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5486191 #
Numero do processo: 10660.000333/2009-65
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007 EMBARGOS. ERRO MATERIAL. Cabem embargos para corrigir inexatidões materiais devidas a lapso manifesto. Embargos Acolhidos sem Efeitos Infringentes
Numero da decisão: 2801-003.554
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos, sem efeitos infringentes, apenas para corrigir o erro material apontado pela Embargante, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10660.000333/2009­65  Acórdão n.º 2801­003.554  S2­TE01  Fl. 74          2 Por  intermédio  da  Resolução  nº  2801­000.280  (fls.  64/67  deste  processo  digital), de 23/01/2014, este colegiado, por unanimidade de votos, converteu o julgamento do  presente processo em diligência.  Após  o  julgamento,  a  Secretaria  da  Segunda  Seção  emitiu  o  Despacho  de  Encaminhamento de fl. 68, para que a DRF de origem tomasse as providências determinadas  na referida Resolução.  A  Seção  de  Controle  e  Acompanhamento  Tributário  –  SACAT  da  DRF  Varginha,  no  entanto,  constatou  que  “muito  embora  os  dados  iniciais  se  refiram  a  este  processo,  o  conteúdo  descrito  no  Relatório  e  Voto  não  é  condizente  com  o  lançamento  em  análise,  concluindo­se  ter  havido  engano  na  elaboração  da  citada  Resolução”  (Informação  Fiscal nº 107/2014, de fl. 69), e determinou o retorno dos autos a este Conselho.   Por intermédio do despacho de fl. 72 os presentes embargos foram admitidos  pela Presidente desta Turma de Julgamento.  Voto             Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator  Conforme alertado pela DRF de origem, o conteúdo da Resolução nº 2801­ 000280  não  se  mostra  compatível  com  os  motivos  explicitados  na  “Descrição  dos  Fatos  e  Enquadramento Legal deste processo, bem como com o teor decisão recorrida.   A  incompatibilidade apontada decorre de equívoco, por parte deste Relator,  quando da anexação do Relatório e do Voto apresentados por ocasião do julgamento do recurso  voluntário, em 23/01/2014.  O  equívoco  na  anexação  do  conteúdo  da  Resolução  nº  2801­000280  configura,  a meu  ver,  verdadeiro  erro material,  assim  entendido  aquele  erro  evidente,  claro,  reconhecido  primu  ictu  oculi  (à  primeira  vista),  também  corrigido  pela  via  dos  embargos,  mediante requerimento de Conselheiro da Turma prolatora da decisão, nos termos do art. 66 do  Anexo II do Regimento Interno do CARF – RICARF.  Face  ao  exposto,  voto  por  retificar  o  Relatório  e  o  Voto  da  Resolução  nº  2801­000.280  (fls.  64/67  deste  processo  digital),  de  23/01/2014,  que  passam  a  conter  as  seguintes redações:  Relatório   Trata­se  de Notificação de Lançamento  relativa  ao  Imposto  de  Renda Pessoa Física – IRPF por meio da qual se exige crédito  tributário no valor de R$ 9.899,35, incluídos multa de ofício no  percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora.  O  crédito  tributário  foi  constituído  em  razão  de  ter  sido  verificado,  na  Declaração  de  Ajuste  Anual  do  contribuinte  (retificadora),  omissão  de  rendimentos  recebidos  de  pessoas  jurídicas  (Fontes  Pagadoras:  Postalis  Instituto  de  Seguridade  Fl. 74DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10660.000333/2009­65  Acórdão n.º 2801­003.554  S2­TE01  Fl. 75          3 Social  dos Correios  e  Telégrafos,  no  valor  de  R$  51.061,00,  e  Instituto Nacional do Seguro Social, no valor de R$ 118.046,15).  Cientificado  do  lançamento,  o  contribuinte  apresentou  a  impugnação  de  fls.  2/6,  alegando,  em  síntese,  que  sofre  de  cardiopatia  grave  desde  05/1997,  conforme  documentos  que  anexou à peça impugnatória. Ressaltou, ainda, que as retenções  efetuadas  pelas  fontes  pagadoras  foram  feitas  erroneamente  e  que faz jus à sua restituição integral.   A  decisão  recorrida  manteve  a  infração  de  omissão  dos  rendimentos  recebidos  de  pessoas  jurídicas  por  dois  fundamentos:  a)  o  Impugnante  não  trouxe  nenhum  documento  comprobatório  de  que  os  rendimentos  por  ele  percebidos  decorrem  de  aposentadoria  e/ou  sua  complementação;  e  b)  os  documentos  apresentados  não  podem  ser  considerados  “laudo  médico oficial”.  Após a decisão de 1ª instância o Interessado requereu a juntada  do  “Laudo Médico  Oficial”  acostado  aos  autos  em  fls.  45/46.  Cientificado  da  decisão  em  29/11/2011  (fl.  52),  o  Interessado  interpôs, em 22/12/2011, o recurso de fl. 53. Na peça recursal,  aduz, em síntese, que sofre de cardiopatia grave desde 05/1997,  conforme laudo apresentado.   Voto   Conheço  do  recurso,  porquanto  presentes  os  requisitos  de  admissibilidade.  A intributabilidade dos proventos de aposentadoria do portador  de moléstia grave encontra previsão no inciso XIV do art. 6º da  Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, de cujo teor se extrai a  seguinte dicção:  Art.  6º  Ficam  isentos  do  imposto  de  renda  os  seguintes  rendimentos percebidos por pessoas físicas:   XIV – os proventos de aposentadoria ou  reforma motivada por  acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia  profissional,  tuberculose  ativa,  alienação  mental,  esclerose  múltipla,  neoplasia  maligna,  cegueira,  hanseníase,  paralisia  irreversível  e  incapacitante,  cardiopatia  grave,  doença  de  Parkinson,  espondiloartrose  anquilosante,  nefropatia  grave,  hepatopatia  grave,  estados  avançados  da  doença  de  Paget  (osteíte  deformante),  contaminação  por  radiação,  síndrome  da  imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina  especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois  da aposentadoria ou reforma;  O art.  30  da Lei  nº  9.250,  de 26  de  dezembro  de  1995,  impõe,  ainda,  como  condição  para  a  isenção  do  imposto  de  renda  de  que trata o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/1988, a emissão  de  laudo  pericial  emitido  por  serviço  médico  oficial,  nos  seguintes termos:  Fl. 75DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10660.000333/2009­65  Acórdão n.º 2801­003.554  S2­TE01  Fl. 76          4 Art.  30.  A  partir  de  1º  de  janeiro  de  1996,  para  efeito  do  reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e  XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a  redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de  1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial  emitido  por  serviço médico  oficial,  da União,  dos  Estados,  do  Distrito Federal e dos Municípios.   Para gozo do benefício fiscal, portanto, faz­se necessário que o  beneficiário preencha os requisitos legais exigidos, quais sejam:  (a) o reconhecimento do contribuinte como portador de uma das  moléstias  especificadas  no  inciso  XIV  do  art.  6º  da  Lei  nº  7.713/1998,  comprovada  mediante  laudo  pericial  emitido  por  serviço médico  oficial e  (b)  serem os  rendimentos provenientes  de aposentadoria ou reforma.  Observo, no entanto, que o Recorrente não apresentou qualquer  documento que comprove que os rendimentos por ele percebidos  são  provenientes  de  aposentadoria  ou  reforma  e/ou  sua  complementação, bem como que evidencie a data em que se deu  a aposentadoria ou a reforma.  Registro,  ainda,  por  oportuno,  que a  declaração expedida pela  Agência do INSS em Três Corações (fl. 8 deste processo digital)  revela  que  a  isenção  do  imposto  de  renda  somente  foi  reconhecida  ao  Interessado  a  partir  da  competência  dezembro  2006,  “conforme conclusão  da  perícia Médica  deste  instituto”.  Nesse  contexto,  penso  que  é  conveniente,  para  o  deslinde  da  controvérsia,  a  juntada  do  laudo  expedido  pela  perícia médica  do  INSS.  Ademais,  entendo  que  se  deve  oportunizar  ao  Recorrente  a  comprovação  de  que  os  rendimentos  percebidos  são  provenientes  de  aposentadoria  ou  de  reforma  e/ou  de  sua  complementação, bem como a data em que ocorreu um ou outro  evento, prestigiando, assim, a justiça fiscal e a verdade material.  Face ao exposto, voto no sentido de converter o julgamento em  diligência a fim de que a Delegacia que jurisdiciona o domicilio  fiscal  do  Recorrente  o  intime  a  apresentar,  no  prazo  por  ela  estabelecido:  a)  o  laudo  emitido  pela  perícia  médica  do  INSS  que  concluiu  pela  isenção  do  imposto  de  renda  a  partir  da  competência  dezembro/2006;   b) prova documental inequívoca de que os valores recebidos se  referem  a  rendimentos  de  aposentadoria  ou  reforma  e/ou  sua  complementação;  c) documento que evidencie, de forma incontroversa, a data em  que se deu um ou outro evento (aposentadoria ou reforma).   Após,  os  autos  deverão  retornar  a  este  Conselho  para  a  conclusão do julgamento.  Cópia destes embargos deve ser anexada à intimação do contribuinte.  Fl. 76DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10660.000333/2009­65  Acórdão n.º 2801­003.554  S2­TE01  Fl. 77          5 Assinado digitalmente  Marcelo Vasconcelos de Almeida                                Fl. 77DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN

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5549744 #
Numero do processo: 10783.901853/2011-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1302-000.322
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior - Presidente. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (presidente da turma), Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Hélio Eduardo de Paiva Araújo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Waldir Veiga Rocha. Relatório Trata-se de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 5ª Turma da DRJ/RJ1, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, não dar provimento à manifestação de inconformidade, mantendo o Despacho Decisório nº 915994634, conforme ementa que abaixo reproduzo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2007, 2009 PEDIDO DE DILIGÊNCIA/PERÍCIA NÃO FORMULADO NEGADO Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV, do art. 16, do Decreto nº 70.235, de 06/03/72. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS NEGADO A juntada de documentos em momento posterior à apresentação da impugnação requer a comprovação de umas das condições prevista no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, o que não ocorreu nos autos. DIREITO CREDITÓRIO FALTA DE COMPROVAÇÃO NÃO HOMOLOGAÇÃO. A falta de comprovação do crédito líquido e certo, requisito necessário para o reconhecimento do direito creditório, conforme o previsto no art. 170 da Lei Nº 5.172/66 do Código Tributário Nacional, acarreta o indeferimento do pedido e a não homologação das compensações. A recorrente pretende utilizar crédito de saldo negativo de CSLL, do ano-calendário de 2006, no valor de R$3.716.782,71 (Dcomp 00832.43474.270109.1.7.031789 e 21262.24592.280807.1.3.032297). Foi emitido o Despacho Decisório (eletrônico) nº 915994634, fls. 2, reconhecendo parcialmente o direito creditório, no valor de R$ 3.057.900,23. A utilização deste crédito para compensação dos débitos resultou na homologação da DCOMP nº 00832.43474.270109.1.7.031789 e na homologação parcial da DCOMP nº 21262.24592.280807.1.3.032297. Isto porque não foram comprovados pagamentos no valor de R$4.226,22 e estimativas compensadas com saldo negativo de períodos anteriores, com processo administrativo, processo judicial ou Dcomp, no valor de R$654.656,26. Ciência da decisão em 12/04/2011 (fls.3). Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade em 11/05/2011, fls. 25/44, alegando: - em preliminar, o despacho decisório é nulo, pois carece de uma descrição clara e precisa dos argumentos que motivaram a conclusão da insuficiência do crédito e homologação parcial, assim como não esclareceu quais os débitos que não teriam sido supostamente não quitados. - violação dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. - no mérito, conclui que suposta insuficiência do direito creditório decorre do não processamento das retificações de suas declarações fiscais. - quitou a estimativa do mês de maio/2006 com o crédito de saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 2005 por meio da DCOMP nº 33821.78967.290606.1.3.031066, desconsiderada pela autoridade administrativa, resultando na redução do crédito do saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 2006. - demonstra a integralidade do crédito do saldo negativo de CSLL do ano- calendário de 2005, que compensou a estimativa do mês de maio/2006. - com relação aos pagamentos, aduz que os recolheu extemporâneos, acrescidos com juros de mora, beneficiando-se do instituto da denúncia espontânea, previsto no artigo 138 do CTN - não tem cabimento a cobrança da multa de mora em função do artigo 138 do CTN. - impossibilidade de exigir o débito não compensado, pois se trata de estimativa de CSLL do mês de julho/2007. - jurisprudência pacífica quanto à impossibilidade de lançamento e cobrança de crédito tributário apurado por estimativa após o encerramento do período-base, devendo prevalecer o valor do tributo efetivamente devido no final do ano-calendário e regularmente recolhido pela interessada. - requer, ainda, a juntada posterior de documentos, conversão do julgamento em diligência, bem como a realização de eventual perícia contábil para comprovar a existência, suficiência e legitimidade do crédito. Ciência da decisão da DRJ por decurso de prazo, em 20/07/2013. Recurso Voluntário interposto em 25/07/2013. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, repisou as alegações expendidas na impugnação aduzindo, em síntese, que: - a discussão sobre a legitimidade e suficiência do crédito utilizado na Dcomp 33821.78967.290606.1.3.03-1066 já é objeto de discussão no PA 10783.901042/2010-33, que aguarda julgamento do Recurso Voluntário, sendo matéria prejudicial ao presente julgamento, pelo que requer o sobrestamento do presente feito até o deslinde final a ser atribuído àquele processo, ou, alternativamente, que sejam ambos julgados simultaneamente, e na mesma oportunidade; - nulidade, pela falta de análise pela DRJ/RJ1 dos documentos anexados aos autos, pois embora não analisados, a DRJ aceitou a prejudicialidade do crédito por eles albergado; - reitera que sejam devidamente processadas as declarações retificadoras enviadas, tais como a DIPJ 2006 e as DCTF relativas ao ano-calendário de 2005, o que demonstrará que faz jus à integralidade do saldo negativo de CSLL no ano-calendário de 2005, no montante total de R$2.858.664,42, e também do montante de R$3.716.782,71. - relativamente aos pagamentos denunciados espontaneamente pela recorrente, referentes à CSLL apurada em janeiro de 2006, devem ser considerados sem exigência de multa de mora, que é penalidade, e que é afastada já mesmo pela própria PGFN (ato declaratório 04/2011) e pelo Carf, que vem seguindo, nos termos do art. 62-A do Ricarf, o mesmo entendimento do STJ para denúncia espontânea, sendo que os pagamentos recolhidos a destempo não foram declarados em DCTF antes da efetivação do seu pagamento; - não pretende cancelar a Dcomp, relativamente à estimativa de CSLL referente ao período de apuração de julho de 2007, mas tão somente que eventual valor exigível a título de CSLL esteja limitado àquele resultante do saldo apurado no ajuste no final do respectivo período anual, conforme as regras que regem este tributo. Ocorre que é vedada a exigência de estimativa após o encerramento do ano-base. Assim, encerrado o ano-base de 2007, não mais pode ser exigido o pagamento da estimativa de julho daquele período-base; - requer declaração de nulidade do acórdão da DRJ, e alternativamente, a suspensão do presente PA, enquanto perdurar a discussão no PA 10783.901042/2010-33, e subsidiariamente, o provimento integral ao recurso para reformar integralmente o acórdão recorrido. É o relatório.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior - Presidente. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (presidente da turma), Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Hélio Eduardo de Paiva Araújo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Waldir Veiga Rocha. Relatório Trata-se de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 5ª Turma da DRJ/RJ1, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, não dar provimento à manifestação de inconformidade, mantendo o Despacho Decisório nº 915994634, conforme ementa que abaixo reproduzo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2007, 2009 PEDIDO DE DILIGÊNCIA/PERÍCIA NÃO FORMULADO NEGADO Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV, do art. 16, do Decreto nº 70.235, de 06/03/72. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS NEGADO A juntada de documentos em momento posterior à apresentação da impugnação requer a comprovação de umas das condições prevista no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, o que não ocorreu nos autos. DIREITO CREDITÓRIO FALTA DE COMPROVAÇÃO NÃO HOMOLOGAÇÃO. A falta de comprovação do crédito líquido e certo, requisito necessário para o reconhecimento do direito creditório, conforme o previsto no art. 170 da Lei Nº 5.172/66 do Código Tributário Nacional, acarreta o indeferimento do pedido e a não homologação das compensações. A recorrente pretende utilizar crédito de saldo negativo de CSLL, do ano-calendário de 2006, no valor de R$3.716.782,71 (Dcomp 00832.43474.270109.1.7.031789 e 21262.24592.280807.1.3.032297). Foi emitido o Despacho Decisório (eletrônico) nº 915994634, fls. 2, reconhecendo parcialmente o direito creditório, no valor de R$ 3.057.900,23. A utilização deste crédito para compensação dos débitos resultou na homologação da DCOMP nº 00832.43474.270109.1.7.031789 e na homologação parcial da DCOMP nº 21262.24592.280807.1.3.032297. Isto porque não foram comprovados pagamentos no valor de R$4.226,22 e estimativas compensadas com saldo negativo de períodos anteriores, com processo administrativo, processo judicial ou Dcomp, no valor de R$654.656,26. Ciência da decisão em 12/04/2011 (fls.3). Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade em 11/05/2011, fls. 25/44, alegando: - em preliminar, o despacho decisório é nulo, pois carece de uma descrição clara e precisa dos argumentos que motivaram a conclusão da insuficiência do crédito e homologação parcial, assim como não esclareceu quais os débitos que não teriam sido supostamente não quitados. - violação dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. - no mérito, conclui que suposta insuficiência do direito creditório decorre do não processamento das retificações de suas declarações fiscais. - quitou a estimativa do mês de maio/2006 com o crédito de saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 2005 por meio da DCOMP nº 33821.78967.290606.1.3.031066, desconsiderada pela autoridade administrativa, resultando na redução do crédito do saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 2006. - demonstra a integralidade do crédito do saldo negativo de CSLL do ano- calendário de 2005, que compensou a estimativa do mês de maio/2006. - com relação aos pagamentos, aduz que os recolheu extemporâneos, acrescidos com juros de mora, beneficiando-se do instituto da denúncia espontânea, previsto no artigo 138 do CTN - não tem cabimento a cobrança da multa de mora em função do artigo 138 do CTN. - impossibilidade de exigir o débito não compensado, pois se trata de estimativa de CSLL do mês de julho/2007. - jurisprudência pacífica quanto à impossibilidade de lançamento e cobrança de crédito tributário apurado por estimativa após o encerramento do período-base, devendo prevalecer o valor do tributo efetivamente devido no final do ano-calendário e regularmente recolhido pela interessada. - requer, ainda, a juntada posterior de documentos, conversão do julgamento em diligência, bem como a realização de eventual perícia contábil para comprovar a existência, suficiência e legitimidade do crédito. Ciência da decisão da DRJ por decurso de prazo, em 20/07/2013. Recurso Voluntário interposto em 25/07/2013. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, repisou as alegações expendidas na impugnação aduzindo, em síntese, que: - a discussão sobre a legitimidade e suficiência do crédito utilizado na Dcomp 33821.78967.290606.1.3.03-1066 já é objeto de discussão no PA 10783.901042/2010-33, que aguarda julgamento do Recurso Voluntário, sendo matéria prejudicial ao presente julgamento, pelo que requer o sobrestamento do presente feito até o deslinde final a ser atribuído àquele processo, ou, alternativamente, que sejam ambos julgados simultaneamente, e na mesma oportunidade; - nulidade, pela falta de análise pela DRJ/RJ1 dos documentos anexados aos autos, pois embora não analisados, a DRJ aceitou a prejudicialidade do crédito por eles albergado; - reitera que sejam devidamente processadas as declarações retificadoras enviadas, tais como a DIPJ 2006 e as DCTF relativas ao ano-calendário de 2005, o que demonstrará que faz jus à integralidade do saldo negativo de CSLL no ano-calendário de 2005, no montante total de R$2.858.664,42, e também do montante de R$3.716.782,71. - relativamente aos pagamentos denunciados espontaneamente pela recorrente, referentes à CSLL apurada em janeiro de 2006, devem ser considerados sem exigência de multa de mora, que é penalidade, e que é afastada já mesmo pela própria PGFN (ato declaratório 04/2011) e pelo Carf, que vem seguindo, nos termos do art. 62-A do Ricarf, o mesmo entendimento do STJ para denúncia espontânea, sendo que os pagamentos recolhidos a destempo não foram declarados em DCTF antes da efetivação do seu pagamento; - não pretende cancelar a Dcomp, relativamente à estimativa de CSLL referente ao período de apuração de julho de 2007, mas tão somente que eventual valor exigível a título de CSLL esteja limitado àquele resultante do saldo apurado no ajuste no final do respectivo período anual, conforme as regras que regem este tributo. Ocorre que é vedada a exigência de estimativa após o encerramento do ano-base. Assim, encerrado o ano-base de 2007, não mais pode ser exigido o pagamento da estimativa de julho daquele período-base; - requer declaração de nulidade do acórdão da DRJ, e alternativamente, a suspensão do presente PA, enquanto perdurar a discussão no PA 10783.901042/2010-33, e subsidiariamente, o provimento integral ao recurso para reformar integralmente o acórdão recorrido. É o relatório.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10783.901853/2011­15  Resolução nº  1302­000.322  S1­C3T2  Fl. 342          2   Relatório    Trata­se de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido  nestes autos pela 5ª Turma da DRJ/RJ1, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, não dar  provimento à manifestação de inconformidade, mantendo o Despacho Decisório nº 915994634,  conforme ementa que abaixo reproduzo:  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2007, 2009  PEDIDO DE DILIGÊNCIA/PERÍCIA NÃO FORMULADO NEGADO  Considerar­se­á  não  formulado  o  pedido  de  diligência  que  deixar  de  atender aos requisitos previstos no inciso IV, do art. 16, do Decreto nº  70.235, de 06/03/72.  JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS NEGADO  A  juntada  de  documentos  em  momento  posterior  à  apresentação  da  impugnação requer a comprovação de umas das condições prevista no  artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, o que não ocorreu nos autos.  DIREITO  CREDITÓRIO  FALTA  DE  COMPROVAÇÃO  NÃO  HOMOLOGAÇÃO.  A falta de comprovação do crédito líquido e certo, requisito necessário  para  o  reconhecimento  do  direito  creditório,  conforme  o  previsto  no  art. 170 da Lei Nº 5.172/66 do Código Tributário Nacional, acarreta o  indeferimento do pedido e a não homologação das compensações.  A  recorrente  pretende  utilizar  crédito  de  saldo  negativo  de  CSLL,  do  ano­ calendário  de  2006,  no  valor  de R$3.716.782,71  (Dcomp  00832.43474.270109.1.7.031789  e  21262.24592.280807.1.3.032297).  Foi  emitido  o  Despacho  Decisório  (eletrônico)  nº  915994634,  fls.  2,  reconhecendo  parcialmente  o  direito  creditório,  no  valor  de  R$  3.057.900,23.  A  utilização  deste  crédito  para  compensação  dos  débitos  resultou  na  homologação  da  DCOMP  nº  00832.43474.270109.1.7.031789  e  na  homologação  parcial  da  DCOMP  nº  21262.24592.280807.1.3.032297. Isto porque não foram comprovados pagamentos no valor de  R$4.226,22  e  estimativas  compensadas  com  saldo  negativo  de  períodos  anteriores,  com  processo administrativo, processo judicial ou Dcomp, no valor de R$654.656,26.  Ciência da decisão em 12/04/2011 (fls.3).  Inconformada,  a  interessada  apresentou  manifestação  de  inconformidade  em  11/05/2011, fls. 25/44, alegando:  ­ em preliminar, o despacho decisório é nulo, pois carece de uma descrição clara  e  precisa  dos  argumentos  que  motivaram  a  conclusão  da  insuficiência  do  crédito  e  Fl. 342DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10783.901853/2011­15  Resolução nº  1302­000.322  S1­C3T2  Fl. 343          3 homologação  parcial,  assim  como  não  esclareceu  quais  os  débitos  que  não  teriam  sido  supostamente não quitados.  ­ violação dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.  ­  no mérito,  conclui  que  suposta  insuficiência  do  direito  creditório  decorre  do  não processamento das retificações de suas declarações fiscais.  ­ quitou a estimativa do mês de maio/2006 com o crédito de saldo negativo de  CSLL do  ano­calendário  de 2005 por meio  da DCOMP nº  33821.78967.290606.1.3.031066,  desconsiderada  pela  autoridade  administrativa,  resultando  na  redução  do  crédito  do  saldo  negativo de CSLL do ano­calendário de 2006.  ­  demonstra  a  integralidade  do  crédito  do  saldo  negativo  de  CSLL  do  ano­  calendário de 2005, que compensou a estimativa do mês de maio/2006.  ­ com relação aos pagamentos, aduz que os recolheu extemporâneos, acrescidos  com juros de mora, beneficiando­se do instituto da denúncia espontânea, previsto no artigo 138  do CTN  ­ não tem cabimento a cobrança da multa de mora em função do artigo 138 do  CTN.  ­ impossibilidade de exigir o débito não compensado, pois se trata de estimativa  de CSLL do mês de julho/2007.  ­ jurisprudência pacífica quanto à impossibilidade de lançamento e cobrança de  crédito  tributário  apurado  por  estimativa  após  o  encerramento  do  período­base,  devendo  prevalecer  o  valor  do  tributo  efetivamente  devido  no  final  do  ano­calendário  e  regularmente  recolhido pela interessada.  ­ requer, ainda, a juntada posterior de documentos, conversão do julgamento em  diligência,  bem  como  a  realização  de  eventual  perícia  contábil  para  comprovar  a  existência,  suficiência e legitimidade do crédito.  Ciência  da  decisão  da  DRJ  por  decurso  de  prazo,  em  20/07/2013.  Recurso  Voluntário interposto em 25/07/2013.  A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado,  repisou  as alegações expendidas na impugnação aduzindo, em síntese, que:  ­ a discussão sobre a  legitimidade e suficiência do crédito utilizado na Dcomp  33821.78967.290606.1.3.03­1066 já é objeto de discussão no PA 10783.901042/2010­33, que  aguarda julgamento do Recurso Voluntário, sendo matéria prejudicial ao presente julgamento,  pelo que  requer o  sobrestamento do presente  feito até o deslinde  final a  ser atribuído àquele  processo,  ou,  alternativamente,  que  sejam  ambos  julgados  simultaneamente,  e  na  mesma  oportunidade;  ­  nulidade,  pela  falta  de  análise  pela  DRJ/RJ1  dos  documentos  anexados  aos  autos,  pois  embora  não  analisados,  a  DRJ  aceitou  a  prejudicialidade  do  crédito  por  eles  albergado;  Fl. 343DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10783.901853/2011­15  Resolução nº  1302­000.322  S1­C3T2  Fl. 344          4 ­  reitera  que  sejam  devidamente  processadas  as  declarações  retificadoras  enviadas,  tais  como  a  DIPJ  2006  e  as  DCTF  relativas  ao  ano­calendário  de  2005,  o  que  demonstrará que faz jus à integralidade do saldo negativo de CSLL no ano­calendário de 2005,  no montante total de R$2.858.664,42, e também do montante de R$3.716.782,71.  ­  relativamente  aos  pagamentos  denunciados  espontaneamente  pela  recorrente,  referentes  à  CSLL  apurada  em  janeiro  de  2006,  devem  ser  considerados  sem  exigência  de  multa  de  mora,  que  é  penalidade,  e  que  é  afastada  já  mesmo  pela  própria  PGFN  (ato  declaratório  04/2011)  e  pelo Carf,  que  vem  seguindo,  nos  termos  do  art.  62­A  do Ricarf,  o  mesmo entendimento do STJ para denúncia espontânea, sendo que os pagamentos recolhidos a  destempo não foram declarados em DCTF antes da efetivação do seu pagamento;  ­ não pretende cancelar a Dcomp, relativamente à estimativa de CSLL referente  ao período de apuração de julho de 2007, mas tão somente que eventual valor exigível a título  de CSLL esteja  limitado àquele  resultante do  saldo  apurado no ajuste no  final do  respectivo  período anual, conforme as regras que regem este tributo. Ocorre que é vedada a exigência de  estimativa após o encerramento do ano­base. Assim, encerrado o ano­base de 2007, não mais  pode ser exigido o pagamento da estimativa de julho daquele período­base;  ­  requer  declaração  de  nulidade  do  acórdão  da  DRJ,  e  alternativamente,  a  suspensão  do  presente  PA,  enquanto  perdurar  a  discussão  no  PA  10783.901042/2010­33,  e  subsidiariamente,  o  provimento  integral  ao  recurso  para  reformar  integralmente  o  acórdão  recorrido.  É o relatório.  Fl. 344DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10783.901853/2011­15  Resolução nº  1302­000.322  S1­C3T2  Fl. 345          5   Voto    Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator.    O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço.  A mera análise perfunctória dos presentes autos é bastante para se reconhecer a  prejudicialidade alegada pela recorrente.  De  fato,  no  PA  10783.901042/2010­33  é  discutido  o  crédito,  relativo  a  saldo  negativo de CSLL relativo ao ano­calendário de 2005, utilizado pela recorrente para compensar  a  estimativa  devida  em  maio  de  2006  (por  meio  da  análise  da  DCOMP  nº  33821.78967.290606.1.3.031066), que aqui se cuida.  Conforme verificado no sítio do CARF, o alegado processo administrativo está  distribuído para a 2ª turma ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento, sob relatoria do  ilustre Conselheiro Leonardo Couto, e aguardando julgamento.  Assim,  sendo  certa  a  prejudicialidade  da  matéria,  voto  para  converter  o  julgamento em diligência, para que:  a)  o  presente  processo  retorne  à  unidade da Receita Federal  com  jurisdição  sobre  o  contribuinte  e  lá  permaneça  até  julgamento  final  do  PA  10783.901042/2010­33;  b)  após, seja acostado a este PA a decisão final ali obtida, sendo, então, este  novamente  movimentado  para  esta  turma  julgadora,  para  retomada  do  julgamento.   (assinado digitalmente)  Eduardo de Andrade ­ Relator  Fl. 345DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR

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Numero do processo: 10510.903652/2011-62
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/02/2005 a 28/02/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE. Cabe ao interessado o ônus da prova da certeza e liquidez do crédito utilizado na declaração de compensação. INOVAÇÃO NO ARGUMENTO DE DEFESA. PRECLUSÃO. O Interessado deve apresentar as questões de direito e de fato na manifestação de inconformidade, bem como anexar todos os documentos que provem os fatos constitutivos do seu direito, precluindo a faculdade de fazê-lo em outro momento, ressalvadas as hipóteses constantes do mesmo dispositivo legal.
Numero da decisão: 3803-006.196
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Demes Brito.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO     2 Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  Conselheiros  Corintho  Oliveira  Machado,  Belchior Melo  de  Sousa,  Hélcio  Lafetá  Reis,  João Alfredo  Eduão  Ferreira,  Jorge  Victor Rodrigues e Demes Brito.  Relatório  Esta contribuinte transmitiu declaração de compensação em que compensou o  débito discriminado no  referido PeR/DComp servindo­se de  suposto  crédito de pagamento  a  maior de Cofins.  Despacho  Decisório  da  DRF/Aracaju  reconheceu  parcialmente  o  direito  creditório e homologou parcialmente a DComp, por insuficiência de crédito.  Em manifestação de inconformidade apresentada, a Manifestante alegou que:  a)  a  falta  de  retificação  da  DCTF  não  invalida  o  direito  de  proceder  à  compensação do pagamento efetuado indevidamente ou a maior;  b) discorreu sobre o direito à compensação administrativa, fazendo menção à  legislação pertinente,  tendo ainda  tratado da  retificação da DCTF e das hipóteses em que há  vedação legal e expressa para a Declaração de Compensação.  Em  julgamento  da  lide,  a  DRJ/Belo  Horizonte  consignou  que  o  fato  evidenciado pelo Despacho Decisório é que o crédito utilizado pela Contribuinte  foi alocado  conforme  especificado  no  demonstrativo  de  utilização  do  pagamento,  não  restando  crédito  passível de compensação, além do montante já considerado na decisão.  A decisão foi ementada como segue:  ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA O  FINANCIAMENTO DA  SEGURIDADE SOCIAL ­ COFINS  Data do fato gerador: 28/02/2005  DECLARAÇÃO  DE  COMPENSAÇÃO.  PAGAMENTO  INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO.  Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a  existência e suficiência do crédito postulado.  Manifestação de Inconformidade Improcedente  Direito Creditório Não Reconhecido  Cientificada  da  decisão  em  05/03/2014,  15  dias  após  a  disponibilização  da  decisão na  caixa postal e­CAC,  irresignada, a Contribuinte apresentou  recurso voluntário em  14/03/2014,  em  que  identificou  que  a  origem  do  crédito  era  pagamento  indevido  sobre  as  receitas decorrentes do fornecimento de medicamentos sujeitos à alíquota zero, com tributação  concentrada  no  produtor,  nos  termos  da Lei  nº  10.147/00,  com  liminar deferida no  processo  judicial  nº 2009.34.00.031447­2,  confirmada na  segurança  concedida,  em  trâmite na 9ª Vara  Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal, ascendidos os autos ao TRF1ª Região  em 02/05/2001 para o reexame necessário.  É o relatório.  Fl. 83DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10510.903652/2011­62  Acórdão n.º 3803­006.196  S3­TE03  Fl. 83          3 Voto             Conselheiro Belchior Melo de Sousa ­ Relator  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  os  demais  requisitos  para  admissibilidade,  portanto dele conheço.  Com efeito, na manifestação de inconformidade a Contribuinte não identifica  a origem do crédito que utiliza na declaração de compensação e não anexa documentos nem  sua escrita fiscal e contábil para comprovar a sua alegação de pagamento a maior.   No  recurso  voluntário  a  Recorrente  apresenta­se  como  substituída  no  mandado  de  segurança  coletivo  impetrado  pela  Confederação  Nacional  de  Saúde,  ação  que  teve como objeto a exclusão  ­ da base de cálculo das contribuições  apuradas por hospitais e  clínicas ­ das receitas obtidas com o fornecimento de medicamentos na prestação de serviços,  uma  vez  que  tais  medicamentos  estão  sujeitos  à  incidência  concentrada  e  da  alíquota  zero  relativamente  aos  demais  agentes  da  cadeia  de  circulação  desses  produtos.  Anexa  Certidão  Narrativa de Objeto e Pé contendo o andamento do processo e em que é atestada a concessão  de liminar, a posterior concessão da segurança, a subida dos autos para reexame necessário e  seu estado de concluso para o relator.  Com este argumento a Recorrente  inova a sua defesa,  trazendo questão que  não foi posta perante o juízo de primeiro grau. Reza o art. 16 do Decreto nº 70.235/72 que o  impugnante  deve  arguir  na  impugnação  todas  as  questões  de  fato  e  de  direito,  bem  como  apresentar todos os documentos que fazem a prova das alegações.  Os  processos  de  restituição,  ressarcimento  e  compensação  são  de  iniciativa  do interessado, que se constitui em sujeito ativo no processo fazendo a afirmação do seu direito  ao  crédito  e  à  concomitante  compensação,  cabendo  a  ele,  dessa  forma,  o  ônus  de  instruir  o  processo com as provas dos fatos constitutivos do seu direito.  No  presente  caso,  além  de  o  novo  argumento  repercutir  na  supressão  da  primeira instância, que deixou de apreciar o mérito ora colocado, a Recorrente trouxe apenas a  prova quanto à certeza do seu crédito, decorrente da existência da ação judicial em que é parte  na condição de substituída processual,  com provimento do pedido  reconhecendo o direito de  não se submeter ao pagamento do PIS/Cofins, porém não se desincumbiu de demonstrar a sua  liquidez,  comprovando­o  por meio  de  controle  segregado  dos  produtos  alvo  da  exclusão  da  base de cálculo, bem como, adicionalmente, por meio da escrita contábil e fiscal.  Os  argumentos  da  Recorrente  apoiados  apenas  no  documento  apresentado  corresponde à pretensão de obter o provimento do recurso voluntário com base no direito em  tese.  A  prova  da  certeza  do  crédito  é  necessária,  mas  insuficiente,  porquanto  não  assegura  minimamente  a  existência  do  seu  direito material. Desse modo,  a Recorrente  apresenta  uma  defesa  que  não  tem  força  para  lhe  favorecer,  pois  é  elementar  que  restasse  provada  a  materialidade do direito alegado, sintetizada, pelo menos, num demonstrativo de recuperação  de crédito, tecnicamente consistente e facilitador de uma possível diligência fiscal, de vez que  apresentada apenas na segunda instância. Somente assim, poderia a Recorrente obter, quando  menos, alguma parcela de êxito no presente julgamento.  Fl. 84DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO     4 Dessarte, a carência de elementos probatórios que ministrassem em favor da  sua alegação realça tão só a inovação no argumento de defesa, que, ante a correção da decisão  recorrida, não tem índole bastante para ser conhecida.  Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso por inovação no argumento  de defesa.  Sala das sessões, 28 de maio de 2014  (assinado digitalmente)  Belchior Melo de Sousa                                Fl. 85DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO

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Numero do processo: 10380.723251/2012-34
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 08 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1302-000.325
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto S. Jr – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Tadeu Matosinho, Márcio Rodrigo Frizzo, Alberto Pinto Souza. Junior, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Hélio Araújo e Waldir Rocha.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/2012­34  Resolução nº  1302­000.325  S1­C3T2  Fl. 563            2 CONDIÇÃO  SUSPENSIVA.  RECEITA  OPERACIONAL.  RECONHECIMENTO NO IMPLEMENTO DA CONDIÇÃO.  Os  incentivos  concedidos  pelo  Poder  Público  às  pessoas  jurídicas,  consistentes  na  renúncia  parcial  do  valor  emprestado,  submetida  à  condição  suspensiva,  devem  ser  oferecidos  à  tributação  no  período  em  que  implementada a condição, a título de receita operacional.  DESPESAS COM AERONAVES. INDEDUTIBILIDADE.  As  despesas  com  aeronaves  não  são  dedutíveis  quando  não  estão  comprovadamente relacionadas com a produção ou comercialização dos bens  produzidos.  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Anocalendário: 2008  REGIME NÃO­CUMULATIVO. CRÉDITO. COMBUSTÍVEIS.  INSUMOS  SOB TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA À ALÍQUOTA DIFERENCIADA.  O gasto com combustíveis utilizados como insumos na fabricação de produtos  gera  crédito na  apuração da Cofins  e do PIS/Pasep Não­Cumulativos,  ainda  que submetidos à  tributação monofásica com base em alíquota diferenciada,  sendo os créditos calculados, todavia, com base nas alíquotas padrões.  ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES  Anocalendário: 2008  TRIBUTAÇÃO REFLEXA.  Aplica­se às exigências ditas  reflexas o que  foi decidido quanto à exigência  matriz, devido à íntima relação de causa e efeito entre elas.  Impugnação Procedente em Parte  Crédito Tributário Mantido em Parte  A  recorrente  tomou  ciência  da  decisão  recorrida  em  19/10/2012  (sexta­feira),  conforme AR a  fls.  339,  e  interpôs,  em 19/11/2012, dois  recursos voluntário:  um a  fls.  341,  destinado  à  Primeira  Seção  de  Julgamento,  no  qual  se  insurge  contra  a  autuação  do  IRPJ  referente  à  glosa  de  despesas  com  locação  de  aeronaves;  e  o  outro  a  fls.  392,  destinado  à  Terceira Seção de Julgamento, no qual contesta as autuações de PIS e COFINS,  referentes a  glosa  de  créditos  na  aquisição  de  combustíveis  sujeitos  ao  regime de  tributação monofásica,  ambos coligidos nos autos do PAF nº 10380.723251/2012­34.  Na Sessão de Julgamento de 3 de dezembro de 2013, esta Turma  reolveu, por  unanimidade, determinar a formação de autos apartados de Cofins e PIS/Pasep, pelas seguintes  razões apontadas no voto condutor da Resolução nº 1302­000.277:  “Entendo  que  a  recorrente  agiu  bem  quando  apresentou  os  dois  recursos, pois, após a decisão de primeira instância, a matéria relativa à  Cofins e à contribuição para o PIS deveriam formar autos próprio para  envio à Terceira Seção do CARF, já, por sua vez, a matéria relativa ao  IRPJ e a CSLL deveriam seguir para esta Sejul, pelas razões que passo  a expor.  O art. 2º do Anexo II do RICARF assim dispõe:...  O inciso VII do art. 2º, acima transcrito, não se aplica ao presente caso,  pois inciso I do art. 4º do Anexo II do RICARF dispõe expressamente  que compete à Terceira Sejul do CARF julgar os recursos voluntários e  de ofício relativos à legislação da Cofins e da contribuição para o PIS.  Fl. 563DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/2012­34  Resolução nº  1302­000.325  S1­C3T2  Fl. 564            3 Por  sua vez,  o  inciso  IV do art.  2º  também não  se  aplica ao presente  caso,  pois  as  exigências  de  PIS  e  COFINS  não  estão  lastreadas  nos  mesmos fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração  à  legislação  pertinente  à  tributação  do  IRPJ.  Note­se  que  o  fato  que  ensejou  às  autuações  de  PIS  e  Cofins  foi  o  creditamento  de  tais  contribuições incidentes na aquisição de combustíveis, por sua vez, os  fatos  que  ensejaram  o  lançamento  ex  officio  do  IRPJ  foram:  a)  o  enquadramento  como  subvenção  para  investimento  de  operações  que,  no  entendimento  da  Fiscalização,  seriam  subvenções  para  custeio  (destinadas  ao  capital  de  giro);  e  b)  a  falta  de  apresentação  de  elementos que comprovassem a necessidade (para manutenção da fonte  produtora da renda) de despesas com locação de aeronaves.  Em  face  do  exposto,  voto  no  sentido  de  converter  o  julgamento  em  diligência, para que a unidade preparadora providencie a  formação de  autos  apartados  de  Cofins  e  PIS,  após  o  que,  devolva  estes  autos  (IRPJ/CSLL) e os autos de PIS/COFINS para a minha relatoria, na 1ª  Seção/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária.  Ressalto  que,  não  obstante  já  esteja  antecipando  o meu  entendimento  sobre  a  incompetência  desta  Seção  para  o  julgamento  dos  autos  de  infração das contribuições PIS e COFINS, os autos a serem formados  (PIS/COFINS)  devem  ser  devolvidos  para  a  minha  relatoria,  pois,  formalmente, não há como já declinar da competência por resolução.   Determino  também  que,  por  cautela,  todos  os  documentos  que  compõem  estes  autos  deverão  compor,  por  cópia,  os  autos  (PIS  e  Cofins) a serem formados pela Unidade Preparadora.”.  Em  atendimento  à  diligência,  a  Unidade  Preparadora  formou  autos  apartados  relativos  aos  lançamentos  de  Cofins  e  PIS/Pasep  (PAF  nº  10380.720360/2014­61),  sendo  assim, são objetos destes autos apenas os lançamentos e recursos relativos ao IRPJ e à CSLL.  O recurso voluntário, a fls. 341 e segs., apresenta as seguintes razões de defesa:  a)  que  a DRJ  entendeu  por  bem  exonerar  os  lançamentos  relativos  ao  IRPJ  e  CSLL relacionados ao valor recebido pela Recorrente a título de subvenções para investimento  concedidas  por  unidades  da  federação,  com  base  na  legislação  estadual  disciplinadora  dos  programas PROVIN/CE, PROADI/RN, FAIN/PB e DESENVOLVE/BA, obtidas pela M Dias  Branco em contrapartida por investimentos na instalação de novos empreendimentos industrais  nas respectivas unidades da federação, pois sustentou que os incentivos concedidos pelo Poder  Público às pessoas jurídicas, consistentes na renúncia parcial do valor emprestado, submetida à  condição  suspensiva,  devem  ser  oferecidas  à  tributação  no  período  em  que  implementada  a  condição, a título de receita operacional;  b)  que,  ainda  que  tenha  acertado  em  parte,  o  acórdão  recorrido  manteve  os  demais  créditos  fiscais,  por  entender  que  M  Dias  Branco  não  teria  reunido  as  condições  necessárias para deduzir os gastos com locação de aeronave da base de cálculo do IRPJ devido;  Fl. 564DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/2012­34  Resolução nº  1302­000.325  S1­C3T2  Fl. 565            4 c) que não concorda com as aludidas  imputações  remanescentes, uma vez que  lastreadas  em  entendimentos  equivocados  quer  seja  sobre  as  operações  da  sociedade  e  os  respectivos tratamentos contábil e fiscal, quer seja sobre as legislações aplicáveis;  d)  que  houve  erros  no  enquadramento  legal,  os  quais  eivaram  de  vício  de  nulidade a autuação levada a efeito, sendo que o relator do acórdão recorrido não analisou os  argumentos levantados em impugnação, o que claramente viola o disposto no art. 50, I e II, da  Lei 9.784/99;  e)  que  a  exigência  de  IRPJ  quanto  à  dedução  de  despesas  pela  utilização  de  aeronave está equivocadamente fundamentada nos arts. 251, parágrafo único, e 300 do RIR/99,  pois  o  art.  251  e  seu  parágrafo  único  disciplinam  a  necessidade  das  empresas  manterem  escrituração  de  todas  as  suas  operações  com  estrita  observação  às  leis  comerciais  e  fiscias,  sendo que não há qualquer menção de que a recorrente não tenha corretamente escriturado seus  livros;  f) que, no ano de 2008, quem estivesse submetido ao RTT estava desobrigado de  seguir em sua escrituração quaisquer exigência (art. 17, §2º, MP 449/08);  g) que o art. 300 também não tem qualquer relação com as despesas para com a  aeronave  arrendada  pela  recorrente,  pois  a  Fiscalização  não  apontou  alguma  infração  consistente em não se observar as disposições sobre a dedutibilidade de rendimentos pagos a  terceiros;  h) que, embora a recorrente tenha comprovado regularmente a necessidade das  referidas  despesas  para  o  desenvolvimento  de  suas  atividades,  a  autoridade  fiscal  entendeu  indevidamente que tal requisito não estaria suficientemente demonstrado, sendo que, ao invés  de prosseguir na investigação, optou por apenas lavrar o auto de infração;  i)  que  cabia  o  aprofundamento  da  fiscalização,  com  a  oitiva  de  testemunhas,  como mencionado no acórdão ora  recorrido, ou  até mesmo com a  intimação das  autoridades  competentes  por  regular  a  aviação  civil  e  a  guarda  dos  documentos  requisitados  durante  a  fiscalização  e  não  apenas  proceder  com  uma  equivocada  autuação,  razão  pela  qual  deve  ser  declarado nulo o auto de infração;  j)  que  os  gastos  referentes  ao  arrendamento  da  aeronave  são  imprescindíveis  para o regular desenvolvimento das atividades empresariais da recorrente, pois todas as origens  e destinos dos voos guardam a mais perfeita relação com a atividade da recorrente;  l) que as cidades de Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Maceió,  Recife, Fortaleza e Eusébio (CE) estão entre algumas das mais diversas localidades em que a  recorrente possui parque industrial e unidades comerciais e elas apareceram no diário de bordo  apresentado, quer como destino quer como origem;  m) que da eventual insuficiência da prova a favor do contribuinte não decorre a  presunção de suficiência da acusação – sem provas – que lhe é feita;   n) que a atividade desenvolvida pela recorrente torna imprescindível a utilização  de um meio de transporte ágil o suficiente para que esta possa realizar seu empreendimento e,  muito embora possa se admitir que essa mera conincidência seja prova indiciária do direito da  recorrente de deduzir as despesas;  Fl. 565DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/2012­34  Resolução nº  1302­000.325  S1­C3T2  Fl. 566            5 o)  que  caberia  à  Fiscalização  comprovar  tal  incompatibilidade  e  não  simplesmente presumi­la, como fez a autoridade fiscal;  p)  que  a  aeronave  possibilitou  a  otimização  de  todo  o  processo  industrial,  tanto  de  comercialização,  assessoramento,  promoção,  como  a  prestação  de  serviços,  no  que  concerne  aos  produtos  comercializados  ou  fabricados  pela  recorrente,  razão  pela  qual  a  dedução das despesas do correspondente arredandamento mercantil se mostrou completamente  devida e regular.      É o relatório.  O recurso de ofício atende o disposto no art. 34, I, do Decreto nº 70.235/72 c/c a  Portaria MF nº 03/2008, razão pela qual dele conheço.  Faz­se mister  que,  de  plano,  sustente­se  que  a  subvenção  para  investimento  é  apenas aquela em que é exigida aplicação do valor subvencionado em bens de capital, de  tal  sorte  que  a  aplicação  sponte  propria  do  contribuinte  em  bens  de  capital  não  transforma  a  renúncia de receitas públicas em subvenção de  investimento. Nesse sentido, é  lapidar o  item  2.12 do vetusto Parecer Normativo CST nº 112/78, o qual assim sustenta:  “2.12  ­  Observa­se  que  a  SUBVENÇÃO  PARA  INVESTIMENTO  apresenta  características  bem marcantes,  exigindo  até mesmo  perfeita  sincronia da intenção do subvencionador com a ação do subvencionado.  Não  basta  apenas  o  "animus"  de  subvencionar  para  investimento.  Impõe­se,  também,  a  efetiva  e  específica  aplicação  da  subvenção,  por  parte  do  beneficiário,  nos  investimentos  previstos  na  implantação  ou  expansão  do  empreendimento  econômico  projetado.  Por  outro  lado,  a  simples  aplicação  dos  recursos  decorrentes  da  subvenção  em  investimentos  não  autoriza  a  sua  classificação como SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO.” [grifo  nosso]   O Termo de Constatação Fiscal a fls. 38 afirma que a subvenção em tela não  era  destinada  a  investimento,  logo,  cabe  necessariamente,  para  aqueles  que  comigo  comunguem  do  mesmo  entendimento,  analisar  os  termos  dos  protocolos  assinados  pela  recorrente, para que possamos classificar corretamente as subvenções em tela (de custeio ou de  investimento).    Ora,  no  item  04  da  resposta  ao  Termo  de  Intimação  nº  01  (a  fls.  66),  a  recorrente  afirma  que  estava  entregando,  em  meio  magnético,  cópia  dos  instrumentos  contratuais  celebrados  com  os  respectivos  Estados,  referentes  às  subvenções  para  investimentos estaduais e seus aditivos. Ocorre que, ao se compulsar os autos, não se encontra  tais  documentos. Assim,  ressalvada  as  posições  em  contrário,  faz­se  necessário,  para  o meu  juízo de valor sobre a questão posta, que se  junte aos autos cópias dos referidos documentos  entregue em meio magnético, razão pela qual proponho a seguir a conversão do julgamento em  diligência.  O  recurso voluntário é  tempestivo e  foi  subscrito por mandatário com poderes  para tal, conforme procuração a fls. 286/287, razão pela qual dele conheço.  Fl. 566DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/2012­34  Resolução nº  1302­000.325  S1­C3T2  Fl. 567            6 Da mesma forma, o diário de bordo que é um elemento de prova importante para  formação de qualquer juízo de valor sobre a necessidade da despesa com locação de aeronaves  também não se encontra nos autos, apesar de que no item 9 da resposta ao Termo de Intimação  nº 5  (doc. a  fls. 74), a recorrente afirme que estava entregando cópia do referido diário, bem  como, de documentos de valores significativos de “locação e despesas com a aeronave”.   Ora, não há como emitir qualquer juízo de valor sobre a importância ou não de  tais  elementos  de  prova,  sem  que  tomemos  conhecimento  do  seu  teor,  sob  pena  de  se  configurar verdadeiro cerceamento do direito de defesa.    Em face do exposto, voto por converter o julgamento em diligência, para que  sejam juntadas, aos autos, cópias dos seguintes documentos:    a) instrumentos contratuais celebrados com os governos estaduais, referentes  às subvenções para investimentos e seus aditivos de que trata o item 04 da resposta ao Termo  de Intimação nº 01 (a fls. 66); e    b)  diário  de  bordo  e  documentos  de  valores  significativos  de  “locação  e  despesas com a aeronave” de que tratam o item 9 da resposta ao Termo de Intimação nº 5 (doc.  a fls. 74).      Alberto Pinto Souza Junior ­ Relator    Fl. 567DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR

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5545002 #
Numero do processo: 10380.905231/2009-84
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF Ano-calendário: 2005 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DO OBJETO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 3801-003.302
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1894; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE01  Fl. 81          1 80  S3­TE01  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10380.905231/2009­84  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3801­003.302  –  1ª Turma Especial   Sessão de  24 de abril de 2014  Matéria  Concomitância  Recorrente  TRÊS CORAÇÕES ALIMENTOS S.A.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS  OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS ­ IOF  Ano­calendário: 2005  AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DO OBJETO.  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois  do  lançamento  de  ofício,  com  o mesmo  objeto  do  processo  administrativo,  sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo,  de matéria distinta da constante do processo judicial.  Recurso Voluntário Não Conhecido      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  não  conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.  (assinado digitalmente)  Flávio de Castro Pontes ­ Presidente.   (assinado digitalmente)  Sidney Eduardo Stahl ­ Relator.  Participaram da sessão de  julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani,  Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira,  Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 90 52 31 /2 00 9- 84 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10380.905231/2009­84  Acórdão n.º 3801­003.302  S3­TE01  Fl. 82          2 Relatório  Trata­se  de  Pedido  de Compensação  objetivando  compensar  débitos  fiscais  com pagamento indevido de IOF.  Devidamente  processado  o  pedido  de  compensação  foi  proferido  despacho  decisório  que  homologou  apenas  parcialmente  o  pedido  formulado  por  não  restar  crédito  disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.  Intimado, o  contribuinte apresentou Manifestação de  Inconformidade  aonde  requereu a homologação da compensação pleiteada uma vez que a parcela utilizada do crédito  em outras DCOMPs é inferior à registrada pelo despacho decisório, de modo que havia crédito  disponível para ser compensado na DCOMP em análise.  Em  sede  se  julgamento  da  Manifestação  de  Inconformidade  a  DRJ  de  Fortaleza/CE houve por bem julgá­la improcedente com base na seguinte ementa:  “ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  OPERAÇÕES  DE  CRÉDITO,  CÂMBIO  E  SEGUROS  OU  RELATIVAS  A  TÍTULOS  OU  VALORES MOBILIÁRIOS­ IOF  Ano­calendário: 2005  COMPENSAÇÃO. DÉBITO. ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS.  Sobre o débito compensado após seu vencimento, incidem multa  e juros moratórios até a data de apresentação da declaração de  compensação.  Manifestação de Inconformidade Improcedente  Direito Creditório Não Reconhecido”  Intimado  do  acórdão  proferido  pela  DRJ,  o  contribuinte  interpôs  Recurso  Voluntário (fls. 32/36), alegando, em síntese que o caso em tela comporta hipótese de exclusão  da  multa  moratória  em  face  da  denúncia  espontânea  de  sua  parte,  uma  vez  que,  foram  efetuados  recolhimentos  de  tributos  em  atraso,  antes  de  qualquer  ação  fiscal  e  com  recolhimento anterior as suas respectivas declarações.  Ademais,  informa  a  Contribunte  em  seu  Recurso  a  existência  de  concomitância no presente caso, uma vez que a DCOMP objeto do presente feito fora incluída  na ação judicial n° 0011873­53.2009.4.05.8100, ajuizada pela contribuinte com o objetivo de  se obter a declaração pelo Poder Judiciário da inexistência de relação jurídica que a obrigue a  recolher multa moratória nos pagamentos de tributos em atraso, sob denúncia espontânea.  É o que importa relatar.    Fl. 162DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10380.905231/2009­84  Acórdão n.º 3801­003.302  S3­TE01  Fl. 83          3 Voto             Conselheiro Sidney Eduardo Stahl,  O recurso é tempestivo, mas, em razão dos fatos a seguir apontados, dele não  tomo conhecimento.  Conforme  informação  trazida  pela  própria  Recorrente  em  sede  de  Recurso  Voluntário, há a existência de concomitância no presente caso, diante do ajuizamento da Ação  Judicial  n.°  0011873­53.2009.4.05.8100  perante  a  2ª Vara  da  Justiça  Federal  no Ceará,  cuja  cópia foi acostada aos presentes autos.  Nos termos do art. 5°, XXXV, da Constituição Federal, é assegurado a todos  o  acesso  ao  Poder  Judiciário  para  defesa  de  seus  direitos,  sendo  que  as  decisões  judiciais  transitadas  em  julgado  se  revestem  do  caráter  de  definitividade  e  de  imutabilidade,  sendo,  portanto, a ultima ratio na solução de conflitos.  Submetida  determinada  matéria  à  apreciação  do  Poder  Judiciário,  cuja  decisão  se  reveste do  caráter definitivo  e  imutável prevalecendo na ordem  jurídica,  qualquer  outra discussão paralela mostra­se inoportuna e ineficiente, diante do fato de que prevalecerá a  decisão judicial.  O  tema não merece maiores  digressões  e  já  se  encontra  sumulado  (Súmula  CARF n° 1), que tem o seguinte teor:  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo  de  ação  judicial  por  qualquer  modalidade  processual,  antes  ou  depois  do  lançamento  de  ofício,  com  o  mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas  a  apreciação,  pelo  órgão  de  julgamento  administrativo,  de  matéria distinta da constante do processo judicial.  Diante do exposto, NÃO CONHEÇO do recurso voluntário, uma vez que a  matéria já foi submetida ao crivo do Poder Judiciário, não cabendo a este órgão administrativo  colegiado a sua apreciação, pois configurada a renúncia à via administrativa.  É como voto.  (assinado digitalmente)  Sidney Eduardo Stahl ­ Relator                              Fl. 163DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES

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Numero do processo: 16327.001884/2008-32
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005 PRAZO DECADENCIAL EXISTÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO - DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES SOBRE DETERMINADAS RUBRICAS - APLICAÇÃO DA DECADÊNCIA DO § 4. DO ART. 150 DO CTN. Constatando-se antecipação de recolhimento em relação as demais rubricas , deve-se aferir o prazo decadencial pela regra constante do § 4. do art. 150 do CTN. CONHECIMENTO DO RECURSO - IDENTIDADE DE PEDIDOS E CAUSA DE PEDIR. Inexistindo identidade entre a ação promovida pelo recorrente em relação a processo específico, onde questiona a nulidade de lançamento, não existe óbice ao conhecimento de recurso cujo questionamento não é idêntico ao da ação judicial. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2401-003.274
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Kleber Ferreira de Araújo, que não conheciam do recurso. II) Por unanimidade de votos, declarar a decadência até a competência 11/2003. III) Por maioria de votos, no mérito, negar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Igor Araújo Soares, que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor, em relação ao conhecimento, o conselheiro Igor Araújo Soares. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Igor Araújo Soares – Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Kleber Ferreira de Araújo, que não conheciam do recurso. II) Por unanimidade de votos, declarar a decadência até a competência 11/2003. III) Por maioria de votos, no mérito, negar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Igor Araújo Soares, que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor, em relação ao conhecimento, o conselheiro Igor Araújo Soares. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Igor Araújo Soares – Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2347; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T1  Fl. 2          1 1  S2­C4T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  16327.001884/2008­32  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2401­003.274  –  4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  20 de novembro de 2013  Matéria  DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES, SALÁRIO INDIRETO  Recorrente  BANCO ITAÚ S.A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005  CUSTEIO  ­  NOTIFICAÇÃO  FISCAL  DE  LANÇAMENTO  ­  CONTRIBUIÇÕES  SOBRE  A  REMUNERAÇÃO  PAGA  AOS  SEGURADOS  EMPREGADOS  ­  SALÁRIO  INDIRETO  ­  AUXÍLIO  BABÁ  ­­  PARCELAS  PAGAS  EM  DESACORDO  COM  A  LEI  ESPECÍFICA. NATUREZA REMUNERATÓRIA.  A empresa é responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias  sobre  as  remunerações  pagas,  devidas  ou  creditadas  aos  segurados  que  lhe  prestaram serviços.  Quanto a apuração da contribuição sobre os valores auxílio baba, entendo que  uma vez estando no campo de  incidência das contribuições previdenciárias,  para não haver incidência é mister previsão legal nesse sentido, sob pena de  afronta aos princípios da legalidade e da isonomia.  Com  relação  aos  pagamentos  realizados  à  título  de  REEMBOLSO  BABÁ  deve restar esclarecido que o mesmo não se confunde com o auxílio creche,  visto que ambos encontram­se previstos no art. 214, § 9º do RPS, sendo que  as  exigências  para  o  efetivo  afastamento  da  verba  da  base  de  cálculo  de  contribuições  previdenciárias  são  distintas.  A  não  apresentação  dos  documentos  previstos  no RPS  afasta  a  possibilidade  de  usufruir  da  isenção  prescrita na norma.  ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005  PRAZO  DECADENCIAL  EXISTÊNCIA  DE  ANTECIPAÇÃO  DE  PAGAMENTO  ­  DIFERENÇA  DE  CONTRIBUIÇÕES  SOBRE  DETERMINADAS RUBRICAS ­ APLICAÇÃO DA DECADÊNCIA DO §  4. DO ART. 150 DO CTN.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 18 84 /2 00 8- 32 Fl. 415DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     2 Constatando­se antecipação de recolhimento em relação as demais rubricas ,  deve­se aferir o prazo decadencial pela regra constante do § 4. do art. 150 do  CTN.  CONHECIMENTO  DO  RECURSO  ­  IDENTIDADE  DE  PEDIDOS  E  CAUSA DE PEDIR.  Inexistindo  identidade entre a ação promovida pelo  recorrente  em relação a  processo  específico,  onde  questiona  a  nulidade  de  lançamento,  não  existe  óbice ao conhecimento de recurso cujo questionamento não é idêntico ao da  ação judicial.  Recurso Voluntário Provido em Parte.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  do  colegiado,  por  maioria  conhecer  do  recurso.  Vencidos os conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Kleber Ferreira  de Araújo, que não conheciam do recurso. II) Por unanimidade de votos, declarar a decadência  até a competência 11/2003. III) Por maioria de votos, no mérito, negar provimento ao recurso.  Vencido o  conselheiro  Igor Araújo Soares, que dava provimento  ao  recurso. Designado para  redigir  o  voto  vencedor,  em  relação  ao  conhecimento,  o  conselheiro  Igor  Araújo  Soares.  Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim.      Elias Sampaio Freire ­ Presidente      Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora      Igor Araújo Soares – Redator Designado    Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire,  Elaine  Cristina  Monteiro  e  Silva  Vieira,  Kleber  Ferreira  de  Araújo,  Igor  Araújo  Soares  e  Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.  Fl. 416DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/2008­32  Acórdão n.º 2401­003.274  S2­C4T1  Fl. 3          3   Relatório  O  presente  Auto  de  Infração  de  Obrigação  Principal,  lavrado  sob  o  n.  37.195.851­2,  em  desfavor  da  recorrente,  tem  por  objeto  as  contribuições  sociais — Salário  Educação  —  devidas  ao  Fundo  Nacional  de  Desenvolvimento  da  Educação  —  FNDE,  incidentes  sobre  o  apoio  financeiro  concedido  aos  segurados  empregados  sob  a  forma  de  Reembolso Babá, no período compreendido entre as competências 01/2003 a 02/2005  Conforme consta do  relatório  fiscal,  fls. 67 e  seguintes,  empresa é parte no  processo judicial n° 2000.03.99.012883­9 que objetiva o afastamento da exigência do crédito  tributário relativo ao Reembolso Babá, lançado por meio da NFLD 31.618.073­4. Em anexo ao  Auto de Infração extrato das fases processuais, assim como cópia do Acórdão proferido em 18  de dezembro de 2007.  O  lançamento  refere­se  a  período  em  que  esse  benefício  não  constava  da  legislação  previdenciária  entre  as  parcelas  não  integrantes  do  salário  de  contribuição.  Ressaltamos que o pagamento ­desta 'verba deve ser limitado ao menor salário­de­contribuição  mensal e a empresa: não respeitou este limite em vários destes pagamentos.(fl. 94)  Na  ação  fiscal  realizada  durante  o  curso  do  MPF  (lavrada  a  NFLD  35.808.777­5)  mencionado  nos  itens  2  e  3  supra  foi  formalizada  a  Representação  Administrativa — RA n° 35464.003385/2005­15, atendendo ao disposto no artigo 267, IV, da  Orientação  Interna  INSS/DIREP  n°  07/2004,  em  virtude  de  o  contribuinte  ter  mantido  convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação — FNDE, estando sujeito  ao recolhimento direto da respectiva contribuição. O objetivo da RA foi informar ao FNDE a  existência  de  fatos  geradores  não  contemplados  pelo  contribuinte  no  cálculo  do  salário  de  contribuição e, consequentemente, não sujeitos à incidência do salário­educação.  A  RA  mencionada  no  item  anterior  foi  enviada  ao  FNDE  para  o  devido  exame, por meio do Oficio n° 21.404/611/2005 (cópia em anexo), de 24/10/2005,  tendo sido  restituído à Coordenação Geral de Fiscalização do Ministério da Fazenda através do Ofício n°  32/2007/SETAD/COASE/CGEOF/DIFIN/FNDE/MEC (cópia em anexo), de 13/11/2007, para  fins de cobrança dos débitos existentes.  Considerando  que  em  01/2007,  na  vigência  do  Decreto  n°  6.003/2006  a  •  competência  para  arrecadação,  fiscalização  e  cobrança  do  salário­educação  passou  a  ser  exclusiva da Secretaria da Receita Previdenciária — SRP,  e que  a partir  de  05/2007,  com  a  aprovação  da  Lei  n°  11.457,  de  16/03/2007,  tal  competência  passou  a  ser  da  Secretaria  da  Receita Federal do Brasil, é lavrado o presente Auto de Infração referente ao salário­educação.  Importante, destacar que a lavratura da NFLD deu­se em 12/12/2008, tendo a  cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/12/2008.   Não  conformada  com  a  notificação,  foi  apresentada  defesa  pela  notificada,  fls. 82 a 97.  Fl. 417DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     4 A  Decisão  de  Primeira  Instância  confirmou  a  procedência  parcial  do  lançamento, fls. 155 a 161.  ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES   Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005   DECADÊNCIA  ­  INOCORRÊNCIA.  Com  o  entendimento  sumulado da Egrégia Corte  (Súmula  n°  08/2008)  e  do Parecer  PGFN/CAT  1.617/2008,  aprovado  pelo  Sr. Ministro  de  Estado  da Fazenda em 18/08/2008, na contagem do prazo decadencial  para  constituição  do  crédito  das  contribuições  devidas  à  Seguridade  Social  e  a  terceiros,  na  hipótese  de  inexistência  de  pagamento, utiliza­se a regra geral do art. 173 do CTN   SALÁRIO  DE  CONTRIBUIÇÃO.  Considera­se  salário­de­ contribuição a remuneração auferida em uma ou mais empresas,  assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou  creditados  a  qualquer  título,  durante  o  mês,  destinados  a  retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as  gorjetas e os ganhos habituais sob a forma de utilidades. Art. 28  da Lei 8.212/91.  REEMBOLSO­BABÁ.  Integra  o  salário­de­contribuição  o  "reembolso­babá"  pago  aos  segurados  empregados,  acima  do  limite  imposto  pela  legislação  (menor  salário­de­contribuição  mensal),  por  não  se  enquadrar  nas  hipóteses  de  exclusão  previstas no § 9° do art. 28 da Lei n° 8.212/91.  Lançamento Procedente  Não  concordando  com  a  decisão  do  órgão  previdenciário,  foi  interposto  recurso pela notificada, conforme fls. 166 a . Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o  seguinte:  1.  Que  o  STF  já  reconheceu  que  o  prazo  de  decadência  para  constituição  do  crédito  previdenciário é de 5 anos previsto no CTN, ao reconhecer a inconstitucionalidade do art.  45. da Lei d 8.212/91, pacificando a matéria ao editar a Súmula Vinculante n° 8;  2.  No  presente  caso,  não  há  dúvida  quanto  ao  recolhimento  antecipado  da  contribuição  previdenciária,  já  que  houve  o  recolhimento,  em  todas  as  competências  autuadas, mas  sobre  base  de  cálculo  apurada  a  partir  das  verbas  por  ele  consideradas  salariais,  razão  pela  qual  deve  ser  cancelado  em  patê  o  lançamento,  tendo  em  vista  que  decaíram  os  supostos fatos geradores ocorridos no período de janeiro de 2003 a novembro de 2003, já  que a ciência de sua lavratura ocorreu somente em 18 de dezembro de 2008, ou seja, há  cinco anos contados do fato gerador (art. 150, § 4% do CTN);  3.  No  mérito  que  a  Lei  8.212/91  em  seu  art.  28,  inciso  I  ao  definir  o  que  é  salário­de­ contribuição,  dispõe  que  a  contribuição  previdenciária  incide  somente  sobre  a  remuneração.  4.  Que conforme dispõe o art. 457 da CLT, a remuneração é sempre decorrente da prestação  laboral  assim  para  a  verba  possua  natureza  remuneratória,  e  desse  modo,  possa  estar  incluída no conceito de salário­de­contribuição, do art. 28, inciso I, da Lei 8.212/91, seu  pagamento deve estar diretamente relacionado à realização do trabalho.  Fl. 418DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/2008­32  Acórdão n.º 2401­003.274  S2­C4T1  Fl. 4          5 5.  Que a jurisprudência trabalhista passou a considerar qualquer vantagem de natureza não  pecuniária, fornecida ao empregado, como integrante do seu salário, visando impedir que  o  salário  do  empregado  passasse  a  ser  pago  quase  que  integralmente  em  utilidades,  a  despeito dos limites atribuídos às prestações in natura de que trata o art. 458 da CLT.  6.  Que  a  Previdência  Social  temendo  que  as  utilidades  fornecidas  reduzissem  a  sua  arrecadação, passou a sujeitar à contribuição ao  INSS qualquer vantagem concedida ao  empregado,  quer  fosse  supérflua  ou  essencial.  Esse  entendimento  é  ilegal,  pois  as  utilidades disponibilizadas ao empregado para o exercício do trabalho não integram sua  remuneração.  7.  Que  em  se  tratando  de  relação  de  emprego,  os  conceitos  de  empregado,  empregador,  remuneração e outros só podem ser, perante a Previdência Social, os mesmos do Direito  do Trabalho, segundo o embasamento legal, jurisprudencial e doutrinário deste ramo do  Direito.  8.  Que a natureza jurídica do Auxílio Creche/Auxílio­Babá, fundamenta­se na Constituição  Federal (art. 7°, inciso XXV), na CLT (art. 389, § 1°e § 2% na Convenção Coletiva de  Trabalho (cláusula 16a) e Portaria DNSHT n° 1 de 15.01.69, do Ministério do Trabalho,  sucedida pela Portaria n° 3296 de 03.09.86.  9.  Que  a  jurisprudência  do  STJ  encaminha­se  na  súmula  310,  que  o  auxílio  creche  não  integra salário de contribuição. Mesmo entendimento deve ser atribuído ao auxílio babá,  visto o seu caráter indenizatório.  10.  Que  o  fato  de  a  Convenção  Coletiva  de  Trabalho  ter  determinado  o  reembolso  das  despesas com Auxílio Creche/Auxílio Babá também ao funcionário­pai, referente a cada  filho,  até  a  idade  de  83  meses,  não  desnatura  o  instituto,  mas  apenas  demonstra  seu  elevado alcance social, pois não se limitou a ressarcir despesas com filhos, à funcionária  mãe (art. 5° da CF e art. 5° da LICC).  11.  Que não se trata o reembolso creche/babá de contraprestação do empregador por serviços  prestados  pelo  empregado, mas  de  verba  substitutiva  da  obrigação  patronal  de manter  creches, previstas no art. 389, § 1° da CLT, conforme autorizado pela Portaria 3296/86.  12.  Que  não  pode  ser  considerado  parcela  remuneratória,  já  que  tem  natureza  jurídica  de  ajuda de custo, desconsiderada como salário no art. 457, § 2° da CLT.  O processo foi encaminhado para julgamento no CARF.  É o relatório.  Fl. 419DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     6   Voto Vencido  Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora  PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE:  O  recurso  foi  interposto  tempestivamente,  conforme  informação  à  fl.  387.  Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito.  DAS QUESTÕES PRELIMINARES  DO CONHECIMENTO DO RECURSO  Conforme  descrito  no  relatório  deste  voto,  a  NFLD  em  tela,  tem  por  fundamento  a  indicação  dos valores de  reembolso babá,  sendo que  a  recorrente  entende que  ditos pagamentos não compõem o conceito de salário de contribuição.   Ou  seja,  identifica­se  que  a  propositura  da  ação  tem  por  escopo,  o mesmo  objeto da NFLD ora em julgamento, razão porque incabível a apreciação do mérito, posto que  tendo esta NFLD sido lavrada em estreita observância daquela, sobre a mesma base de cálculo,  o  resultado  de  uma  interfere  diretamente  no  resultado  das  demais  lavradas  sob  o  mesmo  fundamento.  No mesmo  sentido  posiciona­se  este  Conselho Administrativo  de Recursos  Fiscais ­ CARF ao publicar a súmula nº. 1 aprovada em sessão plenária de 08/12/2009, sessão  que determinou nova numeração após a extinção dos Conselhos de Contribuintes.  SÚMULA NO 1  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo  de  ação  judicial  por  qualquer  modalidade  processual,  antes  ou  depois  do  lançamento  de  ofício,  com  o  mesmo objeto do processo administrativo.  Dessa forma, entendo não deva ser conhecido o mérito da incidência sobre a  verba reembolso creche.  DA APRECIAÇÃO DAS DEMAIS PRELIMINARES   DA DECADÊNCIA  Vencida que fui na preliminar de conhecimento, passo à análise das demais  preliminares.  Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir  os créditos objeto desta NFLD, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art.  45  da  Lei  8212/91  (10  anos),  outrora  defendido,  à  decisão  do  STF.  Dessa  forma,  quanto  a  decadência de 5 anos, razão assiste ao contribuinte nos termos abaixo expostos.  