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Numero do processo: 10660.000333/2009-65
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
EMBARGOS. ERRO MATERIAL.
Cabem embargos para corrigir inexatidões materiais devidas a lapso manifesto.
Embargos Acolhidos sem Efeitos Infringentes
Numero da decisão: 2801-003.554
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos, sem efeitos infringentes, apenas para corrigir o erro material apontado pela Embargante, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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ERRO MATERIAL. Cabem embargos para corrigir inexatidões materiais devidas a lapso manifesto. Embargos Acolhidos sem Efeitos Infringentes Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos, sem efeitos infringentes, apenas para corrigir o erro material apontado pela Embargante, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 0. 00 03 33 /2 00 9- 65 Fl. 73DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10660.000333/200965 Acórdão n.º 2801003.554 S2TE01 Fl. 74 2 Por intermédio da Resolução nº 2801000.280 (fls. 64/67 deste processo digital), de 23/01/2014, este colegiado, por unanimidade de votos, converteu o julgamento do presente processo em diligência. Após o julgamento, a Secretaria da Segunda Seção emitiu o Despacho de Encaminhamento de fl. 68, para que a DRF de origem tomasse as providências determinadas na referida Resolução. A Seção de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT da DRF Varginha, no entanto, constatou que “muito embora os dados iniciais se refiram a este processo, o conteúdo descrito no Relatório e Voto não é condizente com o lançamento em análise, concluindose ter havido engano na elaboração da citada Resolução” (Informação Fiscal nº 107/2014, de fl. 69), e determinou o retorno dos autos a este Conselho. Por intermédio do despacho de fl. 72 os presentes embargos foram admitidos pela Presidente desta Turma de Julgamento. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conforme alertado pela DRF de origem, o conteúdo da Resolução nº 2801 000280 não se mostra compatível com os motivos explicitados na “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal deste processo, bem como com o teor decisão recorrida. A incompatibilidade apontada decorre de equívoco, por parte deste Relator, quando da anexação do Relatório e do Voto apresentados por ocasião do julgamento do recurso voluntário, em 23/01/2014. O equívoco na anexação do conteúdo da Resolução nº 2801000280 configura, a meu ver, verdadeiro erro material, assim entendido aquele erro evidente, claro, reconhecido primu ictu oculi (à primeira vista), também corrigido pela via dos embargos, mediante requerimento de Conselheiro da Turma prolatora da decisão, nos termos do art. 66 do Anexo II do Regimento Interno do CARF – RICARF. Face ao exposto, voto por retificar o Relatório e o Voto da Resolução nº 2801000.280 (fls. 64/67 deste processo digital), de 23/01/2014, que passam a conter as seguintes redações: Relatório Tratase de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF por meio da qual se exige crédito tributário no valor de R$ 9.899,35, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. O crédito tributário foi constituído em razão de ter sido verificado, na Declaração de Ajuste Anual do contribuinte (retificadora), omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas (Fontes Pagadoras: Postalis Instituto de Seguridade Fl. 74DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10660.000333/200965 Acórdão n.º 2801003.554 S2TE01 Fl. 75 3 Social dos Correios e Telégrafos, no valor de R$ 51.061,00, e Instituto Nacional do Seguro Social, no valor de R$ 118.046,15). Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 2/6, alegando, em síntese, que sofre de cardiopatia grave desde 05/1997, conforme documentos que anexou à peça impugnatória. Ressaltou, ainda, que as retenções efetuadas pelas fontes pagadoras foram feitas erroneamente e que faz jus à sua restituição integral. A decisão recorrida manteve a infração de omissão dos rendimentos recebidos de pessoas jurídicas por dois fundamentos: a) o Impugnante não trouxe nenhum documento comprobatório de que os rendimentos por ele percebidos decorrem de aposentadoria e/ou sua complementação; e b) os documentos apresentados não podem ser considerados “laudo médico oficial”. Após a decisão de 1ª instância o Interessado requereu a juntada do “Laudo Médico Oficial” acostado aos autos em fls. 45/46. Cientificado da decisão em 29/11/2011 (fl. 52), o Interessado interpôs, em 22/12/2011, o recurso de fl. 53. Na peça recursal, aduz, em síntese, que sofre de cardiopatia grave desde 05/1997, conforme laudo apresentado. Voto Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. A intributabilidade dos proventos de aposentadoria do portador de moléstia grave encontra previsão no inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, de cujo teor se extrai a seguinte dicção: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; O art. 30 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, impõe, ainda, como condição para a isenção do imposto de renda de que trata o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/1988, a emissão de laudo pericial emitido por serviço médico oficial, nos seguintes termos: Fl. 75DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10660.000333/200965 Acórdão n.º 2801003.554 S2TE01 Fl. 76 4 Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Para gozo do benefício fiscal, portanto, fazse necessário que o beneficiário preencha os requisitos legais exigidos, quais sejam: (a) o reconhecimento do contribuinte como portador de uma das moléstias especificadas no inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/1998, comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial e (b) serem os rendimentos provenientes de aposentadoria ou reforma. Observo, no entanto, que o Recorrente não apresentou qualquer documento que comprove que os rendimentos por ele percebidos são provenientes de aposentadoria ou reforma e/ou sua complementação, bem como que evidencie a data em que se deu a aposentadoria ou a reforma. Registro, ainda, por oportuno, que a declaração expedida pela Agência do INSS em Três Corações (fl. 8 deste processo digital) revela que a isenção do imposto de renda somente foi reconhecida ao Interessado a partir da competência dezembro 2006, “conforme conclusão da perícia Médica deste instituto”. Nesse contexto, penso que é conveniente, para o deslinde da controvérsia, a juntada do laudo expedido pela perícia médica do INSS. Ademais, entendo que se deve oportunizar ao Recorrente a comprovação de que os rendimentos percebidos são provenientes de aposentadoria ou de reforma e/ou de sua complementação, bem como a data em que ocorreu um ou outro evento, prestigiando, assim, a justiça fiscal e a verdade material. Face ao exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência a fim de que a Delegacia que jurisdiciona o domicilio fiscal do Recorrente o intime a apresentar, no prazo por ela estabelecido: a) o laudo emitido pela perícia médica do INSS que concluiu pela isenção do imposto de renda a partir da competência dezembro/2006; b) prova documental inequívoca de que os valores recebidos se referem a rendimentos de aposentadoria ou reforma e/ou sua complementação; c) documento que evidencie, de forma incontroversa, a data em que se deu um ou outro evento (aposentadoria ou reforma). Após, os autos deverão retornar a este Conselho para a conclusão do julgamento. Cópia destes embargos deve ser anexada à intimação do contribuinte. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10660.000333/200965 Acórdão n.º 2801003.554 S2TE01 Fl. 77 5 Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 77DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN
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Numero do processo: 10783.901853/2011-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1302-000.322
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
Alberto Pinto Souza Junior - Presidente.
(assinado digitalmente)
Eduardo de Andrade - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (presidente da turma), Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Hélio Eduardo de Paiva Araújo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Waldir Veiga Rocha.
Relatório
Trata-se de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 5ª Turma da DRJ/RJ1, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, não dar provimento à manifestação de inconformidade, mantendo o Despacho Decisório nº 915994634, conforme ementa que abaixo reproduzo:
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2007, 2009
PEDIDO DE DILIGÊNCIA/PERÍCIA NÃO FORMULADO NEGADO
Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV, do art. 16, do Decreto nº 70.235, de 06/03/72.
JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS NEGADO
A juntada de documentos em momento posterior à apresentação da impugnação requer a comprovação de umas das condições prevista no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, o que não ocorreu nos autos.
DIREITO CREDITÓRIO FALTA DE COMPROVAÇÃO NÃO HOMOLOGAÇÃO.
A falta de comprovação do crédito líquido e certo, requisito necessário para o reconhecimento do direito creditório, conforme o previsto no art. 170 da Lei Nº 5.172/66 do Código Tributário Nacional, acarreta o indeferimento do pedido e a não homologação das compensações.
A recorrente pretende utilizar crédito de saldo negativo de CSLL, do ano-calendário de 2006, no valor de R$3.716.782,71 (Dcomp 00832.43474.270109.1.7.031789 e 21262.24592.280807.1.3.032297).
Foi emitido o Despacho Decisório (eletrônico) nº 915994634, fls. 2, reconhecendo parcialmente o direito creditório, no valor de R$ 3.057.900,23. A utilização deste crédito para compensação dos débitos resultou na homologação da DCOMP nº 00832.43474.270109.1.7.031789 e na homologação parcial da DCOMP nº 21262.24592.280807.1.3.032297. Isto porque não foram comprovados pagamentos no valor de R$4.226,22 e estimativas compensadas com saldo negativo de períodos anteriores, com processo administrativo, processo judicial ou Dcomp, no valor de R$654.656,26.
Ciência da decisão em 12/04/2011 (fls.3).
Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade em 11/05/2011, fls. 25/44, alegando:
- em preliminar, o despacho decisório é nulo, pois carece de uma descrição clara e precisa dos argumentos que motivaram a conclusão da insuficiência do crédito e homologação parcial, assim como não esclareceu quais os débitos que não teriam sido supostamente não quitados.
- violação dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.
- no mérito, conclui que suposta insuficiência do direito creditório decorre do não processamento das retificações de suas declarações fiscais.
- quitou a estimativa do mês de maio/2006 com o crédito de saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 2005 por meio da DCOMP nº 33821.78967.290606.1.3.031066, desconsiderada pela autoridade administrativa, resultando na redução do crédito do saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 2006.
- demonstra a integralidade do crédito do saldo negativo de CSLL do ano- calendário de 2005, que compensou a estimativa do mês de maio/2006.
- com relação aos pagamentos, aduz que os recolheu extemporâneos, acrescidos com juros de mora, beneficiando-se do instituto da denúncia espontânea, previsto no artigo 138 do CTN
- não tem cabimento a cobrança da multa de mora em função do artigo 138 do CTN.
- impossibilidade de exigir o débito não compensado, pois se trata de estimativa de CSLL do mês de julho/2007.
- jurisprudência pacífica quanto à impossibilidade de lançamento e cobrança de crédito tributário apurado por estimativa após o encerramento do período-base, devendo prevalecer o valor do tributo efetivamente devido no final do ano-calendário e regularmente recolhido pela interessada.
- requer, ainda, a juntada posterior de documentos, conversão do julgamento em diligência, bem como a realização de eventual perícia contábil para comprovar a existência, suficiência e legitimidade do crédito.
Ciência da decisão da DRJ por decurso de prazo, em 20/07/2013. Recurso Voluntário interposto em 25/07/2013.
A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, repisou as alegações expendidas na impugnação aduzindo, em síntese, que:
- a discussão sobre a legitimidade e suficiência do crédito utilizado na Dcomp 33821.78967.290606.1.3.03-1066 já é objeto de discussão no PA 10783.901042/2010-33, que aguarda julgamento do Recurso Voluntário, sendo matéria prejudicial ao presente julgamento, pelo que requer o sobrestamento do presente feito até o deslinde final a ser atribuído àquele processo, ou, alternativamente, que sejam ambos julgados simultaneamente, e na mesma oportunidade;
- nulidade, pela falta de análise pela DRJ/RJ1 dos documentos anexados aos autos, pois embora não analisados, a DRJ aceitou a prejudicialidade do crédito por eles albergado;
- reitera que sejam devidamente processadas as declarações retificadoras enviadas, tais como a DIPJ 2006 e as DCTF relativas ao ano-calendário de 2005, o que demonstrará que faz jus à integralidade do saldo negativo de CSLL no ano-calendário de 2005, no montante total de R$2.858.664,42, e também do montante de R$3.716.782,71.
- relativamente aos pagamentos denunciados espontaneamente pela recorrente, referentes à CSLL apurada em janeiro de 2006, devem ser considerados sem exigência de multa de mora, que é penalidade, e que é afastada já mesmo pela própria PGFN (ato declaratório 04/2011) e pelo Carf, que vem seguindo, nos termos do art. 62-A do Ricarf, o mesmo entendimento do STJ para denúncia espontânea, sendo que os pagamentos recolhidos a destempo não foram declarados em DCTF antes da efetivação do seu pagamento;
- não pretende cancelar a Dcomp, relativamente à estimativa de CSLL referente ao período de apuração de julho de 2007, mas tão somente que eventual valor exigível a título de CSLL esteja limitado àquele resultante do saldo apurado no ajuste no final do respectivo período anual, conforme as regras que regem este tributo. Ocorre que é vedada a exigência de estimativa após o encerramento do ano-base. Assim, encerrado o ano-base de 2007, não mais pode ser exigido o pagamento da estimativa de julho daquele período-base;
- requer declaração de nulidade do acórdão da DRJ, e alternativamente, a suspensão do presente PA, enquanto perdurar a discussão no PA 10783.901042/2010-33, e subsidiariamente, o provimento integral ao recurso para reformar integralmente o acórdão recorrido.
