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Numero do processo: 14337.000090/2008-15
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/04/2007
RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO.
O prazo para interposição de recurso é peremptório. O recurso voluntário apresentado após o prazo legal não deve ser conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2803-003.735
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em razão da intempestividade.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Ricardo Magaldi Messetti, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 30/04/2007 RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO. O prazo para interposição de recurso é peremptório. O recurso voluntário apresentado após o prazo legal não deve ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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NÃO CONHECIMENTO. O prazo para interposição de recurso é peremptório. O recurso voluntário apresentado após o prazo legal não deve ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em razão da intempestividade. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Ricardo Magaldi Messetti, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 33 7. 00 00 90 /2 00 8- 15 Fl. 507DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14337.000090/200815 Acórdão n.º 2803003.735 S2TE03 Fl. 1.014 2 Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado pela fiscalização contra a empresa em epígrafe, Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (DEBCAD 37.127.1940/2007), referente às contribuições destinadas à Seguridade Social, correspondente à parte patronal, incluindo o adicional para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (RAT/SAT) e a devida a outras entidades: SalárioEducação, INCRA, SENAI, SESI E SEBRAE, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados obrigatórios da Previdência Social. Segundo o Relatório Fiscal, o débito foi apurado por aferição indireta, com base nos parágrafos 3o, 4° e 6° do artigo 33 da Lei 8.212/91, por ter o fisco considerado que a escrituração contábil da empresa não demonstrava a real movimentação econômicofinanceira, irregularidades detectadas nos Livros Diários de 2005 e 2006. Informa, ainda, que não foi entregue o Livro Diário de 2007. O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal, apresentando impugnação. Os autos foram convertidos em diligência que, após análise dos documentos apresentados pelo contribuinte, sugeriu a manutenção do lançamento fiscal. O contribuinte foi cientificado do resultado da diligência e apresentou contrarrazões. A decisão de primeira instância da DRJ/BSB (Brasília) negou provimento à impugnação e manteve o lançamento fiscal. Cientificado do resultado da decisão de primeira instância administrativa, o recorrente apresentou recurso voluntário, alegando em síntese: a desconstituição do lançamento do débito guerreado eis que em duplicata; a desconstituição do arbitramento; a compensação dos valores pagos conforme GFIP; diante dos fatos uma nova fiscalização; a juntada como meio de prova da NFLD 35.127.1940, da lavra do mesmo auditor fiscal. É o relatório. Fl. 508DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14337.000090/200815 Acórdão n.º 2803003.735 S2TE03 Fl. 1.015 3 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO A tempestividade constitui requisito indispensável à admissibilidade do recurso. O contribuinte foi cientificado do Acórdão da primeira instância administrativa em 13/10/2009 (fl. 1000 dos autos digitalizados) e apresentou recurso voluntário intempestivo em 17/11/2009 (fls. 1002 e ss). A intempestividade foi reconhecida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Belém/PA (fl. 1012). O prazo para recurso é de 30 (trinta) dias após a ciência da decisão, nos termos do art. 33 do Decreto 70.235/72. Iniciandose no dia seguinte ao da ciência em 14/10/2009 encerraria em 12/11/2009. O contribuinte apresentou recurso somente em 17/11/2009. Destarte, o recurso não pode ser conhecido. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em não conhecer do recurso em razão da intempestividade. (assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 509DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000187/2010-12
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2007
APURAÇÃO DO LUCRO. OPÇÃO NÃO MANIFESTADA PELO SUJEITO PASSIVO. EQUÍVOCO DA BASE DE CÁLCULO ELEITA PELO FISCO.
Não tendo a interessada feito recolhimento que caracterizasse sua opção para a apuração do imposto pelo lucro presumido, caberia ao Fisco constituir o crédito tributário devido com base no lucro real trimestral, caso o contribuinte apresentasse a escrituração e demais documentos e livros fiscais que permitissem esta forma de apuração, ou, na sua impossibilidade, apurar e exigir os tributos, com base no lucro arbitrado.
PIS e COFINS. OPÇÃO DE RECOLHIMENTO PELO REGIME DE CAIXA. AUSÊNCIA DE OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO. IMPOSSIBILIDADE.
Não tendo a recorrente manifestado sua opção pela apuração do imposto pelo lucro presumido na forma legal, descabe a opção de apuração e tributação do PIS e da Cofins pelo regime de caixa.
Numero da decisão: 1301-001.494
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, vencido o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
VALMAR FONSÊCA DE MENEZES Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonsêca de Menezes, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Luiz Tadeu Matosinho Machado (substituto convocado), Cristiane Silva Costa (suplente convocada) e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Ausente, justificadamente o Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior.
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007 APURAÇÃO DO LUCRO. OPÇÃO NÃO MANIFESTADA PELO SUJEITO PASSIVO. EQUÍVOCO DA BASE DE CÁLCULO ELEITA PELO FISCO. Não tendo a interessada feito recolhimento que caracterizasse sua opção para a apuração do imposto pelo lucro presumido, caberia ao Fisco constituir o crédito tributário devido com base no lucro real trimestral, caso o contribuinte apresentasse a escrituração e demais documentos e livros fiscais que permitissem esta forma de apuração, ou, na sua impossibilidade, apurar e exigir os tributos, com base no lucro arbitrado. PIS e COFINS. OPÇÃO DE RECOLHIMENTO PELO REGIME DE CAIXA. AUSÊNCIA DE OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO. IMPOSSIBILIDADE. Não tendo a recorrente manifestado sua opção pela apuração do imposto pelo lucro presumido na forma legal, descabe a opção de apuração e tributação do PIS e da Cofins pelo regime de caixa.
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FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007 APURAÇÃO DO LUCRO. OPÇÃO NÃO MANIFESTADA PELO SUJEITO PASSIVO. EQUÍVOCO DA BASE DE CÁLCULO ELEITA PELO FISCO. Não tendo a interessada feito recolhimento que caracterizasse sua opção para a apuração do imposto pelo lucro presumido, caberia ao Fisco constituir o crédito tributário devido com base no lucro real trimestral, caso o contribuinte apresentasse a escrituração e demais documentos e livros fiscais que permitissem esta forma de apuração, ou, na sua impossibilidade, apurar e exigir os tributos, com base no lucro arbitrado. PIS e COFINS. OPÇÃO DE RECOLHIMENTO PELO REGIME DE CAIXA. AUSÊNCIA DE OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO. IMPOSSIBILIDADE. Não tendo a recorrente manifestado sua opção pela apuração do imposto pelo lucro presumido na forma legal, descabe a opção de apuração e tributação do PIS e da Cofins pelo regime de caixa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, vencido o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) VALMAR FONSÊCA DE MENEZES – Presidente em exercício. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 00 01 87 /2 01 0- 12 Fl. 3878DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 23/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 13502.000187/201012 Acórdão n.º 1301001.494 S1C3T1 Fl. 3.879 2 (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonsêca de Menezes, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Luiz Tadeu Matosinho Machado (substituto convocado), Cristiane Silva Costa (suplente convocada) e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Ausente, justificadamente o Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Fl. 3879DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 23/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 13502.000187/201012 Acórdão n.º 1301001.494 S1C3T1 Fl. 3.880 3 Relatório CENTRO DE MEDICINA HUMANA S/C LTDA., já qualificada nestes autos, foi autuada e intimada a recolher crédito tributário no valor total de R$ 2.905.078,02, discriminado no Demonstrativo Consolidado do Crédito Tributário do Processo, à fl. 01, 02, 125 e 126. A 1ª Turma da DRJ em Salvador/BA analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, por via do Acórdão nº 15031.079, de 20/11/2012, considerou procedente em parte o lançamento, com a seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 NULIDADE. Descabe a arguição de nulidade quando o Auto de Infração foi lavrado por pessoa competente e em consonância com a legislação vigente. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007 FORMA DE TRIBUTAÇÃO. OPÇÃO NÃO MANIFESTADA. ERRO NA ESCOLHA REALIZADA DE OFÍCIO. A inexistência de qualquer pagamento do imposto, conjuntamente com a nãoapresentação espontânea da DCTF ou da DIPJ, caracteriza a falta de opção pela forma de tributação, sujeitando a Contribuinte ao lucro real trimestral, regra geral de tributação das pessoas jurídicas que mantenham escrituração com base nas leis comerciais e fiscais, inadmitindose a realização de lançamento de ofício com base no lucro presumido. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2007 FORMA DE TRIBUTAÇÃO. OPÇÃO NÃO MANIFESTADA. ERRO NA ESCOLHA REALIZADA DE OFÍCIO. A inexistência de qualquer pagamento da contribuição, conjuntamente com a não apresentação espontânea da DCTF ou da DIPJ, caracteriza a falta de opção pela forma de tributação, sujeitando a Contribuinte ao lucro real trimestral, regra geral de tributação das pessoas jurídicas que mantenham escrituração com base nas leis comerciais e fiscais, inadmitindose a Fl. 3880DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 23/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 13502.000187/201012 Acórdão n.º 1301001.494 S1C3T1 Fl. 3.881 4 realização de lançamento de ofício com base no lucro presumido. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP REGIME DE CAIXA. ALEGAÇÃO NÃO COMPROVADA. Anocalendário: 2007 A ausência de pagamentos infirma a alegação do sujeito passivo de que efetua seus recolhimentos com base no regime de caixa e não no regime de competência. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2007 A ausência de pagamentos infirma a alegação do sujeito passivo de que efetua seus recolhimentos com base no regime de caixa e não no regime de competência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte Ciente da decisão de primeira instância em 22/01/2013, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 20/02/2013. No recurso interposto, a recorrente questiona tão somente a manutenção das exigências relativas ao PIS e a Cofins, uma vez que o acórdão recorrido exonerou integralmente as exigências relativas ao IRPJ e CSLL, aduzindo que: “Em primeira visada basta atentar que o acórdão profligado insiste em atentar, repitase, no que tange a COFINS e PIS, em considerar no auto de infração o regime de competência em detrimento ao regime de caixa. Ora, a tabela disposta do levantamento das contribuições da COFINS e do PIS, no auto de infração fixam que também houveram retenções na fonte segundo o regime de Caixa e não consoante o regime de Competência”. Ao final requer que seja provido o recurso voluntário. Como a exoneração de crédito tributário superou o limite de alçada, a Turma Julgadora também recorreu de ofício a este Colegiado de acordo com o artigo 34 do Decreto nº 70.235, de 1972, com as alterações promovidas pela Lei nº 8.748, de 1993, e pelo artigo 1º da Portaria MF nº 3, de 3 de janeiro de 2008. É o Relatório. Fl. 3881DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 23/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 13502.000187/201012 Acórdão n.º 1301001.494 S1C3T1 Fl. 3.882 5 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Do Recurso de Ofício O recurso de ofício atende aos pressupostos legais e regimentais, na medida em que o crédito tributário exonerado extrapola o limite mínimo fixado. O acórdão recorrido decidiu exonerar a exigência de IRPJ e CSLL, tendo em vista que o lançamento foi realizado mediante a apuração do imposto e contribuições devidos, com base no Lucro Presumido, na medida em que a interessada não teria feito a opção pelo lucro presumido, na forma da lei, conforme se extrai do voto condutor, in verbis: Antes de qualquer análise mais aprofundada sobre o litígio ora posto, há que se discutir a forma de tributação utilizada pelo agente fiscal quando da apuração do IRPJ e da CSLL. Nesse sentido, observaseque, no corpo do Auto de Infração, o Autuante declara que: “Em virtude de podermos mensurar a receita bruta e da declaração prestada pela empresa â fl. 20, foi adotado o regime de tributação pelo lucro presumido”. Quanto ao declarado pela pessoa jurídica à fl. 20 original (passou para fl. 23 no eprocesso), a parte referente à forma de tributação é a seguinte: “Pelo fato de tecnicamente ser impossível a tributação com base presumida de 32% para cálculo dos impostos devidos”. O que resta evidente é que nenhuma das razões alegadas, tanto pelo agente fiscal como pelo sujeito passivo, são relevantes para justificar a escolha do lucro presumido como forma de tributação. A propósito da opção pelo lucro presumido, vale transcrever o § 4º do artigo 516 do RIR/1999: Art. 516. (...). § 4º. A opção de que trata este artigo será manifestada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano calendário (Lei nº 9.430, de 1996, art. 26, § 1º). No caso concreto, em relação ao anocalendário de 2007, a Contribuinte não efetuou qualquer recolhimento a título de IRPJ ou CSLL, consoante pesquisa realizada nos sistemas internos da RFB, denotando sua falta de opção por qualquer modalidade de tributação. Tratando do assunto, a Solução de Consulta Interna Cosit nº 5, de 11/02/2008, vislumbra a possibilidade de se considerar feita a opção pelo sujeito passivo mediante a entrega espontânea da DCTF ou da DIPJ corretamente preenchida, mesmo sem a existência de qualquer pagamento. No caso da DCTF, esse entendimento fundamentase no fato de que essa declaração constitui confissão de dívida, podendo ser encaminhada para inscrição em Dívida Ativa da União, quando o pagamento na via administrativa não for realizado. Com relação à DIPJ, a justificativa é de que ela representa muito mais do que a mera opção pela tributação com base no lucro presumido, pois traz todos os elementos referentes à apuração do Fl. 3882DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 23/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 13502.000187/201012 Acórdão n.