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Numero do processo: 13971.902640/2009-67
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO.
DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE.
A DCTF retificadora, nas hipóteses em que é admitida pela legislação, substitui a original em relação aos débitos e vinculações declarados, cabendo à autoridade fiscal apurar, por meio de despacho devidamente fundamentado, a liquidez e certeza do crédito do sujeito passivo.
É nulo o despacho decisório, em pedido de restituição e declaração de compensação, que não leva em conta as informações constantes da DCTF vigente.
Processo Anulado
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 3803-003.421
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE. A DCTF retificadora, nas hipóteses em que é admitida pela legislação, substitui a original em relação aos débitos e vinculações declarados, cabendo à autoridade fiscal apurar, por meio de despacho devidamente fundamentado, a liquidez e certeza do crédito do sujeito passivo. É nulo o despacho decisório, em pedido de restituição e declaração de compensação, que não leva em conta as informações constantes da DCTF vigente. Processo Anulado Aguardando Nova Decisão
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. NULIDADE. A DCTF retificadora, nas hipóteses em que é admitida pela legislação, substitui a original em relação aos débitos e vinculações declarados, cabendo à autoridade fiscal apurar, por meio de despacho devidamente fundamentado, a liquidez e certeza do crédito do sujeito passivo. É nulo o despacho decisório, em pedido de restituição e declaração de compensação, que não leva em conta as informações constantes da DCTF vigente. Processo Anulado Aguardando Nova Decisão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 136DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 2 BACK SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA.transmitiu, em 28/06/2005, o Pedido de Restituição/Declaração de Compensação PER/DCOMP nº 40439.06602.280605.1.7.046586, com vistas à extinção de débitos de Contribuição para o Plano de Integração Social – PIS (PA 10/2004, cód. 6912), com crédito por pagamento indevido ou a maior do que o devido de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins, efetuado em 15/03/2004 (cód. 5856). O Despacho Decisório Eletrônico nº 831283096 (data de emissão: 09/04/2009) deferiu parcialmente o pleito e homologou a compensação até o limite do crédito reconhecido, porque, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP, foram localizados um ou mais pagamentos, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos ao contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Em 28/05/2009, o declarante atravessa a petição de fls. 6 a 8, dirigida ao Delegado da Receita Federal em BlumenauSC, por meio a qual afirma que, em 27/12/2006, retificou a DCTF respectiva, alterando a forma de extinção do débito de PIS do PA 10/2004, da compensação objeto da DCOMP ora controvertida, para pagamento por meio de DARF, cuja cópia do comprovante de arrecadação encontrase na fl. 43. Esclarece que se esqueceu de cancelar a DCOMP de que se trata. Concluindo não ter pendência relativa ao PIS do PA 10/2004, requer o cancelamento da DCOMP nº 40439.06602.280605.1.7.046586. A petição dirigida ao DRF/Blumenau foi conhecida como Manifestação de Inconformidade pela DRJ/FNS4ª Turma, que, sob o fundamento de inexistência de litígio relativamente ao direito creditório, não conheceu da reclamação. O Acórdão nº 0725.558, de 12 de gosto de 2011, fls. 89, não teve ementa. Transcrevo a íntegra do voto condutor da decisão para maior clareza: De se declarar, de inicio, que não se pode aqui conhecer a petição apresentada pela contribuinte como manifestação de inconformidade, em face de que a contribuinte, a teor do que afirma, ter procedido com o pagamento dos débitos, não possuindo o crédito informado em sua DCOMP. Não há, portanto, litígio em relação a seu direito creditório, passível de apreciação por esta instância de julgamento. Nestes termos, voto por não conhecer da manifestação de inconformidade apresentada. Florianópolis, 09 de agosto de 2011. Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 4ª Turma da DRJ/FNS. O arrazoado de fls. 97 a 102, após síntese dos fatos relacionados com a lide, esclarece que a petição formulada em face do despacho decisório, conhecida como Manifestação de Inconformidade, na verdade não havia sido endereçada à instância de julgamento da DRJ/FNS, e sim ao Delegado da Receita Federal de Blumenau, Sr. Edison José Santana da Cruz, que, naquele momento, possuía competência para decidir originariamente acerca do pedido de cancelamento da declaração. Ratifica que na Manifestação de Inconformidade, não controverteu o mérito do direito creditório, haja vista que a DCOMP foi entregue por engano. Pede o reconhecimento do cancelamento e nulidade da Declaração de Compensação, tendo em vista que nada é devido do tributo PIS6912 na competência de Fl. 137DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13971.902640/200967 Acórdão n.º 380303.421 S3TE03 Fl. 137 3 10/2004. Instrui sua peça recursal com cópia do PER/DCOMP, cópia da DCTF de transmissão em 01 de Julho de 2005, cópia da DCTF de transmissão em 27 de dezembro de 2006, cópia do DARF recolhido, Manifestação em face do despacho decisório, cópia da Procuração e Contrato Social/Última Alteração. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 97 a 102 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFNS4ª Turma nº 0725.558, de 12 de gosto de 2011. O recorrente repete a exceção apresentada na Manifestação de Inconformidade, no sentido de que a DComp nº 40439.06602.280605.1.7.046586 deveria ter sido cancelada e não o foi. A decisão recorrida, um tanto obscuramente, não conheceu da reclamação. Se foi por falta de competência para apreciar o pedido de cancelamento da Dcomp1, como parece sugerir a primeira oração do [econômico] voto condutor do Acórdão nº 0725.558, pelo princípio da economia processual, e mesmo pelo da moralidade administrativa, a instância deveria ter sido corrigida de ofício, e a petição de fls. 6 a 8, redirecionada ao DRF/Blumenau SC. Por outro lado, se foi por carência de objeto, como sugere o segundo parágrafo, fêlo incorretamente. Se é verdade que o manifestante não controverteu o crédito, por outro lado, a exceção de erro na declaração pareceme merecedora de conhecimento e decisão, à luz das provas constante dos autos. Nesse sentido, julgo que a decisão recorrida é nula, por manifesto cerceamento do direito de defesa. Há todavia vícios ainda anteriores aos da decisão recorrida. A DCTF retificadora (transmitida em 27/12/2006, recibo nº 14.73.97.49.14 52, cópia às fls. 44 a 86) alterou a situação do débito de PIS 6912 PA 10/2004, oposto na compensação objeto da Dcomp nº 40439.06602.280605.1.7.046586, passando de extinto pela compensação com indébito de Cofins 5856 para extinto por pagamento. O DDE nº 831283096, de 09/04/2009, fez tábula rasa da DCTF então vigente, ignorando por completo os seus efeitos, produzidos pela incidência da norma do art. 18 da Medida Provisória no 2.18949, de 23 de agosto de 20012. 1 As instâncias de julgamento administrativo não detêm competência para apreciar e decidir sobre pedido de cancelamento de DComp, matéria da alçada da DRF de jurisdição do titular do crédito, segundo as normas dos arts. 76 a 82 da Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008. 2 Art. 18. A retificação de declaração de impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, nas hipóteses em que admitida, terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, independentemente de autorização pela autoridade administrativa. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Mantido os termos do referido DDE e confirmada a disponibilidade do pagamento representado pelo comprovante de recolhimento de fls. 43, o contribuinte terá extinto o mesmo débito duas vezes: uma pelo pagamento; outra, pela parcela da compensação que homologou. Teratologia inadmissível. Com essas considerações, voto por que se anule o processo ab initio, para que, se for o caso, se emita novo Despacho Decisório, sob a consideração da DCTF vigente e de todos os elementos que a Autoridade Administrativa julgar necessários, além dos já constantes dos presentes autos. Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2012 Alexandre Kern Parágrafo único. A Secretaria da Receita Federal estabelecerá as hipóteses de admissibilidade e os procedimentos aplicáveis à retificação de declaração. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13971.902640/200967 Acórdão n.º 380303.421 S3TE03 Fl. 138 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13971.902640/200967 Interessada: BACK SERVIÇOS ESPECIALIZADOS LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380303.421, de 21 de agosto de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção. Brasília DF, em 21 de agosto de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 140DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 12466.003632/2004-79
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.182
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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Numero do processo: 10183.007991/2009-51
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2008
PEREMPÇÃO.
O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de
Contribuintes é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância. Esgotado esse prazo sem a interposição do recurso, a decisão de primeira instância se tornou definitiva. O recurso apresentado intempestivamente não deve ser conhecido.
Recurso voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 2802-001.828
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO
CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a).
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância. Esgotado esse prazo sem a interposição do recurso, a decisão de primeira instância se tornou definitiva. O recurso apresentado intempestivamente não deve ser conhecido. Recurso voluntário não conhecido.