É o relatório.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior - Presidente. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (presidente da turma), Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Hélio Eduardo de Paiva Araújo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Waldir Veiga Rocha. Relatório Trata-se de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 5ª Turma da DRJ/RJ1, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, não dar provimento à manifestação de inconformidade, mantendo o Despacho Decisório nº 915994634, conforme ementa que abaixo reproduzo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2007, 2009 PEDIDO DE DILIGÊNCIA/PERÍCIA NÃO FORMULADO NEGADO Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV, do art. 16, do Decreto nº 70.235, de 06/03/72. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS NEGADO A juntada de documentos em momento posterior à apresentação da impugnação requer a comprovação de umas das condições prevista no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, o que não ocorreu nos autos. DIREITO CREDITÓRIO FALTA DE COMPROVAÇÃO NÃO HOMOLOGAÇÃO. A falta de comprovação do crédito líquido e certo, requisito necessário para o reconhecimento do direito creditório, conforme o previsto no art. 170 da Lei Nº 5.172/66 do Código Tributário Nacional, acarreta o indeferimento do pedido e a não homologação das compensações. A recorrente pretende utilizar crédito de saldo negativo de CSLL, do ano-calendário de 2006, no valor de R$3.716.782,71 (Dcomp 00832.43474.270109.1.7.031789 e 21262.24592.280807.1.3.032297). Foi emitido o Despacho Decisório (eletrônico) nº 915994634, fls. 2, reconhecendo parcialmente o direito creditório, no valor de R$ 3.057.900,23. A utilização deste crédito para compensação dos débitos resultou na homologação da DCOMP nº 00832.43474.270109.1.7.031789 e na homologação parcial da DCOMP nº 21262.24592.280807.1.3.032297. Isto porque não foram comprovados pagamentos no valor de R$4.226,22 e estimativas compensadas com saldo negativo de períodos anteriores, com processo administrativo, processo judicial ou Dcomp, no valor de R$654.656,26. Ciência da decisão em 12/04/2011 (fls.3). Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade em 11/05/2011, fls. 25/44, alegando: - em preliminar, o despacho decisório é nulo, pois carece de uma descrição clara e precisa dos argumentos que motivaram a conclusão da insuficiência do crédito e homologação parcial, assim como não esclareceu quais os débitos que não teriam sido supostamente não quitados. - violação dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. - no mérito, conclui que suposta insuficiência do direito creditório decorre do não processamento das retificações de suas declarações fiscais. - quitou a estimativa do mês de maio/2006 com o crédito de saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 2005 por meio da DCOMP nº 33821.78967.290606.1.3.031066, desconsiderada pela autoridade administrativa, resultando na redução do crédito do saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 2006. - demonstra a integralidade do crédito do saldo negativo de CSLL do ano- calendário de 2005, que compensou a estimativa do mês de maio/2006. - com relação aos pagamentos, aduz que os recolheu extemporâneos, acrescidos com juros de mora, beneficiando-se do instituto da denúncia espontânea, previsto no artigo 138 do CTN - não tem cabimento a cobrança da multa de mora em função do artigo 138 do CTN. - impossibilidade de exigir o débito não compensado, pois se trata de estimativa de CSLL do mês de julho/2007. - jurisprudência pacífica quanto à impossibilidade de lançamento e cobrança de crédito tributário apurado por estimativa após o encerramento do período-base, devendo prevalecer o valor do tributo efetivamente devido no final do ano-calendário e regularmente recolhido pela interessada. - requer, ainda, a juntada posterior de documentos, conversão do julgamento em diligência, bem como a realização de eventual perícia contábil para comprovar a existência, suficiência e legitimidade do crédito. Ciência da decisão da DRJ por decurso de prazo, em 20/07/2013. Recurso Voluntário interposto em 25/07/2013. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, repisou as alegações expendidas na impugnação aduzindo, em síntese, que: - a discussão sobre a legitimidade e suficiência do crédito utilizado na Dcomp 33821.78967.290606.1.3.03-1066 já é objeto de discussão no PA 10783.901042/2010-33, que aguarda julgamento do Recurso Voluntário, sendo matéria prejudicial ao presente julgamento, pelo que requer o sobrestamento do presente feito até o deslinde final a ser atribuído àquele processo, ou, alternativamente, que sejam ambos julgados simultaneamente, e na mesma oportunidade; - nulidade, pela falta de análise pela DRJ/RJ1 dos documentos anexados aos autos, pois embora não analisados, a DRJ aceitou a prejudicialidade do crédito por eles albergado; - reitera que sejam devidamente processadas as declarações retificadoras enviadas, tais como a DIPJ 2006 e as DCTF relativas ao ano-calendário de 2005, o que demonstrará que faz jus à integralidade do saldo negativo de CSLL no ano-calendário de 2005, no montante total de R$2.858.664,42, e também do montante de R$3.716.782,71. - relativamente aos pagamentos denunciados espontaneamente pela recorrente, referentes à CSLL apurada em janeiro de 2006, devem ser considerados sem exigência de multa de mora, que é penalidade, e que é afastada já mesmo pela própria PGFN (ato declaratório 04/2011) e pelo Carf, que vem seguindo, nos termos do art. 62-A do Ricarf, o mesmo entendimento do STJ para denúncia espontânea, sendo que os pagamentos recolhidos a destempo não foram declarados em DCTF antes da efetivação do seu pagamento; - não pretende cancelar a Dcomp, relativamente à estimativa de CSLL referente ao período de apuração de julho de 2007, mas tão somente que eventual valor exigível a título de CSLL esteja limitado àquele resultante do saldo apurado no ajuste no final do respectivo período anual, conforme as regras que regem este tributo. Ocorre que é vedada a exigência de estimativa após o encerramento do ano-base. Assim, encerrado o ano-base de 2007, não mais pode ser exigido o pagamento da estimativa de julho daquele período-base; - requer declaração de nulidade do acórdão da DRJ, e alternativamente, a suspensão do presente PA, enquanto perdurar a discussão no PA 10783.901042/2010-33, e subsidiariamente, o provimento integral ao recurso para reformar integralmente o acórdão recorrido. É o relatório.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (presidente da turma), Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Hélio Eduardo de Paiva Araújo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Waldir Veiga Rocha. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 83 .9 01 85 3/ 20 11 -1 5 Fl. 341DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10783.901853/201115 Resolução nº 1302000.322 S1C3T2 Fl. 342 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 5ª Turma da DRJ/RJ1, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, não dar provimento à manifestação de inconformidade, mantendo o Despacho Decisório nº 915994634, conforme ementa que abaixo reproduzo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007, 2009 PEDIDO DE DILIGÊNCIA/PERÍCIA NÃO FORMULADO NEGADO Considerarseá não formulado o pedido de diligência que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV, do art. 16, do Decreto nº 70.235, de 06/03/72. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS NEGADO A juntada de documentos em momento posterior à apresentação da impugnação requer a comprovação de umas das condições prevista no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, o que não ocorreu nos autos. DIREITO CREDITÓRIO FALTA DE COMPROVAÇÃO NÃO HOMOLOGAÇÃO. A falta de comprovação do crédito líquido e certo, requisito necessário para o reconhecimento do direito creditório, conforme o previsto no art. 170 da Lei Nº 5.172/66 do Código Tributário Nacional, acarreta o indeferimento do pedido e a não homologação das compensações. A recorrente pretende utilizar crédito de saldo negativo de CSLL, do ano calendário de 2006, no valor de R$3.716.782,71 (Dcomp 00832.43474.270109.1.7.031789 e 21262.24592.280807.1.3.032297). Foi emitido o Despacho Decisório (eletrônico) nº 915994634, fls. 2, reconhecendo parcialmente o direito creditório, no valor de R$ 3.057.900,23. A utilização deste crédito para compensação dos débitos resultou na homologação da DCOMP nº 00832.43474.270109.1.7.031789 e na homologação parcial da DCOMP nº 21262.24592.280807.1.3.032297. Isto porque não foram comprovados pagamentos no valor de R$4.226,22 e estimativas compensadas com saldo negativo de períodos anteriores, com processo administrativo, processo judicial ou Dcomp, no valor de R$654.656,26. Ciência da decisão em 12/04/2011 (fls.3). Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade em 11/05/2011, fls. 25/44, alegando: em preliminar, o despacho decisório é nulo, pois carece de uma descrição clara e precisa dos argumentos que motivaram a conclusão da insuficiência do crédito e Fl. 342DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10783.901853/201115 Resolução nº 1302000.322 S1C3T2 Fl. 343 3 homologação parcial, assim como não esclareceu quais os débitos que não teriam sido supostamente não quitados. violação dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. no mérito, conclui que suposta insuficiência do direito creditório decorre do não processamento das retificações de suas declarações fiscais. quitou a estimativa do mês de maio/2006 com o crédito de saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2005 por meio da DCOMP nº 33821.78967.290606.1.3.031066, desconsiderada pela autoridade administrativa, resultando na redução do crédito do saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2006. demonstra a integralidade do crédito do saldo negativo de CSLL do ano calendário de 2005, que compensou a estimativa do mês de maio/2006. com relação aos pagamentos, aduz que os recolheu extemporâneos, acrescidos com juros de mora, beneficiandose do instituto da denúncia espontânea, previsto no artigo 138 do CTN não tem cabimento a cobrança da multa de mora em função do artigo 138 do CTN. impossibilidade de exigir o débito não compensado, pois se trata de estimativa de CSLL do mês de julho/2007. jurisprudência pacífica quanto à impossibilidade de lançamento e cobrança de crédito tributário apurado por estimativa após o encerramento do períodobase, devendo prevalecer o valor do tributo efetivamente devido no final do anocalendário e regularmente recolhido pela interessada. requer, ainda, a juntada posterior de documentos, conversão do julgamento em diligência, bem como a realização de eventual perícia contábil para comprovar a existência, suficiência e legitimidade do crédito. Ciência da decisão da DRJ por decurso de prazo, em 20/07/2013. Recurso Voluntário interposto em 25/07/2013. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, repisou as alegações expendidas na impugnação aduzindo, em síntese, que: a discussão sobre a legitimidade e suficiência do crédito utilizado na Dcomp 33821.78967.290606.1.3.031066 já é objeto de discussão no PA 10783.901042/201033, que aguarda julgamento do Recurso Voluntário, sendo matéria prejudicial ao presente julgamento, pelo que requer o sobrestamento do presente feito até o deslinde final a ser atribuído àquele processo, ou, alternativamente, que sejam ambos julgados simultaneamente, e na mesma oportunidade; nulidade, pela falta de análise pela DRJ/RJ1 dos documentos anexados aos autos, pois embora não analisados, a DRJ aceitou a prejudicialidade do crédito por eles albergado; Fl. 343DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10783.901853/201115 Resolução nº 1302000.322 S1C3T2 Fl. 344 4 reitera que sejam devidamente processadas as declarações retificadoras enviadas, tais como a DIPJ 2006 e as DCTF relativas ao anocalendário de 2005, o que demonstrará que faz jus à integralidade do saldo negativo de CSLL no anocalendário de 2005, no montante total de R$2.858.664,42, e também do montante de R$3.716.782,71. relativamente aos pagamentos denunciados espontaneamente pela recorrente, referentes à CSLL apurada em janeiro de 2006, devem ser considerados sem exigência de multa de mora, que é penalidade, e que é afastada já mesmo pela própria PGFN (ato declaratório 04/2011) e pelo Carf, que vem seguindo, nos termos do art. 62A do Ricarf, o mesmo entendimento do STJ para denúncia espontânea, sendo que os pagamentos recolhidos a destempo não foram declarados em DCTF antes da efetivação do seu pagamento; não pretende cancelar a Dcomp, relativamente à estimativa de CSLL referente ao período de apuração de julho de 2007, mas tão somente que eventual valor exigível a título de CSLL esteja limitado àquele resultante do saldo apurado no ajuste no final do respectivo período anual, conforme as regras que regem este tributo. Ocorre que é vedada a exigência de estimativa após o encerramento do anobase. Assim, encerrado o anobase de 2007, não mais pode ser exigido o pagamento da estimativa de julho daquele períodobase; requer declaração de nulidade do acórdão da DRJ, e alternativamente, a suspensão do presente PA, enquanto perdurar a discussão no PA 10783.901042/201033, e subsidiariamente, o provimento integral ao recurso para reformar integralmente o acórdão recorrido. É o relatório. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10783.901853/201115 Resolução nº 1302000.322 S1C3T2 Fl. 345 5 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. A mera análise perfunctória dos presentes autos é bastante para se reconhecer a prejudicialidade alegada pela recorrente. De fato, no PA 10783.901042/201033 é discutido o crédito, relativo a saldo negativo de CSLL relativo ao anocalendário de 2005, utilizado pela recorrente para compensar a estimativa devida em maio de 2006 (por meio da análise da DCOMP nº 33821.78967.290606.1.3.031066), que aqui se cuida. Conforme verificado no sítio do CARF, o alegado processo administrativo está distribuído para a 2ª turma ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento, sob relatoria do ilustre Conselheiro Leonardo Couto, e aguardando julgamento. Assim, sendo certa a prejudicialidade da matéria, voto para converter o julgamento em diligência, para que: a) o presente processo retorne à unidade da Receita Federal com jurisdição sobre o contribuinte e lá permaneça até julgamento final do PA 10783.901042/201033; b) após, seja acostado a este PA a decisão final ali obtida, sendo, então, este novamente movimentado para esta turma julgadora, para retomada do julgamento. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 345DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/06/2014 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 24/06/2014 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 10510.903652/2011-62
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/02/2005 a 28/02/2005
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE.
Cabe ao interessado o ônus da prova da certeza e liquidez do crédito utilizado na declaração de compensação.
INOVAÇÃO NO ARGUMENTO DE DEFESA. PRECLUSÃO.
O Interessado deve apresentar as questões de direito e de fato na manifestação de inconformidade, bem como anexar todos os documentos que provem os fatos constitutivos do seu direito, precluindo a faculdade de fazê-lo em outro momento, ressalvadas as hipóteses constantes do mesmo dispositivo legal.
