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Numero do processo: 10120.726850/2011-90
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jan 28 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
IRPF. GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA. DIREITO ADQUIRIDO. ISENÇÃO. DECRETO No 1.510/76. APLICAÇÃO.
A manutenção da participação societária da empresa pelo período de 05 (cinco) no decorrer da vigência do Decreto-Lei nº 1.510/76, importa na não incidência do imposto de renda sobre o ganho de capital auferido a partir da alienação de aludido direito, nos termos do artigo 4º, alínea d, daquele Diploma Legal, ainda que o ato negocial tenha ocorrido posteriormente à revogação de referida benesse fiscal, em face do direito adquirido pelo contribuinte no período sob a égide do precitado comando legal.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-003.542
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Relator), Maria Helena Cotta Cardozo e Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (suplente convocada), que votaram por negar provimento ao recurso. Designado o Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira para redigir o voto vencedor.
(Assinado digitalmente)
Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator
(Assinado digitalmente)
Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Redator-Designado
EDITADO EM: 02/02/2015
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Eduardo de Souza Leão (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (suplente convocada).
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA. DIREITO ADQUIRIDO. ISENÇÃO. DECRETO No 1.510/76. APLICAÇÃO. A manutenção da participação societária da empresa pelo período de 05 (cinco) no decorrer da vigência do DecretoLei nº 1.510/76, importa na não incidência do imposto de renda sobre o ganho de capital auferido a partir da alienação de aludido direito, nos termos do artigo 4º, alínea “d”, daquele Diploma Legal, ainda que o ato negocial tenha ocorrido posteriormente à revogação de referida benesse fiscal, em face do direito adquirido pelo contribuinte no período sob a égide do precitado comando legal. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Relator), Maria Helena Cotta Cardozo e Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (suplente convocada), que votaram por negar provimento ao recurso. Designado o Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira para redigir o voto vencedor. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 72 68 50 /2 01 1- 90 Fl. 206DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 207 2 (Assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto – Presidente (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira – RedatorDesignado EDITADO EM: 02/02/2015 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Eduardo de Souza Leão (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (suplente convocada). Relatório Tratase de lançamento de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), abrangendo a tributação a título de omissão de rendimentos decorrentes da alienação, pelo contribuinte, de participação societária (quotas da sociedade Laticínios Morrinhos Indústria e Comércio Ltda. – CNPJ 02.341.881/000130, atualmente denominada de LBR Lácteos Brasil S/A) (efls. 42 a 50). Insurgindose contra o lançamento, protocolizou o contribuinte impugnação de efls. 52 a 82, com o Acórdão de 1a. instância de lavra da DRJ/BSB (efls. 86 a 92) tendo rejeitado a argumentação do contribuinte, no sentido de aplicabilidade da isenção contida no art. 4o., “d” do DecretoLei no 1.510, de 27 de dezembro de 1996, bem como de não aplicabilidade de juros SELIC ao crédito constituído de ofício, declarando integralmente procedente o lançamento efetuado. Protocolizou o contribuinte, então, Recurso Voluntário insurgindose contra a decisão de 1a. instância (efls. 100 a 110), onde repisou os argumentos trazidos em sede de impugnação. Analisando o mencionado Recurso Voluntário, em sessão plenária de 16 de julho de 2014, a 1ª Turma Ordinária da 1a. Câmara da 2a Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) exarou o Acórdão nº 210102.495 (efls. 117 a 129), assim ementado: Fl. 207DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 208 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A isenção prevista no art. 4º, do DecretoLei nº 1.510, de 1976, foi expressamente revogada pelo art. 58, da Lei nº 7.713, de 1988 e não se aplica a fato gerador (alienação) ocorrido a partir de 1º de janeiro de 1989 (vigência da Lei nº 7.713, de 1988), pois inexiste direito adquirido a regime jurídico. Contra essa decisão, o contribuinte manejou recurso especial de divergência (efls. 137 a 184), onde defendeu a existência de divergência jurisprudencial em relação a duas decisões emanadas da Câmara Superior de Recursos Fiscais, exaradas, respectivamente, em 07 de agosto de 2013 e 26 de julho de 2011 (Acórdão 9202002.805 e 9202001.681), assim ementadas: ACÓRDÃO 9202002.805 Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 1995 ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA. ISENÇÃO CONDICIONADA. OBSERVÂNCIA DE CONDIÇÃO IMPLEMENTADA PELO DECRETOLEI N.º 1.510/1976 NO PERÍODO DE SUA VIGÊNCIA. POSTERIOR REVOGAÇÃO. DIREITO ADQUIRIDO. A observância, sob a égide do art. 4°, alínea "d", do Decretolei n.º 1.510, de 1976, da condição de isenção por ele implementada, de manutenção das ações pelo período mínimo de cinco anos, ainda que a alienação da participação societária tenha sido realizada sob a vigência de nova lei que revogou o benefício, não perfaz a hipótese de incidência do imposto de renda sobre o ganho de capital. Direito adquirido do contribuinte, devendo ser reconhecida a isenção do ato de alienação da participação societária perpetrado pelo Recorrente (art. 5º, XXXVI, da Constituição; art. 6º, caput e §2º, da LINDB; e art. 178 do Código Tributário Nacional). Recurso especial negado. ACÓRDÃO 9202001.681 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1998 IMPOSTO SOBRE GANHO DE CAPITAL PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ISENÇÃO. Participações societárias com mais de cinco anos sob a titularidade de uma mesma pessoa, completados até 31.12.88, trazem a marca de bens exonerados Fl. 208DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 209 4 do pagamento do imposto sobre ganho de capital, na forma do art. 4° letra d, do DL 1.510/76, sendo irrelevante que a alienação tenha ocorrido já na vigência da Lei nº 7.713/88. IRPF PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS DIREITO ADQUIRIDO DECRETOLEI 1.510/76. Não incide imposto de renda na alienação de participações societárias integrantes do patrimônio do contribuinte há mais de cinco anos, nos termos do art. 4°, alínea d, do Decretolei 1.510/76 a época da publicação da Lei de n°. 7.713, em decorrência do direito adquirido. Recurso especial negado. Aduz o recorrente, em seu pleito recursal, que a operação de alienação em questão estaria albergada pela isenção estabelecida no art. 4o, alínea “d”, do DecretoLei nº 1.510, de 1976, uma vez que a subscrição da participação alienada ocorreu em 1964, já assim decorrido o prazo de 5 anos estabelecido pelo dispositivo quando da referida alienação. Entende que o direito á isenção se constitui em direito adquirido, a ser respeitado na forma do art. 5o., inciso XXXVI da CF, se tratando de direito subjetivo, em seu entendimento sujeito à garantia de imutabilidade, na forma da Súmula STF . nº 544., que reproduz. Sustenta tratarse de posicionamento já pacificado no âmbito desta Câmara Superior, trazendo á colação, ainda, agravo regimental oriundo do STJ que sustentaria sua tese. Requer, assim, o recebimento e o conhecimento do presente recurso e reforma do Acórdão a quo, de forma a que seja reconhecida a improcedência dos créditos tributários aqui lançados. O recurso foi regularmente admitido, na forma de Despacho de efls. 191 a 193. Regularmente intimada, a Fazenda Nacional oferece contrarrazões de efls. 195 a 203, onde defende que, com fulcro no art. 178 da Lei nº. 5.172, de 25 de outubro de 1996, a referida isenção poderia ser revogada, desde que com respeito ao princípio da anterioridade, insculpido no art. 104, III do mesmo diploma, uma vez que não se trata, no caso, de isenção concedida por prazo certo ou determinado, citando em favor de sua tese tanto o teor do voto vencedor do decisum recorrido como outras ementas de Acórdãos deste Conselho (Acórdãos CARF 2201002.116 e 2201002.831) e, ainda, decisão do STJ que sustentaria sua tese. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator Pelo que consta no processo, o recurso atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. A discussão trata da aplicabilidade da isenção contida no art. 4o, alínea “d”, do DecretoLei no 1.510, de 1976, para fatos geradores ocorridos após sua revogação pela Lei no 7.713, de 1998, uma vez tendo o contribuinte já cumprido, quando da ocorrência do fato Fl. 209DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 210 5 gerador ocasionado por alienação, o prazo de cinco anos de manutenção das participações, previsto naquela mesma alínea. Conforme já tive oportunidade de expor em outros feitos analisados no âmbito deste Colegiado, alinhome aqui ao entendimento exarado no recorrido, uma vez que: a) Também considero que a revogação da isenção em questão encontra plena guarida no teor do art. 178 do CTN vigente à época da alienação, dado não se tratar, na hipótese do art. 4o, alínea “d”, do DecretoLei no 1.510, de 1976, de isenção por prazo certo (determinado), condição necessária para que não se pudesse revogar a mencionada isenção. Com base em tal argumentação, inaplicável também o teor da Súmula STF nº 544, que apenas refere a isenções sob condição onerosa mas não se manifesta sobre a questão do prazo certo da isenção. b) Assim, entendo que é de se aplicar, à alienação em análise, a lei vigente à época do fato gerador (consoante art. 144 do CTN), ressalvado o respeito ao princípio da anterioridade, vigente assim a revogação da isenção somente a partir de 01/01/1989. Notese que, in casu, a alienação ocorreu quando já vigente a norma revogadora (mais especificamente, em 2008), sendo esta última a norma aplicável à situação fática sob análise. c) Por fim, ainda na linha do recorrido, também entendo que não há norma ou interpretação sistemática que possa garantir a existência de direito subjetivo à isenção, impedindose, assim, os efeitos de norma revogadora da, exceto caso se esteja a tratar de isenção sob condições determinadas e por prazo certo (o que não é o caso). d) Rejeito, assim, a existência de violação a qualquer direito adquirido do contribuinte que pudesse ser oponível ao Fisco quando da ocorrência de fato gerador, ocorrido já sob a égide de legislação que não ampara a referida isenção, entendendo, também, que não há que se falar em direito adquirido a regime tributário isentivo, tudo, notese, em perfeito alinhamento com o entendimento exarado nos Acórdãos do STF reproduzidos às efls. 127 e 128 do voto vencedor do decisum vergastado. Assim, diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito negarlhe provimento. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 210DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 211 6 Voto Vencedor Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Designado Não obstante as sempre bem fundamentadas razões do ilustre Conselheiro Relator, peço vênia para manifestar entendimento divergente, por vislumbrar na hipótese vertente conclusão diversa da adotada pelo nobre julgador, na linha da jurisprudência histórica deste Colegiado, como passaremos a demonstrar. Conforme se depreende do exame dos elementos que instruem o processo, em face do contribuinte fora lavrado Auto de Infração, exigindolhe crédito tributário concernente ao Imposto de Renda Pessoa Física IRPF, incidente sobre Ganhos de Capital na Alienação de Bens e Direitos, em relação ao anocalendário 2008, conforme peça inaugural do feito, às fls. 42/50, e demais documentos que instruem o processo. Com mais especificidade, o contribuinte alienou sua participação societária (quotas da sociedade Laticínios Morrinhos Indústria e Comércio Ltda. – CNPJ 02.341.881/000130, atualmente denominada de LBR Lácteos Brasil S/A), deixando de apurar o respectivo ganho de capital objeto do presente lançamento, ou melhor, informando o resultado de aludida operação na DAA – 2009 a título de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Por sua vez, após regular processamento, ao analisar o caso, a 1a Turma Ordinária da 1a Câmara da 2a SJ do CARF, pelo voto de qualidade, achou por bem manter a integralidade da pretensão fiscal, o fazendo sob a égide dos fundamentos do Acórdão no 2101 002.495, com a seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A isenção prevista no art. 4º, do DecretoLei nº 1.510, de 1976, foi expressamente revogada pelo art. 58, da Lei nº 7.713, de 1988 e não se aplica a fato gerador (alienação) ocorrido a partir de 1º de janeiro de 1989 (vigência da Lei nº 7.713, de 1988), pois inexiste direito adquirido a regime jurídico.” Inconformado, o contribuinte interpôs Recurso Especial, aduzindo, em síntese, que as razões de decidir do Acórdão recorrido contrariaram entendimento levado a efeito pelas demais Câmaras/Turmas dos Conselhos de Contribuintes/CARF e, bem assim, Câmara Superior de Recursos Fiscais, a respeito da mesma matéria, conforme se extrai dos Acórdãos paradigmas trazidos à colação, impondo seja conhecido o recurso especial do recorrente, uma vez comprovada a divergência argüida. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 212 7 Em defesa de sua pretensão, infere que o entendimento adotado pela Turma recorrida diverge da jurisprudência deste Colegiado, representada pelo Acórdão paradigma, na medida em que rechaçou o pleito do contribuinte, lastreado no seu direito adquirido à isenção de ganho de capital sobre alienação de participação societária, na hipótese de permanecer com sua participação por 05 (cinco) anos, durante o período de vigência do DecretoLei nº 1.510/76. Contrapõese ao Acórdão guerreado, aduzindo para tanto que os documentos colacionados aos autos comprovam que o contribuinte foi titular da participação societária da empresa em epígrafe durante 05 (cinco) anos, quando da vigência do DecretoLei nº 1.510/76, fazendo jus, assim, ao direito adquirido contemplado por aquele Diploma Legal, independentemente deste ter sido alterado posteriormente, revogando a isenção sob análise. Dessa forma, com arrimo no direito adquirido do contribuinte, inscrito no artigo 5º, inciso XXXVI, da CF, sustenta que o fato de sua participação societária ser alienada na vigência da Lei nº 7.713/88, a qual revogou aludida isenção, não tem o condão de afastar seu direito ao gozo do benefício fiscal em comento, porquanto cumpriu com os pressupostos legais exigidos à época da vigência do DecretoLei nº 1.510/76, conforme se extrai da jurisprudência e doutrina transcritas na peça recursal, corroborando seu entendimento. Consoante se positiva dos autos, os argumentos do recorrente têm o condão de reformar o Acórdão atacado, por representar a melhor interpretação a propósito do tema, garantindo a segurança jurídica em homenagem ao direito adquirido à isenção de ganho de capital sobre a alienação de participação societária, posteriormente à vigência do DecretoLei nº 1.510/76, conquanto que tenha permanecido com a propriedade de sua participação por 05 (cinco) anos durante o período de validade de aludido Diploma Legal, impondo o acolhimento do pleito do contribuinte, com o fito de se restabelecer a ordem legal nesse sentido. Com efeito, essa Colenda Câmara Superior de Recursos Fiscais já se manifestou em diversas ocasiões a respeito da matéria, oferecendo guarida ao requerimento do contribuinte, conforme se extrai do excerto do voto do ilustre Conselheiro Gonçalo Bonet Allage, acolhido de forma unânime, exarado nos autos do processo nº 10875.004768/0054, Acórdão nº 920200.102, de onde peço vênia para transcrever excerto e adotar como razões de decidir, in verbis: “Reitero que o acórdão proferido pela Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário interposto pelo contribuinte, reconhecendo o direito à restituição do indébito tributário pleiteado. Segundo a recorrente, como a alienação ocorreu após a revogação da isenção prevista pelo Decretolei n° 1.510/76 e inexiste direito adquirido no caso, estão corretos os recolhimentos efetuados e não merece prosperar o pedido de restituição. Eis a matéria em litígio. Pois bem, o artigo 4°, alínea “d”, do Decretolei n° 1.510/76, que tratou, entre outros temas, da tributação de resultados obtidos na venda de participações societárias por pessoas físicas, estabeleceu o seguinte: Fl. 212DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 213 8 Art. 4°. Não incidirá o imposto de que trata o art. 1°: (...) d) nas alienações efetivadas após decorrido o período de 5 (cinco) anos da data da subscrição ou aquisição da participação. Este benefício fiscal foi revogado pelo artigo 58 da Lei n° 7.713/88. No caso, é incontroverso que o contribuinte recebeu por doação participações societárias em 22/08/1979 e em 15/04/1983, tendo as alienado em 14/05/1996. Com isso, ele faz jus a tal benefício? Penso que sim, de modo que a decisão recorrida merece ser confirmada. Sob minha ótica, o benefício fiscal previsto no Decretolei n° 1.510/76 tinha por objetivo excluir da tributação os ganhos auferidos quando da alienação de participações societárias, após decorrido o prazo de cinco anos da aquisição ou subscrição das participações. Salvo melhor juízo, esta foi a intenção do legislador. Nesse sentido, não se pode olvidar que ao tempo da edição da Lei n° 7.713/88, o interessado já havia cumprido a exigência prevista no artigo 4°, alínea “d”, do Decretolei n° 1.510/76, pois era proprietário das ações da empresa Pardelli S.A. Indústria e Comércio desde 22/08/1979 e 15/04/1983, quando as recebeu por doação. Entendo que a incidência do imposto de renda pessoa física sobre o ganho de capital apurado na alienação de participações societárias não se aplica quando tais ações foram adquiridas há mais de cinco anos contados do início de vigência da Lei n° 7.713/88, como ocorre no caso em tela. Devese respeitar o direito adquirido, previsto no artigo 5°, inciso XXXVI, da Constituição Federal e no artigo 6° da Lei de Introdução ao Código Civil – LICC. Segundo De Plácido e Silva1,: ... direito adquirido quer significar o direito que já se incorporou ao patrimônio da pessoa, já é de sua propriedade, já constitui um bem, que deve ser judicialmente protegido contra qualquer ataque exterior, que ouse ofendêlo ou