Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,567)
- Primeira Turma Ordinária (16,459)
- Primeira Turma Ordinária (16,358)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,575)
- Primeira Turma Ordinária (13,128)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,554)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,999)
- Terceira Câmara (68,521)
- Segunda Câmara (57,460)
- Primeira Câmara (21,771)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,369)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,887)
- Segunda Seção de Julgamen (116,175)
- Primeira Seção de Julgame (78,015)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,150)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,430)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,232)
- HELCIO LAFETA REIS (3,928)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,791)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,925)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,674)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,704)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,932)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10380.006285/98-23
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/1990 a 31/07/1995
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO.
Cabem embargos de declaração quando verificada contradição interna entre os fundamentos e a conclusão do acórdão.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 9303-003.354
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração para retificar o acórdão embargado, com efeitos infringentes, no sentido afastar a decadência relativa ao período de apuração 12/1992, nos termos do voto do Relator.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201512
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/12/1990 a 31/07/1995 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. Cabem embargos de declaração quando verificada contradição interna entre os fundamentos e a conclusão do acórdão. Embargos Acolhidos
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10380.006285/98-23
anomes_publicacao_s : 201602
conteudo_id_s : 5567890
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 9303-003.354
nome_arquivo_s : Decisao_103800062859823.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : HENRIQUE PINHEIRO TORRES
nome_arquivo_pdf_s : 103800062859823_5567890.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração para retificar o acórdão embargado, com efeitos infringentes, no sentido afastar a decadência relativa ao período de apuração 12/1992, nos termos do voto do Relator. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
id : 6283208
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125639229440
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1740; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 1.934 1 1.933 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10380.006285/9823 Recurso nº Embargos Acórdão nº 9303003.354 – 3ª Turma Sessão de 10 de dezembro de 2015 Matéria Embargos de Declaração Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado VICUNHA NORDESTE S/A INDÚSTRIA TÊXTIL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/1990 a 31/07/1995 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. Cabem embargos de declaração quando verificada contradição interna entre os fundamentos e a conclusão do acórdão. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração para retificar o acórdão embargado, com efeitos infringentes, no sentido afastar a decadência relativa ao período de apuração 12/1992, nos termos do voto do Relator. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Rodrigo da Costa Pôssas, Valcir Gassen, Joel Miyazaki, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 00 62 85 /9 8- 23 Fl. 1934DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10380.006285/9823 Acórdão n.º 9303003.354 CSRFT3 Fl. 1.935 2 Relatório Tratase de embargos de declaração, tempestivamente interpostos, pela Procuradoria da Fazenda Nacional, no intuito de integrar o acórdão CSRF/0203.265, de 1º de julho de 2008, assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 31/12/1990 a 31/07/1996 NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROCEDÊNCIA. RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO. Confirmado lapso manifesto no resultado do julgamento, deve o Colegiado acolher os embargos para retificar esse decisum, no sentido de adequálo à realidade dos autos. Embargos Acolhidos. O acórdão embargado acolheu embargos de declaração interpostos em desfavor do acórdão CSRF/0201.374, de 08/09/2003, assim ementado: PIS DECADÊNCIA. Aplicase ao PIS, por sua natureza tributária, os prazos decadenciais estatuídos nos artigo 173 e 150 § 4° do CTN. Recurso negado. Após os ajustes, o decisum passou a ter o seguinte dispositivo: Considerandose que o lançamento foi lavrado em 25 de maio de 1998, decaídos os períodos anteriores a 1º de janeiro de 1993, conclusão decorrente da utilização da norma inserta no art. 173, inciso I, do CTN. Tal ajuste, esclareçase, decorre da correção de erro material relativo à data de ciência da autuação: o acórdão embargado considerou que o sujeito passivo havia tomado ciência em 05/01/1996, mas, como visto, tal comunicação ocorreu em 25/05/1998. Em seus embargos, aduz o d. representante da Fazenda Nacional que, mantidas as premissas do aresto, não restaria configurada a decadência relativamente ao período de apuração 12/1992, pois, mantidas as premissas legais que orientaram o acórdão (art. 173, I do CTN), o dies a quo do prazo decadencial seria 1º de janeiro de 1994 e o ad quem, 31/12/1998. Os embargos foram submetidos a este Relator, que propôs o seu prosseguimento e a sua inclusão em pauta, sugestões acatadas pelo Sr. Presidente deste Colegiado. É o Relatório. Fl. 1935DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10380.006285/9823 Acórdão n.º 9303003.354 CSRFT3 Fl. 1.936 3 Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator A admissibilidade dos embargos de declaração confundese com seu mérito. De fato, o remédio eleito, nos termos do art. 65 dos Regimentos Internos do CARF, vigentes à época da apresentação do recurso e na presente data, só pode ser admitido e provido se configuradas uma das hipóteses ali elencadas. Dentre tais hipóteses, como é consabido, está a contradição entre o decisum e seus fundamentos, o que se verifica no presente processo. Conforme decidido no Acórdão CSRF/0201.374, a decadência do PIS/Pasep seguiria a regra do art. 173, I, do CTN, ou seja, o prazo decadencial teria início no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser promovido. Nessa linha, como corretamente apontado pela embargante, o acórdão incorreu em contradição (e até certo ponto em erro material), pois considerou que a contagem do prazo decadencial relativo ao mês de 12/1992 teria início no próprio mês. Ou seja, para esse período, aplicou o art. 150, § 4º, do CTN. Assim sendo, demonstrase inevitável promover os ajustes do aresto, ajustandoo às premissas consideradas quando da sua prolação. Após os ajustes, o acórdão passará a ter o seguinte dispositivo: Considerandose que o lançamento foi lavrado em 25 de maio de 1998, fora alcançado pela decadência o crédito tributário relativo a fatos geradores ocorridos até novembro de 1992. No tocante, ao crédito relativo a dezembro daquele ano, a decadência não se operou, pois o lançamento somente poderia ter sido efetuado a partir de janeiro 1993, após o vencimento do tributo. Consequentemente, por aplicação da norma inserta no inciso I do art. 173 do CTN, o termo inicial da decadência deuse em 1º de janeiro de 1994, e o final, em 1º de janeiro de 1999. Assim, na data em que foi constituído, o crédito não se encontrava extinto pelo decurso do prazo. Henrique Pinheiro Torres Fl. 1936DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 12448.720132/2010-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 21 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Feb 11 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DE DECISÃO.
É nula a decisão proferida com cerceamento do direito de defesa, caracterizado pela juntada, após a apresentação da impugnação, de novos documentos ao conjunto probatório, sem que fosse dada ciência ao recorrente e reaberto prazo para que se manifestasse nos autos.
Numero da decisão: 1302-001.756
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Fez declaração de voto a Conselheira Edeli Pereira Bessa.
(documento assinado digitalmente)
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Relator.
(documento assinado digitalmente)
EDELI PEREIRA BESSA - Presidente.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Daniele Souto Rodrigues Amadio, Paulo Mateus Ciccone, Rogério Aparecido Gil e Talita Pimenta Félix.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2005 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DE DECISÃO. É nula a decisão proferida com cerceamento do direito de defesa, caracterizado pela juntada, após a apresentação da impugnação, de novos documentos ao conjunto probatório, sem que fosse dada ciência ao recorrente e reaberto prazo para que se manifestasse nos autos.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 11 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 12448.720132/2010-61
anomes_publicacao_s : 201602
conteudo_id_s : 5566593
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 11 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1302-001.756
nome_arquivo_s : Decisao_12448720132201061.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 12448720132201061_5566593.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Fez declaração de voto a Conselheira Edeli Pereira Bessa. (documento assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Relator. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA - Presidente. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Daniele Souto Rodrigues Amadio, Paulo Mateus Ciccone, Rogério Aparecido Gil e Talita Pimenta Félix.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 21 00:00:00 UTC 2016
id : 6271263
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:44:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125658103808
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1862; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 865 1 864 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12448.720132/201061 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302001.756 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 21 de janeiro de 2016 Matéria IRPJ/CSLL Glosa de despesas Recorrente BANCO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO S/A EM LIQUIDAÇÃO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DE DECISÃO. É nula a decisão proferida com cerceamento do direito de defesa, caracterizado pela juntada, após a apresentação da impugnação, de novos documentos ao conjunto probatório, sem que fosse dada ciência ao recorrente e reaberto prazo para que se manifestasse nos autos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Fez declaração de voto a Conselheira Edeli Pereira Bessa. (documento assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Relator. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Presidente. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Daniele Souto Rodrigues Amadio, Paulo Mateus Ciccone, Rogério Aparecido Gil e Talita Pimenta Félix. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 01 32 /2 01 0- 61 Fl. 865DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 2/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 2 Relatório Versa o presente processo sobre recurso voluntário, interposto pelo contribuinte em face do Acórdão nº 1234.124 da 8ª Turma da DRJ/RJ1, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 AUTUAÇÃO. MATÉRIA DE FATO. Quando da autuação, a autoridade fiscal deve utilizar os valores históricos registrados nos seus sistemas de controle. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A recorrente, cientificada do Acórdão nº 1234.124 em 06/10/2011 (declaração de ciência a fls. 781), interpôs, em 07/11/2011 (vide carimbo a fls. 787), recurso voluntário (doc. a fls. 787 e segs.), no qual alega as seguintes razões de defesa: a) que o presente processo alcança os anosbases 2005 e 2006 e tem como objeto (i) a glosa dos valores de provisão de PIS e COFINS registrados na contabilidade, em confrontação com os valores lançados dessas mesmas contribuições na DACON e na DCTF e (ii) a retificação do saldo de prejuízo fiscal acumulado e base de cálculo negativa de CSLL; b) que, em sua impugnação, a recorrente informa que não contesta o ajuste proposto no auto de infração, no entanto, não pode concordar com o valor do saldo inicial utilizado pela Fiscalização par ajustar os saldos acumulados de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa; c) que a DRJ/RJ 1 firmou o entendimento no sentido de que os ajustes nos saldos de prejuízo fiscal acumulado e de base de cálculo negativa da CSLL tiveram respaldo nos ajustes anteriormente promovidos pela fiscalização, decorrentes de decisões irreformáveis ocorridas nos processos 19740.000405/200614 (ano calendário 2002), 10768.008163/2002 92 (anoscalendários de 1996 a 19991 e 10768.0022011/0032 (anocalendário 1995), conforme documentos e cálculos elaborados, juntados aos autos APÓS A IMPUGNAÇÃO, às fls. 714 a 768; d) que houve cerceamento do direito de defesa, pois foram agregados documentos ao processo após a impugnação, os quais suportaram a decisão proferida pela DRJ/RJ 1; d.1) que o § 3° do art. 18 do Decrefo n° 70.235/72 determina que na hipótese exames posteriores [sic], diligências ou perícias, realizadas no curso do processo, será lavrado um novo auto de infração, devolvendose, ao sujeito passivo, prazo para a impugnação no concernente á matéria impugnada; d.2) que, no caso em análise a DRJ/RJ 1 inova na sua fundamentação ao trazer aos autos documentos e fundamentações que não estavam presentes quando da lavratura do auto de infração, modificando substancialmente as razões de decidir, impondo à DRJ/RJ 1 o dever de intimar o Recorrente para manifestarse, novamente, sobre os novos fatos e documentos; d.3) que o inciso II do art. 59 do Decreto n" 70.235/72 impõe a NULIDADE de despachos e decisões proferidas com preterição do direito de defesa; Fl. 866DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 2/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 12448.720132/201061 Acórdão n.º 1302001.756 S1C3T2 Fl. 866 3 d.4) que a Recorrente não foi intimada da juntada de novos documentos aos autos, tampouco foi lhe franqueada a abertura de novo prazo para ajustar sua impugnação à novel argumentação deduzida pela Delegacia de Julgamento; d.5) que esses novos documentos revelam muito mais do que a r. decisão ora recorrida quis classificar, como de "prévio'' conhecimento da Recorrente; d.6) que, em outras palavras, a diferença de mais de R$ 3 bilhões nos saldos de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa de CSLL não se justifica exclusivamente de "informação já conhecida" pelo Recorrente, pois é inegável que outros elementos foram acrescidos aos autos após a sua Impugnação, impossibilitando o seu pleno exercício de defesa; d.7) demonstrado o inequívoco cerceamento do direito de defesa, impõese a nulidade da decisão da DRJ/RJ1, com o cancelamento dos seus efeitos, nos termos inciso II do art. 59 do Decreto n° 70.235/72; e) que num dos processos mencionados na decisão a Recorrente obteve êxito para reconhecer a realização integral do saldo de lucro inflacionário no anobase de 1995; e.1) que, ainda que se pretenda admitir como correia a interpretação absolutamente nula apresentada pela DRJ/RJ 1, os ajustes pretendidos nos processos 10768.022011/0032 e 10768.008163/200292 são indevidos; e.2) que nesses dois processos administrativos a ora Recorrente foi autuada por deixar de realizar o lucro inflacionário nos anosbase de 1995 a 2000, conforme consta da novel documentação trazida pela DRJ/RJ ) aos autos (fls. 740/752) nos seguintes valores: Proc. 10768.022011/0032 1995 10.304.511.81 1996 9.274.060,62 1997 8.346.654,56 TOTAL 27.925.2Z6.99 Proc. 10768.008163/200292 AnoBase Ajuste 1996 1.030.451,19 1997 1 957.857,75 1998 10.304.511,81 1999 10.304.511,81 2000 10.304.511,81 TOTAL 33.901.843.87 e.3) que, ocorre, porém, que no processo 19740.000405/200614 restou reconhecido cm favor da ora Recorrente que todo o lucro inflacionário foi espontaneamente realizado; Fl. 867DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 2/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 4 e.4) que o equívoco cometido pelos Auditores Fiscais foi desconsiderar que no ano de 1991 a ora recorrente realizou uma parcela significativa do lucro inflacionário acumulado na quantia de CrS 53.790.840.917,00, anulando, por conseguinte, os ajustes pretendidos nos processos 10768.022011/0032 e 10768.008163/200292; e.5) que restou assim definitivamente decidido no processo nº 19740.000405/200614 (DOC 1): "Por unanimidade votos, REJEITAR as preliminares suscitadas pelo contribuinte. No mérito: 1) Por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário quanto ao reconhecimento da tributação de CrS 53.790.840.917,00 no anocalendário de 1991, valor esse que deverá ser excluído na recomposição do saldo do lucro inflacionário a tributar a partir de 1992, inclusive nesse processo; 2) Por unanimidade de votos, excluir da base de cálculo da tributação do IRPJ no anocalendário de 2001 a importância de R$ 76.613.250,96; 3) Por maioria de votos, exclua a exigência da multa de ofício isolada concomitante com a multa de oficio proporcional, vencidos nesta parte os Conselheiros Sandra Maria Faroni e Caio Marcos Cândido, que a mantinham e; 4) Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de oficio.”; e.6) que se acrescente, porque relevante, que a decisão também determina que se proceda à RECOMPOSIÇÃO do saldo de lucro o a realizar a partir de janeiro/1992; e.7) que para afastar quaisquer dúvidas acerca da correção do procedimento por si adotado, a Recorrente contratou os serviços da FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, na sua divisão FGV Projetos, para revisar toda a realização do lucro inflacionário desde 01/01/1984; e.8) que relatório conclusivo da FGV, que suportou a defesa no processo 19740.000405/200814 demonstram que os lançamentos efetuados no LALUR. desde 1984, obedeceram todas as determinações legais de regência e que o saldo de lucro inflacionar a realizar em 31/12/1995 é zero; e.9) que acompanhou o referido relatório um demonstrativo baseado em todas as DIPJs e no LALUR que atestam não haver após 1995, qualquer valor a realizar a título de lucro inflacionário (DOC. 3); e.10) que, em que pese os processos 10768.022011/0032 e 10768.008163/200292 terem determinado a adição ao lucro real de parcelas do lucro inflacionário, é inafastável a conclusão de que o processo 19740.000405/200614 corrigiu uma injustiça evidente, ao consagrar a realização de uma parcela significativa do lucro inflacionário acumulado no anobase de 1991, ratificando a correção do procedimento adotado pelo Recorrente na realização do lucro inflacionário, até a definitiva extinção do seu saldo, em 31/12/1995; e.11) que se conclui que NENHUM ajuste deve ser feito nos saldos de prejuízo fiscal acumulado ou da base de cálculo negaliva da CSLL como pretendeu promover a r. decisão ora recorrida; e.12) que considerando a existência de decisão favorável aos interesses do Recorrente, que determina a RECOMPOSIÇÃO do saldo de lucro inflacionar a realizar desde janeiro de 1992, reconhecida a significativa realização promovida em 1991, é essencial que a DRJ/RJ 1 cumpra tal determinação, sob pena de afrontar o princípio da verdade material, pois a autoridade administrativa competente não está adstritra a restringir seu exame ao que foi Fl. 868DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 2/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 12448.720132/201061 Acórdão n.º 1302001.756 S1C3T2 Fl. 867 5 alegado, trazido ou provado pelos contribuintes, pondendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento; e.13) que resta indubitável, portanto, que uma vez reconhecido pelo CARF, através do processo n° 19740.000405/200614, é direito do Recorrente que se proceda à RECOMPOSIÇÃO do saldo de lucro inflacionário, com a dedução do valor de Cr$ 53.790.840.917,00, realizado em 1991, oportunidade em que restarão cabalmente afastados os ajustes pretendidos nos processos 10768.022011/0032 e 10768.008163/200292, como bem demonstrado na planilha trazida aos autos (DOC. 3); e.14) que DRJ/RJ 1 fez juntar às fls. 753 após a impugnação, registrese mais uma vez a íntegra da decisão de primeira instância do referido processo, como forma de comprovar que o Recorrente já tinha integral ciência do seu resultado, porém, ocorre que o resultado final do processo foi TOTALMENTE FAVORÁVEL aos interesses do Recorrente, como amplamente debatido e reproduzido anteriormente; e.15) que o que deixa a DRJ/RJ 1 de considerar, em homenagem ao principio da verdade material, é que o Conselho de Contribuintes (atualmente CARF), em sessão de 25/06/2008, deu provimento integral ao Recurso Voluntário do ora Recorrente, especialmente para ratificar que parcela significativa do saldo acumulado do lucro inflacionário fora realizado no anobase de 1991, corroborando todos registros e realizações após essa data. culminando na sua extinção no anobase de 2005 (DOC. 1); e.16) que além do erro material cometido pela DRJ/RJ 1, ela também deixa de considerar o comando expresso da decisão do Conselho de Contribuintes para a RECOMPOSIÇÃO do saldo do lucro inflacionário, desde janeiro/1992, contemplando a significativa realização efetuada em 1991, no valor de Cr$ 53.790.840.917,00; e.17) que , analisandose as planilhas juntadas posteriormente à impugnação do ora Recorrente, extratos denominados de SAPLI Sistema de Acompanhamento de Prejuízo, Lucro Inflacionário e Base de Cálculo Negativa da CSLL (fls. 719 a 723) verificase que a DRJ/RJ 1 deixa de considerar na apuração do saldo acumulado de prejuízos fiscais em 2005, os prejuízos fiscais apurados nos anosbase de 2000, 2003 e 2004, reduzindo consideravelmente o valor que o Recorrente teria direito a compensar no futuro, após os ajustes determinados no presente processo; e.18) que esses valores de prejuízo fiscal foram devidamente declarados à RFB e constam dos seus sistemas, além disso, o Recorrente trouxe na sua impugnação cópia integral de todas as DIPJs do período indicado (fls. 185 a 708). para que não restassem dúvidas acerca do seu direito. e.19) que, em que pese a robusta documentação acostada, a DRJ/RJ 1 deixou de promover a correta análise dos documentos e, portanto, também deixou de inserir no seu sistema SAPLI dos prejuízos fiscais 3 (três) anosbase, justificandose, em parte, a divergência entre os saldos acumulados de prejuízo fiscal em 2005 apurado pela DRJ/RJ 1 e aquele corretamente apurado pelo Recorrente. e.20) que o erro material promovido pela DRJ/RJ 1 pode ser facilmente identificado, quando se apresentam detidamente os valores que deixaram de ser apropriados no sistema SAPLI (apresenta tabelas a fls. 799/800; f) que o mesmo equívoco cometido na apuração do saldo acumulado de prejuízo fiscal também repetiuse na apuração do saldo acumulado da base de cálculo negativa de CSLL em 2005; Fl. 869DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 2/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 6 f.1) que analisandose as planilhas juntadas posteriormente à impugnação do ora Recorrente, extratos denominados de SAPLI Sistema de Acompanhamento de Prejuízo, Lucro Inflacionário e Calculo Negaliva da CSLL (fls. 724 a 734) verificase que a DRJ/RJ 1 deixa de considerar na apuração do saldo acumulado de base de cálculo negativa de CSLL em 2005, as bases de cálculo negaliva da CSLL nos anosbase de 1997, 1998, 1999, 2000, 2002, 2003 e 2004, reduzindo consideravelmente o valor que o recorrente teria direito a compensar no futuro, após os ajustes determinados no presente processo; g) que, contudo caso este C. CARF entenda pela necessidade de realização de perícia para se apurar a realização integral do lucro inflacionário no ano base de 1995 ou para verificar a correção da composição dos saldos acumulados, de prejuízo fiscal e base de cálculo negaliva da CSLL, esta permanece a disposição do Fisco; h) que requer a realização de perícia. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito por mandatário com poderes para tal, conforme procuração a fls. 150 e substabelecimento a fls. 154, razão pela qual dele conheço. É flagrante o cerceamento do direito de defesa no presente caso, ao serem introduzidos, após a apresentação da impugnação, novos documentos ao conjunto probatório, sem que fosse dada ciência ao recorrente e reaberto prazo para que se manifestasse nos autos. Equivocase a DRJ ao sustentar que o fato de os documentos já serem de conhecimento da recorrente afastaria a necessidade de darlhe ciência deles e, consequentemente, de lhe oportunizar manifestação nos autos. Sem fazer qualquer juízo de valor sobre o alegado, cabe ressaltar que a recorrente sustenta, além de um erro material em um dos documentos juntados a posteriori, que um dos fundamentos da DRJ se baseou em decisão de primeira instância em outro processo, cujo o acórdão fora juntado após impugnação e sem sua ciência, sendo que a DRJ teria se equivocado, pois tal decisão já havia sido reformada pelo CARF. Esse argumento não foi apreciado pela DRJ e, se este Colegiado resolvesse agora apreciar, implicaria em verdadeira supressão de instância para a recorrente. Em face do exposto, voto por anular a decisão de primeira instância, para que outra seja proferida, suprindose o vício acima apontado, pela ciência da recorrente aos documentos juntados após a impugnação e concedendolhe prazo para se manifestar nos autos. (documento assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Relator Declaração de Voto Fl. 870DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 2/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 12448.720132/201061 Acórdão n.º 1302001.756 S1C3T2 Fl. 868 7 Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Acompanho o entendimento do I. Conselheiro Relator em favor da nulidade da decisão de 1ª instância por cerceamento à defesa do interessado independentemente da prévia análise das provas juntadas ao recurso voluntário porque não seria possível a aplicação do art. 59, §3º do Decreto nº 70.235/72. De fato, ainda que os elementos apresentados se prestassem a confirmar as alegações da contribuinte, eventual decisão de mérito proferida nesta instância administrativa de julgamento não reuniria condições para, por si só, ser classificada como favorável ao sujeito passivo, na medida em que à Fazenda Nacional está assegurado o direito de recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais se caracterizada a divergência de entendimento em relação a julgado proferido por outro Colegiado deste Conselho. Esclareço, ainda, que não vislumbro, no presente caso, litígio passível de apreciação no contencioso administrativo. Isto porque o sujeito passivo tem o direito de impugnar lançamentos tributários, e embora estejam contemplados, dentre eles, aqueles destinados a reduzir prejuízo fiscal, na forma do art. 9º do Decreto nº 70.235/72, com a redação dada pela Lei nº 8.748/93, tal procedimento destinase, apenas, a retificar a base de cálculo apurada pelo sujeito passivo no período fiscalizado, e não a declarar o saldo de prejuízos ou bases negativas acumulados até aquele momento. Por sua vez, a impugnação apresentada pelo sujeito passivo questiona, tão só, os saldos de prejuízos e bases negativas indicados nos demonstrativos de fl. 122 e 126, existentes antes da apuração do anocalendário 2005. Nada foi apontado contra o valor tributável apurado no anocalendário 2005, ou contra a redução do prejuízo fiscal e da base negativa evidenciada nos demonstrativos de fl. 121 e 125. Os questionamentos assim deduzidos pela impugnante teriam lugar, apenas, quando a contribuinte passasse a produzir bases positivas suficientes para compensação de valores superiores àqueles acumulados nos controles da Receita Federal (R$ 3.030.153.778,33 a título de prejuízo fiscal, e R$ 1.596.591.416,83 a título de bases negativas, até o início do anocalendário 2005) ensejando lançamentos por glosa de compensação de prejuízos e bases negativas superiores aos montantes acumulados pelo sujeito passivo. Evidenciado, assim, que não seria possível a aplicação do art. 59, §3º do Decreto nº 70.235/72, entendo que deve ser ANULADA a decisão de 1ª instância. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Conselheira Fl. 871DF CARF MF Impresso em 11/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 2/2016 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA
score : 1.0
Numero do processo: 10670.720326/2011-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Sep 29 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. NECESSIDADE CUMPRIMENTO REQUISITOS PREVISTOS EM LEI ORDINÁRIA.
