados na decisão, sem a indicação objetiva acerca da omissão (quais seriam os pontos sobre os quais a decisão deveria se manifestar e não o fez) ou o ponto em que há a alegada contradição (incongruência entre fundamentos e a decisão) torna os embargos inadmissíveis. OMISSÃO. JUROS MORATÓRIOS. APLICAÇÃO DO DECIDIDO EM REPETITIVO. À época do julgamento, o STJ não havia se pronunciado sobre a natureza jurídica dos juros moratórios em sede de recurso repetitivo, de sorte a impossibilitar a aplicação imediata e de ofício do disposto no artigo 62A do RICARF. Embargos acolhidos em parte AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 54 0. 00 17 70 /2 00 9- 62 Fl. 349DF CARF MF Impresso em 23/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 21/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por GERMAN A LEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos ACOLHER EM PARTE os embargos, exclusivamente, para fins de sanar a omissão quanto à não apreciação sobre a alegada "quebra da isonomia", sem efeito modificativo do julgado, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 17/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Relatório Cuidase de Embargos de Declaração opostos pelo contribuinte diante de suposta omissão e contradição em acórdão julgado por esta C. 2ª Turma Especial, cuja matéria de fundo versa sobre a suposta natureza indenizatória de verbas salariais recebidas pelos magistrados da Bahia, em virtude de decisão judicial, assim reconhecida por lei estadual. Segundo o Embargante: a) não houve a devida apreciação sobre a ilegitimidade ativa da União para exigir IRF; b) não apreciação sobre o pleito de quebra da isonomia, e; c) falta de apreciação sobre o pleito de exclusão dos juros de mora da base de cálculo do IR devido e de submissão ao decidido no RESP n. 1227.133/RS. Por fim, requer sejam apreciadas as questões postas e dado efeito modificativo (infringente) aos embargos opostos. Os Embargos foram admitidos apenas parcialmente, com vistas a suprir as apontadas omissões quanto a não incidência do IR sobre juros de mora e sobre a necessária aplicação do decidido no RESP n. 1227.133/RS e da aventada omissão sobre a “quebra da isonomia”. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Fl. 350DF CARF MF Impresso em 23/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 21/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por GERMAN A LEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ Processo nº 10540.001770/200962 Acórdão n.º 2802002.585 S2TE02 Fl. 348 3 Admito os Embargos para sanar omissão referente à alegação sobre quebra do princípio da isonomia, e no mérito rejeito a alegação, por não vislumbrar identidade nas verbas de que tratam os atos normativos federais e o que veicula a lei do Estado da Bahia ora examinada. A legislação federal dispõe apenas que o subsídio conhecido como “abono variável” foi criado com a finalidade de atribuir aos membros do Poder Judiciário uma espécie de verba retroativa que corrigia as eventuais diferenças de escalonamento salarial. Já a verba percebida pelo Embargante, na análise dos elementos constantes dos autos, se traduz em recomposição de natureza salarial, ainda que paga extemporaneamente; portanto, tributável. Igual sorte quanto à alegada omissão do pleito de ilegitimidade ativa da União Federal para exigir imposto de renda retido na fonte, expressamente abordado na decisão embargada, conforme trecho a seguir transcrito: Para evitar qualquer argüição quanto a não apreciação do pleito de ilegitimidade ativa da União Federal para exigir imposto de renda retido na fonte, é de ressaltar que a prerrogativa dada pelo artigo 157, I, da Constituição Federal, aos Estados (e DF), em arrecadar em definitivo o IRRF sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem, apenas implica em dispositivo relativo a repartição constitucional de receitas tributárias, sem qualquer implicação quanto à legitimidade ativa da União para exigir o IRPF por meio de Auto de Infração. Nesse sentido, Leandro Paulsen: ´O art. 157, I e o art. 158, I, são dispositivos que tratam da repartição de receitas tributárias. Não cuidam, de modo algum, de distribuição de competência tributária. A competência para instituição do IR é da União (art. 153, III), que o faz por lei federal. O sujeito ativo é, também, a União, sendo tal tributo administrado pela SRF. Os Estados, o DF e os Municípios são simples destinatários do produto da arrecadação do imposto que incide na fonte sobre a renda e proventos pagos por eles. Nesses casos, aliás, os Estados, DF e Municípios figuram enquanto substitutos tributários (obrigados à retenção e ao recolhimento do IR na qualidade de empregadores como qualquer outra pessoa jurídica), mas, em seguida à retenção, em vez de recolherem em favor da União, farão o recolhimento em seu próprio favor em face de serem destinatários constitucionais da respectiva receita.