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Numero do processo: 10909.001607/2004-79
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1998
OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. CONTRIBUINTE NÃO INTIMADO A COMPROVAR A ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS QUE NÃO SE APERFEIÇOA.
O lançamento incorreu em gravíssimo equívoco procedimental, pois obrigatoriamente a autoridade fiscal teria que ter intimado o contribuinte a comprovar a origem dos depósitos bancários, como exigido pela cabeça do art. 42 da Lei nº 9.430/96. O fato de o contribuinte não ter comprovado a origem no procedimento administrativo anterior, declarado nulo pela DRJ por outro motivo, não autorizaria que a autoridade lançadora presumisse que ele não o faria no novo lançamento. Veja-se que a intimação do contribuinte para comprovar as origens dos depósitos bancários é condição imperativa para higidez do lançamento fiscal, conforme pacífica jurisprudência administrativa, que tem como exemplo a Súmula CARF nº 29: Todos os co-titulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede à lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2102-002.380
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS - Relator e Presidente.
EDITADO EM: 12/12/2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eivanice Canário da Silva, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1998 OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. CONTRIBUINTE NÃO INTIMADO A COMPROVAR A ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS QUE NÃO SE APERFEIÇOA. O lançamento incorreu em gravíssimo equívoco procedimental, pois obrigatoriamente a autoridade fiscal teria que ter intimado o contribuinte a comprovar a origem dos depósitos bancários, como exigido pela cabeça do art. 42 da Lei nº 9.430/96. O fato de o contribuinte não ter comprovado a origem no procedimento administrativo anterior, declarado nulo pela DRJ por outro motivo, não autorizaria que a autoridade lançadora presumisse que ele não o faria no novo lançamento. Veja-se que a intimação do contribuinte para comprovar as origens dos depósitos bancários é condição imperativa para higidez do lançamento fiscal, conforme pacífica jurisprudência administrativa, que tem como exemplo a Súmula CARF nº 29: Todos os co-titulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede à lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento. Recurso provido.
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CONTRIBUINTE NÃO INTIMADO A COMPROVAR A ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS QUE NÃO SE APERFEIÇOA. O lançamento incorreu em gravíssimo equívoco procedimental, pois obrigatoriamente a autoridade fiscal teria que ter intimado o contribuinte a comprovar a origem dos depósitos bancários, como exigido pela cabeça do art. 42 da Lei nº 9.430/96. O fato de o contribuinte não ter comprovado a origem no procedimento administrativo anterior, declarado nulo pela DRJ por outro motivo, não autorizaria que a autoridade lançadora presumisse que ele não o faria no novo lançamento. Vejase que a intimação do contribuinte para comprovar as origens dos depósitos bancários é condição imperativa para higidez do lançamento fiscal, conforme pacífica jurisprudência administrativa, que tem como exemplo a Súmula CARF nº 29: Todos os co titulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede à lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 00 16 07 /2 00 4- 79 Fl. 488DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 12/12/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eivanice Canário da Silva, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Em face do contribuinte RENATO FERES KFURI, CPF/MF nº 005.234.828 84, já qualificado neste processo, foi lavrado, em 28/06/2004, auto de infração (fls. 09 e seguintes), com ciência postal em 1º/07/2004. Abaixo, discriminase o crédito tributário constituído pelo auto de infração, que sofre a incidência de juros de mora a partir do mês seguinte ao do vencimento do crédito: IMPOSTO R$ 51.379,11 MULTA DE OFÍCIO (225%) R$ 115.602,99 Ao contribuinte foi imputada uma omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, no montante de R$ 189.935,65, no ano calendário 1998, conduta essa apenada com multa de ofício de 225% sobre o imposto lançado. O contribuinte apresentou declaração de ajuste anual do anocalendário 1998, informando IRRF e saldo de imposto a pagar (fl. 3). O crédito tributário ora constituído já havia sido objeto de pretérito lançamento (processo 10909.002248/200396), através de auto de infração cientificado ao contribuinte em 10/09/2003, o qual foi declarado nulo pela DRJ/FNS, por meio do acórdão nº 3.407/2003, notificado ao contribuinte em 12/04/2004, porque o contribuinte havia impetrado mandado de segurança contra a quebra de seu sigilo bancário pelo fisco, tendo obtido, na via do agravo de instrumento, medida liminar favorável no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sendo que, no mérito, houve a denegação da segurança, e a autoridade fiscal, ainda no curso do prazo da apelação, confeccionou o primitivo lançamento, o que, no entender da Turma de Julgamento da DRJ, não seria viável, pois a medida liminar havia sido obtida no tribunal de segundo grau, e esta somente poderia ser considerada reformada se houvesse o trânsito em julgado da sentença monocrática (fls. 447), consoante se apreenderia do art. 23 da Lei nº 3.470/58. A Autoridade autuante afirmou que o contribuinte não foi intimado a comprovar a origem dos depósitos bancários neste novo lançamento, pelas razões que seguem (fl. 23): (...) O contribuinte foi cientificado por via postal em 28/04/2004, não tendo sido intimado a apresentar quaisquer documentos, tendo em vista o objetivo limitarse tão somente a restaurar a Fl. 489DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.001607/200479 Acórdão n.º 2102002.380 S2C1T2 Fl. 3 3 exigência do crédito tributário lançado através do Auto de Infração resultante do MPF 0920600/2002/000950 (processo 10909.002248/200396), anulado por vício formal pelo Acórdão DRJ/FNS 3.407, de 23 de dezembro de 2003 (ciência em 12/04/2004). Uma vez que o direito para a constituição do crédito tributário extinguese após 5 anos, contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, lançamento anteriormente efetuado, nos termos do artigo 173, inciso II, da Lei 5.172/66, procedeuse na reconstituição do crédito tornado nulo sem o estabelecimento de nova fase investigatória, utilizandose, portanto, os mesmos elementos integrantes do processo original. Todas as evidências e provas que fundamentam o presente lançamento estão contidas no processo 10909.002248/200396, o qual foi apensado ao novo processo, de número 10909.001607/200479. A multa de ofício foi qualificada (percentual de 150% sobre o imposto lançado) e agravada (no percentual de mais 50%), a uma porque o contribuinte, embora tivesse apresentado resposta às intimações emitidas pela fiscalização, não atendera a exigência para apresentação de seus extratos bancários; a duas porque a movimentação financeira teria sido dolosa e sumariamente omitida na declaração de ajuste anual respectiva (fls. 12 e 13). Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento. A 4ª Turma da DRJ/FNS, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 078.068, de 19 de maio de 2006 (fls. 116 e seguintes). O relator da decisão acima informou que as decisões favoráveis ao contribuinte exaradas no âmbito do TRF4ª Região, inclusive quando do julgamento da apelação, foram reformadas pelo Superior Tribunal de Justiça, estando, assim, hígido o lançamento. Já no tocante ao agravamento e qualificação da multa de ofício, reduziua para o percentual de 150%, com a seguinte motivação (fl. 134): (...) Apesar de o impugnante contestar a caracterização do evidente intuito de fraude, como nos autos está devidamente evidenciado, o contribuinte, de janeiro a dezembro de 1998, reiteradamente omitiu rendimentos, caracterizados por depósitos bancários de origem não comprovada. Em alguns meses os rendimentos omitidos foram muito superiores ao total dos rendimentos infonnados na declaração, representando o total omitido quase dez vezes a renda declarada. Assim, não tendo sido capaz de justificar ingressos significativos em suas contas bancárias, restou plenamente caracterizada a conduta dolosa do contribuinte tendente a manter ao largo da tributação montantes significativos de ganhos auferidos. Segundo o entendimento do autuante, sobre a multa de 150% caberia ainda a majoração de 50% prevista no § 2o do inciso II Fl. 490DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 do art. 44 da Lei 9.430/1996, o que elevaria a multa para 225%, "tendo em vista que o contribuinte, embora tenha apresentado resposta às Intimações emitidas pela fiscalização, não atendeu a exigência para apresentação de seus extratos bancários", conforme suas próprias palavras no Auto de Infração à fl. 12. Entretanto, a aplicação dessa norma pelo autuante demanda reparo. É que, no contexto de sua aplicação, a falta das informações pleiteadas na intimação deve impedir a atuação fiscal, para que, então, a majoração da multa sirva para coibir a inércia do contribuinte. Por outro lado, se essa inércia do contribuinte na prestação de esclarecimentos tem o efeito de propiciar ao fisco a apuração do crédito tributário com os elementos já disponíveis, a multa em análise deixa de ter motivo para sua aplicação. No caso dos presentes autos, de omissão de depósitos bancários de origem não comprovada, a não apresentação dos extratos bancários não representou óbice à apuração do imposto decorrente da presunção legal estabelecida no art. 42 da Lei n° 9.430/96. Assim é que nesta situação a fiscalização poderia (como o fez) requisitar os extratos bancários desejados junto às instituições bancárias, uma vez que a Secretaria da Receita Federal possui a relação das instituições financeiras em que o contribuinte transaciona, em razão das informações que essas instituições são obrigadas a fornecer ao fisco federal, por força do art. 11 da Lei n° 9.311/96. Identificados, assim, os depósitos bancários efetuados nas contas bancárias do contribuinte, sem esclarecimentos por parte do contribuinte quanto à origem dos mesmos, configurada resta a hipótese de omissão de rendimentos prevista na Lei n° 9.430/96, mesmo com o silêncio do contribuinte. Assim, reduzse a multa de oficio lançada para R$77.068,67, ou seja, 150% sobre o Imposto Suplementar lançado (R$51.379,11). (...) O contribuinte foi intimado da decisão acima em 26/06/2006 (fl. 138). Irresignado, interpôs recurso voluntário em 25/07/2006 (fl. 139). No voluntário, o recorrente alega, em síntese, que: I. não poderia sofrer uma segunda autuação com a mesma situação fática que culminou no primeiro lançamento, declarado nulo pela Turma de Julgamento da DRJ, quer porque não houve um novo re exame, quer porque a decisão seria imutável em desfavor da administração; II. também não poderia ocorrer a lavratura do novo auto de infração, pois isso dependia do julgamento de improcedência do mandado de segurança em última instância, o que ainda não ocorreu, sendo matéria prejudicial, decorrente da supremacia da decisão judicial sobre a administrativa, que, uma vez desconsidera, como no caso em tela, invalida todo o processo administrativo; III. teve seu direito de defesa cerceado, pois a autoridade fiscal se cercou apenas dos documentos coligidos no processo administrativo fiscal Fl. 491DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.001607/200479 Acórdão n.º 2102002.380 S2C1T2 Fl. 4 5 anterior, sendo, inclusive, tal prova ilícita, ainda não tendo intimado o contribuinte a comprovar a origem dos depósitos bancários, como exigido pelo art. 42 da Lei nº 9.430/96; IV. há uma proteção constitucional do sigilo bancário dos contribuintes, com cláusula de reserva de jurisdição, sendo inconstitucionais a quebra de tal sigilo como definido pela Lei complementar nº 105/2001, secundada pelo Decreto nº 3.724/2001. Em sessão plenária de 10 de setembro de 2008, a Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, na relatoria da Conselheira Vanessa Pereira Rodrigues Domene, pela Resolução nº 10202.449, converteu o julgamento em diligência, para os autos retornassem à origem, para aguardar o trânsito em julgado do mandado de segurança que atacou a quebra do sigilo bancário do contribuinte, por ser a decisão judicial uma prejudicial da questão em debate nesta instância administrativa. A autoridade preparadora devolveu os autos para prosseguimento, pois observase que atualmente prevalece decisão em sede de recurso especial favorável à Fazenda Nacional, restando pendente o julgamento dos Recursos Extraordinários nºs 431.849 e 516.734, estes que estão com julgamentos sobrestados (fls. 247 a 249). É o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 26/06/2006 (fl. 138), segundafeira, e interpôs o recurso voluntário em 25/07/2006 (fl. 139), dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 26/07/2006, quartafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Vêse que a autoridade da unidade de origem devolveu os autos para prosseguimento do julgamento, sem aguardar o comando da Resolução nº 10202.449, que determinava sobrestrar o julgamento até o deslinde da questão posta no mandado de segurança nº 2003.72.08.0012421/SC, argumentando, a autoridade, que prevaleceria atualmente decisão favorável à Fazenda Nacional, consoante decisão do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no RECURSO ESPECIAL N° 710.842 – SC). Em princípio, considerando que a Segunda Câmara do Primeiro Conselho entendeu que a decisão judicial definitiva no writ acima seria uma questão prejudicial em face da decisão administrativa, não caberia à autoridade preparadora da unidade de origem ter devolvido estes autos para prosseguimento do julgamento, até porque este CARF, majoritariamente por suas Turmas julgadoras, em qualquer controvérsia sobre transferência de sigilo bancário compulsório para o fisco, na forma da Lei complementar nº 105/2001, mesmo que o contribuinte não tenha suscitada a discussão judicial da matéria, tem sobrestado o julgamento administrativo, até que o Supremo Tribunal Federal decida sobre a constitucionalidade da LC nº 105/2001, matéria no âmbito da repercussão geral, na forma do art. 62A, §§, do Anexo II, do RICARF. Fl. 492DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 6 Entretanto, como os autos retornaram para este CARF para prosseguimento, seria o caso de mantêlo por aqui, com julgamento sobrestado, como temos feito nesta Turma quando se debate a transferência compulsória do sigilo bancário para o fisco, ou enfrentar a lide, no caso de se entender que o recurso deveria ser provido, em respeito ao princípio da oficialidade, evitando passos desnecessários e impulsionando o feito para o seu final. Entendo claramente que se deve enfrentar o mérito da discussão, pois o lançamento padece de vício insanável, sem qualquer ligação com o debate judicial, o que permite que esta instância administrativa enfrentar desde logo o mérito da causa. Observese que o crédito tributário foi novamente constituído, na vigência de sentença monocrática que considerou hígida a transferência do sigilo bancário para o fisco. Em princípio, mesmo que a medida liminar obtida no Tribunal Regional Federal da 4ª Região não tivesse sido cassada expressamente, pareceme plausivel a tese de que a sentença de mérito supera o provimento liminar, mesmo que deferido por tribunal, deixando as mãos da autoridade fiscal livres para formalizar o lançamento, como se viu nestes autos. Entendo que a discussão referente a vigência, ou não, de medida liminar deferida por tribunal de segundo grau em face de sentença de mérito é discussão que deve ser tratada na via judicial, não cabendo, com a devida vênia, a administração defender que somente decisão trânsita em julgado (ou quiçá decisão de mérito do próprio tribunal, em julgamento da apelação) poderia reformar a decisão liminar do tribunal, isso porque há posicionamentos judiciais para ambas as teses aqui descritas. Por outro lado, entendo que o novo lançamento incorreu em gravíssimo equívoco procedimental, pois obrigatoriamente a autoridade fiscal teria que ter intimado o contribuinte a comprovar a origem dos depósitos bancários, como exigido pela cabeça do art. 42 da Lei nº 9.430/96. O fato de o contribuinte não ter comprovado a origem no procedimento administrativo fiscal anterior não autorizaria que a autoridade lançadora presumisse que ele não o faria no novo lançamento. Vejase que a intimação do contribuinte para comprovar as origens dos depósitos bancários é condição imperativa para higidez do lançamento fiscal, conforme pacífica jurisprudência administrativa, que tem como exemplo a Súmula CARF nº 29: Todos os cotitulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede à lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento. A nulidade acima, por si só, de caráter material, é motivo suficiente para cancelar o presente lançamento. Porém, mesmo que fosse superada a questão acima, vêse que o lançamento foi feito após o quinquênio decadencial, contado na forma do art. 150, § 4º, do CTN, estando a pretensão da Fazenda Pública Federal extinta pela decadência, matéria que deve ser suscitada até de ofício, como se vê nestes autos, pois de ordem pública. Explicase. Antes de tudo, a jurisprudência do CARF tem colocado balizas para a qualificação da multa de ofício, notadamente quando a autuação é estribada em mera omissão de receitas ou rendimentos, o que terminou se cristalizando na Súmula CARF nº 14: “A simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação do evidente intuito de fraude do sujeito passivo”. Assim, se a mera omissão de receitas ou rendimentos não autoriza a qualificação da multa de ofício, muitos menos se permite no caso de mera presunção de omissão de receitas ou rendimentos, como nestes autos, exceto se restar demonstrado um plus doloso na conduta do agente, como por exemplo: Fl. 493DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.001607/200479 Acórdão n.