O  STF  em  julgamento  proferido  em  12  de  junho  de  2008,  declarou  a  inconstitucionalidade  do  art.  45  da  Lei  n  º  8.212/1991,  tendo  inclusive  no  intuito  de  eximir  qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante  de n º 8, senão vejamos:  Súmula  Vinculante  nº  8“São  inconstitucionais  os  parágrafo  único do artigo 5º do Decreto­lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da  Fl. 420DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/2008­32  Acórdão n.º 2401­003.274  S2­C4T1  Fl. 5          7 Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito  tributário”.  O texto constitucional em seu art. 103­A deixa claro a extensão dos efeitos da  aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de  seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicá­la de pronto, mesmo nos  casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve  o artigo em questão:  Art.  103­A.  O  Supremo  Tribunal  Federal  poderá,  de  ofício  ou  por  provocação,  mediante  decisão  de  dois  terços  dos  seus  membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional,  aprovar  súmula  que,  a  partir  de  sua  publicação  na  imprensa  oficial,  terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do  Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas  esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua  revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.  Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as  disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade  previdenciária  constituir  os  créditos  resultantes  do  inadimplemento  de  obrigações  previdenciárias.   O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva  do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento  assim estabelece em seu artigo 173:   "Art.  173. O direito de  a Fazenda Pública  constituir  o  crédito  tributário extingue­se após 5 (cinco) anos, contados:  I  ­  do  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  àquele  em  que  o  lançamento poderia ter sido efetuado;  II  ­  da  data  em  que  se  tornar  definitiva  a  decisão  que  houver  anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.  Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue­se  definitivamente  com  o  decurso  do  prazo  nele  previsto,  contado  da  data  em  que  tenha  sido  iniciada  a  constituição  do  crédito  tributário  pela  notificação,  ao  sujeito  passivo,  de  qualquer  medida preparatória indispensável ao lançamento."  Já em se tratando de tributo sujeito a  lançamento por homologação, quando  ocorre  pagamento  antecipado  inferior  ao  efetivamente  devido,  sem  que  o  contribuinte  tenha  incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplica­se o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN,  segundo o qual,  se  a  lei  não  fixar prazo  à homologação,  será  ele de cinco anos,  a contar da  ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva:   Art.150  ­  O  lançamento  por  homologação,  que  ocorre  quanto  aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de  antecipar  o  pagamento  sem  prévio  exame  da  autoridade  administrativa, opera­se pelo ato em que a referida autoridade,  tomando  conhecimento  da  atividade  assim  exercida  pelo  obrigado, expressamente a homologa.  § 1º ­ O pagamento antecipado pelo obrigado nos  termos deste  artigo  extingue  o  crédito,  sob  condição  resolutória  da  ulterior  homologação do lançamento.  Fl. 421DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     8 § 2º  ­ Não  influem sobre a obrigação  tributária quaisquer atos  anteriores  à  homologação,  praticados  pelo  sujeito  passivo  ou  por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito.  § 3º ­ Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém  considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o  caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação.  § 4º ­ Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco  anos  a  contar  da  ocorrência  do  fato  gerador;  expirado  esse  prazo  sem  que  a  Fazenda  Pública  se  tenha  pronunciado,  considera­se homologado o lançamento e definitivamente extinto  o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou  simulação. (grifo nosso)  Contudo,  para  que  possamos  identificar  o  dispositivo  legal  a  ser  aplicado,  seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas  para  que,  só  assim,  possamos  declarar  da  maneira  devida  a  decadência  de  contribuições  previdenciárias.  Assim, dever­se­á considerar que houve antecipação para aplicação do § 4º  do  art.  150  do  CTN,  quando  ocorreu  por  parte  do  contribuinte  o  reconhecimento  do  valor  devido e o seu parcial recolhimento, o que vislumrbo no presente caso. Embora pessoalmente,  entenda  que  a  ausência  de  recolhimento  sobre  determinadas  rubricas,  como no  caso  ora  sob  análise  (reembolso  baba),  enseje  a  aplicação  do  art.  173,  I  do  CTN,  subssumo  meu  entendimento  a maioria  deste  colegiado,  seguindo  a  decisão  da Câmara  superior,  que  já  por  diversas  ocasiões  ao  apreciar  a  questão  decidiu  que  a  ausência  de  recolhimentos  sobre  determinada rubrica, deve ser aplicado o art. 150, § 4º CTN.  No  presente  caso,  embora  estejamos  lançando  contribuinções  destinadas  a  terceiros,  podemos  adotar  o  raciocínio  do  referido  colegiado,  uma  vez  que  não  houve  lançamento sobre a folha de pagamento, mas t]ao somente a informação de lançamento sobre a  verba  auxílio  babá,  o  que  denota  a  existência  de  recolhimento  sobre  a  folha  de  pagamento  geral.  Ocorre que no  caso  em questão, o  lançamento  foi efetuado em 12/12/2008,  tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/12/2008. Sendo assim, considerando  que os fatos geradores ocorreram entre 01/2003 a 02/2005, deve ser declarada a decadência das  contribuições até 11/2003, com respaldo no art. 150, § 4º do CTN.  DO MÉRITO  Em primeiro lugar, cumpre­nos observar que o lançamento em tela refere­se  a  parcela  destinada  ao  FNDE,  sob  a  base  de  cálculo  reembolso  baba,  cujo  lançamento  da  contribuição patronal foi alvo de NFLD apartada já definitivamente julgada,  lavrada sob o n.  35.808.777­5, conforme se extrai dos termos da decisão de primeira instância:  4.2. Conforme  foi  esclarecido  no  relatório  fiscal  (fls.  27/31),  o  crédito  constituído  no  lançamento  em  questão  refere­se  à  contribuição  devida  ao  Fundo  de  Desenvolvimento  do  Ensino  (Salário  Educação),  incidente  sobre  os  pagamentos  de  verbas  remuneratórias, a título de "reembolso babá", nas competências  01/2003 a 02/2005.  4.2.1  Por  sua  vez,  as  contribuições  previdenciárias,  correspondentes  à  parte  da  empresa,  inclusive  o  adicional  de  2,5%  previsto  no  §  1  1,  do  art.  22,  da  Lei  8.212/91,  e  ao  financiamento  dos  benefícios  concedidos  em  razão  do  grau  de  Fl. 422DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/2008­32  Acórdão n.º 2401­003.274  S2­C4T1  Fl. 6          9 incapacidade  laborativa  decorrente  dos  riscos  ambientais  do  trabalho — GILRAT, do período 01/2003 a 02/2005,  incidentes  sobre a mesma base de cálculo utilizada no presente lançamento,  foram  objeto  da  NFLD  N°  35.808.777­5,  constituída  em  03/08/2005,  durante  o  curso  do  Mandado  de  Procedimento  Fiscal — MPF n° 09211157 e prorrogações. Cabe salientar que  referida  NFLD  já  foi  julgada  procedente,  com  transito  em  julgado no âmbito administrativo, conforme consulta no sistema  de cobrança (fls. 149/154).  4.2.2. Desta  forma,  no  âmbito  administrativo,  não  há  qualquer  dúvida  quanto  à  legalidade  da  inclusão  dos  valores  pagos  a  título  de  reembolso  babá  (objeto  do  presente  lançamento)  na  base de cálculo das contribuições devidas à Seguridade Social.  Entretanto,  tem  em  vista  as  várias  alegações  trazidas  pela  Impugnante  em  relação  à  ilegalidade  da  incidência  das  contribuições  sociais,  inclusive  o  salário  educação,  sobre  os  valores pagos a título reembolso babá, passaremos, a seguir, a  análise das mesmas.  4.2.4.  Na  ação  fiscal  anterior  (MPF  N°  09211157),  não  foi  lançado o crédito referente ao Salário Educação, em virtude do  contribuinte  ter  convênio  como  Fundo  Nacional  de  Desenvolvimento  de  Ensino  —  FNDE,  estando  sujeito  ao  recolhimento direto da respectiva contribuição, razão pela qual  foi  formalizada  a  Representação  Administrativa  —  RA  n°  35464.003385/2005­15, atendendo ao disposto no artigo 267, V,  da orientação Interna INSS/DIREP n° 07/2004. Referida RA foi  enviada ao FNDE para o devido exame que, por meio do Ofício  n°  32/2007,  solicitou  à Coordenação Geral  de Fiscalização do  Ministério  da  Fazenda  a  constituição  e  cobrança  do  crédito  correspondente.  4.2.5. As alegações de que os valores pagos, no caso concreto,  a  título  de  "reembolso­babá"  não  têm  natureza  salarial  sucumbem diante da  constatação da  fiscalização de que o  pagamento dessa verba deve ser limitado ao menor salário­ de­contribuição  mensal,  limite  este  não  respeitado  pela  empresa.  Não  houve  por  parte  do  contribuinte,  qualquer  questionamento  sobre  a  contribuição para o FNDE, mas tão somente sobre a base de cálculo reembolso baba, conforme  apreciaremos a seguir.  De fato, entendo que o posicionamento adotado pelo ilustre julgador mostre  acertado. Alega o recorrente, que na própria legislação trabalhista o pagamento de auxílio baba,  por si só constituiria verba indenizatória consubstanciado nos art. 457 e 458 da CLT, o que não  venho a concordar. De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n ° 8.212/1991, para o segurado  empregado  entende­se  por  salário­de­contribuição  a  totalidade  dos  rendimentos  destinados  a  retribuir  o  trabalho,  incluindo  nesse  conceito  os  ganhos  habituais  sob  a  forma  de  utilidades,  nestas palavras:  Art.28. Entende­se por salário­de­contribuição:  Fl. 423DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     10 I  ­  para  o  empregado  e  trabalhador  avulso:  a  remuneração  auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade  dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título,  durante  o mês,  destinados  a  retribuir o  trabalho,  qualquer  que  seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a  forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de  reajuste  salarial,  quer  pelos  serviços  efetivamente  prestados,  quer  pelo  tempo à disposição do empregador ou  tomador de serviços nos  termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo  coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela  Lei nº 9.528, de 10/12/97)  Existem parcelas que não sofrem incidência de contribuições previdenciárias,  seja por sua natureza indenizatória ou assistencial, tais verbas estão arroladas no art. 28, § 9º da  Lei n ° 8.212/1991, nestas palavras:  Art. 28 (...)  § 9º Não  integram o salário­de­contribuição para os  fins desta  Lei,  exclusivamente:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.528,  de  10/12/97)  s)  o  ressarcimento  de  despesas  pelo  uso  de  veículo  do  empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a  legislação  trabalhista,  observado  o  limite máximo  de  seis  anos  de  idade,  quando  devidamente  comprovadas  as  despesas  realizadas; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97)  t)  o  valor  relativo  a  plano  educacional  que  vise  à  educação  básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro  de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais  vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que  não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos  os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (Redação  dada pela Lei nº 9.711, de 20/11/98)  Com  relação  aos  pagamentos  realizados  à  título  de AUXÍLIO  BABÁ  em  primeiro lugar esclareço que o mesmo não se confunde com o auxílio creche, visto que ambos  encontram­se  previstos  no  art.  214,  §  9º  do  RPS,  sendo  que  as  exigências  para  o  efetivo  afastamento da verba da base de cálculo de contribuições previdenciárias são distintas. Neste  sentido, dispõe o texto do Decreto 3048/99 em seu art. 214:  Art. 214 (...)  XXIII  ­  o  reembolso  creche  pago  em  conformidade  com  a  legislação  trabalhista,  observado  o  limite máximo  de  seis  anos  de  idade  da  criança,  quando  devidamente  comprovadas  as  despesas; (Acrescentado pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99)  XXIV  ­  o  reembolso  babá,  limitado  ao  menor  salário­de­ contribuição mensal e condicionado à comprovação do registro  na Carteira de Trabalho e Previdência Social da empregada, do  pagamento  da  remuneração  e  do  recolhimento  da  contribuição  previdenciária,  pago  em  conformidade  com  a  legislação  trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da  criança; e (Acrescentado pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99)  Fl. 424DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/2008­32  Acórdão n.º 2401­003.274  S2­C4T1  Fl. 7          11 Durante o procedimento fiscal, a autoridade em constatando o pagamento de  reembolso babá, em valor superior ao permitido em lei, procedeu a lavratura do presente auto  de infração, o que encontra­se devidamente respaldado na citada norma.  Afasto  aqui  o  argumento  do  recorrente,  de  não  representar  contraprestação  pelo serviço prestado. Conforme citado pelos próprios dispositivos trabalhistas. art. 457 e 458,  diversas são as formas de remunerar os empregados, seja por meio de pagamento em dinheiro,  ou utilidades que nada mais  são do que outras  espécies de benefícios,  que  acabam,  sim, por  remunerar  indiretamente  o  empregado,  já  que  o  pagamento  deu­se  no  curso  do  contrato  de  trabalho,  e  representa,  claramente  um  ganho  ao  empregado. Note­se  que  o  empregado,  para  usufruir  do  mesmo  benefício  teria  que  despender  seus  próprios  recursos,  o  que  no  meu  entender demonstra o caráter salarial da verba.  Conforme  enfrentado  acima,  não  há  como  desvincular  o  pagamento  de  reembolso baba, recebida pelo trabalhador, salvo na estrita observância do art. 28, § 9º da lei  8212/91. O pagamento da verba, surge da existência do vínculo de emprego.. Dito pagamento  não se dá por um infortúnio (uma eventualidade), por exemplo, uma doação no caso de força  maior,  mas  é  na  verdade  um  pagamento,  um  benefício,  uma  retribuição,  um  agrado,  ou  qualquer  outro  nome  que  se  queira  dar,  que  nasce  de  um  pacto  laboral,  representando  um  ganho indireto do trabalho.  Também não acato a tese de que constitui ajuda de custo, possuindo portanto,  natureza  indenizatória. O  termo  ajuda  de  custo mencionado no  dispositivo  da CLT  é  aquele  pago  em  função  da  transferência  do  trabalhador  de  uma  cidade  para  outra,  e  não  possui  a  natureza  de  mero  auxílio  ao  trabalhador,  seja  pago  à  título  de  babá,  escola,  combustível,  aluguel etc. No caso, só não irá compor o conceito de remuneração, caso se enquadre em uma  das possibilidades do art. 458, § 2 da CLT.  Portanto,  com  relação  aos  argumentos  trazidos  pelo  recorrente  para  desconstituir o crédito em relação ao auxílio babá, não lhe confiro razão.  Note­se  que  o  fato  de  haver  previsão  em  acordo  coletivo  ou  convenção  coletiva  que  determine  o  pagamento  da  verba,  não  desnatura  para  efeitos  previdenciários  a  natureza da verba, sendo que a lei é clara ao definir regras quanto a exclusão da verba da base  de cálculo de contribuições previdenciárias.  Ressalto  ainda,  que  face  a  natureza  do  pagamento,  e  o  contido  no Decreto  3048/99, não há de se confundir a natureza do pagamento com o auxílio creche que nos termos  da Súmula 310 do STJ, não mais  constitui  salário de contribuição,  independente da maneira  como prestado e comprovado, bastando para tanto que não se desnature seu pagamento.   O Auxílio­creche não integra o salário­de­contribuição.  Assim,  entendo  que  o  lançamento  encontra­se  correto  face  não  ter  o  recorrente cumprido o requisito para que o pagamento restasse excluído do conceito de salário  de contribuição.  CONCLUSÃO  Voto  pelo  NÃO  CONHECIMENTO  DO  RECURSO,  contudo  VENCIDA  NA PRELIMINAR DE CONHECIMENTO, em análise as preliminares e ao mérito, voto por  Fl. 425DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     12 excluir do  lançamento  aos  fatos  geradores até  a  competência 11/2003, e no mérito NEGAR­ LHE PROVIMENTO, mantendo o lançamento efetuado.  É como voto.    Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira.  Fl. 426DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/2008­32  Acórdão n.º 2401­003.274  S2­C4T1  Fl. 8          13   Voto Vencedor  Conselheiro Igor Araújo Soares, Redator Designado  Em que pesem os sempre bem lançados fundamentos constantes do voto da  Em. Relatora, ouso dela divergir quanto a dois pontos.  Inicialmente,  ao  efetuar  o  cotejo  entre  o  objeto  da  presente  autuação  e  a  discussão travada nos autos da ação judicial n. 2007.61.00024389­3, não vislumbro tratar­se de  matérias idênticas a atrair a incidência da Súmula n. 01 do CARF.  Fato  é  que,  conforme  já  apontado  pela  relatora,  o  objeto  dos  autos  é  o  seguinte:  O  presente  Auto  de  Infração  de  Obrigação  Principal,  lavrado  sob o n. 37.195.851­2, em desfavor da recorrente, tem por objeto  as  contribuições  sociais  —  Salário  Educação  —  devidas  ao  Fundo  Nacional  de  Desenvolvimento  da  Educação  —  FNDE,  incidentes  sobre  o  apoio  financeiro  concedido  aos  segurados  empregados  sob  a  forma  de  Reembolso  Babá,  no  período  compreendido entre as competências 01/2003 a 02/2005.  E da análise da petição inicial da ação impetrada verifica que o contribuinte  se insurge contra a lavratura da NFLD 35.808.771­6, na qual foram lançadas contribuições da  empresa,  SAT  e  terceiros  (INCRA),  incidentes  sobre  pagamentos  efetuados  aos  seus  empregados à título de reembolso baba, por serem considerados como salário utilidade.  A  meu  ver,  portanto,  não  entendo  presente  o  óbice  de  conhecimento  no  presente  caso,  pois  em  se  tratando  de  uma  ação  judicial  diretamente  relacionada  a  um  dado  lançamento fiscal, o lançamento efetuado de forma posterior, e no qual não constam as mesmas  contribuições cuja legalidade é debatida em sede de ação judicial há de ser enfrentado por este  Eg. Conselho.  Logo, com a devida vênia ao entendimento da nobre relatora, entendo que o  recurso deva ser conhecido  Ante  todo  o  exposto,  voto  no  sentido  de  conhecer  do  recurso  voluntário,  acompanhando a relatora quanto aos demais pontos.  É como voto.   Igor Araújo Soares.                Fl. 427DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE

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Numero do processo: 10850.909636/2011-22
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3801-000.668
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani – Presidente Substituto. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e José Luiz Feistauer de Oliveira.
