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Numero do processo: 10675.906640/2009-92
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 31 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 9303-000.052
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em sobrestar o julgamento do recurso especial até a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria de repercussão geral, em face do art. 62-A do Regimento Interno do CARF. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente Substituto
Maria Teresa Martínez López - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em sobrestar o julgamento do recurso especial até a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria de repercussão geral, em face do art. 62-A do Regimento Interno do CARF. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente Substituto Maria Teresa Martínez López - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
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Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em sobrestar o julgamento do recurso especial até a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria de repercussão geral, em face do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente Substituto Maria Teresa Martínez López Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Relatório Tratase de pedido de restituição de PIS ancorada em ação judicial proposta pela contribuinte, transitada em julgado, na qual foi reconhecida a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 75 .9 06 64 0/ 20 09 -9 2 Fl. 261DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10675.906640/200992 Resolução nº 9303000.052 CSRFT3 Fl. 308 2 Contra a decisão da DRJ de origem, que negou provimento ao recurso, a contribuinte interpôs recurso voluntário, que por sua vez foi julgado improcedente pela Câmara a quo. Nessa oportunidade, a Recorrente interpôs recurso especial e sustentou que a decisão recorrida interpretou equivocadamente a decisão prolatada pelo eg. Supremo Tribunal Federal no RE 401.348/MG, devendo ser reformada para que a base de cálculo do PIS limitese à receita bruta das vendas de mercadoria e da prestação de serviços, sem a inclusão da receita financeira decorrente das operações bancárias. O i. Presidente da 1ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF deu seguimento ao recurso especial por considerar que restou comprovada a divergência jurisprudencial. Pede a Fazenda Nacional, em suas contrarrazões, para que seja mantida a decisão guerreada. É o Relatório. Voto Conselheira Maria Teresa Martínez López, Relatora Conforme se verifica nos autos, a questão central neste processo é definir a base de cálculo da contribuição para as financeiras. Ainda que o pedido de restituição de PIS esteja ancorada em ação judicial proposta pela contribuinte, transitada em julgado, esta, reconheceu, tão somente a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98. Então tudo continua na mesma, pois sendo uma empresa financeira, fica a critério dos aplicadores do direito interpretar se as receitas financeiras (remuneração decorrente do pagamento de empréstimos bancários, spreads, prêmios, deságios, juros oriundos da intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, financiamentos, colocação e negociação de títulos e valores mobiliários, aplicações e investimentos, capitalização etc) integram ou não o faturamento. A questão das receitas que devem integrar a base de cálculo da contribuição devida por instituições financeiras é objeto do RE nº 609.096 (Tema 372), em relação ao qual o Supremo Tribunal Federal decidiu que existe repercussão geral e sobrestou os demais feitos judiciais em andamento, conforme se depreende do despacho do Ministro Ricardo Lewandowski, que transcrevo a seguir: “RE 609096 / RS RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSK Fl. 262DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10675.906640/200992 Resolução nº 9303000.052 CSRFT3 Fl. 309 3 Julgamento: 10/06/2011 Publicação DJe115 DIVULG 15/06/2011 PUBLIC 16/06/2011 Partes RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORGERAL DA REPÚBLICA RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES): PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL RECDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S):MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) Decisão Petição 73745/2010STF. Federação Brasileira dos Bancos – FEBRABAN requer seu ingresso neste recurso extraordinário na condição de amicus curiae, bem como “a suspensão de todos os processos que tramitam em primeiro e segundo graus de jurisdição, que versem sobre a questão constitucional debatida nestes autos” (fl. 666). No caso, tratase de recursos extraordinários interpostos pela União e pelo Ministério Público Federal contra acórdão que entendeu que as receitas financeiras das instituições financeiras não se enquadram no conceito de faturamento para fins de incidência da COFINS e da contribuição para o PIS. Esta Corte reconheceu a existência de repercussão geral do tema versado neste recurso. Transcrevo a ementa: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS E CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. INCIDÊNCIA. RECEITAS FINANCEIRAS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. CONCEITO DE FATURAMENTO. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (fl. 1.054). É o breve relatório. Decido. De acordo com o § 6º do art. 543A do Código de Processo Civil: “O Relator poderá admitir, na análise da repercussão geral, a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”. Por sua vez, o § 2º do art. 323 do RISTF assim disciplinou a matéria: “Mediante decisão irrecorrível, poderá o(a) Relator(a) admitir de ofício ou a requerimento, em prazo que fixar, a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, sobre a questão da repercussão geral”. Fl. 263DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10675.906640/200992 Resolução nº 9303000.052 CSRFT3 Fl. 310 4 A esse respeito, assim se manifestou o eminente Min. Celso de Mello, Relator, no julgamento da ADI 3.045/DF: “a intervenção do amicus curiae, para legitimarse, deve apoiarse em razões que tornem desejável e útil a sua atuação processual na causa, em ordem a proporcionar meios que viabilizem uma adequada resolução do litígio constitucional”. Verifico que a requerente atende aos requisitos necessários para participar desta ação na qualidade de amicus curiae. Quanto ao pedido de suspensão dos processos que tratam da mesma matéria versada nesses autos que tramitam em primeiro e segundo graus, entendo que não merece acolhida. É que os arts. 543B do CPC e 328 do RISTF tratam do sobrestamento de recursos extraordinários interpostos em razão do reconhecimento da repercussão geral da matéria neles discutida, e não de ações que ainda não se encontram nessa fase processual. Além disso, uma vez que esta Corte já reconheceu a repercussão geral da matéria aqui debatida, os recursos extraordinários que versam sobre o mesmo assunto ficarão sobrestados, na origem, por força do próprio art. 543B do CPC. Isso posto, defiro o pedido de ingresso da FEBRABAN na qualidade de amicus curiae e indefiro o pedido de suspensão requerido. Publiquese. Brasília, 10 de junho de 2011. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI” (Grifei) Considerando que houve determinação de sobrestamento por parte do STF dos demais feitos relativos à mesma questão que tramitam no Judiciário, voto no sentido de que este E. Colegiado aplique o art. 62A do Regimento Interno do CARF para sobrestar o julgamento do recurso voluntário até que sobrevenha decisão definitiva do STF no RE nº 609.096 (Tema 372). Maria Teresa Martínez López Fl. 264DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13975.000188/2005-33
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
COFINS. NÃO -CUMULATIVIDADE, DIREITO CREDITÓRIO.
As despesas com os serviços de extração de madeira é passível de direito creditório, pois se trata de atividade essencial e necessária à sua realização do processo produtivo de portas e batentes de pinus.
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO.
Nos pedidos de ressarcimento, é ônus do contribuinte da prova do direito creditório afirmado.
Numero da decisão: 3201-001.645
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mara Cristina Sifuentes. Ausentes justificadamente os Conselheiros Winderley Morais Pereira e Daniel Mariz Gudino.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 COFINS. NÃO -CUMULATIVIDADE, DIREITO CREDITÓRIO. As despesas com os serviços de extração de madeira é passível de direito creditório, pois se trata de atividade essencial e necessária à sua realização do processo produtivo de portas e batentes de pinus. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. Nos pedidos de ressarcimento, é ônus do contribuinte da prova do direito creditório afirmado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mara Cristina Sifuentes. Ausentes justificadamente os Conselheiros Winderley Morais Pereira e Daniel Mariz Gudino.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE, DIREITO CREDITÓRIO. As despesas com os serviços de extração de madeira é passível de direito creditório, pois se trata de atividade essencial e necessária à sua realização do processo produtivo de portas e batentes de pinus. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. Nos pedidos de ressarcimento, é ônus do contribuinte da prova do direito creditório afirmado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 5. 00 01 88 /2 00 5- 33 Fl. 875DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 2 Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mara Cristina Sifuentes. Ausentes justificadamente os Conselheiros Winderley Morais Pereira e Daniel Mariz Gudino. Relatório Referese o presente processo a pedido de ressarcimento de Cofins. Para bem relatar os fatos, transcrevese o relatório da decisão proferida pela autoridade a quo: Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de créditos da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS de que trata o art. 3° daLei 10.833/2003, relativo ao quarto trimestre de 2004. A DRF/BLUMENAU exarou o Despacho Decisório de fls. 642 a 674 deferindo parcialmente 0 pedido da interessada para reconhecer o direito creditório no valor de R$150.251,60, referente ao saldo remanescente da apuração nãocumulativa da COFINS a título de mercado externo. No relatório e na fundamentação que embasaram a decisão proferida consta consignado, em resumo, que: a) A análise do direito creditório pleiteado no processo foi suscitada em sede do Mandado de Segurança n° 2006.72.05.0047320/SC; b) A análise teve como base as informações prestada nos documentos apresentados pela interessada e acostados ao processo, bem como as informações obtidas por meio de consultas aos sistemas informatizados da RFB; . c) A interessada incluiu, indevidamente, as receitas de variações cambiais entre as receitas de exportação e contabilizou nota fiscal não relacionada a despacho de exportação, conforme consulta no Siscomex. Assim, efetuaramse ajustes nos valores das receitas de exportação declaradas; d) Considerandose a proporção das receitas de exportação em relação à receita operacional bruta, observouse uma discrepância entre os percentuais de exportação das receitas declaradas no DACON. Foram efetuados ajustes nos percentuais de exportação para efeito de cálculo dos créditos de mercado interno e mercado externo, com base na proporção de receitas declaradas; e) Foram glosados os valores de aquisição de mercadorias de uma empresa do mesmo grupo (notas fiscais de fls. 194/195), cujos respectivos registros digitais apresentam valores de contribuição iguais a zero; Í) Quanto ao CFOP 1.101, observaramse divergências entre os valores obtidos do arquivo digital e os informados na memória de cálculo em fl. 46. Foi efetuado ajuste em consonância com o arquivo digital;` Fl. 876DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 13975.000188/200533 Acórdão n.