As entidades beneficentes que prestam assistência social, inclusive no campo da educação e da saúde, para gozarem da imunidade constante do § 7º do art. 195 da Constituição Federal, deveriam, à época dos fatos geradores, atender ao rol de exigências determinado pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91.
AUTO DE INFRAÇÃO. CFL 68. ENTREGA DE GFIP COM OMISSÕES OU INCORREÇÕES.
Constitui infração à legislação previdenciária a entrega de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP com incorreções ou omissão de informações relativas a fatos geradores de contribuições previdenciárias. No período anterior à Medida Provisória n° 448/2009, aplica-se o artigo 32, IV, § 5º, da Lei nº 8.212/91, salvo se a multa no hoje prevista no artigo 32-A da mesma Lei nº 8.212/91 for mais benéfica, em obediência ao artigo 106, II, do CTN.
Recurso de Ofício Negado
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2302-003.666
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao Recurso de Ofício, acatando as retificações propostas pelo Fisco, mantendo os lançamentos apenas quanto aos períodos de 01 a 04/2007. Por maioria de votos em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, a fim de que a multa aplicada no Auto de Infração de Obrigação Acessória, DEBCAD 37.313.684-6, lavrado no CFL 68, seja recalculada considerando as disposições do artigo 32-A, inciso I, da Lei n.º 8.212/91, na redação da Lei n.º 11.941/2009, somente na estrita hipótese de o valor multa assim calculado se mostrar menos gravoso ao Recorrente, em atenção ao princípio da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, 'c' do CTN. Vencida na votação a Conselheira Graziela Parisoto, que entendeu por negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
André Luís Mársico Lombardi, Relator
EDITADO EM: 28/07/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Graziela Parisoto, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi.
Nome do relator: ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. NECESSIDADE CUMPRIMENTO REQUISITOS PREVISTOS EM LEI ORDINÁRIA. As entidades beneficentes que prestam assistência social, inclusive no campo da educação e da saúde, para gozarem da imunidade constante do § 7º do art. 195 da Constituição Federal, deveriam, à época dos fatos geradores, atender ao rol de exigências determinado pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91. AUTO DE INFRAÇÃO. CFL 68. ENTREGA DE GFIP COM OMISSÕES OU INCORREÇÕES. Constitui infração à legislação previdenciária a entrega de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP com incorreções ou omissão de informações relativas a fatos geradores de contribuições previdenciárias. No período anterior à Medida Provisória n° 448/2009, aplica-se o artigo 32, IV, § 5º, da Lei nº 8.212/91, salvo se a multa no hoje prevista no artigo 32-A da mesma Lei nº 8.212/91 for mais benéfica, em obediência ao artigo 106, II, do CTN. Recurso de Ofício Negado Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 29 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10670.720326/2011-89
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5528944
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 29 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2302-003.666
nome_arquivo_s : Decisao_10670720326201189.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
nome_arquivo_pdf_s : 10670720326201189_5528944.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao Recurso de Ofício, acatando as retificações propostas pelo Fisco, mantendo os lançamentos apenas quanto aos períodos de 01 a 04/2007. Por maioria de votos em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, a fim de que a multa aplicada no Auto de Infração de Obrigação Acessória, DEBCAD 37.313.684-6, lavrado no CFL 68, seja recalculada considerando as disposições do artigo 32-A, inciso I, da Lei n.º 8.212/91, na redação da Lei n.º 11.941/2009, somente na estrita hipótese de o valor multa assim calculado se mostrar menos gravoso ao Recorrente, em atenção ao princípio da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, 'c' do CTN. Vencida na votação a Conselheira Graziela Parisoto, que entendeu por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício (Assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi, Relator EDITADO EM: 28/07/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Graziela Parisoto, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
id : 6141739
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125678026752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2344; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 1.213 1 1.212 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10670.720326/201189 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 2302003.666 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de março de 2015 Matéria Entidade Beneficente de Assistência Social Recorrentes IRMANDADE NOSSA SENHORA DAS MERCES DE MONTES CLAROS FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. NECESSIDADE CUMPRIMENTO REQUISITOS PREVISTOS EM LEI ORDINÁRIA. As entidades beneficentes que prestam assistência social, inclusive no campo da educação e da saúde, para gozarem da imunidade constante do § 7º do art. 195 da Constituição Federal, deveriam, à época dos fatos geradores, atender ao rol de exigências determinado pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91. AUTO DE INFRAÇÃO. CFL 68. ENTREGA DE GFIP COM OMISSÕES OU INCORREÇÕES. Constitui infração à legislação previdenciária a entrega de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP com incorreções ou omissão de informações relativas a fatos geradores de contribuições previdenciárias. No período anterior à Medida Provisória n° 448/2009, aplicase o artigo 32, IV, § 5º, da Lei nº 8.212/91, salvo se a multa no hoje prevista no artigo 32A da mesma Lei nº 8.212/91 for mais benéfica, em obediência ao artigo 106, II, do CTN. Recurso de Ofício Negado Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao Recurso de Ofício, acatando as retificações propostas pelo Fisco, mantendo os lançamentos apenas quanto aos períodos de 01 a 04/2007. Por maioria de votos em dar AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 72 03 26 /2 01 1- 89 Fl. 1227DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 2 provimento parcial ao Recurso Voluntário, a fim de que a multa aplicada no Auto de Infração de Obrigação Acessória, DEBCAD 37.313.6846, lavrado no CFL 68, seja recalculada considerando as disposições do artigo 32A, inciso I, da Lei n.º 8.212/91, na redação da Lei n.º 11.941/2009, somente na estrita hipótese de o valor multa assim calculado se mostrar menos gravoso ao Recorrente, em atenção ao princípio da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, 'c' do CTN. Vencida na votação a Conselheira Graziela Parisoto, que entendeu por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício (Assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi, Relator EDITADO EM: 28/07/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente), Graziela Parisoto, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi. Fl. 1228DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10670.720326/201189 Acórdão n.º 2302003.666 S2C3T2 Fl. 1.214 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou procedente em parte a impugnação da recorrente, para que fossem excluídos dos autos de infração DEBCAD nº 37.288.8259 e 37.313.6838 as contribuições lançadas referentes às competências de 05/2007 a 13/2007 e as multas aplicadas por meio do AI 37.313.6846 relativas às competências de 05/2007 a 13/2007. A DRJ recorre de ofício, nos termos do Decreto nº 70.235/1972, artigo 34, I, pois o valor exonerado é superior ao previsto no artigo 1º da Portaria MF nº 3, de 3/1/2008. Adotamos trecho do relatório do acórdão do órgão a quo (fls. 1.167 e seguintes), que bem resume o quanto consta dos autos: Tratase de créditos lançados pela fiscalização, contra o sujeito passivo já identificado, discriminados a seguir. AI DEBCAD nº 37.288.8259, com valor consolidado em 14/3/2011, de R$ 6.219.699,84, referente à exigência de contribuições destinadas à previdência social, parte da empresa, incidentes sobre as remunerações de empregados e de contribuintes individuais, inclusive para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – GILRAT. AI DEBCAD nº 37.313.6838, com valor consolidado em 14/3/2011, de R$ 1.614.203,56, referente à exigência de contribuições destinadas a Outras Entidades e Fundos denominados Terceiros – Salário Educação (FNDE), INCRA, SENAC, SESC e SEBRAE incidentes sobre a alimentação fornecida aos empregados; e AI DEBCAD nº 37.313.6846, no valor de R$ 693.224,35, lavrado em 17/3/2011, por descumprimento de obrigação acessória estabelecida pela Lei nº 8.212, de 24/7/1991, artigo 32, inciso IV, § 5º, combinado com o disposto no Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6/5/1999, artigo 225, inciso IV e § 4º (Código de Fundamentação Legal – CFL nº 68). (...) Por meio de consulta aos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB (sistema Plenus), constatou se que o sujeito passivo obteve o deferimento de isenção junto à previdência social desde 4/6/1992, concedida por meio do Ato n° 81.103/701/1992, pela UDRP n° 11.426. Por meio de consulta ao Sistema de Informações do Conselho Nacional de Assistência Social – SICNAS, na rede mundial de computadores, verificouse que foi deferida, em 22/3/2007, a Fl. 1229DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 4 renovação de seu certificado para o período de 1/1/2004 a 31/12/2006. Tal renovação foi requerida por meio do processo n° 71010.000870/200369. O contribuinte foi intimado por meio do Termo de Intimação Fiscal TIF –n° 001, de 14/1/2010, com ciência em 15/1/2010, a apresentar o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS para o período de 1/1/2007 a 29/4/2007 (item 3 do TIF). Em 20/1/2010, o sujeito passivo apresentou alguns dos documentos solicitados: o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS emitido em 22/3/2007 com validade de 1/1/2004 a 31/12/2006 e a publicação no Diário Oficial da União de 4/2/2009 que tratava da renovação da CNAS para o período de 30/4/2007 a 29/4/2010. Especificamente, verificouse que, em 22/5/2007, o contribuinte protocolou no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome o pedido de renovação do seu Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. Tal pedido recebeu o n° 71010.001108/200723 e foi deferido com base no artigo 37 da Medida Provisória– MP n° 446 de 7/11/2008, conforme consta na Resolução n° 7, de 3/2/2009, do Conselho Nacional de Assistência Social, publicada no Diário Oficial da União DOU. A validade da renovação do certificado, conforme consta na citada Resolução, é de 30/4/2007 a 29/4/2010. A MP nº 446/2008 determinava em seu artigo 37 que os pedidos de renovação dos certificados que não houvessem sido objeto de julgamento por parte do mencionado conselho até a data da publicação da Medida Provisória citada considerarseiam deferidos. Constatouse que de 1/1/2007 a 29/4/2007 o contribuinte, por não possuir o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, não faria jus à isenção das contribuições previdenciárias, por desatender o disposto na Lei nº 8.212/1991, artigo 55, inciso II. Por essa razão, emitiuse a informação fiscal com a proposta de cancelamento da isenção de contribuições previdenciárias, processo n° 10670.001425/2010 87. A informação fiscal originária foi emitida em 16/7/2010 e teve que ser novamente emitida por não constar assinatura da chefia em 13/10/2010. O sujeito passivo apresentou a respectiva defesa em 22/10/2010. Contudo, com a edição da Instrução Normativa RFB nº 1.071, de 15/9/2010 (que alterou diversos artigo da IN RFB nº 971/2009), a partir de 30/11/2009 deixariam de ser emitidos atos declaratórios e cancelatórios de isenção, devendo os autos dos processos pendentes de emissão de tais atos, retornarem para que a fiscalização, em caso de descumprimento de qualquer requisito para o gozo da isenção (respeitada a legislação de vigência), lavrasse os autos de infração por descumprimento de obrigações correspondentes. Por essa razão os autos do processo n° 10670.001425/201087 foram encaminhados à fiscalização para que fosse cumprido o Fl. 1230DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10670.720326/201189 Acórdão n.º 2302003.666 S2C3T2 Fl. 1.215 5 disposto na IN RFB nº 971/2009, com as alterações da IN RFB nº 1.071/2010. Constatouse que o sujeito passivo por não possuir Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social válido para o período de 01/2007 a 12/2007 não faria jus à isenção das contribuições previdenciárias e fundos e, portanto, lavrouse os autos de infração. Consta ainda no relatório fiscal que o contribuinte na data do início do procedimento fiscal (25/9/2009) havia enviado as GFIP, relativas às competências de 01/2007 a 13/2007, com código de FPAS “639”, aplicável a entidades beneficentes em gozo de isenção. Ao proceder dessa maneira deixou de declarar contribuições previdenciárias devidas (parte patronal). Em razão disso foi aplicada multa por meio do AI DEBCAD nº 37.313.6846, no valor de R$ 693.224,35 (Código de Fundamentação Legal – CFL nº 68). Tal multa foi calculada com base no que dispõe a Lei 8.212/1991, artigo 32, § 5º, combinado com o Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048 de 6/5/1999, artigo 284, inciso II e artigo 373. Sendo que esse valor, equivale a cem por cento da importância devida relativa à contribuição não declarada, limitada ao valor equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no RPS, artigo 283, caput, em função do número de segurados do sujeito passivo em cada competência. O valor mínimo considerado foi atualizado pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 568, de 31/12/2010, publicada no Diário Oficial da União – DOU de 3/1/2011, e passou a ser de R$ 1.523,57. A apuração da multa por competência foi discriminada às fls. 35/36. Consta no relatório fiscal que foi realizada a comparação (fl. 37) entre a multa calculada conforme a legislação vigente na data da lavratura (após edição da MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941 de 27/5/2009) e a multa aplicável conforme o que previa a legislação quando da ocorrência dos fatos geradores (legislação de regência), com vistas a aplicar aquela mais favorável ao contribuinte. Conforme demonstrativo de fl. 37, para todas as competências a multa total mais favorável foi a apurada conforme a legislação de regência. (...) Cientificado das autuações em 17/3/2011 (conforme assinatura à fl. 1.063), o sujeito passivo apresentou defesa (fls. 1.066/1.082) em 15/4/2011, conforme data aposta em cópia de envelope de postagem de fl. 1.099 (...) (...) Em 31/5/2012, tendo em vista as alegações do impugnante, os autos do presente processo foram baixados em diligência Fl. 1231DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 6 (despacho de fls. 1.102/1.105) para que a fiscalização prestasse alguns esclarecimentos. Em 5/11/2012 a fiscalização se manifestou às fls. 1.108/1.109l, basicamente, como segue: Informou que foram levantados valores de 30/4/2007 a 31/12/2007, pois à época, o entendimento construído na DRF de origem era de que o contribuinte não atendeu o requisito contido na Lei nº 8.212/1991, artigo 55, inciso II. Isso porque ao requerer intempestivamente a renovação do CEAS e em função do CNAS ter expedido novo CEAS a partir da data desse requerimento intempestivo, restou um lapso temporal entre o término da validade do certificado vencido e o início do novo. Aduziu que, caso a DRJ não concorde com esse entendimento e julgue que o período de 30/04/2007 a 31/12/2007 foi indevido, o valor da multa lançado no Auto de Infração, DEBCAD nº 37.313.6846, discriminado no parágrafo 64 do Relatório Fiscal, de R$ 693.225,35 passaria a ser de R$ 213.299,80 (competência de 01 a 04/2007 – coluna AI CFL 68– do quadro do parágrafo 64). Quanto aos Autos de Infração DEBCAD 37.288.8259 e 37.313.6838, devem ser excluídas as contribuições referentes às competências de 05/2007 a 13/2007. O impugnante foi cientificado do resultado dessa diligência em 28/11/2012, conforme Aviso de Recebimento de fl. 1.116 e manifestouse às fls. 1.118/1.123 em 20/12/2012 (...) (...) Como afirmado, a impugnação apresentada pela recorrente foi julgada procedente em parte, a fim de excluir as contribuições e a multa por descumprimento de obrigação acessória relativas ao período de 05 a 13/2007. A DRJ recorre de ofício, nos termos do Decreto nº 70.235/1972, artigo 34, I, pois o valor exonerado é superior ao previsto no artigo 1º da Portaria MF nº 3, de 3/1/2008. Cientificada do resultado, a recorrente apresentou, tempestivamente, o recurso voluntário de fls. 1.193 e seguintes, no qual alega, em apertada síntese, que a entidade obteve renovação do pedido de certificado de entidade beneficente para o período de 01/01/2004 a 31/12/2006 e, por meio da Resolução n° 07/2009, teve deferido o certificado com validade para o triênio de 30/04/2007 a 29/04/2010. Como o certificado tem natureza declaratória, seus efeitos retroagem, de sorte que alcançam o lapso de tempo relativo à autuação fiscal. Sendo assim, os lançamentos devem ser considerados improcedentes. É o relatório. Fl. 1232DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10670.720326/201189 Acórdão n.º 2302003.666 S2C3T2 Fl. 1.216 7 Voto Conselheiro André Luís Mársico Lombardi, Relator Recurso de Ofício. Recurso Voluntário. Eficácia do CEBAS. Como visto, o lançamento decorre do fato de a recorrente não ter atendido ao requisito contido na Lei nº 8.212/1991, artigo 55, inciso II. Isso porque ao requerer intempestivamente a renovação do CEBAS e em função do CNAS ter expedido novo CEBAS a partir da data desse requerimento intempestivo, restou um lapso temporal entre o término da validade do certificado vencido e o início do novo. Assim, foi lançado não somente o período sem CEBAS, (01/2007 a 04/2007), mas também o restante do exercício (05 a 13/2007). Ocorre que a DRJ houve por bem considerar que o lançamento (contribuições e multa por descumprimento de obrigação acessória) somente deveria prosperar quanto ao período sem CEBAS (01/2007 a 04/2007), no que andou muito bem, pois, de janeiro de 2007 a abril de 2007, o sujeito passivo não atendeu ao requisito para o gozo da isenção previsto na Lei nº 8.212/1991, no artigo 55, inciso II, vigente na data de ocorrência dos fatos geradores. Como bem destacado pela DRJ, apesar da MP nº 446/2008 (que fundamentou a renovação do certificado de entidade beneficente de assistência social) ter sido rejeitada em 10/2/2009 (conforme ato do presidente da Câmara dos Deputados publicado no Diário Oficial da União –DOU em 10/2/2009), como não foi emitido o respectivo decreto legislativo, seus efeitos relativamente às relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservamse por ela regidos. Por isso, como a renovação do certificado em questão deuse com base na MP nº 446/2008, especificamente, artigo 37, tal certificado considerase renovado. Assim, a recorrente ostenta CEBAS para o período subseqüente (05 a 13/2007), de sorte que não há que se falar em descumprimento do requisito contido na Lei nº 8.212/1991, artigo 55, inciso II. Portanto, assiste razão à DRJ em manter o lançamento somente quanto ao período em que a recorrente não obteve o CEBAS. Por tais razões, entendo que deve ser negado provimento ao Recurso de Ofício. Quanto ao Recurso Voluntário, aduz a recorrente que a entidade obteve renovação do pedido de certificado de entidade beneficente para o período de 01/01/2004 a 31/12/2006 e, por meio da Resolução n° 07/2009, teve deferido o certificado com validade para o triênio de 30/04/2007 a 29/04/2010. Como o certificado tem natureza declaratória, seus efeitos retroagem, de sorte que alcançam o lapso de tempo relativo à autuação fiscal. Sendo assim, os lançamentos devem ser considerados improcedentes. Não há qualquer viso de lógica e juridicidade na argumentação da recorrente, pois o fato de o certificado ostentar natureza declaratória e, portanto, de seus efeitos retroagirem não significa dizer que qualquer período anterior estará coberto pelo CEBAS, pois, mesmo que emitido a destempo, o CEBAS é preciso quanto ao período de certificação. Fora Fl. 1233DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 8 deste período, a recorrente é considerada como descumpridora do art. 55, II, da Lei n° 8.212/91, vigente à época dos fatos geradores. Destarte, como as entidades beneficentes que prestam assistência social, inclusive no campo da educação e da saúde, para gozarem da imunidade constante do § 7º do art. 195 da Constituição Federal, deveriam – à época dos fatos geradores atender ao rol de exigências determinado pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91, temse que o lançamento deve ser mantido quanto ao período de 01 a 04/2007, razão pela qual, nesse aspecto particular, nego provimento ao Recurso Voluntário. Multa. Retroatividade Benigna. Especificamente quanto ao Auto de Infração de Obrigação Acessória (debcad 37.313.6846), entendo que a regra da retroatividade benigna da lei (art. 106, II, c, do CTN) não foi aplicada com exatidão. Com efeito, apurado o descumprimento de obrigação acessória (obrigação de fazer/não fazer), compete à autoridade fiscal lavrar Auto de Infração, aplicando a penalidade correspondente, que se converterá em obrigação principal, na forma do § 3º do art. 113 do CTN. No presente caso, a obrigação acessória corresponde ao dever de informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, por intermédio de documento definido em regulamento (GFIP), TODOS os dados relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do INSS. Ao deixar de informar fatos geradores de contribuições previdenciárias, a recorrente infringiu o artigo 32, IV, § 5º, da Lei n.º 8.212/91; e o artigo 225, IV, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, pois é obrigada a informar, mensalmente, por intermédio da GFIP, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária, sendo que a apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitava o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada. A multa referente ao descumprimento da obrigação acessória, que originou este auto de infração, estava contida no artigo 32, § 5º, da Lei n.º 8.212/91; e no artigo 284, II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99: Art.284. A infração ao disposto no inciso IV do caput do art. 225 sujeitará o responsável às seguintes penalidades administrativas: I valor equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no caput do art. 283, em função do número de segurados, pela não apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, independentemente do recolhimento da contribuição, conforme quadro abaixo: 0 a 5 segurados ½ valor mínimo 6 a 15 segurados 1 x o valor mínimo Fl. 1234DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10670.720326/201189 Acórdão n.º 2302003.666 S2C3T2 Fl. 1.217 9 16 a 50 segurados 2 x o valor mínimo 51 a 100 segurados 5 x o valor mínimo 101 a 500 segurados 10 x o valor mínimo 501 a 1000 segurados 20 x o valor mínimo 1001 a 5000 segurados 35 x o valor mínimo Acima de 5000 segurados 50 x o valor mínimo II cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no inciso I, pela apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores, seja em relação às bases de cálculo, seja em relação às informações que alterem o valor das contribuições, ou do valor que seria devido se não houvesse isenção ou substituição, quando se tratar de infração cometida por pessoa jurídica de direito privado beneficente de assistência social em gozo de isenção das contribuições previdenciárias ou por empresa cujas contribuições incidentes sobre os respectivos fatos geradores tenham sido substituídas por outras; e (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) III cinco por cento do valor mínimo previsto no caput do art. 283, por campo com informações inexatas, incompletas ou omissas, limitada aos valores previstos no inciso I, pela apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores. § 1º A multa de que trata o inciso I, a partir do mês seguinte àquele em que o documento deveria ter sido entregue, sofrerá acréscimo de cinco por cento por mês calendário ou fração. § 2º O valor mínimo a que se refere o inciso I será o vigente na data da lavratura do autodeinfração. Era considerado, por competência, o número total de segurados da empresa, para fins do limite máximo da multa, que era apurada por competência, somandose os valores da contribuição não declarada, e seu valor total será o somatório dos valores apurados em cada uma das competências. Entretanto, as multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória nº 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, já na redação da Lei n.º 11.941/2009, nestas palavras: Fl. 1235DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI 10 Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. Assim, no caso presente, há cabimento do art. 106, II, “c”, do Código Tributário Nacional, o qual dispõe que a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 1236DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI Processo nº 10670.720326/201189 Acórdão n.º 2302003.666 S2C3T2 Fl. 1.218 11 Destarte, o comparativo da norma mais favorável ao contribuinte deverá ser feito cotejando os arts. 32, § 5º, com o art. 32A, I, ambos da Lei nº 8.212/1991, sendo aplicada a multa mais favorável ao contribuinte. Pelas razões ora expendidas, CONHEÇO do RECURSO DE OFÍCIO para negarlhe provimento, acatando as retificações propostas pelo Fisco, mantendo os lançamentos apenas quanto aos períodos de 01 a 04/2007. Quanto ao RECURSO VOLUNTÁRIO, CONHEÇO do mesmo para DARLHE PARCIALMENTE PROVIMENTO, a fim de que a multa aplicada no Auto de Infração de Obrigação Acessória, DEBCAD 37.313.6846, lavrado no CFL 68, seja recalculada considerando as disposições do artigo 32A, inciso I, da Lei n.º 8.212/91, na redação da Lei n.º 11.941/2009, somente na estrita hipótese de o valor multa assim calculado se mostrar menos gravoso ao Recorrente, em atenção ao princípio da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, ‘c’ do CTN. (Assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi, Relator Fl. 1237DF CARF MF Impresso em 29/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/ 09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 29/09/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
score : 1.0
Numero do processo: 10840.001484/2001-65
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Oct 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/02/1996 a 29/02/1996
RECURSO ESPECIAL. PIS. PRAZO DECADENCIAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 08.
