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Numero do processo: 10530.001379/2006-34
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2002
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO VOLUNTÁRIO - PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL -
Ainda que admitido requerimento do contribuinte divorciado das formalidades inerentes ao recurso voluntário como se tal fosse, com base no princípio da fungibilidade recursal o mesmo deve ser acolhido.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REMISSÃO. ART. 14 DA LEI Nº 11.941/2009. ATIVIDADE DA AUTORIDADE PREPARADORA
No recurso voluntário o contribuinte pede remissão do débito. Não cabe a esta Turma de Julgamento deferir, ou não, o pedido de remissão, à luz do art. 14 da Lei nº 11.941/2009, cuja apreciação não é da competência do CARF, mas da Delegacia da Receita Federal do Brasil da circunscrição do domicílio do contribuinte
LANÇAMENTO. COMPROVAÇÃO DE DESPESA MÉDICA. GUARDA DE DOCUMENTOS. PRAZO.
Não há limitação temporal para a guarda de documentos comprobatórios de direitos que o contribuinte alegue, devendo o contribuinte estar apto a comprovar seu direito.
Numero da decisão: 2301-006.650
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
João Mauricio Vital - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Juliana Marteli Fais Feriato, Fernanda Melo Leal e João Mauricio Vital (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO VOLUNTÁRIO - PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL - Ainda que admitido requerimento do contribuinte divorciado das formalidades inerentes ao recurso voluntário como se tal fosse, com base no princípio da fungibilidade recursal o mesmo deve ser acolhido. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REMISSÃO. ART. 14 DA LEI Nº 11.941/2009. ATIVIDADE DA AUTORIDADE PREPARADORA No recurso voluntário o contribuinte pede remissão do débito. Não cabe a esta Turma de Julgamento deferir, ou não, o pedido de remissão, à luz do art. 14 da Lei nº 11.941/2009, cuja apreciação não é da competência do CARF, mas da Delegacia da Receita Federal do Brasil da circunscrição do domicílio do contribuinte LANÇAMENTO. COMPROVAÇÃO DE DESPESA MÉDICA. GUARDA DE DOCUMENTOS. PRAZO. Não há limitação temporal para a guarda de documentos comprobatórios de direitos que o contribuinte alegue, devendo o contribuinte estar apto a comprovar seu direito.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REMISSÃO. ART. 14 DA LEI Nº 11.941/2009. ATIVIDADE DA AUTORIDADE PREPARADORA No recurso voluntário o contribuinte pede remissão do débito. Não cabe a esta Turma de Julgamento deferir, ou não, o pedido de remissão, à luz do art. 14 da Lei nº 11.941/2009, cuja apreciação não é da competência do CARF, mas da Delegacia da Receita Federal do Brasil da circunscrição do domicílio do contribuinte LANÇAMENTO. COMPROVAÇÃO DE DESPESA MÉDICA. GUARDA DE DOCUMENTOS. PRAZO. Não há limitação temporal para a guarda de documentos comprobatórios de direitos que o contribuinte alegue, devendo o contribuinte estar apto a comprovar seu direito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) João Mauricio Vital - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 53 0. 00 13 79 /2 00 6- 34 Fl. 126DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-006.650 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10530.001379/2006-34 Cartaxo Gomes, Juliana Marteli Fais Feriato, Fernanda Melo Leal e João Mauricio Vital (Presidente) Relatório Trata-se de auto de infração em virtude da glosa de despesas médicas não comprovadas. O contribuinte apresentou impugnação, a qual a DRJ considerou improcedente, mantendo o lançamento. Inconformado, o contribuinte apresenta recurso, onde requer: Que o débito seja remitido, nos termos do art. 14 da Lei nº 11.941/2009 A improcedência do lançamento, pelo fato de o mesmo referir-se à despesas médicas, cujos recibos que comprovariam a despesas, já possuem mais de 05(cinco) anos. Portanto, não poderiam mais ser exigidos pela fiscalização. A aplicação da Súmula Vinculante nº 08 do STF. É o relatório. Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. Trata-se de pedido de reconsideração, o qual admito como recurso voluntário, tendo em vista o principio da fungibilidade dos recursos, por o mesmo ser tempestivo e atender aos demais requisitos de admissibilidade. DA REMISSÃO O contribuinte afirma que o débito em questão, enquadra-se nas condições para ser remitido e pede a aplicação, por parte do CARF, do art. 14 da Lei nº 11.941/2009, que resultante da Medida Provisória nº 449, de 03 de dezembro de 2008, considera remitidos os débitos com a Fazenda Nacional, inclusive aqueles com exigibilidade suspensa que, em 31 de dezembro de 2007, que estejam vencidos há 5 (cinco) anos ou mais e cujo valor total consolidado, nessa mesma data, seja igual ou inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais). A aplicação da remissão é atividade a ser executada pela autoridade preparadora, na Delegacia da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o contribuinte. Pedido negado. DO PRAZO DE GUARDA DOS DOCUMENTOS SOLICITADOS Fl. 127DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-006.650 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10530.001379/2006-34 O recorrente alega que as glosas das despesas médicas, deverão ser restabelecidas, tendo em vista que, por ter passado mais de cinco anos da emissão dos mesmos, então não há obrigação de guarda nem de apresentação dos mesmos como prova da despesa. Ora, o prazo decadencial vincula-se direta e exclusivamente aos fatos geradores objeto do lançamento tributário, não se aplicando a elementos advindos de ano calendário anterior, no caso os recibos médicos, ainda que este já tenha sido atingido pela decadência. Assim, constatando-se que o ano calendário fiscalizado encontra-se passível de revisão, é perfeitamente cabível o lançamento resultante da glosa da despesa médica não comprovada, mesmo que este tenha origem em ano calendário abarcado pela decadência. Pedido negado. DA SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. Solicita ainda, o recorrente, a aplicação da Súmula Vinculante nº 08 do STF, para a verificação da decadência. Com relação ao lançamento, verifica-se que o mesmo é tempestivo, tendo em vista que data de 12/04/2006, relativamente ao ano calendário de 2002. Pedido negado. De todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 128DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16095.000210/2007-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2007 a 31/07/2007
APLICAÇÃO DO ART. 57 § 3º DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. FACULDADE DO JULGADOR.
Plenamente cabível a aplicação do respectivo dispositivo regimental uma vez que a Recorrente não inova nas suas razões já apresentadas em sede de impugnação, as quais foram claramente analisadas pela decisão recorrida.
GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES.
Constitui infração, a apresentação de GFIP/GRFP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto no art. 32, IV e § 5° da Lei n.° 8.212/91.
Numero da decisão: 2201-005.661
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Milton da Silva Risso - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente)
Nome do relator: MARCELO MILTON DA SILVA RISSO
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 31/07/2007 APLICAÇÃO DO ART. 57 § 3º DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. FACULDADE DO JULGADOR. Plenamente cabível a aplicação do respectivo dispositivo regimental uma vez que a Recorrente não inova nas suas razões já apresentadas em sede de impugnação, as quais foram claramente analisadas pela decisão recorrida. GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES. Constitui infração, a apresentação de GFIP/GRFP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto no art. 32, IV e § 5° da Lei n.° 8.212/91.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente)
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FACULDADE DO JULGADOR. Plenamente cabível a aplicação do respectivo dispositivo regimental uma vez que a Recorrente não inova nas suas razões já apresentadas em sede de impugnação, as quais foram claramente analisadas pela decisão recorrida. GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES. Constitui infração, a apresentação de GFIP/GRFP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto no art. 32, IV e § 5° da Lei n.° 8.212/91. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente) Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 09 5. 00 02 10 /2 00 7- 19 Fl. 184DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-005.661 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16095.000210/2007-19 01- Adoto inicialmente como relatório a narrativa constante do V. Acórdão da DRJ (e- fls. 167/171) por sua precisão e as folhas dos documentos indicados no presente são referentes ao e-fls (documentos digitalizados): “De acordo com o relatório fiscal de fls. 11/12, trata-se de Auto de Infração, lavrado contra a empresa supra identificada, por infringência ao disposto no art. 32, IV, e § 5. ° da Lei 8.212/91. A autoridade administrativa relata que o contribuinte apresentou Guia de Recolhimento de FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes a totalidade dos fatos geradores das contribuições previdenciárias nas competências indicadas nos autos. Esclarece que os dados omitidos se referem à premiação efetuada a segurados empregados e contribuintes individuais. Tal premiação foi sendo efetuada através de cartões, cujo fornecimento foi contratado junto às Empresas: Spirit Marketing Promocional Ltda e Expertise Comunicação Total S/C Ltda eram postos à disposição dos segurados. Os lançamentos foram registrados na contabilidade da autuada e não foram oferecidos à tributação mediante declaração em Guia de Recolhimento de FGTS e Informações à Previdência Social, o que ensejou a presente lavratura como discriminada nos anexos de fls. 13 a 36. O valor da autuação, foi de R$ 67.089,82 (sessenta e sete mil e oitenta e nove reais e oitenta e dois centavos) consolidado em 20/07/2007. Não há informação de circunstâncias agravantes. Da impugnação A empresa impugnou o lançamento nos termos do documento de fls. 134/139, em que inicialmente argumenta em favor da tempestividade. Sucedâneo, sintetiza os fatos e afirma que o fiscal buscou única e exclusivamente autuar a empresa e não se preocupou em advertir, aconselhar e orientar quanto ao cumprimento da legislação. Alega ainda que os pagamentos efetuados não constituem base de cálculo para incidência de contribuições previdenciárias. Nesse sentido contesta o entendimento do Auditor Fiscal afirmando que teria ultrapassado sua competência e desconstituído uma relação civil entre a notificada e os beneficiários do cartão. Alega ainda que a adoção dos cartões fornecidos pelas empresas de marketing constitui ação de incentivo e que não integra a base de cálculo para apuração de contribuições previdenciárias. Esclarece que a campanha é aplicável a quaisquer pessoas que possam indicar novo segurado e na hipótese de fechamento do negócio recebem determinadas quantias por meio dos cartões de incentivo. Afirma que os pagamentos efetuados não se enquadram no rol de pagamentos sujeitos à contribuição previdenciária da Lei 8.212/91 e Decreto 3.048/99 e pretende a adoção do enquadramento de promessa de recompensa prevista enunciada no Código Civil, sustentando que se trata de obrigação unilateral.” 02- A impugnação do contribuinte foi julgada improcedente de acordo com decisão da DRJ abaixo ementada. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Fl. 185DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-005.661 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16095.000210/2007-19 Período de apuração: 01/07/2007 a 31/07/2007 Al 37.013.770-1 de 24/07/2007 GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES. Constitui infração, a apresentação de GFIP/GRFP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto no art. 32, IV e § 5° da Lei n.° 8.212/91. PRÊMIOS. Constitui base de cálculo de contribuição previdenciária, os valores creditados aos segurados a seu serviço, ainda que sob a forma de prêmios de incentivo ao incremento do negócio. ELISÃO O pagamento de prêmio por meio de empresa interposta não elide a obrigação tributária. A pactuação em convenção particular não pode ser oposta à Fazenda Pública para modificar a responsabilidade pelo pagamento de tributos, salvos nos casos previstos em Lei. Lançamento Procedente 03 - Houve a interposição de recurso voluntário pelo contribuinte às fls. 175/181 requerendo o cancelamento do lançamento. Voto Conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, Relator. 04 – Conheço do recurso por estarem presentes as condições de admissibilidade. 05 – Verifico que após detida análise dos autos e dos argumentos do recorrente entendo que é fácil constatar que o Recurso Voluntário apresentado pelo sujeito passivo, constitui-se em repetições dos argumentos utilizados em sede de impugnação e, em verdade, acabam por repetir e reafirmar a tese sustentada pelo contribuinte, as quais foram detalhadamente apreciadas pelo julgador a quo. 06- Nestes termos, cumpre ressaltar a faculdade garantida ao julgador pelo § 3ºdo Art. 57 1 do Regimento Interno do CARF, quando da análise do presente processo, entender ser 1 Art. 57. Em cada sessão de julgamento será observada a seguinte ordem: I verificação do quórum regimental; II - deliberação sobre matéria de expediente; e III - relatório, debate e votação dos recursos constantes da pauta. § 1º A ementa, relatório e voto deverão ser disponibilizados exclusivamente aos conselheiros do colegiado, previamente ao início de cada sessão de julgamento correspondente, em meio eletrônico. § 2º Os processos para os quais o relator não apresentar, no prazo e forma estabelecidos no § 1º, a ementa, o relatório e o voto, serão retirados de pauta pelo presidente, que fará constar o fato em ata. Fl. 186DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-005.661 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16095.000210/2007-19 plenamente cabível a aplicação do respectivo dispositivo regimental uma vez que o contribuinte não inova nas suas razões já apresentadas em sede de impugnação, as quais foram claramente analisadas pela decisão recorrida. 07 - Assim, desde já proponho como razões de decidir a manutenção da decisão recorrida pelos seus próprios fundamentos, considerando-se como se aqui transcrito integralmente o voto da decisão recorrida, com grifos do original, verbis. “Da infração e da competência do Auditor Fiscal A presente lavratura e' decorrente da subsunção do fato descrito pelo fiscal ao disposto no artigo art. 32, IV, e § 5. ° da Lei 8.212/91, conseqüência do descumprimento da obrigação acessória de infom1ar nas Guias de Recolhimento de FGTS e Informações à Previdência Social todos os fatos geradores das contribuições previdenciárias que nitidamente ocorreram. Os pagamentos de premiações admitidos pela impugnante constituem contrapartida financeira repassada aos segurados indicados com o fito de retribuir um desempenho produtivo mais qualificado na consecução dos objetivos da empresa. Acerca da integração ao salário de contribuição, a legislação previdenciária defluiu do comando expresso na Constituição Federal: “Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes das orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparado na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título. à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; Quanto à conduta do Auditor Fiscal, em que pesem os argumentos da impugnante, não há base legal para aplicação de advertência ou medida diversa daquela que tomou. Não há margem discricionária. Nesse diapasão, a autoridade administrativa não ultrapassou os limites de sua competência como pretende o impugnante ao suscitar legislação de direito privado na seara tributária. Contrariando esta pretensão, encontra-se expressa disposição no Código Tributário Nacional que a pactuação “civil” não pode ser oposta à fazenda pública: Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações. Ainda que assim fosse, a alegação não merece guarida, pois. pelo que se depreende do relatório fiscal, não houve desconsideração de contrato, o qual sequer foi apresentado ao Auditor, tampouco juntado à peça de defesa. Contudo, diante das circunstâncias narradas, é inequívoca a ocorrência do fato gerador como denota o mecanismo expresso no artigo 116, l do Código Tributário Nacional: § 3º A exigência do § 1º pode ser atendida com a transcrição da decisão de primeira instância, se o relator registrar que as partes não apresentaram novas razões de defesa perante a segunda instância e propuser a confirmação e adoção da decisão recorrida. (Redação dada pela Portaria MF nº 329, de 2017). Fl. 187DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2201-005.661 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16095.000210/2007-19 Art. 116. Salvo disposição de lei em contrário, considera se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: I. tratando-se de situação de fato, desde o momento em que se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios... O Auditor Fiscal e' a autoridade competente para exercer a prerrogativa de identificar os elementos caracterizadores do fato gerador e efetuar o lançamento, bem como propor a penalidade cabível, que poderá ser contestada tal como o interessado ora faz, assim, o fiscal não agiu ao arrepio da Lei, mas ao contrário, uma vez que a atividade do lançamento é plenamente vinculada nos termos do artigo 142 do CTN que transcrevo abaixo: “Art 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir 0 crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo_ devido, identificar o sujeito Passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. " Nesse sentido, o Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto 3.048/99 estabelece claramente no artigo 293: Art. 293. Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamenta, será lavrado auto-de-infração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes (Redação dada pelo Decreto n” 6.103, de 30 de abril de 2007)” Conclusão 08 - Diante do exposto, conheço e NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos da fundamentação. (documento assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Fl. 188DF CARF MF
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Numero do processo: 13896.720344/2018-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Nov 21 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3401-001.871
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB, à vista dos documentos apresentados e de outros que julgar necessários, bem como de eventuais circularizações, manifeste-se conclusivamente, mediante relatório circunstanciado, acerca: (i) do valor devido pelo recorrente a título de ICMS-ST na qualidade de substituto tributário, quantificando-o; (ii) da comprovação do valor efetivamente recolhido a título de ICMS-ST;. (iii) da comprovação de que o valor do ICMS-ST apurado foi devidamente escriturado na EFD do contribuinte, tendo em vista sua alegação de tais informações constarem nos blocos M e F, nos registros M220, M620 e F100; (iv) da necessidade de oficiar representação fiscal à Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo em caso de identificação de irregularidades na apuração e recolhimento do ICMS-ST; e (v) após, cientifique o Recorrente para, querendo, manifestar-se em trinta dias, retornando-se os autos a este CARF para prosseguimento do julgamento.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Lázaro Antônio Souza Soares - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antônio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, João Paulo Mendes Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente).
