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Numero do processo: 13884.000088/2010-93
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2006
DESPESAS COM INSTRUÇÃO. GLOSA
Não há previsão legal para a dedução da base de cálculo do IR as despesas com livros, material escolar, cursos livres de língua estrangeira e informática. Glosa mantida.
DESPESAS MÉDICAS. GLOSA.
Não há previsão legal para a dedução da base de cálculo do IR as despesas com medicamentos e óculos. Glosa mantida.
PENSÃO ALIMENTÍCIA. GLOSA.
Incabível a dedução de pagamento de Pensão Alimentícia quando não amparada decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, ou acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública. Glosa mantida.
Numero da decisão: 2001-000.904
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Jorge Henrique Backes - Presidente e Relator
Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Jorge Henrique Backes (Presidente), Jose Alfredo Duarte Filho, Jose Ricardo Moreira, Fernanda Melo Leal.
Nome do relator: JORGE HENRIQUE BACKES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2006 DESPESAS COM INSTRUÇÃO. GLOSA Não há previsão legal para a dedução da base de cálculo do IR as despesas com livros, material escolar, cursos livres de língua estrangeira e informática. Glosa mantida. DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. Não há previsão legal para a dedução da base de cálculo do IR as despesas com medicamentos e óculos. Glosa mantida. PENSÃO ALIMENTÍCIA. GLOSA. Incabível a dedução de pagamento de Pensão Alimentícia quando não amparada decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, ou acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública. Glosa mantida.
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GLOSA Não há previsão legal para a dedução da base de cálculo do IR as despesas com livros, material escolar, cursos livres de língua estrangeira e informática. Glosa mantida. DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. Não há previsão legal para a dedução da base de cálculo do IR as despesas com medicamentos e óculos. Glosa mantida. PENSÃO ALIMENTÍCIA. GLOSA. Incabível a dedução de pagamento de Pensão Alimentícia quando não amparada decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, ou acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública. Glosa mantida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes Presidente e Relator Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Jorge Henrique Backes (Presidente), Jose Alfredo Duarte Filho, Jose Ricardo Moreira, Fernanda Melo Leal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 4. 00 00 88 /2 01 0- 93 Fl. 159DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento relativa à Imposto de Renda Pessoa Física, glosa de despesas médicas, despesas com instrução e pensão alimentícia. O Recurso Voluntário foi apresentado pelo relator para a Turma, assim como os documentos do lançamento, da impugnação e do acórdão de impugnação, e demais documentos que embasaram o voto do relator. Não foram destacadas aqui em maior detalhe essas partes, pois tanto esse acórdão como o inteiro processo ficam disponíveis a todos os julgadores durante a sessão. Sucintamente alega: a) as despesas com instrução são necessárias, seja à formação, seja à atividade profissional; b) apresentou cópia de escritura de compra e venda e sentença judicial para comprovar pensão alimentícia; c) as despesas médicas seguem receituários, e óculos e lentes capacitam ao trabalho. A ementa do acórdão de impugnação foi a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 DESPESAS COM INSTRUÇÃO. GLOSA Não há previsão legal para a dedução da base de cálculo do IR as despesas com livros, material escolar, cursos livres de língua estrangeira e informática. Glosa mantida. DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. Não há previsão legal para a dedução da base de cálculo do IR as despesas com medicamentos e óculos. Glosa mantida. PENSÃO ALIMENTÍCIA. GLOSA. Incabível a dedução de pagamento de Pensão Alimentícia quando não amparada decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, ou acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública. Glosa mantida. Voto Conselheiro Jorge Henrique Backes, Relator Verificada a tempestividade do recurso voluntário, dele conheço e passo à sua análise. O recorrente não concorda com o lançamento, onde houve glosa de despesas médicas, de despesas com instrução e de pensão alimentícia. Conforme legislação transcrita abaixo, no voto da DRJ, não há previsão legal para dedução como despesas de instrução de despesas com livros, material escolar e de escritório. No caso das despesas médicas, além dos argumentos acórdão citado, observese que não há previsão para dedução de despesas com óculos e lentes. No caso da pensão, o fundamento desse voto para negar o recurso é de que se trata de pagamento feito em outro ano Fl. 160DF CARF MF Processo nº 13884.000088/201093 Acórdão n.º 2001000.904 S2C0T1 Fl. 3 3 calendário, em novembro de 2007, não podendo ser deduzido esse valor em declaração de 2006. O contribuinte não trouxe argumentos novos que rebatessem tanto o lançamento, quanto o que consta no voto do acórdão da DRJ. Reproduzimos a seguir os fundamentos utilizados no acórdão da DRJ, com os quais concordamos. Dedução de Despesas de Instrução No que concerne à glosa questionada, a Lei 9.250/1995, em seu artigo 8º, estabelece: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas : I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: (...) b) a pagamentos de despesas com instrução do contribuinte e de seus dependentes, efetuados a estabelecimentos de ensino, relativamente à educação infantil, compreendendo as creches e as préescolas, ao ensino fundamental; ao ensino médio, à educação superior, compreendendo os cursos de graduação e de pósgraduação (mestrado, doutorado e especialização) e à educação profissional, compreendendo o ensino técnico e o tecnológico, até o limite anual individual de R$ 1.700,00 (um mil e setecentos reais); (...);Relativamente, ao anocalendário de 2007 o defendente pleiteou a dedução de despesas com livros, material escolar e de escritório, que não são passíveis de dedução da base de cálculo do IR. Tampouco trouxe o defendente argumentos e provas de que assim não tivesse sido, ou seja, que as despesas indicadas na notificação objeto da glosa fossem enquadradas como dedutíveis, motivos pelos quais a glosa correspondente deverá ser mantida. Quanto às despesas médicas glosadas: A possibilidade de dedução com despesas médicas é prevista no artigo 8°, II, “a”, da Lei 9.250/95. Esta norma dispõe que podem ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda os pagamentos efetuados a título a este título, conforme disposto abaixo: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os Fl. 161DF CARF MF 4 nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; O defendente informou na sua DIRPF 2008 despesas com medicamentos que não dedutíveis da base de cálculo do IR por falta de previsão legal e informou despesas não comprovadas, motivos pelos quais foram glosadas. Tampouco trouxe o defendente argumentos e provas de que assim não tivesse sido, ou seja, que as despesas indicadas na notificação objeto da glosa fossem enquadradas como dedutíveis, motivos pelos quais a glosa correspondente deverá ser mantida. Da Dedução de Pensão Alimentícia Judicial A dedução de importâncias pagas a título de pensão alimentícia encontra previsão legal no art. 4º da Lei 9.250/95: Art. 4º. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda poderão ser deduzidas: (Vide Lei nº 11.311, de 2006) (...) II – as importâncias pagas a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, de acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública a que se refere o art. 1.124A da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil; (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008). O defendente apresentou a documentação referente a separação. Afirma que o efetuou o pagamento de R$110.000,00 em 08/11/2007 decorrência da decisão judicial, à luz da sentença judicial de 15 de outubro de 1996, 2§. Vara Cível de São José dos Campos, processo 759/96, Revisional de Alimentos. No entanto, diversamente do que alega, a referida sentença (fl. 26) determina o pagamento de Pensão Alimentícia no valor de 15% dos seus vencimentos líquidos devendo ser oficiado ao seu empregador para proceder os descontos. Tampouco comprovou o defendente que tivesse informado na DIRPF 2008 tais pagamentos orientado pela RFB. Assim sendo, a glosa correspondente deverá ser mantida, posto que o defendente não comprovou que tivesse efetuado tal pagamento na forma da legislação de regência transcrita anteriormente. Fl. 162DF CARF MF Processo nº 13884.000088/201093 Acórdão n.º 2001000.904 S2C0T1 Fl. 4 5 Adicionamos uma informação nesse voto. Concordamos também nesse ponto com o acórdão de impugnação, pois consta no acordo que o pagamento da pensão, valor de R$ 110.000,00 foi feito em novembro de 2007, não podendo ser deduzido, portanto no ano calendário de 2006, pois só podem ser deduzidos os pagamentos feitos no ano a que a declaração se refere. Conclusão Em razão do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes Relator Fl. 163DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16349.720138/2012-70
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jan 10 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Data do fato gerador: 14/03/2008, 20/03/2008, 27/10/2010
DCOMP. HOMOLOGAC¸A~O TA´CITA.
O prazo para homologac¸a~o da compensac¸a~o declarada pelo sujeito passivo sera´ de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declarac¸a~o de compensac¸a~o
REABERTURA DE PRAZO PARA MANIFESTAC¸A~O. DESPACHO DECISO´RIO. MANUTENC¸A~O DOS FUNDAMENTOS. NULIDADE. INEXISTE^NCIA
A reabertura de prazo para nova manifestac¸a~o da contribuinte em face de despacho deciso´rio que na~o sofreu qualquer alterac¸a~o em seu teor na~o implica nulidade da decisa~o.
In casu, na~o se vislumbrou prejui´zo ao exerci´cio ao pleno direito de defesa.
CONCOMITA^NCIA RECONHECIDA.
O recurso ao Poder Judicia´rio para discussa~o de mate´ria coincidente com aquela objeto do processo administrativo fiscal, importa na renu´ncia de discutir a mate´ria objeto da ac¸a~o judicial na esfera administrativa, uma vez que as deciso~es judiciais se sobrepo~em a`s administrativas, sendo analisados apenas os aspectos do lanc¸amento na~o abrangidos pela ac¸a~o mandamental.
Numero da decisão: 3201-004.474
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a preliminar de nulidade do Despacho Decisório, vencido o conselheiro Laercio Cruz Uliana Junior (relator) que reconheceu a sua nulidade. Acompanharam o relator os conselheiros Pedro Rinaldi de Oliveira Lima e Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. Votou pelas conclusões o conselheiro Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. No mérito, por unanimidade de votos, acordam em não conhecer do Recurso Voluntário, por concomitância de matéria entre as esferas administrativa e judicial, devendo a unidade preparadora observar a decisão final judicial transitada em julgado nos Embargos à Execução. Designado para redigir o voto vencedor, quanto à preliminar de nulidade do Despacho Decisório, o conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira.
CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA Presidente
(assinado digitalmente)
LAÉRCIO CRUZ ULIANA JUNIOR Relator
(assinado digiltamente)
PAULO ROBERTO DUARTE MOREIRA - Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Laercio Cruz Uliana Junior, Charles Mayer de Castro Souza (Presidente) e Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado para substituir o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo). Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo.
Nome do relator: LAERCIO CRUZ ULIANA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Data do fato gerador: 14/03/2008, 20/03/2008, 27/10/2010 DCOMP. HOMOLOGAC¸A~O TA´CITA. O prazo para homologac¸a~o da compensac¸a~o declarada pelo sujeito passivo sera´ de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declarac¸a~o de compensac¸a~o REABERTURA DE PRAZO PARA MANIFESTAC¸A~O. DESPACHO DECISO´RIO. MANUTENC¸A~O DOS FUNDAMENTOS. NULIDADE. INEXISTE^NCIA A reabertura de prazo para nova manifestac¸a~o da contribuinte em face de despacho deciso´rio que na~o sofreu qualquer alterac¸a~o em seu teor na~o implica nulidade da decisa~o. In casu, na~o se vislumbrou prejui´zo ao exerci´cio ao pleno direito de defesa. CONCOMITA^NCIA RECONHECIDA. O recurso ao Poder Judicia´rio para discussa~o de mate´ria coincidente com aquela objeto do processo administrativo fiscal, importa na renu´ncia de discutir a mate´ria objeto da ac¸a~o judicial na esfera administrativa, uma vez que as deciso~es judiciais se sobrepo~em a`s administrativas, sendo analisados apenas os aspectos do lanc¸amento na~o abrangidos pela ac¸a~o mandamental.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2011; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 787 1 786 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16349.720138/201270 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201004.474 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria IPI Recorrente GOODYEAR DO BRASIL PRODUTOS DE BORRACHA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 14/03/2008, 20/03/2008, 27/10/2010 DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologacã̧o da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação REABERTURA DE PRAZO PARA MANIFESTAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA A reabertura de prazo para nova manifestação da contribuinte em face de despacho decisório que não sofreu qualquer alteracã̧o em seu teor não implica nulidade da decisão. In casu, não se vislumbrou prejuízo ao exercício ao pleno direito de defesa. CONCOMITÂNCIA RECONHECIDA. O recurso ao Poder Judiciário para discussão de matéria coincidente com aquela objeto do processo administrativo fiscal, importa na renúncia de discutir a matéria objeto da acã̧o judicial na esfera administrativa, uma vez que as decisões judiciais se sobrepõem às administrativas, sendo analisados apenas os aspectos do lançamento naõ abrangidos pela ação mandamental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a preliminar de nulidade do Despacho Decisório, vencido o conselheiro Laercio Cruz Uliana Junior (relator) que reconheceu a sua nulidade. Acompanharam o relator os conselheiros Pedro Rinaldi de Oliveira Lima e Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. Votou pelas conclusões o conselheiro Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. No mérito, por unanimidade de votos, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 34 9. 72 01 38 /2 01 2- 70 Fl. 787DF CARF MF 2 acordam em não conhecer do Recurso Voluntário, por concomitância de matéria entre as esferas administrativa e judicial, devendo a unidade preparadora observar a decisão final judicial transitada em julgado nos Embargos à Execução. Designado para redigir o voto vencedor, quanto à preliminar de nulidade do Despacho Decisório, o conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira. CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA – Presidente (assinado digitalmente) LAÉRCIO CRUZ ULIANA JUNIOR – Relator (assinado digiltamente) PAULO ROBERTO DUARTE MOREIRA Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Laercio Cruz Uliana Junior, Charles Mayer de Castro Souza (Presidente) e Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado para substituir o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo). Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo. Relatório Por traduzir bem os fatos dos autos, transcrevo o Relatório da DRJ: Tratase de manifestação de inconformidade, apresentada pela empresa em epígrafe, ante Despacho Decisório de autoridade da DERAT/SP, fls. 24/28, que reconheceu o direito creditório do contribuinte no valor de R$ 12.189.875,78, referente a crédito prêmio de IPI, e homologou as compensações declaradas até o limite do crédito reconhecido. A requerente apresentou as seguintes PER/DCOMPs: 26568.64490.140308.1.3.570727, no valor de R$ 935.525,94; 01530.31612.200308.1.3.579419, no valor de R$ 10.267.661,07; 39406.29322.271010.1.7.575465, no valor de R$ 6.469.426,36; 02696.05722.271010.1.7.579643, no valor de R$ 2.345.664,21. A contribuinte manifesta interesse em compensar esses débitos com crédito oriundo de ação judicial analisada no processo de Habilitação do Crédito nº 18186.000400/200734, que encontra se apensado ao presente, em que formulou pedido de habilitação de crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado no montante de R$ 22.462.373,67. Fl. 788DF CARF MF Processo nº 16349.720138/201270 Acórdão n.