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O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância. Esgotado esse prazo sem a interposição do recurso, a decisão de primeira instância se tornou definitiva. O recurso apresentado intempestivamente não deve ser conhecido. Recurso voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Eivanice Canário da Silva, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório Fl. 241DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2008 , anocalendário 2007, em virtude de ter sido constatada omissão de rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente em virtude de processo judicial trabalhista, no valor de R$10.260,22. Na notificação de lançamento constou também que de acordo com os documentos fornecidos, no ano de 2007, foi pago o valor bruto de R$ 985.899,71 (60%), descontado o valor pago ao advogado R$ 60.000,00, o total de rendimentos tributáveis é de R$ 925.899,71. (fls. 147) Tal como relatado em primeira instância, a impugnação pode ser assim resumida: a) Inconstitucionalidade da incidência tributária sobre os juros moratórios contidos nos valores recebidos em decorrência das ações trabalhistas; b) Todo o valor tributável sofreu religiosa retenção do imposto na fonte, logo não há de se falar em "omissão de receita tributável no valor de R$ 10.260,22; c) 0 valor dos honorários advocatícios não foi deduzido dos rendimentos auferidos na ação trabalhista; d) Todos esses fatos considerados resultariam em restituição ao contribuinte; e) A tributação indevida justifica pedido de ressarcimento por danos morais. Por fim, requer o contribuinte: a) suspensão da exigibilidade do crédito tributário; b) exclusão do imposto de renda que incidiu sobre as verbas recebidas a titulo de danos morais, juros de mora, correção monetária, aviso prévio, FGTS e multa de 40%, férias vencidas e proporcionais; c) restituição do valor de R$ 263.371,74, em valores atualizados de R$ 274.688,00, correspondente ao imposto sobre juros moratórios de 24/05/1993 a 30/04/2007, no total de R$ 957.715,45; d) revisão administrativa e decretação de inconstitucionalidade da tributação dos juros morat6rios trabalhistas pelo imposto de renda; e) Tramitação prioritária nos termos do art. 71 da Lei 10.741/03. Julgouse parcialmente procedente a impugnação, excluindo dos rendimentos tributáveis as quantias pagas a título de FGTS e multa rescisória de 40% sobre o FGTS, mantendose os demais pontos da autuação com fundamentos nas previsões legais do art. 3º, Fl. 242DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10183.007991/200951 Acórdão n.º 280201.828 S2TE02 Fl. 240 3 §4º e art. 6º da Lei 7.713/1988, art. 43 do CTN, art. 111 e 176 do CTN e art. 56 e 640 do RIR1999. Além disso, não conheceu do pedido de restituição que desatendeu à legislação por não ter sido feito por meio de declaração retificadora. A ciência do acórdão de primeira instância ocorreu em 29/06/2010 (fls. 173). Em 13/07/2010 houve vista do processo (fls. 174). O processo foi arquivado e posteriormente desarquivado em razão do recurso voluntário interposto em 13/08/2010. A peça recursal tem os seguintes argumentos, em síntese: 1. aplicação da súmula STF nº 473 e prioridade de tramitação prevista no art. 71 da Lei 10.741/2003; 2. tributação conforme disposições do Ato Declaratório da PGFN nº 01/2009 (rendimentos recebidos acumuladamente); 3. não tributação sobre os juros de mora e correção monetária; 4. juntou planilhas que discriminam os valores mês a mês e pedido de restituição do anocalendário 2007; 5. reforça alegações da impugnação e aponta que a tributação incidiu sobre verbas não tributáveis (quadro 10. fls. 1004) – férias mais 1/3, diferença de verbas rescisórias, licença prêmio abono assiduidade e 13º salário; 6. sustenta que a tributação se feita corretamente lhe enseja receber restituição; 7. por fim requer indenização por dano moral devido À tributação indevida. É o relato do essencial. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator Conforme determinações do Decreto 70.235/1972, a partir da data da notificação da decisão de primeira instância, teria o Recorrente o prazo de 30 (trinta) dias para a apresentação do Recurso Voluntário. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Art. 33 – Da decisão caberá recurso voluntário total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Outrossim, o parágrafo único do art. 5º do mesmo Decreto complementa as disposições sobre a forma de contagem desse prazo.: Art. 5 – Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único – Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. A ciência do acórdão de primeira instância foi em 29/06/2010, de forma a interposição do recurso somente em 13/08/2010 importa na constatação da intempestividade do protocolo da peça recursal. Não houve préquestionamento sobre a tempestividade. A perempção, caracterizada pela apresentação a destempo da peça recursal pelo contribuinte em decorrência do transcurso de mais de trinta dias entre a data do protocolo do Recurso Voluntário e a cientificação da decisão de primeira instância, impede sua apreciação pelo Colegiado. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do Recurso Voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 244DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10166.009336/2007-83
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
RECURSO EXTRA LITÍGIO DEDUÇÃO
A matéria não impugnada em primeira instância considera-se
definitiva.
Incabível o pleito de dedução já informado na declaração de ajuste e considerado para efeito da apuração da base de cálculo .
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2802-001.331
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos NÃO CONHECER
do recurso nos termos do relatório e votos integrantes do presente julgado. Vencidos os Conselheiro Sidney Ferro Barros e German Alejandro San Martín Fernández. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheira Lúcia Reiko Sakae.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 RECURSO EXTRA LITÍGIO DEDUÇÃO A matéria não impugnada em primeira instância considera-se definitiva. Incabível o pleito de dedução já informado na declaração de ajuste e considerado para efeito da apuração da base de cálculo . Recurso Voluntário Não Conhecido.
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Incabível o pleito de dedução já informado na declaração de ajuste e considerado para efeito da apuração da base de cálculo . Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos NÃO CONHECER do recurso nos termos do relatório e votos integrantes do presente julgado. Vencidos os Conselheiro Sidney Ferro Barros e German Alejandro San Martín Fernández. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheira Lúcia Reiko Sakae. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) SIDNEY FERRO BARROS Relator. (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae Redator designado. EDITADO EM: 15/05/2012 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martin Fernandez e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Fl. 60DF CARF MF Impresso em 03/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por LUCIA REIKO SAKAE, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r LUCIA REIKO SAKAE, Assinado digitalmente em 01/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalme nte em 03/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Peço vênia para iniciar o presente pela transcrição do quanto relatado no acórdão recorrido, in verbis: “Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado auto de infração de fls. 06/10, referente ao imposto de renda pessoa física, exercícios 2003, anocalendário 2002. O crédito tributário apurado está assim constituído: Demonstrativo do Crédito Tributário (em R$) Imposto Suplementar: 11.396,41 Multa de Oficio (75%): 8.547,30 Juros de Mora calculados até o lançamento: 7.355,24 Total do crédito tributário apurado: 27.298,95 No demonstrativo das infrações e enquadramento legal à fl. 07, as infrações apuradas estão, em síntese, assim descritas: Omissão de rendimentos tributáveis recebidos de Pessoa Jurídica: Valor R$ 41.508,83 recebidos das seguintes fontes pagadoras, conforme Dirf: R$ 34.054,47 da Justiça Federal de Primeira Instância e R$ 7.454,36 do Centro de Est. Superiores Planalto Ltda. Do imposto devido foram compensados o IRRF sobre os rendimentos omitidos. Cientificado do lançamento, o contribuinte o impugna, alegando, resumidamente, o que se segue: Afirma que, no cálculo do imposto, não constaram os valores recolhidos a título de contribuição à previdência social das fontes pagadoras TRF 1ª Região e Justiça Federal (R$ 8.731,45 + R$ 1.727,51) o que totaliza R$ 10.458,96. Solicita apenas a retificação dos valores apurados, levandose em consideração o valor da contribuição à previdência social de R$ 10.458,96.” A decisão de primeira instância considerou o lançamento procedente em parte, considerando o valor de R$ 10.458,96 a título de contribuição à previdência oficial e mantendo o imposto de renda suplementar no valor de R$ 8.520,20, a ser acrescido de multa de oficio de 75%, mais juros de mora, conforme legislação vigente. Às fls. 54 se vê o recurso voluntário, por meio do qual o interessado alega que: “De acordo com a Ficha Financeira (anexa) do Tribunal Regional Federal lª região foi recolhido R$ 2.142,00 a titulo de Programa de Saúde Programa de Assistência aos Magistrados e Servidores PROSOCIAL. Este valor não foi considerado na base de cálculo”. Requer a dedução. É o relatório. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 03/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por LUCIA REIKO SAKAE, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r LUCIA REIKO SAKAE, Assinado digitalmente em 01/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalme nte em 03/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.009336/200783 Acórdão n.º 280201.331 S2TE02 Fl. 59 3 Voto Vencido Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo e atenda aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Em homenagem aos princípios da verdade material e do formalismo moderado, considero razoável perquirir sobre a dedutibilidade que o Recorrente requer não obstante o faça somente agora, em sede de recurso voluntário. Assim é que, a meu ver, considerada a permissão contida no art. 8º, § 2º, I, da Lei nº 9.250/95, segundo o qual a dedutibilidade das despesas médicas é extensiva aos pagamentos efetuados a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza, deve ser admitida a dedução do valor de R$ 2.142,00 segundo documento de fl. 56, que corresponde às contribuições por ele efetuadas, no anocalendário de 2002, ao “PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA AOS MAGISTRADOS E SERVIDORES DO TRF 1ª REGIÃO”. Assim, dou provimento ao recurso para admitir tal dedução. É o meu voto. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator Voto Vencedor Conselheiro Lucia Reiko Sakae – Redator Designado. Peço vênia para discordar do entendimento esposado pelo ilustre Conselheiro em que pretende acatar em sede recursal a dedução referente ao “PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA AOS MAGISTRADOS E SERVIDORES DO TRF 1ª REGIÃO” . A decisão de primeira instância considerou não impugnada a questão central do lançamento, ou seja a omissão de rendimentos, mas acatou a dedução da base de cálculo à Contribuição à Previdência Oficial constante do próprio comprovante do rendimento, cuja contribuição está prevista na Constituição. Agora, o contribuinte, em sede recursal, alega que “De acordo com a Ficha Financeira (anexa) do Tribunal Regional Federal lª região foi recolhido R$ 2.142,00 a titulo de Programa de Saúde Programa de Assistência aos Magistrados e Servidores PROSOCIAL. Este valor não foi considerado na base de cálculo”. Ocorre que, analisando a declaração de ajuste anual de fls. 19/20, verificase que a recorrente indicara no quadro de “Pagamento e Doações Efetuados” o desembolso de R$ Fl. 62DF CARF MF Impresso em 03/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por LUCIA REIKO SAKAE, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r LUCIA REIKO SAKAE, Assinado digitalmente em 01/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalme nte em 03/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 2.412,00 com a indicação de parcela não dedutível de R$ 640.00, o que resultaria na dedução de despesa médica no montante de R$ 1.772,00 que já fora considerada para efeito de apuração da base de cálculo por ocasião do imposto devido (fl. 23). Entendo, portanto, incorrer em equívoco o pleito da recorrente. Desta feita, considerando que a dedução pleiteada em sede recursal já foi considerada por ocasião do lançamento, de acordo com a legislação em regência e que a lide propriamente dita foi considerada matéria não impugnada na primeira instância e, portanto, definitiva, entendo que o recurso não deva ser conhecido. Conclusão. Inexistindo reparos a serem feitos na decisão de primeira instância e considerando que a decisão relativa à infração lançada fora considerada definitiva, por não impugnada, voto por NÃO CONHECER DO RECURSO por falta de objeto. (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae Fl. 63DF CARF MF Impresso em 03/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por LUCIA REIKO SAKAE, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r LUCIA REIKO SAKAE, Assinado digitalmente em 01/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalme nte em 03/07/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 35409.003097/2004-36
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 20/12/2004
Ementa: CUSTEIO – PEDIDO DE RESTITUIÇÃO – VALORES RECOLHIDOS APÓS CONCESSÃO APOSENTADORIA – CONTINUIDADE DA ATIVIDADE – SEGURADO OBRIGATÓRIO.