º 2102002.380 S2C1T2 Fl. 5 7 · utilização de documentos, material ou ideologicamente, falsos para abertura ou movimentação de conta bancária; · conta de depósito aberta em nome interposta pessoa (Acórdão nº 104 20.713, sessão de 19/05/2005, relator o Conselheiro Remis Almeida Estol; Acórdão nº 10422.618, sessão de 13/09/2007, relator o Conselheiro Nelson Mallmann); · utilização de um segundo número de CPF para dificultar a identificação do contribuinte (Acórdão nº 10247.157, sessão de 20/10/2005, relatora a Conselheira Silvana Mancini Karam); · contribuinte que utiliza conta de terceiro para movimentar recursos de origem não comprovada (Acórdão nº 10616.646, sessão de 05/12/2007, relatora a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti); · omissão da escrituração de depósitos bancários, aliado ao exercício de atividades paralelas, as quais dependem de autorização de órgão governamental (Acórdão nº 10193.865, sessão de 19/06/2002, relator o Conselheiro Paulo Roberto Cortez); · utilização de meio fraudulento para comprovar a origem dos depósitos bancários (Acórdão nº 10248.266, sessão de 01/03/2007, relator o Conselheiro Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho). Qualificar a multa para o caso vertente seria equiparar a conduta do autuado, além dos casos acima citados, às seguintes hipóteses: emissão de nota fiscal inidônea ou calçada, movimentação de conta bancária em nome fictício, movimentação bancária em nome de pessoas já falecidas, falsidade documental ou ideológica, utilização de notas fiscais de empresas inexistentes (notas frias), subfaturamento na exportação, superfaturamento na importação. Ora, este não pode ser o melhor entendimento. No caso destes autos, não restou comprovado qualquer das condutas dolosas acima, sendo que a autoridade fiscal qualificou a multa de ofício pelo simplesmente fato de o contribuinte não ter ofertado os valores presumidamente omitidos à tributação. Parece claro que não houve um plus doloso na conduta do contribuinte, que, não justificando a origem dos depósitos bancários, já sofreu o ônus da presunção plena do art. 42 da Lei nº 9.430/96, não havendo, assim, qualquer justificativa para qualificar a multa de ofício lançada, sendo de rigor reduzila do percentual de 150% para 75% sobre o imposto apurado. Como exemplo da jurisprudência do CARF que rejeita a qualificação da multa de ofício quando presente a mera presunção de omissão de rendimentos, como no caso aqui em discussão, colacionase a ementa do Acórdão nº 10422.619, unânime para desqualificar a multa de ofício, sessão de 13/09/2007, relator o conselheiro Nelson Malmann, verbis: OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, DE 1996 Caracteriza omissão de rendimentos a Fl. 494DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 8 existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. DEPÓSITOS BANCÁRIOS PERÍODOBASE DE INCIDÊNCIA APURAÇÃO MENSAL TRIBUTAÇÃO NO AJUSTE ANUAL Os valores dos depósitos bancários não justificados, a partir de 1º de janeiro de 1997, serão apurados, mensalmente, à medida que forem creditados em conta bancária e tributados como rendimentos sujeitos à tabela progressiva anual (ajuste anual). PRESUNÇÕES LEGAIS RELATIVAS DO ÔNUS DA PROVA As presunções legais relativas obrigam a autoridade fiscal a comprovar, tãosomente, a ocorrência das hipóteses sobre as quais se sustentam as referidas presunções, atribuindo ao contribuinte o ônus de provar que os fatos concretos não ocorreram na forma como presumidos pela lei. SANÇÃO TRIBUTÁRIA MULTA QUALIFICADA JUSTIFICATIVA PARA APLICAÇÃO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE Qualquer circunstância que autorize a exasperação da multa de lançamento de ofício de 75%, prevista como regra geral, deverá ser minuciosamente justificada e comprovada nos autos. Além disso, para que a multa qualificada seja aplicada, exigese que o contribuinte tenha procedido com evidente intuito de fraude, nos casos definidos nos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº. 4.502, de 1964. A apuração de depósitos bancários em contas de titularidade do contribuinte cuja origem não foi justificada, independentemente da forma reiterada e do montante movimentado, por si só, não caracteriza evidente intuito de fraude, que justifique a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no inciso II, do artigo 44, da Lei nº. 9.430, de 1996. Recurso parcialmente provido. (grifouse) Reduzida a multa de ofício para o percentual de 75% e considerando que o contribuinte apresentou declaração de ajuste anual do anocalendário 1998, informando IRRF e saldo de imposto a pagar (fl. 3), forçoso reconhecer que houve pagamento antecipado, incidindo, na espécie, a regra decadencial na forma do art. 150, § 4º, do CTN, ou seja, como se trata de fato gerador aperfeiçoado em 31/12/1998, o fisco teria até 31/12/2003 para concretizar o lançamento. Aperfeiçoado o lançamento pela ciência postal em 1º/07/2004, devese reconhecer que a decadência fulminou o crédito tributário lançado. Aqui, por relevante, devese anotar que a decisão da DRJ que fulminou o primitivo lançamento não o fez por vício formal, o que reabriria o quinquênio decadencial, pois entendeu que o crédito tributário tinha sido constituído quando havia norma judicial individual impeditiva da matéria (decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região), ou seja, se o lançamento estava em desacordo com norma legal, inviável se falar em nulidade formal, pois aí estaríamos no terreno da nulidade substancial. Para concluir, devese lembrar que o prazo decadencial não se suspende ou se interrompe, fluindo do seu nascedouro ao seu fim, conforme remansosa jurisprudência, judicial e administrativa, não se podendo imaginar que eventuais incidentes judiciais posterguem o prazo decadencial, exceto se houver específica ordem que impeça o fisco de lançar, hipótese Fl. 495DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.001607/200479 Acórdão n.º 2102002.380 S2C1T2 Fl. 6 9 completamente diversa do mero impedimento de o fisco se assenhorear de determinado instrumento probatório, como se viu nestes autos com os extratos bancários, pois o lançamento poderia ter sido feito de outra forma (inclusive, no extremo, com o acesso aos extratos pela via judicial). Ante o exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 496DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 11070.000895/2010-55
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/12/2008
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DEIXAR DE EXIBIR LIVRO OU DOCUMENTO RELACIONADO COM CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS - RELEVAÇÃO DA PENALIDADE AFERIDA À ÉPOCA DOS FATOS GERADORES.
Constitui infração á legislação tributário-previdenciária deixar a empresa de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira.
No entanto, aplicando-se a legislação à época da ocorrência dos fatos geradores, a multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-001.757
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Carlos Alberto Stringari e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Marcelo Magalhães Peixoto, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Ivacir Júlio de Souza.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA DEIXAR DE EXIBIR LIVRO OU DOCUMENTO RELACIONADO COM CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS RELEVAÇÃO DA PENALIDADE AFERIDA À ÉPOCA DOS FATOS GERADORES. Constitui infração á legislação tributárioprevidenciária deixar a empresa de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. No entanto, aplicandose a legislação à época da ocorrência dos fatos geradores, a multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante Recurso Voluntário Provido. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 0. 00 08 95 /2 01 0- 55 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Carlos Alberto Stringari e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Marcelo Magalhães Peixoto, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Ivacir Júlio de Souza. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 11070.000895/201055 Acórdão n.º 2403001.757 S2C4T3 Fl. 88 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado contra Acórdão nº 1236.090 13ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro I RJ que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.276.7150, às fls. 01, sendo o valor da multa aplicada originalmente R$ 14.107,77. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração nº. 37.276.715 0, Código de Fundamentação Legal – CFL 38 foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente, devidamente intimada, por meio do TIPF, de 15/04/2010 e TIF 01/2010, de 28/04/2010, por ter deixado de apresentar o seguinte documento: 1) Livro Razão, do ano de 2006. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. Não foi relatada circunstância atenuante e nem foi configurada circunstância agravante. A ciência do Auto de Infração ocorreu em 20.05.2010, conforme Aviso de Recebimento – AR às fls. 20. O período objeto do auto de infração, conforme o Anexo do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, é de 01/2006 a 12/2006. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1236.090 13ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro I RJ, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 NÃO APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS RELACIONADOS ÀS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração ao artigo 33, parágrafos 2 º e 3 º da Lei 8.212/91, cumulado com o art. 232 e 233, parágrafo único do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048q99, a não apresentação (ou a apresentação deficiente) de documentos ou livros relacionados com as contribuições para a Seguridade Social. RELEVAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Pós a revogação do art. 291 do Regulamento,, não há mais a possibilidade da relevação da penalidade pecuniária. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, em apertada síntese: (i) Da relevação ou atenuação da multa, em função da anterior apresentação do Livro Razão do ano de 2006 em sede de Impugnação. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 77 É o Relatório. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 11070.000895/201055 Acórdão n.º 2403001.757 S2C4T3 Fl. 89 5 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação prestada às fls. 68. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade da lavratura do AIOA. Analisemos. Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração nº. 37.276.715 0, Código de Fundamentação Legal – CFL 38 foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente, devidamente intimada, por meio do TIPF, de 15/04/2010 e TIF 01/2010, de 28/04/2010, por ter deixado de apresentar o seguinte documento: 1) Livro Razão, do ano de 2006. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. Não foi relatada circunstância atenuante e nem foi configurada circunstância agravante. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOA nº 37.276.7150 que, conforme definido nos artigos 460, 467 e 468 da IN RFB n° 971/2009, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela RFB, apuradas mediante procedimento fiscal: Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o nãorecolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). IN RFB n° 971/20095 Art. 460. São documentos de constituição do crédito tributário relativo às contribuições de que trata esta Instrução Normativa: I Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), é o documento declaratório da obrigação, caracterizado como instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário; II Lançamento do Débito Confessado (LDC), é o documento por meio do qual o sujeito passivo confessa os débitos que verifica; III Auto de Infração (AI), é o documento constitutivo de crédito, inclusive relativo à multa aplicada em decorrência do descumprimento de obrigação acessória, lavrado por AFRFB e apurado mediante procedimento de fiscalização; IV – Notificação de Lançamento (NL), é o documento constitutivo de crédito expedido pelo órgão da Administração Tributária; V Débito Confessado em GFIP (DCG), é o documento que registra o débito decorrente de divergência entre os valores recolhidos em documento de arrecadação previdenciária e os declarados em GFIP; e Art. 467. Será lavrado Auto de Infração ou Notificação de Lançamento para constituir o crédito relativo às contribuições de que tratam os arts. 2º e 3º da Lei nº 11.457, de 2007. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 11070.000895/201055 Acórdão n.º 2403001.757 S2C4T3 Fl. 90 7 Art. 468. A autoridade administrativa competente para a lavratura do Auto de Infração pelo descumprimento de obrigação principal ou acessória, nos termos dos arts. 142 e 196 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN), e art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, é o AFRFB que presidir e executar o procedimento fiscal. Parágrafo único. Considerase procedimento fiscal quaisquer das espécies elencadas no art. 7º e seguintes do Decreto nº 70.235, de 1972, observadas as normas específicas da RFB. (grifo nosso) Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991, os artigos 232 e 233 do decreto 3.048/1991, bem como dos artigos 113, 115 e 122 do Código Tributário Nacional. O artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991: Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) § 2o A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de ofício a importância devida.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Os arts. 232 e 233, Decreto 3.048/1999: Art. 232. A empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante legal, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento. Art. 233. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas Fl. 90DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 de sua competência, lançar de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa, ao empregador doméstico ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Parágrafo único. Considerase deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira. O art. 113, CTN, estabelece que: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. O art. 115, CTN, estabelece que: Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. O art. 122, CTN, estabelece que: Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: A autorização por meio da emissão de TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento, bem como a intimação para que o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); Fl. 91DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 11070.000895/201055 Acórdão n.º 2403001.757 S2C4T3 Fl. 91 9 b VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); c. REFISC – Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Desta forma, o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por cerceamento por preterição aos direitos de defesa, pela imprecisão e erros de capitulação da infração e da multa. DO MÉRITO. (i) Da apresentação do Livro Razão do ano de 2006. Analisemos. Não obstante o estágio da legislação à época da ciência da Recorrente acerca da lavratura do AIOA, em 20.05.2010, devese considerar a data de ocorrência do fato gerador que foi a não apresentação do Livro Razão do ano de 2006. Anotase que, à época da ocorrência dos fatos geradores, em 2006, as multas por descumprimento de obrigação acessória podiam ser relevadas desde que o infrator formulasse pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, fosse primário, tivesse corrigido a falta e não tivesse ocorrido nenhuma circunstância agravante., conforme o art. 291, § 1º, RPS antes da redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 02.02.2007 e posteriormente revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009. Decreto 3.048/1999 Art.291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 §1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. §2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. §3º A autoridade que atenuar ou relevar multa recorrerá de ofício para a autoridade hierarquicamente superior, de acordo com o disposto no art. 366. Observase que tanto a relevação quanto a atenuação das multas por descumprimento de obrigação acessória não mais existem no ordenamento pois o Decreto nº 6.727, de 2009 revogou o art. 291, RPS bem como o art. 292, V, RPS, que delimitava a atenuação em 50%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, o princípio da retroatividade benigna, por via indireta no presente caso, impõese a aplicação da legislação da penalidade mais benéfica ao contribuinte: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Outrossim, o Relatório Fiscal da Infração, o Auto de Infração nº. 37.276.715 0, Código de Fundamentação Legal – CFL 38 foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente, devidamente intimada, por meio do TIPF, de 15/04/2010 e TIF 01/2010, de 28/04/2010, por ter deixado de apresentar o seguinte documento: 1) Livro Razão, do ano de 2006. No entanto, a Recorrente em sede de Impugnação, às fls. 45 a 48, apresenta cópia, que foi conferida com o original pela ARF/IJUÍ/RS, do LIVRO RAZÃO do ano de 2006. Verifiquemos as condições requeridas para relevação da multa, conforme o art. 291, § 1º, decreto 3.048/1999, se presentes nos autos: Fl. 93DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 11070.000895/201055 Acórdão n.º 2403001.757 S2C4T3 Fl. 92 11 (a) pedido do contribuinte realizado dentro do prazo, ainda em sede de Impugnação; (b) o contribuinte corrigiu a falta, pois a Recorrente em sede de Impugnação, às fls. 45 a 48, apresenta cópia, que foi conferida com o original pela ARF/IJUÍ/RS, do LIVRO RAZÃO do ano de 2006; (c) o contribuinte é primário e não houve circunstância agravante pois o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, ás fls. 07, expressamente relata que não houve circunstância atenuante e nem foi configurada circunstância agravante. Portanto, compulsando os autos, foram atendidas todas as prescrições legais para relevação da multa, nos termos do art. 291, § 1º, Decreto 3.048/1999. Diante do exposto, prospera a alegação da Recorrente. CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do Recurso, para, no MÉRITO, DARLHE PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 94DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/01/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/02/2013 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10680.723370/2008-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2006
PAF. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. EFEITOS. A impugnação apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento, tornando definitiva a exigência na esfera administrativa. Da decisão que declarar a intempestividade da impugnação cabe recurso apenas contra essa própria declaração.
Recurso não conhecido
Numero da decisão: 2201-001.835
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por falta de objeto.
Assinatura digital
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente
Assinatura digital
Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator
EDITADO EM: 25/10/2012
Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França.
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por falta de objeto. Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator EDITADO EM: 25/10/2012 Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França.
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IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. EFEITOS. A impugnação apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento, tornando definitiva a exigência na esfera administrativa. Da decisão que declarar a intempestividade da impugnação cabe recurso apenas contra essa própria declaração. Recurso não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por falta de objeto. Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator EDITADO EM: 25/10/2012 Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 33 70 /2 00 8- 26 Fl. 63DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 17/ 12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 Relatório SEBASTIÃO ROBERTO DIAS interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJBELO HORIZONTE/MG (fls. 34) que não conheceu da impugnação por ele apresentada, em razão da intempestividade desta. O processo decorre de lançamento de ITR referente ao exercício de 2006 e decorrente de glosas das áreas declaradas como de preservação permanente (100,0 hectares), de reserva legal (200,0 hectares) e, ainda, da alteração do VTN, de R4 40.000,00 para R$ 3.184.979,45. O Contribuinte impugnou o lançamento e arguiu a nulidade do lançamento por cerceamento de direito de defesa, por não ter sido intimado pessoalmente da autuação. Alegou que o seu procurador por diversas vezes compareceu à repartição fiscal, mas não teve acesso ao processo, o que lhe dificultou a defesa. A DRJBELO HORIZONTE/MG rejeitou a argüição de cerceamento de direito de defesa, observando que a ciência do lançamento ocorreu por meio de Aviso de Recebimento que é uma das formas reconhecidas pelo Decreto nº 70.235, de 1972; que a correspondência foi encaminhada para o endereço constante no cadastro do Contribuinte na Receita Federal e que o fato de a encomenda não ter sido recebida pessoalmente pelo contribuinte é irrelevante; que, portanto, houve a regular intimação da notificação do lançamento abrindose o prazo para a impugnação. Concluiu, assim, que a ciência da notificação de lançamento ocorreu em 13/11/2008, conforme Ar às fls. 20 e que, portanto, o prazo para a impugnação ia até 15/12/2008, e, como a impugnação foi protocolizada apenas em 30/12/2008, restou configurada a intempestividade. Daí, não conheceu da impugnação. O Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 21/03/2011 (fls. 46) e, em 20/04/1011, apresentou a manifestação de fls. 47 na qual solicita apenas que seja feita uma “revisão do valor lançado”. É o relatório. Voto O recurso foi interposto tempestivamente. Examino, todavia, sua admissibilidade em face de outros aspectos relevantes e que serão a seguir expostos. Fundamentação Como se colhe do relatório, a DRJBELO HORIZONTE/MG não conheceu da impugnação interposta pelo Contribuinte, por intempestividade. Disso decorre que a única matéria passível de ser discutida em sede de recurso voluntário seria a tempestividade ou não da impugnação. Mas o que se verifica é que o Contribuinte, na sua manifestação dirigida ao “Conselho de Contribuintes, ” se limitou a pedir a revisão do lançamento. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 17/ 12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10680.723370/200826 Acórdão n.º 2201001.835 S2C2T1 Fl. 3 3 Ora, com a intempestividade da impugnação, tornouse definitiva a exigência na esfera administrativa. Salvo, vale repetir, se fosse questionado o teor da decisão de primeira instância e esta fosse reformada. Mas, sem a manifestação de contrariedade ao que foi decidido em primeira instância, não há o que ser apreciado em sede de recurso voluntário. Quanto à revisão do lançamento, do que foi dito acima, este Colegiado não é competente para fazêla. Assim, na ausência de matéria em litígio, é forçoso concluir pelo não conhecimento do recurso. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de não conhecer do recurso, por falta de objeto. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 65DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 17/ 12/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Numero do processo: 14120.000328/2009-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2004 a 31/03/2007
PREVIDENCIÁRIO. ARBITRAMENTO. ÔNUS DA PROVA. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO.