º 3201001.645 S3C2T1 Fl. 94 3 g) Foram glosados os valores pagos ã pessoa física na aquisição de insumos; h) A interessada calculou crédito sobre valores de filtros, produtos não especificados e outros itens ilegíveis (fls. 261, 262 e 297). Tais produtos não se enquadram no conceito de insumo; ' i) Verificouse que o requerente se creditou de aquisições de ferramentas intercambiáveis. A aplicação destes bens no processo produtivo da empresa se efetua de forma indireta, 0 que inibe a possibilidade de crédito, à luz da IN SRF 404/04, art. 8° § 4°, inciso I; j) Foram glosados os valores de aquisições da empresa de CNPJ 86.325.339/000264, relativo a vendas de bens do ativo imobilizado, cujas notas fiscais foram emitidas com CFOP 5.551; . k) A análise das notas fiscais de fls. 413 a 448 demonstra que a interessada incluiu valores de aquisição de mercadorias da empresa de CNPJ 92.639.954/000167, que saíram do estabelecimento fornecedor com o fim específico de exportação, CFOP 6.501. Foram glosados os valores, conforme itens 2.6.1 a 2.6.32 do Anexo I; 1) Verificouse um equívoco na planilha de fl. 46, com a inclusão indevida do CFOP 1.949 (outra entrada de mercadoria ou prestação de serviço não especificada) na rubrica Serviços Utilizados como Insumos; . m) O preenchimento de parcela relevante dos Conhecimentos de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC) não fora efetuado em conformidade com o exigido pela legislação do ICMS. Principais irregularidades: não indicação do número da nota fiscal transportada, emissão do CTRC posteriormente à prestação do serviço. Os valores das notas fiscais que apresentaram vícios formais relevantes foram glosados. O Anexo II detalha as notas fiscais cujos valores foram deferidos; n) Forarn glosados os valores de despesas de doação incluídos incorretamente nas despesas de energia elétrica. Verificouse que os valores totais constantes nas notas fiscais são inferiores aos informados na memória de cálculo de fl. 46; o) A requerente foi intimada a apresentar memória de cálculo com os valores informados no DACON como despesas de aluguéis de máquinas e equipamentos, bem como copia dos contratos de locação e comprovantes de pagamentos. Em resposta, apresentou copia do registro no Livro Razão e de um contrato particular de locação entre empresas do mesmo grupo. Os comprovantes de pagamento não foram apresentados A comprovação insuficiente ensejou a glosa integral dos valores declarados; Fl. 877DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 4 p) A planilha de fls. 502 a 505, as notas fiscais de fls. 506 a 599 e 602 a 637 e os registros digitais foram os elementos básicos de análise dos valores informados no DACON a título de despesas de armazenagem de mercadorias e frete na operação de venda Parcela relevante dos CTRC não fora preenchido em conformidade com o exigido pela legislação do ICMS. Verificou se ainda, 'a apuração de créditos sobre serviços não relacionados na legislação tributária, tais como serviços de frete a pagar, handling, seguro, entre outros. Os valores das notas fiscais com vícios formais ou serviços não previstos na legislação foram glosados. O Anexo III detalha as notas fiscais deferidas e as indeferidas; q) Considerandose as glosas e os ajustes efetuados, houve a necessidade de reescrita da utilização dos créditos do trimestre, à luz da IN SRF 600/05, conforme demonstrado no Anexo IV. Cientificada da decisão em * 12/11/2007 (fl. 683), a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 04/12/2007 (fls. 686 a 694), alegando, em síntese que a) As notas fiscais que comprovam as aquisições do fornecedor Vidroforte Indústria e Comércio de Vidros Ltda foram emitidas com CFOP 6.501, destinado a vendas com fim específico de exportação. Contudo, foram utilizadas pela requerente como matéria prima em seu processo de industrialização; b) O CFOP foi utilizado de forma equivocada pelo fomecedor, sem qualquer responsabilidade da recorrente; 1 c) Notese que a empresa Vidroforte destacou o ICMS nas operações, contudo, a venda com fim específico de exportação não tem destaque de ICMS. Assim, a recorrente pagou o ICMS, o PIS e a COFINS à empresa fornecedora, os dois últimos embutidos no preço dos produtos; d) Caso o fomecedor não tenha recolhido o PIS e a COFINS, a empresa recorrente não pode ser prejudicada, vez que referido recolhimento é de responsabilidade de terceiro, cabendo ao fisco a cobrança da empresa responsável pelo pagamento; Na época das aquisições mesmo havendo lei autorizando a suspensão do PIS e da COFINS, a recorrente passou a estar autorizada a efetuar a compra com suspensão do PIS e da COFINS somente após a publicação do Ato Declaratofrio Executivo n o 1 de 06/01/2006. A partir dessa data, a Vidroforte passou a vender para a recorrente com suspensão das contribuições, passando a conceder desconto relativo à suspensão; D Os valores incluídos nos CFOP 1.949 e 2.949 não apresentam qualquer incorreçao, vez que se tratam de importâncias relativas a serviços de pessoa jurídica utilizados na extração de madeira e manutenção de máquinas, cujo direito ao crédito está previsto no art. 3°, II, da Lei 10.833/O3; Fl. 878DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 13975.000188/200533 Acórdão n.º 3201001.645 S3C2T1 Fl. 95 5 g) De fato, no mesmo CFOP existem entradas com direito ao crédito e outras sem. Contudo, a autoridade administrativa deveria ter intimado a recorrente para prestar as informaçoes necessárias. Anexa aos autos as notas fiscais que comprovam o direito pleiteado; h) Não existem os supostos “vícios formais” a ensejar a glosa referente aos fretes das aquisições de insumos mas, quando muito, meras irregularidades. O transporte utilizado para levar a madeira bruta das florestas até 0 estabelecimento da recorrente é efetuado por pessoas humildes que, ao invés de emitirem uma nota fiscal (conhecimento de frete) para cada operação de transporte, emitiam uma nota fiscal conjunta com a totalidade O dos serviços prestados em determinado período; i) Referida falha não prejudicou o fisco pois não houve omissão dos valores referentes aos fretes. O fato de ter havido irregularidades não impediu que a empresa transportadora recolhesse PIS e COFINS sobre esses valores; j) Caso se entenda que não tem como auferir os valores a serem ressarcidos, que se determine o retorno dos autos à DRF em Blumenau para análise do crédito; k) A legislação prevê o direito ao creditamento das despesas de armazenagem de mercadoria e frete na operaçao de venda; l) Não existem os supostos “vícios formais” a ensejar a glosa referente aos fretes nas operações de venda mas, quando muito, meras irregularidades. As empresas contratadas para efetuar o transporte da mercadoria, ao invés de emitirem uma nota fiscal (conhecimento de frete) para cada operação de transporte, emitiam uma nota fiscal conjunta com a totalidade dos serviços prestados em determinado período; 0 m) Referida falha não prejudicou o fisco pois não houve omissão dos valores referentes aos fretes. O fato de ter havido irregularidades não impediu que a empresa transportadora recolhesse PIS e COFINS sobre esses valores; n) Requer o recebimento e a apreciação da manifestação de inconformidade e a reforma da decisao proferida. ' O processo foi encaminhado a esta DRJ/RJO2 tendo em vista o disposto na Portaria RFB n° 535, de 28/03/2008. A Delegacia de Julgamento julgou procedente em parte a manifestação de inconformidade, em decisão assim ementada: Assunto: COFINS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 Fl. 879DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 6 VENDAS COM FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO. COMPROVAÇÃO. A aquisição de bens utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda gera direito a crédito a ser descontado da Cofins nãocumulativa, quando não comprovado que a aquisição tenha sido efetuada com o fim específico de exportação. ' PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. NÃO CUMULATIVIDADE. INSUMOS. Os serviços caracterizados como insumos são aqueles diretamente aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. Despesas e custos indiretos, embora necessários à realização das atividades da empresa, não podem ser considerados insumos para fins de apuração dos créditos no regime da não cumulatividade. COFINS REGIME NÃOCUMULATIVO. GLOSA DE CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO. As despesas com frete na aquisição de insumos compõem a base de cálculo do crédito a ser descontado da Cofms no regime não cumulativo quando o serviço for prestado por pessoa jurídica domiciliada no país e quando devidamente escrituradas e amparadas por documentos hábeis que lhe dêem suporte. COFINS. CRÉDITOS RELATIVO ATIVO IMOBILIZADO. O crédito de Cofins relativo a bens incorporados ao ativo imobilizado pode, à opção do contribuinte, ser calculado no prazo de quatro anos, mediante aplicação da alíquota ,de 7,6% sobre a parcela correspondente a 1/48 do valor de aquisição do bem, restringindose tal opção às máquinas e aos equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda ou na prestação de serviços. COFINS. CRÉDITOS. BENS INCORPORADOS _AO ATIVO IMOBILIZADO. CUSTO DE AQUISIÇÃO. ICMS. Integram a base de cálculo dos créditos da Cofins os valores do ICMS suportados na compra de máquinas e equipamentos incorporados ao ativo imobilizado, desde que tais valores não sejam recuperados pelo contribuinte. DECISÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Consideramse definitivos os ajustes efetuados na base de cálculo dos créditos a descontar relativamente aos itens que não foram expressamente contestados. Solicitação Deferida em Parte Na decisão ora recorrida entendeuse, em síntese, que: Fl. 880DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 13975.000188/200533 Acórdão n.º 3201001.645 S3C2T1 Fl. 96 7 i. reconhecido o direito creditório relativo ao saldo remanescente da apuração nãocumulativa da COFINS referente ao 4° trimestre de 2004, calculado sobre as aquisições de bens da empresa Vidroforte Indústria e Comércio de Vidros; ii. negado o crédito relativo às despesas incorridas em decorrência dos serviços de extração de madeira, porque a produção tem início na etapa de serraria, tendo a madeira como um dos insumos utilizados; iii. negado o crédito referente a serviços descritos como relativos à manutenção de máquinas, a previsão para o aproveitamento de crédito está limitada à hipótese de se tratar de máquinas ou equipamentos utilizados na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda e desde que não represente um acréscimo de vida útil superior a um ano; iv. negado o crédito referente a despesas com transporte rodoviário de cargas: constatase que os valores relacionados pelo contribuinte na planilha de fl. 59, no CFOP 1.352 e 2.352 são superiores aos registrados na contabilidade da empresa nas contas 41.403 “Frete s/ pinus em torretes"`e 41.404 “Fretes e carretos”, conforme dados do balancete de verificaçao em fls. 101, 115 e 129; v. quanto aos créditos referentes ao Ativo Imobilizado, na forma prevista no parágrafo 14 do artigo 3° da Lei 10.833/2003, ou seja, calculados sobre a parcela correspondente a 1/48 do valor de aquisição dos itens relacionados na memória de cálculo de fls. 331 a 334 que não correspondam a máquinas e equipamentos utilizados na produção, manteve a glosa; vi. foi reconhecido o crédito de COFINS apurado sobre o valor do ICMS não recuperável, incidente sobre as aquisições de máquinas incorporadas ao ativo imobilizado e representadas pelas Notas Fiscais de fls. 386/387. No recurso voluntário, a Recorrente alegou: i. que as atividades de extração de madeiras como integrantes do processo produtivo, pelo fato de a empresa ser proprietária da matériaprima, geralhe despesas de extração para que ela possa ser empregada na etapa produtiva e faz com que essa etapa de extração integre o seu processo produtivo; ii. quanto às glosas referentes as despesas com máquinas utilizadas para extrair a madeira, e incabível o argumento de que não geram direito a crédito por se tratarem de etapa anterior ao processo produtivo, estando compreendidas na sua fase inicial; iii. em relação as demais máquinas empregadas no processo, o simples argumento de não ser possível identificar, com base nos documentos trazidos pela Recorrente, quais eram os serviços de manutenção nelas utilizados, não pode embasar uma glosa de créditos, pois cabia à autoridade fazendária intimála para que prestasse as informações necessárias ao esclarecimento, para então analisar, minuciosamente, o pedido de crédito. É o relatório. Fl. 881DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 8 Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso preenche as condições de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Tal como relatado, o presente litígio versa sobre o reconhecimento de créditos de Cofins, pela sistemática nãocumulativa. Grande parte do direito creditório foi reconhecido, restando à apreciação de órgão julgador, apenas alguns itens trazidos pelo recurso voluntário. Em consonância com as Leis n° 10.637/02 e n° 10.833/03, no caso do PIS e da Cofins, no procedimento de apuração devese localizar valores passíveis de creditamento dentre as aquisições, aplicandose a alíquota determinada, sendo o resultado subtraído do saldo a pagar. Observese que o critério material dessas contribuições referese à apuração de receitas do contribuinte, o que desde logo lhes confere um raio de abrangência muito maior que o do IPI, que se restringe aos produtos industrializados: as contribuições, da mesma forma, incidem sobre receitas decorrentes de comercialização, financeiras e de serviços. Essa constatação é ponto de partida para a discussão sobre o conceito de “insumos” para efeitos de creditamento das contribuições, cujo alcance semântico é, ainda hoje, definido pelo Fisco, com fulcro na legislação do IPI, que o vincula a matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem. Destarte, dentre as hipóteses de creditamento das contribuições, o inciso II do artigo 3º das Leis nº 10.637/02 e n° 10.833/03 admitese o desconto de créditos sobre as aquisições de insumos empregados na fabricação de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. Por força da edição de diversos atos normativos, especialmente as Instruções Normativas SRF nº 247/02 e nº 404/04, amesquinhouse o conteúdo semântico de “insumo”, para restringilos àquelas matériasprimas, produtos intermediários, materiais de embalagem, e aos serviços prestados, aplicados e/ou consumidos na produção, e quaisquer outros bens, desde que não contabilizados pelo contribuinte no ativo permanente, e que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, ou por ele diretamente sofrida, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas. replicando os vetores veiculados no Parecer Normativo COSIT n° 65/79, que trata de IPI. Logo, insurgiramse os contribuintes contra tal apropriação da legislação do IPI, para efeitos de creditamento de PIS e da Cofins, cuja racionalidade é distinta do imposto federal, não havendo qualquer remissão na legislação das contribuições que estabelecesse regramento nesse sentido. Ainda que o regime jurídico da nãocumulatividade do PIS e da Cofins, surgido com as alterações pela Emenda Constitucional n° 20/98 e pela Emenda Constitucional n° 42/03, em seu artigo 195, § 12, da Constituição Federal, tenha delegado a sua disciplina à lei infraconstitucional e que o legislador, por sua vez, tenha instituído um regime que peca em sua sistematização, abrangendo alguns setores de atividade econômica, restringindo as despesas Fl. 882DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 13975.000188/200533 Acórdão n.