Nome do relator: LAZARO ANTONIO SOUZA SOARES
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Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB, à vista dos documentos apresentados e de outros que julgar necessários, bem como de eventuais circularizações, manifeste-se conclusivamente, mediante relatório circunstanciado, acerca: (i) do valor devido pelo recorrente a título de ICMS-ST na qualidade de substituto tributário, quantificando-o; (ii) da comprovação do valor efetivamente recolhido a título de ICMS-ST;. (iii) da comprovação de que o valor do ICMS-ST apurado foi devidamente escriturado na EFD do contribuinte, tendo em vista sua alegação de tais informações constarem nos blocos M e F, nos registros M220, M620 e F100; (iv) da necessidade de oficiar representação fiscal à Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo em caso de identificação de irregularidades na apuração e recolhimento do ICMS-ST; e (v) após, cientifique o Recorrente para, querendo, manifestar-se em trinta dias, retornando-se os autos a este CARF para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Lázaro Antônio Souza Soares - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antônio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, João Paulo Mendes Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Relatório Por bem descrever os fatos, adoto parcialmente o Relatório da DRJ – Fortaleza (DRJ-FOR) neste presente voto: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 96 .7 20 34 4/ 20 18 -8 1 Fl. 499DF CARF MF Fl. 2 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 Trata-se de impugnação contra o Despacho Decisório de fls. 428/431, conclusivo no sentido da não homologação dos débitos constantes de DCTFs retificadoras referentes aos períodos de apuração de agosto de 2012 a maio de 2017, em vista dos fatos relatados no Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 243/252. A Equipe de Acompanhamento de Maiores Contribuintes da DRF Barueri (Eqmac/BRE) detectou que a contribuinte supramencionado retificou as referidas DCTFs com vistas a reduzir os valores a pagar da Contribuição para o PIS/Pasep (PIS - Não-cumulativo - Código de receita 6912) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins - Não-cumulativa - código de receita 5856). Conforme demonstrado na tabela constante do TVF, a contribuinte reduziu os valores de débitos de PIS/PASEP e Cofins confessados em DCTF no total de R$143.737.834,24 entre 2012 e 2017, o que gerou a retenção de tais declarações pelo sistema Malha DCTF, com exceção das DCTFs referentes aos períodos de apuração Novembro de 2016, Dezembro de 2016 e Fevereiro de 2017. O Auditor-Fiscal detectou, ainda, que a contribuinte retificou as correspondentes Escriturações Fiscais Digitais (EFD - Contribuições), de modo a torná-las coerentes com as reduções de valores a pagar confessados nas DCTFs retificadoras. A contribuinte foi intimado (Termo de Intimação Fiscal EQMAC/DRF/BRE n° 075/2017) para apresentar esclarecimentos acerca das retificações efetuadas, tendo alegado, em resposta, que "as retificações foram efetuadas por conta de mudança de procedimento na tributação do ICMS Substituição Tributária - incidente nas operações internas com energia elétrica envolvendo destinatários e terceiros em ambiente de livre contratação." Consta do TVF que a Eletropaulo, na qualidade de sujeito passivo por substituição, está sujeita ao lançamento e recolhimento do ICMS-ST na saída de energia elétrica destinada a consumidor situado no Estado de São Paulo, nos termos do art. 425, inciso I, do Regulamento de ICMS do Estado de São Paulo (RICMS/SP), com redação dada pelo Decreto Estadual n° 54.177/09. Dentre os procedimentos previstos na legislação, e inclusive como forma de possibilitar o ressarcimento do ICMS-ST pago, as distribuidoras de energia elétrica devem emitir nota fiscal/conta de energia elétrica aos adquirentes consumidores, com destaque do imposto devido, nos termos do Anexo XVIII do RICMS/SP e Portaria CAT n° 97/09. Em face de consulta formulada pela Eletropaulo, foi emitida a Solução de Consulta SRRF06/Disit nº 6.018, de 18 de abril de 2017, vinculada à Solução de Consulta Cosit nº 104, de 27 de janeiro de 2017, em que se reconheceu que o ICMS-ST por ela pago e destacado no documento emitido para o adquirente pode ser excluído da base de cálculo do PIS e da Cofins, tanto no regime cumulativo quanto no regime não-cumulativo dessas contribuições. Ao formular a consulta, a empresa informou que "para se ressarcir do ICMS pago por substituição tributária nas operações contratadas em ACL (nos termos do Decreto de São Paulo 54177/09), as distribuidoras passaram a emitir faturas específicas contra os adquirentes de energia elétrica (refletindo única e exclusivamente o valor do ICMS recolhido por substituição tributária), cujos montantes, a princípio, deveriam transitar como receita por conta de resultado (...)". Na Solução de Consulta em alusão, a autoridade tributária reconheceu o direito da consulente de excluir o ICMS-ST da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da Cofins, porém estabeleceu a condicionante de que o valor do ICMS-ST estivesse destacado em nota fiscal. Foi com base no entendimento nela emitido que a empresa retificou suas obrigações acessórias e constituiu o indébito tributário relativo ao PIS e Cofins que havia sido pago sobre esse item nos últimos 5 (cinco) anos. Fl. 500DF CARF MF Fl. 3 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 Em vista da resposta apresentada, a Eqmac/BRE buscou nas escriturações fiscais da contribuinte registros de ICMS por substituição tributária (ICMS-ST) no período em análise. Dessa forma, foram baixadas as EFD-Contribuições, EFD-ICMS/IPI, Notas Fiscais Eletrônicas (Nfe) e DCTFs do período de agosto de 2012 a maio de 2017. Nessas escriturações analisadas não se identificou qualquer registro de ICMS-ST (os campos correspondentes estavam zerados), razão pela qual a contribuinte foi novamente intimado (Termo de Intimação Fiscal EQMAC/DRF/BRE n° 076/2017) para apresentar uma planilha com indicação mensal da base de cálculo do ICMS-ST e o Valor do ICMS-ST nas operações que geraram as retificações das DCTFs. Além disso, a contribuinte foi instado a indicar em qual registro da EFD-Contribuições estavam escrituradas as receitas sobre as quais incidiu o ICMS-ST. Em resposta, a contribuinte apresentou a planilha solicitada e alegou que "o layout da Nota Fiscal/Fatura de Energia Elétrica - Modelo 6, nos termos do Convênio ICMS CONFAZ N° 115/2003 e da Portaria CAT n° 79/2003 do Estado de São Paulo, não havia campo específico para o lançamento dessa informação, portanto a empresa considerava o valor do ICMS-ST nos blocos M e F, nos registros M220, M620 e F100 (...)." Destacou-se que esses documentos fiscais (contas de energia elétrica) não foram localizados no repositório do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Diante disso, a Eletropaulo foi intimada mais uma vez (Termo de Intimação Fiscal EQMAC/DRF/BRE n° 082/2017) para apresentar, em meio eletrônico, todos os documentos fiscais nos quais ocorreu destaque de ICMS-ST no período de agosto de 2012 a maio de 2017. Em resposta, sustentou que o layout da conta de energia elétrica definido pela legislação "não possuiu campo exclusivo para o ICMS-ST, ou seja a linha em que consta o destaque deste imposto contempla a somatória do ICMS "próprio" e do ICMS devido pela Companhia por substituição tributária ("ICMS-ST")". Além disso, a contribuinte apresentou planilhas com a indicação de todas as notas fiscais (contas de energia elétrica) emitidas no período em análise para clientes do ambiente de contratação livre (ACL) onde se apontaram os valores referentes ao ICMS-ST. Os totais mensais de valores de ICMS-ST informados nas planilhas estavam coerentes com os valores efetivamente reduzidos das bases de cálculo do PIS/PASEP e da Cofins declarados nas EFD-Contribuições retificadoras. Adicionalmente, a empresa apresentou amostras de contas de energia elétrica e planilha com as memórias de cálculo do ICMS-ST relativo a tais amostras. Por fim, ela se dispôs a disponibilizar todos os documentos fiscais, caso o Auditor julgasse necessário, alertando tratar-se de aproximadamente 50.000 (cinquenta mil) documentos. Pelas amostras de contas de energia elétrica fornecidas pela contribuinte na resposta ao Termo de Intimação nº 082/2017 a autoridade tributária verificou que nesses documentos não há qualquer menção ao ICMS-ST. Há apenas o destaque do ICMS total com a respectiva base de cálculo e alíquota. Além disso, na descrição dos itens da fatura é feita referência ao "Regime Especial - ICMS ACL" com os respectivos valores. Além disso, constatou que a Eletropaulo incluía nas faturas (contas de energia elétrica) diversas informações além daquelas mínimas exigidas pela legislação. Por exemplo: são indicados a categoria da tarifa, a classe do consumidor (industrial / comercial) e o número do Código Fiscal de Operações e Prestações das entradas e saídas de mercadorias (CFOP), dados que não são obrigatórios pela legislação vigente. Entretanto, a contribuinte não se preocupou em explicitar nas contas de energia elétrica, o valor do ICMS-ST apurado bem como a sua base de cálculo e alíquota. Fl. 501DF CARF MF Fl. 4 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 Conforme já mencionado, ao formular a consulta a contribuinte afirmou que, para se ressarcir do ICMS pago por substituição tributária nas operações contratadas em ACL, as distribuidoras passaram a emitir faturas específicas contra os adquirentes de energia elétrica (refletindo única e exclusivamente o valor do ICMS recolhido por substituição tributária), cujos montantes, a princípio, deveriam transitar como receita por conta de resultado. Todavia, pelas amostras de faturas apresentadas em resposta à intimação 082/2017, o Auditor-Fiscal verificou que a informação prestada pela contribuinte na consulta não é verdadeira, uma vez que o imposto destacado foi o ICMS total e não o ICMS-ST. Pelas planilhas de cálculo apresentadas pela contribuinte (também em resposta à intimação 082/2017), notou-se que o ICMS-ST correspondia a apenas uma parte do ICMS total. O próprio contribuinte, na resposta àquela intimação, contradisse o que havia informado nas consultas à Disit/06 e Cosit, pois afirmou que o layout da conta de energia elétrica definido pela legislação "não possuiu campo exclusivo para o ICMS- ST, ou seja a linha em que consta o destaque deste imposto contempla a somatória do ICMS "próprio" e do ICMS devido pela Companhia por substituição tributária ("ICMS- ST")." No TVF a autoridade tributária consignou que a análise das consultas certamente levou em consideração essa informação equivocada que a contribuinte prestou, para fins da elaboração das SCs, uma vez que o gozo do benefício restou condicionado ao destaque do ICMS-ST. Se as faturas refletissem "única e exclusivamente" esse tributo, seria absolutamente possível identificá-lo. Porém, o ICMS destacado nas referidas contas de energia elétrica, como já explicado anteriormente, é o ICMS total. Por todo o exposto, o Auditor-Fiscal concluiu que a contribuinte Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A. não cumpriu a condicionante estipulada na Solução de Consulta Cosit n° 104, de 2017, e na Solução de Consulta SRRF06/Disit n° 6.018, de 2017, qual seja, o destaque do ICMS-ST na nota fiscal (conta de energia elétrica), razão pela qual rejeitou as retificações de DCTFs listadas no item 1 do TVF. Cientificada do Despacho Decisório de não homologação de Declaração Retificadora de fls. 428/431 em 19/02/2018, a empresa protocolou a impugnação de fls. 275/281 em 20/03/2018, mediante a qual apresentou os seguintes argumentos: (...) f) estando o ICMS-ST destacado nas notas fiscais emitidas, a requerente procedeu à retificação das suas DCTFs do período de agosto de 2012 a maio de 2017, a fim de que fosse informado o correto valor devido a título de PIS e Cofins, isto é, considerando a base de cálculo sem os valores de ICMS-ST, seguindo a orientação da SC n° 6.018, de 2017. g) ocorre que, após o processamento das DCTFs retificadoras, as autoridades fiscais instauraram procedimento de fiscalização para verificar a causa das retificações, ao final do qual foi proferido o Despacho Decisório de Não Homologação de Declaração Retificadora de fls. 428/431. h) como se verifica do TVF de fls. 243/252, essa negativa de retificação se deu unicamente pelo fato de que nas notas fiscais/contas de energia elétrica por ela emitidas constaria o destaque do ICMS-ST e do ICMS próprio no mesmo campo, e não do ICMS-ST de forma segregada, o que não seria permitido pela Solução de Consulta emitida sobre o assunto. i) todavia, essa exigência de segregação dos valores de ICMS-ST e ICMS próprio nas notas fiscais foi feita unicamente pela D. Fiscalização, visto que em nenhum momento a SC n° 6.018, de 2017, faz menção à necessidade de que esse destaque seja efetuado de Fl. 502DF CARF MF Fl. 5 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 forma segregada. Pelo contrário, a SC n° 6.018, de 2017 apenas determina o destaque do imposto, o que foi por ela cumprido. j) a requerente comprovou documentalmente à D. Fiscalização que, apesar dos valores de ICMS e ICMS-ST não estarem segregados nas notas fiscais emitidas, uma vez que não há campo disponível para essa informação, é possível segregar os dois montantes de tal forma que a retificação se deu apenas com relação aos valores de ICMS-ST. (...) m) o ÚNICO requisito indicado pela SC para permitir essa exclusão é o destaque do imposto em nota fiscal, sem fazer qualquer menção expressa à necessidade de que esse destaque seja efetuado de forma segregada. n) ao contrário do que alega a D. Fiscalização, a ausência de segregação dos valores devidos a título de ICMS próprio e ICMS-ST na nota fiscal emitida contra o adquirente não prejudica a possibilidade de retificação dos valores de PIS e Cofins informados em DCTF. o) na prática, sequer é possível efetuar essa segregação de valores na nota fiscal, visto que existe apenas um campo disponível para destaque do ICMS, que se refere ao valor total do ICMS incidente na operação, ou seja, o valor referente ao ICMS próprio e ao ICMS-ST. p) admitir o entendimento de que a segregação entre ICMS-ST e ICMS próprio na nota fiscal é requisito para aproveitamento dos créditos de PIS e Cofins significaria que a Solução de Consulta n° 6.018, de 2017, é inapta a produzir qualquer efeito prático, já que a segregação é impossível. q) a negativa de retificação das DCTFs com base no argumento de que não teria sido realizado o destaque segregado do ICMS-ST nas notas fiscais é totalmente absurdo e contrário ao entendimento manifestado pela RFB em sede de Solução de Consulta, de modo que deve ser reformado o despacho decisório ora impugnado para que sejam processadas as DCTFs retificadoras. A 3ª Turma da DRJ - Fortaleza (DRJ-FOR), em sessão datada de 18/10/2018, decidiu, por unanimidade de votos, não reconhecer o direito creditório. Foi exarado o Acórdão nº 08-44.740, às fls. 458/475, assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/2012 a 31/05/2017 ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. SUBSTITUTO. POSSIBILIDADE. DESTAQUE INDIVIDUALIZADO NA NOTA FISCAL. O valor do ICMS auferido pela pessoa jurídica na condição de substituto tributário pode ser excluído da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep, tanto no regime de apuração cumulativa quanto no regime de apuração não-cumulativa, desde que destacado em nota fiscal de forma individualizada, para fins de controle. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/08/2012 a 31/05/2017 O valor do ICMS auferido pela pessoa jurídica na condição de substituto tributário pode ser excluído da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep, tanto no regime de Fl. 503DF CARF MF Fl. 6 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 apuração cumulativa quanto no regime de apuração não-cumulativa, desde que destacado em nota fiscal de forma individualizada, para fins de controle. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2012 a 31/05/2017 PRODUÇÃO DE PROVAS. PEDIDO DE DILIGÊNCIA. A realização de diligência tem por finalidade o esclarecimento de questões que ensejam dúvidas para o julgamento da lide, sendo indevida sua determinação para suprir encargo do sujeito passivo, o que configuraria indevida inversão do ônus da prova, ou quando os elementos dos autos são suficientes para o deslinde da controvérsia. PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO. A prova documental será apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, exceto se o sujeito passivo demonstrar, mediante requerimento à autoridade julgadora, a ocorrência das condições previstas na legislação para apresentação de provas em momento posterior. O contribuinte, tendo tomado ciência do Acórdão da DRJ-FOR em 14/11/2018 (conforme “Termo de Ciência por Abertura de Mensagem” à fl. 481), apresentou Recurso Voluntário em 12/12/2018 contra a decisão, às fls. 484/492, repetindo, basicamente, as mesmas alegações da Manifestação de Inconformidade, deixando em especial evidência o fato de que existe apenas um campo disponível para destaque do ICMS, que se refere ao valor total do ICMS incidente na operação, ou seja, o valor referente ao ICMS próprio e ao ICMS-ST. Além disso, reitera o pedido para realização de diligência. É o relatório. Voto Conselheiro Lazaro Antônio Souza Soares, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. Quando o contribuinte apresenta DCTF retificadora reduzindo o débito originalmente confessado/declarado, é necessário que comprove o erro incorrido na DCTF original, fazendo esta demonstração com base em escrituração contábil/fiscal e documentos de suporte, tais como as notas fiscais. Esta é a regra estabelecida pelo art. 147, § 1º, do Código Tributário Nacional (CTN), recepcionado pela Constituição Federal de 1988 com status de lei complementar: Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. No presente caso, esta comprovação deveria se basear nas notas fiscais de energia elétrica emitidas pelo contribuinte, quantificando o valor do ICMS-ST destacado nestes Fl. 504DF CARF MF Fl. 7 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 documentos, no período, tendo em vista que é justamente este valor que se alega não ter sido excluído da base de cálculo do PIS e da COFINS. Entretanto, o Auditor-Fiscal responsável pelo procedimento sustenta, no Termo de Verificação Fiscal (TVF), que o valor do ICMS-ST não está destacado nas notas fiscais, constando nestes documentos unicamente o ICMS total. Em seu entendimento, tal destaque é requisito imprescindível para a comprovação dos novos valores de PIS e COFINS a pagar, indicados pelo contribuinte nas DCTFs retificadoras. Baseia esse entendimento na legislação de regência da matéria: LEI nº 10.637/2002 (PIS/PASEP) Art. 1º A Contribuição para o PIS/Pasep, com a incidência não cumulativa, incide sobre o total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. (Redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014) § 1º Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica com os respectivos valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976. (Redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014) LEI nº 10.833/2003 (COFINS) Art. 1º A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins, com a incidência não cumulativa, incide sobre o total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. (Redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014) § 1º Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica com os seus respectivos valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976. (Redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014) DECRETO-LEI nº 1598/77 Art. 12. A receita bruta compreende: (...) § 4º Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero depositário. (Incluído pela Lei nº 12.973, de 2014) DECRETO nº 4524/2002 Art. 23. Para efeito de cálculo do PIS/Pasep não-cumulativo, com a alíquota prevista no art. 59, podem ser excluídos da receita bruta, quando a tenham integrado, os valores (Medida Provisória nº 66, de 2002, art. 1º, § 3º, inciso V, e Medida Provisória nº 75, de 2002, art. 36): (...) IV - do ICMS, quando destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; Fl. 505DF CARF MF Fl. 8 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte alega que o único requisito indicado pela Solução de Consulta nº 6.018/17 para permitir a exclusão do ICMS-ST é o destaque do imposto em nota fiscal, sem fazer qualquer menção à necessidade de que esse destaque seja efetuado de forma segregada entre o ICMS-ST e o ICMS próprio. Em suma, bastaria haver o destaque do ICMS total. Acrescenta que, na prática, sequer é possível efetuar essa segregação de valores na nota fiscal, pois existe apenas um campo disponível para destaque do ICMS, que se refere ao valor total do ICMS incidente na operação, ou seja, o valor referente ao ICMS próprio e ao ICMS-ST. Contudo, a Autoridade Fiscal constatou que a Eletropaulo incluía nas faturas (contas de energia elétrica) diversas informações além daquelas mínimas exigidas pela legislação. Por exemplo: são indicados a categoria da tarifa, a classe do consumidor (industrial / comercial) e o número do Código Fiscal de Operações e Prestações das entradas e saídas de mercadorias (CFOP), dados que não são obrigatórios pela legislação vigente. Entretanto, não se preocupou em explicitar nas contas de energia elétrica o valor do ICMS-ST apurado bem como a sua base de cálculo e alíquota. Assim, entendo improcedente este argumento do recorrente, pois lhe seria plenamente possível incluir no layout das notas fiscais campo específico para destacar, isoladamente, o ICMS-ST. Quanto à exigência de destaque do ICMS-ST, entendo que uma interpretação literal do art. 12, § 4º do Decreto-Lei nº 1598/77 e do art. 23, inciso IV do Decreto nº 4524/2002 leva à conclusão de que estes dispositivos realmente estabelecem a necessidade de que na nota fiscal o ICMS-ST esteja destacado isoladamente do ICMS próprio ou do ICMS total. No entanto, ao realizar uma interpretação teleológica e sistemática destes mesmos dispositivos, verifico que a nova redação dada pela Lei nº 12.973/2014 aos arts. 1º, § 1º, das leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 buscou vincular a base de cálculo das respectivas contribuições ao conceito de receita bruta estabelecido pelo art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598/77, norma que altera a legislação do imposto sobre a renda. O conceito de receita bruta não depende de que eventuais valores que nele não devam estar compreendidos precisem constar em notas fiscais. Sendo um conceito, as suas exclusões e inclusões precisam ser definidas unicamente por sua natureza jurídica, sendo que o requisito explícito de destaque do valor do ICMS-ST (e não do ICMS total, como afirma o recorrente) deve ser entendido como uma norma visando ao controle e apuração dos valores lançados sob essa rubrica, facilitando inclusive sua fiscalização. Entretanto, não me parece que a interpretação de que a falta de destaque do ICMS-ST seja impeditivo para sua exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS, pois esta decorre de sua natureza, e não da forma como possa ser apurado. Isso equivaleria a dar ao aspecto formal da norma invocada uma importância superior ao seu aspecto material. Superada a questão de direito, resta analisar a questão probatória, pois, como visto acima, o art. 147, § 1º, do CTN exige a comprovação do erro em que se funde a retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo. Sobre esta matéria, o que se observa é que foram juntados aos autos 4 (quatro) arquivos não pagináveis Fl. 506DF CARF MF Fl. 9 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 contendo diversas planilhas demonstrando como o contribuinte apurou o ICMS-ST, e que foi apresentado pedido de diligência em sua Impugnação: 10. Além disso, a Requerente comprovou documentalmente à D. Fiscalização que, apesar dos valores de ICMS e ICMS-ST não estarem segregados nas notas fiscais emitidas, uma vez que não há campo disponível para essa informação, é possível segregar os dois montantes de tal forma que a retificação se deu apenas com relação aos valores de ICMS-ST. (...) 19. Por rim, a Requerente protesta provar o alegado por todos os meios de prova em Direito admitidos, sem exceção de quaisquer, notadamente e se necessário, com a conversão do feito em diligência para que se apure o direito da Requerente, bem como para a juntada posterior de documentos que possam se fazer necessários, nos termos do artigo 16, § 40, alínea "a" do Decreto 70.235/72 e do princípio da verdade material que orienta o processo administrativo fiscal. No Recurso Voluntário, foi reiterado o pedido de diligência para comprovar seu direito: 22. Por fim, a Recorrente protesta e reitera seu pedido para provar o alegado por todos os meios de prova em Direito admitidos, sem exceção de quaisquer, notadamente e se necessário, com a conversão do feito em diligência para que se apure o direito da Recorrente, bem como para a juntada posterior de documentos que possam se fazer necessários, nos termos do artigo 16, § 40, alínea "a" do Decreto 70.235/72 e do princípio da verdade material que orienta o processo administrativo fiscal. A solicitação de diligência foi negada pela instância a quo. Entretanto, verifico que foram acostados aos autos elementos que trazem indícios da verossimilhança do direito pleiteado, no caso, as planilhas de cálculo do ICMS-ST. Ocorre que tais elementos, por si só, não conferem liquidez e certeza à redução de tributos contida nas DCTFs retificadoras, sendo necessário o cotejo dos valores apresentados com a escrituração contábil e fiscal do recorrente, bem como com os documentos que lhe dão suporte, como as notas fiscais. Nesse contexto, e considerando que, à vista dos documentos apresentados a Fiscalização poderia ter aprofundado a sua análise, voto por converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), à vista dos documentos apresentados e de outros que julgar necessários, bem como de eventuais circularizações, se manifeste conclusivamente, mediante relatório circunstanciado, acerca: (i) do valor devido pelo recorrente a título de ICMS-ST na qualidade de substituto tributário, quantificando-o; (ii) da comprovação do valor efetivamente recolhido a título de ICMS-ST; (iii) da comprovação de que o valor do ICMS-ST apurado foi devidamente escriturado na EFD do contribuinte, tendo em vista sua alegação de tais informações constarem nos blocos M e F, nos registros M220, M620 e F100; e (iv) da necessidade de oficiar representação fiscal à Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo em caso de identificação de irregularidades na apuração e recolhimento do ICMS-ST. Após, cientifique o Recorrente para, querendo, manifestar-se em trinta dias, retornando-se os autos a este CARF após esgotado esse prazo. (assinado digitalmente) Lázaro Antônio Souza Soares - Relator Fl. 507DF CARF MF Fl. 10 da Resolução n.º 3401-001.871 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13896.720344/2018-81 Fl. 508DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001724/2008-55
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF
Exercício: 2004
Ementa:
PAF. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. Comprovado que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto nº 70.235/1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo.
PAGAMENTO EFETUADO SEM COMPROVAÇÃO DA OPERAÇÃO OU CAUSA ARTIGO
61 DA LEI Nº 8.981, DE 1995 CARACTERIZAÇÃO – A pessoa jurídica que efetuar a entrega de recursos a terceiros ou sócios,
acionistas ou titulares, contabilizados ou não, cuja operação ou causa não comprove mediante documentos hábeis e idôneos, sujeitar-se-á à incidência do imposto, exclusivamente na fonte, à alíquota de 35%, a título de pagamento sem causa, nos termos do art. 61, § 2º, da Lei nº 8.981, de 1995. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2201-001.372
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade e no mérito dar provimento parcial ao recurso para manter apenas o crédito incidente sobre o pagamento no valor de R$40.000,00, ano calendário 2004, considerado não comprovado.