` (Direito Tributário Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência, Livraria do Advogado Editora, 12ª edição, 2010, pág. 419). No mesmo sentido, TRF da 3ª Região (processo n. 001215787.2003.4.03.6108, j. em 30/03/2011. Do mesmo modo, não procedem as alegações a respeito da necessária observância do artigo 62A do RICARF, para fins de aplicação do decidido em sede de repetitivo pelo STJ, quanto à impossibilidade da tributação dos juros moratórios. À época do julgamento, realizado em 23 de agosto de 2011, o STJ ainda não havia julgado o REsp n. 1.227.133/RS, cujo acórdão somente foi disponibilizado no DO, em 18/10/2011. Fl. 351DF CARF MF Impresso em 23/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 21/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por GERMAN A LEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ 4 Logo, não há nenhuma omissão a ser sanada quanto à necessária aplicação do supostamente decidido em sede de recurso repetitivo, ainda não julgado pelo STJ quando da realização da Sessão de julgamento desta C. 2ª Turma Especial. Com efeito, os embargos de declaração tem finalidade própria e cabimento específico, qual seja, sanar omissões, contradições e obscuridades do julgado (artigo 65 do RICARF). Não é recurso apto a viabilizar a demonstração do inconformismo da parte sucumbente com vistas a dar a correta aplicação da lei tributária em novo julgamento. Posto isso, acolho parcialmente os Embargos, para fins de sanar a omissão quanto à não apreciação sobre a alegada “quebra da isonomia” e rejeitálos no tocante à omissão sobre os juros moratórios e ilegitimidade ativa da União para arrecadar IRF. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 352DF CARF MF Impresso em 23/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 21/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por GERMAN A LEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
score : 1.0
Numero do processo: 10680.906385/2008-28
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/01/2003
PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO.
Na falta de comprovação do crédito no valor pretendido, não há como homologar a compensação declarada.
Numero da decisão: 3401-002.328
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora.
JULIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
ANGELA SARTORI - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Fenelon Moscoso de Almeida, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/01/2003 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do crédito no valor pretendido, não há como homologar a compensação declarada.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10680.906385/2008-28
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285501
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-002.328
nome_arquivo_s : Decisao_10680906385200828.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANGELA SARTORI
nome_arquivo_pdf_s : 10680906385200828_5285501.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora. JULIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. ANGELA SARTORI - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Fenelon Moscoso de Almeida, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5026573
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174461591552
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1460; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 5 1 4 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.906385/200828 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401002.328 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de julho de 2013 Matéria Cofins Recorrente Asspress Cirúrgica Ltda Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/01/2003 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do crédito no valor pretendido, não há como homologar a compensação declarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora. JULIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. ANGELA SARTORI Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Fenelon Moscoso de Almeida, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 63 85 /2 00 8- 28 Fl. 43DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório O presente processo trata da Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório emitido eletronicamente (fl. 03), referente ao PER/DCOMP nº 02614.46548.201106.1.7.040775. A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a COFINS – Código de Receita 2172, no valor original na data de transmissão de R$1.584,08, representado por Darf recolhido em 12/02/2003 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, foi homologada parcialmente a compensação declarada. Como enquadramento legal citouse arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE O Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 21/08/2008, cujo conteúdo, em síntese, é o seguinte: O contribuinte faz uma descrição dos fatos, a fim de evidenciar o valor correto da Cofins relativamente ao período de apuração de que trata o Darf em questão, destacando que vinculou incorretamente o Darf ao débito correspondente na DCTF; em seguida, aponta o valor da Cofins apurado na DIPJ, tendo anexado cópia da ficha ertinente, para ressaltar que “não ocorreu nenhum tipo de compensação, tornando sem efeito a Per/Dcomp”; conclui que, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer seja acolhida a impugnação para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado, perante a impossibilidade de cancelamento da DComp. Fl. 44DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10680.906385/200828 Acórdão n.