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani – Presidente Substituto. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e José Luiz Feistauer de Oliveira.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/2011­22  Resolução nº  3801­000.668  S3­TE01  Fl. 207          2 Relatório   Trata o presente de Pedido de Restituição apresentado pelo contribuinte, com a  finalidade de  ter  restituído valores  supostamente  recolhidos  indevidamente,  no valor  total  de  R$ 4.598,41.  Devidamente  processado  o  pedido  de  restituição  do  contribuinte  foi  proferido  despacho  decisório  que  indeferiu  o  pedido  formulado  sob  a  justificativa  de  que  existe  um  débito confessado pelo contribuinte por meio de DCTF, no valor igual do recolhimento objeto  do pedido de restituição, inexistindo, portanto, crédito a ser restituído.  Intimado,  o  contribuinte  apresentou  Manifestação  de  Inconformidade  aonde  requereu a reunião do presente processo a outros por ele relacionados, justificando que tratam  da mesma matéria  e  possuem  os mesmos  fundamentos  e  em  sede  de  preliminar  alegou,  em  síntese,  que  não  foi  intimado para  prestar quaisquer  esclarecimentos  quanto  o  direito  ao  seu  crédito,  bem  como  que  a  fiscalização  não  teria  tomando  conhecimento  das  razões  que  justificassem o pedido de restituição.   No mérito aduziu que o crédito a que pretende a restituição fora indevidamente  recolhido  conforme  ficou  evidenciado  na  declaração  de  inconstitucionalidade  do  artigo  3º,  parágrafo 1º da Lei n.º 9.718/1998 pelo STF.  Em sede se  julgamento da Manifestação de  Inconformidade, a DRJ houve por  bem julgá­la improcedente nos termos da seguinte ementa:  “ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE SOCIAL ­ COFINS   Data do fato gerador: 30/04/2002   AMPLIAÇÃO  DA  BASE  DE  CÁLCULO.  INCONSTITUCIONALIDADE.  A  inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da Cofins e  da Contribuição para o PIS/Pasep, reconhecida pelo Supremo Tribunal  Federal em recurso extraordinário, não gera efeitos erga omnes, sendo  incabível  sua  aplicação  a  contribuintes  que  não  façam  parte  da  respectiva ação.  ASSUNTO:  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  FISCAL  Data  do  fato  gerador: 30/04/2002 PROVA DOCUMENTAL. PRECLUSÃO.  A  prova  documental  do  direito  creditório  deve  ser  apresentada  na  manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o contribuinte  fazê­lo  em  outro  momento  processual  sem  que  se  verifiquem  as  exceções previstas em lei.   Manifestação de Inconformidade Improcedente   Direito Creditório Não Reconhecido”   Fl. 210DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/2011­22  Resolução nº  3801­000.668  S3­TE01  Fl. 208          3 Intimado  do  acórdão  proferido  pela  DRJ,  a  contribuinte  interpôs  Recurso  Voluntário,  juntando  nova  documentação  e  alegando,  além  dos  argumentos  de  sua  Impugnação, que  a DCTF não é o único meio de prova da existência do  crédito passível de  restituição, bem como que os artigos 165 do CTN e artigo 74 da Lei 9.430/96 não condicionam  o reconhecimento do crédito a quaisquer retificações de declarações.   Ademais, alega que os documentos apresentados em sua Impugnação (planilha  de  cálculo  e  livro diário  e os  respectivos  termos de  abertura  e  encerramento)  são  suficientes  para comprovar o seu crédito e que a DRF teria inovado no processo trazendo tais argumentos  novos  à  lide,  o  que  permitiria,  inclusive,  a  apresentação  de  provas  adicionais  ao  presente  processo ao contrário do que esposado no acórdão recorrido, sob pena de afronta ao princípio  da verdade material.  É o que importa relatar,  Fl. 211DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/2011­22  Resolução nº  3801­000.668  S3­TE01  Fl. 209          4 Voto  O  recurso  é  tempestivo  e  preenche  os  demais  requisitos  de  admissibilidade,  portanto dele tomo conhecimento.  Examino  preliminarmente  o  pedido  de  reunião  dos  processos,  e  tenho  que  assiste razão ao acórdão recorrido que entendeu pela impossibilidade de reunião dos processos.  Tomo a decisão com base no artigo 1º da Portaria n.º 666/2008 da RFB, cuja redação abaixo se  transcreve:  “Art. 1 º Serão objeto de um único processo administrativo:  I  ­  as  exigências  de  crédito  tributário  do  mesmo  sujeito  passivo,  formalizadas com base nos mesmos elementos de prova, referentes:  (...)  II ­ a suspensão de imunidade ou de isenção ou a não­homologação de  compensação  e  o  lançamento  de  ofício  de  crédito  tributário  delas  decorrentes;  III  ­ as exigências de crédito  tributário  relativo a  infrações apuradas  no  Simples  que  tiverem  dado  origem  à  exclusão  do  sujeito  passivo  dessa  forma  de  pagamento  simplificada,  a  exclusão  do  Simples  e  o  lançamento de ofício de crédito tributário dela decorrente;  IV ­ os Pedidos de Restituição ou de Ressarcimento e as Declarações  de  Compensação  (Dcomp)  que  tenham  por  base  o  mesmo  crédito,  ainda que apresentados em datas distintas;  V  ­  as  multas  isoladas  aplicadas  em  decorrência  de  compensação  considerada não declarada.”  Para a reunião dos processos, de acordo com o dispositivo normativo, o pedido  de  restituição ou de  ressarcimento deve  ter por base o mesmo crédito,  o que não ocorre nos  casos  dos  processos  administrativos  relacionados  pela  Recorrente,  pois  se  tratam  de  crédito  cujos  período  de  apuração  são  distintos,  muito  embora  a  argumento  para  afastar  o  não  reconhecimento  do  crédito  seja  o  mesmo,  ou  seja,  a  inconstitucionalidade  do  artigo  3º,  parágrafo 1º da Lei n.º 9.718/1998.  Portanto, rejeito o pedido de reunião dos processos formulado pela Recorrente.  Quanto ao mérito, entretanto, apesar da tese esposada no acórdão da DRJ tenho  que o presente processo deve seguir caminho diverso.  O  Pleno  do  Egrégio  Supremo  Tribunal  Federal  (STF),  no  julgamento  dos  Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco  Aurélio,  pacificou  o  entendimento  da  inconstitucionalidade  da  ampliação  da base de  cálculo  das contribuições destinadas ao PIS e à COFINS, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º  9.718/98, conforme ementa abaixo colacionada:  CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ­ ARTIGO 3º, § 1º, DA  LEI  Nº  9.718,  DE  27  DE  NOVEMBRO  DE  1998  ­  EMENDA  CONSTITUCIONAL  Nº  20,  DE  15  DE  DEZEMBRO  DE  1998.  O  Fl. 212DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/2011­22  Resolução nº  3801­000.668  S3­TE01  Fl. 210          5 sistema  jurídico  brasileiro  não  contempla  a  figura  da  constitucionalidade  superveniente.  TRIBUTÁRIO  ­  INSTITUTOS  ­  EXPRESSÕES E VOCÁBULOS  ­  SENTIDO. A  norma pedagógica  do  artigo  110  do Código  Tributário Nacional  ressalta  a  impossibilidade  de  a  lei  tributária  alterar  a  definição,  o  conteúdo  e  o  alcance  de  consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados  expressa ou implicitamente. Sobrepõe­se ao aspecto formal o princípio  da realidade, considerados os elementos tributários.   CONTRIBUIÇÃO  SOCIAL  ­  PIS  ­  RECEITA  BRUTA  ­  NOÇÃO  ­  INCONSTITUCIONALIDADE  DO  §  1º  DO  ARTIGO  3º  DA  LEI  Nº  9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195  da  Carta  Federal  anterior  à  Emenda  Constitucional  nº  20/98,  consolidou­se  no  sentido  de  tomar  as  expressões  receita  bruta  e  faturamento como sinônimas, jungindo­as à venda de mercadorias, de  serviços  ou  de  mercadorias  e  serviços.  É  inconstitucional  o  §  1º  do  artigo  3º  da  Lei  nº  9.718/98,  no  que  ampliou  o  conceito  de  receita  bruta  para  envolver  a  totalidade  das  receitas  auferidas  por  pessoas  jurídicas,  independentemente da atividade por elas desenvolvida  e da  classificação contábil adotada.  Destaca­se, nesse aspecto, que a matéria foi reconhecida como de “Repercussão  Geral” e julgada pelo Supremo Tribunal Federal, conforme decisão proferida no RE 585.235,  abaixo colacionado:  Decisão: O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no  sentido de  reconhecer a  repercussão geral da questão  constitucional,  reafirmar  a  jurisprudência  do  Tribunal  acerca  da  inconstitucionalidade  do  §  1º  do  artigo  3º  da  Lei  9.718/98  e  negar  provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto  do Relator. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio,  que  entendia  ser  necessária  a  inclusão  do  processo  em  pauta.  Em  seguida,  o  Tribunal,  por  maioria,  aprovou  proposta  do  Relator  para  edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor será deliberado  nas próximas  sessões, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,  que  reconhecia a necessidade de encaminhamento da proposta à Comissão  de  Jurisprudência.  Votou  o  Presidente,  Ministro  Gilmar  Mendes.  Ausentes,  justificadamente,  o  Senhor  Ministro  Celso  de  Mello,  a  Senhora Ministra Ellen Gracie e, neste julgamento, o Senhor Ministro  Joaquim Barbosa. Plenário, 10.09.2008.  Assim, considerando­se o disposto no art. 62­A da Portaria MF n.º 256, de 22 de  junho de  2009,  alterada  pela Portaria MF n.º  586,  de 21  de  dezembro  de 20101  (Regimento  Interno  do CARF),  deve­se  afastar  a  tributação  do  PIS  e  da COFINS  exigidas  com  base  no  disposto no art. 3º, § 1º, da Lei n.º 9.718, de 1998.  Nada  obstante,  o  órgão  judicante  a  quo  esqueceu­se  do  dever  da  autoridade  preparadora  em zelar pela  instrução na busca da verdade material,  a  teor do disposto na Lei                                                              1 Art. 62­A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal  de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543­B e 543­C da Lei nº 5.869, de  11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos  recursos no âmbito do CARF. (alterações introduzidas pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de  22.12.2010).  Fl. 213DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/2011­22  Resolução nº  3801­000.668  S3­TE01  Fl. 211          6 9.784,  de  29  de  janeiro  de 1999,  artigo  292,  artigo  36,  inteligência  do  artigo  37,  artigo  38  e  artigo 393.  Não  considerar  tais  documentos  e  negar  o  direito  da  contribuinte  ao  aproveitamento de seu crédito configuraria enriquecimento sem causa do Estado.  Especificamente  quanto  à  verdade  material,  transcrevo  oportunas  lições  de  Marcos Vinicius Neder e de Maria Tereza Martinez López:  Em  decorrência  do  princípio  da  legalidade,  a  autoridade  administrativa  tem o dever de buscar a verdade material. O processo  fiscal  tem  por  finalidade  garantir  a  legalidade  da  apuração  da  ocorrência  do  fato  gerador  e  a  constituição  do  crédito  tributário,  devendo  o  julgador  pesquisar,  exaustivamente  se,  de  fato,  ocorreu  a  hipótese abstratamente  prevista  na  norma  e,  em caso  de  impugnação  do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade, independente  do alegado e provado, Odete Medauar  preceitua que  "o princípio da  verdade  material  ou  verdade  real,  vinculado  ao  princípio  da  oficialidade,  exprime  que  a  Administração  deve  tomar  decisões  com  base  nos  fatos  tais  como  se  apresentam  na  realidade,  não  se  satisfazendo  com  a  versão  oferecida  pelos  sujeitos  Para  tanto,  tem  o  direito  de  carrear  para  o  expediente  todos  os  dados,  informações,  documentos  a  respeito  da  matéria  tratada,  sem  estar  jungida  aos  aspectos considerados pelos sujeitos.  Segundo  Alberto  Xavier,  a  lei  concede  ao  órgão  fiscal  meios  instrutórios amplos para que  venha  formar  sua  livre  convicção  sobre  os verdadeiros fatos praticados pelo contribuinte. Nesta perspectiva, é  lícito  ao  órgão  fiscal  agir  sponte  sua  com  vistas  a  corrigir  os  fatos  inveridicamente postos ou suprir lacunas na matéria de fato, podendo  ser obtidas novas provas por meio de diligências e perícias.  4 Em que  pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios,                                                              2    Art.  29.  As  atividades  de  instrução  destinadas  a  averiguar  e  comprovar  os  dados  necessários  à  tomada  de  decisão realizam­se de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito  dos interessados de propor atuações probatórias.  § 1º. O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo.  § 2º. Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar­se do modo menos oneroso para  estes.  3 Art.  36. Cabe  ao  interessado  a  prova  dos  fatos  que  tenha  alegado,  sem  prejuízo  do  dever  atribuído  ao  órgão  competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei.  Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria  Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução  proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias.  Art. 38. O  interessado poderá,  na  fase  instrutória e antes da  tomada da decisão,  juntar documentos e pareceres,  requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo.  § 1º. Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão.  §  2º.  Somente  poderão  ser  recusadas,  mediante  decisão  fundamentada,  as  provas  propostas  pelos  interessados  quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias.  Art.  39. Quando  for  necessária  a  prestação  de  informações  ou  a  apresentação  de  provas  pelos  interessados  ou  terceiros,  serão  expedidas  intimações  para  esse  fim,  mencionando­se  data,  prazo,  forma  e  condições  de  atendimento.  Parágrafo único. Não  sendo atendida  a  intimação, poderá o órgão competente,  se  entender  relevante  a matéria,  suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão.  4 NEDER, Marcos Vinicius; LOPEZ, Maria Tereza Martinez. Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado  2ª ed. São Paulo: Dialética, 2004, p. 74.  Fl. 214DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/2011­22  Resolução nº  3801­000.668  S3­TE01  Fl. 212          7 constata­se que, no caso vertente, os documentos apresentados devem  ser  devidamente  examinados  para  se  apurar  se  os  referidos  créditos  estão corretos.  Ante  ao  exposto,  voto  no  sentido  de  converter  o  presente  julgamento  em  diligência para que a Delegacia de origem:  a)  Examine  os  documentos  existentes  e  a  escrita  fiscal  da  interessada  em  relação  às  compensações  requeridas  apurando  se  estão  corretos  os  valores inicialmente pleiteados correspondentes á indevida ampliação da  base de cálculo do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98;  b)  Cientificar  a  interessada  do  resultado  da  diligência,  abrindo  prazo  para  manifestação, se assim desejar;  c)  Retornar o processo a este CARF para julgamento.  É como voto.  (assinado digitalmente)  Sidney Eduardo Stahl, ­ Relator  Fl. 215DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI

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Numero do processo: 10940.000616/98-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 22 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Os embargos de declaração se prestam ao questionamento de omissão em acórdão proferido pelo CARF. Não identificada omissão, incabíveis os embargos.
Numero da decisão: 3403-003.012
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração apresentados. Antonio Carlos Atulim - Presidente. Rosaldo Trevisan - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN

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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Os embargos de declaração se prestam ao questionamento de omissão em acórdão proferido pelo CARF. Não identificada omissão, incabíveis os embargos.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN     2 A ciência do julgamento ocorreu em 29/01/2014 (cf. AR. de fl. 854), tendo os  embargos sido interpostos em 03/02/2014 (fls. 812 a 815).  Argumenta  a  embargante  que  a  decisão  adotada  por  este  tribunal  fundamentou a decisão pela negativa de aplicação de “expurgos inflacionários” em função de  ausência  de  ação  judicial  da  empresa.  No  entanto,  a  empresa,  em  conversa  com  seu  departamento  jurídico,  “verificou  a  existência  de  processo  judicial  no  0035751.33.1998.4.03.6100, que tramitou perante a 5a Vara da Justiça Federal de São Paulo”,  na  qual  a  empresa  “obteve  ordem  judicial,  já  transitada  em  julgado,  determinando  expressamente que a correção monetária das importâncias recolhidas indevidamente fosse feita  em consonância com a Resolução nº 561/07, do Conselho da Justiça Federal, o qual aplica o  entendimento  consolidado  do  E.  STJ,  e  inclui  os  expurgos  inflacionários  nos  cálculos  da  correção monetária”.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator  Os embargos de declaração foram interpostos com respeito ao prazo previsto  no § 1o do art. 65 do Anexo II do Regimento Interno deste CARF (RICARF), aprovado pela  Portaria  MF  no  256/2009,  passando  a  ser  analisados  quanto  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade.  A  ementa  do  Acórdão  embargado  dispõe  (em  relação  às  matérias  aqui  discutidas):  “CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP.  COMPENSAÇÃO.  DIREITO  CREDITÓRIO  ADMINISTRATIVAMENTE  RECONHECIDO.  EXPURGOS  INFLACIONÁRIOS.  IMPOSSIBILIDADE.  No caso de o direito creditório e as compensações serem, ambos,  reconhecidos/homologados  administrativamente,  os  índices  de  correção a serem adotados pela Administração são os constantes  da  Norma  de  Execução  Conjunta  COSIT/COSAR  no  08/1997,  pela  ausência  de  medida  (legal  ou  “jurisprudencial  vinculante”)  que  garanta,  em  um  processo  sobre  crédito  tributário que sequer transite pelo Poder Judiciário, os índices  de correção que este adota.” (grifo nosso)  No  voto  condutor,  majoritariamente  acolhido  na  turma,  esclarece­se  já  de  início que o contencioso em sede de recurso voluntário restringe­se à atualização monetária, e  deriva de decisão ilíquida anteriormente proferida por este Conselho.  A  unidade  local  utiliza,  na  atualização  monetária,  a  Norma  de  Execução  Conjunta COSIT/COSAR,  que,  como  informado  pelo  julgador  de  piso,  contempla  o  IPC  de  janeiro/1998 a  fevereiro/1990 (com a variação da OTN de outubro a dezembro de 1988 e do  BTN de fevereiro/1989 a fevereiro/1990), o BTN de março/1990 a janeiro/1991 e o INPC de  fevereiro a dezembro/1991, excluindo índices que acabaram por ser designados de “expurgos  inflacionários”.  E  a  DRJ  entendeu  que  tais  expurgos  inflacionários  somente  poderiam  ser  reconhecidos pela Administração se existisse ação judicial assecuratória.  Fl. 858DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10940.000616/98­10  Acórdão n.º 3403­003.012  S3­C4T3  Fl. 858          3 Tanto  na  sua  manifestação  de  inconformidade  quanto  em  seu  recurso  voluntário  a  empresa  traz  julgados  de  terceiros  em  sentido  diverso  e  argumenta  que  há  julgamento  do  STJ  no  REsp  no  1.112.524/DF,  na  sistemática  dos  recursos  repetitivos,  de  observância obrigatória pelo CARF, determinando a aplicação dos “expurgos inflacionários”. E  silencia sobre o fato de ser parte em ação judicial.  Pelo contrário, argumenta em seu recurso voluntário, após a DRJ ter negado  seu pleito de atualização com os mesmos pressupostos do acórdão ora embargado (ausência de  ação judicial) que (fl. 755):  “Evidente  que  a  obrigatoriedade  da  ação  judicial  para  o  reconhecimento  e  aplicação  dos  expurgos  inflacionários  gera  tratamento  desigual  entre  contribuintes  em  situações  idênticas,  ou seja, gera desigualdade entre os contribuintes que pleitearam  a  restituição  do  crédito  na  esfera  judicial  e  aqueles  que  a  pleitearam  na  esfera  administrativa  e,  consequentemente,  gera  enorme insegurança jurídica, razão pela qual deve­se incluir os  “expurgos inflacionários” na atualização monetária”  Tanto o julgamento de piso quanto o acórdão embargado foram emitidos sem  qualquer  manifestação  da  empresa  no  sentido  de  que  havia  ação  judicial  interposta  pela  empresa. Não há,  assim,  qualquer omissão  em  tais  julgados,  visto  que  a  informação  sobre  a  ação judicial não havia sido trazida aos autos, mesmo após a decisão da DRJ, que indeferia o  pleito pela ausência de ação judicial.  O  que  se  vê  é  uma  argumentação  inovadora,  um  fato  novo  em  sede  de  embargos  de  declaração,  e  que  demanda  verificação  das  novas  provas  apresentadas  (provas  essas já existentes, ao menos no que se refere à eventual demanda judicial, tanto ao tempo da  manifestação de inconformidade quanto do recurso voluntário).  Juntam­se  aos  embargos  os  seguintes  “novos”  documentos:  (a)  cópia  de  petição  em  juízo  datada  de  24/08/1998,  referente  a  ação  ordinária  com  pedido  de  tutela  antecipada,  versando  sobre  compensação  fundada  em  crédito  de  Contribuição  para  o  PIS/PASEP decorrente da  inconstitucionalidade dos Decretos­leis no 2.445 e 2.449/1998 (fls.  831 a 840); (b) cópia de extrato do TRF3 com o julgamento da apelação / reexame necessário  no 0035751­33.1998.4.03.6100/SP 2 / no 2007.03.99.004761­5/SP (fls. 841 a 846); e (c) cópia  de  extrato  de  consulta  ao  processo  efetuada  em  03/02/2014,  na  qual  se  verifica  trânsito  em  julgado em 22/02/2012 (fls. 847 a 850).  Ainda  que  se  releve  a  preclusão  para  o  trato  da  matéria  no  processo  administrativo, nessa fase, em nome da verdade material, haveria óbice ainda maior: as peças  juntadas  apontam  para  o  fato  de  que  a  empresa,  ao  mesmo  tempo  em  que  discutia  administrativamente a matéria, também a questionava em juízo (operando­se a concomitância).  Recorde­se que a empresa demandou administrativamente em 15/06/1998 o  crédito  discutido  nestes  autos  (fls.  3  a  9)  buscando  compensar  valor  recolhido  a  maior  ou  indevidamente  (total  de  R$  1.891.308,47),  a  título  da  Contribuição  para  o  PIS/PASEP  com  débitos  de  COFINS,  IRPJ  e  CSLL  vincendos,  explicando  que  os  recolhimentos  efetuados  tomaram como base de cálculo a receita operacional bruta do mês de competência, de acordo  com os Decretos­leis no 2.445 e 2.449, ambos de 1988, que foram declarados inconstitucionais  pelo STF (RE no 148.754­2/RJ).  Fl. 859DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN     4 E, dois meses depois do pedido administrativo, aponta agora a empresa, em  sede de embargos declaratórios, que efetuou  idêntica demanda em juízo, em 24/08/1998 (fls.  831 a 840).  Ou  seja,  a matéria  foi  discutida  paralelamente  nas  esferas  administrativa  e  judicial,  com  o  silêncio  da  recorrente  sobre  a  concomitância  durante  todo  o  processo  administrativo.  E  a  “reanálise”  demandada,  além  de  ser  incompatível  com  o  instituto  dos  embargos  declaratórios,  implicaria  o  descabimento  de  tudo  o  que  foi  decidido  no  processo  administrativo, em face da concomitância.  Veja­se,  por  exemplo,  que  as  12  DCOMP  apresentadas  em  2007  o  foram  enquanto pendia decisão  judicial a matéria,  e que o Despacho Decisório de fls. 673/674,  em  16/03/2012,  analisou  as  DCOMP  administrativamente  após  o  trânsito  em  julgado  da  ação  judicial.  Não se nega, esclareça­se, que a empresa possui tutela judicial assecuratória  de  crédito  e de metodologia de  correção  transitada em  julgado. O que  se discute aqui  é  tão­ somente  o  cabimento  da  análise  da matéria  em  sede  de  embargos  de  declaração  (momento  processual em que se encontram os presentes autos).  Em  suma,  nesta  fase  processual  (embargos  de  declaração),  não  se  vê  a  alegada “omissão” em relação a tal matéria nova, que sequer havia sido suscitada no processo.  No máximo  existe  uma discussão  sobre  incorreção  ou  incompletude  nas  premissas  adotadas  para o julgamento, por força de omissão da própria recorrente, o que não é atacável pela via de  embargos.    Tendo  em  vista  o  exposto,  voto  por  rejeitar  os  embargos  de  declaração  apresentados.  Rosaldo Trevisan                                Fl. 860DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN

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Numero do processo: 13804.005444/2003-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998, 01/04/1998 a 30/06/1998, 01/10/1998 a 31/10/1998, 01/12/1998 a 31/12/1998 Ementa: OMISSÃO DA DECISÃO RECORRIDA. NECESSIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO. OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NULIDADE. A omissão relativa a fato relevante para o deslinde da causa caracteriza cerceamento do direito de defesa, a demandar anulação do acórdão recorrido para que outro seja produzido com apreciação de todas as razões de inconformidade.