turbálo. (...) O direito adquirido tira a sua existência dos fatos jurídicos passados e definitivos, quando o seu titular os pode exercer. No entanto, não deixa de ser adquirido o direito, mesmo quando o Fl. 213DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 214 9 seu exercício depende de um termo prefixado ou de uma condição preestabelecida, inalterável a arbítrio de outrem. Por isso, sob o ponto de vista da retroatividade das leis, não somente se consideram adquiridos os direitos aperfeiçoados ao tempo em que se promulga a lei nova, como os que estejam subordinados a condições ainda não verificadas, desde que não se indiquem alteráveis ao arbítrio de outrem. Sob minha ótica, a edição da Lei n° 7.713/88 não pode prejudicar o direito do contribuinte previsto no artigo 4°, alínea “d”, do Decretolei n° 1.512/76, apenas pelo fato de a alienação da participação societária não ter ocorrido anteriormente, ou seja, antes da revogação do benefício fiscal. A posição defendida por este julgador é corroborada pela jurisprudência amplamente majoritária do extinto e Egrégio Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme ilustram as ementas dos seguintes acórdãos: IRPF – PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS – DIREITO ADQUIRIDO – DECRETOLEI 1.510/76 – Não incide imposto de renda na alienação de participações societárias integrantes do patrimônio do contribuinte há mais de cinco anos, nos termos do art. 4º, alínea d, do DecretoLei 1.510/76 a época da publicação da Lei de nº 7.713, em decorrência do direito adquirido. Recurso especial negado. (CSRF, Quarta Turma, Recurso n° 102134.080, Acórdão CSRF/0400.215, Relator Conselheiro Wilfrido Augusto Marques, julgado em 14/03/2006) IRPF – PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS – AQUISIÇÃO SOBRE OS EFEITOS DA HIPÓTESE DE NÃO INCIDÊNCIA PREVISTOS NO ART. 4º, ALÍNEA "d" DO DECRETOLEI 1.510/76 – DIREITO ADQUIRIDO A ALIENAÇÃO SEM TRIBUTAÇÃO MESMO NA VIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO POSTERIOR ESTABELECENDO A HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA (LEI 7.713/88) – Se a pessoa Física titular da participação societária, sob a égide do artigo 4º "d", do DecretoLei 1.510/76, subsequentemente ao período de 5 (cinco) anos da aquisição da participação, alienoua, ainda que legislação posterior ao decurso do prazo de 5 (cinco) anos tenha transformado a hipótese de não incidência em hipótese de incidência, não torna aquela alienação tributável, prevalecendo, sob o manto constitucional do direito adquirido o regime tributário completado na vigência da legislação anterior que afastava qualquer hipótese de tributação. (CSRF, Primeira Turma, Recurso n° 106013.824, Acórdão CSRF/0103.725, Redator Designado Conselheiro Victor Luís de Salles Freire, julgado em 18/02/2002) Fl. 214DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 215 10 IMPOSTO SOBRE GANHO DE CAPITAL PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ISENÇÃO Participações societárias com mais de cinco anos sob a titularidade de uma mesma pessoa, completados até 31.12.88, trazem a marca de bens exonerados do pagamento do imposto sobre ganho de capital, na forma do art. 4º letra d, do DL 1.510/76, sendo irrelevante que a alienação tenha ocorrido já na vigência da Lei nº. 7.713/88. IRPF PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS DIREITO ADQUIRIDO DECRETOLEI 1.510/76 Não incide imposto de renda na alienação de participações societárias integrantes do patrimônio do contribuinte há mais de cinco anos, nos termos do art. 4º, alínea d, do Decretolei 1.510/76 a época da publicação da Lei de nº. 7.713, em decorrência do direito adquirido. DISPONIBILIDADE ECONÔMICA. De ser afastada a alegação de que parte dos valores foram recebidos e posteriormente depositados em conta especial, sem permitir ao contribuinte a disponibilidade econômica e jurídica sobre o valor tributado, já que a estipulação efetuada entre as partes, comprador e vendedor das ações, não modificou a natureza da forma de pagamento. Recurso provido. (Primeiro Conselho, Segunda Câmara, Recurso Voluntário n° 158.393, Acórdão n° 10249.306, Relatora Conselheira Vanessa Pereira Rodrigues, julgado em 08/10/2008) AQUISIÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA SOB A ÉGIDE DO DECRETOLEI Nº. 1510, DE 1976 ALIENAÇÃO NA VIGÊNCIA DE NOVA LEI REVOGADORA DO BENEFÍCIO DIREITO ADQUIRIDO PAGAMENTO INDEVIDO RESTITUIÇÃO A alienação de participação societária adquirida sob a égide do art. 4°, alínea "d", do Decretolei nº. 1.510, de 1976, após decorridos cinco anos da aquisição, não constitui operação tributável, ainda que realizada sob a vigência de nova lei revogadora do benefício, tendo em vista o direito adquirido, constitucionalmente previsto. Implementada a condição antes da revogação da lei que concedia o benefício, os pagamentos porventura efetuados são indevidos, portanto passíveis de restituição. Recurso provido. (Primeiro Conselho, Quarta Câmara, Recurso Voluntário n° 147.557, Acórdão n° 10421.519, Relator Conselheiro Nelson Mallmann, julgado em 26/04/2006) Entendo, portanto, que a decisão recorrida merece ser confirmada. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional.” Fl. 215DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10120.726850/201190 Acórdão n.º 9202003.542 CSRFT2 Fl. 216 11 Na hipótese dos autos, tendo o contribuinte permanecido com sua participação societária por mais de 05 (cinco) anos, durante a vigência do DecretoLei nº 1.510/1976, não há que se falar em expectativa de direito, mas, sim, em direito adquirido, tendo em vista o cumprimento dos pressupostos legais para fruição da isenção no decorrer do período regido pelo dispositivo legal retro. Destarte, o fato de a alienação de sua participação societária ter ocorrido sob o manto dos preceitos insculpidos na Lei nº 7.713/88, não tem o condão de rechaçar o seu direito adquirido. Como muito bem asseverou o recorrente há de se observar o princípio do tempus regit actum, implicando dizer que o contribuinte adquiriu o direito de gozar de aludida benesse fiscal no período em que vigia a norma isentiva, sendo defeso a alteração introduzida pela Lei nº 7.713/88 retroagir de maneira a alcançar fato jurídico perfeito e acabado. Na esteira desse raciocínio, é de se restabelecer a ordem legal no sentido de afastar a tributação sobre o ganho de capital auferido na alienação da participação societária objeto do lançamento. Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em dissonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE CONHECER DO RECURSO DO CONTRIBUINTE E DARLHE PROVIMENTO, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Fl. 216DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por WAGNER LUIS DE OLIVEIRA ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por RYCARDO HENR IQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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Numero do processo: 11543.000504/2009-55
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2802-000.167
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 16/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas De Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas De Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano.
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(Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas De Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física do exercício 2007, anocalendário 2006, decorrente de apuração de omissão de rendimentos pagos por Banco do Brasil S/A em virtude de ação trabalhista e de R$267,00 referente ao Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro. A diferença entre o valor declarado e o que a fonte pagadora informou foi de R$240.414,38. Alegando erro no comprovante emitido pela fonte pagadora, o contribuinte apresentou Solicitação de Retificação do Lançamento – SRL, a qual foi indeferida com base na Declaração de Rendimentos Pagos e Retenção na Fonte – DIRF. Na impugnação, o contribuinte alega que declarou com base nos documentos da ação judicial e não no comprovante emitido pelo Banco, o qual continha erros tanto que o RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 15 43 .0 00 50 4/ 20 09 -5 5 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.000504/200955 Resolução nº 2802000.167 S2TE02 Fl. 102 2 comprovante foi retificado pela fonte pagadora, o rendimento tributável correto, portanto, é de R$182.023,72 com IRRF de R$49.553,94, concorda em ter errado ao informar R$112.768,98 por falta do comprovante de rendimentos entregue tempestivamente, pleiteia para que seja deduzido o pagamento de honorários advocatícios, o que implica considerar os rendimentos tributáveis no valor de R$125.023,72. Requereu prioridade de tramitação do processo com amparo no Estatuto do Idoso. A Delegacia de Julgamento declarou não impugnada a omissão de rendimentos do Instituto de Previdência e Assistência, bem com R$12.521,74 pago pelo Banco do Banco do Brasil. O acórdão recorrido indicou que o litígio consiste na alegação para que não se considere como tributável o valor recebido a título de juros de mora conforme constou na decisão judicial trabalhista, para fundamentar a decisão transcreveu a discriminação da verbas recebidas (fls. 12/14) que foram compostas de horas extras, reflexos das horas extras, juros de mora (168.828,13), além de FGTS e juros de mora respectivos (R$13.586,25), com IRRF de R$49.553,94, Essencialmente, o fundamento do acórdão recorrido é que apesar de a decisão judicial trabalhista ter considerado que juros de mora não estão sujeitos ao imposto de renda, o art. 56 do RIR1999 estabelece a tributação sobre essa verba e a Justiça do Trabalho não é competente para se manifestar sobre a incidência de imposto de renda, o que compete à Justiça Federal, razão pela qual não foi considerado o segundo comprovante de rendimentos emitido pelo Banco do Brasil em atendimento à decisão da Justiça do Trabalho. Não obstante, a impugnação foi acolhida quanto à dedução do pagamento dos honorário advocatícios. De acordo com o acórdão recorrido os rendimentos tributáveis foram compostos da seguinte forma: Discriminação Valor Horas extras 148.034,84 (+) Reflexos das Horas Extras 33.988,88 (+) Juros de mora 169.828,13 (=) Subtotal 351.851,85 () Honorário advocatícios 57.000,00 (=) Rendimento Tributável 294.851,85 () Rendimento declarado 112.768,98 (=) Omissão de rendimentos 182.082,87 O Aviso de Recebimento de fls. 84 indica data de recebimento que deixa dúvida se foi recebida dia 13 ou 18 de junho de 2012. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.000504/200955 Resolução nº 2802000.167 S2TE02 Fl. 103 3 O recurso voluntário foi protocolado dia 18/07/2013. Em resumo, compõem as razões recursais: 1. a Justiça Federal do Trabalho é competente para cobrar os créditos tributários nos próprios autos do processo trabalhista e a decisão judicial que reconheceu a não incidência sobre os juros de mora foi desrespeitada pelo acórdão recorrido, devendo ser observada, ainda, a Súmula 368 do Tribunal Superior do Trabalho – TST, que inclusive determina a apuração do imposto pelo regime de competência nos termos do art. 12A da Lei 7.713/1988; 2. decisões judiciais devem ser cumpridas, somente podem ser desconstituídas por outra decisão judicial; sob pena de incorrer em crime de desobediência previsto no art. 330 do Código Penal; 3. o acórdão desrespeitou o art. 12 da Lei 7.713/1988 c/c art. 43 do CTN pois baseouse no art. 56 do RIR1999 que no intuito de regulamentar o art. 12 da Lei 7.713/1988 acrescentou os juros de mora no campo de incidência do imposto de renda, ao passo que a decisão judicial interpretou o caput do art. 12 da Lei 7.7163/1988 no sentido de que os juros de mora não estão no campo de incidência do imposto. O recorrente peticiona para que seja excluído da base de cálculo o valor correspondente aos juros de mora e, conseqüentemente, adotado como rendimento tributável recebido do Banco do Brasil o valor de R$125.023,72; e que seja feita a restituição do que foi recolhido a maior. É o relatório. A dúvida acerca da data grafada no Aviso de Recebimento não pode ser empregada em desfavor do recorrente, razão pela qual se adota a data de ciência como sendo 18/06/2012, dessa forma o recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O recorrente alega ter sido desrespeitada a autoridade da decisão trabalhista. Ponto a ser examinado como preliminar. Em matéria de execução tributária de ofício pela Justiça do trabalho a competência da Justiça Obreira está restrita às contribuições sociais, regulamentadas, por força do artigo 114 da CF, no artigo 195, incisos I, alínea “a” e II, da Lei Maior, além de seus acréscimos legais, o que não alcança, por exemplo, a exigência de contribuição social com base em decisão que apenas declare a existência de vínculo empregatício conforme assentado no RE 569056/PA, julgado em 11/09/2008, com deferimento de repercussão Geral. Com muito mais razão a competência da Justiça do Trabalho não alcança o imposto de renda, portanto, a competência para fiscalizar e cobrar o imposto de renda é da União (inciso I do art. 153 da Constituição de 1988 c/c art. 142 do CTN) que a exerce por meio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Nesse ponto, há duas questões de relevo: a) a União não foi intimada a manifestarse nos autos da ação trabalhista sobre o cálculo do Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF; e b) o IRRF é modalidade de antecipação do IRPF exigido na modalidade de ajuste anual, o cálculo do IRRF não extingue a relação jurídica, de maneira que a decisão Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.000504/200955 Resolução nº 2802000.167 S2TE02 Fl. 104 4 trabalhista é respeitada dentro dos seus limites (o valor a ser retido) sem prejuízo de a União exigir o Imposto Anual dentro do exercício de sua competência, cujos litígios porventura instituídos serão julgados pela Justiça Federal Comum. Dessarte, a interpretação empregada pela Delegacia de Julgamento não desrespeita a decisão judicial trabalhista. Preliminar rejeitada, passase a examinar o mérito. Embora a questão central seja a incidência ou não do imposto de renda sobre a parcela dos juros de mora correspondentes às horas extras e reflexos, ao se reportar ao dever de observar a Súmula 368 do TST, o recorrente de forma indireta suscita a discussão acerca da forma de cálculo do imposto de renda sobre os rendimentos recebidos acumuladamente. Por sua vez, o acórdão recorrido adota o art. 12 da Lei 7.713/1988 em sua fundamentação. Por questão de economia processual, consignase que, quer se dê ou negue provimento ao recurso voluntário, na fase de execução do acórdão estará sendo aplicado o art. 12 da Lei 7.713/1988, no primeiro caso para apurar a restituição no segundo para cobrar o imposto lançado de ofício. Considerando que o Supremo Tribunal Federal admitiu a existência de repercussão geral quanto a essa matéria, e que o mérito será julgado nos Recursos Extraordinários nº 614232 e 614406, ainda pendentes de julgamento e com expressa decisão do e. STF de sobrestar os demais julgamentos, é o caso de sobrestar o presente julgamento, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, com a redação dada pela Portaria MF nº 586/2010 c/c Portaria CARF nº 01/2012. Vejamos: RE 614406 AgRQORG/RS RIO GRANDE DO SULREPERCUSSÃO GERAL NA QUESTÃO DE ORDEM NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. ELLEN GRACIE Julgamento: 20/10/2010 TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. ART. 12 DA LEI 7.713/88. ANTERIOR NEGATIVA DE REPERCUSSÃO. MODIFICAÇÃO DA POSIÇÃO EM FACE DA SUPERVENIENTE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. 1. A questão relativa ao modo de cálculo do imposto de renda sobre pagamentos acumulados se por regime de caixa ou de competência vinha sendo considerada por esta Corte como matéria infraconstitucional, tendo sido negada a sua repercussão geral. 2. A interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, b, da Constituição Federal, em razão do reconhecimento da inconstitucionalidade parcial do art. 12 da Lei 7.713/88 por Tribunal Regional Federal, constitui circunstância nova suficiente para justificar, agora, seu caráter constitucional e o reconhecimento da repercussão geral da matéria. 3. Reconhecida a relevância jurídica da questão, tendo em conta os princípios constitucionais tributários da isonomia e da uniformidade geográfica. 4. Questão de ordem acolhida para: a) tornar sem efeito a decisão monocrática da relatora que Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.000504/200955 Resolução nº 2802000.167 S2TE02 Fl. 105 5 negava seguimento ao recurso extraordinário com suporte no entendimento anterior desta Corte; b) reconhecer a repercussão geral da questão constitucional; e c) determinar o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC. (grifos acrescidos). Ressaltase, ainda, que não é viável julgar parte do recurso voluntário e que não há previsão para proferir decisão condicional nem sustar a execução do julgado. Diante do exposto, suscito o sobrestamento do julgamento até julgamento da referida matéria pelo Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 114DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10725.001887/96-93
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 30/04/1995 a 31/10/1996
CONCOMITÂNCIA. COMPENSAÇÃO. FINSOCIAL. SÚMULA CARF Nº 1.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
AUTO DE INFRAÇÃO. LAVRATURA NA PENDÊNCIA DE PROCESSO JUDICIAL. POSSIBILIDADE.
A lavratura de auto de infração na pendência de processo judicial encontra amparo no art. 142 do CTN e no art. 63 da Lei nº 9.430/96.
MULTA DE OFÍCIO.
Inexistindo cláusula suspensiva da exigibilidade no momento do início da ação fiscal, cabível a inflição da multa de ofício.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3403-003.546
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer da questão submetida ao crivo do Poder Judiciário e, na parte conhecida, em negar provimento ao recurso. Ausente ocasionalmente o Conselheiro Ivan Allegretti.
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Jorge Freire, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 30/04/1995 a 31/10/1996 CONCOMITÂNCIA. COMPENSAÇÃO. FINSOCIAL. SÚMULA CARF Nº 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. AUTO DE INFRAÇÃO. LAVRATURA NA PENDÊNCIA DE PROCESSO JUDICIAL. POSSIBILIDADE. A lavratura de auto de infração na pendência de processo judicial encontra amparo no art. 142 do CTN e no art. 63 da Lei nº 9.430/96. MULTA DE OFÍCIO. Inexistindo cláusula suspensiva da exigibilidade no momento do início da ação fiscal, cabível a inflição da multa de ofício. Recurso voluntário negado.