º 3201001.645 S3C2T1 Fl. 97 9 que dão direito ao crédito, dentre muitas outras incongruência que tornam esse regime jurídico casuístico e assistemático, o fato é que, sendo a incidência do PIS e da Cofins sobre as receitas e recaindo o IPI sobre o consumo, restrito à etapa de industrialização do produto, desde sempre, os critérios para disciplina de cada qual, caminharão por sendas diversas. Por essa razão, a jurisprudência administrativa, invariavelmente, tem afastado o entendimento restritivo atribuído à matéria, rechaçando o tratamento tributário dado ao IPI, para ampliálo, ora alargando o conceito para aproximálo ao regime jurídico de deduções do imposto sobre a renda, ora intentando encontrar um caminho intermédio. Nesse sentido, trilha a jurisprudência administrativa para, a partir do processo produtivo de determinado contribuinte, depreender as atividades essenciais e necessárias à sua realização, aos quais estariam vinculados os custos e despesas que possibilitariam a utilização do crédito. Da mesma forma, seguia a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça que estabeleceu que o conceito de “insumo” para fins de tributação pelo PIS e pela Cofins seria atrelado à “essencialidade”, não se vinculando nem à legislação do IPI, nem a o IRPJ, conforme se noticiou do julgamento do RESP 1246317/MG, da Relatoria do Ministro Campbell Marques, que afastaria a possibilidade de interpretação do conceito de insumo para fins de aproveitamento de créditos de PIS e da Cofins com base em conceitos extraídos da legislação do IPI e do IRPJ, adotando o critério da essencialidade, no sentido de que o insumo deveria ser essencial para o processo produtivo ou para a prestação de serviços. Feito o intróito, inicialmente é de afastar o conceito de insumos, nessa hipótese, como “serviços ou produtos intrínsecos à atividade, adquiridos de pessoa jurídica e aplicados ou consumidos no serviço prestado”, para adotar um conceito que contemple a essencialidade de determinado insumo para a prestação dos serviços. No caso dos autos, às fls. 87 e 88 temse a descrição do processo produtivo de porta e batente de pinus, que tem como etapa inicial a serraria da madeira, portanto, a decisão recorrida desconsiderou os créditos decorrentes da etapa da extração da madeira, pois seriam anteriores ao processo produtivo. Ora, as despesas com os serviços de extração de madeira da Recorrente e por ela suportados, que compõe o produto comercializa, é, inegavelmente, atividade essencial e necessária à sua realização, sendo que a negativa do direito creditório consubstanciase em amesquinhamento indevido do conceito de insumo no âmbito do PIS e da Cofins não cumulativos. No que tange às despesas com máquinas utilizadas para extrair a madeira, o mesmo raciocínio pode ser aplicado. Contudo, em relação as demais máquinas empregadas a prova e a demonstração dos serviços de manutenção nelas utilizados, deveria ser feita pela Recorrente, pois nos processos de ressarcimento, é ônus do contribuinte fazer a prova de seu direito creditório, pois o direito à compensação pressupõe liquidez e certeza do direito creditório. Em face do exposto, dou parcial provimento ao recurso voluntário. Fl. 883DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 10 (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 884DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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Numero do processo: 11618.004988/2006-48
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.888
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 16.914,89, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin
Presidente e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (20/11/2014), em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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DESPESAS MÉDICAS. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 16.914,89, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (20/11/2014), em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 8. 00 49 88 /2 00 6- 48 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11618.004988/200648 Acórdão n.º 2801002.888 S2TE01 Fl. 84 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Contra o contribuinte acima identificado, foi emitida a Notificação de Lançamento, de fl. 12, do Imposto de Renda Pessoa Física, do exercício 2005, em decorrência da glosa da dedução das despesas médicas e glosa parcial do imposto de renda retido na fonte, em conseqüência foi apurado o seguinte resultado: Crédito Tributário Lançado Imposto suplementar (sujeito a muita de oficio) 4.620,43 Multa de oficio 3.465,32 Juros de mora 1.161,57 Imposto suplementar 969,43 Multa de mora (20%) 193,88 Juros de mora (31/10/2006) 243,71 Total do crédito tributário. 10.654,711 Insurgindose contra o lançamento, o contribuinte apresentou impugnação, tempestivamente, alegando os rendimentos declarados no valor de R$ 19.238,01, com imposto de renda retido na fonte de R$ 981,27, referese a rendimentos de sua aposentadoria, entretanto, o INSS informou o n° 082.968.984 20,do CPF do Sr. José Amaro Pinheiro, com que já foi casada, no período de 06/04/1974 a 11/09/1994, que o inicio os dois usaram o mesmo CPF, Alem do mais, este nunca teve conhecimento do fato e nunca inclui em sua declaração de ajuste anual. As deduções das despesas médicas referemse aos pagamentos efetivamente realizados e comprovados com indicação do nome, endereço, número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem efetivamente os recebeu. Ressaltar que em qualquer momento, deixou de atender ao pedido de esclarecimentos da Receita Federal, nem se recusou a prestálo de forma satisfatória. Junta para comprovação o comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda retido na fonte e alteração de informação do CPF junto a DATAPREV, recibos das despesas médicas emitidos por Maria Helena H. dos Santos e Clinica Juarez Domelas S/C e comprovante Anual de Recebimento dos valores pagos pela assistência médico hospitalar prestada pela Caixa de Assistência dos Empregados da SAELPA, CNPJ 02.618.303/000173. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11618.004988/200648 Acórdão n.º 2801002.888 S2TE01 Fl. 85 3 Conclui que vista do exposto, fica demonstrada a insubsistência e improcedência total do lançamento.” Passo adiante, em 22 de outubro de 2008, 1a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife, entendeu por bem julgar procedente em parte o lançamento, mantendo em parte o crédito tributário, em decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2005 GLOSA DO IMPOSTO RETIDO NA FONTE É de se restabelecer o imposto retido na fonte com base nas informações constante do documento de retenção, emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. Somente são acatadas as despesas médicas do contribuinte e seus dependentes, quando comprovadas por documentação que atenda aos requisitos legais e que produzam a convicção necessária ao julgador da realização dos serviços e do seu efetivo pagamento. Lançamento Procedente em Parte Cientificada em 01/12/2008, a Recorrente, interpôs Recurso Voluntário em 30/12/2008, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Inexistem preliminares a serem analisadas. O litígio cingese à glosa de deduções com despesas médicas. Neste sentido de se destacar que o artigo 8° da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995, assim dispõe: "Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o ano calendário,exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; Fl. 85DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11618.004988/200648 Acórdão n.º 2801002.888 S2TE01 Fl. 86 4 II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiálogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias;(g.n) Sobre a forma de apresentação dos referidos documentos comprobatórios de tais despesas assim delimita o artigo 80 do RIR, verbis: Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei n2 9.250, de 1995, art. 82, inciso II, alínea "a"). §1º. O disposto neste artigo (Lei n2 9.250, de 1995, art. 8º., §2º.): I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Pais, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento;” Quanto às documentações comprobatórias das despesas médicas referentes a FUNASASAÚDE, estas foram analisadas e rechaçadas pela DRJ, sob o argumento de que a recorrente, em síntese, não era funcionária da referida empresa beneficiada pela assistência médica. Da leitura dos Estatutos Social da entidade FUNASASAÚDE, constante do sítio www.funasasaude.com.br, depreendese que em seu artigo 4º, § único, inciso I, e art. 5º, que a ENERGISA PARAÍBA – DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A (atual denominação da Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba – SAELPA) está albergada pela assistência prestada pela referida entidade. Por outro viés, a ora recorrente logrou comprovar seu vínculo pretérito com a pessoa jurídica à época denominada SAELPA (atual ENERGISA), conforme Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho anexado ao recurso voluntário como “ doc. 02” , página 49, bem como diversos exames realizados pela ora recorrente, débito em folha dos pagamentos do Fl. 86DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11618.004988/200648 Acórdão n.º 2801002.888 S2TE01 Fl. 87 5 referido plano, além da própria CTPS da recorrente assinada, à época, pela SAELPA (fls 59 a 71). Nesta linha, havendo sido comprovada a sua vinculação, na qualidade de ex funcionária, à pessoa jurídica albergada pela assistência do plano de assistência prestado pela FUNASA SAÚDE, e por outro viés, pela existência de documento emitido pela referida entidade, atestando o recebimento dos valores pagos pela ora recorrente, somadas a razoabilidade da proporção existente entre rendimentos percebidos no exercício (R$ 60.251,20 fl.15) e o valor das despesas médicas com referida entidade no mesmo período (R$ 16.914,89), entendo que restaram comprovados os referidos dispêndios, devendo ser restabelecidas as despesas médicas no importe de R$ 16.914,89. No processo administrativo fiscal, em especial quanto as comprovações de deduções de despesas médicas é o contribuinte quem deve comprovar perante a Autoridade Fiscal, por documentação idônea e inequívoca, a realização de tais despesas, bem como da efetividade dos pagamentos, mister do qual se desincumbiu o contribuinte, ante a exigência fiscal, cumpridas portanto as exigências do art. 8° da Lei n 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Conclusão Por todo o exposto, voto por DAR PROVIMENTO AO RECURSO para restabelecer despesas médicas no importe de R$ 16.914,89. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Redatora ad hoc, em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001314/2003-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 1999
CONTA-CONJUNTA - FALTA DE INTIMAÇÃO - NULIDADE
Todos os co-titulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na faze que precede a lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento. (Sumula CARF 29)
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS
Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações
Numero da decisão: 2202-002.760
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, QUANTO A PRELIMINAR DE NULIDADE: Por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade para excluir R$.6.887,23. QUANTO AO MÉRITO: Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo os rendimentos tributáveis declarados no valor de R$ 26.014,00. Vencidos os Conselheiros DAYSE FERNANDES LEITE (Suplente convocada) e ANTONIO LOPO MARTINEZ.
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez - Presidente
(Assinado digitalmente)
Pedro Anan Junior Relator
Composição do colegiado: Participaram do julgamento os Conselheiros Dayse Fernandes Leite, Rafael Pandolfo, Marcio de Lacerda Martins, Fabio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Antonio Lopo Martinez.