º 1301001.494 S1C3T1 Fl. 3.883 6 lucro presumido e do imposto, embora se ressalte que tal consideração não pode ser aplicada à DIPJ entregue sem preenchimento. As DCTF relativas aos dois semestres de 2007 não haviam sido entregues quando da ação fiscal, cujo início se deu em 25/11/2009, encerrandose em 17/03/2010. Consta dos sistemas informatizados da RFB que ambas foram apresentadas em 30/11/2011. Já a DIPJ do ano calendário de 2007, foi entregue, completamente zerada, em 26/01/2010, ou seja, depois de iniciado o procedimento fiscal, e retificada em 17/03/2010, exatamente a mesma data de encerramento da ação fiscal. Desse modo, não tendo havido recolhimento de IRPJ e CSLL, e ainda que se considerem as hipóteses previstas na aludida Solução de Consulta, configurada a apresentação intempestiva tanto das DCTF como da DIPJ, confirmase a falta de opção pela forma de tributação, por parte do sujeito passivo. Logo, o lançamento fiscal, obrigatoriamente, deveria observar a regra geral de tributação das pessoas jurídicas, que é pelo lucro real, em períodosbase trimestrais, ressalvado o caso de total impossibilidade de determinação do lucro real, o que autorizaria a adoção do lucro arbitrado. Portanto, resta patente que os lançamentos de ofício relativos ao IRPJ e à CSLL não podem prosperar, na medida em que adotaram forma de tributação inadequada e equivocada, no caso, o lucro presumido, uma vez que não foram atendidos os requisitos legais e os preceitos da legislação de regência para o exercício de tal opção. Não há reparos a serem feitos ao acórdão recorrido. Se a interessada não havia feito qualquer opção para a apuração do lucro no anocalendário 2007, na medida em que não efetuou nenhum recolhimento nem apresentou qualquer declaração constitutiva (DCTF) de créditos relativos ao IRPJ/CSLL apurados pelo lucro presumido, caberia ao Fisco constituir o crédito tributário devido com base no lucro real trimestral, caso o contribuinte apresentasse a escrituração e demais documentos e livros fiscais que permitissem esta forma de apuração. Na impossibilidade de apuração pelo Lucro Real restaria à fiscalização apurar e exigir os tributos, com base no lucro arbitrado, consoante estabelecem as leis nº 8981/1995 e 9430/1996. Ante ao exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício. Do Recurso Voluntário O recurso voluntário interposto é tempestivo e atende aos pressupostos legais e regimentais, portanto, dele conheço. A única matéria a ser apreciada referese à exigência do PIS e da Cofins, que segundo a recorrente teria observado o regime de competência na sua apuração enquanto que a interessada teria optado pela sua apuração com base no regime de caixa, o que inquinaria de incerteza e conseqüentemente de nulidade os lançamentos efetuados. Examinando os autos, verifico que o lançamento realizado pela fiscalização tomou por base o livro razão e planilhas apresentados pela recorrente (fls. 20 a 47) em resposta ao Termo de Intimação Fiscal nº 01. As planilhas elaboradas pela Fiscalização (fls. 190 e 191), são praticamente idênticas às apresentadas pela interessada (fls. 46). Fl. 3883DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 23/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 13502.000187/201012 Acórdão n.º 1301001.494 S1C3T1 Fl. 3.884 7 Além disso, a recorrente não trouxe aos qualquer comprovação de recebimento das receitas em datas diversas daquelas registradas em seu livro Razão, limitando se a alegar que a apuração do Fisco não coincide com a sua opção pelo regime de caixa. Ainda que existissem diferenças entre os valores lançados, não dariam causa a nulidade, mas tão somente a ajustes nos valores lançados. No entanto, como já observado, as diferenças não foram comprovadas e nem sequer demonstradas. Como assinalado no acórdão recorrido, o § 1º do art. 1º da IN.SRF. nº104/1998, que autoriza a adoção do regime de caixa, exige que o contribuinte que mantiver escrituração contábil, que é o caso da recorrente, deve controlar os recebimentos de suas receitas em conta específica, na qual, em cada lançamento será indicada a nota fiscal a que corresponder o recebimento. Assim, caberia então à recorrente trazer aos autos a referida conta demonstrando que os recebimentos ocorreram em data diversa da escriturada no razão apresentado. Ocorre, ainda, que, conforme restou analisado no recurso de ofício, a recorrente não manifestou a sua opção pelo lucro presumido, na forma legal prevista, de sorte que não se aplica à apuração do PIS e da Cofins lançados a opção prevista na IN.SRF. nº 104/1998. Ante ao exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. CONCLUSÃO Em face de todo o exposto, voto no sentido de negar provimento aos recursos de ofício e voluntário, nos termos acima proferidos. Sala de sessões, em 10 de Abril de 2014. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator Fl. 3884DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 23/10/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000158/2009-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Os embargos de declaração não se prestam para a rediscussão da matéria enfrentada no acórdão embargado.
Constatada a inexistência de obscuridade, omissão ou contradição no acórdão embargado, rejeita-se a pretensão da embargante.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 2402-004.410
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos opostos.
Julio César Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reais, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Os embargos de declaração não se prestam para a rediscussão da matéria enfrentada no acórdão embargado. Constatada a inexistência de obscuridade, omissão ou contradição no acórdão embargado, rejeitase a pretensão da embargante. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos opostos. Julio César Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reais, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 01 58 /2 00 9- 54 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/11/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 2 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos em face do acórdão que reconheceu a nulidade material do lançamento, por ausência de comprovação da ciência do resultado do julgamento que declarou a nulidade formal do lançamento anterior, assim ementado: “LANÇAMENTO SUBSTITUTIVO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE FOI REALIZADO DENTRO DO PRAZO DECADENCIAL. VÍCIO MATERIAL. Conforme previsto no art. 173, II, do CTN, o direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 anos contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Não tendo o Fisco comprovado a expedição da intimação ou a data em que o sujeito passivo teve ciência da decisão que anulou o lançamento anterior, o lançamento é nulo por vício material, vez que não restou comprovado que o lançamento substituto foi realizado dentro do prazo decadencial. Recurso Voluntário Provido.” A Embargante sustenta que o acórdão foi omisso e contraditório em sua fundamentação, haja vista que: (i) é fato incontroverso que o contribuinte foi intimado em 18/02/2004 das decisões que anularam as NFLD’s por vício formal; (ii) de acordo com o próprio contribuinte, a notificação teria ocorrido em fevereiro de 2004; (iii) o contribuinte não se opôs à data da intimação, defendendo tão somente que o prazo decadencial de que trata o art. 173, inc. II do CTN deveria contar a partir da data da prolação dos acórdãos; (iv) nos termos do art. 334 do Código Civil, não depende de prova os fatos tidos no processo como incontroversos; (v) os atos administrativos estão revestidos de presunção de veracidade; e (vi) ainda que se entenda não existir prova do recebimento da intimação, devese reconhecer que o Embargado foi intimado quinze dias após a data da expedição da intimação, nos termos do Decreto nº 70.235/72, art. 23, § 2º, inciso II. É o relatório. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/11/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 14041.000158/200954 Acórdão n.º 2402004.410 S2C4T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Analisando os embargos opostos tempestivamente, constatase que os mesmos não atendem aos requisitos de admissibilidade previstos no art. 65 do Regimento Interno do CARF, conforme apreciação realizada abaixo. Como se verifica no presente caso, foi travada discussão acerca da data em que o contribuinte teria sido intimado das decisões que anularam os lançamentos paradigmas, de forma a possibilitar a correta contagem do prazo decadencial previsto no art. 173, inc. II do CTN. Diante das questões levadas à apreciação, este Conselho determinou que a fiscalização juntasse aos autos o documento que comprovasse a data em que o contribuinte foi notificado das decisões anuladas. Após a fiscalização ter informado que os documentos solicitados não foram localizados, este Conselho anulou o lançamento por vício material, sob o argumento de que a comprovação da data da intimação das decisões anuladas é condição material para o lançamento realizado sob a égide do art. 173, inc. II do CTN. Mesmo após as dúvidas levantadas no processo e a resposta dada pela fiscalização quando da realização da diligência, a Fazenda Nacional interpôs os presentes embargos sustentando que “é fato incontroverso neste feito que o Embargado foi intimado 18 de fevereiro de 2004, por via postal”. Contudo, vale reprisar que não há nos autos qualquer documento que ateste o recebimento da intimação pelo Embargado, para fins de contagem do prazo decadencial, não havendo que se falar em “fato incontroverso”. Como já exposto no v. acórdão embargado, a fiscalização não comprovou a data da intimação das decisões que anularam os lançamentos anteriores, não sendo possível realizar a contagem do prazo decadencial de que trata o art. 173, inc. II do CTN. Não é possível utilizarse de teses subjetivas para buscar suprir requisito inerente a qualquer lançamento realizado com suporte no art. 173, inc. II do CTN, qual seja, a data da intimação da decisão que anulou o lançamento anterior. Outrossim, o fato é tão controverso que a própria Embargante pontuou que, “ainda que se entenda não existir prova do recebimento da intimação”, deve ser considerado que o embargado foi intimado quinze dias após a data da expedição da intimação, nos termos do Decreto nº 70.235/72, art. 23, § 2º, inciso II, abaixo transcrito: “Art. 23. Farseá a intimação: (...) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário Fl. 153DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/11/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 4 eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) § 2° Considerase feita a intimação: (...) II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)” Para a aplicação do dispositivo acima, é essencial que haja a comprovação do envio da intimação e a “prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo”, hipótese em que, sendo omitida a data do recebimento, serão considerados quinze dias após a data da expedição da intimação. Entretanto, não se verificam tais requisitos no processo, não havendo que se falar na aplicação da referida norma. Alega a Embargante também que o Embargado nunca arguiu que a intimação teria ocorrido em data diversa daquela apontada pelo Fisco, ou ainda que não teria sido intimado das referidas decisões, tornandose incontroversa a data da intimação. Contudo, independentemente de ter atacado os pontos acima, arguiu o Embargado a decadência do lançamento, a qual só pode ser devidamente analisada com a comprovação da data da intimação da decisão que anulou o lançamento anterior. Nesse sentido, caso não fosse esse o entendimento, estarseia convalidando um lançamento com fundamentação deficiente, possivelmente decaído, em patente ofensa ao art. 142 do CTN, o que não se admite. Por essas razões, concluise que não há contradição ou omissão no v. acórdão embargado, visando os presentes embargos apenas a rediscussão da matéria, o que não é possível nos termos do art. 65 do Regimento Interno do CARF. Ante o exposto, voto pela REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela Fazenda Nacional. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/11/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES
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Numero do processo: 10970.000763/2009-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Nov 26 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2301-000.478
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator.
EDITADO EM: 29/10/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), ADRIANO GONZALES SILVERIO, DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR.
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. MARCELO OLIVEIRA - Presidente. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator. EDITADO EM: 29/10/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), ADRIANO GONZALES SILVERIO, DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR.