Quando o arbitramento ocorrer com a devida prudência e de acordo com o disciplinado no art. 33, parágrafos 3o ou 6o da Lei n. 8.212/91, ao contribuinte cabe o ônus de produzir prova em sentido contrário.
MULTA DE MORA.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.667
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ARBITRAMENTO. ÔNUS DA PROVA. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. Quando o arbitramento ocorrer com a devida prudência e de acordo com o disciplinado no art. 33, parágrafos 3o ou 6o da Lei n. 8.212/91, ao contribuinte cabe o ônus de produzir prova em sentido contrário. MULTA DE MORA. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 12 0. 00 03 28 /2 00 9- 11 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14120.000328/200911 Acórdão n.º 2403001.667 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório 1. Tratase de crédito lançado contra o contribuinte acima identificado, por meio do AIOP n° 37.256.6090, no valor de R$ 85.295,62 (oitenta e cinco mil, duzentos e noventa e cinco reais e sessenta e dois centavos), já acrescido de multa de mora e juros, consolidado em 15/12/2009, cuja notificação ocorreu em 15/12/2009. O presente lançamento é referente à falta de recolhimento das contribuições sociais destinadas a outras entidades denominadas terceiros, incidentes sobre a remuneração, cuja base de cálculo foi apuração por aferição indireta, referente ao período de 11/2004 a 02/2007. 2. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 19/26, verbis: “III. CIENTIFICAÇAO E INTIMAÇAO DO SUJEITO PASSIVO. 3. No dia 30/06/2008 o sujeito passivo foi cientificado do procedimento fiscal e intimado a apresentar os documentos relacionados no Termo de Inicio da Ação Fiscal TIAF na pessoa de seu sócio gerente o Sr. Jaime Valler que recebeu, também, o código de acesso e o telefone para verificação de autenticidade do MPF. 4. Depois de reiteradas solicitações o sujeito passivo protocolou o expediente 2009/00007496 em 28/08/2009 recepcionado como JUSTIFICATIVAS ao não atendimento da intimação do TIAF. Nesta peça o sujeito passivo alega, dentre outras, a impossibilidade de atender a intimação para apresentação de documentos porque: a) "todos os documentos" foram apreendidos pela Policia Federal, b) a empresa encerrou suas atividades em junho de 2005. IV. TERMO DE CONSTATAÇAO E INTIMAÇAO. (...) 6. Com efeito, após este tramite o sujeito passivo entregou sua folha de pagamento em meio digital em arquivos magnéticos gerados dentro das especificações de leiaute solicitado e deixou de atender a intimação quanto à apresentação da contabilidade em uma das formas intimadas, (em meio papel e em meio digital), por conseguinte, foi autuado pela não exibição dos livros contábeis (Auto de Infração DEBCAD 37.215.4247) e pela omissão das informações contábeis nos arquivos magnéticos apresentados (Auto de Infração DEBCAD 37.215.4255). VI. LANÇAMENTO INDIRETO. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 10. Findo o prazo estipulado os documentos contábeis relacionados no TIAF E ratificados pelo Termo de Constatação e Intimação não foram apresentados, diante da recusa do contribuinte, com base no disposto no art. 33, § 3º, da Lei 8.212/91, regulamentado pelo art. 233 do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto 3.048/99 e normatizado pelo art 447, da Instrução Normativa nº 971, de 13/11/2009 que consolidou e atualizou as normas gerais de tributação previdenciária, publicada no Diário Oficial da União de 17/11/2009, a base de cálculo das contribuições foi apurada por aferição indireta.” DA IMPUGNAÇÃO 3. Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a presente NFLD, por meio do instrumento de fls. 88/106, a qual não logrou êxito. DA DILIGÊNCIA A fim de esclarecer alguns pontos, a DRJ em Campo GrandeMS, por meio da 4a Turma de Julgamento (fl. 119), em 17/09/2010 baixou o processo em diligência. Por meio do Relatório Fiscal de Diligência de fls. 121/122, o Fiscal autuante atendeu à diligência determinada. Devidamente intimado, conforme AR constante na fl. 123, a Recorrente não apresentou manifestação. DA DECISÃO DA DRJ 4. Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo GrandeMS, por meio da 4a Turma da DRJ/CGE, prolatou o Acórdão n° 0426.511 de fls. 131/139, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS RREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2004 a 31/03/2007 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA Não se configura cerceamento do direito de defesa se o conhecimento dos atos processuais pelo acusado e o seu direito de resposta ou de reação se encontraram plenamente assegurados. COMPETÊNCIA PARA FISCALIZAR A fiscalização e o lançamento dáse no local onde o sujeito passivo responde pelas obrigações de ordem tributária, dentro da jurisdição fiscal fixada, conforme determina a Instrução Normativa RFB n° 971, de 13 de novembro de 2009 Fl. 183DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14120.000328/200911 Acórdão n.º 2403001.667 S2C4T3 Fl. 4 5 AFERIÇÃO INDIRETA A fiscalização previdenciária tem suporte legal para apurar as importâncias devidas por meio de arbitramento quando houver recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, constituindose em presunção legal relativa, cumprindo ao contribuinte o ônus da prova em contrário. DA ALEGAÇÃO DE DECADÊNCIA Em se tratando de lançamento de crédito apurado em decorrência de fraude, há que se explicar a exceção prevista no §4º do artigo 15 do CTN, contandose, assim, o prazo decadencial a partir do 1º dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme artigo 173, I, também do Código Tributário Nacional. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 150/170), requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos, após resumir os fatos: DAS PRELIMINARES 2.1. Nulidade do Julgamento pela Turma da DRJ. Inexistência de quórum mínimo de julgadores. Alega a Recorrente que as turmas de julgamento das DRJ´s são compostas por 5 (cinco) julgadores, podendo funcionar, excepcionalmente, com até 7 (sete) julgadores, nos termos do art. 2o, parágrafo 2o da Portaria n. 58 do Ministério da Fazenda, mas que no julgamento que deu vasão ao recurso ora analisado teria sido composto por 4 (quatro) membros apenas. Dessa forma a composição da turma julgadora da DRJ não teria obedecido a legislação de regência sobre o assunto e assim teria ofendido o devido processo legal, o que deveria ensejar a anulação da decisão de 1ª instância. 2.2. Vício formal. Ausência de Relatório Fiscal. Prejuízo ao contraditório. Insurgese a Recorrente alegando que, dos elementos os quais, obrigatoriamente, deveriam acompanhar o Auto de Infração, haveria faltado o Relatório Fiscal. Alega configurar vício formal do ato administrativo, pois seria “a omissão ou observância incompleta ou irregular de informalidades essenciais à existência ou seriedade do ato.” Fl. 184DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Seria no relatório fiscal que constaria a exposição clara e precisa dos fatos geradores da obrigação previdenciária, e sua falta não permitiria o contraditório e ampla defesa, impedindo assim o autuado de impugnar o documento de que não teve acesso. Sendo vício formal, seria causa de nulidade do ato administrativo. Ademais a obrigatoriedade do relatório fiscal – REFISC também constaria no art. 486 da Instrução Normativa IN nº 971/2009 e no art. 9º do Decreto nº 70.235/72. 2.3 Inexistência de motivação no ato de fiscalização Aduz a Recorrente que a fiscalização teria arbitrado a base de cálculo do tributo, e que este não seria um ato discricionário do agente público, devendo ser precedido de motivação. Ao final alega ainda que a motivação da autoridade fiscalizadora da Receita Federal não teria sido clara, pois não teria havido a indicação do fato que teria ensejado o arbitramento. 2.4. Vício formal do auto de infração. Ausência de competência para fiscalizar empresa com domicílio fiscal em São Paulo. Alega a Autuada que desde fevereiro de 2005 a empresa teria se transferido para a cidade de são PauloSP, ficando extinta a empresa que se localizava na cidade de Campo GrandeMS. Que segundo o regimento interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, faltaria competência à delegacia da Receita Federal do Brasil em Campo Grande. MÉRITO Da prescrição. A autuada alega a prescrição dos períodos anteriores a novembro de 2004, em face de ser a contribuição previdenciária tributo sujeito ao lançamento por homologação, conforme dispõe o art. 150, parágrafo 4o do CTN. Como se trata de lançamento por homologação, não há que se falar em aplicação do art. 173 do CTN, até porque a Fiscalização não comprovou a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Critério para LIS. Alegado a Recorrente que o art. 148 do CTN dispõe sobre a possibilidade do arbitramento apenas quando omissos ou não mereçam fé os documentos apresentados pelo sujeito passivo, o que não seria o caso. Que a fiscalização teria aplicado um índice desarrazoado sobre a remuneração discriminada na folha de pagamento para se achar a “remuneração por fora”. Insurgese a Recorrente ante o fato da fiscalização ter analisado microfilmagens de cheques do período de 01/2004 a 10/2004, período em que não houve lançamento tributário e para o período de 11/2004 a 03/2007 ter preferido usar o arbitramento como forme de se chegar à base de cálculo da contribuição. Que, assim, não entende porque não foi usado o mesmo critério de microfilmagem de cheques em todo o período. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14120.000328/200911 Acórdão n.º 2403001.667 S2C4T3 Fl. 5 7 Que na época em que vivemos não seria mais razoável falar em arbitramento, já que se dispõe de tanta tecnologia e mecanismos para se buscar a verdade real para a base de cálculo de um tributo. 3 – DO PEDIDO Ao final requer, preliminarmente, que seja declarada a nulidade do acórdão 04.26.510, bem como a nulidade do auto de infração ante a ausência de competência da Delegacia de Campo Grande para autuar o Recorrente com domicílio fiscal em São PauloSP, e da ausência do relatório fiscal. No mérito, que seja julgado improcedente o auto de infração para se reconhecer a decadência dos créditos anteriores a novembro de 2004, bem como a nulidade do auto de infração em face de ter sido realizado o lançamento com base em arbitramento, que não seria o meio mais seguro para se chegar a verdade real. Ainda requer o recálculo do tributo, levando em consideração, à base de cálculo previdenciária, o valor apontado, nos balancetes analíticos em anexo, como remuneração dos contribuintes individuais , autônomos, administradores e avulsos. É o relatório. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 172 o Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE 2.1. Nulidade do Julgamento pela Turma da DRJ. Inexistência de quórum mínimo de julgadores. Alega a Recorrente que de acordo com o art. 2º, parágrafo 2o da Portaria nº 58 do Ministério da Fazenda, as Turmas de Julgamento das DRJ´s são compostas por 5 (cinco) julgadores, podendo funcionar, excepcionalmente, com até 7 (sete) julgadores, mas que no julgamento que deu vasão ao recurso ora analisado teria sido composto apenas por 4 (quatro) membros, sendo, portanto, nulo o julgamento. Contudo, analisando a legislação supracitada, verificase que não assiste razão à Recorrente, pelas razões abaixo: De fato, as DRJ devem ser constituídas por turmas integrada por 5 (cinco) julgadores, nos termos da legislação supracitada. Analisando o Acórdão da DRJ, especificamente a fl. 132, verificase que a Turma é composta por 5 (cinco) julgadores, conforme previsto na legislação, tendo, apenas, ocorrido uma ausência, que fora devidamente justificada. Ao contrário do que tenta fazer crer a Recorrente, o quórum mínimo fora respeitado, vez que para que ocorra o julgamento, mister se faz a presença da maioria simples dos membros, ou seja, o julgamento pode ocorrer com, pelo menos 3 (três) julgadores, nos termos do art. 13 da Portaria n. 58 do Ministério da Fazenda, verbis: Art. 13. Somente pode haver deliberação quando presente a maioria dos membros da turma, sendo essa tomada por maioria simples, cabendo ao presidente, além do voto ordinário, o de qualidade. No caso em tela, o julgamento ocorreu com a presença de 4 (quatro) julgadores, logo, o quórum mínimo foi atendido. Razão pela qual a preliminar de nulidade deve ser indeferida. 2.2. Vício formal. Ausência de Relatório Fiscal. Prejuízo ao contraditório. Insurgese a Recorrente alegando que, dos elementos os quais, obrigatoriamente, deveriam acompanhar o Auto de Infração, haveria faltado o Relatório Fiscal. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14120.000328/200911 Acórdão n.º 2403001.667 S2C4T3 Fl. 6 9 Ocorre que não há como prosperar as alegações da Recorrente, vez que, o Relatório Fiscal se encontra nas fls. 19/26 dos autos, devidamente fundamentado, com descrição clara dos elementos de convencimento, assim como na fl. 2, verificase que em 15/12/2009 o procurador da Recorrente tomou ciência do “AUTO DE INFRAÇÃO E ANEXOS”, onde, dentre outros documentos anexos, seguiu o “REFISC – Relatório Fiscal”. Ademais, nas fls. 75/80 consta a descrição de todos os documentos que foram entregues à Recorrente. Logo, tendo sido devidamente cientificada do Auto de Infração, onde constava, dentre outros documentos, o Relatório Fiscal devidamente instruído com seus Anexos, não há como prosperar a alegação da Recorrente. 2.3 Inexistência de motivação no ato de fiscalização. Segundo a Recorrente, a Fiscalização não esclareceu quais os cheques e recibos utilizados para se chegar à “remuneração para ‘por fora’”, não tendo, portanto, provado o alegado. Logo, não pode se defender, tendo em vista que a Fiscalização não informou como colheu os dados. Devendo o Auto de Infração ser anulado. Conforme Termo de Encerramento de Procedimento Fiscal – TEPF, constante nas fls. 81 e 82, verificase que da Fiscalização que originou o processo em tela, ainda foram lavrados 10 Autos de Infrações, sendo que o Auto de Infração n. 372566073, que deu origem ao Processo de número 14120.000326/200921, foi distribuído para este relator. Nesse diapasão, com base na busca pela verdade material, buscase a prova emprestada naquele processo. Logo, verificase os Anexos 3, 4, 5 e 6 que acompanharam o Relatório Fiscal constam todos os cheques e recibos que a Fiscalização utilizou para arbitrar o lançamento. Por esse motivo, não há como prosperar o pleito da Recorrente. 2.4. Vício formal do auto de infração. Ausência de competência para fiscalizar empresa com domicílio fiscal em São Paulo. Alega a Recorrente estar desde fevereiro de 2005 situada na cidade de São PauloSP, estando extinta a empresa que se localizava na cidade de Campo GrandeMS, onde foi sofrida a autuação, por esse motivo, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Campo GrandeMS seria incompetente para fiscalizar. Ocorre que não há como prosperar o argumento da Recorrente, tendo em vista que inverídica a afirmação de que a empresa localizada em Campo GrandeMS estava extinta, tanto que a própria fiscalização foi realizada na cidade de Campo GrandeMS. Logo, temse por atendido os proceitos contidos no art. 127 do CTN. DO MÉRITO Da prescrição Alegada A Recorrente alega a prescrição dos períodos anteriores a novembro de 2004, em face de ser a contribuição previdenciária tributo sujeito ao lançamento por homologação, Fl. 188DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 conforme dispõe o art. 150, parágrafo 4o do CTN, assim como não houve dolo, fraude ou simulação. Nesse diapasão, mister se faz destacar que o caso em tela não seria de prescrição, mas de decadência. Contudo, analisando o Discriminativo do Débito – DD, constante na fl. 5, verificase que o lançamento ocorreu em relação às competências compreendidas entre 11/2004 a 03/2007. Logo, não há que se falar em período abrangido pela decadência, mesmo que seja aplicada a regra contida no citado artigo. Critério para o Lis Segundo a Recorrente, não houve motivação para a Fiscalização fazer o lançamento por arbitramento (Aferição Indireta). Nesse diapasão, mister se faz analisar o conceito de “Aferição Indireta”, para, em seguida, analisar o caso concreto. À luz da legislação (art. 33, §§ 3º e 6º da Lei nº 8.212/91), que regulamenta a matéria, vigente há época da fiscalização, verbis: Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (...) § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita FederalDRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. (...) § 6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. (grifo nosso) Fl. 189DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14120.000328/200911 Acórdão n.º 2403001.667 S2C4T3 Fl. 7 11 Concluise, portanto, que o arbitramento, por ser uma forma excepcional de lançamento, exige cuidados e pode ocorrer em duas situações: (i) quando o contribuinte sonegar documento ou informação à Fiscalização; (ii) quando a contabilidade não registra a movimentação real da remuneração. No caso concreto, a Fiscalização fundamentou o arbitramento no parágrafo 3o do art. 33 da Lei n. 8.212/91, tendo em vista que a Recorrente não apresentou a documentação solicitada por várias vezes. A Recorrente impugna o arbitramento com alegações genéricas, tais como: não se tratar de um ato discricionário; contrariedade aos princípios da segurança jurídica, razoabilidade e proporcionalidade; falta de utilização de de outros meios mais seguros (quebra de sigilo bancário). A Recorrente, contudo, desincubiuse de provar o alegado, de provar que não houve o “pagamento ‘por fora’”. Por outro lado, a Fiscalização, ao contrário do que tenta fazer crer a Recorrente, apresentou as razões de fato e de direito que fundamentaram o arbitramento, assim como instruiu o lançamento com os meios de prova suficientes para demonstrar que aplicou a excepcionalidade de forma prudente, nos autos do Processo número 14120.000326/200921. Por essas razões, não há como prosperar as razões da Recorrente. Da multa de mora A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que, esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; Fl. 190DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, julgo procedente em parte o recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 191DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001186/2004-84
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2000,2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Os Embargos de Declaração merecem ser acolhidos quando verificada a contradição entre o Voto condutor e parte dispositiva constante no Acórdão embargado.