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
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(Sumula CARF 29) DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, QUANTO A PRELIMINAR DE NULIDADE: Por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade para excluir R$.6.887,23. QUANTO AO MÉRITO: Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo os rendimentos tributáveis declarados no valor de R$ 26.014,00. Vencidos os Conselheiros DAYSE FERNANDES LEITE (Suplente convocada) e ANTONIO LOPO MARTINEZ. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 13 14 /2 00 3- 17 Fl. 157DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Presidente (Assinado digitalmente) Pedro Anan Junior– Relator Composição do colegiado: Participaram do julgamento os Conselheiros Dayse Fernandes Leite, Rafael Pandolfo, Marcio de Lacerda Martins, Fabio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Antonio Lopo Martinez. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.001314/200317 Acórdão n.º 2202002.760 S2C2T2 Fl. 841 3 Relatório Tratase de impugnação apresentada contra auto de infração que, apurando omissão de rendimentos caracterizada por valores de origem não comprovada creditados em conta bancária, formalizou a exigência de imposto de renda, multa e juros, referentes ao exercício de 1999, anobase 1998, no total de R$ 147.374,47, tendo por fundamento legal o art. 42, da Lei n° 9.430/1996 e demais dispositivos indicados no auto de infração de fls. 108 a 114. Alega o impugnante, em síntese, que o auto de infração ofende princípios de Direito Tributário e caracteriza bitributação, pois em sua base de cálculo compreende valores já tributados e valores pertencentes a terceiros. Nessa linha de argumentação, afirma que estão compreendidos no auto de infração rendimentos recebidos de pessoas fisicas indicados na declaração de ajuste anual (R$ 26.014,00); rendimentos do cônjuge (R$ 11.200,00); quantia recebida pela venda de bem imóvel sem apuração de ganho de capital (R$ 32.123,00); recebimento de crédito pago por Alberto Armando Forte (R$ 20.000,00); empréstimo obtido de Fernando Nelson do Rego (R$ 14.000,00); recebimento de lucros e dividendos do Hospital Ana Costa. O restante dos valores pertenceria a clientes, a empresas do próprio declarante e a sua esposa. Acrescentou ainda que toda a movimentação financeira pertence a jurídica que, tendo sócios com "restrições", se via impedida de abrir conta em banco. Ademais, afirma que deixou de apresentar a documentação probatória das alegações articuladas na impugnação, pois foi destruída por inundação decorrente de fortes chuvas. Por fim, reiterou que se tratava de conta de movimentação conjunta. Pugnou pela improcedência do auto de infração e juntou cópia de boletim de ocorrência registrado no 10 Distrito Policial de São Sebastião / SP. A Delegacia de Receita Federal de Julgamento de Campo Grande, DRJ/CGE ao analisar a impugnação, decidiu por unanimidade de votos e manter parcialmente o lançamento através do acórdão DRJ/CGE 0411.842 de 26 de abril de 2007, consubstanciado na seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 1998 DEPÓSITO BANCÁRIO. UTILIZAÇÃO PARA LANÇAMENTO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 Os valores creditados em contas correntes ou de investimento, mantidas em instituição financeira, quando o titular não provar a origem dos recursos utilizados nessas operações, geram presunção "júris tantum" de omissão de rendimentos. DEPÓSITOS EM CONTA BANCÁRIA QUE TENHA MAIS DE UM TITULAR. CRITÉRIO PARA APLICAR SE A REGRA DE PRESUNÇÃO DE RENDIMENTOS OMITIDOS. Tratandose de conta corrente ou de investimento, movimentada por mais de uma pessoa, na falta de comprovação da origem dos recursos, a presunção de rendimentos omitidos se aplica nos moldes do critério estabelecido no §6° do art. 42, da Lei n° 9.430/1996. Devidamente cientificado dessa decisão, o contribuinte apresenta tempestivamente recurso voluntário onde reitera os argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.001314/200317 Acórdão n.º 2202002.760 S2C2T2 Fl. 842 5 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade portanto deve ser conhecido. Nulidade Falta de Intimação Contaconjunta – Banco Banespa A DRJ reconheceu que as contas correntes do Banco Banespa, tinha dois titulares, e um deles não foram devidamente intimados para comprovar a origem dos depósitos nelas referidos, se limitando a dividir o lançamento em 50% para cada cotitular. O fato é que, em momento algum, o cotitular foi chamado aos autos para justificar ou informar a respeito da movimentação que lhes cabia em cada uma das contas bancárias, o que macula o procedimento fiscal como um todo. Não há dúvidas de que nas hipóteses de contas conjuntas, deve ser observado o comentado do parágrafo 6º, do artigo 42, da Lei nº 9.430/96, acrescentado pela Lei nº 10.637/2002. Mas, deve ele ser interpretado conjuntamente com seu caput: “Art. 42 Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. .... “§ 6º Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares.” (grifouse) Fl. 161DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 6 Tratase, pois, de um comando impositivo e incondicional, que prevê um critério objetivo de quantificação da base de cálculo, justamente para conferir critérios de liquidez, certeza e justiça ao lançamento. Constatese que há dois requisitos exigidos pelo dispositivo retrotranscrito: 1º. que os titulares da conta conjunta tenham apresentado declaração de rendimentos em separado, o que efetivamente aconteceu, conforme se extrai da declaração de ajuste anual do Contribuinte, 2º. que todos os titulares da conta corrente sejam intimados para, querendo, comprovarem a origem dos depósitos bancários. É dever da Fiscalização, pois, observado o prazo decadencial, intimar o outro titular da referida conta bancária para que ele, na condição de cotitular e contribuinte do IRPF, comprove a origem dos depósitos, independentemente do percentual de sua real participação em tal conta, e do motivo pelo qual participa como cotitular, o que, todavia, como visto, não foi feito no caso concreto, nas situações de ambas as contas bancárias. Aliás, esse é o posicionamento desse Conselho, como se vê das seguintes ementas: “DEPÓSITO BANCÁRIO CONTA CONJUNTA Tratandose de conta conjunta, é imprescindível que todos os titulares estejam sob o procedimento de ofício. Ademais, o lançamento com base em depósitos bancários deve ter a base tributável dividida pelo número de titulares da conta conjunta, nos casos em que estes tenham rendimentos próprios e declarem em separado.” (Acórdão nº 10421006, de 13.09.2005, Relatora Cons. Meigan Sack Rodrigues) “OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS CONTA CONJUNTA Em caso de conta conjunta é obrigatório intimação de todos os correntistas para informarem a origem e a titularidade dos depósitos bancários. Impossibilidade de atribuir, de ofício, os valores como sendo renda exclusiva de um dos correntistas. Ao atribuir a integralidade dos depósitos a um único correntista, sem que o outro tenha sido intimado, o auto de infração adotou base de cálculo diferente daquela estabelecida pela regramatriz do § 6º do artigo 42 da Lei nº. 9.430, de 1996, razão pela qual, neste ponto, deve ser cancelado. Exigência cancelada.” (Acórdão nº 10247838, de 16.08.2006, Relator Cons. Moises Giacomelli Nunes da Silva) “... OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS CONTA CONJUNTA A partir da vigência da Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002, nos casos de conta corrente bancária com mais de um titular, os depósitos bancários de origem não comprovada deverão, necessariamente, ser imputados em proporções iguais entre os titulares, salvo Fl. 162DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.001314/200317 Acórdão n.º 2202002.760 S2C2T2 Fl. 843 7 quando estes apresentarem declaração em conjunto. É indispensável, para tanto, a regular e prévia intimação de todos os titulares para comprovar a origem dos depósitos bancários. ...” (Acórdão nº 10421419, de 23.02.2006, Relator Cons. Pedro Paulo Barbosa) Tal posicionamento foi ratificado através da Súmula nº 29 do CARF, que foi publicada através da Portaria de nº 106, de 21 de dezembro de 2009: “Todos os cotitulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na faze que precede a lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento.” Logo, entendo que não tem como subsistir o lançamento no que tange a conta bancária do Banco Banespa, por desrespeito ao comando cogente do parágrafo 6º, do artigo 42, da Lei nº 9.430/96, supratranscrita, eis que ambas as contas correntes cujos depósitos não tidos como não comprovados são de titularidade conjunta, não bastando, apenas, reduzir o montante tributável pelo número dos titulares, na esteira da jurisprudência desse Conselho de Contribuintes. Diante, disso entendo que deve ser excluído da base de cálculo do lançamento o montante de R$ 6.887,23 relativo ao anocalendário de 1998. Mérito OMISSÃO DE RENDIMENTOS – DEPÓSITOS BANCÁRIOS – PRESUNÇÃO. Parte do auto de infração elaborado pela autoridade lançadora teve como base o artigo 42, caput e §§ 1º e 2º, da Lei nº 9.430, de 1996: Fl. 163DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 8 “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos.” Nos termos da referida norma legal presumese omissão de rendimentos sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. No presente caso foi comprovado através de documentação e provas que a Contribuinte é titular das contas bancária, sendo que o lançamento foi efetuado a partir da presunção relativa de omissão de rendimentos calcada em depósitos bancários de origem não demonstrada, nos termos artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996. Não houve demonstração por parte da Contribuinte através de provas hábeis, a origem dos valores depositados na sua conta bancária, sendo que o mesmo foi intimado para demonstrar que os valores depositados em sua conta bancária não representam rendimentos omitidos. Desta forma verificase que os depósitos bancários que formaram a base de cálculo do auto de infração são valores que foram movimentados e não foram oferecidos a tributação, não havendo nenhuma evidência de que alguma dessas importâncias foram declaradas pela Contribuinte ou têm natureza isenta, uma vez que a Contribuinte nada trouxe para esclarecer e comprovar a origem dos referidos depósitos. Podemos concluir que o Contribuinte não conseguiu demonstrar que não houve omissão de rendimentos, pois não apresentou nenhum documento ou prova que comprovariam que os depósitos efetuados em sua conta bancária possuíam origem isenta ou já submetida à tributação. Simplesmente alega que os valores objeto do auto de infração não são de sua titularidade. O que devemos excluir da tributação do presente lançamento seriam os rendimentos tributáveis no valor de R$ 26.014,00 declarados na DIRPF pelo Recorrente. Seguindo o entendimento hoje manifestado pela CSRF, conforme acórdão abaixo transcrito: Fl. 164DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.001314/200317 Acórdão n.º 2202002.760 S2C2T2 Fl. 844 9 Processo n° 10675.002742/200511 Recurso n° 151.906 Especial do Procurador Acórdão n° 920200.566 2" Turma Sessão de 10 de março de 2010 Matéria IRPF Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado GERALDO MAGELA CAMPOS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001 a 2004 PERIODICIDADE DO IMPOSTO DE RENDA DECADÊNCIA DEPÓSITOS BANCÁRIOS PRAZO CONTADO DE FORMA MENSAL INAPLICABILIDADE. O fato gerador do imposto de renda decorrente de rendimentos provenientes da remuneração do trabalho dáse apenas no final do ano base, quando se verifica o último dos fatos requeridos pela hipótese de incidência do tributo. É a partir de tal data que começa a fluir o prazo decadencial. Aplicação da Súmula 38 do CARF . Da interpretação sistêmica dos artigos 8°, 9° e 10° da Lei n° 8.134, de 1990; artigos 3°, parágrafo único e artigos 4'; 8° e 10° da Lei n° 9.250, de 1995 e do artigo 42, § 1°, da Lei n° 9.430, de 1996, concluise que a base de cálculo do imposto de renda é a soma anual dos valores apurados mensalmente. Não há antinomia entre uma norma estabelecer que os valores consideramse recebidos no mês em que houver o crédito pela instituição financeira e outra norma considerar a base de cálculo constituise da soma dos valores recebidos em cada um dos meses do anocalendário. DEPÓSITOS BANCÁRIOS RENDIMENTOS REGULARMENTE DECLARADOS INEXISTÊNCIA DE REQUISITO LEGAL EXIGINDO COINCIDÊNCIA DE DATA E VALORES RECURSOS QUE DEVEM SER EXCLUÍDOS DA BASE DE CÁLCULO. A lei determina que o titular comprove, de forma individualizada, a origem dos recursos. Tal norma deve ser aplicada levando em consideração a situação de cada caso em concreto. Nada impede, por exemplo, que alguém receba determinado valor num dia e, dias após, faça um depósito bancário no valor correspondente a determinado percentual do que recebeu. Situação,. contrária também pode se verificar nos casos em que o valor recebido é somado a outra importância para integralizar um único depósito bancário.Ademais, dentro Fl. 165DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 10 da realidade dos fatos, não é crível que aquele que tem por hábito depositar seus recursos em conta bancária deposite no sistema financeiro os rendimentos omitidos, para que seja identificado e, não deposite os rendimentos regularmente declarados. Na sistemática de interpretação dos fatos e de aplicação da norma incidente, tratandose de contribuinte que tem por hábito movimentar seus recursos em conta bancária, os valores regularmente declarados devem ser excluídos da base de cálculo independentemente da coincidência de datas e valores, é porque tal requisito não decorre da lei. Recurso especial provido. Desta forma, é devida parte da presente tributação com base em depósitos bancários de origem não comprovada, devendose excluir do lançamento os rendimentos tributáveis devidamente declarados na DIRPF do Recorrente no valor de R$ 26.014,00. Assim, por tudo o que dos autos consta, conheço do recurso, acolho a preliminar de nulidade no que diz respeito a falta de intimação dos cotitulares, excluindo da base de cálculo do valor de R$ 6.887,23 relativo a conta conjunta do banespa, e no mérito dou provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo os rendimentos tributáveis declarados no valor de R$ 26.014,00. . (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 166DF CARF MF Impresso em 14/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/09/2014 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 15375.005029/2009-43
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 10 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2302-000.338
Decisão: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 11/07/2005
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que seja juntada aos autos, a cópia da decisão definitiva relativa à Notificação Fiscal de Lançamento de Débito DEBCAD nº 35.758.383-3, proferida no PAF nº 10665.000194/2010-63.