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Acordam os membros do colegiado, I) por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. MARCELO OLIVEIRA Presidente. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator. EDITADO EM: 29/10/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), ADRIANO GONZALES SILVERIO, DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR. Conforme Relatório Fiscal a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), de acordo com seu Estatuto e Regimento, é uma fundação pública de educação superior, integrante da Administração Federal Indireta, criada através do DecretoLei n° 762, de 1969, e federalizada pela Lei n° 6.532, de 24/05/1978. Esta Lei. em seu artigo 6°, contemplou a entidade com a isenção das contribuições previdenciárias: Art. 6º A Universidade gozará da imunidade prevista no art. 19, inciso III, alínea "e" da Constituição Federal, ficando isenta, também, de contribuições parafiscais (inclusive as da previdência social, parte empregador). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 70 .0 00 76 3/ 20 09 -8 3 Fl. 56DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/ 11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 10970.000763/200983 Resolução nº 2301000.478 S2C3T1 Fl. 241 2 Conforme o mesmo relatório, a UFU informou em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GF1P) o código FPAS 639, o qual devia ser utilizado apenas pelas entidades beneficentes de assistência social em gozo regular de isenção, concedida na forma do art. 55 da Lei n° 8.212, de 24/07/1991, hoje revogado pela Lei n° 12.101, de 2009. Ainda de acordo com o relatório fiscal, com o advento da Constituição Federal de 1988, a situação da UFU foi afetada tanto no aspecto de sua personalidade jurídica, que passou a ser de direito público, quanto na extinção do direito à isenção tributária, pelos motivos abaixo relacionados, conforme se verifica abaixo [fls. 193 e ss]: [...] Fazendo referência ao 34, § 1 0, dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias, à doutrina, a decisão do Supremo Tribunal Federal e à pesquisa na base de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil, no que se refere A isenção da contribuição previdenciária, segundo a qual todas as instituições federais de ensino pesquisadas. classificadas como fundação pública federal ou autarquia federal, apresentaram a GF1P com informações ao código FPAS 582 — ÓRGA0 DO PODER PUBLICO, sem isenção da contribuição previdenciária, conclui que o pretenso direito A referida isenção contraria o principio da isonomia, previsto no inciso II, art. 150, da CF/88, o qual veda a instituição de tratamento desigual entre contribuintes que estejam em situação equivalente. Destaca doutrina e dispositivos legais que tratam da necessidade de ato legal especifico para concessão de isenções: art. 150, § 6° da CF, de 1988, arts. 176 e 179 do CTN, art. 14 da Lei Complementar n° 101, de 04/05/2000. Relata que, pelas normas vigentes no período fiscalizado, não havia previsão de isenção em caráter geral. Cada entidade, A vista de requerimento próprio apresentado ao órgão competente (INSS, Secretaria da Receita Previdenciária ou Secretaria da Receita Federal do Brasil, conforme a época), fazia prova do cumprimento dos requisitos legais previstos no art. 55 da Lei n° 8.212/91. passando a gozar da isenção somente após o deferimento do pleito. Afirma que, no caso da UFU, a Lei n° 6.532, de 1978, que concedeu a isenção, tratou de diversos assuntos, e conclui, por esta razão, que o dispositivo legal que concedia isenção da contribuição previdenciária à UFU também contraria frontalmente o estabelecido pelo § 6° do art. 150 CF/88. Conclui que, não mais tendo o direito à isenção da contribuição previdenciária, por não atender aos requisitos constitucionais e legais disciplinadores da isenção, tornase a UFU sujeito passivo da contribuição para o RGPS, nos mesmos moldes das empresas privadas, conforme art. 15, inciso I, da Lei n° 8.212/91, quanto aos segurados obrigatórios desse regime que lhe prestam serviços. Aduz. ainda, não ser cabível argüição de direito adquirido à isenção, por não ter sido tal beneficio confirmado por nova lei, nem no prazo de dois anos da promulgação da CF/88. nem após, não atendendo, Fl. 57DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/ 11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 10970.000763/200983 Resolução nº 2301000.478 S2C3T1 Fl. 242 3 portanto, ao contido no art. 41 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitarias ADCT e, em não tendo sido previstas condições ou prazo certo para o gozo da isenção, não se aplica ao caso o disposto no § 2° do referido artigo. Cita decisões do STF. Destaca que a possibilidade de revogação de isenção também está prevista no CTN, em seu artigo 178 e que a tese da inexistência de direito adquirido A isenção, quando não concedida em caráter geral, que é a situação da contribuição previdenciária enquanto vigiu o art. 55 da Lei n° 8.212/91, encontra guarida no art. 179 c em seu § 2° do mesmo diploma legal. Em seguida, discorre sobre a UFU enquanto entidade pública e afirma que as entidades públicas, fundações criadas e mantidas pelo Poder Público, não têm o direito isenção de contribuições previdenciárias, eis que a imunidade prevista na Constituição não se destina a elas, mas sim às entidades de direito privado, no intuito de que auxiliem o Estado, seja promovendo "filantropia" (antes da CF/88), seja promovendo benemerência na área especifica de assistência social (após a CF/88), desde que comprovem o cumprimento dos requisitos previstos no art. 55, da Lei n° 8.212/91. Afirma que a UFU não é uma entidade de fins filantrópicos, tampouco urna entidade beneficente de assistência social, mas sim urna instituição de educação na forma de fundação pública federal, criada e mantida pelo Poder Público. Aduz que, de acordo com a CF/88, em seu art. 150, inciso VI, alínea "a", e § 2°, as fundações públicas somente podem usufruir a imunidade fiscal relativa aos impostos sobre o patrimônio, a renda e aos serviços, não lhes alcançando a imunidade constitucional assegurada pelo art. 195, §7°, da 07/88. Ressalta, ainda, o contido no Parecer MPAS/CJ N° 563, de 17/05/1996, que analisou a situação dos entes públicos quanto ao reconhecimento de utilidade pública, um dos requisitos então vigentes para a concessão da isenção da contribuição previdenciária, previsto no art. 55 da Lei n°8.212/91: [...]Conclui, diante do exposto, não haver que se falar em isenção da contribuição previdenciária por parte da Universidade Federal de Uberlândia, estando ela, portanto, em débito para com a seguridade social quanto a contribuição previdenciária — parte patronal. O Relatório Fiscal informa que, para o cálculo da contribuição devida, foram considerados como salário de contribuição os valores informados pela entidade em GFIP, obtidos na base de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil, conforme ANEXOS I a IV e que, apurados os valores relativos às multas de mora e de oficio. bem como as relativas ao descumprimento das obrigações acessórias, procedeuse à comparação entre as mesmas. de modo a identificar o procedimento mais benéfico ao contribuinte, conforme demonstrado nos ANEXOS V a X. Em 29/01/2010, o sujeito passivo apresentou impugnação, de fls. 162/187, alegando, em síntese, o que segue: Fl. 58DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/ 11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 10970.000763/200983 Resolução nº 2301000.478 S2C3T1 Fl. 243 4 [...] Nos aspectos fáticos da impugnação, entende que resta ausente o elemento central tipificador da infração , vez que a impugnante está isenta, por lei, da contribuição previdenciária patronal. cujos valores, por esta razão, não integram a GFIP, o que foi alvo de autuação e multa. Nos aspectos jurídicolegais, diz estar isenta da contribuição previdenciária patronal, incluídas as parcelas de acidente do trabalho, conforme disposto no art. 6° da Lei n° 6.532, de 1978. Diz que o referido dispositivo foi recepcionado pela CF de 1988, art. 150, VI, § 2°, e art. 195, "caput", I. Afirma que a isenção prevista no mencionado art. 6° da Lei no 6.532, de 1978, já foi objeto de demandas judiciais, processos 90.03001065. 90.03004790, 91.03003892, referentes a embargos de execução interpostos pela impugnante, todos julgados procedentes, com sentenças confirmadas no Tribunal Regional Federal da 1 a. Região, tendo já transitado em julgado. Transcreve decisões judiciais. Diz que a isenção referese também às contribuições destinadas ao custeio do seguro por acidente do trabalho, previstas no art. 22, II, da Lei n° 8.212, de 1991, uma vez que são de responsabilidade do empregador. Reitera que a Lei n° 6.532, de 1978, foi recepcionada pela CF de 1988, sendo lei especial, que tratou exclusivamente da federalização da Universidade, sendo por isto necessário, para sua revogação, a edição de outra lei especial ou de caráter geral , com remissão expressa à revogação da citada Lei n° 6.532. Alega que a Lei n° 8.212, por seu turno, é de caráter geral e não possui dispositivo especifico que revogue a Lei n°6.532, de 1978. Argui que é infundada a interpretação de que todas as leis anteriores a Carta Política de 1988, que concederam isenções, estariam revogadas, uma vez que a própria CF, no art. 5°, XXXVI, ressalvou o direito adquirido. Entende que, de forma integrada e harmônica, estão os arts. 5°, XXXVI e 195, todos da CF, de 1988, que dizem respeito ao direito adquirido e à universalidade do custeio da Previdência Social. Afirma que, conquanto somente lei complementar pode dispor sobre normais gerais atinentes a contribuições sociais (art. 149, caput, c/c art. 146, II, da CF, de 1988) e sendo que a Lei n° 8.212, de 1991, não se equipara a lei complementar, esta não revogou a Lei n° 6.532, de 1978. [...]Diz que não haveria sentido a impugnante contribuir para a previdência social, parte do empregador, com recursos da União para integrar receita da própria União, o que redundaria em confusão. Cita o art. 381 do Código Civil e discorre acerca de orçamento. Transcreve jurisprudência sobre direito adquirido à isenção após o advento da CF de 1988 e da Lei n° 8.212, de 1991 e discorre, finalmente, sobre a CF de 1967/69 e a atual. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/ 11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 10970.000763/200983 Resolução nº 2301000.478 S2C3T1 Fl. 244 5 Pede seja julgada procedente a impugnação, com a finalidade de tornar insubsistente a infração aplicada, por falta de amparo legal. Em 14 de abril de 2010, a 5 Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG prolatou acórdão que julgou improcedente e impugnação apresentada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007 ISENÇÃO. DISPOSITIVO REVOGADO. DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. Não há que se falar em isenção de contribuições previdenciárias quando o dispositivo que a concedeu foi revogado por normas supervenientes. Não há direito adquirido a regime jurídico tributário. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimado do decisum, em 05/05/2010 [fl. 197], o Sujeito Passivo interpôs Recurso Voluntário [fls. 200 e ss] que, em síntese, reitera os mesmos argumentos dispostos na peça impugnatória, Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior Relator Preenchidos todos os requisitos de admissibilidade, conheço do recurso voluntário interposto. Conforme Relatório Fiscal a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), de acordo com seu Estatuto e Regimento, é uma fundação pública de educação superior, integrante da Administração Federal Indireta, criada através do DecretoLei n° 762, de 1969, e federalizada pela Lei n° 6.532, de 24/05/1978. Conforme o mesmo relatório, a UFU informou em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GF1P) o código FPAS 639, o qual devia ser utilizado apenas pelas entidades beneficentes de assistência social em gozo regular de isenção, concedida na forma do art. 55 da Lei n° 8.212, de 24/07/1991, hoje revogado pela Lei n° 12.101, de 2009. Ainda de acordo com o relatório fiscal, com o advento da Constituição Federal de 1988, a situação da UFU foi afetada tanto no aspecto de sua personalidade jurídica, que passou a ser de direito público, quanto na extinção do direito à isenção tributária. Já a Entidade alega que possui direito adquirido, reconhecidos por meio dos processos judiciais 90.03001065. 90.03004790, 91.03003892, referentes a embargos de execução interpostos pela Recorrente, todos julgados procedentes, com sentenças confirmadas no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Disto isso e para melhor análise, resolvo CONVERTER o julgamento em diligência para que a Recorrente faça juntar aos autos, no prazo de 30 [trinta] dias, certidão de Fl. 60DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/ 11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 10970.000763/200983 Resolução nº 2301000.478 S2C3T1 Fl. 245 6 inteiro teor dos processos judiciais acima numerados, com a informação relativa: aos pedidos da petição inicial; decisões judiciais prolatadas; e o status das referidas demandas. É como voto. Manoel Coelho Arruda Júnior Relator Fl. 61DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/ 11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 29/10/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
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Numero do processo: 10980.001489/2005-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
Embargos de Declaração conhecidos e providos em parte por ocorrência de inexatidão material devido a lapso manifesto no acordão e no dispositivo do voto.Com efeitos infringentes para retratar a realidade dos autos.
EMBARGOS PROVIDO EM PARTE
Numero da decisão: 3101-001.734
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de voto, dar parcial provimento ao Recurso de Embargos Declaratóros.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Amauri Amaro Câmara Junior e Elias Fernandes Eufrásio.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 Embargos de Declaração conhecidos e providos em parte por ocorrência de inexatidão material devido a lapso manifesto no acordão e no dispositivo do voto.Com efeitos infringentes para retratar a realidade dos autos. EMBARGOS PROVIDO EM PARTE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de voto, dar parcial provimento ao Recurso de Embargos Declaratóros. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Amauri Amaro Câmara Junior e Elias Fernandes Eufrásio.