Numero da decisão: 3402-002.424
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para anular a decisão da Delegacia de Julgamento, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Pedro Souza Bispo, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca e Fenelon Moscoso de Almeida.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1849; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C4T2  Fl. 109          1 108  S3­C4T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13804.005444/2003­89  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3402­002.424  –  4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  23 de julho de 2014  Matéria  Processo Administrativo Fiscal  Recorrente  PHB ELETRÔNICA LTDA  Recorrida  DRJ SÃO PAULO (SP)    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período  de  apuração:  01/01/1998  a  31/01/1998,  01/04/1998  a  30/06/1998,  01/10/1998 a 31/10/1998, 01/12/1998 a 31/12/1998  Ementa:  OMISSÃO  DA  DECISÃO  RECORRIDA.  NECESSIDADE  DE  COMPLEMENTAÇÃO.  OFENSA  AO  DEVIDO  PROCESSO  LEGAL.  NULIDADE.  A  omissão  relativa  a  fato  relevante  para  o  deslinde  da  causa  caracteriza  cerceamento do direito de defesa, a demandar anulação do acórdão recorrido  para  que  outro  seja  produzido  com  apreciação  de  todas  as  razões  de  inconformidade.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  da  4ª  câmara  /  2ª  turma  ordinária  da  terceira   SSEEÇÇÃÃOO  DDEE  JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para  anular a decisão da Delegacia de Julgamento, nos termos do voto do relator.    (assinado digitalmente)  GILSON  MACEDO  ROSENBURG  FILHO  –  Relator  e  Presidente  Substituto.    Participaram  do  presente  julgamento,  os  Conselheiros  João  Carlos  Cassuli  Junior, Pedro Souza Bispo, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Fernando Luiz  da Gama Lobo D Eca e Fenelon Moscoso de Almeida.        AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 00 54 44 /2 00 3- 89 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO     2 Relatório  Como  forma  de  elucidar  os  fatos  ocorridos  até  a  decisão  da  Delegacia  da  Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis:  Em  ação  fiscal  levada  a  efeito  em  face  da  contribuinte  acima  identificada  foi  apurada  falta  de  recolhimento  da Contribuição  para  o  PIS/Pasep  relativa  aos  fatos  geradores  ocorridos  nos  períodos de apuração de janeiro de 1998, abril a junho de 1998,  outubro  e  dezembro  de  1998,  declarados  na  DCTF,  pois  foi  constatado  “Comp  c/pagto  não  Localizado”  e  “Pagto  não  Localizado”, razão pela qual  foi lavrado o Auto de Infração de  fls.  09  e  10,  integrado  pelos  termos  e  documentos  nele  mencionados,  apurando­se  o  crédito  tributário  composto  pela  contribuição, multa proporcional e juros de mora, calculados até  30/06/2003, perfazendo o total de R$45.681,03 (quarenta e cinco  mil e seiscentos e oitenta e um reais e três centavos).  Inconformada  com  a  autuação,  da  qual  foi  devidamente  cientificada  em  11/08/2003  (AR  à  fl.  39),  a  contribuinte  protocolizou,  em  03.09.2003,  a  impugnação  de  fls.  2  a  4,  acompanhada dos documentos de fls. 537, na qual alega:  “1) O direito  1.1) Em Preliminar  Com o recebimento do Auto de Infração, a impugnante procedeu  verificação junto aos seus arquivos e registros, constatando que,  foram  devidamente  informados  em  DCTFs,  juntando  para  comprovar recibos de entrega, paginas 011, 013,015 e 025,bem  como os DARFs recolhidos.:  Pis 01/1998  Declarado regular na DCTF e recolhido regularmente anexo do  DARF.  Pis 04/1998  Valor original do Débito R$ 5.328,28  Valor Compensado R$ 2.998,27 DCTF original pag. 011  Valor recolhido R$ 2.330,01 Xerox do Darf em anexo.  Pis 05/1998  Valor original do débito R$ 5.036,07  Valor Compensado R$ 325,07 DCTF original pag 013  Pis 06/1398  Valor originai do débito R$ 4.948,40  Valor compensado R$ 4.948,40 DCTF original pag 015  Pis 10/1998  Fl. 110DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13804.005444/2003­89  Acórdão n.º 3402­002.424  S3­C4T2  Fl. 110          3 Valor original do débito R$ 4.603,31  Valor compensado R$ 4.603,31 DCTF original  Valor recolhido R$ 567,34 Xerox DARF em anexo pag 023  Pis 12/1998  Valor original do débito R$ 5.773,86  Valor Compensado R$ 4.294,43 DCTF original pag 025  Valor recolhido R$ 1.479,43 xerox Darf em anexo.  1.2) No mérito  A  pretensão  da  impugnante  que  visa  a  prestação  jurisdicional  afigura­se  como  justa,  posto  que,  a  Lei  n°  8191 de 11/06/1991  teve  como  finalidade  instituir  incentivo  a  industria  nacional,  concedendo isenção do IPI, bem como, manutenção e utilização  do  crédito  por  aquisição  de  matérias  primas,  produtos  intermediários  e  material  de  embalagem  necessários  à  fabricação  de  produtos  de  automação  industrial  e  processamento  de  dados,  nisto  se  enquadrando  a  impugnante  (art.1° parágrafo 2º).  Existe  legislação  e  posição  jurisprudencial  que  permite  a  compensação  de  débitos  e  créditos  de  tributos  e  contribuições  federais,  desde  que,  administrados  pelo mesmo órgão. É  o  que  pleiteia a impugnante.  Sendo  ela detentora  de  créditos  relativos  ao  IPI  junto  a União  Federal,  créditos  estes  que  se  acumulam,  e  passíveis  de  aproveitamento,  justo  e  poder  compensar  tais  créditos  com  outros débitos, no caso específico o PIS.  2) Em conclusão  A  vista  de  todo  exposto,  demonstrada  a  insubsistência  e  improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja  acolhida  a  presente  impugnação  para  o  fim  de  assim  ser  decidido,  suspendendo­se  a  cobrança  e  prosseguimento  do  débito fiscal reclamado”.  Por fim, pede Deferimento.  A  impugnação  foi  previamente  analisada  pela  Delegacia  da  Receita  FederalDERAT/  EQAAR  em  São  Paulo­SP  que,  trabalhando com a hipótese da existência de fato não conhecido  ou  não  provado  por  ocasião  do  lançamento,  exarou  o  DESPACHO DECISÓRIO Nº  560/2010  em 09/04/2010  (fl.  44),  onde consta:  “O  lançamento  é  efetuado  e  revisto  de  ofício  pela  autoridade  administrativa quando deva ser apreciado fato não conhecido ou  não provado por ocasião do lançamento anterior (art. 149. VIII,  CTN).  Fl. 111DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO     4 1. Trata o presente processo de Auto de Infração lavrado contra  o  contribuinte  acima  identificado,  decorrente  de  inexatidão  de  valores declarados por meio de DCTF, conforme descrição dos  fatos e fundamentação legal à fl. 09.  2.  Cientificado  do  lançamento  e  não  concordando  com  a  exigência,  o contribuinte apresentou a  impugnação de  lis.  01 a  03, com seus argumentos de defesa.  3. Os demonstrativos de consolidação e recalculo de fls. 39 a 42  apresentam o resultado da análise do lançamento.  4. Diante  do  exposto,  nos  termos  dos  artigos  145,  inciso  III,  e  149,  inciso VIII,  ambos  da Lei  n° 5.172/66  (CTN),  proponho o  cancelamento  dos  créditos  tributários  improcedentes  constituídos através do Auto de Infração n° 0086083.  5. Tendo em vista a existência de saldo devedor remanescente (fl.  62), considerando que o contribuinte requereu a desistência total  da  impugnação,  renunciando  a  quaisquer  alegações  de  direito  sobre  as  quais  se  fundamenta  a  referida  impugnação,  com  o  objetivo de aderir ao parcelamento instituído pela Lei n° 11.941,  de 27 de maio de 2009 (fl. 37), proponho o encaminhamento do  presente  processo  a  EQPAC/DIORT/DERAT/SPO  para  as  providências pertinentes.”  Assim,  a  DERAT/EQAAR  revisou  de  ofício  o  lançamento,  na  forma  do  artigo  149  do  Código  Tributário  Nacional  (CTN)  e  cancelou parte dos débitos conforme Demonstrativos às  fls. 40­ 43.  A  9ª  Turma  de  Julgamento  da  DRJ  São  Paulo  (SP)  julgou  procedente  em  parte a impugnação, nos termos do Acórdão nº 16­40.201, de 05 de julho de 2012, cuja ementa  abaixo reproduzo:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período  de  apuração:  01/01/1998  a  31/01/1998,  01/04/1998  a  30/06/1998, 01/10/1998 a 31/10/1998, 01/12/1998 a 31/12/1998  PIS DECADÊNCIA.  Declarada  a  inconstitucionalidade  do  artigo  45  da  Lei  nº  8.212/91  por  meio  de  Súmula  Vinculante  nº  08,  o  prazo  decadencial  para  constituição  das  contribuições  sociais,  tendo  havido  pagamentos  parciais,  aplica­se  a  regra  do  §  4º  do  art.  150  do  CTN,  contando­se  o  prazo  de  5  anos  a  partir  do  fato  gerador.  CRÉDITO DE  IPI  COMPENSAÇÃO  ADMINISTRATIVA  COM  DÉBITO  DE  PIS  CONTRIBUIÇÕES  DE  ESPÉCIES  DIFERENTES IMPOSSIBILIDADE  O  artigo  66  da  Lei  8.383/91  autorizou  a  compensação  entre  tributos e contribuição da mesma espécie. O ADN COSIT 15/94,  de  30/03/1994  definiu  que  não  é  passível  a  compensação  do  crédito  de  IPI  com  o  débito  de  COFINS  por  se  tratar  de  contribuição de espécies diferentes.  COMPENSAÇÃO  ADMINISTRATIVA  ENTRE  CONTRIBUIÇÕES  DE  ESPÉCIES  DIFERENTES  OBRIGATÓRIA  A  APRESENTAÇÃO  DO  PEDIDO  DE  COMPENSAÇÃO.  A  compensação  administrativa  entre  contribuições  de  espécies  diferentes  está  sujeita  a  apresentação  do  Pedido  de  Fl. 112DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13804.005444/2003­89  Acórdão n.º 3402­002.424  S3­C4T2  Fl. 111          5 Compensação disciplinado artigo 12, § 3º da  IN SRF nº 21, de  10/03/1997, o que não consta nos autos tal comprovação.  MULTA DE OFÍCIO RETROATIVIDADE BENIGNA DO ART.  18 DA LEI Nº 10.833/2003.  Com  a  edição  da  MP  nº  135/2003,  convertida  na  Lei  nº  10.833/2003,  não cabe mais  imposição  de multa  excetuando­se  os casos mencionados em seu art. 18. Sendo tal norma aplicável  aos  lançamentos  ocorridos  anteriormente  à  edição  da  MP  nº  135/2003 em face da retroatividade benigna (art. 106, II, “c” do  CTN), impõe­se o cancelamento da multa de ofício lançada.  Impugnação Procedente em Parte.    Inconformado  com  a  decisão  da  DRJ,  apresentou  recurso  voluntário  ao  CARF, no qual argumenta, em síntese, que:  a)  Não se pode exigir que o contribuinte apresente todos os  documentos elencados pelo órgão  julgador,  se pretendia  tutela neste sentido. Deveria a Receita Federal intimar o  contribuinte para que  sanasse as  eventuais omissões,  ao  invés de simplesmente julgar seu pleito, o que, ademais,  acabou  encerrando  uma  fase  de  apuração  de  forma  prematura;  b)  Deixou de ser analisada a manifestação por meio da qual  a  contribuinte  pleiteia  a  reconsideração  da  decisão  que  deferiu o pedido de desistência total mencionado no item  5 de fls. 78 e que justamente era o motivo em função do  qual  a  EQAAR  determinou  a  remessa  do  processo  administrativo  para  julgamento.  Em  outras  palavras,  o  órgão  julgador  manteve­se  silente  acerca  de  motivo  de  extrema relevância, em função do qual todo o processado  pode  ser  alterado,  eis  que,  na  hipótese  de  ser  julgado  procedente  o  pedido  em  questão,  os  débitos  poderão  figurar novamente no programa de parcelamento REFIS  e,  portanto,  deixarão  automaticamente  de  ser  cobrados,  pois já estarão sendo pagos.  Termina sua petição recursal pedindo a reforma do acórdão vergastado, para  fins  de  que  seja  analisado  o  pedido  de  reconsideração  da  decisão  que  pleiteou  o  pedido  de  desistência total.  É o relatório.        Fl. 113DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO     6 Voto             O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos  demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento e passo a apreciar.  Preliminarmente,  suscito  de  ofício  a  nulidade  da  decisão  de  primeira  instância, diante da omissão sobre o pedido de reconsideração da decisão que deferiu o pedido  de desistência.  O  sujeito  passivo  protocolou  pedido  de  desistência  dos  recursos  administrativos,  fl.  37.  Seu  pleito  foi  deferido.  Posteriormente,  se  arrependeu  e  apresentou  pedido de reconsideração da decisão que deferiu o pedido de desistência.  A  Delegacia  de  Origem  enviou  os  autos  para  DRJ  analisar  o  pedido  de  reconsideração acima mencionado. A instância a quo cingiu­se a analisar o mérito do recurso –  impugnação ­ sem tecer uma única linha sobre o tema.  É inconteste que o pedido reconsideração da decisão que deferiu a desistência  requerida pelo sujeito passivo não fez parte da peça impugnatória apresentada na DRJ.  Esses são os fatos.  O direito a recorrer está sujeito à observância de requisitos mínimos impostos  por lei, cuja ausência implica a pronta inadmissão da peça recursal, sem que se investigue ser  procedente  ou  improcedente  a  própria  irresignação  veiculada  no  recurso.  As  atividades  do  julgador direcionadas para aferição da presença desses pressupostos recebem o nome de juízo  de admissibilidade. Esse juízo antecede lógica e cronologicamente um outro subseqüente juízo,  qual seja o juízo de mérito, no qual é analisada a pretensão recursal.  O  professor  Barbosa  Moreira  observa  que  a  questão  relativa  à  admissibilidade  é,  sempre  e  necessariamente,  preliminar  à  questão  de mérito. A  apreciação  desta fica excluída se àquela se responde em sentido negativo.  Os requisitos viabilizadores do exame do mérito  recursal são divididos pelo  professor Barbosa Moreira em duas categorias: “requisitos intrínsecos (concernentes à própria  existência  do  poder  de  recorrer)  e  requisitos  extrínsecos  (relativos  ao  modo  de  exercê­lo)”.  Alinham­se no primeiro grupo o cabimento, a legitimidade para recorrer, o interesse recursal e  a  inexistência  de  fato  impeditivo  ou  extintivo  do  poder  de  recorrer.  O  segundo  grupo  é  composto pela tempestividade, a regularidade formal e o preparo.  Nem todos os requisitos de admissibilidade devem ser observados no âmbito  do processo administrativo. Contudo, ao examinar a possibilidade de seguimento do recurso, o  julgador  administrativo  deve  estar  atento  para  alguns  dos  requisitos,  a  saber:  o  interesse  recursal, a legitimidade, a inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer, a  regularidade  formal  e  a  tempestividade.  Atendidos  todos  eles,  fica  permitida  a  análise  do  meritum causae.  A desistência do  recurso é um fato  impeditivo do direito de recorrer, o que  permite concluir que faz parte da análise da admissibilidade do recurso. É noção cediça que as  condições de admissibilidade do recurso é matéria de ordem pública e que deve ser analisada  pela Autoridade Julgadora em respeito ao principio inquisitivo.  Fl. 114DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13804.005444/2003­89  Acórdão n.º 3402­002.424  S3­C4T2  Fl. 112          7 Regressando aos autos, como dito alhures, o recorrente apresentou pedido de  reconsideração  do  despacho  que  deferiu  a  desistência  por  ele  solicitada  e  a  DRJ  não  se  pronunciou sobre o pedido.   O sujeito passivo tem a prerrogativa de exercer o amplo direito de defesa em  todas  as  instâncias,  sem qualquer  indevida  supressão A  apreciação  de matéria não  analisada  pela DRJ provocaria a supressão de instância administrativa, uma vez que este Colegiado seria  o primeiro Órgão julgador a decidir sobre a matéria. Suprimir instância significa desrespeitar o  devido processo legal.   Daí concluo que a omissão acerca de matérias levantadas perante a primeira  instancia  e não  analisada prejudica  a ordem pública,  por  afronta  ao devido processo  legal,  o  que me permite suscitar a nulidade de ofício.  A  omissão  de  matérias  sejam  elas  suscitadas  pelo  recorrente  ou  de  ordem  pública é caso típico de error in procedendo, na medida em que o julgador desatende comando  legal  regulador  de  sua  atuação  à  frente  do  processo.  Esse  defeito  do  pronunciamento  do  julgador  traz  em  si  um  ultraje  à  sadia  regra  de  correlação  entre  a  demanda  e  sentença,  que  vincula os fundamentos da decisão e seu dispositivo à causa de pedir e aos pedidos formulados  pela parte, ou que devem ser decididas de ofício.  A  jurisprudência  do CARF é  uníssona  no  sentido  de  anular  a  decisão  citra  petita para afastar o cerceamento do direito de defesa.  Pelo  exposto,  voto  por  anular  o  acórdão  recorrido  para  que  a  primeira  instância  faça um novo  julgamento  levando em conta o pedido de  reconsideração da decisão  que deferiu a desistência requerida pelo sujeito passivo.  Em seguida ao novo acórdão, deve ser reaberto o prazo para eventual recurso  voluntário, tudo conforme o rito do Decreto nº 70.235/72..  Sala das Sessões, em 23/07/2014    Gilson Macedo Rosenburg Filho.                                Fl. 115DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

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Numero do processo: 16682.720877/2011-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 22 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1102-000.250
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ___________________________________ João Otávio Oppermann Thomé – Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, João Carlos de Figueiredo Neto, Ricardo Marozzi Gregório, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, e Antonio Carlos Guidoni Filho.