º 3201004.474 S3C2T1 Fl. 788 3 Em análise dos autos do supracitado processo administrativo, verificouse que na ação ordinária n° 92.00163416 ajuizada por GOODYEAR S/A em face da União Federal, a contribuinte alegou que seria uma empresa exportadora de diversos produtos por ela fabricados, pelo que fazia jus ao incentivo criado pelo art. 1º do Decretolei n° 491/69, denominado "créditoprêmio do IPI", mas que não pôde usufruílo. Este benefício estava atrelado a um outro, de natureza contratual, o BEFIEX. A ação ordinária em epígrafe transitou em julgado em 28/11/2003. A exequente (interessada em epígrafe) pleiteou em sede de ação de execução o reconhecimento do valor dito incontroverso e autorização de compensação do mesmo com débitos vincendos de IPI e de outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal. Em sentença de embargos de execução n° 2003.34.00.0398653, foi dado parcial acolhimento ao pedido do embargante e determinado que o débito exeqüendo prossiga no valor apurado pela Contadoria Judicial no valor de R$ 15.504.809,30. Em sede de agravo de instrumento n° 2007.01.00.0017531/DF (processo na origem: 2003.34.00.0319377), a agravante requereu que seja determinada de imediato a execução definitiva do valor incontroverso demonstrado nos autos pela Contadoria Judicial, cujo montante era de R$ 15.504.809,30, a ser devidamente atualizado desde a data da sua elaboração até a data do efetivo aproveitamento pela Exequente, mediante compensação com débitos vincendos do próprio IPI e de outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, na forma das leis n° 8.383/91 e nº 9.430/96. Segundo decisão judicial no agravo de instrumento n° 2007.01.00.001753 1/DF (processo na origem: 2003.34.00.0319377), a decisão agravada deve ser modificada para que seja determinada a execução definitiva do valor incontroverso da execução, mediante compensação com débitos vincendos do próprio IPI e de outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal. Inicialmente, o Pedido de Habilitação de Crédito foi indeferido, em 25/09/2007, conforme fls. 1213/1217 do processo em apenso. A União Federal interpôs Embargos de Declaração no agravo de instrumento n° 2007.01.00.0017531/DF, os quais foram rejeitados. Em 18/02/2008, o TRF 1ª Região proferiu despacho, declarando que a dúvida suscitada pela autoridade administrativa foi dissipada pela ré do processo judicial por meio de Embargos de Declaração, apreciados e rejeitados, porque o julgado deixara claro que "a execução definitiva da parcela incontroversa da Execução Fiscal, ou seja, dos valores que não foram impugnados e, portanto, não estão sendo discutidos, é possível porque, não tendo sido impugnada, foi atingida pela preclusão, tornandose imutável", conforme fl. 1238 (processo em apenso). Fl. 789DF CARF MF 4 Em 19/02/2008, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por meio de expedição do Ofício n° 420/08 CTUR7 ao Delegado da Receita Federal em São Paulo determinou o cumprimento, no prazo de 10 (dez) dias, sem rebuços, da decisão judicial proferida nos autos do Agravo de Instrumento n° 2007.01.00.0017531/DF, conforme fl. 1237 (processo em apenso). Assim, foi afastado o art. 170A do CTN a fim de prosseguir na compensação dos débitos tributários. Considerandose que, conforme fl. 574 do processo de Habilitação de Crédito em apenso (nº 18186.000400/200734), a Procuradoria da Fazenda apurou como parcela incontroversa da Execução Fiscal o valor de R$ 12.799.369,56, e que deste valor, R$ 609.493,78 referemse a honorários advocatícios que não podem ser utilizados na compensação de tributos, a autoridade fiscal reconheceu como direito creditório incontroverso, passível de ser utilizado na compensação, o valor de R$ 12.189.675,78, conforme demonstrado às fls. 27 do presente processo. Regularmente cientificada em 22/02/2013, a contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 39/60 contra o despacho decisório. Novamente cientificada em 19/04/2013, a contribuinte apresentou nova manifestação de inconformidade (fls. 319/351), na qual repetiu todas as alegação da manifestação anterior e acrescentou outras, conforme abaixo: requer a suspensão da exigibilidade dos débitos não homologados, em razão da apresentação da manifestação de inconformidade; é necessário o sobrestamento do julgamento dos presentes autos até que sejam definitivamente analisadas as compensações efetuadas no âmbito do processo nº 18186.000400/200734 de Habilitação de Crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado; apesar de ter apresentado manifestação de inconformidade anterior, a ciência do proferimento do Despacho Decisório só ocorreu de fato com a intimação realizada em 19/04/2013, razão pela qual repisa seus argumentos de fato e de direito, reiterando o seu pedido de que as compensações sejam integralmente homologadas; como tomou ciência do Despacho Decisório em 19/04/2013, as compensações efetuadas por meio das PER/DCOMPS nº 26568.64490.140308.1.3.570727 e nº 01530.31612.200308.1.3.579419, transmitidas, respectivamente, em 14/03/2008 e 20/03/2008, foram tacitamente homologadas, não podendo ser revistas, em razão da decadência prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN, e do prazo de homologação previsto no art. 37, parágrafo 2º da IN SRF nº 900/2008; em 14/12/1992, ingressou com a Ação Ordinária de Cobrança n° 92.00163416, em face da União Federal, requerendo, em breve síntese, a restituição atualizada monetariamente do montante de créditoprêmio de IPI, conforme a cópia da petição inicial protocolizada (Doc. 12); Fl. 790DF CARF MF Processo nº 16349.720138/201270 Acórdão n.º 3201004.474 S3C2T1 Fl. 789 5 a 1ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal acolheu o pedido da ora Manifestante na Ação Ordinária de Cobrança n° 92.00163416, condenando a União Federal a restituir o montante de CréditoPrêmio de IPI; a União Federal apresentou Recurso de Apelação, com o fim de reformar a Sentença (Doc. 13), e a Manifestante apresentou seu Recurso de Apelação, com o fim de que tal Sentença fosse reformada na parte em que foi omissa quanto ao critério de correção monetária que deveria incidir sobre o montante a ser restituído; a 4ª Turma do TRF da 1ª Região proferiu Acórdão (Doc. 18) negando provimentos aos recursos, mantendo a Sentença (Doc. 13); a União Federal interpôs Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao qual, após sucessivas interposições de Agravos, foi negado seguimento, conforme cópia do Acórdão anexo (Doc. 19); em vista disso, em 28/11/2003, tal Acórdão transitou em julgado (Doc. 20); em vista do trânsito em julgado da decisão que negou seguimento ao Recurso Especial da União Federal, foi extraída nos autos da Ação Ordinária de Cobrança n° 92.00163416 a respectiva Carta de Sentença n° 2003.34.00.0319377 (Doc. 21) para a Execução por Carta de Sentença (Doc. 22) protocolizada pela Manifestante em 02/09/2003; ressalta, neste particular, que requereu a Execução de Sentença no valor total de R$ 45.615.091,33; a União Federal apresentou, então, seus Embargos à Execução n° 2003.34.00.0398653 (Doc. 23), oportunidade na qual concordou com parte dos R$ 45.615.091,33 executados pela ora Manifestante, consistentes em R$ 12.799.369,565, relacionados ao mês de dezembro de 2012, dentre os quais R$ 6.595.260,60 é o montante principal corrigido, R$ 5.594.615,18 são os juros de mora e R$ 609.493,78 corresponde aos honorários advocatícios; vêse que são exatamente esses valores, totalizando R$ 12.189.875,78, os quais são homologados pela Autoridade Fiscal por meio do Despacho Decisório ora combatido, com exceção do montante relacionado aos honorários advocatícios; na Decisão n° 220/2004 (Doc. 24), assim como no Despacho de fl. 244 dos autos de Embargos à Execução (Doc. 25), o juízo da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal determinou que os autos fossem remetidos à Contadoria Judicial, para a realização de novos cálculos da parte incontroversa do montante de CréditoPrêmio de IPI; Fl. 791DF CARF MF 6 a Contadoria Judicial apresentou nova Memória de Cálculo (Doc. 26 fls. 246 a 277 dos autos dos Embargos à Execução n° 2003.34.00.0398653) em que constou como montante incontroverso o valor atualizado de R$ 15.504.809,30; ou seja, verificase que, diferentemente do quanto afirmado pela Autoridade Fiscal no Despacho Decisório impugnado, o valor incontroverso não é de R$ 12.189.875,78, pois a própria Contadoria Judicial determinou que em 20/10/2005, tal valor já era de R$ 15.504.809,30; a própria União Federal. por meio da petição anexa (Doc. 27) concordou expressamente com os cálculos efetuados pela Contadoria Judicial nas fls. 246 a 277 dos autos dos Embargos à Execução n° 2003.34.00.0398653 em que se apurou o montante de R$ 15.504.809,30; em vista da concordância da União Federal com o valor de R$ 15.504.809,30 da parcela incontroversa do Crédito Prêmio de IPI, o juízo da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal proferiu a Sentença n° 369 B/2006 (Doc. 28) acolhendo parcialmente os Embargos à Execução de Carta de Sentença, determinando o prosseguimento do valor apurado pela Contadoria Judicial de R$ 15.504.809.30, acrescido da incidência de correção monetária de acordo com o Manual de Cálculos da Justiça Federal e dos expurgos inflacionários; apesar de ter expressamente concordado com o valor incontroverso do CréditoPrêmio de IPI de R$ 15.504.809,30, a União Federal não concordou com a Sentença n° 369B/2006 (Doc. 28), tendo interposto Recurso de Apelação (Doc. 29); ao analisar o Recurso de Apelação (Doc. 29), a 7ª Turma do TRF da 1ª Região proferiu Acórdão (Doc. 30) dando provimento à Apelação, reformando parcialmente a Sentença n° 369B (Doc. 28), de forma a limitar a aplicação dos juros moratórios de 0,5% ao mês até a entrada em vigor do Código Civil aprovado pela Lei n° 10.406/2002; o Acórdão proferido pela 7ª Turma do TRF da 1ª Região (Doc. 30) foi objeto de Recurso Especial interposto pela União Federal (Doc. 31), que ainda pende de julgamento; vale dizer, portanto, que a Sentença n° 369B (Doc. 28) muita embora não tenha transitado em julgado, foi parcialmente confirmada pelo TRF da 1ª Região, razão pela qual o valor incontroverso do CréditoPrêmio de IPI é de R$ 15.504.809,30; o TRF da 1ª Região determinou a "execução definitiva do valor incontroverso da Execução, mediante compensação com débitos vincendos" do IPI e de outros tributos administrados pela atual Receita Federal do Brasil; Fl. 792DF CARF MF Processo nº 16349.720138/201270 Acórdão n.º 3201004.474 S3C2T1 Fl. 790 7 como conseqüência, foi expedido o Ofício n° 420/08 (Doc. 34) ao Delegado da Receita Federal do Brasil de São Paulo para que o mesmo desse cumprimento ao quanto decidido pela 7a Turma do do TRF da 1a Região(Doc. 33), o que foi deferido conforme Termo de Intimação n° 130/2008 anexo (Doc. 35), dando origem ao Processo de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado n° 18186.00040012007 34 que está em apenso ao presente Processo n° 16349.720138/201270; conforme se verifica dos autos do Processo de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado n° 18186.000400/200734 que está em apenso ao presente Processo n° 16349.720138/201270, o valor incontroverso do Crédito Prêmio do IPI, atualizado até o mês de junho de 2007, e que consta do Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, à fl. 338 dos autos, cuja cópia segue anexa (Doc. 36) é de R$ 22.462.373,67; salienta que a apuração do mencionado valor de R$ 22.462.373,67 seguiu os critérios definidos na Sentença n° 369 B/2006 (Doc. 28), conforme o Demonstrativo de cálculo anexo ao referido pedido de fl. 338 do Processo de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado n° 18186.000400/200734; todavia, caso não seja este o entendimento dessa Delegacia de Julgamento, o que se alega para fins de mera argumentação, mas não se admite, deve ser, no mínimo, reconhecido como o valor do direito creditório da Manifestante o montante de R$ 15.504.809,30 atualizado até 20/10/2005, conforme a Memória de Cálculo efetuada pela Contadoria Judicial (Doc. 26) e que foi expressamente aceito pela União Federal, tal como inequivocamente demonstra a cópia da petição anexa (Doc. 27); o valor de R$ 15.504.809,30 atualizado em 20/10/2005, em sendo esse o entendimento dessa Delegacia de Julgamento, deve ser devidamente atualizado até as datas em que as PER/DCOMPs foram transmitidas; nesse sentido, a Manifestante ressalta que se for aplicada a Taxa Selic ao valor de R$ 15.504.809,30 atualizado até 20/10/2005, a partir dessa data até 14/03/2008, quando ocorreu a primeira compensação efetuada pela ora Manifestante, seu montante passará a ser de R$ 20.498.908,38, que é superior ao valor efetivamente compensado pela ora Manifestante , que foi de R$ 20.018.277,58; caso se entenda que o direito creditório da Manifestante é de apenas R$ 12.189.875,78, o que se alega para fins de argumentação, mas não se admite, tal montante deve ser corrigido a partir do mês de dezembro de 2002 até a data em que a ora Manifestante efetuou as compensações; Fl. 793DF CARF MF 8 nesse sentido, a Manifestante ressalta que se for aplicada a Taxa Selic sobre o valor de R$ 12.189.875,78 atualizado até dezembro de 2002, a partir dessa data até 14/03/2008, quando ocorreu a primeira compensação efetuada pela ora Manifestante, seu montante passará a ser de R$ 22.162.413,16, que é superior ao valor efetivamente compensado pela ora Manifestante, qual seja, de R$ 20.018.277,58. Seguindo a marcha processual normal, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, requerendo em síntese: a) que se reconheça a decadência por homologação tácita, uma vez, que as DCOMP´s foram transmitidas em 14/03/08 e 20/03/08, e tomou ciência apenas em 19/04/13; b) alternativamente reconheça como incontroverso o valor de seu direito creditório pleiteado; c) alternativamente que reconheça como correto o valor de R$ 15.504.809,30, devidamente atualizado pela SELIC até a data da compensação; d) alternativamente reconheça o valor de R$ 12.189.875,78 de dezembro de 2002, devendo ser atualizado pela SELIC até a data da compensação; É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Relator Laércio Cruz Uliana Junior O Recurso é tempestivo e merece ser conhecido. NULIDADE PARA RECONHECIMENTO DA HOMOLOGAÇÃO TÁCITA A DRJ em seu voto não reconheceu a homologação tácita por entender que o contribuinte tomou conhecimento do despacho decisório em 22/02/13, vejamos Conforme se verifica na manifestação de inconformidade de fls. 39/60, protocolada pela contribuinte em 25/03/2013, a própria recorrente, às fls. 39 e 41, reconhece que tomou conhecimento do despacho decisório proferido no processo nº 16349.720138/2012 70 em 22/02/2013 (equivocadamente transcrito como 22/02/2012). Constatase na referida manifestação de inconformidade que a recorrente tinha pleno conhecimento do conteúdo do despacho decisório contestando o valor dos créditos admitidos e as compensações não homologadas. Aliás, se tivesse tomado ciência do despacho decisório somente em 19/04/2013, não teria como ter apresentado a manifestação de inconformidade em 25/03/2013. É fato que a interessada foi novamente notificada em 19/04/2013 (vide fls. 31/32), porém, a nova intimação não tem o condão de anular a ciência anterior, como também, permanece válida a primeira Fl. 794DF CARF MF Processo nº 16349.720138/201270 Acórdão n.º 3201004.474 S3C2T1 Fl. 791 9 manifestação de inconformidade apresentada em 25/03/2013 (fls. 39/60. A conseqüência direta da reintimação da contribuinte foi a abertura de novo prazo para a apresentação de manifestação de inconformidade, razão pela qual admitese como tempestiva a manifestação protocolada em 14/05/2013 (fls. 319/351). Contudo, nas fls. 12 do Recurso Voluntário apresentado, o contribuinte afirma que tomou conhecimento da decisão 22/02/13, contudo, somente foi notificado em 10/4/13 por tal razão estaria ocorrido a homologação tácita e que teria ocorrido anulação da primeira decisão e assim seria anulada a primeira decisão. No entanto, adoto entendimento de que com a reabertura do prazo em 19/04/13 (fls. 31/32), conforme afirmado pela DRJ, deve ser conhecida a homologação tácita, pois, como bem apontado no acórdão a nova decisão tem o condão de anular a decisão anterior. A abertura do novo enseja em invalido o ato praticado anteriormente, se é invalido o ato anterior, logo, não pode manter como válida aquela ciência anterior, por conseqüência lógica, ocorrendo a homologação tácita. Assim, devese reconhece a homologação tácita nos termos do art. 74, §6o. da Lei 9430/96. Vencido nesse tópico, passo analisar os demais aspectos do processo. CONCOMITÂNCIA Tendo em vista, que o Contribuinte busca o reconhecimento do valor incontroverso, é de ressaltar que o mesmo tema encontrase em debate no com o mesmo objeto, importando assim renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto devendo ser proferida decisão declaratória da definitividade da exigência discutida, conforme dispõe o Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, em seu art. 62: Art.62.A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, importa renúncia às instâncias administrativas. Parágrafo único.O curso do processo administrativo, quando houver matéria distinta da constante do processo judicial, terá prosseguimento em relação à matéria diferenciada. No mesmo sentido, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais –CARF, publicou, no DOU de 22/12/2009, a Súmula nº 01, com eficácia vinculante para o Colegiado, cujo conteúdo é reproduzido abaixo: Súmula CARF nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão Fl. 795DF CARF MF 10 de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Assim, resta incontroverso o valor de R$ 12.189.875,78, sendo, que os demais valores ainda encontramse em litígio. Desse modo, voto pelo em não conhecer do Recurso Voluntário, por concomitan̂cia de mateŕia entre as esferas administrativa e judicial, devendo a unidade preparadora observar a decisão final judicial transitada em julgado nos Embargos à Execuçã. LAÉRCIO CRUZ ULIANA JUNIOR Relator Voto Vencedor Paulo Roberto Duarte Moreira, Redator designado Fui designado para redação do voto vencedor na matéria em que se discutiu a nulidade do despacho decisório em razão de, conquanto tenha a contribuinte sido cientificada do despacho em 22/02/2013, uma segunda ciência fora efetuada em 19/04/2013. Entende o relator que a reabertura do prazo para manifestação da contribuinte no tocante ao despacho decisório (fls. 24/28) traz a consequen̂cia lógica de invalidar não só a cien̂cia, como tambeḿ o próprio despacho decisório. Vejase o excerto do voto: No entanto, adoto entendimento de que com a reabertura do prazo em 19/04/13 (fls. 31/32), conforme afirmado pela DRJ, deve ser conhecida a homologação tácita, pois, como bem apontado no acórdão a nova decisão tem o condão de anular a decisão anterior. O despacho decisório foi único, portanto, seu conteúdo mantevese e continua mantendose inalterado. A segunda ciência apenas devolveu o prazo de nova manifestacã̧o da contribuinte, que o exerceu plenamente. Não se vislumbra qualquer vício formal ou material do despacho decisório que implicaria sua nulidade. Foram atendidos as formalidades prescritas em lei e ausente qualquer cerceamento de direito de defesa. Assim, não restou demonstrado nos autos qualquer prejuízo ao exercício do amplo direito de defesa da recorrente, e, se não há prejuízo à defesa, nulidade não pode haver. (assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira Fl. 796DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15586.000698/2007-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Feb 05 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2007
PERÍCIA. REQUISITOS. AUSÊNCIA.