Nome do relator: Rayana Alves de Oliveira França
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NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. Comprovado que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto nº 70.235/1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. PAGAMENTO EFETUADO SEM COMPROVAÇÃO DA OPERAÇÃO OU CAUSA ARTIGO 61 DA LEI Nº 8.981, DE 1995 CARACTERIZAÇÃO – A pessoa jurídica que efetuar a entrega de recursos a terceiros ou sócios, acionistas ou titulares, contabilizados ou não, cuja operação ou causa não comprove mediante documentos hábeis e idôneos, sujeitarseá à incidência do imposto, exclusivamente na fonte, à alíquota de 35%, a título de pagamento sem causa, nos termos do art. 61, § 2º, da Lei nº 8.981, de 1995. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade e no mérito dar provimento parcial ao recurso para manter apenas o crédito incidente sobre o pagamento no valor de R$40.000,00, ano calendário 2004, considerado não comprovado. (Assinado Digitalmente) Francisco Assis de Oliveira Júnior Presidente. (Assinado Digitalmente) Rayana Alves de Oliveira França Relatora. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI 2 EDITADO EM: 13/03/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Relatório DOS PROCEDIMENTOS FISCAIS Contra a contribuinte acima identificada, foi lavrado Auto de Infração (fls.69/75), para exigir crédito tributário, no montante de R$1.215.113,31, dos quais R$535.250,51 referemse a imposto, R$401.437,84 a multa de ofício de 75% e R$ 278.424,96 a juros de mora calculados até 31/06/2008, originado da falta de recolhimento de IRRF sobre pagamentos sem causa e/ou não comprovados, no anocalendário de 2003. Infração capitulada no art.61, da Lei n.8.981/1995. DA IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, foi apresentada impugnação tempestiva 12/09/2008 (fls.86//96), acompanhada dentre outros documentos, do Contrato de Abertura de Crédito, celebrado com a Real Auto Ônibus e do Termo de Verificação fiscal (fls.126/130), acompanhado dos Autos de Infração de IRPF tributada pelo Lucro Real (fls.143/149), PIS/Pasep (fls.150/154), COFINS (fls.155/161) e CSSL (fls.162/166), também referentes o anocalendário 2004, originados das seguintes infrações: 1 Glosa de despesas consideradas indedutíveis; 2 Glosa de despesas relativas a bens móveis relacionados com a comercialização; 3 Glosa de despesas de prestação de serviços; 4 Depósitos bancários de origem não comprovada; 5 Aumento de capital não comprovado; 6 Suprimento de numerário não comprovado. Os principais argumentos da impugnação estão sintetizados no relatório do Acórdão de primeira instância, o qual adoto, nesta parte: “ a interessada foi constituída em 2002, tendo como sócias duas pessoas jurídicas — Real Auto ônibus e Reitur Turismo , sendo que as mesmas, junto com Transrio Caminhões, outra pessoa jurídica pertencente ao grupo societário, aportaram, dessa data até 2004, capital para a impugnante via conta corrente, mediante contratos de mútuo, encontrandose todas essas operações lastreadas por cheques emitidos pelos supridores, sendo devidamente depositados em conta corrente bancária da autuada. a empresa Transrio Caminhões, integrante do grupo acionário, forneceu, mediante contratos de mútuo, capital de giro para fazer face As despesas iniciais com a construção da sede da impugnante. Tão logo a autuada obteve financiamentos de outras fontes, esses créditos foram sendo devolvidos. Todavia Fl. 417DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 18471.001724/200855 Acórdão n.º 220101.372 S2C2T1 Fl. 2 3 tais valores foram considerados pagamentos a beneficiários não identificados. diz anexar A impugnação documentos que comprovam que essas operações estão contabilizadas tanto nos livros contábeis da impugnante quanto da beneficiária. Aduz que esses documentos foram apresentados A fiscal, mas que esta pode ter sido levada h autuação em virtude do histórico constante do extrato bancário "TRANSF. MESMA TITULARIDADE". Isto porque ambas as empresas têm na razão social o nome "TRANSRIO", o que pode ter levado o banco ao cometimento do equivoco. o reconhecimento da nulidade do procedimento fiscal, por ter sido levado a efeito ao arrepio da legislação de regência, em face do erro verificado na determinação da matéria tributável. a realização de perícia ou diligência, visando, eventualmente, suprir as deficiências que restaram nos autos.” DA DECISÃO ANULADA DA DRJ Após analisar a matéria, os Membros da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro, acordaram, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO Á IMPUGNAÇÃO da interessada, por erro na identificação do sujeito passivo, DECLARANDO NULO o lançamento tributário, nos termos do Acórdão DRJ/RJI n°1226.083, de 10/09/2009 (fls.232/235), que assim concluiu: “Desse modo, estando a pessoa jurídica impugnante, em nome da qual foi lavrado o auto de infração, já extinta no momento em que se deu a ciência do mesmo —14/08/2008 , anulado deve ser o lançamento tributário, por erro na identificação do sujeito passivo.” DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Anulado o lançamento, o feito foi enviado a Delegacia de Fiscalização para exame quanto à conveniência e oportunidade de se proceder novamente a constituição do crédito tributário, consoante disposição expressa no art. 173, II, do CTN, quando através de informação fiscal, a autoridade preparadora apresentou Informação Fiscal (fls.239/240), na forma de Embargos de Declaração, a seguir transcrita: Analisandose o caso, verificase, com efeito, que o processo relativo A baixa no CNPJ da contribuinte (n° 10768.006154/200933) somente foi formalizado junto ao CAC/Centro da Derat/RJO em julho deste ano. Consultandose o sistema CNPJ, é possível se constatar que a inserção do evento da baixa naquele sistema eletrônico também foi efetuada em julho deste ano, passando a constar como Fl. 418DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI 4 momento da extinção por incorporação a data de 30/06/2008, conforme extrato de fl. 236. Desarquivado o citado processo administrativo nº 10768.006154/200933, relativo à baixa da interessada, foi o mesmo remetido ao CAC/Centro para reexame quanto aos procedimentos adotados, uma vez constatado que entre a data da assinatura dos documentos relativos dita incorporação (30/06/2008) e seu arquivamento (registro efetuado em 18/09/2008) na Junta Comercial havia decorrido mais de 30 dias. (...) No que concerne à fixação da data de evento da incorporação, para fins legais, devemos observar que a aprovação da operação de incorporação deverá ser feita mediante deliberação em assembléia dos acionistas, em se tratando de sociedades por ações, ou em reunido de sócios quotistas, no caso das demais sociedades (como a interessada), sendo, em regra geral, a data do evento aquela em que ocorrer a referida deliberação. 0 art. 45 do novo Código Civil — Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002, preconiza que se devem averbar no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. No que concerne aos atos de incorporação, cabe à incorporadora promover a respectiva averbação no registro próprio, nos termos do já reproduzido art. 1.118 do mesmo diploma legal. (...) Cabe considerar que o CAC/Centro está revendo o procedimento de baixa, e que deverá retificar a data do evento da baixa para 18/09/2008 (data do registro dos documentos na Junta Comercial). Notese que, inclusive, já foi alterada a situação no CNPJ da interessada para "Ativa", conforme extrato anexado à fl. 238. Sendo assim, uma vez alterada a data do evento da baixa para 18/09/2008, e considerandose que a ciência do auto de infração se deu em 14/08/2008, não havia que se falar em nulidade do lançamento, não sendo o caso, portanto, de se refazer o procedimento" fiscal para constituição do crédito tributário em nome da incorporadora.” DA NOVA DECISÃO DA DRJ Acolhidos os Embargos, foi proferido novo Acórdão (fls.247/253) que, por unanimidade de votos, declarou NULO o Acórdão n° 1226.083, de 10/09/2009, e julgou procedente em parte a impugnação, determinando a intimação da ORIGINAL VEÍCULOS LTDA, CNPJ 60.894.136/000114 — incorporadora — para tomar ciência da decisão, em decisão assim ementada: “ANULAÇÃO DE ATO DECISÓRIO. Deve ser anulado julgado que considerou nulo lançamento tributário, quando o Fl. 419DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 18471.001724/200855 Acórdão n.º 220101.372 S2C2T1 Fl. 3 5 mesmo foi fundamentado em informação que posteriormente se revelou equivocada. INCORPORAÇÃO. ARQUIVAMENTO DO ATO FORA DO PRAZO. EFEITOS. O evento incorporação s6 produz efeitos a partir da data de arquivamento do respectivo ato no órgão de registro, quando arquivado fora do prazo de 30 dias. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o Auto de Infração lavrado por autoridade competente e em consonância com o que preceituam os artigos 142, do CTN; 10 e 59, do PAF. PEDIDO DE DILIGÊNCIA E DE PERÍCIA. Devem ser indeferidos os pedidos de diligência, bem como de perícia, quando forem prescindíveis para o deslinde da questão a ser apreciada, ou se o processo possuir todos os elementos necessários para a formação da livre convicção do julgador. PAGAMENTO A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO. Incide o Imposto sobre Renda Retido na Fonte sobre pagamentos a beneficiários não identificados, e também quando não reveladas as operações que lhe deram causa. Os valores comprovados devem ser excluídos do lançamento. Impugnação Procedente em Parte Crédito. Tributário Mantido em Parte.” DO RECURSO VOLUNTÁRIO Cientificada dessa nova decisão em 17/12/2009 (“AR”fls. 310), a contribuinte interpôs, na data de 15/01/2010, o Recurso Voluntário Tempestivo de fls. 260/268, na qual aduz em síntese: 1. Inicialmente ratifica a preliminar da nulidade do lançamento em virtude de erro na determinação da matéria tributável e por erro na identificação do sujeito passivo, inicialmente acolhida. 2. Diante do argumento que a autoridade administrativa tem o poder/dever de rever seus próprios atos, quando constatado erro de fato que a levou à elaboração do mesmo, foi anulado o Acórdão inicialmente proferido que dava procedência total à Impugnação da Recorrente, sem fosse dado ciência à empresa, cerceando totalmente o direito de defesa. Diante desse inegável vicio formal de que padece o lançamento, deve o mesmo ser cancelado. 3. Proferido novo Acórdão, foi intimada a empresa baixada: Transrio Veículos Ltda; CNPJ. 04.969.704/000128 ao invés da Original Veículos Ltda., conforme determinado na decisão ratificandose, mais uma vez, o erro na identificação do Sujeito Passivo, na razão pela qual deve o auto ser cancelado em sua totalidade. Fl. 420DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI 6 4. A decisão recorrida afirma impugnação não houve manifestação quanto a esses valores e que também não foram apresentados documentos relacionados com tais valores. Fato que não considera verdadeiro. 5. Conforme foi dito e comprovado na impugnação a empresa Transrio Caminhões Ltda.; é integrante do mesmo grupo acionário e mediante contrato de mútuo, forneceu capital de giro para fazer face às despesas iniciais de construção da sede da Recorrente. 6. Assim, como ela não era Sócia da Recorrente, tão logo a autuada obteve financiamentos de outras fontes, devolveu parte do seu crédito, em cheques e em moeda corrente, tudo devidamente contabilizado, tanto nos livros da Recorrente, quanto nos da Transrio Caminhões Ltda. conforme mais uma vez se comprova com as fls. dos livros Diários das 2 (duas) empresas envolvidas. 7. O Relator da DRJ, simplesmente ignorou estes documentos, apenas cancelando os valores que foram pagos através de cheques, para a mesma empresa, sob o argumento de que os demais os considerava não comprovados. 8. Está comprovado o recebimento dos mútuos e os pagamentos dos mesmos à empresa Transrio Caminhões Ônibus, Maquinas e Motores Ltda. não havendo qualquer base para considerar como comprovados apenas os valores pagos em cheques. 9. Ressaltese mais uma vez, que todos os valores foram escriturados nos livros contábeis das empresas, considerando o que dispõe o art. 932 do RIR 1999, Decreto n° 3.000/99. 10. O AuditorFiscal não poderia jamais, no desempenho de suas nobres atribuições, simplesmente ignorar que o beneficiário dos pagamentos e as operações que lhes deram causa já haviam sido objeto de demonstração e comprovação, mediante documentação hábil e idônea, que lhe foi apresentada por ocasião da ação fiscal e que nesta oportunidade é carreada aos autos. A recorrente acosta a impugnação os seguintes documentos: ANEXO I Livro diário da transrio veículos ltda. (fl.s.289/298). ANEXO II Livro diário transrio caminhões ltda. (fls.299/307). ANEXO III Intimação, Acórdão e termo de verificação fiscal (fls.308/338). Em 26/02/2010, a Recorrente adita seu Recurso para juntar cópia do Acórdão nº 12.26.921 da 1ª Turma da DRJ/ RJI (fls.344/356), proferido no processo n° 18471.001725/200808, por entender que ele é reflexo ao presente e cuja infração foi totalmente anulada. É o Relatório. Voto Conselheira Rayana Alves de Oliveira França, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche o seu pressuposto de admissibilidade. Dele, então, tomo conhecimento. Fl. 421DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 18471.001724/200855 Acórdão n.º 220101.372 S2C2T1 Fl. 4 7 Passemos inicialmente a análise da preliminar de nulidade do lançamento em virtude de erro na determinação da matéria tributável e por erro na identificação do sujeito passivo, inicialmente acolhida. A preliminar de ilegitimidade passiva, já restou afastada pela nova decisão de primeira instância, quando restou evidenciado que a informação que motivou a decisão revelouse equivocada. Verificado o erro, a autoridade administrativa tem poder/dever de rever seus próprios atos, quando constatado erro de fato que a levou a elaboração do mesmo, nos termos da Súmula STF 346. Assim, essa preliminar já foi por demais analisada, não havendo qualquer reparo a fazer as conclusões da nova decisão de primeira instância. Ademais referente ao alegado erro na determinação da matéria tributável; verifico, no presente caso, que não procede qualquer argüição de irregularidade na formalização da exigência. A autoridade lançadora constituiu o crédito em estrita obediência à legislação mencionada. As peças produzidas pela fiscalização, bem como o auto de infração e seus anexos, estão devidamente elaborados, devidamente fundamentados e com as descrições necessárias, possibilitando uma perfeita compreensão dos fatos ali relatados, pelas pessoas habilitadas à sua apreciação, não havendo, portanto, qualquer falta de clareza em relação à constituição do crédito tributário contestado. A ação fiscal tendo se desenvolvido de forma regular, as argüições em preliminar, mesmo que constituíssem irregularidades, deixam de ter importância após a lavratura dos Auto de Infração. As causas de nulidade previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/1972, restringemse, no tocante ao auto de infração, à lavratura por servidor incompetente e, quanto às decisões, às proferidas com preterição do direito de defesa, nos seguintes termos: Art. 59 São nulos: I – os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II – os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Estas são as hipóteses em que o legislador presume, de forma absoluta ter havido prejuízo à ampla defesa e ao contraditório, o que efetivamente não vislumbro no presente processo. Diante do exposto, deve ser rejeitada a preliminar argüida pela recorrente. No mérito, a matéria posta aqui em julgamento referese a exigência calcada sobre operações não comprovadas e pagamentos tidos como sem causa, com fundamento legal no artigo 61, da Lei nº 8.981/1995 e no Regulamento de Imposto de Renda – RIR/99, in verbis: “Seção II Pagamento a Beneficiário não Identificado Art. 674. Está sujeito à incidência do imposto, exclusivamente na fonte, à alíquota de trinta e cinco por cento, todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas a beneficiário não identificado, Fl. 422DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI 8 ressalvado o disposto em normas especiais (Lei nº 8.981, de 1995, art. 61). § 1º A incidência prevista neste artigo aplicase, também, aos pagamentos efetuados ou aos recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa (Lei nº 8.981, de 1995, art. 61, § 1º). § 2º Considerase vencido o imposto no dia do pagamento da referida importância (Lei nº 8.981, de 1995, art. 61, § 2º). § 3º O rendimento será considerado líquido, cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o imposto (Lei nº 8.981, de 1995, art. 61, § 3º).” Ora, resta evidenciado que se trata de uma incidência exclusiva, cujo fato gerador se materializa no momento do pagamento não justificado (como regra geral), sendo, inclusive, o imposto considerado devido nesse mesmo momento, reforçando e confirmando assim, que o fato gerador é instantâneo e exclusivo. Ou seja, nem mesmo está sujeito ao ajuste na declaração de rendimentos anual. Pela natureza desse tributo, o que deve ser considerado é, única e exclusivamente, o seu fato gerador, que é o pagamento sem causa ou operação não comprovada. A legislação é clara, é obrigação das pessoas jurídicas efetuarem o registro de todas suas operações, assim como manter a documentação comprobatória correspondente. No caso de empresas optantes pelo lucro presumido, esta regra está no art.527 do RIR/99: “Art. 527. A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter (Lei nº 8.981, de 1995, art. 45): I escrituração contábil nos termos da legislação comercial; II Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do anocalendário; III – em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica, bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. A questão portanto, se resolve por meio de prova, a cargo do contribuinte, o qual deve comprovar as operações feitas e demonstrar e/ou justificar faticamente, quem são os beneficiários dos pagamentos realizados ou a causa dos pagamentos feitos. Há assim, inversão do ônus da prova do Fisco para o contribuinte, que transfere para este o ônus de comprovação das operações e dos pagamentos efetuados. Não o fazendo, o contribuinte deve assumir as conseqüências legais, ou seja, pagar 35% de imposto de renda retido na fonte sobre estes pagamentos. Também importa dizer que o ônus de provar implica trazer elementos que não deixem nenhuma dúvida quanto ao fato questionado. Não cabe ao Fisco, nesse caso presunções, mas ao contribuinte apresentar elementos que dirimam qualquer dúvida que paire a respeito das operações e pagamentos questionados. Fl. 423DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 18471.001724/200855 Acórdão n.