Numero da decisão: 3803-006.196
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Demes Brito.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/02/2005 a 28/02/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE. Cabe ao interessado o ônus da prova da certeza e liquidez do crédito utilizado na declaração de compensação. INOVAÇÃO NO ARGUMENTO DE DEFESA. PRECLUSÃO. O Interessado deve apresentar as questões de direito e de fato na manifestação de inconformidade, bem como anexar todos os documentos que provem os fatos constitutivos do seu direito, precluindo a faculdade de fazê-lo em outro momento, ressalvadas as hipóteses constantes do mesmo dispositivo legal.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Demes Brito.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1726; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 82 1 81 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10510.903652/201162 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803006.196 – 3ª Turma Especial Sessão de 28 de maio de 2014 Matéria COFINS COMPENSAÇÃO Recorrente SÃO LUCAS MÉDICO HOSPITALAR LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2005 a 28/02/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE. Cabe ao interessado o ônus da prova da certeza e liquidez do crédito utilizado na declaração de compensação. INOVAÇÃO NO ARGUMENTO DE DEFESA. PRECLUSÃO. O Interessado deve apresentar as questões de direito e de fato na manifestação de inconformidade, bem como anexar todos os documentos que provem os fatos constitutivos do seu direito, precluindo a faculdade de fazê lo em outro momento, ressalvadas as hipóteses constantes do mesmo dispositivo legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 90 36 52 /2 01 1- 62 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Demes Brito. Relatório Esta contribuinte transmitiu declaração de compensação em que compensou o débito discriminado no referido PeR/DComp servindose de suposto crédito de pagamento a maior de Cofins. Despacho Decisório da DRF/Aracaju reconheceu parcialmente o direito creditório e homologou parcialmente a DComp, por insuficiência de crédito. Em manifestação de inconformidade apresentada, a Manifestante alegou que: a) a falta de retificação da DCTF não invalida o direito de proceder à compensação do pagamento efetuado indevidamente ou a maior; b) discorreu sobre o direito à compensação administrativa, fazendo menção à legislação pertinente, tendo ainda tratado da retificação da DCTF e das hipóteses em que há vedação legal e expressa para a Declaração de Compensação. Em julgamento da lide, a DRJ/Belo Horizonte consignou que o fato evidenciado pelo Despacho Decisório é que o crédito utilizado pela Contribuinte foi alocado conforme especificado no demonstrativo de utilização do pagamento, não restando crédito passível de compensação, além do montante já considerado na decisão. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 28/02/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada da decisão em 05/03/2014, 15 dias após a disponibilização da decisão na caixa postal eCAC, irresignada, a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 14/03/2014, em que identificou que a origem do crédito era pagamento indevido sobre as receitas decorrentes do fornecimento de medicamentos sujeitos à alíquota zero, com tributação concentrada no produtor, nos termos da Lei nº 10.147/00, com liminar deferida no processo judicial nº 2009.34.00.0314472, confirmada na segurança concedida, em trâmite na 9ª Vara Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal, ascendidos os autos ao TRF1ª Região em 02/05/2001 para o reexame necessário. É o relatório. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10510.903652/201162 Acórdão n.º 3803006.196 S3TE03 Fl. 83 3 Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para admissibilidade, portanto dele conheço. Com efeito, na manifestação de inconformidade a Contribuinte não identifica a origem do crédito que utiliza na declaração de compensação e não anexa documentos nem sua escrita fiscal e contábil para comprovar a sua alegação de pagamento a maior. No recurso voluntário a Recorrente apresentase como substituída no mandado de segurança coletivo impetrado pela Confederação Nacional de Saúde, ação que teve como objeto a exclusão da base de cálculo das contribuições apuradas por hospitais e clínicas das receitas obtidas com o fornecimento de medicamentos na prestação de serviços, uma vez que tais medicamentos estão sujeitos à incidência concentrada e da alíquota zero relativamente aos demais agentes da cadeia de circulação desses produtos. Anexa Certidão Narrativa de Objeto e Pé contendo o andamento do processo e em que é atestada a concessão de liminar, a posterior concessão da segurança, a subida dos autos para reexame necessário e seu estado de concluso para o relator. Com este argumento a Recorrente inova a sua defesa, trazendo questão que não foi posta perante o juízo de primeiro grau. Reza o art. 16 do Decreto nº 70.235/72 que o impugnante deve arguir na impugnação todas as questões de fato e de direito, bem como apresentar todos os documentos que fazem a prova das alegações. Os processos de restituição, ressarcimento e compensação são de iniciativa do interessado, que se constitui em sujeito ativo no processo fazendo a afirmação do seu direito ao crédito e à concomitante compensação, cabendo a ele, dessa forma, o ônus de instruir o processo com as provas dos fatos constitutivos do seu direito. No presente caso, além de o novo argumento repercutir na supressão da primeira instância, que deixou de apreciar o mérito ora colocado, a Recorrente trouxe apenas a prova quanto à certeza do seu crédito, decorrente da existência da ação judicial em que é parte na condição de substituída processual, com provimento do pedido reconhecendo o direito de não se submeter ao pagamento do PIS/Cofins, porém não se desincumbiu de demonstrar a sua liquidez, comprovandoo por meio de controle segregado dos produtos alvo da exclusão da base de cálculo, bem como, adicionalmente, por meio da escrita contábil e fiscal. Os argumentos da Recorrente apoiados apenas no documento apresentado corresponde à pretensão de obter o provimento do recurso voluntário com base no direito em tese. A prova da certeza do crédito é necessária, mas insuficiente, porquanto não assegura minimamente a existência do seu direito material. Desse modo, a Recorrente apresenta uma defesa que não tem força para lhe favorecer, pois é elementar que restasse provada a materialidade do direito alegado, sintetizada, pelo menos, num demonstrativo de recuperação de crédito, tecnicamente consistente e facilitador de uma possível diligência fiscal, de vez que apresentada apenas na segunda instância. Somente assim, poderia a Recorrente obter, quando menos, alguma parcela de êxito no presente julgamento. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Dessarte, a carência de elementos probatórios que ministrassem em favor da sua alegação realça tão só a inovação no argumento de defesa, que, ante a correção da decisão recorrida, não tem índole bastante para ser conhecida. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso por inovação no argumento de defesa. Sala das sessões, 28 de maio de 2014 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 85DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10380.723251/2012-34
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 08 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1302-000.325
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
Alberto Pinto S. Jr Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Tadeu Matosinho, Márcio Rodrigo Frizzo, Alberto Pinto Souza. Junior, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Hélio Araújo e Waldir Rocha.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Recorrente M DIAS BRANCO S.A. INDUSTRIA E COMERCIO DE ALIMENTOS Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto S. Jr – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Tadeu Matosinho, Márcio Rodrigo Frizzo, Alberto Pinto Souza. Junior, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Hélio Araújo e Waldir Rocha. Versa o presente processo sobre recursos de ofício e voluntário interpostos em face do Acórdão n˚ 08024.034 da 4ª Turma da DRJ/FOR, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008 INCENTIVOS. FINANCIAMENTO DE PARTE DO ICMS DEVIDO. OPERAÇÕES DE MÚTUO. RENÚNCIA PARCIAL DO PRINCIPAL. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 03 80 .7 23 25 1/ 20 12 -3 4 Fl. 562DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/201234 Resolução nº 1302000.325 S1C3T2 Fl. 563 2 CONDIÇÃO SUSPENSIVA. RECEITA OPERACIONAL. RECONHECIMENTO NO IMPLEMENTO DA CONDIÇÃO. Os incentivos concedidos pelo Poder Público às pessoas jurídicas, consistentes na renúncia parcial do valor emprestado, submetida à condição suspensiva, devem ser oferecidos à tributação no período em que implementada a condição, a título de receita operacional. DESPESAS COM AERONAVES. INDEDUTIBILIDADE. As despesas com aeronaves não são dedutíveis quando não estão comprovadamente relacionadas com a produção ou comercialização dos bens produzidos. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2008 REGIME NÃOCUMULATIVO. CRÉDITO. COMBUSTÍVEIS. INSUMOS SOB TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA À ALÍQUOTA DIFERENCIADA. O gasto com combustíveis utilizados como insumos na fabricação de produtos gera crédito na apuração da Cofins e do PIS/Pasep NãoCumulativos, ainda que submetidos à tributação monofásica com base em alíquota diferenciada, sendo os créditos calculados, todavia, com base nas alíquotas padrões. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2008 TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Aplicase às exigências ditas reflexas o que foi decidido quanto à exigência matriz, devido à íntima relação de causa e efeito entre elas. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A recorrente tomou ciência da decisão recorrida em 19/10/2012 (sextafeira), conforme AR a fls. 339, e interpôs, em 19/11/2012, dois recursos voluntário: um a fls. 341, destinado à Primeira Seção de Julgamento, no qual se insurge contra a autuação do IRPJ referente à glosa de despesas com locação de aeronaves; e o outro a fls. 392, destinado à Terceira Seção de Julgamento, no qual contesta as autuações de PIS e COFINS, referentes a glosa de créditos na aquisição de combustíveis sujeitos ao regime de tributação monofásica, ambos coligidos nos autos do PAF nº 10380.723251/201234. Na Sessão de Julgamento de 3 de dezembro de 2013, esta Turma reolveu, por unanimidade, determinar a formação de autos apartados de Cofins e PIS/Pasep, pelas seguintes razões apontadas no voto condutor da Resolução nº 1302000.277: “Entendo que a recorrente agiu bem quando apresentou os dois recursos, pois, após a decisão de primeira instância, a matéria relativa à Cofins e à contribuição para o PIS deveriam formar autos próprio para envio à Terceira Seção do CARF, já, por sua vez, a matéria relativa ao IRPJ e a CSLL deveriam seguir para esta Sejul, pelas razões que passo a expor. O art. 2º do Anexo II do RICARF assim dispõe:... O inciso VII do art. 2º, acima transcrito, não se aplica ao presente caso, pois inciso I do art. 4º do Anexo II do RICARF dispõe expressamente que compete à Terceira Sejul do CARF julgar os recursos voluntários e de ofício relativos à legislação da Cofins e da contribuição para o PIS. Fl. 563DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/201234 Resolução nº 1302000.325 S1C3T2 Fl. 564 3 Por sua vez, o inciso IV do art. 2º também não se aplica ao presente caso, pois as exigências de PIS e COFINS não estão lastreadas nos mesmos fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ. Notese que o fato que ensejou às autuações de PIS e Cofins foi o creditamento de tais contribuições incidentes na aquisição de combustíveis, por sua vez, os fatos que ensejaram o lançamento ex officio do IRPJ foram: a) o enquadramento como subvenção para investimento de operações que, no entendimento da Fiscalização, seriam subvenções para custeio (destinadas ao capital de giro); e b) a falta de apresentação de elementos que comprovassem a necessidade (para manutenção da fonte produtora da renda) de despesas com locação de aeronaves. Em face do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora providencie a formação de autos apartados de Cofins e PIS, após o que, devolva estes autos (IRPJ/CSLL) e os autos de PIS/COFINS para a minha relatoria, na 1ª Seção/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária. Ressalto que, não obstante já esteja antecipando o meu entendimento sobre a incompetência desta Seção para o julgamento dos autos de infração das contribuições PIS e COFINS, os autos a serem formados (PIS/COFINS) devem ser devolvidos para a minha relatoria, pois, formalmente, não há como já declinar da competência por resolução. Determino também que, por cautela, todos os documentos que compõem estes autos deverão compor, por cópia, os autos (PIS e Cofins) a serem formados pela Unidade Preparadora.”. Em atendimento à diligência, a Unidade Preparadora formou autos apartados relativos aos lançamentos de Cofins e PIS/Pasep (PAF nº 10380.720360/201461), sendo assim, são objetos destes autos apenas os lançamentos e recursos relativos ao IRPJ e à CSLL. O recurso voluntário, a fls. 341 e segs., apresenta as seguintes razões de defesa: a) que a DRJ entendeu por bem exonerar os lançamentos relativos ao IRPJ e CSLL relacionados ao valor recebido pela Recorrente a título de subvenções para investimento concedidas por unidades da federação, com base na legislação estadual disciplinadora dos programas PROVIN/CE, PROADI/RN, FAIN/PB e DESENVOLVE/BA, obtidas pela M Dias Branco em contrapartida por investimentos na instalação de novos empreendimentos industrais nas respectivas unidades da federação, pois sustentou que os incentivos concedidos pelo Poder Público às pessoas jurídicas, consistentes na renúncia parcial do valor emprestado, submetida à condição suspensiva, devem ser oferecidas à tributação no período em que implementada a condição, a título de receita operacional; b) que, ainda que tenha acertado em parte, o acórdão recorrido manteve os demais créditos fiscais, por entender que M Dias Branco não teria reunido as condições necessárias para deduzir os gastos com locação de aeronave da base de cálculo do IRPJ devido; Fl. 564DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/201234 Resolução nº 1302000.325 S1C3T2 Fl. 565 4 c) que não concorda com as aludidas imputações remanescentes, uma vez que lastreadas em entendimentos equivocados quer seja sobre as operações da sociedade e os respectivos tratamentos contábil e fiscal, quer seja sobre as legislações aplicáveis; d) que houve erros no enquadramento legal, os quais eivaram de vício de nulidade a autuação levada a efeito, sendo que o relator do acórdão recorrido não analisou os argumentos levantados em impugnação, o que claramente viola o disposto no art. 50, I e II, da Lei 9.784/99; e) que a exigência de IRPJ quanto à dedução de despesas pela utilização de aeronave está equivocadamente fundamentada nos arts. 251, parágrafo único, e 300 do RIR/99, pois o art. 251 e seu parágrafo único disciplinam a necessidade das empresas manterem escrituração de todas as suas operações com estrita observação às leis comerciais e fiscias, sendo que não há qualquer menção de que a recorrente não tenha corretamente escriturado seus livros; f) que, no ano de 2008, quem estivesse submetido ao RTT estava desobrigado de seguir em sua escrituração quaisquer exigência (art. 17, §2º, MP 449/08); g) que o art. 300 também não tem qualquer relação com as despesas para com a aeronave arrendada pela recorrente, pois a Fiscalização não apontou alguma infração consistente em não se observar as disposições sobre a dedutibilidade de rendimentos pagos a terceiros; h) que, embora a recorrente tenha comprovado regularmente a necessidade das referidas despesas para o desenvolvimento de suas atividades, a autoridade fiscal entendeu indevidamente que tal requisito não estaria suficientemente demonstrado, sendo que, ao invés de prosseguir na investigação, optou por apenas lavrar o auto de infração; i) que cabia o aprofundamento da fiscalização, com a oitiva de testemunhas, como mencionado no acórdão ora recorrido, ou até mesmo com a intimação das autoridades competentes por regular a aviação civil e a guarda dos documentos requisitados durante a fiscalização e não apenas proceder com uma equivocada autuação, razão pela qual deve ser declarado nulo o auto de infração; j) que os gastos referentes ao arrendamento da aeronave são imprescindíveis para o regular desenvolvimento das atividades empresariais da recorrente, pois todas as origens e destinos dos voos guardam a mais perfeita relação com a atividade da recorrente; l) que as cidades de Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Maceió, Recife, Fortaleza e Eusébio (CE) estão entre algumas das mais diversas localidades em que a recorrente possui parque industrial e unidades comerciais e elas apareceram no diário de bordo apresentado, quer como destino quer como origem; m) que da eventual insuficiência da prova a favor do contribuinte não decorre a presunção de suficiência da acusação – sem provas – que lhe é feita; n) que a atividade desenvolvida pela recorrente torna imprescindível a utilização de um meio de transporte ágil o suficiente para que esta possa realizar seu empreendimento e, muito embora possa se admitir que essa mera conincidência seja prova indiciária do direito da recorrente de deduzir as despesas; Fl. 565DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/201234 Resolução nº 1302000.325 S1C3T2 Fl. 566 5 o) que caberia à Fiscalização comprovar tal incompatibilidade e não simplesmente presumila, como fez a autoridade fiscal; p) que a aeronave possibilitou a otimização de todo o processo industrial, tanto de comercialização, assessoramento, promoção, como a prestação de serviços, no que concerne aos produtos comercializados ou fabricados pela recorrente, razão pela qual a dedução das despesas do correspondente arredandamento mercantil se mostrou completamente devida e regular. É o relatório. O recurso de ofício atende o disposto no art. 34, I, do Decreto nº 70.235/72 c/c a Portaria MF nº 03/2008, razão pela qual dele conheço. Fazse mister que, de plano, sustentese que a subvenção para investimento é apenas aquela em que é exigida aplicação do valor subvencionado em bens de capital, de tal sorte que a aplicação sponte propria do contribuinte em bens de capital não transforma a renúncia de receitas públicas em subvenção de investimento. Nesse sentido, é lapidar o item 2.12 do vetusto Parecer Normativo CST nº 112/78, o qual assim sustenta: “2.12 Observase que a SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO apresenta características bem marcantes, exigindo até mesmo perfeita sincronia da intenção do subvencionador com a ação do subvencionado. Não basta apenas o "animus" de subvencionar para investimento. Impõese, também, a efetiva e específica aplicação da subvenção, por parte do beneficiário, nos investimentos previstos na implantação ou expansão do empreendimento econômico projetado. Por outro lado, a simples aplicação dos recursos decorrentes da subvenção em investimentos não autoriza a sua classificação como SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO.” [grifo nosso] O Termo de Constatação Fiscal a fls. 38 afirma que a subvenção em tela não era destinada a investimento, logo, cabe necessariamente, para aqueles que comigo comunguem do mesmo entendimento, analisar os termos dos protocolos assinados pela recorrente, para que possamos classificar corretamente as subvenções em tela (de custeio ou de investimento). Ora, no item 04 da resposta ao Termo de Intimação nº 01 (a fls. 66), a recorrente afirma que estava entregando, em meio magnético, cópia dos instrumentos contratuais celebrados com os respectivos Estados, referentes às subvenções para investimentos estaduais e seus aditivos. Ocorre que, ao se compulsar os autos, não se encontra tais documentos. Assim, ressalvada as posições em contrário, fazse necessário, para o meu juízo de valor sobre a questão posta, que se junte aos autos cópias dos referidos documentos entregue em meio magnético, razão pela qual proponho a seguir a conversão do julgamento em diligência. O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito por mandatário com poderes para tal, conforme procuração a fls. 286/287, razão pela qual dele conheço. Fl. 566DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10380.723251/201234 Resolução nº 1302000.325 S1C3T2 Fl. 567 6 Da mesma forma, o diário de bordo que é um elemento de prova importante para formação de qualquer juízo de valor sobre a necessidade da despesa com locação de aeronaves também não se encontra nos autos, apesar de que no item 9 da resposta ao Termo de Intimação nº 5 (doc. a fls. 74), a recorrente afirme que estava entregando cópia do referido diário, bem como, de documentos de valores significativos de “locação e despesas com a aeronave”. Ora, não há como emitir qualquer juízo de valor sobre a importância ou não de tais elementos de prova, sem que tomemos conhecimento do seu teor, sob pena de se configurar verdadeiro cerceamento do direito de defesa. Em face do exposto, voto por converter o julgamento em diligência, para que sejam juntadas, aos autos, cópias dos seguintes documentos: a) instrumentos contratuais celebrados com os governos estaduais, referentes às subvenções para investimentos e seus aditivos de que trata o item 04 da resposta ao Termo de Intimação nº 01 (a fls. 66); e b) diário de bordo e documentos de valores significativos de “locação e despesas com a aeronave” de que tratam o item 9 da resposta ao Termo de Intimação nº 5 (doc. a fls. 74). Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 567DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 07/0 8/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10380.905231/2009-84
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF
Ano-calendário: 2005
AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DO OBJETO.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 3801-003.302
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF Ano-calendário: 2005 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DO OBJETO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Anocalendário: 2005 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DO OBJETO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 90 52 31 /2 00 9- 84 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10380.905231/200984 Acórdão n.º 3801003.302 S3TE01 Fl. 82 2 Relatório Tratase de Pedido de Compensação objetivando compensar débitos fiscais com pagamento indevido de IOF. Devidamente processado o pedido de compensação foi proferido despacho decisório que homologou apenas parcialmente o pedido formulado por não restar crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Intimado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade aonde requereu a homologação da compensação pleiteada uma vez que a parcela utilizada do crédito em outras DCOMPs é inferior à registrada pelo despacho decisório, de modo que havia crédito disponível para ser compensado na DCOMP em análise. Em sede se julgamento da Manifestação de Inconformidade a DRJ de Fortaleza/CE houve por bem julgála improcedente com base na seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Anocalendário: 2005 COMPENSAÇÃO. DÉBITO. ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS. Sobre o débito compensado após seu vencimento, incidem multa e juros moratórios até a data de apresentação da declaração de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Intimado do acórdão proferido pela DRJ, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 32/36), alegando, em síntese que o caso em tela comporta hipótese de exclusão da multa moratória em face da denúncia espontânea de sua parte, uma vez que, foram efetuados recolhimentos de tributos em atraso, antes de qualquer ação fiscal e com recolhimento anterior as suas respectivas declarações. Ademais, informa a Contribunte em seu Recurso a existência de concomitância no presente caso, uma vez que a DCOMP objeto do presente feito fora incluída na ação judicial n° 001187353.2009.4.05.8100, ajuizada pela contribuinte com o objetivo de se obter a declaração pelo Poder Judiciário da inexistência de relação jurídica que a obrigue a recolher multa moratória nos pagamentos de tributos em atraso, sob denúncia espontânea. É o que importa relatar. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10380.905231/200984 Acórdão n.º 3801003.302 S3TE01 Fl. 83 3 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, O recurso é tempestivo, mas, em razão dos fatos a seguir apontados, dele não tomo conhecimento. Conforme informação trazida pela própria Recorrente em sede de Recurso Voluntário, há a existência de concomitância no presente caso, diante do ajuizamento da Ação Judicial n.° 001187353.2009.4.05.8100 perante a 2ª Vara da Justiça Federal no Ceará, cuja cópia foi acostada aos presentes autos. Nos termos do art. 5°, XXXV, da Constituição Federal, é assegurado a todos o acesso ao Poder Judiciário para defesa de seus direitos, sendo que as decisões judiciais transitadas em julgado se revestem do caráter de definitividade e de imutabilidade, sendo, portanto, a ultima ratio na solução de conflitos. Submetida determinada matéria à apreciação do Poder Judiciário, cuja decisão se reveste do caráter definitivo e imutável prevalecendo na ordem jurídica, qualquer outra discussão paralela mostrase inoportuna e ineficiente, diante do fato de que prevalecerá a decisão judicial. O tema não merece maiores digressões e já se encontra sumulado (Súmula CARF n° 1), que tem o seguinte teor: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO do recurso voluntário, uma vez que a matéria já foi submetida ao crivo do Poder Judiciário, não cabendo a este órgão administrativo colegiado a sua apreciação, pois configurada a renúncia à via administrativa. É como voto. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 163DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001884/2008-32
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005
PRAZO DECADENCIAL EXISTÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO - DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES SOBRE DETERMINADAS RUBRICAS - APLICAÇÃO DA DECADÊNCIA DO § 4. DO ART. 150 DO CTN.
