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Numero do processo: 10665.722728/2011-97
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2403-000.146
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência.
Carlos Alberto Mees Stringari- Presidente
Carolina Wanderley Landim - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: CAROLINA WANDERLEY LANDIM
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1226; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10665.722728/201197 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2403000.146 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Data 14 de março de 2013 Assunto CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente KAO CHENG INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Carolina Wanderley Landim Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 65 .7 22 72 8/ 20 11 -9 7 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/10 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10665.722728/201197 Resolução nº 2403000.146 S2C4T3 Fl. 3 2 Relatório Conforme se verifica do Relatório Fiscal integrante do Auto de Infração (fls. 42 45), o processo administrativo em debate decorre de três DEBCADs que tem por objeto a cobrança de créditos tributários referentes ao período compreendido entre 01/2009 a 13/2010, como a seguir detalhado: AI DEBCAD 51.009.7693 valor consolidado de R$ 369.354,58, relativo contribuição previdenciária da patronal, inclusive SAT/RAT, incidente sobre diferenças de remuneração apuradas através do confronto entre Folhas de pagamentos/RAÍS e GFIP; contribuição patronal incidente sobre retiradas prólabore pagas a contribuintes individuais e contribuições previdenciárias patronais, inclusive SAT/RAT, incidentes sobre as demais rubricas declaradas em GFIP e não recolhidas pela empresa por se considerar enquadrada no SIMPLES, porém, deste sistema simplificado de tributação excluída através do Ato Declaratório Executivo DRF/DIV nº 30, de 21/10/2011. AI DEBCAD 51.009.7707 . valor consolidado de R$ 117.920,02, relativo a contribuição previdenciária dos segurados contribuintes individuais retidas e não recolhidas e contribuição dos segurados empregados incidente sobre diferenças apuradas através do confronto entre Folhas de pagamentos/RAIS e GFIP. AI DEBCAD 51.009.7715 valor consolidado de R$ 97.272,21, relativo a contribuição a outras entidades e fundos, incidente sobre as diferenças de remuneração de empregados apuradas através do confronto entre Folhas de pagamentos/RAIS e GFIP; bem como sobre as demais rubricas declaradas em GFIP e não recolhidas pela empresa por se considerar enquadrada no SIMPLES, porém, excluída deste sistema simplificado de tributação através do Ato Declaratório Executivo DRF/DIV nº 30, de 21/10/2011. Esclarece o Relatório Fiscal que, em razão de a empresa não ter informado na GFIP todos os segurados constantes da sua folha de pagamento e, conseqüentemente, as suas remunerações, restou caracterizado, em tese, o crime de sonegação fiscal previsto no art. 71 da Lei 4.502/64. Tal fato ensejou emissão de Representação Fiscal para exclusão do SIMPLES, seguida de Ato Declaratório Executivo DRF/DIV nº 30, de 21/10/2011. O referido fato ensejou, também, o agravamento da multa de oficio nos termos do § 1º do art. 44 da Lei 9.430/96. Acrescenta, o Relatório, que foi emitida, ainda, Representação Fiscal para Fins Penais referente a ocorrência, em tese, de apropriação indébita de contribuições retidas de segurados e não recolhidas, bem como referente a já citada sonegação previdenciária. O Recorrente foi notificado do lançamento em 30.11.2011, tendo apresentado tempestiva impugnação em 21.12.2011, com base nos seguintes fundamentos: Ilegalidade do ato que implicou na sua exclusão do Simples; Fl. 146DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/10 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10665.722728/201197 Resolução nº 2403000.146 S2C4T3 Fl. 4 3 Caráter confiscatório da multa aplicada, em ofensa ao princípio da capacidade contributiva; Ao final, pugnou pela relevação da multa aplicada e pelo sobrestamento do feito até o julgamento da manifestação de inconformidade apresentada contra o Ato Declaratório Executivo DRF/DIV n. 30/2011. Em decisão de fls. 107111, a 6ª Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG, julgou procedente o lançamento, em decisão assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2010 EXCLUSÃO DO SIMPLES. PROCESSO DISTINTO. Incabível discussão acerca da exclusão do SIMPLES em autos de constituição de crédito tributário em razão de trataremse de processos distintos. EFEITOS DA EXCLUSÃO DO SIMPLES. A empresa excluída do SIMPLES sujeitase às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas, devendo a Autoridade Fiscal constituir de imediato os créditos tributários porventura existentes, sem que haja necessidade de decisão definitiva de eventual manifestação de inconformidade contra o ato declaratório de exclusão. DISCUSSÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO CABIMENTO. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar a legislação tributária sob fundamento de inconstitucionalidade. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido. Cientificado da decisão em 06.02.2012, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 27.02.2012, às fls. 123131, reiterando as razões da impugnação, defendendo a apreciação dos argumentos acerca da inconstitucionalidade da multa pelo julgador administrativo e, caso se entenda pela manutenção da multa, pugnando pela sua relevação. É o relatório. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/10 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10665.722728/201197 Resolução nº 2403000.146 S2C4T3 Fl. 5 4 Voto Conselheira Carolina Wanderley Landim Relatora O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Analisando o processo, verificase que parte dos créditos tributários exigidos decorre da exclusão da Recorrente do SIMPLES, formalizada pelo Ato Declaratório Executivo DRF/DIV n. 30/2011. Considerando que o Recorrente se insurgiu contra o referido ato de exclusão através da apresentação de Manifestação de Inconformidade, dando origem ao processo administrativo n. 10665.722507/201119, é certo que a decisão final a ser nele proferida afetará diretamente o desfecho do presente processo. Isto porque, ao final do processo administrativo n. 10665.722507/201119, estará definido se o Recorrente, no período autuado, tinha direito de recolher as contribuições previdenciárias no SIMPLES – o que culminará na improcedência de parte da exigência consubstanciada no processo em análise; ou estará convalidado o ato que o excluiu do SIMPLES desde 1º de julho de 2007. Assim, chegase à inevitável conclusão de que o resultado do PAF nº 10665.722507/201119, se constitui questão prejudicial ao desenlace do objeto deste. Diante de tal prejudicialidade, voto por converter o presente processo em diligência para verificar se já ocorreu o trânsito em julgado do processo administrativo nº 10665.722507/201119, sendo informado, nestes autos, o resultado do citado julgamento. Na hipótese de o citado processo não ter ainda transitado em julgado, deve o presente processo aguardar o julgamento final do processo administrativo nº 10665.722507/201119, voltando para julgamento por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais após o resultado do citado julgamento ser informado nestes autos. É como voto. Carolina Wanderley Landim. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/10 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10120.720204/2012-08
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 31/07/2007 a 31/12/2008
RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO. ART. 33 DO PAF. INTEMPESTIVIDADE.
A interposição do recurso depois de ultrapassado o prazo de 30 dias, contados a partir da data da notificação do acórdão da DRJ, impede o conhecimento do recurso em razão de sua intempestividade.
Negado conhecimento.
Numero da decisão: 3403-002.394
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar conhecimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Ivan Allegretti - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Mônica Monteiro Garcia de los Rios, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 31/07/2007 a 31/12/2008 RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO. ART. 33 DO PAF. INTEMPESTIVIDADE. A interposição do recurso depois de ultrapassado o prazo de 30 dias, contados a partir da data da notificação do acórdão da DRJ, impede o conhecimento do recurso em razão de sua intempestividade. Negado conhecimento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar conhecimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim - Presidente. (assinado digitalmente) Ivan Allegretti - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Mônica Monteiro Garcia de los Rios, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 31/07/2007 a 31/12/2008 RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO. ART. 33 DO PAF. INTEMPESTIVIDADE. A interposição do recurso depois de ultrapassado o prazo de 30 dias, contados a partir da data da notificação do acórdão da DRJ, impede o conhecimento do recurso em razão de sua intempestividade. Negado conhecimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar conhecimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente. (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Mônica Monteiro Garcia de los Rios, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de autos de infração (fls. 173/194) que formalizam a exigência de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e contribuição para o AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 72 02 04 /2 01 2- 08 Fl. 245DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Programa de Integração Social (PIS), referente ao período de apuração de 31/07/2007 a 31/12/2008, incluindo juros de mora e multa qualificada. A notificação aconteceu em 27/01/2012 (fl. 174). Na descrição dos fatos que deram causa ao lançamento, consta do auto de infração a insuficiência de recolhimento de PIS e Cofins, apurada em decorrência dos valores de receitas escrituradas nos Livros Fiscais Registro de Prestação de Serviços e de Apuração do ICMS, além dos valores informados pelo contribuinte à Secretaria de Fazenda do Estado de Goiás através das Declarações Periódicas de Informações – DPIs, relativos aos períodos de 07/2007 a 12/2008. A contribuinte apresentou impugnação (fls. 203/204) alegando ser mero depositário, característica peculiar e exclusiva da atividade que exerce como transportadora, e que, por não possuir frota própria, no ato de contratar um serviço assume junto a terceiros o compromisso de fazer o transporte de determinado produto, e, então, subcontrata e remunera uma pessoa física proprietária de um veículo para executar o trabalho de transporte. Afirma que de acordo com o art. 224 e parágrafo único do RIR/99, não se incluem na receita bruta os valores dos quais o vendedor dos bens ou o prestador de serviços seja mero depositário. Nesta circunstância, o fato gerador do tributo tem como base de cálculo a comissão que recebe sobre o agenciamento do frete, que corresponde a 1,9% do valor contratado, tal como declarou à Fazenda Nacional; e as razões acima expostas a amparam da inexistência de má conduta, e, por esse motivo, requer a desqualificação da multa de 150%. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF (DRJ), por meio do Acórdão nº 0347.748, de 30 de março de 2012 (fls. 210/214), julgou improcedente a impugnação conforme o entendimento resumido na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 31/07/2007 a 31/12/2008 BASE DE CÁLCULO. CONCEITO DE RECEITA BRUTA. No regime de incidência cumulativa, a base de cálculo da contribuição é a receita bruta, representada pelo faturamento da pessoa jurídica, sem a dedução de eventuais custos pela utilização de serviços de terceiros. DÉBITOS DECLARADOS A MENOR. CONFRONTO COM OS LIVROS FISCAIS. MULTA QUALIFICADA. A sistemática apresentação de declarações com valores inferiores ao escriturado nos livros fiscais é motivo suficiente para caracterizar conduta dolosa que justifica a qualificação da penalidade. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 31/07/2007 a 31/12/2008 LANÇAMENTO DECORRENTE DA MESMA MATÉRIA FÁTICA Fl. 246DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10120.720204/201208 Acórdão n.º 3403002.394 S3C4T3 Fl. 246 3 Aplicase ao lançamento da contribuição para o PIS/Pasep o decidido em relação à Cofins lançada a partir da mesma matéria fática Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A contribuinte interpôs recurso voluntário (fl. 235) onde requer que na aplicação da multa, receba o tratamento dos arts. 138 e 139, I do CC, pois alega a inexistência de má conduta, haja vista que não quis se eximir do pagamento dos tributos, tanto que o fez, embora no valor que o Fisco entendeu ser menor que o devido. Requer, com fundamento no art. 112 do CTN, a interpretação mais benéfica da norma tributária, para que seja desqualificada a multa de 150%. É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti O recurso voluntário foi interposto em 29/05/12 (fl. 235), mais de 30 dias depois da notificação do acórdão da DRJ, ocorrida em 20/04/2012, conforme Aviso de Recebimento (fls. 233). A interposição do recurso depois de ultrapassado o prazo de 30 dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72 (Processo Administrativo Fiscal – PAF) implica na recusa de conhecimento, por intempestividade. Voto por não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Fl. 247DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10640.904238/2009-71
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2000
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPROVAÇÃO.