Questão referente ao prazo decadencial ser de 5 (cinco) ou 10 (dez) anos para a Fazenda Nacional apurar e constituir o crédito tributário de PIS, notadamente em face do disposto no artigo 45 da Lei nº 8.212/91.
Aplicação do disposto na Súmula Vinculante nº 08: são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ.
Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu que o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN, e não de acordo com o § 4º do artigo 150, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito
da previsão legal, o mesmo não ocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte.
RESPONSABILIDADE POR SUCESSÃO. MULTA DE OFÍCIO. SOCIEDADES SOB CONTROLE COMUM OU PERTENCENTES AO MESMO GRUPO ECONÔMICO. SÚMULA CARF Nº 47.
Súmula CARF nº 47: Cabível a imputação de multa de ofício à sucessora, por infração cometida pela sucedida, quando provado que as sociedades estavam sob controle comum ou pertenciam ao mesmo grupo econômico.
Recurso Especial da Fazenda Provido e do Contribuinte Negado.
Numero da decisão: 9303-003.045
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado em: I - por maioria de votos, negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Vencidos os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda (Relator), Nanci Gama, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Maria Teresa Martínez López. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. II - por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional.
assinado digitalmente
CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO - Presidente
assinado digitalmente
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Redator ad hoc do voto vencido
assinado digitalmente
RICARDO DA COSTA PÔSSAS - Redator designado para o voto vencedor
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, a teor do Memo. PRES/CARF S/Nº, de 27 de maio de 2014.
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/1996 a 29/02/1996 RECURSO ESPECIAL. PIS. PRAZO DECADENCIAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 08. Questão referente ao prazo decadencial ser de 5 (cinco) ou 10 (dez) anos para a Fazenda Nacional apurar e constituir o crédito tributário de PIS, notadamente em face do disposto no artigo 45 da Lei nº 8.212/91. Aplicação do disposto na Súmula Vinculante nº 08: são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu que o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN, e não de acordo com o § 4º do artigo 150, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo não ocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte. RESPONSABILIDADE POR SUCESSÃO. MULTA DE OFÍCIO. SOCIEDADES SOB CONTROLE COMUM OU PERTENCENTES AO MESMO GRUPO ECONÔMICO. SÚMULA CARF Nº 47. Súmula CARF nº 47: Cabível a imputação de multa de ofício à sucessora, por infração cometida pela sucedida, quando provado que as sociedades estavam sob controle comum ou pertenciam ao mesmo grupo econômico. Recurso Especial da Fazenda Provido e do Contribuinte Negado.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 26 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10840.001484/2001-65
anomes_publicacao_s : 201510
conteudo_id_s : 5540582
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 26 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9303-003.045
nome_arquivo_s : Decisao_10840001484200165.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : RODRIGO CARDOZO MIRANDA
nome_arquivo_pdf_s : 10840001484200165_5540582.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em: I - por maioria de votos, negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Vencidos os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda (Relator), Nanci Gama, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Maria Teresa Martínez López. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. II - por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. assinado digitalmente CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO - Presidente assinado digitalmente JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Redator ad hoc do voto vencido assinado digitalmente RICARDO DA COSTA PÔSSAS - Redator designado para o voto vencedor Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, a teor do Memo. PRES/CARF S/Nº, de 27 de maio de 2014.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
id : 6167050
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125696901120
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2628; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 467 1 466 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10840.001484/200165 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303003.045 – 3ª Turma Sessão de 12 de agosto de 2014 Matéria PIS Prazo para Restituição Recorrente TELESP TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S/A (SUCESSORA DA CETERP CENTRAIS TELEFÔNICAS RIBEIRÃO PRETO S/A) Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1996 a 29/02/1996 RECURSO ESPECIAL. PIS. PRAZO DECADENCIAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 08. Questão referente ao prazo decadencial ser de 5 (cinco) ou 10 (dez) anos para a Fazenda Nacional apurar e constituir o crédito tributário de PIS, notadamente em face do disposto no artigo 45 da Lei nº 8.212/91. Aplicação do disposto na Súmula Vinculante nº 08: “são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu que o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN, e não de acordo com o § 4º do artigo 150, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 00 14 84 /2 00 1- 65 Fl. 467DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 468 2 da previsão legal, o mesmo não ocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte. RESPONSABILIDADE POR SUCESSÃO. MULTA DE OFÍCIO. SOCIEDADES SOB CONTROLE COMUM OU PERTENCENTES AO MESMO GRUPO ECONÔMICO. SÚMULA CARF Nº 47. Súmula CARF nº 47: Cabível a imputação de multa de ofício à sucessora, por infração cometida pela sucedida, quando provado que as sociedades estavam sob controle comum ou pertenciam ao mesmo grupo econômico. Recurso Especial da Fazenda Provido e do Contribuinte Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em: I por maioria de votos, negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Vencidos os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda (Relator), Nanci Gama, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Maria Teresa Martínez López. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. II por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. assinado digitalmente CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Presidente assinado digitalmente JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Redator ad hoc do voto vencido assinado digitalmente RICARDO DA COSTA PÔSSAS Redator designado para o voto vencedor Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, a teor do Memo. PRES/CARF S/Nº, de 27 de maio de 2014. Relatório Cuidase de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional e pelo Contribuinte contra o v. acórdão proferido pela Colenda Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes que, pelo voto de qualidade, afastou a decadência e, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário para excluir a aplicação de multa de ofício. O v. acórdão recorrido possui a seguinte ementa: Fl. 468DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 469 3 PIS. DECADÊNCIA. O prazo para a Fazenda proceder ao lançamento do PIS é de dez anos a contar da ocorrência do fato gerador, consoante o art. 45 da Lei nº 8.212/91, combinado com o art. 150, §4º, do Código Tributário Nacional. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. SUCESSÃO. INCORPORAÇÃO. LANÇAMENTO POSTERIOR. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. JUROS DE MORA. INCLUSÃO. DMULTA DE OFÍCIO. EXCLUSÃO. No caso de lançamento posterior à incorporação, a pessoa jurídica incorporadora, na qualidade de sucessora e responsável tributária, responde pelos tributos e juros de mora, mas não pela multa de ofício. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. RITO PRÓPRIO. Não compete ao Conselho de Contribuintes pronunciarse sobre pedido de compensação, exceto em sede de Recurso Voluntário interposto contra decisão da primeira instância que apreciou manifestação de inconformidade relativa ao pedido, sendo que eventuais excessos de recolhimentos, ainda que detectados no curso da fiscalização, devem ser aproveitados pelo contribuinte por meio do procedimento próprio, em vez de empregados para a redução dos valores lançados. Recurso provido em parte. Irresignada, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial, alegando que, segundo as regras de responsabilidade tributária por sucessão constantes dos artigos 129 e 132 do Código Tributário Nacional c/c o disposto no artigo 227 da Lei nº 6.404/76, os tributos constituídos posteriormente ao ato incorporação – desde que relativos a obrigações tributárias constituídas até a data do evento – compreendem, enquanto “crédito tributário”, valor principal, juros de mora e as multas correspondentes, já que a sucessora passa a responder por todos os direitos e obrigações da sucedida. Postos esses argumentos, pugna pela reforma da decisão recorrida, para se reconhecer a aplicabilidade da multa de ofício, ainda que cominada posteriormente à incorporação. O recurso especial da Fazenda Nacional foi admitido através do r. despacho de fls. 218/219. Contrarrazões às fls. 268 a 281, em que, preliminarmente, argumentase que o recurso da Fazenda não preenche os requisitos de admissibilidade, pois – fundado no inciso I, do art. 5º, do antigo Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos fiscais – não teria demonstrado qualquer contrariedade à lei ou à evidencia da prova acostada aos autos. No mérito, a alegação de prevalência da multa seria insubsistente, haja vista que, a teor do art. 132 do CTN, a responsabilidade da sucessora restringirseia ao pagamento de tributo, cujo conceito é totalmente diverso e apartado daquele atribuído às multas e penalidades tributárias. A Contribuinte, por seu turno, defende, em seu recurso especial, ter ocorrido a decadência do direito da Fazenda lançar o crédito de PIS atinente ao período de fevereiro/1996. Isso porque, afastada a aplicação dos artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pela Fl. 469DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 470 4 Súmula Vinculante n. 8, aplicase à referida contribuição o disposto no artigo 150, §4º, do CTN, de maneira que – tendo sido cientificada do Auto de Infração em 15 de maio de 2001 , teria expirado o prazo decadencial de 5 (cinco) anos para a constituição do crédito tributário em questão. O recurso especial do Contribuinte foi admitido através do r. despacho de fls. 285/286. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Júlio César Alves Ramos redator ad hoc Por intermédio do Despacho de fl. 466, nos termos do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015, incumbiume o Presidente da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais a formalizar o voto vencido do presente acórdão. Ressaltese que o relator original entregou o relatório e seu voto à secretaria da Câmara Superior. Contudo, em virtude de sua renúncia ao mandato, não foi possível concluir a formalização da citada decisão. Desta forma, adotase o voto entregue pelo relator original, Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, vazado nos seguintes termos: "Presentes os requisitos de admissibilidade, entendo que ambos os recursos devem ser conhecidos. Quanto ao mérito, todavia, apenas o Recurso Especial interposto pela Contribuinte merece acolhida. Deveras, o Supremo reconheceu a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, editando a Súmula Vinculante n. 8 e afastando a aplicabilidade daqueles dispositivos, haja vista que a lei complementar em vigor que, em conformidade com o art. 146, III, da Constituição Federal, dispõe sobre prescrição e decadência em matéria tributária, é o CTN, mais especificamente em seus artigos 150, § 4º, 173 e 174. Resta avaliar, com base nos elementos coligidos aos autos e na premissa de que o tributo em análise sujeitase a lançamento por homologação, se efetivamente operada a decadência para a constituição do crédito, com sustento no artigo 150, §4º, ou no artigo 173, I, ambos do CTN. Para tanto, adotarseá, por força do disposto no art. 62A do Regimento Interno do CARF, o posicionamento do E. Superior Tribunal de Justiça – externado no Recurso Especial 973.733/ SC (2007/01769940), representativo de controvérsia (art. 543C do CPC) –, segundo o qual, existindo pagamento antecipado de tributo sujeito a lançamento por homologação, ainda que Fl. 470DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 471 5 parcial, impõese a aplicação do art. 150, § 4º, do CTN, contandose o prazo de decadência a partir da ocorrência do fato gerador; na ausência de pagamento, o termo inicial passa a ser o exercício seguinte àquele em que o tributo poderia ser lançando, na forma prevista no inciso I do art. 173 do mesmo diploma legal. Segundo a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal extraídos do Auto de Infração (fls. 233 a 235) e respectivo Demonstrativo de Apuração, não teria sido recolhida a contribuição devida a título de PIS, relativa a fevereiro de 1996, no valor principal originário de R$ 69.904,73, calculada sobre uma base no valor de R$ 9.320.631,81. Esse montante foi apurado no decurso de processo de fiscalização, em que a Contribuinte não teria apresentado DARF de recolhimento ou cópia de possível depósito judicial, ou ainda justificação legal para o não recolhimento do tributo naquele período. No entanto, em sede de Impugnação (fls. 243 a 255), aduz a Contribuinte que a CETERP – empresa sucedida – ingressara com Medida Cautelar contra a União Federal (Processo n. 95.03167930), com o fito de depositar os valores devidos a título de PIS face à discussão acerca da inconstitucionalidade das alterações promovidas pelos DecretosLeis nº 2.445 e 2.449/1988 à Lei Complementar nº 7/70. Pretendiase, assim, suspender a exigibilidade do crédito tributário. Os depósitos teriam sido feitos na forma do preceituado no artigo 3º da mencionada Lei Complementar: Art. 3º O fundo de Participação será constituído por duas parcelas: a primeira, mediante dedução do Imposto de Renda devido, na forma estabelecida no §1º deste artigo, processando se o seu recolhimento ao Fundo juntamente com o pagamento do Imposto de Renda; [...] §1º A dedução a que se refere a alínea a deste artigo será feita sem prejuízo do direito de utilização dos incentivos fiscais previstos na legislação em vigor e calculada com base no valor do Imposto de Renda devido, nas seguintes proporções: [...]” (grifos nossos) Diante da sistemática, alega a Contribuinte ter se valido de um valor depositado indevidamente título de PIS, em janeiro de 1996, na quantia de R$58.386,32 (DARF juntado ao processo às fls. 364) para compensar débito da mesma contribuição atinente ao mês de fevereiro de 1996. E isso porque em janeiro de 1996 apurou prejuízo. Frisese que essa quantia de R$58.386,32 é exatamente aquela alocada na cópia da DIPJ juntada à fl. 239 dos autos, referente ao PIS devido no período de janeiro de 1996. Nesta mesma ficha, para o mesmo tributo, tanto a base como o campo relativo Fl. 471DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 472 6 ao “PIS a pagar” estão zerados. Para os demais períodos, há indicação de recolhimentos da contribuição. Mais adiante, juntase outra cópia da ficha da DIPJ, à fl. 366, que indica prejuízo fiscal para o período de janeiro. Já em fevereiro, há base positiva para o Imposto sobre a Renda e, via se consequência, imposto a pagar. Daí inferese que, realmente, que não haveria base tributável – na forma do art. 3º, “a”, §1º, da LC 7/1970 – para o PIS relativamente ao período de janeiro de 1996, de forma que eventual recolhimento efetuado no período (comprovado pelo DARF juntado aos autos) seria indevido. Ressaltese que não cabe, nesta sede, a análise da compensação em si, cuja avaliação, apuração e verificação dos créditos e débitos, com sua consequente homologação ou não, compete à Receita Federal, em procedimento próprio. É imprescindível, contudo, avaliar se existem, no feito, indícios de que houve pagamento, ainda que parcial, com o fito de se delimitar o marco a partir do qual teria se iniciado o curso do prazo decadencial. Pelo quanto comprovado, teria havido compensação entre o montante devido em fevereiro em 1996 com crédito de janeiro do mesmo ano, ambos correspondentes a PIS. A Compensação, na época, regiase pelo disposto no art. 66 da Lei n. 8.333/1991, que assim dispunha em sua redação originária: Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subsequentes, §1º. A compensação só poderá ser efetuada entre tributos e contribuições da mesma espécie. [...] Segundo essa Lei, portanto, havia, essencialmente, dois requisitos a serem cumpridos pelo contribuinte para efetuar a compensação: i) esta somente poderia ser realizada entre tributos da mesma espécie; ii) seria ela válida apenas se realizada com tributos relativos a períodos subsequentes. Não havia, assim, qualquer exigência de prévia autorização da Receita Federa, ou procedimento administrativo preparatório, para que a compensação fosse efetivada, de modo que esta estaria sujeita, tão somente, a ulterior homologação pelo Fisco Federal. Destarte, tal compensação seria operacionalizada pelo contribuinte por meio de registros na escrita fiscal do crédito oponível à Fazenda, recolhendo apenas o saldo eventualmente devido. Este é, aliás, o entendimento externado pelo E. STJ no julgamento dos Embargos de Divergência no REsp nº 78.301/BA (Primeira Seção, em 11/12.1997, RSTJ 96/46): Fl. 472DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 473 7 TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. AÇÃO JUDICIAL. Nos tributos sujeitos ao regime do lançamento por homologação (CTN, art. 150), a compensação constitui um incidente desse procedimento, no qual o sujeito passivo da obrigação tributária, ao invés de antecipar o pagamento, registra na escrita fiscal o crédito oponível à Fazenda, que tem cinco anos, contados do fato gerador, para a respectiva homologação (CTN, art. 150, §4º); esse procedimento tem natureza administrativa, mas o juiz pode, independentemente do tipo de ação, declarar que é o crédito é compensável, decidindo desde logo os critérios da compensação (v.g., data do início da correção monetária). Embargos de divergência acolhidos. (grifos nossos). (STJ. Primeira Seção. Embargos de Divergência em REsp n. 78.301 – Bahia 96 34948 7. Relator: Min. Ari Pargendler. DJ 28/04/1997). (grifos nossos) Lançadas essas premissas, têmse, aparentemente, crédito tributário de PIS relativo ao período de janeiro de 1996 e, portanto, a compensação correspondente estaria em consonância com a legislação da época. A propósito, a compensação tributária,, consiste em instituto jurídico que, à luz dos artigo 156 do CTN, extingue o crédito tributário, equiparandose, podese dizer, ao pagamento efetivo do tributo. Partindose do pressuposto de que houve pagamento do tributo – ainda que não comprovada a sua suficiência e que não formalmente homologado – é imperioso se admitir que a contagem do prazo decadencial, in caso, deve pautarse pelo preceituado no artigo 150, §4º, do CTN, é dizer, tem o seu termo a quo na data da ocorrência do fato gerador. Com efeito, segundo consta do Auto de Infração, o fato gerador da contribuição ao PIS ocorreu com relação ao período de fevereiro de 1996, ao passo que o Contribuinte foi intimado do Auto de Infração aos 15 de maio de 2001, decorrendose mais de 5 (cinco) anos entre uma data e outra. Mister se faz, portanto, o reconhecimento da decadência para todo o período autuado, ficando prejudicada a análise quanto à manutenção ou não da multa de ofício à sucessora e, por consequência, o recurso especial da Fazenda Nacional Com base nesses fundamentos, o relator original negou provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional e deu provimento ao recurso especial do sujeito passivo, ficando vencido em ambos. Na sequência, o relator vencido asseverou: "Caso fique vencido no tocante à decadência, cabe analisar o argumento da Fazenda Nacional no sentido de que a multa de ofício, ainda que relativa a atos praticados antes da incorporação societária, pode ser imposta à sucessora, eis que tal penalidade inserese para fins de responsabilização do sucessor – no conceito de crédito tributário A respeito desse tema em específico, cumpre transcrever o enunciado da Súmula Fl. 473DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 474 8 CARF nº 47, aprovada pelo Pleno em Sessão realizada em 29 de novembro de 2010: Súmula CARF nº 47: Cabível a imputação de multa de ofício à sucessora, por infração cometida pela sucedida, quando provado que as sociedades estavam sob controle comum ou pertenciam ao mesmo grupo econômico. A redação desse enunciado lastreouse no entendimento de que, na hipótese de sucessão entre empresas ligadas, controladas, coligadas, não seria possível exonerar a sucessora da multa imposta à empresa sucedida, já que seria clara e manifesta a sua interveniência, conhecimento e mesmo responsabilidade pelas infrações. Com efeito, compulsados os autos (fl. 244), verificase, logo na impugnação, que a incorporação foi posterior à notificação do Auto e imposição da multa, em 27/12/2000, com a ata registrada e arquivada na JUCESP sob o nº 9827/018, em 12/01/2001. Contudo, precede a esse ato uma relação de controle pela TELESP da CETERP, que fica clara na Ata 9º, de 27/12/2000, mormente nas páginas 339 e 348 dos autos, em que se sê trechos como: “2) Incorporação da empresa controlada CETERP – Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto S/A pela Companhia” e “5.2... concernente à incorporação da empresa controlada Ceterp – Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto S.A. pela Companhia.” Vêse, portanto, que tais empresas integravam o mesmo grupo econômico, sendo forçosa a aplicação do enunciado da Súmula CARF nº 47, em observância ao artigo 72 do RICARF aprovado pela Portaria 256, de 22 de junho de 2009." Vencido quanto à decadência, o relator votou no sentido de dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional para exigir a multa de ofício da empresa autuada, sendo acompanhado pelos demais integrantes do colegiado. assinado digitalmente Júlio César Alves Ramos redator ad hoc Voto Vencedor Rodrigo da Costa Pôssas Redator designado para o voto vencedor A PGFN pugna pela aplicação do art. 173, I do CTN onde em seu recurso requer a reforma da decisão anterior em relação à competências de fevereiro de 19969. Já o sujeito passivo baseia toda a sua argumentação na tese jurídica de aplicação do art. 150, §4º do mesmo código, independentemente de se haver ou não pagamento, a mesma adotada pela decisão ora recorrida. Em nenhum momento contesta a ausência de pagamento. Inclusive a razão de decidir do relator do acórdão recorrido foi que se aplica o termo inicial previsto no art. 150 §4º, independentemente de ter havido o pagamento. Fl. 474DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 475 9 O CTN preceitua duas formas para se contar o prazo decadencial, na primeira delas o termo de início deve coincidir com data de ocorrência do fato gerador, quando o sujeito passivo tenha antecipado o pagamento, e, na segunda, o termo inicial é o 1º dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetuado, quando não tiver havido antecipação de pagamento ou ainda houver sido verificada a existência de dolo, fraude ou simulação, por parte do sujeito passivo. Nesse caso, não há que se falar em pagamento ou não. Com relação ao mérito, especificamente quanto ao prazo decadencial para lançamento dos créditos tributários nos casos de tributos cujo lançamento é por homologação, é de se destacar que o Egrégio Superior Tribunal de Justiça já se posicionou quanto à matéria na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, ou seja, através da análise dos chamados “recursos repetitivos”. O precedente tem a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e Fl. 527 10 EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo Fl. 475DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 476 10 certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 973733/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 18/09/2009) (grifos e destaques nossos) Com isso, restou consolidado no âmbito do Egrégio Superior Tribunal o entendimento de que, nos casos de tributos cujo lançamento é por homologação e não há pagamento, o termo inicial do prazo decadencial é o previsto no inciso I do artigo 173 do CTN, e não no § 4º do artigo 150 do mesmo Código. O Regimento Interno do CARF, por sua vez, na redação dada recentemente pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, tem os seguintes comandos nos seus artigos 62 e 62A: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: Fl. 476DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10840.001484/200165 Acórdão n.º 9303003.045 CSRFT3 Fl. 477 11 a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. (grifos e destaques nossos) Verificase, assim, que a referida decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Não havendo pagamento, nos termos da jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, aplicase ao presente caso o disposto no inciso I do artigo 173 do Código Tributário Nacional. Vamos analisar, então, em relação à competência de fevereiro de 1996, se houve a decadência do direito do fisco em proceder ao lançamento. Havendo pagamento, aplica se o art. 150, § 4º do CTN, caso contrário, o artigo de regência deve ser o 173, I do CTN. Como se verificou que não houve pagamento referente à competência de fevereiro de 1996, conforme explicita o próprio relator do acórdão recorrido, não há que se falar em aplicação do art. 150, § 4º, do CTN, e tampouco em decadência para esse período, já que a ciência do lançamento ocorreu em 15 de maio de 2001 e poderia ter ocorrido até o dia 31 de dezembro de 2001. Assim, nego provimento ao recurso interposto pelo sujeito passivo. assinado digitalmente RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Redator Designado para o voto vencedor Fl. 477DF CARF MF Impresso em 26/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 05/10/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 07/10/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado d igitalmente em 22/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 13891.000063/99-70
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992
FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. REQUISITOS. COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
O reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exigeaveriguaçãodaliquidezecertezadosupostopagamentoindevidoouamaior detributo, fazendo-se necessário verificar a exatidão dasinformações a ele referentes, confrontando-as com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modoa seconhecer qual seria otributo devidoecompará-loao pagamento efetuado.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO.
Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo-se o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4º do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3402-002.964
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Antônio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Carlos Augusto Daniel Neto, Valdete Aparecida Marinheiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Thais de Laurentiis Galkowicz e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201603
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. REQUISITOS. COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. O reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exigeaveriguaçãodaliquidezecertezadosupostopagamentoindevidoouamaior detributo, fazendo-se necessário verificar a exatidão dasinformações a ele referentes, confrontando-as com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modoa seconhecer qual seria otributo devidoecompará-loao pagamento efetuado. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo-se o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4º do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 13891.000063/99-70
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5576691
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 3402-002.964
nome_arquivo_s : Decisao_138910000639970.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : WALDIR NAVARRO BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 138910000639970_5576691.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim - Presidente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Antônio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Carlos Augusto Daniel Neto, Valdete Aparecida Marinheiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Thais de Laurentiis Galkowicz e Waldir Navarro Bezerra.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2016
id : 6319261
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:46:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125709484032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2031; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 208 1 207 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13891.000063/9970 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3402002.964 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de março de 2016 Matéria FINSOCIAL Restituição Recorrente CERAMICA NOVA CEREGATTI LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. REQUISITOS. COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. O reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exigeaveriguaçãodaliquidezecertezadosupostopagamentoindevidoouamaior detributo, fazendose necessário verificar a exatidão dasinformações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modoa seconhecer qual seria otributo devidoecomparáloao pagamento efetuado. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindose o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4º do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim Presidente. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 1. 00 00 63 /9 9- 70 Fl. 208DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 2 Waldir Navarro Bezerra Relator. Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Antônio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Carlos Augusto Daniel Neto, Valdete Aparecida Marinheiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Thais de Laurentiis Galkowicz e Waldir Navarro Bezerra. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra Acórdão nº 1452.631, da 4ª Turma da DRJ em Ribeirão Preto SP (fls. 194/197, do processo eletrônico), a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade formalizada pela recorrente em face da não comprovação da liquidez e certeza dos valores recolhidos a maior a título de FINSOCIAL, solicitado no pedido de restituição. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório objeto da decisão recorrida, a seguir transcrito na sua integralidade: Trata o presente processo de pedido de restituição de créditos da Contribuição para o Finsocial, de fls. 4/7, no valor de R$ 8.024,71 (corrigido até março de 1999), do período de setembro de 1989 a março de 1992. A DRF de Limeira (SP), por meio do despacho decisório de fl. 56, indeferiu a solicitação da contribuinte, por ter sido ultrapassado o prazo de cinco anos entre as datas dos supostos recolhimentos a maior e a data do pedido. Cientificada do despacho, a interessada apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 61/66, a qual foi indeferida pelo acórdão de fls. 72/76. Seguiuse a interposição de recurso voluntário, de fls. 79/84, ao qual foi dado provimento para afastar a decadência, determinandose o retorno para apreciação desta Delegacia de Julgamento, nos termos do acórdão de fls. 90/96, do Segundo Conselho de Contribuintes. Interposto recurso especial pela Procuradoria da Fazenda Nacional (fls. 98/107), a Câmara Superior de Recursos Fiscais negoulhe provimento (fls. 127/131). Distribuído para julgamento pela 1ª Turma desta delegacia, o processo foi encaminhado em diligência (fls. 141/142): (...) à DRF em Limeira, SP, para que ela se manifeste sobre a certeza e liquidez dos indébitos mensais e o montante, apurados e pleiteados pela interessada, informando se já foram utilizados por ela e/ou se foram objeto de anterior apreciação judicial, caso contrário, elabore planilhas demonstrando os valores a que ela faz jus, indébitos mensais pleiteados e o montante em reais, informando os critérios utilizados para a sua apuração, inclusive, reabrindolhe prazo para se manifestar sobre eles, se assim o desejar, retornando, posteriormente, os autos a esta DRJ. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13891.000063/9970 Acórdão n.º 3402002.964 S3C4T2 Fl. 209 3 Seguiuse o despacho da DRF em Ribeirão Preto, de fls. 170/172, no qual o responsável pelo cumprimento da diligência relatou: Base de Cálculo Apuração do Finsocial (fls. 131/13S) efetuada com base nos demonstrativos apresentados pela empresa (fls. 05), nos valores informados nos comprovantes de recolhimentos da contribuição (09/19), bem como nos valores declarados nas DIRPJ Declarações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (cópias às fls. 20/27 e extratos do sistema IRPJ às fls. 125/127). Conclusão Superada a questão da decadência, e diante do exposto, restam os créditos apontados no demonstrativo de fls. 138 , em valores originais (e em moeda da época), atualizáveis conforme normas vigentes . Retornando à DRJ, os autos foram distribuídos a esta 4ª Turma, em razão de conveniente divisão de trabalho na unidade. Seguindo entendimento consolidado nesta turma de julgamento, segundo o qual o reconhecimento do direito creditório deve ser realizado pelo confronto de pagamentos com a escrituração contábil e documentação fiscal do interessado, o processo foi novamente encaminhado em diligência, conforme despacho de fls. 180/181, solicitandose: Pelo exposto, encaminho o presente à DRF em Ribeirão Preto, para que a manifestação sobre a liquidez e certeza do crédito a que faz jus a contribuinte seja realizada com base em seus registros contábeis e respectiva documentação que a lastreie. Em atendimento, a DRF em Ribeirão Preto intimou a contribuinte a apresentar a respectiva documentação comprobatória, conforme termo de fl. 182. Em 29/05/2014, a interessada apresentou a manifestação de fl. 190. Os argumentos aduzidos pelo sujeito passivo, no entanto, não foram totalmente acolhidos pela primeira instância de julgamento administrativo fiscal, conforme ementa do Acórdão abaixo transcrito: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 210DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 4 A ciência da decisão que indeferiu o pedido da Recorrente ocorreu por Edital nº 0810910/PFA/31/2014, que foi afixado em 25/09/2014 e desafixado em 21/10/2014 (fl. 102). Isto se deu porque, nos termos do art. 23, item II, do Decreto nº 70.235/72, alterado pelo art. 67 da Lei nº 9.532, de 1997, revelouse improfícuos os outros meios de intimação. Inconformada, a mesma apresentou, em 06/11/2014, Recurso Voluntário (fls. 203/205), onde se insurge contra o indeferimento de seu pleito, considerando em síntese os seguintes argumentos: a) não concorda com o entendimento da DRJ, visto que o processo está corretamente instruído com a documentação exigida pela legislação, e que: “ (...) Tratandose de restituição de tributos recolhidos a maior, a legislação vigente na data do pedido exigia somente os documentos já juntados ao processo, ou seja, a certeza e a liquidez negada pelo julgador da DRJ está comprovada com os documentos do processo, especialmente aqueles juntados às folhas 01 a 27, folhas 33 a 37, e folhas 123 a 141 do processo original em papel. Aliás, o próprio despacho do Seort/Ribeirão Preto reconhece o crédito pleiteado, conforme folhas 140 e 141 do processo original em papel. Se o processo foi instruído com todos os documentos elencados pela IN 21, que regulamentava a restituição e compensação, se até o próprio setor incumbido de analisar pedidos de restituição entende que houve pagamento a maior, entendemos que o julgador da primeira instância requer comprovação não exigida pela própria Receita Federal do Brasil. Além disso, o processo percorre um longo calvário desde o ano de 1999, e após diversas decisões administrativas, das quais nenhuma das anteriores foi exigida outros documentos, o que por si só afasta o entendimento do relator da manifestação de inconformidade, cujo teor se discorda neste Recurso Voluntário”. Ao final, requer que seja revisto o Acórdão recorrido uma vez que a certeza e a liquidez do indébito está plenamente comprovada com a documentação já juntada e que inclusive já reconhecido pela DRF de Ribeirão Preto (SP), que atesta os créditos pleiteados. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra Da admissibilidade Por conter matéria de competência deste Colegiado e presentes os demais requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. Observandose que a contagem do prazo de intimação, ocorreu por meio de Edital e conforme a Solução de Consulta Interna COSIT n.º 5, de 14/11/2002, após cientificado por edital o sujeito passivo, não se aplicam as normas gerais de contagem dos prazos previstos nos art. 210 do CTN e 5º do Decreto nº 70.235, de 1972, devendo ser iniciado no dia seguinte à data da publicação ou afixação do Edital, independente do dia da semana que seja, ou de se tratar de dia útil ou não, considerandose intimado o sujeito passivo impreterivelmente no décimo quinto dia seguinte. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13891.000063/9970 Acórdão n.º 3402002.964 S3C4T2 Fl. 210 5 No caso em tela, o edital foi afixado em 25/09//2014 (quinta feira), é de se considerar o sujeito passivo intimado no dia 10/11/2014, como visto, a recorrente apresentou recurso em 06/11/2014, portanto tempestivo o Recurso Voluntário. Histórico dos fatos até aqui analisados A recorrente ingressou com o pedido às fl. 04/07, requerendo a restituição do crédito financeiro, referente a indébitos do FINSOCIAL por ela apurado. O pedido foi inicialmente analisado pela DRF em Limeira, SP, que o indeferiu sob o fundamento de que, na data de seu protocolo, o direito de a interessada repetir os indébitos reclamados encontravase decaído nos termos do CTN, arts. 165, I e 168, I, observado o disposto no Ato Declaratório SRF n° 96, de 1999, conforme consta do Despacho Decisório à fl. 56, datado de 07/01/2000. A manifestação de inconformidade interposta contra aquela decisão foi julgada improcedente pela DRJ, sob o mesmo fundamento legal no qual a DRF fundamentou o despacho decisório recorrido, ou seja, de que, na data do protocolo deste pedido, o direito de ela compensar os indébitos pleiteados encontravase decaído, conforme Acórdão n° 12, de 17 de setembro de 2001 (fls. 72/76). Inconformada, a interessada interpôs recurso voluntário para o 2º Conselho de Contribuintes, requerendo a reforma da decisão monocrática, para que lhe fosse deferida a restituição dos valores mensais pleiteados, afastandose decadência qüinqüenal na qual esta DRJ fundamentou sua decisão. O recurso interposto, por força do disposto no Decreto n° 4.395, de 27/09/2002, foi encaminhado ao 3º Conselho de Contribuintes cujos membros de sua 2ª Câmara, por meio do Acórdão n° 30235.963, às fls. 90/96, datado de 18/02/2004, acordaram, por maioria de votos, dar provimento ao recurso para afastar a decadência, determinando o retorno dos autos a DRJ para apreciar as demais questões de mérito. Inconformada com esse acórdão, a PFN interpôs Recurso Especial para a Câmara Superior de Recursos Fiscais, requerendo àquela Câmara que o conhecesse e lhe desse provimento, a fim de reformar o Acórdão ora recorrido. Apresentadas as contrarazões pela interessada, o recurso especial foi, então julgado, pela Câmara Superior cujos membros da 3ª Turma, por unanimidade de votos, lhe negaram provimento, conforme Acórdão CSRF/0304723, de 04/09/2006 (fls. 127/131), reconhecendo que o prazo qüinqüenal para a decadência do direito de se repetir indébitos resultantes de recolhimentos, a título de contribuição para o Finsocial, é de 05 (cinco) anos, contados a partir da data de edição da MP n° 1.110, de 30/08/1995. Vejase trecho da parte final do voto do relator: “ (...) Desta feita, considerando que o contribuinte requereu a restituição dos créditos em 30/03/99, portanto, dentro do prazo de 5 anos contado da publicação da MP nr. 1.62136, em 12/06/98, entendo inaplicável a decadência, devendo o processo retornar à DRF para apreciar o mérito. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 6 Isto posto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Especial, mantendo, em todos os seus termos, a decisão de segunda instância. " Cientificados a PFN e a recorrente, o processo foi devolvido à DRJ, que decidiram os julgadores da 1ª Turma, através da Resolução nº. 796 de 26/02/2007, pela conversão do julgamento em diligência, encaminhando o processo à DRF de origem, para as providências descritas às fl. 142. Na sequência, em atendimento à referida Resolução, a DRF de Ribeirão Preto (SP), examinou os valores recolhidos à título de contribuição para o Finsocial, relativamente aos períodos compreendidos entre Setembro/1989 e Março/1992, com o fim de verificar a existência de eventual excesso de recolhimento da contribuição, em decorrência da utilização de alíquotas superiores à 0,5 % (meio por cento) quando de sua apuração. Em informação, a DRF conclui que (fl. 171): “Superada a questão da decadência, e diante do exposto, restam os créditos apontados no demonstrativo de fls. 138 , em valores originais (e em moeda da época), atualizáveis conforme normas vigentes . A observar que não consta do presente processo, a juntada de Pedidos de Compensação. Da mesma forma, não constam no sistema "PerDcomp" a apresentação de Declarações de Compensação vinculadas ao presente processo administrativo (fls. 139)”. A recorrente foi intimada da informação da diligência e informou em seu documento que: a) o crédito pleiteado não foi utilizado anteriormente, e b) o pedido não foi submetido a apreciação judicial (fl. 178). Analisando o trabalho da DRF quando do atendimento à Resolução, a DRJ concluiu pela necessidade de nova diligência para que a solicitação seja cumprida integralmente, qual seja (fl. 142), (...) à DRF em Limeira, SP, para que ela se manifeste sobre a certeza e liquidez dos indébitos mensais e o montante, apurados e pleiteados pela interessada, informando se já foram utilizados por ela e/ou se foram objeto de anterior apreciação judicial, caso contrário, elabore planilhas demonstrando os valores a que ela faz jus, indébitos mensais pleiteados e o montante em reais, informando os critérios utilizados para a sua apuração, inclusive, reabrindolhe prazo para se manifestar sobre eles, se assim o desejar, retornando, posteriormente, os autos a esta DRJ. Isto porque a Turma de Julgamento entendeu que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática em todos os seus limites, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. Tal fato quedouse bem frisado na Resolução citada (f. 181): “Não basta, portanto, considerar as informações prestadas pela interessada em suas declarações (DIRPJ, por exemplo) ou planilhas, carecendose de confrontálas com sua contabilidade, o que não foi feito”. Em atendimento à Resolução da DRJ, a DRF em Ribeirão Preto intimou a contribuinte a apresentar a respectiva documentação comprobatória, conforme termo à fl. 182. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13891.000063/9970 Acórdão n.º 3402002.964 S3C4T2 Fl. 211 7 Em 29/05/2014, a interessada apresentou a manifestação de fl. 190, que foi objeto de análise pela DRJ, que da seguinte forma conclui: (...) Tendo a intimação por via postal se mostrado improfícua, conforme documentos de fls. 184/186, ela foi refeita por edital publicado em dependência do órgão encarregado, tendo o mesmo sido afixado em 24/02/2014 (fl. 189). De acordo com o disposto no referido decreto, art. 23, § 2º, inciso IV reproduzido acima, a intimação foi considerada realizada em 11/03/2014 (15 dias após a afixação do edital), e o prazo para seu atendimento, de 30 (trinta) dias, encerrouse em 10/04/2014. Assim, a resposta à intimação apresentada em 29/05/2014, de fl. 190, além de não se fazer acompanhar de qualquer documento dos solicitados, foi apresentada completamente fora de prazo, razão pela qual deixo de conhecêla (grifouse). Agora, em fase de recurso, a recorrente alega que não concorda com o entendimento da DRJ, visto que o processo está corretamente instruído com toda documentação exigida pela IN 21 que regulamentava a restituição e compensação, e que “ (...) Tratandose de restituição de tributos recolhidos a maior, a legislação vigente na data do pedido exigia somente os documentos já juntados ao processo, ou seja, a certeza e a liquidez negada pelo julgador da DRJ está comprovada com os documentos do processo, especialmente aqueles juntados às folhas 01 a 27, folhas 33 a 37, e folhas 123 a 141 do processo original em papel. Aduz ainda que “(...) o próprio despacho do Seort/Ribeirão Preto reconhece o crédito pleiteado, conforme folhas 140 e 141 do processo original em papel”. (...) se até o próprio setor incumbido de analisar pedidos de restituição entende que houve pagamento a maior, entendemos que o julgador da primeira instância requer comprovação não exigida pela própria Receita Federal do Brasil. Além disso, o processo percorre um longo calvário desde o ano de 1999, e após diversas decisões administrativas, das quais nenhuma das anteriores foi exigida outros documentos, o que por si só afasta o entendimento do relator da manifestação de inconformidade, cujo teor se discorda neste Recurso Voluntário”. Do recurso voluntário apresentado Como se vê, o deslinde da questão circunscrevese, então, à matéria probatória acerca do reconhecimento da existência de direito a restituição alegado pelo contribuinte, matéria que foi remetida para este CARF, em razão de não restar pacificada em sede de primeira instância. Pois bem, o princípio da verdade material consiste na apuração da verdade dos fatos pelo julgador administrativo e vai além das provas trazidas aos autos pelo interessado. Verificase nos autos, que como mencionado pela recorrente em seu recurso, às fls. 01 a 27 referese ao pedido de restituição, juntamente com a planilha de calculo demonstrativas, cópia dos DARF e da DIPJ dos período aqui discutidos (fls. 04/38 do e processo). Fl. 214DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 8 Os citados documentos de fls. 33 a 37, são extratos de sistemas Sincor, extraídos pela RFB (detalhes e comprovantes de pagamentos) – fls. 47/51. Já os documentos referenciados às fls. 123 a 141, referese a cópia de extratos de pagamentos, extratos de entrega da DIPJ, listagem de pagamentos, extratos do Siefproceso, todos emitidos pela própria RFB (fls. 145/169) Notese que no presente caso, a Recorrente limitouse a apresentar as planilhas de cálculos (fls. 8/10) e cópias de DARF e DIRPJ, que nada mais são do que informações prestadas pela própria contribuinte, sem qualquer documentação que as lastreasse. Tal fato impediria a análise da referida liquidez e certeza, razão pela qual o processo foi baixado em diligência para que a contribuinte fosse intimada a apresentar tais comprovações. Com bem frisado pela decisão a quo, o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a apuração da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, verificandose a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. Para tanto, a alegação deveria vir acompanhada da documentação comprobatória da existência do pagamento a maior, mesmo porque, nesse caso, o ônus da comprovação do direito creditório é da recorrente, pois tratase de uma solicitação de seu exclusivo interesse. No caso da espécie ora analisado, a prova encontrase em poder do próprio Recorrente, e uma vez que foi dela a iniciativa de instauração do presente processo, pois que relativo a um direito que ele alega ser detentor. Ou seja, a questão da prova na atividade administrativa tributária resolvese ante o discernimento acerca da responsabilidade de quem deve provar o alegado. Para esclarecer esta questão buscase a orientação no Código de Processo Civil, subsidiariamente utilizado nos julgamentos dos processos administrativos fiscais pelo CARF, em seu art. 333, assim alude: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo,ou extintivo do direito do autor. Portanto, inferise que na manifestação de inconformidade embute solicitação de desconstituição de confissão de dívida anterior e, nesse contexto, deve ela atestar que o direito de crédito solicitado em seu pedido de restituição tem apoio não só legal como documentalmente e eficazmente comprovado nos autos. Ressaltese que o recurso voluntário apresenta, como escopo fundamental para o deslinde da questão, o aspecto referente a comprovação da existência do direito creditório pleiteado pela Recorrente. A Lei n° 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional – CTN), ao tratar do instituto da compensação tributária, trouxe as seguintes disposições: Fl. 215DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13891.000063/9970 Acórdão n.