Constatando-se antecipação de recolhimento em relação as demais rubricas , deve-se aferir o prazo decadencial pela regra constante do § 4. do art. 150 do CTN.
CONHECIMENTO DO RECURSO - IDENTIDADE DE PEDIDOS E CAUSA DE PEDIR.
Inexistindo identidade entre a ação promovida pelo recorrente em relação a processo específico, onde questiona a nulidade de lançamento, não existe óbice ao conhecimento de recurso cujo questionamento não é idêntico ao da ação judicial.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2401-003.274
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por maioria conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Kleber Ferreira de Araújo, que não conheciam do recurso. II) Por unanimidade de votos, declarar a decadência até a competência 11/2003. III) Por maioria de votos, no mérito, negar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Igor Araújo Soares, que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor, em relação ao conhecimento, o conselheiro Igor Araújo Soares. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Igor Araújo Soares Redator Designado
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005 PRAZO DECADENCIAL EXISTÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO - DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES SOBRE DETERMINADAS RUBRICAS - APLICAÇÃO DA DECADÊNCIA DO § 4. DO ART. 150 DO CTN. Constatando-se antecipação de recolhimento em relação as demais rubricas , deve-se aferir o prazo decadencial pela regra constante do § 4. do art. 150 do CTN. CONHECIMENTO DO RECURSO - IDENTIDADE DE PEDIDOS E CAUSA DE PEDIR. Inexistindo identidade entre a ação promovida pelo recorrente em relação a processo específico, onde questiona a nulidade de lançamento, não existe óbice ao conhecimento de recurso cujo questionamento não é idêntico ao da ação judicial. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Kleber Ferreira de Araújo, que não conheciam do recurso. II) Por unanimidade de votos, declarar a decadência até a competência 11/2003. III) Por maioria de votos, no mérito, negar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Igor Araújo Soares, que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor, em relação ao conhecimento, o conselheiro Igor Araújo Soares. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Igor Araújo Soares Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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NATUREZA REMUNERATÓRIA. A empresa é responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados que lhe prestaram serviços. Quanto a apuração da contribuição sobre os valores auxílio baba, entendo que uma vez estando no campo de incidência das contribuições previdenciárias, para não haver incidência é mister previsão legal nesse sentido, sob pena de afronta aos princípios da legalidade e da isonomia. Com relação aos pagamentos realizados à título de REEMBOLSO BABÁ deve restar esclarecido que o mesmo não se confunde com o auxílio creche, visto que ambos encontramse previstos no art. 214, § 9º do RPS, sendo que as exigências para o efetivo afastamento da verba da base de cálculo de contribuições previdenciárias são distintas. A não apresentação dos documentos previstos no RPS afasta a possibilidade de usufruir da isenção prescrita na norma. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005 PRAZO DECADENCIAL EXISTÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES SOBRE DETERMINADAS RUBRICAS APLICAÇÃO DA DECADÊNCIA DO § 4. DO ART. 150 DO CTN. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 18 84 /2 00 8- 32 Fl. 415DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Constatandose antecipação de recolhimento em relação as demais rubricas , devese aferir o prazo decadencial pela regra constante do § 4. do art. 150 do CTN. CONHECIMENTO DO RECURSO IDENTIDADE DE PEDIDOS E CAUSA DE PEDIR. Inexistindo identidade entre a ação promovida pelo recorrente em relação a processo específico, onde questiona a nulidade de lançamento, não existe óbice ao conhecimento de recurso cujo questionamento não é idêntico ao da ação judicial. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Kleber Ferreira de Araújo, que não conheciam do recurso. II) Por unanimidade de votos, declarar a decadência até a competência 11/2003. III) Por maioria de votos, no mérito, negar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Igor Araújo Soares, que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor, em relação ao conhecimento, o conselheiro Igor Araújo Soares. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Igor Araújo Soares – Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/200832 Acórdão n.º 2401003.274 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado sob o n. 37.195.8512, em desfavor da recorrente, tem por objeto as contribuições sociais — Salário Educação — devidas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação — FNDE, incidentes sobre o apoio financeiro concedido aos segurados empregados sob a forma de Reembolso Babá, no período compreendido entre as competências 01/2003 a 02/2005 Conforme consta do relatório fiscal, fls. 67 e seguintes, empresa é parte no processo judicial n° 2000.03.99.0128839 que objetiva o afastamento da exigência do crédito tributário relativo ao Reembolso Babá, lançado por meio da NFLD 31.618.0734. Em anexo ao Auto de Infração extrato das fases processuais, assim como cópia do Acórdão proferido em 18 de dezembro de 2007. O lançamento referese a período em que esse benefício não constava da legislação previdenciária entre as parcelas não integrantes do salário de contribuição. Ressaltamos que o pagamento desta 'verba deve ser limitado ao menor saláriodecontribuição mensal e a empresa: não respeitou este limite em vários destes pagamentos.(fl. 94) Na ação fiscal realizada durante o curso do MPF (lavrada a NFLD 35.808.7775) mencionado nos itens 2 e 3 supra foi formalizada a Representação Administrativa — RA n° 35464.003385/200515, atendendo ao disposto no artigo 267, IV, da Orientação Interna INSS/DIREP n° 07/2004, em virtude de o contribuinte ter mantido convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação — FNDE, estando sujeito ao recolhimento direto da respectiva contribuição. O objetivo da RA foi informar ao FNDE a existência de fatos geradores não contemplados pelo contribuinte no cálculo do salário de contribuição e, consequentemente, não sujeitos à incidência do salárioeducação. A RA mencionada no item anterior foi enviada ao FNDE para o devido exame, por meio do Oficio n° 21.404/611/2005 (cópia em anexo), de 24/10/2005, tendo sido restituído à Coordenação Geral de Fiscalização do Ministério da Fazenda através do Ofício n° 32/2007/SETAD/COASE/CGEOF/DIFIN/FNDE/MEC (cópia em anexo), de 13/11/2007, para fins de cobrança dos débitos existentes. Considerando que em 01/2007, na vigência do Decreto n° 6.003/2006 a • competência para arrecadação, fiscalização e cobrança do salárioeducação passou a ser exclusiva da Secretaria da Receita Previdenciária — SRP, e que a partir de 05/2007, com a aprovação da Lei n° 11.457, de 16/03/2007, tal competência passou a ser da Secretaria da Receita Federal do Brasil, é lavrado o presente Auto de Infração referente ao salárioeducação. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 12/12/2008, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/12/2008. Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa pela notificada, fls. 82 a 97. Fl. 417DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 A Decisão de Primeira Instância confirmou a procedência parcial do lançamento, fls. 155 a 161. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/2003 a 28/02/2005 DECADÊNCIA INOCORRÊNCIA. Com o entendimento sumulado da Egrégia Corte (Súmula n° 08/2008) e do Parecer PGFN/CAT 1.617/2008, aprovado pelo Sr. Ministro de Estado da Fazenda em 18/08/2008, na contagem do prazo decadencial para constituição do crédito das contribuições devidas à Seguridade Social e a terceiros, na hipótese de inexistência de pagamento, utilizase a regra geral do art. 173 do CTN SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Considerase saláriode contribuição a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas e os ganhos habituais sob a forma de utilidades. Art. 28 da Lei 8.212/91. REEMBOLSOBABÁ. Integra o saláriodecontribuição o "reembolsobabá" pago aos segurados empregados, acima do limite imposto pela legislação (menor saláriodecontribuição mensal), por não se enquadrar nas hipóteses de exclusão previstas no § 9° do art. 28 da Lei n° 8.212/91. Lançamento Procedente Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 166 a . Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: 1. Que o STF já reconheceu que o prazo de decadência para constituição do crédito previdenciário é de 5 anos previsto no CTN, ao reconhecer a inconstitucionalidade do art. 45. da Lei d 8.212/91, pacificando a matéria ao editar a Súmula Vinculante n° 8; 2. No presente caso, não há dúvida quanto ao recolhimento antecipado da contribuição previdenciária, já que houve o recolhimento, em todas as competências autuadas, mas sobre base de cálculo apurada a partir das verbas por ele consideradas salariais, razão pela qual deve ser cancelado em patê o lançamento, tendo em vista que decaíram os supostos fatos geradores ocorridos no período de janeiro de 2003 a novembro de 2003, já que a ciência de sua lavratura ocorreu somente em 18 de dezembro de 2008, ou seja, há cinco anos contados do fato gerador (art. 150, § 4% do CTN); 3. No mérito que a Lei 8.212/91 em seu art. 28, inciso I ao definir o que é saláriode contribuição, dispõe que a contribuição previdenciária incide somente sobre a remuneração. 4. Que conforme dispõe o art. 457 da CLT, a remuneração é sempre decorrente da prestação laboral assim para a verba possua natureza remuneratória, e desse modo, possa estar incluída no conceito de saláriodecontribuição, do art. 28, inciso I, da Lei 8.212/91, seu pagamento deve estar diretamente relacionado à realização do trabalho. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/200832 Acórdão n.º 2401003.274 S2C4T1 Fl. 4 5 5. Que a jurisprudência trabalhista passou a considerar qualquer vantagem de natureza não pecuniária, fornecida ao empregado, como integrante do seu salário, visando impedir que o salário do empregado passasse a ser pago quase que integralmente em utilidades, a despeito dos limites atribuídos às prestações in natura de que trata o art. 458 da CLT. 6. Que a Previdência Social temendo que as utilidades fornecidas reduzissem a sua arrecadação, passou a sujeitar à contribuição ao INSS qualquer vantagem concedida ao empregado, quer fosse supérflua ou essencial. Esse entendimento é ilegal, pois as utilidades disponibilizadas ao empregado para o exercício do trabalho não integram sua remuneração. 7. Que em se tratando de relação de emprego, os conceitos de empregado, empregador, remuneração e outros só podem ser, perante a Previdência Social, os mesmos do Direito do Trabalho, segundo o embasamento legal, jurisprudencial e doutrinário deste ramo do Direito. 8. Que a natureza jurídica do Auxílio Creche/AuxílioBabá, fundamentase na Constituição Federal (art. 7°, inciso XXV), na CLT (art. 389, § 1°e § 2% na Convenção Coletiva de Trabalho (cláusula 16a) e Portaria DNSHT n° 1 de 15.01.69, do Ministério do Trabalho, sucedida pela Portaria n° 3296 de 03.09.86. 9. Que a jurisprudência do STJ encaminhase na súmula 310, que o auxílio creche não integra salário de contribuição. Mesmo entendimento deve ser atribuído ao auxílio babá, visto o seu caráter indenizatório. 10. Que o fato de a Convenção Coletiva de Trabalho ter determinado o reembolso das despesas com Auxílio Creche/Auxílio Babá também ao funcionáriopai, referente a cada filho, até a idade de 83 meses, não desnatura o instituto, mas apenas demonstra seu elevado alcance social, pois não se limitou a ressarcir despesas com filhos, à funcionária mãe (art. 5° da CF e art. 5° da LICC). 11. Que não se trata o reembolso creche/babá de contraprestação do empregador por serviços prestados pelo empregado, mas de verba substitutiva da obrigação patronal de manter creches, previstas no art. 389, § 1° da CLT, conforme autorizado pela Portaria 3296/86. 12. Que não pode ser considerado parcela remuneratória, já que tem natureza jurídica de ajuda de custo, desconsiderada como salário no art. 457, § 2° da CLT. O processo foi encaminhado para julgamento no CARF. É o relatório. Fl. 419DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Voto Vencido Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 387. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES DO CONHECIMENTO DO RECURSO Conforme descrito no relatório deste voto, a NFLD em tela, tem por fundamento a indicação dos valores de reembolso babá, sendo que a recorrente entende que ditos pagamentos não compõem o conceito de salário de contribuição. Ou seja, identificase que a propositura da ação tem por escopo, o mesmo objeto da NFLD ora em julgamento, razão porque incabível a apreciação do mérito, posto que tendo esta NFLD sido lavrada em estreita observância daquela, sobre a mesma base de cálculo, o resultado de uma interfere diretamente no resultado das demais lavradas sob o mesmo fundamento. No mesmo sentido posicionase este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF ao publicar a súmula nº. 1 aprovada em sessão plenária de 08/12/2009, sessão que determinou nova numeração após a extinção dos Conselhos de Contribuintes. SÚMULA NO 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Dessa forma, entendo não deva ser conhecido o mérito da incidência sobre a verba reembolso creche. DA APRECIAÇÃO DAS DEMAIS PRELIMINARES DA DECADÊNCIA Vencida que fui na preliminar de conhecimento, passo à análise das demais preliminares. Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido, à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, razão assiste ao contribuinte nos termos abaixo expostos. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Fl. 420DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/200832 Acórdão n.º 2401003.274 S2C4T1 Fl. 5 7 Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. Fl. 421DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. Assim, deverseá considerar que houve antecipação para aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, quando ocorreu por parte do contribuinte o reconhecimento do valor devido e o seu parcial recolhimento, o que vislumrbo no presente caso. Embora pessoalmente, entenda que a ausência de recolhimento sobre determinadas rubricas, como no caso ora sob análise (reembolso baba), enseje a aplicação do art. 173, I do CTN, subssumo meu entendimento a maioria deste colegiado, seguindo a decisão da Câmara superior, que já por diversas ocasiões ao apreciar a questão decidiu que a ausência de recolhimentos sobre determinada rubrica, deve ser aplicado o art. 150, § 4º CTN. No presente caso, embora estejamos lançando contribuinções destinadas a terceiros, podemos adotar o raciocínio do referido colegiado, uma vez que não houve lançamento sobre a folha de pagamento, mas t]ao somente a informação de lançamento sobre a verba auxílio babá, o que denota a existência de recolhimento sobre a folha de pagamento geral. Ocorre que no caso em questão, o lançamento foi efetuado em 12/12/2008, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/12/2008. Sendo assim, considerando que os fatos geradores ocorreram entre 01/2003 a 02/2005, deve ser declarada a decadência das contribuições até 11/2003, com respaldo no art. 150, § 4º do CTN. DO MÉRITO Em primeiro lugar, cumprenos observar que o lançamento em tela referese a parcela destinada ao FNDE, sob a base de cálculo reembolso baba, cujo lançamento da contribuição patronal foi alvo de NFLD apartada já definitivamente julgada, lavrada sob o n. 35.808.7775, conforme se extrai dos termos da decisão de primeira instância: 4.2. Conforme foi esclarecido no relatório fiscal (fls. 27/31), o crédito constituído no lançamento em questão referese à contribuição devida ao Fundo de Desenvolvimento do Ensino (Salário Educação), incidente sobre os pagamentos de verbas remuneratórias, a título de "reembolso babá", nas competências 01/2003 a 02/2005. 4.2.1 Por sua vez, as contribuições previdenciárias, correspondentes à parte da empresa, inclusive o adicional de 2,5% previsto no § 1 1, do art. 22, da Lei 8.212/91, e ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de Fl. 422DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/200832 Acórdão n.º 2401003.274 S2C4T1 Fl. 6 9 incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho — GILRAT, do período 01/2003 a 02/2005, incidentes sobre a mesma base de cálculo utilizada no presente lançamento, foram objeto da NFLD N° 35.808.7775, constituída em 03/08/2005, durante o curso do Mandado de Procedimento Fiscal — MPF n° 09211157 e prorrogações. Cabe salientar que referida NFLD já foi julgada procedente, com transito em julgado no âmbito administrativo, conforme consulta no sistema de cobrança (fls. 149/154). 4.2.2. Desta forma, no âmbito administrativo, não há qualquer dúvida quanto à legalidade da inclusão dos valores pagos a título de reembolso babá (objeto do presente lançamento) na base de cálculo das contribuições devidas à Seguridade Social. Entretanto, tem em vista as várias alegações trazidas pela Impugnante em relação à ilegalidade da incidência das contribuições sociais, inclusive o salário educação, sobre os valores pagos a título reembolso babá, passaremos, a seguir, a análise das mesmas. 4.2.4. Na ação fiscal anterior (MPF N° 09211157), não foi lançado o crédito referente ao Salário Educação, em virtude do contribuinte ter convênio como Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ensino — FNDE, estando sujeito ao recolhimento direto da respectiva contribuição, razão pela qual foi formalizada a Representação Administrativa — RA n° 35464.003385/200515, atendendo ao disposto no artigo 267, V, da orientação Interna INSS/DIREP n° 07/2004. Referida RA foi enviada ao FNDE para o devido exame que, por meio do Ofício n° 32/2007, solicitou à Coordenação Geral de Fiscalização do Ministério da Fazenda a constituição e cobrança do crédito correspondente. 4.2.5. As alegações de que os valores pagos, no caso concreto, a título de "reembolsobabá" não têm natureza salarial sucumbem diante da constatação da fiscalização de que o pagamento dessa verba deve ser limitado ao menor salário decontribuição mensal, limite este não respeitado pela empresa. Não houve por parte do contribuinte, qualquer questionamento sobre a contribuição para o FNDE, mas tão somente sobre a base de cálculo reembolso baba, conforme apreciaremos a seguir. De fato, entendo que o posicionamento adotado pelo ilustre julgador mostre acertado. Alega o recorrente, que na própria legislação trabalhista o pagamento de auxílio baba, por si só constituiria verba indenizatória consubstanciado nos art. 457 e 458 da CLT, o que não venho a concordar. De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n ° 8.212/1991, para o segurado empregado entendese por saláriodecontribuição a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho, incluindo nesse conceito os ganhos habituais sob a forma de utilidades, nestas palavras: Art.28. Entendese por saláriodecontribuição: Fl. 423DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Existem parcelas que não sofrem incidência de contribuições previdenciárias, seja por sua natureza indenizatória ou assistencial, tais verbas estão arroladas no art. 28, § 9º da Lei n ° 8.212/1991, nestas palavras: Art. 28 (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) s) o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 20/11/98) Com relação aos pagamentos realizados à título de AUXÍLIO BABÁ em primeiro lugar esclareço que o mesmo não se confunde com o auxílio creche, visto que ambos encontramse previstos no art. 214, § 9º do RPS, sendo que as exigências para o efetivo afastamento da verba da base de cálculo de contribuições previdenciárias são distintas. Neste sentido, dispõe o texto do Decreto 3048/99 em seu art. 214: Art. 214 (...) XXIII o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança, quando devidamente comprovadas as despesas; (Acrescentado pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99) XXIV o reembolso babá, limitado ao menor saláriode contribuição mensal e condicionado à comprovação do registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social da empregada, do pagamento da remuneração e do recolhimento da contribuição previdenciária, pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança; e (Acrescentado pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99) Fl. 424DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/200832 Acórdão n.º 2401003.274 S2C4T1 Fl. 7 11 Durante o procedimento fiscal, a autoridade em constatando o pagamento de reembolso babá, em valor superior ao permitido em lei, procedeu a lavratura do presente auto de infração, o que encontrase devidamente respaldado na citada norma. Afasto aqui o argumento do recorrente, de não representar contraprestação pelo serviço prestado. Conforme citado pelos próprios dispositivos trabalhistas. art. 457 e 458, diversas são as formas de remunerar os empregados, seja por meio de pagamento em dinheiro, ou utilidades que nada mais são do que outras espécies de benefícios, que acabam, sim, por remunerar indiretamente o empregado, já que o pagamento deuse no curso do contrato de trabalho, e representa, claramente um ganho ao empregado. Notese que o empregado, para usufruir do mesmo benefício teria que despender seus próprios recursos, o que no meu entender demonstra o caráter salarial da verba. Conforme enfrentado acima, não há como desvincular o pagamento de reembolso baba, recebida pelo trabalhador, salvo na estrita observância do art. 28, § 9º da lei 8212/91. O pagamento da verba, surge da existência do vínculo de emprego.. Dito pagamento não se dá por um infortúnio (uma eventualidade), por exemplo, uma doação no caso de força maior, mas é na verdade um pagamento, um benefício, uma retribuição, um agrado, ou qualquer outro nome que se queira dar, que nasce de um pacto laboral, representando um ganho indireto do trabalho. Também não acato a tese de que constitui ajuda de custo, possuindo portanto, natureza indenizatória. O termo ajuda de custo mencionado no dispositivo da CLT é aquele pago em função da transferência do trabalhador de uma cidade para outra, e não possui a natureza de mero auxílio ao trabalhador, seja pago à título de babá, escola, combustível, aluguel etc. No caso, só não irá compor o conceito de remuneração, caso se enquadre em uma das possibilidades do art. 458, § 2 da CLT. Portanto, com relação aos argumentos trazidos pelo recorrente para desconstituir o crédito em relação ao auxílio babá, não lhe confiro razão. Notese que o fato de haver previsão em acordo coletivo ou convenção coletiva que determine o pagamento da verba, não desnatura para efeitos previdenciários a natureza da verba, sendo que a lei é clara ao definir regras quanto a exclusão da verba da base de cálculo de contribuições previdenciárias. Ressalto ainda, que face a natureza do pagamento, e o contido no Decreto 3048/99, não há de se confundir a natureza do pagamento com o auxílio creche que nos termos da Súmula 310 do STJ, não mais constitui salário de contribuição, independente da maneira como prestado e comprovado, bastando para tanto que não se desnature seu pagamento. O Auxíliocreche não integra o saláriodecontribuição. Assim, entendo que o lançamento encontrase correto face não ter o recorrente cumprido o requisito para que o pagamento restasse excluído do conceito de salário de contribuição. CONCLUSÃO Voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO, contudo VENCIDA NA PRELIMINAR DE CONHECIMENTO, em análise as preliminares e ao mérito, voto por Fl. 425DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 excluir do lançamento aos fatos geradores até a competência 11/2003, e no mérito NEGAR LHE PROVIMENTO, mantendo o lançamento efetuado. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 426DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16327.001884/200832 Acórdão n.º 2401003.274 S2C4T1 Fl. 8 13 Voto Vencedor Conselheiro Igor Araújo Soares, Redator Designado Em que pesem os sempre bem lançados fundamentos constantes do voto da Em. Relatora, ouso dela divergir quanto a dois pontos. Inicialmente, ao efetuar o cotejo entre o objeto da presente autuação e a discussão travada nos autos da ação judicial n. 2007.61.000243893, não vislumbro tratarse de matérias idênticas a atrair a incidência da Súmula n. 01 do CARF. Fato é que, conforme já apontado pela relatora, o objeto dos autos é o seguinte: O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado sob o n. 37.195.8512, em desfavor da recorrente, tem por objeto as contribuições sociais — Salário Educação — devidas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação — FNDE, incidentes sobre o apoio financeiro concedido aos segurados empregados sob a forma de Reembolso Babá, no período compreendido entre as competências 01/2003 a 02/2005. E da análise da petição inicial da ação impetrada verifica que o contribuinte se insurge contra a lavratura da NFLD 35.808.7716, na qual foram lançadas contribuições da empresa, SAT e terceiros (INCRA), incidentes sobre pagamentos efetuados aos seus empregados à título de reembolso baba, por serem considerados como salário utilidade. A meu ver, portanto, não entendo presente o óbice de conhecimento no presente caso, pois em se tratando de uma ação judicial diretamente relacionada a um dado lançamento fiscal, o lançamento efetuado de forma posterior, e no qual não constam as mesmas contribuições cuja legalidade é debatida em sede de ação judicial há de ser enfrentado por este Eg. Conselho. Logo, com a devida vênia ao entendimento da nobre relatora, entendo que o recurso deva ser conhecido Ante todo o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso voluntário, acompanhando a relatora quanto aos demais pontos. É como voto. Igor Araújo Soares. Fl. 427DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/03/2014 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10850.909636/2011-22
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3801-000.668
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Paulo Sérgio Celani Presidente Substituto.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e José Luiz Feistauer de Oliveira.