º 3401002.328 S3C4T1 Fl. 6 3 A DRJ decidiu em síntese: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/01/2003 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do crédito no valor pretendido, não há como homologar a compensação declarada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O Recorrente apresentou recurso voluntário reiterando os argumentos da manifestação de inconformidade acima descritos. É em síntese o relatório. Voto Conselheiro Angela Sartori O recurso é tempestivo, e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. O cerne do processo em epígrafe restringese tão somente à análise da extinção do PER/DCOMP e, sucessivamente, o reconhecimento do direito creditório. É que foi reconhecido pelo próprio Recorrente em sua Manifestação de Inconformidade, que o saldo efetivamente a ser compensado é o consignado pelo despacho decisório que homologou parcialmente a compensação declarada. Ocorre, contudo, que a Manifestação de Inconformidade, nos termos do art. 74, § 9º, da Lei nº. 9.430/96 é o instrumento processual administrativo cabível tão somente quando houver irresignação quanto a não homologação da compensação. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 Portanto, agiu corretamente a DRJ quando julgou improcedente a defesa processual apresentada eis que ratificou a não homologação do saldo remanescente constante no despacho decisório, fato este inclusive aceito pelo contribuinte. Isso porque o que o Recorrente almeja, em verdade, é a extinção da PER/DCOMP, cuja competência para a apreciação, entretanto, é da Delegacia da Receita Federal (DRF). Por isso, temse que a Manifestação de Inconformidade consistiu em instrumento inadequado para a pretensão do contribuinte, quando deveria ter se dirigido à DRF para requerer tal feito. Conforme restou demonstrado na DRJ, nos termos do art. 295, XI do Regimento Interno da Receita Federal do Brasil, a competência não é outra senão da DRF, in verbis: Art. 295. Aos Delegados da Receita Federal do Brasil e InspetoresChefes da Receita Federal do Brasil incubem, no âmbito da respectiva jurisdição, as atividades relacionadas com a gerência e a modernização da administração tributária e aduaneira e, especificamente: (...) XI – decidir sobre pedidos de cancelamento ou reativação de declarações. Neste sentido, imperioso reconhecer que o despacho decisório que em momento algum foi contestada pelo Recorrente, ao contrário, foi expressamente acatada. Quanto à DRJ, repisese, procedeu corretamente ao esquivarse de analisar o pedido de cancelamento da PER/COMP, eis que a DRJ é o órgão competente para apreciação de tal pleito, mantendo o despacho decisório. Portanto, não há razões subsistentes para o provimento do presente Recurso Voluntário, devendo o Recorrente almejando o cancelamento da declaração, tomar as medidas cabíveis para tanto. CONCLUSÃO Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. Angela Sartori Relator Fl. 46DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10680.906385/200828 Acórdão n.º 3401002.328 S3C4T1 Fl. 7 5 Fl. 47DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 11060.901722/2011-56
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3202-000.155
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Irene Souza da Trindade Torres - Presidente
Charles Mayer de Castro Souza Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Gilberto de Castro Moreira Junior, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11060.901722/2011-56
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5304631
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3202-000.155
nome_arquivo_s : Decisao_11060901722201156.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 11060901722201156_5304631.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Irene Souza da Trindade Torres - Presidente Charles Mayer de Castro Souza Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Gilberto de Castro Moreira Junior, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5154203
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174476271616
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2103; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 239 1 238 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11060.901722/201156 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3202000.155 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 24 de setembro de 2013 Assunto Solicitação de diligência Recorrente USINA HIDROELÉTRICA NOVA PALMA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Irene Souza da Trindade Torres Presidente Charles Mayer de Castro Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Gilberto de Castro Moreira Junior, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama. Relatório Tratase de pedido de restituição, cumulado com pedido de compensação de débitos próprios (PER/DCOMP), de crédito da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins, com origem em pagamento indevido ou a maior de tributo ocorrido no período de março de 2007. Por meio do Despacho Decisório eletrônico de fl. 7, a unidade de origem não reconheceu o direito vindicado e não homologou a compensação a ele vinculada, ao fundamento de que foram localizados um ou mais pagamentos integralmente utilizados para quitação de débitos do interessado, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Por bem retratar os fatos constatados nos autos, transcrevo o Relatório da decisão de primeira