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M. OLIVEIRA E FILHOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 30/04/1995 a 31/10/1996 CONCOMITÂNCIA. COMPENSAÇÃO. FINSOCIAL. SÚMULA CARF Nº 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. AUTO DE INFRAÇÃO. LAVRATURA NA PENDÊNCIA DE PROCESSO JUDICIAL. POSSIBILIDADE. A lavratura de auto de infração na pendência de processo judicial encontra amparo no art. 142 do CTN e no art. 63 da Lei nº 9.430/96. MULTA DE OFÍCIO. Inexistindo cláusula suspensiva da exigibilidade no momento do início da ação fiscal, cabível a inflição da multa de ofício. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer da questão submetida ao crivo do Poder Judiciário e, na parte conhecida, em negar provimento ao recurso. Ausente ocasionalmente o Conselheiro Ivan Allegretti. Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 72 5. 00 18 87 /9 6- 93 Fl. 142DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/03/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Jorge Freire, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de auto de infração com ciência do contribuinte por via postal em 20/12/1996, lavrado para exigir o crédito tributário relativo à COFINS, multa de ofício e juros de mora, em razão da falta de recolhimento da contribuição, em relação aos fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 30/04/1995 e 31/10/1996. Narra a fiscalização que o contribuinte ajuizou a ação declaratória 95.00588307, pleiteando o direito de não recolher o Finsocial com alíquotas superiores a 0,5% e o direito de compensar os valores recolhidos indevidamente a esse título com outros tributos. Na referida ação foi reconhecido o direito de o contribuinte compensar o crédito de Finsocial com a COFINS, devendo ser observada a prescrição quinquenal dos créditos. O contribuinte descumpriu a sentença judicial, pois compensou o crédito de Finsocial com tributos de espécies distintas (CSL e PIS), acrescendoo de juros de mora e não observou o prazo quinquenal de prescrição. A sentença está sujeita ao duplo grau de jurisdição e o contribuinte efetuou a compensação antes dela ter sido proferida e antes de que fosse confirmada pelo Tribunal. Em sede de impugnação o contribuinte alegou que tem direito de efetuar a compensação com seu crédito acrescido não só pela correção da UFIR, mas também pelos juros de mora. No tocante à prescrição quinquenal, alegou que o prazo é de dez anos nos termos do art. 103, do Decreto nº 92.698/86. Quanto à ação judicial, disse que realmente a sentença foi objeto de recurso e que se encontra pendente de decisão no TRF. Estando pendente o processo judicial, não poderia ser autuada da forma como foi. Requereu o acolhimento de suas razões para que seja julgado improcedente o auto de infração. Por meio do despacho decisório nº 82, de 29 de abril de 1998, a Delegada da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro não tomou conhecimento da manifestação de inconformidade e decretou a concomitância deste processo com o processo judicial. Regularmente notificado daquela decisão em 23/06/1998 (fl. 84), o contribuinte apresentou recurso voluntário em 23/07/1998 alegando, em síntese, o seguinte: 1) não existe concomitância com a ação judicial, pois enquanto que na impugnação apresentada buscou descaracterizar o lançamento feito de forma indevida, na ação judicial objetivou a declaração do direito de compensação; 2) a autoridade administrativa se baseou no art. 38 da Lei nº 6.830/80, mas tal dispositivo não se refere à ação declaratória; 3) requereu que fosse julgado o mérito da impugnação. Por meio da Resolução nº 3403000.548 o julgamento foi convertido em diligência à repartição de origem a fim de que: 1) fosse apurado o teor da decisão judicial que transitou em julgado na ação declaratória 95.00588307, juntandose ao processo administrativo cópias do acórdão do TRF por meio do qual foram julgadas a apelação e a remessa de ofício, bem como cópias de eventuais recursos aos tribunais superiores e respectivos acórdãos; 2) à luz da decisão judicial transitada em julgado, que fosse apurado o crédito de Finsocial ao qual o contribuinte faz jus, observando todos os parâmetros fixados pelo Poder Fl. 143DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/03/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10725.001887/9693 Acórdão n.º 3403003.546 S3C4T3 Fl. 5 3 Judiciário, informando se o crédito apurado é suficiente para dar lastro à compensação intentada pelo contribuinte; 3) na hipótese de o crédito do contribuinte ser insuficiente, que a autoridade administrativa elaboresse um demonstrativo evidenciando o crédito tributário extinto pela compensação e as diferenças que eventualmente restarem em aberto; 4) fosse elaborado termo circunstanciado e conclusivo das averiguações acima solicitadas, que deveria ser notificado ao contribuinte com abertura de prazo para manifestação, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/2011. Os autos retornaram com os documentos de fls. 119 a 136 e com o relatório de diligência de fls. 137/140 onde a fiscalização relata que o contribuinte não respondeu às intimações formuladas para fornecer os elementos solicitados na resolução e nem as bases de cálculo do Finsocial, necessárias à apuração do respectivo crédito. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator. Conforme relatado, a questão do direito de compensação do indébito do Finsocial foi submetida pelo contribuinte ao Poder Judiciário. A fiscalização glosou toda a compensação efetuada, por entender que além do contribuinte não ter respeitado a decisão judicial quanto à prescrição quinquenal, a compensação foi feita antes do trânsito em julgado, o que seria vedado pelo art. 170 do CTN. O feito foi convertido em diligência a fim de que este colegiado pudesse proferir uma decisão líquida, uma vez que o direito de compensar o Finsocial recolhido com alíquota superior a 0,5% foi reconhecido na ação judicial e existe possibilidade jurídica de se acolher a compensação efetuada pelo contribuinte nos termos da Solução de Consulta Interna Cosit nº 10/2005. Entretanto, para que isso pudesse ser implementado, o contribuinte deveria ter apresentado a decisão judicial com a especificação do período de prescrição dos pagamentos e os critérios de correção do indébito. Além disso, deveria apresentar as bases de cálculo do Finsocial utilizadas no recolhimento a fim de possibilitar ao fisco a aferição da certeza e da liquidez dos valores. Sem que se saiba dos parâmetros acima citados, não há como aplicar a Solução de Consulta Interna Cosit nº 10/2005 e o processo deve ser julgado no estado em que se encontra. A defesa pede que se enfrente o mérito da impugnação. Ora, não há como se enfrentar as questões trazidas na impugnação, pois o direito de compensação do Finsocial com a COFINS está sendo discutido em juízo, assim Fl. 144DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/03/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 como os prazos de prescrição do indébito e também os critérios de correção monetária do indébito. Embora o objeto deste processo seja a exigência da contribuição à COFINS não recolhida em face da compensação indevida efetuada pelo contribuinte, tal compensação é matéria prejudicial ao auto de infração, pois tal direito foi arguído como matéria de defesa. Não há como julgar a impugnação sem se analisar o direito de compensação. E a decisão sobre a procedência ou não da compensação, bem como quanto à magnitude do crédito do contribuinte dependem de pronunciamento do Poder Judiciário. Sendo assim, incide no caso concreto a Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. No caso concreto, a única questão a ser enfrentada na impugnação foi a lavratura do auto de infração na pendência do processo judicial. A defesa alegou que estando pendente o processo judicial, não poderia o contribuinte ser autuado como foi. Esse argumento demonstra a contradição da defesa. Ao mesmo tempo em que alega a independência dos processos judicial e administrativo, alega que não poderia ser autuada enquanto pendente o processo judicial. A alegação da defesa é improcedente, pois o art. 142 do CTN e o art. 63 da Lei nº 9.430/96 autorizam a lavratura do auto de infração na pendência de processo judicial. A imposição ou não da multa de ofício depende da existência de condição suspensiva da exigibilidade do crédito tributário no momento do início da ação fiscal. No caso concreto, verificase que não existe suspensão de exigibilidade do crédito tributário, pois a compensação foi feita em desacordo com a sentença judicial. O contribuinte, no mínimo, não respeitou o prazo quinquenal de prescrição que havia sido estabelecido pelo juiz. Portanto, correta a inflição da multa de ofício, pois o contribuinte desrespeitou a norma individual e concreta que regia sua relação com a União. Com esses fundamentos, voto no sentido de não tomar conhecimento do recurso quanto à questão do direito de compensação e, na parte conhecida, por negar provimento. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Fl. 145DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/03/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10725.001887/9693 Acórdão n.º 3403003.546 S3C4T3 Fl. 6 5 Fl. 146DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/03/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 11080.723879/2012-87
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Feb 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
A isenção do imposto de renda ao portador de moléstia grave reclama o atendimento dos seguintes requisitos: (a) reconhecimento do contribuinte como portador de uma das moléstias especificadas no dispositivo legal pertinente, comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial e (b) serem os rendimentos provenientes de aposentadoria ou reforma.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2801-003.995
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica no valor de R$ 92.593,56, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Flavio Araujo Rodrigues Torres, Carlos César Quadros Pierre e Marcelo Vasconcelos de Almeida. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica no valor de R$ 92.593,56, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Flavio Araujo Rodrigues Torres, Carlos César Quadros Pierre e Marcelo Vasconcelos de Almeida. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada.
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MOLÉSTIA GRAVE. A isenção do imposto de renda ao portador de moléstia grave reclama o atendimento dos seguintes requisitos: (a) reconhecimento do contribuinte como portador de uma das moléstias especificadas no dispositivo legal pertinente, comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial e (b) serem os rendimentos provenientes de aposentadoria ou reforma. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica no valor de R$ 92.593,56, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Flavio Araujo Rodrigues Torres, Carlos César Quadros Pierre e Marcelo Vasconcelos de Almeida. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 38 79 /2 01 2- 87 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 11080.723879/201287 Acórdão n.º 2801003.995 S2TE01 Fl. 97 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física IRPF por meio da qual se exige crédito tributário no valor de R$ 10.299,84, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. O crédito tributário foi constituído em razão de ter sido verificado, na Declaração de Ajuste Anual do contribuinte, exercício 2009, omissão de rendimentos recebidos da Fundação CEEE de Seguridade Social ELETROCEEE, no valor de R$ 92.593,56. O contribuinte apresentou a impugnação de fls. 2/4, que foi julgada improcedente por meio do acórdão de fls. 66/68, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2008 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. Para a isenção dos proventos de aposentadoria ou reforma, por moléstia grave, é necessário o reconhecimento da doença por meio de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Cientificado da decisão de primeira instância em 06/07/2012 (fl. 72), o Interessado interpôs, em 03/08/2012, o recurso de fls. 74/78, acompanhado dos documentos de fls. 79/90. Na peça recursal, aduz, em síntese, que: É portador de moléstia grave reconhecida por meio de Laudo Médico Oficial emitido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, fazendo jus à isenção do imposto de renda sobre os proventos de aposentadoria que percebe da Fundação CEEE de Seguridade Social – ELETROCEEE. Conforme comprova o documento em anexo, não obstante ter sido redigido em formulário padrão de receituário, tratase de Laudo Médico Pericial emitido por médico credenciado na Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, atendendo aos requisitos legais (laudo médico emitido por serviço médico oficial do Município). Ademais, o entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça STJ é no sentido de ser dispensável a exigência de laudo médico oficial para a comprovação da moléstia grave. Ao final, requer seja reformada a decisão recorrida e determinada a anulação da Notificação de Lançamento. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Fl. 97DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 11080.723879/201287 Acórdão n.º 2801003.995 S2TE01 Fl. 98 3 Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. A intributabilidade dos proventos de aposentadoria do portador de moléstia grave encontra previsão no inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, de cujo teor se extrai a seguinte dicção: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; O art. 30 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, impõe, ainda, como condição para a isenção do imposto de renda de que trata o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/1988, a emissão de laudo pericial emitido por serviço médico oficial, nos seguintes termos: Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Para gozo do benefício fiscal, portanto, fazse necessário que o beneficiário preencha os requisitos legais exigidos, quais sejam: (a) o reconhecimento do contribuinte como portador de uma das moléstias especificadas no inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/1998, comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial e (b) serem os rendimentos provenientes de aposentadoria ou reforma. No caso concreto a Autoridade lançadora indeferiu a Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL sob o fundamento de que os “laudos médicos apresentados pelo contribuinte não são laudos médicos periciais emitidos por serviço médico oficial”. A decisão recorrida, de sua vez, julgou improcedente a impugnação apresentada pelo contribuinte com base nos seguintes argumentos: Serviço médico oficial é aquele que integra órgão público federal, estadual ou municipal (pessoa jurídica de direito público interno, autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público). No caso específico, foram juntados dois “laudos” em receituário da Prefeitura Municipal de Porto Alegre que não se confundem Fl. 98DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 11080.723879/201287 Acórdão n.º 2801003.995 S2TE01 Fl. 99 4 com o laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Permito discordar do entendimento dos ilustres julgadores da instância de piso, uma vez que os documentos apresentados pelo Interessado (fl. 15), embora estejam grafados com a palavra “Receituário”, revelamse como verdadeiros laudos periciais emitidos por serviço médico oficial (fls. 15, 31/32 e 33/34), porquanto, além de conter o timbre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre Secretaria Municipal de Saúde, foram subscritos por médicos (dois) cujos registros estão ativos no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. Demais disso, é incontroverso que os rendimentos recebidos pelo Recorrente decorrem de aposentadoria e que o mesmo é portador de nefropatia grave (doença renal em estádio final, CID N 18.0) desde 2007, encontrandose, pois, albergado pela norma isentiva acima transcrita. Nesse contexto, voto por dar provimento ao recurso para que seja cancelada a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica no valor de R$ 92.593,56. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 99DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 18471.003725/2008-34
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Mar 04 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004,2005
ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. ORIGEM NÃO COMPROVADA.
Trata-se de omissão de receitas a existência de valores creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, apresenta os extratos e não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nas operações.
Numero da decisão: 1803-002.482
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(Assinado Digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva- Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Meigan Sack Rodrigues - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente), Sérgio Rodrigues Mendes, Arthur José André Neto, Fernando Ferreira Castellani, Antônio Marcos Serravalle Santos, Meigan Sack Rodrigues.
Nome do relator: MEIGAN SACK RODRIGUES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva- Presidente. (Assinado Digitalmente) Meigan Sack Rodrigues - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente), Sérgio Rodrigues Mendes, Arthur José André Neto, Fernando Ferreira Castellani, Antônio Marcos Serravalle Santos, Meigan Sack Rodrigues.
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O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). DEPÓSITOS BANCÁRIOS. ORIGEM NÃO COMPROVADA. Tratase de omissão de receitas a existência de valores creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, apresenta os extratos e não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nas operações. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Presidente. (Assinado Digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 37 25 /2 00 8- 34 Fl. 613DF CARF MF Impresso em 04/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/02/201 5 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 18471.003725/200834 Acórdão n.º 1803002.482 S1TE03 Fl. 112 2 Meigan Sack Rodrigues Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente), Sérgio Rodrigues Mendes, Arthur José André Neto, Fernando Ferreira Castellani, Antônio Marcos Serravalle Santos, Meigan Sack Rodrigues. Relatório Tratase, o presente feito, de autos de infração para exigir créditos tributários de IRPJ Simples, CSLL Simples, Pis Simples, Cofins Simples, acrescidos de multa de ofício de 75%. Foi apurada omissão de receitas por depósitos bancários não escriturados e insuficiência de recolhimento. Devidamente cientificada do auto de infração, a empresa recorrente apresentou, de forma tempestiva, suas razões em seara de impugnação. Alega, em síntese, que a apuração se fundamenta em dados que não correspondem à sua realidade sócioeconômica, posto que os valores apurados única e exclusivamente com base em extratos bancários não podem ser admitidos. Ainda, afirma conterem erros grosseiros de cálculo e junta planilha. Por fim afirma que a multa de 75% é confiscatório e que deve ser desconsiderada a aplicação da taxa SELIC por sua ilegalidade. A autoridade julgadora de primeira instância entendeu por bem manter o lançamento parcialmente. Aduz que não ocorreu nenhuma irregularidade, incorreção ou omissão que importe em nulidade dos autos de infração e fundamenta no art. 142 do CTN, 10 e 59 do Decreto 70.235. Quanto ao mérito, afirma o julgador a quo, que a fiscalização efetuou o lançamento dentro da sistemática de apuração escolhida pela recorrente – SIMPLES e que a fiscalização efetuou o lançamento por ter apurado omissão de receitas a partir de levantamento com base nos extratos bancários fornecidos pelo interessado no curso dos trabalhos de auditoria fiscal, conforme demonstrativos de fls. 152/174. Afere que os valores lançados no item 2 (INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO) decorrem do item 1 (OMISSÃO DE RECEITAS DEPOSITOS BANCÁRIOS NA° ESCRITURADOS). Em decorrência da omissão de receitas, houve mudança de faixa das alíquotas. Salienta que a existência dos depósitos bancários não escriturados ou de origem não comprovada foi erigida à condição de presunção legal, conforme dispõe o art.42 da Lei 9.430/96. E que diante de presunção há a inversão do ônus da prova, tornase legítima a autuação quando a pessoa jurídica não escritura ou não comprova a origem dos depósitos bancários. Fl. 614DF CARF MF Impresso em 04/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/02/201 5 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 18471.003725/200834 Acórdão n.º 1803002.482 S1TE03 Fl. 113 3 Afere que na impugnação a empresa recorrente não apresenta elementos de prova, assim os valores apurados, em relação a cada conta bancária, não foram elididos. Mas, obseva que no exame do demonstrativo de fls. 174, verificou que, tal como alegado pela recorrente, a fiscalização cometeu erro de fato na totalização do ano calendário de 2004. Assim, diante do erro de fato, o lançamento deve ser retificado e apresenta memória de cálculo no fim do voto. No tocante à multa de ofício e juros de mora, frisa o julgador de primeira instância que no lançamento de ofício é devida a exigência de multa de ofício e dos juros de mora. Atesta que tanto a multa como a taxa Selic foram aplicado na consonância da lei e que não compete à autoridade administrativa se manifestar sobre a inconstitucionalidade ou ilegalidade de lei, pois essa competência foi atribuída pela Constituição Federal (art. 102), em caráter privativo ao Poder Judiciário. Devidamente cientificada da decisão de primeira instância, a empresa recorrente apresenta suas razões em seara de recurso voluntário, de forma tempestiva. Insurge se alegando sinteticamente o já disposto em suas razões de impugnação. É o relatório Voto Conselheira Meigan Sack Rodrigues. O Recurso Voluntário preenche as condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Tratase, o presente feito, de autos de infração para exigir créditos tributários de IRPJ Simples, CSLL Simples, Pis Simples, Cofins Simples, acrescidos de multa de ofício de 75%. Foi apurada omissão de receitas por depósitos bancários não escriturados e insuficiência de recolhimento. A empresa recorrente não apresenta documentação hábil e idônea que justifiquem a origem dos valores constantes nos extratos de depósitos bancários. Limitase a insurgirse contra a presunção legal, a inversão do ônus da prova, ao fato de que entende que depósito bancário não caracteriza receita, à multa e à taxa Selic. Assim, entendo que não merece procedência o recurso interposto pela recorrente. Isso porque a norma disciplinada no art. 42 da Lei 9.430/96 é clara ao determinar o ônus do contribuinte em explicar de forma individualizada cada depósito, demonstrando, através de documentação hábil e idônea, a origem de cada depósito, sob pena de serem considerados receitas omitidas. Atentamos para o fato de que além da empresa não junta qualquer documento, tão pouco se presta a explicar cada depósito, deixando a discussão da matéria apenas no cunho legal, ou seja, busca desconstituir o auto de infração referindo tratarse de Fl. 615DF CARF MF Impresso em 04/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/02/201 5 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 18471.003725/200834 Acórdão n.º 1803002.482 S1TE03 Fl. 114 4 meras presunções e que o espírito da norma, instituída pelo art. 42 da Lei 9.430/96 não pode deixar de lado os sinais exteriores de riquezas e outras normas disciplinas no ordenamento jurídico. De igual modo, insurgese, a empresa recorrente, quanto à questão da inconstitucionalidade das normas, quando se refere à multa de ofício e à taxa Selic. Nesse caminho, entendo que também não merece razão os argumentos da empresa. Isso porque a esfera administrativa não é competente para discutir legalidade ou constitucionalidade de norma, tal como já exposto na decisão de primeiro grau. Ainda, já trata de questão Sumulada por esse Egrégio Conselho, senão vejamos: “O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).” Da mesma forma, aplicase a sumula acima citada para as discussões a respeito de ilegalidade ou inconstitucionalidade de normas e sua aplicabilidade, violação ou discussão desse jaez. Assim, entendo que à empresa recorrente caberia apenas explicar os depósitos bancários, justificando suas origens, através de documentação hábil e idônea e com identificação de data e valores, tal como disciplinada a norma exposta no art. 42 da Lei 9.430/96 e ainda em vigor, referida anteriormente. No entanto, a empresa recorrente não logrou juntar nenhum documento que comprovasse a origem dos valores, sequer explicou se os mesmos são frutos do seu objeto de contrato social, ou seja, se trata de valores advindos da sua atividade. E quanto à discussão a respeito da presunção, disposta na norma, temse que a omissão de rendimentos por depósitos bancários é considerada, dentro do ordenamento jurídico pátrio, uma presunção, necessitando de sua comprovação. Ocorre que essa comprovação, em se tratando de depósitos bancários, invertese, devendo a recorrente demonstrar, com identidade de data e valor, a origem dos valores, tal como referido acima. Ademais, ainda que se trate de uma presunção, de igual modo cumpre à empresa, interessada em demonstrar que não se encontrar em situação de devedora dos seus tributos, comprovar que os depósitos não se tratavam de renda omitida, já que a norma nesse caso específico determina a inversão em favor da fiscalização, impondo a conduta demonstrativa à recorrente, tal com já referido. Nesse sentido, importa citar jurisprudência corroborando o entendimento: “DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LANÇAMENTO. É regular o procedimento de fiscalização que verifica incompatibilidade entre os registros efetuados no Livro Caixa do contribuinte, e aqueles informados ao fisco, e a movimentação financeira espelhada nos extratos bancários. Em constatando Fl. 616DF CARF MF Impresso em 04/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/02/201 5 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 18471.003725/200834 Acórdão n.º 1803002.482 S1TE03 Fl. 115 5 relevante disparidade e não justificando, o contribuinte, a origem dos créditos bancários, especificamente, é lícito proceder ao lançamento por presunção de receita omitida, com Mero no artigo 42 da Lei n° 9.430/96. DEPÓSITO BANCÁRIO. PROVA. Não pode o contribuinte, pessoa jurídica, pretender que se admita, para provar a origem dos créditos bancários individualizados, o total do rendimento bruto do sócio, informado em DIRPF, sem provar, com documentação hábil, a efetiva transferência de valores nas datas dos créditos. (Processo n. 11543.003273/200427, Acórdão: 19100.079, Ministério da Fazenda, 1° Conselho de Contribuintes, 1ª Turma Especial, 29.01.2009, Relatora Ana de Barros Fernandes)” Nesse contexto não resta outra alternativa, senão manter o auto de infração na sua integralidade, vez que as correções referente aos cálculos já foram realizadas na decisão precedente. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Meigan Sack Rodrigues – Conselheira Fl. 617DF CARF MF Impresso em 04/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/02/201 5 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
score : 1.0
Numero do processo: 10768.001891/2003-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
COFINS. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO DÉBITO POR CONVERSÃO DE DEPÓSITO EM RENDA.