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EMBARGOS PROVIDO EM PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de voto, dar parcial provimento ao Recurso de Embargos Declaratóros. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Amauri Amaro Câmara Junior e Elias Fernandes Eufrásio. Relatório Tratam os autos de embargos de declaração manejado pelo Contribuinte, em face do acórdão nº 3101001.403 de 21 de maio de 2013 da lavra desta relatora, por conta da AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 14 89 /2 00 5- 17 Fl. 286DF CARF MF Impresso em 09/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 06 /10/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10980.001489/200517 Acórdão n.º 3101001.734 S3C1T1 Fl. 32 2 decisão desse colegiado ter supostamente se omitido quanto a “lacuna de regulamentação” que por consequência impossibilitou o cumprimento da obrigação acessória questionada, ou seja, DIRF Papel imune, bem como ter havido contradição na aplicação da penalidade por estar a Recorrente classificada como pequena empresa, tanto assim que está enquadrada no “Simples”. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Valdete Aparecida Marinheiro, Conheço dos embargos de declaração porque tempestivos e atendidos os demais requisitos para sua admissibilidade. Embora seja defeso a interposição de embargos de declaração a acórdão conforme e por pessoas previstas no Regimento do CARF, é bom lembrar que o mesmo tem por objeto combater eventuais omissões, contradições ou obscuridades na decisão do colegiado. Portanto, o acórdão atacado nos presentes embargos para ter sido viciado pela omissão e contradição deve ter adotado premissas intimas inconciliáveis, justificandose a sua desintoxicação. Por sua vez, se contém o vício da omissão, lembrando que o acórdão aqui combatido é a decisão desse colegiado, deve ter se abstido de apreciar as questões de fato e de direito suscitadas ou não pelas partes, embora o contraditório legitime o resultado obtido, desde que se configure pertinência com os elementos do processo. Assim, não vejo presente no acórdão combatido e o voto condutor da decisão desse colegiado a ocorrência da omissão apontada, ou seja, quanto a “lacuna de regulamentação” que por consequência impossibilitou o cumprimento da obrigação acessória questionada. Não existe “lacuna de regulamentação” a ser suprida por essa decisão e nesse grau de recurso voluntário. O que ocorreu foi que o contribuinte não conseguiu se adaptar a legislação imposta e, portanto, não cumpriu com suas obrigações acessórias de apresentar a DIRF Papel Imune em determinado período. Situação, inclusive já superada. Realmente, o que se julgou em segunda instância administrativa foi se a decisão recorrida aplicou a penalidade correta ou não. Entretanto, observase que os presentes embargos de declaração apontam, uma contradição, quando na verdade reconheço, a existência de inexatidão material devida a lapso manifesto, em duas passagens: no acordão e no dispositivo do voto. Assim, no acórdão: onde consta: “Acordão, os membros da 1ª Câmara/ 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de voto, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para limitar em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por infração.” Fl. 287DF CARF MF Impresso em 09/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 06 /10/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10980.001489/200517 Acórdão n.º 3101001.734 S3C1T1 Fl. 33 3 retifico para: “Acordão, os membros da 1ª Câmara/ 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de voto, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para limitar em R$ 2.500,00 (dois mil reais) por infração.” Do dispositivo final do voto condutor do acórdão embargado: onde consta: “Com essas considerações, dou parcial provimento ao recurso voluntário para limitar a penalidade em R$ 5.000,00 (cinco mil e quinhentos reais) por cada DIF Papel Imune transmitida a destempo.” retifico para: “Com essas considerações, dou parcial provimento ao recurso voluntário para limitar a penalidade em R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) por cada DIF Papel Imune transmitida a destempo.” Isto posto Dou Provimento Parcial aos embargos declaratórios, com efeitos infringentes, para rerratificar o acórdão embargado para retratar a realidade dos autos. Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 288DF CARF MF Impresso em 09/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 06 /10/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 35342.000051/2007-20
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2001 a 31/12/2002
RESTITUIÇÃO. MANDATO ELETIVO. PRAZO CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 168, II DO CTN.
O termo a quo para contagem do prazo prescricional do direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos por exercentes de mandato eletivo assenta-se na data da publicação da Resolução n° 26/2005 do Senado Federal, a qual suspendeu, com eficácia erga omnes, a execução da alínea "h" do inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212/1991, acrescentada pelo §1º do art. 13 da Lei nº 9.506/1997, em virtude de declaração de inconstitucionalidade proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão definitiva nos autos do Recurso Extraordinário nº 351.717-1/PR.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2302-002.357
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liége Lacroix Thomasi Presidente Substituta.
Arlindo da Costa e Silva Relator ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vice-presidente de turma), Adriana Sato, André Luís Mársico Lombardi, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ADRIANA SATO
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MANDATO ELETIVO. PRAZO CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 168, II DO CTN. O termo a quo para contagem do prazo prescricional do direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos por exercentes de mandato eletivo assentase na data da publicação da Resolução n° 26/2005 do Senado Federal, a qual suspendeu, com eficácia erga omnes, a execução da alínea "h" do inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212/1991, acrescentada pelo §1º do art. 13 da Lei nº 9.506/1997, em virtude de declaração de inconstitucionalidade proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão definitiva nos autos do Recurso Extraordinário nº 351.7171/PR. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva – Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vicepresidente de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 34 2. 00 00 51 /2 00 7- 20 Fl. 52DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 17/05/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 turma), Adriana Sato, André Luís Mársico Lombardi, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva. Relatório Em 10/01/2007, alegando recolhimento indevido à Previdência Social, na ocasião em que exercia o cargo eletivo de Vereador, no município de Quilombo/SC, o Recorrente solicitou a restituição das contribuições, abrangendo o período de junho de 2001 a dezembro de 2002. O requerimento foi deferido parcialmente, sob o fundamento de que parte do período, correspondendo às competências junho/2001 a novembro/2001, já teria sido alcançado pela prescrição, conforme decisão a fls. 19/22. Inconformado, o recorrente interpôs recurso administrativo, a fls. 40/42, forte no argumento de que o termo a quo do prazo prescricional assentase em 22 de junho de 2005, data de publicação da Resolução n° 26/2005, do Senado Federal, no Diário de Justiça da União, encerrandose em 21 de junho de 2010. Não foram apresentadas contrarrazões pelo órgão fazendário. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Voto Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator ad hoc. 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O sujeito passivo foi válida e eficazmente cientificado da decisão recorrida em 13/12/2007, quintafeira, iniciandose pois o decurso do prazo recursal na sextafeira seguinte, digase, 14/12/2007. Havendo sido o recurso voluntário protocolado no dia 14/01/2008, conforme revela documento a fl. 43, há que se reconhecer a tempestividade do recurso interposto. Presentes os demais requisitos de admissibilidade do recurso, dele conheço. Ante a inexistência de questões preliminares, passamos à análise do mérito. 2. DO MÉRITO. 2.1. DA PRESCRIÇÃO. Fl. 53DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 17/05/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 35342.000051/200720 Acórdão n.º 2302002.357 S2C3T2 Fl. 54 3 Com efeito, a Resolução n° 26/2005 do Senado Federal suspendeu a execução da alínea "h" do inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212/1991, acrescentada pelo §1º do art. 13 da Lei nº 9.506/1997, em virtude de declaração de inconstitucionalidade proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão definitiva nos autos do Recurso Extraordinário nº 351.7171/PR. RESOLUÇÃO SENADO FEDERAL nº 26, de 21 de junho de 2005 O Senado Federal resolve: Art. 1º É suspensa a execução da alínea "h" do inciso I do art. 12 da Lei Federal nº 8.212, de 24 de julho de 1991, acrescentada pelo §1º do art. 13 da Lei Federal nº 9.506, de 30 de outubro de 1997, em virtude de declaração de inconstitucionalidade em decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário nº 351.7171 Paraná. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. De acordo com o previsto no §2º do art. 1º do referido Decreto, os efeitos da suspensão da execução pelo Senado Federal seriam retroativos à data de entrada em vigor da norma declarada inconstitucional. Decreto n° 2.346, de 10 de outubro de 1997. Art. 1º As decisões do Supremo Tribunal Federal que fixem, de forma inequívoca e definitiva, interpretação do texto constitucional deverão ser uniformemente observadas pela Administração Pública Federal direta e indireta, obedecidos aos procedimentos estabelecidos neste Decreto. §1º Transitada em julgado decisão do Supremo Tribunal Federal que declare a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, em ação direta, a decisão, dotada de eficácia ex tunc, produzirá efeitos desde a entrada em vigor da norma declarada inconstitucional, salvo se o ato praticado com base na lei ou ato normativo inconstitucional não mais for suscetível de revisão administrativa ou judicial. (grifos nossos) §2º O disposto no parágrafo anterior aplicase, igualmente, à lei ou ao ato normativo que tenha sua inconstitucionalidade proferida, incidentalmente, pelo Supremo Tribunal Federal, após a suspensão de sua execução pelo Senado Federal. O Secretário da Receita Federal do Brasil publicou o Ato Declaratório Executivo RFB n° 60, de 17 de outubro de 2005, dispondo em seu Art. 1º que “A suspensão, pela Resolução nº 26 do Senado Federal, da execução da alínea "h" do inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212, de 1991, acrescentada pelo §1º do art. 13 da Lei nº 9.506, de 1997, produz efeitos ex tunc, ou seja, desde a entrada em vigor da norma declarada inconstitucional”. Fl. 54DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 17/05/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Nesse contexto, até o dia 18 de setembro de 2004, os exercentes de mandato eletivo não poderiam ser considerados segurados obrigatórios do RGPS, por falta de previsão legal. Somente a contar da data de vigência da Lei n° 10.887/2004, digase, 19 de setembro de 2004, é que o exercente de mandato eletivo não vinculado a Regime Próprio de Previdência Social passou a ser caracterizado como segurado obrigatório do RGPS, na qualidade de segurado empregado. Ocorre que a norma disposta no §2º do art. 1º do Decreto n° 2.346/1997, aplicável nas hipóteses em que o Supremo Tribunal Federal, na via incidental, declara inconstitucional lei ou ato normativo, deixa dúvidas quanto o estabelecimento do termo inicial do prazo prescricional para o exercício do direito de repetição de indébito, uma vez que a suspensão da norma pelo Senado Federal não opera efeitos ex tunc, como no hipótese descrita no §1º do mesmo dispositivo legal, mas sim, efeitos ex nunc, de forma que não faz sentido, nestes caso, a decisão retroagir à data de entrada da norma declarada inconstitucional. O Código Tributário Nacional, por seu turno, estatui em seu art. 168, II que o direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 anos, contados da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. Código Tributário Nacional CTN Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; II na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. Deflui de uma interpretação teleológica da norma estampada no inciso II do art. 168 acima transcrito que, na hipótese tratada nos autos, o termo a quo para a contagem do prazo tem início com a publicação da Resolução n° 26/2005 do Senado Federal, uma vez que somente a contar de então, os contribuintes estranhos ao Recurso Extraordinário nº 351.7171, passaram a usufruir dos efeitos dimanados da decisão do STF, graças aos efeitos erga omnes em que se opera a Resolução do Senado Federal. Cumpre registrar que a própria Previdência Social já adotou esse entendimento anteriormente no precedente de inconstitucionalidade das contribuições instituídas por meio da Lei n° 7.789, conforme se depreende do teor da norma inscrita no art. 228 da Instrução Normativa INSS/DC n° 100/2003, em excerto rememorado a seguir para a melhor compreensão de seus fundamentos. Instrução Normativa INSS/DC n° 100/2003 Art. 228. O prazo final para apresentação de pedido de restituição ou de início da efetivação da compensação de contribuições sociais previdenciárias relativas a remuneração paga a autônomos, empresários e avulsos, foi estabelecido de acordo com os seguintes critérios: Fl. 55DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 17/05/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 35342.000051/200720 Acórdão n.