º 220101.372 S2C2T1 Fl. 5 9 Nesse sentido, bem discorre Andre Santos Zanon, em seu estudo “O regime das provas no processo administrativo fiscal”1: “Conceito e finalidade de prova Ultrapassado o cumprimento de requisitos formais da impugnação administrativa (legitimidade, tempestividade, adequação formal, requerimentos, etc., previstos no art.16 incs. Ia IV do Decreto n.70.235/72), vem a tona a necessidade de convencer a autoridade julgadora da pretensão defendida. É necessário demonstrar a veracidade do alegado, a prática ou abstinência de certos atos, bem como a ocorrência (ou a inocorrência) de fatos que a lei reputa relevantes (leiase: necessários e suficientes) para a caracterização da imposição tributária, ou para aplicação de penalidades. Dessa feita, em muitas situações, a mera alegação não se representa suficiente. É necessário conferirlhe grau substancial de veracidade, com elementos que revelem o liame entre o alegado e ocorrido.” Durante a fiscalização, a contribuinte foi intimada a comprovar os pagamentos e logrou êxito em comprovar parte dos mesmos, apresentando documentos que foram devidamente analisados e aceitos pela autoridade a quo, bem como a autoridade julgadora de primeira instância afastou parte do lançamento por entender comprovados, conforme se observa do enxerto abaixo transcrito do voto condutor: “Percebese no TVF que a autuação se baseou em pagamentos contabilizados na conta 2119 — 1.1.2.15.01.02 — Contas Correntes — Matriz / Conta Corrente Caminhões, como também com base na saída de recursos pelo BANCO BRADESCO, conta 175. Na sua impugnação, a interessada não se manifesta quanto aos valores contabilizados na conta contábil 2119, utilizados na confecção da planilha de fl. 68 base de cálculo ajustado IRRF, cuja soma monta a R$ 704.671,98 (R$ 15.384,62 + + R$ 265,86). Também não apresenta documentos relacionados com tais valores. Quanto aos valores relativos A saída de recursos do Banco Bradesco, a interessada apresenta o Contrato de Abertura de Crédito de fls.101/102, para respaldar seus argumentos de que a mesma trocava com freqüência recursos financeiros com a pessoa jurídica ligada Transrio Caminhões, Ônibus, Máquinas e Motores Ltda. De fato, analisando os documentos aos autos trazidos pela impugnante, percebese que havia entre as duas empresas freqüentes transferências de recursos. Assim, por exemplo, A 1 Andre Santos Zanon, em seu estudo publicado no livro de autoria coletiva Processo Administrativo Fiscal Federal. (Coord.) Rodrigo Francisco de Paula. Belo Horizonte, ed. Del Rey, 2006, pág.153 Fl. 424DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI 10 vista dos documentos inclusive extratos de fls. 172/183, verificamse várias remessas de recursos da Transrio Caminhões para a Transrio Veículos. Por outro lado, os extratos bancários de fls. 185/192 comprovam que os recursos saídos da conta que a interessada mantinha no Bradesco, relacionados no TVF de fls.67/68, foram creditados na conta de Transrio Caminhões, nas mesmas datas e nos mesmos valores. Portanto considero como comprovada a identificação do beneficiário dos recursos debitados nos extratos bancários da interessada, bem como a operação que lhes deu causa. Quanto aos demais valores, registrados na conta 2119, que, depois de terem sua base de cálculo ajustada, montam a R$ 704.671,98, consideroos não comprovados, levandome a manter o crédito tributário deles oriundos (IRRF), registrados nas do auto de infração (fls. 70/71 ): (R$) 5.384,61, 7.000,00, 21.538,46, 3.230,76, 273, 17, 138.546,15, 15.753,57, 33.276,92 e 93, 05, no montante de R$ 225.096,69.” Extraindo desse entendimento e dos valores constantes das planilhas das fls.67 do TVF e dos valores constantes do Auto de Infração, concluise que permaneceu apenas as saídas de recursos do caixa, tendo sido excluído apenas o valor de R$21.538,46 da conta caixa, conforme resumo abaixo: Conta 2119 1.1.2.15.01.02 CONTAS CORRENTES MATRIZ/CONTA CORRENTE CAMINHÕES Saída de Recursos por Caixa – Conta 6.0 Mês 2004 Dia/Mês Valores Não Comprovados Base de Cálculo Ajustada Imposto Imposto por fato gerador Imposto remanescente DRJ Agosto 06.08 10.000,00 15.384,62 5.384,61 5.384,61 5.384,61 13.08 13.000,00 20.000,00 7.000,00 7.000,00 7.000,00 Setembro 02.09 40.000,00 61.538,46 21.538,46 21.538,46 21.538,46 06.09 6.000,00 9.230,77 3.230,76 3.230,76 3.230,76 15.09 507,33 780,51 273,17 273,17 273,17 Outubro 14.10 40.000,00 61.538,46 21.538,46 21.538,46 15.10 50.300,00 77.384,62 27.084,61 15.10 50.000,00 76.923,08 26.923,07 15.10 157.000,00 241.538,46 84.538,46 138.546,15 138.546,15 18.10 29.256,64 45.010,22 15.753,57 15.753,57 15.753,57 21.10 61.800,00 95.076,92 33.276,92 33.276,92 33.276,92 26.10 172,81 265,86 93,05 93,05 93,05 TOTAL 458.036,78 704.671,97 246.635,14 246.635,15 225.096,69 Fl. 425DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 18471.001724/200855 Acórdão n.º 220101.372 S2C2T1 Fl. 6 11 Saídas de Recursos pelo BANCO BRADESCO – histórico de transferência da mesma titularidade conta 175 Mês 2004 Dia/Mês Valores Não Comprovados Base de Cálculo Ajustada Imposto Imposto por fato gerador Imposto remanescente DRJ Julho 13.07 80.000,00 123.076,92 43.076,93 43.076,93 Agosto 12.08 100.000,00 153.846,15 53.846,15 12.08 60.000,00 92.307,69 32.307,69 86.153,84 Setembro 08.09 110.000,00 169.230,76 59.230,76 59.230,76 13.09 26.000,00 40.000,00 14.000,00 14.000,00 21.09 50.000,00 76.923,07 26.923,07 26.923,07 Outubro 08.10 85.000,00 130.769,23 45.769,23 45.769,23 14.10 25.000,00 38.461,53 13.461,53 13.461,53 TOTAL 536.000,00 824.615,35 288.615,36 TOTAL GERAL 994.036,78 1.529.287,32 535.250,51 225.096,69 Analisando os valores remanescente, concluo que a maioria está devidamente comprovada, pois estão escriturados na conta da recorrente, bem como na Transrio Veículos, conforme se observa nas cópias dos Diários, com a respectiva indicação das fls. do presente processo: Mês 2004 Dia/Mês Valores Lançados Histórico do Lançamento Diário Transrio Veículos fls. Histórico do Lançamento Diário Transrio Caminhões fls. Valor Diário Caminhões Agosto 06.08 10.000,00 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHÕES 280 RECEBIDO REF.TRANSF.TRANSRIO VEICULOS EM ESPECIE 300 10.000,00 13.08 13.000,00 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHÕES 291 RECEBIDO REF.TRANSF.TRANSRIO VEICULOS 301 13.000,00 Setembro 02.09 40.000,00 TRANSF.DA VEICULOS P/CAMINHÕES DIVIDA CAMINHOES 292 Valor não encontrado nessa data 06.09 6.000,00 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHOES PGTO EMPRÉSTIMO CAMINHÕES 293 TRANSF.ENTRE BANCOS TRANSRIO VEICULOS 303 6.000,00 15.09 507,33 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHOES PGTO EMPRÉSTIMO CAMINHÕES 294 TRANSF.ENTRE BANCOS TRANSRIO VEICULOS 304 507,33 Outubro 14.10 40.000,00 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHÕES 295 15.10 50.300,00 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHÕES 296 15.10 50.000,00 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHÕES 296 15.10 157.000,00 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHÕES 296 TRANSF.ENTRE BANCOS TRANSRIO VEICULOS 305 286.729,45 18.10 29.256,64 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHÕES 296 29.256,64 21.10 61.800,00 TRANF. DA VEICULOS P/CAMINHÕES 297 306 61.800,00 26.10 172,81 298 TOTAL 458.036,78 Total Negrito 286.729,45 No que se refere aos valores assinalados acima, os mesmos apesar de lançados na recorrente em diversas datas, correspondem, no meu entender, a apenas um lançamento na Transrio Veiculo, no total de R$286.729,45. Inclusive verifiquei nas fls.296 do Diário da Transrio Veículos não há qualquer outra transferência nessa data no referido valor. Fl. 426DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI 12 Aprofundando a análise dos livros, constatei que no mesmo dia que o pequeno valor de R$172,81 foi transferido para caminhões, houve um crédito da Braco Logística e Distribuição Ltda, referente a recebimento de duplicata. Da mesma forma, no dia 15/10/04, há três recebimentos na Recorrente e três transferências no exato valor para Transrio Caminhões, a saber: R$50.300,00, R$50.000,00, R$157.000,00; ou seja a Transrio Veículos transferia parte dos seus recebimentos diretamente para a Transrio Caminhões. Assim entendo que apenas o valor de R$40.000,00, datado de 02/09/2004, não restou comprovado, pois não foi encontrado nos lançamentos da Transrio Caminhões qualquer recebimento desse valor, na referida data. Ademais não foi possível verificar em dias próximos, pois a cópia do Diário apresentada pelo recorrente não foi integral. Conclusão similar, teve a autoridade a quo ao analisar os depósitos de origem não comprovadas, lançadas no Processo nº 18471.001725/200808, o qual o recorrente juntou cópia (fls. 353/354): “No item 4 do TVF — item 002 do auto de Infração a autoridade fiscal considerou como de origem não comprovada, portanto omissão de receitas' , depósitos bancários observados nos extratos do Banco Bradesco, valores esses registrados na' contabilidade como sendo de Empréstimos de Sócios — Matriz/Real Auto Ônibus Ltda, e Empréstimos de Sócios Matriz / Conta Corrente Caminhões. “No que se refere aos valores relacionados na segunda parte do item 4 do entendo que os documentos (fls. 336/347) trazidos aos autos pela impugnante são suficientes para comprovar a origem dos créditos registrados nos extratos bancários. Assim, por exemplo, o valor de RS 102.000,00, contabilizado a crédito no razão da conta 1.1.2.15.01.02 — Conta Corrente Caminhões (fl. 145), está registrado no extrato da interessada (162), bem como no extrato da pessoa jurídica provedora Transrio Caminhões (f1.336). O mesmo acontece com os demais valores registrados no TFV de fl. 19,o que descaracteriza a hipótese prevista no artigo 287 do RIR, fundamento do lançamento tributário.” Diante do exposto e dos documentos apresentados, rejeito a preliminar de nulidade e no mérito dou provimento parcial ao recurso para manter apenas o crédito incidente sobre o pagamento no valor de R$40.000,00, datado de 02/09/2004, considerado não comprovado. (assinado digitalmente) Rayana Alves de Oliveira França Relatora Fl. 427DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 18471.001724/200855 Acórdão n.º 220101.372 S2C2T1 Fl. 7 13 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência da decisão consubstanciada no acórdão supra. Brasília/DF, 13/03/2012 __________(assinado digitalmente)_____________ FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNIOR Presidente da Segunda Câmara / Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 428DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por FRANCISCO A SSIS DE OLIVEIRA JUNI
score : 1.0
Numero do processo: 13910.000610/2010-72
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Dec 02 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Exercício: 2010
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DEMONSTRATIVO.
DACON. OBRIGATORIEDADE.
É cabível a exigência da multa pelo atraso na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais - DACON na forma em que foi consignada no lançamento de ofício.
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DACON. RESPONSABILIDADE OBJETIVA.
Sendo objetiva a responsabilidade por infração à legislação tributária, correta é a aplicação da multa prevista legalmente no caso de transmissão intempestiva, não merecendo prosperar as alegações de motivos subjetivos que implicaram a transmissão dessa declaração fora do prazo.
Numero da decisão: 3302-007.685
Decisão:
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo 13986.000086/2010-56, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Jorge Lima Abud, Larissa Nunes Girard (suplente convocada), Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Denise Madalena Green. Ausente o Conselheiro Gerson José Morgado de Castro, conforme ata.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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DACON. OBRIGATORIEDADE. É cabível a exigência da multa pelo atraso na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais - DACON na forma em que foi consignada no lançamento de ofício. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DACON. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Sendo objetiva a responsabilidade por infração à legislação tributária, correta é a aplicação da multa prevista legalmente no caso de transmissão intempestiva, não merecendo prosperar as alegações de motivos subjetivos que implicaram a transmissão dessa declaração fora do prazo. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo 13986.000086/2010-56, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Jorge Lima Abud, Larissa Nunes Girard (suplente convocada), Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Denise Madalena Green. Ausente o Conselheiro Gerson José Morgado de Castro, conforme ata. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 91 0. 00 06 10 /2 01 0- 72 Fl. 58DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-007.685 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13910.000610/2010-72 Relatório Cuida-se de julgamento submetido a sistemática dos recursos repetitivos, prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2019, com redação dada pela Portaria MF nº 153, de 17 de abril de 2018. Dessa forma, adoto excertos do relatório do Acórdão nº 3302-007.678, paradigma desta decisão. Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão que julgou improcedente a impugnação apresentada pela Recorrente, mantendo-se, assim, o lançamento fiscal que cobra unicamente a multa por atraso na entrega do DACON, nos termos da ementa abaixo: Ementa: DACON. MULTA POR ATRASO. A apresentação do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais - Dacon após o prazo previsto pela legislação tributária, sujeita o contribuinte à incidência da multa por atraso correspondente. Em sede recursal, a Recorrente alega erro no sistema de recepção eletrônica da administração tributária e que não há como fazer provas das tentativas de entrega da declaração porque o sistema não fornece mensagem de anormalidade, bem assim a aplicação do instituto da denúncia espontânea. Fl. 59DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-007.685 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13910.000610/2010-72 Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator. Da admissibilidade O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Das razões recursais Como já destacado, o presente julgamento segue a sistemática dos recursos repetitivos, nos termos do art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do RICARF, e, desta forma, reproduzo o voto consignado no Acórdão nº 3302-007.678, da lavra do Conselheiro Walker Araujo, paradigma desta decisão: A Recorrente, por sua vez, transmitiu seu Dacon fora do prazo previsto, fato este incontroverso, sem comprovar documentalmente a existência de falha no sistema da Receita Federal que a de protocolar/apresentar o referido demonstrativo. Fl. 60DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-007.685 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13910.000610/2010-72 outro lado, caso a Recorrente constatasse irregularidades no sistema, deveria ter procurado uma agência da Receita Federal e transmitir manualmente o Dacon e, em caso de negativo do exercício de seu direito, exigir documento do órgão sobre a recusa. Nada nesse sentido foi realizado. cenário, correto o lançamento fiscal. fim, não se aplica ao presente caso os ditames do artigo 138, do CTN, posto que sua incidência somente se aplica na hipótese de pagamento do tributo não recolhido, situação totalmente distinta deste processo, onde a exigência é oriunda de descumprimento de obrigação acessória e não existe na legislação norma que afasta a multa pelo referido instituto. , este Conselho já aprovou a Súmula 49 nos seguintes termos: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Conclusão Importa registrar que nos autos em exame as situações fáticas e jurídicas encontram correspondência com a verificadas na decisão paradigma, de tal sorte que, as razões de decidir nela consignadas, são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Relator Fl. 61DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13005.902285/2015-10
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Dec 11 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2013
RECURSO NÃO CONHECIDO. DESSEMELHANÇA JURÍDICA ENTRE NORMA TRATADA NAS DECISÕES PARADIGMAS E DECISÃO RECORRIDA.