instância administrativa, in verbis: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 60 .9 01 72 2/ 20 11 -5 6 Fl. 239DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 0 1/11/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11060.901722/201156 Resolução nº 3202000.155 S3C2T2 Fl. 240 2 Por meio de Despacho Decisório emitido eletronicamente a contribuinte antes identificada teve nãohomologada a compensação declarada por meio de DCOMP, em virtude de que o crédito apontado foi integralmente utilizado para quitação de outros débitos da empresa, não restando saldo de crédito para compensação dos débitos informados naquela declaração. Do mesmo Despacho constou Intimação para pagamento dos débitos indevidamente compensados. Cientificada da decisão administrativa, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade onde registra que: • não utilizava adequadamente os créditos a que teria direito. Em 2007 foi realizada auditoria tributária na empresa por firma especializada, com a finalidade de recalcular todos os tributos devidos dos 5 anos anteriores e ano corrente. Foram feitas as devidas alterações em DACON, sendo contabilizados os resultados do trabalho; • o valor pago de COFINS em 20/04/2007 foi de R$ 91.671,90 (código 5856). Após o recálculo, verificouse que deveria ter sido pago R$ 82.824,20, restando um pagamento a maior de R$ 8.847,70. Esse pagamento foi utilizado para efetuar a compensação de parte do PIS (código 8109) do PA 01/2008 com vencimento em 20/02/2008, e parte da CSLL do PA dezembro de 2007, com vencimento em 31/01/2008, conforme a DCOMP nº 12884.278498.200208.1.3.043940 (sic); • quanto à inexistência do crédito e a não homologação da compensação, o despacho decisório surgiu por conta de um lapso da empresa, que não efetuou as devidas retificações na DCTF do 1º semestre de 2007. No entanto, o DACON foi retificado quando da apuração dos créditos, onde ficou demonstrada a sua existência; • discorda da posição da RFB e apresenta mapa de apuração dos tributos, antes a após o levantamento, além do resumo dos créditos levantados. Houve entrega de DCTF retificadora em 31/08/2011, que corrigiu o problema; • devido à grande quantidade de páginas, a empresa se coloca à disposição para apresentar relatórios e dados do recálculo dos tributos; • pede a reconsideração da decisão administrativa quanto à análise do crédito e seu aproveitamento. A repartição preparadora atestou a tempestividade da peça de contestação. A 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre julgou improcedente a manifestação de inconformidade, proferindo o Acórdão DRJ/POA n.º 1039.149, de 21/06/2012 (fls. 35/38), assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/03/2007 Fl. 240DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 0 1/11/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11060.901722/201156 Resolução nº 3202000.155 S3C2T2 Fl. 241 3 DCTF. RETIFICAÇÃO APÓS DECISÃO DE NÃOHOMOLOGAÇÃO. INEFICÁCIA. DCTF retificada após ciência da decisão que não homologa compensação declarada, não é causa para sua reforma, pois a comprovação da disponibilidade de crédito é aferida no momento da decisão exarada pela autoridade competente. DCTF. PREENCHIMENTO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPROVAÇÃO DO ERRO. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Irresignada, a interessada apresentou, no prazo legal, recurso voluntário de fls. 48/53, embora assim não identificado, por meio do qual aduz: É uma concessionária de energia elétrica junto a governo federal, de forma que segue normas regidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Para manutenção de suas atividades, precisa repor peças, combustível, entre outros, necessários a sua realização de sua atividade. Após apresentação à ANEEL, tais gastos podem ser incluídos no preço da energia elétrica, quando anualmente efetuada a revisão tarifária. Assim, quanto mais créditos de PIS/Cofins puderem utilizar as concessionárias, menor o preço da energia elétrica. A ANEEL definiu as contas contábeis, e a sua forma de contabilização, a serem utilizadas para os lançamentos contábeis referentes à manutenção das atividades da usina e dos caminhos utilizados na distribuição e comercialização da energia elétrica. Diferentemente do que dizem as Leis n.º 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003, a Recorrente utilizava créditos advindos somente da compra de energia elétrica de outras concessionárias, não se creditando dos custos para produção de energia nem da manutenção da rede de distribuição e comercialização. Assim, houve a tributação total de sua receita sem o cômputo do custo para a sua produção, causando ônus financeiro á empresa e aos consumidores (passa a relacionar os créditos que entende sejam cabíveis). Além dos documentos anexados, outros serão entregues até 10/08/2012. Em 10/08/2012, a Recorrente apresentou a petição de fls. 77/79, através da qual requer a retificação de itens do recurso e acosta cópias de documentos (Razão Contábil, notas fiscais, Termos de Abertura e Encerramento do Livro Diário, Demonstrativos da Energia Elétrica Consumida e recibos de aluguel). O processo digitalizado foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 0 1/11/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11060.901722/201156 Resolução nº 3202000.155 S3C2T2 