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani – Presidente Substituto. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e José Luiz Feistauer de Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 50 .9 09 63 6/ 20 11 -2 2 Fl. 209DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/201122 Resolução nº 3801000.668 S3TE01 Fl. 207 2 Relatório Trata o presente de Pedido de Restituição apresentado pelo contribuinte, com a finalidade de ter restituído valores supostamente recolhidos indevidamente, no valor total de R$ 4.598,41. Devidamente processado o pedido de restituição do contribuinte foi proferido despacho decisório que indeferiu o pedido formulado sob a justificativa de que existe um débito confessado pelo contribuinte por meio de DCTF, no valor igual do recolhimento objeto do pedido de restituição, inexistindo, portanto, crédito a ser restituído. Intimado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade aonde requereu a reunião do presente processo a outros por ele relacionados, justificando que tratam da mesma matéria e possuem os mesmos fundamentos e em sede de preliminar alegou, em síntese, que não foi intimado para prestar quaisquer esclarecimentos quanto o direito ao seu crédito, bem como que a fiscalização não teria tomando conhecimento das razões que justificassem o pedido de restituição. No mérito aduziu que o crédito a que pretende a restituição fora indevidamente recolhido conforme ficou evidenciado na declaração de inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º da Lei n.º 9.718/1998 pelo STF. Em sede se julgamento da Manifestação de Inconformidade, a DRJ houve por bem julgála improcedente nos termos da seguinte ementa: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/04/2002 AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE. A inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinário, não gera efeitos erga omnes, sendo incabível sua aplicação a contribuintes que não façam parte da respectiva ação. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/04/2002 PROVA DOCUMENTAL. PRECLUSÃO. A prova documental do direito creditório deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o contribuinte fazêlo em outro momento processual sem que se verifiquem as exceções previstas em lei. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Fl. 210DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/201122 Resolução nº 3801000.668 S3TE01 Fl. 208 3 Intimado do acórdão proferido pela DRJ, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, juntando nova documentação e alegando, além dos argumentos de sua Impugnação, que a DCTF não é o único meio de prova da existência do crédito passível de restituição, bem como que os artigos 165 do CTN e artigo 74 da Lei 9.430/96 não condicionam o reconhecimento do crédito a quaisquer retificações de declarações. Ademais, alega que os documentos apresentados em sua Impugnação (planilha de cálculo e livro diário e os respectivos termos de abertura e encerramento) são suficientes para comprovar o seu crédito e que a DRF teria inovado no processo trazendo tais argumentos novos à lide, o que permitiria, inclusive, a apresentação de provas adicionais ao presente processo ao contrário do que esposado no acórdão recorrido, sob pena de afronta ao princípio da verdade material. É o que importa relatar, Fl. 211DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/201122 Resolução nº 3801000.668 S3TE01 Fl. 209 4 Voto O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Examino preliminarmente o pedido de reunião dos processos, e tenho que assiste razão ao acórdão recorrido que entendeu pela impossibilidade de reunião dos processos. Tomo a decisão com base no artigo 1º da Portaria n.º 666/2008 da RFB, cuja redação abaixo se transcreve: “Art. 1 º Serão objeto de um único processo administrativo: I as exigências de crédito tributário do mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova, referentes: (...) II a suspensão de imunidade ou de isenção ou a nãohomologação de compensação e o lançamento de ofício de crédito tributário delas decorrentes; III as exigências de crédito tributário relativo a infrações apuradas no Simples que tiverem dado origem à exclusão do sujeito passivo dessa forma de pagamento simplificada, a exclusão do Simples e o lançamento de ofício de crédito tributário dela decorrente; IV os Pedidos de Restituição ou de Ressarcimento e as Declarações de Compensação (Dcomp) que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas; V as multas isoladas aplicadas em decorrência de compensação considerada não declarada.” Para a reunião dos processos, de acordo com o dispositivo normativo, o pedido de restituição ou de ressarcimento deve ter por base o mesmo crédito, o que não ocorre nos casos dos processos administrativos relacionados pela Recorrente, pois se tratam de crédito cujos período de apuração são distintos, muito embora a argumento para afastar o não reconhecimento do crédito seja o mesmo, ou seja, a inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º da Lei n.º 9.718/1998. Portanto, rejeito o pedido de reunião dos processos formulado pela Recorrente. Quanto ao mérito, entretanto, apesar da tese esposada no acórdão da DRJ tenho que o presente processo deve seguir caminho diverso. O Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo das contribuições destinadas ao PIS e à COFINS, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98, conforme ementa abaixo colacionada: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O Fl. 212DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/201122 Resolução nº 3801000.668 S3TE01 Fl. 210 5 sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. Destacase, nesse aspecto, que a matéria foi reconhecida como de “Repercussão Geral” e julgada pelo Supremo Tribunal Federal, conforme decisão proferida no RE 585.235, abaixo colacionado: Decisão: O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a repercussão geral da questão constitucional, reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 e negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto do Relator. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que entendia ser necessária a inclusão do processo em pauta. Em seguida, o Tribunal, por maioria, aprovou proposta do Relator para edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor será deliberado nas próximas sessões, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que reconhecia a necessidade de encaminhamento da proposta à Comissão de Jurisprudência. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, a Senhora Ministra Ellen Gracie e, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 10.09.2008. Assim, considerandose o disposto no art. 62A da Portaria MF n.º 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria MF n.º 586, de 21 de dezembro de 20101 (Regimento Interno do CARF), devese afastar a tributação do PIS e da COFINS exigidas com base no disposto no art. 3º, § 1º, da Lei n.º 9.718, de 1998. Nada obstante, o órgão judicante a quo esqueceuse do dever da autoridade preparadora em zelar pela instrução na busca da verdade material, a teor do disposto na Lei 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (alterações introduzidas pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010). Fl. 213DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/201122 Resolução nº 3801000.668 S3TE01 Fl. 211 6 9.784, de 29 de janeiro de 1999, artigo 292, artigo 36, inteligência do artigo 37, artigo 38 e artigo 393. Não considerar tais documentos e negar o direito da contribuinte ao aproveitamento de seu crédito configuraria enriquecimento sem causa do Estado. Especificamente quanto à verdade material, transcrevo oportunas lições de Marcos Vinicius Neder e de Maria Tereza Martinez López: Em decorrência do princípio da legalidade, a autoridade administrativa tem o dever de buscar a verdade material. O processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade da apuração da ocorrência do fato gerador e a constituição do crédito tributário, devendo o julgador pesquisar, exaustivamente se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade, independente do alegado e provado, Odete Medauar preceitua que "o princípio da verdade material ou verdade real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos Para tanto, tem o direito de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Segundo Alberto Xavier, a lei concede ao órgão fiscal meios instrutórios amplos para que venha formar sua livre convicção sobre os verdadeiros fatos praticados pelo contribuinte. Nesta perspectiva, é lícito ao órgão fiscal agir sponte sua com vistas a corrigir os fatos inveridicamente postos ou suprir lacunas na matéria de fato, podendo ser obtidas novas provas por meio de diligências e perícias. 4 Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, 2 Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizamse de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. § 1º. O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. § 2º. Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizarse do modo menos oneroso para estes. 3 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. § 1º. Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. § 2º. Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionandose data, prazo, forma e condições de atendimento. Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão. 4 NEDER, Marcos Vinicius; LOPEZ, Maria Tereza Martinez. Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado 2ª ed. São Paulo: Dialética, 2004, p. 74. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI Processo nº 10850.909636/201122 Resolução nº 3801000.668 S3TE01 Fl. 212 7 constatase que, no caso vertente, os documentos apresentados devem ser devidamente examinados para se apurar se os referidos créditos estão corretos. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) Examine os documentos existentes e a escrita fiscal da interessada em relação às compensações requeridas apurando se estão corretos os valores inicialmente pleiteados correspondentes á indevida ampliação da base de cálculo do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98; b) Cientificar a interessada do resultado da diligência, abrindo prazo para manifestação, se assim desejar; c) Retornar o processo a este CARF para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl, Relator Fl. 215DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 19/07/2014 por PAULO SERGIO CELANI
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Numero do processo: 10940.000616/98-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 22 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO.
Os embargos de declaração se prestam ao questionamento de omissão em acórdão proferido pelo CARF. Não identificada omissão, incabíveis os embargos.
Numero da decisão: 3403-003.012
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração apresentados.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Rosaldo Trevisan - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Os embargos de declaração se prestam ao questionamento de omissão em acórdão proferido pelo CARF. Não identificada omissão, incabíveis os embargos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração apresentados. Antonio Carlos Atulim - Presidente. Rosaldo Trevisan - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
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OMISSÃO. Os embargos de declaração se prestam ao questionamento de omissão em acórdão proferido pelo CARF. Não identificada omissão, incabíveis os embargos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração apresentados. Antonio Carlos Atulim Presidente. Rosaldo Trevisan Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista. Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela contribuinte ao Acórdão nº 3403002.598, de 26/11/2013, em face de “omissão”. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 00 06 16 /9 8- 10 Fl. 857DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 2 A ciência do julgamento ocorreu em 29/01/2014 (cf. AR. de fl. 854), tendo os embargos sido interpostos em 03/02/2014 (fls. 812 a 815). Argumenta a embargante que a decisão adotada por este tribunal fundamentou a decisão pela negativa de aplicação de “expurgos inflacionários” em função de ausência de ação judicial da empresa. No entanto, a empresa, em conversa com seu departamento jurídico, “verificou a existência de processo judicial no 0035751.33.1998.4.03.6100, que tramitou perante a 5a Vara da Justiça Federal de São Paulo”, na qual a empresa “obteve ordem judicial, já transitada em julgado, determinando expressamente que a correção monetária das importâncias recolhidas indevidamente fosse feita em consonância com a Resolução nº 561/07, do Conselho da Justiça Federal, o qual aplica o entendimento consolidado do E. STJ, e inclui os expurgos inflacionários nos cálculos da correção monetária”. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator Os embargos de declaração foram interpostos com respeito ao prazo previsto no § 1o do art. 65 do Anexo II do Regimento Interno deste CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF no 256/2009, passando a ser analisados quanto aos demais requisitos de admissibilidade. A ementa do Acórdão embargado dispõe (em relação às matérias aqui discutidas): “CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO ADMINISTRATIVAMENTE RECONHECIDO. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE. No caso de o direito creditório e as compensações serem, ambos, reconhecidos/homologados administrativamente, os índices de correção a serem adotados pela Administração são os constantes da Norma de Execução Conjunta COSIT/COSAR no 08/1997, pela ausência de medida (legal ou “jurisprudencial vinculante”) que garanta, em um processo sobre crédito tributário que sequer transite pelo Poder Judiciário, os índices de correção que este adota.” (grifo nosso) No voto condutor, majoritariamente acolhido na turma, esclarecese já de início que o contencioso em sede de recurso voluntário restringese à atualização monetária, e deriva de decisão ilíquida anteriormente proferida por este Conselho. A unidade local utiliza, na atualização monetária, a Norma de Execução Conjunta COSIT/COSAR, que, como informado pelo julgador de piso, contempla o IPC de janeiro/1998 a fevereiro/1990 (com a variação da OTN de outubro a dezembro de 1988 e do BTN de fevereiro/1989 a fevereiro/1990), o BTN de março/1990 a janeiro/1991 e o INPC de fevereiro a dezembro/1991, excluindo índices que acabaram por ser designados de “expurgos inflacionários”. E a DRJ entendeu que tais expurgos inflacionários somente poderiam ser reconhecidos pela Administração se existisse ação judicial assecuratória. Fl. 858DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10940.000616/9810 Acórdão n.º 3403003.012 S3C4T3 Fl. 858 3 Tanto na sua manifestação de inconformidade quanto em seu recurso voluntário a empresa traz julgados de terceiros em sentido diverso e argumenta que há julgamento do STJ no REsp no 1.112.524/DF, na sistemática dos recursos repetitivos, de observância obrigatória pelo CARF, determinando a aplicação dos “expurgos inflacionários”. E silencia sobre o fato de ser parte em ação judicial. Pelo contrário, argumenta em seu recurso voluntário, após a DRJ ter negado seu pleito de atualização com os mesmos pressupostos do acórdão ora embargado (ausência de ação judicial) que (fl. 755): “Evidente que a obrigatoriedade da ação judicial para o reconhecimento e aplicação dos expurgos inflacionários gera tratamento desigual entre contribuintes em situações idênticas, ou seja, gera desigualdade entre os contribuintes que pleitearam a restituição do crédito na esfera judicial e aqueles que a pleitearam na esfera administrativa e, consequentemente, gera enorme insegurança jurídica, razão pela qual devese incluir os “expurgos inflacionários” na atualização monetária” Tanto o julgamento de piso quanto o acórdão embargado foram emitidos sem qualquer manifestação da empresa no sentido de que havia ação judicial interposta pela empresa. Não há, assim, qualquer omissão em tais julgados, visto que a informação sobre a ação judicial não havia sido trazida aos autos, mesmo após a decisão da DRJ, que indeferia o pleito pela ausência de ação judicial. O que se vê é uma argumentação inovadora, um fato novo em sede de embargos de declaração, e que demanda verificação das novas provas apresentadas (provas essas já existentes, ao menos no que se refere à eventual demanda judicial, tanto ao tempo da manifestação de inconformidade quanto do recurso voluntário). Juntamse aos embargos os seguintes “novos” documentos: (a) cópia de petição em juízo datada de 24/08/1998, referente a ação ordinária com pedido de tutela antecipada, versando sobre compensação fundada em crédito de Contribuição para o PIS/PASEP decorrente da inconstitucionalidade dos Decretosleis no 2.445 e 2.449/1998 (fls. 831 a 840); (b) cópia de extrato do TRF3 com o julgamento da apelação / reexame necessário no 003575133.1998.4.03.6100/SP 2 / no 2007.03.99.0047615/SP (fls. 841 a 846); e (c) cópia de extrato de consulta ao processo efetuada em 03/02/2014, na qual se verifica trânsito em julgado em 22/02/2012 (fls. 847 a 850). Ainda que se releve a preclusão para o trato da matéria no processo administrativo, nessa fase, em nome da verdade material, haveria óbice ainda maior: as peças juntadas apontam para o fato de que a empresa, ao mesmo tempo em que discutia administrativamente a matéria, também a questionava em juízo (operandose a concomitância). Recordese que a empresa demandou administrativamente em 15/06/1998 o crédito discutido nestes autos (fls. 3 a 9) buscando compensar valor recolhido a maior ou indevidamente (total de R$ 1.891.308,47), a título da Contribuição para o PIS/PASEP com débitos de COFINS, IRPJ e CSLL vincendos, explicando que os recolhimentos efetuados tomaram como base de cálculo a receita operacional bruta do mês de competência, de acordo com os Decretosleis no 2.445 e 2.449, ambos de 1988, que foram declarados inconstitucionais pelo STF (RE no 148.7542/RJ). Fl. 859DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 4 E, dois meses depois do pedido administrativo, aponta agora a empresa, em sede de embargos declaratórios, que efetuou idêntica demanda em juízo, em 24/08/1998 (fls. 831 a 840). Ou seja, a matéria foi discutida paralelamente nas esferas administrativa e judicial, com o silêncio da recorrente sobre a concomitância durante todo o processo administrativo. E a “reanálise” demandada, além de ser incompatível com o instituto dos embargos declaratórios, implicaria o descabimento de tudo o que foi decidido no processo administrativo, em face da concomitância. Vejase, por exemplo, que as 12 DCOMP apresentadas em 2007 o foram enquanto pendia decisão judicial a matéria, e que o Despacho Decisório de fls. 673/674, em 16/03/2012, analisou as DCOMP administrativamente após o trânsito em julgado da ação judicial. Não se nega, esclareçase, que a empresa possui tutela judicial assecuratória de crédito e de metodologia de correção transitada em julgado. O que se discute aqui é tão somente o cabimento da análise da matéria em sede de embargos de declaração (momento processual em que se encontram os presentes autos). Em suma, nesta fase processual (embargos de declaração), não se vê a alegada “omissão” em relação a tal matéria nova, que sequer havia sido suscitada no processo. No máximo existe uma discussão sobre incorreção ou incompletude nas premissas adotadas para o julgamento, por força de omissão da própria recorrente, o que não é atacável pela via de embargos. Tendo em vista o exposto, voto por rejeitar os embargos de declaração apresentados. Rosaldo Trevisan Fl. 860DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN
score : 1.0
Numero do processo: 13804.005444/2003-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998, 01/04/1998 a 30/06/1998, 01/10/1998 a 31/10/1998, 01/12/1998 a 31/12/1998
Ementa:
OMISSÃO DA DECISÃO RECORRIDA. NECESSIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO. OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NULIDADE.
A omissão relativa a fato relevante para o deslinde da causa caracteriza cerceamento do direito de defesa, a demandar anulação do acórdão recorrido para que outro seja produzido com apreciação de todas as razões de inconformidade.
Numero da decisão: 3402-002.424
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para anular a decisão da Delegacia de Julgamento, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator e Presidente Substituto.