Numero da decisão: 1801-001.210
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional para re-ratificar o Acórdão nº 1801-00.151, de 07.12.2009, por lapso manifesto e, no mérito, manter a decisão proferida, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2000,2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os Embargos de Declaração merecem ser acolhidos quando verificada a contradição entre o Voto condutor e parte dispositiva constante no Acórdão embargado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional para reratificar o Acórdão nº 180100.151, de 07.12.2009, por lapso manifesto e, no mérito, manter a decisão proferida, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 11 86 /2 00 4- 84 Fl. 384DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19515.001186/200484 Acórdão n.º 1801001.210 S1TE01 Fl. 3 2 Relatório Contra a Recorrente, Comercial Katina Toys Ltda, foi lavrado o Auto de Infração às fls. 2126 com a exigência do crédito tributário no valor de R$75.767,19 a título de multa de ofício isolada por falta de recolhimento de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) determinada sobre a base de cálculo estimada referente aos fatos geradores ocorridos nos meses de janeiro a dezembro dos anoscalendário de 1999 e 2000. Cientificada em 30.06.2004, fl. 23, a Recorrente apresentou a impugnação em 30.07.2004, fls. 4261, com suas alegações. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/BEL/PA nº 019.951, de 06.12.2007, fls. 315320: “Lançamento Procedente em Parte” para reduzir o percentual da multa isolada aplicada para 50% (cinquenta por cento). Restou ementado Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 1999, 2000 CSLL. DECADÊNCIA. Tendo sido constituído o crédito tributário dentro do prazo de dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, não se caracteriza a decadência. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não se verificando a ocorrência de nenhuma das hipóteses previstas no artigo 59 do Decreto nº 70.235/72 e observados todos os requisitos do artigo 10 do mesmo diploma legal, não há que se falar em nulidade da autuação. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DESCABIMENTO Mantémse a multa isolada por ser incabível a aplicação do instituto da denúncia espontânea no caso de pagamento mensal de tributo ou contribuição que deixar de ser efetuado relativo a débitos já declarados. MULTA ISOLADA. ESTIMATIVA. Aplicase multa isolada quando não recolhido tributo determinado sobre base de cálculo estimada por força da Lei 9.430/96. RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA ISOLADA. Aplicase à multa isolada a retroatividade benigna estipulada no artigo 106, II, “c”, do CTN, se posteriormente à formalização do auto de infração o percentual aplicável foi reduzido de 75% para 50%. IMPUGNAÇÃO. PROVAS. A impugnação deve conter os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as provas que possuir. Fl. 385DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19515.001186/200484 Acórdão n.º 1801001.210 S1TE01 Fl. 4 3 CSLL. BASE DE CÁLCULO. Não se incluem na base de cálculo da CSLL os valores referentes a mercadorias saídas do estabelecimento do contribuinte decorrentes de operações que não caracterizem receita auferida. Notificada, a Recorrente apresentou o recurso voluntário, fls. 334356, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na peça impugnatória. Está consignado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 180100.151, de 07.12.2009, fls. 360368: “Recurso Voluntário Provido em Parte”. Restou ementado Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Exercício: 2000,2001 DECADÊNCIA. TERMO INICIAL.MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. Em relação ao lançamento de multa de ofício isolada por insuficiência de recolhimento de CSLL apurada sobre a base de cálculo estimada, o termo inicial de contagem do prazo de decadência segue a regra geral, ou seja, iniciase a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. MULTA ISOLADA. FALTA DE CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS. LUCRO REAL ANUAL. A pessoa jurídica que adota o regime de tributação do lucro real optante pela apuração anual que não cumprir as obrigações tributárias fica sujeita à multa cinquenta por cento, aplicada isoladamente, calculada sobre o montante das parcelas dos tributos estimados não recolhidos ou das insuficiências apuradas. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE AO LANÇAMENTO D MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. A denúncia espontânea da infração acompanhada do pagamento devido e dos juros de mora exclui a responsabilidade do sujeito passivo pela penalidade pecuniária somente com relação ao tributo sujeito ao lançamento por homologação não alcançando a exigência de multa de ofício isolada. DEVER DE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO LANÇAMENTO. Cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, na atribuição do exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil em caráter privativo, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. JUROS DE MORA. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. Fl. 386DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19515.001186/200484 Acórdão n.º 1801001.210 S1TE01 Fl. 5 4 Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre débitos tributários não pagos nos prazos legais, inclusive sobre a multa de ofício isolada. DOUTRINA.JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. A Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) interpôs Embargos de Declaração no qual evidencia o erro material no Acórdão embargado, haja vista que no voto condutor está registrado “ negar provimento ao recurso voluntário” e diferentemente na parte dispositiva consta “dar provimento em parte ao recurso”. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora Preliminar – Cabimento dos Embargos de Declaração Os Embargos de Declaração apresentados pela Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) atendem aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, deles tomo conhecimento. A Procuradoria da Fazenda Nacional suscita que no Acórdão embargado há erro material, uma vez que no Voto condutor está registrado “ negar provimento ao recurso voluntário” e diferentemente na parte dispositiva consta “dar provimento em parte ao recurso”. No Voto condutor do Acórdão embargado consta: Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Na parte dispositiva do Acórdão embargado está registrado: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte ao recurso. Vencido o Conselheiro Marcos Vinícius Barros Ottoni (Relator), no que concerne ao cabimento da exigência da multa isolada sobre a ausência do recolhimento das estimativas. Designado o Conselheiro Rogério Garcia Peres para redigir o voto vencedor. Estando impossibilitado, foi designada a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, ad hoc. Fl. 387DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19515.001186/200484 Acórdão n.º 1801001.210 S1TE01 Fl. 6 5 Logo, ficou configurada a contradição entre o Voto condutor e a parte dispositiva constante no Acórdão embargado. Por esta razão, os Embargos de Declaração interpostos pela Douta PGFN devem ser acolhidos. Mérito No mérito cumpre corrigir a a contradição entre o Voto condutor e a parte dispositiva constante no Acórdão nº 180100.151, de 07.12.2009. Em face do exposto, voto por acolher os Embargos de Declaração para re ratificar o Acórdão embargado, a fim de corrigir o erro material. A parte dispositiva do Acórdão embargado deve ser alterada para: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Marcos Vinícius Barros Ottoni (Relator), no que concerne ao cabimento da exigência da multa isolada sobre a ausência do recolhimento das estimativas. Designado o Conselheiro Rogério Garcia Peres para redigir o voto vencedor. Estando impossibilitado, foi designada a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, ad hoc. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 388DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10954.000020/2004-05
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
COFINS - REGIME NÃO-CUMULATIVO - CRÉDITO RELATIVO AOS SERVIÇOS DE MOVIMENTAÇÃO INTERNA
Geram direito a crédito da contribuição à Cofins, apurado nos termos da Lei 10.833/03, os serviços tomados de pessoas jurídicas para movimentação interna das matérias-primas.
RESSARCIMENTO. CONTRIBUIÇÃO AO PIS E COFINS APURADOS PELO REGIME DA NÃO-CUMULATIVIDADE. ACRÉSCIMO DA TAXA SELIC. VEDAÇÃO.
Especificamente no caso da COFINS e da contribuição ao PIS apurados pelo regime não-cumulativo, o ressarcimento de saldos credores admitido pelos artigos 5º, §§1o e §2o e 6o, §§1º e 2o das Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03, respectivamente, não se sujeita à remuneração pela Taxa SELIC, em virtude de expressa vedação nesse sentido, contida no artigo 13 da Lei nº 10.833/03.
Numero da decisão: 3403-001.593
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado em dar provimento parcial ao recurso nos seguintes termos: 1) por unanimidade de votos, reconheceu-se o direito de o contribuinte tomar o crédito relativo aos serviços de movimentação interna de matéria-prima durante o processo produtivo; 2) por maioria de votos, negou-se o direito à correção do ressarcimento da contribuição não cumulativa pela taxa Selic. Vencidos os Conselheiros Domingos de Sá Filho e Raquel Motta Brandão Minatel (Relatora). Designado o Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz. O Conselheiro Domingos de Sá Filho acompanhou a relatora pelas conclusões quanto à negativa do direito de apurar créditos sobre o material refratário, Tape Hole e tubos de aço.
Antonio Carlos Atulim - Presidente
Raquel Motta Brandão Minatel - Relatora
Marcos Tranchesi Ortiz Relator designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros, Antonio Carlos Atulim (Presidente), Rosaldo Trevisan, Raquel Motta Brandao Minatel, Marcos Tranchesi Ortiz, Domingos De Sa Filho e Liduina Maria Alves Macambira.
Nome do relator: RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL
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RESSARCIMENTO. CONTRIBUIÇÃO AO PIS E COFINS APURADOS PELO REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. ACRÉSCIMO DA TAXA SELIC. VEDAÇÃO. Especificamente no caso da COFINS e da contribuição ao PIS apurados pelo regime nãocumulativo, o ressarcimento de saldos credores admitido pelos artigos 5º, §§1o e §2o e 6o, §§1º e 2o das Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03, respectivamente, não se sujeita à remuneração pela Taxa SELIC, em virtude de expressa vedação nesse sentido, contida no artigo 13 da Lei nº 10.833/03. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado em dar provimento parcial ao recurso nos seguintes termos: 1) por unanimidade de votos, reconheceuse o direito de o contribuinte tomar o crédito relativo aos serviços de movimentação interna de matériaprima durante o processo produtivo; 2) por maioria de votos, negouse o direito à correção do ressarcimento da contribuição não cumulativa pela taxa Selic. Vencidos os Conselheiros Domingos de Sá Filho e Raquel Motta Brandão Minatel (Relatora). Designado o Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz. O Conselheiro Domingos de Sá Filho acompanhou a relatora pelas conclusões quanto à negativa do direito de apurar créditos sobre o material refratário, Tape Hole e tubos de aço. Antonio Carlos Atulim Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 4. 00 00 20 /2 00 4- 05 Fl. 243DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 2 Raquel Motta Brandão Minatel Relatora Marcos Tranchesi Ortiz – Relator designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros, Antonio Carlos Atulim (Presidente), Rosaldo Trevisan, Raquel Motta Brandao Minatel, Marcos Tranchesi Ortiz, Domingos De Sa Filho e Liduina Maria Alves Macambira. Relatório Tratase de pedido de Ressarcimento de Crédito da COFINS Não Cumulativa, formulado por DOW CORNING METAIS DO PARÁ INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., relativos ao primeiro trimestre de 2004, no valor de R$ 568.021,75, apresentado em 24/05/2004. Consta, ainda, dos autos Declarações de CompensaçõesDcomp´s eletrônicas vinculadas aos créditos em exame. O pedido de ressarcimento foi analisado pela unidade da RFB de Marabá, PA, que expediu em 12 de fevereiro de 2010, Informações (fls. 97/111) e Despacho Decisório (fls. 114/115), os quais reconheceram apenas parcialmente o crédito reclamado pelo contribuinte, concedendolhe o valor de R$ 549.265,10, sob os seguintes fundamentos, conforme ressaltado pela autoridade julgadora da manifestação de inconformidade: “(...) Como exclusão será admitido, no mês de março/2004, somente o valor de R$ 42.203,22, resíduo após o estorno promovido no valor de R$ 188.658,49 linha 13, ficha 07 Vendas Canceladas e Descontos Obtidos, haja vista as devoluções relativas a exportações registradas no Livro Razão, conta n° 11240109, valor de R$ 146.455,27, não figurarem nessa possibilidade, pois a linha 10, ficha 07, já comporta a exclusão das exportações. (...) (...) sabendo que o contribuinte noticiou vendas para o mercado externo através do demonstrativo supra referido, podemos afirmar que o método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito nos DACON n° 000100200400588672 (fls. 84 a 86) do 1º trimestre de 2004 não se coaduna com as disposições regulamentes atinentes à matéria. Com efeito, este trabalho será orientado pelo método do rateio proporcional (Proporção da Receita Bruta Auferida). (...) Em consonância com o que foi exposto acima, apresentase a seguir a justificativa da glosa de cada produto que refletiu no saldo do Crédito da Cofins apurado no 1º trimestrecalendário de 2004, tendo em vista a realidade fática de aplicação e utilização de cada um, com fulcro nas informações do processo Fl. 244DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10954.000020/200405 Acórdão n.º 3403001.593 S3C4T3 Fl. 244 3 produtivo apresentadas pelo contribuinte, por meio do Laudo Técnico (fls. 39 a 41): a) Concreto Refratário e respectivo frete (4276 PANMIX AC 2,5 e INTERCON 83 B/ISO 14): utilizado na tampa da panela, na estrutura lateral da panela, na bica e na proteção à coifa metálica que capta fumaça que sai na bica de corrida. Justificativa de glosa: esse material, quando é utilizado na tampa das panelas e na proteção à coifa metálica que capta fumaça na parte externa ao forno, não entra em contato físico com o silício metálico da produção. b) Pasta de Revestimento a frio e a quente e respectivo frete: Enquadrase no conceito de revestimento, conforme item anterior. c) Tap Hole e respectivo frete = Grafitap: utilizado para tamponar os furos de corrida. Justificativa de glosa: não entra em contato físico com o silício em produção. d) Tubo de Aço e respectivo frete: utilizado com insuflamento de 02 para desobstrução dos furos de corrida nos fornos. Justificativa de glosa: não entra em contato direto com o silício metálico da produção. (...) Percebemos que as atividades relacionadas na tabela fornecida (fls. 65 a 74) não se coadunam com o conceito de insumos na forma de serviços posto pela legislação, conforme esclarecem os parágrafos n° 31 a 37, desse parecer. Entretanto o crédito decorrente de serviço de extração de matéria prima e o de transporte de insumo será admitido e transferido para compor o valor relacionado aos bens utilizados como insumos, item anterior. Desconsideramos os serviços, relacionados pela interessada em planilha (fls. 65 a 74), discriminados como serviços de movimentação interna, conforme notas fiscais n° 030 e 033 ( fevereiro e março de 2004), de 29/02/2004 e 30/03/2004 respectivamente, emitida pela P.H. Transportes e Construções Ltda, CNPJ 22.060.255/000425, ambas no valor de R$ 299.506,50 (fls. 92 a 93), já que estes serviços não apresentam relação direta com a produção, não se enquadra no conceito de serviço de insumo, assim como não são serviços de extração de matéria prima ou de transporte. Ainda serão desconsiderados da relação em planilha (fls. 65 a 74) os valores referentes a aluguel dos meses de fevereiro e março de 2004, pelos motivos idênticos aos mencionados no parágrafo anterior, observando que esse valor já está posto pela interessada no Dacon, linha 05, ficha 06. (...) Fl. 245DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 4 Como é cediço que, no caso, a pessoa jurídica efetuou, concomitantemente, no período de referência deste pedido, operações de vendas de produtos no mercado interno e de exportação de produtos para o exterior, é obrigatório, na apuração dos créditos a serem descontados, informar de forma segregada os custos vinculados às receitas de exportação. Para tanto, o contribuinte poderia ter utilizado um dos seguintes métodos de determinação dos créditos: a) apropriação direta (...); ou b) rateio proporcional. Desta feita, por questões de simplificação utilizouse neste trabalho o método do rateio proporcional como critério para determinação dos créditos da Cofins. Em face do exposto, concluímos que, quando da protocolização deste processo, os montantes dos créditos da (...) Cofins, regime de tributação nãocumulativo, apurados neste trabalho fiscal (...), para o período de 01/01/2004 a 31/03/2004 (...), os quais a Interessada faz jus, correspondem a R$ 549.265,10, conforme indicadonas planilhas para apuração dos Créditos da Cofins e Cálculos da Cofins (fls. 94 a 96).” Notificada do conteúdo do Despacho Decisório, a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 128/144), em que buscou a reconsideração da decisão e, portanto, revisão do valor concedido a título de Ressarcimento de Crédito da COFINS Não Cumulativa, argumentando, conforme relato da decisão de primeira instância que: “a) No despacho decisório, a autoridade fiscal excluiu da base de cálculo utilizada para apropriação dos créditos alguns dos custos e despesas indicados pela contribuinte, gerando redução do valor pleiteado. Em síntese, o despacho decisório corroborou a maior parte dos dispêndios indicados pela contribuinte, discordando apenas de três hipóteses de apropriação: insumos para manutenção dos fornos industriais e panelas refratárias, serviços de movimentação interna dos insumos básicos, e serviços utilizados na extração, preparação, embalagem e movimentação de outros insumos utilizados na atividade. b) Foram excluídos da base de cálculo: concreto refratário, pasta de revestimento, tap hole e tubo de aço. Ocorre que, dentro da sistemática nãocumulativa das Contribuições ao PIS e COFINS verificase que, considerando as Contribuições incidem sobre todas as “Receitas” auferidas, em contrapartida há que se considerar como conceito de Insumo não apenas a matéria prima consumida diretamente no processo produtivo, mas também os demais dispêndios envolvidos no referido processo de fabricação. Nesse sentido, é incontestável que os produtos utilizados na manutenção dos bens de produção, desconsiderados pela Autoridade Administrativa, são imprescindíveis à elaboração do produto final, conforme laudo técnico já trazido aos autos. Tanto o Forno Elétrico como as Panelas Refratárias, conforme descrição das atividades desenvolvidas pela Empresa, são o ponto convergente central do processo do processo de fabricação do silício metálico e da sílicafumê. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10954.000020/200405 Acórdão n.