Nome do relator: JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/2011­90  Resolução nº  1102­000.250  S1­C1T2  Fl. 963          2 Relatório   PEDIDO DE COMPENSAÇÃO  O contribuinte acima  identificado solicitou a compensação de débitos próprios  com  crédito  decorrente  de  saldo  negativo  de CSLL  referente  ao  ano­calendário  de  2001,  no  valor  original  de  R$  7.161.018,84,  por  meio  da  apresentação  de  diversos  PER/DCOMPs  transmitidos em 19/10/2006 (fls. 3 a 26).  O  despacho  decisório  de  fls.  69  a  73,  lavrado  em  11/10/2011,  partindo  do  pressuposto de que o contribuinte já havia utilizado anteriormente R$ 6.662.951,21 do saldo,  entendeu que o valor em discussão era de R$ 498.067,43, mas não reconheceu qualquer parcela  desse montante.    MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE  O  contribuinte  apresentou  manifestação  de  inconformidade  (fls.  75  a  93),  acatada  como  tempestiva.  O  relatório  do  acórdão  de  primeira  instância  descreveu  os  argumentos do recurso da seguinte maneira (fls. 578 a 580):  4  Em Manifestação de Inconformidade­MI (fls.75/93), o  interessado diz que, do  total das 55 retenções informadas em Dcomp, é possível afirmar:  Total  de  fontes  retentoras  Valores  Confirmados  Conclusão do Despacho Decisório   24  524.375,52  Direito creditório reconhecido  19  0,00  Direito creditório denegado  12  351.160,64  Direito creditório inferior àquele pleiteado     5  O interessado diz que, para as 19 (dezenove) fontes referidas no quadro acima,  “o  total  do  direito  creditório  pleiteado  pela  Requerente  alcança  a  cifra  de  R$  371.467,34”, e, para as 24 (vinte e quatro), fazia jus ao montante de R$ 644.976,91.  6  Sustenta que a legislação dispõe que as retenções devem ser efetuadas por quem  efetua o pagamento e, que o valor retido pode ser compensado com o que for devido em  relação à mesma espécie de tributo ou contribuição.  7  Alega  que  desconhece  a  causa  da  não  homologação  de  parte  dos  valores,  porque os mesmos foram devidamente informados em Dcomp, “em complementação às  informações que já haviam sido prestadas na DIPJ”.  8  Aduz  que  a  legislação  determina  que  o  recolhimento  de  IRRF  seja  feito  pelo  estabelecimento matriz, e “neste diapasão também deve ser reconhecido que, no caso de  órgãos públicos,  os pagamentos  também deveriam ser  feitos de  forma centralizada,  o  que ensejaria a emissão dos correspondentes informes de rendimentos por parte de seu  estabelecimento matriz”, ponto que afirma ser de suma importância, “eis que diversas  retenções deixaram de ser reconhecidas em razão de terem sido buscadas informações  acerca de retenções para os estabelecimentos filiais, enquanto que o correto seria que tal  Fl. 963DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/2011­90  Resolução nº  1102­000.250  S1­C1T2  Fl. 964          3 busca  fosse  feita  pelo  radical  do CNPJ das  fontes pagadoras,  isto  em observância  ao  comando constante do art.15, da Lei n° 9.779/99”.  9  O  interessado  elabora  quadro,  às  fls.84,  no  qual  relaciona  12  (doze)  fontes,  confrontando o valor pleiteado (R$ 644.976,91) e o valor reconhecido (R$ 351.160,64),  dizendo que o descabimento da glosa fica patente a partir das seguintes comprovações,  “que são apenas alguns exemplos de equívocos incorridos pelo Despacho Decisório”:  a) conforme doc.03, o total da CSLL retida pelo Comando da Aeronáutica foi de  R$ 207.034,28, e não os R$ 826,05 deferidos;   b) o informe do Comando do Exército, embora inferior ao retido, demonstra que a  retenção de CSLL foi, no mínimo, de R$ 5.259,99, e não os R$ 44,06 deferidos;   c) o  informe expedido pelo Ministério da Agricultura,  embora  inferior ao retido,  demonstra que a CSLL retida correspondeu, no mínimo, a R$ 11.769,58, e não aos R$  208,30 deferidos.  10  O interessado afirma:  (...) a comprovação ora realizada é suficiente para determinar a baixa dos  autos  em  diligência  para  que  restem  verificadas  as  informações  apresentadas,  bem  como  para  que  seja  determinada  a  consulta  aos  sistemas da Receita Federal  do Brasil  e até mesmo expedição de Ofícios  àqueles  órgãos,  com  vistas  a  atestar  os  valores  efetivamente  retidos  em  face  da  requerente  para  o  ano­calendário  de  2001.  Tal  expediente  é  extremamente simples, vez que todos os órgãos são da esfera federal.  O resultado da diligência ora requerida ensejará a homologação integral  do  direito  creditório  pleiteado  em  face  daquelas  doze  retenções  no  valor  histórico de R$ 644.976,91.  Situação  semelhante  se  verifica  em  face  das  outras  dezenove  retenções  informadas  pela  requerente  em  seu  pedido  de  reconhecimento  de  direito  creditório relativo ao ano­calendário de 2001.  11  O  interessado elabora outro quadro,  às  fls.86  (nos mesmos moldes do quadro  referido em nosso item 9), dizendo que o ocorrido com as 6 (seis) fontes a seguir “são  apenas alguns exemplos de equívocos incorridos pelo Despacho Decisório”, sendo fato  suficiente  para  a  baixa  dos  autos  em  diligência  “para  que  restem  verificadas  as  informações apresentadas, bem como para que seja determinada a consulta aos sistemas  da Receita e até mesmo expedição de Ofícios àqueles órgãos”:  a)  Incra  –  do  total  de  R$  37.431,88  retidos,  R$  32.305,11  estão  no  informe  de  rendimentos apresentado (doc.11);  b) Ministério da Educação – informou em Dcomp R$ 31.321,42 de retenções; os  comprovantes  totalizam  R$  36.771,19,  “sendo  inequívoco  o  desacerto  do  Despacho  Decisório”;   c)  Ministério  da  Saúde  –  o  informe  demonstra  que  a  retenção  foi  de  R$  105.862,92, valor muito superior ao utilizado em Dcomp, “demonstrando, por mais este  viés, o equívoco incorrido pelo despacho decisório em tela”;   d) Ministério Público – no informe, a retenção é de R$ 29.287,83, superior aos R$  25.071,70 pleiteados em Dcomp;   Fl. 964DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/2011­90  Resolução nº  1102­000.250  S1­C1T2  Fl. 965          4 e) Ministério dos Transportes – nos comprovantes, a retenção soma 3.250,53, valor  superior ao pleiteado em Dcomp: R$ 1.959,36;   f) Ministério do Trabalho e do Emprego – o informe demonstra que o montante de  CSLL é de R$ 54.355,91, valor muito superior aos R$ 18.352,76 pleiteados em Dcomp.  12  Afirma que  a autoridade  fiscal  deve,  em nome da busca da verdade material,  efetuar as diligências necessárias.  13  Encerra dizendo que comprovou que possuía créditos de R$ 5.620.199,77 em  estimativas  e  R$  1.540.819,77,  em  retenções  sofridas.  Protesta  pela  “realização  de  diligência/perícia”,  para  que  os  órgãos  responsáveis  respondam  aos  quesitos  que  formula (fls.92).  14  Pede para que o direito creditório pleiteado neste processo lhe seja inteiramente  reconhecido e se homologuem as compensações efetuadas.  15  Com a MI, vieram os documentos de fls.94/427.  16  Nesta Turma, foram acostadas as consultas de fls.433/575. Relatados.    ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA  A Delegacia  da Receita  Federal  do Brasil  de  Julgamento  no Rio  de  Janeiro  I  (RJ)  julgou  a  manifestação  de  inconformidade  procedente  em  parte,  reconhecendo  crédito  adicional de R$ 167.454,28, em acórdão que possui a seguinte ementa (fls. 576 a 621):  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO   Ano­calendário: 2006  DECLARAÇÃO  DE  COMPENSAÇÃO.  DESPACHO  MANUAL.  SALDO  NEGATIVO  CSLL.  ANO­CALENDÁRIO  DE  2001.  RETENÇÕES DE CSLL. CONFIRMAÇÃO PARCIAL.  Reforma­se o despacho decisório  recorrido se parte das  retenções de  CSLL que compuseram o saldo negativo pleiteado foi comprovada.  Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte  Direito Creditório Reconhecido em Parte    Os fundamentos dessa decisão foram os seguintes:  a)  não  foram  admitidos  os  pedidos  de  diligência/perícia,  por  ser  ônus  do  impugnante trazer as provas de seu direito na manifestação de inconformidade, nos termos do  art. 16, § 4°, do Decreto n° 70.235, de 1972;  b) as retenções de CSLL feitas por órgãos públicos que compõe o saldo negativo  foram  informadas  em DCOMP no  valor  de R$  1.540.819,77, mas  confirmadas  no  despacho  decisório em R$ 875.536,16. Contudo, deixou­se de considerar diversas retenções feitas pelas  Fl. 965DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/2011­90  Resolução nº  1102­000.250  S1­C1T2  Fl. 966          5 filiais  dos  órgãos.  Corrigindo­se  esse  equívoco,  chegou­se  a  um  total  de  retenções  de  R$  1.210.205,72, o que resultou no reconhecimento de um saldo negativo de R$ 167.454,28;   c) a utilização anterior de parte do saldo negativo no valor de R$ 6.662.951,21,  como efetuado pela autoridade fiscal, não foi  impugnada pelo contribuinte e se cristalizou na  esfera administrativa.    RECURSO AO CARF  Na fl. 628, a unidade de origem atestou a ciência do julgamento por decurso de  prazo  em  24/10/2012,  15  dias  depois  da  disponibilização  dos  documentos  através  da  Caixa  Postal, Módulo e­CAC, do sítio da Internet da Receita Federal.  Em 22/11/2012 (fl. 629), o contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls.  631 a 647, acompanhado dos documentos de fls. 649 a 957, onde afirma que:  a)  não  concorda  com  o  provimento  apenas  parcial  de  sua  Manifestação  de  Inconformidade, pois várias retenções deixaram de ser reconhecidas, reduzindo indevidamente  o direito creditório apurado em relação ao ano­calendário 2001;  b)  traz aos autos informes de rendimentos emitidos pelas fontes pagadoras que  comprovam os seguintes valores:  CNPJ  Identificação  Valor Retido  Valor reconhecido  00.038.174/0001­43  Fund. Universidade de Brasília  R$ 4.806,63  R$ 46,85  00.394.544/0001­85  Ministério da Saúde  R$ 105.842,81  R$10.404,10  26.989.715/0003­74  Ministério Público da União  R$ 29.282,26  R$ 25.071,70  c)  traz  aos  autos  cópias  do  seu  o  controle  de  faturamento  gerado  a  partir  do  Sistema  de  Faturamento  e  Cobrança  ("FCD"),  que  demonstram  os  valores  faturados  pelos  órgãos  públicos  e  aqueles  efetivamente  pagos,  sendo  que  as  diferenças  correspondem  às  retenções. A tabela abaixo relaciona os valores comprovados dessa forma:  CNPJ  Identificação  Valor Pleiteado  Valor reconhecido  00.348.003/0001­10  Empresa Brasileira de Pesquisa  Agropecuária  R$ 5.604,94  R$ 0,00  00.375.972/0084­98  INCRA  R$39.213,54  R$35.131,25  Raiz­00.394.494  Ministério da Justiça  R$71.593,23  R$66.130,90  Raiz­00.394.502  Comando da Marinha  R$ 53.153,10  R$ 34.496,62  00.396.895/0001­25  Ministério da Agricultura, Pecuária  e Abastecimento  R$ 22.006,08  R$ 13.695,66  00.497.560/0001­01  Superior Tribunal Militar  R$ 6.083,99  R$ 4.078,78  00.894.356/0001­16  Estado Maior das Forças Armadas  R$ 5.058,46  R$ 0,00  03.132.745/0001­00  Coordenação Geral de Recursos  Logísticos/MCT  R$ 290.977,48  R$241.121,68  29.979.036/0001­40  INSS  R$ 132.536,23  R$13.314,94  33.628.777/0001­54  DNER  R$ 34.857,08  R$ 1.939,31  78.350.188/0001­95  Fundação UFPR para  Desenvolvimento da Ciência  R$ 3.947,34  R$ 0,00    TOTAL  R$665.031,47  R$409.909,14  Fl. 966DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/2011­90  Resolução nº  1102­000.250  S1­C1T2  Fl. 967          6 d)  não  obstante  eventuais  erros  incorridos  por  ocasião  do  preenchimento  do  "PER/DCOMP",  é  certo  que  o  direito  ao  crédito  deve  ser  reconhecido,  ante  a  efetiva  demonstração das retenções realizadas, pelo princípio da verdade material.  Ao final, pugna pela homologação integral das compensações.  Este processo foi a mim distribuído numerado digitalmente até a fl. 961.   Esclareça­se  que  todas  as  indicações  de  folhas  neste  voto  dizem  respeito  à  numeração digital do e­processo.  É o relatório.    Voto   Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Relator   O  recurso  é  tempestivo  e  atende  às  demais  condições  de  admissibilidade,  portanto merece ser conhecido.  O contribuinte pleiteia a compensação de R$ 498.067,43, parcela remanescente  do saldo negativo de CSLL do ano de 2001, no valor original de R$ 7.161.018,84, mas  teve  admitidos  apenas  R$  167.454,28  pela  decisão  recorrida.  Dessa  forma,  permanece  ainda  em  discussão a parcela de R$ 330.613,15.  No voluntário, o contribuinte busca comprovar essa diferença pela apresentação  de  novos  informes  de  rendimentos,  bem  como  de  extratos  de  seu  sistema  de  faturamento  e  cobrança.  Esclareça­se que o item 32 da decisão recorrida reconhece que os  rendimentos  de  prestação  de  serviços  que  deram  origem  às  retenções  informadas  em  DCOMP  são  compatíveis com os rendimentos de prestação de serviços oferecidos à tributação, o mesmo se  verificando com os rendimentos financeiros (fl. 584). Assim, admitida a tributação das receitas,  a discussão se centra na comprovação das retenções efetuadas.  Quanto aos informes de rendimentos apresentados no voluntário, a tabela abaixo  lista os valores que o recurso tenta demonstrar:  Tabela 1  CNPJ  Identificação  Valor Retido  Valor reconhecido  00.038.174/0001­43  Fundação Universidade de Brasília  R$ 4.806,63  R$ 2.885,54  00.394.544/0001­85  Ministério da Saúde  R$ 105.842,81  R$ 74.693,42  26.989.715/0003­74  Ministério Público da União  R$ 29.282,26  R$ 25.071,70    Para isso, foram apresentados extratos do sistema SIAFI que listam rendimentos  e retenções efetuadas por filiais dessas fontes pagadoras:  · Fundação Universidade de Brasília ­ fl. 651;  Fl. 967DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/2011­90  Resolução nº  1102­000.250  S1­C1T2  Fl. 968          7 · Ministério da Saúde ­ fls. 653 a 685;  · Ministério Público da União ­ fls. 687 a 738.  Em uma análise inicial, a prova merece ser melhor apreciada.  Tome­se  como  exemplo  o  extrato  de  fl.  651,  da  Fundação  Universidade  de  Brasília. Nele,  consta comprovante de rendimentos pagos pela  filial 00.038.174/0005­77 no  ano de 2001, onde se informam rendimentos de R$ 479.755,86 e retenções no código 6190 de  R$ 45.431,37.  Utilizando­se a fórmula de cálculo do item 41 da decisão recorrida, por onde se  deve escolher o menor valor entre 1% dos rendimentos ou 10,58% das retenções, chega­se a  um valor de CSLL de R$ 4.797,56, superior àquele até agora reconhecido.  De  qualquer  modo,  é  necessário  que  a  autoridade  fiscal  comprove  a  autenticidade das provas apresentadas, bem como verifique se as retenções já foram utilizadas  na composição do saldo negativo, análise que deverá se dar na diligência a seguir proposta.  O contribuinte busca também demonstrar retenções por meio do seu sistema de  faturamento, conforme tabela abaixo por ele elaborada:  Tabela 2  CNPJ  Identificação  Valor Pleiteado  Valor reconhecido  00.348.003/0001­10  Empresa Brasileira de Pesquisa  Agropecuária  R$ 5.604,94  R$ 0,00  00.375.972/0084­98  INCRA  R$39.213,54  R$35.131,25  Raiz­00.394.494  Ministério da Justiça  R$71.593,23  R$66.130,90  Raiz­00.394.502  Comando da Marinha  R$ 53.153,10  R$ 34.496,62  00.396.895/0001­25  Ministério da Agricultura,  Pecuária e Abastecimento  R$ 22.006,08  R$ 13.695,66  00.497.560/0001­01  Superior Tribunal Militar  R$ 6.083,99  R$ 4.078,78  00.894.356/0001­16  Estado Maior das Forças Armadas  R$ 5.058,46  R$ 0,00  03.132.745/0001­00  Coordenação Geral de Recursos  Logísticos/MCT  R$ 290.977,48  R$241.121,68  29.979.036/0001­40  INSS  R$ 132.536,23  R$13.314,94  33.628.777/0001­54  DNER  R$ 34.857,08  R$ 1.939,31  78.350.188/0001­95  Fundação UFPR para  Desenvolvimento da Ciência  R$ 3.947,34  R$ 0,00    TOTAL  R$665.031,47  R$409.909,14    Nas  fls.  740  a  957  dos  autos,  consta  listagem  do  Sistema  de  Faturamento  e  Cobrança  (“FCD”)  do  recorrente,  que  informa,  por  CNPJ  da  fonte  pagadora  e  por  mês,  os  valores faturados e não pagos.  Esclarece o recurso que a diferença de recolhimento corresponde ao valor retido  na fonte, e pugna pela admissão dessa prova em nome do princípio da verdade material.  Entretanto,  há  que  se  reconhecer  que  tal  documento  consiste  apenas  em  um  início  de  prova  bastante  fraca,  em  especial  por  não  haver  qualquer  vinculação  com  a  Fl. 968DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/2011­90  Resolução nº  1102­000.250  S1­C1T2  Fl. 969          8 contabilidade da empresa demonstrando a contabilização das diferenças como imposto retido  na fonte, ou apresentação de quaisquer documentos das fontes pagadoras nesse sentido.  Não é possível se admitir direito creditório contra a Fazenda Nacional com base  em indícios tão frágeis.  Do  mesmo  modo,  não  há  como  se  baixar  os  autos  em  diligência  para  que  a  autoridade fiscal verifique essas informações, pois, desse modo, estar­se­ia transferindo o ônus  probatório  indevidamente  para  o  Fisco,  que  deveria  realizar  profunda  investigação  na  contabilidade  do  recorrente,  cotejando  os  valores  do  sistema  de  faturamento  com  os  rendimentos e pagamentos  escriturados, e  também diligenciar  junto às  fontes pagadoras para  confirmar as retenções.  Ora,  na  repartição  do  ônus  probatório,  este  cabe  a  quem  alega  quanto  a  fato  constitutivo  de  seu  direito,  nos  termos  do  art.  333,  inciso  I,  do Código  de  Processo Civil  –  CPC.  No  caso,  o  contribuinte  não  trouxe  elementos  suficientes  para  firmar  a  convicção  sobre  retenções  na  fonte  que  comporiam  seu  saldo  negativo  de CSLL  do  ano  de  2001,  não  sendo  lícita  a  pretensão  de  transferir  para  o  Fisco  a  obrigação  de  produzir  essas  provas.  Contudo, na sessão de julgamento, o patrono do recorrente defendeu que muitas  dessas retenções também poderiam ser comprovadas por consulta ao sistema SIAFI, e que só  buscou demonstrar as retenções por meios alternativos por não ter recebido resposta das fontes  pagadoras e por não ter acesso ao sistema que contém informações sobre as retenções efetuadas  por órgãos públicos.  Dessa forma, na diligência a ser realizada, deve a autoridade fiscal pesquisar, no  sistema  SIAFI,  informações  sobre  pagamentos  e  retenções  na  fonte  realizadas  pelas  fontes  pagadoras da tabela 2 no ano­calendário de 2001, que ainda não tenham sido computadas no  cálculo do saldo negativo de CSLL do período.    CONCLUSÃO  Diante do  exposto,  voto por converter o  julgamento  em diligência,  para que  a  autoridade fiscal:  a) dê ciência desta resolução ao contribuinte;  b)  analise  os  documentos  de  fls.  651  a  738,  confirmando  sua  autenticidade  e  conteúdo por meio de consulta ao sistema SIAFI, e quaisquer outros que julgar conveniente;  c) consultar, no sistema SIAFI, a existência de pagamentos e retenções na fonte  pelos órgãos públicos constantes da tabela 2 do voto;  d)  para  as  informações  confirmadas  e  obtidas  do  sistema  SIAFI,  coteje  os  valores  com  as  retenções  já  consideradas  pelo  despacho  decisório  e  pela  decisão  recorrida,  Fl. 969DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/2011­90  Resolução nº  1102­000.250  S1­C1T2  Fl. 970          9 destacando  as  comprovadas  e  ainda  não  admitidas,  e  apurando  a  parcela  correspondente  à  CSLL;  e) elabore relatório de diligência circunstanciado, especificando o total de CSLL  decorrente de  retenções por órgãos públicos ainda não  reconhecido neste processo, que deve  compor o saldo negativo de CSLL do ano de 2001;  f) dê  ciência desse  relatório  ao  contribuinte para  sobre ele  se manifestar,  caso  deseje,  no  prazo  de  30  (trinta)  dias,  retornando­se  os  autos  a  este  Colegiado  para  ulterior  julgamento.  (assinado digitalmente)  José Evande Carvalho Araujo    Fl. 970DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME

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