Considera-se não formulado o pedido de perícia que não venha instruído com os quesitos que o contribuinte pretende ver respondidos.
DECADÊNCIA. PRAZO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO.
No caso de lançamento por homologação, havendo antecipação de pagamento, cabível a contagem do prazo decadencial de cinco a partir da ocorrência dos fatos geradores.
Numero da decisão: 2402-006.891
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, reconhecendo a ocorrência da decadência em relação às obrigações ocorridas até 28/7/02, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN). Vencidos os Conselheiros Mauricio Nogueira Righetti e Denny Medeiros da Silveira, que reconheceram a ocorrência da decadência até a competência 11/2001, inclusive, nos termos do art. 173, inciso I, do CTN.
(assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira - Presidente
(assinado digitalmente)
Jamed Abdul Nasser Fitoza - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Denny Medeiros da Silveira, Gregório Rechmann Junior, Jamed Abdul Nasser Feitoza, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luís Henrique Dias Lima, Mauricio Nogueira Righetti e Renata Toratti Cassini. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Paulo Sérgio da Silva.
Nome do relator: JAMED ABDUL NASSER FEITOZA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2007 PERÍCIA. REQUISITOS. AUSÊNCIA. Considera-se não formulado o pedido de perícia que não venha instruído com os quesitos que o contribuinte pretende ver respondidos. DECADÊNCIA. PRAZO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. No caso de lançamento por homologação, havendo antecipação de pagamento, cabível a contagem do prazo decadencial de cinco a partir da ocorrência dos fatos geradores.
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REQUISITOS. AUSÊNCIA. Considerase não formulado o pedido de perícia que não venha instruído com os quesitos que o contribuinte pretende ver respondidos. DECADÊNCIA. PRAZO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. No caso de lançamento por homologação, havendo antecipação de pagamento, cabível a contagem do prazo decadencial de cinco a partir da ocorrência dos fatos geradores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, reconhecendo a ocorrência da decadência em relação às obrigações ocorridas até 28/7/02, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN). Vencidos os Conselheiros Mauricio Nogueira Righetti e Denny Medeiros da Silveira, que reconheceram a ocorrência da decadência até a competência 11/2001, inclusive, nos termos do art. 173, inciso I, do CTN. (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira Presidente (assinado digitalmente) Jamed Abdul Nasser Fitoza Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 06 98 /2 00 7- 81 Fl. 363DF CARF MF Processo nº 15586.000698/200781 Acórdão n.º 2402006.891 S2C4T2 Fl. 364 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Denny Medeiros da Silveira, Gregório Rechmann Junior, Jamed Abdul Nasser Feitoza, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luís Henrique Dias Lima, Mauricio Nogueira Righetti e Renata Toratti Cassini. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Paulo Sérgio da Silva. Relatório Tratase de Recurso Voluntário voltado contra Acórdão DRJ/RJII nº 13 19.106 (Fls. 255/266) que, por unanimidade, na Sessão de 27/02/2008 JULGOU PROCEDENTE O LANÇAMENTO para considerar devido o crédito previdenciário no valor de R$ 245.364,07. O lançamento foi consolidado por meio da NFLD DEBCAD n° 37.036.0613 que faz referência às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte dos segurados, da empresa e às contribuições devidas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salário Educação, INCRA, SEST, SENAT e SEBRAE). O Relatório Fiscal (Fls. 127) da NFLD de fls 120 informa que constituem fatos geradores das contribuições lançadas: os pagamentos efetuados a cooperados, a contribuintes individuais autônomos e a contribuintes individuais transportadores autônomos (não cooperados), à cooperativa de trabalho médico (UNIMED), conforme planilhas anexas; as diferenças de recolhimentos verificadas entre os valores pagos a cooperados, a contribuintes individuais autônomos, a transportadores autônomos e os valores efetivamente recolhidos à Previdência Social; Os valores dos repasses efetuados aos cooperados, constantes do Relatório de Lançamento com o cód. de lançamento "PA — pagamento a autônomo" foram reduzidos para as bases de 11,71% até 06/2001 e 20% a partir de 07/2001 e o período do débito é de 01/1999 a 03/2007. Em seu Recurso Voluntário (Fls. 273/281), tal qual fizera na impugnação, requer o reconhecimento parcial da decadência da exigência fiscal e a conseqüente declaração da nulidade do lançamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Jamed Abdul Nasser Feitoza Relator. 1. Admissibilidade. O Recurso Voluntário é tempestivo e regular, merecendo ser conhecido. Fl. 364DF CARF MF Processo nº 15586.000698/200781 Acórdão n.º 2402006.891 S2C4T2 Fl. 365 3 2. NULIDADE DA DECISÃO, DESCONSIDERAÇÃO DA CONTABILIDADE, ARBITRAMENTO E PERÍCIA — FERIMENTO À AMPLA DEFESA. A Recorrente alega prejuízo a ampla defesa e contraditório em razão de negativa de pedido de perícia e desconsideração da escrituração contábil sem declaração objetiva por parte da autoridade fiscal, razão pela qual restou prejudico seu direito a ampla defesa e contraditório. Com relação ao pedido de perícia formulado na peça de impugnação (Fls. 229), o mesmo não atendem aos requisitos legais para consideração, eis que não consta a indicação do perito. Assim, nos termos do § 1º do Art. 16 do Decreto nº 70.235/72, considera se tal demanda como não formulada.1 Com relação a alegação de que a contabilidade da Recorrente foi desconsiderada, não identificamos elementos processuais capazes de dar base a tal alegação, eis que o processo fiscalizatório não estaria adstrito aos elementos contábeis, podendo adentrar na comprovação documental daquilo que se registrou nos livros e demonstrações patrimoniais. No presente caso, na visão do Agente Fiscal, não restou comprovado o adimplemento de obrigações previdenciárias devidas pela recorrente, não havendo desconsideração da contabilização. Quanto a alegação de arbitramento, não é possível acolher tal tese, eis que o lançamento não adotou a técnica do arbitramento para efetivação do lançamento, razão pela qual a tese não merece prosperar. Como bem registrado no Acórdão vergastado: [...] mais uma vez equivocase o contribuinte ao afirmar que o AFRFB notificante desclassificou sua escrita contábil, tendo arbitrado os valores exigidos na presente Notificação. A partir da leitura do Relatório Fiscal da NFLD REFISC, do Relatório de Fundamentos Legais do Débito FLD ou de qualquer outro documento constitutivo do crédito é possível verificar que em momento algum o auditorfiscal fez alusão à utilização de qualquer procedimento relativo ao arbitramento das contribuições apuradas. 8.1 Na verdade, o arbitramento é um método utilizado pelã fiscalização para a apuração indireta da basedecálculo das contribuições devidas pelo contribuinte. Tal procedimento, conquanto esteja amparado em Lei (parágrafos 3° e 6° do art 33 da Lei n° 8.212/91) possui características e elementos 1 Decreto 70.235/72 Art. 16. A impugnação mencionará: [...] IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) [...] § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. Fl. 365DF CARF MF Processo nº 15586.000698/200781 Acórdão n.º 2402006.891 S2C4T2 Fl. 366 4 peculiares, devendo ser utilizado somente em condições específicas, nos casos autorizados pelas normas de custeio previdenciário, como por exemplo quando, durante ação fiscal, o contribuinte se recusa a prestar as informações ou os documentos solicitados pela autoridade competente, o que efetivamente não ocorreu no caso em questão. Assim, por todo exposto, voto por afastar tal alegação. 3. DECADENCIAL PARCIAL E ALEGAÇÃO DE ADIMPLEMENTO. A ciência do lançamento ocorreu em 28 de setembro de 2007. Os fatos geradores registrados ocorreram entre 01/01/1999 e 31/03/2007. Tratamse de contribuições previdenciárias, espécie tributária sujeita a lançamento por homologação. Constam dos autos informações quanto a realização de recolhimentos, ainda que parciais, em cada uma das competências objeto de lançamento, conforme se pode verificar no RDA RELATÓRIO DE DOCUMENTOS APRESENTADOS (Fls. 69/83) e no RADA RELATÓRIO DE APROPRIAÇÃO DE DOCUMENTOS APRESENTADOS (Fls. 84/108), fato que atrai a aplicação da regra decadencial prevista no Art. 150, § 1º do CTN. Considerando o disposto na Súmula CARF nº 99 e Súmula Vinculante STJ nº 8, estariam presentes os elementos para o reconhecimento da decadência das obrigações ocorridas antes de 28/07/2002, sendo como votamos neste ponto. 4. ADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES. Conforme já registrado pelo Relator da decisão recorrida, no tocante às alegações de que as contribuições devidas a terceiros estão totalmente adimplidas através das Guias da Previdência Social em poder da fiscalização, ressalto que todas as GPS apresentadas pelo contribuinte e todos os pagamentos efetuados durante o período da ação fiscal foram considerados na lavratura da presente NFLD. Basta ao contribuinte examinar o "Relatório de Documento Apresentados RDA" e o "Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados RADA" (fls 72/105), documentos integrantes da NFLD enviada ao contribuinte, que encontrará a relação de todas as Guias da Previdência Social consideradas pelo AFRFB no presente débito, discriminadas por competência, valor e data de pagamento. Conclusão Ante a todo o exposto voto por conhecer do Recurso Voluntário para, afastar as preliminares de nulidade suscitadas, reconhecer a decadências das obrigações ocorridas até 28/07/2002 e, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Jamed Abdul Nasser Feitoza Fl. 366DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.930206/2012-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2007
SALDO NEGATIVO. ESTIMATIVAS COMPENSADAS. CÔMPUTO.
Integram o saldo negativo de IRPJ do ano-calendário as estimativas compensadas.
BASE DE CÁLCULO. LUCROS NO EXTERIOR. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO.
Deve ser afastado o valor do IRPJ devido relativo a lucro no exterior objeto de decisão judicial transitada em julgado.