º 3403001.593 S3C4T3 Fl. 245 5 Logicamente que a conservação de tais bens de produção, especialmente em razão do constante desgaste dos mesmos diante das altas temperaturas a que são submetidos, é parte indissociável do conceito de "processo industrial" desenvolvido pela Contribuinte. Cita Soluções de Consulta. c) O desenvolvimento da atividade da Contribuinte demanda intensa movimentação de matériasprimas e insumos utilizados do processo produtivo. Para tais operações de movimentação interna de matériasprimas, insumos e equipamentos, dado o significativo volume a Contribuinte contrata terceiras empresas especializadas. A contratação de tais serviços de movimentação interna é imprescindível e indissociável de todo o processo de produção. Nesse sentido, incontestável que os serviços ora desconsiderados caracterizamse como “fatores de produção” da fabricação do silício metálico e da sílicafumê, vez que estão presentes em quase todas as etapas da produção. Tal orientação encontrase inclusive consolidada através de Respostas em Soluções de Consultas extraídas do Site da Secretaria da Receita Federal, das quais refere uma. d) É necessária a reforma do despacho decisório na quantificação dos valores a ressarcir, mediante a aplicação da correção monetária dos valores a serem ressarcidos. Refere julgados administrativos. e) Na eventual hipótese da Delegacia de Julgamento entender pela necessidade de verificação de demais dados para concluir pela liquidez e certeza do crédito, requer seja convertido o julgamento em diligência, a fim de que seja examinada a sua escrituração e documentação contábil e fiscal, para a confirmação da regularidade, suficiência e real quantificação do valor passível de apropriação.” Em que pese toda essa argumentação, a autoridade fiscal julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente, conforme se denota do acórdão n.º 0122.263, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de BelémPA, de fls. 191/200. Entendeu a referida turma que, apesar da notória relevância das decisões administrativas citadas na manifestação de inconformidade são relativas a terceiros, e não há que se falar que elas possuem eficácia normativa, já que não integram a legislação tributária de que tratam os arts. 96 e 100 do Código Tributário Nacional. Ademais, não atendeu o pleito de conversão do julgamento em diligência, por entender que o pedido formulado não atendeu os requisitos previstos no art. 16, IV, do Decreto nº 70.235/1972. Além disso, julgou improcedente o pedido de reconsideração do valor apurado como passível de Ressarcimento de Cofins, vez que considerou os itens glosados não correspondem a insumos, pois não seriam aplicados ou consumidos diretamente na produção ou fabricação de bens destinados à venda. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 6 Por fim, entendeu pela não incidência de juros compensatórios no Ressarcimento ou Compensação da Cofins. Cientificada do referido Acórdão em 06/09/2011, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 03/10/2011 (fls. 203/220), no qual manifestou sua irresignação com o teor da decisão proferida em primeira instância, que considerou ser passível de creditamento da Cofins apenas os bens aplicados diretamente na produção ou fabricação dos bens destinados à venda, é de entendimento extremamente restritivo e, no seu entender, contraria as atuais decisões desse CARF. Isto posto, passou a discorrer sobre sua atividade, com o fito de demonstrar que os itens glosados pelo agente fiscalizador e mantidas pela decisão da DRJ, integram seu processo produtivo e, por isso, seriam passíveis de creditamento. A Recorrente elencou os itens glosados, que no seu entendimento são utilizados na manutenção dos bens de produção (fornos industriais, panelas refratárias e casas de filtro) e atribuiulhes sua destinação específica no processo produtivo, elucidando que: 1) Concreto refratário: Utilizados como um dos revestimentos refratários das Panelas refratárias e das bicas de vazamento dos fornos. Tem como objetivo reter calor do metal líquido dentro da panela e das bicas, para aumentar a vida útil das mesmas. Com o tempo parte dos refratários são arrastados ou eruditos pelo metal líquido. 2) Pasta de Revestimento: Também é dos revestimentos refratários das Panelas e Bicas, com a diferença que pasta de revestimento tem contato direto com o metal líquido, ou seja, é o material que apresenta o maior desgaste em contato com o metal líquido. 3) Tap Hole: Massa grafitada para fechar ou tamponar as bicas de vazamento quando necessário em cada troca ou parada do processo de fundição para manutenção. 4) Tubos de Aço: Utilizado para abrir as bicas de vazamento com injeção de oxigênio. Parte do tubo acaba derretendo e se incorporando ao metal líquido quando utilizado para desobstruir a bica. Arrematando que tais itens são partes indissociáveis do seu processo industrial. Para corroborar o seu entendimento, citou soluções de consulta de terceiros, que garantiram o direito a crédito de PIS e Cofins de aquisição de partes e peças de reposição com serviços de manutenção de equipamentos empregados diretamente na produção. Além disso, a Recorrente em seu arrozado se insurgiu contra a parte do Acórdão que manteve a glosa dos serviços, contratados de pessoas jurídicas, empregados na movimentação interna de insumos utilizados na fabricação do silíciometálico e da Sílica Fumê. Elucidou a Recorrente que o desenvolvimento de sua atividade demanda intensa movimentação de matériasprimas e insumos utilizados no processo produtivo, ressaltando que todos os insumos, seja o minério de quartzo, o carvão mineral, o cavaco, o material lenhoso, os tijolos, a argamassa ou os tubos são materiais de enorme volume, que demandam perene movimentação durante o processo de transformação dos produtos. Fl. 248DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10954.000020/200405 Acórdão n.º 3403001.593 S3C4T3 Fl. 246 7 Ressaltou, ainda, que o transporte pósprodução da SílicaFumê e do Silício Metálico, seja para filtragem ou para acondicionamento, também são constantes e em imensa quantidade, o que, para ela, demonstra o quanto tais atividades caracterizamse como “fator de produção” da fabricação do Silício Metálico e da SílicaFumê. Citou soluções de consulta. Por fim, pleiteou a correção do crédito solicitado por meio do pedido de ressarcimento, uma vez que protocolizado há mais de 05 (cinco) anos. Para tanto, invocou o artigo 39 da Lei 9.250/96 e colacionou jurisprudência do Conselho para reforçar seu argumento acerca da possibilidade de correção monetária dos ressarcimentos pela taxa SELIC. Requereu, em conclusão, a reforma integral do acórdão proferido pela 3ª Turma da DJR de Belém/PA, para que seja reconhecido seu direito creditório e compensações, a correção monetária pela taxa SELIC, ou, se necessário, a conversão do julgamento em diligência para novo exame de sua escrituração e documentação contábil e fiscal. Ademais, clamou pela suspensão da exigibilidade dos tributos compensados com os créditos discutidos, com base no artigo 74, § 11, da Lei 9.430/06, cumulado com o artigo 151, inciso III, do CTN. Em síntese, é o relatório. Voto Vencido Conselheira Raquel Motta Brandão Minatel, Relatora. Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Crédito de bens utilizados na manutenção Primeiramente cumpre analisar as alegações da Recorrente no tocante à glosa dos itens que, segundo seu relato, seriam utilizados na manutenção e conservação dos bens de produção (fornos industriais, panelas refratárias e casas de filtro), a saber: 1. Concreto refratário 2. Pasta de Revestimento 3. Tap Hole 4. Tubos de Aço Segundo relato da Recorrente todos esses materiais seriam empregados nos fornos e panelas destinados à produção do Silício na forma líquida. Ainda durante a fase de análise dos créditos pela DRFBelém, o contribuinte apresentou laudo técnico (fls. 39/41) que descreve as matériasprimas e insumos diretamente ligados à sua produção como sendo: (i) quartzo; (ii) carvão, (iii) cavaco, (iv) energia, (v) eletrodo. O referido laudo também descreve detalhadamente o processo de produção do “Silício Metálico”, e aponta que para a produção do “silício líquido” são necessários fornos e panelas refratárias, conforme se pode verificar do seguinte trecho: Fl. 249DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 8 “O silício líquido junto com as impurezas, normalmente presentes nas matérias primas, é vazado continuamente através de bicas, localizadas na parte inferior dos fornos, em panelas refratárias...” (grifos acrescidos) Contudo, referido laudo não aponta se os itens ora explicitados pela Recorrente como sendo de manutenção das panelas e dos fornos (concreto refratário, pasta de revestimento, tubos de aço, massa de socar e tijolo), realmente se desgastam ou danificam com a utilização, e em quanto tempo isso ocorre, e também e se tais bens se incorporam, ou não, ao ativo imobilizado. A Recorrente alega ainda que tais itens seriam utilizados na manutenção dos bens de produção, e para corroborar que tais itens geram direito à crédito, colaciona soluções de consulta que garantem o crédito de PIS e COFINS em relação às despesas de manutenção de máquinas e equipamento. Porém, as próprias soluções de consulta trazidas pela Recorrente apontam que tais partes e peças de manutenção não estejam incluídas no ativo imobilizado, já que nesse caso a forma de aproveitamento do crédito se daria via amortização. No tocante a essa matéria, o Acórdão recorrido concluiu que não podem ser descontado créditos relativos a bens utilizados na manutenção de máquinas e peças, pois a “ação direta sobre o produto em fabricação é feita pela máquina e não pelas peças utilizadas em sua manutenção, não podendo tais peças serem (sic) consideradas insumos”. Assim, apesar de entender diferentemente do que foi decidido no Acórdão recorrido, pois no meu ver o conceito de insumo para o PIS e para a COFINS não é o mesmo que o do IPI, já que para o PIS e para a COFINS se exige a análise sobre a forma da utilização do “insumo” em cada caso, de maneira individualizada, valorizandose o exame do processo de aplicação dos “bens e serviços”, para se identificar em que etapa, e de que forma, os mesmos são utilizados, não significando dizer que o “bem ou serviço” deve se qualificar como “insumo”, mas que seja utilizado como tal. Entendo também, no presente caso, que o contribuinte não logrou comprovar que os referidos itens se enquadram também nesse conceito mais amplo. Assim, como em matéria de ressarcimento a prova deve ser produzida pelo contribuinte, no meu entendimento faltou a Recorrente comprovar, seja por meio da contabilidade, ou por meio de laudo, se os itens apontados se enquadrariam como custo de produção, ou como despesa operacional; ou ainda, se integraram ou não o imobilizado; ou se integram o custo de alguma máquina ou bem; ou se se desgastam durante o processo produtivo, e em caso afirmativo em quanto tempo isso ocorre. Desta forma, pela falta de provas para determinar a natureza dos itens elencados pela Recorrente (concreto refratário, pasta de revestimento, tubos de aço, massa de socar e tijolo), voto por negar provimento. Crédito sobre serviços contratados de pessoas jurídicas empregados na movimentação interna de insumos A Recorrente se insurge, também, contra a parte do Acórdão que manteve a glosa dos serviços contratados de pessoas jurídicas e que são empregados na movimentação interna de insumos utilizados na fabricação do silíciometálico e da SílicaFumê. A Recorrente alega que o desenvolvimento de sua atividade demanda intensa movimentação de matériasprimas e insumos utilizados no processo produtivo, ressaltando que Fl. 250DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10954.000020/200405 Acórdão n.º 3403001.593 S3C4T3 Fl. 247 9 todos os insumos, seja o minério de quartzo, o carvão mineral, o cavaco, o material lenhoso, os tijolos, a argamassa ou os tubos são materiais de enorme volume, que demandam perene movimentação durante o processo de transformação dos produtos. Ressaltou, ainda, que o transporte pósprodução da SílicaFumê e do Silício Metálico, seja para filtragem ou para acondicionamento, também são constantes e em imensa quantidade, o que, para ela, demonstra o quanto tais atividades caracterizamse como “fator de produção” da fabricação do Silício Metálico e da SílicaFumê. Para comprovar essas alegações, foram juntadas diversas notas fiscais (fls. 92/93) das empresas que prestaram serviços de: (i) carregamento de carvão, (ii) descarga de carvão, (iii) movimentação interna e (iv) empilhamento, corte e arrumação de serraria. Nos termos do inciso II do artigo 3º das Leis 10.637/02 e 10.833/03, poderão ser descontados créditos em relação a: II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Posteriormente vieram as Instruções Normativas SRF 246/02, com a redação dada pela IS SRF 358/03, e a 404/04, para melhor esclarecer a ideia de “insumo”, como se pode verificar dos seguintes dispositivos: IN SRF 247/02 (com redação dada pela IN SRF 358/03) Art. 66. A pessoa jurídica que apura o PIS/Pasep não cumulativo com a alíquota prevista no art. 60 pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I– das aquisições efetuadas no mês: a) de bens para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos incisos III e IV do art. 19; b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: (Redação dada pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.1) na fabricação de produtos destinados à venda; ou (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.2) na prestação de serviços; (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) IN SRF 404/04 § 4º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entende se como insumos: I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: Fl. 251DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 10 a) a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; (grifos acrescidos) Assim, como o laudo técnico (fls. 39/41) aponta que o carvão é insumo na fabricação de bens ou produtos destinados à venda, assim como o quartzo e o minério, é natural que os serviços utilizados na movimentação desses insumos também devem gerar direito a crédito, nos exatos termos dos dispositivos legais transcritos. Nesse sentido já existem soluções de consulta da própria Administração Federal: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 256 de 24 de Julho de 2007 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: SERVIÇOS DE INSPEÇÃO E MOVIMENTAÇÃO DE INSUMOS. SERVIÇOS DE EMBALAGEM DE PRODUTOS FINAIS. POSSIBILIDADE DE CRÉDITO. Os serviços de inspeção física e de movimentação de insumos de produção e os serviços relativos à embalagem dos produtos finais em subconjuntos (“kits”) são considerados insumos para a fabricação de bens destinados à venda, para fins de creditamento na sistemática nãocumulativa. Todavia os serviços de movimentação de produtos finais para o depósito e para o carregamento não são considerados insumos e não podem ser descontados como crédito. Desta forma, voto por dar provimento ao recurso voluntário no tocante aos serviços tomados de pessoas jurídicas relativamente aos serviços contratados de pessoas jurídicas e que são empregados na movimentação interna de insumos utilizados na fabricação do silíciometálico e da SílicaFumê. Da análise do direito à correção monetária pela taxa SELIC do crédito pleiteado por meio de Pedido de Ressarcimento A Recorrente pleiteia a correção do crédito solicitado por meio do pedido de ressarcimento uma vez que fora protocolizado a mais de 05 (cinco) anos. Para corroborar seu pleito, invocou o artigo 39 da Lei 9.250/96 que expressamente garante a aplicação da SELIC nos casos de restituição e compensação. A DRJ, por seu turno, interpretou literalmente o texto do mencionado dispositivo legal, entendendo que só cabe atualização na restituição e na compensação, mas não no ressarcimento. No tocante a esse item também entendo contrariamente o que decidiu o DRJ/Belém, pois na esteira do que vem decidindo reiteradamente o STJ e o próprio CARF, a Fl. 252DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10954.000020/200405 Acórdão n.º 3403001.593 S3C4T3 Fl. 248 11 SELIC também incide no ressarcimento, sob pena de ensejar enriquecimento sem causa à Administração Pública Federal, que costumeiramente descumpre o prazo de análise dos pedidos que são formalizados em processos administrativos, cujo prazo máximo de análise é de 360 dias conforme prevê o art. 24 da Lei n° 11.457/07, que estabelece: “É obrigatório que seja proferida decisão administrativa no prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias a contar do protocolo de petições, defesas ou recursos administrativos do contribuinte”. A referida regra decorre de norma constitucional (art. 5°, inc LXXVIII – CF) que estabelece “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Contudo, a despeito da previsão constitucional e legal, não é o que ocorre normalmente do âmbito do processo administrativo Federal, motivo pelo qual deve ser assegurado ao contribuinte ao menos a reconstituição do seu patrimônio por meio da taxa SELIC, que é mesma que corrige os débitos federais. Pela aplicação da taxa SELIC nos pedidos de ressarcimento também já vem decidindo a Câmara Superior de Recursos Fiscais, seguida pelas Turmas do CARF, conforme se depreende da ementa s seguir transcrita: TAXA SELIC Incidindo a Taxa SELIC sobre a restituição, nos termos do art. 39, 4º da Lei nº 9.250/9.5, a partir de 01.01.96, sendo o ressarcimento uma espécie do gênero restituição, conforme entendimento da Câmara Superior de Recurso Fiscais no Acórdão CSRF/020 708, de 04.06.98, além do que, tendo o Decreto nº 2.138/97 tratado restituição e ressarcimento da mesma maneira, a referida Taxa incidirá, também, sobre o ressarcimento ( Acórdão CSRF/0201 983) Ademais, já decidiu o STJ, por meio do julgamento do Recurso Especial nº 1.035.847 produzido sob o rito do artigo 543C do CPC, ser possível a correção de crédito escritural, mesmo sem que haja previsão legal expressa: “PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 12 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o consequente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (...). 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.” (grifos acrescidos) É bem verdade que a decisão proferida pelo STJ referese ao IPI, contudo os seus fundamentos são perfeitamente aplicáveis aos ressarcimentos de PIS e COFINS não cumulativo, posto que a eles se aplicam os mesmo princípios contidos na citada decisão, quais sejam: a oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, e igualmente havendo essa oposição postergase o reconhecimento do direito creditório, nascendo, da mesma forma, a obrigatoriedade de atualizálo sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco. Também entendo que não há que se falar em vedação expressa à atualização monetária dos créditos de PIS e COFINS em suas respectivas legislações, mais precisamente no artigo 13, da Lei nº 10.833/03 (COFINS), aplicável também ao PIS por força do artigo 15, inciso VI da mesma Lei, verbis: Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4o do art. 3o, do art. 4o e dos §§ 1o e 2o do art. 6o, bem como do § 2o e inciso II do § 4o e § 5o do art. 12, não ensejará atualização monetária. Ocorre que todos os dispositivos citados nesse artigo 13 se referem à forma de apuração e aproveitamento dos créditos escriturais, que de fato não dão ensejo à atualização monetária. Porém, uma vez que tais créditos não venham a ser aproveitados na escrituração da pessoa jurídica, e por consequência venham a ser objeto de pedido de ressarcimento, e este sofra qualquer oposição por ato estatal, caberá atualização do ressarcimento sob os mesmos fundamentos externados pelo Superior Tribunal de Justiça no Resp n. 1.035.847/RS. O próprio STJ já estendeu o entendimento do citado Recurso Especial aos ressarcimentos de PIS e de COFINS, conforme se pode verificar do julgamento do REsp 1.268.980/SC, cujo trecho da ementa aqui se transcreve: ... 