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Pedro Souza Bispo, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca e Fenelon Moscoso de Almeida.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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NECESSIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO. OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NULIDADE. A omissão relativa a fato relevante para o deslinde da causa caracteriza cerceamento do direito de defesa, a demandar anulação do acórdão recorrido para que outro seja produzido com apreciação de todas as razões de inconformidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para anular a decisão da Delegacia de Julgamento, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Pedro Souza Bispo, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca e Fenelon Moscoso de Almeida. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 00 54 44 /2 00 3- 89 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO 2 Relatório Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis: Em ação fiscal levada a efeito em face da contribuinte acima identificada foi apurada falta de recolhimento da Contribuição para o PIS/Pasep relativa aos fatos geradores ocorridos nos períodos de apuração de janeiro de 1998, abril a junho de 1998, outubro e dezembro de 1998, declarados na DCTF, pois foi constatado “Comp c/pagto não Localizado” e “Pagto não Localizado”, razão pela qual foi lavrado o Auto de Infração de fls. 09 e 10, integrado pelos termos e documentos nele mencionados, apurandose o crédito tributário composto pela contribuição, multa proporcional e juros de mora, calculados até 30/06/2003, perfazendo o total de R$45.681,03 (quarenta e cinco mil e seiscentos e oitenta e um reais e três centavos). Inconformada com a autuação, da qual foi devidamente cientificada em 11/08/2003 (AR à fl. 39), a contribuinte protocolizou, em 03.09.2003, a impugnação de fls. 2 a 4, acompanhada dos documentos de fls. 537, na qual alega: “1) O direito 1.1) Em Preliminar Com o recebimento do Auto de Infração, a impugnante procedeu verificação junto aos seus arquivos e registros, constatando que, foram devidamente informados em DCTFs, juntando para comprovar recibos de entrega, paginas 011, 013,015 e 025,bem como os DARFs recolhidos.: Pis 01/1998 Declarado regular na DCTF e recolhido regularmente anexo do DARF. Pis 04/1998 Valor original do Débito R$ 5.328,28 Valor Compensado R$ 2.998,27 DCTF original pag. 011 Valor recolhido R$ 2.330,01 Xerox do Darf em anexo. Pis 05/1998 Valor original do débito R$ 5.036,07 Valor Compensado R$ 325,07 DCTF original pag 013 Pis 06/1398 Valor originai do débito R$ 4.948,40 Valor compensado R$ 4.948,40 DCTF original pag 015 Pis 10/1998 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13804.005444/200389 Acórdão n.º 3402002.424 S3C4T2 Fl. 110 3 Valor original do débito R$ 4.603,31 Valor compensado R$ 4.603,31 DCTF original Valor recolhido R$ 567,34 Xerox DARF em anexo pag 023 Pis 12/1998 Valor original do débito R$ 5.773,86 Valor Compensado R$ 4.294,43 DCTF original pag 025 Valor recolhido R$ 1.479,43 xerox Darf em anexo. 1.2) No mérito A pretensão da impugnante que visa a prestação jurisdicional afigurase como justa, posto que, a Lei n° 8191 de 11/06/1991 teve como finalidade instituir incentivo a industria nacional, concedendo isenção do IPI, bem como, manutenção e utilização do crédito por aquisição de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem necessários à fabricação de produtos de automação industrial e processamento de dados, nisto se enquadrando a impugnante (art.1° parágrafo 2º). Existe legislação e posição jurisprudencial que permite a compensação de débitos e créditos de tributos e contribuições federais, desde que, administrados pelo mesmo órgão. É o que pleiteia a impugnante. Sendo ela detentora de créditos relativos ao IPI junto a União Federal, créditos estes que se acumulam, e passíveis de aproveitamento, justo e poder compensar tais créditos com outros débitos, no caso específico o PIS. 2) Em conclusão A vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidido, suspendendose a cobrança e prosseguimento do débito fiscal reclamado”. Por fim, pede Deferimento. A impugnação foi previamente analisada pela Delegacia da Receita FederalDERAT/ EQAAR em São PauloSP que, trabalhando com a hipótese da existência de fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento, exarou o DESPACHO DECISÓRIO Nº 560/2010 em 09/04/2010 (fl. 44), onde consta: “O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior (art. 149. VIII, CTN). Fl. 111DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO 4 1. Trata o presente processo de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte acima identificado, decorrente de inexatidão de valores declarados por meio de DCTF, conforme descrição dos fatos e fundamentação legal à fl. 09. 2. Cientificado do lançamento e não concordando com a exigência, o contribuinte apresentou a impugnação de lis. 01 a 03, com seus argumentos de defesa. 3. Os demonstrativos de consolidação e recalculo de fls. 39 a 42 apresentam o resultado da análise do lançamento. 4. Diante do exposto, nos termos dos artigos 145, inciso III, e 149, inciso VIII, ambos da Lei n° 5.172/66 (CTN), proponho o cancelamento dos créditos tributários improcedentes constituídos através do Auto de Infração n° 0086083. 5. Tendo em vista a existência de saldo devedor remanescente (fl. 62), considerando que o contribuinte requereu a desistência total da impugnação, renunciando a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundamenta a referida impugnação, com o objetivo de aderir ao parcelamento instituído pela Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009 (fl. 37), proponho o encaminhamento do presente processo a EQPAC/DIORT/DERAT/SPO para as providências pertinentes.” Assim, a DERAT/EQAAR revisou de ofício o lançamento, na forma do artigo 149 do Código Tributário Nacional (CTN) e cancelou parte dos débitos conforme Demonstrativos às fls. 40 43. A 9ª Turma de Julgamento da DRJ São Paulo (SP) julgou procedente em parte a impugnação, nos termos do Acórdão nº 1640.201, de 05 de julho de 2012, cuja ementa abaixo reproduzo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998, 01/04/1998 a 30/06/1998, 01/10/1998 a 31/10/1998, 01/12/1998 a 31/12/1998 PIS DECADÊNCIA. Declarada a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei nº 8.212/91 por meio de Súmula Vinculante nº 08, o prazo decadencial para constituição das contribuições sociais, tendo havido pagamentos parciais, aplicase a regra do § 4º do art. 150 do CTN, contandose o prazo de 5 anos a partir do fato gerador. CRÉDITO DE IPI COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA COM DÉBITO DE PIS CONTRIBUIÇÕES DE ESPÉCIES DIFERENTES IMPOSSIBILIDADE O artigo 66 da Lei 8.383/91 autorizou a compensação entre tributos e contribuição da mesma espécie. O ADN COSIT 15/94, de 30/03/1994 definiu que não é passível a compensação do crédito de IPI com o débito de COFINS por se tratar de contribuição de espécies diferentes. COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA ENTRE CONTRIBUIÇÕES DE ESPÉCIES DIFERENTES OBRIGATÓRIA A APRESENTAÇÃO DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. A compensação administrativa entre contribuições de espécies diferentes está sujeita a apresentação do Pedido de Fl. 112DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13804.005444/200389 Acórdão n.º 3402002.424 S3C4T2 Fl. 111 5 Compensação disciplinado artigo 12, § 3º da IN SRF nº 21, de 10/03/1997, o que não consta nos autos tal comprovação. MULTA DE OFÍCIO RETROATIVIDADE BENIGNA DO ART. 18 DA LEI Nº 10.833/2003. Com a edição da MP nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003, não cabe mais imposição de multa excetuandose os casos mencionados em seu art. 18. Sendo tal norma aplicável aos lançamentos ocorridos anteriormente à edição da MP nº 135/2003 em face da retroatividade benigna (art. 106, II, “c” do CTN), impõese o cancelamento da multa de ofício lançada. Impugnação Procedente em Parte. Inconformado com a decisão da DRJ, apresentou recurso voluntário ao CARF, no qual argumenta, em síntese, que: a) Não se pode exigir que o contribuinte apresente todos os documentos elencados pelo órgão julgador, se pretendia tutela neste sentido. Deveria a Receita Federal intimar o contribuinte para que sanasse as eventuais omissões, ao invés de simplesmente julgar seu pleito, o que, ademais, acabou encerrando uma fase de apuração de forma prematura; b) Deixou de ser analisada a manifestação por meio da qual a contribuinte pleiteia a reconsideração da decisão que deferiu o pedido de desistência total mencionado no item 5 de fls. 78 e que justamente era o motivo em função do qual a EQAAR determinou a remessa do processo administrativo para julgamento. Em outras palavras, o órgão julgador mantevese silente acerca de motivo de extrema relevância, em função do qual todo o processado pode ser alterado, eis que, na hipótese de ser julgado procedente o pedido em questão, os débitos poderão figurar novamente no programa de parcelamento REFIS e, portanto, deixarão automaticamente de ser cobrados, pois já estarão sendo pagos. Termina sua petição recursal pedindo a reforma do acórdão vergastado, para fins de que seja analisado o pedido de reconsideração da decisão que pleiteou o pedido de desistência total. É o relatório. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO 6 Voto O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento e passo a apreciar. Preliminarmente, suscito de ofício a nulidade da decisão de primeira instância, diante da omissão sobre o pedido de reconsideração da decisão que deferiu o pedido de desistência. O sujeito passivo protocolou pedido de desistência dos recursos administrativos, fl. 37. Seu pleito foi deferido. Posteriormente, se arrependeu e apresentou pedido de reconsideração da decisão que deferiu o pedido de desistência. A Delegacia de Origem enviou os autos para DRJ analisar o pedido de reconsideração acima mencionado. A instância a quo cingiuse a analisar o mérito do recurso – impugnação sem tecer uma única linha sobre o tema. É inconteste que o pedido reconsideração da decisão que deferiu a desistência requerida pelo sujeito passivo não fez parte da peça impugnatória apresentada na DRJ. Esses são os fatos. O direito a recorrer está sujeito à observância de requisitos mínimos impostos por lei, cuja ausência implica a pronta inadmissão da peça recursal, sem que se investigue ser procedente ou improcedente a própria irresignação veiculada no recurso. As atividades do julgador direcionadas para aferição da presença desses pressupostos recebem o nome de juízo de admissibilidade. Esse juízo antecede lógica e cronologicamente um outro subseqüente juízo, qual seja o juízo de mérito, no qual é analisada a pretensão recursal. O professor Barbosa Moreira observa que a questão relativa à admissibilidade é, sempre e necessariamente, preliminar à questão de mérito. A apreciação desta fica excluída se àquela se responde em sentido negativo. Os requisitos viabilizadores do exame do mérito recursal são divididos pelo professor Barbosa Moreira em duas categorias: “requisitos intrínsecos (concernentes à própria existência do poder de recorrer) e requisitos extrínsecos (relativos ao modo de exercêlo)”. Alinhamse no primeiro grupo o cabimento, a legitimidade para recorrer, o interesse recursal e a inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. O segundo grupo é composto pela tempestividade, a regularidade formal e o preparo. Nem todos os requisitos de admissibilidade devem ser observados no âmbito do processo administrativo. Contudo, ao examinar a possibilidade de seguimento do recurso, o julgador administrativo deve estar atento para alguns dos requisitos, a saber: o interesse recursal, a legitimidade, a inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer, a regularidade formal e a tempestividade. Atendidos todos eles, fica permitida a análise do meritum causae. A desistência do recurso é um fato impeditivo do direito de recorrer, o que permite concluir que faz parte da análise da admissibilidade do recurso. É noção cediça que as condições de admissibilidade do recurso é matéria de ordem pública e que deve ser analisada pela Autoridade Julgadora em respeito ao principio inquisitivo. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13804.005444/200389 Acórdão n.º 3402002.424 S3C4T2 Fl. 112 7 Regressando aos autos, como dito alhures, o recorrente apresentou pedido de reconsideração do despacho que deferiu a desistência por ele solicitada e a DRJ não se pronunciou sobre o pedido. O sujeito passivo tem a prerrogativa de exercer o amplo direito de defesa em todas as instâncias, sem qualquer indevida supressão A apreciação de matéria não analisada pela DRJ provocaria a supressão de instância administrativa, uma vez que este Colegiado seria o primeiro Órgão julgador a decidir sobre a matéria. Suprimir instância significa desrespeitar o devido processo legal. Daí concluo que a omissão acerca de matérias levantadas perante a primeira instancia e não analisada prejudica a ordem pública, por afronta ao devido processo legal, o que me permite suscitar a nulidade de ofício. A omissão de matérias sejam elas suscitadas pelo recorrente ou de ordem pública é caso típico de error in procedendo, na medida em que o julgador desatende comando legal regulador de sua atuação à frente do processo. Esse defeito do pronunciamento do julgador traz em si um ultraje à sadia regra de correlação entre a demanda e sentença, que vincula os fundamentos da decisão e seu dispositivo à causa de pedir e aos pedidos formulados pela parte, ou que devem ser decididas de ofício. A jurisprudência do CARF é uníssona no sentido de anular a decisão citra petita para afastar o cerceamento do direito de defesa. Pelo exposto, voto por anular o acórdão recorrido para que a primeira instância faça um novo julgamento levando em conta o pedido de reconsideração da decisão que deferiu a desistência requerida pelo sujeito passivo. Em seguida ao novo acórdão, deve ser reaberto o prazo para eventual recurso voluntário, tudo conforme o rito do Decreto nº 70.235/72.. Sala das Sessões, em 23/07/2014 Gilson Macedo Rosenburg Filho. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/08/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 16682.720877/2011-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 22 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1102-000.250
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
___________________________________
João Otávio Oppermann Thomé Presidente
(assinado digitalmente)
___________________________________
José Evande Carvalho Araujo- Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, João Carlos de Figueiredo Neto, Ricardo Marozzi Gregório, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, e Antonio Carlos Guidoni Filho.