A continuidade do exercício da atividade mesmo depois de concedida a aposentadoria, não gera direito a restituição por não terem sido as contribuições contabilizadas no salário de benefício. Não se trata de recolhimento indevido, posto em exercendo atividade, é segurado obrigatório do RGPS.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.183
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 20/12/2004 Ementa: CUSTEIO – PEDIDO DE RESTITUIÇÃO – VALORES RECOLHIDOS APÓS CONCESSÃO APOSENTADORIA – CONTINUIDADE DA ATIVIDADE – SEGURADO OBRIGATÓRIO. A continuidade do exercício da atividade mesmo depois de concedida a aposentadoria, não gera direito a restituição por não terem sido as contribuições contabilizadas no salário de benefício. Não se trata de recolhimento indevido, posto em exercendo atividade, é segurado obrigatório do RGPS. Recurso Voluntário Negado.
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S . 751683 MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES AS", SEXTA CÂMARA Processo n° 35409.003097/2004-36 Recurso n° 144.988 Voluntário _moços Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO CalaCegbaid e•Acórdão n° 206-00.183 .54r no O \ áAcioff,,,,s0 Sessão de 21 de novembro de 2007 gdo," Recorrente GETÚLIO HOMEM DA COSTA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - SP Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 20/12/2004 Ementa: CUSTEIO — PEDIDO DE RESTITUIÇÃO — VALORES RECOLHIDOS APÓS CONCESSÃO APOSENTADORIA — CONTINUIDADE DA ATIVIDADE — SEGURADO OBRIGATÓRIO. A continuidade do exercício da atividade mesmo depois de concedida a aposentadoria, não gera direito a restituição por não terem sido as contribuições contabilizadas no salário de beneficio. Não se trata de recolhimento indevido, posto em exercendo atividade, é segurado obrigatório do RGPS. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF - SEGUNDO co ,Jsrt. HO DE CONTRIB i CONFERE ..). '...-: r: n ' iGNAL Processo n.°35409.003097/2004-36 Brasilia„IL 0 L__/___WL CCO2/C06 Fls. 55Acórdão n.° 206-00.183 -- -- joim1/4 Maria de Fátima I- ifr»Ille Min. &ene 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA C • . • • 'o e • 19 ei CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAM AIO FREIRE Presidente tC ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. e Processo n.• 35409.003097/2004.36 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.183 MF - SEGUNDO CO. '•;:. 5 Ui) 08 CONTRIEESNUS Fls. 56 CONFE.,/. . Relatório Maria de Fatiem • - de Carva Mat. Siape 751683 Alegando recolhimento indevido, no período compreendendo as competências outubro de 2003 a setembro de 2004, o recorrente solicitou a restituição das contribuições previdenciárias. Alega que já havia sido concedido o beneficio de aposentadoria a partir de 08 de outubro de 2003 e os recolhimentos foram feitos em função de orientação do próprio funcionário do INSS da Agência de Lins — SP, para que mesmo não estando trabalhando continuasse a recolher até a aposentadoria fosse concedida, para que não ocorresse perda do tempo de aposentadoria, em função de não Por tais razões CONHEÇO DO RECURSO, PARA NO MÉRITO NEGAR-LHE PROVIMENTO. Concessão fl. 45. O INSS indeferiu o pleito do recorrente, fls. 39 e 40, considerando que o segurado não comprovou o encerramento de suas atividades como contribuinte individual. Inconformado, o recorrente interpôs recurso, fls. 45; alegando que: • Enquanto aguardava o desfecho de seu pedido de aposentadoria, o recorrente efetuou os recolhimentos; • Os recolhimentos foram feitos em função de orientação do próprio funcionário do INSS da Agência de Lins — SP, para que mesmo não estando trabalhando continuasse a recolher até que a aposentadoria fosse concedida, para que não ocorresse perda do tempo de aposentadoria, em função de não concessão.do beneficio; • Requerendo a restituição dos valores. A Receita Previdenciária apresenta contra-razões às fls. 47 a 49 dos autos apensados, pugnando pela manutenção do indeferimento do pleito. Anexado Aviso de Recebimento à fl. 43, confirmando a tempestividade do recurso. É o Relatório. 4 e Processo n.° 35409.003097/2004-36 MFciGIjNFa3 • • CONTRUMNTES CCOVC06 Acórdão ft* 206-00.183 CONFi: C,NAL una 9- Â sã 9-00( Fls. 57 11 Afiaria de Fátima .,, se 4 Voto Mat. Siape 731683 Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Em sendo considerado tempestivo o recurso, fl. 46, e não estando o recorrente obrigado a efetuar o depósito recursal (art. 126, § 1.° da Lei n.° 8.213/91), passo, então, ao seu exame. DO MÉRITO: O recorrente efetuou seus recolhimentos no período objeto do pleito de restituição no código de recolhimento 1007, isto é, Trabalhador Autónomo e Equiparado - Recolhimento Mensal, fls. 13 a 20. Mesmo o aposentado que voltar a exercer atividade abrangida pelo RGPS será segurado obrigatório, sendo as contribuições devidas, conforme abaixo transcrito. "Art. 12 (.). § 4 00 aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social. (Parágrafo acrescentado pela Lei n° 9.032, de 28/04/95). Conforme dispõe o art. 89 da Lei n ° 8.212/1991, a restituição ou compensação somente é cabível nos casos de recolhimento a maior ou indevido, nestas palavras: "Art.89. Somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social-INSS na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. (Redação dada ao caput e parágrafos pela Lei n° 9.129, de 20/11/95). §1 0 Admitir-se-á apenas a restituição ou a compensação de contribuição a cargo da empresa, recolhida ao INSS, que, por sua natureza, não tenha sido transferida ao custo de bem ou serviço oferecido à sociedade. §2 0 Somente poderá ser restituído ou compensado, nas contribuições arrecadadas pelo INSS, o valor decorrente das parcelas referidas nas alíneas "a", "b" e "c" do parágrafo único do art. 11 desta Lei. § 3 0 Em qualquer caso, a compensação não poderá ser superior a trinta por cento do valor a ser recolhido em cada competência. §4 0 Na hipótese de recolhimento indevido, as contribuições serão restituídas ou compensadas atualizadas monetariamente. És • _.• • • `ç CONTRIBUINTF-S Processo n.' 35409.003097/2004-36 3•354113. (..) 9-- CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.183 Eis. 58 Maria de Fariam a ervaLlua Mat. Stant 751683 § 5° Observado o disposto no §-3°, o sa ' o remanescente em favor do contribuinte, que não comporte compensação de uma só vez, será atualizado monetariamente. §6° A atualização monetária de que tratam os §§ 4° e 5° deste artigo observará os mesmos critérios utilizados na cobrança da própria contribuição. §7° Não será permitida ao beneficiário a antecipação do pagamento de contribuições para efeito de recebimento de beneficios". Conforme demonstrado nos autos, verifica-se, a priori, que o presente caso não se trata de recolhimento a maior, pois teria ficado abaixo do limite máximo do salário-de- contribuição. Não existe vedação no Regulamento da Previdência Social de que o segurado já aposentado possa se filiar como contribuinte individual no RGPS. Não cabe a devolução de valores pelo arrependimento do recorrente, uma vez efetuando o recolhimento passou a estar segurado pela previdência social com base nos valores recolhidos. Portanto, visto tratar-se de um seguro, não cabe a contrição, sendo a lei expressa nesse sentido ao dispor que as hipóteses suscetíveis de devolução de valores são apenas no caso de recolhimento a maior ou indevido. Destaca-se que no caso concreto o segurado, descreve não ter trabalhado, efetuou o recolhimento na qualidade de contribuinte individual, ou seja, para a previdência encontrava-se trabalhando na qualidade de autônoma e dessa forma vinculada obrigatoriamente ao RGPS. A declaração de encerramento de atividades como contribuinte individual é para se evitar a cobrança dos valores devidos. Assim, caso não efetue o recolhimento das contribuições devidas, mas haja a comprovação do encerramento de atividades pelo segurado, o INSS não poderá cobrar as contribuições previdenciárias. Entretanto, uma vez tendo sido efetuado o recolhimento não cabe a devolução dos valores, até mesmo por no caso em questão • não comprovou o encerramento das atividades. Pelo exposto, o recorrente não possui direito à restituição dos valores pagos no período objeto de seu pleito. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso, para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO nos termos já expostos. É como voto. Sala das Sessões, em 21 de novembro de 2007 1 ST1NA MONTEIRO E SILVA VIEIRA — Page 1 _0060300.PDF Page 1 _0060400.PDF Page 1 _0060500.PDF Page 1 _0060600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10880.030473/95-15
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2007
Ementa: ITR/1994. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO
INSUBSISTENTE - Cumpre declarar a insubsistência do lançamento do ITR11994, em face da decisão do STF no RE 448.558-3/PR, e do acolhimento unânime de tal entendimento nesta Câmara Superior de Recursos Fiscais.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-05.409
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Declararam-se impedidos os Conselheiros Susy Gomes Hoffmann e Marciel Eder Costa.