Fl. 242 4 O litígio resumese à possibilidade ou não de repetir, e posteriormente compensar por meio de PER/DCOMP, crédito de contribuição originário de pagamento a maior, quando a retificação da DCTF se deu em momento posterior à decisão que indeferiu o pleito. A instância julgadora a quo entendeu impossível a restituição/compensação, ao fundamento de que, além de a DCTF retificadora ter sido apresentada após a decisão impugnada, a Recorrente não teria trazido aos autos documentos que atestassem o direito vindicado. A meu ver, a decisão está equivocada. É que, antes de proferido o Despacho Decisório, deveria a Recorrente ter sido intimada a apresentar alegações e documentos que respaldassem a pretensão, a fim de que fossem dirimidas dúvidas sobre a existência do crédito pretendido. Afinal, nos termos do inciso II do art. 3º da Lei n.º 9.784, de 1999 (aplicável subsidiariamente ao Processo Administrativo Fiscal por força de seu art. 69), o administrado tem o direito de formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais devem ser objeto de consideração pelo órgão prolator. Ademais, conforme preconiza o art. 39 do mesmo diploma legal, quando necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros, devem ser expedidas intimações para esse fim, mencionandose data, prazo, forma e condições de atendimento. Ante o exposto, voto por CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que a unidade de origem certifiquese do direito vindicado, mediante a análise dos documentos trazidos aos autos pela Recorrente, que deve ser intimada para promover a entrega de outros que se considerem necessários ao deslinde do litígio, bem como para prestar esclarecimentos adicionais sobre os fatos relatados no recurso, caso também se faça necessário. Ao término do procedimento, deve a autoridade preparadora elaborar Relatório Fiscal sobre os fatos apurados na diligência, sendolhe oportunizado manifestarse sobre a existência de outras informações e/ou observações que julgar pertinentes para esclarecer os fatos. Encerrada a instrução processual, a interessada deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, antes da devolução do processo para julgamento. Salientese, entretanto, que a sua manifestação devese restringir ao resultado da diligência, não sendo cabível revolver questões de defesa já suscitadas quando do oferecimento do recurso voluntário. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 242DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 0 1/11/2013 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10945.000576/2010-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006, 2007, 2008
NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA.
O indeferimento fundamentado do pedido de realização de diligência, perícia e/ou produção de prova, não acarreta a nulidade da decisão, pois tais procedimentos somente devem ser autorizados quando forem imprescindíveis para o deslinde da questão a ser apreciada ou se o processo não contiver os elementos necessários para a formação da livre convicção do julgador.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
A Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
Numero da decisão: 2201-002.213
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso.
Assinado Digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente.
Assinado Digitalmente
Eduardo Tadeu Farah - Relator.
EDITADO EM: 04/09/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Eduardo Tadeu Farah, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Marcio de Lacerda Martins, Odmir Fernandes, Nathalia Mesquita Ceia. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Santos Masset Lacombe e Gustavo Lian Haddad.
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006, 2007, 2008 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. O indeferimento fundamentado do pedido de realização de diligência, perícia e/ou produção de prova, não acarreta a nulidade da decisão, pois tais procedimentos somente devem ser autorizados quando forem imprescindíveis para o deslinde da questão a ser apreciada ou se o processo não contiver os elementos necessários para a formação da livre convicção do julgador. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10945.000576/2010-41
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5289477
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2201-002.213
nome_arquivo_s : Decisao_10945000576201041.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EDUARDO TADEU FARAH
nome_arquivo_pdf_s : 10945000576201041_5289477.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah - Relator. EDITADO EM: 04/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Eduardo Tadeu Farah, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Marcio de Lacerda Martins, Odmir Fernandes, Nathalia Mesquita Ceia. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Santos Masset Lacombe e Gustavo Lian Haddad.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
id : 5053142
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174512971776