Liége Lacroix Thomasi Presidente de Turma.
Arlindo da Costa e Silva Relator ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), André Luis Mársico Lombardi, Leo Meirelles do Amaral, Fábio Pallaretti Calcini e Arlindo da Costa e Silva.
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decisao_txt : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 11/07/2005 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que seja juntada aos autos, a cópia da decisão definitiva relativa à Notificação Fiscal de Lançamento de Débito DEBCAD nº 35.758.383-3, proferida no PAF nº 10665.000194/2010-63. Liége Lacroix Thomasi Presidente de Turma. Arlindo da Costa e Silva Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), André Luis Mársico Lombardi, Leo Meirelles do Amaral, Fábio Pallaretti Calcini e Arlindo da Costa e Silva.
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RESOLVEM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que seja juntada aos autos, a cópia da decisão definitiva relativa à Notificação Fiscal de Lançamento de Débito DEBCAD nº 35.758.3833, proferida no PAF nº 10665.000194/201063. Liége Lacroix Thomasi – Presidente de Turma. Arlindo da Costa e Silva – Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), André Luis Mársico Lombardi, Leo Meirelles do Amaral, Fábio Pallaretti Calcini e Arlindo da Costa e Silva. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 75 .0 05 02 9/ 20 09 -4 3 Fl. 492DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/ 2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 15375.005029/200943 Resolução nº 2302000.338 S2C3T2 Fl. 493 2 1. RELATÓRIO Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2005 Data da lavratura do Auto de Infração: 11/07/2005. Data da Ciência do Auto de Infração: 11/07/2005. Temse em pauta Recurso Voluntário interposto em face de Decisão Administrativa de 1ª Instância proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil Previdenciária em Belo Horizonte/MG, que julgou improcedente a impugnação oferecida pelo sujeito passivo do crédito tributário lançado por intermédio do Auto de Infração de Obrigação Acessória nº 35.758.3841, Código de Fundamentação Legal nº 69, lavrado em decorrência do descumprimento de obrigação acessória prevista no inciso IV do art. 32 da Lei de Custeio da Seguridade Social, em virtude do preenchimento e entrega de GFIP com informações inexatas, incompletas e omissas, em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, no período de 01/1999 a 04/2005, conforme descrito no Relatório Fiscal do Auto de Infração, a fls. 28/62. CFL 69 Apresentar a empresa GFIP/GRFP com informações inexatas, incompletas ou omissas, nos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. A multa aplicada é a prevista no art. 32, IV e §6º, da Lei nº 8.212/91 c.c. art. 284, III, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Dec. nº 3.048/99, sendo de 5% do valor mínimo por campo com informações inexatas, incompletas ou omissas, limitada aos valores previstos na tabela do §4º do art. 32 da Lei nº 8.212/91, em função do número de segurados. O valor mínimo a partir de 01/05/2005 é de R$ 1.101,75 , conforme art. 8° da Portaria MPS nº 822, de 11/05/2005, com vigência a partir de 01/ 5/2005. O número de segurados da empresa está situado na faixa de 101 a 500 segurados no período de 01/1999 a 04/2005, sendo a multa limitada a 10 vezes o valor mínimo, por competência, não tendo ultrapassado este valor em nenhuma competência, de acordo com o Relatório Fiscal de Aplicação da multa a fls. 64/70. Relata a Autoridade Lançadora que a empresa foi autuada por ter apresentado GFIP com erro nos campos: salário família, nas competências 02/1999, 08/1999 a 05/2000, 07/2000 a 05/2001, 07/2001, 02/2002, 01/2003, 04/2003 e 05/2003; alíquota RAT, de 01/1999 a 05/2003; código pagamento da Guia da Previdência Social GPS, de 01/1999 a O2/2000, 11/2003, 12/2003 e 03/2005; Código de outras entidades, de 01/1999 a 04/2004, 06/2004 e 03/2005; Código FPAS, de 01/1999 a 02/2002, 11/2003 e 12/2003; e Código de categoria, de 01/1999 a O3/1999, 05/1999 a 05/2001, 07/2001 a 02/2002, 01/2003 a 05/2003, como consta do relatório fiscal e anexo, a fls. 28/62. Inconformado com a autuação, o Sujeito Passivo apresentou impugnação administrativa a fls. 74/149. Fl. 493DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/ 2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 15375.005029/200943 Resolução nº 2302000.338 S2C3T2 Fl. 494 3 A Delegacia da Receita Federal do Brasil Previdenciária em Belo Horizonte/MG lavrou Decisão Administrativa textualizada na DecisãoNotificação nº 11.401.4/0261/2005, a fls. 283/293, julgando procedente a autuação e mantendo o crédito tributário em sua integralidade. O Sujeito Passivo foi cientificado da decisão de 1ª Instância no dia 16/11/2005, conforme Aviso de Recebimento a fl. 297. Inconformado com a decisão exarada pelo órgão administrativo julgador a quo, o ora Recorrente interpôs recurso voluntário a fls. 299/377, respaldando sua inconformidade em argumentação desenvolvida nos termos que se vos seguem: · Impossibilidade do desmembramento do presente auto de infração a obrigação principal; · Obrigatoriedade da lavratura de apenas um auto para cada tipo de infração; · Inaplicabilidade da multa em decorrência do recolhimento do tributo; · Que a multa pelo não recolhimento absorve a multa pelo descumprimento de obrigação tributária acessória; · Inexistência de contribuições devidas ou declaradas – inocorrência de infração; · Os Autos de Infração 357583825 e 358583841 foram lavrados com base no mesmo artigo 32, IV da Lei 8.212/91; · Ilegalidade do mínimo adotado como mínimo da multa; · Limitação por competência do valor da multa; · Decadência da Obrigação Principal; · Que é indevida a extensão de responsabilidade tributária aos sócios da empresa; Considerando que a obrigação principal correspondente aos mesmíssimos fatos geradores tratados neste Auto de Infração foi objeto da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº 35.758.3833, lavrada na mesma ação fiscal, e que o Sujeito Passivo, ora recorrente, ofereceu impugnação à NFLD acima referida, como medida de reconhecida prudência, almejando esquivarmos de decisões contraditórias, o julgamento do feito houvese por convertido em diligência fiscal, até que se consumasse o Trânsito em Julgado da decisão administrativa relativa à NFLD n° 35.758.3833, conforme Resolução nº 2302000.233 – 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 20 de junho de 2013, a fls. 442/445. Despacho SACAT/DRF/DIV, a fls. 449/483, aviando revisão de ofício da NFLD nº 35.758.3833, tendo em vista o teor da Súmula Vinculante nº 8 do STF. Fl. 494DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/ 2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 15375.005029/200943 Resolução nº 2302000.338 S2C3T2 Fl. 495 4 O Sujeito Passivo houvese por cientificado do resultado da Diligência Fiscal acima referida em 14/03/2014, conforme documento a fl. 488, não se manifestando nos autos do processo. Relatados sumariamente os fatos relevantes. 2. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO O sujeito passivo foi válida e eficazmente cientificado da decisão recorrida no dia 16/11/2005. Havendo sido o recurso recebido pelo órgão fazendário em 14/12/2005, há que se reconhecer a tempestividade do recurso interposto. Presentes os demais requisitos de admissibilidade do recurso, dele conheço. 3. DA FUNDAMENTAÇÃO E MÉRITO Cumpre destacar, inicialmente, que a obrigação principal correspondente aos mesmíssimos fatos geradores tratados neste Auto de Infração é objeto da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº 35.758.3833, lavrada na mesma ação fiscal, objeto do Processo Administrativo Fiscal nº 10665.000194/201063. Em virtude da flagrante relação de prejudicialidade existente entre os fundamentos de fato e de direitos inerentes ao vertente Auto de Infração de Obrigação Acessória e a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº 35.758.3833, lavrada na mesma ação fiscal, como medida de reconhecida prudência, e almejando evitar a prolação de decisões conflitantes, houvese o julgamento do presente feito convertido em diligência fiscal, nos termos da Resolução nº 2302000.233 – 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 20 de junho de 2013, a fls. 442/445, até que se consumasse o Trânsito em Julgado da decisão administrativa relativa à NFLD n° 35.758.3833. A Resolução nº 2302000.233 – 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 20 de junho de 2013, foi clara e expressa ao determinar que: “A diligência deve ser concluída com a juntada aos presentes autos de cópia da decisão definitiva proferida no PAF em que se debate o mérito do lançamento aviado na NFLD n° 35.758.3833”. A DILIGÊNCIA FISCAL NÃO FOI CUMPRIDA !!! Os autos retornaram a este Colegiado sem que fosse juntada aos presentes autos a cópia da decisão definitiva proferida no PAF nº 10665.000194/201063, em que se debate o mérito do lançamento aviado na NFLD n° 35.758.3833, sendo negligenciada a determinação Fl. 495DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/ 2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 15375.005029/200943 Resolução nº 2302000.338 S2C3T2 Fl. 496 5 expressa comandada pela diligência fiscal contida na Resolução nº 2302000.233 – 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 20 de junho de 2013, a fls. 442/445. Não supre a Decisão Administrativa definitiva referente à NFLD n° 35.758.383 3 o Despacho SACAT/DRF/DIV, a fls. 633/667, uma vez que este não informa quais foram efetivamente os fatos geradores mantidos no lançamento objeto da NFLD acima citada. Por tais razões, pugnamos pela conversão do julgamento em nova diligência fiscal para que a Secretaria da Receita Federal do Brasil, sem desídia, CUMPRA EFETIVAMENTE as determinações aviadas na Resolução nº 2302000.233 – 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 20 de junho de 2013, mediante a juntada aos presentes autos de cópia da decisão definitiva referente ao lançamento veiculado por intermédio da NFLD n° 35.758.383 3, proferida no PAF nº 10665.000194/201063. Além disso, conforme comandado na Resolução acima mencionada, antes de os autos retornarem a este Colegiado, deve ser promovida a ciência do Contribuinte a respeito do conteúdo e resultado da diligência fiscal ora requestada, sendolhe concedido o prazo normativo para que, desejando, possa se manifestar nos autos do processo. 4. CONCLUSÃO Pelos motivos expendidos, voto pela CONVERSÃO do julgamento EM DILIGÊNCIA FISCAL, nos termos assinalados nos parágrafos anteriores. É como voto. Arlindo da Costa e Silva, Relator ad hoc. Fl. 496DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/ 2014 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 09/10/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 10670.005182/2008-31
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Oct 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.