Nome do relator: JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARMANDO
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Passivo : RACINVEST INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS S/A Sessão de : 14 de agosto de 2007 Acórdão n° : CSRF/03-05.409 ITR/1994. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO INSUBSISTENTE - Cumpre declarar a insubsistência do lançamento do ITR11994, em face da decisão do STF no RE 448.558-3/PR, e do acolhimento unânime de tal entendimento nesta Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Declararam-se impedidos os Conselheiros Susy Gomes Hoffinann e Marciel Eder Costa. , ., • t. . .‹ . -2, „ , .—arr. .. ,,,,r; • - r... .- o realry5r I Ir- - :ir A 1 ' ir-OD: 'atino :ER " IDENTE E • ERCICIO Gl./1— ("5--- JUDIT 00 i MA • • MARCONDES ARMANDO RELAT le RA FORMALIZADO EM: 06 MAR 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: OTACIILIO DANTAS CARTAXO, ANELISE DAUDT PRIETO e PAULO JACINTO DO NASCIMENTO (Substituto convocado). Ausente justificadamente a Conselheira ROSA MARIA DE JESUS DA SILVA COSTA DE CASTRO. MaS • Processo n° : 10880.030473/95-15 Acórdão n° CSRF/03-05.409 Recurso n° : 303-125477 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Suj. Passivo : RACINVEST INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS S/A RELATÓRIO A Fazenda Nacional interpôs tempestivamente Recurso Especial de Divergência (fls. 236/252) contra a decisão proferida pela Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes (o representante da Fazenda Nacional tomou ciência do acórdão em 02/12/2005 e o Recurso foi protocolizado em 05/12/2005), requerendo a cassação do acórdão recorrido, que foi assim ementado, fls. 229/233: Processo administrativo fiscal. Nulidade. Vício formal - É nula por vício a notificação de lançamento carente de identificação da autoridade que a expediu, requisito essencial, prescrito em eli. Processo que se declara nulo ab initio. O apelo da Fazenda Nacional apóia-se no seguinte paradigma oriundo da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes: "O auto de infração ou Notificação de Lançamento que trata de mais de um imposto, contribuição ou penalidade não é instrumento hábil para exigência do crédito tributário (CTN e Processo Administrativo Fiscal assim o estabelecem) e, portanto, não se sujeita às regras traçadas pela legislação de regência. É um instrumento de cobrança dos valores indicados, contra o qual descabe a argüição de nulidade, prevista no art. 59, do Decreto n° 70.235/72. Rejeitada a preliminar de nulidade da notificação de lançamento. Recurso parcialmente provido (Acórdão 303-34.831, Relator Paulo Affonseca de Barros Faria Junior, Sessão de 07/06/2001). A Fazenda Nacional fundamenta-se, em síntese, nos seguintes argumentos para prestigiar o posicionamento exarado no paradigma: - em momento algum, o contribuinte reconhece que teria pago o ITR que lhe está sendo cobrado pelo Fisco ou suscita dúvida acerca da identificação constante na notificação de lançamento ou de alguma dificuldade que adveio para suas defesas em face do aludido fato; - o julgador deve desapegar-se do formalismo, procurando agir de modo a propiciar às partes o atingimento da finalidade do processo, sendo que apesar de não constar a identificação da autoridade que emitiu o lançamento tributário, não há qualquer dúvida no sentido de que foi a autoridade fiscal que realizou tal lançamento; 2 • • . . • • Processo n° : 10880.030473/95-15 Acórdão n° : CSRF/03-05.409 - as notificações de lançamento de ITR até 31 de dezembro de 1996 foram notificações atípicas, pois não se referiam a um só imposto, mas barca as contribuições sindicais, o que tumultua a apreciação do lançamento, face a diversidade de legislações; - a notificação não está sujeita às normas legais de nulidade, conforme entendeu equivocadamente o acórdão recorrido. Devidamente cientificado da decisão do Conselho de Contribuintes e do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, em 13/03/2006, tendo-lhe sido facultada a apresentação de contra-razões recursais, o contribuinte compareceu aos autos, em 28/03/2006, fls. 260/267, argumentando que o Acórdão em questão não merece ser reformado pelo exposto, em suma, a seguir: - o vício relativo à formalização de lançamento deficiente de elementos essenciais do artigo 11 do Decreto n° 70.235/72 (falta de identificação da autoridade competente) consiste ato nulo por força de disposição normativa expressa, qual seja o artigo 59, inciso I do Decreto 70235/72, interpretação evidenciada pela IN SRF n° 54/97; - mesmo tal N tendo sido revogada pela IN SRF n° 94/97, a ordem relativa à declaração de oficio da nulidade de lançamentos deficientes de elementos essenciais foi reafirmada pelo Ato Declaratório Normativo COS1T n°2/1999; - não se pode conceber a interpretação da Procuradoria da Fazenda Nacional, segundo a qual, identificada a existência do referido vício de forma do artigo 9° do Decreto 70235/72 (lançamento unificado), não se já possível a convalidação do ato e, ainda, deva tal instrumento de cobrança ser considerado atípico e extraído da abrangência das regras de Direito Tributário, disposto no CTN e no Regulamento do Processo Administrativo Fiscal (Dec. 70.235/72). - contrário a esse posicionamento da recorrente, é vasta a jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes e a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais. - alternativamente, em vista das razões de mérito apresentadas, haver possibilidade para saneamento das irregularidades apontadas, na forma preconizada pelo § 3° do artigo 59 do Decreto 70.235/72, requer, a Recorrida, que seja determinado o retomo deste processo ao Terceiro Conselho de Contribuintes para afastamento da irregularidade com prolação de decisão de mérito a favor do sujeito passivo. Na sessão realizada pela CSRF Fiscais em 12/02/2007, os autos foram distribuídos, por sorteio, ao Conselheiro Luís Antonio Flora, fls. 272, e na sessão de 14/05/2007, os autos foram redistribuídos a esta Conselheira para relato. É o relatório. 3 r---- . . • • a ' Processo n° : 10880.030473/95-15 Acórdão n° : CSRF/03-05.409 VOTO Conselheira JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARMANDO, Relatora Aprecio o Recurso Especial de Divergência interposto pela Fazenda Nacional, e Contra-Razões, ambos em boa forma. Insurge-se a Procuradoria da Fazenda Nacional contra decisão proferida pela 31 Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes que anulou a notificação de lançamento feita contra o contribuinte já identificado, por não constar nela a identificação da autoridade que a expediu. Deixo de apreciar as razões contidas no Recurso Especial de Divergência posto que este Colegiado tem se pronunciado pela insubsistência do lançamento do ITR exercício de 1994, uma vez que a disciplina do tributo deixou de ser concluída com a anterioridade legal determinada nas normas vigentes. Assim sendo, voto por que se mantenha a declaração de insubsistência do Lançamento contido nestes autos. Nego Provimento ao Recurso Especial da Procuradoria da Fazenda Nacional. Sala das Sessões, em 14 de agosto 2007. (11/1-AL (it • JUDITH M RA C&CONDES ARMANDO 4 ,- Page 1 _0019700.PDF Page 1 _0019900.PDF Page 1 _0020100.PDF Page 1
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Numero do processo: 13002.000842/2007-78
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 25/06/2007
PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE INCLUIR REMUNERAÇÃO DE SEGURADO EM FOLHA DE PAGAMENTO Toda empresa está obrigada a preparar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditada a todos os segurados a seu serviço.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991.
Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN.
Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.628
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para reconhecer a decadência referente às folhas de pagamentos anteriores a 12/2001, inclusive, mantendo o valor da multa aplicada.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 25/06/2007 PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE INCLUIR REMUNERAÇÃO DE SEGURADO EM FOLHA DE PAGAMENTO Toda empresa está obrigada a preparar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditada a todos os segurados a seu serviço. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
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AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE INCLUIR REMUNERAÇÃO DE SEGURADO EM FOLHA DE PAGAMENTO Toda empresa está obrigada a preparar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditada a todos os segurados a seu serviço. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratandose de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para reconhecer a decadência referente às folhas de pagamentos anteriores a 12/2001, inclusive, mantendo o valor da multa aplicada. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13002.000842/200778 Acórdão n.º 280300.628 S2TE03 Fl. 151 2 assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Wilson Antônio de Souza Corrêa, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13002.000842/200778 Acórdão n.º 280300.628 S2TE03 Fl. 152 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o auto de infração lavrado, por deixar a empresa de preparar folha de pagamento com as remunerações pagas aos segurados através de cartões de crédito tipo "PREMIUM CARD" através da Empresa INCENTIVE HOUSE S/A, nas competências de 02/1999 a 07/2003. A DecisãoNotificação – fls 119 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • Os prêmios foram distribuídos por empresa contratada aos canais de venda da Recorrente – departamento comercial e de marketing da Recorrente e vendedores de clientes, assim sendo, não fizeram parte dos certames e por conseqüência da distribuição dos prêmios mais de 80% dos empregados da Recorrente. • A recorrente não reconhece a incidência de valores pagos por terceiros a título de prêmio tanto a empregados seus quanto a colaboradores de seus clientes e, uma vez não sendo reconhecida a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, não há como cumprir qualquer obrigação acessória que somente existirá uma vez caracterizada a ocorrência da obrigação principal. • Abusividade da penalidade aplicável, o desrespeito aos princípios constitucionais da proporcionalidade, vedação ao confisco e da capacidade contributiva, considerando que a penalidade aplicada foi de 100% do valor do tributo que pretendem cobrar. • Uma vez que o lançamento foi efetuado em junho de 2007, há de ser reconhecido o perecimento do direito da Fazenda em lançar o tributo consistente na Contribuição Social incidente sobre a Folha de Salários anteriores a junho de 2002 pela verificação da decadência. • Ilegitimidade da recorrente para figurar no pólo passivo da obrigação tributária. Havido o pagamento de prêmios pela Incentive House e em entendendo a Administração Tributária que o pagamento de prêmios constitui fato gerador da contribuição social incidente sobre a folha de salários, deve promover a cobrança do tributo diretamente junto à Incentive House. • Ainda que seja reconhecida a legitimidade da pretensão fazendária em cobrar a obrigação principal e seus consectários e os lançamentos tributários que sustentam a execução embargada devem ser anulados pela impossibilidade de imposição de penalidades por infrações formais, notadamente a não inclusão nas declarações a que estão Fl. 3DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13002.000842/200778 Acórdão n.º 280300.628 S2TE03 Fl. 153 4 sujeitos os empregadores de informações relativas a fatos geradores que este empregador não entende existir, ou desconhecia sua existência, ou mesmo descurou em proceder ao recolhimento; aos pagamentos daí decorrentes, quando foi efetuado o lançamento de ofício para cobrança do tributo e seus consectários. • A emissão de lançamento de oficio para cobrança de tributo e seus consectários, afasta a possibilidade de imposição de penalidade por descumprimento de obrigação acessória. • A multa não atende ao princípio da razoabilidade e configura confisco. • Pugna pelo provimento do recurso e desconstituição do presente Auto de Infração. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13002.000842/200778 Acórdão n.º 280300.628 S2TE03 Fl. 154 5 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA DECADÊNCIA O auto de infração foi entregue ao contribuinte em 25/06/2007 por deixar a empresa de preparar folha de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo INSS, nas competências entre 02/1999 a 07/2003. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há de se observar as regras previstas no CTN. Tratandose de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN, que transcrevemos. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Por fim, tal matéria foi submetida ao crivo da 1ª. Seção do Superior Tribunal de Justiça, através de Recurso Especial representativo de controvérsia – RESP 973.733, conforme art. 543C do normativo processual e, segundo a nova redação do art. 62A do Regimento interno do CARF, de reprodução obrigatória pelos Conselheiros. Reproduzimos excerto da ementa: 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de. desarrazoado prazo decadencial decenal(...) grifamos Fl. 5DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13002.000842/200778 Acórdão n.º 280300.628 S2TE03 Fl. 155 6 Consoante a regra retrocitada, forçoso se faz reconhecer a decadência referente a ausência de lançamentos referentes ao período anterior a 12/2001, inclusive. Ocorrendo a infração em apenas uma competência não alcançada pela decadência, está configurada a infração à legislação previdenciária, sem alteração do valor da multa, uma vez que esta não varia, tendo valor fixo. Ante o exposto, acolho parcialmente a preliminar de decadência nos termos do voto proferido. DO MÉRITO A empresa foi autuada por não preparar folhas de pagamento com as remunerações pagas aos segurados através de cartões de crédito tipo "PREMIUM CARD" através da Empresa INCENTIVE HOUSE S/A – fls 07. O art. 28 da lei 8.212/91 informa o conceito de salário de contribuição: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) A leitura da legislação informa que qualquer retribuição ao trabalho prestado, em regra, considerase salário de contribuição, independentemente do título utilizado. O § 9º do mesmo artigo traz as exclusivas hipóteses de pagamentos que, excepcionalmente, não integram o salário de contribuição. Nesse rol não se encontram valores pagos através de cartões de premiação, e nem poderia ser diferente, pois a forma adotada para o pagamento aos empregados não desnatura a natureza salarial do mesmo, sendo irrelevante que tais valores sejam pagos através de terceiros, pois ocorrem por conta e ordem da recorrente. O salário pode ser pago em dinheiro, bem como em utilidades, como alimentação, vestuário, habitação, ou outras prestações in natura. Logo, a verba paga no presente caso não se enquadra no conceito utilidade, como alega a recorrente, pois dinheiro não se subsume ao conceito de utilidade para fins do conceito salarial. Desse modo, a questão da habitualidade para fins de incidência de contribuições previdenciárias somente é relevante quando a parcela paga não for em dinheiro. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13002.000842/200778 Acórdão n.º 280300.628 S2TE03 Fl. 156 7 Temos também que os pagamentos de prêmios e incentivos por aumento de produtividade também se enquadram como rendimentos sujeitos à contribuição social, não se confundindo com a hipótese de participação nos lucros e resultados, a qual demanda estrita observância a específicos critérios legais, o que não ocorre in casu. A situação descrita deixa claro que os valores pagos a Incentive House e repassados aos empregados não se enquadram nas exceções trazidas no §9º, tratandose de remuneração, portanto sujeita a incidência de contribuição à seguridade social, de responsabilidade da recorrente, já que são seus empregados e a empresa Incentive House apenas faz a intermediação, através de cartões eletrônicos, de pagamento entre a recorrente e os empregados desta. Concluímos que houve pagamento a Incentive House cujos valores foram repassados aos empregados da recorrente, nos termos desta, como contraprestação de serviços prestados, evidenciandose a natureza salarial de tais verbas com consequente repercussão nas contribuições previdenciárias. Em outros julgado, envolvendo a mesma empresa – Incentive House, com a prestação de serviços de mesma natureza – pagamento de bônus e gratificações, incentivos a funcionários por meio de cartão magnético – este Conselho assim se manifestou. REMUNERAÇÃO. PREMIAÇÃO. INCENTIVO. PARCELA DE INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. A verba paga pela empresa aos segurados por intermédio de programa de incentivo é fato gerador de contribuição previdenciária. Uma vez estando no campo de incidência das contribuições previdenciárias, para não haver incidência é mister previsão legal nesse sentido, sob pena de afronta aos princípios da legalidade e da isonomia. Acórdão nº 230100.157 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Sessão de 04 de maio de 2009 ACÓRDÃO Nº 20500064 Sessão de 20 de novembro de 2007 Recurso nº: 141267 Voluntário Processo nº : 37166.001192/200773 Matéria: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente: FARMA SERVICE DISTRIBUIDORA LTDA Recorrida: SRPSECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Data do fato gerador: 01/09/2001 Ementa: PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO FALTA DE INFORMAÇÃO EM GFIP SALÁRIO INDIRETO PRÊMIO INCENTIVO MULTA CORESPONSÁVEIS Fl. 7DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13002.000842/200778 Acórdão n.