º 3402002.964 S3C4T2 Fl. 212 9 Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (destaquei). Como é cediço, compete ao contribuinte o ônus da formação da prova do alegado direito creditório, a fim de demonstrar a certeza e liquidez do indébito utilizado em compensação. Ressaltese que naquela oportunidade, para provar a legitimidade de seu direito, a Recorrente acostou aos autos (junto ao pedido de restituição) cópia dos DARF, da DIPJ e planilhas intituladas “ Declaração de Faturamento Bruto e de Base de Cálculo do FINSOCIAL”. Agora, após ter seu pedido negado pela DRJ por falta de prova eficaz à comprovação do direito pleiteado, o ora Recorrente nada acrescenta aos autos, repisando que “(...) a certeza e a liquidez negada pelo julgador da DRJ está comprovada com os documentos do processo, especialmente aqueles juntados às folhas 01 a 27, folhas 33 a 37, e folhas 123 a 141 do processo original em papel”. Demais disso, acerca da produção de provas, conforme retratado no Acórdão recorrido, o disposto no art. 923 do RIR/99, a escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Seria indispensável a apresentação dos registros contábeis e fiscais que evidenciem a apuração da contribuição em comento. Sem a devida comprovação documental não há como afirmar que o crédito reclamado é indevido. Ainda que admitidas as provas acostadas aos autos, em homenagem ao princípio da efetividade do processo, que tem como norte um processo menos formalista, que deságua na busca pela verdade material. Mas este há que ser harmonizado com a segurança e a celeridade exigidas nas lides administrativas, não se podendo transferir para o Fisco o ônus de comprovar o direito creditório alegado, como já dito, que é do sujeito passivo, a teor do disposto no artigo 333, inciso I, do CPC. Com efeito, a simples apresentação de demonstrativos e cópias de declaração e os DARF, não é suficiente para comprovar a existência de indébito decorrente de pagamento indevido ou a maior, visto que estão desacompanhados de documentos que lhe dêem suporte e que demonstrassem sua veracidade. Nesse contexto, entendese que a interessada inicia a prova do direito creditório que afirma possuir. Imprescindível, porém, nestes autos, a sua comprovação integral. Vale repetir que, diferentemente do processo de revisão do lançamento tributário, em que o ônus da prova compete ao fisco (demonstrando cabalmente as razões pelas quais o tributo deve ser exigido), no pedido de restituição o contribuinte deve demonstrar as razões pelas quais ele deve ser restituído no montante pleiteado. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 10 Nesse diapasão, é importante destacar que a restituição, só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Portanto, a realidade em exame não se subsume ao direito de que trata o inciso I do artigo 165 do CTN, que possibilita a restituição de tributo recolhido indevidamente. Das provas Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4º do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Quando da análise na 1ª Instância, o processo foi convertido em diligência (por duas vezes) para verificação da liquidez e certeza dos créditos alegados e a recorrente, após intimada, em resposta à intimação, além de não se fazer acompanhar de qualquer documento dos solicitados, foi apresentada completamente fora de prazo, razão pela qual na decisão recorrida não tomouse conhecimento da manifestação de inconformidade. Vêse que o contribuinte teve a oportunidade em todas as fases processuais de juntar os documentos que julgasse relevantes e não o fez de forma satisfatória. É sabido que a não apresentação de documentos necessários à comprovação de direito creditório juntamente com a impugnação, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária, impede a revisão de ofício e enseja o lançamento para o cumprimento de exigência fiscal. Conclusão Ante o exposto, voto por conhecer do recurso voluntário para NEGARLHE provimento. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 217DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 13891.000063/9970 Acórdão n.º 3402002.964 S3C4T2 Fl. 213 11 Fl. 218DF CARF MF Impresso em 22/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 22/03/20 16 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/03/2016 por WALDIR NAVARRO BEZERRA
score : 1.0
Numero do processo: 10865.003623/2009-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Feb 19 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2004
NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA POR INEXISTÊNCIA DE DILIGÊNCIA EXTERNA EM PROCEDIMENTO PARA EXCLUSÃO DO SIMPLES. INOCORRÊNCIA.
Não há previsão legal que exija diligência externa prévia à exclusão do Simples.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.VEDAÇÃO.
É vedado o afastamento pelo CARF de dispositivo prescrito em lei com base em alegação de inconstitucionalidade. Aplicação da Súmula CARF nº 02.
Numero da decisão: 1302-001.770
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Edeli Pereira Bessa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Eduardo de Andrade - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Eduardo de Andrade, Paulo Mateus Ciccone (Suplente Convocado), Rogério Aparecido Gil e Talita Pimenta Félix. Ausentes, justificadamente, as Conselheiras Ana de Barros Fernandes Wipprich e Daniele Souto Rodrigues Amadio .
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2004 NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA POR INEXISTÊNCIA DE DILIGÊNCIA EXTERNA EM PROCEDIMENTO PARA EXCLUSÃO DO SIMPLES. INOCORRÊNCIA. Não há previsão legal que exija diligência externa prévia à exclusão do Simples. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.VEDAÇÃO. É vedado o afastamento pelo CARF de dispositivo prescrito em lei com base em alegação de inconstitucionalidade. Aplicação da Súmula CARF nº 02.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 19 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10865.003623/2009-64
anomes_publicacao_s : 201602
conteudo_id_s : 5568165
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 22 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1302-001.770
nome_arquivo_s : Decisao_10865003623200964.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : EDUARDO DE ANDRADE
nome_arquivo_pdf_s : 10865003623200964_5568165.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa - Presidente. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Eduardo de Andrade, Paulo Mateus Ciccone (Suplente Convocado), Rogério Aparecido Gil e Talita Pimenta Félix. Ausentes, justificadamente, as Conselheiras Ana de Barros Fernandes Wipprich e Daniele Souto Rodrigues Amadio .
dt_sessao_tdt : Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2016
id : 6283630
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125747232768
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1650; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 202 1 201 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.003623/200964 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302001.770 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 1 de fevereiro de 2016 Matéria EXCLUSÃO DO SIMPLES Recorrente FORUSI METAIS SANITÁRIOS LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2004 NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA POR INEXISTÊNCIA DE DILIGÊNCIA EXTERNA EM PROCEDIMENTO PARA EXCLUSÃO DO SIMPLES. INOCORRÊNCIA. Não há previsão legal que exija diligência externa prévia à exclusão do Simples. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.VEDAÇÃO. É vedado o afastamento pelo CARF de dispositivo prescrito em lei com base em alegação de inconstitucionalidade. Aplicação da Súmula CARF nº 02. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa Presidente. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 00 36 23 /2 00 9- 64 Fl. 202DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Eduardo de Andrade, Paulo Mateus Ciccone (Suplente Convocado), Rogério Aparecido Gil e Talita Pimenta Félix. Ausentes, justificadamente, as Conselheiras Ana de Barros Fernandes Wipprich e Daniele Souto Rodrigues Amadio . Fl. 203DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10865.003623/200964 Acórdão n.º 1302001.770 S1C3T2 Fl. 203 3 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 5ª Turma da DRJ/RPO, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, julgar improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2004 PRELIMINAR. NULIDADE. Não há que se cogitar de nulidade do ato de exclusão quando observados os requisitos previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. EXCLUSÃO. PARTICIPAÇÃO DE SÓCIO EM OUTRA EMPRESA. Constatado que o sócio participa de outras empresas com mais de 10% do capital social e que a receita bruta global acumulada até julho de 2004 ultrapassou o limite legal, é cabível a exclusão da sistemática do Simples, com efeitos a partir de agosto de 2004. A recorrente foi excluída do Simples por meio do Ato Declaratório Executivo DRF/LIM n.° 024, de 26 de novembro de 2009, com efeito a partir de agosto de 2004, tendo por situação excludente a existência de sócio ou titular participante de outra empresa com mais de 10% e o fato de a receita bruta global acumulada até 31/07/2004 (data da ocorrência) ter ultrapassado o limite legal de R$ 1.200.000,00 então permitido para permanência na sistemática do Simples Federal. A exclusão foi fundamentada, entre outros dispositivos, nos artigos 9°, IX, 12, 13, II, "a", 14,1, e 15, II, da Lei n° 9.317, de 05/12/1996 (fl.173acórdão recorrido). Alegou a recorrente (fl.173acórdão recorrido) que à época dos fatos a Lei nº 9.317/96 era omissa quanto ao momento em que os efeitos da exclusão seriam produzidos, devendose aplicar, por analogia, o art. 15, IV da Lei (efeitos produzidos a partir do ano calendário subsequente). A manifestação de inconformidade foi considerada improcedente pela DRF/LIM, que a conheceu como Solicitação de Revisão de Exclusão do Simples. A recorrente, então, interpôs manifestação de inconformidade contra o despacho denegatório, alegando: a) preliminarmente (fl. 173acórdão recorrido), ser nulo o ADE 24/2009, pois a exclusão não foi precedida de diligência no estabelecimento do contribuinte, que não se Fl. 204DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 4 manifestou previamente ao ato de exclusão, violando o princípio do contraditório (art. 5º, LV, CF/88); b) o art. 15, II, da Lei nº 9.317/96 é dúbio. Deve, assim, prevalecer interpretação mais benéfica ao contribuinte, que é a que determina que a situação excludente é a ciência do ato de exclusão. Assim, ocorrida esta em 23/11/2009, os efeitos deveriam surtir a partir de 01/12/2009 (fl.173acórdão recorrido); c) violação dos princípios da legalidade tributária, não surpresa, e segurança jurídica. Ciência do acórdão proferido pela DRJ em 01/08/2011. Recurso Voluntário interposto em 31/08/2011. Na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado a recorrente repisou os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10865.003623/200964 Acórdão n.º 1302001.770 S1C3T2 Fl. 204 5 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. A apreciação dos itens mantém a seqüência em que desenvolvidos no recurso. a) Não há necessidade de realização de diligências como procedimento prévio à exclusão. A lei não as estabelece. O Fisco, possuindo informações de ofício, deve utilizálas, prescindindo de confirmação, sendo facultado ao contribuinte, no contencioso administrativo, as oportunidades para tanto. Por outro lado, não é possível argüirse preterição de defesa na fase anterior ao contencioso administrativo, meramente inquisitória. A impugnação (ou manifestação de inconformidade) é o ato que instaura a fase litigiosa do procedimento (art.14, Decreto nº 70.235/72). A detenção de dados bastantes para reconhecer a improcedência da opção do contribuinte pelo Simples pode configurar uma verdade material. Possuindo a autoridade convicção quanto ao descumprimento das condições de permanência no regime simplificado, não há sentido em exigirse uma busca de verdade ainda mais material, mediante diligências externas. Afasto, assim, a nulidade argüida. b) Não há dubiedade no art. 15 da Lei nº 9.317/96. A alegada dubiedade decorre de premissa incorreta da recorrente, ao entender que lhe parece mais correto a produção de efeitos a partir da ciência do ato declaratório executivo. Todavia, não é este o teor do dispositivo legal, verbis: Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: [...] II a partir do mês subseqüente ao em que incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XVIII do art. 9º; Fl. 206DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 6 A lógica implícita no dispositivo é que o ato de exclusão é declaratório (Ato Declaratório Executivo) e não constitutivo, quanto ao não preenchimento das condições que o contribuinte deveria ostentar para candidatarse ao gozo do regime mais benéfico de tributação estabelecido pelo Simples. Ao verificar a falta de condições para o benefício, este é cassado desde o momento em que passou a ser gozado indevidamente, privilegiandose a igualdade tributária e o princípio da capacidade contributiva. No caso, a partir do mês subseqüente (art. 15, II, Lei nº 9.317/96). De fato, os efeitos da exclusão são retroativos, mas isto decorre da própria redação legal. Não há, assim, espaço para aplicação do art. 112 do CTN (interpretação mais benéfica). Assim, também não é cabível a comparação feita com o art. 149, parágrafo único, do CTN (lançamento de ofício), pois não há lançamento. c) Quanto à violação aos princípios da não surpresa, legalidade tributária, e segurança jurídica, cumpre dizer que tais matérias não estão sujeitas à apreciação do julgador administrativo vinculado ao Poder Executivo. A matéria é pacífica e já está sumulada (Súmula CARF nº 02), verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Assim, voto para negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 207DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA
score : 1.0
Numero do processo: 13836.000556/2003-76
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998
PIS/PASEP. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. INEXISTÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL. REGRA DO ARTIGO 173, INCISO I, DO CTN. DECADÊNCIA NÃO MATERIALIZADA.
O PIS/Pasep, diante da obrigatoriedade legal que exige a antecipação de seu recolhimento sem o prévio exame da autoridade administrativa, se enquadra dentre os tributos sujeitos a lançamento por homologação, nos termos do artigo 150 do CTN. De acordo com referido artigo, para que se configure o lançamento por homologação é requisito indispensável o recolhimento do tributo, caso em que o sujeito passivo antecipa-se à atuação da autoridade administrativa. Dessa forma, somente se sujeitam às normas aplicáveis ao lançamento por homologação os créditos tributários satisfeitos pela via do pagamento.
Não havendo pagamento, não há o que se homologar, e, nesse caso, a extinção do crédito tributário não ocorre após o decurso de prazo definido no § 4º do artigo 150 do CTN, sujeitando-se, então, à regra geral prevista no artigo 173, inciso I, do mesmo diploma legal, onde o dies a quo para contagem do prazo decadencial corresponde ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo poderia ter sido lançado.
No caso examinado - auto de infração para exigência do PIS/Pasep de competência dos meses de janeiro a dezembro de 1998, sem pagamento antecipado - a contagem do prazo decadencial segue a regra prescrita pelo artigo 173, inciso I, do CTN, iniciando-se, pois, no primeiro dia do exercício seguinte, ou seja, em 1o/01/1999. Por sua vez, o lançamento foi formalizado em 21/07/2003, portanto, dentro do prazo decadencial legalmente estipulado para a realidade examinada, que perdurou até 31/12/2003.
Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 3802-001.799
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki Presidente 2ª Câmara / 3ª Seção
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Redator ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015)
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira (relator), Francisco José Barroso Rios, Paulo Sérgio Celani e Regis Xavier Holanda (presidente).
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 PIS/PASEP. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. INEXISTÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL. REGRA DO ARTIGO 173, INCISO I, DO CTN. DECADÊNCIA NÃO MATERIALIZADA. O PIS/Pasep, diante da obrigatoriedade legal que exige a antecipação de seu recolhimento sem o prévio exame da autoridade administrativa, se enquadra dentre os tributos sujeitos a lançamento por homologação, nos termos do artigo 150 do CTN. De acordo com referido artigo, para que se configure o lançamento por homologação é requisito indispensável o recolhimento do tributo, caso em que o sujeito passivo antecipa-se à atuação da autoridade administrativa. Dessa forma, somente se sujeitam às normas aplicáveis ao lançamento por homologação os créditos tributários satisfeitos pela via do pagamento. Não havendo pagamento, não há o que se homologar, e, nesse caso, a extinção do crédito tributário não ocorre após o decurso de prazo definido no § 4º do artigo 150 do CTN, sujeitando-se, então, à regra geral prevista no artigo 173, inciso I, do mesmo diploma legal, onde o dies a quo para contagem do prazo decadencial corresponde ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo poderia ter sido lançado. No caso examinado - auto de infração para exigência do PIS/Pasep de competência dos meses de janeiro a dezembro de 1998, sem pagamento antecipado - a contagem do prazo decadencial segue a regra prescrita pelo artigo 173, inciso I, do CTN, iniciando-se, pois, no primeiro dia do exercício seguinte, ou seja, em 1o/01/1999. Por sua vez, o lançamento foi formalizado em 21/07/2003, portanto, dentro do prazo decadencial legalmente estipulado para a realidade examinada, que perdurou até 31/12/2003. Recurso a que se nega provimento.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13836.000556/2003-76
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5529882
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3802-001.799
nome_arquivo_s : Decisao_13836000556200376.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 13836000556200376_5529882.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente 2ª Câmara / 3ª Seção (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios - Redator ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015) Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira (relator), Francisco José Barroso Rios, Paulo Sérgio Celani e Regis Xavier Holanda (presidente).