Incabível a homologação de compensação efetuada pelo contribuinte quando constatada inexistência de direito creditório. No entanto, a conversão em renda de depósito extrajudicial no mesmo valor e vinculado ao débito compensado acarreta sua extinção pelo pagamento.
Numero da decisão: 1301-001.745
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros deste colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Valmar Fonseca de Menezes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 COFINS. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO DÉBITO POR CONVERSÃO DE DEPÓSITO EM RENDA. Incabível a homologação de compensação efetuada pelo contribuinte quando constatada inexistência de direito creditório. No entanto, a conversão em renda de depósito extrajudicial no mesmo valor e vinculado ao débito compensado acarreta sua extinção pelo pagamento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros deste colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
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COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO DÉBITO POR CONVERSÃO DE DEPÓSITO EM RENDA. Incabível a homologação de compensação efetuada pelo contribuinte quando constatada inexistência de direito creditório. No entanto, a conversão em renda de depósito extrajudicial no mesmo valor e vinculado ao débito compensado acarreta sua extinção pelo pagamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros deste colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 00 18 91 /2 00 3- 54 Fl. 575DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 13/ 02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE M ENEZES 2 Relatório 0 presente processo teve inicio em 12/03/2003, com a apresentação da declaração de compensação Dcomp e do pedido de restituição de fls. 01/02, por meio dos quais a interessada pretende compensar o débito de Cofins (código 2172) de R$ 198.065,73 e vencimento em 14/02/2003, com crédito que entende ter no valor de R$ 46.567.122,44. Tendo em vista o Parecer Conclusivo n° 26/2005 e o despacho decisório proferido no âmbito do processo n° 101580.002530/0008 (cópias às fls. 39/42), em que a Derat/RJO não reconheceu o direito creditório pleiteado e não homologou as compensações efetuadas, igualmente no presente processo, conforme despacho de fls. 45, não foi homologada a compensação de fls. 01, em razão de o direito creditório já ter sido objeto de decisão denegat6ria. Foi, então, dado prosseguimento à cobrança do débito. Cientificada em 30/04/2007 (fls. 48), a interessada apresentou (fls. 64), manifestação de inconformidade em que alegou, em síntese, que o débito não poderia ser cobrado por estar com a exigibilidade suspensa nos termos do art. 151, III, do Código Tributário Nacional CTN, tendo em vista a interdependência entre o presente processo e o de n° 10580.002530/0008 e no qual foi interposto recurso voluntário ao Conselho de Contribuinte em 02/02/2007. Concluiu que, até o proferimento de decisão irrecorrível nos autos do processo n° 10580.002530/0008, os débitos objeto de compensação estão com a exigibilidade suspensa, e pediu o cancelamento da cobrança. Em 06/06/2007, a interessada apresentou petição de juntada de guia de depósito extrajudicial (fls. 123/125) do valor integral do débito de Cofins objeto da compensação não homologada com a finalidade de obter a certidão positiva com efeito negativo, nos termos dos arts. 151, II e 206 do CTN. Acrescentou a interessada que o depósito extrajudicial foi feito apenas para obtenção da certidão, tendo em vista que o débito encontrase suspenso em razão do recurso ao Conselho de Contribuintes apresentado nos autos do processo n° 10580.002530/0008. Requereu que o pagamento do depósito não fosse convertido em renda até o encerramento daquele processo. As fls. 142, foi proferido novo despacho decisório, cientificado em 27/07/2007 (fls. 147), em que a Derat/RJO reiterou a não homologação da Dcomp de fls. 01 e informou que, ainda que o direito creditório fosse todo reconhecido, o débito não estaria alcançado pela suspensão da exigibilidade prevista no art. 151, III, do CTN, em razão do art. 48, § 3°, da IN SRF n° 600/2000. No mesmo despacho, foi dada ordem à Dicat para conversão do depósito em renda. As fls. 149/152, consta cópia do Mandado de Segurança n° 2007.51010154144, em que a interessada requereu e obteve decisão liminar para a suspensão da exigibilidade dos débitos constantes dos processos e conseqüente emissão da certidão positiva com efeitos de negativa. Fl. 576DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 13/ 02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE M ENEZES Processo nº 10768.001891/200354 Acórdão n.º 1301001.745 S1C3T1 Fl. 12 3 Cientificada em 27/07/2007 do novo despacho decisório de fls. 142, a interessada apresentou em 14/08/2007 nova manifestação de inconformidade às fls. 159, em que reiterou os argumentos expendidos às fls. 56/61 e acrescentou que o débito do presente processo estaria suspenso em razão do recurso ao Conselho de Contribuintes nos autos do processo n° 10580.002530/0008, a despeito do art. 48 da IN SRF n° 600/2005, bem como devido ao depósito extrajudicial, até que o Conselho se manifestasse quanto ao recurso interposto, cuja cópia juntou às fls. 188/204. Em 22/08/2007, foi assinada pelo Delegado da Derat/RJO a guia de levantamento de depósito (GLD — fls. 155), para conversão em renda do depósito relativo ao débito cadastrado no presente processo, de valor original de R$ 198.065,73, totalizando R$ 376.641,78 com encargos moratórios, o que foi feito, de acordo com documentos de fls.214/218. Em consulta à página do Conselho de Contribuintes na internet (fls. 221), verificase que, por unanimidade de votos, foi negado provimento ao recurso voluntário interposto no processo n° 10580.002530/0008. A DRJ/RIO DE JANEIRO I decidiu a matéria por meio do Acórdão 12 18.206, de 15/02/2008, no qual foi indeferida a solicitação, tendo sido lavrada a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 COFINS. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. EXTINÇÃO DO DÉBITO POR CONVERSÃO DE DEPÓSITO EM RENDA. Incabível a homologação de compensação efetuada pelo contribuinte quanto constatada inexistência de direito creditório. No entanto, a conversão em renda de depósito extrajudicial no mesmo valor e vinculado ao débito compensado acarreta sua extinção pelo pagamento. É o relatório. Fl. 577DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 13/ 02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE M ENEZES 4 Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas O recurso voluntário é tempestivo e assente em lei. Como visto do relatório e decisão recorrida trata o presente processo de Declaração de Compensação informando débitos compensados de COFINS relativos ao período de janeiro de 2003, no valor de R$ 198.065,73. 0 crédito pleiteado tem origem em Declaração de Compensação do processo n° 10580.002530/0008, originado em razão de saldo negativo de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, decorrente da retenção do imposto de renda pela fonte pagadora, sobre pagamentos de juros remuneratórios do capital próprio (JCP). No presente recurso, insurgese a ora recorrente pelo fato de ter interposto Recurso Especial perante o Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda (doc. 04) em face dos autos do processo administrativo n° 10580.002530/0008, em que se discute as compensações realizadas no presente processo. Alega que, enquanto não tiver solução administrativa transitada em julgado no Recurso Especial, o débito discutido no presente processo encontrase suspenso nos termos do artigo 151, inciso III do Código Tributário Nacional. Aduz, mais, que, além de o v. acórdão recorrido ter ignorado completamente a possibilidade de interposição de recurso especial pela Recorrente nos autos do processo administrativo n° 10580.002530/0008, dando "definitividade" à matéria tãosomente em razão do improvimento do recurso voluntário interposto, houve por bem a mesma converter em renda os depósitos extrajudiciais realizados nos autos do presente. Pois bem. De fato, do voto recorrido se extrai a seguinte fundamentação. "0 fato de o depósito ter sido convertido em renda, por si só, não seria suficiente para extinguir a lide, tendo em vista que a interessada, mesmo cientificada, pelo despacho decisório de fls. 147, de que haveria a conversão, ainda assim manifestouse contrariamente da não homologação da compensação efetuada e requereu a suspensão do julgamento até que fosse proferida decisão do Conselho de Contribuintes relativamente ao recurso voluntário por ela interposto. Nessa linha, o Conselho de Contribuintes proferiu decisão em 23/01/2008, nos autos do processo n° 10580.002530/0008, para negar provimento, por unanimidade, ao recurso voluntário interposto pela interessada. Tal decisão confere definitividade à matéria relativa a inexistência de direito creditório, razão pela qual não cabe a homologação pretendida pela interessada. Entretanto, em razão da conversão em renda do depósito extrajudicial no valor do débito compensado, conforme fls. 214/218 e despacho da Derat/RJO de fls. 220, verificase que o débito foi extinto pelo pagamento, na forma do art. 156, I, do CTN, nada mais restando a cobrar da interessada quanto ao débito de Cofins de R$ 198.065,73." Em recente pesquisa (eprocesso) constatase que o referido Recurso Especial interposto no processo (n° 10580.002530/0008) que originou os créditos relacionados na Fl. 578DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 13/ 02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE M ENEZES Processo nº 10768.001891/200354 Acórdão n.º 1301001.745 S1C3T1 Fl. 13 5 Dcomp que se discute no presente processo, restou definitivamente não reconhecido, haja visto que, embora não tenha sido possível acessar os documentos dos autos correspondentes no e processo, devido que o mesmo encontrase excluído, da análise do Acórdão 10709.270, (Sessão de 23/01/2008), disponível no sítio do CARF na INTERNET, possibilita extrair que, por unanimidade de votos, a Sétima Câmara do então Primeiro Conselho de Contribuintes, negou provimento ao recurso e, diante da ausência de registro que o Recurso Especial teve o seu prosseguimento para Câmara Superior de Recursos Fiscais, depreendese que o mesmo (RE) foi indeferido pelo Presidente da Câmara, restando, assim, definitiva a decisão de segunda instância. Portanto, compulsando o que consta em ambos os processos referenciados acima, podese aferir, de maneira definitiva, a decisão administrativa da não homologação das compensações pleiteadas e, tendo os valores depositados convertidos em renda em favor da União nada há a cobrar quanto ao débito da Cofins no valor de R$ 198.065,73. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 579DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 13/ 02/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por VALMAR FONSECA DE M ENEZES
score : 1.0
Numero do processo: 10283.909721/2009-58
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005
DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM.
Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3202-001.579
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Charles Mayer de Castro Souza Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005 DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM. Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão. Recurso voluntário provido em parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente Charles Mayer de Castro Souza Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2039; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 381 1 380 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.909721/200958 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202001.579 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de fevereiro de 2015 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente NOKIA DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005 DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM. Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 97 21 /2 00 9- 58 Fl. 381DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 2 Charles Mayer de Castro Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório A interessada apresentou pedido eletrônico de compensação de débitos próprios com crédito oriundo de pagamento a maior de Imposto de Importação – II e de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, com origem no período de 08/05/2001 a 12/12/2005. A compensação não foi homologada, ao fundamento de que o DARF a indicado no PER/DCOMP não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. Alegado pela contribuinte o cometimento de um equívoco no preenchimento do DARF, os autos foram baixados em diligência pela DRJ, quando se constatou que o presente processo é conexo ao de nº 10283.007613/200604, por meio do qual se requereu a restituição do crédito que se pretende compensar. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza julgou improcedente a manifestação de inconformidade, sob o argumento de inexistência do direito creditório objeto do processo nº 10283.007613/200604. No prazo legal, a contribuinte apresentou recurso voluntário, cujas razões de defesa não serão relatadas em vista do que se passa a expor no voto. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. A Recorrente apresentou PER/DCOMP objetivando a compensação de débito próprio com crédito oriundo de pagamento indevido de II e de IPI vinculado que são objeto do processo administrativo n.º 10283.007613/200604. Como o direito à restituição foi negado, também aqui negouse o direito à compensação. Contudo, nesta mesma sessão de julgamento consideraramse indevidas as razões adotadas pela DRF de origem, e mantidas pela instância de piso, para denegar o pedido de restituição, motivo pelo qual determinouse que os autos do processo administrativo n.º 10283.007613/200604 devem retornar à DRF para que, ultrapassada a questão decidida no julgamento, estime os valores a serem restituídos. Ante o exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para que a DRF de origem, após a análise do direito creditório objeto do processo administrativo n.º 10283.007613/200604, profira nova decisão quanto ao pedido de compensação. Fl. 382DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10283.909721/200958 Acórdão n.º 3202001.579 S3C2T2 Fl. 382 3 É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 383DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
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Numero do processo: 13971.002316/2004-32
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003
Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO QUANTO AO ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO.
Tendo o Plenário do STF julgado inconstitucional o §1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas, em decisões que se tornaram definitivas anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, devem ser acolhidos os embargos em razão da omissão contida no acórdão e reconhecida a necessidade de as receitas financeiras serem excluídas da base de cálculo do auto de infração de COFINS.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO QUANTO AO PRAZO DECADENCIAL.
Há omissão no acórdão embargado, pois foi apreciado apenas o prazo decadencial aplicável ao IRPJ e à CSLL. Conforme a Súmula Vinculante nº 08 do STF, publicada anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, sendo de cinco anos o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da COFINS, observando-se os arts. 150, §4º ou 173, I do CTN. Não tendo havido recolhimentos de COFINS no período colhido pela autuação fiscal, deve ser aplicado o art. 173, I do CTN no caso dos autos.
Numero da decisão: 1103-001.161
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos para suprir a omissão no Acórdão nº 107-09.521/2008 e determinar a exclusão das receitas financeiras das bases de cálculo de PIS e Cofins.