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1889; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10945.000576/201041 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.213 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2013 Matéria IRPF Recorrente KAMAL OSMAN Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006, 2007, 2008 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. O indeferimento fundamentado do pedido de realização de diligência, perícia e/ou produção de prova, não acarreta a nulidade da decisão, pois tais procedimentos somente devem ser autorizados quando forem imprescindíveis para o deslinde da questão a ser apreciada ou se o processo não contiver os elementos necessários para a formação da livre convicção do julgador. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 00 05 76 /2 01 0- 41 Fl. 1662DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator. EDITADO EM: 04/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Eduardo Tadeu Farah, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Marcio de Lacerda Martins, Odmir Fernandes, Nathalia Mesquita Ceia. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Santos Masset Lacombe e Gustavo Lian Haddad. Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, anoscalendário de 2005 a 2007, consubstanciado no Auto de Infração (fls. 1017/1027), pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 2.656.247,45, calculados até 30/04/2010. A fiscalização apurou omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. Cientificado do lançamento, o interessado apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, que: Não se pode confundir movimentação bancária com renda. Afirma que mesmo com volumes significativos transitando por suas contas o contribuinte sempre esteve “no vermelho”, usando limite do cheque especial e outras linhas de crédito, além de inúmeros saques efetuados pelas empresas e entregues em dinheiro ao Sr. Kamal. Argumenta que ninguém com renda suposta de R$140.000,00 por mês usa o cheque especial pagando 10% ao mês de juros conforme extratos constante nos autos. Aduz que no período fiscalizado 6 empresas comerciais de pessoas próximas ao autuado estavam devendo na praça, todas protestadas. Nessa situação estas empresas não poderiam deixar recursos em conta bancária, que seriam “penhorados” pelos credores. Também tinham dificuldades de conseguir cheques. O que dificultava o diaadia das empresas. Afirma saber que essa situação não é a ideal mas foi a saída encontrada para manter as empresas “vivas” no mercado, pagando os salários dos empregados. Informa que as empresas recebiam de seus clientes em dinheiro, cheques e cartões e boa parte dos cheques e do dinheiro era repassado às contas do Sr.Kamal. Afirma que os valores dos cartões eram sacados na boca do caixa através de cheques e o montante logo era repassado ao autuado. Anexa planilha “aleatória” com exemplos da citada movimentação. Fl. 1663DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10945.000576/201041 Acórdão n.º 2201002.213 S2C2T1 Fl. 3 3 Alega que solicitou os cheques dos saques aos bancos, muitos deles feitos pelo próprio Sr.Kamal, mas afirma que ainda não lhe foram fornecidos. Aduz que os referidos cheques depositados nas contas do autuado demonstram a origem dos recursos, pois são de clientes de uma das seis empresas. A situação esclarecida também se comprova pelos pagamentos feitos pelo autuado aos fornecedores das empresas, conforme cópias dos cheques acostadas. Argumenta que se tivesse mais tempo poderia comprovar todos os fatos. Segue alegando que na autuação todos os depósitos foram considerados renda do autuado. Questiona de qual atividade teria vindo a “renda” e afirma que se tal renda é proveniente de atividade comercial habitual do autuado, então o Fisco entende o Sr.Kamal como intermediário entre as empresas e os fornecedores. Em conseqüência, devese equiparar o contribuinte às demais pessoas jurídicas, conforme art.150 do RIR. Para tanto basta que se comprove que a origem dos recursos é referente à atividade comercial de venda de bens e que o Sr.Kamal pagava habitualmente duplicatas de fornecedores. Informa que o conceito de pessoa jurídica está no art.40 do Código Civil, cita o art.150 do RIR e conclui que quando restar comprovado que uma pessoa pratica atividade empresarial com habitualidade e intuito lucrativo, deverseá aplicar a ela a tributação dada às demais pessoas jurídicas. Após socorrerse em doutrina de Hiromi Higuchi e citar o art.158 do RIR afirma que como o Fisco crê que os recursos que ingressaram nas contas do autuado são renda advinda do comércio habitual e, como restou comprovado o pagamento aos fornecedores, então é preciso que a SRF reconheça o direito de o contribuinte ser tributado como se empresa fosse. Assim, conclui que a apuração do imposto a pagar se faz com a apuração do IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, nas mesmas alíquotas e condições aplicáveis às pessoas jurídicas em atraso. Para isso bastaria que o fisco abrisse um CNPJ de ofício. Complementa sua tese com julgados administrativos. Afirma que a equiparação é um ajuste para a correta tributação com a dedução das despesas realizadas de fato, tributandose apenas o ganho de capital na venda de bens. Lembra que o imposto de renda deve onerar o aumento patrimonial e não a simples circulação do dinheiro pois são comuns as situações em que a Lei exclui da base de cálculo valores que são considerados custos embutidos de certas Fl. 1664DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 4 atividades. No caso em tela foram pouquíssimas