dt_sessao_tdt : Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
id : 6146097
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125758767104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2397; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 127 1 126 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13836.000556/200376 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802001.799 – 2ª Turma Especial Sessão de 22 de maio de 2013 Matéria Auto de Infração DCTF Recorrente BONETTO MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 DCTF. REVISÃO INTERNA. DEPÓSITO JUDICIAL. Ausente vinculação do depósito à matéria discutida judicialmente, somente a sua conversão em renda da União seria hábil a obstar a cobrança do crédito tributário correspondente. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 PIS/PASEP. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. INEXISTÊNCIA. CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL. REGRA DO ARTIGO 173, INCISO I, DO CTN. DECADÊNCIA NÃO MATERIALIZADA. O PIS/Pasep, diante da obrigatoriedade legal que exige a antecipação de seu recolhimento sem o prévio exame da autoridade administrativa, se enquadra dentre os tributos sujeitos a lançamento por homologação, nos termos do artigo 150 do CTN. De acordo com referido artigo, para que se configure o lançamento por homologação é requisito indispensável o recolhimento do tributo, caso em que o sujeito passivo antecipase à atuação da autoridade administrativa. Dessa forma, somente se sujeitam às normas aplicáveis ao lançamento por homologação os créditos tributários satisfeitos pela via do pagamento. Não havendo pagamento, não há o que se homologar, e, nesse caso, a extinção do crédito tributário não ocorre após o decurso de prazo definido no § 4º do artigo 150 do CTN, sujeitandose, então, à regra geral prevista no artigo 173, inciso I, do mesmo diploma legal, onde o dies a quo para contagem do prazo decadencial corresponde ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo poderia ter sido lançado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 6. 00 05 56 /2 00 3- 76 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/09/2015 por JOEL MIYAZAKI 2 No caso examinado auto de infração para exigência do PIS/Pasep de competência dos meses de janeiro a dezembro de 1998, sem pagamento antecipado a contagem do prazo decadencial segue a regra prescrita pelo artigo 173, inciso I, do CTN, iniciandose, pois, no primeiro dia do exercício seguinte, ou seja, em 1o/01/1999. Por sua vez, o lançamento foi formalizado em 21/07/2003, portanto, dentro do prazo decadencial legalmente estipulado para a realidade examinada, que perdurou até 31/12/2003. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki – Presidente 2ª Câmara / 3ª Seção (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Redator ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015) Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira (relator), Francisco José Barroso Rios, Paulo Sérgio Celani e Regis Xavier Holanda (presidente). Relatório Preliminarmente, ressalto que, nos termos do artigo 17, inciso III, do anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF/2015, fui designado como redator ad hoc para a formalização do acórdão, considerando o resultado do julgamento nos termos da ATA da correspondente sessão de julgamento. Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 5ª Turma da DRJ Campinas, a qual, por unanimidade de votos, julgou parcialmente procedente as exigências fiscais relativas à Contribuição para o PIS/PASEP do período de 1º/01/1998 a 31/12/1998, formalizadas em vista da não confirmação de processo judicial indicado para fins de suspensão da exigibilidade dos créditos declarados para os correspondentes trimestres do anocalendário em evidência. A decisão recorrida foi assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano Calendário: 1998 DCTF. REVISÃO INTERNA DEPÓSITO JUDICIAL. Ausente vinculação do depósito à matéria discutida judicialmente, somente a sua conversão em renda da União seria hábil a obstar a cobrança do crédito tributário correspondente. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/09/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 13836.000556/200376 Acórdão n.º 3802001.799 S3TE02 Fl. 128 3 MULTA DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS. Em face do princípio da retroatividade benigna, exonerase a multa de ofício no lançamento decorrente de suspensão da exigibilidade não comprovada, apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo, por se configurar hipótese diversa daquelas versadas no artigo 18 da Medida Provisória nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003, com a nova redação dada pelas Leis nº 11.051/2004 e nº 11.196/2005. Lançamento Procedente em parte. Em sede de impugnação e de recurso o contribuinte alegou a decadência do direito de a Fazenda lançar e que os documentos apresentados conferem força probatória de suas argumentações. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco José Barroso Rios, redator ad hoc designado para formalizar a decisão, uma vez que o conselheiro relator, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, não mais compõe este colegiado, retratando, assim, a hipótese de que trata o artigo 17, inciso III, do Anexo II, do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF no 343, de 09 de junho de 2015: Ressalvado o meu entendimento pessoal – no sentido de dar a este e a outros processos nessa situação tratamento diverso – reproduzo, abaixo, parte do voto objeto da decisão de primeira instância, já que inexiste qualquer memória sobre o julgamento do feito por este Conselho. A impugnação é tempestiva, pelo que dela se toma conhecimento. O impugnante, embora alegue que os débitos exigidos estão vinculados a depósitos judiciais efetuados nos autos da ação judicial 92.00675263, junta apenas cópias de guias de depósitos. Não apresenta, contudo, qualquer esclarecimento acerca da matéria que estaria sendo discutida judicialmente. Em consulta ao sistema de acompanhamento processual da Justiça Federal, extraise que o mencionado processo 92.00675263 (fls. 68/70), que em grau de recurso recebeu o n° 96.03.0304166, cuidase de medida cautelar, com pedido de depósitos, visando suspender a exigibilidade da cobrança relativa à contribuição ao PIS, na forma prevista pelos Decretosleis n° 2.445 e 2.449/88 e pela Lei Complementar n° 7/70. Observese, que, embora o interessado apresente cópia de guias de depósitos com indicação do n° da referida Cautelar e da conta 0265005001279389, a qual é encontrada nos sistemas informatizados (fls. 71), registra, ainda, o Relatório do acórdão de fls.69verso que, concedida a liminar mediante depósito, não se verificou a efetivação dos mesmos durante o curso do processo. Da mesma forma, no acórdão proferido nos autos da Ação Ordinária nº 92.00732208 (fls. 63/67), referenciada no TRF/3ª Região sob nº 96.03.0304174, consta tratarse de ação declaratória em que se questiona a constitucionalidade da cobrança das contribuições destinadas ao PIS, nos Fl. 142DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/09/2015 por JOEL MIYAZAKI 4 termos da Lei Complementar n° 7/70, com as modificações introduzidas pelos Decretosleis n° 2.445 e 2.449, ambos de 1988 (fls. 64verso), decidindose pela procedência parcial da ação, para declarar a inexistência de relação jurídico tributária que obrigue a autora ao recolhimento da contribuição ao PIS, nos moldes estabelecidos pelos Decretosleis n° 2.445 e n° 2.449, ambos de 1988, subsistindo a obrigação nos moldes da Lei Complementar n° 7/70 (fls.66). Contudo, a partir do período de apuração de março/96 (tendo em conta a interpretação inserida pela Instrução Normativa SRF n° 06/2000), a Contribuição ao PIS passou a ser exigida com base na Medida Provisória n° 1.212/95, posteriormente convertida na Lei n° 9.715/98. Logo, a exigibilidade da contribuição aqui formalizada, pertinente aos períodos de apuração de janeiro a dezembro de 1998, não estava submetida à discussão judicial, donde, mesmo que fossem confirmados os depósitos em montante integral, impróprios seriam eles. E, embora o art. 151, inciso II, do CTN estabeleça a suspensão da exigibilidade na presença de depósito judicial do montante integral do tributo devido, importa observar que a desvinculação deste da demanda judicial não confere a garantia de que, em caso de improcedência, favorável à União, seja ele convertido em renda, haja vista que o comando judicial não alcançaria o período posterior à vigência da Lei Complementar n° 07/70. Desse modo, ainda que fossem confirmados os depósitos, somente a sua conversão em renda da Unido seria hábil a obstar a cobrança dos créditos tributários devidos em períodos não submetidos à regência dos diplomas legais questionados judicialmente. [...] Este, portanto, foi o entendimento dado pela primeira instância, que, como dito, é aqui reproduzido uma vez que não há memória concernente ao julgamento do feito pelo CARF. Quanto à decadência, alegada em sede de recurso voluntário, há que se destacar que a mesma não restou materializada. As contribuições destinadas ao financiamento da Seguridade Social – CSLL, COFINS e PIS/PASEP –, diante da obrigatoriedade legal que exige a antecipação de seu recolhimento sem o prévio exame da autoridade administrativa, se enquadram como tributos sujeitos a lançamento por homologação, nos termos do artigo 150 do Código Tributário Nacional – CTN. De acordo com referido artigo, para que se configure o lançamento por homologação é requisito indispensável o recolhimento do tributo, caso em que o sujeito passivo antecipase à atuação da autoridade administrativa. Dessa forma, somente se sujeitam às normas aplicáveis ao lançamento por homologação os créditos tributários satisfeitos pela via do pagamento. Em outras palavras, o CTN condiciona a contagem do prazo, tal como definida no artigo 150, ao efetivo pagamento do tributo. Essa conclusão está em sintonia com o § 1º do mesmo dispositivo, segundo o qual “o pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento”. Sobre essa questão Luciano Amaro ensina o seguinte1: 1 Direito Tributário Brasileiro. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 364/365. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/09/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 13836.000556/200376 Acórdão n.º 3802001.799 S3TE02 Fl. 129 5 Na prática, o “dever de antecipar o pagamento” significa que o sujeito passivo tem o encargo de valorizar os fatos à vista da norma aplicável, determinar a matéria tributável, identificarse como sujeito passivo, calcular o montante do tributo e pagálo, sem que a autoridade precise tomar qualquer providência. E o lançamento? Este – diz o Código Tributário Nacional – operase por meio do ato da autoridade que, tomando conhecimento da atividade exercida pelo devedor, nos termos do dispositivo, homologaa. A atividade aí referida outra não é senão a de pagamento, já que esta é a única providência do sujeito passivo tratada no texto. Melhor seria falar em “homologação do pagamento”, se é isso que o Código parece ter querido dizer. (grifo nosso) Como conseqüência, não havendo pagamento, não há o que se homologar, e, nesse caso, a extinção do crédito tributário não ocorre após o decurso do prazo definido no § 4º do artigo 150 do CTN, sujeitandose, então, à regra geral prevista no artigo 173, inciso I, do mesmo diploma legal, aplicável também se demonstrada fraude ou simulação (cujo conceito envolve o dolo). Em tais hipóteses, o dies a quo para contagem do prazo decadencial corresponde ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo poderia ter sido lançado. Essa questão, inclusive, já foi examinada pelo STJ no âmbito do REsp 973.733SC, acórdão o qual foi submetido ao regime do artigo 543C do CPC, portanto, de observação obrigatória pelos conselheiros do CARF, por força do disposto no artigo 62A de seu Regimento Interno (Portaria MF nº 256, de 22/06/2009 – dispositivo inserido pela Portaria MF no 586/2010). Com efeito, referido julgado está em sintonia com a fixação do dies a quo para a contagem do prazo decadencial nos termos acima defendidos, conforme se observa de seu teor: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050∕PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758∕SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142∕SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito Fl. 144DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/09/2015 por JOEL MIYAZAKI 6 tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163∕210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa∕concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91∕104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396∕400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183∕199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08∕2008. (Destaques do original) No que concerne à contagem do prazo decadencial para a constituição de créditos tributários alusivos ao PIS – objeto específico da lide – há ainda uma observação que merece ser contemplada. Assim como a CSLL e a COFINS, o PIS é uma das contribuições destinadas ao financiamento da Seguridade Social, ex vi da alínea “d” do parágrafo único do artigo 11 da Lei nº 8.212, de 24/07/1991, bem como do inciso VI do parágrafo único do artigo 195 do Decreto nº 3.048, de 06/05/1999 (Regulamento da Previdência Social). Com respeito às contribuições em tela, estabelecia o artigo 45 da Lei nº 8.212/91 que o direito de constituir o crédito tributário extinguirseia em dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Portanto, aludido dispositivo se contrapunha ao prazo decadencial de 5 anos estipulado no § 4º do artigo 150 do CTN, divergindo, também, em relação à sistemática que o Código Tributário prescreve para a fixação do termo de início a partir do qual o decurso do referido prazo deve ser examinado – já que fixava indefinidamente como dies a quo para a contagem do prazo decadencial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No entanto, em respeito ao princípio constitucional da reserva de lei complementar, no qual se fundou sólida jurisprudência judicial e administrativa, o Supremo Fl. 145DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/09/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 13836.000556/200376 Acórdão n.º 3802001.799 S3TE02 Fl. 130 7 Tribunal Federal aprovou, em 12/06/2008 (DOU de 20/06/2008), a Súmula Vinculante no 8, segundo a qual “são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com efeito, o reconhecimento da natureza tributária das contribuições sociais, por força do artigo 195 da Constituição Federal, implicou sua subsunção à regra inserta no artigo 146, III, “b”, da mesma lei maior, onde se exige que o estabelecimento de normas gerais sobre decadência e prescrição tributárias se dê mediante a edição de lei complementar. Assim, definida a inconstitucionalidade formal dos dispositivos da Lei no 8.212/91 acima citados, válido, também para as contribuições sociais, as regras de prescrição e decadência estabelecidas pelo Código Tributário Nacional, já comentadas acima. Releva finalmente ressaltar que os artigos 45 e 46 da Lei no 8.212/91 foram expressamente revogados pelo artigo 13, inciso I, alínea “a”, da Lei Complementar no 128, de 19/12/2008. O caso presente diz respeito ao lançamento do PIS relativo ao período de 1º/01/1998 a 31/12/1998. De acordo com os demonstrativos de fls. 06/09, não houve pagamento antecipado. Assim, para a contagem do prazo decadencial, aplicase a regra do artigo 173, inciso I, do CTN, segundo o qual o dies a quo para contagem do prazo decadencial corresponde ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo poderia ter sido lançado. O lançamento foi formalizado em 21/07/2003, data da ciência do auto de infração, conforme AR de fls. 43. Considerando o prazo de cinco anos contados a partir de 1º/01/1999 (CTN, artigo 173, inciso I), constatase que a formalização do lançamento ocorreu dentro do prazo legítimo em favor da Fazenda Pública para constituir o crédito tributário. Não há, pois, que se falar em decadência em relação a quaisquer dos períodos objeto do lançamento. Diante de todo o exposto, há que se negar provimento ao recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo. Formalizado o voto em razão do disposto no artigo 17, inciso III, do Anexo II do RICARF, subscrevo o presente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Redator ad hoc Fl. 146DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/09/2015 por JOEL MIYAZAKI 8 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 30/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 09/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/09/2015 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 14033.000708/2010-78
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Sep 24 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2803-000.287
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolve o colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora intime a parte da oportunidade de apresentar as demonstrações unificadas dos pedidos(processos) conexos supra mencionados, no prazo de 30 (trinta) dias, decorrido o prazo que o processo seja remetido à autoridade fiscal para que: (1) indiferentemente da relação massa salarial e faturamento, analise se a contribuinte apresentou pedido de restituição que cumpre todos os requisitos para o reconhecimento do direito, condições para a restituição e o valor de restituição, conforme a legislação de regência; (2) havendo qualquer carência de requisitos ou documentos, que seja informada a requerente, instruindo-a de como retificar, e concedido prazo para realizar a retificação; (3) responda todos os questionamentos complementares trazidos pela petição protocolizada antes da presente resolução, bem como analise as demonstrações unificadas dos pedidos(processos) de restituição conexo caso sejam efetivamente apresentadas pela parte; (4) após, emita informação fiscal analítica e motivada, observando os itens anteriores, inclusive sobre o valor a ser restituído, sendo a contribuinte intimada para manifestar-se, no prazo de 30 (trinta) dias, retornando os autos para apreciação da presente Turma Especial.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos
PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator ad hoc na data da formalização.
Participaram da sessão os seguintes conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), RICARDO MAGALDI MESSETTI, AMÍLCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO (Relator), EDUARDO DE OLIVEIRA.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 24 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 14033.000708/2010-78
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5527498
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 24 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2803-000.287
nome_arquivo_s : Decisao_14033000708201078.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : GUSTAVO VETTORATO
nome_arquivo_pdf_s : 14033000708201078_5527498.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolve o colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora intime a parte da oportunidade de apresentar as demonstrações unificadas dos pedidos(processos) conexos supra mencionados, no prazo de 30 (trinta) dias, decorrido o prazo que o processo seja remetido à autoridade fiscal para que: (1) indiferentemente da relação massa salarial e faturamento, analise se a contribuinte apresentou pedido de restituição que cumpre todos os requisitos para o reconhecimento do direito, condições para a restituição e o valor de restituição, conforme a legislação de regência; (2) havendo qualquer carência de requisitos ou documentos, que seja informada a requerente, instruindo-a de como retificar, e concedido prazo para realizar a retificação; (3) responda todos os questionamentos complementares trazidos pela petição protocolizada antes da presente resolução, bem como analise as demonstrações unificadas dos pedidos(processos) de restituição conexo caso sejam efetivamente apresentadas pela parte; (4) após, emita informação fiscal analítica e motivada, observando os itens anteriores, inclusive sobre o valor a ser restituído, sendo a contribuinte intimada para manifestar-se, no prazo de 30 (trinta) dias, retornando os autos para apreciação da presente Turma Especial. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator ad hoc na data da formalização. Participaram da sessão os seguintes conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), RICARDO MAGALDI MESSETTI, AMÍLCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO (Relator), EDUARDO DE OLIVEIRA.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
id : 6136990
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125789175808
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2268; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14033.000708/201078 Recurso nº 999.999Voluntário Resolução nº 2803000.287 – 3ª Turma Especial Data 10 de março de 2015 Assunto CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente CONSTRUTORA RV LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolve o colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora intime a parte da oportunidade de apresentar as demonstrações unificadas dos pedidos(processos) conexos supra mencionados, no prazo de 30 (trinta) dias, decorrido o prazo que o processo seja remetido à autoridade fiscal para que: (1) indiferentemente da relação massa salarial e faturamento, analise se a contribuinte apresentou pedido de restituição que cumpre todos os requisitos para o reconhecimento do direito, condições para a restituição e o valor de restituição, conforme a legislação de regência; (2) havendo qualquer carência de requisitos ou documentos, que seja informada a requerente, instruindoa de como retificar, e concedido prazo para realizar a retificação; (3) responda todos os questionamentos complementares trazidos pela petição protocolizada antes da presente resolução, bem como analise as demonstrações unificadas dos pedidos(processos) de restituição conexo caso sejam efetivamente apresentadas pela parte; (4) após, emita informação fiscal analítica e motivada, observando os itens anteriores, inclusive sobre o valor a ser restituído, sendo a contribuinte intimada para manifestarse, no prazo de 30 (trinta) dias, retornando os autos para apreciação da presente Turma Especial. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos PRESIDENTE DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO NA DATA DA FORMALIZAÇÃO. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 40 33 .0 00 70 8/ 20 10 -7 8 Fl. 929DF CARF MF Impresso em 24/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 14033.000708/201078 Resolução nº 2803000.287 S2TE03 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator ad hoc na data da formalização. Participaram da sessão os seguintes conselheiros: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA (Presidente), RICARDO MAGALDI MESSETTI, AMÍLCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, OSEAS COIMBRA JUNIOR, GUSTAVO VETTORATO (Relator), EDUARDO DE OLIVEIRA. Tratase de recurso voluntário, de autoria da contribuinte. Esclareço e registro que fui designado, conforme consta nos autos, relator AD HOC, para formalização da resolução proferida. A designação ocorreu pelo motivo do relator responsável original ter deixado o CARF antes da formalização da resolução, não possuindo mais competência para tanto. Ocorre que o relator responsável original pelo processo não deixou registrado, arquivado, nos sistemas do CARF, o relatório, histórico, análise que fez dos autos, que levaram o colegiado a decidir pelo que consta em ata. Conseqüentemente, por não possuir competência para tanto, registro o ocorrido, a fim de que as partes interessadas tenham ciência dos fatos. É o relatório. Fl. 930DF CARF MF Impresso em 24/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 14033.000708/201078 Resolução nº 2803000.287 S2TE03 Fl. 4 3 Conselheiro Marcelo Oliveira Relator designado ad hoc na data da formalização. Esclareço que o conselheiro relator não deixou registrado, arquivado, nos sistemas do CARF, sua resolução, com suas razões, que levaram o colegiado a decidir pelo resultado consignado em ata. Conseqüentemente, reproduzo somente o resultado, a fim de não extrapolar a determinação e a competência que possuo. CONCLUSÃO: Devido ao exposto, reproduzo o resultado devidamente consignado em ata, que foi, por em converter o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora intime a parte da oportunidade de apresentar as demonstrações unificadas dos pedidos(processos) conexos supra mencionados, no prazo de 30(trinta) dias, decorrido o prazo que o processo seja remetido à autoridade fiscal para que: (1)indiferentemente da relação massa salarial e faturamento, analise se a contribuinte apresentou pedido de restituição que cumpre todos os requisitos para o reconhecimento do direito, condições para a restituição e o valor de restituição, conforme a legislação de regência; (2) havendo qualquer carência de requisitos ou documentos, que seja informada a requerente, instruindoa de como retificar, e concedido prazo para realizar a retificação; (3) responda todos os questionamentos complementares trazidos pela petição protocolizada antes da presente resolução, bem como analise as demonstrações unificadas dos pedidos(processos) de restituição conexo caso sejam efetivamente apresentadas pela parte; (4) após, emita informação fiscal analítica e motivada, observando os itens anteriores, inclusive sobre o valor a ser restituído, sendo a contribuinte intimada para manifestarse, no prazo de 30 (trinta) dias, retornando os autos para apreciação da presente Turma Especial. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator ad hoc na data da formalização. Fl. 931DF CARF MF Impresso em 24/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/09/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 23/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10735.720188/2007-50
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Feb 25 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2003
VTN. INEXISTÊNCIA DE LAUDO APTO A INFIRMAR O ARBITRAMENTO REALIZADO COM BASE NA APTIDÃO AGRÍCOLA DO IMÓVEL.