(assinado digitalmente)
ALOYSIO JOSÉ PERCÍNIO DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Fábio Nieves Barreira, André Mendes de Moura, Breno Ferreira Martins Vasconcelos, Marcos Shigueo Takata e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO QUANTO AO ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. Tendo o Plenário do STF julgado inconstitucional o §1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas, em decisões que se tornaram definitivas anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, devem ser acolhidos os embargos em razão da omissão contida no acórdão e reconhecida a necessidade de as receitas financeiras serem excluídas da base de cálculo do auto de infração de COFINS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO QUANTO AO PRAZO DECADENCIAL. Há omissão no acórdão embargado, pois foi apreciado apenas o prazo decadencial aplicável ao IRPJ e à CSLL. Conforme a Súmula Vinculante nº 08 do STF, publicada anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, sendo de cinco anos o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da COFINS, observando-se os arts. 150, §4º ou 173, I do CTN. Não tendo havido recolhimentos de COFINS no período colhido pela autuação fiscal, deve ser aplicado o art. 173, I do CTN no caso dos autos.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. REDUÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO DE DECISÃO PROFERIDA EM PROCESSO CONEXO. Não há conexão com o processo nº 13971.002315/200498, que versa sobre a exigência de diferenças de tributos apurados conforme o regime do lucro presumido, ao passo que este processo tem por objeto a aplicação do lucro arbitrado. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO QUANTO AO VENCIMENTO DO IRPJ. Não há contradição no acórdão embargado, pois não foi afirmado, no voto vencedor, que os juros moratórios incidiriam antes de dezembro de 1999, mas apenas que o fato gerador do IRPJ e da CSLL ocorre em 31 de dezembro. Ainda que houvesse tal afirmação, deve ser considerado que, no caso dos autos, o período de apuração é trimestral (lucro arbitrado), mas a legislação prevê a realização de recolhimentos mensais a título de antecipação, de modo que o prazo decadencial da obrigação tributária principal será trimestral e o dos juros de mora será mensal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO QUANTO AO VENCIMENTO DA CSLL. Não há contradição no acórdão embargado, pois não foi afirmado, no voto vencedor, que os juros moratórios incidiriam antes de dezembro de 1999, mas AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 23 16 /2 00 4- 32 Fl. 1367DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.368 2 apenas que o fato gerador do IRPJ e da CSLL ocorre em 31 de dezembro. Ainda que houvesse tal afirmação, deve ser considerado que, no caso dos autos, o período de apuração é trimestral (lucro arbitrado), mas a legislação prevê a realização de recolhimentos mensais a título de antecipação, de modo que o prazo decadencial da obrigação tributária principal será trimestral e o dos juros de mora será mensal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO QUANTO AO ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. Tendo o Plenário do STF julgado inconstitucional o §1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas, em decisões que se tornaram definitivas anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, devem ser acolhidos os embargos em razão da omissão contida no acórdão e reconhecida a necessidade de as receitas financeiras serem excluídas da base de cálculo do auto de infração de PIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO QUANTO AO PRAZO DECADENCIAL. Há omissão no acórdão embargado, pois foi apreciado apenas o prazo decadencial aplicável ao IRPJ e à CSLL. Conforme a Súmula Vinculante nº 08 do STF, publicada anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, sendo de cinco anos o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento do PIS, observandose os arts. 150, §4º ou 173, I do CTN. Não tendo havido recolhimentos de PIS no período colhido pela autuação fiscal, deve ser aplicado o art. 173, I do CTN no caso dos autos. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO QUANTO AO ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. Tendo o Plenário do STF julgado inconstitucional o §1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas, em decisões que se tornaram definitivas anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, devem ser acolhidos os embargos em razão da omissão contida no acórdão e reconhecida a necessidade de as receitas financeiras serem excluídas da base de cálculo do auto de infração de COFINS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO QUANTO AO PRAZO DECADENCIAL. Fl. 1368DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.369 3 Há omissão no acórdão embargado, pois foi apreciado apenas o prazo decadencial aplicável ao IRPJ e à CSLL. Conforme a Súmula Vinculante nº 08 do STF, publicada anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, sendo de cinco anos o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da COFINS, observandose os arts. 150, §4º ou 173, I do CTN. Não tendo havido recolhimentos de COFINS no período colhido pela autuação fiscal, deve ser aplicado o art. 173, I do CTN no caso dos autos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos para suprir a omissão no Acórdão nº 10709.521/2008 e determinar a exclusão das receitas financeiras das bases de cálculo de PIS e Cofins. (assinado digitalmente) ALOYSIO JOSÉ PERCÍNIO DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Fábio Nieves Barreira, André Mendes de Moura, Breno Ferreira Martins Vasconcelos, Marcos Shigueo Takata e Aloysio José Percínio da Silva. Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos pela contribuinte às fls. 1361 1365 contra o acórdão nº 10709.521, por meio do qual a Sétima Câmara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes negou provimento ao recurso voluntário. Pela sua pertinência, transcrevo parte do relatório de tal acórdão: “A Recorrente foi autuada por pagamento insuficiente do Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) nos anoscalendário de 1999 a 2003, identificando a fiscalização divergência entre os valores declarados e pagos e aqueles registrados na contabilidade. O lançamento foi impugnado pela Recorrente (fls. 362413), pelos seguintes argumentos: (i) nulidade da autuação por extrapolação do prazo para fiscalizar; (ii) decadência parcial do direito de lançar, Fl. 1369DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.370 4 posto que desrespeitado o prazo quinquenal estabelecido no art. 150, §4º, do CTN; (iii) a impossibilidade do arbitramento; (iv) as divergências apontadas pela fiscalização decorrem da errônea determinação da base de cálculo do IRPJ, posto que, tratandose de empresa que se dedica ao agenciamento, locação e cessão de mãode obra, somente teriam relevância tributária os valores recebidos a título de “taxa de administração”, devendo ser excluídos todos os “repasses” financeiros efetuados para fins de quitação de salários e encargos sociais; (iv) inadmissibilidade da aplicação de multa de ofício superior a 75%, (v) inaplicabilidade da utilização da Taxa Selic para fins de correção monetária do crédito tributário. A impugnação foi rejeitada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis (SC) por decisão assim ementada: (...) Contra a decisão interpôs o contribuinte o recurso voluntário de fls. 452499, arguindo: (i) nulidade da decisão, ante a recusa da Delegacia de Julgamento de analisar o argumento de inconstitucionalidade suscitado, o que caracterizaria cerceamento do direito de defesa; (ii) nulidade do lançamento por extrapolação do prazo para fiscalizar; (iii) decadência do direito de lançar, por aplicação da regra do art. 150, §4º, do CTN; (iv) ilegalidade do arbitramento, vez que obtiveram as autoridades fiscais o valor da receita bruta auferida nos períodos fiscalizados através do dissecar do livro de apuração do Imposto sobre Serviços (ISS); (v) a obrigatoriedade de incidência do IRPJ somente sobre o valor percebido pelas empresas de agenciamento de mãodeobra a título de “taxa de administração”, (vi) ilegalidade da aplicação de multa agravada; e (vii) ilegalidade da ação da Taxa Selic como critério de correção do crédito tributário.” Na sessão de julgamento realizada em 15/10/2008, a Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes negou provimento ao recurso voluntário por unanimidade de votos. Nos termos do voto do relator, (i) as instâncias administrativas não podem afastar a aplicação de lei com fundamento em inconstitucionalidade; (ii) não há nulidade em razão do desbordamento do prazo para a execução do MPF; (iii) não houve decadência parcial, pois a contribuinte foi cientificada dos autos de infração em 22/12/2004 e os fatos geradores mais remotos de IRPJ e CSLL ocorreram em 31/12/1999; (iv) está correto o arbitramento realizado a partir do livro de apuração do ISS; (v) as empresas optantes pelo lucro presumido devem submeter à tributação a totalidade dos valores recebidos em decorrência da prestação de serviços, não cabendo excluir da base de cálculo os custos inerentes à prestação; (vi) deve ser Fl. 1370DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.371 5 mantida a multa “agravada” pois foi demonstrado o evidente intuito de fraude e a conduta dolosa reiterada; e (vii) deve ser aplicada a taxa Selic nos moldes da Súmula nº 4º do 1º CC. Nos embargos de declaração de fls. 13611365 a contribuinte alegou que: i. O Acórdão não analisou a necessidade de expurgar do lançamento os valores relativos ao alargamento da base de cálculo (receitas financeiras). Cita o julgamento do Recurso Extraordinário nº 585.235 pelo STF; ii. O Acórdão não apreciou o prazo decadencial aplicável ao PIS e à Cofins. Em processo conexo (13971.002315/200498), a Sétima Câmara entendeu pela ocorrência da decadência em relação aos três primeiros trimestres de 1999; iii. Houve contradição porque o julgador afirmou que os fatos geradores do IRPJ e da CSLL ocorreram em 31/12/1999, mas fixou o início da contagem dos juros moratórios em meses anteriores a 12/1999; e iv. No julgamento do processo 13971.002315/200498, conexo ao presente, a Sétima Câmara reduziu a multa para 75% porque o lançamento ocorreu com base nos registros contábeis da empresa. É o relatório. Voto Conselheiro Breno Ferreira Martins Vasconcelos Os embargos de declaração foram opostos por parte legítima, tempestivamente, além de reunir os demais pressupostos de admissibilidade. Devem, portanto, ser conhecidos. Nos termos do artigo 65 do Anexo II do RICARF, os embargos de declaração são cabíveis quando identificada no acórdão a ocorrência de obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria se pronunciar a Turma. Verificarei, a seguir, se os argumentos tecidos nos Embargos de Declaração sob julgamento enquadramse em tais hipóteses. Omissão quanto ao alargamento da base de cálculo do PIS/COFINS Conforme relatado, a contribuinte alega haver omissão no acórdão embargado por não ter sido apreciada a necessidade de expurgar do lançamento os valores relativos ao alargamento da base de cálculo (receitas financeiras). Fl. 1371DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.372 6 Realmente não foram analisadas, no acórdão embargado, as alegações tecidas pela contribuinte às fls. 1.3021.311 no sentido de que a contribuição ao PIS e a Cofins não podem ser exigidas sobre a totalidade das receitas, nos moldes do art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/98, de modo que não poderia a autoridade fiscal ter incluído as receitas financeiras na base de cálculo dos respectivos autos de infração. Com efeito, nos autos dos Recursos Extraordinários nºs 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, julgados no dia 09/11/2005, o Plenário do Supremo Tribunal Federal considerou “inconstitucional o §1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, de 27/11/1998, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada” (trecho da ementa do julgamento do RE 390.840/MG). Também na sessão de julgamento realizada no dia 10/09/2008, o Plenário do STF julgou o §1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 inconstitucional e reconheceu a repercussão geral da matéria (nos autos do Recurso Extraordinário nº 585.235, conforme o acórdão publicado em 28/11/2008). O referido dispositivo foi considerado inconstitucional por ter disposto que a base de cálculo da contribuição ao PIS e da Cofins cumulativas corresponderia ao faturamento, assim entendido como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica. Essa disposição, no entendimento dos Ministros do STF, violou o art. 110 do CTN, pois modificou o conceito de faturamento (sinônimo de receita bruta, que corresponde apenas às receitas provenientes da venda de mercadorias e, ou serviços) e utilizou base de cálculo não autorizada pelo art. 195 da Constituição Federal (o que não foi supervenientemente constitucionalizado pela EC 20, de 15/12/1998). Tendo em vista que os acórdãos proferidos pelo Plenário do STF no julgamento dos Recursos Extraordinários nºs 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG transitaram em julgado no dia 05/09/2006, o entendimento manifestado pelos Ministros deveria ter sido aplicado pela Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes ao caso destes autos para afastar a incidência das contribuições sobre valores que não compõem a receita bruta da embargante, pois, nos termos do art. 49, I, do Regimento dos Conselhos de Contribuintes (aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007), vigente à época do julgamento do recurso voluntário, a aplicação de lei poderia ser afastada sobre fundamento de inconstitucionalidade nos casos em que o dispositivo houvesse sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do STF. Registro que o próprio autuante afirmou, no termo de verificação fiscal, ter computado na base de cálculo do PIS e da Cofins as receitas financeiras, notadamente nos Fl. 1372DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.373 7 Anexos A (“receitas de aplicações financeiras – informações das DIRF’s” – fls. 990994) e B (“demonstrativo das DIRF’s das instituições financeiras” – fls. 9951004). Sendo assim, assiste razão à contribuinte nesse ponto, isto é, devem ser acolhidos os embargos em razão da omissão contida no acórdão e reconhecida a necessidade de as receitas financeiras serem excluídas da base de cálculo dos autos de infração de PIS e Cofins. Omissão quanto ao prazo decadencial aplicável ao PIS/COFINS O acórdão embargado incorreu em omissão também quanto a este ponto. Às fls. 1.277 a contribuinte afirmou, em relação aos débitos de CSLL, PIS e Cofins, que a jurisprudência vinha reconhecendo a inaplicabilidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91, o qual previa o prazo decadencial decenal, mas, às fls. 1.334, foi apreciada apenas a ocorrência da decadência em relação aos débitos de IRPJ e CSLL. Constatada essa omissão, cumpre analisar se os tributos em questão foram atingidos pela decadência, assim como alegou a contribuinte em seu recurso voluntário. Conforme a Súmula Vinculante nº 08 do STF, publicada no DJE de 20/06/2008 – isto é, anteriormente ao julgamento do recurso voluntário, que ocorreu em 15/10/2008 – é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, ou seja, o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento do PIS e da COFINS é de cinco anos, observandose os arts. 150, §4º ou 173, I do CTN. Tendo em vista, mais uma vez, o que previa o art. 49, I, do Regimento dos Conselhos de Contribuintes (aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007), vigente à época do julgamento do recurso voluntário, o entendimento contido na Súmula Vinculante nº 08 deveria ter sido aplicado pela Sétima Câmara do Conselho de Contribuintes nestes autos. Dessa forma, analisarei adiante se, em relação aos débitos de PIS e Cofins exigidos nestes autos, o prazo decadencial de cinco anos deve ser contado nos moldes do art. 150, §4º ou do art. 173, I do CTN. Tendo em vista que a contribuinte foi cientificada da lavratura dos autos de infração em 22/12/2004, deve ser analisado, em um primeiro momento, se houve pagamento parcial de tais tributos no anocalendário de 1999, único que pode ter sido atingido pela decadência. Fl. 1373DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.374 8 Atualmente, por força do art. 62A do Anexo II do RICARF, é imperiosa a observância, pelos membros deste Conselho, do entendimento adotado pelo STJ no julgamento do Recurso Especial nº 973.733, considerado representativo de controvérsia, segundo o qual o prazo decadencial, em relação aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, será regido (i) pelo art. 150, §4º do CTN quando houver declaração ou pagamento antecipado do tributo e (ii) pelo art. 173, I do CTN (ii.1) quando não ocorrer a declaração ou o pagamento antecipado ou (ii.2) quando houver declaração ou antecipação, mas constatada a prática de dolo, fraude ou simulação. É importante analisar, assim, se foram recolhidos PIS e Cofins pela embargante no período colhido pelos autos de infração. Conforme se verifica do auto de infração lavrado para a exigência de PIS, notadamente às fls. 11001101, a embargante não efetuou o recolhimento dessa contribuição durante todo o período colhido pela autuação, isto é, de janeiro de 1999 a dezembro de 2003, razão pela qual, partindo das premissas acima descritas, tal tributo está sujeito ao prazo decadencial contado nos moldes do art. 173, I do CTN. Sendo aplicado esse dispositivo, o prazo para a realização do lançamento de ofício teve início, em relação ao fato gerador mais antigo (31/01/1999), apenas no dia 1º/01/2000 (primeiro dia do exercício seguinte ao do que poderia ter acontecido o lançamento), de modo que a autoridade fiscal poderia ter realizado o lançamento até janeiro de 2005. Afasto, portanto, a alegação de decadência em relação à PIS. O mesmo raciocínio acima pode ser aplicado à Cofins, pois, conforme fls. 11131114, igualmente não houve pagamento antecipado de tal contribuição no período colhido pela autuação fiscal. Sendo assim, também afasto a alegação de decadência dos débitos de Cofins. Registro, por fim, que a contribuinte não produziu prova de que realizou o pagamento antecipado ou apurou e declarou débitos de PIS e Cofins no período em questão, razão pela qual realizei a análise acima exclusivamente com base nos elementos trazidos aos autos pela autoridade fiscal. Contradição quanto ao vencimento do IRPJ e da CSLL Afirmou a contribuinte haver a seguinte contradição: “Quando o v. acórdão determina o marco inicial da contagem do prazo decadência, na análise das preliminares, o julgador afirma que o fato Fl. 1374DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.375 9 gerador do IRPJ e da CSLL ocorrem em 31/12/1999. De outro lado, fixa o início da contagem dos juros moratórios (vencimento dos tributos) nos meses anteriores a 12/1999. Ora, o vencimento dos tributos ocorre antes da ocorrência do fato gerador? Impõese, pois o necessário pronunciamento sobre mais esse ponto omisso no acórdão.” (fls. 1364) Analisei minuciosamente o acórdão embargado e não identifiquei afirmação atribuída pela Embargante ao Relator de que os juros moratórios incidiriam antes de dezembro de 1999, mas apenas a afirmação de que o fato gerador do IRPJ e da CSLL ocorre em 31 de dezembro (fls. 1333). De toda forma, ainda que tal afirmação constasse do acórdão embargado, é cediço que (i) os fatos geradores do IRPJ e da CSLL aperfeiçoamse no encerramento do período de apuração – o qual, no caso destes autos, que envolve a aplicação do lucro arbitrado, ocorre trimestralmente –, mas (ii) a legislação tributária prevê a realização de recolhimentos mensais a título de antecipação do tributo devido e que será apurado no encerramento do período (trimestral), de modo que o termo inicial do prazo decadencial da obrigação principal será trimestral e o dos juros de mora será mensal. Desse modo, não acolho a alegação de contradição. Redução da multa de ofício, conforme processo conexo Por fim, afirmou a contribuinte que o acórdão embargado divergiu daquele proferido nos autos do processo administrativo nº 13971.002315/200498, em que foi afastada a qualificação da multa de ofício, pois os processos envolvem “matéria conexa, referindose ao mesmo lançamento” (fls. 1365). No julgamento do recurso voluntário interposto pela embargante nos autos do processo administrativo nº 13971.002315/200498 realmente foi afastada a qualificação da multa de ofício, conforme a ementa abaixo: “CSLL. TERCERIZAÇÃO DE MÃODEOBRA. BASE DE CÁLCULO. As empresas que se dedicam ao agenciamento e locação de mãode obra, optantes pela tributação sob a sistemática do lucro presumido, devem recolher a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido calculada sobre a totalidade de suas receitas, não sendo admissível a exclusão das parcelas utilizadas para pagamento de salários e encargos sociais, que constituem custo da atividade. NULIDADE. EXTRAPOLAÇÃO DO Fl. 1375DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.376 10 PRAZO DE CONCLUSÃO DO PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO. A conclusão do procedimento de fiscalização após o encerramento do prazo fixado no Mandado de Procedimento Fiscal não determina a nulificação do lançamento, tendo apenas o efeito de devolver a espontaneidade ao contribuinte. MULTA AGRAVADA. ART. 44, II, DA LEI Nº. 9.430/96. Somente se aplica multa agravada nos casos em que se identifica fraude evidente. É de se abrandar a penalidade quando o lançamento é realizado com esteio nos registros contábeis do contribuinte.” (Acórdão nº 10709.185, de 17/10/2007, Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, Rel. Cons. Hugo Correia Sotero) Ocorre que, ao contrário do quanto alegado pela embargante, a despeito de terem decorrido do mesmo procedimento de fiscalização, o processo nº 13971.002315/200498 e o presente processo versam sobre questões distintas. Isso porque nos autos do processo nº 13971.002315/200498 foram exigidas, apenas, diferenças de CSLL devidas conforme o regime do lucro presumido nos anos de 1999, 2000 e 2003. Tais diferenças decorreram do fato de que a contribuinte submeteu à tributação apenas as comissões recebidas em razão da intermediação de mão de obra, mas a autoridade fiscal entendeu que a integralidade dos valores pagos pelos clientes da embargante corresponderia à sua receita bruta e, portanto, deveria ter sido incluída na base de cálculo da CSLL. Naquele caso, a Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes acolheu o pedido da recorrente de redução da multa de ofício porque a autuação fiscal foi lavrada com base na própria escrituração da contribuinte, tendo decorrido de mera divergência de interpretação da legislação tributária. Registro, apenas, que, ao compulsar os autos do processo nº 13971.002315/200498, verifiquei que, na verdade, não foi aplicada multa qualificada sobre as diferenças de CSLL, mas sim exigida a multa de ofício no percentual de 75%. A bem da verdade, apenas foi exigida a multa qualificada sobre os débitos de IRPJ e CSLL controlados no presente processo administrativo e que, diferentemente da situação descrita acima, foram apurados conforme o regime do lucro arbitrado (anos calendário 2001 e 2002), aplicado de ofício. Nesses casos, a autoridade fiscal qualificou a multa porque a contribuinte não submeteu a integralidade de suas receitas à tributação pelo IRPJ e pela CSLL, tendo apresentado DIPJ e DCTF zeradas. O mesmo critério foi observado em relação aos débitos de PIS e Cofins relativos ao período de 1999 a 2003, os quais sofreram Fl. 1376DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13971.002316/200432 Acórdão n.º 1103001.161 S1C1T3 Fl. 1.377 11 a incidência da multa qualificada por não ter havido recolhimento das contribuições, tampouco informação em declarações ao longo de todo o período. Diante desse cenário, não assiste razão à embargante quanto à afirmação de que a conclusão alcançada pelo colegiado no julgamento do processo nº 13971.002315/2004 98 em relação à multa qualificada deve ser reproduzida nestes autos. Conclusão Diante do exposto, conheço dos Embargos e lhes dou provimento parcial para determinar a exclusão das receitas financeiras da base de cálculo dos autos de infração de PIS e Cofins. É o meu voto. Sala das Sessões, em 03 de fevereiro de 2015. (assinado digitalmente) Breno Ferreira Martins Vasconcelos Relator Fl. 1377DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por BRENO FERREIRA MARTINS VASCONCELOS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ALOYS IO JOSE PERCINIO DA SILVA
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Numero do processo: 11020.000423/2005-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1101-000.042
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acórdão os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente designado para formalização de acórdão.