A Declaração de Compensação apresentada pelo contribuinte deve atestar quanto à origem do crédito, liquidez e certeza, permitindo a homologação da compensação do débito declarado. O erro formal não prejudica o direito creditório desde que comprovado através de documentação idônea sua existência.
Numero da decisão: 1802-001.594
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2000 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPROVAÇÃO. A Declaração de Compensação apresentada pelo contribuinte deve atestar quanto à origem do crédito, liquidez e certeza, permitindo a homologação da compensação do débito declarado. O erro formal não prejudica o direito creditório desde que comprovado através de documentação idônea sua existência.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPROVAÇÃO. A Declaração de Compensação apresentada pelo contribuinte deve atestar quanto à origem do crédito, liquidez e certeza, permitindo a homologação da compensação do débito declarado. O erro formal não prejudica o direito creditório desde que comprovado através de documentação idônea sua existência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 42 38 /2 00 9- 71 Fl. 31DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Relatório Tratam os presentes autos de despacho decisório que homologou parcialmente a compensação pleiteada pelo contribuinte, relativo a suposto crédito de pagamento a maior de CSLL do período de apuração de abril de 2000. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do presente recurso voluntário, colaciono a seguir o relatório proferido através do Acórdão n° 0938.707, pela 1a Turma da DRJ/JFA, constante às efls 22: Trata o presente processo da Declaração de Compensação Eletrônica – Dcomp nº 03626.76561.090305.1.3.047350, transmitida em 09/03/2005, de débitos no montante de R$ 133,76, com crédito relativo a pagamento indevido ou a maior, no valor original de R$ 24,40, parte de um recolhimento de CSLL efetuado por meio do DARF, abaixo discriminado: Código de Receita Data de Arrecadação Período de Apuração Principal Multa Juros Valor Total do Darf 2484 30/05/2000 30/04/2000 97,62 0,00 0,00 97,62 A DRF/JFA/MG, em 25/05/2009, emitiu Despacho Decisório Eletrônico, no qual homologa parcialmente a compensação pleiteada, reconhecendo um crédito a favor do contribuinte no valor de R$ 30,01, sob o argumento de que do valor de R$ 97,62 já foi utilizado o valor de R$ 67,61 para o pagamento de CSLL PA 30/04/2000. A contribuinte apresenta a Manifestação de Inconformidade, fls. 02, da qual, extraise: Elaboramos um resumo dos valores constantes do PER/DCOMP citado neste Despacho Decisório, sem qualquer correção tanto nos Débitos como nos Créditos: No demonstrativo, o contribuinte informa que o valor correto para a CSLL de abril/2000 foi de R$ 73,20, tendo sido então recolhido um valor a maior de R$ 24,42. É o relatório. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela improcedência da manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte, conforme sintetizado pela seguinte ementa (efls. 21): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000 DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. Fl. 32DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904238/200971 Acórdão n.º 1802001.594 S1TE02 Fl. 32 3 Mantémse os termos do Despacho Decisório, tendo em vista que neste o valor total do crédito reconhecido já foi totalmente utilizado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Intimada em 13/02/2012 da decisão desfavorável, apresentou a recorrente recurso voluntário em 09/03/2012, reiterando seu pedido para que seja homologado na integralidade sua compensação, através da DCOMP n° 03626.76561.090305.1.3.047350. É o relato do essencial. Fl. 33DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator. O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, tomo conhecimento. Como se extrai do relatório, a recorrente apresentou declaração de compensação, aduzindo ter recolhido CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) a maior – código DARF 2484. A recorrente em sua Manifestação de Inconformidade explica a existência do recolhimento a maior de tal tributo (efls 2): I) Elaboramos um resumo dos valores constantes do PER/DCOMP citado neste Despacho Decisório , sem qualquer correção tanto nos Débitos como nos Créditos: Fevereiro/2000 Código 2484 CSLL Base de Cálculo: R$ 260,00 x 12% x 12% = R$ 3,74 — Valor Errado R$ 260,00 x 12% x 9% = R$ 2,80 — Valor Correto Março/2000 — Código 2484 CSLL Base de Cálculo: R$ 260,00 x 12% x 12% = R$ 3,74 — Valor Errado R$ 260,00 x 12% x 9% = R$ 2,80 — Valor Correto Abril/2000 — Código 2484 CSLL Base de Cálculo: R$ 6.260,00 x 12% x 12% = R$ 90,14 — Valor Errado R$ 6.260,00 x 12% x 9% = R$ 67,60 — Valor Correto Resumo: Valor pago indevidamente R$ 97,62 (DARF citado no Despacho) Valor Correto R$ 73,20 Diferença recolhida a maior 24,42 Como se observa, a própria recorrente reconhece possuir um crédito de recolhimento a maior no montante de R$ 24,42. Contrário a essa informação, na declaração de compensação informa como crédito o total do DARF recolhido para referido tributo no período de apuração de abril de 2000: R$ 97,62. As provas juntadas aos autos pela recorrente são inexoráveis ao pedido, não preenchendo sobretudo aos requisitos de certeza e liquidez do crédito pleiteado, conforme exigido pelo Código Tributário Nacional (Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966): Fl. 34DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904238/200971 Acórdão n.º 1802001.594 S1TE02 Fl. 33 5 Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. [...] Por liquidez e certeza do crédito, dáse a ideia de que o crédito é evidente, conhecido de plano, o que não se pode atestar da leitura dos autos, através da documentação juntada. Assim, embora não signifique a total improcedência do pedido a existência de um erro formal no pedido, ou mesmo um erro formal numa obrigação acessória, a comprovação de sua existência deve se dar por meios idôneos e suficientemente evidentes. Neste sentido, o Código de Processo Civil (Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973) dispõe: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; [...] Fica evidente portanto, que aquele que pede ou declara a existência de um crédito passível de compensação, deve atestar ‘o fato constitutivo de seu direito’, por meio de comprovação hábil e idônea. Nesse sentido já dispôs o Superior Tribunal de Justiça (STJ): PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DECLARATÓRIA. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. LEI ESTADUAL AUTORIZATIVA. EXISTÊNCIA. ART. 170, DO CTN. PROVA DE TODOS OS RECOLHIMENTOS INDEVIDOS. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÃO ADSTRITA AO PEDIDO TAL COMO FORMULADO. RESSALVA DA POSSIBILIDADE DE REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO DA COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA ANTE A DECISÃO JUDICIAL QUE DECLAROU A INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA. 1. A compensação, modalidade extintiva do crédito tributário elencada no art. 156, do CTN, reclama autorização legal expressa para que o contribuinte possa engendrála, ex vi do disposto no artigo 170, do Codex Tributário. 2. Consectariamente, a declaração do direito de compensação tributária pressupõe a existência de lei autorizativa oriunda da Pessoa Jurídica de Direito Público competente para a instituição do tributo, o que resta incontroverso nos autos (artigo 1°, caput Fl. 35DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 e parágrafo único, da Lei Municipal 7.640/99, regulamentada pelo Decreto Municipal 10.574/01). 3. In casu, cuidase de ação ordinária em que a autora pleiteia o reconhecimento da inexistência de relação jurídicotributária que a obrigue a recolher aos cofres municipais o ISSQN e, por conseqüência, de seu direito a compensar, integral e imediatamente os valores indevidamente recolhidos, obedecido o prazo prescricional de cinco anos a contar da homologação tácita do lançamento. 4. O Tribunal de origem, em sede de apelação, julgou procedente o pedido para, reconhecendo o indébito tributário, declarar o direito da autora de compensar apenas os créditos líquidos e certos comprovados nos autos referentes aos atos cooperativos. No âmbito de embargos de declaração, assinalou ainda que: “o acórdão reconheceu o direito à compensação aos créditos líquidos e certos inclusos nas guias de f. 44/50, não havendo que se falar aleatoriamente a todo período pretérito, respeitado o prazo prescricional; nada impedindo, todavia, que administrativamente, a Fazenda Municipal reconheça o direito da embargante em compensar outros créditos porventura existentes, mas que aqui não se encontram comprovados”. 5. Deveras, é cediço que, à luz do disposto no artigo 333, I, do CPC, “em ação de conhecimento de conteúdo condenatório em que se busca a compensação de tributos, a ausência de comprovação da existência do pagamento indevido acarreta a improcedência do pedido” (REsp 807.692/ES, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 15.03.2007, DJ 12.04.2007), exegese aplicável in casu, porquanto a recorrente pleiteou compensação de débitos que não se sabe se derivados de atos tipicamente cooperativos, mercê de liberála, quanto aos demais, a via administrativa da Fazenda. 6. Recurso especial a que se nega provimento. (REsp 832.629/MG, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/10/2010, DJe 03/11/2010) Filiome ao mesmo entendimento. O pagamento indevido, deve ser comprovado de plano, na declaração de compensação ou pedido de restituição. A não comprovação acarreta na improcedência do pedido. Portanto, não estando a declaração de compensação ou o pedido de restituição com as provas capazes de sustentar e evidenciar de plano a existência do crédito pleiteado, não estando ainda as obrigações acessórias de acordo com aquilo que se informa em PER/DCOMP, sagaz que não se homologue o PER/DCOMP. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.904238/200971 Acórdão n.º 1802001.594 S1TE02 Fl. 34 7 (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 37DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 16327.914472/2009-45
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF
Data do fato gerador: 31/03/2007
COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO.