4. Embora o REsp paradigma 1.035.847/RS trate de crédito escritural de IPI, o entendimento nele proferido alberga o reconhecimento de que não incide correção monetária sobre os créditos escriturais em geral, salvo se o seu ressarcimento, compensação ou aproveitamento é obstado por resistência ilegítima do Fisco. 5. O termo inicial para a incidência da correção monetária é o do protocolo dos pedidos administrativos cuja fruição foi indevidamente obstada pelo Fisco.... (grifos acrescidos) Fl. 254DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10954.000020/200405 Acórdão n.º 3403001.593 S3C4T3 Fl. 249 13 Assim, como no caso em tela houve oposição estatal administrativa, indeferimento parcial do crédito pelo Fisco, voto por conceder a atualização pela taxa SELIC aos pedidos de ressarcimento da data do seu protocolo até a data da efetiva extinção do crédito, seja pelo efetivo ressarcimento (pagamento), seja pela compensação. Melhor elucidando, como no presente caso a Recorrente já vinculou, no ano de 2005, diversas declarações de compensação ao Pedido de Ressarcimento apresentado no ano de 2004, não há que se falar em mora da administração, nem em atualização do crédito pela SELIC até a data do efetivo ressarcimento, mas sim até as datas dos protocolos das declarações de compensação. Por todo o exposto, voto por dar provimento parcial a recurso voluntário para: 1) negar provimento no tocante aos créditos pleiteados relativamente a: concreto refratário, pasta de revestimento, Tap Hole e tubos de aço; 2) dar provimento no tocante aos créditos relativos aos serviços tomados de pessoas jurídicas para movimentação interna das matérias primas; 3) Dar provimento para atualizar pela taxa SELIC o crédito pleiteado via Pedido de Ressarcimento, da data do protocolo do pedido até a data das declarações de compensação a ele vinculadas. Raquel Motta Brandão Minatel Voto Vencedor Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz: Embora bem articuladas as razões da relatora, Conselheira Raquel Motta Brandão Minatel, delas ouso divergir quanto a um único capítulo do seu voto, qual seja, aquele concernente à aplicação de remuneração, pela Taxa SELIC, aos créditos de PIS e COFINS apurados pelo regime da nãocumulatividade e pretendidos em ressarcimento. Refirome, neste particular, à regra contida no artigo 13, da Lei nº 10.833/03, aplicável também à contribuição ao PIS por imposição do artigo 15, inciso VI da mesma lei. Eis o dispositivo: “Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4o do art. 3o, do art. 4o e dos §§ 1o e 2o do art. 6o, bem como do § 2o e inciso II do § 4o e § 5o do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores”. Chamame à atenção, na dicção do enunciado, a expressa menção aos §§ 1o e 2o do artigo 6o do próprio diploma, a significar que a restrição ao acréscimo de juros e correção monetária se estende, inclusive, em caso de aproveitamento dos créditos por meio de ressarcimento e compensação e durante o prazo de tramitação destes feitos. Daí porque, a meu sentir, não há como assegurar semelhante pretensão ao contribuinte postulante sem incorrer em inobservância do preceito em exame. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 14 Penso, inclusive, que a orientação firmada pelo E. STJ ao ensejo do julgamento do recurso especial nº 1.035.847 não induza à conclusão diversa, mesmo se considerarmos o quanto dispõe o artigo 62A do RICARF e que o julgado em questão foi produzido sob o rito do artigo 543C do CPC. Vejase: “PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o consequente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (...). 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.” Como se vê, a hipótese levada a julgamento no precedente em questão respeitava ao ressarcimento de créditos de IPI, tributo de cuja legislação não consta preceito que, tal qual o artigo 13 da Lei nº 10.833/03, vede expressamente o acréscimo de juros ou correção monetária ao principal. Digo isso para concluir que, ante circunstâncias normativas diversas, uma em que a legislação silencie sobre o direito à remuneração dos saldos credores pleiteados e a outra em que vigore expressa vedação a respeito, diversas também podem ser as soluções exegéticas possíveis. Daí porque, a meu sentir, em se tratando especificamente de ressarcimentos em matéria de PIS e COFINS nãocumulativos, é incabível a aplicação de correção monetária e de juros ao respectivo principal, a despeito da orientação dominante no E. STJ quanto a pedido análogo formulado em relação ao IPI. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10954.000020/200405 Acórdão n.º 3403001.593 S3C4T3 Fl. 250 15 Isso posto, nego, nesta parte, provimento ao recurso. Fl. 257DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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Numero do processo: 19740.720171/2009-60
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2005, 2006
Ementa:
CSLL. NÃO INCIDÊNCIA. SOCIEDADE SEM FINS LUCRATIVOS. A CSLL tem como fato gerador a existência de lucro no período correspondente. Tendo em vista que as sociedades sem fins lucrativos auferem superávits e não lucro, não podem se sujeitar à incidência da CSLL. Ato Declaratório Normativo COSIT nº 17/90 e Instrução Normativa SRF nº 588/05 (artigo 17).
Numero da decisão: 1202-000.904
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Nelson Lósso Filho - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Geraldo Valentim Neto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho,Viviane Vidal Wagner, João Bellini Junior, André Almeida Blanco, Carlos Alberto Donassolo, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentin Neto e Orlando José Gonçalves Bueno.
Nome do relator: GERALDO VALENTIM NETO
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ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 2005, 2006 Ementa: CSLL. NÃO INCIDÊNCIA. SOCIEDADE SEM FINS LUCRATIVOS. A CSLL tem como fato gerador a existência de lucro no período correspondente. Tendo em vista que as sociedades sem fins lucrativos auferem superávits e não lucro, não podem se sujeitar à incidência da CSLL. Ato Declaratório Normativo COSIT nº 17/90 e Instrução Normativa SRF nº 588/05 (artigo 17).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho - Presidente. (documento assinado digitalmente) Geraldo Valentim Neto - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho,Viviane Vidal Wagner, João Bellini Junior, André Almeida Blanco, Carlos Alberto Donassolo, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentin Neto e Orlando José Gonçalves Bueno.
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NÃO INCIDÊNCIA. SOCIEDADE SEM FINS LUCRATIVOS. A CSLL tem como fato gerador a existência de lucro no período correspondente. Tendo em vista que as sociedades sem fins lucrativos auferem superávits e não lucro, não podem se sujeitar à incidência da CSLL. Ato Declaratório Normativo COSIT nº 17/90 e Instrução Normativa SRF nº 588/05 (artigo 17). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho Presidente. (documento assinado digitalmente) Geraldo Valentim Neto Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho,Viviane Vidal Wagner, João Bellini Junior, André Almeida Blanco, Carlos Alberto Donassolo, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentin Neto e Orlando José Gonçalves Bueno. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 74 0. 72 01 71 /2 00 9- 60 Fl. 785DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 19740.720171/200960 Acórdão n.º 1202000.904 S1C2T2 Fl. 10 2 Tratase de Auto de Infração (fls. 590/597) consubstanciado em lançamentos de CSLL nos anos de 2005 e 2006, somados à multa de ofício no percentual de 75% e juros, por suposta falta de recolhimento de referida contribuição, conforme detalhado no Termo de Verificação Fiscal (fls. 598/623). Conforme consta no Termo acima citado, a fiscalização teria apurado o seguinte: (i) Que a Recorrente é entidade aberta de previdência complementar sem fins lucrativos, organizada na forma da Lei Complementar nº 109/2001, tendo como objetivo operacional: da instituição, operação, manutenção de planos previdenciários nas modalidades de pecúlio e renda, mediante contribuição de participantes; (ii) Que as atividades desempenhadas pelas entidades de previdência privada não se confundem com as de assistência social, de modo que só estas estariam acobertadas pelo instituto da imunidade; (iii) Que assistência social é a atividade prestada a qualquer um que dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social. Em contrapartida, a previdência privada é custeada por aqueles que pretendam usufruir dos benefícios que assegura. Ou seja, a contraprestação é uma característica essencial da previdência privada e expressamente vedada no caso da assistência social; (iv) Que a Lei nº 8.212/91 enquadrou, em seu artigo 22, §1º, as empresas tributadas pela CSLL, quais sejam; bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas; (v) À luz da legislação tributária aplicável à CSLL, não importa, para efeito da incidência, a finalidade lucrativa, mas sim a materialização correta de resultado positivo; (vi) Que o art. 5º da Lei nº 10.426/2002, ao tratar da isenção da CSLL paras as entidades de previdência complementar, o fez de forma a excluir da incidência do tributo apenas às entidades fechadas; (vii) Que a Recorrente não se enquadra como entidade de assistência social de que trata a Constituição Federal, pois a concessão de benefícios a seus filiados se dá mediante o recolhimento de contribuições; (viii) Nos termos do art. 2º da Lei nº 7.689/88, a base de cálculo da CSLL é o resultado do exercício, antes da provisão para o IRPJ; (ix) Que o resultado para efeito da apuração da base de cálculo da contribuição é o superávit resultante das receitas e despesas de cada trimestrecivil de 2003 e 2004, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação da CSLL. Intimada da lavratura do Auto de Infração a Recorrente apresentou Impugnação (fls. 629/646), alegando em síntese, o seguinte: Fl. 786DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 19740.720171/200960 Acórdão n.º 1202000.904 S1C2T2 Fl. 11 3 (i) O Fisco entende que as entidades de previdência privada não são entidades beneficentes ou de assistência social, mas financeiras. Todavia, a Recorrente é entidade beneficente que obtém recursos da atividade de previdência complementar para aplicálos integralmente na manutenção de sua obra social, que se enquadra no inciso III do artigo 55, da Lei nº 8.212/91; (ii) Conforme prevê em seu estatuto, tem como objeto a assistência social através do Instituto Capemi de Ação Social; (iii) Cita o artigo 55 da Lei nº 8.212/91, inclusive seu parágrafo 2º; (iv) O Auto de Infração exige a CSLL sobre superávits apurados nos anos de 2005 e 2006, a despeito de terem sido integralmente destinados ao cumprimento do objetivo social e incremento do ativo imobilizado; (v) Nos termos do art. 195 da CF, a CSLL incide sobre o lucro, e o Auto de Infração invoca o artigo 2º da Lei nº 7.689/99 para dizer que a contribuição incide sobre o resultado, que não pode ser interpretado como fundamento para cobrança sobre superávit; (vi) Cita o Ato Declaratório Normativo CST nº 17/90 que declara que a CSLL não será devida pelas pessoas jurídicas que desenvolvem atividades sem fins lucrativos, tais como as fundações, associações e sindicatos, e que tal ato constitui legislação tributária complementar nos termos do art. 100, I do CTN; (vii) O art. 17 da IN SRF nº 588/05 explicita que as entidades abertas de previdência privada sem fins lucrativos se enquadram na isenção da CSLL, enquanto a autoridade fiscal cita solução de consulta formulada por terceiros em afronta aos atos normativos; (viii) O artigo 22 da Lei nº 8.212/91 citada no TVF é inaplicável, pois trata das contribuições da previdência social – INSS; (ix) Descabe a alusão à IN 390/2004, que trata das condições cumulativas exigidas das entidades beneficentes de assistência social, para fins de nãoincidência da CSLL; (x) O art. 15 da Lei 9 532/97 dispõe sobre a isenção do IRPJ e da CSLL às “associações civis que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos.”; (xi) Devese excluir dos ingressos totais 13,3% que se destinam a assistência social, relativos a doação espontânea do beneficiário, inserida em todos os boletos bancários de pagamento dos planos de previdência, objeto do contrato do Plano de previdência privada e do seu regulamento, conforme artigo citado à fl. 645/646. Os autos foram encaminhados para a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, a qual houve por bem julgar improcedente a impugnação apresentada pela Recorrente, nos termos da ementa abaixo transcrita (fls. 724/737): “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Fl. 787DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 19740.720171/200960 Acórdão n.º 1202000.904 S1C2T2 Fl. 12 4 Anocalendário: 2005, 2006 ENTIDADE ABERTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR SEM FINS LUCRATIVOS. SUJEITO PASSIVO. Não havendo norma de isenção no período de apuração, incluemse no campo de incidência da CSLL as entidades abertas de previdência complementar sem fins lucrativos. ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. EXCLUSÕES DA BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da CSLL apurada pelas Entidades de Previdência Privada é o resultado positivo (superávit), ajustado na forma da legislação de regência. LANÇAMENTO. JUROS DE MORA E MULTA DE OFICIO. O crédito tributário constituído mediante auto de infração é devido com multa de ofício e juros de mora, nos termos do artigo 61, §3º e artigo 44, inciso I, ambos da Lei nº 9.430/96. JURISPRUDÊNCIA ADMINISTRATIVA. ALCANCE. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas por órgão colegiado, sem lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares do Direito Tributário e nem vinculam os órgãos julgadores de primeira instância. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido.” Inconformada com a decisão supra, a Recorrente interpôs o presente Recurso Voluntário, sob os seguintes fundamentos: (i) É incontroverso que a Recorrente é entidade sem fins lucrativos, tanto é que a própria fiscalização a tratou como tal em todo o procedimento fiscalizatório; (ii) Outro ponto incontroverso seria a isenção do IRPJ, conferida pelo artigo 175 do RIR/99; (iii) O inciso I, alínea “c” do artigo 195 da Constituição Federal teria autorizado a instituição de contribuição social somente sobre o lucro, o que se presumiria que o lucro é inexistente em empresas sem fins lucrativos; (iv) Superávits e lucros não podem ser confundidos e a lei tributária não admite interpretações extensivas; (v) Todas as normas que dispõem sobre a CSLL preveem a sua incidência sobre o lucro, o que não pode ser aceita a sua incidência sobre superávits; (vi) Quando se trata de entidade sem fins lucrativos, nesta não se apura lucro, mas apenas resultado, que, se positivo, não pode ser distribuído a sócios, ficando ao invés, vinculado às destinações estatutariamente previstas de assistência social; (vii) O conceito de lucro é estranho, por definição, ao âmbito das sociedades sem fins lucrativos. As eventuais sobras das suas operações são tributadas porque a própria norma constitucional não inclui da incidência da CSLL o que lucro não é. No caso das entidades sem fins lucrativos, eventuais sobras são classificadas como superávits – não tributados – e sua destinação não pode ser outra senão a consecução dos seus fins filantrópicos Fl. 788DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 19740.720171/200960 Acórdão n.º 1202000.904 S1C2T2 Fl. 13 5 ou a constituição de reserva. E ainda reitera que os valores excedentes não podem ser distribuídos aos sócios, dirigentes ou a quaisquer outros que com ela tenham vínculo societário ou administrativo; (viii) Cita a Instrução Normativa SRF nº 588/05, especificamente seu artigo 17 que trata da isenção de IRPJ e CSLL para as entidades de previdência complementar sem fins lucrativos; (ix) Requer o cancelamento da cobrança de multas e juros, visto que não teria cometido nenhuma infração à legislação tributária por não ser contribuinte da CSLL. Oportunamente os autos foram encaminhados a este Colegiado. Tendo sido designado relator do caso, requisitei a inclusão em pauta para julgamento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Geraldo Valentim Neto, Relator Como o recurso preenche os pressupostos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Passo à análise da decisão recorrida e dos argumentos trazidos pela Recorrente. Conforme se observa do relatório que acompanha o presente voto, a matéria discutida nos autos versa sobre a sujeição ou não ao recolhimento de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido pelas entidades de previdência privada aberta sem fins lucrativos. As autoridades fiscais consideraram que referidas entidades são contribuintes da CSLL e, por isso, lançou os valores que deixaram de ser recolhidos nos anoscalendários de 2005 e 2006, somados à multa de ofício e juros. A decisão recorrida concordou com o lançamento efetuado e manteve a cobrança do crédito tributário. Referida decisão afirmou que a Recorrente não se enquadra como entidade de assistência social de que trata a Constituição Federal (art. 150, VI, alínea “c”), pois a concessão de benefícios aos filiados se dá mediante o recolhimento de contribuições. Além disso, alega a decisão recorrida que a associação civil sem fins lucrativos para gozar de isenção quanto à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido deve atender aos requisitos previstos na legislação de regência e, especialmente, não praticar atos de natureza econômicofinanceira, o que não seria supostamente o caso da Recorrente. E ainda, para justificar a incidência da CSLL às entidades de previdência privada, faz alusão ao artigo 22 da Lei nº 8.212/91. Por fim, afirma que a base de cálculo da CSLL é o resultado positivo apurado no encerramento do período de apuração, não podendo se falar que a base de cálculo da CSLL é somente o lucro. Fl. 789DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 19740.720171/200960 Acórdão n.