JOSÉ RICARDO DA SILVA - Relator
JOSELAINE BOEIRA ZATORRE - Relatora 'ad hoc' designada para formalização do acórdão.
Participaram desse julgamento os Conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes (Presidente), José Ricardo da Silva (Vice-Presidente), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro e Nara Cristina Takeda Taga.
Nome do relator: JOSE RICARDO DA SILVA
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Acórdão os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente designado para formalização de acórdão. JOSÉ RICARDO DA SILVA Relator JOSELAINE BOEIRA ZATORRE Relatora 'ad hoc' designada para formalização do acórdão. Participaram desse julgamento os Conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes (Presidente), José Ricardo da Silva (VicePresidente), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro e Nara Cristina Takeda Taga. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 20 .0 00 42 3/ 20 05 -2 1 Fl. 378DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 3 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário submetido à apreciação deste Colegiado, interposto em face do Acórdão nº 1015.745, sessão de 13/03/2008 (fls. 295/301), proferido pela 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Porto Alegre – RS, que indeferiu a solicitação da Recorrente para compensar seus débitos de CSLL com base de cálculo estimativa (cód. 2484) dos mesescalendários de jan. a ago./2003 (fls. 05/07) com créditos decorrentes do saldo negativo dessa contribuição, anocalendário 2002 (fls. 01/04). Conforme Pedido de Ressarcimento ou Restituição (fls. 01/04), formalizado pela Recorrente em 10/02/2005, os créditos correspondem ao valor original de R$644.107,86 que atualizado pela taxa SELIC 10,56% equivale a R$712.125,55 que, no entender da Recorrente, são suficientes para quitar os débitos das parcelas estimativas de CSLL dos meses acima mencionados, a saber: DCOMP (fls. 05/07) CSLL cód. 2484 Período apuração Vencimento Valor a compensar Parcela estimativa Jan./2003 28/02/03 30.574,11 Parcela estimativa Fev./2003 31/03/03 33.588,27 Parcela estimativa Mar./2003 30/04/03 62.121,37 Parcela estimativa Abr./2003 30/05/03 71.126,71 Parcela estimativa Mai./2003 30/06/03 176.870,54 Parcela estimativa Jun./2003 31/07/03 109.606,16 Parcela estimativa Jul./2003 29/08/03 112.244,35 05757.26864.130804.1.3.033961 Parcela estimativa Ago./2003 30/09/03 115.971,42 O pleito da Recorrente foi indeferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Caxias do SUL – RS, nos termos do Despacho Decisório DRF/CXL nº 199, de 10/07/2007, assim ementado: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 Ementa: Compensação não homologada por inexistência do crédito informado. Compensação não homologada. A autoridade fiscal fundamentou sua decisão nos seguintes pontos: a) As estimativas da CSLL dos meses de jan. a jun./2002 e parcialmente de jul./2002 foram declaradas em DCTF (fls.19/29) com a informação de que referidos débitos foram compensados vinculados à DCOMP nº 33455.47009.160804.1.7.0372, examinados no Processo nº 11020.000424/200575; b) As compensações das estimativas da CSLL do valor remanescente de jul./2002 e ago. a nov./2002 foram vinculadas ao crédito oriundo do processo judicial nº 87.00005444; c) As compensações objeto do citado Processo nº 11020.000424/200575 não podem compor o saldo negativo da CSLL, anocalendário 2002, vez que não foram homologadas, conforme Despacho Decisório DRF/CXL nº 1, de 10/01/2006 (fls.37/39), inclusive não há quitação do débito feito pela Recorrente em data posterior; Fl. 379DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 4 3 d) Quanto às compensações declaradas com base em créditos reconhecidos judicialmente nos autos do Processo nº 87.00005444, a Recorrente não poderia deles se beneficiar por três razões principais: à época das compensações, os créditos judiciais não se revestiam de liquidez e certeza, exigência do art. 170A do CTN; os referidos créditos foram adquiridos de terceiro, por Cessão de Direito feito pela empresa Cia. Hering, com substituição processual em nome da Recorrente (fls. 40/42), vedada sua utilização para compensação de débitos tributários pelo art. 170 do CTN, e Instruções Normativas SRF nºs 41, de 2000 (art. 1º) e 210, de 2002 (art. 30); nos termos do despacho exarado naqueles autos, em sede de Agravo de Instrumento (fls. 43), a verba correspondente não tem natureza de crédito tributário, mas de uma indenização substitutiva imposta coercitivamente à União, cuja compensação baseada nessa verba contraria as disposições do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. c) Considerando que não foram homologadas as compensações dos débitos vinculados aos mencionados créditos judiciais, referidas dívidas das estimativas da CSLL de jul. a nov./2002, foram cobradas mediante formalização de Auto de Infração de que trata o Processo nº 11020.003072/200348, de acordo com o Termo de Verificação Fiscal (fls. 35) e extrato do Sistema PROFISC (fls. 58/60). Notificado da r. decisão (fls. 69/70), a Recorrente apresentou sua Manifestação de Inconformidade (fls. 72/108), anexando farta documentação (fls. 109/291). Em sua defesa, argüiu o que segue: A legislação tributária, com destaque para o art. 222 do Regulamento do Imposto de Renda, de 1999 (RIR/1999), o art. 2º da Lei nº 9.430, de 1996, e os arts. 35, inciso II, e 44, da IN SRF nº 390, de 2004, autoriza a compensação de saldo negativo de CSLL apurada nas declarações do contribuinte; No presente processo, o saldo negativo decorreu das parcelas estimativas compensadas em valor superior à CSLL devida ao final do anocalendário de 2002, mediante a utilização dos créditos judiciais discutidas administrativamente nos autos do Processo nº 11020.000037/200377, que ainda está pendente de julgamento, face à interposição de recurso especial. A Recorrente alegou o incidente de prejudicialidade lógica, pois na hipótese de o recurso ser julgado favoravelmente a ela, a decisão influenciará o julgamento da matéria deste contencioso administrativo; Para justificar a legitimidade do saldo negativo, a Recorrente demonstrou a origem dos créditos que suportaram as compensações, bem como os fatos ocorridos acerca da não homologação da compensação das parcelas estimativas da CSLL, vinculadas ao dito crédito; Em Ação Ordinária Declaratória, a Cia. Hering requereu a diferença do crédito prêmio de IPI do período de 01/04/1981 a 30/04/1985. Somente em sede de Embargos de Declaração, o TRF/1ª Região julgou procedente o pedido com relação aos fatos geradores ocorridos entre 19/12/1981 a 30/04/1985, determinando fosse calculada na forma do Decreto Lei nº 491, de 1969 e do Decreto nº 64.833, de 1969, sem as exclusões e reduções previstas nas Portarias MF nºs 78, 89 e 292, de 1981; Fl. 380DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 5 4 Ao final, em julgamento ao Recurso Especial interposto, o STJ reformou o r. acórdão do TRF/1ª Região, para declarar que o termo inicial dos juros de mora (1% ao mês) é o trânsito em julgado da decisão, observado o § 1º, art. 161 e parágrafo único, art. 167 do CTN. Com relação à correção monetária do crédito prêmio, é cabível e a conversão das exportações deveria ser feita pela taxa de câmbio em vigor no dia em que efetuado o crédito, observado o prazo prescricional qüinqüenal; O trânsito em julgado da decisão foi certificado em 04/10/2002. Após este fato, a titular dos créditos, Cia Hering, requereu a substituição processual pleiteando a admissão da Recorrente (cessionária) no pólo ativo da ação, a qual foi aceita nos termos da decisão interlocutória datada de 16/10/2002; A União ingressou com Agravo de Instrumento, sendolhe negado efeito suspensivo, assim como os demais recursos intentados, até última instância, com acórdão publicado em 25/06/2007; Com a certificação do trânsito em julgado, não restam dúvidas de que a titularidade dos créditos pertence à Recorrente, que preferiu não efetuar a execução, optando por requerer a restituição dos créditos para compensação dos débitos tributários, instruindo o pedido nos termos do art. 17, §§ 1º e 2º das IN SRF nºs 21 e 73, ambas de 1997; Colacionou jurisprudência dos Tribunais, com o entendimento de que “ocorrido o trânsito em julgado da decisão que determinou a repetição do indébito, é facultado ao contribuinte manifestar a opção de receber o respectivo crédito por meio de precatório regular ou mediante compensação, uma vez que ambas as modalidades constituem formas de execução do julgado colocadas à disposição da parte quando procedente a ação.” (REsp 509585/MG, DJ 05/12/2006, p. 244). Não há que se falar em desistência da ação de execução, vez que não ajuizado qualquer pedido; Quando da formalização do pedido na Receita Federal, a Recorrente já estava investida da condição de titular dos créditos, e já havia ocorrido o trânsito em julgado da decisão (04/10/2002), não assistindo razão a alegação de que os créditos não gozavam de liquidez e certeza, como exigido pelo art. 170A do CTN; O art. 74, da Lei nº 9430, de 1996, com a redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002, no qual foi fundamentada a não homologação das compensações, apenas faz menção a “crédito” sem dispor sobre sua natureza, se tributária ou indenizatória. O dispositivo autoriza o sujeito passivo à compensação de débitos tributários com créditos que apurar, inclusive judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrados pela Receita Federal; Não existe óbice legal para a transferência da titularidade do crédito e, no caso dos autos, a transferência se deu por instrumento particular de cessão de direito, de conformidade com o inciso II do art. 567 do CPC, devidamente homologada pelo Juiz da causa (fls. 42). Assim, não restando dúvidas sobre a legitimidade do direito da Recorrente, esta tem a opção de promover a execução judicial (art. 547, inciso II, do CPC), ou de pleitear, administrativamente, sua utilização para compensação de débitos tributários, encaixandose perfeitamente na regra do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996; Não se aplica ao presente caso o disposto no art. 123 do CTN, visto que trata de transferência da obrigação tributária de pagar tributo; Fl. 381DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 6 5 Contra a Recorrente foi lavrado Auto de Infração, com a formalização do Processo nº 11020.003072/200348, para a exigência dos débitos tributários, cuja compensação pleiteada no Processo nº 11020.000037/200377 não foi homologada, sob a justificativa de que não tendo sido aceitos os créditos (de terceiros), não poderiam ser consideradas quitadas as estimativas da CSLL e, portanto inexistente o saldo negativo da respectiva contribuição; É descabida a autuação, considerando que a Recorrente instaurou o contencioso administrativo, com a apresentação da Manifestação de Inconformidade questionando a decisão que não homologou as compensações, restando suspensa a exigibilidade dos referidos débitos, nos termos do art. 151, inciso III, do CTN; Diante de tal fato, a Recorrente impetrou Mandado de Segurança, autuado sob o nº 2004.71.0048792, sendolhe negada a segurança. Contudo, em sentença, foi ordenado o prosseguimento dos procedimentos de cobrança condicionados ao desfecho dos recursos administrativos interpostos pela Recorrente no Processo nº 11010.000037/200337. Dessa decisão judicial, a Recorrente ingressou com o recurso de Apelação no TRF/4ª Região, que à data da formulação destas razões de defesa encontravase aguardando julgamento; Desta forma, a exigência tributária somente poderia ocorrer quando houvesse o trânsito em julgado da decisão proferida no processo administrativo que deixou de homologar as compensações; Além disso, os débitos objeto de compensação encontramse declarados em DCTF e, por se tratar de instrumento hábil, a dívida ali confessada está sendo cobrada, por meio da Carta Cobrança n. 150/2007/ARF/SORAC/BGS, constituindose em cobrança em duplicidade; À guisa de sua defesa, a Recorrente colacionou farta jurisprudência administrativa e dos Tribunais. Ao final, requereu: (i) fosse recebida a Manifestação de Inconformidade, suspendendose a exigibilidade do crédito tributário vinculado, até decisão final, com a conseqüente desconsideração da Carta Cobrança; (ii) o seu total provimento, considerando que está comprovada a liquidez e certeza dos créditos à vista do trânsito em julgado da decisão judicial; (iii) a homologação das compensações dos débitos, nos termos do art. 74, § 2º, da Lei nº 0.430, de 1996, com as alterações introduzidas pela Lei nº 10.637, de 2002, c/c arts. 106, inciso I e 156, inciso II, do CTN; ( iv) seja sustado o julgamento do presente processo até que o de nº 11020.000037/200377 tenha decisão definitiva; (v) seja provado o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito. A matéria foi julgada em primeira instância pela 1ª Turma da DRJ/POA, em sessão de 13/03/2008, decidindo aquele colegiado, por unanimidade de votos, indeferir a solicitação da Recorrente. A decisão está consubstanciada no Acórdão nº 1015.745, resumida na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL Anocalendário: 2002 CSLL. COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO CONTRA A FAZENDA. É condição para compensação de crédito contra a Fazenda Pública a sua liquidez e certeza. Se as parcelas da estimativa que originaram o saldo credor da CSLL não foram extintas, dado o indeferimento da sua anterior compensação, inexiste o direito creditório pleiteado e, por conseqüência, o direito à compensação. Fl. 382DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 7 6 CARTA COBRANÇA. EXIGÊNCIA DE DÉBITOS. RECLAMAÇÃO. FALTA DE COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO PELAS DRJ. A apreciação de inconformidade do contribuinte sobre cobrança de crédito tributários em duplicidade e formalizada em cartacobrança, foge à competência das DRJ, especialmente quando parte destes débitos está sendo discutida judicialmente. Solicitação Indeferida. Inconformada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário (fls. 307/354), argüindo em sua defesa os mesmos fundamentos de fato e de direito apresentados na impugnação. Ao final, requereu: seja recebido o Recurso Voluntário e ao final provido, suspendendose a exigibilidade dos créditos tributários vinculados ao processo até que seja proferida decisão definitiva, bem como, seja desconsiderada a Carta Cobrança nº 048/2008/ARF/Sorac (fls. 302/303); a reforma da decisão recorrida de primeira instância, considerando que ficou comprovado ser o crédito líquido, certo e plenamente exigível, originário de ação, cuja decisão transitou em julgado; a homologação na totalidade das compensações pleiteadas, nos termos dos arts. 106, inciso I e 156, inciso II, ambos do CTN, e do art. 74, § 2º, da Lei nº 9.430, de 1996, pois a compensação de débitos tributários é meramente declaratória, que no caso de homologação definitiva das compensações discutidas no Processo nº 11020.000037/200377, pode tornar sem efeito a homologação das compensações examinadas no presente processo; seja sustado o julgamento deste contencioso administrativo até que o desfecho do Processo nº 11020.000037/200377; a produção de provas por todos os meios admitidos em direito, a juntada dos extratos dos processos em nome da Requerente, que estão em tramitação, especialmente do Processo nº 11020.000037/200377, de forma a comprovar que este ainda tramita na repartição. É o relatório. Fl. 383DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 8 7 VOTO Conselheiro José Ricardo da Silva O recurso é tempestivo e reúne as condições para sua admissibilidade. A matéria tributária posta para reexame nesta instância recursal diz respeito à compensação de débitos tributários da Recorrente (fls. 05/10), com o saldo negativo da CSLL do anocalendário 2002. As justificativas apresentadas pela autoridade julgadora a quo sobre a matéria de mérito, também foram no sentido de que as referidas parcelas estimativas da CSLL não poderão