º 280300.628 S2TE03 Fl. 157 8 Constitui infração a empresa apresentar GFIP/GRFP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Art. 32, inciso IV, § 5º, da Lei n.º 8.212/91. A falta de informação em GFIP do total da remuneração dos segurados empregados acarreta a lavratura de Auto de Infração, com multa punitiva nos termos do art. 284, inciso II, do Regulamento da Previdência Social. Verbas pagas através de cartões de premiações "Incentive House" integram o salário de contribuição, art.28 da Lei n. 8.212/91 e devem constar de GFIP. Os relatórios de CoResponsáveis e de Vínculos são partes integrantes dos processos de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, para esclarecer a composição societária da empresa no período do débito e subsidiar futuras ações executórias de cobrança. Recurso negado. DAS FOLHAS DE PAGAMENTO EM DESACORDO COM AS NORMAS LEGAIS A legislação previdenciária, em especial o artigo 32, inciso I da Lei n°8212/91, c/c o artigo 225, inciso I, e parágrafo 9° do Regulamento da Previdência Social RPS aprovado pelo Decreto n° 3048/99, determina a obrigatoriedade de se preparar folhasde pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. O relatório fiscal informa que a irregularidade consistiu na omissão dos contribuintes individuais das folhas apresentadas. Está caracterizada a regular intimação para apresentação das folhas de pagamento através de TIAD acostado às fls 10 e, uma vez que a empresa não apresentou apresentou tais documentos nos padrões e normas estabelecidos, temos a procedência da autuação. A multa aplicada é a determinada pela legislação em vigor, em especial na lei nº. 8.212, de 24.07.91, art. 92 e art. 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 283, inciso I, alínea "a" e art. 373, de valor fixo, não variando em razão do número de ocorrências registradas. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para a autuação. A penalidade aplicada encontra fundamento nos dispositivos legais retrocitados e foi corretamente aplicada pela autoridade fiscal, encontrandose livre de vícios. Não houve aplicação de multa isolada conjuntamente com multa de ofício, incidentes sobre a mesma base de cálculo, conforme alegado. A multa aplicada na NFLD Fl. 8DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13002.000842/200778 Acórdão n.º 280300.628 S2TE03 Fl. 158 9 37.018.8268 se consubstancia em multa de mora, nos termos do art. 35 da lei 8.212/91 na redação anterior à lei nº 11.941, de 2009. Sobre a simultânea lavratura de Notificação Fiscal NFLD e Auto de Infração, não vislumbro ilegalidade, uma vez que se referem a distintas condutas – não pagamento de obrigação principal e descumprimento de obrigação acessória não havendo que se falar de bis in idem. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para reconhecer a decadência referente às folhas de pagamentos anteriores a 12/2001, inclusive, mantendo o valor da multa aplicada. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10120.011007/2007-29
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/09/2005
MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.
O descumprimento de obrigações acessórias, como a apresentação de GFIP sem os dados relativos a fatos geradores das contribuições previdenciárias, enseja a aplicação de multa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.878
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/09/2005 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. O descumprimento de obrigações acessórias, como a apresentação de GFIP sem os dados relativos a fatos geradores das contribuições previdenciárias, enseja a aplicação de multa. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/09/2005 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. O descumprimento de obrigações acessórias, como a apresentação de GFIP sem os dados relativos a fatos geradores das contribuições previdenciárias, enseja a aplicação de multa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Helton Carlos Praia De Lima Presidente. (assinado digitalmente) Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relatora. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIR A MONTEIRO DE Processo nº 10120.011007/200729 Acórdão n.º 280300.878 S2TE03 Fl. 82 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente da turma), Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Oseas Coimbra, Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo Oliveira e Carolina Siqueira Monteiro de Andrade. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIR A MONTEIRO DE Processo nº 10120.011007/200729 Acórdão n.º 280300.878 S2TE03 Fl. 83 3 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado em desfavor de UNIGRAF UNIDAS GRÁFICAS E EDITORA LTDA., em virtude da apresentação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores das contribuições previdenciárias. Nestes termos, teria a empresa incorrido na infração prevista no art. 32, inciso IV, § 5º da Lei nº 8.212/91 c/c com o art. 225, inciso IV, § 4º do Regulamento da Previdência Social. De acordo com o Relatório Fiscal, o contribuinte deixou de informar nas GFIPs concernentes ao período de janeiro de 2005 a setembro de 2005 os valores pagos ao segurado Sr. Carlos Alberto Massud Costa, inscrito no CPF sob o número 009.102.10106. Ademais, de acordo com os documentos apresentados pelo contribuinte, foi verificado que o Sr. Carlos Alberto Massud Costa ajuizou uma Reclamatória Trabalhista (nº. 1739/20058 da 3ª Vara do Trabalho / TRT 18ª Região), na qual foi firmado um acordo. Este acordo foi homologado em 04/10/2005, tendo a empresa ora autuada acordado em pagar ao Sr. Carlos as verbas rescisórias relativas ao contrato de trabalho, cujas remunerações constituem fatos geradores de contribuições previdenciárias, e que não foram declaradas em GFIPs. Desta forma, foi arbitrada multa na forma prevista na Lei n° 8.212/91, art. 32, § 5° c/c com o art. 284, inciso II do Regulamento da Previdência Social. O contribuinte foi intimado pessoalmente em 29/03/2007 e apresentou defesa tempestiva protocolizada em 18/04/2007, juntada às fls. 34/44. A Delegacia da Receita de Julgamento manteve o lançamento, tendo, contudo, promovido a retificação do valor da multa de ofício, em acórdão ementado nos seguintes termos (fls. 60/64): “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 27/03/2007 INFRAÇÃO. MULTA. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA COM ARGUIÇÃO DE TEMPESTIVIDADE. Caracterizada a intempestividade da impugnação, limitase a decisão a julgar a alegação de tempestividade, não conhecendo as razões de mérito, eis que a impugnação intempestiva é prejudicial ao exame do mérito. REVISÃO DE OFÍCIO. Constatado erro no valor da multa aplicada, impõese a revisão do lançamento, de oficio, a teor do art. 53, da Lei n° 9.784/99. Lançamento Procedente com Multa Retificada. Lançamento Procedente.” Fl. 86DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIR A MONTEIRO DE Processo nº 10120.011007/200729 Acórdão n.º 280300.878 S2TE03 Fl. 84 4 Contra essa decisão, o contribuinte apresentou recurso tempestivo em 19/03/2008 (fls.68/76), por meio do qual alega, em síntese, que: (a) em virtude de problemas de saúde do único procurador constituído pela Recorrente, que estava impedido de exercer suas atividades no período de 11/04/2007 a 17/07/2007, foi requerida em sede de impugnação a aplicação do art. 183 e 507 do Código de Processo Civil; (b) de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, os mencionados artigos devem ser interpretados “com a compreensão voltada para o laço de confiança firmado entre cliente e advogado”; (c) mesmo sendo dado, pela legislação, poderes ao representante legal para apresentar defesa administrativa, é inconteste que a Recorrente constituiu procurador nos autos, diante do notório conhecimento técnico do profissional especializado para elaboração da defesa; (d) a própria intimação exarada pela Autoridade Fiscal de primeira instância é expressa ao admitir a possibilidade de restituição de prazo para apresentação de impugnação administrativa em caso de força maior ou caso fortuito. Provando, desta forma, a tempestividade da impugnação administrativa protocolizada; (e) o art. 67 da Lei nº 9.784/99 invocado pela Recorrida como suposto fundamento legal de sua conclusão é incompatível, pois este dispositivo legal é expresso ao admitir a dilação de prazo, na hipótese de comprovada ocorrência de força maior. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIR A MONTEIRO DE Processo nº 10120.011007/200729 Acórdão n.