Caracterizado o recolhimento a maior da CPMF é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3801-002.098
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, no sentido de reconhecer um crédito originário no valor apurado na diligência fiscal e homologar a compensação indicada no PER/DCOMP objeto deste processo até o limite do crédito original aqui reconhecido, devidamente atualizado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, Neudson Cavalcante Albuquerque, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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ementa_s : Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF Data do fato gerador: 31/03/2007 COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO. Caracterizado o recolhimento a maior da CPMF é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO. Caracterizado o recolhimento a maior da CPMF é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, no sentido de reconhecer um crédito originário no valor apurado na diligência fiscal e homologar a compensação indicada no PER/DCOMP objeto deste processo até o limite do crédito original aqui reconhecido, devidamente atualizado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, Neudson Cavalcante Albuquerque, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 91 44 72 /2 00 9- 45 Fl. 1100DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914472/200945 Acórdão n.º 3801002.098 S3TE01 Fl. 11 2 Fl. 1101DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914472/200945 Acórdão n.º 3801002.098 S3TE01 Fl. 12 3 Relatório Adotase o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP) com aproveitamento de suposto pagamento a maior. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débito do contribuinte. Cientificada do despacho decisório, a contribuinte alegou que o direito ao crédito decorrente do pagamento a maior não pode ser contestado por argumentos de índole formal, visto que o despacho decisório baseouse em informações desencontradas, erroneamente prestadas pela contribuinte. Entende que a não homologação da compensação teve como motivo a entrega da DCTF original com informações equivocadas. Informa que apresentou DCTF retificadora que já apresentaria o crédito em disputa. Uma vez corrigido o lapso que levou os sistemas de cruzamento da Administração Tributária a não admitir o aproveitamento do direito de crédito argumenta que deve ser homologada a compensação. Pleiteia a conjugação entre a realidade material e a realidade formal vertida na declaração de compensação, invoca direito constitucional ao aproveitamento do valor pago indevidamente e conclui, ao fim, pela necessidade de reforma do despacho decisório. A DRJ em Campinas (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: Direito Creditório. Prova. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Fl. 1102DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914472/200945 Acórdão n.º 3801002.098 S3TE01 Fl. 13 4 Direito de Crédito. Regime de Retenção. Ônus Financeiro. Comprovação. Tratandose de crédito envolvendo tributo retido pela instituição financeira na qualidade de responsável, cabe a esta a comprovação de que alegado pagamento a maior foi por ela suportado. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com diversos documentos, cujo teor é sintetizado a seguir. Em breve arrazoado, inicialmente, descreve os fatos. Menciona que o crédito em questão decorre de valor recolhido indevidamente, em face de que na qualidade de substituto tributário efetuou a retenção da CPMF, por equívoco, sobre operações não tributadas. Esclarece que os extratos das contas correntes dos respectivos clientes evidenciam os valores indevidamente retidos a título de CPMF, bem como os estornos correspondentes. Destaca que procedeu aos estornos dos valores relativos à CPMF indevida, e assim passou a suportar o ônus tributário. Outrossim, argumenta que em observância ao princípio da verdade material, as provas trazidas aos autos devem ser acolhidas, pois demonstram o recolhimento a maior, a assunção do encargo financeiro. Colaciona doutrina e jurisprudências administrativa e judicial. Por fim, requer a reforma da decisão proferida, com a consequente homologação da compensação pretendida. Em face do bom direito da recorrente, o processo, em julgamento unânime, foi convertido em diligência para que a Delegacia de origem apurasse a legitimidade do crédito pleiteado com base na escrituração fiscal e contábil, período de apuração de 31/03/2007, inclusive verificasse se, de fato, o ônus financeiro recaiu sobre a instituição financeira. A DRF de origem atendeu o solicitado na Resolução e confirmou parcialmente a legitimidade do crédito, visto que a documentação apresentada em atendimento à intimação fiscal (em especial a de fls. 87 a 164, e fls. 168 e 169) comprova a cobrança indevida da CPMF dos clientes listados, bem como o estorno destes valores na conta dos clientes, no valor total de R$ 45.339,62. Esclareceu, ainda, que a interessada deixou de detalhar os valores relativos aos demais clientes em virtude do seu elevado número (3.218 conforme informado às fls. 88). A contribuinte foi devidamente cientificada do teor da diligência por meio de ciência eletrônica em sua caixa postal e não se manifestou no prazo que lhe foi concedido. Assim, os autos administrativos retornaram a esse colegiado para julgamento. É o relatório. Fl. 1103DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914472/200945 Acórdão n.º 3801002.098 S3TE01 Fl. 14 5 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomo conhecimento. Assiste razão parcial à recorrente, conforme será demonstrado. Ao realizar a diligência, a delegacia de origem reconheceu que é parcialmente legítimo o crédito de pagamento indevido ou a maior, no valor de R$ 45.339,62, relativo ao recolhimento realizado em 09/04/2007, utilizado na PER/DCOMP nº 30004.40937.170407.1.3.045870. É importante frisar que o simples erro no preenchimento da DCTF não é elemento suficiente para afastar o direito à restituição de tributo pago a maior indevidamente, assim como não pode resultar em enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Desta forma, o direito à repetição do indébito não está vinculado à apresentação ou não de DCTF retificadora. De sorte que não há óbice legal para a retificação da DCTF antes ou após a emissão do despacho decisório, sendo relevante a comprovação da liquidez e certeza do crédito pleiteado, como ocorreu nestes autos administrativos. Convém ressaltar que o direito à repetição de indébito está previsto no artigo 165 do Código Tributário Nacional – CTN, verbis: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; (...) Quanto ao direito à restituição do indébito, Luciano Amaro em Direito Tributário Brasileiro, 11ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2005, p. 420, esclarece: O direito à restituição do indébito encontra fundamento no princípio que veda o locupletamento sem causa, à semelhança do que ocorre no direito privado. Fl. 1104DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914472/200945 Acórdão n.º 3801002.098 S3TE01 Fl. 15 6 No caso em discussão, o direito creditório se apresentou parcialmente líquido e certo nos termos da diligência fiscal, pois restou comprovado que a interessada indevidamente, na qualidade de substituto tributário, efetuou retenção e o respectivo recolhimento da contribuição CPMF sobre diversas operações praticadas pelos seus clientes, tendo procedido os respectivos estornos dos valores e suportado o ônus tributário nos termos do art. 166 do Código Tributário Nacional. Assim sendo, pelos documentos comprobatórios colacionados aos autos, e em especial a diligência fiscal realizada pela Delegacia de origem, constatase que em relação ao período de apuração em discussão, a contribuinte tem um crédito de pagamento a maior da CPMF no valor do crédito original utilizado na DCOMP, R$ 45.339,62. Não se pode perder de vista que a interessada implicitamente concordou com os cálculos da autoridade fiscal, uma vez que devidamente cientificada da diligência optou por não se manifestar. Em remate, ficou caracterizado o direito creditório parcial vinculado à compensação efetuada. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário no sentido de reconhecer um crédito originário no valor apurado na diligência fiscal e homologar a compensação indicada no PER/DCOMP objeto deste processo até o limite do crédito original aqui reconhecido, devidamente atualizado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 1105DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 15/10/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10980.918344/2009-81
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 21/07/2004
PROVA. PAGAMENTO INDEVIDO. DEMONSTRAÇÃO NA ESCRITA CONTÁBIL E DOCUMENTO BANCÁRIO. ESTORNO. REEMBOLSO.
Deve ser acolhida a prova inequívoca sobre a questão controvertida nos autos, mesmo trazida no recurso voluntário, em homenagem ao princípio da verdade material e/ou em cumprimento da ressalva legal da regra da concentração das provas no momento da manifestação de inconformidade, a autorizarem o afastamento da preclusão
Numero da decisão: 3803-004.320
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer o direito creditório. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado, que negava provimento.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 21/07/2004 PROVA. PAGAMENTO INDEVIDO. DEMONSTRAÇÃO NA ESCRITA CONTÁBIL E DOCUMENTO BANCÁRIO. ESTORNO. REEMBOLSO. Deve ser acolhida a prova inequívoca sobre a questão controvertida nos autos, mesmo trazida no recurso voluntário, em homenagem ao princípio da verdade material e/ou em cumprimento da ressalva legal da regra da concentração das provas no momento da manifestação de inconformidade, a autorizarem o afastamento da preclusão
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 21/07/2004 PER/DCOMP. NÃO HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RETIFICAÇÃO EXTEMPORÂNEA DA DCTF. REDUÇÃO DO DÉBITO. PROVA INEQUÍVOCA. ACOLHIMENTO. POSSIBILIDADE. Acolhese apuração constante de DCTF retificadora que reduz débito de que resulte saldo disponível utilizado em compensação, ainda que transmitida após a ciência de Despacho Decisório de não homologação, mediante comprovação inequívoca dos motivos que a justifiquem feita por meio da escrita contábil/fiscal. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 21/07/2004 PROVA. PAGAMENTO INDEVIDO. DEMONSTRAÇÃO NA ESCRITA CONTÁBIL E DOCUMENTO BANCÁRIO. ESTORNO. REEMBOLSO. Deve ser acolhida a prova inequívoca sobre a questão controvertida nos autos, mesmo trazida no recurso voluntário, em homenagem ao princípio da verdade material e/ou em cumprimento da ressalva legal da regra da concentração das provas no momento da manifestação de inconformidade, a autorizarem o afastamento da preclusão Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer o direito creditório. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado, que negava provimento. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 91 83 44 /2 00 9- 81 Fl. 97DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/09/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Esta Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação DComp nº 34989.22679.291204.1.3.048362, fls. 6/11 em que utilizou como crédito pagamento indevido de PIS/Cofins/CSLL relativo ao fato gerador (do indébito) ocorrido em 21 de julho de 2004, no valor de R$ 355,14. Por meio do Despacho Decisório eletrônico de fl. 2/5, a DRF/Curitiba não homologou a compensação por ter identificado que o pagamento correspondente ao DARF indicado na DComp encontravase integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação declarada. Em manifestação de inconformidade apresentada, fls. 12/13, a Interessada alegou, em síntese, que sofrera retenção indevida de PIS, Cofins e CSLL na importância utilizada na DComp, referente a duas notas fiscais, cujos valores não são de prestação de serviços, mas de compras. Em julgamento da lide, a DRJ/Curitiba, fls. 43/46, considerou plausível o argumento, porém indeferiu a solicitação contida na manifestação de inconformidade por falta de comprovação da alegação, consignando ser insuficiente a apresentação apenas das notas fiscais, sem qualquer outro elemento de prova que corroborasse o evento apontado na defesa. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2004 PER/DCOMP. NÃOHOMOLOGAÇÃO. PGTO INDEVIDO OU A MAIOR. RETIFICAÇÃO DA DCTF, REDUZINDO DÉBITO, APÓS A CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. NECESSIDADE DE PROVAS INEQUÍVOCAS DA CAUSA DA REDUÇÃO. A entrega de DCTF retificadora, após a ciência de Despacho Decisório que nãohomologou o PER/DCOMP, reduzindo Débito anteriormente declarado, de tal sorte a restar do pagamento anteriormente vinculado saldo disponível, este pretendido como Direito Creditório, somente pode ser aceita mediante comprovação cabal e inequívoca dos motivos pelos quais o Débito diminuiu, fazendose por via de documentos hábeis e idôneos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 98DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/09/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.918344/200981 Acórdão n.º 3803004.320 S3TE03 Fl. 98 3 Cientificada da decisão em 18 de outubro de 2011, irresignada, apresentou recurso voluntário, fls. 51/56, em 16 de novembro de 2011, em que, reiterou os exatos termos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo Sousa Relator O recurso é tempestivo, e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Com efeito, não se pode atribuir erro à decisão recorrida que julgou a manifestação de inconformidade da Contribuinte com base nos elementos insuficientes de prova da alegação de erro no preenchimento da DCTF, reconhecendo débito inexistente, por inexistência de fato jurídico desencadeador de Obrigação. Na manifestação de inconformidade a Interessada já havia trazido cópia da DCTF original, fl. 32, declarando débito das contribuições – PIS/Cofins/CSLL – no valor de R$ 10.264,45, DARF de mesmo valor, fl. 33, e de duas notas fiscais de compra nos valores de R$ 2.246,00 e R$ 5.391,20, cujas incidência da alíquota de 4,65% resulta nos valores de contribuição de R$ 104,45 e R$ 250,69, cuja soma alcança o valor de R$ 355,14, exato valor utilizado como crédito na DComp. A DCTF foi retificada após o despacho decisório, passando o débito a ser R$ 9.596,74. O Colegiado a quo encontrou plausibilidade no motivo “digno de provocar o indébito alegado”. Porém, referiu que o provimento do pedido careceria de maiores elementos de prova, e à falta deles, levantou algumas conjeturas fáticas, portanto, de caráter metajurídico. No recurso voluntário, a Recorrente traz o Livro Diário, com respectivo Termo de Abertura, onde constam os registros contemporâneos de todos os eventos (pagamento da contribuição no preço da nota, estorno e reembolso), às fls. 83, 87, 89, 91, 92, e 93, documentados, escriturados e mantidos com observância às disposições legais, de forma a não restar dúvidas de que a incidência e correspondente recolhimento das contribuições dera se, de fato, sobre as duas compras de materiais representadas pelas notas fiscais anexadas na manifestação de inconformidade. Tratase de prova que complementa a prova indiciária já trazida na manifestação de inconformidade, consubstanciada em claros e pontuais registros do débitos gerados indevidamente na escrita fiscal, demonstrados, inclusive, os estornos e respectivos reembolsos nas folhas acima indicadas. O litígio decorrente da apreciação das compensações declaradas passou a ser submetido ao rito do Processo Administrativo Fiscal, regido pelo Decreto nº 70.235/72, a partir da data publicação da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003 (convertida na Lei Fl. 99DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/09/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 nº 10.833/2003). Assim, a princípio deve o litigante submeterse à observância do art. 16, § 4º1, que trata do momento processual de apresentação das provas como sendo o da manifestação de inconformidade, ou, ainda, até a decisão de primeira instância, autorizado pelo órgão julgador2. É consabido que a norma legal do art. 16, § 4º, citado, tem sua aplicação originária ao processo de determinação e exigência de crédito tributário, cujos fatos imputados ao fiscalizado devem ser respaldados pela provas levantadas e apresentadas pelo fisco no procedimento inquisitório do lançamento. É exigência, ainda, desse feito que os fatos de que é acusado o autuado estejam pontual e claramente descritos. Este modelo de ação tem por fim permitir o exercício da ampla defesa do contribuinte, sob amparo de garantia constitucional. Este rito foi tomado por empréstimo para reger o procedimento administrativo de apreciação da compensação tributária, como acima referido (MP 135/2003), logo após a inauguração do seu novel regime pela MP nº 66, de 29 de agosto de 2002 (convertida na Lei nº 10.637/2002). A análise da compensação operada pelo contribuinte da qual resulta o despacho decisório, bem poderia conformarse ao mesmo modelo do procedimento de determinação e exigência de crédito tributário, caso fosse precedido de Termo de Verificação Fiscal, em procedimento manual, em que ficassem evidenciados os erros em que incorrera o contribuinte e a forma e providências necessárias que deveria suprir para elidir a apuração fiscal. É evidente que o despacho decisório eletrônico não cumpre esse desiderato, sendo sintética a formatação da decisão e o teor da sua intimação para a apresentação de defesa, não fornecendo ao contribuinte todos os elementos de que deve o interessado valerse, e exigíveis pela Administração, para subsidiála. Somente na decisão de primeira instância é que o julgador levanta a exigência das provas, por vezes apenas de forma genérica, diferentemente do que se deu no acórdão ora recorrido, que especificou ser este respaldo a escrita contábil/fiscal. Desse modo, o art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72 deve ser interpretado com parcimônia para este modelo de rito processual administrativo, sobretudo quando o conteúdo da sua letra “c” permite o enquadramento da presente situação, quando sobreleva o risco de cerceamento da ampla defesa do contribuinte por irrelevarse o princípio da verdade material, que informa o PAF, e o da moralidade, que rege os atos da Administração, este, a impedir a exigência tributo já quitado ou a não repetição de comprovado indébito. Portanto, é de se acolher o pedido da Recorrente não obstante ter vindo estas provas no recurso voluntário, em homenagem aos princípios da verdade material que informa o Processo Administrativo Fiscal , e da moralidade que rege os atos da Administração, a 1 § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) 2 § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) Fl. 100DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/09/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.918344/200981 Acórdão n.º 3803004.320 S3TE03 Fl. 99 5 impedir a mantença de cobrança de tributo indevido , motivos autorizadores do afastamento da preclusão na situação vertente. Pelo exposto, voto por dar provimento ao recurso. Sala das sessões, 27 de junho de 2013 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 101DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/09/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000980/2008-34
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2006
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR DE EFETUAR O DESCONTO DOS SEGURADOS EMPREGADOS.