São dedutíveis os pagamentos de pensão alimentícia quando o contribuinte provar que realizou tais pagamentos, e que estes foram decorrentes de decisão judicial.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-003.709
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. São dedutíveis os pagamentos de pensão alimentícia quando o contribuinte provar que realizou tais pagamentos, e que estes foram decorrentes de decisão judicial. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, e Marcio Henrique Sales Parada. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 00 51 82 /2 00 8- 31 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10670.005182/200831 Acórdão n.º 2801003.709 S2TE01 Fl. 123 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 6a Turma da DRJ/JFA (Fls. 69), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Em nome do contribuinte acima identificado foi lavrada, em 27/10/2008, a Notificação de Lançamento de fls. 58 a 63, relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF, exercício 2007, anocalendário 2006, que resultou em crédito total apurado no valor de R$ 18.440,61, sendo R$ 9.614,00 de IRPFSuplementar, R$ 7.210,50 de multa de ofício e R$ 1.616,11 de juros demora (calculados até 10/2008). O não atendimento à intimação para prestar esclarecimentos, motivou o lançamento de ofício (fls. 59 a 61): 1) A dedução indevida de despesas médicas, no valor total de R$ 453,34; 2) A dedução indevida de previdência privada e Fapi, no valor de R$ 1.689,86; e, 3) A dedução indevida de pensão alimentícia judicial, no valor de R$ 42.000,00. A ciência da Notificação de Lançamento deuse em 04/11/2008 (fl. 47), e o interessado apresentou impugnação de fls. 01 e 02, em 28/11/2008, concordando com a glosa das despesas médicas e com a glosa de previdência privada e Fapi, tendo em vista o extravio de tais comprovantes. Quanto à pensão alimentícia, retifica o valor declarado de R$ 42.000,00 para R$ 40.000,00, anexando Termos de Audiências da homologação judicial e extratos bancários das beneficiárias fornecidos pelo Banco do Brasil S/A, tendo em vista o extravio dos comprovantes de depósito. Passo adiante, a 6ª Turma da DRJ/JFA entendeu por bem julgar a impugnação procedente em parte, em decisão que restou assim ementada: MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. DESPESAS MÉDICAS. PREVIDÊNCIA PRIVADA E FAPI. Considerase como não impugnada a parte do lançamento com a qual o contribuinte concorda ou não se manifesta expressamente. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10670.005182/200831 Acórdão n.º 2801003.709 S2TE01 Fl. 124 3 Podem ser deduzidas as importâncias efetivamente pagas a título de pensão alimentícia e prestação de alimentos provisionais em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão ou acordo judicial. Cientificado em 18/04/2011 (Fls. 76), o contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 12/05/2011 (fls. 77 a 81), reforçando os argumentos apresentados quando da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. De início, cumpre ressaltar que resta em litígio somente a glosa de pensão alimentícia no valor de R$35.700,00. Entendeu a DRJ que não foi comprovado o pagamento da pensão judicial da menor Maria Luiza Oliveira Lopes Teixeira, uma vez que para comprovar os pagamentos desta o contribuinte anexou aos autos extratos bancários de Gianny Fabricia O. Lopes, genitora da menor. Entretanto, tais extratos não identificam o contribuinte como depositante, além do fato de os valores apontados pelo contribuinte nestes extratos estarem fracionados e terem sido efetuados, em sua grande maioria, após a data estipulada na sentença para tal. Assim, entendeu a DRJ que não se prestariam a comprovar o pagamento da pensão alimentícia. Também entendeu a DRJ que o contribuinte comprovou apenas parte da pensão alimentícia, decorrente de determinação judicial, dos menores Marcos Adriano Oliveira Teixeira e Pedro Henrique Oliveira Teixeira, no valor de R$ 6.300,00, correspondentes aos meses de agosto, novembro e dezembro. Isto porque do extrato bancário da contapensão utilizada como meio de prova do pagamento da pensão, que está em nome de Andréa Ferreira Oliveira, genitora dos menores, apenas os meses citados anteriormente estavam legíveis. Quanto a dedução da pensão alimentícia, de acordo com a legislação, somente são dedutíveis as importâncias pagas a titulo de pensão alimentícia decorrentes de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente. Assim estabelece a legislação: art. 78 do Regulamento do Imposto de Renda — RIR199, aprovado pelo Decreto 3.000/99 Art. 78. Na determinação da base de cálculo sujeita a incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a titulo de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo Fl. 124DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10670.005182/200831 Acórdão n.º 2801003.709 S2TE01 Fl. 125 4 homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei n°9.250, de 1995, art. 4°, inciso II). Neste ponto, alertado pela DRJ da necessidade de provar que os pagamentos foram realizados, o contribuinte juntou declaração assinado por Gianny Fabrícia de Oliveira Lopes; na qual a mesma afirma ter recebido a título de pensão alimentícia da filha Maria Luiza a importância de R$16.000,00 no ano de 2006. Por oportuno esclareço que consta na página 10 dos autos decisão judicial na qual se homologa acordo em que se fixa a pensão para sua filha Maria Luiza, no valor correspondente a 04 salários mínimos. Tenho o entendimento de que a declaração faz prova de pagamento; posto que preenche todos os requisitos legais e dá quitação ao pagamento de pensão alimentícia, que, é um dos poucos casos em que pode haver a prisão do alimentante em razão da falta de pagamento. Seguindo, buscando comprovar o pagamento da pensão de Marcos Adriano e Pedro Henrique, o recorrente juntou seus extratos bancários, bem como os da mãe dos menores, afim de demonstrar a realização das transferências daquela conta para esta. Os valores constantes de ambos os extratos são compatíveis em data e valor, corroborando a afirmação do contribuinte de que de fato procedeu ao pagamento da pensão ajustada, com exceção dos valores pagos em 01/02 (R$1.000,00), 02/03 (R$70,00), 30/03 (R$1.500,00), 03/05 (R$2.041 e R$59,00) que constam como recebidos no extrato da genitora dos menores, porém não constam do extrato do recorrente, pois o mesmo afirma que tais valores foram depositados por meio de cheques. Ainda assim, tais valores são compatíveis com o devido à título de pensão e por serem depositados em “contapensão” criada exclusivamente para este fim, entendo comprovado o pagamento. Frisese, ainda, que consta na folha 11 dos autos decisão judicial na qual se homologa acordo em que se fixa a pensão para os filhos Marcos Adriano e Pedro Henrique, no valor correspondente a 06 salários mínimos. Assim, perante a existência de prova de que os pagamentos se deram em decorrência de acordo homologado judicialmente, deve ser restabelecida a dedução. Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 125DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10670.005182/200831 Acórdão n.º 2801003.709 S2TE01 Fl. 126 5 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 09/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN
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Numero do processo: 10680.933995/2009-85
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Nov 21 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3801-000.847
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência examinar os documentos trazidos aos autos e verificar se demonstram a recolhimento da diferença de receita financeira no valor de R$ 69.392,68, a maior do que o devido, bem como se a utilização deste foi efetivamente realizada, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo e Flavio de Castro Pontes.
Relatório
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência examinar os documentos trazidos aos autos e verificar se demonstram a recolhimento da diferença de receita financeira no valor de R$ 69.392,68, a maior do que o devido, bem como se a utilização deste foi efetivamente realizada, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo e Flavio de Castro Pontes. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 33 99 5/ 20 09 -8 5 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 20/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10680.933995/200985 Resolução nº 3801000.847 S3TE01 Fl. 9 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo administrativo nº 10680.933995/200985, contra o acórdão n° 0241.489, julgado na sessão de 18 de novembro de 2012, pela 2ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Belo Horizonte (DRJ/BHE), em que foi julgada improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento de origem, que assim relatou: “OpresenteprocessotratadeManifestaçãodeInconformidadecontra o Despacho Decisório rastreamento 848540528 emitido eletronicamente em 07/10/2009, fls.37, referente ao PER/DCOMP nº 39422.28318.280907.1.3.040910 (doc. De fls. 4146). O PER/DCOMP foi transmitido com o objetivo de compensar o(s) débito(s) nele discriminado(s) com crédito de PIS/PASEP, Código de Receita 6912, no valor original na data de transmissão de R$ 69.392,68, decorrente de recolhimento com Darf efetuadoem13/04/2006. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características doDARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN),art. 74 da Lei nº9.430, de 27 de dezembro de 1996. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE O interessado apresentou manifestação de inconformidade (fl. 211), arguindo a nulidade do despacho decisório, por preterição do direito de defesa, umavez que não foram ditos os motivos da desconsideração do crédito. O contribuinte defende, ainda, que o cruzamento de declarações, como causa de decidir, nãoé meio hábil para negar seu direito à compensação.Quanto ao mérito, alega que ao preencher suas obrigações acessórias, cometeu um pequeno equivoco que pode ter impossibilitado a identificação do crédito em análise parametrizada, mas que não faz decair seu direito material ao crédito, e que, posteriormente, verificando suas declarações contábeis e fiscais, identificou ajustes de créditos que não haviam sido apropriados no momento oportuno, o que fez com que fosse reduzido o tributo devido incidente sobre as operações próprias (código de receita 6912).Por Fl. 162DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 20/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10680.933995/200985 Resolução nº 3801000.847 S3TE01 Fl. 10 3 fim, afirma que, constatada a divergência, procedeu a respectiva retificação, com a liberação do crédito contido no DARF mencionado. A DRJ de Belo Horizonte (DRJ/BHE) decidiu pela improcedência da manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte, confirmando a não homologação da compensação declarada. Colaciono a ementa: ASSUNTO:CONTRIBUIÇÃOPARAOPIS/PASEP Anocalendário:2006 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃOCOMPROVADO. Nafaltadecomprovaçãodopagamentoindevidoouamaior,nãoháquesefala rdecréditopassíveldecompensação. ManifestaçãodeInconformidadeImprocedente DireitoCreditórioNãoReconhecido Inconformada com improcedência da impugnação, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, às fls. 71/158, enfatizando que deve ser reformada a decisão de primeira instância tendo em vista: Em preliminar: 1 A falta de fundamentação, prejudicando o contraditório e da ampla defesa; No mérito: 2 Erro de preenchimento de DCTF, tendo em vista que o crédito é oriundo de reclassificação de receitas tributáveis das quais colaciona no recurso voluntário, a planilha de com a reapuração do crédito, os lançamentos contábeis reclassificados, o balancete original, o balancete após a reclassificação, apuração e resumo do PIS e da COFINS e o DARF; 3 – Requer que o recurso seja à luz do princípio da verdade material. É o sucinto relatório. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 20/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10680.933995/200985 Resolução nº 3801000.847 S3TE01 Fl. 11 4 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Analisandose os autos, verificase que o processo se iniciou com uma PER/DCOMP transmitida pela contribuinte, no qual informou ela ter realizado pagamento indevido ou a maior de PIS. Deste modo, tendo em vista o argumento da contribuinte de que procedera à retificação da DCTF e do DACON e que, à luz destes documentos retificados, a compensação deveria ser deferida, a DRJ constatou que as retificações ocorreram após a ciência do despacho decisório que não homologara a compensação e que a documentação apresentada com a manifestação de inconformidade não era hábil, idônea e suficiente para comprovação de suposto erro no preenchimento inicial da DCTF, porque não foi apresentada escrituração contábil e fiscal do período. Assim, com base nestas constatações, no fato de a legislação tributária dispor que a DCTF é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário (art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984) e que a compensação de débitos tributários somente pode ser efetuada mediante existência de créditos líquidos e certos do interessado perante a Fazenda Pública (art. 170 do CTN), e de a lei que trata do processo administrativo tributário federal estabelecer que a prova documental deve ser apresentada na impugnação (art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235, de 1972), a DRJ indeferiu a manifestação de inconformidade. Apesar de a decisão de primeira instância ter sido fundamentada de modo a dar a conhecer à contribuinte as razões de fato e de direito que levaram ao indeferimento de sua manifestação de inconformidade, no recurso voluntário afirma que por motivo de falha administrativa as DACON e a DCTF não foram devidamente retificadas, nem transmitidas no programa da RFB, sendo este o motivo pelo indeferimento das homologações. Ocorre que, em detrimento do erro de sistema alegado, a recorrente procedeu com a transmissão da retificadora, todavia apenas em 15/05/2009, ou seja, após a