º 1202000.904 S1C2T2 Fl. 14 6 Em que pesem os fundamentos utilizados pelo julgador a quo para justificar a incidência de CSLL sobre entidades de previdência privada sem fins lucrativos, não concordo com a decisão recorrida e dou razão à Recorrente, conforme passo a demonstrar. Primeiramente, a Recorrente alega que é beneficiária da isenção concedida pelo artigo 15 da Lei nº 9.532/97, por ser uma entidade de assistência social, prestadora de serviços sociais. Vejamos o que dispõe referido artigo: Art. 15. Consideramse isentas as instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico e as associações civis que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001) § 1º A isenção a que se refere este artigo aplicase, exclusivamente, em relação ao imposto de renda da pessoa jurídica e à contribuição social sobre o lucro líquido, observado o disposto no parágrafo subseqüente. § 2º Não estão abrangidos pela isenção do imposto de renda os rendimentos e ganhos de capital auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável. § 3º Às instituições isentas aplicamse as disposições do art. 12, § 2°, alíneas "a" a "e" e § 3° e dos arts. 13 e 14. (não grifado no original) Em contrapartida, a decisão recorrida houve por bem não considerar a Recorrente como entidade de assistência social sujeita à isenção concedida pelo artigo acima transcrito. Todavia, o cerne da questão discutida nos autos não se refere à caracterização ou não da Recorrente como entidade de assistência social – embora seja efetivamente entidade de assistência social, tendo em vista que tem como finalidade estatuária a manutenção de obra social que atende gratuita e indiscriminadamente a sociedade, em especial a criança, o adolescente, o idoso e os portadores de deficiência – mas, sim, por se tratar de entidade sem fins lucrativos, deve ou não se sujeitar à incidência da CSLL. Oportuno se faz destacar que no Termo de Verificação Fiscal (fls. 598) a própria fiscalização considerou a Recorrente como entidade sem fins lucrativos, sendo indiscutível essa característica. Dessa forma, não prevalece aqui a necessidade de atendimento aos requisitos legais para se beneficiar da isenção concedida pela Lei nº 9.532/97, tendo em vista que a isenção de que ora se trata não é aquela relativa às entidades sociais mas às entidades “sem fins lucrativos”. Passo, então, a análise da sujeição de entidades sem fins lucrativos à incidência da CSLL. Primeiramente, vale ressaltar que como o próprio nome já diz, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido incide sobre o lucro das pessoas jurídicas, conforme disposto no artigo 195, inciso I, alínea “c” da Constituição Federal. Tendo em vista que a Recorrente é entidade sem fins lucrativos, ou seja, não aufere lucro, não seria possível incidir referida contribuição que recai justamente sobre o lucro. Fl. 790DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 19740.720171/200960 Acórdão n.º 1202000.904 S1C2T2 Fl. 15 7 É sabido que as entidades sem fins lucrativos não apuram lucro, mas apenas resultado; e este, quando for positivo, não pode ser distribuído aos sócios, ficando vinculado tão somente às destinações estatutariamente previstas. Referido resultado positivo e eventuais sobras são classificados como superávits não tributados, exatamente por não serem considerados lucro da entidade. A fim de evitar possíveis entendimentos contrários, oportuno se faz transcrever trechos do voto do Ilustre Conselheiro Paulo Roberto Cortez, da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, que trata da distinção entre superávit e lucro. Vejamos: “De se notar que os conceitos de superávit e de lucro são nitidamente distintos, pois o primeiro referese à simples diferença entre receitas e despesas, ou seja, o saldo positivo entre os ingressos e as saídas de numerário cujo conceito sequer exige a aplicação do regime de competência para reconhecimento do resultado, sendo suficiente para tanto o simples conceito de caixa.” (Acórdão nº 10194.668, sessão de 12.08.2004) É de observar a diferença entre superávit e lucro, não sendo possível considerálos sinônimos e tributálos da mesma maneira. A própria Receita Federal do Brasil em duas oportunidades já tratou da matéria e se posicionou no sentido da não incidência de CSLL sobre o superávit das entidades sem fins lucrativos. É o caso do Ato Declaratório Normativo nº 17/90 editado pela Coordenação do Sistema de Tributação Cosit, que “declara, em caráter normativo às Superintendências Regionais da Receita Federal e demais interessados que a contribuição social não será devida pelas pessoas jurídicas que desenvolvam atividades sem fins lucrativos tais como as fundações, associações e sindicatos.” (não grifado no original) Para confirmar esse posicionamento, a Secretaria da Receita Federal do Brasil reiterou a regra do Ato Declaratório Normativo citado acima ao editar a Instrução Normativa SRF nº 588/05, que em seu artigo 17 dispõe o seguinte: “Art. 17. As entidades de previdência complementar sem fins lucrativos estão isentas do imposto sobre a renda devido pela pessoa jurídica e da contribuição social sobre o lucro líquido.” Ora, resta incontroverso que a própria RFB concorda com a não incidência de CSLL sobre superávits de entidades sem fins lucrativos, exatamente por não haver o fato gerador da CSLL em tais situações. A fim de corroborar esse entendimento, tornase imprescindível transcrever a decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais (“CSRF”) que considera os superávits não tributáveis. Vejamos: Fl. 791DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 19740.720171/200960 Acórdão n.º 1202000.904 S1C2T2 Fl. 16 8 “Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Exercício: 1998, 2000, 2001, 2002 CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO INSTITUIÇÕES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA FECHADA O pressuposto básico para a incidência da Contribuição Social sobre o Lucro é a existência de lucro apurado segundo a legislação comercial. As entidades de previdência privada fechadas obedecem a uma planificação e normas contábeis próprias, impostas pela Secretaria de Previdência Complementar, segundo as quais não são apurados lucros ou prejuízos, mas superávits ou déficits técnicos, que têm destinação específica prevista na lei de regência. O superávit técnico apurado pelas instituições de previdência privada fechada de acordo com as normas contábeis a elas aplicáveis não se identifica com o lucro líquido do exercício apurado segundo a legislação comercial. (...) Recurso especial provido. (Câmara Superior de Recursos Fiscais. 1ª Turma, Acórdão nº 40106013 do Processo 10166003486200350, Data: 14/10/2008) (não grifado no original) No mesmo sentido é o entendimento do antigo Conselho de Contribuintes, atual CARF, in verbis: (...) ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA INSTITUIÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS CSLL INEXISTÊNCIA DE BASE TRIBUTÁVEL Se as EPPs, por definição, não podem perseguir atividades lucrativas, seguese daí não ser possível exigirse destas a CSLL que, como hipótese de incidência, pressupõe a existência de lucro, típico do exercício de atividades empresariais. (...) (Primeiro Conselho de Contribuintes. 7ª Câmara. Turma Ordinária, Acórdão nº 10708985 do Processo 10680720505200559, Data: 25/04/2007) (não grifado no original) Vale ressaltar que a Recorrente não se sujeita à tributação pelo IRPJ, tendo em vista a isenção concedida pelo artigo 175 do Regulamento do Imposto de Renda, abaixo transcrito: “Art. 175. Estão isentas do imposto as entidades de previdência privada fechadas e as sem fins lucrativos, referidas, respectivamente, na letra "a" do item I e na letra "b" do item II do art. 4º da Lei nº 6.435, de 15 de julho de 1977 (DecretoLei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983, art. 6º).” Tendo em vista a não tributação pelo Imposto de Renda das entidades sem fins lucrativos, oportuno se faz mencionar que a CSLL foi criada à imagem e semelhança do imposto sobre a renda das pessoas jurídicas. Tanto é assim que o legislador fez questão de deixar claro que se aplicam à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o IRPJ. Vejamos o que determina a Lei nº 8981/1995:] Fl. 792DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO Processo nº 19740.720171/200960 Acórdão n.º 1202000.904 S1C2T2 Fl. 17 9 “Art. 57. Aplicamse à Contribuição Social sobre o Lucro (Lei nº 7.689, de 1988) as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas (...)” O Ilustre Professor Roque Carrazza ao examinar o conceito de lucro para fins de incidência da CSLL, esclarece de forma pontual que este “é o resultado positivo experimentado pela pessoa jurídica, num dado período de apuração, abatidos os valores empregados para obtêlo. O lucro enseja um acréscimo na capacidade econômica do contribuinte, ou, se preferirmos, revela disponibilidade de riqueza nova. E esta é fruto de um resultado final, que deve levar em conta não apenas as receitas da pessoa jurídica, mas as despesas necessárias à sua obtenção (custos, prejuízos, provisões, participações, etc)” (Curso de Direito Constitucional Tributário, 24ª Edição, Malheiros, p. 770.).(não grifado no original) Considerando que a Recorrente é entidade sem fins lucrativos, resta incontroverso que os superávits não revelam “riqueza nova”, não sendo passível de tributação pela CSLL. Tendo em vista o acima exposto, como também a existência de norma editada pela Receita Federal do Brasil afastando a incidência da CSLL sobre o superávit das entidades sem fins lucrativos, e ainda o entendimento deste E. Conselho e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, não concordo com a decisão recorrida e voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Geraldo Valentim Neto Fl. 793DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 30/11/201 2 por GERALDO VALENTIM NETO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON LOSSO FILHO
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Numero do processo: 13971.003406/2010-99
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3301-000.161
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
José Adão Vitorino de Morais - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé.
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé. RELATÓRIO Tratase de recursos de ofício e voluntário interpostos pela DRJ Florianópolis e pelo sujeito passivo, respectivamente, contra decisão que julgou procedente, em parte, o lançamento da contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) com incidência cumulativa, referente aos fatos geradores dos meses de competência de janeiro, fevereiro, junho e dezembro de 2005. O lançamento decorreu da glosa de créditos tributários apurados sobre custos de aquisições de bens e serviços, indevidamente deduzidos da contribuição calculada mensalmente, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal às fls. 06, Termo de Verificação da Infração Fiscal às fls. 10/14 e Relatório de Auditoria Fiscal às fls. 16/75. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 71 .0 03 40 6/ 20 10 -9 9 Fl. 428DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13971.003406/201099 Resolução nº 3301000.161 S3C3T1 Fl. 429 2 Cientificada do lançamento, inconformada, a recorrente impugnouo (fls. 77/87), alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “... preliminarmente, a decadência do crédito tributário e reportase ao prazo decadencial de (cinco) anos do CTN. Aduz que o Auto de Infração foi recebido em 18/08/2010, com a exigência da Cofins e consectários legais, referente aos fatos geradores de janeiro (vencimento em 15/02/2005), fevereiro (vencimento em 15/03/2005) e junho (vencimento em 15/07/2005). No item seguinte de sua defesa – “Da Observação do Efeito Suspensivo – Desconsideração do saldo credor do período anterior – Não objeto de fiscalização do período – Processos Reflexivos”, a contribuinte alega, em síntese, que, face às glosas levadas a efeito na análise das declarações de compensação, objeto de verificação em outros procedimentos fiscais, o saldo credor relativo a períodos anteriores a junho de 2005 não poderia ser desconsiderado para fins de apuração do efetivo valor devido, visto que os processos de ressarcimento, de compensação e de auto de infração dos períodos anteriores foram impugnados e se encontram em fase de processo administrativo, o que suspenderia a exigência do crédito tributário, conforme previsão do art. 151, III, do CTN. Quanto à exigência referente ao mês de dezembro de 2005, alega que não está suportada nem mesmo pela análise do pedido de ressarcimento, tampouco das DCOMP correspondentes, mas simplesmente pelo reflexo das análises de períodos anteriores, cujas glosas alteraram o resultado dos saldos de créditos apurados. Sustenta que o demais processo envolvendo a Cofins, e que refletem no presente auto de infração estão sendo discutidos nos processos 13971.001375/200493 (1º trimestre 2004); 13971.001080/200417 (2º trimestre 2004); 13971.001568/200444 (Cofins julho/2004); 13971.005306/200963 (Cofins agosto e setembro de 2004); 13971.000132/200519 (Cofins do 4º trimestre de 2004); que somente poderiam ser cobrados ou exigidos quando do trânsito em julgado na fase administrativa, motivo pelo qual deveria ser anulada a cobrança exarada; e que, ainda que assim não fosse, caberia a suspensão do presente feito face o caráter reflexivo com àqueles mencionados processos. Sob o tópico “III – Do Direito”, a contribuinte se reporta ao relatório fiscal da infração, ao tópico ‘Da Infração Verificada’, onde consta que os processos 13971.001036/200598 e 13971.001475/200509 devem ser juntados por apensação para análise e exame de mérito conjunto. Desta forma, alega ser desnecessário repetir os argumentos jurídicos que suportam as manifestações de inconformidade, face à necessária apensação. Aduz, ainda, que tal pretensão também se aplica aos processos de nº. 13971.001475/200509 (Dcomp – crédito de Cofns – 2º. trimestre 2005) e 13971.000132/200519 (Dcomp – crédito de Cofns – 4º. trimestre 2004), os quais, por terem por homologadas totalmente as compensações realizadas, não permitiram a apresentação de qualquer manifestação de inconformidade. Reitera e ratifica os argumentos expendidos nas Manifestações de Inconformidade nos processos nº. 13971.001036/200598 e 13971.001474/200556, de forma que se apliquem integralmente a análise dos efeitos das glosas levadas a efeito quanto aos créditos apurados naquele processo, que as matérias envolvidas são exatamente as mesmas, e que, quanto ao Processo n°. 13971.001475/200509, as provas documentais são equivalentes. Fl. 429DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13971.003406/201099 Resolução nº 3301000.161 S3C3T1 Fl. 430 3 Em relação aos documentos indicados pelos auditores como não apresentados no Parecer SAORT Nº. 027/2010, relativo à fiscalização do Processo nº. 13971.000132/200519 (Cofns do 4º. trimestre 2004), alega estar providenciando a juntada nos próximos trinta dias, com destaque especial aos Registros de Venda (RV) envolvendo os fretes de mercadorias exportadas nas linhas 3, 7 e 18. Por fim, requer se acolha as preliminares argüidas e, caso superadas, no mérito, que se cancele o Auto de Infração, reconhecendo o direito creditório pleiteado.” Analisada a impugnação, aquela DRJ julgoua procedente, em parte, exonerando a parte do crédito tributário correspondente às competências de janeiro, fevereiro e junho, reconhecendo a decadência qüinqüenal do direito de a Fazenda Nacional exigir aquelas parcelas, mantendo apenas a exigência referente à competência de dezembro de 2005 conforme Acórdão nº 0725.044, datado de 30/06/2011, às fls. 370/399, sob as seguintes ementas: “FALTA DE RECOLHIMENTO. GLOSA DE CRÉDITO DA NÃO CUMULATIVIDADE. INFRAÇÃO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A falta ou insuficiência de recolhimento de contribuição não cumulativa, decorrente da glosa de créditos utilizados para desconto da contribuição, constitui infração que autoriza a lavratura de auto de infração para a formalização do crédito tributário. PRAZO DECADENCIAL. COFINS. As contribuições para a Cofins estão sujeitas à sistemática do lançamento por homologação, sendo aplicável o prazo decadencial previsto no §4º do artigo 150 do Código Tributário Nacional, pelo qual considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito após o transcurso do prazo de cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado.” Por ter exonerado crédito tributário (contribuição e multa de ofício) em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), a DRJ recorreu de ofício de sua decisão, nos termos do Decreto nº 70.235, de 1972, art. 34, inciso I, c/c a Portaria MF nº 03, de 03/01/2008, art. 2º. Também, cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 416/423), requerendo, em preliminar, o sobrestamento do julgamento deste processo, em face de seu caráter reflexivo com os processos nºs. 13971.001036/200598 e 13971.001475/200509, em trâmite na instância administrativa, nos quais se discute as glosas dos créditos básicos da Cofins não cumulativa e da recomposição de saldos credores de períodos anteriores que originaram o presente lançamento; e, no mérito, alegou, em síntese, as mesmas razões expendidas na impugnação, que tem créditos suficientes, no mês de dezembro de 1995, para suportar as compensações que foram declaradas. É o relatório. VOTO Conselheiro José Adão Vitorino de Morais Fl. 430DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13971.003406/201099 Resolução nº 3301000.161 S3C3T1 Fl. 431 4 Os recursos apresentados atendem aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Quanto ao recurso voluntário, o litígio se restringe à parcela lançada e exigida para a competência de dezembro de 2005. Conforme se verifica dos autos, mais especificamente do Termo de Verificação de Infração às fls. 10/14, o lançamento referente àquela competência decorreu da insuficiência no valor da Cofins declarada/paga, pelo fato de a Fiscalização ter glosado parte dos créditos básicos dessa contribuição, indevidamente deduzidos do valor calculado mensalmente. A recorrente apurou e deduziu créditos, no valor de R$14.760.039,68, quando o correto, segundo a Fiscalização, seriam R$8.956.631,72, resultando saldo devedor a pagar, no valor de R$5.803.407,96, objeto do lançamento em discussão. No entanto, do exame dos autos, não conseguimos identificar as rubricas e respectivos valores glosados. Aliás, sequer foi juntado aos autos a cópia do Dacon do 4º trimestre de 2005. No Termo de Verificação da Infração às fls. 10/14, em relação à parcela lançada e exigida para a competência de dezembro de 2005, objeto de discussão, nesta fase recursal, quanto a sua apuração, constam somente as rubricas: “Créditos Apurados – Mercado Interno – dez. 14.296.309,13; e Exportação – Total de Descontos – dez. – 8.956.631,72 – Insuficiência Apurada – 5.803.407,96.” Salvo interpretação equivocada, os créditos utilizados pela recorrente correspondem aos valores da Cofins, apurados sobre custos de aquisições de bens, insumos e serviços e descontados por ela do valor da contribuição apurada mensalmente sobre o faturamento; já os descontos corresponderiam aos créditos apurados pela DRF em Blumenau; e a diferença lançada e exigida corresponde aos valores glosados. Como não foram identificadas as rubricas e os respectivos valores glosados, não há como julgar a legalidade de tais glosas. Em face do exposto, voto pela conversão do presente julgamento em diligência, com a remessa do processo à DRF em Blumenau, SC, para que a autoridade fiscal elabore planilha demonstrando discriminadamente as rubricas e os respectivos valores glosados, para a competência de dezembro de 2005, inclusive como se chegou à insuficiência apurada, no valor R$5.803.407,96, e, posteriormente, intime a recorrente do resultado da diligência, reabrindo lhe prazo para manifestação a respeito, se assim o desejar, retornando, os autos a esta Primeira Turma Ordinária para julgamento do recurso voluntário. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 431DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 30 /11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 13603.900666/2010-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2007
Ementa:
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPENSAÇÃO.