as exclusões feitas pela fiscalização. Aduz que é fundamental que a SRF reconheça que a “renda” é proveniente da atividade comercial e que, por isso, o contribuinte faz jus à equiparação às pessoas jurídicas. Por fim, pede a exclusão da base tributável das receitas oriundas das empresas citadas que apenas transitaram pelas suas contas bancárias. Alternativamente, roga pela equiparação do autuado às pessoas jurídicas, conforme art.150 do RIR/99. Além disso, pede que seja deferida a produção de provas dos fatos narrados. Em 21/07/2011 o contribuinte apresentou manifestação pedindo prioridade no julgamento por possuir mais de 60 anos e por ser portador de doença cardíaca. Ademais, alegou que o Arresto de Bens promovido pelo fisco tem causado várias dificuldades ao autuado. Também solicitou que a SRF intime os bancos para a apresentação dos cheques depositados nas contas do autuado alegando que os bancos se negaram a fornecer os respectivos cheques ao contribuinte. Em conseqüência, o presente Processo passou a ter de prioridade de julgamento. A 7ª Turma da DRJ em Curitiba/PR julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado na ementa abaixo transcrita: DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO LEGAL DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem regular dos recursos utilizados nessas operações. Lançamento Procedente Intimado da decisão de primeira instância em 03/11/2011 (fl. 1566processo digital), kamal Osman apresenta Recurso Voluntário em 30/11/2011 (fl. 1569processo digital), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Farah O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Fl. 1665DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10945.000576/201041 Acórdão n.º 2201002.213 S2C2T1 Fl. 4 5 Cuida o presente lançamento de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários sem origem comprovada, relativamente a fatos ocorridos nos anos calendário de 2005 a 2007. Antes de adentrarmos no mérito, insta enfrentar, de antemão, a preliminar aventada pelo recorrente. Alega o suplicante que a Receita Federal deveria intimar os bancos para apresentação dos microfilmes dos cheques depositados, a fim de verificar que os créditos bancários são oriundos da atividade comercial. Assevera, ainda, que a autoridade recorrida adotou uma interpretação rígida e desproporcional da norma, quando negou o pedido de intimação dos bancos, sob o argumento de que “... tal prova era desnecessária e intempestiva”. Pois bem, em que pese argumentos despendidos pelo suplicante, não merece reparos a decisão recorrida. De fato, a legislação é clara quando confere à autoridade julgadora competência para decidir sobre a necessidade da produção de provas, diligências e perícias para o desfecho da lide. Transcrevese o art. 18, do Decreto nº 70.235, de 1972, verbis: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias quando entendelas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pelo art. 1º da Lei nº 8.748/1993). Da análise dos autos, fica evidente que a prova da origem dos créditos aportados em seu movimento bancário caberia ao contribuinte produzir. A bem da verdade, os créditos bancários de origens não comprovadas gozam de presunção de certeza que somente pode ser ilidida por prova inequívoca em sentido contrário cujo ônus incumbe ao recorrente, a teor do disposto no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996. A produção de provas, assim como as diligências e perícias, não se destina ao suprimento do ônus da prova das partes, mas à formação do livre convencimento do julgador. É por isso que não basta, a quem contesta um lançamento de ofício, vir aos autos para afirmar, simplesmente, que tudo quanto foi levantado na ação fiscal não guarda consonância com a realidade dos fatos e que tudo precisa ser dirimido por meio de uma suposta prova que o Fisco deveria produzir. Como dito anteriormente, compete unicamente ao contribuinte carrear provas de que os fatos econômicos descritos pela autoridade fiscal na realidade não ocorreu. Assim, diferentemente do que faz crer o suplicante, não é obrigação da Receita Federal do Brasil intimar os bancos para apresentação dos microfilmes dos cheques depositados em seu movimento financeiro. Pelos argumentos expostos rejeito, pois, a suscitada preliminar. No mérito, alega o recorrente que os depósitos/créditos bancários são oriundos da atividade comercial e, como o contribuinte não possui contabilidade regular, “... tem direito à tributação equiparada a pessoa jurídica, uma vez comprovada a habitualidade na compra de bens (sapatos e roupas) e no repasse de recursos para as referidas empresas familiares (que faziam os depósitos nas contas do contribuinte)”. De inicio, cumpre trazer a lume a legislação que serviu de base ao lançamento, no caso, o art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996, que, com as alterações posteriores Fl. 1666DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 6 introduzidas pelo art. 4º da Lei nº 9.481, de 1997, e pelo art. 58 da Lei nº 10.637, de 2002, assim dispõe, verbis: Art.42 Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. De acordo com o dispositivo supra, basta ao Fisco demonstrar a existência de depósitos bancários de origens não comprovadas para que se presuma, até prova em contrário, a ocorrência de omissão