ser consideradas para fins de apuração do saldo negativo da contribuição, no ano calendário 2002, vez que não foram extintas, quer pelo pagamento, quer pela ulterior homologação das compensações. A seguir transcrevo excertos do Voto condutor do acórdão recorrido: Quanto ao mérito, a questão central do litígio repousa em se saber se as parcelas do imposto devido por estimativa no anocalendário foram ou não liquidadas, cabendo ou não consideralas para efeito de apuração do saldo negativo anual da CSLL de 2002. No tocante às parcelas dos meses de janeiro a junho e parte de julho de 2002, vejo que as mesmas foram objeto de compensação no processo nº 11020.000424/200575, indeferida pela autoridade administrativa em decisão mantida por esta Turma na sessão de 05/03/08. Não houve, assim, homologação do crédito tributário, não havendo que se cogitar no seu pagamento ou extinção, e, portanto, de sua restituição ou compensação. Em relação às parcelas da estimativa de julho a novembro, informa o contribuinte terem sido liquidadas com restituição de créditos tributários requerida no processo nº 11020.000037/200377, tendo a autoridade indeferido o pleito. Sobre este processo verifico que a decisão administrativa foi mantida por esta Delegacia de Julgamento, não tendo o Conselho de Contribuintes provido o recurso voluntário, conforme se pode verificar na página da internet daquele colegiado (www.conselhos.fazenda.gov.br): ( ... ) Tanto os argumentos declinados pela autoridade administrativa quanto a extensa defesa da manifestante acerca da procedência do crédito prêmio do IPI, não guardam, a meu ver, correlação com a discussão neste processo, posto que esta questão está sendo examinada no processo 11020.000037/200377 e já foi superada em dois julgamentos administrativos, não cabendo sua apreciação aqui, onde o litígio repousa em se saber se as estimativas devidas no curso doa ano calendário foram extintas em valor maior que o devido, condição inafastável para deferimento da compensação. Fl. 384DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 9 8 E no caso, está demonstrado não ter havido liquidação destas parcelas, motivo suficiente para indeferimento do pedido, pelos motivos antes declinados. O litígio está centrado na existência ou não de saldo negativo de CSLL, a exigir do julgador administrativo o reconhecimento ou não do direito creditório, no valor de R$644.107,86 que foi apurado pela empresa recorrente em sua DIPJ (fls. 14/18), ano calendário 2002, em decorrência das parcelas estimativas da CSLL mensais terem sido apuradas em total superior à contribuição devida ao término do período (ajuste anual), como segue: DIPJ/2003 – Valores extraídos da Ficha 16 – Cálculo da CSLL Mensal por Estimativa Mês calendário 01. Base de Cálculo da CSLL 02. CSLL Apurada (9,0%) 04. () CSLL Devida em meses anteriores 07. CSLL a Pagar Jan./02 384.342,71 34.590,84 34.590,84 Fev./02 579.390,39 52.145,14 52.145,14 Mar./02 850.259,28 76.523,34 76.523,34 Abr./02 646.995,49 58.229,59 58.229,59 Mai./02 740.329,23 66.629,63 66.629,63 Jun./02 1.095.724,98 98.615,25 98.615,25 Jul./02 974.499,69 87.704,97 87.704,97 Ago./02 2.660.782,37 239.470,41 239.470,41 Set./02 1.109.827,00 99.884,43 99.884,43 Out./02 1.929.843,55 173.685,92 173.685,92 Nov./02 3.666.465,29 329.981,88 329.981,88 Dez./02 7.481.705,96 673.353,54 1.317.461,40 644.107,86 De acordo com a DIPJ, exercício 2003, anocalendário 2002, a Recorrente apurou a CSLL pelo regime do lucro real anual (fls. 13/18), sobre bases de cálculo estimadas, nos termos dos arts. 221 e 222 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 1999 (RIR/99). Na Ficha 17 – CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO foram declarados os seguintes valores: 31. BC antes compens. De BC negativa de per. anteriores7.481.705,96 32. () Base calc. neg. da CSLL de per. ant. – ativ. geral 0,00 33. () Base calc. neg. da CSLL de per. ant. – ativ. rural 0,00 34. BASE DE CÁLCULO DA CSLL7.481.705,96 35. Contribuição social sobre lucro líquido por atividade 673.353,54 CÁLCULO DA CSLL 36. Contribuição social sobre lucro líquido total 673.353,54 DEDUÇÕES 37. () Recuperação de crédito de CSLL 0,00 38. () CSLL mensal paga por estimativa1.317.461,40 39. () Parcel. formal. de CSLL sobre base cal. estimada 0,00 Fl. 385DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 10 9 40. () Imp. pago no ext. s/lucros, rend. ganhos de capital 0,00 41. () CSLL retida fonte por órgão público 0,00 42. CSLL a pagar 644.107,86 44. CSLL sobre dif. entre custo orçado e custo efetivo 0,00 45. CSLL postergada de períodos apuração anteriores 0,00 As estimativas mensais foram objeto de compensações com saldo negativo da CSLL do anocalendário anterior (2001) e com créditos judiciais, que não foram homologadas pela autoridade administrativa em razão de não restar conhecidos os créditos a elas vinculados, conforme informações extraídas do Despacho Decisório DRF/CXL nº 199, de 2007 (fls. 61/64). Segundo consta do processo, a recorrente promoveu à compensações em cadeia, compensando as estimativas de 2002 com saldo negativos da CSLL de 2001; e estimativas de 2003 com saldo negativos da CSLL de 2002. Relativamente a este contencioso administrativo, temse em resumo que: a) as compensações das estimativas dos meses de jan. a jun./2002 e parte da estimativa de jul./2002 constam da DCOMP nº 33455.47009.160804.1.7.0372 como compensadas com o saldo negativo da CSLL apurado em 2001 (fls.19/25), examinadas no Processo nº 11020.000424/200575. Por não terem sido homologadas (fls. 37), os débitos das estimativas de jan. a jun./2002 foram cobrados mediante lavratura de Auto de Infração, de que trata o Processo nº 11020.003974/200201 (fls. 34/35), a saber: QUADRO DEMONSTRATIVO DAS ESTIMATIVAS EFETIVAMENTE PAGAS Período Apuração CSLL efetivamente paga Natureza do Crédito Jan./2002 34.590,84 AI – Processo nº 11020.003974/200201 Fev./2002 52.145,13 AI – Processo nº 11020.003974/200201 Mar./2002 76.523,34 AI – Processo nº 11020.003974/200201 Abr./2002 58.229,59 AI – Processo nº 11020.003974/200201 Mai./2002 66.629,63 AI – Processo nº 11020.003974/200201 Jun./2002 99.753,57 AI – Processo nº 11020.003974/200201 TOTAL 387.872,10 b) as estimativas dos demais meses de ago. a nov./2002 e o restante do mês de jul/2002 foram vinculadas aos créditos judiciais obtidos por cessão de direito da Cia Hering, referente a créditos de IPI, reconhecidos nos autos do Processo nº 87.00005444. Igualmente, por não terem sido homologadas as respectivas compensações, os débitos foram objeto de Auto de Infração até o montante de R$285.481,44 controlado no Processos nº 11020.003072/2003 48 (fls. 58 e 63), sendo: QUADRO DEMONSTRATIVO DA CSLL DEVIDA CSLL anual (7.481.705,96 X 9%) 673.353,54 Estimativas efetivamente pagas (AI) 387.481,44 CSLL devida 285.481,44 QUADRO DEMONSTRATIVO DAS ESTIMATIVAS EFETIVAMENTE PAGAS Período Apuração CSLL efetivamente paga Natureza do Crédito Jul./2002 87.704,97 AI – Processo nº 11020.003072/200348 Ago./2002 (*) 197.776,47 AI – Processo nº 11020.003072/200348 Fl. 386DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 11 10 TOTAL 285.481,44 (*) referese a parte da estimativa mensal de ago./2002, apurada no total de R$239.470,41 c) o saldo negativo da CSLL, anocalendário 2002, não se confirmou, vez que baseado nas parcelas estimativas cujas compensações não foram homologadas, pois o saldo negativo da CSLL do anocalendário anterior (2001), a que estavam vinculadas ditas compensações, também não restou comprovado (Processo nº 11020.000424/200575). A legislação do Imposto de Renda aplicável na apuração da Contribuição Social sobre o Lucro LíquidoCSLL (Lei nº 9.430, de 1996, art. 28) prevê que os valores efetivamente pagos calculados sobre a base de cálculo estimada mensalmente, no transcorrer do ano calendário, podem ser deduzidos do valor de CSLL apurado anualmente (ajuste). Conforme já demonstrado, os valores das parcelas estimativas da CSLL, dos meses calendário jan. a jun./2002, foram lançadas de ofício e quitadas nos autos do Processo nº 11020.003974/200201 (fls. 34), por não terem sido homologadas as respectivas compensações com o saldo negativo da CSLL do anocalendário anterior. A autoridade fiscal deduziu os cobrados e pagos no total de R$387.872,10, da CSLL anual apurada na DIPJ, anocalendário 2002, no valor de R$673.353,54, conforme demonstrado acima. Da mesma forma, as parcelas estimativas dos meses de jul. e ago./2002, no importe de R$285.481,44 foram objeto de lançamento de ofício, de que trata o Processo nº 11020.003072/200348 (fls. 58), sendo deduzidas da CSLL apurada no final do período, encerrado em 31 de dezembro de 2002. No mesmo processo administrativo nº 11020.003072/200348 (fls. 59/60) consta o lançamento de ofício da multa de 75% calculada sobre o valor das parcelas estimativas não homologadas, dos meses de ago./2002 (parte não recolhida de R$41.693,74), set. a nov./2002, que estavam vinculadas aos créditos judiciais discutidos no Processo nº 11020.000037/2003 77, como segue: MULTA OFÍCIO PELO NÃO RECOLHIMENTO DAS ESTIMATIVAS DA CSLL ANOCALENDÁRIO 2002 Mês Estimativa não recol. % Valor Multa Natureza do crédito Ago./2002 41.693,94 75,0 31.270,45 AI – Processo nº 11020.003072/200348 Set./2002 99.884,43 75,0 74.913,32 AI – Processo nº 11020.003072/200348 Out./2002 173.685,92 75,0 130.264,44 AI – Processo nº 11020.003072/200348 Nov./2002 329.981,88 75,0 247.486,41 AI – Processo nº 11020.003072/200348 Considerando, pois, que a cobrança das estimativas se limitou ao valor da contribuição anual de R$673.353,54, não há que se falar em saldo negativo da CSLL, ano calendário 2002. A Recorrente alegou incidente de prejudicialidade, pois sob sua ótica, o julgamento do presente processo antes do desfecho do contencioso administrativo sobre a legitimidade dos créditos judiciais de que cuida o Processo nº 11020.000037/200377, poderia advir decisão conflituosa e resultar em prejuízo manifesto. O referido processo chegou à instância administrativa especial e, em sede de Recurso de divergência foi confirmada a decisão a quo sobre o não reconhecimento dos créditos judiciais para fins de compensálos com débitos tributários, na forma prescrita no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Assim, à vista dos fatos, fica prejudicado o exame do incidente processual suscitado. Fl. 387DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 12 11 A recorrente alega também a cobrança em duplicidade das parcelas estimativas da CSLL, anocalendário 2002. Com a razão a contribuinte. A legislação tributária estabelece que encerrado o período de apuração do IRPJ e da CSLL, a exigência de recolhimento por estimativa deixa de ter o seu efeito, prevalecendo a exigência do imposto e da contribuição efetivamente devidos, apurados com base no lucro real anual, já que consumada a ocorrência do fato gerador anual (inteligência do art. 6º e parágrafos, da Lei nº 9.430, de 1996). No presente processo, temse de um lado, a cobrança das estimativas da CSLL não homologadas, mesescalendário de jan. a ago./2002, mediante lançamento de ofício (Processos nºs 11020.003974/200201 e 11020.003072/200348), feita a respectiva cobrança até o limite da CSLL anual de R$673.353,54 apurada na DIPJ, anocalendário 2002. De outro lado, há a Carta Cobrança anexa ao Processo nº 11020.000424/200575, para a exigência dos débitos de 2002, cadastrados no PROFISC. Com efeito, a autoridade preparadora não deve submeter à cobrança os débitos mencionados na Carta Cobrança em comento, sob pena da sua exigência em duplicidade e se constituir em enriquecimento sem causa da União. Neste particular, a autoridade julgadora de primeira instância considerou que o assunto não é da competência da Delegacia de Julgamento, tendo assim se manifestado: No tocante à reclamação de que créditos suspensos estariam sendo indevidamente exigidos, bem assim que haveria duplicidade de cobrança de algumas parcelas, entendo não deter a Delegacia de Julgamento competência para apreciação da reclamação, a teor do art. 174 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal e do art. 74, § 9º, da Lei nº 9.430, de 27/12/96, cabendo à autoridade preparadora análise das alegações do contribuinte para, se for o caso, cancelar ou sustar a cobrança dos débitos apontados.Registro, neste aspecto, que o contribuinte dirigiu, após a manifestação de inconformidade, pedidos nestes termos para o Agente da Receita Federal em Bento Gonçalves (fls. 276 a 283) e para o Delegado da Receita Federal do Brasil (fls. 261 a 272). A contrário senso, entendo que ao julgador administrativo compete examinar e julgar os atos administrativos a vista das alegações apresentadas e do conjunto probatório, de modo a que a decisão proferida reflita a melhor exegese da legislação tributária e que seus efeitos sejam no sentido de produzir a justiça fiscal. Ao órgão preparador compete dar cumprimento ao que for decidido, embargando o acórdão se assim entender cabível, nos termos do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. § 1º Os embargos de declaração poderão ser interpostos por conselheiro da turma, pelo Procurador da Fazenda Nacional, pelos Delegados de Julgamento, pelo titular da unidade da administração tributária encarregada da execução do acórdão ou pelo recorrente, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Câmara, no prazo de 5 (cinco) dias contado da ciência do acórdão.(g.n) Fl. 388DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 11020.000423/200521 Resolução nº 1101000.042 S1C1T1 Fl. 13 12 CONCLUSÃO Por fim, o saldo negativo de CSLL em litígio nestes autos é constituído por estimativas vinculadas a processos administrativos ou judiciais. Para além disso, a recorrente informa ter proposto ação judicial para questionar providências administrativas em face de parte daquelas estimativas. Considerando o tempo transcorrido desde as apurações fiscais e tendo em conta a possibilidade dos processos administrativos ou judiciais referidos acima relatados já terem alcançado decisão definitiva, ou mesmo terem sido objeto de desistência por parte do sujeito passivo, para melhor julgamento da lide o presente processo deve ser convertido em diligência para que autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte informe a situação atual dos processos administrativos e judiciais que interferem na liquidação das estimativas que integram a composição do saldo negativo aqui em litígio. Ao final dos trabalhos deverá ser produzido relatório circunstanciado, a ser cientificado ao sujeito passivo, facultandolhe a complementação de suas razões de defesa no prazo de 30 (trinta) dias. É como voto. JOSÉ RICARDO DA SILVA – Relator JOSELAINE BOEIRA ZATORRE – Relatora ‘ad hoc’ designada para formalização de acórdão. Ressalto que não estou vinculado ao conteúdo dessa decisão. Fl. 389DF CARF MF Impresso em 25/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 24/03/ 2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO
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Numero do processo: 10070.000349/00-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Apr 01 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1997, 1998, 1999
FALTA DE INTIMAÇÃO REGULAR. NULIDADE DOS ATOS POSTERIORES.
A falta de intimação regular da contribuinte a respeito de despacho decisório impõe o reconhecimento da nulidade dos atos processuais posteriores.
Numero da decisão: 1402-001.927
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso para anular a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro e determinar o retorno dos autos àquela Unidade para nova decisão com apreciação das razões de mérito contidas na manifestação de inconformidade, retomando-se o rito processual a partir daí. Vencido o Conselheiro Leonardo de Andrade Couto que negava provimento. Declarou-se impedido o Conselheiro Moises Giacomelli Nunes da Silva. Participou do julgamento a Conselheira Cristiane Silva Costa que foi designada para redigir o voto vencedor.
LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente e Relator.