O art. 30, I, a da Lei nº. 8.212/91 dispõe acerca da obrigação acessória de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições previdenciárias dos segurados a seu serviço, sob pena de, acaso assim não proceda, aplicação da multa disposta no art. 283, I, g, do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto nº. 3.048/99.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-002.223
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2006 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR DE EFETUAR O DESCONTO DOS SEGURADOS EMPREGADOS. O art. 30, I, a da Lei nº. 8.212/91 dispõe acerca da obrigação acessória de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições previdenciárias dos segurados a seu serviço, sob pena de, acaso assim não proceda, aplicação da multa disposta no art. 283, I, g, do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto nº. 3.048/99. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
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DEIXAR DE EFETUAR O DESCONTO DOS SEGURADOS EMPREGADOS. O art. 30, I, “a” da Lei nº. 8.212/91 dispõe acerca da obrigação acessória de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições previdenciárias dos segurados a seu serviço, sob pena de, acaso assim não proceda, aplicação da multa disposta no art. 283, I, “g”, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº. 3.048/99. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 09 80 /2 00 8- 34 Fl. 121DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14041.000980/200834 Acórdão n.º 2403002.223 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário interposto em face do Acórdão nº. 0336.290 fls. 67/75, que julgou improcedente a Impugnação apresentada mantendose incólume o crédito tributário consubstanciado no AI DEBCAD 37.142.1560, cujo importe equivale a R$ 1.254,89 (um mil duzentos e cinquenta e quatro reais e oitenta e nove centavos). O Auto de Infração abrange o período de 01/2003 a 12/2006, tendo sido lavrado em 07/10/2008 e cientificado o contribuinte em 10/10/2008, foi lavrado em virtude de descumprimento de obrigação acessória por ter a empresa deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos. O Relatório Fiscal, fls. 12/19, assim consigna: 7. RELATÓRIO FISCAL DA INFRAÇÃO 7.1. Foram extraídas informações constantes das declarações e recolhimentos apresentados pelo contribuinte junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil, relativo aos seguintes: a) Remuneração, 13º salário, valor retido pela empresa, e outros pagamentos realizados às pessoas físicas, declarados na GFIP, ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL, relativas às competências 01/2003 a 12/2006 e competências 13/2003, 13/2004, 13/2005 e 13/2006 (13º salário), gravadas nas versões 7 e 8 do programa de geração (SEFIP), conforme arquivos (...) b) Remuneração, 13º salário, valor retido pela empresa, e outros pagamentos realizados às pessoas físicas, declarados na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL, relativas às competências 01/2003 a 13/2006, apresentadas à Receita Federal após o início da ação fiscal e até a data de 16/09/2008, gravadas nas versões 8 do programa de geração (SEFIP), conforme arquivos (...) 7.3. A empresa fiscalizada entregou GFIP para quase todas as competências fiscalizadas (01/2003 a 12/2006) antes do início da Ação Fiscal. Deixou a empresa de entregar a GFIP da competência 13/2006, que corresponde ao décimo terceiro salário, conforme parágrafo anterior. Depois de detectados valores não declarados esta entregou GFIP durante a ação fiscal, tendo esta auditoria tomada por base as GFIP processadas até o dia 19/09/2008. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 (...) 7.5. Foi realizada comparação dos valores apurados em auditoria com os valores declarados espontaneamente pelo contribuinte nos seguintes arquivos (...) 7.7. Os valores apurados em Auditoria, além dos valores declarados pelo contribuinte foram extraídos da contabilidade da empresa, apresentada conforme arquivos constante na pasta (...) para os exercícios 2003, 2004 e 2005 e na pasta (...). 7.8. Do confronto destes valores constatouse existir divergência a contribuição devida para a previdência social e os valores efetivamente descontados dos segurados, conforme relatório 11, em anexo. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa apresentou a devida Impugnação, a qual foi juntada aos autos do processo principal nº. 14041.000972/200898. DA INFORMAÇÃO FISCAL Diante da vastidão de documentos apresentados pelo contribuinte nos autos do processo principal nº. 14041.000972/200898, foi proferido despacho pela DRJ, fls. 32/33, solicitando diligência fiscal para que haja o pronunciamento do auditor notificante. A informação fiscal, fls. 34/36, consignou que não há a possibilidade de consideração de circunstâncias atenuantes, eis que o art. 291 do RPS foi revogado pelo Decreto nº. 6.032/2007, assim como foi verificada a inexistência de hipótese de circunstâncias agravantes. Devidamente cientificado da informação fiscal, o contribuinte apresentou sua manifestação por meio das fls. 43/64. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da então Impugnante, a 5ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Brasília, DRJ/BSB, prolatou o Acórdão n° 0336.290, fls. 67/75, a qual manteve o lançamento, julgando improcedente a Impugnação ofertada, conforme ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2006. AIOA DEBCAD nº. 37.142.1560 AUSÊNCIA DE DESCONTO DA CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS. Determina a lavratura do auto de infração deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço, conforme previsto nas Leis nº 8.212/91 e nº 10.666/93. Impugnação Improcedente Fl. 124DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14041.000980/200834 Acórdão n.º 2403002.223 S2C4T3 Fl. 4 5 Crédito Tributário Mantido DO RECURSO VOLUNTÁRIO Irresignada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário, fls. 79/113, requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, utilizandose, para tanto, dos seguintes argumentos: Em sede preliminar, almeja à nulidade do lançamento em razão dos seguintes fatos: 1. não fornecimento das planilhas de forma a possibilitar o seu manuseio e total compreensão dos cálculos efetuados pelo Auditor Fiscal; 2. a inexistência da coluna utilizada pelo Auditor para fundamentar os cálculos e valores apurados; 3. desconsideração das retificações promovidas pelo Recorrente antes da lavratura do Auto de Infração; 4. ausência de fundamentação e insuficiente exposição dos fatos. Ausência de remuneração indireta, eis que a concessão de descontos nas mensalidades não constitui salário, nos termos do art. 458, § 2º, da CLT. É o relatório. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme documento de fl. 119, temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO O Recurso Voluntário interposto elenca argumentos que não trazem relação com a presente autuação fiscal, eis que se defrontam com o aspecto formal e material dos Autos de Infração de obrigação principal, lavrados e apurados no mesmo procedimento fiscal que o presente processo administrativo. A presente autuação referese à empresa ter deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições previdenciárias dos segurados a seu serviço, no caso, os empregados. O descumprimento da obrigação acessória foi constatado pela autoridade fiscal através do confronto entre as GFIP’s, folhas de pagamento, DIRF e demais arquivos extraídos da contabilidade da empresa. Portanto, mesmo que houvesse posterior retificação das GFIP’s, conforme aduz a Recorrente, tal fato não modifica a presente autuação, posto que tais diferenças não foram recolhidas dentro do prazo, tampouco antes do início da ação fiscal. Tendo sido constatada as diferenças presentemente apuradas, o Recorrente não apresentou quaisquer provas que pudessem tolher a pretensão fazendária, razão pela qual subsiste o crédito tributário lançado. Isso porque a multa imputada encontra amparo legal no art. 30, I, “a”, da Lei nº. 8.212/91, in verbis: Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; O descumprimento culminou na aplicação da multa disposta no art. 283, I, “a”, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº. 3.048/99, in verbis: Fl. 126DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 14041.000980/200834 Acórdão n.º 2403002.223 S2C4T3 Fl. 5 7 Art. 283. (...) I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) nas seguintes infrações: g) deixar a empresa de efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados a seu serviço; (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de 2003) O referido valor foi atualizado em R$ 1.254,89, através da Portaria MPS/MF nº. 77/2008, vigente à época do fato gerador. Portanto, devidamente capitulada, a autuação não possui qualquer óbice para seu prosseguimento. CONCLUSÃO Do exposto, conheço do recurso para negar provimento. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10215.000778/2009-01
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
Ementa:
IRPF. LANÇAMENTO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS INFORMADOS EM DIRF E CORRESPONDENTE COMPENSAÇÃO DE IRRF. COMPROVAÇÃO DE INFORMAÇÃO ERRÔNEA. EXCLUSÃO DOS VALORES DO LANÇAMENTO.
