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Exercício: 2018
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. AÇÃO TRABALHISTA. PARCELA RELATIVA A JUROS DE MORA. NÃO COMPROVAÇÃO.
Estão sujeitos à tributação pelo imposto de renda da pessoa física os rendimentos cuja natureza isentiva não reste comprovada pelo contribuinte.

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.

Assinado Digitalmente
Andressa Pegoraro Tomazela – Relatora

Assinado Digitalmente
Sonia de Queiroz Accioly – Presidente

Participaram da reunião assíncrona os conselheiros Andressa Pegoraro Tomazela, Henrique Perlatto Moura, Marcelo Valverde Ferreira da Silva, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Thiago Buschinelli Sorrentino, Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  18470.735165/2019-43  

ACÓRDÃO 2202-011.189 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA    

SESSÃO DE 6 de fevereiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE IVAN FERREIRA GARCIA 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF 

Exercício: 2018 

OMISSÃO DE RENDIMENTOS. AÇÃO TRABALHISTA. PARCELA RELATIVA A 

JUROS DE MORA. NÃO COMPROVAÇÃO. 

Estão sujeitos à tributação pelo imposto de renda da pessoa física os 

rendimentos cuja natureza isentiva não reste comprovada pelo 

contribuinte.  

 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar 

provimento ao recurso. 

 

 

Assinado Digitalmente 

Andressa Pegoraro Tomazela – Relatora 

 

Assinado Digitalmente 

Sonia de Queiroz Accioly – Presidente 

 

Participaram da reunião assíncrona os conselheiros Andressa Pegoraro Tomazela, 

Henrique Perlatto Moura, Marcelo Valverde Ferreira da Silva, Sara Maria de Almeida Carneiro 

Silva, Thiago Buschinelli Sorrentino, Sonia de Queiroz Accioly (Presidente). 

Fl. 227DF  CARF  MF

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 2 

 
 

RELATÓRIO 

 

Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por 

meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: 

Conforme Notificação de Lançamento, houve procedimento de revisão das 

informações prestadas em Declaração de Ajuste Anual retificadora (ND 07/81.311.397) relativa ao 

ano-calendário de 2017, entregue pelo contribuinte em 13/06/2019 (fls. 66- 80). A revisão fiscal 

alterou o suposto imposto a restituir de R$ 10.670,32 para imposto a pagar no montante de R$ 

826.000,74, em virtude da apuração de OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS 

ACUMULADAMENTE (RRA) SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVA, no valor de R$ 3.042.440,20 

pagos pela empresa WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS LTDA.  

O contribuinte apresentou Impugnação, sob a alegação de que tais montantes 

correspondem a juros de mora, cujo tratamento é de rendimento isento ou não tributável. Explica 

que recebeu tais valores em razão do êxito na reclamação trabalhista nº 0047200- 

36.2008.5.01.0077, em trâmite na 77ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro – RJ, cujo montante 

bruto foi de R$ 9.711.740,48, sendo parte tributável (R$ 6.669.300,28) e parte isenta (R$ 

3.042.440,20), exatamente aquela considerada omitida, destacando ainda a retenção sofrida, da 

ordem de R$ 1.693.221,26, atestada em DARF acostado aos autos. O contribuinte destaca ainda as 

despesas com honorários advocatícios arcadas e comprovadas durante o procedimento fiscal e 

pede sua dedução. 

A DRJ negou provimento à Impugnação, sob a alegação de que, apesar de não 

serem tributados pelo imposto de renda os juros de mora, não houve comprovação por parte do 

contribuinte. O acórdão restou assim ementado: 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF  

Exercício: 2018   

IMPUGNAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. RECORRENTE.  

A impugnação deve ser instruída pelo recorrente com elementos de prova 

suficientes a promover o convencimento do julgador.  

Impugnação Improcedente  

Crédito Tributário Mantido 

Após apresentação de Recurso Voluntário pelo contribuinte, este Conselho houve 

por bem anular a decisão da DRJ acima mencionada, sob o fundamento de que não foram 

analisadas as razões de defesa relativas à dedução dos honorários advocatícios. Posteriormente, 

Fl. 228DF  CARF  MF

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 3 

foi proferida nova decisão pela DRJ dando parcial provimento à Impugnação do contribuinte 

(acórdão 107-024.490, sem ementa) para considerar como dedutíveis os honorários advocatícios 

de R$ 1.012.401,25. Assim, foi mantida a cobrança do imposto suplementar no montante de R$ 

547.590,39, a ser acrescido da multa de ofício e dos juros de mora.  

Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, no qual alega que 

apresentou documentos que comprovam a natureza de juros moratórios dos rendimentos em 

discussão e junta outros documentos relativos ao processo judicial. 

É o relatório. 
 

VOTO 

Conselheiro Andressa Pegoraro Tomazela, Relatora. 

O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de 

admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. 