Numero da decisão: 1302-003.301
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos Cesar Candal Moreira Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lúcia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: CARLOS CESAR CANDAL MOREIRA FILHO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2007 SALDO NEGATIVO. ESTIMATIVAS COMPENSADAS. CÔMPUTO. Integram o saldo negativo de IRPJ do ano-calendário as estimativas compensadas. BASE DE CÁLCULO. LUCROS NO EXTERIOR. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. Deve ser afastado o valor do IRPJ devido relativo a lucro no exterior objeto de decisão judicial transitada em julgado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Carlos Cesar Candal Moreira Filho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lúcia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1500; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 350 1 349 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.930206/201201 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302003.301 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de dezembro de 2018 Matéria DCOMP SALDO NEGATIVO IRPJ Recorrente ITAUSA INVESTIMENTOS ITAU S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2007 SALDO NEGATIVO. ESTIMATIVAS COMPENSADAS. CÔMPUTO. Integram o saldo negativo de IRPJ do anocalendário as estimativas compensadas. BASE DE CÁLCULO. LUCROS NO EXTERIOR. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. Deve ser afastado o valor do IRPJ devido relativo a lucro no exterior objeto de decisão judicial transitada em julgado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente. (assinado digitalmente) Carlos Cesar Candal Moreira Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lúcia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 93 02 06 /2 01 2- 01 Fl. 391DF CARF MF 2 Relatório A Recorrente apresentou Declaração de Compensação em 18/04/2008 fls. 2/9, utilizandose do crédito relativo ao saldo negativo de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) no valor de R$60.315.757,72 do anocalendário de 2007 para extinguir sob condição resolutória débitos de PIS e Cofins do mês de março de 2008. Despacho Decisório eletrônico à folha 10 reconheceu a parcela de R$46.842.756,36 de um total de R$170.019.490,68 informado na composição do crédito da DComp, não sendo confirmadas as seguintes parcelas: Considerando que não houve IRPJ devido, foi reconhecido um direito creditório no valor de R$46.842.726,36, resultando em homologação parcial e não homologação das DComp listadas no endereço eletrônico que aponta (documento de folhas 14/17). A Empresa apresentou manifestação de inconformidade, alegando que as receitas de juros sobre capital próprio foram oferecidas à tributação, requerendo que a suspensão da parcela do saldo negativo relativo às estimativas compensadas, por estarem sendo discutidas em processo administrativo fiscal ainda em andamento. Em acórdão de 26 de janeiro de 2017, a DRJ de Ribeirão Preto reconheceu o crédito relativo a estimativa compensada de janeiro (R$350.241,98) e fevereiro de 2007 (R$217.258,87), no valor total de R$567.500,85; e, não reconheceu o IRRF relativo a juros sobre capital próprio por não ter sido comprovado o oferecimento à tributação. Entendeu a Turma que embora tenha sido adicionado no LALUR o valor de R$680.640.514,21, o valor de R$666.554.203,05 foi excluído em seguida, também a título de JCP. Afirma, ainda, que a exclusão se refere a JCP de exercícios anteriores, como anotado no referido Livro. Assim, permaneceram em litígio apenas parte relativa ao crédito oriundo do IRRF sobre juros sobre capital próprio. Fl. 392DF CARF MF Processo nº 10880.930206/201201 Acórdão n.º 1302003.301 S1C3T2 Fl. 351 3 Em recurso voluntário, a Empresa reafirma que a parcela de R$135.907.427,10 passou pelo resultado, conforme balancetes e foram informados na Linha 21 da Ficha 06A Demonstração do Resultado da DIPJ e que os demais JCP recebidos foram oferecidos à tributação via LALUR. Esclarece que a exclusão de R$666.554.203,05 referese a JCP pagos pela Recorrente aos acionistas, cujo montante foi deliberado, provisionado e adicionado no LALUR de 2006. Em 2007 houve a liquidação financeira desse valor e, consequentemente, a exclusão do lucro real. (junta LALUR de 2006, fl. 347). É o relatório. Voto Conselheiro Carlos Cesar Candal Moreira Filho Relator O Contribuinte foi cientificado do acórdão em 8 de maio de 2017 (fl. 256), tendo apresentado o recurso em 5 de junho de 2017, portanto, tempestivamente. A representação é regular, conforme instrumento de folha 266/268. Conheço do recurso voluntário. A discussão trata do oferecimento ou não, à tributação, dos JCP recebidos pela Recorrente no anocalendário de 2007, capazes de justificar a utilização de créditos de IRRF no montante de R$122.609.263,47. Há que se registrar, preliminarmente, que o saldo negativo informado na DComp foi de R$93.250.149,19, embora se discuta a comprovação do valor acima apontado de IRRF sobre JCP. O acórdão recorrido não reconhece o valor adicionado no LALUR, de R$680.637.319,94 por dois motivos: pela anotação de se tratarem de JCP de exercícios anteriores e por haver uma exclusão no mesmo LALUR de JCP de valor aproximado (R$666.554.203,05) sem haver justificativa da Empresa. Quanto ao montante de R$135.907.427,10 a DRJ concorda que foi oferecido à tributação. A favor da Empresa é fato que houve um procedimento fiscal em 2011 que foi assim concluído (fl.346): Embora o acórdão recorrido tenha afirmado, com correção, que a verificação foi feita por amostragem, notase que se tratou de um procedimento dirigido especificamente ao oferecimento dos JCP recebidos à tributação. Assim, embora a afirmação de ter sido feita por amostragem, ante a especificidade do procedimento, há que emprestar maior certeza de que Fl. 393DF CARF MF 4 tenha sido verificada a totalidade dos JCP recebidos, caso contrário, pecaria o Órgão por determinar fiscalização tão focada e aceitar conclusão absolutamente incerta e aberta. Sobre a exclusão de R$666.554.203,21 a Recorrente informa que se refere a JCP pagos pela Empresa, relativos a 2006, cuja execução financeira se deu em 2007, justificando a exclusão (junta LALUR 2006 fl. 327). Não há esclarecimento em relação à anotação do LALUR de se tratar de JCP de exercício anterior, mas ante a fiscalização realizada e os documentos juntados entendo que tem razão a Recorrente, tendo sido oferecido a tributação o valor recebido de JCP de R$680.637.319,94 que, somados aos R$135.908.303,10, perfaz um total de R$816.545.623,04. Assim, dou provimento ao recurso voluntário, reconhecendo o direito creditório no valor de R$93.250.149,19 e homologo as compensações no limite do crédito reconhecido. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos Cesar Candal Moreira Filho Relator Fl. 394DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16682.721736/2015-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3302-000.796
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o julgamento na Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF até à decisão definitiva a ser proferida no processo nº 16682.720030/2015-39 e seus desmembramentos.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente.
(assinado digitalmente)
Fenelon Moscoso de Almeida Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida (Relator), Walker Araújo, Vinicius Guimarães (Suplente), José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o julgamento na Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF até à decisão definitiva a ser proferida no processo nº 16682.720030/2015-39 e seus desmembramentos. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente. (assinado digitalmente) Fenelon Moscoso de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida (Relator), Walker Araújo, Vinicius Guimarães (Suplente), José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o julgamento na Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF até à decisão definitiva a ser proferida no processo nº 16682.720030/201539 e seus desmembramentos. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente. (assinado digitalmente) Fenelon Moscoso de Almeida – Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida (Relator), Walker Araújo, Vinicius Guimarães (Suplente), José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 66 82 .7 21 73 6/ 20 15 -1 8 Fl. 300DF CARF MF Processo nº 16682.721736/201518 Resolução nº 3302000.796 S3C3T2 Fl. 301 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que passo a transcrever e grifar: "Trata o presente processo de auto de infração (fls. 30/33) de multa em decorrência de DCOMP não homologada, no valor de R$ 16.616.504,23. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal (fl. 34/35) a Declaração de Compensação nº 04102.45828.200411.1.3.047247 não foi homologada, conforme Despacho Decisório 0017/2015 exarado no Processo Administrativo nº 16682.720030/201539. A Declaração de Compensação nº 04102.45828.200411.1.3.047247 foi apresentada em 20/04/2011, portanto, após a publicação da Lei nº 12.249/10 em 14/06/2010, cujo art. 62 deu nova redação ao §17 do art. 74 da Lei 9.430/96. A MP 656/2014 e Lei nº 13.097/2015 alteraram a redação original do parágrafo citado. Antes da MP 656/14, a multa era calculada como 50% sobre o valor do crédito objeto da Declaração de Compensação não homologada. Depois da publicação da MP 656/14, a penalidade passou a ser calculada como 50% sobre o valor do débito objeto da Declaração de Compensação não homologada. Tendo em vista o art. 106, inciso II, alínea “c”, do CTN, há que se aplicar a penalidade menos severa entre as duas redações acima. Como são aritmeticamente idênticas, tornase óbvio que o cálculo resulta igual, e, desse modo, enquadramos a infração no dispositivo referido, com a redação da Lei nº 12.249/2010. O contribuinte foi cientificado em 21/03/2016 (fl. 40) e apresentou impugnação (fl. 42/51) em 15/04/2016 alegando em síntese: Nulidade do auto de infração A aplicação da multa, no presente caso, não encontra motivação válida, uma vez que não restou demonstrado no auto de infração qualquer conduta ilícita ou abusiva por parte da impugnante. A interessada cita doutrina no sentido da necessidade de configuração da máfé do requerente para que se possa aplicar a multa isolada. Cita ainda decisões judiciais no mesmo sentido. Cumulação de multa configurando BIS IN IDEM Na eventualidade da não homologação da compensação, o débito já é penalizado com a cobrança do débito levado à compensação, acrescido com a multa de mora, cuja essência consiste, repisa se, em verdadeira penalidade. Posto isto, ao desconsiderar essa situação, a intenção de fazer incidir a multa isolada, sem qualquer evidência de ilicitude ou abusividade, configura verdadeiro bis in idem a ensejar o enriquecimento sem causa do erário, ao passo que em condições normais, como no caso em tela, já será recompensado pela incidência da multa de mora posto que a não homologação da compensação (à míngua de prova de ilicitude e má fé do contribuinte) se equipara, sob qualquer ângulo de análise, ao pagamento realizado a destempo. Da apensação A presente autuação consiste na cobrança de multa isolada, em virtude da não homologação do PER/DCOMP n º 04102.45828.200411.1.3.047247, constante do processo administrativo nº 16682.720030/201539. Este processo está aguardando julgamento do recurso voluntário. A Portaria RFB nº 354 de 2016 em seu art. 3º, inciso III exige que os autos sejam juntados por apensação. Fl. 301DF CARF MF Processo nº 16682.721736/201518 Resolução nº 3302000.796 S3C3T2 Fl. 302 3 Assim, requer a apensação do presente processo ao PAF nº 16682.720030/201539. Suspensão do processo Na eventualidade de se superar o item anterior, resta de imediato a suspensão do presente processo, pautado nos seguintes fundamentos: A interessada recorreu da decisão de não homologação, portanto, não há que se falar em declaração de compensação não homologada, uma vez que o crédito ainda se encontra sob discussão administrativa e que, ante ao teor do recurso voluntário, tornase inconcebível, permissa vênia, outro resultado que não seja a homologação integral da DCOMP envolvida. Portanto, por imposição legal e havendo evidência do recurso voluntário, devese suspender o andamento do presente, especialmente ante a apensação requerida no item anterior, bem como da imperiosa necessidade de conclusão do PAF 16682.720030/201539, pois não parece crível a cobrança do acessório antes da definição final do processo principal. Ao final requer: a) seja anulado o presente auto de infração ante a inexistência de conduta ilícita ou abusiva do contribuinte a justificar a aplicação da penalidade prevista no art. 74 §§15 e 17, da Lei nº 9.430/96, na redação da Lei nº 12.249/2010; b) na eventualidade de superar os itens anteriores, que seja reconhecida a cobrança de multa em bis in idem, uma vez que a multa de mora, única devida no presente caso (na hipótese da manifestação de inconformidade não logre o êxito almejado pela contribuinte, fato que se admite pela necessidade de argumentação), não pode ser acrescida da multa isolada, uma vez que não houve qualquer comprovação de ilicitude ou abusividade a ensejar a sua incidência; e c) a apensação do presente processo o PAF 16682.720030/201539, por força do artigo 3º, inciso III da Portaria RFB 354 de 2016; d) uma vez demonstrado o caráter acessório da presente autuação com o PAF nº 16682.720030/201539 sua suspensão se mostra imperiosa, pois caso contrário acarretará a solução atabalhoada da autuação sem a definitiva conclusão do processo principal que, pela lógica processual, redundará em decisão teratológica, ou seja, verdadeiro processo de Kafka. e) que todas as intimações pertinentes a este processo sejam feitas ao procurador da requerente." A decisão de primeira instância, proferida em 16/05/2016 (fls. 250/260) foi no sentido de julgar procedente em parte a impugnação para manter o crédito tributário lançado e dar provimento ao pedido de apensação ao processo nº 16682.720030/201539: Após ciência ao acórdão de primeira instância (TERMO à fl. 266), em 25/05/2016, irresignada, a contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls. 268/278, em 20/06/2016, em essência, reprisando os argumentos trazidos na peça de impugnação, requerendo: a) a distribuição deste processo vinculada ao PAF nº 16682.720030/201539, por se tratar de processo conexo e decorrente do primeiro, nos termos do art. 6º do RICARF e sua imediata suspensão até o julgamento final daquele; e que b) seja dado provimento ao presente recurso, anulandose o presente auto de infração em sua totalidade. É o relatório. Fl. 302DF CARF MF Processo nº 16682.721736/201518 Resolução nº 3302000.796 S3C3T2 Fl. 303 4 Voto Conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida Relator O recurso apresentado preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Quanto à questão da suspensão, na verdade, sobrestamento do processo, quando depender de decisão de outro processo no âmbito do CARF, existe previsão específica no parágrafo único, do art. 12, da Portaria CARF Nº 34, de 31 de agosto de 2015: Art. 12. O processo sobrestado ficará aguardando condição de retorno a julgamento na Secam. Parágrafo único. O processo será sobrestado quando depender de decisão de outro processo no âmbito do CARF ou quando o motivo do sobrestamento não depender de providência da autoridade preparadora. (grifei) Ainda que corretamente negado o pedido de sobrestamento do julgamento do presente processo, na instância administrativa de julgamento a quo, por falta de previsão legal para tal procedimento, especificamente no âmbito do CARF, a Portaria CARF Nº 34/2015, abre essa possibilidade, existindo precedentes (Processo nº 16327.721542/201308), inclusive, dessa Turma (Resolução nº 3302000.702, de 20/03/2018 – 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária), aplicando o sobrestamento em caso semelhante, nos termos do voto condutor do Relator, abaixo transcrito e adotado como razão de decidir do presente processo: "Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento Relator. Segundo o delineado no relatório precedente, os presentes autos tratam de cobrança da multa isolada de 50% (cinqüenta por cento) calculada sobre o valor do crédito informado nas Declarações de Compensação (DComp) não homologadas. O referenciado procedimento compensatório, que motivou a presente autuação, encontrase sob julgamento no âmbito do processo principal de nº 16327.720993/201239, ainda pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. Assim, uma vez configurada dependência do julgamento deste processo do desfecho final e definitivo do julgamento do processo principal, com respaldo no art. 6º, § 1º, II, do Regimento Interno deste Conselho (RICARF/2015), propõe o sobrestamento do julgamento dos presentes autos perante à 3ª Câmara desta Seção. E uma vez o concluído o julgamento do processo principal, com a prolação da decisão definitiva, a Câmara deverá providenciar o retorno dos presentes autos a este Colegiado, para o prosseguimento do julgamento." Fl. 303DF CARF MF Processo nº 16682.721736/201518 Resolução nº 3302000.796 S3C3T2 Fl. 304 5 Pelo exposto, proponho o sobrestamento do julgamento dos presentes autos, perante à Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF, e, uma vez concluído o julgamento do processo principal nº 16682.720030/201539 e seus desmembramentos, com a prolação da decisão administrativa definitiva, deverá ser providenciado o retorno dos autos sobrestados a este Colegiado, para o prosseguimento do julgamento. Fenelon Moscoso de Almeida Relator Fl. 304DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10280.905319/2011-49
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/09/2000
CONEXÃO. PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO. IMPOSSIBILIDADE.
Processos com a mesma matéria e períodos de apuração diversos não obrigam a reunião por conexão prevista pelo artigo 6º, §1º, I, Anexo II do RICARF.
FALTA DE RETIFICAÇÃO NA DCTF. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. APURAÇÃO EM DILIGÊNCIA.
A falta de retificação da DCTF não impede a aplicação do Princípio da Verdade Material, tornando oportuna a averiguação da existência do crédito através de diligência.
INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 3º, §1º DA LEI Nº 9.718 DE 1998. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF.
O alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, previsto pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento ao Recurso Extraordinário nº 585.235/ MG, sob repercussão geral. Incidência do artigo 62, § 2º do RICARF.
FATURAMENTO. CONCEITO. RECEITAS OPERACIONAIS.
O faturamento, para fins de incidência dessas contribuições, corresponde à totalidade das receitas da pessoa jurídica, fruto de todas suas atividades operacionais, principais ou não.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3402-005.864
Decisão:
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito creditório no limite da diligência fiscal. Os Conselheiros Diego Diniz Ribeiro e Maysa de Sá Pittondo Deligne acompanharam a relatora pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/09/2000 CONEXÃO. PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO. IMPOSSIBILIDADE. Processos com a mesma matéria e períodos de apuração diversos não obrigam a reunião por conexão prevista pelo artigo 6º, §1º, I, Anexo II do RICARF. FALTA DE RETIFICAÇÃO NA DCTF. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. APURAÇÃO EM DILIGÊNCIA. A falta de retificação da DCTF não impede a aplicação do Princípio da Verdade Material, tornando oportuna a averiguação da existência do crédito através de diligência. INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 3º, §1º DA LEI Nº 9.718 DE 1998. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF. O alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, previsto pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento ao Recurso Extraordinário nº 585.235/ MG, sob repercussão geral. Incidência do artigo 62, § 2º do RICARF. FATURAMENTO. CONCEITO. RECEITAS OPERACIONAIS. O faturamento, para fins de incidência dessas contribuições, corresponde à totalidade das receitas da pessoa jurídica, fruto de todas suas atividades operacionais, principais ou não. Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito creditório no limite da diligência fiscal. Os Conselheiros Diego Diniz Ribeiro e Maysa de Sá Pittondo Deligne acompanharam a relatora pelas conclusões. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz.