Para fins de revisar o VTN arbitrado pela autoridade lançadora com base na aptidão agrícola do imóvel, deve ser apresentado laudo de avaliação que atenda aos requisitos da NBR 14.653-3 da ABNT, emitido por profissional devidamente habilitado.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-004.869
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente
Ronnie Soares Anderson - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2003 VTN. INEXISTÊNCIA DE LAUDO APTO A INFIRMAR O ARBITRAMENTO REALIZADO COM BASE NA APTIDÃO AGRÍCOLA DO IMÓVEL. Para fins de revisar o VTN arbitrado pela autoridade lançadora com base na aptidão agrícola do imóvel, deve ser apresentado laudo de avaliação que atenda aos requisitos da NBR 14.653-3 da ABNT, emitido por profissional devidamente habilitado. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 25 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10735.720188/2007-50
anomes_publicacao_s : 201602
conteudo_id_s : 5569410
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 25 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2402-004.869
nome_arquivo_s : Decisao_10735720188200750.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : RONNIE SOARES ANDERSON
nome_arquivo_pdf_s : 10735720188200750_5569410.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Ronaldo de Lima Macedo - Presidente Ronnie Soares Anderson - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
id : 6288565
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125800710144
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1328; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 89 1 88 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10735.720188/200750 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402004.869 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 27 de janeiro de 2016 Matéria IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Recorrente ALNYR ANTÔNIO RIBEIRO ESPÓLIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 VTN. INEXISTÊNCIA DE LAUDO APTO A INFIRMAR O ARBITRAMENTO REALIZADO COM BASE NA APTIDÃO AGRÍCOLA DO IMÓVEL. Para fins de revisar o VTN arbitrado pela autoridade lançadora com base na aptidão agrícola do imóvel, deve ser apresentado laudo de avaliação que atenda aos requisitos da NBR 14.6533 da ABNT, emitido por profissional devidamente habilitado. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 72 01 88 /2 00 7- 50 Fl. 97DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Ronaldo de Lima Macedo Presidente Ronnie Soares Anderson Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 10735.720188/200750 Acórdão n.º 2402004.869 S2C4T2 Fl. 90 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília (DF) – DRJ/BSB, que julgou procedente Notificação de Lançamento de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) do ano calendário 2002, exigindo crédito tributário no montante total de R$ 8.005,95 relativo ao imóvel rural denominado "Fazenda Adélia", com área declarada de 129,6 ha e cadastrado na Receita Federal do Brasil (RFB) sob o nº 3.365.2252, localizado no Município de Magé/RJ. O processo foi distribuído para julgamento a ser realizado, inicialmente, pela Segunda Turma Especial da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). Contudo, em sessão de julgamento datada de 20/1/2015, foi exarada por aquela Turma a Resolução nº 2802000.226, convertendo o julgamento em diligência. Quando do seu retorno à segunda instância recursal, o processo foi distribuído para este Conselheiro, em observância ao disposto nos §§ 6º e 7º do art. 49 do Regimento Interno do CARF (RICARF), Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Esclarecidos esses fatos preliminares, passo a reproduzir o Relatório constante na precitada Resolução: O lançamento glosou, por falta de comprovação, o Valor da Terra Nua (VTN) declarado de R$ 15.625,00, arbitrandoo para R$ 1.265.098,18, com base no Sistema de Preços de Terra (SIPT) para o município (fls. 5/9). O contribuinte, em sua irresignação, trouxe Laudo de Técnico visando atestar VTN no montante de R$ 115.520,00, solicitando que ele fosse considerado para modificar aquele valor. Pediu ainda, que se levasse em conta a lei da oferta e da procura, a qual é um direito costumeiro de natureza periódica, requerendo fosse cancelado ou modificado para menor o débito fiscal. A instância recorrida cancelou o lançamento no pertinente às áreas de preservação permanente, mantendoo quanto ao Valor da Terra Nua, conforme entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: ERRO DE FATO (REVISÃO DE OFÍCIO) DAS ÁREAS AMBIENTAIS. A revisão de ofício de dados informados pelo contribuinte na sua DITR somente cabe ser acatada quando comprovada nos autos, com documentos hábeis, a hipótese de erro de fato, observada a legislação aplicada a cada matéria. As áreas de preservação permanente, para fins de exclusão do cálculo do ITR, cabem ser reconhecidas como de interesse ambiental pelo IBAMA ou, pelo menos, que seja comprovada a protocolização, em tempo hábil, do competente ADA. DO VALOR DA TERRA NUA SUBAVALIAÇÃO Para fins de revisão do VTN/ha arbitrado pela fiscalização, exigese que o Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, atenda aos requisitos essenciais das Fl. 99DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO 4 Normas da ABNT (NBR 14.6533),principalmente no que tange aos dados de mercado coletados, de modo a atingir fundamentação e Grau de precisão II, demonstrando, de forma convincente, o valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto (1º/01/2003), bem como, a existência de características particulares desfavoráveis que pudessem justificar a revisão pretendida. Irresignado, o notificado interpôs recurso voluntário em 20/9/2012, aduzindo, em síntese, que o laudo técnico não pode ser desconsiderado por não estar acompanhado de sua ART, sendo a cifra arbitrada incompatível com o valor de mercado de sua terra nua. Demanda seja convertido o feito em diligência para juntar novas provas, notadamente novo laudo na forma estabelecida pela NBR 14.653, ART e ADA, alegando não lhe ter sido aberto prazo para apresentação desses documentos; ao final, com a mencionada diligência e juntadas novas provas, seja reduzido o valor atribuído ao hectare e atualizados os seus dados cadastrais. O recurso foi admitido como tempestivo à ocasião da prolação daquela Resolução, porém, verificandose que o laudo apresentado pelo contribuinte em sede de impugnação encontravase incompleto, provavelmente devido a erro por parte da autoridade preparadora na conversão do processo em papel para digital, foi exarada Resolução assim determinando: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, determinar a realização de diligência, nos termos do voto do relator, para remessa dos autos à autoridade preparadora, para fins de que neles seja juntada a página final do laudo de avaliação apresentado pelo contribuinte quando da impugnação, constante à folha 37 do processo original em papel, com o seu posterior retorno ao CARF para prosseguimento do julgamento. Com a realização da indigitada diligência e a volta do processo a esta instância recursal, cabe o prosseguimento do julgamento, o que ora se sucede. É o relatório. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 10735.720188/200750 Acórdão n.º 2402004.869 S2C4T2 Fl. 91 5 Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Relator O recurso já foi conhecido pelo CARF, devendo ser de pronto rejeitada a postulação de que seja realizada a conversão do feito em diligência para juntada das provas documentais faltantes, baseada na afirmação de que "em nenhuma fase do processo administrativo lhe foi aberto prazo para a complementação dos documentos faltantes". Isso porque em sucessivas fases do contencioso foi propiciada ao contribuinte oportunidade de carrear os documentos a que se refere, os quais foram explicitamente solicitados pela administração tributária laudo conforme NBR 14.653 da ABNT, ART e ADA (Ato Declaratório Ambiental. Tal fato é atestado tanto pelo exame de documentos tais como o Termo de Intimação Fiscal (fls. 2/3) e Notificação de Lançamento (fls. 14/19), ambos cientificados ao contribuinte consoante prescrições legais, quanto pelas defesas vertidas, nos prazos estabelecidos pelo Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, contra a autuação (fls. 17/18) e contra a decisão de primeira instância (fls. 71/73). Convém lembrar que a produção de provas com vistas a infirmar a notificação é ônus do contribuinte, cabendolhe sustentar a defesa de seu direito com documentação hábil a fundamentar suas razões. No tocante à matéria de fundo, temse que o valor do VTN declarado pelo contribuinte na DITR/2004 foi alterado pela fiscalização, com amparo, dentre outras normas, nos ditames do art. 148 do Código Tributário Nacional: Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. Em sede de impugnação, o contribuinte apresentou documento denominado "Laudo de Avaliação" (fls. 19/37 e 84), o qual, contudo, não atendeu aos requisitos previstos na Norma Brasileira para Avaliação de Bens em sua parte 3, Imóveis Rurais, que serve de baliza para tais ponderações. O laudo em questão destina apenas duas de suas dezenove páginas à tarefa específica de avaliação do imóvel, expendendo as demais laudas com sua descrição, mormente mediante o uso de fotografias (fls. 21/36). Fl. 101DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO 6 No item "Método Comparativo Direto de Dados de Mercado", consta alusão à pesquisa efetuada junto ao escritório local da EMATE, a qual ampararia o valor por hectare atribuído à área, porém não há vestígio de prova de que tal pesquisa tenha sido efetivamente realizada. Assim sendo, não vejo razões para dissentir das conclusões da instância de primeiro grau no que tange ao tema, bem como quanto à ausência de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), as quais reproduzo, de maneira que passem a integrar a fundamentação deste julgado: Nesta fase, a requerente solicita que seja acatado o “Laudo de Avaliação”, doc./cópia de fls. 19/37, elaborado pelo Engenheiro Florestal José Cláudio Cardoso Ururahy, sem ART devidamente anotada no CREA/RJ, que chega a um VTN total de R$ 155.520,00 (R$ 1.200,00/ha), que continua bem abaixo do valor médio apontado no SIPT. No presente caso, não há como acatar a revisão do VTN pretendido pela requerente, pois entendo que o teor desse documento não se mostra hábil para a finalidade a que se propõe, uma vez que não segue a integralidade das normas da ABNT, para um Laudo com fundamentação e grau de precisão II, não demonstrando, de forma clara e convincente, o valor fundiário do imóvel à época do fato gerador do ITR/2003 (1º.01.2003), nem a existência de características particulares desfavoráveis, diferentes das características gerais da região de sua localização, que justificassem um VTN/ha abaixo do arbitrado pela fiscalização com base no SIPT. Na análise do laudo apresentado, verificase que o autor do trabalho apresenta a caracterização da área e fotos do imóvel rural, indicando detalhes da Fazenda Adélia. Em relação à avaliação propriamente dita, apenas indica o valor de R$ 155.520,00 para o VTN total e solicita que o mesmo seja acatado para fins de revisão do VTN arbitrado. Acrescentese que, o referido laudo não atende as normas da ABNT; o item 7.4.3 da NBR 14.6533 dispõe sobre a necessidade de investigação do mercado, coleta de dados e informações confiáveis sobre negócios realizados e ofertas que sejam contemporâneos à data de referência e que as fontes devem ser diversificadas. Quando as amostras forem objeto de homogeneização, devese observar o anexo “B” da Norma, onde os atributos devem ser o mais semelhante possível ao do imóvel avaliando (devem estar contidos entre 0,50 e 1,50), devem guardar semelhança quanto à sua localização, quanto à destinação e capacidade de uso, que os dados sejam contemporâneos, obtidos na mesma região geoeconômica, e ainda, caso os dados sejam fornecidos com opiniões subjetivas, que sejam visitados todos os imóveis que foram tomados como referência, dentre outros. Além disso, o método prevê o tratamento estatístico das amostras coletadas, previsto no item 8.1 da Norma, adotandose, dependendo do caso, a análise de regressão ou a homogeneização dos dados, normatizados nos anexos A e B da NBR 146533, respectivamente. Verificandose o Laudo, constatase que não há atendimento de nenhuma destas exigências apresentadas. Enfim, para atingir grau II de fundamentação e precisão, conforme exigido pela autoridade fiscal, esse laudo deveria atender aos requisitos estabelecidos na norma NBR 14.6533 da ABNT, com a apuração de dados de mercado (ofertas/negociações/opiniões), referentes a pelo menos 05 (cinco) imóveis rurais, preferencialmente com características semelhantes às do imóvel avaliado, com o posterior tratamento estatístico dos dados coletados, conforme previsto no item 8.1 dessa mesma Norma, adotandose, dependendo do caso, a análise de regressão ou a homogeneização dos dados, conforme demonstrado, respectivamente, nos anexos A e B dessa Norma, de forma a apurar o valor mercado da terra nua do imóvel Fl. 102DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 10735.720188/200750 Acórdão n.º 2402004.869 S2C4T2 Fl. 92 7 avaliado, a preços de 01/01/2004, em intervalo de confiança mínimo e máximo de 80%. Fato é que o “Laudo de Avaliação” apresentado não atende às normas da ABNT (NBR 14.6533), com pontuação suficiente para enquadrálo com grau II de fundamentação e precisão, conforme exigido pela autoridade fiscal. Portanto, não há como acatar a revisão do VTN pretendido pelo espólio, pois o laudo de fls. 19/37 não atende à integralidade dos requisitos da NBR 14.6533 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, e não demonstra, de forma convincente, o valor fundiário do imóvel à época do fato gerador do ITR/2003 (01/01/2003), nem a existência de características particulares desfavoráveis que deixassem clara sua inferioridade em relação aos outros imóveis existentes na região, para justificar um VTN/ha abaixo do arbitrado pela fiscalização com base no SIPT. Além disso, constatase que não foi apresentada a Anotação de Responsabilidade Técnica ART que, de acordo com o CREA, “é o instrumento através do qual o profissional registra as atividades técnicas solicitadas através de contratos (escritos ou verbais) para o qual o mesmo foi contratado”. A Anotação de Responsabilidade Técnica foi instituída pela Lei n.º 6.496, de 7 de dezembro de 1977, que prevê: Art. 1º Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia fica sujeito à "Anotação de Responsabilidade Técnica" (ART). Portanto, a falta da necessária ART devidamente anotada no CREA/RJ já é, por si só, motivo suficiente para descaracterizar o laudo de avaliação apresentado, como documento hábil, para comprovação do VTN do imóvel avaliado, pois é com a ART devidamente anotada no CREA que se considera concluído e acabado o “Laudo de Avaliação” e por se tratar de documento eminentemente técnico, somente com a ART apresentada ao órgão de classe que o laudo se considera consumado e então, o profissional identificado passa a ser responsabilizado pelo trabalho por ele realizado. Temse, por conseguinte, que não foi apresentado pelo recorrente laudo de avaliação apto a infirmar o VTN apurado pela autoridade lançadora. Quanto ao SIPT utilizado na Notificação de Lançamento, vale observar que ele está em consonância com as disposições da legislação de regência. Reza o § 1º do art. 14 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996: Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de ofício do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1º As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1º, inciso II da Lei nº 8.629, Fl. 103DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO 8 de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. Por sua vez, o art. 12, § 1º, inciso II da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993 assim dispõe: Art.12.Considerase justa a indenização que reflita o preço atual de mercado do imóvel em sua totalidade, aí incluídas as terras e acessões naturais, matas e florestas e as benfeitorias indenizáveis, observados os seguintes aspectos:(Redação dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) I localização do imóvel;(Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) II aptidão agrícola;(Incluído dada Medida Provisória nº 2.183 56, de 2001) III dimensão do imóvel;(Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) IV área ocupada e ancianidade das posses;(Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) V funcionalidade, tempo de uso e estado de conservação das benfeitorias.(Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) §1oVerificado o preço atual de mercado da totalidade do imóvel, procederseá à dedução do valor das benfeitorias indenizáveis a serem pagas em dinheiro, obtendose o preço da terra a ser indenizado em TDA.(Redação dada Medida Provisória nº 2.183 56, de 2001) §2oIntegram o preço da terra as florestas naturais, matas nativas e qualquer outro tipo de vegetação natural, não podendo o preço apurado superar, em qualquer hipótese, o preço de mercado do imóvel.(Redação dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) §3oO Laudo de Avaliação será subscrito por Engenheiro Agrônomo com registro de Anotação de Responsabilidade Técnica ART, respondendo o subscritor, civil, penal e administrativamente, pela superavaliação comprovada ou fraude na identificação das informações.(Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) Assim sendo, o SIPT utilizado, para fins de arbitramento do VTN pela fiscalização, deve respeitar os critérios estabelecidos nas normas supra, ou seja, considerar a localização, aptidão agrícola e dimensão do imóvel bem como as informações obtidas de levantamentos das Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, consoante prescrito pela Portaria SRF nº 447, de 3 de abril de 2002. Na espécie, a autoridade fiscal cumpriu tais prescrições, arbitrando o VTN em R$ 9.761,56/ha, correspondente ao valor médio, por aptidão agrícola (terras de florestas), apontado no Sistema de Preços da Terra SIPT da RFB (fl. 8) para o Município de Magé/RJ em 2003, resultando no montante total para o imóvel de R$ 1.265.098,18. Notese que os Fl. 104DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO Processo nº 10735.720188/200750 Acórdão n.º 2402004.869 S2C4T2 Fl. 93 9 valores dos SIPT por aptidão agrícola são fornecidos pelas Secretarias Municipais de Agricultura, nos termos do § 1º do art. 14 da Lei nº 9.393/96, mais acima transcrito. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. Ronnie Soares Anderson. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 25/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/20 16 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 18/02/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO
score : 1.0
Numero do processo: 11065.100946/2006-31
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006
NÃO CUMULATIVIDADE. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES UTILIZADOS PELA FROTA DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA NO TRANSPORTE DE INSUMOS E DE MÃO-DE-OBRA ENTRE SEUS ESTABELECIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE.
Os combustíveis e lubrificantes consumidos por caminhões e automóveis da contribuinte, utilizados no transporte de insumos e de mão-de-obra entre estabelecimentos distintos da sociedade empresária, por não serem aplicados diretamente na produção ou fabricação bens ou produtos destinados à venda, não geram direito a crédito de PIS e de Cofins.
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS A DESCONTAR. SERVIÇOS DE TERCEIROS PARA A REMOÇÃO DE LIXO INDUSTRIAL. INSUMOS.
Os créditos decorrem das aquisições efetuadas no mês de serviços, utilizados como insumos, na produção ou na fabricação de bens ou produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, entendendo-se como insumos, para esse fim, os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. De se enquadrar nessa descrição os gastos com serviços contratados junto a terceiros, pessoas jurídicas, para a remoção de lixo industrial.
Recurso Especial do Procurador Provido em Parte.
Numero da decisão: 9303-003.151
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Turma do CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS pelo voto de qualidade dar provimento parcial ao recurso especial, para considerar a impossibilidade de ressarcimento dos créditos sobre combustíveis e lubrificantes. Vencidos os Conselheiros Maria Teresa Martínez López (Relatora), Nanci Gama, Ivan Allegretti, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Fabiola Cassiano Keramidas. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres.
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente
Maria Teresa Martínez López - Relatora
Henrique Torres - Redator designado
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos (Substituto convocado), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López, Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Ausente o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, substituído, pelo Conselheiro Ivan Allegretti (Substituto convocado).
Nome do relator: MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 NÃO CUMULATIVIDADE. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES UTILIZADOS PELA FROTA DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA NO TRANSPORTE DE INSUMOS E DE MÃO-DE-OBRA ENTRE SEUS ESTABELECIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. Os combustíveis e lubrificantes consumidos por caminhões e automóveis da contribuinte, utilizados no transporte de insumos e de mão-de-obra entre estabelecimentos distintos da sociedade empresária, por não serem aplicados diretamente na produção ou fabricação bens ou produtos destinados à venda, não geram direito a crédito de PIS e de Cofins. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS A DESCONTAR. SERVIÇOS DE TERCEIROS PARA A REMOÇÃO DE LIXO INDUSTRIAL. INSUMOS. Os créditos decorrem das aquisições efetuadas no mês de serviços, utilizados como insumos, na produção ou na fabricação de bens ou produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, entendendo-se como insumos, para esse fim, os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. De se enquadrar nessa descrição os gastos com serviços contratados junto a terceiros, pessoas jurídicas, para a remoção de lixo industrial. Recurso Especial do Procurador Provido em Parte.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 11065.100946/2006-31
anomes_publicacao_s : 201601
conteudo_id_s : 5556302
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 9303-003.151
nome_arquivo_s : Decisao_11065100946200631.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
nome_arquivo_pdf_s : 11065100946200631_5556302.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma do CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS pelo voto de qualidade dar provimento parcial ao recurso especial, para considerar a impossibilidade de ressarcimento dos créditos sobre combustíveis e lubrificantes. Vencidos os Conselheiros Maria Teresa Martínez López (Relatora), Nanci Gama, Ivan Allegretti, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Fabiola Cassiano Keramidas. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres. Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente Maria Teresa Martínez López - Relatora Henrique Torres - Redator designado Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos (Substituto convocado), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López, Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Ausente o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, substituído, pelo Conselheiro Ivan Allegretti (Substituto convocado).