º 280300.878 S2TE03 Fl. 85 5 Voto Conselheira Carolina Siqueira Monteiro de Andrade O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual passo a analisálo. A discussão travada nos autos se resume à possibilidade de conhecimento de Impugnação apresentada fora do prazo legal, em virtude de problemas de saúde enfrentados pelo único procurador constituído pelo contribuinte, que se encontrava impedido de exercer suas atividades no período de 11/04/2007 a 17/07/2007. Não obstante a Recorrente tenha trazido aos autos robusta jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça para alegar a ocorrência de força maior, cumpre observar que a decisão de primeira instância revelase irretocável, devendo ser mantida em sua integralidade. Isso porque, como bem asseverado pela autoridade julgadora, “as impugnações deverão ser formalizadas pelo próprio contribuinte e, facultativamente, por seu representante legal”. E ainda continua: “O fato de o procurador do autuado encontrarse impedido de exercer suas atividades profissionais, por motivo de saúde, não se constitui em impedimento para a formalização da defesa no prazo legal, eis que o próprio contribuinte poderia fazêlo.” Reside exatamente nesse ponto a diferença entre a hipótese ora em análise e aquela tratada pelos Tribunais pátrios. No âmbito do contencioso judicial, a impossibilidade de exercício da advocacia pelo patrono da causa realmente inviabiliza o direito de petição. Todavia, na esfera administrativa, o próprio contribuinte poderia ter sanado vício, havendo a possibilidade de apresentar a impugnação pessoalmente. E ainda que assim não fosse, a Recorrente se limitou a afirmar, em sua peça impugnatória, que já teria apresentado, no âmbito da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito n° 37.055.5163, as justificativas para a não incidência de contribuições previdenciárias sobre as verbas pagas ao segurado Carlos Alberto Massud Costa. Ora, é sabido que as obrigações tributárias cingemse em principais e acessórias, sendo obrigações autônomas, independentes entre si. O próprio Código Tributário Nacional faz essa diferenciação no art. 113: “Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIR A MONTEIRO DE Processo nº 10120.011007/200729 Acórdão n.º 280300.878 S2TE03 Fl. 86 6 § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.” O descumprimento das referidas obrigações enseja a aplicação de penalidade. No caso de descumprimento da obrigação principal, a Lei nº 8.212/91 prevê a incidência de multa de ofício para as hipóteses em que haja lançamento de ofício. Já no caso de descumprimento de obrigação acessória, como é o caso dos autos, a penalidade cabível é a multa isolada, ou simplesmente denominada penalidade administrativa pela legislação previdenciária. Como se vê, não há dúvidas de que o ordenamento jurídico pátrio permite a aplicação das duas multas, ainda que concomitantemente, desde que se verifique tanto o descumprimento da obrigação principal, quanto o descumprimento da obrigação acessória. Nestes termos, resta claro que ao contribuinte cabe se insurgir quanto às autuações pelo descumprimento da obrigação principal e pelo descumprimento da obrigação acessória. A mera alegação de que já teria apresentado as razões que justificariam a improcedência da presente autuação em outro processo administrativo não é capaz de ilidir a cobrança da penalidade imposta. O Decreto nº 70.235/72, ao tratar do processo administrativo fiscal, deixa incólume de dúvidas que a matéria não contestada pelo contribuinte não deverá ser conhecida, in verbis: “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” Diante disso, mesmo que se pudesse reconhecer a tempestividade da impugnação formulada pela parte interessada, o que não é o caso, ainda assim não seria possível admitir a improcedência do lançamento, por não terem sido impugnados os fatos alegados pela autoridade fiscal. CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto, mantendo o lançamento em sua integralidade. (assinado digitalmente) Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relatora Fl. 89DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIR A MONTEIRO DE Processo nº 10120.011007/200729 Acórdão n.º 280300.878 S2TE03 Fl. 87 7 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIR A MONTEIRO DE
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Numero do processo: 13433.000278/98-15
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1995
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. COMPETÊNCIA.
Compete ao Terceiro Conselho de Contribuintes julgar recurso voluntário cuja lide decorre de classificação fiscal de mercadorias.
Numero da decisão: 201-80.399
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, declinando a competência para o Terceiro Conselho de Contribuintes. Esteve presente ao julgamento o advogado da recorrente, Dr. Francisco José Soares Feitosa, OAB-CE 16049.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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CCM/CO I Srasnia c23 / Og t 04— Fls. 487 Sias° Mal: Sins 91745 44- k MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n• 13433.000278/98-15 eis coovis, Recurso e 127.359 Voluntário ofansap • "iStMatéria IPI ar." Acórdão n° 201-80.399 Sessão de 17 de julho de 2007 Recorrente A. FERREIRA INDÚSTRIA, COMÉRCIO E EXPOR f AÇÃO LTDA. YAecorrida . DRJ em Recife - PE Assunto: Imposto sobre Prod, us Industrializados - LPI Período de apuração: 01/01 ft t k.w, :: a 31/12/1995 Ementa: CLASSIFICAÇ FISCAL DE MERCADORIAS. COMPF . VNCIA. Compete ao Terceiro Con,- I õ de Contribuintes julgar recurso voluntário ;a lide decorre de classificação fiscal de merc. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, 4t't • MS • SEGUNDO coNv:u4z)re cot 17R8UINTES C;),10 C.::12:NAL Processo n.° 13433.000278198-15 CCOVCO Acórdao n.°201-80.399 Brasika, 0 2.9 i oSO7 Eis. 488 Silve Ligláboss Sallf 91745 declinando a competência para o Terceiro Conselho de Contribuintes. Esteve presente ao julgamento o advogado da recorrente, Dr. Francisco José Soares Feitosa, OAB-CE 16049. Cisak,Cct, ft/46,0j d Uuçee4".): (SI QM A MARIA COELHO MARQUES Presidente Lzoi4.„--v WALBER/JOSÉ DA SILVA • Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, Mauricio Taveira e Silva, Roberto Velloso (Suplente), José Antonio Francisco e Antônio Ricardo Accioly Campos. Ausente o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto. • - SEGUNDO CONSaHO DE CONTRIBUINTES Processo ri? 13433.000278/98-15 CONFERE COU O Oi USINAL CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.399 cR- Fls. 489ensina. ct9 5atela Met: Siape 91745 Relatório No dia 27/08/1998 a empresa A. FERREIRA INDÚSTRIA, COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO LTDA., já qualificada nos autos, formalizou pedido de ressarcimento de 1PI, no valor de R$ 13.079,82, correspondente ao ano-calendário de 1995, com fulcro no art. 32 da Lei 112 8.402/92 e no Decreto n2 541/92. Posteriormente, alterou o fundamento do pedido para a Lei n2 9.363/96, que instituiu o crédito presumido de LH, como ressarcimento do PIS e da Cofms. Em 19/1212000 a contribuinte protocolizou novo pedido de ressarcimento, ampliando o valor original para R$ 66.341,97, haja vista considerar seu direito de incluir, no cômputo do crédito pleiteado, as aquisições de energia elétrica, combustíveis e lubrificantes feitas a pessoas jurídicas, e insumos adquiridos de pessoas físicas, com atualização monetária, conforme autoriza a Lei ri2 9.250/95, da taxa Sclic. Apresentou, também, pedidos de compensação de fls. 59/67. Através do Despacho Decisório de fl. 84, o Delegado da Receita Federal de • Mossoró negou o pleito, após a realização de diligência no estabelecimento da recorrente, r fundamentando sua decisão nas seguintes razões, de fato e de direito. resumidamente: 1) a contribuinte exporta . exclusivamente castanha de caju beneficiada, . classificada na posição 0801.32.00, produto que está fora do campo de incidência do IPI, pois • :a corresponde à notação NT (não-tributado) - art. 32 da Lei n" 4.502/64, c/c a Lei n2 9.493197; • • 2) a Lei n2 9.363, de 1996, ao criar o mecanismo de crédito presumido para ressarcimento da contribuição para o PIS e da Cofins. no valor agregado do:is produtos • exportados, o fez na seara do IPI, de forma que apenas os estabelecimentos industriais podem . usufruir do incentivo fiscal; 3) no que respeita a aquisições de instintos de pessoas físicas, os mesmos não são contribuintes do PIS e da Cofins, de modo que se toma impossível a concessão do beneficio; 4) para que sejam caracterizados como matéria-prima ou produto intermediário, faz-se necessário o consumo, o desgaste ou a alteração do insumo, em função da ação direta exercida sobre o produto em fabricação, ou vice-versa, oriunda da ação exercida diretamente pelo produto em industrialização, de forma que as aquisições de energia elétrica, combustíveis e lubrificantes não se incluem nesses conceitos; e 5) é impossível o reconhecimento da correção monetária de créditos escriturais requeridos de forma extemporânea, por falta de previsão legal. Não se conformando, a empresa interessada ingressou com manifestação de inconformidade e a 5 1 Turma de Julgamento da DRJ em Recife - PE indeferiu a solicitação, nos termos do Acórdão n2 7.845, de 16/04/2004. Ciente desta decisão, a empresa ingressou com o recurso voluntário de fls. 219/233 e este Colegiado, em sessão do dia 23/01/2006, converteu o julgamento em diligência, nos termos da Resolução n2 201-00.566, cujo objetivo principal foi identificar a embalagem (./311 ME - SEGUI"FCEVECCOEirODOERCIrTRINALIBU:NIES Processo n.° 13433.000278/98-15 ai La_ CCM/Cot Acórdão n.° 201-80.399 Fls. 490 ç Mat: 5;430091745 usada nos produtos exportados, indispensável para a identificação da correta classificação fiscal dos produtos exportados e, também, a classificação fiscal utilizada pela recorrente em suas vendas para o exterior em 1995. A questão da classificação fiscal das mercadorias exportadas pela recorrente precede às demais. Esta defende a classificação fiscal da mercadoria exportada no "EX" tarifário 01 do código 0801.32.00 e a Fiscalização, com base em declaração fornecida pela recorrente (fl. 72), entende que a mercadoria exportada não se classifica no referido "EX" tarifário. No procedimento de diligência a unidade preparadora da SRF juntou aos autos as cópias das notas fiscais de venda, para o exterior, da recorrente e das notas fiscais de aquisição de embalagens (caixas de papelão e latas lisas de 18L), bem como os esclarecimentos prestados pela recorrente (fls. 288/299). O processo foi remetido a este Conselheiro no dia 26/01/2007, conforme despacho de fl. 484. É o Relatório. jkl. • • Processo n.