Deve-se excluir do lançamento a infração que se ampara exclusivamente em informações equivocadas constantes em DIRF.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-002.481
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para excluir do lançamento a omissão de rendimentos da Prefeitura Municipal de Santarém, de R$38.352,00, e a correspondente compensação de IRRF de R$4.995,66, de que trata a fls. 03 (numeração digital nº 4), nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 14/08/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Ausente justificadamente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 Ementa: IRPF. LANÇAMENTO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS INFORMADOS EM DIRF E CORRESPONDENTE COMPENSAÇÃO DE IRRF. COMPROVAÇÃO DE INFORMAÇÃO ERRÔNEA. EXCLUSÃO DOS VALORES DO LANÇAMENTO. Deve-se excluir do lançamento a infração que se ampara exclusivamente em informações equivocadas constantes em DIRF. Recurso provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para excluir do lançamento a omissão de rendimentos da Prefeitura Municipal de Santarém, de R$38.352,00, e a correspondente compensação de IRRF de R$4.995,66, de que trata a fls. 03 (numeração digital nº 4), nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator. EDITADO EM: 14/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Ausente justificadamente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
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LANÇAMENTO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS INFORMADOS EM DIRF E CORRESPONDENTE COMPENSAÇÃO DE IRRF. COMPROVAÇÃO DE INFORMAÇÃO ERRÔNEA. EXCLUSÃO DOS VALORES DO LANÇAMENTO. Devese excluir do lançamento a infração que se ampara exclusivamente em informações equivocadas constantes em DIRF. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para excluir do lançamento a omissão de rendimentos da Prefeitura Municipal de Santarém, de R$38.352,00, e a correspondente compensação de IRRF de R$4.995,66, de que trata a fls. 03 (numeração digital nº 4), nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 14/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 21 5. 00 07 78 /2 00 9- 01 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Ausente justificadamente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano. Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física do exercício 2008, anocalendário 2007, devido à omissão de rendimentos pagos pela Prefeitura Municipal de Santarém, no valor de R$38.352,00, conforme constou nas Declaração de Rendimentos Pagos e Retenção na Fonte – DIRF (fls. 0; numeração digital 3), bem como glosa de dedução de contribuição de previdência oficial por falta de comprovação (fls. 03versos, numeração digital 4). O contribuinte impugnou, alegando que houvera erro nas DIRF pois os serviços a que referem os pagamentos teriam sido faturados pela Cooperativa dos Médicos do Brasil – COMEB e que as informações da DIRF estavam duplicando os valores já declarados pelo contribuinte. A impugnação foi indeferida sob fundamento de que os documentos apresentados não comprovam as alegações, pois não coincidem os valores nem há informação que possa vincular os pagamentos aos valores informado em DIRF que supostamente estariam duplicado. Ciência da decisão em 04/04/2011. Recurso voluntário interposto em 03/05/2011. Na peça recursal, a recorrente reitera as alegações da impugnação, ressalta que somente tomou ciência de que a Prefeitura Municipal de Santarém não efetuou a retificação da DIRF quando foi intimada do acórdão ora recorrido; anexa Ofício do Secretário Municipal de Administração que atesta o equívoco na DIRF e a impossibilidade operacional de têla retificado, confirma que a recorrente prestou serviços àquela Municipalidade exclusivamente por meio da COMEB e apresenta declaração da COMEB no mesmo sentido. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Desde a impugnação não há qualquer contestação em relação à glosa de contribuição à previdência privada. Tratase de matéria objeto de preclusão e que não integra este litígio. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10215.000778/200901 Acórdão n.º 2802002.481 S2TE02 Fl. 65 3 Portanto, o litígio referese à comprovação do equívoco na DIRF que teria implicado em tributar duas vezes os valores pagos pelos serviços da recorrente, uma ao serem declarados em relação aos recebimentos pela COMEB, outra por terem sido erroneamente informados em DIRF como pagos pela Prefeitura diretamente à recorrente. Os documentos trazidos com a peça recursal esclarecem que o alegado erro ocorreu. Diante do exposto, deverse DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para excluir do lançamento a omissão de rendimentos da Prefeitura Municipal de Santarém, de R$38.352,00, e a correspondente compensação de IRRF de R$4.995,66, de que trata a fls. 03 (numeração digital nº 4). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 70DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 16151.000063/2006-76
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2001
PRODUÇÃO DE FILMES E FITAS DE VÍDEO.
OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL. ADMISSIBILIDADE. A declaração de exercício de atividades de produção e comércio de fitas de vídeo, prestação de serviços de edição gráfica, organização de arquivo e datilografia, associada à prestação de serviços de editoração e computação gráfica; digitação e serviços gráficos com parque gráfico de terceiros, não autoriza a exclusão da contribuinte do Simples Federal com fundamento no art. 9o, inciso XIII da Lei nº 9.317/96.
Numero da decisão: 1101-000.955
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
EDELI PEREIRA BESSA - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vice-presidente), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Marcelo de Assis Guerra.
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2001 PRODUÇÃO DE FILMES E FITAS DE VÍDEO. OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL. ADMISSIBILIDADE. A declaração de exercício de atividades de produção e comércio de fitas de vídeo, prestação de serviços de edição gráfica, organização de arquivo e datilografia, associada à prestação de serviços de editoração e computação gráfica; digitação e serviços gráficos com parque gráfico de terceiros, não autoriza a exclusão da contribuinte do Simples Federal com fundamento no art. 9o, inciso XIII da Lei nº 9.317/96.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vice-presidente), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Marcelo de Assis Guerra.
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SARTORIO ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2001 PRODUÇÃO DE FILMES E FITAS DE VÍDEO. OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL. ADMISSIBILIDADE. A declaração de exercício de atividades de produção e comércio de fitas de vídeo, prestação de serviços de edição gráfica, organização de arquivo e datilografia, associada à prestação de serviços de editoração e computação gráfica; digitação e serviços gráficos com parque gráfico de terceiros, não autoriza a exclusão da contribuinte do Simples Federal com fundamento no art. 9o, inciso XIII da Lei nº 9.317/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 15 1. 00 00 63 /2 00 6- 76 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vicepresidente), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Marcelo de Assis Guerra. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 4 3 Relatório A. B. C. SARTORIO ME, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo/SP que, por unanimidade de votos, julgou IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade interposta contra Ato Declaratório nº 481.755, que em 07/08/2003 excluiu a contribuinte do Simples Federal a partir de sua opção em 05/01/2001, por exercício de atividade econômica vedada (atividades de produção de filmes e fitas de vídeo, exceto estúdios cinematográficos). A interessada ingressou com solicitação de revisão da exclusão do Simples (SRS), argumentando que a atividade por ela desenvolvida (produção de fitas de vídeo) e que inexiste vedação a esta atividade. Afirma ser nula exclusão por ausência de notificação a ela cientificada, e no mérito invoca as Soluções de Consulta nº 757/97 e 04/2001, da 6a Região Fiscal. Arremata dizendo que não pode ser promovida a exclusão se a atividade não está vedada na lei, diz que não teve oportunidade de comprovar o exercício de sua atividade, e questiona os efeitos retroativos do ato de exclusão. A SRS não foi acolhida porque ausente erro de fato, e tendo em conta que os elementos apresentados se mostraram insuficientes para provar que a contribuinte não exercia a atividade mencionada em seus estatutos sociais, a qual somente foi alterada depois de sua exclusão. A contribuinte apresentou, então, nova manifestação, reafirmando a admissibilidade de sua atividade no Simples Federal e questionando os efeitos retroativos do ato de exclusão. A Turma julgadora rejeitou estes argumentos em acórdão assim ementado: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2002 PRODUTOR DE FILMES. VEDAÇÃO. Está impedida de usufruir a sistemática do Simples a pessoa jurídica que produzir filmes e fitas de vídeo, por essa atividade estar equiparada à produção de espetáculos. Não havendo provas suficientes nos autos que possibilitem a desconstituição do indicado em sua Declaração de Firma Individual, correta a emissão do ato de exclusão. EFEITOS DA EXCLUSÃO. EXCLUSÃO RETROATIVA. A pessoa jurídica que optou pelo SIMPLES até 27/07/2001, e foi excluída por atividade econômica vedada a partir de 2002, tem o efeito da exclusão retroagido para 01/01/2002, na hipótese de situação excludente ocorrida até 31/12/2001. Cientificada da decisão de primeira instância em 21/01/2010 (fl. 66), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 12/02/2010 (fls. 67/71). Reportase a decisões administrativas que afastam a exclusão quando constatado que a atividade da pessoa jurídica não impedia a opção pelo Simples, e enfatiza que a produção e comércio (montagem e venda) de fitas de vídeo, atividade por ele desenvolvida, não tem nenhuma ligação com serviços de produtor de filmes e fitas de vídeo, tão pouco Fl. 89DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 5 4 produzir filmes e fitas de vídeo, e sim, montar a fita de vídeo (a peça fita e não o filme), e vendêla, o CNAE informado, foi o único que os técnicos da Receita Federal aceitava para tal atividade, pois não tem um CNAE especifico para montagem de fitas de vídeo. Indica despachos decisórios favoráveis em processos idênticos (doc. 1), novamente cita soluções de consulta que admitem sua atividade no Simples Federal, invoca o princípio da legalidade e diz que inexiste vedação que justifique sua exclusão. Pede, assim, a revogação do Ato Declaratório que promoveu sua exclusão, bem como a suspensão da exigibilidade do crédito tributário até o julgamento final da manifestação de inconformidade, posto que não produz filmes cinematográficos e a cobrança retroativa de tributos ofenderia o princípio da anterioridade. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 6 5 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA A exclusão da contribuinte do SIMPLES Federal foi motivada por sua atividade econômica, assim descrita no Ato Declaratório Executivo DERAT/SPO nº 481.755, de 07 de agosto de 2003: 92118/02 Atividades de produção de filmes e fitas de vídeo, exceto estúdios cinematográficos. A vedação a esta atividade estaria contida no art. 9o, inciso XIII, da Lei nº 9.317/96, que assim dispõe: Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: [...] XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; [...] Na “Declaração de Firma Individual” da interessada, datada de 02/01/2001, consta que seu objeto/atividade econômica seria: produção e comércio de fitas de vídeo, prestação de serviços de edição gráfica, organização de arquivo e datilografia (fl. 06). À fl. 40 consta “Requerimento de Empresário” firmado pela interessada em 16/10/2003, declarando como seu objeto/atividade econômica: prestação de serviços de editoração e computação gráfica; digitação e serviços gráficos com parque gráfico de terceiros. A autoridade julgadora de 1a instância destaca que a “Declaração de Firma Individual” da interessada também informa os códigos de atividade 2219500 (Edição e impressão de outros produtos gráficos) e 7499 399 (Outros serviços prestados principalmente às empresas). E, frente à alegação da interessada de que desenvolve a atividade de produção de filmes e fitas de vídeo, assevera que a Lei nº 9.317/96 veda a opção de pessoa jurídica que preste serviços profissionais de diretor ou produtor de espetáculos, ou assemelhados. Argumentou que a vedação a estas atividades especificadas no art. 9o, inciso XIII da Lei nº 9.317/96 não depende de habilitação legalmente exigida, e consignou que: 19. A produção de filmes e fitas de vídeo materializa o conceito de espetáculo, no qual a concepção artística é elemento essencial na sua caracterização. 