ciência do despacho decisório que ocorreu em 30/04/2009, sem qualquer comprovação complementar que produza prova inequívoca da operação. Mesmo diante destas evidências, importa que a recorrente trouxe aos autos, em sede de recurso voluntário, documentação contábil em que comprova o valor recolhido a maior e que fundou a retificadora. Diante destes documentos, é possível verificar se o contribuinte tem direito ao crédito pretendido, se, de fato, por equívoco de preenchimento, erro do operador na realização da DCTF foi recolhido contribuição a maior, transparecendo a necessidade de relativizar a forma do processo administrativo para que a verdade material seja alcançada. Considero que ainda que apresentados apenas em sede recursal tais documentos devem ser aceitos, analisados, estudados e finalmente valorados, permitindo assim a imprescindível conclusão sobre a questão. Observado que o fundamento da decisão de primeira instância foi basicamente pela carência de documentação complementar às retificadoras, ou seja, juízo de valoração Fl. 164DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 20/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10680.933995/200985 Resolução nº 3801000.847 S3TE01 Fl. 12 5 probante, entendo que o exame das provas que acompanham as razões de defesa é fundamental para firmar o convencimento da turma julgadora. Nesta senda, voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência, a fim de: a) a Delegacia de Origem examine os documentos trazidos aos autos: a planilha com a reapuração do crédito,os lançamentos contábeis reclassificados, o balancete original, o balancete após a reclassificação, apuração e resumo do PIS e da COFINS e o DARF, para verificar se demonstram a recolhimento da diferença de receita financeira no valor de R$ 69.392,68, a maior do que o devido, bem como se a utilização deste foi efetivamente realizada. b) requerer ao sujeito passivo a apresentação de documentos ou esclarecimento complementares; c) conceda prazo para o contribuinte se manifestar finda a diligência, sobre o relatório dela decorrente, retornando os autos em seguida ao CARF para retomada do julgamento. É assim que voto. Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 20/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10935.001499/2011-46
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 20 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2802-000.150
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello. Versam os presentes autos sobre Auto de Infração lavrado por omissão de Rendimentos recebidos da Caixa Econômica Federal – no valor de R$ 58.916,52, relativos a ação judicial de revisão de aposentadoria por tempo de contribuição, na qual houve a retenção de IRRF no valor de R$ 1.7667,50; omissão de rendimentos recebidos pelo seu filho, João Eduardo Pescara, da fonte pagadora GLG Comércio de Veículos Ltda., no valor de R$ 9.313,32, com IRRF relativo a tais rendimentos no valor de R$ 164,13. O Recorrente apresentou Impugnação alegando que o valor dos rendimentos de R$ 9.313,32, não guarda relação com seu CPF. Afirma que tais rendimentos pertencem ao seu filho João Eduardo Pescara. Aduz que não informou o valor de R$ 58.916,58, recebido via precatório, por entender se tratar de rendimento isento. Argumenta que é pessoa idosa RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 35 .0 01 49 9/ 20 11 -4 6 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 20/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10935.001499/201146 Resolução nº 2802000.150 S2TE02 Fl. 76 2 portadora de diabetes e pressão alta, além de ser ostomizado e portador de seqüelas por fratura na coluna lombar crônica, conforme atestam os documentos em anexo. Informa que recebe auxílio acidente como indenização pelas seqüelas, com isenção do IR, portanto, é doente crônico. Alega que se aposentou por tempo de contribuição, porém, em 1998 sofreu acidente que lhe deixou seqüelas, as quais nos últimos anos o tornou pessoa inválida. Afirma que deve ser aplicado ao contribuinte a previsão contida no art. 6º, inciso XIV, da Lei n.º 7.713/88, que concede isenção do imposto de renda aos proventos de aposentadoria ou reforma percebidos por pessoa física acometida de invalidez permanente. Ressalta que caso não lhe seja apreciado a isenção dos rendimentos, solicita que o valor de R$ 58.916,58 seja calculado como recebido em 60 meses, por se tratar de rendimentos recebidos acumuladamente. Cita jurisprudência que vem dando ganho causa aos aposentados cujos rendimentos são tributados pelos valores acumulados. Informa que a SRF editou a IN nº 1.127/2001 a fim de por fim a esta discussão. Requer a aplicação retroativa, com base no inciso II do art. 106 do CTN, por ser mais benéfica ao Recorrente, calculando o imposto de forma parcelada, considerandose, ainda, a prescrição qüinqüenal do crédito. Afirma que se procedendo aos cálculos de forma parcelada, com os abatimentos permitidos, resultaria num imposto a pagar de R$ 10.314,43, valor muito menor dos R$ 15.708,21 calculados no lançamento de ofício. Solicita que o percentual da multa aplicada deve ser o previsto no art. 61 da Lei nº 9.430/96, limitado a 20%, por ser mais benéfico ao contribuinte, com fulcro no art. 106, inciso II, “c” do CTN. Neste sentido é o Parecer n.º 2.144, PGFN/CRJ. Por fim, requer a exoneração total do lançamento suplementar, por ser pessoa idosa e doente ou que lhe seja retificado o lançamento com a diluição do precatório de aposentadoria por decisão da Justiça Federal (RRA), aplicandose retroativamente a hipótese prevista na alínea “c” do inciso II do art. 106 do CTN. A DRFBJ acolheu parcialmente a Impugnação para excluir os rendimentos do seu filho, João Eduardo Pescara, da fonte pagadora GLG Comércio de Veículos Ltda., por este apresentar declaração em apartado e se tratar de erro na identificação do CPF do beneficiário. É o relatório. Os presentes autos tratam da incidência do imposto de renda de pessoa física sobre rendimentos recebidos acumuladamente decorrentes de decisão judicial, nos termos do artigo 56 do RIR/99, conforme trecho da decisão recorrida, a seguir: Quanto à forma de tributação dos rendimentos acumulados recebidos na ação judicial, devese esclarecer que o artigo 43 do Código Tributário Nacional (que tem status de lei complementar) traça regras gerais relativas ao fato gerador do imposto sobre a renda e proventos de qualquer da natureza: Por se tratar de matéria sob Repercussão Geral no STF (Tema 368 leading case RE 614466), portanto, submetida ao rito a que se refere o artigo 543B do CPC, proponho o sobrestamento do feito, com fulcro no art. 62A, §1º do Regimento Interno do CARF. (assinado digitalmente) Fl. 76DF CARF MF Impresso em 20/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10935.001499/201146 Resolução nº 2802000.150 S2TE02 Fl. 77 3 German Alejandro San Martín Fernández Fl. 77DF CARF MF Impresso em 20/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13983.000111/2002-11
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jan 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Oct 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997
PIS. RESTITUIÇÃO. SEMESTRALIDADE. LC 7/70.
A aplicação da semestralidade da base de cálculo do PIS está intrínseca à aplicação da Lei Complementar 7/70, independendo, portanto, de requerimento expresso do contribuinte. Cabe ao julgador aplicar a lei cabível, em sua totalidade, para cada caso concreto.
O silêncio sobre sua observância não pode ser interpretado como não acolhido eis que a sua previsão encontra-se no texto da lei. Todavia, clarear o dever de sua aplicação de acordo com a lei não constitui qualquer violação a ordem jurídica.
Recurso Especial do Procurador Negado
Numero da decisão: 9303-002.755
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso especial.
Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente Substituto
Nanci Gama - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjdo Barreto e Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Nome do relator: NANCI GAMA
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997 PIS. RESTITUIÇÃO. SEMESTRALIDADE. LC 7/70. A aplicação da semestralidade da base de cálculo do PIS está intrínseca à aplicação da Lei Complementar 7/70, independendo, portanto, de requerimento expresso do contribuinte. Cabe ao julgador aplicar a lei cabível, em sua totalidade, para cada caso concreto. O silêncio sobre sua observância não pode ser interpretado como não acolhido eis que a sua previsão encontra-se no texto da lei. Todavia, clarear o dever de sua aplicação de acordo com a lei não constitui qualquer violação a ordem jurídica. Recurso Especial do Procurador Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso especial. Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente Substituto Nanci Gama - Relatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjdo Barreto e Marcos Aurélio Pereira Valadão.
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RESTITUIÇÃO. SEMESTRALIDADE. LC 7/70. A aplicação da semestralidade da base de cálculo do PIS está intrínseca à aplicação da Lei Complementar 7/70, independendo, portanto, de requerimento expresso do contribuinte. Cabe ao julgador aplicar a lei cabível, em sua totalidade, para cada caso concreto. O silêncio sobre sua observância não pode ser interpretado como não acolhido eis que a sua previsão encontrase no texto da lei. Todavia, clarear o dever de sua aplicação de acordo com a lei não constitui qualquer violação a ordem jurídica. Recurso Especial do Procurador Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso especial. Marcos Aurélio Pereira Valadão Presidente Substituto Nanci Gama Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 98 3. 00 01 11 /2 00 2- 11 Fl. 458DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13983.000111/200211 Acórdão n.º 9303002.755 CSRFT3 Fl. 459 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjdo Barreto e Marcos Aurélio Pereira Valadão. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional com fulcro no artigo 5º, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais vigente a época de sua interposição, em face ao acórdão de n.º 20310.422, que reratificando o acórdão nº 20309.629, por maioria de votos, conheceu e acolheu os embargos de declaração do contribuinte para “ I – reconhecer a semestralidade da base de cálculo do PIS; II – admitir a suspensão do crédito tributário por força do processo judicial e, III – excluir a multa de ofício do lançamento.” Inconformada com a decisão de aludido acórdão, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, por entender ter sido violado os artigos 27 do Regimento Interno dos Conselhos Contribuintes; 535 e 536 do Código de Processo Civil, eis que ao reconhecer a semestralidade da base de cálculo do PIS a decisão teria suprimido eventual omissão da “autoridade judicial”, bem como restariam violados os artigos 1º, § 2º, do DecretoLei 1.737/79, 38, § único, da Lei 6.830/80, por intromissão, nas palavras da recorrente, da autoridade administrativa em decisão judicial. A Procuradoria da Fazenda Nacional em seu recurso especial requer ao final que seja dado provimento ao seu recurso para que sejam indeferidos os pedidos formulados nos embargos de declaração de fls. ou seja determinado o retorno dos autos à Câmara “a quo” para que esta, reconhecida a impossibilidade de se suprimir omissão de decisão judicial, dê seguimento ao julgamento dos referidos embargos.” O ilustre presidente da Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuintes, em despacho de fls. 302/304, admitiu o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, por entender que a Fazenda Nacional “protestou contra a decisão do Colegiado em conhecer da matéria da semestralidade da base de cálculo do PIS e dar provimento ao recurso da contribuinte, alegando ser juridicamente impossível suprimir na esfera administrativa omissão contida em decisão judicial, e analisando os pressupostos formais e materiais o recurso é cabível. Regularmente intimado, o contribuinte apresentou suas contrarrazões suscitando o não reconhecimento do recurso da Fazenda por falta de interesse de agir, bem assim requerendo seja negado provimento ao recurso da Fazenda Nacional. É o relatório. Fl. 459DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13983.000111/200211 Acórdão n.º 9303002.755 CSRFT3 Fl. 460 3 Voto Conselheira Nanci Gama, Relatora Conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, eis que tempestivo e, ao meu ver, encontramse reunidas as condições de admissibilidade, especialmente por suscitar eventual violação as normas processuais pelo acórdão recorrido ao acolher e dar provimento aos embargos de declaração do contribuinte. No entanto, quanto ao mérito, o recurso não merece provimento Vejase o trecho do acórdão dos embargos de declaração, que suscitou o presente recurso, da lavra da ilustre Conselheira desta Turma Julgadora, Dra. Maria Teresa Martínez López: “Compulsando os autos, e especificamente a ação judicial, verificase que a contribuinte (sic) pleiteia a compensação do que pagou a título de contribuição ao PIS, calculada sob a égide dos DecretosLeis n°s 2.445 e 2.449, ambos de 1988, com essa mesma contribuição, porém calculada de acordo com o disposto na Lei Complementar n° 7/70. Consta do voto da ilustre relatora que “realmente a ordem judicial é omissa quanto à questão da semestralidade”. Ouso dela discordar. Muito embora não tenha constado expressamente do pedido judicial 1 que o juiz declare a semestralidade, o que se verifica é que a autora da ação judicial faz menção à matéria na petição. Na verdade, temse que a contribuinte argumenta possuir créditos do PIS, quando calculado pela LC n° 7/70 e, portanto, sob à égide da semestralidade. Já, a sentença judicial, julgou procedente o pedido, reconhecendo o direito à compensação dos valores recolhidos a maior, com contribuições da mesma espécie, sob à égide da LC 7/70. Resta a este Conselho, esclarecer o que a administração não reconhece. Isto para extinguir conflito na execução da decisão, eis que, repitase, a fiscalização não reconhece o alcance da semestralidade. Assim, se a sentença judicial, julgou procedente o pedido, reconhecendo o direito à compensação dos valores recolhidos a maior, com contribuições da mesma espécie, sob à égide da LC 7/70, entendo que, reconhecido está o direito à semestralidade, eis que, impossível extrair a semestralidade da 1 Nesse sentido, pede a interessada (sic) que lhe seja reconhecido o direito à compensação ora postulada, consubstanciada no encontro de contas entre os valores recolhidos indevidamente a titulo de PIS (sob a égide dos malsinados DLs 2445 e 2448 de 1988) com os valores devidos a titulo da mesma contribuição, sob a luz da sistemática trazida à lume pela LC 7/70, considerandose, na correção monetária das parcelas objeto de compensação, os efeitos da modificação do poder de compra da moeda nacional, a partir dos pagamentos indevidos (...). Fl. 460DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13983.000111/200211 Acórdão n.