° 13433.000278/98-15 CO.ERE. C01.1 O OF, Gi CCO2/C01 Acórcláo n.° 201-80.399 ,o7-- , Fls. 491 sEGuNDO CONSELHO DE CONTI _NALR1BUINTES O-8 Brama. Sini0 Ítiegarb"., Mat: 91.1*a Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator Como relatado, a lide centra-se, preliminarmente, na divergência sobre a classificação fiscal da mercadoria exportada pela recorrente em 1995. Esta defende a classificação no "EX" tarifário 01 do código 0801.32.00 e a Fiscalização, com base em declaração fornecida pela recorrente (fl. 72), entende que a mercadoria exportada não se classifica no referido "EX" tarifário. Realizado diligência com o fito de identificar o tipo de embalagem utilizada pela recorrente no ano de 1995, constatou-se que a castanha de caju exportada era envasada em latas de folha de flandres, lisas, com capacidade de 18 litros (11,34 quilos de castanha), que por sua vez eram colocadas em caixas de papelão ondulado, com capacidade de duas latas, com a marca "Castanha de Caju PAIACUS". O julgamento do pedi.lo de ressarcimento do crédito de IPI da recorrente passa, preliminarmente, pela identificação da coireta classificação fiscal do produto exportado. E a legislação vigente, mais especificamente o inciso XVI e o parágrafo único, inciso 1, todos do art. 92 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes', determina que a competência para julgamento de lide sobre classificação fiscal de mercadorias, em processo .. . de reconhecimento de direito creditório de IPI, é do Terceiro Conselho de Contribuintes. Antes, portanto, do julgamento do mérito do pedido de ressarcimento de crédito de IPI é necessário que se julgue a lide estabelecida quanto à classificação fiscal do produto. exportado pela recorrente em 1995, ou seja: castanha de caju beneficiada e embalada em lata lisa de 18L (11,34Kg), que, por sua vez, é acondicionada, duas a duas, em caixa de papelão ondulado, com a marca "Castanha de Caju PAIACUS". Para que se possa decidir o mérito da lide é importante ressaltar que a classificação fiscal deve ser feita na TIPI vigente na data da saída dos produtos exportados (1995), inclusive se existia ou não o "EX 01" do código 0801.32.00 em 1995. Diante do exposto, cumpre-nos declinar a competência para julgamento da questão relativa à classificação fiscal da mercadoria exportada pela recorrente, em discussão nestes autos, em favor do Terceiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda. • "Art r Compete ao Terceiro Conselho de Contribuintes julgar os recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação referente a: (.) XVI - Imposto sobre Produtos Industrializados apo cujo lançamento decorra de classificação de mercadorias e o incidente sobre produtos saldos da Zona Franca de Manaus ou a ela destinados; (Redação dada pelo art. r da Portaria MF n a 1.132, de 30/09/2002) Parágrafo Único. Na competência de que trata este artigo, incluem-se os recursos voluntários pertinentes a: 1- apreciação de direito creditdrio dos impostos e contribuições relacionados neste artigo; e (Redação dada pelo art r da Portaria MF n• 1.132, de 30/09/2002)." 4,1 .SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFrRE COM O ORIGINALProcesso n.° 13433.000278/98-13 CCO2/C01 Acórdao n.° 201-80.399 C> / BrE143, Fls. 492 Simo Mat.: Mapa 91745 Transitado em julgado a decisão do Terceiro Conselho de Contribuintes, independentemente de qual seja o resultado do julgamento, devem os autos serem remetidos a este Colegiado para o prosseguimento do julgamento relativamente ao mérito do pedido de ressarcimento de crédito de IPI. Sala das Sessões, em 17 de julho de 2007. WALVk • ,_.4.21/4.4 tSÉ DA SILVA ARtik. 5 • Page 1 _0154300.PDF Page 1 _0154500.PDF Page 1 _0154700.PDF Page 1 _0154900.PDF Page 1 _0155100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.002344/2005-18
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/09/1989 a 01/03/1992
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. JULGAMENTO.
COMPETÊNCIA.
O julgamento do processo de exigência de tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal compete, em primeira instância, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento, órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da Receita Federal.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.304
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO ALFREDO E. FERREIRA
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Recorrente TECNOFORRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/1989 a 01/03/1992 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. O julgamento do processo de exigência de tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal compete, em primeira instância, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento, órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da Receita Federal. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Alan Fialho Gandra, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Fl. 312DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Ausência, momentânea, do conselheiro Belchior Melo de Sousa. Relatório Em breve relato, tratamse de Per/Dcomps transmitidos a partir de 15/05/2003, para compensar créditos de FINSOCIAL no período de apuração de setembro de 1989 a dezembro de 1991, à alíquota superior a 0,5%, com débitos de IRPJ dos períodos de apuração 2° trimestre de 2003 ao 2° trimestre de 2004; CSLL dos períodos de apuração 2° trimestre de 2003 ao 3° trimestre de 2004 e PIS e COFINS dos períodos de apuração abril de 2003 a outubro de 2004, oriundos de ação judicial transitada em julgado em 20/10/1998. Em Despacho Decisório datado de 25/11/2008 (fls. 261/265), a DRF em Belo Horizonte/MG homologou parcialmente as compensações pleiteadas pela TECNOFORRO com débitos de COFINS até o limite do crédito reconhecido e NÃO HOMOLOGAR as compensações com débitos de PIS, IRPJ e CSLL. Ciência em 01/12/2008. Em 19/12/2008 (fls. 274) manifestou a inconformidade onde expôs suas razões de fato e de direito buscando a reforma da decisão. Após, vieram os autos para este Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo, entretanto, dele não tomarei conhecimento pelo que explano a seguir: Tratamse de declarações de compensação onde busca o contribuinte compensar créditos de FINSOCIAL, oriundos de decisão judicial favorável transitada em julgado na data de 20/10/1998 com débitos de COFINS, PIS, IRPJ e CSLL. Sobreveio Despacho Decisório que homologou apenas parte das compensações transmitidas e que motivou a inconformidade da TECNOFORRO. A Manifestação foi endereçada para a DRF de Julgamento em Belo Horizonte/MG. Ocorre que conforme se observa em fls. 293, a DRF/BHTE/SEORT/EQRESTPJ entendeu tratarse, na verdade, de Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte e propôs seu encaminhamento para julgamento pelo Primeiro Conselho de Contribuintes. Neste ponto, observase que inexiste no processo decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte/MG e tampouco Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte apto a ensejar sua apreciação por este Órgão. Observase, ainda, que as folhas dos autos estão corretamente enumeradas, o que evidencia o engano por parte da Fl. 313DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10680.002344/200518 Acórdão n.º 380302.304 S3TE03 Fl. 295 3 DRF em Belo Horizonte/MG justificável pelo erro do contribuinte no endereçamento da peça recursal que a endereçou para a DRF de Julgamento em Belo Horizonte/MG quando o correto seria para o Delegado da RFB competente. Por sua vez, o parágrafo 9º, do inciso VI, do art. 74 da Lei nº 9.430/96, com redação incluída pela Lei nº 10.833/03 preceitua que é facultado ao contribuinte apresentar Manifestação de Inconformidade da decisão que não homologar a compensação declarada no prazo de 30 dias a contar da ciência do ato de nãohomologação. O parágrafo 11 do dispositivo legal anteriormente mencionado preceitua que a Manifestação de Inconformidade e o Recurso Voluntário obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972,art. 25 do Decreto nº 70.235/72. Assim, trago à colação art. 25, inciso I, do Decreto nº 70.235/72 que trata da matéria pertinente ao caso: Art.25.O julgamento do processo de exigência de tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal compete: Iem primeira instância, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento, órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da Receita Federal; Noutra esteira, cumpre esclarecer que conforme art. 1º, do Título I, do Anexo II, da Portaria nº 256, de 22 de Junho de 2009, a qual aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF e dá outras providências, “compete aos órgãos julgadores do CARF o julgamento de recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil”. “Ex positis”, em consideração ao sobreprincípio do devido processo legal, ao princípio da legalidade e da moralidade administrativa e, ante a incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, mormente esta Turma Especial, para julgar Manifestações de Inconformidade, voto por NÃO CONHECER da presente peça processual e pelo seu encaminhamento para a DRJ competente. Sala das sessões, em 24 de janeiro de 2012. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 314DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10680.002344/200518 Interessada: TECNOFORRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.304, de 24 de janeiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 24 de janeiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 315DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN
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