20. Nesta linha de raciocínio, vejase o que registra o dicionário Michaeles acerca do vocábulo "espetáculo": "espetáculo s. m. I. Tudo o que atrai a vista ou prende a atenção. 2. Vista grandiosa ou notável. 3. Qualquer representação pública que impressiona ou é Fl. 91DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 7 6 destinada a impressionar. 4. Representação teatral, cinematográfica, circense etc. 5. Exibição de trabalhos artísticos. 6. Objeto de escândalo ou desdém."(g.a) Corroborando este entendimento, transcrevese a descrição das atividades dos Diretores de Espetáculos e Afins e dos Produtores de Espetáculos, constantes da Classificação Brasileira de Ocupações elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego: "Diretores de Espetáculos e Afins Os diretores de cinema, teatro, televisão e rádio dirigem, criando, coordenando, supervisionando e avaliando aspectos artísticos, técnicos e financeiros referentes a realização de filmes, peças de teatro, espetáculos de dança, ópera e musicais, programas de televisão e rádio, vídeos, multimídia e peças publicitárias. Produtores de Espetáculos Planejam, coordenam e geram recursos humanos, materiais, técnicos e financeiros para assegurar a realização de espetáculos cênicos (teatro, dança, ópera e outros) e audiovisuais (cinema, vídeo, televisão e rádio)." E, reportandose ao acórdão nº 30132.532 que veda a opção por pessoa jurídica que se dedica à atividade de produção cinematográfica ou videofonográfica, acrescentou que a contribuinte poderia ter provado por meio de um conjunto de Notas Fiscais que abarcasse um período completo de faturamento (na seqüência correta), Contratos de prestação de serviços eventualmente firmados, etc.. Em reforço, destacou que a “Declaração de Firma Individual” é meio de prova vigoroso para efeito de mais precisa aproximação sobre a real atividade desempenhada pela interessada, mas que os elementos dos autos eventualmente poderiam habilitar sua permanência no SIMPLES. Contudo, sua alegação de que inexistiria outro código de atividade para seu enquadramento não prosperaria, posto que o CNAE 26809 00 (Fabricação de fitas de vídeo virgens) poderia atendêla, caso desenvolvesse a atividade que alega. A autoridade julgadora de 1a instância anotou não ter localizado a Solução de Consulta 6a RF nº 757/97 e, quanto à Solução de Consulta 6a RF nº 04/2001, disse que foi admitida a opção pelo Simples por produtora de vídeos que informou produzir vídeos para agências de publicidade e que os serviços prestados por ele incluem filmagem, edição de imagens, cópia ou duplicação de fitas, computação gráfica e confecção de versões em língua estrangeira, registrando, ainda, que a agência contratante determina a finalidade do vídeo e fornece o roteiro, sendo que a execução das trilhas sonoras e das locuções é terceirizada. Logo, tratarseia de simples serviço de filmagem, atividade permitida pelo Simples. Delineado este contexto, cumpre observar que o tema foi objeto de recentes debates em outra Câmara desta 1a Seção, bem como na Câmara Superior de Recursos Fiscais. Apreciando caso significativamente semelhante ao presente, a 1a Turma Ordinária da 2a Câmara, por meio do Acórdão nº 1201000.634 deu provimento, por maioria de votos, ao recurso voluntário da contribuinte. Restou vencido o Relator, Conselheiro Rafael Correia Fuso, que assim se manifestou: Observo que a mera retórica da contribuinte não afasta o ato de exclusão da empresa do Simples, sendo que as declarações por ela feitas ao fisco federal, seja na Ficha cadastral seja na declaração de firma individual aponta para a atividade de produção de fitas de vídeo e comércio de fitas de vídeo, sob o CNAE n° 92118/ 02. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 8 7 Deveria a contribuinte ter trazido aos autos cópia de Notas Fiscais registrando suas atividades, declarações ou contratos firmados com clientes, de forma a justificar o erro informado em seu petitório. Não vir aos autos e alegar, deve provar, sob pena de ter contra si decisões como a que está sendo editada. Nestes termos, entendo que diante da falta de elemento probatório que afaste a exclusão da contribuinte do Simples, bem como em atendimento ao disposto nos artigos 9°, inciso XIII, 12, 14, inciso I, e 15, inciso II e § 3°, da Lei n° 9.317, de 05/12/1996; art. 73 da Medida Provisória n° 2.15834, de 27/07/2001; artigos 20, inciso XII, 21, 23, inciso I, 24, inciso II e parágrafo único, da Instrução Normativa SRF n° 250, de 26/11/2002, que trata da vedação à opção do Simples, a exclusão da empresa do simples deve ser mantida, até mesmo porque a qualificação profissional para o exercício da atividade de produção exige em termos técnicos qualificação profissional na prestação de serviços, o que é vedado no simples. É fato que a produção ora enfrentada não é a mesma de produção de espetáculos, contudo a também é fato que o trabalho de produção de vídeos também não é uma atividade qualquer e exige qualificação profissional. Nesse sentido, entendo pela manutenção da exigência com base na parte final do artigo 9°, inciso XIII, da Lei n° 9.317/96. Prevaleceu o entendimento favorável à manutenção da interessada no SIMPLES Federal, com fundamento nas razões assim expostas pelo Conselheiro João Carlos de Lima Júnior: A Lei nº 9.317/96, atualmente revogada pela Lei Complementar nº 123, de 14.12.2006, estabelecia as regras determinantes ao enquadramento no Simples até a entrada em vigor desta última. No que pertine ao litígio em exame, fundado na possibilidade ou não de enquadramento da pessoa jurídica na sistemática do Simples, nos interessa o artigo 9º da Lei nº 9.317/96, o qual dispõe expressamente sobre as atividades vedadas ao enquadramento no SIMPLES, conforme a seguir: Art. 9°Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: [...] XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; (Vide Lei 10.034, de 24.10.2000) [...] Notese que a restrição à inclusão no Simples se restringia as atividades de ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos. Todavia, no caso em tela, ao analisarmos o objetivo social da Recorrente e as declarações prestadas, não se vislumbra que ela exercia nenhuma das atividades vedadas pelo artigo 9º da Lei nº 9.317/96, quais sejam, de ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 9 8 Pelo que se depreende dos autos a Recorrente exercia a atividade de produção de fitas de vídeo e comércio de fitas de vídeo, atividades que não se confundem com as atividades vedadas pela lei. É de conhecimento comum que a atividade relacionada à produção de espetáculos não guarda qualquer semelhança ou relação com a atividade de produção de vídeos, senão vejamos. É possível verificar a produção de vídeos em diversas situações cotidianas como casamentos e formaturas, bem como em grandes produções cinematográficas, sendo que a atividade de produção de vídeos exige qualificação profissional, como qualquer outra atividade profissional, entretanto, não depende de habilitação profissional legalmente exigida. Nesse sentido é que se deve interpretar o princípio da legalidade tributária, ou seja, apenas as atividades expressamente contidas no artigo 9º da Lei 9.613/96 é que estavam vedadas de serem incluídas na sistemática do simples, não podendo a autoridade administrativa ampliar a sua interpretação a fim de incluir outras atividades, nos termos do que dispõe os artigos 110 a 112 do CTN. Ou seja, em não havendo regra específica que proíba a opção da Recorrente pela sistemática do Simples, e havendo regra geral que a permita, qual seja, a Lei nº 9.613/96, não cabe ao julgador administrativo interpretar de outra forma a situação apresentada nos autos. Assim, a vedação da Recorrente em adotar a sistemática do Simples Nacional não existe, não podendo a Recorrente ser excluída do referido regime de tributação, por interpretação extensiva do intérprete legal, em total afronta ao princípio da legalidade tributária. Esta segunda interpretação apresentase mais adequada à solução do presente processo. Para equiparar serviços profissionais de ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos à declarada atividade de produção de filmes e fitas de vídeo, em um contexto no qual estão expressamente excluídos os estúdios cinematográficos, necessário seria que a acusação estivesse suportada por evidências que afastassem a possibilidade de aqui se tratar, apenas, da produção de filmes e fitas de vídeo em situações cotidianas como as acima mencionadas, significativamente mais próximas da prática de uma firma individual, como a presente, do que a produção de espetáculos mencionada na decisão recorrida. Relevante, ainda, ter em conta o objeto/atividade declarado pela interessada: produção e comércio de fitas de vídeo, prestação de serviços de edição gráfica, organização de arquivo e datilografia, associado à prestação de serviços de editoração e computação gráfica; digitação e serviços gráficos com parque gráfico de terceiros. Daí, inclusive, a distinção entre o presente caso e outro recentemente apreciado na Câmara Superior de Recursos Fiscais. De fato, no acórdão nº 9101001.013, muito embora vencida, a Conselheira Viviane Vidal Wagner, acompanhada pelos Conselheiros Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Claudemir Malaquias e Alberto Pinto Souza Júnior, rejeitou a pretensão da contribuinte de permanecer no Simples Federal ostentando em seu objeto social a atividade de produção, comercialização e distribuição de fitas e filmes cinematográficos de qualquer natureza para cinema e televisão, vídeo tapes, incluindo a direção, montagens, criações em geral e outras atividades correlatas, podendo ainda atuar na área de locações de objetos e similares, excluídas as operações de leasing. Em tais condições, está evidente que a produção de fitas e filmes, porque em padrão cinematográfico e destinada a cinema e televisão, e Fl. 94DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 10 9 incluindo as atividades de direção e criação em geral, pode ser equiparada à produção de espetáculos, e não encontrar guarida no âmbito do SIMPLES Federal. Nestes autos, porém, embora cadastrando sua atividade principal sob o CNAE nº 92118/02 (Atividades de produção de filmes e fitas de vídeo, exceto estúdios cinematográficos), a interessada declarou como objeto/atividade a produção e comércio de fitas de vídeo, prestação de serviços de edição gráfica, organização de arquivo e datilografia, associado à prestação de serviços de editoração e computação gráfica; digitação e serviços gráficos com parque gráfico de terceiros, os quais não permitem afirmar que ela exerça serviços profissionais, ou assemelhados aos de empresário, diretor ou produtor de espetáculos, indicados no inciso XIII do art. 9o da Lei nº 9.317/96. Cabe, por fim, atentar que a ementa da Solução de Consulta DISIT Nº 79/2006 dá outra perspectiva para o presente caso: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Ementa: Simples. Produção de vídeos e de áudios. Compatibilidade com o sistema. A opção pelo Simples é compatível com a produção de vídeos e de áudios, desde que eles não se caracterizem como material de publicidade. Dispositivos Legais: Lei nº 9.317/1996, art. 9º, XII, ‘d’, e XIII. Ou seja, nesta análise a vedação à atividade codificada sob nº código 9211 8/02 na CNAEfiscal é classificada na referência a serviços profissionais de publicitário ou assemelhados contida no inciso XIII do art. 9o, tendo em conta também a vedação expressa contida no inciso XII no art. 9o, cuja alínea “d” se reporta às operações relativas a propaganda e publicidade, excluídos os veículos de comunicação. Sob esta ótica, a produção de vídeos e áudios poderia ser admitida no Simples Federal desde se restringisse à mera execução de serviços de produção de áudios, vídeos, gravações ou fotografias, não abrangendo as atividades de criação e de desenvolvimento de publicidade, propagandas ou reclames. E, não bastasse o objeto/atividade da interessada nada evidenciar no sentido das operações vedadas consoante esta segunda perspectiva (recordese a declaração de produção e comércio de fitas de vídeo, prestação de serviços de edição gráfica, organização de arquivo e datilografia, associado à prestação de serviços de editoração e computação gráfica; digitação e serviços gráficos com parque gráfico de terceiros), a possibilidade de o mesmo CNAEfiscal sujeitarse a hipóteses totalmente distintas de serviços profissionais arrolados no inciso XIII do art. 9o da Lei nº 9.317/96 já demonstra que a acusação fiscal deve objetivar não só o enquadramento legal, como também a hipótese nele cogitada como impeditiva da opção pelo Simples Federal. Diante do exposto, o presente voto é no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA – Relatora Fl. 95DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 16151.000063/200676 Acórdão n.º 1101000.955 S1C1T1 Fl. 11 10 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
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Numero do processo: 10880.920507/2009-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 09/03/2006
DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA.