dt_sessao_tdt : Wed Nov 26 00:00:00 UTC 2014
id : 6243263
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048125838458880
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-10-23T13:03:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-10-23T13:03:03Z; Last-Modified: 2015-10-23T13:03:03Z; dcterms:modified: 2015-10-23T13:03:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:23af6079-2405-46f7-8176-aa40b5d9fe89; Last-Save-Date: 2015-10-23T13:03:03Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-10-23T13:03:03Z; meta:save-date: 2015-10-23T13:03:03Z; pdf:encrypted: true; modified: 2015-10-23T13:03:03Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-10-23T13:03:03Z; created: 2015-10-23T13:03:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2015-10-23T13:03:03Z; pdf:charsPerPage: 2601; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2015-10-23T13:03:03Z | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 462 1 461 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11065.100946/200631 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303003.151 – 3ª Turma Sessão de 25 de novembro de 2014 Matéria conceito de insumo combustíveis e lubrificantes Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado INDÚSTRIA DE PELES MINUANO LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 NÃO CUMULATIVIDADE. COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES UTILIZADOS PELA FROTA DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA NO TRANSPORTE DE INSUMOS E DE MÃODEOBRA ENTRE SEUS ESTABELECIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. Os combustíveis e lubrificantes consumidos por caminhões e automóveis da contribuinte, utilizados no transporte de insumos e de mãodeobra entre estabelecimentos distintos da sociedade empresária, por não serem aplicados diretamente na produção ou fabricação bens ou produtos destinados à venda, não geram direito a crédito de PIS e de Cofins. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS A DESCONTAR. SERVIÇOS DE TERCEIROS PARA A REMOÇÃO DE LIXO INDUSTRIAL. INSUMOS. Os créditos decorrem das aquisições efetuadas no mês de serviços, utilizados como insumos, na produção ou na fabricação de bens ou produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, entendendose como insumos, para esse fim, “os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto”. De se enquadrar nessa descrição os gastos com serviços contratados junto a terceiros, pessoas jurídicas, para a remoção de lixo industrial. Recurso Especial do Procurador Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma do CÂMARA SSUUPPEERRIIOORR DDEE RREECCUURRSSOOSS FFIISSCCAAIISS pelo voto de qualidade dar provimento parcial ao recurso especial, para considerar a impossibilidade de ressarcimento dos créditos sobre combustíveis e lubrificantes. Vencidos os Conselheiros Maria Teresa Martínez López (Relatora), Nanci Gama, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 10 09 46 /2 00 6- 31 Fl. 462DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 463 2 Ivan Allegretti, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Fabiola Cassiano Keramidas. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres. Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente Maria Teresa Martínez López Relatora Henrique Torres Redator designado Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos (Substituto convocado), Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López, Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Ausente o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, substituído, pelo Conselheiro Ivan Allegretti (Substituto convocado). Relatório Tratase de recurso especial de divergência tempestivo, interposto pela Fazenda Nacional ao amparo do art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em face do Acórdão nº 20181.136, por meio do qual deuse provimento ao recurso voluntário. A ementa dessa decisão, está assim redigida: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 COFINS. BASE DE CÁLCULO. RECEITA. REALIZAÇÃO DE CRÉDITO DO ICMS. A realização dos créditos do ICMS, por qualquer unia das formas permitidas na legislação do imposto, não se constitui receita e, portanto, o seu valor não integra a base de cálculo da Cofins. CRÉDITO. RESSARCIMENTO São passíveis de ressarcimento os créditos de Cofins apurados em relação a custos, despesas e encargos vinculados a receita de exportação. Por meio do Despacho 201376, de 23 de setembro de 2008, e sob o entendimento de estarem parcialmente presentes os requisitos de admissibilidade deuse seguimento ao recurso no seguinte sentido: Assim, RECEBO o recurso quanto à impossibilidade do ressarcimento de créditos de Cofins relativos a custos com combustíveis, lubrificantes e com a remoção de resíduos industriais; e NEGO seguimento ao recurso quanto à inclusão das receitas provenientes de cessão de créditos do ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins. Fl. 463DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 464 3 Desse ato houve a interposição de agravo, na parte relativa à exclusão da base de cálculo da Cofins os valores correspondentes a créditos de ICMS cedidos a terceiros. Rejeitados o agravo interposto em reexame de Admissibilidade de Recurso Especial. A interessada apresentou contrarrazões ao recurso manejado pela Fazenda Nacional onde em apertada síntese pede a manutenção da decisão recorrida. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Maria Teresa Martínez López O recurso especial interposto por suposta contrariedade à lei, na parte admitida, preenche os requisitos legais e dele tomo conhecimento. As matérias sob apreciação deste E. CSRF dizem respeito ao conceito de insumos: I combustíveis e lubrificantes e; II remoção de lixo industrial Penso que os dois itens podem ser analisados em conjunto. Tratase de PEDIDO DE RESSARCIMENTO de créditos de PIS e COFINS, do período de 01/01/2006 a 31/03/2006, respectivamente. A contribuinte, tem como atividade o curtimento, a industrialização, a comercialização e a exportação de peles e tapetes, de móveis (sofás), de capas de couro bovino e materiais para sofá. A interessada apresentou, junto à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Novo Hamburgo/RS, um pedido de ressarcimento de "COFINS Não Cumulativo Exportação", o qual foi indeferido em parte, porque, na análise da documentação que dava suporte a tal pretensão, o Fisco entendeu que: Segundo o Despacho Decisório, a glosa de parte do pedido foi motivada: a) pela não inclusão na base de cálculo da contribuição devida no período dos valores correspondentes à cessão de crédito do ICMS a terceiros; e pelo aproveitamento de créditos originados: b.1) da aquisição de combustíveis utilizados na frota própria de veículos; b.2) do pagamento de serviços a terceiros, pessoas jurídicas, pela prestação de serviços de remoção de resíduos industriais; b.3) da aquisição de Fl. 464DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 465 4 mercadorias com o fim de exportação; e b.4) de bonificações, doações, amostras e indenizações recebidas. Compartilho do entendimento externado no voto guerreado do Ilustre Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator, a seguir reproduzido: No caso dos combustíveis e lubrificantes usados na frota de veiculo ligados a atividade industrial geram, no meu entender, direito ao crédito, a teor do inciso H do art. 39 da Lei nº 10.833/2003. E geram direito ao crédito porque o conceito de insumo (bens e serviços) utilizado pela lei não é igual à soma de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, a que se refere a legislação do IPI. Insumos são todos os "custos, gastos ou despesas" vinculados ao produto ou serviço vendido, como diz o § 32 do art. 62 da Lei nº 10.833/2003. Com muito mais propriedade, o que se disse sobre os combustíveis e lubrificantes vale para os dispêndios realizados com o serviço de remoção de resíduos industriais. Não há nenhuma dúvida de que este serviço é parte do processo de industrialização dos bens exportados e está vinculado à receita de exportação. Pela natureza da atividade da recorrente, sem este serviço não há produção. 0 Fisco pretende incluir na base de cálculo do PIS e da Cofins o valor dos créditos de ICMS cedidos (realizados) a terceiros, que considera receita, no que a empresa recorrente não concorda porque entende que a realização dos créditos de ICMS, por qualquer das modalidades previstas na legislação especifica do imposto, não se constitui em receita. Com razão a recorrente. A D. Procuradoria, defende na definição de "insumo", indiretamente, o conceito restrito (utilizado na legislação do IPI), interpretação esta superada pela doutrina e em especial, neste Colegiado. Na fundamentação restritiva (exclusiva do IPI), não seriam considerados insumos os combustíveis e lubrificantes, quando não utilizados diretamente (agregados) na produção e fabricação dos bens destinados a venda, como é o caso do processo produtivo do contribuinte em referência. A bem da verdade, inexiste na legislação ordinária conceito de insumo para o aproveitamento de crédito da COFINS/PIS. No entanto, penso equivocado utilizar tão somente os conceitos da legislação do IPI que definem para o imposto os termos matéria prima, produto intermediário e material de embalagem, espécies do gênero insumo, como paradigma na aplicação da não cumulatividade do PIS e da COFINS, quando a legislação própria em momento algum utiliza tais termos. O Parecer Normativo nº 65/79, alterou um posicionamento anterior sobre as regras que tratavam do direito de crédito no âmbito do IPI, em razão da alteração legislativa no RIPI/72 perpetrada pelo Decreto nº 83.263, de 09 de março de 1979 (RIPI/79). Eis o que diz a ementa do referido Parecer Normativo, a saber: Fl. 465DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 466 5 “A partir da vigência do RIPI/79, ‘ex vi’ do inciso I de seu art.66, geram direito ao crédito ali referido, além dos que se integram ao produto final (matérias primas e produtos intermediários ‘stricto sensu’, e material de embalagem), quaisquer outros bens, desde que não contabilizados pelo contribuinte em seu ativo permanente, que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas. Inadmissível a retroação de tal entendimento aos fatos ocorridos na vigência do RIPI/72 que continuam a se subsumir ao exposto no PN CST nº 181/74.” É importante novamente ressaltar que o mencionado Parecer Normativo, ainda que não argüido pela PGFN, diz respeito ao conceito de matéria prima, produto intermediário e material de embalagem (para efeito de crédito básico), mas não define o conceito de insumo 1 . A legislação do IPI estabeleceu apenas uma definição legal dos termos (i) matéria prima, (ii) produto intermédio e (iii) material de embalagem, que pode variar de acordo com a norma legal. Esses termos podem ser estipulados pelo legislador de forma estrita, como no RIPI/72 ou de forma mais ampla, com a alteração do RIPI/79. A definição legal pode, ainda, ser delimitada em razão da aplicação do Direito aos casos concretos, que demandam uma interpretação específica e uma decisão do caso em concreto à luz da não cumulatividade prevista na Constituição. Como resultante, temse que a depender do bem, a discussão se confere ou não crédito para efeito da não cumulatividade pode variar. Cada caso deve ser analisado segundo as suas características. No entanto, podese dizer que, quando a legislação do IPI utiliza o termo insumo, o faz em substituição aos termos específicos matéria prima, produto intermediário e material de embalagem. O faz, por exemplo, no artigo 42 do RIPI/10, ao dispor que podem sair com suspensão “as matérias primas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem destinados à industrialização, desde que os produtos industrializados sejam enviados ao estabelecimento remetente daqueles insumos” (inciso VI). Nesse sentido, penso correto se dizer que matéria prima, produto intermediário e material de embalagem são espécies do gênero insumo, mas daí a dizer que o conceito de insumo restringese apenas àquelas três espécies, é contrariar a natureza das coisas. Não é possível estabelecer uma sistemática de não cumulatividade similar àquela aplicável ao IPI e ao ICMS, até porque o pressuposto de fato se mostra distinto, como reconhece Marco Aurélio Greco, em brilhante estudo sobre a matéria: “Embora a não cumulatividade seja uma idéia comum a IPI e a PIS/COFINS, a diferença de pressuposto de fato (produto industrializado versus receita) faz com que assuma dimensão e perfil distintos. Por esta razão, pretender aplicar na interpretação 1 Insumo, segundo o Dicionário Houaiss, constitui “cada um dos elementos (matéria prima, equipamentos, capital, horas de trabalho etc.) necessários para produzir mercadorias ou serviços”. Para o Dicionário Michaellis insumo “designa todas as despesas e investimentos que contribuem para a obtenção de determinado resultado, mercadoria ou produto até o acabamento ou consumo final”. O Dicionário Aulete, o conceitua como “cada um dos elementos ou fatores (como máquinas e equipamentos, energia, trabalho ou mão de obra) envolvidos na produção de mercadorias ou serviços.” Fl. 466DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 467 6 das normas de PIS/COFINS critérios ou formulações construídas em relação ao IPI é: a) desconsiderar os diferentes pressupostos constitucionais; b) agredir a racionalidade da incidência de PIS/COFINS; e c) contrariar a coerência interna da exigência, pois esta se forma a partir do pressuposto de ‘receita’ e não ‘produto’. Além disso, a constatação de que o ponto de partida constitucional é outro implica em o sentido das normas que compõem o subordinamento do PIS/COFINS, ainda que eventualmente utilizem as mesmas palavras utilizadas no âmbito do IPI, serem também diferentes. O significado não é algo que se agregue indissociavelmente à palavra – como já o demonstrou Alf Ross no seu clássico TûTû. O significado é evocado no interlocutor e determinado pelo contexto em que utilizada a palavra. No caso, o significado das palavras utilizadas nas leis examinadas é definido pelo respectivo pressuposto de fato constitucionalmente qualificado. A palavra utilizada num contexto cujo pressuposto de fato é a receita assume sentido e alcance diferente do que resulta do contexto em que o pressuposto de fato é o produto industrializado ou a circulação de mercadoria.” (Não cumulatividade do PIS/PASEP e da COFINS, p. 108/109) É fundamental para se dirimir a questão posta nos autos, utilizar as regras da hermenêutica jurídica que fixam o “instrumento a ser utilizado pelo intérprete para alcançar o núcleo semântico da norma”, de modo a interpretar as normas legais atinentes à não cumulatividade do PIS e da COFINS. A hermenêutica, em apertada síntese, elenca os seguintes métodos interpretativos: o gramatical, que diz respeito à forma do texto e significado das palavras; o lógico, que, pelo raciocínio, busca encontrar o pensamento jurídico subjacente à edição da lei e esclarecer sua finalidade, através da perquirição acerca da sua razão e da sua intenção; o histórico, caracterizado pela investigação de elementos históricos subjacentes à edição da lei, os motivos pelos quais os legisladores editaram a lei; o sistemático, aquele em que se confronta o dispositivo legal com as outras normas, visando à manutenção da unidade do sistema previsto no ordenamento jurídico; e o teleológico, que se caracteriza pela busca da finalidade da norma, ou seja, a finalidade da edição da lei. Esses métodos de interpretação constituem os parâmetros delimitadores da subjetividade do intérprete, de modo a evitar juízos sem a devida fundamentação ou justificativa e, portanto, arbitrários do ponto de vista jurídico, na medida em que afastam, ou melhor, não permitem o controle de sua verossimilhança. Veja que o controle é da verossimilhança e não da verdade, que é estranha ao direito. Buscase o justo e não o verdadeiro, sendo que “o sentido do justo comporta sempre mais de uma solução [Heller]”, daí Eros Grau sustentar que a interpretação do direito é uma prudência, pois, o intérprete pratica a juris prudentia, e não juris scientia. Segundo Eros: “O intérprete atua segundo a lógica da preferência, e não conforme a lógica da conseqüência [Comparato]: a lógica jurídica é a da escolha entre várias possibilidades corretas. Fl. 467DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 468 7 Interpretar um texto normativo significa escolher uma entre várias interpretações possíveis, de modo que a escolha seja apresentada como adequada [Larenz ]. A norma não é objeto de demonstração, mas de justificação. Por isso a alternativa verdadeiro/falso é estranha ao direito; no direito há apenas o aceitável (justificável).” Mas esta prudência recomenda que seja a interpretação adequada a algumas pautas, assim elencada por Grau: (i) a primeira relacionada à interpretação do direito no seu todo; (ii) a segunda, à finalidade do direito; (iii) a terceira, aos princípios. A primeira das pautas emana que a interpretação leve em consideração o direito como um todo, não de textos isolados, desprendidos. Daí a celebre frase de Eros Grau de que “não se interpreta o direito em tiras, aos pedaços.” Assevera o ilustre Professor paulista que “a interpretação de qualquer texto de direito impõe ao intérprete, sempre, em qualquer circunstância, o caminhar pelo percurso que se projeta a partir dele – do texto – até a Constituição. Um texto de direito isolado, destacado, desprendido do sistema jurídico, não expressa significado normativo algum.” Com essa pauta, alcançaríamos a necessária coerência do ordenamento jurídico, pois, na dicção de Bobbio (1996), “num ordenamento jurídico não devem existir antinomias” 2, como condição de justiça do próprio ordenamento. 3 É certo que existem normas jurídicas incoerentes, mas há regras que visam justamente dirimir os conflitos das leis.5 Portanto, não é dado ao intérprete produzir algo que leve a incoerência do ordenamento. Muito pelo contrário, seu trabalho precípuo é construir conceitos tratando o ordenamento como um sistema harmônico, como uma unidade, pois, o “direito objetivo, de facto, não é um aglomerado caótico de disposições, mas um organismo jurídico, um sistema de preceitos coordenados ou subordinados, em que cada um tem o seu porto próprio”, conforme ensina Ferrara (2002) 4 . A coerência não é condição de validade, mas é sempre condição para a justiça do ordenamento. É evidente que quando duas normas contraditórias são ambas válidas, e pode haver indiferentemente a aplicação de uma ou outra, conforme o livre arbítrio daqueles que são chamados a aplicálas, são violadas duas exigências fundamentais em que se inspiram ou tendem a inspirarse os ordenamentos jurídicos: a exigência da certeza (que corresponde ao valor da igualdade). Onde existem duas normas antinômicas, ambas válidas, e portanto ambas aplicáveis, o ordenamento jurídico não consegue garantir nem a certeza, entendida como possibilidade, por parte do cidadão, de prever com exatidão as conseqüências jurídicas da própria conduta, nem a justiça, entendida como o igual tratamento das pessoas que pertencem à mesma categoria. A segunda pauta diz respeito à finalidade. Com arrimo em Von Jhering, diz Eros que “a finalidade é o criador de todo o direito e não existe norma ou instituto jurídico que 2 Norberto Bobbio, Teoria do Ordenamento Jurídico. 8. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1996, p. 110 3 Idem, p. 113 4 Francesco Ferrara Como aplicar e interpretar as leis, trad. Joaquim Campos Miranda – Belo Horizonte: Líder, 2002. p. 37 Fl. 468DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 469 8 não deva sua origem a uma finalidade”, concluindo que “a contemplação, no sistema jurídico, de normas objetivo importa a introdução, na sua ‘positividade’, de fins aos quais ele – o sistema – está voltado. A pesquisa dos fins da norma, desenrolada no contexto funcional, tornase mais objetiva; a metodologia teleológica repousa em terreno firme”. A terceira e última pauta da interpretação como prudência, requer que o intérprete esteja vinculado pelos princípios, asseverando Grau que “a interpretação do direito deve ser dominada pela força dos princípios; são eles que conferem coerência ao sistema”. As regras da hermenêutica e as pautas da interpretação como prudência, que em minha opinião se complementam, dão à interpretação a qualificação de jurídica e a necessária verossimilhança. Mas é importante frisar, para encerrar este tópico, que há limites à interpretação. Celso Bastos ensina que “a interpretação aparece diante do juiz como se fosse um quadro, ou melhor, uma moldura, dentro da qual o intérprete tem a faculdade de exercer a sua escolha, sendo que qualquer que seja a sua opção desde que dentro deste perímetro ela é válida. Todavia, se a escolha recair fora deste quadro, será inválida.” O que delimita a moldura é o texto normativo, como assevera Eros Grau: “Todo intérprete, embora jamais esteja submetido ao ‘espírito da lei’ ou à ‘vontade do legislador’, estará sempre vinculado pelos textos normativos, em especial – mas não exclusivamente – pelos que veiculam princípios (e faço alusão aqui, também, ao ‘texto’ do direito pressuposto). Ademais, os textos que veiculam normas objetivo reduzem a amplitude da moldura do texto e dos fatos, de modo que nela não cabem soluções que não sejam absolutamente adequadas a essas normas objetivo.” Feitas as considerações preliminares acima é importante notar que o crédito de PIS e COFINS não é sobre “insumo”. Em momento algum a norma legal diz isso. O crédito é sobre bens e serviços adquiridos e custos, despesas e encargos incorridos, pagos ou creditados. Basta uma leitura perfunctória pelos dispositivos das Leis 10.637/02 e 10.833/03 para verificar que o crédito sempre está ligado à aquisição de bens e serviços ou de um custo, despesa ou encargo. O § 3º do artigo 3º da Lei nº 10.833/03, é expresso neste sentido ao explicitar que o direito ao crédito aplicase, exclusivamente, em relação: aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País; O conceito jurídico adota o sentido econômico de insumo, consoante Maria Helena Diniz, que diz ser insumo: “1. Despesa e investimentos que contribuem para um resultado, ou para a obtenção de uma mercadoria ou produto até o consumo final. 2. É tudo aquilo que entra (input), em contraposição ao produto (output), que é o que sai. 3. Tratase da combinação de fatores de produção, diretos (matéria prima) e indiretos (mão de obra, energia, tributos), que entram na elaboração de certa quantidade de bens ou serviços.” Fl. 469DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 470 9 DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico, vol. 2. São Paulo: Saraiva, 1998, p. 870 Pois bem, os insumos do ponto de vista econômico e jurídico podem ser divididos em várias categorias. Mas o que importa ao presente caso é a divisão de insumos como fatores de produção diretos e indiretos. Os insumos diretos são, por exemplo, as matérias primas, e os indiretos, mão de obra, e a energia etc. Os fatores de produção direitos podem ser, por sua própria natureza, tidos como insumo. Os fatores de produção indiretos são insumos, não pela sua natureza, mas sim por equivalência. Na situação sob exame, os combustíveis dos veículos utilizados no transporte dos insumos e da mão de obra do parque industrial (transporte dos operários na ida e retorno da indústria) estão diretamente vinculados aos bens industriais produzidos pela ora interessada. Não se trata de qualquer combustível (os dos automóveis da administração, por exemplo, não geram créditos) mas apenas daquele consumido no serviço (transporte da indústria) vinculado diretamente à fabricação dos bens destinados à venda. Dai se admitir os créditos pleiteados. Por outro lado, quanto aos serviços de remoção de resíduos, os argumentos da ora interessada, mostraramse convincentes no sentido de que as impurezas que são produzidas em grande quantidade na sua atividade industrial produzem grande impacto na sua linha de produção, necessitando de sua remoção constante para que possa levar a bom termo a elaboração de seus produtos finais. Oportuno trazer o que dispôs o art. 8º, da IN SRF nº 404, de 2004, pela qual observase que tais serviços podem ser perfeitamente enquadrados na alínea “b”, do inciso I, do seu parágrafo 4º. Vejase: “Dos Créditos a Descontar Art. 8º Do valor apurado na forma do art. 7º, a pessoa jurídica pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I das aquisições efetuadas no mês: a) (...); b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: b.1) na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; ou (...). § 4º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entendese como insumos: I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: a) a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; Fl. 470DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 471 10 b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; II (...).”(grifei) De se dar provimento, pois, ao recurso quanto a esta matéria. A decisão recorrida não merece reparos. Os dispêndios, denominados insumos, dedutíveis da Cofins não cumulativa, são todos aqueles relacionados diretamente com a produção do contribuinte e que participem, afetem, o universo das receitas tributáveis pela referida contribuição social. Os combustíveis dos veículos utilizados no transporte dos insumos e da mão de obra do parque industrial (transporte dos operários na ida e retorno da indústria) estão diretamente vinculados aos bens industriais produzidos pela Recorrente, e devem, os respectivos créditos pleiteados, ser admitidos. Quanto aos serviços de remoção de resíduos, conforme consta do voto guerreado, e o acima exposto, o custo é necessário. As impurezas que são produzidas em grande quantidade na sua atividade industrial produzem grande impacto na sua linha de produção, necessitando de sua remoção constante para que possa levar a bom termo a elaboração de seus produtos finais. CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional Sala das Sessões, em 25 de novembro de 2014 MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Voto Vencedor Conselheiro Henrique Pinheiro Torres redator designado A discordância em relação ao voto da relatora diz respeito, tãosomente, ao direito de tomar créditos da contribuição sobre os combustíveis e lubrificantes consumidos pela frota própria da interessada. Nessa matéria, a grande controvérsia reside em identificar se os combustíveis e lubrificantes, na utilização que a eles foi dada, enquadramse no conceito de insumo. Inicialmente, fazse necessário esclarecer que, nesta matéria, já me manifestei de modo diverso do que faço agora, a exemplo do voto condutor do Acórdão nº 930301.040, de 23 de agosto de 2010. Naquela sentada, o entendimento era no sentido de que o legislador Fl. 471DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 472 11 não quisera restringir o creditamento de PIS e de Cofins às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e ou material de embalagens (alcance de insumos na legislação do IPI) utilizados, diretamente, na produção industrial. Todavia, esse entendimento, que à época predominava no Superior Tribunal de Justiça, perdeu força e foi suplantado pela nova orientação desse Tribunal, que passou a exigir, como condição para o creditamento dessas contribuições, que os insumos fossem empregados diretamente sobre o produto em fabricação. Para que não paire dúvida do aqui exposto, vejase a ementa transcrita abaixo. AgRg no REsp 1429759 / SC AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2014/00074266 Relator(a) Ministro HERMAN BENJAMIN (1132) Órgão Julgador T2 SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 08/05/2014 Data da Publicação/Fonte DJe 18/06/2014 PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. OFENSA AO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. PIS E COFINS. CREDITAMENTO. LEIS 10.637/2002 E 10.833/2003. NÃO CUMULATIVIDADE. ART. 195, § 12, DA CF. MATÉRIA EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. INSTRUÇÕES NORMATIVAS SRF 247/02 e SRF 404/04. EXPLICITAÇÃO DO CONCEITO DE INSUMO. BENS E SERVIÇOS EMPREGADOS OU UTILIZADOS DIRETAMENTE NO PROCESSO PRODUTIVO. 1. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC. 2. As Instruções Normativas SRF 247/02 e SRF 404/04 não restringem, apenas explicitam o conceito de insumos previsto nas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003. Precedentes do STJ. 3. Possibilidade de creditamento de PIS e Cofins apenas em relação aos bens e serviços empregados ou utilizados diretamente sobre o produto em fabricação. 4. A análise do alcance do conceito de não cumulatividade, previsto no art. 195, § 12, da CF, é vedada no STJ sob pena de usurpação da competência do STF. 5. Agravo Regimental não provido. Feitos os esclarecimentos devidos, passase ao voto vencedor. Frisese que os combustíveis e lubrificantes objeto da glosa pela fiscalização não foram utilizados no acionamento das máquinas do parque fabril da contribuinte. Segundo informou a própria Contribuinte, em seu recurso voluntário, eis a forma de utilização dos insumos em foco: "2.2.1.3 Está mais que evidente que os combustíveis e lubrificantes consumidos, pela frota de veículos, têm vinculo direto com a atividade da empresa. Basta ver que ela possui, ao todo, 12 caminhões (...), todos movidos a óleo diesel; e duas kombis (...), ambas movidas a gasolina. Fl. 472DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11065.100946/200631 Acórdão n.º 9303003.151 CSRFT3 Fl. 473 12 2.2.1.4 Todos esses veículos são utilizados nas operações de transporte de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, entre os diversos estabelecimentos da empresa. 2.2.1.5 Em alguns períodos, as kombis também são utilizadas para o transporte de funcionários da produção, que fazem horas extras." Por sua vez, a Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e alterações posteriores, estabelecia: Art.3º Do valor apurado na formado art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2 o da Lei no10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI;(Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Aplicandose o entendimento do STJ ao caso sob análise, vêse que o desse tribunal é bem mais restritivo que o da ilustre relatora, de modo que o direito ao crédito alcança os bens, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados diretamente como insumo na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Partindo dessa premissa, os combustíveis utilizados como força motriz no parque fabril da contribuinte geram direito a créditos, entretanto, os combustíveis e lubrificantes consumidos por caminhões e automóveis, utilizados no transporte de insumos e de mãodeobra entre estabelecimentos distintos da sociedade empresária, por não serem aplicados diretamente na produção ou fabricação bens ou produtos destinados à venda, não geram direito a crédito de PIS ou de Cofins. Com essas considerações, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso da Fazenda Nacional, para excluir os créditos referentes combustíveis e lubrificantes consumidos por caminhões e automóveis, utilizados no transporte de insumos e de mãode obra entre estabelecimentos distintos da sociedade empresária. Henrique Pinheiro Torres Redator designado Fl. 473DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 23/10/ 2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/10/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOP EZ, Assinado digitalmente em 22/12/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