Incomprovada a liquidez e certeza do crédito, há que se denegar o pedido de restituição e, por via de conseqüência, a homologação da compensação requerida.
Numero da decisão: 1301-001.052
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
documento assinado digitalmente
Alberto Pinto Souza Junior
Presidente
documento assinado digitalmente
Wilson Fernandes Guimarães
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2007 Ementa: REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPENSAÇÃO. Incomprovada a liquidez e certeza do crédito, há que se denegar o pedido de restituição e, por via de conseqüência, a homologação da compensação requerida.
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COMPENSAÇÃO. Incomprovada a liquidez e certeza do crédito, há que se denegar o pedido de restituição e, por via de conseqüência, a homologação da compensação requerida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. “documento assinado digitalmente” Alberto Pinto Souza Junior Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 90 06 66 /2 01 0- 01 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 09/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13603.900666/201001 Acórdão n.º 1301001.052 S1C3T1 Fl. 87 2 Relatório TECIDOS E ARMARINHOS MIGUEL BARTOLOMEU S/A, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte, Minas Gerais, que indeferiu pedido veiculado por meio de Manifestação de Inconformidade, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de declarações de compensação, envolvendo crédito de saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica do anocalendário de 2006, no montante de R$ 9.528.931,85. De acordo com o Despacho Decisório (eletrônico) de fls. 17, a contribuinte indicou na Declaração de Informações (DIPJ), como elemento formador do crédito, estimativas compensadas com saldo negativo de períodos anteriores no montante de R$ 6.739.770,23, porém, só foi confirmado o total de R$ 1.290.433,64. Diante de tal fato, o saldo negativo relativo ao anocalendário de 2006 foi reduzido de R$ 9.528.931,85 para R$ 4.079.595,26, promovendose a compensação dos débitos até o limite desse crédito. Em sede de Manifestação de Inconformidade (fls. 22/26), a contribuinte sustentou que as compensações não validadas pela Delegacia da Receita Federal estariam sendo discutidas administrativamente, de modo que não se poderia, naquele momento, decretar a sua improcedência. Suscitou a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e, ao final, clamou pela reforma do Despacho Decisório. A já citada 3a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte, analisando a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 0229.002, de 13 de outubro de 2010, pela improcedência dos pedidos ali veiculados. O referido julgado restou assim ementado: DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Na Declaração de Compensação somente podem ser utilizados os créditos comprovadamente existentes, passíveis de restituição ou ressarcimento, respeitadas as demais regras determinadas pela legislação vigente para a sua utilização. Irresignada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 72/77, por meio do qual, renovando a argumentação de que as compensações questionadas encontramse sendo discutidas administrativamente, adita que a demora na homologação das declarações de compensação, bem como a homologação extemporânea delas, fere princípios constitucionais. Adiante, tece considerações acerca de compensações que tiveram por base saldos negativos de anoscalendários anteriores e sobre as normas que regem a compensação tributária em âmbito federal, requerendo, ao final, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário cuja compensação não foi homologada e o provimento total do recurso, homologandose as compensações pleiteadas. É o Relatório. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 09/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13603.900666/201001 Acórdão n.º 1301001.052 S1C3T1 Fl. 88 3 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. A controvérsia a ser enfrentada no presente processo diz respeito ao não reconhecimento de parte do crédito indicado pela contribuinte para fins de compensação. Referido não reconhecimento decorreu da não confirmação de compensações promovidas para fins de extinção de estimativas devidas, estimativas essas que integraram parcela do crédito apontado para o encontro de contas. Embora seja compreensível a insatisfação da Recorrente acerca da demora na apreciação do seu pedido, cabe destacar que, no presente caso, foi observado o prazo estampado na lei para tanto (parágrafo 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), vez que os pedidos de compensação foram transmitidos em 31 de julho e 31 de agosto de 2007 e a ciência do Despacho Decisório se deu em 1º de junho de 2010. Descabe, assim, falar em violação a princípios constitucionais e homologação extemporânea. Tratando o presente processo de pedidos de compensação em que o crédito indicado para o encontro de contas referese ao anocalendário de 2006 (exercício 2007), descabe, também, apreciar argumento acerca de uma suposta homologação tácita envolvendo saldos negativos de outros períodos. A suspensão da exigibilidade aventada pela Recorrente prescinde de requisição, eis que nos exatos termos do parágrafo 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, a manifestação de inconformidade e o recurso apresentados no curso do processo administrativo que cuida de pedidos de compensação, obedecem ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 1972, e se enquadram no disposto no inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional, relativamente aos débitos objeto de compensação. Em que pese a mais absoluta ausência de referência nas peças de defesa apresentadas pela contribuinte acerca do fato, cabe esclarecer que a parcela de crédito glosada pela Administração Tributária, conforme explicitado no voto condutor da decisão recorrida, decorreu da não homologação de parte das compensações pleiteadas por meio dos processos administrativos nºs 13603.909351/200987, 13603.900205/201020 e 13603.900206/201074, já devidamente apreciados por este Colegiado. Em todos, a decisão foi dirigida no sentido de negar provimento aos recursos impetrados, mantendose, na íntegra, as decisões exaradas em primeira instância. Não identifico, também, indicativo de que tenha havido interposição de recurso especial em relação ao decidido nos acórdãos nºs 140200636 (processo administrativo nº 13603.909351/200987), 140200633 (processo administrativo nº 13603.900205/201020) e 140100609 (processo administrativo nº 13603.900206/201074). Fl. 88DF CARF MF Impresso em 09/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13603.900666/201001 Acórdão n.º 1301001.052 S1C3T1 Fl. 89 4 Por todo o exposto, conduzo meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 89DF CARF MF Impresso em 09/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR
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Numero do processo: 11065.000003/2005-28
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
HIPÓTESE DE CABIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. CONTRARIEDADE À LEGISLAÇÃO. NÃO VERIFICAÇÃO.
Não se configura julgamento extra petita quando o colegiado profere decisão nos exatos limites do pedido formulado, ainda que por fundamento diverso do que foi apresentado pelo contribuinte.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-001.960
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, que dava provimento.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Rodrigo Cardozo Miranda - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 HIPÓTESE DE CABIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. CONTRARIEDADE À LEGISLAÇÃO. NÃO VERIFICAÇÃO. Não se configura julgamento extra petita quando o colegiado profere decisão nos exatos limites do pedido formulado, ainda que por fundamento diverso do que foi apresentado pelo contribuinte. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, que dava provimento. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Rodrigo Cardozo Miranda Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 00 00 03 /2 00 5- 28 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Relatório Cuidase de recurso especial por contrariedade à lei interposto pela Fazenda Nacional (fls. 125 a 127) contra o v. acórdão proferido pela Colenda Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes (fls. 108 a 112) que, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário. O presente caso iniciouse com a apresentação de declaração de compensação junto à Delegacia Federal de Novo Hamburgo (“DRF/NHO”) de HG INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA, referente ao PIS relativo ao período compreendido entre fevereiro e março de 2004. A DRF/NHO reconheceu parcialmente o direito creditório da Contribuinte (fls. 35 a 37), tendo sido expedido, em 03/03/2005, mandado de procedimento fiscal nº 10.1.07.002005001390 (fls. 45), no qual foram solicitados diversos documentos contábeis e fiscais à Contribuinte, objetivando verificar o valor exato para a compensação pleiteada. No decorrer do procedimento fiscal foi encontrada irregularidade na apuração da base de cálculo do PIS, referente ao período de janeiro e março de 2004. Verificouse, então, que a Contribuinte efetuou cessão de créditos do ICMS a terceiros e não incluiu as receitas decorrentes desta operação na base de cálculo do PIS, conforme se observa no relatório fiscal fls. 54 a 57. Em 28/04/2005, a DRF/NHO reconheceu os direitos creditórios da Contribuinte no limite do saldo apurado pela fiscalização (fls. 58). Diante da decisão da DRF/NHO, a Contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 30/06/2005 (fls. 64 a 70), pleiteando o reconhecimento integral do seu direito creditório. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre (“DRJ/POA”), ao seu turno, indeferiu o pedido formulado na manifestação de inconformidade (fls. 94 a 97). Irresignada com a decisão da DRJ/POA, a Contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 100 a 105) em 10/04/2007, reiterando o pedido do reconhecimento do direito ao crédito integral do tributo preceituado no artigo 5º da Lei nº 10.637/2002 e apontando, em síntese, que Em 19/10/2007, o Conselho de Contribuintes proferiu acórdão nº 20312.256 (fls. 108 a 112), no qual, por maioria dos votos, deu provimento ao recurso voluntário da Contribuinte. A decisão encontrase assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/2004 a 31/03/2004 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. PIS NÃO CUMULATIVO. BASE DE CÁLCULO DOS DÉBITOS. DIFERENÇA A EXIGIR. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 11065.000003/200528 Acórdão n.º 9303001.960 CSRFT3 Fl. 140 3 A sistemática de ressarcimento do PIS não permite que, em pedidos de ressarcimento, valores como o de transferências de créditos de ICMS, computados pela fiscalização no faturamento, base de cálculo dos débitos, sejam subtraidas do montante a ressarcir. Em tal hipótese, para a exigência das Contribuições carece seja efetuado lançamento de oficio. Recurso provido. (grifos nossos) Observase que o acórdão prolatado pelo Conselho de Contribuintes deferiu integralmente o direito creditório da Contribuinte, fundamentando que para a exigência das receitas auferidas com a cessão do crédito do ICMS a terceiros não compreendidos anteriormente na base de cálculo do tributo, seria necessário o lançamento de oficio de tais valores, constituindo, assim, a exigibilidade do tributo devido. Não sendo correta a simples compensação entre os valores não tributados com os valores a qual a Contribuinte tinha direito ao ressarcimento. Podemos destacar os seguintes trechos do acórdão, onde ficam demonstrados os fundamentos do ilustre Conselheiro relator, Luciano Pontes de Maya Gomes: Estando preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade, passo a tomar conhecimento das razões deste recurso voluntário. Compulsando os autos, salta questão relativa a formalidade processual que afeta a matéria em litígio, constituindo, pois, questão prejudicial à análise do mérito, sobre a qual passo a tecer algumas considerações. Ora, tratando estes autos de pedido de ressarcimento de saldo credor do PIS, de plano, causa espécie que neles se debatam aspectos estritamente relacionados à base de calculo dessa contribuição, portanto, próprios do lançamento tributário, com vista ao deslinde do litígio que decorre de glosas efetuadas no saldo credor objeto do pedido de ressarcimento protocolizado pela recorrente. Assim, na hipótese em apreço, não tendo a fiscalização proferido nenhuma manifestação sobre a (i) legitimidade do crédito pleiteado, mas, ao contrário, ao proceder à dedução dos valores necessários a satisfazer suposto crédito tributário, ela afirmou, em face do que dispõe o art. 170 do CT'N, a certeza e a liquidez desse crédito, pois, aos olhos da fiscalização, prestase ele a satisfazer obrigação tributária, é de se concluir que o total pleiteado é mesmo, em tese, passível de ressarcimento. Então, ao proceder à glosa do crédito objeto do pedido de ressarcimento, com o escopo de satisfazer a acusada obrigação tributária nascida com a venda de créditos do ICMS, o que ao fim e ao cabo se tem é uma compensação efetuada de ofício com "crédito tributário" não constituído, nem confessado em nenhum dos documentos instituídos como obrigação acessória pela administração tributária e capazes de constituir confissão de divida. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 Ora, a compensação de oficio, ademais de estar subordinada a rito próprio, que visa assegurar, inclusive, o contraditório e a ampla defesa para se ter, a respeito do débito do contribuinte que a administração pretenda satisfazer por meio da compensação, a certeza e a liquidez necessária. Neste particular, analisando caso análogo ao presente feito administrativo, atentemos para passagem do voto do Conselheiro Eric Castro e Silva, nos autos do Recurso Voluntário n° 134.247: "Por essas razões, entendo que não pode prosperar a glosa efetuada nestes autos, sob pena de, em completa inversão do processo de determinação e exigência de crédito tributário, estarse conferindo certeza e liquidez a crédito que sequer foi constituído, revelando, inclusive, clara ofensa ao art. 142 do CTN e ao art. 44 da Lei n°9.430 de 1996." Ante ao exposto, voto no sentido de conhecer do presente recurso voluntário para DARLHE PROVIMENTO. (grifos e destaques nossos) Inconformada, a Fazenda Nacional opôs embargos de declaração (fls. 116 a 118) em 24/04/2009, por entender que o julgamento feito pelo Conselho de Contribuintes foi extra petita ao adotar fundamento não apresentado pela contribuinte para acolhimento do seu pedido de restituição. O Colegiado a quo, ao seu turno, não admitiu os embargos de declaração da Fazenda Nacional (fls.121 a 123), ao fundamento, em síntese, que na hipótese de possível julgamento extra petita o instrumento cabível seria o recurso especial e que eventual reforma da decisão deveria ser buscada via recurso especial e não por meio de embargos de declaração. Em consequência, a Fazenda Nacional interpôs o já mencionado recurso especial (fls. 125 a 127), no qual requer o conhecimento e provimento para que seja declarado a nulidade da decisão favorável ao contribuinte por suposta violação aos artigos 128, 302 e 460 do Código de Processo Civil, que devem ser aplicados de forma subsidiária ao processo administrativo, no que tange ao julgamento extra petita, e aos artigos 16 e 17 do Decreto nº 70.235/72. O recurso foi admitido através do r. despacho de fls. 128 a 129. A Contribuinte apresentou contrarrazões (fls. 131 a 136), propugnando pelo não provimento do recurso, asseverando que a adoção pelo julgador de fundamento legal diverso do invocado pela parte, limitandose ao pedido formulado, não importa em julgamento extra petita. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 11065.000003/200528 Acórdão n.º 9303001.960 CSRFT3 Fl. 141 5 Importante salientar que a única questão debatida pela Fazenda Nacional no presente recurso especial é o suposto julgamento extra petita por parte do Conselho de Contribuintes, alegação esta que não logra êxito pelas razões de fato e direito que passo a expor. O acórdão guerreado não julgou de forma extra petita o recurso voluntário interposto pela ora Contribuinte. Ocorre que o ilustre relator do Conselho de Contribuintes simplesmente adotou fundamento não apresentado pelo requerente para acolher o pedido inicialmente formulado. O pedido de restituição foi acolhido. O julgamento extra petita diz respeito ao pedido, e este, no presente caso, foi acolhido nos exatos limites em que formulado. Desta maneira, o acórdão prolatado pelo Conselho de Contribuintes não feriu o artigo 128 e 460 do Código de Processo Civil (“CPC”), como alegado pela Fazenda Nacional, pois não houve julgamento extra petita. Consoante apontado anteriormente, o pedido foi acolhido nos exatos termos em que foi formulado, ainda que por fundamento diverso do que foi apresentado pelo contribuinte. Por conseguinte, em face de todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial da Fazenda Nacional. Rodrigo Cardozo Miranda Fl. 149DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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