Diante de paradigma tratando de arcabouço jurídico distinto da decisão recorrida, não há que se falar em atendimento ao requisito de admissibilidade previsto no art. 67, Anexo II do RICARF.
Numero da decisão: 9101-004.368
Decisão:
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo13005-902284-2015-67, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Adriana Gomes Rêgo Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Edeli Pereira Bessa, Demetrius Nichele Macei, Viviane Vidal Wagner, Lívia de Carli Germano, Andrea Duek Simantob, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Caio Cesar Nader Quintella (suplente convocado) e Adriana Gomes Rêgo (Presidente).
Nome do relator: ADRIANA GOMES REGO
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2013 RECURSO NÃO CONHECIDO. DESSEMELHANÇA JURÍDICA ENTRE NORMA TRATADA NAS DECISÕES PARADIGMAS E DECISÃO RECORRIDA. Diante de paradigma tratando de arcabouço jurídico distinto da decisão recorrida, não há que se falar em atendimento ao requisito de admissibilidade previsto no art. 67, Anexo II do RICARF.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo13005-902284-2015-67, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rêgo Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Edeli Pereira Bessa, Demetrius Nichele Macei, Viviane Vidal Wagner, Lívia de Carli Germano, Andrea Duek Simantob, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Caio Cesar Nader Quintella (suplente convocado) e Adriana Gomes Rêgo (Presidente).
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2013 RECURSO NÃO CONHECIDO. DESSEMELHANÇA JURÍDICA ENTRE NORMA TRATADA NAS DECISÕES PARADIGMAS E DECISÃO RECORRIDA. Diante de paradigma tratando de arcabouço jurídico distinto da decisão recorrida, não há que se falar em atendimento ao requisito de admissibilidade previsto no art. 67, Anexo II do RICARF. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo13005-902284-2015-67, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rêgo – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Edeli Pereira Bessa, Demetrius Nichele Macei, Viviane Vidal Wagner, Lívia de Carli Germano, Andrea Duek Simantob, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Caio Cesar Nader Quintella (suplente convocado) e Adriana Gomes Rêgo (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 5. 90 22 85 /2 01 5- 10 Fl. 267DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 9101-004.368 - CSRF/1ª Turma Processo nº 13005.902285/2015-10 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos, prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2019, com redação dada pela Portaria MF nº 153, de 17 de abril de 2018, e, por conseguinte, adoto neste relatório o relatado no Acórdão nº 9101-004365, de 10 de setembro de 2019, que lhe serve de paradigma. Trata-se de Recurso Especial interposto por ANACLIN - ANALISES CLINICAS LTDA - ME (“Contribuinte”) em face da decisão da turma a quo que negou provimento ao recurso voluntário. Discute-se processo de reconhecimento de direito creditório, no qual a pessoa jurídica encaminhou Pedido de Restituição relativo a pretenso pagamento a maior/indevido, por entender que prestaria serviços hospitalares, nos termos do o art. 15 da Lei nº 9.249, de 1995 (art. 519 do RIR/99), estando submetida ao coeficiente sobre a receita bruta de 8% para o IRPJ e 12% para a CSLL, e não ao coeficiente de 32% incidente sobre prestação de serviços em geral. No recurso especial, aduz-se que atividade exercida enquadra-se no conceito de serviços hospitalares previsto no art. 15 da Lei nº 9.249, de 1995, razão pela qual caberia a aplicação do coeficiente de determinação do lucro presumido de 8% sobre a receita bruta para o IRPJ e 12% para a CSLL. Requer pelo conhecimento e provimento do recurso especial. Despacho de exame de admissibilidade deu seguimento ao recurso especial. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (“PGFN”) apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção da decisão recorrida pelos seus fundamentos. É o relatório. Fl. 268DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 9101-004.368 - CSRF/1ª Turma Processo nº 13005.902285/2015-10 Voto Conselheiro Adriana Gomes Rêgo, Relatora. Das razões recursais Como já destacado, o presente julgamento segue a sistemática dos recursos repetitivos, nos termos do art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do RICARF, desta forma reproduzo o voto consignado no Acórdão nº 9101-004365, de 10 de setembro de 2019, paradigma desta decisão: Trata-se de recurso especial no qual se discute o coeficiente de determinação do lucro presumido aplicável em face da interpretação que se deve conferida à expressão “serviços hospitalares” posta no art. 15 da Lei nº 9.249, de 1995. Os presentes autos tratam de ano(s)-calendário(s) posterior(es) a 2008, razão pela qual a redação vigente é a dada Lei nº 11.727, de 2008, com vigência a partir de 1º/01/2009, com o seguinte teor: Art. 15. A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observado o disposto nos arts. 30 a 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. § 1º Nas seguintes atividades, o percentual de que trata este artigo será de: I - um inteiro e seis décimos por cento, para a atividade de revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural; II - dezesseis por cento: a) para a atividade de prestação de serviços de transporte, exceto o de carga, para o qual se aplicará o percentual previsto no caput deste artigo; b) para as pessoas jurídicas a que se refere o inciso III do art. 36 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 29 da referida Lei; III - trinta e dois por cento, para as atividades de: (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas, desde que a prestadora destes serviços seja organizada sob a forma de sociedade empresária e atenda às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa; (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008); ................................................................................................................. Foi precisamente o descumprimento do requisito relativo ao atendimento das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa que fundamentou a negativa do recurso voluntário pela decisão recorrida. Por sua vez, no recurso especial, a Contribuinte, para demonstrar a divergência na interpretação da legislação tributária, apresentou como Fl. 269DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 9101-004.368 - CSRF/1ª Turma Processo nº 13005.902285/2015-10 paradigma caso que trata de autuação fiscal de ano-calendário anterior à 2009. E, precisamente por tratar de ano-calendário anterior à 2009, a decisão paradigma adotou como razão de decidir entendimento proferido pelo STJ, em resolução constante no Recurso Repetitivo nº 217, que entendeu que a atividade hospitalar caracteriza-se tão somente pela prestação de serviços de atendimento à saúde, e independe do local de prestação, excluindo-se desta regra, apenas, os serviços de simples consulta que não se identificam com as atividades prestadas em âmbito hospitalar (...), vinculante aos Conselheiros do CARF (RICARF, Anexo II, art. 62, § 1º, inc. II, alínea “b”). Ocorre que a resolução ampara-se no julgamento do REsp nº 1.116.399 – BA (sede de recurso repetitivo, artigo 543-C do antigo CPC -Lei nº 5.869, de 1973) e do REsp nº 962.667 – RS (que adota o REsp nº 1.116.399 – BA como razão para decidir). E no voto do REsp nº 1.116.399 – BA, o relator esclarece que a legislação objeto de análise refere-se ao artigo 15, § 1º, inciso III, alínea "a" da Lei nº 9.249, de 1995, com redação anterior à vigência da Lei 11.727, de 2008: Quanto ao mais, nos termos relatados, a controvérsia dos autos reside na discussão a respeito da forma de interpretação da expressão "serviços hospitalares" prevista na Lei 9.429/95, para fins de obtenção da redução de alíquota do IRPJ e da CSLL, preconizada pelo artigo 15, § 1º, inciso III, alínea "a", com redação anterior à vigência da Lei 11.727/2008, combinado com o artigo 20 da mesma lei. Como se pode observar, o paradigma trata de ano-calendário anterior a 2009, com redação do artigo 15, § 1º, inciso III, alínea "a" da Lei nº 9.249, de 1995, anterior à redação dada pelo art. 29 da Lei 11.727/2008. Nesse contexto, aplicou entendimento do resolução constante no Recurso Repetitivo nº 217. Por outro lado, nos presentes autos, a decisão recorrida trata da redação do artigo 15, § 1º, inciso III, alínea "a" da Lei nº 9.249, de 1995, com a alteração dada pelo art. 29 da Lei 11.727/2008 (com efeitos a partir do ano-calendário de 2009), vez que o fato gerador é posterior a 2008. Precisamente por isso, não aplicou o entendimento do REsp nº 1.116.399 – BA. No paradigma, o Colegiado estava vinculado ao entendimento proferido pelo STJ (resolução constante no Recurso Repetitivo nº 217), adstrito a fatos geradores anteriores a 2009. No recorrido, o Colegiado apreciou fato gerador posterior a 2008, já com a vigência da alteração dada pelo art. 29 da Lei 11.727/2008, ao artigo 15, § 1º, inciso III, alínea "a" da Lei nº 9.249, de 1995, que dentre as modificações trouxe precisamente a exigência do atendimento das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, situação que não foi tratada pelo STJ nos precedentes da resolução constante no Fl. 270DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 9101-004.368 - CSRF/1ª Turma Processo nº 13005.902285/2015-10 Recurso Repetitivo nº 217 adotada pelo paradigma como razão de decidir. Resta evidente, portanto, a dessemelhança jurídica da norma tratada entre o acórdão recorrido e o paradigma. Diante do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso especial. Conclusão Importa registrar que nos autos em exame a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que, as razões de decidir nela consignadas, são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rêgo Fl. 271DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10930.004215/2005-75
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Dec 23 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2000, 2001, 2002, 2003
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. INAPLICABILIDADE.
De acordo com a Súmula CARF nº 02, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aliado ao disposto no art. 45, inc. VI, do RICARF, nega-se provimento ao recurso calcado exclusivamente nos princípios da igualdade tributária, da proporcionalidade, da razoabilidade e do não confisco.
Numero da decisão: 1401-003.976
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por força da aplicação da Súmula 02 do CARF.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Wilson Kazumi Nakayama (suplente convocado), Leticia Domingues Costa Braga, Eduardo Morgado Rodrigues e Luiz Augusto De Souza Gonçalves.
Nome do relator: LUIZ AUGUSTO DE SOUZA GONCALVES
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2000, 2001, 2002, 2003 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. INAPLICABILIDADE. De acordo com a Súmula CARF nº 02, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aliado ao disposto no art. 45, inc. VI, do RICARF, nega-se provimento ao recurso calcado exclusivamente nos princípios da igualdade tributária, da proporcionalidade, da razoabilidade e do não confisco.
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INAPLICABILIDADE. De acordo com a Súmula CARF nº 02, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aliado ao disposto no art. 45, inc. VI, do RICARF, nega-se provimento ao recurso calcado exclusivamente nos princípios da igualdade tributária, da proporcionalidade, da razoabilidade e do não confisco. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por força da aplicação da Súmula 02 do CARF. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Wilson Kazumi Nakayama (suplente convocado), Leticia Domingues Costa Braga, Eduardo Morgado Rodrigues e Luiz Augusto De Souza Gonçalves. Relatório Trata-se de Auto de Infração lavrado para exigir o IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, relativos aos anos calendários de 2000 a 2003, vide e-fls. 435/488. A matéria tributável exigida é decorrente de omissão de receitas. Segundo consta do Termo de Verificação e Encerramento de Ação Fiscal, de e-fls. 435/445, a Contribuinte apresentou os demonstrativos de e-fls. 14/29, identificando os faturamentos mensais dos anos-calendário de 2000 a 2003, os valores de IRPJ, CSLL, COFINS e AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 00 42 15 /2 00 5- 75 Fl. 588DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 1401-003.976 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.004215/2005-75 PIS devidos sobre esses faturamentos e as diferenças entre os tributos devidos e aqueles declarados em DCTFs. Com base nesses demonstrativos, depois de conferidos com os livros de apuração de ICMS e do IPI, a Autoridade Fiscal exigiu o crédito tributário resultante das diferenças apuradas, nos autos de infração respectivos. Em sua impugnação ao lançamento a Recorrente alegou, sinteticamente: a) que, quando iniciado o processo de fiscalização, a empresa já passava por uma organização interna de sua contabilidade e vinha tomando providências para regularizar pendências; b) que os valores apurados pelo fisco já se encontravam em destaque nos livros fiscais da empresa, e de forma alguma estavam obscuros ou camuflados, mas expostos e encaminhados para regularização, pela apresentação dos demonstrativos nos quais afirma seu débito para com a Fazenda Nacional; c) que, deste ângulo, não se justifica a imposição de uma penalidade no importe de 75 % (setenta e cinco por cento), onerando sobremaneira a impugnante, causando-lhe um desequilíbrio sem precedentes, que poderá levar a empresa a uma derrocada financeira; d) que a multa de oficio aplicada se mostra totalmente abusiva e evidencia um confisco; e) que o princípio de capacidade contributiva deve ser observado, sob pena de, ao tentar constituir um crédito tributário na forma que o fisco pretende, submeterá a autuada à falência de seu negócio; f) que apresentou demonstrativos de débitos, inclusive arbitrando lucro, e registros fiscais, nos quais a fiscalização se baseou para lançar o crédito tributário, assim procedendo sem malícia qualquer, pois entendeu estar procedendo legalmente com suas declarações; e g) que, ante o princípio da boa-fé e não agindo com dolo, valendo-se de seus registros fiscais e relatórios fornecidos ao Fisco, não há que persistir a cobrança da multa de oficio no importe de 75%, devendo, alternativamente, já que reconhece a sua obrigação tributária, ser aplicada a multa de 20%, prevista nos casos de débitos não pagos em seu respectivo vencimento. A impugnação foi apreciada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba – DRJ/CTA que proferiu o Acórdão nº 06-21.001 – 1ª Turma, em 12/02/2019, cuja ementa reproduzo abaixo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2000, 2001, 2002, 2003 MULTA DE OFÍCIO. PROCEDIMENTO FISCAL. APLICAÇÃO. Nos casos de procedimento fiscal, serão aplicadas multas de ofício, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição. Fl. 589DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 1401-003.976 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.004215/2005-75 MULTA DE OFÍCIO. ALEGAÇÕES DE BOA-FÉ. DESCABIMENTO. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER SUPOSTAMENTE CONFISCATÓRIO. DESCABIMENTO. A vedação constitucional quanto à instituição de exação de caráter confiscatório refere-se a tributo, e não a multa, e se dirige ao legislador, e não ao aplicador da lei. RELEVAÇÃO/REDUÇÃO DE PENALIDADE. INCOMPETÊNCIA PARA EXAME. A relevação/redução de penalidade somente poderá ser exercida dentro dos limites e condições estabelecidos em lei, e pela autoridade para tanto competente. Lançamento Procedente Ainda insatisfeita, desta feita com o resultado do julgamento realizado pela DRJ/CTA, a Recorrente apresentou a petição de e-fls. 580/585 onde aduz as seguintes razões: a) Recorre aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade para defender a redução da multa de ofício por parte do aplicador do direito, haja vista que o lançamento foi realizado a partir de informações fornecidas pela própria Recorrente; b) Invoca também o princípio da igualdade tributária (CF, art. 150, inc. II), para defender que um contribuinte pouco ou nada colaborativo não pode ser tratado da mesma forma que um contribuinte totalmente colaborativo; c) Por fim, também recorre ao princípio do não confisco para requerer a redução da multa de ofício ao patamar de 20%. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Augusto de Souza Gonçalves, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e sua matéria se enquadra na competência deste Colegiado. Os demais pressupostos de admissibilidade igualmente foram atendidos. Como vimos no Relatório, o recurso voluntário restringe-se à arguição dos princípios constitucionais da igualdade tributária, da proporcionalidade, da razoabilidade e do Fl. 590DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 1401-003.976 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.004215/2005-75 não confisco para defender a redução da multa de ofício aplicada no patamar de 75% para 20%, percentual correspondente à multa de mora. A questão resolve-se pela aplicação da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aliado ao disposto no art. 45, inc. VI, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, que estabelece a obrigatoriedade dos Conselheiros em observar os enunciados das Súmulas emanadas desta Corte Administrativa, não há outro caminho a não ser de não conhecer do recurso.. É como voto. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Fl. 591DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13839.912646/2009-77
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Nov 22 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1001-000.190
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem para que esta confirme a idoneidade do comprovante de rendimentos anexado (fl 149) e que intime a recorrente a comprovar o cômputo das receitas na base de cálculo do imposto.