º 2302002.357 S2C3T2 Fl. 55 5 I os recolhimentos efetuados com base no inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787, de 30 de junho de 1989, relativos ao período de setembro de 1989 a outubro de 1991, tiveram por início do prazo prescricional o dia 28 de abril de 1995 (data da publicação da Resolução nº 14 do Senado Federal) e, por término, o dia 28 de abril de 2000; II os recolhimentos efetuados com base no inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, relativos ao período de novembro de 1991 a abril de 1996, anterior à vigência da Lei Complementar nº 84, de 18 de janeiro de 1996, tiveram por início do prazo prescricional o dia 1º de dezembro de 1995 (data da republicação da decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade ADIN nº 1.102/DF) e, por término, o dia 1º de dezembro de 2000. Nessa mesma rota navega a jurisprudência assentada nos Tribunais Superiores, conforme se depreende do julgamento do Agravo Regimental no Recurso Especial n° 506.127 PR (2003/00360043), de relatoria do Ministro Luiz Fux, publicada no DJ em 1º de março de 2004, cuja ementa encontrase assim redigida: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A REMUNERAÇÃO PAGA A AVULSOS, AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES. ART. 3º, I, DA LEI 7.787/89 E ART. 22, I, DA LEI 8.212/91. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. 1. O sistema de controle de constitucionalidade das leis adotado no Brasil implica assentar que apenas as decisões proferidas pelo STF no controle concentrado têm efeitos erga omnes. Consectariamente, a declaração de inconstitucionalidade no controle difuso tem eficácia inter partes. Forçoso, assim, concluir que o reconhecimento da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo pelo STF só pode ser considerado como termo inicial para a prescrição da ação de repetição do indébito quando efetuado no controle concentrado de constitucionalidade, ou, tratandose de controle difuso, somente na hipótese de edição de resolução do Senado Federal, conferindo efeitos erga omnes àquela declaração (CF, art. 52, X). 2. Ressalva do ponto de vista do Relator, no sentido de que a declaração de inconstitucionalidade somente tem o condão de iniciar o prazo prescricional quando, pelas regras gerais do CTN, a prescrição ainda não se tenha consumado. Considerando a tese sustentada de que a ação direta de inconstitucionalidade é imprescritível, e em face da discricionariedade do Senado Federal em editar a resolução prevista no art. 52, X, da Carta Magna, as ações de repetição do indébito tributário ficariam sujeitas à reabertura do prazo prescricional por tempo indefinido, violando o primado da segurança jurídica, e a fortiori, todos os direitos seriam imprescritíveis, como bem assentado em sede doutrinária: "Por isso, o controle da legalidade não é absoluto, exige o respeito do presente em que a lei foi vigente. Daí surgem os prazos judiciais garantindo a coisa Fl. 56DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 17/05/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 julgada, e a decadência e a prescrição cristalizando o ato jurídico perfeito e o direito adquirido. (...) Como a ADIN é imprescritível, todas as ações que tiverem por objeto direitos subjetivos decorrentes de lei cuja constitucionalidade ainda não foi apreciada, ficariam sujeitas à reabertura do prazo de prescrição, por tempo indefinido. Assim, disseminarseia a imprescritibilidade no direito, tornando os direitos subjetivos instáveis até que a constitucionalidade da lei seja objeto de controle pelo STF. Ocorre que, se a decadência e a prescrição perdessem o seu efeito operante diante do controle direto de constitucionalidade, então todos os direitos subjetivos tornarse iam imprescritíveis. A decadência e a prescrição rompem o processo de positivação do direito, determinando a imutabilidade dos direitos subjetivos protegidos pelos seus efeitos, estabilizando as relações jurídicas, independentemente de ulterior controle de constitucionalidade da lei. O acórdão em ADIN que declarar a inconstitucionalidade da lei tributária serve de fundamento para configurar juridicamente o conceito de pagamento indevido, proporcionando a repetição do débito do Fisco somente se pleiteada tempestivamente em face dos prazos de decadência e prescrição: a decisão em controle direto não tem o efeito de reabrir os prazos de decadência e prescrição. Descabe, portanto, justificar que, com o trânsito em julgado do acórdão do STF, a reabertura do prazo de prescrição se dá em razão do princípio da actio nata. Tratase de repetição de princípio: significa sobrepor como premissa a conclusão que se pretende. O acórdão em ADIN não faz surgir novo direito de ação ainda não desconstituído pela ação do tempo no direito. Respeitados os limites do controle da constitucionalidade e da imprescritibilidade da ADIN, os prazos de prescrição do direito do contribuinte ao débito do Fisco permanecem regulados pelas três regras que construímos a partir dos dispositivos do CTN." (Eurico Marcos Diniz de Santi. Decadência e Prescrição no Direito Tributário. São Paulo, Editora Max Limonad, 2000, p. 271/277) 3. Submissão ao entendimento predominante da Primeira Seção, no julgamento do ERESP nº 423.994/MG, com a ressalva do relator de que essa tese não pode reabrir prazos prescricionais superados à luz do CTN. Destarte, naquele julgamento restaram assentados os seguintes termos iniciais da ação de repetição: a) quando no controle concentrado houver declaração de inconstitucionalidade, iniciase a prescrição quinquenal da ação, do trânsito em julgado da declaração pelo STF; b) quando o controle for difuso, o termo inicial é a data da publicação da resolução do Senado Federal (art. 52, X, da CF); c) inocorrendo declaração de inconstitucionalidade, prevalece a tese dos 5 (cinco) mais 5 (cinco), vale dizer, nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo prescricional é de 5 (cinco) anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um quinquênio, computados desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco para verificar o quantum devido a título do tributo. 4. A declaração da inconstitucionalidade da expressão "avulsos, autônomos e administradores", contida no inciso I do art. 3 da Lei 7.787/89, se deu no julgamento do Recurso Extraordinário 177.2964/RJ (controle difuso), publicada no DJ de 09/12/1994. Entretanto, a Resolução nº 14 do Senado Federal, consectária ao referido julgamento, e que suspendeu a execução dos referidos Fl. 57DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 17/05/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 35342.000051/200720 Acórdão n.º 2302002.357 S2C3T2 Fl. 56 7 Decretosleis, foi publicada no Diário Oficial da União apenas em 28/04/1995, pelo que este é o termo inicial da prescrição da ação de repetição do indébito, perfazendo o lapso de 5 (cinco) anos para efetivarse a prescrição, em 28/04/2000. 5. Por outro lado, a declaração de inconstitucionalidade da expressão "avulsos, autônomos e administradores" contida no inciso I do art. 3º da Lei 8.212/91, se deu no julgamento da ADIN 1.102/DF, cujo acórdão foi publicado no DJ de 17/11/1995, tendo transitado em julgado em 13/12/1995, perfazendo o lapso de 5 (cinco) anos para efetivarse a prescrição, em 13/12/2000. 6. Agravo regimental provido, para dar parcial provimento ao recurso especial do INSS, reconhecendo prescrita a pretensão de repetição dos valores recolhidos a título de contribuição previdenciária sobre a remuneração paga a autônomos, avulsos e administradores sob a vigência da Lei 7.787/89. Moldado nesse matiz o quadro Jurídico aplicável à espécie, avulta como certo que, somente a contar da publicação da Resolução do Senado Federal n° 26/2005, o sujeito passivo passou a ter a seu dispor o Direito de Ação para pleitear a restituição dos valores indevidamente recolhidos à Seguridade Social. Nesse contexto, o termo inicial do prazo prescricional ora debatido assentase então em 22 de junho de 2005, encerrandose destarte em 21 de junho de 2010. Havendo o pedido de restituição sido protocolado em 10 de janeiro de 2007, tal direito do Recorrente não pode ser tido como prescrito. 3. DECISÃO Pelas razões ora expendidas, CONHEÇO do Recurso Voluntário para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO. É como voto. Arlindo da Costa e Silva, Relator ad hoc. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 17/05/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 17/05/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 18/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 15586.001575/2010-63
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Oct 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
ALIMENTAÇÃO. PAGAMENTO IN NATURA. INSCRIÇÃO NO PAT. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO.
O auxílio alimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-003.685
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Eduardo de Oliveira.
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Ricardo Magaldi Messetti, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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PAGAMENTO IN NATURA. INSCRIÇÃO NO PAT. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. O auxílio alimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Eduardo de Oliveira. Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Ricardo Magaldi Messetti, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 15 75 /2 01 0- 63 Fl. 108DF CARF MF Impresso em 13/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Relatório LANÇAMENTO Tratase de crédito lançado pela fiscalização (AI DEBCAD 37.302.8156, de 2010) contra a empresa acima identificada, referente às contribuições destinadas a Terceiros (Salário Educação, INCRA, SENAC, SESC, SEBRAE), incidentes sobre as remunerações pagas a título de ticket alimentação, sem a inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT, regulado pela Lei 6.321/1976, no período de 01/2006 a 12/2006. DA IMPUGNAÇÃO O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal, apresentando impugnação. DO RECURSO VOLUNTÁRIO O órgão julgador de primeira instância administrativa fiscal considerou o lançamento procedente. O contribuinte foi cientificado da decisão, inconformado apresentou recurso voluntário, alegando em síntese: o pagamento do auxílio alimentação era pago in natura e os tribunais já pacificaram o entendimento de que não há incidência de contribuições previdenciárias; por fim, requer o cancelamento do lançamento fiscal. É o relatório. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 13/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15586.001575/201063 Acórdão n.º 2803003.685 S2TE03 Fl. 109 3 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual será analisado. Consta do relatório fiscal que a base de cálculo do lançamento fiscal se refere a valor de despesa com fornecimento ticket alimentação aos empregados, parcela in natura sem inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. AUXÍLIOALIMENTAÇÃO IN NATURA. INSCRIÇÃO NO PAT. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça – STJ pacificou o entendimento no sentido de que o auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Tal afirmativa encontra ressonância na decisão proferida pelo STJ, no AgRg no AREsp 5810 / SC AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 2011/00810687, publicado no DJe de 10/06/2011, cuja ementa transcrevese, in verbis: Ementa PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. Caso em que se discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas recebidas a título de auxílioalimentação in natura, quando a empresa não está inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. A jurisprudência desta Corte pacificouse no sentido de que o auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Precedentes: EREsp 603.509/CE, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, DJ 8/11/2004; REsp 1.196.748/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 28/9/2010; AgRg no REsp 1.119.787/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/6/2010. 3. Agravo regimental não provido. (nosso grifo) Fl. 110DF CARF MF Impresso em 13/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 Ademais, sobre o assunto existe Despacho do Ministro de Estado da Fazenda, datado de 22 de novembro de 2011, publicado no DOU, de 24 de novembro de 2011, aprovando Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117, de 10 de novembro de 2011, reconhecendo que sobre o pagamento in natura do auxílio alimentação não há incidência de contribuição previdenciária, dispensando de apresentação de contestação, de interposição de recursos e pela desistência dos já interpostos, in verbis: Assunto: Contribuição Previdenciária. Auxílioalimentação in natura. Não incidência. Jurisprudência pacífica do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997. ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional autorizada a não contestar, a não interpor recursos e a desistir dos já interpostos. Aprovo o PARECER PGFN/CRJ/Nº 2117, de 10 de novembro de 2011, da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, que concluiu pela dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e pela desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, com relação às ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária. Assim sendo, o valor pago a título de alimentação in natura aos empregados por intermédio ticket alimentação/refeição não deve integrar o salário de contribuição. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em dar provimento ao recurso voluntário. Helton Carlos Praia de Lima Fl. 111DF CARF MF Impresso em 13/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 15521.000381/2008-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Oct 22 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2401-000.404