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(SUCESSORA DE BELÉM DIESEL S.A.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/09/2000 CONEXÃO. PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO. IMPOSSIBILIDADE. Processos com a mesma matéria e períodos de apuração diversos não obrigam a reunião por conexão prevista pelo artigo 6º, §1º, I, Anexo II do RICARF. FALTA DE RETIFICAÇÃO NA DCTF. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. APURAÇÃO EM DILIGÊNCIA. A falta de retificação da DCTF não impede a aplicação do Princípio da Verdade Material, tornando oportuna a averiguação da existência do crédito através de diligência. INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 3º, §1º DA LEI Nº 9.718 DE 1998. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF. O alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, previsto pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento ao Recurso Extraordinário nº 585.235/ MG, sob repercussão geral. Incidência do artigo 62, § 2º do RICARF. FATURAMENTO. CONCEITO. RECEITAS OPERACIONAIS. O faturamento, para fins de incidência dessas contribuições, corresponde à totalidade das receitas da pessoa jurídica, fruto de todas suas atividades operacionais, principais ou não. Recurso Voluntário Provido em Parte AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 90 53 19 /2 01 1- 49 Fl. 353DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito creditório no limite da diligência fiscal. Os Conselheiros Diego Diniz Ribeiro e Maysa de Sá Pittondo Deligne acompanharam a relatora pelas conclusões. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz. Relatório Versa o processo sobre pedido de restituição de crédito de contribuição não cumulativa, o qual foi indeferido pela DRF de origem, em razão de o recolhimento indicado ter sido integralmente utilizado para quitação de débito confessado pela contribuinte em outro PER/DCOMP. A interessada apresentou a manifestação de inconformidade, sustentando seu direito creditório na inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/1998 (RE nº 390.840/MG e RE nº 585.235, com repercussão geral). O julgador de primeira instância não acolheu as razões de defesa da interessada, consoante argumentos plasmados no Acórdão nº 14041.287. Inconformada com esta decisão, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário no qual defende o direito ao crédito pleiteado. Na apreciação deste recurso, o Colegiado decidiu converter o julgamento em diligência, nos termos da Resolução nº 3402001.074, para que a Unidade de Origem realizasse o seguinte levantamento: i) Apurar a composição da base de cálculo adotada pela contribuinte ao recolher a Contribuição, levando em conta as notas fiscais emitidas, as escritas contábil e fiscal e outros documentos que considerar pertinentes; ii) Elaborando Relatório Conclusivo com a discriminação dos montantes totais tributados e, em separado, os valores de outras receitas tributadas com base no alargamento promovido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, de Fl. 354DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 3 modo a se apurar os valores devidos, com e sem o alargamento, e confrontá los com o recolhido; iii) Apurar, se for o caso, o eventual montante de recolhimento a maior em face do referido alargamento da base de cálculo das contribuições. Em cumprimento à Resolução foi apresentada a Informação Fiscal que concluiu pela inexistência de recolhimento a maior, não sendo possível o reconhecimento do crédito para a compensação requerida. Intimada a se manifestar sobre o resultado da diligência, a Recorrente argumentou que o raciocínio adotado pela fiscalização sobre a natureza dos valores escriturados em algumas das contas contábeis não merece prevalecer, fundamentando acerca da natureza das verbas recebidas a título de bonificações e recuperação de despesas com garantia, bem como pela impossibilidade da incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre recuperação de custos e despesas e, com isso, reiterando o pedido de provimento do recurso voluntário interposto e reconhecimento integral do direito ao crédito postulado. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402005.856, de 27 de novembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10280.900095/201260, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3402005.856): "Pressupostos legais de admissibilidade Como já observado pela Resolução nº 3402001.051, o Recurso Voluntário de fls. 73 a 90 é tempestivo, uma vez que a intimação do Acórdão nº 1441253 ocorreu via postal na data de 10/06/2013 (fls. 71), com interposição da defesa em data de 08/07/2013 (Termo de Solicitação de Juntada de fls. 72). Por atender aos pressupostos legais de admissibilidade, deve o recurso ser conhecido por este Colegiado. Do pedido preliminar para reunião dos processos Preliminarmente a Recorrente argumenta que os seguintes processos têm o mesmo objeto do caso em análise, referente ao questionamento sobre a restituição de crédito decorrente do recolhimento indevido da COFINS, pautado na inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º da Lei nº 9.718/98: Fl. 355DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 4 Considerando que não há fatos jurídicos tributários idênticos, uma vez que os processos têm períodos de apuração diversos, não há vinculação que torne obrigatória a aplicação do artigo 6º do RICARF. Ademais, o presente recurso foi distribuído como paradigma, seguindo a sistemática dos recursos repetitivos, conforme regulamentação do artigo 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Conforme informado em Termo de Intimação Fiscal nº 01 SAORT/DRFSJR de fls. 241 a 242, a diligência foi realizada em cumprimento às Resoluções de nºs 3402001.050 a 3402 001.067, proferidas por este Colegiado, resultando na análise do crédito pleiteado nos seguintes processos: 10280.900096/201212, 10280.900095/201260, 10280.900097/201259, 10280.900106/201210, 10280.904424/201161, 10280.904437/201130, 10280.904438/201184, 10280.904439/201129, 10280.904440/201153, 10280.904441/201106, 10280.904442/201142, 10280.904443/201197, 10280.904444/201131, 10280.904445/201186, 10280.904446/201121, 10280.904447/201175, 10280.904971/201146, 10280.904972/201191, 10280.904973/201135, 10280.904974/201180, 10280.905315/201161, 10280.905316/2011 13,10280.905317/201150, 10280.905318/201102, 10280.905319/201149, 10280.905320/201173, 10280.905321/201118, 10280.905322/201162, 10280.905323/201115, 10280.905325/201104, 10280.905326/201141, 10280.905328/201130, 10280.905329/201184, 10280.905330/201117, 10280.905331/201153, 10280.905332/201106, 10280.905333/201142, 10280.905334/201197, 10280.905781/201146, 10280.905782/201191, 10280.905784/201180, 10280.905785/201124, Fl. 356DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 5 10280.905786/201179, 10280.905787/201113, 10280.905790/201137, 10280.905803/201178 e 10280.905804/201112. Portanto, resta prejudicada a preliminar invocada no Recurso Voluntário em análise. Do mérito Pede a Recorrente pelo reconhecimento do direito à restituição da COFINS calculada sobre receitas estranhas ao conceito de faturamento, explanando sobre a inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 e necessária incidência do artigo 62. § 1º, inciso II e Alínea "b" do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015. Para tanto, pugna pela aplicação da Verdade Material, uma vez que a DCTF não é o único meio de prova da existência de crédito passível de restituição, configurando a decisão recorrida em formalismo exagerado. Pede, ainda, pela complementação da produção probatória necessária para lastrear a existência de seu crédito. Com já relatado, tanto o reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 e aplicação do artigo 62, § 1º, inciso II e Alínea "b" do RICARF, quanto o pedido de produção de prova complementar, restaram superados através da Resolução nº 3402001.051 (fls. 234238), pela qual este Colegiado converteu o julgamento do recurso em diligência com a seguinte determinação: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a Unidade de Origem verifique a composição da base de cálculo adotada pela contribuinte ao recolher a Contribuição, levando em conta as notas fiscais emitidas, as escritas contábil e fiscal e outros documentos que considerar pertinentes, elaborando, ao final, Relatório Conclusivo com a discriminação dos montantes totais tributados e, em separado, os valores de outras receitas tributadas com base no alargamento promovido pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, de modo a se apurar os valores devidos, com e sem o alargamento, e confrontálos com o recolhido, apurandose, se for o caso, o eventual montante de recolhimento a maior em face do referido alargamento da base de cálculo das contribuições. Por sua vez, a matéria suscitada sobre declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998 é questão decidida em repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal através do RE 585.235/MG, resultando na aplicação do artigo 62, § 2 do RICARF. Fl. 357DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 6 Portanto, neste ponto dou provimento ao recurso, com a produção de prova já realizada através da diligência acima mencionada. Do resultado da diligência Em sequência, dando cumprimento ao artigo 35 do Decreto nº 7.574/2011, a Recorrente manifestouse sobre o resultado da diligência às fls. 338351, sustentando sobre a natureza das verbas recebidas a título de bonificações e recuperação de despesas com garantia, bem como pela impossibilidade da incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre recuperação de custos e despesas. Em síntese, alega a Recorrente que "....as bonificações não são receitas da recorrente, mas apenas recuperação do custo de aquisição dos bens adquiridos por e para revenda. Como a recuperação de custos realmente aumenta o lucro bruto da recorrente, eis que diminuem o custo da mercadoria vendida, mas, por outro lado, não interferem nas receitas da recorrente, eis que o valor das vendas não é alterado, não havendo qualquer interferência desses valores na receita da recorrente, passível de tributação pela contribuição ao PIS e pela COFINS." A questão atinente às verbas recebidas a título de bonificações e recuperação de despesas foi objeto de análise por esta Turma Ordinária no PAF nº 10280.900096/201212, de relatoria da Eminente Conselheira Maria Aparecida Martins de Paula e cujo julgamento ocorreu em data de 25 de setembro de 2018. Com isso, como solução deste litígio, adoto o entendimento que prevaleceu no Acórdão nº 3402005.569, pelo qual foi aplicado o inciso III do art. 44 da Lei nº 4.506/19641, bem como as Soluções de Consulta Cosit nºs 291/20172 e 34/20133. 1 Art. 44. Integram a receita bruta operacional: I O produto da venda dos bens e serviços nas transações ou operações de conta própria; II O resultado auferido nas operações de conta alheia; III As recuperações ou devoluções de custos, deduções ou provisões; IV As subvenções correntes, para custeio ou operação, recebidas de pessoas jurídicas de direito público ou privado, ou de pessoas naturais. 2 Solução de Consulta nº 291 Cosit Data 13 de junho de 2017 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP NÃO CUMULATIVIDADE. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. DOAÇÃO. VENDA. INCIDÊNCIA. Bonificações em mercadorias entregues gratuitamente, a título de mera liberalidade, sem vinculação a operação de venda, são consideradas receita de doação para a pessoa jurídica recebedora dos produtos (donatária), incidindo a Contribuição para o PIS/Pasep sobre o valor de mercado desses bens. A receita de vendas oriunda de bens recebidos a título de doação deve sofrer a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep, na forma da legislação geral das referidas contribuições. Dispositivos Legais: Lei nº 10.406, de 2002 (Código Civil), art. 538; Lei nº 10.637, de 2002, art. 1º e art. 3º, §2º, II; Parecer Normativo CST nº 113, de 1978. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS NÃO CUMULATIVIDADE. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. DOAÇÃO. VENDA. INCIDÊNCIA. Fl. 358DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 7 Para tanto, transcrevo a fundamentação que embasa a decisão em referência, a qual cita trechos extraídos da respectiva Informação Fiscal, reproduzindo os mesmos termos constantes do resultado da diligência realizada neste processo, motivo pelo qual deve ser considerada como embasamento do presente voto: "Quanto ao mérito, valem aqui as considerações já expedidas na Resolução que determinou a conversão do julgamento em diligência, a seguir transcritas: Como se sabe, é obrigatória aos membros deste CARF a reprodução do conteúdo de decisão definitiva de mérito proferida pelo STF e pelo STJ na sistemática dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil. Também não se desconhece que foi declarada a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98 pelo Supremo Tribunal Federal, tendo sido reconhecida a repercussão geral, para reafirmar a jurisprudência do Tribunal nesse sentido. Em consequência, para as empresas que se dedicam à venda de mercadorias comerciais e industriais e/ou à prestação de serviços, é ao total das receitas oriundas dessas atividades que corresponde a base de cálculo das contribuições do PIS e da Cofins enquanto aplicável aquele ato legal. Assim, em face da declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98, relativamente ao alargamento da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, deve ser aplicado neste julgamento o entendimento do Supremo Tribunal Federal proferido em regime de repercussão geral no Recurso Extraordinário nº 585.235/MG. Como bem esclareceu a fiscalização na diligência, devem ser excluídos do conceito de faturamento os aportes (...) Dispositivos Legais: Lei nº 10.406, de 2002 (Código Civil), art. 538; Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º e art. 3º, §2º, II; Parecer Normativo CST nº 113, de 1978. 3 Solução de Consulta nº 34 Cosit Data 21 de novembro de 2013 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ BASE DE CÁLCULO. DESCONTOS CONDICIONAIS E INCONDICIONAIS. Os descontos incondicionais consideramse parcelas redutoras do preço de vendas, quando constarem da nota fiscal de venda dos bens ou da fatura de serviços e não dependerem de evento posterior à emissão desses documentos; esses descontos não se incluem na receita bruta da pessoa jurídica vendedora e, do ponto de vista da pessoa jurídica adquirente dos bens ou serviços, constituem redutor do custo de aquisição, não configurando receita. Os descontos condicionais são aqueles que dependem de evento posterior à emissão da nota fiscal, usualmente, do pagamento da compra dentro de certo prazo, e configuram despesa financeira para o vendedor e receita financeira para o comprador. Dispositivos Legais: Lei nº 8.981, de 1995, art. 31; Decreto nº 3.000, de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999), arts. 373 e 374; Instrução Normativa SRF nº 51, de 1978, item 4.2. Fl. 359DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 8 financeiros estranhos à atividade desenvolvida pela empresa: 7. No anexo da Nota PGFN/CRJ nº 1.114, de 30/08/2012, está delimitado o julgado pelo STF no RE n° 585.235, nos seguintes termos: “DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA DECIDIDA: O PIS/COFINS deve incidir somente sobre as receitas operacionais das empresas, escapando da incidência do PIS/COFINS as receitas não operacionais. (...)” 8. A delimitação da matéria decidida é também fruto dos julgados do STF, que entendem que o conceito de faturamento abrange a receita bruta das vendas de mercadorias e da prestação de serviços das empresas, e todas as receitas oriundas do exercício das atividades empresariais. Esta é a interpretação dada pelo RE n. 371.258 AgR (Segunda Turma, Rel. Min. Cezar Peluzo, julgado em 03.10,2006), pelo RE n. 400.4798/RJ ( Segunda Turma, Rel. Min. Cezar Peluzo, julgado em 10.10,2006) e pelo RE n 527.602/SP (Tribunal Pleno, Rel Min Eros Grau, Rel. p/ acórdão Min. Marco Aurélio, julgado em 05.08.2009), sendo que neste último ficou estabelecido que somente são excluídos do conceito de faturamento “os aportes financeiros estranhos à atividade desenvolvida pela empresa”. Assim, o faturamento corresponde à totalidade das receitas da pessoa jurídica, fruto de todas suas atividades operacionais, principais ou não. Com efeito, adotando tal entendimento, a fiscalização excluiu do faturamento, para fins de incidência das contribuições, as receitas que não se enquadravam como operacionais, resultando num recolhimento a maior, passível de reconhecimento de crédito para compensação no valor mencionado no relatório acima. Não obstante tenha sido devidamente intimada, a recorrente não se manifestou em face do resultado da diligência, pelo que se pressupõe que com ele concordou. Ademais, na diligência foram acolhidos, em grande parte, os demonstrativos/memórias de cálculo elaborados pela própria contribuinte em resposta à intimação da fiscalização, ressalvadas poucas divergências, quanto às receitas originadas das bonificações recebidas e das recuperações de despesas, como se vê nos seguintes trechos da Informação fiscal: 9. Concorda o contribuinte, conforme seus demonstrativos, que devem ser incluídas na base de cálculo da Cofins as seguintes receitas operacionais (líquidas das devoluções/deduções): vendas de veículos novos (de fev/03 e mar/03), vendas de veículos usados, instalação e vendas de peças e acessórios, instalação e vendas de Kits de conversão Gás, prestação de serviços da oficina, vendas de outras mercadorias e outras prestações de serviços (outras atividades). 10. Também devem ser incluídas na base de cálculo da Cofins as bonificações recebidas das montadoras, mesmo que em Fl. 360DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 9 mercadoria (contas 37201.00001 Bonificação MBB Veículos, 37201.00002 Bonificação MBB Sprinter e 37202.00001 Bonificação MBB Peças e Motores) e a recuperação de despesas com veículos e peças em garantias (contas 37202.00009 Recup. Desp. c/ Garantia e 37204.00009 Recup. Desp. c/ Garantia), pelo que segue. Nada há a reparar no entendimento da fiscalização no sentido de que as "recuperações de despesas também constituem receitas operacionais, conforme determina o inciso III do art. 44 da Lei nº 4.5061, de 30 de novembro de 1964, base legal do inciso II do art. 392 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999)", sobre as quais há a incidência do PIS/Pasep e da Cofins. Quanto às bonificações, embora em algumas situações específicas elas possam configurar descontos incondicionais, o que, se fosse o caso, poderia ensejar a exclusão de tais receitas do conceito de faturamento, nos termos das Soluções de Consulta Cosit nºs 291/2017 e 34/20132, não há qualquer argumentação da recorrente nesse sentido, no recurso voluntário ou na diligência do presente processo, razão pela qual deve ser mantido o resultado do direito creditório apurado na diligência com base na declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98, que é o mérito do recurso voluntário e do pedido de restituição da interessada. Assim, pelo exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário para reconhecer o direito creditório no montante certificado na diligência, determinando a homologação das compensações vinculadas na medida correspondente." Portanto, deve imperar o resultado da diligência que corretamente refez a apuração da COFINS do período em análise, com base no demonstrativo e registros contábeis apresentados pela Contribuinte. Dispositivo Ante o exposto, conheço o Recurso Voluntário e julgo parcialmente provido em razão da incidência do artigo 62, § 2 do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, considerando a declaração da inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 pelo Supremo Tribunal Federal, devendo ser reconhecido o direito creditório no limite da diligência fiscal realizada nos autos." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Fl. 361DF CARF MF Processo nº 10280.905319/201149 Acórdão n.º 3402005.864 S3C4T2 Fl. 0 10 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado conheceu o Recurso Voluntário e julgouo parcialmente provido em razão da incidência do artigo 62, §2º do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, considerando a declaração da inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 pelo Supremo Tribunal Federal, devendo ser reconhecido o direito creditório no limite da diligência fiscal realizada nos autos. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 362DF CARF MF
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Numero do processo: 10380.902629/2012-64
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2004
CRÉDITO POR PAGAMENTO A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ. ÔNUS DO CONTRIBUINTE.