CRISTIANE SILVA COSTA Redatora Designada
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Paulo Roberto Cortez, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Cristiane Silva Costa, Carlos Pelá e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1997, 1998, 1999 FALTA DE INTIMAÇÃO REGULAR. NULIDADE DOS ATOS POSTERIORES. A falta de intimação regular da contribuinte a respeito de despacho decisório impõe o reconhecimento da nulidade dos atos processuais posteriores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso para anular a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro e determinar o retorno dos autos àquela Unidade para nova decisão com apreciação das razões de mérito contidas na manifestação de inconformidade, retomandose o rito processual a partir daí. Vencido o Conselheiro Leonardo de Andrade Couto que negava provimento. Declarouse impedido o Conselheiro Moises Giacomelli Nunes da Silva. Participou do julgamento a Conselheira Cristiane Silva Costa que foi designada para redigir o voto vencedor. LEONARDO DE ANDRADE COUTO – Presidente e Relator. CRISTIANE SILVA COSTA – Redatora Designada AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 0. 00 03 49 /0 0- 17 Fl. 965DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Paulo Roberto Cortez, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Cristiane Silva Costa, Carlos Pelá e Leonardo de Andrade Couto. Relatório Por bem resumir a controvérsia, adoto o Relatório da decisão recorrida que abaixo transcrevo: Primeiramente, esclareço que o processo era originariamente em papel, e que foi posteriormente digitalizado, ocorrendo a remuneração das páginas. Assim, tanto o relatório quanto o voto fazem referência às páginas com a numeração atualizada, justificando algumas divergências com relação aos documentos que são mencionados nos despachos decisórios ora combatidos, e nos documentos apresentados pela interessada. No entanto, ressalto desde já que esta divergência não prejudica o presente julgamento, sequer seu entendimento. Trata o processo sobre pedido de restituição apresentado em 24/03/2000, anexo fls. 03, no qual a interessada pretende utilizar crédito de saldo negativo de IRPJ dos anoscalendário de 1997, 1998 e 1999, no valor total de R$ 1.871.322,43, a ser compensado com débitos de terceiros e débitos próprios relativos a IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. O processo foi para diligência para fins de verificar, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, o efetivo valor do saldo negativo de IRPJ referente aos anoscalendário de 1997, 1998 e 1999, e certificar se o IRPJ devido foi corretamente apurado, e se os rendimentos advindos das aplicações financeiras realizadas naqueles anos foram efetivamente oferecidos à tributação, nos termos do artigo 231, III, do RIR/99. Em resposta da diligência, foi constatado que a interessada foi autuada nos anoscalendário em questão, conforme fls. 555. Em 18/07/2005, após análise, foi proferido Despacho Decisório pela DERAT/Rio de Janeiro, com base no Parecer Conclusivo nº 122/2005, fls. 577/580, não reconhecendo o direito creditório e não homologando as compensações. Segundo o Parecer, todas as compensações apresentadas foram convertidas em Declaração de Compensação, por força do artigo 74, §4º da Lei nº 9.430/96, inclusive a compensação cujo débito é de terceiros, do processo em apenso nº 13119.000023/0001, com cópia acostada aos autos às fls. 137. Além disso, em função das autuações dos anoscalendário em questão, a certeza e liquidez do crédito não foram comprovadas, requisitos necessários conforme artigo 170 do CTN. De acordo com documento de fls. 582 e 585, a interessada teve ciência do Despacho Decisório e do Parecer Conclusivo nº 122/2005 em 08/08/2005, no domicílio fiscal eleito pela interessada, conforme pesquisa ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, fls. 581. Posteriormente, foi anexado aos autos outro pedido de compensação, apresentado em 13/06/2001, às fls. 587, cuja numeração anterior seria fls. 535, e que não teria sido considerado pelo Parecer Conclusivo nº 122/2005. Fl. 966DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10070.000349/0017 Acórdão n.º 1402001.927 S1C4T2 Fl. 3 3 Assim, em 29/09/2005, foi proferido Parecer Conclusivo de nº 194/2005, e respectivo Despacho Decisório, fls. 606/609, não homologando a declaração de compensação de fls. 587. Não obtendo sucesso nas intimações para dar ciência da decisão, em 21/03/2006 foi verificado que houve mudança do domicílio, conforme pesquisa ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, fls. 621. Assim, o processo foi encaminhado para a Delegacia da Receita Federal do Brasil, em Brasília, o qual foi repassado para a Equipe de Execuções, haja vista constar já decisão das Declarações de Compensação ( despacho fls. 631). Em 19/12/2006 (AR – fls. 633), a interessada tomou ciência do Despacho Decisório/DRF/RJ/DIORT, por meio do Comunicado/2006 de fls. 632. Em 27/02/2007, consta nos autos às fls. 637 o pedido da interessada de obter cópia de partes do processo, incluindo do AR da ciência da decisão. Posteriormente, em 01/03/2007, a interessada protocolou requerimento endereçado ao Chefe da Divisão de Orientação e Análise Tributária, da Delegacia da Receita Federal em Brasília, fls. 640, solicitando a definição de qual prazo para a apresentação da manifestação de inconformidade, tendo em vista que o Comunicado exarado pela Delegacia era omisso, bem como não havia menção de qual Departamento seria o competente para o recebimento do referido recurso. Assim, finaliza requerendo que fosse procedida a devida intimação, constando a possibilidade de apresentar defesa quanto ao Despacho Decisório, seu prazo e o endereçamento da Delegacia da Receita Federal competente, se em Brasília ou Rio de Janeiro. Em termo denominado INFORMAÇÃO, de fls. 643, exarado em 07/03/2007, a Divisão de Orientação e Análise Tributária esclareceu que as informações solicitadas estavam no Despacho Decisório, que foi encaminhado juntamente com o Comunicado. Esclarece, ainda, que seria impossível nova intimação para apresentação de defesa, já que a ciência da decisão foi em 19/12/2006, com fim do prazo em 17/01/2007 para apresentação da manifestação de inconformidade. A interessada foi cientificada da resposta em 13/03/2007 (AR – 645). Em 14/05/2007, a interessada apresentou requerimento endereçado ao Delegado da Receita Federal em Brasília, trazendo as mesmas alegações anteriormente aduzidas, conforme fls. 714/722. Neste requerimento, a interessada ainda acrescenta que o Despacho Decisório se funda integralmente no Parecer Conclusivo nº 194/2005, o qual opinou pela não homologação da declaração de compensação de fls. 535 (fls. 587 atualizada). Este, por sua vez, tem como fundamento o fato de que o “crédito alegado pela interessada já foi objeto de análise e decisão por parte dessa Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária no Rio de Janeiro – DERAT/RJ, que entendeu por não reconhecer o direito creditório, nos termos do Parecer Conclusivo e respectivo Despacho Decisório de fls. 526/529 destes autos.” No entanto, a interessada afirma que o mencionado documento de fls. 526/529 (fls. 577/580 atualizada) não foi levado ao seu conhecimento. Logo, o Despacho Decisório que não homologou a DCOMP de fls. 535 ( fls. 587 atualizada) é inócuo, visto que lastreia sua fundamentação jurídica em um procedimento do qual a interessada não tomou conhecimento. Fl. 967DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 4 Finaliza solicitando que fosse declarado nulo o Comunicado/2006 e a INFORMAÇÃO datada de 07/03/2007, e, por conseqüência, fosse determinado prazo para que a interessada exercesse seu direito de apresentar manifestação de inconformidade, nos moldes como estabelecido pelo Decreto n° 70.235/72. O pedido foi novamente indeferido, em despacho emitido em 26/07/2007, de fls. 729, intitulado INFORMAÇÃO, cuja ciência ocorreu em 09/08/2007 ( AR fls. 731). Ato seguinte, a interessada apresentou RECURSO VOLUNTÁRIO em face da decisão da Delegacia da Receita Federal em Brasília, em 04/09/2007, fls. 735/747, traçando o histórico do presente processo, repetindo toda a fundamentação e fatos trazidos anteriormente. Finaliza o RECURSO VOLUNTÁRIO solicitando que fosse declarado nulo o Comunicado/2006, a INFORMAÇÃO datada de 07/03/2007 e a decisão da Delegacia da Receita Federal em Brasília, e, por conseqüência, fosse determinado prazo para que a interessada exercesse seu direito de apresentar manifestação de inconformidade, nos moldes estabelecidos pelo Decreto n° 70.235/72. A 2ª Câmara/1ª Turma Ordinária, em sessão de 23 de setembro de 2009, por meio do Acórdão nº 220100.406, fls. 755/758, por unanimidade, deu provimento ao recurso. No voto, a douta relatora assim determina: Dessa forma, as razões de Recurso da recorrente devem ser acatadas para que sejam cancelados todos os atos após às fls. 529 e, por conseguinte, seja reaberto prazo para apresentação da manifestação de inconformidade da contribuinte, nos termos da legislação em vigor. Pelo exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário da recorrente. Em atendimento ao determinado pelo então Conselho de Contribuintes, a interessada foi cientificada em 23/09/2011 dos documentos que constam no termo de Ciência e Intimação de fls. 780, com reabertura de novo prazo para apresentação da manifestação de inconformidade, a saber: 1) Parecer Conclusivo nº 122/05, de 06/07/2005. 2) Despacho Decisório de 08/07/2005. 3) Parecer Conclusivo nº 194/05, de 29/08/2005. 4) Despacho Decisório de 09/09/2005. Em 24/10/2011, a interessada apresentou manifestação de inconformidade de fls. 784/792, alegando: alega a tempestividade. dos fatos, narra que apresentou pedido de restituição do saldo negativo de IRPJ dos anoscalendário de 1997 a 1999, e que todos os pedidos de compensação foram convertidos em Declaração de Compensação, conforme Parecer Conclusivo nº 122/02. verificase que a não homologação decorre exclusivamente da suposta impossibilidade de se aferir se o crédito possui requisitos de certeza e liquidez exigidos pelo artigo 170 do CTN, em razão de – posteriormente à apresentação da DCOMP – haver a Autoridade Fiscal glosado IRPJ e CSLL referente aos anos calendário de 1997 a 1999, sendo que os valores/lançamentos estariam ainda em Fl. 968DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10070.000349/0017 Acórdão n.º 1402001.927 S1C4T2 Fl. 4 5 discussão nos autos dos processos nº 18471.002460/200261 e nº 18471.003124/20317. no entanto, na época da prolação dos despachos decisórios, já havia sido proferido pela Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes o Acórdão n° 10708.031 que, por unanimidade de votos, negou provimento a recurso de ofício contra decisão que julgou improcedentes os autos de infração em matéria de IRPJ e CSLL que eram objeto do citado processo administrativo n° 18471.002460/200261. no que diz respeito também ao mencionado processo administrativo n° 18471.003124/200317, a Requerente também já obteve decisão favorável no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que deu provimento a Recurso Voluntário interposto pela ora Requerente naqueles autos. assim, é imperioso concluir pela homologação das compensações declaradas. quanto ao direito, o crédito tributário decorre de saldo negativo de IRPJ dos anoscalendário de 1997 a 1999, sendo válido pela jurisprudência do CARF. o fundamento para o não reconhecimento do direito creditório não respeita a verdade dos fatos, haja vista que as autuações consignadas naqueles autos não mais subsistem. no que concerne o processo nº 18471.002460/200261, o Acórdão n° 10708.031 foi proferido em sessão de 13/04/2005, e formalizado em 11/05/2005, antes dos despachos decisórios atacados, proferidos em 08/07/2005 e 09/09/2005. os despachos decisórios deixaram de homologar a compensação desconsiderando a decisão favorável à interessada, deixando de observar seu dever de investigação. quanto ao processo n° 18471.003124/200317, já obteve decisão favorável, na sessão de julgamento de 25/05/2011, na qual a Segunda Turma / Quarta Câmara da Primeira Seção de Julgamento proferiu o acórdão n° 1402000.544, dando provimento ao Recurso Voluntário. demonstradas a insubsistência e improcedência do indeferimento das compensações declaradas em razão de não prosperar o seu único fundamento, é forçoso reconhecer a validade das compensações e a extinção dos créditos tributários a que elas se referem. Após análise dos autos, o Presidente da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro propôs embargo ao Acórdão nº 220100.406 proferido pela 2ª Câmara/1ª Turma Ordinária, em sessão de 23 de setembro de 2009, fls. 868/869. No embargo, o Presidente alegou, em apertada síntese, que o Recurso Voluntário ao CARF de fls. 735/736, apresentado pela interessada, não era em relação a uma Decisão de Delegacia de Julgamento, e sim de uma informação da Diort da DRF/Brasília, fls. 729, e que o processo não teria em momento algum transitado na Delegacia de Julgamento. Na sessão do dia 13 de março de 2013, a 2ª Câmara da 1º Turma Ordinária do CARF prolatou Acórdão nº 2201002.043, fls. 893/895, acolhendo os embargos, para anular o Acórdão nº 220100.406, de 23/09/2009, determinando o retorno dos autos à Fl. 969DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 6 Delegacia da Receita Federal de Julgamento, para proferir decisão em primeira instância, inclusive acerca da tempestividade da manifestação de inconformidade. A interessada teve ciência do Acórdão nº 2201002.043 em 16/08/2013, conforme AR de fls. 908. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro prolatou o Acórdão 1260.188 não conhecendo da manifestação de inconformidade por entender que foi apresentada intempestivamente. Devidamente cientificado, o sujeito passivo recorre a este Colegiado ratificando as razões pelas quais a manifestação de inconformidade deveria ser apreciada. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Leonardo de Andrade Couto O recurso é tempestivo, foi interposto por signatário devidamente qualificado e deve ser conhecido. A questão a ser aqui apreciada referese à tempestividade da manifestação de inconformidade. As decisões que analisaram os pedidos de compensação foram duas: O Parecer Conclusivo 122/05 com respectivo Despacho Decisório e, em caráter complementar, o Parecer Conclusivo 194/05 também acompanhado do respectivo Despacho Decisório. O sujeito passivo suscitou, em resumo, que não teria recebido o Parecer Conclusivo 122/05 que também não foi anexado ao Comunicado/2006 encaminhado posteriormente. Acrescenta que o Comunicado em questão não ressalvou expressamente o direito de apresentar manifestação de inconformidade, o prazo para apresentação e a Unidade competente para recebimento. As alegações da interessada são absolutamente improcedentes. Quanto aos efeitos da anulação do Acórdão 220100.406, foi bem a decisão recorrida em destacar a ineficácia da ciência da decisão ocorrida em 23/09/2011 e o restabelecimento dos efeitos das intimações nos seguintes termos: a) ciência do Despacho Decisório e do Parecer Conclusivo nº 122/2005, fls. 577/580, em 08/08/2005, no domicílio fiscal eleito pela interessada, conforme pesquisa ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, fls. 581. b) ciência do Despacho Decisório e do Parecer Conclusivo nº 194/2005, fls. 606/609, em 19/12/2006, no domicílio fiscal eleito pela interessada, conforme pesquisa ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, fls. 623. Fl. 970DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10070.000349/0017 Acórdão n.º 1402001.927 S1C4T2 Fl. 5 7 Mostrase incompreensível a insistência da defesa na afirmativa de que não há qualquer prova no processo do recebimento do Parecer Conclusivo 122/05, quando em diversas manifestações nos autos – devidamente informadas à interessada as autoridades registraram que o documento em questão e o Despacho Decisório foram recepcionados em 08/08/2005, conforme informação prestada pelos Correios às fl. 533. Mesmo que por hipótese, e apenas por hipótese, fosse procedente a reclamação, ainda assim não haveria qualquer prejuízo à defesa. Levandose em consideração a inexistência de controvérsia quanto ao recebimento em 19/12/2006 do Parecer Conclusivo 194/05 e respectivo Despacho Decisório, esse documento, até por ser complementar, traz em seu bojo uma reprodução integral do Parecer Conclusivo e Despacho Decisório 122/05, inclusive com as informações referentes à apresentação de manifestação de inconformidade. Ainda na questão hipotética, a data de 19/12/2006 (e não 08/08/2005) seria considerada como ciência, implicando que o termo final para recurso seria em 18/01/2007. Mesmo assim, a primeira petição do sujeito passivo só foi protocolada em 01/03/2007 com o detalhe de que não poderia ser considerada um recurso, mas simplesmente um pedido de informações. Apenas em 14/05/2007 a interessada peticionou contestando expressamente a regularidade das intimações anteriores. Nesse ponto, mesmo no entendimento de que o princípio do formalismo moderado implicaria em reconhecer esse documento como manifestação de inconformidade, a intempestividade seria flagrante. Do exposto, voto por negar provimento ao recurso, no entendimento de que a manifestação de inconformidade contra decisão que não homologou pedido de compensação quando apresentada intempestivamente não instaura o litígio e acarreta a perempção do direito de recorrer. Leonardo de Andrade Couto Relator Fl. 971DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 8 Voto Vencedor Conselheira Cristiane Silva Costa Com a devida vênia, discordo do voto vencedor no que se refere à tempestividade da Manifestação de Inconformidade apresentada pela Recorrente. Como bem relatado pelo Ilustre Relator Leonardo de Andrade Couto, constam dois Pareceres Conclusivos nos autos (Parecer Conclusivo 122/05 e 194/05), seguidos de respectivos Despachos Decisórios (fls. 526/529 e 552/555). Ocorre que as tentativas de intimação da ora Recorrente quanto a estes despachos decisórios foram frustradas, como se observa dos Avisos de Recebimento às fls. 558, 559 e 560 dos autos, nos quais consta a devolução da carta de intimação. Na seqüência do processo, consta a emissão de “Comunicado / 2006” emitido para dar ciência à ora Recorrente a respeito do despacho decisório (fls. 573), mas não consta nos autos cópia dos citados despacho decisórios, remanescendo dúvida a respeito do seu encaminhamento à Recorrente. Ademais, consta dos autos o envio de Carta Cobrança (fls. 574/576), devidamente enviada ao contribuinte como demonstra o Aviso de Recebimento (AR) às fls. 573 verso.. Em que pese inexista qualquer dúvida de que a contribuinte recebeu tal Carta Cobrança em 19 de dezembro de 2006, como demonstra tal AR (fls. 573 verso) e do voto do Nobre Relator, não há comprovação nos autos de que os despachos decisórios foram devidamente remetidos à Recorrente na mesma oportunidade. Portanto, ausente intimação regular da Recorrente a respeito dos despachos decisórios proferidos nos autos, de rigor se reconheça a nulidade da decisão da DRJ, pelo preterição do direito de defesa. A esse respeito, prescreve o artigo 59, II, in fine, do Decreto nº 70.235/1972: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. No mesmo sentido é a previsão do Decreto 7.574/2011, conforme artigo 12, inciso II, a seguir reproduzido: Art. 12. São nulos (Decreto nº 70.235, de 1972, art. 59): I os atos e os termos lavrados por pessoa incompetente; e II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1o A nulidade de qualquer ato só prejudica os atos posteriores que dele diretamente dependam ou sejam consequência. Fl. 972DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10070.000349/0017 Acórdão n.º 1402001.927 S1C4T2 Fl. 6 9 § 2o Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3o Quando puder decidir o mérito em favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará, nem mandará repetir o ato, ou suprirlhe a falta. Art. 13. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no art. 12 não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio (Decreto nº 70.235, de 1972, art. 60). Art. 14. A nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar o ato ou julgar a sua legitimidade (Decreto no 70.235, de 1972, art. 61). Nesse contexto, é dado provimento recurso voluntário para anular a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro e determinar o retorno dos autos àquela Unidade para nova decisão com apreciação das razões de mérito contidas na manifestação de inconformidade, retomandose o rito processual a partir daí. Cristiane Silva Costa – Redatora Designada Fl. 973DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2015 por CRISTIANE SILVA COSTA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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