de rendimentos. Tratase de uma presunção legal do tipo juris tantum (relativa), e, portanto, cabe ao Fisco comprovar apenas o fato definido na lei como necessário e suficiente ao estabelecimento da presunção, para que fique evidenciada a omissão de rendimentos. As presunções estão inseridas no âmbito processual das provas, objetivando caracterizar ou positivar atos, fatos, situações, que se encaixem às molduras jurídicas, assim, supor que um fato tenha acontecido ou que a materialidade tenha sido efetivada, não é o mesmo que tornar concreta sua existência, de modo a conferir legitimidade à exigência tributária, a presunção nada mais é que o resultado de um processo lógico, mediante o qual do fato conhecido, cuja existência é certa, inferese o fato desconhecido ou duvidoso, cuja existência é provável. Portanto, é a lei que definiu que os depósitos bancários de origem não comprovada caracterizam omissão de receita ou de rendimentos, e não meros indícios de omissão, razão por que não há obrigatoriedade de se estabelecer o nexo causal entre cada depósito e o fato que represente omissão de receita e nem de se comprovar a ocorrência de acréscimo patrimonial. No que diz respeito ao mérito propriamente dito, não há como aceitar a alegação de que os depósitos bancários são procedentes da atividade comercial. Isto porque, como esclarecido ao contribuinte no curso da ação fiscal, é necessário que ele aponte quais os lançamentos contábeis das diversas empresas que justificam os depósitos ocorridos em suas contas, bem como apresente a documentação comprobatória dessas operações. Transcrevese o Termo de Verificação Fiscal (fls. 1012/1013): Por meio do Termo de Intimação Fiscal n° 299, datado de 11.09.2009, o contribuinte foi intimado a esclarecer, no prazo de 20 (vinte) dias, por escrito e mediante a apresentação documentação hábil, a origem dos depósitos bancários efetuados nas contas mantidas e nome. Ressalvase que o contribuinte foi informado que o não atendimento ensejaria lançamento com base nas informações disponíveis conforme o disposto no artigo 845 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99) (fls 651 a 739). Nas suas explicações, o contribuinte argumentou que os recursos depositados nas suas contas bancárias particulares (pessoa física), alem dos rendimentos informados nas suas declarações anuais de ajuste, seriam oriundos do faturamento das empresas relacionadas abaixo das quais ou figura como sócio ou como procurador (fls 744 a 763). Fl. 1667DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10945.000576/201041 Acórdão n.º 2201002.213 S2C2T1 Fl. 5 7 a) Cherry Doce Mundo Confecções Ltda, CNPJ 86.856.390/000111; b) Salão da Moda Ltda, CNPJ 04.733.805/000103; c) Four Two One Comercial de Confecções Ltda, CNPJ 81.668.857/0001/86; d) Vitoria Modas e Confecções Ltda, CNPJ 01.539.114/000177; e) Guilherme Comercial de Confecções Ltda, CNPJ 02.768.135/000127; h) Distribuidora de Confecções Tres Nações Ltda, CNPJ 03.086.850/000142. Para comprovar suas argumentações, juntou os livros contábeis (diário/razão) acompanhados de algumas notas fiscais de fornecedores que foram escrituradas nesses livros. Em razão dessas explicações, em 30.03.2010, o contribuinte foi intimado a, dentre outros elementos, a apresentar, a partir dos demonstrativos dos depósitos bancários (planilhas), a individualização (segregação, separação) dos depósitos que tiveram origem nas receitas com vendas de cada uma dessas empresas e indicar no livro diário delas quais foram os lançamentos que deram suporte a esses depósitos (fls 840 a 842). Entretanto, ao invés de cumprir essas exigências, o contribuinte apresentou as planilhas e explicações de folhas 843 a 967 que nada acrescentam ao que já havia sido apresentado. Note que o contribuinte dispôs de 47 dias contados a partir da ciência do último termo de intimação (vide Aviso de Recebimento de folhas 842). Portanto, teve tempo suficiente para reunir os documentos que comprovariam suas alegações. Do exposto, verificase que efetivamente o recorrente não fez a vinculação dos créditos bancários com os registros contábeis da empresa, com coincidência de datas e valores. Com efeito, entende por comprovação de origem, nos termos do disposto no artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996, a apresentação pelo contribuinte de documentação hábil e idônea que possa identificar a fonte do crédito, o valor, a data e, principalmente, que demonstre de forma inequívoca a que título os créditos foram efetuados na conta corrente. Além do mais, o fato de o contribuinte ser sócio de uma pessoa jurídica não permite concluir que todos, repisemse, todos os depósitos existentes em suas contas pessoais referemse a esta atividade. Destarte, como não há nos autos qualquer documentação comprobatória, não há outra solução senão a procedência do lançamento. Por fim, cumpre destacar que igualmente improfícua a jurisprudência administrativa e judicial trazida pelo recorrente, porque essas decisões, mesmo que proferidas pelos órgãos colegiados, sem uma lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares do Direito Tributário. Fl. 1668DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 8 Ante a todo o exposto, voto por rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 1669DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