Instaurado o contencioso administrativo, em razão da não homologação de compensação de débitos com crédito de suposto pagamento indevido ou a maior, é do contribuinte o ônus de comprovar nos autos, tempestivamente, a certeza e liquidez do crédito pretendido compensar. Não há como reconhecer crédito cuja certeza e liquidez não restou comprovada no curso do processo administrativo.
Numero da decisão: 3003-000.131
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
Marcos Antonio Borges - Presidente.
Vinícius Guimarães - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente da turma), Márcio Robson Costa, Vinícius Guimarães e Müller Nonato Cavalcanti Silva.
Nome do relator: VINICIUS GUIMARAES
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A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2004 CRÉDITO POR PAGAMENTO A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Instaurado o contencioso administrativo, em razão da não homologação de compensação de débitos com crédito de suposto pagamento indevido ou a maior, é do contribuinte o ônus de comprovar nos autos, tempestivamente, a certeza e liquidez do crédito pretendido compensar. Não há como reconhecer crédito cuja certeza e liquidez não restou comprovada no curso do processo administrativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Marcos Antonio Borges Presidente. Vinícius Guimarães Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente da turma), Márcio Robson Costa, Vinícius Guimarães e Müller Nonato Cavalcanti Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 90 26 29 /2 01 2- 64 Fl. 197DF CARF MF Processo nº 10380.902629/201264 Acórdão n.º 3003000.131 S3C0T3 Fl. 3 2 Relatório Por bem retratar a realidade dos fatos, transcrevo o relatório do acórdão recorrido: Tratam os autos da Declaração de Compensação (DCOMP) de nº 19311.61244.141209.1.3.047316, transmitida eletronicamente em 14/12/2009, com base em créditos relativos à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins. A contribuinte declarou no PER/DCOMP a existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior, cujo DARF apresenta as seguintes características: A partir das características do DARF foi identificado que o referido pagamento havia sido utilizado integralmente, de modo que não existia crédito disponível para efetuar a compensação solicitada. Assim, em 03/04/2012, foi emitido eletronicamente o Despacho Decisório (fl. 8), cuja decisão não homologou a compensação dos débitos confessados por inexistência de crédito. O valor do principal correspondente aos débitos informados é de R$ 15.787,87. Cientificado dessa decisão em 17/04/2012, bem como da cobrança dos débitos confessados na Dcomp, o sujeito passivo apresentou em 17/05/2012, manifestação de inconformidade à fl. 11 a 13, acrescida de documentação anexa. Em suma, a contribuinte enfatiza que “não existe o débito que fora informado, razão pela qual a perdcomp deveria ter sido cancelada e não o foi em tempo hábil”. Acrescenta que: “(...) não pode ser compelida a efetuar o pagamento de débito inexistente, que não consta em DCTF ou DACON, pelo simples fato de ter o mesmo constado de forma errônea em Perdcomp. A informação cintida de forma indevida na PERDCOMP não pode ser considerado ‘fato gerador’ de débito, a fim de compelir o contribuinte para pagar em 30 dias, sob pena de inscrição em dívida ativa”. Esclarece, ainda, que ao realizar a verificação dos débitos e créditos informados no Per/DCOMP, comprovouse que não existem os débitos a serem pagos. Conclui que as informações apresentadas no PER/DCOMP encontramse equivocadas e que as declarações deveriam ter sido canceladas em tempo hábil. Ao final, requer que sejam acatadas as considerações apresentadas, bem como todas as diligências cabíveis no sentido de apurar a inexistência do débito discriminado no PER/DCOMP e cobrado no Despacho Decisório. Fl. 198DF CARF MF Processo nº 10380.902629/201264 Acórdão n.º 3003000.131 S3C0T3 Fl. 4 3 A 4ª Turma da DRJ em Brasília proferiu decisão, negando provimento à impugnação. Eis o teor da ementa do aresto recorrido: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2007 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de créditos tributários (débitos do contribuinte) só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo, sendo que a compensação somente pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei; no caso, o crédito pleiteado é inexistente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário reafirmando as alegações e argumentos apresentados na impugnação, sustentando, em síntese, que os débitos declarados em PER/DCOMP são inexistentes, tendo juntado cópias dos Demonstrativos de Apuração de Contribuições Sociais (DACON). É o relatório. Fl. 199DF CARF MF Processo nº 10380.902629/201264 Acórdão n.º 3003000.131 S3C0T3 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Vinícius Guimarães, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos e requisitos de admissibilidade. O valor do crédito em litígio é inferior a sessenta salários mínimos, estando dentro da alçada de competência desta turma extraordinária. Sendo assim, passo a analisar o recurso. A compensação tributária uma das modalidades de extinção do crédito tributário, prevista no art. 156, II, do Código Tributário Nacional , pressupõe a existência de créditos e débitos tributários em nome do sujeito passivo. Segundo o art. 170 do CTN, a lei poderá atribuir, em certas condições e sob garantias determinadas, à autoridade administrativa autorizar a compensação de débitos tributários com créditos líquidos e certos do sujeito passivo. Nesse contexto, o direito à compensação existe na medida exata da certeza e liquidez do crédito em favor do sujeito passivo. Assim, a comprovação da certeza e liquidez do crédito tributário mostrase fundamental para a efetivação da compensação. Como se sabe, a compensação pode ser declarada pelo contribuinte por meio do preenchimento e transmissão de Declaração de Compensação (DCOMP), na qual se indicará, de forma detalhada, o crédito existente e o débito a ser compensado, sujeitandose, tal procedimento, a ulterior homologação por parte da autoridade tributária. No caso concreto, o sujeito passivo transmitiu o PER/DCOMP descrito no relatório acima, tendo indicado a existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior. Em verificação fiscal do PER/DCOMP, apurouse que não existia crédito disponível para se realizar a compensação pretendida, uma vez que o pagamento indicado na DCOMP já havia sido utilizado para quitação de outro débito, tendo sido emitido, eletronicamente, Despacho Decisório cuja decisão não homologou a compensação dos débitos confessados. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, na qual sustentou, como visto, que os débitos indicados na DCOMP são inexistentes, pugnando, pois, pelo cancelamento da DCOMP. Sustentou, ainda, que o princípio da verdade material deve prevalecer sobre o formalismo, devendo o julgador apurar a verdade contida no feito. Em sua impugnação, a recorrente deixou de apresentar documentos hábeis e idôneos para comprovar suas alegações, de maneira que, ao apreciar a manifestação de inconformidade, o colegiado a quo entendeu que simples alegações, desacompanhadas de documentos probatórios, não são suficiente para afastar a decisão não homologatória de compensação. Eis alguns excertos do voto condutor: Fl. 200DF CARF MF Processo nº 10380.902629/201264 Acórdão n.º 3003000.131 S3C0T3 Fl. 6 5 No caso em análise, em síntese, a contribuinte esclarece que os débitos foram informados equivocadamente no PER/DCOMP. Acrescenta que eles não existiriam e que não foram informados em DCTF ou no Dacon e que o PER/DCOMP deveria ter sido cancelado e não o foi em tempo hábil. Pela análise dos autos, observase que o PER/DCOMP nº 19311.61244.141209.1.3.047316, objeto dos autos, foi transmitido em 14/12/2009, pleiteando a utilização de um crédito decorrente de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins. A DCTF vigente à data da transmissão deste PER/DCOMP continha a informação de que o pagamento que teria utilizado o crédito pleiteado foi integralmente utilizado para extinguir débito da contribuinte apurado no período, de modo que não existia crédito disponível para ser utilizado na compensação declarada. Na DCTF apresentada 14/12/2009 (fls. 108 a 112) consta a informação que o PER/DCOMP objeto dos autos foi utilizado para a extinção de débitos de Cofins e PIS apurados no período. Notase, então, que o crédito que a interessada alega possuir seria decorrente de apuração de valor devido a menor, apurado em data posterior à época da entrega das declarações originais e que o crédito pleiteado não tinha liquidez e certeza no momento da transmissão do PER/DCOMP. Convém esclarecer que a DCTF não constitui uma mera formalidade, pois, é nesta declaração que a contribuinte declara seus débitos e faz as vinculações a pagamentos e possíveis compensações. Assim, a declaração do contribuinte em DCTF é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário, conforme dispõe a legislação tributária (art. 5º do Decreto Lei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, e demais atos normativos da RFB pertinentes a DCTF), bem como entendimento pacificado nas esferas administrativa e judicial. Ainda, nos termos do § 1º do art. 147 do Código Tributário Nacional – CTN, a retificação de declaração por iniciativa do próprio declarante, no intuito de reduzir ou excluir tributo, somente é admissível mediante a comprovação do erro em que se funde, e antes de notificação do ato fiscal ou qualquer procedimento administrativo. (...) Portanto, neste momento processual, para se comprovar a liquidez e certeza do crédito informado na declaração de compensação é imprescindível que seja demonstrada na escrituração contábilfiscal da contribuinte, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. Faz prova a favor do sujeito passivo a escrituração mantida com observância das disposições legais, contudo deve estar embasada em documentos hábeis, segundo sua natureza, no caso, o contribuinte deveria fundamentar seus lançamentos contábeis com o comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora. Vejase o Decreto 7.574/2011, artigos 26 a 27, transcrito a seguir: (...) As informações prestadas à RFB por meio de declarações ou demonstrativos previstos na legislação (DCTF, DIPJ, Dacon ou PER/DCOMP) situamse na esfera de responsabilidade do próprio contribuinte, a quem cabe demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões, consoante disciplina instituída pelo já citado artigo 16, inciso III, do PAF. Fl. 201DF CARF MF Processo nº 10380.902629/201264 Acórdão n.º 3003000.131 S3C0T3 Fl. 7 6 Dessa forma, na hipótese de ter ocorrido erro no valor do débito confessado na DCTF, esta circunstância deveria ter sido documentalmente provada pela interessada por ocasião da apresentação da manifestação de inconformidade. No caso em concreto, a manifestante não apresentou documentação hábil infirmar a motivo que levou a autoridade fiscal competente a não homologar a compensação ou comprovar inclusão indevida de valores na base de cálculo, erro material na apuração do imposto e reduções de valores da base de cálculo de débito confessado em DCTF. Portanto, uma vez não comprovada nos autos a existência de direito creditório líquido e certo do contribuinte contra a Fazenda Pública passível de compensação, não há o que ser reconsiderado na decisão dada pela autoridade administrativa. (grifei algumas partes) Da leitura dos excertos da decisão recorrida, constatase que o órgão a quo afastou a pretensão da recorrente, pois não foi trazida nenhuma prova para demonstrar as alegações de erro quanto ao débito confessado. Analisando os autos, observase que, de fato, a recorrente não apresentou, na fase de impugnação (manifestação de inconformidade), documentos que pudessem demonstrar a certeza e liquidez do crédito alegado nem, tampouco, a suposta insubsistência dos débitos declarados na DCOMP transmitida. Para a demonstração da certeza e liquidez do direito creditório invocado ou da inconsistência e erro dos débitos constantes da DCOMP, não basta que a recorrente apresente tão só alegações ou, mesmo, declarações ou demonstrativos. Fazse necessário que as alegações da recorrente sejam embasadas em escrituração contábilfiscal e documentação hábil e idônea que a lastreie. Importa destacar que incumbe à recorrente o ônus de comprovar, por provas hábeis e idôneas, o crédito alegado ou o erro quanto aos débitos declarados. Nesse sentido, o Código de Processo Civil, em seu art. 373, dispõe: Art. 373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; Tal é o entendimento da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), em decisão consubstanciada no acórdão de nº 9303005.226, nos seguintes termos: "...o ônus de comprovar a certeza e liquidez do crédito pretendido compensar é do contribuinte. O papel do julgador é, verificando estar minimamente comprovado nos autos o pleito do Sujeito Passivo, solicitar documentos complementares que possam formar a sua convicção, mas isso, repitase, de forma subsidiária à atividade probatória já desempenhada pelo contribuinte. Não pode o julgador administrativo atuar na produção de provas no processo, quando o interessado, no caso, a Contribuinte não demonstra sequer indícios de prova documental, mas somente alegações." Fl. 202DF CARF MF Processo nº 10380.902629/201264 Acórdão n.º 3003000.131 S3C0T3 Fl. 8 7 Assim, no caso concreto, já em sua impugnação perante o órgão a quo, a recorrente deveria ter reunido todos os documentos suficientes e necessários para a demonstração da certeza e liquidez do crédito pretendido ou da suposta inexistência dos débitos do processo, sob pena de preclusão do direito de produção de provas documentais em outro momento processual, em face do que dispõe o §4º do art. 16 do Decreto nº. 70.235/72: Art. 16. A impugnação mencionará: (...)III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)(...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Contudo, em homenagem ao princípio da verdade material e considerando que, no despacho eletrônico, a recorrente não foi informada sobre quais documentos probatórios deveria apresentar, analisei os autos em busca de eventuais documentos apresentados após a impugnação como forma de contrapor as razões da decisão recorrida, dando ensejo, assim, à exceção prevista no art. 16, §4º, "c", Decreto nº. 70.237/72. Compulsando os autos, observase que a recorrente eximiuse, mais uma vez, do ônus de produzir provas para sustentar suas alegações, apesar de ter sido alertada, já na decisão recorrida, sobre os tipos de documentos que deveria apresentar. De fato, analisando o processo, verificase que não há, junto ao recurso voluntário, qualquer documento para demonstrar a certeza e liquidez dos pretensos créditos os quais seriam originados de "débito a menor" ou da suposta inexistência dos débitos confessados. A recorrente apresentou apenas DACON. Sem escrituração contábilfiscal com elementos que a sustentem, não há como cotejar e apurar a veracidade das informações constantes no DACON, PER/DCOMP e DCTF. A recorrente deveria ter trazido elucidação analítica e minuciosa da apuração da contribuição social sob litígio, estabelecendo conexões entre os diversos elementos que devem compor a prova de inexistência dos débitos alegados: notas fiscais, escrituração contábilfiscal, demonstrativo de apuração do tributo devido, etc. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Vinícius Guimarães Relator Fl. 203DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10935.903903/2013-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Feb 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2012
RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA.