Decisão: Vistos, relatados e discutidos mos presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 21 .0 00 38 1/ 20 08 -8 1 Fl. 89DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15521.000381/200881 Resolução nº 2401000.404 S2C4T1 Fl. 3 2 RELATORIO O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado sob o n. 37.217.9398, desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, da Lei n ° 8.212/1991 (acrescentado pela Lei n. 9.528, de 10121997 na redação da MP n. 449, de 3122008, convertida na Lei n. 11.941, de 2752009). Conforme descrito no relatório fiscal, fl. 06 e 07 foi apresentada planilha identificando as omissões apontadas pela autoridade fiscal. Ao enquadrarse no código FPAS 639, em vez do FPAS 515 o contribuinte declarou em GFIP as bases de cálculo das contribuições previdenciárias contemplando a contribuição dos segurados e deduções de salário família/maternidade, e em conseqüência omitindo as contribuições da empresa para o FPAS, SAT/RAT E OUTRAS ENTIDADES. Em consequência o contribuinte apresentou as GFIP com INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS em 05 (cinco) campos, a saber: FPAS, OUTRAS ENTIDADES, ALÍQUOTA SAT, CóDIGO PAGAMENTO GPS e VALOR DEVIDO A PREVIDÊNCIA SOCIAL. Importante, destacar que a lavratura do AIOP deuse em 16/12/2008, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 23/12/2008. Não concordando com o lançamento, a entidade apresentou impugnação, fls. 28 e seguintes. A Decisão de Primeira Instância administrativa julgou procedente em parte o lançamento, determinando a exclusão a luz do art. 173, I do CTN, fls. 60. Segue ementa do acordão: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/12/2002 a 31/10/2007 GFIP. INFORMAÇÕES INEXATAS. Constitui infração por descumprimento de deveres tributários instrumentais a prestação, em GFIP, de informações incorretas ou inexatas. IMUNIDADE. EMISSÃO DE ATO DECLARATÓRIO. PRESSUPOSTO. A entidade interessada em gozar da imunidade tributária, prevista no art. 195, §7° da CRF/88, deve, preliminarmente A. fruição do beneficio, requerêla formalmente, demonstrando todos os requisitos previstos em lei para sua concessão. t ilegal, portanto, o auto enquadramento, quando efetuado antes da emissão do ato declaratório. TAXA SELIC. É legitima a utilização da taxa SELIC, conforme o disposto no Portaria Conjunta PGFN/RFBn°10, de 14 de novembro de 2008, no §1° do art. 161, CTN c/c art. 34, caput, da Lei 8.212/91. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15521.000381/200881 Resolução nº 2401000.404 S2C4T1 Fl. 4 3 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA DE NATUREZA PREVIDENCIÃRIA. PRAZO DECADENCIAL. SÚMULA VINCULANTE N°08 DO STF. Em se tratando de multa por descumprimento de obrigação acessória, exigível mediante lançamento de oficio, é aplicável o art. 173, I do CTN. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, fls. 73 a 74, onde em geral traz o recorrente os mesmos argumentos já apresentados na impugnação, quais sejam: 1. Entretanto, os demais argumentos mencionados na Impugnação em à imunidade fiscal garantida as entidades filantrópicas, que da ao RETIRO SAO JOÃO BATISTA tal direito não foram suficientes para cancelar o lançamento após o período decadencial. 2. Conforme documentação acostada, foi requerida tal isenção junto ao O competente, não deferido o pedido pela inércia do próprio Órgão. 3. É de bom alvitre lembrar que o beneficio as entidades de assistência social foi criado para suprir alguma deficiência do Governo, por não ter este condições de atender aos anseios da população, delegando a tarefa à iniciativa privada. Ainda assim, suas deficiências são visíveis, não apenas no tocante ao atendimento à população, mas também as entidades que já prestam atendimento que deveria caber única e exclusivamente ao Estado. 4. Considerese que até a presente data o pedido de concessão não foi sequer analisado pelo órgão; entretanto, atendido, geraria efeitos extunc, reconhecendo a imunidade a partir de então, ou seja, desde 2002. 5. Para comprovação de seu direito, juntou a recorrente ao recurso interposto, documentação comprobatória não apenas do requerimento formulado junto ao Instituto de Previdência, então nos moldes da Lei n° 8.212/91, como também comprovação da manutenção do direito em relação A. legislação vigente, qual seja, a MP n° 447/08. A unidade descentralizada da DRFB encaminhou o processo a este CARF. É o relatório. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15521.000381/200881 Resolução nº 2401000.404 S2C4T1 Fl. 5 4 VOTO Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação nos autos, fl. 76. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DO MÉRITO Quanto ao mérito, alega o recorrente que a multa foi instituída por incorreção no preenchimento da GFIP. Entretanto, as referidas guias foram preenchidas de acordo com sua condição de ISENTA, qualidade esta que se discute no presente recurso e ainda nos procedimentos n. 15521.000380/200836 e 15521.000379/200810 também em julgamento nessa mesma sessão. Todavia, o resultado do presente auto de infração, em relação ao mérito, segue o mesmo resultado da obrigação principal correlata, onde foram lançadas as contribuições patronais.. Identificada a conexão entre os processos, a análise do mérito, darseá no mesmo sentido do processo principal em relação aos fatos geradores que ensejaram a autuação. Dessa forma, adoto a diligência requerida nos processos de Obrigação principal (abaixo transcrita), também para o presente AIOA, considerando que apenas após o julgamento dos recursos nos quais questiona a condição de isenta, será possível a análise do presente processo. O lançamento em questão versa sobre contribuições previdenciárias não recolhidas na época própria, tendo em vista auto enquadrarse a autuada como isenta, porém não tendo a empresa requerido junto a previdência social o pedido de isenção. Vejamos, trecho do relatório fiscal com a imputação: “encontrase descrito no estatuto que a entidade tem por objeto o desenvolvimento de atividades beneficentes e de assistência social, auto enquadrando se, em relação ao FPAS no código 639, como se constata nas GFIP de todo o período de apuração do débito objeto deste AI. Ocorre que o código FPAS 639 é próprio de Entidade Beneficente de Assistência Social ISENTA, qualidade que o contribuinte não tinha, pois apesar de possuir Titulo de Utilidade Pública Federal que é concedido pelo Ministério da Justiça, ser portadora do Registro e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social não havia requerido isenção ao Instituto Nacional do Seguro Social ou Secretaria da Receita Federal do Brasil, não satisfazendo portanto, todos os requisitos previstos no Art. 55 da Lei 8.212 de 24/07/1991.” Já em sua impugnação o recorrente alega equivocado o posicionamento do fisco, tendo em vista ter formalizado pedido de isenção ainda no ano de 2002, conforme transcrevo abaixo trecho da defesa: Em 09/05/2002, foi requerido ao Instituto Nacional de Previdência Social, recebido pelo órgão na mesma data — conforme Processo n° 35308.000360/200211, nos moldes do art. 55 da Lei n° 8.212/91, a isenção das Contribuições Previdenciárias Fl. 92DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15521.000381/200881 Resolução nº 2401000.404 S2C4T1 Fl. 6 5 Patronais, tendo em vista que a entidade possuía todos os requisitos necessários A. sua concessão (documentos anexos) Entretanto, encontra se hoje penalizada pela inércia do Órgão, cujo processo ainda tramita, sem manifestação da autoridade competente. Em análise aos argumentos apresentados pelo recorrente, o julgador de primeira instância, entendeu por bem não acatar o pedido, argumentado que a empresa teria outros meios legais para Da Imunidade Inicialmente, o art. 195, §7", da CRF/88, estabelece vedação à tributação das entidades beneficentes de assistência social, para o custeio da seguridade social, tratandose de imunidade tributária e não, propriamente, de isenção. A imunidade condiciona o exercício da tributação, ao passo que o instituto da isenção e simples beneficio fiscal concedido pelo legislador infraconstitucional, e que pode ser revogado.(...) Do dispositivo constitucional supracitado, inferese que a imunidade conferida beneficentes de assistência social vinculase ao atendimento de pressupostos em lei. Tratase, portanto, de uma imunidade condicionada, eis que dependente normativa para a fixação dos pressupostos a serem observados para o exercício do direito. Nesse passo, os pressupostos para a fruição da imunidade tributária encontramo art. 55, da Lei n.° 8.212/91, nos seguintes termos(...) Na mesma esteira, o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, assim estabelece(...) Extraise com meridiana clareza do texto acima, que a entidade interessada em gozar da imunidade tributária deve satisfazer todas as exigências previstas em lei, de forma cumulativa, excepcionadas as disposições (inciso III do art. 55 e §§3°,4°) que se encontram com a eficácia suspensa, por força de Liminar concedida na ADIN 20285, até seu julgamento final. De acordo com o procedimento fixado na legislação infraconstitucional para reconhecimento da imunidade, deve a entidade interessada formular pedido ao INSS ou, atualmente, à Receita Federal do Brasil, vedandose, portanto, o auto enquadramento. Nesse sentido já decidiu o TRF da 4a Regido(...) Assim, o reconhecimento da condição de entidade beneficente de assistência social, para fins de fruição da imunidade tributária, deve ser requerido junto ao órgão competente que, se entender pelo deferimento do pedido após análise dos pressupostos legais, emitirá o "Ato Declaratório de Isenção de Contribuições Previdenciárias", com a fruição do beneficio retroagindo h. data do protocolo do requerimento. Não obstante a Interessada ter demonstrado, ás fls. 276/277, que formalizou O "pedido de isenção" em 09/05/2002, e que até então não obteve resposta alguma, tal fato não legitima o auto enquadramento levado a efeito. Isso se explica, pois o §4°, do art. 208, do RPS/99, expressamente estabelece que, na ausência de decisão no prazo de 30 dias da solicitação do pedido, a entidade interessada poderia formular reclamação, dirigida A. autoridade hierarquicamente superior, a quem caberia decidir sobre o reconhecimento do beneficio e, se fosse o caso, promoveria a apuração de responsabilidade funcional. Ademais, poderia ainda ajuizar ação cuja finalidade fosse a obtenção de tutela especifica em obrigação de fazer, e nunca realizar "justiça" com as próprias mãos. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15521.000381/200881 Resolução nº 2401000.404 S2C4T1 Fl. 7 6 26. Não há, portanto, deferimento automático do pedido em caso de mora da Administração Pública, sendo que a própria legislação institui o procedimento a ser adotado, nos casos de retardamento injustificável do processo. Assim, embora tenham sido apresentados e rebatidos diversos argumentos em sede de recurso, entendo haver uma questão prejudicial a continuidade do presente julgamento. À decisão da procedência ou não do presente autodeinfração está ligado à sorte da decisão do Pedido de Isenção”, que possui correlação direta com o mesmo. Notese que o relatório fiscal, foi enfático ao vincular o presente lançamento a ausência do pedido de isenção razão pela qual se faz necessário identificar o andamento do mesmo. Ao contrário do que entendeu o julgador, entendo que o resultado do pedido de isenção é crucial para que se determine a procedência do presente AI. Realmente o requerimento do pedido de isenção não dá direito a empresa considerarse isenta automaticamente. No caso, se o processo (pedido de isenção) fosse julgado improcedente a empresa teria que arcar com o ônus do seu auto enquadramento equivocado. Dessa forma, entendo que o melhor encaminhamento é determinar o retorno do processo à DRFB jurisdicionante, para que sejam prestadas informações acerca do andamento do processo Processo n° 35308.000360/200211 referente ao pedido de isenção, inclusive identificando o número do processo. Caso o referido processo já tenha sido julgado, favor colacionar aos autos o acórdão do julgamento, cientificando o recorrente dos termos da diligência para só então retornar o processo ao CARF. CONCLUSÃO: Voto pela CONVERSÃO do julgamento EM DILIGÊNCIA, para que sejam prestadas informações acerca do pedido de isenção da autuada. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 22/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 28/09/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 13857.000311/97-09
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Oct 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
Autoriza-se a compensação de débitos próprios com créditos revestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3403-002.991
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ivan Alegretti Vice-Presidente ad hoc
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Declarou-se impedido de participar do julgamento o Conselheiro Antonio Carlos Atulim.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. Autorizase a compensação de débitos próprios com créditos revestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ivan Alegretti – VicePresidente ad hoc (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do julgamento os conselheiros, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Declarouse impedido de participar do julgamento o Conselheiro Antonio Carlos Atulim. Relatório Tratase de pedido de compensação por meio do qual TECUMSEH DO BRASIL LTDA.pretende extinguir débitos de Cofins (cód. 2172) e PIS (cód. 8109) de seu estabelecimento matriz, no total de R$ 456.597,37, oferecendo, em contrapartida, direito creditório originado de Crédito Presumido de IPI – CPIPI, instituído pela Lei nº 9.363, de 13 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 7. 00 03 11 /9 7- 09 Fl. 677DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por IVAN ALLEGRETTI 2 de dezembro de 1996, referente ao 2° trimestre de 1997. O pedido foi cursado sob a égide da Instrução Normativa SRF nº 21, de 10 de março de 1997, e não foi convolado em Declaração de Compensação DComp. Da primeira vez em que os autos vieram ao Colegiado de Segunda Instância administrativa, a motivação do recurso voluntário interposto pela interessada fora o indeferimento do pleito com fundamento restrito na inexistência de apresentação de pedido de ressarcimento do mesmo crédito presumido de IPI, anterior ou simultaneamente à formalização do pedido de compensação. Na ocasião, o então Segundo Conselho de Contribuintes deu provimento ao apelo, determinando que os autos retornassem à origem para exame da existência e quantificação dos créditos apresentados em compensação, independentemente do prévio requerimento de ressarcimento (fls. 77 a 84). O órgão preparador, então, empreendeu fiscalização sobre a pessoa jurídica, objetivando, justamente, averiguar as dimensões do alegado direito creditório. No relatório de atividade fiscal acostado às fls. 171 a 175 dos autos, narra a autoridade ter procedido a uma série de verificações até que, enfim, intimou a ora recorrente a lhe apresentar determinadas notas fiscais relativas aos insumos (MP, PI e ME) adquiridos no período, a fim de confrontálas com os dados constantes do arquivo magnético apresentado à fiscalização. Tendo obtido como resposta a notícia de que a empresa não localizara o documentário fiscal em questão e, ainda, considerandoo indispensável à aferição definitiva da existência do direito, a autoridade propôs o indeferimento do pedido de compensação, no que foi acatada pelo despacho decisório de fls. 176 a 184. Na manifestação de inconformidade de fls. 188 e 189, a recorrente, afinal, trouxe aos autos as notas fiscais que a fiscalização lhe havia requisitado, noticiando têlas encontrado. A DRJ/Ribeirão Preto, a quem competiu o julgamento em Primeiro Grau, manteve o indeferimento do pedido sustentando, em primeiro lugar, caber ao contribuinte o ônus probatório do direito creditório pretendido e, em segundo, a extemporaneidade da produção da prova (Acórdão nº 1417.302, de 17 de outubro de 2007, fls. 271 a 274). Eis a ementa da decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS I P I Anocalendário: 1997 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. COMPROVAÇÃO. Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará o indeferimento do pleito. ÔNUS DA PROVA. E ônus processual da interessada fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. Solicitação Indeferida Novo recurso voluntário (fls. 277 a 302) trouxe os autos pela segunda vez ao Conselho, oportunidade em que esta 3 Turma, sob a relatoria do Conselheiro Marcos Fl. 678DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por IVAN ALLEGRETTI Processo nº 13857.000311/9709 Acórdão n.º 3403002.991 S3C4T3 Fl. 678 3 Tranchesi Ortiz (fls. 342 a 345, Acórdão nº 340300.814), entendeu que a manifestação de inconformidade é o documento que inaugura o contencioso administrativo em autos de DComp, razão pela qual a prova documental com ela juntada é tempestiva. Sob esse fundamento, anulouse o acórdão da DRJ e determinouse o retorno dos autos àquela instância para que conhecesse das notas fiscais trazidas e proferisse então novo acórdão. Confirase a ementa da decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997 Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO. IPI. RESSARCIMENTO. Incorre em nulidade a decisão recorrida quando há recusa em examinar provas que documentariam suposto direito de crédito reclamado pelo sujeito passivo do tributo, ainda que referidos documentos hajam sido produzido apenas por ocasião da interposição da manifestação de inconformidade. Precedentes. Recurso provido para anular o acórdão de Primeira Instância. A DRJ, então, apreciou a prova ao menos diz têlo feito e julgou improcedente, mais uma vez, a manifestação de inconformidade, convencida de que o crédito presumido alegado remanescia incomprovado mesmo com a juntada das notas fiscais de aquisição (Acórdão nº 1436.375, de 24 de janeiro de 2012, fls. 522 a 527). A decisão teve a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ANÁLISE E APURAÇÃO. Quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará arquivamento do processo. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. É ônus processual da interessada fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. RESSARCIMENTO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. A simples juntada de notas fiscais não é prova. Não é dever da autoridade julgadora, diante de um sem par de documentos apresentados na impugnação, demonstrar que cada Fl. 679DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por IVAN ALLEGRETTI 4 um deles possibilita ou não comprovar o direito creditório que a contribuinte alegou a seu favor. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Com a interposição de novo recurso voluntário, argüindo cerceamento de defesa e pedindo perícia, fls. 531 a 550, e os autos ora sobem, pela terceira vez, a este Conselho. Este Colegiado então resolveu converter o julgamento em nova diligência (Resolução nº 3403000.365, de 21 de agosto de 2012, fls. 568 a 571, para que fossem adotadas as seguintes providências: a) apuração do valor do crédito presumido que assistia à recorrente, considerando apenas as notas fiscais de aquisição juntadas aos autos que, simultaneamente: i. identifiquem satisfatoriamente o produto adquirido e; ii. cujo produto identificado tenha a natureza de insumo pela legislação do IPI, considerando os esclarecimentos prestados pela recorrente acerca de seu processo industrial; b) prestação de informações adicionais entendidas pertinentes ao julgamento definitivo do processo; c) elaboração de relatório com conclusões acerca do montante do direito de crédito a que a recorrente faz jus, com indicação também objetiva e motivada das eventuais glosas; d) cientificação do relatório produzido ao recorrente para que sobre ele se pronuncie, querendo, no prazo de até 15 (quinze dias) e posterior devolução ao Colegiado para conclusão do julgamento. A DRF/AraraquaraSP produziu o Relatório de Diligência Fiscal de fls. 652 a 664. Intimada do relatório, a recorrente nada opôs (cfe. despacho de fls. 674). O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração digitalmente estabelecida. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Fl. 680DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por IVAN ALLEGRETTI Processo nº 13857.000311/9709 Acórdão n.º 3403002.991 S3C4T3 Fl. 679 5 Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 531 a 550 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJRPO8ª Turma nº 1436.375, de 24 de janeiro de 2012. Deixando de manifestarse depois de ter sido intimado para tanto, o recorrente tacitamente anuiu às conclusões da diligência fiscal empreendida. Convém inicialmente frisar que este processo jamais deveria ter subido à instância recursal. É que, sob a égide da INSRF nº 21, de 1997, os pedidos de compensação não tinham a autonomia processual a que hoje se está habituado com as declarações de compensação e estavam sempre associados a pedidos de restituição ou de ressarcimento. Não foi outra razão por que a DRF, corretamente, indeferiu o pedido de fl. 7, já que, em se tratando de crédito presumido de IPI, não havia o respectivo pedido de ressarcimento. Nada a reparar tampouco na monocrática Decisão nº 251, de 11 de março de 1999, da Delegada da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto, fls. 57 a 60, que, monocraticamente, indeferiu a solicitação e manteve o Despacho Decisório DRF/AQA/EQORT nº 13857.000311/9709, de 12 de março de 2007, sem abrir prazo para a interposição de recurso voluntário. A teratologia processual iniciouse com o seguimento dado à reclamação, legítima, do interessado. A Agência da Receita Federal em São Carlos, por despacho do Sr. Celso Garcia, mal orientado, fêlo subir para o Conselho de Contribuintes, segundo o rito do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, sem que houvesse previsão legal para tanto, quando o correto seria têlo cursado, hierarquicamente, conforme a Lei nº 9.784 de 29 de janeiro de 1999. O monstro processual criouse, definitivamente, quando a antiga 3ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes conheceu do recurso (Acórdão nº 20307.257, de 19 de abril de 2001). O resultado está aí, plasmado no histórico do processo, que sobe e desce já há dezessete anos! Ao mérito. A diligência produziu “Demonstrativo dos Saldos Remanescentes de Crédito Presumido de IPI após as Compensações Efetuadas pela TECUMSEH – Tabela 3”, fls. 650, necessário porque o contribuinte informou, apenas, o valor total do crédito a ser utilizado para compensar seus tributos, SEM identificar a ORIGEM do referido crédito (não informou o mês do crédito presumido de IPI nem a parcela de crédito utilizada de referido mês). Já em informação preliminar, o Relatório dá conta de que, conforme a referida Tabela 3, o valor do crédito presumido de IPI apurado no 2º semestre de 1997 foi utilizado para a compensação de tributos nos seguintes processos administrativos: PROCESSO DE COMPENSAÇÃO VALOR COMPENSADO (R$) 13857.000.196/9764 245.098,65 13857.000.205/9753 130.387,07 13857.000.249/9729 20.745,07 13857.000.257/9757 37.064,62 13857.000.264/9712 387.422,40 13857.000.273/9711 3.548,34 Fl. 681DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por IVAN ALLEGRETTI 6 PROCESSO DE COMPENSAÇÃO VALOR COMPENSADO (R$) 13857.000.294/9783 74.959,94 13857.000.310/9738 37.676,19 13857.000.311/9709 459.436,30 O Relatório informa ainda que, na compensação do presente processo foram absorvidos créditos originários do 3° e 4° trimestres de 2007, e que, considerando que o vencimento do débito de Cofins ocorreu em 10/11/1997, antes da data de protocolo do Pedido de Compensação, em 13/11/1997, houve acréscimo de multa de mora. Finalmente, o Relatório aponta a existência de saldo de CPIPI, remanescente depois das compensações realizadas nos diversos processos. Como se vê, o contribuinte tinha crédito em montante suficiente para a compensação almejada. Assim, não resta dúvida, há que se dar provimento ao recurso. Resta, no entanto, dúvida quanto ao efeito desse provimento. Para homologar compensação? Evidentemente não, já que de declaração de compensação não se trata. Para deferir pedido de compensação? Não me consta que as turmas recursais do CARF tenham competência para tanto, Ademais, pareceme que a própria DRF/ARA já o fez, conforme se extrai do próprio “Demonstrativo dos Saldos Remanescentes de Crédito Presumido de IPI após as Compensações Efetuadas pela TECUMSEH – Tabela 3”. Tal “deferimento” não seria redundante? Esperando não estar colaborando para a hipertrofia do monstro, voto por dar provimento ao recurso para ratificar as compensações já autorizadas pela DRF/ARA, consubstanciadas no Demonstrativo dos Saldos Remanescentes de Crédito Presumido de IPI após as Compensações Efetuadas pela TECUMSEH – Tabela 3. Sala de sessões, em 28 de maio de 2014 Fl. 682DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por IVAN ALLEGRETTI
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Numero do processo: 19515.003390/2005-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2202-000.460
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VANDERLEI D ANGELO
RESOLVEM os Membros da 2ª. Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann Presidente
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez Relator
Composição do colegiado: Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann.
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Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 03 39 0/ 20 05 -1 1 Fl. 790DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 03/05/201 3 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.003390/200511 Resolução nº 2202000.460 S2C2T2 Fl. 3 2 RELATÓRIO Em desfavor do contribuinte, Vanderlei D'Angelo, foi lavrado auto de infração, tendo sido apurados os valores de R$ 153.068,55 de imposto, R$ 114.801,40 de multa proporcional de oficio (75%) e R$ 109.791,26 de juros moratórios calculados até 31 de novembro de 2005, totalizando R$ 377.661,21 de crédito tributário. O lançamento ocorreu em face de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, nos anoscalendário 2000 e 2001. Como se vê nos autos, durante todo o procedimento de fiscalização o contribuinte foi intimado a apresentar documentos e a prestar esclarecimentos. 0 Termo de Verificação (f. 592 a 610) evidencia com detalhes todo o procedimento efetuado. A ciência quanto ao lançamento ocorreu em 13 de dezembro de 2005 (Aviso de Recebimento A f. 618). Inconformado, o autuado apresentou impugnação em 5 de janeiro de 2006 (f. 620 a 640 — anexos as f. 641 a 645), firmada por procuradores (instrumento de mandato A f. 641 e documentos pessoais dos procuradores A f. 645). Nesta é aduzido, em apertada síntese, que: a) a exigibilidade do crédito tributário está suspensa por ordem judicial; b) os depósitos estão todos justificados e são relativos a vendas de bens; c) a conta no banco HSBC era conjunta com outros profissionais, e utilizada para pagamento de despesas do consultório médico; d) o ônus da prova da omissão de rendimentos cabe ao Fisco; e) os rendimentos declarados são superiores aos valores das movimentações bancárias apurados pelo autuante, tendo havido assim bitributação; Os extratos bancários não servem para provar a que titulo se deram os depósitos, não existindo obrigatoriedade de o titular da conta fazer essa correlação; g) foi utilizada lei posterior para fiscalizar período em que a legislação vigente vedava a utilização dos dados da CPMF para esse fim; h) a sentença proferida no Mandado de Segurança 2004.61.00.019494 9 anula os efeitos do Auto de Infração em tela. Ao final, o autuado requer o cancelamento do Auto de Infração. Protesta por prova pericial e por diligência, apontando o seu perito. Requer, ainda, que as comunicações sejam enviadas aos advogados procuradores do autuado. Fl. 791DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 03/05/201 3 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.003390/200511 Resolução nº 2202000.460 S2C2T2 Fl. 4 3 A DRJCampo Grande ao apreciar as razões do contribuinte, julgou a impugnação improcedente, mantendo o credito tributário inalterado, nos termos da ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2000, 2001 MANDADO DE SEGURANÇA. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Sentença em Mandado de Segurança que faz menção tãosó a Auto de Infração relativo ao anocalendário1998 só produz efeitos no que tange ao período em questão. PRODUÇÃO DE PROVAS. PERÍCIA. No âmbito do Processo Administrativo Fiscal as provas documentais devem ser apresentadas junto com a impugnação e a perícia s6 é determinada no caso de questões que demandem essa providência. PRESUNÇÃO LEGAL. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Tendose em vista o disposto no art. 42 da Lei n. 9.430/1996 que criou presunção legal, depósitos bancários cuja origem não for comprovada são considerados como rendimentos omitidos, podendo haver o correspondente lançamento de IRPF. DADOS FINANCEIROS. UTILIZAÇÃO. E licita a utilização dos dados da CPMF para a apuração de outros tributos, após a edição da Lei Complementar n. 105/2001 e da Lei n. 10.174/2001. CONTA CONJUNTA. DIVISÃO PELO NÚMERO DE TITULARES. No caso de conta conjunta, os valores dos créditos bancários não comprovados, para fins de tributação,são divididos pelo número de titulares. CRÉDITOS BANCÁRIOS. ORIGEM. Os valores de créditos bancários que foram devidamente comprovados devem ser expurgados da base de cálculo do imposto. RENDIMENTOS DECLARADOS. OMISSÃO. Os depósitos bancários não justificados caracterizamse como omissão de rendimentos, não importando se na correspondente DIRPF haja valores declarados em montante superior à soma daqueles. Lançamento Procedente em Parte A autoridade recorrida entendeu por bem excluir da base das infrações os valores de R$ 76.065,00 e R$ 70.000,00, respectivamente nos anos calendários 2000 e 2001. Fl. 792DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 03/05/201 3 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.003390/200511 Resolução nº 2202000.460 S2C2T2 Fl. 5 4 Insatisfeito, o contribuinte interpõe recurso voluntário ao Conselho onde reitera as mesmas razões da impugnação. Apresentados os seguintes novos pontos: Preliminarmente que a decisão da 2ª,Turma da DRJ CGA, não faz menção a intimação No. 74/2009, não faz referência ao número do auto de infração apreciado por ela. Por outro lado, consta que o único auto de infração que o recorrente tem conhecimento é o de no 08.1.90.002003 013595 que referese aos anos calendários de 1998, 1999, 2000 e 2001, sendo que o mesmo foi objeto de apreciação judicial onde foi concedido mandado de segurança para anular os efeitos do Auto de Infração no 08.1.90.00.2003013595, conforme consta da sentença do MM. Juiz da 22a Vara Federal Cível de São Paulo nos autos do Processo no 2004.61.00.0194949 em 14/09/2005, como já alegado nos autos da impugnação, e de perfeito conhecimento da autoridade fazendária. Talvez por este motivo, o julgamento da 2a Turma da DRJ/CGE deixou de mencionar qual o no do AUTO DE INFRAÇÃO julgado a fim de não configurar desacato à ordem judicial, vez que no que diz respeito ao auto de infração acima identificado, há decisão judicial de primeira instância declarando nulo os efeitos do Auto de Infração no 08.1.90.00 2003013595. No mérito, alega o princípio do ônus da prova, alem disso indica que tem um rendimento informado em sua declaração de rendimento de 2000 e 2001, superior a movimentação bancária verificada. Da ofensa ao princípio da irretroatividade da lei. Esta Câmara, em sessão de 13/03/2012, decidiu converter em diligência para que a repartição de origem anexe ao processo a prova de que os titulares foram regularmente intimada a comprovar a origem dos recursos objeto da autuação, dandose vista ao recorrente, com prazo de 20 (vinte) dias para se pronunciar, querendo. No caso concreto percebese que uma das contas, do HSBC, Conta Corrente 03090280761, foi identificado no Termo de Verificação Fiscal como sendo conjunta. Na fls 603 é feita a referência de que a conta conjunta, indicandose nos seguinte termos: “os créditos identificados e relacionados no Anexo RT1 foram considerados não comprovados e, para efeito de tributação, divididos proporcionalmente entre os correntistas identificados, conforme o disposto pelo artigo 58, da Lei 10.637 que assim estabelece na hipótese de haver mais de um titular.” Não há provas nos autos de que os cotitulares foram intimada a prestar os esclarecimentos sobre a referida movimentação bancária. Presumese que sim, uma vez que segundo consta no Termo de Verificação e Constatação Fiscal às fls.243 a 245, os depósitos bancários teriam sido divididos. Ás fls 786 a 787, a autoridade fiscal afirma que não houve intimação aos demais titulares por falta de despositivo legal ou mesmo infralegal que impusesse essa obrigatoriedade, mas foram inquiridos indiretamente os demais titularesm, conforme atestam as declarações presentes no processo. É o relatório. Fl. 793DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 03/05/201 3 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.003390/200511 Resolução nº 2202000.460 S2C2T2 Fl. 6 5 VOTO Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator Ante de apreciar o recurso cabe discutir se o referido processo estaria sujeito a sobrestamento. Após análise pormenorizada dos autos entendo que cabe aqui sobrestamento de julgado feito de ofício pelo relator, nos termos do art. 62A e parágrafos do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Ocorre que está em Repercussão Geral dado a utilização dos dados da CPMF com base nas informações prestada pelas instituições financeiras. Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos artigos 5º, X, XII, XXXVI, LIV, LV; 145, § 1º; e 150, III, a, da Constituição Federal, a constitucionalidade, ou não, do art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial, bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei nº 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. A constitucionalidade das prerrogativas estendidas à autoridade fiscal através de instrumentos infraconstitucionais utilização de dados da CPMF e obtenção de informações junto às instituições através da RMF está sendo analisada pelo STF no âmbito do Recurso Extraordinário nº 601.314, que tramita em regime de repercussão geral, reconhecida em 22/10/09, conforme ementa abaixo transcrita: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA DE CONTRIBUINTES, PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, DIRETAMENTE AO FISCO, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL (LEI COMPLEMENTAR 105/2001). POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA LEI 10.174/2001 PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES A EXERCÍCIOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RELEVÂNCIA JURÍDICA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL Fl. 794DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 03/05/201 3 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.003390/200511 Resolução nº 2202000.460 S2C2T2 Fl. 7 6 Conforme disposto no § 1º do art. 62A da Portaria MF nº 256/09, devem ficar sobrestados os julgamentos dos recursos que versarem sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido admitida pelo STF. O dispositivo há pouco referido vai ao encontro da segurança jurídica, da estabilidade e da eficiência, pois ao tempo em que assegura a coerência do ordenamento, confere utilidade à atividade judicante exercida no âmbito do CARF. Assim, reconhecida, pelo STF, a relevância constitucional de tema prejudicial à validade do procedimento utilizado na constituição do crédito tributário, deve ser sobrestado o julgamento do recurso no CARF. Não se desconhece a decisão Plenária do STF no âmbito do RE nº 389.808, que acolheu o recurso extraordinário interposto pelos contribuintes. O Recurso foi pautado pelo Ministro Marco Aurélio (i) poucos dias antes da publicação da Emenda Regimental nº 42, do RISTF, que determina que todos os recursos relacionados ao tema do caso admitido como paradigma, em repercussão geral, devam ser distribuídos ao respectivo Relator, e (ii) quase um ano após o reconhecimento da repercussão geral no RE 601.314, o que gerou confusão quanto à mecânica processual de julgamento dos recursos extraordinários anteriores à Emenda Constitucional nº 45/04. Uma leitura atenta do acórdão revela que o julgamento, inicialmente adstrito à reanálise da medida cautelar requerida pela parte recorrente, desbordou para enfrentamento do mérito a partir da contrariedade manifestada pela Min. Ellen Gracie centrada, sobretudo, na ausência do Min. Joaquim Barbosa e sua consequência à apuração do quorum de votação. A atipicidade do caso, entretanto, não indica posicionamento da Corte afastando as consequências imediatas da repercussão geral, como o sobrestamento dos processos que veiculam o tema da violação de sigilo pela Fazenda. O fato é que, com exceção do inusitado julgamento ocorrido no âmbito do RE 389.808, o posicionamento do STF tem sido uníssono no sentido de sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários que veiculam a mesma matéria objeto do Recurso Extraordinário nº 601.314. As decisões abaixo transcritas são elucidativas: D ESPACHO: Vistos. O presente apelo discute a violação da garantia do sigilo fiscal em face do inciso II do artigo 17 da Lei n° 9.393/96, que possibilitou a celebração de convênios entre a Secretaria da Receita Federal e a Confederação Nacional da Agricultura CNA e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura ? Contag, a fim de viabilizar o fornecimento de dados cadastrais de imóveis rurais para possibilitar cobranças tributárias. Verificase que no exame do RE n° 601.314/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral de matéria análoga à da presente lide, e terá seu mérito julgado no Plenário deste Supremo Tribunal Federal Destarte, determino o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado RE nº 601.314/SP. Devem os autos permanecer na Secretaria Judiciária até a conclusão do referido julgamento. Publiquese. Brasília, 9 de fevereiro de 2011. Ministro D IAS T OFFOLI Relator Documento assinado digitalmente (RE 488993, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 09/02/2011, publicado em DJe035 DIVULG 21/02/2011 PUBLIC 22/02/2011) DECISÃO REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA ? PROCESSOS VERSANDO A MATÉRIA ? SIGILO DADOS BANCÁRIOS ? FISCO ? AFASTAMENTO ? ARTIGO 6º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 ? SOBRESTAMENTO. 1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 601.314/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, Fl. 795DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 03/05/201 3 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.003390/200511 Resolução nº 2202000.460 S2C2T2 Fl. 8 7 concluiu pela repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade de o Fisco exigir informações bancárias de contribuintes mediante o procedimento administrativo previsto no artigo 6º da Lei Complementar nº 105/2001. 2. Ante o quadro, considerado o fato de o recurso veicular a mesma matéria, tendo a intimação do acórdão da Corte de origem ocorrido anteriormente à vigência do sistema da repercussão geral, determino o sobrestamento destes autos. 3. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 4. Publiquem. Brasília, 04 de outubro de 2011. Ministro MARCO AURÉLIO Relator (AI 691349 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 04/10/2011, publicado em DJe213 DIVULG 08/11/2011 PUBLIC 09/11/2011) REPERCUSSÃO GERAL. LC 105/01. CONSTITUCIONALIDADE. LEI 10.174/01. APLICAÇÃO PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES À EXERCÍCOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO PREJUDICADO. POSSIBILIDADE. DEVOLUÇÃO DO PROCESSO AO TRIBUNAL DE ORIGEM (ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF ). Decisão: Discutese nestes recursos extraordinários a constitucionalidade, ou não, do artigo 6º da LC 105/01, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial; bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei 10.174/01 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou seguimento à remessa oficial e à apelação da União, reconhecendo a impossibilidade da aplicação retroativa da LC 105/01 e da Lei 10.174/01. Contra essa decisão, a União interpôs, simultaneamente, recursos especial e extraordinário, ambos admitidos na Corte de origem. Verificase que o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial em decisão assim ementada (fl. 281): "ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO ? UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF PARA LANÇAMENTO DE OUTROS TRIBUTOS ? IMPOSTO DE RENDA ? QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO ? PERÍODO ANTERIOR À LC 105/2001 ? APLICAÇÃO IMEDIATA ? RETROATIVIDADE PERMITIDA PELO ART. 144, § 1º, DO CTN ? PRECEDENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO ? RECURSO ESPECIAL PROVIDO." Irresignado, Gildo Edgar Wendt interpôs novo recurso extraordinário, alegando, em suma, a inconstitucionalidade da LC 105/01 e a impossibilidade da aplicação retroativa da Lei 10.174/01 . O Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da controvérsia objeto destes autos, que será submetida à apreciação do Pleno desta Corte, nos autos do RE 601.314, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Pelo exposto, declaro a prejudicialidade do recurso extraordinário interposto pela União, com fundamento no disposto no artigo 21, inciso IX, do RISTF. Com relação ao apelo extremo interposto por Gildo Edgar Wendt, revejo o sobrestamento anteriormente determinado pelo Min. Eros Grau, e, aplicando a decisão Plenária no RE n. 579.431, secundada, a posteriori pelo AI n. 503.064AgRAgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO; AI n. 811.626AgR AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, e RE n. 513.473ED, Rel. Min CÉZAR PELUSO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem (art. 328, parágrafo único, do RISTF c.c. artigo 543B e seus Fl. 796DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 03/05/201 3 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.003390/200511 Resolução nº 2202000.460 S2C2T2 Fl. 9 8 parágrafos do Código de Processo Civil). Publiquese. Brasília, 1º de agosto de 2011. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente (RE 602945, Relator(a): Min. LUIZ FUX, julgado em 01/08/2011, publicado em DJe158 DIVULG 17/08/2011 PUBLIC 18/08/2011) DECISÃO: A matéria veiculada na presente sede recursal ?discussão em torno da suposta transgressão à garantia constitucional de inviolabilidade do sigilo de dados e da intimidade das pessoas em geral, naqueles casos em que a administração tributária, sem prévia autorização judicial, recebe, diretamente, das instituições financeiras, informações sobre as operações bancárias ativas e passivas dos contribuintes será apreciada no recurso extraordinário representativo da controvérsia jurídica suscitada no RE 601.314/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, em cujo âmbito o Plenário desta Corte reconheceu existente a repercussão geral da questão constitucional. Sendo assim, impõese o sobrestamento dos presentes autos, que permanecerão na Secretaria desta Corte até final julgamento do mencionado recurso extraordinário. Publiquese. Brasília, 21 de maio de 2010. Ministro CELSO DE MELLO Relator (RE 479841, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, julgado em 21/05/2010, publicado em DJe100 DIVULG 02/06/2010 PUBLIC 04/06/2010) Sendo assim, tenho como inquestionável o enquadramento do presente caso ao art. 26A, §1º, da Portaria 256/09, ratificado pelas decisões acima transcritas, que retratam o quadro descrito pela Portaria nº1, de 03 de janeiro de 2012 (art. 1º, Parágrafo Único). Nesses termos, voto para que seja sobrestado o presente recurso, até o julgamento definitivo do Recurso Extraordinário nº 601.314, pelo STF. Diante de todo o exposto, proponho o SOBRESTAMENTO do julgamento do presente Recurso, conforme previsto no art. 62, §1o e 2o, do RICARF. Observandose que após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 797DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 03/05/201 3 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 02/05/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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