º 9303002.755 CSRFT3 Fl. 461 4 norma jurídica. Ou se aplica a LC n° 7/70 no seu todo, com a semestralidade embutida, ou então não se aplica a LC n° 7/70.” Resta para mim mais que justificado o cabimento dos embargos de declaração e seu acolhimento. Como visto o que motivou o cabimento dos embargos pelo contribuinte, quanto à parte aqui objeto de recurso pela Fazenda Nacional, foi a afirmação no acórdão da relatora que a decisão judicial não foi expressa quanto a chamada semestralidade da base de cálculo do PIS. Por essa razão, e como não podia deixar de ser, a ilustre Conselheira Maria Tereza, entendeu em conhecer os embargos e dar –lhe provimento para sanar o acórdão quanto a obscuridade de referida afirmação. Explico: a omissão da decisão judicial acerca de semestralidade afirmada no acórdão poderia ensejar a interpretação que a mesma foi rejeitada e esse possível questionamento podia e devia ser sanado por intermédio de embargos de declaração, como assim corretamente foi feito não representando, ao contrário do alegado pela recorrente, qualquer ofensa as regras processuais, ao menos no que respeita a parte objeto de seu recurso. O fato de o contribuinte ter deixado de suscitar expressamente em sua ação judicial a semestralidade da base de cálculo do PIS, não impossibilita que esta seja reconhecida, eis que compreendida na Lei Complementar 7/70, esta devidamente acolhida pelo Poder Judiciário. E o silêncio sobre a semestralidade não pode ser interpretado como não acolhida eis que a sua previsão encontrase no texto da lei, Quanto aos embargos, clarear o dever de sua aplicação de acordo com a lei não constitui qualquer violação a ordem jurídica. Em face do exposto, conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional para, no mérito, negarlhe provimento, mantendo os efeitos do acórdão recorrido, reconhecendo a semestralidade da base de cálculo do PIS. Nanci Gama Fl. 461DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/09/2014 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 10830.917789/2011-81
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Nov 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004
INCONSTITUCIONLIDADE DO §1º DO ART. 3º DA LEI Nº 9.718/98. BASE DE CÁLCULO DA COFINS
O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que a COFINS deve incidir sobre o faturamento. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, este Conselho deve seguir as decisões proferidas pelo plenário do STF.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. PROCEDÊNCIA.APURAÇÃO DO CRÉDITO. VERDADE MATERIAL
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Havendo prova nos autos que foi recolhido valor a maior do que o devido, deve-se conceder o direito ao creditamento, inclusive na carência de DCTF retificadora, pelo princípio da verdade material.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-004.433
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo e Flavio de Castro Pontes.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004 INCONSTITUCIONLIDADE DO §1º DO ART. 3º DA LEI Nº 9.718/98. BASE DE CÁLCULO DA COFINS O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que a COFINS deve incidir sobre o faturamento. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, este Conselho deve seguir as decisões proferidas pelo plenário do STF. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. PROCEDÊNCIA.APURAÇÃO DO CRÉDITO. VERDADE MATERIAL Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Havendo prova nos autos que foi recolhido valor a maior do que o devido, deve-se conceder o direito ao creditamento, inclusive na carência de DCTF retificadora, pelo princípio da verdade material. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo e Flavio de Castro Pontes.
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BASE DE CÁLCULO DA COFINS O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que a COFINS deve incidir sobre o faturamento. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, este Conselho deve seguir as decisões proferidas pelo plenário do STF. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. PROCEDÊNCIA.APURAÇÃO DO CRÉDITO. VERDADE MATERIAL Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Havendo prova nos autos que foi recolhido valor a maior do que o devido, devese conceder o direito ao creditamento, inclusive na carência de DCTF retificadora, pelo princípio da verdade material. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 91 77 89 /2 01 1- 81 Fl. 66DF CARF MF Impresso em 10/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 10/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA 2 (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo e Flavio de Castro Pontes. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 10/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 10/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10830.917789/201181 Acórdão n.º 3801004.433 S3TE01 Fl. 9 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo nº 10830.917789/201181, contra o acórdão nº 0948.365, julgado pela 2ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Juiz de Fora (DRJ/JFA), na sessão de julgamento de 04 de dezembro de 2013, em que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento de origem, que assim os relatou: “O interessado transmitiu o PER/DCOMP nº 23443.88822.050406.1.2.041649, visando a restituição do crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior, código 2172, efetuado em 15/9/2003, e/ou compensação dos débitos nela declarados com o mesmo crédito; A DRF Campinas/SP emitiu Despacho Decisório eletrônico, no qual não reconhece o direito creditório e/ou não homologa as compensações pleiteadas; A empresa apresenta manifestação de inconformidade, na qual alega, em síntese que; a) DA FORÇA CONSTITUTIVA DO PERDCOMP. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO; b) DA LEGITIMIDADE DO CRÉDITO PLEITEADO. VALORES INDEVIDAMENTE RECOLHIDOS SOBRE DEMAIS RECEITAS. INCONSTITUCIONALIDADE DO §1°, ART. 3º, DA LEI 9.718/98; c) DOS EFEITOS DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. DA INVALIDADE (INEFICÁCIA) DAS DECLARAÇÕES PREENCHIDAS COM BASE NO DISPOSITIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL; d) DA PROVA DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO REQUERIDO; e) DO PEDIDO DE DILIGÊNCIA; É o breve relatório.” A DRJ de Juiz de Fora (DRJ/JFA) decidiu pela improcedência da manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Colaciono a ementa do referido julgado: Fl. 68DF CARF MF Impresso em 10/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 10/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA 4 ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2001, 2002, 2003, 2004 COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI Não cabe ao julgador administrativo apreciar a matéria do ponto de vista constitucional. COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE DCTF ANTERIOR À TRANSMISSÃO DA DCOMP. A compensação pressupõe a existência de direito creditório líquido e certo direito esse evidenciado na DCTF anterior ou, no máximo, contemporânea à Dcomp. PIS/PASEP COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF. CONTROLE DIFUSO. A decisão exarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de recurso extraordinário, que reconheceu a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo das contribuições, surte efeitos jurídicos apenas entre as partes envolvidas no processo, eis que proferida em sede de controle difuso de constitucionalidade, não produzindo efeitos erga omnes, não podendo beneficiar ou prejudicar terceiros. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com improcedência de sua manifestação de inconformidade, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário em que expõe: 1 Pela inconstitucionalidade do 1º, do art. 3º da Lei nº 9.718/98, julgada em regime de repercussão geral, RE 585.235MG, deve ser reconhecido o crédito de COFINS, conforme art. 62A do Regimento Interno do CARF; 2 Desnecessidade de retificação da DCTF para o reconhecimento do crédito, entendendo ser a DCOMP instrumento hábil para constituição de crédito; 3 Comprovação do direito a crédito pela apuração de crédito baseada na cópia da ficha razão com o registro e outras receitas e cópia da ficha razão da conta de tributos a recolher. É o sucinto relatório. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 10/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 10/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10830.917789/201181 Acórdão n.º 3801004.433 S3TE01 Fl. 10 5 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Inconstitucionalidade do parágrafo 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98. Base de cálculo da Cofins O direito a creditamento pleiteado está consubstanciado na inconstitucionalidade do parágrafo 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, pelo Plenário do STF, ao ampliar o conceito de receitas para envolver todas as receitas auferidas pela empresa, sem a observação do tipo de atividades ou a classificação destas. “.(...) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1ºdo artigo 3º da Lei nº9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada.” (Recurso Extraordinário nº 358.273, Rel. Min. Marco Aurélio)” Não há dúvida sobre o direito a crédito decorrente da inconstitucionalidade do parágrafo 1º do art. 3ª da Lei nº 9.718/98, devendo ser aplicado o entendimento da Suprema Corte por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, na redação dada recentemente pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010: Fl. 70DF CARF MF Impresso em 10/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 10/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA 6 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B.} § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. (grifos e destaques nossos) Nestes termos, entendo que assiste razão ao contribuinte, devendo ser reconhecido o crédito de COFINS pelo recolhimento a maior da contribuição durante a vigência do parágrafo 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 cuja inconstitucionalidade restou reconhecida pelo Pleno do STF. Da comprovação do crédito e da prescindibilidade da retificadora A controvérsia do caso reside no fato de o contribuinte ter realizado pedido de compensação/restituição sem ter feito retificadora da DCTF. No Conselho, dentro do procedimento de compensação, a declaração retificadora seria o instrumento de apuração de direito líquido e certo do contribuinte, devendo ser realizada anteriormente ao pedido de compensação. Não obstante ao apontado, existe a predominância do entendimento de que a DCTF retificadora poderá ser apresentada após o despacho decisório de negou o crédito, desde que sejam apresentados documentos contábeis suficientes, como os apresentados à fl. 23/27, para comprovar que o crédito alegado na PERDCOMP e a correção da DCTF de fato transparecem o direito. A exigência apontada é reflexo dos julgamentos das turmas do Conselho. Esse entendimento nada mais é que a primazia da verdade material em detrimento da forma e procedimento. Isto é, uma vez exigida a juntada de documentação contábil que comprove o valor lançado de DCTF retificadora como crédito, abrese à discussão da matéria de fato, entendose que a contabilidade da empresa possui força probatória para a constituição de direito creditório, superior a mera declaração deste. Uma vez comprovado, pela contabilidade da empresa, o recolhimento da COFINS com inclusão de todas as receitas auferidas pela empresa na base de cálculo por exigência legal e que, pela posterior extinção desta exigência, a empresa teria direito a crédito, resta comprovada a prescindibilidade da apresentação da DCTF retificadora por ter o contribuinte apresentado documentação contábil condizente ao direito pretendido. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 10/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 10/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10830.917789/201181 Acórdão n.º 3801004.433 S3TE01 Fl. 11 7 Possuo o entendimento que o julgamento exige o claro convencimento sobre a liquidez e certeza da existência do crédito, sendo que a ausência de documentos suficientes para a declaração de sua certeza exige a realização de diligências. Nas situações onde o direito de crédito é certo, sendo necessária tão somente a apuração de sua liquidez entendo que é possível o provimento do pedido, com a subseqüente liquidação posterior pela autoridade fiscal. Entendo que deve ser dado provimento ao presente recurso voluntário, devendo ser homologada a PerDcomp de fl. 31/33, com a sua apuração pela Delegacia de Origem. É importante consignar que compete a autoridade administrativa, com base na escrita fiscal e contábil, efetuar os cálculos e apurar o valor do direito creditório. Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, devendo a liquidez do crédito ser apurada pela Delegacia de Origem. É assim que voto. Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 10/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 10/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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