(assinado digitalmente)
Sérgio Abelson - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Roberto Adelino da Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sergio Abelson (presidente), Andrea Machado Millan, André Severo Chaves e Jose Roberto Adelino da Silva.
Nome do relator: JOSE ROBERTO ADELINO DA SILVA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem para que esta confirme a idoneidade do comprovante de rendimentos anexado (fl 149) e que intime a recorrente a comprovar o cômputo das receitas na base de cálculo do imposto. (assinado digitalmente) Sérgio Abelson - Presidente. (assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sergio Abelson (presidente), Andrea Machado Millan, André Severo Chaves e Jose Roberto Adelino da Silva.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem para que esta confirme a idoneidade do comprovante de rendimentos anexado (fl 149) e que intime a recorrente a comprovar o cômputo das receitas na base de cálculo do imposto. (assinado digitalmente) Sérgio Abelson Presidente. (assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sergio Abelson (presidente), Andrea Machado Millan, André Severo Chaves e Jose Roberto Adelino da Silva. Relatório Trata o presente processo de recurso voluntário, contra o acórdão número 16 58.777, da 7ª Turma da DRJ/SPO, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade contra o Despacho Decisório que não homologou o pedido de compensação declarado através de PER/DCOMP n° 36948.291106.1.3.045340. Transcrevo, a seguir, o relatório: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 39 .9 12 64 6/ 20 09 -7 7 Fl. 159DF CARF MF Processo nº 13839.912646/200977 Resolução nº 1001000.190 S1C0T1 Fl. 91 2 Após breve síntese das conclusões trazidas pelo despacho decisório e da legislação tributária vertente ao procedimento de compensação tributária na esfera federal, propugna o inequívoco direito de utilização do crédito reivindicado. Esclarece que o crédito decorre de pagamento a maior de valor atinente à estimativa apurada em fevereiro/2006, visto que na DCTF da respectiva periodicidade veiculou que o IRPJ apurado naquele mês totalizava R$ 114.029,65. Nesse sentido, assevera que a informação pertinente à apuração da aludida estimativa demonstrase na DIPJ do Exercício 2007 (AC 2006), no montante de R$ 110.996,06. Ante o pagamento da importância de R$ 114.029,65, revelase que, de fato, caracterizouse a existência do crédito no montante de R$ 3.033,59, circunstância que evidencia a legitimidade do crédito reivindicado na declaração de compensação (R$ 3.002,93). Além disso, remanesce um saldo credor não utilizado no importe de R$ 30,66. Cientificada em 24/07/2014 (fl 129), a recorrente apresentou o recurso voluntário em 22/08/2014 (fl 131). Voto Conselheiro José Roberto Adelino da Silva Relator Inconformada, a recorrente apresentou o Recurso Voluntário, tempestivo, que apresenta os pressupostos de admissibilidade, previstos no Decreto 70.235/72, e, portanto, dele eu conheço. A DRJ proferiu a sua decisão julgando improcedente a manifestação de inconformidade. Isto porque, a ora recorrente deduziu valores de imposto de renda retido na fonte (total de R$9.535,61) que não compuseram as informações prestadas pelas fontes pagadoras. Assim, diante da inexistência das informações das fontes pagadoras, reconstituiuse o valor da estimativa, com a consequente glosa das retenções. A recorrente, por sua vez, afirma ter havido as retenções glosadas pela autoridade fiscal e anexou o correspondente comprovante anual de rendimentos pagos (fl 149), fonte pagadora Banco Bradesco S.A. e beneficiário a própria recorrente. Demonstra, então, os valores envolvidos, conforme adiante: Fl. 160DF CARF MF Processo nº 13839.912646/200977 Resolução nº 1001000.190 S1C0T1 Fl. 92 3 Os valores acima, estão em consonância com os demonstrados no comprovante de rendimentos pagos. Entretanto, este só foi apresentado na fase de recurso, não tendo sido juntado quando da apresentação da manifestação de inconformidade. Inicialmente, devese levar em conta o que dispõe o artigo 16, do Decreto 70.235/72: Art. 16. A impugnação mencionará: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) No entanto, este CARF tem se orientado pela aceitação de provas mesmo após a decisão da primeira instância, levandose em conta o princípio da verdade material que norteia o PAF. Vêse que a recorrente anexou cópia do comprovante de rendimentos pagos emitido pela fonte pagadora dos recursos, como já dito, anexado à fl 149. Não se pode esquecer o que dispõe o artigo 170, do Código Tributário Nacional CTN: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (grifei). A certeza e liquidez do crédito são condições sine qua non para autorizar a compensação e, para que se tenha esta certeza, a sua comprovação fazse necessária. De acordo com o artigo 333, do Código de Processo Civil, o ônus da prova recai sobre a recorrente, senão vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; Por outro lado, o art. 933, do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3.000/99 dispõe que: Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 9º, § 1º). Fl. 161DF CARF MF Processo nº 13839.912646/200977 Resolução nº 1001000.190 S1C0T1 Fl. 93 4 Entendo que, levandose em conta o princípio da verdade material, as provas apresentadas devem ser aceitas em qualquer fase do processo, ou seja, a ampla possibilidade de produção de provas, no curso do Processo Administrativo Tributário, alicerça e ratifica a legitimação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e da verdade material, apesar da divergência existente entre a DCTF e a DIPJ. A este respeito, temos a súmula CARF n° 80: Súmula CARF nº 80 Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Observandose exatamente este princípio, proponho a conversão do julgamento em diligência à Unidade de Origem para que esta confirme a idoneidade do comprovante de rendimentos anexado (fl 149) e que intime a recorrente a comprovar o cômputo das receitas na base de cálculo do imposto. Deverá ser elaborado um relatório fiscal conclusivo e encaminhado a este CARF para continuidade do julgamento. A recorrente deverá ser notificada desta decisão.É como voto. (assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva Fl. 162DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11610.008527/2009-67
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Dec 02 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 31/12/2008
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DEMONSTRATIVO. DACON. OBRIGATORIEDADE.
É cabível a exigência da multa pelo atraso na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais-DACON na forma em que foi consignada no lançamento de ofício.
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DACON. RESPONSABILIDADE OBJETIVA.
Sendo objetiva a responsabilidade por infração à legislação tributária, correta é a aplicação da multa prevista legalmente no caso de transmissão intempestiva, não merecendo prosperar as alegações de motivos subjetivos que implicaram a transmissão dessa declaração fora do prazo.
Numero da decisão: 3302-007.716
Decisão:
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo 11610.008518/2009-76, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Jorge Lima Abud, Larissa Nunes Girard (suplente convocada), Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Denise Madalena Green. Ausente o Conselheiro Gerson Morgado de Castro, conforme ata.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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ementa_s : ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 31/12/2008 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DEMONSTRATIVO. DACON. OBRIGATORIEDADE. É cabível a exigência da multa pelo atraso na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais-DACON na forma em que foi consignada no lançamento de ofício. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DACON. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Sendo objetiva a responsabilidade por infração à legislação tributária, correta é a aplicação da multa prevista legalmente no caso de transmissão intempestiva, não merecendo prosperar as alegações de motivos subjetivos que implicaram a transmissão dessa declaração fora do prazo.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo 11610.008518/2009-76, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Jorge Lima Abud, Larissa Nunes Girard (suplente convocada), Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Denise Madalena Green. Ausente o Conselheiro Gerson Morgado de Castro, conforme ata.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 31/12/2008 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DEMONSTRATIVO. DACON. OBRIGATORIEDADE. É cabível a exigência da multa pelo atraso na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais-DACON na forma em que foi consignada no lançamento de ofício. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DACON. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Sendo objetiva a responsabilidade por infração à legislação tributária, correta é a aplicação da multa prevista legalmente no caso de transmissão intempestiva, não merecendo prosperar as alegações de motivos subjetivos que implicaram a transmissão dessa declaração fora do prazo. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo 11610.008518/2009-76, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Jorge Lima Abud, Larissa Nunes Girard (suplente convocada), Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Denise Madalena Green. Ausente o Conselheiro Gerson Morgado de Castro, conforme ata. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 0. 00 85 27 /2 00 9- 67 Fl. 71DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-007.716 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11610.008527/2009-67 Relatório Cuida-se de julgamento submetido a sistemática dos recursos repetitivos, prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2019, com redação dada pela Portaria MF nº 153, de 17 de abril de 2018. Dessa forma, adoto excertos do relatório constante do Acórdão nº 3302-007.710, relativo à decisão proferida no âmbito do processo paradigma: Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão que julgou improcedente a impugnação apresentada pela Recorrente, mantendo-se, assim, o lançamento fiscal que cobra unicamente a multa por atraso na entrega do DACON, nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2009 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DEMONSTRATIVO. DACON. OBRIGATORIEDADE. É cabível a exigência da multa pelo atraso na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais-DACON na forma em que foi consignada no lançamento de ofício. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DACON. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Sendo objetiva a responsabilidade por infração à legislação tributária, correta é a aplicação da multa prevista legalmente no caso de transmissão intempestiva, não merecendo prosperar as alegações de motivos subjetivos que implicaram a transmissão dessa declaração fora do prazo. ERRO DURANTE A TRANSMISSÃO. Uma vez que o preenchimento da declaração/demonstrativo e a sua transmissão é de responsabilidade exclusiva dos contribuintes, a ocorrência de erro durante a sua transmissão, impedindo o envio de dados à Receita Federal do Brasil, não configura a entrega da declaração e não possibilita o cancelamento da multa por atraso Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator. Da admissibilidade Fl. 72DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-007.716 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11610.008527/2009-67 O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Das razões recursais Como já destacado, o presente julgamento segue a sistemática dos recursos repetitivos, nos termos do art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do RICARF, e, desta forma, reproduzo o voto consignado no Acórdão nº 3302-007710, da lavra do conselheiro Walker Araujo, paradigma desta decisão: O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Conforme exposto anteriormente, a presente lide versa sobre a exigência de multa por atraso na transmissão do DACON prevista na Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, art. 7º, com redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Nos termos do artigo 15, da IN RFB nº 940, de 19 de maio de 2009 1 , o prazo para entrega do DACON estava previsto paro 5º dia útil do mês de agosto de 2009, dia 07.08.2009. A Recorrente, por sua vez, transmitiu seu Dacon de março de 2009 somente em 10.08.2009, sem comprovar documentalmente a existência de falha no sistema da Receita Federal que a impossibilitasse de protocolar/apresentar o referido demonstrativo. Isto porque, os documentos carreados às folhas 18-22, além de totalmente ilegíveis, não demonstram haver erro no sistema, como alegou a Recorrente. Por outro lado, se no dia 04.08.2009, ao tentar efetuar a primeira transmissão do documento, a Recorrente constatou irregularidades no sistema, o qual se repetiu nos dias seguintes, deveria ter procurado uma agência da Receita Federal e transmitir manualmente o Dacon e, em caso de negativo do exercício de seu direito, exigir documento do órgão sobre a recusa. Nada nesse sentido foi realizado. Neste cenário, correto o lançamento fiscal. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Conclusão Importa registrar que nos autos em exame as situações fáticas e jurídicas encontram correspondência com as verificadas na decisão paradigma, de tal sorte que, as razões de decidir nela consignadas, são aqui adotadas. 1 Art. 15. Os Dacon Mensais referentes aos meses de outubro de 2008 a junho de 2009, deverão ser entregues, excepcionalmente, até o 5º (quinto) dia útil do mês de agosto de 2009. Parágrafo único. Na hipótese de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial que ocorrerem nos meses de outubro de 2008 a junho de 2009, a pessoa jurídica extinta, incorporada, incorporadora, fusionada ou cindida deverá apresentar, até o 5º (quinto) dia útil do mês de agosto de 2009, o Dacon Mensal referente ao mês do evento. Fl. 73DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-007.716 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11610.008527/2009-67 Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Relator Fl. 74DF CARF MF
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Numero do processo: 44021.000321/2007-16
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Jan 09 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Período de apuração: 01/07/2000 a 30/06/2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO.
Constatada a omissão e contradição no acórdão, acolhem-se parcialmente os embargos de declaração, para que sejam sanados os vícios apontados.
PEDIDO DE DESISTÊNCIA DO RECURSO. RENÚNCIA AO DIREITO EM QUE SE FUNDA O PLEITO. EFEITOS.
Solicitada a desistência parcial do Recurso Voluntário referente aos créditos discutidos nos autos, deve aplicar o art.78, §§2 e 3 do RICARF, devendo ser conhecido apenas parcialmente o recurso do Contribuinte.
DATA DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO PELO CONTRIBUINTE. DATA CONSTANTE NO AR DE RECEBIMENTO DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. CONTRADIÇÃO.
A data em que a Contribuinte teve ciência do lançamento da NFLD é a data inserida no AR de recebimento da Notificação em seu endereço tributário.