A presença de motivação no despacho decisório, de maneira sucinta porém clara, afasta a preliminar de nulidade do ato administrativo guerreado.
JUNTADA DE PROVAS. PRECLUSÃO.
A pretensão de análise de documentação a ser juntada aos autos, em virtude de prazo exíguo até a manifestação de inconformidade, não pode ser acolhida nesta fase processual, uma vez que a lei é peremptória no sentido de que as provas devem acompanhar a primeira impugnação (ou manifestação de inconformidade), sob pena de preclusão do respectivo direito (arts. 15 e 16 do Decreto nº 70.235/72).
ESTRITA LEGALIDADE. VERDADE MATERIAL. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE.
A alegação de vulneração dos princípios constitucionais supramencionados não fazem o menor sentido na conjuntura deste expediente, em que a recorrente confessa ter se equivocado ao declarar seu débito, porém só veio envidar esforços no sentido de retificá-lo após a extinção desse débito (pelo pagamento e respectiva homologação expressa).
Numero da decisão: 3803-004.427
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso.
Corintho Oliveira Machado - Presidente e Relator.
EDITADO EM: 12/09/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Hélcio Lafetá Reis, Juliano Eduardo Lirani, Jorge Victor Rodrigues e Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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NULIDADE. INEXISTÊNCIA. A presença de motivação no despacho decisório, de maneira sucinta porém clara, afasta a preliminar de nulidade do ato administrativo guerreado. JUNTADA DE PROVAS. PRECLUSÃO. A pretensão de análise de documentação a ser juntada aos autos, em virtude de prazo exíguo até a manifestação de inconformidade, não pode ser acolhida nesta fase processual, uma vez que a lei é peremptória no sentido de que as provas devem acompanhar a primeira impugnação (ou manifestação de inconformidade), sob pena de preclusão do respectivo direito (arts. 15 e 16 do Decreto nº 70.235/72). ESTRITA LEGALIDADE. VERDADE MATERIAL. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. A alegação de vulneração dos princípios constitucionais supramencionados não fazem o menor sentido na conjuntura deste expediente, em que a recorrente confessa ter se equivocado ao declarar seu débito, porém só veio envidar esforços no sentido de retificálo após a extinção desse débito (pelo pagamento e respectiva homologação expressa). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso. Corintho Oliveira Machado Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 92 05 07 /2 00 9- 13 Fl. 181DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 15/09 /2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 EDITADO EM: 12/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Hélcio Lafetá Reis, Juliano Eduardo Lirani, Jorge Victor Rodrigues e Corintho Oliveira Machado. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase: TIM CELULAR S/A, manifesta inconformidade com Despacho Decisório eletrônico , emitido pela Delegacia de Administração Tributária em São Paulo – DERAT 03 que não homologou as compensações declaradas com pagamento indevido de PIS/PASEP, cod. de arrecadação 5434, recolhido em 09/03/2006. O citado despacho informa que as compensações não foram homologadas por não ter havido apuração de pagamento indevido pois o pagamento citado foi utilizado para quitar débitos declarados em DCTF. Cientificada, a contribuinte apresentou, manifestação de inconformidade de fls. 07 a 21, apresentando suas razoes, em síntese a seguir: Faz breve relato dos fatos. Alega possuir “elevada quantia creditícia” perante a RFB, a título de IRRF, CIDE, Pis importação e COFINSexportação, que teria utilizado para quitar débitos de COFINS, referentes ao período de apuração dos anocalendário 2006 e 2007, mediante PER/DCOMP. Alega que juntamente com o Despacho Eletrônico em comento, foram emitidos outros cento e quarenta e sete Despachos Decisórios , todos decorrentes da falta de homologação de PER/DCOMP, apresentados pela contribuinte. Reconhece que deixou de retificar as DCTF relativas aos períodos que entende ter havido recolhimentos a maior de IRRF, CIDE, , Pis importação e COFINSexportação, entendendo ser esta a razão do indeferimento das compensações. Alega que mero equívoco no preenchimento das DCTF não poderia geral débitos fiscais e que o fato deveria ser reconhecido de plano pela RFB. Discorre a respeito do efeito suspensivo dos débitos declarados em compensações, citando dispositivos legais para defender sua tese. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 15/09 /2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.920507/200913 Acórdão n.º 3803004.427 S3TE03 Fl. 3 3 Alega carência de fundamentação do despacho decisório, violação ao princípio do contraditório e ampla defesa, alegando que não foram atendidas as garantias constitucionais na decisão proferida no despacho decisório, entendendo ser nulo o ato impugnado. Discorre sobre o principio da verdade material para alegar que o mero erro de preenchimento da DCTF não geraria crédito em favor da Fazenda Nacional, reclamando que “ se fosse dado ao contribuinte a chance de apresentar explicações antes de sofrer a autuação, certamente a Fazenda Nacional pouparia preciso tempo desta Delegacia de Julgamento com cobranças infundadas como esta.” (sic). Alega que qualquer agente fiscal que “ ...”analisasse com a mínima cautela a situação apresentada nos fatos, notaria que houve tãosomente um erro no preenchimento da declaração, o que não justifica a glosa ora Impugnada.” (sic). Alega ter declarado em DCTF débito que foi pago em DARF que, após revisão interna teria constatado que os cálculos estavam sendo feitos de maneira incorreta, restando inegável a existência de créditos de IRRF após a correção do montante efetivamente devido. Cita os princípios da capacidade contributiva e da busca da verdade material para afirmar que não se admite cobrança de tributo decorrente de erro na prestação de informações ao Fisco, citando decisão do TRF da 1[ Região que embasaria o que alega, além de acórdão do Conselho de Contribuintes e tributarias. Reclama do exíguo prazo para apresentar cento e quarenta e oito defesas em apenas trinta dias e informa que já estaria levantando toda a documentação comprobatória de seu direito, mormente a DCTF retificadora que comprovaria a existência do crédito. Por fim requer a suspensão da cobrança dos débitos declarados em PER/DCOMP, a nulidade do despacho decisório e a conversão do julgamento em diligencia para ser comprovado o que alega Em 24/09/2010, enviou o que chama de complemento à manifestação de inconformidade (fls. 34 a 36), informando ter enviado DCTF retificadora e, por conseqüência, entende ter direito a homologação da compensação declarada. A DRJ em SÃO PAULO I/SP julgou a Manifestação de Inconformidade Improcedente, ficando a ementa do acórdão com a seguinte dicção: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 09/03/2006 Fl. 183DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 15/09 /2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DCOMP ALTERAÇÃO DE DCTF APÓS CIÊNCIA DE DECISÃO QUE NÃO HOMOLOGOU A COMPENSAÇÃO. A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que não homologou a compensação, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, não tem o condão de alterar a decisão proferida, uma vez que tanto as DRJ como o CARF limitamse a analisar a correção do despacho decisório, efetuado com bases nas declarações e registros constantes nos sistemas da RFB na data da decisão. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NÃO OFENSA CORREÇÃO DE ALTERAÇÃO DE DCTF NÃO COMPROVADA EM DOCUMENTAÇÃO IDÔNEA Qualquer alegação de erro de preenchimento em DCTF deve vir acompanhada dos documentos que indiquem prováveis erros cometidos, no cálculo dos tributos devidos, resultando em recolhimentos a maior. Não apresentada a escrituração contábil/fiscal, nem outra documentação hábil e suficiente, que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF, mantémse a decisão proferida, sem o reconhecimento de direito creditório, com a conseqüente nãohomologação das compensações pleiteadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório não Reconhecido. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, no qual sustenta basicamente os mesmos argumentos esgrimidos na peça vestibular (nulidade do despacho decisório, por falta de fundamentação e violação dos princípios da estrita legalidade, da verdade material, da razoabilidade e da proporcionalidade) e diz aduzir documentos que não teria juntado antes em virtude do prazo exíguo até a manifestação de inconformidade. Ao final requer a nulidade do despacho decisório ou o acolhimento do pedido de diligência, para exame da escrita fiscal da recorrente, com o fito de confirmar a compensação encetada. Ato seguido, a Repartição de origem encaminhou os presentes autos para apreciação do órgão julgador de segundo grau. Relatados, passo a votar. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator Fl. 184DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 15/09 /2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.920507/200913 Acórdão n.º 3803004.427 S3TE03 Fl. 4 5 O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. DO DESPACHO DECISÓRIO A preliminar de nulidade do despacho decisório, por alegada carência de fundamentação não merece guarida. Consta do ato administrativo guerreado, de maneira sucinta porém clara, o motivo pelo qual não foi homologada a compensação pleiteada: utilização do DARF discriminado no PER/DCOMP para quitação de outro débito do contribuinte, o qual é apontado em detalhes logo abaixo do campo CARACTERÍSTICAS DO DARF, sob a rubrica UTILIZAÇÃO DOS PAGAMENTOS ENCONTRADOS PARA O DARF DISCRIMINADO NO PER/DCOMP. Vale referir, outrossim, que a análise feita pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento sobre a questão, ao contrário do que manifesta a recorrente, me parece extremamente digna: Primeiramente, esclarecese à douta manifestante que, ao contrário do que alega, o despacho decisório do presente processo não é nulo pois, foi assinado por servidor competente no exercício de suas funções e sem preterimento do direito de defesa da contribuinte. Realmente, o caso presente se resume à alegação de pagamento a maior de tributo e que esse tributo recolhido a maior estaria sendo utilizado para compensar débitos constante na PER/DCOMP do presente processo. A analise eletrônica do despacho decisório de fls. 03, demonstra que os alegados pagamentos indevidos foram utilizados para quitar débitos declarados em DCTF , não restando qualquer crédito para ser compensado. A contribuinte alega falta de fundamentação para a não homologação mas deveria ser obvio até mesmo para contribuinte que ela apresenta DCTF informando determinado débito e efetua recolhimento desse débito , em DARF, no exato valor declarado em DCTF, não há apuração de qualquer pagamento a maior, estando essa informação perfeitamente clara no citado despacho decisório e a contribuinte pode se defender amplamente como o fez. Assim, de acordo com o art. 59 do Decreto nº 70.235/72, não há qualquer nulidade no despacho decisório em comento, não assistindo razão a reclamante. DA PRECLUSÃO A pretensão de análise de documentação a ser juntada aos autos, em virtude de prazo exíguo até a manifestação de inconformidade, não pode ser acolhida nesta fase processual, uma vez que a lei é peremptória no sentido de que as provas devem acompanhar a primeira impugnação (ou manifestação de inconformidade), sob pena de preclusão do respectivo direito (arts. 15 e 16 do Decreto nº 70.235/72). Nessa toada, se me afigura legítima a resistência já manifestada pelo órgão judicante de primeiro grau, e que nem de longe consubstancia supressão de instância: Fl. 185DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 15/09 /2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Ao final da manifestação de inconformidade, a requerente protesta pela produção de todos os meios de prova, apresentação de documentos, inclusive diligencias, para corroborar sua argumentação. O processo administrativo fiscal é normatizado pelo Decreto nº 70.235/1972 que em seu art. 16, III assim dispõe, in verbis: “Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pelo art. 1.º da Lei n.º 8.748/1993)” Já os §§ 4º e 5º do mesmo artigo determinam que: “§ 4.º. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. (Acrescido pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997) § 5.