É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
Numero da decisão: 3402-005.650
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
Nome do relator: Relator Diego Diniz Ribeiro
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
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INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decretolei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Relatório Trata o presente processo de recurso voluntário contra o indeferimento de manifestação de inconformidade postulada ante o não reconhecimento de pedido de restituição de PIS formulado pela recorrente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 39 03 /2 01 3- 80 Fl. 153DF CARF MF 2 Aludida restituição restou indeferida pela DRF de origem, posto que: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição” Regularmente cientificada, apresentou, a interessada, manifestação de inconformidade, julgada improcedente pela DRJ, nos termos do acórdão nº01033.580.: Cientificado desta decisão apresentou o recurso voluntário ora em apreço. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402005.626, de 27 de setembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10935.903869/201343, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402005.626): "I. Da intempestividade do recurso voluntário interposto 5. Como é sabido, o prazo para interposição de Recurso Voluntário no âmbito do processo administrativo federal é de 30 (trinta) dias, conforme prevê o art. 33, caput do Decretolei n. 70.235/72. 6. Não obstante, segundo o disposto no art. 5o. do sobredito Decretolei, os prazos no processo administrativo federal são contínuos e deverão ser contados excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Este também é o teor do art. 66 da lei n. 9.784/991. 7. Pois bem. No presente caso o fecorrente foi cientificado via eletrônica da decisão guerreada, sendo a correspondente mensagem aberta em 24 (vinte e quatro) de fevereiro de 2017 (sextafeira) (fl. 142). Logo, levando em consideração as disposições legais acima mencionadas, o termo inicial para a contagem do prazo recursal teve início em 27 (vinte e sete) de fevereiro de 2017 (segundafeira), vencendo, por sua vez, no dia 28 (vinte e oito) de março de 2017 (terçafeira). Acontece que o recurso em apreço só foi interposto em 30 (trinta) de março de 2017 (fl. 145), ou seja, quando já transcorrido o prazo legal. 8. Patente está, portanto, a intempestividade do recurso voluntário interposto, motivo pelo qual não o conheço. Dispositivo 1 "Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindose da contagem o dia do começo e incluindose o do vencimento." Fl. 154DF CARF MF Processo nº 10935.903903/201380 Acórdão n.º 3402005.650 S3C4T2 Fl. 3 3 9. Diante do exposto, em razão da intempestividade do recurso voluntário interposto, deixo de conhecêlo. 10. É como voto." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por não conhecer do recurso voluntário por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 155DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11070.721963/2015-28
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 11 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2011 a 31/12/2012
Súmula CARF nº 108
Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício.
GLOSA DE CRÉDITOS ILEGÍTIMOS TOMADOS PELO ADQUIRENTE EM RAZÃO DE ERRO DE CLASSIFICAÇÃO FISCAL COMETIDO PELO FORNECEDOR.
Constatado pela fiscalização que a classificação fiscal de insumos no fabricante estava errada, reduzindo a zero o IPI destacado nas notas fiscais de saída, legítima a glosa do IPI creditado a maior no comprador.
Recurso Especial do Procurador provido e Recurso Especial do Contribuinte negado.
Numero da decisão: 9303-007.869
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em dar-lhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em negar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe deram provimento.
(Assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas Presidente
(Assinado digitalmente)
Jorge Olmiro Lock Freire Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
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Interessado FAZENDA NACIONAL e VONPAR REFRESCOS S.A. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2011 a 31/12/2012 Súmula CARF nº 108 Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício. GLOSA DE CRÉDITOS ILEGÍTIMOS TOMADOS PELO ADQUIRENTE EM RAZÃO DE ERRO DE CLASSIFICAÇÃO FISCAL COMETIDO PELO FORNECEDOR. Constatado pela fiscalização que a classificação fiscal de insumos no fabricante estava errada, reduzindo a zero o IPI destacado nas notas fiscais de saída, legítima a glosa do IPI creditado a maior no comprador. Recurso Especial do Procurador provido e Recurso Especial do Contribuinte negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em darlhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em negarlhe provimento, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe deram provimento. (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 0. 72 19 63 /2 01 5- 28 Fl. 2100DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 3 2 Jorge Olmiro Lock Freire – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. Relatório Tratase de recurso especial de divergência oposto pela Fazenda Nacional (fls. 1632/1646), admitido pelo despacho de fls. 1648/1650, insurgindose contra parte do acórdão 3402003.800, de 26/01/2017, que deu provimento ao recurso voluntário para afastar os juros de mora sobre a multa de ofício. Nessa parte, eis a ementa: JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. A literalidade do artigo 61, caput e §3º da Lei n. 9.430, de 1996, separa os débitos tributários das penalidades (multas de ofício), determinando a incidência dos juros só sobre os primeiros, e não sobre as segundas. Assim falta previsão legal para a incidência da Selic sobre a multa de ofício imposta nos autos de infração lavrados pela RFB. O contribuinte contraarrazoou o recurso fazendário (fls. 1690/1706), postulando, em suma, que seja negado provimento àquele. Igualmente, o contribuinte interpôs recurso especial de divergência (fls. 1752/1819) requerendo o cancelamento integral do auto de infração. O despacho de admissibilidade de fls. 1996/2006, de 14/03/2018, admitiu parcialmente o recurso exclusivamente em relação à possibilidade de efetuar a glosa de créditos ilegítimos tomados pelo adquirente em razão de erro de classificação fiscal cometido pelo fornecedor. Agravado esse despacho pelo contribuinte (fls. 2049/2058), o mesmo foi rejeitado (fls. 2061/2066) pela Presidente da CSRF. A ementa do recorrido não fez menção expressa quanto à esta matéria, mas foi objeto de análise expressa. Na parte admitida, sustenta que deve prevalecer o entendimento dos acórdãos paradigmas (3401003.751 e CSRF/0202.895), pois, afirma, agiu licitamente ao aceitar a classificação fiscal dos produtos fornecidos pela RECOFARMA, constante de nota fiscal idônea. Alega não mais existir previsão regulamentar no sentido de que o adquirente deveria verificar a classificação fiscal do produto indicada pelo fornecedor. Por tal, entende que não pode o crédito ser glosado nem aplicada multa de ofício. De fls. 2073/2090, contrarrazões da PGFN. Inicialmente, alega a procuradoria que o recurso não deve ser conhecido porque os paradigmas tratam de crédito básico de IPI, enquanto o recorrido versa sobre crédito incentivado de IPI. Reportase ao TVF que articula esse fato em seu item 100. Acresce que "a sistemática do crédito presumido e a do crédito escritural são completamente diversas, não havendo como se comparar duas situações distintas". Em relação ao paragonado nº CSRF/0202.895, assevera que nesse julgado o que Fl. 2101DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 4 3 estava em discussão era a exigência de multa regulamentar por erro de classificação fiscal, situação que não se confunde com a destes autos em que não está sob análise a responsabilidade por infração. Quanto ao mérito, em resumo, consigna que o cerne da demanda é o descumprimento dos requisitos legais para o aproveitamento do crédito de IPI e não, propriamente, a regularidade formal do preenchimento da nota fiscal, o que conduziria à rejeição da tese no particular. Entende que constatado o erro de classificação fiscal, impõese o lançamento do tributo pela autoridade fiscal nos termos do art. 142 do CTN. Alfim, pede a Fazenda que seja negado provimento ao recurso especial de divergência interposto pelo contribuinte. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire Relator I RECURSO DA FAZENDA NACIONAL Conheço do recurso nos termos e fundamentos do despacho que o admitiu. Acerca do recurso especial fazendário, descabe maiores digressões ante o teor da Súmula 108 do CARF, aprovado em setembro deste ano, cujo enunciado dispõe: Súmula CARF nº 108 Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício. Assim, é de ser provido o especial do Procurador para que sobre a multa de ofício aplicada ao lançamento incida a taxa SELIC. II RECURSO DO CONTRIBUINTE CONHECIMENTO O recurso especial do contribuinte foi admitido unicamente quanto à possibilidade de efetuar a glosa de créditos ilegítimos tomados pelo adquirente em razão de erro de classificação fiscal cometido pelo fornecedor. Ao contrário do que pondera a Fazenda, entendo que a questão de fundo travada no paradigma 3401003.751 é a mesma, independentemente de tratarse de crédito básico ou ficto, posto que o mérito é a possibilidade de glosarse crédito escritural indevido em função de reclassificação fiscal dos produtos adquiridos. Mas com razão a Fazenda ao alegar que o outro paragonado é imprestável por falta de similitude fática, vez que naquele a matéria referiase à penalidade que então constava no RIPI pela falta de comunicação ao adquirente quando constatado pelo comprador erro na nota fiscal quanto às suas formalidades, inclusive erro na classificação fiscal das mercadoria adquiridas. Fl. 2102DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 5 4 O seguimento do despacho pelo Presidente da Quarta Câmara desta Terceira Seção, concluiu da seguinte forma: Com fundamento nos artigos 18, III, 67 e 68, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015, DOU SEGUIMENTO PARCIAL ao recurso especial interposto pelo sujeito passivo, admitindo a rediscussão da matéria possibilidade de efetuar a glosa de créditos ilegítimos tomados pelo adquirente em razão de erro de classificação fiscal cometido pelo fornecedor. Portanto, ao contrário do afirmado na motivação do despacho de admissibilidade, apenas essa questão pode ser conhecida. Em consequência, descabido o argumento do subscritor do despacho quando assevera em relação à matéria admitida, o seguinte: A admissão desta divergência devolve à CSRF o conhecimento das seguintes matérias alegadas como divergentes, mas que na verdade são argumentos do contribuinte para infirmar a tese fazendária: a) se houve ou não houve mudança de critério jurídico no lançamento; e b) competência da Suframa para aprovar projetos de concessão de benefícios fiscais e validade do Ato Administrativo emitido pela Suframa. Essas duas divergências alegadas pelo contribuinte nada mais são do que argumentos utilizados para contestar a glosa dos créditos efetuada pela fiscalização. Não é necessário apresentar paradigmas contra argumentos. Admitida a tese divergente, a CSRF escolherá qual tese irá prevalecer e os argumentos que a sustentarão. Ora, as questões de alteração de critério jurídico e a competência da SUFRAMA são argumentos autônomos e assim foram articulados pela recorrente, devendo claramente ser cotejadas com algum paradigma com a devida similitude fática. Portanto, estreme de dúvida, demandariam motivação e análise particular, o que não foi feito, pelo que, inclusive, não constam do despacho do Sr. Presidente da Quarta Câmara. Assim, o que subiu para nossa análise foi o determinado especificamente ao final pela autoridade competente quanto ao teor das matérias admitidas. E esta foi transcrita acima, qual seja, possibilidade de efetuar a glosa de créditos ilegítimos tomados pelo adquirente em razão de erro de classificação fiscal cometido pelo fornecedor. Em suma, somente em relação a essa questão é que conheço do recurso, porém exclusivamente com arrimo no aresto paradigma 3401003.751, vez que o CSRF/02 02.895 trata de matéria em que não há similitude fática. III RESUMO DOS FATOS Consta dos autos, que a empresa VONPAR Refrescos S/A, CNPJ n° 91.235.549/000978, tem como ramo de atividade a fabricação de refrigerantes. No período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012, o estabelecimento produziu os seguintes refrigerantes: CocaCola, CocaCola Zero, CocaCola Light, Fanta Laranja, Fanta Uva, Sprite, Guaraná Kuat, Guaraná Kuat Light e Guaraná Taí. Fl. 2103DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 6 5 No referido período, a maior parte dos créditos do IPI escriturados pela autuada foram oriundos de insumos adquiridos da empresa RECOFARMA, esta situada na Zona Franca de Manaus (ZFM), a qual elabora produtos destinados à fabricação de bebidas não alcoólicas da posição 22.02 da Tabela de Incidência do IPI (TIPI). Tais produtos são constituídos de até seis componentes, sendo que cada componente sai do estabelecimento industrial em embalagem individual. Esses produtos são distribuídos para diversas fábricas engarrafadoras espalhadas no território nacional, que atuam em regime de franquia. A VONPAR é uma dessas franqueadas. No presente processo, o Fisco revisou sua posição sobre o RE nº 212.484RS, no qual a autuada foi autora, tendo o julgado transitado em julgado em seu favor, concordando com o entendimento de que ele continua com efeitos válidos entre as partes. Assim, admite que a empresa autuada tem o direito de aproveitar créditos do IPI correspondentes ao valor do tributo incidente sobre produtos procedentes da Zona Franca de Manaus, mesmo que os bens recebidos somente façam jus à isenção do artigo 81, inciso II, do RIPI/2010 (artigo 69, inciso II, do RIPI/2002). Nas notas fiscais de saída emitidas até o final de 2010, a RECOFARMA identificou esses produtos como "concentrados contendo kits", formados por "partes". Ressaltase que nas notas fiscais de saída emitidas pela RECOFARMA não há destaque de IPI, tendo sido registrado que os produtos estariam isentos do IPI com base nos artigo 69, inciso II, e artigo 82, inciso III, do Decreto n° 4.544, de 2002 (RIPI). Verificouse que nas notas fiscais de saída emitidas até o final do ano de 2010, a RECOFARMA registrou que os “concentrados” se classificariam no código 2106.90.10 (Preparações dos tipos utilizados para elaboração de bebidas). Gizese que os produtos enquadrados neste código são tributados à alíquota zero. A partir de janeiro de 2011, passou a constar nas notas a indicação do "Ex 01" do código 2106.90.10 (Preparações compostas, não alcoólicas extratos concentrados ou sabores concentrados), para elaboração de bebida da posição 22.02, com capacidade de diluição superior a 10 partes da bebida para cada parte do concentrado. Em janeiro de 2011, a RECOFARMA emitiu cartas de correção relativas à ausência da indicação do "Ex 01" nas notas emitidas nos anos anteriores. Até 30/09/2012, os produtos enquadrados no "Ex 01" do código 2106.90.10 eram tributados à alíquota de 27% (Decreto nº 6.006, de 28/12/2006, e Decreto nº 7.660, de 23/12/2011). A partir de 01/10/2012, os produtos enquadrados no "Ex 01" do código 2106.90.10, passaram a ser tributados à alíquota de 20%. Ao final, a fiscalização demonstra em seu Relatório de Ação Fiscal, que apesar de a VONPAR, por força do o RE nº 212.484RS, ter direito a se creditar do valor do tributo incidente sobre insumos adquiridos sob o regime de isenção, permanece plenamente justificada a glosa total dos créditos oriundos de "kits para refrigerantes", por ser igual a zero o valor do IPI calculado, como se devido fosse, sobre os produtos em questão. IV DELIMITAÇÃO DA LIDE Como dito alhures, o que foi devolvido