De início, importante mencionar que o Supremo Tribunal Federal (STF), no 

julgamento do Recurso Extraordinário nº 614.406/RS, com repercussão geral, declarou a 

inconstitucionalidade do art. 12 da Lei nº 7.713/88, que determinava, para a cobrança do IRPF 

incidente sobre rendimentos recebidos de forma acumulada, a aplicação da alíquota vigente no 

momento do pagamento sobre o total recebido.  

Esse entendimento deve ser aplicado por este Conselho, por força do artigo 99 do 

Novo Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 1.634 de 2023. 

Dessa forma, sobre rendimentos pagos acumuladamente discutidos no processo 

ora analisado devem se aplicar as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais 

rendimentos, a fim de permitir a incidência do imposto na fonte com base nas respectivas 

alíquotas progressivas e respeitadas as faixas de isenção, mês a mês (regime de competência). 

Ademais, o STF também julgou o Recurso Extraordinário nº 855.091/RS, com 

repercussão geral, determinando que “não incide imposto de renda sobre os juros de mora devidos 

pelo atraso no pagamento de remuneração por exercício de emprego, cargo ou função”. Este 

entendimento também é de observância obrigatória deste Conselho, com base no artigo 99 do 

Novo RICARF, razão pela qual deve ser excluído da base de cálculo do imposto de renda eventual 

parcela correspondente aos juros de mora sobre as parcelas pagas a destempo. 

Apesar de haver menção na decisão da DRJ sobre a decisão proferida pelo STF no 

Recurso Extraordinário nº 855.091/RS, o crédito tributário foi mantido por não ter o Recorrente 

feito prova de que os rendimentos em discussão seriam juros de mora sobre o qual incidiram 

imposto sobre a renda. Por outro lado, o Recorrente aduz que havia comprovado a natureza dos 

rendimentos e ainda requer a juntada de novos documentos para que fique comprovado se tratar 

Fl. 229DF  CARF  MF

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de juros de mora, quais sejam: planilha de cálculos indicando os valores tributados e isentos (fls. 

195 em diante) e o DARF pago. 

Com base no princípio da verdade material, tais documentos merecem ser 

analisados. Nessa linha, a análise de tais documentos foi realizada pela DRJ por ocasião do 

segundo julgamento da Impugnação (acórdão 107-024.490). Por concordar com a fundamentação 

da mencionada decisão, a adoto e reproduzo, com base no artigo 114, § 12, do Regimento Interno 

do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 1.634/2023, abaixo transcrito: 

Ocorre que nenhum documento presente nos autos, em especial o acordo 

homologado e cumprido judicialmente no bojo da reclamação trabalhista nº 

0047200- 36.2008.5.01.0077 (fls. 30-32 e 57-65), sustenta a natureza defendida 

pelo impugnante.  

Ressalte-se que foi justamente este cenário de precária instrução probatória que 

culminou no presente lançamento, haja vista que, após a lavratura do Termo de 

Intimação Fiscal em 24/10/2019 (fl. 82), os únicos documentos trazidos pelo 

interessado consistiam em comprovante de rendimentos contendo os mesmos 

dados da DIRF citada e comunicação via e-mail não integrante dos autos judiciais 

trabalhistas já mencionados (fls. 115, 119-120).  

Defronte deste cenário de insipiente arcabouço probatório, relembre-se o conteúdo 

do art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1972, c/c art. 373, inciso II do Código de 

Processo Civil (CPC 2015), a exigir que a defesa seja instruída com os elementos de 

prova em que se fundar, com vistas a permitir que a autoridade julgadora forme seu 

convencimento sobre a melhor solução para lide.  

Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os 

documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador 

no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da 

exigência. 

A par de previamente ao julgamento original da Impugnação não terem sido 

apresentados os documentos de fls. 150 e 151, que segundo alegação do 

Interessado no Recurso Voluntário, teriam sido solicitados à 77ª Vara do Trabalho 

para ratificar as informações já prestadas pela fonte pagadora no documento de fl. 

119, a bem do princípio da verdade material que deve nortear o contencioso 

administrativo fiscal, cabe aqui a análise dos referidos documentos. 

Nos documentos, que apresentam como título a palavra “Koncisa”, não há qualquer 

elemento que demonstre se tratar de cópias de peças extraídas dos autos do 

processo judicial trabalhista nº 0047200-36.2008.5.01.0077 e que os valores neles 

registrados foram efetivamente homologados pelo Juízo.  

Fl. 230DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  2202-011.189 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  18470.735165/2019-43 

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Assim, mantêm-se não comprovada a alegação de que os rendimentos apurados 

como omissos corresponderiam a juros. 

Conclusão 

Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, negar-

lhe provimento. 

 

Assinado Digitalmente 

Andressa Pegoraro Tomazela 

 
 

 

 

Fl. 231DF  CARF  MF

Original


	Acórdão
	Relatório
	Voto

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