º. A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Acrescido pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997)” Conforme expressamente previsto no Decreto nº 70.235/1972, em seu artigo 16, § 4º, somente na ocorrência de algumas das hipóteses nele ventiladas é que será possível deferir a juntada de provas documentais posteriormente ao prazo de apresentação da impugnação. A impugnante trouxe os documentos que julgou necessários à instrução de sua peça defensória, não cabendo fazer um pedido genérico para futura juntada de documentos, sem alinhavar a hipótese legal em que se funda tal pedido. Como se vê do dispositivo transcrito, a ocasião para apresentação de provas, visando a comprovar o equívoco cometido no preenchimento da DCTF, é no ato de apresentação da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de a contribuinte fazêlo em outra oportunidade. Cabe ressaltar que, até a presente data, dez meses após a apresentação da manifestação de inconformidade, nenhuma documentação foi apresentada pela contribuinte, que se limitou a apresentar DCTF retificadora , não embasada por qualquer documentação comprobatória. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 15/09 /2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.920507/200913 Acórdão n.º 3803004.427 S3TE03 Fl. 5 7 Tratandose de exibição de documentos, cuja guarda e apresentação compete à contribuinte, desnecessária se revela também a realização de diligencias, que se presta mais a elucidar detalhes cuja prova cabe ao Fisco Federal, não aplicável ao presente caso, conforme infere dos dispositivos do Decreto nº 70.235/1972 que tratam da matéria: “Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pelo art. 1.º da Lei n.º 8.748/1993)” (grifei) “Art. 28. Na decisão em que for julgada questão preliminar, será também julgado o mérito, salvo quando incompatíveis, e dela constará o indeferimento fundamentado do pedido de diligência ou perícia, se for o caso. (Redação dada pelo art. 1.º da Lei n.º 8.748/1993)” No caso presente, sendo obrigação da contribuinte apresentar provas do que alega , preferindo não fazêlo, a Receita Federal não promove qualquer ação a respeito, limitando a julgar o processo com os documentos constantes no processo. Nessas circunstâncias, não comprovado o erro cometido no preenchimento da DCTF, com documentação hábil, idônea e suficiente, a alteração dos valores declarados anteriormente não pode ser acatada, considerandose que essa DCTF retificadora foi apresentada após o despacho decisório, que apreciou as compensações declaradas. DA ESTRITA LEGALIDADE, DA VERDADE MATERIAL, DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE A alegação de vulneração dos princípios constitucionais supramencionados não fazem o menor sentido na conjuntura deste expediente, em que a recorrente confessa ter se equivocado ao declarar seu débito, porém só veio envidar esforços no sentido de retificálo após a extinção desse débito (pelo pagamento e respectiva homologação expressa). Por outra vertente, o contribuinte alegou erro formal na sua declaração, entretanto não trouxe aos autos sua escrituração contábil e fiscal, para fins de prova do alegado. O princípio da verdade material no processo administrativo fiscal não é um dogma que está acima de todas as normas; ao revés, é mitigado pelo sistema, ao privilegiar a preclusão de juntar provas no processo (art. 16 e §§ do Decreto nº 70.235/72). Nessa toada, o pedido de diligência também não merece agasalho, uma vez que não se encontram nos autos qualquer indício de verossimilhança de erro formal. Posto isso, voto por REJEITAR a preliminar e DESPROVER o recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 15/09 /2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 Sala das Sessões, em 20 de agosto de 2013. CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Fl. 188DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 15/09 /2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 15586.720775/2012-81
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2008 a 31/12/2008
COMPENSAÇÃO.GLOSA.CABIMENTO
A compensação efetivada, sem a comprovação dos elementos caracterizadores do efetivo pagamento a maior, autoriza a glosa correspondente.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-002.752
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 72 07 75 /2 01 2- 81 Fl. 942DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 15586.720775/201281 Acórdão n.º 2803002.752 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 943DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 15586.720775/201281 Acórdão n.º 2803002.752 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o auto de infração lavrado, referente a glosa de compensação efetivada em 06 a 12 de 2008, relativa a pagamentos efetuados entre 01/1998 a 08/2004 – contribuição social sobre subsídios de detentores de mandato eletivo. O r. acórdão – fls 910 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o auto de infração lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário, alegando, em síntese, o seguinte: · Entregou todos os documentos solicitados. · Disponibilizou os documentos necessários a comprovação da restituição, como folha de pagamento, GFIP e GPS. · Não há como vincular GPS ao pagamento referente aos cargos eletivos, pois esta é documento único de recolhimento, englobando todas as parcelas devidas à seguridade social. · O confronto entre GPS e GFIP permite concluir pelo crédito compensado. · Desnecessidade de retificar GFIP, mera obrigação acessória. · Requer o provimento do recurso, com a improcedência do auto lavrado. É o relatório. Fl. 944DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 15586.720775/201281 Acórdão n.º 2803002.752 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Acerca do prazo decadencial, essa discussão encontrase judicializada, conforme decisão exarada nos autos do processo 2008.50.01.0092475, cujo recurso especial encontrase pendente de julgamento. Assim tenho por afastada a manifestação deste Colegiado, nesse ponto, conforme art. 38 parágrafo único da lei 6.830/80 e 126 §3º da lei 8.213/91. Transcrevo excerto da decisão de primeiro grau. JULGO PROCEDENTE EM PARTE o pedido de compensação para determinar à União que reconheça ao autor o direito de compensar as contribuições sociais exigidas nos termos da alínea “h” do inciso I do artigo 12 da Lei 8.212/91, recolhidas nos últimos dez anos anteriores ao ajuizamento da presente ação (06/08/2008), extinguindo o processo com a resolução do mérito nos termos do art. 269, I, do CPC. Continuando, temos que o relatório fiscal detalha as razões da glosa efetivada, quais sejam: · Não correção das GFIP´s · Não comprovação de recolhimentos das parcelas compensadas. · Não apresentação dos documentos comprobatórios das rubricas consideradas, bases de cálculo e deduções que desaguaram nos valores compensados. Foram reiteradas solicitações dos documentos comprobatórios, conforme Termo de Início de Ação fiscal e TIF 01 e 02. Informa ainda a autoridade autuante que o contribuinte apresentou duas planilhas com bases de cálculos distintas, informando que a primeira foi utilizada para a compensação e a segunda da folha de pagamento, o que causa mister, pois a base de cálculo de contribuições é uma só, os fatos geradores constituem base única de apuração. Conclui assim que o sujeito passivo não detalhou como chegou aos valores compensados, não demonstrando a base de cálculo considerada, alíquotas e deduções. Acerca dos pontos levantados, a recorrente limitase a afirmar que entregou todos os documentos necessários a demonstrar o direito à compensação, sendo ainda impossível vincular GPS ao pagamento referente aos cargos eletivos, pois esta é documento único de recolhimento, englobando todas as parcelas devidas à seguridade social. Fl. 945DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 15586.720775/201281 Acórdão n.º 2803002.752 S2TE03 Fl. 6 5 Do que posto, tenho que, no caso de compensação, incumbe ao requerente detalhar os valores envolvidos, comprovar o que foi recolhido, apresentar a base correta e apresentar de forma clara a diferença apontada, o que efetivamente não ocorreu. O contribuinte tem todas as informações necessárias a comprovar seu direito, a mera informação de que disponibilizou documentos à fiscalização efetivamente não se presta a alcançar o fim almejado. O fato de a GPS ser documento único de arrecadação, abarcando todas as rubricas referentes à arrecadação, não afasta a obrigação de se comprovar o recolhimento a maior, o qual pode ser feito disponibilizandose toda a base de cálculo, alíquotas consideradas e os recolhimentos efetuados, o que efetivamente não foi feito, apesar de reiterada solicitação da fiscalização. O simples confronto entre GPS e GFIP não se mostra suficiente a comprovar o direito pleiteado sem a requisitada comprovação do que declarado. A autoridade fiscal, em diversas ocasiões Termo de Início de Ação fiscal e TIF 01 e 02, solicita os documentos comprobatórios da base de cálculo de contribuições previdenciárias, o que não foi apresentado. As planilhas entregues – fls 45/57; 79/104, referentes à Prefeitura e Câmara, apenas elenca o que o contribuinte entende como devido, não sendo suficiente a comprovar o que ali consta, e a apresentação de duas bases de cálculo distintas folhas de pagamento e valores utilizados para compensação, apenas confirma a insuficiência da informação prestada. Para se comprovar que recolheu a maior, devese comprovar toda a base de calculo devida pelo contribuinte e não apenas a rubrica envolvida – e os recolhimentos efetuados a maior, quando então poderá ser demonstrado o valor correto a ser compensado. Reproduzo excerto da r. decisão que bem aborda a matéria: 22. O mero confronto entre GFIP e GPS não permite concluir pela regularidade da compensação e a recusa na prestação de esclarecimentos obstou a verificação dos valores que poderiam ter sido compensados. Em suma, o Impugnante quis exercer a faculdade legal de compensar recolhimentos indevidos, mas recusouse a prestar todos os esclarecimentos e apresentar provas que permitissem ao Fisco verificar o direito e a exatidão do procedimento de compensação. 23. A faculdade legal de compensar indébitos não retira da Fazenda o direito de verificar a certeza e liquidez do crédito que o Impugnante oferece à compensação, tanto assim, que o artigo 170 do CTN designou que a lei autorizadora do procedimento estipulasse condições e garantias para sua efetivação, ou atribuísse tal providência à autoridade administrativa. Neste sentido, o artigo 89, caput, da Lei nº 8.212/91 atribuiu à RFB a estipulação dos termos e condições para a restituição e compensação de recolhimentos indevidos, o que se fez através das Instruções Normativas MPS/SRP 03/2005 e 15/2006. Acerca da retificação das GFIP´s, esta obrigação encontrase arrimada no art. 170 do Código Tributário Nacional, que transcrevo. Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos Fl. 946DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 15586.720775/201281 Acórdão n.º 2803002.752 S2TE03 Fl. 7 6 tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Assim, deve o contribuinte proceder aos acertos previstos em legislação para poder efetivar a compensação, não tendo a Receita Federal a obrigação de proceder de ofício tal alteração, é o que se depreende da Portaria MPS 133/06 e IN MPS/SRP nº 15/06, transcrevo: Art. 6 º É facultado ao ente federativo, observado o disposto no art. 3º, compensar os valores pagos à Previdência Social com base no dispositivo referido no art. 1º, observadas as seguintes condições: I a compensação deverá ser precedida de retificação das GFIP, para excluir destas todos os exercentes de mandato eletivo informados, bem como, a remuneração proporcional ao período de 1º a 18 na competência setembro de 2004 relativa aos referidos exercentes; Sobre o ponto, o acórdão do TRF2, referente ao citado processo 2008.50.01.0092475, menciona: Quanto ao recurso adesivo da parte autora, em relação à necessidade de se retificar a Dirf [GFIP] para se utilizar o instituto da compensação, verifico que a sentença foi omissa neste ponto. A parte autora silenciou e deixou transcorrer in albis o prazo dos embargos de declaração. A nãointerposição de recurso, implica em sua aceitação, pela parte sucumbente, acarretando, por via de consequência, a preclusão do direito de recorrer. Dessarte, não demonstrado o valor à compensação efetivada, deve o lançamento ser mantido em sua integralidade. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 947DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 15586.720775/201281 Acórdão n.º 2803002.752 S2TE03 Fl. 8 7 Fl. 948DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 19/10/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
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