ao nosso conhecimento foi a questão acerca da possibilidade do Fisco efetuar a glosa de créditos ilegítimos tomados pelo Fl. 2104DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 7 6 adquirente, no caso a autuada, em razão de erro de classificação fiscal cometido pelo fornecedor. Portanto, desde já afastase a discussão sobre o mérito quanto à classificação fiscal dos produtos que saíram da RECOFARMA isoladamente e que, desta forma, foram reclassificados pelo Fisco. Para que dúvida não paire, vejase o teor do despacho de admissibilidade do recurso de divergência do contribuinte sobre qual a correta classificação fiscal. Para que reste caracterizado o dissídio jurisprudencial, na forma exigida pelo regimento, é necessário que os Acórdãos confrontados tenham interpretado a mesma norma jurídica quando aplicada a fatos iguais ou semelhantes, implicando a adoção de entendimentos distintos. No caso concreto, nenhum dos paradigmas apresentados decidiu se os diversos componentes dos "kits" devem ser classificados como uma mercadoria única ou separadamente. Analisando o inteiro teor do Acórdão 3201001.873, verificase que a questão da classificação fiscal dos "kits" nem sequer foi levantada pela fiscalização. O colegiado tratou os "kits" como mercadoria única porque a fiscalização não questionou a classificação adotada pelo contribuinte. O recurso voluntário foi parcialmente provido neste paradigma porque o colegiado entendeu que o contribuinte tinha direito à manutenção do crédito com base no art. 6º do DecretoLei nº 1.435/75. Analisando o inteiro teor dos paradigmas 20301.939 e CSRF/0303.335, verificase que eles versaram sobre a classificação fiscal de cosméticos, tendo restado decidido que os certificados de registro expedidos pelo Ministério da Saúde deveriam ser considerados, pois se trata de órgão técnico que analisa a composição química de cada produto. A situação fática versada nesses paradigmas é totalmente distinta da do caso concreto, pois a Suframa não analisa a composição dos produtos, como ocorre com outros órgãos técnicos da Administração Pública, como o Ministério da Agricultura, Ciência e Tecnologia, Vigilância Sanitária e etc. A Suframa se limita a aprovar o projeto acolhendo as informações prestadas pelos interessados em se instalar em Manaus. Os Atos Administrativos expedidos pela Suframa não analisaram a composição química dos concentrados e nem se eles se enquadram na posição X ou Y da tabela. Portanto, inexistindo divergência entre a tese fixada no Acórdão recorrido e os paradigmas acima analisados, o recurso especial não pode ter seguimento quanto à questão da classificação fiscal dos chamados "kits para produção de refrigerantes". ... Uma vez fixada a premissa de que a classificação fiscal adotada pela fornecedora dos concentrados está errada, resta a Fl. 2105DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 8 7 conclusão de que o insumo é classificado em uma outra posição da tabela, cuja alíquota, segundo o fisco, é zero. Se a alíquota é zero, então o crédito é zero. Se o crédito é zero e o contribuinte se apropriou de um crédito maior do que zero, o excesso deve ser glosado da escrita. E, segundo a tese de mérito adotada no Acórdão recorrido, essa glosa pode ser feita porque a coisa julgada formada no RE 212.484 só ampara o crédito ficto em relação a produtos isentos. ... Portanto, está perfeitamente caracterizado o dissídio jurisprudencial, pois enquanto no caso concreto o colegiado prolator do acórdão recorrido decidiu que é possível glosar créditos tomados em excesso pelo adquirente, em virtude de erro de classificação fiscal cometido pelo fornecedor dos insumos; no paradigma colacionado a tese adotada foi diametralmente oposta, no sentido de que não é possível efetuar essa glosa, resultando no cancelamento do crédito tributário correspondente. V A LEGITIMIDADE DA FISCALIZAÇÃO EM GLOSAR CRÉDITOS DO ADQUIRENTE, AUTUADO, EM FUNÇÃO DA RECLASSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS ADQUIRIDOS DA RECOFARMA, FORNECEDOR. Alega a recorrente que não tinha a obrigação de verificar a regularidade da classificação fiscal indicada na Nota Fiscal para o "concentrado" e que os créditos de IPI objeto do auto de infração em julgamento, foram apurados sob a vigência de Lei e do RIPI, que não impõem a obrigação de o adquirente examinar a classificação fiscal do produto. E como a classificação dos concentrados na posição 2106.90.10 "Ex. 01", foi definida pela RECOFARMA (fornecedora do concentrado), não há qualquer infração praticada por ela ao aceitar tal classificação fiscal e utilizar a respectiva alíquota para calcular o crédito de IPI isento, sendo esse procedimento um ato lícito. Em suma, entende que não pode o Fisco glosar a alíquota do crédito de IPI decorrente da aquisição do concentrado pela recorrente, fundado em suposto erro da classificação fiscal efetuada pela fornecedora RECOFARMA. No caso, há que se ressaltar uma questão de fato que foi ignorado pela autuada. Conforme consta em Termos e Relatórios elaborados pelo Fisco, nas Notas Fiscais de saída emitidas pela VONPAR até o final do ano de 2010, a RECOFARMA registrou que os “concentrados” se classificariam no código 2106.90.10 (Preparações dos tipos utilizados para elaboração de bebidas), sem o "Ex 01", cuja alíquota do IPI é zero. Ademais, a recorrente, conforme TVF, tinha ciência que o Fisco com base em MPF nacional estava executando trabalho no estabelecimento da RECOFARMA em Manaus, tendo sido analisado o direito creditório ao aproveitamento de créditos de IPI por parte dos adquirentes da RECOFARMA localizados em todo território nacional. Inclusive, consta no item 33 do TVF, que por meio de Termos lavrados pela DRF de Porto Alegre em 12/11/2013 e em 20/12/2013, a matriz da Vonpar foi cientificada de que o trabalho na RECOFARMA estava em andamento. Em 29/12/2014, em termo lavrado no estabelecimento da Vonpar, esta tomou ciência da conclusão do trabalho realizado na RECOFARMA. Portanto, a autuada estava ciente Fl. 2106DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 9 8 de que os créditos que vinha aproveitando estavam, antes da ciência do lançamento, no entender da fiscalização, errados, pois a alíquota, para o Fisco, seria zero. O TVF acresce: "(...) 70) Em Impugnação ao Auto de Infração lavrado por meio do processo nº 11080.733630/201441, Vonpar alegou que as notas fiscais emitidas pela Recofarma atendiam a todos os requisitos legais, tendo declarado que “conforme referência expressa contida nas notas fiscais emitidas pela RECOFARMA”, a empresa adquiriu concentrados isentos, amparados pela isenção prevista no art. 82, III, do RIPI/02 e classificados na posição 2106.90.10 Ex. 01 da TIPI/2006. 70.1 Na realidade, por muitos anos constou nas notas fiscais emitidas por Recofarma apenas o registro do código de classificação fiscal 2106.90.10, cuja alíquota é zero, sem a indicação do Ex 01". O Fisco também relatou que somente nas notas fiscais emitidas a partir de janeiro de 2011, passou a constar a indicação do "Ex 01" do código 2106.90.10, e que em janeiro de 2011 a RECOFARMA emitiu as respectivas cartas de correção relativas à ausência da indicação do "Ex 01" para as notas emitidas nos anos anteriores. Tal procedimento, também foi informado pela própria Recorrente, conforme consta em seu recurso voluntário. Vejase: "Com efeito, a RECOFARMA emitiu cartas de correção, na qual explicitou o enquadramento no Ex 01 que tem, inclusive, alíquota inferior a do Ex 02, qual seja, 27%". Salientese que nestes autos estão sendo analisados fatos geradores de IPI ocorridos até o mês de dezembro ano de 2010. Portanto, neste processo a autuada efetuou o cálculo dos créditos de IPI com a utilização de alíquota que não correspondia ao código indicado nas notas fiscais. Alega a recorrente que as notas fiscais emitidas pela RECOFARMA atendem a todos os requisitos, de forma que, na qualidade de adquirente de boafé teria direito à manutenção do referido crédito de IPI. Mesmo que a recorrente não tivesse como saber que o código de classificação fiscal estava incorreto, o que não é o caso dos autos, cabível a glosa, pois não existe previsão legal para a manutenção de créditos indevidos/ilegítimos, quando constatado pela Fazenda, seu poderdever fazer a glosa nessas hipóteses. Para a Fazenda é uma questão inter alios. Ademais, entendo que aplicase ao caso o art. 3271 do RIPI/2010, que nada mais faz do que reproduzir o art. 62 da Lei 4.502/67, quando determina que o recebedor da 1 Art. 327. Os fabricantes, comerciantes e depositários que receberem ou adquirirem para industrialização, comércio ou depósito, ou para emprego ou utilização nos respectivos estabelecimentos, produtos tributados ou isentos, deverão examinar se eles se acham devidamente rotulados ou marcados ou, ainda, selados se estiverem sujeitos ao selo de controle, bem como se estão acompanhados dos documentos exigidos e se estes satisfazem a todas as prescrições deste Regulamento (Lei nº 4.502, de 1964, art. 62 ). Fl. 2107DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 10 9 mercadoria tem o dever legal de verificar se as mercadoria recebidas em seu estabelecimento "estão acompanhadas dos documentos exigidos e se estes satisfazem a todas as prescrições deste Regulamento". Quisesse eximirse da presente cobrança, vez que sabia de antemão o posicionamento da RFB, devia valerse do previsto no § 1º do art. 62 da Lei 4.502, que dispõe: § 1º Verificada qualquer falta, os interessados, a fim de se eximirem de responsabilidade, darão conhecimento à repartição competente, dentro de oito dias do recebimento do produto, ou antes do início do consumo ou da venda, se êste se der em prazo menor, avisando, ainda, na mesma ocasião o fato ao remetente da mercadoria. Dessarte, entendo legítima a glosa ante a constatação do Fisco que os insumos recebidos pela recorrente estavam com classificação fiscal incorreta. DISPOSITIVO Forte no exposto, conheço de ambos recurso e: 1 Dou provimento ao recurso fazendário para que sobre a multa aplicada incida a taxa SELIC, nos termos da Súmula CARF 108, e: 2 Nego provimento ao recurso do contribuinte. É como voto. (assinado digitalmente) § 1o Verificada qualquer irregularidade, os interessados comunicarão por escrito o fato ao remetente da mercadoria, dentro de oito dias, contados do seu recebimento, ou antes do início do seu consumo, ou venda, se o início se verificar em prazo menor, conservando em seu arquivo cópia do documento com prova de seu recebimento (Lei nº 4.502, de 1964, art. 62, § 1º ). § 2o A comunicação feita com as formalidades previstas no § 1o exime de responsabilidade os recebedores ou adquirentes da mercadoria pela irregularidade verificada (Lei nº 4.502, de 1964, art. 62, § 1º ). § 3o No caso de falta do documento fiscal que comprove a procedência do produto e identifique o remetente pelo nome e endereço, ou de produto que não se encontre selado, rotulado ou marcado, quando exigido o selo de controle, a rotulagem ou a marcação, não poderá o destinatário recebêlo, sob pena de ficar responsável pelo pagamento do imposto, se exigível, e sujeito às sanções cabíveis (Lei nº 4.502, de 1964, art. 62, § 2º, e Lei no 9.532, de 1997, art. 37, inciso V ). § 4o A declaração, na nota fiscal, da data da entrada da mercadoria no estabelecimento será feita no mesmo dia da entrada. Fl. 2108DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 11 10 Jorge Olmiro Lock Freire Fl. 2109DF CARF MF Processo nº 11070.721963/201528 Acórdão n.º 9303007.869 CSRFT3 Fl. 12 11 Fl. 2110DF CARF MF
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Numero do processo: 16007.000045/2009-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Feb 11 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3401-001.665
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB analise a documentação carreada aos autos pela recorrente, e se manifeste conclusivamente quanto à existência do crédito, detalhando-o.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza, Carlos Henrique Seixas Pantarolli Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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(assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza, Carlos Henrique Seixas Pantarolli Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 60 07 .0 00 04 5/ 20 09 -0 9 Fl. 694DF CARF MF Processo nº 16007.000045/200909 Resolução nº 3401001.665 S3C4T1 Fl. 3 2 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ/POR, que considerou improcedentes as razões da Recorrente sobre a reforma do Despacho Decisório que indeferiu o pedido de restituição e não homologou as compensações dos débitos pleiteados. A contribuinte pleiteou o ressarcimento e compensação de créditos tributários decorrentes de supostos pagamentos indevidos ou a maior de PIS/Cofins. Em Despacho Decisório, os pedidos foram indeferidos e as compensações não homologadas em razão de não ter sido comprovado o direito creditório, dado que grande parte dos pagamentos restava inteiramente vinculada a débito declarado em DCTF, e, quanto aos pagamentos que evidenciaram recolhimento a maior, o respectivo valor fora previamente utilizado em outras compensações. A Contribuinte interpôs Manifestação de Inconformidade, alegando, em síntese, que tem direito aos valores pagos indevidamente em relação à PIS/COFINS, que fora calculada sobre receitas financeiras, e estranhas ao conceito de faturamento, diante da inconstitucionalidade do art. 3º, §1º, da Lei nº 9.718, de 1998, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, e já reconhecida pela jurisprudência administrativa. Apresentou balancetes de verificação, DCTF´s, planilhas de apuração e guias de recolhimento e declarações de compensação para comprovação de suas alegações e dos valores pleiteados. Sobreveio Acórdão da Delegacia de Julgamento, através do qual não foi reconhecido o direito creditório requerido. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 3401001.588, de 26 de novembro de 2018, proferida no julgamento do processo 16007.000043/200910, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu na Resolução 3401001.588: "O Recurso é tempestivo, e, reunindo os demais requisitos de admissibilidade, tomo seu conhecimento. Fl. 695DF CARF MF Processo nº 16007.000045/200909 Resolução nº 3401001.665 S3C4T1 Fl. 4 3 Como se aduz da leitura do relatório, restam pendente de análise por esse Colegiado a incidência de COFINS Cumulativa sobre a rubrica "receitas financeiras". Ora, nos termos do julgamento do RE 585235/MG, julgado sob efeito de repercussão geral, o artigo 3º, §1º, da Lei Federal 9.718/1998, foi considerado inconstitucional, de modo que, para fins de determinação da base de cálculo das contribuições sociais, no caso de empresas que não exercem atividade de instituições financeiras, não cabe a inclusão de receitas financeiras ou outras alheias ao seu objeto social. Desta feita, é de se afastar a glosa com base no artigo 62, §1º, inciso II, b, do RICARF. Contudo, como até o presente momento, a Receita Federal não se pronunciou sobre os documentos juntados desde a impugnação pela Recorrente, é de se converter o julgamento em diligência para que a unidade preparadora da RFB analise a documentação e se manifeste conclusivamente quanto à existência do crédito, detalhandoo. Em seguida, intimese a Recorrente para, desejando se manifestar, façao no em prazo de 30 dias. Após, os autos devem retornar ao CARF para prosseguir o julgamento." Importante frisar que os documentos juntados pela contribuinte no processo paradigma, como prova do direito creditório, encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB analise a documentação e se manifeste conclusivamente quanto à existência do crédito, detalhandoo. Em seguida, intimese a Recorrente para, desejando se manifestar, façao no em prazo de 30 dias. Após, os autos devem retornar ao CARF para prosseguir o julgamento." (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 696DF CARF MF
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