Nome do relator: JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ___________________________________ João Otávio Oppermann Thomé Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, João Carlos de Figueiredo Neto, Ricardo Marozzi Gregório, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, e Antonio Carlos Guidoni Filho.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ___________________________________ João Otávio Oppermann Thomé – Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, João Carlos de Figueiredo Neto, Ricardo Marozzi Gregório, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, e Antonio Carlos Guidoni Filho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 66 82 .7 20 87 7/ 20 11 -9 0 Fl. 962DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/201190 Resolução nº 1102000.250 S1C1T2 Fl. 963 2 Relatório PEDIDO DE COMPENSAÇÃO O contribuinte acima identificado solicitou a compensação de débitos próprios com crédito decorrente de saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário de 2001, no valor original de R$ 7.161.018,84, por meio da apresentação de diversos PER/DCOMPs transmitidos em 19/10/2006 (fls. 3 a 26). O despacho decisório de fls. 69 a 73, lavrado em 11/10/2011, partindo do pressuposto de que o contribuinte já havia utilizado anteriormente R$ 6.662.951,21 do saldo, entendeu que o valor em discussão era de R$ 498.067,43, mas não reconheceu qualquer parcela desse montante. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 75 a 93), acatada como tempestiva. O relatório do acórdão de primeira instância descreveu os argumentos do recurso da seguinte maneira (fls. 578 a 580): 4 Em Manifestação de InconformidadeMI (fls.75/93), o interessado diz que, do total das 55 retenções informadas em Dcomp, é possível afirmar: Total de fontes retentoras Valores Confirmados Conclusão do Despacho Decisório 24 524.375,52 Direito creditório reconhecido 19 0,00 Direito creditório denegado 12 351.160,64 Direito creditório inferior àquele pleiteado 5 O interessado diz que, para as 19 (dezenove) fontes referidas no quadro acima, “o total do direito creditório pleiteado pela Requerente alcança a cifra de R$ 371.467,34”, e, para as 24 (vinte e quatro), fazia jus ao montante de R$ 644.976,91. 6 Sustenta que a legislação dispõe que as retenções devem ser efetuadas por quem efetua o pagamento e, que o valor retido pode ser compensado com o que for devido em relação à mesma espécie de tributo ou contribuição. 7 Alega que desconhece a causa da não homologação de parte dos valores, porque os mesmos foram devidamente informados em Dcomp, “em complementação às informações que já haviam sido prestadas na DIPJ”. 8 Aduz que a legislação determina que o recolhimento de IRRF seja feito pelo estabelecimento matriz, e “neste diapasão também deve ser reconhecido que, no caso de órgãos públicos, os pagamentos também deveriam ser feitos de forma centralizada, o que ensejaria a emissão dos correspondentes informes de rendimentos por parte de seu estabelecimento matriz”, ponto que afirma ser de suma importância, “eis que diversas retenções deixaram de ser reconhecidas em razão de terem sido buscadas informações acerca de retenções para os estabelecimentos filiais, enquanto que o correto seria que tal Fl. 963DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/201190 Resolução nº 1102000.250 S1C1T2 Fl. 964 3 busca fosse feita pelo radical do CNPJ das fontes pagadoras, isto em observância ao comando constante do art.15, da Lei n° 9.779/99”. 9 O interessado elabora quadro, às fls.84, no qual relaciona 12 (doze) fontes, confrontando o valor pleiteado (R$ 644.976,91) e o valor reconhecido (R$ 351.160,64), dizendo que o descabimento da glosa fica patente a partir das seguintes comprovações, “que são apenas alguns exemplos de equívocos incorridos pelo Despacho Decisório”: a) conforme doc.03, o total da CSLL retida pelo Comando da Aeronáutica foi de R$ 207.034,28, e não os R$ 826,05 deferidos; b) o informe do Comando do Exército, embora inferior ao retido, demonstra que a retenção de CSLL foi, no mínimo, de R$ 5.259,99, e não os R$ 44,06 deferidos; c) o informe expedido pelo Ministério da Agricultura, embora inferior ao retido, demonstra que a CSLL retida correspondeu, no mínimo, a R$ 11.769,58, e não aos R$ 208,30 deferidos. 10 O interessado afirma: (...) a comprovação ora realizada é suficiente para determinar a baixa dos autos em diligência para que restem verificadas as informações apresentadas, bem como para que seja determinada a consulta aos sistemas da Receita Federal do Brasil e até mesmo expedição de Ofícios àqueles órgãos, com vistas a atestar os valores efetivamente retidos em face da requerente para o anocalendário de 2001. Tal expediente é extremamente simples, vez que todos os órgãos são da esfera federal. O resultado da diligência ora requerida ensejará a homologação integral do direito creditório pleiteado em face daquelas doze retenções no valor histórico de R$ 644.976,91. Situação semelhante se verifica em face das outras dezenove retenções informadas pela requerente em seu pedido de reconhecimento de direito creditório relativo ao anocalendário de 2001. 11 O interessado elabora outro quadro, às fls.86 (nos mesmos moldes do quadro referido em nosso item 9), dizendo que o ocorrido com as 6 (seis) fontes a seguir “são apenas alguns exemplos de equívocos incorridos pelo Despacho Decisório”, sendo fato suficiente para a baixa dos autos em diligência “para que restem verificadas as informações apresentadas, bem como para que seja determinada a consulta aos sistemas da Receita e até mesmo expedição de Ofícios àqueles órgãos”: a) Incra – do total de R$ 37.431,88 retidos, R$ 32.305,11 estão no informe de rendimentos apresentado (doc.11); b) Ministério da Educação – informou em Dcomp R$ 31.321,42 de retenções; os comprovantes totalizam R$ 36.771,19, “sendo inequívoco o desacerto do Despacho Decisório”; c) Ministério da Saúde – o informe demonstra que a retenção foi de R$ 105.862,92, valor muito superior ao utilizado em Dcomp, “demonstrando, por mais este viés, o equívoco incorrido pelo despacho decisório em tela”; d) Ministério Público – no informe, a retenção é de R$ 29.287,83, superior aos R$ 25.071,70 pleiteados em Dcomp; Fl. 964DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/201190 Resolução nº 1102000.250 S1C1T2 Fl. 965 4 e) Ministério dos Transportes – nos comprovantes, a retenção soma 3.250,53, valor superior ao pleiteado em Dcomp: R$ 1.959,36; f) Ministério do Trabalho e do Emprego – o informe demonstra que o montante de CSLL é de R$ 54.355,91, valor muito superior aos R$ 18.352,76 pleiteados em Dcomp. 12 Afirma que a autoridade fiscal deve, em nome da busca da verdade material, efetuar as diligências necessárias. 13 Encerra dizendo que comprovou que possuía créditos de R$ 5.620.199,77 em estimativas e R$ 1.540.819,77, em retenções sofridas. Protesta pela “realização de diligência/perícia”, para que os órgãos responsáveis respondam aos quesitos que formula (fls.92). 14 Pede para que o direito creditório pleiteado neste processo lhe seja inteiramente reconhecido e se homologuem as compensações efetuadas. 15 Com a MI, vieram os documentos de fls.94/427. 16 Nesta Turma, foram acostadas as consultas de fls.433/575. Relatados. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ) julgou a manifestação de inconformidade procedente em parte, reconhecendo crédito adicional de R$ 167.454,28, em acórdão que possui a seguinte ementa (fls. 576 a 621): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DESPACHO MANUAL. SALDO NEGATIVO CSLL. ANOCALENDÁRIO DE 2001. RETENÇÕES DE CSLL. CONFIRMAÇÃO PARCIAL. Reformase o despacho decisório recorrido se parte das retenções de CSLL que compuseram o saldo negativo pleiteado foi comprovada. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Os fundamentos dessa decisão foram os seguintes: a) não foram admitidos os pedidos de diligência/perícia, por ser ônus do impugnante trazer as provas de seu direito na manifestação de inconformidade, nos termos do art. 16, § 4°, do Decreto n° 70.235, de 1972; b) as retenções de CSLL feitas por órgãos públicos que compõe o saldo negativo foram informadas em DCOMP no valor de R$ 1.540.819,77, mas confirmadas no despacho decisório em R$ 875.536,16. Contudo, deixouse de considerar diversas retenções feitas pelas Fl. 965DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/201190 Resolução nº 1102000.250 S1C1T2 Fl. 966 5 filiais dos órgãos. Corrigindose esse equívoco, chegouse a um total de retenções de R$ 1.210.205,72, o que resultou no reconhecimento de um saldo negativo de R$ 167.454,28; c) a utilização anterior de parte do saldo negativo no valor de R$ 6.662.951,21, como efetuado pela autoridade fiscal, não foi impugnada pelo contribuinte e se cristalizou na esfera administrativa. RECURSO AO CARF Na fl. 628, a unidade de origem atestou a ciência do julgamento por decurso de prazo em 24/10/2012, 15 dias depois da disponibilização dos documentos através da Caixa Postal, Módulo eCAC, do sítio da Internet da Receita Federal. Em 22/11/2012 (fl. 629), o contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls. 631 a 647, acompanhado dos documentos de fls. 649 a 957, onde afirma que: a) não concorda com o provimento apenas parcial de sua Manifestação de Inconformidade, pois várias retenções deixaram de ser reconhecidas, reduzindo indevidamente o direito creditório apurado em relação ao anocalendário 2001; b) traz aos autos informes de rendimentos emitidos pelas fontes pagadoras que comprovam os seguintes valores: CNPJ Identificação Valor Retido Valor reconhecido 00.038.174/000143 Fund. Universidade de Brasília R$ 4.806,63 R$ 46,85 00.394.544/000185 Ministério da Saúde R$ 105.842,81 R$10.404,10 26.989.715/000374 Ministério Público da União R$ 29.282,26 R$ 25.071,70 c) traz aos autos cópias do seu o controle de faturamento gerado a partir do Sistema de Faturamento e Cobrança ("FCD"), que demonstram os valores faturados pelos órgãos públicos e aqueles efetivamente pagos, sendo que as diferenças correspondem às retenções. A tabela abaixo relaciona os valores comprovados dessa forma: CNPJ Identificação Valor Pleiteado Valor reconhecido 00.348.003/000110 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária R$ 5.604,94 R$ 0,00 00.375.972/008498 INCRA R$39.213,54 R$35.131,25 Raiz00.394.494 Ministério da Justiça R$71.593,23 R$66.130,90 Raiz00.394.502 Comando da Marinha R$ 53.153,10 R$ 34.496,62 00.396.895/000125 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento R$ 22.006,08 R$ 13.695,66 00.497.560/000101 Superior Tribunal Militar R$ 6.083,99 R$ 4.078,78 00.894.356/000116 Estado Maior das Forças Armadas R$ 5.058,46 R$ 0,00 03.132.745/000100 Coordenação Geral de Recursos Logísticos/MCT R$ 290.977,48 R$241.121,68 29.979.036/000140 INSS R$ 132.536,23 R$13.314,94 33.628.777/000154 DNER R$ 34.857,08 R$ 1.939,31 78.350.188/000195 Fundação UFPR para Desenvolvimento da Ciência R$ 3.947,34 R$ 0,00 TOTAL R$665.031,47 R$409.909,14 Fl. 966DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/201190 Resolução nº 1102000.250 S1C1T2 Fl. 967 6 d) não obstante eventuais erros incorridos por ocasião do preenchimento do "PER/DCOMP", é certo que o direito ao crédito deve ser reconhecido, ante a efetiva demonstração das retenções realizadas, pelo princípio da verdade material. Ao final, pugna pela homologação integral das compensações. Este processo foi a mim distribuído numerado digitalmente até a fl. 961. Esclareçase que todas as indicações de folhas neste voto dizem respeito à numeração digital do eprocesso. É o relatório. Voto Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O contribuinte pleiteia a compensação de R$ 498.067,43, parcela remanescente do saldo negativo de CSLL do ano de 2001, no valor original de R$ 7.161.018,84, mas teve admitidos apenas R$ 167.454,28 pela decisão recorrida. Dessa forma, permanece ainda em discussão a parcela de R$ 330.613,15. No voluntário, o contribuinte busca comprovar essa diferença pela apresentação de novos informes de rendimentos, bem como de extratos de seu sistema de faturamento e cobrança. Esclareçase que o item 32 da decisão recorrida reconhece que os rendimentos de prestação de serviços que deram origem às retenções informadas em DCOMP são compatíveis com os rendimentos de prestação de serviços oferecidos à tributação, o mesmo se verificando com os rendimentos financeiros (fl. 584). Assim, admitida a tributação das receitas, a discussão se centra na comprovação das retenções efetuadas. Quanto aos informes de rendimentos apresentados no voluntário, a tabela abaixo lista os valores que o recurso tenta demonstrar: Tabela 1 CNPJ Identificação Valor Retido Valor reconhecido 00.038.174/000143 Fundação Universidade de Brasília R$ 4.806,63 R$ 2.885,54 00.394.544/000185 Ministério da Saúde R$ 105.842,81 R$ 74.693,42 26.989.715/000374 Ministério Público da União R$ 29.282,26 R$ 25.071,70 Para isso, foram apresentados extratos do sistema SIAFI que listam rendimentos e retenções efetuadas por filiais dessas fontes pagadoras: · Fundação Universidade de Brasília fl. 651; Fl. 967DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/201190 Resolução nº 1102000.250 S1C1T2 Fl. 968 7 · Ministério da Saúde fls. 653 a 685; · Ministério Público da União fls. 687 a 738. Em uma análise inicial, a prova merece ser melhor apreciada. Tomese como exemplo o extrato de fl. 651, da Fundação Universidade de Brasília. Nele, consta comprovante de rendimentos pagos pela filial 00.038.174/000577 no ano de 2001, onde se informam rendimentos de R$ 479.755,86 e retenções no código 6190 de R$ 45.431,37. Utilizandose a fórmula de cálculo do item 41 da decisão recorrida, por onde se deve escolher o menor valor entre 1% dos rendimentos ou 10,58% das retenções, chegase a um valor de CSLL de R$ 4.797,56, superior àquele até agora reconhecido. De qualquer modo, é necessário que a autoridade fiscal comprove a autenticidade das provas apresentadas, bem como verifique se as retenções já foram utilizadas na composição do saldo negativo, análise que deverá se dar na diligência a seguir proposta. O contribuinte busca também demonstrar retenções por meio do seu sistema de faturamento, conforme tabela abaixo por ele elaborada: Tabela 2 CNPJ Identificação Valor Pleiteado Valor reconhecido 00.348.003/000110 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária R$ 5.604,94 R$ 0,00 00.375.972/008498 INCRA R$39.213,54 R$35.131,25 Raiz00.394.494 Ministério da Justiça R$71.593,23 R$66.130,90 Raiz00.394.502 Comando da Marinha R$ 53.153,10 R$ 34.496,62 00.396.895/000125 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento R$ 22.006,08 R$ 13.695,66 00.497.560/000101 Superior Tribunal Militar R$ 6.083,99 R$ 4.078,78 00.894.356/000116 Estado Maior das Forças Armadas R$ 5.058,46 R$ 0,00 03.132.745/000100 Coordenação Geral de Recursos Logísticos/MCT R$ 290.977,48 R$241.121,68 29.979.036/000140 INSS R$ 132.536,23 R$13.314,94 33.628.777/000154 DNER R$ 34.857,08 R$ 1.939,31 78.350.188/000195 Fundação UFPR para Desenvolvimento da Ciência R$ 3.947,34 R$ 0,00 TOTAL R$665.031,47 R$409.909,14 Nas fls. 740 a 957 dos autos, consta listagem do Sistema de Faturamento e Cobrança (“FCD”) do recorrente, que informa, por CNPJ da fonte pagadora e por mês, os valores faturados e não pagos. Esclarece o recurso que a diferença de recolhimento corresponde ao valor retido na fonte, e pugna pela admissão dessa prova em nome do princípio da verdade material. Entretanto, há que se reconhecer que tal documento consiste apenas em um início de prova bastante fraca, em especial por não haver qualquer vinculação com a Fl. 968DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/201190 Resolução nº 1102000.250 S1C1T2 Fl. 969 8 contabilidade da empresa demonstrando a contabilização das diferenças como imposto retido na fonte, ou apresentação de quaisquer documentos das fontes pagadoras nesse sentido. Não é possível se admitir direito creditório contra a Fazenda Nacional com base em indícios tão frágeis. Do mesmo modo, não há como se baixar os autos em diligência para que a autoridade fiscal verifique essas informações, pois, desse modo, estarseia transferindo o ônus probatório indevidamente para o Fisco, que deveria realizar profunda investigação na contabilidade do recorrente, cotejando os valores do sistema de faturamento com os rendimentos e pagamentos escriturados, e também diligenciar junto às fontes pagadoras para confirmar as retenções. Ora, na repartição do ônus probatório, este cabe a quem alega quanto a fato constitutivo de seu direito, nos termos do art. 333, inciso I, do Código de Processo Civil – CPC. No caso, o contribuinte não trouxe elementos suficientes para firmar a convicção sobre retenções na fonte que comporiam seu saldo negativo de CSLL do ano de 2001, não sendo lícita a pretensão de transferir para o Fisco a obrigação de produzir essas provas. Contudo, na sessão de julgamento, o patrono do recorrente defendeu que muitas dessas retenções também poderiam ser comprovadas por consulta ao sistema SIAFI, e que só buscou demonstrar as retenções por meios alternativos por não ter recebido resposta das fontes pagadoras e por não ter acesso ao sistema que contém informações sobre as retenções efetuadas por órgãos públicos. Dessa forma, na diligência a ser realizada, deve a autoridade fiscal pesquisar, no sistema SIAFI, informações sobre pagamentos e retenções na fonte realizadas pelas fontes pagadoras da tabela 2 no anocalendário de 2001, que ainda não tenham sido computadas no cálculo do saldo negativo de CSLL do período. CONCLUSÃO Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência, para que a autoridade fiscal: a) dê ciência desta resolução ao contribuinte; b) analise os documentos de fls. 651 a 738, confirmando sua autenticidade e conteúdo por meio de consulta ao sistema SIAFI, e quaisquer outros que julgar conveniente; c) consultar, no sistema SIAFI, a existência de pagamentos e retenções na fonte pelos órgãos públicos constantes da tabela 2 do voto; d) para as informações confirmadas e obtidas do sistema SIAFI, coteje os valores com as retenções já consideradas pelo despacho decisório e pela decisão recorrida, Fl. 969DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME Processo nº 16682.720877/201190 Resolução nº 1102000.250 S1C1T2 Fl. 970 9 destacando as comprovadas e ainda não admitidas, e apurando a parcela correspondente à CSLL; e) elabore relatório de diligência circunstanciado, especificando o total de CSLL decorrente de retenções por órgãos públicos ainda não reconhecido neste processo, que deve compor o saldo negativo de CSLL do ano de 2001; f) dê ciência desse relatório ao contribuinte para sobre ele se manifestar, caso deseje, no prazo de 30 (trinta) dias, retornandose os autos a este Colegiado para ulterior julgamento. (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araujo Fl. 970DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/ 06/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/06/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMA NN THOME
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