Embargos Acolhidos
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2301-006.621
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos e, sanando os vícios apontados, rerratificar o Acórdão nº 2301-001.947, de 18/03/2011, para conhecer parcialmente do recurso voluntário, não conhecendo da matéria expressamente renunciada, e para modificar a data de ciência do lançamento para 03/05/2007, sem efeitos infringentes.
(documento assinado digitalmente)
João Mauricio Vital - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Juliana Marteli Fais Feriato - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Antonio Sávio Nasturarles , Sheila Aires Cartaxo Gomes, Juliana Marteli Fais Feriato, Fernanda Melo Leal, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado para eventuais substituições) e João Mauricio Vital (Presidente).
Nome do relator: JULIANA MARTELI FAIS FERIATO
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OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. Constatada a omissão e contradição no acórdão, acolhem-se parcialmente os embargos de declaração, para que sejam sanados os vícios apontados. PEDIDO DE DESISTÊNCIA DO RECURSO. RENÚNCIA AO DIREITO EM QUE SE FUNDA O PLEITO. EFEITOS. Solicitada a desistência parcial do Recurso Voluntário referente aos créditos discutidos nos autos, deve aplicar o art.78, §§2 e 3 do RICARF, devendo ser conhecido apenas parcialmente o recurso do Contribuinte. DATA DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO PELO CONTRIBUINTE. DATA CONSTANTE NO AR DE RECEBIMENTO DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. CONTRADIÇÃO. A data em que a Contribuinte teve ciência do lançamento da NFLD é a data inserida no AR de recebimento da Notificação em seu endereço tributário. Embargos Acolhidos Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos e, sanando os vícios apontados, rerratificar o Acórdão nº 2301-001.947, de 18/03/2011, para conhecer parcialmente do recurso voluntário, não conhecendo da matéria expressamente renunciada, e para modificar a data de ciência do lançamento para 03/05/2007, sem efeitos infringentes. (documento assinado digitalmente) João Mauricio Vital - Presidente (documento assinado digitalmente) Juliana Marteli Fais Feriato - Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 44 02 1. 00 03 21 /2 00 7- 16 Fl. 529DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-006.621 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 44021.000321/2007-16 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Antonio Sávio Nasturarles , Sheila Aires Cartaxo Gomes, Juliana Marteli Fais Feriato, Fernanda Melo Leal, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado para eventuais substituições) e João Mauricio Vital (Presidente). Relatório Trata-se de Embargos de Declaração opostos nas fls. 264/279 contra o Acórdão de Recurso Voluntário de n. 2301-001.947 (fls. 224/233) proferido pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, na sessão de 18 de março de 2011, cuja Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2000 a 30/06/2006 DECADÊNCIA. DECADÊNCIA PARCIAL De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer as disposições da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, no que diz respeito a prescrição e decadência. LANÇAMENTO DE OFÍCIO AUSÊNCIA. DE ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Não havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida incidente sobre a remuneração paga pela empresa aos segurados a seu serviço, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 173, do CTN, pois trata-se de lançamento de ofício. EXCLUSÃO DE RELAÇÃO DE CORESPONÁVEIS Não há de se falar em exclusão do nome dos corresponsáveis, já que é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco. CARTÕES DE PREMIAÇÃO INTEGRAM SALÁRIO CONTRIBUIÇÃO. No presente caso a recorrente alega que a premiação paga a seus empregados, mediante cartões de premiação intitulados Unimax Card, não integra a remuneração, não sendo, portanto, base de cálculo da contribuição previdenciária. Mas que não lhe assiste razão, uma vez que o art. 28, inciso I da Lei 8.212/91, define expressamente que salário de contribuição é “a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades, como ocorreu. Recurso Voluntário Provido em Parte A decisão foi registrada nos seguintes termos: Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento devido á regar decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN as contribuições apuradas até 12/2001, anteriores a 01/2002, nos termos do voto da Redatora Designada. Vencidos os Conselheiros Edgar Silva Vidal, Wilson Antônio de Souza Correa e Adriano Gonzáles Silvério, que votaram em aplicar a regra expressa no § 4°, Art. 150 do CTN; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nas preliminares, para deixar claro que o rol de corresponsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados Fl. 530DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-006.621 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 44021.000321/2007-16 pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do voto do Relator; e b) em negar provimento ao recurso, nas demais questões arguidas pela Recorrente, nos termos do voto do Relator. Redatora designada: Bernadete de Oliveira Barros. Do Acórdão do Recurso Voluntário, verifica-se que Procuradoria da Fazenda Nacional - PGFN interpôs o Recurso Especial de fls. 247/257, ao qual foi dado seguimento para rediscussão da matéria decadência (contagem do prazo na competência do mês 12), conforme despacho de fls. 259/261. A Contribuinte, ao ser intimada do resultado do Acórdão do Recurso Voluntário, opôs os Embargos de Declaração, ora analisados. Entretanto, verifica-se que os mesmos foram liminarmente rejeitados, nos termos do despacho de fls. 419/423. Diante da não admissibilidade, o Contribuinte opôs Embargos Inominados (fls. 432/439), os quais foram acolhidos parcialmente (despacho de fls. 475/478), determinando-se que os Embargos de Declaração de fls. 264/279 fossem submetidos à apreciação do colegiado quanto à omissão no acórdão original acerca da desistência parcial do recurso e quanto ao erro material relativo à data de ciência do lançamento. Além disso, em 22/05/2018, o Contribuinte apresentou tempestivamente Recurso Especial de fls. 450/474 (Termo de Juntada de fl. 443), no qual pretende rediscutir a matéria da norma aplicável para contagem do prazo decadencial. Ocorre que, conforme decisão de fls. 475/478, os Embargos que devem ser submetidos à apreciação do colegiado ainda continuam pendentes de apreciação pela turma embargada. Considerando que a apreciação pelo colegiado destes Embargos de Declaração poderia interferir no resultado do acórdão recorrido e sendo desejável a manutenção da sequência lógica do processo, os autos retornaram à esta Turma, agora sob minha relatoria, para que seja feito o julgamento dos Embargos de Declaração de fls. 264/313. Essa decisão de retorno dos autos à esta Turma foi proferida no despacho de fls. 516/518, pelo Presidente 3.ª Câmara da 2ª Seção do CARF. Diante dos fatos narrados, passa-se à análise dos Embargos de Declaração de fls. 264/313. Antes de verificar seu mérito, pontua-se, sumariamente, o que pretende a Contribuinte com a suscitada peça recursal: 1. Omissão quanto à expressa desistência/renúncia ao Recurso Voluntário: a Contribuinte afirma que no interregno entre a interposição do recurso e seu julgamento, foi editada a Lei 11.941/2009 (Refis da Crise), no qual desistiu de seu Recurso Voluntário, a fim de incluir os débitos previdenciários referentes às competências de 04/2002 a 06/2006, conforme petição de fls. 297/299, permanecendo em discussão as contribuições de competências de 07/2000 a 03/2002, apenas referente à questão da decadência, sendo que esta desistência não foi aduzida no Acórdão rebatido; Fl. 531DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-006.621 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 44021.000321/2007-16 2. Da Contradição quanto à data da ciência do lançamento: o acórdão considerou que a Contribuinte foi notificada do lançamento da NFLD 37.013.017-0 em 25/04/2007, vez que a assinatura que consta no lançamento nesta data é a do auditor fiscal, sendo que a Contribuinte teve ciência apenas em 03/05/2007, conforme atesta o comprovante dos correios de fls. 53 dos autos. 3. Da efetiva existência de pagamento antecipado: que uma vez comprovado o pagamento por meio dos comprovantes anexados aos autos, deve-se aplicar o disposto no artigo 150, § 4° do CTN, pois havendo recolhimento, sob qualquer rubrica, fica configurado o pagamento antecipado a deslocar a contagem do prazo decadencial para a do art. 150, § 4º, do CTN; ao assim decidir, o despacho deixou de aplicar a Súmula CARF nº 99. Este é o relatório. Voto Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, Relatora. ADMISSIBILIDADE Verifica-se, no despacho de fls. 475/478, que houve reconhecimento da admissibilidade parcial dos Embargos de Declaração ora opostos, sendo rejeitada a alegação de efetiva existência de pagamento antecipado, pois entendeu-se que não houve omissão no acórdão embargado, uma vez que era impossível ao colegiado se manifestar sobre provas que não estavam juntadas aos autos por ocasião do julgamento do recurso voluntário. Desta forma, o Despacho de admissibilidade determinou a apreciação do Colegiado apenas para sanar os vícios apontados quanto à omissão da desistência e renúncia parcial do recurso voluntário das competências de 04/2002 a 06/2006, e ao lapso manifesto quanto à data de ciência do lançamento. Portanto, conheço parcialmente dos Embargos por serem tempestivos e atenderem aos demais requisitos de admissibilidade, apenas para sanar os vícios apontados quanto à omissão da desistência e renúncia parcial do recurso voluntário e contradição da data de ciência do lançamento, passando a análise de seu mérito. Mérito Omissão quanto à expressa desistência/renúncia ao Recurso Voluntário A Contribuinte afirma que no interregno entre a interposição do recurso e seu julgamento, foi editada a Lei 11.941/2009 (Refis da Crise), no qual desistiu de seu Recurso Voluntário, a fim de incluir os débitos previdenciários referentes às competências de 04/2002 a 06/2006, conforme petição de fls. 297/299 permanecendo em discussão as contribuições de Fl. 532DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-006.621 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 44021.000321/2007-16 competências de 07/2000 a 03/2002, apenas referente à questão da decadência, sendo que esta desistência não foi aduzida no Acórdão rebatido. Conforme observado nos autos, a petição de desistência parcial do Recurso Voluntário (fls. 297/299) foi protocolizada na C.A.C/Paulista em 01/03/2010 e o Acórdão de Recurso Voluntário foi julgado em 18/03/2011, ou seja, este último deveria ter se pronunciado sobre o pedido de desistência parcial, por ter sido posterior à petição. Entretanto, não se sabe a razão pela qual a petição não tenha sido juntada aos autos pela autoridade receptora da mesma (C.A.C/Paulista), antes do julgamento do Recurso Voluntário. Por esta razão, por haver a identificação na petição (na fl. 297) que a mesma foi protocolizada antes do julgamento do Recurso Voluntário, necessário constatar a omissão do Acórdão, por não ter se pronunciado sobre o pedido. Desta forma admito os Embargos, e sobre o conteúdo da petição, pontua-se. Em seu bojo requer a desistência parcial do recurso voluntário interposto, consistente nas contribuições sociais lançadas na NFLD n. 37.013.017-0 de competência de 03/2002 a 06/2006, renunciando quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundamenta o referido recurso, com exceção da decadência alegada. Na informação juntada na fl. 412 pela SRF de São Paulo/SP, consta que a Contribuinte, apesar de afirmar na petição de Embargos que teria aceitado o Refis da Crise, editado pela Lei 11.941/2009, não teria parcelado de fato o crédito da NFLD 37.013.017-0 por esta lei. E foi por conta desta informação prestada aos autos que os Embargos de Declaração teriam sido rejeitados. Entretanto, analiso que esta decisão de rejeitar os Embargos foi incorreta. Isto, pois, independente se a Contribuinte tiver feito ou não o parcelamento, sua petição de desistência parcial do Recurso Voluntário tinha de ser analisada, pois se trata de expresso consentimento de renúncia ao direito buscado, algo que apenas traz benefício à própria Receita Federal. Sobre o pedido o Regimento Interno do CARF determina: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1º A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2º O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente. § 4º Havendo desistência parcial do sujeito passivo e, ao mesmo tempo, decisão favorável a ele, total ou parcial, com recurso pendente de julgamento, os autos deverão Fl. 533DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-006.621 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 44021.000321/2007-16 ser encaminhados à unidade de origem para que, depois de apartados, se for o caso, retornem ao CARF para seguimento dos trâmites processuais. § 5º Se a desistência do sujeito passivo for total, ainda que haja decisão favorável a ele com recurso pendente de julgamento, os autos deverão ser encaminhados à unidade de origem para procedimentos de cobrança, tornando-se insubsistentes todas as decisões que lhe forem favoráveis. Portanto, a qualquer momento o Contribuinte poderia ter renunciado ao direito que pleiteia através do Recurso Voluntário. A consequência da desistência é o não conhecimento do Recurso, da parte em que houve a desistência. Desta forma, voto pelo acolhimento dos Embargos de Declaração, sendo constatada a omissão, para que, na admissibilidade do Recurso Voluntário, seja modificado o Acórdão da turma colegiada, para conhecê-lo parcialmente, não conhecendo da matéria que diz respeito às contribuições sociais lançadas na NFLD n. 37.013.017-0 de competência de 03/2002 a 06/2006, por haver renúncia expressa do Contribuinte nos autos. Da Contradição quanto à data da ciência do lançamento Afirma a Contribuinte que o Acórdão foi contraditório no que consiste a data de sua ciência ao lançamento da NFLD 37.013.017-0, apontando-a como sendo em 25/04/2007, sendo tal afirmação inverídica, pois a assinatura que consta na NFLD é a do auditor fiscal e não da Contribuinte, tendo ciência apenas em 03/05/2007, conforme atesta o comprovante dos correios de fls. 53 dos autos. Ao constatar o Acórdão de Recurso Voluntário, de fato houve a inserção da Relatora que a ciência da Contribuinte se deu em 25/04/2007. Entretanto, observa nas fls. 3 e ss., que a data de 25/04/2007 é na verdade a data em que o Auto de Infração foi consolidado e lançado, não tendo tempo hábil para intimar a Contribuinte na mesma data. Além disso, observa na fl. 3, a informação prestada pelo próprio auditor responsável pelo lançamento (Ricardo Simone de Andrade) que a 2ª via da notificação foi enviada pelo correio à Contribuinte em 26/04/2007, conforme aviso n. RA338277865BR: Portanto, não teria como a Contribuinte ter sido intimado no dia 25/04/2007 se a notificação foi apenas enviada para a mesma no dia 26/04/2007. Desta forma, constatado o erro na data inserida no Acórdão, que culmina na apontada Contradição. Ante ao exposto, aceito os Embargos de Declaração para afastar a contradição apontada. Fl. 534DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 2301-006.621 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 44021.000321/2007-16 Conforme consta nas fls. 55, o Contribuinte foi intimado em 03/05/2007: Portanto, voto pelo acolhimento dos Embargos de Declaração, sendo constatada a contradição, para que, no mérito do Acórdão do Recurso Voluntário, seja modificada a data em que a Contribuinte teve ciência do lançamento da NFLD 37.013.017-0, para 03/05/2007. CONCLUSÃO Ante o exposto, voto por conhecer e admitir os Embargos de Declaração opostos, , sanando os vícios apontados, rerratificar o Acórdão nº 2301-001.947, de 18/03/2011, para conhecer parcialmente do recurso voluntário, não conhecendo da matéria expressamente renunciada, e para modificar a data de ciência do lançamento para 03/05/2007, sem efeitos infringentes. É como voto. (documento assinado digitalmente) Juliana Marteli Fais Feriato Fl. 535DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 2301-006.621 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 44021.000321/2007-16 Fl. 536DF CARF MF
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